__MAIN_TEXT__
feature-image

Page 1


E D I T O R I A L

Cidades chegam a 56 anos com mais um desafio: Covid-19 DIVULGAÇÃO

que era para ser um motivo de festas e comemorações, já tradicionais no aniversário de emancipação político administrativa dos quatro municípios (Campo Limpo Paulista, Itupeva, Louveira e Várzea Paulista) que comemoram56 anos neste dia 21 de março, 2021 será um ano de um desafio a mais: O enfrentamento ao coronaví-

O

Vacina é o caminho para vencermos

rus. Aliás, em 2021, as cidades já conviveram com este inimigo e muitos eventos foram suspensos. Porém, este ano, a situação ainda é pior, pois as cidades estarão na fase emergencial do Plano SP do governo do Estado. Será um ano de restrições e de muitas dificuldades, uma vez que a vida e as atividades econômicas têm de ser levados em

consideração. As cidades convivem com um governo federal que está perdido em relação ao combate ao Coronavírus e dificultando a vacinação da população. Todos estes ingredientes fazem com que o maior presente que cada prefeitura pode dar ao seu povo é garantir a vida através de vacinação; Mas, não podemos deixar de enaltecer a história

de luta de cada município para sua autonomia e desenvolvimento. A partir do momento que os emancipadores optaram por elevar os então bairros em cidades, começou uma nova história que ainda não terminou e não terminará, já que os municípios, a cada dia têm novos desafios dar a melhorar muitos setores de uma forma integrada. Foram muitos percal-

A Verdade Semanário que circula nas cidades de Cabreúva, Campo Limpo Paulista, Itupeva, Jarinu, Jundiaí, Louveira e Várzea Paulista

www.portalaverdade.com.br Ernesto Francisco Musselli

Fundado em 2004 por

Jornalista responsável Marcos Nascimento (Mtb 25.518)

Diretor Diego Fernando Musselli

Projeto gráfico Ramon Orsini

O Jornal A Verdade Itupeva não se responsabiliza por conceitos ou opiniões emitidos em artigos assinados assim como matérias produzidas por assessorias de imprensa, devidamente identificadas, e deixa claro que esses não representam, necessariamente, o pensamento da direção. “O Senhor é meu pastor: nada me faltará.” Rua Humaitá, 162 (casa 04) – Vila Santa Terezinha – Várzea Paulista-SP – CEP: 13.220-120 Redação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .redacao@jvregional.com.br Atendimento ao Cliente e Comercial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .atendimento@jvregional.com.br Departamento Financeiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .financeiro@jvregional.com.br Arte-final e Design Gráfico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .artefinal@jvregional.com.br

Fone: (11) 4606-3822 / (11) 99928-1617

2

A Verdade

ços, mas as cidades souberam trabalhar no sentido de fortalecer suas economias para que pudessem caminhar com suas próprias pernas e a ter os seus representantes nos municípios e não depender mais da cidade vizinha, Jundiaí, de quem se separaram há mais de meio século. A data representa a importância de cada município ter a sua identidade própria. São muitas histórias contadas ao longo deste tempo pelas pessoas que ajudaram a fazer destes municípios, um lar. Claro que ao longo destes anos, cada governante vem lutando para fazer de sua cidade, um lugar melhor para se viver, o que não é fácil, pois, são municípios que têm muitos problemas devido ao crescimento, principalmente nos setores mais essenciais, como Saúde, Educação, Moradia, Meio Ambiente, entre outros. E é neste contexto mesmo que a história é escrita: a população é quem escreve a história, com trabalho e muita luta para fazer de sua cidade, um lugar melhor para se viver e é nos erros e acertos que o município vai crescendo.

21 de março de 2021


21 de março de 2021

A Verdade

3


Rio Jundiaí, importante para toda a região

DIVULGAÇÃO

Rio Jundiaí nasce na Serra da Pedra Vermelha, no município de Mairiporã. Possui uma extensão de 123 quilômetros, percorrendo oito municípios: Mairiporã, Atibaia, Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista, Jundiaí, Itupeva. Exceto Atibaia, os quatro seguintes estão localizados na Aglo-

O

4

meração Urbana de Jundiaí. O rio percorre a zona rural de Indaiatuba antes da chegada à sua foz na cidade de Salto, onde se une ao Rio Tietê, sendo um de seus inúmeros afluentes. Ele é tão importante que em setembro é celebrada a ‘Semana do Rio Jundiaí ‘ para comemorar o processo de despoluição

que vem sendo realizado há vários anos, trazendo de volta a vida ao Rio Jundiaí. Um intenso processo de despoluição é realizado em alguns municípios, como Jundiaí, Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista. Atualmente, estão, em curso, investimentos em tratamento de esgoto nas demais cidades, contribuindo

para a despoluição do rio. Em 2017, houve o reenquadramento do Jundiaí – a mudança da classe 4 (quase morto) para a 3. O resultado disso é a volta de peixes nadando no rio, explicada pela estrutura de Várzea Paulista e de Jundiaí quanto ao tratamento do esgoto que antes era despejado no local.

A Verdade

Processo de despoluição é realizado por Jundiaí, Várzea e Campo Limpo

21 de março de 2021


Ferrovia foi a grande locomotiva do desenvolvimento regional DIVULGAÇÃO

estrada de ferro de Santos a Jundiaí marcou o início do desenvolvimento de todo o Estado de São Paulo, inclusive a região de Jundiaí, que começava a crescer. Construída entre os anos de 1860 a 1867 foi a primeira via férrea paulista e realizou o grande feito de retirar o planalto paulista do isolamento ao vencer o desnível da Serra do Mar, inserindo, definitivamente, a então província na modernidade. A Estrada de Ferro Santos-Jundiaí (EFSJ), que da sua inauguração em 1867 até ao ano de 1946 foi denominada São Paulo Railway Company (SPR),ligava o município de Santos a Jundiaí. E foi esta ferrovia que possibilitou o aparecimento das cidades de Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista, entre outras ao longo de seu leito.

A

Um visionário Em 1859, Irineu Evangelista de Souza, junto com um grupo de pessoas, con-

21 de março de 2021

A Verdade

Estrada foi aberta sem o auxílio de explosivos, pois o terreno era muito instável venceu o governo imperial da importância da construção de uma estrada de ferro ligando São Paulo ao Porto de Santos. O trecho de 800 metros de altitude e 8 quilômetros de extensão da serra do Mar era considerado impraticável; por isso, Mauá foi atrás de um dos maiores especialistas no assunto: o engenheiro ferroviário britânico James Brunlees. No alto da serra foi implantada uma estação que serviu de acampamento para os operários, denominada de Paranapiacaba. Ela possibilitava a troca de sistema pelos trens. A estrada foi aberta sem

o auxílio de explosivos, pois o terreno era muito instável. A escavação das rochas foi feita apenas com cunhas e pregos. Alguns cortes chegaram a 20 metros de profundidade. Para proteger o leito dos trilhos das chuvas torrenciais foram construídos no local paredões de alvenaria, variando de 5 a 20 metros de altura, o que consumiu 230.000 metros cúbicos de alvenaria. A despeito de todas as dificuldades, a construção terminou 10 meses antes do tempo previsto no contrato, que era de oito anos. A "São Paulo Railway" foi aberta ao tráfego a 16 de fevereiro de 1867.

5


Movimento dos Emancipadores deu início à libertação DIVULGAÇÃO

m 1964, um grupo de varzinos, formado por Francisco de Assis Andrade, João Aprillanti, Armando Pastre, Victorino Vieira Santana, Antenor Fonseca, Benjamin de Castro Fagundes, Milton Lebrão, Otávio Félix e Farid Feres Sada se reuniu para requerer a emancipação político-administrativa do local. A Assembléia Legislativa de São Paulo deu início ao movimento de emancipação. No dia 21 de março de 1965 o bairro foi elevado a município de Várzea Paulista. O Paulista no nome da

E

A autonomia em relação a Jundiaí possibilitou ao município se desenvolver economicamente

Várzea Paulista, a Cidade das Orquídeas

No final de dezembro de 2018, o ex-governador Márcio França sancionou o Projeto De Lei de número 330/17, transformada na Lei 16.910, que declara Várzea Paulista como a Cidade das Orquídeas, da autoria do então deputado estadual Junior Aprillanti.

6

A cada ano este perfil vem se consolidando. Hoje, a cidade possui vários orquidários e muitos eventos que a fazem conhecida nacionalmente. Atualmente É uma das cidades maiores produtoras desta planta. Anualmente são produzidas mais de 2 milhões de mudas são

vendidas por ano. A cidade apresenta as condições climáticas ideais para o cultivo de orquídeas e possui um conjunto de fatores favoráveis ao cultivo, em razão da Serra do Mursa, que desvia os ventos fortes e protege as plantas. Grandes orquidários se instalaram no mu-

nicípio, tornando-o um pólo produtor, e com isso surgiu a festa anual ‘Orquivárzea’. A cidade abriga quatro grandes orquidários, e um deles é o maior laboratório de mudas da América Latina. Com milhares de espécies, os produtores varzinos encantam a todos.

A Verdade

cidade surgiu como identificador de mais uma conquista dos bandeirantes. A boa localização junto à estrada de ferro e o pioneirismo econômico renderam à Várzea Paulista uma situação privilegiada em relação à quantidade de indústrias instaladas. A partir da emancipação e até aproximadamente 1972, ocorre a organização da estrutura administrativa da prefeitura recém-instalada, cadastrando as propriedades imobiliárias, as fábricas e casas comerciais para o lançamento de impostos. Também tem início o

alargamento de ruas e assentamento de guias e sarjetas. Com o passar do tempo, começa o serviço de saúde e a construção do primeiro conjunto habitacional, edificando dezenas de unidades no bairro da Promeca. Foram também adquiridos, através de desapropriação, os galpões do atual Paço Municipal. Criaram-se mecanismos para aumentar o parque industrial, atraindo as primeiras fábricas da Várzea emancipada, como a Elekeiroz, que em 1923, construiu sua fábrica e hoje é uma das mais importantes do município.

DIVULGAÇÃO

Cidade possui quatro orquidários e uma grande produção desta flor

21 de março de 2021


Greve por melhores salários na Krupp (atual Thyssenkrupp), em 1987

Assembleia na KSB Várzea (2015) aprovou acordo de garantia do emprego

Assembleia na Continental, em Várzea (2015) pela estabilidade de emprego

Metalúrgicos: 75 anos de lutas e conquistas trabalhistas FOTOS: DIVULGAÇÃO

o mês de maio, o Sindicatos dos Metalúrgicos de Jundiaí, Várzea e Campo Limpo, que representa mais de 30 mil trabalhadores na região, comemora 75 anos de existência. Uma trajetória de muitas lutas e conquistas trabalhistas e de infraestrutura, em prol do associado, sendo uma deles, a sua sede central, um prédio de cinco andares inaugurado em 2014, oferece todo o apoio ao associado como assessoria jurídica, serviços de homologação, associação/carteirinha e assistência médica/odontológica.

N

21 de março de 2021

O espaço conta ainda com Auditório, CineArte e a Escola do Metalúrgico, com cursos gratuitos de qualificação. Para o presidente Eliseu Silva Costa, Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista são essenciais na Aglomeração Urbana de Jundiaí. As localidades contribuem muito com a economia e o desenvolvimento regional e nacional, afinal, ambos possuem polos industriais que contam com diversas empresas, entre elas multinacionais de renome como, Thyssenkrupp, KSB e Continental. “É neste cenário

O presidente Eliseu Silva Costa em assembleia na Thyssenkrupp em 2020 que o Sindicato dos Metalúrgicos atua firmemente em defesa dos trabalhadores. A entidade acompanhou o nascimento dos municípios e também con-

tribuiu com a evolução de ambos”, destacou Eliseu, lembrando que mobilizações, greves por salários e acordos para garantir direitos e empregabilidade, fo-

A Verdade

JV REGIONAL

Sede Central, em Jundiaí, uma das grandes conquistas para o associado ram essenciais para os avanços sociais e trabalhistas dos companheiros metalúrgicos de Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista. “Vocês fazem parte da nos-

sa história e nós, do Sindicato, temos orgulho de contribuir com a história da população destes municípios. Parabéns, Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista”.

7


Krupp trouxe força à emancipação de Campo Limpo Paulista DDRONE

história da emancipação politico administrativa do município de Campo Limpo Paulista começou no ano de 1963, quando em 1º de dezembro daquele ano, foi realizado o primeiro plebiscito popular para a emancipação .

A

Primeiro passo No ano seguinte, a Lei Estadual nº 8.092, desmembrou Campo Limpo de Jundiaí, era mais um passo rumo à emancipação que viria um ano depois, logo após a primeira eleição municipal que ocorreu no dia 7 de março de 1965. Alguns dias depois, em 21 de março, finalmente Campo Limpo Paulista torna-se emancipada de Jundiaí e no dia 27 deste mesmo mês, tomou posse o primeiro prefeito da cidade, Adherbal da Costa Moreira e o vice Joaquim Tavares da Silva. O município inicialmente era fazenda integrante de Jundiaí, suas

8

terras eram então latifúndio cafeeiro. Desenvovimento O surgimento da primeira rua, a Avenida Alfried Krupp, se deu com o alojamento dos ferroviários construtores da ferrovia Jundiaí-Santos. As terras eram pertencentes, durante o século passado, ao Barão de Jundiaí, passando depois à família Pereira Pinto até sua emancipação em 1965. Depois dessa data, a família contratou procuradores e as terras ganharam administradores locais. Plebiscito Os poucos moradores do então bairro de Jundiaí, Campo Limpo, estavam descontentes com a administração central de Jundiaí, pois consideravam que a administração não dava atenção ao bairro distante e abandonado, dando início, assim, ao movimento de emancipação de Campo Limpo. O movimento ganhou

força com a vinda da Metalúrgica Krupp, que foi inaugurada em 1961 e contou com a presença do governador Carvalho Pinto e do presidente Jânio Quadros. A Metalúrgica era o que faltava para a emancipação político-administrativa. A cidade tornou-se município independente pela lei estadual n° 8.092. Campo Limpo Paulista O nome para a cidade de Campo Limpo surgiu pelo fato de que os moradores do bairro encontraram um enorme campo limpo no local. Com a emancipação, Campo Limpo, teve sua denominação alterada para Campo Limpo Paulista, pela Lei Estadual nº 9.842, de 19 de setembro de 1967. A denominação ‘Paulista’ adicionado ao nome do recém criado município foi dado para não ser confundido com o bairro de mesmo nome na cidade de São Paulo, chamado Campo Limpo.

O município conta atualmente uma população estimada em 84. 650 habitantes, conforme dados do IBGE de 2019

DIVULGAÇÃO

Primeira legislatura A primeira legislatura do município campolimpense ocorreu no dia 7 de março do ano de 1965, e teve como seu primeiro prefeito, Adherbal da Costa Moreira. A posse de Adherbal da Costa Moreira foi no dia 27 de março de 1965, tomou posse também o vice-prefeito Joaquim Tavares da Silva.

A Verdade

Inauguração da Krupp (1961) com Carvalho Pinto (gov) e Jânio Quadros (pres)

21 de março de 2021


Louveira, a terra da Videira e de muitos imigrantes

DIVULGAÇÃO

s primeiros relatos sobre Louveira datam de 1639 quando Gaspar de Oliveira, Bandeirantes espanhol, desbravou estas terras e plantou as primeiras mudas de videira (uva). Foi ele também quem batizou o local de sua primeira parada na região com o nome de Louveira pelo fato de haver no local, várias mudas nativas com este nome. Passados aproximadamente 250 anos, acolheu os imigrantes italianos que substituiu escravos nas lavouras de café. Sua emancipação política começou em 1948, quan-

O

do Vinhedo desmembra-se de Jundiaí e Louveira passa a pertencer a Vinhedo como bairro. Em 1949, o Bairro de Louveira conseguiu eleger cinco vereadores: Nicolau Finamore, Belmiro Niero, Gilberto Ajjar, José Baggio e Francisco Bossi, que atuaram na primeira legislatura do Município de Vinhedo, entre 02 de abril de 1949 à 1º de abril de 1953. Em agosto de 1952, os vereadores residentes em Louveira e outras pessoas organizaram uma reunião preparatória para reivindicar a elevação do Bairro à Distrito, no dia 24 para orDIVULGAÇÃO

A estação nasceu em 1872, junto aos trilhos da Cia Pta. de Estradas de Ferro

21 de março de 2021

ganização e instalação da Comissão Executiva. Em 1º de janeiro de 1955, Louveira foi elevada à categoria de Distrito. Em 15 de fevereiro de 1963 houve Assembleia Pró-Emancipação e no dia 1º de dezembro de 1963, o povo em plebiscito se manifestou pela elevação de Louveira à Município. Em 07 de março de 1965 realizaram-se as eleições municipais e os seus primeiros representantes eleitos foram Odilon Leite Ferraz para Prefeito e Belmiro Niero para Vice-Prefeito que em 21 de março de 1965, foram diplomados e tomaram posse.

O bairro Santo Antônio abriga muitos imigrantes vindos de diversos estados brasileiros

Ferrovia foi um marco de desenvolvimento A estação recebeu o nome do córrego em sua proximidade, “Capivary”. Não demorou muito, foi necessária a troca deste nome para que não houvesse confusão com a estação na já formada cidade de Capivary (hoje Capivari) , na linha da Companhia Ituana, próxima a Piracicaba. O nome

recebido, segundo os historiadores locais, teria sido em função de uma árvore comum da região, a Louveira. Em 1890, é feita a primeira reforma na estação, para que pudesse abrigar também a plataforma da recém-inaugurada Cia Carris de Ferro Itatibense, ferrovia idealizada por cafeicultores

A Verdade

de Itatiba, para que sua produção de café fosse escoada até os trilhos da Paulista e daí seguisse para o porto de Santos. No meio dos anos 50 ela deixa de servir à Itatibense, com o fechamento desta ferrovia, e desde os anos 70 estava fechada como estação, porém ainda utilizada

como parada para os trens de passageiros. No ano de 1997 ela vê o ultimo trem de passageiros passar por sua plataforma, ficando abandonada por um bom tempo. Somente em 2016 é que foi totalmente reformada e entregue à população e hoje abriga o Centro de Informações Turísticas.

9


Do Ciclo do Café e olarias à industrialização

campina que sofreu forte influência e desenvolvimento atrelado ao ‘Ciclo do Café’, também cresceu com a chamada ‘indústria do tijolo’ e mais tarde, a industrialização propriamente dita, com a chegada de várias empresas, entre elas, a Elekeiroz. Várzea, neste processo, cooperava com cerca de 60 olarias, suprindo o mercado consumidor de Campinas e São Paulo, com uma produção diária de 650 mil tijolos.

A

A vocação para o crescimento econômico de Várzea é a tônica de sua história, a exemplo da rápida expansão da olaria, indústria pioneira que conquistou grande desenvolvimento. A iniciativa não demandava grandes investimentos, tampouco recursos técnicos, aproveitando ainda a matéria-prima abundante e barata na região, como o barro, que, processado e cozido, foi convertido na primeira fonte de receita do

então pequeno povoado. No entanto, os fornos e caldeiras, sejam das olarias, fábricas ou ainda para uso da estrada de ferro, eram abastecidos com madeira de eucaliptos. Para tanto, as empresas iniciaram um gigantesco processo de derrubada de madeira de lei e árvores nativas para a plantação de eucaliptos e, consequentemente, a obtenção da madeira propícia para o uso nos fornos. A ação, que ocorreu não

somente em Várzea, mas em toda a região, provocou uma intensa degradação ambiental que até hoje tem reflexos negativos. O ciclo do café e o ciclo da mandioca também contribuíram muito para o desmatamento local. Com tanta matéria-prima retirada do meio ambiente, Várzea Paulista já produzia tijolos numa escala que supria as necessidades da região, chegando a abastecer a capital paulista com seus tijo-

los, imprescindíveis para construção civil da época. Criaram-se mecanismos para aumentar o parque industrial, atraindo as primeiras fábricas da Várzea Paulista emancipada, como a Elekeiroz, que em 1923, adquiriu um terreno para construção de sua fábrica. Durante todo século XX a indústria teve sua posição de destaque na formação da cidade. A primeira foi a Elekeiroz, instalada em 1923, antiga Societé des

Destilleries Bresilienne, adquirida pelo paulista Luiz de Queiroz, produzindo inseticidas, produtos farmacêuticos e fertilizantes. Alfred Teves, depois I.T.T., hoje Continental Automotive ATE, é líder mundial no fornecimento de sistemas de freios automotivos para montadoras, localizada em Várzea Paulista. Outro destaque é a KSB, instalada na cidade em 1957, também foram pioneiras no município. FOTOS: DIVULGAÇÃO

As olarias tiveram um papel importante na formação das cidades e também em seu desenvolvimento econômico

10

A Verdade

A Elekeiros foi o marco da industrialização na cidade de Várzea Paulista, onde funciona até hoje

21 de março de 2021


Na região, japoneses e italianos foram importantes

DIVULGAÇÃO

Q

uando os japoneses

que por aqui chegaram, Jundiaí ainda compreendia os atuais municípios de Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Louveira e Itupeva, que foram desmembrados e separados apenas no anos de 1965.

Japoneses A história da imigração japonesa no país foi cheia de obstáculos e na região não foi diferente. Atraídos pelo sonho de uma vida melhor, tiveram de aprender a conviver com uma cultura diferente

da sua e superar várias dificuldades, principalmente, o preconceito. Segundo relato históricos, os japoneses começaram a chegar na região por volta de 1920 e a sua maior contribuição foi o trabalho agrícola, trazenso outras culturas para serem plantadas em várias cidades. Várias famílias Atualmente são diversas famílias de imigrantes japoneses existentes na região. Muitos iriam para outras localidades, mas acabaram ficando por aqui mesmo: As famílias IanoDIVULGAÇÃO

Imigrantes italianos se dedicaram à plantação de uva

21 de março de 2021

gaido, Hamada, Nagayama e Sannomiya, entre muitas outras, pretendiam chegar em Jaraguá e estavam juntas no saudoso trem da Bragantina, mas um imprevisto mudou para sempre a história de quatro famílias. Várzea Paulista O trem quebrou em Várzea Paulista e todos acabaram permanecendo no município, depois de um convite de trabalho do coronel Eduardo Álvaro de Castro para ocupar uma área agrícola no centro da cidade.

As famílias japonesas foram importante mão de obra agrícola, perincipalmente de café, que crescia na região

Imigrantes mostraram força de trabalho No século XIX, o Brasil era visto na Europa e na Ásia (principalmente Japão) como um país de muitas oportunidades. Pessoas que passavam por dificuldades econômicas enxergaram uma ótima chance de prosperarem no Brasil. Na região de Jundiaí foram vários imigrantes, entre eles, os ita-

lianos. Jundiaí é uma cidade tradicionalmente italiana. Em alguns momentos, mais de 50% da população era descendente direta de imigrantes. Alguns bairros, no entanto, são bem mais italianos que outros e mantém muitas tradições de outrora, como o bairro da Colônia e do Traviú.

A Verdade

No final do século XIX, mais precisamente em 1893, um grupo de imigrantes originários do norte da Itália, contando com recursos próprios, chegou ao Brasil. Seu destino inicial foi a Fazenda Sete Quedas, em Campinas, em que trabalharam na lavoura de café. Pouco depois, este mesmo

grupo comprou as terras que hoje compõem o bairro do Traviú. No início, tentaram também produzir o café, mas foi com a uva, cujas parreiras até hoje podem ser lá encontradas, que o bairro encontrou sua verdadeira vocação. Apesar do tempo, o Traviú mantém muitas de suas tradições.

11


Várzea e Campo Limpo Paulista dividem patrimônios ecológicos A

região tem muitos lugares considerados como verdadeiras jóias da natureza. Entre matas nativas e muita exuberância estão vários patrimônios ecológicos: Serra do Japi, Serra do Mursa e dos Cristais, que acabam se unificando ao longo do território de cada cidade. Em Várzea Paulista, a Serra do Mursa é um verdadeiro testemunho da rica flora e fauna. Reserva de Biosfera da Mata Atlântica, ela faz parte do cinturão verde do Estado de São Paulo. Pode-se dizer que a área é o testemunho vivo de nossa história, com suas nascentes e abrigando diferentes espécies de borboletas, aves e animais. Com seus 1,1 mil metros de altitude no pico, conhecida tb pelo nome de ‘Morro do Elefante’, o Mursa é uma elevação que possibilita uma bela panorâmica desta região sul de Jundiaí e uma visão privilegiada de toda a região.

12

Turismo Rural fortalece economia regional DIVULGAÇÃO

Hoje todas as cidades da região possui algum tipo de atração enquadrada no chamado turismo rural e isso tem feito e diferença para muitas cidades, quer seja com seus restaurantes, comércio de produtos rurais, festas e outras manifestações que se enquadrem neste perfil. As tradições, a culinária, as frutas frescas direto do pé, atrativos estes, cercados pela hos-

pitalidade característica da roça, podem ser vistos nos roteiros rurais de várias cidades da região, que se completam pelas adegas de produção de vinho artesanal e pela cultura italiana tão presente na região. Também pelas paisagens, pelos sons e pelos cheiros de doce feito no fogão à lenha, de bolos e pães fresquinhos, servidos com o café feito na hora. DIVULGAÇÃO

Serra do Mursa, um paraíso ecológico que tem sido visitado por muitos turismas da região Serra dos Cristais Este corredor ecológico, entre as serras de Atibaia, Cantareira e do Japi possui uma formação geológica acidentada, com montanhas acima de 1.000 metros de altitude. Graças a essa altitude e inclinação, a região teve boa parte de sua vegetação

original preservada. Ela reúne dois dos ecossistemas mais ameaçados do planeta: a Mata Atlântica e o Cerrado com vegetação muito diferenciada adaptada às condições de solo raso de pouca fertilidade, pouca umidade, ventos fortes e diferenças de temperaturas altas.

Por tudo isso, a Serra dos Cristais é um santuário ecológico, refúgio da flora e fauna regionais. Ela acolhe animais que figuram na lista de espécies ameaçadas de extinção, entre eles saracura,jacu, macaco sauá, jaguatirica, onça parda, veado, jacu-estalo e pavão-domato.

A Verdade

Na região é possível encontrar itens produzidos artesanalmente e frutas

21 de março de 2021


21 de março de 2021

A Verdade

13


Aniversário de Louveira terá ações culturais e iluminação da Estação DIVULGAÇÃO

cidade de Louveira vai celebrar 56 anos de emancipação no próximo domingo, dia 21 de março. Este ano, devido à pandemia do coronavírus, foi preciso inovar para celebrar a data e, seguindo todos os protocolos sanitários de combate à Covid19, a Secretaria de Cultura e Eventos preparou uma série de atividades como a exibição de vídeos de artistas da cidade, intervenções culturais e iluminação especial em um dos principais pontos turísticos do município: a Estação Ferroviária. Chamada de “Louveira 56”, a celebração terá início no sábado, às 19 horas, quando a Estação Ferroviária será iluminada com luzes azuis. Além de ser uma das principais cores da bandeira do município, a tonalidade também foi escolhida por remeter aos sentimentos de fé e esperança. “É uma forma de homenagearmos as vítimas da Covid-19”, afirma o secretário de Cultura, Felipe Hass. A Estação ficará azul

A

14

até o domingo de Páscoa, celebrado em 4 de abril. Também na Estação Ferroviária, uma escultura interativa feita com materiais reutilizados, como tubos de papel e pneus, será instalada durante o final de semana. A obra une dois elementos símbolos da cidade: a árvore Louveira e a tradicional uva, em representação lúdica com as cores da bandeira municipal. O monumento foi criado coletivamente pelos cenógrafos Aila Nogueira, Vitória Paiva e Vinicius Góes Ribela, residentes na cidade. A obra poderá ser visitada espontaneamente pelo público, conforme as orientações de circulação e prevenção vigentes. No domingo, a partir das 5 horas, os tapumes de obras instalados na Av. José Niero, no Centro, receberão aplicação de cartazes artísticos comemorativos. Conhecida como “lambelambe”, a técnica é amplamente difundida em todo o mundo e vai dar mais cores ao Centro da cidade.

Chamada de “Louveira 56”, a celebração terá início no sábado, às 19 horas, quando a Estação Ferroviária será iluminada com luzes azuis Realizada pelo grupo Coletivo Abertamente, de Louveira, a intervenção artística reúne cartazes sobre o aniversário da cidade, mensagens de prevenção à Covid-19 e ainda realiza, por meio da reprodução de poemas, uma homenagem ao agitador cultural louveirense José Ademir Tasso. Os cartazes também

serão aplicados em outros dois pontos na região do bairro Santo Antônio. Ainda no domingo, estará disponível no canal do YouTube da Prefeitura de Louveira a série de vídeos #EuFaçoCultura. Realizada através do Edital nº 001/2021, publicado no começo deste ano em caráter de apoio emergencial aos

A Verdade

profissionais, a série tem como objetivo promover o trabalho de aproximadamente 50 artistas e fazedores culturais da cidade neste momento tão sensível. “Essas pessoas são a cara da Cultura de Louveira. Nos vídeos, os participantes comentam brevemente sobre suas trajetórias profissionais e deixam mensa-

gens inspiradoras para o município”, ressalta Felipe Hass. Os vídeos também serão divulgados no decorrer dos meses de março e abril nas redes sociais da Prefeitura (Facebook e Instagram). Para ver os vídeos https://www.youtube.com/ channel/UC4mJmP_h5W5M9t3azVLTcw.

21 de março de 2021


Itupeva: café foi a base da agricultura até 1930 DIVULGAÇÃO

tupeva, cujo nome significa "Cascata Pequena" tem início ainda no século XIX, quando a região era constituída de diversas fazendas. Em 1873, em terras da fazenda São João da Via Sacra é inaugurada a estação ferroviária de Itupeva, (por anos o prédio foi ocupado pela Prefeitura Municipal) com o tempo, o bairro foi se formando em volta da fazenda. Desde 1873, quando foi inaugurado, até sua erradicação em 1970, o trem foi o principal elo de comunicação entre Itupeva e o mundo exterior, por onde a cidade recebia toda sorte de mercadorias que abasteciam o comércio, além de escoar a produção agrícola. O café, que foi base de nossa agricultura até 1930, era todo embarcado nos vagões da Sorocabana para exportação através do porto de Santos. Só depois é que veio a uva. Em 1953 Itupeva tornase Distrito de Paz do Município de Jundiaí, com o crescimento, iniciaram-se

I

21 de março de 2021

também os movimentos de emancipação políticoadministrativa, tornandose em 1963 município. Porém, como não recebia as atenções do poder público quanto aos reclamos da população. Os irmãos José Poli e Luiz Poli, este último vereador em Jundiaí, representando o distrito de Itupeva, Dorival Raymundo e Xisto Araripe Paraíso, lideravam o movimento de emancipação. Constantes idas à Assembleia Legislativa de São Paulo conseguiram, através do Deputado Salvador Julianelli, que Itupeva fosse incluída na relação dos distritos que reivindicavam sua autonomia, através de anteprojeto a ser discutido pelos deputados. Marcado o plebiscito para 3 de outubro de 1963, a população, isto é, os eleitores, aprovaram a emancipação, 90% disseram “sim” e o governador do estado promulgou Lei nº 8050 em 31 de Dezembro de 1963, confirmando o desejo dos itupevenses. A

Desde 1873, quando foi inaugurado, até a erradicação em 1970, o trem foi o principal elo de Itupeva e o mundo exterior eleição para prefeito foi realizada no dia 31 de outubro de 1964, saindo ven-

cedor o Sr. Luiz Poli. A posse, porém, com a instalação do município,

A Verdade

só veio a ocorrer em 21 de março de 1965. O golpe de 31 de março de 1964 parou

as atividades políticas no Brasil, causando o atraso na posse do prefeito.

15


16

A Verdade

21 de março de 2021

Profile for Jornal A Verdade Regional

Especial 56 anos de Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Louveira e Itupeva  

Produzido pela marca 'A Verdade', o caderno especial vem com 16 páginas ricas em matérias relacionada à data e mensagens dos nossos parceiro...

Especial 56 anos de Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Louveira e Itupeva  

Produzido pela marca 'A Verdade', o caderno especial vem com 16 páginas ricas em matérias relacionada à data e mensagens dos nossos parceiro...

Advertisement

Recommendations could not be loaded

Recommendations could not be loaded

Recommendations could not be loaded

Recommendations could not be loaded