HABITAÇÃO: LIMITES E POSSIBILIDADES DO OPEN BUILDING NO BRASIL +
LUCAS DIAS UFMG, 2020
HABITAÇÃO: LIMITES E POSSIBILIDADES DO OPEN BUILDING NO BRASIL
elaborado por:
LUCAS DIAS orientação:
Denise Morado TCC UFMG, 2020
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INTRODUÇÃO O objetivo deste Trabalho de Conclusão de Curso é investigar como a abordagem do Open Building (arquitetura aberta) pode auxiliar na produção habitacional brasileira. Para isso, estabeleceu-se eixos de análise sobre os quais os dois universos, do Open Building e da produção habitacional tradicional, foram investigados destrinchando como cada um deles se estrutura com foco em aspectos projetuais, construtivos e tecnológicos. Esta análise foi estruturada textualmente e diagramaticamente. Assim, com base nesta investigação foi realizada uma análise do projeto do Condomínio Lider Ville, escolhido como estudo de caso. Depois, são propostos os preceitos utilizados na etapa final deste trabalho, o desenvolvimento de uma projeto de contraproposta ao estudo de caso.
ÍNDICE diagrama
7
eixos de análise
13
open building
19
produção habitacional tradicional
37
estudo de caso
59
limites e possibilidades
83
contraproposta
91
referências
207
DIAGRAMA
DIAGRAMA
O diagrama apresentado a seguir faz uma comparação, a partir de eixos de análise, de como os universos do Open Building e da produção habitacional se estruturam. No centro encontram-se os eixos de análise, acima as relações referentes ao universo do Open Building e abaixo as relações do universo da produção habitacional tradicional. Portanto, o diagrama serviu como instrumento para a organização e visualização das relações entre os diversos conceitos que surgiram a partir da leitura da bibliografia escolhida. Os três próximos capítulos explicarão com mais detalhes esses conceitos. Obs: para facilitar a leitura, ao clicar no diagrama, por exemplo, no eixo de análise flexibilidade você será conduzido para o subcapítulo referente a este eixo e vice-versa. 8
7
+ -
6
5
PRODUÇÃO HABITACIONAL TRADICINAL
EIXOS DE ANÁLISE
OPEN BUILDING
âmbito coletivo
âmbito individual
19
3
9
12
15
18
2
8
11
14
17
pla nta do espaço
16
serviços
13
casca
estrutura
sítio
nível interior
nível da fronteira
nível comum
construção base
1
10
+
acesso/circulação
4
suporte recheio
participação no processo de decisão/ produção da habitação
distinção entre suporte e recheio
AUTONOMIA MORADOR
DISTINÇÃO ENTRE NÍVEIS DE DECISÃO
morador como número, sem indentidade, consumidor
ignora condições climáticas, sociais, culturais e morfológicas
perda de subjetividades
padronização arquitetônica
rigidez tipologica A
E
1
i s i se
F
I
obs pro
habi m
conversão
estratégias de flexibilidade
12
expansão
3
4
5
6
8
9
13
14
15
16
17
18
19
3
4
8
9
16
19
20
1
2
5
7
8
9
18
multifuncionalidade 12
diversidade
+
+
13
14
15
16
17
3
4
5
6
+
7
9
14
15
16
17
18
19
20
2
3
4
8
9
12
13
14
15
16
17
18
19
capacidade de adaptação e mudança ao longo do tempo
modularidade e conectividade
morar como processo dinâmico e variável
industrialização
FLEXIBILIDADE
RACIONALIZAÇÃO PROCESSO PRODUTIVO
universalização dos modos de vida
processos construtivos manufaturados
incapacidade de adaptação e mudança ao longo do tempo
gestão e controle do trabalho no canteiro
rigidez no sistema construtivo
padronização do sistema construtivo
solescência ogramada
itação como mercadoria
B
C
D
G
H
J
10
13
mobiliário
20
polivalência
2
produtividade e lucratividade
EIXOS DE ANÁLISE
EIXOS DE ANÁLISE
Como já mencionado, foram escolhidos quatro eixos para fazer a análise dos universos do Open Building e da produção habitacional tradicional, esses são: autonomia do morador; distinção entre níveis de decisão; flexibilidade e racionalização do processo produtivo. 14
EIXOS DE ANÁLISE
autonimia do morador e distinção entre níveis de decisão
O eixo da autonomia do morador diz respeito à capacidade desse de participar e intervir no processo de decisão e produção da habitação em diversos níveis e aspectos, abrangendo do uso social à configuração do espaço. A autonomia, assim, está ligada a possibilidade do morador manifestar sua individualidade e construir uma relação com a moradia. A ideia de níveis de decisão está relacionada ao entendimento que o ambiente construído é constituído por diversas camadas de intervenção (estrutura da cidade, tecido urbano, edificação, interior do edifício, etc) sendo que as decisões em cada nível delimitam as possibilidades dos níveis “inferiores”. Portanto, a questão é como esta distinção entre os níveis é realizada, se ela é explicitada ou não, se favorece ou complica a compreensão dos diversos momentos envolvidos na produção habitacional. 16
EIXOS DE ANÁLISE
flexibilidade e racionalização do processo produtivo
O eixo da flexibilidade analisa como o espaço acomoda diversas exigências e atividades, previstas ou não previstas, sendo determinada pela sua capacidade de se adaptar a diferentes usos sociais e configurações espaciais. O eixo da racionalização do processo produtivo diz respeito aos sistemas e processos construtivos escolhidos de forma a viabilizar, economicamente, a produção em grande escala. Portanto, analisando quais são as lógicas produtivas implementadas e como elas se articulam. 17
OPEN BUILDING
OPEN BUILDING
O Open Building é uma abordagem de projeto derivada das pesquisas realizadas pelo SAR (em holandês, Stichting Architecten Research, e em inglês, Foundation for Architects’ Research) criado em 1964. Essas pesquisas tomaram como ponto de partida a Teoria dos Suportes de Habraken que possui como objetivo principal a reintrodução do morador no processo de tomada de decisão, construção e uso da habitação (LAMOUNIER, 2017), restaurando assim a dimensão política do processo de morar (MORADO NASCIMENTO e TOSTES, 2011) que foi perdida devido à implantação da massificação, padronização, uniformidade e racionalização da arquitetura e seu processo produtivo. Dessa forma, essa abordagem implica em uma mudança de controle entre os agentes do processo, indo além da questão meramente técnica ou arquitetônica. Na década de 1980 o SAR fundou a Open Building Foundation que deu origem à rede internacional Open Building. Atualmente, com a extinção do SAR em 1987 e da Open Building Foundation em 2000, o movimento é coordenado por Jia Beisi, professor doutor da Hong Kong University, na China, e Amira Osman, professora de arquitetura na Tshwane University of Technology, na África do Sul. 20
OPEN BUILDING
Segundo Kendall (2004), Open Building é o termo usado para indicar um número de ideias diferentes, porém relacionadas sobre a produção do espaço, tendo como princípios: 1) a existência de níveis distintos de intervenção no meio ambiente construído, representados pelo suporte e pelo recheio tanto no projeto urbanístico, quanto arquitetônico; 2) a participação ativa de usuários e habitantes no processo de tomada de decisão; 3) o projeto como um processo com múltiplos participantes e com diferentes tipos de profissionais envolvidos; 4) a interface entre os sistemas ou componentes técnicoconstrutivos deve permitir a substituição de um sistema ou componente por outro de mesma função com o mínimo de perturbação dos sistemas ou componentes existentes, possibilitando, assim, que diferentes sistemas de recheio pudessem ser aplicados a um mesmo suporte; 5) o ambiente construído está em constante transformação, e suas mudanças têm de ser reconhecidas, compreendidas e estudadas; 6) o ambiente construído é o produto de um contínuo e interminável processo de projeto, no qual o ambiente se transforma parte por parte. 21
OPEN BUILDING
participação no processo de decisão e produção da habitação
A ideia de participação do morador parte do pressuposto que a reintrodução desse no processo de morar é essencial para a restauração do que Habraken (2011) chama de “relação natural” (natural relationship). A “relação natural” diz respeito à relação entre indivíduo e matéria, sua sensação de posse sobre o ambiente construído, já que segundo o autor o ato de morar é indissociável do ato de construir. O arquiteto defende que as pessoas são capazes de tomar decisões sobre questões referentes ao ambiente construído, assim o morador deve participar de forma coletiva ou individual nos diferentes níveis de decisão na definição do suporte e do recheio. 22
OPEN BUILDING
âmbitos de participação
A ideia de âmbitos de participação vem da pesquisa de estudiosos japoneses (Kobayashi e Fujimoto, 2003, apud COSTA, 2016) que desmembram, em edificações residenciais, o suporte e recheio em subníveis de tomada de decisão (construção base, nível comum, nível da fronteira e nível interior) e os articulam com o tipo de uso e com quem é responsável pela tomada de decisão. As decisões do âmbito coletivo são todas aquelas que têm impacto nos espaços de uso comum ou em unidades vizinhas. Assim, o suporte e parte do recheio precisam ser acordados coletivamente entre os envolvidos. Já as do âmbito individual envolvem espaços de uso exclusivo e são contidas dentro da unidade. (LAMOUNIER, 2017 e Kobayashi e Fujimoto, 2003, apud COSTA, 2016).
níveis de tomada de decisão no open building por pesquisadores japoneses fonte: kobayashi e fujimoto, 2003, tradução costa (2016)
23
OPEN BUILDING
âmbitos de participação
A partir das leituras feitas adotou-se a seguinte definição para os subníveis de tomada de decisão: - Construção-base: pilares, vigas, fundações, infraestrutura externa, cobertura e distribuição geral de serviços. São elementos fixos de grande durabilidade e constituem parte do suporte. - Nível comum: circulações e espaços de uso comum. As decisões nesse nível dizem respeito às áreas comuns do edifício e apesar de adaptáveis tem vida útil de média duração, sendo um subnível do suporte. - Nível da fronteira: posição de janelas e portas, varandas, divisórias externas. As decisões neste nível apesar de se referirem à unidade têm impacto nas unidades vizinhas e nas relações estabelecidas com os espaços comuns. Assim, seus elementos por serem mutáveis e de curto prazo fazem parte do recheio. - Nível interior: partições internas, revestimentos internos, mobiliário, equipamentos. As decisões neste nível têm impacto apenas na unidade e são suscetíveis a mudanças em curtos períodos de tempo. 24
OPEN BUILDING
distinção entre suporte e recheio
A distinção se dá pela definição de quais elementos são fixos, gerais e de grande durabilidade (suporte) e quais são mutáveis, específicos e de menor durabilidade (recheio). Para Habraken (2011, p.70, tradução do autor), “a estrutura suporte é a construção que permite a provisão de habitações que podem ser construídas, alteradas e demolidas, independentemente das outras”. É a definição do que é suporte e do que é recheio que facilita a participação do indivíduo, já que ela explicita a distinção entre os níveis de decisão, o que deixa mais claro quais intervenções são possíveis em cada momento do processo. Assim, o processo de produção é realizado em dois momentos, um de decisões coletivas e outro de decisões individuais. Por envolverem decisões técnicas, estéticas, financeiras e sociais em níveis distintos esses momentos são condicionados por questões ambientais, climáticas, culturais, tecnológicas, morfológicas e sociais.
conceitos suporte e recheio fonte: kobayashi e fujimoto, 2003, tradução costa (2016) e lamounier (2017, p.306)
25
OPEN BUILDING
camadas do edifício São as camadas (elementos) que compõem um edifício definidas a partir de sua função e durabilidade. De acordo com Brand (1994, apud Abreu e Heitor, 2007, p.3), “é a autonomia construtiva entre as várias camadas que constitui a condição essencial para prolongar a vida funcional de um edifício”. É a condição de independência estabelecida entre essas camadas que vai garantir que elas possam sofrer mudanças sem perturbar as demais partes do edifício, garantindo, assim, sua flexibilidade. As camadas que compõem o suporte e o recheio podem variar de acordo com as condicionantes de cada projeto. Com base nas discussões feitas por Lamounier (2017), Brand (1994, apud Lamounier, 2017) e Abreu e Heitor (2007) definiu-se as seguintes camadas do edifício: - Sítio: configuração geográfica, localização urbana e do lote, cujas fronteiras e contexto perduram por gerações de edifícios. Tempo de vida útil eterno. - Estrutura: elementos de suporte de carga como fundações, vigas, pilares e lajes. São arriscados e caros para mudar. Vida útil de 30 a 300 anos. - Acessos/circulação: escadas, corredores, elevadores e galerias. São adaptáveis, mas tem longa durabilidade. - Casca: superfícies exteriores como fachadas e cobertura. Vida útil de cerca de 20 anos. - Serviços: instalações como cabeamento e fiações elétricas e de comunicação, tubulações, sistemas anti-incêndio, ar condicionado, aquecimento, etc. Vida útil de 7 a 15 anos. Planta do espaço: elementos do interior como paredes, forros, pisos, portas, etc. Vida útil de até 30 anos em edifícios residenciais. - Mobiliário: elementos utilizados diariamente/mensalmente. 26
OPEN BUILDING
morar como processo dinâmico e variável
Parte do reconhecimento de que as demandas e necessidades dos moradores variam não só entre configurações familiares, grupos socioeconômicos e culturais distintos, mas também entre semelhantes; que essas demandas não são fixas no tempo e que estão sujeitas a mudanças. Portanto, para a abordagem do Open Building a reflexão sobre como garantir que o espaço construído seja capaz de se adaptar a essas demandas é essencial, como mostra a figura abaixo.
abordagens tradicional e do open building fonte: dekker, 1999, apud lamounier (2017, p.83)
27
OPEN BUILDING
capacidade de adaptação e mudança ao longo do tempo
Abreu e Heitor (2007) explicam que o conceito de flexibilidade está ligado à capacidade do espaço físico de se adequar ao processo dinâmico do habitar, portanto, à sua capacidade de adaptação e mudança ao longo do tempo. Para Schneider e Till (2005) a habitação que permite escolhas desde sua etapa de concepção, tanto no nível do uso social, como dos processos construtivos é essencial para garantir a viabilidade social, econômica e ambiental do processo habitacional. Assim, a tendência de se projetar habitações para um tipo específico de configuração familiar em um momento específico no tempo reflete uma forma de pensamento que ignora os custos, a longo prazo, da inflexibilidade dos espaços. Esses custos não são apenas econômicos, mas também sociais e ambientais gerados, por exemplo, pela constante necessidade de demolição de edifícios obsoletos. 28
OPEN BUILDING
estratégias de flexibilidade
Segundo Abreu e Heitor (2007, p.3), “a condição adaptativa do espaço físico da habitação resulta da aplicação de estratégias projetuais, tanto no nível da organização espacial, como dos processos construtivos”, sendo as principais estratégias de flexibilidade: - Conversão: acontece com a alteração da configuração espacial da habitação. - Polivalência: acontece sem a alteração da configuração espacial da habitação. - Expansão: acontece com a alteração do limite da habitação, vertical ou horizontalmente, com aumento de sua área. Pode ocorrer também o seu oposto, a redução. - Multifuncionalidade: acontece pela capacidade do espaço de se adaptar a vários usos (habitação, comércio, serviços. Com ou sem alteração da configuração espacial. - Diversidade: acontece quando se há variedade tipológica em um edifício. 29
OPEN BUILDING
estratégias auxiliares de projeto
As estratégias auxiliares são desenvolvidas na fase de projeto estando relacionadas às camadas do edifício e às estratégias de flexibilidade. A flexibilidade da edificação é consequência da totalidade ou da conjunção parcial de estratégias auxiliares com as camadas do edifício e com as estratégias de flexibilidade (ABREU e HEITOR, 2007). As relações entre elas são as seguintes: (1) volume construído inferior ao permitido - camada do sítio estratégia de expansão; (2) configuração regular da estrutura - camada da estrutura - estratégias de conversão, expansão e diversidade; (3) grandes vãos estruturais - camada da estrutura - estratégias de conversão, polivalência, multifuncionalidade e diversidade; (4) não criar obstáculos internos - camada da estrutura estratégias de conversão, polivalência, multifuncionalidade e diversidade; (5) sobredimensionamento da estrutura camada da estrutura - estratégias de conversão, expansão e multifuncionalidade; (6) uso de vigas invertidas camada da estrutura - estratégias de conversão e multifuncionalidade; (7) possibilidade de adição ou redução a estrutura - camada da estrutura - estratégias de expansão e multifuncionalidade; (8) localização da circulação externa ao edifício - camada de acessos/circulações - estratégias de conversão, polivalência, expansão e diversidade; (9) acessos múltiplos e/ou circulações alternativas - camada de acessos/circulações - todas as estratégias; (10) previsão de acessos para expansões - camada de acessos/ circulações - estratégia de expansão; 30
OPEN BUILDING
estratégias auxiliares de projeto
(11) fachada em painéis pré-fabricados - camada da casca; (12) disposição regular das aberturas - camada da casca - estratégias de conversão, multifuncionalidade e diversidade; (13) fachada customizada modularmente camada da casca - estratégias de conversão, expansão, multifuncionalidade e diversidade; (14) agrupamento dos serviços em blocos/shafts - camada de serviços estratégias de conversão, expansão, multifuncionalidade e diversidade; (15) serviços de fácil acesso e possibilidade de alteração - camada de serviços - estratégias de conversão, expansão, multifuncionalidade e diversidade; (16) localização e dimensão estratégica de shafts - camada de serviços - todas as estratégias; (17) divisórias independentes da estrutura - camada da planta do espaço - estratégias de conversão, expansão, multifuncionalidade e diversidade; (18) modularidade e conectividade dos elementos do recheio e do suporte - camada da planta do espaço estratégias de conversão, expansão, multifuncionalidade e diversidade; (19) configuração espacial livre - camada da planta do espaço - estratégias de conversão, polivalência, multifuncionalidade e diversidade; (20) elementos móveis - camada do mobiliário - estratégias de polivalência e multifuncionalidade. 31
OPEN BUILDING
estratégias auxiliares de projeto 1
11
A
volume construído inferior ao permitido 2
12
B
configuração regular da estrutura 3
13
C
grandes vãos estruturais 4
14
D
não criar obstáculos internos 5
15
E
sobredimensionamento da estrutura 6
16
uso de vigas invertidas 7
+
1
17
F
G
possibilidade de adição ou redução a estrutura
8
18
H
localização da circulação externa ao edifício 9
+
10
19
I
20
J
i s acessos múltiplos e/ou circulações alternativas i se
previsão de acessos para expansões
32
OPEN BUILDING
estratégias auxiliares de projeto 11
A
fachada em painéis pré-fabricados 12
B
disposição regular das aberturas 13
C
fachada customizada modularmente 14
D
agrupamento dos serviços em blocos/shafts 15
E
serviços de fácil acesso e possibilidade de alteração 16
1
F
localização e dimensão estratégica de shafts 17
G
divisórias independentes da estrutura 18
19
H
modularidade e conectividade dos elementos do recheio e do suporte entre si I
i s configuração espacial i se livre
20
J
elementos móveis
33
OPEN BUILDING industrialização
A ideia de industrialização no Open Building se opõem à ideia de uniformização da habitação como solução para a racionalização do processo produtivo. Habraken (2011) aponta que não há relação entre a uniformidade da habitação e a produção em massa das fábricas, uma vez que para as fábricas não importa a forma final da habitação e sim que suas partes e componentes possam ser produzidos em séries de grande escala. Segundo o autor o que ele chama de “habitação em massa” (mass housing) é incompatível com os métodos fabris, porque para cada nova série de projetos os detalhes e elementos mudam. A racionalização do processo depende da repetição dos componentes que constituem os sistemas, sendo , assim, possível reintroduzir a “relação natural” (natural relationship) sem gerar conflitos com a produção fabril. 34
OPEN BUILDING
modularidade e conectividade
Para que a racionalização do processo construtivo seja possível é necessário que os componentes construtivos sejam coordenados modularmente, bem como conectáveis entre si. A coordenação modular significa a inter-relação de medidas de elementos e componentes construtivos mediante o emprego de um módulo básico que permite seu agrupamento em inúmeras configurações, já a conectividade diz respeito à interface/conexões entre os elementos construtivos que devem ter pequena interferência entre si. O objetivo disso é não só possibilitar uma produção industrializada, mas também garantir que os componentes construtivos possam ser substituídos sem grandes custo ao longo da vida útil da edificação. 35
PRODUÇÃO HABITACIONAL TRADICIONAL
PRODUÇÃO HABITACIONAL TRADICIONAL
O universo da produção habitacional tradicional analisado neste trabalho diz respeito, mais especificamente, à produção de edifícios residenciais multifamiliares pelo Mercado e pela associação Estado-Mercado. Ao analisar como a demanda habitacional é suprida, nos deparamos com a reprodução de edifícios verticais indistintos que insiste na repetição hegemônica de tipologias e modelos que podem ser remetidos a qualquer metrópole brasileira (AZEVEDO, 2014). Isso pode ser observado com facilidade nos anúncios de imóveis, em todas as faixas de renda, onde vemos a réplica de plantas e fachadas com variações pequenas e superficiais, bem como na paisagem urbana onde os volumes e fachadas se repetem. Tais indícios apontam para uma condição de “inércia projetual” (AZEVEDO, 2014) na produção contemporânea de edifícios residenciais multifamiliares. Tal inércia refere se aos aspectos relacionados à distribuição espacial, articulação entre as ambiências e seus usos, implantação, organização das unidades/apartamentos e articulação do edifício com a cidade, além das escolhas técnicoconstrutivas. 38
PRODUÇÃO HABITACIONAL TRADICIONAL
produção habitacional pelo mercado fonte: direcional (2019)
39
PRODUÇÃO HABITACIONAL TRADICIONAL morador como número, sem identidade, consumidor
A produção habitacional tradicional ao desconsiderar o morador como fator importante no processo decisório e de produção da habitação faz com que esse seja reduzido a uma estatística, uma média, a um ser sem identidade própria (HABRAKEN, 2011). Assim, as decisões são feitas para atender demandas de um morador que não representa a diversidade das configurações familiares existentes, como mostra a figura ao lado, de forma a garantir uma uniformidade e viabilizar o processo produtivo. Portanto, de acordo com Morado Nascimento e Tostes (2011, p.4), “o processo de morar, que deveria pressupor escolhas, participação e tomada de decisão em diversos níveis e ao longo do tempo, se vê empobrecido e resumido à mera relação de compra de um produto como outro qualquer, com o esvaziamento e empobrecimento de sua dimensão política.” 40
PRODUÇÃO HABITACIONAL TRADICIONAL morador como número, sem identidade, consumidor
composições familiares do residencial alterosa pmcmv fonte: praxis-ea ufmg, 2014, modificado por lamounier, (2017, p.293)
41
PRODUÇÃO HABITACIONAL TRADICIONAL perda de subjetividades
A exclusão do morador do processo decisório da habitação tem como resultado a perda de suas subjetividades, uma vez que esse não consegue mais participar ativamente desse processo. Assim, rompe-se a “relação natural” entre o indivíduo e a matéria que pressupõe que o ato de morar é inseparável do ato de construir (HABRAKEN, 2011). Temos então uma relação do morador com a habitação regida por uma lógica monetária que leva em consideração apenas aspectos quantitativos e financeiros. 42
PRODUÇÃO HABITACIONAL TRADICIONAL ignora condições climáticas, sociais, culturais e morfológicas
De acordo com Shimbo (2017) a desconsideração de condições climáticas, sociais, culturais e morfológicas se torna mais evidente quando se analisa as habitações produzidas pelo Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV), apesar de também ser presente na produção para as classes média e alta, que reproduzem em toda a extensão do território brasileiro as mesmas soluções espaciais e técnicos-construtivas. Assim, as diferenças de clima, características do terreno e hábitos culturais das diversas regiões do país são ignoradas, bem como as variações nas configurações familiares 44
PRODUÇÃO HABITACIONAL TRADICIONAL ignora condições climáticas, sociais, culturais e morfológicas
empreendimentos variados do PMCMV na RMBH fonte: praxis-ea ufmg, 2014, modificado por lamounier (2017, p.63)
45
PRODUÇÃO HABITACIONAL TRADICIONAL padronização arquitetônica
De acordo com Morado Nascimento e Tostes (2011) e Azevedo (2014), o que se vê na produção habitacional é uma padronização arquitetônica, em prol de uma racionalização do processo produtivo, a partir de uma repetição de modelos pré-definidos onde a discussão é limitada ao tamanho das unidades, ao número de dormitórios e banheiros ou à escolha dos acabamentos. No que se refere às unidades/apartamentos se reproduz a organização espacial baseada na tripartição dos espaços em áreas social, íntima e de serviços. Já em relação à conformação do edifício, nota-se uma significativa predominância do arranjo vertical, por meio do empilhamento das unidades em blocos de formato “H”, e a demarcação de limites rígidos entre público e privado. Muitas vezes as leis instituídas pelo Estado, que regulam o uso e ocupação do solo, tamanho dos ambientes, etc, são usadas para justificar a impossibilidade de se fazer uma arquitetura não padronizada, ou então como instrumento para validar o projeto por ele atender às exigências legais. Dessa forma, não são levados em consideração aspectos qualitativos de projeto, assim como os relacionados ao uso do espaço. Consequentemente, tem-se a exclusão do morador dos processos decisórios sobre a habitação e a perda da dimensão política do processo de morar (MORADO NASCIMENTO e TOSTES, 2011). 46
PRODUÇÃO HABITACIONAL TRADICIONAL universalização dos modos de vida
A universalização dos modos de vida é refletida na reprodução de modelos modernistas, da arquitetura européia do início do século XX, a partir da uniformidade de soluções com respostas funcionais à necessidades humanas universais, bem como na setorização tripartida em áreas social, de serviço e íntima como no padrão da casa burguesa oitocentista (AZEVEDO,2014). Assim, as demandas e necessidades habitacionais são reduzidas a dormir, cozinhar, descansar e circular, o que gera uma setorização e compartimentação da moradia com cômodos funcionalmente fixos articulados por corredores de circulação. Segundo Azevedo (2014), fica evidente a priorização do mercado imobiliário em maximizar lucros, uma vez que esses modelos se mostram incompatíveis com os diversos modos de vida e conformações familiares presentes na realidade contemporânea.
uniformidade de soluções, pavimento tipo condomínio lider ville fonte: lider e s/a [ca 2012]
47
PRODUÇÃO HABITACIONAL TRADICIONAL incapacidade de adaptação e mudança ao longo do tempo
Como resultado da padronização arquitetônica e universalização dos modos de vida temos uma produção que não reconhece que as demandas e necessidades dos moradores variam não só entre configurações familiares, grupos socioeconômicos e culturais distintos, mas também entre semelhantes; que ignora que essas demandas não são fixas no tempo e que estão sujeitas a mudanças. Portanto, temos um processo produtivo que desconsidera o morar como processo dinâmico e variável resultando em uma incapacidade de transformação da moradia ao longo do tempo. 48
PRODUÇÃO HABITACIONAL TRADICIONAL processos construtivos manufaturados
Os agentes envolvidos na produção habitacional tradicional, como as construtoras, incorporadoras e Estado, frequentemente defendem que a padronização da arquitetura é necessária para garantir a viabilidade econômica do processo produtivo. Entretanto, segundo Shimbo (2017), esse processo permanece baseado na abundância de mão de obra e repetição em massa do produto final empregando processos construtivos altamente manufaturados, longe de uma perspectiva de industrialização. Além disso, a autora aponta que são mantidas as tendências de subcontratação da mão de obra presentes desde a década de 1990 na construção civil, o que abre brechas para o crescimento da exploração do trabalho no canteiro de obras. Portanto, pela padronização dos processos produtivos através da gestão e controle do trabalho na indústria seria possível garantir viabilidade econômica sem padronização da arquitetura.
processo manufaturado de construção fonte: dinheiro vivo (2019)
49
PRODUÇÃO HABITACIONAL TRADICIONAL
gestão e controle do trabalho no canteiro
A racionalização do processo produtivo na produção habitacional tradicional passa por investimento em inovações no campo da tecnologia da informação com maior controle e melhor gestão do trabalho no canteiro de obra (SHIMBO, 2017). Segundo Morado Nascimento (2015), o que temos então é um controle grande e muito preciso do projeto em relação ao desenho, as planilhas orçamentárias e a gestão, uma vez que o cumprimento do cronograma é de fundamental relevância para a viabilidade de todo o processo. Assim, não existe investigação alguma de novas possibilidades arquitetônicas para aperfeiçoamentos espaciais no exterior e interior dos edifícios (MORADO NASCIMENTO, 2015). Há então, apesar do uso de elementos construtivos pré‑fabricados e industrializados, uma aposta na repetição dos processos dentro do canteiro ao invés de uma real perspectiva de industrialização. 50
PRODUÇÃO HABITACIONAL TRADICIONAL padronização do sistema construtivo
Segundo Shimbo (2017), como consequência do empresariamento da gestão e da produção temos a padronização do sistema construtivo, uma vez que a repetição significa redução de custos e maior controle do processo produtivo. A padronização em si não é o problema, já que essa pode estar ligada a uma lógica de produção mais racionalizada e industrial. Porém, ela sozinha não garante ou se traduz em uma qualidade arquitetônica, urbanística e construtiva. 51
PRODUÇÃO HABITACIONAL TRADICIONAL estratégias geradoras de rigidez
Como resultado da padronização arquitetônica, da universalização dos modos de vida e da gestão empresarial da produção temos a reprodução de estratégias que geram rigidez tanto tipológica, quanto no sistema construtivo da produção habitacional. As estratégias relacionadas à tipologia são: (A) tipologia fixa das edificações; (E) circulação interna central ao edifício; (F) acesso e circulação únicos e (I) tipologia fixa das unidades. Já as relacionadas ao sistema construtivo são: (B) configuração irregular da estrutura; (C) vãos pequenos; (D) paredes e divisórias internas estruturais; (G) fachada fixa, irregular e não modular; (H) serviços de difícil acesso e/ou embutidos em elementos imutáveis e (J) sistemas não conectáveis e não modulares. 52
PRODUÇÃO HABITACIONAL TRADICIONAL estratégias geradoras de rigidez A
tipologia fixa das edificações B
configuração irregular da estrutura C
vãos pequenos D
paredes e divisórias internas estruturais E
circulação interna central ao edifício 1
F
acesso e circulação únicos G
fachada fixa, irregular e não modular H
i s i se
serviços de difícil acesso e/ou embutidos em elementos imutáveis
I
tipologia fixa das unidades J
sistemas não conectáveis e não modulares
53
PRODUÇÃO HABITACIONAL TRADICIONAL obsolescência programada
Temos então uma rigidez tanto no sistema construtivo, quanto nas tipologias que reforçam a incapacidade de adaptação e mudança da habitação, ao longo do tempo, às futuras necessidades dos moradores e aos avanços tecnológicos. Essa discussão aponta para o problema da obsolescência programada na construção civil, já que as construtoras regidas pela lógica do consumo não tem interesse na produção de espaços evolutivos e mutáveis (LAMOUNIER, 2017). Dessa forma, são produzidos espaços sem valor de futuro que servem como instrumentos da expansão do mercado imobiliário a partir da constante troca e demolição da residência antiga. 54
PRODUÇÃO HABITACIONAL TRADICIONAL habitação como mercadoria
Além dos aspectos já mencionados como perda da dimensão política do processo de morar, inflexibilidade dos espaços e processo produtivo focado no lucro, outro aspecto que reforça a ideia da habitação como mercadoria é a articulação entre mercado imobiliário e a mídia. A importância do marketing fica evidente quando esse é usado como ferramenta para garantir competitividade ao produto por meio da incorporação de necessidades emocionais (AZEVEDO, 2014). Dessa forma, as campanhas de comercialização fazem uso de apelos emocionais e mecanismos de sedução, frequentemente usados em campanhas publicitárias de produtos em geral, para convencer o comprador. Segundo Azevedo (2014), isso nos remete à ideia de valor de signo, já que não é só o apartamento que é colocado à venda, mas também junto a ele estão sendo vendidos um modo de vida, um status e em alguns casos um sonho. Por isso, de acordo com a autora: “...a diferenciação com relação a uma oferta extremamente padronizada passa a se dar pelo valor de signo incorporado ao produto, muito mais do que por meio de projetos de qualidade”(AZEVEDO, 2014, p.81). 56
PRODUÇÃO HABITACIONAL TRADICIONAL habitação como mercadoria
folders imobiliários fonte: comprar apartamento novo (2019)
57
ESTUDO DE CASO
ESTUDO DE CASO projeto
O projeto escolhido para análise é o Condomínio Lider Ville, composto de 6 (seis) torres residenciais em um terreno de 20.790,03 m², localizado no bairro Nova Vista na divisa entre Belo Horizonte e Sabará. O terreno se encontra no limite da mancha urbana e ao lado de uma área de preservação ambiental denominada Mata do Inferno. O projeto tem área bruta construída de 46.843,88 m², taxa de ocupação de 33,48%, área permeável de 35,36% , 604 vagas de estacionamento e um total de 288 unidades variando entre 3 quartos, 4 quartos e coberturas com os mesmos ambientes do apartamento tipo, e no 2º. nível, sala de estar, uma suíte, lavabo e terraço descoberto. Além disso, possui espaços comuns com piscinas, quadras poliesportivas, salão de jogos, salão de festas, espaços infantis, academia, sauna e churrasqueiras.
imagem aérea condomínio lider ville fonte: google earth (2019), modificado pelo autor
60
ESTUDO DE CASO projeto
Optou-se por fazer a análise desse projeto pelas seguintes razões: (1) disponibilidade de dados sobre o empreendimento; (2) sua localização em uma área de expansão urbana entre limites de municípios; (3) seu grande impacto na paisagem urbana; (4) fazer uso de solução projetual, tipológica e construtiva comum na produção habitacional tradicional; (5) ter sido o primeiro de empreendimentos semelhantes na região; (6) por fim, inquietações sobre o projeto que surgiram pelo fato de ser morador do condomínio. A análise do projeto será realizada a partir das discussões sobre o universo da produção habitacional tradicional, bem como sobre o do Open Building com o objetivo de compreender como as soluções de projeto adotadas se distanciam ou se aproximam de cada um desses universos. Portanto, a análise foi dividida em quatro momentos: construção base; nível comum; nível da fronteira; e nível interior.
condomínio lider ville fonte: trovit (2019)
61
ESTUDO DE CASO construção base
Nesse momento serão investigados os aspectos relacionados às camadas do sítio, da estrutura e de serviços, avaliando como o condomínio se relaciona com seu entorno, sua implantação, a tipologia das edificações, seu sistema estrutural e sua distribuição geral de serviços. O primeiro aspecto a ser considerado no projeto diz respeito a sua altimetria, as edificações possuem 14 pavimentos (contando a cobertura) em uma região com construções majoritariamente unifamiliares e multifamiliares de até 4 pavimentos. Além disso, a localização do lote em um topo de morro ampliou sua interferência na paisagem, por exemplo, bloqueando em diversos pontos do entorno a vista da Serra da Piedade. Essa altimetria só foi possível devido às grandes dimensões do terreno e ao fato de se encontrar no município de Sabará que possui uma legislação com parâmetros mais flexíveis para a área do que Belo Horizonte. Observando sua relação com seu entorno imediato, fica claro que o projeto se isola do restante da cidade. Nenhum dos usos do nível térreo se relaciona com a rua, sendo toda a extensão do lote murada, assim sua fachada de aproximadamente 225 metros lineares com a rua possui apenas um acesso por uma portaria, onde se concentram todos os fluxos de veículos e pessoas. Além disso, o condomínio dificultou o acesso aos arredores da Mata do Inferno que eram usados pelos moradores da região para campeonatos de pipa e grupos de reza, bem como resultou em uma diminuição do fluxo de pessoas na rua que faziam uso dessa para caminhar devido à vista existente. 62
ESTUDO DE CASO construção base
antes (2009) e depois (2018) da obra fonte: google street view (2019)
63
ESTUDO DE CASO construção base
A implantação ocorre pela distribuição de tipologia fixa de edifício em blocos de formato “H” que são rotacionados para caberem no terreno, ignorando, assim, diversas questões que poderiam alimentar o projeto. As edificações são compostas por unidades residenciais a partir do segundo andar, um ou dois níveis de estacionamento no subsolo e pilotis com mais de metade de sua área destinada a estacionamento e o restante a espaços comuns e de circulação. Em relação a movimentação de terra, não são feitos grandes cortes no terreno, uma vez que a estratégia de implantação faz uso do declive natural do terreno para criar andares embaixo dos pilotis que são destinados a estacionamento. Já sobre a possibilidade de expansão, apesar da baixa taxa de ocupação (33,38%), essa se torna quase impossível devido à tipologia adotada, bem como a altimetria que resultou em um grande volume construído. 64
ESTUDO DE CASO construção base
300.00000000
300.00000000
corte e implantação fonte: lider e s/a [ca 2012], modificado pelo autor
65
ESTUDO DE CASO construção base
O sistema estrutural adotado foi de fundação em tubulão e vigas, pilares e lajes de concreto moldado in-loco, remetendo-se, assim, a uma produção focada na gestão e controle do trabalho no canteiro de obras. Além disso, não há uma preocupação com a modulação da estrutura sendo as dimensões das vigas, pilares e lajes irregulares. A repetição acontece pela replicação do conjunto de elementos estruturais que compõem uma unidade habitacional, estratégia comum em edifícios com tipologia em “H”. Dessa forma, a separação entre estrutura e vedação proporcionada pelo sistema estrutural não cria liberdade espacial. Em relação ao telhado, optou-se por usar lajes de concreto impermeabilizadas para os terraços dos apartamentos de cobertura e telhas de fibrocimento com platibanda para as demais áreas. Além disso, a distribuição de serviços às unidades é feita através de shafts, sendo 4 internos por unidade, responsáveis pela condução das tubulações de esgoto, e 2 externos por pavimento, responsáveis pela distribuição de água às unidades. Apesar do uso de shafts ser beneficial a estratégias de flexibilidade suas localizações reforçam a setorização dos espaços. Os blocos possuem rede de gás canalizado e reservatórios inferiores e superiores de água. 66
ESTUDO DE CASO construção base
shaft shaft
shaft shaft
shaft
shaft
shaft
shaft
shaft
shaft
shaft
shaft shaft
shaft shaft shaft
shaft shaft
pilares, vigas e shafts pav. tipo fonte: lider e s/a [ca 2012], modificado pelo autor
67
ESTUDO DE CASO construção base
C
D
8
9
+
10
Aproximações com as estratégias do Open Building: 4
14
1
E
2 4
3 4 14
1
6 14 +
F
7
Distanciamentos das estratégias -do Open Building: A
B 1 4
2 1 14
3 2 11
3 6 4 12
+
7 6 14 13
+
D A 1 4
A B 2 14
B G 3
H 1 6
2 7
+
16
-
C
7 15
3
6
-
Aproximações com as estratégias da produção tradicional: 9 C A 1
8
E
1
+
F 8 C A
10 D C B 2 9 8 D B
+
17 D 3
A 6
18 9 10
19 C 10
+
7
+
B 7
+ -
D
Distanciamentos das estratégias da produção tradicional: 14
11
G
17
E 8 C 12 14 E 8 H 11 14 E G 11 14
1
E F 9 D
1
13 14 F 9
1
I
i s F 1i se 10
J 8
9
+
15 +
10
16 E
1
+
10
F
12 11 F
13 12
13 15 14
15 16
16
G H 12
H 13
11 15
12 16
13
15
68
16
ESTUDO DE CASO nível comum
Nesta etapa serão investigados questões referentes à camada de acessos e circulações, como também os espaços de uso comum do condomínio, analisando como esses se relacionam entre si e com as unidades habitacionais. Como já mencionado as unidades são dispostas de forma rebatida com 4 apartamentos por andar e acessados por uma circulação central interna ao edifício. Assim, o acesso à circulação acontecem por um único ponto articulado verticalmente, através de uma escada e dois elevadores, e horizontalmente, por um corredor sem iluminação e ventilação natural e com dimensões mínimas. Isso resulta em uma circulação meramente burocrática que atende a função de dar acesso às unidades, porém sem relação direta com os apartamentos e sem espaços possíveis de serem apropriados. 70
ESTUDO DE CASO nível comum
espaço de uso coletivo circulação vertical circulação horizontal
circulação pilotis e pav. tipo fonte: lider e s/a [ca 2012], modificado pelo autor
71
ESTUDO DE CASO nível comum
Os espaços de uso comum estão localizados no pilotis dos blocos ou nas áreas residuais da implantação dos edifícios. Esses espaços encontram-se segregados e setorizados por funções sem apresentar uma articulação forte entre si, com as unidades habitacionais e com o entorno. Um dos exemplos disso é o fato das áreas destinadas a uso coletivo nos pilotis serem sempre as mesmas e com dimensões semelhantes independente de características como as visadas, da cidade e da Serra da Piedade, proporcionadas pela localização do terreno. Já os espaços externos (piscinas, quadras e churrasqueiras), que apesar de possuírem relação com as visadas existentes, não têm articulação com os demais espaços do condomínio por estarem localizados nas áreas residuais da implantação dos blocos em “H”.
implantação humanizada fonte: lider e s/a [ca 2012]
72
4
14
ESTUDO DE CASO nível 1comum 2 4
3
14
6
7
+
Aproximações com as estratégias do Open Building: -
A B não há aproximações neste nível. 1
2
3
6
7
+ -
D B
C A
Distanciamentos das estratégias do Open Building 9 D
8 C
E 8
1
F 9
+
+
10
10
Aproximações com as estratégias da produção tradicional: 14 E
11 14
1
F
12
13
15
16
Distanciamentos das estratégias da produção tradicional: G 11
H 12
17 G
H
18 17
19
I
J 19
13
15
não há distanciamentos neste nível.
18 i s i se
16
73
ESTUDO DE CASO nível da fronteira
Nesta seção serão analisados aspectos referentes às camadas da casca e de serviços, avaliando como se articulam a fachada, as varandas, as partições entre unidades e a distribuição dos serviços horizontalmente. O sistema escolhido para a fachada é o de esquadrias de alumínio para as aberturas e tijolos cerâmicos com acabamento em pintura texturizada para as vedações. Apesar das vedações não terem função estrutural isso não foi convertido em flexibilidade para a fachada, uma vez que ela reflete a padronização interna dos apartamentos repetindo em todos os andares a posição e dimensões das aberturas. Além disso, o fato das vedações internas e externas não serem independentes entre si torna a fachada ainda mais fixa e rígida. Todos os apartamentos possuem varandas individuais que não constituem novos volumes à fachada, seguindo o alinhamento dos demais espaços. As divisões com as unidades vizinhas e com os espaços de circulação também acontece com alvenaria em tijolos cerâmicos independente da estrutura, porém as únicas aberturas para a circulação são as portas opacas das unidades. 74
ESTUDO DE CASO nível da fronteira
fachada em execução, 2011 fonte: google street view (2019)
75
ESTUDO DE CASO nível da fronteira
Já a distribuição horizontal das instalações hidráulicas e elétricas ocorrem de diversas formas, variando entre embutida na laje ou recoberta por forro ou embutida nas paredes externas e internas. As instalações elétricas saem de um QDF, único para cada unidade, e passam pela laje ou pelo forro e descem até os interruptores e tomadas pelas paredes. O abastecimento de água sai dos shafts e percorre o entreforro ou o interior das paredes até chegar ao seu destino. Por fim o esgoto, passa pelo forro da unidade do vizinho imediatamente abaixo até chegar nos shafts. Estas estratégias em muitos casos significam interferências nas unidades vizinhas em caso de realização de alterações, reparos e problemas de funcionamento.
detalhes abastecimento de água fonte: lider e s/a [ca 2012]
76
D B
C A
ESTUDO DE CASO nível da fronteira 9 D
8 C
+
10
Aproximações com as estratégias do Open Building: não há aproximações neste nível. E F 8
14 E
1
1
9
+
10
F
Distanciamentos das estratégias do Open Building: 11 14
12
13
15
16
G 11
H 12
13
15
16
Aproximações com as estratégias da produção tradicional: 17 G
H
18 17
19
Distanciamentos das estratégias da produção tradicional: I
J
I
J
19 18 i s se distanciamentos neste nível. nãoi há
i s i se
77
ESTUDO DE CASO nível interior
Neste momento serão apresentadas questões relacionadas às camadas planta do espaço e mobiliário, analisando como acontece a organização espacial dentro da unidade e como seu sistema construtivo influencia na capacidade de mudanças ao longo do tempo. Percebe-se que a independência entre a estrutura e as divisórias internas em tijolo cerâmico não resultou em variações na organização espacial das unidades, visto que tanto as unidades de 4 quartos com 118,0 m², quanto as de 3 quartos com 96,0 m² reproduzem uma tipologia fixa a partir da setorização tripartida em áreas social, de serviço e íntima. Assim, a principal variação entre os apartamentos de 3 e 4 quartos é o acréscimo de um lavabo e de um quarto, sem alteração alguma na configuração dos espaços. Além disso, os espaços são altamente compartimentados não permitindo grandes alterações no layout. As alterações no tempo ficam dificultadas pela rigidez dos núcleos molhados e suas instalações, bem como pela setorização dos usos.
área de serviço área social área intima
setorização planta apartamento 4 quartos fonte: lider e s/a [ca 2012], modificado pelo autor
78
ESTUDO DE CASO nível interior
plantas humanizadas apto. 4 e 3 quartos fonte: lider e s/a [ca 2012]
79
ESTUDO DE CASO nível interior
Os apartamentos de 96,0 m² são compostos de sala, varanda, cozinha, área de serviço, dependência completa de empregada (quarto e banheiro), 3 quartos e 2 banheiros. Já os apartamentos de 118,0 m² são compostos de sala, lavabo, varanda, cozinha, área de serviço, dependência completa de empregada (quarto e banheiro), 4 quartos e 2 banheiros. Os apartamentos de cobertura no 1º nível possuem os mesmos ambientes do apartamento tipo, e no 2º nível, sala de estar e uma suíte, lavabo e terraço descoberto. A obra foi entregue com acabamento em todos os ambientes das unidades com piso cerâmico nas áreas molhadas e sociais, piso em laminado de madeira nas áreas íntimas, paredes em cerâmica nas áreas molhadas e paredes com pintura látex nos demais espaços, porém grande quantidade dos proprietários fizeram alterações nos acabamentos pós-ocupação.
planta humanizada cobertura fonte: lider e s/a [ca 2012]
80
11 14 E
12 F
ESTUDO 1DE CASO nível GinteriorH
13
15
16
11
12
13
15
16
17 G 11
H 12
13
15
16
14 Aproximações com as estratégias do Open Building:
18 17 G
19
I
J 19
I 18
J 19
H
Distanciamentos das estratégias do Open Building: i s 18 i se 17
i s i se
Aproximações com as estratégias da produção tradicional: i s i se
I
J
Distanciamentos das estratégias da produção tradicional: não há distanciamentos neste nível.
81
LIMITES E POSSIBILIDADES
LIMITES E POSSIBILIDADES
A partir das discussões feitas sobre o universo do Open Building; sobre o universo da produção habitacional tradicional e sobre o estudo de caso, investigou-se os limites e possibilidades da implementação dos princípios do Open Building no Brasil. Assim, foram obtidos preceitos como base para o desenvolvimento do projeto como contraproposta ao estudo de caso. As análises sobre os limites e possibilidades foi dividida em quatro momentos: construção base; nível comum; nível da fronteira; e nível interior. 84
LIMITES E POSSIBILIDADES construção base
Com relação à construção base, o Open Building pode auxiliar na adoção de estratégias mais coerentes às condicionantes climáticas, sociais, culturais e morfológicas por não pressupor a reprodução de uma tipologia fixa de implantação. Assim, sendo possível um projeto que tenha menor impacto na paisagem e se relacione com seu entorno, mesmo mantendo parâmetros como densidade e área construída. Sobre a estrutura, um dos principais limites é a predominância do sistema estrutural em concreto moldado in-loco, já que há pouca oferta de outros sistemas devido ao baixo grau de industrialização da produção habitacional. Entretanto, é possível utilizar esse mesmo sistema a partir de outra lógica com a configuração regular dos elementos estruturais, não criando obstáculos internos, sobredimensionando a estrutura, usando vigas invertidas e prevendo expansões, de forma a garantir que o edifício suporte usos e configurações espaciais distintas. Com relação à distribuição geral de serviços, não há entraves para as estratégias adotadas pelo Open Building, já que o uso de shafts, por exemplo, é amplamente difundido na produção tradicional. A principal questão é sobre a localização, tipo e dimensão desses que deve facilitar e permitir diferentes arranjos espaciais. 85
LIMITES E POSSIBILIDADES nível comum
Sobre o nível comum, a principal dificuldade para a implantação do Open Building está na segregação, comum da produção tradicional, entre espaços de uso coletivo e espaços de moradia. O projeto por suporte e recheios permite pensar sobre os espaços comuns e sua articulação em diversos níveis de intervenção abrangendo a escala do edifício com o uso de estratégias que garantem maior liberdade de configuração interna como a localização da circulação externa ao edifício, a existência de múltiplos acessos e circulações e a previsão de novos acessos em caso de expansão. Outro aspecto essencial para a arquitetura aberta é a articulação destes espaços comuns entre si e com seu entorno que são pouco exploradas na produção tradicional devido a adoção de tipologias fixas. A principal dificuldade para isso está na forma de solucionar os conflitos gerados por interesses distintos no uso do espaço, questão recorrente em regimes condominiais, não sendo uma exclusividade do Open Building. 86
LIMITES E POSSIBILIDADES nível da fronteira
Em relação ao nível da fronteira, os limites mais relevantes são a quase inexistência de componentes modulares industrializados e um certo preconceito, de caráter cultural, a fachadas não padronizadas e uniformes. Ambos dificultam, por exemplo, a adoção de estratégias que permitem fachadas flexíveis. Entretanto, é possível, dentro de uma lógica de coordenação modular dos sistemas existentes, pensar em formas de garantir liberdade na disposição das aberturas preservando a integridade da fachada. Outra estratégia possível, é pensar em uma disposição regular das aberturas que permitam configurações internas diferentes. Outra questão importante neste nível, é a distribuição horizontal dos serviços que devem ser pensados de forma a assegurar independência entre as unidades vizinhas facilitando alterações e serviços de manutenção. Estratégias que permitem essa independência como, por exemplo, o piso elevado, apesar de mais caras, inicialmente, são essenciais para garantir a flexibilidade e mutabilidade dos espaços. 87
LIMITES E POSSIBILIDADES nível interior
No nível interior, percebemos que a adoção de estratégias que garantem independência entre estrutura e vedações internas não é um problema para implantação do Open Building, uma vez que elas são implantadas pelo mercado como mostrado no estudo de caso. A questão está no uso destas estratégias de forma que sejam possíveis diferentes arranjos espaciais sem padronizar a arquitetura, devido a adoção de uma tipologia rígida. Um limite, entretanto, é a predominância de processos manufaturados em razão dos componentes construtivos não apresentarem modulação e conectividade entre si gerando desperdícios e retrabalho. A coordenação modular dos sistemas é uma estratégia viável que pode possibilitar racionalização do processo, redução de desperdícios e rearranjos espaciais mais econômicos, pela compatibilização de elementos estruturais, componentes construtivos e instalações. Outra estratégia é o uso de configurações espaciais livres com áreas não setorizadas. 88
LIMITES E POSSIBILIDADES conclusão
Portanto, como foi observado neste trabalho não são as questões técnico-construtivas que impedem a reintrodução do morador no processo produtivo e sim a forma como esses sistemas são utilizados. Os principais limites à implantação do Open Building no Brasil são de ordem política e econômica e dependem de uma rearticulação dos agentes envolvidos no processo de produção habitacional, visto que esse processo se encontra regido por uma lógica, quase que exclusivamente, voltada ao lucro. Assim, um dos grandes desafios para a adoção da arquitetura aberta é conseguir contrapor a valorização da moradia como mercadoria, de forma a retomar seu valor como espaço de construção de relações sociais e de cidadania. 89
CONTRAPROPOSTA
CONTRAPROPOSTA
Este capítulo apresentará o projeto de contraproposta ao estudo de caso desenvolvido a partir das discussões dos capítulos anteriores. Assim, as decisões de projeto foram tomadas com base no contexto local e nos limites e possibilidades da implantação dos princípios do Open Building no Brasil. 94
CONTRAPROPOSTA inserção urbana
Como já mencionado no capítulo Estudo de Caso, o terreno possui 20.790,03 m² e está localizado no bairro Nova Vista (Zona Leste) em um topo de morro na divisa entre os municípios de Belo Horizonte e Sabará. O terreno se encontra no limite da mancha urbana ao lado de uma área de preservação ambiental denominada Mata do Inferno. As principais vias de acesso ao bairro são Av. dos Andradas, Av. José Cândido da Silveira e Rua Gustavo da Silveira. As principais linhas de ônibus que dão acesso ao lote são 4802, 9105, 9205, S50 e 9550. Além disso, devido à sua localização o lote tem vista para pontos importantes da paisagem como a Serra da Piedade, Serra do Curral e a região central de Belo Horizonte.
belo horizonte zona leste
sabará
95
CONTRAPROPOSTA inserção urbana
97
CONTRAPROPOSTA inserção urbana
99
CONTRAPROPOSTA
parâmetros urbanísticos A tabela a seguir apresenta diversos parâmetros urbanísticos comparando as exigências legais, o estudo de caso e a contraproposta.
Parâmetro
Legislação
Estudo de Caso
Contraproposta
Área do terreno
-
20.790,03m²
20.790,03m²
CA
1,80
1,43
1,78
Área bruta
-
46.843,88m²
57.318,48m²
Área líquida
-
29.823,53m²
37.065,02m²
Área privativa residencial
-
31.000,88m²
31.825,85m²
Áreas descobertas privativas
-
1.273,04m²
2.164,15m²
máx. 519 (QT=40m²)
288 (192 de 96,0m² e 96 de 118,0m²)
*427 módulos tipo 1 (m-1) 74 módulos tipo 2 (m-2)
Exige
2.134,00m²
7.533,19m²
-
4.078,69m²
10.929,00m² 304 vagas livres 123 vagas presas 30 vagas moto
Unidades Habitacionais Espaços comuns (cobertos e descobertos) Circulação Vagas Estacionamento
1 por unidade habitacional
324 vagas livres 280 vagas presas
Taxa de Ocupação
60%
33,39%
54,20%
Taxa de Permeabilidade
15%
35,39% (terreno natural)
Afastamento Frontal
3,0m
10,0m (menor praticado)
31,14 (terreno natural)+16,16 (jardineira) =47,29% 4,5m (menor praticado)
Afastamento Laterais e Fundos
4,0m (27<H<29m)
4,8m (menor praticado)
4,5m (menor praticado)
-
931,32m
918,50m
Cota Altimétrica do Último Pavimento
* como o objetivo da contraproposta é permitir liberdade de configurações espaciais do recheio o número de unidades é flexível, entretando por questões legais esse valor deve ser igual ou menor que 304 (número de vagas livres)
100
parâmetros urbanísticos
CONTRAPROPOSTA
estratégias de projeto
00 lote O terreno está localizado no bairro Nova Vista na divisa entre Belo Horizonte e Sabará em um topo de morro ao lado de uma área de preservação ambiental.
102
CONTRAPROPOSTA
estratégias de projeto
01 volume ocupável Definido com base nas restrições legais, topografia, altimetria máxima para reduzir impacto na paisagem e relações desejadas com o entorno (sendo a principal preservar parte da vista da Serra da Piedade e da área de preservação ambiental no nível da rua).
103
CONTRAPROPOSTA
estratégias de projeto
02 pátios Retirando parte do volume no centro dos blocos é possível garantir iluminação natural e ventilação cruzada, além de criar espaços comuns de convivência.
104
CONTRAPROPOSTA
estratégias de projeto
03 estacionamento No centro da tipologia escondido embaixo dos pátios para evitar a lógica de pilotis dedicado a estacionamento, sendo dois níveis, com entradas independentes, em cada bloco.
105
CONTRAPROPOSTA
estratégias de projeto
04 terraços Redução do volume construído para minimizar impacto visual na paisagem urbana de forma a criar terraços de uso privado e coletivo que proporcionam vistas do entorno.
106
CONTRAPROPOSTA
estratégias de projeto
9
9
05 circulação Articulação entre circulação horizontal e vertical para garantir múltiplas possibilidades de acesso e permitir liberdade na organização espacial dos módulos. Obs: não foi possível localizar a circulação vertical externa ao edifício devido às normas do corpo de bombeiro e também devido a interferências com o estacionamento.
107
CONTRAPROPOSTA
estratégias de projeto
06 espaço público e de uso comum Criação de praça no nível da rua para trazer dinâmicas do entorno para dentro do lote. Ligação entre os dois blocos através de espaços de uso comum.
108
CONTRAPROPOSTA
estratégias de projeto
O suporte consiste da repetição de elementos de forma a garantir a racionalização e padronização do processo produtivo e construtivo. Para permitir diversas formas de apropriação fez-se uso das estratégias auxiliares de projeto (elencadas no capítulo sobre o Open Building) como configuração regular da estrutura, grande vãos estruturais, não criar obstáculos internos, uso de vigas invertidas, acessos múltiplos, fachada customizada modularmente, agrupamento de serviços em shafts, serviços de fácil acesso com possibilidade de alteração, localização estratégica dos shafts, divisórias independentes da estrutura e configuração espacial livre. 112
CONTRAPROPOSTA
estratégias de projeto
Assim, foram definidos dois módulos: um para os níveis dos pátios e níveis superiores (m-1) e um para os níveis inferiores aos pátios (m-2). O m-1 tem área interna de 50,4m² (6,0x8,4m), sendo que há uma alternância entre os módulos que possuem ou não um varanda de 10,8m² (1,8x6,0m). Já o m-2 por estar nos níveis abaixo dos pátios e seu corredor de circulação ser fechado tem uma dimensão interna menor com 43,2m² (6,0x7,2m) por dois motivos: (1) garantir que as possibilidades de organização interna tenham condições mínimas de salubridade e conforto e (2) aumentar a largura da circulação por essa ser fechada. No m-2 também há alternância entre os módulos que possuem varanda. Optou-se por uma estrutura de concreto armado por esse ser o sistema estrutural de uso predominante no país, porém para garantir maior racionalização e padronização ao processo a estrutura proposta é um misto de elementos moldados no local e elementos pré-moldados. Os serviços chegam aos módulos através de shafts e podem ser distribuídos horizontalmente pelo piso elevado e/ou no entreforro. As fachadas usam o sistema aquapanel da Knauf e as vedações internas são em drywall. Cabe registrar que os módulos serviram apenas como referência para o processo de implantação, uma vez que em certos trechos eles sofreram alterações devido à questões como a geometria do terreno e as relações desejadas de serem estabelecidas com o entorno. 113
GSEducationalVersion
CONTRAPROPOSTA
estratégias de projeto
6
suporte - viga invertida de concreto prémoldada
suporte - varanda pré-moldada
180
suporte - brise movél (exceto fachadas sul) suporte - pilar de concreto moldada in loco 4
840
suporte - laje de concreto pré-moldada 4
180
suporte - shaft 14 16
suporte - circulação 9
600
2
planta m-1 escala - 1:200 0
1
2
6m
114
CONTRAPROPOSTA
estratégias de projeto
6
suporte - viga invertida de concreto prémoldada
suporte - varanda pré-moldada
180
suporte - brise movél (exceto fachadas sul) suporte - pilar de concreto moldado in loco 4
720
suporte - laje de concreto pré-moldada 4
290
suporte - shaft 14 16
suporte - circulação 9
600
2
planta m-2 escala - 1:200 0
1
2
6m
115
GSEducationalVersion
CONTRAPROPOSTA
estratégias de projeto
17
6
4
recheio - divisão entre unidades em drywall resistente ao fogo e com isolamento acústico
suporte - viga invertida de concreto pré-moldada suporte - laje de concreto pré-moldada suporte - brise movél (exceto fachadas sul) suporte - varanda pré-moldada
13
recheio - fachada knauf aquapanel recheio - esquadrias em alumínio
módulo m-1
2
recheio - forro
recheio - vedação interna em drywall
recheio - fachada knauf aquapanel
17
19
13
9
suporte - circulação suporte - pilar de concreto moldado in loco
4
14
16
suporte - shaft suporte - viga de concreto pré-moldada
recheio - divisão entre unidades em drywall resistente ao fogo e com isolamento acústico
recheio - piso elevado
3
17
15
19
117
GSEducationalVersion
CONTRAPROPOSTA
estratégias de projeto
17
recheio - divisão entre unidades em drywall resistente ao fogo e com isolamento acústico
6
suporte - viga invertida de concreto pré-moldada
4
suporte - laje de concreto pré-moldada suporte - brise movél (exceto fachadas sul) suporte - varanda pré-moldada
13
recheio - fachada knauf aquapanel recheio - esquadrias em alumínio
módulo m-2
2
recheio - forro
recheio - vedação interna em drywall
recheio - divisão entre unidade e circulação em drywall
17
19
13
9
suporte - circulação suporte - pilar de concreto moldado in loco
4
14
16
suporte - shaft suporte - viga de concreto pré-moldada
recheio - divisão entre unidades em drywall resistente ao fogo e com isolamento acústico
recheio - piso elevado
3
17
15
19
119
implantação
855m
860m
865m
870m
875m
m 880
885m
890m
N
GSEducationalVersion
CONTRAPROPOSTA
planta de implantação escala 1:1500 0
12,5
25
50m
870 m
875 m
88
0m
88
5m
86
5m
121
espaço comum
879,82
890,00
883,15
N
GSEducationalVersion
CONTRAPROPOSTA
planta espaço comum escala 1:750
0
3
6
12
24m
885,50
888,39
N
mapa chave
123
GSEducationalVersion
CONTRAPROPOSTA bloco a
C
C RESERVATÓRIO ÁGUA PLUVIAL
DML
880,00 PISO
A
A
N
planta pav. -4 (bloco A) escala 1:500
0
3
6
12
24m
880,00m - nível espaço comum (piso acabado)
7.500 L - 7,5m³ 10.000 L - 10m³
7.500 L - 7,5m³
7.500 L - 7,5m³
10.000 L - 10m³
MÓDULOS HABITACIONAIS 10.000 L - 10m³
7.500 L - 7,5m³
RESERVATÓRIO INFERIOR
883,10 LAJE
7.500 L - 7,5m³
C
C 10.000 L - 10m³
7.500 L - 7,5m³
10.000 L - 10m³
7.500 L - 7,5m³
DML
883,50 PISO
10.000 L - 10m³
ESPAÇO DE CONVIVÊNCIA
A
A
N
planta pav. -3 (bloco A) escala 1:500
0
3
6
12
24m
N
883,50m - nível espaço comum (piso acabado) 883,10m - nível módulo habitacional (laje)
mapa chave
127
GSEducationalVersion
CONTRAPROPOSTA bloco a
C
A
RESERVATÓRIO ÁGUA PLUVIAL
A.R.S.
N
plana pav. -2 (bloco A) escala 1:500
0
3
6
12
24m
887,00m - nível espaço comum (piso acabado) 886,60m - nível módulo habitacional (laje)
MÓDULOS HABITACIONAIS
886,60 LAJE
C
ESTACIONAMENTO
887,00 PISO
A
RESERVATÓRIO ÁGUA PLUVIAL
N
mapa chave
129
GSEducationalVersion
CONTRAPROPOSTA bloco a
B
RESERVATÓRIO ÁGUA PLUVIAL
890,10 LAJE
ESTACIONAMENTO
890,50 PISO
C
A
B
N
planta pav. -1 (bloco A) escala 1:500
0
3
6
12
24m
890,50m - nível espaço comum (piso acabado) 890,10m - nível módulo habitacional (laje)
MÓDULOS HABITACIONAIS
C
A
PORTARIA
N
mapa chave
131
GSEducationalVersion
CONTRAPROPOSTA bloco a
B
MÓDULOS HABITACIONAIS
893,6 LAJ
C
894,00
894,0 PISO
A
ESPAÇO DE CONVIVÊNCIA
B
N
planta pav. 0 (bloco A) escala 1:500
0
3
6
12
24m
894,00m - nível espaço comum (piso acabado) 893,60m - nível módulo habitacional (laje)
60 JE
PLAYGROUND
C
00 O
ACADEMIA
A
DML A.R.S.
N
mapa chave
133
GSEducationalVersion
CONTRAPROPOSTA bloco a
B
MÓDULOS HABITACIONAIS
89 LA
89 P
C
A
B
N
planta pav. +1 (bloco A) escala 1:500
0
3
6
12
24m
897,50m - nível espaço comum (piso elevado) 897,10m - nível módulo habitacional (laje)
97,10 AJE
97,50 PISO
C
A
N
mapa chave
137
GSEducationalVersion
CONTRAPROPOSTA bloco a
B
MÓDULOS HABITACIONAIS
90 L
90 P
C
A
B
N
planta pav. +2 (bloco A) escala 1:500
0
3
6
12
24m
901,00m - nível espaço comum (piso elevado) 900,60m - nível módulo habitacional (laje)
00,60 LAJE
01,00 PISO
C
A
N
mapa chave
139
GSEducationalVersion
CONTRAPROPOSTA bloco a
B
MÓDULOS HABITACIONAIS
90 L
90 P
C
A
B
N
planta pav. +3 (bloco A) escala 1:500
0
3
6
12
24m
904,50m - nível espaço comum (piso elevado) 904,10m - nível módulo habitacional (laje)
04,10 LAJE
04,50 PISO
C
A
N
mapa chave
143
GSEducationalVersion
CONTRAPROPOSTA bloco a
B
MÓDULOS HABITACIONAIS
90 L
90 P
C
A
B
N
planta pav. +4 (bloco A) escala 1:500
0
3
6
12
24m
908,00m - nível espaço comum (piso elevado) 907,60m - nível módulo habitacional (laje)
07,60 LAJE
08,00 PISO
C
A
N
mapa chave
145
GSEducationalVersion
CONTRAPROPOSTA bloco a
B
MÓDULOS HABITACIONAIS
91 LA
91 P
C
A
B
N
planta pav. +5 (bloco A) escala 1:500
0
3
6
12
24m
911,50m - nível espaço comum (piso elevado) 911,10m - nível módulo habitacional (laje)
11,10 AJE
11,50 PISO
C
A
N
mapa chave
147
GSEducationalVersion
CONTRAPROPOSTA bloco a
B
MÓDULOS HABITACIONAIS
91 LA
91 P
C
A
B
N
planta pav. +6 (bloco A) escala 1:500
0
3
6
12
24m
915,00m - nível espaço comum (piso elevado) 914,60m - nível módulo habitacional (laje)
14,60 AJE
15,00 PISO
C
A
N
mapa chave
149
GSEducationalVersion
CONTRAPROPOSTA bloco a
B
CAIXA D'ÁGUA
918,50
CAIXA D'ÁGUA
C
CAIXA D'ÁGUA
CAIXA D'ÁGUA
A
B
N
planta pav. +7 (bloco A) escala 1:500
0
3
6
12
24m
918,50m - nível cobertura (telhado verde)
CAIXA D'ÁGUA
C
CAIXA D'ÁGUA
CAIXA D'ÁGUA
A
N
mapa chave
151
GSEducationalVersion
CONTRAPROPOSTA bloco a
RESERVATÓRIO ÁGUA PLUVIAL.
A.R.S.
corte AA (bloco A) escala 1:500
0
3
6
12
24m
+918,50 +7A +915,00 +6A +911,50 +5A +908,00 +4A +904,50 +3A +901,00 +2A +897,50 +1A DML.
+894,00 0A +890,50 -1A RESERVATÓRIO ÁGUA PLUVIAL.
+887,00 -2A +883,50 -3A +880,00 -4A
A
N
mapa chave
A
153
GSEducationalVersion
CONTRAPROPOSTA bloco a
CAIXA D'ÁGUA BARRILETE
corte BB (bloco A) escala 1:500
0
3
6
12
24m
CAI
B
IXA D'ÁGUA
BARRILETE
CAIXA D'ÁGUA BARRILETE
+918,50 +7A +915,00 +6A +911,50 +5A +908,00 +4A +904,50 +3A +901,00 +2A +897,50 +1A +894,00 0A +890,50 -1A
B
B
N
mapa chave
155
GSEducationalVersion
CONTRAPROPOSTA bloco a
+918,50 +7A +915,00 +6A +911,50 +5A +908,00 +4A +904,50 +3A +901,00 +2A +897,50 +1A +894,00 0A +890,50 -1A +887,00 -2A +883,50 -3A RESERVATÓRIO ÁGUA PLUVIAL.
+880,00 -4A
corte CC (bloco A) escala 1:500
0
3
6
12
24m
C
N
mapa chave
C
157
bloco b
D
MÓDULOS HABITACIONAIS
874,60 LAJE
875,00 PISO
D
N
GSEducationalVersion
CONTRAPROPOSTA
planta pav. -3 (bloco B) escala 1:500
0
3
6
12
24m
875,00m - nível espaço comum (piso acabado) 874,60m - nível módulo habitacional (laje)
10.000 L - 10m³
7.500 L - 7,5m³
7.500 L - 7,5m³
10.000 L - 10m³
7.500 L - 7,5m³
7.500 L - 7,5m³
7.500 L - 7,5m³
7.500 L - 7,5m³
7.500 L - 7,5m³
10.000 L - 10m³
RESERVATÓRIO INFERIOR
N
mapa chave
159
7.500 L - 7,5m³
10.000 L - 10m³
7.500 L - 7,5m³
10.000 L - 10m³
bloco b
D
MÓDULOS HABITACIONAIS
878,10 LAJE
ESTACIONAMENTO
878,50 PISO
ESPAÇO DE CONVIVÊNCIA
E
D
N
GSEducationalVersion
CONTRAPROPOSTA
planta pav. -2 (bloco B) escala 1:500
0
3
6
12
24m
878,50m - nível espaço comum (piso acabado) 878,10m - nível módulo habitacional (laje)
E
N
mapa chave
161
bloco b
D
MÓDULOS HABITACIONAIS
881,60 LAJE
ESTACIONAMENTO
882,00 PISO
E
DML
SAUNA
D
N
GSEducationalVersion
CONTRAPROPOSTA
planta pav. -1 (bloco B) escala 1:500
0
3
6
12
24m
882,00m - nível espaço comum (piso acabado) 881,60m - nível módulo habitacional (laje)
E
RESERVATÓRIO ÁGUA PLUVIAL
A.R.S.
N
mapa chave
163
bloco b
D
MÓDULOS HABITACIONAIS
ESPAÇO DE CONVIVÊNCIA
E ACADEMIA
DML PORTARIA A.R.S.
D
N
GSEducationalVersion
CONTRAPROPOSTA
planta pav. 0 (bloco B) escala 1:500
0
3
6
12
24m
885,50m - nível espaço comum (piso acabado) 885,10m - nível módulo habitacional (laje)
885,10 LAJE
PLAYGROUND
885,50 PISO
E
N
mapa chave
165
bloco b
D
888,60 LAJE
E 889,00 PISO
D
N
GSEducationalVersion
CONTRAPROPOSTA
planta pav. +1 (bloco B) escala 1:500
0
3
6
12
24m
889,00m - nível espaço comum (piso elevado) 888,60m - nível módulo habitacional (laje)
MÓDULOS HABITACIONAIS
E
N
mapa chave
169
bloco b
D
892,10 LAJE
E 892,50 PISO
D
N
GSEducationalVersion
CONTRAPROPOSTA
planta pav. +2 (bloco B) escala 1:500
0
3
6
12
24m
892,50m - nível espaço comum (piso elevado) 892,10m - nível módulo habitacional (laje)
MÓDULOS HABITACIONAIS
E
N
mapa chave
171
bloco b
D
895,60 LAJE
E 896,00 PISO
D
N
GSEducationalVersion
CONTRAPROPOSTA
planta pav. +3 (bloco B) escala 1:500
0
3
6
12
24m
896,00m - nível espaço comum (piso elevado) 895,60m - nível módulo habitacional (laje)
MÓDULOS HABITACIONAIS
E
N
mapa chave
173
bloco b
D
899,10 LAJE
E 899,50 PISO
D
N
GSEducationalVersion
CONTRAPROPOSTA
planta pav. +4 (bloco B) escala 1:500
0
3
6
12
24m
899,50m - nível espaço comum (piso elevado) 899,10m - nível módulo habitacional (laje)
MÓDULOS HABITACIONAIS
E
N
mapa chave
175
bloco b
D
E 903,00 PISO
D
N
GSEducationalVersion
CONTRAPROPOSTA
planta pav. +5 (bloco B) escala 1:500
0
3
6
12
24m
903,00m - nível espaço comum (piso elevado) 902,60m - nível módulo habitacional (laje)
MÓDULOS HABITACIONAIS
902,60 LAJE
E
N
mapa chave
177
bloco b
D
E 906,50 PISO
D
N
GSEducationalVersion
CONTRAPROPOSTA
planta pav. +6 (bloco B) escala 1:500
0
3
6
12
24m
906,50m - nível espaço comum (piso elevado) 906,10m - nível módulo habitacional (laje)
MÓDULOS HABITACIONAIS
906,10 LAJE
E
N
mapa chave
179
bloco b
D
E
D
N
GSEducationalVersion
CONTRAPROPOSTA
planta pav. +7 (bloco B) escala 1:500
0
3
6
12
24m
910,00m - nível cobertura (telhado verde)
CAIXA D'ÁGUA
E
CAIXA D'ÁGUA
CAIXA D'ÁGUA
910,00
N
mapa chave
183
CONTRAPROPOSTA bloco b
+910,00 +7B +906,50 +6B +903,00 +5B +899,50 +4B +896,00 +3B +892,50 +2B +889,00 +1B +885,50 0B +882,00 -1B +878,50 -2B +875,00 -3B
corte DD (bloco B) escala 1:500
0
GSEducationalVersion
3
6
12
24m
D
D
N
mapa chave
185
CONTRAPROPOSTA bloco b
CAIXA D'ÁGUA
+910,00 +7B
BARRILETE
+906,50 +6B +903,00 +5B +899,50 +4B +896,00 +3B +892,50 +2B +889,00 +1B +885,50 0B +882,00 -1B +878,50 -2B
corte EE (bloco B) escala 1:500
0
GSEducationalVersion
3
6
12
24m
E
E
N
mapa chave
187
CONTRAPROPOSTA
simulações de recheio
Para demonstrar que é possível ocupar o suporte com flexibilidade espacial foram desenvolvidas algumas simulações de ocupação com variações de tamanho e arranjo espacial. Os layouts tem o objetivo apenas de exemplificar que diferentes arranjos são possíveis e não de servir como “cardápio” de opções que devem ser obrigatoriamente escolhidas pelos moradores. 189
CONTRAPROPOSTA
simulações de recheio
1 x m-1
escala 1:200 0
1
2
6m
1 x m-1
escala 1:200 0
1
2
6m
190
CONTRAPROPOSTA
simulações de recheio
1,5 x m-1 escala 1:200 0
1
2
6m
1,5 x m-1 escala 1:200 0
1
2
6m
191
CONTRAPROPOSTA
simulações de recheio
2 x m-1
escala 1:200 0
1
2
6m
2 x m-1
escala 1:200 0
1
2
6m
192
CONTRAPROPOSTA
simulações de recheio
2 x m-1
escala 1:200 0
1
2
6m
2 x m-1
escala 1:200 0
1
2
6m
193
CONTRAPROPOSTA
simulações de recheio
1 x m-1 + terraço escala 1:200 0
1
2
6m
2 x m-1 + terraço escala 1:200 0
1
2
6m
194
CONTRAPROPOSTA
simulações de recheio
2,5 x m-1 escala 1:200 0
1
2
6m
2,5 x m-1 escala 1:200 0
1
2
6m
195
CONTRAPROPOSTA
simulações de recheio
3 x m-1
escala 1:200 0
1
2
6m
3 x m-1
escala 1:200 0
1
2
6m
196
CONTRAPROPOSTA
simulações de recheio
3 x m-1
escala 1:200 0
1
2
6m
3 x m-1
escala 1:200 0
1
2
6m
197
CONTRAPROPOSTA
simulações de recheio
1 x m-2
escala 1:200 0
1
2
6m
1 x m-2
escala 1:200 0
1
2
6m
198
CONTRAPROPOSTA
simulações de recheio
2 x m-2 escala 1:200 0
1
2
6m
2 x m-2 escala 1:200 0
1
2
6m
200
CONTRAPROPOSTA
simulações de recheio
2 x m-2 escala 1:200 0
1
2
6m
2 x m-2 escala 1:200 0
1
2
6m
201
CONTRAPROPOSTA
simulações de recheio
3 x m-2 escala 1:200 0
1
2
6m
3 x m-2 escala 1:200 0
1
2
6m
202
CONTRAPROPOSTA
simulações de recheio
3 x m-2 escala 1:200 0
1
2
6m
3 x m-2 escala 1:200 0
1
2
6m
203
CONTRAPROPOSTA
aproximações e distanciamentos
Por fim, são apresentados como o projeto de contraproposta se aproxima ou distancia dos dois universos analisados. Os distanciamentos referentes às estratégias do Open Building tiveram três motivos principais: (1) a opção por desenvolver um projeto que tivesse área privativa residencial semelhante ao estudo de caso, o que resultou em um CA próximo ao máximo, de forma a impossibilitar estratégias referentes a expansão; (2) o uso de estrutura em concreto armado que limita as possibilidades de alterações na estrutura, bem como exige vigas e pilares de maior dimensão devido aos vãos e altimetria do projeto; (3) o atendimento de exigências legais como as normas do corpo de bombeiro, por exemplo. 204
A
B
C
CONTRAPROPOSTA A B C G
H
I
D
E
D J
E
aproximações ei distanciamentos s
1 1
F F
i se
Aproximações com as estratégias do Open Building: G
H
2
3
2 14
I
J
4
6
9
13
3 15
4 16
6 17
9 18
13 19
14
15
16
17
18
19
1
5
7
8
10
7
8
i s i se
+ Building: Distanciamentos das+ estratégias do Open 1
5
+
+
10
-
Aproximações com as estratégias da produção tradicional: não há aproximações com as estratégias geradoras de rigidez.
Distanciamentos das estratégias da produção tradicional: A
B
G
H
2
3
i s i se
C
D
I
J
4
6
E
9
1
F
13
205
REFERÊNCIAS
REFERÊNCIAS bibliografia
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elaborado por:
LUCAS DIAS FRANCO AFONSO orientação: Denise Morado Trabalho de Conclusão de Curso Escola de Arquitetura, UFMG Belo Horizonte, 2020
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