Revista Sindloc-SP - ed. 157

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REVISTA

Sindloc sp Ano XVIII – Edição 157 - maio 2014

“INVASÃO”

CHINESA

Montadoras do gigante asiático reforçam investimentos no Brasil e abrem novos horizontes para o setor Gustavo Borges relembra vitórias nas piscinas, em exemplo de força e dedicação Após um ano, carros podem perder 15% do valor. Saiba quais os modelos mais e menos depreciados

Sindicato das Empresas Locadoras de Veículos Automotores do Estado de São Paulo



EDITORIAL

Que tal sermos campeões também fora do campo? Em 1978, a seleção brasileira terminava invicta a Copa e sem o título, o que nos garantiu o rótulo de campeões morais daquela edição. Hoje, 36 anos depois, temos tudo para ganhar moral, desta vez com a taça nas mãos, mas sem a conquista mais relevante. O chamado legado está escapando por leniência, intervencionismo e falta de transparência das autoridades. É hora de virar esse jogo. Independentemente da torcida e do calor do momento, temos o dever de cobrar retorno ao Brasil e à população. Essa é nossa obrigação como geradores de emprego e de atividade econômica. Estimulados por nossas eternas forças de vendas e criatividade, devemos conclamar os associados e o mercado a empunhar as bandeiras da união setorial, da justiça e da prosperidade. O time do poder público está perdendo feio. Às vésperas da abertura do Mundial, não chegou a 50% a quantidade de obras e projetos entregues. Para as ações em prol do turismo, com investimento de R$ 212 milhões, nenhum centavo havia sido liberado até janeiro deste ano. A matriz publicada pelo governo federal em, setembro de 2013, listava 51 projetos de mobilidade urbana que deveriam estar concluídos até o início da Copa. Atualmente, constam somente 35 nessa relação, pois os demais foram descontinuados. Mas ao estilo dos discursos-padrão dos boleiros, a presidente Dilma Rousseff esquiva-se dos erros e lança frases de efeito como “muitas vezes você é criticado por ter um cachorro e outras vezes por não ter o mesmo cachorro”. Seja qual for o cachorro, está claro que ele está muito mal cuidado, deixando setores estratégicos como o automotivo em posição de impedimento. O placar não poderia ser outro. Segundo a Anfavea, as vendas de veículos caíram 2,1% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período de 2013, assim como a produção foi reduzida em 8,4% diante da brusca queda nas exportações. Após a euforia da torcida com o IPI reduzido, o imposto vestiu novamente as chuteiras e o poder público esmoreceu, sem nenhum plano tático alternativo. Assim como no futebol, os estrangeiros estão de olho no potencial brasileiro. Das cerca de 40 montadoras baseadas na China, pelo menos dez demonstram disposição de investir no Brasil, algumas com grandes volumes. Porém, vamos aproveitar esse outro legado? Ou vamos permitir que eles apenas trabalhem com afinco na hora de jogar para escanteio escândalos como o da Petrobras?

Alberto de Camargo Vidigal Presidente do Sindloc-SP

EXPEDIENTE A Revista Sindloc SP é uma publicação do Sindicato das Empresas Locadoras de Veículos Automotores do Estado de São Paulo, distribuída gratuitamente a empresas do setor, indústria automobilística, indústria do turismo, executivos financeiros e jornalistas.

Presidente: Alberto de Camargo Vidigal Vice-Presidente: Eladio Paniagua Junior Diretor Financeiro: Luiz Carlos de Carvalho Pinto Lang Diretor Secretário: Paulo Miguel Jr. Consultor de Gestão: Luiz Antonio Cabral Conselho Fiscal: Eliane Baida, Paulo Gaba Jr. e Paulo Hermas Bonilha Júnior Produção Editorial: Scritta – www.scritta.com.br Coordenação: Leandro Luize Redação: Dalton L. C. de Almeida, Kátia Simões e Santiago Oliver Revisão: Júlio Yamamoto

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sumário

08 mERCADO De olho no potencial de consumo do Brasil, montadoras chinesas ampliam investimentos e lançam boas oportunidades para o setor de locação.

12 RELACIONAMENTO Exemplo de perseverança e superação nas piscinas, o medalhista olímpico Gustavo Borges compartilha sua trajetória em jantar com associados.

14 LÍDER SETORIAL Destino cativo de lazer, Ceará assume lado corporativo e movimenta o turismo de negócios, com reflexos diretos para as locadoras.

16 GESTÃO Uma estratégia inteligente, proativa e agressiva tem tudo para dar certo, mas pode sair pela culatra. Saiba como evitar o antimarketing.

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setor Olho vivo na depreciação da frota. Especialistas enumeram dicas para calcular e reduzir esse risco, renovando sua frota no tempo certo.

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TECNOLOGIA Duas rodas, mas é um carro! Com recursos que o mantém de pé mesmo em caso de batida, novo modelo promete chegar ao país ainda este ano.


CRÉDITO

TOP 10 das marcas em 2014

Mais rigor no financiamento de veículos

Pesquisa importante para influenciar as estratégias de negócio das locadoras. Acaba de ser divulgado o ranking das dez marcas de veículos mais vendidas no país no primeiro quadrimestre. A Fiat consolidou-se na primeira posição, com market share acima de 20%, seguida pela General Motors e pela Volkswagen. E as ocupantes das posições intermediárias – Renault (4ª posição), Hyundai (6ª colocação) e Toyota (7ª colocação) – foram as que mais ganharam mercado no início de 2014 em relação a todo ano passado. Quem mais avançou foi a montadora francesa, impulsionada pela renovação do Logan e pela boa aceitação do Sandero e do Duster. Confira abaixo a relação completa dos top 10. Marca

emplacamentos

participação (%)

Fiat

235.042

22,30

GM

186.932

17,73

VW

182.770

17,34

Ford

96.744

9,18

Renault

70.858

6,72

Hyundai

70.312

6,67

Toyota

53.076

5,04

Honda

40.451

3,84

Citroën

20.575

1,95

10º

Nissan

20.116

1,91

KatarinaGondova/Thinkstock

RANKING

Atenção locadoras! A liberação de crédito para a compra de veículos está cada vez mais rigorosa. Segundo balanço divulgado pelo Banco Central, a retração dos financiamentos foi de 1% no valor acumulado de maio do ano passado a abril de 2014, na comparação com os 12 meses anteriores. Os atrasos de pagamentos superiores a 90 dias caíram 1,3% nos últimos 12 meses, passando a representar apenas 5% do valor dos contratos, o que isenta a inadimplência de responsabilidade pelo crédito mais restrito. Para as empresas financiadoras, o reflexo desses resultados está claramente associado à demanda reprimida e à taxa Selic, que atingiu 11% neste mês. Para reverter esse cenário, Anfavea e Fenabrave lideram um grupo que estuda, em conjunto com o Ministério da Fazenda, medidas para aumentar o índice de aprovação de financiamentos. Entre elas, estão a agilidade no processo de recuperação de veículos dados como garantia em casos de inadimplência e a criação de um fundo como uma segurança adicional para as operações de crédito.

Fonte: Fenabrave/ Renavam

TRIBUTOS Portas abertas para air bags e ABS Carros cada vez mais seguros estarão brevemente ao alcance do mercado de locação. O governo federal vai diminuir para 2% o imposto de importação de componentes utilizados na fabricação de air bags e freios ABS produzidos fora do Brasil. A redução ainda não foi oficializada e depende de aval da Câmara de Comércio Exterior após ser submetida à consulta pública. Mas a decisão deve sair ainda este ano para atender à obrigatoriedade de fabricação de veículos com esses equipamentos de segurança. Notícia que vai ao encontro das reivindicações do setor automotivo e permite às locadoras planejar um considerável incremento dessas frotas a partir de 2015.

Bumbasor/Thinkstock

Alexander Bedrin/Thinkstock

informações úteis

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coluna Jurídica

Chegou a hora de as empresas encararem o Leão Todas as empresas tributadas pelo lucro real, lucro presumido ou lucro arbitrado deverão apresentar a Declaração de Informações Econômico-Fiscais da Pessoa Jurídica (DIPJ 2014), referente ao ano-calendário 2013, até 23:59:59 do dia 30 de junho. A DIPJ será apresentada em meio magnético e deve ser transmitida via internet, sendo a entrega fora do prazo sujeita a multa mínima de R$ 500. A tendência é que esta seja a última DIPJ no formato atual, pois a partir do exercício de 2014, o IRPJ também entra na era do Sistema Público de Escrituração Digital (SPED). Pelo menos é o que diz a última versão da Medida Provisória nº. 627/13, enviada para a sanção presidencial. As informações prestadas na DIPJ serão cruzadas com as informações já fornecidas em outras obrigações acessórias entregues durante o ano, como a Declaração de Débitos e Créditos de Tributos Federais (DCTF), a Declaração do Imposto sobre a Renda Retido na Fonte (DIRF) e o Pedido Eletrônico de Ressarcimento ou Restituição Declaração de Compensação (PER/DCOMP). É importante destacar que o Fisco já tem outras relevantes informações que foram prestadas pelo SPED Fiscal, pela EFD Contribuições e pelas próprias notas fiscais eletrônicas, sem falar nas informações registradas no Siscomex (Comércio Exterior) e no Sisbacen. Para colocar um pouco mais de tempero, além da DIPJ, as empresas também vão entregar, no mesmo prazo, o SPED Contábil – que contém 100% das informações e registros contábeis da empresa durante o ano, incluindo balancetes mensais e as demonstrações contábeis. A moderna central de TI da Secretaria da Receita Federal tem a capacidade de cruzar todas essas informações dos contribuintes, apontar as variações e os erros de preenchimento e emitir a notificação ao contribuinte. Caso seja realizada uma fiscalização in loco, é bem provável que a Receita já tenha algum indício e vá diretamente ao ponto. É admirável a coragem de empresas que ainda não estão adequadas a todas essas regras, tendo em vista todo o Big Brother que foi muito bem construído pelas nossas autoridades fiscais. No nosso dia a dia, ainda encontramos empresas que não seguem as regras de preços de transferência para operações de importações e exportações de bens, serviços e direitos com partes relacionadas ou com países sujeitos a subtributação. Esse tema também deve ser informado

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na DIPJ e muitas companhias sequer habilitam a ficha. Será que elas sabem do risco que estão correndo? Elas lembram que a Receita consegue acessar os dados do Siscomex? O preço de transferência é apenas um exemplo ilustrativo para este texto, mas ainda existem diversos temas na nossa legislação igualmente relevantes, muitas vezes ignorados ou pouco valorizados pelos gestores. Ainda temos a cultura de ir ao médico somente quando sentimos dor em alguma parte do corpo. A falta de um check-up preventivo também se aplica ao mundo dos negócios. Na ânsia de economizar e reduzir custos, os empresários deixam de investir recursos na prevenção de problemas tributários, trabalhistas ou previdenciários. Um pequeno investimento hoje pode evitar multas milionárias no futuro e garantir que os mesmos erros não sejam mais cometidos. Na futura DIPJ, que passará a ser chamada de Escrituração Fiscal Digital do Imposto sobre a Renda e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido da Pessoa Jurídica (EFD-IRPJ), o contribuinte deverá carregar todas as informações relativas a prejuízos fiscais e diferenças temporárias, ambas escrituradas no Livro de Apuração do Lucro Real (LALUR). Mas o LALUR foi transcrito corretamente ao longo dos anos? A informação da DIPJ bate com a do LALUR? Diante dessa relevante alteração, as empresas devem fazer uma revisão minuciosa antes de carregar esses saldos no EFD-IRPJ. O ano de 2014 é oportuno para a companhia tomar uma atitude e fazer uma avaliação de sua saúde tributária. A automedicação pode sair cara nessas horas. Consulte sempre um especialista!

Hugo Amano é sócio da consultoria tributária da BDO


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MERCADO

Montadoras chinesas esperam mudar o perfil das frotas nacionais Fabricantes apostam no Brasil e na aproximação com as locadoras. Conheça mais os projetos dessas marcas Os primeiros carros chineses chegaram ao Brasil quase despercebidos, sem muito barulho, quando os primeiros modelos da Chery, da Effa e da Geely, esta um pouco mais tarde, começaram a ser vendidos no país. De lá para cá, outras montadoras instalaram-se por aqui e tantas outras voltaram as atenções para o mercado brasileiro. Embora a China tenha demanda garantida, o objetivo de suas montadoras é produzir veículos para exportação, de preferência espalhando fábricas pelo mundo. E as locadoras representam canais estratégicos para disseminar essas marcas. Em 2010, quem visitava o Salão do Automóvel via claramente o apetite dos chineses, com nada menos do que dez fabricantes dispostas a oferecer carros com mais opcionais e por um preço até 30% mais baixo que a concorrência. Algumas ganharam espaço e a confiança do consumidor, enquanto outras não chegaram a comercializar um só veículo em território brasileiro. Fundada em 2006, a JAC chegou com o J3 e o J6. O primeiro é um compacto premium, completo, disposto a dividir espaço nas ruas com o C3, o Ágile e o Fiesta. O J6 é um monovolume, que dividia as atenções de consumidores

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fãs do Fit, Meriva e Picasso. A empresa, já reconhecida por aqui, tem um centro de design em Torino, na Itália, e utiliza itens de fabricantes de peças norte-americanas e alemãs na produção de seus carros. A Chery, por sua vez, desembarcou por aqui em 2008, quando pouca gente tinha conhecimento das montadoras chinesas. Chegou com três modelos: o Cielo, o Tiggo e o Face. Mais tarde, apresentou o QQ, um dos carros mais baratos do mundo. A novata do grupo é a Geely, que apresentou seus dois primeiros modelos à venda no mercado brasileiro apenas em 2013. Desde janeiro deste ano, estão disponíveis o EC7, na faixa dos R$ 50 mil; e o compacto GC2, com preço na faixa dos R$ 30 mil, ambos fabricados em Montevidéu (Uruguai). Inicialmente, a Geely deverá contar com 15 concessionárias no país e, em um ano, pretende chegar a 25. Já há negociações com distribuidores nos estados de São Paulo, Rio Grande do Sul,


Santa Catarina, Paraná, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Goiás e Pernambuco. Fundada em 1997, a Geely é a primeira montadora privada chinesa e esbanja disposição para expandir sua marca pelo mundo. Para tanto, já sinaliza a intenção de abrir uma fábrica no Brasil, depois de 1,5 ano de operação, por volta de 2016, caso sinta que seus modelos caíram no gosto dos brasileiros. A dúvida está em erguer uma unidade com capacidade para 20 mil utilitários esportivos (SUVs) ao ano ou uma fábrica maior, para 150 mil carros, incluindo compactos. É evidente que Cheery e JAC são as montadoras chinesas com mais planos e ações mais consistentes no país. A primeira inaugura fábrica por aqui nos próximos meses, na cidade paulista de Jacareí, além de iniciar a produção local de motores. Até 2017, a meta é oferecer pelo menos seis modelos. A JAC, depois de sofrer com a queda das vendas de importados no país, prepara-se para abrir as portas de uma fábrica em Camaçari, na Bahia, e oferecerá o primeiro SUV médio chinês por aqui. Até 2017, ambas esperam atingir 3% de participação no mercado nacional. Uma meta ambiciosa para a Cheery, que ocupa a 18ª posição no ranking nacional (participação de 0,32%), e a JAC (17ª colocada, com 0,35%). Olho na locação Em 2013, as estrangeiras registraram baixa nas vendas de 0,9% em relação ao mesmo período de 2012, comercializando cerca de 3,8 milhões de veículos. O enfraquecimento das vendas, somado à adoção de medidas de proteção das montadoras nacionais por parte do governo brasileiro, acendeu o sinal amarelo

para as fabricantes chinesas. “Tivemos que nos reestruturar no país”, afirma Eduardo Pincigher, diretor de assuntos corporativos da JAC. A adaptação ao novo momento levou ao fechamento de algumas concessionárias e à colocação no pé no freio. Hoje, a montadora chinesa conta com 60 distribuidores, em torno de 60 mil carros comercializados no mercado brasileiro e a expectativa de voltar a crescer firme em 2015, quando iniciará a produção na Bahia. “Neste momento, ainda não temos fôlego para oferecer boas margens de negociação a quem quer comprar nossos veículos em quantidade, a exemplo das locadoras”, admite o executivo. “Temos ofertas de R$ 32 mil a R$ 100 mil e, num primeiro momento, acreditamos que o modelo mais caro, o T8, com sete lugares mais bagagens, por ser o único na sua categoria, figure entre os mais atraentes para o mercado de locação.” Segundo ele, é o modelo que a montadora chinesa vem dispensando um tratamento especial para clientes corporativos e as empresas especializadas em transporte executivo. Quem também espera ganhar espaço na frota das locadoras nacionais é a Geely. “Somos bastante competitivos e temos modelos compatíveis com as necessidades do segmento de locação, tanto para composição de frotas corporativas quanto para locações pelo consumidor final”, destaca Ivan Fonseca e Silva, presidente da Geely Motors do Brasil. “Estamos dando nossos primeiros passos no território brasileiro, com apenas duas concessionárias em operação. Mas a etapa seguinte consistirá justamente em trabalhar a relação com as locadoras”, acrescenta.

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coluna Trânsito

Cobrança

antecipada de multas No processo de locação de um veículo ou de frota, o momento que normalmente gera dissabores é o da cobrança das multas que foram recebidas durante a posse do veículo. Um dos argumentos que gera controvérsia refere-se à cobrança por parte da locadora antes que seja obrigatório o pagamento perante o órgão de trânsito, especialmente quando o locatário pretende recorrer administrativamente em todas as instâncias e, para tal, não há obrigatoriedade de pagamento da multa. De fato, desde sua vigência, em 1998, o Código de Trânsito não obrigava o pagamento da multa para fins de recurso até a instância JARI, exigindo apenas para a última – que é o Conselho Estadual de Trânsito (Cetran). Desde 2010, a Lei 12.249 também excluiu a obrigação de pagamento para esta última instância, possibilitando que, em todas elas (defesa prévia, JARI e Cetran), sejam apresentados recursos sem exigência do pagamento. Destacamos que, até o prazo recursal da JARI, a multa pode ser paga espontaneamente com 20% de desconto. Além dessa não obrigatoriedade de pagamento perante o órgão de trânsito, o locatário argumenta que o pagamento antecipado ou espontâneo representaria uma espécie de confissão do ato infracional, que prejudicaria sua própria defesa e geraria outras consequências como a suspensão do direito de dirigir. Em resumo, seu direito estaria sendo cerceado. É importante diferenciar a obrigação perante o órgão de trânsito que está aplicando a penalidade e a relação contratual com o particular – no caso, a locadora. Outro esclarecimento importante é que proprietário e condutor (locatário) são legítimos para integrar o processo, pois enquanto um é responsável pelo pagamento ao órgão de trânsito (independentemente se vá regressar contra o causador), o outro pode sofrer consequências em seu direito de dirigir. Façamos alguns comparativos. Na compra e venda de veículos, o comprador não é obrigado a aceitar veículos com débitos de multas, ainda que não sejam obrigatórias, e exige seu pagamento para aceitar o veículo no negócio. A seguradora não indeniza integralmente (perda total) caso haja débitos em multas, ainda que em defesa ou não obrigatórias por outros motivos. Em ambas as situações, a relação é contratual particular (compra e venda e seguro). Na locação

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não é diferente, pois foi estabelecido entre as partes o ressarcimento do débito, surgido em decorrência da condução do veículo. Importantíssimo destacar que o fato do débito ser recolhido espontaneamente não se constitui em admissão de culpa, não gera cerceamento de defesa nem prejudica o direito do condutor de recorrer até a última instância. Inclusive, não leva à pontuação na carteira ou à suspensão do direito de dirigir até o fim do processo. Ao final, tendo sucesso, pode ser solicitada ao órgão de trânsito a devolução do valor antecipadamente recolhido. Isso está claro na Resolução 404 que trata da matéria. A multa pode ser recolhida em qualquer momento processual sem qualquer prejuízo ao direito de defesa. Nem poderia ser diferente, pois imagine que o proprietário (locadora) tenha seu veículo destruído ou queira renovar a frota e a propriedade do veículo seja transferida a terceiro (comprador, seguradora), o qual não aceitará com débitos. Neste caso, a locadora fará o recolhimento do valor da multa independentemente da vontade do condutor/locatário. Isso clareia mais ainda o motivo pelo qual o pagamento espontâneo não pode prejudicar a defesa do condutor. Além do compromisso contratual particular, os interesses de proprietário e condutor quanto ao pagamento da multa podem ser divergentes. Sugerimos também que não haja nenhuma interferência da locadora nos argumentos de defesa do locatário, sob risco de compartilhar a responsabilidade pelo resultado, limitando-se a disponibilizar a documentação necessária ao exercício de seu direito.

Marcelo José Araújo Advogado e Consultor do SINDLOC/SP. Presidente da Comissão de Trânsito, Transporte e Mobilidade da OAB/PR



Divulgação

RELACIONAMENTO

José Mario Souza, Paulo Bonilha Jr., Luiz Cabral, Paulo Miguel Jr., Gustavo Borges (palestrante), Alberto de Camargo Vidigal, Luiz Lang, Eládio Paniagua, Flávio Gerdulo e Luis Carlos Godas – Diretoria Sindloc-SP

Norlito/Thinkstock

Rui Pereira (Bradesco S/A), José Mario Souza (Sindloc-SP), Luiz Magalhães (Control Fleet), Luiz Cabral (Sindloc-SP), Claudio Gontijo (Control Fleet) e Francisco de Assis Bernardi (Bradesco S/A)

Luciano Maziero (Renault), Claudia Peres (ABC Fast), Flaviano Henrique (Renault), Marcelo Tanabe (ABC Fast) e Davilson Brunele (VW)

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Braçadas fortes em direção ao

sucesso Completar os 50 metros livres em apenas 21 segundos e 90 centésimos não é para qualquer nadador. Mas foi o que fez Gustavo Borges em 1997 e lhe rendeu o recorde sul-americano. Entre os maiores heróis da natação brasileira, com 19 medalhas pan-americanas, quatro olímpicas e um lugar no International Swimming Hall of Fame, o atleta foi o palestrante convidado pelo Sindloc-SP, em 24 de abril, para um jantar com os associados no Espaço Vila Noah, do grupo Blue Tree.


A noite contou com mais de 350 convidados e teve início com um animado coquetel, enriquecido pela exposição de obras do artista plástico Giuseppe Ranzini e modelos automotivos das principais marcas do mercado. Trazidos pelas montadoras e patrocinadoras Audi, Fiat, Ford, GM, Renault e Volkswagen, que disponibilizaram seus veículos para uma análise cuidadosa dos participantes. Em complemento, Control Motors, Infosistemas e Segplus, também patrocinadoras do Sindloc-SP, apresentavam seus serviços e produtos em espaços exclusivos. A ocasião, animada e regada a boas bebidas, risadas e canapés, possibilitou intenso networking e contato entre os principais players do setor da locação. Terminada a etapa, todos reuniram-se no salão principal para ouvir um dos mais reconhecidos atletas nacionais e, claro, apreciar um jantar impecável. Força, sonho e dedicação A abertura ficou a cargo do presidente da entidade, Alberto de Camargo Vidigal, que aproveitou para agradecer a presença de todos, reforçar o crescimento do apoio ao sindicato, com cada vez mais patrocinadores, e anunciar um evento especial com duração de até três dias, a ser realizado no segundo semestre. Sob aplausos, o dirigente convocou o gigante das raias a subir ao palco. Com a temática “atitude campeã”, o medalhista olímpico contou um pouco de sua trajetória nas piscinas e como a combinação de dedicação, sonho e coragem foram elementos cruciais para seu sucesso. “A questão do sonho é muito importante. Os adultos geralmente esquecem o poder motivador que possuem e que se mostrou sempre muito vivo quando eram crianças. Sua força é indispensável para superarmos os obstáculos que a vida há de nos impor”, comentou o atleta. Segundo Borges, ser um grande vencedor é resultado da união entre comprometimento, força de vontade, dedicação, determinação, disciplina e a busca incansável por superar seus próprios limites. “Todos temos nossa própria Olimpíada, mas para vencê-la é preciso encontrar motivação em seu dia a dia, ter prazer naquilo que faz e acordar, faça calor ou frio, para buscar aquela melhora de um centésimo que pode definir a vitória”, sentencia. Bem humorado e após uma conversa descontraída com o público, o ex-nadador enunciou sua fórmula para bons resultados: “Para alcançar o sucesso, é preciso atitude. E ela é composta por saber aproveitar todas as oportunidades oferecidas, não só as que aparecem no correr da vida, como também as que construímos”, aconselhou Borges. Antes de se despedir, ainda acompanhou o sorteio de um quadro de Ranzini entre os associados e foi presenteado pelo artista com uma peça customizada especialmente para ele.

Entrega do prêmio: Alberto Vidigal (Sindloc-SP), Carlos Mendes (Meridional Locadora), Giuseppe Ranzini (Artista Plástico) e Luiz Cabral (Sindloc-SP)

Luciano Maziero, Flaviano Henrique e Paulo Figueiredo, da Renault, e Novais, da Itavema France

Willian Nemmer (Segplus), Carlos Figueiredo (Segplus), Carlos Mendes (Meridional Locadora), Cassio Maia (Infosistemas), Gustavo Maia (Infosistemas) e Anderson Ribeiro (Hi Service)

Marivane Cardoso, Gilmar Cardoso e Pamela Grazioli, todos da Fiat revista sindloc

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LÍDER SETORIAL

Nordeste em versão engravatada Destino de lazer pela própria natureza, Fortaleza aposta agora no turismo de negócios e incrementa faturamento das locadoras Uma das cidades-sede da Copa do Mundo FIFA 2014™, Fortaleza prepara-se para receber um contingente recorde de viajantes entre os meses de junho e julho. Sol, calor e águas refrescantes são os cartões de visita, mas a capital cearense também assume sua versão business e impulsiona a demanda no mercado de locação, favorecida pela condição de sétimo maior poder de compra municipal e nono maior PIB entre as cidades brasileiras. Em entrevista especial à Revista do Sindloc-SP, Aleksander Rodrigues Rangel, empresário do setor de locação de automóveis cearense e membro do Conselho da ABLA, vê com otimismo o crescente mercado do turismo de negócios graças à inauguração, em 2013, do Centro de Eventos do Ceará. Orgulhoso, o executivo ressalta a união dos empresários do setor, que, embora concorrentes, juntam forças para dinamizar a atividade. Como o mercado de locação está se comportando localmente? Estamos caminhando dentro das perspectivas. O mercado corporativo vive um bom momento, principalmente por conta das obras que estão sendo realizadas para a Copa. Empresas envolvidas diretamente com esses projetos têm investido na locação de veículos para locomoção de seus funcionários e colaboradores. Além disso, o Centro de Eventos do Ceará consolida-se como uma opção alternativa para grandes congressos e convenções fora do eixo Sul-Sudeste, contribuindo para dar fôlego à nossa atividade. Para julho, inclusive, tivemos a confirmação da sexta edição do encontro de cúpula dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), com a presença de chefes de estado, ministros, diplomatas e empresários, bem como mil jornalistas de todo o mundo. E as locadoras estão preparadas para a Copa? Sim, tanto que incrementamos a frota em cerca de 20% justamente para o período das competições, absorvendo da melhor maneira possível a demanda expressiva que devemos registrar. E parte da frota que estamos dispondo para as empresas envolvidas nas obras poderá ser alocada para destinação aos turistas. Não queríamos que faltassem veículos em uma competição tão importante. Mais do que preocupados em assegurar uma imagem positiva do nosso mercado, garantimos também a equalização de tarifas com a frota extra, pois se houvesse uma procura intensa e pouca oferta, as tarifas poderiam disparar. De qualquer maneira, ainda não identificamos uma alta procura estimulada pela Copa e estamos com números inferiores aos do último réveillon. Mas acredito que, a poucos do dia do evento, tenhamos modificado esse cenário. O aumento do PIB no Ceará colaborou para a melhora do setor de locação? Como já mencionei, a locação de frotas nunca foi o nosso forte,

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mas de uns dez anos para cá tem aumentado graças à realização de importantes obras, como o porto, e aos setores que são movimentados por esses empreendimentos. Segundo dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Produto Interno Bruto do Ceará chegou a 3,44% no ano passado e deve manter índices acima da média nacional. E com a economia local mostrando sua pujança mesmo em períodos de baixa estação, deixamos de depender somente do turismo de lazer e garantimos, assim, bons resultados em meses como março, abril e maio. Qual é a experiência que você podem passar para outros estados? Em sua estratégia turística, o governo do Estado não restringiu suas ações ao segmento de lazer e deu importância também ao turismo de negócios, o que se revelou uma grande sacada. A geração de receitas tem sido significativa e alavancou atividades econômicas como a de locação e terceirização de frotas. Isso foi um grande diferencial do Estado do Ceará em relação a estados vizinhos, como Rio Grande do Norte ou Alagoas. E no que se refere à operação, o que deve ser destacado? No nosso mercado, vale a pena enfatizar a união que se torna mais evidente entre empresas do setor. Há um grupo de empresários que trabalham com foco nessa aliança setorial. Sempre que surge alguma dificuldade pontual, deixamos de lado a visão de concorrentes para somarmos esforços e inteligências. Também nos cotizamos para promover ações de marketing conjuntas, dentre as quais a colocação de banners na área de desembarque do aeroporto. Foi uma iniciativa pioneira do estado do Ceará e que inspirou a adoção de campanhas similares por outros estados nordestinos. A sinergia entre poder público e privado e entre as próprias empresas tem sido fator diferencial para nossos negócios.



GESTÃO

Antimarketing: cuidado com o que você faz e fala

Na temporada 2013 da Fórmula 1, a Pirelli detinha exclusividade no fornecimento de pneus para a categoria, sinônimo de ápice da tecnologia automotiva. A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) encomendou compostos que se desgastavam mais rapidamente para aumentar a competitividade e troca de posições entre os pilotos, forçando-os a fazerem mais pit-stops. O que ninguém esperava é que os pilotos e equipes tivessem tanta dificuldade para se adaptar aos novos modelos. O resultado foi a péssima imagem mundial que a marca conquistou, com pneus esfarelando e estourando ao vivo em grande parte das corridas e reclamações públicas do produto. O que, em princípio, soava como uma excelente estratégia de marketing, na prática se transformou no que os especialistas definem como antimarketing. Ou, ao pé da letra, tudo o que é feito por uma empresa ou pessoa que atrapalha a troca, a criação de valor e a satisfação para o cliente, afastando-o e trazendo alguma espécie de prejuízo. “Antimarketing é tudo aquilo que você faz, ou deixa de fazer, e que ultrapassa a zona de tolerância do seu cliente”, afirma Ana Vecchi, sócia da Ana Vecchi Vecchi Ancona Inteligência Estratégica. Nesta lista figuram pequenas desatenções do cotidiano, como um atendente despreparado, a falta de atenção para com o cliente, um produto mal feito, um jeito errado de se comunicar que dá margem a interpretações dúbias e potencialmente prejudiciais, a falta de clareza no

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preço, uma apresentação fora de padrão, um ponto de venda que não atrai ou dificulta o acesso, ruptura no estoque, comunicação deficiente e cheia de ruídos, filas de espera, promessas não cumpridas e ambiente desagradável. Exemplos No universo da locação de automóveis, por exemplo, as desatenções podem ser traduzidas na entrega de um veículo de luxo com o saquinho de lixo sem recolher, mau lavado ou com pneus mal calibrados. Ou, ainda, anunciar a oferta de um carro para locação sem que modelos suficientes tenham sido incorporados à frota. “É a soma ou a constância desses pequenos defeitos que depõe contra uma marca, prejudica a experiência do cliente e pode fazer com que este pare de comprar e até fale mal da marca ou do serviço”, assinala Adriano Augusto Campos, consultor Adriano Augusto Campos do Sebrae-SP. Outro desserviço à imagem de uma locadora pode se dar com a divulgação, via e-mail, SMS ou correspondência, de uma oportunidade vantajosa. A intenção pode ser a de atrair novos locatários, mas gerar um sentimento de desvalorização naqueles mais tradicionais ou que tenham fechado contrato pouco antes. “Clientes fiéis são, geralmente, os seus melhores clientes. A maneira ideal de evitar que eles se sintam lesados em promoções é dar-lhes a oportunidade de aproveitá-las antes que sejam divulgadas para o público em geral”, explica

Fábio Adiron

Fábio Adiron, diretor da Adiron Consultores e coordenador do curso de Especialização em Marketing Direto na Associação Brasileira de Marketing Direto (Abemd).

riscos Mas, embora pareça um absurdo, há empresas que adotam o antimarketing como estratégia visando a ganhos futuros. Como exemplo, Ana Vecchi cita a norte-americana Bodega Store. A loja não tem fachada, não faz anúncios, fica escondida dentro de um mercadinho, atrás de uma porta secreta. Só tem acesso ao lugar quem for indicado por outro cliente e os preços são caríssimos, porque a loja só trabalha com produtos exclusivos. O objetivo desta estratégia é criar expectativa e “buzz” – disseminação de um produto ou serviço por meio de cadeia de consumidores – justamente em cima do caráter de exclusividade. “Mas é preciso deixar claro que este tipo de estratégia não se aplica a todo tipo de negócio nem a todas as situações”, enfatiza Ana. A consultora vai além. Lembra que o antimarketing na forma de ações não deliberadas é extremamente danoso para os negócios. Pode ‘queimar’ a imagem da companhia junto ao público consumidor e potenciais consumidores, afugentar clientes e se tornar um ponto fraco a ser explorado pela concorrência, afetando demanda, preços e impondo barreiras ao crescimento. “Tudo isso, de uma forma muito rápida, amplifica o barulho negativo nos megafones das redes sociais”, finaliza.


setor

DEPRECIAÇÃO: vai pagar quanto?

Após um ano de uso, carros nacionais valem, em média, 15% menos Quantas vezes não ouvimos que “basta tirar o carro da loja para ele não valer a mesma coisa”. Embora soe como um comentário com uma pitada de inveja, a afirmação não está tão equivocada. Ao contrário de um imóvel que se valoriza comercialmente dia a dia, os veículos perdem valor. Os especialistas são unânimes. Os carros que menos desvalorizam são os mais básicos e pouco rodados, enquanto os importados têm queda mais rápida no valor de venda por conta da manutenção mais cara das peças. Em média, o índice de depreciação de um carro de passeio nacional de até dois anos de vida varia entre 20% e 30%. Entre os importados, contudo, a desvalorização pode

TOP 10 MENOS DEPRECIADOS modelo

%

FIAT UNO EVO ATTRACTIVE 1.4

-8,7

FIAT UNO EVO WAY 1.4 - 4 PORTAS

-8,7

FIAT UNO EVO WAY 1.4 - 2 PORTAS

-8,9

FIAT GRAND SIENA 1.4

-9,0

FIAT GRAND SIENA ATTRACTIVE 1.4

-9,0

FIAT GRAND SIENA ESSENCE 1.6

-9,0

CHEVROLET CELTA LS 1.0 - 4 PORTAS

-9,0

CHEVROLET CELTA LS 1.0 - 2 PORTAS

-9,1

CHEVROLET CELTA LT 1.0

-9,1

HONDA CR-V EXL-AT 4X4 2.0

-9,6

MAIS DEPRECIADOS modelo

ultrapassar 50%. Números que servem de alerta para o mercado de locação, cuja frota tem idade média de 18 meses. De acordo com o ranking de depreciação da Agência Autoinforme Molicar, o Fiat Uno é o veículo que menos perdeu valor após um ano de uso, em 2013, em um grupo de dez modelos analisados. As versões Way 1.4 e Attractive 1.4 desvalorizaram apenas 8,7% no período. Neste quesito, destacaram-se ainda três versões do Fiat Grand Siena, o Chevrolet Celta, o Fiat Punto e o Volkswagen Gol. Na outra ponta, o Citroen C4 Pallas (versão Exclusive 2.0) teve a maior desvalorização, perdendo 24% do seu valor. A depreciação média entre dezembro de 2012 e dezembro de 2013 foi de 14,2%. O consultor Paulo Garbossa, da ADK Consultoria, observa, contudo, que ao contrário do consumidor final que amarga a desvalorização de forma mais pesada, as locadoras conseguem diminuir esses percentuais em razão da melhor negociação na hora da compra. “As empresas não adquirem um veículo, mas dezenas deles, o que faz as montadoras oferecerem boas condições de compra, com descontos que, lá na frente, na hora da venda, farão a diferença”, afirma. “O bom resultado, entretanto, dependerá do estado em que o carro se encontra e da quilometragem rodada”, pondera. Outro diferencial está no modelo de carro normalmente adquirido pelas locadoras, em grande maioria veículos básicos, de saída com menor índice de depreciação. Ao vender a frota, as locadoras também apresentam vantagens aos compradores, como a possibilidade de parcelamento da entrada no cartão de crédito, além da garantia de um carro com manutenção e revisões em dia. “Mais do que isso, o comprador tem a certeza da procedência do veículo”, reforça.

%

KIA CADENZA SEDAN EX-AT 3.5

-22,6

KIA CARNIVAL EX-AT 3.5

-22,9

KIA CARNIVAL EX-AT 3.8

-22,9

CITROËN C4 PALLAS EXCLUSIVE 2.0

-23,1

CITROËN C4 PALLAS GLX 2.0

-23,2

FIAT LINEA TURBO 1.4

-23,5

CITROËN C4 PALLAS GLX 2.0

-23,6

CITROËN C4 GRAND PICASSO 2.0

-23,7

CHEVROLET MALIBU SEDAN LTZ 2.4

-23,9

CITROEN C4 PALLAS EXCLUSIVE 2.0

-24,0

Fuja da depreciação Mantenha o carro em boas condições mecânicas e em bom estado de conservação. Lembre-se de que os carros importados têm uma depreciação maior que os nacionais, que um veículo de locação não deve rodar muito mais do que 2.500 km por mês e que mudanças nas características de um veículo ou o anúncio de que deixará de ser fabricado também podem aumentar ainda mais a depreciação na hora da venda.

Fonte: Autoinforme/ Molicar

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Divulgação

TECNOLOGIA

Para aqueles que acham fácil estabelecer a diferença entre um carro e uma moto, você está completamente errado. Há muito espaço para cruzamentos entre os meios de transporte fechados de quatro rodas e os tradicionais abertos com duas. E uma das novidades promete chegar com tudo ao mercado até o fim de 2014, podendo representar um importante diferencial para o setor de locação. Desenvolvido pela empresa LIT Motors na Califórnia (EUA), o LIT Motors C-1 tem duas rodas – como as motos – mas também apresenta carroceria, portas, ar-condicionado, sistema de som com conectividade para celulares, airbags, cintos de segurança, volante e chassi de aço. E, principalmente, fica sempre em pé como os carros, pois ele é giroscopicamente estabilizado. O protótipo norte-americano não polui por ser elétrico e combina a agilidade e o tamanho de uma moto com a segurança de um carro. Desponta, assim, como uma atraente opção para as locadoras, principalmente pelo pouco espaço que ocuparão nos seus pátios e pela fácil mobilidade no processo de entrega e devolução do veículo. A novidade vem acompanhada de uma tecnologia inovadora que lhe mantém sobre as duas rodas mesmo se o carrinho for atingido lateralmente por outro automóvel. Garantia de mais segurança e riscos mitigados para o segmento frotista, além de facilitar a vida dos motoristas que não estarão expostos aos elementos.

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Com 38 cm de largura, o C-1 pode aproveitar todas as prerrogativas de uma moto, como a agilidade de poder trafegar em faixas exclusivas e a capacidade de estacionar a 90 graus em qualquer lugar. Altamente aerodinâmico, o veículo é movido por uma bateria de 10 kW tem dois lugares, pesa 800 kg, tem alcance de 320 km, pode fazer de 0 a 100 km/h em pouco mais de 6,2 segundos e sua velocidade máxima alcança os 160 km/h. As rodas estão equipadas com o Kinetic Energy Recovering System (KERS), sistema de recuperação de energia cinética cujo objetivo é o de acumular a energia gerada nas frenagens – que seria desperdiçada – para ser usada quando o carro precisa acelerar, o que confere ainda mais autonomia ao modelo. Mesmo parecendo uma moto com carroceria, grande parte da dinâmica do veículo é baseada nos automóveis. Para fazer uma curva, por exemplo, não é preciso usar o peso do corpo, bastando apenas virar o volante. A segurança dos ocupantes é garantida pelos múltiplos airbags. De acordo com o fabricante, o projeto do C-1 deverá ser finalizado ainda em 2014 e os eventuais compradores já podem fazer sua reserva. A expectativa, portanto, é que até o próximo ano frotistas possam contar com essa grata novidade. Grandes polos urbanos, onde a mobilidade tornou-se prioridade zero, agradecem.

Fotos: divulgação

Tem duas rodas, mas não se engane. É um carro!



Divulgação

MUNDO

Bem-vindo à era dos faróis a laser! O imaginário dos filmes de ficção científica popularizou a troca de tiros de raios lasers entre naves na escuridão do espaço sideral. Mas muito antes de um emprego tão futurista, eles estão prestes a iluminar ruas e estradas, em prol, principalmente, da segurança. A montadora alemã BMW anunciou a criação de uma nova geração de faróis automotivos que utilizam luz laser em suas lâmpadas. Vídeos disponibilizados pela companhia mostram diodos emitindo feixes de uma luz azul superconcentrada, capazes de queimar um palito de madeira em instantes. A gravação revela como eles são instantaneamente convertidos em uma luz branca, pura e agradável aos olhos, graças ao uso de um material florescente fosfórico. Diferenciais Os grandes avanços dessa tecnologia, que deve chegar ao mercado brasileiro com o híbrido i8 da marca até o fim de 2015, estão na capacidade de ampliar o alcance da iluminação, com equipamentos menores, consumo reduzido de energia e luz de melhor qualidade. E como já aconteceu com a popularização dos faróis Xenon, a tendência será de que a inovação alcance, em pouco tempo, modelos populares utilizados pelas locadoras. A maior distância de iluminação é possível graças ao uso de um laser monocromático (única cor). Como as ondas de luz geradas são idênticas – com o mesmo comprimento de onda e uma diferença de fase constante –, o resultado é um feixe quase paralelo, com maior luminosidade e intensidade. Segundo Thomas Hausmann, responsável pela iluminação na BMW, a tecnologia fornece 344 lux e ilumina a até 600 metros da fonte, quase o dobro de luz e duas vezes a distância de um farol LED convencional. O incremento no alcance de visão é fundamental para identificar obstáculos perigosos com muito mais antecedência e evitar acidentes. O diferencial agrega valor ao automóvel e à locação.

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Permite uma maior sensação de segurança na condução, ao dobrar a distância de visualização e ampliar o tempo de reação disponível. Também tende a diminuir índices de acidente e reduzir sinistros e custos de seguros, um círculo virtuoso para cliente, locador e seguradora. A maior estabilidade da luz ainda permite que os ajustes verticais e horizontais sejam mais precisos e as funções automáticas adaptativas, mais eficazes. Este aspecto também potencializa o correto direcionamento da luz para a via e, com isso, diminui a possibilidade de ofuscamento de quem vier no sentido oposto, outro ganho de segurança, principalmente nas estradas. Já o consumo elétrico, um dado crucial na economia de combustível, é 30% menor do que o da LED e gera 170 lúmens (unidade fotométrica) por watt. Por fim, o tamanho do equipamento em si, com diodos 100 vezes menores que os presentes em modelos LED, faz o laser ocupar bem menos espaço. Dessa maneira, a BMW ganha flexibilidade para melhor utilizar o espaço interno da carroceria. A novidade não tem nada de parecido com o show de luzes em batalhas de franquias como Star Wars e Jornada nas Estrelas, entretanto, apresenta uma aplicação muito mais construtiva, elegante e inteligente.

A força dos faróis Tipo de Farol

“Brilho” em lux*

Halogénio

100 lux

Xénon

120 lux

LED

180 lux

Laser

344 lux

* O lux é uma unidade de iluminamento e corresponde à incidência perpendicular de um lúmen em uma superfície de 1m2.



ESPECIAL

Novo articulista A Revista do Sindloc-SP ganha um reforço de peso para o seu time de colunistas fixos. O professor Luiz Marins, um dos mais requisitados e qualificados palestrantes do país, passa a colaborar mensalmente para a publicação na próxima edição de junho. Autor de 27 livros, o articulista é antropólogo com formação internacional, lecionou em diversas universidades e, na condição de secretário municipal em Sorocaba (SP), liderou a implantação do primeiro programa público de educação ambiental no Brasil. Tem ainda participação cativa em dois programas de televisão – Motivação & Sucesso (Rede Vida) e Show Business (Rede Bandeirantes). Com essa rica trajetória pautada pela visão empreendedora, Marins apresentará dicas preciosas de vendas, motivação e muitos outros temas para auxiliar os leitores no caminho rumo à gestão de excelência. Fique atento!

REPRESENTATIVIDADE

Sindloc-SP

em prol do turismo paulista

Os três integrantes da diretoria do sindicato – Eladio Paniagua Junior, Luiz Antônio Cabral e Paulo Miguel Jr.

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revista sindloc

O Sindloc-SP marca presença em mais uma etapa estratégica para o desenvolvimento do turismo paulista. No último dia 24 de abril, em solenidade no Palácio dos Bandeirantes, o governador Geraldo Alckmin e o secretário estadual Cláudio Valverde empossaram os novos membros do Conselho Estadual de Turismo (Contur). E três integrantes da diretoria do sindicato compõem esse grupo seleto – Eladio Paniagua Junior, Luiz Antônio Cabral e Paulo Miguel Jr. O Conselho atua desde 1965 em prol do planejamento participativo do setor, engajando os mais de 50 segmentos econômicos vinculados direta e indiretamente à atividade turística. Ao todo, congrega 108 representantes do poder público e da iniciativa privada, responsáveis por debater e defender estratégias e ações para consolidar o segmento. “Essa representatividade respalda a importância do segmento de locação. Nossa atividade é uma forte geradora de empregos, movimenta a economia e agrega valor aos visitantes que desembarcam no Estado, sede de 80% das grandes feiras e eventos e mais de 40% do faturamento com turismo no Brasil”, destaca Luiz Antônio Cabral.


revista sindloc

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