Issuu on Google+

FOTO DANIELA CARMO

págs. 4 e 5

Suplemento do JORNAL DE LEIRIA, da edição 1481, de 29 de novembro de 2012 e não pode ser vendido separadamente.

58

Do Secundário para o Superior

VIDA DE CALOIRO

págs. 4 e 5

Ana Moura Sinto que levo a minha cultura além-fronteiras págs. 6 e 7


2

A ABRIR

A comunidade desta margem

Vista da janela deste gabinete de Diretor, a imagem visual da transição para o ensino superior corresponde, desde logo, a ver entrar os alunos ‘colocados’, à descoberta dos novos espaços que serão os seus: serviços académicos, salas de aula, auditórios, biblioteca, reprografia, etc., etc. E detém-se o seu olhar no espaço relvado que primeiramente os acolhe. Também o meu aí se detém, nestes primeiros dias, para observar se a praxe verdadeiramente os acolhe.

Mas a transição e o acolhimento não se esgotam nesses dias e nessa vertente. O desafio consiste em integrar numa comunidade que existe e que todos os anos se renova com novos alunos. Estes estarão quase de imediato a participar na vida da comunidade construída na Escola. A transição para o ensino superior é, por conseguinte, a transição para uma nova comunidade. Essa transição será coroada de sucesso se, deste lado, existir, de facto, uma comunidade focada nos objetivos a alcançar e no que pode enriquecer a formação, através das vivências proporcionadas. A ESECS tem previstos e estruturados um conjunto de mecanismos e iniciativas destinados a apoiar o sucesso académico e a participação dos novos alunos na vida da Escola. Realço: a ação dos coordenadores de curso, o papel dos delegados de turma, como mediadores e dinamizadores da ‘comunidade turma’, a possibilidade de alargamento de interlocutores, nesta etapa de adaptação, através da designação de professores tutores para os alunos do primeiro ano, o Serviço de Apoio ao Estudante (SAPE), o acolhimento no âmbito da Associação de Estudantes e dos Núcleos de curso. E realço ainda mais a relação

pedagógica de proximidade que, ao longo dos anos, foi construída pelos professores e que constitui um dos traços caracterizadores da nossa cultura de Escola. No lado das vivências que enriquecem a formação, realço os projetos que se estendem à comunidade, como é o caso do CRID e da campanha Mil Brinquedos, Mil Sorrisos ou das comemorações do Dia Mundial da Criança. Realço ainda a resposta positiva dos estudantes para a colaboração em projetos desenvolvidos pela comunidade (Aldeia de Natal, Férias Criativas, Feira dos Sonhos, etc.). E realço sobretudo, por estarem em foco neste momento, iniciativas dinamizadas pelos próprios alunos, como acontece com o projeto Natalmente. Em muitos casos, e cada vez mais, estas ações não surgem separadas da formação, mas integram-se nela. É essa a via para construirmos a comunidade de uma forma plena e o futuro dos que, em cada ano letivo, entram aos portões das Escolas do IPL.

nozes e o Rei dos Ratos”, de E.T.A. Hoffman, que é bastante popular. Este bailado traz mais uma vez a Leiria a tradição de ballet russo. O elenco está cheio de bailarinos internacionais e jovens talentos que mostram como o Natal pode ser uma épocaanimada. Preços - Plateia e 1º Balcão: 25 euros; 2º Balcão: 22 euros.

EXPOSIÇÕES De 1 de outubro a 31 de dezembro 2012 M|i|Mo museu da imagem em movimento

Andreia Lucas Joana Ribeiro TEATRO 6 dezembro 2012 · 21h30 Teatro José Lúcio da Silva

AVÉ COMMEDIA CHEIA DE GRAÇA Os pioneiros da improvisação em Portugal estarão em Leiria no dia 6 de Dezembro para dar uma prenda de Natal adiantada: fazer rir os Leirienses! Em tempos de crise, não é fácil, mas esta banda de comediantes promete fazer o impossível. Uma comédia repleta de muita imaginação, criatividade e convidados especiais que dificultarão a vida a esta banda que atua pela primeira vez ao vivo em Leiria. Preço: 12,50 euros

MÚSICA 22 dezembro 2012 · 22h00 · Teatro Miguel Franco

RODRIGO CAVALHEIRO E AS FOLHAS SECAS Rodrigo Cavalheiro está com um novo projeto nas mãos e sem medo vem mostrá-lo aos seus fãs. Têm influências de Bossa Nova e cantores como Nina Simone, Frank Sinatra ou Jorge Palma. O espetáculo tem como convidado especial, Renato Silva, no piano. Um projeto composto de músicas intimistas e intensas. Preço: 5 euros.

DANÇA 20 dezembro 2012 · 22h00 Teatro José Lúcio da Silva

QUEBRA-NOZES – RUSSIAN CLASSICAL BALLET

A Classic Stage tem o orgulho de apresentar um bailado épico natalício para toda a família: QuebraNozes. Esta história é baseada no conto “O Quebra-

Coordenadores Pedagógicos Catarina Menezes cmenezes@ipleiria.pt Paulo Agostinho paulo.agostinho@ipleiria.pt Apoio à Edição Alexandre Soares asoares@ipleiria.pt

Diretor da ESECS–IPL

OFICINA DO OLHAR

A Oficina do Olhar é uma exposição com fins lúdicos e pedagógicos, para além de ser interativa, podem ver-se as primeiras experiências de imagens animadas nos domínios da física e da mecânica. Este processo mostra a animação da imagem e recriação do movimento contínuo. Preço: 2,10 euros

NÃO PERKAS

Diretor João Nazário direccao@jornaldeleiria.pt

Luís Filipe Barbeiro

Departamento Gráfico Jorlis - Edições e Publicações, Lda Isilda Trindade isilda.trindade@jornaldeleiria.pt Maquetização e Projeto Gráfico Leonel Brites – Centro de Recursos Multimédia ESECS–IPL leonel.brites@ipleiria.pt

Secretariado de Redação Daniela Peralta Redação e colaboradores Adriana Meneses, Ana Rita Gonçalves Ana Vieira, Andreia Lucas Andresa Cardoso, Bárbara Jorge Cátia Costa, Daniela Carmo, Daniela Peralta, Diana Castanheira, Diogo Fernandes, Fábio Silva, Janaína Leite Joana Rego, Joana Ribeiro, João Diogo Santos, Luciana Silva, Maria Margarida Gaspar, Mariana Lopes, Marta Ferreira Ricardo Neto

Presidente do Instituto Politécnico de Leiria Nuno Mangas presidencia@ipleiria.pt

EVENTOS De 30 de novembro a 31 de dezembro 2012 Parque Municipal de Exposições da Marinha Grande

23ª FEIRA DE ARTESANATO E GASTRONOMIA DA MARINHA GRANDE

A Associação Social Cultural e Desportiva de Casal Galego promove, mais uma vez, a Feira Nacional de Artesanato e Gastronomia da Marinha Grande (FAG). Na 23a edição, o evento procura preservar e valorizar o património cultural da cidade. Um espaço de encontro e reencontro de tradições seculares, conservadas na criatividade das peças manufaturadas e nos sabores das melhores iguarias. A diversão e o convívio também estão garantidos, com um rico programa de animação baseado nas mais tradicionais e populares sonoridades locais e nacionais. Bilhete de 10 dias: 15euros. Os textos e opiniões publicados não vinculam quaisquer orgãos do IPL e/ou da ESECS e são da responsabilidade exclusiva da equipa do Akadémicos.

Diretor da ESECS Luís Filipe Barbeiro barbeiro@ipleiria.pt Diretora do Curso de Comunicação Social e Educação Multimédia Catarina Menezes cmenezes@ipleiria.pt akademicos.esecs@ipleiria.pt


3

29 novembro 2012

TAK

ESTÁ –a– DAR

TOMOGRAFIA AXIAL KOMPUTORIZADA TEXTO

Cátia Costa Diana Castanheira

Estudantes fazem compromisso pela inclusão Texto Andresa Cardoso e Diogo Fernandes Foto Daniela Peralta

Os estudantes do Instituto Politécnico de Leiria fizeram, na passada terça-feira, um compromisso pela inclusão. Num gesto simbólico, os estudantes coseram os emblemas do projeto IPL (+) Inclusivo nas capas do traje, num momento que marcou a apresentação pública do projeto no Mercado Santana. Tendo como mentores várias personalidades da vida pública, como Boss AC e a banda portuguesa The Gift, o IPL (+) Inclusivo é um projeto de mobilização humana que pretende, através da celebração de um ano temático, sensibilizar e formar as escolas, alunos e cidadãos para a inclusão de pessoas com necessidades educativas especiais e para a promoção da diversidade enquanto oportunidade para o enriquecimento mútuo. Vários projetos serão desenvolvidos durante todo o ano letivo 2012/2013 que terminará, em Julho,

Privatização assegura eventos académicos Texto Maria Margarida Gaspar e Ricardo Neto

Numa parceria estabelecida com as Associações de Estudantes, a empresa Atmo Sensation assume, a partir deste ano letivo, a realização dos eventos da academia leiriense. A decisão de estabelecer uma parceria com uma empresa privada para a gestão dos eventos académicos decorreu das dificuldades económicas das Associações de Estudantes. Rui Constantino, presidente da Associação de Estudantes da Escola Superior de Tecnologia e Gestão, afirma

João Diogo Santos

que “deste modo se evitam mais prejuízos”, referindo ainda que só assim é possível “garantir a realização dos eventos”, nomeadamente a Receção ao Caloiro, cuja organização já esteve este ano a cargo da empresa. A academia aceitou a solução e elogiou o evento. Preços mais acessíveis, uma organização melhor e um bom cartaz, foram algumas das apreciações. Pedro Marques, aluno do Instituto Superior de Línguas e Administração, revela que “se estava em risco, de maneira a não acabar, é a melhor solução”. Sara Sequeira, aluna da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, partilha da mesma opinião, para ela “a maior diferença foi a nível do preço, que está mais barato”. Sobre o acordo, Micail Barbosa, presidente da Associação de Estudantes da Escola Superior de Saúde refere que “a principal preocupação foi a defesa dos interesses dos académicos”. A empresa Atmo Sensation, da Batalha, fica agora responsável pela gestão e promoção dos próximos nove eventos académicos (Receções ao Caloiro e Semanas Académicas). A Academia de Leiria respira de alívio e a tradição mantém-se. k

Bem, podia ser poético e dizer que caminhavam em busca de uma vida melhor, mas muitas vezes caminhavam em direção à coluna policial que os esperava Ká entre nós, eu ainda sou do de cassetete em punho. Os tempos mudam e as tempo em que uma manifestação tinha como objetivo mostrar manifestações também. As de descontentamento. Os manifes- hoje são, com toda a certeza, tantes davam a cara, erguendo comparticipadas por uma qualfaixas com palavras de ordem, quer pedreira. Protesto sem muitas vezes ‘elogiando’ a as- paralelo em punho está fora cendência dos governantes... de moda. E depois há as másEra bonita a união nas ruas, de caras, aquelas do filme “V for braço dado, caminhando para… Vendetta”, que tapam a cara de

Manifestar não é isto

KÁ ENTRE NÓS

com uma conferência científica internacional onde serão debatidos os resultados do projeto e principalmente o tema da inclusão. Josélia Neves, professora do Instituto e coordenadora do projeto IPL (+) Inclusivo realça a importância de ações já em curso, como é o caso da ação das Tunas Académicas da ESTM que integraram já a língua gestual nas suas atuações, investigação de ponta no domínio da inclusão e o CRID (Centro de Recursos para a Inclusão Digital) pelos serviços que presta à comunidade e pela campanha de recolha e adaptação de brinquedos realizada em parceria com a ESTG. A iniciativa envolve também o movimento ‘Muitos Mil Eus’ que consiste na divulgação de mensagens de inclusão no Facebook ou no site oficial do projeto: http://maisinclusivo.ipleiria.pt. k

Bruno Carnide

Da ESAD para os Festivais de Cinema Bruno Carnide, tem 25 anos e desde cedo se encaminhou para a sétima arte. Apesar de jovem, conta já com um currículo pleno de conquistas. A sua mais recente curta-metragem Do Not Stop foi selecionada para o XIX Festival Caminhos do Cinema Português, um dos mais importantes festivais da área. A curta de comédia foi também escolhida para o Thermaikos International 2min Film Festival, onde Bruno Carnide foi o único português a marcar presença. O ex-aluno da Escola Superior de Artes e Design deu os primeiros passos em design de websites, mas depressa demonstrou interesse pelas câmaras, quando há cerca de sete anos utilizou a primeira para fazer entrevistas a bandas. Ainda durante a licenciatura, envolveu-se em inúmeros projetos, que refere terem contribuído para uma fácil integração no mercado de trabalho. Assim que terminou o curso de Som e Imagem, lançou a curta-metragem Em Terra Frágil e, pouco tempo depois já estava a lançar a Do Not Stop. “Se falarmos em números, já devo estar perto de uma centena de projectos que realizei ou colaborei”, refere. Já a desenvolver o próximo filme, o ex-aluno da ESAD afirma que ter sido selecionado para o XIX Festival Caminhos do Cinema Português o deixou particularmente satisfeito: “Quando temos ‘os nossos’ a apoiarem-nos, sentimo-nos muito mais gratificados.” k

quem transforma em canteiros os passeios de calçada. Multibancos incendiados, montras grafitadas, petardos e pedras arremessadas às forças de segurança, sinais de trânsito arrancados. Foi este o cenário da manifestação de dia 14 de Novembro, que culminou com a detenção de sete pessoas e com 48 feridos. Há cerca de 38 anos deu-se, também em Lisboa, uma revolução que mudou todo um regime. Nessa azáfama de abril, foram distribuídos cravos

nas ruas onde ecoava o prenúncio da liberdade. Vai ser gasto dinheiro a limpar ruas, substituir sinais de trânsito, trocar os vidros das montras, recolocar a calçada, valores que poderiam ser aplicados em algo realmente útil. Por isso, se acharem que devem manifestar-se, façam-no, mas com civismo, com as ideias no sítio e com honra. Com a mesma honra que tiveram os nossos heróis de abril. Porque… Manifestar não é isto. k


4

1

2

3

4

10

11

JOÃO SILVA ESTUDANTE 2.º ANO INFORMÁTICA SAÚDE /IP LEIRIA

KAPA

8

Escolhe bem a casa 9 onde vais viver, escolhe ainda melhor os teus novos amigos e faz o curso nos 3 anos.

JOÃO JERÓNIMO ESTUDANTE 2.º ANO FARMÁCIA/IP GUARDA

17

Entrada para o superior

DESAFIO: PRIMEIRO ANO Terminado o Secundário, o ensino superior é o caminho escolhido por muitos. Uma passagem que traz muitas mudanças nos métodos de trabalho e nos dias de quem acaba de sair de casa dos pais

“Adoro a forma como se vive em Lisboa. Gosto de ver as pessoas apressadas, do trânsito, do movimento e da vida que desde muito cedo a cidade tem. É, provavelmente, o local onde pretendo encontrar emprego e, quem sabe, fazer a minha vida”, diz-nos Adriana Garcia sobre a mudança de Torres Vedras para a capital. Adriana tem 21 anos e é estudante de primeiro ano de Publicidade no Instituto Politécnico de Lisboa. É com este entusiasmo que a maioria dos estudantes que entram no ensino superior vê a chegada a uma nova cidade. Mesmo em casos em que a adaptação é menos imediata, a integração acaba por fazer-se. É o caso de João Jerónimo, estudante na Escola Superior de Saúde da Guarda. Proveniente da Nazaré, João refere que não teve uma boa primeira impressão da “cidade fria”, mas hoje, estudante de segundo ano de Farmácia na Escola Superior de Saúde da Guarda, diz estar completamente adaptado. Estuda e trabalha na Guarda, onde diz ter arranjado bons amigos. Graça Seco, docente na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria e coordenadora do Serviço de Apoio ao Estudante (SAPE) do mesmo Instituto, explica que na mudança para o ensino superior, o estudante enfrenta experiências e desafios que “exigem a mobilização de competências individuais a nível cognitivo, emocional, interpessoal e social, as quais se constroem e desenvolvem ao longo da vida”. Co-autora de publicações como “Para uma abordagem psicológica da transição do ensino secundário para o ensino superior” ou “Como ter sucesso no ensino superior: guia prático do estudante”, a

Texto e Fotos Ana Rita Gonçalves, Daniela Carmo e Janaína Leite

docente refere a importância do grupo de pares, o envolvimento em atividades extracurriculares (como o teatro, a música ou o desporto) e o apoio da família como fontes importantes de suporte, aconselhando, dando afeto, encorajando e constituindo-se como um refúgio importante. João Silva, estudante na Escola Superior de Tecnologia e Gestão, em Leiria, e natural de Angra do Heroísmo (Ilha Terceira), indica não ter tido dificuldades de adaptação porque já conhecia Leiria, mas também porque conheceu a Magna Associação de Madeirenses e Açorianos (M.A.M.A.) “na qual há uma união entre insulares e vários eventos relacionados”. Graça Seco refere que, no sentido de prestar o devido apoio, o SAPE procura dinamizar atividades e formações promotoras de sucesso académico e da integração dos novos estudantes. Na identificação de casos de dificuldade de adaptação na chegada ao IPL, o SAPE pode prestar apoio a nível psicológico, psicopedagógico e de orientação vocacional. Como explica Adriana, o difícil não foi saber que ia mudar de cidade, “foi saber que ia mudar de colegas de turma, mudar a rotina, mudar de casa, mudar obviamente… de vida.” Em muitos casos, o estudante sai de casa dos pais pela primeira vez, mudando rotinas, estilo de vida e o grupo de amigos, tendo de assumir novas responsabilidades: gestão de um orçamento limitado, aluguer de quarto/casa e respetiva limpeza, gestão da alimentação. A nível académico a exigência é maior, é-lhe exigida maior autonomia, disciplina e autorregulação no estudo.

31

Devem estudar, 18 mas também sair e conviver… Aproveitem, são os melhores anos da vossa vida.

25

1

Será da conjugação e da boa gestão de todos estes recursos que dependerá uma integração positiva. Como refere Graça Seco, “ser o melhor no secundário, não garante um lugar entre os melhores no ensino superior”. A docente explica que a entrada no ensino superior pode fazer emergir dificuldades e crises de desenvolvimento, que até aí pudessem ter passado despercebidas, quer pela menor exigência de autonomia e de trabalho, própria do ensino secundário, quer pelo ambiente menos impessoal, em que o estudante vivia até à sua entrada numa instituição de ensino superior. Estratégias de estudo No que respeita aos métodos de estudo, a Coordenadora do SAPE indica que se exige do estudante uma maior capacidade de escolha, uma maior seletividade na apreensão dos conteúdos. Como sublinha, no ensino superior “valoriza-se mais a participação ativa à luz do processo de Bolonha que impõe ainda mais ao estudante a necessidade de construir e desenvolver um processo de aprendizagem cada vez mais autorregulado”. Alda Mourão, professora coordenadora da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS), sublinha esta transição nos métodos de estudo e explica que a maior diferença relativamente ao ensino secundário “é a mudança do manual para a bibliografia”, pois esta “deve ser gerida pelo aluno, que deve optar pela qualidade e pelo estilo de informação que se adapta às suas necessidades”. Na sua opinião, “esta é uma aprendizagem que os alunos do ensino secundário não trazem”.


5

5

ADRIANA GARCIA ESTUDANTE 1.º ANO PUBLICIDADE/IP LISBOA

6

7

Aconselho qualquer jovem a ambicionar outras experiências, abrir portas a novas ideias.

12

29 março 2012

KO

13

14

KONSUMO OBRIGATÓRIO TEXTO

Adriana Meneses Janaína Leite FOTO

ALDA MOURÃO DOCENTE ESECS/IP LEIRIA

19 19

É sem dúvida uma experiência para a vida.

20

Daniela Peralta

A questão da autonomia é essencial.

21

SARA MONIZ ESTUDANTE 2.º ANO CSEM/IP LEIRIA

26

27

28 Daniel’s Chocolate Uma escolha doce

2

Saber equilibrar o tempo de estudo e o tempo para fazer outras coisas que devolvem bem-estar.

3

GRAÇA SECO COORDENADORA SAPE/IP LEIRIA

4

A adaptação a novos métodos de trabalho é, aliás, poupar são aprendizagens que ficam para a vida. João a dificuldade que os alunos mais referem. Partilhando Jerónimo é trabalhador estudante e indica que é “ele a sua experiência, João Jerónimo afi rma que teve “de mesmo que paga a maioria das suas despesas quando se adaptar aos novos costumes na faculdade e criar está na Guarda.” Adriana Garcia indica também ter um modelo de raiz”, no que toca à forma de estudar. de cozinhar todos os dias: “Se tivesse a minha mãe em O estudante do segundo ano de Farmácia refere que casa era muito mais fácil, claro”, desabafa. muito dos seus hábitos de estudo “ainda eram do enEstes estudantes associam a adaptação a um acréssino secundário”. Assim, como ele, João Silva, diz que cimo de responsabilidades, mas também a oportunisente mais dificuldades, vendo-se obrigado a estudar dades de construção de novos projetos, amizades e mais a fundo. relacionamentos que o processo implica. Fazem, por Graça Seco sublinha que é importante “que o es- isso, um balanço positivo. Adriana Garcia, declara tudante deixe de ser um mero recetor de informação que esta experiência enriquece qualquer jovem: “faze perspetive a sua aprendizagem através da resolução -nos crescer, aumentando a nossa autonomia e resativa de problemas, envolvendo-se de forma dinâmica ponsabilidade, amadurecendo-nos e tornando-nos no processo de aprender”. Habituada a trabalhar com adultos”. “É difícil dizer em poucas palavras, as amiturmas de 1º ano, Alda Mourão refere que “nem todos zades, o convívio, a independência que nós ganhamos os alunos têm a maturidade desejável para fazer este com o ensino universitário, são mesmo bons”, conclui acerto logo a partir do primeiro semestre”, mas para a também João Jerónimo. docente esta “questão da autonomia é essencial”. Também para João Silva “tem sido uma experiênAlda Mourão completa que o tempo deve ser bem cia boa”. Apesar de estar longe da família, o estudante aproveitado, pois “tem de caber tudo: um tempo para refere ter encontrado “novos amigos em Leiria”. estudar, um tempo para o lazer (que é fundamental A maioria não hesita em dizer que sempre sonhou pois o aluno deve aproveitar muito bem esse tempo em estudar fora, conhecer uma nova cidade, novas pesde juventude), um tempo para a família e um tempo soas, mas, mesmo para quem não teve de mudar de repara os afetos”. Graça Seco deixa o mesmo conselho: sidência, o processo implica uma adaptação e conquista “não começar a estudar tarde demais; aprender a lidar de independência. Sara Moniz, estudante de segundo com a procrastinação, uma tendência tão portuguesa, ano na Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, de adiar as tarefas; ter alguma ordem e organização; e residente em Leiria, explica como faz uma nova gessaber equilibrar o tempo de estudo e o tempo para tão do orçamento, imposta também pela crise: “existem fazer outras coisas”. pequenas situações que tive de alterar: faço as refeições Para a maioria dos estudantes, adaptar-se a no- todas em casa, opto pelas fotocópias e tento cortar nas vos métodos de trabalho, mas também aprender a saídas à noite”. Sara faz também um balanço positivo, cozinhar, fazer compras, pagar propinas, controlar e “é sem dúvida, uma experiência para a vida”. k

Já alguém dizia “Tudo que você precisa é de amor, e um pouco de chocolate”. Para Daniel Gomes, proprietário e mestre chocolateiro do estabelecimento Daniel’s Chocolate, esta é a máxima que o fez optar por um espaço “diferente” em termos de conceito e da própria oferta que já existia em Leiria. O Daniel’s Chocolate situa-se numa das ruas com destino à baixa da cidade. Embora muitos não conheçam a sua existência, Daniel Gomes refere já ter clientes fiéis, um público que atinge todas as faixas etárias desde jovens a idosos, bem como casais que aproveitam para tomar o seu café e experimentar as delícias que o espaço oferece. Para além do ambiente acolhedor, da simpatia e da qualidade do chocolate feito artesanalmente, o Daniel’s Chocolate tem também uma decoração moderna e simpática. O espaço atrai pela “arte de fazer bom chocolate” e o cliente dispõe de uma variedade de produtos que deixa qualquer um derretido. Desde o tradicional bolo de chocolate aos bombons, dos fondues às espetadas de fruta, das waffles aos chás de chocolate, a diversidade é enorme. Embora seja o chocolate a especialidade do estabelecimento, existem muitas outras coisas a oferecer, como serviços de eventos e entregas ao domicílio, lembranças para casamentos e batizados e ofertas personalizadas. Uma das apostas da chocolataria é tornar-se também num espaço aberto aos estudantes, que representam a cidade de Leiria. Quanto a isso, o mestre chocolateiro explica que o espaço está a ser “cada vez mais frequentado por estudantes” mas que “falta divulgação do local” para que muitos mais possam conhecer e apreciar o Daniel’s. Para maior reconhecimento, Daniel Gomes costuma levar o seu ingrediente secreto a festivais e pretende futuramente criar uma fábrica de chocolate que possa trazer ao público uma relação mais próxima à arte da chocolataria artesanal. A quem visita o Daniel’s Chocolate pela primeira vez, o proprietário sugere algumas ideias. Se vier com uma grande vontade de comer, o waffle será a proposta indicada. Se prefere algo mais aconchegante para este inverno, aconselha-se o chocolate quente. Seja qual for a sua opção, ficará bem servido. k


6

SENTADO NO MOCHO

“Fico sempre feliz quando vejo uma sala cheia”

KURTAS UMA VIAGEM México

UM LIVRO

UM INSTRUMENTO Guitarra Portuguesa

UM SOM O som do meu novo disco

DR

ANA MOURA

Viva México, de Alexandra Lucas Coelho

UM ADEREÇO O meu xaile

UM HÁBITO Estar com os meus músicos nos minutos que antecedem o início do concerto

Fadista

Texto: Daniela Peralta e Fábio Silva

Ana Moura, fadista desde que se lembra, fala-nos de como é ser ponto de transmissão da cultura portuguesa e de como o (Des)fado a trouxe até à aventura do novo disco.

Com que idade se rendeu à música? Desde muito novinha. Não tenho muita noção, porque eu ouvia os meus pais a cantar e a tocar música. Porque ambos cantam muito bem e o meu pai toca viola. Portanto, desde muito pequenina que os meus fi ns de semana eram passados com os meus pais a ouvi-los cantar e a tocar. Entrego-me à música totalmente desde que tenho consciência: provavelmente com quatro anos.

Quem descobriu o seu talento? Provavelmente a Maria da Fé ou, então, o Miguel Esteves Cardoso que me ouviu num programa de televisão e que me deu a conhecer às pessoas. Porque, nessa altura, eu ainda nem sequer tinha o meu primeiro disco. Ele ouviu-me cantar num programa de televisão e escreveu sobre mim. Foi aí que se começou a falar numa nova fadista, depois da notícia escrita pelo Miguel Esteves Cardoso.

Sabemos que fez parte de uma banda de rock. Porquê esta passagem para o fado? No fundo, o fado sempre esteve presente. Nesses convívios familiares com os meus pais, eles cantavam, entre outros géneros, fado. O fado sempre esteve aqui... Eu fui descobrindo outros géneros de música, mas o fado sempre esteve presente. E quando a Maria da Fé me ouve cantar, e me convida para cantar regularmente na casa de fados dela, dá-se a minha paixão e a minha rendição ao facto de ser fadista.

E como lida com a fama? Eu lido bem com o reconhecimento. Saber que as pessoas se sentem familiarizadas com a minha música e que isso as faz felizes, faz-me bem. Isso é aquilo que mais me conforta. Agora, a fama fora do reconhecimento, portanto, fora do meu registo, aí, já é mais complicado porque eu sou uma pessoa um pouco tímida e não lido tão bem com o facto de ser observada. Eu vou aprendendo a lidar com a fama. As pessoas abordam-nos e só o facto de as pessoas nos abordarem e nos dizerem que se sentem felizes com


7

29 novembro 2012

KULTOS

DR

DR

Luciana Silva

Sinto que levo a minha cultura além-fronteiras

a nossa música, faz-nos logo dar a volta à timidez e faz-nos logo sentir felizes. Considera-se uma personalidade importante para estabelecer ligação entre Portugal e o resto do mundo? Sim, no sentido em que, cada vez que visito um país, as pessoas fazem perguntas sobre a minha cultura, sobre os meus poetas, sobre a minha gastronomia, sobre tudo o que nos caracteriza e, nesse sentido, sinto que levo a minha cultura além-fronteiras, sim. Como descreve a sensação de subir ao palco e olhar para o público que está ali por si? Quando entro numa sala e vejo que a sala está cheia, fico muito feliz, porque isso quer dizer que as pessoas já conhecem o meu trabalho e querem ouvir ao vivo aquilo que ouvem em disco e querem partilhar este momento único que são os concertos. Portanto fico sempre feliz quando vejo uma sala cheia de pessoas para virem fazer parte desta partilha. O que sente quando canta? É muita emoção. São sentimentos diferentes; géneros de sentimentos. Realmente, há pessoas que só associam o fado à tristeza mas, na minha opinião, não é apenas isso. O fado pode ser todo o género de sentimentos. Aliás, há umas letras até bastante irónicas e musicalmente ritmadas que até o nosso corpo nos pede para dançar. O público internacional percebe o fado? Eles conseguem sentir, essencialmente, que é o mais importante. Eu acho que, quando se usam as emoções e a alma para transmitir aquilo que sentimos, as pessoas conseguem sentir essas emoções e essa mensagem, mesmo não entendendo a letra. Qual foi a reação da sua equipa quando apresentou esta vertente inovadora de fado que compõe o seu novo álbum Desfado? A minha equipa reagiu muito bem e deu-me os parabéns pela coragem e por esta nova aventura porque, de

Fui descobrindo outros géneros de música mas o fado sempre esteve presente.

facto, este novo disco é bastante diferente dos álbuns anteriores e, portanto, as pessoas que me têm acompanhado, a minha equipa, apoiaram-me bastante. Com este novo álbum e com a desconstrução do fado pretende desmistificar o conceito deste género musical que se diz ser tão clássico? Aquilo que eu pretendo é apenas seguir o meu caminho e este é um disco de carreira. Não tem um objetivo específico a não ser o facto de eu querer partilhar com o meu público, o público que me segue, aquilo que têm sido os meus últimos anos de carreira. Como é o caso das colaborações com músicos de outros géneros distantes do meu. Nos meus últimos anos de estrada eu, volta e meia, sou convidada para participar com outros músicos de outros géneros e eu queria que este meu novo disco refetisse aquilo que tem sido a minha carreira nos últimos tempos. O que apreciou nos compositores que convidou para escrever para o Desfado? Características bastante diferentes, sobretudo. Eu queria, de facto, isso. Portanto era um objetivo meu gravar com compositores com estéticas bastante distintas e gravar apenas uma música de cada compositor; era esse o meu grande desafio. Acabei por quebrar essa regra gravando dois temas do Pedro da Silva Martins, mas, de resto, é um tema por compositor e, de facto, cada um tem uma personalidade muito própria. O facto de eu conseguir agarrar na linguagem deles e trazê-la para o meu mundo foi um desafio bastante interessante. O Desfado já é top de vendas nalguns estabelecimentos comerciais. Foi difícil chegar até aqui? Foi um processo um bocadinho longo mas sempre muito prazeroso, sempre com imenso gosto; todas as etapas que se iam «atingindo» eram sempre conseguidas com muito prazer. Portanto, chegar a esta altura e estar em primeiro lugar no iTunes, deixa-me muito feliz, pois o disco acabou de sair. Sentir que o público realmente acarinha esta minha nova aventura deixa-me muito feliz. k

Os Jogos da Fome

Repressão e sobrevivência Uma das grandes estreias do cinema, neste ano de 2012, foi definitivamente The Hunger Games, um enredo baseado no livro de Suzanne Collins, que permaneceu cerca de 100 dias na lista dos mais vendidos do New York Times. Este filme americano, dirigido por Gary Ross, conta com a participação das jovens estrelas Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson e Liam Hemsworth. Um filme de ação e aventura que nos transporta para um lugar longínquo, a nação de Panem. Doze distritos são duramente governados pelo seu Capitólio que, em forma de intimidação, todos os anos submete cada distrito a sacrificar um rapaz e uma rapariga com idades compreendidas entre os 12 e 18 anos em forma de tributo para uma competição: Os Jogos da Fome. Os tributos deverão combater uns contra os outros até só restar um sobrevivente, numa competição transmitida na televisão em jeito de reallity show. The Hunger Games conta-nos então a história de Katniss Everdeen, uma jovem de 16 anos que se voluntaria como tributo no septuagésimo quarto Jogos da fome, no lugar da sua irmã mais nova. Assim, Katniss juntamente com Peeta, o rapaz do seu distrito, ver-se-ão confrontados com outros jovens altamente preparados para a prova. Nesta fase, contarão com a preciosa ajuda do seu mentor Haymitch Abernathy, um antigo vencedor, que os irá preparar para o jogo. Na arena, Katniss irá utilizar o seu instinto e todas as suas habilidades para conseguir sobreviver. Um filme que nos oferece uma representação da oposição entre os mais ricos e poderosos e os reprimidos. Uma sociedade extravagante e atroz, que se entretém com a angústia alheia. O foco deste filme é sem dúvida em Katniss e as suas incríveis capacidades de sobrevivência e cooperação. O papel confiado a Jennifer Lawrence é incrivelmente bem desempenhado, sendo interpretado com a facilidade de quem acumulou experiência em Despojos de Inverno, filme em que Lawrence foi pela primeira vez nomeada para os Óscares. Composto por uma trilha sonora espantosa, produzida por T-Bone Burnett, e técnicas cinematográficas brilhantes, o resultado não podia ser melhor. Após as expectativas do seu lançamento e as comparações com outros filmes, The Hunger Games consegue provar o seu valor. A pontuação no Internet Movie Data Base {IMDB} é de 7.3. k


8 Solidariedade

Bárbara Jorge

ESECS alarga oferta de mestrados A Escola Superior de Educação e Ciências Sociais, do Instituto Politécnico de Leiria alargou a sua oferta formativa. O mestrado em Comunicação e Media tem como objetivo aprofundar as competências associadas às atividades de Comunicação e Media em diferentes ambientes profissionais. O mestrado em Mediação Intercultural visa a valorização e compreensão da multiculturalidade da sociedade contemporânea e do trabalho social entre culturas e grupos sociais distintos. As candidaturas decorrem online até ao dia 10 de dezembro, para o mestrado em Mediação Intercultural, e até ao dia 4 de janeiro para o mestrado em Comunicação e Media. Mais informações em www. ipleiria.pt

Organizar um convívio de Natal e ao mesmo tempo ajudar quem mais precisa são os objetivos da iniciativa Natalmente, a decorrer no próximo dia 17 de dezembro na cantina da ESECS. Num evento aberto a toda a comunidade IPL, pretende-se que as

The Gift – Explode em exposição inclusiva Texto Marta Ferreira

A exposição de fotografi a da autoria do fotojornalista indiano Poras Chaudhary, “The Gift – Explode”, organizada pela Visual Audio e pela Rádio IPLay com a colaboração do Instituto Politécnico de Leiria, dos seus Serviços de Documentação e do projeto “IPL (+) Inclusivo”, será inaugurada no dia 3 dezembro, às vinte e uma ho-

ras, na Biblioteca José Saramago da ESTG – Leiria. A exposição está incluída na iniciativa “Arte para Todos” e prende-se com um conceito que os seus criadores Walter Marcos, produtor musical, e Josélia Neves, docente do Instituto Politécnico de Leiria e especialista em tradução audio-

Jornadas de Educação Ambiental A ASPEA (Associação Portuguesa de Educação Ambiental) está a organizar a XX Jornada Pedagógica de Educação Ambiental, que decorre de 17 a 19 de janeiro 2013, no Teatro Miguel Franco, em Leiria. “Aprender fora de portas: redes, recursos e potencialidades” é o tema desta XX Jornada, que contará com temáticas e partilha de experiências pedagógicas, sociais e políticas, de forma a discutir as problemáticas ambientais.

visual, chamaram de ‘Soundpainting’. Porque, como refere Walter Marcos, “toda a obra de arte nasce da vontade de materializar sentimentos e transmitir mensagens”, o ‘Soundpainting’ procura cruzar palavra, música e imagem com o objetivo de tirar partido da emoção. A banda aderiu ao projeto e aceitou incorporar este conceito no lançamento do seu álbum, no ano passado. O projeto incentiva à inclusão de deficientes auditivos ou visuais e permite-lhes disfrutar do que a música tem para oferecer, já que existirão monitores tácteis. k

LinkedIn

Congresso de Ciberjornalismo O III Congresso Internacional de Ciberjornalismo decorre nos dias 6 e 7 de dezembro, na Faculdade de Letras da Universidade do Porto. As perceções sobre a influência da internet no jornalismo, as notícias online, a qualidade da pesquisa na internet dos ciberjornalistas portugueses ou a produção multiplataforma são alguns dos conteúdos a abordar. Inscrições em: http://cobciber3.wordpress.com.

A FECHAR

O Linkedin é maior rede social de profissionais do mundo. Simples e fácil, o site tem como principal objetivo possibilitar que os utilizadores possuam uma vasta lista de contatos a nível profissional. Pertencer ao Linkedln é tão essencial Ana Vieira para quem procura emprego, como para qualquer profissional e/ou empresa que pretenda alargar os seus horizontes. Não deixe de o visitar! http://pt.linkedin.com

ON LINE

IPL retorna às competições Texto Joana Rêgo e Mariana Lopes Fotos Mariana Lopes

Iniciou a época de torneios para as equipas das diversas modalidades desportivas do IPLeiria. Nos passados dias 21 e 22 de Novembro, em Vila Real, decorreu o 1º Torneio de Apuramento de Futebol 11 organizado pela AAUTAD (Trás-os-Montes e Alto Douro). Ao longo dos dois dias, seis equipas lutaram pela vitória, mas quem saiu vencedora foi a AAC (Coimbra). A equipa do IPLeiria não conseguiu conquistar um lugar no pódio e ficou-se pelo 4º lugar, num jogo contra a AAUTAD. Também a equipa de futsal feminino do IPLeiria trouxe para “casa” o 4º lugar, no 1º Torneio de Apuramento, que teve lugar em Braga, nos dias 19 e 20, organizado pela AAUM (Minho). A equipa vence-

dora desta fase de apuramento foi a Associação Académica da Universidade de Évora. Nos dias 3 e 4 de dezembro, em Vila Real, as equipas de andebol do IPL vão estrear-se nas competições nacionais do ano letivo 2012/2013. As equipas de andebol feminino e masculino do IPL vão tentar dar cartas, tentando ficar nos lugares cimeiros da competição. Segundo o treinador Marco Afra, os treinos têm decorrido de forma normal e as expetativas são de um bom lugar para ambas as equipas. A equipa feminina do IPL está inserida do grupo B, e irá defrontar, numa primeira fase, a AAUM (de Braga) e a AEFMH (de Oeiras). Já os rapazes enfrentarão, no grupo C, o IPV (Viseu) e a AAUM (Braga). k

Netsonda Já são mais de 100 mil os membros da Netsonda. Este, é um site totalmente português que faz estudos de opinião, pesquisas e sondagens de mercado, relacionadas com os hábitos de consumo dos seus utilizadores. Gasta apenas cinco minutos a responder aos questionários e ainda pode ganhar dinheiro com eles. Se ficou interessado, não espere mais!

http://www.netsonda.pt

DR

ÚLTIMAS

Estudantes dinamizam Natalmente

pessoas participem numa refeição de Natal e entreguem à entrada um brinquedo que será doado à causa “Mil brinquedos, Mil sorrisos” dinamizada pelo CRID. A par de outras atividades, existirão para venda várias utilidades e também café e bolos. O valor angariado reverterá para a Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e do Autismo, de Leiria. Esta iniciativa – Natalmente, por um sorriso diferente – está a ser organizada pelos alunos de 3.º ano do curso de Relações Humanas e Comunicação Organizacional, no âmbito da unidade curricular de Organização de Eventos e Protocolo. k


Akademicos 58