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Em cismar, sozinha, à noite, mais desencantos encontro na capital gaúcha. Em minha terra, tenho amigos que tais não encontro eu cá. Em cismar, sozinha, à noite, mais alegria encontro eu lá. Minha terra tem inúmeras pessoas que ajudaram a fazer a sua história. Dentre elas, a Sra. Marieta Mostardeiro, por quem tenho grande apreço. Minha terra tem indústrias onde operários dedicam horas de suas vidas, buscando ganhar o alimento que sustentará a si e a seus familiares. As aves, que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá. Não permita Deus que eu morra, sem que eu volte para lá, sem que eu veja minha terra ter seu núcleo cultural, transformada numa fonte de desenvolvimento artístico e literário.

Ima Feitosa299 HOMENAGEANDO GONÇALVES DIAS Exímio poeta brasileiro De alcunha Gonçalves Dias Nascido no Estado do Maranhão Nas aproximidades de Caxias. Advogado, jornalista Etnógrafo e teatrólogo De passos firmes sempre caminhou Escrevendo tão ricas obras Para nós, ele deixou. Ao lado do meu conterrâneo O grande escritor José de Alencar Passou a escrever sobre o indianismo Riqueza literária a nos encantar. Após ter lido algumas de suas obras Encantei-me com tal tesouro Daqui do Canadá, eu rendo Todas as minhas homenagens A este poeta de ouro. 299 Ima Feitosa - Sherbrooke/Québec – Canadá. Não tenho nenhum livro publicado, apenas sou membro da comunidade de escritores e poetas amadores e profissionais ‘’Recanto das Letras’’. Alguns registros que possuo estão impressos em pequenos livros e, ao regressar ao Brasil (próximo ano), tenho planos de publicá-los.

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Irandi Marques Leite300 Dialética Indianista I Tua vida principia Gonçalves Dias De noite e de dia Dias e noites Rumo à poesia II Flutuou no espaço sideral Na busca da poesia universal Cantou nosso Índio Na terra, no mar, no ar No espaço tridimensional

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III Vagou por longas terras Navegou além mares Voou nos espaços infinitos Encontrou o ponto de interseção Do material com o espiritual Da razão com a emoção IV Teus versos têm primores Que não encontro em outros, nem cá, nem lá Tua mensagem teus amores Que não vejo em outros, Nem aqui, nem ali, nem acolá V Tua paixão por Ana Amélia Atravessou os tempos E espaços infinitos Pureza de amor Que melancolicamente brota Da alegria e da dor VI Rimas ricas Rimas melodiosas Palavras puras Mensagens saudosas 300 Irandi Marques Leite - São Luís - MA – Brasil - 30/11/1955. AUTOR DE: Retas da Vida (1977); O que é Interact? (1974); Dialéitica Cultural (2012); Sapo Folia (2013); Musa Caemeira e o Sapo Folião (2013); Odisséia do Cotidiano (1977). : irandimleite@gmail.com


VII Emoção e percepção Comunicação Elementos intangíveis Relação ser humano e natureza VIII Dialética Forma objetiva Retoques subjetivos Concretiza conexões Rocha suporte Índio, história Poeta indianista IX Busco a tua poesia integral A tua mensagem derivada - Simbolismo, modernismo, sinfonia O último sopro da agonia Pensando na mulher amada! DE CAXIAS PARA O MARANHÃO No espaço finito e infinito Surge um sopro de vida A terra floresceu Em caxias, no maranhão O poeta nasceu          II Terra, água, ar Mistura heterogênea Com tendência a homogênea Índio, português, africano Miscigenação, riqueza cultural           III Empatia aos olhos Do menino caxiense Relação cultural prodígia Com marcas profundas Na sua trajetória poética            IV O poeta fugidio Do maranhão para portugal Navegou na literatura mundial Buscou livros e histórias Voltou para os braços Da sua terra natal

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V Navegou no sentido da vida Até o infinito do mar Bscou a musa querida Com canto indígena Cantou a terra guerrida Para teu canto universal A nossa homenagem fraternal Nossos nomes são indígenas Sou irandi Minha filha maiara E meu filho raoni

Irismarqueks Alves Pereira301

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Canção a Gonçalves Dias Ao que ficou preso Tatuado a ferro e ferreiro Pela saudade injusta e imensa Não oprimiu de fato O canto do guerreiro. Fez da pátria querida A musa, o delírio e o sofrimento. Fez da vida um canto Fez dos versos de menino Lugar de encantamento. As mãos levianas da poesia Fizeram do dia e das noites As letras escravas Enquadras na minha vida Feito fio delicado de açoites. Ao poeta devo apenas A harmonia feita pelas ondas do mar Como rosa perdida Dentro do peito amante Que fez da vida um belo canto para amar.

301 Irismarqueks Alves Pereira - Parazinho/RN – Brasil - 01/02/1983. É professor, poeta, pedagogo e conselheiro tutelar da criança e do adolescente. Mestrando pela SAPIENS - Faculdade de Ciências Humanas - Campina Grande/PB. Primeiro livro lançado em 2013 com o título: A poesia como incentivo a escrita e a formação do leitor poeta. Mas tem poemas publicados em várias antologias no Brasil. Membro Vitalício da International Writers and Artists Association – IWA.


Irsemes Wiezel Benedick COM ELE APRENDI                       Que nossa terra é a mais bela                         igual no mundo não há                         tem encantos, lindas flores,                          e o famoso sabiá.                             Quando rompe a madrugada lá na serra                              tudo é belo , tudo é cor                               brotam flores, cantam aves,                               enchendo a vida de amor.                                  Quando chega o meio dia lá na serra                                   tudo é calmo, é uma beleza                                   parece que tudo dorme                                   descansando a natureza.                                         Quando a tarde vai caindo lá na                                                 ao soar da ave- maria                                         toda natureza vira festa                                         tudo é paz ,silêncio, e harmonia.                                             Quando a noite vai chegando lá na serra                                              eu vejo o por do sol                                               tudo é belo em minha volta                                                desde a aurora ao arreból                                                      Como é bom viver na paz daquela serra                                                       porque é lá que o amor de deus impera,                                                       na profusão das mais variadas cores.                                                 Onde as flores oferecem o mel mais doce,                                                       onde as fontes cantam murmurantes,                                                       um hino de amor gratificante.                             Nossa terra tem amores frutas de muitos sabores                          grande mar e céu de anil presente que deus nos deu                                                                ela é minha , tua , deles,                                                                ela é nosso brasil !!!

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Isabela Brandt302 AUTO-RETRATO Lembro-me de uma criança com a altura dos seus sete anos e que queria crescer sempre mais. Lembro-me de estar assustada, com medo, lembro dos passos desordenados e do rumo que eles tomaram, quando receberam dois abraços apertados. Tempos difíceis... Lembro-me das brincadeiras de roda, de amigos nunca mais vistos e de uma doce e amável professora que marcou meu coração. Tempos felizes...

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Lembro-me de um rosto infantil e de uma ingenuidade aguçada, de quem pensava que a vida não passava. Mas a folhear as páginas, leio: “Não chores, meu filho; Não chores, que a vida É luta renhida: Viver é lutar.” E em resposta, escrevo: Choro sim, amigo Gonçalves Porque viver é penar. E o tempo é breve e a memória é curta. DEIXE-ME IR “A flor dizia em vão À corrente, onde bela se mirava: Ai, não me deixes, não!” Ao contrário do que diz o poeta. Eu imploro: Deixe-me ir...

302 Isabela Brandt - Afonso Cláudio – ES – Brasil - 28/02/1985. Filha de agricultores mora com os pais no pequeno sítio da família no interior. Concluiu a faculdade de Pedagogia no ano de 2008 e trabalha na Educação infantil. Email:belabra@bol.com.br


Deixe-me ir... Porque o presente deixa suas marcas, Indo e vindo, sem parar. O trem da vida está partindo... ... Bosques frutíferos... ...Desertos áridos... ...Campos floridos... Cascatas de bálsamo deslizando até o mar. Mar – insondável mistério. Gotas de orvalho sobre os lírios; Vivendo do amanhecer. Cores pálidas, ofuscantes; risos no ar. Ar – energia da vida. Deixe-me ir... As pedras ficaram estáticas, E foram vencidas pelo tempo; Consumidas pela espera... ...Contornos perfeitos... ...Detalhes imperceptíveis... ...Seres inanimados... Deixe-me ir... Tantas direções... Tantos corações... Tão pouco tempo para viver, E eu, esperando para morrer. Deixe-me ir. AO PARTIRES Ao partires, não peça para sermos amigos. Ao partires, não leve nada, nem lembranças. Ao partires, não leve os sonhos, nem esperanças. Ao partires, não leve os beijos, nem abraços. Ao partires, não leve os sorrisos, nem as lágrimas. Ao partires, deixe-me apenas a sensação de nunca ter te conhecido. Ao partires, deixe-me só. É a única coisa que podes fazer por mim. SE TE AMO Nessa teia de emoções que é a vida, Roubo as palavras do poeta Gonçalves Dias: “Para dizer que te amei: Amo; porém se te amo Como oiço dizer, — não sei.”

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Não sei se é pressa ou vazio, Escuridão ou meio-dia. Não sei se é brisa leve ou ventania, Não sei se é orgulho ou brio. Não sei se é verdade absoluta, Ou desejo repentino. Não sei se é amor puro, Ou puro desatino.

Não sei se o sono é breve ou a tristeza profunda, Se o abraço acalenta e o beijo inebria. Não sei se é falta de coragem ou simples covardia, Talvez eu descubra o que é amar algum dia. Hoje. Se te amo? Não sei.

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CANÇÂO DO EXÍLIO DE CÁ Minha serra tem laranjeiras Mataram o Sabiá. Os pássaros que aqui trinam, Não trinam acolá. Nosso céu está escuro, Nossa várzea está seca, Nossas flores estão murchas, Nossa vida está sofrida. Em andar, sozinho, à noite Mais perigo encontro lá; Minha serra tem laranjeiras, Aqui não canta mais o Sabiá. Minha serra tem dissabores, Quase não encontro eu cá; Em andar, sozinho, à noite; “Me roubaram o celulá”, Minha serra tem laranjeiras; Tem bandido andando lá. Não permita Deus que eu morra Vou esperar que a justiça volte para cá. Na vizinhança há rumores De que vivemos um tempo de sofrimento e desamores.


Esta vida está difícil sem meu amigo Chico Sabiá, O coitado era violeiro gostava de cantar, Morreu jovem ainda, por causa de uma “droga” de colar, O roubo foi à luz do sol, Na rua do farol. Foi um mais um brasileiro sem sorte, Pai de família, homem trabalhador foi condenado a pena de morte. Se ainda vivesse Gonçalves, Morreria sem voltar para cá, Preferiria viver no exílio de lá.

Isabela Moraes de Faria303 Nosso amado indianista. Gonçalves Dias, Pai de “Marabá”, Nos arredores de Caxias Vem a brotar. Dos primeiros aos “Últimos contos”, Já formado em Direito, E com ilustres elogios Das viagens à Europa Regressa ao Maranhão Nem pensava em morrer de amor E encontrou sua paixão Ana Amélia, sua flor. Mas por ele ser mestiço A família dela o proíbe Mas nem morava em cortiço Nosso amado indianista Com sua enamorada casada Ele de novo encontrara E “Ainda uma vez – Adeus” Ele teve-a dedicada Mas Dias vai embora Tratar de sua saúde, Não volta a sua senhora Pois para um ataúde.

303 Isabela Moraes de Faria - Rio de Janeiro/ Brasil - 27/08/1995, Ensino Médio Completo com Técnico em Agroecologia, e-mail: isabela_moraes27@hotmail.com

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E foi no Maranhão Perto do farol de Itacolomi O poeta falecera E vem, para sempre, a dormir. Isabella Gonçalves304 A Gonçalves Dias Não mais vejo a nossa terra Sei lá onde foi parar A ave já gorjeou Cá Deus sabe, onde está! Invejaram nossos mares Nossas árvores e reservas Desmataram as grandes matas Já não sei o que mais resta Sinto falta Sei que sinto Dessa terra de poesia Das lendas do velho índio 386

Já não vejo a esperança Da dança de nossa música Só enxergo é a ausência A carência dessa musa Um dia, quem sabe? O sabiá gorjeará E trará de volta O verde que veio encontrar Para tanto, cabe a nós Piar pelo animal E implorar à mãe terra; o perdão Um novo aval

304 Isabella Gonçalves - Juiz de Fora/MG – Brasil - 1995. Desenvolveu sua paixão pela escrita desde pequena, mas foi a partir dos catorze anos que passou a exercê-la com maior intensidade. Atualmente, cursa o Ensino Médio no Rio de Janeiro e pretende graduar-se em Comunicação Social e Letras em sua cidade natal.


Isabelle Palma305 Póstumos No desterro do naufrágio vil, morre o poeta. Naqueles dias em que se foram tantos amores, esperava talvez rever de mais perto a terra dos sabiás. Sua pele cinzenta de antigas histórias, lhe proibiu Amélia. Mas a ela, dedicou-lhe todo o seu Adeus... Guerreiro de si, das selvas atlânticas num Maranhão esquecido... Perdeu-se nas florestas das suas rimas, alçou voos de longas esperanças. Sem ter podido ousar, resignou-se no abatimento cruel de um amor esquecido. E abandonado no leito inquieto da nau claudicante, reverberou seu soneto pelo grande mar-oceano...

Ismari Marcano306 AL ILUSTRE POETA Del cristal ensueño nacieron tus versos Lanzados al tiempo entre Brasil y Europa en las alas de glorias del sublime romance El esplendor de tus jardines de penas y alegrías… rechazos y conquistas ¡Enamoraron la vida! Caxias fue privilegiada con tu excelso sentimiento Desde el Ville de Boulogne Voló tu Alma para posarse en la eternidad de tus versos ofrecidos a la luz Desde entonces… has encontrado consuelo redención y… paz En el siempre Amor de Ana Amélia ¡La Musa inaccesible! 305 Isabelle Palma – Paraná – Brasil - 13 de setembro de 1977. Historiadora, professora de rede estadual de ensino no Paraná/Brasil, desde 2003. Mestre em história comparada das religiões antigas, pela Universidade Federal do Paraná (2003). 306 Ismari Marcano - Tucupita, Delta Amacuro, Venezuela 07 de Diciembre de 1963 Docente Universitaria, Poeta y Escritora. Su afición por la Poesía, es desde siempre y para… siempre. Cree en el Don divino que poseen los Versos y la Prosa como medio de expresión y comunicación… del sentimiento humano. Ha participado en muchos encuentros poéticos, talleres de formación literaria y recibido reconocimientos por su trayectoria. Posee varias Obras publicadas y otras aún inéditas.

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Iva da Silva307

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PARA O POETA INDIANISTA Para Antônio Gonçalves Dias, Mestre, jornalista e escritor Que durante o século dezenove, Dedicou a sua terra, muito amor. “Minha terra tem palmeiras...” Minha terra tem araucárias, Árvores exuberantes, porém em extinção. Muitas aves que aqui gorjeavam, Já não gorjeiam mais, não. Muitas matas nativas se foram, Há plantas exóticas buscando adaptação, A pureza do ar se extinguindo E índio aculturado, não é índio, não. Os chás, as curas, os rituais, Por alguns indígenas conservados, Ganharam outra conotação, Estão nulos, não apresentam resultados. Hoje os ares são outros, Chegou a vez da tecnologia, O tempo parece andar mais depressa, A vida tornou-se uma correria.

Ivan Carrasco Akiyama308 DE ORIGEN LETRADO Antônio Gonçalves Dias de Maranhão, tu cuna y tierra. Un ser humano lleno de sueños, luz que hizo de la literatura vida. De padre portugués sembrador de letras, y de tres razas sus raíces son eternas. De madre mestiza aprendió a soñar, el indianismo fue la ruta de su libertad. Los problemas nunca fueron un obstáculo, Pues fuiste hecho de letra y bravura. Y fue Ana Amelia Ferreira do Vale, Cultura de tu amor y conciencia.

307 Iva da Silva - São Francisco de Paula – RS – Brasil - 14 de dezembro de 1952. Professora, poeta e pesquisadora. Diretora da Escola Estadual do distrito de Tainhas por dezessete anos, hoje aposentada. é Cônsul Honorífica da Real Academia de Letras Ordem da Confraria dos Poetas Porto Alegre/RS. 308 Ivan Carrasco Akiyama - La Paz- Bolivia - Embaixador da Cultura Universal G.H.


Un sentir nacionalista en tus letras vibraba, entre asuntos del pueblo y paisajes brasileños. Gonçalves Días dejaste una idea de Brasil, como legado nacional de sus raíces . COMO ESCRIBIAS Los Primeiros Cantos, de la uniformidad fueron privadas. Las estrofas tenían la fuerza que dimanan del desprecio por las reglas Artífice de los ritmos de la versificación, arquitecto de la esencia del poema. Escribías en momentos no estrenados Y bajo el cielo jugabas con la luna. Del impresionismo los jugos vitales, a orillas de la excelsitud de Mondego. Como un artista el arte literario dibujabas, en cumbres de olas del atlántico. Las selvas vírgenes fueron las bellas musas que engendraron escritos en tu pluma. Escribías para tu alma núbil, Muy poco para el resto de mortales. TU INSPIRACION SERENA El placer de haber compuesto, era la frase favorita de tus letras. Tu espíritu caliente remeció la historia, Y hoy estas en el mañana de la gloria. De la soledad robaste su inocencia, Y engendraste en ella tu poesía. Tomaste de la política la ventana óptica, para plasmar letrados escenarios. Gran reductor del pensamiento armónico, por saber que en ella el pensamiento es fugaz. El arte proviene del alma pura decías, y no de la estructura locuaz. Antônio Gonçalves Dias Tomabas del paisaje sus elementos. Del océano la paz y bravura, Y de la naturaleza su vigor perfecto. .

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DE LA VIDA A TUS LETRAS Si el corazón vibra en el entendimiento Te expresabas así del amor sin espinas. Combinabas la idea con pasión extrema, Esa tu elegía de los sueños de primavera. Combinabas el placer de sentir, con el arte de vivir amando la naturaleza. La purificabas con la religión del sabio, haciendo de la divinidad una poema. Quien como tú, comprende un sueño, cuando llega Ana Amélia Ferreira Vale. Y nacen nuevas esperanzas de romance, que hacen del amor una caricia pura. Siempre esforzado escribías poesía, Una tras otra en la cruda ironía. Fuiste olvidado en tu lecho de rosas, Y moribundo aún emanabas vida.

Izabel Eri Camargo309 390

Mestiço brasileiro Antônio Gonçalves Dias poeta da minha infância iluminado como o dia colou no coração de criança mares atravessou com a mala da poesia pintou em versos indianistas a paisagem brasileira viajou no romantismo das águas com a alma sonhadora a embarcação naufragou  certidão de nascimento da poesia ele deixou  era único encantador filho do Maranhão grande alvissareiro guardo no coração Canção do Exílio fez ponte nas rotas onde passou imortal Gonçalves Dias escute minha oração vai no trinado do sabiá e no perfume da imaginação

309 Izabel Eri Camargo – Soledad – RS – Brasil - 06 de maio de 1934. Professora/ pedagoga (aposentada), escritora e poeta, Autora de vários livros de poesia, haicais, contos e ensaio. Integra o Cercle Universel des Ambassadeurs de La Paix Genève-Suisse/France, o Movimento Mundial dos “Poetas del Mundo”, a Academia Brasileira de Estudos e Pesquisas Literárias do Rio de Janeiro/RJ, a Academia de Artes, Ciências e Letras Castro Alves, de Porto Alegre/RS, o Portal CEN de Portugal...


Izabella Muraro de Freitas310 CANÇÃO DO EXÍLIO Na região, onde estou realizando trabalho voluntário, atividade que muito gosto, mais parece terra de ninguém. Terra nossa por direito, constantemente ameaçada sem pudor e respeito; terra que de seu povo, por várias vezes, quase foi tomada.   Defendida a balas e a facadas; morreram um, dez, mais de cem. Mesmo com estruturas abaladas, há donos da terra de ninguém.   Na região sul, donde vim, preservamos paz, solidariedade, amor e fraternidade.  

J. Auto Pereira311 Tributo (A Gonçalves Dias) Bem sei que não sou bardo, que fico aquém do gênio, que nem falar devera da poesia aqui; porque inda não fez-se a luz do meu espírito, porque das negras trevas ainda corri. Bem sei qu’é nobre o drama, que dá soberba ilíada, que só pertence a pena do grande mestre Homero; bem sei que sou mesquinho, que vou manchar-lhe a glória, porém neste momento também cantar eu quero. Eu d’um Gilbert não falto nos braços da loucura, nem mesmo d’um Chatterton que d’orgulho morreu; aqui nos pobres versos não trato d’um Bocage que dentro das tavernas, coitado, faleceu.

310 Izabella Muraro de Freitas - Porto Alegre/RS – Brasil - 03 de julho de 1996, Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS; Desenhista profissional; Membro Efetivo do Projeto “Vida, Amor e Paz”, do “Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix, Suisse/France”. Integrante do Projeto Literário “Porta copos poéticos”, 2012; e do Grupo de Escoteiros “Charruas/003-RS. E-mail: einscheitern@gmail.com 311 Leal, Henriques, Pantheon Maranhense, São Luís, 1874, p 538-540. Poesias compiladas por Weberson Fernandes Grizoste - Jauru – MT – Brasil

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Esqueço Malfilátre no seio da miséria, assim como de Byron também o ceticismo; um Tasso não recordo gemendo da amizade, assim como escureço d’Werner o cinismo. Deixai-me, pois, que venha depor o meu tributo a quem tem por peanhas os pinc’ros d’Himalaia, Eu sou do Deus dos gênios o mais humilde acólito; – Deixai que queime incenso ao pé da sua alfaia. Qu’importa me faleça de Lamartine os cantos; que nem sobre os vestígios os possa acompanhar? Embora saiba mesmo que vou queimar-me em brasas, eu rasgo o meu silêncio e venho pois cantar. Dorme, gigante de ouro, na tina colcha de louro, que tiveste por tesouro a lira para trovar! Dorme ao som das harmonias, Qu’inda és – Gonçalves Dias que da pátria as melodias soubera tanto exaltar! 392

Dorme! A pátria te deplora, e a velha Europa te chora, e todo o mundo te adora, cantor sublime do céu. Dorme o sono da pureza matizado de beleza, que da glória a gentileza não cessa no sonho teu! Dorme na plaga que e tua, onde é linda meiga lua quando no azul flutua depois a nuvem a beijar. Sonha a glória dos teus cantos, esses penhores tão santos que pasmaram com quebrantos essas plagas d’além-mar! Dorme! As espumas ridentes que vão quebrar-se dormentes nas brancas areias quentes dos infindos desapraiados, e as pororocas seguidas á reboar destemidas tem de cor frases polidas de teus hinos delicados.


O murmurar das palmeiras, crescidas nas ribanceiras onde vegetam fagueiras c’os cantos do sabiá, não tem um outro gemido . que não seja tão sentido como aquele desprendido da formosa marabá. Ó tu, cantor dos Timhiras, monarca primo das liras, estro ilustre que nas piras da glória Apolo atirou, sonha lá na eternidade, embora tenha saudade a nossa Atenas cidade que o destino malfadou. Dorme, gigante de ouro, na fina colcha de louro, que tiveste por tesouro a lira para trovar. Dorme ao som das harmonias Qu’és o rei das melodias, e aceita, Gonçalves Dias, este meu rude cantar.

J. B. Xavier312 MENINOS, EU VI! Do destemido e lusitano barco Desceu Cabral e pondo a Cruz aqui, Depôs sua arma, o índio apôs seu arco, E fez-se amigo ao povo guarani.   Gonçalves Dias, que de tal herança, Herdou o amor ao povo hospitaleiro Cantou  os feitos e toda a esperança Nos versos nobres do canto guerreiro.   Em fundos vasos de alvacenta argila* Bebem guerreiros o amargo cauim E Já pintados pela cochonila Ao prisioneiro já anuncia o fim.   312 J. B. Xavier - São Franciso do Sul – SC - Brasil, 59 anos, é poeta, contista, ensaísta, trovador pintor, desenhista e romancista. Livros publicados: Caminhos, edtit. Alta Books, Rio de Janeiro, 2003; Não haverá Amanhã - Edit. Takion, São Paulo, 2012. Site: www.jbxavier.com.br

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Cena de orgulho de um povo valente, Canto guerreiro a ecoar na noite Um velho pai já cego e decadente Também chorando vê do filho o aloite. Cantou em versos o que ao povo inflama Filho guerreiro, na aldeia Aimoré, Nos versos todos de I-Juca Pirama, Lutou chorando, mas morreu de pé!   Depois, por certo, se algué duvidava, Do que um dia aconteceu ali, O aimoré já velho recontava: “Foi nesta aldeia, meninos, eu vi!” O CANTO GUERREIRO Selva sombria! grandes carvalhos Se afastam de lado a ceder aos atalhos A vez de percorrer a floresta densa... Caminhos escuros que os índios aprontam Se cruzam, se afastam, de novo se encontram, Formando clareiras na selva imensa...

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A onça se esgueira, ligeira, felina, A lua que nasce por trás da colina, E o sabiá, que no galho dormita, Dão cores à mata, e o ruído que fazem Embalam o sono de outros que jazem No chão e nos ninhos. A vida palpita!

A brisa então surge, numa calma dança. Estrelas se juntam àquela bonança, Brilhando medrosas à luz do luar. A prata dos céus vai matando o dia Que cede lugar  em lenta agonia À  noite que agora já  vai começar. Vermelho, o céu anuncia a luta Do Dia com a Noite. Que linda disputa! E as serras distantes já vão se afastando... As aves, em bandos, em grande algazarra, Voam felizes, qual louca fanfarra, Nos ninhos queridos vão se acomodando. No chão o regato suave desliza. Desagua num lago, que a braços com a brisa Vibrando sua face  em vitral se transtorna. Enfada-o a luta dos grandes titãs. Conforta-o o lindo coaxar de suas rãs, Divino coral que seus charcos adorna.


Aqui e distante, na água espelhada Um peixe assoma com cauda dourada, Brincando com  as folhas que caem bailando. Pousando tranqüilas vão logo dançar Divino bailado à luz do luar Que o lago, aos poucos, vai iluminando. E as nuvens branquinhas, já  avermelhadas, Trazem o sangue em que foram manchadas Na imensa batalha, e vão se afastando. E a noite então surge em mil esplendores, trazendo paixões, inspirando amores, E com as plantas, as águas e o céu contrastando. A brisa aos poucos vai enfraquecendo E as sombras da noite então vão descendo Trazendo o silêncio à  grande extensão. Os vales cobrindo, clareiras, montanhas, Descendo ao mais fundo de suas entranhas. Na selva palpita audaz coração! E pia a coruja na noite singela Voando na mata: gentil sentinela Que a noite vigia acesa e atenta... O rio que desce dos montes distantes Desfia seu canto, e nas  águas dançantes Depõe suas mágoas, e chora, e lamenta. Na face do lago a imagem tão clara: Jassy refletida no reino de Yara! Profundo silêncio! as matas caladas! Estóicos,  à  noite os deuses levantam E vagam na selva, e riem, e cantam Os cantos do Olimpo, de eras passadas. É  então que nas tabas as tribos guerreiras Contam seus casos á  luz das fogueiras. São cantos de heróis, de lutas, de morte, Que aos jovens valentes só  fazem sonhar Os sonhos de guerra, o acompanhar Os homens da tribo, rijos e fortes... Nenhum se acovarda, no entanto, e ainda Esperam a idade - de todos benvinda Em que o braço forte o tacape erguerá. São quase crianças, leais e valentes, Que a vida entregam, alegres, contentes, À luta esperada, que um dia virá .

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Num círculo ao longe as moças escutam Os cantos de guerra que eles disputam. Cantos de guerra que fazem sonhar. As cândidas, doces, suaves morenas Trançando as sedosas e lindas melenas Esperam com um deles poderem casar. Que sonhos não vão em seus olhos escuros? Que ardentes desejos nos corpos tão puros Não causa o canto dos heróis-guerreiros? Donzelas que sonham os sonhos amenos Que fazem vibrar seus corpos morenos Que em curvas se alongam, lascivos, fagueiros. No centro da taba, brilhando no lume Derramam-se os homens. Da noite o negrume Qual manto profundo, a tudo encobre. Em volta do chefe derramam-se eles. Os jovens, os velhos, e todos aqueles Guerreiros valentes, da estirpe mais nobre.

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É Ygarussú, o tupi imbatível, Da flecha certeira, do golpe terrível ! E o som de sua voz, que em guerras ecoa Atinge o inimigo, já  enfraquecido, Imbele, cansado,  doente ou ferido. Por isso distante seu nome já  soa... Quem visse sua flecha acertar o mutú Ou em plena carreira prostar o inambu... Na aldeia não havia sequer um guerreiro Com força bastante para retesar Em toda a extensão o seu ybirapar, Por certo o mais duro dos duros madeiros. Quem visse o tacape ferir a akã De seus inimigos, quem visse Tupã Clareando suas trilhas nas noites sombrias, Por certo haveria de reconhecer: Tão cedo de novo não ia nascer Guerreiro assim destro pelas cercanias E amores desperta; e loucas paixões Caminham com ele! e mil corações Por ele deliram em idolatria! É  rude, valente, amigo da Sorte. O grande oyakã, cantando a morte As lindas morenas assim seduzia.


E o fragor desses cantos na noite subiu, Até que o cacique o silêncio pediu. Somente o lume ardia faceiro E o pesado silêncio às vezes quebrava. O grande cacique de pé  se postava Cantando à aldeia seu canto guerreiro:  “Irmãos meus de sangue! Às vezes, exangue, Amargas torturas Da guerra bebi. Nas provas mais duras Nas  quais fui testado E em grandes agruras Não esmoreci.” “Meu tino me serve De guia no escuro, E que assim se conserve Em dias por vir. Que eu vença o futuro temores, cansaços, Que eu esteja seguro De nunca fugir.” “A quantos matei? Jamais vou saber! Jamais me lembrei De contar inimigos... Só  resta entender: Não há  diferença Em matar ou morrer. Em mim só  me abrigo.” “Já  fui pelas serras Vencendo a má  sorte. Andei longas  terras Que nunca esqueci. A braços com a Morte Andei tão distante. Com povos mui fortes Lutei e venci.” “Olhai o meu peito E o claro matiz De um talho perfeito Que fez-me o embate. Mas morro feliz Se a lança atirada Fizer cicatriz Que enfeite o combate.”

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E isto dizendo, olhou os guerreiros Que sérios, nervosos, se agitam ligeiros Prevendo o que então viria a seguir. E apenas num gesto, rápido, tenso, Tirou de seus ombros o manto imenso Que suave ao seu lado, no chão foi cair. Seu corpo saltou para a noite escura Marcado nas lutas de tanta bravura. O espanto deixou os guerreiros prostrados. Que lanças suas mãos não haviam partido? Que vezes, na dor, sem um só gemido Não tinha o tacape do ímpio quebrado? Seu rosto severo, seus braços possantes E o altivo que havia em todo o semblante Tornava-o muito acima dos seus. E a pira queimava incensos amenos, E o fumo a subir era como acenos Ao bravo que agora queria ser deus.

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“Eu sou o seu deus!” - bradou Ygarussú. “Mais rápido ainda que o veloz suassú ! Mais forte que o raio, o vento ou a lança!” Pasma a aldeia! Jamais a floresta Ouviu coisa assim! Que os deuses em festa, Se o tenham ouvido, não queiram vingança... Rolou no horizonte um trovão taciturno: Tétrico aviso ao audaz  importuno. Quem desafia o poder de Tupã ? Quem é  que, em deus, por si se entronara? Quem é  que  a si próprio assim se elevara? Quem ousaria prever o amanhã ? Os homens em roda ouviam enlevados. Futuros guerreiros olhavam, sentados, O grande cacique que os céus lhes mandara. As moças sonhavam os sonhos das virgens, Enquanto o valente cantava as origens Do clã que o  - um dia, há  tempos -  gerara: “Em guerras distantes As tribos errantes vagavam constantes


Por ermos hostis. E a tribo que agora O penhor revigora E a mesma de outrora: Os bravos tupis. O vento na mata, O som da cascata, A lua de prata Deixava antever Que em tempos vindouros, Tal qual um agouro, Das lutas os louros Iriam colher. O céu incendido Que cobre o bramido Do índio ferido Em remoto iporã , É o mesmo por certo Que ao índio desperto Vai deixar aberto O poder de Tupã . Poder que encerra O verde da serra O grito de guerra, O som do maracá. É  o mesmo que assim, Nas eras sem fim Forjou num festim O cacique Condá. Condá, que às vezes Aos vis portugueses Impôs os revezes De lutas sem  par. Um corpo pintado, Um rosto irado, E no crânio, alado, Branco canitar. Penacho frondoso, Porte garboso, Arco lustroso Condá  exibia. Nas guerras insanas Santas, profanas, Em voz soberana Seu brado se ouvia. Guerreiros! eu canto O riso, o pranto De quem  sofreu tanto P’rá nos ter aqui:

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Condá e os demais. Por certo lembrais Do chefe Virí.

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Virí, o seu braço Deixou forte traço No chão, no regaço Dos tempos de outrora. As mãos calejadas De vidas tomadas. Sua lança ousada Tivesse eu agora! A força da Terra Que em si toda encerra As mortes na guerra Clama por ti! A ti só eu chamo, Tupã! eu conclamo: Desfaça o engano, Renasça Virí. São esses os bravos! Beberam dos favos Das lutas. Escravos Do lutar e vencer. A mim delegaram, A mim confiaram, Em mim transplantaram Sua força e poder! Ouçam-me agora Que chega a hora De ir-me embora. Seu deus, pois, eu sou! Meu canto já finda. Na guerra benvinda Meu braço ainda Ninguém derrotou.” E fez-se silêncio. Calou o gigante. E tudo ao redor silenciou nesse instante Sagrado, a render-lhe uma muda homenagem. E enquanto alguém lhe entregava o manto, Os sons tão heróicos de seu nobre canto Ainda ecoava na densa folhagem. Assim o tupi, com seu porte altaneiro, Reinava na aldeia, e seu canto guerreiro Deixou toda a taba feliz, enlevada. Seus olhos, no entanto - discreta procura Buscavam a beleza, a meiguice, a candura Do rosto sereno da doce amada.


As moças ao longe, em nervosos sorrisos, Deixavam antever, em indícios precisos, O amor dedicado ao grande oyakã. Mas fogo no peito ilustre havia Queimando por dentro, em lenta agonia Por seu grande amor,  sua Cunhaporã. E quem duvidava que tão nobre canto Visava o amor esperado há  tanto E que em breve, sabiam, iria esposar? Seus olhos furaram a noite escura *  * Buscando a beleza, a meiguice, a ternura Que o canto guerreiro queria agradar. Nas faces das moças, lindas, tingidas, Em vão procurou as feições tão queridas Sem no entanto encontrar o doce olhar vago. Olhou ansioso além da amurada. Sabia onde ela seria encontrada. Afastou-se correndo a caminho do lago. Subiam no espaço as fagulhas do lume Levando aos céus o espesso negrume. Silêncio na mata! findara-se a festa! Tornou-se mais fraco o estalar da fogueira. Mil olhos seguiam a marcha ligeira Do chefe e herói, a sumir na floresta. GLOSSÁRIO da parte 01 Mutú - Cana-de-açúcar,Pequeno galináceo. Inambú - Ave canora de canto melodioso Suassú - Veado, gamo Ybirapar - Arco Maracá - Chocalho com cabo, usado em cerimoniais. Akã - Cabeça Oyakã - Cacique Iporã - Agua bonita; água tranquila, remanso do rio. Tacape - Porrete pesado,borduna Tupã - A maior divindade do panteão tupi. Jassy - Deusa representada pela lua. Yara - Deusa das águas. Ygaraussú - Canoa grande; grande embarcação; navio

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J. de C. Estrella313 São Luís, 7 de Setembro de 1873 À estátua Do exímio poeta maranhense Antonio Gonçalves Dias Ereta no largo da Igreja de Nossa Senhora dos Remédios da capital do Maranhão Erguendo-se nas ondas radiante Do leito de corais, em que jazia, No pátrio solo eis se ostenta ovante O gênio americano da poesia! Salve, colosso ilustre, estátua nobre, Que um tal gênio eternizas gloriosa, Gênio que a virgem com seu manto cobre, Afagando-lhe a lira harmoniosa! Em torno ao pedestal ilustres sábios, Que a pátria se tomaram mui augustos, O silêncio pairando-lhes nos lábios, O poeta cortejam com seus vultos! 402

Vicejem sempre amenas as palmeiras, Circundando-lhe o trono majestoso, E as aves suas, caras, mui fagueiras, Gorjeiem-lhe ao redor do busto honroso! «Posteridade, és minha, diga ufano! «Respeite os cantos meus a pátria ovante! «Do Brasil entre os vates sou sob’rano, «Meu nome luzirá sempre brilhante!». Do alto de sua gloria o mar fitando, Diga-lhe: «Sepultado em abandono «A pátria os seus direitos reclamando, «Eis o meu posto d’honra, eis meu trono!...»

313 Leal, Henriques, Pantheon Maranhense, São Luís, 1874, p Leal, Henriques, Pantheon Maranhense, São Luís, 1874, p 537-538. Poesias compiladas por Weberson Fernandes Grizoste - Jauru – MT – Brasil


J. R. D’Oliveira Santos À MORTE DE GONÇALVES DIAS314 PARTE LITTERARIA A´ morte de Gonçalves Dias (Improviso) Vendo a noite da vida aproximar-se, Ancioso tentou vir azylar-se No chão do pátrio lar; Mas antes de chegar lhe anoitecêra, E na terra, que tanto engrandecêra, Não pôde repousar A sorte lhe predisse, há mais de um anno, Que marcado lhe fora o vasto oceano Por jazigo final. Em vão fugir tentar ao seu destino, Que além, gemendo, o mar lhe entoa o hymno Do triste funeral. Do verde funerak á grata sombra Mais quizera o cantor ter por alfombra A terra em que nasceu: - A´ tarde ouvir das aves o gorgeio, E á noite recolher no frio seio Os orvalhos do CEO. Mas não quis o destino caprichoso, Que o cantor das palmeiras mavioso Dormisse a sobra delias: Quis dar-lhe mais extensa sepultura, Onde, em vez de mil cantos de ternura, Ouça a voz das procellas. Melhor foi!... que não deve o frágil barro, Que em si conteve um gênio tão bizarro Ser dos vermes roído; Envolucro d’ espírito divino. Só lhe deve alterrnar da gloria o hymno, Oceanico gemido.

314 Jornal O Paiz, 10 de novembro de 1864, Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão

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Envólucro d’ um’ alma grande e nobre, Alguns palmos de terra era mui pobre Jazigo a genil tal. Do atlântico a vasta sepultura É mais própria, de certo, e mais n’ altura, Do cantor immortal. Dorme, pois, do Brasil cantor mui terno, Entre as vagas azues, que o somno eterno Perturbar-te não vou. Do teu fim, pesaroso e condoído, Pude apenas soltar este gemido, Com que a Lyra estalou.

J. Ramos Coelho315

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PROFECIA À MORTE DE GONÇALVES DIAS Bardo, foste profeta. Nos teus versos Com a pena cruel e inevitável Do próprio fado, esclarecido o ânimo, Teu destino fatal assinalaste. Quando, feliz ainda, abandonando A pátria cara, aos teus fieis amigos Na flor da primavera adeus disseste, Estas, em mal, fatídicas palavras Te saíram dos lábios, segredadas Talvez por Deus; recônditos mistérios! “Porém quando algum dia o colorido Das vivas ilusões, que inda conservo Sem força esmorecer e as tão viçosas Esperanças, que eu educo se afundarem Em mar de desenganos, a desgraça Do naufrágio da vida há de arrojar-me À praia tão querida que ora deixo. Tal parte o desterrado. Um dia as vagas Hão de os seus restos rejeitar na praia, Donde tão cedo se partira e onde Procura a cinza fria achar abrigo”. Cumpriu-se a predição. Uma por uma, As tuas expressões saíram certas. Cumpriu-se a predição. Quem o pudera Nesse tempo antever? Só Deus, somente Quem, por Deus inspirado, ao longe alcança Num relance as recônditas entranhas Do longínquo porvir. 315 Fonte: MOREIRA, Maria Eunice, Gonçalves Dias e a crítica portuguesa no século XIX, Lisboa, Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias, 2010, 208-212. Compilador: Weberson Fernandes Grizoste


E quão ditoso Eras então, embora no alaúde, Alma que à terra presa ao céu subia, Te queixasses da vida! De esperanças Risonho o teu futuro se enramava. Ciência, amor, felicidade, glória Eram os sonhos teus. Sob os teus passos Da juventude as ilusões nasciam, Como nascem as rosas sob os passos Da primavera, quando após o inverno, Vem a terra animar. Como tão esplêndido, Tão extenso horizonte, que aos teus olhos Das mais formosas cores se adornava Da nascente manhã, dos pátrios lares, Te despediste, e, atravessando 0 oceano, Nas margens do poético Mondego Colher vieste do saber a palma. Ai, sob a ramagem dos salgueiros, Do rio ao murmurar, tu’alma jovem A harmonia aprendeu; aí, ao brilho Da nossa lua e cintilantes astros; Ai, do nosso belo firmamento Ao fogo criador, soltaste o voo Pela primeira vez, e, com saudade Do longe berço, de sentido pranto As meigas cordas orvalhaste à lira. Volveste enfim de Santa Cruz às praias; Volveste, mas feliz, mas coroado Dos loiros da vitória. A honra, o aplauso, Te foram receber, e por ditosa Se teve a pátria de gerar tal filho. Só te faltava um ente idolatrado, A que pudesses dedicar a vida. Achaste-o;, e louco, lh’of’receste incensos De estreme devoção. Eram completos Todos os sonhos teus: sorrindo o mundo Dava-te amor, felicidade, glória. Quantos falsas então não suporiam As tuas previsões! Talvez tu mesmo, Talvez tu mesmo duvidasses delas. Ai, mísero de ti! Bateu a hora Escrita pelo fado. O que julgaste Do soberbo edifício que findaras Como o remate ser, foi o começo Da tua perdição, lançou-o em terra.

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Desceste breve do zênite brilhante À pavorosa noite! Dos teus dias O sol radiante se obumbrou de nuvens, Núncias da tempestade, e o ígneo raio Do céu baixando, te feriu terrível. Desde então a tu’alma lacerada Silenciosa gemeu, em si guardando, Para mais a roer, o interno abutre. Só desejavas o repouso, a morte. Desde então os proféticos agoiros Se começaram de cumprir, ó bardo. Tu bem o conheceste, e do teu curso Viste perto fechar a breve estrada A lápida funérea!

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Em vão das letras Na ímproba fadiga sem descanso Procuraste esquecer do mal a ideia, Se é que, antes, não buscavas no trabalho Abreviar a desditosa sorte. Em vão a lira ressoar fizeste; Em vão; as tuas notas de outro tempo Se tornaram gemidos. Pela América, Pelos países da ilustrada Europa Vagabundo correste; mas contigo, Mas diante de ti, a toda a parte Ia, sem te largar, tua amargura. Breve principiou também o corpo A definhar, a padecer. Sentindo Já perto a morte, pela vez extrema Voltar quiseste à pátria, por que inteiras As palavras fatais realizasses. As tuas ilusões tinham passado; No mar do desengano as esperanças Afundado se haviam; a desgraça Do naufrágio da vida te arrojava À praia antiga que feliz deixaras. Partiste. Da existência esperançosa Que à luz do céu natal desabrochara Ao terreno natal o que conduzes? Quase um cadáver só. Distante fica A Europa; já o espaço que a divide Do Novo Mundo diminui; com ele Também já diminui teu fraco alento. Próximo estás do solo do teu berço; Próximo estás do túmulo! Não ouves Terra em festivo som gritar da gávea


O gajeiro? Não vês ao longe, ao longe, Como nuvem romper do azul dos mares A desejada costa? Ai! o teu corpo Mal se pode mover! Ai! os teus olhos Quase que os fecha o sempiterno sono! Queres-te levantar para avistá-la Ao menos uma vez. Esforço inútil. Nunca mais a verás. Mas neste ponto O vento cresce, e pelas ondas salta, Presa dos mares, o alagado lenho. Ficam-lhe à proa perigosos baixos, Que é impossível evitar. O gelo Do medo, do pavor, invade os membros Aos navegantes. Ele só não treme. Alma para tremer já não tem quase: Jaz insensível deste mundo aos males Sobre o leito da dor despejo inerte! Que choque horrendo, que terrível brado O espaço atroa? Num cachopo oculto O alteroso baixe! se parte e esmaga. De máquina tamanha apenas restam Algumas tábuas a boiar nas águas! De tantos homens, que lhe davam alma, Alguns corpos à toa, flutuantes, Triste cena de horror! bebendo a morte! E o dele, o do infeliz? Nalguma praia Da pátria amada as despiedosas vagas O arrojaram de certo, por que fossem (Complemento do oráculo funesto) Nela os seus restos procurar abrigo. Assim uma após outra se cumpriram As tuas predições, pobre poeta! Foi vontade de Deus! Que desenganos, Que altos mistérios este mundo encerra!

Jackson Douglas Silva316 NATUREZA EXALTADA Poeta, Dias ilustres foram Todos os que tu estiveste nesta terra. A natureza nunca sentiu-se Tão lisonjeada nos teus cantos. Cantos de amor, cantos de saudade. 316 Jackson Douglas Silva – São Luís – M – Brasil - 13 de Outubro de 1985. Universidade Federal do Maranhão/ Curso: Letras

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Gonçalves, Dias tristes Foram muitos para nós, Pois a tua partida trouxe-nos saudade. Saudade que nos leva a ler e ouvir O teu cantar e exaltar. Dias, o teu canto não silenciou-se. Mesmo com o mar imenso querendo sufocar, É certeza que o teu canto ainda continua a ecoar Nas regiões de terra, céu e mar. Quem nos dera ter-te outra vez Para olharmos com os teus olhos Através da poesia o esplendor da criação. Como seria majestoso vê-lo Ainda uma vez, cantando e exaltando a Nação!

Jackson Franco317

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De volta ao mar Nas tuas idas Gonçalves Dias Deixaste o mar de tua terra o Maranhão. Porém nas tuas vindas pra cá, Voltaste ao teu amado rincão. Ana Amélia foi teu grande amor. Não casaste com ela por conta de tua cor! Do preconceito que tu sofreste, Teu grande amor não viveste. Tua obra engrandece este Brasil, Tua canção do exílio merece nota mil! “Nossa terra tem palmeiras onde canta o sabiá As aves, que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá”. Os críticos dizem que tua obra é muito indianista, Romântica demais e muito nacionalista. Porém Machado de Assis escreveu: “Era Gonçalves Dias o mais prezado filho da poesia nacional Aquele que de mais louçania a cobriu”.

317 Jackson Franco - Campo Grande –Recife –PE – Brasil. Economista pela UFPE. Livros publicados: “História de um livro”, infanto-juvenil, pela editora Scortecci; “@puft! Contos de um estranho,novo,mesmo mundo”, e-book pela editora Jaguatirica; “Verdinha, a pequena cana-de-açúcar” , infantil, premiado em 2011 pela FUNESC-PB, a ser publicado em 2012. Endereço:Rua Jonas Guerra,67-apto.204-Campo Grande –Recife -PE-CEP 52.040253. Fones:81-3426-5835 / 9673-7956. e-mail: jacksongara@hotmail.com


Quando escreveste: “Não permita Deus que eu morra Sem que eu volte para lá”. Morreste no Maranhão e no teu querido mar.

Jacqueline Collodo Gomes318 Ana Amélia Este amor, adormecido com As Tormentas repousado nas ondas de lágrimas que outrora arrastaram os destinos do que poeta e sua flor podiam ter vivido Enternecido, tamanha paixão declarada vencendo o amor ao calor ou à luz querida a exaltação ao silêncio, cores, perfume e à vida Mais do que pôde estar em si mesmo Momentos gravados na proa daquele navio pelo céu que lhe acentuava os traços sofridos Expirações que levavam seus sonhos ao infinito Últimos momentos de tal testemunhar Revisões de cenas não alcançadas A musa estática na sacada A força daqueles olhos de tudo abandonar e seguir com ele para onde quer que fosse O mesmo estático olhar que o sofrimento do passado impulso, ignorado momento mostrava, agora, numa mesma praça diante de uma mesma fonte, mas já tão distantes... Um instante no tempo, onde as nuvens piscaram e o vento elevou o lenço branco, um aviso um momento de corações duplamente abatidos... Em sete chaves e um pousar de mãos constante.

318 Jacqueline Collodo Gomes - Campinas/SP – Brasil - 26 de Outubro de 1987 é uma jovem escritora independente. Já teve publicações de poesias e textos em antologias com outros autores, boletins, revistas locais e jornais de literatura. Mantém um blog onde divulga seus escritos: Ah, Poesia! http://ahpoesia.blogspot.com

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Jacqueline Salgado319 Sabe lá Ai, que mistérios rondam, O lugar onde eu nasci? Quem terá me nascido? Cegonha eu sei que não foi, Não tem dessa ave por lá. Mas minha terra tem palmeiras... Terá sido um sabiá? Sabe lá.

Jacy Gonçalves Ribeiro320 CANTA SABIÁ Tem palmeiras minha terra Pra cantar o sabiá No exílio não há plantas Tão bonitas como cá

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Lá no mar ficou sua voz Embargada sem falar Por isto que o sabiá Vem cantar neste lugar Por mais terras que eu percorra Não verei ele cantar Só aqui neste rincão Vem cantar o sabiá

319 Jacqueline Salgado - Viçosa/MG –Brasil - 19/03/75. Graduada em Belas Artes pela Universidade Federal de Minas Gerais, UFMG (2000), pós-graduada em História (2003). Como escritora, possui trabalhos publicados em nove coletâneas e é autora de um livro infantil “A Menina a Pedra e o Ribeirão”, Editora UFV/2010, além de inúmeros prêmios e menções honrosas. Foi contemplada em maio de 2008 com o primeiro lugar no Concurso “Leia Comigo” de incentivo à leitura, promovido pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ).Vive em Belo Horizonte onde trabalha com pesquisa e gestão de projetos culturais. 320 Jacy Gonçalves Ribeiro - Pelotas, RS, Brasil - 19 de março de 1940. Teve sua iniciação literária em 1985, publicando poemas nos jornais e revistas de várias cidades. Já participou de dezenas de antologias e publicou três livros: Em 2007, “O canto do rouxinol” (poesia); Em 2008, “Uma noite de sonetos” (poesia); Em 2008, “50 Anos de História do CSS” (história). É associado do Centro Literário de São Leopoldo há 17 anos e sua assinatura literária é “J.G.Ribeiro”.


Jainara Martiny321 Não me deixes, poeta! A palavra crua vira e revira o mundo. Salta de boca em boca sem merecer nexo. Então, nasce o poeta: E, alquimista das letras, a transforma em verso. O homem comum nasce, cresce e morre. O poeta nasce, cresce, canta, encanta e vive! Depois dele os homens podem assumirem-se, Compreenderem-se. Falarem da dor, Dedicarem o amor. Sem vergonha de cair em ridículo. Sem vergonha de cantar a vida. O poeta é Gonçalves Dias: O “Homem poesia” Que vive dentro de todos nós!

Jailton Silva Matos322 TRAGÉDIA GREGA Talvez os lendários deuses do Olimpo assim como o são, lendários e mesquinhos poderosos enquanto repletos de humanas falhas ou por inveja, ou ciúme, ou apenas temores de terem sua glória suplantada por ti e pelos heróis indígenas de nossa mesma pátria e de pátria criada e libertada à partir de teu coração decidiram impedir-te completar tua saga. Tornaste-te assim o teu próprio herói egrégio o Y-Juca-Pyrama afogado, se não no Egeu em águas traiçoeiras de tua própria terra-mãe. E como não pode deus mitológico realizar qualquer feito tua morte – tragédia do acaso – em nada lhes aprouve: se interrompeu a honrosa trajetória timbira incapaz foi de deter-te subjulgares todo o panteão pois eternas são as glórias de teus Dias, Gonçalves!

321 Jainara Martiny - Canoas/RS – Brasil - 14 de junho de 1982. Estudante de Filosofia e Jornalismo na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. 322 Jailton Silva Matos - Jai Matos della Rosa - Salvador – BA – Brasil - 30/05/1976 - escritor, poeta, prosador, blogueiro e administrador de páginas de poesia no Facebook. Escrevo também poesia para o jornal Opinião de Monte Mór.

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Jamil Damous 323 O TURISTA EXILADO Quando cheguei sozinho a Paris e, cansado da viagem, me deitei naquele quarto de hotel barato e tentei fechar os olhos já saturados de tantas imagens, o primeiro som que ouvi foi o estrangeiro pio de um passarinho. Um único dia fora do meu país e tudo já era exílio. O danado do poeta tinha razão (e comecei a chorar): as aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá.

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SONETO DA PRAÇA GONÇALVES DIAS Como o poeta de pedra nesta praça, um poeta de carne mira o poente. Os seus olhos atentos saem à caça dos telhados e torres à sua frente. Ali ainda estão. Mas, à direita do sol que se afunda na baía, uma cidade feia e estrangeira se ergue onde antes nada havia. As torres, os mirantes, os telhados, intactos ao tempo, tão ferino, olham o poeta, longe, indiferentes. Será que reconhecem o menino nesse velho que mira o seu passado com os olhos fatigados do presente? NA PRAÇA GONÇALVES DIAS Três e trinta da manhã. Na praça Gonçalves Dias, contempla a casa da tia que dorme profundamente sem saber que um turista 323 Jamil Damous – Turiaçu – MA – Brasil - 7 de setembro de 1953. Foi para São Luís aos dez anos de idade e para Belém do Pará aos quinze, onde sua carreira de poeta, letrista de MPB, jornalista e publicitário. Chega ao Rio de Janeiro aos 23 e logo lança seu primeiro livro de poesia, “Tempo Turiense e Outros Tempos”.  


de si mesmo ali espia as janelas fechadas. A criança que foi é quem olha a casa estática, enquanto o tempo flui na madrugada silenciosa. Sobre a palmeira de pedra o poeta o observa e o vento antigo da ilha bate e refresca seu rosto. Tudo foi exílio em sua vida. Mas naquele instante, três e trinta da manhã na praça Gonçalves Dias, está de volta à casa onde um dia o mesmo vento bateu naquele rosto sem rugas e sem desesperança. Contempla por um tempo a mesma antiga fachada, que reflete as lâmpadas elétricas da praça na noite sem estrelas. E logo desce a escadaria de volta ao bar ainda aberto, ao tempo presente e aos barulhos do mundo.

Jandy Magno Winter324 Se morre de amor? Não, de amor não se morre. Vi o poeta dizer. Se é uma triste alucinação Te cobre por completo o coração causa dor, turbulência Sim, isso é triste dizer. quod non amoris est É ilusão e falência. 324 Jandy Magno Winter - São Félix – Bahia - Brasil - 18 de agosto de 1976. Escrevo poesia desde minha adolescência, não obstante não tenho nada publicado. Atualmente estudo Filologia hispânica e latino-americana e pedagogia na universidade de Frankfurt em Alemanha. Trabalho como educadora infantil. Escrevi o livro Pó de amor atroz e Antologias poéticas ainda não publicados. Possuo um blog, no qual divulgo as minhas poesias: Gelassenheit (http://geelassenheit.blogspot.de/), onde faco também a moderação.

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Não se há de desfalecer o espirito Porque ele restaura e revigora a alma Chama para a vida, dar saber E curar as mais chorosas feridas Abranda a mais severa lida Amor vincit omnia De amor se vive quando, Educa, acalma, sorrir faz, não trai E não corroí a alma. O dilúculo da vida amor é. O Amor desconhece fronteira. Idade, gênero e cor. É um bom navegador Ultrapassar a linha do horizonte transpassar a mais sorridente dor O amor identifica o amor. É a luz que ilumina a estrada escura. É bussola para navegantes É o olho latente que não cansa, espera. Diante dele não há cortinas de palavras que possa transcrevê-lo que esconda o segredo porque o amor é verdade Partilha É o farol em alto mar. É o próprio Deus. e força nos momentos mais difíceis. Solidez! O amor é mais o amor. O amor  abre a porta Para que possa sentir o fluir da fragrância suave das rosas e do oceano que constitui o teu nome O teu sonhar O teu corpo. O amor une vidas. Plasma o infinito. Trata-se do que Gonçalves consagrou Para em poucas palavras não dizer, senão sentir Amo-te.

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Amá-la, sem ousar dizer que amamos, Isso é amor, e desse amor se morre! Antônio Gonçalves dias  


Amo-te sem sintomas aparentes Como o livro sem palavras vivo cada dia tua ausência, as quais o vento não pode levar. As latentes palavras são Sempre vivas. Regressam a diários melancólicos e Alcoolizados, não simbólicos, imaginários. São cilíndricas por sua rotação. Ninguém sabe onde andam os fonemas, Os morfemas nem os contos, não há rascunhos. Até os olhos deixam de ser o portal da alma. O amor passa a ser platônico. Onde andará? Sinto seus lábios, sua pele, suas batidas, Sua respiração seu corpo, suas mãos acariciar. Tudo Invenção do amor embriagado Sem poder descrever o vero. Isso é o amor?  O sorriso perdido a casa regressa Quando a confusão é polar. A ausência sublinha sua presença dentro de mim Ao olhar a minha volta vazia com um interior pleno de ti. Duas taças, garrafa de esperança e uma foto do rio, do mar e do jardim. Ouço Gonçalves noites e dias. Tudo me recorda a ti.  É você ao meu lado. Desejo de ser constantemente fotografado Por uma retina de vidro Consequência da inebriação do ser. O brilhar por sua ausência Em um verão infinito denotando a alegria a espera e a si. Amei! Se é que amar é viver. Vivi.   Vivo os minutos que ficam. Sem querer  estar só e estando sem poder ao lado seu permanecer. Já que no meu cofre humano vive e não é engano. Tenho seus beijos, sinto seu corpo Sua semipresencia. Guardo suas palavras em mim E pego com a mão esquerda A brisa de ti Amo-te sem sintomas aparentes, Em silencio e vivo.

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Ave Ave puríssima de toda a vida e o tempo A gente tem. Voa no campo observando a sorridente natureza. Sua aparente beleza. Sem poder consagrar-se na partida Nem na esperançosa vida de não ter que amá-la em silencio. Não é necessário a dura cega lida. Nem na sombra das arvores sem folhas que Adão e Eva criaram. Tendo que amar o brilho de uma virgem lua como se espera a chegada de um rei Trazendo consigo ouro, aromas e canelas Ave grandíssima traduziu o meu mundo Despertando—me de um sonho profundo Nem o beijo principesco logrou. Sapo! Digo: te amo

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Vejo o amanhecer com a sua voz a dizer vem comigo e vivemos Na realidade os sonhos. A ave grandíssima sou eu Desperta-te para viver. O amor suficiente é O Amor desconhece fronteira Idade, gênero e cor. O amor identifica o amor. É a luz que ilumina a estrada escura. É bussola para navegantes É o olho latente que não cansa, espera. Diante dele não há cortinas de palavras que possa transcrevê-lo que esconda o segredo porque o amor é verdade Partilha É o farol em alto mar. É o próprio Deus. Força nos momentos mais difíceis. Solidez! O amor é mais o amor. O amor  abre a porta Para que possa sentir o fluir A fragrância suave do oceano de rosas


que constitui o teu nome O teu sonhar O teu corpo. O amor une vidas. Plasma o infinito. Trata-se do que Gonçalves consagrou Para em poucas palavras não dizer, senão sentir te amo.

Jane Rossi 325 Canção de muitos Dias Eu poderia falar sobre dores e amores Poderia versejar sobre um jardim de flores Eu poderia dizer que querias o fim da guerra Mas eu falarei do amor que tinhas por tua terra * Pelo orgulho que tinhas, de ser, um ser brasileiro Seu amor por esta terra rendeu versos pioneiros E a canção do exilio pra sempre será lembrada Muitos dias cantaremos esta poesia rimada * O amor pelas palmeiras, pelo canto do sabiá O nosso céu estrelado tem brilho de encantar Tudo aqui é mais bonito, tudo tem mais valor Tem Palmeiras, sabiá, tem povo cheio de amor * Quem saiu não resistiu, retornou pela saudade Esta terra tem magia, tem poesia e tem bondade Tem beleza verdejante, o mais belo céu azul anil E temos Gonçalves Dias que é filho deste Brasil *

325 Jane Rossi - Guarulhos – SP – Brasil – professora com pós graduação na Educação Especial, escritora, poetisa, antologista e ativista cultural.É mentora e idealizadora do Projeto Antologia Alimento da Alma pela All Print. Mentora e idealizadora do Projeto Poetas da Escola, pois seu objetivo é induzir o aluno a ler por prazer e não por obrigação. é membro correspondente de nove Academias de Letras e Artes e duas Federações, é Senadora Cultural por Guarulhos na FEBACLA, Embaixadora da Paz/ Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix Suisse/ France.

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Janete Henrique Serralvo326 Gonçalves Dias... Palavras magníficas soltas no tempo, Poesias maravilhosas inspiradas Por um amor a desalento. O corpo jovem padeceu e...faleceu. A alma não se despediu, não morreu. Sua energia está sacramentada. Sua marca poderosa enraizada, Na lembrança de muitos amores,l De cada um de nós sonhadores. Muitos anos se passaram, Muitas gerações mudaram, No universo, na boca, no papel, Dia após dia, Gonçalves Dias Aqui está em nossa companhia.

Jania Souza da Silva327

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Saudade e Paixão (Tributo ao poeta Gonçalves Dias) Guardo terna lembrança de meus livros na infância Quando aprendia a ler minhas lições na voz de mamãe Alagada em rio de emoção ao declamar com ardor A dor maranhense fluida da boca do filho do coração.   Seus belos e sentidos versos pintaram-me palmeiras e aves Sem igual em qualquer lugar fora da terra da sua sensibilidade Mergulhei em sua poética e fiz-me parte do seu amado chão. Quando me afasto do seu aconchego, sinto a tristeza do banzo Doer e moer minhas mais secretas entranhas em saudade e paixão.   E quedo-me em saudades e choros E o ardente desejo de voltar ao meu torrão Sentir o beijo do sol e o solfejo do vento. . O gorjeio das aves sob coqueiros, céu e o mar Acenar a flâmula de fogo na praia de meu coração Então poeto a Gonçalves minha eterna admiração.

326 Janete Henrique Serralvo - Mairiporã-SP – Brasil - 03 de abril de 1977. Aos 10 anos de idade participou com uma poesia num livro da cidade. Apaixonada por música e pela arte. Retornou suas escritas em março de 2012, com determinação e inspiração. E mail: janeteserralvo@gmail.com 327 Jania Souza da Silva - Natal/RN - Brasil - 03/05/1956. Publicou Rua Descalça pelas Edições Bagaço/PE em 2007; Fórum Íntimo e o livro infantil Magnólia, a besourinha perfumada pela Editora Alcance/RS em 2009; Entre Quatro Paredes, em 2011, pela Corpos Editora do Porto/Portugal. Participação em coletâneas nacionais e internacionais. Sócia da SPVA/RN; UBE/RN; AJEB/RN; APPERJ; Clube dos Escritores de Piracicaba/SP.


Janio Felix Filho328 O berço Ah! Caxias! Tuas palmeiras foram Inspiração nas mãos De Gonçalves dias Eternas recordações Para quem longe Também vivia Querendo esta perto, Noites e dias Da pátria querida! Ah! São Luiz do maranhão! Tu foste berço De um gênio da criação, Das palavras amorosas, Lírios do coração! Ó! Maranhão! Tuas praias! Tuas praças, Teu teatro Tua cultura, Foram palcos Tuas ruas caminhos De um menino andarilho Contemplado Nas bibliotecas do mundo Inteiro... Em suas composições Exilado, Em muitas solidões. Ó! Cidade! Saudosa em sua proclamação, Morada e refugio Em suas composições De um menino modesto Senhor de uma paixão.

328 Janio Felix Filho – Jaru - RO – Brasil - 25 de fevereiro de 1980. Escritor, poeta, contista, romancista, cronista

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AUTO RETRATO Outro dia Ouvir falar De Gonçalves Dias Na ocasião eu não Compreendia As moças falavam: É o poeta do amor! Em sua indagação: To certa meu senhor! Dizia a moça Pedindo minha Confirmação. Sem poder Confirmar sua aprovação Resolvi sair daquela confusão, Em que a moça insistia: Ele era filho de comerciante! Sim, o fundador da revista Guanabara! Natural do Maranhão. 420

Outro dia Depois desta ocasião Numa viagem de avião Ao lado de uma jovem singela Notei em suas delicadas mãos Um livro com uma: Canção do Exílio. Hoje conheço A vida e a morte De um home de muita sorte Com quem Olímpia Costa se casou Porque o destino não deixou Que ele vivesse seu amor Ana Amélia do Vale A quem mais uma vez, Ainda uma vez - Adeus! Lhe deu Partindo deste mundo Em uma viagem no navio francês Ville de Boulogne Que naufragou Acabando com sua viagem De uma vez.


Jaqueline Maria Ribeiro329 De poeta para poeta Não era nobre, não teve riqueza, Só teve humildade e sinceridade, Advogado, poeta, Gonçalves Dias foi um brasileiro Inspirado no amor pela pátria Que invadiu o seu peito. Nascido e criado no Maranhão, Estudou na Europa, Cheio de inspiração, Escreveu seus poemas Com mil e uma intenções. Foi da tribo, foi do Norte, Um guerreiro poeta tão forte ele foi, Se foi um mestiço com valor, cheio de sorte, Conquistou mil maravilhas, Mas não se livrou da Morte...

Jean-Paul Mestas330 CINQ POÈMES À GONÇALVES DIAS ET ANA AMELIA EN SOUVENIR La pluie impunitive un dernier vol dans la nuit noire où le silence est inquiet d’être seul à crier au secours alors que tant de voix naviguent dans l’espace et que les démons prennent soin de clouer le bec aux étoiles en attendant l’inévitable aux portes des soupirs… AMIS ?... Mes Amis du Brésil semblent tellement loin que je m’accroche à des images 329 Jaqueline Maria Ribeiro - Teresópolis/RJ - Brasil - 11/01/1997. poetaluna do 9.º Ano da E. M. Alcino Francisco da Silva, em Teresópolis/RJ, e já traz um vasto currículo literário, incluindo a Menção Especial no XXII Concurso de Poesias da ALAP, no Rio de Janeiro/RJ. Professor orientador: Carlos Brunno S. Barbosa 330 Jean-Paul Mestas - Paris – França - 1925. Engenheiro e escritor, conferencista, crítico, ensaísta, poeta, professor de literatura romena na Sorbone e tradutor. A sua obra conta com mais de 60 livros. Ele é fundador dos Cadernos de Poesia Jalons, com Christiane, sua esposa, que é pintora. Suas obras são traduzidas em muitas línguas, entre as quais, o Português. Tem inúmeros artigos e apresentações em antologias, jornais e revistas de 36 países. E mail: mestas.chris@gmail.com

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insolites pour les trouver en bordure de mon chemin ; il en est parfois quelques uns qui délèguent leur ombre afin de me donner à lire un poème secret où je les imagine enfin à mes côtés… BRÉSIL VU PAR GONÇALVES DIAS L’impression m’est venue de survoler ce grand berceau comme les pigeons voyageurs l’eau danse et les mies du bonheur font valser les poèmes autour de l’horizon les revenants s’amusent à récupérer des sourires autrefois suspendus au florilège de l’amour. 422

VIVEZ… Vivez je vous en prie comme les peupliers sensibles aux revers de chaque saison parfois rebelle au devenir de la lumière ou des nuages alors même que le bonheur semble tourner en rond comme une question maladroite… RETOUR EN ARRIÈRE Terre et sang oui Un passé me tourmente et les mots s’y accrochent en guettant des ombres perdues qui semblent refaire surface alors que l’horizon s’accote à de nouvelles apparences invitées à survivre au prix d’un retour en arrière.


Jeanne Cristina Barbosa Paganucci331 Ao poeta, Gonçalves Dias Incrédula, abro o livro proibido Das confissões de um poeta Das explosões românticas Do interior de sua alma A canção do exílio inquieta-me A ponto de desejar beber Da fonte de seu saber e finjo Conhecer o seu pesar, a sua ausência Fugidios pensamentos, estes De querer compreender a alma do poeta Sem conhecer ao menos a recordação Implacáveis horas de suplício, estas Que asseguram ao homem o saber-se Ignorante diante de seus poetas De sua poesia O amor, a dor, o amanhã Percorrem as veias do poeta De mil formas desfolha e encerra Em palavras o que d’alma entendia Se ama, não sabe Se suporta a dor do amor, espera Como a compreender da alma Somente as minúsculas horas Não mais pergunte a vida, Os amores Não mais importa se apenas Dói De sua poesia resta a sim mesmo De todas as implacáveis divagações Do ser poeta O amor e o canto do poeta O poeta questiona a respeito do amor E responde a ele mesmo que este Não acabou e que de amor Não se morre, prazer alcança 331 Jeanne Cristina Barbosa Paganucci - Salvador – BA – Brasil - 17/05/1977. Poeta, ensaísta, escritora, graduanda em Letras Vernáculas pela UESB/Campus de Jequié; monitora de Literatura Portuguesa, com pesquisa sobre o mito da saudade em Inês de Castro; bolsista voluntária de Iniciação Científica do Projeto Emília vai à Escola do Estale/UESB/CNPQ; bolsista do Pibid Letras/Capes. Mora em Maracás, na Bahia.

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Graciosidade, postura, êxtase Em que de pura chama se condensam De duras penas se esvai E não atinge emoções do ser real A beleza do amor em seus poemas É o querer desiludir e o não querer Perder-se de si mesmo Na vasta chama do impuro As divagações reais do amor em si Clamam por sua natureza que De romântica tornam a vida O simples toque do amanhã Soneto ao poeta O poeta é aquele pecador O indiferente e o desassossegado A imagem perfeita do querer Que se imagina perdido e encontrado

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Que desatina em sua ruína e não descansa De sua mórbida paixão pela palavra O seu fel, seu véu, sua ira Seu estado de lucidez e de loucura Ao poeta todas as canções Todas as noites e manhãs A rosa do mar e os olhos verdes E nada mais ao poeta Oferto-lhe o mar Somente Piedade para a poesia Ao fim da tarde Quando os olhos lacrimejantes Observarem o compasso do tempo E a servidão da noite chegando Que os olhos vejam as aflições Que rebentam a alma do poeta E que a breve luz da lua Seja capaz de suavizar o seu clamor Aos céus, por seu Senhor E ali, a sós com seu Senhor descubra Dos males da vida humana a piedade Diante de sua alma, ao resgatar pura Em chama, sua vida e sua luz


Que o mundo engana Assim, a poesia tomará forma constante De tranquilidade e virtude Da piedade das palavras não pronunciadas Das palavras escritas

Jefferson Reis de Santana - Infeto332 Lembranças de menino grande de um paraíso que se acabou. De cá, do sofrimento escravo, que me habita ouço ainda a canção do exílio embarcada no espesso lamento dos guerreiros inocentes cosmopolitas massacrados por criaturas terrestres trazidas por mares babélicos calou o canto dos pajés e converteu soberanas e inalteráveis – até então - musas naturais em leviandades materiais. Cubro o mar de rosas negras para Tupã ter ideia do destino iníquo que a descoberta nos levou amaldiçoou as cores dessa bandeira antes desconhecida, porém bem exploradas pelas ricas vidas, que a pobre riqueza abateu mais ainda sinto, um trêmulo e esquálido torpor quando a essência inviolável do que restou ajoelha diante do túmulo do menino que por aqui brincou.

João Carlos Marcon333 Amélia Não tive coragem aquele dia... Sob a negativa dos meus algozes, vejo sua imagem reclusa no espelho, os olhos refletidos e um calado pedido de socorro. Não tive coragem aquele dia... Sou homem honrado, correto... manso. Pelos meus dedos negros se esvaem os meus dias, Dias que queria ter com você.

332 Infeto - Blogs - InFeTo. 333 João Carlos Marcon - Mariópolis – PR – Brasil - 23 de outubro de 1968. Professor da Rede Estadual de Ensino, formado pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, autor do livro “Perdi o medo da vida” pela Editora Celeiro do Livro. E-mail: ac.korpus@hotmail.com

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Não tive coragem aquele dia... Os anos me definharam pela dor da ausência Meu caminhar é lento, não tenho mais pressa, levo a dor como inspiração. Escrevo aos sabiás. Não tive coragem aquele dia... sobre as costas arqueadas, carrego a culpa. Na praça, em outros tempos vejo uma senhora grisalha, velha, carcomida, mas linda. Porém casada, apaixonada e aquele não era eu.

João Elias Antunes de Oliveira - Elias Antunes334 CANÇÃO SEM EXÍLIO De que adianta o sonho de cavalo-marinho se há os limites do vidro no aquário? Toda fuga verdadeira se inscreve nos gritos da manhã. 426

Há anos esperando a canção proletária subir dos músculos das lavadeiras, das mãos dos cortadores de cana, das enxadas carpindo o dia.

João Fernando Gasparotto Steigleder335 CANÇÃO DO EXÍLIO Rio Grande do Sul, minha Terra ... meu Sul. No inverno é muito frio; no verão, derrete até bombril.   As praias do Rio Grande do Sul são bonitas  e cheias de “farofeiros”. 334 Elias Antunes - João Elias Antunes de Oliveira - Goiania – GO – Brasil - 1964. Cursou Direito, na Universidade Católica de Goiás. Em 1993, por concurso, entrou no TJDFT. Concomitantemente, foi professor de História da Filosofia, de Redação, de Direito e Legislação e de Estética Literária. Duas vezes aprovado no curso de Mestrado em Teoria Literária da UnB. FONE: (61) 3541-4997. E-mail: jeliasantunes@bol.com.br 335 João Fernando Gasparotto Steigleder - Porto Alegre/RS – Brasil - 02 de janeiro de 1997. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Integrante do Projeto “Imagens e Textos construindo Histórias e Versos”. E-mail: gasparjonny@hotmail.com


De vez em quando, subo para Santa Catarina. A ilha da magia  parece até uma orgia. Nas praias, só se vê surfistas. E eu acabo surfando  e gostando da brincadeira. É muita emoção  para o meu coração,  que continua naquela “bateção”, até eu cair de cara no chão.   Amo o Rio Grande do Sul  e Santa Catarina também.

João Gomes da Penha Filho 336 Dias e dias Entre dois rios, Na mesopotâmia maranhense, Nasceu um homem muito competente Um Gonçalves diferente Advogado e Poeta Caxiense Tragado pelo naufrágio do Ville Bologna - carrasco navio. Gonçalves de todos os Dias Pra mim é sinônimo de alegria Ler seus poemas, conhecer sua vida Vivenciar sua ousadia Jornalista, teatrólogo e etnógrafo... És guarida Dos que não tem medo e aguardam os próximos Dias

João Marcelo Adler Normando Costa.

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HOMENAGEM A GONÇALVES DIAS Gonçalves Dias Não pode amar a sua garota querida chamada Ana Amélia.

336 João Gomes da Penha Filho - Lago da Pedra – MA – Brasil - 01/04/1990. É Acadêmico de Engenharia Química/ UFMA; Astrônomo Amador; Presidente e membro-fundador, titular da cadeira 001, da Academia Lagopedrense de Letras e Artes. Autor e organizador do livro “Enlace” (Poemas). e-mail: jgomespf@hotmail.com 337 João Marcelo Adler Normando Costa. São Luís-MA – Brasil - 11/04/2002. Cursa o 6º ano no Colégio Crescimento. Tem participação na obra Coletiva “COLÉGIO DOM BOSCO APRESENTA SANSÃO E DALILA”, Projeto Ópera para todos, 2008. É co-autor (juntamente com Daniel Victor Adler Normando Romanholo e Dilercy Aragão Adler), do livro Infantil, “Uma história de Céu e Estrelas, São Luís-MA, 2011.

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Gonçalves voltou para seu lar brasileiro Maranhão, Estado dos apaixonados e valentes guerreiros. O Sabiá nunca saia de Lá aguardava solitário na palmeira o seu líder, Gonçalves Dias, chegar. Gonçalves Dias não morre nunca Com seus poemas bonitos Encanta a todos os brasileiros encanta o mundo inteiro!

João Nepomuceno Silva ANTONIO GONÇALVES DIAS338 Homengem pela noticia falsa da morte do Poeta

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Sobre auri-verde palmeira O sabiá sonoroso Desferia meigas notas No seu trinado saudoso. E á estas queixas de amôres, Que os próprios bosquem sentiam, Maviosos respondiam Plumeos alegres cantores. Po baixo da verde rama /que resiste ao vendaval, Sussurrava brando um rio No seu curso natural. Do outro lado da via Um curió, que cantava; D’ outro, canário que dava Vivas notas d’ alegria. Quando no oceano – ia De todo sumir-se o sol, Eis que apressado aos cantores Chega e falla um rouxinol: “Meus irmãos por natureza, “Da natureza cantores, “Trocai as notas de amores “Pelas notas da tristeza! 338 Publicador Maranhense 1862, agosto, Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão


“Vindo ouvir a triste nova, “Vós também, rio, parai! “S’ elle também vos cantou “Meu triste brado escutai! “No além-mar, solo meu, “Deu ab brisa a nova triste “Quem vos cantou não existe, “Gonçalves Dias morreu. Ouviu-se um gemer profundo Findo o lugrube discurso; O sabiá não cantou, O rio parou o seu curso. A palmeuira emurcheceu, E os plumeos entristecidos Só repetiam unidos “Gonçalves Duias morreu!... Os bosques frondosos, As lindas florestas, Os lares saudosos As noutes, as sestas, Teu canto, poeta, Jamais ouvirão! A voz predilecta, Que quando cantava. A’ tudo enlevava, Não dirá mais flores; Os plumeos cantores Jamais gosarão.

João Nery Pestana339 AO VATE Nessun maggior dolore... Dante macilento, em seu leito sem honrarias, sem medalhas no peito vai-se o vate. o mar em festa dá-lhe alento um grande túmulo para um incomensurável talento os sabiás gorjeiam um canto triste as palmeiras curvam-se num gesto-gratidão vai poeta. vai cantar aos deuses do infinito o teu canto é a essência d’amplidão. 339 João Nery Pestana - Cururupu – MA – Brasil - 1964. Onde viveu até a adolescência, quando já manifestava tendências literárias. É titular da cadeira n. 18 da Academia de Letras de Ribeirão Preto/SP, tendo como patrono Gonçalves Dias.Blog: www.jneryliteral.blogspot.com. E-mail: jotanery7@hotmail.com

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AH, MAR! Frappé de ta grandeur farouche Je tremble... est-ce bien toi, vieux lion que je touche, Océan, terrible ocean! Turquety o mar do maranhão tem cor de íris perene olor transitivo de sol o mar do maranhão são vozes mudas que bebem homens o mar do maranhão lava a alma dos rios onda anda ronda exausto naufraga-se e feito saudade se guarda em mim. QUIMERA A Ana Amélia 430

I pérfida é a minha crença num amor durável e sedutor ermas as minhas horas infinda a minha dor ímpia caminha a minha lida delineada por alfanjes afiadas pouco a pouco morrem-me a vida e as paixões outrora abrasadas debalde ausento-me de mim para fugir aos laços dos meus cruéis anseios se são meus grilhões os teus infandos braços sejam teus meus devaneios. II Oh! rouvre tes grands yeux dont la paupière tremble, Tes yeux pleins de langueur; Leur regard est si beau quand nous sommes ensemble! Rouvre-les; ce regard manque à ma vie, il semble Que tu fermes ton coeur. Turquety


feito pintura rupestre vou tingir a tua alma atingir a tua calma maquiar os teus mistérios vou me tatuar na tua essência desvendar a inocência que moldura os olhos teus vou vestir-me de segrel vou a pé a Portugal pra chamar tua atenção vou morar num calabouço mutilar minha quietude vou viver de solidão vou fazer greve de sonho vou mudar o meu destino como quem troca de roupa cumpro qualquer penitência se ganhar de recompensa um cantinho desse céu que se esconde na tua boca. III Mon Dieu, fais que je puisse aimer! S. Beuve senta-te aqui ao meu lado. não precisas dizer nada nada precisamos fingir, senão deixar que a chuva encharque e purifique as nossas almas despidas vês aquela árvore florida?! que vai e vem à melodia da brisa?! um dia fora apenas uma semente amanhã em seu lugar erguer-se-á um monumento e ninguém mais há de lembrar a sua existência entrelacemos as mãos enquanto as temos a vida, como o vento, a chuva, a árvore... é única e eterna na brevidade de seu tempo sintamos o cheiro suave da terra molhada brindemos com a inconstância os nossos gozos inacabados e com o silêncio a mentira deste instante pois tudo o que somos, sentimos ou tocamos é apenas ilusão. a vívida ilusão dos nossos sonhos corporificada no delírio existencial de cada ser a chuva vai passar, logo se fará noite as estrelas encherão de luz as nossas retinas e nos farão acreditar na possibilidade do existir porém tudo o que foi não mais será senão remotas lembranças da nossa saudade na sua marcha em vão ao encontro do nada.

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João Pedro Estrela Gonçalvez340 CANÇÃO DO EXÍLIO Aqui, em Tramandaí, a cidade é pacata e harmoniosa; em Porto Alegre há muita poluição e ruídos. Aqui, as atrações são o mar e os dias ensolarados; lá, o pôr do sol é o destaque; casais reúnem-se à beira do Guaíba para vê-lo. Em Porto Alegre, ver as estrelas é difícil; aqui, a constelação é brilhante. Em Tramandaí, há uma variedade de grupos; lá, o grupo dominante, são os idosos.

João Pedro Mandarino Lopes 341

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CANÇÃO DO EXÍLIO Minha terra tem florestas onde falam os papagaios. Os papagaios que aqui falam não falam como os de lá. Nosso céu tem lindos raios solares; nossas várzeas bons jogadores; nossos bosques têm mais linhas; nossos políticos nada fazem, só enrolam. Em espirrar sozinho, à noite, mais prazer encontro eu lá. Minha terra tem florestas onde falam os papagaios. Minha terra tem pastores que andam de lá para cá. Em espirrar sozinho, à noite, mais lazer encontro eu lá. Minha terra tem cachoeiras que encantam homens e aves. 340 João Pedro Estrela Gonçalvez - Porto Alegre/RS – Brasil - 01 de novembro de 1997. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Integrante do Projeto “Imagens e Textos construindo Histórias e Versos”. Curte música e jogos eletrônicos. E-mail: jpestrela2007@hotmail.com 341 João Pedro Mandarino Lopes - Porto Alegre/RS – Brasil - 22 de novembro de 1994. Estudante. Vice-Diretor Social e Membro Fundador da Academia de Letras Machado de Assis, Porto Alegre/RS, Cadeira 21, Patrono Alceu Wamosy; Membro Efetivo da Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores, Balneário Camboriú/SC; da Liga dos Amigos do Portal CEN, de Portugal; e, da Associação Internacional dos Poetas del Mundo. Coautor dos Romances Interativos: “Fantástica história de um mundo além da imaginação” e “Um Enigma”. E-mail: jpml_@ hotmail.com


Não permita Deus que eu morra sem que eu veja nossas florestas onde falam os papagaios.

João Rodrigues de Oliveira Santos 342 À morte de Gonçalves Dias343 Vendo a noite da vida aproximar-se, Na pátria procurou vir asilar-se Entre os seus expirar; Mas antes de chegar lhe anoitecera, E na terra, que tanto engrandecera Não pôde repousar.

Entre as vagas — á vida quasi exausta — Já marcado lhe havia a sorte infausta O jazigo final: Em vão fugir tentou ao seu destino, Que além — gemendo — o mar lhe entoa o hinno Do triste funeral. Do verde palmeiral á grata sombra Mais quisera o cantor ter por alfombra A terra em que nasceu: Â tarde ouvir das aves o gorjeio, E d noite recolher no frio seio Os orvalhos do céu; Mas não quis o destino caprichoso Que o cantor das palmeiras mavioso Dormisse á sombra d’elas! Quis dar-lhe mais extensa sepultura, Onde, cm vez de mil cantos de ternura. Ouça a voz das procelas! Melhor foi!... que não deve o frágil barro. Que cm si conteve um gênio tão bizarro, Ser dos vermes roído! Invólucro de espírito divino, Só lhe deve alternar da glória o hino O oceânico gemido!

342 João Rodrigues de Oliveira Santos - Foi fundador e sócio benemérito do Gabinete Português de Leitura do Maranhão e membro efetivo do Instituto Literário Maranhense. 343 Santos, 1868, 12-14. Poesias compiladas por Weberson Fernandes Grizoste - Jauru – MT – Brasil

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Invólucro d’um alma grande c nobre. Alguns palmos de terra era mui pobre Jazigo a gênio tal! Do atlântico a vasta sepultura É mais própria, de certo, e mais n’altura Do cantor imortal! Dorme, pois, do Brasil cantor mui terno, Entre as vagas azuis, que o sono eterno Perturbar-te não vou: Quis um hino elevar-te bem sentido; Mas só pude soltar este gemido, Com que a lira estalou.

João Vitor de Souza Bastos344 CANÇÃO DO EXÍLIO Minha terra tem o mar e o mais puro ar. O sol que aqui brilha, não brilha como lá. 434

À noite, quando chega, brilha bela como o luar . Os golfinhos aqui saem com frequência para nadar como nunca fazem os de lá. Quando chega o verão, o pensamento é um só: sentir o cheiro puro do ar, vendo o brilho do mar.

344 João Vitor de Souza Bastos - Criciúma/SC – Brasil - 10 de abril de 1994. Atualmente, reside Porto Alegre/RS. Filho de Fátima de Souza Bastos e Artur Cezar Bastos Neto. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Integrante do Projeto “Imagens e Textos construindo Histórias e Versos”: “Caixas Poéticas”, 2012. Curte o mar, festas e viajar. E-mail: jvsbastos@hotmail.com


Joaquim José Teixeira345 A A. GONÇALVES DIAS Gonçalves Dias – Lê-se no Correio Mercantil O SR. Dr. Joaquim José Teixeira fez-nos o obsequio de offerecer esta promorosa poesia: A’ A. Gonçalves Dias Fizeste bem, poeta! O luso cysne ás ondas escapou, E sobre a palha os dias seus findou. Mas elle então salvava Do pátrio ninho a fama, e a própria sua, E nada já faltava á gloria tua. Teu nome repetião As brasilias palmeiras sempre bellas, Do CEO que as cobre as multiples estrellas. A campo que escolhestes Reflecte o nobre olhar do firmamento; É vasta como foin teu poensamento. Prégão novo alcançaste; Irá dizendo o mar e’ o a voz gigante: Aqui jaz o poeta mais brilhante

Joaquim Maria Machado de Assis346 A Gonçalves Dias347 Ninguém virá, com titubeantes passos, E os olhos lacrimosos, procurando O meu jazigo... Gonçalves Dias, Últimos Cantos. Tu vive e goza luz serena e pura. Basílio da Gama, O Uraguai. 345 O Paiz, novembro de 1864, Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão 346 Machado de Assis - Rio de Janeiro – RJ – Brasil - 21 de junho de 1839, e faleceu também no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908. jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo,. É o fundador da Cadeira nº. 23 da Academia Brasileira de Letras. Velho amigo e admirador de José de Alencar, que morrera cerca de vinte anos antes da fundação da ABL, era natural que Machado escolhesse o nome do autor de O Guarani para seu patrono. Ocupou por mais de dez anos a presidência da Academia, que passou a ser chamada também de Casa de Machado de Assis.Assis, 1976, 407-411. 347 Poesias compiladas por Weberson Fernandes Grizoste - Jauru – MT – Brasil

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Assim vagou por alongados climas, E do naufrágio os húmidos vestidos Ao calor enxugou de estranhos lares O lusitano vate. Acerbas penas Curtiu naquelas regiões; e o Ganges, Se o viu chorar, não viu pousar calada, Como a harpa dos êxules profetas, A heróica tuba. Ele a embocou, vencendo Coa lembrança do ninho seu paterno, Longas saudades e míseras tantas. Que monta o padecer? Um só momento As mágoas lhe pagou da vida; a pátria Reviu, após a suspirar por ela; E a velha terra sua O despojo mortal cobriu piedosa E de sobejo o compensou de ingratos. Mas tu, cantor da América, roubado Tão cedo ao nosso orgulho, não te coube Na terra em que primeiro houveste o lume Do nosso sol, achar o último leito! Não te coube dormir no chão amado, Onde a luz frouxa da serena lua, Por noite silenciosa, entre a folhagem Coasse os raios húmidos e frios, Com que ela chora os mortos... derradeiras Lágrimas certas que terá na campa O infeliz que não deixa sobre a terra Um coração ao menos que o pranteie. Vinha contudo o pálido poeta Os desmaiados olhos estendendo Pela azul extensão das grandes águas, A pesquisar ao longe o esquivo fumo Dos pátrios tetos. Na abatida fronte Ave da morte as asas lhe roçara; A vida não cobrou nos ares novos, A vida, que em vigílias e trabalhos, Em prol dos seus, gastou por longos anos, Co’essa largueza de ânimo fadado A entornar generoso a vital seiva. Mas, que importava a morte, se era doce Morrê-la à sombra deliciosa e amiga Dos coqueiros da terra, ouvindo acaso No murmurar dos rios, Ou nos suspiros do noturno vento, Um eco melancólico dos cantos Que ele outrora entoara? Traz do exílio Um livro, monumento derradeiro Que à pátria levantou; ali revive Toda a memória do valente povo

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Dos seus Timbiras... Súbito, nas ondas Bate os pés, espumante e desabrido, O corcel da tormenta; o horror da morte Enfia o rosto aos nautas... Quem por ele, Um momento hesitou quando na frágil Tábua confiou a única esperança Da existência? Mistério obscuro é esse Que o mar não revelou. Ali sozinho, Travou naquela solidão das águas O duelo tremendo, em que a alma e corpo As suas forças últimas despendem Pela vida da terra e pela vida Da eternidade. Quanta imagem torva, Pelo turbado espírito batendo As fuscas asas, lhe tornou mais triste Aquele instante fúnebre! Suave É o arranco final, quando o já frouxo Olhar contempla as lágrimas do afeto, E a cabeça repousa em seio amigo. Nem afetos nem prantos; mas somente A noite, o medo, a solidão e a morte. A alma que ali morava, ingênua e meiga, Naquele corpo exíguo, abandonou-o, Sem ouvir os soluços da tristeza, Nem o grave salmear que fecha aos mortos O frio chão. Ela o deixou, bem como Hóspede mal aceito e mal dormido, Que prossegue a jornada, sem que leve O ósculo da partida, sem que deixe No rosto dos que ficam, — rara embora, — Uma sombra de pálida saudade. Oh! sobre a terra em que pousaste um dia, Alma filha de Deus, ficou teu rasto Como de estrela que perpétua fulge! Não viste as nossas lágrimas; contudo O coração da pátria as há vertido. Tua glória as secou, bem como orvalho Que a noite amiga derramou nas flores E o raio enxuga da nascente aurora. Na mansão a que foste, em que ora vives, Hás-de escutar um eco do concerto Das vozes nossas. Ouvirás, entre elas, Talvez, em lábios de indiana virgem! Esta saudosa e suspirada nênia: “Morto! é morto o cantor dos meus guerreiros! Virgens da mata, suspirai comigo!

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A grande água o levou como invejosa. Nenhum pé trilhará seu derradeiro Fúnebre leito; ele repousa eterno Em sítio onde nem olhos de valentes, Nem mãos de virgens poderão tocar-lhe Os frios restos. Sabiá-da-praia De longe o chamará saudoso e meigo, Sem que ele venha repetir-lhe o canto. Morto! é morto o cantor de meus guerreiros! Virgens da mata, suspirai comigo! Ele houvera do Ibaque o dom supremo De modular nas vozes a ternura, A cólera, o valor, tristeza e mágoa, E repetir aos namorados ecos Quanto vive e reluz no pensamento. Sobre a margem das águas escondidas, Virgem nenhuma suspirou mais terna, Nem mais válida a voz ergueu na taba, Suas nobres ações cantando aos ventos, O guerreiro tamoio. Doce e forte, Brotava-lhe do peito a alma divina. Morto! é morto o cantor dos meus guerreiros! Virgens da mata, suspirai comigo! 438

“Coema, a doce amada de Itajuba, Coema não morreu; a folha agreste Pode em ramas ornar-lhe a sepultura, E triste o vento suspirar-lhe em torno; Ela perdura a virgem dos Timbiras, Ela vive entre nós. Airosa e linda, Sua nobre figura adorna as festas E enflora os sonhos dos valentes. Ele, O famoso cantor, quebrou da morte O eterno jugo; e a filha da floresta Há de a história guardar das velhas tabas Inda depois das últimas ruínas. Morto! é morto o cantor dos meus guerreiros! Virgens da mata, suspirai comigo! “O piaga, que foge a estranhos olhos, E vive e morre na floresta escura, Repita o nome do cantor; nas águas Que o rio leva ao mar, mande-lhe ao menos Uma sentida lágrima, arrancada Do coração que ele tocara outrora, Quando o ouviu palpitar sereno e puro, E na voz celebrou de eternos carmes. Morto! é morto o cantor dos meus guerreiros! Virgens da mata, suspirai comigo!”

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Joaquim Ribeiro Gonçalves348 Aos Maranhenses349 I Eis o Profeta sagrado. Mensageiro do Senhor; Na poesia embalado: Eis o grande trovador: Eis o bardo enobrecido Das Musas filho querido; Excelso Profeta de Deus, Que em todo mundo s’encerra, Grandioso cá na terra, Inda maior lá nos céus! Eis o vate celestino, Cuja lira incomparável Fê-lo no empíreo – divino, Na terra fê-lo louvável: Eis o gênio portentoso, Sublime, santo e donoso; O bendito do Senhor: Eis a lira incomparável Do poeta inimitável; Eis o nobre trovador. Qual a rosa purpurina, Rosa meiga e tão louçã; Que se abre linda e divina Ao rocio da manha. E que, do vento ferida, Se desmaia emurchecida O anjo de melodias… Mas o seu vulto ficou; Eis ali – Gonçalves Dias! Eis o cantor das palmeiras, O cantor do sabiá; O filho d’estas ribeiras: Eis o poeta. Ali está O gênio mais sublimado, Por mão divina fadado; Do Brasil grande memória Das Musas filho querido. Eis o vate enobrecido, Do Brasil ditosa glória. 348 Nasceu no Piauí 349 Leal, Henriques, Pantheon Maranhense, São Luís, 1874, p 570-573. Poesias compiladas por Weberson Fernandes Grizoste - Jauru – MT – Brasil

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Como o dom de profecia Vaticinou qual a sorte, Que ele, Rei da poesia, Havia de ter de morte. Cumpriram-se d’este poeta, D’este invejável Profeta As celestes profecias: No níveo leito das águas. Se findaram suas mágoas, S’envolveu – Gonçalves Dias! Qual a Rosa desfolhada Pelo rijo vendaval, Aquela fronte inspirada Do Brasil o pedestal Se murchou, e lá das águas Vê o caminho sem fráguas Qual a garcinha d’amor; Abre, saindo dos mares, As azinhas, corta os ares, Voa ao trono do Senhor!

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Lá, quem sabe?! o heroísmo Que no seu peito se encerra, Com valor, patriotismo, Talvez cante a sua terra, Que reluz entre primores No lindo leito de flores De inspirações divinais; Talvez lá cante as palmeiras, D’estas formosas ribeiras; Talvez cante os sabiás! II Poeta nobre e sagrado Do Brasil o pedestal, Gênio soberbo, inspirado Pela musa divinal, Grande vate enobrecido, Das Musas, filho querido, Imortal d’estas ribeiras, Recebe o meu canto pobre, Que se humilha ao bardo nobre, Ao grã cantor das palmeiras;


No branco leito dos mares, N’esse leito de cristal, Riscaram-se os teus pesares, Morreste: És imortal No nome, porque a palma E os louros que tem tu’alma São triunfos imortais, São glórias d’estas ribeiras, Esmeraldas as palmeiras, Diamantes os sabiás! E lá do leito de flores, Onde repousas, poeta, Onde cantas teus amores, Onde asseguras, ó Profeta, Olha e vê o que s’encerra Grande a ti por sobre a terra, N’este trono de beleza, Onde singelas canções São dos céus inspirações, Onde brilha a natureza. Possa minha voz se elevar Da tua chegar aos céus, No teu peito descansar, Sagrado filho de Deus; Possa dizer-te ao ouvido: Ó poeta enriquecido De celestes melodias, Morreste; mas sobre a terra O teu nobre vulto se encerra, Ind’está - Gonçalves Dias! E vós, povo maranhense, Perdoai se a honra, o brilho Um jovem piauiense Mareou do vosso filho. Mas, enfim, sou brasileiro, Sou d’este império altaneiro, D’esta terra de harmonias, Devo honrar ao bardo ingente Do Brasil o mais potente, Devo honrar ao grande Dias.

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Joaquim Vespasiano Ramos - Vespasiano Ramos350 GONÇALVES DIAS351 Forte, belo, altaneiro, assim como os condores, o sonho de subir fulgia-lhe na mente, como um sol refletindo os raios de mil cores, nas águas de cristal de uma pura corrente! Altivo sonhador entre os mais sonhadores, do espírito arrancou a aeronave fulgente, que havia de escondê-lo entre estrelas e flores levando-o pelo eterno azul resplandescente!   E assim, ao sol da rima, o sonhador, deixando para sempre este pó de negros desenganos, enobrecendo a Pátria, enriquecendo a História.   Partiu, águia do verso, entre Versos, cantando, na aeronave de luz, que vive, há quarenta anos errando na amplidão dos páramos da Glória!

Joaquim Vila Neto - Quincas Vilaneto352 442

CANÇÃO DOS ESQUECIDOS No meio da praça em cárcere cruel. O poeta declama poemas ao léu. O vento ouvindo-o tão só, repete: cantando

350 Joaquim Vespasiano Ramos - Vespasiano Ramos - Caxias – MA – Brasil - 13 de agosto de 1884 – faleceu em Porto Velho, 26 de dezembro de 1916; foi um poeta brasileiro. Nasceu nas condições mais humildes, desde cedo começou a trabalhar no comécio local, no entanto buscando sempre o saber tornou-se um viajante compulsivo, que levaria o conhecimento a outros povos, durante a sua vida viajou por quase toda a região norte e também o sul do Brasil. Publicou sua obra poética em diversos jornais e revistas de seu tempo. É considerado o precusor da literatura em Rondônia. Em sua homenagem foi construído um grande centro recreativo, em Rondônia,e no Maranhão, uma das mais belas praças da capital recebe o seu nome. É patrono da cadeira n° 32 da Academia Maranhese e da cadeira n°40 da Academia Paraense de Letras. http://pt.wikipedia.org/wiki/ Vespasiano_Ramos 351 MORAIS, Clóvis. TERRA TIMBIRA. Brasília: Senado Federal, 1980, p. 64, Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão 352 Quincas Vilaneto


os poemas de cor. A um outro errante e solitário cantor, que não tem outra saída senão: imitar o poeta e o sabiá. Uma timbira canção balaia. Agora que a lua monta guarda no Alecrim e que  as lamparinas perderam a serventia. Há uma flor expiando no jardim, há um sabiá que ainda se lembra de ti. Agora que o mar te tem por inteiro e as ondas deságuam dando conta do exílio. Há uma timbira canção balaia tendo como certa o sacrifício, há um bêbado vazio que se anuncia: navegando sem domícilio, até que se possa anunciar onde mora a poesia.

Jonas Batista Neto353 Como seria amigo de Gonçalves Dias Ainda posso o ver Gonçalves Dias meu amigo, Longe de casa a estudar. Em Portugalcomeçando a tecer romances Posso sentir a saudade de casa Que lhe leva a escrever cada palavra e a linda Canção do exilio. 353 Jonas Batista Neto - Belo Horizonte/MG – Brasil - 25 de fevereiro de 1989, Autor do livro “Tempos de Poesia”, obra publicada pelo selo Terceira Margem da editora carioca Multifoco em outubro de 2011, participou do Sarau promovido pelo poeta Rogério Salgado em Dezembro do mesmo ano, recitando duas poesias. Mantenedor do blog Letra e Palavra (http://letraepalavra.wordpress.com) dedicado a poesia e a arte em geral. E-mail para contato: jonasbneto@gmail.com.

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Queria ver a volta Já formado, mas com o coração cheio de versos e romances, Poderíamos conversar sobre quando conheceu Ana Amélia E a ela seu coração decidiu entregar. Consigo sentir o adeus a teu amor E a conquista do Rio de Janeiro A dar aulas e escrever para jornais Como poeta e romanceiro. Estaria presente em teu casamento Felicitaria Olímpia E veria nova partida. Estudos para nosso Brasil Me diria. Choraria ao saber do naufrágio que o afogou Mas me conformaria, pois “O canto do guerreiro” “Os olhos verdes” e “A tempestade”, bem como, tantas outras, Em minha memória e coração ficaria.

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Jonatan Algorta Soares354 CANÇÃO DO EXÍLIO Em Paris há muitos pontos turísticos. Nesta temporada, espero conhecer a Torre Eiffel e o Estádio do Paris Saint-Germain Football Club. No Brasil, o Cristo Redentor e alguns dos Estádios reformados para a Copa do Mundo de 2014. Paris e Brasil, cada um com os seus atrativos e encantos.

Jorge Antonio Soares Leão – Jorge Leão 355 Poema a Gonçalves Dias Vibrante, és fecundo nos dias. Cantando ao nativo as memórias... Das noites o que mais tu serias, senão o clamor nas histórias... 354 Jonatan Algorta Soares - Porto Alegre/RS – Brasil - 26 de janeiro de 1998. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Integrante do Projeto “Imagens e Textos construindo Histórias e Versos”. Curte futebol e música. E-mail: rochele_algorta@hotmail.com 355 Jorge Antônio Soares Leão - São Luís, MA – Brasil - 27 de março de 1975. Formação acadêmica: Licenciatura em Filosofia (UFMA). Produção literária: Sagrada Profanação (livro de sonetos, Premio Sousandrade, 2001)


No poema, sobre o lamento e a dor... Traduziste a canção do Piaga. Deste solo pisado em furor Por quem nestas matas indaga... Teus passos nas ruas sentindo... Acordo, neste solo, gemendo. Ouvindo o teu canto sumindo, Diante do ódio crescendo...   Revejo, porém, tua face aos desejos inglórios da vida... Recanto à criança que nasce, Teu poema nesta terra ferida...   Por que, ao dizer do senhor... O cenário é de morte e de cruz. Por tal irascível clamor, Volta o sangue, o martírio, em Jesus...    O pão sepultado em sementes, agora escondido do vil Anhangá, que chega provendo as torrentes num desterro da tribo a clamar...   Inimigo das matas em trevas, chega o tempo da anulação... Deste povo, feito réu de suas ervas, que outrora fecundavam este chão...   Foste, contudo, a voz, o percurso... Entre viagens e dores sem par. Teu povo nativo em concurso, sem ver a própria ruína a chegar... Tua pena, teu amor tão incerto. Desbotando a recusa sem preço, a manter a lembrança por perto, como quem reza as contas de um terço.   Na praça, tuas cartas amadas no silêncio vencido por dote. Histórias inteiras contadas como segredo no fundo de um pote.   Dias e noites, a lua cantada. Tribos letárgicas ao passo de alerta: é o espectro dissecando a cilada do invasor nesta terra in-coberta...

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Ao teu canto, o Piaga concede a lembrança de um tempo em desterro... Aviltando a terra que mede a distância dilatando este erro. Dias e noites, revejo o exílio da sina de um povo insultado. Hoje, a buscar ainda o seu brilho no poeta, por seu canto lembrado...   Cantando a saudade além mar. Em Coimbra, robustos segredos... Trazidos à pena, ao deitar em teus cantos, o assombro dos medos...   Em terras distantes, pesadas lembranças. Dos primores, as palmeiras, o vento... Agora, vejo-te imóvel, diante das danças, que refazem em tuas mãos aquele momento.   Poeta nativo das várzeas floridas. Emerge à lembrança um triste sinal: emaranhado de lembranças perdidas, por este retorno à terra natal...

José Britto Barros356 U M   P O E T A   I M O R T A L Minha singela homenagem ao grande vate      maranhense de quem aos sete anos come     cei a decorar A Cañção do Tamoio que tem      me acompanhado a vida inteira  a repetir seu      desafio encantador:      “Não chores, meu filho,       Não chores que a vida       É luta renhida,         Viver é lutar!      A vida é combate      Que os fracos abate,      Os fortes e os bravos       Só pode exaltar.”   Gonçalves Dias, era eu menino E a minha mãe me entregou teus cantos: “A vida é combate” e eu pequenino Me pus a  decorar os teus encantos. 356 José Britto Barros - São Bento, MA – Brasil - 15 de julho de 1930, Bacharel teológico, Pastor, missionário da Junta de Missões Nacional, orador sacro, professor, poeta de grande produção.


Depois cantaste em teus enlevos tantos Da nossa terra o mais formoso hino: Palmeiras... sabiás em contra cantos Lindo poema de um rimar tão fino.    Tua musa, ó gran poeta, foi famosa, Tua poesia toda foi grandiosa De conteúdo rico e magistral !   E tudo que escreveste está perfeito, Ninguém ousou  achar qualquer defeito, Foste e inda és um poeta imortal! 

José Carlos Mendes Brandão357 GONÇALVES DIAS, O POEMA A canção do exílio e o canto do guerreiro i - juca-pirama e a canção do tamoio a concha e a virgem, ainda uma vez adeus se se morre de amor e o canto do piaga Marabá e o gigante de pedra leito de folhas verdes e deprecação seus olhos, minha vida e meus amores amor e delírio – engano e recordação A escrava e o mar, epicédio e a rosa no mar a noite, o amor, sempre ela, palinódia? espera! olhos verdes, não me deixes, rola, zulmira a mendiga sobre o túmulo de um menino A minha terra e o canto do índio O que mais dói na vida, meu anjo, escuta Oh! que acordar! se muito sofri já, não me perguntes Se te amo, não sei! Como! És tu? MAVUTSINIM Eu, Mavutsinim, o primeiro homem a pisar este chão abençoado, fui só como o horizonte do infinito.

357 José Carlos Mendes Brandão – Dois Córregos - SP – Brasil – 28 de janeiro de 1947, Publicou sete livros de poesia: O Emparedado a O Sangue da Terra. É detentor de vários prêmios literários, como o da V Bienal Nestlé de Literatura, 1991, por Presença da Morte; o “José Ermírio de Moraes”, do Pen Centre de São Paulo, para melhor livro do ano, 1984, por Exílio; o Cidade de Belo Horizonte, por um romance inédito, 2000; o Brasília de Literatura, 1991, e o “Jorge de Lima”, da U.B.E., 2011, por livros inéditos.

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Senhor do universo, criei de uma concha a mulher que o meu corpo reclamava. A beleza tem forma, na verde luxúria das ervas resinosas que nos acolheram. O espírito do sol e o espírito da lua pousaram sobre nós a sua luz. O ventre da mulher cresceu como o húmus fertilizado pelas águas vermelhas. Ergui nos braços o meu filho varão em oferenda à estrela da montanha. E seguimos as sendas, que eram nossas. A mãe voltou à sua aldeia, a lagoa, e encantou-se, na concha de que viera. Os índios são os filhos do meu filho. Eu, Mavutsinim, cumpri o meu destino.

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O DESTINO DOS MORTOS Onde Uatsim, o meu amigo tão amado? Por que não volta para comigo se encontrar? Quando ouvirei o riso dos espíritos, no dia em que o sol, negro, não brilhar? Quando irei com a sombra do meu amigo à festa da luta contra os pássaros? Os espíritos tornam-se cobras, à noite, e eu, Aravutará, não tenho medo. Os sapos matarei, com minha borduna, e os caranguejos ferozes, com os pés. Construo forte ponte sobre o córrego e apago o fogo que amedronta os mamaés. Mas onde o meu amigo, que não vem? Quero a seu lado lutar contra os pássaros, a arara, o jaburu, o tucano, o recongo. Quero encher de penas o meu tuavi. A minha flauta tocarei para me defender. Verei o gavião grande comer os mamaés, que perecem para sempre no dia negro quando celebram a sua festa da morte. O meu amigo não se vá com o gavião, quero ver o meu amigo evolar-se no ar azul. Por que não vem para comigo se encontrar, Uatsim, o meu pobre amigo tão amado? Onde os vastos e velhos campos da morte unem-se aos nossos verdes campos da vida?


A FESTA DOS MORTOS Os mortos são sombra, Mavutsinim, e sonhas a seiva do ar, o fogo do espírito. Os tronos de kuarup pintados, adornados de penas de arara e fios de algodão foram fincados na praça da aldeia e os maracá-êp cantavam sem cessar chamando-os à vida, à luz rubra do sangue. Não choremos os mortos, é dia de festa. Os mortos reviverão, com a força do sol. Cantemos, irmãos, alegres cantemos. A madeira verde se faz carne e dança com os nossos cânticos jubilosos. Mas os mortos são sombra, Mavutsinim, e é sombra o nosso apelo fementido. São os convivas da morte, os mortos. O kuarup é a sua festa, são as flores de cânticos e danças às sombras dos mortos que não mais retornarão. ODE À ÍNDIA VANUÍRE Esta casa onde moro exatamente este lugar onde estou esta sala foi uma oca caingangue. Estas ruas por onde ando foram trilhas caingangues. Por onde quer que eu passe sinto a sombra da índia Vanuíre. Sinto uma flecha me atravessando a garganta. Sinto uma flecha me atravessando a língua. Morro e renasço ontem hoje no inferno. Vejo o rekakê Vahuin me chamando para a luta.

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Tenho vergonha da minha covardia. Onde estou sentado era uma pedra junto ao fogo é uma perda a alma da cinza. Onde me deito reinam os ossos dos ancestrais. A velha Vanuíre trouxe a paz? O esquecimento apatia morte lenta de quem fôramos. Éramos índios guerreiros

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condenados à morte encolhidos como uma criança no útero. Iríamos para a terra fria os guerreiros chorariam por nós. Os anciãos chorariam por nós. Hoje ninguém chora por nós sobreviventes como um tição apagado na fogueira. Ah Vanuíre para que existimos? Estou ouvindo a terra do homem a terra do homem a terra do homem. Estou ouvindo vozes do outro mundo Vanuíre e Vahuin


outros rekakês Congue Huí Charin Cangruí Rugrê. Se lamentam morrem mais uma vez.

José Carlos Serufo358 ANTÔNIO, O AUTODESTERRADO O poeta é um louco compensado na poesia, sem a qual terminaria em degredo social, no isolamento, na morte..., no anonimato. O poeta dói a cada novo instante. Gonçalves Dias excretava dores a cada suspiro, a cada escrita, para dar espaço às novas dores que se acumulavam e o sufocavam, brotando continuamente de sua fornalha interior. Teve momentos, talvez felizes, que logo se tornaram recordações dolorosas, como em “Seus olhos” e “A leviana”. Aqui não se trata de leviana, mas de sua musa-menina, “A leve Ana”, de um amor bloqueado pelos valores morais e o respeito à tenra idade. Preso a esses valores e respeitos da época, não lutou para ter a amada, agora mulher, em novo encontro no vau de paixões desvairadas. Valores..., Virtudes..., esvaídas no vau do tempo. Nunca mais deitou a cabeça no travesseiro do perdão. Assim registrou no poema “O amor” “Dobrei-me às duras leis que me imposeste, Curvei ao jugo teu meu colo humilde, Feri-me aos teus ardentes passadores, Prendi-me aos teus grilhões, rojei por terra... E o lucro?... foram lágrimas perdidas, Foi roxa cicatriz qu’inda conservo, Desbotada a ilusão e a vida exausta!”

358 José Carlos Serufo - São Paulo - SP – Brasil - 02-09-1952. Médico especialista em Clínica Médica, Medicina Intensiva e Saúde Pública. Professor adjunto da FM-UFMG e professor titular da Pós-Graduação em Ciências da Saúde, Infectologia e Medicina Tropical. Membro titular da Academia Mineira de Medicina (Cad. 67). Membro titular da ABRAMES (Cad.10) e da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores. Membro titular da Arcádia de Minas Gerais. Membro Efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (Cad. 44). Autor dos livros “Valorados Grafemas”, “Poemas”, “Erótika”, “Emergências Médicas”, “Odes”, “Poematizando”, “Jornada Guimarães Rosa” e “50 Poemas” E-mail: serufo1@gmail.com

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E então, tudo virou dor e auto-flagelo lavrados no poema “O que mais dói na vida” “É morrermos em vida, morrer no peito da mulher que idolatramos, no coração do amigo...’ Ou, ainda, o dessentido do viver, expresso em “A minha musa”. “Nesse pobre cemitério Quem já me dera um lugar! Esta vida mal vivida Quem já ma dera acabar!” “Invejo o sono dos mortos Sob a laje carcomida.” Atenua nos sonhos, muitos, mas pouco. “Porque a vejo nos meus sonhos, vem comigo, ó doce amada” exprimido no poema “Solidão”, mas atenua pouco “Acordado ou dormindo, é triste a vida Dês que o amor se perdeu”, do poema “Delírio”.

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Castigou-se com o exílio... Viveu como em “Recordação” e “Sempre Ela” “Depois que meus olhos a perderam. Deixando-me sem norte em mar d´angústias” “Então dos olhos meus corre espontânea Que não mais te verei” No poema “Minha vida, meus amores” buscou conforto na conversa com Deus. “Ou suplica a Deus comigo Que me dê uma paixão; Que me dê crença à minha alma, E vida ao meu coração.” Tentou convencer-se, de que na vida tudo é assim, em seu “Miserrimus” “Amizade! - ilusão que os anos somem; Amor! - um nome só, bem como o nada, A dor no coração, delícias n’alma, Nos lábios o prazer, nos olhos pranto - Tudo é vão, tudo é vão, exceto a morte.” Mesmo em seu poema à pátria, talvez o mais conhecido, com versos gravados no hino nacional, o singular “Canção do exílio”, há influências desta paixão palmatória: “Nossa vida mais amores.” “Em cismar - sozinho, à noite Mais prazer encontro eu lá;” Até que um dia, a vida o pôs em confronto. Em êxtase, mas imóvel imolou-se de novo em “Ainda uma vez – adeus” “Perdoa, que me enganei!” “Quando do engano, quem erra.


Não pode voltar atrás!” “Dói-te de mim, que t’imploro Perdão, a teus pés curvado; Perdão!... de não ter ousado Viver contente e feliz! Perdão da minha miséria, Da dor que me rala o peito, E se do mal que te hei feito, Também do mal que me fiz!” Ela copiou o texto com o próprio sangue, mas igualmente extasiada, estagnada, nada fez. Ele, mais uma vez aceitou, passivo, diante do confronto sangrou sua alma mais uma vez – na poesia. Fosse ele um bruto. Fosse mais leviana, a Leve Ana. Tudo seria diferente e, talvez, não conheceríamos Gonçalves Dias... Ambívio Diasiano Encruzadas... Muitas! A vida arma caminhos cruzos. Muitas vezes inarmônicos, abstrusos Redirecionar é nossa arte, Mas uma perdida pode enfunar, acabrunhar para sempre o cabra. Esbagoar no espaço, deixando-o sem asas, sem vento, sem arranque. Assim, Gonçalves Dias, diante da caixa preta do destino, dos valores morais de sua época e da paixão insopitável, tomou o rumo que julgou decoroso. Nunca mais perpassou, plenamente, os umbrais de Afrodite! Plenamente, cunhou na escrita o traço agridoce de sua amargura... Vale ser bom! Vale quanto? Vale vintém! Uma saga malfeliz! Suntuosa literatura, farta atribulação, eu destinto No vão, entre a amizade e a paixão Entre os valores morais e o instinto Entre a amante meliante e o círculo social distinto. Cair no desterro do desabusado ou no insulamento do humano?... Enfim, quando vale seguir a Ponta do nariz ou o arco-íris, diga-me meu poeta Beliz?

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José de Castro 359 À SOMBRA DAS PALMEIRAS (para ANTONIO GONÇALVES DIAS, em memória) Vêm de longe os teus versos, do passado a ecoar, ouro, prata, esmeralda, um valor que não tem par. Tuas palavras são lembranças que cavalgam leve ao vento, se parecem com a brisa quando sopra em lamento. Teus poemas são estrelas pelo céu a cintilar, abro portas e janelas pra melhor os contemplar. Inda ouço tuas mágoas emergindo lá do mar, canto triste sobre as águas onde fostes te afogar. 454

O poeta até se acaba, mas seus versos, esses não, feito rio correm sempre, perenes no coração. Nessa terra tem saudades, tem estrelas, o que mais há? Tem a sombra das palmeiras e um triste sabiá. Mesmo um século ou milênios, passe o tempo que passar, os teus versos como estrelas para sempre irão brilhar...

359 J osé de Castro - Resplendor/MG – Brasil - 23/03/1948. Jornalista, poeta e escritor. Mora em Natal/RN. Membro da União Brasileira de Escritores/RN. Livros publicados: A marreca de Rebeca (Paulus/SP); O mundo em minhas mãos (Bagaço/Recife); A cozinha da Maria Farinha (Paulinas/SP); Poemares (Dimensão/BH); Poetrix (Dimensão/BH); Dicionário Engraçado (Paulinas/SP). Publica seus escritos no site: http://www.recantodasletras.com.br/autores/josedecastro


José E. Teixeira de Sousa360 - Rio de Janeiro, 1873 Gonçalves Dias – Ode - Ao dr. Antonio Rego O céu e o oceano — Imagens do infinito – reclamaram E para si guardaram Os despojos do vate americano ……………………………….. Mas se a terra em seus ossos não consome Teve em partilha a glória do seu nome. Bernardo Guimarães Glória ao poeta — gênio! _ A turba se descobre e exclama: Glória! O mundo acompanhando o com edênio mimoseia o porvir, corteja a história. E a estátua de granito anima-se no meio do concerto, erguendo-se à raiz do plaino aberto como o sol no infinito. Ei-lo! Silêncio!... A aragem em nossas noites — meiga e perfumosa, do rio a voz, da lua a branca imagem, a palmeira a florir verde e frondosa, da tarde as harmonias, as rútilas esferas lá no espaço, o mar que a escondeu em seu regaço, tudo, tudo nos diz: Gonçalves Dias! Sim, sim ele foi grande… ele era enorme!... E quem d’aqui não descortina oculto o Gigante de pedra homereo, informe? Quem de Coema o doce e ameno vulto? Inda I-Juca-pirama a voz expande Em seu canto de morte altivo e nobre! E tudo isso hoje diz, tudo descobre o quanto ele era grande! Ele era d’esses talhados para crescer e subir. Trazia a seiva divina nos musc’los a refluir; no cérebro a lava ardente, na voz o verbo fulgente, – como fanais do porvir! 360 Leal, Henriques, Pantheon Maranhense, São Luís, 1874, p 556-560. Poesias compiladas por Weberson Fernandes Grizoste - Jauru – MT – Brasil

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Em hora de amor profundo Deus o fez vir até nós, e disse: «Poeta, dirige «as orquestras com tua voz! «o mundo por ti espera, «perfuma-o de primavera, «dá-lhe eternos arrebóis. «Em face de tuas dores «rir-se-ão os pigmeus; «mas, em troca, nos teus prantos «dá conforto aos prantos seus; «lhes aponta em teus poemas «a solução dos problemas, «que despenhou os Anteus.» …………………………… Ele veio peregrino assentar-se ao nosso lar, como o velho bardo grego, de tenda em tenda a cantar cantigas que as caravanas repetem hoje as savanas, à luz alva do luar: 456

Minha terra tem palmeiras Onde canta o sabiá, as aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá… E assim a cantar andava soluçando paz e amor; no prazer, velando o pranto; no riso velando a dor; mas seu olhar sempre fito, na planura do infinito como no sol o condor! Um dia porém… calou-se! enviuvaram as canções!... adormecera e se fora como vão-se as estações… guardaram-lhe o extremo alento as vagas em movimento, as bocas dos furacões. Como Haidéa em doces beijos reanima a D. Juan, as ondinas em cortejo mostram-lhe nova manhã. «Sê bem vindo!» – dizem umas


enxugando-lhe as espumas, que o envolviam, do mar; outras – vem-lhe pressurosas trazer um leito de rosas e folhas de nenúfar. Sê bem bem-vindo! ah! e tão tarde! «Não vinhas mais já… talvez?! «Meu coração por ti arde. «pálido bardo. . . não vês?...» Outra – meiga o acaricia dá-lhe a beber ambrósia dos seus paços de cristal. E o poeta como em sonhos aos beijos dorme risonhos d’esse bando festival. Assim enquanto o oceano nas ribas que o viu nascer seu corpo procura ufano como um tesouro esconder, outro oceano – o da história – sua alma cheia de glória guardando em rútilo véu, eco de um triste lamento aos frios beijos do vento, vai abriga-la no céu. E tu, estátua d’argila, Troféu erguido n’um montão de glória tua base não vacila… não carece dos evos a memória!... Para ires ao porvir te basta o nome do vulto a quem te exalças em renome. Minh’alma já desvenda as névoas d’essa idade que se avança… Tu luzes lá na senda, como um iris fagueiro de esperança! em cada busto que teus pés rodeia, eu vejo um prélio em que venceu a ideia. Vem, turba entusiasta, exalta o gênio lhe inflorando a c’roa! mentiras cortesãs de ti afasta, e solene coral alegre entoa! Terra das melodias, Terras do Maranhão, verdes palmares! inda mais uma vez estruja os ares seus cantos imortais – Gonçalves Dias.

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José Francisco das Chagas- José Chagas 361 CHÃO DA PRAIA GRANDE362 I Chão da Praia Grande, desertado chão, que será que expande tua solidão? Onde te inicias e onde tu findas, gastando os teus dias em idas e vindas? Onde o teu limite na lembrança nossa, que só nos permite quanto não se possa? Quem que abre a porta desse teu vazio, natureza morta num silêncio frio? 458

Quem te lembra a vida de saudosas lutas, na razão medida dessas pedras brutas? 2 Chão da Praia Grande que de noite assusta quem agora ande sua paz vetusta. Como são vazias pela noite afora tuas tristes vias Onde o tempo chora. E quando despertas nas manhãs tão nuas, como são descritas Essas pobres ruas. [...]

361 José Francisco das Chagas- José Chagas. Nasceu em Piancó/PB, em 29 de setembro de 1924. Radicado no Maranhão desde 1948. Jornalista. É considerado o cronista da capital maranhense e um dos grandes poetas da atualidade. 362 In: LATINIDADE –III Coletânea Poética da Sociedade de Cultura latina do Estado do Maranhão, pp.41-42, 2002.


9 Chão da Praia Grande deixa que, em poeira, teu tempo desande até onde queira e que teu passado não fique senão como pó dourado sobre a solidão.

José Itamar Lima da Silva - Itamar Lima363 PARTO Pariu-me uma mestiça em Jatobá próximo a Caxias Emprenhada pelo amor e sangue de um português Fazendo-me orgulhoso pelas raças, a poesia e a tez, Polindo-me em versos o tempo por Gonçalves Dias. Ganhei mundo tendo como pano de fundo o saber Cantando no além-mar fiz a saudade vida no exílio No peito e na lembrança em Ana buscava o auxílio, A rejeição não foi páreo pro meu romance morrer. E nas noites de febre ou na gestão poética insone Findadas no final instante da cabine do Boulogne Entreguei-me às sereias no cheiro dos seus lençóis. Fiz meu reinado e que o tempo não me destrone Desabitei das palavras e alcei voo como um cone Pois agora desperto no amanhecer de outros sois.

José Lissidini Sánchez364 EL POETA “En honor del gran poeta brasileño Gonçalves Dias”

363 Itamar Lima José Itamar Lima da Silva - Missão Velha-CE - Brasil - junho de 1966, mudou-se com a família para a cidade de Pedreiras aos 06(seis) anos de idade onde viveu parte de sua infância e adolescência, tempo em que fora estudar em São Luís-MA. Retornou para Pedreiras em 1985 onde residiu até os 34 (trinta e quatro) anos, o que o faz Pedreirense e Maranhense por opção. É bancário no Banco do Brasil S/A, Estudante de Direito na Faculdade São Luís e na esfera artística é compositor, cantor e poeta. 364 José Lissidini Sánchez - Montevideo. Uruguay - 17 de abril de 1961. Escritor. Periodista. Profesional Universitario en el área del Derecho. Premiado desde 1985 a nivel Nacional e Internacional en Poesía y Narrativa (Italia. Argentina. Australia). Premiado por la Fundación Mario Benedetti. 1990, publica su primer libro con el título “ Destetiempo”, compendio de poemas. Coparticipe de Antologías Internacionales. Colaborador en Publicaciones a nivel Mundial. Compositor.

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Cantemos a la Gloria. Cantemos al Honor. Cantemos a un hijo de América de letras y poesía mayor. Su preclara memoria, nos recuerda su blasón. Su talento y sus luces. Su honesto y leal corazón. Es la fructífera pluma que reproduce el valor, de un pueblo que libre ofrece vida, alegría y amor. “Tus ojos”. “Irresponsable”, la pasión ardiente que emana, por aquella niña que se volvió tu Musa eterna, Doña Ana.

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¡Oh suelo venturoso, que tal poeta dio ! Hoy nos habla desde su lira, Gonçalves nunca se ausentó. La Cultura es el futuro. La Ilustración es el destino. El poeta así lo concibió por ser mandato divino. Con Araújo Porto-Alegre y Gonçalves de Magalhães estas Con tu mar de talento inmenso, gran poeta de “ Cantos y Timbiras”. LETRAS VIVAS “ En honor del gran poeta brasileño Gonçalves Dias” Yo saludo tu sagrada lira. Yo saludo tu verbo divino. Iluminó el astro bello, tu destino. Te ungió de fortuna la deidad pía. ¡ Loores a ti poeta! Pues día tras día, consagrado en triunfo y gloria, se te mira. Te mereces laureles, palmas y las olivas. La pluma siempre será tu áureo signo. Entre grandes Americanos, tú eres digno.


Y en el siglo veintiuno, desde la memoria trazo a trazo, sigue escribiendo su historia, enérgico tu verbo, en fermentales letras vivas. Grabaste tu nombre con firme puño, a buril Poeta Gonçalves Dias, en tu imponente Brasil

José Luís Alves Pestana365 CONTERRÂNEO Sou das terras das palmeiras onde canta o Sabiá Sou do Maranhão Ludovicense e Caxiense de coração Na minha história de vida, idas e vindas por lá e por cá Vejo hoje poucas palmeiras e tampouco o Sabiá Caxias tenho saudade Gonçalves Dias só tenho a exaltar O poema perfeito a seu respeito ainda dorme no meu peito.

José Menezes de Morais - Menezes y Morais 366* Gonçalves Dias o branco o negro o índio moldaram a tua face no momento em que nasceste a vila de caxias respirava nos pulmões da liberdade não era a república em flor que sousândrade desejara mas certamente o inicio de uma longa caminhada não foste apenas “o cantor dos meus guerreiros” como machado te chamara foste igualmente um guerreiro da palavra sofreste do amor que alimenta a vida sem ter o amor que 365 José Luís Alves Pestana - Poeta José Pestana - São Luís –MA – Brasil – 26 de junho de 1968. Bombeiro Poeta. 2º Sargento do Corpo de Bombeiros Militar-Maranhão. 366 Menezes y Morais é poeta, romancista, contista, teatrólogo, ensaísta, professor, jornalista e historiador piauiense radicado em brasília. ex-presidente do sindicato dos escritores no df, 12 livros publicados, entre os quais o romance a íris do olho da noite (thesaurus). WWW.thesaurus.com.br

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o teu peito desejava tua poética é rastro de estrelas na dicção celeste do brasil insinuado quarenta e um anos e certeza: o oxigênio da poesia é a liberdade

José Oswald de Sousa Andrade – Oswald de Andrade 367

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CANTO DE REGRESSO À PÁTRIA Minha terra tem palmares Onde gorjeia o mar Os passarinhos daqui Não cantam como os de lá Minha terra tem mais rosas E quase tem mais amores Minha terra tem mais ouro Minha terra tem mais terra Ouro terra amor e rosas Eu quero tudo de lá Não permita Deus que eu morra Sem que volte pra São Paulo Sem que eu veja a rua 15 E o progresso de São Paulo

Jose Paulo Paes - 1973 Canção do Exílio Facilitada368 … sabiá …papá …maná … sofá … sinhá … cá? bah!

367 Oswald de Andrade São Paulo – SP – Brasil - 11/01/1890 /22/10/1954 http://www.releituras.com/oandrade_bio.asp / http://recantodaspalavras.com.br/2008/04/05/cancao-do-exilio-e-outras-versoes/ Compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz 368 Series Canções do exílio Jose Paulo Paes. Disponível em: http://www.moinhoamarelo.com/2011/07/seriecancoes-do-exilio-jose-paulo-paes.html. Data do acesso: 01 de fevereiro de 2013. Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão


José Renato Hauck Junior369 CANÇÃO DO EXÍLIO Que saudade tenho do lugar onde nasci e, ao qual não mais poderei voltar porque de lá fui exilado. Embora onde eu estou, haja muitas belezas, meu exílio tem me feito alimentar o desejo de poder, mais uma vez, a minha terra retornar. Na memória, busquei razões para meu exílio, mas, não as encontrando, decidi não mais procurá-las. Com o passar do tempo, certo dia, lembrei-me de que regras havia quebrado e, por isso, meu exílio se fez necessário. 463

José Ribamar Ferreira - Ferreira Gullar370 Nova Canção do Exílio371 Minha amada tem palmeiras Onde cantam passarinhos e as aves que ali gorjeiam em seus seios fazem ninhos Ao brincarmos sós à noite nem me dou conta de mim: seu corpo branco na noite luze mais do que o jasmim Minha amada tem palmeiras tem regatos tem cascata e as aves que ali gorjeiam são como flautas de prata 369 José Renato Hauck Junior – Campinas – sp – Brasil - 19 de maio de 1993 - Diretor Social e Membro Fundador da Academia de Letras Machado de Assis, Porto Alegre/RS, Cadeira 20, Patrono Nelson Rodrigues; Membro Efetivo da Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores, Balneário Camboriú/SC; e, da Liga dos Amigos do Portal CEN, de Portugal, e da Associação Internacional dos Poetas del Mundo. Coautor da Antologia “Traçando caminhos singulares”. Cursa Educação Física, na PUC-RS. E-mail: basket.jr@hotmail.com 370 José Ribamar Ferreira - Ferreira Gullar - São Luís – MA – Brasil - 10 de setembro de 1930; é um poeta, crítico de arte, biógrafo, tradutor, memorialista e ensaísta brasileiro e um dos fundadores do neoconcretismo 371 http://www.moinhoamarelo.com/2011/07/serie-cancoes-do-exilio-ferreira-gullar.html, Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão


Não permita Deus que eu viva perdido noutros caminhos sem gozar das alegrias que se escondem em seus carinhos sem me perder nas palmeiras onde cantam os passarinhos.

José Ribeiro de Sá Vale372, 373 GONÇALVES DIAS Quando teus versos primorosos leio, Urgidos de beleza e de harmonia Sinto – e não nego – um verdadeiro enleio, Entro no mundo azul da Poesia! Teu estro de esplendor viveu cheio, Lembra o de Homero, rico de magia; Cortejando, brilhando em fino meio, Mostraste o teu valor com galhariua! Tu cantaste a mulher que te foi vida, - A pátria, nosso céu, tribos guerreiras, Sagraste emj lira de ouro, tão luzida! 464

Vejo o teu vulto egrégio veronil, Circulando de virides palmeiras, Como o rei dos poetas do Brasil!. GONÇALVES DIAS Rei sublime do verso fulgurante De forma tensa e rica de emoção; Seu nome excelso é como o diamante Enche de glória todo o Maranhão. Não foi poeta somente e cintilante, Foi também sábio, sem afetação, Tem por docel –– o espaço deslumbrante, Tem por jazigo –– o mar cheio de unção. Burilador da lingua portuguesa, Em poemas de fulgido [?] Celebra o indio, o amor a natureza. 372 MORAIS, Clóvis. TERRA TIMBIRA. Brasília: Senado Federal, 1980, p. 66-67, Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão 373 Publicada em “O Estudante de Atenas”, em 1957, in Outros Tempos, www.outrostempos.uema.br, ISSN 18088031, volume 03, p.156-181 169 http://www.outrostempos.uema.br/volume03/vol03art10.pdf Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão


O máximo poeta do Brasil. Que o faz com direito e sem [?] É seu formoso gênio varonil.

Journey Pereira dos Santos 374 O Amante Era um amante. Um pleno amante! Que amava tanto, tanto, que mesmo prisioneiro no delírio febril da tísica, balbuciava o nome de sua amada... Clamava aos céus que o permitisse fitar pela última vez, a esplêndida face de sua musa, que do outro lado do Atlântico estava a lhe esperar... Mas o destino vil o impediu, quando no tão desejado regresso, num naufrágio sucumbiu... Porém, Deus, das alturas da bondade, intercedeu: Transformando a consternação da morte em dádiva... E o saudoso amante abjurava à vida, para se converter em mar... E desde então, vive a oscular a amada a cada onda que na costa tupiniquim vem se desmanchar...

Juan Carlos Flores Aparicio375 Al gran poeta GOncalvez Diaz: Ganaste el corazòn de los amantes literarios, Ofuscados a veces en el universal negativismo, No dejaste que la pereza, nuble tus iris, Cada vez que leo tu canto, mi alma regocija. Avanzas a cada instante sin desmayo, pues los corazones, Laten de alegria,limpias las dudas , en un instante , y Veo en tu alma ,sinceridad innata, que inspira Fè, Esperanza y amor , solo brotan de tu integrigad , y al momento, Zarpan,las alimañas sin destino.

374 Journey Pereira dos Santos - Alagoinhas-BA, Brasil - 25/07/1985. Não sou poeta! Definitivamente, não. Mas adoro ler poesia! Sou apenas um pacato negro baiano do interior, quase formado em fisioterapia, mas que largou os pacientes para se dedicar às ciências agrárias e aos movimentos sociais da Via Campesina, através do curso de Engenharia Florestal, na UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia), no qual já estou na metade do caminho (5º semestre). Já participei de uma antologia para Carlos Drummond de Andrade e será uma honra imensa participar desta também. 375 Juan Carlos Flores Aparicio - Tarija- Bolivia - 1ro. de septiembre de 1955 - Pseudònimo de escritor. Virgo de Tarija. Profesiòn. Medico y Odontologo. Inicio mis actividades lierarias a muy temprana edad ( 8 años) como poeta costumbrista en el Colegio Antiniano de la ciudad de Tarija. Luego empiezo a escribir poesias , especialmente Acrosticos, ya que considero, que la expontaneidad , es lo que desarrollè y aprendi en la vida, como instrumento motivador en el ser humano.

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Juçara Valverde376 AO CANTO GUERREIRO Aqui na floresta façanhas de bravos não geram escravos Quem golpes daria, fatais como eu dou? Quem guia nos ares na altura arrojada? Quem canta seus feitos com mais energia? Na caça ou na lide, meus passos conhecem e a ave medrosa se esconde no céu. Mil gritos reboam, mil homens de pé Lá vão pelas matas, o vento gemendo. As matas tremendo, a morte lá paira. Os campos juncados de mortos mil homens viveram, mil homens são lá. Qual fonte que salta fremente e queixosa que a raiva apagada de todo não é o canto do guerreiro.

Júlia Báu Schmitt377

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MINHA CANÇÃO DO EXÍLIO Minha terra tem flores que florescem perfumadas e coloridas; tem pássaros que lá¡ vivem e cantam felizes sem parar. Nossas casas têm mais vida, nossa vida tem mais sentido e fazem com que as flores abram-se com mais brilho e cores. Não permita Deus que eu morra sem antes eu cantar entre as flores e os pássaros estejam a me escutar, sentindo, no ar, todo o meu amor.

376 Juçara Regina Viégas Valverde: Cruz Alta/ RS – Brasil - médica, poeta, artista plástica. Profª. Assistente de Cirurgia Geral, Faculdade de Ciências Médicas UERJ; Conselheira SOBRAMES Nacional e Literarte. Membro Honorário Academias: Letras Mariana MG; Artes de Cabo Frio; Membro: PEN Clube do Brasil; Sociedade Eça de Queiroz; Academia de Medalhística Militar; Ac. Artes, Ciências da Ilha de Paquetá; www.abrames.com.br; abrames.br@gmail.com; Juçara Valverde<jucvalverde@gmail.com>. 377 Júlia Báu Schmitt - Porto Alegre – RS – Brasil - 2 de julho de 1991. 1ª Secretária e Membro Fundador da Academia de Letras Machado de Assis, Porto Alegre/RS, Cadeira 5, Patrono Monteiro Lobato; Membro Efetivo da Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores, Balneário Camboriú/SC; Clube Infanto-Juvenil “Erico Verissimo”, da Academia de Artes, Ciências e Letras Castro Alves, Porto Alegre/RS; Liga dos Amigos do Portal CEN, Portugal; e Associação Internacional dos Poetas del Mundo. Coautora dos livros “Olhares - Crônicas Escolares” e “Palavras, A Linguagem da Vida”. Cursa Pedagogia, no Centro Universitário Metodista IPA-RS. E-mail: <juliabauschmitt@hotmail.com>


Juliano Cincinato Cadore Fernandes378 CANÇÃO DO EXÍLIO Na minha terra tem amores; no entanto, não existem flores. Nela tem poluição, mas, por ela, tenho paixão. Nela tem marginal; porém, nem todos são do mal. Na cidade em que estou; tem amores e é bonita como os beija-flores. Nela existe muita natureza e, na Fazenda Pirajá, canta o sabiá; mas é para a minha terra natal que desejo voltar.

Julio Mesquita379 CARTA À SAUDADE Oh! Senhora propagadora do sofrimento alheio, suas mandíbulas fizeram o meu saudoso coração indefeso lacrimejar, tão logo que se apropriou de meu peito latente, como uma invasora de almas. És a responsável pela ida do semideus “Orfeu” ao inferno, por em si não suportar a ausência de quem tanto amava. Sufocaste noivas e esposas, namorados e namoradas, pais e filhos, em lágrimas e tristezas, nas lamúrias da solidão sem-fim. Senhora detentora do sentimento mais puro! Por que maltratas, com sua aguda nostalgia, aqueles que tanto carecem de estar junto dos seus ? Será que não te satisfazes ao ver, nos olhos, a marca incessante do seu lembrar ? Talvez invejes a manifestação da alegria, ou simplesmente te regozijes com o martírio coletivo ou de cada indivíduo. Talvez também sejas solitária e carente, por isso provocas, vingativamente, o mesmo sentimento que em ti reproduz. Saiba que sou sua mais nova vítima e despedaço-me em fragmentos dispersos, quase que me perdendo de mim. Não! Não! Não! Não a condenarei por sua natureza discriminadora da dor da perda, nem tampouco a culparei pelo o que sinto, sabendo não ser tu a responsável por não estar comigo aquela que verdadeiramente amo. Ela, sim, é quem deveria ser culpada e condenada a amar-me, por abandonar-me à própria sorte e solidão.

378 Juliano Cincinato Cadore Fernandes - Porto Alegre/RS – Brasil - 17 de maio de 1999. Integrante do Projeto “Imagens e Textos construindo Histórias e Versos”. E-mail: julianocadore@terra.com.br 379 Júlio Mesquita - 30 de março de 1972, cursou comunicação e publicidade com a conclusão de apenas um dos cursos. Passou um período como técnico em encefalograma de uma clínica muito conceituada. Trabalhou de garçom, motorista e gerênciou uma termas tornando-se sócio dela por alguns anos. Após isso, intermediou alguns shows de artistas na época em off, como angela roro, tunai, flávio venturini e tantos outros. Publicitário e escritor. WWW.juliomesquitaescritor.com

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Por favor! Não, não tenhas pena de mim. Se choro é porque não há outra coisa a fazer senão lamentar-me em um rio de lágrimas e frustrações, já que não fui amado tanto quanto desejei. Assim como “Platão” dedicou-se a amar tudo e todos, também me dedicarei a este contexto de pluralidade infinita, visando não sentir mais saudades de alguém. Se precisar, invocarei os deuses do “Olimpo”, na tentativa de intercederem ao meu favor, em detrimento de ti. Quem sabe “Ares”, o Deus da guerra, erga-me em batalha contra a senhora Saudade. Porém, não é minha intenção afrontá-la, mas somente desvencilhar-me do teu jugo, evitando desfalecer meu coração. Senhora saudade, nem queira saber o que “Arthur Schopenhauer”, profundo conhecedor da dor, diria de ti por me tratares assim. Mas, ainda que o amor seja uma tortura inconsciente, prefiro morrer desse mal disse Gonçalves Dias.

Julliano César Rodrigues Vicente380 468

CANÇÃO DO EXÍLIO

Embora Santa Catarina tenha muitas belezas naturais, considero as dos Rio Grande do Sul mais ricas e atraentes. Lá, além da paisagem natural campestre, há a urbana que é encantadora. Aqui, praias belíssimas que recebem muitos turistas; lá, praias não tão belas, mas muito agradáveis, porque nelas, encontro muitos amigos. Tanto lá quanto cá, compõem a paisagem cultural da região sul

380 Julliano César Rodrigues Vicente - Porto Alegre/RS – Brasil - 24 de março de 1995. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS; Integrante do Projeto “Imagens e Textos construindo Histórias e Versos”: 2011 - “Canecas e Camisetas Poéticas”; 2012 - “Caixas Poéticas”. Curte música e esportes. E-mail: jullianorodrigues@gmail.com


Juraci da Silva Martins381 HOMENAGEM A GONÇALVES DIAS Bendito o tempo em que passou aqui, o poeta encanto, e que bem sabia cultuar raízes nas três etnias: negro, indígena, branco... Circulando nas veias o sangue sacrossanto de Poeta e Teatrólogo, colocou no papel seus encantos, seus prantos seus amores, alegrias e dissabores. Bebeu na mesma fonte dos talentos onde se saciaram poetas e intérpretes da vida, do agir humano e seus sentimentos. É presença em cada coração de poeta Em cada alma sedenta de vida. É imortal por tanta valia!

Jussára Custódia Godinho382 Amor a Caxias do Sul Minha terra tem parreiras E o bom vinho vem de lá  As uvas que lá semeiam  Nem se comparam com as de cá!  Minha terra tem frio,  chuva, neve e muito vento  e gente que enfrenta desafio  com bravura e sentimento!  Terra forte, do quente chimarrão,  do pala, da bota, do quentão  e de muito amor no coração! A esse chão d’onde brota a emoção  manifesto toda minha paixão:  te amo com loucura, meu rincão!  381 Juraci da Silva Martins - Rio Grande do Sul – Brasil - Presidente da Associação Literária Sepeense, São Sepé/ RS; Vice-Presidente da Academia Regional de Artes e Letras Condorcet Aranha, Restinga Sêca/RS; Membro Efetivo Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores, Camboriú/SC; Membro Correspondente da Academia de Artes, Ciências e Letras Castro Alves, Porto Alegre/RS; Delegada Cultural da Associação Artística, Literária e Multiprofissional “A Palavra do Século 21”, Cruz Alta/RS; Embaixadora do Cercle Universel de la Paix, GenèveSuisse/France. E-mail: juramartins@bol.com.br 382 Jussára Custódia Godinho - Caxias do Sul, RS – Brasil - 10.09.57. Licenciada em Letras Português e Espanhol, pós-graduada em leitura e Produção Textual. Cônsul do Movimento Poetas Del Mundo de Caxias do Sul, filiada à União Brasileira de trovadores de Caxias do Sul, associada à AGES- Associação Gaúcha de Escritores. Autora do livro “Alma TROVAdora”, volume 002 da Coleção Luiz Otávio é Cem, com mais de 300 Trovas Literárias.

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Justina Cabral 383 DOS MUJERES - (Sobre sus dos amores) Su pecho guardó dos flores: A una bien la quería, y por otra se moría… ¡Le cantaba sus amores! Luchó por esa primera, por la segunda soñó: ¡Mar y cielo le brindó y una palabra sincera! Ni margaritas, ni rosas, ni suspiros, ni calor, sellaron aquel amor cubierto con mariposas.

Kálison Costa Nascimento384

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O GRANDE POETA Gonçalves Dias nasceu com a poesia no sangue. Era desde pequeno um batalhador. Nasceu com força e caráter. Ele nasceu com a poesia na alma e muito amor. Com raça, firmeza, com o dom de expressar. Através de poesias sua herança deixou. Para o futuro ele trabalhou. Nos versos lemos sua forma de amar! Seu gosto fino pela vida foi real! Muitos buscam sabedoria de um caxiense. Que conquistas conseguiram. Com a admiração de mais de um maranhense

383 Justina Cabral - Mar del Plata, Argentina - 29/04/1987. Escritora por vocación, y diseñadora gráfica por oficio. Estudió en el taller literario Jorge Cocaliadis con la profesora Julia Zelis de Ercolani. Es socia de la Sociedad de escritores latinoamericanos y europeos, más conocida como SELAE, y forma parte del Movimiento Poetas del mundo. Coordina y organiza eventos a nivel internacional. Publica en diversas páginas web, revistas, diarios, y libros grupales, en diferentes países del mundo.También lanzó su libro individual durante el año 2012 denominado “Dulces y limón” editado por Editorial Portilla en Estados Unidos de América. 384 Kálison Costa Nascimento - São Luís – MA – BRASIL - 02/10/2001- Motivo da Participação: Poder expressarme de forma poética e poder viajar no mundo irreal e homenagear o tão saudoso Gonçalves Dias da histórica cidade de Caxias! Cursando: 5º Ano Turma:C Profª Shirle Maklene


Karine Salton Xavier385 Canção do exílio Aqui, há muita poluição; Lá, muito ar puro. Aqui, tem insegurança; Lá, tranquilidade. Aqui, as pessoas não se preocupam umas com as outras; Lá, a solidariedade é muito forte. Aqui, há um maravilhoso pôr do sol; Lá, um entardecer fantástico entre as montanhas. Aqui, faz calor acima de quarenta graus; Lá, frio abaixo de zero. Depois que eu concluir a faculdade, vou voltar para lá.

Karline da Costa Batista386 CANÇÃO DO FILHO Agora vou cantar Gonçalves, Imperador da Viva Arte. Versando com sentimento. Um canto ao caxiense, Que desde o exílio cantou a sua gente Majestoso e laureado Gonçalves! Poetas em júbilo. Celebraram-te porque trazes Nesta lírica passional toda a brasilidade Fino sabor, priorado da imponente Palmeira. Literário estandarte - Viva Gonçalves! A Iara crioula vem saudar-te: Esta é para Gonçalves! Verso-mor do cancioneiro brasileiro. Grande baluarte! Tremendo Poeta a cantar seu terreiro. Canora ave. Hino d’amor. Várzea em Flor. Sabiá bela arte. Bravo, bravíssimo, Salve Gonçalves!

385 Karine Salton Xavier - Porto Alegre – RS – Brasil - 29 de julho de 1995. Filha de Dora Lúcia Salton e Balbino Silva Xavier. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Membro Efetivo da Academia de Letras Machado de Assis, Porto Alegre/RS, Cadeira 39, Patrono: Oswald de Andrade; Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores, Balneário Camboriú/SC; Associação Internacional dos Poetas del Mundo; e, Liga dos Amigos do Portal CEN, Portugal. E-mail: ks-xavier@hotmail.com 386 Karline da Costa Batista – Aracati – CE – Brasil - 11/03/1988. Graduada em Letras (UFC),2° lugar no I Prêmio AltFest! de Poesia (PE),3° lugar no III Prêmio Literário Legislativo- Caçapava do Sul (RS), 8° lugar no Prêmio Cecílio Barros Pessoa de Poesia (RJ). Textos publicados nas antologias “Versos Soprados pelos Ventos de Outono” e “III Prêmio Literário Legislativo- Caçapava do Sul”,na revista “Um conto” (MG), no projeto “Um Poema em Cada Árvore” (MG), no blog Fênix entre outros.

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UMA AMÉLIA PARA GONÇALVES Gemes pelo amor sufocado, saudoso discípulo. Duma lembrança bem quista De um ideal mal fadado Desígnio cruento. Defunto habitante Desta terra de vivos e povo errante Poeta amante. Levante! A gentil Amélia ainda espera O retorno sincero, degredado que fostes. Pelo cínico destino, atroz desatino. Confinar o amor pulsante Ao adeus permanente E sei que ainda o sentes, Gonçalves, amigo. Nesta cova em repouso O verme latente não haverá consumido O sentimento pungente neste coração inda quente Que a donzela em exílio acena e consente - Regressa, com pressa, amante querido.

Kaylla Kaith Lopes Gonçalves387 472

MINHA TERRA   Minha terra não tem palmeiras,  Não cantam mais os sabiás.  No céu tem poucas estrelas,  Mas prazer eu encontro lá.  Minha terra não tem muitos primores,  Que quase não encontro por cá.  Não permita mãe de Deu,  Que a tristeza vá me machucar. 

Kayron Torma Oliveira388 MINHA CANÇÃO DO EXÍLIO ‘’Meu Rio Grande do Sul, céu, sol, sul, terra e cor, onde tudo que se planta cresce e o que mais floresce é o amor.’’ 387 Kaylla Kaith Lopes Gonçalves - São Luís – MA – Brasil - 02\08\2000. Motivo da participação: Eu gostei muito do trabalho desenvolvido sobre as poesias de Gonçalves Dias, me deixou muito motivada para ler e escrever poesias. Por isso gostaria que a minha poesia sobre o nosso grande poeta Gonçalves Dias fosse publicada. 388 Kayron Torma Oliveira - Porto Alegre – RS – Brasil - 10 de maio de 1992. Presidente do Conselho Consultivo e Membro Fundador da Academia de Letras Machado de Assis, de Porto Alegre/RS, Cadeira 11, Patrono Mario Quintana; Membro Efetivo do Clube Infanto-Juvenil “Erico Verissimo”, da Academia de Artes, Ciências e Letras Castro Alves, de Porto Alegre/RS; da Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores, Balneário Camboriú/ SC; e, da Liga dos Amigos do Portal CEN, de Portugal. Cursa Direito, na UNIRITER, de Porto Alegre/RS. E-mail: kayron177@hotmail.com


Terra de alegria, paz, sintonia, campos verdes. onde reside o Colorado das Glórias e o amargo tricolor por muitas derrotas. Minha Pátria tem virtudes, por ela dou a vida, pensa com respeito ao tocares no nome da minha terra querida. Sou gaúcho, sim senhor. Viva o Rio Grande do Sul!

Kedma Kessia Pinheiro Bernardo389 O REI DA POESIA I Antonio Gonçalves Dias O rei da poesia Amava a natureza Dia e noite, noite e dia II Antonio Gonçalves Dias O rei da fantasia Se chegasse aqui agora Nada disso encontraria III Nem matas das Palmeiras Nem o sabiá a cantar E os rios pra que falar? IV O homem constrói e destrói Só pensando em ganhar Destruiu as palmeiras Onde catava o sabiá V O sabiá e seus amigos Muitos estão sem abrigo Por causa do bicho homem Que os deixou em perigo 389 Kedma Kessia Pinheiro Bernardo - São Luís – MA – Brasil - 27/07/2001. Motivo da participação: Ele foi um grande poeta que escreveu sobre seu povo sua cidade e amava seu país. Por isso quero fazer parte da sua homenagem

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Keila Maria Veras Soares Silva 390 LEGADO De um português Uma mestiça concebeu E no Sítio de Boa Vista Em Caxias do Maranhão Gonçalves Dias nasceu Na Europa foi morar Em Portugal estudou E em Direito se formou Gazeta Literária O Trovador Dos grupos medievistas Em Coimbra participou

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Seu orgulho Ter no sangue A mistura do índio, do branco e do negro Tornou-se seu grande tormento Essa condição Transformou seu sonho em ilusão Sua inspiração Musa sem abnegação Ana Amélia Ferreira Vale Com sua amada nunca se casou Sua família o pedido refutou Colégio Pedro II Trabalhou Secretaria dos Negócios Estrangeiros Oficial se tornou Educação Nacional Pesquisas na Europa quatro anos realizou Comissão Científica de Exploração No Brasil participou Poeta se consagrou Seu legado deixou Para a humanidade Sua criação É inspiração

390 Keila Maria Veras Soares Silva – São Luís – MA – Brasil - 09.05.1976. Graduou-se em Pedagogia e especializouse em Psicopedagogia e Educação Infantil. É membro da Organização Mundial para a Educação Pré-Escolar – OMEP/MA, Articuladora do Projeto Creche para todas as Crianças da Fundação Abrinq. Supervisora Escolar do Estado do Maranhão. Professora e coordenadora do Curso de Pedagogia da Faculdade do Maranhão – FACAM.


Keules Diene Rocha da Silva391 Lembra do Maranhão. Vai a todas as nações sua beleza anunciar, Faz lembrar. Quando se fala de grandes poetas. Quando na história do Brasil é gravado, O Maranhão pelo grande poeta narrado. O grande poeta que a memória nunca falhará, Que ao citar, traduz o Maranhão. Que ao visitá-lo no mapa não dá para separar, A poesia do seu poeta, o poeta do seu Maranhão. Registrando um estado rico. Riqueza essa encontrada nos poemas e poesias, Que ficaram gravados nos anos e nos dias, Gonçalves Dias. Minha Terra tem Gonçalves Dias Minha Terra tem riquezas Minha terra tem beleza Minha terra tem gente interessante Ouro, prata, diamante. Minha terra tem João E também tem Maria, Minha terra tem poeta Minha terra tem poesia. Minha terra tem Gonçalves Dias. poeta, poesia Salve Maranhão; Salve os grandes poetas. Gonçalves a poesia; Gonçalves Gonçalves Dias. Minha terra tem mais poetas. Minha terra tem mais poesia. Descrito no céu e no chão; Na monotonia do dia a dia. Na lágrima e no sorriso, No suor, na labuta da vida, Em verso e canção traduzida. À luz dum olhar de um poeta, Como um olhar de uma águia. A perfeita sincronia: Poeta, papel, tinta e poesia. 391 Keules Diene Rocha da Silva – São Luís – ma – Brasil - 02 de março de 1983. Trabalho como enfermeira técnica no HUMI. Vi esse endereço no mural dessa instituição e estou mandando esse material para vocẽs avaliarem. Espero receber noticias sobre esse trabalho.

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a mais bela poesia Se tem terra, Tem palmeiras. Se tem palmeiras, Tem sabiá. Se tem Sabiá se ouve o canto, O que será que vem de lá? Que de lá vem poesia, Que ninguém soube expressar Tão bem como ele, O canto do sabiá. Que terra melhor não se achou, Para várzeas as flores brotar. Que ninguém saudosamente soube passar, A saudade do seu lar. Que terra assim não existiu, Em nenhum lugar. Como aquela em que um dia ouviram, Rasgou- se o grito, o pulmão se encheu de ar, Os olhinhos se abriram. Inspirando um menino em Caxias, Nascendo a poesia, A mais bela poesia, Vindo a terra Gonçalves Dias. Que amou e encheu de versos, Trazendo graça e beleza, Misturando arte a terra preta. Que o mundo veio conferir Que terra como essa, Só existe por aqui. Surge a dúvida então sobre Gonçalves Dias, Se a poesia nascera no coração do poeta, Ou o poeta no coração da poesia?

Laura Druck Becker392 CANÇÃO DO EXÍLIO Minha Porto Alegre tem o Guaíba, onde dorme o mais belo pôr do sol. Aqui, o entardecer também é bonito, mas o nosso tem a luz de um farol.

392 Laura Druck Becker - Porto Alegre/RS – Brasil - 20 de maio de 1998. Estudante do Ensino Fundamental do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Integrante do Projeto “Imagens e Textos construindo Histórias e Versos”: “Banners Poéticos”, 2012. Curte ler, ouvir música e viajar. E-mail: lauradruckbecker@terra.com.br


Nossas praças têm pássaros e animais que trazem a paz; tem meninos e meninas jogando futebol. Quando eu paro para lembrar, sinto falta dos amigos, dos colegas e da família, que sempre estarão comigo. Minha terra tem churrasco, arroz e feijão, são as delícias que carrego no meu coração. Minha cidade não tem guerra, tem amizade e simplicidade; sirva minha Porto Alegre de modelo a toda terra.

Leidiane dos Santos Vitoriano393 Tributo a Gonçalves Dias Professor, redator, escritor. De tudo esse homem fez. Brasileiro do Maranhão, Filho de pai português Dentre as duas pátrias mães Tinha o direito de escolher. Preferiu a mais pobre, Aquela que o viu nascer. Porque esta tinha o canto E várzeas a florescer. Antônio Gonçalves Dias Pai da sensibilidade, Filho dessas palmeiras Que ele amava de verdade. Engoliram seu último suspiro Aquelas aguas covardes Mas sempre serão eternas As lembranças do grande Gonçalves.

393 Leidiane dos Santos Vitoriano, Ouro Preto d’Oeste, RO – Brasil - 10/10/1990

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Leila Marisa de Souza Lima Silva394 ANTÔNIO E ANA Ele Poeta Professor Advogado Jornalista Etnógrafo Teatrólogo Ela O amor Ele Poetando O índio Paisagens Solidão Exílio O amor Ela Só amor! 478

Ele Viajado Elogiado Sofrendo Preconceito Náufrago da vida Náufrago do amor Ela A inspiração. Ele – Antônio Ela – Ana Ele – Gonçalves Dias Ela – Ana Amélia Ele – mestiço Ela – sem preconceito Ele – Dizendo “Adeus” Ela – “Ainda uma vez”.

394 Leila Marisa de Souza Lima Silva - Espírito Santo do Pinhal – SP – Brasil - 18 de dezembro de 1946. É Colunista Social de “O Jornal A Cidade Jardim” (S.A. do Jardim – SP). Em 2010 lançou o romance de ficção “Corpos em Chamas”


Lena Ferreira395 NAUFRÁGIO Seus olhos tão negros, tão puros tão cheios de candura por um torpe desengano transformaram-se, distantes, em duas poças de mágoa. Seus olhos já frios, escuros perderam toda a ternura transbordaram o oceano onde eu, pobre navegante bebi quase toda água. Seus olhos tão cheios de esperar lançavam um olhar tão frágil para além, além do mar como a prever meu naufrágio onde afogar-me-ia mas o que eu mais quereria era naufragar no seu olhar. - releitura de SEUS OLHOS - Gonçalves Dias

Lénia Aguiar396 LUZ POÉTICA DO MARANHÃO No cantar do poeta Há sempre aroma divino, Ele merece um hino Por ser amado profeta Cativando sem egoísmo Com o seu romantismo. Seu poetar sem maldade Amava a pátria e a mulher, Havia nele amabilidade, Rectidão difícil de esquecer, Cresceu em vários lugares Como a fruta nos pomares. 395 Lena Ferreira – Rio de Janeiro – RJ – Brasil – O8/07/1968; professora, publicou ENTRE SONHOS pela Utopia Editora em 2011 e teve participação em algumas antologias. Poderá ler um pouco mais no seu blog: www. vaosdiversos.blogspot.com.br 396 Lénia Aguiar - Vila das Lajes do concelho da Praia da Vitória na Ilha Terceira – Açores – Portugal - 23 de Abril de 1986. Já ganhei 3 concursos em Portugal, um com um conto e dois de poesia, um deles resultou no livro AMOR OCULTO e 10 no Brasil com quatro poesias, três contos e três crónicas, participando em três antologias.

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GONÇALVES DIAS Gonçalves Dias Fez da sua vida Um livro de poesias Sarando uma ferida. Apesar das desilusões A sua coragem venceu E a Coimbra se rendeu Cheio de estudantis ilusões. Seus livros são relíquias Para os seus admiradores, Muita riqueza de poesias, Mas poucos amores. A sua morte foi trágica E muito injusta, Mas no Maranhão fica A sua última angústia.

Leomária Mendes Sobrinho397 480

Antonio Gonçalves Dias Antonio Gonçalves Dias, poeta. “Um Anjo”, “Ainda Uma Vez – Adeus”. Teve o seu coração com a porta aberta, Para Ana Amélia, amores seus. Antonio Gonçalves Dias, advogado. Estudou na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra. Formado em bacharel, escreveu texto. Antonio Gonçalves Dias, jornalista Da Gazeta Literária e de O Trovador. Participou de grupos medievista de idéias românticas, compartilhador. Antonio Gonçalves Dias, etnógrafo, sendo também muito conhecido. Estudou latim, francês, foi filósofo, Caixeiro, escriturário, hoje falecido. 397 Leomária Mendes Sobrinho, natural de salvador-bahia-brasil.nasceu em 13 de novembro de 1962.filha de leonidas josé de lima sobrinho e de maria mendes sobrinho, , três irmãos,casada ,um casal de filhos,monique isabelle s.lira e william kennedy nícolas s.lira.licenciada plena em educação artística com habilitação em desenho pela universidade católica de salvador.cursou dois módulos de pós graduação de metodologia e didática do ensino superior.


Antonio Gonçalves Dias, professor. Ensinou latim e história. Do Movimento Romântico da Época, foi precursor. Publicou folhetins teatrais e crítica literária. Antonio Gonçalves Dias, pesquisador. Realização em prol da Educação Nacional. De ascendência mestiça, o escritor Participou da Comissão Científica de Exploração, sem final...

Lenon Silva Alves - John Lennon Smith 398 Canção do Exímio Os teus versos consagraram Nossa terra de belezas; Por onde quer que passaram Mostraram nossas riquezas. Ainda existem palmeiras, Com sabiás a cantar; As aves ainda gorjeiam, Mas gorjeiam com pesar. As estrelas permanecem; Os bosques, flores e amores, Tua falta os entristecem E a saudade causa dores. Todos estamos no exílio; Exílio do seu talento; Um poeta tão exímio Que não sai do pensamento.

Leonardo Coronel Machado Andreolla399 CANÇÃO DO EXÍLIO

Minas Gerais, assim como o Rio Grande do Sul

398 Lenon Silva Alves - SÃO PAULO – Brasil - Pseudônimo: John Lennon Smith) – 06 de março de 1990. Reside atualmente na cidade de Salto/SP. Professor e acadêmico de Letras, participa de quatro outras antologias em 2012, Versos Vampíricos, Crônicas da Fantasia, Arabescos e Arnobius: Nova Geração de Poetas. Amante da literatura e da língua portuguesa, sonha em ser escritor desde os oito anos de idade, mas somente em 2012 começou a investir em seus trabalhos. 399 Leonardo Coronel Machado Andreolla - Porto Alegre/RS – Brasil - 25 de agosto de 1998. Estudante do Ensino Fundamental do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Integrante do Projeto “Imagens e Textos construindo Histórias e Versos”: “Banners Poéticos”, 2012. E-mail: leo_andreolla@hotmail.com

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tem muitas riquezas e fazendas com gado. Tradições gaúchas... Tradições Mineiras... Ambas me dividem. Não sei a qual escolher. Pobre de mim! Tanto lá como cá, lindas paisagens tropicais e culturais. Lá, ouro e pedras preciosas; aqui, churrascos e amores. Ambas me dividem. Não sei a qual escolher. Pobre de mim! Lá ou cá?

Leonardo Hugo Berger400

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CANÇÃO DO EXÍLIO Rio Grande do Sul tem muitos campos, parques e praças; Santa Catarina, muitas praias e morros. Tanto num quanto noutro, crianças, jovens e adultos passeiam pelas ruas. Em terra catarinense, saudoso estou de minha terra natal; e, para lá, quero voltar.

Leônidas de Souza - Tiko Lee401 Mil Sementes de Ébano,...Antônio Gonçalves Dias,... O Poeta não morre,...Gonçalves Dias,... Transforma-se em Sementes de Ébano,... E delas nascem mil flores…!!!! Semeadas em jardins - mil cores!!! Destilado a vida…odores!!! 400 Leonardo Hugo Berger - Porto Alegre/RS – Brasil - 05 de setembro de 1994. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Integrante do Projeto “Imagens e Textos construindo Histórias e Versos”. E-mail: leohugoberger@gmail.com 401 Tiko Lee (Leônidas de Souza) Assis - São Paulo – Brasil 04 de Abril de 1954. poeta Cristão Contemporâneo Poema Premiado na “fria” Comunidade Europeia - Portugal 2000- lá eu estive,... é colunista da Revista Viver Osasco e articulista na Revista La Oca Loca - DAROCA. Zaragoza -España,... < @yahoo.com.br>


Cremado as dores… Transforma-se em mil pétalas!!! Corolas de flores… Onde pousam borboletas!!! Mil abelhas!!! Manjar de delgados beija-flores!!! O Poeta não nasce…se não bastasse… Não morre também… Vive à eternidade… Sempre à procura de alguém!!! O Poeta não morre A sua alma apenas se afoga! Numa lágrima que escorre. E o firmamento etéreo percorre… E aos pés de DEUS,…de Jesus!!! roga… E transforma-se em Sementes… Porque todos nós,...Gonçalves Dias,...teremos o dia de todos nós!!!Fornalha,... assim escreve o Maranhense,... Escrevo com a força do fogo de uma fornalha!!! Cuja labareda destila o anonimato e a rigidez do aço,... Chama branda do fogo da comunicação, da notícia, que queima,...eu acho o bastante para consumir uma palha!!! Escrevo com a força e o apetite de uma caneta esfomeada,... cuja pena e tinta devoram (entre) linhas, papéis e espaços em branco,... Deixando um rastro impregnado de palavras, letras, notícias,... por onde caminha a comunicação!!! Escrevo!!! Com a força de um “mouse” esfomeado teclado - cujo tipo e caracteres cintilam em um monitor de cristal líquida luz a iluminar as entranhas da comunicação - notícias,... Escrevo!!! Com a força  de Expressão de Um Poeta Maranhense,...Gonçalves Dias!!! Que dilacera e estilhaça o anonimato,... dá chances e incentiva valores!!! Comunicação sábia no escrever do nosso dia a dia!!! Semillas,...Antônio Gonçalves Dias!!! El poeta no muere Se convierte en Semillas Y de ellas nacen mil flores ...! Sembradas en los jardines - de mil poemas,... de mil colores!

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Ahogado la vida ... olores! Num mar de dolores ... Se convierte en mil pétalos! Corolla de flores Donde posan las mariposas ! Miles de abejas! manjar de delicados colibríes! El poeta no nace ... no bastaba ... No te mueras también ... Vive para la eternidad ... Siempre en busca de alguien! El poeta no muere tu alma se ahoga! En las lágrimas que fluyen. Y el firmamento etéreo recorre ... Y a los pies de Dios, ... ¡Jesús! ora.... Se convierte en una semilla ... Porque todos nosotros,...Gonçalves Dias,... tenemos el día de todos nosotros!

Leticia Herrera402

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BUEN VIAJE He sido recordada escuchando tu música, Brasil, como si fuera mi rasgo distintivo Quizá me marcara tu erotismo y fuera cierto Un maestro desconocido me escribía para pedirme le enviara una camiseta de fut-bol para dar ánimo a los jóvenes             y evitar un suicidio en la favela Escogiera una del  Cruz Azul por el vínculo con Chico  “La construcción” allá;  aquí el cemento de los albañiles Gonçalves Dias aún le canta al amor                                          igual que  todos le cantamos con Brasil  Dulce cadencia del idioma português                                                     el buen maestro Hoy que mi hijo descubre el mundo                                            recíbelo amorosamente, Brasil Protege su dulzura cuando te hable en tu idioma                                                               pues vivirá entre los tuyos

402 Leticia Herrera - Michoacán- México - 1954. Reside en la Ciudad de México desde su infancia. A la fecha ha publicado 20 títulos en los géneros de poesía, cuento, no-novela en duermevela, guión cinematográfico.. Cultiva además el canto, las artes plásticas, la fotografía y el video-arte.


Levi Mota Muniz 403 ODE A GONÇALVES DIAS Observando os índios das “Índias Ocidentais”, já se pôde perceber a diferença, O vigor em suas palavras, o calor de suas crenças, Europeu nenhum resistiu, quis logo saber de onde vinha, Aquela terra detalhada por Caminha, que logo se chamaria Brasil Não pense que a “terra mais garrida” apareceu em passo de mágica, O solo foi muito bem preparado, por nossos ancestrais vindos da África, Pois a pátria é mãe, mas não gentil. Ela sabe que trabalho é o único aprendizado, Que faria um povo, ainda escravizado, virar um país de sonhos “mais de mil”, que logo se chamaria Brasil Um sonho intenso, um raio vívido; não só sonhos, mas ações, A nação passou por eras difíceis, enfrentou gigantes tribulações. De colônia foi Reino Unido, mas com seus dominantes ainda a frente. O povo ainda muito oprimido - de maneira sempre excludente -, não se acomodou inibido, jogou os dados, mas não apostou na sorte, Bradou junto a Dom Pedro(um mito), o épico “Independência ou morte” Todos hastearam o verde, amarelo e azul anil, a bandeira do novo país: meu grande e amado Brasil Independente era a terra, mas não os que viviam nela, que coisa mais linda, que coisa mais bela, era a mulata escravizada sem pena, que poderia muito bem ser a musa de Alencar, Iracema, e se as guerras de abolição não serviram, a Lei Áurea de 22 serviu, Para acabar com a triste escravidão De um agora mais livre Brasil Se diziam bastante livres, aqueles controlados pela ditadura, porém nem corte nem censura os faria voltar ao trabalho servil, em meio a músicas sem ternura, em meio a Tropicália e muitas dores para não dizer que não falei das flores, falarei do brasileiro de punho fechado, falarei do povo da paixão febril, 403 Levi Mota Muniz – Fortaleza – CE – Brasil - 23 de outubro de 1996. Ganhador do concurso expo7 em 2006, 2007, 2008, 2010, 2011 e 2012, participante da Coletânea FB 2011 e 2012, segundo lugar no estadual de cartas da UPU 2012, participação na coletânea da Academia Cearense dos Escritores de 2011, participação coletânea grupo chocalho 2011, Primeiro lugar entre 15 e 17 anos do Prêmio Escriba 2012. E-mail: levifec@ gmail.com

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que não se contentou com caminhar e cantar, batalhou e morreu para garantir paz no futuro(e a glória no passado), à pátria muito mais que amada, Brasil Mas é na batalha diária, aquela que não se tenta escapar, que se mostra a bravura dessa gente guerreira, onde as palmeiras são plantadas e o sabiá canta o hino, onde o cansaço não é barra e não há nenhuma barreira onde há mistura de raças, desde o europeu até o índio, onde damos um bravo, à Brava gente Brasileira

Lidia Funes Bustelo404 SEM TITULO en maranhao he dejado lo más amado, es mi suelo, el amor, que más que un credo, me hará implorar regresar.

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siento como que jamás partí de esa tierra prometida, aunque es cierto, que la vida, fué llevándome en su andar. quién podría imaginarse, que en un jardín tan lejano, encontraría, en secreto, a esa musa que yo amo… en sus ojos y en los míos el ensueño no ha cesado. y el más puro sentimiento, de este mundo, rescatado. el tiempo me hizo entender que el amor, no consumado, igual que un fuego sagrado, siempre ardería en mi ser. todo aquello que anhelé aún, las cosas que ya logré, hoy daría, como ofrenda, por verte patria, otra vez. 404 Lidia Funes Bustelo - Godoy Cruz, Mendoza, Argentina - 1957. Posee estudios de bachiller, docencia y corretaje inmobiliario. adolescente, escribió algunos poemas. es en la madurez cuando se dedica de lleno a este género y se une a sade (sociedad argentina de escritores). participa en la antología de cultura de mendoza 2013 y en la convocatoria del fondo provincial para la edición de su libro “poemas de tierra y cielo”. es casada y tiene dos hijos.


¡DIOS MÍO, ESCUCHA MI RUEGO! CON TUS MANOS GUÍA LA BARCA, mi alma reposa en calma voy camino hacia el edén.

Lindalva Silva Quintino dos Santos405 À memória de um poeta A memória de um poeta Que cantou a nossa terra Com tanta inspiração e orgulho Transformando nossas riquezas Em belos poemas e versos Merece de seu povo Mais que uma homenagem singela. O poeta já dizia: Nossa terra tem palmeiras Onde canta o sabiá. São versos tão sublimes Que faz todo o coração vibrar. A este poeta devemos O orgulho de ser brasileiro E o nome da nossa terra Ser repetido até no estrangeiro. Hoje nos cabe a honra De elevá-lo aos píncaros da glória este ilustre filho da terra este poeta maranhense. Que somou às nossas riquezas A sua insubstituível presença. Nosso céu tem mais estrelas De belezas estonteantes Nossas matas têm mais vidas Com rios exuberantes Nossas flores têm mais cores Nosso povo tem na alma A pureza dos seus versos.

405 Lindalva Silva Quintino dos Santos - Bom Despacho – MG – Brasil - 60 anos. Professora de Português e Literatura Brasileira; Estudante de Psicologia; Poetisa (escrevo em revistas e sites de poesia).

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Lívia Porto Zocco406 Não lamentes amigo Caro amigo, não lamentes o amor perdido. Perdeste-o sim, porém não por desleixo teu, Perdeste-o pelo preconceito desmedido, Perdeste-o pelo respeito que era só teu. Caro amigo, não lamentes o amor perdido. Fizestes aquilo que o momento pediu, Respeitastes o apreço àqueles por ti escolhidos, Mostraste mais força que o desejo varonil. Caro amigo, não lamentes o amor perdido. Decidistes o que na época era o melhor a fazer, Apesar de o homem em ti, tornar o poeta comedido, Apesar de a razão em ti impedir o amor de colher. Caro amigo, não lamentes o amor perdido. O que fizestes está feito, mesmo que incompreendido. Escolhestes por teu senso de homem, não de poeta, Agora arcarás por tua escolha, vivendo um amor asceta.

Lohana Kárita Teixeira 407 488

Canto à Ave de Ovos Minha vó cria galinhas Onde cantam Sabiás As galinhas do sertão Não são como essas de cá Suas vidas têm mais vidas Suas penas têm mais cores Os seus ovos têm mais gema Os seus pintos mais amores Ao olhar essas galinhas O universo enxergo eu lá Minha vó cria galinhas Onde cantam Sabiás Quisera Deus que todos Pudessem admirar A noite do meu sertão E a galinha cacarejar 406 Lívia Porto Zocco - Ribeirão Preto – SP – Brasil - 12/11/1971. Bibliotecária e poeta nas horas vagas ( às vezes nas ocupadas também). Possui vários poemas e contos publicados nas antologias da Câmara Brasileira de Jovens Escritores (RJ). 407 Lohana Kárita Teixeira, - Goiania – GO – Brasil - 30/04/1992. É graduanda em Letras pela Universidade Federal de Goiás, escreve poemas desde que aprendeu a escrever, foi selecionada na Antologia Poética da Editora Kelps em 2007 e publica poesias e textos em seu blog.


Lorena Moreno Castro 408 A GONCALVEZ  DIAS Antonio Goncalves Dias Bastardo de nacimiento Pero un Rey de pensamiento. Separado fuíste De tu gente tan amada, Primero tus padres, Luego, la mujer de tu vida, También te fue negada. El sufrimiento y el dolor Encauzaron tu pluma, Te llevaron al mundo de  la poesía, Donde no existía raza ni color, Ahí fuiste un gran Señor. La tristeza vivida En tu verso dejaste, Con acentos sinceros y profundos, Nos hiciste sentir Ese tu dolor tan grande e incurable. Cuantas veces deseaste morir, Pero el recuerdo de tu amada, A la vida te volvía, Moriste, moriste tantas veces, Desangrando el alma En cada verso que escribías. Gran fisonomista de las penas, Tristeza y dolor siempre viviste, Naufragaste en un mundo de dolor Hasta el mismo día que partiste.

Lorenzo Gomes Bacin409 CANÇÃO DO EXÍLIO São Paulo, cidade lotada e de pessoas mal humoradas. Oh, que saudades de Porto Alegre, terra de povo feliz e alegre. 408 Lorena Moreno Castro – Hermosillo - Sonora, Mexico- 20 de febrero de 1964, ha participado en varios eventos culturales, programas de radio y Tertulias en escuelas públicas, así como varios Encuentros nacionales e internacionales. 409 Lorenzo Gomes Bacin - Porto Alegre/RS – Brasil -12 de dezembro de  1997.Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Integrante do Projeto “Imagens e Textos construindo Histórias e Versos”. E-mail: lorenzo_bacin@hotmail.com

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Em Porto Alegre, há muita gente boa; São Paulo, cidade do corre-corre.. Amo Porto Alegre e, para lá, quero voltar.

Lucas410 NATUREZA Nosso céu tem mais estrelas As aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá Tão bonita a terra que nós temos União para amar a natureza Respeito com a nossa natureza E precisa de mais carinho Zelosa a nossa natureza Amar a nossa terra.

Lucas Dias Miranda411 490

Canção do melhor Minha terra tem gaúchas com beleza semi-igual, onde tudo é inexplicável, não havendo aqui nada igual. Nossas árvores são mais verdes e mais puras que aqui. Minha terra é da bota, da carne seca e de homem muito macho; tão diferente daqui. Meu Deus , não existe aqui nada comparável à beleza de Lá! Orgulho-me de ser gaúcho macho! 

410 Aluno da Escola Municipal Ensino Fundamental Gonçalves Dias - Canoas – RS – Homenagem a Gonçalves Dias – Projeto Quem foi Gonçalves Dias, disponível em http://goncalvinho.wikispaces.com/Resultados+-+Mas+Quem+foi+Gon%C3%A7alves+Dias%3F , Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão 411 Lucas Dias Miranda - Porto Alegre/RS – Brasil - 22 de outubro de 1995. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Vídeo maker e skatista. Membro Efetivo do Projeto “Vida, Amor e Paz”, do “Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix, Suisse/France”. Integrante do Projeto Literário “Porta copos poéticos”, 2012. E-mail: lucas_mirandadias@hotmail.com


Lúcia Amorim Castro 412 Homem de humilde Gonçalves Dias foi um homem que nasceu em uma família humilde, mas que enfrentou a vida. Gonçalves Dias foi um grande poeta que aonde fosse criava uma poesia e depois foi se tornando artista da própria vida! Ele foi um homem de vida, de alegria e deixou o mundo com sabedoria no ar. Cheios de cores! Cheios de poesias! Cheias de amores!

Lúcia Barcelos413 Sob o olhar de Gonçalves Dias Havia em teus olhos, havia Pinturas, sonhos e paisagens. Havia estrelas e aragens No céu e no chão da poesia! E ainda há, mas havia Pinturas, jardins, canções... Flores em largos caminhos... Recantos de solidões. Sempre havia uma nova estrada, Sempre novas direções Para o rumo de teus versos... - Tão férteis, os universos De rimas e de luas acesas Dentro das almas poetisas!   Havia barcos e brisas, E rios de amores cruzando Naqueles tempos ditosos, De vates tão venturosos Quanto você, ó poeta. Bendito o espaço que enchias Com tua luz e a poética, Ó imortal Gonçalves Dias. Bendita a sina profética Dos que teceram no outrora 412 Lúcia Amorim Castro - São Luís – MA – Brasil - 07/03/2002 - Cursando: 5º Ano Turma: C Profª Shirle Maklene - Aprecio os poemas assim como as poesias e homenagear um poeta do meu estado é gratificante. EPFA. 413 Lúcia Barcelos - Viamão, RS – Brasil - 20/01/1964. Escritora/poetisa. Membro-fundadora e atual vice-presidente da ALVI (Associação Literária de Viamão). Membro da Estância da Poesia Crioula, Acadêmica em Letras, com 5 livros publicados (poemas, crônicas, romance). Participou em várias antologias poéticas e colabora em alguns jornais. Desde 1979, funcionária da PUCRS, no Jornal Mundo Jovem. 

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O que o olhar bebe agora. Bendita a retina que chora Sob a emoção da poesia! Fulgor singular e magias, Belíssima, a musa que vias E o espírito benevolente... Houve, e eternamente, Haverá Gonçalves Dias.

Lúcia Helena Pereira414 AO POETA QUE SABIA FALAR DE AMOR O Brasil terra tão lustrosamente literária. Deu belos rios, cascatas, praias paradisíacas e grandes nomes na música. Deu ouro, prata, girassóis, cantores, Terra de boa gente e de poesias louváveis. Deu Castro Alves, Machado de Assis, Rachel de Queiroz, Vinicius de Morais, Juvenal Antunes, Cartola, Chico Buarque, Nomes que o tempo imortalizou e tão bem já os consagrou. 492

O Brasil verde amarelo, cheio de azul e branco, Deu o hino mais bonito, na letra e música incomparáveis, Também consagrou-se no futebol e no samba, E o carnaval é bandeira- estandarte! O Brasil - país dos cantores e grandes poetas- como negar? Deu Ângela Maria, Cauby Peixoto, Dalva de Oliveira, Silvio Caldas, Herivelto Martins, Lupicinio Rodrigues, Geraldo Vandré, Jorge Amado, Cora Coralina... Brasil de ilustres brasileiros, De João Cabral de Melo Neto, Graciliano Ramos, De uma marrom famosa,  Chamada cantora Alcione! Deu presidente, deu folclore, E mostra ao mundo a beleza dos mais belos lençóis d´água, A beleza do Pôr do Sol Dos seus bordados e cores.

414 LÚCIA HELENA PEREIRA - Ceará-Mirim/RN – Brasil - 09- 07- 1945 Residente em Natal/RN desde os ses anos e meio; Licenciada em História/UFRN – 1974; Curso prático de francês aos 18 anos; Escritora; Membro das entidades: Academia Feminina de Letras do RN; Academia Cearamirinense de Letras e Artes/RN; Academia de Letras de Teófilo Otoni/MG; Membro da UBE/RN.


O Brasil tem um coração nordestino, Com muita coisa bonita, Igrejas, Palácios e grandes nomes, Realçando a literatura, Deu o imortal Gonçalves Dias  - o poeta que soube cantar o amor! HOMENAGEM AO POETA MARANHENSE Gonçalves Dias Oh! invulgar verso d´oiro que as palavras escrevem À beira dos rios do Maranhão, Onde o exílio não se faz e só há festa de beleza natural De poesia divinal, decantando amor! Oh! Poeta das grandes inspirações Que o mundo conheceu e aplaudiu, E que novas gerações pesquisam e viram temas De monografias e teses, viram livros!   Oh! Divinal poeta de um infame exílio, Que em vez de chorar, gritar, arder em ódio, Escreveu a imortal “Canção do exílio” Onde até hoje canta um sabiá E aves gorjeiam a sinfonia do amor! Oh! Poeta de alta nobreza, Eu te rendo homenagem na bela canção nordestina, Onde dois cabras inteligentes: Zé Dantas e Luiz Gonzaga Escreveram uma letra pensando num sabiá E surge a musa Marina Elali para cantá-la e exultá-la. O que mais posso dizer do grande sábio das letras? Que foi tema de um trabalho em minha linda adolescência, Com a “Canção do exílio” que à época eu nem compreendia E hoje, quanto lamento, que esse poeta completo, Tenha se afastado dos seus, para pagar pela insensatez alheia! Oh! Poeta maranhense, teu nome é glória!

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Luciano Garcez415 Americana Americana Terra lusófona de sabiás pintaiados dos cauins de sangue dos canaviais emplastados mênstruo de via-estrela que derrama cheia de manha seu leite nos céus a fim de fecundar Tupã bravo forte Sol aos 15 anos certo Tupã-Trafica. Nela me perco amarga americana miragem raça de trote de mulas e imperadores de passagem. Americana terra negra de luares tão cantados que viraram moeda corrente.

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Americana terra sul vejo-te sonhando a ti continentalmente mãos agarradas ao corrimão da História mas mãos de antanho paraliticas mãos de recém banho, terramericanas, onde o exílio depõe contra sabiás e condores, e réus que se soltam por três mil réis. Bogari Jatir, não viste ou vieste, e foi por ti que me despi                                                            disposta e elidiste                                                     o aroma do bogari num só sono                                             com outra coisa qualquer. O fuzil desferiu tão frio mil esmeraldas em meu peito e inteira assim sangue de gema preciosa eu aqui:                                                                          inerte, vermes comendo as joias verdes                                                         ainda pergunto:                                                              - por que tardas, ó, Jatir?

415 Luciano Garcez - São Bernardo do Campo/São Paulo – Brasil - 1972. É literato, compositor, cancionista, maestro e performer. É mestre em Composição e Poesia pela UNESP e UNIRIO. Sua obra o mesmo define como “Mitopoética” e “Pluridimensional”, onde “Tempos, estilos, épocas e gêneros se misturam com a mesma elegância abstrata dos temas tão difusos que se organizam em uma banca de jornal ou nas páginas e links da Internet”.


Canção do Auto-Exílio Que triste, indiazinha, que triste que sou! Minha raça mais triste que a tua Menos raça, alma encanecida Que triste... Dom Sebastião arde em mim Mil vozes triestinas tão longe E tristes, tristemente vozes. Vieram d´além barcos, trouxeram-te açoites Teu povo de África, teu povo d´atlântica mata: Quem o banzo não roera os atabaques Morreu de sífilis achando que era amor... Ah, índia pequena, senhorinha-mucama Minha é a tristeza dos Azevedos Álvares Dos barcos também trazendo gente muda Que nunca soube dizer português pra si mesmo... Melancolia que não se enxerga é a que não mata Nem de amores, nem à dores – não tome por tua Não beba o cauim de noite mal dormida Abre a janela que tua alma cabocla, Ensimesmada mas ridente, é. Canta, canta, indiazinha, como teu Pai Tão bravo, tão forte, um filho do norte, Que o canto de morte, (Pai não sou...) guerreiros, ouvi!

Luciano Ortiz416 Eterno Uma voz canta ao exílio De um lugar de talvez Primeira e segunda canção Sextilhas do Frei Antão As “gonçalvesias” de todos os dias Eternizar-se-ia No mesmo contexto Sua característica, sua poesia. Um tubo de ensaio É o clima, A química entre ensaios A magia, o alquimista. 416 Luciano Ortiz - Guarapuava – PR – Brasil - professor. Músico, compositor e poeta. O primeiro livro no prelo será lançado em março de 2013. Livro de haicai que descreve uma nova proposta de haicai crítica e libertária. A arte e a crítica favorecem juízos imparciais com total realidade de temas e acontecimentos do cotidiano, vidas e vivências próximas e distantes. O libertário insere em um meio com olhos voltados a todas as direções.

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O artista A “experimência” Gonçalves Dias...

Poeta

Lucivani Vitoriano 417 Deixe o sabiá cantar Se exilado na tua alma Já não podes se alegrar; Procura uma vez mais tua calma, Deixe o sabiá cantar. Vá teus grandes desenganos Nas palmeiras pendurar. E nas várzeas põe teus prantos, Deixe o sabiá cantar. Viva o senso de comunidade Do poeta Gonçalves Dias: “Nosso céu... Nossas várzeas... Nossos bosques... Nossa vida...” 496

Nosso país tropical É um divino paraíso. Não fique em seu próprio exílio Sem motivos de se alegrar. Vá pra junto das palmeiras, Deixe cantar o sabiá! Estando longe dessa terra A grande saudade de cá Fez da “Canção do Exílio” um grito Que até hoje ecoa no ar Louvando a essas únicas palmeiras, Nas quais canta o sabiá. Toda Poesia Toda poesia É feita por gente Que não gosta De ser limitada Ao que já existe. Toda poesia É feita por gente Que viaja Na emoção, Do alegre ao triste. 417 Lucivani Vitoriano – Ariquemes – RO – Brasil - 10/10/1990


Toda poesia É feita por gente Apaixonada Pela arte De viver. Toda poesia É feita por gente Feita de poesia Como o Gonçalves Dias Devia ser. Toda poesia É feita por gente Que “cisma sozinho” E saber desenhar caminhos Com a magia de escrever. Toda poesia É feita por gente Marcada como bois. Que um dia foi Marcada sem saber. Toda poesia É feita por gente Contente por saber Que há mais poesias Sempre por fazer...

Luís Artur Severo da Silva418 CANÇÃO DO EXÍLIO No Brasil, há uma grande mistura de raças: negros, brancos, mulatos, loiros, morenos e pardos; na Alemanha, a maioria é muito branca. Lá, o clima é muito variável. Nos invernos, faz muito frio, chegando a temperaturas negativas; os Verões não são tão calorosos; as Primaveras, agradáveis 418 Luís Artur Severo da Silva - Porto Alegre/RS – Brasil - 16 de outubro de 1999. Estudante do Ensino Fundamental do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Integrante do Projeto “Imagens e Textos construindo Histórias e Versos”: “Banners Poéticos”, 2012. Participou da Oficina “Poesia Inclusiva”, com Deficientes Visuais, realizada no Cais do Porto - Casa do Armazém, em 26 de outubro de 2012, na Feira do Livro de Porto Alegre/RS, coordenados pela escritora e poetisa Roselaine Funari. E-mail: luisartur@hotmail.com

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e atrativas; e, nos Outonos, os parques e praças ganham tons amarelados. No Brasil, as estações estão bastante bagunçadas. Às vezes, enfrentamos as quatro, num só dia, mas, mesmo assim, temos boa qualidade de vida. Lá, a língua oficial é o alemão; aqui, a língua portuguesa.

Luis Henrique Insaurrauld Pereira419 DIAS COM  GONÇALVES Porquê fostes parar no mar ? Mestre Gonçalves passava seus dias forjando seus poemas Dando alma aos seus diálogos para o teatro Mergulhando fundo na vida do  tablado

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Porquê fostes arrebatado pelo mar ? Em tudo colocastes sua marca de valor e talento E em “ Rosa do Mar “ escreveu ao relento: “ Nisto o mar que se encapela A virgem bela Recolhe e leva consigo; Tão falaz em calmaria, Como a fria Polidez de um falso amigo”.    Porquê fostes perpetuado pelo mar ? Mirando no tempo e espaço escreveu Lindo poema, “ O Mar “,  que lhe enterneceu: “ Mas nesse instante que me está marcado, Em que hei de esta prisão fugir para sempre, Irei tão alto, ó mar, que lá não chegue Teu sonoro rugido. Desconhecendo o temor, o espaço, o tempo, Quebrará num relance o círculo estreito Do finito e dos céus !    Porquê escrevestes para o mar ? Será que sereias deixaram suas contendas e suas lendas E, se aproximaram de seus poemas 419 Luis Henrique Insaurrauld Pereira- Rio de Janeiro – RJ – Brasil - 22/05/1.951. Minha carreira de pretenso escritor iniciou-se nos bancos do “ Colégio Militar do Rio de Janeiro “. Alguns trabalhos sairam das gavetas e foram parar no site da CBJE ( Câmara Brasileira de Jovens Escritores ). Agradeço o tempo de suas vidas despendido com este humilde-tímido-aprendiz de escritor, e que possam degustar este “Poema“, como se sorve um vinho, saboreando cada gota, cada palavra.  Assim, bem pausadamente, sentir : o  aroma, a fluidez e o fino sabor.


E assim, caprichosamente, Espontaneamente e egoisticamente Lhe arrebataram para as profundezas do mar Para lhe acarinhar, para lhe homenagear Onde o oceano que tanto lhe transportou para Europa Fechar um último poema e na felicidade, se casar E, na plateia indivíduos a se alegrarem: Cavalos-marinho, tartarugas, namorados, badejos, garoupas,...   Porque escrevestes pouco para nós ? Ficamos sedentos de seus manuscritos E, ficamos nos cantos do Sabiá inscritos: Pois, “ Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá “.

Luis Lima420/Luzenice Macedo421 dias de joão seu gonçalves venho lhe pedir um favor me diz como faz pra brotar outro pé no vale se pé não dá pé pedir vale à pena seu gonçalves venho lhe pedir um favor nesses dias difíceis não há um joão que resista então passe a revista por todo o batalhão que a lágrima reza a novena e a seca castiga o sertão é que eu já sabia que sabiá ia cantar o fio da navalha já se perdeu do barbeiro e a velha mortalha deu seu adeus fevereiro é que eu já sabia que sabiá ia cantar sinhazinha deixou os seus cordéis no varal o vento levou as rimas pras bandas de lá cuidado com o rastro na roça que carcará vem pegar 420 Luis Lima - São Luís, MA – Brasil - 05/10/1964. Apenas um maranhense compositor com extensão do mundo, sem distinção. Um fazedor de arte, graduado na universidade de enrolamentos dos legítimos charutos socialistas cubanos. Um nato comunista credor da palavra, desconfiado das maiorias. Segue imperfeito sem acabamento, com mestrado em ciência de coisa nenhuma... Autor dos cd’s Palavrando e Expresso de letras e do livro de poesia Arrumador de palavras, por enquanto... 421 Luzenice Macedo - Codó, MA – Brasil - 20/10/1973. Remanescente do bando das Marias Bonitas. Menina do mato, de Codó e da terra de Gonçalves... Ora fina flor dos madrigais de Raposa, MA. Formada em Biologia pela Universidade Federal do Maranhão, eterna aprendiz de feiticeira... do pó de pirlimpimpim. Sem encontro marcado com os “dadores” de idéia do mundo real, por isso, fazedora de cordéis.

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Luís Mário Oliveira422

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GONÇALVES DIAS Português e mestiço, esse seu sangue Caxiense, entre outros, imortal E pelas leis encampou, seu teatro, jornal Gonçalves Dias e noites, romancista Quanto da tua honra, poeta, Ville de Boulogre, naufrago, teus versos Baixos de Atins te traga, te levou Portugal, língua mãe que te acolheu, sem as palmeiras Sem os sabiás. Sem as canções do exílio, reversos Os teus primeiros cantos, Ana Amélia Ferreira Vale, Valem teus versos Onde nasce e morre o poema Sala de sofrimento, preconceito medonho, infame Teu amor, o amor, abatido por desilusões, pela dor Enfim te vejo, enfim posso curvado aos teus pés dizer-te Oh! Amélia. Largo dos Amores, São Luís, Ilha do Amor Gonçalves dias, salve esse casamento que não ouve Salvem os teus dias. Investido em ti, ó poeta, meu Deus, grande poeta Ousaria com a mulher, Ana, Amélia, entre todas Rosas Cravos, Orquídeas e Camélias. Casou-se pois então em línguas Desse latim que principio, minha boca Não te consigo ver morrendo, náufrago Envenenado com água do mar que também cantaste Esse mesmo mar que poemo, que me banho Aqui em nossas praias, onde tua letra fica Como sal, esse mesmo que te imortaliza, conserva O amor, do amor, para o amor calcifica Foste o único afogado em lágrimas Nesse mesmo mar que te escolheu Nas águas profundas, quanto desse sal Lágrimas de Portugal? Pessoa, fingidor, completamente dor Que deixaste na emoção da tua existência Da tua vontade não permitiu Deus Que morresse sem que por último admirasse As terras que pela vida afora cantaste Entre as palmeiras e o gorjeio dos sabiás Imortalizados como tu, nesse eterno poema.

422 Luís Mário Oliveira - Presidente Dutra – MA – Brasil - 25 de Fevereiro de 1969. Entusiasta da literatura, teve seu primeiro curso superior iniciado em 1992 em LETRAS - UNICEUMA. Sempre extraindo a poesia apanhada do dia-a-dia, tem grande oficina, pois graduado em Administração Rural, pela UEMA 2002, esteve colaborando no meio agroeconômico por Estados distintos tais: Rondônia, Roraima e a sua terra natal, Maranhão.


ANOS, SOMENTE Que coisa, que poesia Que dor, doída, doentia Esse mesmo amor, o que eu sinto Ainda uma vez, adeus! Por esse amor casto, tua chaga Tantos lamentos derramaste Dos olhos dela afastados os teus Tornou-se um tédio tua vida ... Dessa morte qual não escapaste Pediste, imploraste a Amélia Que o perdão o fosse te dado Pois ao amor, por ti, poeta, ignorado Dois mundos se fizeram distantes De um só amor que de tão galopante Matara em vida tantos sonhos Oh! meu Deus, Dezoito estrofes, de pancadas Que dói em meu coração, que vejo Longe de ti, do teu sofrer, te ser poeta Gonçalves, salvem esses teus dias Todos em tua legenda A decantar essa vida martírio, miséria Em vossos olhos a nadar em lágrimas Pavorosa dor que me sinto ao ler-te Sei que lutaste, para não expô-la pública Pediste perdão por cem vezes, pediste Quiseste pois piedade, compaixão E ainda uma vez adeus Nesse misericordioso processo Onde acamado morreste, náufrago Dentro da própria poesia Que ora decanto em tua homenagem Para que o amor seja exaltado, sempre Ao exemplo maior que já nos dera De amar por de tão grande, padecer Perambular a vida toda, sem merecer As águas traiçoeiras que tragaram Nesse litoral que hoje banha Tua memória, sonhos, teus amores Tragica vida, quãos dissabores Nesse instante em que choro, soluço Acabrunhadas letras componho Gonçalves, salvem os teus dias Ainda uma vez, Adeus.

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Luiz Cordeiro de Melo - Luiz Cordelo423 ACRÓSTICO À GONÇALVES DIAS O POETA ANTÔNIO GONÇALVES DIAS O Poeta Antônio Gonçalves Dias, Patriota que pasma o País em canto. O Brasil abraçou quem brindou poesias; Em Caxias (Maranhão) eclodiu o encanto: Teatrólogo; atendo-se bem mais a etnias; Advogado; poeta à elegia, um tanto:

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‘Ainda uma vez – Adeus’ foi uma a Ana Amélia. Não desposa Ana honrando a família dela: Triunfado o racismo, em vez de amor, o pranto; Oh! Ninguém riu! E o poeta partiu pro Rio. No mesmo ano que à Amélia desistiu, Infeliz e oportunamente esposou Olímpia: u’elo, que em quatro anos quebrou. Gradativo Gonçalves Dias viveu: O sobrar da saudade e o faltar à saúde. Num estranho local, em Coimbra, escreveu, Com tristeza, a “Canção do Exílio” em virtude Às virtudes que havia mais no Solo, o seu! Luso estudo, ok! Tudo o mais era rude: -Vivo ausente aos meus! ...Deus, longe não morra eu, Em lembrar o Brasil, seu Sabiá..., me mude; Seu cantar tem melhor pio que o do europeu. Deus o quis, e fê-lo mudar de “estágio”: “Impelido dum mundo a outro”, em suas viagens: Adoece; e um naufrágio o flagra frágil; Salva o navi’outros; só não salvou Gonçalves! CANÇÃO DO EX-EXÍLIO Extraído do Salmo 137 (no ápice da poesia hebraica), pelo contraste e mesmeidade sentimentais à poesia: “Canção do Exílio”, de GONÇALVES DIAS. Juntos aos rios de Babilônia, onde o canto era chorar; as harpas que em haste tínhamos não tiniam nada lá.

423 Luiz Cordeiro de Melo (Luiz Cordelo) - Campina Grande – PB – Brasil - 28 de agosto de 1958, admira poesias desde jovem, mas apenas há cinco anos tem se dedicado a escrita de cordéis, inspirado em grandes poetas, como Ronaldo Cunha Lima, poeta paraibano, e o próprio Gonçalves Dias, por isso o contentamento em participar desta antologia. Dentre suas obras já produzidas, estão: O Guri Davi Engoliu o Grande Golias; O Rei Davi. Contato: luizcordelo@gmail.com.


Nosso povo tem estrelas mas não emitiam fulgores; nossos cantos sem mais vida, na terra dos opressores. Em cismar: foi humilhante os caldeus nos pedir lá, que cantássemos canções que pudessem se “alegrar”.* Minha terra tem valores que tais não se encontram lá. Em Sião não tem açoite. - Há prazer em te habitar! Minha terra tem cantores Onde canto, se sabe, há.  Não permita Deus que viva quem queria escravizar de Israel os seus amores e das flores que tem cá. E que inda botem Babel onde pranto, o sabe, há** DE OBRAS FARTO EM TEMPOS CURTOS De ter sido o poeta que mais versos deu, Eis verdade se em conta levar o período (Os 41 anos seus). Bem pouco vivido! Brasileiro que à Pátria bem enobreceu. Redatando revista, moveu Romantismo: Alavanca o Indianismo; e o Lirismo ergueu. Sua’obras poéticas nascem no Naturalismo. Fluentemente escreveu: A MANGUEIRA; A MÃE D’ÁGUA; A VISÃO; O ROMPER D’ALVA; O CANTO DO PIAGA; RECORDAÇÃO; DEPRECAÇÃO; CANÇÃO; AMOR; TE DEUM; - - DESEJO; A VIRGEM; O TROVADOR; O COMETA; O ORGULHOSO; O OIRO; O DESENGANO; EPICÉDIO; - - - - - - - - - - - - AMOR! DELÍRIO-ENGANO; MINHA MUSA; SE TE AMO, NÃO SEI!; SONHO; LIRA; TABIRA (ao Pernambuco) e (ao mundo) outro TABIRA; E - - - SEXTILHAS DE FREI ANTÃO; OS TIMBIRAS; MINHA VIDA E MEUS AMORES; A DUAS AMIGAS; PEDIDO; - - - ANIVERSÁRIO DE UM CASAMENTO; O SOLDADO ESPANHOU; A CRUZ; PASSAMENTO; SE SE MORRE DE AMAR; SOLIDÃO; SOFRIMENTO;

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CONSOLAÇÃO NAS LÁGRIMAS; LEVIANA; U’a série: VISÕES; SONHO; I-JUCA PIRAMA; ROSA NO MAR; MARABÁ; MIMOSA E BELA; TRISTEZA; - - - - - A HISTÓRIA; SEMPRE ELA; O CONTO DO ÍNDIO; - - - - - À MORTE PREMATURA; SEUS OLHOS TÃO NEGROS, TÃO BELOS, TÃO PUROS.

ANA AMÉLIA- SEU ENCANTO E AMOR DESESPERADO: O SEU MAL AO DR. JOÃO DUARTE LISBOA SERRA; N“O TEMPLO”; OS SUSPIROS; À MORTE; MINHA TERRA; A VILA MALDITA-CIDADE DE DEUS; AS ARTES SÃO IRMÃS; AS DUAS COROAS; MISERRIMUS; DESTERRO DE UM POBRE VELHO; É! “QUE COISA É UM MINISTRO”; QUE ME PEDES; LEITO DE FOLHAS VERDES; OLHOS VERDES; IDÉIA DE DEUS*; AINDA UMA VEZ-ADEUS; A CONCHA E A VIRGEM; O GIGANTE DE PEDRAS;

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SEUS OLHOS; PRODÍGIO; QUADRAS DA MINHA VIDA; E - - - - “COMO SE AMA O CALOR E A LUZ QUERIDA”. Uns Hinos: - - - - A LUA; A NOITE; A TEMPESTADE; E “O PRESBÍTERO”; - - - - O QUE MAIS DÓI NA VIDA; Na “INOCÊNCIA”; A MENDIGA; outro Hino: A TARDE; CANTO INAUGURAL; CAXIAS; CANÇÃO DO EXÍLIO: À língua portuguesa, u’a surpresa!!! - - - - - - - - - “DELÍRIO”; Não fez: “SEGURA O ÍNDIO LOUCO”, eis ciúmes! TRISTE DO TROVADOR; PALINÓDIA; QUEIXUMES; O “CANTO DO TAMOIO; CANTO DO GUERREIRO; E “CANTOS”: ÚLTIMOS...; SEGUNDOS...; PRIMEIROS... A QUEDA DE SATANÁS; - - - - - - - - foi O CIÚME; MEDITAÇÃO; DIES IRAE; - - - COMO TE AMO; O BAILE; FADÁRIO; O PIRATA; - A UNS ANOS; RETRATAÇÃO; CANTOS (co’os NOVOS CANTOS); DESESPERANÇA; - AGAR NO DESERTO; HARPEJOS; E “CANÇÃO DE BUG-JARGAL”; SONETO; OS BEIJOS; SE QUERES QUE SONHE; NENIA...; SEI AMAR; E “MENINA E MOÇA”; e VELHICE E MOCIDADE; SONHO DE VIRGEM; FLOR DE BELEZA; O MAR; PROTESTO; QUANDO NAS HORAS; SAUDADES;


E “CAXIAS(1)”; HARMONIA; LIRA QUEBRADA; ROLA; O SONO; A INFÂNCIA; NUVEM DOIRADA; ANELO; AS FLORES; - - A UM POETA EXILADO; DESALENTO; O MEU SEPULCRO; URGE O TEMPO; O ANJO DA HARMONIA; NÃO ME DEIXES; ZULMIRA. O HOMEM FORTE; A SUA VOZ; - - - A UMA POETISA. SE EU FOSSE QUERIDO; A FLOR DO AMOR; A PASTORA; ESPERA; A MORTE É VÁRIA; A BAUNILHA; U’a DEDICATÓRIA A - - - - - - TEÓFILO LEAL, Mui leal a ele. Hino: À HARMONIA; AO NATAL; A UM MENINO; SOLÁO DE GONÇALO HENRIQUEZ; LÓA DA PRINCESA SANTA; UM ANJO; AMANHÃ.

AO SEU RESPEITO E ATÉ À MORTE; E TRISTE LUTO: HOMENAGENS ANGELINA; - - - SAUDADES (À Minha Irmã); Oh! Que versejar: “GULMARE E MUSTAPHÔ---! SE NÃO QUERES LIGAR-TE COMIGO; ANÁLIA... E outro - - - - - -SONETO (Pensas Tu Bela Anarda...); Um “POR UM AI”; SOBRE O TÚMULO DE UM MENINO... Resta - CUMPRIMENTO DE UM VOTO... - ; ASSASSINO; E um “ADEUS” - - - - (A Meus Amigos do Maranhão); Suas NOTAS; SOLÁO DO SENHOR REI DÃO JOÃO; PRÓLOGO de Obras Póstumas; - - - - - - - - e à canção: Em LIRA VÁRIA; GUANABARA; outras cito: Inda AMAZONAS; MEMÓRIAS D´AGAPITO... Tem “VINTE ANOS”; A LENDA DO AMAZONAS... O DESCOBRIMENTO DO BRASIL...; fez crônicas. E os DRAMAS...; REFLEXÕES SOBRE ...MARANHÃO. A “Canção Triste” - - - - - - - RESPOSTA `A RELIGIÃO. Tem a - - - - - - - - - VIAGEM PELO RIO AMAZONAS; É “HISTÓRIA PÁTRIA”; O BRASIL E A OCEÂNIA. As DEDICATÓRIAS...cada qual mais linda. Minha Terra Tem Palmeiras; Amar-te Ainda; O “Canto Popular”; - A Existência de Deus. Rogos: “Longe da Pátria”; “Basta uma Vez”; Tem Hino: Ao Brasil; ...Modinha...; Ontem no Baile. E CARTAS...; e “Versos Póstumos” e “Obras Póstumas...”

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Escreve obras teatrais: PATKULL, BOABDIL; Teve ânsia e publicou: LEONOR DE MENDONÇA; Restrito, não publicou: BEATRIZ CENCI. Inda “A Noiva de Messina” traduziu; e, Seu - - - - “Dicionário da Língua Tupi”. Trabalho: “A Origem dos Índios de América”. Enquadra em “americana” su’obra poética... Letrado, alcançou, graças à alma e mão destras, U’acento à Academia Brasileira de Letras; Trouxe ao Brasil obras de exímios exemplos. Olhou pouco a elogio, dinheiro, ou os templos... Homem assim por que não recebeu o título: “O Maior Brasileiro De Todos Os Tempos”? Maior em versos, e diverso, em capítulo; Eloquente e imerso ao popular e erudito. Não foi rico de bens; foi “pobre de espírito”; Ah! Não há de “ser dele o reino dos céus”? Gonçalves, se sabe, pelos livros seus, Enaltece a natureza e O que a fez, Deus. Não admite “Evolução”, sim “Criação”: Sua “Ideia de Deus”, a aprova e dá razão. 506

Luiz Guilherme Libório Alves da Silva424 Segue-se abaixo o dito por Gonçalvão ontem à noite, um poema-não - Metrifico, tenho de metrificar, se não morro sufocado. Os temas que candidatam-se a poema saem de mim sozinhos se não os escrevo. Eles pulam dos meus olhos, entopem meus poros, enroscam-me a garganta. Os outros humanos perguntam: “Sente-se bem?”. Não tenho coordenação nem para negar. Pulo, ofego, bato a mesa, enfio as pálpebras nos dedos; Tenho de metrificar para forçar poemas, tenho de forçar poemas para alojar minhas ideias sufocantes. Tenho de metrificar. O Surto de Gonçalves Dias -Poeta, ouve; O brilho, a luz que seja, Vinda da lua mesmo apagada Enquanto acesa Nada mais é que a aresta do real astro reaproveitada.-

424 Luiz Guilherme Libório Alves da Silva - Bebedouro – SP – Brasil - 23/11/1994, estudo Letras na Universidade Federal de Minas Gerais, tendo iniciado meu curso na Universidade Federal de Goiás. moro em Belo Horizonte.


Espanto. Estás nas pontas dos pés Sob o arco inesperado da caverna O vento que encrespa teu rosto Inclinando-te qual pescaria... De olhos fechados pela claridade Apenas sentindo o calor que emana do sol Você se sente mal. Sente-se realmente mal E abandonas o momento E volta correndo para o escuro Para o bem, para o amor, Desesperado de saber. Verdade: Verdade nenhuma Foi feita pra poeta.

Luiz Penha Pinós Bissigo

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CANÇÃO DO EXÍLIO Aqui, em Jaguarão  não cultuam a tradição; em Porto Alegre, tem de montão. Aqui, em Jaguarão o amor é impuro e sem graça; em Porto Alegre, mesmo retratado num muro, perpetua-se. Aqui, em Jaguarão, que mulheres há para amar, já que, em Porto Alegre,  elas Lá vão estar. Minha saudade de Porto Alegre está além da compreensão, pois as pessoas, que amo, Lá ficaram.

425 Luiz Penha Pinós Bissigo - Porto Alegre/RS – Brasil - 05 de maio de 1994. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Membro Efetivo da Academia de Letras Machado de Assis, Porto Alegre/RS, Cadeira 49, Patrono: Sousândrade (Joaquim de Sousa Andrade); e, Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores, Balneário Camboriú/SC. Integrante dos Projetos Literários “Tabuleiro de xadrez lírico”, 2011; e “Porta copos poéticos”, 2012. Coautor do E-book “Haikais”, postado no site Teia dos Amigos, de Sonia Orsiolli, Sorocaba/SP. E-mail: luiz.bissigo@terra.com.br

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M. A. Lima Barata426 - 10 de Agosto de 1872. Por ocasião da inauguração da estátua em São Luís427 Mais um sol se escondeu no fundo oceano Mais uma pérola para o mar voltou; Morreu mais um poeta soberano, Mais uma harpa estalou. P. de Calaz N.S. Qual geme Éolo iracundo Nas areias do Saara; Como o troar da pocema Tangida pelo Tupá; E o eco das ventanias No bronco das penedias - Tal nasceu Gonçalves Dias D’um sopro de Jeová!

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Fagulha da inteligência Tornou-se um facho de luz! Gênio! Trindade soberba D’Homero, Dante e Jesus, Embora tanto sofresse E mão súplice estendesse, Ninguém diz que ele jazesse Da corrupção nos paúes! Ergueu-se! Elevou-se tanto Quanto se eleva o condor Que solta o voo dos Antes E vai pousar no Tabor! E nesse voo arrojado, Deixa após si consternado, Todo o espaço admirado, Todo o Atlântico em furor Moldado para o sublime, Pra grandeza da dicção, O gênio transpôs do éter A desmedida amplidão! E aos Alpes que o cortejaram E pasmos, quedos ficaram, Por seu turno recuaram Das lavas da erudição!

426 Leal, Henriques, Pantheon Maranhense, São Luís, 1874, p 501-503. Poesias compiladas por Weberson Fernandes Grizoste - Jauru – MT – Brasil 427 Serve de título.


Como judeu da legenda Vive o bardo a caminhar Mas este aonde chegasse Tinha um pouso a descansar! Aos gênios tal acontece; E se o vulto desparece, Nunca a memória fenece; O mármore fá-la lembrar! Quando seu ninho materno Buscava o triste antor, Leve fez da linda Coema Flor de b’leza e luz do amor, Abre-se um mar de safiras, E ao som das celestes liras, Mago Tupã dos Timbiras D’a su’alma ao criador. Não pode descer à terra Um ente que vem dos céus! Sete palmos de terreno Não podem conter um Deus! Quem por berço teve o mundo, Por nome um séc’lo fecundo, Só pode dormir no fundo Do leito dos Prometeus! Para viver respeitado Do templo p’la grande mó, Deus! estuário do gênio Nunca o soterra do pó! Tal fez ao rei dos talentos! Mais rijo que os elementos, Maior que mil monumentos Deu-lhe um nome, um nome só. Mas deveis sempre orgulhar-vos Ó filhos do Maranhão Dos atos que praticardes Como este – do coração; Pois ao Deus das harmonias, Ao gênio das melodias… Pagais a Gonçalves Dias Um penhor de gratidão!

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Madalena Müller428 AFASTADOS OS CORPOS, UM DIA AS ALMAS SE ENCONTRAM Um dia no Maranhão nascera um garotinho chamado Gonçalves Dias de uma união não oficializada, de um portugues docemente atrevido e uma mestiça que fora amada... ... menino de face intrigante com a miscigenação em seu corpo estampada, dando-lhe um divino charme frente a sua figura formada... ... uniões que não são sacramentadas pelo terrível preconceito, seja pela cor, raça, idade ou situação financeira e onde levando o amor distante de seu leito... ... o fruto das noites nem tão dormidas fora estudar na origem do Pai, em sua terra Natal, sendo que pequeno sua doutrina fora no Brasil e jovenzinho fora-se para Portugal... 510

... tão logo seu curso de Artes no secundário concluira e distante em Direito fora formado, mal sabia que seu coração romântico de seu amor seria isolado. Não adiantou a astucia de caixeiro nem a perspicácia na escrituração, na experiência da loja de seus Pais levou em sua viagem ele em seu coração... ... foi-se para a terra de origem do Pai e aí concluíra sua secundária educação, e a III formação, sendo no período inicial até a sua formatura escrevera a divina canção... ... no exílio de seus pensamentos onde fez a divina união entre consoante e vogal, dando um toque supremo a minha e também dele terra Natal... 428 Madalena Müller -Rio Grande do Sul – Brasil - 13.01.1961. Sou empresária, fiz muitos cursos e que uso o conhecimento no decorrer dos dias, por muito exerci minha função como estilista de moda e do ateliê mantive um sorriso constante a cada obra, no decorrer das entrelinhas da vida tivera que optar pelo outro caminho que meu Y apresentou... serei uma eterna estudante, a indisciplina de situações que nos são colocadas fazem-me sempre retornar numa disciplina diferente, penso que serei uma eterna estudante... tal qual o povo do Maranhão, que mantém as graças na alegria e na esperança do sorriso... em sua bandeira estampa minhas cores preferidas junto ao infinito do céu!!!


... desde quando conheço as escritas e ouço o som do sabiá ha cantar, já vejo-me dançando dentre as palmeiras e sorrio sentindo meu corpo/mente ao meio movimentar... ... já vejo o céu estrelado e as flores por todos os caminhos, sinto o verde da esperança florindo e a brisa envolvente fazendo-me carinhos... ... eis que os amigos foram-lhe presentes auxiliando-o até que tivesse sua graduação, pudera pela força da suave canção entrar no veio literário sendo considerado o principal poeta romântico da geração... ... tivera poemas considerados imorais e na época foram barrados pela hipocrisia, entre os primeiros cantos lançados conheceu a mulher que para sempre amaria... ... teve aulas de francês, latim e filosofia com o direito esquecido fora jornalista e professor, fundou o jornal literário “Guanabara” e não soubera persistir para buscar seu amor... ... com a negativa dos Pais de Ana Amélia com a moça Olímpia fora casar, tão logo liberto da aliança pudera com sua Ana encontrar... ... ela casara por vingança com outro e deserdada por sua família que também não o aprovou, foram-se para terra distante e perseguidos seu estabelecimento comercial quebrou... ... seu primeiro marido falecera e ela tivera a segunda união formada, pudera ter a graça de um filho em sua vida agregada... ... Dias novamente tentou, ela não aceitara a declamação de seu poema e o pedido ficara retido no desejo de sua inocência, desengano que deu-lhe muita tristeza ao dado adeus de seu amor ficando-o na abstinência... ... o orgulhoso menino que deixara de lado perpetuou no templo sua altivez, ainda, mais uma vez – adeus e seu amor não teria mais uma vez...

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... desolado a doença da hepatite toma-lhe e em terra distante tenta se curar, em seu retorno tal quais seus olhos verdes naufragara no fundo do mar... ... quando seu corpo imobilizado a sua alma tivera o acalento reconhecido, sua amada fez-se presente dizendo que nunca lhe tinha esquecido... ... Ana novamente surge, dentro do teatro sob aplausos e num choro profundo ao léu, a esperança que tinha nosso Dias fez-se presente junto ha ele no caminho do céu. Situação idêntica que em minha família acontecera e sou fruto do Chrystian que de seu verdadeiro pai fora afastado, deste nunca tomara conhecimento e no passar dos tempos sabe-se o porquê de um chapéu ao nosso lado...

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... na vida nada para sempre fica oculto e o Amor numa outra com certeza será perpetuado, não existe força que tirem-lhe para sempre a alma gêmea de seu lado!!!

Maiara Gonçalves de Oliveira429 Saudades Gonçalves Dias Tão bonito dizia, Com seus poemas românticos, Qualquer flor seca renascia. Gonçalves Dias adorava onde vivia; Lá ele era feliz, lá ele gostava do canto do sabiá E assim conquistou muitas coisas por lá. Gostava da selva, do campo, das flores, Um homem apaixonado, Com olhar alegre, cheio de amor, Gonçalves Dias, um brasileiro de coragem, Gonçalves Dias, um homem que deixou saudades.

429 Maiara Gonçalves de Oliveira - Teresópolis – RJ - Brasil - 25/01/1998, poetaluna do 9.º Ano da E. M. Alcino Francisco da Silva, em Teresópolis/RJ, e já possui poemas publicados no blog “Palavras do Coração”, do poetamigo Geovane Alves dos Reis. Professor orientador: Carlos Brunno S. Barbosa


Manoel Alexandre de Santana Sobrinho – Manoel Sobrinho430 A MORTE DE GONÇALVES DIAS431 Que adiantava ficar na velha Euriopa, se era Inútil procurar prender no peito a vida, Que, ansiosa de habitar mais arejada esfera, Breve diria ao poeta o adeus da despedida? Ela, que anima num ser, às vezes repelente, Um século, ainda cedo ia a plimagem fina Bater deixando inerte insigne doente, Assim como se deixa um palacete em ruína... Já não podia o bom clima do velho mundo Lenitivo trazer em seu tormento, ao poeta, Que expressava no olhar, nostálgico e profundo, A tragédia da sua dor secreta... E a Pátria? Ah! Não morrer, nunca, diante dela, Quem tanto se esforçou pela grandeza sua! E logo, afoitamente, uma enfunada vela Pos sobre os vagalhões marítimos flutua... O vento sopra, o mar espuma, o barco avança, Ao ritmo das canções rudes da marujada, Levando quem só nute, agora, uma esperança: Ver o risonho céu da Pátria suspirada. Pensar em ver a terra onde, ao calor da vida, Escustara de amor, suave, a primeira jura, Leva o poeta a esquecer sua mortal ferida E a sentir-se feliz dentro do mal sem cura... Pejados de incertza e de aborrecimento, Moroso e comuns, vão desfilando os dias, Enquanto, ora contrária, ora a favor do vento, Vai devorando a nau léguas de ondas bravias... II Amplo e formoso céu, norte de Pindorama! Horizontes de anil, praias de areia solta; Revoada de guarás, currais de pesca, o drama Das igaras, além, contra a maré revolta. 430 Manoel Sobrinho - Manoel Alexandre de Santana Sobrinho - São Francisco do Maranhão – Brasil - 04 de janeiro de 1897. Poeta. Titular da Cadeira 19, patroneada por Teofilo Dias, na Academia maranhense de Letras. Bibliografia: Hora Iluminada (Rio, 1948); Pétalas e farpas 431 RAMOS, Clovis. ROTEIRO LITERÁRIO DO MARANHÃO – Neoclássicos e Romanticos. Niteroi: Clovis Ramos, 2001, p. 311-313, Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão

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Ilhas, verdes painéis, rochas e ribanceiras, Alvas garças ao longe, em silencioso idílio... Leque espalmando ao vento, às margens, as palmeiras Denairosas da selva e da “Canção do Exílio”. O barco, a doideja, busca no leme apoio, Esaiando um bordejo em direção da terra, E do altivo cantor do Piaga e do Tamoio O olhar perscrutador pelas paisagens erra... Sente, ele, ao contemplar o seu torrão já perto, A alegria feliz que há nas aves canoras, E cheio de emoção, chora sorrindo, certo De pisá-lo outra vez, dentro de algumas horas... III Que favores o poeta ainda esperar podia Da vida a iluminar-lhe as horas derradeiras? A fronte repousar, ela que em febre ardia, No seio maternal da terra das Palmeiras.

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Mas... o destino e o mar resolveram, num convenio, Desastrado ou infeliz (ninguém ao certo sabe) Que é humilhante demais para tamanho gênio, Dar-lhe a morte comum que a toda gente cabe. E nisto, se levanta uma onda crespa e afoita, Dos ventos estivais ao ríspido assobio, E logo a embarcação desequilibra e açoita, Lançando-a, rudemente, à ponta de uma baixio. Aumenta e recrudesce o revolver oceânico, Pende outra vez para a corrente funda, Enquanto, a provocar o desespero e o pânico, A água o enorme porão do velho barco inunda. Pelo convés, coxia e camarote, aos tombos, Anda gente a correr, doida, sem paradeiro Vendo beber o mar, pelos tremendos rombos, Numa avidez estranha, o úmido veleiro. Galopam vagalhões em repetidas rondas, Ameaçadoramente, em volta do navio; Das criaturas que vão quase a imergir nas ondas, Mais que tudo comove o inútil vozerio... Em meio às afliçõe daquela gente inquieta, Que se apavora ouvindo o uivo do mar profundo, Ergue, serenament, a altiva fronte, o poeta, Para mandar o seu ultimo adeus ao mundo.


Lança o régio cantor das tribos brasileiras À terra um doce olhar, sem laivo algums de mágoas; Sorri, fitado ao longe o vulto das palmeiras, E... some-se depois no turbuilhão das águas!

Manoel Bezerra MISTURA NATIVA Do cruzamento das raças, Nasceste mestiço E te fizeste poeta híbrido De sangue português-índio, - teus pais! A natureza bela, - Caxias, matas dos jatobás! Foi o teu berço de origem, Terras de palmeiras e sabiás, Que retrataste Na singeleza nativa A canção do exílio, Saudosíssimo do teu lar!

Manoel de Páscoa Medeiros Teixeira – Professor Passarinho432 CANÇÃO AO POETA: A CRÍTICA CULTURAL HOMENAGEM A GONÇALVES DIAS Se, se tu voltasses, poeta não saberias rimar porque acabaram as belezas da terra do sabiá. Existem poucas palmeiras, alguns sabiás a cantar... na mata da Boa Vista, poucos pés de jatobá. As nossas palmeiras bonitas são devastadas no chão por invasores estranhos na terra do Maranhão. Eu sinto a dor e a tristeza daquele verde acabado, as matas viraram desertos e os índios abandonados. 432 Manoel De Páscoa Medeiros Teixeira - Olinda – PE - Brasil. Popularmente conhecido como Professor Passinho. É poeta, autor de lendas, filósofo e teólogo. O grande educador de Caxias-MA é membro efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Caxias (IHGC) e membro fundador da Academia Sertaneja de Letras, Educação.

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o poeta dizia, em sua canção centenária, que os nossos bosques têm vida... hoje não existe mais nada. Só resta apenas, poeta, o céu infinito do além... porque a maldade dos homens não alcançaram também. Está tudo danificado, desrespeitaram a cultura; não conservaram o passado nem a riqueza da nossa história. Agora suplico a força da divina proteção! descansa em paz, alma poética... (nas águas lindas e pardas do mar) meu velho indianista da mata da Boa Vista, poeta nacional, o líder imortal Antônio Gonçalves Dias.

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Manoel Lúcio de Medeiros - Malume433 TRIBUTO A ANTONIO GONÇALVES DIAS. Um poeta brasileiro de cultura, Estudou francês, latim, filosofia, Foi também formado em advocacia, Conhecido por sua grande bravura! Foi um grande professor e jornalista, Lecionando a cadeira de latim, Homem de uma cultura sem ter fim, Dos poemas, foi um grande sonetista!   Ao Antônio deixo, pois, o meu tributo, Um poeta de uma forte inspiração, Hoje o mundo inteiro sente o seu fruto!   Lembraremos para sempre tua imagem, À cultura, deixaste grande bagagem, Para todos, um acervo absoluto!

433 Manoel Lúcio de Medeiros – Malume - Fortaleza – Ce – Brasil. Graduou-se em Pedagogia pela Universidade Estadual do Ceará, (UECE) e fez pós-graduação em Pedagogia pela Universidade Estadual Vale do Acaraú. É Bacharel e Mestre em teologia pela Faculdade de Teologia Filadélfia, em Recife-PE. Já escreveu mais de 2000 sonetos e poemas.


LEMBRANÇAS DE ANTONIO GONÇALVES DIAS. Ele nasceu no sitio Boa Vista, Nas terras lindas do meu Jatobá, Este poeta que veio de lá, Trouxe a letra que a todos conquista! Atuou no teatro do Brasil, Amante do francês e do latim, Um grande jornalista foi, enfim, Exemplo de cultura juvenil!   Da pátria, mergulhado na saudade, Sofreu no coração a nostalgia, Mostrando em versos o seu romantismo!   Sentindo de sua terra ansiedade, Nos mares volta com toda alegria, Mas um naufrágio o leva ao abismo! ADEUS POETA ANTONIO GONÇALVES DIAS. A saudade já batia no teu peito, Por morares tão longe da tua nação, Nostalgias te cercavam o coração, Só o retorno te deixava satisfeito!   Com teu sonho a brotar à flor da pele, No navio tu regressas pelo mar, Mas as águas que te fazem naufragar, Traçam tua vida num destino imbele!   O teu corpo entre ondas foi perdido, Mas em glória, foi teu verso transferido, A lembrança de brilhar cada nação!   Hoje este meu poema te ofereço, Meu poeta, oh, quão alto foi o preço, Que pagaste pra deixar tua lição!

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Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho - Manuel Bandeira434

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O NOME EM SI435 Antônio, filho de JOÃO MANUEL GONÇALVES DIAS e VICÊNCIA MENDES FERREIRA ANTÔNIO MENDES FERREIRA GONÇALVES DIAS ANTONIO FERREIRA GONÇALVES DIAS GONÇALVES DUTRA GONÇALVES DANTAS GONÇALVES DIAS GONÇALVES GONÇALVES GONÇALVES GONÇALVES DIAS DIAS DIAS DIAS DIAS DIAS GONÇALVES DIAS GONÇALVES GONÇALVES DIAS & CIA GONÇALVES DIAS & CIA Dr. ANTÔNIO GONÇALVES DIAS EREMILDO GONÇALVES DIAS AUGUSTO GONSALVES DIAS Ilmo. e Exmo. Sr. AUGUSTO GONÇALVES DIAS GONÇALVES DIAS DIAS GONÇALVES GONÇALVES DIAS

Manuela Ferreira436 O Poeta visto de cá Daqui te levaram ainda quimera, E tu não eras mais que o desejado. Atravessaste o mar, o outro lado; Brotaste longe, nós à tua espera. Havias de voltar, estava escrito Nas linhas do destino que trazias. Tu, Grande Poeta, Gonçalves Dias, Cravaste longe as unhas do teu grito.

434 Manuel Carneiro de Sousa Bandeira Filho (Recife, 19 de abril de 1886 — Rio de Janeiro, 13 de outubro de 1968) foi um poeta, crítico literário e de arte, professor de literatura e tradutor brasileiro. Considera-se que Bandeira faça parte da geração de 22 da literatura moderna brasileira, sendo seu poema Os Sapos o abre-alas da Semana de Arte Moderna de 1922. Juntamente com escritores como João Cabral de Melo Neto, Paulo Freire, Gilberto Freyre, Nélson Rodrigues, Carlos Pena Filho e Osman Lins, entre outros, representa a produção literária do estado de Pernambuco. 435 Fonte: Estrela da Vida inteira de Manuel Bandeira – Compilador: Weberson Fernandes Grizoste 436 Manuela Ferreira - Ponte de Lima, Portugal - 26 de dezembro de 1968. Os textos que, muito recentemente, escrevo podem ser lidos no meu blogue -mais1poema.blogspot.com- e em várias antologias portuguesas e brasileiras. Recebi uma menção honrosa no concurso literário promovido pele APPACDM de Setúbal.


De cá ouvimos, vaidosos, a tua voz. Eram tantos a cantar-te, um mar de gente. E tu voltaste cingido na torrente, Para espalhares o canto entre nós. Depois partiste a voar, talvez fosse isso, Para a terra onde o amor te enfeitiçou. Tu bem sopraste a chama que apagou, De nada te valeu, eras mestiço. Ai, meu Poeta, quanta sorte Te faltou no amor e até na vida! Chegaste e já estavas de partida. Que cruel aquele mar, aquela morte!

Marcelo de Oliveira Souza437 Minha Terra Minha terra não tem palmeiras,  Nem sabiá  Quanto mais canto! Diferente do meu amigo Gonçalves, Não tem aves que gorjeiam,  Ninguém sabe o que tem lá.  Nosso céu é todo escuro,  Não tem várzeas e flores  Não tem bosques, nem vida  É tudo um só obscuro.  De ficar sozinho à noite  É sempre um contínuo cá,  Mas é pior ficar lá,  Onde não tem canto,  Quem dirá sabiá.  Não permita Deus que eu volte lá  Quando eu morrer, é melhor morrer cá  Não desfruto de amores,  Quem dirá lá! 

437 Marcelo de Oliveira Souza – Rio de Janeiro – Brasil. Professor de Língua Portuguesa, formado na Universidade Católica do Salvador. Pós-graduado pela Faculdade Visconde de Cairu com convênio com a APLB/UNEB; Membro titular do Clube dos Escritores de Piracicaba; da Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências; da União Brasileira dos Escritores; da confraria de Artistas e Poetas pela Paz – CAPPAZ; da Associação Poetas Del Mundo; Organizador do Concurso Literário Anual POESIAS SEM FRONTEIRAS. Blog: http://marceloescritor2. blogspot.com Site: www.poesiassemfronteiras.no.comunidades.net

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Marcelo Moreira438 Diversos Cantos São os primeiros cantos Voz do povo brasileiro Foi poeta, foi caixeiro As memórias de um professor De um jornalista estrangeiro Nascido na Boa Vista De histórias e sextilhas São também segundos contos Afogado em romantismo No deleito e no pranto São diversas poesias Por aqui Gonçalves Dias Declamou os últimos cantos

Márcia da Silva Sousa439

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O MAR E O POETA (por ocasião de sua morte) Retorna o poeta saudoso Ao chão de seus encantos Para outra vez contemplar Nas palmeiras mais dolentes Cantando, o seu sabiá Que saudades sentiu do seu canto! Quantas vezes correu o seu pranto! E mirando o horizonte pensava Em voltar à sua terra amada “Não permita Deus que eu morra, sem que volte para lá!” Voltava enfim ao seu seio Corpo abalado, espírito em riste Terra amada tão querida Que aguardava seu filho Tão ilustre quanto triste “Mas quis o fado inimigo” Para si o tal poeta Revolto o mar, a nau sacode Impedindo o aportar E quando tudo se acalma O mar, o vento, a tormenta Procura-se o poeta 438 Marcelo Moreira – Salvador, Bahia – Brasil - 5 de Maio de 1982. Formado pela Universidade Católica do Salvador em Administração. É Produtor Cultural, Poeta Contemporâneo, Artista livre de padrão. 439 Márcia Sousa - Márcia da Silva Sousa. Belém-PA – Brasil - 22/06/1968. Reside em São Luís -MA desde 1979, considera-se maranhense de coração. Médica ginecologista e obstetra, mestre em Ciências da Saúde, membro da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores . Poemas publicados na coletânea “Sobre o Amor” SOBRAMES (MA).


Buscando-o em vão Se foi, descansar no mar E por amar assim demasiado Não coube em todo mar seu coração Tornou-se então encantado Sob seu céu estrelado Nas costas do Maranhão!

Marcia de Oliveira Gomes440 Dias de inspiração Dias de Brasil primoroso, Exaltado em versos verde-amarelos. Ah, as palmeiras, o céu, as várzeas, o sabiá... Que prazer se encontrará longe do lar? Dias de guerreiros valentes, Moldados na vida, luta renhida. Da honra e façanhas da tribo Tupi Que ninguém duvide, meninos, eu vi. Dias de amor desmedido, paradoxal, intenso, precioso, febril... Na lírica, o coração rasgado E, às almas sensíveis, ofertado. Alicerce da poesia brasileira, Que o mundo reverencie o seu legado. Pois Dias de inspiração, Fez-se grande ao agigantar sua nação.

Márcia Etelli Coelho441 DERRADEIRO EXÍLIO Nesse meu último canto com a Pátria tão distante, não encontro mais palmeiras. Sou um Dias soluçante.

440 Marcia de Oliveira Gomes - Rio de Janeiro, Brasil - 05 de outubro de 1979 doutora em Língua Portuguesa pela UERJ e professora da rede estadual. Em sua jornada literária, figuram a publicação de contos e minicontos em antologias e a conquista de prêmios literários, dentre os quais se destacam o 1° lugar no Prêmio Literário Teixeira e Sousa, em 2011, e no Concurso Nacional de Contos “Laertes Larocca”, em 2012. 441 Márcia Etelli Coelho - São Paulo – SP – Brasil – 3 de maio de 1955. É médica formada pela Escola Paulista de Medicina em 1979 e membro da diretoria da SOBRAMES (Sociedade Brasileira de Médicos Escritores). Ocupa a cadeira 34 da ABRAMES (Academia Brasileira de Médicos Escritores). Autora dos livros: “Andarilho - Em Busca de se Encontrar”, “Rastros na Areia”, “Corpo Espelho D´Alma”, “Os Apóstolos do Zodíaco” e “Entre o Laço e os Nós”. E-mail: marciaetelli@ig.com.br

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Sabiá não canta mais, está triste sem seu ninho. As estrelas se esconderam e eu fiquei bem mais sozinho. Essas várzeas não têm flores, esses bosques não têm vida. Onde estão os meus amores? Se perderam na partida... Hoje eu choro em presença da morte, em presença de estranhos chorei, relembrando os primores de outrora, em minha alma, ainda uma vez, adeus... PRIMEIRA POESIA A primeira poesia que eu li? Gonçalves Dias: Canção do Exílio.

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Na época, criança urbana, ainda não conhecia palmeiras e nunca ouvira um sabiá. Mas já entendia de cores e também de alguns amores, chamego de mãe e de pai. Só não sabia das dores quando a saudade em açoite insiste em nos castigar. Passados muitos anos conheci outros países, comprovei não haver encanto maior do que o nosso lar. As perdas causaram danos. Distância venceu a ilusão. Os versos, bem mais sentidos, fizeram minha alma chorar. Um detalhe, porém, persiste, chega até a me inquietar. Apesar de tantas vivências continuo sendo urbana e eu ainda não reconheço o som de um sabiá.


COMPANHEIRO

Minha terra tem um poeta que retrata muito bem as alegrias e as dores de quem sonha assim como eu. No exílio, a eterna saudade do encanto de um sabiá, da sombra de uma palmeira, das ondas calmas do mar. De noite eu vejo as estrelas. De Dias releio a “Canção”. Os versos revelam o que eu sinto e abrandam minha solidão. Enquanto espero o regresso Gonçalves é meu companheiro. Com ele resgato a dádiva de sempre ser brasileiro.

Márcio Dison442 OBRA DE ARTE Assobio sabiá travessia perversa em deserto de palavras. Frágil beija-flor capturo pólen em labirinto de frases. De sua majestade realizo a realeza imitando realejo. E partilho a leveza do colibri , o beijo. Assobio sabiá frágil beija-flor. Desenho, saíra pintor, um tiê-sangue em natureza morta. 442 Márcio Dison - Porto União/SC – Brasil - 25 de fevereiro de 1962. Escreve desde os 6 anos, quando venceu concurso sobre o Dia da Ave. Participou de diversas coletâneas e antologias e obteve em 2011 o Prêmio Fernanda de Castro de Poesias, da Confraria Brasil/Portugal. Menção Honrosa do Prêmio Lila Ripoll/RS, lançou em 2012 Poesia(enterrada)Viva,edição do autor. Mora na Ilha de Santa Catarina e prepara o lançamento do livro Banquete de Palavras.

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Márcio Moraes443 canção ao timbira canção de um exílio do índio timbira um canto guerreiro da tribo sombria é o canto piaga da sua nação tupã poderoso retira esta embira da musa cativa que não é mais minha estrela do mar leviana canção delírio das trevas do índio valente meu deus sofrimento do bravo pungente a escrava do congo com sangue lhe cinge os olhos da vida de uma alma clemente nas quadras do amor sua voz canto ardente na lajem dos mortos de fraco então finge mas hinos terríveis da rosa do mar donzela suspira vestida de ar ideia de deus como um raio lhe veio toar novos cantos e nunca deixar que rola esponsal ante deus a clamar a morte de amor do timbira guerreiro 524

os últimos cantos de pedra gigante do leito de folhas jatir além cante i-juca-pirama se torna eu vi e só marabá verdes olhos encante nos túmulos deixa saudades levante da taba o timbira que vence o tupi

Marco Aurélio Baggio444 DE MINAS AO MARANHÃO Oh! As minhas Minas E os meus Gerais Estado duplo, 443 Márcio Moraes - Montes Claros – MG - Brasil – 9 de julho de 1983. Professor de Literatura e Português. Participante ativo do Salão Nacional de Poesias Psiu Poético em Montes Claros, sendo um dos poetas homenageados em 2008. Autor dos livros de poemas Genuíno (2007), Via Crucis (2009) e assim alado (2011). Possui trabalhos publicados em Coletâneas e Antologias do Psiu Poético, Belô Poético, Poetas de Todos os Cantos, Faces Contemporâneas da Poesia Brasileira, entre outras. Além de poeta, Márcio Moraes também é músico. 444 Marco Aurélio Baggio – Belo Horizonte, MG – Brasil - 8 de março de 1943. Médico, É psiquiatra, psicanalista e psicoterapeuta, publica regularmente em revistas e periódicos especializados, no Brasil e no exterior, ocupa a Cadeira nº 96 da Academia Mineira de Medicina, ainda a Cadeira nº 27 da Academia Brasileira de Médicos Escritores – Abrames – no Rio de Janeiro, É detentor da Cadeira nº 10 do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais Ex-presidente da Arcádia de Minas Gerais. É membro do Instituto Mineiro de História da Medicina e da União Brasileira de Escritores, do Rio de Janeiro. Presidente da Sobrames Nacional. Cônsul da Real Academia de Letras de Porto Alegre. Membro da Academia de Letras do Brasil. Honorário da Sociedade Eça de Queiroz, do Rio de Janeiro. Telefone: (31) 3337-64-79 E-mail: marcoaureliobaggio@yahoo.com.br


Uno, múltiplo. Me lembra o canto de inserção De Antônio Gonçalves Dias. Integrado pelo Grande E pelo São Francisco Correndo ao longo do Espinhaço Que dá ouro, diamantes, gemas e cristais De onde escorre o minério De ferro para abastecer o mundo. Minha terra tem ipês Que aqui florescem como Em nenhum outro lugar Tem palmeiras e buritis Lequeleando em escolta As veredas, caixas d’água do Brasil. Minha terra tem pássaros E passarinhos – sabiás, Bem-te-vi, manuelzinho da croa Tico-tico pirulitando no fubá Seriema com seu canto triste E mãe-da-lua piando pela madrugada. Minas Gerais tem belos horizontes que ao cair da tarde deslumbram anunciando o céu de estrelas onde pontifica o Cruzeiro do Sul. Minha terra tem águas virtuosas, Jesuânia, Araxá, Cambuquira, Caxambu, São Lourenço, Lambari, Águas Santas. Minas tem suas gentes, mineirinho capiau, mineiro citadino, mineirão de definição desempatada. Mineirices e mineiridades. Minha terra tem primores Sete vilas do ouro 854 localidades onde se caldeia um povo índio, negro, branco, amarelo, mestiço, mulato, cafuzo, onde resplande a liberdade e o modo soturno e correto de ser.

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Minas terra meu tesouro Serras que vão destapando outras serras Em sutis tonalidades de azul Nela descortinando belos horizontes De sol, de relevo, de anis. Minas são muitas, coração aurífero da América do Sul.

Marco Aurélio Maurer Dalla VecchiA445

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CANÇÃO DO EXÍLIO Porto Alegre, minha cidade, tem o Laçador; Rio de Janeiro, tem o Cristo Redentor. Tanto aqui como lá, há o Calçadão de Ipanema. Aqui, o Guaíba; lá, o mar. Aqui, a bebida preferida é o chimarrão; lá, o chopp gelado. Aqui, tem o melhor o churrasco; lá, o linguado não pode faltar. Aqui, a seriedade do gaúcho chama a atenção; lá, a descontração do carioca. Aqui, o sucesso da Calçada da Fama; lá, o glamour do Leblon. Aqui, o verde da natureza; lá, o azul do mar. Entre o lá e o aqui, fico com o aqui, pois amo a minha Porto Alegre.

Marco Aurélio Sousa Mendes446 Canção do exílio do século XXI Palmares, como de minha terra, não há em nenhum canto. Os sabiás, que aqui gorjeiam, cantam o som de Ubirajara. 445 Marco Aurélio Maurer Dalla VecchiA - Bento Gonçalves/RS – Brasil - 14 de janeiro de 1998. Reside há 10 anos, em Porto Alegre/RS. Estudante do Ensino Fundamental do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Integrante do Projeto “Imagens e Textos construindo Histórias e Versos”: “Banners Poéticos”, 2012. Curte desenhar e pintar. E-mail: guy.f1@hotmail.com 446 Marco Aurélio Sousa Mendes - São Paulo – Brasil - 06 de Dezembro de 1994. Humilde aprendiz filosófico de poeta, assim me defino. Atua no meio literário com o pseudônimo de Aurélio Mendes. Atualmente cursa direito na Universidade Federal de Uberlândia. Possui já 1 livro publicado, uma coletânea de contos chamada ‘Pensamentos Singulares’. Mantem também um blog literário no endereço http://devumi.tumblr.com/


Mas tempo bom que Airumã dizia ainda no Abanheém: Palmares, como de minha terra, não há em nenhum canto... nem mesmo mais aqui. Os sabiás, que aqui gorjeavam em tupi, Agora cantarolam no ‘to be’. Nessa bossa nova rogo a Deus para que pelo menos, o samba não vire rock e Drummond não fique pop.

Marcos Paulo de Oliveira Santos 447 Ode ao ínclito poeta Fruto profícuo da mestiçagem. Arauto do mais nobre indianismo. Poeta de expressiva bagagem. Quis esposar-se, mas foi vítima do racismo! Desiludido, desencantado... Caminhou registrando o país. Atormentado, vituperado Mergulhou nas letras; nova diretriz! Ana Amélia, falena sedutora e irresistível, outros rumos a vida lhe reservou. Ele, etnógrafo, poeta, teatrólogo irretorquível, sua alma o imenso mar levou! O oceano não apagou o talento, nem os versos das pautas régias. Sua obra perdura no tempo e comove as almas egrégias.

447 Marcos Paulo de Oliveira Santos - Brasília, DF - Brasil - 18 de dezembro de 1984, É licenciado em Letras-Português e Respectiva Literatura pela UnB. É licenciado em Educação Física pela UCB. É especialista em Docência do Ensino Superior pela UGF. É mestre em Educação Física. Venceu o I Concurso Literário do Curso de Educação Física da UCB; Foi 2° lugar do I Concurso Literário do Sistema CONFEF-CREF´s; Teve uma poesia selecionada e publicada no Concurso Poetas da Cidade (SESI-DF).

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Marcos Rodríguez Leija448 Evocación al canto de Gonçalves Dias - Canto a Gonçalves Dias Recibe este canto Gonçalves Dias de tambores y zumbido de palmeras para que el dolor que un día hizo surcos las entrañas no llueva más, jamás, ni inunde el alma del poeta; pido que no florezca la semilla del exilio la peor en todos los infiernos para quien ama y canta como tú cantabas y le cantas a tu tierra. Recibe este canto Gonçalves Dias desde el suelo que habito y donde crece la raíz del árbol, el fruto de la palabra, el aire que nos une, ese canto de tambores con zumbido de palmeras que hace que el dolor que un día hizo surcos las entrañas no llueva más, jamás, ni inunde el alma del poeta.

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Caminante(s) del mismo deseo Qué suerte tengo de encontrar en el camino las huellas de alguien que recorrió el mismo deseo, no sé si llegaste o si llegaré algún día al horizonte pero al igual que tú dejaré mis huellas para el que viene y busca a esa mujer que lo siga por la amplitud del aire. Por eso hundo mis pasos en esta corta ruta antes que la muerte atraque mi deseo de hallar un amor igual al mío como tú también un día lo deseaste. Y repito, Gonçalves Dias, tu invocación: ¡Permite, Dios, que en esta tierra encuentre una mujer, un ángel, la obra tuya que sienta como yo! No sé si llegaré algún día al horizonte pero sigo el camino,  caminante, poeta, amigo del mismo deseo  que buscaba como yo ahora busco a una mujer que me siga por la amplitud del aire. Sobre adioses como una bala en el aire Quien se atrevió a arrancarte el amor  a dentelladas jamás te vio los ojos del alma. Yo he sufrido de amor, Gonçalvez Dias pero no en la dimensión del desprecio  por mi sangre, por mi raza. Bendito sea tu origen, la raíz que hizo crecer  al poema en la ramificación de tus palabras  donde el amor es una luz que anida, que canta.

448 Marcos Rodríguez Leija - Nuevo Laredo, Tamaulipas – México - 1973. Desarrolla su trabajo en periodismo, literatura, música y fotografía. Forma parte del Diccionario de Escritores Mexicanos del Siglo XX publicado por la UNAM. Correo-e: marcosrodriguezleija@hotmail.com


Ese rumor que viene del mar Ese rumor que proviene del mar es tu voz cantándole a tu tierra, a Maranhão, al sabiá y a tu ritmo  se mueven las palmeras en los bajíos  de Atins. El Ville de Boulogne se ve  en los espejismos de la tarde de la costa  brasileña y tú a lo lejos cantándole  a Caixas, a los bosques, a la vida,  a tus amores, a los amores que uno sueña. Tu canto viaja en la eternidad del aire  ¡y no nos dejas, no! te quedaste  en la inmensidad del mar guerrero de la palabra,  voz del indio tupí que se expande en la amazonia  tus palabras corren con la brisa como un paisaje. El Ville de Boulogne se ve  en los espejismos de la tarde de la costa brasileña  y tú a lo lejos cantándole a Caixas, a los bosques,  a la vida, a los amores que uno sueña. De la tristeza también nace un canto De amor yo tampoco sé y de mis tristezas también nace un canto estos cantos que te canto sintiéndome  caminante de los mismos caminos y quebrantos. Tampoco me importa la gloria ni la moda  ni la retórica cuando el dolor es la tinta  de la que mejor florece el poema y eso  lo aprendí al leerte poeta universal de la evocación,  de la melancolía y la nostalgia, poeta que le cantas  a la vida, a la soledad hiriente, al amor,  que cantas con los ojos del alma. De amor yo tampoco sé y de mis tristezas también nace un canto con el que le he escrito a una Amélia,  a una Céline, a Leontina, a una Eugénie,  a Joséphine y a una tal Natália porque el amor es así  Gonçalves Dias una bala en el aire que hiere  y te deja incurables marcas. De amor yo tampoco sé pero una vez también  dije adiós a una Amélia con un profundo canto de tristezas.

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Marcos Samuel Costa da Conceição 449 Canção reescrita Homenagem a Gonçalves Dias

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Minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá; os pássaros que solfejam aqui, não se iludem em outro lar. E o céu com véu e o chão de flores e a floresta com vida e a vida completa de amores E a paquera ao relento, não são como em nossas pracinhas Minha terra tem... Tem o que restou do desmatamento. Minha terra é o Brasil, a brasilidade que não encontrar em outro lugar onde os políticos fazem a festa onde a alegria é do sangue do povo onde eu encontro minha morena. Deus permita que daqui me expulsem e perca todo esse chão que sei que não encontro em outro lugar. E louvares o que restou e o canto do sabiá disfarçado.

Marcos Vinicius Lopes Serejo 450 Raça! Gonçalves Dias nasceu! Com a poesia na alma. Filho de mestiça, mas com raça. Raça que na vida venceu. O sonho ele conseguiu. Lutou com suor e gratidão. O estudo a vida facilitou E a fé sempre no coração. 449 Marcos Samuel Costa da Conceição - Ponta de Pedras- Marajó – PA – Brasil - 07/12/1994. Estudante do ensino médio, poeta, musico e escritor. Tem um livro de poesia publicado “Pés no chão e sonhos no ar” SANTmel arte editora. Participou da antologia cidade vol. VII, antologia literattus, coletâneas eldorado vol. XXI, XXII, XXIII, coletânea amor em verso vol. II, galeria Brasil de escritores contemporâneo. E mantém um blog: http:// samuelpoetacosta.blogspot.com.br/ 450 Marcos Vinicius Lopes Serejo – São Luís – MA – Brasil - 26/05/2002 Cursando: 5º Ano, Turma: C, Profª Shirle Maklene - EPFA.


Ele não foi apenas poeta. Era o dono de suas poesias. Na escrita a felicidade nascia. Sua responsabilidade era completa. Ler Gonçalves Dias! Compreender o que se passava. Em cada verso deste homem. Que encantou aquele que o admirava.

Marcos Vinicius Mota Kliemann451 CANÇÃO DO EXÍLIO Meu Pampa Querido, estou distante de ti; numa terra de espinhos, sem a vida que tu transmites ao meu ser. Meu Pampa Querido, com teu ar refrescante envolves teu povo. Aqui, onde me encontro, o ar é arenoso e hostil com os próprios habitantes, que dirá, com os turistas. Meu Pampa Querido, sofro em Mato Grosso; tudo é muito diferente. Nos fins de tardes, no peito, sinto um forte aperto. Meu Pampa Querido, não me canso de ti. Em breve, voltarei; o meu lugar é no Sul!

451 Marcos Vinicius Mota Kliemann - Porto Alegre/RS. – Brasil - 13 de junho de 1995. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Integrante dos Projetos Literários “Tabuleiro de xadrez lírico”, 2011; e “Porta copos poéticos”, 2012. Coautor do E-book “Haikais”, postado no site Teia dos Amigos, de Sonia Orsiolli, Sorocaba/SP. E-mail: marcos.v.m.kliemann@gmail.com

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Mardilê Friedrich Fabre452 Gonçalves Dias, poeta romântico Na vida, O amor impossível, platônico Eternizou solitário. Nas veias, As três raças brasileiras Correm teimosas. Vilipendiados donos da terra, Exaltou vibrante. Na morte, O mar o acolheu.

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O poeta renuncia ao amor O amor foi-lhe negado pelo preconceito, Faltou-lhe, contudo, coragem De por ele lutar e formar par perfeito Com quem fosse de outra linhagem. Fugiu pela dor quebrantado. Nos seus poemas ficou brado De uma paixão ascética e desenleada. Triste sina! Encontra na estrada A amada com outro a seu lado. Um poeta para sempre Vassalo do amor, O poeta canta enlevado A amada, a terra e o indígena. Seu pranto escorreu em palavras sofridas, Gerando versos ardentes Que vararam os tempos E ainda hoje se alojam Em corações adolescentes. Filho do Brasil, Crescido em meio à natureza, Para ela chora suas desilusões. Em seu seio se aninha Para dirimir a saudade. Sangue de índio, O poeta coloca-o No pedestal da vida. Faz dele herói da pátria, Endeusa-o com seu talento, 452 Mardilê Friedrich Fabre - Cachoeira do Sul (RS) – Brasil - 31/12/1938. vive em São Leopoldo (RS). Professora de Língua Portuguesa, revisora de textos, dedica-se ao voluntariado e organiza antologias. Foi agraciada com vários méritos culturais. Pertence a instituições que reúnem escritores. Participa de inúmeras coletâneas e publicou Poesia em gotas, Rumos da Poética no Século XXI e À Moda Antiga: Poemas (Trilogia Verde). http:// www.fremitosdaalma.blogspot.com/ http://www.mardilefriedrichfabre.prosaeverso.net/


Empresta-lhe a voz Para que perpetue sua história, Plasmada por homens livres, Pacíficos, valentes, lendários... A dor do poeta Como fenece a bela flor Também seca o amor do poeta Encabulado e sonhador, Como fenece a bela flor... O coração parece repor O desgosto que ele acarreta. Como fenece a bela flor Também seca o amor do poeta. Por que proíbem ao poeta Seu ingênuo e emotivo sonho De maneira assim incorreta? Porque proíbem ao poeta Erguer no coração que greta Castelos em mundo risonho? Por que proíbem ao poeta Seu ingênuo e emotivo sonho? Foge o poeta ressentido Da amada, de seu negro olhar. Tanto mal lhe fez o cupido! Foge o poeta ressentido, Distante, ainda confrangido, A vida arma p´ra ele a avistar... Foge o poeta ressentido Da amada, de seu negro olhar. Homem natural Permeou seus versos do verdadeiro Homem da natureza, por inteiro. Transformou o indígena em herói, Pois ele debandou do cativeiro. Idealizou mundo lendário Onde vivia bravo brasileiro. O drama, a emoção e a poesia Viviam em coração justiceiro. Era lei ser corajoso e destemido, Não podia chorar prisioneiro.

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O poeta, presa de sentimentos, Versa o caso de homens sem paradeiro. Perpassa séculos este poema Chega até nosso tempo fagueiro. Para mentes de hoje, é difícil crer Que em nossa terra existiu tal guerreiro. Versos pintados de cor nacional, Conforto que lhe acalmava o roteiro. Gonçalves Dias bradou com paixão A honra e a intrepidez do índio trigueiro.

Maria Angélica dos Santos - Bilá Bernardes453

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Resgate Gonçalves, nossa terra não tem mais tantas palmeiras mas entre a gente inconsciente alguns semeiam ações que geram preservações Bem-te-vis cantam em Belo Horizonte em todas as ruas e bairros Também há canários vivendo nas poucas árvores dando sinais de esperança que flora e fauna persistirão em nossas matas e cidades Da minha janela, vejo rolinhas ciscando na garagem e no pátio Quero crer que pintassilgos, uirapurus, curiangos ao lado de muitos semelhantes continuem a orquestra de cantos que encantaram sua saudade.

453 Maria Angélica dos Santos - Bilá Bernardes - Santo Antônio do Monte/ MG, Brasil - 22/01/1950. Em 1970 mudou-se para Belo Horizonte onde trabalhou como professora e psicopedagoga. Faz parte da Academia Santantoniense de Letras, entre outras instituições. Livro publicado: FotoGrafias de DesCasamento. Anome Livros. Belo Horizonte. 2008. Tem diversas publicações em antologias, jornais, revistas e internet. http://poetisabilabernardes.blogspot.com


Maria Aparecida Araujo Moreira- Mora Alves454 Para Gonçalves Dias Quando o amor atravessar O indivisível mundo da ilusão Será possível entender que O amor não conhece barreiras Pois tolo é aquele que Pensa saber amar Sem jamais se arriscar   Andaste por mares distantes Sem jamais deixar de  sonhar Com a tua eterna amada Porém um  náufrago triste Para sempre o poeta levou.

Maria Apparecida S. Coquemala455 Elegia para Gonçalves Dias Quando o poeta partiu para sempre, sinos dobraram nas catedrais, nas igrejas, nas capelas das cidades mais distantes... Flores murcharam nas praças e jardins... Do buquê das noivas caíram as pétalas das rosas. Nas fúnebres coroas tombaram margaridas. O chão se amarelou das flores do ipê. Janelas se impregnaram do roxo das violetas. Murchos hibiscos cobriram alamedas. A primavera se fez inverno. Vozes se calaram nos lares, nas ruas e praças... Por toda parte pássaros emudeceram. A natureza pranteou em garoa incessante... E na longa noite silenciosa e triste o sereno eram lágrimas das estrelas distantes.

454 Mora Alves - Guarulhos,São Paulo, Brasil - 20/08/1963. Funcionária pública na área da saúde. Participação do livro de Antologia de poesias contos e crônicas na Bienal internacional do livro de 2010. Participação do livro de antologia: Destaques na poesia em 2011 organizado pela coluna destaque Raimundo Ray Nonato; Participação no livro de Antologia: Melhores da Poesia Brasileira, Organizadoras:  Jane Rossi e Monica Yvonne Rosenberg   Participação de contos na coluna do Jornal : Cumbica News. Autora do livro: Um Novo Amanhecer pela editora Livre Expressão. “Na simplicidade das  palavras, busco o verdadeiro sentido de todas as coisas.”  www.moraalves.com 455 Maria Apparecida S. Coquemala - Itararé SP, Brasil. Formada em Letras, pós em Linguística. Colunista de O Guarani, jornal de Itararé, SP, onde reside. Autora de poesias, crônicas e contos, premiados no Brasil e exterior. Participa de antologias no Brasil, Uruguai, Portugal e Itália E-mail: maria-13@uol.com.br

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Quando o poeta partiu para sempre o Brasil chorou de tristeza entre orações se despedindo de um gênio da poesia.

Maria Cecília Lima de Oliveira Castro456 Minha terra Sabiás que gorjeiam Na minha terra, Gorjeiam com alegria E esperança. Esperança de um céu estrelado, Esperança de mais flores no meu jardim, Esperança de mais amores em minha vida. E assim, canta a minha terra Com seus Sabiás E suas palmeiras ricas Em vidas e amores.

Maria da Assenção Lopes Pessoa - Assenção Pessoa457 536

Linhas e Entrelinhas Bolinhas de gude, Petecas quebradas Bonecas de pano, Bonecas sem braço, Bolinhas de meia, de meia rasgada. O menino faz gol, e parte pro abraço. Do pobre brinquedo, à riqueza ao brincar Da criança levada, ao homem saudoso, Do poeta à palmeira e o sabiá Nobre apaixonado, solitário-valoroso. Da terra Natal, a visão distorcida E para Gonçalves, a cor da amada, A sua “Don’ana” ali retratada. A recusa do amor, na lira entristecida

456 Maria Cecília Lima de Oliveira Castro - Brasília/DF- Brasil - 01 de maio de 1966; teve as seguintes participações: - Antologia “Les grand show de écrivaines brésiliennes” – Editora Yvelinedition e Rebra, França, 2011. Poema : La fleur. - Revista Varal do Brasil nº 13 – Suiça, Janeiro 2012. Poemas: O pensar, Poesia. - Dicionário de Mulheres – 2ª. Edição – Hilda Agnes Hubner Flores – Florianópolis. Editora Mulheres, 2011 – Participação. 457 Assenção Pessoa - Itapecuru- Mirim - MA – Brasil - 25 de maio de 1960. Formada em Ciências – Habilitação – Biologia (1998), com Especialização na mesma área, pela Universidade Estadual do Maranhão – UEMA (2000). Especialista também em Supervisão, Gestão e Planejamento Educacional pelo Instituto de Ensino Superior Franciscano – IESF, São Luís - MA. (2007). Escritora. Área de Atuação atual: Educação Professor de Ciências e Biologia, atuando no Centro de Ensino Itapecuru-Mirim como Gestora da escola. Membro Fundador da Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes - AICLA – Cadeira de Nº 13, Patrono: Manfredo Viana.


Gonçalves de vida, Gonçalves de luz Gonçalves, o poeta das gerações, Da Natureza ao índio guerreiro, que o seduz Que Homem, que alma, de notáveis interpretações. Bolinhas de gude, Bonecas de pano, Bolinhas de meia, de amor, que engano, É esse Gonçalves, essência humana É esse o poeta, que este poema proclama. Mil poemas para Gonçalves Dias Que proeza sem igual, registrar em harmonia As obras deste imortal, poemas de Gonçalves Dias. Primeiros Cantos, qual bela estreia. No coração, a “Canção do exílio”, Expressão poética de “cor local”. O belo no mundo de suas ideias. Mil poemas vêm agora em seu auxílio, Enaltecendo com primor, seu ideal. “Sextilhas de Frei Antão”, Segundos Cantos, o lirismo-lusitano, A brasilidade no coração Indianizar o índio, o indiano. Como musa: amor a e Natureza, Ana Amélia sua paixão. No Romantismo a beleza, Diante da solidão. “I-Juca‑Pirama”? “Leito de folhas verdes”? “Marabá”? “Canção do Tamoio” dos Últimos Cantos? Ah! Gonçalves se pudesse reunir estes! Tuas Liras, teus Cantos e encantos, Todos os seus poemas numa só poesia. Para traduzir a obra, a primazia, De tão belos versos e suprema nostalgia. A TERRA ONDE NASCI458 Com orgulho apresento esta terra tão bela E que revela a beleza do servir. Quanto amor nasce com ela Maravilha e louvor, magia e felicidade Lá viveu meu avô, Homem de grandeza e bondade.

458 (Pessoa. Assenção, Recordações, São Paulo, Nelpa, 2011. Poesia de sua adolescência, inspirada no poema de Gonçalves Dias, Canção do Exílio)

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Relação em verdes primores, Da infância aos cabelos brancos, Do luzir do sol sobre a terra, Palco de doces amores, Jardim de doces prantos, No entanto, sem receio, sem guerra. Na minha terra se encerra De tudo que vivi uma verdade: O sonho do Fico na serra, Da independência e da liberdade. Minha terra tem palmeiras, Minha terra tem riquezas, Minha terra Itapecuru, Tão grandiosa de tamanha beleza.

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Aplausos Para Gonçalves Dias Nasce um menino, vive um homem Na dor e saudade por distante viagem, Ligado a Natureza, divindade e paixão Sentimentos que colore a imaginação. Espelho d’alma que fere o inconsciente Um contentamento que ora é descontente. E para tão longe, tão distante, logo partiste. Formou o poeta, o teatrólogo, o jornalista O Etnógrafo, o advogado e o romancista, A história da Pátria passou em revista E mesmo com tantos títulos à vista, Foi sempre o poeta, um homem triste. Ao Maranhão, volta pra sua gente, No mar-túmulo, dorme profundamente. Poeta nacional, orgulho da nação, Poeta imortal, sua melhor tradução. Amante confesso, nos versos que ali, Só nos resta, imenso talento aplaudir. Poemas Gonçalvino Palavra que fala, Tesouro perfeito. Palavra que cala, Em versos que me deleito. A palavra desposada, Como é doce relembrar. Paixão envolta a amada, Que não se pode definir.


Que rara combinação Sem poder de tradução. Os poemas mais perfeitos Causando provocação. Poesia e paixão Valem pelo que são. Com toda sua beleza Provocando contradição. Poemas gonçalvino. Versos mais que perfeitos. Como numa suave fragrância, Mesmo na atrevida distância.

Maria da Glória Jesus de Oliveira459 PARA GONÇALVES DIAS “Minha terra tem palmeiras, Onde canta o sabiá”. Decorei os teus versos Desde a meninice E os mantenho guardados Mesmo agora, na velhice. Teus ditos na poesia Foram feitos marcantes Entre as jovens puras E os casais de amantes. A glória que aqui colheste Marcaram tua existência E levaste para a outra Quando mudaste de querência Sinto-me pequenina Nestas palavras singelas Ao dizer-te obrigada.

459 Maria da Glória Jesus de Oliveira - Porto Alegre/RS. 15.8.43– Brasil - aposentada, Publicou: “Despertar”, poesia, “Ninho de Pedras”, romance, e “Contos Transeuntes”, contos; “Além do Jardim” – memórias. Pertence à AJEB-RS- Assoc. Brasileira de Jornalistas e Escritas; à AGEI- Assoc. Gaúcha dos Escritores Independentes; à CAPORI - Casa do Poeta Rio-grandense; e à ACADEMIA DE ARTES, CIÊNCIAS E LETRAS CASTRO ALVES, de PORTO ALEGRE/RS. madaglor@ibest.com.br

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Maria das Neves Oliveira E Silva Azevedo – Neves Azevedo 460 São Luís DE GONÇALVES DIAS Que segredos escondes nos teus casarões... Oh! Minha bela São Luís, Teu céu é tão azul. Mais azul que em Paris. Terra amada, terra linda. Terra onde nasci... Renascer, reviver, reescrever... Tua história... Atenas Brasileira fostes um dia, De poetas maravilhosos Como Gonçalves Dias. Onde estão os teus poetas? Nos túmulos frios da indiferença Sem amor, sem companhia. Dos livros, desapareceram... Só ficou a nostalgia.

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O SILÊNCIO DO “SABIÁ” Falar de Gonçalves Dias É falar da poesia De um cenário nacional Onde ele esteve um dia. Falando das alegrias Do seu torrão natal. “Não é um monumento para o Maranhão Mas para o Brasil.” Dizia Machado de Assis Naquele dia infeliz Que chegou a morte Para o poeta que diz: “Não permita Deus que eu morra Sem que eu volte para lá” Assim Deus permitiu Que no porão de um navio Nas águas do Maranhão Morreu nosso “Sabiá.”

460 Maria das Neves Oliveira E Silva Azevedo – Neves Azevedo. Pedreiras-MA, Brasil - 4/12/1954. Graduada em Letras com habilitação em Língua Portuguesa e Literaturas. Bacharel em Secretariado Executivo Bilíngue - pela Faculdade Atenas Maranhense - FAMA. Especialista em Didática do Ensino Superior pela FAMA. Especialista em Educação e Educação a Distância pelo SENAC - São Paulo. Professora no SENAC-MA. Recebeu o troféu “A Força do Carcará”, pelo poema João Pedreiras do Vale no Projeto Cultural FIEMA-2010.


A tua simplicidade Nessa canção de amor à Pátria Deu-nos a oportunidade De falar de amor e saudade Até o hino nacional Fala dessa brasilidade.

Maria de Fátima Batista Quadros461 PALMEIRA A SOMBRA... Gonçalves, Por que estes Dias sombrios? Não ouço cantar o sabiá na palmeira... Antônio No arfar da brisa O silencio aclara O poeta que inspirou versos de amores É nome de praças E ruas... Filho do português João Manuel Gonçalves Dias O comerciante de Trás-os-Montes E de dona Vicência Ferreira A maranhense Ele, o Poeta nacional por excelência Dos “Cantos e dos Timbiras” Nascido nas terras de Jatobá Caxias! No dia 10 de agosto de 1823 Ora, pois... De onde parte Depois de estudar Latim Francês Filosofia... E de São Luiz Chega a Portugal Coimbra... Advogado Etnógrafo Teatrólogo Jornalista... Gonçalves, Por que estes Dias sombrios? Não ouço cantar o sabiá na palmeira... 461 Maria de Fátima Batista Quadros - São José dos Salgados – MG – Brasil - 28 de junho de 1958; formada em Direito. Possui vinte e dois livros publicados (literatura-infantil, prosa-poética, pesquisa, genealogia e heráldica) e um livro de poesia no prelo, além de vários artigos em revista/jornais e prêmios em monografia e literatura. www.fatimaquadros.xpg.com.br mfatimaquadros@gmail.com

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Antônio No dia 3 de novembro de 1864 A terra onde cantava o sabiá... Debruçou em luto Pois nas águas do mar Que por vezes viajou o poeta Naufragou Perto do farol de Itacolomy Na costa do Maranhão... Chora a nação E o céu em festa Recita Poesias indianistas Heroicas De exaltação ao solo brasileiro

Maria de Fátima Oliveira - Fátima Oliveira.462

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AMOR, ETERNO AMOR “MAIS UMA VEZ - ADEUS...” Disseste tu, Gonçalves Dias, À tua amada querida Na tua mais pura paixão, Amor cultivado a dores Muitos sonhos e dissabores, Mas do teu coração ferido Por amor não correspondido, Infeliz, fostes no amor, Quanto pranto, quanta dor Teu coração brota poemas, Sinfonias de saudade e paixão Nem assim pudestes ter Paz no teu coração, Que sentimento doído, Sentistes desilusão Ao ver tua amada querida, Outrora, tua preferida Agora comprometida, Apenas balbuciou... Perdão! perdão, meu amor. Gonçalves Dias - O Poeta Romântico Em seu exílio voluntário Um dia a saudade explodiu 462 Fátima Oliveira - Picos – PI – Brasil - 04 de junho de 1954. Reside em Salvador -BA. Escrevo desde o colegial. Reside em Salvador -BA. Escrevo desde o colegial. Obs: Estou enviando este material por intetermédio de Varenka, pois morei em Caxias-MA, durante sete anos e quero fazer esta homenagem ao grande poeta Maranhense. Aguardo seu pronunciamento.


Do seu coração romântico O poema eclodiu. “Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá”... Sentindo solidão no peito, A canção triste entoou Ao Maranhão tão querido, O poeta dedicou. Em Coimbra, estudou Em Direito, se formou E o poeta romântico, Aos Lusos também encantou. De volta ao Maranhão, Ele se enamorou, Mas, continuar a paixão Foi proibido, desencantou. Outra amada conheceu, E com ela se casou Mas nunca se esqueceu, De quem ele sempre amou. Em Portugal reencontrou O seu amor proibido E inspirado poetizou “Ainda uma vez - Adeus”, disse, oprimido. Doente, foi à Europa, Em busca de solução, Sem recuperação, retorna De volta ao seu torrão. O navio Francês naufraga, Na Costa do Maranhão, Encerrando nessa plaga, A sua apaixonada missão. Mas, por estranha ironia, Essa infame tragédia, Ceifou apenas a vida, Do nosso amado poeta.

Maria de Jesus Silva Amorim 463 TRIBUTO AO POETA. Salve meu Maranhão, Meu lindo torrão 463 Maria de Jesus Silva Amorim - Viana- MA - Brasil. Licenciatura Plena em Ciências Naturais, habilitação em Matemática. Pós-Graduada em Supervisão Escolar - Candido Mendes. Pós-Graduada em Orientação Educacional - Salgado de Oliveira. Professora de Matemática do Ensino Fundamental e Matemática e Física do Ensino Médio.

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Terra do poeta O Poeta maior O poeta Gonçalves Dias. Salve o poeta, Que nasceu no Maranhão, Na terra das palmeiras. Palmeiras do babaçu. Salve o poeta, No regresso a terra A terra natal Num naufrágio fatal Nas costa do Maranhão Fostes fazer poesia Num plano superior. Salve o poeta, Da terra das palmeiras Onde canta o sabiá A poesia retrata o Maranhão E consolida o Romantismo. 544

Salve o poeta, O poeta das palmeiras, Palmeiras do babaçu, As aves de hoje Já não gorjeiam Como as de lá. Salve o poeta, Dos tempos áureos Das palmeiras, Da riqueza do babaçu. Salve o poeta, Ó Poeta maior Teus versos encantam Fascinam e cantam Os rincões do Maranhão Ao mundo todo.


Maria de Lourdes Otero Brabo Cruz - Malu Otero 464 POETA DA MINHA TERRA Minha terra tem um poeta, Que versa com muita emoção, A imensa beleza que há nela Transborda em sua criação.   Minha terra tem nossa gente, Que cresceu ouvindo seus versos. Todo tempo sempre presente, Nunca nos deixando dispersos.   A minha terra vibra inteira E chega fundo ao coração, Em toda a alma brasileira Ao Poeta nossa devoção.   O CORAÇÃO DO POETA O poeta enxerga no puro amor Um motivo para a vida e procura Fixar cada alegria ou dissabor, No mais profundo de sua escritura. Coração usando de tom solene, Alucinado por tudo o que existe, Decreta indômito a morte em público, Ao ser covarde que de amar desiste. Na Europa busca a cura para o corpo, Porém a alma cada vez mais insiste, Acaba por transformar em um pórtico A dor aguda que tal qual persiste. Nas profundezas do oceano encontra Morada eterna como um acalanto, Triste fim para um poeta de tal monta: Ondas do mar envolvem-no em seu manto.  UM DESTINO TRAÇADO Poeta, do amor desistes, Julgas a decisão sensata, A amizade ou até mesmo O amor como uma cascata, 464 Malu Otero – Maria de Lourdes Otero Brabo Cruz - Bragança Paulista – SP – Brasil - 12 de fevereiro de 1958 Doutora en Lingüística Aplicada (Ensino/Aprendizagem de Língua Estrangeira) pela UNICAMP, Universidade Estadual de CampinasCursou o Pos-Doutorado na Universidade de Málaga (Espanha). Faz parte de grupos como Poetas del Mundo (cónsul de Assis), acadêmica da Nova Academia Virtual Poética do Brasil, sócia fundadora da AVBAP - Academia Virtual Brasileira AlmaArte e Poesia, REC – Red de Escritores Coquimbo, entre outros. 

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Flui livre em outro ser, Para isso o nó desata.   Poeta, isso não se dá, Porque tua mulher amada É forte e luta com garra: Demonstra não temer nada, Enfrenta a todos e casa À coragem abraçada.   Um mestiço como tu Foi por ela desposado, Erraste na avaliação E um futuro malogrado Para ambos se traçou, Por um erro no passado.   Ainda uma vez adeus Diz o poeta ferido, Mas é tarde pra mudança... Vive a vida sem sentido, Hoje e amanhã naufraga O viver em desatino. 546

Maria de Lourdes Schenini Rossi Machado465 CANÇÃO DO EXÍLIO No Rio de Janeiro muita beleza natural e admirável; no Rio grande do Sul, os parreirais mais bonitos do Brasil, uvas saborosíssimas e vinhos super deliciosos. Aqui, embora tenham o Cristo Redentor, o Pão de Açúcar e o Corcovado; nada supera ao nosso Rio Grande do Sul. Lá, temos gostosos churrascos feitos no chão, com toras de lenha da região; as Pontes do Guaíba e a dos Açores, dois lindos pontos turísticos; as galopadas nos desfiles de 07 e 20 de setembro, shows de patriotismo. 465 Maria de Lourdes Schenini Rossi Machado - Porto Alegre/RS – Brasil - 10 de agosto de 1995. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Vice Presidente do Clube Infanto-Juvenil Erico Verissimo, da Academia de Artes, Ciências e Letras Castro Alves, Porto Alegre/RS. Membro Efetivo do Projeto “Vida, Amor e Paz”, do “Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix, Suisse/France”. Integrante dos Projetos Literários “Tabuleiro de xadrez lírico”, 2011; e “Porta copos poéticos”, 2012. Coautora do E-book “Haikais”, postado no site Teia dos Amigos, de Sonia Orsiolli, Sorocaba/SP. Cursa inglês no People. E-mail: alunamariarossi@hotmail.com


Aqui, muitas favelas e tráfico; Lá, campos cheios de plantações de trigo, arroz, soja, milho e fumo, produtos responsáveis pelo desenvolvimento econômico local. Rio de Janeiro, terra do turismo; Rio Grande do Sul, Querência Amada!

Maria do Socorro Menezes466 Memória Nas profundezas do mar Com as tuas poesias Tua paixão e tua saudade... Foi teu destino derradeiro Daquele exílio Teu solitário companheiro Onde teus pensamentos Se voltavam tão somente Para tua terra natal Terra das palmeiras Onde cantava o sabiá Voltavas... Em um contento sem igual Naquele exato momento Em que recebias Um golpe fatal

Maria Eduarda Cabral da Silva.467 A vida na poesia Gonçalves Dias Era um homem raro Que pagou caro Por amar Caxias. Filho de um português Com uma mestiça Estudou francês E amava sua raça. Escreveu várias obras Como “Canção do exílio” 466 Maria Do Socorro Menezes - Lavras da Mangabeira – CE – Brasil - 03 de dezembro de 1943; Professora por vocação e formação. Hoje residente em Trizidela do Vale- MA, e, mesmo na terceira idade esbanja todo o lirismo e o espírito jovem que faltam a muitos com menos idade. É assim Maria do Socorro, que faz arte dos retalhos, tendo matéria prima a vida tecida nas linhas e nas palavras. 467 Maria Eduarda Cabral da Silva - Caxias – MA – Brasil - 10/02/1998. Escola: Centro de Ensino Thales Ribeiro Gonçalves.

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Onde a dor sobra. Continua a impressionar Por ter sido tão forte E ter usado bem a arte De fazer poesia.

Maria Eduarda Pires Sousa468 Poeta de ontem, hoje e sempre Este poeta que nasceu com a poesia na alma, alegrou muitas pessoas no passado, que hoje com suas poesias ainda deixa muitos corações emocionados. Com o exemplo desse grande poeta devemos nos deixar envolvidos por este sentimento tão puro de afeto e amizade, sendo sempre gentil com os que estão ao nosso lado.

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Gonçalves Dias nasceu com a poesia na cabeça, no espírito e no peito. Sem nunca imaginar que um dia iria se tornar um poeta de grande valor. Morreu, mas até hoje é lembrado em suas poesias que falam de amor!

María Estela Arnoriaga469 Naciste con ese pulso sublime de paisajes rumorosos. La tierra era un signo sonoro en tu cuerpo comunión de música tu mirada. Cauce de soles dibujados en tu alfombra de horizontes, no te dejaba silencios para volar con tu silueta de poeta. Mecedor de palabras hacia los puntos cardinales, la distancia de tu geografía formaba un volumen oceánico vestía tu alma en el aire y en el agua para llevarla a otros latidos, con el perfume de tu piel de hacedor. Mirabas la madera cuando se ventilaban las palmeras de tu Maranhäo, elegías otro canto planetario de cielos abiertos. Hablabas de tus caminos, tus ojos tenían secretos de mestizo. La línea de tu voz curvaba el viento para que volaran los pájaros. Se encendía una luz en los péndulos de tus relojes y le buscabas un nombre a las raíces, tu domicilio era de sueños, donde quedaba atrapado el romanticismo de los verdes y de los azules. 468 Maria Eduarda Pires Sousa – São Luís – MA – Brasil - 03/07/2002. Pelo prazer em escrever e também; Por gostar de ler e ouvir poesias. Cursando: 5º Ano Turma: C Profª Shirle Maklene 469 María Estela Arnoriaga - Mendoza – Argentina - 20 de diciembre de 1944. Egresada de la Escuela Superior del Magisterio. Luego continuó sus estudios en la Facultad de Filosofía y Letras, y Facultad de Bellas Artes. Dedicada a la docencia en Lengua, Literatura y Francés.


Hombre con historia de rumbos, vena descalza que caminaba, urgencia de amor y búsqueda de tiempos deslumbrantes. Beso junto a su memoria, el lenguaje de la vida.

Maria Fernanda Reis Esteves470 “Toda a vez que eu saio à rua” (Em elegia a Gonçalves Dias) Toda a vez que eu saio à rua, levo uma rosa na mão. Vou deixando o seu perfume e as pétalas p’lo chão. O meu bairro é um jardim e quem lá nasce uma flor, onde os casais apaixonados trocam juras de amor. Como não sou diferente, também eu busco a paixão. Toda a vez que eu saio à rua, levo uma rosa na mão. Toda a vez que tu me olhas, bate mais meu coração. Como não sou diferente, – também eu busco a paixão. Toda a vez que eu saio à rua, levo uma rosa na mão. E se a vida não me der o prazer de ser amada, é porque no meu jardim não nascem flores d’emoção. Saio à rua uma vez mais, levo uma rosa na mão.

470 Maria Fernanda Reis Esteves - Setubal – Portugal - 52 anos. Livros editados: 2009 - Poesia “Canteiros de Esperança” - Editora “Temas Originais; 2010 - Romance “4 Folhas de 1 mesmo Trevo” - Editora “Temas Originais”; 2011 - Contos/Poesia - “Contr(o)_versus - Editora “Lua de Marfim”; Participou em diversas Antologias portuguesas e brasileiras; Confreira – CAPPAZ; Organizadora de concursos literários; Presidente da Assembleia Geral da Associação Cultural Draca

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Maria Helia Cruz de Lima - Hélia Lima471 GONÇALVES DIAS dotado de raros dons inigualáveis, natural do maranhão, nascido em caxias, no ano de mil novecentos e vinte e três, nasceu o gênio, antônio gonçalves dias. poeta de inalterável estabilidade na condução de sua forma emocional, além de sua grande genialidade! tornou-se o maior poeta nacional. títulos de seus poemas sugestivos quais:” não me deixes” “se, se morre de amor” falam do espírito e coração cativos de sua nobre individualidade superior, poematizando as maranhenses palmeiras, diz: “protegidas as aves gorjearão! nossasmatas ,permanentemente fagueiras, tal como a poesia...sempre existirão.” 550

gonçalves dias exaltou sua gente, terra e pátria! também terras estrangeiras. a deus pai, piedoso, rogava constantemente: não me deixes morrer ver minhas palmeiras o belo encanto da minha terra natal, virgem das florestas que nos espelhos das águas se contempla!...foi atendida a prece divinal do eclético homem nativo sem fráguas que nos deixou julgar o seu “eu” iluminado no que fala seu poema i. juca pirama: registro do esforço de bom resultado: gonçalves dias, o teu maranhão te ama. GONÇALVES DIAS Ao poeta Antônio Gonçalves Dias, saudemos! Mil novecentos e vinte e três, - Maranhão, Nasceu na cidade de Caxias, dotado de raros dons inigualáveis.!!!

471 Hélia Lima - Canindé-CE – Brasil – 15/11/1926. Jornalista com pós-graduação em Propaganda, Publicidade, Radio e TV, escritora e poeta. filha de Raimundo Nonato Cruz e Francisca Rabelo Cruz. Casou-se com o maranhense Domingos José de Lima, migrou para o Maranhão no ano de 1947, onde exerceu as funções de funcionária pública como Professora primária- Buriti-MA. Tendo ingressado no DCT (Departamento do Correio e Telégrafos). Assim publicou obras nas categorias: Teatro, Romance, literatura infantil e poesia.


Homem de inalterável estabilidade na condução de sua forma emocional , além de soberba genialidade! Tornou-se o maior poeta nacional. Títulos de seus poemas sugestivos quais:” Não me deixes” “Se, se morre de amor” falam do espírito e coração cativos de sua nobre individualidade superior. Poematizando as maranhenses palmeiras, diz: “Protegidas ,as aves gorjearão! Nossas matas ,permanentemente fagueiras, tal como a poesia...Sempre existirão.” Gonçalves Dias exaltou: sua gente, Terra e Pátria! Também, terras estrangeiras. Piedoso, rogava a Deus Pai, constantemente: Não me deixes morrer ver minhas palmeiras e o belo encanto da minha terra natal, “Virgem das florestas que nos espelhos das águas se contempla!.”..Foi atendida a prece divinal do eclético homem nativo sem fráguas De seu inaudito amor, o bom resultado temos no que fala em :- I. Juca Pirama que nos deixa julgar o seu “EU” iluminado... Gonçalves Dias, o teu Maranhão te ama! SÃO LUÍS – QUATROCENTOS ANOS! São Luís! Mãe gentil, doa-te a teus filhos com venturas mil e privilégios que agradecemos a Deus! Vês as dádivas que, em ti, caem dos céus... És belo suporte de poesia e de amor céu azul, manso mar, mangue, e muita flor... Também, crateras, pântanos, trilhas escuras tudo incita popularizações futuras! Do teu mar, mansa brisa traz consolação. Gorjeiam aves espalhando mansidão, brilham estrelas perenizando a luz histórica obtida na fé da cruz.... Salve teu povo, teu chão, teu mar, São Luís! Fundado por Lavardiere, tu, São Luís, tiveste libertação pelo brasileiro Jerônimo Albuquerque, fiel guerreiro...

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De arautos estrangeiros, a constelação de desbravadores chegou ao Maranhão.... de São Luís, se apossaram os franceses, por dom divino, venceram os portugueses São Luís, teu preito de amor ao herói que glorioso para tua existência foi, tornando-te inquebrantável e feliz.... Em tua soberania, ouve: Teu chão te diz: QUATROCENTONA São Luís, inda és criança... Próspera e rija cidade em crescimento... Há no status de tua gente, esperança e na tua criança, futuro promitente. Tem harmonia teu mar, teus céus, São Luís... Teu povo alegre e irmanado, é feliz... Teu luar, de paz, plenifica o coração. invade-nos a alma , a poesia do teu chão... Berço de heróis, tumba de fidalga gente. Tua mocidade alegre e inteligente para outras plagas, migra....Infelizmente, noutros chãos, buscando chance, humildemente! 552

Temos fé desde o início de nossa história, na Virgem Mãe, Nossa Senhora da Vitória! No seu amor, São Luís, há de florescer... Mãe, São Luís, te ama! VEM NOS PROTEGER! GONÇALVES DIAS No pedestal, a estátua! Contemplando São Luís, Gonçalves Dias continua viver seus versos gentis Dolorosas nostalgias de causticante ardor, o poeta Gonçalves Dias sofreu, imerso no amor... Estrelas no firmamento, brilhavam, tristes, fingindo que não viam seu tormento sua esperança se esvaindo! Sem nos desprezar, jamais, lá no céu, Deus Pai de amor atende, por ele, os mudos ais enviados da Ilha do amor!


Maria Hortense Martins Nunes472 Gonçalves Dias O seu berço tem o sabor De uma mistura singela, Feita numa simples aguarela, Mas com a nostalgia da poesia Soube viver com simpatia Um sonho intenso, Glorioso e muito extenso, Tendo alguma dor Mas muita alegria. Tu Calado na solidão, Traz no coração O punhal espetado Com a palavra não, No qual ficou num estado Que só a poesia descreveu A união perfeita, Que muito cedo foi desfeita, Mas com a vida continuou E nada, sim nada ficou, Como no estado inicial, Mostrando que o banal Jamais será banal E que o diferente, Além de ser original É puro e quente, Porque o desejo de vencer Moldou o seu ser.

Maria Isabelle Palma Gomes Corrêa473 Soneto a Gonçalves Dias As mãos espalmadas do homem sozinho Nas rimas inertes da esperança do amor Tivera ele encontrado somente o espinho Nas paisagens tristes de uma velha dor. 472 Maria Hortense Martins Nunes - Vila do Bispo - Portugal – 02 de Junho de 1967; Assistente Técnica do Município de Vila do Bispo. Algumas participações: “ Prémio Utopia 2010 de Arte Fantástica “, pelo Núcleo Português de Arte Fantástica e Câmara Municipal da Amadora, com um trabalho de pintura com O titulo “ Uma morte sem explicação “, em 2010. - Participação no III Prémio Literário Valdeck Almeida de Jesus de Poesia, em finais de 2007, com publicação em 2008, com a poesia com o Titulo: “ Vem meu amor”. 473 Maria Isabelle Palma Gomes Corrêa – Paraná – Brasil - 13 de setembro de 1977. Historiadora, professora de rede estadual de ensino no Paraná/Brasil, desde 2003. Mestre em história comparada das religiões antigas, pela Universidade Federal do Paraná (2003).

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A lei infeliz do seu tempo de outrora Impediu que ficasse ele na espera Recolheu-se na luta infame de agora Sorvendo a angústia da preciosa quimera. Desistiu de amor tão aflito e distante Encontrou nas viagens, promessas de vida Mesmo em Olímpia seu vigor mais pulsante. Distraído nessa história, abandonou Pra resolver esquecer imensa dor No naufrágio, o poeta doente se findou...

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PÓSTUMOS No desterro do naufrágio vil, morre o poeta. Naqueles dias em que se foram tantos amores, esperava talvez rever de mais perto a terra dos sabiás. Sua pele cinzenta de antigas histórias, lhe proibiu Amélia. Mas a ela, dedicou-lhe todo o seu Adeus... Guerreiro de si, das selvas atlânticas num Maranhão esquecido... Perdeu-se nas florestas das suas rimas, alçou voos de longas esperanças. Sem ter podido ousar, resignou-se no abatimento cruel de um amor esquecido. E abandonado no leito inquieto da nau claudicante, reverberou seu soneto pelo grande mar-oceano...

Maria Lúcia Nunes da Rocha Leao474 ÚLTIMA VIAGEM Em breve existência um homem Registra em letras a plenitude Do amor pela sua pátria E pelo amor da juventude Deixando um grande espaço Para lamento dos admiradores Que pouco puderam apreciar Sua contribuição pela educação E versos de primorosa construção

474 Maria Lúcia Nunes da Rocha Leao - São Romão-MG – Brasil - 15/12/1956, bancária aposentada, graduada em Ciência Contábeis pela UDF-DF e em Direito pelo UNILESTE (Coronel Fabriciano-MG), advogada em atividade, acaba de fixar-em retorno- residência em Montes Claros-MG. Livros publicados: A DUAS MÃOS, 1985, dividindo as páginas do livro com Ildeu Braúna. E, ainda, livro de crônicas/novela FLOR CIGANA, edições em 1993, 1998 e 2011.


Além das fronteiras busca Nobre formação Na gloriosa Coimbra Berço da cultura de outrora Elevando-se socialmente Mas não o suficiente Para romper o preconceito Que o afastava da dona e senhora Do seu pobre e mestiço coração A paixão pelas coisas da sua terra E a dor da desilusão Viraram versos primorosos Cuja tristeza revela-se em mal Em seu corpo antes são A curta existência ceifou O necessário amadurecimento Para que sua essência fosse apreciada Sem censura e reticências Em obra autobiográfica De um certo Agapito Goiaba A ameaça real do fim da existência O levou em vão para além mar Em sua última viagem Para recursos medicinais buscar Em cujo retorno o infortúnio De ser já moribundo esquecido Na nau que se afundara Na costa da terra amada Indo fazer morada No lindo e imenso mar Deus não o desprezara Permitindo-lhe morrer no Brasil Sua terra com palmeiras E canto dos sabiás... Como poeticamente clamara Em sua “Canção do Exilio” Acolhendo a pátria amada Para o último sono O seu ilustre filho.

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Maria Lucilene Medeiros do Nascimento Nogueira475 – Malu Medeiros Hino a Gonçalves Dias. Orgulho dos brasileiros és tu, Oh, Gonçalves!... Que ao mundo encantaste Com as belezas que narraste... Dessa terra tão sofrida, Mas também com tanta vida Que conquista cada artista A cantar a sua lida. Da Canção do Exílio, Foste tu um grande autor, Pois ninguém jamais ouviu A riqueza do louvor, Que na letra exprimiu Com o seu imenso amor.

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Desse país de tantos mil Que jamais te excluiu E que do poema: Ainda uma vez – Adeus, Amélia, nunca esqueceu. És tu, Gonçalves Dias, O autor que, um grande dia... Neste país nasceu.

Maria Reginalda da Silva476 Poema a Gonçalves Dias Grande nome em meio aos maiores gênios do Brasil ouso dirigir-me a O senhor humildemente agora para uma siNgela homenagear prestar-lhe e nada mais sei que talvez não mereÇa seu apreço, mas por favor não despreze-me sou apenas uma Admiradora de sua obra e vida excepcionais registro aqui também que tua Linda obra romântica 475 Maria Lucilene Medeiros do Nascimento Nogueira – (Malu Medeiros) - Aracati – CE – Brasil – 20 de janeiro de 1976. Amante das artes, fez teatro, trabalhou em rádio como locutora e sonoplasta e passou a escrever mais intensamente após o casamento, uma vez que seu esposo, amante de grandes leituras clássicas, iniciou-a na leitura de clássicos universais. É funcionária pública no município de Fortim – CE, juntamente com seu esposo e cursa a Faculdade do Vale do Jaguaribe (FVJ) em Aracati. 476 Maria Reginalda da Silva – Solonópole – CE - Brasil - 10/09/1977. Graduada em Letras (Português), especialista em Português, Língua e Literatura, ambos pela Universidade Estadual Vale do Acaraú (UVA). Leciona a disciplina de Português, concursada pelo município nos anos finais do Ensino Fundamental. Escreve por prazer e tem o sonho de se tornar escritora. Participa do concurso por gostar de desafios, por amar literatura e por admirar o grande Gonçalves Dias.


é de grande importância e Valor literário para o Brasil de hoje como foi para o Brasil de ontem E és sem dúvida um imortal para nós a bela canção do exílio que ficou Sendo para sempre nosso primeiro hino brasileiro que Deus possa em seu poder supremo estar contIgo em tua glória divina e que eu possa um dia também desfrutAr de tua grandiosa companhia em meus eternos diaS.

Maria Silva Cabral477 OS APAIXONADOS Gonçalves Dias roubou meu coração com tanto amor que águas do rio vibraram. Tanto amor senti. Por esse motivo, não me afastei de você. Na vida de Gonçalves Dias ele deixou um grande amor no coração. E no meu também. VIDA AMOROSA Eu sou um papel sem caneta. Sou um amor sem planeta. Eu sou uma lembrança. Eu sou um amor sem lar. Sou o amor perdido no coração de Gonçalves Dias.

Maria Stela de Oliveira Gomes478 Gonçalves Dias – O Mito Poético Natural de Caxias – Maranhão De caixeiro a poeta Surgiu Gonçalves Dias O mais insigne dos poetas brasileiros.

477 Maria Silva Cabral - Lago da Pedra- MA – Brasil - 27 de fevereiro de 2005. Brasileira, estudante do 2º ano do Ensino Fundamental na Unidade Integrada Profa. Ilzé Vieira de Melo Cordeiro, mora em Lago da Pedra/MA. Gosta de ler e escrever. 478 Maria Stela de Oliveira Gomes – Abre de Campos – MG – Brasil - 12-02-1953 Pedagoga, Escritora, Poeta, Artista Plástica, membro da Academia Valadarense de Letras, associada à REBRA e Secretária da Associação dos Artistas Plásticos do Vale do Rio Doce. Tem obras e um livro publicado em 2008. Em 2012 teve a sua crônica “Peraltices da Infância” traduzida para o francês, através do intercâmbio cultural da Universidade Federal da Paraíba.

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Com riqueza verbal inigualável Deu romantismo ao tema índio Evocou sua afeição nacional à literatura Demonstrando profundo amor pela natureza. Discorria seus poemas com lirismo Sendo considerado o principal poeta Da primeira geração do romantismo Com seus temas saudosistas. Escreveu belos dramas em prosa Idealizou em seus poemas Os costumes e as tradições Do Brasil do seu tempo. A sua miscigenação genética Não embargou o seu crescimento Pessoal e poético Em 1843 escreveu “Canção do Exílio”.

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Com sensibilidade aguçada para escrever Em 1844 publicou “Poesias Completas” Formou-se em Direito em Portugal “Primeiros Cantos” o consagrou como poeta.

Mariana Damásio da Silva479 Aprendi com Dias Eu amei e nem sabia o que era o amor, Mas ele morreu, esquálido, derreteu feito cera escorrendo e queimando Fui marcada e sem saber descobri que nem mesmo fora amar Então lembrei de tempos antes que juvenis que assim não era possível morrer Fortaleci a mim mesmo a cada degradante morte, morri e renasci deveras vezes Para só então encontrar a resposta ao brio que gerou a dor E foi em mais um festejo que o conheci e aquele poema fez-me compreender Que a alegria ou a dor não serão jamais sinônimos de amar Porque algo tão maravilhoso não será jamais traduzido e talvez possa ser experimentado Mas a alma traduz não em meras palavras a superioridade desse sentir E por assim ser, dessa pureza vive-se, podendo até morrer.

479 Mariana Damásio da Silva - São Paulo – SP – Brasil - 25 anos, brasileira, nascida e residente da Cidade de São Paulo; secretária por formação e poetiza de coração, desde os onze anos de idade aventura-se pelo mundo das palavras; conheceu Gonçalves Dias nos livros da escola e quase morreu de amor por ele desde então.


Mariano Augusto Serrão Chagas - Mariano Chagas480 GONÇALVES DIAS481 Mestre! Dorme nas ondas alterosas, Nesse oceano de vagas rouquejantes, Tendo por manto os astros rutilantes, Tendo por leito as pedras preciosas. Fita do mar as ondas rumorosas Ante as dilatadas rochas crusciantes Onde se esbatem fortes, facundantes, Num turbilhão, de ondas tenebrosas! Dominaste com o verso o mundo inteiro Teu estro divinal foi o primeiro Dentre todos os reis das harmonias. Dorme, poeta, à luz do sol fulgurante, Que teru renome não nos sai da mente, Oh! Grande mestre! Oh Rei das melodias!...

Marietta Cuesta Rodríguez482 AGOSTO DESOLADO Y UN NOVIEMBRE Nacido en un agosto desolado entremezclada sangre portuguesa  concebido en regazo brasileño pero lleva   su alma iluminada y el arte de escribir en su mirada. Canta a la tierra, canta a las palmeras canta al sol, a las aves, las estrellas, canta a las flores y a las cosas bellas, canta a los negros ojos de su amada y sus ojeras aleros tibios de mirada intensa, ojos puros traviesos que aumentan su dolor y su tormento.  Sus poemas de amor son flor herida donde  inscribe su llanto en sufrimiento, 480 Mariano Augusto Serrão Chagas - São Bento – MA – Brasil - Funcionário publico, jornalista e poeta. Colaborou assuduamente na imprensa da capital e do interior. Coronel da extinta Guarda nacional. Trucidado barbaramente em Pinheiro na noite de 3 de maio de 1953. 481 MORAIS, Clóvis. TERRA TIMBIRA. Brasília: Senado Federal, 1980, p. 65, Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão 482 Marietta Cuesta Rodríguez - Cuenca- Ecuador - 12 de diciembre. Escritora multifacética, con una amplia y reconocida trayectoria de poeta, pintora y periodista, veinte y más libros en su haber:; Colaboradora de múltiples Revistas VIRTUALES E.mail:  marieta12@etapanet.net

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y es su corazón ilusionado pozo incierto , tambor desesperado porque de tarde en tarde, nuestro Antonio comprende  que amó, sin ser amado que  fue por su ascendiente marginado.   y va filosofando, el porqué de las clases y las razas, si el AMOR y la paz no tiene credos , ni fronteras, que Dios tiene la piel de todos,  la tierra es  para  todos.   Canta al indio en su selva, su folklor, su cultura, pensamientos profundos lo torturan colecciona la Historia, la investiga, difunde , conoce del latín, lo traduce al francés   supera día adía buscando  un nomeolvides, no sé cuándo…  Y el mar, le amó tanto que en Noviembre le  abrazó entre sus olas, lo revolvió en su manto le mordió el corazón- agua salada celoso de su genio y de su canto. 560

Marilza Albuquerque de Castro - Carvalho Branco483 HOSANAS A GONÇALVES DIAS Gonçalves Dias, poeta indianista! A poesia de tema romântico, o teatro também está na lista de sua obra – o mais lírico cântico... Maranhense, viveu em Portugal, estudou em Coimbra, onde escreveu “Canção do Exílio”, poema sem igual! Formado em Direito, ao Brasil volveu. Primeiros, Segundos e Últimos Cantos ... Lá se vão seus belos versos ao éter! Foram eles, do professor, os mantos, a toga; de seu coração, acéter. Foi Ana Amélia Ferreira do Vale o grande amor do poeta mestiço; 483 Marilza Albuquerque de Castro (Carvalho Branco) - Rio de Janeiro, RJ, Brasil - 16-03-1938 - Presidente do InBrasCI–Instituto Brasileiro de Culturas Internacionais/Embaixadora da Paz pelo Cercle Universel des Ambassadeurs de La Paix(Suisse–France)/Vice-Presidente Executiva da LDN/Diretora Nacional de Cultura da AIPOM/ Conselheira Vitalícia do Conselho Superior da ALB-NAC/Dr. Honoris Causa-PHI, em Filosofia Universal e Literatura, pelo CONALB/ Patronesse da cadeira nº 25, categoria Letras da ALAB, de Brasiléia, AC/Comendador pela Imperial Irmandade do Mérito Regente D. João VI, OMPH/Embaixatriz Literária Efetiva pelo Portal Mhário Lincoln do Brasil / Delegada junto à CONFALB e outras Instituições culturais pela ALA de Quinari, AC/Membro da Sociedade Memorial Visconde de Mauá e Ordem do Mérito Marquês de Viana e de várias outras Entidades culturais nacionais/fundadora de algumas.(Professora, poetisa, prosadora, declamadora, palestrante, atriz


dela, a família, a ele disse: - Cale! Ana Amélia, já casada, qual feitiço, encontrou-o depois em Portugal, inspirando-lhe, ao poeta, um poema - “Ainda Uma Vez-Adeus!”- Sem igual! Nele, amor e saudade são seu tema. Casou-se com Dona Olímpia da Costa - tiveram breve relacionamento. Faleceu em naufrágio na encosta do Maranhão, ao voltar de tratamento. Sua poesia lembra da infância, dos amores idos, vividos, gosta de exalar deles sublime fragrância! Era sua mais freqüente proposta.  Longe do Brasil, sentiu-se exilado, saudosista. “Canção do Exílio”, clássico da literatura, fê-lo citado qual “célebre” no mais alto triássico. Foi marco na nossa literatura e hoje aqui exaltamos seu valor. Seu nome é, pois, lembrado com ternura, inesquecível, à Pátria, seu amor!...

Marina Moreno Leite Gentile - Marina Gentile484 AMOR PROIBIDO Nos versos que a ela dediquei, Naveguei em sentimento, Pensamentos que pensei, O verbo amar conjuguei ao vento. Todo o presente  e futuro era com  ela, Os cânticos de amor,  as poesias, O  partilhar os sonhos dela, Nossos enredos, duas geografias.   Tempestade,  diversidade de raça, Velas de ventos não navegáveis, Pensávamos que éramos inseparáveis.

484 Marina Moreno Leite Gentile - São Paulo – SP – Brasil - 06.04.1958. Tem cidadania e influência espanhola por ascendência materna (Alfarnate-Málaga).     Desde 1982 reside na cidade de Salvador, Bahia onde teve  seus filhos.   Para ela, a escrita  é um meio de interagir com a vida e com as pessoas que também apreciam a literatura.    Marina Gentile,  nome que utiliza para publicar,    tem participações em diversas coletâneas,  especialmente na Câmara Brasileira de Jovens Escritores (CBJE).   E também participou em livros da Literarte (Rio de Janeiro),  Editora Pimenta Malagueta com sede em Salvador.   É um grande prazer homenagear Gonçalves Dias. dagazema@gmail.com; www.marinamorenogentile.blogspot.com.br 

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Das profundezas de meu eu, Sob o calor do sol, clarões da lua, Placidamente  fui seu.

Marina Nicodemo da Rosa485 CANÇÃO DO EXÍLIO Em minha terra, o pôr do sol brilha muito forte e é atraente. Aqui, o céu é cinza e sem vida. Lá, a chuva cai lentamente, purificando as plantas; Aqui, a chuva causa transtorno e confusão. Em minha terra há vida e energia; Aqui, o povo é sofrido e trabalha demais. Lá, os pássaros cantam alegremente; Aqui, mantêm-se silenciosos. Em minha terra há muitos shows, teatros e literatura; Aqui, poucos se envolvem com cultura; tudo gira em torno de trabalho. 562

Na capital gaúcha, a primavera é colorida e perfumada; Aqui, as enxurradas impedem o crescimento das plantas. Lá, no fim de tarde, o sol dá um tom especial ao Guaíba; Aqui, a poluição não nos permite apreciar tal esplendor.

Marinaldo Lima486 A ÚLTIMA VIAGEM No exílio ele escreveu Seu poema mais famoso Demonstrando amor à pátria E o quanto estava saudoso. 485 Marina Nicodemo da Rosa - Porto alegre – RS– Brasil - 12 de março de 1994. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Membro Efetivo da Academia de Letras Machado de Assis, Porto Alegre/ RS, Cadeira 44, Patrono: Cassiano Ricardo; Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores, Balneário Camboriú/ SC; Associação Internacional dos Poetas del Mundo; e, Liga dos Amigos do Portal CEN, Praia Grande/Portugal. Coautora do Romance Interativo “Uma história de amor!”. E-mail: mharina@terra.com.br 486 Marinaldo Lima – Jaboatão-PE – Brasil - 29/09/1965, Seus primeiros prêmios literários foram na Biblioteca de Afogados em Recife. Foi premiado ou selecionado em concursos literários na Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rio de Janeiro. Além de poeta e contista é pastor da Igreja Batista em Sítio Novo e professor da Escola Estadual Nossa Sra. do Carmo em Olinda.


Exaltou a nossa terra, Nossos bosques, nossas flores; Elevou nossas estrelas, Nossas vidas, com amores. Falou das nossas palmeiras, Onde canta o sabiá, Que gorjeiam lindamente Como em nenhum outro lugar. No exílio com saudades, Derramou-se de amores, Pela querida terrinha, Desejando seus sabores. Mas ao voltar novamente Da Europa tão distante, Estando muito doente E mesmo agonizante, Quis o destino implacável Que não chegasse aqui; Um naufrágio do navio Deu-lhe morte tão infeliz. Sepultado foi no mar: Túmulo pra sua grandeza. E deixou à posteridade Uma imensurável riqueza: Sua obra literária, Não se perdeu na História; Viajou por entre o tempo Para manter sua memória. GONÇALVES DIAS, UM GRANDE BRASILEIRO! Gonçalves Dias foi um poeta apaixonado pelo Brasil, E também pesquisador, desbravador destes sertões E encantado com o que viu expressou-se com orgulho Descrevendo nossa fauna e nossa flora nos grotões. No ano de mil oitocentos e cinqüenta e nove Passou a integrar uma importante Comissão: a Comissão Científica de Exploração do Império Nomeada por Dom Pedro com uma grande missão.

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Até então apenas viajantes estrangeiros Pesquisavam nossas matas, nossos rios, nossas serras. Foi quando o nosso sábio Imperador Nomeou a Comissão para desbravar nossas terras. Partindo do Ceará a Comissão se embrenhou, Pesquisando plantas, animais e populações nativas. Esteve na Paraíba e no Rio Grande no Norte, No Pará, no Amazonas e atravessou nossas divisas. Gonçalves Dias atuou de forma extraordinária Como chefe da Seção de Etnografia. Documentou vocábulos dos idiomas indígenas; Resgatou estas palavras com pronúncias e grafias. Distinguiu o português do Brasil e o de Portugal, Valorizando as nuances da língua falada aqui. Utilizou os elementos lingüísticos na poesia. Resgatou a importância do idioma tupi.

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As coleções de objetos etnográficos Ele enviou ao Rio, para o Museu Imperial E juntamente com os colegas da expedição Contribuiu para o progresso da Ciência Nacional. Na Europa também trabalhou intensamente, Pesquisando em prol da Educação Brasileira. E lá, com seus poemas, divulgou nossa cultura Valorizando-a muito bem, de forma altaneira. O GRANDE AMOR DE GONÇALVES DIAS Entre tantos amores impossíveis Na história dos impossíveis amores Este é um dos mais lamentáveis Pelos dissabores e dores. E o que causa mais lástima É que este impossível amor Poderia ter sido possível Poderia ter sido vencedor. À bela jovem Ana Amélia O poeta dedicou grande amor. Mas ao pedi-la em casamento Negado foi, por sua cor. Mesmo também sendo amado, Sentimento correspondido, Gonçalves Dias aceitou. Poderia ter persistido.


Pois a jovem Ana Amélia A tudo estava disposta: Enfrentar sua família, Com uma firme proposta. Proporia ao seu amado Fugirem, enfrentarem tudo, Casarem e serem felizes; Mesmo que fosse absurdo. Mas por causa do orgulho O poeta resignou-se, Partiu pra o Rio de Janeiro Onde com outra casou-se. Sentindo-se abandonada Ana Amélia também casou. Mas nem ela, nem o poeta Esqueceram o grande amor. Tempos depois se encontraram E com palavras mui ternas Ele escreveu um poema, Foi a despedida eterna. “Ainda uma vez – Adeus” Foi o túmulo deste amor. Um moribundo infeliz, Que a História imortalizou. O POETA DE NOSSA TERRA Nossa terra teve um poeta Que exaltou o sabiá. Poetas bons como ele, Não vemos em outro lugar. Seus poemas são brilhantes. Foi um poeta genial. Tem até dois versos seus Em nosso Hino Nacional. “Nossos bosques tem mais vida”, “Nossa vida mais amores”; Foi ele quem escreveu. Versos lindos, que primores! Gonçalves Dias é seu nome, Um orgulho do Maranhão. E com esta coletânea Demonstramos-lhes nossa gratidão.

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Mario Filipe Cavalcanti de Souza Santos487 PEQUENA ODE A GONÇALVES DIAS Gonçalves, brasileiro, preto, branco, Papel preenchido, Teus Dias de glória Serão eternos! Ah, Gonçalves, que um dia Deitasses aos mares maranhenses, Como exulta nossa’lma Em ode pequena Mais que os amores amálios, Mais que o próprio sabiá Que gorjeia por cá, Pelas palmeiras, Lembrando-se de ti!

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Salve amado Gonçalves! Salve tuas cismas de noite Salve teu canto nostálgico Canção emanada, amores perdidos No exílio, Saísses da vida à glória Entrasses mesmo pra história Desse Brasil que te vela Que te acalanta e declama, salve, salve! Brasileiro Gonçalves, Branco, preto, Preenchido papel Gloriosos os teus Dias, Eternos no céu! CANTO A GONÇALVES DIAS Canto a Gonçalves Dias O canto dos poetas vivos Canto a Gonçalves Dias A flor dos infinitos Canto mesmo o canto Tão amável do sabiá Canto, oh, como canto, E não parto sem o cantar! 487 Mario Filipe Cavalcanti de Souza Santos - Recife, PE –Brasil - 15/01/1992. Estudou piano clássico na Escola de Artes do Recife. Escreveu sua primeira poesia ainda com 09 anos. Aos 17, ingressou na Faculdade de Direito do Recife (UFPE), onde continua a graduação. Foi vencedor em 2012 do Concurso Literário Nacional de Contos da Associação Nacional de Escritores. Publicou junto a outros mil autores do mundo lusófono poesia na Antologia “Entre o sono e o sonho” da Chiado Editora, de Portugal em 2013, é colunista na revista literária eletrônica, Varal do Brasil, editada em Genebra.


Ah, filho do Brasil Ah, poeta augusto, Mereces homenagens mil Mil cantos, mil cultos!

Mario Gonçalves Dias Junior 488 EXÍLIO EM CANÇÃO Quando eu era moleque Nunca matei sabiá Gostava de ouvir seu canto Num tom entre sol e lá. Sempre no fim da tarde Tinha bolo de fubá No pomar do quintal Manga, caju, jatobá. Brincava de pique-esconde Sumia igual um preá Banhava em qualquer rio Dormia em qualquer sofá O limite era a noite Castigo era o bê-a-bá. Um dia veio a mudança Mamãe dispensou a babá Chorando, juntei as coisas Na caixa de jacarandá. Abandonei o estilingue Saci, mula e boitatá E fui morar na cidade Cercado igual marajá. Deixei de ser caburé Quando fui pro Paraná Ainda brincava de bola Mas não era como lá A quadra aqui era cancha E a molecada, piá. Cresci distante da roça Com um violão, e não pá Compondo essa esperança De um dia voltar, oxalá. 488 Mario Gonçalves Dias Junior - Londrina/PR – Brasil. Sou um Gonçalves Dias de linhagem mineira nascido no velho oeste paulista no ano da Anistia (05/04/1979), embora me apresente apenas como Mario JR e more em Londrina/PR - Brasil.

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Minha terra tem primores Que eu canto, quando dá Aqui ninguém me entende Nem nunca entenderá. Esta terra tem o silêncio Que não se ouve por lá Tem sabores e cores Exclusivamente de cá Ninguém brinca de esconde Nem escuta o sabiá. CÂNTICO GONÇALVINO (Cordel sobre o Poeta Romântico Gonçalves Dias) João Manuel, vendedor português, No início de agosto de vinte e três Daquele remoto século dezenove, Acompanhado da esposa Vivência, No primeiro ano da Independência, Desgovernadamente se move.

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Alcançam o sítio chamado Boa Vista, Fugindo do ímpeto nacionalista Que já ocupara a Vila Caxias. E em meio àquele período non sense, No interior do sertão maranhense, Nasce Antonio Gonçalves Dias. Vivendo uma fase de muita miséria, Com uma decisão extrema e séria, João Manuel vai pra Portugal. E de volta após mais de dois anos, Em quatro altera todos os planos, Eclodindo uma reviravolta total. Vivendo com o pai e sua madrasta, Uma relação que o senso contrasta, Estabiliza-se ali uma família. E aos doze anos, Antonio, assim, Lê Filosofia, Francês e Latim, Aprendizado que vale a vigília. Passou, com o pai, dois anos feliz Morando e estudando em São Luiz Até que o Destino, impávido, o trai. Ainda imaturo e sem profissão, Deixa a capital do Maranhão Conduzindo o cortejo de seu pai.


E apenas um ano após a tragédia Decide tomar, de vez, sua rédea E tentar estudos em Portugal. Co’ajuda de sua madrasta, ele parte, Buscando Coimbra, o Colégio das Artes, E a sua independência afinal. Enquanto o Brasil ardia em revoltas, E sua madrasta em reviravoltas, Antonio entrou na Universidade. E quando tornou-se iminente o regresso, Salvaram-lhe os amigos e os primeiros versos Que falam de romantismo e saudade. Seu rol de amizades naquele ano Almeida Garret, Alexandre Herculano Apresentaram-lhe o Pré-Romantismo. E mesmo com a Poesia no auxílio, Soprou-lhe a saudade a “Canção do Exílio”, O hino primevo do Nacionalismo. Após oito anos vivendo em Coimbra, Enfim, o desejo da volta lhe timbra E o advogado Antonio o atende. Viajando por Portugal e Espanha, O banzo do nosso Nordeste lhe assanha, E, imediatamente, Antonio se rende. Cedendo aos apelos da bruta saudade Retorna Antonio à velha cidade Que não mais comporta a sua tinta. Só resta a Antonio juntar seu dinheiro E, indo embora ao Rio de Janeiro, Juntar suas rimas à ‘Geração de 30’. E lá o Romantismo ganhou a vida, Publicando os seus ‘Cantos’. Em seguida, Uma nova poesia se declara: Com Joaquim Manuel de Macedo, E Araújo Porto-Alegre no enredo, Antonio funda a Revista Guanabara. Sob o signo do amor, que não recusa O poeta, enfim, conhece sua musa: Ana Amélia Ferreira do Vale. O Destino, porém, não abençoa, Pois não pode desposar uma pessoa A quem sua origem não equivale.

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Transtornado pela súbita dispensa E desesperado pela dor intensa, O Poeta, só, então se precipita. E afasta sua solidão imposta Conjugando-se a Olímpia da Costa Sacramentando a relação finita. Sufocado pela vida carioca, Outra vez a Europa o invoca Aos estudos, mas agora em Lisboa. Lá encontra Ana Amélia entre os seus E compõe: ‘Ainda uma vez – Adeus’ Que a musa com o próprio sangue c’roa. A reminiscência do amor perdido Ressuscita o sentimento jazido E a pecha do divórcio assanha. Então, sozinho, o Poeta se renova, E um épico, anônimo na alcova, Eleva-se ‘Os Tymbiras’, na Alemanha.

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Consagrado, o Poeta Indianista Volta à pátria em missão de cientista Pelo Norte e Nordeste, em exploração. E mesmo ficando enfraquecido ali, Cria o ‘Dicionário da Língua Tupi’ E sacramenta assim sua missão. Prestes a completar seus quarenta anos, A Europa, outra vez, entra nos planos, Mas agora para um mês de tratamento. Esse mês se estende por mais vinte e dois, E não percebendo melhora depois, O Poeta embarca o seu desalento. Retornando à sua terra de palmeiras, Sem ainda ver as costas brasileiras E nem ouvir o gorjeio sabiá, O Poeta, estando ainda muito frágil, Não evita que o iminente naufrágio Submirja os poemas que ainda há. Mesmo sem ter desfrutado os primores, Avistado as palmeiras, tido amores Que existiam entre a Europa e Caxias; Será, para sempre, o maior Romântico, Que não caberia em apenas um Cântico, Pois poema nenhum é maior Que GONÇALVES DIAS.


Mário Helder Silva Ferreira 489 ATINS, O EXÍLIO DE GONÇALVES DIAS Poeta do amor proibido, Hoje colibris e sabiás, cantam a tua falta  Teus cantos foram a tua coragem  De amor jamais esquecido.  Teu exílio foi nos baixios de Atins  Naquela confusa tempestade de horrores  Abandonado no teu próprio leito  Vive a tocar os clarins.   A mistura mestiça o orgulhava  Custando-lhe caros murmúrios  De não ter ousado  A verdadeira ousadia do amor perseguido   O romantismo deságua nos sentimentos  Drama dos povos, dos pássaros. Paisagens.  Ágape dos sentimentos nacionalistas  Tua pérola lapidada com flores  Rosas, orquídeas e louvores  Pequeno grande notável  No teatro um trovador incansável  Foi nessa além-fronteira da vida  Onde até as pedras se encontram  Que um dia se despojaram  Feridas reabertas  Cicatrizes em dificuldades  No sobejo desvairado e cruel  Acabou, encontraram-se no céu.  E aqui nessas terras de ricas palmeiras  Estamos ávidos a te esperar.  Palmeirais Tuas palmeiras de encanto Feito flechas certeiras Que traspassam o coração De olho no infinito Esnoba eterna canção De olho no infinito Do alto do teu apogeu Tortuosamente vaidosa Sopra o vento da inquietude No relento da tempestade 489 Mário Helder Silva Ferreira - Barra do Corda – MA – Brasil. 03 dezembro de 1950. Economista, Empresário, Especialista em Qualidade x  Produtividade, Pós- Graduado em Marketing e em Gestão Empresarial, Membro da Academia Barra-Cordense de Letras, Membro da Federação das Academias do Maranhão - FALMA. Fundador da Casa do Maranhão em Brasília, Fundador do MIM, Movimento de Integração Maranhense, Presidente do Guajajara Iate Clube, poeta, cronista, contista, letrista para marchinhas de carnaval, escreve para Revista da Literatura da Academia Barra-Cordense de Letras,

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Sofre trôpego no auge da juventude Tua sombra magra Causa espanto ao vento Tortuosamente se curvam Ao elegante avistar Do lado das águas turvas Soprando o sopro da colina Agiganta e canta sutilmente No tagarelar das sereias Brilhando com a velha lua Do alto desses bancos de areias Vai segue o teu caminho Dando adeus às magias Vaidosamente arrepia Do alto das regalias,

Mário Martins Meireles490

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“QUE ME PERDOE O POETA” 491, 492 Que me perdoe o poeta De quem os versos roubei, Pois que estes versos, bem sei, Outra paixão já cantaram... Mas, certo estou do perdão, Pois que ele, vate imortal, Não negaria a um mortal As glórias que lhe sobraram! O IMORTAL MARABÁ493, 494 I Ó guerreiros da raça tapuia! Ó guerreiros da raça tupi! Vossos deuses inspiraram meus cantos... Ó timbiras, meus cantos ouvi! 490 Mário Martins Meireles - São Luís – MA – Brasil - 8/3/1925. Iniciou seus estudos primários em Santos-SP, em 1920, prosseguiu neles em Manaus-AM e no Rio de Janeiro-RJ e os concluiu em São Luís-MA, em 1926, na Escola Modelo Benedito Leite. Fez o curso secundário em São Luís, concluído-o em 1931, no Instituto Viveiros. A seguir, principiou o Curso de Direito na Faculdade do Maranhão, mas o interrompeu, em 1934, na da Bahia. Em 1966 fez o Ciclo de Estudos da Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, em São Luís. Possui diversos trabalhos inéditos e já publicou os seguintes: O imortal Marabá. São Luís, 1949. ( Co-autoria com Achilles Lisboa ) Gonçalves Dias e Ana Amélia. São Luís, 1959. 491 MEIRELES, Mário Martins. O IMORTAL MARABÁ. Discurso de posse na AML. São Luís: Tip. M. Silva, 1948 492 Poesia escrita em 1935; “E quando pensaria eu em 1935, ao escrever essa poesia, que hoje – treze anos após! – estaria me empossando nesta poltrona acadêmica sob o patrocínio daquele cujos versos eu roubara para melhor cantar os meus amores da mocidade?” p. 20. Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão 493 MEIRELES, Mário Martins. O IMORTAL MARABÁ. Discurso de posse na AML. São Luís: Tip. M. Silva, 1948, p. 37-39, Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão 494 Poema de Mário Meireles, decalcado da Canção do Piaga, de Gonçalves Dias, e inspirado no quadro da morte do Poeta, da autoria do pintor maranhense Eduardo de Sá, existente no salao nobre do Palácio do Governo do Maranhão.


Esta noite era a lua tão linda, Entre nuvens, serena, a vagar, E eu olhava as estrelas brilhantes, No futuro, tristonho, a pensar. Relembrava o mau sonho que tive, A visão da desgraça por vir; Nossos filhos perdidos nas matas, Da deshonra e da morte a fugir... Nossas tabas, sem gente, sem vida... Nossa gente, se glporia, a morrer... Nossa raça, sem força e vencida, Seu passado de gloria a esquecer! De vergonha, eu chorava sosinho, Implorando o favor de Tupá, E pedia que a morte chegasse. Mesmo vindas das mãos de Anhangá Eis no céu se me mostra outro quadro Diferente daqueles que vi! Vossos deuses inspiram meus cantos! Ó timbiras! Meus canros ouci! II Entre os restos de igara gigante, Sobre as ondas bravias do mar, Vi um branco de pálido rosto Sobre as águas, sem vida, a boiar. Brancas folhas, que eu nunca antes vira, Apertava-as, bem vi, nesta mão; Descansava-lhe a outra no peito, Bem aqui..., sobre seu coração. O fantasma de um índio timbira - que surgiu ou do céu ou do mar – Recurvando-se sobre o cadáver, A cabeça lhe vi coroar! E o oceano, bramindo, rocando, Vi-o grande, terrível, se erguer, E o cadáver, no seio das águas, Para sempre, e de vez, se perder! Em seguida, falou-me o fantasma - o fantasma de um índio bem vi – E eu repito o que disse o guerreiro... Ó timbira, meus cantos ouvi!

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III “Tu bem viste, ó piaga divino!, Este branco que eu vim coroar, Cujo corpo sagrado tu viste O oceano zeloso guardar. E não sabes, piaga, quem seja? Não t´o disse o cruel Anhangá?! Não é branco, ó piaga!, é dos nossos... Será nosso – será marabá... Entre os brancos será nossa gloria, Pois que gloria dos brancos será; Dos timbiras a fama guerreira Nos seus cantos o Mundo ouvirá! E o poeta será como nunca Entre os brancos se viu ou verá, Pois seus cantos serão inspirados Quais se fossem do próprio Rudá!

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O seu nome será venerado, Pois o quer, por vingança, Tupá: O maior dos poetas brancos Será nosso – há de ser marabá! Bem aí, onde estás tu sentado, Entre as palmas, olhando este mar, Hão de os brancos, em pedra esculpida, Sua estatua do chão elevar. E os seus filhos virão no seu dia - que ele um dia na História terá! – Cultuar o Cantor dos Timbiras, O sublime e imortal marabá! Ele é filho de deuses, te digo, E por isso, no fundo do mar, O seu corpo, entre flores e cantos, Hão de iaras ciumentas guardar... Os guerreiros convoca, ó piaga!, Faze ouvir teu fiel maracá... Manitós já fugiram da taba... A vingança há de vir, ó Tupá1”


Mario Quintana495 Uma canção496 Minha terra não tem palmeiras... E em vez de um mero sabiá, Cantam aves invisíveis Nas palmeiras que não há. Minha terra tem relógios, Cada qual com sua hora Nos mais diversos instantes... Mas onde o instante de agora? Mas onde a palavra “onde”? Terra ingrata, ingrato filho, Sob os céus da minha terra Eu canto a Canção do Exílio!

Marisa Schmidt497 OS TÚMULOS DE TANTOS MENINOS (Releitura do poema “Sobre o túmulo de um menino” de Gonçalves Dias)  Hoje são tantos os túmulos dos meninos que morreram cedo, mas tão cansados de uma vida sofrida e surda aos brados das vozes aflitas dos seres pequeninos   Não se pergunta por que estão ali esquecidos (alguns nem têm um nome gravado na pedra) nem quem chore essa vida que já não medra num tempo de amores gerados ressequidos   Esses meninos, poeta, passaram como nuvem triste que não tiveram um olhar ao futuro, que nunca existe para aqueles que nascem e morrem sem importância   A vida passa e passa a indiferença sobre outros meninos que em breve estarão cumprindo o mesmo infeliz destino de sumirem entre as pedras e o pó de uma perdida infância...

495 Mário de Miranda Quintana – Alegrete – RS – Brasil - 30 de julho de 1906 - Falecimento: 5 de maio de 1994, Porto Alegre; foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro. Mário Quintana fez as primeiras letras em sua cidade natal, mudando-se em 1919 para Porto Alegre, onde estudou no Colégio. 496 Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão 497 Marisa Schmidt - São Paulo, SP - Brasil - 16 de outubro de 1947. Pedagoga aposentada, mãe e avó e tenho na escrita meu hoby preferido. Participa de várias comunidades literárias virtuais e colabora como membro efetivo do “Grupo Cá Estamos Nós -Brasil - Portugal.” Reside atualmente na cidade de Bertioga-São Paulo- Brasil.

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EX_JUCA PIRAMA Troquei meu canto de morte por música sertaneja não sei mais viver na selva curumins têm brotoeja floresta já virou relva e aqui se toma cerveja Da tribo, restou o nome e por pouco ela não some encravada junto ao asfalto já não fazemos a guerra nem sobrevivemos da terra  que se vende a preço alto e aquele índio da poesia virou enredo de fantasia....

Mark Pizzato Machry 498

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CANÇÃO DO EXÍLIO Na minha terra tem figueiras, aroma campestre e silvestre; tem também muitas cachoeiras e nela está meu grande amor. Onde estou, há muito branco o que me faz ser franco; Não estar com meu amor, causam-me muita dor. Na minha terra tem figueiras onde fagueiro pulsa meu coração. Nela há esteiras, onde repousa, suavemente, minha doce paixão.

Martha Elsa Durazzo499 Palmeras Al puerto acompáñame para el amanecer contemplar subidos en una barca 498 Mark Pizzato Machry - Porto Alegre/RS – Brasil - 18 de abril de 1994. Membro Fundador da Academia de Letras Machado de Assis, de Porto Alegre/RS, Cadeira 34, Patrono Dyonélio Machado; Membro Efetivo da Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores, Balneário Camboriú/SC; da Liga dos Amigos do Portal CEN, de Portugal; e, da Associação Internacional dos Poetas del Mundo. Cursa Direito na PUC-RS. E-mail: markpima@gmail.com 499 Martha Elsa Durazzo - Acapulco, Gro., México - 1956. Escritora, periodista, promotora cultural y abogado. Pte. de Escritores Veracruzanos, A.C., desde 2006. Pte. de La Casa del Poeta Peruano en el Edo. de Veracruz, 2010. Miembro de la Academia de Extensión Universitaria y Difusión de la Cultura de la FES, Zaragoza, UNAM, 2007. Autora de tres libros y coautora de veinticuatro. Traducida al rumano. Publicada en México, Cuba, España y Perú; publicada en revistas: Rumania, Argentina, Perú y México.


Ver desde la distancia mecer sus esmeraldas penachos a las palmeras Arrullados por las ondas marinas Soñar un poco Dirigir la vista más allá en el celeste océano Durante aquel palpitante onirismo sentir que son las espigadas palmeras que Gonsalves Dias anheló volver a vibrar en su Brasil. Anna y Antonio Palmera y ave déjenme que les cante de la luciérnaga el vuelo acompasado de verdes y aleteos Anna teje esferas con hebras solares de amor encendido para un poeta La vía camina el vate para contemplar el delicado perfil las femeninas formas Posee su alma musa Trigo de inspiración Extrae del molino el pan del verso Desplomada la noche Humanidad de aquel siglo contrapusieron al coloquio amoroso el prejuicio Camina el bardo la vía sin la musa pan de su verso trigo de su molino. Palmera y ave el aeda vivió de la luciérnaga el vuelo acompasado de verdes y aleteos

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Pensando en ti. Truncada su vida en la madurez y el amor quedaron sus versos suspendidos en el viento. Dadme una atarraya capturarlos quiero aterrizados cantarlos en el tiempo.. SEM TITULO El ritmo de su tierra acuna en la lejanía la nostalgia Cobra vigor su espíritu Selva mar lianas y manglares

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Árboles que tejen ramas Millares de canoras parlotean con el zumbar de los insectos La piramidal conjunción de voces revela una arquitectura perfecta Traza el poeta el dibujo de su poema. Del poeta la sinfonía. Te lanzo un poema Brasil plena capital de las sinfonías coloridas Amazona de la Tierra tierra de Gonsalves Dias.


Martins D’Alvarez500 SÃO LUÍS DO MARANHÃO “Minha terra tem palmeira onde canta o sabiá...  Ïsso é lirismo do poeta,  a gente pensa de cá!  Mas, ao penetrar-se, em barcos,  na baía de São Marcos,  vemos que há mesmo palmeiras  e muitas palmeiras lá. E, emoldurando as palmeiras,  há jardins verdes, floridos,  ruas que sobem ladeiras,  azulejos e vitrais...  Poesia dos tempos idos:  — chafarizes esquecidos,  romances adormecidos  em solares coloniais. E na fronde das palmeiras,  há mesmo alados cantores  — enlevo dos sonhadores,  — ternura dos namorados...  Dos platônicos mancebos  que se ficam nas calçadas  a acenar para as donzelas  nas janelas dos sobrados. “Minha terra tem primores  que tais não encontro eu cá...  “Velhos fortins dos franceses,  igrejinhas seculares:  Carmo, Remédios, a Sé  — mãe das primeiras Missões!...  Se cujo púlpito, Vieira,  plantou a fé brasileira,  com a augusta sementeira  de seus famosos sermões. Tem recantos encantados,  de um bucolismo sem-par:  — Sacavém, Ponta da Areia,  São João de Ribamar...  O velho Farol de Alcântara,  500 Martins D’Alvarez – Barbalha – CE – Brasil - 14 de setembro de 1904. Filho de Antonio Martins de Jesus a de Antonia Leite da Cruz Martins. Fez os estudos primários na sua cidade natal, os secundários, no Liceu do Ceará. Formou-se em Odontologia. Transferiu desde o ano de 1938 a sua residência para o Rio de Janeiro, onde exerceu, além de atividades na imprensa, atividades no magistério superior. Livros publicados: “A Ronda das horas verdes”, 1930 (versos).”Quarta-feira de cinzas”, 1932 (novela).Menção honrosa da Academia Brasileira de Letras. “Vitral”, 1934 (Poemas).”0 Norte Canta”, 1941 (poesia popular). “No Mundo da Lua”, 1942 (poesia para crianças). ( Antologia da Nova Poesia Brasileira J.G . de  Araujo Jorge - 1a ed. 1948).

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o Bumba-meu-boi de Anil... E outras relíquias da História  pitoresca do Brasil. Tem aquela preta velha  da Rua dos Afogados  que foi preada na Angola,  deu bom preço nos mercados...  Foi tudo para os Senhores...  Amargou de mão em mão...  E traz na pele, gravado,  o drama da escravidão. Tem o português dos “secos”  e o português dos “molhados”...  Tem o turco dos “retalhos”  ë o turco dos “atacados”...  Tem a “pipira morena,  lá da Rua do Alecrim,  que aos domingos, toda chique,  vai fazer seu piquenique  e à noite, em Campos de Ourique,  quem paga tudo é o Joaquim! “Nosso céu tem mais estrelas”  “na noite calma e deserta...  — Infinita porta aberta  para um mundo de poesias!  “nossas várzeas têm mais flores”,  além das rosas-meninas  que florescem nas esquinas  da Praça Gonçalves Dias! “Nossos bosques têm mais vida  “na magia feiticeira  dessa Atenas Brasileira  de artistas e pensadores.  Graças à luz expendida  por esta estirpe luzida,  “nossos bosques têm mais vida,  nossa vida mais amores”. “Em cismar sozinho à noite  mais prazer encontro eu lá”,  pela Praça João Lisboa,  recitando o “Marabá”...  Ao longo da Praia Grande...  No botequim da Sinhá,  tirando o gosto da pinga  com refresco de cajá...  Ouvindo, ao luar de prata,  acordes de serenata,  com trovador e com flauta  com violão e ganzá.


“Não permita Deus que eu morra sem que eu volte para lá...  “Sem que carregue, contrito,  o andor de São Benedito,  na bênção que ao povo aflito,  em procissão, ele dá...  Sem que inda prove pequi,  cupuaçu, bacuri,  cambica de murici  e um bom arroz de cuchá!... Quero morrer, na verdade,  na minha velha cidade,  namorando a antiguidade,  numa rede de algodão...  Dando um adeus ao passado,  um viva a Pedro II  na melhor terra do mundo:  — São Luís do Maranhão!

Mateus Comodo 501 A vida e seus poemas Gonçalves? Quem era? Ah!, vivia na Europa e no Brasil, como se estes fossem os primeiros cantos. Mas, como ia para lá e voltava para cá, era conhecido de segundos cantos. Para se acalmar de tantas viagens, usava muitas vezes a meditação, mas era muito bom rodar o mundo. De 1823 a 1864, vieram então os cantos sobre Brasil e Europa. Com o dicionário da língua tupi, vimos que, o grande amor, Ana Amélia, foi seu último canto, antes de naufragar nas águas do nordeste, tornando-se o lendário Gonçalves Dias.

501 Mateus Comodo - 08 de março de 1996, é estudante da 3.ª série do Ensino Médio do Colégio Objetivo São Roque. Gosta muito de Direito, literatura jurídica e de praticar tênis. Como descendente de italiano, adora cozinhar e comer massas. Tem como hobby assistir a jogos de futebol e ouvir música.

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Matheus Fabrício Pereira Madeira502 GONÇALVES DIAS Antonio Gonçalves Dias Nasceu em Caxias cresceu Fazendo poesia com Harmonia e alegria. Antonio Gonçalves Dias Fez uma bela poesia Falando da sua terra Com muita harmonia. Estudou em Portugal Latim filosofia e Frances Mas nunca esqueceu do Português. Antonio Gonçalves Dias Morreu em Lisboa Mas voltou para cá Onde mora gente boa.

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Nunca será esquecido Poeta romântico na Praça dos namorados Os amores encantados

Mayara da Silva Jorge503 Cantos e encantos de um maranhense Fui brasileiro orgulhoso E apaixonado, Porque vivi num país maravilhoso, Com um solo encantado. Nessa terra adorável, Cheia de luz e beleza, Vivi sorrindo maravilhado Com essas coisas lindas por natureza. Quando vi aqueles olhos lindos, Logo me apaixonei, Mas veio o preconceito destruindo Todo o amor que eu criei. 502 Matheus Fabrício Pereira Madeira - São Luís – MA - Brasil - 20/012002. Motivo da Participação: Demonstrar através da poesia a contribuição literária de Gonçalves Dias na formação-sócio cultural do educando interpretar e compreender textos poéticos. 503 Mayara da Silva Jorge - Teresópolis/RJ - Brasil - 17/04/1997 - poetaluna do 9.º Ano da E. M. Alcino Francisco da Silva, em Teresópolis/RJ, e já traz um vasto currículo literário, incluindo a Menção Honrosa no XXII Concurso de Poesias da ALAP, no Rio de Janeiro/RJ. Tem diversos textos publicados no blog “Diários de solidões coletivas” (um deles, inclusive, está entre as postagens mais populares do blog citado).


Do Maranhão eu vim, Do Maranhão eu fui, Alguns pensam que é o fim Porque o amor não evolui. Porém espero que minha arte Continue encantando corações E que faça parte De várias gerações.

Mayara Sousa Gonçalves504 CANÇÃO DO MARANHÃO Minha Terra tem sujeira onde cantava o sabiá, As aves que aqui gorjeavam Não gorjeiam como lá. Minha vida, mas amores Onde cantavam por cá e só as aves Que gorjeiam não gorjeia como cá. Essa vida de brasileiro, Só pensa em cantar, Por isso que as aves que gorjeiam Não gorjeiam como lá. As crianças só pensam em chorar, E não de brincar. Por isso que as lágrimas caem, Por que não pensa em respeitar.

Mhário Lincoln Félix Santos 505 A GONÇALVES DIAS Gonçalves, que Dias O amor intenso, mas proibido Na volta ao porto, apenas meu corpo Carregado pelas brumas da baía de São Luís Náufrago da paixão e dos oceanos da incompreensão humana

504 Mayara Sousa Gonçalves - São Luís – MA - Brasil - 11/08/2001. Motivo da participação: Eu sempre sonhei em ser poeta para escrever para minha família eu quero ser reconhecida igualmente a Gonçalves Dias. 505 Mhário Lincoln Félix Santos – São Luís – MA – Brasil - 27 de março de 1954 - Atualmente reside em Curitiba-Paraná. É advogado, escritor e poeta. Colunista e editor de variedades em vários jornais de São Luís e de Curitiba-PR. Atual atividade: Diretor-proprietário do Portal Aqui Brasil (www.portalaquibrasil.com.br) com sede em Curitiba-PR, com aproximadamente 2,5 milhões de acessos mês em diversos países, destacando-se Brasil, Argentina, Portugal, Espanha, Estados Unidos, Alemanha, Russia e China.

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EU E G. DIAS Ah! Gonçalves de todos os dias De todas as horas, das minhas agonias. Gonçalves, das praças e dos veleiros Dos mares de Lisboa, dos aventureiros. Gonçalves Dias dos índios e dos anuviais Dos poemas, das palmeiras dos sabiás Da saudade, do amor perdido Como eu, quanto amor desiludido Minha vida é como a sua, como teus ais Afogado, eu, nos navios da desilusão Perdido e náufrago do meu coração Grande irmão de poesia Iguais somos em dores e noites Cujos corações morrem de doídos açoites. São Luís, agosto de 1982

Michael Jackson Coelho da Silva506 SEM TÍTULO São Luís cidade mimosa, Tão linda como uma rosa. São Luís como pode brilhar, Diz o canto do sabiá.

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São Luís linda cidade, Tão linda com tanta idade São Luís cidade dos azulejos, São lindas como te vejo. São Luís cidade das praias, Cidade amiga da água. Cidade dos casarões, Com várias mansões.”

506 Michael Jackson Coelho da Silva - São Luís-MA Brasil – 08\11/2000. Motivo da participação: Eu gostaria de participa da Antologia poética por que eu queria que todos se lembrassem de mim na Escola, para ajudar a escola e deixar meu pai e minha mãe orgulhosos e homenagear o nosso grande poeta.


Michelle Adler Normando de Carvalho507 O HOMEM GONÇALVES DIAS Indianista humanista tuas palavras traduzem lutas traduzem amor traduzem vida Gonçalves Dias!!! No romantismo estás também... encontraste o amor que tanto querias e te encurralaram num beco sem saída entre o amor de Ana Amélia e a amizade da sua família abdicaste a ela ficando com a tua alma marcada em fogo eternamente ferida... No mar encontraste paz entraste para a eternidade por fim a gloria... por fim guarida!!!

Michelle Fonseca Coelho508 Viva o poeta! Minha terra tem palmeiras, Onde canta o amor. Minha terra tem flores, Onde exala o frescor. Minha terra tem crianças, Onde emana a alegria. Minha terra tem esperança, Onde não se dá tempo a agonia. Minha terra tem estrelas, Onde brilha a sedução. Minha terra tem alma, Onde exala a paixão. Minha terra tem sentido, Onde habita o belo, o certo, a emoção. Minha terra tem palmeiras, Onde Gonçalves Dias declama com o coração. 507 Michelle Adler Normando de Carvalho - São Luís – MA – Brasil - 14 de novembro de 1979. É Psicóloga. Especialização em Psicologia Hospitalar pela FAMA (2005), Especialização em Psicopedagogia pela UNDB (2008) e mestrado em Ciências da Saúde pela Universidade Federal do Maranhão (2010). É Professora universitária da Faculdade Pitágoras - São Luís e da Faculdade do Maranhão- - FACAM. Faz parte do Banco de dados de avaliadores de cursos de graduação do INEP/MEC. 508 Michelle Fonseca Coelho nasceu em 24 de dezembro de 1979 em São Luís. Formada em Letras, pós-graduada em Docência do Ensino Superior, mestranda em Ciências da Educação pela Universid Americana, Assunção Paraguai. Estudou na Languague Studies Canada, Vancouver B. C, Canadá; e na Landmark Christian School, Paramaribo, Suriname. Professora da Faculdade Pitágoras e Faculdade do Maranhão.

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Miguel Marques509 - São Luís, 7 de Setembro de 1873 Gonçalves Dias Recitada por ocasião da inauguração da sua estátua Eis em vulto entregue aos séculos, quem, não sendo divindade, perscrutava a eternidade nos arroubos da poesia, e, delirante abrasado nas chispas da luz homérica, dizia à Europa: D’América a glória sou eu quem guia! Silêncio! que a história exalta com voz sublime, estupenda o seu nome, a sua lenda aos sons de celeste hino!... Vinde, oh! turba! entusiástica prostrai-vos junto ao proscênio onde em mármore é o gênio mostrando o selo divino.

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Nasceu na brasília Atenas, onde se ostenta a coroa de Sotero, de Lisboa, de Mendes, Sousa e Galvão, e também do audaz guerreiro , que no fogo das batalhas entre o furor das metralhas sempre foi o herói Falcão. De tanta seiva alentado, qual o disco luminoso ele se ergueu majestoso, do berço das melodias; e, na lira meigamente, vibrando «Os primeiros cantos» a glória cheia de encantos abraçou – Gonçalves Dias – Oh! doce cisne adormido no leito dos aquilões, quebranta os duros grilhões Do teu letargo profundo, que a Pátria de amor perdida teu nome ufana entoando manda aos ecos retumbando espalhá-lo pelo mundo. 509 Leal, Henriques, Pantheon Maranhense, São Luís, 1874, p. 567-569. Poesias compiladas por Weberson Fernandes Grizoste - Jauru – MT – Brasil


Vem, oh filho das Moeonidas! Santuário do ideal! Do teu trono de cristal contemplar a cena augusta. Se humilde e a aparência brada altiva a voz da Fama: –A glória o gênio proclama firmada em base robusta. Que diga Dante, Virgílio, quem com mais inspiração brilhava quando o vulcão do teu crânio se inflamava, e ouvindo o mágico idílio do sabia mavioso, teu estro temo e saudoso melífluas queixas soltava. Mas além era impossível um ser humano subir! Era muito o seu fulgir, devia o astro tombar. Deus chamou-o ao seu império, mas vendo a terra tão pobre disse: P’ra argila tão nobre cave-se um tumulo no mar! Caiu como o cedro enorme pela tormenta batido, como o condor que ferido morre nos braços do vento. Mas a saudade do bardo para nós será estóica, qual essa amizade heróica, de quem fez-lhe o monumento! Dorme, Poeta, que o gênio , jamais o tempo consome! A Fama dirá-teu nome, a Glória – os fulgores teus - ! E, vos turba entusiástica vinde, correi ofegante saudar o vate Gigante o brasílio semideus. Por ocasião da inauguração da estátua em São Luís Ali vereis no mármor modelado Aquele que na lira sempre altivo O gênio sustentou! Sublime emanação d’um ser divino O seu nome é um poema, doce hino Dos hinos que cantou!

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Era um gênio gigante, um astro lúcido!... Qual de Homero, Virgílio, Tasso, Dante Seu estro fulgurava!... No berço deu-lhe Apolo a poesia! Poeta, – fez-se rei da melodia Que os cantos lhe adornava. As melífluas canções, as harmonias, Os acordes sublimes que derramam Suas obras imortais, Que «Seus olhos» o digam, «Minha terra» E o sabiá saudoso lá na serra Por entre os palmeirais! Não pode rude lira tão mesquinha Vibrar em teu louvor cantor sublime, Poeta divinal! Em subidas esferas tu pairaste, E o mundo com teus cantos fascinastes Fazendo-te imortal. Famosos Panteões se edificaram Em Atenas e Roma belicosas Ao deus das harmonias: Pois bem! O Maranhão ao mundo culto Mostrar vem o orgulhoso grande vulto Do seu Gonçalves Dias

Mikaelle Cristina dos Santos Cantanhede510 Teu orgulho nasceu! Caxias do Maranhão canta teu canto que teu orgulho nasceu! Orgulho que nasceu, cresceu em busca de conhecimento, de novos saberes de questionamentos inexplicáveis. Gonçalves Dias foi você que muitos querem entender, aprender com teus versos e contos como escrevestes com verdade! O que não sabíamos é que um dia a água te encobriria, E a nós resta até hoje lembranças tuas e da linda cidade de Caxias!

510 Mikaelle Cristina Dos Santos Cantanhede - Sao Luis – MA – Brasil - 18/09/2000 – EPFA Cursando: 5º Ano – Turma: C – Profª Shirle Maklene


Mikaely Fernanda Rodrigues 511 BRASIL Ah! Que saudade Que dá Da minha cidade Lá sim eu tinha uma vida. Amigos, parentes, família Ainda quero rever um dia Arrependida por largar meu namorado Que um dia tanto havia amado. Choro até hoje de amor, Pois sinto falta do beijo Beijo que só ele sabe dar Ah, que saudade do meu lar. Sinto saudades das praias, da canga Do ritmo, do carnaval, do samba Saudades, saudades me dá, É isso que dá Brasil, tanto, tanto te amar!

Milena Adler Normando de Sá512 O AMOR DE GONÇALVES DIAS Ele Amou o seu olhar... A amou à primeira vista Grande alegria!... Porque Ana Amélia o correspondia!!! Por ser mulato não a pode amar ... Seu grande amor se perdeu... não o pode realizar!... Amor eterno, Amor pleno, Amor verdadeiro, ANA AMÉLIA, Esse era o amor do eterno poeta altaneiro!!!

511 Mikaely Fernanda Rodrigues - Bebedeuro – SP – Brasil - Aluna da 7ª. Serie C da Profa. Silvana Morelli http:// silmoreli.blogspot.com.br/2009/09/cancao-do-exilio.html, Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão 512 Milena Adler Normando de Sá. São Luís – MA – Brasil - 01/1976. É formada em Contabilidade. É mãe de João Marcelo e Lara.

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Miriam Porras  Adame…513

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AMOR A TRAVES DEL TIEMPO. Me  acaricio el alma cada uno de tus versos,  sentí  el desconsuelo de estar vivo y a la vez muerto, de amar en lo profundo sin poder tomar su cuerpo, la elección entre tu amada y lo correcto no fortaleció tu espíritu, solo te entregó desgracia y sufrimiento.  Por tu sangre corren mundos muy diversos, uno te indicaba claudicar sin el menor intento, de no probar las mieles del amor en cautiverio era tuyo en comunión con el destino  en tus adentros.   Otro  suprimía la idea, el pensamiento, de aspirar el perfume de Doña Ana, el perfume de su cuerpo, las caricias de sus manos de vivir el amor, el que no conoce de linajes, de tristezas, de dinero, el amor  que vive de besos, de caricias, del vaho de su aliento.   Otro mundo te oprimía el corazón, terminaste en alejarte, abandonando tus ensueños en el recuerdo de tu Amelia que vivió para adorarte, en el silencio de otros brazos que no pudieron consolarle.   Caminaste en rumbos ignorados, trotando subiendo y bajando con un mismo pensamiento, el amor que no llego, que se fue y te dejó en el más temible de tus sueños, la soledad carcomiendo cada noche, en lo incierto.   La razón te abandono,  tu cuerpo sucumbió en  espasmos de dolor, nunca llego la señal que te pudiera consolar, no hubo besos, besos, besos, en ajenos brazos diste rienda suelta a tu aflicción.   En el naufragio de tu cuerpo, el amor se aprovechó de alejarse de este mundo, para estar en otro sin calvario donde no dañan las mieles en la pasión, ¿será que el orgullo de ser de las tres razas, no   dejaron libertad en el amor?                             regresa, que tu amada asimismo feneció sin tu calor.

513 Miriam Porras  Adam - Navojoa, Sonora, México. Poeta y Escritora, ha participado en diversos eventos culturales; porras59-74@hotmail.com


Moacir Lopes Poconé Neto514 JAZIGO NO MAR Um navio Leva com ele os sonhos para o fundo dos mares. Nele vão os dias de muitos E o Dias O grande Gonçalves. Pouco mais de quarenta E histórias de séculos. Timbiras, tamoios e exílio. Amores, cantos e piramas. Ainda era tão cedo E nos deixava naquele dia. No mesmo Maranhão onde nascera. De onde saíra para o mundo. Um mundo que não mais seria o mesmo Sem o canto daquele que viu E cantou como ninguém Sua pátria, sua gente e seus amores. Jaz, Gonçalves, nesse túmulo de água Até ele pequeno para o seu tamanho.

Moacir Luís Araldi515 Carta Escrevo-te, digno poeta, Pra dizer que aqui Sua obra é perpétua. E que ainda fazemos versos pra ti. Aproveito caro Gonçalves, Pra te mandar um abraço. Pra dizer que a saudade No peito ocupa muito espaço. A nação Maranhense e Brasileira Que por ti morre de amores Impunha tua bandeira Nesta terra de primores.

514 Moacir Lopes Poconé Neto - Aracaju - SE – Brasil - 27/03/1975. Escreve crônicas, contos e poesias desde os quinze anos. Possui graduação em Letras Português pela Universidade Tiradentes (2008) e graduação em Direito pela Universidade Federal de Sergipe (1996). Mantém o blog Deu na Telha, no qual escreve sobre os mais diversos assuntos. 515 Moacir Luís Araldi - Passo Fundo- RS – Brasil - 18 de setembro de 1963. Gaúcho, brasileiro, residente em Passo Fundo- RS. Formado em letras pela Fundação Universidade de Passo Fundo (UPF), escreve, amadoristicamente desde 1986.

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Diga ilustre brasileiro, Como te aceitam por aí? Vives com Ana um amor verdadeiro Como não viveste aqui? Vejo na minha ilusão Um banco a sombra da palmeira. Você vivendo sua inspiração E o sabiá cantando com ciumeira. Tem teu nome a rua da tua moradia, Com aprovação dos Timbiras. Viraste imortal GONÇALVES DIAS, Nesta terra que te ama e te admira. FALAR DE VOCÊ Falar de você Gonçalves, Faz pensar no canto do sabiá. Em estrelas, palmeiras e flores. Da frustração nos amores. Do viver lá como cá.

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Homenagear você Gonçalves, Faz pensar no amor que não viveu. Em todos teus sonhos iludidos E no crime que não cometeu, Mesmo quando a amada perdeu. Saudar você Gonçalves, Faz lembrar oceano. Um romântico leito de morte. Mesmo com seus poucos anos Selou a tua sorte. Na presença da morte foste forte, Um guerreiro lutador Nacionalista e sonhador Enalteço com alegria Magnânimo... GONÇALVES DIAS MEU DEUS Palmeira solitária Na várzea da nostalgia. Bosques sem harmonias Sabiá sem gritaria. Da terra que amaste tanto Que pela vida exaltou Veio também o pranto, De um amor que não brotou.


E o mar que só a você castigou, Um anjo para céu mandou. Não propriamente um anjo. Um cupido do amor. Meu Deus, eu te peço um favor. Seja meu condutor, Ajude-me a levar minhas odes e elegias Ao brasileiro, inesquecível GONÇALVES DIAS. GENIAL Genialidade nas linhas que escrevias, Que se perpetuam por gerações. Genialidade nos versos que compunha, Para entalhar nos corações. Genial para exaltar um povo, Uma nação, um país. Genial para buscar o novo, E uma forma de ser feliz. Gênio triste... Talvez! Que também viveu alegrias, Poeta de enorme altivez. Genial GONÇALVES DIAS. MIL POEMAS Nossa terra sempre vai te venerar. As palmeiras não podem te saudar. Os poetas aqui escrevem Pra no céu, te homenagear. No poetar eras uma estrela. No versejar entre linhas, Com rimas que para fazê-las Falavas de amores que quiçá... Nem tinhas. Em te ler Dias, à noite. Mais me encanto eu cá. As tuas poesias tem, O cantar do sabiá. Tua terra tem mil poemas, Todos nesta antologia. Versos, letras e grafemas. Tributando GONÇALVES DIAS.

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Monique Rocha Passos516 Saudade A saudade é a maior inimiga da alma. Além de deixá-lo triste, Ainda tenta te matar... Quando fico com saudade de você, Meu coração não para de bater... Fico pensando em quando vou te ver. Onde será que você está? Fico pensando em te encontrar... Será que você vai voltar? Se você não vir, Quero que saiba Que a saudade só vai aumentar... Quando vou finalmente te encontrar?

Moysés Barbosa 517 594

UM POETA NACIONALISTA Natural de Caxias... Maranhão Ele respirava o ar da poesia Versejador apreciado, sem igual Compôs a bela “Canção do Exílio” Pra Ana Amélia ele sempre escrevia Chegou a residir em Portugal Estudou Direito em Coimbra E na Língua Tupy, escorreito, redigiu Uma obra de valor... Dicionário Traduzia também o alemão Seus poemas... quem ‘inda não viu? Foi cientista... para alguns visionário. Sua obra literária é muito vasta “Cantos”, “Timbiras”, “Meditação”... Feição séria, porém sentimental Cultivou o ideal nacionalista “Canção do Exílio” colocou então Inúmeros versos no Hino Nacional 516 Monique Rocha Passos - Jd. Ubirajara – São Paulo – SP – Brasil - 11/04/2000. ESCOLA: EMEF Antenor Nascentes; DIRETORA: Denise Ribeiro de Carvalho; PROFESSORA RESPONSÁVEL: Adenilza Almeida Lira E-MAIL DA ESCOLA: emefanascentes@prefeitura.sp.gov.br 517 Moysés Barbosa - Comendador Levy Gasparian - R J - Brasil - 15 de fevereiro de 1944, Membro Benemérito e Senador Acadêmico Honorário da FEBACLA,Bispo, Advogado, Professor, Jornalista, Embaixador da Paz, Poeta (já com Jubileu de Ouro de Poesia (2009) site:www.pastormoysesbarbosa.com


No Colégio Dom Pedro II Foi professor muito festejado Fundou a Revista Guanabara Ajudado por dois companheiros No Romantismo, sim...foi aprovado! Toda sua obra o civismo ampara Foi até destemido navegador Lá no rio Negro e rio Madeira Uma extensa  região ele explorou Cultivava com prazer a cidadania Na Europa, Casa Brockhaus, era livreira Vários Cantos de “Timbiras” editou Exaltemos, sim,  esta personalidade Célebre poeta e literato brasileiro Do qual todos nós nos orgulhamos ANTONIO DE GONÇALVES DIAS Nas letras é expoente, é altaneiro E com razão honras lhe tributamos!

Murilo Monteiro Mendes – Murilo Mendes 518 Canção do exílio519 Minha terra tem macieiras da Califórnia onde cantam gaturamos de Veneza. Os poetas da minha terra são pretos que vivem em torres de ametista, os sargentos do exército são monistas, cubistas, os filósofos são polacos vendendo a prestações. A gente não pode dormir com os oradores e os pernilongos. Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda. Eu morro sufocado em terra estrangeira. Nossas flores são mais bonitas nossas frutas mais gostosas mas custam cem mil réis a dúzia. Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade e ouvir um sabiá con certidão de idade!

518 Murilo Monteiro Mendes - Murilo Mendes - Juiz de Fora – MG – Brasil - 13 de maio de 1901; foi um poeta e prosador brasileiro, expoente do surrealismo brasileiro. Wikipédia 519 Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão

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Mylene dos Santos Siqueira520 MINHA TERRA Minha terra tem história, Que acabaram de chega.  No Centro Histórico  É um lugar de se encontrar  Nosso céu não tem quase estrela,  Mas eu ainda gosto deste lugar.  Minha terra tem praias,  Para gente se encontrar.    Hotel de frente pro o mar,  Minha cidade tem curiosidades.  Que você vai gostar,  Mas só vai saber se vir olhar.

Nadir Silveira Dias521

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DON’ANA Há um nada em quase tudo Quase sempre em todo o tempo Em qualquer época ou lugar Mudando somente o matiz A intensidade, não raro o fulgor A macular o destino, a macular o amor. A família soberana nem sempre acerta Ou se arrisca, e somente petisca E lambisca o que da sorte lhe sobra Se lhe sobra algo de bom Pois o normal é sorver o fel Mal fecundo que antes semeou... Foi assim com Don’Ana E Gonçalves Dias também Nutridos e correspondidos

520 Mylene dos Santos Siqueira -São Luís-MA - Brasil – 03\01\2001. Motivo da Participaçao: Eu gostaria de participa da Antologia poética por que será uma grande ortunidade para mim, ter minha poesia sendo lembrada por todos e ser lembrada por este poeta maravilhoso. 521 Nadir Silveira Dias - Rio Grande, RS – Brasil - 04.04.1947. Reside em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. Brasil. É Jurista, Escritor, Poeta, Compositor, e Letrista, integrante da Ordem dos Advogados do Brasil, da ARI - Associação Riograndense de Imprensa, da Ordem dos Músicos do Brasil, e de várias Academias Literárias do Brasil. É laureado da ASL - “ARTS SCIENCES LETTRES” Societe Academique d’Education et d’Encouragement, França. Autor de vinte e três livros de literatura e de doutrina jurídica, obtém pelo livro Rastros do Sentir, a Medaglia d’Argento 2004 - Premio Letterario Internazionale “Maestrale - San Marco” - Itália, e, pelas obras e ações, em Paris, a Médaille de Vermeil 2009. nadirsdias@yahoo.com.br


Um pelo outro de intenso amor Que tiveram suas vidas destruídas Pelo insano não consentimento... Vidas destroçadas, sim, senhor! Pois amor é vida sempre Em qualquer tempo ou lugar É o ânimo, é o ar que se respira! E se de um se tira o outro Fenece um, fenece a outra. Dia haverá, com certeza (!), que Crime assim não mais ocorrerá Por conta de novos tempos que Hão de vir pra limpar as mentes E saná-las do viciado preconceito Que tanto e tanto mal já tem feito.

Naraene Miranda da Silva522 GONÇALVES DIAS Antônio Gonçalves Dias, um grande escritor maranhense, que nasceu em 10 de agosto na pequena e bela Caxias. Homem bom e inteligente Foi para fora estudar, Mas, com saudade de sua terra escrevia a beleza que por aqui existia. Gonçalves Dias era o escritor. Defendia a pátria, a religiosidade, e, principalmente, o amor. Ele foi o grande cantador Foi no Brasil que encontrou Ana Amélia, Seu grande amor. Mas, que pena, num naufrágio morria Um grande escritor, que o Brasil com muita tristeza Perdia. 522 Naraene Miranda da Silva – Balsas - MA – Brasil. URE – Balsas - Centro de Ensino Médio Dom Daniel Comboni; Professora: Marcia Meurer Sandri

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Natália Bueno Dias 523

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CANÇÃO DO EXÍLIO Vejo o céu cinzento com uma brisa fria, Lembro-me do céu azul e de seus campos deslumbrantes. Sinto-me sozinha vivendo ao lado de um bosque. Lembro-me de nossas roças com cheiro de mato. Bosques sem essências Sinto falta de nossas flores cheirosas e deslumbrantes que relatam grandes amores. Nosso ritmo é o melhor Festas e alegria Cidade muito parada Sinto falta da capital Arroz com feijoada e uma bela salada. Aqui só como massa e vivo com presão alta. Meu Deus, só lhe faço um pedido: Não me deixe morrer com esse ar sem cheiro, quero morrer ao lado da praia com a brisa leve e suave. Quero voltar a viver junto à felicidade.

Nathalia Ribeiro Lopes 524 Não sabia o que queria.

Trouxe, à noite, a luz de um dia, Fez-se tarde a cantoria Das aves e sabiás. Quem pudera pensaria que, de tonto, abandonaria estrofe, verso, rima: e o coração de quem quis amar. Ó Gonçalves, tão astuto, pela razão deitou-se ao luto de quem teve que abandonar

523 Natália Bueno Dias - Bebedeuro – SP – Brasil - Aluna da 7ª. Serri B da Profa. Silvana Moreli - http://silmoreli. blogspot.com.br/2009/09/cancao-do-exilio.html , Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão 524 Nathalia Ribeiro Lopes - 4 de outubro de 1995, é aluna da 3.ª série do Ensino Médio do Colégio Objetivo São Roque. Gosta de música popular brasileira, escrita criativa e cinema.


Ana que, por saudade, lacrou em sangue e lápide o poema e a vontade de ver nessa terra o sol raiar, E em morte cessaria o adeus em poesia de quem não pôde se tocar.

Nathália Rodrigues Barbosa525 CANÇÃO DO EXÍLIO Porto Alegre, terra de gaúchas bonitas que destacam as belezas da cidade. Pássaros encantam com seus cantos; o sol, ao refletir, nas águas do Guaíba, ilumina-o; o cheiro das flores perfumam os caminhos do Parque da Redenção. Algodão doce, pipocas, doces e pessoas passando, de um lado para o outro, dão-me a sensação de que sou livre e feliz. Aqui, pouco vejo de encantador. Quero a minha terra voltar e o seu perfume respirar.

Nédia Sales de Jesus526 Outros Dias Dos Dias, o mais luminoso, A mártir foi escolhido A saciar a invídia do mar. Vigorosos, eternos e imortais, Novos Dias emergem A cada ressaca das águas. Eis que sobrevive a poesia E, sobre as palmeiras, Ainda gorjeiam os sabiás. 525 Nathália Rodrigues Barbosa - Porto Alegre/RS – Brasil - 20 de janeiro de 1998. Estudante do Ensino Fundamental do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Integrante do Projeto Literário “Banners Poéticos”, 2012. Integrante do Projeto “Imagens e Textos construindo Histórias e Versos”: “Banners Poéticos”, 2012. Curte música e dança. E-mail: nathi_rodrigues98@live.com 526 Nédia Sales de Jesus - Santo Antonio de Jesus, BA, Brasil - 25/06/1971. O gosto pela escrita nasceu ainda na adolescência, quando passou a expressar a sua visão particular do mundo através de suas primeiras poesias, o que lhe rendeu, posteriormente, alguns prêmios e publicações no Brasil e, recentemente, em Portugal.

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Nelmara Silva527

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Ah como amei ! Clareza, claridade, contaminação de verdades...  Poesia, misturada de brasilidade... Mocidade, amores e tantos amores. Amores do mar, natureza  Nossa tão amada cidade.  Amor Amélia, amor-maior. Enriquecida palavra. Horizontes desbravados. Em tantos mares navegados.                 POETA - espelho de rimas,                  quartetos guardados.                  Trovas, do cantante  trovador.                  Pássaros , gorjeios, emoldurados.                  Perfeito trinado.                  Triunfa tua saga, tua alma.                   Amigo, irmão Gonçalves.                   Penhor de nossa História Brasil.          D            e              s               c                              o                              r                              t                                i                  n                  a                                      n                    d                                          o                                             se                      obras imortais,                          talento tecido passo a passo                              tons, semitons,                        belezas naturais.               A palavra é a força da vitória.

527 Nelmara Silva – Rio de Janeiro – Brasil - 17/09/1950. Cultuadora das letras desde a infância, onde as palavras sempre preencheram meu espaço, ávida de livros, aprimorando sempre o bom gosto pela leitura. Desenhava na imaginação lugares, personagens e o fascinante mundo da poesia.Aprendi com cada um deles a magia da arte de escrever poemas.Debrucei-me sobre Castro Alves e lutei com os escravos, a brasilidades vi claramente em Gonçalves Dias;o negro através de lima Barreto...Assim naveguei pelos mares das palavras...


Brasilidade, brio, Brasil.   Berço, abraçado, irmão gentil.     Arrojado, amado amante.     Amélia, amada escalonado amor.     Trovador, testemunha da palavra.     Palavra viva, trabalhada, rimada     em trovas,em traços...     Especial, épico, eficaz     elegante,eterno Gonçalves...     Criador, criatura, cancioneiro.     Canto, cordial, cordel,     louvar tuas palavras     tuas rimas,     teus mares navegados.     Navegantes em metáforas.     Nuances, cores ,iluminado poeta.     poetando nossas terras, nossas matas...     doravante cantarás, cantaremos     eternamente tua Criação.

Nereu Bittencourt528 A GONÇALVES DIAS Poeta, na palmeira viridente, ao cicio da brisa langorosa, Entôa o sabiá terno e dolente uma trova de amor linda e saudosa E, pela selva, ao claro sol ardente, ou mesmo em noite de luar, formosa, vibra o canto guerreiro da potente tribo audaz de tupís, vitoriosa.   É sempre azul o céu de nossa terra. É sempre verde o mar. O sol explende. Nada mudou do que teu canto encerra. 528 Nereu Bittencourt - Caxias – MA - Brasil - 08 de março de 1880; faleceu na mesma cidade  em 11 de setembro de 1963. Iniciou sua jornada de mestre aos 23 anos, e cumpriu por 60 anos a árdua tarefa de ensinar. Homem de profundo conhecimento de Português e Francês, de estilo límpido e preciso, assimilando, à farta, as três dialéticas: a Expositiva, a Explicativa e a Dialética, a ponto de desvendar os mistérios lingüísticos, os meandros de cada tópico frasal, as isotópicas, mórficas e sêmicas, os penetrais da perspicácia, além de dominar muito bem, o latim, o inglês e o espanhol. Logrou aprovação em todos os concursos a que se submeteu no Departamento Administrativo Do Serviço Público – DASP.  Um idealista da Educação em Caxias foi um dos fundadores e autor da letra do Hino do antigo Ginásio, atual Colégio Caxiense. Patrono da cadeira de nº16 da Academia Caxiense de Letras  - ACL.   Por ocasião da proibição de mais uma cidade com o mesmo topônimo, no Estado Novo, com a vigência do decreto-lei nº 311, de 2-3-1938, em que foi tentada a mudança do nome da cidade: Caxias- ficaria nomeada a cidade gaúcha de grande importância comercial e Caxias - com as sugestões para: Caxias das Aldeias Altas - Marechal Caxias ou Caxias Norte. Sobre a matéria e tecendo considerações históricas, de cunho patriótico, Nereu foi um dos cidadãos interventores em prol da permanência do nome da cidade de Caxias-Maranhão.

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E o coração da terra das palmeiras vibra, feliz, no culto que te rende, maior glória das glórias brasileiras! Caxias, julho de 1923.

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A GONÇALVES DIAS Alarma! Alarma! E o válido selvagem, Quebrando a ivirapema, na voragem, Na sede da vingança, Mostra que o braço do tupi valente, Se, impetrando o perdão, dobra tremente, Na luta não se cansa.             Se covarde o pensaram, quando a vida,             Sòmente, por seu pai, lhe era querida,             E, por ele, a implorou,             Erguendo-se feroz e sobranceiro,             Numa luta de mil contra um guerreiro,             A coragem provou.   A terra brasileira tem mais vida, Mais estrelas a abobada incendida, Mais luz e mais fulgor. O meigo sabiá tem mais gorgeios, São mais quentes da brasileira os seios, E é mais puro o amor   O céu é mais azul, o sol mais quente, E roçagando as águas da corrente, A brisa fala amor. Há sussurros de carne e de desejos, Há suspiros de preces e beijos, Na selva, no rumor.   Tudo isto cantaste, grande vate. Dos mares de tua terra o doce embate Pintaste, em mago encanto. E o meigo sabiá, lá nos palmares, Em teus versos, entoa, pelos ares, O sonoroso canto.               Hoje, dormes, no seio do oceano.             O destino cruel, atroz, insano,             À vista de teus lares,             Quando voltavas às brasílicas plagas,             Fez entreabrir-se a túnica das vagas,              E te sepultou nos mares.


Mas um dia virá (isso conforta), Em que entrando a ciência pela porta Do válido tupã, Ele busque, no túmulo dos mares, O sublime poeta dos palmares,

Niedja Soares Pereira Lembrança de Gonçalves Dias Brilham no céu as estrelas que iluminam na Terra as palmeiras um eterno cantar Enche o ar desse canto que o vento leva em prantos aonde quer que vá Gonçalves nunca se esqueceu da terra onde nasceu do canto do sabiá

Nieves Merino Guerra529. DOM ANTONIO GONÇALVES DIAS Los ojos negros de su amor primero ciñeron los pasos de su desventura. Mixtura en linaje de razas arcanas, Blancos y esclavos e indígena raza orgullo que lleva la cruz de su alma. Su fuerza flaquea. El corazón quebrado en adioses tristes que sangran heridas. Y en tierras lejanas despidió a su amada siendo desgraciados los dos en sus vidas.   “Sim se morre do amor”, e de amor enferma 529 Nieves Merino Guerra - Las Palmas de Gran Canaria - España - 03 De Julio De 1959; Profesora pre-jubilada en diversas especialidades(Ciencias letras, Sociales, Humanidades. logopeda...). Participo desde hace años en blogs y redes literarias, varias antologías, revistas literarias virtuales y no virtuales. Algunos premios y reconocimientos desde que era niña. Experta en nada, alumna siempre.

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recorriendo enjuto y digno caballero casi media Europa, lejos de su tierra la melancolía de su amor primero. Esos ojos negros que brillaban solo para él con  dulce y tierna melodía como noche oscura. Mortaja de cielo preñado de estrellas sin luna su velo.   Y muere de amor, de tristeza amarga  en duelo arrepentido por errar honor. Lo envolvió en su manto fúnebre la ola y en inmenso océano naufragó el dolor.   Grandeza y orgullo. Valor sin valor. Don Antonio y Ana, dos enamorados con amor truncado por la sociedad. Lisboa fue testigo de su duelo “Adiós”   De timbiras poeta, cantos y dulzura su premura muerte ahogó sus anhelos en esos “Suos olhos”, “O canto gerreiro”, “O canto do indio”… O canto seus versos.   TALENTO DE GONÇALVES DIAS-I Vida...para vivir. Vivirla y dar vida.  La oscuridad es la ausencia de luz El egoísmo es la ausencia de amor.   La violencia  es la ausencia de paz  La enfermedad, ausencia de salud. La soledad, ausencia de humanidad...   Antonio Gonçalves donó su talento.   Su eco se oye desde el fondo del mar. GRANDE E  XOVEN DOM ANTÒNIO Poeta brasileiro que al indio, en  tupí  cantaba y alzaba en versos y lengua de su amada tierra al norte de Brasil que recorre y ama con sutil carencia.   Lleno de presencia y de orgullo cierto descubrir lo bello , pleno de riqueza paraíso y templo. Con su alma inmensa deshoja el misterio y vuelve a su cuna.  


Hombre culto y joven, vive desdichado con el gesto adusto, cabizbajo y triste. En tierra europea se siente aplastado è un emigrante “com saudade em lúa”. Sua bela poesía, suos “Primeiros cantos” ao Brasil emgrandeçe em a literatura como “O trovador”, dom Gonçalves Dias e o Romanticismo que emsalçò em sua vida.. ¿HACEMOS UN PACTO? ( De Ana a Antonio ) Todos os momentos seraõ apropriados para lhe demostrar o meu puro amor:  Eu quiero facer com vocè um douze pacto ... No, poeta. No soy real, amor, amigo:  Soy un hada extraviada en tus versos  que baila con las musas tus olvidos. No soy real, amor, porque imaginas  a la mujer perfecta de tus sueños. Y no soy de nadie. No tengo dueño: soy la  hija de la luna que ilumina tus alas para volar por horizontes  sin final ni principio con  la ternura que alegra corazones en el viento y acaricia tu rostro en los caminos. Hagamos un pacto, una tierna alianza  de eterna amistad y de ensoñaciones. Que  sea un secreto en los corazones donde habita el amor. Solo si alcanzas a ser ése hombre que es también poeta.  No. yo no soy real, mi querido amigo: Soy la magia encinta de ideal persona que todos pretenden en su loca meta  sin amar defectos ni aceptar apuestas  arriesgando todo por mujeres ciertas.   Tu pasión desborda los mayores retos,  pues soñar despiertos tiene un gran valor.

Pero no es perfecto quien es hombre honesto y ofrece un “te quiero”  de amor  permanente con cielos de estrellas y lunas perennes, una flor y mil “te amo” del alba al ocaso y luego...indiferente, por “honor” nublado.

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...E isso fará, minho amado poeta namorado a sua linda “mulher” lúa saindo do anonimato dicendo-le mils vezes: te amo, te amo, te amo...   … Cheia do alegría olhando en seus olhos  com muita doçura, amor, sem sentir fadiga!.   Hagamos un pacto: seré real si no me idealizas y aceptas que soy como tú mirándome a los ojos  sin huir ni renunciar a mi por burdos criterios.   DESPEDIDA DE SU AMADA ANA Noches de olvidos...  Recuerdos que lacerando  dejan al sueño cautivo  en rejas de soledades  de ése amor que ha perdido.   Noches que sangran estrellas en la esencia de la vida.

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Oscuridad que es mortaja cuando se aloja en el alma ésa cruel melancolía....

Nijair Araújo Pinto530 Cantiga de galo É noite. Rompendo o silêncio reinante, ouve-se o galo a cantar. Bate as asas e canta sem o encanto do Sabiá. Meu quintal sem palmeiras não sente a brisa que sopra, movendo as folhas do outono que caem sempre a bailar. E as aves que não gorjeiam deixam-me sozinho, – a cismar.

530 Nijair Araújo Pinto - Fortaleza – Ce – Brasil. Diplomado pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra – ADESG, Bacharel em Direito – URCA e Especialista em Políticas Públicas – UECE. Está no posto de major do Corpo de Bombeiros e é doutorando em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidad do Museo Social da Argentina, Buenos Aires. Especialista em Matemática Tem quatro livros publicados Estudante de Engenharia Civil – UFC.


E o céu, agora sem estrelas, despoja a flor não refletida. E a coitada exaurida implora ao astro celeste: não permita Deus que eu morra sem novamente brilhar. Meu quintal sem palmeiras só tem um galo a cantar. E as aves que não gorjeiam não fazem as folhas “voar”; e as nuvens, cobrindo as estrelas, não deixam as flores “brilhar”.

Nilza Caum531 Sangrou e Chorou Gonçalves Dias Homem letrado, homem estudado Procurava mais que o saber Buscava em sua jornada A alma do homem conhecer Coração misto de raças Alma unificada pelo amor Naquilo que se orgulhava Foi motivo de sua grande dor Um grande coração, não passaria sem um grande amor Àquela que veio a ser sua musa inspiradora Foi cortada de sua vida Por causa de sua raça e cor Lança do inferno esse tal racismo Que corta e separa coração e pele Não valoriza à virtude da alma Porque estão mergulhados em profundo cinismo Coração sangrou, chorou, debateu Mas não se amuou, nem se escondeu De sua dor fez poesia De seu amor, alegria Defendeu o que acreditou E a voz do oprimido se tornou

531 Nilza Caum - Picos – PI – Brasil - 40 anos. Brasileira, Residente em Jundiaí/SP. Trabalho - Instrutora de LIBRAS (Linguagem Brasileira de Sinais)

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Nivânia Carvalho532 ODE A GONÇALVES DIAS quem sabe chegue o dia que lá no céu encontraria o poeta gonçalves dias a sua poesia declamar há! lá não está mais exilado esta sempre rodiado de querubins a se encantar quisá eu poderia juntar-se a ele que alegria! aprender de perto a escrever meus versos e para todos anunciar que ele foi um poeta de vida curta mas vida certa que amou a natureza e tudo que nela há 608

Norma Rincón Mendoza533 Antonio Goncálves, poeta del amor Romántico por naturaleza quien convirtió sus tristezas en bellas melodías: Un río de nostalgias en un mar de letras que al mirarlas nos llevan en una danza interminable, un ir y venir hacia la naturaleza. Habló al hombre del hombre, del ser que se lleva dentro, el que en todos existe. 532 Nivânia Carvalho – Campina Grande – PB – Brasil. Aos seis anos minha mãe vendeu tudo o que tinha para vivermos uma grande aventura na Cidade Maravihosa! Sou professora da rede municipal e estadual do Rio de Janeiro, formada em pedagogia com especialização em psicopedagogia, casada e mãe de seis filhos. Tenho dois livros publicados: Você quer uma mãozinha (ed. Litteris), Cicatrizes (ed. Above) e participação em antologias. 533 Norma Rincón Mendoza - Mexico. Licenciada en Psicología. Estudio pintura en el estado Tabasco desde 1992, en la ciudad de Villahermosa, actualmente se dedica a la pintura como oficio en un bello lugar llamado “El Barrio Del Artista” en el Estado de Puebla, perteneciendo a esta asociación de artistas pintores desde hace 8 años. Ha incursionado en la enseñanza a nivel secundaria y enseñanza libre de pintura. La UNESCO le edito un cuento “Tito” hace ya 10 años en una colección de 5 cuentos infantiles a nivel primaria Tiene el gusto de haber sido escogida para la pasta de la revista “Minutos Artísticos” revista virtual Argentina y ahora está incursionando con prosa en las antologías de Oscar Alfaro y de José Martí Correo electrónico: nonorinconm@hotmail. com.mx


Que no tiene color ni dueño, osado como el viento, navegando por el mundo, de costumbres, de prejuicios tan estériles, tan vanos. Entendió que somos hermanos, que todos tenemos necesidad de amar, de ser amados. Con afán, anhelo de libertad, con toda su tristeza y su nostalgia en vez de llenarnos de pesar. Nos remonta al deleite, la gracia, el despertar al mundo, a la vida, envueltos en una melodía de palabras mezcladas... ¡con sueños!

Núbia Cavalcanti dos Santos534 O POETA E SEU DESAMOR Nasceu no Maranhão Em pleno mês de agosto Antonio Gonçalves Dias Grande poeta brasileiro Que transformava em poesias As dores de sua eterna paixão Daquela que foi seu amor primeiro A causa de tanto desgosto. Um amor proibido viveu Pela jovem Ana Amélia Tão singela e pura Quanto a flor da camélia E somente ela teria a cura Para sanar a dor incessante Que no coração do plebeu Arraigou-se dolorosamente.

534 Núbia Cavalcanti dos Santos - Sanharó-PE - Brasil. - 17 de junho de 1962. Antologias: “Noturno”, “Amanhã, outro dia” e “Liberdade”; Poesia e Prosa no RJ - 2011 e 2012; Quem Sabe Faz Agora; À Flor da Pele; Crônica e Literatura F. Gullar; BPA - Afogados - Recife – PE; Grandes Poetas da Nova Poesia Brasileira - Vozes de Aço – Séculos XI - XII e XIII; Poesias Encantadas – IV e V; Poesia, Lâmpada para o Coração; Antologia “Os Anjos Negros da Poesia” e várias poesias publicadas nas Antologias da CBJE (Vol. 78 a 100, entre outras). ncrystynna@msn.com

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Por encontros e desencontros Suas vidas foram marcadas E cada um seguiu seu caminho Deixando para trás o passado E as tentativas fracassadas De reconquistar o ser amado E sem amor e sem carinho Ambos partiram desenganados.

Odone Antônio Silveira Neves535

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GONÇALVES DIAS Pai português Mãe mestiça Poeta do Romantismo Indianista Brasileiro Professor de Latim no Colégio Pedro II Fundador da Revista Guanabara Com Joaquim Manuel de Macedo Araújo Porto Alegre e Joaquim Antônio Desenvolveu o indianismo brasileiro ao lado De Joaquim Antônio de Almeida A saudade da Pátria forjou A esplendorosa Canção do Exílio iniciando Com Minha terra tem palmeiras Onde canta o sabiá... rimando com lá Poema de tão célebre seus Versos foram parar no Hino Nacional Brasileiro Dedicando a sua musa amada Escreveu Ainda uma vez Adeus... Viajou para a Alemanha Onde editou Os Timbiras em homenagem ao Brasil Cujo destino seria nossa primeira Epopeia Atestando o nascimento do Brasil Todavia quis o Destino Que morresse antes no naufrágio Do Ville do Boulonge Único cujas forças combalidas Não deixaram sair do navio.

535 Odone Antônio Silveira Neves - Porto Alegre/RS. – Brasil - 09 de fevereiro de 1945. Graduado em Letras: Português-Francês e Literaturas; Pós-graduado em Língua Portuguesa, UFRGS; Mestre em Teoria da Literatura, PUC-RS. Estagiou Francês na Université Stendhal de Grenoble e no Centre Auditive Visuel de Langues Modernes/França; Professor de Francês e Literatura Brasileira nas Escolas Municipais Emílio Meyer, Nossa Senhora de Fátima e Marcírio Goulart Loureiro. Membro Efetivo da Academia de Artes, Ciências e Letras Castro Alves, Porto Alegre/RS; Sociedade Partenon Literário, Porto Alegre/RS; Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores, Balneário Camboriú/SC; e, Associação Internacional dos Poetas del Mundo. E-mail: odonen@gmail.com


Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac - Olavo Bilac536 A GONÇALVES DIAS537 Celebraste o domínio soberano das grandes tribos, o tropel fremente da guerra bruta, o entrechocar insano dos tacapes vibrados rijamente O maracá e as flechas o estridente troar da inúbia, e o canitar indiano... e, eternizando o povo americano, vives eterno em teu poema ingente.   Estes revoltos, largos rios, estas zonas fecundas, estas seculares verdejantes e amplíssimas florestas   Guardam teu nome: e a lira que pulsaste inda se escuta, a derramar nos ares o estridor das batalhas que contaste!

Olimpio Coelho de Araujo538 “Poema dos poemas” (1) “Se te amo”, é claro, “não sei” Então, entôo “O canto do guerreiro, Ou tento “O canto do índio”, Para conquistar seus “Olhos verdes”. “Ainda uma vez” me encanta “Seus olhos”, Não quero um “Canto de morte”, “Meu Anjo, escuta”, sigo o “ leito de folhas verdes”, E “Se eu morrer de amor”?! 536 Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac – Olavo Bilac - Rio de Janeiro – Brasil - 16 de dezembro de 1865 – FALECIMENTO: Rio de Janeiro, 28 de dezembro de 1918. Foi um jornalista e poeta brasileiro, membro fundador da Academia Brasileira de Letras. Criou a cadeira 15, cujo patrono é Gonçalves Dias. Conhecido por sua atenção a literatura infantil e, principalmente, pela participação cívica, era republicano e nacionalista; também era defensor do serviço militar obrigatório[1]. Bilac escreveu a letra do Hino à Bandeira e fez oposição ao governo de Floriano Peixoto. Foi membro-fundador da Academia Brasileira de Letras, em 1896. Em 1907, foi eleito “príncipe dos poetas brasileiros”, pela revista Fon-Fon. Bilac, autor de alguns dos mais populares poemas brasileiros, é considerado o mais importante de nossos poetas parnasianos. No entanto, para o crítico João Adolfo Hansen, “o mestre do passado, do livro de poesia escrito longe do estéril turbilhão da rua, não será o mesmo mestre do presente, do jornal, a cronicar assuntos cotidianos do Rio, prontinho para intervenções de Agache e a erradicação da plebe rude, expulsa do centro para os morros” http://pt.wikipedia.org/wiki/Olavo_Bilac 537 MORAIS, Clóvis. TERRA TIMBIRA. Brasília: Senado Federal, 1980, p. 67, Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão 538 Olimpio Coelho de Araujo - Santo Antônio da Glória, BA – Brasil - 1949. Hoje resido em São Vicente, no litoral paulista. Sou poeta, com publicação em algumas antologias e vencedor de vários concursos como o da “Academia Santista de Letras em 2010. Também sou escritor, aguardo uma chance para publicar o meu primeiro romance e escrevo contos e fábulas.

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Vou cantar a “Canção do tamoio”, Levar os “Últimos cantos à “Marabá”, Juntos com as “Sextilhas de santo Antão”. Apresentar “Cantos” a “Juca Pirama” “Leonor de Mendonça” os “Primeiros cantos” Ou preferes ouvir o “Canto do Piaga”? “Poema dos Poemas” (2) Cantarei a “canção do exílio” Para “O gigante de pedra” Feito “O soldado espanhol” Guarda a “Recordação” dos “Seus olhos”. Jogarei uma “Rosa no mar” “O mar” fará a devolução Exclamará “Oh! Que acordar!”, Então, farei uma “Retratação”. Não farei uma “Palinódia” Mas dedicarei uma “Canção” E saberá”Como eu te amo”. 612

“A noite” terei “O amor”? “Espera!”, por favor, “Não me deixes” Dedico”Zulmira” este “Soneto”. “Poema dos Poemas” (3) “No jardim”, vi, “A minha rosa” “Meu anjo, escuta” a pomba “Rola”, Pois, ela te norteará o “Amanhã” Ou chorarás “Sobre o túmulo de um menino” Sei que provarás “A baunilha”, Então, descobrirei, “Como! És tu?, Levarei “A minha rosa” à “Minha terra!” E provarás “O que mais dói na vida” “Se muito sofri já, não me perguntes”, “Por “Amor! Delírio-engano” Mesmo assim não será mais “A escrava”. Honrarei “Minha vida meus amores” O meu projeto de vida é “Sempre ela” Na “Deprecação” “Se se morre de amor!”


Poema dos poemas (4) Guarda, Gonçalves, a tua “Canção do exílio” E verás que as palmeiras murcharam, E os sabiás, suas vozes, silenciaram E, de tristeza, nunca mais nidificaram. Em nosso céu não vemos mais estrelas, Em nossas várzeas não há quase flores, Os nossos bosques ficaram sem vida, Pois nada resiste a poluição desmedida. Dos antigos primores desta terra Nada é possível encontrar, apenas Sacolas plásticas boiando sobre o mar. Até mesmo as feias cobras Estão beirando a extinção, As palmeiras secaram, e os sabiás estão na prisão. Releitura do “Canto do Piaga”. Já não existem mais guerreiros nem taba sagrada, A brava nação tupi também foi dizimada, Os Deuses dormem, pois, calaram a voz do Piaga. Os guerreiros, adormecidos, não ouvem mais nada. Oh! Ilustre poeta “Antônio Gonçalves” Derrotaram os guerreiros e queimaram a aldeia, Nada mais resta, apenas os “Dias” de apreensão. Lamento dizer-lhe, que a coisa virou um entrave. Fantasmas vivos esmagam ou ferem de morte, Os verdadeiros e legítimos donos destas terras, E o canto do Piaga, agora, depende de sorte. Eles viram, sim, o negrume no céu, o brilho do sol ofuscar, Pelas queimadas das florestas que fizeram o Piaga se calar. É impossível ouvir as corujas, pois, calaram o seu cantar.

Onã Silva539 DIAS de outrora... DIAS de hoje... Pergunto-lhe nobre Gonçalves Que viveu noutro Século e DIAS Será que hoje pensaria nas aves E para esta terra inda cantarias? 539 Onã Silva – Posse – GO – Brasil - 9 de outubro. É escritora brasileira, agente cultural de literatura e artes cênicas. Filiada à Rede de Escritoras Brasileiras e Academias Literárias. Graduada em Enfermagem e Artes Cênicas,Especialista em Saúde Pública,Mestre em Educação e cursa Doutorado.Escreve poesias,romances e outros gêneros.Tem diversas obras individuais e coletivas publicadas, a saber:A Quadradinha de Gude;Miriã, uma Enfermeira Bambambã;A Derrota de Penina,Histórias da enfermagem no universo de Cordel e outras.

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Poeta, todo aquele saudosismo, Que expressava à terra amada Sonhos poéticos e o patriotismo Nestes DIAS, a pena está calada. Toda a bela e esplêndida natureza Que lhe inspirava às belas poesias Muitas matas são carvão-tristeza E a devastação cruel, poeta DIAS. Também sobre as suas palmeiras Nestes DIAS é tudo arranha-céu Cortaram-se as árvores altaneiras Sepultaram-nas no asfalto e ao léu. Quanto às aves que gorjeavam Naqueles seus DIAS, caro poeta, Muitas que tantos admiravam São mui raras, só em biblioteca. Não são DIAS de romantismo Que outrora tanto lhe inspirava Neste hoje de tão pouco lirismo Mudou o País que lhe encantava. 614

Os DIAS poeta se transformaram As pessoas correm e só desvivem Raros são os DIAS que poetaram Canções àqueles que sobrevivem. Muitos estão em reais DIAS de exílio Sofregando de tantos males e dores Muitos irmãos têm olhos sem brilho E outros, poeta, sequer tem amores. Seus irmãos vivem noutro exílio Presos pelos diversos problemas Uns pela fome ou sorte ou asilo São DIAS sem canção e poemas. Poeta da saudade e belos DIAS De terra de céu, palmeira e sabiá O nosso Brasil precisa de poesias Vamos Gonçalves DIAS admirar. DIAS de amores Todo poeta verseja o amor Para a terra, céu ou amada Muitos rimam usando a dor Quando não tem musa-fada.


Dias versejou sobre amores Para as mulheres da sua vida Seus sentimentos e suas dores, Encontro, beijo e despedida. No coração do poeta, a musa, Ana Amélia sua rima e poesia Levou-a na pena, à terra Lusa, Quanta saudade dela, oh! agonia. Ana, a eterna musa do escritor História de amor e de tristeza Longe dela, a vida, era incolor Proibido de ver a sua princesa. Distante da amada, era o exílio, Chorou o poeta e fez canções Sem melodias sem estribilhos Dilacerados eram seus corações. Roubaram-lhe o carinho de Ana Por causa do preconceito cruel Só não tiraram-lhe aquela chama Oriunda da poesia do menestrel. Dias, expressão do romantismo, Cantava o amor e os seus amores Em poesia cheia de saudosismo Para Anas, Olímpias e Leonores. WWW.GONÇALVES ponto DIAS Na era www e de buscador, Em tempos desta era virtual Tenho um favorito escritor Gonçalves Dias é especial. No buscador é Dias e ponto Ou é Gonçalves ponto com? O que mais vale é o encontro Entre eu, o poeta e o seu dom. Quando procuro este poeta Para pesquisar sobre o Dias Aparece uma lista completa De obras, histórias e poesias. Gonçalves Dias é aparecido Nome grandioso na internet Pois jamais será esquecido Será eterno, este é o lembrete.

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Vou resumir nestes versos Que Dias é grande, eu conto, É consagrado nos universos: Terreno, poético e PRONTO! GONÇALVES DIAS, O POETA-PÁSSARO Poeta-pássaro, homem-alado, Tem penas cheias de liricidade Como romântico foi declarado E inspirou-se na musicalidade. Poeta-pássaro, homem-alado, Voava sempre na imaginação O cenário-som era um aliado Vivia entre as aves, em rimação.

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Poeta-pássaro, homem-alado, Escrevia com palavra e som Ele sabia de cor e salteado Como versejar dentro do tom. Poeta-pássaro, homem-alado, A sua biografia é tão musical Criou poemas, um privilegiado, Cantos e Canções: o seu coral. Poeta-pássaro, homem-alado, Cantou versos de pura saudade Lembrou do céu do Brasil amado E do sabiá, a ave da sua cidade. Poeta-pássaro, homem-alado Criador de originais poesias Lembrou dos sabiás, admirado, Este poeta foi Gonçalves Dias. POETA NOTA MIL Salve, Gonçalves! 1000 Poesias. Mil Canções. Salve, Gonçalves! Milhares DIAS(versos). Ilu(MIL)nares Uni(versos).


Salve, Gonçalves! Milhões Fantasias. Múltiplas Cantorias. Salve, Gonçalves! Salvas Brasil! Eternamente: POETA NOTA MIL!

Orlinda Ferreira de Souza540 A Gonçalves Dias Minha terra tem palmeiras E  também   tem   Sabiá Essa  palmeira  dá  um  fruto Chamado   de  Coco-butiá Que   alimenta  muitos  pássaros E  também,  o cantor  Sabiá .   Quando  olho essas  palmeiras Então  começo  a  pensar... E  me  lembro  de  Gonçalves E  dá  vontade  de  Cantar :   O  fruto  dessa  palmeira Que  se chama  Coco-butiá Alimenta  muitos  pássaros E  também  muito   Piá Minha  terra tem  palmeiras Onde  canta  o  Sabiá !

540 Orlinda Ferreira de Souza - Porto Alegre – RS – Brasil. Professora graduada  em  Letras  com  Pós-Graduação em    Literatura  Infanto-Juvenil,   pela  Faculdade  Porto-Alegrense. Desde  a  infância  é  apaixonada  por  poesia .  Participa anualmente  de diversas  Coletâneas  de  Prosa  e Verso.   Muitos de   seus Poemas viajam, em diversos  Sites, pela  Internet. Trabalha e reside em Porto Alegre, RS-Brasil.

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Orpheu Luz Leal541 ANTONIO GONÇALVES DIAS Poeta Gonçalves Dias, Tu estudaste em Portugal, Quanta amargura sofrias Longe da Terra Natal. Olhavas as oliveiras E outra ave lá estava, Querias as nossas palmeiras E o Sabiá que cantava. Sentias muita saudade Da tua Pátria querida; Com alguma dificuldade Voltaste cheio de vida. Teu berço é o Maranhão, A cidade de Caxias; Ficaste célebre, então, Escrevendo poesias. 618

Com teu talento cresceste, Cresceu também tua fama, Quanta beleza escreveste Tal como “I-Juca Pirama”! Na lírica “Canção do Exílio” Exaltavas tua terra; Como num eterno idílio, Só há amor, não há guerra.

Oswaldo Névola Filho542 MARANHÃO, UM SONHO543 És para mim um sonho, Maranhão! Bela terra marcada pela história, num passado eternal desta nação, tens registros gravados na memória! 541 Orpheu Luz Leal - Pirapetinga - MG – Brasil - 24 de janeiro de 1936. É Advogado, Funcionário Público e Professor de Yoga. Possui quatro livros de poesias publicados: “Poesias para o Terceiro Milênio”, “Cenário Poético”, “A Vida em Poesia” e “Poesias Vivenciais”. Participou da I, da II, da III e da IV Antologias de Poetas Lusófonos, lançadas em Leiria, Portugal. É autor do Centro de Literatura do Forte de Copacabana. Recebeu o Título Honorífico de “Artilheiro da Cultura”. E-mail: orpheulucia@hotmail.com 542 Oswaldo Névola Filho. Natural de São Paulo. Reside em São Vicente. Poeta, escritor. Presidente da Casa do Poeta Brasileiro. Muitas premiações a nível Nacional e internacional. 543 In: LATINIDADE –III Coletânea Poética da Sociedade de Cultura latina do Estado do Maranhão, pp.73 e76, 2002.


Sinto fluir no espaço tuas artes, nos trajes espelhados de mil cores, arco-íris das fitas tu repartes, vibra em nós o rufar dos teus tambores! Teu correto falar que contagia, rica história do boi vem colorida, envolvendo teu povo na folia, enfeitando e alegrando nossa vida! És orgulho da gente brasileira, és cultura, folclore e tradição, qual fulgurante estrela da bandeira, reina em nosso céu oh, Maranhão! LENÇÓIS MARANHENSES Ares, mares, ventos, nordeste paradisíaco! São montanhas de areia: bailam lá e cá; dunas maranhenses regem seu império, adornam o Maranhão, encantam as visitas! Sob o domínio do sol resplendem luz! Recanto Brasil, agreste paisagem, no emaranhado das matas, florestas tropicais, cerrados, perto se espraia a mata dos cocais! À costa vêm os abraços, beijos de sal marinho, que o Atlântico oferta em prazer generoso! Alucinação! surge o deserto, imperam as areias, onde os ventos céleres esculpem, desenham... Nos meandros das dunas, águas pluviais, ao fundo brotam os lagos, duas ilhas solitárias, vegetação viva, intacta que se impões sólida, numa inexplicável mágica que a torna permanente! Fantásticas maravilhas naturais, lençóis maranhenses, que o Criador planejou, para delírio nosso! Nesta terra insólita, belezas indescritíveis, onde se esquece a noção do tempo, que passa despercebido, esvaindo-se no espaço aberto ao céu e mar! Ali, para não fugir à realidade brasileira, um povo luta, envolto em trapos, mísera pobreza, viventes das taperas, recompensados, porém, pela riqueza que emana da natureza pródiga, fonte de energia, força e vitória, agruras dos fortes!

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Redes de dormir e de pescar, sonhos a caminho do mar... Cessam as chuvas, ventos que acalmam; o sal sob o sol, guerra silenciosa, povo natureza, coabitam, lutam, num mesmo espaço coberto de areias finas, macias, como lençóis distendidos, leves, soltos, jogados ao acaso...

Pablo Rios544 O Adeus Ó menino mestiço! Que longe choras pela pátria, Sentes saudade de casa e da musa Cálida rosa a quem nunca quiseste dizer: “Ainda uma vez – Adeus”. Perfume de Ana, Olhar de Amélia te cravam Doce adaga de lembrança, Lembrança de tua terra, Do teu amor passado, Do compromisso a ti negado. 620

Levianos eram os olhos, Majestoso o sorriso desse Vale. Mas te negaram. Ó menino triste! Que para longes foste da pátria, Fugir da decisão que tua Ana tomara, Por honradez ou por orgulho? Mas a deram a um igual, E no teu reencontro Com o perfume de Ana E com o olhar de Amélia, Tiveste então que dizer: “Ainda uma vez – Adeus”. Sobre as Vagas Eram ali, naquelas terras Onde eu queria estar. Sob a sombra das palmeiras Ouvindo o canto do sabiá.

544 Pablo Rios - Jacobina – BA – Brasil - 30 de maio de 1983. Reside em São José do Jacuípe, também na Bahia. Possui um livro publicado – O Publicano e o Sepulcro Vazio – uma vasta gama de contos, poemas e crônicas sem publicação. Está concluindo o curso de Letras e pretende atuar na área de literatura. Sua ligação com Gonçalves Dias vem da infância, pois em sua primeira apresentação literária aos 11 anos, ele declamou a “Canção do Exílio” para um auditório de mais de 300 pessoas.


Porém encontro-me em ondas Bravias e altas a flutuar, Tão perto de minha chegada Em um barco a soçobrar. Flores, campos e amores, Nunca mais vou contemplar, Em busca da saúde parti, Para na volta o fim encontrar. Não achei o que buscava No velho mundo a vasculhar, Tento então a toda sorte Minha casa avistar. Mas as vagas me devoram, Ao largo das praias do meu lar. Ao mar ofereço o corpo, Sob as lágrimas do luar. Ardia-me o peito e a alma Ao dos amores recordar, Minha pátria não verei, Antes de os olhos fechar. Mas avistam firme As quais desejo avistar, E amparo ao tombadilho, Água dos olhos deixo rolar. Inda mesmo que eu pudesse Esse chão voltar a pisar, Nunca mais sob as palmeiras. Ouviria o sabiá. Pedido Pedi, pedi e pedi. Queria ver minha casa, minha terra querida Antes que o véu negro da morte Embotasse-me as vistas. Atendeu-me o céus, Mesmo em agonia e dor, Meus olhos miraram o esplendor de meu lar, Mas ali que queria pisar, Ali calar a voz, Sentindo o chão e a terra De minha amada terra.

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Mas isto não me deste, Pedido perdido nos ecos do fim. Comovido deixei a vida, E insepulto em chão parti, Nas bravias profundeza azuladas Da costa de minha amada casa, Achei descanso, sepultura. Pedi, pedi, pedi. Novo Exílio Sei que a esta terra muito amaste Nobre mestiço das letras. Porém se vivo ainda fosses, Cismarias sozinho a noite? Pois veja como vossa terra está: Vossa terra tem Cachoeira Mensalão e marajá Os políticos que ninguém merece, Abundam bastante por cá.

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Nosso senado tem mais ratos Nossas leis menos rigores Nossas novelas mais luxúrias Nossas músicas menos pudores. E cismado na eleição Já não sei em quem votar, Nos ladrões que já estão Ou se novos ponho lá. Mas ainda existem sabores Que em nenhum outro lugar Podem ser encontrados Como encontramos por cá. Ainda existem as palmeiras Que te faziam suspirar. E mesmo com tanto mal Que está espalhado por cá Esta terra ainda é tua E de ti sempre vai lembrar Cada vez que alguém ouvir O canto sabiá.


Patrícia Carlos de Sousa 545 À Gonçalves Dias Mestiçamente brasileiro Nem o exílio o desabrasileirou Escreveu a sua terra, Encantado - encantou Das maranhas do Maranhão Para o mundo a poetizar Berço de heróis essa terra é Não dos que voam, dos que fazem voar Visionário, talentoso, viajante Fostes isso e ainda mais Mas a vida é só instante... Dizem que só Amélia era seu cais Até mesmo sua morte foi feito poesia Já perto dum Lençol pra se embrulhar O Grande Mar fez maresia Morreu navegando e um sabiá pôs se cantar: Maranhão, Maranhão Berço e túmulo de heróis...

Paulo Acácio Ramos546 Alguns Cantos Encontro marcado de três raças marcas de mar cerrado e sertão amor que se engana amor que se deita no colo de Ana amor que emana o calor dos desejos. Poeta que canta e cisma, sozinho, à noite... 545 Patrícia Carlos de Sousa - Lago da Pedra – MA - Brasil. estudante de Serviço Social, ex-estudante de Letras, blogueira, Membro da Academia Lagopedrense de Letras. Nascida e criada em Lago da Pedra – MA, mora, atualmente, em Teresina – PI. Filha de Raimundo Claro de Sousa e Maria Nazaré Carlos de Sousa. 546 Paulo Acácio Ramos - Trofa - Portugal – 18 de Julho de 1963. Trofa em Portugal e depois Criado e Educado em alternâncias temporais tanto em Portugal como no Brasil, desde que aprendeu a ler e escrever que nunca mais largou o papel e o lápis para compor seus poemas e prosas curtas. Sempre envolvido com o estudo e a execução de obras plásticas e literárias está sempre pesquisa, além de ser professor de História da Arte e Artes Plásticas! 

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O canto de belas aves que já não gorjeiam como lá, um canto guerreiro de glória Tupi. Se alguém duvidar do que cantaste eu digo prudente: “meninos, eu li!” Outros Cantos Um canto negro de morte. Canto de índio sem sorte. Um canto branco aporte. A cada raça a sua sorte. Cantos que cantam a arte de ser desta gente morena que habita uma terra gigante.

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Poeta que canta sonante a voz livre da brisa serena levando sabiá a toda a parte.

Paulo Pereira Fontes Martins547 TERRA NATAL Oh! Minha terra querida Por DEUS foste abençoada E aqui o poeta um dia nasceu Com seus poemas e rimas, Que são gritos de guerra Que teu povo jamais esqueceu Pois teus versos e cantos Em todos os cantos Há de sempre se cantar Minha terra tem palmeiras Onde canta o sabiá Nas palmeiras viçosas Que tremulam palmas ao ar Há de sempre se ouvir As belas notas de teu gorjear 547 Paulo Pereira Fontes Martins - São Luís – MA – Brasil - 04/11/1950, médico pediatra e neuropediatra, Membro da SOBRAMES-MA, Participante de Coetâneas realizadas: Novos poetas brasileiros- 1988 (Shogun arte), Poetas brasileiros de hoje-1986 (Shogun arte), Novas poesias-1986(Cristalis Editora), Arte de ser-2003(SOBRAMES-MA), Receita Poética-2008 (SOBRAMES-MA), Sobre o amor-2011(SOBRAMES-MA). (ppfmartins@ hotmail.com


Nesta terra querida De tal beleza outra não há Não permita meu bom DEUS Que em terras distante morra Pois quero morrer por cá Minha terra tem palmeiras Onde canta o sabiá 03 DE NOVEMBRO DE 1864 Cantaste a nossa terra querida Exaltando-a em bela canção Em versos a tua dor sofrida A saudade pungente do Maranhão. Quiseras avistar apenas a palmeira Onde triste gorjeia o sabiá Neste chão de terra brasileira Onde todos sempre hão de te amar Em cismar sozinho à noite As lembranças chegavam a te açoitar Dizias: - Mais prazer encontro eu lá Fadado destino, a triste sorte Que águas maranhenses fossem teu leito de morte Sem que na terra querida viesses a pisar ÍNDIA POTY Minha terra tem uma bela índia Da grande tribo Tupy Não permita Deus que eu morra Sem que volte para ti. Sem que contigo faça amor Que não encontro aqui Minha terra tem uma bela índia Que se chama índia Poty Não permita Deus que eu morra Sem que volte para ti. Posso amar por toda uma noite Mais prazer encontro eu lá Minha terra uma bela índia Que não encontro por cá Na ilha de mil mistérios São Luís do Mara. O GLADIADOR Sou bravo, Sou forte, Sou filho do norte,

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Trago comigo a faca de corte, Travo a luta de qualquer porte, Não temo do destino a sorte, Se tiver como premio a morte.

Paulo Reis548 EXÍLIO Mesmo preso ao cordão umbilical da terra mãe, há um exílio em cada ser humano. Porque à medida que o tempo avança, o passado fica mais distante, e o presente segue, permeado de reminiscências, de lembranças e de saudades. 626

Paulo Roberto Walbach Prestes549 GONÇALVES DIAS - Grito de um poeta (poesia livre) Já faz tempo, talvez nem tanto...Parece que ninguém sabe, que ninguém viu nossos jovens frente aos computadores deturpando o nosso idioma gentil... As lembranças ainda vivem como de uma criançana saudade das bolinhas de gude e dos carrinhos de lata correndo pelo chão...Das fileiras em alas de alunos no pátio da escola cantando o Hino Maior da Nação... A batida cadenciada pelos pés de toda tribo no chão de terra, sempre ecoou como saudade nas batidas do coração do imortal, quejamais se encerra. Não ouvimos mais crianças declamando,nem lendo livros de poesia, nempercebendo o roçar das palmeiras ou o canto do sabiá - que ironia!... 548 Paulo Reis - São José do Ribeirão, Bom Jardim- RJ – Brasil - 06 de julho de 1964; reside em Nova Friburgo-RJ; é casado e tem um filho. Formou-se em Letras pela Faculdade de Filosofia Santa Dorotéia. Em 2003, sua poesia Friburgo foi recitada na abertura do desfile cívico-militar em comemoração aos 185 anos dessa cidade; e em 2007, participou como poeta convidado da revista Academia, edição comemorativa dos 60 anos da Academia Friburguense de Letras. Seus poemas estão publicados em diversas coletâneas e websites. (wimapa@uol. com.br). 549 Paulo Roberto Walbach Prestes - Curitiba/Pr – Brasil - 28 DE ABRIL DE 1945. Tem poemas classificados e premiados em concursos locais, nacionais e internacionais. Lançou sua primeira obra literária no dia 08 de março de 2012, Dia Internacional da Mulher, em Curitiba, biografia intitulada – “LIAMIR – Mulher Araucária”, com mais de 400 páginas e mais de 200 livros vendidos no dia do lançamento. Tem poemas em Antologias nacionais. Tem um livro elaborado de forma artesanal; ”França - um sonho de Luz”, que mereceu um cartão elogioso do Embaixador da França no Brasil. Já em prelo, seuprimeiro livro de poesias, todas com ilustrações inerentes ao tema. A inspiração vem de seu anjo da guarda, pela luz de Deus.


Nosso céu ainda tem estrelas, não as estrelas do brilho de outrora, onde o vate no seu exílio cantouos amores de sua terra,e das matas e dos índios, sonhando a cada diauma nova aurora... No quadro negro quem cantava era o giz, sublinhando palavras de força e emoção,que só ele poetizava... E hoje, estou fazendo o que sempre quis... Já faz tempo, talvez nem tanto... Ainda lembro quando o professor mandava declamar Gonçalves Dias, e de emoção eu gaguejava, minhas cordas vocais ficavam vazias com receio de não lembrar nada,ou errar os últimosversos,matando a cadência do batuque dos tambores da mais linda canção,que no meu coração ficou calada. E no pranto do forte e do bravonativo brasileiro, que sabia separar o bom do joio,no final exultante da velha Canção do Tamoio (que de velha não tem nada), quem chorava era eu... Mas ainda vale a pena ouvir o canto do sabiá às cinco da manhã,prenunciando o amanhecer em real beleza,como se trouxesse de volta aquela flor de maçã,debruçada no regato e gritando a dor da morte na impiedosa correnteza... Agora, acordo de um sonho distante e grito: - Brasileiros, meus irmãos compatriotas, não deixem a nossa língua mãe, não, ser transformada da bela Flor do Lácioem idiota, nem ser levada pela leviana correnteza da omissão... - Lingua Mãe, não morra, não! 627

Pedro Ely Oscar Noé550 Minha CANÇÃO DO EXÍLIO Minha terra tem um lago que todos chamam de rio. Para mim, parece um mar, já que as ondas me fazem pensar. Minha terra tem amigos que vão; amigos que vem. Quer ser meu amigo também?  Os pássaros voam assim como os meus pensamentos. O que antes era novidade; agora, é só mais um dia na cidade.  Aprendi a pensar; assim comecei a rimar. 550 P EDRO Ely Oscar Noé. Artista plástico, desenhista, cartunista e ilustrador de capas de livros. A verdade é que a arte está na alma do Pedro, mesmo quando ele joga videogame ou navega na internet, dá umas pausas para extravasar a criatividade. Em 2008,  conquistou o 1º lugar no Concurso “A Fantástica Fábrica de Celulose”, promovido pela ARACRUZ CELULOSE. Integrante do Projeto “Imagens e Textos construindo Histórias e Versos”: “Camisetas Poéticas”, 2011; e, “Porta-Joias Poéticos”, 2012. E-mail: pepinho_ely@hotmail.com


Pedro Peruzzo Mibielli551 CANÇÃO DO EXÍLIO No Rio Grande do Sul, praias e campos verdes; gados e mais gados; campos e muitas árvores, que, no deslocar do vento, mostram sua beleza. Aqui, há muitos encantos que a saudade não deixa apreciar. Um velho na mesa ao lado, olha-me fixamente; e, com um olhar de compaixão, dá-me um longo sorriso. Levanta-se e, de mim se aproxima, dizendo: “- Também estou longe de meu rincão”.

Pietro da Costa Rodrigues552

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CANÇÃO DO EXÍLIO Porto Alegre, cidade maravilhosa... Aí, temos chimarrão e erva-mate pura; Aqui, há um tal de tereré, também feito de erva-mate, mas, que não se parece nenhum um pouquito com o teu tradicional mate. Porto Alegre, praças verdes; pontos turísticos quentes; e Laçador saudando turistas. Sol... chuva... Porto está Alegre. Aqui, festas boas... momentos bons, mas nada como Aí.

551 Pedro Peruzzo Mibielli - Porto Alegre/RS – Brasil - 07 de outubro de 1994. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Tem participação nos Elos de Amigos, da escritora Socorro Lima Dantas, Recife/PE; e, no Painel Poético 2011, comemorativo ao Aniversário do Atelier Livre da Prefeitura Municipal, de Porto Alegre/RS. Integrante do Projeto “Imagens e Textos construindo Histórias e Versos”: 2011 - “Canecas e Camisetas Poéticas”; 2012 - “Caixas Poéticas”. Curte informática e corrida de motocicletas. E-mail: lppm@ cpovo.net 552 Pietro da Costa Rodrigues - Porto Alegre/RS – Brasil - 19 de novembro de 1994; Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Membro Efetivo do Projeto “Vida, Amor e Paz”, do “Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix, Suisse/France”. Integrante dos Projetos Literários “Tabuleiro de xadrez lírico”, 2011; e “Porta copos poéticos”, 2012. Coautor do E-book “Haikais”, postado no site Teia dos Amigos, de Sonia Orsiolli, Sorocaba/SP. E-mail: pi-rodrigues@hotmail.com


Querubino Lagoa553 A Antônio Gonçalves Dias554 Às quentes plagas da gentil América Bem-vindo sejas, magoado cisne; Suspirava por ti teu pátrio ninho, O soberbo Amazonas.

Àquele que também, longe da pátria, Sentiu como sentiste acre e saudade Só pode avaliar tua alegria Neste feliz instante. Comprida a ausência foi, mas do desterro Em breve esquecerás memórias tristes, Mal das sandálias tuas sacudires O pó do teu caminho. Só eu triste de mim, funesta estrela Que em meu berço raiou de nobre origem, Hoje esquecida – quer agora e sempre Que eu seja aqui proscrito. Jamais, jamais àquelas que deixaste Margens do pátrio, merencório Douro E do Mondego os deleitosos campos E o majestoso Tejo. Aquele céus d’anil, d’ouro e de púrpura, Frescas manhã d’abril, pálidas noites Do suspiro agosto e o bando alegre De cândidas donzelas. Jamais, jamais o ninho meu querido, De tristes que ora são, os ledos olhos Verão, onde passei horas contentes De descuidados anos… Oh! como mar em fora, de perdido Atrás d’um sonho vão, dum bem gozado Sobre as húmidas asas da saudade Voava o pensamento! 553 Querubino Lagoa. Poeta português erradicado no Rio de Janeiro, saudou a chegada de Gonçalves Dias com estes versos em 1846. Gonçalves Dias respondeu-lhe noutra poesia, A um poeta exilado, com data de 12 de junho de 1847, publicada entre os Primeiros Cantos. O autor republicou-a no seu livro Vozes Tímidas, no Porto em 1865. 554 In LIMA, Henrique de Campos Ferreira, Gonçalves Dias em Portugal, Coimbra, Coimbra Editora, 1942, 11-12. Compilador: Weberson Fernandes Grizoste. Poesias compiladas por Weberson Fernandes Grizoste - Jauru – MT – Brasil

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Volvo de novo ao começado assunto E o astro novo, que nos céus desponta Do opulento Brasil, corro a saudá-lo, Soltando alegres hinos.

Fora baldado o empenho; ao sentimento Não corresponde a voz cansada e triste, Nem outras peças do desterro às plagas Senão pálidas flores.

Por margens do formoso Guanabara Assim cantava magoado, errante E só triste um exilado moço Um português proscrito.

Rachel Alves - KeKa 555 CANÇÃO INDÍGENA Aos Índios Guarani Kaiowá e in memorian of “Gonçalves Dias

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No anoitecer da esperança, Eis que lá no fundo da mata Surge um grito que quebra o silêncio, Que sai do fundo da alma e ecoa... Tão aflita, triste a chorar...!               É profundo e bonito, Parece mais um canto, Feito de lágrimas do coração, Que faz estremecer... É o grito indígena que encanta... Denuncia, geme e implora!               * É um pedaço de mim esquecido e maltrado, É um pedaço de Gonçalves Dias nas estrelas indignado! É um pedaço de nós completamente ignorado! Um grito que pede socorro e abrigo! Pede um ninho para o seu cocar e sua flecha, Para descansar e cuidar das nossas florestas! Perto das majestosas e límpidas águas dos rios.                  * Eles são a seiva das árvores, Representam as memórias do homem vermelho, Em sagradas terras por onde pisam e pisaram! São símbolos de vossos ancestrais, São fios de ouro da nossa história, 555 Rachel KeKa ALVES


Tecidos com o suor do trabalho e sangue, E agora desfeitos pelo homem branco!                  * E agora...são simplesmente jogados pra fora! Não importa mais o que fizeram, Esqueceram até do Tibiriçá! Após 500 anos de convivência conflituosa, É a vez dos Guarani Kaiowá, Que sofrem demais Pela crueldade dos fazendeiros segregacionistas de lá!                    * A luz findou, os sonhos estilhaçaram-se! Minh’alma repousa dilacerada em agonia... No âmago da arte ouve-se o grito! Na realidade absurda enterra-se o mito! As margens do rio Hovy anuncia-se o genocídio!

Rafael Büger Ruiz556 CANÇÃO DO EXÍLIO

Porto Alegre é uma cidade bastante arborizada com boas condições de vida, trabalho e estudo. A infraestrutura de lá, em vários aspectos, é superior a de cá. Aqui, a cultura não é muito diversificada. Lá, além de possuirmos expressivo folclore, temos um significativo patrimônio histórico.

Rafael Güntzel Orizenco557 Canção do exílio Minha terra tem mais diversidade; Aqui, tudo é pequeno; 556 Rafael Büger Ruiz - Porto Alegre/RS – Brasil - 26 de junho de 1994. Filho de Lourdes Büger Ruiz e Duncan Dubugras Ruiz. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Integrante do Projeto “Imagens e Textos construindo Histórias e Versos”: “Caixas Poéticas”, 2012. Curte futebol e basquete. E-mail: rafacampeao@gmail.com 557 Rafael Güntzel Orizenco - Porto Alegre – RS – Brasil - 24 de março de 1995. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Membro Efetivo da Academia de Letras Machado de Assis, Porto Alegre/RS, Cadeira 35, Patrono: Raul Bopp; Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores, Balneário Camboriú/ SC; Associação Internacional dos Poetas del Mundo; e, Liga dos Amigos do Portal CEN, Portugal. E-mail: rafaelguntzelorizenco@yahoo.com.br

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sendo possível circularmos por ruas onde não se vê, aos sábados, nenhum estabelecimento comercial aberto. Minha terra oferece mil alternativas de lazer; Aqui, estão começando a sair da quimera depressiva. A esta estranha terra, procuro me acostumar, pois, várias vezes no ano, em seu solo piso, para parentes distantes visitar.

Rafael Sânzio de Azevedo558

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GONÇALVES DIAS Águas do Maranhão. Mas o navio tomba, soçobra, afunda em pleno mar. Salvam-se todos, a tremer de frio, e assustados. Porém é bom contar os passageiros. Não! não se salvaram todos. Falta um, que último sono dorme na profundez do abismo, que o tragaram as águas frias do oceano enorme. Vindo enfermo, de terras estrangeiras, sonhava o dia em que, chegando cá, ia rever o verde das palmeiras onde ouvia cantar o sabiá. E uma imensa mortalha cor de anil cobre o maior poeta do Brasil.

Rafael Severo Meira559 CANÇÃO DO EXÍLIO Aqui, estou a pensar em lá. Lá, tenho amigos com quem vou a shows ou troco jogos; passatempo preferido. 558 Sânzio de Azevedo - Rafael Sânzio de Azevedo - Fortaleza-CE - Brasil - 11 de fevereiro de 1938. Doutor em Letras pela UFRJ, foi professor de Literatura Brasileira da Universidade Federal do Ceará. Autor de mais de 20 livros, cultiva a historiografia, o ensaio e a poesia. Exemplo da primeira é Literatura Cearense (1976); do segundo, O Parnasianismo na Poesia Brasileira (2004) e, da terceira, Cantos da Antevéspera (1999). 559 Rafael Severo Meira - Porto Alegre/RS – Brasil - 30 de julho de 1999. Filho de Ariane de Freitas Severo e Rogério Hamilton Genovesio Meira. Estudante do Ensino Fundamental do Colégio Conhecer, Porto Alegre/ RS. Integrante do Projeto “Imagens e Textos construindo Histórias e Versos”: “Banners Poéticos”, 2012. Curte música e jogos eletrônicos. E-mail: dethnote182@hotmail.com


Aqui, fico perdido, sem rumo a seguir. Quero a minha terra voltar e, com os meus amigos, logo encontrar.

Rafael Zen560 ode ao ciúme que sinto por julian. imaculada essa sua coroa de espinhos, julian. dormimos como uma concha, dormimos virgens mas acordamos com a plena certeza do fim do amor acordamos hoje, com a cabeça ontem discutindo se a saudade que aqui gorjeia gorjeia como a de lá. samplear. Aqui na floresta Não permita Deus que eu morra, No meio das tabas de amenos verdores, Não permita Deus que eu morra, No arco que entesa Não permita Deus que eu morra, Dos teus olhos afastado, Não permita Deus que eu morra, Guerreiros, ouvi-me, Não permita Deus que eu morra,

560 Rafael Zen - Brusque/SC – Brasil – 19/11/1987. Publicitário, poeta e artista plástico, Rafael Zen é um dos responsáveis pelo concurso Poesia Urbana, realizado anualmente na cidade de Brusque/SC pelo Centro Universitário de Brusque - UNIFEBE. Possui duas participações em livros pela editora SESC e em agosto de 2012 lançará seu primeiro livro solo, intitulado “A questão da Andorinha”.

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Quem há que me afronte?! Mil arcos se encurvam, A morte lá paira Mil homens de pé Mil gritos reboam: Não permita Deus que eu morra. Poema composto de fragmentos dos poemas: O canto do guerreiro, Canção do exílio, Juca Pirama, Canção do Tamoio e Ainda uma vez – Adeus de Gonçalves Dias haicai como resposta a um tipo específico de exílio. minha paciência esvai, se lá é melhor que cá, julian, então vai.

Rafaela Machado Longo – Rafaela Malon561

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O QUE NÃO DÓI NA VIDA Aquele beijo com gosto de jasmim Sentir as mãos do meu amado Entoado em versos sem fim Lindas lembranças do passado Ouvir daqueles lábios devaneios Palavras doces, venturosas. As gloriosas tardes de Janeiro Lindas rosas vermelhas graciosas. Escutar o barulho das ondas do mar Se entregar sob o luar Pensar em mil maneiras de dizer “Eu te amo” Mil sentimentos espalhados no oceano. Reencontrar antigas afeições A dor que tem cura Aceitar imperfeições Palavras ditas com doçura.

561 Rafaela Machado Longo - Rafaela Malon - Assis, São Paulo, Brasil - 19 de Abril de 1985. Escreve poesias, dentre outros textos desde os 15 anos de idade. Por ser musicista e compositora, o dom de escrever têm apenas somado em suas criações. Possui vários poemas em mídias impressas, digitais, coletâneas, além de ter mais de cinquenta musicas compostas (letra e melodia), com três CDs demos lançado até o momento.


Railde Masson Cardozo562 Musa dos Dias de Gonçalves Foram-se embora os Dias de Gonçalves, o Poeta, deixando-me Musa anônima na posteridade que vivo, sem direito no testamento, de ser chamada de amada. Restou-me luto poético na qual mergulho enclausurada. Cabisbaixo enamorado da caneta, não deslumbrou o verde de meus olhos dentre o musgo das Palmeiras... Não me viu debruçada sobre seus ombros, lendo suas poesias por primeiro... Chamava-me de Amor, mas mesmo assim não me ouvia respondendo... Anoiteci lendo suas missivas de dor e não mais acordei. Foram-se também os meus Dias e noites com Gonçalves! Preferiu meu amado, fechar os olhos à me esperar. Entregou-se aos braços do mar, ouvindo o canto da sereia ao invés do choro do sabiá. Tão iludido estava a procura da tal felicidade, que resolveu se entregar, não mais lutar. “Se Morre Sim” nobre poeta, sou prova disso longe de ti. Pois amargo o fato de ter nascido bem depois de ter me escrito. Num universo paralelo, leio todas suas cartas e deixo as minhas respostas no parapeito da janela. Unidos eternamente estaremos, na estante de poesias. Saudades sinto de GONÇALVES DIAS...

Raimundo Carneiro Corrêa563 MEMÓRIA “As armas ensaia, Penetra na vida” Gonçalves Dias CANÇÃO DO TAMÓIO De mim, na Escola! Menino orador Em tempo de festa Do verde-amarelo! Das palmas! Palmeiras 562 Railde Masson Cardozo - Maringá – PR– Brasil - 29 de outubro de 1969. Professora, pós-graduada em literatura inglesa/UEM-PR. Escritora e poetisa dos livros “Cartas de Evita que Perón não leu”, “Anita pontoG.com” e outros. Participou de 04 antologias poéticas “POESIAS ENCANTADAS”, destaque no segundo livro. Escreve para a revista Tradição de Maringá e no site www.railda.recantodasletras.com.br e www.allpoetry.com onde tem recebido inúmeras menções honrosas. 563 Raimundo Carneiro Corrêa - Esperantinópolis, MA – Brasil - 07 de julho de 1940. É educador aposentado, contista, romancista, poeta, estudioso da História de Esperantinópolis, Dedicou-se sua juventude e vida adulta às causas da educação, da cultura, da democracia política, protagonizou lutas, movimentos, sofreu derrotas e colheu vitórias. É o autor dos símbolos municipais, a Bandeira, o Escudo d’Armas, a letra do Hino que a musa e esposa Graça Lima musicou. É o fundador da Cadeira nº1, Patrono Olímpio Cruz, da Academia Esperantinopense de Letras.

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De enfeites ao vento... Tambor a marcar O ritmo, a rima... Poema desfile, Hino Nacional Menino, eu, contente Por ter que falar Plateia me ouvindo... Eu a declamar Com Gonçalves Dias A Canção do Exilio. Que honra! Emoção! Ouvir que o Poeta Dizia-me: - “Pois Bem! Fala com gosto, Dá ênfase à palavra Palmeira! Palmeiras! De amor te declaras E diz: “Minha Terra!”. Batuca nas rimas Dos á... á... Sabiá! E aguarda os aplausos Que te envolverão. E mais! Tua mãe A abraçar-te virá, De ti orgulhosa! Serás, sim, poeta E a mim cantarás!... Respira! Vai lá”! PALCO “...as tabas opinas, -uma e uma derramadas Em giro, como dança dos guerreiros” Gonçalves Dias OS TIMBIRAS - CANTO II Fazíamos teatro! No palco, o palhaço, cigana, os índios das matas, guerreiros das tabas –Palmares! Dos cantos, Timbiras de Gonçalves Dias. Das formas mais belas, de colos que assentem


colares das cores do enlevo das raças morenas, humanas do ser maranhense. Timbiras valentes! Do canto epopeia do amar, do viver, voar pelos céus em festa de pássaros, da caça, em combate por posses da terra, selvagem vitória! A gente escrevia. Compunha de inventos as letras e músicas que nos ensinava a musa romântica nos vindo co’ os toques de inúbias, tambores... fazia-nos dançar! E compreender que a dança compõe cenário beleza que faz ser a terra de todos os bens Timbira, da herança, sertão de Caxias, palmar dos enredos, do amor poesia de Gonçalves Dias! O MAR DE ATINS Do coração arrancados, Sobre lábios desmaiados” Gonçalves Dias OS SUSPIROS As ondas... As ondas! Dão formas, imagens, se dizem que são mesmo corações! Sim! Dois corações! Parecem-se cor Sanguínea d’amor! São como se o sol fizesse, ele mesmo a

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colorir nas curvas das ondas do mar das vagas de Atins! Quem vê!... Marinheiros na tarde de sol do Ville de Boulogne tão manso a vogar, tão perto ao chegar do ver terra amada... Em festa, palmeiras, ninhal sabiás e uns olhos... De amor! Eis Gonçalves Dias! Que vem de regresso! Que traz muitos versos Em arca bagagem... Pensando a ventura, então de saudade, passeios nas tardes, rever em Santana mirante fechado... Oh vive Ana Amélia?... Não vem à janela? Cadê tanto amor, Cadê lindos olhos e o sorriso dela?! Mas o mar não o ouviu, cantando a esperança... Oh! Zomba e desfaz-se do ser corações! Alteia-se e o traga As forças ferozes de altivas procela! O DIA DE CAXIAS “Caxias, bela flor, lírio dos vales, gentil senhora de mimosos campos, como por tantos anos foste escrava? como a indócil cerviz curvaste ao jugo?” Gonçalves Dias AO ANIVERSÁRIO DA INDEPENDÊNCIA DE CAXIAS Caxias! Um cacho Jussara moreno do sol em banhos de rio do olhar sertanejo!...


Caxias! De enredos! Balaios... Suor... Perfume alecrim, das eras, arados, enxadas, espadas... Vermelho arrebol da garra, do novo do vinho de auroras!... De aldeias do amor que um “Dias” te lê! E faz que te inscrevas Num canto leituras, Sol de Aldeias Altas da fé comunhão cauim, maracá que as sílabas cantam canção de ninar. Do sonho do bardo maior maranhense! Que nasceu em ti, Ó campos Caxias! A quem das a lira do olhar! Céu de estrelas... Alvíssara carta que vem dos heróis de brava escritura nos lês, dás de ensino na voz de um menino, vem, Gonçalves dias! É a roda leitura do livro que encanta da glória, vitória... Carta liberdade, do Dia, da Idade, teu Dia, Caxias, mulata cidade de Gonçalves Dias! RIO DE INFÂNCIA “E das águas que fogem incessantes À eterna sucessão Dizia sempre a flor, e sempre embalde - ai, não me deixes, não!” Gonçalves Dias

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NÃO ME DEIXES Os Eros em fúrias de peitos montanhas, sentir d’olhos dáguas... O’vêm! Correntezas de Itapecuru! Ternura água benta, Batismo festejo Que aos filhos dá nomes dos “Silva” dos “Dias” das gentes morenas de Gonçalves Dias! O’ rio de infância! Caminho de igaras que vão ver o mar, trazer negro-branco que ao índio associa a cor Maranhão!

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Poema de um povo, regaste roseiras Co’os cheiros das núpcias. De sinos, tambores és festa que em dança buscou liberdade! Que nunca é de graça! Salário suor que rasga das noites o tempo coragem! D’amor que humaniza, Constrói casas novas... O’ rio riqueza! Por transito livre, vais, buscas do mar o ver grande mundo, vagas da amplidão e o gosto do sal - civilização! Caxias do rio! De Itapecurus das águas, caminho de pedras sagradas, que às sedes se dá, poema do mar num canto sertão nas harpas palmeiras com o sabiá!


Raimundo Nonato Barroso de Oliveira564 RECORTES: Gonçalves Dias para Ana Amélia (Composição: Letra e Música de Raimundo Barroso ) Se se morre de amor! Ilusão que se esvaece D’amor Ninguém sucumbe à perda Amá-la! Sem ousar dizer que amamos Isso é amor... E desse amor se morre! Seus olhos Às vezes luzindo 2X Às vezes vulcão Vê que ainda sangra Ferido coração E entre angústias cruéis Minha alma anseia Deitar-me Sobre a copa traiçoeira Falsa mulher Apesar da aversão ao crime Visgo nojento Em prantos de loureira Enfim Vejo curvado 2X A teus pés dizer-te Tédio ditérios seus Uma vez adeus! ( Oh! Se lutei...! )

Raimundo Nonato Campos Filho565 ANTÔNIO GONÇALVES DIAS Antônio Gonçalves em seus pródigos Dias 564 Raimundo N. Barroso de Oliveira. Vargem Grande (MA) – Brasil - 31 de maio de 1950. Engenheiro Metalúrgico e Professor do IFMA. Doutor em Ciências Pedagógicas-ICCP–Cuba, validado pela UFSC. Coordenador do Processo da USIMINAS, ALBRAS e ALUMAR. Diretor do Ensino, Planejamento e Administração do IFMA. Especialista do Conselho de Educação. Projeto Bumba Boi en France premiado no IFMA-CNPq e MinC. Vencedor do FESMAP (melhor música). Um livro paradidático editado. 565 Raimundo Nonato Campos Filho - São João Batista – MA – Brasil - 29 de outubro de 1951. Membro do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, ocupante da Cadeira nº 5. Graduado em Direito; Ciências Contábeis; Química Industrial; Psicanalise Clínica; Licenciatura Plena em Disciplinas Profissionalizantes; Licenciatura Plena em Química. Especialista em Metodologia do Ensino Superior; Auditoria Contábil; Direito Tributário e Legislação de Impostos. Mestrando em Ciências da Educação. Doutorando em Direito Civil. Professor adjunto da Universidade Federal do Maranhão.

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poeta ilustre se fez Como homem amou como nunca E deu à Ana, sua musa mais de uma vez Adeus ! O oceano da sua terra querida Em seu seio o acolheu Os sabiás e palmeiras cruzaram fronteiras E o mundo inteiro o conheceu! Os seus poemas na terra Para sempre ficarão Semeando amor, justiça e equidade, Por toda a eternidade!!!

Ramon de Figueiredo Leandro566 Ana Amélia A musa que inspira a todos Debruçou-se na minha sacada Ficava olhando ao redor Como se não quisesse nada

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Encarou-me instantes Senti-me ofuscar Seu lindo rosto Que não parava de brilhar Ana chamava-se Disse-me ter vindo trazer inspiração Com cantos e poesias Tudo vindo do coração Seu nome assonântico Ressoava nos portões Dama do Brasil Conhecida por seus padrões Um amor esquecido Foi-se embora para Portugal E seu nome era Dias Dias que passaram sem se ver

566 Ramon de Figueiredo Leandro - Sousa- PB – Brasil - 13/02/1994 Estudante de Relações Internacionais – UFPB. Motivos para participação: Tive interesse em participar por me interessar bastante pelo autor em questão e pela simples proposta de escrever, com a qual me identifico muito.


O herói também chora A inspiração de Juca Excedia seu espírito Guerreiro e orgulhoso Parecia uma fera De queixo erguido Enfrentava qualquer um Descalço ao solo da floresta Gritava destemido Mas no dia da infelicidade Sua força perdeu a vontade Com tintas foi pintado E se faria de ensopado Contudo o choro pode salvá-lo Mas seu orgulho foi bastante afetado Quando não pode mais entrar na panela Juca Pirama feriu seu espírito Quando prestes a ser devorado

Raquel Campos Pereira567 GONÇALVES DIAS É IMORTAL Gonçalves Dias, Homem de grande valor Professor e escritor Um homem Que com amor, batalhou Até conseguir o que sonhou Ser um escritor de grande valor Morreu num naufrágio Na costa do Maranhão Querendo voltar Para ver seu torrão Que pena! Gonçalves Dias Não pode ver o dia Da volta com alegria, Mas deixou sua poesia É imortal, Antonio Gonçalves Dias

567 Raquel Campos Pereira - São Luís – MA - Brasil – 01/08/2001. Escola Paroquial Frei Alberto. Motivo da participação: Eu achei muito importante as poesias de Gonçalves Dias. Por isso quero também fazer parte dessa homenagem a ele porque suas poesias fazem sucesso até hoje.

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Raquel Ferraz Sokolnik568 Canção do exílio Neste lugar onde me encontro, há muitas paisagens para serem vistas; apreciadas e admiradas; no entanto, é Lá que encontro a beleza que encanta meu ser. Aqui, os problemas sociais e políticos são tantos que, com frequência, vejo-me assustada; Lá, sei que esses também existem, mas parece-me que os governantes procuram resolvê-los, dando mais segurança e tranquilidade à população.

Raquel Oliveira Sá569

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O Poeta e a flor Debruçado na borda do navio Olhando o mar com seu olhar de poeta Via o azul sem fim a iluminar Seu peito dançava alegre como em festa! Recordava-se de amores e alegria E dos seus sonhos Que não passaram de uma fantasia. Ser poeta ou não ser Por que chorar? Pois o tempo não pode mesmo regressar E trazer de volta a sua mulher amada Com seu sorriso encantando as madrugadas. Debruçado na borda do navio O poeta recolhia do sentimento uma flor Das palavras que ele mesmo escrevera Falando da morte que teve seu amor!

568 Raquel Ferraz Sokolnik – porto Alegre – RS- Brasil - 4 de setembro de 1992. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Membro Efetivo da Academia de Letras Machado de Assis, Porto Alegre/ RS, Cadeira 36, Patronesse: Cora Coralina; Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores, Balneário Camboriú/ SC; e, Liga dos Amigos do Portal CEN, Portugal. E-mail: raquelsokolnik_9@hotmail.com 569 Raquel Sá - Raquel Oliveira Sá - Fortaleza - CE – Brasil - 25 de outubro de 1981. Escreveu e dirigiu um musical infantil no intuito de resgatar a cultura da música popular para crianças. É ilustradora, roteirista e compositora. Publicou sua primeira obra poética “Minha Meninice & Outras Poesias” em 2009 pelo BNB.


E como um pássaro que cantarola para fugir Sem que seus olhos conseguissem reagir Encheu o mar de pranto e nostalgia Formaram-se as tempestades E adeus Gonçalves Dias. E caindo nas águas, que agonia, Entre gritos, agitações e esperanças, O poeta serrou seus olhos apaixonados Com o temor que procede de uma criança. E mesmo morto com sua alma a vagar Entre as palavras que conseguiu expressar O poeta faz-se vivo e iluminado Com o sentimento de seu amor inacabado! Lua de amor A lua cor de prata Tão ingrata Que mata... Que mata o poeta Pela beleza Pela cor - o amor – Tão belo o sentimento E tão enigmático! A lua cor de prata Na melodia Que inebria o poeta Tal qual Gonçalves Dias. Minha terra tem palmeiras? Isso importa A palavra não é morta - o amor – A cor A dor. Luz que alumia Que irradia Que deixa perdido o poeta E no entanto Para que amar tanto? Espanto Pranto Manto...

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Manto de sonhos Sonhos azuis E sonhos de amor - o poeta é a dor – A lua cor de prata É a luz que maltrata! Silêncio no papel O homem triste Olhava o papel escrito Com poemas e sonhos Tão risonhos No vento Alento! Queria saber ler O homem triste Queria escrever

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Viver Ser E ter...

Por que seus olhos Choravam? Amargurado o homem triste Sem saber se ao menos existe. Tão risonho Mas tão calado Olhava o caminho Do passado Amargurado Sofrido Homem triste Reprimido! Queria escrever suas dores Seus temores Seus amores Mas, não sabia como Da palavra escrita nada saía Não podia... O homem triste Queria ser poeta E olhava o papel escrito Entoando doces melodias Com as palavras De Gonçalves Dias.


Ali ele nada poderia saber Era um papel mudo, sofrido, De um homem triste que não sabia ler. A morte da viuvinha No quarto uma moldura Em qual altura? A moldura Que emoldura o amor Que passou O amor que morreu E que valeu. A viuvinha que rir E que ama seus netinhos Que canta Fazendo trança Que ama com um amor de menina Que ensina as rimas... No quarto a moldura Da altura da alma Que acalma. O pranto no meio da madrugada A viuvinha calada Sem compreender nada! Ela canta Faz tranças Encanta. A viuvinha que viveu Que sofreu Que aprendeu Trás no peito um poema Do seu tempo de criança No qual tanto ela aprendeu! No quarto uma moldura Que emoldura e trás para a viuvinha A “canção do exílio” de Gonçalves Dias. O pranto no meio da madrugada Entre cantos e tranças Na moldura calada Que agora vela Uma viuvinha amada.

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Cândida Cândida na rua Olhava os passarinhos Que viviam sozinhos. A rua tão triste e vazia Será que existia? Cândida na rua Menina-moça Que gostava de biscoito E não tomava sopa Que fugia da escola E queria ser aeromoça! Tão triste, coitada! Sofria sem saber nada Tinha meleca no nariz Era tão criança a danada! Cândida queria ser logo uma mulher Queria ter pé em cima do salto Da altura do sapato de sua tia Salomé. 648

Queria ser musa de poeta Olha que esperta! Queria ser o tom de uma canção Em um poema que irradiava a fantasia Nas palavras apaixonadas De Gonçalves Dias. Mas seu biscoito era doce E sua vida era salgada Queria ser aeromoça sem saber de nada? Cândida olhava os passarinhos Sozinhos, tristonhos, E fazia um biquinho medonho... Se era choro eu não sei Mas era coisa de menina-moça Que odiava sopa e lavar louça. Nada sabia fazer aquela criança Só bailava e encantava Na primavera de uma era Tão sonhada.


Rayron Lennon Costa Sousa.570 Eternamente Gonçalves Dias Antônio era o seu primeiro nome. Com os “Dias” cresceu e se fez presente. Vindo do pequeno pedaço de terra do Maranhão – Caxias, pra encantar tanta gente. Das Europas rumo à frente fez morada. E depois de viver o mundo tão grandioso lá fora voltou. Voltou pra sua terra natal, não haveria outro lugar se não aqui. E (in) felizmente por acidente do destino, veio a descansar nos braços de mar da Tutóia. Filho da mestiçagem. Não negava seus traços. Era moço sentimental que de tanta saudade das palmeiras, dos sabiás, resolveu se exilar em Portugal. Nascendo assim nosso segundo hino brasileiro: Canção do Exílio. Encontrou em Ana Amélia seu grande amor, e se fez um poeta mais que verdadeiro. Pois o amor lhe tocava e o fazia transpirar sua arte nas letras da poesia. E na literatura o Maranhão sempre será lembrado e eternizado por quantas gerações vierem a existir. Por ter sido o lugar onde honrosamente nasceu e morreu nosso eterno Gonçalves Dias.

Regina da Conceição Madeira Gôda - (Estrela Radiante)571

GUERREIROS MODERNOS Meu grito de guerra Salvou-me da morte, Saí da minha terra, Lancei-me à sorte, Cheguei à cidade, Do sul e do norte. Carrego a tristeza, Sou bravo, sou forte. Deixei a família, Cruzei as estradas, Eu sou uma ilha, Estou nas calçadas,

570 Rayron Lennon Costa Sousa. - São Bernardo –MA – Brasil- 12 de Agosto de 1991, graduado em Letras-Espanhol pela Fundação Universidade de Tocantins – UNITINS (2012), Graduando em Linguagens e Códigos pela Universidade Federal do Maranhão – UFMA – Campus São Bernardo (2014). Escritor e Poeta. 571 Regina Madeira (Estrela Radiante) - Regina da Conceição Madeira Gôda. Engenheiro Paulo de Frontin- RJ – Brasil - 01/06/1959, professora por vocação e poetisa por ocasião. Escolhi o poema I Juca Pirama para homenagear Gonçalves Dias, por ter sido ele a desenvolver-se o gosto pela poesia e pela declamação. Ainda hoje declamo alguns versos sem erro. E isso me proporciona uma alegria muito grande. Escrevo sob o pseudônimo de Estrela Radiante porque o meu pai me dizia que eu era o seu sol. Assim o faço em homenagem a ele.

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Passam apressadas, Pessoas de fé, Olham-me de lado, Com um desagrado, Estou esfarrapado, Chinelo furado, Encontra-me o pé. Se um dia fui livre, Ou se fui escravo, Lá na minha taba, Da dor senti travo. Mas era guerreiro, Dono da minha terra, Pois índio não erra, O silvo ponteiro. Aqui sou guerreiro, Mas da morte ainda, Nem tenho cacimba, De onde beber. Aqui tudo é pedra, Que bate na gente, Estala a corrente, Só resta morrer. 650

OLHANDO O AMOR Seus olhos são lindos, São meigos, são doces, Olham-me, como fossem Tão doce promessa. Seus olhos são lagos, De águas serenas, Na pele morena, Curtida na noite. Seus olhos são facas, Penetram na alma, E firmam no açoite, Ama-me, me acalma. Seus olhos são pedras, Assim preciosas, Luzindo quais rosas, Do nosso jardim. Seus olhos são beijos, Ardentes, serenos. Seus dedos morenos. Completam assim. Seus olhos são pétalas, De todas as flores. Acordam amores, Que dormem no peito.


Seus olhos são ondas, De um mar tão selvagem, Levam-me na margem, Não deixam afundar. Seus olhos, navios, Singrando os mares, Brilhantes quasares. Cortantes a frio. Seus olhos nos meus, Superam os brios. Cheios de desafios. Mergulham em Deus. Seus olhos, meus olhos, Tão entrelaçados, Prá sempre abraçados. Sem dizer adeus.

Regina Xavier572 O poeta indianista Antônio Gonçalves Dias, Grande escritor, Advogado por vocação, Poeta por amor. Fez do índio nosso herói De grande força e valentia Sem saber que o seu nome Assim eternizaria Na famosa canção do exílio Exaltou a nossa terra, Nosso céu, a natureza, E tudo que nela impera. Sua obra que registrou Traços de nossa história Para sempre será guardada Nos cofres de nossa memória Gonçalves Dias, guerreiro, Um poeta sem igual Receba nossa homenagem Por sua obra imortal! 572 Regina Xavier - Manhuaçu, MG – Brasil - fevereiro/1963. Professora Pós-graduada em Língua Portuguesa. Comendadora - Embaixadora da Paz - Poeta Del Mundo -Senadora FEBACLA/MG Chanceler ABLA/SP. Desejo participar desta obra porque: Participei de seis antologias , uma delas Mil Poemas a César Valejjo, e considero uma idéia fabulosa homenagear os autores de nosso país, resgatar nossas origens e incentivar a criatividade. REGYAX@HOTMAIL.COM

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Renata Soares Porciúncula573 MINHA Canção do exílio Minha cidade é asfaltada e parece tão mais... tão mais civilizada. Na minha cidade chove... chove chuva que cai como uma luva. Na minha cidade brilha o sol e canta o rouxinol. Minha cidade tem belas flores... terra de grandes amores; cidade brilhante; orgulho marcante;. terra de paz, guerra jamais!

Renate Gigel574

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Tributo A vida tece, Em fios e contrastes, Teias confusas De grande sofrer. Na mescla das raças, No sangue e valor, Com altos e baixos Traz dissabor.   Na luta  por cores, Saudades e amores, O belo e o verbo Não deixa perder.   Sem pátria,sem terra, Na busca daquela No amor a mais bela, Só resta gemer. 573 Renata Soares Porciúncula - Porto Alegre – RS – Brasil. É Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS; Membro da Academia de Letras Machado de Assis, Porto Alegre/RS; e Associação Internacional dos Poetas del Mundo. Tem participação nos “Elos de Amigos”, da escritora Socorro Lima Dantas, de Recife/ PE. E-mail: reh.4845@gmail.com 574 Renate Gigel – Austríaca - 6/10/1947. Participou de concursos literários, ,recebeu o prêmio do Ateneo, da embaixada de Portugal, primeiro lugar no concurso Fazendo História, pelo Museu Scheffel, campanha da fraternidade, pela Unisinos, troféu Farroupilha da ATNH pelo trabalho “Filho de criação”,entre outros.Tem textos editados em jornais, antologias da Academia Literária do Vale do Rio dos Sinos, da qual é presidente, e nas redes sociais e blog alvales.blogspot.com.


Adeus à magia, Adeus ao alento Mas do sofrimento A arte nasceu. Poeta  das raças, Das cores a graça, Do exílio  o canto, Da saudade o pranto, Do amor desencanto.   Eterno, o poeta  viveu. O que temos em comum... Cruzei mares, Cruzamos.   Aportei em outros ares, Aportamos.

Perdi pessoas e lugares, Perdemos.

Procurei  abrigo, Encontramos.   Chorei de saudades, Choramos...   Lutei por conquistas, Lutamos.   Cultivei valores, Cultivamos.   Ao sabor do destino, Navegamos.

Romantismo Não abandonamos...

Mil mudanças, Adaptamos.

Não existe tempo Por onde andamos!

 Aqui chegamos:  a alma inquieta e o grande poeta. 

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Renato Cesar de Alvarenga Filho 575 VERMELHO Para Gonçalves Dias Da fonte da vida, Jorram torrentes vermelhas... Todos, não importando o credo, São batizados ali: O vermelho, viscoso, Impregna o rosto, Rouge. Seu odor desperta instintos De sobrevivência e de caça. Seu sabor é adocicado, Mas provoca náuseas. Muitos, indelevelmente marcados, Não suportam a privação: Na fonte rubra da vida, Que pra sempre vai jorrar, Peregrinos fazem fila, Pois querem voltar pra lá.

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Renato Lima de Souza576 EXÍLIO DO SABIÁ Tu és o horizonte da perfeição Que fez o sol apagar Por Reluzir luz estelar Nesse despedaçado coração Tu não foste atenta aos cantos Desse amoroso e triste sabiá Trancafiado no obscuro Sentimento De não poder para ti assobiar

575 Renato Cesar de Alvarenga Filho - Brasilia – DF – Brasil - 27 de janeiro de 1973, engenheiro, poeta, aviador e dançarino. Amante da literatura desde a infância, esboçou seus primeiros poemas durante a adolescência. Trabalhou como engenheiro, consultor e executivo de diversas empresas. Por razões acadêmicas, profissionais e pessoais, este brasileiro teve a oportunidade de morar nos Estados Unidos, em Portugal, no Chile e na França. Desde 2009, tem se dedicado mais intensamente à poesia, tendo lançado o livro “Divagações Aceleradas” em 2011 (Edições Galo Branco). 576 Renato Lima de Souza - São Luís – MA – Brasil - 04 dias de julho de 1991. É um pertinaz apreciador de todo tipo de arte, em especial, as obras produzidas pela majestosa casta de imortais maranhenses. Estudante de Ciências Sociais (UFMA) produz textos, poemas, ensaios, composições musicais, extraindo das infinitas multiplicidades das coisas o que há de mais insigne e belo sendo o motivador do seu mais pleno sentimento de viver.


Queria no alto das palmeiras Desse regueiro Maranhão Cantar as obras, vida e poesia, Das enternecidas criações Quando abro asas e pairo na tua imensidão Inebriado fraquejo de ilusão Sou grato da tua distinta beleza Oh! Tua sereia incendeia A minha inocente contemplação Viajando calmo na brisa do teu mar Perco-me nos sonhos que te vejo Persuadido de que não devo Deixar de declamar o meu assobiar. FORTALEZA DO AMOR Fortes um sublime tesouro Teus versos sempre hão de ecoar Nessa terra das palmeiras de ouro E onde houver o nobre amar. Verbo das paixões e amores De toda forma contagiou, Não sem honra e louvores, A desdita do seu clamor. Pularei nos marítimos mundos E quero poder vilipendiar A maré de tão soez indecoro Que causou o teu afogar. Pois é o fulguroso luzeiro Que a todos declamou, Com ardor de um braseiro, Os intempéries do amor E pairando entre nostalgias Quero ver refletir a digna luz É o eterno Gonçalves Dias Que tanto amor ainda reluz.

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Rene Aguilera Fierro577 Amor gonçalvico ¡Qué extraño amor! Sin edad ni tiempo, sólo bastó el primor para ser el dueño del olimpo. Las barreras sociales, imborrables y eternas sofrenan el alma en silencios finales. Artista, hacedor de mundo, poeta de vías extraviadas, hombre desventurado y de manos extendidas. El daño mayor fue ser débil ceder a los sentimientos, amar hasta el llanto, honrar la palabra y ser gentil. 656

Se dice, amor platónico, mejor, amor Gonçalvico, para volver al origen del ser antes que morir y nacer. La vida tiene valor tanto como el amor juzgar el destino propio y caminar con delirio. Poeta, tus sueños errantes llenaron el firmamento de versos locos, amantes y truenos de tormentos.

577 RENE AGUILERA FIERRO – Tarija – ingeniero forestal poeta, escritor, tallador en madrea, consultor ambiental, catedrático universitario y Periodista profesional. Autor de veinte obras literarias y de varios libros técnicos. Promotor de nuevos valores artísticos, conductor de programas culturales en Radioemisoras locales de Tarija. Anualmente Organiza los célebres “Coloquios Literarios” y los “Encuentros Internacionales de Escritores”.


Reynaldo Machado de Almeida Gomes578 Doce Ana Amélia Na imensidão seca do sertão corria uma fonte de calor causada por uma forte paixão No coração de um sonhador Era água de matar a sede de qualquer um Para o nobre cavalheiro, alguém para amar Pois de sua origem alguém incomum Tudo lhe via à mente Só permanecía a Amélia doce Mas quando com seu pedido foi em frente Nada seria como quisesse que fosse Triste fim Conheci Gonçalves Dias poeta brasileiro Indianista e nacionalista Nas palavras o seu jeito faceiro De ser um nobre romantista Encantado com Amélia queria se casar Mas por mestiço ser Com a doce moça para amar Nada se pôde proceder Algum tempo se passou Outra moça conheceu Com Olímpia se casou Mas aquela moça jamais esqueceu O sucesso habitou a sua vida Foi um grande escritor Mas algo vinha o aproximando da despedida Na saúde: sofrimento e dor Em viagens pela cura se perdurou Num triste naufrágio tudo estava acabado Nas profundezas mergulhou O corpo esquecido e agonizado.

578 Reynaldo Machado de Almeida Gomes - São Fidélis (RJ) – Brasil - Estudante do Instituto Federal Fluminense, Campus Campos Centro, ator e poeta. Nascido em 08 de maio de 1995, residente em São Fidélis, RJ, Brasil. Iniciante no meio literário e possui grandes objetivos no meio cultural, tanto no cinema e teatro quanto na literatura brasileira.

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Ricardo Oyarzábal Rodriguez579 CANÇÃO DO EXÍLIO

Aqui, na Itália, tal qual no Brasil, existem muitos tipos de macarrão, lasanha e pizza. Quem pensa que elas são melhores que as de lá, está muito enganado. No Brasil, o sabor é todo especial. Quero logo para minha terra voltar e saborear a culinária brasileira que, além de gostoso tempero, é feita com muito amor.

Rita B. S. Velosa580 ONDE CANTA O RA-TA-TÁ (releitura de poema de Gonçalves Dias)

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Minha terra é uma lixeira, Onde morre o sabiá. Os homens que aqui pranteiam, Não pranteiam como lá. Nosso céu tem mais sujeira, Nossos morros tem mais vícios, Nossos bosques tem mais mortes, Nessas mortes mais que bichos. Em cismar sozinho à noite, Mais sossego encontro eu cá; Minha terra tem vizinhos, Onde canta o ra-ta-tá... Minha terra tem rumores, Que tais não encontro eu cá. Em cismar sozinho à noite, Mais terror encontro eu lá. 579 Ricardo Oyarzábal Rodriguez - Porto Alegre/RS – Brasil - 04 de outubro de 1995. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Integrante do Projeto “Imagens e Textos construindo Histórias e Versos”: 2011 - “Canecas e Camisetas Poéticas”; 2012 - “Caixas Poéticas”. Curte computação. E-mail: ricardorodriguez@via-rs.net 580 Rita B. S. Velosa – Araraquara –SP - Brasil – 09/11/1952. Escritora, jornalista, ativista cultural tem participação em mais de 100 antologias publicadas no Brasil, na França, em Portugal e na Inglaterra e publicados os livros “VENTOS PASSANTES”- 2007 (poesias), “FAROLEIROS DE ALMAS”- 2008 (poesias) , “FILHOS DAS ESTRELAS” – 2009 (crônicas), “VESTÍGIOS DOS DIAS”-2010(Contos) e “ABNORMAL E OUTRAS SANDICES DO INESPERADO”- 2011.Entre os mais de 100 prêmios, o MISSÕES 2006/Brasil, o Algarve-Brasil 2008/Portugal e o CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE/201


Minha terra tem vizinhos, Onde canta o ra-ta-tá... Não permita Deus que eu morra, Sem que me esqueça de lá! Sem que desfrute os primores Que só encontro por cá. Sem que me esqueça dos morros, Onde canta o ra-ta-tá...

Rita Dayrã Murada de Sousa581 GONÇALVES DIAS ecoa no maranhão um grito forte da poesia de gonçalves dias na singela caxias a simbologia do seu nascimento nas águas do maranhão se foi o autor da canção do exilio : “minha terra tem palmeiras, onde canta o sabiá; as aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá”. onde está os timbiras? não deu tempo de gonçalves dias terminar onde está gonçalves dias? está fazendo poema no céu...

Robert Allen Goodrich Valderrama 582 RECUERDOS DE UN POETA A Goncalves Dias El poeta espera que su lucha no haiga sido en vano y que su legado por siempre perdure de generación en generación. El poeta espera que su poesía y su lucha siempre perduren en los corazones de su gente y de su pueblo. 581 Rita Dayrã Murada De Sousa - Barão do Grajaú/MA - Brasil - escreve desde os 15 anos, ja participou de algumas antologias poeticas, pela editora Big Time, Pela Camera Brasileira de Jovens escritores, entre outros. Em 1996 editou um livro de poucas edições, intitulado”Meus Rastros, poesias diversas’. Funciónaria Pública e Advogada. 582 Robert Allen Goodrich Valderrama - Panamá-EUA - 25 de septiembre de 1980. Poeta y escritor panameño-estadounidense de madre panameña y padre estadounidense nacido en la Antigua Zona del Canal en Panamá. Empezó oficialmente a escribir en el 2009 con su blog todavía vigente: http://www.robert-mimundo.blogspot. com , es miembro de Poetas del Mundo, La Red Mundial de Escritores en Español y otras redes literarias, recientemente en Agosto del 2012 fue nombrado: Embajador Universal de la Paz en Panamá por el Círculo Universal de Embajadores de la Paz en Ginebra, además sus poemas han sido publicados en diversas antologías, ha recibido diversos reconocimientos y tiene algunos libros electrónicos publicados.

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Por eso miles le rinden honor al poeta ilustre que desde el cielo observa y ríe lleno de felicidad al ver que no ha sido olvidado por su gente y por su pueblo. Recuerdos de un poeta luchador e valeroso a los que miles hoy le rinden tributo con amor y admiración. ILUSTRE POETA Ilustre poeta que marcaste el destino De miles y miles con tú magnifica pluma. Ilustre poeta que dejasté el nombre de Brasil en alto En el mundo entero. Ilustre poeta que defendiste a los pobres, a los indígenas y a los pueblos sin importarte lo que otros dijeran. Ilustre poeta que marcaste un nuevo inicio para los tiempos Del drama y de la poesía. Romántico, soñador, justiciero, amante de las letras y de la poesía. 660

Viviste el exilio y con tú pluma dibujaste las realidades de los tiempos. Le cantantes a los pobres y a los ricos, A los europeos y a los brasileños, A los indígenas y a los literatos. Fuiste único ilustre poeta: ---Antonio Goncalves Días--MEMÓRIAS DE UM POETA A Gonçalves Dias O poeta espera que sua luta não é em vão haiga e que seu legado vai durar para sempre através de gerações. O poeta espera que sua poesia e sua luta de longa duração nos corações de seu povo e de seu povo. Milhares pagar para homenagear o ilustre poeta de relógios do céu e risos cheios de felicidade para ver que não foi esquecido por seu povo e pelo povo. Memórias de um lutador corajoso e poeta hoje milhares de pagar o tributo com amor e admiração.


Roberta Beckmann Hoffmann583 CANÇÃO DO EXÍLIO Minha terra tem muitas flores que me trazem muitos amores. A natureza nos dá e oportuniza, a cada momento, mais pureza. Mais prazer não há que ver os animais e a natureza trazendo intensa beleza aos nossos lares e ao mundo. Não permita Deus que eu morra sem antes ter a certeza de que tudo, na natureza, para sempre não morrerá.

Roberth Fabris584 Poeta equilibrista: um eterno pardal Meu país, meu amor eterno Meu sangue indígena, meu eterno viver Respiro arte nos palcos do meu país Respiro arte em cada página do meu viver Suor literário, vida ordinária, alegria póstuma Sou um romântico e passeio por entre sereias e tornados Sou um xamã em busca de um talismã secreto nas letras Estou em busca da bruxa dos sete erros e da jornada eterna Sou devoto do meu país, sou devoto do teatro nacional Sou um pardal, uma abelha em busca do mel dourado Sou uma arara azul em busca de liberdade e alegrias Sou poeta do dia, da natureza e das tribos do amanhã Sou um amante das letras, um inspirado em Gonçalves Dias Sou um poeta da tribo tupi, do povo guarani e do Brasil Sou um cara pintada, sou um jovem metal, um simples pardal Sou poeta, sou artista, sou um eterno equilibrista na arte de viver.

583 Roberta Beckmann Hoffmann - Porto Alegre – RS – Brasil - 1º de julho de 1989. 2ª Bibliotecária e Membro Fundador da Academia de Letras Machado de Assis, de Porto Alegre/RS, Cadeira 10, Patrono Erico Verissimo; Membro Efetivo da Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores, Balneário Camboriú/SC; Liga dos Amigos do Portal CEN, Portugal; e, Associação Internacional dos Poetas del Mundo.. E-mail: betahoffmann@gmail.com 584 Roberth Fabris - Maringá – Pr – Brasil. escritor, membro da Academia de Letras de Maringá, crítico de cinema e artes, Mestre em Letras UEM, Pós-Graduado em Arte-educação, e acadêmico de Artes Cênicas UEM, além de idealizador do projeto cultural Mundo Geek e do Dicas de Roberth, o blog mais cult do Brasil. Nasceu em 03 de novembro, e ocupa a cadeira número 04, o qual o seu patrono é com muito orgulho um grande seguidor de Lord Byron, Alvares de Azevedo.

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Meus sonhos brasileiros Eis o meu país de teatro e poesia... onde encontramos araras azuis e micos leões dourados onde índios já povoaram as terras e cantaram como guerreiros da tribo tupi, guerreiros que o meu canto ouvi. Eis um país de cores, amores e saudades De uma pátria esquecida e com uma bandeira verde-mar Um tempo de acreditar nos amores, na natureza e na vida. Romântico como os cordéis de minha infância e país. Ah, tempos de Gonçalves Dias, onde o Brasil é mais lindo! Onde os tucanos fazem voos e embalam as árvores alegres Onde existe uma terra que emana leite e mel literário Um país chamado Brasil, um poeta chamado Dias. Eis o meu tempo de sonhar pelo povo brasileiro Eis o meu tempo de lutar pelas nações esquecidas Eis o meu tempo de bradar a literatura e natureza Eis o meu tempo de ser mais romântico e digno da brisa do mar. Eis o meu tempo de sonhar na praia embalado pelo luar. 662

Roberto de Freitas Ribeiro Filho585 CANÇÃO DO EXÍLIO Enquanto as praias brasileiras são mais belas; as flores, florescentes; aqui, tudo parece triste e sem encantos. Lá, as águas são cristalinas; os pássaros, mais alegres; os campos são imensos; os pastos, muito verdes; e, os galos nos despertam ao amanhecer. Aqui, a natureza parece sofrida e triste, enquanto lá, tudo está a sorrir-nos.

585 Roberto de Freitas Ribeiro Filho - Porto Alegre/RS – Brasil - 15 de maio de 1997, em. Filho de Marielle Meireles Ribeiro e Roberto de Freitas Ribeiro. Estudante do Ensino Fundamental do Colégio Conhecer, Porto Alegre/ RS. Integrante do Projeto “Imagens e Textos construindo Histórias e Versos”: “Banners Poéticos”, 2012. Curte jogos eletrônicos e ler. E-mail: betoribeiro@hotmail.com


Roberto Ferrari586 Homenagem a Gonçalves Dias Louvores e honra ao mérito A memória de um poeta Maranhense com sublime inspiração Seus poemas são dádivas, perolas da arte de poetar Que faz vibrar o coração com emoção Vamos elevar aos céus O nome de Gonçalves Dias Autor magistral que glorificou a literatura Que engrandeceu as nossas poesias Nosso céu tem mais estrelas De belezas abençoadas por Deus Nossas matas têm mais matiz Nossas flores têm mais vida Nossa natureza tem mais cores E na voz do poeta ganha mais amores Que glorificam nossa paixão E fazem nossas almas sorrirem de felicidade Poeta divino, você soube como encantar o povo desta terra maravilhosa Salve Gonçalves Dias!

Robinson Silva Alves587 ETERNOS VERSOS teus passos, serão caminhos, nos descaminhos da estrada perdida pois tua palavra será intensa, intensamente vivida tua lágrima de saudade teu choro de solidão traduz a dor de um romântico coração

586 Roberto Ferrari. Engenheiro, analista de sistemas, administrador de empresas, poeta, escritor e comunicador. Sempre gostou de escrever desde a juventude, publicou os livros ‘Sublime Amor’ , Ventos da Paixão e Identidade Assassina. Alguns prêmios recebidos : VIII Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus- Texto inédito sobre Jorge Amado; Prêmio Oxigênio de Responsabilidade Ambiental – 2012; Mérito Profissional como Jornalista e Escritor – 2012; Diploma Destaques e Personalidades pela inclusão no livro Brasil de A a Z – 2012; Medalha Duque de Caxias conferida no Segundo Exército - 2012 587 Robinson Silva Alves – Coaraci - Brasil - 25\06\1976. Formado em filosofia pela uesc; participo de certames literarios tendo sido premiado em alguns deles como: concursos municipais de Coaraci (2,3 e 4 lugares) e diversas antologias. E-mail: hiatos@bol.com.br

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teu grito de libertação liberta o homem dos grilhões da omissão combate com flores espinhos da opressão

pois será a liberdade que nasce da inspiração voando nas asas aladas da imaginação combate com versos tiros de canhão tuas palavras, serão dilemas temas o mundo torna-se mundo na beleza de um poema teu desejos de mudança plantarão nos homens a semente esperança

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pois tens o dom de mudar vidas atraves das letras a grande magia de transformar sonhos em poesia nos versos eternos de gonçalves dias. IMORTAL teus versos serão eternos espalharão-se ao vento resistirá a morte perpetuará no tempo tuas palavras belos dilemas mudarão mil mundos com a força de um poema tuas letras são sementes


germinam no coração libertam homens dos porões da opressão com a beleza dos versos o poder do coração teus sonhos erguerão pontes para o futuro amado poeta grande escritor gonçalves dias sonhador. imortal. SENTIMENTOS DO POETA amas intensamente eterno amar sofres constantemente um eterno penar onde todos possam amar. buscar. sonhar. vives a emoção de transformar palavras em rosas do coração acalentas almas da triste ilusão amores perdidos o espinho solidão enfrentas com versos os ecos da opressão que acorrentam homens nas garras da omissão combates com poemas os tiros de canhão

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sentes o sentimento traduz a simetria de transformar sentimentos na mais pura poesia. no romantismo eterno de gonçalves dias. MIL VERSOS na bela canção do exilio uma triste solidão saudades da patria da amada nação lágrimas viram mil versos do coração lembro de um anjo e de ainda uma vez um triste adeus nos meus primeiros cantos 666

sonho com os encantos dos olhos teus uma vida vivida de amor e poesia vida de mil versos de gonçalves dias. O SONHADOR nas ruas da cidade um homem sonha, com a liberdade desafiando homens peversos combate a opressão com a beleza de um verso10 vagando ao vento voa nas asas dos sentimentos sonha com um mundo novo sonha e busca o sonho do povo


combate a vil tirania usando a força das palavras a poderosa poesia buscando o sonhado amor transforma seu sofrimento na mais bela flor mesmo sofrendo a mais terrível dor ainda ama ainda morre de amor pois é poeta nobre sonhador nesta vida a eterna poesia nos belos poemas de gonçalves dias

Robson Leandro Soda - Lótus Sidartta588 Idealizado (O canto do guerreiro moderno! Ele só quer ter o gosto de cantar...) Um sacro oficio, veleidade da alma, que fosse de passos em passos, sem calma, e sem pressa. E que tivesse perfume ou de terra, ou de bruto, ou de fruto, ou de ideias: fragrância viciante futuro. E que fosse aos olhos, asas para ensaio de vida tal o galo que madruga as idas, labuta as asas, depois... cocoricó. Ultimos en’cantos Ah se pudesse Gonçalves naqueles ultimos dias escrever o poema que outrora por si só de vida viveria 588 Lótus Sidartta - Robson Leandro Soda - Santa Cruz do Sul – RS – Brasil – 19/12/1982; Está presente em diversas antologias no Brasil e exterior.

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teria os olhos de Ana Amélia em profundos deleite e as manhãs mais agudas como exilio dos Deuses Usaria, talvez os laços Shakespeareanos em embalo presente. Se não o embrulho das almas serenas ou papel reciclavel, sementes teria um que de sua natureza deixando melodia em rosas Dedilhados em espinhos, E no ínfimo da poda Brotos sustenidos

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seria um poema sem versos despetalados tão pouco Ávida flor sem acolhida.

Rodrigo Guimarães Pena589 PONTA DE MAR Minha terra tem um canto Um rasgo, um corte, um avanço, Uma ponta de mar, Onde a água é tão limpa, E tão pura, Que faz quase escura A água mais limpa que há...   A Espinhaço, altiva e brejeira, Esticou-se e encontrou Mantiqueira, Que a trancos, debaixo da terra, Emendou-se a outra serra Se acabando em Serra do Mar 589 Rodrigo Guimarães Pena - Belo Horizonte – MG – Brasil - 15 de setembro de 1952. Engenheiro civil,  de profissão. Se equilibra entre palavras há algum tempo. Mesmo que elas o tenham como eterno aprendiz e informal visitante. Escreve por que... “...o correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem ...”  Mantém o blog : Poesia... à revelia! http://poesiaarevelia.blogspot.com.br/


E foi neste encontro Marcado entre Serras... Que abriu-se, perfeito, o espaço Na forma  de abraço, Onde o mar põe-se calmo e se aninha, Ao sopé que se alinha Às costas, beiradas das terras...   E à noite, um manto de estrelas Vazado por lanças, forjadas em prata, Pontudas, profusas, caídas do mar estelar, Disputa brilho com a Lua, Que volta e mais volta faz pose, se atreve, se acua, Se faz Yemajá, lá do céu ninfa nua, Aumenta seu brilho, e acende o lugar...   E o sabiá que se ouviu na palmeira Que Gonçalves cantou, trás-as-Beiras, Viajou, cá se pôs a buscar mais parceiras, Nesta linda Ponta de Mar,   Pois sabe o sábio sabiá Que onde a água é pura e cristalina, É lá que vai estar a sabiá-menina Pra beber água e quiçá, namorar...   Como se água também fosse a tinta Que Deus preocupado, usa e nos pinta Um quadro, um capricho, pra mãe-natureza se Expor, ser memória, pra gente guardar...   Pra que um dia, bem longe, alhures se achar, Peça a Deus, pois ouvindo Ele está: “Não permita, Senhor, que da vida eu me vá Sem que volte e desfrute os primores de lá:   Ver palmeiras, ver se encanta um sabiá, Ver a terra se vestir de lindas flores, Versos, Lua, Sol, o Céu, a emprestar cores, Ver se as Serras inda abraçam aquele Mar...”

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Rodrigo Nunes Camargo590 CANÇÃO DO EXÍLIO Saudades daquele meu Rio Grande; das noites estreladas no pampa; das fronteiras gaúchas transbordando cultura. Aqui, no Rio de Janeiro, as noites são de pesadelo e as fronteiras  não são como as de Lá.   Saudades do povo de Lá; das tardes admirando o céu azul e dos cantos dos pássaros que só encontro Lá.

Rodrigo Octavio Pereira de Andrade 591

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Poeta do Sabiá Filho do Maranhão, Poeta do Sabiá, Pai das Sextilhas de Frei Antão. A chocalhar na imensidão o maracá. Mestiço nativo, Que chorou no estrangeiro, Versos da Canção do exílio. Tornou-se imortal poeta brasileiro. I-Juca-Pirama é seu filho, Canta as raízes de um povo... Tornou-se lenda em verso, Através do seu índio guerreiro. Canta além-mar o Sabiá Aos versos entre Os Timbiras No balançar das palmeiras Aos olhos de Marabá. 590 Rodrigo Nunes Camargo - Porto Alegre/RS – Brasil - 14 de novembro de 1995. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, de Porto Alegre/RS; Membro Efetivo do Projeto “Vida, Amor e Paz”, do “Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix, Suisse/France”. Integrante do Projeto Literário “Porta copos poéticos”, 2012. E-mail: Cursa inglês no Wizard. Toca violão, curte música e festas. E-mail: guigocamargo@hotmail.com 591 Rodrigo Octavio Pereira de Andrade. Cabo Frio –RJ – Brasil - 29 de setembro de 1977. Poeta, escritor, professor, pesquisador, revisor, ativista cultural, palestrante, membro de diversas entidades acadêmicas no Brasil e exterior. Premiado em diversos Estados do Brasil e tendo textos publicados em antologias, periódicos e revistas culturais em diversas partes do país. Autor do livro e Projeto POESIARTE. Presidente da Academia Cabista de Letras, Artes e Ciências de Arraial do Cabo-RJ.


Salve Gonçalves, Santo poeta na imensidão Deste Brasil de seus Dias Nesta Terra em forma de canção.

Rodrigo Zuardi Viñas592 CANÇÃO DO EXÍLIO Minha terra tem milharal, bananeira e parreira; bem-te-vi, joão-de-barro, arara e periquito. As aves que lá vivem, cantam entre as árvores, flores e campos. Já a vida de nossos bosques anda mal, quase morrendo. Para salvar minha terra, animais e plantas, vou voltar para lá. Não sujarei suas águas; plantarei muitas árvores e protegerei os animais para que não fiquem em extinção. Minha terra é de todos nós.

Rogério Araújo (Rofa)593 Dias de Gonçalves para todos os dias Que lindas imagens criadas pelo grande poeta Retratando o Brasil “bonito por natureza”... As palmeiras que nele existe Onde cantam os sabiás com todo vigor São incomparáveis mesmo às internacionais Nada se compara ao seu canto e seu encanto Uma brasilidade tão emocionante Que poetiza esta nação de todo coração Um país abençoado por Deus Com um povo acolhedor, mesmo sofredor 592 Rodrigo Zuardi Viñas - Porto Alegre – RS – Brasil - 26 de novembro de 1993. Membro Fundador da Academia de Letras Machado de Assis, de Porto Alegre/RS, Cadeira 33, Patrono Alcides Maya; Membro Efetivo da Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores, Balneário Camboriú/SC; da Liga dos Amigos do Portal CEN, de Portugal; e da Associação Internacional dos Poetas del Mundo. E-mail: <rodrigovinas@hotmail.com> 593 Rogério Araújo (Rofa) - Niterói, RJ – Brasil - 31/07/1973. escritor, jornalista, publicitário, especialista em Leitura e Produção Textual, bacharel em educação - teologia cristã; autor do livro “Mídia, bênção ou maldição?” (Quártica Premium/Litteris Editora), lançado na XV Bienal Internacional do Livro no RJ (2011); comendador da ABD – Associação Brasileira de Desenho e Artes Visuais e da ALG – Academia de Letras de Goiás; membro de diversas academias no Brasil e exterior, como a de ALAV – Academia de Letras e Artes de Val Paraíso, no Chile.

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Dribla as dificuldades na vida E até se livra da fome e da morte Das adversidades ocorridas sem esperar O amor ao país era tão grande Que desejava ao Senhor aqui retornar Poeta romântico incorrigível, Um dos mais amados e declamados De muita emoção que viveu E até pela sua morte ao ser esquecido Deitado, doente, num navio Quando retornava ao seu estado natal E país amado, Brasil Com toda inspiração e respirando fundo Morreu sem ar afogado no mar Já do país que demonstrou amar Mas seus versos não morreram Imortal se tornou pela sua obra Mesmo não pertencendo à Academia Que, aliás, nesta época nem existia Seus versos são lidos e relidos Por todas as épocas e períodos Um grande escritor, poeta, Na literatura brasileira e mundial Exemplo e inspiração para muitos Amantes da poesia, da nacionalidade, Admiradores da beleza de um país lindo E, acima de tudo, do amor pela vida Parabéns, Gonçalves Dias! Pelos cento e noventa anos De nascimento, sempre renascidos, A cada ano que passa e repassa Demonstrando que nunca perde a majestade Assim como a sua famosa sabiá!

Ronyere Silva Lima594 Canto Sutil E tu Gonçalves, poeta da gente Em Coimbra impunhas teu canto Exaltando tua terra silente Dela mostrou a beleza e o encanto Província do maranhão Terra do excelso poeta Tinta e papel na mão Fizeram de ti querida terra 594 Ronyere Silva Lima - Dom Pedro – MA – Brasil - Estudante de Direito, amante das artes, contribuinte do portal Recanto das Letras, membro da Confraria Cultural Brasil-Portugal, membro da Sociedade dos Poetas Vivos, 1º lugar do Concurso de prosa “Machado de Assis” – 2011. e-mail: ronyere-dp@hotmail.com


Teu canto sutil, ó imortal Percorrera o mundo a fora Gonçalves Dias do Maranhão Tua letra te fez magistral Teu canto se faz ouvir agora Tua memória te entrega este galardão Poeta dos Índios Poeta da floresta Do naturalismo Da harmonia Do encanto

Poeta dos índios Dos aborígenes selvagens Dos homens nus e zelados Dos incomunicáveis

Poeta da nossa terra, imortal Trouxe-nos a glória teu poetizar Ó oráculo eternal Continuas tu a nos revelar.

Rosana Lazzar595 Ao Poeta Dizem os sábios antigos que Testas largas e altas denotam grandes pensadores... Gonçalves, era mais que isso Em pátria e bucólicos amores Imortalizou nosso hino na alma... Da “bandeira” hasteou suas dores Tanto amor de ti emprestava Que em suas dúvidas, era infindo Melhor viver sem ter amado... Ou amar, sem nunca ter vivido? E de “Gonçalves” pátria e poesia Imortalizados em nosso hino -Salve Gonçalves, os nossos “Dias”... O velho pensador, menino! -Oh pátria amada, idolatrada! Um “sonho intenso”, Gonçalves cresce -Há que saber da mãe gentil Em terras que nem “Gonçalves” viu!

595 Rosana Lazzar - São Paulo- SP – Brasil - 27/12/1964. Cantora, registrada na O.M.B- “Ordem dos Músicos do Brasil”, exercendo a profissão desde os 18 anos de idade nesta cidade e outros Estados como backing vocal de alguns artistas e crooner de bandas. Fazendo uso de comunidades virtuais, escreve em sites da categoria quase todos os dias. Sem livros editados, apenas arquivados, enquanto não os encaminho, lê de tudo um pouco e escreve um pouco de tudo.

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Rosane Salles Silva Souza596 FÊNIX DOURADA Seu canto, Fênix Dourada, como fonte d’água brotando da rocha, palavras inteiras, formosas alegria dentro de nós E quando o Sol desponta na serra, altaneiro, poeta - foz, da Esperança que floresce, da noite que se despe ao luar, das palmeiras que bailam lançando folhas ao ar, no bogari perfumoso nos gorjeios dos sabiá, teu nome impera solene na boca de toda gente desse Brasil tão pungente Salve! Salve! Ó, Antonio Gonçalves Dias!

Rosemeire Joanadarc Dias - Rose Dias597 674

ÚNICA CAMÉLIA Em teus cantos E encantos Uma única camélia A flor mais amada; Sua eterna Ana Amélia. POETA PANTEÍSTA Poeta que exaltou a natureza E toda sua beleza sem estereotipias Mestre da poesia panteísta Assim era a obra de Gonçalves Dias. QUANDO JUCA PIRAMA CHOROU Um índio chora ao ver que vai morrer Então é libertado pela tribo dos Timbiras Entregue de volta pelo próprio pai 596 Rosane Salles Silva Souza - São Gonçalo – RJ – Brasil - 29/06/1988. Poeta, artesã, contista. Cursa o 3º ano do 2º graus, e pretende fazer Engenharia Agrícola e Ambiental. Ama a vida e se delicia em contar histórias a partir de suas bonecas de panos que cria para despertar o imaginário infantil. Tem inédita inúmeras poesia. Participou do Livro “ O Chamado das Musas. Pô-Ética Humana: O Enigma do Recheio- a arteterapia ao sabor da educação brasileira ( Creadores Argentinos, Buenos Aires,2008), com” O Desabrochar” e “ Perfeito Amor”. 597 Rosemeire Joanadarc Dias - Rose Dias - São Paulo - Brasil - 21-10-1962, mora atualmente em Mogi Guaçu, interior de São Paulo há 20 anos. formada em Letras e mestranda em linguística. Participou de várias antologias, já foi classificada em 1º lugar com um poema pela Editora Nil Verlag – Berlim- Alemanha. Mantemo um blog de poesia, contos e crônicas onde escrevo diariamente, www.rosejd.blogspot.com.br


O velho índio timbira de novo o recusa, -Para morrer é preciso coragem -Só heróis, disse o índio Fazem esse rito de passagem. HOMEM BRANCO COM ALMA DE ÍNDIO Nasceu depois da independência Morreu no inicio da guerra do Paraguai Filho de português com mestiça brasileira Foi doutor, e das letras teve domínio Homem branco com alma de índio.

Rosineide de Sousa Machado598 OH! GONÇALVES DIAS Cidadão Gonçalves Dias Que nasceu lá em Caxias Que vive na mente de tua gente Que sabe valorizar O seu lugar. Oh! Gonçalves Dias, Tão belos eram teus dias, Em meio à poesia Quanta nostalgia, Quando não estava lá em Caxias. O Maranhão tem muitas belezas Com certezas, Mesmo que não se veja com tanta clareza Mas soubeste destacar no canto do sabiá. Oh! Gonçalves Dias com teu passado de glória, Refazendo nossa história Que enche a nossa vida, De poesia e glamour que trás o amor. Quanta inspiração encheu teu coração, Que conteve a escrever Que belos são os teus cantos, Que enche todos de encanto. Num Maranhão em festa, Pelo que tiveste antes. É nossa homenagem a esse grande poeta, Que tanto valorizou o guerreiro e a floresta. 598 Rosineide De Sousa Machado - Pio XII – MA – Brasil - 06/03/1972; Em prestar homenagem ao grande mestre da poesia, Gonçalves Dias e também ao Maranhão, estado que precisa ter sua cultura conhecida e valorizada.

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Muito aqui mudou, Mas o que ficou no canto do sabiá Que ainda não calou De tanto procurar o seu lugar. Oh! Gonçalves Dias, O mundo todo te reconhece, Como famoso poeta e merece, Toda nossa devoção pela contribuição. De valorizar a cultura de tua gente, E em tua homenagem vão mil poesias Por meio do cantar do sabiá, Que ainda há de voltar e encantar seu lugar.

Rozelene Furtado de Lima599

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Ah! Poeta Pelo teu exílio e tua saudade Pela tua dor do amor perfeito Que perdestes para a o preconceito Pelo fervor da tua luta pela igualdade Pelos nativos da nossa nação Que estão sendo expulsos do seu torrão Pelo teu amor ao nosso chão e a natureza Pela vida, pela raça, pelo sangue. Pelos teus versos de lirismo e beleza Falo-te em nome da Pátria brasileira Nossa terra ainda tem palmeiras E algumas aves cantadeiras Que estão ficando sem árvores para os ninhos Ficarão sem teto nossos passarinhos No céu as mesmas estrelas estão cobertas, embaçadas, E pouco dá para vê-las num véu opaco, enfumaçadas. Nossos bosques estão sumindo Muitas flores não estão florindo Os leitos negros dos rios poluídos a soluçar Secando por não poderem mais navegar Nossa vida está se perdendo em falsos amores E já não tem tantos primores É preciso ser poeta para viver, ver e não desanimar 599 Rozelene Furtado de Lima - Teresópolis/R.J./ Brasil - 31/05/1947. Professora, bibliotecária, escritora, poeta, artista plástica. Participa em mais de cem Antologias nacionais e internacionais. Textos publicados em Portugal, França, EUA (NY), Espanha, Itália, Suíça, Uruguai, Argentina e Chile ; Livros: Banquete de Idéias de memórias e “No Limiar Sex” de poemas; Verbete no Dicionário de Mulheres Escritoras de Hilda Flores; Pertence a: AVBL; REBRA;  Poetas del Mondo;  Academia de Letras de Teófilo Otoni-ALTO-MG; Grupo AGUIA; LITERART-  Clube Brasileiro da Língua Portuguesa BH MG Brasil; Rede de Escritores Independentes e do Livro Sonoro; Portal CEN. email: rozelenefurtado@hotmail.com


E junto a tua voz gritar em altos brados e fazer ecoar Nos palácios dos governos, na fazedura das leis E mostrar que o meio ambiente ainda tem vez Cantaremos uníssonos tua canção aqui e acolá Para não ficar no passado O patriótico canto gorjeado do sabiá.

Rui Miguel Dias Carvalho600 India oportunidade Gonçaves Dias, diz-me tu o que farias, Se já não pudesses cantar I-Juca-Pirama, Se a tua tropicália fosse já longuínqua nos teus dias, E não conhecesses a Tupi, essa das tribus indias, E fosses traido pelo gotejar da clépsidra, como por quem amas... Para mim, eras um cacique da humanidade: O Touro Sentado em cadeira de madeira em verde envolta, A partir da qual se podia ver toda a serena claridade, Do rossa azulado madrugador entre copas de mestiça singularidade, Vista pelas tuas íris, firmes e conscientes, sem revolta. Lembras-me o ar fresco da manhã, De um dia quente, que não promete amanhã… AMOR COM UM TOQUE DE SAMBA Para Ana Amélia perdeste o teu coração, Sob o jugo de apelo selvagem, vermelho e bruto, Erigido sob brasas apagadas, por àgua em fogo enxuto, Indomável como o rio Amazonas, digno de devoção. Mas perdeste-a, devido a aparente cobardia, Sob a qual se escondia a tua profunda desilusão, Por tão vil assombro, de não conseguires a desejada aceitação. Pode lá haver maior amor que o aceite à luz do dia? Afinal tu eras o fruto do vasto Mundo, Continhas em ti as lonjuras das ondas do mar, Copas verde oliva arbóreas, e o lixo negro do chão imundo… Pleno, como o possível intangível, De face séria, de saudade e isenta de ilusão. Peça móvel de um Brasil de natureza impassível! 600 Rui Miguel Dias Carvalho - Lisboa – Portugal - 1976. Economista e programador; cedo se interessou pela escrita mas apenas mais tarde, após a conclusão do seu Mestrado, começou a tornar realidade o seu sonho. A sua escrita bebe inspiração em Lisboa e em Arganil, esta última a sua verdadeira terra, tal como este a considera. Tanto na poesia como nas suas narrativas, é possível encontrar vestígios de paisagens rurais mas também urbanas, ao mesmo tempo que uma preocupação profunda pelos sentimentos das pessoas.

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Água do mar de Gonçalves Dias Essa água em que viajaste é a mesma que hoje nos banha. Esses monstros marinhos que enganaste, semelhantes à baleia que nos acompanha. Eu sinto a tua tristeza viajante. Mas, sou apenas um lobo aquém, com grande pena minha e vigilante, são estranhas as tuas terras floridas além. Aquém fica a prece de quem um amor já não tem: As tuas lágrimas quentes têm o sal das almas crentes! Morrer de amor, já não é, para ninguém, o destino. Mas, morrer esquecido é talvez o fim mais temido...

Samuel Cantoaria Ferreira601 678

O Maranhão Que belo é o Maranhão Tem rios e cachoeiras É uma pena que as pessoas Fazem muitas sujeiras. É uma pena que esteja assim Tudo é culpa da população, Senão sujassem tanto Não ia haver poluição. Mas ainda há belezas No Maranhão Com rios e cachoeiras E muitos casarões. Não permita Deus que eu morra, Sem que ajude a natureza Para quando meu filho nascer Brincar e ver as belezas.

601 Samuel Cantoaria Ferreira - São Luís – MA – Brasil - 02/11/2011 - Eu gostaria de participar da antologia porque queria ser reconhecido pelo país e porque sempre quis fazer um livro.


Samuel Cavero Galimidi602 Luto Como se podría expresar la tristeza con los muertos hoy reclamándonos sin olvidar a Gonçalves Dias Cómo se podría expresar el dolor que son surcos de heridas abiertas en la comunidad kaiowá guaraní del campamento Tekoha Guaviry, en el municipio de Amambaí. Si el cacique Nísio Gomes cerró sus ojos defendiendo su territorio 42 pistoleros encapuchados, me dices hermano, lo asesinaron. ¡Ay, qué dolor! Cómo decirte amado poeta que a un Cacique más ya no matarán si ayer nomás Geusivan Silva de Lima, gran defensor de nuestros territorios nativos, líder de los indígenas Potiguara, murió igualmente baleado. ¡Ay, cuánto odio! Esos labios (y los tuyos Gonçalves Dias), acaso reclamando casamiento con Ana Amelia desde los sueños de tu dormida estancia no podrán degustar un terroncito de Tapioca, ni un sorbo humeante del Pirão en el hoyito de nuestras manos, tampoco la sabrosa Pipoca que sale del fogón combatiente. ¡Ay, qué dolor! La tierra cerró esos labios y los tuyos recibió la sangre heroica y hoy, qué importa ya, frondosas raíces crecen se hunden y extienden en la feraz tierra se abrazan cual niños felices como venas abrazadas al Mundo Es verdad Es verdad… Tu hermosa tierra amado Brasil tiene perfumadas palmeras 602 Samuel Cavero Galimidi – Ayacuchano – PERU – 1962 - Doctor en Ciencias de la Educación. Sociólogo, Periodista Colegiado, Escritor-Poeta, autor de 22 libros publicados en los géneros: Novela, Cuento, Ensayo, Teatro, Poesía, Biografía y literatura de Estudios Indigenistas. Es actualmente Presidente de la Asociación de Escritores y Artistas del Orbe (AEADO). Mención de Honor en la IV Bienal de Poesía Infantil ICPNA, Lima, 2011. cavero2012@hotmail.com

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Pájaros juglares que mil tonadas cantan y muchas maravillas bajo tu cielo tiene estrellas parpadeando…abrazándonos hasta este rinconcito del Continente. Es verdad… Tu tierra tiene otras bellezas Allí canta el tordo y aquí el Turtupilín macho Recordando que alguna vez existió hermoso aguerrido celoso guardián del bosque Tupá, Tupá el gran cacique valiente y allí los ojos alertas del gran Raoni Metuktire y nuestros pueblos indígenas están siempre presentes.

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Raoni Gran líder de los Umoro Kayapó yo no vengo de los metuquitire. ¡Soy de los amorquitere! Mi hondo pensamiento fraterquitere está en ti hermaquitere buscando como tú defenquitere colgar un globo terráqueo de hermandaquitere en mi labio inferior y llamarme Jaguaribe ser Gran Pájaro, ombligo del Capiperibe BRINDO UNA COPA DE VINO POR GD ¡Déjame oír tus latidos! Alza la cruz de tus manos Se perfumarán los pantanos Y los pájaros hermanos Dormirán paz en sus nidos. Si a tanta injusticia humana El perro al ladrón de tierras Ladra, aunque la espartana Alma del indio defiende si yerras Tú: ¡Cacique de hermosas tierras! Ruego vuelvas tu verde hogar Henchido de Hermandad y Paz Con lluvias y truenos así rogar Tu verdor del que siempre capaz Amoroso beso eres al ensoñar.


Sobre mi pecho reclina El recuerdo de tus versos De clara luz matutina Y tu mestiza voz ilumina Hasta a los más perversos. Tus versos románticos trashumante de otras huellas América mestiza dais cánticos cuando a nuestro paso bellas historias por ti son estrellas. Poetas del Mundo amados Vienen a besar tus recuerdos De Brasil son Pegasos alados Ruiseñores tan cuerdos Heraldos de poemas llorados. Beso de perfumes ungida, Por los ángeles perdura Oros por el cacique dura Si mi pena nunca es fingida Cuando odios del bosque cura. Cuando tú estabas perdido En mis propias soledades Mis versos han recogido Tu, Hermes, vibrante latido Voz de las hermandades. Hoy recorren quimeras, De primaveras desbordadas, Cual locas diosas amadas, Navegan como remeras De palabras encantadas. Para ti Brasil ha sido Amor y oro de pasión El más bello terruño y nido en sueños son ilusión Que la historia ha latido. Sean estos versos pergamino De tus lauros que hoy canto Para quien estrellas camino Abre como versos de encanto ¡Por eso, GD, brindo por ti una copa de vino!

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Samuel de Sá Barreto603 Partido Minha saudade é trigueira É um foco além do mar, Ouço o vento na palmeira Que aumenta o meu penar. Todo dia é o mesmo pranto Quando lembro minha terra, Do sabiá me vem um canto Da sombra daquela serra. Meu retorno sem demora, Que só me faz recordar, Que na minha terra mora A mulher do meu sonhar. Digo logo, estou voltando Vivo sempre a imaginar, E no meu torrão chegando Vou poder enfim amar. 682

Minha terra é mais querida, Minha amada é uma flor, Não terei dor atrevida Nos braços do meu amor. O Mar Para um sabiá que canta Seu canto o mar naufragou, Tragou o corpo, sua manta, No cais Amélia chorou. Foi o poeta nas águas, Salgar o amargo vazio, Bebeu o choro das mágoas Vagou no seu desafio. Mas não ficou enterrado A sua vida é constante, Na sua obra é marcado Pela sua verve brilhante. 603 Samuel de Sá Barreto - Poeta, compositor e cronista. Licenciado em Letras. Sócio fundador da APOESP – Associação dos Poetas e Escritores de Pedreiras. Membro fundador da Academia Pedreirense de Letras, ocupando a Cadeira Nº 08. Tem publicados os Livros, S.O.S. LIBERTAÇÃO (Poesias – 1997); TESTAMENTO DE JUDAS (Cordel em parceria nos anos de 2006, 2007, 2008, 2011, pelo Laborarte); A RUA DA GOLADA E SUA IDENTIDADE (Crônicas – 2010) pelo plano editorial Gonçalves Dias –SECMA. E a publicar tem OPERÁRIO DA CANÇÃO, VERSOS CINZENTOS, PEDREIRAS EM VERSOS (poesias); DO ALTO DA PEDRA (crônicas).


Imensidão Toda Ana arrasta a gente Deixa o peito indigente Sem saber o que fazer Tem na lira a canção E nas asas um alçapão Onde quero me prender. Vou embora para o mar Lá eu posso navegar No azul da imensidão. Carrego essa lembrança Daquela tarde criança Que se foi feito clarão. Sou passado submerso Na saudade já não meço, Nas ruas com azulejos. Vago nas noites sozinho Sou um sabiá sem ninho Nas horas lentas, andejos. Sou poeta maré cheia Que sonha com a sereia Nessa procela profana. Recordo as nossas horas, Os nossos beijos, amoras, Se eras Amélia ou Ana! Voltei, voltei vou ficar, Velando as ondas do mar, Aqui eu sou Poseidon. Durante o tempo que for, Serei sempre seu amor Um trovador de neon! Quadra Rompida Lá na praça dos amores Um dia deixei alguém, Levei no peito as dores Do bem que queria bem. E fui pra longe, eu fui, Sofri de dor e saudade, Ter seu amor nunca pude, Passei a não ter verdade.

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Vagando Meu Deus é Tupã Guardando a selva, Lua é uma irmã No leito da relva. Nos braços da noite Ouvir gritos fortes, Tambores de acoite Guerreiros do norte. A força da flecha Zombou da alegria O tempo se fecha Na dor da agonia. Guerreiro chorou Com a alma ferida, A luz se fez cor Vencendo a partida.

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Desceu pelo rio Uma água sagrada, E um índio é rio Nas curvas do nada. Quem foi e não veio Deixou a lembrança, Vagueia no seio Da luz de esperança. Os gritos ouvidos Acordam o além, São dores, gemidos, Dos braços de alguém. É uma fria saudade De canto dolente, Travou uma idade Da voz do valente. E agora que clama Nas noites de lua, Seu canto reclama A mágoa tão crua. Guerreiro que grita Querendo paixão, Numa taba restrita É a luz do clarão.


Saulo Barreto Lima Fernandes 604 Gonçalves Dias +100 Que imensa saudade tu fazes... Oh, gênio-poeta dos cocais e da metrificação. Naquela fatídica viagem regressiva de navio, Deixaste tragicamente órfão o teu torrão. Tua vontade era voltar a viver aqui, junto aos teus pares, No aconchego da tua estimada e vigorosa ilha grande do Maranhão. Juca-Pirama e as palmeiras onde cantam os sabiás jamais fenecerão... Te dou a minha humilde palavra. Não te preocupes! Não turbes vosso majestoso coração, Pois afinal de contas, és bravo, és forte e nada que proveio de ti, foi em vão. Hoje, na tua praça, amparaste dezenas de jovens intransigentes, Tua estátua, no Largo dos Amores, permanece lá, imponente. És testemunha cotidiana dos belos solstícios e de chuvas intermitentes, És patrono-mor daqueles apaixonados enamorados e dos mendigos inocentes. Espero que permaneças vivendo por mais e mais 100 anos, A Athenas Brasileira não é a mesma sem tua presença. Poetas e escritores continuam sedentos pelos teus ensinamentos, Ninguém se acostumou a viver sem tua singular sapiência. Viva a longeva existência do poeta anfitrião, Viva o centenário do mito chamado Gonçalves Dias. Viva os 400 anos da ilha de São Luís, Viva o glorioso Estado do Maranhão.

Saulo Daniel dos Anjos Leite605 Entre palmeiras, o Sabiá. Na terra brasilis cercada de flores, Em meio aos verdores da altiva nação, Avistam-se palmeiras aos seus arredores, Lembrando as matas da sua canção. 604 Saulo Barreto Lima Fernandes - São Luís/MA – Brasil - (17/05/1983). O autor já colaborou com vários jornais locais e trabalhou em diversas edições da Feira do Livro de São Luís. Na vida literária alcançou o 1º, 2º e 3º lugares mais Menção Honrosa em diversos Concursos Literários pelo país, sendo publicado em diversas coletâneas. Email: sauloblf@gmail.com 605 Saulo Daniel dos Anjos Leite - São José do Egito-PE – Brasil - 30/04/1987. São José do Egito-PE, é conhecida como a terra da poesia. Atualmente mora na cidade de Caruaru-PE, terra conhecida pelos famosos festejos juninos. É servidor público federal e Bacharel em Direito. Escreve poesias no blog http://derepentepoesias. blogspot.com.br/.

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No meio das tabas de insondáveis mistérios, Mil homens se erguem, escutam de pé, Mil vozes cultuam prelúdios de glórias, Mil cantos guerreiros do velho pajé. No centro das tabas de antigos terreiros Gorjeiam altaneiros os seus sabiás, E os sábios guerreiros da tribo feroz, Ruflando os tambores, Escutam-lhe a voz: “Eis-me aqui”- diz o poeta da tribo do norte, “Seus cantos, suas vozes me chamam da morte, Guerreiros ouvi: Fui homem de sorte que antes da morte As várzeas de flores e a palmeira tão nobre Da pátria eu vi”. Erguendo em festa a tribo se alegra, Ouvindo a voz do velho poeta, Que um dia cantou como as aves daqui.

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Para o exílio da morte partiu nosso Dias, O velho Timbira da tribo Tupi, Envolto nas águas calou O Valente, Restou sua voz na boca das gentes, E sua memória legou no porvir. Tupã, o seu Deus, em pé recebeu o Chefe Tupi, Rendeu-lhe homenagens e mandou que entoassem Em todas as partes sua canção feita aqui. Os povos e as gentes da remota nação, Ergueram seu lábaro e de ouro cunharam O mais alto brasão. E entre palmeiras, à noite, Com seu canto certeiro, Vem ao terreiro, o seu sabiá. Gorjeando bem alto, entoando bem forte, No meio dos bosques a canção varonil: “Os céus de estrelas, As várzeas de flores, São altos primores, Da terra Brasil”.


Sebastião Luiz Alves606 CHUVA DE SAUDADE “E o céu que cobre essa terra bendita é sereno e estrelado, e parece refletir nas suas cores fulgentes o sorriso benévolo e carinhoso de quando o Criador o suspendia nos ares como um rico diamante pendente do seu trono.” Antônio Gonçalves Dias O ritmo da chuva Face de noite sem luar Floresta desnuda Faz sonhar! Leva a espaços tropicais... Universos violados no silêncio Abarca no cais E volto a sonhar! Convivi com tantas culturas Que impressionam e apavoram Também Retrato de esperanças Sonhos que encantam. Lembranças de outrora Chuvas de saudade Solidão, canção romântica, Lágrimas sem fim. O ritmo da chuva Semblante de minha terra Exílio distante E o pensamento vive! Tempos mortos Vida que se esconde Desaparece na brisa do vento Que se apaga toda verdade. Rosto de decepção Reação em cadeia Tenta abrandar meu coração Sangue patriótico que corre minha veia! 606 Sebastião Luiz Alves - Curitibanos-SC, Brasil - 15/07/1957. Tenho 7 livros publicados: Revolução farroupilha, Guerra do Contestado, Heróis da Liberdade, Holocausto no Sertão e Revolta dos Excluídos que encontravamse no Domínio Público do MEC, os quais retirei em 2012. Outros: O Contexto do Contestado e Clovis José Menegatti Uma História no Tempo e 28 Blogs na rede. Além de possuir diversas poesias, crônicas e contos publicados em Antologias em português e espanhol.

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SELVA DE PEDRA “vossos Deuses, ó Piaga, conjura, Susta as iras do fero Anhangá. Manitôs já fugiram da Taba, Ó desgraça! ó ruína! ó Tupá!” Antônio Gonçalves Dias O ser humano, a raça humana, É uma fera irracional com sentimentos de pedra, Com emoções abstratas. Sente em seu coração obsesso, Coisas e atos que levam segundas intenções, Visam benefícios próprios, De olho nos degraus do poder!

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A ânsia possessiva em demonstrar a multidão cega, Preconceituosa pela cor da pele, Preconceituosa por possuir um pedaço de terra, Mascara! Machuca e fere As entranhas de seu orgulho. Infelizes Mortais! Nobres da Europa, Nobres da América, Flagelo de hipocrisia, Pois sinto em casa O cheiro da floresta E a inocência do Índio Tupi! Sentado à beira do caminho de meus pensamentos, Distante de minha terra, Floresce os sentimentos, Senti cheiro da selva, Água barrenta do Amazonas, Senhor dos Rios, beleza que encanta, Lembro-me dos cantos Piaga, Fúria de anhangá, Crença dos Índios Tupi! Sabe... Tentei imaginar, Procurei viver o divisível, Mas fiquei preso no vazio, Fiquei preso no que não sei! Não sei!... Não sabemos nada dessa vida. Tudo... Tudo, Porque temos de viver um pouco de nós, Um pouco de humanidade, Nessa selva de pedra!


Selmo Vasconcellos607 POESIA INDIANISTA Para Gonçalves Dias O grito do guerreiro é silencioso. A onça raivosa é silenciosa. O canto do sabiá é silencioso. Toda floresta é silenciosa. Só o homem branco que quebra o silêncio.

Sérgio Augusto de Munhoz Pitaki608 São Luís DE GONÇALVES DIAS São Luís do Maranhão, de França, Holanda e Portugal Luis IX, “São Luís”, Luis do século XVII Num repente a Holanda se fez mortal Com o primeiro saque, do muito que se repete Bravos índios que expulsaram a inicial Nazaré Resistiram aos portugueses com a força nativa Na Capitania de João de Barros, com luta e fé mantiveram sua terra com valentia definitiva   Nossas vidas, por seus filhos povoadas Aluízio de Azevedo, Ferreira Gullar e Gonçalves Dias com as raças estampadas   Enfim, o patrimônio da Humanidade, São Luís Nos recebe em cerimônia, entre palmeiras, O gorjeio do sabiá e o melhor amor que há!   GONÇALVES DIAS – UM ACRÓSTICO Antes de mais nada diga-se de passagem Novos poetas não aparecem como esse Todos os versos nos ensinam sempre Os maiores valores da nossa terra Navios vão e vem, a terra fica Índios fizeram parte das estrofes Ovacionadas pelo Brasil inteiro. 607 Selmo Vasconcellos - Bangu, Rio de Janeiro, RJ – Brasil - 6 de outubro de 1951 –reside em Porto Velho, RO, desde 1982. Administrador, editor de cultura, divulgador cultural e escritor (poesias, contos e crônicas). Editou a página literária impressa e semanal LÍTERO CULTURAL / jornal Alto Madeira, Porto Velho, RO,  no período de 15 de agosto de 1991 a 5 de julho de 2012 (1115 páginas). *Site: www.selmovasconcellos.com.br 608 Sérgio Augusto de Munhoz Pitaki – Curitiba – PR – Brasil - 19 de março de 1956. Médico Radiologista. Presidente Nacional da Sociedade Brasileira de Médicos Escritores (2013/14) e da Regional do Paraná. Publicou os livros: - ÁGORA (poesias, 2003), AURORA (poesias,2008), ALERE (poesias, 2013). Acadêmico Titular da cadeira 21 da Academia Brasileira de Médicos Escritores. Acadêmico Titular da Academia Brasileira de Medalhística Militar. Membro Titular do Centro de Letras do Paraná e da Oficina Permanente da Poesia da Biblioteca Pública do Paraná. e-mail: sergiopitaki@gmail.com

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Gigantes através do Atlântico foram a Lisboa Outros voltaram com o coração cheio de amor Navegaram ida e volta mas declararam Com todas as vozes, Amaram e através das letras Legaram-nos memórias Verdades que jamais poderemos Esquecer. Sempre há de lembrar-mo-nos do passado. Devotaremo-nos com nossas forças Inda que contrariedades nos obriguem, pois “Aves que aqui gorjeiam não gorjeiam como lá” Salve o Sabiá que aqui gorjeia muito mais que lá.

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mar zônia Oh! quem foi das entranhas das águas, O marinho arcabouço arrancar? Nossas terras demanda, fareja... Esse monstro... – o que vem cá buscar? ( in O Canto do Piaga, Gonçalves Dias) as águas claras do rio branco se embrenham às escuras do rio negro depois de muitos afluentes das margens observam tukanos caiapós, yanomamis, saterés o tempo nunca passou do alvorecer à chegada da lua luz imensa refletida em todos os igarapés até que o irmão homem-urbano de matizes e falas diversas em barcos grandes aportou no mar zônia e por todos os lados receberam remos ponteiros a ditar novas escalas de horas silenciaram-se referências culturais ao som de motosserras estrangeiras ou não 609 Sérgio Gerônimo Alves Delgado – Rio de janeiro – Brasil - poeta carioca, cronista e ensaísta. Editor-chefe da OFICINA Editores. Publicou em poesia: “Profanas & Afins”; “Outras Profanas”; “Enfim afins”; “Coxas de Cetim’’; “Gemini”; “PANínsula”; “BelaBun”; “Código de Barras”; “Conversa proibida”; “Urbanosemcausa”; Fundador da APPERJ, atual Presidente, membro do PEN Clube do Brasil, da UBE/RJ. Tem poemas publicados e vertidos em inglês, espanhol, francês, italiano, russo. Coordena o evento poético no Rio de Janeiro: “Te Encontro na APPERJ” e o Festival de Poesia Falada do Rio de Janeiro. Participante ativo do circuito de poesia contemporânea.


modificaram crenças em atitudes salvadoras mapas redesenhados em nações povos gentios doenças multiplicaram-se em intimidades intimidadoras clareiras abertas gritam aos céus a poesia em desmatamento desmandos sociopolíticos aos povos da floresta resistir às investidas indígenas versus homens de branco versus homens de preto versus homens indígenas urbanos metropolitanos este jogo é arbitrário conivência sustentável aldeia global coexistência inda que tardia

Sergio Ryan Abreu Silva610Cantou sua terra A cor da sua pele, quem diria. Ia além do sangue. Guerreiro simples e sábio um poeta se ia! O mundo teve um poeta de raça. Raça que conquistou ate seu nome em praça. Cantou sua terra com suas palmeiras. A Deus fez até pedido! Deus o ouviu e lhe deu um dia. Permitiu ainda em vida voltar. A tão estimada cidade de Caxias!

Sergio Santos611 CANÇÃO PARA GONÇALVES O poeta desta terra, Que cantou o sabiá, Que também cantou as palmeiras Deixou um eterno cantar. 610 Sergio Ryan Abreu Silva – São Luís – MA – Brasil 13/04/2002; Motivo da Participação: Pelo prazer de escrever em homenagem a este poeta maranhense que cantou sua terra! Cursando: 5º Ano – Turma: C – Profª Shirle Maklene EPFA 611 Sergio Santos - Belo Horizonte-MG – Brasil - 1980. Mora em Rio Branco-AC desde 1989. É graduado e mestre em Letras, pela UFAC, onde é professor de Língua Portuguesa. É autor de O REGRESO, romance lançado em 2011, além de vários textos publicados em coletâneas de concursos literários.

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Viveu em tempos românticos. Enfrentou a solidão, Morreu no mar desta vida, Sem retornar ao seu chão. Fez cantar todo o Brasil Em belezas de rimar A terra que tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Foi poeta de amores, Vividos aqui e acolá. No Brasil, pais que amou, E na terra de Além Mar, Onde não tinham palmeiras, Que cantasse o Sabiá. Permita-me, Deus, que eu cante Os primores que tem cá, Como cantar o poeta Que me ensinou a cantar E que deu vida às palmeiras, Onde canta o Sabiá. 692

POEMA PARA GONÇALVES DIAS Minha terra tem poetas Que cantam os sabiás; E as aves que aqui gorjeiam, Só gorjeiam se rimar No poema do poeta Que o Brasil fez encantar, Cantando também as palmeiras Onde canta o sabiá. Minha terra tinha um poeta Que criou o sabiá, Que deu a todas as aves O mais belo gorjear, Que plantou todas as palmeiras Para cantar o sabiá. Gonçalves Dias era seu nome – Eterno é o seu cantar. PÁSSARO POUSADO Numa palmeira frondosa Daquelas mais belas que há, Não canta mais, fica triste O mais belo sabiá. Foi-se quem tanto o amou


Para nunca mais voltar. Na verdade, ele nem voltou Por que Deus o quis no mar, Que é o lugar mais perfeito Para o poeta morar. E por mais fundo que seja As profundezas de lá, Ele ouve o canto triste Do mudo e órfão sabiá.

Sidclei Nagasawa Costa612 DIAS DE GONÇALVES Dias que se foram Dias felizes de salves Dias de árvores que gorjeavam Dias de Gonçalves.

Sidiney Breguêdo613 A AMADA PÁTRIA DE TRÊS CORES Ergo a taça, Em respeito. Numa plataforma onde nasce a aurora Pássaros de mil cores gorjeiam Música e flores quebram em antese, Alaúde ao bom poeta Que junto aos índios brasileiros Fez festa. Rastro de água cristalina O navio Ville de Boulogne singla o mar, Dentro dele o poeta escreve cartas etnográficas. Faz nascer um povo Esquecido pelas descobertas. Ticunas, guarani, caiagangue, Riqueza natural a corre nas veias do país, Como próprio sangue. Gonçalves dias chegou à cidade, Embalou jovens 612 Sidclei Nagasawa Costa - Registro-SP – Brasil - 11 de dezembro de 1974. Atualmente mora em Cascavel onde trabalha como professor de língua portuguesa. Apaixonado pelas letras, foi o ganhador do Concurso Cataratas de Literatura – categoria poesia – em 2012, com o poema “Capitu sou eu?”. Também foi um dos vencedores do Concurso Literário de Presidente Prudente 2012, com o conto “12 de outubro”, publicado na Antologia CLIPP. 613 Sidiney Breguêdo - Monte Azul-MG - Brasil - 22 de janeiro de 1972. nasceu em Monte Azul-MG e mudou-se para Brasília, ainda criança. Apaixonado por arte, literatura e todo tipo de conhecimento é poeta engajado no movimento cultural do país. Seu primeiro livro foi O jacaré pensador, onde reuniu dezessete anos de sua poesia. Mas o autor escreve romances, contos, crônicas e quadrinhos, deste último sendo autor de O padre e o anjo, tira de humor

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Nos áureos dias de tenra idade Quando horas cívicas tornavam aprazível o Brasil. Soldado perfeito, uniforme e bandeira, Mão esquerda Como lastro do próprio peito. Foi poeta, não duvide, e foi herói A correr com índios até a praia, Praia grande, praia doce, praia do arpoador. Gonçalves negro, Gonçalves branco, Vermelho feito coração rabiscado por criança, Gonçalves dias do amor. Ergo a taça Em respeito As águas não apagaram O que é direito.

Silvana Maria Moreli614

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CANÇÃO DO EXÍLIO615 Se eu pudesse cantar o meu país e, Se para isso Deus tivesse me provido do dom da poesia, Da música, da voz... Com certeza eu entoaria uma melodia Que enaltecesse suas belezas naturais, Sua fauna, sua flora, sua gente, suas diferenças culturais. Cantaria o clima tropical, as matas, as florestas, As praias, as montanhas, o turismo; A beleza da mulher brasileira, seu exotismo; O povo que improvisa, o folclore e as festas; A maneira peculiar de se falar a mesma língua De forma tão diferente... Ah! O sotaque dessa minha gente! Cantaria o índio - povo valente, povo guerreiro; Cantaria o negro, o branco, O amarelo, o mulato... Cantaria a mistura de raças que deu origem Ao que hoje chamamos “bravo povo brasileiro”! 614 Silvana Maria Moreli - Pitangueiras – SP – Brasil - 18 de agosto de 1965. Atualmente reside e trabalha em Bebedouro-SP. Com Pós –Graduação (Lato-Sensu) em nível de Especialização em Língua Portuguesa (UNICAMP/ Redefor) e em Gestão Escolar (Faculdade São Luís - Jaboticabal); com graduação em Administração de Empresas pelo Instituto Municipal de Ensino Superior de Bebedouro IMESB (1996) e graduação em Letras – Unifafibe (Bebedouro-SP). Atualmente atua como Professora de Educação Básica II-efetiva do Governo do Estado de São Paulo. Esse poema faz parte de um projeto desenvolvido na EE Domingos Paro – disponível em http://www. silmoreli.blogspot.com.br/2009/09/cancao-do-exilio.html 615 Silvana Maria Moreli. Neste bimestre trabahei um Projeto muito interessante com os meus alunos das 7ª séries: “Paródias, Paráfrases, Intertextualidade e afins: (re)visitando a “Canção do Exílio - de Gonçalves Dias aos nossos dias”. http://silmoreli.blogspot.com.br/2009/09/cancao-do-exilio.html, Poesia compilada por Leopoldo Gil Dulcio Vaz – Curitiba – PR – Brasil – 1952; Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Universidade Estadual do Maranhão


Cantaria o que é bem nosso - “paixão nacional”: - Futebol e Carnaval! Cantaria os ídolos que dão “Olé”: - Nosso inigualável Pelé! Cantaria a música que cruza fronteiras e é um poema: - Nossa “Garota de Ipanema”! E aquele alguém que já ‘partiu’ e deixou uma lembrança tão amena: - Nosso inesquecível “Airton Sena”. E a música ainda, há tanto para cantar: - Vinicius, Caetano, Gal, Betania e Gil... Como é “grande” esse meu Brasil! É claro que tem defeitos, esse meu amado país, Mas quem não os tem Problemas? São infinitos, não se podem enumerar: Político, econômico e social (melhor não citar)! Mas também tem a garra e a esperança, (a fé e o sorriso da criança) Desse povo que luta todo dia e não esmorece. Povo otimista, que trabalha e não entristece. A espera de um dia melhor que está por vir. E virá, se Deus assim o permitir! A cabeça fervilha, há muito ainda por cantar (o Brasil é tão rico!), As idéias vão brotando e a memória insiste em lembrar Que ainda há muito por cantar... Oh! Meu Deus por que não tenho o dom da música? Por que é tão difícil sintetizar um sentimento? Eu sei que agora Deus escuta meu lamento, E talvez, por certo, esteja me incluindo em algum plano E me presenteie no futuro - (já que não é nato), com aquilo que almejo: talento!

Simone Pinheiro616 QUERIDO POETA Meu Poeta Maranhense, guardo ti em meu peito amado   com muito zelo, seus versos gloriosos.    É um forte guerreiro como um sabiá  a cantar em nossa terra maranhense,  um sonhador que escreve poesias a tocar   os corações do nosso povo maranhense. 

616 SIMONE PEREIRA PINHEIRO. - São Luís – MA – Brasil.  Graduanda no 6º período em Letras/Portuguesa na Faculdade Atenas Maranhense- FAMA. Pós graduanda no 1º período em Libras na Faculdade Santa Fe. Surda. 

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Poeta!Sonhador!Sol fulgurante nos nossos corações. Poeta!Seus versos jamais serão esquecidos!  Seus versos serão sempre lembrados em cada boca  saído pelos poetas e povos  maranhenses.  Ao recitar suas maravilhosas poesias  enriquecido pela nossa Literatura Maranhense,  e lembrando o quão poeta foi no passado ainda hoje  e ainda hoje você é um poeta guerreiro. 

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CANÇÃO DO EXÍLIO Minha terra tem poesias,  Onde recita os mais lindos  Versos do nosso poeta Maranhense!  As poesias, aqui recitadas  Não são esquecidas.    Nossos versos tem mais emoções  Nossas palavras tem mais encantos  Nossas recitações tem mais alegrias  Nossas poesias mais valores.    Em cismar, sozinho, à noite,  Mais prazer encontro nas suas poesias  Minha terra tem poesias,  Onde recita os mais lindos  Versos do nosso poeta Maranhense!  Minha terra tem poetas,  Que recitam suas poesias, Oh Gonçalves Dias!;  Em cismar, sozinho, à noite,  Mais prazer encontro nas suas poesias  Minha terra tem poesias,  Onde recita os mais lindos  Versos do nosso poeta Maranhense!    Não permita Deus que eu esqueça,  Jamais do meu poeta amado;  Sem que desfrute os versos desse guerreiro amado  Que tanto amo;  Quero sempre encantar com os versos  e levar ao povo maranhense  A sua poesia recitada.  POETA GUERREIRO Nasceste no lugar humilde  Filho de um português e de uma mestiça  Onde viveram na nossa terra maranhense. 


Gonçalves, lutador pela sua pátria amada És um poeta amado, um poeta brasileiro  E um poeta maranhense.    Tu cantas seus versos dos mais vivazes de coração e alma  Onde encantam as almas maranhenses  Sentindo o sabor das suas palavras encantadas.    Poeta, poeta, meu amado poeta  Tu jamais serás esquecido com os seus versos em nossos corações  Viva Gonçalves Dias!  POETA DAS MARAVILHAS Um guerreiro do Sol, maranhense, forte, inabalável,  assim é o nosso Gonçalves Dias  um homem de forte inspiração.    Um poeta de grande destaque,   um celebre ao povo maranhense   e ao povo brasileiro    Veja meu povo! Quão grande é ele  quão grande foi um sonhador...  Vamos meu povo inspirar as suas poesias...    Suas poesias inabaláveis em nossos corações  no qual seus versos eram seus sonhos  e que nos fez sonhar também!    SONHADOR INSPIRADOR DE POESIAS Um sonhador que subia no mais alto sonho Um sonhador arrebatador de corpo e alma  Um sonhador que encanta qualquer um com  Com suas belas poesias recitadas.  Assim é o Poeta!  O nosso Gonçalves Dias!  O poeta do povo maranhense!   Um sonhador que inspira sentimentos sublimes  Ao escrever em cada folha de papel,  As suas palavras voam ao ar,  Voam aos sentimentos,  Voam aos corações de quem as suas belas poesias.  Assim é o Poeta!  O nosso Gonçalves Dias!  O poeta do povo maranhense!  Gonçalves Dias, meu grande, real e inspirador poeta   Você me conquista com suas pequenas poesias suaves  Um poeta inspirador em palavras poetizadas.  Viva !Viva Gonçalves Dias! 

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Sinésio Lustosa Cabral Sobrinho – Sinésio Cabral 617 O SAUDOSO GONÇALVES DIAS, NA ATENAS BRASILEIRA São Luís é mesmo: a Atenas brasileira. Gonçalves Dias tem nome, na História. Festejado Poeta e, de alma altaneira, que Deus o tenha no Reino da Glória. Nossa vida: se é mesmo passageira, neste mundo, com efeito, transitória, o Poeta vai, mas deixa alvissareiro o que fez: de inesquecível memória. Poesia não se faz. Bem que acontece. Não deixa de ser poema: o que ele faz, ao lusco-fusco e, então: à Hora da Prece. Bem que, ao, Por do sol, leitor, tudo esmaece. A luz do dia, aos poucos, se desfaz, enquanto a Tarde cai e a Noite desce.

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ATENAS BRASILEIRA618 São Luís do Maranhão, sempre a Atenas Brasileira, teus filhos ilustres são, dentro e fora da fronteira. Quer na praia ou sertão, na cidade ou na ribeira, os maranhenses estão como jóia de primeira. Sarney, Eugênio de Freitas, Dilercy Adler, também, e por tantos outros feitas tamanhas promoções em letras e artes perfeitas que a engrandecem muito bem.

617 Sinésio Cabral - Sinésio Lustosa Cabral Sobrinho - Várzea Alegre – CE – Brasil - 22 de maio de 1915, Filho de Genésio Lustosa Cabral (Magistrado) e de Líbia Lustosa Cabral (Professora Pública). Em tenra idade (em companhia dos Pais), a infância, em Taperoá-PB. Há vários anos, reside em Fortaleza-CE. Procurador de Justiça (aposentado). Casado com Maria Diva Ximenes Cabral. O doce Lar: enriquecido com filhos, netos e bisnetos. Escritor, Professor, Poeta, Jornalista. Editor do Mensageiro da Poesia, de grande projeção. Tem livros publicados, em prosa e verso. Com 96 anos de idade, graças a Deus: lúcido, com sol no seu entardecer, a descer a Montanha da Vida, bem humorado, como se, ainda estivesse: na subida. Faleceu no dia 10 de maio de 2012 (após mandar sua poesia...) 618 In: LATINIDADE – III Coletânea Poética da Sociedade de Cultura latina do Estado do Maranhão, pp.77, 2002.


Homenagem Póstuma de Dilercy Adler619 A Sinésio Cabral e Gonçalves Dias    “Mensageiro da Poesia” Sinésio Cabral levando ligeiro rimas e rimas de lágrimas  de amor de dor de alegria  de louvor à vida...  ....e em seus últimos dias uma bela homenagem ao eterno e amado poeta Antônio Gonçalves Dias.    Sinésio e Antônio Cabral e Dias  envoltos nos véus de amor devotado aos humanos todos os humanos  de todas as raças de todos os gêneros de todos os credos revestidos ou não de doce/ingênua magia...  Sinésio e Antônio Cabral e Dias Deixaram em seus rastros Indubitavelmente   imensurável amor  traduzido em morte sangue suor e amor e profícua...  muito profícua poesia! Dilercy Adler, Em 13/06/2012

619 Nota: Sinésio Cabral era o Editor do “Mensageiro da Poesia”.

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Solange de Aragão620 Minha terra tem palmeiras Gonçalves Dias, poeta, cantou em sua poesia toda beleza que havia nas paisagens brasileiras. Lembrou dos campos, das flores, do céu azul que existia de toda poesia que havia em sua terra de palmeiras. Descreveu os lugares mais lindos que há muito tempo não via Mas que tão bem conhecia na saudade dos tempos de exílio. Pois viveu na terra das palmeiras e viu, de tantas maneiras, tudo de lindo que essa terra dá. Uma terra de palmeiras tão soberanas, nessas paisagens tão brasileiras, onde cantava e ainda canta o sabiá.

Sonia Nogueira621 700

Gonçalves Dias O estado Maranhão te viu nascer, Na mestiçagem ergueste tua voz, Em cada pedacinho do teu vencer, A palavra gritava qual albatroz. Voo pelos mares até Coimbra, Levando saudades nos teus pensares, Na “Canção do Exílio” toda timbra, Que amordaçava teus belos sonhares. Que hora gigante da poesia, As mãos rabiscavam na solidão, Os ventos rugiam pela maestria, Até o sabiá na palmeira trinava, Compartilhando da cara emoção. O regresso pedia, e Deus atinava. 620 Solange de Aragão - Belo Horizonte -MG - Brasil - 17/06/1973. Arquiteta, urbanista, mestre e doutora pela Universidade de São Paulo, com pós-doutorado em História pela FFLH-USP e pós-doutorado em arquitetura pela FAU-USP. Autora de Ensaio sobre o jardim, Ensaio sobre a casa brasileira do século XIX, Saudades de BH e No interior do quarteirão – um estudo sobre as vilas da cidade de São Paulo. 621 Sonia Nogueira - Giqui, Jaguaruna-CE – Brasil - 11 de fevereiro, Educadora, Graduada em História, Estudos Sociais, pós-graduação Planejamento Educacional, Língua Portuguesa e Literatura - Membro da Academia Feminina de Letras do Ceará, Academia de Letras dos Municípios do Estado de Ceará, Academia Cearense de Belas Artes, Associação Cearense de Escritores, Poetas Del mundo, http://www.sonianogueira.prosaeverso. net/


Seu Grande Amor O olhar se debruçou na mulher musa, Ana Amélia, de amor e inspiração, Trouxe igual mordaça e teor recusa, A tristeza esmagou seu coração. Rio de Janeiro o reduto desolado, Olímpia da Costa, outro amor viveu, Mas o coração escravo arrebatado, Guardou dentro do peito, não morreu. E veio o reencontro, anos isolados, Na lembrança do tempo conservou, O poema brotou aos olhos alados, Quase imitando Julieta e Romeu, Não lutou em nome do seu amor Poetou: Ainda uma vez — adeus!’, Gonçalves Dias Quero dos teus versos toda beleza, Das palavras a melodia de amor, Dos sonhos a poesia que professa, A saudade que o tempo não matou. Jovem inda partiu no isolamento, Destino naufragado de um navio, A sina abraçou, mudo lamento, Enfrentou, porém o rude desafio, De registrar palavra com fulgor, Com o poeta Alencar do Ceará, A natureza apontava esplendor, Vivendo co’a emoção do romantismo, Bebiam juntos, fonte e emoção, Nos versos que entoavam lirismo. Oferta Oferto a ti, Gonçalves poeta, Meu melhor elogio, meu saudar, Pelos anos aqui, pela coleta, Da palavra lírica em teu poetar. Os anos te correram apressados. Nem o cabelo grisalho alcançou, O frio não congelou teus achados, Mas imensa glória ti projetou,

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Nas páginas da academia a palavra, Sendo imortal teu nome nunca apaga, A senha registrada que se propaga. Mil sonetos a ti registram agora, Tua lembrança viva que se aflora, Num cabedal de imensa e rara lavra.

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Apelo do Exílio Tua terra tem palmeiras, Cantará sempre o sabiá, E gorjeiam melhor que lá, Aqui do lado de cá. Estrelas daqui são belas, As flores enfeitam o lugar, A vida, nos bosques, singelas, Os amores aqui de encantar. Na noite, sozinho, a imaginar, Vias mais prazer aqui no lugar, Com tantas belas palmeiras, E o sabiá a cantar. Tua terra tem palmeiras, Lá nunca hás de encontrar Nas noites cismavas a só, O prazer aqui do lado de cá, Com todas as palmeiras, E o sabiá a cantar. Morrer jamais, Deus permita, Rogavas pra aqui voltar, E não perder os primores, Que lá não vais encontrar, Vê-las, todas as palmeiras, Onde canta o sabiá.

Sophia Braga622 Dias menino Penso no poeta pequeno Descalço, correndo por entre o pomar Na cozinha, a mãe preparando o almoço O lanche da tarde O jantar Vejo o menino brincando Pedaços de galhos o chão a riscar 622 Sophia Braga - Lorena – SP – Brasil - 20 de agosto de 2005. Sophia é uma menina criativa. Gosta de ler e criar pequenos contos e poesias. Aos cinco anos, criou um pequeno conto chamado o Caminho das Borboletas. Sophia já possui várias historinhas num caderninho rosa e, em breve, com a ajuda de sua mãe, publicará todas elas num lindo livrinho ilustrado com seus desenhos.


Imaginando palavras formando versos no ar Assim foi Dias pequeno Brincalhão Moleque Menino Criança feliz Assim como eu Ouvindo o sabiá cantar

Stella Maris Taboro623 Tu alma y la mía En tu tierra se elevan las palmeras elegantes rasguñan el cielo en mi patria los gorriones cantan en todo este suelo. En el cielo manto oscuro brillan las estrellas para todos aunque quieras de algún modo apropiarte de todas ellas. Tus deseos y esperanzas son las mismas que las mias puede que tú las alcances y yo me quede en la mira El amor que vibra en vos es tambíén un rio eterno en mi corazón de argentina que late como tambor hasta vestirte con  serpentinas. EL cielo en tu mirada Tenías la mirada celeste , tan pura tan transparente . Dormida en el mar parecían tus ojos brisa de sales   y   cielos . Eran tan puros,  tus ojos celestes que al alba primera sin sol  se parecían . Tenían el brillo de la caprichosa luna , y la suavidad de todas las melodías . Tan tiernos y angelados ojos  y hoy solo  puedo encontrar  consuelo en el silencio,     y en las  lágrimas que interpretan un canto celeste   hacia el cielo. 623 Stella Maris Taboro - Ciudad de Rafaela, Provincia Santa Fe – Argentina. Soy MAESTRA NORMAL NACIONAL   y  PROFESORA DE HISTORIA. reside  en la Ciudad de San Jorge. Se desempeñó como docente durante 33 años.

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OJOS VERDES A esos ojos verdes del color de la esperanza que en tu poema en danza como el mar , tan parecidos. A esa esmeralda que Dios puso debajo de mis oscuras cejas el tiempo le da un tono algo distinto en mi rostro. A veces están gris claro otras celeste muy suave pero siempre hay estrellitas que adornan mi ojos claros. Cuando estos ojos claros miran en silencio a mi amado ellos se cubren de brillos porque mi alma asoma cantando

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Y se derrama el amor como luz del corazón en ese paisaje de prado verde donde sin palabras , me declaro. Otras veces es el cielo que bajó a mis pupilas y en su mar sereno y claro brillan cientos de estrellitas.

Suelen Cristina Liberato624 Exageradamente Gonçalves Dias Exageradamente amando, Exageradamente sofrendo, Por muitos amores e um encanto: O verde daqueles olhos ingênuos. Vagando em poesias, Declamando a minha vida, Canções para o meu povo, Canções para o meu amor.

624 Suelen Cristina Liberato - Teresópolis/RJ Brasil - 25/06/1997. Poetaluna do 9.º Ano da E. M. Alcino Francisco da Silva, em Teresópolis/RJ. Apaixonada pela arte escrita, Suelen se dedica à leitura e ao aprimoramento de seu estilo, extremamente marcante e próprio. Criou, em 2012, o blog “A raiz do coração”, onde posta poemas e prosas poéticas de sua autoria. Professor orientador: Carlos Brunno S. Barbosa


Exageradamente querendo, Exageradamente perdido, Entre casos de amor e lendas indígenas, Entre dor e alegria. Vivendo pelo meu país, Vivendo pelo meu amor, Sofrendo pelo meu país, Sofrendo pelo meu amor. E você em mim Sou eu sem você, É o meu verde, São o meu sangue, Os povos indígenas Sou eu Gonçalves Dias, A eternidade é a minha vida. Ainda – mais que uma vez – adeus A saudade quer roubar o que o tempo não consegue apagar: lembranças singelas de um amor eterno e proibido. Nos meus sonhos, pude te encontrar. Nos meus sonhos, pude te amar, numa noite mais que estrelada, numa noite adocicada. Mas tu soltas a minha mão, mas o teu sorriso se fecha, mas os teus belos olhos se enchem d’água... Seriam lágrimas de arrependimento? Seriam lágrimas de dor? Seriam lágrimas de amor? - Não, meu amor – tu dizes em silêncio – são lágrimas de adeus!

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Susy Morales Coz625 Antônio Gonçalves Dias Las estrellas, los bosques y las flores Entre los caminos solos Una brillante voz se impera En la suavidad de sus versos. Antônio Gonçalves Dias Cada página de la historia Desciende un rayo Desde su mágico mundo Y está vivo. Antônio Gonçalves Dias Cada estrofa de su cantico Camina en su bosque Despierto Y vive En el tiempo.

Talles Cardoso Machado626 706

Elegia para Gonçalves Dias Querido Gonçalves Dias, como isso pôde acontecer? Tanto pediu pra Deus pra não morrer... Acho que Ele não ouviu, pois o que você temia aconteceu: numa viagem de trabalho, Gonçalves Dias morreu... Espero que nunca o esqueçam, pois você mudou minha vida. Com muita emoção eu digo: Adeus, Gonçalves Dias!...

625 Susy Morales Coz - Lima – Perú – 03/05/1980. Estudió Producción de TV y Radio en el Instituto INICTEL y también estudió inglés avanzado. Susy es licenciada en Turismo y Hotelería de la Universidad Inca Garcilaso de la Vega de Lima. Susy Morales ha escrito y publicado 8 libros de poesía y cuentos: Versos Cautivos, Cuentos de Hoy, Día de Luna, Secreto de la Isla, Diarios Revelados, La Abejita Cindy, el libro en inglés Feeling the Sky y Día de Luna (2ª Ed.). Algunos de sus poemas han sido traducidos al portugués y al chino. e-mail: fricsy19@hotmail. com; susymorales1@gmail.com 626 Talles Cardoso Machado - Teresópolis/RJ Brasil - 24/11/1996. poetaluno do 9.º Ano da E. M. Alcino Francisco da Silva, em Teresópolis/RJ. Dedicado aos estudos e grande xadrezista, agora dedica-se também à composição de poesias de sua própria autoria. Professor orientador: Carlos Brunno S. Barbosa


Tatiana Alves627 O Gonçalves dos meus dias O primeiro poema que li foi a Canção do Exílio: Entre bosques, flores e amores, Aprendi a escandir versos. Embalei-me na saudade Do poeta que definhava de nostalgia em terra estrangeira. Depois, em meio a tambores e atabaques, Ouvi a triste história Do índio acusado de covardia. Herói que era, engoliu a ofensa Para provar que morrer como guerreiro Era mais honroso do que viver errante. Não permita Deus que eu morra Sem chegar a perceber Que o grande amor à Pátria sempre escorre pelos versos do poeta E atinge a alma de quem lê. Gratidão Meu canto tão grato Leitores, ouvi: Eu li o retrato Que descrevo aqui. Retrato tão belo Da pátria gentil. Em verde-amarelo, Sob o céu de anil. De índios e flores Traçou um painel. De tons multicores Pintou o papel. Das selvas e matas Do imenso Brasil Surgiam, exatas, Redondilhas mil. Do I-Juca Pirama À Canção do Exílio, A voz de quem clama À Pátria: um filho. 627 Tatiana Alves - Rio de Janeiro - Brasil - 16/09/1966. Participou de diversos concursos literários, tendo obtido vários prêmios. Possui sete livros publicados. É Doutora em Letras e leciona Língua Portuguesa e Literatura no CEFET / RJ.

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É este o canto Que trouxe alegrias. Na voz, o encanto de Gonçalves Dias.

Tatiane Paulo de Oliveira628 A morte do amor, a morte de Gonçalves Dias Gonçalves Dias morreu e o amor foi esquecido... Pra qualquer lugar que eu olho, só há lembranças perdidas... O sabiá canta, Mas não do jeito que cantara com Gonçalves Dias... Tinha mais sentimento, tinha mais vida...

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As estrelas que ali brilhavam trazem um brilho sem graça sem ele aqui... O que fazer agora que só lembranças restaram na poesia da memória?

Taysa Leite Lima629 GRANDE POETA Gonçalves Dias tinha alegria E muita harmonia Vivia em paz e união, Seu dever era com a poesia Ele escrevia noite e dia. Ele tinha amor por sua cidade Nela tinha sua felicidade Pois Deus lhe chamou e Deixou só saudades. Mas suas poesias Continuam a viver. Para a todos lembrar E nunca esquecer. 628 Tatiane Paulo de Oliveira - Teresópolis/RJ Brasil - 13/07/1997. Tatiane Paulo de Oliveira é poetaluna do 9.º Ano da E. M. Alcino Francisco da Silva, em Teresópolis/RJ, e, desde as primeiras aulas, demonstrou interesse pela arte poética. Sempre sorridente e sonhadora, ela acredita no poder do amor e em sua força lírica. Professor orientador: Carlos Brunno S. Barbosa 629 Taysa Leite Lima - Escola Paroquial Frei Alberto


Teresa Cristina Cerqueira de Sousa630 Sempre nossa canção A Gonçalves Dias. Nas horas que vêm chegando do dia, Sobre o sol de minha terra (benção!), Que se inunda de divina afeição, Ai, que bom te saudar em alegria! Alma de sabiá, som do Brasil! Tu és o poeta de nossa gente Em teu nome puseram – certamente – Tudo o que é de luz e varonil! Eu queria falar - como quem reza – De tua poesia, da beleza De teus versos _ Sempre nossa canção! Ah! gritam pelas ruas... somos nós... Que em pensamentos... a uma  só voz... Fazemos, como tu, nossa nação.  Palavras Felizes de Saudade A Gonçalves Dias. Escrevo para ti com emoção. Como se eu estivesse num jardim, Que se abre (pim-pum) numa canção. Ah! que instante de alegria - assim.  Aqui tenho momentos de prazer, E puros - hoje e pela eternidade. São de ritmos, de luzes em meu ser, Vindos destas palavras de saudade.  Escrevo com meu espírito em versos: A imaginar pensamentos diversos, Pois dizem que Gonçalves não morreu.  Então, ergo os olhos em oração, A ver o que fala em meu coração _ Em que tua poesia está no meu!

630 Teresa Cristina Cerqueira de Sousa - Piracururca – PI – Brasil. 14/11/1961, filha de João Batista de Sousa e de Inocência Maria Cerqueira Sousa, divorciada, mãe de 4 filhos. É formada em Letras – Português pela Universidade Estadual do Piauí e com Pós-Graduação em Gestão Escolar. Tem participação em mais de 100 antologias entre poesias, contos e crônicas na CBJE (Câmera Brasileira de Jovens Escritores). Possui site: http://www. recantodasletras.com.br/autores/flordecaju.

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Teresinka Pereira 631 GONÇALVES DIAS Febril amor pela natureza, pelos animais, amor da pátria, uma visão que sobreviveu ao naufrágio, justo quando olhava a costa do Maranhão. Amor de toda a existência, essencial, sagrado, convertido em uma lírica nova para a literatura nacional. Gonçalves Dias, sua paixão ainda inspira sonhos de regresso a todos os exilados de todos os tempos, mesmo os que nunca ouviram o sabiá cantar,* mesmo os que não puderam ver as estrelas do céu brasileiro. Obrigada pela doce herança romântica das suas saudosas canções. 710

*Minha terra tem palmeiras Onde canta o sabiá As aves que aqui gorjeiam Não gorjeiam como lá. Gonçalves Dias

Terezinha Erna Brandenburger632 O poeta dos poetas Quem dera eu tivesse Um só instante de inspiração Que este imortal poeta teve Na obra-prima de sua criação.

631 Teresinka Pereira - Brasil. Poeta e tradutora, Teresinka Pereira divulga a poesia brasileira entre os povos de todos os continentes,  por onde sempre viaja, em busca de  novas experiências de vida e de arte poética. Presidente da Associação Internacional de Escritores e Artistas. Membro da Academia Norte-Americana da Língua Espanhola, correspondente da Real Academia Espanhola (1989). Indicada candidata ao Prêmio Nobel em 2005, pelo International Poetry Translation and Research Center.  E-mail:tpereira@buckeye-express.com 632 Terezinha Erna Brandenburger - Novo Hamburgo, RS – Brasil - 27/6/1942. Estudou na Escola Santa Catarina, onde se formou professora. Cursou Letras na UNISINOS, não tendo concluído o curso. Nos anos 1990, escreveu crônicas para o Jornal NH. É membro da Academia Literária do Vale do Rio dos Sinos – ALVALES. Participa das coletâneas: Reflexões Poéticas, Poetas Pela Paz e Justiça Social, Tendências Literárias 2009, ALAVAES em Múrmúrios e Mulher: Feminino, singular.


Sua “Canção Do Exílio, Já na infância decorei E este poema tão lindo Para sempre na lembrança terei. Longe da terra amada, Quando a saudade bate forte, Meu pensamento voa, voa, Para os versos tão só dele. Seus versos tão leves, Tão vivos ainda estão. Quem dera pudesse Gravá-los em minha mão! Enquanto eu viver e me deparar Com palmeiras ondulando ao vento, Várzeas floridas a perder de vista, Um céu pontilhado de estrelas, Bosques repletos de vida E sabiás cantarolando ao amanhecer, Dele sempre hei de lembrar!

Terezinha Oliveira633 HOMENAGEM A GONSALVES DIAS. Terra de meus sonhos não mais vai existir Com saudades recordar o passado feliz Na esperança sem malícia de criança Marcar minha existência um dia a sorrir. Mamãe com carinho amor e atenção Pelo bosque com os irmãos brincava Quando criança ao entardecer rezava No teu berço feliz meiguice proteção. Terra magnitude do meu apreço Nas noites de estrelas prateada Matas floridas na primavera Saudades dos rios em que me banhava.

633 Terezinha Oliveira - Baiana. Brasil - Escritora, e com títulos de honra ao mérito. Embaixadora da Paz / Cercle Universel Des Ambassadeurs De La Paix Suisse / France. Lançou cinco obras solo. Com Participação Num dicionário na Bahia, com vários autores de todo Brasil. Participou do Vol. V. e V1, Alimento da Alma. Organizado pela Escritora Jane Rossi. Na Antologia Destaque na Poesia, com o Escritor e Colunista Raimundo Nonato. Em Melhores da Poesia Brasileira.Com Monica Rosemberg, e Jane Rossi. tere_aprigio@hotmail.com

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Thaís Matos Pinheiro634

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Ainda uma vez, amor Exilado foi Na eternidade Vive ainda Na terra da saudade Na terra das palmeiras Romantismo amante Se te amo, não sei Mas sei sim Amo-te até o fim Como eu te amo O silêncio, a luz, o aroma Poesia, graça, Talento, raça Ele é o amor Amou a vida inteira Amou Ana Amélia Amou o Brasil Amou o amor Escreveu o amor E nos deu de presente Presente de despedida O legado da partida Pra terra dos sabiás Ainda uma vez, adeus Mas não digo adeus Digo até breve Até quando cruzar-te Perdida de amores Pois és amor E amor é vida

Thaise Santos635 ETERNA MEMÓRIA No inverno nascia esta voz Mas precisamente em 10 de agosto de 1823 Mais uma essência se fez Na canção do exílio ficou a saudade

634 Thaís Matos Pinheiro - São Sebastião, SP – Brasil - 09/04/1993. Estuda jornalismo na USP e escreve nas horas vagas. Foi vencedora do na edição de 2012 Concurso de Poesias Nhô Bento com dois poemas – Não Sou e Aonde vais, Maria?. 635 Thaise Santos – Carapicuíba – SP – Brasil - 02/12/1993 – E-mail: Thaisesantos36@gmail.com. “ A poesia é a arte da alma, essência inegável e única”.


Nas palavras as suas verdades... Ainda uma vez- Adeus a Don’Ana Seu âmago em suas palavras clama A verdade, a essência que chama Poeta celebrante da pátria, romantismo, indianismo... A história Se faz eterno em sua alma Permanece na memória Sua vida versejada Pela água foi levada Mas eterno se fez pelas palavras a nós deixadas SENTIR SENTIMENTO SENTIDO Sentir sentimento sentido Do amor vivido perdido ansformado em verso Sua vida de idas e regressos Sua alma que se revela Na poesia sua vida se esmera Mostrando sentir o sentimento A visão própria o sentido Dias os 41 anos viveu Sofreu, versejou, escreveu... Sua alma nunca morreu... Ele vive, na poesia, no que escreveu Sentimos o sentimento nos sentidos... Ele vive para aquele que leu, seus sentimentos vividos. Dias e dias Mas mesmo assim não deixou de versejar Sua arte e poesia pelo infinito irão voar Nas palavras escritas... Nos livros... . A anos e anos vem caminhando Na poesia versejando Dias e dias se passam E as rimas se casam . História, uma vida Poucas alegrias e dores ritmadas Jamais serão perdidas . Ficarão na memória por Dias e dias

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O ETERNO POETA O Poeta com quarenta e um anos, tão jovem se foi E quase cento e ciquenta anos depois Sua essência ainda é citada Em sua poesia deixada O Ville de Boulogne levou o poeta Mas a vida deixou sua lembrança em poesia concreta O veleiro francês ao bater no baixio dos Atins Levou nosso poeta ao fim   Mas em poesia sua voz é eterna Nesta natureza sincera Do versejar   Sua alma por anos aqui vai estar Como já está Graças a sua poesia que podemos contemplar.

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POETA DO MAR Caro poeta sois o atleta do versejar Nas poesias veio o Brasil saudar Abordas também o amor E tuas intensidades, teu calor > A perda de tua Ana Amélia Tua inspiração, ainda uma vez quimera Adeus Abriu mão d’ela, de outro já era > Poeta indianista Poeta da pátria Poeta de vida > Poeta do mar Mesmo versejando sobre águas Veio o mar o levar.

Thiago Jefferson dos Santos Galdino636 O Voo da Eternidade Meu negro semblante Exprime saudades E omite as verdades Do céu estelar 636 Thiago Jefferson dos Santos Galdino - Mossoró – RN – Brasil - 06-09-1993. É Autor do livro “Suspeitas de um Mistério” pela Editora Multifoco; participou de projetos de incentivo a leitura, e colabora com jornais, revistas e blogs literários por todo o Brasil.


Saudoso dos cantos Dos bosques, da vida Do povo Timbira Do meu sabiá Perdido no entanto No pranto do mundo Os mares profundos Me querem levar Sem ter o encanto Do amor de Don’Ana Que doce me ama Não posso ficar. Por mais águas que me afoguem Deus permita que se voguem Os meus versos no meu lar Sem qualquer brida ou comando Nesta brisa do meu canto Nem civil, nem militar Pois nos campos da poesia Que habitam o meu lugar Bem no fundo eu já sabia Cá comigo: Eu vou voltar! Sei que ainda vou voltar Pras maneiras que um dia Deslumbraram o meu luar E haveriam lá de estar Com as luzes brasileiras Que iluminam o Sabiá Dentre as sombras das palmeiras Que tem lá e ainda é lá. NOS DIAS DE GONÇALVES Meu negro semblante Exprime saudades E omite as verdades Do céu estelar Saudoso dos cantos Dos bosques, da vida Do povo Timbira Do meu sabiá

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Perdido no entanto No pranto do mundo Os mares profundos Me querem levar Sem ter o encanto Do amor de Don’Ana Que doce me ama Não posso ficar.

Tiago Duarte Cordeiro637 UM POEMA SOBRE O POETA (cordel em homenagem a ANTONIO GONÇALVES DIAS, em memória) 1 - Uma história verdadeira, Aqui eu irei contar, D’um poeta de primeira, Você pode acreditar.

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2 - É a de Gonçalves Dias, Um poeta popular, Eu a conheço há dias, Nada irei inventar. 3 - Estória de pescador Nós podemos duvidar, Mas essa do escritor, Todos podem confiar. 4 - Nasceu em dez de agosto Em terras de Jatobá. Só deu orgulho, desgosto Ele não deu, nem pensar. 5 - Foi no sítio Boa Vista, Ele nasceu pra brilhar, Homenagem ao artista. Sempre devemos prestar. 6 - Em Caxias, Maranhão, Até rapaz, viveu lá. Logo cedo, o cidadão Começou a trabalhar. 637 Tiago Duarte Cordeiro - Campina Grande/PB – Brasil - 29/04/1963. Comerciário, aspirante a poeta. Publica seus escritos no Recanto das Letras: www.recantodasletras.com.br/autores/tiagoduarte).


7 - Etnógrafo, jornalista, Chegou a advogar, Provou ser grande artista, Na arte de poetar. 8 - No teatro também foi Destaque, posso provar. Se foi criador de boi, Disso não estou à par. 9 - Filho de pais não casados, Foi pra Europa estudar. Após dez anos passados, Voltou, ao se bacharelar. 10 - Algumas obras notáveis Eu irei aqui citar Do grande Antônio Gonçalves, 11 - Querendo, podem anotar. 12 - Seus Olhos” foi uma delas, Inspirou-se de tanto olhar Pra Ana, a amada bela, Com ela quis se casar. 13 - O terrível preconceito Impediu-o de desposar, Por ser bastante direito Não quis a moça roubar. 14 - “Ainda Uma Vez-Adeus” Fez também ao se inspirar Na bela, como ocorreu Vou agora explicar: 15 - A compôs em Portugal, Após a bela encontrar Num encontro casual, N’um Jardim que tinha lá. 16 - “Sextilhas de Frei Antão” É também d’admirar, É uma composição Boa d’alguém recitar. 17 - Cito “Os Timbiras” agora, Vale à pena decorar. Não poderia ficar de fora, Leiam para confirmar.

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18 - Vem a “Canção do Exílio”, Obra espetacular, Foi a que deu-lhe mais brilho, Ficou em primeiro lugar. 19 - Com muita disposição Sobre Dias, quis falar. Não importa a posição Que chegarei ocupar. 20 - Pra mim, o mais importante Foi, sim, homenagear Um poeta tão brilhante Com a arte de rimar. 21 - Eu a fiz na fonética Da “Canção” tão singular. Uma saudação poética A você, quero deixar.

Tiago Klein Maciel638 718

CANÇÃO DO EXÍLIO Oh, Brasil de tantas cores e amores! Tu és quente como um abraço apaixonado; tão diferente deste frio daqui. Aqui tudo é escuro e cinza; nada se parece com a minha terra tão cheia de sorrisos, alegrias e sabores. Aqui, raramente, vejo pássaros e sorrisos; lua e sol, só no outono. Espero, em breve, deixar a Suécia e voltar à minha Terra! Obrigada . Está aceita. Saudações Gonçalvinas, Dilercy Adler

638 Tiago Klein Maciel - Porto Alegre/RS – Brasil - 06 de junho de 1997. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Integrante do Projeto “Imagens e Textos construindo Histórias e Versos”. Curte música, leitura e história. E-mail: timaciel2009@hotmail.com


Um Maranhense639 Versos na inauguração da estátua de Gonçalves Dias (A Themistocles Aranha) … a história os resgata do abandono E as gerações lhe fazem para culto Do túmulo um altar, da campa um trono. Mendes Leal (Cânticos). O seu vulto ali vejo! Transparece-lhe ` Na fronte augusta a nobre inspiração! Tem-lhe, há muito, rendido vassalagem; Mas de novo prestar – vem homenagem A seu grande Cantor o Maranhão. Que hino harmonioso o mar envia! Que cantos festivais a brisa entoa! Não sabeis!? É que hoje aos pés do gênio, N’este plaino risonho por proscênio, Vem-lhe o povo trazer – a sua c’roa. Bem do peito, espontâneo é o tributo, De versátil lisonja não nasceu: Não e mais esse vulto um ser humano: Lá ficou entre as dobras do oceano, Entre as brancas espumas se escondeu… Mas quem era?... Entre nós com lira d’ouro Nas mágoas ensinou-nos a sofrer, De seus lábios perenes dimanavam Melodias que ao peito inebriavam E o alento faziam reviver. As belezas da Pátria com seus versos Da Europa as nações ele mostrou; Nossas ínvias florestas penetrando, Foi seu estro qual sol iluminando, E os índicos mistérios revelou. Lá do bosque no fundo, entre os palmares, O índio fero atravessou veloz… Nós, de susto transidos escutamos Entre os gritos de dor dos gaturamos, Do boré e da inúbia a rouca voz.

639 Anônimo in Leal, Henriques, Pantheon Maranhense, São Luís, 1874, p. 560-561. Poesias compiladas por Weberson Fernandes Grizoste - Jauru – MT – Brasil

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E os grandes esquadrões de peito a peito – Homéricas visões! – pudemos ver. Dos golpes ao embate, a penedia, As florestas, o céu estremecia, Ia o sol entre nuvens se esconder. Depois, com que magia os outros quadros Em que tudo e encanto e só primor!! Onde acaso soou mais eloquente Da mágoa e da paixão o verbo ardente? Quem melhor traduziu o que era amor?!... Sim exulta, poeta, e aceita ufano Os louros d’esta esplêndida ovação. Já a muito rendeu-te vassalagem Mas vem hoje prestar nova homenagem A seu grande cantor o Maranhão.

Valdeck Almeida de Jesus640

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Poema a Gonçalves Dias A terra onde havia palmeiras Hoje tem devastação; Onde cantava o sabiá Reina solta a erosão. Que diria o poeta Se vivesse para ver Toda a sua poesia Neste solo esmaecer. Com certeza ia chorar Pela triste imensidão Pela seca e o deserto Desencantado por certo E com dor no coração Pediria pra não voltar...

640 Valdeck Almeida de Jesus - Jequié-BA – Brasil - 15.02.1966. Jornalista, escritor e poeta. Livros: “Memorial do Inferno. A saga da família Almeida no Jardim do Éden”, “Feitiço contra o feiticeiro” e mais treze outros. Membro da Academia de Letras de Jequié, Academia de Letras de Teófilo Otoni e União Brasileira de Escritores. Patrocina um concurso literário desde 2005, o qual já publicou mais de 1000 poemas. Site pessoal www. galinhapulando.com. E-mail poeta.baiano@gmail.com


Valentina Kroeff Sperb641 CANÇÃO DO EXÍLIO No Brasil, temos moças belas; nos Estados Unidos, a beleza feminina não satisfaz. Lá, vive-se simpatia e carisma; aqui, o povo não demonstra nenhuma afetividade; preservam a antipatia. Lá, o perigo está nas ruas; aqui, em todos os lugares. Apesar dos Estados Unidos ser um país cheio de magias; o Brasil vence por sua simpatia.

Valmir Sales Borges642 Gonçalves, o patriota. Oh Gonçalves! Aqueles dias Que no EXÍLIO estivera Longínquo como a quimera Da sua pátria querida Desejoso do voltar E só sua poesia O fazia confortar Hoje Muita coisa aqui mudou e amor puro como o seu Não existirá jamais. No poder: Novos colonizadores Que “surrupiam” valores Para paraísos fiscais Apresentam-se como guerreiros Mas mudaram seu sentido. Seus GUERREIROS, prazeiravam-se Contando suas proezas Hoje guerreiros em meio à nobreza São aprisionados por serem “bandidos” 641 Valentina Kroeff Sperb - Porto Alegre/RS. – Brasil - 03 de setembro de 1997. Estudante do Ensino Fundamental do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Membro Efetivo do Projeto “Vida, Amor e Paz”, do “Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix, Suisse/France”. Integrante do Projeto “Imagens e Textos construindo Histórias e Versos”: “Banners Poéticos”, 2012. E-mail: v.k.s.gremio@hotmail.com 642 Valmir Sales Borges - Camacan-BA – Brasil - 20/09/1959, Formado em Administração de Empresas, compositor, poeta e professor, com poemas publicado no livro de antologia Ecos da Alma, titulo Menino de Rua e em Ventos Poéticos, titulo Egoísmo e Vida e Morte. Email: valmirsb@yahoo.com.br

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Não! Longe de mim ser PIAGA A predizer um triste final Mais “sugam” nossos direitos A saúde, a educação Pilares, de uma grande nação. DEPRECAÇÃO! Imploramos a um novo Tupã Os valores inverteram-se! E um torrão tão amado Hoje filhos rejeitados Preferem ser exilados Idealistas conectaram-se Na tal globalização. Brasileiros semi alienados Não tem sentimento de nação Gonçalves, sei que estás Numa outra dimensão Glorificamos com louvor Seu exemplo de amor Por esta pátria mãe Às vezes “madrasta” Mas que assim como a exaltou Mesmo com todo dissabor, A tenho em meu coração.

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Valquíria Araújo Fernandes De Oliveira643 DIAS DE FELIZES LEMBRANÇAS Se tu voltasses, Gonçalves Dias, E visitasses o meu sítio, Tu pensarias estar em um paraíso... Um lugar cheio de verdes e de magias Um ponto de encontro de parentes e amigos Que aos domingos almoçam juntos Na mais perfeita harmonia. Não tem grandes palmeiras no meu sítio Mas tem pés de mangas e de cajus Muitas palmeiras de buriti e algumas de açaí... Bem no alpendre da casa deste paraíso, 643 Valquíria Araújo Fernandes de Oliveira, Caxias-MA – Brasil -Graduada em Letras pela Universidade Federal da Bahia. Adquiriu os títulos de Especialista em Língua e Literatura Inglesa e Mestre em Letras pela Universidade Federal da Paraíba. Foi Diretora do Centro de Estudos Superiores de Caxias (CESC-UEMA) de 1995 a 1999. É membro do Instituto Histórico e Geográfico de Caxias (IHGC) e Vice-Presidente da Academia Sertaneja de Letras, Educação e Artes do Maranhão (ASLEAMA). Atualmente, é Secretária Municipal de Cultura e Turismo (2006-2012).


Há um ninho sempre visitado por um sabiá Que, provavelmente, não veio das Matas do Jatobá. Se tu pudesses vir até aqui, Tu encherias meu pai de alegria... Ele considerava o sítio um paraíso sem igual! Ainda que não ouvisses o canto de muitos sabiás, Tu te deliciarias com o canto dos periquitos Que, em revoada, acompanharia o canto dos bem-te-vis. Tu não podes mais vir aqui Meu pai também não estaria ali Para comemorar tua visita com alegria Resta, apenas, a saudade dos tempos sem volta... Mas, a família continua ali, Vivendo domingos harmoniosos, Dias e dias de felizes lembranças, Naquele nosso paraíso, ouvindo o canto dos bem-te-vis.

Valquiria Imperiano644 Salve Dias Gonçalves dos dias de ontem Gonçalves dos dias de sempre. Poeta inverossímil Deste Brasil varonil. Melancólico  chorastes As cores  e os amores deixados. Fizeste um bouquet de flores Colorido e perfumado.   Cantastes em versos eloquentes a saudade do Brasil, dos  bosques, das matas verdes e do  céu  azul  anil.   Em teu exílio  ouvias O canto do sabiá ; Que na tua memória gorjeavam E não existiam lá.   644 Valquiria Imperiano - João Pessoa, Paraíba – Brasil - 18 de novembro de 1953. Naturalizada Suissa, país onde mora, desde 1997. Formada em Letras na Universidade de Mandaguari Paranà. Na UFSC e em Genebra cursou francês. Foi professora de língua portuguesa em Florianópolis e em Genebra. É artista plástica ( exposições na Europa e no Brasil), escultora, designer de jóias. Escreve poemas, contos e crônicas. Acadêmica da ALAF. Membro da : Literart, e Rebra. Prêmio. Luso-brasileiro - Diploma de Honra ao Mérito, escreve para o Varal do Brasil.

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Teu pranto sincero e amoroso Cheio de saudade pueril, Atravessou o atlântico Aterrizou no Brasil. Cantaste tão alto e tão forte Que o tempo registrou. E a glória  tão merecida a historia te ofertou.   Viraste pedra preciosa Desse país de talentos . És uma relíquia sagrada desse imenso Brasil.

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Poeta sonhador Teu romantismo Mescla nostalgia e nacionalismo. Poeta de todos os poetas Em nossos dias teu canto Ainda encanta certamente Quantos anos já se foram Que a terra em teu seio te acolheu E continuas em silêncio A lançar teus poemas ao vento Soprando nossa alma Com poemas de louvoures Cantos de cores De flores Sabor de araça Melodiosos cantos de passaros De amores romanticos Quem dera um dia eu fora O poeta que fostes outrora Um poeta que encantou E cantou as cores da saudade Das nossas raizes Da terra do Brasil


Vanda Lúcia da Costa Salles645 EM N0SS0 LEIT0 DE F0LHAS VERDES “Do tamarindo a flor abriu-se, há pouco, Já solta o bogari mais doce aroma! Como prece de amor, como estas preces.” Gonçalves Dias Há sentimento aqui, encantado, sob a tamarindo em flor Poesia exala esperança, beleza incomum se despe, bem antes Em nosso leito de folhas verdes a vida sussurra: amooorrr! Ó amada e bela terra! Tupã, como é perfeito o instante!    N a angústia da espera, lança-se voz e coração, desarmado Atravessando vale e montes, terras, rios, lagos e ilhas  E estes versos que ao luar se explica canto, entreaberta  A flor, Jatir, saudade espanta o que do amor não seja trilha.    Entre pétalas de flores diversas e livres, aroma é açoite À rosa que a mão oferece pronta. O tempo aperfeiçoa-se rio E acentua-se no fluir das horas. Os corpos languidos, cais, Sobre nosso leito de folhas verdes, a lua acentua a noite    Enluarada, a copa da mangueira altiva capta: suave prece, pio de ave! Ao pé da noite, bogari perfuma: pensamento e alma, cedro e pinho. À voz do meu amor move os teus passos?  Aconchego, a floresta sabe! Venha!  Não te chama em vão, à voz do meu amor! É ninho.   Não temas que a vida é fugaz.  Olhai, atenta, o que move as folhas As águas dos grandes rios e o poema cabem no silêncio da noite, semente O que te oferece o pranto e o encanto, tuas lágrimas sente e colhe Amor é coisa que pia longe de imenso, no dentro da gente.    Sim, se aos poetas cabem traçar o rumo com jeito próprio, No aprumo dos passos dados, caminham e alentam a clave Na imensidão do nosso amor, sonhos infindáveis bailam joviais, No entanto, o bosque revela apenas a silueta estática da chave    Se deliro estes versos d’alma arrancados e sangro, creias É para que leias o que me alcança fundo centro da forma E se não me conformo e busco universo outro, é que acalento O sonho torto de seguir-te os passos, ó amado vate!    645 Vanda Lúcia Da Costa Salles - Italva (RJ) – Brasil - 25/04/1956. Poeta, contista, professora.  Graduada em Letras (UERJ-FFP), Pós-graduada (UFF), atualmente cursa Direito (UNESA). Publicou: No tempo distraído (narrativas, Ágora da Ilha, 2001), Diversidades e Loucuras em Obra de Arte- um estudo em arteterapia ( ensaios, Ágora da Ilha, 2002), Núncia Poética (poesias, cbje,2010). Participou da Antologia: Poesia em trânsito-Brasil/ Argentina ( La Luna Que, Buenos Aires, 2009). E-mail: vanda – Salles@hotmail.com

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Doce aroma, outra vez, no amarelo do dia, abriu-se flor Seu nome aguça a mata, ao longe o grito do galo-da-campina Aqui, no peito grafo o nosso leito de folhas verdes, minha sina É semear palavras que só cabem no infinito de teus olhos: amooorrr! Seu nome sibila em meus lábios trêmulos, amorosos e impuros Ao mordicar a língua com que te traço, trago deveras, só alegrias, Eternizados, imagem e semelhança em florestejos, um buquê Em desabroche de flor na flor do Lácio: Antonio Gonçalves Dias!   POR CAUSA DE VOCÊ “Como se ama o clarão da branca lua, Da noite a mudez os sons da flauta, As canções saudosíssimas do nauta, Quando em mole vai e vem a nau flutua.” Gonçalves Dias

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I no amor, do verbo preservo a ação de crer moço bonito, que meu desatino é por causa de você II só por causa de você escrevo aos sons da mesma flauta em tantas formas e de forma que por um beijo palavra de nauta que  a palavra seiva rasga-nos o peito, até a vida que se inscreve foz III e a voz, tão linda, escorre das mãos igual leite materno que sacia o que ama o clarão da branca lua, e o que em nós é fonte e sina


IV e se teu canto me aterra foto e clima, fogo e labareda eternizando a língua, nesta literatura brasileira com que bordamos: tempo e vida CÂNTICOS AOS TRABALHADORES “Não chores, meu filho; Não chores, que a vida É luta renhida: Viver é lutar. A vida é combate, Que os fracos abate, Que os fortes, os bravos Só pode exaltar!” Gonçalves Dias I Se a linguagem é imprecisa: L (ab) utamos! Se o amor não corresponde: L ( ab) utamos! Se a aposentadoria não cabe: L (ab) utamos! Se a mão ao traço imola: L (ab) utamos! Se o osso atravessa o caldo: L (ab) utamos! Se o leitor nega o círculo: L (ab) utamos! E porque a vida exige uma transformação: L (ab) utamos! II Ó Senhor, dê a todos nós a flor do deslumbramento e a descoberta dos silêncios, na poesia da vida, na solidariedade da terra trabalhada! III E se as calosas mãos já não criam: Afaste de nós esse cálice! IV Que o vinho embriague, da hóstia, o pão na mesa não seja apenas batata ou esmola do pedinte, e que nossos filhos não vivam agarrados as minguadas pensões de seus pais e avós, porque “ viver é lutar!” VI E reorganizem a mudança no foco de atenção: com consciência, sabemos o tempo não tem realidades, apenas espia a juventude da natureza. No país mais um Guarani Gaiová em um pé de árvore.

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VII Que livre de estrutura a curva ilumine, do gosto a saliva, e não entorpeça esta língua em nossos lábios: luta renhida!

Vander Lima Silva de Góis646

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Versando os Dias Gota a gota, Tempo Gota a gota, Pensamento Os dias versam Os versos dias Gota a gota, Intento Gota a gota, Barlavento Os dados rolam Baila vento Fita Os ventos sopram Vida Gota a gota Gonçalves Dias.

Varenka de Fátima Araújo647 Amargo retorno Gonçalves Dias,poeta valoroso! Mostra em teus versos,o amor pelo Brasil Estando nas horas mortas E os ponteiros dos relógios... Correram velozes sem tua presença Teus poesias ficaram eternas   Os lamentos e gritos abafados Pelo reflexo da desigualdade Condizem com tua alma nobre No exílio continuaste amando O céu ,ás matas, os pássaros ... Da tua terra com tudo exótico   646 Vander Lima Silva de Góis - Brasil. Advogado. Professor Especialista em Direito Privado e Social. Escritor. Poeta e Músico. 647 Varenka de Fatima Araújo - CE - Brasil. Baiana de coração, reside em Salvador-Bahia. Figurinista, funcionária pública, formada em Direção Teatral, atriz, maquiadora, artista plástica, dançarina, poetisa e escritora. Participou de trinta e cinco Antologias. 


Sonho e amor único por uma mulher Separados por uns por tua mistura de raças Sábio como a natureza, partiste... Entretanto voltaste para  á terra amada O navio sem roteiro afundou, um adeus dorido Entre estas linha,meu lampejo e dor. Gonçalves Dias Sete horas da manhã Abro janelas e portas Um céu cinzento fere a vista Palmeiras  raquíticas sem verde Os sábias num canto sem som E o vento seco varre sem fronteiras   É pitoresco este cenário Rios com manchas pretas Corem para o mar, uma tragédia Uns sem sustendo de uma desgraça Águas que vestem a terra  desbotadas   Que abrem fendas como cemitérios Eu recomponho meu corpo ardente Nas cores que aquecem vibrantes Estou hoje convencida, nesta desdita Gonçalves Dias se estivesse aqui Pavoroso seria  sentir,dorme poeta   Dedicado poeta  Gonçalves Dias dorme....No fundo do mar O teu cérebro um coração amoroso Entre os frutos e riqueza em águas jaz E tua Pátria a historia marcou   Estendendo por década longínqua Quantas aspirações e amor dedicados A tua terra amada e idolatrada Essa que atribui tua imortalidade

Mudam os tempos, mudam uns homens Por cobiça devastando tudo Sob pena de uma catástrofe Esse tormento jamais verás  poeta. UMA VIDA Uma mão cansada, aluir a outra mão vazia, inelutável o pescoço no incipiente inchado a voz sufocada a boca imprescritível

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o destino no arrasto ardiloso lágrimas guardadas .... em águas do Maranhão a vida se foi lentamente morada se fez saudade. UM HOMEM Gravo tuas letras de ouro em palmeiras no luar reluzentes iluminado a noite receptível no meu intimo acolhedor A minha alma captou teus versos potente atravessou os ouvidos do meu coração e a porta fechou branda e silenciosa minha memória encerrou Meu corpo remanso em posição centrada esperando que nossa terra seja como outrora.

Vera Rocha648 730

ANJO DIAS Lá no Baixo dos Atins nasceu o Dias, Doutor nas leis ele venceu; E na volta à sua terra - a das palmeiras, Jubilou-se nos poemas que escreveu. Fez história nas tempestades Inspirando-se nas artes irmãs; O amor eclodiu em seus cantos, Em desejos e desencantos. Ainda hoje ouvimos a lira Ajoelhados a seus pés rendidos. Seguidores deste poeta guerreiro Que clamou pela amada terra No sentimento de filho querido. Anjo Dias me escuta: Quando junto à noite no céu Sentir a brisa pelo rosto teu, Não se aflija, se alegre, Sou eu, sou eu, sou eu. 648 Vera Rocha - Rio de Janeiro – RJ – Brasil - 24 de fevereiro de 1958, Moro em São Paulo há uma década. Sou casada, tenho filhos, dona de casa e trabalho, porém é na poesia que me encontro. Escrevo, desde muito jovem, coisas que engavetei durante toda a minha vida. Agora, em que a maturidade nos tira a vergonha, desengaveto meus escritos. Não publiquei um livro, ainda. Não ganhei nenhum prêmio, ainda. Não desfiz de meus sonhos de escritora, ainda.


RETORNO DO EXÍLIO O que escreveria hoje Gonçalves Dias ao retornar de seu exílio... Minha terra aqui te encontro Sem palmeiras nem sabiás; São clareiras que encontro, Desmatamentos colossais. Nosso céu sem mais estrelas, Poluição matando flores, Nossos bosques estão sem vida, Nossa vida sem amores. Triste estou vagando à noite Com receios do que encontrar; Minha terra não tem palmeiras Nem o canto do sabiá. Minha terra tem temores Do que posso encontrar; Triste estou vagando à noite Sem o prazer que tive cá. Minha terra não tem palmeiras Nem o canto do sabiá. Não permita Deus que eu morra Sem ver ela se transformar; Sem que eu desfrute os amores Que já não encontro por cá; Sem que eu plante mais palmeiras Nas clareiras pros sabiás.

Victor Parussini Todt649 CANÇÃO DO EXÍLIO Barcelona/Espanha-Porto Alegre/Brasil Terras tão distantes e diferentes. Ambas com culturas bastante ricas e fascinantes. Cada qual com sua tradição. Aqui, danças e “paella”; Lá, churrasco e chimarrão. Aqui, a Estátua de Colombo; Lá, a do Laçador; 649 Victor Parussini Todt - Porto Alegre/RS – Brasil - 08 de novembro de 1995. Estudante. Acadêmico Efetivo da Academia de Letras Machado de Assis, de Porto Alegre/RS, Cadeira 46, Patrono: Gianfrancesco Guarnieri; Acadêmico Mirim da Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores, Balneário de Camboriú/SC; Grupo dos Poetas del Mundo; e, Membro da Liga dos Amigos do Portal CEN, Portugal.

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as duas, símbolos das cidades. Aqui, muitas belezas, mas é para Lá que quero voltar. Porto Alegre tem vários shoppings; grandes estádios; praças e parques arborizados; cinemas e centros culturais.

Vitor Alibio650 canção do exílio Quando estou em minha cidade, vejo a terra com mais verde; as ruas mais alegres; um povo batalhador que se ergueu. Quando estou em minha cidade, vejo domingos ensolarados; famílias felizes curtindo ora um amanhecer de céu azulado; ora um pôr do sol demorado.

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Quando estou em minha cidade, vejo as estações bem definidas. Nela, estamos acostumados às mudanças climáticas.   Aqui, não é nenhum deserto; no entanto, o calor muito castiga e o verão intenso domina.

Vitor da Rosa Martins651 CANÇÃO DO EXÍLIO Não consigo esquecer da terra donde vim. Tal amor guardo comigo e o levarei até o fim. 650 Vitor Alibio - Porto Alegre – RS – Brasil - 10 de novembro de 1995. Filho de Liane Maria Zambrozuski e Paulo Roberto Alibio. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Membro Efetivo e Vice-Diretor de Edição e Publicação da Academia de Letras Machado de Assis, Porto Alegre/RS, Cadeira 30, Patrono: Simões Lopes Neto; Academia Virtual Sala de Poetas e Escritores, Balneário Camboriú/SC; Associação Internacional dos Poetas del Mundo; e, Liga dos Amigos do Portal CEN, Portugal. E-mail: vi_alibio@hotmail.com     651 Vitor da Rosa Martins - Porto Alegre/RS. Brasil - 19 de novembro de 1996. Estudante do Ensino Médio do Colégio Conhecer, Porto Alegre/RS. Membro Efetivo do Projeto “Vida, Amor e Paz”, do “Cercle Universel des Ambassadeurs de la Paix, Suisse/France”. Integrante dos Projetos Literários “Tabuleiro de xadrez lírico”, 2011; e “Porta copos poéticos”, 2012. Coautor do E-book “Haikais”, postado no site Teia dos Amigos, de Sonia Orsiolli, Sorocaba/SP. Há cinco anos pratica hipismo, já tendo conquistado vários prêmios. Cursa inglês no People. E-mail: vitor_martynz@hotmail.com


Sinto falta de tudo que não encontro aqui. Só se sente o que se perde e, minha terra, eu perdi. Vagando por Aqui, tentei encontrar aquilo que ainda não vi; as tardes em Porto Alegre! Minha terra querida guarda aquilo que senti. Noutros lugares não existe aquilo que vivi Lá. Só se sente o que se perde e, minha terra, eu perdi.

Vitor Teixeira de queiroz652 Versos sinceros Nem todo grande homem é um poeta, mas todo poeta é um grande homem. Antônio era grande porque escrevia poesia sobre o que sentia enquanto outros escreviam sobre o que queriam sentir. E existe apenas mais uma coisa em comum entre os grandes poetas: Todos eles são sinceros em seus versos. Vida e poesia Um poeta não é só exílio, anos vividos, lagrimas ou sentimentos por um amor há muito tempo perdido.

652 Vitor Teixeira de queiroz - Natal – RN – Brasil - 28 de dezembro de 1989. É estudante de Psicologia e Direito e escreve quase que diariamente para manter a sua sanidade em meio às aulas ridiculamente chatas que é obrigado a assistir. Tem Gonçalves Dias como um dos seus poetas nacionais preferidos desde que leu “Canção do Exílio” quando ainda era criança e até hoje ainda é sensibilizado pelas poesias desse grande mestre.

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Um poeta não pode ser definido só por isso. O que realmente define a sua vida são os seus versos. Mas, com Gonçalves Dias, a vida se confunde com a poesia. Cada palavra que ele escrevia Tinha um pouco de si. Lição Ana Amélia foi a inspiração para as mais belas de suas poesias.

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Ela sempre foi parte do coração e da alma de Gonçalves Dias Mas ela poderia ter sido muito mais do que uma inspiração. Existe uma lição nessa história triste cheia de remorso e de dor. Nunca dê as costas para o amor. Sentimentos Na vida de Antônio, coisas como data de nascimento ou causa da morte sempre serão menos importantes do que os seus sentimentos eternizados em palavras.


Vitória Maria Galvão Coqueiro 653 O PEQUENO MENINO POETA Quem imaginava que nasceria um poeta menino. Menino que na infância brincou. Homem que na alma poeta se formou. Na arte de viver conseguiu vencer. Venceu desafios e aprendeu línguas. Homem que a Deus pedia, Que não o deixasse sem ir a cidade de Caxias!

Viviane Maria dos Santos654 Dias de Poeta O poeta sente e sofre Sente a dor que lhe comove Mas que outrora lhe fez rir Ah! O poeta tao sensível, tão romântico Nada triste ao meu convir Ama rimas Pobres, ricas Um tesouro nacional Meu poeta maranhense Mais que um mestre expoente É uma mescla cultural Sua vida sua arte Que exemplo nos deixaste Tantos passos a seguir Foste um homem que criou Que sentiu e que amou Sem parar de progredir Dr. Dias eu diria Se pudesse aqui lhe ter Obrigada todo dia Por seus versos, suas rimas Seu exemplo de viver!

653 Vitória Maria Galvão Coqueiro – São Luís – MA – Brasil - 06/04/2002 - EPFA - Motivo da Participação: Foi a vontade de contribuir nesta homenagem a um poeta maranhense especialmente da cidade de Caxias. Cursando: 5º Ano Turma: C Profª Shirle Maklene 654 Viviane Maria dos Santos - São Jose- SC - Brasil. Jornalista pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL) Email: vika_santos@hotmail.com ou vivisantos30@googlemail.com

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Wanda Recker655 O amor da minha pátria. Quando cantaste tua pátria, saudoso por voltar, sonhavas também com o amor que lá deixaste ficar. Quão belo este seria, que ao despertar, tamanho é o desejo que o faz viajar. Viaja poeta, viaja, canta a paixão dos seus vinte anos, acalenta o coração ouvindo pássaros cantar. Não enlouqueças de amor, chama por sua amada, que você viu, mas os olhos nem se tocaram. O amor é assim. Sonhas, que em teus sonhos, tua amada há de escutar.

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Chora poeta, chora, sonhaste, mas ao acordar, tua amada, ainda está distante, mas a tua pátria, hás de voltar.

Weberson Fernandes Grizoste656 Hino à Gonçalves Dias657 No cume duma palmeira658 Miríades de estrelas do céu mais povoado659 Cantando hinos numa harpa660 Enfeitada de agrestes flores e verde rama661 Na terra onde canta o sabiá662 Suspenso o sempiterno vate timbira663

655 Wanda Recker - Rio de Janeiro – RJ – Brasil - 07/03/1958. Português-Literaturas – UFRJ. Participação em oficina literária Terapia da Palavra, com a publicação de um livro contendo os trabalhos dos participantes. Blog: http//palavrasescolhidas.blogspot.com (não atualizado). 656 Weberson Fernandes Grizoste - Jauru – MT – Brasil - 27 de Junho de 1984. É licenciado em Letras pela Universidade do Estado de Mato Grosso, Mestre e Doutorando em Poética e Hermenêutica pela Universidade de Coimbra. Membro do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos e bolsista da FCT – Portugal. É autor de três livros: A dimensão anti-épica de Virgílio e o Indianismo de Gonçalves Dias (2011), Carrapicho (2011) e Estudos de Hermenêutica e Antiguidade Clássica (2013). 657 Mil vezes os anjos-do-mar digam: Amém! 658 Suspensa e cravada na terra 659 Da que tem mais estrelas 660 Ao rugir do trovão imenso 661 Que saiu do sertão montanhoso 662 Povoado de belas palmeiras 663 Cantor da façanha de bravos


Entre os céus e a terra664 É irmão dos anjos e orgulho dos homens665 Cantai brasileiros! Cantai!666 Nossa terra tem Gonçalves667 Como tal não se pode encontrar668 Os poetas das outras terras669 Não cantam como ele cantava670. A pátria de Gonçalves Dias Gonçalves Dias! Vibra o peito todo maranhense Quando o nome do bardo se faz pronunciado Lá se grita um velho, um jovem, uma criança A primeira estrofe da “Canção do exílio”. Gonçalves Dias! É nome, é orgulho dessa terra Dum povo que aprecia o canto triste do sabiá, É orgulho até de barões e aristocratas políticos Numa terra onde a pobreza é quinhão da maioria. Gonçalves Dias! Certamente não se orgulharia Esquecido quando se viu nos arredios de Caxias Decepcionou-se ao voltar e conferir a verdade: A “terra da liberdade” era também “da escravidão”. Mas tinha o bardo esperança, tinha crença na pátria Que os brasileiros de todas as raças, credos e lugares Indiferente às diferenças daria mutuamente as mãos. Mas ai desgraça, que isso ainda é só mesquinharia. O país das palmeiras Nesse céu de mais estrelas Nessas várzeas de mais flores Nesses bosques de tantas vidas Nessas vidas de mais amores. Ainda é terra das palmeiras Onde canta o sabiá. Nestes versos tão singelos, Meus caríssimos senhores Canto como o sabiá Lá na mata que tristeza Faz o forte até chorar Seu piar é tão amargo Como é grande seu penar. 664 É Gonçalves Dias o poeta! 665 Pupila sagrada almo de Tupã 666 Ufanai brasileiros! Ufanai! 667 E essa é a pátria de Gonçalves 668 E mais pulcra outra não há 669 Invejam o gigante dos trópicos 670 O colosso florão da América.

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Oh! Gonçalves, nosso Gulliver! Essa terra inda é de pigmeus Qui só tem político honesto Que só valha nosso Deus! É mesquinha e vergonhosa Vendem-se até por um mandarim! Nessa terra ataviada de primores O povo ri-se e folga de sua vileza Ignomínia dos bárbaros mortos Dá-se a vida na torpeza. Dorme inda o Gigante de Pedra Sob o céu de azul-turquesa.

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Inda não se precipitou no mar Inda há crença nessa pátria Inda há festas e carnavais Inda há sonho no interior da bola Inda há esperança no porvir Nas igrejas que apregoam o fim. Ai o povo que se deixa explorar Cujas cinzas foram amalgamadas Com os pés dos afros escravos, Cimento serviu das ossadas frias Dos lusos troçantes dos mares, Sobe a encosta casebres imundos Um Brasil excluído da brasilidade. Os amores de Gonçalves Dias Numa noite pernambucana A poesia atravessou-lhe a garganta Entristecido concluiu o poeta Que não se morre de amor! Não se morre de amor! Que o amor não matou D. Olímpia Nem morreu de amor o poeta Quando benquis a moça Ana Amélia. Quem mais estimou o poeta? Amélia Rodrigues ou Céline, Natalie, Josephine ou Nannete, A mulher secreta de Patkull, Engrácia ou a moça de Formoselha, Ou alguma carioca anônima? Quiçá nenhuma! Quiçá uma índia Que encontrou no rio do Amazonas.


Non omnis moriar! É mentira! É mentira que Gonçalves Dias morreu! Um índio de arco bipartido bradava gritando assim! Narrava um grande feito de arrepiar quem o pode ouvir: Voltando de Tapuitapera já nas proximidades de Itacolomi, um fenômeno extraordinário na hora que Tupã içava o manto negro pétalas de rosas vermelhas esparzia sob as águas encrespadas do mar, lá vagava e se ouvia o bardo dos timbiras melancolicamente sob o sopro d’uma lira Engrinaldada de verde rama e agrestes flores, Lá cantava o poeta assim: América infeliz! – que bem sabia quem te criou tão bela e tão sozinha, dos teus destinos maus!

Weslley Sousa Silva Costa671 AFINADAMENTE CRESCIA Afinadamente crescia O verdor das palmeiras No Maranhão AS TECLAS DO PIANO ENCHARCADAS DE SONS As teclas do piano encharcadas de sons Inundavam a sala Nos jarros as plantas cresciam lá-fora Regadas pelas notas que transbordavam. Afinadamente crescia o verdor das palmeiras E o pianista vestido em preto e branco Análogo permanecia às teclas de seu piano E sobre o branco do papel eu seguia o seu exemplo; Tentando fazer “surgir” estas letras escuras (em seus sentidos [claros)

671 Weslley Sousa Silva Costa - Wesley Costa - São Luís – MA – Brasil - 09 de Julho de 1989. É o autor do livro de poemas “Colham as roupas maduras do varal” (2012) pelo Grupo Editorial Scortecci. Contato: weslleysousasilvacosta@gmail.com

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Wilson de Oliveira Jasa672

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GONÇALVES DIAS Antonio Gonçalves Dias, É poeta do Romantismo; Seus versos qual melodias, Nos traz beleza e realismo. Nos traz beleza e realismo, A canção do Exílio é prova; Literato do indianismo, Com sua feição que inova.   Com sua feição que inova, Uma feição nacional; Ao romantismo renova, Com beleza original.    Com beleza original, Que marcou sua figura; Estudou em Portugal, Essa nobre criatura.   Essa nobre criatura, Nasceu lá no maranhão; Sua poesia fulgura, No sensível coração. No sensível coração, Daqueles que amam a escrita; Com soberba inovação, Para que a gente reflita.   Para que a gente reflita, E possa então deleitar; Em letras tal qual pepita, Para em ouro tranformar.   Para em ouro transformar, Os seus versos de valor; Volto aqui a relembrar, Cantou da terra o fulgor.  

672 Wilson de Oliveira Jasa - São Paulo -SP- Brasil - 12 de Setembro de 1954. Poeta, Jornalista, Terapeuta Holístico, Ecologista, Folclorista e Historiador. Presidente das entidades: Casa do Poeta “Lampião de Gás” de São Paulo; Casa do Poeta Maçom do Brasil; Casa do Poeta Brasileiro de São Paulo; Movimento Poético em São Paulo; Associação Brasileira de Estudos e Pesquisas do Folclore; Sociedade Mundial dos Poetas. Membro das Academias: Academia Maçônica Internacional de Letras; Academia Paulistana Maçônica de Letras; Academia Brasileira Maçônica de Letras; Academia Goianiense de Letras; Academia de Letras Rio Cidade Maravilhosa; Academie Europeenne des Arts, Sciences et des Lettres (França). Membro da Associação Portuguesa de Poetas, Lisboa, Portugal.. wilsonjasa@gmail.com


Cantou da terra o fulgor, Foi patriota verdadeiro; Mostrou do Brasil valor, Brilhou também no estrangeiro. Brilhou também no estrangeiro, Autor de belas poesias; Grande vate brasileiro, Antonio Gonçalves Dias.

Wilson Pires Ferro673 GONÇALVES DIAS De mãe mestiça e pai português, Caxias foi sua terra natal, Gonçalves Dias, poeta consagrado, gênio criador da literatura nacional. Graduou-se em Direito em Portugal, em versos levantou o indianismo, foi teatrólogo, professor e jornalista, consolidou, no Brasil, o romantismo. Diplomata, percorreu o estrangeiro, crônicas elaborou para os jornais, dos primeiros a defender a ecologia, escreveu romances e peças teatrais. Saudoso da terra que deixou, retornou, cá viria exaltar o seu encanto, contemplar as palmeiras, a natureza, delas ouvir, do sabiá, o belo canto. Já doente, o destino ceifou-lhe a vida, não poupou o poeta, ignorou sua cultura, o vapor em que viajava soçobrou, o oceano foi sua digna sepultura. ODE A CAXIAS Terra adorada de meus diletos pais, de filhos ilustres, talentosos estetas, caudal fluente de invulgares criaturas, berço notável de escritores e poetas. 673 Wilson Pires Ferro - Coroatá-MA, Brasil, - 30.07.1936. É Bacharel e Licenciado em Geografia e História, Pósgraduado em Segurança e Desenvolvimento e Professor aposentado da Universidade Federal do Maranhão. Foi Diretor do Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Seus livros: A Educação e os Desportos como indicadores do desenvolvimento de uma nação, Versos e anversos (em co-autoria), Espelhos de São Luís, Depois que o sol se põe e Sombras da noite, ambos de contos para a juventude, e Quando eu era pequenino, de histórias infantis. Para o escritor, a antologia é uma oportunidade única de homenagear Gonçalves Dias, um dos maiores poetas brasileiros e sul-americanos, nascido em Caxias-MA, também a terra dos pais do autor do poema.

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Há meio século, ainda criança, percorri suas ruas, longas andanças, nem a ausência dos anos passados ofuscou da mente as gratas lembranças. No percurso do centro à Tresidela, a pitoresca ponte da Passagem, do alto o vale do Itapecuru, descortina dali bela paisagem. O progresso necessário, inevitável, destruiu, apagou o belo recanto, a cidade cresceu, desenvolveu-se, não perdeu seu charme, seu encanto. Vi os cultos repousando no panteão, li seus contos, recitei suas poesias, a Canção do Exílio, o Canto do Piaga, recebi do imortal Gonçalves Dias. No tempo, mergulhei no passado, recordei os anos lá vividos, visitei, revi seus monumentos, muitos deles, pelo tempo, esquecidos.

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Ouvi o barulho incessante dos teares, do formoso largo da Matriz, a Manufatora, a Sanharó e outros mais, outrora promissores centros fabris.

Hoje, são solenes monumentos, o passado de pujança e glórias, tão presentes, fixados no consciente, guardam eventos, revelam suas memórias. Andei, percorri longos caminhos, os mesmos que trilhei quando estudante, recantos próximos, outros mais distantes, recordando minha infância a cada instante. Estação e armazém ferroviário, solitários, nem trem, nem passageiro, só sombras, ruínas do passado, quando o futuro parecia alvissareiro. Olvidar os tempos idos, impossível, olhar triste, alcançando o horizonte, lembrar-se dos mananciais que existiram e das piscinas naturais do bairro Ponte.


Veios d’água, com os anos sucumbiram, outros resistem, conformando a natureza, logradouros, da cidade bem distantes, águas saudáveis da fonte da Veneza. Belas igrejas emolduram suas praças, sacrossantos locais de devoção, guardam estilos de uma época mais remota, singelos templos da Princesa do Sertão. Ruas estreitas confluem em vários pontos, praças cuidadas, admiradas pelo encanto, árvores frondosas, palmeiras bem vistosas, p’ra ouvir do sabiá o terno canto. Caxias, acolhedora e humana, muitos feitos realçam sua história, edificações lá do morro do Alecrim, presenças vivas do passado sem memória. Eu quisera fazer o tempo volver, ver a cidade como era antigamente, o trem passar o Buriti Corrente, emergirem locais, renascer toda sua gente. ADEUS, POETA Gonçalves Dias, poeta nacional, de imaginação fértil e fecunda, não mais viu a sua terra natal, traído por sua saúde moribunda. O poeta já fraco, sem energia, sem forças p’ra se levantar, no seu leito de longa agonia, sem adeus se deixou afundar. A sua saúde debilitada sequer respeitou sua cultura, transformou o tudo em nada; o oceano foi sua sepultura Não avistou mais as palmeiras, nem mais ouviu o sabiá cantar as suas canções derradeiras, levou-as p’ro fundo do mar.

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LAMENTO INDÍGENA Timbiras, tupis e tamoios, índios de qualquer lugar, ausente o poeta, sem apoios, vivem tristes a lamentar. Nas tabas e nos seus terreiros, atormentados por Anhangá, não são tão bravos guerreiros, silenciaram o seu maracá. Nos seus encontros festeiros, sem o poeta a exaltar, celebram deuses arteiros, sempre a dançar e cantar. Os arcos e flechas ligeiras deixaram-se aposentar, outras armas mais certeiras, eles passaram a adotar.

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O pajé, hoje desfigurado, o poder que tinha não tem, as curas que fez no passado quem faz é Tupã, deus do bem. Vive o bravo guerreiro tupi sem embates nem guerras, “Ó Guerreiros, meus cantos ouví” não se ouve nos vales, nas serras. Só resta a lembrança nas aldeias, Gonçalves Dias não mais vai voltar, foi cantar para as sereias, nas águas profundas do mar.

Wilson Rosa da Fonseca674 “Canto a Gonçalves Dias” Quero expressar nos versos, Que ouso aqui em criar, Com uma linguagem pobre, Mas capaz de homenagear, 674 Wilson Rosa da Fonseca - São José do Norte- RS – Brasil - 12.07.1949. Atualmente residente em Rio Grande -RS. Escritor, poeta, compositor, declamador; Membro da Academia Rio-Grandina de Letras; Academia Maçônica de Letras do Rio Grande; Decano do Clube dos Escritores de Piracicaba-SP; Membro correspondente da Academia Cachoeirense de Letras-ES; Cônsul da Associação Internacional Poetas Del Mundo/Rio Grande-RS . Premiado em diversos concursos de poesia, participação em mais de 50 antologias e coletâneas.


Aquele que fez do seu exílio, Nas lonjuras de além-mar, Uma declaração de amor... Em que a saudade de cá, Trazia-lhe intensamente, À vontade de regressar. A terra que lhe viu crescer Entre palmeiras e sabiás... Ficara de braços abertos, Para o filho que veio de lá, Trazendo em suas bagagens, Uma nova forma de versejar, Nas margens daqueles rios, Mondego, Doiro e do Tejo, Escreveu seus Primeiros Cantos, O suficiente para lhe consagrar. Na sua “Canção do Exílio”, Escuto o Canto do Guerreiro... A voz do homem ameríndio, Em todos os lugares ecoou, Sua flecha, sua lança seu boré! Estão todos reunidos no estro, Dê quem soube firme manejar, Esta arma poderosa sem sangrar! Fez com habilidade de sua poesia, Os poderosos nos índios pensar. “Louco Amor” Que destino é este que me separou, Da doce amada que a pensar eu vivo, Minha Ana Amélia, o meu coração, Dilacerado chora por teu amor perdido. Sem você ao meu lado, eu não vivo! Não me deixes, não! Volte pra mim! Nem eu nem você somos culpados... Deste cupido louco que nos flechou! Escuta a voz do seu coração! Querida! Vem para meu lado, lhe darei guarida, Pois não posso viver nesta solidão! Vem... Vem... Amor da minha vida.

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Wybson Carvalho675 CANTO AO EXÍLIO (Um poema para Gonçalves Dias e sua Caxias)

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Em minha cidade havia palmeiras e canto de sabiás Dela exalava o perfume dos jardins urbanos Nela se ouvia a linguagem singela do cotidiano Com minha cidade crescia a romântica pregação dos poetas. A inimizade humana passava por sobre ela em nuvens raivosas sob eólica turbulência rumo a ermas plagas para se derramar noutros cenários prenhes de social ganância.   A ela em minha infância ouvi sinfonias nas horas iniciais de um futuro desenhado com cores de abandono Agora que árvore dará abrigo a outros pássaros canoros para entoarem um canto de saudade?   Mas Sou kármico pertencimento humano a ti torrão exilado quero para sempre te pertencer como grão de areia no teu chão sob cáustico sol barro escondido nas paredes da construção de tua eternidade... A ti eis o que sou Em ti eis onde estou. E quando minha matéria tombar inválida obediente à natureza cumprida e mergulhar indiferenciado no teu barro Estórias de liberdade serão tecidas sobre o ser que sob memória está cíclico ao meio. 675 Wybson Carvalho – Caxias – MA – Brasil - 1958. Funcionário público municipal. Exerceu vários cargos nas áreas da imprensa e cultura. Comunicólogo com habilitação em Relações Públicas e jornalista colaborador em diversos periódicos regionais. Poeta com vários livros publicados É membro fundador da Academia Caxiense de Letras - Cadeira, nº 30. Foi membro dos Conselhos Estadual e Municipal de Cultura. Participou como delegado representante da sociedade civil - câmara setorial do livro, leitura e literatura - das Conferências de Cultura, nos âmbitos municipal, estadual e nacional, nos anos de 2005 e 2010, em Caxias, São Luís e Brasília, respectivamente.


Pois livre é o ser sem estar e sido em sendo o verbo ainda.

Yanni Mara Tugores Tajada676 Romántico de Caxias Caxias te vio nacer Entre idiomas y letras Esa tierra de palmeras En donde canta el sabia Nos diste el gran placer De regalarnos poemas Mil suspiros y quimeras De tu tierra y de allá Tuviste que florecer En tantas tierras lejanas Pero volvías con ganas A tu tierra y al sabia Sin embargo tú partiste En una cruel despedida En un lecho agonizante Se olvidaron de tu vida Pudo la mar arrancarte El último hálito de existencia Más no así tu esencia Pues siempre estarás presente De la mano de Tupá Y de tus versos poeta.

Yasmim Victoria dos Santos Cantanhede677 Oh! Saudoso Gonçalves Dias deu a vida ao imaginário. Encantando quem sua poesia ler. Um grande poeta foi. Oh! Saudoso. Hoje teus versos são fáceis compreender.

676 Yanni Mara Tugores Tajada – Uruguai - 08/05/57. Actualmente reside en La Paz – Canelones. Secretaria del “Proy.Cult.Decires”. Integra A.D.E.P ambos en La Paz. Miembro de CHADAYL, aBrace Cultura y Espacio Mixtura en Montevideo. Ha participado en varias Antologías, en Uruguay, Argentina, Brasil, Chile, Venezuela y Australia. Ha obtenido 1º, 2º, 3º premios y varias Menciones Especiales y de Honor tanto en su país cómo en el extranjero. Participó de Mil poemas a Miguel Hernández, José Martí, Andrés Eloy Blanco, Oscar Alfaro y Mil poemas para la Paz. 677 Yasmim Victoria dos Santos Cantanhede – São Luís – MA – Brasil - 09/03/2002. Motivo da Participação: A competição comigo mesma de viajar pelo mundo encantado da poesia. Cursando: 5º Ano - Turma: C – Profª Shirle Maklene EPFA

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Privilégios das águas! Que banham com sua sabedoria. Cada onda, cada espuma. Oh! Saudoso Gonçalves Dias.

Zara Maria Paim de Assis 678

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GONÇALVES DIAS E O MAR Que terrível vendaval, vagas, raios e trovoadas, passageiros desesperados. O poeta clama a Jeová. A brigue se inclina quase vira, o terror assola a todos De repente, vem a calmaria, tudo se normaliza. O barco navega suave, o jovem poeta, chega ao seu destino, atraca no Maranhão, na paz. Quase vinte anos depois, novamente, regressando à Pátria, doente, triste e debilitado Com a alma despedaçada, recorda o grande amor, o amor perdido. Sente o desespero da debilidade. No mar encapelado, O navio parte-se ao meio. Os náufragos, à deriva, os marinheiros diligentes! Todos são salvos, menos o grande poeta. Enfraquecido no leito, morre no mar e desaparece, já na sua terra querida. Como disse Machado de Assis, sobre o poeta “morreu no mar túmulo imenso para o talento”.

678 Zara Maria Paim de Assis - Salvador – Bahia – Brasil - 26/02/1953. Professora Adjunta da Universidade Federal Fluminense. Mestre em Patologia, membro da Academia Luso Brasileira de Letras, Membro da UBE-RJ, da Academia de Letras do Estado do Rio de Janeiro, Membro da ALAP, do InBrasCi, da Soc. Eça de Queiroz, Presidente da AMPLA – Ac. Mundial pela Paz, Letras e Artes, membro da APPERJ e da ABRAMIL. Membro Correspondente de Academias no Acre, Manaus e Paquetá.


Zazy Grazyelly679 ALMIRANTE LOUCO (Poema em homenagem a Gonçalves Dias) O futuro é escuro demais para se espera. Viver meramente de desilusões. Vendo a vida passar debaixo do nariz. Devemos construir nossas estradas no hoje. Seja feliz agora no presente, pra quê esperar, Se o amanhã é uma promessa incerta?... Não tenha medo se seus sonhos forem destruídos. Volte atrás e recolha os pedacinhos jogados no tempo E mostre ao mundo o riso da esperança Para reconstruir seus sonhos e seus ideais. Não tenha medo de errar, pois ninguém é perfeito. Tenha coragem de tentar quantas vezes for preciso. Afinal, ser feliz é a mais difícil das artes. Por mais que se faça não se chega A perfeição tão desejada por tantos. Ser feliz é ter momentos agradáveis, Inesquecíveis, de felicidade real. Com a certeza de que a vida não é feita apenas de flores. Há também espinhos que nos feri e machucar, Mas temos que suportar e superar... Porque o sentido da está nas pequenas atitudes Que valorizamos com alegria. Ao acordar a cada dia e agradecer por simplesmente está vivo, Chance de recomeça e fazer diferente! Tendo exemplo de pessoas especiais como Gonçalves Dias, Grande poeta que transformava os momentos angustiantes Em sonhos e desejos para que tudo mudasse a sua volta. Transcrevendo a força do seu pensamento para Transmitir seus ideais com lucidez de um sonhador realista. Nas noites solitárias, Gonçalves Dias, Espantava a tristeza com proeza poética que corria em suas veias Para fugir da amargura e buscar um novo amanhecer Expulsando o sofrimento que o deixava inquieto.

679 Zazy Grazyelly – Petrolina –PE – Brasil. Cadeirante, escritora e produtora cultura. Tem dois livros publicados: A Casa Encantada (conto infantil) /De Teu Amor Me Alimento (poesia). http//:www.poetisazazygrazyelly.blgspot. com; zazy.grazyelly_escritora@hotmail.com ; twintter@zazygrazyelly

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Feito um almirante louco que teima em navegar no oceano Da desilusão vivenciando tanta dor... E suportando um temporal de emoções desordenadas Dentro de si mesmo, tal como se desmanchasse o castelo de areia. Que todo poeta possui em sua alma Onde deposita suas fraquezas e imperfeições. Ah! Almirante louco porque temas em navegar no oceano Da desilusão tornando sonhos de amantes em frações De ilusões tão desejadas? Mas que muitas vezes abalam as estruturas do nosso ser E faz as lágrimas surgirem do cansaço de ver O sol se pôr sozinho no cais da vida. Tendo no peito a dor da saudade que Esvazia a alma e nos maltrata. Mas ainda assim, almirante louco, Você é essencial para nossa sobrevivência.

Zelia Maria Fernandes da Silva680 750

E AGORA GONÇALVES DIAS? E agora Gonçalves Dias? E agora Poeta? Nós aqui na terra ficamos sem você. Será mesmo Gonçalves, será? És o grande poeta e sempre será. A poesia não morre e você nunca morrerá em nossos corações... Para nós você é e sempre será imortal... Você está em nós, no ar que respiramos, no raio do sol, no céu, no brilho das estrelas... Teu sorriso cristalino nunca se apagará, De nossos corações... Sua poesia está no cantar do passarinho, e no interior de seu ninho... Você só foi voar mais alto... Tua poesia encontrou as alturas... E teus versos encontrou a plenitude... Foi ao encontro de outros poetas, ou de seus amores... Feliz encontro poeta, da poesia com a poesia...

680 Zelia Maria Fernandes da Silva - Rio de Janeiro - Brasil - 02/06/48, formada em Pedagogia, Administração e Supervisão - UERJ/RJ, Pós-graduada em Pedagogia Empresarial UGF. Presidente da Sociedade de Cultura Latina do RJ e da ZMF Editora, Secretária Geral da Associação dos Diplomados da ABL e da Academia de Letras RioCidade Maravilhosa, pertence a várias Academias literárias no Brasil e no Exterior; está fundando a Academia Infanto-juvenil de Letras e Artes do Estado do Rio de Janriro para jovens dos 6 aos 16 anos de idade. email: culturalatina@oi.com.br


Foste matar saudades de teus amigos, Fazer poesia... escrever poemas tantos, enviados para nós pobres mortais... E neste começo de inverno, nós aqui o recebemos... Obrigada Gonçalves Dias, Pelos teus versos e pela tua poesia.

Zenaide Radanesa dos Reis681 O TEMPO Nunca digas que o tempo passou! Que agora tu me vez! Que me desejas como nunca ou realmente me ama! Porque da mesma forma, ele (Deus) mostrou-me que até de olhos vendados te enxergarias e te amarias como nunca! Mas, como vez o tempo passou e novamente chegastes tarde!

Zidelmar Alves Santos682 Sinto falta... Sinto falta de palmeiras, Fauna e flora que não vi; Sinto falta de Gonçalves Dias, poetas que não li; Pena que a minha terra Não fez outro para si; Defensor da natureza Fauna e flora antes do fim...

681 Zenaide Radanesa – Brasil - 39 anos. Graduada em Comunicação Social com Habilitação em Propaganda e Publicidade, Especialista em Didática Universitária e Mestre em Gestão Empresarial pela Fundação Getúlio Vargas/FGV, Professora Universitária e Diretora Administrativa, Financeira e Mídia da AG.10 Propaganda em São Luís do Maranhão, Autora dos Livros: Micro e Pequenas Empresas. A importância de Conhecê-las, Mídia para Iniciantes e faturamento em Agências de Propaganda e publicidade. 682 Zidelmar Alves Santos - Itabuna – Bahia – Brasil - 23 de maio de 1987. Licenciado em História pela Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC. Atualmente é aluno do curso de Especialização em História do Brasil da mesma instituição. Recentemente publicou na Revista Historien o texto “A História na Tela: O Encouraçado Potemkin, de Serguei Einsenstein”, recensão do clássico filme de 1925.

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Zulma Trindade de Bem683 AO POETA Gonçalves Dias... do Brasil ilustre filho, Descendente das três raças altaneiras, Que formaram este povo, esta Nação. Orgulhava-se da miscigenação Que o fizera assim... tão brasileiro! Quando distante de casa, no estrangeiro, A tristeza invadiu-o sem piedade; Inundou-lhe os olhos, a saudade, E derramou-se na Canção do Exílio. Soube cantar com alma e com tal brilho A saga dos Tupis... o amor por este chão... Com as cores auriverdes do seu coração, No lirismo dos versos, desenhou As belezas desta terra e da mulher que amou.

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Semeou na terra seu verso varonil; Legou-nos a beleza dos seus cantos; Deixou para a posteridade o encanto Dos seus poemas encharcados de Brasil.

Zulmar Pessoa de Lima Tamburu684 La ficou sua memória Lá foi um grande homem Tão longe... A procura da saúde E ao retornar Encontrou a morte Num naufrago... La ficou sua memória... Mas não esquecido Porem lembrado Pelo o que ele mais amava O sangue das três raças... Brasileira 683 Zulma Trindade de Bem - Cachoeira do Sul, RS – Brasil - 23/02/1944. Reside em Novo Hamburgo, RS, desde 1987, onde exerceu a profissão de professora alfabetizadora. É associada da Academia Literária do Vale do Rio dos Sinos - ALVALES. Participa de diversas coletâneas e de um CD. Seu gênero é eclético, porém prefere o tema regionalista; as raízes campesinas. 684 Zulmar Pessoa de Lima Tamburu - São Paulo – Brasil - 03-11-55. Cursou a Panamericana de Artes e Desing, amante da arte e de todas as suas formas de expressão, começou a pintar aos 14 anos, participou de várias exposições. Aprimorou sua criatividade, resultando na arte de escrever. Publicou sua primeira obra: “Helena, mil vezes voltaria para viver seu grande amor”. E participou de varias Antologias. Escritora, poetiza, compositora, colunista e artista plástica.


Que fez perder A mais preciosa menina A quem  poema de amor fez Amou como nunca havia amado E por ama lá Pagou um preço muito caro Por ser mestiço Lhe foi negado A amar... A mais linda donzela. Gonçalves Dias Na inquietude da alma Muitos poemas escrevera Com emoção Fez arder, Muitos corações   E na infinita dor de seu âmago Só lhe restam lágrimas, clamares,   Por um amor em chama Guardou sentimentos Tão puro... Por uma grande paixão Quem nunca amou! E teve sua alma marcada, Por lágrimas e dor E sussurros de amor     Quem nunca amou! Como Gonçalves Dias Que teve um amor interrompido E se calou em pranto Com a dor do preconceito Por ser mestiço Salve! Salve! O nosso grande poeta Gonçalves Dias A quem descrevo sua dor.

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Realizado o Depósito Legal na Biblioteca Nacional, conforme Lei n. 10.994, de 14 de dezembro de 2004 Formato: 19,5 x 27 cm Tipologias: GoudyOlSt BT(11/13,2), Kaufmann BT (13/13,2; 30/36), Calibri (9/10,8) Papel apergaminhado 75g/m2 (miolo) Papel cartão supremo 250g/m2 (capa) Tiragem: 500 exemplares Impresso na Gráfica da UFMA, Av. dos Portugueses, 1966, Cidade Universitária, Bacanga, 65.080-805 – São Luís/MA


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