CLÁUDIO VAZ, O ALEMÃO e o Legado da Geração de ´53

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CLAUDIO VAZ, O ALEMÃO - E O LEGADO DA GERAÇÃO DE 53

"Sou a mãe e o pai do JEMs. Os JEMs são a minha vida." Cláudio Vaz dos Santos.

LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ



LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ

CLAUDIO VAZ, O ALEMÃO - E O LEGADO DA GERAÇÃO DE 53 São Luis - 2015


CAPA Claudio Alemão carregando a tocha olímpica dos JEMs. Jornal Pequeno. Foto de Alfredo Menezes

Ficha catalográfica


ESTA OBRA TEM A CHANCELA DA

Membro Fundador LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ Cadeira 21 – Patroneada por Fran Paxeco

Sócio Efetivo LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ Cadeira 40 – Patroneada por Dunshee de Abranches

Sócio Efetivo LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ Cadeira 92 – Patroneada por Elza Paxeco Machado



A título de APRESENTAÇÃO1

11

SECRETARIA DE ESPORTE E LAZER – SEDEL-MA. GALERINHA DO ESPORTE: Os JEM’s ontem e hoje. São Luís, SEDEL, 2013. Autorização de uso pelo Secretário Joaquim Haickel, em 2014.





SUMÁRIO A título de APRESENTAÇÃO Sumário Prefácio CLÁUDIO VAZ, O ALEMÃO OS A NOS 30/40... OS PRIMEIROS ESPORTES: O FUTEBOL DE SALÃO – Controvérsias O BOXE A GERAÇÃO DE 53 ATLETISMO NATAÇÃO A FUGA... E O RETORNO JUDÔ E O KARATÊ SURGE O DIRIGENTE ESPORTIVO “FOI AI QUE ENTREI...” CLÁUDIO FOI PROFESSOR DE BASQUETE... HANDEBOL – OUTRAS CONTROVERSIAS NOVA FUGA... BRASÍLIA O RETORNO – 1980 UMA CONCLUSÃO POSSÍVEL, DO MESTRE DO JORNBALISMO ESPORTIVO – CLÁUDIO VAZ DOS SANTOS, O ALEMÃO VALEU A PENA? OBRIGADO, CLÁUDIO... Notas Sobre o Autor

7 11 13 19 33 67 73 77 103 105 111 115 121 123 137 163 165 177 179 189 197 203 208 241



PREFÁCIO “Sou a mãe e o pai do JEMs. Os JEMs são a minha vida." Cláudio Vaz dos Santos.

Tem já algum tempo que venho me dedicando à escrita da memória do esporte, da educação física e do lazer no/do Maranhão. Temos o “Atlas do Esporte no Maranhão” 1, o livro de memórias “Querido Professor Dimas” 2, o Blog do Leopoldo Vaz, dentre outros já disponibilizados, e outros ainda em construção3... Contar a vida de alguém requer pesquisa, entrevistas e despojamento de idéias pré-concebidas. Pela quantidade de questões que levanta, o tema é um sem fim de perguntas... Ao depararmos com um personagem emblemático, que influenciou toda uma geração, temos um bom argumento para contar uma História de Vida (FUKELMAN,2015) 4. A advertência de Coriolano P. da Rocha Junior – pertinente - (2015) 5 de que estudos sobre a história do esporte, normalmente, associam seu surgimento, sua constituição aos elementos da modernidade, e tendo por referências as pesquisas feitas a partir de cidades como São Paulo (SP) e mais ainda, o Rio de Janeiro (RJ). Para Coriolano:

[...] o cuidado deve estar em não querer analisar outras localidades a partir da realidade destas duas. É preciso entender as peculiaridades de cada uma, suas especificidades, que dão a elas maiores ou menores possibilidades de assumirem o esporte como uma prática cotidiana. E aqui, os estudos históricos são centrais, justo por nos darem a possibilidade de compreendermos a forma como se estabeleceu, ao longo dos tempos, o fenômeno esportivo em cada espaço.


Ainda seguindo Coriolano Rocha Junior (2015), é importante ressaltar que: [...] a investigação a partir da compreensão de um projeto de modernização local, também guarda enormes diferenças em relação a outros estados, mesmo que estes tenham servido de inspiração. As realidades locais fizeram com que houvesse diferenciações, no porte, no tipo, no período de realização e no perfil dos agentes executores.

Em “Apontamentos metodológicos: biografias de atletas como fontes” Rafael Fortes (2015) 6 , afirma que livros biográficos são uma fonte pouco explorada na história do esporte no Brasil. Para esse autor, as fontes principais continuam sendo jornais e revistas, além de crônicas, obras de literatos etc. As biografias sob a forma de livro são um importante elemento da construção de representações sobre o esporte, embora não tão poderosas quanto o jornalismo periódico e as transmissões ao vivo por televisão e rádio. Faz, então, uma análise de como tais obras poderiam ser

enriquecidas

pela

discussão

existente

na

História

a

respeito

da

viabilidade/possibilidade da biografia como trabalho científico. Vale a pena acompanhar este debate, por proporcionar reflexões teórico-metodológicas interessantes: 1.

Considerando que as biografias são obras sobre um indivíduo, que elementos são mobilizados para construir, descrever, explicar, narrar etc. sua trajetória (noção por si só rica, em termos de análise), bem como seus resultados, realizações etc.? É possível identificar traços comuns às biografias de atletas de modalidades individuais? E às de atletas de modalidades coletivas? Indo além: é possível perceber semelhanças e diferenças entre as características comuns, considerando tal dicotomia?

2.

Quanto à autoria: quem é o autor da obra? O próprio atleta? O jornalista? Ambos? Parece-me haver três principais tipos, do ponto de vista formal: a) Autobiografias em sentido estrito: o atleta escreve o texto (ou, ao menos, é assim que o livro é publicado: atribuindo o texto ao esportista).


b) Autobiografias com um (co)autor (geralmente um jornalista) [...] o "com" ou um "e" seguido do nome do jornalista está estampado na capa. Fico com a sensação de que, nestes casos, o autor é o jornalista e coube ao atleta dar os depoimentos e ajudá-lo com outras informações [...] é impossível saber ao certo que papeis foram desempenhados por cada um. c) Biografias escritas por um jornalista. Neste caso, há a divisão entre "autorizadas" e "não autorizadas". As categorias são discutíveis (como, em parte, ficou evidente o debate travado em certos veículos de comunicação brasileiros há cerca de um ano e meio, a partir do grupo Procure Saber), mas há outros aspectos que podem ser analisados: os objetivos de quem escreve, os interesses da obra para a coletividade, a forma e o conteúdo.

Góis Junior; Lovisolo; Nista-Piccolo (2013) 7 , ao analisarem a utilização do modelo elisiano 8 em problemas de pesquisa no campo da História da Educação Física9, e as características teóricas do processo civilizador de Elias, colocam que: “coletivamente, os indivíduos buscam no esporte, vivenciar emoções fortes, liberdade, poder”:

O processo civilizador é construído a partir da teoria das configurações sociais, ou seja, como uma configuração inicial de poder político, econômico, social se transforma em outra, e concomitantemente, são transformadas as estruturas de personalidade dos indivíduos. Se não estudamos a relação entre estrutura política, poder e a personalidade dos indivíduos em sua conduta, não estudamos o processo civilizador.(Góis Junior; Lovisolo; Nista-Piccolo, 2013, p. 777).

Utilizo-me da História Oral 10 , designação que se dá "ao conjunto de técnicas utilizadas na coleção, preparo e utilização de memórias gravadas para servirem de fonte primária" (BROWNW e PIAZZA, citados por CORRÊA, 1978, p. 13) 11. Já na definição de Camargo (citado por ALBERTI, 1990) 12, é o "conjunto sistemático, diversificado e articulado de depoimentos gravados em torno de um tema", ou como


ensino a própria Alberti (1990), é o "método de pesquisa... que privilegia a realização de entrevistas com pessoas que participam de, ou testemunham, acontecimentos...". A História Oral é legítima como fonte porque não induz a mais erros do que outras fontes documentais e históricas13. Alberti (1990) chama-nos atenção da responsabilidade do entrevistador enquanto coagente na criação do documento da História Oral, já que sua biografia e sua memória são outras, e não estão em questão - é a dupla pertinência cultural (Max CAISSON, citado por ASSUNÇÃO, 1988) 14. Em qualquer pesquisa parte-se da questão de que há algo a investigar. Ao decidirse pelo emprego da técnica da história oral, como sendo a mais apropriada, estabeleceram-se também os tipos de fonte de dados, tendo em vista que a história oral vale-se de outras fontes, além das entrevistas (SILVA, GARCIA e FERRARI, 1989) 15. Foram utilizados dois tipos de fontes de dados: 1. Reportagens de jornais, crônicas, relatos e literatura acadêmica, que nos permite o estudo do processo de implantação da educação física escolar e o desenvolvimento do esporte moderno em Maranhão; 2.

Entrevistas com pessoas que viveram esses processos e tiveram um relacionamento com o Cláudio Alemão16. Para esse item, deve-se verificar se, no universo de estudo, há entrevistados em

potencial, se é possível entrevistá-los e se estão em condições físicas e mentais de empreender a tarefa que lhes é solicitada. Estabelecidos os métodos e os entrevistados, restou-nos definir as entrevistas. Foram

estabelecidas

algumas

categorias

simples,

que

foram

surgindo

empiricamente, a partir das primeiras, utilizadas como pretexto para o entrevistado se lançar no esforço de rememoração. São perguntas de ordem genealógica, história


pessoal,

sobre

educação,

educação

física,

esportes,

pessoas

conhecidas,

relacionamento com Cláudio Alemão, enfim, lembranças "daqueles bons tempos". Em 2001, realizei 16 entrevistas, com pessoas que conviveram com Cláudio Alemão a partir dos anos 50. O trabalho que se pretendeu foi o de integrar a uma estrutura social elementos e fatos isolados, procurando uma explicação causal, sem esquecer a descrição história (CARDOSO, 1988) 17. Para Berkoffer Jr. (citado por CARDOSO, 1988, p. 77),

"... a História (entendida como explicativa, respondendo aos porquês?) não pode explicar totalmente à 'crônica' (que responde a perguntas do tipo 'o que', 'quem', 'quando', 'onde', 'como'?)".

O objetivo é apresentar a História de Vida de Cláudio Vaz, o Alemão, e enfatizar, também, o legado daquela “Geração de 53”, seu principal personagem e seus companheiros na revitalização do esporte moderno no Maranhão, em especial do esporte escolar, a partir dos anos 50, estendendo-se até os anos 70, e a sua influencia, como praticante, como dirigente. Tomamos de José de Oliveira Ramos18 a seguinte descrição de nosso biografado:

Imaginemos o inventor Alberto Santos Dumont criando o 14 BIS sem as "asas". Melhor: imagine uma das mãos sem nenhum dos cinco dedos. Imagine um jogo de futebol sem traves. Imagine uma piscina de Natação competitiva sem as raias. Enfim, imagine o Esporte maranhense sem a luz divina e a criatividade inicial e pioneira - queremos manter a redundância de Cláudio Antônio Vaz dos Santos.


Imagine, também, o Cláudio Antônio Vaz dos Santos, hoje, sem o "Alemão”. (RAMOS, VAZ, 2012)

CLÁUDIO ALEMÃO, ELIR JESUS GOMES E ZEZÉ – 2014 LANÇAMENTO DO LIVRO ‘QUERIDO PROFESSOR DIMAS’


CLAUDIO VAZ, O ALEMÃO

CLUBE RECREATIVO JAGUAREMA


Cláudio Antonio Vaz dos Santos, seu nome de batismo... Nascido em São Luis a 24 de dezembro de 1935, filho de Antônio Rodrigues da Costa Santos e Maria José Raposo Vaz dos Santos.

JORNAL O COMBATE 24 DE DEZEMBRO DE 1935


No dia em que concedeu a entrevista (2001)

2

, base desta biografia, se

“encontrava divorciado”, pai de oito filhos. Foi casado com Maria do Socorro Bogéa dos Santos: 2 VAZ DO SANTOS, Cláudio (Alemão). ENTREVISTAS. ENTREVISTA COM CLAÚDIO ANTÔNIO VAZ DOS SANTOS, REALIZADA NO DEPARTAMENTO ACADEMICO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE - DCS -, DO CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA DO MARANHÃO - CEFET-MA, NO DIA 29 DE MARÇO DE 2001, COM INÍCIO AS 09:10 HORAS. VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. MAS, QUEM É CLÁUDIO VAZ? In BLOG DO LEOPOLDO VAZ, Por Leopoldo Vaz • quarta-feira, 05 de dezembro de


SHOW DA CIDADE, por Benito Neiva in O COMBATE, São Luis, 29 de setembro de 1965

Fonte: BUZAR, Benedito – O Estado, Roda Viva, 07 de fevereiro de 2016 CLÁUDIO VAZ E SOCORRO BOGÉA VAZ – NO JAGUAREMA (Carnaval) 2012, disponível claudio-vaz/;

em

http://www.blogsoestado.com/leopoldovaz/2012/12/05/mas-quem-e-

VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. HOMENAGEM A CLÁUDIO VAZ. BLOG DO LEOPOLDO VAZ. 12/05/2013. DISPONÍVEL EM http://www.blogsoestado.com/leopoldovaz/2012/12/05/homenagem-a-claudio-vaz-o-alemao/


Fonte: BUZAR, Benedito – O Estado – Roda Viva, 07 de fevereiro de 2015

O apelido de “Alemão” vem de quando era aluno do Colégio Marista 19 ; fez exame de admissão - 4º primário -, vindo do Colégio São Luís Gonzaga, da Zuleide Bogéa20, onde estudou do primeiro ao terceiro ano primário. Iniciou os estudos no Jardim de Infância Antônio Lobo - ao lado da Igreja do Santo Antônio, onde sua mãe era professora; lá estudou até os seis anos de idade, transferindo-se então para o Colégio São Luís Gonzaga, ali na Rua do Sol. Naquela época em que foi para o “Maristas”, morava na Rua Montanha Russa na casa da Rua Newton Prado 22; ele e seu irmão Janjão - Antônio Carlos Vaz dos Santos3 -nasceram ali. O “Maristas” nesse tempo funcionava junto ao Palácio do Bispo, na Avenida Dom Pedro II. Ao chegar ao “Maristas” já praticava futebol e espiribol. Segundo Cláudio, era um esporte que hoje “parou”, isto é, não se pratica mais. 3 nasceu em São Luís a 23 de novembro de 1934


Recorremos a Aymoré de Castro Alvim4 para descrever como era esse esporte, Espirobol: Aymoré Alvim – VERGONHA DAS VERGONHAS. (Do livro: Memórias de um seminarista. A publicar). Era uma quarta-feira, dia de sueto ou folga no Seminário. Pela manhã, após o café, havia jogos de futebol, voleibol e handebol. À tarde, após a merenda, podíamos receber visitas de parentes (de amigos não, pois poderiam vir namoradas no pacote) ou, então, sair para fazer compras do que se precisasse ou mesmo visitar parentes que não podiam ir ao seminário. Mas, sempre acompanhado por um colega mais velho e de confiança. Sozinho, nem pensar. Numa dessas quartas-feiras, eu já me encontrava no pátio com Osmar, Viana, Sarenga, Biné Curau, Salamargo, Quiba e outros aguardando o padre Aloísio escalar as duas equipes de futebol. […]. [Ao que perguntei, em seu Face: Leopoldo Gil Dulcio Vaz] “Confrade, lindo!!! Que ano foi isso? Como eram as praticas esportivas no Seminário? Você fala em handebol; mas só foi introduzido no Maranhão na década de 60, na ETFM, em jogo de exibição, depois no final dos anos 60, inicio dos anos 70; seria o mesmo esporte? Ou seria o espirobol?”. Pois bem, hoje recebo a resposta: Aymoré Alvim “Meu caro confrade, o jogo que chamávamos handebol era mesmo com a mão, mas havia um mastro com uma corda na ponta e na outra ponta da corda uma bola. O mastro ficava no cruzamento de 2 duas retas que delimitavam 4 espaços onde ficava 1 jogador em cada um, distribuídos alternadamente. Dois companheiros quando pegavam a bola faziam de tudo para os outros dois adversários não pegar. Se ocorresse invasão do campo adversário perdia a bola e ponto. Era mais ou menos isso que chamávamos handebol. Quando vi muito depois aqui fora até como esporte olímpico achei esquisito”. Era mesmo espirobol… conforme Moema de Castro Alvim, irmã do Aymoré, as meninas também o jogavam, já, em Pinheiro lá pelo final dos anos 50…

4

VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. BLOG DO LEOPOLDO VAZ. HANDEBOL NO MARANHÃO – já se jogava na década de 50 (??)…

disponível em http://www.blogsoestado.com/leopoldovaz/2013/08/15/handebol-no-maranhao-ja-se-jogavana-decada-de-50/


O irmão Manuel era considerado o diretor de esportes do Colégio Marista; foi ele quem chamava Cláudio de Alemão, pois nessa época loiro maranhense eram poucos; e começou o Manuel – “Cláudio: - Alemão, Alemão, Alemão”, e fico “Alemão” até hoje; Cláudio diz sentir orgulho de seu apelido de colégio, o que o marcou muito sua vida – “Cláudio Alemão”, que Fontenelle21, passou a chamar de Cláudio Vaz - o Alemão. Isso, quando passou a ser dirigente esportivo...

EM 2001, ‘PAPEANDO’ COM DISNEY E MICKEY 22

Cláudio Alemão estudou no “Maristas” desde o 4º ano primário; no Colégio “Maranhense” e também no “Cearense”, até 1952... Quando começou a praticar esportes... Na época em que estava no “Maristas”, aqui em São Luís - na Rua Dom Pedro II, ao lado da Sé da Catedral - afirma que não havia professor de Educação Física, pois só se praticava esportes: “Na minha época não teve professor de Educação Física,


foi ter depois, no Colégio Maranhense, já aqui na Rua Grande, na Quinta do Barão”, informa. Eurípedes Bezerra23, em depoimento5, informou que fora professor do Colégio dos Marista, contratado quando retornou do Curso de Instrutor de Educação Física, feito na Escola de Educação Física do Exército:

EURÍPEDES BERNARDINO BEZERRA - EURIPÃO 6

5

BEZERRA, Eurípedes Bernardino. ENTREVISTA. Entrevista concedida a Leopoldo Gil Dulcio Vaz pelo CORONEL PMMA EURÍPEDES BERNARDINO BEZERRA. Entrevista realizada no dia 21/02/2001, na residência do Coronel Eurípides Bezerra, à Travessa Parque Atenas, n° 25.

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http://futebolmaranhenseantigo.blogspot.com.br/2014/07/coronel-euripedes-bezerra.html


Em 1942, e fui logo indicado para lecionar no Colégio Marista e Colégio São Luís, do professor Luís Rego e do professor irmão Floriano, do Colégio Marista. Era responsável pela educação física, Diretor da educação física do Quartel [da PMMA) com os meus companheiros auxiliares, Emílio me auxiliava, Sargento Cirino, com serviço prestado, eles ajudavam no Quartel, também o Soares Nascimento, hoje dentista formado. [No colégio Marista, nessa época, o senhor era o único professor de educação física?] Era o único Professor de Educação Física especializado na escola, foi ai que os meus alunos foram, José Sarney 24, Pedro, Dejard Martins 25 , Mauro Fecury 26 , João Castelo 27 , Ribamar Fiquene 28 , e tantos outros daquela geração. [Como era a educação física nessa época?] Era o método francês, a modalidade de ensino era: os exercícios preparatórios e propriamente ditos, constituía-se evoluções de marchas e depois os exercícios de saltar, trepar, levantar, e despertar, correr, atacar e defender e volta a calma, exercícios progressivos sem solução de continuidade. Era o mesmo método [da Escola de Educação Física do Exército], trazido pela Colônia Francesa, pela Missão Francesa em 1922, para o Brasil. No colégio São Luís era a mesma coisa, 1943 a 1945. Deu aula no Colégio São Luís por três anos. No Colégio Marista permaneceu 27 (vinte e sete) anos, aposentado como professor pelo INPS.

Cláudio insiste – em seu depoimento - que, em sua época de estudante, não tinham professor de Educação Física. Sua geração só teve prática de esportes, comandada sempre pelos irmãos Maristas:

Nós não tínhamos professor de Educação Física, nem leigo; nós tínhamos apenas os irmãos Maristas, que nos colocavam para praticar esporte, era: o futebol de campo e o espiribol; o Basquete, o vôlei não existia também; nossa prática maior era o futebol de campo, onde é hoje o [Hotel] Vila Rica, ali era o nosso campinho de futebol, pagávamos 500 réis para o Colégio Marista para participar; depois do almoço arregaçávamos as calças antes de começar as aulas, nós praticávamos esporte de 12h30min até às 13h30minh. Nós saíamos suados, eu me lembro desse detalhe... Passávamos todo dia, nós praticávamos e pagávamos 500 réis, nesse tempo era réis. (VAZ DOS SANTOS, ENTREVISTA).


http://futebolmaranhenseantigo.blogspot.com.br/2014_07_01_archive.html

Em 1956 Eurípedes Bezerra esteve reunido com um grupo de amigos desportistas no Lítero, dentre eles Gedeão Matos, Rubem Goulart, Nego Braga, irmãos Marista Tárcisio e Pio, Nepumoceno, Cel. Júlio, Ten. Macedo e Cel. Riod.

Próximo àquele local, no início do esporte - futebol – no Maranhão, funcionou o campo do “Onze Maranhense”

29

. Depois foi sede do Casino Maranhense. Para

Cláudio, essa quadra faz parte de sua história de vida:

Nós tivemos uma quadra, onde eu pratiquei basquete, foi no "8 de Maio"30, atrás do Cassino Maranhense; ali era um matagal, o 8 de Maio, comandado por Rubem Goulart 31 , era o time dos “ERRES”..., Rubem, Ronald 32 , Raul Guterres 33 ... Ronald Carvalho, nosso amigo inesquecível... Rubem Goulart, que foi o líder; praticava o Paulinho Carvalho, Zeca Carvalho, e foi onde eu comecei a praticar vôlei e basquete. Essa quadra era do ‘8 de Maio’, atrás do fundo do Casino Maranhense hoje. Eu era garoto e esse Alemão já velho, aí também eu era pegador de bola dele quando faltava os primeiros praticantes de futebol de salão do Maranhão. Eu jogava com bola de vôlei, faltava goleiro, eles me improvisavam para goleiro. A bola caia no campinho ao lado, eles diziam: - Alemão; eu olhava para o lado e ia buscar. Eu era o garoto de fazer tudo o que eles praticavam, eu era o mascote deles lá... Um matagal que tinha a quadra de Tênis dos Ingleses. (VAZ

DOS SANTOS, ENTREVISTA).


Álvaro Perdigão e José Geraldo

José Geraldo Menezes de Mendonça7, aluno interno no Seminário Santo Antônio aos nove anos de idade, transfere-se para o Colégio dos Maristas, onde foi aluno do Eurípedes Bezerra, e a equipe de Educação Física contava, também, com o Cel. Júlio, além de um Coronel do Exército, que depois foi embora (reformado, mora em São Luis). Essa época a Educação Física era voltada para a ginástica calistenica, como eles chamavam: Nós fazíamos mais era exercícios de... Corrida, saltos, era vamos dizer assim flexões, agilidade houve ate um episódio nessa época que aconteceu no Colégio Marista o Cel Eurípedes Bezerra mandou os alunos subirem em uma arvore e pular, e um dos alunos quando pulou quebrou a perna era o ex-deputado Ricardo Murad. Aí isto gerou uma polemica muito seria no Colégio Marista por causa do aspecto do tipo da educação física, então era uma educação física assim é... Subir uns canos, numa armação de madeira que havia, e era a educação assim um poucochinho puxado para o lado militar. 7

MENDONÇA, José Geraldo Menezes de. ENTREVISTA. Concedida a Leopoldo Gil Dulcio Vaz, no dia 09/10/01 com inicia às 9h e 40min, no Centro Federal de Educação Tecnológica no Departamento Acadêmico de Ciências da Saúde.


Dimas 8 se lembra de sua passagem pelos Maristas, quando retorna do Rio de Janeiro, e fala de uma demonstração de ginástica, realizada no Estádio Nhozinho Santos, em 1955: 8

ANTONIO MARIA ZACHARIAS BEZERRA DE ARAÚJO – PROFESSOR DIMAS – E A EDUCAÇÃO FÍSICA MARANHENSE – UMA BIOGRAFIA (AUTORIZADA). ENTREVISTAS. Entrevista no. 1 - Prof. ANTONIO MARIA ZACHARIAS BEZERRA DE ARAÚJO (DIMAS). Entrevistadores: Leopoldo Gil Dulcio Vaz e Denise Martins de Araújo. Entrevista realizada dia 04 de fevereiro de 2001, na Escola de Natação Viva Água, localizada à rua das Gaivotas, quadra 2, lote 1, Conjunto Renascença II, na cidade de São Luís – Estado do Maranhão. Utilizou-se um gravador mini cassete de marca Panasonic, modelo. RQ-L10.


A minha passagem pelo Marista foi o seguinte - era professor do Marista o Coronel Eurípedes Bezerra, que foi meu professor de Educação Física no Marista, no ano em que eu estudei lá [...] Ele fez o mesmo curso que eu fiz, e ai ele me convidou para preparar uma demonstração de Educação Física no Marista - era uma escola de padrão, onde tinha instalações esportivas adequadas e já tinha um trabalho melhor -, lá eu preparei esta demonstração para ele, apresentei no [Estádio Municipal] Nhozinho Santos 34 , ginástica calistenica e pista de obstáculos com saltos acrobáticos... Só com alunos dos Maristas; isso já deve ter sido em 55... No segundo ano eu já uni Batista e Marista e fiz outra demonstração também muito bonita... (DIMAS, Entrevistas).

Cabe lembrar que os Irmãos Maristas instalaram escolas no Maranhão em duas épocas: o Colégio ‘São Francisco de Paula’, em 02 de abril de 1908, funcionando onde hoje é um hotel, ao lado da Catedral, até 1920. Retornam em 1937, quando inauguram o “Colégio Marista Maranhense”, funcionando no mesmo local que o anterior. É nele que Cláudio começa seu estudo, próximo de sua casa, localizada na Rua Montanha Russa. Depois, o colégio muda-se para a Quinta do Barão35.

VAZ, Leopoldo Gil Dulcio; ARAÚJO, Denise Martins de. QUERIDO PROFESSOR DIMAS: (Antonio Maria Zacharias Bezerra de Araújo) e a Educação Física maranhense: uma biografia (autorizada). São Luís: EPP, 2014.


JOSÉ ROSA, Professor do Liceu Maranhense e da ETFM, jogava no ‘8 de Maio’


OS ANOS 30/40...9 Na década de 1930, o voleibol era bastante praticado em São Luís, no meio escolar, como lembra o Sr. Glacymar Ribeiro Marques. Chegado à cidade em 1937, passou a jogar voleibol no Colégio de São Luiz, participando das Olimpíadas Intercolegiais, ao lado de Rubem Goulart; Alexandre Costa; José Carlos Coutinho; coronel José Paiva, e Raimundinho Vieira da Silva.

O COMBATE, 11 de outubro de 1931

9

VAZ, Leopoldo Gil Dulcio; VAZ, Delzuite Dantas Brito. JOGOS ESCOLARES NO MARANHÃO. In LECTURAS: EDUCACION FÍSICA Y DEPORTES, Revista Digital, Buenos Aires, n. 61, junho de 2003, disponível em www.efdeportes.com; VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. ATLAS DO ESPORTE NO MARANHÃO. In REVISTA DO IHGM, São Luis, N. 30, agosto 2009 ed. Eletrônica 86-107 VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. ASPECTOS HISTÓRICOS DO ESPORTE E DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO MARANHÃO; in REVISTA DO IHGM, No. 38, setembro de 2011 – Edição Eletrônica, p 124 http://issuu.com/leovaz/docs/revista_ihgm_38__setembro_2011


O Esporte Clube Sírio Brasileiro fora fundado por descendentes da colônia libanesa no Maranhão. Alguns dissidentes do Onze fundam o Luso-Brasileiro e, de uma dissidência deste, surge o Sírio... anos mais tarde, alguns dissidentes, não concordando com a mudança de nome, fundam o Maranhão Atlético Clube. Nesse novo clube – o Sírio -, além do futebol, desenvolveram-se também outras atividades esportivas, como o basquetebol, o voleibol, o tênis, o crocket, o bilhar, o boliche, o ping-pong (tênis de Mesa), e o xadrez:

1933 - Atletismo


1933 - Boxe

A juventude maranhense responde aos anseios de uma vida esportiva, com várias iniciativas que vão resultar em um desenvolvimento do esporte em especial o ludovicense, conforme noticiam os jornais da época com suas colunas destinadas à movimentação esportiva. Os alunos do Lyceu Maranhense estavam se organizando, em torno do Grêmio ‘8 de Maio’,

fundado em 1932, liderados por Tarcísio

Tupinambá Gomes. Fundado como entidade representativa dos estudantes junto à direção do Liceu, foi um fracasso, por falta de interesse da rapaziada, que só queria se divertir.


Os outros fundadores, dentre eles Paulino Rodrigues De Carvalho Neto 36 e Dílio Carvalho Lima resolveram levar o Grêmio para o esporte, com o intuito de jogar Voleibol, pois as opções de esportes para os jovens da época eram, além do futebol, o voleibol. O pessoal do “8 de Maio” também se envolvia com o Basquetebol.


O Combate, de 18 de maio de 1933 anuncia a (re)introdução do ‘ping-pong’:



Em 1934, temos o registro de um campeonato de Atletismo:


A LEA – Liga Esportes Atleticos – anuncia seu primeiro campeonato de Atletismo (Pacotilha, 6 de setembro de 1934):



Os cronistas esportivos incitavam os dirigentes dos diversos clubes e da AMEA a se dedicarem à outras modalidades esportivas, além do foot-ball e do basquetebol, conforme e vê de nota de maio de 1935:

Em 1937, a equipe do ‘Oito de Maio’ era formada por: Zé Rosa, Manolo, Zé Heitor Martins, Reinaldo Nova Costa, Raposo, Rubem Goulart, Paulo Meireles, Zé Carvalho, Zé Meireles. O grupo representou o Maranhão em um Campeonato Brasileiro de Basquete disputado em Belém do Pará em 1938; viajaram de navio. Paulino largou tudo em 1942, deixando o Grêmio “8 de Maio” para a nova geração, liderada por Rubem Goulart e Zé Rosa...


Rubem Goulart e Zé Rosa tornam-se professores de educação física, formados pela Escola Nacional, nos anos de 1941 e 1942... Os estudantes do Liceu Maranhense jogavam Voleibol na quadra existente na Rua do Sol - onde é hoje o Sindicato dos Bancários, e pertencia a um senhor de nome Bandeira -, foi construída pelos alunos do Liceu Maranhense, sob o comando do Professor Mata Roma. Além dessas, havia a quadra do próprio Liceu, localizado, nessa época, à Rua Direita, esquina com 28 de Julho. As jovens estudantes do Colégio Santa Teresa, costumavam jogar Voleibol na praia da Ponta d´Areia, durante as férias escolares; a rede do primeiro jogo foi arrematada em um leilão realizado na casa do Cel. Anacleto Tavares. Nos anos 40, os jogos das estudantes já eram realizados na quadra do Liceu Maranhense. Desde o inicio da década de 1920 o Basquetebol já era praticado em São Luís; SIMÃO FÉLIX - maranhense de Grajaú, onde nasceu em 03 de maio de 1908 -, um dos um dos grandes atletas do passado, praticava, além do futebol, basquetebol, voleibol, motociclismo, natação, remo, e muitas outras modalidades. Simão veio para São Luís em 1915, quando tinha 7 anos de idade, localizando-se na Rua da Palma. Como faltava um guardião para o time da Montanha Russa era encarregado de guarnecer a cidadela do Sírio; e quando não quis mais jogar como goleiro, continuou apenas com a prática da bola ao cesto, vôlei, atletismo, motociclismo, tênis, remo e outros esportes. Deixou de praticar o basquete e o vôlei em 1947.

Em 1939 ocorre a disputa de um Torneio Intercolegial, envolvendo os alunos do Liceu Maranhense e dos Maristas; outras escolas participavam com suas equipes, como o Colégio Cisne, com a equipe do Brasil, formada por Ronald da Silva Carvalho. Na década de 1940, foi criada a Colônia Agrícola Nacional do Maranhão, em Barra do Corda. Seu administrador, Eliézer Moreira, manda construir escolas em cada um dos núcleos agrícola que contasse com 50 crianças em idade escolar; foram criadas escolas nos núcleos do Naryu, Barro Branco, Unha de Gato, Cateté de Cima e Cateté de Baixo, Canafistula, Passagem Rasa, Suja Pé, Seridó, Uchoa, Conduru,


Mamui, Centro do Ramos, e outros. Em períodos certos de tempo concentrava na sede do município os alunos das escolas da Colônia para as Olimpíadas Escolares da CANM. O Maestro Moises Araújo era um dos coordenadores do evento. Centenas de crianças e de jovens disputam na velha Praça da Matriz – Praça Melo Uchoa, hoje – jogos de Voleibol, Futebol, Atletismo em suas várias modalidades, e brincadeiras tais como corrida de saco, cabra cega e outras. A cidade parava para apreciar tais competições. Essas Olimpíadas iniciava-se sempre com um grande desfile das escolas que contava com a ajuda das irmãs capuchinhas (MOREIRA FILHO, 2008, p. 97/98). Em 1942, o Governo Federal distribui bolsas para a recém-criada Escola Nacional de Educação Física e o então prefeito de São Luís, Pedro Neiva de Santana, convidou o jovem médico Alfredo Duailibe para cursar especialização em Medicina Desportiva, juntamente com Rubem Goulart, Mary Santos, Maria Dourado e Lenir Ferreira, estes, para cursarem Educação Física. Um ano antes, o hoje Coronel PM reformado, Eurípedes Bernardino Bezerra fora para a Escola de Educação Física do Exército fazer o Curso de Sargento Monitor de Educação Física. Ao regressar de seu curso de especialização (1943), o Interventor Paulo Ramos nomeou o Dr. Alfredo Duailibe para trabalhar no Departamento Geral de Instrução Pública, propondo ao Prof. Luiz Rêgo, então seu Diretor, a criação do "Serviço de Educação Física". Em abril, dava início a uma nova fase da Educação Física no Maranhão: os alunos da rede pública e privada seriam submetidos a exames periódicos de saúde e a adoção da prática da educação física nas escolas... Joaquim Itapary Sales de Oliveira tendo chegado de São Bento em 1946, quando o pai Joaquim Itapary assumiu o cargo de Secretário de Estado e Chefe de Polícia no governo Saturnino Bello; veio para estudar nos Maristas (aos 10 anos) e logo no ano seguinte estava no São Luís; Joaquim viveu na nova escola a prática da educação física como saúde; depois dos exercícios físicos, quem tinha alguma


aptidão para algum esporte passava à prática e aprimoramento em aulas específicas, como Voleibol, Basquetebol, Atletismo e Boxe; Joaquim optou pelo Basquete, enturmando-se com os atletas da equipe escolar do São Luís e do Liceu: Janjão e Cláudio Alemão, Zé Couto, Eliézer Moreira, Vancrílio Gonçalves, Valoyzinho, Lázaro, Pacheco, Estrelinha, Pará, Luis Alvim, Hugo Fonseca, Murilo Gago... Criaram o time Os Milionários, que mais tarde, como clube, viria a disputar competições estaduais; considerando-se jogador fraco, dedica-se à arbitragem. Foi um dos maiores árbitros de Basquete que o Maranhão teve; começou a carreira de árbitro no início dos anos 50, aos 18 anos. Em 1947, surge no cenário esportivo maranhense um jornal - "órgão puramente esportivo" - que tinha por objetivo "incentivar ainda mais a prática dos desportos na capital maranhense, para que possamos manter a posição de prestígio que ocupamos no cenário esportivo nacional, depois das vitórias de 1946". Tratava-se do "O Esporte", fundado, dirigido e escrito por José Ribamar Bogéa. Sua primeira edição circulou no dia 21 de julho de 1947 e sobreviveu até 1951... Emblemático, desse período romântico do esporte maranhense - e em especial do futebol - é a biografia esportiva de vários "sportmen" e "craks" do futebol da época que abrange os anos 15 a 45, como se depreende do destaque que um ainda jovem atleta tinha na sociedade, e que vai se tornar, mais tarde, um dos companheiros de Dimas em sua jornada de soerguimento do esporte e da implantação da educação física em Maranhão. Trata-se de Rinaldi Maia.

Em matéria publicada no jornal

"O Esporte", edição de 25 de outubro de 1947, na sessão "Relembrar é viver", saiu uma reportagem sobre o jovem Rinaldi Maia, em que é traçado seu perfil esportivo: Rinaldi Lassalvia Lauleta Maia - nasceu São Luís do Maranhão no dia 05 de fevereiro de 1914, filho de Vicente de Deus Saraiva Maia e de Júlia Lauleta Maia. Iniciou-se na carreira esportiva como crack de futebol, no América - clube formado por garotos do 2º ano do ginásio, e que praticava o futebol com os pés


descalços. Em 1939, o jovem atleta já era jogador do Liceu Maranhense, sagrandose bicampeão estudantil invicto, nos anos de 1941 e 1942. Apesar de jogar no Liceu, Rinaldi figurava em quadros da 1ª divisão da Federação Maranhense de Desportos FMD -, primeiramente no Vera Cruz (o clube que nunca perdeu no primeiro tempo...), onde fez "misérias" ao lado de Sarapó, Genipapo, Cícero, Sales, etc. Depois, figurou na equipe do Sampaio Corrêa. No "Bolívia", Rinaldi foi elemento destacado, muito embora jogasse ao lado de um Domingão. Foi considerado "O Menino de Ouro" da "Bolívia".

Professor Rinaldi Maia (primeiro em pé) com o Moto Club de 1966 10

Em 1941, Rinaldi começa a praticar o Basquetebol, tendo

com

Gontran

Brenha e Eurípedes Chaves e outros, defendendo as cores do Vera Cruz. Nessa época, não havia campeonatos de bola ao cesto, contudo, era público e notório que o Vera Cruz era o campeão da cidade. O grêmio do saudoso Gontran apenas tinha como adversário perigoso o quadro do "Oito de Maio". Nas disputas de Vôlei levava sempre a pior, porém, vencia todos os encontros de bola ao cesto. O Vera Cruz era um campeão autêntico... 10

http://futebolmaranhenseantigo.blogspot.com.br/2012/07/rinaldi-lassalvia-lauletta-maya-um.html


O melhor ano do esporte para Rinaldi foi 1942. Nessa temporada o jovem atleta conquistou nada menos de três títulos sugestivos: campeão invicto de futebol pelo Sampaio Corrêa; campeão invicto de futebol, pelo Liceu Maranhense; e campeão de basquetebol pelo Vera Cruz. Em 1943, coberto de louros, Rinaldi embarcou-se para o Rio de Janeiro, a fim de cursar a Escola Nacional de Educação Física. Na Cidade Maravilhosa, o filho de Vicente de Deus Saraiva Maia conseguiu seu objetivo, formando-se como Professor de Educação Física. Rinaldi voltou a São Luís em 1945. Muita gente julgou que Rinaldi ainda fosse um crack da esfera. Contudo, mero engano! O jovem atleta apenas apareceu em campo, no dia de seu desembarque, para satisfazer o pedido de amigos, mas fez ver que havia abandonado o futebol em definitivo. Seu esporte predileto passa a ser a bola ao cesto. Em 1946, Rinaldi figurava na equipe de basquetebol do Moto, sagrando-se campeão do "Torneio Moto Clube". Quando da visita do "five" rubronegro a Belém, Rinaldi teve oportunidade de brilhar na capital guajarina e colaborou naquela magnífica campanha dos motenses. No ano de 1947, Rinaldi tomou outra decisão. Deixou o Moto Clube e tratou de reorganizar o Vera Cruz, seu antigo clube. O seu sonho foi realizado, uma vez que o Vera reapareceu e hoje figura na liderança do campeonato de basquetebol da cidade. E Rinaldi é figura destacada no grêmio cruzmaltense. Atua na guarda, aonde se vem destacando, juntamente com o professor Luiz Braga, outra grande figura do basquete maranhense. Cabe ressaltar que o Vera Cruz foi campeão naquele ano11. O Prof. Dimas – como é mais conhecido Antonio Maria Zacharias Bezerra de Araújo

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, chegando do interior a São Luís em 1944, para estudar, lembra-se de

como eram organizadas as aulas de educação física, naquela época: Eu tive a sorte de estar no Liceu e o professor era José Rosa; ele estava com muito entusiasmo, tinha chegado [do curso de educação física], então ele levava muito a sério e ele teve muito 11

O Esporte, São Luís, 25 de outubro de 1947, p. 2. Recordar é Viver.


sucesso naquela época... [As atividades, eram realizadas] duas vezes por semana, com a duração de uma hora, no próprio Liceu; tinha espaço. A minha experiência com ele foi só ginástica e Educação Física, agora ele ia entre Calistenia e paradas, saltos de obstáculos, saltos acrobáticos.

Quanto aos esportes nas escolas, Dimas informa que não era praticado: [...] se fazia naquela época, eu não tive oportunidade de participar, nem via, muito embora houvesse grupos de alunos que se reuniam para praticar esportes, mas isoladamente; então tinha os peladeiros, eu joguei futebol... Joguei futebol pelo Liceu; nós tínhamos um time que jogava futebol, era: o goleiro, dois zagueiros, três halfs e cinco atacantes; eu era center-half, Celso Coutinho era half direito e Raposa era half esquerdo... Até hoje eu me lembro disso, era nosso time do Liceu, acho que da segunda série do ginásio ou da terceira mais ou menos... (DIMAS, entrevista). Mas não era só na capital que havia um movimento de ‘reinvenção’ do esporte moderno. Em São Bento, por exemplo, desde a década de 20 o futebol fora introduzido pelo estudante João Hermógenes Matos, ao trazer, em suas férias estudantis, uma bola; em 1922 (?) esse mesmo estudante, em sua segunda vinda de férias à cidade, trouxe um time de futebol formado por ele – que jogava de half – e seus colegas escolares; o jogo deu-se na Praça da Matriz. Nesse ano já existiam os times: São-bentuense, de Bernardinho Sena Martins Trinta, Dr. Urbano Pinheiro e Marçico Barros; o Tupan, de Mundico Barros, João Câncio e Isaac Lobato; o Fluminense, de Salomé Azevedo, Fernando Serrão e Augusto Comte; e o 420, dos drs. José Machado, João e José Matos. Os árbitros eram: Dr. Carlos Reis, Antenor Coelho de Sousa e Mundoca Silva. Para esse progresso do futebol, contou com a participação de Newton Bello e Pimpo (primeiros sambentuenses a jogarem em São Luís), Florêncio Soares, Barnabé de Campos, Fernando Viana e o apoio diretivo de Bibi Muniz, Maciço Corrêa, Ignézio Corrêa, José Egídio Teixeira, os irmãos Jafé e Heitor Mendes Nunes, José Cupertino, Zezico Mururu; logo após, os esportistas Fernando Serrão, João Silva, Benedito Cirqueira, Rocio Brito, Augusto Comte e Felipe Ata fundaram mais duas equipes. Até que em 1926 surge o São Cristóvão; em 1928 no dia 21 de abril, jogou em São Bento o Sport Club Sírio Libanês, vencendo o São Cristóvão por 4×1 e na revanche, dia 23/04, por 3×0; o vice-presidente do clube de São Luís era o Dr. Carlos Reis e o representante, o estudante Newton de Barros


Bello. Em 1929 aparece o Santa Cruz, o Tupy Gia; depois, apareceu o Carioca, no Bairro da Outra – Banda, atual quadra do Clube dos Jovens; de responsabilidade de Zezico Mururu. Nas décadas posteriores estiveram em atividades os times: Sambentuense, América, Maniçoba, o novo Carioca. Nessas onzenas foram revelados os craques: Zé Rosa, Alemão, Suçu, Zeno, Cascavel, Zé Silva, Baé, João Pretinho, Vicente pretinho, Benedito Tarciso, Tororó, Benizard, Dedê Pacheco, Reinaldo Pinheiro, Tolho, Zé Técnica, Bengala, Walbert Penha (jogou no Moto). Em 1945 o Moto Clube de São Luís, em 16 de março, jogou em São Bento, levado por seu diretor Ignézio Corrêa, dedicado esportista de São Bento; por não haver conseguido permissão para essa partida, o Moto jogou com o nome de “Mobel”. Além do Moto, jogaram em São Bento o Sampaio Corrêa Futebol Clube, o Canto do Rio e outras equipes menores; alunos da Escola Técnica comandados pelo professor Urbano Pinheiro e o estudante Walter Reis Pinheiro. Em 1947, com a realização do 1º. Torneio Intermunicipal, São Bento jogou no estádio Santa Izabel em 8 de julho, contra a seleção de Rosário, perdendo por 4×1; no ano seguinte, com a realização do 2º. Torneio Intermunicipal, São Bento volta a participar, novamente perdendo para Rosário, por 5×0 na prorrogação; no tempo normal, empate em 3×3. Em 1951, estreou a equipe ”Lindo Encantado da Outra – Banda” – depois alterado para Carioca – fundado por Carrinho de Mestre Bento. Reativado em junho desse ano, quando a seleção são-bentuense sagrou-se vice-campeã do 3º. Torneio Intermunicipal; inexplicavelmente, o esporte rei parou na cidade… Já o Voleibol é introduzido no inicio da década de 30 - 1931 ou 35 – quando chega à cidade o Padre Osmar Palhano de Jesus, natural de Codó. Fundou o voleibol com duas equipes. De acordo com Vavá Melo, na página 365, ao tratar especificamente do voleibol, a introdução deu-se em 1935, com a construção de uma quadra, nos fundos da Igreja Matriz. Em 194(3) o Padre João Batista Costa, natural de São Vicente de Férrer, ordenado em 1º. de janeiro de 1943, incentivou os esportes, reintroduzindo o Voleibol com a reconstrução da antiga quadra no fundo da igreja. Em 1956, novamente o Voleibol é reativado, com a inauguração do Casino Sambentuense, com as equipes do Casino, dos Padres e Outra – Banda (bairro de São Bento); posteriormente, com o Vitória do Mar, de Tomaz Choairy e a da Petrobrás. Em 1957 chegam a São Bento os padres Italianos da Sagrada Família de Nazaré; dentre os padres chegados, estava o Padre Lourenço Franzoni; este padre, no verdor de sua mocidade, com o apoio de muitos, principalmente do seu amigo Thomaz de Aquino Pereira Choary deu ênfase ao esporte e à recreação. Nesse ano, sobressaem-se em São Luís, no Voleibol estudantil: Helena Garrido e Luis Rodrigues Bittencourt. Eurípedes Bezerra, oficial da Policia Militar, com curso de Sargento Monitor de Educação Física pela Escola de Educação Física do Exército exerceu várias atividades, ligadas à sua


condição de militar, dentre elas a de professor de educação física. Em suas andanças pelo interior do Estado, cumprindo suas missões, introduziu não só a educação física, mas a prática esportiva, em especial o Basquete, em vários municípios, nos anos 1940: Em todas elas eu colocava Educação Física. Em Cajarí mataram o Prefeito, mataram o Delegado e mataram o Presidente da Câmara, mataram o Presidente do Correio, o homem da oposição, mataram o chefe do destacamento... Fazia tudo isso, e eu fui o delegado, mas nunca deixei de pegar de manhã de 7 as 8 uma turma de 30 a 40 meninos de educação física; quando encontro gente por aí esse filho do Jurivê Macedo (Sérgio Macedo) foi meu aluno no Bairro de Fátima [Bairro de Imperatriz]. Eu, já eleito Prefeito, dando aula de educação física lá no Bairro de Fátima dando aula para 50, 60, alunos, para ver exercício em prática e atuais e atuais evoluções, jogos e diversões e exercícios individuais e coletivos. Eu deixava o Júlio para dar aula e assinava no final do mês. O Júlio Adis Pereira e Edmundo Soares do Nascimento e José Raimundo Sirino; eles davam aula e no final do mês eu assinava por eles, mas vinha sempre todo mês dava a minha participação direta, quase sempre. No Brejo, no Brejo com uma turma com quase 50 alunos de 6:00 às 7: 30 e já vejo alunos até na Aeronáutica, até na América do Norte, até na VASP e em Nova York encontro aluno meu nesse Brasil todinho por aí. No Balsas, por onde passei, fizemos uma Colônia de Férias, Colônia de Férias em Pedreiras, e em Imperatriz e Colônias de Férias em Bacabal e em Japiruí onde passei lá 17 anos; em Cururupú, em Codó, em Pedreiras, essa sociedade todinha são formadas hoje que estamos integrados nos exercícios físicos, conhecer o vigor dos músculos, a potência do cérebro e a jovialidade do espírito. Eurípedes Bezerra em sua passagem como delegado de Brejo (1948) é objeto de notícia pelo jornal "O Esporte", que anuncia que ele, Eurípedes, pretendia continuar seu trabalho com os esportes; enfermeiro, em 1941 foi para o Rio de Janeiro cursar Educação Física, na Escola do Exército, a mando do Interventor Paulo, Ramos; na volta, passa a ser o responsável pela educação física na Polícia e torna-se professor dos colégios Marista e São Luís.

Já em Bacabal, até 1950, e de acordo com o Sr. Raimundo Sérgio de Oliveira – poeta trovador e escritor – nascido em 24 de junho de 1924, em Alto Bonito,


município de Chapadinha, e que chegou a cidade para se fixar, ainda na década de 1950, encontrando apenas o Futebol de Campo como prática esportiva de caráter recreativo. É a partir dessa época que essas atividades – esportivas e recreativas – passam a ter uma organização maior, incentivada por dois jovens esportistas: Francisco de Paula Filho – o DePaula – e José Correia. Este é considerado o maior jogador de futebol que Bacabal já teve. O Estádio Municipal leva seu nome “Correião”. Em Dom Pedro, nos anos 40 nasce o ‘Tiradentes Futebol Clube’, tendo como Presidente Nemésio Fernandes Rocha, e o ‘15 de Novembro’ (1943). Destacam-se os jogadores José Nogueira e Abreu, que passam a jogar pelo Nacional de Codó; e Onorino, que também foi jogar em Codó. Já nos anos 50 surge o ‘Comercial Clube’, dos comerciantes da cidade, que posteriormente passou a chamar-se ‘Arsenal Futebol Clube’, equipe das elites, fundado para desbancar o velho ‘Tiradentes’, mas nunca lograram êxito. Outro esporte, Futsal, só é introduzido nas décadas de 1960/70 em duas escolas particulares, que funcionavam em prédios públicos, promoviam intercolegiais, organizados pelos Grêmios estudantis das mesmas: Colégio Dom Pedro, sob a direção de Ilzer Cordeiro, funcionava no prédio da Escola Ana Izabel Tavares; e o Colégio Rui Barbosa, sob a direção de Marlene Costa, funcionava na Escola Estado da Paraíba. Nessa época, destacou-se como melhor jogador José da Silva Lemos. Em Guimarães, o Futebol aparece lá pelos anos 1950, organizado por Felinto Goulart de Araújo e outros articuladores. Foram formadas duas equipes: o América Futebol Clube, formado por atletas negros e o Guarapiranga, formado por brancos, elementos da elite vimarense; havia muita rivalidade entre as duas equipes. O primeiro estádio de futebol recebeu o nome de Felinto, e atualmente está extinto e o espaço físico foi cedido a construção do prédio Paulo Freire. Em 1956 Guimarães torna-se campeão do Torneio Intermunicipal, vencendo a seleção de Bacabal; os


jogadores foram: Enéas, Hélio, Curuçá, Celso Coutinho, Orlando, Arnaldinho, Juquinha Goulart, Leudes Campos, Lourival, Mário Veloso, autor dos gols que levaram a vitória; o goleiro era Camundá; e em 1957 sagra-se vice-campeão do Torneio Intermunicipal, jogando contra São Vicente de Ferrer. Dizem que na partida final, o árbitro, Antonio Bento, não encerrava a partida mesmo o tempo ter-se esgotado, só o fazendo com o empate de São Vicente; na disputa por pênaltis, vence a partida, e Guimarães fica em segundo.

Guimarães deu-nos ARY FAÇANHA DE SÁ, nascido em 1º de abril de 1928. Foi atleta da Seleção Brasileira de Atletismo - e do Fluminense, do Rio de Janeiro, recordista sul-americano do salto em distância, participou de duas Olimpíadas, de 1952 e 1956. Foi Professor de Educação Física, formado pela Escola Nacional, introdutor do Interval-training no Brasil, assim como um dos idealizadores dos Jogos Escolares Brasileiros. Ainda nos anos 40, em São Luís, cursou o ginasial no


Colégio de São Luiz, do prof. Luiz Rego - criador dos Jogos Intercolegias -, por onde disputava as provas de 100 e 200 metros, além do salto em distância; consegue a espantosa marca de 5,00 metros. Em 1949 foi para o Rio de Janeiro estudar levado pelo irmão, ingressa no Fluminense Futebol Clube, como atleta. Em 1950, ingressou na Escola Nacional de Educação Física. E em 1952 tornou-se recordista sul-americano de salto em distância, com 7,57 m, o que lhe valeu a convocação para a Olimpíada de Helsinque, tendo conquistado o 4º lugar no salto em distância. Em 1955, bateu o recorde pan-americano, com a marca de 7,84 metros, a quarta marca do mundo.


O COMBATE, 28 DE JULHO DE 1952


Também de Guimarães é JOSÉ FAUSTINO DOS SANTOS ALVES, mais conhecido como J. Alves, nascido no ano de 1944, em Águas Belas, povoado de Guimarães, hoje, Cedral, em 15 do fevereiro. Na década de 60 inicia sua carreira na Rádio Timbira, redação comercial; e em 1962, entra na Rádio Difusora, e aí sim começa a desempenhar a função de repórter; no jornalismo esportivo, que começou na mesma época. J. Alves se refere aos esportes na década de 60, onde já havia “Olimpíada Estudantil”, promovidas por Carlos Vasconcelos e Mary Santos:

Inclusive, com o Carlos Vasconcelos, dirigindo essa competição, nós tivemos a honra de ser vice-campeão olímpico, pelo Liceu, na modalidade de Futebol, disputando como sempre com a Escola Técnica Federal; hoje CEFET... a competição para sua época era, o que é a competição que hoje se realiza, que são os Jogos Escolares Maranhenses, ela tinha a mesma importância que o JEM’s tem agora, agora o número de participantes era muito menor, também não poderia deixar de ser, não poderia ser diferente, é hoje a coisa cresceu se modificou, principalmente quando o Cláudio Vaz assumiu a Coordenadoria de Esporte de Prefeitura, foi que começou a mudar, porque ele tirou essa história de olimpíadas e colocou Jogos Esportivos da Juventude, realizou dois e a partir do segundo apareceu, um moço chamado professor Dimas, que já vivia no meio a muito tempo e graças a


uma viagem que ele fez a Belo Horizonte se não me falha a memória, para assistir aos Jogos Brasileiros foi, viu, trouxe a informação possível dessa competição Nacional, que era promovida pelo Ministério da Educação e a partir da sua volta no ano seguinte, já foram realizados não os terceiros jogos esportivos da juventude, mas sim os primeiros Jogos Escolares Maranhenses, em cima da sigla da competição Nacional que é JEB’s, então eles só tiraram o B de Brasil e botaram M de Maranhão, nos Jogos Escolares Maranhenses, aliás Jogos Estudantis Maranhenses, que era Jogos Estudantis Brasileiros, depois Jogos Escolares Brasileiros (risos) passou para Jogos Esportivos da Juventude e hoje já tem um monte de confusão, cada ano eles mudam. Hoje tem Olimpíada, tem jogos da Juventude, tem mais não sei o que.

Outro atleta, pertencente à Geração de 53, nascido em Guimarães, é PALMÉRIO CESAR MACIEL DE CAMPOS38 – POÉ. Nasceu em 1938, e em 1954, aos 16 anos, a família transferiu-se para São Luís, onde fez contato com o esporte. Jogou Futebol de Campo, Futebol de Praia, depois Futsal e Basquete, sempre se destacando como craque de bola. No ano de 1957 passa a jogar futsal pelo Santelmo – recémcriado -, convidado por Cleon Furtado e João Rosa e que contava, ainda, com Raul Guterrez, Murilo Gago, Biné (Benedito Moraes Ribeiro), Mouzart (de Sá Tavares), Ivaldo. Com esse time, foram campeões de 1958 e 1959. A final do campeonato desse ano foi entre o Santelmo e o Próton, decidida em melhor de cinco pontos; a


primeira partida, disputada no Casino, o Próton venceu por 5 x 2; o segundo jogo, na AABB (sede da Rua Grande, depois vendida aos Maristas), o Santelmo saiu vencedor, por 3 x 0; e a terceira partida, também no Casino, empate em 2 x 2; e a Quarta e última, disputada no Lítero, 5 x 1, para o Santelmo. Em 1960 estava no Próton, convidado pelo Prof. Pedro Santos, jogando ao lado dos irmãos Cassas, Coronel Vieira, Cadico, Canhotinho, César Bragança. O Santelmo conquistou o tetracampeonato – 58, 59, 60, e 61. Em 1962 o Santelmo e o Próton foram extintos, fundando-se o Cometas, formando uma verdadeira seleção: Poé, Lobão, Enemê (goleiro) Dunga, Nonato e Elias Cassas, Coronel Márcio (Matos Viana Pereira), Luisinho, Canhotinho, César Bragança, Murilo Matos, e Vavá. Essa formação jogou de 62 a 66 sem conquistar nenhum título... No final de 66, deixa de jogar futsal. Os times da época eram bons demais: Graça Aranha, Atenas, Drible, Sampaio. Segundo Poé, o futsal viveu duas fases; a primeira foi da espontaneidade, onde tudo era nativo, não existindo tática, só técnica; a segunda iniciou depois que um time cearense, dirigido por Francisco Lerda, passou por aqui e ensinou tática. Juntaram técnica e tática. Outro nome a se destacar é o de RUBEM TEIXEIRA GOULART, também nascido em Guimarães, em 1920. Um dos pioneiros da Educação Física, chegou a São Luís em 1935, iniciando sua carreira esportiva no Colégio de São Luiz, do professor Luís Rego. Em 1942, ingressou na Escola Nacional de Educação Física, junto com José Rosa, Rinaldi Maia e Valdir Alves. Na Escola Nacional de Educação Física conquistou títulos retumbantes, participando de todos os esportes ali praticados, tendo o seu lugar efetivo nas equipes de volley-ball, basket-ball e atletismo. Foi campeão interno de volley nas competições efetuadas na ENEF; vicecampeão de Halterofilismo, peso médio, além de ter participado das Olimpíadas Universitárias de 1942, nas representações de volley, basket, futebol e atletismo. Alcançou os seguintes lugares nas provas de Atletismo:


- 2º lugar nos 100 metros rasos, com a marca de 11,2s; - 2º em salto em distância num espaço de 6,25 metros; - 2º no salto em altura com 1,70 m (igualou também o record); - obteve lugar em arremesso do peso com 12 metros; - sagrando-se ainda campeão por equipe no revezamento 4 x 100 metros.

Em 1943, durante as Olimpíadas Universitárias e diversas competições atléticas no Rio, defendendo as cores do Fluminense, saindo-se vice-campeão do decatlo, com 5.007 pontos: 100 metros rasos Salto em distância Arremesso do peso Salto em altura 400 metros rasos 110 m. s/ barreiras Lançamento do disco Salto com vara Lançamento do dardo 1.500 metros rasos Total

11,0s 6,19m 10,23m 1,70m 54,1s 19,5s 30,16 m 2,70 m 29,25 m 5m29,0s

827 pts. 620 pts. 463 pts. 661 pts. 665 pts. 422 pts. 404 pts. 397 pts. 278 pts. 270 pts. 5.007 pts

Em São Luis Gonzaga desde a década de 50 o futebol é a atividade esportiva preferida da população. Lembrança dos anos 50,60, e 70, que se constituem na fase brilhante do esporte na região, quando personagens históricos como Ferro Ramos, seu A., e mais tarde Lamba Ramos registraram seus relevantes feitos prestados ao esporte local. No ano de 1956 a seleção ipixuense chegou às semifinais do Torneio Intermunicipal, desclassifica por Anajatuba pelo placar de 2x1; em 1958 conquistou o titulo de vice-campeão do Torneio Intermunicipal, perdendo a final para a seleção de Cururupu; a seleção possuía como base o destacado time do Palmeiras Futebol Clube, e contava com Walter Bandeira, Santo Reis como seus colaboradores; quando em São Luís, contava com a ajuda substancial do empresário César Aboud


(Moto Clube de São Luís). Alguns destaques do Palmeiras que atuavam na seleção gonzaguense: goleiro: Pingüim; zagueiros: Zé Catita, Lamba, Albino, Seu A., Alcides, Salu, Humberto, Cabaça; atacantes: Cabo Neves, Alemão, Vavá, Ernildo, Seu Bé, Zé Pretinho. Já na década de 60 um desentendimento entre Ferro Ramos e Lamba, contra os irmãos Seu A e Seu Bé resultou na dissidência destes últimos, do clube do Palmeiras; juntaram-se a outros jogadores criando o Floresta Futebol Clube. Em sua primeira formação, o Floresta era dirigido por Seu A, Damião, Leontino, Antonio Carlos de Nilza e Genésio Caetano; era composto pelos jogadores: Zé Aquino (o Gago), Seu A, Frank, Seu Bé, João de Chica, Leontino, José de Salmato, Genésio Caetano, Maçaranduba, Raimundo Bezerra, Raimundo Nanem, Zé de Neco, Essias, Raimundo, Tontonho, João Baixinho, João Mandi. Em Cantanhede, desmembrada de Itapicuru em 1952, na década de 1950 a cidade foi palco de grandes jogadas de futebol, com muitos nomes destacando-se como craques; existiu um negro (sobrinho de Vovó Josina) de nome Hermano que jogava de lateral-direito, e era observado com admiração por toda a torcida, pois jogava descalço; nas tarde de jogo, João Capa-Bobe ia com a orquestra para a beira do campo e a fogueteira explodia! Benedito Buzar, jornalista político, no prefácio do livro de Abraão Teixeira (fonte) lembra que ainda estudante secundarista, aproveitava as férias de julho, para com outros colegas e contemporâneos de Itapecuru organizar um time de futebol para jogar contra a seleção cantanhedense. Existiam duas equipes de futebol: o Onze Amigos e o Bagaço; Zuilio, Chico Preto, Lúcio, Vadico, Pedro Lopes, Manduca, Martinho Lopes, Baixinho, Bernardo Caldas, Hermano, José Rego, Andreíno, Luiz Souza, Padeirinho, Paraguaçu, Dico Nere, Manoel Guarda-Fio, Quinzinho, Raul, Alexandre Lopes, João Baima, etc. De Codó, em referencia ao esporte, e segundo Machado, 1999, p. 172/175) temos a informação de possui um dos melhores futebóis do Estado; - possui o Estádio Municipal René Bayma, e o Ginásio de Esportes Deolindo Rodrigues. Em 1928 é


fundado em 28 de novembro o FABRIL - Sociedade Recreativa Fabril - entre seus fundadores, Palmério Cantanhede, Anadilino José Bayma, Sebastião Archer da Silva, Deolindo Rodrigues, Raul Serra Martins (Bigodão); e outros; Em 1947 surgiu em 15 de agosto o NACIONAL – Sociedade Esportiva Cultural Nacional – fundadores: Walter Zaidan Gonçalves, Jamil Murad,José Merval Cruz, Emílio Murad, Antonio Muniz, Reinaldo Zaidan e outros; o Nacional, como clube esportivo, tem obtido os maiores êxitos; sacrou-se pentacampeão em campeonatos intermunicipais; Outros clubes de destaque: América, Cruzeiro. Paralelamente ao futebol, vem se desenvolvendo o Voleibol, Basquetebol, Handebol; Codó ainda tem a Capoeira, que alguns dos antigos chamam de “carioca”.

Vasco da Gama 1929: em pé: Tinoco, Brilhante, Itália, Jaguaré, Fausto e Mola; agachados: Pascoal, Oitenta-e-Quatro, Russinho, Mário Mattos e Santana http://pt.wikipedia.org/wiki/Fausto_dos_Santos

FAUSTO SANTOS – o Maravilha Negra, nascido no povoado Eira, em 28 de janeiro de 1905, filho de José de Deus Belford e Maria José de Jesus; tinha como irmãos Raimundo Nonato Belfort, Rufino Nonato Belfort, Maria de Jesus Muniz, e Maria Angélica Belfort; em companhia de sua tia Rosa Elvira Giudice dos Santos muda-se para o Rio de Janeiro; apaixonado por bola, jogava pelada com os amigos


de rua, quebrando vidraças das casas; seu primeiro contrato deu-se com o Esporte Clube Bangu, como meia-direita; do Bangu, transferiu-se para o Vasco da Gama, como centroavante. Em 1929 Fausto Santos torna-se campeão carioca, pelo Vasco da

Gama,

que

além

do

codoense,

contava

com

Jacaré,Brilhante,

Itália,Tinoco,Moises, Pascoal,Oitenta e Quatro,Russinho,Mário Matos e Santana; Em 1930 participou da Copa do Mundo, chamando a atenção, recebe propostas para jogar na Europa; percorreu toda a Europa, participando de grandes eventos esportivos, fixando-se na Espanha, atuando pelo Barcelona; deslumbrado com os prazeres da vida noturna de Barcelona, colheu sérios problemas físicos que lhe abalaram a saúde. 1934 Fausto regressa ao Brasil, contratado pelo Flamengo, porém não toma parte da Copa de 1934; dirige-separa a República do Uruguai, onde é contratado para defender o Nacional de Montevidéu; o pulmão já estava comprometido; volta ao Brasil, jogando no Flamengo como zagueiro central, ao lado de Domingos da Guia e Jarbas. Em 1939 Fausto morre na cidade mineira de Santos Dumont, em 28 de março; fora em busca de recuperação física e da saúde perdida. Voltando a São Luis dos anos 50, eram disputados os Jogos da Primavera, na quadra do Casino Maranhense. E em 1952, tem-se a realização dos Jogos Olímpicos Secundaristas, organizado pelo jornalista Mário Frias. LUÍS CARLOS MOTTA, nascido em 1941, é considerado, até hoje, um “mestre do futsal”. Estudante do Colégio Ateneu de 1952 a 1956 (ganhou uma bolsa de estudos, pela sua habilidade com a bola), passou para o Liceu Maranhense, foi sete vezes campeão do Campeonato Maranhense de Estudantes – tetra pelo Ateneu, e tri pelo Liceu. Sua habilidade técnica como pivô valeu um convite para ingressar no Drible (1959), time dos irmãos Saldanha, recém-inaugurado (1958). Em 1961, deixa o Drible e passa para o Santelmo, sagrando-se campeão naquele ano; retorna ao Drible (1962), após uma temporada, conquistando diversos títulos, como o de campeão invicto do Torneio Carneiro Belfort (62); do Torneio do Jaguarema


(63); além dos Torneios Major Mota e do “3º aniversário do Elmo” (65). Pelo Drible, foi ainda, heptacampeão – 66 a 72 -, ano em que o Drible encerrou suas atividades. Motta, em 1974, abandona os esportes, devido a um acidente – foi atropelado por um ônibus. A Federação Maranhense de Basquetebol foi fundada em 1950, tendo Ronald da Silva Carvalho como um de seus fundadores. Ronald foi um exímio jogador de Basquete esporte que praticava desde 1939; fundou ainda a Associação Atlética do curso de Direito (1951), base para a Federação Atlética Maranhense de Esportes – FAME. Mas a primeira referência que se tem da prática do Basquetebol em São Luís deve-se ao jornalista Dejard Martins (1989), quando fala sobre a fundação do “ONZE MARANHENSE”, em 1910, de uma dissidência do FAC. Outro presidente da Federação Maranhense de Basquetebol foi Cesar Alexandre Aboud - nasceu no Acre, na cidade de Cruzeiro do Sul, em 23 de fevereiro de 1910, filho de Júlia Drubi (viúva) e de Alexandre Aboud (com quem casa em segundas núpcias). Quando contava dois anos, a família muda-se para São Luís; aqui, foi alfabetizado por dona Santinha e mais tarde passa a estudar no Colégio dos Maristas, onde fez o curso primário. Com o falecimento do pai, Alexandre Aboud, a família muda-se para Buenos Aires, em 1920; na Argentina, César estudou na Escola Bartolomeu Mitre e, aos 11 anos, estava trabalhando na firma de José Gasard, como transportador de mercadorias. Em 1922, a família está de volta a São Luís, passando a estudar no Colégio Gilberto Costa, e, com 14 anos, empregou-se na firma Chames Aboud. Após anos de trabalho, já se transformara em um comerciante sólido e industrial, vindo a adquirir a Fábrica Santa Izabel, de Nhozinho Santos, em 1938. A devoção de César pelo esporte encontra-se em sua infância, quando começou a formar sua personalidade de esportista. Em Buenos, dedicava-se ao boxe, chegando a ser pugilista de renome. Quanto ao futebol, aos 14 anos de idade (sic) já tinha organizado em São Luís um time - o Botafogo - que saia pela cidade a desafiar a garotada. Na adolescência fez parte do Esporte Clube Sírio Brasileiro, formado à base de descendentes libaneses, do qual foi dirigente e jogador. Anos mais tarde, depois de liderar uma dissidência do Sírio Brasileiro, fez-se técnico do Maranhão Atlético Clube. Faleceu em 1996. Em 1939, Cesar Aboud recebe convite do capitão Vítor Santos para dirigir o Moto Clube de São Luís (fundado em 1932) uma de suas maiores paixões, tendo sido seu presidente por 15 anos. Procedeu às mudanças no clube, começando pela camisa, que mudou a cor, de verde e branca para vermelha e preta por causa do Flamengo.


Reestruturou o clube, ampliou o quadro associativo, criou os departamentos de Voleibol, e Basquetebol. Em 10 de setembro de 1947, com o título "um clube que honra o patrimônio esportivo de nosso estado" é anunciado o 10º aniversário do glorioso Moto Clube, o poderoso rubro-negro de Santa Izabel. O garboso Moto Clube, por ocasião de seu 10º aniversario - 13 de setembro - estava passando por uma crise em seu departamento de futebol, por falta de técnico. No relatório da diretoria, César Aboud prestava contas de sua gestão iniciada em 14 de setembro de 1944, e falava que as exigências técnicas, cada vez mais prementes, fizeram com que o clube abraçasse o profissionalismo, investindo soma apreciável na aquisição de atletas, mas os resultados foram compensadores - foram conquistados três campeonatos de futebol - 44, 45 e 46. No basquetebol, também fora campeão em 46 e vice no Voleibol. No Atletismo, o Moto participou de algumas provas, destacando-se a Corrida de São Silvestre, tendo conseguido o primeiro lugar, por equipes. De 1950, o desafio de Jiu-Jitsu; voltamos a ouvir falar dessa modalidade em São Luis, iniciada já na primeira década dos 1900:


Ainda em 1956, estavam ocorrendo esses encontros:


1956 – Vale tudo


Abertura da temporada de 1957


OS PRIMEIROS ESPORTES: O FUTEBOL DE SALÃO39 – CONTROVÉRSIAS

Para Cláudio Vaz, o Cláudio Alemão, foi no final da década de 40 (sic) que João Rosa40 cria a “Liga de Futsal” – à época, Futebol de Salão, mesmo! Sobre seu início diz-nos:

Futebol de Salão foi a Liga Maranhense de Futebol de Salão, comandada por Zé Rosa (sic). Foi o grande incentivador do futebol de salão do Maranhão. Falecidos, todos os dois falecidos. Zé Rosa que morava na Rua dos Afogados e a sede era na casa dele, então ali que começou o futebol de salão... (VAZ DOS SANTOS, ENTREVISTA).

O “Zé Rosa” a que Cláudio se refere não foi o professor de Educação Física, do Liceu, da Escola Técnica (hoje IF-MA). Esse é outro “Zé Rosa” – talvez João Rosa , um desportista que comandou a Liga - “ele foi presidente da Liga” - e foi onde começaram a praticar Futebol de Salão, na quadra do Casino Maranhense; informa Cláudio que na quadra descoberta: [..., pois lá haviam duas quadras, depois fizeram a outra do lado da casa do Pedro Neiva; essa quadra era ao lado da quadra de tênis dos Ingleses que praticavam Tênis, e ao lado fizeram Futebol de Salão, isso em 1976 (sic) em diante o futebol de salão veio a surgir.(VAZ DOS SANTOS, ENTREVISTA).

Raul Guterres12, nascido em 1926, iniciou-se no esporte com 15 anos de idade, jogando futebol. Em 1942, foi campeão estudantil, pelo Ateneu, jogando no gol. Em 1943, ingressou no FAC e com a extinção deste, passou para o MAC (1943), quando 12

BRANDÃO, Frederico. UM MARANHENSE CHAMADO RAUL GUTERRES. São Luis: UNICEUMA, 2005.


foi campeão. Em sua biografia, publicada pelos Biguás – Tânia e Edivaldo 13– conta que: “Como estava na casa de João Rosa para fundar o Futsal, terminou sendo goleiro da bola pesada, saindo-se campeão pelo Santelmo, nos anos de 48/49/50 (sic)”.

Raul, além do futebol, do futebol de salão, jogava basquete, vôlei, e praticava atletismo. Pertencia à “Geração dos Erres”...

BRANDÃO, 200541

13

BIGUÁ, Tânia e BIGUÁ, Edivaldo Pereira. Onde anda você? Raul Guterres, atleta completo. O ESTADO DO MARANHÃO, São Luís, 20 de outubro de 1977, Segunda-feira, p. 4. Esportes. VAZ, ARAUJO, 2014, obra citada.


Já o Coronel Eurípedes Bezerra diz ser o introdutor do Futebol de Salão em São Luís e que Dimas continuou o seu trabalho, quando retornou do Rio de Janeiro (1954). Naturalmente que o Prof. Eurípedes cometeu um engano, pois Dimas só se envolve com o Futsal quando de sua volta do Pindaré, em 1969, e começa a trabalhar no SESC, em substituição ao próprio Cel. Eurípedes. Dimas informa que, nessa época, os esportes, em São Luís, limitavam-se, nas escolas, apenas ao Futebol de Salão – Futsal -, e Futebol42. Outra versão, ainda da década de 1950, diz que a Liga Maranhense de Futebol de Salão foi fundada por Jaffé Mendes Nunes, Coronel Vieira (Vieirão) e João Rosa Filho – filho de João Rosa. Jaffé Mendes Nunes foi o grande incentivador do Futebol de Salão na segunda metade dos anos 50 em diante. Locutor esportivo e professor da modalidade na então Escola Técnica Federal do Maranhão – ETFM, hoje, IF-MA. O trabalho de Jaffé na rádio contribuiu para a massificação do esporte, especialmente no meio estudantil43. Porém, para Januário Goulart - que jogou pelo Saturno, equipe fundada pelo Coronel Goulart, Nagib Haikel44 e Samuel Gobel – quem introduziu o Futebol de Salão em São Luís foi um professor de Física do Liceu Maranhense, Pedro Lopes dos Santos, quando fundou – em 1955 - a equipe do Próton, primeira equipe de Futsal de São Luís formada por alunos daquele estabelecimento de ensino – e também a do Elétron, (segunda equipe?):

Foi o Prof. Pedro quem trouxe para São Luís a primeira bola e as regras da modalidade. Jogava no Próton, além de Januário, como atacante, Rogério Baima, Chico Tetê, Rui, Nonato Cassas, Ernani Cantanhede. No primeiro jogo interestadual - disputado na quadra do Liceu -, contra o América, de Fortaleza (CE), houve empate de 2 x 2.45


SAMUEL GOBEL


Nilson Ferreira Santiago 46 nasceu em 1940, e era filho de Nerval Lebre Santiago, secretário do Liceu por 42 anos, e um dos fundadores do “Sparta”, time que marcou época. Nilson pertencia àquele grupo que estudava no Liceu, e viu nascer o futebol – confirmando que foi trazido pelo professor de Física, Pedro Lopes dos Santos (1955); fundou o Próton, formado inicialmente por Chico Tetê, Ernani Coutinho, Nonato Cassas, e Rogério Baima. Nessa época – meado dos anos 1950 -, aqueles que se descobria que não podiam jogar futebol de campo, iam para a quadra, jogar salão. Logo, surgiram outras equipes. Os irmãos Ferdinand (Ferdic) Carvalho e Constâncio Carvalho Neto 47 fundaram a “Sociedade Esportiva Sparta”; além dos dois, jogavam ainda Nilson, os irmãos Bira e Juca Abreu, Airton, Paulinho, Nervalzinho, Paru (Miguel Arcanjo Vale dos Santos), Milson Cordeiro, Ruibasco (Ribasco), Inésio e Roberto Babão. Mais grupos foram surgindo, como o “Saturno” (de Samuel Gobel, Zequinha Goulart, e Heitor Heluy), e Nilson passou a jogar nele, ao lado de César Bragança, Januário Almeida, Márcio Viana Pereira, Hamilton, tendo como técnico o Capitão Medeiros. Outro craque dessa mesma época foi João Pinheiro Cunha

48

- o “Manga” -,

nascido no ano de 1941, no dia 12 de julho. Quando entrou para o Liceu Maranhense teve contato com o pessoal das peladas, jogadas na hora do recreio e após as aulas (1954): Vilenô, Nonato e Elias Cassas, Nonato Sabock, Guilherme Saldanha, Mota, Januário Goulart, Silvinho Goulart, José Reinado Tavares, César Bragança, Nerval e Nilson Santiago49, Milson Cordeiro, e outros. Também confirma que o prof. Pedro Lopes dos Santos, de Física, em uma de suas viagens ao sul do país, acabou se apaixonando pela modalidade e trouxe para São Luís uma bola e um livro de regras. Em 1955, selecionou uma equipe dentre os peladeiros da escola e fundou o Próton. Daquele grupo que jogava futebol, o único selecionado foi Nonato Cassas. Desse primeiro grupo, a primeira formação do


Próton, além de Cassas, figurava Rogério Bayma (goleiro), Chico Tetê, Ruy Roxo, Ernani Catinga. Outro que escreveu o nome nos anais do Futsal Maranhense foi Joacy Fonseca Gomes 50, nascido em Cururupu em 12 de junho de 1938. Em 1953, então com 15 anos, veio para São Luís, onde fez o ginásio e o científico no Liceu Maranhense, destacando-se no futebol, indo jogar no Flamengo do Monte Castelo. Em 1958, estava disputando o campeonato de Futebol de Salão, em uma competição organizada pela Liga que havia sido fundada por João Rosa Filho e o jornalista Jaffé Mendes Nunes; jogava pelo T8 (Tê Oito). Os clubes de futsal que se destacam eram: Spartakus (Nilson Santiago, Ribarco e Paru); Graça Aranha (Albino Travincas, Canhoteiro, Wallace e Jafer); Santelmo (Cleon Furtado, Poé, Mozart, Biné, Murilo Gago); Rio Negro; Vitex (Enemêr, Luís Portela, Walber, e Vavá); Drible (dos irmãos Saldanha, Zé Augusto Lamar, Manteiga, Mota); SAELTIPA (a companhia de água); e América; depois, veio Próton, Saturno, Cometas, Flamengo do Monte Castelo. Os jogos eram disputados nas quadras do Lítero e do Casino. Havia uma rivalidade muito grande entre as equipes de Futebol de Salão do Liceu (Marinaldo, Guilherme Saldanha, Josenil Souza, e Jacy) e Atheneu (Mota e companheiros); havia o grupo do Colégio São Luís (Biné, Chedão, Jaime Tavares) e dos Maristas (Garrincha, e os irmãos Nonato e Cury Baldez).


O BOXE Cláudio inicia-se no Boxe ainda na década de 1940. Aos 10 anos e idade: Eu ainda era garoto, esse tempo foi em 1945, aprendi uma técnica que nessa época ninguém tinha a briga aqui era de cabeça naquele tempo a briga era um negócio saudável quando se decidia alguma rivalidade era uma coisa saudável, amanhã estava tudo bem, era uma briga sem nenhuma maldade e o que aconteceu, Lupercínio me ensinou a bater, eu transformei essa técnica futuramente numa defesa que eu fui ter e foi como é que vai... Lupercino [Almeida] era um lutador de boxe do Maranhão e eu sempre fui entusiasmo pela prática do esporte, eu acordava cedo, eu ia para a Beira-Mar, onde eu morava, caminhar, correr, tudo; eu conheci o Lupercino, que era um lutador de boxe, e eu tive a felicidade, na época, de ser a primeira pessoa a aprender a técnica do boxe, aprender a bater: ponta de queixo, coração, fígado, baço, estômago, supercílio, aquilo tudo ele me ensinou os movimentos.(VAZ DOS SANTOS, ENTREVISTA).

O COMBATE, São Luis, 6 de setembro de 1947


O COMBATE, 14 de dezembro de 1951

Em sua rememoração refere-se a um episódio citado em livro do Jornalista Benedito Buzar: [...] tem um livro do Benedito Buzar é política e politicagem, Pedro Neiva foi um homem, trabalhei com o Pedro Neiva, no Governo dele eu e o Buzar (o Escritor Benedito Buzar) e eu tive a felicidade quando era garoto... (VAZ DOS SANTOS, ENTREVISTA).

Trata-se de “Politiqueiros, Politicalha; Politiquice, Politicagem, Política do Maranhão” 51: MURRO DO ALEMÃO Para comemorar a investidura do engenheiro Aroldo Tavares na Prefeitura de São Luis, o Governador Pedro Neiva de Santana ofereceu à sociedade maranhense um jantar na casa de veraneio em São Marcos.


O assunto mais comentado na recepção era o secretariado do novo prefeito. Um dos convidados resolveu, com franqueza e sinceridade, dissertar a respeito dos nomes escolhidos por Haroldo, considerando-os fracos, à exceção de alguns. Pedro Neiva que ouvia, com muita atenção, a exposição do convidado, foi direito ao assunto: - Você acha o secretariado de Haroldo fraco porque ainda não pegou um murro de Cláudio Alemão.

Mais tarde, já no início da década de 1970, ao criar as “escolinhas de esportes”, cria também a de Boxe, que funcionou no Ginásio Costa Rodrigues:

Olha o atleta aí... E foi aí que veio, quando nós fizemos a Escolinha do Oton Mondego; foi o primeiro professor da escolinha que nós tínhamos de boxe no Maranhão, Professor Oton Mondego... Que depois foi assassinado por Hiluy, (José de Ribamar Hiluy, Juiz de Direito), que teve um problema com ele. (VAZ DOS SANTOS, ENTREVISTA).

Fala, ainda, de uma Academia, a de Joe Henrique: Academia do Joe foi mais à frente, e foi um dos bons professores de Boxe que teve aqui no Maranhão. Ele já foi aluno de, eu acho, se a memória não me falha, ele foi o primeiro a montar uma academia de boxe particular, acho que ele foi aluno do Oton, acho que foi o Oton o primeiro professor nosso em 1971, 72; lá no Costa Rodrigues, tínhamos toda modalidade, funcionavam as escolinhas, todas, funcionava Judô, Karatê - o primeiro a introduzir uma escolinha aqui foi o professor Ribamar e ele está até hoje aí ...você sabe quem é o Ribamar?Ele veio de Belém e foi o primeiro a ter uma Academia de Karatê no Maranhão, foi lá dentro do Costa Rodrigues com ele. (VAZ DOS SANTOS, ENTREVISTA).



A GERAÇÃO DE 53

PALMÉRIO CAMPOS, JOSÉ REINALDO52, CLÁUDIO ALEMÃO, AZIZ TAJRA E JOAQUIM YTAPARY REVISTA JOGOS DOS AMIGOS 2002 – XII JOGOS – ANO IV – 14/12/2002


MIGUEL, MALHEIROS, SOLOM, ZÉ ALBERTO, CANHOTO, JESUS, IWALBER, e MAURO TIME DO COLÉGIO MARISTAS – 1953

BINÉ, POÉ, ALEMÃO, CLEÓN, MUTILO GAGO, RAUL GUTERRES E OUTROS... REVISTA JOGOS DOS AMIGOS 2002 – XII JOGOS – ANO IV – 14/12/2002


MÁRIO BAZUCA, MIGUEL E CÉSAR BRAGANÇA


JOSÉ GONÇALVES, CARRINHO, VELOSINHO, BOLÓ PRAIA OLHO D´ÁGUA - 1953

Esclarecendo o uso do termo “geração”, sirvo-me de Durans (2012; 2014) 53 - que se utiliza da definição de Moisés (2004) 54 - quando estabelece um critério cronológico para distinguir os termos geração, era, época, período e fase:

[...] Para o autor, era designa um lapso de tempo maior em que se fragmenta a história de um povo; época designa a subdivisão de uma era; período, por sua vez, é a subdivisão de uma época; e finalmente fase constitui uma subdivisão do período ou da biografia de autores. Geração poderia, então, ser identificada com período ou fase, enquanto era e época designariam sucessões de gerações irmanadas pelos mesmos ideais. O uso do termo geração pode se dar ainda no sentido biossociológico, ou seja, de faixa etária. Esse é, portanto, um conceito polissêmico, frequentemente empregado, ainda, em sentido político-ideológico (de engajamento político ou militância política), ou em alusão a


uma determinada concepção estética, artística ou cultural (escolas). O termo geração no sentido de mesma faixa etária tem sido amplamente usado pela historiografia, frequentemente associado à intelectualidade, à noção de herança, de grupo de intelectuais que dão continuidade a certos referenciais de outros que viveram em épocas anteriores, figurando como patrimônio dos mais velhos.

Venho chamando de “Geração de 53” àquele grupo de jovens esportistas que começam a se destacar no meio esportivo maranhense no início da década de 1950. Herdeiros – melhor – alunos de esportes e de educação física da “Geração dos Erres”, da década de 1940 – Ruben Goulart, José Rosa, Ronald Carvalho, Raul Guterres, Rinaldi Maia...


1950

Brandão (2007) 55 lembra que as pessoas se reuniam na Praça João Lisboa, ao final da tarde, quase sempre as mesmas, políticos e politiqueiros de várias tendências, velhos cidadãos, austeros e vividos homens públicos, aposentados. E uns grupos de jovens e barulhentos estudantes quebravam a conversação variada: política, futebol ou, preferentemente, a vida alheia... Vivia-se a São Luís dos anos 50, cidade pequena. Aos pés da estátua de João Lisboa aquele grupo de jovens estudantes, todos mal saídos da adolescência, se encontrava... Cláudio Vaz, os irmãos Mauro56 e Miguel Fecury, José Reinaldo Tavares, João Carlos Martins, Aziz Tajra, Jaime Santana, Jesus Itapary, Celso Rocha, Mário Aguiar Salmem... Depois, se fizeram adultos, todos...


Fonte: BUZAR, 201557

FABIANO, JAIME SANTANA, CLEÓN FURTADO, MAURO FECURY, CLÁUDIO ALEMÃO, BENEDITO BUZAR, MIGUEL FECURY, FORTUNATO BANDEIRA (2001) REVISTA JOGOS DOS AMIGOS 2002 – XII JOGOS – ANO IV – 14/12/2002


O COMBATE, SÃO LUÍS, 5 DE MAIO DE 1950



O COMBATE, São Luís, 06 de junho de 1950

O COMBATE, São Luís, 06 de junho de 1950

Benedito Buzar 14 , nascido em Itapecuru Mirim em 1938, em depoimento ao autor, rememora: No meu tempo de juventude não tive grande envolvimento com as atividades esportivas de São Luis. Jogava futebol, com atuação em Itapecuru, minha terra natal, onde jogava pelo Aimoré Futebol 14 BUZAR, Benedito Bogéa. DEPOIMENTOS. In Mensagem eletrônica a Leopoldo Gil Dulcio Vaz, dando seu depoimento sobre a Geração de 53 e Cláudio Vaz. 12/04/2015.


Clube. Em São Luis, era assíduo freqüentador do estádio Santa Isabel, onde assistia aos jogos entre os clubes da cidade, sobretudo quando o meu time, Sampaio Correa, jogava. Também gostava de assistir as partidas de vôlei, basquete e futebol de campo entre os times dos principais colégios da cidade: Escola Técnica, Liceu, Maristas, Colégio de São Luiz e Ateneu Teixeira Mendes. A minha geração teve intensa participação no esporte maranhense, especialmente no amador. Os colégios, naquela época, primavam em realizar torneios esportivos, fato que eletrizava a mocidade e movimentava a vida da cidade.

Fonte: DEAN, 201558

Os poucos, mas importantes professores de educação física atuavam sobremodo nos colégios de cidade e estimulavam os alunos para as práticas esportivas, muitas das quais realizadas em espaços dos próprios colégios, onde eram ministradas, também, as aulas de educação física. Os professores de educação física, salientando-se Mary Santos, Carlos Vasconcelos, Luiz Aranha, José Rosa, Eurípedes Bezerra e Dimas, devotavam-se com afinco à profissão e por conta disso revelaram valorosos atletas, que deixaram marcas indeléveis na cena esportiva maranhense.


Como produto do trabalho e da dedicação desses professores de educação física e dos donos de colégios, o Maranhão teve participação bastante saliente em competições realizadas aqui e em outras cidades do país. Dessa geração, são destaques: Cláudio Vaz dos Santos (Alemão), Mauro e Miguel Fecury, José Reinaldo Tavares, Antônio Carlos Vaz dos Santos (Janjão), Palmério Campos, Nonato Cassas, Fabiano Vieira de Silva, Aziz Tajra, Biné, e outros tantos, mas que, infelizmente, não estão mais entre nós. (BUZAR, 2015, DEPOIMENTOS.) 59.

JOSÉ JOAQUIM FILGUEIRAS, JOAQUIM ITAPARY, CLÁUDIO ALEMÃO, CLÓVIS FECURY, MIGUEL FECURY, MAURO E ANA LÚCIA, JOSÉ SARNEY, ELISABETH FECURY, CABRAL MARQUES, BENEDITO BUZAR, JAIME SANTANA, FABIANO V. DA SILVA, CLEÓN FURTADO, E LUIS ANÍSIO – EM VISITA AO CEUMA (2000). REVISTA JOGOS DOS AMIGOS 2002 – XII JOGOS – ANO IV – 14/12/2002


ZÉ REINALDO, AZIZ, MIGUEL E ALEMÃO JOGOS DOS AMIGOS 2006 – Revista Jogos dos Amigos, UNICEUMA ano IX 15/12/2007

MAURO E RAIMUNDINHO


Cláudio diz que começaram, efetivamente, em 1952, tomando parte nela Mauro Fecury, seu irmão Miguel, Zé Reinaldo Tavares, Jaime Santana, Raimundinho Sá (falecido), esse é um grupo que praticava várias modalidades de esportes; pode-se dizer que – nas palavras de Cláudio – participavam ainda Rubem Goulart, Ronald, se bem que esses eram de uma geração anterior.

Rubem Goulart

Ronald da Silva Carvalho

JOGOS DOS AMIGOS 2006 – Revista Jogos dos Amigos, UNICEUMA ano IX 15/12/2007


Aqueles

jovens

estudantes

secundaristas

ansiavam

por

participar

dos

campeonatos que então se realizavam, e fundam uma equipe, para que pudessem participar: criam o famoso “Os Milionários”.

LUIS DE MORAES REGO Em 1952 Cláudio Vaz dos Santos, ao ingressar no Colégio de São Luís, do Prof. Luis Rego, participa dos Jogos Olímpicos Secundaristas, organizado pelo jornalista


Mario Frias, como atleta de Basquetebol, Voleibol, Futebol de Campo, Atletismo e Natação.


No ano seguinte (1953), junto com outros atletas da época, de várias escolas, funda a equipe dos “Milionários”, que faz história no esporte maranhense, especialmente no Basquetebol, por mais de 20 anos; a equipe era formada por Gedeão Matos, os irmãos Mauro e Miguel Fecury, Aziz Tajra, Raimundinho Sá,


Poé, Denizar, Canhotinho, Fabiano Vieira da Silva, Cleon Furtado, Jaime Santana, os irmãos Zé Reinaldo e Silvinho Tavares, Wilson Bello, Sá Valle, Joaquim Itapary, Henrique Moreira Lima, Márcio Viana Pereira. Com a extinção d´“Os Milionários”, fundam o “Cometas”, que além de basquete e vôlei, participam dos jogos de Futebol de Salão:

O “Milionários”... Nós fomos participar de vôlei e basquetebol sábado à tarde no Colégio São Luís e na quadra coberta que tinha no Liceu jogava o “Milionários”, o Colégio São Luiz, jogava “08 de Maio”; nós jogávamos na quadra do Colégio São Luiz, não sei se ainda existe a quadra lá. Assim que nós jogávamos à tarde e jogávamos o Campeonato Maranhense de Basquete já no Santa Isabel, que era a única quadra iluminada que tinha em São Luís; o Estádio de Santa Isabel, que hoje é a Igreja Universal, ficava ali no fundo , essa quadra - antigo campo do Fabril Atlético Clube, Santa Isabel Foi onde nós praticamos em grupo, nós nos unimos a ele, era “Os Milionários” e era um contracenso; não tínhamos um tostão, mas como tinha aquele time “Os Milionários”, e nós tivemos a ideia de fazer nossa equipagem; nós saímos da Praia Grande, pedindo dinheiro no comércio da Praia Grande. Na Rua Portugal, a gente chegava e vendia os nossos ingressos, mandava fazer ingresso de jogo, quando dinheiro arrecadava, mandava fazer nossa equipagem de jogo. Hoje a gente comemora todo ano no 2º sábado de dezembro, a gente se une, a gente joga. É uma geração famosa, pode se dizer que tem a famosa geração de 50 que é da geração dos políticos e literatos: Sarney, Burnet, Tribuzi, aquele pessoal, e logo em seguida, vem a geração dos jovens ligados principalmente ao esporte e que hoje também... Hoje chega ao poder - Zé Reinaldo tá aí, vice-governador, o Mauro já foi prefeito, tá chegando ao poder agora, e continuam unidos através dos esportes. Todo domingo na reunião na casa do Mauro, até hoje o Mauro Fecury tem uma casa no Araçagi, a não ser quando ele viaja para Brasília; nos domingos a partir das 11:30 h. Nós estamos juntos na casa do Mauro até cinco horas, ele faz questão, ele que manteve essa chama acesa e que nós nos reuníamos. Tudo mas não tínhamos como hoje aquela precisão de nos reunirmos, até


hoje nós estamos unidos novamente mesmo 60 . (VAZ DOS SANTOS, ENTREVISTA).

TIME DO COLÉGIO SÃO LUIS - PROFESSOR LUIS REGO E SUA EQUIPE

SÁ VALLE, POÉ, PROF. BRAGA, JAIME SANTANA, AZIZ TAJRA, JANJÃO



Cesar Aboud iniciava sua campanha, em 1953, tendo o desenvolvimento do esporte como mote principal:


Na entrevista que Cláudio me concedeu, sobre essa época de sua vida, mudou-se de assunto constantemente; ao referir-me ao esporte principal daquela geração – o Basquete, e como começou o interesse, referi-me a comentário de um dos jovens daquela geração - aluno do Liceu – em que se entusiasmou pelo basquete, pois passava no Cine Éden, antes da sessão de cinema muitos filmes, geralmente sobre basquete, com os Globen Trotters. Cláudio afirma que:

Eu trouxe os Globe Trotters 61 , uma festa é o maior evento intencional que já houve no Maranhão de Esporte, eu trouxe justamente com o Zé Alberto Moraes Rego, presidente da Associação Maranhense de Basquete, nós conseguimos junto a Confederação Brasileira de Basquete, Almirante Mera, nós fizemos os Globe Trotters dentro do Nhozinho Santos, construímos uma quadra de 20x40m, iluminamos, subimos 1 metro do nível do campo o jogo. Foi no governo de Pedro Neiva, os Globe Trotters jogaram no Maranhão, foi o maior evento internacional de esporte que já teve no Maranhão. (VAZ DOS SANTOS, ENTREVISTA).

O entusiasmo pelo basquete era muito grande, tanto que o Prof. Zé Rosa, no Liceu dava uma espécie de basquete, tipo futebol americano, onde o jogador saia correndo com uma bola e encestava. Ao que Cláudio lembra:

Nós jogamos futebol americano, agarrava a bola e separava, jogamos tanto no Colégio como no quartel, tinha o capitão Nélio, tenente Nélio que era o nosso orientador, veio da Escola de Ed. Física do Exército; trouxe muitos conhecimentos. Muita prática dirigida, acadêmica, dentro da Educação Física. Nosso conhecimento foi através desse trabalho no N.P.O. R (Núcleo Preparatório dos Oficiais da Reserva) isso já em 56 na saída do Colégio, passando a servir o Exército. (VAZ DOS SANTOS, ENTREVISTA).


Alemão lembra Jaime Santana, um dos praticantes de esporte, tanto vôlei como o basquete, futebol de campo, futebol de salão:

Nós jogávamos tudo; é que toda essa geração jogava tudo, ninguém jogava futebol de praia, futebol de salão, futebol de campo, Jaguarema então era o nosso celeiro. Foi o grande Jaguarema na época, então o que a gente praticava de esporte era direto... (VAZ DOS SANTOS, ENTREVISTA).

Antonio Maria Zacharias Bezerra de Araújo - o Prof. Dimas - jogava Basquetebol pelo Moto Clube de São Luís, na década de 50 e lembra de outros clubes famosos e seus atletas:

Nessa mesma época eu jogava Basquetebol pelo Moto Clube; Quando eu retornei, passei a jogar Basquetebol, pelo Moto Clube, no [Campo do] Santa Isabel, tanto que ai nós fomos disputar um campeonato em 54... 55 e em 56 eu fui seleção maranhense para disputar o Brasileiro em Recife, eu, Rubem Goulart; Antônio Bento; Vieirão, Major Vieira; Bebeto [Carlos Alberto Barateiro da Costa], também da Policia; Willame Najas, filho Titico. Nessa época, Mauro Fecury era Juvenil, quando eu jogava basquetebol, depois ele já teve um destaque muito grande e ele, Miguel Fecury - o irmão dele -, eles, pode se dizer, que foram os meus juvenis, os aspirantes... Nós disputamos o campeonato - era Moto Clube, o time que eu jogava -, era o Vera Cruz, o Oito de Maio - que era de Rubem Goulart -, o General Severiano [Sampaio], que era do Exército; Tiradentes, que era o time Militar [Polícia Militar], e os Milionários, dos jovens – Alemão [Cláudio Vaz] e Poé, esta turma nova, Jesus Itapary, esta turma.... do Liceu, do São Luís, basicamente, o Liceu, São Luís e Maristas.., foi essa turma que nos acompanhou, que acompanhou os adultos que já jogavam, que era Os Milionários.


O esporte entre as mulheres também estava se desenvolvendo, com o Moto Clube, em 1958, criando seu departamento feminino:



AQUELES DO VOLEIBOL - JAGUAREMA


ATLETISMO

Cláudio praticava também o Atletismo, iniciado no Colégio São Luís 62 . Era corredor de 100 metros, e 200 metros, lá pelos anos de 1952/53 – já na época da famosa “Geração de 53”:

[...] então nós praticávamos atletismo numa pista improvisada no Santa Isabel, onde praticávamos atletismo, corridas, lançamento de peso, lançamento de dardo e lançamento de disco; e teve nessa época um filme, Homem de Ferro, com Burt Lancaster, que fazia tudo quanto era esporte. Nessa época eu fazia tudo, não tinha ninguém, eu fazia, eu pratiquei. [Era Burt Lancaster, que fazia o papel de Jim Thorpe, índio americano que foi campeão do decatlo e pentatlo na mesma olimpíada] Era... Jim Thorpe... Lembro-me desse filme; ele era o Homem de Ferro, parece que foi isso, não me lembro, se a memória não me falha. Então, nós fazíamos essa época atletismo sem nenhuma orientação, apenas com intuição, nós praticávamos o atletismo puro, foi depois que eu trouxe o professor Zé Teles da Conceição, campeão brasileiro, campeão mundial, que reciclou os professores; isso já é outra fase mais na frente, que eu vou falar que é justamente quando o Dimas entrou comigo.(VAZ DOS SANTOS, ENTREVISTA).


JUCA TAVARES, PAULO RABELO, SEBASTIÃO CAMPOS, RAIMUNDO DE SÁ, PLINIO FERREIRA, CELSO RABELO, e CABO SILVA, do 24 BC – Equipe de Atletismo – Jogos Universitário Norte-Nordeste


NATAÇÃO:

Natação, a primeira piscina que teve no Maranhão, nós não nadávamos por competição, nós nadávamos por recreação, foi na casa de Domingos Mendes, na Rua Grande onde é hoje o Colégio do Manga, eu não sei se a piscina ainda existe lá; nós fazíamos natação recreativa, não tinha natação competitiva, a primeira natação que veio já foi da piscina do Jaguarema, foi o primeiro aparelho de piscina do Maranhão Clube, nós já tivemos competições dirigidas já com professores e orientando.(VAZ DOS SANTOS, ENTREVISTA).


CERES COSTA FERNANDES FAZENDO A PREMIAÇÃO DO PESSOAL DA NATAÇÃO

Fonte: BRITO, 2000

O Jaguarema63 está tratando com muito carinho da natação. Há cursos para crianças e adultos ministrados pelo Prof. Dimas três vezes por semana. Na foto, garotos que venceram provas de natação recebendo troféus.


Dimas, quando da fundação desse Clube Jaguarema, passa a dar aulas em uma escolinha; esses jovens já não tomavam parte, pois estavam já com seus 16, 17, 18, 19 anos de idade. Tinham aulas: o Marco Antônio, o Fabiano, o Paulo, os Vieira da Silva...


MOCINHAS DO VOLEI – a do meio, em cima, É Tatiana, filha de Ceres Fernandes, sobrinha de Cláudio Vaz


EUGENIO, CELSO, ALDO, NEWTON, ALCIR, HENRIQUE CLUBE JAGUAREMA – 1956

ORLANDO ARAÚJO – FUNDADOR DO JAGUAREMA



A FUGA... e o RETORNO

Cláudio fala sobre ‘aquela’ fuga para o Rio de Janeiro, início de 60... Alemão vinha se dedicando ao Futebol de Salão desde 1960, jogando (como reserva) no Athenas, Drible e Santelmo. Após um acidente e se envolver numa briga, refugia-se no Rio de Janeiro entre 1965 a 1969 - quando retorna a São Luís, já como praticante de Judô. Na época, Fiscal de Rendas do Estado, ainda não trabalhava na área dos esportes, era apenas praticante do esporte: Vôlei e Basquete. O vôlei ainda não tinha fundado a sua federação, ainda, apenas o Basquete. Sempre foi uma pessoa que exerceu outra atividade e na época tinha um restaurante, onde é hoje a Caixa Econômica, antigo Hotel Serra Negra, na esquina da Rua de Nazaré, que pertenceu ao deputado Gonçalo Moreira Lima:

Eu tinha embaixo um restaurante de nome. Assim, um comércio para ajudar, pois eu trabalhava na secretaria até 6h. E 6h, eu me transferia para 06:30/ 07:30h. Eu ia para meu restaurante, funcionava com um gerente e a noite eu sempre frequentava e me apareceu um cara, um tal de “Sabonete”, dentro do meu depósito, roubado; eu peguei os caras e trouxeram o cara, tranquilão, do tamanho de um guarda-roupa, o cara do tamanho desse armário aí, o cara sossegou; “senta aqui se não eu chamo a polícia”, “pode chamar”. Chamei dois guardas da Polícia Civil, eram uns guardas com cacetetizinho de borracha: “esse cara estava aqui no meu depósito roubando”... aí ele disse: “esses dois ai que vão me levar? não vão me levar não”... Quando acabou ele se virou para mim e disse: “Loiro filho da puta, eu vou te cair de porrada agora”. Rapaz, aí eu parti para esse cara, eu parti para cima dele, o cara era assassino, já tinha mandado outro para o inferno, foi o maior problema, eu só sei que no final eu consegui com os meus conhecimentos dar-lhe uma


porrada, ali na frente e joguei ele no chão; quando eu joguei ele no chão, todos caíram de ponta pé nesse cara, o cara quase desmaiava, nisso nós pensamos que ele tivesse morto;esse bicho deu uma levantada e saiu correndo, atravessou a rua e foi embora. A polícia foi pegar ele lá na frente, aí o levou e guardou, esse cara ficou me jurando: “vou te matar, vou te matar”. Quando o soltaram - eu tive oportunidade de trabalhar no escritório do Estado do Maranhão, no Rio -, rapaz vou te contar, eu andava preocupado, eu estava querendo ir para o Rio; fui embora, pois minha saída foi por causa dessa briga. Esse cara me deu uma dentada, até hoje eu tenho uma marca aqui. Foi por causa dessa briga que eu fui embora, eu tinha apartamento, tinha tudo no Rio, fiquei trabalhando no escritório do Estado do Maranhão no Rio, durante três anos; aí depois eu voltei para lá. (VAZ DOS SANTOS, ENTREVISTA).

Alemão retorna do Rio de Janeiro, indo trabalhar na Secretaria da Fazenda, como Auxiliar de Fiscal de Renda. No governo de Newton Bello, foi ser tesoureiro do IPEM, exercendo, então, vários cargos públicos. Em 1968 fez vestibular - o primeiro vestibular unificado que teve no Maranhão -, para Economia; nesse tempo o curso funcionava na Rua Afonso Pena, em frente ao Jornal Pequeno, era a Academia de Comércio.


Fonte:| BUZAR, Benedito – O Estado – Roda Viva, 07 de fevereiro de 2016



O JUDÔ

Da entrevista com o Jornalista Jota Alves1564, este diz de Cláudio – “Ah! esse cara é metido a lutador de Judô”:

Eu fui, modéstia à parte, foi o esporte individual que eu mais me destaquei, eu disputei dois campeonatos maranhenses e nós tivemos aqui um grupo de judô muito técnico... Fomos aluno do Major Vicente, mas antes do Major Vicente, tinha o Paulo Leite, já tinha o judô no Maranhão um ano, dois anos, antes de começarmos a nossa Samurai; era atrás do Costa Rodrigues, onde é o Líbano, aquele clube lá que hoje é Colégio. Então o Paulo Leite já praticava judô em 68, o Major Vicente, do Exército, veio... Era Professor de Educação Física, da Escola de Educação Física do Exército, e praticante de Judô, faixa preta, criou a Academia Samurai, onde nós fomos alunos e conhecidos, assim, mais no momento eu, Marco Vieira da Silva, Fabiano Vieira da Silva, Juca Chaves, Paulo Miranda, que eu perdi dois campeonatos para ele, fui vice – campeão duas vezes naquele tempo; judô só era defensivo, não valia pontos ofensivos, só valia a defesa, você sempre contra atacava mas não valia o ataque, só valia a defesa. Então nós fomos praticantes e realmente criamos um judô de elite aqui no Maranhão. Nesses 03 anos de trabalho, 68 até 70. Major Vicente foi transferido... Rio de Janeiro, era oficial do Exército, foi transferido; ai nós procuramos trazer um professor no nível dele, quando Jorge Saito estava disponível, foi campeão das Forças Armadas, por sinal um elemento técnico de primeiro nível, de primeira linha. Major Vicente, que eu já vi para poder transmitir e assinar. Que nos esportes individuais a pessoa muitas vezes não é o campeão, mas é o melhor mestre para transmitir, para ensinar, então nós aprendemos muito a técnica, a filosofia do judô; nós tínhamos um judô clássico, elevado, seguíamos aquelas mensagens, tudo o que dizia o que vinha do judô nós tínhamos esse trabalho e isso não foi só comigo, foi com todo o grupo, era vestido, preparado para enfrentar esse judô clássico, 15

ALVES, José Faustino dos Santos. ENTREVISTAS. JORNALISTA J. ALVES (José Faustino dos Santos Alves). Entrevista com o jornalista J. Alves, realizada no dia 28 de março de 2001, no departamento acadêmico de ciências da saúde, no Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão, situado à Avenida Getúlio Vargas, n.º 04, Monte Castelo.


acadêmico, milenar que nós conseguimos absorver, hoje eu acho que o judô virou uma competição de briga, acabou o nível de uso das técnicas, o nível do respeito, desde o Kimono abotoado, amarrado fechado; hoje a pessoa solta, a pessoa faz um judô de luta livre. Não, usa até o azul por causa da televisão que comprou para poder transmitir e precisar ter destaque e tem até isso e o judô que eu fiz era um judô Acadêmico, elevado dentro dos princípios. Era uma filosofia de vida, era uma arte, uma arte marcial. Transformaram em competição o judô, não é o que eu aprendi no Judô que... Não é isso que eu vejo hoje. É um puxando o Kimono do outro, abrindo, abrindo, abrindo é aquela briga nós não fazíamos aquela linha, nós fazíamos linha mais elevada do judô, como doutrina. Não como briga, hoje é uma briga. (VAZ DOS SANTOS, ENTREVISTA).

Notícias sobre a prática do Judô65 aparecem pela primeira vez, no Maranhão, na década de 1930 em que os irmãos Paraíso, dentre eles Durval, o praticavam. Depois, na década de 1950, com Rubem Goulart, introduzindo a modalidade no SESC. Já na década de 1960, e de acordo com Antonio Matos – um dos maiores nomes do Judô maranhense, junto com Cláudio Vaz, Emílio Moreira, e James Adler – o Judô foi introduzido no Maranhão pela família Leite 66 . Depois, surgiu o Major Vicente, o que é confirmado por Cláudio Vaz. No ano de 1966, Paulo Leite funda a academia "JUDÔ CLUBE IRMÃOS LEITE"; sua primeira sede foi um salão nos altos do antigo Banco do Maranhão, na Rua da Estrela nº. 175 - Praia Grande; mudando-se depois para Rua Rio Branco nº. 276 - Centro. Após terminar o curso de Engenharia Civil na Universidade Federal do Ceará, onde iniciou a prática do Judô com o Professor Antonio Lima, retorna a São Luís e, como atleta sagrou-se campeão em vários torneios e campeonatos no estado do Ceará, Rio de Janeiro, Bahia, e São Paulo. Além de iniciar todos os seus irmãos na prática do Judô, formou vários atletas, inclusive as primeiras mulheres judocas dentre elas sua esposa Margarida. Iniciou o Judô nas escolas de São Luis, sendo


pioneiro o Colégio Marista. Promoveu a vinda da seleção Baiana de Judô, evento este que lotou o Ginásio Costa Rodrigues, quando foi homenageado juntamente com o professor Lhofei Shiozawa, pelo também judoca da época, Cláudio Vaz dos Santos, o conhecido desportista "ALEMÃO".

Lembremos que em 1968, Cláudio retorna do Rio de Janeiro, já como praticante de Judô. Com a chegada do Major Vicente é criada a Academia “Samurai”, que funcionava atrás do Ginásio Costa Rodrigues. Além de Cláudio, praticavam Marco Antonio Vieira da Silva, seu irmão Fabiano Vieira da Silva, Paulo “Juca Chaves” Miranda. Cláudio Vaz perdeu dois campeonatos para Paulo Miranda. O judô só era defensivo, como lembra Cláudio: “não valia pontos ofensivos, só valia a defesa, você sempre contra atacava, mas não valia o ataque, só valia a defesa”.


Ainda nesse ano de 1968 é criada a segunda escola de Judô em São Luís, no Clube Sírio Libanês, tendo como instrutor o Major Vicente, após a introdução da modalidade pelo Prof. Paulo Leite; faziam parte do grupo, além de Cláudio Vaz dos Santos, Antonio Matos, Marco Antonio Vieira da Silva, Paulo “Juca Chaves” Miranda, Sargento Leudo, Francisco Camelo, Alberto Tavares, Gabriel Cunha, Durval Paraíso, Mestre Sapo – Anselmo Barnabé Rodrigues, o maior capoeirista que o Maranhão já teve. Em 1969 é formada a primeira seleção maranhense de Judô, para disputar um Campeonato Brasileiro, em Brasília-DF; a equipe era formada por Antonio Matos, Paulo Juca Chaves Miranda. Sargento Leudo, e Francisco Camelo, técnico: Major Vicente.


Com a transferência do Major Vicente para o Rio de Janeiro em 1970, o grupo já formado procurou trazer um professor no mesmo nível dele. Foi quando Jorge Saito - campeão das Forças Armadas – foi trazido para o Maranhão.

No ano seguinte, 1971, com o surgimento das Escolinhas de Esportes, no Ginásio Costa Rodrigues, criadas por Cláudio Vaz dos Santos, a de Judô também está


inserida nesse movimento de ressurgimento do esporte no Maranhão. Emílio Moreira, maranhense nascido em São José de Ribamar, retorna do Rio de Janeiro, onde se iniciou no Judô na Academia do C.R. Flamengo, com o mestre Gilberto Menezes. Passa a treinar na Academia Samurai, já sob o comando de Jorge Saito, sendo seu auxiliar, embora ainda faixa verde. Convidado por Durval Paraíso começa a ensinar Judô aos internos da FEBEM, onde permaneceu por 17 anos.


E O KARATÊ

De acordo com o Professor Joaquim Pedro Almeida Ribeiro, o karatê chegou ao Maranhão por volta de 1968, através do professor Murilo Pinheiro que instalou uma academia na Av. Magalhães de Almeida. Inicialmente a bela arte ficou muito restrita a poucos alunos, como os comandantes de aviação Gaudêncio, Edimilson, Pedrada, e outros. Depois, o professor Murilo Pinheiro transfere-se para a Rua Oswaldo Cruz e posteriormente para a Rua do Egito, São Francisco, IPASE e finalmente para o bairro do Monte Castelo. Só veio popularizar-se com a chegada do professor José Ribamar Alves - O Prof. Zeca – discípulo do mestre Minoru Massu, um dos pioneiros do karatê na região Norte do Pais. Aí, surge Cláudio Vaz dos Santos, que convida o Prof. Zeca a ministrar as aulas de uma ‘escolinha’ de karatê, instalando-a no Ginásio Costa Rodrigues, dando acesso a um grande público. Foi tão grande a aceitação que a freqüência chegava a registrar mais de 300 alunos, nos dois turnos.



SURGE O DIRIGENTE ESPORTIVO Cláudio Alemão lembra que no ano de 1970 tiveram um problema, em que se envolveram vários dos amigos da época de juventude:

Jaime Santana, Zé Reinaldo também atleta - Zé Reinaldo governador. O pai de Jaime Santana em 1970, ainda não era o governador. (VAZ DOS SANTOS, ENTREVISTA).

Aqueles jovens precisaram da quadra do Ginásio Costa Rodrigues para treinar a Seleção de Basquete, que iria a Porto Alegre, mais precisamente a Santa Cruz do Sul; o técnico era o Chico Cunha, “Cearense”. Era mineiro, mas trabalhava no Ceará; e veio trabalhar aqui na época, Governo Sarney. Precisaram do Ginásio, e foram pedir. Foram informados de que não poderia ser cedido para os treinamentos da seleção porque estava tendo jogral; aí depois do jogral não podia, porque ia ter uma reunião. Cláudio não informa o nome da pessoa:

Não vou declinar o nome da pessoa que dirigia, não interessa; só interessa o fato, não podia porque tinha que fazer silêncio, porque ia ter uma reunião e o Ginásio não podia ser ocupado para treino porque ia ter uma reunião na sala de reunião e o barulho ia prejudicar [...] mas houve esse problema, então nós ficamos do lado de fora do Costa Rodrigues sem poder treinar... “Mas isso vai acabar, Alemão, te prepara que isso vai acabar”... Quando em 1970, Neiva Santana assumiu o governo, Jaime me chama - olha, tu vai ser Coordenador de Esporte da Prefeitura; Haroldo Tavares, nós começamos primeiro na Prefeitura, foi nosso primeiro passo, foi na Coordenação de Esportes, Haroldo Tavares, Prefeito de São Luís. (VAZ DOS SANTOS, ENTREVISTA).


Perguntado se Haroldo Tavares fora seu ‘padrinho’, disse que “eram amigos, e que seu padrinho foi Governador do Maranhão, Matos Carvalho”:

[...] Foi antes que eu trabalhei no governo com esse aí, já foi em 1970 no Governo Pedro Neiva, então foi criada a Coordenação de Esporte da Prefeitura que eu fiz, procurei... O Carlos Vasconcelos era da Coordenação de Educação Física, aí foi criada a Coordenação de Esporte, na área estudantil, era a área do esporte aberto sem limites, foi a Coordenação de Esportes [...] Nós tivemos o direito de agir com a Ildenê, a gente fez esse trabalho, trabalhava só com esporte escolar. Por sinal era o mesmo problema, era muito limitado o esporte escolar no Maranhão. Fomos funcionar onde é o Parque do Bom Menino, tem um açougue, ali em baixo [hoje, funciona a sede do GDAM], ali que era a Coordenação, alugamos de Antônio o prédio e fomos fazer a explanação, primeira medida eu fiz uma equipe muito boa, foi Geografia, Fernando Sousa... Jaime Sampaio e Fernando Sousa, Jornalista Diretor Técnico, bom foi minha diretoria ai eu convoquei os professores, fiz o levantamento de quem é que podia ser útil, quem é que eu tenho para trabalhar porque eu tinha o direito de formar escolinhas, que não tínhamos nada nesse sentido de formação de atleta. Então veio o Dimas, veio o Major Alves, professoras... as duas, professoras... Maria José e Tarcinho; Odinéia; Clarice; [vai me dizendo que aí eu lembro]... Maria José, Ildenê Menezes, Dinorah e Celeste Pacheco... Tinha uma que era funcionária do Ipem, era eu não sei o nome dela na memória, faz anos, a professora eu não me lembro, mas eu sei que é de nome conhecido. Graça Helluy, voleibol, viajou comigo para o primeiro JEBS em 72, ela foi a técnica, nós já fomos para os JEBS em Maceió, em 1972; em 71 foi que nós fizemos a escolinha com esse trabalho, e criamos o primeiro FEJ. (VAZ DOS SANTOS, ENTREVISTA).

O primeiro FEJ – Festival Esportivo da Juventude - foi organizado pela então Coordenação de Esporte da Prefeitura de São Luís, em 1970:


O primeiro FEJ (Festival Esportivo da Juventude), a Mary Santos67 fazia jogos Intercolegiais do interior ela nunca fez uns jogos na capital, ela fazia jogos Intercolegiais, em que eu fui árbitro, Roseana jogava, Carlos Vasconcelos era do MEC, tinha uma rivalidade com ela e fazia os jogos dele, ele fazia o dela, eram jogos isolados. (VAZ DOS SANTOS, ENTREVISTA).

Na década de 1950, eram organizadas duas competições esportivas escolares68; os jogos promovidos pelo médico Carlos Vasconcelos – delegado do MEC no Maranhão -, e os Jogos Intermunicipais, que era voltado para o interior, promovidos pelo Estado, com Mary Santos à frente, participando deles as escolas da Capital e de algumas cidades do interior:

A Mary Santos era do Estado, da Secretaria de Educação e Cultura, onde tinha uma Secretaria de Esporte, Secretaria de


Educação Física do Estado, era Serviço de Educação Física do Estado [Fundado em 42 pelo médico Alfredo Duailibe] 69. Alfredo é meu cunhado até hoje, [...] ele era médico, ele foi o único médico em Educação Física no Maranhão era o Alfredo Duailibe, é o doutor Carlos Vasconcelos. A Mary estava no Estado, a Ildenê, no Município. A Ildenê era Secretaria de Educação e a Mary era de Educação Física. Era diretora do Serviço de Educação Física. (VAZ DOS SANTOS, ENTREVISTA).

MARY SANTOS


Esclarecendo: em 1942, o Governo Federal distribui bolsas para a recém-criada Escola Nacional de Educação Física70 e o então prefeito de São Luís, Pedro Neiva de Santana71, convidou o jovem médico Alfredo Duailibe72 para cursar Especialização em Medicina Desportiva; também foram para cursar Educação Física: Rubem Goulart, Mary Santos, Maria Dourado e Lenir Ferreira. Um ano antes, Eurípedes Bernardino Bezerra foi fazer o Curso de Sargento Monitor de Educação Física na Escola de Educação Física do Exército73. Alfredo Duailibe, ao regressar de seu curso de especialização (1943), foi nomeado pelo Interventor Paulo Ramos para trabalhar no Departamento Geral de Instrução Pública, propondo ao Prof. Luiz Rêgo, então seu Diretor, a criação do "Serviço de Educação Física". Em abril, dava início a uma nova fase da Educação Física no Maranhão: os alunos da rede pública e privada seriam submetidos a exames periódicos de saúde e a adoção da prática da educação física nas escolas...74. O Coronel Eurípedes lembra75 como foi esse início, e quais eram os professores que atuavam na época:

Alfredo Duailibe... Formado em educação física médica, junto com Laura Vasconcelos76, formado no Rio de Janeiro; quando ele chegou, eu o convidei para ser médico do Marista, reivindiquei ao Marista e o Marista o convidou, e ele ficou como médico especializado de educação física fazendo os exercícios... Exercícios não, exames biométricos; eu fazia os práticos e ele fazia o exame biométrico e dava para mim, eu tenho a relação de todos os alunos daquela época....


O jovem médico Alfredo Duailibe vai cursar especialização em Medicina Desportiva, em 1942, na Escola de Educação Física do Exército


.

Nas lembranças de Dimas77, lá pelos anos de 1955/56, o Maranhão tinha um Basquete muito bom, com Rubem Goulart, Ronald Carvalho, Fabiano Vieira da Silva, Cláudio Alemão, aquele pessoal do “Oito de Maio”, dos “Milionários”, mas só adulto, nível de colégio mesmo, não tinha nada, só de adulto, porque vinham terminado o Colégio e continuaram em faculdade, em clubes, em quartéis; muitos serviram o Exército - eram as experiências vindas de fora, não era como hoje que os esportes do Maranhão vem tudo do colégio -, naquela época não, está o inverso hoje... Em meados da década de 1950, o Dr. Carlos Vasconcelos, então delegado do MEC no Maranhão, especializado em Educação Física, começa a promover os “Jogos Intercolegiais” - 1956. Nas lembranças do Prof. Emílio, durante esses jogos, é que o Batista conquistou seu primeiro título - em voleibol -; esses Jogos eram


disputados no Cassino Maranhense. O Prof. Emílio Mariz 16 lembra de um resultado em Basquete - cujo professor era Rubens Goulart - 1x 0 -, perdido para o Colégio de São Luís: Essa partida de Basquetebol foi realizada no Casino Maranhense, em 1968, para a decisão do Intercolegial, entre o Colégio Batista x Colégio de São Luís. Jaime Santana e Mário Brazuca eram os árbitros; nos aros, não havia a rede. Os irmãos Leite - Olivar, Adalberto e Alvinho - comandavam o time do São Luís; Luís Fernando Figueiredo, Raul Guterrez, Wagner, Alex e Estevinho defendiam o Batista. Alguns arremessos foram feitos dos dois lados e algumas bolas caíram no aro. Mas os árbitros, na dúvida se a bola era boa ou não, não validavam os pontos. Numa cobrança de lance livre, Olivar Leite acabou convertendo um arremesso e a partida acabou em 1 x 0, para o São Luís. De acordo com Hermínio Nina, o aro do Casino era menor do que o oficial, mais a falta da rede, dificultava aos árbitros a certeza de que a bola tinha entrado, ou não. Antes, foram jogadas duas outras partidas: o primeiro jogo, na Escola Técnica Federal do Maranhão, terminou com a vitória do Batista, por 18 x 14; a segunda partida, realizada no 24º BC, vitória do São Luís, por 20 x 16; a terceira - a do Casino - naquele 1 x 0, para o São Luís, que sagrou-se campeão daquele Intercolegial de 1968.(VAZ; VAZ, 2003)78

No final dos anos 60, a o setor de Educação Física está reorganizado; a Profa. Mary Santos dirigia o Departamento de Educação Física no Estado, e havia outro no Município, dirigido pela Profa. Dinorá. Já se cumpria a obrigatoriedade da Lei, com as três horas semanais, mínimo de 45 minutos, dentro da legislação vigente. Dimas lembra que a Educação Física, nessa época, era muito rudimentar, só mesmo na base da ginástica, [de esporte] só mesmo futebol de salão e um voleibolzinho: Disputava-se Voleibol, Basquetebol, Futebol de Campo; o currículo já era voltado para o esporte, agora se existia alguma 16

MARIZ, Emílio. In ENTREVISTAS. Entrevista concedida a Leopoldo Gil Dulcio Vaz pelo professor Emílio Mariz, na sua residência a Rua Zoe Cerveira, bairro Alemanha. Dia 29 de Agosto de 2001, às 2h e 52min da tarde. In VAZ; ARAÚJO; VAZ, 2002, obra citada QUERIDO PROFESSOR DIMAS – (Antonio Maria Zacharias Bezerra de Araújo) – e a educação física maranhense – uma biografia autorizada. www.efdeportes.com VAZ, ARAÚJO, 2014, obra citada “Querido Professor Dimas”.


deficiência deveria ser de instalações dos colégios e talvez dos próprios profissionais de Educação Física, mas que já constava do currículo, da grade curricular...

Sá Vale, Inesio, Carlos Vasconcelos, Luiz Vieira, Para (irmão de Canhotinho) Reinaldo Lira, Silvino Goulart, Jaime Santana e Aziz Tajra

O Professor Emílio Mariz, chega a São Luís em 1950, para estudar no Liceu Maranhense e ser professor de Matemática. Destacou-se como Coordenador de Esportes do Batista - como ele mesmo diz “na época de ouro do esporte maranhense”, de início dos JEM's. Dá-nos detalhes de como era a educação física nesse tradicional colégio de São Luís: [...] o colégio [Batista], apesar de ter iniciado em 1957, só em 61 passou a ter o Ginásio; então Rubens Goulart foi o professor fundador do Departamento de Educação Física; depois ele trabalhou até a sua morte; depois veio o Dimas, que trabalhou


todo esse período ai; após o Dimas, nós fomos Diretor de Esportes e vários professores trabalharam conosco. No auge do esporte maranhense, no famoso período de inicio, de inicio dos JEM’s... Nessa época, além da Escola Técnica [Federal do Maranhão, hoje, IF-MA] - sempre foi um concorrente forte -, nós tínhamos Marista, Batista - o Dom Bosco era apenas forte no voleibol; o próprio Ateneu, e Meng ... Diga-se de passagem, que os primeiros JEM’s terminou empatado entre o Batista e o Marista - foi a época também que no Campeonato Paulista houve empate entre a Ponte Preta e outro time, que não me lembro agora - então adotamos o mesmo critério, de considerar dois campeões; e daí para essa época, nós sempre estivemos fazendo um trabalho todo voltado para os JEM’s; Foi a época da implantação da Educação Física voltada para o esporte; toda a nossa Educação Física era voltada para esportes; havia ai, como ainda hoje há, uns poucos colégios que trabalham, têm um bom trabalho de base, ”. (MARIZ, Emílio. In ENTREVISTAS)17.

17

MARIZ, Emílio. ENTREVISTAS. Entrevista gravada com o professor Emílio Mariz, na sua residência a rua Zoe Cerveira bairro Alemanha. Dia 29 de Agosto de 2001, às 2h e 52min da tarde.


Para Geraldo Menezes79 – Coordenador de Esportes do Colégio Marista nos anos de 66 a 72, a Educação Física no final da década de 1950 era voltada para a Ginástica Calistênica, onde se fazia exercícios de corrida, saltos, flexões, agilidade; era puxada para o lado militar:

[...] nós começamos a montar uma equipe de trabalho voltada para a prática desportiva. Então nós começamos a montar as escolinhas das diversas modalidades, e para cada escolinha nós buscamos um professor experiente na área Esta montagem já para prática esportiva era em função dos Jogos que eram promovidos pelo Carlos Vasconcelos, ela já tinha o objetivo de preparar os alunos para a disputa, até porque nós estávamos fazendo do esporte um Marketing promocional do Colégio, está certo; fazer com que o Colégio saísse das quatro paredes e marcasse presença na sociedade; era o objetivo maior, era esse. A equipe de professores, nós tínhamos o professor Furtado – Atletismo; eu coordenava e dava Futebol de Salão - fui inclusive o 1º campeão de Futebol de Salão masculino, e o 1º campeão de Handebol Feminino - coordenava os esportes e tomava conta do Futebol de Salão e do Handebol feminino, o handebol masculino era o professor Dimas; em 66, tinha o Paulo Macedo que dava Futebol e voleibol. Aí, nós começamos montando as escolinhas, depois nós expandimos, começamos a oferecer bolsas para atletas que se destacavam nas competições, nós levávamos para o Maristas. Esses jogos eram promovidos pela Mary Santos – uns jogos promovidos pelo Departamento de Educação Física do Estado e os do Carlos Vasconcelos, delegado do MEC... As bolsas já foram no período do Festival Esportivo da Juventude primeiro, e JEM’s em seguida. Levamos para o Colégio Marista, uma geração de atletas, contribuindo para a formação de treinadores, por exemplo, Carlos Tinoco, Paulão, Gil - Gilmário Pinheiro, do Voleibol - e eles entraram no Maristas como atletas, Raul Goulart. Nós formamos um time com esses atletas. Depois eles deixaram de ser alunos e viraram treinadores: o Gil ficou como professor de vôlei, o Paulão - já foi em 75, 76 - treinador de Basquete, Carlos ficou com o Vôlei, levamos Biguá para o Colégio Marista para colaborar no Handebol, e aí completou a equipe, comigo no Futebol de Salão, com o Dimas na Ginástica e Handebol..." (MENDONÇA, José Geraldo de. In Entrevista).


Cláudio Vaz, criador dos JEM’s, nos esclarece como eram aqueles jogos organizados pelo Dr. Carlos Vasconcelos, delegado do MEC no Maranhão:

[...] eu conheci Carlos Vasconcelos me convidado para apitar os jogos dele, do MEC; mas eram jogos na quadra do Cassino Maranhense, o nível técnico limitadíssimo voleibol, o basquetebol por incrível que pareça o basquetebol era uma (...). As mulheres jogavam de saia, não existia praticamente nada, o voleibol era um pouquinho mais desenvolvido, mas em termos de jogos era mais uma participação, quase uma obrigação em participar, não tinha aquela dedicação espontânea dos colégios em praticar, não praticavam, não podiam participar nos jogos, então quem não praticava o ano todo, não tinha nada para mostrar. Não tinha Educação Física, não tinha desporto, era muito limitado esse trabalho, eu me lembro como se fosse hoje... (VAZ DOS SANTOS, Cláudio. Entrevista).

Aldemir Mesquita 18 também se refere àqueles jogos, desde a época em que chegou a São Luís, para estudar (1959), até se tornar professor de educação física e técnico esportivo:

[...] os jogos que eram feitos pela Mary Santos, eu realmente não me recordo se era o Município ou o Estado que fazia, mas acontece que esses jogos eram nos principais colégios da capital, outros colégios também participavam, colégios de menos expressão, não tinha realmente, não participavam. Marista, Liceu, Colégio São Luis, Ateneu, Rosa Castro, era do doutor Carlos Vasconcelos... (MESQUITA, Aldemir Carvalho de. Entrevistas).

Geraldo Meneses, coordenador de esportes do Maristas na época, lembra desses jogos, que participou já em seu final. O Carlos Vasconcelos era um médico de Educação Física e era o delegado do MEC, unia os grandes colégios da capital, mais 18

MESQUITA, Aldemir Carvalho. ENTREVISTAS. ENTREVISTA REALIZADA NO DIA 27/06/2001. LOCAL: CENTRO FEDERAL TECNOLOGICO - CEFET, NO PÁTIO ESPORTIVO COM O PROFESSOR ALDEMIR CARVALHO DE MESQUITA.


Escola Técnica, e fazia uma competição com esses colégios; nessa época não havia limite de idade, então todos os alunos poderiam participar:

Então o que acontecia os jogos escolares era assim uma espécie de vitrine do esporte maranhense, por exemplo, os times de futebol selecionavam atletas estudantes para o profissionalismo dessas competições. De onde saiam a grande maioria desses atletas: Escola Técnica, Liceu Maranhense, e alguns do Colégio Marista, muito pouco do Colégio Maristas. Do Colégio Marista saiu: Canhotinho, saiu Adalpe que hoje é juiz em Imperatriz, saiu um que chamavam, um escurinho que chamavam Pula-Pula, a da Escola Técnica saiu Gojoba, Alípio, Alencar, Chamorro, Milson do Liceu Maranhense... Houve época em que o Sampaio Correia era presidido pelo Prof. Ronald Carvalho e os atletas eram exalunos ou alunos da Escola Técnica, Liceu Maranhense, Colégio de São Luís e Colégio Maristas; não havia jogador de fora, era a base estudantil. (MENDONÇA, José Geraldo Menezes de. In Entrevista).

Para Geraldo, foi cometida uma grande injustiça com esse pioneiro da Educação Física, pois Carlos Vasconcelos era um grande batalhador, era um guerreiro, lutava para conseguir dinheiro, lutava para conseguir os espaços para realização dos jogos:

"e cometemos uma injustiça muito grande, porque o Ginásio Costa Rodrigues foi iniciado pelo Dr. Carlos Vasconcelos. Pedindo dinheiro daqui da escola, primeiro ele fez uma quadra coberta, e ai ele foi levando, tirando um pedaço... ali era o fundo do Liceu Maranhense... ele conseguiu... construiu a quadra, depois ele cobriu a quadra, e aí foi que no governo de Pedro Neiva, sei lá qual foi, terminaram o Ginásio e deram o nome do Costa Rodrigues, quando poderia ser Ginásio Carlos Vasconcelos.". . (MENDONÇA, José Geraldo Menezes de. In Entrevista).

É o Prof. Emílio Mariz quem nos dá notícia dos “Jogos Escolares das Escolas Públicas”, promovidos pelo Departamento de Educação Física do Estado, chefiado


pela Profa. Mary Santos quando se refere a um eterno problema dos Jogos Escolares – de qualquer época: os "gatos"; quando foi Diretor do Liceu Maranhense: O Liceu tinha um problema, que era o uso de jogadores irregulares; eu tive de agir com a autoridade do diretor, e assinar as fichas de inscrição, conferir. No ultimo ano em que estive no Liceu, nós fomos campeões da uma olimpíada estadual, que o Estado promovia os Jogos Escolares das Escolas Públicas. (MARIZ, Emílio, in ENTREVISTA).


FOI AÍ QUE EU ENTREI...”


Foi ai que eu entrei, fui dirigir pela primeira vez... Isso foi em 71, nós entramos no Governo, se não me engano, foi em março ou por aí; em setembro, nós tivemos o primeiro FEJ (Festival Esportivo da Juventude) Semana da Pátria, onde o Colégio São Luiz foi o primeiro campeão do FEJ, onde eu trabalhei. [...] não tinha professor de Educação Física no Maranhão e eu queria fazer um trabalho de nível, eu tinha de pensar primeira coisa que tinha de ter, era o professor tanto para quem quisesse transferir conhecimento, então eu não tinha nada acadêmico, nada elevado nessa área aqui, só tinha professor já superado, dois que já não trabalhavam mais, Braga que era professor daqui [ETFM, hoje IF-MA] e não sei se era formado, Braga, Zé Rosa, Rinaldi Maia80. Aí foi que o Dimas começou, trabalhamos juntos, nós acumulávamos, nós éramos árbitros, técnicos. Tudo nós fazíamos, tanto o Dimas quanto o Laércio (de São Paulo) já me ajudou nessa época; foi o primeiro que veio para cá; o pessoal criou muito problema comigo porque eu estava enchendo de paulista. (VAZ DOS SANTOS, ENTREVISTA).

Cláudio refere-se aos antigos professores, formados no inicio dos anos 40, tanto pela Escola Nacional, quanto pela Escola de Educação Física do Exército, responsáveis pela implantação do Serviço de Educação Física no Estado. Herdeiros dos métodos tradicionais de ensino da educação física, como o francês, a calistenia, em sua maioria homens, oriundos da área militar – Polícia e Exército:

Já é de quem trabalhou comigo o pessoal que tinha já não era mais da ativa [...] Eurípedes; Major Júlio, todos esses foram formados na Escola de Educação Física do Exército. Eles vieram de lá, mas eu não trabalhei com eles, o Eurípedes trabalhou comigo assim, mas não tive nenhuma participação efetiva dele, ele nunca assumiu. [...] na época eram os leigos, eu faziam curso de reciclagem e tal, mas dentro da área mesmo com conhecimento de nível universitário, era o Dimas, o Laércio.

Segundo Dimas, em 1970, atuam como professor de Educação Física, em São Luís: no Batista: Rubem Goulart tinha morrido, e Dimas assume seu cargo; no Marista: Eurípedes, Nego Júlio e Furtado; no Ateneu não tinha mais ninguém:


Nego Júlio é íntimo nosso, era Major Júlio. Júlio que inclusive participou daquela primeira demonstração que eu dei, eram os professores de lá, ele e Eurípedes, tanto que ele já me conhecia daí, tanto que depois eu vou fazer um comentário disso, e Furtadinho - Furtado já estava trabalhando aqui nessa época. (DIMAS, entrevistas).

Haviam outros professores, trabalhando nessa época: Era Odinéia 81 ; Clarice 82 ; tinham muitas; Maria José 83 ;... Antes dessas tem outras, Ildenê Menezes 84 , na época foi Secretaria de Educação; Dinorah85 - e eram duas irmãs Dinorah... - e a primeira academia que hoje é essa Academia [São Francisco] vou falar sobre isso -, Clarice Lemos; Dinorah e Celeste Pacheco 86 , elas eram irmãs Pacheco; Graça Helluy 87 , Ah!, tinha muita gente ... Luiz Aranha 88 ; nessa época eu acho que já dava aula o Rui [Guterres]89, marido de Cecília [Moreira]90; o Batista que era da Polícia; acho que Cavagnac91, tem mais gente..." Geraldo Mendonça92 se lembra de um Curso, realizado em 1967, em convênio entre os estados do Maranhão e de São Paulo, com 120 horas de duração, sendo Professor Nelson Gomes da Silva, e 25 alunos. Participaram desse curso: Ana Rosa de Souza Silva; Benedita Duailibe; Clarice Barros Rosa; Dinorah Pacheco Muniz; Elena da Conceição Pereira; Florileia Tomasia de Araújo; Felicidade Mendes de S. Nascimento; Ivete D´Aquino Castro; Ivone da Costa Reis; Julio Elias Pereira (Major Julio); Maria José Reis Maciel; Maria das Graças R. Pereira; Maria da Conceição Sá Melo; Maria da Glória Castro Fernandes; Maria de Jesus Carvalho de Brito; Maria do Rosário Silva Maia; Maria do Rosário Silva; Maria da Conceição Santos Souza; Neide Moerira da Silva; Odinéia Trompa Falcão; Pedro Ribeiro Sobrinho; Reginaldo Heluy; Sebastiana de Carvalho Pires; Sonia Maria dos Santos Resende.


Aldemir Mesquita lembra-se dos professores que atuavam na antiga Escola Técnica Federal do Maranhão - hoje, IF-MA:

Aqui na época na Escola, eu fiquei assistente do Jafe [Mendes Nunes93], de futebol de salão... Jafe, radialista, um dos maiores cronistas do Maranhão. Jafe na parte de futebol de salão, eu ficava dando assistência a ele no futebol de salão, e ficava com o handebol, depois quando ele pouco só vinha em época de seleção para treinar, eu passei a assumir definitivamente o futebol de salão. Tinha o França94 no vôlei que é engenheiro que também é professor de matemática; Celso Cavagnac, natação; Eldir [Campos Carvalho95], a parte de educação física; Juarez [Alves de Sousa]96, que também ficava com educação física, depois no ano seguinte assumiu o handebol e também dirigiu um pouco o futebol de salão; Prof. Furtado! Excelente professor Furtado pioneiro atletismo no Maranhão, professor Furtado e deixa-me ver quem mais, aqui por enquanto é só; Tenente Jeremias na natação, futsal, basquete, vôlei, Handebol... Atletismo e tinha... Vôlei, handebol, basquete, futsal, atletismo, natação, só né? E ganhamos tudo, nós éramos a decisão era 1º, 2º e 3° lugar... (MESQUITA, Aldemir Carvalho de. Entrevistas).

Já Laércio Elias Pereira97 – da turma dos paulistas – lembra que, quando chegou, encontrou: Quando cheguei a Simey98 estava de saída, ou tinha acabado de sair. Rinaldi Maia era assessor da Secretaria de Educação e treinador famoso de Futebol. O Dimas era o mestre das Escolas e do Esporte Escolar. Felicidade Capela tinha o curso de Normalista Especializada no Rio. Rinaldi tinha se formado no Rio, com uma ótima geração de treinadores de Futebol, como os Moreira. Soube pelos professores – e depois pelo Rubinho [Rubem Teixeira Goulart Filho]– que o Rubens Goulart tinha tido um papel importante, inclusive foi quem fez o primeiro contato com o Listello (deve ter feito um dos cursos de Santos). Teve também uma turma do DED, com o Ari Façanha e um pessoal do Rio. Bom recuperar também o curso de Medicina Esportiva... José [Pinto]


Rizzo Pinto esteve... Tem que puxar isso com o Cláudio Vaz e Dimas. (PEREIRA, Laércio Elias. ENTREVISTAS)19.

SIMEY RIBEIRO BILIO – MISS JAGUAREMA 1956 – PROFESSORA DE EDUCAÇÃO FÍSICA, FUNCIONÁRIA DO MEC, QUE VEIO IMPLANTAR AS PRÁTICAS ESPORTIVAS NA UFMA, AJUDANDO A CRIAR O CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA. 19

PEREIRA, Lércio Elias. DEPOIMENTO ENVIADO ATRAVÉS DE CORREIO ELETRÔNICO. De: Laércio Para: Leopoldo. Assunto: respostas do questionário do Dimas. Brasília, 28 de fevereiro de 2001.


Cláudio lembra que, em 1971, ele estava na Coordenação de Esporte na Prefeitura de São Luís – Serviço de Educação Física – quando realizou o primeiro Festival Esportivo da Juventude – FEJ:


Aí teve o segundo FEJ, foi quando o Jaime criou o Departamento de Educação Física e Desportos e Pedro Neiva me nomeou no lugar da Mary Santos. Já foi no governo de Pedro Neiva, com Haroldo Tavares - que agora é que tu vais entender -, eu entrei primeiro na Prefeitura, Haroldo Tavares era cunhado de Pedro Neiva, irmão da mulher de Pedro Neiva, que é a mãe de Jaime Santana; então para que eu pudesse assumir o Estado, nesse tempo podia acumular; então criaram o Departamento de Educação Física e Deporto do Estado; saiu o Serviço [de Educação Física] para Departamento. Nesse tempo, na Secretaria de Cultura, o nível do Departamento era mais acima de Serviço, então para que eu fosse para o Estado foi criado o Departamento de Desporto do Estado, para que eu pudesse assumir, acabar o Serviço; então era novo o cargo e aí que eu fui para o Estado, eu acumulei Coordenador de Esporte da Prefeitura e Diretor do Departamento de Educação Física e Desporto do Estado, ligado à Secretaria de Educação, do professor Luis Rego; era o Secretario na época, professor Luís Rego, primeiro Secretário que eu trabalhei. Depois, eu trabalhei com o Magno Bacelar, que foi Secretário; e depois, com o Pedro Rocha Dantas Neto, que também foi Secretário. Já em 72, fui nomeado Diretor do Departamento, onde foi que ficou o Departamento? Lá no Costa Rodrigues; ai eu transferi a Coordenação, acumulei no Costa Rodrigues, eu levei tudo para lá. Eu era Coordenador Diretor do Departamento de Educação Física do Estado e Presidente do Conselho Regional de Desportos. Isso em 72, como era cargo de quem era diretor [do departamento de Educação Física], era o Presidente do C.R.D, automático; não tinha vínculo político nisso, era uma tradição de desporto ligado ao C.N.D (Conselho Nacional de Desporto), onde era [ptrsidente] o Brigadeiro Jerônimo Bastos... Ai foi que eu fiz a minha equipe, aí foi que o Dimas entra com a parte principal, quando nós estávamos para fazer o segundo FEJ em 72; seria em setembro. Dimas foi a Belo Horizonte, trouxe toda a informação, e o Maranhão podia participar do JEB's em 72; ele trouxe em 71, ele foi no JEB's em julho e trouxe.... Dimas me trouxe, eu organizei a primeira equipe com o Dimas, era do Handebol, primeira equipe que nós viajamos para o JEB's; Ginástica Olímpica e Handebol, o Dimas; Coronel Alves 99 , Basquete; Voleibol, Graça Hiluy; Coronel Alves antes era Major, foi isso para dar coletivo que eu levei foram 52 pessoas que eu levei, não levamos atletismo, natação, não levamos nada.


Muito bem, com o que Dimas me trouxe, me presenciei muito ao DED. Aí eu já tinha uma parte ativa comigo, porque eu precisava do Dimas, não só como técnico, mas também como conselheiro, porque como eu te falei, eu não sou formado; eu sempre procurava olhar uma pessoa que tivesse um conhecimento acadêmico para poder me orientar, é uma de nossas iniciativas foi justamente essa de criar esses jogos escolares, foi o primeiro e o segundo e depois nós o transformaremos em JEM's, o primeiro JEM's foi em 73, sempre tenho essa dúvida; o pessoal não guarda isso, mas o primeiro FEJ foi em71, o segundo FEJ em 72, e o primeiro JEM's em 73. Por quê? Nós participamos do JEB's e a sigla pesava, mas por bem achamos melhor mudar para JEM's. Jogos Estudantis Maranhenses foi que viemos, nós já tínhamos passado o primeiro e o segundo FEJ com sucesso, com a mudança, com a formação das escolas, a conscientização, que e a primeira coisa a nascer numa escola era a força da Educação Física através dos esportes, foi a maneira que nós encontramos de valorizar o Professor de Educação Física, ele que era praticamente um esquecido dentro da área educacional, achava – se que era desnecessária a Educação Física onde não se praticava nem a Educação Física, nem os esportes, nós criamos esses jogos para provocar nos colégios essa necessidade de se formar atletas, assim como também transmitir Educação Física e valorizar o professor, porque nós não tínhamos campo de trabalho para eles,e passou a ter; esse foi o ponto marcante do nosso trabalho, que realmente hoje, o que tem, começou ai, onde nós provocamos. Nós íamos fazer uma Escola de Educação Física particular, já tinha toda a documentação, o professor Salgado deu para mim. Como eu sentia a necessidade de ter professores formados e o que eu trazia eram poucos em relação à necessidade que nós tínhamos, nós achamos um início para formar a Escola de Educação Física particular... (VAZ DOS SANTOS, ENTREVISTA).

Como informa, precisava de massa crítica para concretizar seus planos de elevar o nível da Educação Física e dos Esportes. Recorreu à importação de professores graduados, já com alguma experiência e, ao mesclá-los com ‘da terra’, teria um grupo altamente qualificado. Lino Castellani Filho100, outro do grupo de paulistas


que aqui chegou lembra - em artigo publicado no Blog Universidade do Futebol daquele momento101: Pois é… Estávamos no ano de 1976 em São Luis do Maranhão… Nós – um grupo de professores de Educação Física repleto de utopias — e ele Djalma Santos, então contratado como técnico do Sampaio Corrêa Futebol Clube, um dos grandes do futebol maranhense, ao lado do Moto Clube e do MAC (Maranhão Atlético Clube). Boa parte de nosso grupo trabalhava vinculado ao Departamento de Esporte do governo daquele Estado, basicamente envolvido com os afazeres de duas modalidades esportivas, o handebol e o voleibol. O contrato de trabalho era de 40 horas… Não deu outra: montamos um time de futebol e demos a ele o nome de… Handvô-40, homenagem ao handebol, ao voleibol e às 40 horas de trabalho – qualquer semelhança com outra expressão…


Pois foi nesse time que Djalma Santos foi convidado a jogar e… Jogou! Se nossas conversas o assustavam às vezes (chegamos perto de comprar uma ilha, embalados pelas ideias de A.S. Neill, fundador da escola de Summerhill), a de participar do time foi recebida com o mesmo sorriso que ele estampa hoje em seu rosto… Duvidam? Pois aí vai a prova! O primeiro da fila é o diretor – presidente do CEV, Centro Esportivo Virtual… O último, este ponta-esquerda que vos escreve! No meio dela, Djalma Santos, junto com Viché, Sidney (ambos professores da UFMA), Gil, “Zé Pipa”, Marcão – o “véio” – e outros cuja lembrança surge enevoada em minha cabeça…

Para Dimas Quando o Cláudio Vaz começou a trazer esse pessoal de fora, em 74 ou 76, Laércio, Marcão 102 , Biguá 103 , Vitché 104 , então nessa época eu passei o Handebol praticamente para eles; então eu já vinha trabalhando em Ginástica Olímpica e passei a me dedicar mais à Ginástica Olímpica; trabalhava como professor de Educação Física - nessa época eu trabalhava muito com Natação também, principalmente em aulas particulares, em piscinas particulares - e o Laércio praticamente continuou o meu trabalho no Handebol no Maranhão, e aí eu passei a me dedicar mais à Ginástica Olímpica, à natação e às outras coisas... (DIMAS. Entrevistas).

Sobre a vinda desses professores - "os paulistas" - o Prof. Dr. Laércio Elias Pereira 105 esclarece que, após voltar das Olimpíadas, com vários cursos de Handebol, foi convidado a dar cursos pela Brasil pela ODEFE - organização com a qual já tinha contato, através da Revista Esporte e Educação, onde escrevia uma coluna chamada Rumorismo. Houve um circuito de cursos que incluía Maceió, São Luís e Manaus:


Prof. Dr. Laércio Elias Pereira Era 1973, e eu treinava a seleção paulista feminina que ia para os JEB's [Jogos Estudantis Brasileiros]. Acertei com o namorado de uma das minhas atletas (que ia apitar os JEB's) para cuidar de alguns treinos enquanto eu ia dar os cursos. Dei o curso em Maceió e, em São Luis, enquanto dava o curso, ajudava a treinar o time de handebol que ia para os JEB's. Deu problema no curso de Manaus e o Cláudio Vaz pediu que eu ficasse treinando o time o tempo que estaria em Manaus. Depois


pediu para que eu acompanhasse a equipe nos JEB's, em Brasília. Eu disse que não podia porque tinha compromisso com a seleção paulista. Quando voltei para São Paulo, o meu substituto tinha conseguido me substituir totalmente. Liguei para o Cláudio Vaz e acertei a ida para Brasília. Conseguimos classificar o time para as quartas de finais, mas no dia que ia começar essa fase, o Basquete levou todos para jogar o campeonato em Fortaleza, e ficamos em oitavo. Em setembro do mesmo ano, fui convidado, junto com o Biguá, para apitar os jogos de Handebol dos JEM's. A final foi Maristas e Batista. Duas equipes treinadas pelo Prof. Dimas. Voltei em janeiro de 1974, para morar no Maranhão. Resolvemos Cláudio e eu chamar o Prof. Domingos Salgado106 para montar o processo de criação do curso de Educação Física na Federação das Escolas Superiores [do Maranhão - FESM -, hoje, Universidade Estadual do Maranhão - UEMA], o que aconteceu com o empenho do secretário Magno Bacelar e o Assessor João Carlos, ainda em 1974. Fiquei sem emprego e o Heleno Fonseca de Lima batalhou uma bolsa pelo antigo CND [Conselho Nacional de Desportos]. Fui assessor da Secretaria de Educação e, como estava demorando em andar o curso no Estado, teve a iniciativa da Profa Terezinha Rego, do ITA, para montar o curso particular, com os professores que já tínhamos arrastado para o Maranhão. Aqui cabe um estudo mais apurado sobre quem trouxe quem, mas é bom juntar a listagem dos “paulistas”: Biguá, Viché, Horácio107 [?], Domingos Fraga Salgado, Demosthenes108, Nádia Costa 109 , Jorelza Mantovani 110 , Marcos Gonçalves, Sidney Zimbres 111 , Lino Castellani 112 , José Carlos Conti 113 , Zartú Giglio 114 , (tem um dessa turma que eu esqueci o nome), o Paschoal Bernardo 115 ... O Sidney deve ter todos os nomes. (PEREIRA, Laércio Elias, Entrevistas).

O Prof. Sidney Zimbres esclarece a questão de quem trouxe quem, nessa época, para o Maranhão: ... [Meu] Contato com o Maranhão foi com o Marcos [Marco Antônio Gonçalves], que me trouxe; o Marcos não terminou o curso [de Educação Física, da USP], veio embora... Quem trouxe o Marcos foi o Laércio; o Marcos ficou trabalhando aqui, ele me escreveu perguntando se eu não tinha a intenção de vir para cá, ai eu falei - me leva para dar um curso, para eu ver como é que é.


Foi em 19... em outubro vim aqui, no JEM’s em 1975, eu vim para dar um curso de voleibol; dei o curso de voleibol em outubro, ai eu coordenei o voleibol nos Jogos Escolares, e ai eu fiz um contrato de três meses... Lembro-me bem disso... Para ver se ia dar certo, na época quem estava à frente do DEFER era o Carlos Alberto Pinheiro; já havia saído o Cláudio Vaz, o Governador do Estado era o Nunes Freire... O primeiro ano dele... Ai foi quando ele implantou, fez aquela reformulação do Serviço Público, criando [a função de] Técnico de Nível Superior - TNS -; foi que eu recebi o convite e eu fui contratado pela Secretaria de Educação em [19]76, entrei como TNS, técnico em nível superior, nível 3. ... Então era Laércio, eu e Lino; Lino já tinha vindo para cá; o Marcos me trouxe; eu trouxe o Lino; depois eu trouxe o Zartú; ai o Marcos ainda trouxe o Júlio, que veio antes do Zé Pipa... Júlio... O sobrenome eu não lembro mais, não é difícil de pegar... Julinho ficou pouco tempo aqui e foi embora, teve um problema no pulmão até numa aula minha... Depois veio o Zé Pipa, que era José Carlos [?], que trabalhou no futebol, no Sampaio Correia, era repórter da TV Bandeirantes... Esporte... Então ai nós criamos o curso de Educação Física no ITA... (ZIMBRES, Sidney. Entrevista) 116.

Isidoro, Sidney, Dimas e Zartú


Marcão fala sobre sua vinda para o Maranhão, de como foi o trabalho inicial, de implantar as escolinhas de esportes, trazer as pessoas para assumir os diversos cargos e funções e os primeiros jogos: Eu, já cansado de São Paulo, e tendo trabalhado com Laércio do SESI de São Caetano e Santo André - a mesma equipe que fazia os esportes do SESI -, eu decidi sair de São Paulo, quando de um JEB's que a gente apitou em Brasília, acho que handebol; em Brasília, e o Laércio estando por aqui em São Luís, nos convidaram para visitar; eu como já tinha intenção de sair de São Paulo não aguentava mais aquela cidade danada, acabei vindo visitar São Luís e em duas semanas como diz outro, fechei a conta e vim embora... Como eu me encontrei com o Laércio, que já estava aqui no Maranhão, em Brasília com a delegação do Maranhão. Ele nos fez esse convite para vir para conhecer São Luís foi à época de julho, eu vim; inclusive na época eu vim com Júlio, Júlio do Gás, Julinho, não sei se tu já fizeste algum detalhe sobre o Júlio também, foi a primeira vez que nós viemos para cá; viemos de ônibus de Brasília para São Luís e aqui nós ficamos duas semanas passeando e quando eu voltei para São Paulo, já voltei com alguma coisa acertado, na época com Carlos Alberto Pinheiro Barros 117; então, eu não vim para apitar o JEM's, vim já para trabalhar no antigo Departamento de Educação Física (DEFER, de São Luís-Maranhão) juntamente com o diretor na época o Carlos Alberto Pinheiro de Barros ... Cláudio Vaz tinha saído para entrada de Carlos Alberto Pinheiro Barros e o governo de Nunes Freire e o Carlos Alberto; encontrei a assessoria, vamos dizer, assim de trazer elementos, que foi tendo a incumbência, vamos dizer assim, de trazer elementos que pudessem reforçar toda a equipe de trabalho e o trabalho em si... Quem estava aqui, efetivamente, era o Laércio, era Viché, Biguá, Horácio, o Júlio veio, mas volta, não veio, não ficou junto comigo; ele veio para passear junto comigo, mas voltou porque ele ainda era estudante em São Paulo, voltou para concluir o curso, também nunca concluiu, igual a Biné, seria bom detalhar isso na minha biografia, porque já diz que eu não sou formado, mas eu concluo, conclui não, fui ate o ultimo ano da escola e por ter vindo praça, eu optei por não concluir porque o trabalho aqui é muito mais importante. Então eram somente elementos que estavam aqui, depois é que, através de Laércio, e de vir é que nós fomos trazendo todo esse pessoal, que foi Zartú, que foi Levy, que foi Júlio, que foi José


Carlos Fontes, Sidney, toda a equipe se formou aqui, Demóstenes já estava. Demóstenes estava chegando à mesma época que eu... Domingos Fraga, já estava aqui também. Só que não no Departamento de Educação Física do Estado. Aquele período eu que foi vice-campeão brasileiro, que só perdia para São Paulo, porque São Paulo dificilmente se ganha, então o Maranhão, foi vice-campeão e ninguém, quando a gente comenta isso em outros lugares, ninguém acredita, acha que isso é um sonho e o basquete feminino surgiu, o voleibol cresceu demais, todos os esportes de uma forma geral, atletismo também, ofereceu vários atletas á nível nacional, então todos os esportes cresceram de uma forma conjunta, não foi um trabalho direcionado para uma modalidade, ou para dizermos assim, enfatizar algo que a gente gostava, foi realmente é multiplicado. Eu lembro que na época não se trabalhou muito o futsal, infelizmente agora não esta nesse mesmo nível que estava na época... Na verdade, a proposta que me fizeram para vim ao Maranhão, não tinha direcionamento nenhum. O que Laércio me propôs na oportunidade era que viesse para São Luís do Maranhão, onde já conheciam meu perfil, já conheciam o meu trabalho da época que nós estivemos juntos no SESI, conforme eu já disse - SESI São Caetano e Santo André, e lá ele era coordenador do SESI São Caetano e eu do Santo André; Nós já nos conhecíamos e ele sabia que ele podia contar comigo em qualquer frente de trabalho. Então, é como eu administrativa essa parte esportiva em Santo André e ele acreditava que eu pudesse me assenhorear dessa função aqui em São Luís do Maranhão, ele me convidou; mas lembro bem que a gente deixou claro que a gente teria que fazer um pouco de tudo, como nós acabamos fazendo realmente e assim os outros também, assim os outros foram convidados por mim, Sidney, Zartú, Lino, eles não vieram direcionados para algum emprego, vamos dizer assim, para algum setor, eles vieram e aqui nós fomos procurando como encaixá-los em algum lugar; então apareceu como, por exemplo, o Lino, apareceu alguma coisa no Maranhão [Atlético Clube], ele foi lá como preparador físico, recém-formado, como preparador físico do MAC, mas também trabalho em outros setores, na parte administrativa do JEM's, que a gente passava noites e noites, hoje a gente vê aí, todos os avanços que houve, no JEM's até o boletim é feito a nível de computador, etc. e tal. Na época a gente fazia era com mimeógrafo a álcool e dormindo debaixo da mesa, para poder o boletim ficar pronto no dia seguinte; então o Lino, nos ajudou em todos os sentidos; o Sidney também veio, a principio ficou conosco no Costa Rodrigues, com


a escolinha de futebol e assim fomos todos, vindo sem um direcionamento efetivo. A gente veio para trabalhar, aonde, não sabia, onde tivesse lugar a gente ia se colocando e auxiliando e dinamizando de todas as formas, o esporte no Maranhão. (GONÇALVES, Marcos Antônio. Entrevistas).118.

Biguá foi um dos pioneiros, junto com o Laércio, e comenta como se deu a sua vinda para o Maranhão, e em que circunstâncias: Laércio Elias Pereira, em 1973, dez de... Para ser preciso ele contatou comigo no dia 08 de setembro de 1973, foi contato maluco... Eu queria era aventura, eu queria conhecer, eu tinha assim paixão, loucura para conhecer, viajar, eu sempre tive. Aí Laércio virou - dia 08 de setembro, virou para mim e disse: - "Quer ir para o Maranhão?” - Virei, "como?" –

Edivaldo “Biguá” Pereira


- "Vai ter os Jogos - primeiros JEM’s 73 -, e eu preciso levar uns caras para apitar, ai tu vai apitando Handebol, tu queres ir?" Aí eu disse, "quando?" ele disse: - "Depois de amanhã nós teremos que estar lá, não dá nem tempo de tu pensares!" Ai eu disse: "tô nessa". Eu nunca tinha andado de avião, nunca! Eu disse: "como é que nós vamos?" "não, o cara vai mandar passagem, tudo de avião." "De avião!?" Porra, eu não queria nem saber quanto eu ia ganhar, se eu não ia! eu queria era andar de avião, né. Eu digo "tô no clima", aí que é interessante... foi que eu cheguei em casa, ai eu disse para minha mãe, para minha mãe e meu pai. - "Olha eu vou embora, vou passar 15 dias no Maranhão, lá, 15 dias". Eu sei que no dia 10, eu estava aqui com o Laércio, desceu eu, Laércio... Eu, Laércio, o rapaz, o professorzinho de... Milton usava uns óculos pequeninho - o nome completo dele, eu não lembro. Milton, Laércio, eu, Milton, Laércio... Uns três, nós três, ai descemos; o primeiro cara que manteve contato comigo, foi o J. Alves (José Faustino Alves, jornalista esportivo, aposentado ver entrevistas), chegamos e lá estava J. Alves com um fusquinha da Difusora, fazendo reportagem, já dando em primeira mão, que nós tínhamos chegado, ai chegamos aqui, coincidentemente eu fazia aniversário no dia 25 de setembro e o JEM’s estavam rolando, foi a primeira demonstração de carinho do Cláudio Vaz, comigo, aí o Ginásio Costa Rodrigues lotado, lotado, lotado, ai ele parou o jogo e me deu um agasalho completo do Maranhão, me fez de presente, o ginásio inteiro cantando parabéns à você e eu, eu comecei a me agradar desde o começo, porque eu vim apitar handebol, mas de tanto eu me envolver com esporte, os caras chegavam aqui, pôr tem que colocar o Biguá, porque eu estava, eu impunha respeito, mas respeito não era imposição, eu apitava independente, eu não sabia o que falavam A ou B ou C, para mim eu estava lá apitando, colaborando com todo mundo, eu acabei apitando as 3 finais de handebol, final de basquete e final de voleibol. Eu não vim para jogar Handebol, eu vim para arbitrar o JEM’s em setembro; ai aconteceu o fato interessante, no último dia de JEM’s... nós tomamos conhecimento que iria ter o primeiro Campeonato Brasileiro de Juvenil de Handebol, até então - presta atenção -, em julho deste mesmo ano que eu cheguei. Ai é que quando o Laércio disse assim: vai ter o primeiro Campeonato Brasileiro de Handebol Juvenil, vai ser em Niterói, vai ser final de novembro, em Niterói. Nós estávamos em setembro.


Aí, por, tu queres ficar para jogar?... Ai o Laércio disse, "você não topa ficar? "Não, Laércio, eu trouxe pouca roupa, eu não trouxe nada para ficar aqui, eu não tenho nada para ficar aqui". Ai Alemão Cláudio Vaz -, disse, "não seja por isso, eu te dou toda roupa, te dou tudo, vamos te dar tanto por mês, te damos comida, tudo o que quiser a gente te da". Só que nós temos que trazer mais, só você não vai dar para segurar essa barra, porque o seguinte, em julho no JEB's em Brasília, a Seleção Paulista foi campeão Brasileira e o Maranhão foi 18o com todos os gatos que você possa imaginar, com os Rubinhos da vida (Rubem Teixeira Goulart Filho), Gafanhoto (José de Ribamar Silva Miranda), Paulão (Paulo Roberto Tinoco da Silva), Carlos (Carlos Roberto Tinoco da Silva, irmão de Paulo) e Ermílio (Nina), todos os gatos que você possa imaginar, nós conseguimos 18o lugar. Ai Laércio disse: "Como é que a gente faz?”- Eu disse: "Faz o seguinte, me arruma passagem e vou até São Paulo, eu vou conversar com meus pais e eu trago o Turco e Dugo - que eram meus companheiros na General Motors. Laércio disse: " bem pensado". O Viché (Vicente Calderoni, professor de handebol da UFMA, hoje), nessa época jogava no Juvêncio, não jogava com a gente não. Ai Laércio disse: "Legal, legal". Ai, eu fui para São Paulo, contei a história para meu pai e minha mãe - eu vou voltar para o Maranhão -, convenci o Turco e Dugo. Ai o que acontece, o seguinte, eu vim na frente e eles ficariam de vir depois, eles estavam estudando - nós estudávamos no mesmo colégio, era no Colégio Barcelona, já nessa fase-, aí eles vieram; aí, nos fomos para o Brasileiro. Laércio, técnico; quando nós chegamos lá, para nossa belíssima surpresa, nós conseguimos o 3º lugar do Brasil. Você sai do 18º em julho, em novembro você em 3º lugar no Brasil; ficou São Paulo, Minas e Maranhão, daí que começou a força do Handebol no Maranhão; ai onde entra o Laércio, com o Viché, eu fui para ... Eu sai daqui, antes de ir para o Campeonato Brasileiro, para encontrar com os caras em Niterói, eu fui para São Paulo: "Pô precisamos arrumar um cara para trabalhar para gente, como técnico", porque o Laércio sempre foi uma pessoa de idéias, sempre foi uma pessoa de execução, então ele nunca gostou de ser técnico de handebol, ele sempre em todo lugar que ele passou, o seguinte, ele monta uma equipe de handebol, ele vê quem é o liderzinho, quem é o cara que pode botar para frente, ele larga e vai embora; ele sempre foi de projetos; ai eu estava conversando


com ele, ele disse: "P..., a gente podia trazer Viché para cá, aquele cara do Juvêncio, aquele cara sabe, conhece as coisas"; "Quando eu for agora a São Paulo, eu convido ele". E quando eu fui para São Paulo, para me encontrar com a Seleção lá em Niterói, ai eu falei com Viché, falei olha: "É assim, assim,... nós vamos disputar um campeonato, agora, você esta a fim de ir para o Maranhão?"; Viché vinha passando por uma serie de problemas, lá na família dele e com ele próprio também, nessa época e foi interessante ele ter saído de São Paulo, ele estava envolvido em barras pesadíssimas em São Paulo, pesadíssimas a ponto de matar, de morrer; aí surgiu exatamente o lido, ele falou - "P... eu vou", aí ele veio comigo para Niterói; ele já começou a ajudar o Laércio na parte técnica, e de Niterói ele já veio com a delegação do Maranhão para cá e eu e Laércio fomos para São Paulo; fomos para não voltar mais, eu fui para não voltar mais, já conhecia a Tânia, com cinco dias que eu estava aqui, já eu estava namorando Tânia, mas eu tinha dito para ela... -

"Olhe, não sou daqui, não pretendo ficar aqui".

-

Os Biguás – Tânia, o neto, e Biguá

mas eu deixei bem claro - eu acho que por isso ate que ela gostou da minha sinceridade... acredito...” não pretendo ficar aqui, agora, se você quiser que a gente fique namorando, a gente vai namorar, agora não tem, não posso de dar esperança nenhuma, ai, quando chegou nessa época que eu fui para São Paulo. Ai já não era mais a minha praia. Ai não era, não era, nem eu tinha telefone na época na minha casa, nem Tânia tinha. Quando começamos a trocar, é... dezembro inteiro, ai veio janeiro cara não dá é mais isso para mim, ai eu já achava. Já não tinha nada


haver comigo. Eu saia para conversar com meus colegas e eu achava que o papo era muito vazio, eu já não era mais aquele negocio para mim. Ai de repente Cláudio Vaz me liga, ele ligou, ele ligou, eu tinha desse meu tio que era vereador que ficava uns 400 metros da minha casa, então a pessoa ligava para lá e dizia "Olha, fala para ele estar ai dentro de uns 10 minuto que eu ligo de novo", né, eu lembro ate o numero do telefone ate hoje 4426778, hoje não existe mais esse numero, ai foram me avisar e eu fui lá, esperar o telefonema dele. Ele disse, "Olha, nos estamos com um projeto aqui de trabalhar firme no Handebol, estamos querendo que você venha, você vai trabalhar com as escolinhas" - e era tudo que eu queria, só que eu, eu não sei to passando por dificuldade, e ele de novo abriu, me favoreceu tudo. (In ENTREVISTA) 119.

Laércio considera que foi uma espécie de catalisador, ajudando a desenvolver, a princípio, o Handebol e, depois, batalhando a vinda de muitos professores, com o apoio do Cláudio Vaz -"a gente chamava para apitar os JEM's e, quando o professor chegava, já tinha alguma coisa”. Entrou e saiu da Escola Técnica mais de uma vez, para abrir vagas nesse processo. Na UEMA também. "Procurei colocar o Maranhão no Mapa...". Para ele, o que garantiu o apoio - e as refregas que levaram a algum progresso - foi a grande dedicação e o sucesso das equipes de Handebol, com participação decisiva do Viché e Biguá, alem dos “professores” que ajudávamos a treinar: Lister [Carvalho Branco Leão] 120 , Álvaro [Perdigão] 121 , Mangueirão [?]122... (PEREIRA, Laércio Elias, Entrevistas). Lino Castellani Filho - outro "paulista" - lembra quando começou a trabalhar no Maranhão, em 1976, trazido pelo Sidney Zimbres:

Foi através do Sidney, que tinha ido para o Maranhão antes de mim na época eu estava, eu estava trabalhando em Ribeirão Preto, no Botafogo de Ribeirão Preto, e eles estavam montando equipe de trabalho no Maranhão: o Sidney estava empolgado, de férias em Atibaia, cidade onde ele morava, os familiares moravam, onde nós nos conhecemos, enfim.


Ele fez alusão ao Maranhão, e me convidou para conhecer o Maranhão, e foi por ele então que eu fui no primeiro momento. Lá, montaram um esquema de visitas, todo ele sedutor, e eu fui totalmente seduzido pelo Maranhão. Foi em 76, começo de 76.

Eu cheguei ao Maranhão, eles fizeram uma proposta, me colocaram algumas possibilidades de trabalho, nesse jogo de sedução, em janeiro de 76; eu voltei, desvinculei os compromissos que eu tinha em Ribeirão Preto e fui para lá, definitivo em Fevereiro, Março de 76; e os meus primeiros trabalhos no Maranhão foram no MAC, Maranhão Atlético Clube, como Preparador Físico; eu dava aula no CEMA, Centro Educacional do Maranhão, em primeiro e segundo grau, e logo naquele mesmo ano eu me envolvi na construção de um projeto para Educação Física, na Educação Superior, na... hoje UEMA, naquela época FESM; não tinha curso de Educação Física, tinha o setor de prática esportiva, por conta da implementação daquele


decreto, daquela lei 6251 de 75 que já apontava, para a regulamentação de 77 que veio, que veio depois, e falava da parte esportiva obrigatória; e eu, o Zartú, que trabalhamos em torno do projeto. O Zartú era o coordenador na época, e eu tive essa associação. Eu entrei na Universidade Federal do Maranhão em 78, não era administrativo não, era um cargo técnico era... Técnico em Assuntos Educacionais, ligado a um projeto de desenvolvimento do esporte universitário vinculado a Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Estudantis. O DAC era o Departamento de Assuntos Culturais da Pró-Reitoria de Extensão, mas eu estava ligado ao DAE, Departamento de Assuntos Estudantis; e depois fui para o outro departamento, de Interiorização, que me levou a desenvolver projetos coletivos de políticas públicas pelo interior do Maranhão;


Nesse meio tempo eu já fiz parte, mesmo como técnico em assuntos educacionais, do primeiro corpo docente, da criação do curso de Educação Física da UFMA; eu já assumi, de cara, a responsabilidade por duas disciplinas lá, lembro que uma delas era organização esportiva; a outra eu não sei, não lembro qual era; e todo processo de criação do curso, lá, eu me envolvi desde o primeiro momento, com o grupo; mesmo em eu formalmente na função de técnico, mas, eu, Mary, Sidney, Laércio, desenvolvemos a criação do Curso Educação Física do ITA, depois virou MENG né?; Hoje OBJETIVO, mas na época, o curso funcionou na época do ITA; tinha a Terezinha Rego, que era a dona do ITA; mas aí na época do Márcio já não tinha mais o curso, nós ficamos um pouco, e o curso cutucou o pessoal da Universidade Federal, a correr atrás do processo de criação do curso da Federal. Eu praticamente desenvolvi o projeto, mas eu, propriamente não trabalhei, eu só me envolvi no projeto, já naquela época a FESM, eu acho que foi um pouco depois da minha chegada não foi em 76 não, foi já em 77 depois do decreto 80.228, que sistematiza a questão do esporte Universitário, o que eu fiz quando eu cheguei, além do MAC, do CEMA, foi trabalhar no SESC, e foi aí o meu primeiro contato com o Dimas por que o Dimas era professor do SESC; Eu praticamente entro no lugar dele. (CASTELLANI FILHO, Lino. Entrevista)123.

Aldemir Mesquita, professor de educação física da antiga ETFM, onde dava aulas de futebol de salão e handebol, fala da importância desses professores "estrangeiros" para o desenvolvimento do esporte em Maranhão:

Chegava uma pessoa aqui em São Luís, que praticava esporte, que treinava, chegava - eu sou professor de Basquete - começava a trabalhar ... [Prof. Ronald] dava oportunidade nessa época para ele aqui no CEFET, na Escola Técnica; arranjava um contrato provisório de dois meses, três meses ele vinha treinava e nós tínhamos professor de basquete, às vezes nós tínhamos treinador de vôlei, mas ele convidava, como se fosse em vez do professor sair daqui para fazer uma especialização lá fora, seria mais difícil ele tirar uma pessoa daqui para fazer uma especialização lá fora. Chegava um professor, um professor desse aqui em São Luís, na hora que ele chegava ele via a qualidade do rapaz ele fazia um


contrato de prestação de serviço com a escola... Aconteceu com vários professores que eu conheci, inclusive era colega nosso, mas eu sempre dizia assim - nós vamos aprender com esse pessoal, nós não temos oportunidade de sair daqui, eles estão trazendo conhecimento para nós. Então achava como a pessoa chegava aqui era estrangeiro, era aquilo, aquilo outro, havia aquela critica muita das pessoas desinformadas às vezes falava isso, mas fui o único que defendi isso, era o conhecimento para ter uma visão melhor do esporte. O professor [Ronald] fez muito isso, deu oportunidade dentro da Escola Técnica, nem uma vez para tomar o lugar de ninguém. (MESQUITA, Aldemir Carvalho de. Entrevistas)124.

Cláudio – junto com Laércio, Simei, e Domingos Salgado, e a participação de Dimas – são os responsáveis pela criação dos cursos de educação física no Maranhão. Houve uma tentativa da fundação de uma Escola de Educação Física na FESM, chegando ser baixado um Decreto 125 , já com Magno Bacelar como Secretario de Educação. “Tínhamos um interesse de fazer uma Escola de Educação Física aqui, então trouxe Domingos Fraga Salgado para criar e Escola de Educação Física”. Foi Domingos Salgado quem obteve toda documentação, e o curso vingou na UFMA. Mas o objetivo era para ser na Federação das Escolas Superiores do Maranhão – a antiga FESM, hoje UEMA. Chegou a ser criada uma escola, em nível de segundo grau profissionalizante, no antigo ITA, da Professora Terezinha Rego. É quando chega a Simei Bílio para implantar a prática de Educação Física na UFMA e daí que se cria o curso de Educação Física:

Eu sei que nós chegamos, avançamos, não foi concretizado, eu sei nós avançamos nesse ponto, o Salgado veio para cá fazer isso, eu trouxe ele para cá. No tempo eu tinha muita liberdade de pagar, Magno quando queria o serviço pagava do próprio bolso, não tinha o Wellington e ele me davam um cheque, hoje ele é um


homem de porte limitado, na época ele era o mandão, então ele me apoiou demais. Quando o Magno assumiu eu fiquei muito forte na Secretaria.

Em 1974, pela Lei no. 3.489, de 10 de abril 126, o Governo do Estado cria a Escola Superior de Educação Física do Estado do Maranhão, com o objetivo (art. 1º) de formar professores e técnicos de Educação Física e Desportos bem como desenvolver estudos e pesquisas relacionados com a sua área específica de atuação. O curso fora criando com toda a estrutura, com coordenação, área, dotação orçamentária... Mas não foi implantado. Na mesma época, a Universidade Federal estava implantando o dela e, parece, houve um acordo em que o Estado abriria mão então de iniciar o seu curso para dar oportunidade para que a Universidade Federal abrisse o dela127.

Domingos Fraga Salgado Arquivo Jornal O Estado do Maranhão 1978



CLÁUDIO FOI PROFESSOR DE BASQUETE...

[...] Foi, professor de Basquetebol, ai tem muitos anos atrás, nesse tempo era rapaz novo, praticava basquete, não era um praticante desses estudiosos, então me tornei professor aqui, não, não era professor, era técnico, era técnico de basquete [Você me falou de Gafanhoto, Rubinho] Foi, o menino Gilberto, o Garrido, esses foram meus atletas aqui, ai foi o começo de tudo... [...] já em 73 foi o primeiro JEM's, e nós fomos com a maior delegação daqui do Maranhão para o JEB's [JEB's em 73] nós conseguimos formar uma equipe de professores excelente aqui em um ano o Maranhão evoluiu demais, em todas as modalidades, Jacaré que era o professor de natação, professor de Teles que hoje tem Escola, o menino que ia casar com a filha de Ronald. Como é o nome dele? [Zé Lauro] Zé Lauro, todos eles são meus atletas, o menino Teles, filho de Dimas, como é o nome dele? [Osvaldo] Osvaldo, todos eles foram meus atletas, Phil Camarão, David Camarão que faleceu [Vamos relembrar um pouquinho disso, você me falou que foi professor aqui na Escola Técnica? eu nem pensei é [...] Ai, nós já fomos, como todas as equipes, Jacaré era o técnico de natação, você sabe quem é Jacaré? Ele era o técnico de natação, foi técnico de Zé Lauro, de Teles, esse pessoal todo foi pela mão dele, nós até levamos um time de pólo.[Não é o Celso Cavagnac?] Cavagnac, o nome dele era Jacaré [...] Cavagnac também foi de natação e tem o Jacaré também, foi meu professor, quem foi comigo foi Cavagnac, primeiro, depois foi Jacaré que era da Coca –Cola ...] Tem dois técnicos, Cavagnac foi o que me ajudou demais, era professor de natação, então nós formamos uma equipe, uma delegação de 225 atletas e com dirigentes davam 250 pessoas, nós fomos para Brasília, nessa época nós tínhamos total apoio do governo estadual e federal, 250 atletas de Boing fretado, nós não saímos daqui de avião de linha, nós fomos de dois boing de ida, dois boing de volta fretado para Brasília em 1973, em julho. Dimas era professor de ginástica olímpica na minha equipe. Ginástica Olímpica Masculino e feminino e Ginástica Rítmica que foi a mulher dele. [Dimas] É Técnico de Basquete também, tu soube disso, nós fomos a Niterói, nessa época que nós fomos a Niterói já isso, como uma pequena Federação, nós fomos participar de um Campeonato Brasileiro, Dimas foi técnico de Basquete também, era muito versátil, era Basquete, Handebol, Ginástica Olímpica, ele foi tudo, o Dimas ele era árbitro também comigo. Nos jogos


sempre o nível da arbitragem era muito fraco, então esse grupo de trabalho foi que nós fomos para Brasília, já com uma equipe que nós conseguimos fazer uma boa apresentação muito boa do Maranhão. (VAZ DOS SANTOS, ENTREVISTA).


HANDEBOL – OUTRA CONTROVÉRSIA...

Para o Alemão, Dimas foi o introdutor, [mas]: [...] agora - e a grandiosidade do handebol no Maranhão -, devese tudo ao Laércio, nível técnico, campeão brasileiro duas vezes, masculino e feminino, Laércio foi um monstro [...] veio o Biguá, veio o Horácio como ajudante dele, assistente Horácio, Biguá [...] Já em 74. (VAZ DOS SANTOS, ENTREVISTA).

Fala-se muito que a introdução do Handebol no Maranhão foi do Dimas. Há indícios de que antes Darcimires do Rego Barros, um professor de Educação Física famoso na década de 50 veio dar um curso de Educação Física, e teve uma parte do curso dedicada ao Handebol. Isso já na década de 50. Dimas, 71, 72, quando começa a trabalhar como professor de educação física introduz o Handebol no Batista e no Marista que eram os Colégios onde dava aulas:

Deve ter sido um curso de 30h [esse curso ministrado pelo Major Leitão, para ingresso no CEMA], umas duas semanas. Tanto que nessa época ele falou sobre Handebol, mas nem chegou a dar aula de Handebol, andou dando alguma coisa sobre Handebol. Eu vim realmente ver Handebol mesmo nos JEB's, quando tive contato com a Ginástica Olímpica, tanto que quando eu vim de lá, dos III JEB's, eu vim na minha cabeça, Handebol e Ginástica Olímpica, agora tem que dizer que anteriormente o professor Darcimyres [do Rego Barros] esteve aqui no Maranhão, e deu um curso de Handebol. Ele deu um curso de Handebol, antes de tudo isso, antes de tudo isso, antes mesmo de voltar do Rio [de Janeiro], na época de Carlos Vasconcelos, de Mary Santos, ele deu um curso aqui de Handebol - 51 ou 52 (sic), por ai, não tenho ideia do ano não, mas deve ter sido pouco antes de eu vir para


cá, tanto que eu cheguei aqui ninguém nem falava em nada, não existia nada sobre Handebol. Quem fez esse curso com ele, não aproveitou nada, nem levou porque também não existia Handebol no Brasil, não tinha divulgação... O Handebol veio despontar mesmo do JEBS para cá, então ai a história é brava, daí tem muita coisa, daí para frente tem muita coisa boa... Nesse ano de 69, ai é importante, estava acontecendo os primeiros JEBS em Niterói, foi exatamente na época em que eu cheguei aqui, voltei do Pindaré, Mary Santos, já me conhecia de nome, inclusive ela sabia que em Pindaré Mirim tinha um professor de Educação Física formado, e aqui em São Luís não tinha nenhum... Não tinha nenhum, na época, trabalhando com ela, por isso que ela fez este comentário, - Em Pindaré tem um professor, e eu não tenho nenhum aqui... Por que nessa época ela era diretora de alguma coisa. Mas nessa época tinha... Nessa época Rubem Goulart já tinha morrido, eu cheguei aqui na época que Rubem Goulart morreu, tanto que eu assumi no Batista no lugar dele, e José Rosa não era professor de Educação Física, já era da Escola Técnica, também acho que não estava mais trabalhando com Educação Física. Devia ser isso. O [Professor Luis Gonzaga] Braga trabalhou até a morte dele, até 74, ele morreu como professor, mas era só Escola Técnica e a Mary Santos era no nível de Estado, Município. Eu sei que ela fez esse comentário. (DIMAS, entrevistas).

O Prof. José Maranhão Penha, um dos maiores especialista em Handebol no Maranhão128 ao me fazer uma visita trouxe-me valiosos documentos que contam a introdução do Handebol no Maranhão: "HANDEBOL” 129. De uma rápida leitura, vi que continha a confirmação de dados já coletados, e publicados nos Atlas 130... Mais algumas informações novas, e a confirmação de outras. Publiquei, então, “Handebol no Maranhão: novos achados”

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Mary Santos, carioca, jornalista e formada em Educação Física, pela Escola Nacional de Educação Física, veio para o Maranhão para ser Diretora do Departamento de Educação Física da Secretaria de Educação do Estado, cujo objetivo era divulgar a Iniciação Esportiva


em nosso Estado, tendo apoio de José Sarney que era o Governador do Estado naquela época. Em 1967, o Professor Nelson Gomes da Silva, contratado através de um convenio entre os Estados de São Paulo e do Maranhão, ministrou o primeiro curso de Handebol, em 120 dias, com uma turma de 25 candidatos; após o término de curso foi realizado o primeiro jogo de Handebol entre os participantes do mesmo. Relação dos Participantes: Ana Rosa de Sousa Silva; Benedita Duailibe; Clarice Barros Rocha; Dinorah Pacheco Muniz; Elena da Conceição Pereira; Florileia Tomasia de Araujo; Felicidade Mendes de S. Nascimento; Ivete D´Aquino Castro; Ivone da Costa Reis; Julio Elias Pereira; Maria José Reis Maciel; Maria das Graças R. Pereira; Maria da Conceição Sá Melo; Maria da Gloria Castro Fernandes; Maria de Jesus Carvalho de Brito; Maria do Rosário Silva Maia; Maria do Rosário Silva; Maria da Conceição Santos Sousa; Neide Moreira da Silva; Odineia Trompa Falcão; Pedro Ribeiro Sobrinho; Reginaldo Heluy; Sebastiana de Carvalho Pires; Sonia Maria dos Santos Rezende. Em 1970 foi realizado outro curso de handebol, ministrado pelo professor Wilson Carlos dos Santos. Em 1971 chega ao Maranhão o professor piauiense Jamil de Miranda Gedeon Filho, que veio ministrar um curso de atualização em handebol, tendo como consequência deste curso difundido o handebol no nosso Estado, sendo também coordenador de Handebol e organizador dos IV Jogos Intercolegiais, tendo como participantes onze colégios da capital (Liceu Maranhense, Normal, Santa Teresa, Conceição de Maria, Cardoso Amorim, Nina Rodrigues, São Luis, Luis Viana, CEMA, SENAC) e 82 municípios, tais como: Imperatriz, Balsas, Barra do Corda, Passagem Franca, Timon, Coroatá, Pedreiras, Bacabal, Santa Inês, Chapadinha, Itapecuru-Mirim, Humberto de Campos, Rosário, Ribamar, Viana, Pinheiro, Carutapera, e Guimarães, sendo vencedor no Handebol feminino este ultimo município 132. Em 1972, no governo de Pedro Neiva de Santana os Jogos Intercolegiais foram substituídos pelos FEJE (Festival Esportivo da Juventude). Nesta mesma época chega ao Maranhão os professores Laércio Elias Pereira e Antonio Maria Zacharias Bezerra de Araujo (Dimas) que vão dar continuidade ao trabalho da professora Mary Santos. Claudio Vaz dos Santos foi convidado pelo Governador Pedro Neiva de Santana, para fazer parte da sua equipe de governo no setor da Educação especificamente na área de Educação Física, ficando responsável pela divisão das modalidades e pela organização dos jogos. Em 1973, os professores Edivaldo Pereira da Silva e Horacio Pires coordenam o 1º. JEM´S. Neste mesmo ano a equipe do Maranhão participa do 1º. Campeonato Brasileiro de Handebol Juvenil, masculino, ficando em 3º. Lugar. Em 1974, a equipe maranhense participa do 1º. Campeonato Adulto Masculino, realizado em Fortaleza – Ceará, ficando também com a 3ª. Colocação. A delegação era formada por Álvaro Perdigão, Luiz


Fernando, Luis Philip Camarão (Phil), Sebastião Sobrinho Pereira (Tião), Rubem Goulart (Rubinho) Vicente Calderone Filho, Edivaldo L. da Silva (Biguá), Manoel de Jesus Moraes, Antonio Luis Amaral Pereira, Joel Gomes Costa, José Maria e Raimundo Nonato Vieira. Em 1976 realizou-se o 2º Campeonato Brasileiro de Handebol, no Rio de Janeiro, sendo a equipe do Maranhão a Campeã, que tinha como técnico o professor Laércio, que só podendo comparecer nos últimos jogos, sendo substituído pelo professor Maranhão. A delegação era formada por: Luis Fernando, Mangueirão, Álvaro, Gilson, Rubinho, Ricardo, Joel, Moraes, Tião, Vicente Calderone e Ivan. Em 1979, foi realizado o 2º Campeonato Brasileiro Juvenil Masculino de Handebol, em São Luis, sendo campeão a equipe maranhense, que tinha como técnico Vicente Calderone.

José Maranhão Penha


É o próprio Prof. Maranhão 133 quem diz que o Handebol foi introduzido no Maranhão pelo Prof. Luiz Gonzaga Braga e o professor José Rosa, ambos da ETFM, hoje IF-MA, ainda na década de 60. Após participarem dos Jogos Estudantis Brasileiros do Ensino Industrial – JEBEI – como técnicos, e como a modalidade seria introduzida nos Jogos seguintes, fizeram um curso no Rio de Janeiro e, ao retornarem, preparam um grupo de alunos. O jogo-exibição foi realizado no aniversário da ETFM, a 23 de setembro, na quadra interna. O Prof. José Geraldo de Mendonça participou dessa apresentação: [...] A primeira exibição de Handebol no Maranhão foi realizada na quadra da Escola Técnica em 1960, por dois grupos de atletas que o prof. Braga treinou, no dia 23 de setembro. Prof. Braga foi participar de um treinamento de professores das Escolas Técnicas fora do estado e quando veio trouxe uma bola de handebol, selecionou dois grupos de atletas alunos dele de educação física. Marcou na quadra interna aqui onde hoje é o prédio grande, com esparadrapo no chão as áreas de gol do handebol e fez no dia 23 de setembro uma exibição; até então era desconhecido no Maranhão, mas só ficou nisso; ele trouxe a ideia, treinou dois grupos de educação física, e no dia 23 de setembro... eu estava nesse grupo; lembro, Edil (Edir Muniz, sobrinho do Prof. Braga); Edir (Carvalho) estava, é de Codó, Braga é de Codó está entendendo; deixa eu me lembrar... não sei se Abdoram participou, mais Abdoram era do grupo, Abdoram, Frazão, deixa eu me lembrar quem mais era do nosso grupo aqui, parece que Walmir também estava, Walmir, da Mecânica, não... Valderez, não era metido a esportista, Valderez não gostava; metido a esportista aqui nessa época era eu e Eldir nós éramos quem vibrávamos com esse tipo de coisa... Me parece que o Macário (da Costa) também era deste grupo” (in ENTREVISTAS).

Retomando: em 1972 no Governo Pedro Neiva de Santana os Jogos Intercolegias foram substituídos pelos FEJ – Festival Esportivo da Juventude, criado por Cláudio Vaz dos Santos, que substituíra Mary Santos na direção dos esportes tanto no Município quanto no Estado; Cláudio Alemão contou com a colaboração de Antonio Maria Zacharias Bezerra de Araújo – o Prof. Dimas.


Uma das primeiras providências foi fazerem convênios, sendo então ministrado curso pelo MEC - antigo Curso de Suficiência, para formação de professores; o maranhense Ary Façanha de Sá 134 era o Coordenador. Diversos professores e técnicos participaram desses cursos e foram dadas aulas das mais variadas modalidades esportivas. Um dos professores não veio e um antigo jogador de basquetebol - ex-seleção brasileira - ministrou as aulas de Handebol (Laércio afirma que esse curso pode ter sido dado antes deste ano). Em outro curso, no Governo Nunes Freire - sendo Coordenador de Esportes Cláudio Vaz dos Santos -, veio uma equipe do Rio de Janeiro, com três professores, para ensinar Basquete (Rui); Atletismo (José Teles da Conceição); e Handebol (um professor de nome Wilson (sic, Maranhão diz que esse professor esteve aqui em 1970, Laércio, em 1971). A versão corrente é que se credita a Antonio Maria Zacharias Bezerra de Araújo, o Prof. Dimas, a introdução do Handebol no Maranhão, após assistir a modalidade nos JEB´s de Belo Horizonte, em 1971. Ao retornar a São Luís, começa a ensinar a modalidade e a introduz a partir dos II FEJ, idealizados por Cláudio Vaz dos Santos, o Cláudio Alemão. A segunda escola a praticar o Handebol, segundo essa versão, foi o Colégio Batista “Daniel De LaTouche”, do qual Dimas era professor, muito embora o Prof. Rubem Goulart (também professor da ETFM, nessa época) já houve feito uma apresentação da modalidade naquela escola. Logo a seguir, o Colégio Maranhense, dos irmãos Maristas (Dimas também era professor), e foi organizada uma Escolinha no Ginásio Costa Rodrigues. Dimas é, na realidade, o grande responsável pelo desenvolvimento do Handebol do Maranhão, junto com Laércio Elias Pereira.


No ano de 1973, o Prof. Laércio faz sua primeira visita ao Maranhão; tendo voltado da Olimpíada com vários cursos de Handebol e sendo treinador da General Motors EC, da Seleção Paulista Feminina que iria para os JEBs, e da Escola Superior de Educação Física de São Caetano; convidado a dar cursos pelo Brasil pela ODEFE, houve um circuito de cursos que incluía Maceió, São Luís e Manaus. Em São Luis, enquanto dava o curso, ajudava o Prof. Jamil Gedeon a treinar o time de Handebol que ia para os JEBs. Deu problema no curso de Manaus e o Cláudio Vaz pediu que ficasse treinando no tempo que estaria em Manaus – com essa demora em retorna a São Paulo, o seu auxiliar como técnico da seleção paulista foi efetivado... Depois, pediu para que acompanhasse a equipe nos JEBs em Brasília. Acertou a ida para Brasília – pois o seu substituto o fez permanentemente -, conseguindo classificar a equipe para as quartas de finais; mas no dia que ia começar essa fase, o Basquete levou todos os atletas para jogar o Campeonato Brasileiro em Fortaleza; o Maranhão ficou em oitavo. Quando da realização dos – agora - JEM´s, Laércio veio para arbitrar os jogos, tendo apitado uma memorável partida entre Batista e Marista, ambos treinadas pelo Prof. Dimas; Laércio trouxe um seu atleta da GM para auxilia-lo na arbitragem: Edivaldo Pereira, o Biguá,; além do Handebol, Biguá apitou várias outras modalidades. Terminado os JEM´s, Biguá se estabelece no Maranhão – primeiro, como atleta, a seguir como técnico, depois como jornalista e dirigente esportivo; acabou virando cidadão maranhense. Em janeiro de 1974, o Prof. Laércio Elias Pereira volta para morar no Maranhão; é estabelecida a “Missão” do Handebol, com a chegada posterior de Horácio e Viché (Vicente Calderoni Neto); o Projeto Handebol – a “Missão do Laércio” - foi estabelecida pelo Cláudio Vaz e apoiada pelo Secretário de Educação Magno Bacelar.


Dimas, compreendendo suas limitações na modalidade, se afasta, passando a dar todo o apoio aos “paulistas” que estavam chegando, e se dedicando a sua outra paixão, a Ginástica Olímpica. É dessa época a grande rivalidade do Handebol Maranhense, entre o Batista e a Escola Técnica (IF-MA), nascida de um jogo entre o Batista - base da seleção maranhense que foi aos JEB's - e a Escola Técnica - no final dos JEM's. O primeiro técnico da ETFM foi Aldemir Carvalho de Mesquita, posto assumido depois pelo Laércio Elias Pereira, e depois Prof. Juarez Alves de Sousa; assumiu a equipe o Prof. José Maranhão Penha. Voltemos para as memórias do Cláudio:

Em 72, Luis Fernando Figueiredo, Phil, Alberto Carlos, Vieira era o goleiro, Chocolate, Chico praticamente a base do Batista e Marista. Aí o time tem um destaque muito grande no JEB's, em compensação no JEM's nesse mesmo ano, eles perdem para a Escola Técnica; A Escola Técnica tinha um timaço... O Handebol no Maranhão evoluiu tanto que jogo de futebol era obrigado no intervalo, ter handebol em campo, alguém já te falou disso? Pois Elias fazia, Elias Pereira, dentro do Nhozinho Santos, botava as traves e fazia Handebol. Foi do Dimas para cá que realmente passou a ser um esporte competitivo, um esporte escolar mesmo e de alto. Foi nessa época o esporte número um no Maranhão... O Handebol tomou conta, o basquete, o vôlei, tudo era secundário, o futebol; o handebol era o esporte mais assistido no Maranhão. Era a maior loucura. Era uma festa mesmo de alto nível [...] ai entra essa fase da importação de técnicos e atletas; eu fui muito criticado porque disseram que eu estava trazendo todos de São Paulo para cá e não prestigiava o pessoal do Maranhão, que não tinha professores no Maranhão... Eram uns quatro professores, dois na ativa e dois já não praticavam mais. Um era meu assessor de gabinete, não tinha força mais para comandar; tinha aquele professor que era da


FESM e que depois foi trabalhar no Banco do Brasil, sempre esqueço o nome dele [Prof. Iran]. Na ativa só tinham dois, aí veio o Laércio, veio Búzio para o Basquete, então eu fiz um curso de reciclagem aqui. Trouxe o Domingos Salgado e ai logo depois veio o Marcos. A minha arbitragem do JEB's veio toda de Belém, toda aquela equipe veio para cá, e de Recife; Expedito, para a natação [de Belém]; Iran Junqueira, handebol de Brasília... Desde a participação de pessoas de fora; os árbitros ficavam esperando a hora de serem convidados, era hospedagem, dinheiro na hora, eu não sei como eu conseguia, eu não tinha um tostão no meu orçamento. [Aa causa de tudo isso é a ‘Geração de 53’], foi Jaime, Haroldo, todos tinham altas funções no estado. Aí o Jaime telefonava para o Duailibe que era diretor do D.E.R, e disse: - o Alemão tá com um problema aí, ele tá precisando de 300 agasalhos: manda ele vir falar comigo; Comprava pelo D.E.R (Dep. de Estradas e Rodagens), não tinha nada a ver com o Dep. de Ed. Física porque tínhamos a facilidades de amizades. O Jaime era Secretario da Fazenda, então o que Jaime falava era uma ordem: - Zé Carlos, Alemão tá precisando de 30 bolas; Zé Reinaldo, o Ginásio tem de reformar, o Zé Reinaldo Secretário de Viação e Obras; uma semana o estádio ia reformar... [...] o que eu precisasse eu não tinha dinheiro em espécie, mas eu tinha todo o apoio logístico, tudo o que eu queria eles me davam; vamos viajar, passagem aérea, o Maranhão passou quatro anos viajando por esse Brasil inteiro, não tinha um campeonato brasileiro que o Maranhão não praticasse. Por quê? Material à vontade, técnicos à vontade, uma constância de trabalhos, o Costa Rodrigues não tinha porta fechada, começava 4 horas, 4, 5 horas da manhã, ia até meia noite ou uma hora e continuava de novo e era uma hora e continuava de novo e era numa dedicação dos professores... Teve um lance gozadíssimo, eu tinha uma equipe na Coordenação, eu trabalhava na coordenação e no departamento de Ed. Física. O Bordalo que era o Secretario resolveu resumir nossa folha nesse tempo era 100 mil reais passou para 50.


Eu reuni meu pessoal todinho e nesse tempo não tinha esse negócio de leis trabalhistas: - vocês são meus professores eu não quero perder nenhum, reduziram o meu custeio de 100 mil para 50, eu não quero perder nenhum de vocês; eu não sei se vocês vão aceitar mas a única maneira que eu posso fazer eu quero todos vocês aqui, eu vou reduzir 50% o salário de todo mundo aqui, Não saiu nenhum, ficou todo mundo ganhando a metade do salário. Gafanhoto vai te contar essa história e ele morre de rir. É que na equipe houve uma irmandade, todos tinham o prazer e brigar; para você pegar uma hora no Cota Rodrigues, era uma guerra, todo mundo querendo trabalhar. Foi assim uma motivação maior que fez esse trabalho aparecer, eu tive uma equipe muito boa, meu professor era meu árbitro, meu professor era meu conselheiro; então tinham um trabalho coletivo e todo mundo querendo essa grandeza de educação física e do desporto e surgiram os colégios, se empolgaram, o colégio que não tivesse participação no JEMS, não tinha aluno, a vibração dos colégios que aguardavam o ano todinho se preparando... Então foi aí que surgiu... (VAZ DOS SANTOS, ENTREVISTA).

Sobre a repercussão do Handebol no Maranhão135, vamos ao fato narrado de que, nos intervalos dos jogos, no Estádio Nhozinho Santos re realizavam partidas de handebol de campo: [...] na tarde do dia 08 de Dezembro de 1974, no Municipal. As duas equipes [Moto e Sampaio Correa] também empataram no jogo de demonstração de handebol, realizado antes da partida pelo campeonato de futebol. O jogo, que serviu apenas para apresentação ao público e marcou a fundação da Federação Maranhense de Handebol do Maranhão, terminou com o placar de 8x8, chegando a agradar e movimentou as torcidas dos dois clubes, que vibraram a cada gol. O Sampaio começou ganhando e esteve sempre à frente do marcador com o Moto empatando nos instantes finais, para maior alegria da torcida rubro-negra. O jogo foi dirigido pelo próprio Presidente da Federação, o professor Laércio Elias Pereira, e o público que compareceu ao Municipal foi de exatos 10.027 pagantes. Sobre a instituição de


handebol, um destaque: naquele ano, 1974, foi fundada a Federação Maranhense de Handebol (FMAH), não legalizada, tendo o professor Laércio como o seu primeiro Presidente.

JOGO DEMONSTRAÇÃO DE HANDEBOL NO ESTÁDIO NHOZINHO SANTOS 1974 MOTO 8 x 8 SAMPAIO Fonte: http://futebolmaranhenseantigo.blogspot.com.br/2015/02/sampaio-correa-e-moto-club-empataram-em.html



NOVA FUGA: BRASÍLIA

É quando eu fui para Brasília para substituir, que o Jerônimo me convidou, eu sempre fui um cara que tive de ir embora, foi quando a minha mulher descobriu que eu tinha outra mulher, eu sempre fui muito errado desse lado, ela descobriu, eu fui embora para Brasília por isso, Zé Reinaldo estava em Brasília, Mauro Fecury... Que é da prefeitura de lá, aí deu um problema com minha mulher, me largou no outro dia, ela disse: - tu vai continuar comigo? Eu não posso, eu vou embora Eu ia continuar no lugar, Carlos Alberto não ia ser nomeado, eu já tinha sido convidado para continuar... (VAZ DOS SANTOS, ENTREVISTA).

Cláudio permanece em Brasília no período de 1976 a 1979 em Brasília, já no Governo Nunes Freire. Vai à disposição do Governo do Distrito Federal, indo trabalhar no DEFER, com cargo de assessor, e assumiu a U. D. E. - Associação Desportiva, e o complexo esportivo, como Diretor Administrativo no Ginásio Nilson Nelson. Lembra que na época da revolução, em que acabou a revolução, arrancaram o nome dele, e botaram Nilson Neves, Jornalista. Foi Diretor do Autódromo de Brasília:

[...] esse Luis Estevão, Senador, era assim comigo; ele era já tão rico nessa época, 76,77, que ele chegava com uma Ferrari ninguém tinha carro importado no Brasil -, e ele chegava com a Ferrari 12 cilindros. Encostava na frente do boxe para se preparar, para correr de Maverick... eu fiquei muito amigo dele, do Carlos Pace, que faleceu correu lá; Nelson Piquet, não saia do meu gabinete lá no autódromo, que ele corria lá, ele é de Brasília Então eu tinha uma moto 500, e ele tinha uma 350, ela roda autódromo, aí a gente batia um papo, eu tinha uma convivência grande em Brasília, dentro da área de corrida de carro, porque era o diretor do autódromo, e eles precisavam de mim para


liberar o autódromo então tinham que pagar, então eu liberava para eles poderem treinar. então eu trabalhei nesse complexo, quando a seleção do Maranhão foi, em 76, foi para o JEBS, eu já era administrador do complexo; eles ficaram em colégios públicos, eles ficaram hospedados com eles sempre não ficavam em Hotel, então ei botei um carro a disposição deles da delegação... (VAZ DOS SANTOS, ENTREVISTA).


O RETORNO, 1980

1980 retorna a São Luís, trabalhar na Fundação Municipal de Esportes. Mauro Fecury assumira a Prefeitura de São Luis pela segunda vez e cria a Fundação Municipal de Esportes:

Eu tive dois professores excelentes, nós fizemos um trabalho só de futebol de campo, aí eu me tornei professor, me reciclei, jogadores, jogadores como Marcos e Lino, os dois professores meus que eu trabalhei lá. Marco Antônio Gonçalves “O Marcão”: “Marcão já estava a duas horas com a mulher dele no telefone.... Rapaz era uma guerra... Ela viajava e ele ficava doido apaixonado...”; e o Lino também, um excelente profissional. (VAZ DOS SANTOS, ENTREVISTA).

Lino Castellani Filho - do grupo dos ‘paulistas’ não veio para o Maranhão em função do JEM's, nem em função do JEB's. Trabalhava em São Paulo com o Futebol, e veio para trabalhar com o MAC, como preparador físico. E Cláudio o contrata para a “Escolinha de Futebol”, mas nunca foi funcionário do Estado SEDUC/Departamento de Educação Física, nem da Prefeitura. Contratado pela UFMA como funcionário administrativo, técnico em assuntos educacionais lotado no DAC. Para Cláudio, Lino era funcionário da Fundação Municipal de Esportes - ele e Marcão -, funcionando no Parque do Bom Menino:

Lino e o Marcos faziam um trabalho só com o futebol de campo, nós criamos quase 100 equipes de futebol de campo nos bairros; eu tinha uma caminhonete a disposição deles, nós tivemos 15 frentes de trabalho de escolinhas em vez do atleta na área dele nos campos dele, foi um trabalho excelente, nós formamos atletas, saiu tanto atleta nessa época, dessa geração nesses dois anos. Foi


quando João Castelo colocou o Mauro para fora, era prefeito nomeado, derribou com a gente, caiu, saiu levando todo mundo, nós tivemos um trabalho excelente no futebol de campo onde formamos, ex – jogadores, reciclamos esse professores fizeram curso intensivo, Lino e o Marcão que eram professores dessa geração aqui no Maranhão. Foi chamada por eles nessa época. (VAZ DOS SANTOS, ENTREVISTA).

Sidney Zimbres20 discorre sobre a FUNDEL: A FUMDEL. Eu acho necessário que o Município tenha uma fundação para trabalhar o desporto e o lazer no município, ela foi criada, já está com quatro anos, cinco anos, acho que no governo do prefeito que foi reeleito, ela fez um trabalho, um pitoco de um trabalho, isso não é do conhecimento de comunidade, infelizmente; porque as pessoas da assessoria da FUMDEL que deveria está divulgando isso não fizeram. A coordenação de desportos e lazer da FUMDEL optou por fazer um trabalho em comunidades com os departamentos, então havia uma opção, ou trabalhava no esporte com as federações, quer dizer, reproduzia o que o Estado faz ou se trabalhava um segmento, que é totalmente, arejado, um segmento do processo que está lá, dentro do bairro então a gente optou pelo segmento, que tá lá, que nunca foi trabalhado, são os bairros, então fizemos um levantamento, em que privilegiou, as comunidades os bairros de periferia. [O Trabalho é basicamente com o Futebol?] Não, não. Aí é outra surpresa também, porque o que aparece é isso o futebol, na imprensa, saí uma notinha no jornal, a gente entrou em contato nos departamentos autônomos de futebol, por isso que fica essa imagem do Futebol, esses departamentos autônomos, nós fizemos um levantamento e encontramos 54 (cinquenta e quatro) departamentos autônomos, cada bairro, tem um departamento autônomo, desse departamento tem uma estrutura tem um campo de futebol, praticamente futebol, vive em função do futebol, pouquíssimos departamentos, raros são aqueles que trabalham com futebol, mas a nossa ideia é começar com futebol, porque existe o futebol lá com escolinhas, quer dizer dá apoio a estrutura, isso foi feito em vários departamentos como reforma do Campo; os departamentos que não tinham campo a Prefeitura fez um campo de futebol, arrumou um local para tomar banho, um vestiário, deu material esportivo, foram feitos vários torneios, 20

SIDNEY FORGHIERI ZIMBRES. Entrevista realizada com o professor Sidney Forghieri Zimbres, na residência do entrevistador, à rua Titânia n.º 88, Recanto dos Vinhais, no dia 24 de março de 2001, iniciando às 8:30 horas.


campeonatos com eles, ligado ao futebol, mas não é só futebol teve escolinhas de Voleibol, o Departamento do São Francisco, teve escolinha de Futebol de Salão, de Voleibol, teve escolinha de Handebol, o problema é que os recursos da Fundação são pouquíssimos, não é uma fundação que o prefeito, olha assim como; a prefeitura já tem consequência, então ela não é uma fundação, que o prefeito injeta; então ela com poucos recursos, é a gente fez um trabalho, além desse trabalho fizemos outros eventos, trabalhamos numa prova, numa atividade de Iatismo, a prefeitura em convênio com o Iate Clube, de bicicleta, teve evento de bicicleta, Eu tenho o relatório, que depois eu posso passar esse relatório para você olhar, o quê, que foi feito [...](ZIMBRES, Entrevistas).

Logo após, Cláudio passa a trabalhar na SEDEL, conforme diz, “já foi mais um encosto meu”. Phil Camarão, Secretário de Esportes no Governo Lobão o nomeou Coordenador de Esporte:

[...] eu ainda tive muita força como Coordenador. Na época de Phil eu mandava mesmo, eu tinha poder de precisão, eu tinha toda autonomia para o trabalho, fizemos ainda um trabalho muito bom em termos de JEMS; era mais coordenar as atividades que a coisa estava feita, porque todos nós dependíamos dos colégios, os colégios era que tinha a força de trabalho, já existia uma dedicação natural, não precisava ninguém cobrar nada deles, era o interesse dos colégios em participar o nível técnico cada vez melhor. O JEMS foi uma competição de nível, mas o meu trabalho foi mais de administrar o que estava feito, eu não formei nada, eu levei uma seleção para Blumenau. Foi muito bem, Natação nós fomos uma equipe muito boa com o Phil Camarão. Eu fui para o JEBS, novamente voltei ao JEBS, através dessa eu comecei a participar do JEBS novamente. Porém eu tive um problema, que queriam tirar a coordenação lá do Costa Rodrigues com ciumeira porque eu tinha muito poder como Coordenador, eu era o único coordenador que tinha carro à disposição da coordenação e começou uma ciumeira besta achar que eu estava com muita força, eu ficava no Costa Rodrigues e eu tinha que ir era para a SEDEL lá [no Outeiro da Cruz], eu disse


se eu for para lá eu não quero mais trabalhar contigo [...]. (VAZ DOS SANTOS, ENTREVISTA).

Phil Camarão 21 fala das dificuldades em administrar a SEDEL, quando foi secretário: [...] Eu fiquei muito feliz de ter sido o primeiro ex-atleta, extécnico, campeão maranhense, campeão brasileiro, a alcançar o título máximo que se almeja, quem gosta de esporte quer ser o Secretário de Esporte do Estado... As dificuldades foram muitas, porque a secretaria era uma Secretaria Extraordinária de Esporte e Lazer, ou seja, não tinha dotação orçamentária própria. [No] Governo Lobão... Eu dependia muito de recursos, cada projeto gerava o pedido para recursos e os recursos evidentemente tinham outras prioridades, como segurança, educação, saúde e o esporte apesar do Governador sempre ter dado muito apoio, evidentemente não podia ter prioridade na concepção ampla da administração púbica. Mas nós fizemos um JEM’s... Que até hoje está como modelo e nós modificamos o JEM’s, aquela abertura para os interiores do Maranhão e tanto é que nós construímos quadras, pistas de atletismo no interior do Maranhão, foi aí que começou a desenvolver muito mais ainda e nós fizemos uma coisa que nunca tinha sido feita e até agora não foi feita, que foi a Copa Bem, que foi o maior evento esportivo de São Luís, envolvendo 400 times de futebol e futebol nos bairros em São Luís, envolvendo mais de 8 mil atletas, envolvendo 48 bairros da cidade e fruto disso foram diversas modalidades de esportes incentivadas pela SEDEL, apesar da deficiência de recursos e grandes nomes que surgiram a partir dessa geração, na natação, no atletismo, você se lembra no atletismo tinha Riba [José Ribamar Ribeiro, chegou a estar entre os três melhores atletas ranquados nos 100 metros rasos, hoje, professor de Atletismo], tinha a irmã de Riba (Maria da Graça Ribeiro, também velocista], tinha Aurenildes [ da Silva Brasil, lançadora de dardo, hoje, professora de educação física], eu estou citando atletismo que eu sei que é uma área que você gosta bastante; e então acho que foi uma administração boa, mas eu deixo as pessoas que vivem no esporte para que façam o julgamento ... 21

CAMARÃO, Louis Philip Moses. ENTREVISTAS. Gravada no dia 28.06.2001 com início às 8:17 na Sede da Cooperativa de Médicos do Maranhão, na rua do CEMA, 33.


Por exemplo, não dá para comparar as épocas, porque nos JEM’s, nós jogávamos basicamente com cinco escolas, era Liceu, Batista, Marista, Dom Bosco e Batista e quer dizer outras escolas, mas de esportes menores e hoje não, hoje só na nossa época, só o índice de escola de São Luís eram mais de 80 escolas, então era uma visão muito mais ampla, e a qualidade cai bastante e embora no final sempre sejam as mesmas equipes, mas é uma visão diferente, naquele tempo o Colégio Santa Teresa, na parte do voleibol feminino e até no handebol feminino também, então nós tínhamos aquelas escolas, hoje mesmo com essas escolas praticamente afunilando, hoje você vê o predomínio em diversas modalidades no interior do Estado, você vê agora, hoje eu li no jornal que quem foi campeão do JEM’s em xadrez, foi Imperatriz, quer dizer, naquela época que foi se implantando, você vê o domínio hoje no atletismo é praticamente de Codó, Pedreiras, Caxias e Bacabal, então eu deixo a você que entende de esporte, que gostam de esporte, e mesmo a população que mora no Maranhão, que faça esse julgamento. (PHIL CAMARÃO. Entrevistas).

Quando Paulo Marinho assumiu a prefeitura de Caxias, “ele disse”, coincidência: – “Você quer trabalhar comigo na Secretaria?”; respondi: “Eu vou”. Phil – aí está a coincidência – propõe a Cláudio ir, pela SEDEL, para Caxias... Tu vais transferido para a SEDEL. Eu disse – Para a SEDEL eu não vou, eu quero ficar aqui, mas como tu não quer que eu fique vou sair e vou para Caxias. Passou dois anos, quase três anos, com Paulo Marinho. Foi quando Marly Abdalla assumiu a Secretaria de Esportes e me convidou: - tu vai ser meu Coordenador de Esporte:

[...] foi quando eu vim, primeiro ano foi excelente nosso trabalho; fizemos um JEBS excelente, no segundo ano me desentendi com o grupo dela, aí começaram a me isolar, a Marly me deu toda força, eu fiz os JEMS, generalizei todo esse trabalho enorme do JEMS que não era interiorizado, conseguimos fazer um JEMS muito bom, foi quando aí eu me afastei de novo de Marly... (VAZ DOS SANTOS, ENTREVISTA).


Raimundo Nonato Irineu Mesquita22 que trabalhou com Cláudio nessa época, lembra: Quando Dona Marly, era a Secretária, antes do Luizinho136, o Claudio Vaz foi nomeado Coordenador de Desportos, mas logo em seguida o Paulo Marinho o convidou para ser Secretario de Esportes de Caxias, ficando respondendo por uma e recebendo pelas duas funções, sendo que eu e o Trajano137, que à época respondíamos pela Divisão de Atividades Permanentes e Divisão de Atividades Especiais, respectivamente, assumimos a direção das atividades pertinentes á Coordenação de Desportos da SEDEL, mais precisamente a realização dos JEMs e a implantação inicial do Esporte Solidário, que logo depois passou a ser coordenado pela Profa. Ivone Nazareth.

Já no Governo Roseana, o segundo governo: [...] aí, Luisinho foi ser secretario, aí foi uma lástima para mim, eu não me dei bem com ele, a maneira que ele trabalhava e de lidar com as pessoas foi que eu me afastei, sai de lá. (VAZ DOS SANTOS, ENTREVISTA).

Passou a trabalhar com o então Deputado Manoel Ribeiro, na função de Coordenador Parlamentar, se afastando da área do esporte:

[...] nesse governo de Roseana, primeiro eu fui muito ativo com a Marly, que era Secretaria e me deu muita força, onde eu trabalhei, agora, no

22 MESQUITA, Raimundo Nonato Irineu. DEPOIMENTOS. Via correio eletrônico, em mensagem ao Autor em 18/03/2015. Praticante de atletismo de 1972 a 1979. Funcionário Publico SEDEL desde 1981. Técnico de Atletismo Instituto Divina pastora - 1980 a 1998. Presidente da Federação de Atletismo do Maranhão por vários mandatos (Tendo participado da sua fundação e elaboração de estatuto). Atualmente , ainda na SEDEL, e desde 1996 colabora na coordenação da parte técnica dos JEMs e na coordenação das equipes maranhenses, participantes dos Jogos escolares da Juventude. Foi meu aluno de Atletismo na antiga ETFM, quando o iniciei na arbitragem de atletismo e depois foi meu diretor na FAMA.


segundo, eu não tive nenhuma posição de mando, eu fui marginalizado.

(VAZ DOS SANTOS, ENTREVISTA).

Cláudio Vaz dos Santos, “Alemão”, ainda vem a ocupar o cargo de Gerente Adjunto da recém-criada Gerência de Estado de Esporte e Lazer (GESP). Hamilton Ferro Junior (200623), ao discorrer sobre a reestruturação do esporte universitário maranhense no início dos anos 2000, informa:

[...] quando viemos resgatar as competições entre os cursos, no final de 2002, se percebeu a necessidade da existência de uma instituição que oferecesse maior respaldo e representatividade aos eventos esportivos universitários. O grupo que dirigia o DAEF não sabia da existência da Federação Acadêmica Maranhense de Esportes, mas em conversa com os professores pertencentes ao quadro docente tomou-se ciência da existência de uma entidade muito antiga e com relevante trabalho no meio acadêmico maranhense: a Federação Acadêmica Maranhense de Esportes FAME.

A FAME foi fundada em 1949, pelo Professor Ronald da Silva Carvalho. Desde a década de 1950 o esporte universitário vem participando de eventos fora do estado, quando foram realizados os Jogos Universitários no Recife – PE. Participação irregular, já que a FAME não estar legalizada junto à CBDU. Naquela época os atletas eram polivalentes e competiam em mais de uma modalidade coletiva, alem das individuais. Por falta de patrocínio nossa delegação foi com a passagem só de ida. Viajaram em aviões da Força Aérea Brasileira 11 atletas, o presidente Ronald Carvalho e o médico Dr. João Abreu Reis, e conquistou o 4º lugar no Basquetebol. 23

FERRO JUNIOR, Hamilton de Moura. A REESTRUTURAÇÃO DO ESPORTE UNIVERSITÁRIO MARANHENSE A PARTIR DA INICIATIVA DE ESTUDANTES DO CURSO DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO MARANHÃO NO PERÍODO DE 2002 A 2003. Monografia apresentada ao Curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade Federal do Maranhão, como requisito parcial para obtenção do grau de Licenciado em Educação Física. Orientador; Prof. Esp. Vicente Calderoni Filho. Co-orientadora; Profª. Ms. Ana Maria Lima Cruz. São Luis, 2006.


A volta foi conseguida pela Companhia Nacional de Navegação Costeira e a delegação embarcou no navio Itahité (VAZ, 2009) 24. No ano de 1951, Ronald da Silva Carvalho, então acadêmico de Direito e diretor de esportes do Diretório dos Estudantes, funda a Associação Atlética da Faculdade de Direito da UFMA, a fim de regularizar e legalizar a Federação Acadêmica de Esportes – FAME – junto à CBDU. Funda, ainda, as Atléticas dos cursos de Odontologia e Farmácia, ligando-os à FAME. Destacavam-se, naquela época, como atletas – polivalentes – além do próprio Ronald e Rubem Goulart, Nelson Fontinha, Evandro Bessa, Carlos Guterres, Lino Castelo Branco, Alim Maluf, José de Ribamar Seguins, Eliezer Moreira Filho, e muitos outros. Já em 1955 a FAME realiza os Jogos Universitários do Norte e Nordeste, em São Luís, com a participação dos estados do CE, PI, PA, AM, além do MA, sendo disputadas as modalidades de Voleibol, Basquetebol e Atletismo (VAZ, 2009) 25. Segundo Ferro Junior (200626), descobriu-se que o Esporte Universitário passava por um jejum de 10 anos no que diz respeito ao desenvolvimento de atividades envolvendo as IES Maranhenses e, além disso, estava sendo comandada por um interventor, o Sr. Cláudio Vaz dos Santos, “Alemão”, que naquela época ocupava o cargo de Gerente Adjunto da recém-criada Gerência de Estado de Esporte e Lazer (GESP). Na busca por conhecer o responsável pelas atividades esportivas universitárias 24 VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. ESPORTE UNIVERSITÁRIO. In BLOG DO LEOPOLDO VAZ. Por Leopoldo Vaz • segunda-feira, 22 de junho de 2009 às 10:01. Disponível em http://www.blogsoestado.com/leopoldovaz/2009/06/22/esporte-universitario/ 25 VAZ, 2009. Disponível em http://www.blogsoestado.com/leopoldovaz/2009/06/22/esporte-universitario/


maranhenses na época, os membros do DAEF foram apresentados ao Sr. Cláudio Vaz dos Santos, que recebeu muito bem os estudantes que naquele momento, se apresentavam como pretendentes legítimos e interessados em reestruturar e participar do segmento em questão. Após algumas reuniões, marcou-se a eleição e, em 10 de janeiro de 2003, na sala do então Gerente Adjunto da GESP, é eleita e toma posse na Federação Acadêmica Maranhense de Esportes a “Chapa Interação” composta por alunos do curso de Educação Física da UFMA, comprometidos em reestruturar as atividades esportivas nas Instituições de Ensino Superior do Estado.

Basquete da FAME em 1954. Em pé: Raul, Hugo, Bittencourt, Daniel, Rubem Goulart e Almeida e Silva; Agachados: Teopblister, Arruda, Bragança, Ronald Carvalho e Flávio Teixeira 26

FERRO JUNIOR, 2006.



UMA CONCLUSÃO POSSÍVEL, DO MESTRE DO JORNALISMO ESPORTIVO: CLÁUDIO ANTÔNIO VAZ DOS SANTOS - O 'ALEMÃO' Por

JOSÉ DE OLIVEIRA RAMOS LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ Publicado no JORNAL PEQUENO, 28 de fevereiro de 2010, Caderno de Esporte

Cláudio Vaz, o criador dos JEMs "Sou a mãe e o pai do JEMs. Os JEMs são a minha vida." - Cláudio Vaz dos Santos.


Em 1973 nasceram os primeiros JEMs, na época chamados de Jogos Estudantis Maranhenses porque, um ano antes, 1972, o Maranhão participou dos JEBs -Jogos Estudantis Brasileiros - em Maceió, Alagoas. O então Coordenador de Esporte do Estado era o ousado desportista Cláudio "Alemão" Vaz dos Santos, que idealizou em 1971 o FEJ - Festival Esportivo da Juventude - sob a orientação da professora Mayre Santos, secretária de Educação da época. O FEJ sobreviveu durante dois anos apenas (1971 e 72). Após a participação dos JEBs em julho de 1972, Cláudio "Alemão" Vaz dos Santos, resolveu que, a partir de 1973, o FEJ seria substituído pelos JEMs. Imaginemos o inventor Alberto Santos Dumont criando o 14 BIS sem as "asas". Melhor: imagine uma das mãos sem nenhum dos cinco dedos. Imagine um jogo de futebol sem traves. Imagine uma piscina de Natação competitiva sem as raias. Enfim, imagine o Esporte maranhense sem a luz divina e a criatividade inicial e pioneira - queremos manter a redundância - de Cláudio Antônio Vaz dos Santos. Imagine, também, o Cláudio Antônio Vaz dos Santos, hoje, sem o "Alemão". Da mesma forma que alguns seres vivos estão entre nós "apenas para atrapalhar", a entidade divina superior à quem recorremos nas horas difíceis e que nos acostumamos chamar de Deus, criou e colocou também entre nós - para nossa felicidade - aquelas que vivem exclusivamente para ajudar, doando-se por inteiro. Pois, uma dessas pessoas foi batizada na igreja católica com o nome de Cláudio Antônio Vaz dos Santos. E nós que temos o privilégio e somos premiados com a sua pura e simples amizade, o tratamos apenas como "Alemão". Cláudio Vaz para alguns e Alemão para outros tantos, é um dos homens vivos mais importantes no esporte maranhense. Tanto quanto Dimas, Rubem Goulart, Furtado, Dejard Martins e tantos outros e muitos que já partiram, entre os iniciantes e, Tião, Canhoteiro, Djalma Campos, Ronaldo "Codó" Maciel, e os atuais Felipe Cunha, Frederico Castro, Iziane e China, Cláudio Antonio Vaz dos Santos é o nosso


quarto ocupante do pódio. Para ele estamos criando a medalha de brilhante. (José de Oliveira Ramos). Cláudio Antônio Vaz dos Santos, Cláudio "Alemão" Nasceu em São Luís, no dia 24 de dezembro de 1935. Foi atleta de Basquetebol, Voleibol, Futebol de campo e de salão, Atletismo e Natação. Pertenceu à famosa "Geração de 53" do esporte maranhense, atuante nas décadas de 1950 e 1960. Em 1971, formado em Economia, foi nomeado Coordenador do Departamento de Educação Física, Esportes e Recreação da então Secretaria de Educação e Cultura DEFER-SEC. Reestruturou o esporte e a Educação Física maranhense implantando as escolinhas de esportes no Ginásio Costa Rodrigues, que passaram a funcionar desde as 5 horas até às 23 horas, com atividades como Atletismo, Futebol de campo, de salão, Voleibol, Basquetebol, Judô, Boxe (que também praticou), Karatê, Capoeira, Xadrez, Ginástica Olímpica e folclore. Nesse mesmo ano criou o Festival Esportivo da Juventude - FEJ, embrião dos Jogos Estudantis Maranhenses - JEMs. Fotos: CEDIDA POR A. MENESES

Ribeiro Neto (E) e Cláudio Vaz

Foi coordenador do DEFER até 1978; em 1979, transferiu-se para Brasília-DF, indo coordenar a Unidade Esportiva do DF. Em 1980 volta para São Luís passando a


dirigir a então Fundação Municipal de Esportes - FUMESP; foi, também, Coordenador de Desportos da então Secretaria de Desportos e Lazer - SEDEL, nas administrações de Phil Camarão e Marly Abdala. Além de Cláudio, faziam parte desse grupo José Reinaldo Tavares (exGovernador do Estado), Alim Maluf (Secretário de Esportes e Lazer); Mauro de Alencar Fecury (ex-Prefeito de São Luis, deputado federal, hoje, Senador); Raul Guterres; Janjão Vaz dos Santos, Cel. PM Carlos Alberto (Bebeto) Barateiro da Costa. Por iniciativa de Mauro Fecury, esses atletas ainda hoje se reúnem durante o mês de dezembro para os Jogos dos Amigos, para relembrar o passado de atletas, disputando várias modalidades juntamente com os "jovens" das gerações que os precederam. Cláudio "Alemão" - recebeu este apelido quando estudava no Colégio Marista, no 4º ano primário. Começou os estudos no Jardim de Infância Antônio Lobo, ao lado da Igreja do Santo Antônio, onde sua mãe era professora. Estudou dos 4 até os 6 anos de idade no Colégio Antônio Lobo, quando foi transferido para o Colégio São Luís Gonzaga, da Professora Zuleide Bogéa, na Rua do Sol. De lá se transferiu para o Colégio Marista, pois morava na Montanha Russa, e o Marista, nesse tempo, era no Palácio do Bispo, na Avenida Dom Pedro II e foi fazer exame de Admissão para o 4º ano primário no Colégio Marista. Ao chegar no Marista, era um praticante de futebol e de espiribol (esporte que hoje não é mais praticado). "O irmão Manuel era considerado o Diretor de Esportes do Colégio Marista, me olhava e me chamava de Alemão (nessa época, loiros maranhenses eram poucos) e começou o Manuel: - Alemão, Alemão, Alemão, e eu fiquei Alemão até hoje, e sinto orgulho, o que marcou muito a minha formação, tanto Cláudio Alemão, que depois,


devido ao Fontenelle, eu passei a ser o Cláudio Vaz (o Alemão), quando entrei na área de esporte, como dirigente", conta. Fez o exame de admissão e até a 4º série ginasial no Colégio Marista. Depois no Colégio Maranhense e no Colégio Cearense. Como surgiram os JEMs - Inspirando-se em Mário Frias, deu o pontapé inicial para a realização dos jogos. O criador dos Jogos Escolares Maranhenses foi atleta do Colégio São Luís, em 1952. Ele era apaixonado por esporte, mas, com o pouco interesse das autoridades da época, se motivou e criou os jogos com o apoio de alguns ex-atletas. Entre eles, Zé Reinaldo Tavares (ex-Governador do Maranhão) e Mauro Fecury, atual Senador da República pelo Estado. Assim, teve toda a ajuda do Governo Federal, Estadual e Municipal para a criação do Festival Esportivo da Juventude (FEJ) que, três anos depois, mudaria o nome para Jogos Escolares Maranhenses (JEMs). "Nós participamos do JEBs em 72 e a sigla pesava. Mas, por bem, achamos melhor mudar para JEMs", explicou. No início, escolas do interior não participavam. Elas começaram a chegar só em 1974. A partir da primeira edição, nenhum ano passou em branco com o JEMs. Tudo começou quando Cláudio Vaz foi Coordenador de esporte em 1971. "A competição foi criada com o intuito de incentivar os jovens a praticarem o esporte e tirar o mal do caminho deles. O esporte é uma forma de acabar com a violência e tirar as drogas do caminho dos jovens atletas", afirma. Como não havia nenhuma competição na época, Cláudio Vaz resolveu trazer para o Maranhão os Jogos Escolares. Trouxe algumas formas de incentivos às escolas, como a Educação Física. Montou um ginásio dentro do Nhozinho Santos, reunindo mais de 40 mil pessoas. Alcançou seu objetivo e deu aos novos atletas tudo o que não tivera na sua época.


O interesse dos alunos, pais e professores fez com que os Jogos fossem ganhando força e se federalizando (essa a maior conquista das modalidades). Tornou-se a maior competição inter-colegial do Maranhão. Com ajuda do professor Dimas, de Handebol, foram contratados técnicos de outros estados, como Laércio Elias Pereira, Marcão, Biguá, Vitché e outros. Isso elevou o nível técnico e o espore começou a crescer. Os primeiros JEMs tiveram a participação de aproximadamente 20 escolas. As escolas que dominavam na época eram os colégios São Luís, Batista, Marista e Escola Técnica. Só mais tarde, o Dom Bosco entrou na briga. O primeiro campeão foi o Colégio São Luís. Os campeões eram premiados com troféus e medalhas. Os atletas que se destacavam eram chamados para fazer parte da seleção maranhense e disputavam os JEBs (Jogos Escolares Brasileiros). Para disputar os JEBs, a seleção maranhense não ia de ônibus. Aviões eram fretados para dar mais conforto aos atletas. Quem se destacava nos Jogos, ganhava uma medalha de ouro. Com isso, tinha o direito de colocar uma estrela na bandeira como forma de incentivo aos atletas. As primeiras modalidades dos jogos foram: Futebol de campo, Vôlei, Basquete, Handebol, Natação, Atletismo e Futebol de Salão. Todos os jogos de salão eram realizados no Ginásio Costa Rodrigues. Com isso, o Governo liberou recursos para a construção do Ginásio Guioberto Alves inaugurado no Governo Pedro Neiva de Santana. Entre todas as modalidades da época, a que mais cresceu tecnicamente foi o Handebol. Nas primeiras edições dos JEMs já aconteciam jogos femininos, com as jogadoras atuando de saias. (Leopoldo Vaz). A "importação" de professores, técnicos e atletas - Cláudio Vaz começou a trazer técnicos e atletas de fora, para continuar o trabalho iniciado por Dimas. O primeiro a chegar, foi Laércio Elias Pereira, depois, Marcão, Biguá, Vitché... Com a chegada de


Laércio, Dimas passa o Handebol para ele e passa a se dedicar mais à Ginástica Olímpica; com Natação, principalmente em aulas particulares, em piscinas particulares e à outras coisas. Dimas e Laércio procuravam entre os melhores alunos, os preparavam, e os deixavam nos diversos estabelecimentos de ensino, para atuarem como técnicos, formando toda uma geração de atletas-professores. A influência de Dimas em toda uma geração de jovens atletas foi tamanha que, até hoje, trinta anos depois, estes pequenos ginastas de outrora tornaram-se os responsáveis pelo Esporte no Maranhão, e continuam honrando a posição de destaque ocupada pela Ginástica Olímpica maranhense no Brasil. Origens Em 1960, o Ministério da Educação e Cultura - MEC promoveu Cursos e Exames de Suficência em Educação Física, em São Luis, habilitando então professores da disciplina para o Sistema Escolar do Estado do Maranhão. Este estágio coincidiu com apresentações de Handebol em São Luis e possivelmente pela primeira vez no Maranhão pelos professores Luiz Gonzaga Braga e José Rosa, ambos da Escola Técnica Federal do Maranhão - ETFM, do ensino médio local, hoje representado pelo Centro Federal de Educação Tecnológica - CEFET. Esses dois técnicos esportivos pioneiros participavam dos Jogos Estudantis Brasileiros do Ensino Médio - JEBEM e, ao serem avisados da introdução futura do Handebol nas competições, fizeram um curso da modalidade no Rio de Janeiro e, ao retornar, realizaram treinamento com um grupo de alunos. No aniversário da Escola, em 23 de setembro de 1960, este grupo fez uma apresentação oficial da nova modalidade. Dentre outros, estavam os alunos Aldir Carvalho, José Geraldo de Mendonça, França, Aldemir Mesquita. Credita-se também a Antonio Maria Zacharias Bezerra de Araújo - o Professor Dimas - a introdução do Handebol no Maranhão, após assistir a competições da modalidade nos Jogos Estudantis Brasileiros - JEBs de Brasília. Ao retornar a São


Luís introduziu a modalidade no Festival Esportivo da Juventude FEJ e Jogos Estudantis do Maranhão, JEMs, idealizados por ele e Cláudio Vaz dos Santos - o Cláudio Alemão. Em setembro de 1972 inicia-se o aprendizado do Handebol com o Professor Laércio Elias Pereira transferido de São Paulo para São Luís para atuar na Escola Técnica, e, a seguir, chegam outros professores e alguns atletas provenientes do mesmo Estado como, Edivaldo Pereira (Biguá) e Vicente Calderoni Filho (Viché). Com a chegada dos "paulistas" Laércio, Biguá e Viché, o professor Dimas, compreendendo suas limitações técnicas, afasta-se do Handebol, considerando sua missão cumprida, nessa modalidade. Data daquela época a grande rivalidade do Handebol maranhense entre o Colégio Batista e a Escola Técnica nascida da competição do Batista - base da seleção maranhense que foi aos JEBs - com a Escola Técnica, melhor orientada para os JEMs. (Leopoldo Vaz). Todos esses fatos têm estreita relação e dependência direta do trabalho inicial desenvolvido por Cláudio Antônio Vaz dos Santos, o "Alemão". Pena que o futebol profissional tenha tomado caminhos diferentes e hoje esteja na bancarrota por absoluta incompetência dos dirigentes (JOR).


VALEU A PENA? NINGUÉM CONSEGUE APAGAR O QUE A GENTE FEZ.

Valeu, eu fico muito honrado e um pouco esquecido hoje porque uma vez eu ouvi falar: para você ser um bom caçador, você tem que matar um leão por dia, então você de vez em quando é desmerecido mas é um grupo menor que acha que nós temos a obrigação de oferecer alguma coisa; no momento que nós não temos mais participação e existe uma desvalorização de homens que estão hoje no poder, e achar que pessoal que trabalharam foram esquecidos, mas não poderão ser apagados para aquele feitos; nós somos esquecidos, mas eu, o Dimas, dessa geração, nós não somos muito lembrados como merecíamos, não é porque nós não estamos na direção que nós deixamos de viver. Até hoje esse momento eu acho só esse lado assim, mas isso é um lado das coisas que a pessoa de vez em quando tenta desvalorizar o que a gente fez, mas ninguém consegue apagar o que a gente fez.

Fotos: Biaman Prado

GINÁSIO ALEMÃO


De acordo com notícia veiculada em 07 de março de 2014138, a Secretaria de Estado do Esporte Lazer (Sedel) também irá reconstruir o ginásio do bairro da Liberdade, em São Luís. Para isso, a Sedel firmou uma parceria com a Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Semdel) por intermédio da Lei de Incentivo ao Esporte. Joaquim Haickel, Secretário de Estado de Esportes e Lazer, já sugeriu ao secretário Raimundo Penha (Semdel) que o novo ginásio do bairro da Liberdade receba o nome de Ginásio Claudio Vaz dos Santos (Alemão), em homenagem a um dos idealizadores dos Jogos Escolares Maranhenses (JEMs), mais importante competição esportiva de nosso Estado. Penha já concordou e pedirá ao vereador Ivaldo Rodrigues que apresente uma lei nesse sentido.

“É importante homenagear aqueles que muito fizeram pelo esporte maranhense. Tanto o Professor Dimas, quanto o Alemão, têm uma importância muito grande para o esporte do Maranhão”, comentou o secretário.

Vale destacar que estas não são as primeiras homenagens feitas pela SEDEL para os professores Dimas e Claudio Vaz. Em 2012, a dupla foi homenageada nos Jogos Escolares Maranhenses (JEMs). Na época, o secretário de Esporte e Lazer, Joaquim Haickel, deu aos troféus das escolas campeãs nos JEMs nas categorias Infantil e Infanto os nomes destes ícones do esporte maranhense.


Fotos: Biaman Prado Os homenageados - Cláudio Antônio Vaz dos Santos, o Cláudio 'Alemão'. Nasceu em São Luís, no dia 24 de dezembro de 1935. Foi atleta de Basquetebol, Voleibol, Futebol de Campo e de Salão, Atletismo e Natação. Pertenceu à famosa 'Geração de 53, do esporte maranhense, atuante nas décadas de 50 e 60. O adolescente Cláudio se envolvia com aqueles jovens - alguns já professores, inclusive Rubem Goulart já retornara do Rio de Janeiro formado em Educação Física e começava sua carreira profissional; Cláudio, na ausência de algum outro jogador, era chamado para completar o time, nos diversos esportes que praticavam notadamente o Basquete e o Voleibol. Quando Cláudio chegou ao Colégio Maristas de São Luís, começou a praticar Atletismo, numa pista improvisada no Estádio Santa Isabel: corridas, lançamento de peso, lançamento de dardo e lançamento de disco. Anos depois, já dirigente, trouxe a São Luís o professor Zé Teles da Conceição, campeão brasileiro, que reciclou os professores. Jogava-se também uma mistura de basquete e futebol americano, introduzido pelo Professor Zé Rosa, do Liceu - uma espécie de basquete, tipo futebol americano, onde você saia correndo com uma bola e encestava. Voltando a 1952, eram disputados os Jogos Olímpicos Secundaristas, organizado pelo jornalista Mario Frias, disputando-se Basquetebol, Voleibol, Futebol de Campo, Atletismo e Natação.


Cláudio Antônio Vaz dos Santos, o Alemão, foi o mais importante idealizador da competição que hoje recebe o nome de JEMs (Jogos Escolares Maranhenses). Tudo que fez, foi para São Luís e pelo esporte maranhense.

Na abertura dos Jogos Escolares de 2015, agora sob a administração do Secretário Márcio Jardim27, o editorialista do Jornal Pequeno se manifestou sobre ‘o resgate dos jogos estudantis’, afirmando ser admirável a empolgação do Secretário da pasta na abertura desta 43ª edição dos Jogos:

“[...] a determinação e a vontade [...] de resgatar o melhor dos jogos escolares maranhenses, que tanto marcaram, em épocas passadas, a vida de milhares e milhares de estudantes. Quem viu [...] e presenciou os bons tempos dos JEMs, principalmente no Ginásio Cota Rodrigues, não teve como não se lembrar de um dos maiores incentivadores desse evento que o Maranhão já teve: o incomparável Cláudio Vaz dos Santos, que, aliás, fez falta ontem no Castelinho. Não teve como não lembrar de Cláudio Vaz diante daquele entusiasmo todo [...] Não teve como não lembrar a sua garra e toda a sua luta em prol dos Jogos Estudantis Maranhenses. Foi isso que todos que conheceram Vaz sentiram ontem ao ver o discurso emocionado e contundente de Marcio Jardim. [...]

Em outra reportagem, publicada em Blog28, é contado como Cláudio Vaz fundou os jogos com ajuda de José Reinaldo, ex-governador, e Mauro Fecury, senador. “Sou a mãe e o pai do JEM´s, o JEM´s é minha vida”, assim disse Cláudio Vaz dos Santos. Inspirando-se em Mario Frias, deu o pontapé inicial para a realização dos jogos. O criador dos jogos escolares maranhenses foi atleta do colégio São Luís, em 1952. Ele era apaixonado por esporte, mas, com o pouco interesse das autoridades da época, se motivou e criou os jogos com o apoio de alguns ex-atletas. Entre 27

O RESGATE DOS JOGOS ESTUDANTIS, JORNL PEQUENO, editorial, São Luis, 29 de abril de 2015, quarta-feira BLOG VOLEIBOL MARANHENSE, disponível em https://dioj.wordpress.com/2009/08/21/conheca-a-historia-dosjem%C2%B4s-na-voz-de-seu-fundador/ 28


eles, Zé Reinaldo Tavares (ex-governador do Maranhão) e Mauro Fecury, atual senador do estado. Assim, teve toda a ajuda do Governo Federal, Estadual e Municipal para a criação do Festival Esportivo da Juventude (FEJ) que, três anos depois, mudara o nome para Jogos Escolares Maranhenses (JEM´s). “Nós participamos do JEB´s em 72 e a sigla pesava, mas por bem achamos melhor mudar para JEM´s”, explicou Cláudio. No inicio, escolas do interior não participavam. Elas começaram a chegar só em 1974. A partir da primeira edição, nenhum ano passou em branco com o JEM´s. O incentivo e o objetivo do JEM´s Tudo começou quando ele foi coordenador de esporte em 1971. “A competição foi criada com o intuito de incentivar os jovens a praticarem o esporte e tirar o mal do caminho deles. O esporte é uma forma de acabar com a violência e as drogas do caminho dos jovens atletas”, afirma Cláudio Vaz. Como não tinha nenhuma competição na época, Cláudio Vaz resolveu trazer para o Maranhão os jogos escolares. Trouxe algumas formas de incentivos às escolas, como a educação física. Montou um ginásio dentro do Nhozinho Santos, reunindo mais de 40 mil pessoas. Alcançou seu objetivo e deu aos novos atletas tudo o que não tivera na sua época. O interesse dos alunos, de pais e professores fez com que os jogos fossem ganhando força e se federalizando (essa a maior conquista das modalidades). Tornou-se a maior competição intercolegial do Maranhão. Com ajuda do professor Dimas, de Handebol, foram contratados técnicos de outros estados, como Laércio Elias Pereira, Marcão, Biguá, Vitché e outros. Isso elevou o nível técnico e o espore começou a crescer. O primeiro JEM´s teve a participação de aproximadamente 20 escolas. As escolas que dominavam na época eram os colégios São Luis, Batista, Marista e Escola Técnica. Só mais tarde o Dom Bosco entrou na briga. O primeiro campeão foi o colégio São Luis. Os campeões eram premiados com troféus e medalhas. Os atletas que se destacavam eram chamados para fazer parte da seleção maranhense e disputavam os JEB`s (Jogos Escolares Brasileiros). Para disputar os JEB´s, a seleção maranhense não ia de ônibus. Aviões eram fretados para dar mais conforto aos atletas. Quem se destacava nos jogos ganhava uma medalha de ouro. Com isso, tinha o direito de colocar uma estrela na bandeira como forma de incentivo aos atletas. As primeiras modalidades dos jogos eram: futebol de campo, vôlei, basquete, handebol, natação, atletismo e futebol de salão. Todos os jogos de salão


eram realizados no Ginásio Costa Rodrigues. Com isso, o governo liberou recursos para a construção do Ginásio Guioberto Alves inaugurado no Governo Pedro Ney. Entre todas as modalidades da época a que mais cresceu tecnicamente foi o handebol. Nas primeiras edições dos JEM´s já tinham jogos femininos e elas jogavam de saia. Para Cláudio Vaz, quanto mais atletas, melhor o nível técnico da competição. Ele proporciona vigor físico a juventude e alegria. “Se caso a competição terminasse hoje teria que lamentar, mas lutaria para voltar a liderar esse evento, pois sou a mãe e o pai do JEM´s. O JEM´s é minha vida”, disse Cláudio Vaz.


OBRIGADO, CLÁUDIO...

Prof. Dr. Laércio Elias Pereira: Tenho dívida de gratidão com o Claudio Vaz por ter me dando um grande presente na vida, o de ter me convidado e recebido no Maranhão e ainda mais.

Jornalista Benedito Bogéa Buzar: Cláudio Vaz dos Santos, Alemão, que fez parte daquela extraordinária geração, foi o que deu maior contribuição ao desenvolvimento do esporte no meio da juventude maranhense. Após pendurar as chuteiras, ele, continuou a dedicar-se

às

atividades

esportivas,

realizando

e

promovendo eventos, estivesse ou não à frente de entidades governamentais, para que o Maranhão competisse em igualdade de condições, em todas as modalidades esportivas, nas mais diversas cidades do país. Não é à toa que Alemão tem recebido, em vida, manifestações calorosas de reconhecimento pelo apoio e incentivo que vem dando ao esporte maranhense e aos jovens que lutam para conquistar um lugar ao sol na galeria dos que praticam, aqui e alhures, as mais diversas competições esportivas.


Jornalista J. Alves: Esse é o criador dos Jogos Escolares Maranhense metido a judoca, pelo menos praticou durante muito tempo (risos), mas ele foi o responsável direto por essa festa, que hoje a gente diz, que é a maior festa desportiva da Juventude em nosso Estado, a criação dos Jogos Escolares Maranhense, onde já revelou um monte de gente ai.

Profa. Ivone Reis Nunes: Cláudio Vaz foi uma pessoa que eu admiro muito pelo trabalho que ele desenvolveu dentro da educação física eu não tive uma convivência muito próximo com ele, mas é as poucas oportunidades que eu tive eu vi nele um empreendedor da educação física no Maranhão.

Prof. Emilio Mariz: Cláudio Vaz, é... Eu convivi no inicio do JEM’s brigamos, porque se o primeiro JEM’s terminou empatado porque houve uma luta entre dois atletas do Batista é... No judô, então essa competição, quase que interna... deu a mesma quantidade de pontos ao Marista, nos brigamos muito por isso nas ultimas reuniões, ele, inicio o JEM’s de uma maneira muito democrática, todas as reuniões estavam os diretores presente eu tenho retratos é... O prof. Pinho lá nessas reuniões, eu perdi tudo isso porque chega um aluno e pede para gincana, então ele fez as primeiras competições


muito democráticas com um tribunal composto de pessoas isenta mesmo daquela ambiente de colégio e deu muito brilho, gastou conseguiu dinheiro para investir é... Em material. E depois eu fui... Quando ele deixou aqui o Maranhão eu fui chefiando uma delegação a Brasília lá ele nos hospedou ... E em alojamentos separados nos prestigiou e... Foi um grande esportista.

Prof. Dr. Zartu Giclio Cavalcante: Um grande entusiasta e fomentador do esporte amador no Maranhão. Marcou época! O Cláudio possui uma característica marcante: além de ser muito positivo (acredita sempre nas causas que "abraça"), sempre "contagiou" a todos com seu otimismo. Ou seja, formava "um time" e entrava no "jogo" para ganhar! O Cláudio representa o que o esporte amador que o Maranhão "perdeu": o amadorismo romântico, movido pela paixão e pelo prazer de fazê-lo existir, simplesmente porque era essencial para a cultura corporal e popular da época...Criada a SEDEL, em 1980, a burocracia, gradativamente, ao longo dos anos, abarcou o romantismo do esporte espontâneo e introduziu a prática da política como fim e o esporte como meio, um "circo" para o entretenimento das multidões. A Secretaria de Esportes foi assumindo uma dimensão desproporcional à grandeza do que outrora (tempos de Cláudio e ainda antes dela - SEDEL) foi o esporte amador e os "tempos modernos" (que me desculpe o Charlie Chaplin pelo plágio...). Enfim, e afinal, realmente os tempos são outros, e a cidade sofreu mutações e mutilações, e uma delas, lamentavelmente, foi o "esporte amador", que nos movia junto com o jogo da vida e que nos fazia feliz simplesmente por existir. Tempos em que, já como técnico da seleção maranhense de voleibol, arrumava a rede, enchia a bola, carregada os materiais, treinava a equipe, guardava tudo e ainda, embora bem cansado, seguia feliz para casa... tempos que não voltam, tempos que representam a essência que significou a "era alemão": otimismo, vibração, e dedicação pelo esporte amador

Dr. Clineu César Coelho Filho:


[...] uma raridade - um Certificado do Primeiro Festival da Juventude, assinado por Claudio Antonio Vaz dos Santos e o Prefeito de São Luis da época Haroldo Tavares. Claudio era o Coordenador de Esporte na época; em suma quem mandava e sacudia o esporte amador do Maranhão. Tínhamos todos os grandes eventos acontecendo no Ginásio COSTA RODRIGUES; nesse período acontecia um fator impar para o esporte do nosso Estado, no momento em que Claudio Vaz assumiu a Coordenação de Esportes, tínhamos uma geração de atletas ecléticos e abnegados. No momento me lembro de alguns e não gostaria de cometer injustiças, pois essa geração merece todo nosso respeito. Mas aí vão alguns nomes: Voleibol - Clineu, Telma, Gilmário, Rubinho, Zé Roberto, Becosa, Júlio, Parga, os Irmãos Santiago, Albino,Terezinha, Meireles, Rosa Inês, Fátima Rodrigues, Ivone, Graça, Ruy, Hermílio, Zeca e outros mais; Basquete - Gafanhoto, Binga, Paulão, Carlão, Espirro, Jaime, Fabiano, Hermílio, Zeca, o pessoal da Escola Técnica, o Professor Ronald, as Irmãs Roud, Rosa, Eduardo, e outros mais... Futebol de Salão - Djalma, João Bala, Fifí, Chedão, Guilherme Saldanha, Pula Pula, Ribasco, Enemê, Canhoto, Poé, Jaiminho, Biné, Cesar Bragança, Mota e outros mais... Handebol - Tião, Gilson, Phil Camarão, Maranhão, Luiz Fernando, Mangueirão, Álvaro, Vicente Calderone, o grande Professor Laércio, que foi o maior incentivador da modalidade e quem deu a qualidade técnica para o Handebol do Maranhão; juntamente com Laércio vieram outros esportistas dentre ele Leopoldo, Sídney, Marcão, que Claudio Vaz deu todo apoio para desenvolver outras modalidades. No Judô me lembro de Emílio, incansável até hoje, a família Leite, Albertão, Claudio Vaz, Paulo Juca Chaves, além do Capoeirista Mestre SAPO. Sobre a importância de Claudio Vaz para o esporte maranhense: tivemos o antes e o depois de Claudio Antonio Vaz dos Santos. ALEMÃO foi ele quem apertou o botão da Partida.

Prof. Raimundo Nonato Irineu Mesquita: Quanto ao Claudio Vaz, O Esporte maranhense estará sempre em debito com ele, haja vista a grande contribuição dele para o seu engrandecimento, pois foi o seu trabalho de implantação dos Jogos Escolares Maranhenses, que acordou toda uma geração de seguidores os quais deram seguimento ás ações que culminaram em resultados expressivos para o esporte maranhense. (ex-atleta, dirigente esportivo, funcionário da SEDEL).

Prof. Sidney Forghieri Zimbres:


Embora tenha convivido pouco tempo com o Claudio Vaz – cheguei em São Luís em 1976 – tenho ótimas recordações de sua participação em prol do desenvolvimento do desporto amador no Maranhão. O “Alemão”, como seus amigos o chamam, deixou sua marca não só como desportista, mas também como grande administrador. Para que o desporto escolar maranhense obtivesse resultados nacionais significativos foi necessária uma retaguarda administrativa competente, pessoas, como o Claudio Vaz, que trabalhavam e incentivavam a prática esportiva.

Prof. Emílio Moreira: O Cláudio Vaz representa a evolução do Desporto Escolar do Maranhão. Administrando este Desporto com uma visão futurista, com a cooperação do prof Dimas, trouxe professores eméritos de outros estados, como prof Láercio, e também atletas como Viche, Bigua e outros. Enfim, perenizou o seu nome na história de Desporto Escolar do Maranhão.


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VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. ATLAS DO ESPORTE NO MARANHÃO. São Luis: SEDEL; IHGM, 2013. Em CD. 2 VAZ, Leopoldo Gil Dulcio; ARAÚJO, Denise Martins de. QUERIDO PROFESSOR DIMAS (Antonio Maria Zacharias Bezerra de Araújo) e a Educação Física maranhense: uma biografia (autorizada). São Luís: EPP, 2014. VAZ, Leopoldo Gil Dulcio; ARAÚJO, Denise Martins de; VAZ, Delzuite Dantas Brito. QUERIDO PROFESSOR DIMAS - (Antonio Maria Zacharias Bezerra de Araújo) – e a educação física maranhense – uma biografia autorizada. In LECTURAS: EDUCACION FISICA Y DEPORTES – revista digital, Buenos Aires, ano 8, n. 48, maio de 2002. Disponível em www.efdeportes.com 3 VAZ, Leopoldo Gil Dulcio; ADLER, Dilercy Aragão (Organizadores). SOBRE GONÇALVES DIAS. São Luis: EDUFMA; IHGM, 2013 ADLER, Dilercy Aragão; VAZ, Leopoldo Gil Dulcio (Organizadores). MIL POEMAS PARA GONÇALVES DIAS. São Luis: EDUFMA; IHGM, 2013 VAZ, Leopoldo Gil Dulcio; ADLER, Dilercy Aragão (Organizadores). SOBRE MARIA FIRMINA DOS REIS. São Luis: ALL, 2015 (no prelo) VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. LIVRO-ÁLBUM DOS MESTRES CAPOEIRAS. Sorocaba, JORNAL DO CAPOEIRA, 2003-6, disponível em VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. PERFIS ACADÊMICOS: FUNDADORES (Academia Ludovicense de Letras). São Luís: ALL, 2014. VAZ, Leopoldo Gil Dulcio; REINALDO, Telma Bonifácio dos Santos. PERFIS ACADEMICOS: OCUPANTES DE CADEIRAS (IHGM). São Luís: IHGM, 2013, edição eletrônica, disponível em VAZ, Leopoldo Gil Dulcio; REINALDO, Telma Bonifácio dos Santos. PERFIS ACADEMICOS: FUNDADORES E OCUPANTES (IHGM). São Luís: IHGM, 2013, edição eletrônica, disponível em VAZ Leopoldo Gil Dulcio; VAZ, Delzuite Dantas Brito. O "sporteman" Aluísio Azevedo. LECTURAS: EDUCACION FISICA y DEPORTES, Buenos Aires, ano 5, n. 25, setembro de 2000, disponível em < www.efdeportes.com > 4 FUKELMAN, Clarisse (Organizadora). EU ASSINO EMBAIXO: BIOGRAFIA, MEMÓRIA E CULTURA. Rio de Janeiro: EDUERJ, 2015. 5 ROCHA JUNIOR, Coriolano P. O esporte em Salvador: a realidade da pesquisa. In História(s) do Sport. https://historiadoesporte.wordpress.com/2015/03/02/oesporte-em-salvador-a-realidade-da-pesquisa/ , publicado em 02 de março de 2015, acessado em 02 de março de 2015. 6 FONTES, Rafael. Apontamentos metodológicos: biografias de atletas como fontes. In BLOG História(s) do Sport - Sport: Laboratório de História do Esporte e do Lazer, UFRJ, POSTADO EM Rio de Janeiro, 23 de fevereiro de 2015. Disponível em


https://historiadoesporte.wordpress.com/2015/02/23/apontamentosmetodologicos-biografias-de-atletas-como-fontes /, acessado em 23 de fevereiro de 2015. Para saber mais sobre metodologia e história do esporte: MELO, Victor Andrade de. Esporte, lazer e artes plásticas: diálogos. Rio de Janeiro: Apicuri/Faperj, 2009. MELO, Victor Andrade de; DRUMOND, Mauricio; FORTES, Rafael; SANTOS, João M. C. M. Pesquisa histórica e história do esporte. Rio de Janeiro: 7Letras/Faperj, 2013 MELLO, Victor Andrade de. História Oral e História da Educação Física no Brasil uma possibilidade necessária. In ENCONTRO NACIONAL DE HISTÓRIA DO ESPORTE, LAZER E EDUCAÇÃO FÍSICA, II, Ponta Grossa, 1994. COLETÂNEAS ..., p. 271-284; MELLO, Victor Andrade de. Alberto Latorre de Faria: a biografia como possibilidade de pesquisa para a história e do esporte no Brasil. CONGRESSO BRASILEIRO DE HISTÓRIA DO ESPORTE, LAZER E EDUCAÇÃO FÍSICA, VI, Rio de Janeiro, 1998. COLETÂNEAS..., p. 541-547 MELLO, Victor Andrade de; e FARIA JÚNIOR, Alfredo Gomes de. ALBERTO LATORRE DE FARIA, HISTÓRIA ORAL E A EDUCAÇÃO FÍSICA BRASILEIRA. In ENCONTRO DE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA E DO ESPORTE, I, Campinas, 1994. COLETÂNEAS... Campinas: FEF/UNICAMP, 1994, p. 180-185 VAZ, Delzuite Dantas Brito. PARAIBANO NA MEMÓRIA ORAL - da chegada de Antônio Paraibano à região do Brejo - Município de Pastos Bons - à fundação da cidade de Paraibano-Ma. São Luís: UFMA, 1990. (Monografia de graduação em História). (Mimeog.). VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. Os esportes, o lazer e a educação física como objeto de estudo da História. In LECTURAS: EDUCACION FISICA Y DEPORTES, Buenos Aires, Revista Digital, VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. ASPECTOS HISTÓRICOS DO ESPORTE E DA EDUCAÇÃO FÍSICA NO MARANHÃO; REVISTA IHGM, No. 38, setembro de 2011 – Edição Eletrônica, p 124, disponível em http://issuu.com/leovaz/docs/revista_ihgm_38__setembro_2011 VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. Produção do Conhecimento em Educação Física e Desportos no Nordeste Brasileiro. In REVISTA MOVIMENTO HUMANO & SOCIEDADE, São Luís, v. 2, n. 5... ANAIS DA III JORNADA DE INCIAÇÃO CIENTÍFICA DA UFMA, São Luís, 05 a 08 de dezembro de 1995. São Luís: NEPAS, 1995, p. 1421


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GÓIS JUNIOR, Edivaldo; LOVISOLO, Hugo Rodolfo; NISTA-PICCOLO, Vilma Lení. PROCESSO CIVILIZADOR: APONTAMENTOS METODOLÓGICOS NA HISTORIOGRAFIA DA EDUCAÇÃO FÍSICA. In Rev. Bras. Ciênc. Esporte, Florianópolis, v. 35, n. 3, p. 773-783, jul./set. 2013, p. 773-783. 8 Segundo GÓIS JUNIOR, Edivaldo; LOVISOLO, Hugo Rodolfo; NISTA-PICCOLO, Vilma Lení (2013), “Os estudos de Elias ganharam maior repercussão na área de Educação Física por influência de artigos que tematizaram o Esporte à luz do modelo eliasiano, sobretudo na Inglaterra. Por exemplo: Eric Dunning (DUNNING; MENNEL, 1998; DUNNING; SHEARD, 1979; DUNNING; MURPHY; WILLIAMS, 1988; DUNNING, 1999; MURPHY; WILLIAMS; DUNNING, 1990), em diversos estudos, Sport Matters: Sociological Studies of Sport, Violence and Civilisation; The roots of football hooliganism; Barbarians, gentlemen and players: a sociological study of the development of rugby football, Football on Trial: Spectator Violence and Development in the Football World, sustentam a tese de que o Esporte, tanto na efetiva prática, como em sua espetacularização através dos veículos de comunicação de massa, formação de torcidas, e consequentes explosões de violência, é explicado a partir da formação do estado e monopólio da violência, e concomitantemente, com a formação de personalidades humanas e mecanismos de autocontrole”. Ver ainda: ELIAS, N. O processo civilizador: uma história dos costumes. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994a. ELIAS, N. O processo civilizador: formação do estado e civilização. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1994b. DUNNING, E.; MENNEL, S. Elias on germany, Nazism and the Holocaust: on the balance between `civilizing’ and ‘decivilizing’ trends in the social development in Western Europe. British Journal of Sociology, London, v. 49, n. 3, p. 339-358, sept. 1998. DUNNING, E.; SHEARD, K. Barbarians, gentlemen and players: a sociological study of the development of rugby football. Oxford: Martin Robertson, 1979. DUNNING, E.; MURPHY, P.; WILLIAMS, J. The roots of football hooliganism. London: Routledge, 1988. 9 DUNNING, E. Sport matters: sociological studies of sport, violence and civilization. London: Taylor & Francis, 1999. ELIAS, N.; DUNNING, E. A busca da excitação. Lisboa: Difel, 1992. GEBARA, A. Norbert Elias e a teoria do processo civilizador: contribuição para a análise e a pesquisa no campo do lazer. In: BRUHNS, H. T. (Org.). Temas sobre o lazer. Campinas: Autores Associados, 2000. p. 33-46


LANDINI, T. S. A Sociologia de Norbert Elias. Revista Brasileira de Informação Bibliográfica em Ciências Sociais, São Paulo, n. 61, p. 91-108, 2006. 10 A História Oral tem sido utilizada desde o século XIX como uma técnica para se escrever História. A motivação maior na recuperação das técnicas orais parte de historiadores que percebem a necessidade de uma nova interpretação da História perante a sociedade (MELLO e FARIA JÚNIOR, 1994). 11 CORRÊA, Carlos Humberto P. HISTÓRIA ORAL - Teoria e prática. Florianópolis : UFSC, 1978 12 ALBERTI, Verena. HISTÓRIA ORAL - a experiência do CPDOC. Rio de Janeiro: FGV/CPDOC, 1990. 13 "... o Programa de História Oral, indissociável da pesquisa documental e arquivística, apostou na estruturalidade da História e na dimensão social dos eventos, da vida e do desempenho de seus protagonistas, tanto quanto no caráter voluntarista e transformador da ação política em sua busca de mudar e atualizar as estruturas ..." (CAMARGO, citado por ALBERTI, 1990, p VIII). 14 ASSUNÇÃO, Mathias Rohrig. A GUERRA DOS BEM-TE-VIS: a Balaiada na memória oral. São Luís : SIOGE, 1988 15 SILVA, M. Alice Setúbal: GARCIA, M. Alice Lima: FERRARI, Sônia C. Miguel. MEMÓRIAS E BRINCADEIRAS NA CIDADE DE SÃO PAULO NAS PRIMEIRAS DÉCADAS DO SÉCULO XX. São Paulo: Cortez, 1980. 16 Utilizou-se de entrevistas para a construção da biografia do Prof. Dimas. In VAZ, ARAÚJO, 2013, obra citada. 17 CARDOSO, Ciro Flamarion. UMA INTRODUÇÃO À HISTÓRIA. 7 ed. São Paulo : Brasiliense, 1988 18 RAMOS, José de Oliveira; VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. CLÁUDIO VAZ DOS SANTOS – O ALEMÃO. In JORNAL PEQUENO, 28 de fevereiro de 2010, Caderno de Esportes. 19 Dom Francisco de Paula e Silva, 23º arcebispo do Maranhão, solicitou ao então Superior Provincial dos Irmãos Maristas, Irmão Damien, a colaboração dos mesmos em solo ludovicense. Vindos de Salvador na Bahia, os Irmãos Marie Amèdéus e Loius Antoine chegaram a São Luís no dia 20 de março. Uniram-se a eles, posteriormente, os Irmãos Réginald, Victor Noel e Sydine O Colégio foi inaugurado no dia 2 de abril de 1908, dia da festa de São Francisco de Paula, cujo nome recebeu, por solicitação do Arcebispo. O prédio do Colégio localizava-se num dos pontos centrais da cidade, tendo na frente a Praça Benedito Leite, dando os fundos para a baia de São Marcos. Inicialmente o Colégio “São Francisco de Paula” funcionou atendendo o Curso Primário e o Curso Secundário ou de seriação ginasial, e desde 1910, este já contava com o regime internato, semiinternato e externato. O Colégio também oferecia o Curso Comercial, no turno


noturno, e, tendo em vista o caráter dual da educação na época, deduzimos que sua clientela era oriunda da população carente da Capital. Para as atividades esportivas e recreativas, os alunos dispunham do ginásio, quadra, pátio e campo de futebol. Aos alunos maiores de dezesseis anos era dada a instrução militar, de conformidade com o decreto de julho de 1908. Além dos exercícios de tiro ao alvo, os alunos faziam ginástica com aparelhos e a ginástica sueca. Os educandos organizaram times, como o São Luíz Foot-ball Club, o Azul , o Branco, o Belga e o Francês. O fato é que no ano de 1920 os Irmãos Maristas retiram-se de São Luís do Maranhão, somente retornando em 1937, quando inauguraram o Ginásio Maranhense, hoje Colégio Marista Maranhense, a convite do então Arcebispo, Dom Carlos de Carmello Motta. in NUNES, Iran de Maria Leitão. OS IRMÃOS MARISTAS NA EDUCAÇÃO DO MARANHÃO (1908-1920). Disponível em http://sbhe.org.br/novo/congressos/cbhe2/pdfs/Tema4/0419.pdf ; acessado em 14 de fevereiro de 2014. 20 ZULEIDE FERNANDES BOGÉA (1897-1984), egressa da Escola Normal do Maranhão, criada em 1890; se diplomou em 1913. In MOTTA, Diomar das Graças. Mulheres professoras maranhenses: memória de um silêncio. EDUCAÇÃO & L INGUAGEM, ano 11, n. 18, JUL.-DEZ. 2008, p. 123-135. 21 HERBERTH FONTENELLE, radialista esportivo, trazido do Piauí (onde nasceu) para o Maranhão ainda na década de 50 por Mauro Beserra. Desde os 17 anos de idade, três Copas do Mundo no currículo, há 55 anos empresta sua experiência ao jornalismo e à crônica esportiva do Maranhão. 22 REVISTA JOGOS DOS AMIGOS 2002 – XII JOGOS – ANO IV – 14/12/2002 23 EURÍPEDES BERNARDINO BEZERRA - nasceu em 17 de dezembro de 1915, na cidade de Curador (hoje, Presidente Dutra); filho de Ludgero Alves Bezerra (cearense) e de Maria Bernardina de Oliveira (maranhense). Maria Bernardina era irmã do legendário Manoel Bernardino, o Lenine do Sertão. Ingressou na Polícia Militar, como soldado, em 1936; promovido a 3º Sargento, por ter feito curso de enfermeiro; em 1941, foi para o Rio de Janeiro cursar Educação Física, na Escola do Exército, a mando do Interventor Paulo, Ramos; na volta, passa a ser o responsável pela educação física na Polícia e torna-se professor do Marista e São Luís. Em 1967, é reformado no posto de Coronel PM, após passar pelo Gabinete Militar do Governo Sarney - José Sarney fora seu antigo aluno de educação física, nos Maristas. Foi Deputado Estadual, Prefeito de Imperatriz, Vereador por São Luís; Delegado de Polícia em 105 municípios maranhenses. Por 65 anos prestou serviço público; 55 anos de casamento; 35 de Lions Clube; 40 anos de PTB. In Entrevista dada ao Autor dia 21/02/2001, na residência do Coronel Eurípides Bezerra, à Travessa Parque Atenas, n° 25. Para saber mais:


BUZAR, Benedito. Eurípedes Bezerra: o homem que derrotou as forças do "general" Bastinhos. O ESTADO DO MARANHÃO, São Luís, 6 de agosto de 1995, Domingo, p. 26. Caderno Alternativo; BUZAR, Benedito. EURÍPEDES, UMA VIDA, UMA HISTÓRIA (O HOMEM QUE DERROTOU AS FORÇAS DO "GENERAL" BASTINHOS). (s.l.; s.e.; s.d.). (edição mimeografada); BUZAR, Benedito. VITORINISTAS & OPOSICINISTAS. São: Luís: Lithograf, 2001, p. 175-184). VAZ, Leopoldo Gil Dulcio; ARAÚJO, Denise Martins. QUERIDO PROFESSOR DIMAS (Antonio Maria Zacharias Bezerra de Araújo) e a Educação Física maranhense – uma biografia (autorizada). São Luís: EPP, 2014. 24 JOSÉ SARNEY, como é conhecido José Ribamar Ferreira de Araújo Costa, nascido em Pinheiro - Ma, a 24 de abril de 1930, filho de Sarney de Araújo Costa e Kiola Ferreira de Araújo Costa. Iniciou seus estudos no Colégio Mota Júnior, na cidade de São Bento e no colégio do Professor Juca Rego, na cidade de Santo Antônio de Balsas - o pai, promotor público, era constantemente transferido de cidade. Aos 12 anos, veio para São Luís, ingressando no Liceu Maranhense, junto com o irmão Evandro. Com 14 anos, candidata-se a presidente do Grêmio Liceísta, seu primeiro teste nas urnas; após acirrada disputa, elege-se e passa a editar o jornal O Liceu, iniciando-se na carreira jornalística. Em 1945, quando se preparava para a reeleição, acontece a redemocratização do País, engajando-se, como líder estudantil, na campanha, sendo preso várias vezes, a mando do então interventor Paulo Ramos. Enquanto se preparava para ingressar na Faculdade de Direito de São Luís, participa de um concurso de reportagem, promovido pelo jornal O Imparcial, classificando-se em primeiro lugar, e consegue seu primeiro emprego, como repórter. Aos 20 anos, ingressa na Faculdade de Direito, já com fama de intelectual, pertencente àquele grupo formado por Ferreira Gullar, Lago Burnett, Luiz Carlos Bello Parga, Carlos Madeira, o irmão Evandro, Nascimento Morais Filho, Antônio Luis Oliveira, Floriano Teixeira, Pedro Paiva Filho, Cadmo Silva, Reginaldo Telles e Bandeira Tribuzi, grupo de poetas e pintores, que ficaram conhecidos como a "Geração de 45". Antes de colar grau, em 1954, publica seu primeiro livro, de poesias "A canção inicial", e alguns ensaios sociológicos. Ainda nesse ano de 1954, lança-se candidato a deputado federal, pelo PSD, iniciando-se na carreira política que o levou ao governo do Estado e à Presidência da República, após exercer vários mandatos de deputado federal e senador da república.] Escritor e político maranhense, exercendo mandatos de: Presidente da república; Governador do Maranhão;-Senador pelo Maranhão e Amapá; Deputado Federal; Deputado


Estadual. Por cerca de 60 anos dominou a política maranhense, constituindo o que se denomina ‘Oligarquia Sarney’. BUZAR, Benedito. VITORINISTAS & OPOSICIONISTAS, São Luís : Lithograf, 2001, p. 281-302. 25 DEJARD RAMOS MARTINS nasceu em 14 de julho de 1923, na cidade de Manaus; filho de Joaquim de Souza Martins e de Analide Ramos Martins (esta, maranhense). Em 1935, a família está de volta ao Maranhão, estabelecendo-se na cidade de Tutóia; o jovem Dejard já estava ligado ao esporte, por influência do pai. Em 1940, foi diretor de futebol do Sampaio Corrêa; em 1944, devido aos seus conhecimentos sobre esportes, inicia a carreira como locutor esportivo, na rádio Timbira, de onde foi diretor; fundador da Associação dos Cronistas Esportivos e Locutores do Maranhão - ACLEM -. No período de 1951 a 1960, promoveu as eliminatórias da Fez o exame de admissão para o 4º primário. Corrida Internacional de São Silvestre, como correspondente do jornal "A Gazeta Esportiva". Foi prefeito de São Luís. É autor de "Esporte - um mergulho no tempo" 25. [De acordo com BUZAR (2000), o jornalista Dejard Martins foi nomeado pelo governador Newton Bello para o lugar de Costa Rodrigues; Dejard que exercia o cargo de secretário municipal da Administração. Quando assumiu o cargo, a 2 de julho de 1965, supunha-se encerrado o ciclo dos prefeitos nomeados pelos governadores, o que vinha acontecendo desde 1922. Permaneceu no cargo até 16 de outubro do mesmo ano, quando assumiu Epitácio Cafeteira, eleito em pleito direto conforme emenda constitucional de sua própria autoria.] BIGUÁ, Tânia, BIGUÁ, Edivaldo Pereira. Onde anda você? O eterno Dejard Martins. O ESTADO DO MARANHÃO, São Luís, Segunda-feira, 2 de fevereiro de 1998, p. 3, Caderno de Esportes; MORRE O JORNALISTA DEJARD MARTINS. O ESTADO DO MARANHÃO, São Luís, 8 de novembro de 2000, Quarta-feira, p. 2. Caderno Cidade. BUZAR, Benedito. Os prefeitos de São Luís no século XX. O ESTADO DO MARANHÃO, 1º de outubro de 2000, p. 12. Caderno Especial. VAZ, 2013, obra citada; VAZ, Leopoldo Gil Dulcio; ARAÚJO, Denise Martins. QUERIDO PROFESSOR DIMAS (Antonio Maria Zacharias Bezerra de Araújo) e a Educação Física maranhense – uma biografia (autorizada). São Luís: EPP, 2014.


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MAURO DE ALENCAR FECURY - Nascido no Acre e criado em São Luís, é engenheiro civil; pertence à geração de 53. exerceu a presidência da Novacap, em Brasília; 1979 a 1980 - assumiu a Prefeitura de São Luís a 23 de março por nomeação do governador João Castelo e aprovado pela Assembleia Legislativa. Renunciou em 25 de março de 1980. Foi em sua administração que ocorreu a greve estudantil pela meia-pasagem, em setembro de 1979, que transformou a vida de São Luís em um pandemônio. 1983 - Em 22 de março, assumiu pela segunda vez o cargo de prefeito, agora nomeado pelo governador Luiz Rocha; era deputado estadual; foi em sua segunda administração que inaugurou as "maurotonas", visitas aos diversos bairros nos fins de semana, acompanhado de todo o secretariado, para fiscalizar as obras que realizava. Deputado Estadual, Deputado Federal por várias legislaturas, dedica-se ao ensino, como presidente do UniCEUMA. Realiza, anualmente, os Jogos dos Amigos, em que reúne aquela "geração de 53". Fonte: BUZAR, Benedito. Prefeitos de São Luís no século XX. O ESTADO DO MARANHÃO, São Luís, 1º de outubro de 2000, p. 15. Caderno Especial. 27 JOÃO CASTELO RIBEIRO GONÇALVES – foi Governador do Estado, Prefeito de São Luis, Deputado Federal; criou a Secretaria de Desportos e Lazer – SEDEL – em 1979, e construiu o Complexo Social e Esportivo do Outeiro da Cruz. 28 JOSÉ DE RIBAMAR FIQUENE – Juiz de Direito, foi Governador do Maranhão. 29 “ONZE MARANHENSE” – fundado por Gentil Silva, em 1910; além do futebol, desenvolveu outras atividades esportivas: tênis, crocket, basquetebol, bilhar, boliche, ping-pong (tênis de Mesa) e o xadrez. Segundo Dejard Martins, a efetiva existência do "Onze Maranhense Foot-ball Club" serviu para despertar o nosso futebol, porque firmar-se-ia a rivalidade entre os dois clubes [Fabril Athletic Club, FAC]. Gentil Braga não concordava com a elitização dos clubes e sai do FAC, junto com um grupo de outros onze dissidentes, que comungavam do mesmo pensamento: "foi, sem qualquer sombra de dúvida, Gentil Silva o responsável pela popularização do futebol em terra maranhense, no momento que, deixando as hostes do FAC, achou oportuno desenvolver a prática do apreciado esporte aos olhos do povo, num campo que, de princípio não possuía cercas". (MARTINS, 1989, p. 332). Novas dissidências entre o FAC e o próprio Maranhense viriam mais tarde formar o "ESPORTE CLUBE LUSO-BRASILEIRO. VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. A inauguração do "foot-ball" em Maranhão. In LECTURAS: EDUCACIÓN FÍSICA Y DEPORTES, Buenos Aires, ano 5, n. 24, agosto de 2000, disponível em www.efdeportes.com;


VAZ, Leopoldo Gil Dulcio, O nascimento de uma paixão. O IMPARCIAL, São Luís, Domingo, 29 de outubro de 2000, p. 7. Esporte. Dejard MARTINS (1989) em seu "Esporte - um mergulho no tempo" registra que o nascimento das atividades esportivas em Maranhão se dá pelas mãos de JOAQUIM MOREIRA ALVES DOS SANTOS - Nhozinho Santos - e do clube esportivo e social fundado na Fábrica "Santa Izabel", o FABRIL ATHLETIC CLUB FAC - para a prática do "foot-ball association". Também foram praticados o Tênis, o Cricket, o Crockt, o Tiro, e o Atletismo. Nhozinho Santos, ao regressar da Inglaterra em 1905 - onde fora estudar para técnico em indústria têxtil, na cidade de Liverpool -, tornara-se um ardoroso praticante do "foot ball", e não se esquece de trazer em sua bagagem os apetrechos necessários à prática desse esporte: chuteiras, apitos, bolas, etc., como também para outras atividades esportivas, como o "croket", "crickt", tênis.]. MARTINS, Dejard. ESPORTE - UM MERGULHO NO TEMPO. São Luís: SIOGE, 1989. VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. A inauguração do "foot-ball" em Maranhão. In LECTURAS: EDUCACIÓN FÍSICA Y DEPORTES, Buenos Aires, ano 5, n. 24, agosto de 2000, disponível em www.efdeportes.com; VAZ, Leopoldo Gil Dulcio, O nascimento de uma paixão. O IMPARCIAL, São Luís, Domingo, 29 de outubro de 2000, p. 7. Esporte. VAZ, 2013, obra citada. 30 Em 1932, é criado o GREMIO “8 DE MAIO”, por estudantes do Liceu Maranhense, liderados por Tarcísio Tupinambá Gomes. Como entidade representativa dos estudantes junto à direção do Liceu, foi um fracasso, por falta de interesse da rapaziada, que só queria se divertir. Mas os outros fundadores, dentre eles Paulino Rodrigues De Carvalho Neto 30 e Dílio Carvalho Lima resolveram levar o Grêmio para o esporte, com o intuito de jogar Voleibol, pois as opções de esportes para os jovens da época eram, além do futebol, o voleibol. O pessoal do “8 de Maio” também se envolvia com o Basquetebol. VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. A inauguração do "foot-ball" em Maranhão. In LECTURAS: EDUCACIÓN FÍSICA Y DEPORTES, Buenos Aires, ano 5, n. 24, agosto de 2000, disponível em www.efdeportes.com; VAZ, Leopoldo Gil Dulcio, O nascimento de uma paixão. O IMPARCIAL, São Luís, Domingo, 29 de outubro de 2000, p. 7. Esporte. 31 RUBEM TEIXEIRA GOULART nasceu em Guimarães, no ano de 1920. Foi considerado um dos melhores jogadores de Basquetebol do Maranhão; praticava também o Voleibol, o Atletismo, o Pugilismo. Um dos pioneiros da Educação Física, ingressou na Escola Nacional de Educação Física no início dos anos '40, junto com José Rosa, Rinaldi Maia e Valdir Alves. Ao regressar ao


Maranhão, foi contratado como professor da Escola Técnica Federal do Maranhão, hoje, CEFET-MA. Além de Educação Física, foi um dos pioneiros do ensino da natação, dando aulas no Clube Jaguarema, Grêmio Lítero-Recreativo Português, Casino Maranhense. Em 1935 - Veio para São Luís em 1935, iniciando sua carreira esportiva no Colégio de São Luiz, do professor Luís Rego. 1942 ingressou na Escola Nacional de Educação Física, junto com José Rosa, Rinaldi Maia e Valdir Alves. Na Escola Nacional de Educação Física conquistou títulos retumbantes, participando de todos os esportes ali praticados, tendo o seu lugar efetivo nas equipes de volley-ball, basket-ball e atletismo. Foi campeão interno de volley nas competições efetuadas na ENEF; vice-campeão de Halterofilismo, peso médio, além de ter participado das Olimpíadas Universitárias de 1942, nas representações de volley, basket, futebol e atletismo. Alcançou os seguintes lugares nas provas de Atletismo: 2º lugar nos 100 metros rasos, com a marca de 11,2s; 2º em salto em distância num espaço de 6,25 metros; 2º no salto em altura com 1,70 m (igualou também o record); obteve lugar em arremesso do peso com 12 metros; sagrando-se ainda campeão por equipe no revezamento 4 x 100 metros. 1943 - durante as Olimpíadas Universitárias e diversas competições atléticas no Rio, defendendo as cores do Fluminense, saindo-se vice-campeão do decatlo, com 5.007 pontos: 100 metros rasos 11,0s 827 pts. Salto em distância 6,19m 620 pts. Arremesso do peso 10,23m 463 pts. Salto em altura 1,70m 661 pts. 400 metros rasos 54,1s 665 pts. 110 m. s/ barreiras 19,5s 422 pts. Lançamento do disco 30,16 m 404 pts. Salto com vara 2,70 m 397 pts. Lançamento do dardo 29,25 m 278 pts. 1.500 metros rasos 5m29,0s 270 pts. Total 5.007 pts Em 1953, submeteu-se ao vestibular para o curso de Direito, participando do esporte universitário nas modalidades de Basquetebol, Voleibol e Atletismo, representando o Maranhão nos Jogos Universitários Brasileiros - JUB's. Foi professor do Colégio Batista Daniel de LaTouche; administrador do Ginásio


Charles Moritz, do SESC; e diretor do Departamento de Educação Física do Município de São Luís.] BIGUÁ, Tânia. Onde anda você ? Rubem Goulart em memória. O ESTADO DO MARANHÃO, São Luís, 10 de novembro de 1997, Segunda-feira, p. 4. Caderno de Esportes. VAZ, ARAUJO, 2014, obra citada. VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. ATLAS DO ESPORTE NO MARANHÃO. São Luis: SEDEL; IHGM, 2013. 32 RONALD DA SILVA CARVALHO nasceu em 15 de dezembro de 1915. Advogado, educador, dirigiu a então Escola Técnica Federal do Maranhão (hoje, CEFET-MA), por mais de 20 anos, tendo trabalhado na mesma por mais de 44 anos. Um dos grandes nomes da`Educação Física e do Esporte maranhenses, foi um exímio jogador de Basquete - esporte que praticava desde 1939, quando abandonou o futebol, por - em uma partida, no Liceu - chocar-se com seu amigo Dejard Martins e lhe quebrar um braço; alguns anos depois, ainda traumatizado, iniciou-se no Basquete; dirigente esportivo, sempre teve seu nome ligado ao Sampaio Corrêa Futebol Clube; fundou a Associação Atlética do curso de Direito (1951), base para a Federação Atlética Maranhense de Esportes - FAME -; foi membro do CRD e do TJD-FMF; em 1958, foi um dos fundadores da Federação Maranhense de Basquetebol.] . BIGUÁ, Tânia e BIGUÁ, Edivaldo Pereira. Onde anda você ? Professor Ronald Carvalho. O ESTADO DO MARANHÃO, São Luís, 24 de novembro de 1997, Segunda-feira, p. 4. Caderno de Esportes; VAZ, ARAUJO, 2014, obra citada. 33 RAUL SANTOS BOTELHO GUTERRES – Raul Guterres - nasceu em São Luís, em 31 de outubro de 1926, filho de Heitor Correa Guterres (1881-1956) e Julieta Botelho Guterres (1886-1980); sua família, de origem portuguesa, estabeleceuse em Alcântara; Raul é o caçula, e foi o único dos filho do casal que nasceu em São Luís. Em 1937 concluiu o curso primário no Grupo Escolar Barbosa de Godois; 1942 - iniciou-se no esporte com 15 anos de idade, jogando futebol, pelo Ateneu, sagrando-se campeão intercolegial, como goleiro; Além do futebol, jogava basquete, volei, futsal e praticava o atletismo. 1943 - ingressou no FAC e com a extinção deste, passou para o MAC (1943), quando foi campeão. Raul dedicou a vida ao MAC, inicialmente como atleta, chegando a presidência do clube; clube do coração da família Guterres, seus irmãos foram atletas e dirigentes do clube; deixou o clube na condição de goleiro titular,, ocasião em que fora convidado para atuar em diversos clubes, como o Ceará Sporting (Fortaleza), Clube do Remo (Pará), Juventus e Portuguesa dos Desportos, times da primeira divisão do futebol paulista. O estudo e o quartel não o deixavam penar em futebol para ganhar dinheiro. Paralelamente ao futebol, jogou Basquetebol no “8 de Maio”, time de Rubem Goulart, campeão nos anos de


47/48/49. Era o mesmo time que jogava voleibol. Como estava na casa de João Rosa para fundar o futsal, terminou sendo goleiro da bola pesada, saindo-se campeão pelo Santelmo, nos anos de 48/49/50 (sic). 1945/48 – convocado para o serviço militar, serviu no 24º. BC, ocasião em que fez o NPOR; durante a vida militar dedicou-se a defender as cores do time do 24º. BC, envolvendo-se também com a prática do vôlei e basquetebol; 1950/1955 - Aluno do Curso de Direito (formou-se em 1955), participou dos Jogos Universitários Brasileiros, pela FAME, dos anos de 1950 (Recife); 1952 (Belo Horizonte); e 1954 (São Paulo); além do futebol, basquete e voleibol, e atletismo, nos saltos em altura e distância, assim como no arremesso do dardo. 1966 – dirigiu as seleção de Pinheiro, no Torneio Intermunicipal, saindo-se campeão. In BRANDÃO, Frederico. UM MARANHENSE CHAMADO RAUL GUTERRES. São Luis: Belas Artes, 2005; BIGUÁ, Tânia e BIGUÁ, Edivaldo Pereira. Onde anda você? Raul Guterres, atleta completo. O ESTADO DO MARANHÃO, São Luís, 20 de outubro de 1977, Segunda-feira, p. 4. Esportes. VAZ, ARAUJO, 2014, obra citada. 35 NUNES,

Iran de Maria Leitão. OS IRMÃOS MARISTAS NA EDUCAÇÃO DO MARANHÃO (1908-1920). Disponível em http://sbhe.org.br/novo/congressos/cbhe2/pdfs/Tema4/0419.pdf ; acessado em 14 de fevereiro de 2014. 36 BIGUÁ, Edivaldo Pereira; BIGUÁ, Tânia. Onde anda você ? Paulino, fundador do 8 de Maio. O ESTADO DO MARANHÃO, São Luís, 8 de novembro de 2000, 2ª feira, p. 4. Caderno de Esporte. 37 VAZ, Leopoldo Gil Dulcio; ARAUJO, Denise Martins; VAZ, Delzuite Dantas Brito. Querido Professor Dimas, in LECTURAS: EDUCACION FISICA Y DEPORTES, http://www.efdeportes.com/ Revista Digital - Buenos Aires - Año 8 - N° 48 Mayo de 2002 38 Palmério César Maciel de Campos. Corregedor Regional Eleitoral do Maranhão no período de 30/03/1960 a 22/01/1961. Presidente do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão nos períodos de 04/10/1950 a 01/10/1954 e 11/05/1960 a 30/01/1963. http://www.tre-mg.jus.br/imagens/fotos/tre-ma-galeria-decorregedores-foto-02-palmerio-cesar-maciel-de-campos 39 VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. O FUTSAL NO MARANHÃO - ÍCONES E LEMBRANÇAS. Revista IHGM, no. 41, junho 2012, p. 197 Edição Eletrônica http://issuu.com/leovaz/docs/revista_ihgm_41_-_junho__2012


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Uma confusão constante em vários depoimentos sobre “João Rosa” – esportista, e o Professor “José Rosa”. Sobre JOSÉ ROSA pouco se sabe, a não ser que foi um dos pioneiros do esporte e aparece em todos os depoimentos, seja como jogador, professor e incentivador, sobretudo do basquete, ao lado de Rubem e Ronald. 41 BRANDÃO, Frederico. UM MARANHENSE CHAMADO RAUL GUTERRES. São Luis: UNICEUMA, 2005. 42 VAZ; ARAÚJO, 2014, obra citada. 43 VAZ, 2013, obra citada. 44 NAGIB HAICKEL - nasceu em Pindaré-Mirim a 19 de dezembro de 1933; filho de Elias e Maria Haickel. DÉCADA DE 1950 Incentivador do futebol de salão, no final da década participou da direção de vários times, como Drible, Saturno e Cometas, juntamente com o amigo Samuel Gobel. DÉCADA DE 1960 Elegeu-se deputado estadual em meados dos anos 60 DÉCADA DE 1970 Presidente do Moto Clube de São Luis em 1973, quando este obteve a classificação para disputar a primeira divisão do futebol nacional, tendo sido o primeiro time maranhense a conseguir essa façanha. 1992 Presidente da Assembleia Legislativa do Estado Maranhão, cargo que ocupou até o dia de sua morte em 7 de setembro de 1992, meses antes de completar 60 anos. 45 BIGUÁ, Edivaldo Pereira; Biguá, Tânia. Onde anda você? Januário de Sillos Oliveira Goulart. O ESTADO DO MARANHÃO, São Luís, 09 de agosto de 1999, 2ª feira, p. 4. Caderno de Esporte. 46 BIGUÁ, Edivaldo Pereira; BIGUÁ, Tânia. Onde anda você? Nilson Ferreira Santiago. O ESTADO DO MARANHÃO, São Luís, 14 de dezembro de 2000, 2ª feira, p. 4. Caderno Esporte. 47 CONSTÂNCIO CARVALHO NETO 1939 – nasce em 03 de maio; - JOSÉ FERDINAND CHAVES CARVALHO – FERDIC - 1940 – nasce em 08 de abril- 1955 – os irmãos Carvalho fundam a Sociedade Esportiva Sparta, ao lado de Nilson Santiago e Juca Abreu - como toda equipe daquela geração de esportistas da década de 1950,começaram jogando futebol de meia na rua, ou nos pátios dos colégios (estudavam no Liceu Maranhense), quando surgiu o Futebol de Salão (1955), trazido pelo prof. Pedro Santos; dentre os gazeteiros doidos por bola, destacavam-se, além dos irmãos Constantino e Ferdic, os irmãos Nilson e Nervalzinho Santiago (filhos do secretário do Liceu, Nerval Lebre Santiago), Juca Abreu, Januário, José Reinaldo Tavares, Xuxuca, Negão, César Bragança, malheiros,macieira, Canhotinho, etc. Passaram pelo Sparta: Parú, Milson


Cordeiro, Enésio, AntonioCoxinho, Nonato Santos, Bira, Roberto babão, Guilherme Saldanha, Paulista, 1959 – o Sparta encerra suas atividades. VAZ, 2013, FUTSAL, obra citada. 48 JOÃO PINHEIRO CUNHA - nascido no ano de 1941, no dia 12 de julho, e como todo garoto de seu tempo, jogava futebol na rua – a famosa Liga dos Pés Descalços do início do futebol no Maranhão; em 1954 - Sonhava em entrar para o Liceu Maranhense; lá, teve contato com o pessoal da pelada, jogada na hora do recreio e após as aulas: Vilenô, Nonato e Elias Cassas, Nonato Sabock, Guilherme Saldanha, Mota, Januário Goulart, Silvinho Goulart, José Reinado Tavares, César Bragança, Nerval e Nilson Santiago, Milson Cordeiro, e outros. Viram nascer o primeiro time de futebol de salão do estado. 1955 - O prof. Pedro Lopes dos Santos, de Física, em uma de suas viagens ao sul do país, acabou se apaixonando pela modalidade [Futebol de Salão – Futsal] e trouxe para São Luís uma bola e um livro de regras; selecionou uma equipe dentre os peladeiros da escola e fundou o Próton. Daquele grupo que jogava futebol, o único selecionado foi Nonato Cassas. Desse primeiro grupo, a primeira formação do Próton, além de Cassas, figuravam Rogério Bayma (goleiro), Chico Tetê, Ruy Poxo, Ernani Catinga João Cunha, como calouro, não tinha escolha – ia para o gol – e acabou gostando da posição, passando a disputar as Olimpíadas Intercolegiais pelo Liceu, como goleiro da equipe de Futsal. Nessa época, os goleiros tinham seus apelidos – Jesus Itapary (do Saturno e Cometas) era o Diabo Loiro; José Augusto Lamar (Drible), era o Pangaré; Dilson (do Próton, depois Saturno e Cometas), Guabirú; João Cunha ficou sendo o João Boi e, depois, Manga. Biné Moraes – outro monstro sagrado do Futsal de antanho – o levou para o Saturno. 1960 - o grupo era formado por, além de Manga e Biné, Benito Neiva, os irmãos Nonato e Elias Cassas, Cláudio Alemão, Poé, Tenente Vieira, Samuel Gobel, Jesus Itapary. No ano seguinte, o Saturno foi vicecampeão, perdendo a final - por 2 x 1 - para o Athenas, de Ribarco, Cauby, Gracco Bolivar, Jaiminho e Silvinho Tavares; o jogo aconteceu no Casino Maranhense e foi o último da existência do Saturno. 1962 - o grupo que defendia o Saturno reapareceu no recém-criado Cometas. BIGUÁ, Edivaldo Pereira; BIGUÁ, Tânia. Onde anda você ? Goleiro João “Manga” Cunha. O ESTADO DO MARANHÃO, São Luís, 14 de fevereiro de 2000, 2ª feira, p. 4. Caderno Esporte. VAZ, 2013, FUTSAL, obra citada. 49 NILSON FERREIRA SANTIAGO - 1940 - nasceu em 1940, e era filho de Nerval Lebre Santiago, secretário do Liceu por 42 anos. Foi incentivado pelo pai a praticar futebol e acabou no futebol de salão - futsal. Um dos fundadores do


Sparta, time que marcou época. Jogava futebol - de rua – quando fundou, junto com o Irmão Nerval Filho, Bogéa, Caracol, Monteiro, Zé Diniz, Daniel, Índio, Quebrado e outros, a Sociedade Esportiva União. Jogou também Basquete, pelo Cisne Branco, de José Gonçalves da Silva, o Zéquinha, treinador do MAC e árbitro; após a desativação do time, ainda jogou pelo Moto Clube. 1955 - O grupo que estudava no Liceu viu nascer o futsal, trazido pelo professor de Física, Pedro Lopes dos Santos, que fundou o Próton, formado inicialmente por Chico Tetê, Ernani Coutinho, Nonato Cassas, e Rogério Baima. Nessa época, aqueles que se descobriam que não podiam jogar futebol de campo, iam para a quadra, jogar salão. Logo, surgiram outras equipes. Os irmãos Ferdinand (Ferdic) Carvalho e Constâncio Carvalho Neto fundaram a Sociedade Esportiva Sparta; além dos dois, jogavam ainda Nilson, os irmãos Bira e Juca Abreu, Airton, Paulinho, Nervalzinho, Paru (Miguel Arcanjo Vale dos Santos), Milson Cordeiro, Ruibasco (Ribasco), Inésio e Roberto Babão. Mais grupos foram surgindo, como o Saturno (de Samuel Goberl, Zequinha Goulart, e Heitor Heluy), e Nilson passou a jogar nele, ao lado de César Bragança, Januário Almeida, Márcio Viana Pereira, Hamilton, tendo como técnico o Capitão Medeiros. 1962 - com 22 anos vai para o interior, mas continua a jogar pelas cidades por onde passou, nas AABBs – passou para o Banco do Brasil -, abandonando o esporte aos 27 anos – por contusão no joelho. VAZ, 2013, FUTSAL, obra citada. 50 JOACY FONSECA GOMES - nascido em Cururupu em 12 de junho de 1938. Em 1953, então com 15 anos, veio para São Luís, onde fez o ginásio e o científico no Liceu Maranhense, destacando-se no futebol, indo jogar no Flamengo do Monte Castelo. 1958 - estava disputando o campeonato de Futebol de Salão, em uma competição organizada pela Liga que havia sido fundada por João Rosa Filho e o jornalista Jaffé Mendes Nunes; jogava pelo T8 (Tê Oito). Os clubes de futsal que se destacam eram: Spartakus (Nilson Santiago, Ribarco e Paru); Graça Aranha (Albino Travincas, Canhoteiro, Wallace e Jafer); Santelmo (Cleon Furtado, Poé, Mozart, Biné, Murilo Gago); Rio Negro; Vitex (Enemêr, Luis Portela, Walber, e Vavá); Drible (dos irmãos Saldanha, Zé Augusto Lamar, Manteiga, Mota); SAELTIPA (a companhia de água); e América; depois, vieram Próton, Saturno, Cometas, Flamengo do Monte Castelo. Os jogos eram disputados nas quadras do Lítero e do Casino. Jogando pelo Liceu, Manga foi campeão nas Olimpíadas Estudantis. Havia uma rivalidade muito grande entre as equipes de futebol de campo do Liceu (Joacy, Nilson, Carlos Alberto, Itamar, Guilherme Saldanha, Paciência, Alexandre) e a Escola Técnica (Gogoba, Alípio, Alencar, Chamorro, Canhoteiro); no Salão, o duelo ficava por conta do Liceu (Marinaldo, Guilherme Saldanha, Josenil Souza, e Jacy) e Atheneu (Mota e companheiros); havia o


grupo do Colégio São Luís (Biné, Chedão, Jaime Tavares) e dos Maristas (Garrincha, e os irmãos Nonato e Cury Baldez). BIGUA, Edivaldo Pereira; BIGUÁ, Tânia. Onde anda você ? Joacy Fonseca Gama. O ESTADO DO MARANHÃO, São Luís, 10 de abril de 2000, 2ª feira, p. 4. Caderno Esporte. VAZ, 2013, FUTSAL, obra citada. 51 BUZAR, Benedito. POLITIQUEIROS, POLITICALHA; POLITIQUICE, POLITICAGEM, POLÍTICA DO MARANHÃO. São Luís: SIOGE, 1989, p. 106. 52José Reinaldo Carneiro Tavares (São Luís, 19 de março de 1939) é um engenheiro civil e político brasileiro, filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB). Foi governador do Maranhão, de 2002 a 2006, e Ministro dos Transportes do Brasil, de 1986 a 1990, no governo do presidente José Sarney. Graduado em Engenharia civil na Universidade Federal do Ceará, foi diretor do Departamento de Estradas e Rodagem (DER-MA), Superintendente da Novacap, Secretário de Viação e Obras do Distrito Federal, diretor-presidente do Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS), superintendente da Sudene, superintendente de Desenvolvimento do Nordeste, ministro dos Transportes (1986 a 1990), deputado federal de 1990 a 1994, secretário de Infra-Estrutura do estado do Maranhão, vicegovernador do Maranhão (1995-1998) e governador do Maranhão. Como engenheiro, José Reinaldo Tavares foi responsável pela construção das pontes José Sarney, que liga o centro histórico de São Luís ao bairro do São Francisco; e Costa e Silva, que liga o centro de Brasília ao Lago Sul. Foi ainda o responsável pela construção do Parque da Cidade de Brasília, antigo Parque Rogério Pitton Farias, onde fica a piscina de ondas de Brasília, o cartódromo e a sede da Policia Civil daquela capital. Participou ainda da construção das principais estradas que hoje são utilizadas no estado do Maranhão. José Reinaldo foi reeleito em 2002 para o governo do Maranhão, após seis meses depois de sua posse, quando Roseana Sarney renunciou o mandato pra disputar a presidência, mas por conta do Escândalo da Lunus, desistiu da presidência e se candidatou ao senado, que foi eleita, com o apoio do ex-presidente da República e atual senador pelo estado do Amapá, José Sarney, dando assim continuidade ao movimento denominado "Maranhão no caminho certo", em que todos os governadores eleitos do Maranhão, desde 31 de janeiro de 1966, tinham a indicação e apoio do expresidente. Entretanto, por desavenças entre a sua esposa, na época, Alexandra Tavares, com a senadora Roseana Sarney, houve uma ruptura de José Reinaldo


com o grupo liderado por José Sarney, em maio de 2004. Em janeiro de 2006, anunciou o divórcio com Alexandra Tavares. Com o intuito de derrotar a família Sarney, José Reinaldo uniu-se a diversas forças oposicionistas do Maranhão em torno da candidatura de Jackson Lago, que venceu as eleições no segundo turno em 2006, e o sucedeu no Governo do Estado. Em 17 de maio de 2007, o exgovernador foi preso pela Polícia Federal, juntamente com mais 42 outras personalidades, durante a Operação Navalha de combate à corupção, mas foi solto duas semanas depois. Em 26 de fevereiro de 2010, Tavares ganhou causa na 1ª Câmara Cível do TJ contra o secretário de Saúde do Maranhão, Ricardo Murad, e de seu sócio e jornalista Hostílio Caio Pereira da Costa, que entre 2005 a 2006, escreveram em matérias do extinto jornal Veja Agora (que circulou em São Luís entre junho de 2005 a janeiro de 2007), matérias e caricaturas que violam a privacidade do então governador, a esposa e as três filhas (umas das filhas, de 6 anos, que brigou na escola, teve a notícia publicada). Murad e Costa terão de pagar R$ 16,8 mil, acrescidos de juros de 1% ao mês, ao ex-governador por publicações de textos ofensivos à sua honra no extinto jornal. Nas eleições de 2010 concorreu pelo PSB a uma das duas vagas senador, alcançando o 3o.lugar, com 13,99% dos votos. http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Reinaldo_Tavares 53 DURANS, Patrícia Raquel Lobato. OS NOVOS ATENIENSES E O IMAGINÁRIO DE DECADÊNCIA: as representações em Missas negras, de Inácio Xavier de Carvalho. São Luis, 2009. Monografia apresentada ao Curso de Especialização em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira da Universidade Federal do Maranhão para obtenção do título de Especialista em Língua Portuguesa e Literatura Brasileira. Orientadora: Prof. Dra. Maria Rita Santos. Disponível em http://www.geia.org.br/pdf/Monografia_Patr%C3%ADcia_Normalizada.pdf. DURANS, Patrícia Raquel Lobato. A LITERATURA MARANHENSE NA HISTORIOGRAFIA LOCAL: representações e contradições. In LITTERA ON LINE, Número 05 – 2012, Departamento de Letras | Universidade Federal do Maranhão, disponível em file:///C:/Users/Leopoldo/Downloads/1270-4439-1PB%20(1).pdf . 54 MOISÉS, Massaud. DICIONÁRIO DE TERMOS LITERÁRIOS. São Paulo: Cultrix, 2004, citado por DURANS, 2012 55 BRANDÃO, Frederico. Lembrando Mario. In XVII JOGOS AMIGOS, Revista, São Luis, ano IX, 15/12/2007, contra-capa.


56 Mauro de Alencar Fecury, (Rio Branco, Acre, 13 de janeiro de 1941) é empresário e político brasileiro, com base no Estado do Maranhão. É proprietário das instituições de ensino Uniceuma no Maranhão da Unieuro no Distrito Federal e Faculdade Metropolitana da Amazônia em Belém. Já pertenceu a ARENA, PDS, PTB, PFL e atualmente encontra-se no PMDB. É pai do deputado federal pelo Maranhão, Clóvis Fecury. Formado em Engenharia Civil pela UFRJ, foi presidente da Novacap, empresa pública do Distrito Federal. Foi prefeito indicado de São Luís em duas oportunidades, entre 1979 a 1980 e 1983 a 1985. Candidatouse e foi eleito deputado estadual em 1982, mas depois ser indicado novamente prefeito de São Luís em 1983, renunciou ao mandato anterior, até 1985. Em 1986, candidata-se a deputado federal obtendo a suplência. Assume o mandato algumas vezes entre 1987 a 1991. Candidata-se novamente em 1990 e novamente alcança a suplência, sendo efetivado em janeiro de 1993. É eleito em 1994 e reeleito em 1998 a este cargo. Em 2002, Roseana Sarney é eleita senadora e Fecury é o 1º suplente. Ocupou o mandato temporariamente por 120 dias, de julho a dezembro de 2005.Assumiu o mandato em definitivo em 12 de maio de 2009, após a renuncia de Roseana Sarney, que assumiu o governo do Maranhão, em 17 de abril do mesmo ano. Em 2010, não se candidatou ao senado e terminou mandato em 1º de fevereiro de 2011. http://pt.wikipedia.org/wiki/Mauro_Fecury 57

BUZAR, Benedito. GOVERNADORES CARNAVALESCOS. In O ESTADO DO MARANHÃO, São Luis, 15 de fevereiro de 2015, Caderno Alternativo, Coluna Roda Viva, p. 6. 58 DEAN, Jock. PRIMEIRA ESCOLA SECUNDÁRIA PÚBLICA DO MARANHÃO AINDA É REFERENCIA. In O ESTADO DO MARANHÃO, São Luis, 12 de abril de 2015, Caderno Cidades, p. 1-2. 59 BENEDITO BUZAR - Nasceu em Itapecuru-Mirim, a 17 de fevereiro de 1938. Jornalista, advogado, professor, pesquisador. Fez o primário em Itapecuru, no Grupo Escolar Gomes de Sousa, o curso secundário no Colégio dos Maristas e no Liceu Maranhense e o superior na Faculdade de Direito de São Luis, pela qual se bacharelou em Ciências Jurídicas e Sociais. Escreveu nos jornais O Imparcial, O Jornal, Jornal do Dia e O Debate. Atualmente colabora em O Estado do Maranhão, na qualidade de cronista. Na mídia eletrônica, produziu e apresentou o programa de entrevistas Maré Alta, veiculado pela TV Ribamar. Deputado à Assembleia Legislativa do Maranhão teve seu mandato cassado em abril de 1964, mandato esse que lhe foi devolvido simbolicamente pelo Parlamento


estadual em maio de 2013. Professor titular de Ciência Política, do Curso de Administração Pública da Federação das Escolas Superiores do Maranhão e da Universidade Estadual do Maranhão; membro e presidente do Conselho Estadual de Cultura; chefe da Divisão de Assuntos Internos e de Gabinete da Superintendência de Desenvolvimento do Estado do Maranhão; subchefe do Departamento de Estudos Jurídicos e Sociais da Escola de Administração Pública da UEMA; assessor de Comunicação Social da Federação das Indústrias do Estado do Maranhão, Senai e Sesi; advogado do Escritório Técnico de Administração Municipal; secretário de Educação e Ação Comunitária de São Luis; chefe de Gabinete da Prefeitura de São Luis; diretor-presidente da Empresa Maranhense de Turismo; secretário de Estado da Cultura do Estado do Maranhão; coordenador-geral da Secretaria da Cultura; diretor-presidente do Serviço de Imprensa e Obras Gráficas do Estado; assessor do Sebrae; gerente de Desenvolvimento Regional de Itapecuru-Mirim; membro do Conselho da Empresa de Telecomunicações do Maranhão; membro do Conselho Universitário da Universidade Federal do Maranhão e do Conselho Administrativo da Fundação Cultural do Maranhão, membro efetivo e atual presidente da Academia Maranhense de Letras, presidente do Conselho Curador da Fundação da Memória Republicana Brasileira. Livros publicados: A greve de 51. São Luis - 1983; Fiema: vinte anos de lutas e vitórias. São Luis - 1988; 50 anos do Banco do Estado do Maranhão. São Luis - 1989; Politiqueiros, politicalha, politiquice, politicagem, política do Maranhão - 1989; 100 anos de telefonia no Maranhão. São Luis - 1991; O vitorinismo: lutas políticas no Maranhão. São Luis 1998; Neiva Moreira: o jornalista do povo. São Luis - 1997; 50 anos da greve de 51. São Luis - 2001; Vitorinistas e Oposicionistas. São Luis - 2001; No tempo de Abdala era assim. São Luis – 2011, O dia a dia da história de Itapecuru-Mirim. São Luis – 2013. Condecorações recebidas: Medalha do Mérito Timbira, Medalha do Mérito Cultural João Lisboa, Medalha de Grande Oficial da Ordem dos Timbiras, Ordem do Mérito Judiciário do Tribunal de Justiça do Maranhão, Medalha de Professor Emérito da Universidade Estadual do Maranhão, Medalha de Comendador do IV Centenário de São Luis, Medalha do Mérito Militar, Medalha Simão Estácio da Silveira da Câmara Municipal de São Luis, Medalha do Mérito Mauá do Ministério dos Transportes, Medalha Comemorativa do Bicentenário de Nascimento de Odorico Mendes, Medalha La Ravardière da Prefeitura de São Luis, Medalha do 4º Centenário de São Luis, da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão. Membro da Academia Maranhense de Letras, onde ocupa a cadeira de número 13. Atualmente é o


presidente da Instituição. É também fundador e presidente da Academia Itapecuruense de Ciências, Letras e Artes. 60 Cláudio refere-se aos JOGOS DOS AMIGOS’ realizado todos os anos pelo por Mauro Fecury nas dependências do UniCEUMA, agora. 61 Trata-se dos Harlen Globetrotters, equipe de basquetebol profissional americana. Ganhou a alcunha de time de basquete mais famoso do mundo, por fazer de suas partidas uma mistura de entretenimento e habilidades performáticas. A equipe viaja o mundo fazendo a alegria das pessoas por onde passam. Foi construído na época de 1927, por Abe Saperstein, tendo por base três jogadores da equipe semi-profissional Savoy Five, da cidade de Chicago, orientada por aquele treinador e que se tinha dissolvido nesse mesmo ano. A equipe encetou uma digressão pelos Estados Unidos da América, realizando jogos de exibição. Mais tarde, esta equipe tornou-se mundialmente famosa, tanto pela habilidade dos seus jogadores, como pelas suas brincadeiras. Adotou uma versão da música Sweet Georgia Brown para a sua apresentação, com enorme sucesso. Realizou dois filmes de grande-metragem. Os Globetrotters efetuaram a sua primeira volta ao mundo em 1952. Esta equipe teve nas suas fileiras numerosos jogadores negros, sendo os mais famosos: Wilt Chamberlain, Gosse Tatum, Marques Haynes, Harrison e Lemon. O seu uniforme consiste em camisas azuis com estrelas vermelhas e brancas e calções listrados, nas cores vermelho e branco. Os Globetrotters também tiveram seu próprio desenho. http://pt.wikipedia.org/wiki/Harlem_Globetrotters 62

Seu Diretor, Luiz de Moraes Rego, sempre cuidou do esporte. Incentivava a prática de jogos, organizava clubes e embaixadas esportivas, que muitas das vezes saiam de São Luís a fim de fazer grandes apresentações em outras plagas vizinhas. Graças à disposição do Professor Luiz Rego, o Colégio de São Luiz formou destacados valores do nosso esporte, dentre os quais podem ser citados Rubem Goulart, José Rosa, José Gonçalves da Silva, Luiz Gonzaga Braga, Valber Pinho, Celso Cantanhede, Americano, Sales, David, Ataliba, Tent. Paiva, Rui Moreira Lima, e muitos outros. Inclusive Dimas, que foi aluno, e depois, professor do Colégio de São Luiz LUIZ DE MORAES RÊGO - natural do Maranhão, onde nasceu em 28 de outubro de 1906, filho de João Maia de Moraes Rego e Custódia Veloso de Moraes Rego, à rua da Palma, 14, tendo aprendido as primeiras letras na Escola Modelo Benedito Leite. - Futebol para Luiz Rego começou muito cedo; ele fazia parte das


peladas da Praça Antônio Lobo, em companhia de Antônio Frazão, José Ramos, Júlio Pinto, Marcelino Conceição, Totó Passos, Fernando Viana, e outros. Jogava na ponta canhota e muitos candieiros de gás andou quebrando com seus violentos petardos. 1920 - Luiz Rego nunca se esqueceu daqueles tempos de peladas, lembrando que os treinos aconteciam no corredor de um sobradão da Rua da Cruz, entre a rua do Alecrim e Santo Antônio, sob a luz de uma lamparina, às 4 horas da madrugada. Nessa época, tinha 14 anos de idade. 1921/2 (?) - Na Escola Normal, jogava no Espartaco, um clube formado exclusivamente por alunos daquele estabelecimento de ensino; seus colegas eram Oldir, Valdir Vinhaes, Carlos Costa, José Costa, José Ribamar Castro, Jaime Guterres, Peri Costa, e outros. E como adversário do Espartaco apareceu logo depois o "João Rego", clube formado por Antônio Lopes, que contava com Frazão, Penaforte, Aragão, Clodomir Oliveira e Luiz Aranha. Quando passou para a Escola de Farmácia, mudou para o time dessa escola, formando com Milton Paraíso, Chareta e Frazão. 1924 - Luís Rêgo iniciou-se no magistério em 1924, aos 17 anos de idade. 1926 - fundador, em 1926, junto com Mata Roma do Centro Caixeiral, da Escola Técnica do Comércio do Maranhão; 1927 –terminou a Escola de Farmácia, o endiabrado crack passou a ser o respeitado Professor Luiz Rego. 1928 - nomeado professor normalista; 1932 - no Governo Serôa da Mota, quando é criada a Escola Normal, passa a ser seu diretor; Foi diretor da Escola Normal entre 1932 e 1936, tendo sido dono da parte da educação no Governo Paulo Ramos (Diretor de Instrução Pública). Cargo que também exerceu no governo Neiva de Santana. 1933 – prestou concurso público de provas e títulos Liceu Maranhense, tendo alcançando a cátedra de Ciências Físicas e Naturais, lá permanecendo até 1950; 1934 - Foi fundador - junto com o Professor Luiz Viana - do Colégio de São Luís, em 8 de setembro. O Colégio estava localizado na Rua Rio Branco, esquina com a Praça Odorico Mendes e depois, em 1937, mudou-se para o sobradão de número 48, onde hoje está a Vila Iná; ao fundar o Colégio de São Luís, já tinha, portanto, 10 anos de experiência no magistério; 1937 - muda-se para o Rio de Janeiro. 1948 - eleito para a Academia Maranhense de Letras. 1950 - ingressa na Escola Técnica Federal do Maranhão, como professor de Física e, depois como técnico em assuntos educacionais, se aposentando em 1976; 1963 - passou a integrar o Conselho Estadual de Educação, quando constituído no Governo Newton Bello, tendo sido reconduzido nos governos Sarney, Pedro Neiva e Nunes Freire, ocupando a presidência por diversas vezes. - No MEC foi, durante muitos anos, Inspetor Regional do Ensino Comercial nos estados do Maranhão e Piauí e, com a extinção do cargo, foi relotado na ETFM como técnico em assuntos


educacionais. - Além desses, deu aulas nos Colégio Rosa Castro, Colégio Santa Teresa, Colégio Arimatéia Cisne e Colégio Gilberto Costa. 1978 - Luiz Rego despediu-se do magistério em 5 de maio. Fonte: REGO, Luis de Moraes. CULTURA E EDUCAÇÃO. São Luís: Sioge, 1980. 63 BRITO, Sebastião Barreto de. A HISTÓRIA DO CLUBE RECREATIVO JAGUAREMA. São Luís: (s.e.), 2000 64 ALVES, José Faustino dos Santos. ENTREVISTAS. JORNALISTA J. ALVES. (José Faustino dos Santos Alves). Entrevista concedida a Leopoldo Gil Dulcio Vaz pelo jornalista J. Alves, realizada no dia 28 de março de 2001, no Departamento Acadêmico de Ciências da Saúde, no Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão, situado à Avenida Getúlio Vargas, n.º 04, Monte Castelo. 65 VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. Judô. In ATLAS DO ESPORTE NO MARANHÃO. São Luis: SEDEL; IHGM, 2013. 66 PAULO LEITE, faleceu às 23:30 hs do dia 1º de março de 2003, no Hospital do Coração Dr. José Murad, sendo sepultado no Cemitério do Gavião às 11:30 h do dia 02. Era filho do Dr. Olivar da Silveira Leite, advogado de renome, já falecido, e da Sra. Marina Fernandes Araújo da Silveira Leite. Casado com a Sra. Margarida Teixeira Leite, deixou três filhos, quatro netas e um bisneto. Seus irmãos e sobrinhos dão continuidade à formação de novos judocas, na “Academia Ação” sob o comando do seu sobrinho Marco Leite, e na “Academia Toca do Samurai” com os seus irmãos Álvaro e Olivar Leite Filho. Além de ser faixa preta de Judô era Engenheiro Civil, foi diretor do 1º distrito do DER-MA, diretor técnico da CODERMA-MA, diretor dos serviços de transporte do D.N.E.R. na cidade de Porto Alegre-Rio Grande do Sul, foi condecorado com a Medalha de Mérito Rodoviário, pelos serviços prestados ao DER-MA e D.N.E.R.-RGS (Condecoração concedida pelo atual Governador José Reinaldo Tavares quando era Ministro dos Transportes). In VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. Judô. In ATLAS DO ESPORTE NO MARANHÃO. São Luis: SEDEL; IHGM, 2013. 67 SANTOS, Mary. EDUCAÇÃO (CRÔNICAS). São Luís: SIOGE, 1988 68 VAZ, Leopoldo Gil Dulcio; VAZ, Delzuite Dantas Brito. OS JOGOS ESCOLARES NO MARANHÃO. In LECTURAS: EDUCACIÓN FÍSICA Y DEPORTES, Revista Digital, Buenos Aires, n. 61, junho de 2003, disponível em www.efdeportes.com. . 69 DECRETO-LEI N. 771, de 23 de agosto de 1943, do governo do Estado do Maranhão, cria o Serviço de Educação Física. 70 DECRETO-LEI N. 4.029, de 19 de janeiro de 1942, institui bolsas de estudos para a Escola Nacional de Educação Física e Desportos;


PORTARIA 357, de 28 de julho de 1943, do Departamento Nacional de Educação, dispõe sobre a concessão de bolsas de estudos instituídas para a Escola Nacional de Educação Física e Desportos 71 PEDRO NEIVA DE SANTANA - médico; professor da Faculdade de Direito de São Luís; Catedrático da Faculdade de Filosofia de São Luís; Membro da Academia Maranhense de Letras, cadeira n. 39, substituindo Pedro Braga Filho; Reitor da Fundação Universidade do Maranhão (1967); Prefeito de São Luís (Interventoria Paulo Ramos 1937-1945); trabalhou no gabinete de identificação e Médico-Legal da Polícia; Secretário de Fazenda do Governo José Sarney (1966-70); Governador do Maranhão (1971-1974). IN NUNES, Patrícia Maria Portela. MEDICINA, PODER E PRODUÇÃO INTELECTUAL. São Luís : UFMA-PROCIN-CS, 2000. 72Alfredo Salim Duailibe era maranhense, formou-se em Medicina pela Faculdade Nacional de Medicina do Rio de Janeiro e foi professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), onde ministrou a disciplina de Embriologia e Histologia para os cursos de Medicina, Odontologia, Farmácia e Enfermagem. Além de professor, Alfredo Duailibe também exerceu os cargos de vice-governador na gestão de Newton Bello, entre os anos de 1961 e 1966; secretário da Educação Física, secretário do Interior e Justiça e Segurança do Maranhão na gestão de Pedro Neiva de Santana, entre os anos de 1971 e 1974; suplente do senador Alexandre Costa, entre os anos 1970 e 1978; deputado federal de 1951 a 1955; e senador pelo Maranhão de 1955 a 1962. 73 EEFEx - criada, por Getulio Vargas, em 19 de outubro de 1933, através do Decreto 23.252 - pela transformação do Centro Militar de Educação Física - com os objetivos de "proporcionar o ensino do método da Educação Física regulamentar" e "orientar e difundir a aplicação do método". Para tanto, formará instrutores e monitores de Educação Física, mestres de armas e monitores de esgrima; proporcionará aos médicos especialização em Educação Física; graduará massagistas esportivos; fornecerá aos oficiais, em geral, os conhecimentos indispensáveis à direção da Educação Física e da esgrima; formará, eventualmente, para fins não militares, instrutores e monitores de Educação Física, recrutados no meio civil; incrementará a prática da Educação Física e dos desportos; estudará as adaptações a serem introduzidas no método, submetendo-as às apreciações do Estado Maior do Exército. Deve-se ressaltar que a EEFEx não é obra da missão militar francesa - ou sequer recebeu sua influência inicialmente -; é obra de estudantes da Escola Militar, sob a


influência da Missão Indígena, que, por sua vez, tem formação segundo a tradição dos "jovens turcos". Os franceses são os fundadores do Centro Militar de Educação Física da Força Pública de São Paulo.in FERREIRA NETO, Amarílio. Escola de Educação Física do Exército (1920-1945): origem e projeto políticopedagógico. In FERREIRA NETO, Amarílio (org.). PESQUISA HISTÓRICA NA EDUCAÇÃO FÍSICA. Aracruz-ES : Faculdade de Ciências Humanas de Aracruz, 1988, vol. 3, p. 69-95. 74 VAZ e VAZ, 2003, obra citada “Os Jogos Escolares no Maranhão”. 75 BEZERRA, 2001, Entrevista 76 LAURA VASCONCELOS, médica pediatra, mulher de Carlos Vasconcelos; trabalhava junto com este no Serviço de Educação Física. 77 ARAÚJO, Antonio Maria Zacharias Bezerra. ENTREVISTAS. Entrevista no. 1. Prof. ANTONIO MARIA ZACHARIAS BEZERRA DE ARAÚJO (DIMAS). Entrevistadores: Leopoldo Gil Dulcio Vaz e Denise Martins de Araújo. Entrevista realizada dia 04 de fevereiro de 2001, na Escola de Natação Viva Água, localizada à rua das Gaivotas, quadra 2, lote 1, Conjunto Renascença II, na cidade de São Luís – Estado do Maranhão. Utilizou-se um gravador mini cassete de marca Panasonic, modelo. RQ-L10. In VAZ, ARAÚJO, 2014, obra citada “Querido Professor Dimas”. 78 VAZ ; VAZ, 2003, obra citada “Os Jogos Escolares no Maranhão”. 79 MENDONÇA, José Geraldo Menezes de. ENTREVISTA. Entrevista concedida a Leopoldo Gil Dulcio Vaz pelo Prof. José Geraldo Menezes de Mendonça, realizada no dia 09/10/2001com inicio às 9h e 40min, entrevista realizada no Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão (CEFET-MA, hoje IF-MA), no Departamento Acadêmico de Ciências da Saúde. 80 RINALDI LASSALVIA LAULETA MAIA, nascido São Luís do Maranhão no dia 05 de fevereiro de 1914, filho de Vicente de Deus Saraiva Maia e de Júlia Lauleta Maia; iniciou sua carreira esportiva como crack de futebol, no América - clube formado por garotos do 2º ano do ginásio, e que praticava o "futebol com os pés descalços". Em 1939, o jovem atleta já era jogador do Liceu Maranhense, sagrando-se bicampeão estudantil invicto, nos anos de 1941 e 1942. Apesar de jogar no Liceu, Rinaldi figurava em quadros da 1ª divisão da Federação Maranhense de Desportos - FMD -, primeiramente no Vera Cruz (o clube que nunca perdeu no primeiro tempo...), onde fez "misérias" ao lado de Sarapó, Jenipapo, Cícero, Sales, etc. Depois, figurou na equipe do Sampaio Corrêa. No "Bolívia", Rinaldi foi elemento destacado, muito embora jogasse ao lado de um Domingão. Foi considerado "O Menino de Ouro" da "Bolívia". Em 1941, Rinaldi começa a praticar o Basquetebol, tendo ao lado Gontran Brenha e Eurípedes


Chaves e outros, defendendo as cores do Vera Cruz. Nessa época, não havia campeonatos de bola ao cesto, contudo, era público e notório que o Vera Cruz era o campeão da cidade. O grêmio do saudoso Gontran apenas tinha como adversário perigoso o quadro do "Oito de Maio". Nas disputas de Vôlei levava sempre a pior, porém, vencia todos os encontros de bola ao cesto. O Vera Cruz era um campeão autêntico... O melhor ano do esporte para Rinaldi foi 1942. Nessa temporada o jovem atleta conquistou nada menos de três títulos sugestivos: campeão invicto de futebol pelo Sampaio Corrêa; campeão invicto de futebol, pelo Liceu Maranhense; e campeão de basquetebol, pelo Vera Cruz. Em 1943, coberto de louros, Rinaldi embarcou para o Rio de Janeiro, a fim de cursar a Escola Nacional de Educação Física. Na Cidade Maravilhosa, o filho de Vicente de Deus Saraiva Maia conseguiu seu objetivo, formando-se como Professor de Educação Física. Voltou a São Luís em 1945. Muita gente julgou que Rinaldi ainda fosse um crack da esfera. Contudo, mero engano! O jovem atleta apenas apareceu em campo, no dia de seu desembarque, para satisfazer o pedido de amigos, mas fez ver que havia abandonado o futebol em definitivo. Seu esporte predileto passa a ser a bola ao cesto. Em 1946, Rinaldi figurava na equipe de basquetebol do Moto, sagrando-se campeão do "Torneio Moto Clube". Quando da visita do "five" rubro-negro a Belém, Rinaldi teve oportunidade de brilhar na capital guajarina e colaborou naquela magnífica campanha dos motenses. Em 1947, Rinaldi tomou outra decisão. Deixou o Moto Clube e tratou de reorganizar o Vera Cruz, seu antigo clube. O seu sonho foi realizado, uma vez que o Vera reapareceu e hoje figura na liderança do campeonato de basquetebol da cidade. E Rinaldi é figura destacada no grêmio cruzmaltense. Atua na guarda, onde se vem destacando, juntamente com o professor Luiz Braga, outra grande figura do basquete maranhense. Cabe ressaltar que o Vera Cruz foi campeão naquele ano. (O ESPORTE, São Luís, 25 de outubro de 1947, p. 2.). 81 ODINÉIA 82 CLARICE LEMOS 83 MARIA JOSÉ 84 ILDENÊ MENEZES 85 DINORAH PACHECO 86 CELESTE PACHECO 87GRAÇA HELUY - foi professora do Colégio Santa Teresa e da Divisão de Educação Física do Município de São Luís; em 1980, junto com Celeste Muniz, abriu a Academia de Ginástica São Francisco - uma das primeiras do Estado, e hoje, sob


a direção de sua filha, Carolina, também professora de Educação Física -. Ainda adolescente, envolveu-se com o esporte, o Voleibol em especial; fez o Curso Normal, no Instituto de Educação, onde teve como professoras Ildenê Menezes e Celeste Muniz; participou dos Jogos da Primavera, disputados no Casino Maranhense (décadas de 50/60); quando terminou a Escola Normal, foi para Pernambuco, fazer o Curso de Suficiência em Educação Física, na Escola Superior do Recife; na volta, assumiu o lugar de Mary Santos, como professora de Educação Física do Santa Teresa; na primeira participação do Maranhão nos JEB's, Graça, junto com o Coronel Alves, dirigiu a seleção de voleibol feminino; criou os Jogos Interclasses do Santa Teresa; implantou outras modalidades , criando escolinhas, quando assumiu a Coordenação de Educação Física e Esportes do colégio; paralelamente, trabalhava na Divisão de Educação Física do Município, como professora, chegando a assumir a direção daquela Divisão; criou os Jogos Infantis do Município, com a participação, inclusive, de escolas da zona rural. Em abril de 1980, afastou-se do Santa Teresa e do Município, dedicando-se apenas à sua academia de ginástica, desde então. In BIGUÁ, Edivaldo Pereira; BIGUÁ, Tânia. Onde anda você. Professora Graça Helluy. O ESTADO DO MARANHÃO, São Luís, 07 de dezembro de 1998, Segunda-feira, p. 4. Esportes. 88 LUIS ARANHA – foi Secretário do Liceu Maranhense, grande incentivador da educação física e esportes. 89 RUI GUTERRES – professor de educação física 90 CECILIA MOREIRA – professora de Educação Física da UFMA; foi Secretária de Estado de Desportos e Lazer 91 CELSO BALATA CAVAGNAC, em 1969, já era professor de natação da Escola Técnica Federal do Maranhão - hoje, IF-MA -, por onde se aposentou; morou em Imperatriz, onde exercia comércio; já falecido. 92 VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. HANDEBOL NO MARANHÃO. In BLOG DO LEOPOLDO VAZ. http://www.blogsoestado.com/leopoldovaz/2013/08/27/handebol-nomaranhao-novos-achados/; ver também ATLAS DO HANDEBOL NO MARANHÃO, disponível em http://www.blogsoestado.com/leopoldovaz/2013/06/17/atlasdo-esporte-no-maranhao-handebol-2/ ; disponível em http://www.blogsoestado.com/leopoldovaz/ 93 JAFFE MENDES NUNES trabalhou como Professor de Educação Física na então ETFM, onde era funcionário; radiaista, foi um dos grandes incentivadores do Futebol de Salão (Futsal).


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FRANÇA – professor de voleibol da ETFM – hoje IF-MA -; ex-aluno, foi um dos destaques do esporte estudantil nos anos 60; na década de 70 atuou como professor de Voleibol. 95 ELDIR CAMPOS CARVALHO – professor de educação física, ex-oficial do Exército, foi coordenador de educação física do IF-MA por muitos anos. 96JUAREZ ALVES DE SOUSA – ex-sargento de educação física do Exército Brasileiro; ao se reformar, passou para o quadro de professores do IF-MA; onde foi técnico de Atletismo e Handebol; aposentado. 97 LAÉRCIO ELIAS PEREIRA: Doutor em Educação Física; Professor da Universidade Católica de Brasília, onde dirige o Laboratório de Informação e Multimídia em EF-LIMEFE; Coordenador do Projeto Centro Esportivo Virtual Unicamp/UCB; em suas próprias palavras, nascido há mais de meio século (11 de outubro de 1948) em São Caetano do Sul - SP, onde se formou e trabalhou como metalúrgico como quase todo mundo lá; veio para a vida a passeio - e não em viagem de negócios. Cursou Educação Física na USP [Faculdade de Educação Física da Universidade de São Paulo - FEF/USP], depois de um vestibular em Sociologia. Passou por várias universidades (São Caetano, Maranhão, Paraíba, Mossoró, Minas Gerais) e foi assessor da SEED-MEC. Atualmente é professor da Universidade Católica de Brasília, onde dirige o Laboratório de Informação e Multimídia em EF-LIMEFE, é pesquisador associado da Escola do Futuro - USP, coordena o Centro Esportivo Virtual no NIB-Unicamp e é Coordenador de Projetos Especiais da ESEF de Muzambinho ESEF. Gostou de ter escrito a "Parábola da Aula Final", ter sido secretário da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência - SEC/MA e presidente do Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte - CBCE. Fez doutorado na UNICAMP (a tese foi o CEV), é membro do Conselho Federal de Educação Física e goleiro de futebol de salão do Antigamente Futebol Clube há 30 anos. Para saber mais, acesse http://www.cev.org.br/grcev/laercio. 98 Refere-se à Simey Ribeiro Billo, maranhense - inclusive tinha sido Miss Maranhão anteriormente -, professora de Educação Física.


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CARLOS ALBERTO FERREIRA ALVES – militar, Voleibol. Nasceu em 1928. Em 1945, jogava Basquetebol pelo Liceu Maranhense. Conhecido, nos meios esportivos do Maranhão, como Tenente Alves, por toda uma geração de esportistas, de Basquetebol, de Voleibol, e de alunos de vários cursos de Educação Física que ministrou. 1946 - jogava pelo Moto Clube de São Luís. Cursou a Escola preparatória de Cadetes, em Fortaleza, por onde jogava Basquetebol e Futebol de Salão; foi para a Academia Militar das Agulhas Negras e lá também se destacou no Basquetebol. 1953 estava de volta ao Rio de Janeiro, como 2º Tenente; 1955 retorna à São Luís, formando ao lado de Rubem Goulart, Rinaldi Maia, Carlos Vasconcelos e Ronald Carvalho um dos melhores times de Basquetebol do Maranhão; foi um dos fundadores da Federação Maranhense; foi presidente da Federação Maranhense de Desportos - FMD; 1968 - administrador do Ginásio Costa Rodrigues, a convite do Secretário de Educação, Cabral Marques; o então Major Alves deva aulas de Basquetebol, Handebol, Voleibol, ao lado de Dimas, Rinaldi Maia e Vanilde Leão. Foi Diretor de Esportes do SESC até 1972, ano em que foi técnico de Voleibol - masculino e feminino - e Basquetebol - masculino - da seleção que participou dos JEB's de Maceió - na primeira participação do Maranhão. Fonte: BIGUÁ, Tânia; BIGUÁ, Edivaldo Pereira. Onde anda você ? Alves - atleta e técnico. O ESTADO DO MARANHÃO, São Luís, 17 de novembro de 1997, Segunda-feira, p. 4. Caderno de Esportes. 100 Lino Castellani Filho é docente da Faculdade de Educação Física da Unicamp; pesquisador-líder do “Observatório do Esporte” – Observatório de Políticas de Educação Física, Esporte e Lazer – CNPq/Unicamp e coordenador do Grupo de Trabalho Temático “Políticas Públicas” – CBCE. Foi presidente do Colégio Brasileiro de Ciências do Esporte, CBCE (1999/01 – 2001/03); secretário nacional de Desenvolvimento do Esporte e do Lazer – SNDEL, do Ministério do Esporte (2003/06). Autor e coautor de vários livros. Foi professor da UFMA 101 CASTELLANI FILHO, Lino. DJALMA SANTOS 8.0… NÓS JOGAMOS COM ELE! em http://www.universidadedofutebol.com.br/Jornal/Colunas. publicado em BLOG DO LEOPOLDO VAZ, disponível em in http://www.blogsoestado.com/leopoldovaz/?s=djalma+santos 102

MARCÃO, como é conhecido MARCOS ANTONIO DA SILVA GONÇALVES embora não tenha concluído seu curso de Educação Física, na EEF/USP, foi trazido pelo Laércio devido à sua experiência como administrador esportivo -


função que exercia no SESI de Santo André, em São Paulo; atleta excepcional, era da mesma turma do Laércio, e teve importância muito grande na organização dos primeiros Jogos Escolares. Após um período em São Luís - cerca de cinco anos -, retornou para São Paulo, andou pela África, e atualmente, mora em São Luís, onde é vice-presidente e secretário da Federação de Desportos Escolares, recém fundada. 103 BIGUÁ, como é conhecido EDIVALDO PEREIRA - foi um dos atletas trazidos para jogar Handebol pelo Maranhão; trabalhou como técnico, como professor de educação física, jogador de futebol de salão, de voleibol; jornalista ... casado com Tânia, atleta de voleibol, hoje, professora de Educação Física e Jornalista, mantêm uma coluna em jornal local, onde traçam as memórias do esporte maranhense. 104 VICHÉ, como é conhecido VICENTE CALDERONI NETO - outro atleta trazido à época para jogar pelo Maranhão. Trabalhou como técnico de Handebol e professor de educação física. Formou-se em Educação Física pela UFMA. Casado com Fátima Calderoni, sua ex-atleta, hoje, médica, uma das lendas do handebol feminino do Maranhão. 105 DEPOIMENTO ENVIADO ATRAVÉS DE CORREIO ELETRÔNICO. De: Laércio Para: Leopoldo Assunto: respostas do questionário do Dimas Brasília, 28 de fevereiro de 2001. 106 DOMINGOS FRAGA SALGADO foi um professor de Educação Física da UFMA; trabalhou no MEC, na África. Seu genro, Enzo Ferraz, médico ortopedista, atua em Medicina Esportiva, no Maranhão. 107 Horácio – um dos ‘paulista’, trazidos pelo Laércio, na época (75/76) para implantar as escolinhas de esportes da época de Claudio Vaz; pçermamneceu dois ou três anos em São Luis. 108 DEMOSTHENES MONTOVANI foi professor de judô, da UFMA; aposentado. 109 NÁDIA COSTA foi professora da UFMA, mulher do Laércio Elias Pereira (hoje, estão separados); atualmente, mora na França, onde se dedica a criar cabras e a fabricar queijos, e trabalha com Biodança. 110 JORELZA MANTOVANI era casada com Demósthenes Mantovani, à época. Voltou para sua cidade natal, Ponta Grossa, no Paraná. 111 SIDNEY FORGHIERI ZIMBRES, professor de educação física na UFMA, hoje aposentado; foi um dos fundadores do Curso de Educação Física. Ver dados biográficos nos anexos, entrevista


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LINO CASTELLANI FILHO, doutor em educação física, hoje é professor da FEF/UNICAMP; sua tese de mestrado, em Educação - PUC-SP - sobre a história da educação física, tornou-se um marco de referência para os estudos da educação física no Brasil. Lino era técnico em assuntos educacionais na UFMA, ligado ao Departamento de Assuntos Culturais, e dava aulas no curso de Educação Física. Quando saiu para o Mestrado, após a volta, foi impedido de dar aulas, o que ocasionou sua saída da UFMA, sendo contratado pela Unicamp. Ver dados biográficos nos anexos – Entrevistas 113 JOSÉ CARLOS CONTI 114 ZARTÚ GIGLIO CAVALCANTE, professor de Voleibol, Doutor 115 PASCHOAL BERNARDO – professor de educação física da UFMA 116 ZIMBRES, Sidney Forguieri. ENTREVISTA realizada com o professor Sidney Forghieri Zimbres, na residência do entrevistador, à Rua Titânia n.º 88, Recanto dos Vinhais, no dia 24 de março de 2001, iniciando às 8:30 horas. 117 CARLOS ALBERTO PINHEIRO BARROS economista, dirigiu a Coordenação de Educação Física e Desportos, depois Departamento de Educação Física, Esportes e Recreação, em substituição à Cláudio Vaz. 118 GONÇALVES, Marco Antonio da Silva. ENTREVISTA com o professor, Marcos Antônio da Silva Gonçalves, realizada no Estádio Nhozinho Santos, 09:35. 2001 119 ENTREVISTA com Edivaldo Pereira Biguá, realizada na Sede da Federação Maranhense de Voleibol, no Ginásio Costa Rodrigues, no dia 04 de julho de 2001 com inicio às 10:07hs. 120 LISTER CARVALHO BRANCO LEÃO, professor de Educação Física do CEMA/TVE, do Município e da FUNDEL, onde coordena o setor de esportes; atuou por muitos anos no handebol, e ultimamente, vem atuando com o Futebol de Bairros, organizando os campeonatos da fundação do Município; foi coordenador de desportos da SEDEL. 121 ÁLVARO PERDIGÃO, ex-atleta de Handebol, passou a atuar como técnico, função que exerce até hoje, tanto no Estado como no Município e em diversas escolas particulares. 122 MANGUEIRÃO, como é conhecido JOSÉ HENRIQUE AZEVEDO, ex-atleta de Handebol, passou a atuar como técnico, função que exerce até hoje, tendo conquistado vários títulos, tanto nos JEM's, como técnico da seleção estadual. 123 ENTREVISTA realizada com o professor Doutor Lino Castellani Filho, realizada no dia 06 de abril de 2001, inicio às 18:06 horas, hotel Ouro Verde, em Maringá, Paraná.


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ENTREVISTA REALIZADA NO DIA 27/06/2001. LOCAL: CENTRO FEDERAL TECNOLOGICO - CEFET, NO PÁTIO ESPORTIVO COM O PROFESSOR ALDEMIR CARVALHO DE MESQUITA. 125 LEI NO. 3.489, de 10 de abril de 1974. Cria a Escola Superior de Educação Física do Estado do Maranhão e dá outras providências. DIÁRIO OFICIAL, São Luís, Sexta-feira, 10 de maio de 1974, ano LXVII, no. 88, p. 1 126 LEI NO. 3.489, de 10 de abril de 1974. Cria a Escola Superior de Educação Física do Estado do Maranhão e dá outras providências. DIÁRIO OFICIAL, São Luís, Sexta-feira, 10 de maio de 1974, ano LXVII, no. 88, p. 1 127 VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. MEMÓRIA ORAL DOS ESPORTES, DA EDUCAÇÃO FÍSICA E DO LAZER MARANHENSE - 1940/1990. 2009. Volume III da Coleção Memória(s) do Esporte, Lazer, e Educação Física - Apontamentos para sua História no Maranhão (inédito) VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. ARAUJO, Denise Martins. QUERIDO PROFESSOR DIMAS (Antonio Maria Zacharias Bezerra de Araujo) e a Educação Física maranhense: uma biografia (autorizada). São Luis: EPP, 2014.. 128 ingressou na Escola Escola Técnica Federal do Maranhão – hoje IF-MA - em 69 como aluno; em 72 não foi para aquele JEB's pois tinha ‘estourado’ a idade; em 1972 ainda era aluno e, ao mesmo tempo, professor. 129 Trabalho apresentado na UFMA por Ana Cátia; Carlos Marques; Célia; Claudia; Cléa; Jose Ribamar; Lyana; Suilan; Teresa. Sem identificação da cadeira, ao professor, e sem data. Provavelmente lá dos anos 1988/89 - século passado, com informações prestadas pelos professores Vicente Calderone e Álvaro Perdigão. 130 VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. ATLAS DO ESPORTE NO MARANHÃO. São Luís: SEDEL; IHGM, 2013. VAZ, Leopoldo Gil Dulcio; PENHA, José Maranhão. Handebol no Maranhão. In DaCOSTA, Lamartine Pereira (editor). ATLAS DO ESPORTE NO BRASIL. Rio de Janeiro; Belo Horizonte: SHAPE; 2006; 2007 (edição digital disponível em www.atlasesportebrasil.org.br 131 VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. IN BLOG DO LEOPOLDO VAZ. 27 de agosto de 2013. HANDEBOL NO MARANHÃO – NOVOS ACHADOS... Publicado em http://www.blogsoestado.com/leopoldovaz/2013/08/27/handebol-nomaranhao-novos-achados/; e http://cev.org.br/biblioteca/handebol-maranhaonovos-achados/ 132 Fonte: SANTOS, Mary. Educação (Crônicas). São Luís: SIOGE, 1988, p. 111-112.


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VAZ, Leopoldo Gil Dulcio; PENHA, José Maranhão. HANDEBOL. In VAZ, Leopoldo Gil Dulcio. ATLAS DO ESPORTE NO MARANHÃO. São Luís: SEDEL; IHGM, 2013. VAZ, Leopoldo Gil Dulcio; PENHA, José Maranhão. Handebol no Maranhão. In DaCOSTA, Lamartine Pereira (editor). ATLAS DO ESPORTE NO BRASIL. Rio de Janeiro; Belo Horizonte: SHAPE; 2006; 2007 (edição digital disponível em www.atlasesportebrasil.org.br 134 ARY FAÇANHA DE SÁ – Atletismo, dirigente esportivo. Nasceu em 1º de abril de 1928, no município de Guimarães, Em São Luís, cursou o ginasial no Colégio de São Luiz, do prof. Luiz Rego - criador dos Jogos Intercolegias -, por onde disputava as provas de 100 e 200 metros, além do salto em distância; consegue a espantosa marca de 5,00 metros. Em 1949 - foi para o Rio de Janeiro estudar levado pelo irmão, ingressa no Fluminense Futebol Clube, como atleta. 1950 ingressou na Escola Nacional de Educação Física. 1952 - recordista sul-americano de salto em distância, com 7,57 m, o que lhe valeu a convocação para a Olimpíada de Helsinque, tendo conquistado o 4º lugar no salto em distância. 1955, bateu o recorde pan-americano, com a marca de 7,84 metros, a quarta marca do mundo. - atleta da Seleção Brasileira de Atletismo - e do Fluminense, do Rio de Janeiro; recordista sul-americano do salto em distância, participou de duas Olimpíadas, de 1952 e 1956. Professor de Educação Física, formado pela Escola Nacional, foi o introdutor do Interval-training no Brasil, assim como um dos idealizadores dos Jogos Escolares Brasileiros. Fonte: VAZ, Leopoldo Gil Dulcio; ARAÚJO, Denise Martins. QUERIDO PROFESSOR DIMAS (Antonio Maria Zacharias Bezerra de Araújo) e a Educação Física maranhense – uma biografia (autorizada). São Luís : EPP, 2013. 135 Sampaio Corrêa e Moto Club empataram em jogo de Handebol do Nhozinho Santos. BLOG FUTEBOL MARANHENSE ANTIGO. http://futebolmaranhenseantigo.blogspot.com.br/2015/02/sampaio-correa-emoto-club-empataram-em.html 136 Luizinho como era chamado o Professor de Educação Física Luiz Roberto Godinho Gonçalves, nomeado Secretário de Estado de Esportes e Lazer. Maranhense, estudou e formou-se em Brasília-DF, onde trabalhava, quando foi chamado para retornar ao Maranhão. Hoje dedica-se ao comércio de comidas – fast-food, nunca trabalhando, no Maranhão, com educação física. 137

MANOEL TRAJANO DANTAS NETO. Professor de Educação Física, técnico de Atletismo; chegou de São Paulo, com a então esposa MARIA APARECIDA DE OLIVEIRA, também professora de Atletismo, para trabalhar na SEDEL, ainda no inicio dos anos 1980. Foi professor da ETFM, da UFMA, e Diretor de Arbitragem


da Confederação Brasileira de Atletismo – CBAt – por muitos anos, residendindo em Manaus, mas sem perder o vínculo com o Maranhão, e a SEDEL. 138 SOARES, Zeca. Reconhecimento. BLOG DO ZECA SOARES, Por Zeca Soares • segunda-feira, 17 de março de 2014 às 10:00, http://www.blogsoestado.com/zecasoares/tag/claudio-vaz/


SOBRE O AUTOR

LEOPOLDO GIL DULCIO VAZ Nasceu em Curitiba-Pr. Transferiu-se para o Maranhão em 1976, para a cidade de Imperatriz, assessor para a área de educação do Campus Avançado do Projeto Rondon/Universidade Federal do Paraná. Em 1979, vem para São Luis, contratado pela então ETFM, e trabalhar na implantação da SEDEL. Licenciado em Educação Física, Especialista em Metodologia do Ensino, Especialista em Lazer e Recreação, Mestre em Ciência da Informação. Professor de Educação Física do IF-MA (1979/2008, aposentado; Titular da UEMA (1977/89; 2012/13), Convidado, da UFMA (Curso de Turismo). Exerceu várias funções no IF-MA, desde coordenador de área até Pró-Reitor de Ensino, e de Pesquisa e Extensão); Pesquisador Associado do Atlas do Esporte no Brasil; Diretor da ONG CEV; tem 14 livros publicados, e mais de 230 artigos em revistas dedicadas (Brasil e exterior), e em jornais; Sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão; Membro Fundador da Academia Ludovicense de Letras; Recebeu a Comenda Gonçalves Dias, do IHGM; Premio “Antonio Lopes de Pesquisa Histórica”, do Concurso Cidade de São Luis (1995); Premio da International Writers e Artists Association (USA) pelo livro “Mil Poemas para Gonçalves Dias” (2015); Premio Zora Seljan pelo livro “Sobre Maria Firmina dos Reis” – Biografia, (2016), da União Brasileira de Escritores – RJ; Condutor da Tocha Olímpica – Olimpíada Rio 2016, na cidade de São Luis-Ma.



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