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Editora / Publisher LACA para Grupo Pestana / LACA for the Pestana Group Rua Sampaio e Pina, nº 9, 2º Esq. 1070-249 Lisboa, Portugal Tel. +351 964 984 236 www.laca.pt Direcção / Editor in Chief LACA Cátia Castel-Branco e Margarida Pestana Fotografia / Photography Cátia Castel-Branco (laca.catia@gmail.com) Redactor / Writer João Brito (laca.joao@gmail.com) Moda e Produção / Fashion & Production Carolina Machado (laca.carol@gmail.com) Design LACA Guillermina Lasarte e Maria Ferreira (laca.guillermina@gmail.com) Direcção Comercial / Marketing Director António Castel-Branco (laca.antonio@gmail.com) Tradutora / Translator Janette Ramsay (ramsayjan@hotmail.com) Coordenadora / Coordinator Grupo Pestana Leonor Costa Colaboradores / Contributors Martin Dobbeck, Nuno Ramos, Sara Sá Machado, Luís Saldanha, Luiza Renuart (styling page no. 74), José Fidalgo, Justin Vallee, Rita Castel-Branco Agradecimentos Especiais / Special Thanks to Paulo Dias, Patrícia Reimão, Alvaro Aragão, André Coutinho, Walter Strub, Isabel Guerreiro, João Paulo Araujo, Nuno Guêgues, Maria de Jesus Bordado, Ricardo Rodrigues, Vânia Viegas, Rosário Diogo, José Baptista, Diogo Barradas, Califa, Rita Rolex, Isabel Castel-Branco Impressão / Printer Lisgráfica © 2013 WINK


DEAR GUEST

Quando me perguntam qual é o cenário da felicidade perfeita, costumo dizer que nada me parece melhor do que um jantar em família no Pestana Alvor Praia, o destino de férias que desde há muitos anos escolhemos para passar o Verão. No Grupo Pestana o nosso dia a dia anda sempre à volta dos detalhes onde se esconde a felicidade dos nossos hóspedes. Pormenores que poderão parecer simples quando já assegurados mas que exigem, de quem recebe há mais de 40 anos, uma vida de entrega total. É através deste conjunto de detalhes que fazemos com que os destinos Pestana Hotels & Resorts e Pousadas de Portugal sejam oásis de perfeição, seja na ilha atlântica da Madeira seja no coração de Londres; em Bogotá, cidade do Novo Mundo ou Miami, cidade com que inaugurámos a nossa presença nos EUA. Cada um dos mais de 90 destinos Pestana tem a ambição de ser o resultado de uma mistura de arte, arquitectura, gastronomia e do saber português. Tudo isto com um único propósito: dar a todos os nossos visitantes momentos de felicidade pura. When I am asked what the scenario of perfect happiness is, I usually say that there’s nothing better than a family dinner at the Pestana Alvor, the holiday destination that we have chosen for years, to spend a few days in summer. At the Pestana Group, our day-to-day always involves all the details related to the happiness of our guests. Details that may appear to be simple once they have been ensured but that demand a lifetime’s total dedication by those who have been welcoming guests for more than 40 years. It is a set of details that make each of the Pestana Hotels & Resorts and Pousadas de Portugal destinations, an oasis of perfection, be it on the Island of Madeira or in the heart of London; in Bogota, a city of the New World or in Miami, the destination that inaugurates our presence in the USA. Each of the more than 90 Pestana destinations has the ambition of being a result of a combination of art, architecture, cuisine and Portuguese savoir-faire. All of this with a single purpose: to provide all of our visitors with moments of pure joy. Dionísio Pestana Presidente do Grupo Pestana Chairman, Pestana Group

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VENHA SE DIVERTIR E APROVEITAR MOMENTOS INESQUECÍVEIS AO LADO DA FAMÍLIA E AMIGOS, O RESTO É POR NOSSA CONTA! Viva momentos inesquecíveis de emoção ou de descanso na área de lazer, com recreação, esportes, espaço infantil, lounge bar, restaurantes temáticos e acesso a praia particular. Refeições (café da manhã, almoço, chá da tarde, jantar e ceia) Drinks e Snack servidos nos bares do hotel Bebidas alcoólicas e não alcoólicas Pestana Kids Club

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i n d i c e / contents

WINK ISSUE Nº5 Spring/Summer 2013

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Destino / Destination

Hotel Pestana Rio Atlântica Hotel Renovado Renovated Hotel

Pestana Rio Atlântica, Noites no Deck Bar Nights at the Deck Bar

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Locais / Places

Entrevista / Interview:

Rio de Janeiro

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Late Night Swim

Entrevista / Interview

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5 Pieces

Editorial de Moda Fashion Editorial

Letícia Spiller Actriz / Actress

Rio de Janeiro

Isabela Capeto Designer de Moda / Fashion Designer

Sugestões de Shopping WINK WINK Shopping Suggestions

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Cosméticos / Cosmetics

Destino / Destination

Pousada de Estremoz

Pousada do Crato

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Entrevista / Interview

Destino / Destination Miami

Hotel de Destaque Featured Hotel

Miami on Foot

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Blind Date

Gastronomia Pestana Pestana Cuisine

Questionário / Questionnaire

Sugestões WINK WINK Suggestions

MixHell Iggor Cavalera & Laima Leyton Música / Music

Entrevista Entre 2 Artistas Interview Between 2 Artists Actor José Fidalgo & Street Artist Justin Vallee

Alentejo

Rainha Santa Isabel

Viscount

Flor da Rosa

Pestana South Beach, Art Deco Hotel

Enólogo / Oenologist António Maçanita

Directório / Directory

Hóteis e Pousadas Grupo Pestana


“Meu trabalho não tem importância, nem a arquitectura tem importância para mim. Para mim o importante é a vida, a gente se abraçar, conhecer as pessoas, haver solidariedade, pensar num mundo melhor, o resto é conversa fiada.” Oscar Niemeyer


C I D A D E M A R A V I L H O S A O Rio de Janeiro tem os seus grandes, mas depois há Oscar Niemeyer, um dos seus gigantes. Um homem enorme de talento, de humanidade e de inteligência, que ao longo de 105 anos de vida nunca se cansou de nos dizer que sem gostar do próximo não se vai a lado nenhum. O Grupo Pestana homenageia aqui o arquitecto Oscar Niemeyer. Foram 105 anos de uma longa vida dedicada à arquitectura mas, principalmente, dedicada ao próximo. É para o Grupo Pestana uma enorme honra o facto de o Pestana Casino Park Hotel, no Funchal, um projecto assinado por Oscar Niemeyer, fazer parte do seu portfolio de hotéis. Rio de Janeiro has its great people but then there’s Oscar Niemeyer, one of its giants. A man of enormous talent, humanity and intelligence, who for 105 years never tired of telling us that if you don’t like your neighbour you’ll get nowhere. The Pestana Group pays homage here to the architect Oscar Niemeyer. 105 years of a long life dedicated, not only to architecture but mainly, to the service of others. It’s a great honour for the Group Pestana to have the Pestana Casino Park Hotel in Funchal, an architectural project by Oscar Niemeyer, as part of its portfolio of hotels. On the previous page: “My work is of no importance, even architecture is of no importance to me. For me, what’s important is life, embracing one and other, getting to know people, there being solidarity, thinking of a better world, the rest is just idle talk.” Oscar Niemeyer

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P E S TA N A R I O AT L Â N T I C A Tema recorrente em todas as letras das canções dedicadas ao Rio é o da cidade pouco domesticável e sempre em mudança que arrasta todos os que participam da vida desta parte do mundo. Estar no Rio é ser parte dessa mudança, como se o Rio fosse um conjunto inseparável de pessoas, natureza e vontades. O Pestana Rio Atlântica faz parte desse destino carioca para quem a renovação é o primeiro imperativo para se estar vivo. Assim, o Pestana Rio Atlântica regressou de um período de intervenção como um dos grandes hotéis do bairro de Copacabana. Um regresso feito com os novos interiores dos quartos e suites, refinados por uma decoração clássica mas profundamente tropical, varandas ainda mais debruçadas sob uma das mais famosas praias do Brasil e uma cobertura renovada onde a piscina passou a acolher uma zona de pequeno-almoço e refeições ligeiras.

A recurring theme in all the lyrics of songs dedicated to Rio is that the city is difficult to manage and is always undergoing changes, dragging along with it, all those who participate in the life of this part of the world. Being in Rio is being part of that change, as if Rio was an inseparable part of people, nature and wills. The Pestana Rio Atlântica is part of this “Carioca” destination, where renovation is imperative to staying alive. This way, the Pestana Rio Atlântica has made a comeback as one of the great hotels of the Copacabana neighbourhood after undergoing refurbishment works. A comeback that includes the new interior design of the rooms and suites, sophisticated, with a classic but profoundly tropical décor, verandas that now further overlook one of Brazil’s most famous beaches and a renewed rooftop area where the pool now has an area for breakfast and light meals.

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Do Deck Bar, instalado no 16° andar do edifício do Pestana Rio Atlântica alcança-se toda a faixa litoral de Copacabana, do Posto Seis até ao Leme, Pão de Açúcar e Niterói. Delimitada por uma geografia de praias e montanhas, é no terraço do Deck Bar que a maravilha da cidade do Rio de Janeiro passa a fazer definitivamente todo o sentido. Desde a inauguração, em Agosto de 2012, que o Deck marca os dias e as noites cariocas com uma programação que começa com o pequeno-almoço tomado à beira da piscina ou uma refeição ligeira de pós-praia. O chope de final de tarde pode e deve prolongar-se até depois do acender das luzes das noites tropicais do Rio, num espaço discreto e exclusivo que por essa hora se transforma, especialmente de quinta a sábado, num posto de escuta dos melhores DJs da cidade, apoiados por uma eficiente equipa de barmens. From the Deck Bar, at the top of the 16-storey Pestana Rio Atlântica building, you overlook the whole of the Copacabana coastline from Posto Seis to Leme, the Sugar Loaf and Niterói. Surrounded by beaches and mountains, it is from the terrace of the Deck Bar that all the marvels of Rio de Janeiro definitely begin to make a whole lot of sense. Since its inauguration in August 2012, Deck has marked the days and nights of the “Cariocas”, starting with breakfasts by the pool or with light lunches after the beach. A beer at the end of the day can and should prolong itself until the lights of the tropical Rio nights are switched on, in a discrete environment that opens to the public at about this time and becomes, especially from Thursdays to Saturdays, the place to hear the city’s best DJs supported by an efficient team of barmen. Styling Marcelo Toledo Hair & Make-up Leonardo Boaventura Convidada Especial / Special Guest Letícia Spiller Modelo / Model Beatriz Agradecimentos Especias / Special Thanks Ágil Comunicação


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Fato-macaco / Jumpsuit Fernando Cozendey 21


P E R F I L / PROFILE

LETĂ?CIA SPILLER Actriz / Actress

Fato de Banho / Swimsuit PH Moda Praia Vestido / Dress Victor Vzenk 22


O Rio de Janeiro é também a base da Rede Globo, um dos maiores grupos televisivos do mundo - de todos os produtos que o Brasil exporta, são as telenovelas um dos mais reconhecíveis -, e uma das marcas preferidos pelos brasileiros. Letícia Spiller, neste momento actriz de “Salve Jorge”, a novela das 8, e apesar de uma agenda sem espaços em branco, aceitou ainda assim o nosso convite (feito através de Luís Pereira produtor da TV Globo e amigo comum) para tomar um copo de fim de tarde, seguido de uma produção fotográfica relâmpago, no Deck Bar. Uma mudança súbita na sua agenda antecipou o nosso encontro para a hora de almoço e para uma longa refeição em que entre todos se partilharam entradas, pratos principais, e bocados da vida, com o à vontade de qualquer brasileiro. Um conversa que começou com a identificação do bairro do Leme, morada de adolescência de Letícia Spiller e que se avista da cobertura do Pestana Rio Atlântica, e que daí caminhou até aos dias de hoje através do difícil trilho do reconhecimento como actriz num dos mercados em que a profissão é alvo do critério do grande público mas também de uma exigente crítica. Desde a escola de actores, com passagem pelo super sucesso da televisão dos anos ’90 que foi o “Xou da Xuxa”, verdadeiro contraponto à representação teatral, até ao cinema e às telenovelas, a vida de Letícia deu-lhe a experiência de uma mulher que toca muitos instrumentos mas que escolhe o teatro de entre todos “pelo contacto vivo e pela troca imediata. Hoje, além do trabalho como actriz, entrega os seus dias à adrenalina da produção e realização de cinema e teatro, reflectindo com as escolhas dos projectos que integra a exigência de uma convicção: “acreditar que o artista é um instrumento de ajuda à sociedade”. Para desempenhar o seu papel social o actor “tem de se expor sem pudores, com coragem, com o benefício da maturidade, do distanciamento, sabendo que só através do prazer se consegue fazer melhor”. A grandeza de Letícia Spiller aparece nos gestos de maior franqueza e no desejo de “sonhos que podem até soar a cliché mas que me parecem impossíveis”, como os do desejo de “uma consciência e de um caminho de evolução comum a todos”. Se houver uma forma brasileira de estar na vida, essa é a que acredita, como Letícia, que “o céu e o inferno se vivem todos os dias, aqui na Terra”.

Rio de Janeiro is also where Rede Globo is based, one of the world’s largest broadcasting organisations (of all the products that Brazil exports, their soap operas are the most well-known ones) and one of the Brazilian’s preferred brands. Despite her full agenda, Letícia Spiller, an actress in the “Salve Jorge” soap opera aired at 8:00pm, accepted the invitation (made through a mutual friend, Luiz Pereira, a producer at TV Globo) to meet for a late afternoon drink, followed by a quick photo shoot, at the Deck Bar. A sudden change in her agenda, brought forward our meeting to lunchtime and a long meal where we shared starters, main courses and snippets of life, with all the at ease of any Brazilian. The conversation started by identifying the Leme district, where Letícia Spiller was brought up and which can be seen from the rooftop of the Pestana Rio Atlântica. It was in Leme that she started the long and difficult road to recognition as an actress in one of the markets where this profession is subject, not only to the criteria of the public but also to the opinion of demanding critics. From acting school and participation in the hugely successful 90s “Xou da Xuxa” television programme (a complete contrast to theatre acting), to cinema and soap operas, Letícia’s life has given her the experience of a woman who plays various instruments but who chooses theatre above them all “due to the live contact and immediate exchange”. Nowadays, in addition to her work as an actress, she dedicates time to all the adrenalin of cinema and theatre production and direction, choosing projects that reflect her conviction that “artists are an instrument to help society”. In order to carry out a social role, “the actor”, she continues, “has to expose him/herself without modesty, courageously, with the benefits of maturity and distancing”. Letícia Spiller’s grandiosity transpires in her frank gestures and in the desire for “dreams that may even sound like clichés but seem impossible to me” such as the desire for “a consciousness and an evolution that is common to all”. If there is a Brazilian way of being in life, it is the one that believes, as Letícia does, that “heaven and hell are a part of everyday life, here on earth”.

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Smoking em licra / Lycre smoking Fernando Cozendey


L O C A I S / PLACES Rio de Janeiro

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Real Gabinete Português de Leitura (na foto / in the photo) R. Luiz de Camões, 30 Inaugurado em 1887, o Real Gabinete é um comovente templo à língua portuguesa. Inaugurated in 1887, the Royal Cabinet is a touching temple to the Portuguese language. Armazém Santa Clara 33 R. Santa Clara, 33 Biquínis, cangas, t-shirts, um mundo a preço de revenda. Bikinis, beach wraps, T. Shirts, a world at resale prices. Lanchonete Polis Sucos R. Maria Quitéria, 70 Mesmo ao lado do Pestana Rio Atlântica, uma referência para o pós-praia com sumos de frutos e snacks. Right next door to the Pestana Rio Atlântica, a must for fruit juices and snacks after the beach. Restaurante Forneria R. Aníbal de Mendonça, 112 Cozinha da comunidade italiana, num espaço gigantesco e hiper contemporâneo. The Italian community’s food in a gigantic and hypermodern space. Museu de Arte Moderna Av. Inf. D. Henrique, 85 Uma das mais importantes instituições culturais do Brasil que só pelo projecto da autoria do arquitecto Affonso Reidy vale a visita. One of Brazil’s most important cultural institutions, an architectural project by Affonso Reidy is worth a visit. Jojö Café Bistrô R. Pacheco Leão, 812 Pequeno restaurante de esquina onde as mesas se estendem pelos passeios de um bairro a descobrir. A small, corner restaurant, where the tables extend along the pavements of a district to be discovered. Restaurante Cais do Oriente R. Visconde de Itaboraí Um dos locais mais badalados do Centro do Rio de Janeiro que se confunde até com o ressurgimento desta zona histórica da cidade. One of the liveliest places in the Centre of Rio de Janeiro, part of the revival of the city’s historic area. Farmácia Granado R. Primeiro de Março, 16 Fundada em 1870 por um português, foi fornecedora oficial da Corte e tem hoje uma história que se conta através de deliciosos produtos verdadeiramente brasileiros. Founded in 1870 by a Portuguese, it was the official supplier to the Court and nowadays is known for its truly delicious Brazilian products. Livraria Arlequim Pr. XV de Novembro, 48, Loja 1 O melhor da música, cinema, literatura brasileira e internacional, modernidade e tradição, numa loja situada no histórico edifício do Paço Imperial. The best of music, cinema, Brazilian and foreign literature, modernity and tradition, in a shop located in the Paço Imperial historic building. Confeitaria Colombo R. Gonçalves Dias, 32 Se houver uma lista das mais famosas salas de chá do mundo, a Colombo não pode faltar. Por aqui passaram em peregrinação diária grandes nomes da sociedade brasileira. If there were a list of the most famous tea houses in the world, Colombo would definitely be on it. Great names of Brazilian society have passed through here on daily pilgrimages. 25


E N T R E V I S T A / INTERVIEW

Paz, amor e boa sorte Peace, love and good luck Não há como o Brasil contado pelos brasileiros. Trabalho no duro e uma pressa de viver contra a fatalidade que paira no ar e que aqui se disfarça com todas as formas possíveis de fé. Regressada aos valores que mais gosta no seu trabalho, o tempo e o detalhe, Isabela Capeto, designer de moda, voltou a Ipanema, Rio de Janeiro, com a sua nova loja. Fica na Rua Garcia D’Ávila e é vizinha próxima de dois dos botecos mais conhecidos do póspraia carioca que são verdadeiros amuletos para Isabela: Paz e Amor e Boa Sorte. There’s nothing like Brazil, told by the Brazilians. Hard work and a quest to live life against all the fatality in the air, disguised here in all the possible different types of faith. Returning to the values that she likes most about her work, time and details, Isabela Capeto, fashion designer, is now in Ipanema, Rio de Janeiro, with her new shop. It’s on Rua Garcia D’Ávila and a close neighbour of two of the most well-known bars of the Rio “après-beach” scene that are true amulets for Isabela: Peace, Love and Good Luck. Isabela Capeto é mesmo o seu nome? Não. Quando eu casei o meu marido pediu-me para eu usar o sobrenome dele. Eu falava que era uma bobagem mas entretanto havia um agente que começou a vender as minhas roupas e que dizia que Isabela Capeto era um bom nome para uma marca de moda. Foi aí que comecei a usar este nome para a parte da marca que vendia lá fora, ficando aqui no Brasil com a marca “Ibô”. Esta coisa da marca lá para fora e da marca cá para dentro era uma confusão, duas etiquetas… a gente decidiu unificar e aí ficou só: Isabela Capeto.

de todos os detalhes na minha roupa em que o avesso é tão bonito quanto o direito. Acho que uma peça nunca está acabada. Pode sempre aplicar, bordar um pouco mais… adoro que a roupa pareça em três dimensões. Tenho peças mais básicas e outras mais elaboradas, que são as que eu mais gosto. Na hora de desfile o que eu gosto é saber que ali posso fazer coisas mais exuberantes. Quando é que começou esta carreira? Fiz faculdade de Moda em Florença durante três anos e meio e depois voltei para o Brasil para trabalhar na “Maria Bonita”, também uma marca, e mais tarde numa fábrica de estamparia. Só depois de 15 anos passados é que decidi fazer as minhas coisas. Hoje a marca “Isabela Capeto” está completando 10 anos.

Você é daqui? Eu sou brasileira e carioca. Que idade tem? 43

Qual é o maior desafio para si? Eu acho que é você ter de se inovar o tempo inteiro. A gente nem percebe mas vai envelhecendo e tem de ficar ligado em tudo, saber tudo. Eu que gosto de novidades, de viajar e de olhar tudo, mesmo

Quem usa a sua marca quer dizer ao mundo o quê? Tenta dizer uma coisa muito feminina e colorida. Há essa história 26


Acho que o maior desafio é estar sempre participando, interessando-se... é isto que traz a juventude.

assim acho que é insuficiente. Ainda mais hoje em dia em que há essa geração nova. Vejo as coisas e penso “nossa, como é que é incrível, como é que alguém pensou nisto”. Acho que o maior desafio é estar sempre participando, interessando-se… na verdade é isto é que traz a juventude. A partir do momento em que pára, você ficou realmente velho. Qual é a primeira coisa que faz quando chega a um quarto de hotel? Depende do hotel. Se for um hotel incrível, pulo em cima da cama, abro tudo, tento explorar o máximo possível. Se for um hotel horrível tento redecorar o quarto com o que tenho dentro da mala, penduro cangas nas paredes, ponho o chapéu a fazer de abajur. Tento melhorar…

Qual foi a sua última descoberta? Descobri uma coisa óptima! Vende-se Água das Pedras aqui no Rio! Toda a vez que a gente chegava a Portugal ficávamos loucos com a Água das Pedras. Cura tudo! Foi uma grande descoberta.

Lembra-se da primeira viagem que a marcou? Lembro! Foi quando fui à Disney com as minhas primas. Tinha 12 anos de idade e foi uma super viagem. Ficámos no Contemporary, um hotel luxuoso que tinha acabado de abrir e que era o máximo. Fiquei num quarto com a minha prima e apanhávamos o monorail que passava no interior do hotel para ir para a Disney. Isto era a liberdade aos 12 anos de idade. Fazíamos coisas impensáveis de fazer aqui no Rio de Janeiro.

Se não vivesse no Rio onde é que vivia? Em qualquer lugar, nem sei dizer. Adoraria viver em Lisboa ou no Porto, em Florença ou no Taiti. Adoraria viver em qualquer dos lugares que conheço. E porque é que está aqui, no Rio? Porque a minha família está aqui, porque é aqui que tenho o meu trabalho.

Há bocado estávamos a falar dessa história de termos de estar muito update com tudo. Tem sites preferidos? Hum… acho que não…

Qual é o seu lugar de férias preferido? Hoje em dia e cada vez mais é um lugar de praia, um sítio onde não se faça mais nada além de descansar, dar um mergulho no mar, tomar uma cerveja.

Mas há algum que possa sugerir, por ser inspirador? Eu sou péssima nisso, olho e registo apenas. Acho que você vê tanta coisa que acaba por ficar tudo guardado no seu subconsciente.

O que é que foi a coisa mais importante que fez na vida? Além da minha filha, o meu trabalho. É muito bacana eu ter construído esta marca.

Há algum prazer que não dispense? Comer. Amo comer, sair com amigos para jantar fora ou receber na minha casa: coisa gostosa, com vinho. Comer e beber são os meus prazeres.

Posso falar daquela altura em que vendeu a marca… Foi horrível. Na altura eu vendi 50% da marca para um grupo financeiro. Eles foram ruins comigo. Foi muito complicado quando dois anos depois percebi o que esse grupo queria de facto fazer com a marca. Acho legal a marca ser assim como é: exclusiva, pequenina, não estar em lojas espalhadas pelo Brasil inteiro. Foi muito complicado conseguir comprar de volta os 50% aos investidores que ficaram com o meu nome e que pediram uma fortuna. Tem sido muito difícil para mim: milhões de problemas, milhões de dívidas. É uma coisa de que me arrependo muito… esse pessoal muito capitalista visa uma outra história que não tem nada a ver com o conceito.

Quantas vezes é que já mudou de casa? Deixa eu ver… [Isabela Capeto conta pelos dedos] nove vezes, contando desde que eu era pequenina. Saí da casa dos meus pais com 19 e se contar a partir daí mudei umas sete vezes. Eu gosto desta pergunta porque dá para ir atrás e fazer a história da nossa vida, não é? É. E percebemos que é bom mudar, que a gente muda de casa e faz uma limpeza. De vez em quando fico louca por mudar. Era capaz de viver num hotel? Era. Iria adorar viver num hotel, conhecer todo o mundo. Acho que deve ser uma delícia!

Mas agora que está tudo melhor, que sonho é que tem quando sonho com o futuro? Ah, mudar para um outro lugar sem ser o Brasil. E para ser ainda mais sonho, morar num hotel!

Lembra-se da última compra que fez para o seu guarda roupa? A última compra que fiz… foi em Miami. Fui em Dezembro do ano passado e comprei um conjunto meio africano, uma camisa e uma calça estampado que tenho usado à bessa. Já usei no Carnaval, no Natal, num jantar. Adoro. E o último presente que deu? Deixa eu ver… foi sábado passado. Dei um porta óculos a uma amiga que me veio visitar na loja.

Is your name really Isabela Capeto? No. When I got married, my husband asked me to take on his surname. I told him that was silly but in the meantime there was an agent who said that Isabela Capeto was a good name for a fashion brand. That was when I started to use this name for the part of the brand sold abroad, keeping the name “Ibô” for the brand here in Brazil. This thing of having a brand abroad and another here was confusing, two labels…. we decided to unify the brand and it became just Isabela Capeto.

E o melhor presente que recebeu na vida? Ai! A minha filha, claro.

Are you from here? I’m Brazilian and a “carioca”.

Na sua mesa de cabeceira o que é que está? Vários livros que eu leio ao mesmo tempo e que nunca termino…

How old are you? 43 27


I think the biggest challenge is to be participating at all times, being interested… in fact that’s what keeps one young.

from when I was very young. I left home when I was 19 and I’ve moved about seven times since then. I like that question as it takes you back to the story of your life, doesn’t it? Yes. We realize that it’s good to move, that’s when we unclutter our lives. Once in a while I get desperate to move. Could you ever live in a hotel? Yes. I’d love to live in a hotel, get to know the whole world. I think it would be lovely!

What are the people that wear your brand trying to say to the world? They are saying something very feminine and colourful. There’s that story about all the details of my clothes, where they are as beautiful worn inside out as the right way round. I believe that an item is never finished. One can always add, embroider a little more….. I love clothes to be threedimensional. I have some basic and other, more elaborate, items; I like the latter most. What I like about fashion shows is that I can do more exuberant things.

Can you remember the last purchase you made for your wardrobe? The last thing I bought was…. in Miami. I was there in December last year and bought a sort of African set, a printed shirt and trousers that I’ve worn loads. I wore it at carnival, Christmas and at a dinner. I love it. What about the last present you gave someone? Let me see… it was last Saturday. I gave a sunglasses’ case to a friend who came to visit me at the shop.

When did you start this career? I went to fashion college in Florence for three and a half years and then I came back to Brazil to work for another brand, Maria Bonita, and later at a textile printing works. It wasn’t until 15 years later that I decided to make my own things. Nowadays the name “Isabela Capeto” is celebrating its 10th anniversary.

What was the best present you were ever given? Ah! My daughter, of course. What do you have on your bedside table? Various books that I read all at the same time and never finish…

What’s the biggest challenge for you? I think it is having to innovate all the time. We don’t realize it but we’re getting older and we have to be switched on, know about everything. I like novelties, travelling and seeing everything, but this isn’t enough. Even more so today where there’s this new generation. I see things and think “wow, it’s incredible, how did anyone ever come up with that”. I think the biggest challenge is to be participating at all times, interested… in fact that’s what keeps one young. When you stop, you really have become old.

What was your latest discovery? It was a great discovery! They sell Águas das Pedras here in Rio! Whenever we went to Portugal we would go crazy over the Águas das Pedras. It cures everything! It was a great discovery!

What’s the first thing you do when you reach a hotel room? It depends on the hotel. If it’s an incredible hotel, I jump on the bed, I open everything, I try to explore as much as possible. If it’s a horrible hotel, I try to re-decorate it with things I have in my case, I hang beach wraps on the wall, and I use a hat as a lamp shade. I try to make it better…

Why are you here, in Rio? Because my family’s here, because it is here that I have my work.

Where would you live if you didn’t live in Rio? Anywhere, I can’t think. I would love to live in Lisbon or Porto, in Florence or Tahiti. I would love to live in any of the places that I have been to.

What is your favourite holiday destination? Nowadays it’s increasingly at a place by the beach, a place where I can rest, where I do nothing except rest, swim in the sea, have a beer.

Do you remember the first trip that really marked you? I do! I went to Disney with my two cousins. We were 12 and it was a super trip. We stayed at the Contemporary, a luxury hotel that had just been inaugurated that was the best. I stayed in a room with my cousin and we took the monorail that when through the hotel to get to Disney. That was freedom at the age of 12. We did things that were unthinkable to do here in Rio de Janeiro.

What’s the most important thing you have ever done in your life? Apart from my daughter, my work. It’s really cool to have built this brand. Can I mention the episode when you sold your brand? It was horrible. At the time I sold 50% of the brand to a financial group. They were bad to me. It was very complicated when I found out, two years later, what the group actually wanted to do with the brand. I like the way the brand is: exclusive, very small, not available in shops all over Brazil. It was very complicated managing to buy back the 50% from the investors who had kept my name and who were asking for a fortune. It’s all been very difficult for me: millions of problems, millions of debts. It’s something I really regret… these capitalists envisage another story that has nothing to do with the concept.

A while ago we were talking about the importance of being up to date on everything. Do you have any favourite websites? Umm… I don’t think so… Is there any one that you could suggest as being inspiring? I’m terrible at things like that, I just look and register. I think one sees so much that it ends up in one’s subconscious.

Now that everything’s better, what do you dream about when you dream about the future? Ah, to move somewhere, outside of Brazil, and to make it even more of a dream, to live in a hotel!

Is there any pleasure you can’t go without? Eating. I love eating, going out to dinner with friends or having people round to my place: something delicious, with wine. Eating and drinking are my pleasures.

Loja Isabela Capeto / Isabela Capeto shop: Rua Garcia D’Ávila, 173, Ipanema.

How many times have you moved house? Let me see… (Isabela Capeto counts using her fingers) nine times, counting 28


5 pieces

WINK SUGGESTIONS

Lisboa Cidade Triste e Alegre

Cesta do Algarve / Baskets from the Algarve De Tavira às margens do rio Guadiana, estas cestas de cana, típicas do Algarve, sobreviveram por milagre ao ataque do plástico. Se antes eram objecto de propósitos práticos, como o transporte e armazenamento de frutos, hoje, usadas com algum estilo, a cesta algarvia pode ser a versão praia-campo da famosa Birkin da casa Hermès. E com uma vantagem: é bastante mais barata. From Tavira to the banks of the Guadiana River, these straw baskets, typical of the Algarve, have miraculously survived the plastic attack. Used for practical purposes in the past to transport and store fruit, nowadays they are used with a certain amount of style, this Algarve basket is now the beach and countryside version of the famous Hermès Birkin. With an advantage: it’s much cheaper.

Este “poema gráfico” sobre Lisboa e os lisboetas viveu, desde o seu lançamento em 1959, peripécias que fizeram da longa recolha fotográfica dos arquitectos Victor Palla (1922-2006) e Costa Martins (19221995), um objecto raro e quase mítico, daqueles que na Christie’s batem com facilidade o valor de 14 mil euros. Com a técnica de impressão da versão original, e sempre acompanhada pelos poemas de Pessoa, O`Neill, Sena, Miguéis ou Mourão-Ferreira, a Pierre von Kleist Editions produziu uma edição comemorativa dos 50 anos de “Lisboa, Cidade Triste e Alegre”. Custa aproximadamente 300€. This “graphic poem” about Lisbon and its people has been through a series of adventures since it was launched in 1959 after the lengthy putting together of photographs by the architects Victor Palla (1922-2006) and Costa Martins (1922-1995). A rare and almost mystical item, it is one of those that are easily sold at Christie’s for €14,000. Using the original printing technique and always accompanied by poems by Pessoa, O’Neill, Sena, Miguéis orMourão-Ferreira, Pierre von Kleist Editions has produced a 50th anniversary commemorative edition of “Lisboa, Cidade Triste e Alegre”. It costs approximately €300.

Wacom Inkling No mundo dos gadgets torna-se difícil encontrar uma sugestão que de facto possa fazer a diferença. Produzida pela Wacom, a Inkling oferece a sensação de escrita típica de uma caneta “ballpoint” mas com uma considerável memória digital que permite que qualquer pequeno rabisco ou grande pensamento feito sob uma folha de papel seja depois descarregado em formato digital quando a Inkling é ligada a um laptop ou tablet. Atenção: trata-se de um gadget e não de uma ferramenta para uso profissional. À venda online custa cerca de 76€. In the world of gadgets it’s difficult to find something that really makes a difference. Produced by Wacom, the Inkling feels like one is writing with a ballpoint pen but with a considerable amount of digital memory that allows any small scribble or big thought made on a piece of paper to be downloaded in digital format when the Inkling is connected to a laptop or tablet. Please note that it’s a gadget and not a tool for professional use. It can be purchased online for about €76.

Sapatos / Shoes Ferragamo Este é o único modelo de sapatos de homem desenhado pelo próprio Salvatore Ferragamo. Andy Warhol usava um par idêntico enquanto pintava. Depois da sua morte, a família Ferragamo começou a produzir réplicas exactas às dos sapatos deste artista americano, indo ao pormenor de reproduzir até as mesmas manchas de tinta. A partir de 686€ (edição limitada). This is the only pair of men’s shoes that was actually designed by Salvatore Ferragamo himself. Andy Warhol used to wear an identical pair when he was painting. After his death, the Ferragamo family started to produce replicas of those that the American artist wore, even reproducing the same splashes of paint. From €686 (limited edition).

Spider Volumex Os alemães chamam “youngtimer” à nova tendência de consumo que prefere a compra de automóveis antigos e emblemáticos à dos modelos mais recentes e quase todos incaracterísticos que são anualmente lançados no mercado pelos fabricantes. Google por “youngtimer” e procure o automóvel que seja o prolongamento natural do seu estilo. Nós caímos rendidos a este Spider Volumex de 1985, resultado de um dos muitos projectos do designer italiano Pininfarina, durante muitos anos o criador da Ferrari. A melhor oferta que encontrámos foi de 14.760€. “ Youngtimer” is what the Germans call the new consumption trend of preferring old and emblematic cars to the more recent and boring models that are launched every year by manufacturers. Google “ Youngtimer” and look for a car that is a natural extension of your style. We fell for this 1985 Spider Volumex, a result of one of the many projects by the Italian designer Pininfarina, who worked for Ferrari for many years. The best offer we found was €14,760. 29


PATROCINADORES BRONZE BRONZE SPONSORS

PATROCINADORES PRATA SILVER SPONSORS

PATROCINADORES OURO GOLD SPONSORS

Telecomunicações, Projectos e Serviços, Lda.

LAVANDARIA ARAÚJO

PATROCINADORES PLATINA PLATINUM SPONSORS


VISCOUNT Modelo / Model: Reinaldo (L’Agence Models) Fotografado / Photographed at the Pestana Palace Hotel & National Monument, Lisboa

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Camisa e calรงas de pele vintage / Vintage shirt and leather trousers A Outra Face da Lua


Vestido vintage de lantejoulas / Vintage sequence dress ViĂşva Alegre


Camisa e calรงas / Shirt and trousers Patrizia Pepe


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OPERADOR DE VENDAS A BORDO DA TAP PORTUGAL TAP PORTUGAL INFLIGHT SALES OPERATOR

LOJAS FRANCAS DE PORTUGAL


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VOE PELAS NOSSAS PÁGINAS INSPIRE-SE. BOAS COMPRAS

A R E V IS TA / THE MAG A ZINE


C O S M E T I C O S / COSMETICS

Perfume, 85 ml, Jour d’Hermès, 80€ Lojas Francas, Lisboa

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Em cima / Above: Expert Sun Aging Protection Lotion SPF 30, 100 ml, Shiseido, 27,90€, Lojas Francas

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1. White Caviar Illuminating Eye Cream, 20 ml, La Prairie, 267€, Lojas Francas 2. White Caviar Spot Treatment, 4 ml, La Prairie, 115€, Lojas Francas

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3. Gold Shimmer Concentrate Master Caviar, 30 ml, Juvena, 155,95€ 4. Eye Cream Master Caviar, 15 ml, Juvena, 115,95€ 5. Creme Cyto Complex Eye Rides Dermo-Structure Factor lii, 15 ml, Valmont, 134,53€

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SLEEP LIKE ROYALTY Pousada de Estremoz & Pousada do Crato

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POUSADA DE ESTREMOZ Rainha Santa Isabel

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Camisa de noite / Nightdress Bonpoint Coroa / Crown Maria Gonzaga


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ormir como um rei é uma atitude que começa pela escolha da posição certa para o descanso biológico que conhecemos como sono. Estendido ao comprido ou atravessado na cama, com muitas ou poucas almofadas a apoiar a cabeça, debaixo de frescos e brancos lençóis ou de corpo feito à aragem da noite, o que importa a um rei é que durma como lhe apetecer. Intervalo das batalhas da vida de todos os dias, as Pousadas de Portugal, os seus quartos e camas, são o destino correcto para quem merece umas noites de descanso. Como testemunha, apenas o céu estrelado do Alentejo, uma das região da Europa com menor iluminação artificial nocturna e por isso mesmo com a limpeza de um planetário que nos ensina como somos pequenos comparados com o universo lá em cima. Deixe a janela do quarto entreaberta com a segurança de que do lado de fora espreita-o a planície imensa do Sul de Portugal, os recortes dos sobreiros se a noite for de luar ou as conversas em zigue-zague dos últimos resistentes de uma qualquer tasca. Se for de acordar pela madrugada, não perca o murmúrio da água das regas logo às primeiras horas da manhã, quando a terra está fresca e pronta para mais um dia de sol escaldante. Acredite que esse murmúrio e esse gesto vêm lá muito detrás do início dos tempos da história do Alentejo. Sleeping like a king is an attitude that begins with choosing the right position to ensure biological rest, known as sleep. Stretched lengthwise or across the bed, with many or few pillows supporting your head, under fresh white sheets or uncovered in the night breeze, what matters most is that the king should sleep just as he pleases. An interval in life’s daily battles, the rooms and beds at the Pousadas de Portugal are the right destination for all those who deserve a few nights’ rest. The only witness is the starry sky of the Alentejo, one of the regions of Europe with less artificial light at night and therefore with the clear view of a planetarium that teaches us how small we are when compared to the universe up there. Leave your window slightly open in all safety that outside are the immense plains of the south of Portugal, the silhouettes of the cork trees if it’s a full moon, or the crossed conversations of the last, resistant people in a small, typical restaurant. If you are an early riser, don’t miss the murmur of the watering systems, in the early hours of the morning when the earth is cool and ready for another day of blazing sunshine. You better believe that this murmur and gesture date back to the beginning of time in the Alentejo’s history.

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Pousadas de Portugal – Pacotes Alentejo – desde 124€ por pax - inclui 2 noites e experiência à escolha. Para mais informação sobre estes programas vá a www.alentejoescape.com Pousadas de Portugal – Alentejo Packages – €124 pax – includes 2 nights and activity of choice. For more information on these programmes go to www.alentejoescape.com


A Pousada de Estremoz, assente dentro das muralhas do castelo desta vila alentejana, é uma parte dessa história. Na sua origem está o palácio que D. Dinis, rei de Portugal e talentoso poeta, ofereceu à sua mulher, Isabel de Aragão, a Rainha Santa. Este Hotel Histórico oferece, a partir dos seus jardins e da sua piscina, um olhar sobre Estremoz e sobre a planície alentejana. Já os seus 29 quartos, distinguem-se pela decoração do século XVIII e as camas de dossel, objectos únicos e sempre distintos. As áreas públicas da Pousada contam com um conjunto de móveis antigos, tapeçarias e peças decorativas em ferro e porcelana de grande valor patrimonial. The Pousada de Estremoz, set in the walls of this Alentejo village’s castle, is part of this history. In its origin is the palace that D. Dinis, king of Portugal and a talented poet, gave to his wife, Isabel de Aragão, the Queen Saint. This Historic Hotel offers a view over Estremoz and the Alentejo plains from its gardens and pool. Its 29 rooms stand-out due to the 18th century decor and the canopied beds, unique and always distinct. The public area of the Pousadas has a collection of antique furniture and decorative pieces in iron and porcelain of great historical value.


O movimento Slow Food foi criado em 1986 pelo italiano Carlo Petrini a partir do desejo de valorizar o gosto por comer melhor e com mais qualidade, através de modos de produção em que produto, produtor e meio ambiente sejam o fundamental. “Trilho & Petiscos”, um projecto da arqueóloga e historiadora Mélanie Wolfram, traz ao Alentejo a explicação de como identidade cultural e tradição alimentar e gastronómica são realidades que se ligam. “Trilhos & Petiscos” de Mélanie Wolfram descobrem-se através dos contactos (+351) 914 032 561 ou trilhosepetiscos@gmail.com. The Slow Food movement was created in 1986, by the Italian Carlo Petrini, and is based on the desire to eat better and higher quality food, using production methods whereby the product, producer and the environment are fundamental. “Trilho e Petiscos”, a project by the archaeologist and historian, Mélanie Wolfram, brings to the Alentejo the explanation on how cultural identity and traditional food and cuisine go hand in hand. Find out more about Mélanie Wolfram’s “Trilhos e Petiscos”, by phone (+351 914 032 561) or e-mail (trilhosepetiscos@gmail.com).

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A história do vinho e da vinha no Alentejo é longa de contar e as primeiras páginas começam antes mesmo da chegada dos Romanos à tranquila planície alentejana. A videira, planta trepadeira com um longo ciclo de vida, tem variedades naturais e características específicas que a agrupa em castas. Cada uma delas, distingue-se pela folhagem, cachos, tamanho e forma, tudo contributos para a identidade de sabores que produzem mostos diferentes e, assim, vinhos com perfis e aromas particulares. Ser do sul da Europa, ser do Mediterrâneo, é saber que a cultura do vinho e da vinha estarão para sempre ligadas à nossa história. É uma viagem por essa parte da história que pode fazer, marcando na sua Pousada de Portugal a visita a um dos muitos produtores de vinho com Denominação de Origem Alentejo. The history of Alentejo wine and vineyards is a long story to tell and the first pages begin before the Romans arrived at the calm Alentejo plains. The vine, a climbing plant with a long life cycle contains natural varieties with specific characteristics that group them into the different wine grape varieties. Each can be identified by the distinctive foliage, bunches of grapes, size and shape, all of which contribute to the flavours that generate different musts and thus wines with distinct profiles and aroma. To come from the south of Europe, from the Mediterranean, is knowing that wine and vines culture will always be linked to our history. You can make this journey through history, booking a visit at your Pousada, to one of the many Alentejo Protected Designation of Origin wine producers.

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Maisie: ChapĂŠu / Hat Maria Gonzaga, Top Zara, Saia / Skirt Loja das Meias Ethan: Camisa / Shirt Bonpoint


É claro que a vida dos seus filhos se concentra na escola e nos amigos, mas mesmo assim, faça com eles um “back to basics”. Mostre-lhes como é a vida fora das cidades: que uma árvore demora décadas a crescer, que as vacas têm de ser ordenhadas todos os dias para que o leite lhes chegue ao pequeno-almoço, ou que são as ovelhas que dão a lã para as camisolas que usam no Inverno. Pequenas experiências que para eles serão descobertas de espanto. Informe-se sobre estes programas na sua Pousada de Portugal e não se esqueça que os horários do campo começam bem cedo. It’s clear that your children’s lives are focused on school and friends, nevertheless, go back to basics with them. Show them what life is like outside of cities: that a tree takes decades to grow, that cows have to milked everyday so that milk reaches them for breakfast or that it’s sheep that provide the wool to make the sweaters they wear in winter. Small experiences that will be surprising discoveries for them. Find out more about these programmes at your Pousada de Portugal and don’t forget that life in the countryside starts at the crack of dawn.

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Ovelha / Lamb: Fato de banho / Swimsuit Manoush

No Alentejo, e especialmente se o Inverno tiver sido chuvoso, os campos alternam entre o verde florido da Primavera e o tom de cobre das searas que se prolonga desde o meio do Verão até ao esplendor do mês de Setembro. Debaixo de um sol temível, mas protegido por um generoso sobreiro, um piquenique é um ritual. A arte do piquenique está inscrita há séculos na história dos ingleses, povo adepto de tudo o que é vida ao ar livre. Os manuais sobre estas refeições que se prolongam ao longo do dia e que acontecem sempre em locais insólitos mas escolhidos a dedo, apontam a capacidade de organização como o segredo do piquenique perfeito. Deixe esta tarefa ao cuidado da sua Pousada, bastando para isso falar com a recepção, e concentre-se no fundamental: em si e nos seus amigos, um olho no piquenique e o outro nas formigas. In the Alentejo, especially when there has been a rainy winter, the fields are either green, flowery and spring-like or the copper tones of the wheat fields that last from the middle of summer until all the splendour of September. Under the blazing sun, but protected by generous cork oak trees, a picnic is a ritual. The art of picnics has been written about for centuries in British history, people who are fans of anything that involves outdoor life. The manuals written about these meals, that last all day and always take place at unusual but carefully chosen locations, mention that the secret behind a perfect picnic is organization. Leave this task up to your Pousada, just ask at reception and concentrate on the essentials: you and your friends, with one eye on the picnic and the other on the ants.

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POUSADA DO CRATO Flor da Rosa


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O arquitecto José Luís Carrilho da Graça conseguiu a proeza de adaptar um histórico edifício do século XIV às exigências de um hotel contemporâneo. A Pousada do Crato, Histórica Design, situada na vila com o mesmo nome, no Alto Alentejo, encontra o seu passado no Mosteiro da Flor da Rosa. Este foi durante séculos a sede da Ordem do Hospital, conhecida hoje por Ordem de Malta, e foi ponto de apoio a todos os peregrinos em trânsito para a Terra Santa. Voltando à actualidade, o projecto de Carrilho da Graça para esta Pousada Histórica fez o casamento perfeito entre a solenidade de um antigo mosteiro e as novas áreas capazes de acolher os novos “peregrinos” do descanso. Em qualquer um dos quartos standard ou superiores, para já não falar das três suites instaladas na torre do mosteiro, vive-se além do conforto a amplitude de janelas de grandes dimensões rasgadas directamente para a planície. Ficar em silêncio a ouvir o nascer da noite, antes de descer ao bar para um aperitivo, é um luxo raro nos dias que correm. No “day after” das especialidades do restaurante da Pousada – pezinhos de coentrada, cação, ensopado de borrego – tem à sua disposição a hipótese de dar umas boas braçadas numa piscina em pleno Alentejo. The architect José Luís Carrilho da Graça achieved the feat of adapting a historic 16th century building to the demands of a modern hotel. The Pousada do Crato, Historic Design, located in the village of the same name in Alto Alentejo, reencounters its past in the Flor da Rosa Monastery. For centuries it was the headquarters of the Order of the Hospital, today known as the Order of Malta and it provided support to all the pilgrims in transit to the Holy Land. Back to today, the Project by Carrilho da Graça for this Historic Pousada is the perfect match between all the solemnity of an ancient monastery and new areas to welcome the new “pilgrims” seeking rest. Each of the standard and superior rooms, not to mention the three suites in the monastery’s tower, provide great comfort and all the amplitude of large windows directly over-looking the plains. Sitting in silence, listening to the nightfall, before going down to the bar for an aperitif, is a rare luxury nowadays. The day after indulging in all the Pousada’s specialties that include, pig’s trotters with coriander, fillets of shark and lamb stew, you can enjoy a dip in the pool, right in the middle of the Alentejo.

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Se pensa que o Alentejo é só planura e descanso, surpreenda-se pela diversidade paisagística e pelas aventuras possíveis que as Pousadas de Portugal desta região promovem. Se pensa que montar a cavalo não é programa para si, confie numa vida inteira de dedicação da equipa dos “Caballos do Marvão”. Pergunte pelas coordenadas destes Alentejo por descobrir junto da sua Pousada de Portugal, ou contacte directamente pelo telefone (351) 964594202. If you think that the Alentejo is just plains and rest then surprise yourself with the diversity of landscapes and the adventures promoted by the Pousadas de Portugal in the region. If you think that horse riding isn’t for you, trust the lifetime’s dedication of the “Caballos do Marvão” team. Ask your Pousada de Portugal for more information about this Alentejo to be discovered or call (351) 964594202.

Special thanks to: Maisie Storm Duff, Larissa Yarzombeck, Hugo Offerman, Sebastião Faro, Eve & Ethan, Luís Saldanha Cabelos por / Hair by Facto Bairro Alto 70


Maisie: Vestido / Dress Patrizia Pepe


E N T R E V I S T A / INTERVIEW

MIXHELL LAIMA LEYTON & IGGOR CAVALERA

Iggor Cavalera é uma personagem tão sólida que pode ser já arrumada na categoria dos clássicos do Brasil. Antigo baterista do Sepultura, composição quase lendária do heavy metal da década de 1980 e talvez a banda brasileira mais reconhecida do mundo, Iggor forma agora com Laima Leyton uma dupla-dupla que se divide em partes igualmente intensas. Primeira metade: os MixHell, nome de uma nova agitação na cena musical made in Sampa que sobressai pela fusão rock/electrónica e sonoridades orgânicas e mecânicas. Segunda parte: uma inesquecível família de cinco filhos que conhecemos entre a correria própria de um final de dia de semana num apartamento de São Paulo. Iggor Cavalera is such a solid personality that he can already be classified as one Brazil’s classics. The former drummer of Sepultura, a legendary heavy metal band of the 80s and probably the most wellknown Brazilian band worldwide, Iggor, together with Laima Leyton, now form a duo that is divided into equally intense parts. The first half: MixHell, the name given to the new buzz of the “Made in Sampa” musical scene that differs due to the fusion of rock/electronic and organic and mechanical sounds. The second half: an unforgettable family with five children who we met amidst the typical end of day rush in an apartment in São Paulo. 72


Sabíamos que queríamos trabalhar um com o outro mas ainda não sabíamos em quê e foi meio por acidente que começámos a pôr música

Iggor, é um nome que não parece brasileiro… IGGOR: Pois é, o meu pai era italiano, foi aliás cônsul de Itália aqui em São Paulo, e casou com uma brasileira. A minha mãe era totalmente brasileira, a minha avó era índia. Portanto, é mistura de italiano com brasileira. E você nasceu aqui? I: Não, nasci em Belo Horizonte mas vivi sempre aqui em São Paulo. Considero-me paulista. E você Laima, o seu nome também não parece brasileiro… LAIMA: O meu pai veio do Panamá e a minha mãe da Lituânia, e por acaso encontraram-se no Brasil, aqui em São Paulo, para fazerem faculdade. Laima é um nome lituano, e eu sou da Avenida Paulista, graças a esse encontro inesperado que é uma coisa bem brasileira… A gente fala que os nossos filhos são verdadeiros vira-lata porque são uma mistura de tudo, brasileiro com lituano com panamenho com italiano…

fazia parte o Iggor dos Sepultura. No arranque, isto foi bom para nós porque era um novo projecto em que as pessoas tinham os olhos postos. Começámos por fazer remixs dos Buraka ou do Moby e no ano passado gravámos um álbum com uma label de Berlim, tudo ao vivo. O que queremos é ser mais uma banda de electrónica do que puramente DJs. E como é que fazem com cinco filhos entre os 7 e os 16 anos? I: Temos muita sorte em termos as nossas mães prontas a ajudar sempre que precisamos. L: Agora é mais fácil porque eles estão maiores. O António viaja connosco desde que tem um ano de idade. É uma logística maluca mas eles percebem e alguns já não fazem planos a contar connosco. A mais velha quer viver na Alemanha, fala fluentemente, já começou a fazer as suas escolhas…

Quando é que vocês se conheceram? L: Foi em 2004. Estávamos os dois separados de casamentos anteriores, os dois tínhamos filhos, os dois gostávamos de música. Conhecemo-nos num hardcore techno club aqui em São Paulo. I: Foi numa segunda-feira. Nas noites de segunda-feira há uma grande mistura e essas são as melhores. Nessa altura eu estava a acabar o Sepultura, a Laima trabalhava no MAM [Museu de Arte Moderna] e pouco tempo depois começámos a tocar juntos até ao que é hoje o MixHell.

Viajam juntos de férias? L: Um dos primeiros sítios onde fomos foi a Paraty, um lugar secreto e o nosso preferido para irmos sozinhos ou com as crianças. Fica na costa entre São Paulo e o Rio. Chamos-lhe “Paratyse”, porque à medida que ficamos mais velhos nos parece cada vez mais o paraíso.

Era isso que eu também queria saber. O que é que faziam quando se conheceram? L: Eu tenho o curso de Belas Artes e trabalhava na curadoria do MAM e viajava bastante para conhecer os projectos educativos dos outros museus. O Iggor tinha acabado com o Sepultura e às vezes trabalhámos em conjunto com projectos para o MAM. Queríamos fazer qualquer coisa juntos, pensámos até ter a nossa própria galeria… sabíamos que queríamos trabalhar um com o outro mas ainda não sabíamos em quê e foi meio por acidente que começámos a pôr música.

E qual foi a primeira viagem de que cada um se lembra? I: Os meus pais sempre gostaram muito de viajar mas lembro-me de irmos para a praia, aqui no litoral norte de São Paulo, e essa primeira vez foi a viagem que mais me marcou, talvez porque foi nesse ano que aprendi a nadar. A partir daí comecei a ficar aficionado na praia, surfei a minha infância inteira e agora estou a ensinar os nossos filhos a surfar. Essa história do mar vai passando de geração em geração. Com a banda, aos 17 anos, vieram as primeiras viagens sozinho. O primeiro concerto que o Sepultura fez fora do Brasil foi em Viena, na Áustria, uma coisa bem diferente. Foi uma surpresa enorme! Aqui, no Brasil, no tempo antes da internet tínhamos muito pouca informação sobre o que estava a acontecer na música underground. Nesse concerto em Viena, a gente percebeu que tinha fãs até mesmo nesse lugar que até então era um mistério. Hoje em dia tem um controle maior, você vê quantos views há num país.

Mas você já era DJ? L: Eu não, mas a minha irmã, com quem eu vivia, tinha o set-up todo. Eu tinha tocado guitarra quando era mais nova e por graça fazia editings no computador, mas quando começámos a trabalhar juntos passei a estudar esse assunto à séria. I: Para ser honesto, fiquei doente de fazer o que fazia com o Sepultura durante 20 anos… as tours… queria qualquer coisa de novo, ensinar crianças num museu, como a Laima disse… Mas quando dizem que trabalharam juntos no museu, o que é que faziam? L: Estávamos num projecto de música relacionada com uma das peças de arte do museu. Não eram apenas bandas sonoras que acompanhassem a peça, mas desafios que lançávamos a músicos. DJs e produtores para que de certa forma produzissem sons que estivessem ligados a uma obra do museu. Foi este trabalho de curadoria que começámos a fazer juntos.

E você Laima? L: Foi na mudança com os meus pais para Chicago. Foi um choque mas também uma delícia porque era o “kids paradise”. Mas lembrome que desde pequena fazia muita viagem sozinha. Lembro-me de ir para o Panamá com o passaporte dentro de uma bolsa pendurada ao pescoço a dizer “unaccompanied minor”… Qual é a primeira coisa que fazem quanto chegam a um quarto de hotel? I: Tornamos tudo numa confusão! A sério! Tornamos o quarto o menos parecido possível com um quarto de hotel. Amigos que estejam a viajar connosco e que venham ao nosso quarto 15 minutos depois do check in ficam “o que é que aconteceu aqui?”. L: É ridículo! Em dois minutos fica tudo na maior bagunçada. Basta abrir a mala, nem precisamos de pensar. Às vezes até perdemos coisas dentro do quarto.

E como é que arrancou o MixHell? L: Começou connosco a pôr música com o apoio dos belgas 2 Many DJs que foram os primeiros a acreditaram em nós e depois a nos levaram em tournée. O Iggor sempre tocou MPC porque sempre pensou, como drummer, que os beats tinham de estar lá, assentes sob os edits que preparávamos. Isto fez do MixHell mais do que um duo de DJs e tornou-o próximo de um concerto ao vivo de que 73


E lembram-se de alguma coisa valiosa que tenham perdido num hotel? I: Acho que a Laima costuma perder o telefone… Mas nunca nada de importante como uma carteira ou um passaporte.

E você Laima? L: O Iggor gosta da comida eu gosto da bebida, não vou mentir… Como é a história deste apartamento onde estamos? L: Eu era separada e morava bem aqui perto de Ibirapuera e quando fiquei com o Iggor a gente precisou de achar um lugar temporário para passar o Natal com os nossos filhos. Esse lugar temporário é este, a nossa casa: pequena, bagunçada, mas bom.

Qual foi o último presente que a Laima lhe deu? I: Foram uns ténis que eu queria mesmo-mesmo e que a Laima me comprou em Londres. Como temos muitos filhos não costumamos comprar nada para darmos um ao outro como presente de aniversário ou de Natal, mas sempre que sei que há qualquer coisa que ela anda a querer, acabo por procurar e comprar. Fica mais especial. L: E acho que quando começamos a viajar começamos também a querer ter menos coisas. Às vezes chego a casa e fico sem saber para que é que preciso disto tudo.

Iggor is a name that doesn’t sound very Brazilian… IGGOR: That’s right, my father was Italian, in fact he was the Consul for Italy here in São Paulo and he married a Brazilian. Therefore it’s a mixture of Italian and Brazilian.

E Laima, qual foi o presente mais importante que o Iggor lhe deu? L: O “wedding ring”, claro.

Were you born here? I: No, I was born in Belo Horizonte but have always lived here in São Paulo. I consider myself a “Paulista”.

E como é que foi? L: Ele apareceu com o anel. De facto, para falar verdade, foram os nossos filhos que nos pediram para casar. Eles acharam que era importante estarmos casados e termos, além da casa e um filho em comum, um casamento.

What about you Laima? Your name doesn’t sound Brazilian either… LAIMA: My father was from Panama and my mother from Lithuania and they met by chance in Brazil, here in São Paulo, at university. Laima is a Lithuanian name and I’m from the Avenida Paulista, thanks to this unexpected encounter that is a typically Brazilian thing… we say that our children are true mongrels because they are a mixture of everything, Brazilian with Lithuanian with Panamanian with Italian…

Digam-me uma boa loja de discos aqui em São Paulo. L: É a Eric Discos. I: É, não tem como ser outra. Pertence a um coleccionador inglês e é o lugar melhor. Tem tudo: coisa europeia, americana, e até brasileira e muito difícil de achar.

When did you meet? L: It was in 2004. We were both separated from previous marriages, we both had children and we both loved music. We met at a hardcore techno club here in São Paulo. I: It was on a Monday. There’s always a big mix on Mondays, they are the best nights. Back then, Sepultura was coming to an end, Laima worked at MAM (Modern Art Museum) and shortly afterwards we started playing together until what today is MixHell. That was something else I wanted to know. What were you doing when you met? L: I have a course in Fine Arts and worked as a curator at MAM and travelled a lot to get to know educational projects at other museums. Iggor had just finished Sepultura and we sometimes worked on joint projects for MAM. We wanted to do something together but didn’t exactly know what and it was by chance that we began to play music. Were you already a DJ? L: I wasn’t but my sister, whom I lived with, had the whole set-up. I had played guitar when I was younger and did editing on the computer just for fun but when we started working together I really started studying the subject. I: To be honest, I got sick of doing what I did with Sepultura for 20 years… the tours… I wanted something new, teaching children in a museum, as Laima said…

Se não vivessem aqui onde é que viviam? L: Gostamos de Berlim mas como temos cinco filhos, e a língua é difícil para nós brasileiros, talvez escolhêssemos Londres. I: Eu tenho um grande problema com o tempo, quando está muito frio não funciono bem, não consigo sair… E se não vejo o sol começo a ficar deprimido. Especialmente, se trabalho muito à noite. Mas oiçam uma coisa: qual é agora o vosso maior desafio? L: É viajar um monte, tocar um monte, refazer todos os festivais da Europa. Acho que é mais uma continuidade do que um desafio. Vai haver muita viagem e por isso o que eu mais queria era ter um ônibus de tournée. A gente não gosta muito de aeroportos. Mesmo com o upgrade ou um lounge, um aeroporto nunca é sítio prazeiroso.

When you say that you worked together in the museum, what did you actually do? L: We were part of a music project related to the museum’s works of art. It wasn’t just soundtracks to accompany the works, but the challenges we gave musicians. DJs and producers who had to somehow produce sounds that were linked to one of the museum’s exhibits. This was the curator job we started to do together.

Há algum site que vocês achem imperdível? L: O gearsluts.com, um site alemão que só fala de sintetizador, coisa de nerds…

How did MixHell take-off ? L: It started off with us playing with the support of the Belgium “2 Many DJs” who were the first to believe in us and who later took us on tour. Iggor always used MPC because being a drummer, he always believed

De que prazeres é que o Iggor não abdica, mesmo os prazeres ruins… I: De comida! É o meu lado italiano eu acho. 74


that the beats should be there, in the edits we prepared. This made MixHell more than just a DJ duo but like a live concert that Iggor from Sepultura was part of. At the beginning it was good for us as it was a new project that people had their eyes on. We started doing remixes of Buraka and Moby and last year we recorded an album with a label from Berlin, all live. What we want is to be an electronic band rather than just pure DJs.

What about you Laima, what was the most important present that Iggor ever gave you? L: The wedding ring, of course. How was that? L: He turned up with the ring. In fact, to tell the truth, it was our children who asked us to get married. They thought that it was important for us to be married and to have, in addition to a house and child in common, a wedding.

What do you do with five children aged 7 to 16? I: We’re very lucky to have our mothers to help out whenever we need them. L: It’s easier now that they’re older. António has been travelling with us since he was one. The logistics are crazy but they understand and some of them make their own plans, without including us. The eldest wants to live in Germany, she speaks fluent German and has already started making her own choices…

Tell me the name of a good record store in São Paulo. L: Eric Discos. I: Yes, it couldn’t be any other. It belongs to a British collector and it’s the best place. It has everything: European, American, even Brazilian things that are difficult to find.

Do you go away on holidays together? L: One of the first places we went was to Paraty, a secluded place and our favourite place to visit, either just the two of us or with the children. It’s on the coast between São Paulo and Rio. We call it “Paratyse” because the older we get, the more it becomes like paradise.

If you didn’t live here, where would you live? L: We like Berlin but as we have five children and because the language is difficult for us Brazilians, maybe we would choose London. I: I have a real problem with the weather, when it’s cold, I don’t work very well, and I don’t manage to go out… if I don’t see the sun, I start feeling depressed. Especially if I’m working at night a lot.

What was the first trip that each of you remember? I: My parents have always loved travelling but I remember going to the beach, here on the north coast of São Paulo, and it was the first one that marked me most, maybe because it was then that I learnt how to swim. From then on I became a beach fan, I surfed throughout my childhood and now I’m teaching my children to surf. This sea thing is passed down from generation to generation. With the band, at the age of 17, I started going on my first trips alone. The first Sepultura concert outside Brazil was in Vienna, Austria, very different indeed. It was a huge surprise! Here in Brazil, in the days before the internet, we had very little information on what was going on in the underground music world. At this concert in Vienna, we realized we even had fans in a place which up until then had been a mystery to us. Nowadays there is better control; you can see how many views there are in a country.

Tell me something: what is your biggest challenge now? L: To travel loads, play loads, do all the festivals in Europe again. I think it’s more a continuation than a challenge. There’s going to be a lot of travelling and that’s why I would like to have a tour bus. We don’t like airports much. Even with an upgrade or a lounge, airports are never enjoyable places. Is there any site you think is not to be missed? L: gearsluts.com, a German site that only discusses synthesizers, a nerds’ thing… What pleasures do you refuse to go without Iggor, even bad pleasures? I: Food! It’s the Italian in me I think!

What about you Laima? L: It was when I moved to Chicago with my parents. It was a shock but also lovely because it was kids’ paradise. However, I remember that from very early on, I travelled alone often. I remember going to Panama alone with my passport in a little bag around my neck with “unaccompanied minor” written on it.

What about you Laima? L: Iggor likes food and I like drink, I’m not going to lie… What’s the history of the apartment we’re in? L: I was separated and lived very close to Ibirapuera and when I got together with Iggor we needed to find somewhere temporary to spend Christmas with our children. This is the temporary place, our house: small, messy but good.

What’s the first thing you do when you get to a hotel room? I: We turn it all into confusion! Seriously! We make the room look like anything except a hotel room. Friends who are travelling with us and who come to our rooms 15 minutes after check in, say “what happened here?” L: It’s ridiculous! In two minutes everything’s a mess! All we need do is open the case; we don’t even have to think. Sometimes we even lose things in the room. Do you remember ever having lost something valuable in a hotel? I: I think Laima usually loses her phone… never anything important like a wallet or passport. What was the last present Laima gave you? I: It was a pair of trainers that I really, really wanted and that Laima bought for me in London. As we have children we usually don’t buy things to give each other for birthdays or Christmas, but whenever there’s something that she wants, I end up looking for it and buying it. It makes it more special. L: I think that when we start travelling, we start wanting to have fewer things. Sometimes I get home without knowing why I need all of this.

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WELCOME TO

Fato-macaco e plumas vintage / Vintage jumpsuit and feathers Vintage Revenge


Fato e gravata / Suit and tie Dolce & Gabbana, Fashion Clinic; Camisa / Shirt Ermenegildo Zegna

Special Guest: JosĂŠ Fidalgo


Fato / Suit Loja das Meias; Gravata / Tie Dolce & Gabbana, Fashion Clinic; Camisa / Shirt Ermenegildo Zegna; Parka Ermenegildo Zegna


PESTANA

SOUTH BEACH ART DECO HOTEL Tudo depende da perspectiva quando a pergunta que se faz é “qual a cidade mais desejada do mundo”. Nova Iorque, com certeza, Londres, sem dúvida, mas também Moscovo, porque não, ou Shangai. Mas do lado da América do Sul é para Miami que se volta a excitação do desejo onde um clima único e o recente boom cultural e arquitectónico dos últimos anos fizeram desta cidade do estado da Florida a cidade mais cobiçada pelo Novo Mundo. Foi no princípio do século XX que o céu-sempre-azul da Florida começou a atrair a atenção de investidores do Norte que rapidamente deram a Miami Beach o tom de Art-Deco que ainda hoje se pode ver a este território descoberto por Espanha em 1566. A última década tem sido a da subida de Miami ao pódio das primeiras cidades do mundo. Desde 2002 que a edição de Dezembro da prestigiada Art Basel Miami Beach inscreveu a cidade no calendário internacional das grande feiras de arte e que corre a par de uma vida pensada para o exterior e que se passa entre praias, restaurantes, galerias e conceitos de hotel tão únicos como 80


Sandálias / Sandals Luís Onofre; Telefone hi-Fun, Fashion Clinic

os do novo Pestana South Beach. A poucos minutos da Ocean Drive, a promenada oceânica de Miami, o Pestana South Beach é um boutique hotel ao estilo Art Deco baseado em quatro edifícios (classificados pelo Historical Preservation Board) e composto por 97 quartos e suites, além de dois luxuosos apartamentos de dois quartos. O seu charmoso pátio central com piscina, o Mermaid Bar & Bistrot, são perfeitos para sentir ao máximo o novo espírito de Miami. It all depends on perspective when the question is “what’s the world’s most desired city”. New York, of course, London, without doubt but also Moscow, why not, or Shanghai. Further south, however, the excitement is all about Miami, where the unique climate and cultural and archaeological boom of recent years have made Florida, the most sought-after state by the new world. It was at the beginning of the 20th century that the constantly blue sky attracted investors from the north who quickly gave Miami Beach its Art Deco tone that continues to be evident in this land discovered by the Spaniards in 1566. The past decade has seen Miami’s step up onto the podium of the world’s winning cities. Since 2002, the prestigious Art Basel Miami Beach held in December has been included in the international programme of the great art fairs and it is based on outdoor life, taking place on beaches, in restaurants, galleries and hotels that are as unique as the new Pestana South Beach. Just a few minutes’ drive from Ocean Drive, Miami’s seaside promenade, the Pestana South Beach is an Art Deco boutique hotel, made up of four buildings (classified by the Historical Preservation Board) and with 97 rooms and suites, in addition to two luxury apartments with two bedrooms each. Its charming central patio with a pool, the Mermaid Bar & Bistro, is the perfect way to get into the Miami spirit.

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MIAMI ON FOOT


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Diz-se de Miami que é a cidade mais sul-americana dos EUA e o bairro de Wynwood explica em parte essa versão da história desta cidade da Flórida. A imigração porto-riquenha da década de 1950 instalou-se em Wynwood e rapidamente passou a chamar-lhe “Little San Juan” ou ainda mais directamente ao assunto “El Barrio”. O programa de desenvolvimento do Midtown Miami que se iniciou no início de 2000 trouxe entretanto uma nova atenção a esta área, sendo que armazéns abandonados passaram a ser ocupados por residências e ateliers de gente muito nova ligada à criatividade. Além da importância que Wynwood alcançou na cena galáctica da street art (basta andar pela rua de olhos abertos e ver o que se passa), novos negócios florescem todos os dias. A juntar aos novíssimos cafés, bares e restaurantes, para Wynwood deslocou-se nos últimos tempos uma importante parte da produção artística de Miami, fazendo deste bairro a morada de galerias, estúdios e startups tecnológicas. They say that Miami is the most South American city in the USA and Wynwood partly explains this version of the history of this Miami district. The Puerto Rican immigrants of the 1950s settled in Wynwood and it soon became known as “Little San Juan” or, going even more to the point, as “El Barrio”. The Midtown Miami development programme that began in 2000 renewed attention on this area, with abandoned storage buildings becoming the homes and ateliers of many young people involved in creativity. In addition to the importance Wynwood gained in the galactic street art scene (all you need to do is walk along the streets with your eyes open to see what’s going on), new businesses flourish every day. In addition to brand new cafés, bars and restaurants, recently an important part of Miami’s artistic production has moved to Wynwood, making this district the home to art galleries, studios and technological startups.

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BLIND DATE

JOSÉ FIDALGO & JUSTIN VALLEE

As conversas entre desconhecidos fazem parte da vida dos viajantes solitários. Conversas como esta, entre o actor português José Fidalgo e o street artist americano Justin Vallee, os dois convidados da WINK para este encontro gravado em Abril de 2013, no terraço do Pestana South Beach Hotel, em Miami. Conversations with strangers are part of the lives of solitary travellers. Conversations like this one, between the Portuguese actor, José Fidalgo, and the American Street artist Justin Vallee, WINK’s guests for this encounter recorded in April 2013, on the terrace of the Pestana South Beach Hotel in Miami. JUSTIN VALLEE: Fala-me um bocadinho da tua vida? JOSÉ FIDALGO: Nasci nos subúrbios de Lisboa. Comecei por fazer uns trabalhos aos 15 anos como modelo de publicidade. Aos 18 decidi que ser actor era uma forma de vida que queria escolher. JV: E és casado… JF: Sou. E tenho um filho de três anos. E tu? JV: Eu cresci entre Knoxville e o Canadá, onde vivia o meu pai. Tive uma empresa de espaços verdes e um dia decidi, com a minha dupla no 2square, o Jeremiah Taylor, vender tudo e partir em viagem. Foi no ano de 2010, apanhámos um avião para a Europa, comprámos uma caravana, e fomos andando… No regresso aos EUA parámos aqui em Miami e encontrámos em Wynwood o bairro ideal para continuar a levar o nosso trabalho ainda mais em frente.

Lembras-te dos três momentos da tua vida que mais orgulho te deram? JF: Lembro, claro. O primeiro filme, em 2003. Lembro-me perfeitamente do momento em que me telefonaram a dizer que tinha ficado com o papel. Mesmo antes de ter tido tempo para celebrar, liguei à minha mãe... Depois, segundo momento, o do anúncio que fiz com a Monica Bellucci, surpreendentemente, toda a equipa me fez sentir maravilhosamente. O terceiro momento foi um papel que fiz num filme francês, porque mesmo sem saber falar a língua consegui ficar com o papel. JV: Qual é a tua cidade preferida? JF: É um escolha que se mistura bastante com a minha profissão, mas acho que Los Angeles é a minha cidade preferida por ser o sítio onde tudo pode acontecer a um actor. Haverá pessoas que discordam comigo, claro que há. JV: Sem dúvida…

JV: Podes dizer de repente as coisas que levas numa mala quando viajas? JF: As minhas botas, um par de jeans e t-shirts, sempre o mesmo modelo, pretas ou brancas. Mas o mais importante é o meu caderno de capa preta que tenho sempre comigo. E tu? O que é que levas contigo? JV: Muito pouca coisa, as minhas ferramentas de street artist: pincéis e trinchas, latas de spray, marcadores de graffiti. O fundamental! Ah, e um casaco para o frio e o meu tuxedo, um que tenho do H&M, pode sempre acontecer que me convidem para uma festa…

JF: Agora eu! Pessoas como tu, que se vestem com tanta liberdade, que vivem sempre em viagem, podem confundir as pessoas… Como é que lidas com isso? JV: Agradeço pelo que tenho. Gosto mais de estar onde estou e dar valor às pequenas coisas. Afinal tenho a sorte de viver numa comunidade que me dá paredes para pintar e que aprecia o meu trabalho.

JV: Uma pergunta que gosto sempre de fazer a quem acabo de conhecer.

JF: Mudaste muito entre a pessoa que eras para a pessoa que és agora. 94


Qual é a maior diferença? JV: O prazer das pequenas coisas, uma dedicação maior ao que estou a fazer e uma vida com mais calma…

JV: Talvez. O humor da forma como me visto deixa-me bem. Eu passo por todas as secções até encontrar a roupa que quero, desde a secção de senhoras velhinhas até à de roupa de criança. Compro roupa em segunda mão, aí por uns 5 dólares, e quando me farto volto a vendê-la na mesma loja onde a comprei. Gosto de usar coisas boas, estranhas ou diferentes. Depende de como me sinto nesse dia. Pareço a minha avó: gosto de padrões de animais!

JF: E eras capaz de mudar por uma mulher? JV: É uma boa pergunta. Agora, neste momento, acho que não. Sabes, não posso parar. Sinto-me tão próximo de onde quero vir a estar, dos meus sonhos, que não posso desviar-me do meu caminho. Estou numa fase de transição e este sacrifício que estou a fazer é feito por uma coisa maior. Além disso, não apareceu ainda ninguém suficientemente forte para comprometer esta fase do meu trabalho.

JV: Achas que já conquistaste os teus sonhos? JF: Alguns deles. Como actor ainda não estou satisfeito. JV: Queres ser melhor? JF: Tem de ser passo a passo.

JF: Tens muita competição? JV: O bom da street art é que todos os artistas são muito diferentes. Não vejo os outros como concorrentes mas como parte de uma comunidade. Todos colaboramos de certa forma uns com os outros, nem que seja como contributo para uma influência colectiva.

JF: Lembras-te do momento exacto em que decidiste que tinhas de mudar a tua vida? Houve algum episódio? JV: Acho mais que foram uma série de eventos que se acumularam. Eu trabalhava desde a madrugada até ao cair do dia e a certa altura comecei a perceber que estava alguma coisa dentro de mim mas que a perseguição do sonho americano, que é também a perseguição do dinheiro, estava a impedir-me de a encontrar…

JF: O que é que te inspira? Fazes pesquisa para o teu trabalho? JV: Em primeiro lugar acho que tenho uma energia interior que me vai guiando mesmo nos momentos em que não estou inspirado. Leio cada vez mais. Tomo nota de tudo nos meus cadernos, como pinto com as duas mãos tenho um caderno para a mão esquerda e outro para a direita… JF: Isso faz-me lembrar histórias de pintores, tens um pintor preferido? JV: O [ Jean-Michel] Basquiat. Mesmo estando ainda muito próximo do nosso tempo, para mim tem a força de um clássico.

JF: Mas não achas que esta tua vida agora também é um sonho americano? JV: Sim. A coisa é tornar o sonho realidade. JUSTIN VALLEE: Tell me a little bit about your life? JOSÉ FIDALGO: I was born in the suburbs of Lisbon. I started off doing some modelling jobs for advertising when I was 15. When I was 18 I decided that being an actor was the lifestyle I wanted to choose. JV: Are you married… JF: Yes I am and I have a daughter aged three. What about you? JV: I grew up between Knoxville and Canada, where my father lived. I had a green spaces company and one day I decided, with my partner at 2square, Jeremiah Taylor, to sell everything and set off on a trip. It was in 2010, we took a plane to Europe, bought a caravan and set off… On our way back to the USA, we stopped here in Miami and found in Wynwood the ideal district to take our work even further forward.

JV: Mas deixa-me fazer-te uma pergunta: se pudesses trocar de lugar com alguém neste mundo, e poderia ser com quem tu quisesses, quem seria essa pessoa? JF: Com o Johnny Depp. Mas só por um mês! Embora não tenha a certeza de que ele quisesse trocar comigo. E tu, com quem trocavas? JV: Não sei se seria alguém em concreto, mas talvez gostasse de experimentar a sensação de ter muito dinheiro para gastar. JF: Como é que te vês daqui a 20 anos? JV: Gostava que o 2square crescesse e se tornasse um projecto ainda mais colectivo, assente em várias comunidades artísticas. JF: E onde é que gostavas de viver, além dos EUA? JV: Gosto muito dos EUA mas esta é uma cultura com 200 anos em que as marcas chegam a ter a relevância de instituições no imaginário das pessoas. A Europa é outra história. Tudo é diferente de país para país: as estradas, as línguas, as pessoas. Mas indo à pergunta, era capaz de viver em Espanha. Gostei do ambiente, adorei Barcelona.

JV: Can you tell us, out of the blue, what you pack when you travel? JF: My boots, a pair of jeans and T. shirts, always the same style, black or white. But the most important thing is my notebook with a black cover that I carry with me all the time What about you? What do you take with you? JV: Very little, my street artist tools: paint brushes, cans of spray, graffiti markers. The fundamental things! Ah, and a coat for the cold and my tuxedo, one I bought at H&M, you never know, I might get invited to a party…

JF: Mas tu em concreto? Como é que te imaginas daqui a 20 anos? Há bocado falaste de ter muito dinheiro. Achas que se começasses a ganhar muito dinheiro isso mudaria a tua vida? JV: Estava a falar de esbanjar dinheiro porque há muito tempo que não o faço. Se no 2square tivéssemos dinheiro, acho que viajaríamos mais, pelos Estados Unidos e a Europa. Levaria mais pessoas comigo de maneira a que outros também pudessem partilhar esta experiência.

JF: A question I always like to ask when I have just met someone. Do you remember the 3 moments in your life that you are most proud of ? JF: Of course I remember. The first film, in 2003. I remember that moment perfectly; when I received a call telling me I got the role. Even before I had time to celebrate, I called my mother… Then, the second moment was when I did an advertisement with Monica Bellucci, surprisingly, the whole team made me feel fantastic. The third moment was a role I played in a French film because even though I didn’t speak the language, I managed to get the role.

JV: Tens algum conselho que dês a um pai, tu que és pai? JF: Não sou pessoa de dar conselhos a ninguém, a única coisa que posso dizer é que a partir do dia em que és pai, serás sempre responsável por uma outra vida. Educar aquela pessoa para ser independente, para conhecer a liberdade. Se isto pode ser um conselho? Não sei.

JV: What’s your favourite city? JF: It’s a choice that has a lot to do with my profession, but I think Los Angeles is my favourite city because that’s where everything’s possible for an actor. There may be people who will disagree with me, of course there are. JV: For sure…

JF: Achas que a maneira como te vestes é a tua marca? Além do teu trabalho, claro. 95


JF: Now me! People like you who dress so freely, who are always travelling, may puzzle people… How do you deal with that? JV: I give thanks for what I’ve got. I prefer being where I am and appreciating the small things. After all I’m lucky enough to live in a community that gives me walls to paint and appreciates my work.

JF: Where would you like to live, apart from here in the USA? JV: I like the USA a lot but it’s has a 200 year-old culture where brands are as relevant as institutions in people’s minds. Europe’s another story. Everything differs from country to country: the roads, languages, people, but getting back to the question, I could live in Spain. I liked the atmosphere, I loved Barcelona.

JF: Have you changed a lot since the person you were before and who you are now? What’s the biggest difference? JV: The pleasure of the small things, more dedication to what I am doing a life, calmer…

JF: What about you specifically? How do you see yourself in 20 years’ time? You mentioned having a lot of money? Do you think your life would change if you started to make a lot of money? JV: I was talking about throwing money around as I haven’t done that in ages. If 2square had money, I think we would travel more, in the States and in Europe. I would take more people travelling with me so they could share this experience too.

JF: Would you ever change for a woman? JV: That’s a good question. Now, at the moment, I don’t think so. You know, I can’t stop. I feel so close to where I want to be, to fulfilling my dreams that I can’t go off-track now. I’m going through a transition phase this sacrifice now is all for a greater cause. Also, no one strong enough to compromise this phase of my work has come along yet.

JV: As a father, do you have any advice for other fathers? JF: I’m not one to give advice to anyone, the only thing I will say is that once you are a father, you’ll always be responsible for another life. Bringing up that person to be independent, getting to know freedom. Is that a piece of advice? I’m not sure.

JF: Do you have a lot of competition? JV: The good thing about street art is that the artists are all very different. I don’t see others as competitors but as part of a community. In a way, we all cooperate with one another, be it just as a contribution to a collective influence.

JF: Do you think that the way you dress is your trademark? In addition to your work, of course. JV: Maybe. The fun way I dress makes me feel good. I go through all the sections until I find the clothes I want, from the old ladies’ section to the children’s one. I buy second hand clothes, for about 5 dollars and when I get bored of them I sell them back to the place where I bought them. I like wearing good, strange or different things. It depends on how I feel that day. I’m like my grandmother, I like animal prints!

JF: What inspires you? Do you do research for your work? JV: Firstly, I think I have interior energy that guides me even when I’m not inspired. I read increasingly more. I take note of everything in my notebooks and as I paint with both hands, I have a notebook for my left hand and another for my right. JF: That reminds me of stories about artists; do you have a favourite painter? JV: [ Jean-Michel] Basquiat. Although he is quite recent, I think he has the strength of a classic.

JV: Do you think you have fulfilled your dreams? JF: Some of them. As an actor, I’m not satisfied yet.

JV: Let me ask you a question. If you could trade places with someone in this world, who would it be? JF: With Johnny Depp, but just for a month! Although I’m not sure he’d like to swap with me. What about you, who would you, trade with? JV: I don’t think it would be with anyone specific but I would like to know what it feels like to have a lot of money to spend.

JV: Do you want to be better? JF: It has to be one step at a time. JF: Do you remember the exact moment when you decided to change your life? Was there a specific episode? JV: I think it was an accumulation of things. I used to work from early in the morning until night fall and it got to the stage that I started to understand what was going on inside me but going after the America dream, which is also going after money, was preventing me from doing this…

JF: How do you see yourself in 20 year’s time? JV: I’d like 2square to grow and become even more of a collective project, involving even more varied artistic communities.

JF: Don’t you think your life now is also an American dream? JV: Yes. It’s all about making the dream reality.

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Justin Vallee em frente a uma das suas paredes / in front of one of his murals


g a s t r o n o m i a / cuisine

JANTAR A SEIS MÃOS

Num fim de semana de Fevereiro, debaixo do céu azul do Inverno algarvio, três Chefs encontraram-se nas cozinhas do restaurante L’Olive para, a seis mãos, desfiarem a história gastronómica de 40 anos do Grupo Pestana. Ao longo das três noites do programa, os menus criados pelos chefs Dominique Lienhard – o anfitrião, do Pestana Vila Sol, Pedro Marques, do Pestana Palace, e Manuel Alexandre, da Pousada de Cascais – traduziram através de sete pratos a herança de um grupo que começando em Portugal, na ilha da Madeira, se abriu ao mundo. Assim, cada um dos jantares, sempre concebido e preparado a seis mãos, homenageou locais tão distantes e sabores tão diferentes como a Madeira e o seu atum, o Algarve e as ostras da Ria Formosa, as pampas argentinas e a carne de novilho, ou o Oceano Índico e Moçambique com uma moqueca no coco. On a weekend in February, under the blue skies of the Algarve winter, three chefs can be found in the kitchen of the L’Olive restaurant to challenge, using six hands, the Group Pestana’s 40 years of cuisine. Over the three nights of this initiative, the menus created by Dominique Lienhard, the host from the Pestana Vila Sol, Pedro Marques from the Pestana Palace and Manuel Alexandre, from the Pousada de Cascais, resulted in seven dishes that reflect the heritage of a Group that started in Portugal, on the Island of Madeira and opened up to the world. This way, each of the dinners, always conceived and prepared by the six experienced hands, paid homage to places as far away and with such diverse flavours as Madeira with its tuna, the Algarve with its oysters from Ria Formosa, the Argentine “pampas” with its veal and the Indian Ocean and Mozambique with a “moqueca no coco”.

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1. Do Reino Unido: Gelado de chá preto e “After Eight” / From the U.K: Tea & After Eight ice cream” 2. Da ilha da Madeira: Banana, atum e salada fresca / From the Island of Madeira: Banana, tuna fish and fresh salad 3. De Portugal: “Bucha”; pão, queijo, azeitonas e doce de uva / From Portugal: “Bucha”; bread, cheese, olives and grape jelly 4. Dos EUA: Chocolate negro e marshmallow em espeto / From the U.S.A: Chocolate & Marshmallows on a skewer


q u e s t i o n a r i o / questioNnaire António Maçanita é fundador dos vinhos Fita Preta e passageiro frequente de todas as viagens à volta desta bebida única.

António Maçanita is the founder of Fita Preta wines and a frequent flyer of all the trips around this unique drink. My personal style tries to tell others “why blend in when you were born to stand out”, a phrase I learnt from David Booth, the friend with whom I founded Fita Preta. Deep down, why do we spend our life trying to do things for the sake of doing them and not doing things for ourselves, for what we believe in, to create our own identity and if others like it, even better?

O meu estilo pessoal tenta dizer aos outros “why blend in when you were born to stand out”, uma frase que me ensinou o David Booth, o amigo com quem fundei os vinhos Fita Preta. No fundo, porque é que passamos a vida a tentar fazer por fazer e não fazemos por nós, pelo que acreditamos. Criar a nossa própria identidade e se os outros gostarem, melhor.

The last meal that impressed me was at Eleveurs, in Halles, near Brussels. It’s the restaurant of Sophie Dumont who was Lady Chef of the Year in 2009. I’m a great friend of Andy de Brouwer who, in addition to being Sophie’s ex-husband and the owner of the restaurant, is also a wine critic in the Belgium weekly supplement of De Morgen and an enthusiastic sommelier of our wines.

A última refeição que me impressionou foi no Eleveurs, em Halles, perto de Bruxelas. É o restaurante da Sophie Dumont que foi Lady Chef of the Year de 2009. Sou grande amigo do Andy de Brouwer que além de ex-marido da Sophie e proprietário do restaurante é crítico de vinhos no semanário belga De Morgen e um sommier entusiasta dos nossos vinhos.

My favourite site is surfreport.pt.

O meu site preferido é o surfreport.pt.

If there’s one pleasure I won’t go without it’s going out to dinner. Good restaurants, good food and preferably with friends.

Se há prazer de que não abdico é jantar fora. Bons restaurantes, boa comida, de preferência acompanhado por amigos.

An object I never lose sight of is my hard-cover, black notebook. An oldschool notebook that is sold at all university stationery shops.

Um objecto de que nunca me separo é do meu caderno de capa dura e preta. Um caderno “old-school” que se vende em todas as papelarias de universidade.

The last thing I bought was a scarf in Amsterdam. It was, at least, the most useful recent purchase.

A minha última compra foi um cachecol em Amesterdão. Foi pela menos a compra mais útil dos últimos tempos.

The best present I ever received was probably a Honda Scoopy, a scooter my dad gave me when I was a teenager.

O melhor presente que recebi foi talvez uma Honda Scoopie, uma acelera que o meu pai me deu quando eu era adolescente.

My latest biggest discovery was finding out that the wines from Ilha do Pico, in the Azores, still exist.

A minha última grande descoberta foi saber que os vinhos da ilha do Pico, nos Açores, ainda existem.

How many times have I moved home? Wow! Loads! I spent a lot of time away from Portugal. I worked in the United States, then in Australia, France and Portugal.

Quantos vezes mudei de casa? Uau! Bastantes! Andei muito por fora de Portugal. Trabalhei nos Estados Uniddos, depois na Austrália, em França, em Portugal.

I remember the first trip I went on alone, I was 21 and went to Nappa Valley in California, at the end of the summer. I remember the work, the adventures, the lack of money; things that make us remember trips.

Lembro-me da primeira viagem que fiz sozinho, tinha 21 anos e fui para Nappa Valey na Califórnia num final de verão.

My favourite cities? Rio. Even though I hate clichés, that city is exactly what the clichés say about it: in the middle of the sea and forest. The chosen city, no doubt. Then there are others, but they have another buzz: New York and Paris, my wife’s city.

As minhas cidades preferidas? O Rio. Mesmo odiando clichés, aquela cidade é exactamente o que os clichés dizem dela: no meio do mar e da floresta. Cidade eleita, sem dúvida. Depois há outras mas que são outro buzz: Nova Iorque e Paris, a cidade da minha mulher. 98


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PESTANA MONTEVIDEU* Hotel Montevideu, Uruguai

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PESTANA TRÓPICO  Hotel Cidade da Praia, Cabo Verde (+238) 2614200 reservas.tropico@pestana.com

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PESTANA POUSADAS DE PORTUGAL

12

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35

12

POUSADA DE ALIJÓ, BARÃO DE FORRESTER Charme Alijó, Norte

POUSADA DE AMARES, STA. MARIA DO BOURO Histórica, Design Amares, Gerês, Norte

POUSADA DO GERÊS, CANIÇADA, S. BENTO Natureza Caniçada, Gerês, Norte

POUSADA DE BRAGANÇA, S. BARTOLOMEU Charme Bragança, Norte

POUSADA DE GUIMARÃES, STA. MARINHA Histórica Guimarães, Norte

POUSADA DO MARÃO, S. GONÇALO Natureza Arão, Norte

102

POUSADA DO PORTO, FREIXO PALACE HOTEL Histórica Porto, Norte


8 POUSADA DE VALENÇA DO MINHO Charme Valença, Norte

9 POUSADA DE VIANA DO CASTELO, MONTE DE STA LUZIA Charme Viana do Castelo, Norte

10 POUSADA DE BELMONTE CONVENTO DE BELMONTE Histórica Belmonte, Centro

11 POUSADA DE CONDEIXA-A-NOVA, STA. CRISTINA Charme Condeixa-a-Nova, Centro

12 POUSADA DE MANTEIGAS, S. LOURENÇO Natureza Manteigas, Centro

13 POUSADA DE ÓBIDOS, 16 CASTELO DE ÓBIDOS Histórica Óbidos, Centro

14 POUSADA DE OURÉM, CONDE DE OURÉM Histórica Ourém, Fátima, Centro

15 POUSADA DA TORREIRA MURTOSA, RIA DE AVEIRO Natureza Aveiro

16 POUSADA DE VILA POUCA DA BEIRA, CONVENTO DO DESAGRAVO

17 POUSADA DE VISEU Charme Viseu, Centro

18 POUSADA DE QUELUZ, D. MARIA I Histórica Queluz, Lisboa

19 POUSADA DE CASCAIS, CIDADELA HISTORIC HOTEL Histórica, Design Cascais

POUSADA DE PALMELA, CASTELO DE PALMELA Histórica Palmela, Setúbal

POUSADA DE SETÚBAL, S. FILIPE Histórica Setúbal

POUSADA DE ALCÁCER DO SAL, D. AFONSO II Histórica, Design Alcácer do Sal, Alentejo

POUSADA DE ALVITO, CASTELO DE ALVITO Histórica Alvito, Alentejo

POUSADA DE ARRAIOLOS, NOSSA SRA DA ASSUNÇÃO Histórica, Design Arraiolos, Alentejo

POUSADA DE BEJA, S. FRANCISCO Histórica Beja, Alentejo

POUSADA DO CRATO, FLOR DA ROSA Histórica, Design Crato, Alentejo

POUSADA DE ESTREMOZ, RAINHA STA. ISABEL Histórica Estremoz, Alentejo

Histórica Vila Pouca da Beira, Centro

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POUSADA DE ÉVORA, LÓIOS Histórica Évora, Alentejo

POUSADA DE MARVÃO, STA. MARIA Charme Marvão, Alentejo

POUSADA DE VILA VIÇOSA, D. JOÃO IV Histórica Vila Viçosa, Alentejo

POUSADA DE FARO, PALÁCIO DE ESTÓI Histórica Faro, Algarve

POUSADA DE SAGRES, INFANTE Natureza Sagres, Algarve

POUSADA DE TAVIRA, CONVENTO DA GRAÇA Histórica Tavira, Algarve

POUSADA DE ANGRA DO HEROÍSMO, SÃO SEBASTIÃO Angra do Heroísmo, Terceira, Açores

POUSADA DA HORTA, FORTE DE STA CRUZ Charme Horta, Faial, Açores

POUSADA DA SERRA DA ESTRELA* Covilhã

*Future Opening

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WINK 5  

Pestana Lifestyle Magazine Issue nº 5

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