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Tradução feita de Fãs para Fãs

Tradução: Evellyn Santos Revisão: Larissa Balarini


Capítulo Extra Corte de Névoa e Fúria.

Para Cassian, o Impetuoso e belo general Illyriano dos exércitos de Rhysand, lidar com o sexo oposto sempre foi fácil e agradável. Mas quando ele é mandado para o reino humano para enviar uma mensagem do seu Grão Senhor, Cassian encontra-se novamente confrontando a língua afiada de aço da irmã mais velha de Feyre, Nesta. Honestamente, desde a primeira tensa reunião semanas atrás, Cassian estava doido por outra rodada contra a bela Nesta. Embora ele não tenha admitido isso a ninguém, nem a si mesmo. Cassian certamente não admitiu que ele pode ter finalmente encontrado alguém que não é tão facilmente seduzido por seu sorriso rápido e arrogância inabalável. Continue lendo para um olhar exclusivo sobre o que aconteceu naquela segunda reunião privada, e por que o general do Grão-Senhor recusou-se a divulgar qualquer detalhe dela quando mais tarde retornou à Corte Noturna.


ASAS E BRASAS

Não era que ele estivesse procurando briga, Cassian disse a si mesmo quando ele circulou por cima da propriedade pela quinta vez, apesar do frio tão brutal da intempestiva madrugada que poderia roubar a respiração até mesmo de um guerreiro Illyriano em uma batalha sangrenta. Rhys lhe pediu para entregar sua última carta às rainhas humanas, já que Az estava ocupado tentando se infiltrar em qualquer defesa desagradável que eles mantinham ao redor do palácio, e Mor não queria pisar em reino mortal a menos que fosse necessário. Amren, naturalmente, estava fora de questão simplesmente porque ela era Amren e seria como enviar um gato das planícies em pele de cordeiro. Então só restou ele. Bom, Feyre também, mas ela e Rhys estavam... ocupados. E, talvez ele tenha concordado em vir um pouco rápido demais, mas... Cassian examinou a propriedade, os terrenos lamacentos, descongelados, a aldeia distante e a floresta que se aproximava. Ele tinha saído de seu primeiro encontro aqui não inteiramente certo de onde eles tinham parado, ou quem era superior. E, maldita mãe, nas últimas semanas ele se encontrou remoendo cada palavra e olhar que ele trocou com ela, uma e outra vez. Nada disso fora agradável, cada sílaba de sua boca era como farpas viciosas e... Cassian bufou entre os dentes rasgando e afastando o vento. Ele não poderia dizer o que era pior, ter pensado tanto sobre isso, ou ele ter corrido tão rápido para lá. E agora estava... vagando. O pensamento o enviou para um mergulho rápido e quase imprudente para a propriedade de telhado verde, o manto de sua magia tornando-o pouco mais que um vento caído e um boom oco de asas. Os cavalos dos estábulos vizinhos agitaram-se com a sua aproximação, mas seus cavalariços examinaram os arredores, não encontrando nada de estranho, retomaram o seu trabalho. Cassian tentou não pensar em como era fácil, como essa falta de consciência, essa falta de instinto, provavelmente lhes custaria à vida se o muro fosse derrubado. Se alguém como ele transformasse esta propriedade em um terreno de caça pessoal. Ele tinha visto isso acontecer na última guerra, não que muitos humanos tivessem sido ricos o suficiente para possuir propriedades. Mas ele tinha testemunhado o que tinha sido deixado de campos escravos inteiros quando


um dos feéricos decidiu se divertir. A ideia foi suficiente para ele apertar os dentes e aperfeiçoar seu foco na porta diante dele. Eles haviam mandado uma mensagem ontem sobre quando precisamente esperá-lo. Assim quando ele bateu na porta da frente, foi uma questão de um batimento cardíaco antes dela ser aberta. O movimento agudo lhe disse qual irmã o estava esperando. Contudo, com sua magia escondendo-o, Nesta Archeron e seu rosto incrivelmente perfeito viram nada além de manchas de neve no gramado lamacento e o declive que cortava através dele, os paralelepípedos reluzindo com correntes de gelo derretido. Ela casualmente abriu a porta para que ele passasse, e falou para a governanta insuportavelmente intrometida que ninguém estava na porta e que o som tinha sido apenas do vento. Certo. Porque esvaziar a casa tão frequentemente levantava mais suspeitas do que era seguro. Especialmente com a outra irmã noiva de um caçador de feéricos. A governanta entrou no imaculado vestíbulo para confirmar por si mesma que não havia ninguém ali, mas Nesta apenas lhe informou que ia subir e não queria ser incomodada pela próxima hora. A mulher abriu a boca para questionar, mas Nesta, com uma vulgaridade bastante impressionante, repetiu sua ordem e começou a subir pela grande escadaria acarpetada. Os olhos da governanta diminuíram como fendas quando a jovem se afastou e Cassian manteve seus passos quietos como a morte quando ele passou em torno da mulher envelhecida, então subiu as escadas também. Ele estava tão concentrando mantendo silêncio, mantendo suas asas apertadas para que elas não se mexessem, que ele mal percebeu o vestido pesado, roxo pálido, mais simples do que os outros que ele tinha visto Nesta usando, apertado o suficiente no corpete para mostrar sua cintura fina, as mangas exibindo seus braços esbeltos. Uma versão mais magra de Feyre e Elain tirando os seios generosos que ele vislumbrava quando Nesta alcançou o topo das escadas e virou à esquerda. Não que ele os olhasse. Muito. Para qualquer um que olhasse, Nesta estava meramente caminhando para seu quarto, talvez um pouco rabugenta e atordoada. Mas assim que entrou no quarto espaçoso, enfeitado com veludos e sedas de vários tons de azul e prata, fechando a porta de carvalho um momento depois, a pesada e lenta postura desapareceu junto com o barulho da porta.


Um piscar de olhos foi seu único aviso de desconforto ou surpresa e ele pode ou não ter deixado suas asas se espalharem um pouco mais quando ela olhou para ele. "Você está dez minutos atrasado," ela disse, movendo-se para a parte mais distante da sala, onde o fogo crepitou contra o frio da primavera. Onde o som das chamas poderia encobrir suas vozes. Menina esperta. "Eu tenho outros afazeres, você sabe," ele disse com a mesma calma, brindando-a com um sorriso. Como sobrevoar a casa porque ele estava juntando uma lista de insultos para lançar contra ela, respostas a um diálogo inventado. Como um idiota completo. "Aqui estava eu", disse Nesta, um pilar de gelo e aço ao lado da lareira, "pensando ter ouvido você sobrevoando por minutos. Deve ter sido um pombo preso em uma das chaminés." Cassian apenas olhou para ela. E ela olhou para ele. Seu temperamento subiu em uma velocidade vertiginosa com as palavras, a perfeição absurda dela. Uma lâmina sendo forjada, é o que ela era. Ele sorriu lento e vicioso, precisamente da maneira que ele tinha aprendido a fazê-la ver vermelho. Um sorriso que ele instantaneamente soube, desembainhou aquelas garras adoráveis dela. "Olá, Nesta. É bom te ver". Nenhuma reação, nenhum deslocamento em seu cheiro, o sorriso que normalmente fazia seus inimigos começarem a correr. Nada, exceto pelo delicado brilho de suas narinas. “Como está minha irmã?” Se curando, ele quase disse. Tentando superar o fato de que ela está se apaixonando por Rhys, e ignorando o fato de que ele está apaixonado por ela há muito tempo. Todos os sinais apontam que eles são parceiros, mas eu não sou estúpido o suficiente para dizer a nenhum deles. Então simplesmente disse, "Ocupada". Um lampejo em sua garganta. "Tão ocupada que não pode se dignar a visitar, ao que parece." "Feyre tem muito com que lidar com a situação com Hybern, entre outras coisas". Enquanto inclinava a cabeçam, o fogo tirou o brilho dourado do cabelo de Nesta. Um predador avaliando um oponente digno. – “E qual é o seu papel em tudo isso?”


Cassian afastou os pés do chão. "Eu comando os exércitos de Rhys." Seus olhos azuis cintilaram sobre ele em uma varredura que poderia ter cortado as bolas de um macho menor. "Todos eles?" "Os mais importantes". Com um bufar ela olhou para o fogo. Com uma rejeição e desprezo que ele já conhecia. Cassian ficou rígido. "E o que exatamente você faz de importante?" Sua cabeça levantou-se. Oh, isso a tinha atingido. "Por que eu deveria me incomodar em me defender”, disse Nesta com um tom frio letal, "para um homem que está tão inflado em seu próprio senso de importância que não há espaço suficiente na sala para sua enorme cabeça?" Foi sua vez de piscar. Então ele estava perseguindo-a, com passos longos diminuindo o espaço entre eles no tapete ornamentado. Ela não recuou, não deu um passo para trás. Só ergueu o queixo para olhar em seus olhos enquanto ele se erguia sobre ela, esticando as asas ligeiramente, e disse entre os dentes, "você tem notícias das rainhas?" Suas sobrancelhas se estreitaram. "Líder dos exércitos do Grão Senhor, e ainda permanece bruto. Você não pode me alcançar com palavras, então você tenta me intimidar através do seu tamanho." "Brutamontes" "Você precisa de mim muito mais do que eu preciso de você. Então eu sugiro que você simplesmente concorde, dobre essas asas de morcego e pergunte direito." Ele não fez tal coisa. Mas ele deu um passo mais perto, apoiando uma mão na lareira, e se inclinou o suficiente para respirar o perfume dela. Levou cinco séculos de treinamento para focar em seus olhos ao invés de deixar suas mãos rolarem para trás de sua cabeça, para se manter lá ao invés de enterrar seu rosto no vale entre seu pescoço e seu ombro, para evitar se aproximar, de... tocar. Nenhum rubor tomou suas bochechas enquanto ele ajustava a distância entre eles, uma distancia dificilmente maior do que uma mão entre seus rostos.


Ela era jovem, vinte e dois, vinte e três no máximo. Mas ela tinha um homem? Ele não deveria ter se importado, ou estar se perguntado, isso não fazia diferença para ele, mas... normalmente ele podia dizer. Ela... Cassian não conseguia lê-la. Então ele moveu sua cabeça mais perto, seu cabelo escuro deslizando sobre sua testa, e ronronou, "Há outras maneiras que eu poderia jogar com você, Nesta Archeron".

۞ O macho feérico – Cassian – era perigoso. Claro, que ele era perigoso nas formas esperadas: alto, musculoso, com habilidades em armamentos e na guerra. Também havia aquelas asas enormes, e o pequeno fato de que ele era um guerreiro feérico imortal que serve aos pés do mais poderoso Grão Senhor da história. O Grão Senhor por quem sua irmã estava agora se apaixonando, se ela tivesse lido direito. O Grão Senhor já a amava muito, isso estava muito claro. Mas Cassian era inteiramente perigoso por outra razão. Não por seu rosto bonito, mas aqueles olhos castanhos... Eles tinham uma maneira de avaliar tudo e todos. De pé, encostada à lareira, o fogo estalou contra seu lado esquerdo enquanto Cassian se erguia sobre ela, perto o suficiente para compartilharem ar. Nesta conteve sua respiração. Manteve aquele olhar, desejando as palavras farpadas, a total rejeição. Ou isto. A oferta dele, o teste. Sem dúvida, para encontrar outra fraqueza. Havia uma maneira além de suas defesas a esse respeito? Jogue direito. Um pequeno sorriso se curvou em seus lábios. “Se eu quisesse um macho me dando patadas”, disse Nesta, recusando-se a deixar seu queixo cair. “Preferia um dos cães de caça”. Aquele sorriso insuportável permaneceu. E Cassian foi direto para a jugular quando disse: "Você já esteve com um macho, Nesta?" Mentir ou dizer a verdade, onde estava a vantagem? Então ela simplesmente disse: "E você?" Cassian bufou, a respiração dela acariciando seus lábios. "Eu perguntei primeiro, querida." Ele inclinou sua cabeça, aquele cabelo escuro noturno deslizando sobre sua sobrancelha como seda. "A menos que você prefira as fêmeas?"


Não seria insulto se ela o fizesse, mas houve insinuações o suficiente, então ela colocou sua mão desavergonhada em seu peito. Um músculo esculpido jazia debaixo dos couros apertados, o calor dele vazando em sua palma. Fogo... lembrou-lhe o fogo feito corpo. Ela suavemente passou sua mão em seu peito, sua mão de alguma forma parecendo menor contra a amplitude de seu torso. Assassino treinado, predador por nascimento e treinamento. Arrogante por natureza. Cassian apenas endireitou-se quando ela ousou dar um passo mais perto, forçando-se a fazê-lo apenas porque se ele não tivesse se afastado, sua boca e a dela teriam se encontrado sem nenhuma distância entre eles. "Quem ou o que eu prefiro não é da sua conta", disse ela. "Não é." “Você não respondeu à minha primeira pergunta. Ou todas essas outras perguntas são uma distração?” "O que é pra você?" "Mais perguntas." Um sorriso arrogante. E facilmente, ela encontrou a resposta que ela sabia que iria agarrá-lo. Nesta roçou seu corpo contra o dele, apenas mais do que um sussurro de um toque, mas ainda o fez endurecer. Ainda fazia suas pupilas se expandirem para quase devorar aquelas íris de avelã. Ela cantarolou, "Não, eu não estive." A verdade. Sua mão escavou naquele peito coberto de couro. "Por que eu deveria ter me incomodado? Quando eu cheguei à idade, fiquei cercada de brutos e bastardos de baixa renda. Eu prefiro usar a minha própria mão a me manchar com deles." Qualquer diversão desapareceu. Ela poderia ter jurado que ouviu a flecha de suas palavras atingirem seu alvo. Ela tinha aprendido o suficiente sobre sua educação. Então ela lhe dissera a verdade e envolveu-a em um maço de lâminas projetadas para cortá-lo, e ele pensou muito tempo nisso. Não, ela não tinha estado com nenhum macho, feérico ou humano. Tomas queria, e ela... alguma parte dela não sabia se havia um futuro com ele. Sabia sobre seu odioso pai, e que ele não fez nada para impedir o homem de bater em sua mãe. Ela mal havia deixado Tomas beijá-la, e naquele dia, quando terminou, ele... Ela engoliu em seco, apagando a lembrança do que ele tinha dito e feito.


O som de seu vestido rasgado. Não, não tinha ido tão longe, mas... O terror cego daqueles momentos em que ele tentara... antes que ela gritasse e conseguisse se livrar. E nunca disse nada a ninguém. Algo deve ter mudado em seu rosto, em seu cheiro. Porque a irritação inicial dele desaparecera... Não, mudou. Para algo mais, algo como... Raiva Foi isso que estampou o rosto de Cassian. Raiva pura e ardente. Roubava-lhe a respiração, qualquer tipo de sentimento de que ela poderia realmente ter vantagem contra ele foi arrancado, "Quem?". Ela odiava Tomas, odiava tanto, que às vezes esperava que fosse atropelado por uma carroça, mas não desejaria a ninguém o tipo de morte que os olhos de Cassian prometiam. "Eu não sei do que você está falando", disse ela, e tentou afastar a mão. Mas ele a segurou, mais rápido do que ela poderia detectar, e prendeu sua mão lá. Seu coração batia a galope agora. Um galope estrondoso e poderoso. Perigoso, perigoso, perigoso, este macho é perigoso. Apenas pelo fato de que ele a fez se sentir tão fora de controle. Que ela não tinha ideia do que faria... O que ela faria, se ele a achasse vulnerável por um momento. "Alguém te machucou?", Ele disse, sua voz tão gutural que ela mal conseguia entender. A ira, a total quietude que ele estava. Era assim quando ele estava prestesa matar. Queria matar. Sua mão pressionou a dela, os calos raspando entre elas. Ela não respondeu. "Mudaria alguma coisa se alguém tivesse feito? Faria você me ver de forma diferente, me tratar de maneira diferente?" "Isso me faria caçá-los e quebrar cada osso em seus corpos." Um arrepio desceu por sua espinha, não por medo dele, mas pela verdade em sua promessa. A sinceridade. "Você não me conhece", disse ela. "Porque se importar?".


Cassian rosnou, aproximando-se, sua mão segurando a dela e então parou. Como se a pergunta o tivesse atingido. Como se a realidade tivesse o atingido. Ele piscou. "Eu faria isso por qualquer um." Ela sabia que ele estava falando sério, e ele o faria. Talvez isso fosse o que a perturbava, fazendo com que ela quisesse machucálo. A sinceridade absoluta. De quem honrou suas promessas, e não as fez levianamente. Que ele viu e falou a verdade, da última vez que vieram àquela casa. Sua covardia, seu egoísmo. A raiva que a consumira, de modo que queria que todos morressem de fome, apenas para ver se seu pai inútil se importaria em salvá-los. E então a pequena Feyre entrou em cena, e Nesta também a odiava porque Feyre fizera o impensável e os mantiveram vivos. Ela não sabia o que fazer com aquela raiva. Ainda queimava e a caçava, ainda a fazia querer rasgar, rugir e partir o mundo em pedaços. Ela sentiu tudo muito agudamente. Odiava e cuidava, amava e temia, mais do que as outras pessoas, pensava às vezes. Em momentos podia peneirar entre todas essas emoções, como se estivesse vestindo conjuntos diferentes de roupas, e ninguém podia dizer ou se importar. Exceto ele. Ele podia ver, sentir. Naquela primeira tarde, ele não olhara para o rosto ou para o corpo o qual os homens marcavam, mas para ela, e ele tinha visto tudo. Ela queria machucá-lo por isso antes que ele pudesse revelar essas coisas a todos os outros, encontrar uma maneira de quebrá-lo para que ele não pudesse... A mão que a segurava contra seu peito se acalmou. O polegar de Cassian acariciou o dorso de sua palma, como uma almofada com calos. Um tronco se moveu no fogo, estalando enquanto as brasas explodiam, acendendo luz no quarto. Ela estava olhando para ele. Ele piscou, a boca se separando ligeiramente. Cassian inclinou-se para ela, e Nesta encontrou-se inclinando a cabeça para trás, expondo seu pescoço, concedendo-lhe acesso total, e ele roçou seu nariz contra sua garganta.

۞ Malditos sejam a Mãe e o Caldeirão.


Essa mulher... Nesta. Cassian não conseguiu se afastar da linha que era tão claramente traçada entre eles. Em um momento, ele queria estrangulá-la, e no outro ele tinha lido aquele terror em seu rosto em relação ao seu próprio passado e ele agiu tão assustadoramente calmo que ele próprio se estranhou, então... Tudo tinha parado, estavam dentro do olho de uma tempestade, e lá estava ela. E naqueles olhos cinza azulado, ele podia ver seus pensamentos girando como se fossem fumaça sob vidro. Uma mente astuta trabalhando por trás daquele rosto... Que ele não conseguira tirar de sua cabeça há semanas. Então ele simplesmente... se moveu. E então Nesta inclinou-se, permitindo-lhe acesso a sua garganta. Cada instinto em seu corpo rugiu tão violentamente que teve que sufocá-los com um aperto brutal ou então ele se encontraria de joelhos, implorando por um toque, por qualquer coisa. Mas ele se inclinou e roçou a ponta do nariz ao longo do pescoço dela. Suave, sua pele era tão macia, tão frágil. Ele podia sentir o sangue mortal correndo logo abaixo. Cassian respirou fundo e o cheiro dela invadiu seus pulmões, agitando seu pau, travou em alguma parte intrínseca dele e afundou suas garras. Nesta, Nesta, Nesta. Seus olhos se fecharam, e um pequeno e ofegante som saiu dela enquanto Cassian roçava seus lábios aonde seu nariz tinha tocado. Seus joelhos quase se dobraram quando sua mão esbelta escavou em seu couro de combate. Ele tentou não pensar no que sentiria com essas mãos em outras partes dele. Agarrando-o; acariciando-o. Mais, mais, mais, seu corpo cantou. Ele inclinou a cabeça e beijou outro ponto, mais perto de sua mandíbula. Seu batimento cardíaco era frenético como as asas de um beija-flor, embora seu corpo permanecesse apertado e solto em todos os lugares certos, um rubor se espalhava por aqueles belos seios dela. Grande o suficiente para encher as mãos, para acariciar até que ela estivesse implorando por ele. Sua pulsação batia bem abaixo de sua boca. Sua língua roçou-a. Foi esse toque que a fez voltar a si.


Nesta bateu com força no forro de madeira, o suficiente para que ele a alcançasse. Mas ela estava de olhos arregalados, lívida, enquanto colocava a mão na garganta. Cassian se atentou para o veneno prestes a explodir daquela garganta e disse, “Se feriu um pouco demais esses dias, Nesta?” Ela abaixou a mão e sibilou, "É alguma mágica feérica sua, fazer essas coisas?" Ele deu uma gargalhada. “Não. Embora eu esteja lisonjeado, que você pense que sim”. Nesta fitou-o ameaçadoramente, mas soltou uma risada baixa. "Bem," ela disse, passando por ele e andando para a janela com passos suaves e calculados. “Se é isso que um guerreiro feérico bastardo pode fazer, não é de admirar que minha irmã tenha ficado tão encantada com os Grão Senhores.” Cadela. Cadela, por insultar a ele e a Feyre. "O que te incomodou mais? Que você quisesse, ou que um homem bastardo fez você sentir essas coisas, Nesta?” "Tem sido um longo inverno. Mendigos não podem ser exigentes, suponho.” Depois, parede após parede elevou sua postura rígida, e... Por que ele se importava? Por que ele se importava? Ele tinha bastante merda para lidar. Jogar com uma mortal que teria algumas décadas antes que as coisas entre eles se tornassem estranhas foi... tolo. E então haveria a questão de explicar a todos. À Mor. Seu sangue esfriou. Ele não era estúpido. Ele sabia que ela e Azriel eram... o que quer que eles fossem, sabia que Azriel estava apaixonado por Mor desde o momento em que ela apareceu no campo de guerra Illyriano cinco séculos atrás. E Cassian tinha ficado com ciúmes dos olhares tímidos de Mor para Azriel nas primeiras semanas, e o fato de que seu querido amigo e irmão... estava olhando para outra pessoa. Que ela tinha aparecido, e Azriel tinha mudado um pouco. Cassian sabia que seu amigo não pertencia mais unicamente a ele e a Rhys. Sendo assim, quando Mor pediu para ele dormir com ela... Ele fez isso. Por ciúmes, ele tinha feito isso, e lamentou aquele primeiro impulso, quando sentiu a virgindade dela se render a ele, e percebeu grandiosidade do que ela tinha feito.


Mas então ela se afastou, e Azriel não tinha feito nenhum movimento, e... Mor ainda estava lá entre eles. Em algum lugar entre amiga e amante. Querida para ele como família, mas... Cassian se odiava por aquele olhar no rosto de Azriel. E pelo que aconteceu a Mor nas mãos de sua família. Ele tinha tido amantes, algumas por uma noite e outras por meses, Mor nunca se importou, mas... Essa mulher aqui de pé diante dele como uma coluna de aço e chamas... Cassian não queria contar a Mor sobre ela. Sobre como ele tinha tocado seu pescoço. Cassian conseguiu dizer, "Levando em conta que você estava feliz por uma distração, eu vou assumir que as rainhas não entraram em contato enquanto eu estava a caminho." Antes que ela conseguisse castrá-lo completamente, ele bateu os dedos e a carta de Rhys apareceu entre eles. Ele jogou-a em uma mesa próxima. “Mande isso para as rainhas assim que puder.” Nesta olhou entre ele e a carta, seus ombros envergando. "Diga a minha irmã e ao novo Grão Senhor dela para mandar outra pessoa da próxima vez." Cassian mostrou seus dentes em um sorriso feroz. "Diga a sua outra irmã que nós preferimos lidar com ela." “Elain fica fora disso. Quanto menor a associação com o seu tipo, melhor". “Por que você vai deixá-la se casar com aquele idiota intolerante?” A pergunta simplesmente saiu dele. "Ele tem boas razões para odiar sua espécie. Assim como todos nós.” "Isso é besteira e você sabe disso." "Eu pensei que você estava indo embora." "Você tem uma maldita opinião sobre tudo e todos. Por que não contar para Elain que ela vai se casar com um monstro?” “Talvez todos vocês, homens, sejam monstros.”. Se ela tivesse sido ferida por um, ele não a culpava por esse sentimento contra todos. Mas suas palavras ainda eram acentuadas quando ele disse: "Ela merece algo melhor do que alguém assim". “Sim, ela merece.” Fria e singela. Ele continuou, simplesmente porque maldição ele não conseguia parar.


“E o que você merece?” Um sorriso lento, de fato um gato da planície se preparando para atacar. "Certamente mais do que um bastardo qualquer." Cadela. Mas ele disse: “Que bela companheira você é, Nesta. Lembre-me de trazer um livro sobre estratégia militar da próxima vez. Talvez então você tenha uma chance." Um olhar frio e plano. "É mais fácil, não é," Cassian respirou, cruzando a distância entre eles novamente, sem se importar com quem os visse de pé na janela. "Usar palavras e frieza como armadura para impedir que todos vejam onde e com quem você falhou, e como você não se importava até que fosse tarde demais". Ódio brilhou em seus olhos, nenhuma sugestão daquela luxúria adormecida que tinha tomado seus sentidos. "Bem, eu vejo isso, Nesta Archeron. E o que eu enxergo é uma garota entediada e deteriorada." Ela se movia com uma rapidez impressionante para uma humana, mas ainda assim era muito lenta para impedi-lo de bloqueá-la. Cassian agarrou seu joelho levantado, a uma mera polegada de suas bolas, e apertou forte o suficiente para fazê-la chiar. “Um golpe baixo”, ele disse com um meio sorriso. "Venha brincar comigo, Nesta, e vou te ensinar maneiras muito mais interessantes de colocar um macho de joelhos.” Ela tentou se libertar, mas ele não a soltou. Ela cambaleou para trás, e ele a pegou pela cintura, puxando-a para mais perto para evitar que caísse pela janela. Ele riu das saias ao redor dele. "O que você está escondendo de baixo de tudo isso, afinal?" Nesta firmou-se o suficiente para arrancar o joelho de seu aperto. "Saia da minha casa." Cassian simplesmente sorriu para ela. Ela se aproximou dele. Ele pensou que ela ia estrangulá-lo, e foi precisamente por isso que ele agarrou seus pulsos, mas...


Suas mãos, suaves e firmes, caíram de cada lado do rosto. Abaixando sua cabeça. A respiração de Cassian se tornou irregular quando seus olhos se moveram para sua boca, enquanto seu corpo se encheu com o dela, aqueles seios tão suaves contra ele. Estúpido, estúpido, estúpido... Ele não se importava. Não ligou para merda nenhuma quando ela se levantou nas pontas dos pés, sua boca se aproximando da dele, e... Dor explodiu entre suas pernas, libertando a respiração presa em seu peito quando aquele maldito joelho dela encontrou seu alvo. Cassian cambaleou para trás, praguejando viciosamente. Ela bufou, olhando para ele enquanto ele caia em uma poltrona, segurando seu estômago, tentando reordenar seu cérebro. "Vocês são todos iguais," ela disse arrogante como o ar gélido da noite antes do alvorecer. “Talvez ser imortal torne você previsível.” "Você...", ele ofegou. Uma risada baixa saiu daqueles lábios, que ele estava preparado para provar, para devorar... - “Não, as rainhas não mandaram nada”, disse Nesta, aproximando-se da porta. "Eu não ouvi nenhuma notícia delas."

۞ Cassian queria que suas pernas se movessem, mas a dor imobilizara seus joelhos. "Vou enviar a carta amanhã de manhã." Nesta fez uma pausa com a mão na porta e olhou sob o ombro. "Você não sabe nada sobre quem eu sou, o que eu fiz, e o que eu quero. E enquanto estivermos envolvidas nisso... Mande outra pessoa. Se eu ver você na minha porta, eu gritarei alto o suficiente para que os criados venham correndo. " Ele olhou para ela, a dor estava a ponto de ir embora. Mas Nesta se foi, escorregando pelo corredor, onde um criado a chamou e ela murmurou uma resposta. Um minuto depois, ele saiu. Não pela porta da frente, mas espremido através da maldita janela do quarto como um ladrão da noite. Ele se lançou para o céu antes que alguém pudesse se perguntar pelo barulho de asas.


Cassian não circulou a casa. Mas ele podia sentir a atenção de Nesta enquanto ele se elevava no céu. Mesmo invisível, ele podia sentir aqueles olhos cinza azulados nele. O sentimento perseguiu-o todo o caminho de volta para Velaris.

Corte de névoa e fúria capitulo extra  

Nestha e Cassian (traduçao nao muito boa)

Corte de névoa e fúria capitulo extra  

Nestha e Cassian (traduçao nao muito boa)

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