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são bernardo do campo como objeto de estudo

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lugar de memória

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3.1 breve histórico: século xvi ao xix

A fundação da cidade de São Bernardo do Campo está diretamente relacionada com a fundação da Vila de Santo André da Borda do Campo em 1553. Na época, a região era habitada por índios e por um povoado com relação direta com os padres jesuítas. João Ramalho, um dos bandeirantes, se estabeleceu na região, casou-se com uma índia chamada Bartira e formou uma família.

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A Vila de Santo André da Borda do Campo começou a crescer aos poucos, com a chegada de novos habitantes e a construção de igrejas, escolas e casas. Durante o século XVI e XVII, a ocupação das vastas terras da região conhecida como Borda do Campo, passou a ser vinculada à Vila de São Paulo, onde era possível cortar caminho para Santos. Na época, a região era habitada por alguns lavradores e criadores de gado. A vila passou por diversas transformações, incluindo a mudança de nome para São Bernardo do Campo em homenagem a São Bernardo de Claraval, padroeiro da cidade. Na época, a economia da região era baseada na agricultura e na criação de gado, com destaque para o cultivo de cana-de-açúcar e a produção de açúcar. A cidade também se tornou um importante centro comercial, por estar localizada em uma rota de passagem para as minas de ouro de Minas Gerais. Além disso, a cidade também teve um importante papel na catequização dos índios, com a construção de diversas igrejas e a chegada de padres jesuítas, que se dedicavam à evangelização dos nativos. Durante o século XVII, a cidade continuou a crescer e se desenvolver, com a chegada de novos colonos, entre eles portugueses e negros escravizados. A economia da cidade se diversificou, com o cultivo de outros produtos agrícolas, como o algodão, o milho e o feijão, além da criação de gado para abastecer os mercados locais e regionais. Nessa época, também foram construídas importantes edificações religiosas, como a Igreja Matriz de São Bernardo, que se tornou um marco histórico e cultural da cidade.

A cidade de São Bernardo do Campo no século XVI e XVII, portanto, teve um papel importante na ocupação e colonização da região do planalto paulista, além de contribuir para a diversificação da economia brasileira. Sua história, marcada pela mistura de diferentes culturas e tradições, é um reflexo da diversidade e riqueza cultural do povo brasileiro.

Em 1637, Miguel Aires Maldonado realizou a doação de uma sesmaria aos monges beneditinos que abrangia áreas na região que hoje conhecemos como São Bernardo do Campo. Na época, a região era habitada por alguns lavradores e criadores de gado dispersos, e estava vinculada à Vila de São Paulo e cortada pelo caminho de Santos. No entanto, a ocupação efetiva dessas terras pelos monges beneditinos só se deu no início do século XVIII, quando eles estabeleceram uma fazenda na área. A sede da fazenda ficava entre o Ribeirão dos Meninos e o antigo caminho de mar, próximo ao que hoje é a confluência das avenidas Vergueiro e Kennedy. Foi ali, em 1717, que o Abade Frei Bartolomeu da Conceição ordenou a construção de uma capela dedicada a São Bernardo. A fazenda dos monges beneditinos acabou emprestando o nome à região, que passou a ser conhecida como bairro de São Bernardo. Essa doação de sesmaria realizada por Miguel Aires Maldonado aos monges beneditinos teve um papel importante na história da cidade de São Bernardo do Campo. A presença dos monges e a construção da capela de São Bernardo acabaram por atrair outros habitantes para a região, contribuindo para o seu desenvolvimento. A partir da construção da capela, a região começou a ser frequentada por devotos e fiéis, impulsionando o crescimento da localidade. Além disso, a economia local seria impactada com a construção da calçada do Lorena (1789-1791), demonstrada na Figura 01, no trecho da serra do caminho do mar. Com a calçada, o transporte de mercadorias, principalmente o açúcar, por meio de muares até o litoral foi facilitado e São Bernardo, estrategicamente posicionada entre Santos e São Paulo, teria no tropeirismo um dos principais meios de vida dos seus habitantes durante boa parte do século XIX.

Durante o século XVIII, a região que hoje é São Bernardo do Campo teve um grande impulso econômico. A fazenda dos monges beneditinos, que inicialmente era uma simples propriedade rural, se tornou uma referência de produção de cana-de-açúcar, café e outros produtos agrícolas. A partir de então, muitas outras fazendas foram instaladas na região, transformando-a em um importante polo econômico da época. A história da Freguesia de São Bernardo do Campo está intimamente ligada aos monges beneditinos que se estabeleceram na região no início do século XVIII, após Abade Frei Bartolomeu da Conceição ordenar a construção de uma capela na fazenda dos monges, em 1717, localizada entre o Ribeirão dos Meninos e o antigo caminho de mar, próximo ao local onde hoje se encontra a confluência das avenidas Vergueiro e Kennedy. No início do século XIX, a capela da Nossa Senhora da Boa Viagem foi construída em um terreno próximo à fazenda dos monges, onde mantem-se até os dias atuais, como demonstrada na Figura 02. A capela foi erguida graças aos esforços do padre João Álvares, que se tornaria o primeiro pároco de São Bernardo. Em 1810, o padre João Álvares solicitou ao bispo de São Paulo a criação de uma freguesia na região, o que gerou um conflito com os monges beneditinos, que alegavam ter direitos sobre a área.

O conflito se arrastou por dois anos, até que em 23 de setembro de 1812, a Freguesia de São Bernardo foi oficialmente criada pelo bispo de São Paulo, através de um decreto assinado pelo Príncipe Regente D. João VI. A partir desse momento, a região começou a se desenvolver rapidamente, com a construção das cinco primeiras vias públicas da ci- dade: Rua Marechal Deodoro, Santa Filomena, Dr. Fláquer, Rio Branco e Padre Lustosa. A principal delas, a Rua Marechal Deodoro, foi aberta em 1820 e ligava a capela da Nossa Senhora da Boa Viagem à Vila de São Bernardo, que havia sido elevada à categoria de cidade em 1812. Na Figura 03, é possível ver a vista parcial da Igreja Matriz e da Capela Nossa Senhora da Boa Viagem, no centro do município em 1958.

Durante as décadas seguintes, a Freguesia de São Bernardo do Campo se consolidou como um importante polo econômico da região, graças ao tropeirismo, atividade que consistia no transporte de mercadorias por meio de muares entre São Paulo e Santos. A região, estrategicamente posicionada entre as duas cidades, se tornou um importante ponto de parada para os tropeiros, o que impulsionou o comércio e a economia local, e os primeiros traços de centro da cidade começaram a se consolidar.

A partir de 1850, ficou evidente às autoridades paulistas o entrave que o transporte por meio de muares representava à agricultura de exportação. A lentidão excessiva, os desperdícios em estradas que permaneciam ruins, mesmo com manutenção frequente, e a precariedade dos ranchos e pousos encareciam excessivamente os custos e tornavam inviável a expansão da lavoura para regiões muito distantes do porto de

Santos. Foi nesse contexto que a construção de linhas ferroviárias se tornou uma solução viável para o transporte da produção agrícola paulista. As linhas ferroviárias foram construídas num momento em que o café havia tomado a hegemonia do açúcar na pauta de exportações da província. Isso garantiu um enorme barateamento no transporte da produção agrícola paulista, tornando-a mais competitiva no mercado internacional. As linhas ferroviárias foram, sem sombra de dúvida, fatores essenciais para o vertiginoso desenvolvimento que São Paulo alcançou no final do século XIX. Com o estabelecimento das linhas férreas, foi inevitável a decadência do tropeirismo em São Bernardo do Campo e em todo o estado. E com ela, também ocorreu o abandono do caminho do mar, uma vez que, desde 1867, a função dele passou a ser cumprida de forma muito mais eficiente pela estrada de ferro Santos-Jundiaí, cujo trajeto passava pelas áreas das atuais cidades de Santo André e São Caetano.

A partir da segunda metade do século XIX, com o declínio do tropeirismo, a economia de São Bernardo do Campo passou a se diversificar. A região se tornou um importante polo industrial, com a instalação de fábricas têxteis, metalúrgicas e químicas, além de continuar sendo um importante centro agrícola. Com a queda na demanda pelo transporte de mercadorias por meio de mulas, muitos tropeiros foram obrigados a buscar outras formas de subsistência. Com a chegada de novos moradores e a abertura de novos negócios, a cidade continuou a crescer. Em 1850, a cidade contava com cerca de 2.500 habitantes, e continuaria a se desenvolver nas décadas seguintes. Entre os anos de 1877 e 1897, o território de São Bernardo do Campo recebeu um intenso fluxo migratório de estrangeiros, que vinham para ocupar núcleos coloniais recém-criados pelo governo imperial. Na Figura 04, temos demonstrado um mapa da distribuição dos Núcleos Coloniais para as décadas de 70 e 80. Os imigrantes eram incentivados a se estabelecerem na região para trabalharem na agricultura e desenvolverem o setor, visando o aumento da produção agrícola e a diversificação da economia.

Entre os imigrantes que vieram para a região estavam principalmente italianos e portugueses. Eles se instalaram em várias áreas rurais da cidade, formando comunidades próprias e trazendo consigo suas tradições e culturas. Alguns exemplos desses núcleos coloniais foram a Vila Euclides, a Vila Marlene, a Vila Santa Terezinha, entre outras. Essa imigração trouxe diversas mudanças para a região, des- de a introdução de novas culturas agrícolas até a criação de novas vilas e povoados. Com a chegada dos imigrantes, também ocorreu uma maior ocupação do território, com a abertura de novas estradas e o desenvolvimento de novas atividades econômicas. Essas mudanças foram um dos fatores que impulsionaram a criação do município de São Bernardo do Campo, em 12 de março de 1889, com a lei n.38 sancionada pelo presidente da província. O município foi desmembrado de Santo André e passou a ter administração própria, o que permitiu uma maior autonomia e desenvolvimento local. A Figura 05 demonstra como era a região central da cidade, anterior à 1902.

No entanto, o município só pode ser considerado verdadeiramente instalado quando teve capacidade de eleger suas próprias autoridades e arrecadar seus próprios impostos, o que ocorreu somente em 2 de maio de 1890. A primeira legislatura da Câmara dos Vereadores de São Bernardo foi empossada em 29 de setembro de 1892. Com a criação do município, novos investimentos foram atraídos para a região, possibilitando a expansão da infraestrutura urbana, a melhoria das estradas e o desenvolvimento do comércio local. A cidade se tornou um importante polo produtor de café e outras culturas agrícolas, consolidando-se como um dos principais municípios do estado de São Paulo.

3.2 primeira metade do século xx: os primórdios da industrialização

As primeiras décadas do século XX foram marcadas por um período de intensa industrialização em São Bernardo do Campo, que se tornou município em 1890 após se desmembrar de São Paulo. Nesse período, a região passou por uma série de transformações econômicas e sociais que foram determinantes para sua consolidação como um dos principais polos industriais do Brasil. O processo de industrialização de São Bernardo do Campo teve início ainda na década de 1910, quando a cidade começou a atrair um número crescente de indústrias, principalmente metalúrgicas. Entre as empresas que se instalaram na região nessa época, destacam-se a Villares, a Companhia Mecânica de São Paulo e a Matarazzo. A partir da década de 1920, a industrialização de São Bernardo do Campo ganhou ainda mais impulso, impulsionada pela demanda crescente por produtos manufaturados e pela chegada de um grande número de imigrantes europeus, principalmente italianos. Esses imigrantes foram fundamentais para o desenvolvimento da indústria local, trazendo consigo conhecimentos e habilidades técnicas que ajudaram a modernizar as fábricas e a aumentar sua produtividade. No entanto, a partir de 1927, a região de São Bernardo do Campo passou por uma nova transformação, com a construção da represa Billings. Essa obra, que represou as águas do rio Grande e do rio das Pedras, tinha como objetivo gerar energia elétrica para abastecer a usina Henri Borden, em Cubatão. A construção da represa teve um impacto significativo na região, especialmente na área que ficava ao redor do antigo leito dos rios, que foi inundada. Muitas famílias tiveram que deixar suas casas e se mudar para outras regiões, o que causou grande comoção na época. No entanto, a represa também trouxe benefícios para a região, garantindo um suprimento regular de energia elétrica que ajudou a impulsionar ainda mais o processo de industrialização. Os anos 30 foram marcados pela rivalidade política entre Santo André e São Bernardo. Nessa época, Santo André já era uma potência de maior vulto que a Vila de São Bernardo, contendo indústrias multinacionais de grande porte como a Rhodia e a Pirelli. Já na vila, as fábricas eram predominantemente empreendimentos de pequeno e médio porte, com base familiar, voltada para móveis. A rivalidade entre as duas cidades se acentuou com a ambição dos andreenses de transferir a sede municipal para o seu território. Eles alegavam que Santo André era mais desenvolvida e, portanto, mais qualificada para liderar a região. A disputa se intensificou com o apoio de grupos políticos e empresariais de ambas as cidades, que buscavam vantagens econômicas e políticas em detrimento da outra cidade. Em São Bernardo do Campo, as fábricas de móveis continuaram a crescer, impulsionadas pelo aumento da população e pela melhoria das condições de vida. No entanto, as empresas, ainda pequenas, não conseguiam competir em igualdade com as grandes multinacionais instaladas em Santo André. Isso gerava um clima de insatisfação e frustração entre a população e as lideranças políticas de São Bernardo. No dia 30 de novembro de 1938, por meio de uma articulação política liderada por políticos de Santo André, o interventor estadual Ademar de Barros assinou um decreto que transferiu a sede do município de São Bernardo para a cidade vizinha, rebaixando a antiga Vila de São Bernardo a um mero distrito. A medida provocou grande descontentamento e indignação entre a população local, que se sentiu humilhada pela perda de seu status. Descontentes com a situação, um grupo que reunia empresários, comerciantes, profissionais liberais, funcionários públicos, operários e populares começou a se reunir para discutir a emancipação de São Bernardo. Sob a liderança de Wallace C. Simonsen, o grupo trabalhou arduamente para viabilizar a criação do novo município. Após intensa mobilização popular, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou a criação do município de São Bernardo do Campo em 1944, que foi governada por Wallace C. Simonsen até 1947. A partir daí, iniciou-se um novo ciclo de desenvolvimento para a cidade, que passou a ter autonomia política e administrativa.

3.3 segunda metade do século xx: transformação em metrópole

A inauguração da Via Anchieta, em 1947, representou um marco importante para São Bernardo do Campo. A estrada pavimentada ligava a cidade de São Paulo à região do ABC paulista, e permitiu uma maior circulação de pessoas e mercadorias, favorecendo a chegada de empresas e indústrias à região. A partir de então, São Bernardo do Campo experimentou um acelerado crescimento econômico e demográfico, que transformou a pequena vila do início do século XX em uma grande metrópole.

O setor automobilístico foi o grande responsável pela transformação da cidade. Grandes montadoras, como a Ford, a Volkswagen e a Mer- cedes-Benz, instalaram-se na região, atraídas pela proximidade com São Paulo e pela mão de obra qualificada. A produção em massa de veículos gerou uma enorme demanda por trabalhadores, o que incentivou a migração de pessoas de várias partes do país para São Bernardo do Campo. A chegada das indústrias automobilísticas impulsionou também o desenvolvimento de outros setores econômicos na cidade, como o comércio, a construção civil e a prestação de serviços. Durante o intenso processo de expansão populacional dessas décadas, a paisagem urbana da cidade foi radicalmente alterada, como demonstrado na vista aérea do centro da cidade na Figura 06. Antigas chácaras e sítios dos núcleos coloniais foram substituídos por novos loteamentos, regulares ou irregulares, dando origem a novos bairros e aglomerados urbanos. O crescimento populacional trouxe consigo uma série de desafios, como o aumento da demanda por moradias, transporte, educação e saúde. Para atender às necessidades da população, foram construídos novos bairros, escolas, hospitais e centros de comércio

No censo do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, realizado em 1980, São Bernardo do Campo contava com 425 mil habitantes, dos quais 292 mil eram migrantes de outras regiões do país. O rápido crescimento da cidade trouxe consigo desafios e problemas, como o aumento da violência, a degradação ambiental e a precariedade dos serviços públicos em algumas áreas. No entanto, a cidade soube se reinventar ao longo do tempo, e hoje é reconhecida como uma das mais importantes do país, com um parque industrial diversificado e uma economia dinâmica. Nesse contexto de crescimento econômico e industrial, desenvolveu-se em São Bernardo um sindicalismo fortemente organizado e com grande poder reivindicatório. Os sindicatos de trabalhadores da indústria automobilística, em especial, se destacaram por suas lutas e conquistas em defesa dos direitos trabalhistas e salariais. O movimento sindical de São Bernardo teve grande influência na cena política nacional, sendo liderado por figuras emblemáticas como Luiz Inácio Lula da Silva, que iniciou sua carreira como líder sindical na cidade. Durante as crises econômicas do final dos anos 70 e início dos 80, São Bernardo se tornou palco de alguns dos mais incisivos movimentos grevistas da história do país. Esses movimentos tiveram grande repercussão nacional e internacional, reforçando a imagem da cidade como um importante centro de luta pelos direitos dos trabalhadores. Na década de 90, São Bernardo do Campo enfrentou os desafios trazidos pelas grandes transformações econômicas ocorridas em escala global. A abertura comercial e a intensificação da competição internacional impulsionaram mudanças significativas no mercado de trabalho e na organização da produção, que já se delineavam nas décadas anteriores.

Em São Bernardo, o setor industrial, que havia sido o principal motor do desenvolvimento econômico e social da cidade, perdeu parte de sua importância. As gigantes montadoras enfrentavam a concorrência de empresas estrangeiras mais competitivas, o que levou a um processo de desindustrialização. Por outro lado, o setor de serviços ganhou importância na economia da cidade. Com o aumento da renda e da qualificação da mão de obra, surgiram novas oportunidades de negócios em áreas como comércio, educação, saúde, turismo e tecnologia da informação. Além disso, o crescimento da economia informal também se tornou uma realidade na cidade. Nessa época, a cidade enfrentou dificuldades como o aumento do desemprego, a queda da arrecadação e a redução dos investimentos públicos. Esses fatores contribuíram para a deterioração das condições de vida de muitos moradores, especialmente aqueles que dependiam da indústria para sobreviver.

Apesar dos desafios, a cidade procurou se reinventar e buscar novas alternativas para enfrentar os impactos da globalização e das mudanças estruturais no mercado de trabalho. A administração pública buscou incentivar a diversificação da economia, atrair novos investimentos e fomentar o empreendedorismo e a inovação.

3.4 século xxi: a são bernardo contemporânea

Nos dias atuais, a cidade se mantém em constante evolução, enfrentando desafios típicos de uma grande metrópole. Com seus 844 mil habitantes, marcados pelo IBGE em 2020, a cidade tem uma grande importância econômica para a região, ainda com o uso de indústrias automobilísticas e metalúrgicas, mas com foco no setor de serviços. O Produto Interno Bruto, PIB, do município é de R$ 57,5 mil, marcado também pelo IBGE em 2020. Na Figura 07, temos delineado a atual conformação do município dentro da região metropolitana de São Paulo.

Fonte: Extraído de CONSÓRCIO TTC / PCK / ADVOCACIA LUIZ FELIPE. PlanMob / SBC - Plano de Mobilidade Urbana Sustentável do Município de São Bernardo do Campo, RT 09 Diagnóstico e Prognóstico. São Bernardo do Campo, 2020. Pg. 9.

A urbanização intensa aconteceu majoritariamente na parte norte do município, como demonstrado na Figura 08. E ela trouxe consigo, além diversos desafios para a cidade, principalmente no que se refere à mobilidade urbana e à ocupação do espaço público. O aumento da frota de veículos e o crescimento do número de moradores em regiões periféricas têm sobrecarregado as vias da cidade, gerando congestionamentos e problemas na circulação de pessoas e bens.

Além disso, a cidade tem enfrentado desafios em relação à segurança pública, com altos índices de criminalidade em algumas regiões. A poluição também é um problema sério, principalmente em função da grande quantidade de indústrias instaladas na cidade. A falta de áreas verdes e de espaços de lazer também é um aspecto que tem sido alvo de críticas por parte da população. No entanto, a cidade tem buscado soluções para superar esses desafios, com políticas públicas voltadas para a melhoria da qualidade de vida dos moradores. A implementação de corredores de ônibus, a criação de ciclovias e a melhoria da infraestrutura de transporte têm sido algumas das medidas tomadas para melhorar a mobilidade urbana. Outra questão importante é o desenvolvimento de projetos de habitação social, visando a redução do déficit habitacional na cidade. Além disso, a criação de parques e áreas verdes tem sido uma prioridade, buscando oferecer espaços de convivência e lazer para a população. Em resumo, São Bernardo do Campo é uma cidade que enfrenta desafios típicos de grandes metrópoles, mas que tem buscado soluções para garantir o bem-estar de seus habitantes. Com uma economia diversificada, a cidade se mantém como uma importante referência para a região e um local de grande interesse para investimentos e oportunidades de trabalho.

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