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Design de Moda

Volume Ăšnico

2016.2 Matutino 1


INSTITUCIONAL A Universidade Salvador – UNIFACS é instituição de ensino superior particular sediada em Salvador, estado da Bahia. Fundada em 1972 com o nome de Escola de Administração de Empresas da Bahia, a UNIFACS é mantida pela FACS.

amento de Pessoal de Nível Superior (Capes). A universidade oferece ainda cursos livres de extensão e certificações profissionais na área de Tecnologia de Informação.

A Universidade oferece cursos de Graduação Plena e Graduação Tecnológica, nas modalidades presencial e a distância, e de Pós-graduação lato sensu (Especializações e MBA’s) e stricto sensu (mestrados e doutorado), que são credenciados pela Coordenação de AperfeiçoMONIQUE PIMENTEL PATRÍCIA SANTOS

DISCENTES: ADNA RODRIGUES

PEDRO RUAS

AIRA FONTES ALANA SANTOS

SARA OLIVEIRA

ALINE OLIVEIRA

TAIANE CÔRTES TAÍLA LUNA

ALINE SANTOS

TAINA MAREBACK

ALEANDRIA CORRÊA

YASMIN NAIADE

AMANDA LOPES

VICTORIA KRUSCHEWSKY VICTOR OLIVEIRA

ANDRE LUIZ DA SILVA PEIRERA ANDREZZA MIRANDA BEATRIZ LOURENÇO BEATRIZ MORENO BRENDA LOPES DANIEL FAGUNDES DANIELA LIMA ELISABETE SANTOS GIULIA NUNES HANNA CAROLINA ITANNA SAMPAIO JAMILE ROSÁRIO JÉSSICA BARRETO KARINE LIMA LARISSA ANDRADE LAZARO BARROS MARIANA ÁVILA MARCIA DAMASCENO MAYANE SILVA

MAYANE SOUZA 2


SUMÁRIO

Sumário INTRODUÇÃO ....................................................................................................................... 3 CAPÍTULO 1 - DEFINIÇÃO E FORMAÇÃO DO DESGIN DE MODA ..................................... 5 1.1O perfil do profissional de Design de Moda ................................................................... 4 1.2Áreas de atuação .......................................................................................................... 9 1.2.1Metodologia .......................................................................................................... 13

CAPÍTULO 2 - MERCADO LOCAL ...................................................................................... 12 2.1 Moda na Bahia/Salvador ............................................................................................ 13 2.2 Marcas de moda (indústria, varejo e comunicação) .................................................... 14 2.3 Principais eventos ...................................................................................................... 17 CAPÍTULO 3 - PROFISSIONAIS DA ÁREA ......................................................................... 18 3.1 Destaques Locais ....................................................................................................... 19 CAPÍTULO 4 - PRODUÇÃO DO MERCADO LOCAL........................................................... 29 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..................................................................................... 38

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Organização INTRODUÇÃO Da vivência nas aulas presenciais ao desafio lançado para uma busca que fosse além das quatro paredes da universidade. Eis o início deste catálogo. Fruto de um projeto para finalização de semestre, da disciplina Projeto Integrador I, este registro cumpriu muito bem o seu papel e fez muito mais do que esperávamos. Deixou de ser apenas uma importante

produção acadêmica, para torna-se uma prévisualização do que nos espera, futuros designers de moda, sobre o nosso campo de atuação, que vocês verão nas páginas a seguir, serem muitos, serem distintos, tradicionais, novos..., mas que relacionam entre

si.

Vivem

a

moda

e

da

moda.

Só que com uma responsabilidade maior. Sim, pois o que contribui para que este catalogo fosse ainda mais especial, foi a proposta lançada pelo professor Marcus Vinícius de “ tirar” os olhos do que

se tem feito, no campo da moda mundial, e volta-se para a moda na nossa região. Salvador/ Bahia. Dúvidas surgiram aos montes, empolgação e preocupação também. Dúvidas sobre o que realmente nos era proposto. Sobre o que realmente o docente queria e, embarcar, junto com ele, nessa visão. Afinal, alunos do primeiro semestre, cheios de sonhos e expectativas de serem futuros profissionais conhecidos no mundo. Com muitas ideias, muita sede de “praticar a moda”, esperando por partes dos professores respostas e soluções para tudo (e até achando o caminho fácil), de repente, têm nas mãos, a responsabilidade de ir em busca desses questionamentos e trazer as respostas que precisávamos. Contudo, passado o momento de alinhamento das ideias, em sala de aula sobre o que tínhamos para fazer, foi crescendo em nós a empolgação pelo desafio lançado. Sim! Fomos contagiados com a ideia de conhecer o nosso mercado local, nossos futuros parceiros, contratantes, público e produções locais. Nesta região, outrora tão borbulhante no cenário da moda,

mas que hoje passa por um momento de fuga de ideias, profissionais, criações, talentos... enfim, nos sentimos estimulados a conhecer e já vivenciar o mercado baiano de moda. Além disso, ao final do projeto, quando o mesmo ia ganhando corpo, a cada roda de conversa na sala de aula, nos sobreveio a preocupação. Primeiro em termos conhecidos todos os profissionais de moda de Salvador e região do entorno, todas produções, os projetos, as interfaces, as áreas que existem e não são tão divulgadas... enfim, de termos alcançado 100% da moda baiana. Sabemos que não. Infelizmente. Pelos diversos motivos, que são desde o fator tempo à desencontro de agendas entrevistas. e tal. Contudo, o que você tem em mão é o nosso melhor. São os profissionais que não abrimos mão de entrevistar, as produções que fizemos especial esforço em relatar e as áreas que percebemos, ao longo do percurso, possíveis de atuação. E transmitir tudo isso a você, leitor, que tem nosso catálogo em mãos, da melhor, mais empolgante, responsável forma possível. Neste projeto, você vai conhecer o que é o Design de Moda, quais as habilidades de um designer e suas áreas de atuação. Vai saber sobre nosso mercado local, nossas marcas e eventos; nossos profissionais (destaques baianos que têm feito sucesso dentro e fora da mídia) e, por fim, nossas produções locais. O que o mercado tem produzindo. Sendo assim, esperamos estar colocando em suas mãos, uma visão, pequena ainda, do enorme e interminável celeiro de criação da moda em Salvador. Esperamos que gostem e que somem para futuras e maiores realizações.

Futuros designers de moda, 1º semestre. 2016.2 Matutino

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CAPÍTULO 1 DEFINIÇÃO DE

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DEFINIÇÕES Na intenção por se definir o que vem a ser Design de Moda é necessário entendermos que essa área de atuação (essa ramificação da área do Design), é a junção, etimologicamente falando, de duas palavras que, mesmo sem nomeação, já eram presentes na história da humanidade, que mesmo sem as tecnologias e os conhecimentos que hoje dispomos, já realizavam o design e a moda, para sua sobrevivência. Ainda, é claro, que de forma mais simples. Rustica. O termo design passou a ser frequente na Inglaterra do século XIX, devido a grandes adventos tecnológicos – a tecnologia é uma grande aliada do design. O dicionário Houaiss define o design como a concepção de um produto no que se refere à sua forma física e funcionalidade. “Não só isso, mas também, o design de um produto que abranja toda uma cultura material” (MELLO, 2008). O profissional que trabalha na área de design é chamado de designer. Para quem desenvolve um produto, design não é apenas o aspecto estético dos produtos, ele envolve outros pontos vitais: administração e lucratividade da empresa. A pesquisa é essencial ao design, já que representa o fundamento e a coleta de ideias que precedem a criação. Deve ser um processo experimental, um estudo para apoiar ou descobrir determinado assunto. A pesquisa é uma ferramenta imprescindível no processo criativo e fornecerá inspiração, informações e direcionamento, bem como uma narrativa para uma coleção. É uma jornada que muitas vezes pode levar semanas ou até meses para ser organizada e processada. Também é uma atividade muito pessoal, que, por sua manifestação, fornece ao observador um insight sobre o pensamento, as aspirações, os interesses e a visão criativa do designer. Em geral o conceito de design está associado à ideia de qualidade formal e estética, experimentalismo, investigações pessoais e referenciais, identidade, obra de arte, expressão única do espírito, criatividade, relações estruturais e funcionais, ambiente humano condicionado pela produção industrial, unidade coerente - produtor/consumidor, elemento chave para a competitividade. Mas, atualmente, temos considerado um novo conceito de design: “Design é uma atividade especializada de caráter técnico-científico, criativo e artístico, com vistas à concepção e desenvolvimento de projetos de objetos e mensagens visuais que equacionam sistematicamente dados ergonômicos, tecnológicos, econômicos, sociais, culturais e estéticos que atendam concretamente às necessidades humanas. ” (Müssnich,2005)

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DEFINIÇÕES Um designer pode projetar diversos tipos de objetos, como utensílios domésticos, vestimentas, máquinas, ambientes e, também, imagens, assim como peças gráficas, famílias de letras, livros e interfaces digitais de softwares ou de páginas da internet, entre outros. O design de moda por sua vez, seria o estudo que aplica os conceitos do design - ato de projetar, que consiste num processo criativo de geração de ideias condunzindo a um método de configuração de objetos, desde a elaboração, passando pelo desenvolvimento até o acompanhamento de sua aplicação (NICCHELLE, 2011) – às questões da moda, buscando atender às demandas do mercado e tendências de consumo e comportamento.

O estudante de design de moda aprende que planejamento e execução de pesquisas é o primeiro passo para realizações de trabalho, tanto os trabalhos acadêmicos, quanto os trabalhos pós formação. E o livro Técnicas das Pesquisas das autoras Marina de Andrade Marconi e Eva Maria Lakatos, Editora Atlas, 2015, deixa claro que pesquisa é uma indagação minuciosa, um exame crítico e exaustivo na procura de fatos. Na pesquisa não procuramos apenas a verdade, procuramos encontrar respostas para questões propostas, utilizando métodos científicos Moda reflete o tempo e o estilo de vida da sociedade: revela onde e para onde ela é criada. A moda vive constantemente em busca do que é novo. É insaciável e inexorável. Mesmo assim, criar roupas e acessórios continua sendo uma atividade extremamente instigante, para um número cada vez maior de pessoas. A partir de uma pesquisa ampla e detalhada, o designer de moda pode começar a interpretar uma série de roupas ou uma coleção. Silhuetas, texturas, cores, detalhes, estampas e adornos terão o seu lugar no processo de criação, e todos farão parte da pesquisa desenvolvida.

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COMPETÊNCIAS E HABILIDADES Conforme as Diretrizes Nacionais para o curso de graduação em Design que diz: “O curso de graduação em Design, responsável pela formação do designer tem como perfil o profissional que se ocupa do projeto de sistemas de informações visuais, objetos e os sistemas de objetos de uso através do enfoque interdisciplinar, considerando as características dos usuários e de seu contexto sócio-econômico-cultural, bem como potencialidades e limitações econômicas e tecnológicas das unidades produtivas onde os sistemas de informação e objetos de uso serão produzidos”.

I. Capacidade para pesquisar, organizar e inovar; II. Habilidades para desenvolver respostas apropriadas para problemas novos; III. Aptidão para testar essas respostas, através de peças-piloto; IV. Treinamento para comunicar esses desenvolvimentos através de croquis, modelos, modelagem e pilotagem;

V. Talento para combinar forma, técnica, condições humanas e sociais e arrebatamento ético; VI. Sabedoria para prever consequências ecológicas, econômicas, sociais e politicas da interferência do design;

Compreensão para trabalhar em equipes multidisciplinares. (RECH, apud TREPTOW, 2005) O curso de graduação em Design deverá contemplar em seus projetos pedagógicos e em sua organização curricular, conteúdos que atendam aos seguintes eixos interligados de formação: I – Conteúdos Básicos: estudo da História e das Teorias do Design em seus contextos Sociológicos, Antropológicos, Psicológicos e Artísticos, abrangendo Métodos e Técnicas de Projetos, Meios de Representação, Comunicação e Informação, Estudos das Relações Usuário/Objeto/Meio Ambiente, Estudo de Materiais, Processos, Gestão e outras relações com a produção e o mercado; II – Conteúdos Específicos: estudos que envolvam Produções Artísticas, Produção Indus-

trial, Comunicação Visual, Interface, Modas, Vestuários, Interiores, Paisagismos, Design e 28 outras produções artísticas que revelem adequada utilização de espaços e correspondam a níveis de satisfação pessoal.

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ÁREAS DE ATUAÇÃO AGÊNCIA DE MODA Agência de modelos é um tipo de empresa que intermeia as relações entre seus agenciados e contratantes, promovendo assim os interesses de ambas às partes. Uma agência de modelos precisa ter entre os seus funcionários, pessoas capacitadas a avaliarem os novos candidatos à modelo e pessoal treinado para promover os que já fizerem parte de seu casting. Os interessados podem ir até a agência para serem avaliados ou podem ser abordados na rua por olheiros da agência. Visando atender às solicitações dos contratantes e se posicionar melhor no mercado, os modelos aprovados podem passar por cursos, tratamentos estéticos e confecção de Book Fotográfico.

COLUNISTA Esse profissional é o principal responsável por auxiliar no desenvolvimento das coleções de moda. São eles quem pesquisam as tendências, definem os tecidos, a

cartela de cores, os materiais e criam os briefings para os estilistas. Ao final do desenvolvimento da coleção, são eles quem acompanham e aprovam as peças piloto e Ao contrário do que muitos pensam, realizam contato com fornecedores até a para ser colunista não é necessário ser jor- aprovação final. nalista. No ramo da moda, é essencial conhecer profundamente as tendências, as referências, os estilos, as pessoas que se destacam nesse meio, e claro, ter boa escrita, dar dicas assertivas e utilizar, sempre, fontes confiáveis.

COOLHUNTING

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ÁREAS DE ATUAÇÃO COSTUREIRA Esse profissional é quem desenvolve a peça. É ele quem prepara e cria as amos-

fícies para enfim criar estampas incríveis para os estilistas, lojas e empresas de moda.

tras de costura, trabalha na montagem dos vestuários, projeta e modela as confecções, unindo os tecidos até que a peça esteja finalizada. As costureiras são quem garantem

aos consumidores finais peças de qualidade e estilo. De nada adianta comprar roupas de uma grande grife se as suas costureiras não são de qualidade. Provavelmente suas peças irão durar pouco e o seu investimento não valerá a pena.

ESTILISTA Esse profissional é quem idealiza, desenha e cria as coleções. Sua principal função é desenvolver as roupas, calçados e acessórios de acordo com as tendências de comportamento e análises de mercado. Além da criatividade, esse profissional precisa ter conhecimentos avançados em desenho, tecidos, estampas, produção, fotografia, e, claro, visão global dos acontecimentos do mundo. Afinal, o momento de criação de uma peça deve levar em consideração todo o universo que o rodeia.

DESIGNER DE ESTAMPAS Esse profissional, muito criativo, é o principal responsável por desenvolver e aplicar estampas em tecidos, madeiras, palhas, e outras superfícies utilizadas no mundo da moda. É ele quem estuda as principais tendências, as principais técnicas - pintura, ilustração, tipografia, fotografia, design e manipulação de imagens - e as principais super10


ÁREAS DE ATUAÇÃO FIGURINISTA Esse profissional é responsável por escolher e organizar os elementos visuais utilizados pelos atores em uma produção

de imagens, fotojornalismo, agências de modelo e notícia, criando composições, retratos, ministrando aulas e muito mais. MODELISTA E/OU PILOTISTA

artística. Para que as cenas e a produção como um todo faça sentido, é preciso que esse profissional leve em consideração os aspectos estéticos e psicológicos dos personagens e cenas em questão. Ele precisa estudar bastante o período histórico das produções, os hábitos e tradições realizados pelas pessoas na época Tem a função de passar para o papel a ideia de uma roupa e procura os recursos técnicos para construir a peça. Passando dessa fase, faz a prova com ajustes passando o molde para a produção. Exige muita precisão e experiência na área técnica, uma vez que as informações de uma peça validada são desenvolvidas no computador e transpostas em vários tamanhos. O modelista tem o papel de elaborar moldes (sapatos ou roupas) e enviar para a produção em série. No vestuário, os moldes podem ser fei-

tos por Moulage (modelagem tridimensional) FOTÓGRAFO DE MODA

ou modelagem plana. Já o pilotista, é res-

Diferente do que muitos acreditam, o ponsávem de montar a primeira peça, isto é, fotografo de moda não é um fotografo co- um teste da criação para ser aprovado e famum, ele precisa ter conhecimentos avan- bricado em série çados sobre moda, e conseguir, assim, capturar a essência das coleções e produções de moda. Ele pode trabalhar em editoriais, catálogos, campanhas publicitárias, banco 11


ÁREAS DE ATUAÇÃO PERSONAL STYLIST Esse profissional tem em suas mãos uma impor-

profissionais envolvidos na produção. VITRINISTA

tante missão: ensinar as pessoas a projetar sua autoimagem de forma positiva. Muitas pessoas não sabem qual o corte de cabelo ideal, as cores que destacam suas qualidades ou as roupas que melhores se adptam ao seu tipo

Esse profissional é responsável por fazer a montagem e manutenção das vitri-

de corpo. Esse profissional avalia o biotipo, o estilo e as

nes nas lojas. Pode parecer simples, mas

características pessoais de seus clientes, e cria, de acordo

para ser um vitrinista bem sucedido é preci-

com essa análise, os looks ideais para aquele perfil.

so conhecer bastante o mundo da moda, estudar a fundo o tipo de estabelecimento, os produtos que as lojas oferecem e o público interessado por aqueles itens. Além disso, ele precisa estar muito bem alinhado com os objetivos e estratégias de marketing da companhia, para, assim, conseguir expressar nas vitrines os valores da empresa. E muitas outras ramificações que um profissional capacitado pode participar.

PRODUTOR DE MODA Esse profissional é o responsável por

fazer tudo funcionar dentro de uma campanha, editorial, desfile ou evento de moda. É ele quem cuida da iluminação, do som, da decoração e da disposição dos convidados; organiza a produção da modelo em si - as roupas e os acessórios -; escolhe a modelo, o fotografo, maquiador e coordena todos os 12


METODOLOGIA Metodologia tem dentro de suas definições um papel muito importante para um profissional que deseja atuar na área de Design de Moda, tanto no momento do aprendizado, quanto no momento de compartilhamento de tais conhecimentos. De acordo com o Dicionário da língua Portuguesa, Autor- Evanildo Bechara Metodologia - conjunto de métodos e regras [método + logia]. Por outro lado, de acordo com o artigo Design de Moda: Abordagens conceituais e metodológicas "É importante reafirmar a inexistência de uma metodologia linear que permita resolver a totalidade dos problemas, já que aparecem de maneira complexa e multiforme. Mas isso habilita mais que nunca a necessidade de incorporar a esta profissão critérios sistemáticos que permitam organizar os processos de desenho" Acredita-se que para trabalhar na área de desenvolvimento de produtos de moda esta baseado somente na criatividade e que este surge como um dom ou uma tacada de sorte, mas para ter criatividade é necessário um extenso acervo cultural, está antenado com o que está acontecendo no mundo. O artigo O ensino da disciplina de desenvolvimento de projetos como sistema de gestão de conhecimento diz: "Em geral, preocupam-se com métodos e técnicas criativas que aparentemente solucionam problemas menos profundos, confundindo-os com a metodologia projetual e ignoram completamente a pesquisa - como base de conhecimento, logicamente base para a criatividade - e os métodos científicos. Não compreendendo o processo cognitivo, restringem-se a utilizar apenas a memória e empregam as habilidades mentais e suas interações de forma simplis-

ta". Além disso, o desenvolvimento de uma percepção de mundo é necessário para um futuro Designer de Moda, até no mesmo numa abordagem visual é indispensável uma inflexibilidade e objetivos definidos. O uso de recursos visuais reforçam também uma experiência passiva de consumidores de televisão, teoria e processo tanto quanto definição e exercício precisam caminhar juntas. Para Fred Davis (1994) A complexidade não só aparece no pensamento do sistema como uma propriedade inerente a todo universo combinatório. Porém ainda existem cursos de Design de Moda que se preocupam com o estilo e deixam um pouco de lado o Design, perdendo um pouco do raciocínio de forma científica, esquecendo a pesquisa e a funcionalidade do produto de moda. Propõe-se a inserção de um sistema pedagógico onde os estudantes são estimulados a pesquisar os impactos das modas no mundo, além de entender a necessidade de documentar tudo que é praticado, tendo assim um projeto de conhecimento tanto para si quanto para os outros. O universo mercadológico da moda não mais permite a atuação de profissionais apenas criativos e intuitivos. A necessidade da profissionalização e da busca constante da informação e do conhecimento fazem parte da busca destes novos profissionais, que emergem no novo século, com um diferente olhar sobre o mundo da moda. Com base nesse olhar, a UNIFACS propõe no Curso de Graduação Tecnológica de Design de Moda o domínio dos conhecimentos específicos e de gestão para o exercício consciente e estratégico da profissão .

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CAPÍTULO 2 MERCADO LOCAL

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MODA NA BAHIA Os cursos de nível superior em Moda no Brasil surgiram recentemente. A criação desses cursos está permitindo que o mercado brasileiro de moda se desenvolva de forma mais eficiente e preparada, motivando a melhoria do nível de produtos e serviços oferecidos ao consumidor. Variáveis distintas motivaram a expansão do ensino de moda nas universidades como curso superior. Entre outros fatores, se destacam o amadurecimento das indústrias têxteis e de toda a cadeia produtiva do setor, impondo padrões de qualidade e superioridade em exigências à abertura do mercado internacional. De acordo com Tauan Odilon Souza, representante da coordenação de Comércio e Serviço do Sebrae "É importante dizer que o mercado têxtil é predominantemente dominado por mulheres, 70% dos negócios da moda, falando de indústria ou varejo, na Bahia são tocados por mulheres. A indústria é tradicional, o varejo é tradicional e o Sebrae vem com a missão de tentar trazer inovações, nós temos quase que metade do nosso orçamento hoje destinado a inovações. No ano passado nós tínhamos apenas 1 grande projeto de moda pra tratar, e pro ano que vem nós teremos 12, a gente entende que é um negócio importante e precisa ser tratado com mais cuidado, com mais aprofundamento, e quando a gente fala de mercado, a gente trata daquele empresário que já ta no mercado, como também trata de uma pessoa que tenha uma ideia. Mercado Baiano é um mercado que não falta criatividade, a gente tem visto isso em todas as áreas, nós temos também um trabalho muito bem feito na economia criativa e Design de Moda precisa essencialmente de criatividade, o baiano é criativo, mas precisa ter também um outro lado que é da disciplina, da questão da organização, do planejamento e eu acho que isso o Sebrae pode contribuir." Na opinião de Eunice Bibi, representante do SINDVEST, o mercado da moda na Bahia tem muito potencial e muita gente criativa, mas é pulverizado e enfrenta muitas dificuldades, neste caso o sindicato faz a intervenção agindo contra a falta de união e de associativismo.

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MARCAS DE MODA Ângela Amado Arte Sã. A criação começou com trabalhos de tingimentos em roupas manchadas e com pinceis, transformando a roupa com “defeito” e transformando-as em “de efeito”. Sendo assim, ela se viu com a vontade e necessidade de criar cada vez mais, usando os tecidos que tinha em mãos do mais banal ao melhor tecido e começou sua criação modificando-as com o tempo. Começou a fazer vestidos com tingimentos, teve a ideia de usar barbantes, pinturas e imagens e, hoje é a sua marca registrada com característica única e original, valorizando a silhueta da mulher, se encaixando em qualquer formar que o corpo tenha. Di Sampaio. A Di Sampaio é uma marca baiana, que há seis anos faz parte do cenário da moda feminina local e nacional. Criando e confeccionando seus próprios produtos, a Di Sampaio lança suas coleções com peças exclusivas e originais, sempre focada em expressar um life style próprio com equilíbrio e sustentabilidade. As peças são feitas para pessoas com atitude, seguras de seus valores humanos, sociais e profissionais. Por isso, a marca está muito mais voltada para traduzir um estado de espírito e um modo de vida do que simplesmente seguir tendências e influências fugazes do momento. In Cid Cid Brito iniciou sua carreira ainda na escola, onde desenvolvia trabalhos ligados às artes plásticas. Na adolescência, o estilista passou a desenvolver figurinos e adereços temáticos da Quadrilha Junina do Engenho Velho de Brotas – bairro onde nasceu -, atividade que lhe proporcionou os primeiros prêmios. Por influência de sua mãe, Cid passou a criar as suas próprias roupas e a customizar peças já existentes. Foram os primeiros passos para a criação de sua marca. Alladin Turbantes. Os turbantes de Icaro nasceram com um proposito individual, algo intimo que ele fazia para si mesmo, mas não demorou muito para que as pessoas vissem potencial nas suas peças e entrassem em contato para

adquirir o acessório. Assim foi o início da marca Alladin Turbantes que hoje já atua no mercado baiano há quase 3 anos. Hoje, os turbantes são vendidos por internet e há uma ampla variedade modelos e o cliente também pode escolher seu modelo personalizado de acordo com o que quer e com sua personalidade. EWÉ ALQUIMIAS A Ewé é fruto de um longo processo de reflexão sobre os produtos que utilizamos para o embelezamento e cuidados básicos com a saúde. Apresenta uma proposta de nos cuidarmos 'como antigamente', utilizando produtos naturais minimamente processados. Os produtos oferecidos não possuem corantes ou conservantes artificiais e nem são testados em animais. A matéria prima é escolhida cuidadosamente e, sempre que possível, utilizamos gorduras extraídas à frio e de cultivo orgânico. Tudo é produzido em pequenos lotes e possui um 'tempo de prateleira' menor que o dos produtos convencionais. Desta forma se preserva o processo alquímico de misturar ervas, óleos, manteigas, calor, sementes, argilas e ao mesmo tempo oferecer produtos saudáveis, eficientes, socialmente justos e ecologicamente corretos.

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MARCAS DE MODA Candida Specht A marca homônima surgiu em 2001 e abusa das estampas e suas misturas do tecido com o couro. São bolsas, mochilas, nécessaires, malas térmicas, calçados, acessório para cabelo e cangas. O estilo da marca é cool, um boho brasileiro, antenado com as novidades, mas livre para misturar o handmade com o clássico. A última coleção lançada, Toda Leveza, foi elaborada cheia de detalhes para receber os dias de sol. São peças de tecidos de fibras naturais, rústicos e com cores tranquilas que se combinam com ligas bordadas, búzios, trançados, conchas e badulaques. Instagram: @candidaspecht Aládio Marques Vencedor do concurso Novos Talentos do Barra Fashion 2012, o estilista Aládio Marques é responsável por alguns looks de artistas como Mariene de Castro. Suas peças se destacam pelos cortes geométricos que criam contrastes entre a rigidez e a fluidez. Elas possuem caimento e modelagem distintas para quem quer sair do óbvio. Instagram: @aladiomarques Carol Barreto A marca, idealizada pela estilista Carol Barreto, busca elaborar processos criativos e produtivos respeitáveis e horizontais para construção de produtos e imagens de moda a partir de reflexões sobre as relações étnico-raciais e de gênero, corroborando com as propostas do Slow Fashion e moda ética. O público-alvo da marca são mulheres jovens de espírito, independente de faixa etária ou classe social, mas que estejam interessadas numa roupa semântica, que comunique visão de mundo e pertencimento identitário. Instagram: @carolbarretocob Gefferson Vila Nova

Dentro de um mix que ultrapassa as barreiras do usual, a grife Gefferson Vila Nova traz em seu DNA uma linguagem estética contemporânea, aliando arte, design, tecnologia e inovação. Com coleções exclusivamente femininas, a marca faz parte do time da Black Sheep do Not Just A Label, plataforma inglesa para novos designers independentes. Os produtos podem ser encontrados no atelier localizado no bairro do Rio Vermelho. Instagram: @ geffersonvilanovaofficial Katuka A marca foi oficialmente criada há cerca de dez anos, pelo sociólogo Carlos Danon e pelo designer Renato Carneiro. A Katuka Africanidades combina as novas tecnologias têxteis e as silhuetas contemporâneas aos elementos clássicos do vestir africano. Assim, (re)cria uma forma de representação das heranças africanas na paisagem da moda brasileira. Pressupõe um caminho que traz a identidade ancestral negra inscrita por várias Áfricas. Instagram: @katukaafricanidades La Abuela Lançada em 2012, por Tarsila Ferreira, a marca surgiu depois de pesquisas e experiências com o bordado. Desde as primeiras peças, a La Abuela mantém como características o estudo das formas geométricas, a influência das culturas latinoamericanas e a mistura de cores fortes em acessórios que se destacam pelo uso do ponto cheio. O objetivo da marca é criar peças bordadas à mão que possuam uma estética mais contemporânea. Instagram: @casadaabuela

da para todos aqueles que se identificavam como e com negros e afrodescendentes, elevando a autoestima, empoderando e dando sentido de pertencimento a essas pessoas. Era destinada exclusivamente à fabricação de camisas, mas se expandiu para outros itens. Instagram: @najarablack Soudam Ismael Soudam tornou-se estilista incentivado pela mãe, que era costureira. A marca foi criada em 2008 e atua no segmento de moda praia. As peças são idealizadas e desenvolvidas de forma primorosa pelo estilista, e suas coleções seguem da pronta entrega até as peças exclusivas e sob medida. A Soudam desenvolve um estilo de moda balneário com peças versáteis que podem ir além da praia, preservando o conforto com cortes elegantes e sofisticados. Instagram: @ismaelsoudam Dresscoração Nascida do projeto de referências de comportamento e estilo que carrega o mesmo nome, a marca foi lançada em 2012 com as camisetas estampadas com frases que transborda autoafirmação e empoderamento negro. Atualmente, trabalha a exaltação da estética afrobrasileira através de um minucioso garimpo de estampas e texturas nacionais que refletem a herança africana nas cores e formas. As peças são sempre estampadas, de modelagens práticas e versáteis, carregadas de axé. Instagram: @dresscoracao

N Black A N Black é uma marca de roupas e acessórios afros, unissex, criada e idealizada por Najara Black, em 2005. Ela nasceu com o intuito de fazer mo17


PRINCIPAIS EVENTOS Expo Moda - Ao longo de 25 anos

Fast Moda – A Fest Moda Brasil é

de história, a Marca VLPontes, através de sua gestora, Vera Pontes, vem realizando eventos de moda em Salvador, com projeção nacional. Considerados os principais eventos no sistema de pronta entrega do Brasil, a Made in Bahia e a Expo de Moda, ano a ano consolida esta afirmação. Isso se comprova graças ao grande grau de satisfação dos expositores, que comerciali- uma Feira Nacional, que reúne 140 exposizam seus produtos, bem como dos consu- tores (fabricantes) de todo Brasil, onde lanmidores finais, de varejo, que aqui encon- çam na Bahia as suas coleções outono / tram uma moda acessível e diferenciada. inverno & primavera / verão, acontecendo Além dos desfiles que ocorrem diariamente sempre em abril e setembro. Teve o seu na passarela, onde pode-se ver, o que se sucesso desde a primeira edição, onde faz de mais novo no mundo da moda.

através de seus promotores (Sant’anna e

Bahia Moda Design – Desfiles, en- Geisa) idealizadores do grande evento de moda, primaram pela qualidade de excelentes produtos que traziam à Bahia. E assim já na 4ª edição migrou pelo seu crescimento para o Centro de Convenções e atualmente no Parque de Exposições de Salvador

contro de negócios (showrooms), palestras, exposição e talk-shows. A moda baiana é destaque no Bahia Moda Design. O maior evento do calendário de moda e negócio da Bahia tem produção e direção geral da Projeto SSA, através da realização do SINDVEST Salvador e SINDVEST Feira de Santana, com patrocínio do SENAC, FIEBSENAI e SEBRAE.

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PRINCIPAIS EVENTOS Barra Fashion – Criada

pelo shopping

em 1998, o Barra Fashion vem ganhando novas aparências e conceitos ao longo dos anos. Tem como objetivo divulgar o mercado baiano de moda no cenário nacional. Sua primeira edição, o Barra Fashion Bahia, marcou a semana de moda como o principal evento do segmento no Nordeste, com desfile das tendências de moda pelas grifes

do

shopping.

Além de apresentar as tendências de cada Primavera/ Verão e Outono/Inverno, o BARRA FASHION deu origem,

ao Concurso Novos Talentos e ao evento infantil Barrinha Fashion. Márcia Ganem, Luciana Galeão, Úrsula Félix, Vitorino Campos, Iuri Sarmento, Aládio Marques, Vinicius

Afro Fashion Day – O Afro Fashion Day é uma realização do jornal CORREIO com nos revelados pelo Novos Talentos e que hoje exibem suas apoio institucional da Prefeitura Municipal de criações mundo afora, em multimarcas e eventos nacionais Salvador, do Governo do Estado, através da e internacionais. Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi), e do Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial da Bahia (SENACBA). No Dia da Consciência Negra, Salvador celebrará a cultura africana em um evento gratuito que reunirá moda, beleza, arte, música e dança através de oficinas e uma feira de manufaturas e gastronomia na Praça da Cruz Caída, no Pelourinho. No pôr do sol, um desfile apresentará criações de designers locais de roupas e acessórios. São 26 Estações Salvador Shopping – Bemarcas vestidas por 40 pessoas, entre moleza, comportamento, make, lifestyle. Esses ele- delos e convidados negros Cerqueira, Karol Farias, Leila da Cruz, Sillas Filgueira e Gefferson Vila Nova são apenas alguns dos estilistas baia-

mentos, que andam de mãos dadas quando o assunto é moda, voltam a se encontrar durante a sexta edição do Estações Salvador Shopping. O evento movimenta o centro de compras, com uma programação variada que inclui bate-papos com grandes nomes do cenário nacional, desafio entre blogueiras e desfile infantil com celebridades mirins. “Este ano, estamos trazendo conteúdos exclusivos através de grandes nomes do cenário nacional. A participação e interação do nosso cliente, nos fashion talks e na batalha das blogueiras, são os principais diferenciais do projeto. Com isso, o Estações se consolida com um dos eventos de moda mais importantes do calendário baiano e nos aproxima ainda mais do nosso públi-

co”, avalia a gerente de marketing Karina Dourado. 19


CAPÍTULO 3 PROFISSIONAIS DA ÁREA DESTAQUES LOCAIS

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ENTREVISTA ANGELA AMADO Sara – Estamos aqui com Ângela Amado, ela é artística e estilista do Mercado Baiano de Salvador, ela produz vestidos que depois a gente vai dar uma mostrada para vocês. Qual que é o propósito da sua marca? Ângela –O propósito da minha marca é empoderar mulheres através de vestidos personalizados, meu trabalhos é todo em cima, é bem artístico, eu digo que não é somente artesão, artesanal melhor dizendo, é um trabalho, onde qualquer artista coloca nele, pra mim cada vestido é um quadro e cada mulher é uma moldura desse quadro, então é uma coisa que empodera, quando você usa uma obra de arte as pessoas elogiam você se sente parte disso, entende. Eu sempre digo que é uma roupa para empoderar, ela empodera por muitos motivos, pela beleza, pelos conteúdos emocionais que elas tocam nas pessoas, coloco assim.

né, mas a consciência vem com o tempo, então você vai começando a entender que, e você vai vendo também que os resultados têm uma energia diferente, então hoje, tudo que eu procuro fazer tem em cima algo sempre tendendo, mas para o natural. Sara – As estratégias de marketing que você usa para estar divulgando os seus produtos para o pessoal está conhecendo?

Ângela –Eu comecei fazendo assim, mandando fotos, WhatsApp, sempre peguei o número do pessoal, todo mundo que eu faço, ainda que não compre, eu pergunto se você quer me dar seu WhatsApp pra que eu mandar, por que não hora que as pessoas consentem isso você fica com um cliente em potencial, ai eu pegava essas pessoais e mandava fotos, nem todos respondiam e eu acho hoje que o vídeo ele é uma das maiores ferramentas que a gente tem, por que ele cria uma coisa humana né, você tem a visão, você tem a audição, você escuta, você interaSara – É e quando surgiu essa marca? ge de alguma forma se sente presente com a pesÂngela – Olha, eu faço esse trabalho de bordado a soa. mais ou menos 3 ou 4 anos, mais ou menos, e agora sim, eu fidelizei essa marca mesmo no último ano, que é quando eu comecei a ter um retorno de um tipo de trabalho, eu comecei fazendo de uma forma natural e depois comei a da feedback das pessoas, então eu digo a você que esse ano é o grande ano, o ano que eu realmente fidelizei. Sara – O público alvo? Ângela – O público alvo são mulheres, normalmente mulheres acima de 25 anos, que é, que mais eu sinto a recepção ao trabalho, está sempre mais voltado a esse pessoal a cima de 25 anos, embora as garotas também, não são tantas está, mas assim, mulheres a cima de 25 anos até clientes de 85 anos. Sara – O tipo de material usado? Ângela – É sempre algodão, assim ainda que seja muitas vezes tecido misto eu primo sempre por ter algodão, por que eu acho que o algodão ele remete a coisa mais para o natural, o planeta agradece, tem tudo isso, tem uma sustentabilidade e isso é bom. Eu não comecei apenas com esse espirito de sustentabilidade, não foi, eu estaria sendo uma hipócrita 21


ENTREVISTA DI SAMPAIO Sara - Qual é o propósito da sua marca? Thaiana – Então, na verdade a Di Sampaio ela está muito mais voltada em traduzir o estado de espirito mesmo o Life style de Sampaio, claro que o nosso objetivo realmente é ampliar a marca, é dissipar nosso estilo, ampliar nossos pontos de vendas que a gente tem feito isso desde 2008, quando a marca surgiu e é mais ou menos por ai, a gente quer vender também, não só peças de roupas, a gente quer vender um estilo, a gente quer vender um designer, eu acho que é mais ou mesmo essa a linha que Di Sampaio tenta seguir Sara – Sim e como a marca surgiu? Thaiana – Então, a marca surgiu em 2008 justamente como eu falei, na verdade eu fiz psicologia, eu era psicóloga, eu era não eu sou psicóloga e terminei o curso e desde o curso já fazia algumas peças, já elaborava pra mim e isso fui surgindo um interesse das minhas colegas, algumas amigas e ai eu fui e fiz um curso fora, de estilismo em Barcelona, quando eu voltei eu montei um ateliê, um ateliê bem pequenininho realmente na Paulo VI , então comecei como se fosse uma salinha, inclusive não tinha vitrine, era uma coisa muito mais direcionada e daí que a gente começou, ai foi crescendo, a gente sentiu a necessidade de ter um espaço um pouco maior né, pra trazer um pouco mais de conforto também ao cliente, ai a gente optou por um shopping, que é um shopping de bairro, que também é um público mais direcionado, o público passante também é um público mais restrito, então foi por ai que a gente começou. Sara - E quais as vantagens e desvantagem da sua marca?

Thaiana – Nossa grande vantagem é produzir peça autorais, então assim eu tenho a liberdade de produzir que eu acho interessante.

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ENTREVISTA IN CID Como surgiu a marca? Cid – Minha sorte ser criado, nascido e criado no bairro que tenha referência cultural muito grande, tem uma identidade cultural fortíssima que é o bairro do Engenho Velho de Brotas, então todas as coisas que eu via sendo desenvolvida no bairro como o afoxé e as manifestações folclóricas e populares, eu de uma forma direta ou indireta estava envolvido, primeiro por fazer parte de uma família que viveu isso e vivi até hoje né, de ter um tio que fez parte de um afoxé muito famoso de salvador que foi o afoxé Luaê e minhas tias envolvidas no processo, minha mãe de forma indireta e eu mi vi, eu criança e meu avô sempre fez parte dessa ala dos diretores do afoxé, então eu fui vivendo e crescendo nesse ambiente de cultura né, tudo que o bairro oferecia minha família estava sempre envolvida e eu não sabia fazer coisa diferente a não ser está envolvido nesse processo, foi um processo muito natural, eu não escolhi estar dentro disso, eu já nasci dentro disso. Minha mãe sempre teve o costume de manda fazer as roupas, as minhas e minha irmã sob encomenda com a costureira do bairro e a partir daí eu fui desenvolvendo esse cuidado essa atenção né, de fazer um detalhe diferenciado de roupas que eu vi em novelas ou em cartazes de panfletos de lojas eu diferenciava algum detalhe pra ficar com a minha cara né quando tinha uma calça que não servia mais já cortava, já fazia uma tintura pra fazer uma bermuda diferente enfim até pela própria condição financeira né, que não se podia comprar roupa sempre então o que tinha em casa, tinha que modificar para virar novo.

fazendo os primeiros cortes, as primeiras modelagens As vantagens? A Costureira é fundamental desde o primeiro momento, por que, pelo fato de não ter feito curso ligado a moda e esse processo vi mutual de data né, mas existe algumas técnicas que eu precisava saber né, que existia alguns critérios a serem seguidos e nesse momento a costureira teve um papel fundamental, era quem me dava a noção de que tecido serve para cada tipo de corte, que metragem comprar para não haver desperdício de pano, que no início eu bate muita cabeça que comprava pano de mais para uma peça mínima ou pano de menos para outra peça. Suas peças? A In Cid hoje tem 7 anos, ela vem crescendo conforme a procura, é uma marca que a ideia inicial era de fazer customização também, as primeiras peças que eu fiz da In Cid era pronta e customizava, colocava do meu jeito né, desde cedo quando eu comecei a presta atenção na moda e por gostar de coisas mais diferenciadas eu sempre tive a dificuldade de encontrar no mercado uma loja que tivesse esse foco voltado para esse homem moderno, que tivesse alguma coisa diferente do que o mercado já apresentava, já oferecia e isso era uma queixa não só minha mas de amigos próximos, de colegas de escola e de trabalhos também, pessoas que queriam estar com a roupa um pouco mais ousada, com um corte mais moderno e eu passei a prestar atenção na informação e resolvi focar no público masculino e dei a ele, ao homem moderno essa atenção e busquei suprir essa carência né, que tinha no mercado.

Seus produtos? Primeiro contato com figurino foi quando entrei em quadrilha, no grupo de quadrilha junina do bairro, eu tinha apenas 13 anos e já fiz parte de quadrilha adulto, eu era o casula da turma né e entrei como dançarino fiz parte do processo normal como um simples componente e no ano seguinte eu já estava todo envolvido na construção de tema, ajudando ao pessoal a construir tema, a desenvolver cenário e a desenvolver a indumentária que se chama de figurino e a partir daí eu não parei mais, o processo criativo vinha que era uma forma muito natural e depois disso foi quando Mário que é meu primo, Márcio Vitor da banda Psirico já fazendo os primeiros ensaios da banda ainda e quando surgiu a oportunidade de fazer a primeira apresentação ele precisou de um figurino apresentável e ai ele recorreu a mim e um processo muito natural nada profissional ainda, eu fui 23


ENTREVISTA ALLADIN TURBANTES Pedro – Como é que essa marca se propagou Icaro – Agora mesmo eu passei por uma experiência aqui pela Bahia? de ter a oportunidade de fazer um desfile autoral, Icaro – Então, tem um tempo que né, que eu estou assinar um desfile na feira de moda que houve aqui que já acontece faz 25 anos e esse foi o meu primeiatuando com a marca, tem 3 anos e começou com o ro ano e como eu já estava trabalhando com essa proposito só de ser algo meu, algo intimo meu de usar os turbantes e as pessoas começou a querer linha ecológica, seguir essa temática fazendo turbantes que tinham essa sustentabilidade, turbantes feito usar e eu acabei tendo que criar a marca, tendo que ter essa mídia social para divulgar, hoje eu já tenho de sacos plástico, de jornal, todo tipo de material reciclável, foi o bom da feira foi o meu desfile no dia rede sociais para divulgar a marca. por ser um trabalho totalmente ecológico, as pessoPedro – Me diga quando surgiu a marca? as prendiam, viam de longe uma coisa e quando se Icaro – Surgiu a 3 anos atrás, quando surgiu a ne- aproximava descobriam que era outra. cessidade de as pessoas quererem me encontrar Pedro – Fale um pouquinho das curiosidades de para ter acesso aos meus turbantes. como é trabalhar no mundo da moda, como é que Pedro – O público alvo?

você se inseriu nesse mundo da moda?

Icaro – É o público negro por que é o público que mais se identifica, foi algo que eles se identificaram, apesar de eu nesse exato momento passei por uma experiência de fazer um evento onde as pessoas mais claras foram as que mais quiseram usar.

Icaro – É difícil, no meu caso tudo começou bem que por influência, eu queria fazer, meu sonho mesmo era jornalismo, sempre sonhei em jornalismo, só que a moda foi introduzida na minha vida e tantas pessoas notaram que eu tinha jeito pra aquilo, que eu fazia bem aquilo, de tanto as pessoas pontuarem eu comecei a executar e a estudar e nisso continuei estudando, sempre estudando que é a melhor forma de se ter conhecimento na área de moda por que sempre tem algumas coisas novas, e aqui pra trabalhar, eu contei com parcerias e fez parceria e esse é o grande ponto né, tem que ter boas pessoas, tem que ter boas pessoas pra conversa, pra estar nos lugares certo, com pessoas certas, saber se portar nesses lugares, ´meio melhor de conhecer pessoas, é melhor forma aqui é isso.

Sara – Quais são as vantagens e desvantagens de você está trabalhando com turbantes, eu sei que aqui na Bahia é uma das febres que a gente tem aqui, como você define isso? Icaro – A desvantagem é assim como você falou, por ser febre, por ser febre todo mundo faz. Sara – O tipo de material usado, pois a gente sabe que tem diversos tipos de tecidos, mas qual você usa especificamente, com estampa e tudo mais, você usa mais qual tipo assim? Icaro – Eu geralmente goste de trabalhar com tecidos mais leves, não gosto de malha, gosto de tecidos de brim, de algodão, uma viscose aí eu uso e agora a temática da corrente sustentável de reaproveitar materiais para fazer turbante, uma linha ecológica de turbante. Sara – Sim, a estratégia de marketing, como é que você faz para divulgar o seu trabalho aqui em Salvador? Icaro – Uso muito Instagram que hoje me dá mais visualidades do que o Face book, então constantemente eu vou tuitando na minha página com fotos, oficina que eu fiz, todo tipo de evento que eu estou passando eu vou cobrindo eu vou alimentando o meu Instagram, que é uma forma mais rápida que eu tenho de retorno de mídia. Pedro – Fale um pouco mais sobre aquele seu trabalho, projeto com sustentabilidade?

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ENTREVISTA VILLÔ Como surgiu a ideia do ateliê? Qual o concei-

versos segmentos do público e do mercado?

to do nome Villô?

Viviane- Não temos uma diversidade de público,

Emily- A ideia do ateliê surgiu através do traba-

atendemos um público específico. Nosso público

lho do TCC que fizemos juntas. O nome Villô era

é de alto costura, fazemos peças trabalhadas a

o apelido de infância de Viviane. Quando pensa-

mão, finas, exclusivas e com muitos detalhes.

mos em botar um nome na nossa marca, quería-

Quais as dificuldades que vocês enfrentaram

mos um nome limpo, que a logo ficasse legal e

até hoje para chegar onde estão?

agradável, que fosse fácil de lembrar. De onde surgiu o interesse em trabalhar com

produção de moda?

Emily- As dificuldades são diárias, não é fácil se firmar no mercado, crescer a marca para que seja reconhecida e valorizada. Há muita concor-

Emily- Não foi uma coisa planejada, o interesse

rência, e o jeito de enfrentar isso tudo é se dedi-

surgiu na faculdade durante o trabalho do TCC.

cando.

Eu e Viviane fazíamos faculdade de coisas total-

Quais os planos e projetos de vocês?

mente diferentes, eu fazia direito e ela fisioterapia. O nosso sonho sempre foi trabalhar com moda, mesmo sem saber se daria certo ou não. Quais os conceitos que vocês exploram em suas coleções? Quais as suas influências? Emily- A Villô tem uma identidade muito pessoal,

não seguimos tendência, tipo primavera, verão,

Emily- Planejamos crescer cada dia mais e expandir a Villô para o mundo. O que vocês estão fazendo atualmente? Emily- Estamos terminando uma coleção, o tema é um pouco diferente do que a gente vem trazen-

do.

outono e inverno. Sempre criamos uma coleção

E agora para finalizar, qual a dica que vocês

que tem uma identidade muito forte para combi-

dão aos estudantes de moda?

nar com a marca. Criamos peças inspiradas em

Emily Estudem, se dediquem, ouçam tudo que os professores estão falando. Se pedirem para você fazer um trabalho dêem 100%, nunca façam aquilo que os professores esperam, surpreendam ao máximo as expectativas de todos.

mulheres forte, determinadas, que querem mostrar o seu charme. Viviane- Nós seguimos os conceitos “cenário de mundo”. Qual a imagem que vocês têm no mercado de moda aqui na Bahia?

Emily- Esperamos que daqui a algum tempo seja mais valorizado esse mercado aqui na Bahia. Pois as pessoas que querem ou estão fazendo moda pensam em ir para São Paulo, Rio de Janeiro ou Santa Catarina, achando que o mercado lá tem uma valorização maior. No momento que criamos a nossa marca, pensamos em crescer primeiro aqui na Bahia, porque não adianta crescer em um lugar mais valorizado e não ser conhecido no lugar de origem.

Quais foram as medidas para atender os di25


ENTREVISTA CLAUDIO COLAVOLPE Fotografa a mais ou menos 18/20 anos, começou sem nenhuma certeza do segmento que queria atuar, rapidamente foi chamado para dar aula, começou na FIB e Estácio, ficou 10 anos lá ensinando fotografia aplicada, jornalística e publicitária. Sempre gostou de fotografar gente, sempre gostou de fotografar coisas vivas, nunca gostou de estilo (geralmente os fotógrafos são de estilo, gostam de fotografar milk-shake. Relógios etc.) Depois de uns dez anos começou a namorar uma designer de moda, hoje sua esposa. Fotógrafo que não tem foco fixo. Segundo Claudio Salvador é um mercado restrito e pobre no âmbito de trabalho com fotografia, é muito raro em Salvador ter um fotografo que consiga sobreviver pois job é muito difícil e os clientes e faculdades pagam mal, e esse foi um dos motivos para abrir a loja pois sobreviver apenas de fotografia é muito difícil e o fotografo precisa procurar outras coisas para fazer (na sua loja imprime, emoldura e ainda tem um café) e hoje vê mais como prazer e não como trabalho. Já trabalhou na FIB, UniJorge, Unime, Elio Rocha, Unifacs, IBIS, Polifucs e FTC. Formado em administração em 1993 começou a gostar de fotografia por acaso, quando sua filha nasceu e ele comprou uma máquina fotográfica para fotografá-la em 1996, co-

meçou a comprar revistas especializadas e ler sobre o assunto, em 1999 fez uma pósgraduação em marketing e é formado em fotografia pelo Senac de SP. No processo de produção primeiramente pergunta-se ao cliente qual a intenção dele e porque ele quer aquele quadro, para chegar a uma conclusão da moldura mais adequada. Trabalha-se com papel Hahnemüle, que é uma marca alemã de mais de 500 anos de papel a base de algodão, papeis com durabilidade grande e processo de impressão diferenciada e cautelosa com testes e cuidados técnicos. Esses papeis se cuidados podem durar 200 anos. A sala do local de edição precisa ter uma cor acinzentada para não atrapalhar a percepção das cores no monitor, as lâmpadas são especiais, com temperatura especifica.

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ENTREVISTA GEISEBEL VASCONSELOS Formada em design de moda pela Unifacs, a atual coordenadora de figurino do centro técnico do TCA e figurinista do mesmo, Geisebel Vasconcelos, responde a algumas questões em relação a moda na Bahia. Como surgiu o seu interesse pelo figurinismo? Através de um concurso para atuar no centro técnico do TCA na área de figurino. Estava trabalhando numa loja, era final de ano, já estava terminando a faculdade, fazendo tcc, eu não queria ter lutado tanto pela minha faculdade e passar o resto da vida vendendo roupa, então decidi estudar e “comer livro”. O TCA abriu várias portas como convites para fazer produção de figurinos, dar aulas de assistente de camarim no PRONATEC com história da moda. A cada momento dentro das matérias você vai que um dia aquilo vai ter uma história dentro da sua história” Com você enxerga o cenário baiano em relação ao figurinismo? O cenário baiano de figurino é pequeno...é preciso saber preparar as dificuldades para chegar nas possibilidades. Teve muito trabalho e um retorno demorado. A princípio é preciso amar e sentir prazer na profissão que escolheu. Como funciona a construção de um figurino? O cliente vem com o roteiro e com a descrição da personalidade do personagem, aí entra tudo o que foi aprendido em história da moda dentro do estereótipo do personagem. Aplica-se o conhecimento sobre silhueta, cores, textura. Quais as dificuldades que um figurinista enfrenta ao longo da carreira? É preciso aprender a lhe dar com o público. Você tem que mostrar o seu lugar e do que você é capaz, se não mostrar vão querer passar por cima de você. E é algo emergencial, então há muita cobrança vinda de todos os la-

dos, você precisa entregar a peça no prazo.

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ENTREVISTA GABRIEL OLIVEIRA O que te fez cursar moda?

criatividade.

Realização pessoal e afinidade com a área, cursar moda sempre foi uma opção pra mim pois é um assunto pelo qual eu me interesso e tenho a intenção de trabalhar.

Quais são os privilégios no mundo da moda e as dificuldades do ramo?

Onde cursou? Unifacs, Salvador Quais foram suas expectativas antes e durante o curso? Não muitas, pois eu sabia que iria encontrar certo direcionamento para o lado de gestão, uma área que não é meu foco principal, mas no decorrer do curso algumas temáticas e questionamentos me foram apresentadas direcionando o meu olhar para vertentes da moda importantes no dia de hoje e que me ajudaram a desenvolver ainda mais o olhar crítico acerca da moda e impulsionar o meu desejo de conhecimento e acúmulo de referências que possam enriquecer a mim e ao meu trabalho.

Apesar de todo glamour vendido, trabalhar com moda não é fácil, é um mercado que requer um nível de atualização do profissional muito rápido, e assim como qualquer outra profissão necessita de um empenho muito grande de quem quer trabalhar com isso diretamente por que é uma correria sem fim, e um espaço onde os egos estão afiadíssimos pois não é um trabalho individual e sempre vão querer saber mais do que você ou direcionar seu trabalho pra um caminho que talvez não seja o pretendido, é preciso saber filtrar as críticas e se posicionar como um profissional que acredita em seu próprio potencial.

Pretende trabalhar em qual vertente da área de moda?

Criação e imagem Quais foram as dificuldades encontradas no mercado de trabalho? Falta de espaço pra quem tá começando, investimento, mão de obra especializada, custo elevado de material. Como você vê o mercado da moda na bahia? O mercado de moda na Bahia é arriscado, por ser um mercado muito pequeno e que valoriza quem já desenvolve o trabalho nele há algum tempo. Porém é crescente e conta com um pessoal jovem que tá metendo as caras e desenvolvendo projetos bem interessantes paralelamente ao mercado tradicional da cidade, os ideais de coletivo e economia criativa estão renovando os ares da moda e da cultura em Salvador e acredito ser um passo fundamental para o fomento de uma identidade soteropolitana que converse com o momento no qual vivemos. Você tem inspirações de designers de moda baianos(a)? Poucos, bem poucos mesmo, ultimamente eu tenho deixado as imagens de moda prontas um pouco de lado e ido em busca de outras ferramentas que impulsionem a minha 28


ENTREVISTA OXE VÉI CAMISETARIAS Nome, idade e bairro de origem? Carolina Magalhães - Carolina Magalhães, 29 anos, Santo Antonio Como surgiu a marca? Carolina Magalhães - A oxe véi surgiu para fortalecer o amor por salvador. Após abandono da cidade pelo prefeito em gestão na época, muitas pessoas começaram a sentir vergonha de morar e até mesmo de ser soteropolitano. Desde quando você trabalha com a marca? Carolina Magalhães - Desde a sua fundação, maio de 2014 Quando surgiu a ideia de trabalhar nela? Carolina Magalhães - A partir da má gestão da prefeitura no período de entre 2013/2014. Você tem loja? Qual tipo? Carolina Magalhães - Possuímos apenas loja online. Www.oxevei.com.br Como é viver como empreendedora na Bahia? Carolina Magalhães - Um pouco difícil, principalmente quando você busca por fornecedores. Ainda sofremos com a falta de fornecedores no estado, precisando buscar na região sul/ sudeste. Qual o público alvo da sua marca? Carolina Magalhães - Soteropolitanos residentes ou não na cidade, baianos em geral e admiradores da Bahia. Quais os maiores desafios enfrentados por você para manter o negócio? Carolina Magalhães - Fornecedores de matéria prima. Além da parte de pintura, trabalho basicamente com silk porque a estampa digital no estado ainda é muito cara, além de difícil de achar quem faça bem feito. Quais as principais vitórias? Carolina Magalhães - Perceber a identificação e satisfação do consumidor com as estampas. É gratificante quando um consumidor diz “rapaz eu falo isso, é assim mesmo”. O que ainda precisa ser feito? Carolina Magalhães - Acredito que um estudo melhor de estoque e produção. Qual o seu grande sonho com o seu trabalho?

Carolina Magalhães - Conseguir representar bem a cultura e as gírias de salvador por todo o brasil. O que você diria para outras pessoas que assim como você deseja empreender? Carolina Magalhães - Acredite no seu projeto, se você confiar vai dar certo. Mas claro, nunca deixe de estudar o mercado e fazer um plano de negócios antes de investir

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ENTREVISTA EWÉ ALQUIMIAS Nome, idade e Bairro de origem? Mona Soares, 35 anos, Brotas. Como surgiu sua marca? Há 3 anos, após uma demissão. Me veio o desejo de empreender. Quando surgiu a ideia de trabalhar nela? Há seis meses. Você tem loja? Qual tipo?

Possuo um e-commerce. Como é viver como empreendedora na Bahia? Sinto um pouco de dificuldade para escoar o que produzo em meu estado. Grande parte que produzo vendo para outros estados. Qual o público alvo da sua marca? Pessoas que estão em busca de um estilo de vida mais natural, e/ou mulheres crespas/ cacheadas, pessoas de axé. Quais os maiores desafios enfrentados por você para manter o negocio? Os trâmites de regularização da produção.

Quais as principais vitorias? Conseguir viver totalmente do que produzo. O que ainda precisa ser feito? Estou em busca de expansão e de divulgar minhas ideias ao mundo de forma mais consistente. Qual seu grande sonho com o seu trabalho? Ter um espaço físico onde concentre todas as atividades do meu trabalho. O que você diria para outras pessoas que assim como você deseja empreender? Que quando a gente acredita no nosso potencial e está em nosso caminho, as coisas acontecem de maneira muito mais fácil. Sabemos que estamos em nosso caminho, quando estamos felizes em realizar algo.

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ENTREVISTA CASA DE MARAH Nome , idade e bairro de origem? Maraise Massena, 31 anos. Nascida no bairro da Caixa D'água. Resido em Stella Maris a mais de 20 anos. Como surgiu a marca? A Casa de Marah, surgiu do desejo de uma mulher negra e de cabelos crespos, de ter um espaço diferenciado e acolhedor para atender as mulheres que buscam produtos de qualidade para cuidar dos cabelos, oferecendo uma experiência de identificação e acolhimento. Quando surgiu a idéia de trabalhar com ela? A idéia surgiu em 2007. Nessa época eu já usava o cabelo natural há dois anos e tinha muita dificuldade em encontrar cosméticos e profissionais especializados em cuidados com cabelos crespos naturais. As lojas só tinha produtos para reduzir volume, dar um efeito de cabelo molhado e essas coisas que a indústria acreditava que mulheres de cabelos crespos queriam. Eu queria volume e um cabelo com aparência saudável e ser atendida por vendedoras que conhecessem os produtos e as necessidades do meu cabelo. Nunca encontrei e isso me fez pensar que outras mulheres poderiam ter o mesmo desejo que eu. Assim surgiu o sonho de ter esse negócio. Como é viver como empreendedora na Bahia? Eu tenho a loja, há apenas dois meses. Não tenho muita propriedade ainda sobre o que é viver de um negócio. Só consigo afirmar que existe uma demanda muito boa nesse setor mas, é necessário correr atrás de mostrar a sua marca e ter uma boa gestão financeira, pra conseguir se manter nesse ou em qualquer outro negócio. Qual o público alvo da sua marca? Mulheres , a partir de 16 anos. Quais os maiores desafios enfrentados por você para manter o negócio? Manter o estoque sempre renovado e atraente para as clientes. Ter sempre produtos novos e bem comentados nas redes sociais. Isso envolve um orçamento alto e bastante tempo para pesquisar produtos e buscar os representantes das marcas, que não costumam facilitar muito a vida dos lojistas. Além disso, manter o movimento na loja, depende de muita divulgação, nas redes sociais e em todos os meios possíveis. Quais as principais vitórias? Tem sido o reconhecimento das pessoas nos espaços. Essa semana estive num evento e uma mulher negra, me disse que a filha dela de 6 anos, decidiu usar o cabelo natural, depois de ter visto a minha foto numa rede social. Na verdade, percebo que eu não sou uma empresária que vende cremes mas, alguém que tem motivado pessoas a serem quem realmente são. As pessoas estão felizes em saber que uma mulher negra tem um negócio, pensado para elas ( homens e mulheres de cabelos crespos), e não apenas mais uma loja de cosméticos. Isso já é uma vitória pra mim. O retorno financeiro, com certeza, será resultado desse sentimento despertado nas pessoas. O que ainda precisa ser feito? Inicialmente, Investir mais em divulgação, ampliar o mix de produtos e acrescentar alguns itens à estrutu-

ra física da loja. Quero ter um espaço para profissionais aplicarem produtos nas clientes. Qual o seu grande sonho como seu trabalho? Ter uma linha de cosméticos própria e realmente criada, pensada para o meu público e com isso, dispor de recursos para apoiar diversas iniciativas para o empoderamento e autonomia da população negra em todas as esferas. O que você diria para outras pessoas que desejam empreender? Se informem, busquem todo o suporte necessário e invistam nos seus sonhos. Acreditem intensamente, escrevam planos e se permitam sonhar alto. Ser empreendedor não é fácil não, mas nada na vida, é! É preciso acreditar e formar uma rede de empreendedoras/es consistente, pra fortalecer o seu e outros pequenos negócios, para que possam se tornar cada vez maiores.

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ENTREVISTA PRETO NO BRANCO FOTOGRAFIA E MODA Cláudia Teixeira Lima, reside em Brotas, Salvador e é a sócia e proprietária da marca. Segue algumas perguntas respondidas por ela: Como surgiu a marca? Sempre gostei de moda e fotografia. Dirigindo me veio a ideia de montar uma empresa de fotografia com produção de moda. Desde quando você trabalha com a marca? Há dois anos. Quando surgiu a ideia de trabalhar nela? Eu queria algo muito certinho e queria tudo preto no branco daí, pensei em nomes. Me bateu essa ideia: se eu quero tudo preto no branco, tudo certinho, achei o nome: Preto no Branco Fotografia e Moda. Preto no branco é harmonia, se complementam! Assim como acho que a fotografia e a moda se completam. Uma foto linda com um figurino feio deixa a desejar. A depender, pode poluir ou deixar sem graça. E aqui em Salvador, notei que mulheres grávidas não tinham ideia do que vestir em um ensaio fotográfico. Como é viver como empreendedora na Bahia? Viver como empreendedora aqui na Bahia tem sido difícil, por conta das promoções com fotos disponibilizadas na internet, por conta também de alguns fotógrafos, que barateiam, para não perder trabalho. Qual o público alvo da sua marca? Meu público alvo são gestantes e adolescentes que gostam de fotos produzidas. Quais as principais vitórias? Posicionar-me no mercado, em meio à crise e ganhar notoriedade por cada cliente que venha a orçar. O que ainda precisa ser feito? Precisamos ter mais clientes, para que possamos investir em mais cenários, adornos. Com isso, fazemos promoções, para aumentar a rotatividade.

O que você diria para outras pessoas que assim como você deseja empreender? Eu diria para serem resilientes e determinados, porque barreiras e contratempos sempre irão existir, mas quando se tem foco, o que vier para atrapalhar serão somente obstáculos.

Qual o seu grande sonho com o seu trabalho? O meu sonho é entrar no mercado de casamentos. Precisamos ganhar notoriedade porque equipe, preço justo e equipamentos, nós temos. 32


CAPÍTULO 4 PRODUÇÃO DO MERCADO LOCAL

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PRODUÇÕES DO MERCADO LOCAL O setor têxtil e de confecção brasileiro tem destaque no cenário mundial, não apenas por seu profissionalismo, criatividade e tecnologia, mas também pelas dimensões de seu parque têxtil: é a quinta maior indústria têxtil do mundo e a quarta maior em confecção; o segundo maior produtor de denim e o terceiro na produção de malhas. Autossuficiente na produção de algodão e com grandes investimentos na produção de fibras químicas, o Brasil produz 9,8 bilhões de peças confeccionadas ao ano (destas, cerca de 6,5 bilhões em peças de vestuário), sendo referência mundial em beachwear, jeanswear e homewear. No mercado da moda, o Brasil tem figurado de forma expressiva no calendário internacional e as criações dos estilistas brasileiros são encontradas em butiques de luxo de cidades que são referências mundiais no mundo da moda como Nova York, Paris, Milão, Londres, Tóquio e Pequim. O São Paulo Fashion Week (SPFW) é o maior evento de moda do país. Em 2009, durante o evento, foi criado o Sistema Moda Brasil, que funciona como um instrumento de articulação entre as cadeias produtivas relacionadas ao setor da moda – têxtil e de confecções; gemas, jóias e afins, couro, calçados e artefatos. Partilhando deste ambiente positivo, a Bahia já criou grandes nomes da moda para o Brasil a exemplo de Ney Galvão (década de 1970 a 1980), cujas criações ultrapassaram as fronteiras do estado. Atualmente, a moda na Bahia segue os padrões brasileiro e mundial de qualidade e vem agregando a tecnologia como diferencial. Algumas marcas baianas já possuem reconhecimento nacional e internacional. O ramo da moda encontra-se em expansão no estado e conta com alguns eventos anuais que visam fortalecer a produção local de moda como o Bahia Moda Design, o Movimento de Moda Iguatemi e o Barra Fashion Mall. O setor de confecção no estado possui 3000 indústrias e é formado, predominantemente, por empresas de pequeno porte, acompanhando os padrões nacional e mundial. A distribuição geográfica do setor, na Bahia, ocorre por meio de polos, a exemplo de Salvador e Feira de Santana, Jequié e Lauro de Freitas e outros municípios, como Itabuna, onde se encontra a Trifil, empresa líder no segmento de meias e de produtos sem costura. Essa característica geográfica é uma vantagem em termos logísticos para a implantação de uma indústria de transformação de fios.

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O grande potencial têxtil do estado está no fato de ser o segundo maior produtor de algodão do país, com uma área plantada superior a 400 mil hectares e produzindo 54.000 ton/ano. O crescimento verificado na produção de algodão, ao longo dos últimos 10 anos, foi possível devido à abertura de uma nova fronteira no oeste do estado, caracterizada por terras férteis, clima apropriado, novas técnicas de plantio e a participação do Governo na concessão de incentivos. O Governo do Estado realiza ações visando o fortalecimento do setor como o Condomínio Bahia Têxtil, projetado para abrigar 21 empresas de pequeno porte, e como o Projeto Confecções, cujo foco do projeto está na capacitação, na gestão e no associativismo. Além disso, universidades e instituições privadas e públicas presentes na Bahia, oferecem cursos voltados para os mercados de design, moda, têxtil e de confecções. Oportunidades de investimento: A Bahia importa 80% das confecções que consome o que demonstra que existe uma demanda interna que potencializa enormemente a oferta; (SECTI,2008) e

Adensamento da cadeia petroquímica com a implantação do Polo Acrílico em Camaçari a possibilidade de transformação de fios no estado;

A Bahia produz 90% da fibra de sisal do Brasil, essa fibra pode ser usada pela indústria automotiva para produção de compósitos; Produção da fibra de UTEC, que devido ao seu peso e resistência deverá ser utilizada principalmente na confecção de cabos de amarração das plataformas em substituição aos cabos de aço e na confecção de coletes à prova de balas na Bahia; Adensamento da cadeia de fiação e tecelagem devido ao excesso de oferta em matéria -prima.

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SINDVEST O SINDVEST - Sindicato da Indústria do Vestuário de Salvador, Lauro de Freitas, Simões Filho, Candeias, Camaçari, Dias D’Ávila e Santo Amaro, é uma entidade privada, sem fins lucrativos que atua na defesa dos interesses das Indústrias de Vestuário. A entidade baseia-se nos princípios do associativismo e empreendedorismo, tornando-se uma sólida base representativa na modernização e profissionalização do setor, consolidando avanços na organização. As dificuldades de um negócio têxtil são muitas, como falta de mão-de-obra qualificada, falta de matéria prima e aviamentos. Também como fortalecer o banco de resíduos, chamado banco social. De acordo com Eunice Bibi, representante do SINDVEST, os projetos futuros para o sindicato é fazer um blog e um portal para ser o principal meio de comunicação. Retornar com o Bahia Moda Design, introduzir e disseminar a sustentabilidade da moda de comunicação com o mercado. Missão: Representar e defender os interesses das indústrias do setor de vestuário de Salvador e região metropolitana. Visão: Ser reconhecido pela sociedade como uma organização empresarial com maior representatividade e com forte atuação no crescimento das empresas associadas. Nossos Valores: Respeito, Transparência, Cooperação, Associativismo, Ética e Parcerias Dentre as empresas atendidas temos :

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CONDOMINIO BAHIA TÊXTIL Inaugurado em outubro de 2012, o Condomínio Bahia Têxtil, localizado no Bairro do Uruguai, em Salvador, é fruto de uma parceria entre o empresariado do segmento têxtil e o Governo do Estado. O projeto foi criado com o objetivo de otimizar o potencial dos recursos humanos (mão de obra local), viabilizar a modernização do processo produtivo, obter vantagens competitivas de compra e venda, atingir níveis internacionais de qualidade e custo e reduzir o efeito das flutuações sazonais da demanda para que as empresas instaladas sejam capazes de atingir elevados níveis de produtividade, preparando-as também para a concorrência internacional nesse setor. O condomínio, que foi projetado para uma área de 13.082 m², doada pelas empresas à SUDIC, conta com 21 galpões, com áreas variáveis entre 210,00 a 2.128,00 m², que abrigam 18 empresas de pequeno porte, do seguimento têxtil. No primeiro estágio do empreendimento foram gerados 800 empregos diretos, e quando estiver em pleno funcionamento, serão dois mil postos de trabalho. Ao todo, foram investidos, aproximadamente, R$ 12,3 milhões na construção do condomínio. A implantação de um polo têxtil em um local onde já funciona um complexo com várias lojas de fábrica permitirá aos empresários baianos uma significativa redução em seus custos. Além disso, o sistema de produção do Condomínio Bahia Têxtil, feito nos moldes adotados na Itália, permitirá o uso compartilhado de equipamento de tecnologia avançada. As empresas instaladas trabalham com diversas áreas do ramo de confecções como produção de calças, camisas e ternos, além de bordados, pintura.

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REFERENCIAS (NICCHELLE, 2011 p. 18) UNIPÊ, Centro universitário João Pessoa, por Victoria Fernandez , João Pessoa 2015 http://unipe.br/ graduacao/o-que-faz-um-profissional-de-design-de-moda/ VILLÔ, Emily e Viviane, Modelista, entrevista por Aira Fontes, Salvador 2016, https://www.facebook.com/atelievillo/ CC, Claudio Colavolpe, Fotografia na moda, Entrevista por André Luíz, Salvador 2016, contato@claudiocolavolpe.com.br ; http://www.claudiocolavolpe.com.br/ https://www.facebook.com/ ClaudioColavolpePhotoArt/

MEGA MODEL SALVADOR, Fabiano Cavalcante, AGÊNCIA DE MODELOS, Entrevista por Mayane Souza, Salvador 2016; https://www.facebook.com/megamodelsalvador/?fref=ts http://www.megamodelsalvador.com.br/ ; contato@megamodelbrasil.com.br https://www.facebook.com/fabiano.cavalcanti.735 ; fabiano@megamodelsalvador.com.br PEREZ, I. Nova abordagem para a prática do design de moda: processo zero waste. 2013. disponivel em: <http://www.coloquiomoda.com.br/anais/anais/9-Coloquio-de-Moda_2013/COMUNICACAO-ORAL/EIXO-8SUSTENTABILIDADE_COMUNICACAO-ORAL/Nova-abordagem-para-a-pratica-do-design-de-modaprocesso-zero-waste.pdf> CHRISTO, D; SABRÁ, F. AS ESCOLHAS ESTÉTICO FORMAIS DO DESIGNER DE MODA E SUA RELAÇÃO COM A ESTRUTURA SOCIAL. 2014. disponível em: <http://www.coloquiomoda.com.br/anais/ anais/10-Coloquio-de-Moda_2014/ARTIGOS-DE-GT/GT05-DESIGN-DE-MODA-teoria-e-critica/GT-5-ASESCOLHAS-ESTETICO-FORMAIS-DO-DESIGNER-DE-MODA.pdf>

NICCHELLE, K. Design de moda: a cultura de projeto na moda com base nos conceitos do design estratégico. 2011 disponível em: <http://www.repositorio.jesuita.org.br/bitstream/handle/UNISINOS/3118/ Keila%20Marina%20Nicchelle.pdf?sequence=> MONTEIRO, C; ALENCAR, F. O papel do designer de moda no desenvolvimento de produtos: a indústria de confecção de Cianorte (PR) . 2009. disponível em: < http://books.scielo.org/id/mw22b/pdf/menezes9788579830426-08.pdf> SASAKI, R; PIRES, D. O Papel do Designer de Moda no Século XXI disponúvel em < http:// www.coloquiomoda.com.br/anais/anais/2-Coloquio-de-Moda_2006/artigos/95.pdf> NICCHELLE, K; MOREIRA, B. DESIGN E MODA: UMA REFLEXÃO SOBRE O QUE É O DESIGN DE MODA disponível em: <http://www.coloquiomoda.com.br/anais/anais/7-Coloquio-de-Moda_2011/GT05/ Comunicacao-Oral/CO_89429Uma_reflexao_sobre_o_que_e_o_design_de_moda_.pdf> CAMARGO, C; BROD, M. Design de Moda: Ensino de Projeto de Produto Centrado nas Necessidades do Usuário/Consumidor Disponível em:<http://www.revistas.udesc.br/index.php/modapalavra/article/view/7810> MIRANDA, A; MARCHETTI, R.; PRADO, P. Moda e autoconceito: produtos como símbolos do eu. disponível em: <https://www.academia.edu/2869675/Moda_e_autoconceito_produtos_como_s%C3% ADmbolos_do_eu> TREPTOW, Dóris. Inventando moda: planejamento de coleção. 3.ed. Brusque: do autor, 2005

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Catálogo Design de Moda 2016.2  

Catálogo produzido pelos estudantes do 1° semestre de Design de Moda da Unifacs Bahia

Catálogo Design de Moda 2016.2  

Catálogo produzido pelos estudantes do 1° semestre de Design de Moda da Unifacs Bahia

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