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ESPECIAL CAPA REGIÃO DA AMESC

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DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

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Informações - Guia Saúde - Páginas 80 a 85

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EXPEDIENTE DIREÇÃO GERAL Rodrigo Amaral Gomes DIREÇÃO ADMINISTRATIVA Priscilla Campos Amaral EDITORA Manuella Rosa - Jornalista DRT/SC 3119 PROJETO GRÁFICO ender.com.br DESIGN E DIAGRAMAÇÃO Markus Phelipe Ribeiro Caroline Stefini FOTOGRAFIA Higor Campos Foto Stylo Gabriela Capra Thiago Fraga REVISÃO BIBLIOGRÁFICA Capa Especial Hospital São Sebastião: - Pequena História do Hospital São Sebastião, Gigliola Olivo Cirimbelli - Relatório de Estágio Supervisionado em administração hospitalar, Evandro Pereira Peck *Os anúncios e matérias são de responsabilidade dos seus autores.

MATÉRIAS E ANÚNCIOS: (48) 99608-2652 comercial@listadasaude.com.br www.listadasaude.com.br

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EDITORIAL

RODRIGO AMARAL GOMES PRISCILLA CAMPOS AMARAL

Manter a saúde em dia é primordial. E quando o assunto é saúde, a velha máxima que diz que prevenir é melhor do que remediar é mais do que verdadeira.

que foi construída pelas próprias mãos da comunidade e que ao longo desses anos, lutando a cada dia, se tornou referência de atendimento ao público.

Pensando sempre em nossos leitores, mais uma edição da Revista Lista da Saúde chega trazendo artigos ricos em conteúdos de qualidade. Os mesmos são assinados por renomados profissionais da área da saúde.

Já na região na AMREC, teremos como capa os renomados profissionais, Dr. João Henrique Araújo, Médico Anestesista, especialista em dor, que aborda sobre os diferentes tipos de cefaleia, ou seja, dores de cabeça. E também a Dra. Elisa Simionato Alban, Ginecologista e Obstetra, que aborda sobre os avanços da medicina ginecológica e as novas técnicas de cirurgia com rápida recuperação aos pacientes. Pensamos sempre, em você leitor, com conteúdos de qualidade e de extrema importância, é que concretizamos mais esta edição.

Tem curiosidade em saber mais sobre alguma patologia? Tem observado que seu corpo está dando alguns sinais? Quer cuidar melhor da sua saúde, mas não sabe por onde começar? Por aqui, você vai encontrar vários artigos que irão te auxiliar nestas e em outras questões. Nesta edição teremos duas capas. Na região da AMESC estamos abordando a história dos 70 anos do Hospital São Sebastião de Turvo. Uma instituição

Boa leitura! E um forte abraço!

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ÍNDICE

JULIANA DARÓS

A MEDICINA E O DIREITO PÁGINA 12

HOSPITAL SÃO SEBASTIÃO: 70 ANOS PÁGINA 14

DRA. MONIQUE CONSENSO SAVIATO

MEU BEBÊ ESTÁ COM CÓLICA, E AGORA? PÁGINA 22

DRA. GIANE MICHELE FRARE PECK

O QUE SE ESPERA DO MÉDICO PÁGINA 34

DRA. ÂNGELA CATARINA MARAGNO

APLICAÇÕES DA RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA PÁGINA 36

DRA. LEILA CATARINA PESCADOR

DR. RAFAEL REINEHR

EM BUSCA DE UMA MEDICINA CADA VEZ MELHOR PÁGINA 24

CONTROLE O DIABETES COM ALIMENTAÇÃO ADEQUADA PÁGINA 38

DR. ANDRÉ PEDROSO

DR. MATEUS VOLPATO

VESÍCULA BILIAR: O QUE DEVEMOS SABER? PÁGINA 26

DR. AGENOR ANTÔNIO SIMON

OS PRIMEIROS 1000 DIAS PÁGINA 28

CIRURGIA E TRAUMATOLOGIA BUCOMAXILOFACIAL PÁGINA 40

DR. ROBERTO CARLOS MONTECINOS GALLO

FERTILIZAÇÃO IN VITRO PÁGINA 42

DRA. ELISA SIMIONATO ALBAN

DRA. THAMIRIS MARCON ZANATTA

LEPTOSPIROSE PÁGINA 30

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REJUVENESCIMENTO ÍNTIMO PÁGINA 32

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DRA. SANDRA MANENTI

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CIRURGIA MINIMAMENTE INVASIVA EM GINECOLOGIA PÁGINA 44


DR. JOÃO HENRIQUE ARAÚJO

CEFALEIA OU ENXAQUECA: ENTENDA A DIFERENÇA PÁGINA 46

DRA. AMANDA PEREIRA MEDEIROS

INTOLERÂNCIA AO GLÚTEN POR DOENÇA CELÍACA PÁGINA 48

DRA. LOUISE CARDOSO SCHWEITZER SINNOTT

A IMPORTÂNCIA DA ECOCARDIOGRAFIA FETAL PÁGINA 50

DR. MURILO R. DALEFFE E DR. MARCELO R. DALEFFE

DEFORMIDADES DOS JOELHOS NA INFÂNCIA PÁGINA 52

TAMILA S. DAROS

COMPULSÃO ALIMENTAR PÁGINA 54

DR. BRUNO ZOMER RUZZA

RASTREAMENTO DO CÂNCER PÁGINA 56

DR. MAURÍCIO MALAGUIDO

SÍNDROME DA CRECHE PÁGINA 60

CAROLYNE FREDERICO

A CURA PELA FALA PÁGINA 62

DRA. SIMONE LESPINASSE ARAUJO

ESQUIZOFRENIA PÁGINA 64

DRA. MEIBAL JUNQUEIRA

O CERATOCONE PÁGINA 66

DR. JETENDER SINGH KALSI

OLHO SECO: DOENÇA AFLIGE MILHARES DE BRASILEIROS PÁGINA 68

DRA. DANY PAULA FURLANETTO

PACIENTES ONCOLÓGICOS DEVEM IR REGULARMAENTE AO DENTISTA PÁGINA 72

DRA. ISABEL BIZ DE LUCA

MÉTODOS CONTRACEPTIVOS PÁGINA 58

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DIREITO MÉDICO

A MEDICINA E O DIREITO O Direito Médico trata dos direitos e deveres dos profissionais, instituições de saúde e pacientes no que tange a prestação de serviços de saúde

A partir do momento que o profissional da saúde e o paciente estabeleceram uma relação, automaticamente surgem direitos e deveres, que devem ser observados e cumpridos por ambos. Ao decorrer dos anos a sociedade se tornou mais exigente, mais informada, as mídias cada vez mais relatando situações que envolvem a prática médica, ocasionando assim um crescimento excessivo de demandas judiciais relacionadas à saúde no geral. Desta feita, se originou o Direito Médico objetivando tratar especificamente destas relações. O Direito Médico vai além dos aspectos da relação médico-paciente, pois trata de casos que envolvem a saúde pública, planos de saúde, a relação entre os profissionais e as instituições hospitalares, situações ainda que versem sobre os Conselhos Regionais e Federal de Medicina, entre outros temas. Em especial, o Direito Médico voltado para os profissionais da saúde, clínicas e hospitais visa a prevenção de litígios, afinal, prevenir ainda é o melhor remédio. Com este intuito, a partir do EUA, passou a se desenvolver programas de “Compliance” a serem utilizados dentro da área médica a fim de evitar demandas judiciais, prejuízos de ordem moral e financeira, que naturalmente poderiam ser afastadas. O Compliance Médico-Hospitalar realiza a gestão de Manual da marca: riscos jurídicos das atividades, tratando de temas como: documentação dos pacientes, prontuários, termos O manual é a de maneira correta de usar a sua logomarca. consentimento informado e esclarecido, contratos, Código de Agradecemos a preferência! Ética Médica, relação médico paciente, entre outros assuntos. Todas essas etapas precisam seguir regras, padrões, visto que mesmo os pequenos descuidos podem gerar consequências jurídicas. Embora atualmente tenha se tornado comum a adoção de seguros de responsabilidade civil, como mencionado anteriormente, há diversas outras situações que envolvem a rotina médica, que podem causar prejuízos que não são cobertos por esses seguros, como por exemplo, a reputação do profissional ou de sua marca empresarial, os quais possuem valor incalculável. Desta forma, tendo em vista que as legislações estão em constantes modificações, o suporte jurídico especializado na área médica, para atuar tanto na esfera contenciosa como na preventiva, auxiliará o profissional e/ou sua empresa a ESPECIALISTA EM DIREITO MÉDICO estruturar sua carreira em conformidade com os padrões éticos e jurídicos atuais, a fim de garantir qualidade aos OAB/SC 43.880 pacientes, evitar riscos e consequentemente aumentar os (48) 99912-4471 | (48) 3524-5719 lucros através do controle das atividades.

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JULIANA DARÓS ADVOGADA

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CAPA ESPECIAL REGIÃO DA AMESC

HOSPITAL SÃO SEBASTIÃO

70 ANOS DE UMA HISTÓRIA DE LUTAS, CONQUISTAS E SUCESSO Construído pelas próprias mãos dos moradores de Turvo, o HSS é referência na região pelo atendimento aos seus pacientes

Em meados de 1941 chegava o primeiro médico a residir, definitivamente, em Turvo, o Dr. David Coutin. Relatos da época constam que seu consultório e uma sala de operação foram improvisados para que o mesmo pudesse atender a comunidade. Com o passar do tempo, quando chegou à cidade o segundo médico, o Dr. Rubens Alves de Menezes, a comunidade sentiu a necessidade de novas instalações hospitalares. Em fevereiro de 1944, após a missa de domingo, os chefes de família de Turvo se reuniram para discutir a respeito da construção de um hospital. Nesta reunião foi organizada uma comissão onde prepararam uma eleição para escolher uma diretoria, para que a mesma fosse responsável pela construção do tão sonhado hospital. O senhor Emílio Neis foi escolhido

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como o primeiro presidente, e assim, ele e outros membros da diretoria começaram visitar outras comunidades em busca de sócios para que pudessem arrecadar dinheiro para a construção do hospital. Muitas vezes iam a cavalo e ficavam longe de suas famílias durante dias. Cada sócio cooperava com uma cota de 500 mil réis. Homenageando a terra natal de Emílio Neis foi escolhido o nome de São Sebastião. Em 1944, Rômulo Pescador realizou a doação do terreno para ser edificado o hospital. No dia 12 de agosto de 1945, em cerimônia presidida pelo Dr. Nereu Ramos, acontecia o lançamento da Pedra Fundamental. Foi montada uma olaria para fabricação dos tijolos e os agricultores doavam de suas matas as madeiras que eram necessárias para a cons-

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trução. A mão de obra era da própria comunidade, todos estavam dispostos a ajudar. O Governo Estadual auxiliou no serviço de terraplanagem com máquinas e tratores. Enquanto concluíam as obras do tão almejado hospital, surge um fato novo. O Distrito de Turvo teria sua emancipação política. Juntamente com este marco histórico, da instalação oficial do município, foi preparada a grande festa de inauguração. Em um ensolarado domingo, dia 20 de março de 1949, foi histórico para a comunidade turvense. Acontecia à inauguração do Hospital São Sebastião e a instalação do município. O povo estava eufórico, e na ocasião foi oferecida uma churrascada. A população festejou merecidamente, a grande conquista.


O PRINCÍPIO Inicialmente sua área construída foi de 1820 metros quadrados contando com 23 quartos, 4 enfermarias, sendo um total de 60 leitos. Um consultório, 2 salas de operação, 1 sala de esterilização, 1 sala de administração, 1 farmácia, 5 instalações sanitárias, 5 banheiros com chuveiro, refeitório, cozinha, lavanderia, necrotério, capela, depósito e a residência do Diretor Técnico, o senhor Rubens Alves de Menezes. A primeira enfermeira e parteira foi a Senhora Elza Buss Trichês, juntamente com dona Maria Lazzari Manenti, a dona Maria Cibien e a dona Lídia Manenti exerceram as funções de dedicadas enfermeiras.

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DIAS ATUAIS

A presença do hospital é marcante para sociedade. Atualmente ele ocupa uma área de 6 hectares, possuindo 65 leitos, 4 salas para consultórios, 2 salas para cirurgia, 1 sala de esterilização, 1 sala de administração, 1 farmácia, 1 refeitório, 1 cozinha, 1 lavandeira, 1 necrotério, 1 capela, recepção, 3 posto de enfermagem, 1 sala de curativos, 30 instalações sanitárias. Financeiramente o Hospital São Sebastião obtém receitas de repasses do SUS, de consultas, cirurgias e internações através de planos de saúde e particulares, convênio com a Secretaria Municipal de Saúde de Turvo e das parcerias com a Associação Comunitária Irmã Ursula Heidemann, a Cliniimagem e o Instituto de Neurociências João Quevedo. Segundo o Presidente Renato Manenti só é possível administrar o hospital devido aos auxílios. “Graças ao esforço da comunidade, o hospital foi se mantendo e continua se mantendo até hoje. Nossos parceiros são os responsáveis pelas melhorias que conseguimos fazer todos os anos. Não podemos deixar de citar o auxílio dos Governos Municipal, Estadual e Federal, através de convênios e de emendas de parlamentares. A Câmara de Vereadores e a Secretária de Saúde de Turvo, são também outros grandes parceiros do HSS”, salientou. O hospital ainda possui várias comissões importantes para um hospital como CCIH, CIPA, Comissão de Ética Médica, Segurança do Paciente, Revisão de Prontuários e de Óbitos.

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SERVIÇOS Alguns dos serviços realizados são no Pronto Atendimento 24 horas. Outros se dão através de consultas com especialistas, internações de clínica médica, pediátrica, cirúrgica, psiquiátrica e de maternidade. Para o atendimento ao público o hospital possui diversos equipamentos instalados e em funcionamento como tomógrafo, densitometria óssea, mamógrafo, Raios-X fixo e móvel, CR digitalizador de imagens, ultrassom, ecocardiógrafo, endoscópio e colonoscópio na área de imagem, bem como, diversos outros equipamentos para atendimentos de emergência e cirurgias. “Na qualidade de Gerente de Enfermagem, posso afirmar com convicção, que a dedicação em oferecer uma assistência qualificada e segura aos nossos pacientes, manifesta-se até nas coisas mais simples que nos propomos a fazer, principalmente na prestação do cuidado humanizado, nos impulsionando a cada dia o desejo em tentar oferecer sempre o que há de melhor”, salientou a enfermeira Marilia Giusti. O hospital possui praticamente todos os seus leitos com camas modernas e elétricas para melhor acomodação e conforto dos seus pacientes.

Para o Presidente Renato Manenti, o Hospital São Sebastião, é referência na região devido ao trabalho dos médicos e demais colaboradores que atuam e já atuaram na instituição. “Nestes 70 anos vários profissionais já passaram por aqui deixando sua marca, contribuindo para o sucesso da nossa instituição. Atualmente nosso Corpo Clínico é composto por profissionais qualificados e que são grandes parceiros do hospital. Gostaríamos de agradecer a todos e também aos Presidentes que por aqui já passaram e aos membros das diretorias, que fazem e fizeram o HSS referência em atendimento na nossa região”, completa.

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AS IRMÃS Logo após a inauguração do hospital, ele estando em seu pleno funcionamento, o presidente Emilio Neis, se dedicou incansavelmente a trazer as respeitáveis irmãs freiras para administrar os trabalhos de enfermagem, nutrição e higiene. A comunidade se preparou para receber festiva e carinhosamente as irmãs Franciscanas de São José. Em julho de 1950 chegava ao hospital às irmãs Liduina, Aloizianes, Maristela, Materna e Simplícia, que vieram da Alemanha, da Suíça e também do Brasil. Graças às irmãs o hospital sempre foi um abrigo seguro. “Sem as irmãs certamente não seria o que é hoje, uma casa de respeito e segurança, referência na saúde da região”, comentou o Presidente Renato. Atualmente duas irmãs permanecem ali. A Irmã Elizabete Heidmann, de 85 anos, trabalhou 12 anos no hospital, de 1982 a 1994, e retornou em 2002 até os dias de hoje. Toda a sua caminhada foi marcada junto aos doentes e, em todos esses anos atuou junto ao centro cirúrgico e aos cuidados aos pacientes. “Fazer parte das comemorações dos 70 anos do HSS se traduz por uma honra e emoção muito grande, pois esses anos foram marcantes em minha vida”, comentou Elizabete. Outra irmã que ainda reside no hospital a pouco mais de um ano, e auxilia nos trabalhos é a irmã Elita Kuhnen de 82 anos. Inicialmente foi desafiada, pois estava habituada a trabalhos junto as pastorais, realizando visitas as famílias. Hoje já está acostumada à rotina do hospital, fazendo a espiritualização com os doentes, e apesar do pouco tempo está feliz e realizada com a nova missão.

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MARCOS IMPORTANTES Nestes 70 anos vários fatos importantes foram acontecendo. Nos últimos dez anos foram realizados várias ampliações como a criação da Unidade de Estabilização, o Centro de Imagem, Brinquedoteca para o setor de pediatria e recentemente foi inaugurada a reforma do berçário e a sala de parto com banheira para realização de partos humanizados, sendo que no início de fevereiro deste ano aconteceu o primeiro nascimento do gênero. Ao longo dos seus 70 anos o Hospital São Sebastião teve inúmeras conquistas, sendo uma delas o reconhecimento como de utilidade pública municipal e estadual. Não deixando de citar também a reconquista da filantropia em 23/04/2013. Em julho de 2015 o hospital conquistou o nível ouro em avaliação de qualidade hospitalar no Programa de Auxílio à gestão de hospitais filantrópicos de âmbito do Ministério da Saúde. “A construção e reforma da área onde hoje se localizam a emergência, consultórios, maternidade e centro cirúrgico e por último as ampliações para criação do Centro de Imagem são grandes conquistas para nosso Hospital”, frisou Renato. O hospital após esforços da administração foi agraciado com o projeto de Telemedicina do Ministério da Saúde em conjunto com o Projeto Timemania. A entidade possui um ponto de telemedicina proporcionando a realização de teleconferências, cursos e treinamentos através deste canal de transmissão, sendo o único hospital que possui este serviço na região do extremo sul catarinense. Há 18 anos atuando como Administrador do hospital, Evandro Peck, destaca que o HSS foi cada vez mais evoluindo e se qualificando, apesar de todas as exigências normativas e dificuldades diárias que assolam a maioria dos hospitais. “O Hospital São Sebastião possui em seu quadro de funcionários profissionais realmente qualificados, grande parte destes com cursos técnicos e superiores na área da saúde. Os médicos que atuam na entidade em sua maioria são profissionais com RQE, ou seja, especialistas nas suas áreas de atuação. Cada vez mais, a entidade busca se aperfeiçoar para melhorar a quantidade e qualidade de atendimentos prestados aos seus clientes internos e externos”, comentou.


Atualmente, o HSS possui no seu quadro de colaboradores 61 funcionários, 15 médicos plantonistas e 35 médicos especialistas. PRESIDENTES Foram presidentes do Hospital São Sebastião os senhores: - Emilio Neis - Abel Bez Batti - Antonio Liberato Simon - Dauro Hugo Neis - Paulino Rovaris - Humberto Manenti - Eliseu Manenti - Paulo Rovaris - Alcides Cirimbelli - Renato Luiz Manenti (atualmente)

NÚMEROS DE ATENDIMENTOS REALIZADOS NO ÚLTIMO ANO -

14.406 consultas no Pronto Atendimento 6.610 consultas com especialistas 2.000 curativos e suturas 177 emergências 4.712 internações 10.687 exames de imagem

CONVÊNIOS - SUS - Associação Comunitária Irmã Ursula Heidemann - UNIMED, SC Saúde, Cassi, Saúde Caixa, Cisamesc

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HOMENAGEM DOS PROFISSIONAIS QUE FAZEM DO HOSPITAL SÃO SEBASTIÃO REFERÊNCIA DE ATENDIMENTO NA REGIÃO.

O Hospital São Sebastião é uma instituição que acolhe e trata seus pacientes com assistência de qualidade, segurança, comprometimento e respeito. Leila Catarina Pescador – Nutricionista

A história do Hospital São Sebastião se mescla com a do município de Turvo, uma comunidade que se uniu para construí-lo e até hoje luta para que continue sendo uma referência em saúde. Foi o hospital onde nasci, no qual há 30 anos faço parte do Corpo Clínico, tendo a honra de participar de inúmeros nascimentos de novos turvenses que são o nosso futuro. Sintome honrada em participar deste momento onde comemoramos 70 anos. Parabéns. Dra. Sandra Manenti – Ginecologista e Obstetra

É uma satisfação participar dessa linda história que nossos antepassados iniciaram há 70 anos. Sérgio L. Dagostin – São Luiz Laboratório

O Hospital São Sebastião sempre foi referência de inovação e segurança no cuidado dos pacientes. Um lugar muito bom de trabalhar. O seu Corpo Clínico, quadro de funcionários e colaboradores são qualificados e comprometidos com a saúde da população. Todo trabalho que é feito no hospital representa a esperança em dias melhores.Dr. Vinicius Bressiani – Coloproctologista

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Gostaria de parabenizar as famílias turvenses que há 70 anos dedicaram seu suor para a construção desta instituição. Tenho orgulho e eterno agradecimento de fazer parte do Corpo Clínico do HSS que me acolheu e permitiu, ao lado de profissionais capacitados, realizar o trabalho que me foi conferido e de fazer parte desta história tão bonita Dr. Rafael Rovaris Diretor Técnico do Hospital São Sebastião

Parabéns e muita gratidão pelo acolhimento ao nosso trabalho e aos nossos pacientes nestes anos em que fazemos parte do Corpo Clínico. Dra. Magda Aliano Pediatra e Dr. Ricardo Aliano Ginecologista e Obstetra

Trabalhar no hospital São Sebastião e na cidade de Turvo é e sempre foi uma grande satisfação, com uma equipe qualificada e atenciosa, o hospital sempre se preocupa com bem-estar dos paciente, com um atendimento atencioso e humanizado. Fico muito feliz em fazer parte dessa equipe. Dr. Mateus Dario Volpato – Cirurgião Geral

A Clínica Dr. Salvaro parabeniza a todas as pessoas que nesses 70 anos se dedicaram a construção e manutenção do Hospital São Sebastião. Dr. Roberto Gabriel Salvaro Cardiologista


São 70 anos de história do Hospital São Sebastião de Turvo, onde o profissionalismo, a ética, a biossegurança, a qualidade do atendimento e o cuidado com o paciente vem em primeiro lugar. Isso tudo graças ao excelente Corpo Clínico, equipe de enfermagem, admistração e todos os colaboradores, que fazem o possível para serem melhores a cada dia. Dr. André Pedroso – Cirurgião Dentista

Parabenizo o Hospital São Sebastião pelos 70 anos de atendimento qualificado a população de Turvo e região, orgulho de fazer parte desta história. Dr. Agenor A. Simon – Pediatra

Parabenizo ao Hospital São Sebastião pelos 70 anos e agradeço por ter me permitido fazer parte dessa história! Dra. Giane Michele Frare Peck – Médica do Trabalho

Trabalhamos para superar as dificuldades e garantir excelência no atendimento prestado à comunidade. Agradeço ao hospital por fazer parte dessa história. Dra. Isabel Biz de Luca – Ginecologista e Obstetra

Trabalhar no hospital onde nasci é um grande orgulho! Que possamos continuar oferecendo aos nossos pacientes e familiares um atendimento de saúde com qualidade e amor ao próximo. Dra. Thamiris Marcon Zanatta Clínica Geral

Trabalhar no Hospital São Sebastião nestes últimos 13 anos tem sido uma alegria imensa. Sou grato pelas trocas, pelos saberes que consegui transmitir aos pacientes, pela parceria com toda equipe de profissionais altamente qualificados e pelas ótimas condições de atendimento que o hospital sempre forneceu. Que venham os próximos 70 anos! Dr. Rafael Luiz Reinehr – Endocrinologista

Quero parabenizar o Hospital São Sebastião de Turvo neste septuagésimo aniversário de existência, frisando a sua missão de atendimento humanizado a população da região com excelência, qualidade e responsabilidade que sempre foram sua caraterística. Como membro definitivo do Corpo Clínico me orgulho em dizer que neste centro cresci e consegui muitas realizações profissionais. Parabéns a todos os profissionais médicos, administração, enfermagem e funcionários em geral que fazem parte deste grande hospital. O sucesso é de todos. Dr. Roberto Carlos Montecinos Gallo – Ginecologista e Obstetra

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PEDIATRIA

MEU BEBÊ ESTÁ COM CÓLICA, E AGORA? Elas normalmente aparecem após a segunda semana de vida do bebê, causam desconforto e dores na região abdominal e podem durar até o terceiro mês de vida As cólicas do recém-nascido são normalmente identificadas pelos pais: com choro agudo e bebê aparentando dor e desconforto. Estão associadas à irritabilidade e agitação, ocorrendo por, pelo menos, três horas ao dia, mais de três vezes por semana e por, pelo menos, três semanas. O sintoma surge na segunda semana de vida, intensifica-se entre a quarta e sexta semana e alivia progressivamente, até desaparecer no terceiro mês de vida. Na maioria das vezes, começa ao anoitecer, por volta das 18h, tendo fim até a meia noite.

te em que esse bebê vive, como agitação e estresse. Elas habitualmente ocorrem até terceiro mês de vida e, caso persistam por muito mais tempo, é necessário buscar a orientação de um pediatra para investigar o caso. Quanto à alimentação, há estudos demonstrando que as crianças que não recebem leite materno têm quase o dobro de chance de apresentar cólica. Também existem diversos mitos quanto

SINAIS DA CÓLICA

Os sinais mais comuns são choro intenso com aparência de sofrimento, sem melhora após as tentativas de consolo, barriga endurecida, pernas flexionadas em direção ao abdômen, rosto avermelhado, mãos e punhos fechados e presença de gases. Apesar de muita pesquisa, ainda não se conhece as causas das cólicas. Acredita-se que estejam ligadas à imaturidade do mecanismo de digestão do leite, alteração da flora intestinal do recém-nascido, além de fatores relacionados ao ambien-

à alimentação materna e as cólicas dos bebês, porém ainda não existe nenhuma comprovação científica de que elas possuem relação, visto que aqueles que recebem fórmula infantil também apresentam o sintoma. Durante a amamentação, a mãe precisa manter uma alimentação

saudável e observar se a criança apresenta desconforto após mamar e caso isso ocorra ela deve recordar quais alimentos ingeriu e reduzir a sua ingestão na próxima refeição.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

O diagnóstico é feito a partir da história detalhada trazida pelos pais e não requer exames complementares, a não ser que exista suspeita de doenças associadas. Com relação ao tratamento, é importante salientar que o aleitamento materno deve ser mantido. Quando a criança faz uso de fórmulas infantis, evitam-se as trocas. Está sendo investigado o papel de um tipo específico de probióticos no seu tratamento, a fim de reduzir a duração e acelerar a resolução das cólicas. Tais probióticos poderão ser prescritos após a avaliação individual de cada criança. Além disso, existe uma série de dicas que podem ser úteis no seu controle: contato direto da barriga do bebê com a barriga da mãe, oferecer colo e carinho no momento das crises, flexionar as coxas do bebê sobre a sua barriga, dar banho morno ou aplicar compressas mornas na barriga, manter a criança em um ambiente calmo e tranquilo, reduzindo estímulos e excesso de pessoas, não utilizar chás e seguir as recomendações do seu pediatra.

DRA. MONIQUE CONSENSO SAVIATO PEDIATRA

CRM/SC 19953 | RQE 15593

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ENDOCRINOLOGIA

EM BUSCA DE UMA MEDICINA

CADA VEZ MELHOR O médico, sempre foi considerado em todas as pesquisas realizadas, como um dos profissionais mais confiáveis a quem se pode entregar nossa saúde e nossa vida. As pesquisas continuam, curiosamente, dizendo a mesma coisa. Mas não é o que ouço nas mídias sociais, tampouco que ouço de pacientes, cada vez mais desgostosos do atendimento que recebem em vários consultórios e clínicas espalhadas pelo Brasil. É claro que existem e sempre existirão profissionais que fogem desta tendência de atender pessoas como gado, em linha e em série, com consultórios abarrotados para não perder um mísero vintém. Há muito que a medicina tradicional alopática me incomoda. Quando saímos da faculdade, não nos são dadas as ferramentas para apreciar o quadro como um todo. Só nos mostram o lado eficiente, científico e glamouroso da medicina. Saímos de lá devidamente hipnotizados e prontos a manter nosso papel de “líderes e tutores da saúde humana”. A prática clínica, durante quase 20 anos e mais de 60 mil atendimentos realizados, nos faz perceber que a realidade é distinta do que lemos em grossos livros e textos, artigos científicos indexados e ouvimos em caros congressos médicos em locais paradisíacos. Como sempre, não sou de ficar parado. Tenho dedicado meus últimos 09

anos a estudar uma forma de alçar o atendimento humano a um novo patamar. Entretanto, não posso chamar isso de “medicina” propriamente falando. Criei então, o que chamo de Comunidade de Aprendizagem Online Solidária, um espaço no qual posso, para além do consultório médico, ensinar a

meus ouvintes tudo aquilo que sinto necessário explicar, mas que é impossível transmitir no tempo de uma única consulta médica, ou mesmo ao longo de várias horas de explanação e atenção dedicada. Um espaço para livres aprendentes, para pessoas que querem muito mais do que um mero ajuste de dose de seu medicamento, um check-up eventual ou a resolução de uma dor ou desconforto eventual.

A este espaço dei o nome de Cada Vez Melhor, uma verdadeira Oficina de Criação de Autonomia, composto de pessoas interessadas em temas como Saúde, Longevidade, Qualidade de Vida, Bem-estar, Leveza, Propósito, Harmonia, Resiliência, Equilíbrio e Felicidade. Um grupo online composto por pessoas com interesses comuns, dispostas a se apoiarem mutuamente e que aceitaram meu convite para lhes mentorar ao longo de uma jornada de autoconhecimento e desenvolvimento humano contínuo. No Cada Vez Melhor, aprendemos a nos tornar cada vez melhores juntos, e estamos prontos a consolar, apoiar, auxiliar, defender ou acompanhar os outros em alguma contingência, quer seja através de palavras, ideias, boas práticas ou mesmo ações que possam levar nosso companheiro de jornada a superar suas dificuldades. Ainda estamos no princípio de nossa própria história, e o tempo dirá se esta iniciativa produzirá tantos frutos quanto hoje sonhamos. O acesso a esta Comunidade de Aprendizagem Online se dá através de uma contribuição mensal espontânea que varia de acordo com a possibilidade de cada um que deseja participar. A ideia é incluir a todos que desejam prosperar e aprender ferramentas, técnicas e saberes poderosos e transformadores e que querem se desenvolver e melhorar continuamente.

DR. RAFAEL REINEHR ENDOCRINOLOGISTA CRM/SC 13621 RQE 6862 / 18406

Participou do MBSR (Mindfulness Based Stress Reduction) no Center for Mindfulness da University of Massachussets Medical School, com a Dra. Rebecca Eldridge, em 2017 e, no ano seguinte, do MBCT (Mindfulness Based Cognitive Therapy), na mesma Universidade, com a Dra. Ruth Whitall. Foi aluno do Dr. Christopher Willard e do Dr. Vitor Friary, formando-se na Primeira Turma de Instrutores de Mindfulness para Crianças do Brasil, também em 2018. Neste ano de 2019, continua com sua formação em Terapeuta Ayurvedico no Povo em Pé, em Porto Alegre, sob os cuidados de Gisele de Menezes e Dr. José Ruguê (a ser finalizada em 2020) e está iniciando pós-graduação em Psicologia Positiva, Ciência do Bem-estar e Autorrealização na PUC em Porto Alegre - RS Informações - Guia Saúde - Páginas 80 a 85

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CIRURGIA GERAL

DOENÇAS DA VESÍCULA BILIAR: O QUE DEVEMOS SABER? A vesícula biliar é um pequeno órgão, localizado sob o fígado, cuja tarefa principal é a de secretar a bile que ajuda a decompor as gorduras A vesícula biliar é um órgão muscular, localizada no lado superior direito do abdômen, abaixo dos arcos costais. Está aderida ao fígado, e sua função é armazenar a bile, líquido produzido pelo fígado para facilitar a digestão de gorduras. Em seu funcionamento normal, se enche quando estamos em jejum e esvazia para a primeira porção do intestino, o duodeno, durante a alimentação, através de ductos cístico e colédoco. A Colelitíase, doença mais comum da vesícula, são cálculos que se formam pelo acumulo dos sais biliares em estase no órgão, podem ter tamanhos variados, de lama biliar à cálculos maiores que 3 cm. A maioria dos pacientes são assintomáticos, diagnosticados por exames de rotina ou investigação de outras patologias. Dos 20% que apresentam sintomas, a queixa principal é a dor biliar, geralmente no epigástrio (estômago) ou hipocôndrio direito (HCD), logo abaixo das costelas, com frequência irradia para ombro direito. Tem início súbito e progressivo, durando de 15min a 1hora, precedida de alimentação ou sem fator desencadeante. Menos comumente a dor pode ser à esquerda ou na parte inferior da barriga. O diagnóstico é feito por ultrassom, raramente necessita de outros exames.

O tratamento definitivo é cirúrgico, a colecistectomia (retirada da vesícula), deve preferencialmente ser realizada por via LAPAROSCÓPICA (vídeo cirurgia), que apresenta inúmeras vantagens à cirurgia convencional, como menor tempo de recuperação, estética, entre outras. Colecistite, inflamação da vesícula, é umas das principais complicações da Colelitíase, se apresenta com dor prolongada de forte intensidade em HCD com dificuldade de inspirar ao palpar o local (sinal de Murphy), febre e alteração no exame de sangue (leucocitose). A confirmação diagnostica é feita por ultrassom. O tratamento é cirúrgico, preferencialmente por via LAPAROSCÓSPICA, associado a

antibióticos. Colecodolitíase, cálculo no colédoco, é outra complicação temida. A obstrução desse ducto leva a dor em HCD, icterícia (amarelão). Complicações como infecção do ducto e a inflamação do pâncreas podem acontecer. O tratamento é por CPRE (endoscopia) ou cirúrgico. Pólipos, “verrugas”, na parede da vesícula, maiores que 1 cm tem indicação de colecistectomia por via LAPAROSCÓPICA, devido ao maior risco de câncer de vesícula. O câncer da vesícula é raro, geralmente achado nas biopsias de colecistectomias. O tratamento é individualizado conforme a doença.

DR. MATEUS VOLPATO CIRURGIÃO GERAL CRM/SC 19613 / RQE 14139

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PEDIATRIA

OS PRIMEIROS 1000 DIAS A importância de nutrir, cuidar e estimular

Durante os primeiros 1000 dias de um bebê, que se iniciam na gestação e se estendem até os dois anos de vida da criança, o cérebro evolui como em nenhuma outra época. Esse é o período fundamental para o desenvolvimento dos sistemas nervoso e imunológico, assim como para formação de bons hábitos alimentares, que aumentarão as chances deste se tornar um adulto saudável. O fato da contagem dos primeiros 1000 dias começar na gravidez é exatamente porque a gestação impacta na saúde física e emocional do feto. Como o cérebro do bebê começa a se desenvolver ainda na gestação, é importante que a mãe tome alguns cuidados. O primeiro deles é em relação à alimentação e manutenção de peso. Sabe-se, por exemplo, que a alimentação da mãe durante esse período ajuda a determinar o paladar e o olfato do bebê, uma vez que as nuances de sabor passam para o líquido amniótico. Além disso, o desenvolvimento neurológico também é muito intenso na vida intrauterina e pode sofrer a influência de fumo, drogas e medicamentos ingeridos pela mãe. A alimentação apropriada para os primeiros 1000 dias, inclui uma dieta equilibrada da mãe na gravidez com suplementação materna de ferro,

ômega 3, ácido fólico e outras vitaminas de acordo com a necessidade específica de cada paciente. Doenças como diabetes, anemia e deficiência de vitaminas e sais minerais podem prejudicar o feto. O aleitamento materno deve ser exclusivo nos seis primeiros meses de vida do bebê e a partir daí a introdução de alimentos. Há estudos que mostram que o aleitamento exclusivo até os seis meses de vida favorece o desempenho intelectual e a nutrição correta reduz o risco de desenvolver obesidade e doenças cardiovasculares quando adulto. Assim que o bebê nasce, requer uma atenção ampla e multifatorial para que o desenvolvimento cerebral se dê em toda sua potencialidade. O primeiro pilar é a nutrição. Além da nutrição o bebê deve crescer em um ambiente equilibrado e livre de estresse. O bebê se desenvolve estabelecendo vínculo e afeto com a mãe e com o pai. As crianças crescem melhor quando são amadas. Carinho, afeto e colo

são essenciais para fortalecer os vínculos e ajudam aumentar a imunidade do bebê. E isso tudo começa no ventre, uma vez que o feto já demonstra capacidade de audição desde a décima sexta semana de gravidez, podendo reconhecer a voz dos pais e captar todas as emoções que as acompanham. Por isso, a recomendação é para que ambos “conversem com a barriga”. Outro pilar importante para o desenvolvimento cerebral é o estímulo. Brincar deve ser considerado umas das atividades mais importantes desde o nascimento. Cada fase tem sua brincadeira específica. Por exemplo, com um bebê de 1 mês, usamos o chocalho para que ele ouça o som e associe ao movimento e assim por diante. Oferecer condições favoráveis ao desenvolvimento infantil nos primeiros anos de vida é mais eficaz e gera menos custo do que tentar reverter ou minimizar os problemas mais tarde. Por isso, durante esse período faz muito sentido a máxima “prevenir é melhor que remediar”.

DR. AGENOR ANTÔNIO SIMON PEDIATRA

CRM/SC 3560 | RQE 996

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CLÍNICA GERAL

LEPTOSPIROSE

Doença causada pela exposição à urina de animais infectados pode apresentar sintomas iniciais semelhantes ao de um quadro gripal A leptospirose é uma doença infecciosa febril, potencialmente grave, causada por uma bactéria presente na urina de animais infectados, a Leptospira. Sinais e sintomas podem variar de nenhum a leves, como dores de cabeça, dores musculares e febre, até a hemorragia nos pulmões, meningite ou insuficiência renal. Ocorre no mundo inteiro, exceto nas regiões polares e pode atingir pessoas de todas as idades. O rato de esgoto é o principal responsável pela infecção humana, em razão da sua proximidade com locais habitados. A bactéria se multiplica nos rins desses animais, e é eliminada pela urina durante toda a vida do animal. Podendo sobreviver em solo úmido ou na água, entretanto não em locais com alto teor salino. Outros animais, como os cães e gatos, e os de rebanho como bois, cavalos, cabras, ovelhas e porcos, podem tornar-se portadores assintomáticos, eliminando a bactéria pela urina, causando ainda mais proximidade da infecção com o ser humano. A Leptospira penetra na pele ou mucosas, como olhos, nariz, boca e trato gastrointestinal durante ingestão de água e alimentos contamina-

dos. Os seres humanos são infectados casual e transitoriamente, e não tem importância como transmissor da doença. Não há no Brasil vacinação disponível e efetiva para humanos, o que nos faz atentar ainda mais aos cuidados de prevenção e tratamento precoce em caso de

suspeita da doença. Devemos utilizar apenas água tratada como bebida e para a higiene pessoal. Não ingerir bebidas diretamente de latas ou garrafas, sem que essas sejam lavadas adequadamente. Em caso de inundações ou trabalho em ambiente rural, deve ser evitada a exposição desnecessária à água ou à lama utilizando roupas e calçados impermeáveis. A maioria das pessoas infectadas desenvolve manifestações discretas que aparecem de 2 a 30 dias após a

infecção. As manifestações iniciais são febre alta de início súbito, sensação de mal estar, dor de cabeça constante e acentuada, dor muscular intensa – destacando-se dor nas panturrilhas, cansaço e calafrios. Dor abdominal, náuseas, vômitos e diarreia também são frequentes. Após 2 ou 3 dias de aparente melhora, os sintomas podem ressurgir, ainda que menos intensamente. Nesta fase é comum o aparecimento de manchas avermelhadas no corpo e pode ocorrer meningite, que em geral tem boa evolução. A maioria das pessoas melhora o quadro em sete dias. Em cerca de 10% dos pacientes surge a icterícia ou “amarelão”, que caracteriza os casos mais graves. Aparecem manifestações hemorrágicas – manchas pelo corpo, sangramentos no nariz,  gengivas e pulmões e pode ocorrer funcionamento inadequado dos rins. É importante que ao apresentar febre após uma exposição de risco se deve procurar atendimento médico rapidamente. O tratamento da pessoa com leptospirose na forma leve é feito fundamentalmente com medicações sintomáticas, antibióticos e hidratação. As que desenvolvem meningite ou icterícia devem ser internadas e as formas graves da doença podem necessitar de tratamento em UTI.

DRA. THAMIRIS MARCON ZANATTA CLÍNICA GERAL CRM/ SC 18636

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INFORME PUBLICITÁRIO

A Clínica Dr. Salvaro parabeniza a todas as pessoas que nesses 70 anos se dedicaram a construção e manutenção do Hospital São Sebastião – TURVO - SC

A Clínica disponibiliza as seguintes ESPECIALIDADES: Cardiologia

Dr. Roberto Gabriel Salvaro – CRM/SC 10836 Dr. David Coelho Gründler – CRM/SC 13028 Dra. Vanessa Damin – CRM/SC 20674 Dra. Grace Huscher Arceno – CRM/SC 23931

Ecocardiografia

Mariana Back Locks – CRM/SC 19958

Neurologia e Neurofisiologia

Dra. Tamiris D. B. Martinelo. – CRM/SC 18396 Leila Catarina Pescador - CRN 2205

Clínica Geral

Medicina do Esporte:

Dra. Thamíris M. Zanatta – CRM/SC 18636

Dr. Luiz Carlos C. Fontana – CRM/SC 20679

Cirurgia Geral

Otorrinolaringologia

Dr. Mateus Volpato – CRM/SC 19613

Dr. Afonso P. Della Júnior – CRM/SC 19969

Cirurgia Plástica

Pediatria

Dra. Fernanda Buss – CRM/SC 16962

Dra. Monique C. Saviato – CRM/SC 19953

Cirurgia Vascular e Endovascular

Psicologia

Dr. Marco Ortiz – CRM/SC 11876

Luzia Dagostin Saccon - CRP 12/15107

Dermatologia

Pneumologia

Dra. Ana Paula Naspolini – CRM/SC 23009

Endocrinologia

Nefrologia

Nutrição

Dr. Cassian R. Belettini – CRM/SC 19475

Dr. Renato Piucco Matos – CRM/SC 19502

Dr. Davi Francisco Machado – CRM/SC 19947

A Clínica disponibiliza os seguintes EXAMES:

Reumatologia

Dr. Marcus Resmini – CRM/SC 18431

- Ecocardiograma Com Doppler a Cores - Ecocardiograma Sob Estresse Farmacológico - Ecocardiograma Transesofágico - Ecodoppler de Carótidas e Vertebrais - Ecodoppler Arterial e Venoso de Membros Inferiores - Teste de Esteira Computadorizado - Eletrocardiograma de Repouso - MAPA e Holter de 24 horas - Tilt Test - Espirometria (Prova de Função Pulmonar) - Exames Otorrinolaringológicos - Teste Alérgico Cutâneo (Prick Test)

A Clínica Dr. Salvaro é parceira direta do Hospital São Sebastião e da Associação Comunitária Irmã Úrsula. Oferecemos descontos especiais também para todas as associações comunitárias que ajudam os hospitais da região da AMESC.

DR. ROBERTO GABRIEL SALVARO CARDIOLOGISTA - RESP.TÉCNICO MÉDICO CRM 10836 / RQE 7150

Telefones: 48 3525-3210 / 98847-9881 / 98453-0614 Rua Nereu Ramos, 800 – Centro – Turvo/SC

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GINECOLOGIA

REJUVENESCIMENTO ÍNTIMO: GINECOLOGIA REGENERATIVA, FUNCIONAL E ESTÉTICA Entre as possibilidades para modificar a região íntima da mulher estão tratamentos com laser, cirurgias plásticas e cosméticos

A ginecologia regenerativa, funcional e estética surgiu da união da Dermatologia e da Ginecologia e está quebrando tabus, pois não é apenas procedimento estético e sim um conjunto de procedimentos utilizados para regenerar os tecidos vaginais e vulvares, que por diversos motivos como menopausa, após cirurgia bariátrica, grandes emagrecimentos, parto, pós radio ou quimioterapia perdem sua funcionalidade causando alterações de lubrificação, perdas urinárias, dificuldades sexuais e sociais. São procedimentos que visam melhorar toda a área genital: lábios maiores, lábios menores, capuz do clitóris, área perineal, paredes vaginais e bexiga para alcançar um equilíbrio esté-

tico e funcional que permita à mulher atingir sua plenitude íntima. Estamos vivendo mais, mas queremos viver com qualidade. E à medida que estendemos nosso tempo de vida, a vida sexual também se estende e agora surgem os recursos para melhorar a qualidade e funcionalidade da região genital. Por isso, precisamos criar hábitos de observar e valorizar nosso corpo. Para as mulheres a menopausa é um momento de grandes mudanças, principalmente relacionadas as alterações hormonais. Com ela surgem a secura vaginal que causa dor na relação, diminuição da lubrificação e perda urinária. São diversos procedimentos que podem ser realizados em consultório médico e alguns necessitam de internação hospitalar: • Na vulva podem ser feitos clareamento com peelings; preenchimento de grandes lábios com ácido hialurônico, fios de PDO e gordura autóloga, laser e radiofrequência; ninfoplastia (que

é a diminuição dos pequenos lábios e pode ser realizada com bisturi ou laser); correção de alterações do clitóris (principalmente crescimento por uso incorreto de testosterona); microinjeções de plasma rico em plaquetas. • Na vagina principalmente o laser e a radiofrequência aumentam o colágeno, elastina e turgor, melhoram a lubrificação, diminuindo a flacidez e a perda urinária. Estes procedimentos são indicados para pacientes com história de câncer e contraindicação do uso de hormônios e que antes destas técnicas não dispunham de um tratamento eficiente. • Na vulva o laser necessita de anestesia tópica, já na vagina estes procedimentos são indolores, não necessitam anestesia. São realizados em consultório e com retorno imediato as atividades e abstenção sexual de 1 a 3 dias dependendo do procedimento. A escolha do procedimento, indicações e contraindicações devem ser feitas na consulta com seu ginecologista. Ele vai saber orientar e individualizar as melhores opções de tratamento, realizar os procedimentos de prevenção como coleta do preventivo e mamografia, propor quando indicado o tratamento de reposição hormonal, realizar abordagem multiprofissional, por exemplo, encaminhando para a fisioterapia e nutricionista.

DRA. SANDRA MANENTI GINECOLOGISTA E OBSTETRA CRM/SC 4740 | RQE 1897 / 1898

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Parabenizamos os 70 anos do Hospital São Sebastião de Turvo, uma referência em saúde no vale do Araranguá”

Rua Rui Barbosa,987 | Centro | Turvo Fone: (48) 3525.0572 | 99659.3400

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MEDICINA DO TRABALHO

O QUE SE ESPERA DO MÉDICO

Uma reflexão dos dias atuais sobre o papel do médico e sua relação com o paciente Atualmente venho refletindo muito sobre minha profissão. Como médica e professora de novos médicos, ando me perguntando para onde estamos caminhando. Vivemos tempos de grande avanço tecnológico. Sem tirar o mérito das vantagens da globalização, verificamos entristecidos, os distanciamentos entre as pessoas. A “vida online” nos aproxima de lugares e pessoas distantes, porém nos afasta de pessoas que estão ao nosso lado. Assim como em nossa vida particular, este distanciamento ocorre no campo profissional e também nos consultórios e hospitais. O relacionamento médico-paciente, a empatia, o colocar-se no lugar do outro, tão importantes para a boa atuação médica, vêm se tornando obsoletos. Cada vez é mais comum ver médicos e pacientes dando lugar a números, exames e diagnósticos tornarem-se códigos e a comunicação perde sua essência. Aquele médico que acompanhava os seus pacientes ao longo de suas vidas, quase não existe mais. Hoje temos um estranho avaliando outro estranho, em apenas alguns minutos de curto diálogo. Ao mesmo tempo, percebe-se descontentamento dos

pacientes com este tratamento, apesar de cientificamente correto, pouco humanizado. A preocupação com o pouco tempo, a necessidade de vários empregos, as cobranças pessoais e sociais, a insegurança dos pacientes diante de tantas informações muitas vezes fazem com que a função de médico se torne mecânica e impessoal.

Uma relação mais próxima e humana entre médico e paciente, uso correto e eficiente da tecnologia não são situações excludentes. Ou melhor, tenho certeza que nada é mais importante do que o médico que tem nome e rosto e que conhece o nome e o rosto de seu paciente, sem, é claro, abrir mão de todo o conhecimento técnico e modernidade a que temos direito.

DRA. GIANE MICHELE FRARE PECK MÉDICA DO TRABALHO CRM/SC 7254 | RQE 414

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RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA

APLICAÇÕES DA RADIOLOGIA ODONTOLÓGICA A radiologia odontológica é um procedimento de grande valia no trabalho do dentista. Por meio dela, é possível obter diagnósticos eficazes sobre a saúde bucal do paciente, permitindo a identificação de doenças e a elaboração de tratamentos Quando o físico alemão Wilhelm Conrad Roentgen descobriu os raios-x, em novembro de 1895, não imaginava o quanto as áreas médicas seriam revolucionadas. Poucos dias após a descoberta dos raios-x, já se imaginou a importância que este exame teria na odontologia, e assim, o cirurgião-dentista Dr. Otto Walfhoff realizou uma radiografia de seus dentes, na Alemanha, com 25 minutos de exposição radiográfica. Desde então, a radiologia trouxe novas possibilidades ao exame médico e odontológico. Sabemos que a odontologia trabalha principalmente com tecidos como esmalte, dentina, cemento e osso, que por serem mineralizados possuem expressão radiográfica, possibilitando que o cirurgião-dentista possa examinar áreas de difícil visualização no momento da avaliação clínica. Desde sua descoberta, os exames radiográficos, têm evoluído muito e hoje em dia, podemos dispor de equipamentos muito modernos que nos proporcionam imagens excelentes com mínima dose de radiação e pouco tempo de exposição aos raios-x. Além disso, hoje contamos com diferentes técnicas radiográficas que possuem indicações específicas para cada caso, facilitando

o diagnóstico. Um exemplo é a radiografia periapical, que mostra apenas um dente ou um pequeno grupo de dentes e suas áreas adjacentes. Pode ser indicada para a avaliação da anatomia dental, além de problemas periodontais e periapicopatias inflamatórias. Já as radiografias interproximais mostram a região cervical e coroa de um determinado grupo de dentes, dentre suas indicações, podemos citar a avaliação de cáries e restaurações. As radiografias panorâmicas são muito confortáveis para o paciente e apresentam, em uma só imagem, todas as estruturas da maxila e mandíbula, portanto possuem uma ampla gama de indicações na odontologia, como avaliação da cronologia de desenvolvimento, análise dos terceiros molares e estudos de lesões ósseas.

Atualmente, a tomografia computadorizada de feixe cônico tem possibilitado um diagnóstico mais seguro, elevando a taxa de sucesso nos tratamentos odontológicos. Com um exame tomográfico, o profissional tem uma visão 3D do paciente e em tamanho real, o que torna o planejamento do tratamento mais dinâmico garantindo mais segurança para o profissional, mas, principalmente, mais tranquilidade ao paciente. Existem ainda muitas outras técnicas radiográficas odontológicas que compõem a gama de exames que podem facilitar o diagnóstico odontológico, como a radiografia oclusal, a telerradiografia de perfil, dentre outros, cada qual com suas indicações. Será que Roentgen imaginou o quanto a sua descoberta mudaria o mundo e auxiliaria os cuidados da saúde da população mundial? A Radiologia Santa Rita realiza seus exames radiográficos odontológicos de maneira ética e confiável, com equipamentos modernos e resultados seguros visando trazer segurança para o profissional e paciente. É utilizada baixa dose de radiação, pois seus aparelhos são atuais. São seguidos os protocolos das técnicas radiográficas, a fim de obter a melhor imagem e diagnóstico. Ter os exames radiográficos realizados com tanto cuidado é um diferencial para seu tratamento odontológico.

DRA. ÂNGELA CATARINA MARAGNO CIRURGIÃ DENTISTA

CRO/SC 6451 Mestre em Radiologia Odontológica - SLMandic | Campinas Especialista em Radiologia Odontológica - UFSC Especialista em Estomatologia Odontológica - SLMandic | Campinas Professora de diagnóstico Oral II e III - UNESC

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NUTRIÇÃO

CONTROLE O DIABETES COM ALIMENTAÇÃO ADEQUADA Ter diabetes não significa ter que renunciar a uma alimentação prazerosa e saborosa. Algumas alterações auxiliam no melhor controle glicêmico Evidências científicas demonstram que a intervenção nutricional tem um papel significativo na redução da glicemia e hemoglobina glicada em pacientes classificados como pré-diabéticos ou portadores de Diabetes mellitus tipo 1, Diabetes mellitus tipo 2 e Diabetes gestacional.  Quando associados a outras mudanças no estilo de vida, que não só a alimentação, o controle glicêmico se torna mais estável e reduz as complicações que podem ser causadas por essa doença. Ao contrário do Diabetes mellitus tipo 1, que não pode ser evitado, o Pré-Diabetes, o Diabetes mellitus tipo 2 e o Diabetes gestacional podem ser retardados ou evitados por meio de modificações no estilo de vida, que incluem principalmente a redução de peso, alimentação ideal e prática de exercícios físicos.  A abordagem nutricional envolve atender o paciente de forma completa e individualizada, avaliando seus parâmetros clínicos, uso de medicamentos, presença de comorbidades, tabagismo, consumo de bebida alcoólica e prática de atividade física. Com tais dados, podemos obter as informações suficientes para elaborar um plano alimentar ideal para

cada caso. A alimentação ideal para o paciente diabético exige mudança, mas é fácil de ser seguida, pois é elaborada através dos costumes alimentares que a pessoa tem, da cultura no qual foi criada, das condições socioeconômicas e do acesso aos alimentos. Os alimentos serão equilibrados e variados, cujo foco é atender as necessidades nutricionais e o controle da glicemia, em qualquer fase da vida.

Sempre que possível, algum familiar ou acompanhante devem estar presente no dia da consulta nutricional, pois eles podem estar cientes e incentivar a importância da alimentação saudável como parte do tratamento do paciente diabético. Uma vida saudável é possível quando estamos dispostos a mudar, quando podemos ser melhores e procuramos auxílio pra isso. Alimente-se bem para ter saúde!

LEILA CATARINA PESCADOR NUTRICIONISTA

CRN2205 Especialista em Nutrição Clínica Especialista em Nutrição Oncológica (câncer) Responsável pelo Serviço de Nutrição e Dietética do Hospital São Sebastião

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CIRURGIA E TRAUMATOLOGIA BUCOMAXILOFACIAL

DR. ANDRÉ PEDROSO, REFERÊNCIA REGIONAL EM CIRURGIA E TRAUMATOLOGIA BUCOMAXILOFACIAL Os procedimentos realizados pelo Especialista tratam de deformidades congênitas e adquiridas, sendo estas por traumatismos ou patologias, oferecendo função adequada, harmonia facial e consequentemente saúde e Estética Um dos grandes avanços do Hospital São Sebastião de Turvo, foi a implantação do serviço de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, que até bem pouco tempo, era realizada apenas em grandes centros e agora está ao alcance de toda região, na instituição hospitalar, graças a visão empreendedora do Cirurgião Dentista Especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial, Dr. André Pedroso. Segundo o profissional, a instituição possui plenas condições de realizar todos os procedimentos. “Minha equipe tem no Hospital São Sebastião de Turvo, toda a estrutura para atuar em procedimentos Cirúrgicos Bucomaxilofaciais em nível ambulatorial ou de bloco cirúrgico, com anestesia local ou geral, sempre acompanhado de médico clínico geral, médico anestesista, equipe de enfermagem e toda estrutu-

ra hospitalar, como Centro de Imagens e Laboratório de Análises Clínicas. “Tratamos dores faciais, traumatismos dos ossos da face, envolvendo dentes ou não, realizamos tratamentos de patologias do complexo bucomaxilofacial, bem como cirurgias Ortognáticas”, conta.

MODERNIDADE A SERVIÇO DA SAÚDE A cirurgia e traumatologia bucomaxilofacial é a especialidade da odontologia que trata doenças ou traumas da cavidade bucal e/ou da face, sendo elas congênitas e adquiridas, promovendo com isso a função adequada, saúde e estética ao paciente. Esses tratamentos favorecem a respiração, nutrição, funções da fala e mordida

garantindo a harmonia facial. O procedimento é realizado pelo cirurgião, que garante que os resultados obtidos nos procedimentos realizados no Hospital São Sebastião de Turvo, competem com os maiores centros do país, devido a experiência profissional e a qualidade da estrutura. Fazem parte do rol de procedimentos em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial do Dr. André Pedroso: • Tratamento das Fraturas da Face com ou sem envolvimento de dentes • Tratamentos de dores Faciais • Cirurgias Ortognáticas e de Patologias • Regime Eletivo e sobreaviso • Tratamento de infecções bucomaxilofaciais

DR. ANDRÉ PEDROSO CIRURGIÃO DENTISTA CRO/SC 5598

Especialista em Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial Mestre e Especialista em Ortodontia Membro efetivo do Colégio Brasileiro de Cirurgia e Traumatologia Bucomaxilofacial www.andrepedroso.com

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OBSTETRÍCIA

FERTILIZAÇÃO IN VITRO Em 25 de julho de 1987 nasceu o primeiro bebê de Fertilização in Vitro (FIV), que recebeu o nome de Louise Brown, no Oldham General Hospital na Inglaterra. Isso foi possível pelas pesquisas realizadas pelo Dr. Patrick Steptoe, ginecologista e pelo Dr. Robert Edwards, um fisiologista da Universidade de Cambridge.         A Fertilização in Vitro é uma técnica de alta complexidade para o tratamento de infertilidade que tem altas taxas de sucesso quando comparadas com técnicas de baixa complexidade como são a inseminação e coito programado. O objetivo é promover o encontro do óvulo com o espermatozoide fora do útero no caso da FIV clássica, hoje menos realizada. A FIV com ICSI consiste na injeção do espermatozoide através de uma micro agulha no oócito maduro. Ao iniciar o tratamento a paciente precisa receber doses diárias de hormônio que estimulam os ovários para aumentar a quantidade e a qualidade dos folículos, os mesmos devem atingir o diâmetro médio entre 18 a 22 mm e o endométrio uma espessura de mais de 7 mm, quando isso ocorre é realizada uma injeção de HCG que termina o amadurecimento dos óvulos, que são aspirados 35 horas depois de esta última medicação. O procedimento é realizado com anestesia geral através da punção dos ovários pela vagina guiada por ultrassonografia transvaginal. Os óvulos aspirados são levados no laboratório e submetidos ao processo de fertilização que pode ser de forma clássica ou com a injeção intracitoplasmática de espermatozoide, do inglês ICSI (In-

tracytoplasmatic Sperm Injection). Os embriões são desenvolvidos e acompanhados no laboratório e posteriormente transferidos ao útero em 3 a 5 dias, tendo por objetivo chegar ao estágio de Blastocisto. A chance de sucesso desta técnica pode chegar a 60% em condições favoráveis e em paciente com menos de 35 anos.

As evidências atuais são suficientes para demonstrar uma tendência uniforme em todo o mundo da realização de ICSI na maioria dos casos. As razões para isso ainda não estão bem estabelecidas. O uso mais liberal da técnica com fator masculino leve, infertilidade mista e sem causa aparente, baixo número de oócitos e falhas de FIV prévia entre outras.

AS INDICAÇÕES CLÁSSICAS: - Obstrução tubária - Endometriose - Idade avançada

- Fator masculino grave (contagem baixa, alterações da motilidade e alterações graves da morfologia)

A TÉCNICA DA FIV É RELATIVAMENTE COMPLEXA: - Bloqueio Hipofisário - Estimulação do crescimento folicular - Coleta dos óvulos - Fertilização dos óvulos - Transferência do embrião para o útero - Controle hormonal até o teste de gravidez O número de embriões a ser transferidos depende da idade da mulher, da legislação vigente e da qualidade dos embriões. Hoje é permitida a transferência de até 04 embriões em mulheres acima de 40 anos. A transferência dos embriões é feita sem anestesia e guiada pela ecografia abdominal. O suporte hormonal com progesterona é iniciado no dia seguinte da coleta. O teste de gravidez é realizado 11 dias após a transferência dos embriões. As taxas de sucesso da FIV dependem de vários fatores, mas o melhor preditor de sucesso é a idade da mulher. Em mulheres abaixo de 35 anos a taxa de gravidez é de até 60% em ciclos de FIV, essa taxa cai para menos de 20% na maiores de 40 anos. As complicações da FIV são incomuns e em geral não são graves, entre as complicações agudas temos a Síndrome de Hiperestimulação Ovariana (SHO) grave em apenas 0,5 a 2%. A forma leve a mais comum com frequência de 20%.

DR. ROBERTO CARLOS MONTECINOS GALLO GINECOLOGISTA E OBSTETRA CRM/SC 7525 / RQE 5091

Pós-Graduação em Terapias de Reprodução Humana Membro da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA)

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ESPECIAL CAPA REGIÃO DA AMREC

CIRURGIA MINIMAMENTE INVASIVA EM GINECOLOGIA

A cirurgia minimamente invasiva é uma alternativa às cirurgias abdominais clássicas para o tratamento de diversos problemas, proporcionando menor tempo de internação e recuperação pós-operatória muito mais rápida e confortável Você já ouviu falar de videolaparoscopia e histeroscopia? São cirurgias minimamente invasivas, sem cortes profundos e com rápida recuperação. Além das cirurgias clássicas, como a ligadura de trompas, cirurgia em ovários e do útero, essas técnicas abriram uma ampla gama de novos procedimentos. Houve modificações importantes na forma de avaliação de pacientes com diagnóstico de infertilidade e do tratamento de patologias como a endometriose e de alterações da anatomia do útero. A videolaparoscopia é a técnica que envolve a introdução de uma câmera no abdômem e de pinças por pequenas incisões, permitindo a investigação da cavidade abdominal com a possibilidade de ampliação das imagens, para melhor avaliação. Além do tratamento de algumas doenças de maneira menos traumática, existe a possibilidade de avaliação de todo o abdômem, através da visualização de órgãos que pela via convencional não poderiam ser visualizados. É hoje, o método de escolha para avaliação final de pacientes inférteis, de endometriose e para diagnóstico nos casos de dor pélvica

cuja investigação clínica e tratamentos falharam em proporcionar melhora dos sintomas. A histeroscopia consiste na avaliação da cavidade uterina através da introdução de uma câmera pelo colo uterino. Esta técnica trouxe benefícios no tratamento de doenças do endométrio, como pólipos, alguns tipos de miomas, sinéquias (aderências) uterinas e alterações anatômicas como os septos uterinos, propiciando tratamentos locais muitos mais rápidos e direcionados, com menor traumatismo cirúrgico e menos riscos. Além disso, através destas novas técnicas, puderam ser criadas novas soluções para problemas clínicos de difícil manejo. Todas estas técnicas são alternativas, significando, portanto, que cada paciente apresenta características específicas, assim com contraindicações, que devem ser observadas com atenção para a indicação da melhor via de tratamento. A avaliação individual de cada caso é indispensável, e deve ser realizada cuidadosamente, a fim de que as pacientes possam ser beneficiadas pela evolução destas técnicas.

DRA. ELISA SIMIONATO ALBAN GINECOLOGIA E OBSTETRÍCIA CRM/SC 19155 | RQE 10794 | 16614

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ESPECIAL CAPA REGIÃO DA AMREC

CEFALEIA OU ENXAQUECA:

ENTENDA A DIFERENÇA

A maioria das pessoas já teve algum tipo de dor de cabeça em algum momento da vida. Mas será que existe diferença entre cefaleia, dor de cabeça e enxaqueca? O que você tem? Cefaleia ou enxaqueca? A cefaleia é o termo técnico para dor de cabeça. Já a enxaqueca, que também é chamada de migrânea, é um dos tipos de cefaleia. Mas não é o único, existem mais de 150 tipos. Entender as características das mais comuns e saber descrevê-las ajuda o seu médico a prescrever o melhor tratamento. Cefaleia tensional – provoca dores que dão a sensação de cabeça pesada, apertada ou pressionada. Geralmente é uma dor fraca ou moderada, não impede você de fazer suas atividades do dia a dia e não causa outros sintomas. As causas podem ser estresse, tensão muscular, ansiedade e depressão. Enxaqueca - é uma dor de cabeça crônica, que geralmente começa com uma dor latejante em um dos lados, que aumenta aos poucos. Além da dor, você pode sentir fotofobia (aversão à luz) e fonofobia (aversão ao som). Em alguns casos, pode ficar com a visão turva ou enxergar pontos luminosos que podem indicar uma crise, causando até náuseas e vômitos. Cefaleia induzida por excesso de analgésicos - é a terceira mais comum, perdendo apenas para cefaleia tensional e enxaqueca. Pode ocorrer inclusive se você estiver tomando as medicações na dose recomendada. As medicações que mais causam esse problema são os triptanos e os opioides, caso você tenha mais de 2 crises por semana converse

com seu médico sobre como evitar esse tipo de problema. Cefaleia cervicogênica - é uma cefaleia com um componente cervical predominante. Tem como a principal causa alguma alteração cervical (do pescoço, nuca). Esta alteração pode ser alguma doença da cervical como uma hérnia de disco, osteoartrose cervical, estenose de canal cervical, pinçamento de raízes cervicais, assim como contraturas, torcicolos, problemas posturais que podem acarretar em dor cervical, dor de cabeça. Cefaleia em salvas – é menos frequente e tem como sinal uma dor intensa, que aparece a noite, de um lado só ou em torno dos olhos. Pode durar poucos minutos ou horas. Algumas pessoas podem ficar com os olhos avermelhados e lacrimejando, congestão nasal e a pálpebra caída do lado que tem a dor. As causas podem ser problemas na região do cérebro conhecia como hipotálamo, responsável pelo controle da temperatura, hormônios e sono. O tratamento preventivo é feito com medicamentos, dependendo do tipo de crise que você tem. TRATAMENTO Após realizado o diagnóstico correto partimos para o tratamento, direcionando de acordo com a causa da dor. Nosso foco é agir tanto na fase aguda (crise) quanto na profilaxia. Muitas medicações foram desenvolvidas para tratar enxa-

queca, porém não estranhe se seu médico prescrever medicações que são usadas normalmente para outras doenças como depressão, ansiedade e convulsões. Mesmo você não tendo esses problemas anteriores, essas substâncias habitualmente em doses diferentes são recomendadas para enxaqueca também. TRATAMENTO INTERVENCIONISTA DA DOR Alguns pacientes não respondem adequadamente ao tratamento com medicamentos orais, e nesse caso os bloqueios anestésicos podem tanto ser utilizados como auxílio no diagnóstico como no tratamento da causa. Com o auxílio de ultrassom, fluoroscopia (rx) ou anatomia, são realizadas injeções em pontos estratégicos que aliviam as crises e evitam o retorno da dor. Outra substância importante é a toxina botulínica, e quando bem indicada pode ajudar muito na melhora da qualidade de vida dos pacientes. DICAS - Crie um diário de dor para registrar os dias, horários e fatores que puderam contribuir para o início e alívio da crise; - Tenha hábitos saudáveis; - Descanse e relaxe. Na dor crônica temos um ditado: uma noite bem dormida é um dia bem passado. Adote hábitos para melhorar seu sono; - Lance mão de medidas complementares como alongamentos, alimentação, atividade física, acupuntura.

DR. JOÃO HENRIQUE ARAÚJO ANESTESIOLOGISTA | ESPECIALISTA EM DOR CRM/SC 15.966 - RQE: 10.795 / 13313

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GASTROENTEROLOGIA

INTOLERÂNCIA AO GLÚTEN POR DOENÇA CELÍACA A doença celíaca é uma inflamação na mucosa do intestino decorrente da exposição a alimentos contendo glúten. Os sintomas mais frequentes são: diarreia, perda de peso, distensão abdominal e gases A Doença Celíaca (DC) é uma doença autoimune que afeta o intestino delgado de indivíduos geneticamente predispostos, precipitada pela ingestão de glúten. A DC é relativamente comum, acometendo cerca de uma a cada 100 pessoas, em quase todo o planeta. É mais comum em mulher e em indivíduos caucasianos. Também acomete mais os parentes de primeiro grau e pessoas que apresentam outras doenças autoimunes como diabetes tipo I, hipotireoidismo, hepatite autoimune, entre outras.

​ UAIS SÃO OS ALIMENTOS Q QUE CONTÉM GLÚTEN?

​ s pacientes com DC não devem O ingerir glúten, que está presente no trigo, centeio e cevada. Os pacientes precisam geralmente seguir uma dieta restrita, suprimindo o glúten pelo resto da vida. Não se recomenda a ingestão de aveia por ser frequentemente contaminada com trigo, e há um pequeno subgrupo de pacientes com DC (menos de 5%) que pode também não tolerar a aveia pura.

QUAIS SÃO OS SINTOMAS?

Os sintomas clássicos ​ no adulto são diarreia crónica, perda de peso, anemia, distensão abdominal, fraqueza e mal-estar. Na criança pode haver perda de peso, baixa estatura, vômitos, diarreia, dor abdominal recorrente, atrofia muscular, hipoproteinemia e irritabilidade.

​ OSSO TER COMPLICAÇÕES P SE CONTINUAR INGERINDO GLÚTEN?

​Sim. Pacientes com DC não tratadas têm risco elevado de complicações como linfoma, neoplasia do intestino delgado, tumores orofaríngeos, infertilidade não explicada, osteoporose e fraturas ósseas.

COMO FAÇO O DIAGNÓSTICO?

​O diagnóstico da DC é baseado na biópsia do intestino delgado, que é realizada através do exame de endoscopia digestiva alta. Concomitante à

biópsia são solicitadas sorologias específicas para DC.

QUAL O TRATAMENTO?

​O único tratamento para a doença celíaca é uma dieta estritamente livre de glúten por toda a vida. Os pacientes devem ser encorajados a consumir alimentos naturais ricos em ferro e folatos, especialmente se houver deficiência documentada destes minerais. ​Aproximadamente 70% dos pacientes relata uma melhoria nos sintomas dentro das primeiras duas semanas após ter iniciado a dieta sem glúten. O paciente deve manter acompa​ nhamento com gastroenterologista a cada 3 a 6 meses no primeiro ano, e após esse período e a estabilização da doença, anualmente.

DRA. AMANDA PEREIRA MEDEIROS GASTROENTEROLOGIA Clínica Médica CRM/SC 20085 | RQE 16234 / 16233

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CARDIOLOGIA

A IMPORTÂNCIA DA ECOCARDIOGRAFIA FETAL Exame que permite avaliar o desenvolvimento, a função e a anatomia do coração do feto ainda durante a gravidez, traz benefícios de um diagnóstico precoce e de um tratamento eficaz das cardiopatias fetais É um exame rápido, com duração aproximada de vinte minutos, que não causa prejuízo ao bebê ou desconforto à gestante. Deve ser realizado preferencialmente no segundo trimestre da gestação. A ecocardiografia fetal é capaz de ampliar de forma significativa o diagnóstico de cardiopatias congênitas, passando de 30% de diagnóstico somente com ultrassom morfológico para até 95%. Existem fatores determinantes na gestação nos quais a realização desse exame é mandatória, como histórico familiar rico em cardiopatias precoces, mães diabéticas, uso de determinadas medicações de risco na gravidez, abuso de álcool, dentre outros. Apesar disso, atualmente, grande parte dos obstetras preferem solicitar esse exame como rotina para todas as suas gestantes. Isso porque o diagnóstico precoce permite a programação do local do parto, em hospital que preste assistência adequada ao bebê cardiopata. Além disso, existem tratamentos intrauterinos para determinadas cardiopatias que podem amenizar a doença. A ecocardiografia fetal tem ou-

tras funções menos frequentes, mas também importantes, como rastreio e acompanhamento de arritmias fetais, além de avaliação após tratamento das mesmas.

O diagnóstico precoce das cardiopatias congênitas diminui o risco de óbito ou sequelas graves no bebê. Converse a respeito desse exame com seu obstetra.

DRA. LOUISE CARDOSO SCHWEITZER SINNOTT CARDIOLOGISTA ESPECIALISTA EM ECOCARDIOGRAFIA CRMSC 15068 - RQE 14780 / 13029

Especialista em Cardiologia e Ecocardiografia pelo Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul PUCRS Pós-graduada em Cardiologia Pediátrica/Fetal pelo Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul PUCRS

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ORTOPEDIA

DEFORMIDADES DOS JOELHOS NA INFÂNCIA Joelhos tortos na criança: quando devemos nos preocupar?

é uma deformidade persistente e acentuada mesmo após os 03 anos de idade. Após os 03 anos de idade, as radiografias podem ser utilizadas como avaliação complementar para a mensuração das angulações e deformidades exibidas, como em situações em que não há melhora da deformidade, quando apresenta arqueamento de apenas uma das pernas ou uma apresentação de forma assimétrica, esses casos podem sugerir uma condição patológica. Algumas doenças metabólicas também devem ser afastadas nesses casos em que não há melhora espontânea, como raquitismo, hipofosfatemia e deficiência de vitamina D.

TRATAMENTO Muito se pergunta sobre o formato dos joelhos e das pernas das crianças ao longo de seu crescimento. No recém-nascido e na criança pequena as pernas são arqueadas com torção tibial medial devido à persistência da posição in útero. Quando a criança começa a caminhar, as pernas vão corrigindo e o ângulo entre o fêmur e a tíbia chega à zero, isto por volta dos 18 meses. Sabe-se que existe uma progressão que se inicia logo após a entrada da idade da marcha com a formação do varismo dos joelhos, que se caracteriza pelo afastamento dos mesmos quando a criança se encontra em pé. Esse achado deve corrigir-se natu-

ralmente, quando então a criança começa a desenvolver o valgo, que se caracteriza pela conformação oposta, com encontro dos joelhos e afastamento dos tornozelos. Estes eventos são apropriados e fisiológicos. Alguns eventos podem estar associados com a exacerbação dessa apresentação inicial em varo, presente até os 18 meses de idade, como o sobrepeso da criança na idade em que inicia o caminhar ou naquelas que começam a marcha antes dos 11 meses de idade, por um fator de remodelamento. O mais importante consiste em avaliar se tais situações estão se apresentando no período adequado, para afastar doenças como a tíbia vara de blount, que

No tratamento, podemos realizar desde apenas a observação da deformidade, pois no geno varo fisiológico nenhum tratamento especial é necessário, apenas o acompanhamento semestral. Já em determinada faixa etária o uso de órteses pode ser indicado, caso não haja correção espontânea. O tratamento cirúrgico é reservado para casos refratários à não correção com as técnicas ou procura tardia pela patologia, onde faz-se necessário a osteotomia tíbial com correção aguda ou progressiva através de fixadores externos. O mais importante é o monitoramento precoce e seriado da criança e suas devidas abordagens na idade correta.

DR. MURILO R. DALEFFE

DR. MARCELO R. DALEFFE

CRM/ SC 17789 - RQE 12881

CRM/SC 21302 / RQE 15927

ORTOPEDISTA E TRAUMATOLOGISTA ORTOPEDISTA PEDIÁTRICO

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NUTRIÇÃO

COMPULSÃO ALIMENTAR: VOCÊ VIVE PARA COMER OU COME PARA VIVER? A compulsão alimentar é um distúrbio caracterizado pela falta de controle. Existe uma vontade incontrolável, uma necessidade de comer, de ingerir alimentos, mesmo sem sentir fome. E mesmo estando satisfeita, a pessoa não para de comer, o que leva a ingerir enormes quantidades de alimentos em muito pouco tempo. Logo após o episódio, ou crise, acontecer, aparece às consequências do ato impulsivo, pois a falta de controle momentâneo leva ao arrependimento, à culpa, ao sentimento de impotência e à frustração em relação aos próprios hábitos alimentares. Fique ligado ao notar algum ou alguns destes hábitos na sua rotina, pois são considerados sintomas importantes da compulsão alimentar:

• Comer escondido • Comer sem fome • Comer muito rápido • Comer até sentir-se mal • Comer durante o dia todo • Comer para “aliviar o estresse” • Comer e sentir-se culpado A compulsão alimentar pode ser causada por vários fatores, e muitas vezes os encontramos combinados, a mesma pessoa sofre de mais de um dos fatores que levam a compulsão. Muitas pessoas experimentam a sensação, quando se propõe a fazer uma dieta muito restritiva sem orientação profissional adequada. Logicamente que é bastante comum, no começo de uma dieta, sentir certa insatisfação ao se privar dos alimentos, pois tudo é uma questão de rotina, de se acostu-

mar aos novos hábitos. Dizem que levamos 21 dias para nos acostumar a realizar novos hábitos, mas o que vai determinar se você vai chutar o pau da barraca ou meter o pé na jaca logo no começo da sua dieta nova é realmente a força de vontade e foco, pois uma pessoa realmente determinada consegue passar por cima disto pensando que os benefícios que terá em troca serão realmente muito mais prazerosos do que comer duas barras de chocolate.

Além da mudança de hábitos, é preciso considerar que pessoas com baixa autoestima ou que apresentam problemas com o peso, insatisfação com a sua imagem no espelho tendem a usar os alimentos como uma forma de conforto, uma estranha fonte de prazer, como se o alimento representasse um troféu, algo que se mereça, depois de um dia difícil, e muitas outras situações e fugas da realidade com o auxílio de alimentos. Quem tem este tipo de relação com a comida é um sério candidato a acabar desenvolvendo

a compulsão alimentar. Muitos também têm sistemas hormonais alterados por hábitos errados cronicamente, resultando em mau funcionamento metabólico, vícios e compulsões compensatórias como fonte de prazer e energia. É o caso do estresse, que também é um fator importante, pois ele pode ser a causa, mas pode muito bem também ter origem na compulsão alimentar. A pessoa come para ficar menos estressada, acaba ficando mais estressada por ter comido demais e volta a comer para diminuir o estresse. Administrar o seu estresse é uma parte bem importante para o controle da compulsão alimentar. Primeiramente a função dos alimentos é alimentar e nutrir, nos dar energia para viver e desempenhar nossas atividades diárias, e não dar prazer. Prazer, podemos ter em inúmeros outros momentos, e outras atividades, a comida não foi feita para trazer prazer, ela existe para alimentar. Pode dar prazer desde que esta NÃO SEJA A PRIORIDADE da função da mesma. É muito importante buscar ajuda, é um distúrbio do cérebro e nada melhor do que um profissional para te ajudar a se reconectar com seu corpo e melhorar a sua relação com a comida. Tratar a compulsão alimentar é bem complexo e envolve algumas mudanças de questões comportamentais que necessitam da adesão de um tratamento com um profissional especializado para melhorar a sua relação com a comida e com seu corpo.

TAMILA S. DAROS NUTRICIONISTA

CRN10-7200 Pós-Graduanda em Nutrição Clínica - Hospital Israelita Albert Einstein

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ONCOLOGIA CLÍNICA

RASTREAMENTO DO CÂNCER Tão importante quanto adotar hábitos saudáveis de prevenção, o rastreamento do câncer cumpre um papel fundamental para o controle da doença

Estamos em 2019, avanços tecnológicos não param de surgir. Avanços estes em todas as áreas, incluindo medicina e tratamento do câncer. A informação também é de fácil acesso, e todos os dias recebemos notícias das novas descobertas que aumentam a sobrevida e qualidade de vida dos pacientes com câncer. No entanto, em decorrência do nosso estilo de vida moderno - dieta, sedentarismo, exposição à poluição, vícios - a incidência do câncer continua a crescer e a mortalidade permanece elevada. É previsto que em 2020 teremos mais de 15 milhões de mortes decorrentes dessa enfermidade no mundo. O câncer ainda é uma doença que carrega um pesado estigma. É visto como o algoz implacável, o pior de todos os males. Ainda assim, é de comum senso que o câncer é uma doença potencialmente curável, desde que descoberta em estágios iniciais. Para isso, dispomos de estratégias que são tão importantes quanto (ou mais) os avanços alcançados no tratamento. Essas estratégias incluem prevenção primária e rastreamento para detecção precoce. A prevenção primária inclui medidas para impedir o surgimento do câncer: como hábito alimentar saudável, exercício físico, evitar tabagismo e outros fatores de risco em geral. Por sua vez, o rastreamento consiste em fazermos testes e exames de rotina em pessoas saudáveis, com o objetivo de detectar a doença em fases

precoces assintomáticas. Nestas fases são maiores as chances de cura com tratamento cirúrgico definitivo, radioterapia, quimioterapia – isoladas ou não. Esta estratégia se aplica nos casos de:

CÂNCER DE COLO UTERINO

O rastreamento é realizado através do exame citopatológico do colo do útero (Papanicolaou), a fim de detectar células atípicas presentes em lesões precursoras do câncer. Deve ser iniciado aos 25 anos em mulheres que já iniciaram a vida sexual e, após 2 resultados negativos num intervalo de 1 ano entre eles, pode ser realizado a cada 3 anos. A partir dos 64 anos, após 2 exames negativos num período de até 5 anos, o rastreamento pode ser interrompido.

CÂNCER DE MAMA

No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda início do rastreamento aos 50 anos, com periodicidade bienal até os 69 anos completos. Entretanto, outras sociedades médicas recomendam início mais precoce, aos 40 anos, devendo ser feito exame anualmente até os 74 anos de idade.

CÂNCER DE PRÓSTATA

O rastreamento é feito com exame de sangue (PSA) e toque retal. Atualmente, é recomendado após os 50 anos, devendo ser feito até os 70 ou 75 anos. Em negros e pacientes com história familiar é recomendado o início aos 40 ou 45 anos.

CÂNCER DE CÓLON

Pode ser realizado com pesquisa de sangue oculto nas fezes, por retossigmoidoscopia flexível e de preferência, por colonoscopia. A colonoscopia pode ser considerada o exame padrão ouro, pois avalia o cólon em todas as suas porções, além de permitir biópsia e a retirada de lesões pré-cancerígenas (pólipos), durante sua execução. O rastreamento deve iniciar aos 50 anos, e pode ser repetido a cada 5 anos se o resultado estiver normal.

CÂNCER DE PULMÃO

Hoje temos uma estratégia com benefício de redução na mortalidade comprovado, por meio da Tomografia Computadorizada de Tórax de Baixa Dose. O rastreamento deve ser feito em pessoas com mais de 55 anos, tabagistas ou que tenham parado de fumar há menos de 15 anos, história de tabagismo de no mínimo 30 anos-maço (por exemplo: um maço por dia por 30 anos, dois maços por dia por 15 anos). Vale lembrar, que as recomendações devem ser individualizadas, podendo ser diferentes dependendo de história familiar, raça ou da presença de mutações conhecidas. Os exames de rastreamento positivos deverão ser complementados com outros mais específicos e biópsia, que confirmarão o diagnóstico. Na sequência, um plano de tratamento será elaborado pelo cirurgião e pelo médico oncologista, visando a erradicação da neoplasia e uma vida longa livre da doença.

DR. BRUNO ZOMER RUZZA ONCOLOGISTA

CRM/SC 16828 | RQE 13253

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GINECOLOGIA

MÉTODOS CONTRACEPTIVOS HORMONAIS DE LONGA DURAÇÃO Conheça e saiba como funcionam os métodos contraceptivos de longa duração Os chamados métodos contraceptivos hormonais de longa duração são boas alternativas para quem prefere algo que não precise lembrar com frequência e não pretende engravidar logo, pois fornecem contracepção por muito mais tempo sem exigir compromisso periódico. Entre os métodos mais conhecidos estão o Implante Subcutâneo e o DIU Mirena. IMPLANTE SUBCUTÂNEO É um bastonete de 4 cm de comprimento, produzido por um material plástico especial, flexível e estéril. Contém em sua composição um hormônio sintético, chamado etonogestrel. É introduzido embaixo da pele do braço. DIU HORMONAL / DIU MIRENA DIU hormonal ou DIU Mirena: contém um hormônio, o levonorgestrel, que vai sendo liberado no útero após a sua inserção via vaginal através do colo uterino, agindo no endométrio, muco cervical e alterando a mobilidade do espermatozoide dentro do útero. COMO SÃO USADOS? A principal diferença desses métodos para os anticoncepcionais de comprimido é que eles não precisam ser ingeridos e/ou trocados em períodos curtos, pois ficam dentro do corpo. O implante é inserido no braço não dominante, embaixo da pele. Já o DIU é

colocado dentro do útero, na cavidade intrauterina. O procedimento para qualquer um dos métodos é simples, rápido e costuma ser realizado no consultório médico. COMO ELES AGEM NO CORPO? O implante contém o hormônio etonogestrel, que é um derivado da progesterona. Ele libera-o gradualmente no organismo, tendo como função inibir a ovulação, garantindo, assim, a contracepção e prevenindo a gravidez. A quantidade liberada no organismo é bem pequena, mas suficiente para impedir a liberação do óvulo pelo ovário e alterar o muco do colo do útero, o que dificulta a entrada de espermatozoides no útero. O DIU Mirena libera a progesterona no útero gradualmente. Esse hormônio altera o muco do colo uterino impedindo e dificultando a penetração dos espermatozoides. QUANTO TEMPO DURA? O implante tem duração de 3 anos, já o DIU Mirena de 5 amos. QUAL SUA EFICÁCIA? O fato de não exigirem uma ação diária ou regular da usuária garante uma eficácia maior quando comparados com os outros contraceptivos, principalmente comparados aos anticon-

cepcionais de uso diário. DIU com hormônio: uma gravidez em cada 500 mulheres que utilizaram o método durante um ano. Implante: uma gravidez em cada 2.000 mulheres que utilizaram o método durante um ano. QUEM PODE USÁ-LOS? Existem algumas contra indicações aos métodos, por isso há necessidade de avaliação médica. Por não terem estrogênio, geralmente, podem ser usados por mulheres que estão amamentando. EFEITOS COLATERAIS Os mais comuns são: acne, dor de cabeça e nas mamas, alterações de humor, náuseas, dor e/ou outras complicações no lugar da aplicação. Outros possíveis efeitos causados pelo hormônio, porém menos frequentes, é diminuição da libido, pele oleosa, entre outros.

DRA. ISABEL BIZ DE LUCA GINECOLOGISTA E OBSTETRA CRM/SC 19602 / RQE 15052

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PEDIATRIA

SÍNDROME DA CRECHE

Assim que começa a frequentar a creche, a criança acaba entrando em contato com uma grande variedade de agentes infecciosos e, por isso, adoece mais frequentemente. Essa é a chamada síndrome da creche A sociedade de hoje com seu ritmo intenso e acelerado obriga a maioria dos pais a colocarem precocemente seus filhos na creche. O atendimento na creche inicia-se já a partir do primeiro mês de vida até os 03 anos de idade. Crianças agrupadas num mesmo ambiente, diariamente, acabam tendo uma maior exposição aos agentes etiológicos causadores de infecções, sejam respiratórias ou gastrointestinais. Síndrome da creche é o termo utilizado para definir as crianças dessa faixa etária, que são acometidas por infecções de repetição. Estas crianças acabam tendo cerca de 6-8 episódios de infecções ao ano. Observamos nos serviços de emergência pediátrica, principalmente nos meses de inverno e outono, que o número de atendimentos aumenta significativamente. As creches se convertem num “celeiro” de vírus e bactérias, mesmo com as medidas de higiene e limpeza realizadas. Outra observação importante é com relação ao uso de antibióticos receitados. A grande maioria destas prescrições foram para doenças respiratórias, que se sabe através de estudos científicos, tratam-se predominantemente de etiologia viral. A faixa etária até os 03 anos de idade cursa com uma imaturidade fisiológica do sistema imune. O recém-nascido apresenta uma diminuição progressiva dos níveis séricos de imunoglobulina G -IgG, adquiridos passivamente através da circulação transplacentária. Essa redução começa por volta do quarto mês

de vida, estendendo-se até o final do primeiro ano. Ainda com relação ao sistema imune, o lactente possui níveis reduzidos de imunoglobulina A - IgA, que está presente nas mucosas do trato respiratório e gastrointestinal. Assim sendo, existe uma facilidade na penetração de patógenos, e consequente infecção. Os fatores de risco aumentam, e em contrapartida ocorre uma diminuição da IgA, também em função do desmame materno. Assim, aumentam nos consultórios as famosas “ites” – gastroenterite, otite, estomatite, faringite, além de outras. As doenças vão “passando de um bebê para outro sem dar trégua.” A entrada precoce das crianças em creches é uma realidade, em função do ritmo de vida da sociedade moderna. É um dever do pediatra reduzir as consequências destas infecções, e ainda também:

• Estimular um maior tempo de aleitamento materno • Orientar nutrição adequada (diminuir farináceos, aumentar o consumo de frutas e verduras) • Orientar medidas higiênicas efetivas, e sobre a importância da higienização das narinas • Orientar as imunizações disponíveis (manter calendário vacinal atualizado) • Estimular banho de sol diário • Avaliar diante de um quadro de infecção, a melhor terapêutica a ser adotada • Evitar o uso indiscriminado de antibióticos • Orientar os pais que não levem seu filho doente à creche, a fim de evitar transmissão • Em casos de doenças complicadas recorrentes, proceder a investigação para imunodeficiência.

DR. MAURÍCIO MALAGUIDO PEDIATRA

CRM/SC 9335 RQE 3945

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PSICOLOGIA

A CURA PELA FALA A psicoterapia é uma grande aliada para quem busca a melhora de aspectos emocionais. Além de oferecer auxílio em momentos de aflição, a técnica proveniente da psicologia também permite um maior entendimento frente às questões da vida

Em determinados momentos da vida nos deparamos com situações difíceis e somos acometidos pela tristeza profunda e persistente perda de interesse sobre a vida. Sabemos que a depressão e a ansiedade são os transtornos mais comuns e que, em casos mais graves, podem levar ao suicídio. A depressão é caracterizada por tristeza persistente e perda de interesse por atividades que normalmente eram prazerosas e a dificuldade de realizar as atividades do dia a dia. A ansiedade é um estado psíquico de apreensão ou medo provocado pela antecipação de determinadas situações.

Por não acreditar que possa estar acontecendo conosco, tentamos resolver sozinhos ou vamos em busca de algum amigo que possa nos escutar na esperança de diminuir nossa angústia. Sentir-se ouvido por alguém é confortante, mas saber que estamos sendo ouvidos por um profissional embasado em técnicas científicas, que faz intervenções de acordo com métodos da psicologia para nos auxiliar em nossos problemas emocionais é o mais indicado. Ao procurar psicoterapia surgem diversas dúvidas, entre elas: não é besteira contar detalhes da minha intimidade para alguém que mal co-

nheço? Vale a pena investir tempo e dinheiro nisto? Fazer psicoterapia funciona? Essas perguntas são comuns, mas é preciso vencê-las para procurar ajuda. Fazer psicoterapia é a oportunidade de ter auxílio nos momentos de aflição e manter o tratamento nos ajuda a melhorar os aspectos emocionais, com ele aprendemos a lidar melhor com determinadas dificuldades, trazer à tona o que nos atormenta, reavaliar e dar outro significado às nossas angústias e as nossas questões. A atuação dos medicamentos é capaz de tornar a psicoterapia mais efetiva, pois podem reduzir a severidade dos sintomas e aumentar a adesão do paciente à intervenção psicoterápica. No entanto, o psicólogo não indica medicação, quem o faz são os médicos, que propõem a medicação correta e indicam a psicoterapia para um tratamento mais eficaz.

CAROLYNE FREDERICO PSICÓLOGA CRP 12/17309

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PSIQUIATRIA

ESQUIZOFRENIA Um distúrbio que afeta a capacidade da pessoa de pensar, sentir e se comportar com clareza

Existem muitos mitos sobre a doença mental, não apenas no nosso país, mas no mundo todo. A falta de conhecimento e o preconceito podem causar mais prejuízos para o paciente na sociedade do que o próprio diagnóstico. Entre os vários transtornos, a esquizofrenia é um dos que gera mais curiosidade e alimenta a imaginação das pessoas leigas.   MAS AFINAL, O QUE É ESQUIZOFRENIA? É uma doença mental que se caracteriza por vários sintomas, entre os quais as alterações do pensamento, alucinações, delírios e diminuição do afeto. Ela não é contagiosa.   A ESQUIZOFRENIA É COMUM? Atinge 1% da população mundial. Acomete na mesma proporção homens e mulheres. A idade mais comum de início é entre 15 e 25 anos nos homens e 25 a 35 anos nas mulheres.   QUAIS SÃO OS SINTOMAS DA ESQUIZOFRENIA? Os sintomas costumam surgir de forma lenta e gradual e menos frequentemente manifestam-se de forma abrupta. Podem ser divididos em duas grandes categorias, sintomas positivos e sintomas negativos.

ENTENDE-SE COMO SINTOMAS POSITIVOS: - Delírios: ideias individuais do paciente que não são partilhadas por outras pessoas; - Alucinações: ouvir, ver, saborear, cheirar ou sentir algo irreal; - Pensamento e discurso desorganizado: elaborar frases sem qualquer sentido ou inventar palavras. ENTENDE-SE COMO SINTOMAS NEGATIVOS: - Prejuízos na motivação e iniciativa; - Embotamento afetivo; - Retraimento social; - Apatia; - Empobrecimento do pensamento e do discurso.   COMO DIAGNOSTICAR ESQUIZOFRENIA? O diagnóstico é feito pelo médico psiquiatra e se baseia exclusivamente na história clínica colhida com paciente e familiar e pelo exame de estado mental realizado no consultório.    EXISTE TRATAMENTO? Os antipsicóticos são eficazes no alívio dos sintomas da esquizofrenia na maioria dos casos.

O QUE O PACIENTE PODE FAZER PARA SE AJUDAR? É bastante útil que o paciente tenha conhecimento sobre a doença e os seus sintomas e que tenha um papel ativo no seu tratamento. PARA TANTO, SEGUEM ALGUNS CUIDADOS A SEREM OBSERVADOS: - Permanecer fiel ao seu tratamento, se achar que o medicamento não está ajudando ou sentir efeitos colaterais, avisar ao seu psiquiatra; - Ter cuidado em conservar o ritmo de sono e vigília de forma regular, dormindo as horas necessárias; - Evitar estresse; - Evitar uso de substâncias psicoativas, lícitas ou ilícitas; - Fixar um programa de atividades para cada dia; - Procurar interagir o maior tempo possível com familiares com quem tem bom relacionamento e cultivar amizades; - Praticar atividade física regularmente; - Manter um contato próximo com o seu psiquiatra.

DRA. SIMONE LESPINASSE ARAUJO PSIQUIATRA CLÍNICA MÉDICA

CRM/SC 23292 - RQE 14086 - RQE 14087

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OFTALMOLOGIA

O CERATOCONE

Doença degenerativa provoca a deformação da córnea, tornando-a mais fina e curva Ceratocone é uma doença degenerativa caracterizada por um afinamento progressivo e aumento da curvatura da córnea. O paciente percebe uma baixa acuidade visual que pode ser moderada ou severa, dependendo da quantidade do tecido corneano afetado. Muitas pessoas não percebem que tem ceratocone, pois no início, ocorre apenas o aparecimento de miopia e/ou astigmatismo. O ceratocone inicia-se geralmente na adolescência, em média por volta dos 16 anos de idade e pode evoluir rapidamente ou, em outros casos, levar anos para se desenvolver. Esta patologia ocular pode afetar severamente nossa forma de perceber o mundo, incluindo tarefas simples como dirigir, assistir TV ou ler um livro. O exame oftalmológico deve ser realizado anualmente ou mesmo mais frequentemente para monitorar a progressão da doença.

OPÇÕES TERAPÊUTICAS

(Devemos separar em duas categorias):

PARA MELHORAR A QUALIDADE DE VISÃO:

- Casos leves: uso de óculos ou lentes de contato rígidas/gelatinosas. - Casos moderados: as lentes de contato são pouco toleradas e os óculos passam a não fornecer boa visão. Torna-se necessário o tratamento cirúrgico. Atualmente, a opção mais adequada para esses casos é o im-

plante do anel corneano intraestromal. - Casos avançados: o transplante de córnea passa a ser a única opção de tratamento.

PARA CONTROLAR A EVOLUÇÃO DA DOENÇA O crosslinking é uma aplicação de uma medicação ativada por raios ultravioleta, para promover o enrijecimento da córnea e evitar a progressão do cone. O objetivo é evitar a progressão do ceratocone.

O QUE É O ANEL CORNEANO INTRAESTROMAL? É a introdução de um anel na córnea para melhorar sua regularidade, possibilitando a melhora da visão com óculos ou lentes de contato. O objetivo é “estabilizar” a córnea e melhorar sua visão com correção. A cirurgia é feita com anestesia local e dura poucos minutos. Um túnel circular é criado na córnea a uma profundidade de 75% de sua espessura. Os segmentos de anel são introduzidos nesse túnel. Após um período de aproximadamente 3 meses, uma nova avaliação é realizada no consultório para definir quais óculos ou lentes de contato serão mais adequados para fornecer a melhor visão possível.

O QUE É O TRANSPLANTE DE CÓRNEA? É a substituição de uma córnea irregular ou opacificada por outra com boa transparência e regular. Um disco central da córnea é removido. Esse disco pode conter todas as camadas da córnea (transplante penetrante) ou apenas algumas dessas camadas (transplante lamelar). Um disco da córnea doadora, com as mesmas características, é suturado no olho receptor. Os pontos são removidos após aproximadamente 3 a 6 meses e novas lentes de contato ou óculos são prescritos com a obtenção do grau final. O transplante de córnea tem um alto índice de sucesso e a melhora da acuidade visual é geralmente muito importante.

DRA. MEIBAL JUNQUEIRA OFTALMOLOGISTA CRM/SC 24550 | RQE 17127

- Médica pela Faculdade de Medicina de Teresópolis, RJ. - Pós-graduação em Oftalmologia pelo Hospital Stella Maris, SP. - Fellowship de Córnea, Seguimento Anterior, Doenças Externas e Cirurgia Refrativa pelo Instituto de Oftalmologia Tadeu Cvintal, SP - Membro da American Society of Cataract and Refractive TSurgery ASCRS - Membro da Associação Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa BRASCRS - Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia CBO - Membro da Sociedade Brasileira de Oftalmologia SBO Informações - Guia Saúde - Páginas 80 a 85

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CONSULTAS | EXAMES | CIRURGIAS

DRA. THAIS BACHA BERTI

DR. ANDREAS E. W. MOREIRA MAIA

DR. FLÁVIO A. LEMOS MARIANO

DR. SAMUEL ANGELO CORAL

DR. JAIRO TARCISIO TAMIOZZO

DR. JETENDER SINGH KALSI

DR. BRUNO SARAIVA ROCHA

DRA. MEIBAL J. PIEDADE

DR. VINICIUS M. M. DA SILVA

DR. CARLOS A. S. TREMOÇO FILHO

DRA. SABRINA N. DA SILVA

DR. GUILHERME SAVI SERAFIM

CRM/SC 13656 | RQE 11272 Médica Oftalmologista

CRM/SC 11777 | RQE 13371 Médico Oftalmologista

CRM/SC 22789 | RQE 13252 Médico Oftalmologista

CRM/SC 10178 | RQE 4554 Médico Oftalmologista

CRM/SC 8324 | RQE 12394 Médico Oftalmologista

CRM/SC 7309 | RQE 8610 Médico Anestesiologista

CRM/SC 24550 | RQE 1712 Médica Oftalmologista

CRM/SC 14262 | RQE 10724 Médica Oftalmologista

CRM/SC 10.682 | RQE 7298 Médico Oftalmologista

CRM/SC 7826 | RQE 14663 Médico Oftalmologista

CRM/SC 13301 | RQE 15197 Médico Oftalmologista

CRM/SC 18826 | RQE 16292 Médico Oftalmologista

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OFTALMOLOGIA

OLHO SECO: DOENÇA AFLIGE MILHARES DE BRASILEIROS Secura ocular traz consequências desagradáveis e pode indicar doenças sérias O Olho Seco é uma doença multifatorial das lágrimas e da superfície ocular que resulta em desconforto, distúrbios visuais e instabilidade do filme lacrimal, com dano potencial à superfície ocular. O desenvolvimento desta síndrome ou doença possui duas fases distintas, na primeira, um ou mais estímulos ambientais iniciam, em indivíduos susceptíveis, a agressão aos tecidos envolvidos. Na segunda, os desdobramentos, sejam neuropáticos, metabólicos e/ou inflamatórios levam à instabilidade do filme lacrimal, à diminuição da secreção lacrimal, aumento da evaporação ou alteração da composição da lágrima. As repercussões na superfície ocular ocorrem relacionadas a esses estímulos. Afetam mais frequentemente os adultos acima de 40 anos e as mulheres. A prevalência é similar em todo o mundo. A sintomatologia é variada, onde observamos sensação de corpo estranho, queimação, prurido, fotofobia, embaçamento visual, olhos vermelhos e lacrimejamento excessivo. Estranhamente, a observação do lacrimejamento excessivo está relacionada ao efeito reflexo que aumenta a produção do componente líquido da lágrima como mecanismo de de-

fesa (protetivo). Esse efeito defensivo não permanece por muito tempo, razão pelo qual não há melhora dos sinais e sintomas. Podemos observar complicações relacionadas à doença os quais incluem ceratite, úlcera corneal, neovascularização, afinamento e até mesmo perfuração da córnea (nos estágios mais avançados). Estruturalmente o filme lacrimal é composto por duas camadas. A camada lipídica superficial produzida principalmente, mas não só, pelas glândulas meibomianas, sendo sua principal função retardar a evaporação e manter o filme lacrimal uniforme sobre a superfície. A segunda camada chamada de camada interna mais espessa contendo muco diluído que se vai se concentrando em direção ao epitélio.

OS SEGUINTES FATORES PODEM LEVAR A SÍNDROME DO OLHO SECO: • Alguns medicamentos podem secar

os olhos como um efeito colateral; • Algumas doenças, como artrite podem causar olhos secos. As pessoas com problemas de tireoide (hipertireoidismo) podem ser incapazes de fechar os olhos completamente, mesmo quando dormem; • Exposição ao ar condicionado,

aquecimento central ou condições de vento; • Danos na motilidade das pálpebras e lesões oculares; • Inflamação nas pálpebras (blefarite); O diagnóstico do Olho Seco eminentemente deverá ser realizado pelo médico Oftalmologista, o qual possui diversos exames específicos para determinar o grau de severidade. A sintomatologia varia de pessoa para pessoa, sendo que o médico definirá a causa e consequentemente iniciará o tratamento.

TRATAMENTO

O tratamento para a condição de Olho Seco é baseado inicialmente no possível agente causal, além do uso de lágrimas artificias. Existem diversos estudos relacionados ao uso de dietas ricas em ômega 3 (formas DHL e EPA) e 6 que observam os seus benefícios na melhora do quadro de Olho Seco, pois eles atuam como bloqueadores dos efeitos inflamatórios observados em diversos tecidos e na cascata de formação do Olho Seco. A visão é o órgão de sentido mais importante do ser humano, por isso procure o seu médico Oftalmologista de confiança.

DR. JETENDER SINGH KALSI OFTALMOLOGISTA CRM/SC 7826 | RQE 14663

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INFORME PUBLICITÁRIO

CLÍNICA DR. CASSIANO MOREIRA

A HISTÓRIA DE UM JOVEM CASAL EMPREENDEDOR NA ÁREA DA SAÚDE No ano de 2004, Cassiano e Caroline, à época, sua noiva, vieram para Araranguá/SC, local muito receptivo aos sonhos do casal. Cassiano Moreira se formou em Medicina pela Universidade Federal de Santa Maria/RS (UFSM) e especializouse em Acupuntura Médica, pelo Colégio Médico de Acupuntura de Curitiba/PR. Como médico, Cassiano prestou um trabalho muito promissor na comunidade araranguaense, onde trabalhou em Postos de Saúde, Pronto Atendimentos, Hospitais da região AMESC e SAMU. Já Caroline Sanches, sua esposa, iniciou a vida acadêmica em Santa Maria/RS e terminou a faculdade de Psicologia na Universidade do Sul de Santa Catarina - Unisul, na unidade de Araranguá/SC. Durante sua trajetória acadêmica, destacou-se nos projetos de pesquisa que realizou na universidade, assim como nos estágios prestados junto à sociedade. Cassiano e Caroline se casaram na cidade de Araranguá/SC, em 2007, e têm dois filhos, Pedro Henrique e Isabele, hoje com 10 e 9 anos de idade, respectivamente. Desde o início de suas formações acadêmicas, sempre idealizaram uma caminhada profissional em que trabalhassem juntos. Assim, criaram, em 2010, a Empresa de Saúde: Clínica Dr. Cassiano Moreira.  A Clínica hoje é uma referência em saúde, tendo como objetivo primordial compreender o Ser Humano como um todo, através da busca por soluções para sanar dificuldades diversas, a fim de beneficiar todas as classes com atendimento de excelência e confiança.

A Clínica Dr. Cassiano Moreira carrega a seguinte marca: dar o melhor aos seus pacientes e integrar a medicina ao melhor tratamento para cada caso em particular.

O objetivo da Clínica sempre foi e será a resolução da situação problema do paciente, bem como a prevenção do seu bemestar e de sua saúde. A Clínica Dr. Cassiano Moreira agradece a comunidade araranguaense e todos os pacientes pela confiança depositada e aguarda você de portas abertas!

DR. CASSIANO MOREIRA MÉDICO CRM/SC 11776 | RQE 7621

CAROLINE DA SILVA SANCHES PSICÓLOGA CRP 12/08505

AV. SETE DE SETEMBRO, 2445 | CENTRO | ARARANGUÁ (48) 3524-0818 | (48) 99900-8400

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ODONTOLOGIA

PACIENTES ONCOLÓGICOS DEVEM IR REGULARMENTE AO DENTISTA Quimioterapia e radioterapia podem causar problemas na boca que costumam atrapalhar a recuperação Toda doença que tem como característica o crescimento celular descontrolado, gerando células anormais neoplásicas e com capacidade de invadir outros órgãos, é chamada de câncer. Quando acomete a cavidade bucal e os lábios, recebe o nome especifico de câncer de boca. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), 15.490 novos casos de câncer de boca são diagnosticados por ano no Brasil. As regiões mais afetadas são a parte posterior da língua, o assoalho bucal, as bochechas, as gengivas, o céu da boca e a região do trigono retromolar (que fica atrás dos dentes molares). Independente de o diagnóstico ser câncer de boca ou região de cabeça e pescoço, em qualquer tratamento oncológico, passar por uma consulta odontológica antes de iniciar os procedimentos é crucial. A boca pode ser uma fonte rica em bactérias que são especialmente perigosas para quem vai entrar em tratamento contra o câncer. Na consulta pré-tratamento, procuramos um possível foco de infecção, que pode ser uma doença periodontal (doença da gengiva e de todos os tecidos que dão suporte ao dente) ou cáries muito profundas. Também verificamos dentes com mobilidades e que precisam ser removidos antes de iniciar o tratamento oncológico. Isso é de extrema importância, pois os pacientes que fazem uso de quimioterápicos ficam com o sistema imunológico mais debi-

litado. Então uma doença periodontal, por exemplo, que estava lá crônica e a pessoa nem sabia que tinha, pode se agudizar e virar um grande problema.

EFEITOS DA QUIMIOTERAPIA

Algumas drogas têm a capacidade de afetar a mucosa da boca causando inflamações e feridas semelhantes a aftas, mas que são chamadas de mucosites. Muitas vezes o paciente está debilitado e ele não consegue comer por causa da mucosite, porque sente muita dor. A mucosa é uma proteção, uma barreira protetora, e quando temos a quebra dessa barreira, há maior risco de infecção por agentes oportunistas. Por isso, na fase de imunossupressão, elas têm maior probabilidade de acontecer. Uma das formas de prevenção da mucosite é a laserterapia de baixa intensidade. O laser é um bioestimulador que auxilia na redução do processo inflamatório, modula a dor e auxilia no processo de reparo do tecido lesado. É importante conversar com seu oncologista sobre essa possibilidade.

EFEITOS DA RADIOTERAPIA

Pacientes com câncer na região da cabeça e pescoço e que são submetidos a radioterapia precisam de cuidados maiores, porque eles vão produzir menos saliva. Além disso, como é justamente a região que inclui a boca a ser irradiada, há riscos de desenvolver um tipo de cárie com um efeito colateral tardio, denominada cárie de radiação. Atualmente você vê menos do que há

alguns, por conta das radioterapias com intensidade modulada, mas ainda assim é preciso muita atenção. Esse tipo de cárie, que atinge a porção entre dentes e gengivas, se desenvolve muito rapidamente e há um enorme risco de o paciente acabar perdendo o dente.

RECOMENDAÇÕES A SEREM SEGUIDAS DURANTE O TRATAMENTO DO CÂNCER

Consultas periódicas, escovar os dentes com pasta contendo flúor, passar fio dental suavemente, fazer gargarejos com bicarbonato de sódio, remover a dentadura e fazer sua limpeza adequadamente, escolher alimentos que exijam pouca ou nenhuma mastigação, evitar alimentos ácidos, picantes, salgados e secos.

DRA. DANY PAULA FURLANETTO CIRURGIÃ DENTISTA ESPECIALISTA EM PERIODONTIA CRO/SC 5098

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CAU.A59091-6

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ACUPUNTURA Dr. Cassiano Moreira CRM/SC 11776 | RQE 7621 Acupuntura

Av. Sete de Setembro, 2445 Centro, Araranguá/SC (48) 3524-0818 | (48) 99900-8400

Dr. Fabiano Coral Ceretta CRM/SC 7838 | RQE 5659/10904 Cardiologia Ecocardiografia

Rua Antônio de Lucca, 91 Pio Corrêa, Criciúma/SC - CardioClínica (48) 3413.9888

ANESTESIOLOGIA Dr. João Henrique Araújo

Dr. Fabio Coelho

CRM/SC 15.966 RQE 10.795 / 13313 Medico Anestesiologista Especialista em dor

CRM/SC 13414 | RQE 8016/8018 Cardiologia Ecocardiografia

Rua Vital Brasil, 455 Criciúma/SC - Centro de Dor Criciúma (48) 3461.6141 | (48) 3461.6160

Rua Antônio de Lucca, 91 Pio Corrêa, Criciúma/SC - CardioClínica (48) 3413.9888

CARDIOLOGIA Dra. Louise C. Scheweitzer CRM/SC 15068 | RQE 13029/14780 Cardiologia Pediátrica Ecocardiografia

Rua Antônio de Lucca, 91 Pio Corrêa, Criciúma/SC - CardioClínica (48) 3413.9888

Dr. Roberto Gabriel Salvaro CRM 10836 / RQE 7150 Cardiologia Ecocardiografia

Rua Nereu Ramos, 800 – Centro – Turvo/SC. (48) 3525-3210/ 98847-9881/ 98453-0614

CIRURGIA GERAL Dr. André de Luca dos Santos CRM/SC 11807 | RQE 7679/6844 Cardiologia Clínica Médica

Rua Antônio de Lucca, 91 Pio Corrêa, Criciúma/SC - CardioClínica (48) 3413.9888

Dr. Mateus Dario Volpato CRM/SC 19613 | RQE 14139 Cirurgião Geral

Rua Nereu Ramos, 1200 Centro, Turvo/SC - Hospital São Sebastião (48) 3525.0333 Rua Dr. Cesáre Tibaldeachi, 180 Centro, Nova Veneza/SC - Centro Medico Nova Veneza (48) 3436.1589

ClÍNICO GERAL Dr. Cleriston da Silva Calheiros CRM/SC 19952 | RQE 16017/16268 Cardiologia 7 Clínica Médica

Rua Antônio de Lucca, 91 Pio Corrêa, Criciúma/SC - CardioClínica (48) 3413.9888

Dra. Thamiris Marcon Zanatta CRM/ SC 18636 Clínica Geral

Nereu Ramos, 1200 Centro, Turvo/SC (48) 3525.0333 Nereu Ramos 800 Centro, Turvo/SC - Clínica Dr. Salvaro (48) 3525.3210

COLOPROCTOLOGIA Dr. Luiz Humberto Marochi

Dr. Vinicius Bressiani

Rua Antônio de Lucca, 91 Pio Corrêa, Criciúma/SC - CardioClínica (48) 3413.9888

Rua Santo Antônio, 629 Centro, Criciúma/SC - Clínica São Judas Tadeu (48) 3437.7303 Rua Nereu Ramos, 1200 Centro, Turvo/SC - Hospital São Sebastião (48) 3525.0333

CRM/SC 17166 | RQE 10852/9186 Cardiologia Clínica Médica

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CRM/SC 13405 | RQE 9930 | RQE 11129 Cirurgião Geral | Coloproctologia


ENDOCRINOLOGIA Dr. Rafael Luiz Reinehr

Dr. Ricardo Costa Aliano

Araranguá - Clínica MedSpa (48) 3524 8238 | (48) 9932 2069 Torres - Clínica Essencial (51) 3626 5548 | (51) 9850 5727 Sombrio - Clínica Integrare (48) 3533-2377 | (48) 99803 3352

Rua Caetano Lummertz, 456, sala 210/212 Centro, Ararangua/SC (48) 3522.1556 | 9 9921.9918

CRM/SC 13621 RQE 6862 / 18406 Endocrinologia e Metabologia

GASTROENTEROLOGIA Dra. Amanda Pereira Medeiros CRM/SC 20085 | RQE 16234/16233 Gastroenterologia | Clínica Médica

Rua Expedicionário Iracy Luchina, 1205 Coloninha, Araranguá/SC - Ostermann Medical Center (48) 3522.2314 Rua São Judas Tadeu , 120 Centro, Meleiro/SC - Hospital São Judas Tadeu (48) 3537.8600 | (48) 98833.6273

GINECOLOGIA

CRM/SC 3918 | RQE 1016 / 1017 Ginecologia e Obstetrícia

HEMATOLOGISTA Dr. Thiago Barbieri Lopes CRM/SC 10979 | RQE 7043 Hematologista e Homoterapia

Rua Antônio de Luca, 91 Pio Corrêa, Criciúma/SC (48) 3413.7334 | (48) 99915.6021

MEDICINA DO TRABALHO

Dra. Elisa Simionato Alban

Dra. Giane Michele Frare Reck

CRM/SC 19155 | RQE 10794 | RQE 16614 Ginecologia e Obstetrícia Endoscopia Ginecológica

CRM/SC 7254 | RQE 414 Medica do Trabalho

Rua Augusto dos Anjos, 400 Pio Corrêa, Criciúma/SC - CliniCom (48) 3430.0604 | 3045.2037 | 99153.0305

Avenida Muncipal, 1182 Centro, Turvo/SC (48) 3525.1055

NEUROLOGIA Dra. Isabel Biz de Luca CRM /SC 19602 | RQE 15052 Ginecologia e Obstetrícia

Rua Virgulino de Queiroz, 247 Centro, Araranguá/SC (48) 3524-7315 Rua Nereu Ramos, 1200 Centro, Turvo/SC - Hospital São Sebastião (48) 3525-0333

Dra. Tamiris Dal-Bó Martinello CRM/SC 18396 | RQE 15020/ 16153 Neurologia Adulto | Neurofisiologia Clínica

Rua: Augusto dos Anjos, 270 Pio Corrêa, Criciúma/SC - Salus Centro Médico (48) 3437.7885 Rua Nereu Ramos, 800 Centro, Turvo/SC - Clínica Dr. Salvaro (48) 3525.3210 | 98847.9881

NUTRICIONISTA Dra. Sandra Manenti

Laura Casteller Pescador

CRM/SC 4740 | RQE 1897 Ginecologia e Obstetrícia

CRN 10 2326 Nutricionista, Nutrição Funcional e Fitoterapia

Av. Municipal, 1182 Centro, Turvo/SC (48) 3525.0504

Av. Municipal , 1182 Centro, Turvo/SC (48) 99926.9415 | (48) 99947.5647 Rua Antônio de Lucca, 456, sala 112 Pio Corrêa, Criciuma/SC (48) 99947.5647

Dr. Roberto Carlos M.Gallo CRM/SC7525 | RQE 5091 Ginecologia e Obstetrícia

Rua Nereu Ramos, 1200 - Centro, Turvo/SC (48) 3525.0333 Rua Antônio William Savi, 265 - Centro, Timbé do Sul/SC (48) 3536.1233 Av. Engenheiro Mesquita, 868 - Centro | Araranguá (48) 3524.4074

Tamila S. Daros CRN10-7200 Nutricionista

Av. Antônio Sant Helena, sala 01, 553 Parque das Avenidas, Sombrio/SC (48) 99670.3832 Rua Lauro Muller, 771 Centro, Criciúma/SC (48) 3413.5066 | 99117.484

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Leila Catarina Pescador

Dra. Meibal Junqueira

Rua Nereu Ramos, 1200 Centro, Turvo/SC -Anexo Hospital São Sebastião (48)3525.0924 Rua: Nereu Ramos,800 Centro, Turvo/SC (48) 3525.3210 | 98847.9881

Rua Caetano Lummertz, 456 Centro, Araranguá/SC - Clínica de Olhos São José (48) 3524.5063 Rua Padre Antônio Luiz Dias, 81 Centro, Araranguá/SC (48) 3522.0003 | 3522.0480

CRN2205 Nutricionista | Nutrição Oncológica

ODONTOLOGIA Dra. Dany Paula Furlaneto CRO/SC 5098 Cirurgiã Dentista Especialista em Periodontia Av. Municipal, 1182 sala 02 Centro, Turvo/SC (48) 3525.0789 | (48) 99102.2585 Av. Sete de Setembro, 2363 Centro, Araranguá/SC (48) 35242015

CRM/SC 24550 | RQE 17127 Oftalmologista

ONCOLOGIA Dr. Bruno Zomer Ruzza CRM/SC 16828 | RQE 13253 Oncologista

Rua Caetano Lummertz, sala 304 Centro, Araranguá/SC (48) 3522.1301 | 99157.6265

ORTOPEDIA Dr. André Pedroso

CRO/SC 5598 Cirurgião Bucomaxilofacial

Av. Municipal, 720 Centro, Turvo/SC (48) 3525.1293 | 99935.8827 Av.Silvio Jorge Zanette, 481 Zanette, Meleiro/SC (48) 3537.1607 | 99817.0490

Dr. José Augusto de B. Pereira CRO/SC 13887 Especialista em Implantodontia e Cirurgia Avançada

Rua: Caetano Lumertz, 1147 (Anexo Fisioclin) Coloninha, Araranguá/SC (48) 3522.0201 | 99955.1826

Marcelo Romancini Daleffe

CRM 21302 / RQE 15927 Ortopedia e Traumatologia Ortopedia Pediátrica

Rua João Cechinel, 368 Pio Corrêa, Criciúma/SC - Osteoclínica (48) 3081.9860 | 3081.9861 | 3437.1788

Dr. Murilo Romancini Daleffe CRM 17789 / RQE 12881 Ortopedia e Traumatologia Ortopedia Pediátrica

Rua João Cechinel, 368 Pio Corrêa, Criciúma/SC - Osteoclínica (48) 3081.9860 | 3081.9861 | 3437.1788

PEDIATRIA Dr. Flávio Tomazi

CRO/SC 10818 Cirurgião Dentista Especialista e Mestre em CTBMF

Rua Cruz e Souza, 102 Pio Corrêa, Criciúma/SC (048) 3045.6621 l (048) 99181.6621

Dra. Magda Lena Aliano

CRM/SC 4060 | RQE 1018 Pediatra

Rua Caetano Lummertz, 456, sala 210/212 Centro, Ararangua/SC (48) 3522.1556 | 9 9921.9918

OFTAMOLOGIA Dr. Jetender Singh Kalsi CRM/SC 7826 | RQE 14663 Oftamologista

Rua Frei Gregório Dal Monte, 950 Centro, Turvo/SC (48) 3525.3083 | 3525.3684 | 99107.8431| 99991.3736

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Dr. Agenor Antônio Simon CRM/SC 3560 | RQE 996 Pediatra

Av. Municipal, 1182 Centro, Turvo/SC (48) 3525.0310 | 3525.0576 | 99146.7311


Dra. Monique Concenso Saviato CRM/SC 19953 | RQE 15593 Pediatra

Rua Nereu Ramos, 800 Centro, Turvo/SC - Clinica Dr. Salvaro (48) 3525.3210 Rua Nereu Ramoos, 1200 Centro, Turvo/SC - Hospital São Sebastião (48) 3525.0924

Caroline da Silva Sanches CRP 12/08505 Psicóloga

Av. Sete de Setembro, 2445 Centro, Araranguá/SC 3524.0818 | (48) 99900.8400

PSIQUIATRIA Dr. Maurício Malaguido CRM/SC 9335 RQE 3945 Médico Pediatra

Rua Vidal Ramos, 377, sala 01 Centro, Urussanga/SC - Edifício Treviso (48) 3465-4498 Rua João Sônego, 225, sala 105 Ceará, Criciúma/SC - Centro Ex. Nereu Guidi (48) 3412-7395

Dra. Ritele Hernandez da Silva CRM/SC 11444 | RQE 11334 Psiquiatra

Rua Nereu Ramos, 1200 Centro, Turvo/SC - Hospital São Sebastião (48) 99984.0646 Rua Caetano Lummertz, 456, sala 213 Centro, Araranguá/SC (48) 3524-7306 | (48) 99851.0245

PSICOLOGIA Carolyne Frederico CRP 12/17309 Psicóloga Clínica

Travessa Germano Magrin, 100, Sala 306 Criciúma/SC - Edifício Pathernon 48 999452705

Dra. Simone L. Araujo CRM/SC 23292 | RQE 14086 | RQE 14087 Psiquiatra Clínica Médica

Rua Cel. Pedro Benedet 505, sala 104 Criciúma/SC - Millenium Saúde Center (48)-​3443.4818 - 0800.006.2307

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