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Revista Nr. 33 Setembro/ Dezembro 2011

Distribuição Gratuita

tributo à árvore

laurissilva/ madeira Rainer Mirau - Foto gentilmente cedida pelo autor (pormenor)


g

nestaedição: FICHA TÉCNICA Nr. 33 - maio/ junho 2011 Directora: Doutora Dina Jardim Coordenação: Gualter Rodrigues Lígia Faria Tânia Viveiros Revisão: Conceiçãp Silva Teresa Pereira Colaboração:

Cristina Simões Jorge Baptista Eker Sommer Gilberto Basílio Helena Camacho

José Dinis

Rui Afonseca Sara Boto Sónia Maria P. Morgado Mateus Susana Rodrigues Teresa Pereira Teresa Sousa

Francisco Franco

acima da média

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Aconteceu Tribute to Trees

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Students’ writing inspired in an excerpt from Silent Spring, by Rachel Carson

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A Poesia saiu à rua

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Viagem dos Finalistas a Lloret de Mar

17

Visita de Estudo Museu de Electricidade Casa da Luz Expsição Filatélica

20 24

Patrocinadores:

20

O Liberal Impressão: O Liberal, Empresa de Artes Gráficas, Lda Tiragem: 500 exemplares Contactos: Escola Secundária de Francisco Franco Rua João de Deus, 9 9054-527 Funchal esffranco@madeira-edu.pt leiasff@madeira-edu.pt Tlfn. - 291202820 Fax - 291230342 CAPA

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Clubes e Projetos Academia Francisco Franco debate Portugal

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RS4E - Porto Santo 2009/ 2010 conquista o 2º lugar

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26 Opinião MODA, LIBERDADE OU ESCRAVATURA?

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Jogos de Computador

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Um Olhar Sobre Vladimir Kush

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54

Pormenor de imagem de Rainer Mirau da Laurissilva Madeirense


Doutora Dina Jardim Presidente do Conselho Executivo

Tudo depende de nós

É com imensa satisfação que vos apresento mais uma edição da Leia SFF, a revista da comunidade educativa da Escola Secundária de Francisco. Neste número, agora em mãos, está uma síntese do dinamismo ‘da Francisco Franco’. Nas páginas desta edição, pode encontrar algumas das inúmeras atividades desenvolvidas no último ano letivo. Escrevi “algumas” porque seria quase impossível enumerar tudo o que se fez – e foi muito! – em 2010/2011. De facto, o último ano letivo, não obstante as sempre incontornáveis adversidades, foi profundamente gratificante para a Escola Secundária de Francisco Franco. A dinâmica dos agentes educativos desta escola, conjugada com a sua competência e dedicação, permitiu, por exemplo, que alguns dos nossos alunos vissem a sua excelência distinguida com prémios, tanto de âmbito regional como nacional. Além disso, e ainda como consequência da qualidade do trabalho aqui produzido, é justo relembrar os resultados alcançados pelos nossos alunos nos Exames Nacionais do Ensino Secundário: ainda que não tenham atingido aquele patamar que todos desejamos – a escola é, por isso, um itinerário de perfetibilidade – estar acima da média nacional em 11disciplinas, para não falar da superação da média regional em quase todos os Exames, é deveras motivador e gratificante. Se em 2010/2011 fomos capazes de colocar ‘a Francisco Franco’ em lugar conspícuo, não tenho a menor dúvida de que é possível continuar lá, se todos – alunos, funcionários e professores – continuarem imbuídos do mesmo espírito de trabalho, dedicação e competência. A boa imagem da escola é um reflexo da boa imagem de quem nela trabalha. Daí os meus votos para este letivo: que o profissionalismo, dedicação e competência façam parte da vivência diária de todos aqueles que protagonizam a Escola Secundária de Francisco Franco! Tudo depende de nós.

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Francisco Franco acima da média Nos últimos Exames Nacionais

A Presidente do Conselho Pedagógico Os Coordenadores de Departamento

superou a média do país. Em Físico-Química A, igualou-a. Somente Matemática Aplicada às Ciências Sociais, Biologia/Geologia e Alemão registaram médias inferiores às nacionais, apesar de o aproveitamento daquelas duas disciplinas ser positivo (10,2 valores). O quadro, onde aparecem reproduzidas as médias dos últimos três anos, permite-nos concluir que houve duas disciplinas que registaram contínua evolução positiva: Biologia/Geologia subiu 1,5 valores e Física e Química 3,2 valores. Nas restantes, excetuando Economia A e Português, as médias têm oscilado. Estes resultados não são fruto do acaso. São consequência do mérito dos alunos, da competência dos professores e da cultura organizacional da escola. De facto, o Apoio Pedagógico à Turma; os vários projetos de dinamização disciplinar; a realização dos Testes Intermédios; as aulas (em regime de voluntariado) de preparação para Exames e Testes Intermédios; o trabalho cooperativo, a partilha de materiais e a planificação conjunta das quartas-feiras; as reuniões intercalares; a utilização de plataformas eletrónicas ao serviço do ensino; o dinamismo e capacidade criativa dos docentes perante as adversidades, etc. começam a mostrar-se profícuos. Para uma escola que não escolhe alunos, estes resultados, naturalmente, gratificantes e animadores, devem constituir fonte de motivação para todos.

A Escola Secundária de Francisco Franco teve um desempenho acima da média, quer regional quer nacional, nos últimos Exames Nacionais, de acordo com um documento da Secretaria Regional de Educação e Cultura, apresentado a 13 de setembro, a propósito do “Desenvolvimento do Sistema Educativo Regional”1. Comparando os resultados das 15 disciplinas das escolas da Madeira, apresentadas no documento da SREC, a Secundária Francisco Franco superou a média regional em todas as disciplinas, exceto Alemão (exame realizado por 16 alunos) Por disciplinas, a Francisco Franco foi a melhor escola madeirense em Físico-Química A, Geometria Descritiva A e Economia A e a segunda melhor em Português, Matemática A, História A, História da Cultura e das Artes e Desenho A. Numa análise comparativa com a média nacional, a Francisco Franco, uma vez mais, aparece muito bem cotada: teve melhores notas em Português, Matemática A, Matemática B, História A, História da Cultura e das Artes, Geometria Descritiva A, Desenho A, Geografia A, Economia A, Inglês e Literatura Portuguesa, ou seja, em 11 disciplinas

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Esta análise reporta-se à primeira fase dos Exames Nacionais e abrange todos os alunos (internos e externos) que os realizaram DISCIPLINA / ANO

ESFF 2009

ESFF 2010

ESFF 2011

Regional 2011

Nacional 2011

Português

102

98

90

81

89

Matemática A

108

115

102

91

92

Matemática B

120

93

98

95

89

MACS

96

95

102

95

105

Física e Química

67

75

99

90

99

Biologia/Geologia

87

92

102

98

107

História A

124

128

114

103

100

História Cultura das Artes

116

97

100

96

89

Geometria Descritiva A

99

78

104

92

91

Desenho A

134

133

143

132

116

Geografia A

112

117

111

109

110

Economia A

132

125

112

102

106

Inglês

185

143

145

135

137

78

127

92

100

107

126

97

100

96

90

Alemão Literatura Portuguesa

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cer esta singularidade do indivíduo, que se manifesta de um modo mais pleno se a tarefa escolar permitir a livre expressão e experimentação, tornando possível a passagem do real ao imaginário, até se alcançar o simbólico, que nos distingue dos animais. Esta evolução em termos de crescimento do indivíduo, escapa a programas curriculares rígidos, e a modelos tradicionais que se baseiam no paradigma de um ensino baseado na transmissão de conhecimentos que o aluno deve reproduzir. Ambicionar que assim seja, seria pretender dominar o indominável, o irromper do incerto e surpreendente.

Cristina Simões Psicóloga

As atividades nas quais os alunos têm um papel ativo, como sejam as que envolvem a produção dos trabalhos da Área de Projeto, as atuações ou as exposições, entre outras, começam por ideias, aparentemente desligadas, em que cada aluno se coloca perante o que pretende explorar e revelar. Do encontro com outro colega que tem também ideias e vontade próprias, nasce uma nova entidade inexistente até aí, a obra, e uma melhor compreensão de si e do outro, já que o desejo deste não é mais obstáculo ao seu. A obra também surge pelos limites im postos pela realidade. Poder-se-á pensar que os adolescentes poderiam cooperar a este nível sem estarem na escola. Não poderiam. Iriam relacionar-se só com os amigos e com quem lhes apetecesse. A escola provoca a necessidade e o desenvolvimento de competências de trabalho em equipa, que o mundo social e laboral mais tarde lhes vai exigir. As atividades também têm o propósito de enriquecimento em áreas de conhecimento, com a possibilidade de entrecruzaremse diversos saberes e competências, como faz apelo o psicólogo Howard Gardner - recente prémio Príncipe das Astúrias - com a Teoria das Inteligências Múltiplas, Em outras atividades, como seja a participação em conferências, são não só oportunidades de fornecer conteúdos de uma forma rica apresentados por especialistas e outros elementos da comunidade, como permitem aos alunos compreenderem que “as coisas” podem ser vistas de outra maneira, ou que há outros modos de pensar. Estas são experiências que aproveitadas, contribuem para os processos de criação de identidade, por criarem a possibilidade de se valorizar e se interiorizar características de outras pessoas para além dos seus professores. A psicanálise foi das ciências que permitiu reconhe-

Se estes princípios cumprem com as leis do desenvolvimento psicológico, a verdade é que parecem ir ao encontro das exigências atuais do mercado de trabalho. Na atualidade, os empregadores esperam que os jovens sejam flexíveis em uma variedade de trabalhos e ambientes sociais, demonstrem capacidade de liderança e de assumir a responsabilidade por resultados, assim como iniciativa e desenvoltura para resolverem problemas que não estão previamente definidos. Ou seja, mesmo considerando as circunstanciais atuais do mercado de trabalho, os empregadores procuram indivíduos com grande capacidade de adaptação (competências gerais) e com competências especializadas (qualificações numa área específica). A este propósito, recentes investigações no estudo dos casos de desempenhos excecionais (os peritos numa área, os atletas…) sobre as condições pessoais que contribuem para o sucesso, têm encontrado factores de ordem cognitivo e outros de natureza psicológica, como seja o autocontrole, a coragem e a persistência. Estas capacidades e força de caráter são impulsionadas pela diversificação das experiências educativas, onde se incluem as atividades, em particular por aquelas que atravessam o erro, a capacidade de suportar nada saber, o vivido como estranho e sem sentido, o desfazer e voltar a fazer. Foi o capital conquistado na criação do mural exterior criado pelas turmas 12º 15 de Oficinas de Artes; 12º 16 e 12 17º, as duas da disciplina de Área de Projeto, com a professora Isabel Lucas que gentilmente contribuiu para a minha compreensão destas dinâmicas.

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Tribute to Trees João Bernardo Pestana Silva 11º 18

táculo de música, poesia e dança que contou com a presença especial do grupo musical The Leech, e terminou num belo e original momento em que todos os alunos e professores presentes tiveram oportunidade de, sob orientação de uma professora, “imitar os sons da floresta”.

Em celebração do Ano Internacional das Florestas, a Escola Francisco Franco promoveu, entre os dias 14 e 30 de Março, um evento intitulado A Tribute to Trees, de cariz artístico, que contou com a participação de vários alunos e professores de Inglês.

Também em ferentes locais dos poemas em guns da autoria

Como anunciado nos dez cartazes espalhados pela escola, no dia 14, às 10 horas foi inaugurada uma exposição de fotografias, desenhos e poemas criados pelos alunos de diferentes áreas – Ciências, Artes e Línguas. De seguida, no dia 23, realizou-se um espe-

No último dia do evento, foi levado a palco o conto The last flower de James Thurber, uma parábola de imagens executada por alunos do 11º ano sob orientação da professora Teresa Jardim. Os donativos recolhidos durante este evento foram entregues à Associação 6

diferentes momentos e dida escola foram declamalíngua inglesa, dos quais alde alunos da nossa escola.


dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal. Ainda no âmbito desta celebração, os alunos de Artes decoraram maravilhosamente a escola com uma trepadeira natural pendurada pelo vão das escadas e também com uma Quote Tree colocada à entrada do refeitório. Note-se ainda a criação, por parte dos pro-

fessores de Inglês, de um blogue com fotografias alusivas ao tema do evento, onde podem encontrar poemas, citações, canções, vídeos e curiosidades. Podem ainda visitálo em: http://atributetotrees.blogspot.com/ Em suma, professores e alunos juntaram esforços e criaram uma semana memorável que abordou de modo bastante apelativo e criativo um tema tão importante como é a floresta.

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Students’ writing inspired in an excerpt from Silent Spring, by Rachel Carson Silent Spring The Apple-tree

Silent Spring The Maple Mariana 11th 10

AndrĂŠ Antunes 11th 2

The sun was rising in the horizon, and my leaves gleamed in the soft light. Everything was beautiful in this town. The fields, the birds, the streams, the flowers and the trees - I being one of them, a maple tree among many others. I was happy there. The birds flew around me and through my branches, making their nests in my arms, and every year I would see the birth of new lives. The farmers worked and I watched them from afar, as the children played in the roadsides with joyful laughs and smiles. Then, one day, a white powder came down from the

I was once a tall and vigorous apple-tree which lived in a vast orchard. I lived in harmony with my surroundings. A nearby stream provided me with fresh water and the sunshine caressed my leaves. I was also the home to a family of birds that played in my branches, fed on my fruits and delighted me with their singing. Sadly, everything changed. One day the stream stopped providing me with fresh water; instead, pesticides murdered my roots, so my leaves fell off and my branches dried up. The birds I harboured also died, poisoned by the toxic air.

Rainer Mirau Floresta AmazĂłnia

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sky, like snow, but it wasn’t as cold or as white as real snow. The following days were filled with disaster. People of all ages were dying from unknown causes. The plants in the fields withered, the birds left their nests in my branches. All the trees became empty and silent. The flowers no longer lived in that town and the streams were now full of dead fish, floating on the surface of small ponds. The disaster days turned into months, and the small, happy village was now grey and lifeless. Slowly, I started dying too. My leaves fell off and my branches died. The water was poisoned – the soil was contaminated -, and slowly, very slowly, I got weaker and weaker. A year later, I was no longer there, among my fellow trees – but also sickened sisters.

town and the streams were now full of dead fish, floating on the surface of small ponds. The disaster days turned into months, and the small, happy village was now grey and lifeless. Slowly, I started dying too. My leaves fell off and my branches died. The water was poisoned – the soil was contaminated -, and slowly, very slowly, I got weaker and weaker. A year later, I was no longer there, among my fellow trees – but also sickened sisters.

A Tribute to Trees’ Exhibition My Report Nuno Caires 11th 2

Silent Spring The Laurel

My favourite wooden object

Carolina Santos, 11º10

My favourite wooden object was a miniature tree. When I first looked at it, I felt that it was the only thing really important there because it was overflowing with life through its green leaves and its interesting stance, sitting on its own roots. I believe that there’s nothing more important than a living being.

I used to be a beautiful, eye-catching, marvellous laurel, living in a stunning town right in the heart of America. I had countless friends … even the pines were my friends. All together we used to pose for the visitors, who loved to take family pictures with us. I remember feeling just like a movie star, being photographed by so many paparazzi. Once in a while even painters honoured us by painting our beautiful branches. But all of a sudden everything changed. Every single person in the town had disappeared. Where had they gone? My friends were feeling sick and weak. Thank God I was still feeling healthy and so I could give them some support. But that didn’t last. Day after day the situation was getting worse and I started to feel ill, weak and dehydrated. A strange, white powder hovered in the air. It smelled like poison, and I tried to keep all my pores closed. But this task was getting harder because the strange powder was soaking up all the water that was left. The air was becoming unbreatheable, and I was starting to despair. The last thing that I remember is the feeling of gasping for some fresh air.The following days were filled with disaster. People of all ages were dying from unknown causes. The fields withered, the birds left their nests in my branches. All the trees became empty and silent. The flowers no longer lived in that

My favourite Drawing There’s a meadow where there is a tree that is half healthy and half of it is on fire – a flaming red. On the right side, the background is covered in smoke. There’s water dripping on the meadow and the tree is burning. On the left side, the background is blue and the tree has green foliage and a brown trunk. I feel that this drawing tells us about our behaviour. Trees are colourful and gorgeous living beings (left side), and what we do to them is to cut them down, or burn them, filling the sky with smoke and ashes (right side). We try to stop wildfires, by using water (water on the meadow) and we end up polluting Mother Nature and killing organisms that are needed for the balance of Nature. This image represents two different paths life and death. It suggests that we should prevent trees from being cut or burnt down so that we can give trees the chance to live. ‘Why do we have to choose that path, the path of protecting trees?’ you may ask. The reason is simple: they are a part of us. By killing them, we will be killing ourselves. 9


Forest Poems

The birds are singing The leaves are swaying Inside the forest Inside my heart

Márcia Gomes Carolina Santos Inês Ferreira Amanda Conduto Alunos do 11º 10

The air is cold The ground is wet Inside the forest Inside my body

The sun is shining high Splashing gold over the trees Painting beautiful shadows All over the ground

It’s so cold here And I can’t hold the trees. I just close my eyes And hear the birds’ cries

The wind is blowing The trees are dancing Inside the forest Inside my mind

The leaves swaying around me The wind holding me tight I can’t find my way

Continued from The Last Flower, by James Thurber Rafael Cassiano, Class 11th 8

They needed something right away - something to help them cook and travel faster. Soon, electrical appliances, automobiles and other transports were invented. Presently, people could travel really fast and there was microwavable food which was cooked in an instant. And there were paper and plastic packages which could be thrown away. Humanity had discovered an easy way of living. But a colossal amount of waste was being produced... And forests were vanishing fast. Oil was running out, too. Pretty soon the world’s fossil resources had been exhausted... The once bright blue sky had changed into a dull grey, full of toxic gases... And all animals and plants had died out. The human race started to travel to other planets for survival. Nothing was left behind… Now the face of earth was empty and barren… so they thought. Years and years went by. One day, rain started to fall. Hidden in a remote valley, a tiny flower sprouted and opened its petals.

Time went by. The woman and the man lived all alone, until one day they found each other. They came from different places, so communication was difficult. But pretty soon, they started to speak each other’s language. Together they lived new experiences. One day, the woman felt attracted to the man and she started to take care of her appearance. Before long they fell in love with each other and they had children. One day they found a withered flower, the only flower they had seen in years, and they decided to take care of it. Years and years went by and soon there were meadows, and forests, and children playing games, and laughter. The world was full of life and joy again. People promised they wouldn’t make the same mistakes again. But soon big cities appeared, and because of work and schedules, life became too stressful and people were exhausted. 10


I have a dream today! Carlos Fernandes Daniela Pestana Érica Mendonça Vanessa Pestana 12º2

I have a dream that one day, we will all treat Mother Nature as she truly deserves; That one day, we will realize just how much she means to us. We must stop destroying paradise to build parking lots and malls We must start valuing the green in nature, instead of the green in money. All we do is taking from Nature, but we never give anything back: We cut down trees to build our furniture; We cut down trees to build toys; We cut down trees to make the same paper we write on, living under the impression that we will never run out of trees. One day, the air that we breathe will become the air that we choke in. And that day is not so far away. All because we live in a world where people are too proud to admit their mistakes. Trees give us air, because without them there would be no oxygen; Trees give us water, because without them there would be no rain; Trees give us food, because without them there would be no fruits. And trees give us beauty, making this world a better place to live in. I have a dream that one day people will come to their senses, and realize that even the smallest gestures have a huge impact in the world. So why don’t we start recycling our used paper, so they don’t have to cut so many trees? Why don’t we find alternative materials to build our furniture from? Why don’t we try and prevent activities that may start a fire? Why don’t we make sure that children know how important it is to protect the forests? And why aren’t we planting more trees? We want to keep this World evergreen. People say that you don’t know what you have until it is gone. So I beg you: Don’t let it come to that. Do Something. "You must be the change you wish to see in the world." I have a dream today!

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“No meu ponto de vista, a criatividade e sobretudo a variedade de atuações contribuíram para que o evento não se tornasse cansativo para quem estava a assistir, mas sim uma experiência interessante e simultaneamente enriquecedora.” Sofia Rei, 12º1

Foi sem dúvida um bom momento onde a ‘brincar’ todos transmitiram uma mensagem muito séria, a de que temos de preservar a Natureza.” Chantal Freitas, 12º1

“... a escola representou dignamente o dia da árvore mostrando uma fração do seu potencial artístico por parte de todos os elementos que participaram neste evento/intervenção temática.” Pedro André Cotrim, 12º1

“ Como estou ligada à música, agrada-me imenso este tipo de eventos e, claro, como é evidente, adorei esta atividade. Considero, também, que a escola deveria proporcionar mais vezes este género de espetáculos, pois é através da arte que podemos expressar o que sentimos.” Carla Castro, 12º1

“Acho que iniciativas como esta deviam ser mais frequentes, pois incentivam as pessoas a protegerem o que é mais precioso para a Humanidade, a Natureza.” Eduardo Santos, 12º1

“... em termos gerais, o objectivo foi alcançado , ou seja, foi prestado um tributo mercido a todas as árvores que ainda sobrevivem no planeta que o Homem continua a destruir.” João Afonso Vargas, 12º1

“Através da música, da poesia, da dança, dos suportes áudio-visuais, de muita vocação e dedicação, provou-se que ações como estas desenvolvem qualidades e pensamentos importantes no desenvolvimento cívico e intelectual do estudante.” João Pedro Nóbrega, 12º1

“ Gostei imenso de todas as atuações, foi sem dúvida um momento bem passado, muito divertido, a mensagem foi-nos transmitida de uma maneira muito bonita, o que permitiu que do início ao fim ninguém perdesse o interesse.” Débora Costa, 12º1

“ No decurso da apresntação, posso salientar que tudo foi muito bem organizado desde o modo como foi apresentada a exposição até às diversas atuações.” André Dias, 12º1

“... mais do que a iniciativa temática em si, assistiu-se a uma demonstração de organização de um evento escolar sem precedentes, na minha passagem por esta escola.” Mário Jardim Gouveia, 12º1

“ Na minha opinião, a apresentação de poemas, músicas e bandas, foi interessante e permitiu-me observar os novos talentos musicais desta escola.” Guilherme Coelho, 12º1 12


A Poesia saiu à rua A Escola Secundária de Francisco Franco participou no dia 7 de Maio no primeiro festival de poesia de rua, que decorreu no largo do Corpo Santo, organizado pela Criamar. Dos cinco alunos participantes, Carolina Teixeira, Maria João Berimbau, Maria Isabel Pita, Nuno Fernandes e Ruben Faria, dois receberam o 1º e 3º prémios, respetivamente, Maria João Berimbau com o poema “O Sonho” e Nuno Fernandes com o poema “A Amálgama das Mil Primaveras”. A criatividade literária dos alunos, o empenho dos professores e a iniciativa da Criamar foram sublinhadas e valorizadas. No dia 11 de maio esteve patente uma exposição nesta escola, com os poemas destes alunos. Maria João Berimbau 1º prémio no 1º Festival de Poesia

O sonho O sonho... Mais do que triunfante, presente. Mais do que brilhante, ardente. Mais do que delirante, crente.

Diga sim à poesia! Como pode alguém viver assim? Nunca sabendo o que esperar nem sequer podendo pensar. Poderá chegar a um fim? Vivendo aleatoriamente, deixando levar-se pelo vento... Não querer esforçar o órgão cinzento é mesmo coisa de demente! Ahh, livre-se disso! Diga sim à poesia! Pense, sonhe, crie, sinta, liberte-se, exprima-se, abra-se ao mundo e mostre a sua pinta.

É mais fácil! - dizem eles. Pois eu acho é que não sabem viver! Está em muito mau estado, a mente deles: Guiar-se por opiniões feitas - sem as avaliar até e torná-las eleitas? Alguma vez?!

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Acho que posso dizer que adorei o concurso, não só por ter ganho, claro, mas pela experiência fantástica que foi. A declamação na rua, a apresentação de textos nossos e o contacto com o público não muito habituado a este tipo de espetáculos, foram maravilhosos. Senti-me espantosamente bem a declamar poesia, e, mesmo que não fosse minha, penso que me sentiria igualmente “em casa”. Sendo a poesia,

na minha opinião, o lado mais bonito da literatura, foi uma honra poder mostrá-la a todos os presentes e tentar fazê-los ver que a Língua Portuguesa é tão gloriosa como outra qualquer, se é que não é mais. A meu ver, foi uma excelente iniciativa por parte da Criamar e espero que se torne, como João Carlos Abreu disse, uma tradição, repetindo-se por muitas mais vezes.

Nuno Fernandes 3º prémio no 1º Festival de Poesia

Nasci Figueira Fernandes, a 9 de Maio de 1992, na freguesia de São Pedro. Mais tarde juntaram-se nomes como: Nuno e Juvenal. Tencionava ser professor, arqueólogo, jornalista, seguir a comunicação social, mas a minha paixão pelo cinema acabou por vencer. Neste momento, estou terminando o secundário na Escola Secundária Francisco Franco. Depois disso, só Deus sabe. A Amálgama das Mil Primaveras Que história esta, tão conhecida, de uma Mulher de terras proibidas e de absurdo ventre fértil, Que tantos filhos gerou e, na grega espuma, Guerras encetou, contra o seu sangue hostil; Primordial Gaia se espalhou No berço da Europa em: Pontos, Oreias e Urano; Que sozinha e graciosamente gerou. Para seu desejo, o último criou como seu igual, senão insano. Com este formou enlace incestuoso que, Gaia, do seu largo seio, Doze Titãs derramou, sem receio. Enfim, temendo o poder dos descendentes, Urano já previa saracoteio; Outros mais germinaram: Ciclopes e Gigantes de membros inúmeros. Assim tomaram forma, o Céu e a Terra. Adivinhado o negro futuro, Urano, seus filhos encarcerou, No útero de Gaia, e os túmulos tramando. Esta Mãe Terra que gemia das dores de não conseguir parir, 14


Pediu ajuda aos Titãs para que libertassem os irmãos e se vingassem do pai. Apenas, Cronos consentiu em agir; Este, escondido na noite, os testículos do seu progenitor caçou, E o sangue deste, a terra fertilizou, E a sua esposa, mais uma vez, engravidou. Tombava Urano, eunuco, e Cronos o trono apossava. Assim, se segregava o Céu da Terra. Contente foi o nascimento de Afrodite, Erínias e Melíades, Contudo, revendo-se no seu pai, Cronos temia seus irmãos, Encerrando-os e arruinando quaisquer afinidades. E nisto, Gaia furiosa planeava a sua vendetta: Convencer Zeus, filho de Cronos e Réia, Salvo da fatal mordedura do seu próprio inventor, A libertar do Tártaro os Ciclopes e os Gigantes e, dessa feita, Tornar-se deus do universo e vencer seu criador. Dito e feito, e até as Primaveras fecundavam. No entanto, Zeus rematava acordo com os Gigantes: Vigiar os Titãs no sombrio Tártaro. Da raiva de Gaia brotaram Andróginos do chão em todos os quadrantes. Para aniquilar o deus do universo, atacavam o lívido Olimpo, Mas uma vez divididos, Zeus os vencera; Mais tarde, a deusa da Terra obrou uma planta, Que imortalidade daria aos Gigantes, Se esta não fosse assolada pelo grande deus; Ainda assim, os Gigantes tentaram invadir os Céus, Escalando as grandes montanhas sobrepostas e, outra vez, saíram derrotados; Desesperada, Gaia enviou Tifão, o seu mais horrendo e último descendente. Depois da carnificina, com seu derradeiro filho morto na espada vitoriosa dos deuses olímpicos, Gaia outorgou o acordo de que jamais contestaria o poder de Zeus, Tornando-se numa deusa olímpica. Esta é a conhecida história, da mulher mãe que em mil Primaveras se desfez E, hoje, no recanto mais verde pode ser reencontrada, Ainda fértil e magnificente.

Rúben Diogo Faria é aluno do 12º ano. Foi no Ensino Secundário que Rúben Faria desenvolveu o interesse pela escrita, mais especificamente, pela poesia. É extrovertido, alegre e sempre sorridente. Contudo, não gosta de se abrir ao mundo naturalmente, então fá-lo através da poesia.

Rúben Faria

A vida não é um lugar A vida é um caminho. Desde que nascemos, Desde esse momento não vivemos! Caminhamos em direção à morte…

Oh meu Deus! Quem és? Ajuda-me Ajuda-me a ultrapassar Esta decadência, Este sofrimento! 15


O rio corre pela serra abaixo Pois quando atingimos o auge, O tal auge da vida, Caímos sem parar, sem que haja outro auge Sem ser o auge do fim O auge daquele poço tão profundo!

Não sei como dizer Não sei como sentir As palavras que a vida me deixa As palavras que me magoam Aquelas às quais fico sem resposta Aquelas que contribuem para a minha decadência!

Não há como voltar Voltar para reparar Reparar o que foi feito. Não há uma única direção Mas são direções sem rumo Sem rumo para uma vida Sem rumo para A FELICIDADE! Perde-se assim a vida Por aquela tão efémera nostalgia.

Não sei se estou vivo, Caminho apenas, Caminho para a morte. Não há outra direcção Apenas um caminho, sem luz E perco as forças, Sou consumido pelo medo. A vida destrói sem que eu tenha construído A vida mata mesmo antes de eu ter vivido. Oh vida, deixa-me! Pára, não me faças sofrer mais.

Saber o que sei Conter o que sinto Destrói-me! Não sei lutar Não sei como sobreviver, Mas tenho força Força para aprender a sofrer. Já nada me impede, Já nada me importa…

A história ainda agora começou e… Já me sinto naquela decadência, Naquela vida sem rumo e sem balas, E vivo fazendo representações irreais, Alimentando-me daquilo que represento E esperando pela linha que separa os mundos.

Estou vivo!

O meu nome completo é Maria Isabel Pita Correia. No presente momento, estou no 12º ano, matriculada no curso de Línguas e Humanidades. No futuro, gostaria de seguir Direito. Maria Isabel Pita

O Tempo Leva-nos o tempo a força e vontade, Desfazendo os sonhos e a esperança. Transforma o ser, gera uma mudança, Emerge sempre nova qualidade.

É a inconstância do mundo Que faz brotar novas ideias E rompe com a antiga tradição.

O mundo muda constantemente. Altera-se o costume, a cultura Nada dura mais que uma altura, Pois o nada é eterno somente.

Mas germina-se no ser profundo, Estas doces memórias alheias Que nos aquecem o coração. 16


A 31 de Dezembro de 1993, nascia eu, Carolina Teixeira, pelas vinte e duas horas e quarenta minutos, com apenas 38 semanas. Desde cedo tive a tendência de antecipar as coisas… Neste momento estou no 12º ano. Paralelamente à escola tenho frequentado algumas actividades extra-curriculares, tanto ao nível das artes, como a nível do desporto.

Carolina Teixeira

Toda a minha emoção! “A vida são sucessivas mortes” E as emoções tem, De se sentir… Gritar!!! Liberdade, Será que a temos? Determinismo, Confiável? A vida é um jogo, A vida é um labirinto… E nós somos simples peões!

Quero sentir; Mas o cérebro estava cansado… O labirinto complicou, E não tinha o que sentir… O Homem é complexo, E a saída está disfarçada!! Uma gota cai, Cai como uma lágrima que, Alaga o coração, O cérebro e

Viagem dos Finalistas a Lloret de Mar Jorge Baptista Prof. de Francês

Chegara finalmente o dia tão esperado por todos – sábado, 9 de Abril: embarque para Lisboa e posteriormente a viagem de autocarro até Lloret. Malas feitas, alegria redobrada e espírito de aventura. Os jovens estudantes, após um longo 2.º período com aulas, testes e trabalhos, iriam desfrutar de umas férias únicas e inesquecíveis numa fase tão importante do seu percurso escolar no secundário. Uma vez chegados a Lisboa, ainda houve tempo disponível para ir ao Centro Comercial Vasco da Gama ou ao Colombo preparar o farnel para a longa viagem de autocarro, cerca de 1300 quilómetros, com a duração aproximada de 18 horas. A viagem decorreu normalmente, com algumas paragens nas estações de serviços, com sol e temperaturas amenas durante o dia, mas,

à noite, o frio era intenso. Enquanto o autocarro ia encurtando a distância até ao seu destino, o cansaço ia tomando conta dos corpos e das mentes de todos os jovens e professores. Cerca das 10.00 horas de domingo chegámos a Lloret, destino de eleição dos finalistas portugueses desde que a Sporjovem começou a organizar esta actividade. Manhã de muito sol, céu azul, convite a uma ida à praia. A expectati17


iríamos permanecer durante 7 noites. Situado no coração da Costa Brava, esta unidade hoteleira de temática egípcia, situa-se a cerca de 350 m da praia e do centro principal com todos os seus cafés, bares, restaurantes e discotecas. Possui 153 quartos, todos eles ocupados pelos estudantes. Lloret, localidade pacata, viu-se de repente invadida por milhares de estudantes durante as férias da Páscoa, que imprimiram outra cor e outra animação às ruas, à praia, quase deserta até então, às lojas comerciais. A palavra mais ouvida foi Portugal. À noite e nas discotecas a frase entoada e repetida por centenas de vozes foi outra, os que lá foram lembram-se… Curio-

va era muita e o ambiente era propício a muitas aventuras de lazer e a longas noites. Como por encanto, o cansaço desapareceu… Lloret de Mar é um município de Espanha na província de Girona, comunidade autónoma da Catalunha, com uma população de 32 728 ha-

bitantes (2007). Situa-se na parte sul da Costa Brava a 75 km de Barcelona. Possui 7 km de costa, com 5 praias principais, e atrai cada ano milhares de turistas devido às suas muitas discotecas, cafés, casino e a um clima ameno desde o mês de abril. Este ano, milhares de jovens, oriundos das várias regiões do Continente, Madeira e Açores escolheram o programa elaborado por esta agência de viagens, dos quais 150 eram da Escola Francisco Franco. Dirigimo-nos ao hotel Cleópatra, local onde

sos (as)? Perguntem-lhes. Lloret oferece todas as condições para umas férias de sonho tal é a variedade de actividades de lazer: uma ida à praia, ou à piscina do hotel “ trabalhar para o bronze”, desporto, parque de diversão: (Port Aventura em Salou); excursões: (Barcelona com guia), La Roca, o maior outlet da Catalunha); compras… e, sobretudo à noite, discotecas, Revolution e a Colossos com DJs convidados, Pedro Cazanova, Fernando Alvim, Miguel Rendeiro, Rafael Pinho, Oskar DJ, DJ Sergy entre outros. A presença do convidado R.I.O. e a sua actuação na Colossos provocou a loucura geral por parte dos jovens. Um outro momento alto numa das noites na Colossos foi a festa da espuma, proporcionando imagens divertidas com a transformação visual dos jovens. A partir das 23.00 horas, Lloret transformava-se radicalmente: a chegada massiva dos 18


portugueses e dos estrangeiros aos locais de diversão nocturna dava outra cor, outro brilho, outro movimento às ruas circundantes das discotecas. Energias ao rubro, alguns excessos, fruto da irreverência juvenil, as noites eram longas e muitas horas de sono ficaram por cumprir… mas, férias são férias, dormir somente desde o início do dia até à hora do almoço. Uma das atividades mais apreciadas foi a ida a Barcelona, a segunda maior cidade da Espa-

Um dos lugares mais frequentados de Barcelona é Las Ramblas, emblemática avenida e local de passeio de Barcelona, ligando a Praça da Catalunha, centro nevrálgico da cidade, ao velho porto, onde se pode ver o monumento dedicado a Cristóvão Colombo. Neste passeio público podemos encontrar quiosques de flores, cafés, restaurantes, lojas comerciais, mas, sobretudo, admirar as estátuas humanas, obras

nha após Madrid, com uma população de 1 621 537 habitantes. Parámos no Templo Expiatório da Sagrada Família, iniciado pelo arquiteto Antoni Gaudí e pudemos apreciar esta obra-prima de rara beleza. Passámos pela Torre Agbar, cuja arquitetura se assemelha a um gigantesco míssil com 145 m de altura e 38 andares. Há quem diga que parece mais um símbolo fálico. Os habitantes de Barcelona chamam-lhe supositório. Passámos pelo estádio do Barcelona, o Campo Nou, parámos no estádio Olímpico utilizado nos Jogos de 1992 e finalmente chegámos ao porto, o mais importante do Mediterrâneo na chegada e partida dos cruzeiros de passageiros. Foi-nos dado tempo livre para vermos as Ramblas. 19


vivas de arte. Chegámos ao dia 17 de abril: o adeus a LLoret e aos dias de férias inesquecíveis, repletos de experiências únicas, com muitos momentos de alegria, de convívio e de camaradagem. Construíram-se novas amizades que irão perdurar no tempo e já nascia dentro de nós um sentimento

tão próprio dos portugueses: a saudade… Entrámos em Lisboa no dia seguinte, após longa viagem de autocarro, e regressámos, horas depois, ao Funchal. A avaliação final a esta viagem é bastante positiva, embora seja de melhorar alguns aspetos na sua organização.

Visita de Estudo Museu de Electricidade - Casa da Luz Turmas 12º19 , 12º12, 11º29 Maria José Rodrigues Anabela

Os alunos do 12º ano, turmas 19 e 21 e a turma 29 do 11º ano fizeram uma visita de estudo ao Museu da Electricidade da Madeira – Casa da Luz. A temática desta visita incidiu sobre o abastecimento da ilha, os seus projetos futuros (energias alternativas) e quais os comportamentos a adoptar para a redução do consumo de energia. Central Eléctrica do Funchal foi inaugurada em 1897 e fornecia energia elétrica para o abastecimento da cidade do Funchal. Em 1978/79, a eletricidade na Madeira passou a ser gerida pela Câmara Municipal do Funchal. A Central Eléctrica do Funchal foi desativada em 1989, para se transformar, atualmente, no Museu de Electricidade da Madeira, recaindo o papel principal da central térmica na Central da Vitória, situada nos Socorridos. Esta central é a única na Madeira que

Fazendo referência a um dos pontos abordados na visita de estudo, a ilha da Madeira verificou uma grande evolução a nível elétrico, pois inicialmente era iluminada através de três candeeiros a azeite, situados nos locais mais importantes da cidade (1846). Estes foram posteriormente substituídos por candeeiros a petróleo, que, para além de proporcionarem uma melhor iluminação, eram mais práticos (1866). A 20


zação de energias renováveis em 20% e por fim aumentar a eficiência energética em 20%. O plano de ação regional visa maximizar o aproveitamento dos recursos renováveis, fomentar as energias alternativas e incentivar a utilização racional de energia. Posto isto, a R.A.M. está a desenvolver de momento dois projetos, nomeadamente, o Biocombustível Marinho (Porto Santo) e uma Central de Gás (Madeira), sendo ambos os projetos essenciais para a redução de emissões de CO2 e utilização sustentável de energia. Para finalizar, pode dizer-se que a utilização das energias renováveis tem vindo a aumentar, ganhando cada vez mais adeptos conscientes da sua importância para a preservação do meio ambiente. A visita alertou-nos também para o papel fundamental dos jovens na mudança da mentalidade consumista atual e para a importância da conservação do ambiente, pois o futuro das gerações seguintes está intimamente interligado às decisões tomadas no presente. A responsabilidade torna-se agora nossa, para transformar esta utopia de um ambiente equilibrado e harmonioso numa realidade.

apresenta um sistema de bombagem de água que possibilita a produção de energia, a fim de abastecer mais do que uma localidade. Existem diversos tipos de produção de energia, entre os quais se encontram as energias térmica, fotovoltáica, eólica, sistémica e de resíduos urbanos. Na última parte da visita de estudo, foram abordados vários temas, como por exemplo as estratégias europeias para a energia, o consumo mundial de energia, o plano de promoção do desempenho ambiental, o plano de acção da R.A.M. e a meta dos “Três Vintes”. Relativamente à União Europeia, a sua estratégia aponta para a segurança do abastecimento de energia, através de energia limpa, para o combate às alterações climáticas, levando à promoção da competitividade e criação de emprego. A Região Autónoma da Madeira apresenta uma estratégia de acordo com as medidas da União Europeia, cumprindo com a meta dos “Três Vintes”. Os “Três Vintes” representam três medidas relacionadas com o ambiente, que foram estabelecidas pela União Europeia e que devem abranger todos os países que nela se integram, tendo como objetivo a diminuição, até 2020, das emissões de CO2 em 20%, a utili-

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Exposição de atividades do grupo de francês A Escola Secundária de Francisco Franco saiu à rua, pelas mãos dos seus alunos e professores de Francês, à descoberta da presença francesa na nossa ilha, tentando abarcar todas as atividades culturais, comerciais e industriais. Os alunos de Francês desta escola foram os principais atores desta pesquisa. Munidos de máquina fotográfica e de filmar, percorreram as ruas da cidade do Funchal e dirigiram-se a lojas, supermercados, centros comerciais e empresas, a fim de encontrar sinais da cultura francesa. Através da objetiva dos nossos jovens repórteres, foi possível detetar a forte influência da língua e cultura francesas em áreas tão diversas como a saúde, a educação, a imprensa, a arquitetura, a gastronomia, os meios de transporte, a decoração, a moda e o lazer.

nidade de entrevistar uma professora, um chefe de cozinha e um grupo de turistas, todos eles de nacionalidade francesa. A opinião dos entrevistados foi unânime: a Madeira é uma ilha acolhedora, aprazível e de uma beleza ímpar. Destaactividade resultou uma exposição que esteve patente a toda a comunidade escolar de 23 a 27 de Maio. Através da atividade Sur les traces du français à Madère, os alunos foram surpreendidos ao descobrirem uma cidade que lhes falava em francês a cada esquina.

Para além de todas estas áreas, os alunos depararam-se com um vasto leque de palavras ou expressões da língua francesa utilizadas no nosso quotidiano. Quem não conhece ou nunca utilizou os seguintes termos? Promenade, atelier, boutique, lingerie, réveillon, tablier, croissant, palmier, dossier, édredon, ballet, soufflé, vitrine… Dos inúmeros franceses que visitam ou vivem na ilha da Madeira, os alunos tiveram ainda a oportu22


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Exposição Filatélica Isabel Valente João Rui da Rocha Pita

A galeria Francisco Franco da ESFF recebeu a exposição «Portugal e a Europa - Uma História Contada Através dos Selos Portugueses» da responsabilidade da Dra. Isabel Valente. Esta exposição realizou-se numa parceria entre a E.S.F.F. e a Universidade de Coimbra, através do Centro de Estudos Interdisciplinares do séc. XX e da Secção de Filatelia da U.C. A exposição “ Portugal e a Europa: uma história contada através dos selos” pretende sensibilizar o público mais jovem para a questão do processo de integração de Portugal no seio das Comunidades Europeias e, mais amplamente, despertar os jovens para a cidadania europeia. Neste sentido, é também objetivo desta exposição promover e facilitar a lecionação destes conteúdos curriculares, alusivos à participação de Portugal no projeto europeu, através da filatelia. Os selos postais bem como toda a imensidão de afinidades dos selos e que constituem o mundo fascinante da filatelia (carimbos de primeiro dia, carimbos comemorativos, flâmulas, inteiros postais, etc.) são fiéis e férteis representações de múltiplas temáticas e, também, da europeia. Tomando como exemplo os selos postais

portugueses, encontramos plasmados em toda a iconografia os momentos capitais da relação de Portugal com as instituições e as questões europeias mais relevantes. Os selos, para além de servirem de taxa para que as cartas possam circular, são profundos embaixadores da tradição e da cultura. Importa ainda sublinhar, como bem diz Maria Manuela Tavares Ribeiro “a imagem, concebida como documento (…) pode destinar-se a cumprir objetivos de aprendizagem e a participar na construção do saber.”

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Breve Introdução à filatelia e à terminologia filatélica a “receber marcas nominais indicativas do porte a pagar pelo destinatário, bem como marcas nominais da localidade de partIda e de chegada”. (Hernâni Matos) É ainda de sublinhar que o primeiro selo postal começou a circular na Grã-Bretanha, em Maio de 1840. Este selo, designado por Penny Black, foi desenhado por Sir Rowland Hill e circulou com as taxas de 1 penny e 2 pence. N e s t e quadro, não deixa de ser importante referir que no dia 1 de Julho de 1853 foram postos à venda os primeiros selos portugueses com taxas de 5 e 25 reis, com a efígie de D. Maria II. Com o aparecimento dos primeiros selos postais estavam criadas, as bases para o nascimento da Filatelia, pela pena de Herpin, no nº 15 do Collectionateur de Timbresposte, de Novembro de 1864. A palavra filatelia resulta da junção de dois vocábulos gregos, a saber: philos+ atéleia, que significa “amor” ao estudo no que concerne ao que é “franco”, e “livre”, ou seja, à franquia. Assim, a filatelia é o “ estudo e o conjunto de actividades respeitantes à emissão, promoção, comercialização e colecionismo de selos e de outros valores filatélicos”. Ou, de um modo mais simples, como se refere no Dicionário de Filatelia de P. Sá Machado e R. G. Queiroz, é “ o estudo dos selos postais, o hábito ou gosto de colecioná-las”. Neste horizonte, é preciso referir que a Filatelia engloba várias modalidades ou classes. São elas: Filatelia tradicional, Filatelia temática, Aerofilatelia, História Postal, Inteiros Postais, Maximafilia, Filatelia Juvenil, Open Class e Literatura Filatélica. No entanto, o selo constitui a peça nobre e a base de qualquer coleção filatélica.

Neste contexto, ganha particular oportunidade um olhar sobre a filatelia e a sua terminologia de modo a permitir interpretar melhor a temática em exposição. A este propósito podem e devem tecer-se breves considerações sobre o Correio. No reinado de D. Manuel I, no Ano da Graça de Nosso Senhor de 1520, deu-se a criação do Correio em Portugal. A administração do Correio, até final do Século XVIII esteve na mão de particulares. Através do Alvará de 16 de Março de 1797, foi extinto o cargo de Correio-Mor e o Correio passou à Administração do Estado, através da Secretaria de Estado da Repartição dos Negócios Estrangeiros. Esta tutelava a administração das Postas, Correios e Diligências de Terra e Mar. Em 1799 é publicado um novo regulamento que determina que as cartas passam 25


Academia Francisco Franco debate Portugal

Mudam-se os tempos, permanecem as vontades Eker Sommer Susana Rodrigues Coordenadoras da Academia FF

A Escola Secundária de Francisco Franco, através da sua Academia, promoveu no passado dia 23 de Março uma conferência subordinada ao tema “Portugal, Passado, Presente… Que Futuro?” que contou com a participação de conhecidos jornalistas madeirenses. Assumindo-se como um espaço de intercâmbio cultural, a Academia Francisco Franco aliou a vertente de apoio aos alunos estrangeiros e lusodescendentes, que lhe deu origem, à vertente da escrita criativa e do debate da Arte e da Cultura Portuguesa, tendo, nos últimos anos, promovido diversas ações vocacionadas para estas áreas.

tícias; e Roquelino Ornelas, jornalista da RTP/M. O objectivo foi um só: pensar Portugal, entrecruzando olhares de épocas diferentes – Luís de Camões, Almada Negreiros e Fernando Pessoa – com os destes profissionais da informação da actualidade, de modo a perceber até que ponto se alterou (ou não), ao longo dos tempos, a visão que Portugal tem de si próprio. E as conclusões foram óbvias: se é verdade que os tempos mudaram, como dizia o poeta, também não é menos verdade que as opiniões sobre Portugal se mantêm. O orgulho de ser português permanece e a esperança do advento de um Quinto Império também. “Este é um Portugal utópico” – sustentou Ricardo Oliveira – “sobretudo para aqueles que cruzarem os braços a julgar que o que está a dar é ser rasca e parvo… parvos serão aqueles que, embalados pela música dos Deolinda ou por outros sons, preferirem ostentar o título ‘geração sem remuneração’ em vez de continuar a estudar… parvos se-

Desta feita, e porque muitos dos seus membros cursam o 12º ano, este projeto da Francisco Franco optou por trazer à discussão uma das temáticas que alicerçam o programa de Português deste nível de escolaridade: a essência do ser português. Assim, durante cerca de 90 minutos, a sala de sessões da escola foi a voz de Portugal, trazendo ao conhecimento da comunidade educativa a reflexão sobre a Nação de figuras da Comunicação Social insular, designadamente Daniela Maria, jornalista da RDP/M; António Jorge Pinto, editor do semanário Tribuna; Ricardo Oliveira, director do Diário de No26


e trabalhar por este país” – disse, recordando que as dificuldades são “enormes” para todos, para os que perderam o seu posto de trabalho, para aqueles que aos 45 /50 são obrigados a negociar saídas das empresas, para os jovens licenciados que não encontram respostas no mercado de trabalho. “Vamos ter de reinventar Portugal com brio, com vontade, fazendo BEM tudo aquilo a que nos propomos, não importa se somos médicos ou carpinteiros, arquitetos ou jardineiros, enfermeiros ou padeiros” – acrescentou. E arrematou: “Todos devemos

rão os que não desenvolverem a capacidade de se desenrascar… parvos seremos nós se não acreditarmos no Portugal Positivo, no Portugal com futuro.” Num verdadeiro hino ao Portugal de hoje, que é o de ontem e também o do futuro, o director do DN

inflamou a plateia da Francisco Franco num discurso patriótico de apelo ao retorno ao espírito do português quatrocentista, cantado por Camões: “O português de hoje que troque o calculismo pelo risco, a dependência pela iniciativa, o ter pelo ser, o facilitismo pela exigência, o fado pelo pop, os pesadelos pelo sonho, o supérfluo pelo essencial, a incerteza pelo rumo, o palpite pelo conhecimento, as coisas pelas pessoas, o ‘porreiro pá’ pelo ‘faz bem, já’.” Na mesma linha, Daniela Maria lembrou que o

bater-nos para que o mérito seja premiado e seja a garantia para abrir portas a muitos jovens licenciados que engrossam a lista dos desempregados. Temos de ser exigentes connosco mas também com os decisores e os dirigentes do nosso país.” Roquelino Ornelas, por sua vez, recordou as palavras de João Paulo de Oliveira e Costa, autor de O Império dos Pardais, sobre o passado português: “Não há nenhum país, povo ou império que esteja sempre na crista da onda. Portugal aproveitou uma

Portugal da atualidade atravessa momentos difíceis e que, por isso mesmo, tem de repensar-se como já tantas vezes o fez ao longo da História. “Todos nós, e a vossa geração também [dirigindo-se aos jovens presentes], teremos de arregaçar mangas 27


atualidade, segundo acrescentou mais tarde António Jorge Pinto, terá de ter como base fundamental a Educação. “Ela, a Educação, é o garante do futuro, é a base da Nação”, porque “um povo esclarecido é um povo que constrói um futuro de sucesso” – concluiu. E foi assim, sob a égide de um Portugal que ainda tem muito para dar, que a Academia Francisco Franco encerrou o debate sobre o ser português, mas não sem antes aclamar a viva voz Policarpo Nóbrega, outro convidado, pela declamação ímpar da “Pedra Filosofal” de António Gedeão, poema que reenvia para o poder mobilizador do sonho numa altura, como outras do passado, em que o português se esqueceu de sonhar, apesar de saber que “sempre que o homem sonha/o mundo pula e avança”…

conjuntura favorável para assumir um protagonismo à escala universal que raramente é desempenhado por países de tão pequena dimensão. Depois, outros aproveitaram a experiência portuguesa e aprofundaram-na. E os que nos ultrapassaram, em vários domínios, ao longo dos séculos XVII e XVIII, foram depois ultrapassados por outras potências, das quais algumas já se esboroaram. Por que razão havia de ter sido diferente connosco?...” Desdramatizando, pois, a perspectiva decadentista da História de Portugal, a partir da sentença daquele romancista, o jornalista da RTP/M reconheceu a necessidade de aliar a experiência do passado à sabedoria do presente e construir um Portugal à medida da atualidade. E esse Portugal à medida da

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2011 – Ano Internacional da Química Rui Afonseca Prof. Delegado de Química

A ideia A ideia de um ano internacional foi discutido pela primeira vez em 2006, durante a reunião de abril do Comité Executivo da IUPAC. Na sequência desta reunião, um grupo de trabalho IUPAC desenvolveu um plano para assegurar a designação da UNESCO de um Ano Internacional da Química. Esse projeto foi concluído com êxito quando, em abril de 2008, o Conselho Executivo da UNESCO aprovou a proposta para a proclamação pelas Nações Unidas, de 2011 como Ano Internacional da Química (AIQ2011) Objetivos Os objetivos do Ano Internacional da Química, AIQ2011, são aumentar o reconhecimento público da química, na satisfação das necessidades do mundo, incentivar o interesse pela química entre os jovens, e gerar entusiasmo para um futuro melhor e criativo da química. Porquê 2011? O Ano Internacional da Química é uma iniciativa da UNESCO “United Nations Educational, Scientific, and Cultural Organization”. e da IUPAC “União Internacional de Química Pura e Aplicada”. Com o slogan “Chemistry: our life our future” o ano 2011 foi escolhido para esta comemoração, pelas seguintes razões: • Comemora-se o 100º aniversário do pré-

mio Nobel em Química concedido a Marie Curie (1867-1934) pela descoberta da radioatividade e dos elementos químicos rádio e polónio. Marie Curie (1867-1934) • Comemora-se o 100º aniversário da fundação da Associação Internacional de Sociedades de Química e da Sociedade Portuguesa de Química, proporcionando uma oportunidade para destacar as vantagens da colaboração científica internacional. A Escola Secundária de Francisco Franco irá associar-se a estas comemorações, durante a 3ª semana do próximo mês de outubro, com um conjunto de actividades desenvolvidas por alunos e professores do Grupo 510, que vão oferecer a toda a comunidade escolar uma série de atividades interativas, divertidas e educativas que estarão disponíveis, durante a referida semana, nos laboratórios de Química e de Física.

Lê, Divulga, Participa Leia SFF a Revista da tua Escola 29


Professoras Coordenadoras do FraNet

Le français, une langue européenne

L’Europe représente - 23 langues officielles, - 492 millions de citoyens et - 14 pays participant à la Francophonie. Parmi eux, plus de 70 millions de francophones et plus de 12 millions d’apprenants de français. Mosaïque de peuples, de cultures et de langues, l’Europe est un véritable laboratoire de la diversité culturelle et linguistique à l’échelle mondiale. Parce que l’Europe de la diversité culturelle et linguistique est une réalité quotidienne, le citoyen européen de demain sera amené à parler, en plus de sa langue maternelle, une seconde langue européenne et avoir une compréhension passive d’une troisième langue. 14 pays sur les 27 de l’Union européenne ont adhéré à l’Organisation Internationale de la Francophonie : Autriche, Belgique, Bulgarie, Chypre, France, Grèce, Hongrie, Lituanie, Luxembourg, Pologne, République tchèque, Roumanie, Slovaquie, Slovénie. Avec l’anglais et l’allemand, le français est l’une des langues de travail de la Commission

européenne et sert de langue pivot au Parlement européen; le français est également la langue du délibéré de la Cour de Justice des Communautés européennes (CJCE) et du Tribunal européen de première instance. La maîtrise du français constitue de ce fait un atout indéniable pour les relations professionnelles au sein des institutions européennes. Toute l’actualité du français dans le monde: www.diplomatie.gouv.fr/francofil/

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A César o que é de César Sónia Maria P. Morgado Mateus , Prfª Biologia

JRA

próximas da foz. Todas as ruas abaixo da cota quarenta, onde se situa a Escola Secundária Francisco Franco, foram bacia de sedimentação da lama e dos inertes transportados pela ribeira. A rua João de Deus, onde se situa a escola, interseta a avenida Visconde do Anadia contígua à ribeira de João Gomes, cujas margens de inundação estão ocupadas por estradas, à direita a avenida Brigadeiro Oudinot e os jardins do campo da barca e à esquerda a avenida visconde do Anadia , a secção da ribeira é estreitada por uma ponte que liga a avenida Santiago Menor à rua João de Deus e sobre essa ponte existe um posto de abastecimento de combustível. É a partir desta secção da ribeira que o entulho se começa a acumular, a água sai então do seu leito e inunda de lama, pedras, água e inertes as ruas. No fundo a ribeira só reclama o que é seu por direito. A César o que é de César.

Ana Cristina Nunes Rodrigues Joana Carolina Carvalho Mendonça Ricardo José Diniz de Sousa, Alunos

A ribeira de João Gomes foi ao longo do tempo desprovida do seu espaço, encanada entre taludes e nos seus leitos de cheia construídas estradas, edifícios com estacionamentos subterrâneos , que impermeabilizaram o solo e o subsolo, e em alguns locais as secções da ribeira foram estreitadas para construção de pontes e rotundas. Uma manhã de excepcional pluviosidade fez com que os solos das zonas altas onde a ribeira tem a sua nascente se soltassem e, devido à orografia acentuada da ilha, se precipitassem em derrocada pela ribeira em direcção à foz. Os inertes, lama e rocha, foram-se acumulando e os taludes da ribeira, apesar de excecionalmente elevados, foram insuficientes, ficando entupidos com tanta lama, pedras e inertes. A água abandonou o seu leito normal e inundou as ruas

Ribeira de João Gomes no dia 20 de Fevereiro de 2010 17:00 horas

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Oficina de Teatro Corpus Testemunhos de Alunos Hugo Duarte

Eu gostei muito da experiência que tive na oficina de teatro, durante este primeiro ano na Francisco Franco, porque cresci como pessoa, aprendi mais sobre mim e sobre os outros. Pude fazer o que gosto, representar. Conheci pessoas novas, novas técnicas de representação. Tive a experiência de participar numa peça de teatro e de estar envolvido no processo de criação e desenvolvimento da minha personagem e das outras e assim ver e fazer parte da criação de uma peça. A Oficina de Teatro foi muito importante para mim e penso que quem gosta desta arte devia entrar para a Oficina da nossa escola; também porque é uma boa experiência.

Maria Isabel Correia

A peça “Da Pedra ao Diamante” foi um projeto elaborado com muito carinho e dedicação, quer pelos professores, quer pelos alunos. A história não foi idealizada por uma pessoa apenas, mas contou com as ideias de todo o grupo, concretizando-se nas palavras escritas pela professora Cristina Pestana e outros autores. Assim, “Da Pedra ao Diamante” tornou-se um objetivo de equipa em que houve, para além da cooperação, a amizade.

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O teatro sempre foi algo que sinceramente gostaria de experimentar. Quando soube da existência da Oficina Corpus cá na escola, decidi inscrever-me imediatamente, mas devido a um conflito de horários, só pude fazer parte do núcleo no 11º ano. Não me arrependi de todo da minha decisão. O teatro é ótimo e foi, sem dúvida, uma experiência maravilhosa. Aprendi técnicas de representação que contribuem para a minha vida dentro e fora do palco, pois a capacidade de saber falar em público é cada vez mais valorizada. Também conheci pessoas que partilham este mesmo gosto pelo teatro, com quem gostei muito de trabalhar e nunca vou esquecer. A minha experiência no teatro da escola foi fantástica e é algo que recordarei pelo resto da vida. Se alguém estiver interessado em integrar no núcleo, não tenha receios, recomendo vivamente a fazê-lo!

Érica Gonçalves

Primeiramente, gostaria de agradecer por me terem aceitado no grupo. Foi muito gratificante, vivi mais uma experiência na bela arte que é o teatro. Fez-me despertar mais o interesse pela poesia e aprendi coisas novas, técnicas novas que desconhecia do teatro. Foi uma experiência cativante e tenciono repeti-la para o ano, se assim se proporcionar.

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RS4E - Porto Santo 2009/ 2010 Conquista o 2º lugar

Turma 12º15ª

No âmbito do projeto RS4E nas escolas secundárias foram selecionados 18 trabalhos, “planos de negócios”, do total de 112 apresentados para concurso. A nossa escola foi representada por dois grupos. O nosso projeto consistiu na produção de imagens através de filmes e fotografias em três dimensões sem os tradicionais e incómodos óculos. O concurso realizou-se na ilha do Porto Santo nos dias 29 e 30 do mês de abril, de 2010. Da sensacional experiência que obtivemos escrevemos as seguintes linhas para podermos, desta forma, agradecer a todos os que nos apoiaram directa e indirectamente. “MAD 3D” – nome do projecto

para nos ajudar nos mais diversos vídeos que tivemos que realizar. Agradecemos ainda à professora Maria José de Economia C e ao RS4E em especial ao André Nóbrega, pois sem estes não chegaríamos tão longe…. Para estes e todos os que nos ajudaram o nosso muito obrigado! Regressamos de cabeça erguida, com o espírito salvaguardado… Com as mentes voltadas para o futuro, teremos sucesso assegurado e um 2º lugar conquistado!

É o futuro…o nosso, o vosso, do mundo, do espaço… As barreiras que nos surgiram foram difíceis e pareciam intransponíveis, mas em grupo conseguimos superar. Os elementos deste grupo ultrapassaram as barreiras pessoais e tornaram-se numa família. Sabemos que não vivemos sozinhos e como tal, o apoio da nossa turma 12º15ª da Escola Secundaria Francisco Franco foi muito importante, disponibilizando-se

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RS4E 2010/ 2011

Teresa Sousa Prof.ª de Francês Marco Carvalho Prof. de Filosofia

as ideias de negócios a um júri externo - composto por representantes de várias empresas e instituições regionais - e a uma plateia que, em conjunto, avaliou o desempenho de cada grupo envolvido. No final do segundo dia foram divulgados os vencedores do projecto RS4E. Do Ensino Secundário, em primeiro lugar ficou a Escola Bá-

O RS4E - road show for entrepreneurship, é um projecto que tem como principal objetivo permitir que estudantes, dos 6 aos 25 anos tenham um primeiro contacto com o fascinante mundo do empreendedorismo, através do conceito “learning by doing”. As intervenções, adequadas às idades dos alunos, são efetuadas em diversos estabelecimentos do ensino básico (1º ciclo), secundário, profissional e superior da Região Autónoma da Madeira. Foi neste espírito que algumas turmas de 12º ano da Escola Secundária de Francisco Franco, resolveram aderir a esta proposta formativa, que se revelou uma ferramenta fundamental no complemento da disciplina de Área de Projecto. As turmas que aderiram a esta iniciativa, formaram grupos e elaboraram uma Ideia de Negócio. Os alunos que apresentassem as melhores Ideias teriam a oportunidade de defendê-las no Porto Santo perante um júri, colegas e professores de outras escolas. Nos dias 19 e 20 de maio, 112 alunos e 22 professores do Ensino Secundário e Profissional da Madeira, em representação de 22 escolas e 77 turmas, integraram o programa de actividades do projecto RS4E. Além do concurso propriamente dito, as atividades relacionadas com a área do empreendedorismo incluíram igualmente, no primeiro dia, a participação dos

sica e Secundária Dr. Ângelo Augusto da Silva com o projeto “EVA - Escola de Voluntariado Amicus”. O segundo projeto vencedor foi “Eye On Eye” da Escola Jaime Moniz, e o terceiro “SOS Idosos” referente ao grupo participante da Escola Básica e Secundária Padre Manuel Álvares. Dois grupos das turmas 4 e 25 do 12º ano da nossa Escola, orientados respectivamente pelos professores Teresa Sousa e Marco Carvalho, viram premiados os seus trabalhos no culminar das formações do RS4E. Dentro do espírito de inovação e empreendedorismo, nove alunos destas turmas tiveram, assim, a possibilidade de defen-

alunos numa atividade denominada “Olimpíadas do Empreendedor”, que decorreu nas ruas do Porto Santo. No segundo dia, foram formalmente apresentadas 35


der as suas ideias inovadoras de negócio no Porto Santo. Os nossos alunos fizeram o seu melhor na apresentação dos seus projetos – “Cabeleireiro sobre rodas” (12ª 25) e “Pay Per Buy” (12º 4). A apresentação dos alunos do 12º 25 conseguiu, inclusive, a maior percentagem na votação do público. Do Ensino Profissional, os premiados foram a Escola Profissional Atlântico com o projeto “Legumes

Divertidos” (primeiro lugar), “ Take Home Chef Restaurant”, da Escola Profissional de Hotelaria e Turismo da Madeira (segundo lugar) e “KidJoy”, também da Escola Profissional Atlântico (terceiro lugar). O melhor grupo de cada segmento de ensino terá a oportunidade de visitar o Business Innovation Centre de Londres. Os segundos e os terceiros premiados receberam 500 e 400 euros respetivamente.

Deixamos aqui registadas algumas frases dos nossos alunos relativamente a esta experiência: João Paulo – 12º 4

Luís Plata – 12º 25:

- O convívio foi bom, conheci novas pessoas e ganhei alguma confiança para ultrapassar obstáculos e confiar mais em mim

- Muitas vezes encontro-me com uma ideia que, aos olhos de quem sonha, até soa possível. Olho à minha volta e enquanto procuro forma de a tornar real, perco-a… Perco-a porque nunca passou de uma ideia. Com o RS4E encontrei forma de a tornar real.

DiogoCova - 12º 25 - As atividades realizadas nos dias 19 e 20 de maio mereceram nota 20, pois estavam bem estruturadas e foram inovadoras

Joana Pinto – 12º 25 - Com a experiência do RS4E aprendi muito, pude conhecer novas pessoas e novos conceitos ligados aos negócios. Foi uma experiência muito enriquecedora e divertida e por isso aconselho-a a todos.

Joana Freitas – 12º25 - Apesar se não termos ganho nenhum dos prémios valeu a experiência, até porque de certa maneira fez-nos ver que uma simples ideia pode vir a tornar-se em algo de Inovador.

Sofia Fernandes – 12º 25 - Esta experiência serviu para fazermos novos amigos e para desenvolvermos a noção do que é criar um negócio e de tudo o que isto envolve. Não esperávamos chegar à fase do Porto Santo e então sentimo-nos duplamente premiados com esta experiência.

Gonçalo Silva – 12º 4 - A criação do projeto em si e os jogos que me fizeram pensar “fora da caixa” foram verdadeiramente empreendedores.

Ricardo Livramento -12º 4 - O que achei mais interessante foi o facto de estarmos todos iguais (com a t-shirt verde do RS4E), o que nos deixou à vontade para novas amizades e novos projetos. 36


Ler +, Escrever Melhor Um projecto da Escola

O livro e a leitura são instrumentos essenciais de exercício de inteligência e de ginástica mental, de comunicação e de informação. Afinal, o livro e a leitura moldaram definitivamente a nossa memória e identidade individuais e coletivas, bem como a nossa visão do mundo. Cândido Oliveira Martins

cionados na disciplina de Português, contemplámos os “Textos de carácter autobiográfico” (diários, memórias, cartas, autobiografias, romances autobiográficos, etc.) informando os alunos sobre a multiplicidade de opções que poderiam ser escolhidas e trabalhadas por eles. No segundo trimestre, as apresentações incidiram sobre “Textos expressivos e criativos” (poetas do século XX). Estas apresentações pretendiam informar, sensibilizar e suscitar uma maior consciência da importância da leitura no processo educativo e formativo do aluno. No terceiro período, um período muito curto, as sugestões de leitura que versavam os “Textos narrativos e descritivos: contos de autor” foram disponibilizadas no site da escola, para que todos os interessados as pudessem consultar. Os docentes e discentes envolvidos reconheceram a importância deste tipo de actividades na divulgação de autores e obras a serem lidas e estudadas. O projecto “Ler +, Escrever melhor”, numa tentativa de criar e desenvolver o gosto pela leitura, efetuou ainda algumas “Trocas de Livros”. No átrio do 2º piso, criou-se um espaço onde dis-

Teresa Pereira Prof.ª de Português

Ler é conhecer o mundo e o Homem. Ler é conhecer-se e ser mais feliz. A Escola tem, por isso, um papel fundamental na sensibilização e na promoção da leitura. Nascido na Escola Secundária de Francisco Franco, o projecto “Ler +, Escrever Melhor” tem como principal objetivo fomentar a leitura e, consequentemente, a escrita. Conscientes de que ler é, cada vez mais, uma necessidade incontornável na formação dos jovens (e dos adultos) que, pretendemos, sejam cidadãos esclarecidos e conscientes, o “Ler +, Escrever Melhor”, com o intuito de criar/consolidar hábitos de leitura, desenvolveu junto da comunidade escolar uma série de atividades diversificadas ao longo do ano letivo. A grande aposta do projeto foi a divulgação e apresentação de sugestões de leitura direcionada para alunos de 10º ano, de acordo com as propostas do Plano Regional de Leitura e do Plano Nacional de Leitura. Em vários encontros, realizados na Sala de Sessões, no 1º e 2º períodos, apresentámos às turmas do 10º ano, acompanhadas dos respetivos professores da disciplina de Português, um vasto leque de sugestões de obras. Assim, num primeiro momento, e de acordo com os conteúdos programáticos que estavam a ser le-

centes e funcionários podiam ver, tocar, folhear, ler 37


pequenos excertos, deixar-se seduzir pela magia dos livros e levar consigo um dos livros colocados para troca. A mesma proposta, mas dedicada ao pessoal docente, decorreu, uma vez por período, na sala de professores. “Ler +, Escrever Melhor” um projeto para a Es-

APOLOGIA DA LEITURA A leitura é o alimento do espírito; é o caminho mais natural para acesso à informação e à cultura, às tradições e ao património de uma comunidade. Em grande medida, ao longo da vida, somos aquilo que lemos. Diz-me o que lês, e dir-te-ei quem és... “Não basta aprender a ler e a escrever. É preciso (...) ler para compreender. Ler para interpretar. Ler para saber. Para ver. Para ser. Ler para participar. (...) Ler é fundamental. (...) Que se leia para ser mais consciente e mais livre” (Boletim Cultural da Fundação Calouste Gulbenkian, VI série, nº 2, 1984). Sintetizemos: 1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10.

cola e para a Sociedade, para o Presente e para o Futuro. Ler, ler sempre e ler mais, porque “a literacia é um direito e é condição de cidadania”.

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Quem lê, vê mais. Quem lê, sente mais. Quem lê, vive mais. Quem lê, ama mais Quem lê, sonha mais. Quem lê, decide melhor. Quem lê, governa melhor. Quem lê, escreve melhor. Quem lê, argumenta melhor. Quem lê, pensa melhor.


25 de abril Grupo de História

A História é feita por personalidades marcantes que, por ações valorosas, conseguem mudanças extraordinárias no percurso das civilizações. Essas são frequentemente lembradas, homenageadas e estão sempre presentes na nossa memória. Mas a História também é feita pelos cidadãos comuns, aqueles que passam para as gerações futuras como anónimos, mas sem os quais a progressão histórica não se realizaria. São eles os GRANDES HOMENS da História, que merecem também a nossa homenagem. Pegando neste mote, e sob o pretexto da Comemoração do 25 de abril, foi pedido aos alunos da disciplina de História da Francisco Franco que recolhessem, junto de familiares ou conhecidos que tivessem presenciado o 25 de Abril de 1974, testemunhos da forma como viveram o

dia, como era a vida antes dele e o que com ele mudou. Nada melhor do que pegar nas recordações dos que da Revolução fizeram parte, para a sentir e entender Achamos também que seria muito enriquecedor associar os testemunhos recolhidos de quem viveu o dia, a interpretações plásticas feitas pelo agrupamento das Artes da escola, mais concretamente, os alunos do Professor Nélio. Conseguiríamos assim unir o testemunho real com a interpretação pessoal, a geração passada com a geração presente, a palavra com a imagem. Nasceu então uma mostra, percorrida pelo gosto agradável que a sensação de objetivo cumprido, no que respeita ao relembrar de Abril de 74, nos traz. Em relação ao cumprimento do Espírito de Abril, já não temos tantas certezas. Compete a cada um de nós avaliá-lo. A todos um bem-haja! E VIVA O 25 DE ABRIL

Testemunho de Conceição Mendes Lisandra 11º 26

A minha avó, Conceição Mendes, residente no Jardim da Serra, estrada do Luzeirão, deixa aqui o seu testemunho de como viveu antes, durante e depois da Revolução do 25 de abril. “Antes do dia da revolução a vida era muito rigorosa. Não havia luz, usava-se o petróleo para iluminação, tinha-se de ir à ribeira lavar a roupa e buscar água à fonte. Para enxugar a roupa, acendia-se uma fogueira na lareira. Não havia estradas, andava-se descalço. Os meus filhos, que na altura eram apenas quatro, iam para a escola sem sapatos e tinham de levar um banco para se poderem sentar. Quando eles che-

gavam, iam para a serra apanhar moitas para tratar os porcos e as cabras. Tinha-se apenas um conjunto de roupa boa para ir à missa no Domingo e quando se chegava a casa tirava-se e vestia-se a velha, que era para não estragar. Na altura não se podia falar, dizer o que se pensava e não havia dinheiro. Eu era agricultora e bordadeira. O dinheiro vinha do que se cultivava e vendia, mas ganhava-se pouco. Ia comprar meio quilo de massa, 1 dl de azeite, ¼ de quilo de sabão apenas com 20 escudos e 5 tostões de peixe. As coisas eram muito caras, não se tinha dinheiro que chegasse para comprar o que era preciso e às vezes tinha-se de comprar fiado. A gente tratava porcos, cabras e bois para se poder ter carne em casa e alguma era vendida para se poder ter dinheiro. 39


Quando soube da revolução, eu estava em casa. Por volta das 10.00 horas da manhã ouvi, através de um rádio velho que lá tinha, o que tinha acontecido. Ouvi que as tropas e o povo se tinham juntado e que os soldados levavam cravos e iam a caminho do Governo porque estavam revoltados e queriam que Marcelo Caetano se retirasse do poder para que Portugal se tornasse num país livre. Também ouvi falar em algumas mortes e que muitos tinham ido parar ao hospital e que as pessoas que estavam na guerra iam voltar a casa. Na altura, o teu avô estava na Venezuela, e só queria que ele voltasse. Foi a minha maior alegria quando ouvi aquelas palavras. No final da tarde desse dia, ouvi que Marcelo Caetano se tinha rendido e que a PIDE tinha deixado de existir. E fez-se festa, não

era todos os dias que o povo se tornava livre daqueles que queriam mandar na gente. Depois da revolução começou-se a viver melhor, já havia mais dinheiro, as coisas já não eram tão caras, já se ia para o Funchal vender o que se cultivava, já se podia dizer o que se quisesse. Começamos a votar, o trabalho da mulher aumentou e quem vivia do bordado ganhava mais. Já não se andava descalço, já se tinha autocarro que vinha até às Corticeiras, para ir ao Funchal comprar as nossas coisinhas. Lembro que em 1960 o povo dizia que no futuro ia haver igualdade para todos. E é o que se vê nos dias de hoje. O povo sempre disse que os velhos sabem de tudo e que têm sempre razão. Com esta revolução senti-me muito alegre porque finalmente o povo estava em liberdade. “

O 25 de abril vivido pelo meu avô Agostinho Francisco

Como tive o privilégio de ter nascido na democracia do 25 de abril de 1974, e não apenas saber aquilo que me foi transmitido pelos meus professores de História, resolvi entrevistar alguém que viveu grande parte da sua vida num regime fascista. E isto porque o meu avô Agostinho tem a pronta idade de 87 anos. Francisco – Avô, estou a fazer um trabalho para a escola e gostava que me falasse do 25 de abril de 1974. Avô – Sabes quando tinha a tua idade, eu já trabalhava de sol a sol… O meu pai mandavame trabalhar para ajudar com algum dinheiro para casa. Só os meninos ricos é que iam para a escola, quer dizer os fascistas. Aqui, na casa do avô, éramos muitos e ainda por cima este terreno não era nosso, só a casa e as benfeitorias. Francisco – Benfeitorias? O avô pode explicar melhor? Avô – Explico, sim senhor. Quando o meu pai era novo construiu esta casa neste terreno que não era dele, mas sim do senhorio (família rica). 40

Depois de construir a casa, o teu bisavô plantou muitas árvores de fruto (ameixieiras, macieiras…) e como não tinha dinheiro para pagar uma renda, tudo o que cultivava tinha que dividir com o senhorio. Francisco – Dividir, avô? Avô – Sim. Quando apanhávamos a fruta contávamos tudo e metade de tudo quanto produzíamos era para o senhorio… Francisco – E isso durou muitos anos? Avô – O meu pai morreu com 86 anos e eu já tenho 87… Faz as contas… Francisco – Foram muitos anos, avô. Avô – Até ao 25 de abril de 1974, a situação era esta… Francisco – Depois mudou? Avô – Graças a Deus. Agora este terreno é meu, a casa e as benfeitorias, graças ao 25 de abril, à liberdade que finalmente chegou. Francisco – Conte-me mais coisas avô… Avô – Antes do 25 de abril não havia liberdade. Quer dizer, se a gente falasse ía presa pela polícia - PIDE. Francisco – Preso por falar…? Avô – Isso mesmo. Por exemplo, não se po-


dia dizer mal do governo que a PIDE vinha logo em cima. Francisco – A PIDE? Avô – Sim, era uma polícia política que andava à paisana e levava as pessoas presas. O diário, a televisão e a telefonia, pouco ou nada diziam. Vivíamos todos com medo. Lembro-me de quando estive na tropa, de estar mobilizado para a 2ª guerra mundial e também da fome que passávamos. Era aquele desgosto dos nossos filhos irem para o ultramar e muitos deles não voltarem. Francisco – Era uma vida dura, avô… Avô – Se era… e não havia a fartura que há hoje… Lembro-me como se fosse hoje, da revolução dos cravos, no dia 25 de abril de 74. Ouvi na rádio que tinha havido uma revolução em Lisboa… Francisco – E o avô teve a noção do que se

estava a passar? Avô – Ao início ligava a telefonia com medo, mas depois vi que tudo tinha mudado para melhor. Por exemplo, no meu trabalho comecei a ganhar melhor, a tua mãe e as tuas tias já puderam ir estudar… Francisco – Mais coisas… Avô – Gostei muito quando apareceram aqueles senhores da tropa que fizeram a revolução e que disseram que podíamos escolher quem nos governasse. Da primeira vez que fui votar nem queria acreditar. Francisco – Então o avô acha que o 25 de abril valeu a pena? Avô – Isso nem sequer se pergunta… Claro que valeu. Pelo menos somos um povo livre e vivemos em democracia. Bem sei que agora temos algumas dificuldades, mas nada que se compare ao que era antes do 25 de abril.

Memórias de uma criança… que agora é homem, que agora é livre… Simone, 11º 26 panhava era o meu outro irmão, o Agostinho. O pai ainda não me deixava ir sozinho, pois eu não passava de uma criança de 13 anos, por isso ia acompanhado mas tinha sempre de ajudar. Naquela altura um rapazito de 13 anos já trabalhava muito e eu, praticamente, já não ia à escola. Eu admirava muito o meu irmão José. Para além de ser o meu irmão mais velho e também aquele com quem me relacionava melhor (éramos os melhores amigos), admirava-o porque ele foi o meu único irmão que estudou e notava-se logo a sua sabedoria, que na altura, era algo que chamava a atenção. O meu irmão José trabalhava muito para poder pagar os seus estudos e ainda para ajudar os pais. Eu lembrome que ele passava muitas tardes de Domingo a cantar e a tocar na sua viola. Recitava poemas de liberdade e paz e era totalmente contra o regime da altura. Era mais um dos revoltados que

Testemunho de um simples rapaz, alheio à situação. A visão de uma criança. “Eu tinha 13 anos, era um pequeno rapaz, uma criança.” “Levantei-me cedo…para mim era um dia como todos os outros. Não reparei na leve brisa da madrugada, nem sequer fixei o nascimento do sol. A banalidade do despertar fazia de mim uma criança igual às outras, nem dei graças pelo novo dia. Mais um dia que nascia, natural e normal. Mas nunca me esqueço…Lembro-me bem…ai…esse 25 de abril permanece na minha memória até aos dias de hoje. Como sempre, tinha de ir ajudar os meus irmãos mais velhos pela madrugada, éramos uma família pobre e toda a gente lá em casa trabalhava para a manter. Ia sempre com o meu irmão José buscar lenha à serra, mas desde que ele fugira para a França, agora quem me acom41


grande atraso e retrocesso. A pobreza que a minha e outras famílias viviam na altura era bem real. Não me refiro apenas à pobreza material, ao dinheiro e às posses económicas que de facto se fazia sentir; mas também à pobreza interior. Não tínhamos liberdade, não tínhamos felicidade. Eu não senti muito isso, mas os meus irmãos e os meus pais sentiram… Eu via tristeza nos rostos deles, não entendia porquê. Eu era apenas um pequeno rapaz e ficava um pouco alheio a tudo isso, pois não percebia muito bem as coisas dos adultos. Mas uma coisa percebia: O grande medo, o grande descontentamento que as pessoas viviam, que as pessoas sentiam. Os seus rostos não se iluminavam, os seus sorrisos já não se esboçavam, as suas vozes já não falavam. O medo era contagioso e eu também acabei por sentir o mesmo, um pouco sem razão, mas sentia porque tudo à minha volta era precário…imperfeito…adormecido… De repente…. ouvi uma grande gritaria…Estava a brincar com a minha mota de pau, corri, corri, corri… Fui à estrada, queria ver o que se passava. Estava entusiasmadíssimo, ainda não sabia de que se tratava, mas estava muito empolgado. Quando saí à rua vi militares junto à capela. Eram as Forças Armadas. Montaram tendas no adro e ali ficaram. Fiquei baralhado, fiquei confuso, não entendia a situação, talvez por ser uma criança. No entanto, fiquei maravilhado! Eu nunca tinha visto um militar assim, a poucos metros dos meus olhos. Vim a casa chamar os meus irmãos mais velhos. Eles contaram-me e eu finalmente entendi o que se estava a passar. Era o fim do medo. Era o fim da tristeza! Era o fim do descontentamento! Era a liberdade que saia à rua. Com o passar do tempo as pessoas começaram a sair das suas casas, juntando-se aos militares. Faziam muito barulho. Não me lembro muito bem o que diziam e também não entendia muito bem o contexto, mas lembro-me que cantavam e gritavam. Eu, os meus irmãos e os meus primos dirigimo-nos todos para casa da minha tia Luísa. Era das poucas pessoas ricas da aldeia, naqueles tempos. Ela ajudava muito a minha família e foi também a primeira pessoa da zona a comprar uma televisão. Lembro-me

tentava lutar a favor da liberdade de expressão, que era praticamente inexistente na altura. No entanto não teve muita sorte. Perseguiram-no e, para evitar que fosse preso, José fugiu para a França, tal como tantos outros fizeram naquela época. Tinha saudades do meu irmão. Não entendia bem porque razão tinha ele mesmo de fugir. Achava estúpido que alguém o prendesse só por cantar umas canções contra o regime ditatorial, só por recitar uns poemas, só por gritar um pouco palavras contra o Governo. Eu era um rapaz que percebia pouco de política, mas achava ridículo que o prendessem só por isso. Onde estava a liberdade de pensamento? Onde estava a liberdade de expressão? Enfim, parti nessa manhã com o meu irmão Agostinho, para buscar a lenha para acender o fogão para o almoço. Quando chegámos a casa, ainda cedo, já toda a gente trabalhava. As minhas irmãs tratavam das tarefas domésticas, os homens da casa, que eram poucos, tratavam da fazenda e ajudavam o pai. Faziam as tarefas mais pesadas. Já quase ninguém estudava. As minhas irmãs tiveram de deixar os estudos porque os meus pais não tinham dinheiro para os pagar e porque tinham de ajudar em casa, nas tarefas. Os meus irmãos desistiram da escola porque achavam que não tinham futuro ali. O ensino obrigatório era apenas até ao 4º ano, mas muita gente nem chegava a completá-lo. A vida antes do 25 de abril era muito difícil, e continuou a sê-lo, mas antes notava-se mais o descontentamento das pessoas. Portugal era um país anacrónico. Para os jovens de hoje é impossível imaginar o que era viver em Portugal, neste Portugal antigo… Era rara a família que não tinha alguém a combater em África, os homens deixavam as mulheres e os filhos para irem para a guerra e ninguém do Governo parecia se preocupar com isso. O serviço militar durava quatro anos, a expressão pública de opiniões contra o regime e contra a guerra era severamente reprimida pelos aparelhos censório e policial; os partidos e movimentos políticos encontravam-se proibidos, as prisões políticas cheias, os líderes oposicionistas exilados, os sindicatos fortemente controlados, a greve interdita, o despedimento facilitado, a vida cultural apertadamente vigiada. Portugal vivia num 42


bem, íamos muito para lá, era uma TV a preto e branco e era pequenina, mas para nós era uma grande tecnologia. Naquela tarde de 25 de abril fomos todos para casa da minha tia. A casa não era muito pequena, mas estava tão cheia de gente que até o parecia. Quase metade da aldeia estava ali, os que não couberam ficaram na rua. Ligou-se a televisão e ouviram-se as notícias sobre a Revolução dos Cravos. Depois as pessoas e toda a vizinhança ficaram a falar, a conversar sobre o sucedido, a discutir. Cantaram aquelas canções conhecidas do continente. E continuaram a acompanhar pela TV todo o sucedido. Eu não sou propriamente a pessoa mais indicada para este testemunho, era um pequeno rapaz, uma criança. Não tinha conhecimento político nenhum na altura, no momento não entendi o que aconteceu como algo de realmente importante. Mas percebi, no meio envolvente, as diferenças que se deram no país após o 25 de abril de 1974. O meu irmão voltou finalmente da França e já ninguém o queria prender. Havia aquela felicidade, há muito esquecida, no rosto da minha família. Agora o sol brilhava de verdade e não havia nada que pudesse ofuscar esse

brilho! Floresceu um variadíssimo leque de novos pensamentos, de novas ideias. O medo desapareceu, não se passou a viver melhor de um dia para o outro, mas pelo menos já não havia medo nem descontentamento. Eu, a partir daquele momento, deixei de banalizar o nascer do novo dia, pois aprendi que cada nova manhã era uma nova conquista…a reconquista da nossa liberdade, da liberdade do povo português.” Normalmente não confiamos no testemunho de uma criança. Não acreditamos que as suas memórias e recordações façam parte da História de um povo. Não queremos aceitar que uma simples criança possa também ter uma visão interessante e importante dos factos. Mas a verdade é que o menino cresceu. Hoje é um homem, e sabe dar valor às vivências e às memórias de outros tempos. Um rapaz que viveu bem de perto a Revolução dos Cravos, a Revolução do 25 de abril de 1974, que ainda se recorda daquilo que sentiu, daquilo que pensou, daquilo que viveu numa era que não foi, certamente, uma era de ouro…

MODA, LIBERDADE OU ESCRAVATURA? casa, fiquei de boca aberta quando deparei com uma inumerável quantidade de sapatos que a jovem senhora possuía e que exibia com evidente prazer. Parecia uma estrela de cinema. Uma vez entrei numa loja de roupa com um amigo e a empregada convidou-me a comprar umas t-shirts que por ali se vendiam. Disse-lhe que não comprava porque não precisava, pois naquele momento tinha 7 t-shirts e estava, portanto, bem fornecido. Pois não me consigo esquecer do seu ar e da sua exclamação de espanto por, na sua visão, ter tão poucas… Conheço pessoas que, quando andam deprimidas ou aborrecidas, vão comprar roupa, para se aliviarem. Se visitarmos os guarda-roupas de muita gente, em especial de gente jovem, deparamos com

Manuel Pegado Advogado

Aqui há alguns meses um homem meu conhecido queixava-se de que a mulher, com quem casara há já 10 anos, tinha para cima de 50 pares de calças. Também tinha um número incontável de sapatos e botas, de meias, de tshirts, casacos e o mais que não vale a pena descrever. Mudava de roupa duas vezes por dia e, no meio de tanta fartura, ela continuava a comprar roupa, sempre a comprar. É claro que o casal, de condição média, andava sempre com problemas de dinheiro. Não mais me esqueço daquele dia em que visitei uma família jovem de modestos empregados da hotelaria e, quando me mostraram a 43


ticos. Se nos dermos ao trabalho de as contarmos, podemos ficar atónitos pela sua quantidade e diversidade. Mesmo aqui na cidade do Funchal, a visita a qualquer Centro Comercial evidencia esta realidade. Lojas e mais lojas de roupas, cosméticos e calçado, em concorrência feroz, tentando destruir-se umas às outras. A grande maioria delas tem saldos que vão até 70%, o que nos dá uma ideia das escandalosas margens de lucro que até há bem pouco tempo praticavam. São alguns dos efeitos benéficos da crise. E temos que pensar que a produção em massa destes produtos representa um saque enorme de recursos naturais, um atentado à mãe natureza. E temos de pensar ainda que, enquanto uma pequena parte do mundo “civilizado” consome demais, a grande parte deste mundo consome de menos, debatendo-se diariamente com faltas gritantes de alimentos e de água. De roupas e cosméticos nem é bom falar. Muita gente gasta o que tem e o que não tem, socorrendo-se da liberalização dos empréstimos bancários. E passa a vida hipotecado, sempre a pagar prestações elevadas. Porque o dinheiro custa caro e os bancos não perdoam. Muita gente, é preciso dizê-lo, tem os guarda roupas cheios mas a despensa vazia. Conheço gente que, para ter um relógio ou umas botas de marca, almoça sandes durante dias a fio e se priva de alimentos saudáveis, comendo arroz com massa ou massa com arroz. Virámo-nos para nós próprios, mas não para o nosso interior. Virámo-nos para a nossa exterioridade, narcisicamente, adorando a nossa imagem no espelho. Esquecemo-nos de que temos uma parte mais nobre e mais bela que o exterior, onde podemos cultivar, sem gastar dinheiro, a honradez, a nobreza do carácter, a educação e o respeito, o altruísmo, a solidariedade, a veracidade, valores que não passam de moda e se não corrompem como as fatiotas ou o calçado. Muita gente se lastima da crise que vivemos e anda angustiado com o futuro. Esta crise, porém, é como as indigestões. São boas para nos indicar que comemos demais. E, a seguir, jejuar.

enormes quantidades de peças, que saturam os vestuários até mais não poder. E, se formos para as casas de banho, o mesmo espetáculo de imensos cremes, shampôs, perfumes, desodorizantes, máscaras, tonificantes para a pele, enfim, um nunca mais acabar de produtos de perfumaria e cosmética. É o que se chama o consumismo. É, porém, mais do que isso, infelizmente. Para muita gente, tal prática tornou-se uma compulsão, ou seja, transformou-se num impulso incontrolável, portanto, neurótico. Muita gente, em especial gente jovem, empurrada pela busca obsessiva do culto da imagem, compra roupa e cosméticos sem controle ou com pouco controle, numa procura angustiante de uma perfeição física inatingível. Grande parte das pessoas, esvaziada de valores e de objectivos, sente-se oca e vazia. Tenta então preencher o seu vazio nas lojas de roupa, centrando-se doentiamente em si própria e no seu exterior. Esta tendência obsessiva reflete o grau de dependência e de egoísmo em que as pessoas vivem. Qualquer meia dúzia de costureiros em Paris, Londres ou Milão influencia milhões de pessoas, compelindo-as a gastar o que têm e não têm nos seus produtos, nas suas inovações. E o comum das pessoas, que têm em grande apreço a sua “liberdade”, não se apercebem que são escravas de meia dúzia de fazedores de modas e, pior ainda, escravas do seu vazio interior. Há situações caricatas. Se um pai ou uma mãe pretenderem impedir um jovem de 17 anos de ir a uma discoteca embebedar-se e perder a noite, são bem capazes de enfrentar uma feroz oposição do filho ou da filha, em nome da defesa da sua “liberdade”. Todavia, muitos destes jovens não se coíbem de forçar os pais a gastar dinheiro para comprar roupa ou sapatilhas de marca que correspondem a nova” moda”. Não obedecem aos pais, mas deixam-se escravizar pelas aparências e pelo seu estremado egoísmo. Que grande pobreza de valores! A economia que criámos alimenta ferozmente esta doença moderna. Se passearmos pelas ruas de qualquer cidade do mundo, a cada passo encontramos lojas de roupa, calçado e cosmé44


Se esta crise nos levar a perceber que grande parte da população consome demais, que as grandes empresas multinacionais estão a saquear a natureza, a corromper a nossa juventude e a comprometer o nosso futuro, se a crise

nos levar a perceber que estamos no caminho errado dos excessos e da fartura doentia, se a crise nos levar a arrepiar caminho no bom sentido, corrigindo o nosso comportamento, então não devemos temê-la mas abençoá-la.

A Lógica Guilherme Sá 11.º 11

A lógica, na filosofia, é a disciplina que estuda se os argumentos são ou não válidos. Na lógica, não interessa se as premissas ou as conclusões são verdadeiras ou falsas, o que interessa é se do encadeamento das premissas as conclusões são válidas. Para a filosofia, a lógica é o uso

correcto do entendimento e da razão em geral. Logo, a lógica desempenha um papel fundamental na vida humana, pois se as pessoas não se preocupassem em tentar perceber os raciocínios (argumentos) das outras pessoas, a vida iria ser uma confusão. Concluindo, na minha opinião, sem lógica as pessoas não poderiam alcançar consensos.

“O mesmo é pensar e ser” Amanda Conduto 11.º 10

Inês Ferreira 11.º 10

"O mesmo é pensar e ser". Considero a afirmação de Parménides absolutamente verdadei"O mesmo é pensar e ser". Saberemos nós ra. Tendo em consideração a definição de lógica verdadeiramente o que é pensar e ser? Pensar e o quão fundamental é esta para o bom desen- é um termo que utilizamos no nosso dia-a-dia volvimento de um ser humano, apercebemo-nos para designar uma atitude, uma “ação mental”, de que esta afirmação faz sentido. A lógica é algo que fazemos, por vezes, até inconscienteuma disciplina da filosofia que estuda os argu- mente. Atrevo-me a dizer que é algo natural e ao mentos com o objectivo de avaliar se são ou não qual, por vezes, não atribuímos qualquer valor ou válidos. As pessoas, ao praticarem uma reflexão significado. Mas, atenção, pensar é fundamental acerca de diversos assuntos, estudando-os na para o ser humano. Qualquer ser humano só o lógica, tornam-se seres com um pensamen- é se pensar. O pensamento diferencia-nos de to mais crítico e coerente, consequentemente todos os outros seres. Os animais agem por insabrangem mais conhecimento. A diferença en- tinto, agem quando sentem a sua vida em peritre este tipo de pessoas e aquelas que não re- go ou a dos seus. As plantas brotam abrindo-se alizam uma reflexão mais aprofundada – e que e fechando-se conforme o Sol. Nós pensamos, não estudam a lógica da argumentação – é no- nós agimos consoante os nossos raciocínios e tável. Para além de não serem seres tão críti- a lógica de determinadas coisas. Nós somos cos, são mais influenciados por aqueles que os seres pensantes e, como seres pensantes, tepretendam influenciar negativamente, pois não mos a possibilidade de sermos livres no nosso se apercebem a priori que estão a ser induzidas pensamento, A nossa mente quase ganha asas em erro, aplicando argumentação não válida. até ao inteligível e, nós, como deveríamos fazer Daí a influência do “pensar” no “ser”. Pensar e diversas vezes, tiramos os pés do sensível e lerealizar avaliações sobre a argumentação torna- vitamos até ao mais profundo da nossa existênnos seres mais críticos, torna-nos seres melhor cia. Pois, somos livres seres pensantes. formados. 45


Camões e Pessoa Cada um a seu tempo, e recorrendo à sua escrita, tentou intervir. Camões, ao ver o esbanjamento de riquezas e decadência da sociedade portuguesa, um povo desinteressado das artes e do saber, cheio de ganância e fome de posses e dinheiro. Pessoa abriu já os olhos para uma nação sem vida, quieta, adormecida, morta, sem desejos e sem querer conquistas. E estas conquistas já seriam outras, não terras nem mares, mas conquistas interiores, dentro das próprias pessoas. Lutou para domar e derrotar essa inércia que não cessa, e ver Portugal caminhar até à glória, com o V Império, que está predestinado a ser, a unir de novo o mundo através do amor e da amizade. Enquanto Camões honrou e imortalizou heróis e factos passados, Pessoa aparece como um profeta da glória que está para vir, enunciando a vinda dum Messias, que será locomotiva da nação portuguesa. Ainda assim, a mensagem que ambos transmitem tem muito em comum e, conjugada e tida em conta, já deveria ter bastado para que a actualidade já fosse outra.

Rui Paulino, 12º 2

Camões e Pessoa poderiam ter sido bons vizinhos ou amigos de café, já que, apesar dos quase 400 anos que distanciam um do outro, o que acabam por abordar parece ser contemporâneo. É um facto que, para além de ambos terem visto o seu país mergulhado na inércia e em declínio, tentaram educar e alertar para a necessidade do sonho e da vontade, encorajando, assim, a ação. Às tantas, Camões retornou ao mundo na pele de Pessoa, por sentir que a sua obra pouco ou nada mudou na mentalidade e sociedade portuguesas, e porque gostava de tentar de novo. É claro que o factor tempo leva a algumas diferenças entre eles. Enquanto na época de Camões os portugueses buscavam um império material no Oriente, na forma de sedas ricas e especiarias exóticas, o Império de que fala Pessoa é de espírito, cultura e fé.

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A Voz do Silêncio Joana Soares

(Estando sobre um palco escuro, vazio com apenas uma cadeira no centro e um holofote de pouca intensidade, o artista, estando de pé, expressa as suas emoções. Emoções estas de nervosismo, raiva, dor, intriga mas principalmente muito amor, amor ao sentido da palavra).

… (grita) eu não gosto desta palavra! (como quem sonha diz) Caminhar, flutuar, voar, imaginar eu não gosto destas palavras!!! (tremendo de nervosismo e raiva) Porquê? Porque odeio esta palavra? (levanta-se e grita) Palavra para quê? Se eu não gosto de tal palavra! Falar para quê? Se eu não gosto desta palavra! Digo-vos…! O quê? Se eu não gosto de palavra nenhuma!? O certo, o errado O verdadeiro ou falso! A palavra que não encontro? A palavra que não procuro! A palavra que não se diz. A palavra que faz de mim um Homem feliz! (dirigindo-se ao publico) Devem perguntar-se, que palavra é essa? Respondo-vos o quê? Se não gosto destas palavras!? Aliás! Eu gosto de apenas uma…Uma palavra! A palavra… dita pela voz do silêncio! (terminando) Palavras para quê? Se não preciso de dizer mais nada!? Pois vos digo: O Silêncio Vos Dirá A Tal Palavra!

- Falar… não gosto desta palavra! Sentir…não gosto desta palavra! Ouvir…não gosto desta palavra! Sorrir…(grita) Eu Não Gosto Desta Palavra!!! Amar, sofrer, odiar, morrer! Não gosto destas palavras. De que gosto afinal? Escrever (pausando dando a impressão de que gosta de escrever) não gosto desta palavra. Ler … não gosto desta palavra. Desenhar… não gosto desta palavra. Escola, não gosto desta palavra! Disciplina!, não gosto desta palavra!!! Educação?, não gosto desta palavra. Sonhar?! Oh sonhar!... (falando entre os dentes) não gosto desta palavra. Laranja!...não gosto desta palavra. Amarelo, rosa, flor! Não gosto destas palavras. (fazendo-se passar por público) Então e nós? (entusiasmado) Nós, nós e noz! …Não gosto destas palavras! Eu não uso fato, nem sei de que é que estou para aqui a palavrear! (mostrando que já sabe) Luz!, não gosto desta palavra! Sombra? Nem por sombra gosto desta palavra! Som? (grita) Não gosto desta palavra! Batida? Ah! Palavra abatida. Óbvio? É óbvio que não gosto desta palavra! (sobe para cima da cadeira, espreita ao fundo, e grita) Navio! (salta) Palavra afundada! (Senta-se finalmente, mostrando-se pouco interessado) É verdade sim senhor que (suspense) não gosto desta palavra! Viver (sentimento forte) é grande o VIVER, mas

Conclusão Este texto serve para mostrar o verdadeiro sentido da palavra. Para quem não percebeu a palavra em causa, é a palavra visto que quase todas as falas acabam em “gosto desta palavra”. E quando os espetadores se perguntarem “afinal que palavra é essa?” no seu pensamento estão a pensar na tal palavra. No fundo é para fazer pensar “não gosta dessa palavra, mas repete em quase todo o discurso, ou seja, na verdade gosta dessa palavra” ou seja o ódio está para o amor assim como a palavra está para o sentido da própria. 47


Jogos de Computador

paz de suportar centenas de milhares de jogadores simultaneamente. Geralmente são jogados online e apresentam pelo menos um mundo comum.

Helena Camacho Prof.ª Grupo Informática João Hugo, Rui Alexandre Daniel Filipe Xavier Gomes José Ricardo Alunos do10º 28

MMOGs permitem que jogadores se ajudem e compitam entre si em grande escala, e algumas vezes tenham uma interação com sentido com pessoas de todo o mundo. Incluem uma variedade de estilos de jogabilidade e representantes de vários géneros de jogos. Muitos MMOGs requerem que os jogadores invistam muito do seu tempo no jogo. Quase todos os MMOGs têm uma subscrição mensal, mas alguns podem ser jogados de graça, por exemplo Astro Empires,Guerra Khan,Travian, Galactic Wars, Tribal wars, DC Universe Online e RuneScape. É comum os jogadores confundirem o termo MMO com o termo multiplayer. Um jogo multiplayer é aquele em que vários jogadores podem jogar ao mesmo tempo, porém existe um limite no número de jogadores. Um MMO é um jogo em que teoricamente não existe limite no número de jogadores, ou o número é muito alto, normalmente na casa dos milhões de jogadores.

Um jogo de computador é um programa de entretenimento (jogo virtual) onde a plataforma é um computador pessoal. Os Jogos possuem diversas variações e subespécies. As classificações são as mais diversas e variam inclusive em relação à melhor denominação a ser dada para um tipo de jogo. Uma classificação possível para os jogos pode ser a seguinte: plataforma, corrida, luta, desporto, simulação, musical, estratégia, tiro, aventura, tabuleiro, ação, e quebracabeça. Outra classificação possível é através de siglas: • FPA – First Person Adventure • FPS - First Person Shooter • TPS - Third Person Shooter • RPG - Role Playing Game • MMORPG - Massive Multiplayer Online RolePlaying Game • MMOG - Multi Massive Online Games • MMOSG - Massively Multiplayer Online Social Game • WBMMOG - Web Based Massive Multiplayer Online Games • RTS - Real-time strategy • TBS - Turn-based strategy

Existem vários tipos de MMOG. Eis alguns: MMORPG MMO role-playing game – jogo de interpretação de personagem online em massa. O jogador “incorpora” um personagem, geralmente mágico ou com poderes extra-humanos. Podem ser escolhidas várias classes, como por exemplo um vampiro, um lobisomem ou um bruxo. Ex: World of Warcraft, Ragnarök, Final Fantasy XIV. Estes jogos permitem a milhares de jogadores criarem personagens em um mundo virtual dinâmico ao mesmo tempo na Internet.

Os dois tipos de classificações podem ser combinados entre si dependendo do jogo em questão. Graças à possibilidade de acesso à Internet deu-se o surgimento de um género de jogo que reúne milhares de jogadores em um único espaço virtual. Um massively multiplayer online game (MMOG, nome em inglês para um “jogo electrónico online multijogador em massa”) é um jogo electrónico ca-

MMORTS MMO real time strategy – jogo de estratégia em tempo real online em massa. O jogador comanda um exército e/ou nação, podendo formar alianças, captar recursos e atacar outros jogadores 48


(visa a parte estratégica), como em Age of Empires, Eve Online, Stronghold: Crusader, Saga, Beyond Protocol e Ballerium. MMOFPS MMO first person shooter – jogo de tiro em primeira pessoa online em massa. O jogador “incorpora” um soldado e/ou mercenário, usando armas e bombas contra outros jogadores (visa a acção). MMOBGMMO browser game – jogo de navegador online em massa. Jogos que não necessitam de instalação. São jogados diretamente nos navegadores de internet. Ex: Dragon Fable, Guerra Khan, Hattrick, oGame. Existem alguns Web sites que classificam os melhores jogos de computador nos últimos sete dias, três meses, no último ano ou mesmo nos últimos tempos. Esta classificação é efetuada pelo próprio site e inclusive por quem joga, numa escala de 1 até 10.

to, cada empresa que produz jogos é especializada em um determinado tipo de jogos que abordam uma certa faixa etária. Por esta razão, a variedade de jogos existentes e dos jogos a serem criados é muito notável e devemos ter isso em consideração quando falamos deste domínio. Os especialistas chegaram à conclusão de que jogos de computador são realmente úteis e importantes, pois podem realmente desenvolver a imaginação dos jogadores e usar a sua inteligência e velocidade de reação. Esta utilidade, no entanto, deve ser entendida com limites. Há também um efeito muito óbvio que os jogos de computador criam que é a dependência da determinação de seus utilizadores. Todos estes elementos devem ser considerados ao se decidir sobre quais são os benefícios e desvantagens de jogos de computador. A conclusão geral a que os psicólogos chegaram é que os jogos de computador são realmente capazes de incitar a inteligência dos jogadores, mas que eles devem ser usados com medida. É por isso que os pais são aconselhados a prestar grande atenção às atividades de seus filhos e também para os jogos que eles jogam para perceber se estes afetam o seu comportamento de alguma forma.

Eis alguns Links:

• GameSpot http://www.gamespot.com/ •

Eis algumas sugestões de jogos pesquisados pelos meus alunos. A ordem pela qual eles aparecem é indiferente ou seja é uma questão de gosto pessoal. • Nome do Jogo: Counter-Strike Links: http://www.sitecs.net/

IGN: http://uk.pc.ign.com/

A indústria de jogos de computador está constantemente a desenvolver suas técnicas e estratégias a fim de fazer mais jogos e mais atraentes. No entan49


www.sitecs.net/melhores-do-mundo.htm para saber as melhores equipas a nível mundial.

http://store.steampowered.com/ Descrição: Counter-Strike (também abreviado por CS) é um popular jogo de computador, mais especificamente uma modificação do jogo Half-Life para jogos online. É um jogo de tiro em primeira pessoa baseado em rondas no qual as equipas de contra-terroristas e terroristas combatem-se até à vitória. Requer muita estratégia, trabalho de equipa, e habilidade para ser um vencedor. É acessível através da Steam. A Steam é um software criado pela Valve para tentar combater a pirataria e fornecer

Nome do Jogo: Travian

Link: http://www.travian.pt/ Descrição: É um dos mais populares “browser games” (jogos de browser) no mundo. Como jogador de TRAVIAN, irás construir e aumentar o teu próprio império, organizar um grandioso exército e lutar, juntamente com a tua aliança, contra os teus inimigos. • Nome do Jogo: Tribo Link: http://www.tribalwars.com.pt/ Descrição: Jogo de browser sobre a era medieval baseado na idade média. Cada jogador é senhor de uma pequena aldeia na qual deve ajudar a ganhar poder e glória.

Nome do Jogo: World of Warcraft

Link: http://www.battle.net/wow/ Descrição: É um MMORPG da produtora Blizzard, um jogo on-line, de acção e aventura, no mundo fantástico de Azeroth, introduzido no primeiro jogo da série, Warcraft: Orcs & Humans em 1994. Joga-se com um programa cliente ligado a uma rede de servidores. O acesso aos servidores é pago e requer uma chave original que acompanha o produto. É um dos mais populares MMORPG de todo o mundo, contando com mais de 12 milhões de jogadores (dados divulgados pela Blizzard em 7 de outubro de 2010).

serviços como atualização automática de jogos aos utilizadores. A Valve é a empresa que criou o jogo Counter-Strike. O Counter-Strike foi um dos responsáveis pela massificação dos jogos por rede no início do século, sendo considerado o grande responsável pela popularização das LAN houses no mundo. Muitas pessoas levam-no a sério e recebem salários fixos, existem mesmo equipas profissionais, e que são patrocinados por grandes empresas como a Intel e a NVIDIA. Pode consultar o seguinte link http:// 50


de Minecraft começou por volta do dia 10 de maio de 2009. A Jogabilidade foi baseada nos jogos Dwarf Fortress, Dungeon Keeper e Infiniminer. O jogo envolve o manuseio do jogador, bem como a interação de vários tipos de blocos entre si num ambiente tridimensional. O jogador assume um personagem que pode destruir, criar ou transformar blocos, podendo fazer amontoados deles e montarem edifícios. O jogo também possui o modo Multiplayer, onde os jogadores Premium (que pagaram pelo jogo) podem conectar-se a partir de um IP de servidor. Esses servidores não são administrados pela Mojang AB, mas sim por pessoas físicas, que pagam e realizam a manutenção do servidor. O jogo possui grande

Nome do Jogo: Left 4 Dead 2

Link: http://www.l4d.com/game.html

Descrição: Left 4 Dead 2, assim como seu antecessor, é um jogo Multiplayer de Survival, cooperação FPS. Como o original, Left 4 Dead 2 passa-s durante uma pandemia apocalíptica, e foca quatro sobreviventes lutando contra os Zombies. Os sobreviventes devem abrir o seu caminho através dos níveis, parar nos abrigos que servem como checkpoints e ser um veículo de resgate no final da campanha. • Nome do Jogo: MineCraft destaque nos media quando foi considerado um dos melhores jogos independentes de 2010. Também vendeu mais de 1 milhão de cópias no dia 12 de Janeiro de 2011, pouco depois da versão Beta do jogo ter sido lançada.

Link: http://www.minecraft.net/ Descrição: Minecraft é um jogo que permite a construção usando blocos (cubos) dos quais o mundo é feito. Foi criado por Markus “Notch” Persson e atualmente está em versão Beta. O desenvolvimento

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Nome do Jogo: League Of Legends


Link: http://www.leagueoflegends.com/

Trackmania Nations é um dos jogos da série Trackmania. É um jogo de corrida que pode ser jogado sozinho ou em modo online, onde vários países se confrontam. Foi lançado uma expansão dessa versão chamada “Trackmania Nations Forever”. O jogo tem a particularidade de ser totalmente

Descrição: League of Legends é um RTS em formato de RPG produzido e distribuído pela Riot Games. Foi lançado para o sistema Microsoft Windows e Mac OS. O jogo é uma combinação de role-playing game (traduzido como jogo de interpretação de personagens) e de estratégia em tempo real. Este jogo é jogado em equipa. O objetivo consiste em eliminar o “Nexus” (Base) da equipa adversária, que se situa na base protegida por torres. Os “champions” são personagens controlados pelo jogador. Estes podem ser escolhidos antes do início da partida, que dura

gratuito, podendo-se fazer o download via internet, mas também disponível nas versões box de Trackmania United e TrackMania United Forever. O Trackmania Nations, assim como os outros jogos da série TrackMania, permite a construção de pistas com um editor de pistas, o processo de construção é simples e é como “LEGO” onde se vai juntado várias peças (asfalto, postes, construções especiais) até construir uma pista definitiva. Há também um editor de veículos onde o utilizador pode pintar o carro da maneira que ele quiser. Quero agradecer a colaboração dos meus alunos e inclusive do meu colega de grupo Regedor. Divirtam-se e bons Jogos!!

geralmente 50 minutos, embora o tempo varie conforme a equipa que está a jogar. • Nome do Jogo: TrackMania Link: http://official.trackmania.com/indexUk.php Descrição: Jogo de corrida desenvolvido pela equipa francesa Nadeo. É uma mistura de jogos arcada, lego e puzzle. Permite que os jogadores criem as suas próprias pistas e que joguem todos em LAN, possui também uma variedade de modos de competição. Em jogos multiplayer não tem o problema de os carros chocarem uns nos outros, o que faz com que se torne mais fácil de jogar. Actualmente existem 4 jogos básicos da série: -Track Mania; -Track Mania Sunrise; -Track Mania United; -Track Mania Nations.

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Redes sociais: revolução ou epidemia? social? Você está numa posição vulnerável, e várias pessoas têm acesso à sua informação pessoal, violando, de certa forma, a sua segurança. Por exemplo, as crianças devem ter cuidado com os pedófilos ou alguém que lhes queira dar um Um exemplo de um diagrama de uma rede Action Men ou social. O nó com maior grau de centralidade de intermediação está representado em uma Barbie. Isso amarelo: VIKIPÉDIA não vai acontecer na internet. É muito giro ter muitos amiguinhos no Facebook, mas de que maneiras influenciam as suas relações pessoais? Para uma vida feliz, devemos construir e fortalecer as relações entre amigos ou família, o que pode ser nulo se for viciado numa rede social. As relações interpessoais tornam-se mais gastas, impessoais e cultivam a falta de contacto com outras pessoas na realidade. Elas são algo visto como uma “enorme revolução”e algo fundamental. É bom que tenha algum tipo de entretenimento ao fazer parte de uma certa rede social, mas lembre-se que, apesar do bom, há sempre o mau. Seja discreto acerca do que partilha sobre si e não se deixe influenciar por este fenómeno. Há tantas coisas fora do monitor do computador. Dediquese a um bom livro, porque os livros não fazem mal a ninguém. Um café com um bom livro? Ainda melhor.

Leandro Contreras, nº17, 12º 24

Se nunca ouviu falar do Facebook (a rede mais popular agora), do Twitter, do Hi5 ou Myspace, o mais provável é que tenha adormecido durante uns bons anos ou que viva debaixo de uma rocha. O século XXI já é considerado como “o século do social”, graças a vários aspectos, um destes sendo as redes sociais. Mas o que é uma rede social? Podemos ver que uma rede social é uma espécie de “estrutura social” onde se reúnem várias pessoas, que partilham vários aspectos entre si. A este fenómeno é impossível fugir. Pergunte a cinco jovens se têm ou tiveram algum perfil numa rede social e, provavelmente receberá uma resposta unânime e afirmativa. E para analisar este fenómeno, verifiquemos os prós e os contras. Mesmo que uma pessoa não seja exatamente considerada sociável, é sempre positivo estabelecer contactos e encontrar pessoas com os mesmos interesses que nós. Tem família ou amigos distantes de si? O mais provável é que consiga estabelecer contacto com eles, porque as redes sociais facilitam a comunicação à distância. Uma rede social também permite a conversação instantânea, para os mais preguiçosos ou para pessoas que não são muito amigas do telefone. E a sua privacidade? Mesmo com certas opções para a privatização do perfil, há sempre uma parte de nós que vagueia pela vasta savana que é o Facebook (ou outro). Uma pessoa deve mentalizar-se que “privacidade” e “rede social” são palavras que não são muito compatíveis. Tal como na “vida real”, é normal que se queira sentir seguro. E numa rede

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Um Olhar Sobre Vladimir Kush Jéni José Sá Quintal 10º2

Sonhos em papel Art – no Havai. Dois anos depois abre uma outra em Las Vegas e em 2005 uma em Nova Iorque e em Laguna Beach. No ano de 2008 cria, com ajuda de JanLange, o filme “MetaphoricalVoyage”. A sua obra, atualmente, expande-se um pouco por todo o mundo e pode ser conhecida nos livros “Jorney to theEdgeof Time”,“MetaphoricalJorney” e “Bronze Dropof Time”. Note-se que o trabalho de Kush tem sido muitas vezes confundido com as obras de Salvador Dali, pintor surrealista. Saliente-se ainda que Vladimir Kush também cria esculturas em bronze e metais preciosos que têm alcançado grande prestígio a nível mundial.

Alguma vez imaginou uma criatura nunca antes vista ou chegou mesmo a sonhar com aquele lugar paradisíaco? E já tentou transmitir ao mundo os sentimentos suscitados por esses objectos estéticos? A arte é como a energia do mundo físico, ninguém a consegue descrever com exatidão, não se cria nem se destrói, apenas se transfere entre corpos, cumprindo a tarefa inicial para a qual foi delineada, a de satisfazer o fruidor, como o artista se sente realizado pela expressão do seu mundo. Assim o faz Vladimir Kush. Este artista russo diz pintar os locais, e não só, onde cada um de nós tem a sensação de já ter estado, nos seus sonhos. À mão de Kush os sonhos ganham forma e a alma exulta arte. Mais verídicos e mais tocantes do que alguma vez possa ter imaginado. Liberte-se, sinta, viva e venha conhecer o mundo de Vladimir Kush.

Caraterísticas da sua obra Existem caraterísticas peculiares na obra de Vladimir Kush que considerei pertinente referir: Semelhança, no sentido em que Vladimir consegue retratar com excelência qualquer objeto ou paisagem, criando um realismo inigualável. Ironia, pois utiliza-a frequentemente de modo a criar uma espécie de encantamento e fantasia os objetos, atribuindo-lhes novas formas, nova vida. Fuga às formas atuais, Vladimir confere novas formas aos objectos com base no aspecto estético e emocional. Beleza e elegância, as obras deste artista, desde a pintura à escultura são dotadas de uma beleza e de uma elegância parcas, conseguidas pela leveza e amor que Kush parece depositar em cada trabalho.

Vladimir Kush Vladimir Kush é um pintor que se dedica ao realismo metafórico, nasceu a 29 de Março de 1965 na capital russa, Moscovo. Tendo começado a revelar os seus dotes artísticos por volta dos três anos de idade, aos sete anos já frequentava uma escola de artes. Neste local terá sido fortemente influenciado por obras de artistas renascentistas, impressionistas e arte moderna. Aos dezassete anos entra na Escola de Pintura, Escultura e Arquitetura de Moscovo. Após passar alguns tempos no serviço militar e pintar retratos na ArbatStree Moscovo, em 1987 começa a exibir os seus trabalhos através da Organização União de Artistas. Três anos mais tarde Vladimir parte para Los Angeles com dois outros artistas russos, iniciando assim o que ele chamou de “Odisseia Americana”. Apesar de ter começado por pintar retratos no APíer de Santa Mónica e no Havai, seria por essas alturas que o seu talento começaria a alcançar sucesso após um comerciante francês ter mostrado interesse na sua obra e lhe ter organizado uma exposição em Hong Kong, numa conceituada galeria. Pouco depois Kush publicou o seu primeiro álbum e trabalho num grande painel que seria apresentado na televisão. Desde esse momento o seu sucesso atingiu todo o mundo. Em 2001 abriu a sua primeira galeria –Kush Fine

Algumas obras

Thetwelve

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Thetwobirds

Arriveloftheflowership

Butterfly Apple

Theflightofthesun

Thetwo DescentoftheMediterreanean

African Sonata

Always Together Fiery Dance

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Sunrisebytheocean

cer de um ovo poderá estar associado a um mito que reza que a Terra teria tido origem de um ovo lançado no Oceano por um pássaro gigante. Porém, a nível pessoal, considero que a posição central do Sol, proveniente do ovo, simboliza muito mais que isso. Simboliza a renascimento que cada um de nós é capaz de alcançar se decidir mudar a sua vida, alterar o seu rumo, facto este que se complementa com a associação do ovo na Páscoa, pois se bem refletirmos Jesus Cristo morre todos os anos por essa época, simbolicamente, no entanto continuamos a utilizar o ovo como aspeto típico, isto porque Jesus faleceu mas voltou a nascer, ressuscitou, ideia esta transparecida pelo Ovo. Assim, por mais que tenhamos que morrer, metaforicamente, perante as dificuldades da vida podemos sempre renascer, nascer de novo, tal como o Sol nasce todos os dias para cada um de nós, sendo muitas vezes nós próprios que não queremos acreditar na mudança, num futuro melhor, enclausurando-a na nossa mente, ape-

A obra que escolhi intitula-se “SunrisebytheOcean”, que em português significa “O nascer do Sol à beira-mar”, e é da autoria de Vladimir Kush. A escolha deste quadro não foi aleatória. Na verdade, selecionei esta magnífica obra por me identificar com fulcrais aspetos que nela se representam, que abaixo mencionarei detalhadamente. O primeiro contacto que tive com a obra transmitiu-me de imediato a sensação de tranquilidade e esperança, esculpida quer pelos tons amarelo e castanho, quer pela luz irradiada pelo sol em último plano e seus reflexos na água que penetra pela areia. Ao apresentar-nos um ovo fraturado em duas partes, cuja gema se ostenta entre essas duas partes da casca, o autor deixa transparecer a ideia do nascimento, de uma nova vida, não fosse a simbologia do ovo. Mas é necessário atentar que a gema não é na verdade uma gema, mas sim um sol, em formação, algures no Oceano. O facto de o Sol nas56


rança e confiança de que seria capaz. Posso então associar a este sentimento que na obra de Kush tão bem está patente o poema “Sísifo” de Miguel Torga:

nas, como uma gema dentro de um ovo. Esta ideia de que o nascer de novo é uma escolha pessoal também nos é apresentada pelas pequenas figuras humanas junto ao gigantesco ovo que parecem estar a construi-lo. É como se estes humanos pressagiassem que seria necessário consertar aquele objeto para mais tarde voltar a acontecer a rutura. No fundo, unir as partes que se separaram com vista a possibilitar à pessoa que decidiu mudar a sua vida a continuála sem mais fraturas, sem mais mágoa, sem sinais de drástica mudança, visto que o que se pretende é levar adiante o caminho selecionado. Poder-se-ia ainda olhar as duas parcelas de casca do ovo como simbologia de um pai e uma mãe, dois seres idênticos aos olhos de Deus, que se uniram para formar um novo ser, e que o trazem à vida após 9 meses protegidos no ventre da mãe, tal como a gema envolta pela clara. Foi da abertura destes dois seres (que são apoiados pelos seus entes queridos que podem ser entendidos como os homens nas guindastes junto ao ovo) que nasceu um novo humano e se aprofundarmos essa simbologia está patente pois a gema é o Sol e o Sol irradia Luz, ora costumamos dizer que uma mãe dá à luz.Então estas três personagens constituem os elementos imprescindíveis de uma família, como as duas partes do ovo e a gema configuram à pintura de Vladimir Kush uma grandeza e imensidão descomunal. Além disso, três é o número da perfeição, bem como o exemplo de perfeição da Igreja é semeado pela Santíssima Trindade. A complementar esta ideia de uma nova vida, contrapõe-se ao último plano (Sol e Mar) e ao segundo plano (duas partes da casca e pequenos homens em construção), um primeiro plano no qual se pode observar a figura de um Homem nu puxando uma espécie de canoa. Este elemento só vem realçar a necessidade de um recomeço, a capacidade de se erguer após um episódio menos risonho. Parece-me ainda que este homenzinho terá sido fruto da rutura do ovo, dado que ainda parte da sua canoa está na água do mar que penetra da areia, água essa que nos conduz até ao esplêndido sol que exulta uma nova vida. Essa figura até parece um pouco conformada com o ocorrido, como se não fosse uma situação nova, isto é, como se já tivesse lutado duramente num passado menos próspero e tivesse sentido necessidade de voltar a nascer várias outras vezes e em cada uma delas com mais vigor, com mais espe-

“Recomeça... Se puderes Sem angústia E sem pressa. E os passos que deres, Nesse caminho duro Do futuro Dá-os em liberdade. Enquanto não alcances Não descanses. De nenhum fruto queiras só metade. E, nunca saciado, Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar. Sempre a sonhar e vendo O logro da aventura. És homem, não te esqueças! Só é tua a loucura Onde, com lucidez, te reconheças.” Por fim realço a presença de alguns troncos perdidos na praia e uma figura feminina junto à água. Acredito que estes elementos venham precisamente frisar que o recomeço é duro e só é conseguido pelos mais fortes, os que vão à luta, aqueles que mesmo que tenham que cair se erguem de imediato. Mas é dos maiores sofrimentos que surgem as maiores glórias, as maiores vitórias, portanto acreditar que é preciso recomeçar. Sabendo que haverá sempre alguém para suportar a nossa decisão sejam os nossos pais ou os nossos amigos no meio do caos, tal como por entre as nuvens ainda abaladas pela mudança, que se observam nesta obra, surgem pássaros exuberantes que parecem espalhar a Boa Nova. Dizem que somos capazes e que “tudo vale a pena se a alma não é pequena”.

A arte diz o indizível, exprime o inexprimível, traduz o intraduzível. Leonardo Da Vinci 57


Carolina Teixeira 12 ‘ 3

O cérebro pensa Uma busca incessante, Pelo equilíbrio… O frio da razão, Adocica-se pelo doce, O doce de sentir e SONHAR… Uma janela abre-se, E vens até mim… Um beijo quente, Que me lembra aquela Tarde de mil beijos, Tarde de sedução, Tarde de Verão… Em que a água fria, Salpica-nos, Refresca-nos e É palco da felicidade…

O cérebro pensa, Pensa a preto e branco, E o coração sente, Sente e dá cor à razão. A saudade sente-se, A distância vive-se… O tempo passa, As recordações recordam-se… A esfera da razão, Gira flutuantemente! O quadrado da emoção, Liga-te a mim, e Também nos separa… A vida é uma busca,

Um dia sonhei Um dia sonhei; Queria ir mais além… Deixar o comum, Abandonar o banal, Agarrar o futuro, Explorar o especial… Um dia sonhei, O Mundo estava melhor, O Amor já não era uma loucura, A Paixão não era incerta As desilusões já não deflagravam, As multidões só cantavam… Um dia sonhei, As mágoas tinham-se apagado As fantasias tinham-se realizado Um dia sonhei, E espero não acordar…

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Sugestões de Leitura As Velas Ardem Até ao Fim, de Sándor Márai

Teresa Pereira

Prof.ª de Português

Um belo romance que nos convida a refletir sobre a amizade, o amor e o tempo. A leitura desta obra leva-nos até um pequeno castelo de caça na Hungria, onde dois homens, amigos inseparáveis na juventude, se sentam a jantar depois de quarenta anos sem se verem. Um, passou muito tempo no Extremo Oriente, o outro, ao contrário, permaneceu na sua propriedade. Mas ambos viveram à espera deste momento, pois entre eles interpõe-se um segredo de uma força singular... Ler, ler mais, ler sempre.

Os Bichos, de Miguel Torga Um belo livro de contos onde os animais se apresentam com um sentir humano. Confrontados com esta nova perspetiva, somos nós, pessoas, que nos reconhecemos menos pessoas, ou então seres humanos vestidos de animais. Vários contos para pensarmos e refletirmos sobre a nossa humanidade.

ANOS CURIOSOS DA ERA CRISTÃ José Dinis prof. Eletrotécnia Circula na INTERNET a curiosidade matemática da capicua obtida pela soma do ano de nascimento com a idade que perfazem, neste ano de 2011, todos os nascidos no século XX. É o caso do autor que, nascido em 55 e próximo da idade de 56 anos, obterá 111 na soma destas duas parcelas. O mesmo acontecerá com todos os membros da nossa comunidade educativa. Na era cristã o mesmo fenómeno já ocorreu em todos os séculos, pelo que somos os protagonistas da 20ª ocorrência desta curiosidade. Outro exemplo é o do Marquês de Pombal que, em 1711, ao completar 12 anos obteria também 111 na soma com 99, a parcela retirada da sua data de nascimento (1699). A fórmula para estes anos curiosos é Ac=100SN+11 em que SN é o século de nascimento. Na tentativa de encontrar capicuas com quatro uns lembrei-me das crianças nascidas em 1999, atualmente com 12 anos, e suficientemente sortudas para atingirem a idade do homem mais idoso da atualidade que é de 112 anos. Estes terão atravessado 2 passagens de século e uma de milénio e considerarão 999 como data de nascimento e ao acrescentarem a idade de 112 anos obterão a capicua 1111. O mesmo poderá ter acontecido com os velhinhos de 112 anos no longínquo ano de 1111. Após esta análise casuística e a identificação das variáveis passei à generalização deduzindo a fórmula para os anos auspiciosos da era critã: Ac= 1000M+10Ps+10Ps-1+ …+100 em que M é o milénio cujo fim foi atravessado e Ps é o nº de passagens de século vividas. NOTA: Ps só pode tomar os valores 1 ou 2 ADENDA: O leitor poderá comprovar a validade da fórmula na tabela de aplicação da figura em que incluo o próximo ano curioso M

Ps

Ac

1 1 2 2 3

1 2 1 2 1

1011 1111 2011 2111 3011 59


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