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AUTOTRUST VERSUS AUTOTHROTTLE Leandro Calado Ferreira

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RESUMO Poucos anos após a ascensão de queda do aparato industrial europeu em aviação civil a Boeing consegue superar os desafios de uma aeronave que ultrapasse a barreira do som com um projeto ambicioso e de altíssimo porte, a aposta da indústria americana em transportar um maior número de passageiros por uma maior distância fez sucesso e saiu na frente mesmo com a enorme velocidade do Concorde. Porem no decorrer dos anos, a Europa conseguiu tomar fôlego e lutar contra o poderio norte americano em aviação com um projeto ainda mais ambicioso, conquistando inúmeros fãs ao redor da aviação civil global, porem deixando alguns veteranos desconfiados e com pouca fé as novas barreiras tecnológicas que foram desvendadas.

ABSTRACT Few years after the fall of the rise of industrial apparatus in European civil aviation Boeing can meet the challenges of an aircraft that exceeds the sound barrier with an ambitious and ultrahigh-sized bet of American industry to carry a greater number of passengers by a larger distance was successful and went ahead despite the enormous speed of Concorde. However over the years, Europe has managed to take a breath and fighting power in North American aviation with an even more ambitious project, winning countless fans around the global civil aviation, however leaving some

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Aviador e internacionalista formado pela Faculdades Integradas Rio Branco


veterans wary and with little faith the new technological barriers which have been elucidated.

AUTOTRUST VERSUS AUTOTHROTTLE Quem nunca percebeu a diferença entre viajar de Airbus ou de Boeing? Já perceberam aquele conforto e estabilidade incrível do A330? Não tive a oportunidade de viajar no grande A380, porém o que eu acredito que deva ser semelhante a um belo passeio de SUV por uma ótima estrada. Os novos conceitos do auto flight realmente trazem para a comunidade da aviação civil algo de mais valia quanto principalmente a novos viajantes, claro que não podemos ignorar as interferies climáticas que ocorrem durante o voo, mas um modelo que otimiza a injeção de combustível e tração dos motores somado a uma série de sistemas complexos para automação em voo acaba trazendo um certo desconforto para jurássica Boeing. Em temos das novas e velhas apostas, a Europa e Estados Unidos sempre estabeleceram uma relação conflituosa no que se distingue de indústria aeronáutica, já não é de hoje que se escuta dizer as bem feitorias de um voo supersônico e suas desavenças com o resplandecer do Concorde e seus lastros de investimentos massivos a indústria europeia através da British Aircraft Corporation e Aérospatiale. Devido a um cenário geopolítico fortemente influenciado pela Guerra Fria a criação de uma aeronave de passageiros capaz de atingir velocidades supersônicas foi encarada como realidade. O projeto foi um grande sucesso e batizado um mito para os aviadores de hoje em dia, com velocidade final mach 2.2 o Concorde realmente deixo um grande vazio para a Boeing, pois a corrida supersônica já teria sido alcançada, porém, como em jogo de xadrez a economia internacional acaba se modificando


bruscamente com o choque do petróleo devido a conflitos intra regionais a OPEP cessa seu abastecimento de petróleo mundial gerando um grande desconforto financeiro para Estados que dependiam dos derivativos deste produto para gerar a sua poupança interna gerando cenário de crise financeira mundial afetando drasticamente os entusiastas pelo Concorde, pois ao decorrer dos anos o combustível em aviação vinha encarecendo visto que o projeto europeu não possuía uma grande autonomia apenas cerca de 7.250 quilômetros em voo distantes dos 9.800 alcançados pela Boeing. A indústria norte americana enxergou mais longe apostando em um modelo de grande porte invés de enfatizar a velocidade, a Boeing preferiu ser a percussora dos jumbos com a família 747, levando muito mais passageiros a maiores distâncias a uma velocidade de cruzeiro mach 0.84. Devido a sua ideia mais madura, a indústria norte americana obteve grande aceitação as empresas de transporte aéreos que visavam uma maior economia principalmente na questão do combustível, pois neste período ainda existia um grande subsidio do Estados Unidos para operacionalizar e manter o transporte aéreo. Porém um resquício europeu começou a se centralizar na fabricação de aeronaves mais modernas após a breve aposentadoria do saudoso Concorde, principalmente advindo de incentivos franceses, a Airbus Société par Actions

Simplifiée foi criada no intuito de colocar um ponto nesta famosa disputa aérea em maio de 1969 a indústria europeia lança o primeiro bimotor widebody da história da aviação o A300 foi caracterizada pela sua jornada até obter o cargo de melhor fabricante de aviões comerciais no mundo, pois, o seu primeiro modelo foi tão


satisfatório para a comunidade da aviação civil que deixou de ser fabricado apenas em 2007 junto com o A310. Só no Brasil a Airbus domina a maior parte da frota de aeronaves que estão sobrevoando nossas aeroavias, como no caso da companhia aérea TAM qual possui praticamente metade do faturamento no mercado interno de transporte aéreo, tem uma gigantesca parte da frota composta por Airbus dentre os mais famosos o A319, A320 e o A330. Porém ainda temos investidores confiantes na tecnologia norte americana, principalmente quando falamos no bom “old scholl”, as indústrias norte americanas possuem grande destaque quanto à elaboração de sistemas poucos complexos e de grande êxito operacional e em aeronavegabilidade, com a tecnologia Autothrottle o Boeing 737-800 trás maior domínio de aeronavegabilidade evitando o “overboost” por excesso de potência, porém os manetes são um bom indicador de sua potência/velocidade quanto a situações de maior concentração como no caso do pouso em que literalmente o piloto deixa a aeronave cair gradativamente de acordo com a sua rampa de descida previamente calculada para as condições do momento, porém, a Airbus acredita de algo maior em questão a automação em voo com o

Autothrust gerando maior grau de confiabilidade em cruzeiro com o Flight Director interligado ao FMGC junto com o Autrothrust corrigindo os movimentos por interferies climáticas ou também em voo manual o piloto é corrigido pelo Flight Director, este feito é muito bom para o dono da aeronave, pois o piloto não vai conseguir “encher a mão” trazendo uma redução no consumo de combustível ou ele quiser e/ou guinar de acordo com que ele deseja por diversos motivos evitando futuros danos estruturais.


Um dos únicos motivos que deixam os entusiastas da indústria europeia ainda encafifados condiz a respeito de casos extremos em que temos que salvaguardar as vidas dos passageiros e tripulantes como um atributos factíveis vinculados a uma pane seca ou problemas ocasionados por comandos do hidráulico prejudicando no andamento do voo, porém, este problemas estão sempre sendo corrigidos pela industria francesa qual não nega que em qualquer projeto nos vamos ter muitas correções, pois bem, este desafio vem ocorrendo com a Boeing mais de quarenta anos após o seu grande feito. A indústria norte americana vem apostando na construção de um bimotor

widebody com um menor peso estrutural somando a mais alta tecnologia com um enorme investimento no projeto Dreamliner querendo mostrar para seus fãs que Boeing também é muita tecnologia atribuída a um velho-novo estilo de pilotar, porém, muito antes do primeiro voo oficial do 787 a Airbus sonhava mais alto, apostando no velho paradigma estabelecido pela Boeing na criação do jumbo, criando o maior avião de passageiros do mundo o colossal A380, este que por sua vez fora concedido milhares de testes para a certificação do seu quesito operacional e de aeronavegabilidade enchendo os olhos dos Emirados Árabes por obter a oportunidade de voar com mais luxo e mais espaço, obviamente contribuindo significativamente para a receita da companhia de transporte aéreo Emirates com a aquisição deste novo jeito de voar, deixando um fundo de ciúmes para a veterana família 747.


CONCLUSÃO

Apesar dos desafios encontrados pela Boeing no projeto Dreamliner ainda estarem no início, lembramos que é corriqueiramente plausível os ajustes no decorrer dos anos em todos os modelos de aeronaves já fabricadas desde a criação da indústria até os dias de hoje, porém, algumas falhas são mais perceptíveis quanto aos críticos em aviação civil dificultando ainda mais a inserção de um modelo menos tradicionalista na indústria norte americana em aviação civil. A Airbus conseguiu conquistar bem o seu espaço transformando se em simplesmente a maior indústria na fabricação de aeronaves para a aviação civil nos dias atuais, trazendo um certo desconforto para a sua rival veterana com muito mais anos de experiência neste mercado que a indústria europeia, porém, esta rixa é umas das mais antigas na industria aeronáutica civil, sendo perceptível os avanços tecnológicos dos franceses versus os norte americanos, pois, mesmo com um grande preconceito devido ao conservadorismo do aviador a Airbus consegue se inserir com maior facilidade no dinamismo do mercado de transporte aéreo dos dias atuais. Após a ascensão da indústria francesa a Boeing vem lutando constantemente para aderir o espaço de maior indústria em aviação civil no mundo com um projeto muito ambicioso versus o maior projeto já criado em aviação civil da Airbus o A380. O 787 trás para a comunidade da aviação civil a máxima tecnologia em aviação desde a fabricação

de

sua

fuselagem

aos

seus

mais

complexos

sistemas

de

aeronavegabilidade, porém podemos concluir que esta tecnologia ainda esta em faze experimental devido aos corriqueiros incidentes ocasionados pela família 787 necessitando mais ajustes para uma melhor aceitação aos padrões internacionais de segurança em voo.


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