__MAIN_TEXT__
feature-image

Page 1

Projeto-c01-16:Layout 3

16

19/03/2020

12:41

Pรกgina 1

A Verdade

21 de marรงo de 2020


Projeto-c02-15:Layout 3

19/03/2020

12:40

Página 1

A Verdade Semanário que circula nas cidades de Várzea Paulista, Jundiaí, Campo Limpo Paulista, Jarinu, Itupeva e Louveira.

www.portalaverdade.com.br

Ernesto Francisco Musselli

Fundado em 2004 por

Diretor Diego Fernando Musselli

Diretor-Financeiro Juliano Musselli

Jornalista responsável Marcos Nascimento (Mtb 25.518)

Departamento Comercial Nilsen Carneiro

Projeto gráfico Ramon Orsini

O Jornal A Verdade Itupeva não se responsabiliza por conceitos ou opiniões emitidos em artigos assinados assim como matérias produzidas por assessorias de imprensa, devidamente identificadas, e deixa claro que esses não representam, necessariamente, o pensamento da direção. “O Senhor é meu pastor: nada me faltará.” Rua Humaitá, 162 (casa 04) – Vila Santa Terezinha – Várzea Paulista-SP – CEP: 13.220-120 Redação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .redacao@jvregional.com.br Atendimento ao cliente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .atendimento@jvregional.com.br Departamento Comercial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .comercial@jvregional.com.br Departamento Financeiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .financeiro@jvregional.com.br Arte-final e design gráfico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .artefinal@jvregional.com.br

Fone: (11) 4606-3822 / Fone: (11) 4595-2542 / (11) 99928-1617

ED ITOR IAL

Os

das cidades da região

Por mais que se fale em aniversário ou emancipação político administrativa, o fato é que quando uma cidade completa seu aniversário de emancipação é preciso destacar que a data sempre vai ser importante, pois a cada ano, este município estará relembrando a sua história. Este fator, ou seja, a emancipação liberou as cidades para que pudessem caminhar com suas próprias pernas e a ter os seus representantes nos municípios e não depender mais da cidade vizinha, Jundiaí, de quem se separaram para sempre, há quase meio século. Neste dia 21 de março, as cidades de Várzea Pau-

lista, Itupeva, Louveira e Campo Limpo Paulista, que fazem parte da Aglomeração Urbana de Jundiaí (AUJ) e Francisco Morato, que integra a Grande São Paulo completam 55 anos de muita história. A data representa a importância de cada município conseguido a sua identidade própria. São 55 anos de muitas histórias contadas ao longo deste tempo pelas pessoas que ajudaram a fazer destes municípios, um lar. Claro que ao longo destes anos, cada governante vem lutando para fazer de sua cidade, um lugar melhor para se viver, o que não é fácil, pois, são municípios que têm muitos

problemas devido ao crescimento, principalmente nos setores mais essenciais, como Saúde, Educação, Moradia, Meio Ambiente, entre outros. E é neste contexto mesmo que a história é escrita: a população é quem escreve a história, com trabalho e muita luta para fazer de sua cidade, um lugar melhor para se viver e é nos erros e acertos que o município vai crescendo, melhorando ou não. A partir do momento que os emancipadores optaram por elevar os então bairros em cidades, começou uma nova história que ainda não terminou e não terminará, já que os municípios, a cada dia têm no-

vos desafios dar a melhorar muitos setores de uma forma integrada. Paralelo a isso, a AUJ tem trabalhado no sentido da retomada do crescimento e fortalecimento dos municípios. É uma temática que vem ganhando relevância, suscitando discussões, reflexões e novas práticas e posturas. Ainda não atingiu o seu auge com conquistas necessárias para o bem comum dos municípios. Temos muitos problemas em comum e se cada município puder conversar com o outro será possívelem um futuro próximo, sermos realmente uma região e não cidades isoladas.

Itupeva, Louveira e Francisco Morato também aniversariam DIVULGAÇÃO

lém de Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista, mais três municípios da região comemoram 21 anos de emancipação político- administrativa: Itupeva, Louveira e Francisco Morato. Em 3 de outubro de 1963, a população aprovou a emancipação de Itupeva e 90% disseram “sim”. A eleição, no entanto, para prefeito foi realizada no dia 31 de outubro de 1964, elegendo o Sr. Luiz Poli. A posse, porém, só veio a ocorrer em 21 de março de 1964, marcando a emancipação. Por 300 anos, Louveira foi parte da cidade de Jun-

A

diaí e depois passou a ser bairro de Vinhedo, na época com o nome de Vila de Rocinha. Em 1963, realizouse uma assembléia próemancipação do Distrito. Ao final do mesmo ano, o povo, em plebiscito, manifestou-se pela elevação de Louveira a município, efetivada em 1964 e em 1965 veio a emancipação. A história de Francisco Morato começa na pequena Vila Bethlém, sede da Companhia Fazenda Belém, empresa associada à São Paulo Railway Company. Seu crescimento, a partir da segunda metade do século XIX, acompanhou o da Es-

A Verdade

21 de março de 2020

Por 300 anos, Louveira foi parte da cidade de Jundiaí e depois passou a ser bairro de Vinhedo

fortalece

DIVULGAÇÃO

A culinária, as frutas frescas direto do pé, são atrativos nos roteiros rurais

2

trada de Ferro Santos-Jundiaí. A formação do município esteve ligada não só ao desenvolvimento da ferrovia, mas às transações que a envolveram. No início serviu de acampamento para os operários que trabalhavam na construção dos túneis da ferrovia. Com a encampação da São Paulo Railway, a Companhia Fazenda Belém foi loteada e o antigo povoado tornou-se distrito do município de Franco da Rocha. o distrito de Francisco Morato emancipou-se político-economicamente em 21 de março de 1965, depois de um plebiscito realizado no distrito.

21 de março de 2020

Hoje todas as cidades da região possui algum tipo de atração enquadrada no chamado turismo rural e isso tem feito e diferença para muitas cidades, quer seja com seus restaurantes, comércio de produtos rurais, festas e outras manifestações que se enqua-

drem neste perfil. Muitas opções As tradições, a culinária, as frutas frescas direto do pé, atrativos estes, cercados pela hospitalidade característica da roça, podem ser vistos nos roteiros rurais de várias cidades da

A Verdade

região, que se completam pelas adegas de produção de vinho artesanal e pela cultura italiana tão presente na região. Também pelas paisagens, pelos sons e pelos cheiros de doce feito no fogão à lenha, de bolos e pães fresquinhos, servidos com o café

regional feito na hora. Cicuito das Frutas Outro atrativo da região são as cidades que integram o Circuito das Frutas, que juntas produzem as principais frutas da região, como uva, caqui, morango, entre outras.

15


Projeto-c03-14:Layout 3

19/03/2020

12:41

Página 1

Várzea Paulista: desenvolvimento começou com as olarias

Rio Jundiaí é muito importante para as cidades DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

Rio Jundiaí nasce na Serra da Pedra Vermelha, no município de Mairiporã. Possui uma extensão de 123 quilômetros, percorrendo oito municípios: Mairiporã, Atibaia, Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista, Jundiaí, Itupeva. Exceto Atibaia, os quatro seguintes estão localizados na Aglomeração Urbana de Jundiaí. O rio percorre a zona rural de Indaiatuba antes da chegada à sua foz na cidade de Salto, onde se une ao Rio Tietê, sendo um de seus inúmeros afluentes.

O

Em 2017, houve o reenquadramento do Jundiaí, mudando da classe 4 (quase morto) para a 3 com indícios de vida

Homenagem Ele é tão importante que em setembro é celebrada a ‘Semana do Rio Jundiaí ‘ para comemorar o processo de despoluição que vem sendo realizado há vários anos, trazendo de volta a vida ao Rio Jundiaí. Um intenso processo de despoluição é realizado em alguns municípios da região, como Jundiaí, Várzea Paulista e

Campo Limpo Paulista. Despoluição Atualmente, estão, em curso, investimentos em tratamento de esgoto nas demais cidades, contribuindo para a despoluição do rio. Em 2017, houve o reenquadramento do Jundiaí – a mudança da classe 4 (quase morto) para a 3. O resultado disso é a volta de peixes nadando no rio, explicada pela estrutura de Várzea Paulista e de Jundiaí quanto ao tratamento do esgoto que antes era despejado no local. Vida nova Dois anos depois do reenquadramento (recuperação) deste importante rio, garças e outros pássaros também voltaram a frequentar os arredores, pousando no rio para comer pequenos peixes. A partir do momento em que o esgoto parou de ser jogado no rio e começou a ser tratado nas estações, ele “passou a se limpar”, a se auto depurar.

história do desenvolvimento de Várzea Paulista, assim como de outras cidades que se emanciparam, tem como ponto em comum, a estrada de ferro que liga Santos a Jundiaí, construída pelos ingleses em 1967. O local começou a ser povoado dezenove anos depois da inauguração desse trecho ferroviário, no final do século XIX, mais precisamente em 1886. Hoje com uma população estimada pelo IBGE em 120 mil pessoas e com os avanços

A

que a cidade tem conquistado ao longo dos anos é um município que possui um percentual de 0,759 do Índice Desenvolvimento Humano (IDH), uma medida resumida do progresso em longo prazo em três dimensões básicas do desenvolvimento: renda, educação e saúde. Um dos períodos que mais marcou a cidade foi a presença das olarias, que na época deram o início no desenvolvimento da cidade. O pioneirismo neste campo coube ao primeiro morador varzino foi Isaac

de Souza Galvão, que montou a primeira olaria do local. Além das olarias que começaram a impulsionar o desenvolvimento local, o ciclo do café, também foi responsável pelo crescimento, porém em 1878, uma intensa geada destruiu as plantações locais. Em 1891 foi inaugurada a Estação Ferroviária, com arquitetura e materiais ingleses. Em agosto de 1956, o Cartório Civil teve seus livros liberados para assentamentos. O nome do distrito era ‘Secundino Veiga’, em homenagem

ao jornalista que morreu na época. O primeiro registro de nascimento foi realizado em 14 de agosto de 1956. O primeiro casamento foi realizado em 5 de setembro do mesmo ano. O cartório substituiu a denominação de Secundino Veiga para Distrito de Várzea, em alusão ao terreno ribeirinho, baixo e plano, situado às margens de um rio. Várzea ainda era distrito de Jundiaí quando Antenor Fonseca foi eleito vereador na Câmara Municipal de Jundiaí, de 1960 a 1963.

O ciclo das olarias deu o pontapé inicial para o desenvolvimento da cidade

deu início à DIVULGAÇÃO

Ferrovia contribuiu com o crescimento do município desde seu início

Em 1964, um grupo de varzinos, formado por Francisco de Assis Andrade, João Aprillanti, Armando Pastre, Victorino Vieira Santana, Antenor Fonseca, Benjamin de Castro Fagundes, Milton Lebrão, Otávio Félix e Farid Feres Sada se reuniu para requerer a emancipação político-administrativa do local.

A Assembléia Legislativa de São Paulo deu início ao movimento de emancipação por meio da lei estadual 5820. No dia 21 de março de 1965 o bairro foi elevado a município de Várzea Paulista. O Paulista no nome da cidade surgiu como identificador de mais uma conquista dos bandeirantes. A boa localização jun-

to à estrada de ferro e o pioneirismo econômico renderam à Várzea Paulista uma situação privilegiada em relação à quantidade de indústrias instaladas. A partir da emancipação e até aproximadamente 1972, ocorre a organização da estrutura administrativa da prefeitura recém-instalada, cadastrando as propriedades imobi-

liárias, as fábricas e casas comerciais para o lançamento de impostos. Também tem início o alargamento de ruas e assentamento de guias e sarjetas. Com o passar do tempo, começa o serviço de saúde e a construção do primeiro conjunto habitacional, edificando dezenas de unidades no bairro da Promeca.

precisa de DIVULGAÇÃO

Não é de hoje que as vias da Marginal do Rio Jundiaí têm causado muitos transtornos aos que transitam por ela. Ao longo dos últimos anos, muitos acidentes e mortes já foram registradas pelo Jornal A Verdade Regional, que desde sua inauguração levantou como bandeira, lutar por melhores condições desta importante via de acesso. Embora seja uma vicinal do estado, a manutenção de

14

A Verdade

seu leito é de responsabilidade das prefeituras por onde passa. No caso, Jundiaí, Várzea e Campo Limpo Paulista. Hoje ela ainda necessita de uma manutenção integral. Falta de sinalização (ou sinalização precária); mato alto na margem do rio, invadindo a pista; falta de acostamento e, principalmente, grande quantidade de buracos e desníveis no asfalto, são alguns dos problemas.

Manutenção da via é urgente

21 de março de 2020

21 de março de 2020

A Verdade

3


Projeto-c04-13:Layout 3

19/03/2020

12:42

Página 1

Proximidade das rodovias ajuda no desenvolvimento

‘Caminhos de ferro’ trouxeram o desenvolvimento regional

DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

os últimos anos Várzea Paulista teve um crescimento populacional vertiginoso. Em 1970 o número de habitantes era de 9,910, saltando para 33.835 em 1980. Quase 30 anos depois chega a soma de atual de 107.211 mil. O crescimento coloca a cidade como a segunda mais populosa da região de Jundiaí. Isso com certeza foi um dos fatores que tem dificultado o seu desenvolvimento sustentável. Mas nos últimos anos tem conseguido atrair empresas que têm contribuído com o desenvolvimen-

N

Nos últimos anos tem conseguido atrair empresas que têm contribuído com o desenvolvimento

to da cidade, geração de empregos e renda. Só em 2019 várias empresas abriram suas portas no municípios, como o shopping que trouxe lojas, gastronomia e diversão com o cinema. Lseus vizinhos A cidade Limita-se ao sul com Campo Limpo Paulista e a norte, leste e oeste com Jundiaí. Fica a há 57 km de São Paulo e sua proximidade de rodovias importantes, como Via Anhanguera, Rodovia dos Bandeirantes, Via Dom Pedro I, Circuito das Águas, Rodovia Edgard

Máximo Zambotto tem sido um dos motivos da vinda de novas empresas. As principais vias públicas são a Avenida Fernão Dias Paes Lemes, com uma extensão de 2.300 metros, e a Avenida Duque de Caxias, agora totalmente duplicada, com 2.850 metros. A parte hidrográfica é formada pelo Rio Jundiaí, Córrego Guarani, Córrego Bertioga, Córrego Pinheirinho, Córrego do Mursa, Córrego da Invernada, Córrego do Japonês, Córrego Queiroz, Córrego do Rabicho, Córrego Promeca e Córrego do Tanque Velho.

, o símbolo da A campina que sofreu forte influência e desenvolvimento atrelado ao ‘Ciclo do Café’, também cresceu com a chamada ‘indústria do tijolo’ e mais tarde, a industrialização propriamente dita, com a chegada de várias empresas, entre elas, a Elekeiroz. A vocação pa-

ra o crescimento econômico de Várzea é a tônica de sua história, a exemplo da rápida expansão da olaria, indústria pioneira que conquistou grande desenvolvimento. Este foi um ciclo que criou os mecanismos para aumentar o parque industrial, atraindo as primeiras

I

DIVULGAÇÃO

fábricas da Várzea Paulista emancipada, como a Elekeiroz, que em 1923, adquiriu um terreno para construção de sua fábrica. Durante todo século XX a indústria teve sua posição de destaque na formação da cidade. A primeira foi a Elekeiroz, instalada em 1923. A Alfred Te-

ves, depois I.T.T., hoje Continental Automotive ATE, é líder mundial no fornecimento de sistemas de freios automotivos para montadoras, localizada em Várzea Paulista. Outro destaque é a KSB, instalada na cidade em 1957, também foram pioneiras no município.

A despeito de todas as dificuldades, a construção terminou 10 meses antes do tempo previsto no contrato, que era de oito anos

Empresa é uma das pioneiras e principal da cidade

A Verdade

21 de março de 2020

21 de março de 2020

que possibilitou o aparecimento das cidades de Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista, entre outras ao longode seu leito. No alto da serra foi implantada uma estação que serviu de acampamento para os operários, denominada de Paranapiacaba. Ela possibilitava a troca de sistema pelos trens. A estrada foi aberta sem o auxílio de explosivos, pois o terreno era muito instável. A escavação das rochas foi feita apenas com cunhas e pregos. Alguns cortes chegaram a 20 metros de profundidade. Para proteger o leito dos trilhos das chuvas torrenciais foram construídos paredões de alvenaria, variando de 5 a 20 metros de altura, o que consumiu 230.000 metros cúbicos de alvenaria. A "São Paulo Railway" foi aberta ao tráfego a 16 de fevereiro de 1867.

participaram do

DIVULGAÇÃO

Em 22 de abril de 1948 surgia a primeira pista pavimentada da rodovia

4

mportante para toda a região, a estrada de ferro de Santos a Jundiaí marcou o início do desenvolvimento de todo o Estado de São Paulo, inclusive a região de Jundiaí, que começava a crescer. Construída por empresa inglesa entre os anos de 1860 a 1867 e duplicada na entre os anos 18106 e 11001, foi a primeira via férrea paulista e realizou o grande feito de retirar o planalto paulista do isolamento ao vencer o desnível da Serra do Mar, inserindo, definitivamente, a então província na modernidade. A Estrada de Ferro Santos-Jundiaí (EFSJ), que da sua inauguração em 1867 até ao ano de 1946 foi denominada São Paulo Railway Company (SPR), foi uma ferrovia do estado de São Paulo. Ligava o município de Santos a Jundiaí. E foi esta ferrovia

Hoje uma das rodovias mais modernas, a Via Anhanguera (SP-330), como é conhecida, completa em abril, 72 anos de inauguração. Uma das principais ligações entre a capital e o interior paulista, a rodovia cruza regiões importantes, como o Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ). A inauguração da Via Anhangue-

ra, no final da década de 1940, foi um dos principais motivos para desenvolvimento destas regiões, cujas cidades completam 55 anos de emancipação neste dia 21 de março. Desde 1948, a rodovia desempenha um papel importante como indutora do desenvolvimento regional. Às margens da Via Anhanguera, diversas

A Verdade

cidades cresceram. A primeira versão da estrada Velha de Campinas (SP-332), foi iniciada em 1916 com a mão de obra de 84 sentenciados, que construíram 32 km. A São Paulo–Campinas, antecessora da Anhanguera, foi concluída em 1921. Em 1940, no dia 25 de janeiro, tinham início, as obras de construção da

nova rodovia São PauloCampinas, que passou a chamar-se, oficialmente, Via Anhanguera. Oito anos depois, em 22 de abril de 1948 surgia a primeira pista pavimentada da rodovia ligando a capital a Jundiaí. Em 1953, a segunda pista, tornando-se a primeira rodovia pavimentada e duplicada do país.

13


Projeto-c05-12:Layout 3

19/03/2020

12:42

Página 1

Manah Fertilizantes foi importante em Campo Limpo

Patrimônios ecológicos unem Várzea e Campo Limpo

DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

m 1951 a Manah Fertilizantes, uma empresa de proporções bem maiores que a Dois Anões, resolveu se instalar em Campo Limpo com uma fábrica no terreno onde ficavam os antigos galpões para estocagem de café, que pertenciam ao Governo Estadual, ao qual era pago um aluguel para a sua utilização. Em seguida, com a venda deste terreno para a Krupp, que em 1958 aí iniciava a construção do seu estabelecimento industrial, a Manah teve que mudarse para uma área pertencente a Manoel Tavares da Silva, onde ainda hoje podem ser vistos os esqueletos das instalações que foram abandonadas em 1978, quando a empre-

E

Atualmente a Manah é apenas uma marca, já que a empresa foi absorvida por uma multinacional: a Bunge Fertilizantes

local de O Cristo Redentor do município de Campo Limpo Paulista é um monumento histórico da cidade. Ele foi inaugurado em 1979, na época chamada morro da Krupp, já que a área de quase seis mil metros quadrados que pertencia à uma empresa metalúrgica. Abandono Por muitos anos ficou

12

abandonado, mas em maio de 2019, a prefeitura local e empresários firmaram uma parceria que fez com que o Cristo Redentor, voltasse a ser um dos principais pontos turísticos da cidade. Com a revitalização e investimentos em segurança, o local voltou a ser um dos cartões postais da cidade, atraindo muitos moradores da cidade e da região.

Revitalização O Cristo Redentor de Campo Limpo Pauslista foi totalmente revitalizado e recebeu muitas melhorias estruturais. Nova proposta A nova proposta do espaço é receber a população campolimpense e de toda região com gastronomia de qualidade, muita música e shows de médio

sa se transferiu para Cubatão. Segundo Joaquim Tavares da Silva, que trabalhou na Manah durante 22 anos,a escolha de Campo Limpo pela Manah se deu pelo entroncamento ferroviário existente da Santos a Jundiaí e da Bragantina. O sr. Joaquim, ex vice-prefeito do Município, foi gerente e acionista da Manah. E quanto à causa do fim da Manah na cidade, isso de deu - sempre segundo Joaquim Tavares - pela extinção do transporte de cargas pela Santos a Jundiaí. A matéria-prima utilizada era importada e vinha de Santos, e o seu transporte, não podendo ser feito por estrada de ferro era realizado por rodovia, processo esse que encarecia os custos,

fazendo que Campo Limpo se tornasse financeiramente inviável para a empresa. Atualmente a Manah é apenas uma marca, já que a empresa foi absorvida por uma multinacional: a Bunge Fertilizantes. Fogos Dois Anões No período de 1946 a Loja da China, um importante e tradicional estabelecimento comercial da Capital, resolveu instalar em Campo Limpo (Botujuru Vila Ipê), a "Fábrica de Fogos Dois Anões". Mesmo não constituindo um complexo industrial de grandes proporções, a Dois Anões representou a primeira indústria a se estabelecer na cidade, onde funcionou durante 17 anos, sendo por fim desativada em 1963.

região tem muitos lugares considerados como verdadeiras jóias da natureza. Entre matas nativas e muita exuberância estão vários patrimônios ecológicos: Serra do Japi, Serra do Mursa e dos Cristais, que acabam se unificando ao longo do território de cada cidade. Em Várzea Paulista, a Serra do Mursa é um verdadeiro testemunho da rica flora e fauna. Reserva de Biosfera da Mata Atlântica, ela faz parte do cinturão verde do Estado de São Paulo. Com seus 1,1 mil metros de altitude no

A

pico, conhecida tb pelo nome de ‘Morro do Elefante’, o Mursa é uma elevação que possibilita uma bela panorâmica desta região sul de Jundiaí e uma visão privilegiada de toda a região. Serra dos Cristais Este corredor ecológico, entre as serras de Atibaia, Cantareira e do Japi possui uma formação geológica acidentada, com montanhas acima de 1.000 metros de altitude. Graças a essa altitude e inclinação, a região teve boa parte de sua vegetação original preservada. Ela DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

porte. A concessão de uso do espaço foi firmada para os próximos 12 anos. O espaço comporta 1,3 mil pessoas e receberá visitantes durante o dia também. O Cristo Redentor fica na rua Lázaro Franco Gregório, s/nº, no Jardim Corcovado. A estrutura conta com lanchonete, bar, palcos, estacionamento e deck com uma linda vista para a cidade.

A Verdade

Anualmente são produzidas mais de 2 milhões de mudas são vendidas por ano

reúne dois dos ecossistemas mais ameaçados do planeta: a Mata Atlântica e o Cerrado com vegetação muito diferenciada adaptada às condições de solo raso de pouca fertilidade, pouca umidade, ventos fortes e diferenças de temperaturas altas. Por tudo isso, a Serra dos Cristais é um santuário ecológico, refúgio da flora e fauna regionais. Ela acolhe animais que figuram na lista de espécies ameaçadas de extinção, entre eles saracura,jacu, macaco sauá, jaguatirica, onça parda, veado, jacuestalo e pavão-do-mato.

Em Várzea Paulista, a Serra do Mursa é um verdadeiro testemunho da rica flora e fauna

Várzea paulista, a No final de dezembro de 2018 , o ex-governador Márcio França sancionou o Projeto De Lei de número 330/17, transformada na Lei 16.910, que declara Várzea Paulista como a Cidade das Orquídeas, da autoria do então deputado estadual Junior

Aprillanti. Nome fortalecido A cada ano este perfil vem se consolidando. Hoje, a cidade possui vários orquidários e muitos eventos que a fazem conhecida nacionalmente. Atualmente é uma das ci-

dades maiores produtoras desta planta. Anualmente são produzidas mais de 2 milhões de mudas são vendidas por ano. A cidade apresenta as condições climáticas ideais para o cultivo de orquídeas e possui um conjunto de fatores favo-

ráveis ao cultivo, em razão da Serra do Mursa, que desvia os ventos fortes e protege as plantas. Grandes orquidários se instalaram no município, tornando-o um pólo produtor, e com isso surgiu a festa anual ‘Orquivárzea’.

O Cristo Redentor fica na rua Lázaro Franco Gregório, s/nº, no Jd. Corcovado

21 de março de 2020

21 de março de 2020

A Verdade

5


Projeto-c06-11:Layout 3

19/03/2020

12:43

Página 1

Novo Parque Chico Mendes é lazer para toda família

IDEB da cidade de Várzea Paulista vem crescendo

DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

Novo Parque Chico Mendes é a maior área de lazer de Várzea Paulista. A área interna do parque recebeu uma pista de Bicicross, reforma das quadras poliesportivas, entre outros. E na área externa, a pista de caminhada foi pavimentada e pintada, foram instalados parque infantil e aparelhos de alongamento. Além do projeto Canto dos Pássaros, que alegra ainda mais o espaço para todos que cvisitam o local e se impressionam com a esttrutura. De acordo com o gestor responsável pelo tra-

O

Pista de Bicicross; Prédio Administrativo; Sanitários feminino e masculino são algumas das mellhorias

possui locais para Várzea Paulista oferece diferentes locais de área verde para praticar esse exercício físico. Caminhar em áreas com parques ou jardins traz bom humor e afasta o pensamento negativo, um ótimo método para relaxar ativamente. Conheça seis locais em

Várzea Paulista indicados para prática da caminhada e outras ativiadades ao ae livre. Veja os locais: Parque Chico Mende: Endereço: Rua São Vicente, s/n, Jardim Paulista; Parque das Orquídeas: Rua Francisco José de Santana, 140, Jardim América

balho, Renato Germano, mais melhorias estão previstas, como a volta da iluminação noturna do parque na área fechada, internet com wi-fi gratuito, monitoramento por câmeras e a instalação de um Posto Avançado da GCM. Pista de Bicicross; Prédio Administrativo; Sanitários feminino e masculino; Reforma das duas quadras poliesportivas; Reforma da quadra de Areia; são algumas das mellhorias Inclusão Entre os destaques do novo Parque Chico Mendes está o balanço adapta-

do para crianças cadeirantes. Renato Germano salientou que a ideia surgiu a partir da necessidade apresentadas por mães da região, principalmente a Andrea Fazan. “Ela entrou em contato comigo, perguntando se tínhamos condições de construir o brinquedo”, conta. “Há poucos dias Jundiaí havia inaugurado seu primeiro balanço adaptado, então nossa equipe foi ao local para conhecer o trabalho e verificar as medidas”, explica Germano. O Parque Chico Mendes fica na Rua São Vicente, s/n – Jardim Paulista.

ntre as principais maneiras de se comprovar a qualidade de educação oferecida por um município, está o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Atualmente a nota de Várzea Paulista é de 6,5. Superando a média nacional – de 5,8; a média estadual – 6; a média das redes municipais – 5,6 e a média da rede pública – 5,5. Além da alta pontuação, as notas da educação de Várzea Paulista vêm aumentado constantemente, tendo um crescimento de 23% entre os anos de 2011 e 2018. Algumas escolas superam até

E

DIVULGAÇÃO

IV; – Complexo Esportivo Kim Nozaki: Avenida Vitório Spinucci, s/n, Jardim Promeca; Pista de Caminhada Mursa: Bairro do Mursa; Alça de acesso Avenida Bertioga: Av. Bertioga, próximo a Av. Fernão Dias Paes Leme e Campo da Vila Marajó:

Rua José Rabelo Portela, s/nº. A caminhada traz diversos benefícios para quem a pratica. Além de ser um dos exercícios mais fáceis de realizar, pois não exige habilidade, é também barata, sem restrição de idade e pode ser feita a qualquer hora do dia.

O Parque das Orquídeas: Rua Francisco José de Santana, 140, Jd. América

mesmo a média municipal, como é o caso da CEMEB Professor João Aprillanti, na Vila Santa Terezinha, com nota do Ideb de 7,4 e a Cemeb Oswaldo Camargo Pires, na Vila Tupi, com nota de 7,2. Os índices foram revelados pelo ex-gestor de Educação, o vice-prefeito, Rodolfo Braga, que segundo ele, os números são reflexos de um trabalho conjunto, que envolve equipe pedagógica, professores e todos os funcionários das escolas. “Trabalhamos arduamente para proporcionar uma educação de qualidade aos nossos alunos”.

Rodolfo Braga destaca a qualidade dos professores que atuam na cidade. “Os profissionais que lecionam em Várzea são incentivados à capacitação, a estarem em constante aprendizado, para que possam oferecer o melhor a nossas crianças”, diz. O vice-prefeito informa que Várzea Paulista foi um dos primeiros municípios a aprovar a Lei do 1/3, que garante aos professores atividades na razão de 1/3 extraclasse na jornada de trabalho. “Tal medida representa, por exemplo, que a cada 30 horas trabalhados, 9 horas sejam dedicadas ao estudo”, informa.

Parque infantil inclusivo possui três brinquedos: gira-gira, balanço e gangorra

Atualmente a nota de Várzea Paulista é de 6.5, superando a média nacional que é de 5.8 e a média estadual (6)

mostra importância da

DIVULGAÇÃO

A cada dia Várzea Paulista se torna uma cidade mais inclusiva, oferecendo áreas de lazer e convívio para as Pessoas com Deficiência (PcD). A Prefeitura de Várzea Paulista, por meio da Unidade de Infraestrutura Urbana, construiu um novo parque in-

fantil na Praça CEU, voltado para as crianças com deficiência. O parque infantil inclusivo possui três brinquedos: gira-gira, balanço e gangorra, e todos proporcionam o convívio e a integração, dando a possibilidade de participação de outra crian-

ça, dos pais ou responsáveis na brincadeira. A Prefeitura preparou a base da praça e a empresa contratada realizou a instalação. De acordo com o gestor de Infraestrutura Urbana, Renato Germano, o projeto é de 2018 “A Praça CEU é um ótimo local, já possui

acessibilidade e o parque inclusivo é muito legal”, explica. “Espero que este seja o primeiro, de muitos parques inclusivos que desejamos trazer para Várzea Paulista”, afirma o gestor. A Praça CEU está localizada na Rua João Póvoa, s/nº, Jardim do Lar.

Eventos de aniversário são suspensos DIVULGAÇÃO

A Unidade Executiva de Cultura seguindo as orientações e recomendações do Estado de São Paulo, os eventos e atividades culturais programados no município foram suspensos ou cancelados. Confira: 1° Festival de Orquídeas (dias 21 e 22 de março): adiado. A próxima data será definida pela Associação Orquidófila de Várzea Paulista (AOVP). Homenagem da Musicarte ao ani-

6

A Verdade

21 de março de 2020

21 de março de 2020

versário da cidade no Paço Municipal (dia 20 de março): cancelado. Circuito Cultural SP – “Gigantes de Aço” (dia 20 de março): adiado, com nova data ainda a ser definida. Oficina de Gestão de coletivos (dias 16 a 19 de março): adiada, com nova data ainda a ser definida. Feira de Artesanato – “Cantinho do Artesão” no Parque Chico Mendes (dias 21 e 22 de março): adiada.

Festival de Orquídeas foi suspenso

A Verdade

11


Projeto-c07-10:Layout 3

19/03/2020

12:44

Página 1

Imigrantes mostraram força de trabalho

Emancipação de Campo Limpo Paulista teve início em 1963

DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

o século XIX, o Brasil era visto na Europa e na Ásia (principalmente Japão) como um país de muitas oportunidades. Pessoas que passavam por dificuldades econômicas enxergaram uma ótima chance de prosperarem no Brasil. Vale lembrar também que, após a abolição da escravatura no Brasil (1888), muitos fazendeiros não quiseram empregar e pagar salários aos ex-escravos, preferindo assim o imigrante europeu como mão-de-obra. Neste contexto, o governo brasileiro incentivou e chegou a criar campanhas para trazer imigrantes europeus para o Brasil.

N

No final do século XIX, um grupo de imigrantes originários do norte da Itália, chegou ao Brasil

Na região, Mas foram os japoneses que por aqui chegaram quando Jundiaí ainda compreendia os atuais municípios de Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Louveira e Itupeva, que foram desmembrados em 1965. A história da imigração japonesa no país foi cheia de obstáculos e na região não foi diferente. Atraí-

10

Na região de Jundiaí foram vários imigrantes, entre eles, os italianos. Jundiaí é uma cidade tradicionalmente italiana. Em alguns momentos, mais de 50% da população era descendente direta de imigrantes. Alguns bairros, no entanto, são bem mais italianos que outros e mantém muitas tradições de outrora, como o bairro da Colônia e do Traviú. No final do século XIX, mais precisamente em 1893, um grupo de imigrantes originários do norte da Itália, contando com recursos próprios, chegou ao Brasil. Seu destino inicial foi a Fazenda Sete Quedas, em Campinas, em que tra-

balharam na lavoura de café. Pouco depois, este mesmo grupo comprou as terras que hoje compõem o bairro do Traviú. No início, tentaram também produzir o café, mas foi com a uva, cujas parreiras até hoje podem ser lá encontradas, que o bairro encontrou sua verdadeira vocação. Apesar do tempo, o Traviú mantém muitas de suas tradições. Historicamente, a região tem enorme importância para a da cidade de Jundiaí, já que a história do bairro do Traviú se confunde com a história da cidade que se tornou reconhecida nacionalmente como Terra da Uva.

foram dos pelo sonho de uma vida melhor, tiveram de aprender a conviver com uma cultura diferente da sua e superar várias dificuldades, principalmente, o preconceito. Segundo relatos, os japoneses começaram a chegar na região por volta de 1920 e a sua maior contribuição foi o trabalho agrícola, quando trouxeram

história da emancipação politico administrativa de Campo Limpo Paulista começou em 1963, quando em 1º de dezembro daquele ano foi realizado o primeiro plebiscito popular para a emancipação da cidade.

A

Os trâmites No ano seguinte, a Lei Estadual nº 8.092, desmembrou Campo Limpo de Jundiaí, era mais um passo rumo à emancipação que viria um ano depois, logo após a primeira eleição municipal que ocorreu no dia 7 de março de 1965.

Alguns dias depois, em 21 de março, finalmente Campo Limpo Paulista torna-se emancipada de Jundiaí e no dia 27 deste mesmo mês, tomou posse o primeiro prefeito da cidade, Adherbal da Costa Moreira e o vice Joaquim Tavares da Silva. Fazenda de Jundiaí O município inicialmente era fazenda integrante de Jundiaí, suas terras eram então latifúndio cafeeiro. O surgimento da primeira rua, a Avenida Alfried Krupp, se deu com o alojamento dos ferroviários construtores

da ferrovia Jundiaí-Santos. As terras eram pertencentes durante o século passado ao Barão de Jundiaí, passando depois à família Pereira Pinto até sua emancipação em 1965. Depois dessa data, a família contratou procuradores e as terras ganharam administradores locais. A primeira legislatura do município foi em 7 de Março de 1965, e teve como prefeito Adherbal da Costa Moreira. A posse de Adherbal da Costa Moreira foi no dia 27 de março de 1965, tomou posse também o vice-prefeito Joaquim Tavares da Silva.

A primeira legislatura do município foi em 7 de Março de 1965 e teve como prefeito Adherbal da Costa Moreira

selou a

DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

outras culturas para região. Várias famílias Atualmente são diversas famílias existentes na região. Muitos iriam para outras localidades, mas acabaram ficando por aqui mesmo: As famílias Ianogaido, Hamada, Nagayama e Sannomiya, entre muitas outras, pretendiam chegar em

Jaraguá e estavam juntas no saudoso trem da Bragantina, mas um imprevisto mudou para sempre a história de quatro famílias. O trem quebrou em Várzea e todos acabaram permanecendo no município, depois de um convite de trabalho do coronel Eduardo Álvaro de Castro para ocupar uma área agrícola.

A Verdade

O movimento ganhou força com a vinda da Metalúrgica Krupp

Os poucos moradores do então bairro de Jundiaí, Campo Limpo, estavam descontentes com a administração central de Jundiaí, pois consideravam que a administração não dava atenção ao bairro distante e abandonado, dando início, assim, ao movimento de

emancipação de Campo Limpo. O movimento ganhou força com a vinda da Metalúrgica Krupp, que foi inaugurada em 1961 e contou com a presença do governador Carvalho Pinto e do presidente Jânio Quadros. A Metalúrgica era o que faltava para a emanci-

pação político-administrativa. A cidade tornou-se município independente pela lei estadual n° 8.092. Campo Limpo Paulista O nome Campo Limpo surgiu pelo fato de que os moradores do bairro encontraram um enorme campo

limpo no local. Com a emancipação, Campo Limpo, teve sua denominação alterada para Campo Limpo Paulista, pela Lei Estadual nº 9.842, de 19 de setembro de 1967. O Paulista adicionado ao nome foi dado para não se confundir com o bairro em São Paulo.

A história da imigração japonesa no país foi cheia de obstáculos

21 de março de 2020

21 de março de 2020

A Verdade

7


Projeto-c08-09:Layout 3

19/03/2020

12:44

Página 1

Tradição religiosa também marca as cidades

Festas mantém viva as tradições de Várzea Paulista

DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

arco do início do povoamento, a tradição religiosa também tem um papel fundamental na história das cidades, pois, na maioria delas, tudo começa com uma igreja matriz. Na cidade de Várzea Paulista, sua história religiosa começa com a edificação da Capela Nossa Senhora da Piedade, vista como ponto referencial no município.

M

Padroeira A santa é a padroeira da cidade e comemora seu dia em 15 de setembro, que tornou-se feriado em

A santa é a padroeira da cidade e comemora seu dia em 15 de setembro

virtude das comemorações da Padroeira em 1980, após a aprovação de projeto de lei na Câmara Municipal. A Paróquia era apenas uma pequena capela que ficava dentro de uma propriedade particular da família Constantino. Uma vez por mês vinha um padre para celebrar uma missa e o acontecimento era aberto para toda a comunidade. Algumas senhoras davam aulas de catecismo. Criada em 1968, teve como seu primeiro vigário o holandês Padre Afonso Nikraque. A paróquia comanda a

manifestação mais popular da cidade: a Procissão dos Motoristas, tendo São Cristóvão como santo protetor. Constantino encomendou uma imagem de Nossa Senhora com Jesus em seus braços, para que fosse colocada no interior da capela, que está na igreja atualmente. Comunidades A igreja é responsável pelas comunidades Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora Auxiliadora, Santo Antônio, Santo Expedito, Sagrado Coração de Jesus, Divina Misericórdia e Divino Espírito Santo.

em Campo Limpo A origem da devoção à Nossa Senhora do Rosário é muito antiga, mas sua propagação tomou impulso com São Domingos de Gusmão. Foi por sua inspiração que São Domingos fez do Rosáriosua poderosa arma para combatera heresia dos albingenses, isto no início

do séculoXIII, onde a tal heresia crescia vertiginosamente na França. Fundou a ordem dominicana e por sua intensa propagaçãoe devoção, a Igreja lhe conferiuo título de “Apóstolo doSanto Rosário”. Existem, inclusive, certas versões históricas que

afirmam ter Nossa Senhora aparecido a São Domingos segurando o Menino Jesus no coloe oferecendo-lhe o Santo Rosário, e cuja propagação e divulgação teria tomado impulso por pedido pessoal de Maria Santíssima. O Dia da Padroeira domunicípio é comemorado

em 7 de outubro. O Rosário tem o significado de uma guirlanda de rosas oferecida a Nossa Senhora. O costume de oferecer flores para as pessoas queridas remonta à Idade Média. Desde então Maria recebe muitas rosas em forma de orações.

anter vivas as manifestações culturais através de eventos e festas tradicionais é uma das tradições que fazem a diferença em Várzea Paulista. Uma destas manifestações são os encontros das companhias de ‘Folia de Reis’ que acontecem anualmente na cidade são uma tradição que vem sendo mantida através dos tempos faz parte do calendário cultural da cidade.

M

Festa dos Motoristas A Festa dos Motoristas de Várzea Paulista que já superou os 50 anos de exis-

no salão paroquial, acontece o tradicional almoço. Folia de Reis É uma manifestação cultural popular-religiosa de matriz europeia, que é celebrada em todo o país. As apresentações representam o sincretismo religioso, simulando a vinda do Messias. Em seu primórdio, realizado principalmente na Espanha e Portugal, as companhias faziam visitas às casas, cantando e louvando o nascimento de Jesus. Os encontros começavam antes do Natal e se estendiam até o dia 06 de janeiro.

Festa dos Motoristas realiza Procissão Motorizada pelas ruas da cidade com a benção dos veículos

e Viola com Feijão

DIVULGAÇÃO

O Dia da Padroeira do município é comemorado em 7 de outubro

tência, une fé e atividades sociais, uma vez que parte do que é arrecadado com o almoço é revertido para alguma atividade quer seja da própria Igreja Nossa senhora da Piedade ou de algum grupo ligado aos movimentos sociais da paróquia. Uma das tradições é o baile de coroação da Rainha e Princesas, que compõem a corte da festa e representa a cidade em vários eventos. A missa solene na Igreja Matriz também marca o evento, seguida de Procissão Motorizada pelas ruas da cidade com a benção dos veículos. Em seguida também

Além das Festa dos Motoristas que mescla a religião com o social, a cidade também mantém viva tradições como a Festa da Primavera realizada na cidade desde 1997, que marca o início da Primavera e o maior objetivo é arrecadar fundos para o trabalho social desenvolvido pela Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, além de unir

as comunidades das paróquias da cidade. O evento, incluído no calendário em 2003, conta com barracas de orquídeas e a presença da rainha da festa. Viola com Feijão Outro evento bastante comemorado é o ‘Viola com feijão’ Já chegando aos seis anos de projeto, realizado pela Secretaria

Cultura leva a música sertaneja e a culinária tradicional aos bairros. O evento conta com apresentações da orquestra de violeiros Flor de Várzea, o grupo de catira e quarteto raízes do sertão. Além da música tradicional o público pode saborear o “Tutu à Várzea Paulista”, uma adaptação do tradicional prato. DIVULGAÇÃO

A Folia de Reis é uma manifestação cultural popular-religiosa que ocorre na cidade

8

A Verdade

21 de março de 2020

21 de março de 2020

A Verdade

9


Projeto-c08-09:Layout 3

19/03/2020

12:44

Página 1

Tradição religiosa também marca as cidades

Festas mantém viva as tradições de Várzea Paulista

DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

arco do início do povoamento, a tradição religiosa também tem um papel fundamental na história das cidades, pois, na maioria delas, tudo começa com uma igreja matriz. Na cidade de Várzea Paulista, sua história religiosa começa com a edificação da Capela Nossa Senhora da Piedade, vista como ponto referencial no município.

M

Padroeira A santa é a padroeira da cidade e comemora seu dia em 15 de setembro, que tornou-se feriado em

A santa é a padroeira da cidade e comemora seu dia em 15 de setembro

virtude das comemorações da Padroeira em 1980, após a aprovação de projeto de lei na Câmara Municipal. A Paróquia era apenas uma pequena capela que ficava dentro de uma propriedade particular da família Constantino. Uma vez por mês vinha um padre para celebrar uma missa e o acontecimento era aberto para toda a comunidade. Algumas senhoras davam aulas de catecismo. Criada em 1968, teve como seu primeiro vigário o holandês Padre Afonso Nikraque. A paróquia comanda a

manifestação mais popular da cidade: a Procissão dos Motoristas, tendo São Cristóvão como santo protetor. Constantino encomendou uma imagem de Nossa Senhora com Jesus em seus braços, para que fosse colocada no interior da capela, que está na igreja atualmente. Comunidades A igreja é responsável pelas comunidades Nossa Senhora Aparecida, Nossa Senhora Auxiliadora, Santo Antônio, Santo Expedito, Sagrado Coração de Jesus, Divina Misericórdia e Divino Espírito Santo.

em Campo Limpo A origem da devoção à Nossa Senhora do Rosário é muito antiga, mas sua propagação tomou impulso com São Domingos de Gusmão. Foi por sua inspiração que São Domingos fez do Rosáriosua poderosa arma para combatera heresia dos albingenses, isto no início

do séculoXIII, onde a tal heresia crescia vertiginosamente na França. Fundou a ordem dominicana e por sua intensa propagaçãoe devoção, a Igreja lhe conferiuo título de “Apóstolo doSanto Rosário”. Existem, inclusive, certas versões históricas que

afirmam ter Nossa Senhora aparecido a São Domingos segurando o Menino Jesus no coloe oferecendo-lhe o Santo Rosário, e cuja propagação e divulgação teria tomado impulso por pedido pessoal de Maria Santíssima. O Dia da Padroeira domunicípio é comemorado

em 7 de outubro. O Rosário tem o significado de uma guirlanda de rosas oferecida a Nossa Senhora. O costume de oferecer flores para as pessoas queridas remonta à Idade Média. Desde então Maria recebe muitas rosas em forma de orações.

anter vivas as manifestações culturais através de eventos e festas tradicionais é uma das tradições que fazem a diferença em Várzea Paulista. Uma destas manifestações são os encontros das companhias de ‘Folia de Reis’ que acontecem anualmente na cidade são uma tradição que vem sendo mantida através dos tempos faz parte do calendário cultural da cidade.

M

Festa dos Motoristas A Festa dos Motoristas de Várzea Paulista que já superou os 50 anos de exis-

no salão paroquial, acontece o tradicional almoço. Folia de Reis É uma manifestação cultural popular-religiosa de matriz europeia, que é celebrada em todo o país. As apresentações representam o sincretismo religioso, simulando a vinda do Messias. Em seu primórdio, realizado principalmente na Espanha e Portugal, as companhias faziam visitas às casas, cantando e louvando o nascimento de Jesus. Os encontros começavam antes do Natal e se estendiam até o dia 06 de janeiro.

Festa dos Motoristas realiza Procissão Motorizada pelas ruas da cidade com a benção dos veículos

e Viola com Feijão

DIVULGAÇÃO

O Dia da Padroeira do município é comemorado em 7 de outubro

tência, une fé e atividades sociais, uma vez que parte do que é arrecadado com o almoço é revertido para alguma atividade quer seja da própria Igreja Nossa senhora da Piedade ou de algum grupo ligado aos movimentos sociais da paróquia. Uma das tradições é o baile de coroação da Rainha e Princesas, que compõem a corte da festa e representa a cidade em vários eventos. A missa solene na Igreja Matriz também marca o evento, seguida de Procissão Motorizada pelas ruas da cidade com a benção dos veículos. Em seguida também

Além das Festa dos Motoristas que mescla a religião com o social, a cidade também mantém viva tradições como a Festa da Primavera realizada na cidade desde 1997, que marca o início da Primavera e o maior objetivo é arrecadar fundos para o trabalho social desenvolvido pela Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, além de unir

as comunidades das paróquias da cidade. O evento, incluído no calendário em 2003, conta com barracas de orquídeas e a presença da rainha da festa. Viola com Feijão Outro evento bastante comemorado é o ‘Viola com feijão’ Já chegando aos seis anos de projeto, realizado pela Secretaria

Cultura leva a música sertaneja e a culinária tradicional aos bairros. O evento conta com apresentações da orquestra de violeiros Flor de Várzea, o grupo de catira e quarteto raízes do sertão. Além da música tradicional o público pode saborear o “Tutu à Várzea Paulista”, uma adaptação do tradicional prato. DIVULGAÇÃO

A Folia de Reis é uma manifestação cultural popular-religiosa que ocorre na cidade

8

A Verdade

21 de março de 2020

21 de março de 2020

A Verdade

9


Projeto-c07-10:Layout 3

19/03/2020

12:44

Página 1

Imigrantes mostraram força de trabalho

Emancipação de Campo Limpo Paulista teve início em 1963

DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

o século XIX, o Brasil era visto na Europa e na Ásia (principalmente Japão) como um país de muitas oportunidades. Pessoas que passavam por dificuldades econômicas enxergaram uma ótima chance de prosperarem no Brasil. Vale lembrar também que, após a abolição da escravatura no Brasil (1888), muitos fazendeiros não quiseram empregar e pagar salários aos ex-escravos, preferindo assim o imigrante europeu como mão-de-obra. Neste contexto, o governo brasileiro incentivou e chegou a criar campanhas para trazer imigrantes europeus para o Brasil.

N

No final do século XIX, um grupo de imigrantes originários do norte da Itália, chegou ao Brasil

Na região, Mas foram os japoneses que por aqui chegaram quando Jundiaí ainda compreendia os atuais municípios de Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Louveira e Itupeva, que foram desmembrados em 1965. A história da imigração japonesa no país foi cheia de obstáculos e na região não foi diferente. Atraí-

10

Na região de Jundiaí foram vários imigrantes, entre eles, os italianos. Jundiaí é uma cidade tradicionalmente italiana. Em alguns momentos, mais de 50% da população era descendente direta de imigrantes. Alguns bairros, no entanto, são bem mais italianos que outros e mantém muitas tradições de outrora, como o bairro da Colônia e do Traviú. No final do século XIX, mais precisamente em 1893, um grupo de imigrantes originários do norte da Itália, contando com recursos próprios, chegou ao Brasil. Seu destino inicial foi a Fazenda Sete Quedas, em Campinas, em que tra-

balharam na lavoura de café. Pouco depois, este mesmo grupo comprou as terras que hoje compõem o bairro do Traviú. No início, tentaram também produzir o café, mas foi com a uva, cujas parreiras até hoje podem ser lá encontradas, que o bairro encontrou sua verdadeira vocação. Apesar do tempo, o Traviú mantém muitas de suas tradições. Historicamente, a região tem enorme importância para a da cidade de Jundiaí, já que a história do bairro do Traviú se confunde com a história da cidade que se tornou reconhecida nacionalmente como Terra da Uva.

foram dos pelo sonho de uma vida melhor, tiveram de aprender a conviver com uma cultura diferente da sua e superar várias dificuldades, principalmente, o preconceito. Segundo relatos, os japoneses começaram a chegar na região por volta de 1920 e a sua maior contribuição foi o trabalho agrícola, quando trouxeram

história da emancipação politico administrativa de Campo Limpo Paulista começou em 1963, quando em 1º de dezembro daquele ano foi realizado o primeiro plebiscito popular para a emancipação da cidade.

A

Os trâmites No ano seguinte, a Lei Estadual nº 8.092, desmembrou Campo Limpo de Jundiaí, era mais um passo rumo à emancipação que viria um ano depois, logo após a primeira eleição municipal que ocorreu no dia 7 de março de 1965.

Alguns dias depois, em 21 de março, finalmente Campo Limpo Paulista torna-se emancipada de Jundiaí e no dia 27 deste mesmo mês, tomou posse o primeiro prefeito da cidade, Adherbal da Costa Moreira e o vice Joaquim Tavares da Silva. Fazenda de Jundiaí O município inicialmente era fazenda integrante de Jundiaí, suas terras eram então latifúndio cafeeiro. O surgimento da primeira rua, a Avenida Alfried Krupp, se deu com o alojamento dos ferroviários construtores

da ferrovia Jundiaí-Santos. As terras eram pertencentes durante o século passado ao Barão de Jundiaí, passando depois à família Pereira Pinto até sua emancipação em 1965. Depois dessa data, a família contratou procuradores e as terras ganharam administradores locais. A primeira legislatura do município foi em 7 de Março de 1965, e teve como prefeito Adherbal da Costa Moreira. A posse de Adherbal da Costa Moreira foi no dia 27 de março de 1965, tomou posse também o vice-prefeito Joaquim Tavares da Silva.

A primeira legislatura do município foi em 7 de Março de 1965 e teve como prefeito Adherbal da Costa Moreira

selou a

DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

outras culturas para região. Várias famílias Atualmente são diversas famílias existentes na região. Muitos iriam para outras localidades, mas acabaram ficando por aqui mesmo: As famílias Ianogaido, Hamada, Nagayama e Sannomiya, entre muitas outras, pretendiam chegar em

Jaraguá e estavam juntas no saudoso trem da Bragantina, mas um imprevisto mudou para sempre a história de quatro famílias. O trem quebrou em Várzea e todos acabaram permanecendo no município, depois de um convite de trabalho do coronel Eduardo Álvaro de Castro para ocupar uma área agrícola.

A Verdade

O movimento ganhou força com a vinda da Metalúrgica Krupp

Os poucos moradores do então bairro de Jundiaí, Campo Limpo, estavam descontentes com a administração central de Jundiaí, pois consideravam que a administração não dava atenção ao bairro distante e abandonado, dando início, assim, ao movimento de

emancipação de Campo Limpo. O movimento ganhou força com a vinda da Metalúrgica Krupp, que foi inaugurada em 1961 e contou com a presença do governador Carvalho Pinto e do presidente Jânio Quadros. A Metalúrgica era o que faltava para a emanci-

pação político-administrativa. A cidade tornou-se município independente pela lei estadual n° 8.092. Campo Limpo Paulista O nome Campo Limpo surgiu pelo fato de que os moradores do bairro encontraram um enorme campo

limpo no local. Com a emancipação, Campo Limpo, teve sua denominação alterada para Campo Limpo Paulista, pela Lei Estadual nº 9.842, de 19 de setembro de 1967. O Paulista adicionado ao nome foi dado para não se confundir com o bairro em São Paulo.

A história da imigração japonesa no país foi cheia de obstáculos

21 de março de 2020

21 de março de 2020

A Verdade

7


Projeto-c06-11:Layout 3

19/03/2020

12:43

Página 1

Novo Parque Chico Mendes é lazer para toda família

IDEB da cidade de Várzea Paulista vem crescendo

DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

Novo Parque Chico Mendes é a maior área de lazer de Várzea Paulista. A área interna do parque recebeu uma pista de Bicicross, reforma das quadras poliesportivas, entre outros. E na área externa, a pista de caminhada foi pavimentada e pintada, foram instalados parque infantil e aparelhos de alongamento. Além do projeto Canto dos Pássaros, que alegra ainda mais o espaço para todos que cvisitam o local e se impressionam com a esttrutura. De acordo com o gestor responsável pelo tra-

O

Pista de Bicicross; Prédio Administrativo; Sanitários feminino e masculino são algumas das mellhorias

possui locais para Várzea Paulista oferece diferentes locais de área verde para praticar esse exercício físico. Caminhar em áreas com parques ou jardins traz bom humor e afasta o pensamento negativo, um ótimo método para relaxar ativamente. Conheça seis locais em

Várzea Paulista indicados para prática da caminhada e outras ativiadades ao ae livre. Veja os locais: Parque Chico Mende: Endereço: Rua São Vicente, s/n, Jardim Paulista; Parque das Orquídeas: Rua Francisco José de Santana, 140, Jardim América

balho, Renato Germano, mais melhorias estão previstas, como a volta da iluminação noturna do parque na área fechada, internet com wi-fi gratuito, monitoramento por câmeras e a instalação de um Posto Avançado da GCM. Pista de Bicicross; Prédio Administrativo; Sanitários feminino e masculino; Reforma das duas quadras poliesportivas; Reforma da quadra de Areia; são algumas das mellhorias Inclusão Entre os destaques do novo Parque Chico Mendes está o balanço adapta-

do para crianças cadeirantes. Renato Germano salientou que a ideia surgiu a partir da necessidade apresentadas por mães da região, principalmente a Andrea Fazan. “Ela entrou em contato comigo, perguntando se tínhamos condições de construir o brinquedo”, conta. “Há poucos dias Jundiaí havia inaugurado seu primeiro balanço adaptado, então nossa equipe foi ao local para conhecer o trabalho e verificar as medidas”, explica Germano. O Parque Chico Mendes fica na Rua São Vicente, s/n – Jardim Paulista.

ntre as principais maneiras de se comprovar a qualidade de educação oferecida por um município, está o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). Atualmente a nota de Várzea Paulista é de 6,5. Superando a média nacional – de 5,8; a média estadual – 6; a média das redes municipais – 5,6 e a média da rede pública – 5,5. Além da alta pontuação, as notas da educação de Várzea Paulista vêm aumentado constantemente, tendo um crescimento de 23% entre os anos de 2011 e 2018. Algumas escolas superam até

E

DIVULGAÇÃO

IV; – Complexo Esportivo Kim Nozaki: Avenida Vitório Spinucci, s/n, Jardim Promeca; Pista de Caminhada Mursa: Bairro do Mursa; Alça de acesso Avenida Bertioga: Av. Bertioga, próximo a Av. Fernão Dias Paes Leme e Campo da Vila Marajó:

Rua José Rabelo Portela, s/nº. A caminhada traz diversos benefícios para quem a pratica. Além de ser um dos exercícios mais fáceis de realizar, pois não exige habilidade, é também barata, sem restrição de idade e pode ser feita a qualquer hora do dia.

O Parque das Orquídeas: Rua Francisco José de Santana, 140, Jd. América

mesmo a média municipal, como é o caso da CEMEB Professor João Aprillanti, na Vila Santa Terezinha, com nota do Ideb de 7,4 e a Cemeb Oswaldo Camargo Pires, na Vila Tupi, com nota de 7,2. Os índices foram revelados pelo ex-gestor de Educação, o vice-prefeito, Rodolfo Braga, que segundo ele, os números são reflexos de um trabalho conjunto, que envolve equipe pedagógica, professores e todos os funcionários das escolas. “Trabalhamos arduamente para proporcionar uma educação de qualidade aos nossos alunos”.

Rodolfo Braga destaca a qualidade dos professores que atuam na cidade. “Os profissionais que lecionam em Várzea são incentivados à capacitação, a estarem em constante aprendizado, para que possam oferecer o melhor a nossas crianças”, diz. O vice-prefeito informa que Várzea Paulista foi um dos primeiros municípios a aprovar a Lei do 1/3, que garante aos professores atividades na razão de 1/3 extraclasse na jornada de trabalho. “Tal medida representa, por exemplo, que a cada 30 horas trabalhados, 9 horas sejam dedicadas ao estudo”, informa.

Parque infantil inclusivo possui três brinquedos: gira-gira, balanço e gangorra

Atualmente a nota de Várzea Paulista é de 6.5, superando a média nacional que é de 5.8 e a média estadual (6)

mostra importância da

DIVULGAÇÃO

A cada dia Várzea Paulista se torna uma cidade mais inclusiva, oferecendo áreas de lazer e convívio para as Pessoas com Deficiência (PcD). A Prefeitura de Várzea Paulista, por meio da Unidade de Infraestrutura Urbana, construiu um novo parque in-

fantil na Praça CEU, voltado para as crianças com deficiência. O parque infantil inclusivo possui três brinquedos: gira-gira, balanço e gangorra, e todos proporcionam o convívio e a integração, dando a possibilidade de participação de outra crian-

ça, dos pais ou responsáveis na brincadeira. A Prefeitura preparou a base da praça e a empresa contratada realizou a instalação. De acordo com o gestor de Infraestrutura Urbana, Renato Germano, o projeto é de 2018 “A Praça CEU é um ótimo local, já possui

acessibilidade e o parque inclusivo é muito legal”, explica. “Espero que este seja o primeiro, de muitos parques inclusivos que desejamos trazer para Várzea Paulista”, afirma o gestor. A Praça CEU está localizada na Rua João Póvoa, s/nº, Jardim do Lar.

Eventos de aniversário são suspensos DIVULGAÇÃO

A Unidade Executiva de Cultura seguindo as orientações e recomendações do Estado de São Paulo, os eventos e atividades culturais programados no município foram suspensos ou cancelados. Confira: 1° Festival de Orquídeas (dias 21 e 22 de março): adiado. A próxima data será definida pela Associação Orquidófila de Várzea Paulista (AOVP). Homenagem da Musicarte ao ani-

6

A Verdade

21 de março de 2020

21 de março de 2020

versário da cidade no Paço Municipal (dia 20 de março): cancelado. Circuito Cultural SP – “Gigantes de Aço” (dia 20 de março): adiado, com nova data ainda a ser definida. Oficina de Gestão de coletivos (dias 16 a 19 de março): adiada, com nova data ainda a ser definida. Feira de Artesanato – “Cantinho do Artesão” no Parque Chico Mendes (dias 21 e 22 de março): adiada.

Festival de Orquídeas foi suspenso

A Verdade

11


Projeto-c05-12:Layout 3

19/03/2020

12:42

Página 1

Manah Fertilizantes foi importante em Campo Limpo

Patrimônios ecológicos unem Várzea e Campo Limpo

DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

m 1951 a Manah Fertilizantes, uma empresa de proporções bem maiores que a Dois Anões, resolveu se instalar em Campo Limpo com uma fábrica no terreno onde ficavam os antigos galpões para estocagem de café, que pertenciam ao Governo Estadual, ao qual era pago um aluguel para a sua utilização. Em seguida, com a venda deste terreno para a Krupp, que em 1958 aí iniciava a construção do seu estabelecimento industrial, a Manah teve que mudarse para uma área pertencente a Manoel Tavares da Silva, onde ainda hoje podem ser vistos os esqueletos das instalações que foram abandonadas em 1978, quando a empre-

E

Atualmente a Manah é apenas uma marca, já que a empresa foi absorvida por uma multinacional: a Bunge Fertilizantes

local de O Cristo Redentor do município de Campo Limpo Paulista é um monumento histórico da cidade. Ele foi inaugurado em 1979, na época chamada morro da Krupp, já que a área de quase seis mil metros quadrados que pertencia à uma empresa metalúrgica. Abandono Por muitos anos ficou

12

abandonado, mas em maio de 2019, a prefeitura local e empresários firmaram uma parceria que fez com que o Cristo Redentor, voltasse a ser um dos principais pontos turísticos da cidade. Com a revitalização e investimentos em segurança, o local voltou a ser um dos cartões postais da cidade, atraindo muitos moradores da cidade e da região.

Revitalização O Cristo Redentor de Campo Limpo Pauslista foi totalmente revitalizado e recebeu muitas melhorias estruturais. Nova proposta A nova proposta do espaço é receber a população campolimpense e de toda região com gastronomia de qualidade, muita música e shows de médio

sa se transferiu para Cubatão. Segundo Joaquim Tavares da Silva, que trabalhou na Manah durante 22 anos,a escolha de Campo Limpo pela Manah se deu pelo entroncamento ferroviário existente da Santos a Jundiaí e da Bragantina. O sr. Joaquim, ex vice-prefeito do Município, foi gerente e acionista da Manah. E quanto à causa do fim da Manah na cidade, isso de deu - sempre segundo Joaquim Tavares - pela extinção do transporte de cargas pela Santos a Jundiaí. A matéria-prima utilizada era importada e vinha de Santos, e o seu transporte, não podendo ser feito por estrada de ferro era realizado por rodovia, processo esse que encarecia os custos,

fazendo que Campo Limpo se tornasse financeiramente inviável para a empresa. Atualmente a Manah é apenas uma marca, já que a empresa foi absorvida por uma multinacional: a Bunge Fertilizantes. Fogos Dois Anões No período de 1946 a Loja da China, um importante e tradicional estabelecimento comercial da Capital, resolveu instalar em Campo Limpo (Botujuru Vila Ipê), a "Fábrica de Fogos Dois Anões". Mesmo não constituindo um complexo industrial de grandes proporções, a Dois Anões representou a primeira indústria a se estabelecer na cidade, onde funcionou durante 17 anos, sendo por fim desativada em 1963.

região tem muitos lugares considerados como verdadeiras jóias da natureza. Entre matas nativas e muita exuberância estão vários patrimônios ecológicos: Serra do Japi, Serra do Mursa e dos Cristais, que acabam se unificando ao longo do território de cada cidade. Em Várzea Paulista, a Serra do Mursa é um verdadeiro testemunho da rica flora e fauna. Reserva de Biosfera da Mata Atlântica, ela faz parte do cinturão verde do Estado de São Paulo. Com seus 1,1 mil metros de altitude no

A

pico, conhecida tb pelo nome de ‘Morro do Elefante’, o Mursa é uma elevação que possibilita uma bela panorâmica desta região sul de Jundiaí e uma visão privilegiada de toda a região. Serra dos Cristais Este corredor ecológico, entre as serras de Atibaia, Cantareira e do Japi possui uma formação geológica acidentada, com montanhas acima de 1.000 metros de altitude. Graças a essa altitude e inclinação, a região teve boa parte de sua vegetação original preservada. Ela DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

porte. A concessão de uso do espaço foi firmada para os próximos 12 anos. O espaço comporta 1,3 mil pessoas e receberá visitantes durante o dia também. O Cristo Redentor fica na rua Lázaro Franco Gregório, s/nº, no Jardim Corcovado. A estrutura conta com lanchonete, bar, palcos, estacionamento e deck com uma linda vista para a cidade.

A Verdade

Anualmente são produzidas mais de 2 milhões de mudas são vendidas por ano

reúne dois dos ecossistemas mais ameaçados do planeta: a Mata Atlântica e o Cerrado com vegetação muito diferenciada adaptada às condições de solo raso de pouca fertilidade, pouca umidade, ventos fortes e diferenças de temperaturas altas. Por tudo isso, a Serra dos Cristais é um santuário ecológico, refúgio da flora e fauna regionais. Ela acolhe animais que figuram na lista de espécies ameaçadas de extinção, entre eles saracura,jacu, macaco sauá, jaguatirica, onça parda, veado, jacuestalo e pavão-do-mato.

Em Várzea Paulista, a Serra do Mursa é um verdadeiro testemunho da rica flora e fauna

Várzea paulista, a No final de dezembro de 2018 , o ex-governador Márcio França sancionou o Projeto De Lei de número 330/17, transformada na Lei 16.910, que declara Várzea Paulista como a Cidade das Orquídeas, da autoria do então deputado estadual Junior

Aprillanti. Nome fortalecido A cada ano este perfil vem se consolidando. Hoje, a cidade possui vários orquidários e muitos eventos que a fazem conhecida nacionalmente. Atualmente é uma das ci-

dades maiores produtoras desta planta. Anualmente são produzidas mais de 2 milhões de mudas são vendidas por ano. A cidade apresenta as condições climáticas ideais para o cultivo de orquídeas e possui um conjunto de fatores favo-

ráveis ao cultivo, em razão da Serra do Mursa, que desvia os ventos fortes e protege as plantas. Grandes orquidários se instalaram no município, tornando-o um pólo produtor, e com isso surgiu a festa anual ‘Orquivárzea’.

O Cristo Redentor fica na rua Lázaro Franco Gregório, s/nº, no Jd. Corcovado

21 de março de 2020

21 de março de 2020

A Verdade

5


Projeto-c04-13:Layout 3

19/03/2020

12:42

Página 1

Proximidade das rodovias ajuda no desenvolvimento

‘Caminhos de ferro’ trouxeram o desenvolvimento regional

DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

os últimos anos Várzea Paulista teve um crescimento populacional vertiginoso. Em 1970 o número de habitantes era de 9,910, saltando para 33.835 em 1980. Quase 30 anos depois chega a soma de atual de 107.211 mil. O crescimento coloca a cidade como a segunda mais populosa da região de Jundiaí. Isso com certeza foi um dos fatores que tem dificultado o seu desenvolvimento sustentável. Mas nos últimos anos tem conseguido atrair empresas que têm contribuído com o desenvolvimen-

N

Nos últimos anos tem conseguido atrair empresas que têm contribuído com o desenvolvimento

to da cidade, geração de empregos e renda. Só em 2019 várias empresas abriram suas portas no municípios, como o shopping que trouxe lojas, gastronomia e diversão com o cinema. Lseus vizinhos A cidade Limita-se ao sul com Campo Limpo Paulista e a norte, leste e oeste com Jundiaí. Fica a há 57 km de São Paulo e sua proximidade de rodovias importantes, como Via Anhanguera, Rodovia dos Bandeirantes, Via Dom Pedro I, Circuito das Águas, Rodovia Edgard

Máximo Zambotto tem sido um dos motivos da vinda de novas empresas. As principais vias públicas são a Avenida Fernão Dias Paes Lemes, com uma extensão de 2.300 metros, e a Avenida Duque de Caxias, agora totalmente duplicada, com 2.850 metros. A parte hidrográfica é formada pelo Rio Jundiaí, Córrego Guarani, Córrego Bertioga, Córrego Pinheirinho, Córrego do Mursa, Córrego da Invernada, Córrego do Japonês, Córrego Queiroz, Córrego do Rabicho, Córrego Promeca e Córrego do Tanque Velho.

, o símbolo da A campina que sofreu forte influência e desenvolvimento atrelado ao ‘Ciclo do Café’, também cresceu com a chamada ‘indústria do tijolo’ e mais tarde, a industrialização propriamente dita, com a chegada de várias empresas, entre elas, a Elekeiroz. A vocação pa-

ra o crescimento econômico de Várzea é a tônica de sua história, a exemplo da rápida expansão da olaria, indústria pioneira que conquistou grande desenvolvimento. Este foi um ciclo que criou os mecanismos para aumentar o parque industrial, atraindo as primeiras

I

DIVULGAÇÃO

fábricas da Várzea Paulista emancipada, como a Elekeiroz, que em 1923, adquiriu um terreno para construção de sua fábrica. Durante todo século XX a indústria teve sua posição de destaque na formação da cidade. A primeira foi a Elekeiroz, instalada em 1923. A Alfred Te-

ves, depois I.T.T., hoje Continental Automotive ATE, é líder mundial no fornecimento de sistemas de freios automotivos para montadoras, localizada em Várzea Paulista. Outro destaque é a KSB, instalada na cidade em 1957, também foram pioneiras no município.

A despeito de todas as dificuldades, a construção terminou 10 meses antes do tempo previsto no contrato, que era de oito anos

Empresa é uma das pioneiras e principal da cidade

A Verdade

21 de março de 2020

21 de março de 2020

que possibilitou o aparecimento das cidades de Campo Limpo Paulista e Várzea Paulista, entre outras ao longode seu leito. No alto da serra foi implantada uma estação que serviu de acampamento para os operários, denominada de Paranapiacaba. Ela possibilitava a troca de sistema pelos trens. A estrada foi aberta sem o auxílio de explosivos, pois o terreno era muito instável. A escavação das rochas foi feita apenas com cunhas e pregos. Alguns cortes chegaram a 20 metros de profundidade. Para proteger o leito dos trilhos das chuvas torrenciais foram construídos paredões de alvenaria, variando de 5 a 20 metros de altura, o que consumiu 230.000 metros cúbicos de alvenaria. A "São Paulo Railway" foi aberta ao tráfego a 16 de fevereiro de 1867.

participaram do

DIVULGAÇÃO

Em 22 de abril de 1948 surgia a primeira pista pavimentada da rodovia

4

mportante para toda a região, a estrada de ferro de Santos a Jundiaí marcou o início do desenvolvimento de todo o Estado de São Paulo, inclusive a região de Jundiaí, que começava a crescer. Construída por empresa inglesa entre os anos de 1860 a 1867 e duplicada na entre os anos 18106 e 11001, foi a primeira via férrea paulista e realizou o grande feito de retirar o planalto paulista do isolamento ao vencer o desnível da Serra do Mar, inserindo, definitivamente, a então província na modernidade. A Estrada de Ferro Santos-Jundiaí (EFSJ), que da sua inauguração em 1867 até ao ano de 1946 foi denominada São Paulo Railway Company (SPR), foi uma ferrovia do estado de São Paulo. Ligava o município de Santos a Jundiaí. E foi esta ferrovia

Hoje uma das rodovias mais modernas, a Via Anhanguera (SP-330), como é conhecida, completa em abril, 72 anos de inauguração. Uma das principais ligações entre a capital e o interior paulista, a rodovia cruza regiões importantes, como o Aglomerado Urbano de Jundiaí (AUJ). A inauguração da Via Anhangue-

ra, no final da década de 1940, foi um dos principais motivos para desenvolvimento destas regiões, cujas cidades completam 55 anos de emancipação neste dia 21 de março. Desde 1948, a rodovia desempenha um papel importante como indutora do desenvolvimento regional. Às margens da Via Anhanguera, diversas

A Verdade

cidades cresceram. A primeira versão da estrada Velha de Campinas (SP-332), foi iniciada em 1916 com a mão de obra de 84 sentenciados, que construíram 32 km. A São Paulo–Campinas, antecessora da Anhanguera, foi concluída em 1921. Em 1940, no dia 25 de janeiro, tinham início, as obras de construção da

nova rodovia São PauloCampinas, que passou a chamar-se, oficialmente, Via Anhanguera. Oito anos depois, em 22 de abril de 1948 surgia a primeira pista pavimentada da rodovia ligando a capital a Jundiaí. Em 1953, a segunda pista, tornando-se a primeira rodovia pavimentada e duplicada do país.

13


Projeto-c03-14:Layout 3

19/03/2020

12:41

Página 1

Várzea Paulista: desenvolvimento começou com as olarias

Rio Jundiaí é muito importante para as cidades DIVULGAÇÃO

DIVULGAÇÃO

Rio Jundiaí nasce na Serra da Pedra Vermelha, no município de Mairiporã. Possui uma extensão de 123 quilômetros, percorrendo oito municípios: Mairiporã, Atibaia, Campo Limpo Paulista, Várzea Paulista, Jundiaí, Itupeva. Exceto Atibaia, os quatro seguintes estão localizados na Aglomeração Urbana de Jundiaí. O rio percorre a zona rural de Indaiatuba antes da chegada à sua foz na cidade de Salto, onde se une ao Rio Tietê, sendo um de seus inúmeros afluentes.

O

Em 2017, houve o reenquadramento do Jundiaí, mudando da classe 4 (quase morto) para a 3 com indícios de vida

Homenagem Ele é tão importante que em setembro é celebrada a ‘Semana do Rio Jundiaí ‘ para comemorar o processo de despoluição que vem sendo realizado há vários anos, trazendo de volta a vida ao Rio Jundiaí. Um intenso processo de despoluição é realizado em alguns municípios da região, como Jundiaí, Várzea Paulista e

Campo Limpo Paulista. Despoluição Atualmente, estão, em curso, investimentos em tratamento de esgoto nas demais cidades, contribuindo para a despoluição do rio. Em 2017, houve o reenquadramento do Jundiaí – a mudança da classe 4 (quase morto) para a 3. O resultado disso é a volta de peixes nadando no rio, explicada pela estrutura de Várzea Paulista e de Jundiaí quanto ao tratamento do esgoto que antes era despejado no local. Vida nova Dois anos depois do reenquadramento (recuperação) deste importante rio, garças e outros pássaros também voltaram a frequentar os arredores, pousando no rio para comer pequenos peixes. A partir do momento em que o esgoto parou de ser jogado no rio e começou a ser tratado nas estações, ele “passou a se limpar”, a se auto depurar.

história do desenvolvimento de Várzea Paulista, assim como de outras cidades que se emanciparam, tem como ponto em comum, a estrada de ferro que liga Santos a Jundiaí, construída pelos ingleses em 1967. O local começou a ser povoado dezenove anos depois da inauguração desse trecho ferroviário, no final do século XIX, mais precisamente em 1886. Hoje com uma população estimada pelo IBGE em 120 mil pessoas e com os avanços

A

que a cidade tem conquistado ao longo dos anos é um município que possui um percentual de 0,759 do Índice Desenvolvimento Humano (IDH), uma medida resumida do progresso em longo prazo em três dimensões básicas do desenvolvimento: renda, educação e saúde. Um dos períodos que mais marcou a cidade foi a presença das olarias, que na época deram o início no desenvolvimento da cidade. O pioneirismo neste campo coube ao primeiro morador varzino foi Isaac

de Souza Galvão, que montou a primeira olaria do local. Além das olarias que começaram a impulsionar o desenvolvimento local, o ciclo do café, também foi responsável pelo crescimento, porém em 1878, uma intensa geada destruiu as plantações locais. Em 1891 foi inaugurada a Estação Ferroviária, com arquitetura e materiais ingleses. Em agosto de 1956, o Cartório Civil teve seus livros liberados para assentamentos. O nome do distrito era ‘Secundino Veiga’, em homenagem

ao jornalista que morreu na época. O primeiro registro de nascimento foi realizado em 14 de agosto de 1956. O primeiro casamento foi realizado em 5 de setembro do mesmo ano. O cartório substituiu a denominação de Secundino Veiga para Distrito de Várzea, em alusão ao terreno ribeirinho, baixo e plano, situado às margens de um rio. Várzea ainda era distrito de Jundiaí quando Antenor Fonseca foi eleito vereador na Câmara Municipal de Jundiaí, de 1960 a 1963.

O ciclo das olarias deu o pontapé inicial para o desenvolvimento da cidade

deu início à DIVULGAÇÃO

Ferrovia contribuiu com o crescimento do município desde seu início

Em 1964, um grupo de varzinos, formado por Francisco de Assis Andrade, João Aprillanti, Armando Pastre, Victorino Vieira Santana, Antenor Fonseca, Benjamin de Castro Fagundes, Milton Lebrão, Otávio Félix e Farid Feres Sada se reuniu para requerer a emancipação político-administrativa do local.

A Assembléia Legislativa de São Paulo deu início ao movimento de emancipação por meio da lei estadual 5820. No dia 21 de março de 1965 o bairro foi elevado a município de Várzea Paulista. O Paulista no nome da cidade surgiu como identificador de mais uma conquista dos bandeirantes. A boa localização jun-

to à estrada de ferro e o pioneirismo econômico renderam à Várzea Paulista uma situação privilegiada em relação à quantidade de indústrias instaladas. A partir da emancipação e até aproximadamente 1972, ocorre a organização da estrutura administrativa da prefeitura recém-instalada, cadastrando as propriedades imobi-

liárias, as fábricas e casas comerciais para o lançamento de impostos. Também tem início o alargamento de ruas e assentamento de guias e sarjetas. Com o passar do tempo, começa o serviço de saúde e a construção do primeiro conjunto habitacional, edificando dezenas de unidades no bairro da Promeca.

precisa de DIVULGAÇÃO

Não é de hoje que as vias da Marginal do Rio Jundiaí têm causado muitos transtornos aos que transitam por ela. Ao longo dos últimos anos, muitos acidentes e mortes já foram registradas pelo Jornal A Verdade Regional, que desde sua inauguração levantou como bandeira, lutar por melhores condições desta importante via de acesso. Embora seja uma vicinal do estado, a manutenção de

14

A Verdade

seu leito é de responsabilidade das prefeituras por onde passa. No caso, Jundiaí, Várzea e Campo Limpo Paulista. Hoje ela ainda necessita de uma manutenção integral. Falta de sinalização (ou sinalização precária); mato alto na margem do rio, invadindo a pista; falta de acostamento e, principalmente, grande quantidade de buracos e desníveis no asfalto, são alguns dos problemas.

Manutenção da via é urgente

21 de março de 2020

21 de março de 2020

A Verdade

3


Projeto-c02-15:Layout 3

19/03/2020

12:40

Página 1

A Verdade Semanário que circula nas cidades de Várzea Paulista, Jundiaí, Campo Limpo Paulista, Jarinu, Itupeva e Louveira.

www.portalaverdade.com.br

Ernesto Francisco Musselli

Fundado em 2004 por

Diretor Diego Fernando Musselli

Diretor-Financeiro Juliano Musselli

Jornalista responsável Marcos Nascimento (Mtb 25.518)

Departamento Comercial Nilsen Carneiro

Projeto gráfico Ramon Orsini

O Jornal A Verdade Itupeva não se responsabiliza por conceitos ou opiniões emitidos em artigos assinados assim como matérias produzidas por assessorias de imprensa, devidamente identificadas, e deixa claro que esses não representam, necessariamente, o pensamento da direção. “O Senhor é meu pastor: nada me faltará.” Rua Humaitá, 162 (casa 04) – Vila Santa Terezinha – Várzea Paulista-SP – CEP: 13.220-120 Redação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .redacao@jvregional.com.br Atendimento ao cliente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .atendimento@jvregional.com.br Departamento Comercial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .comercial@jvregional.com.br Departamento Financeiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .financeiro@jvregional.com.br Arte-final e design gráfico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .artefinal@jvregional.com.br

Fone: (11) 4606-3822 / Fone: (11) 4595-2542 / (11) 99928-1617

ED ITOR IAL

Os

das cidades da região

Por mais que se fale em aniversário ou emancipação político administrativa, o fato é que quando uma cidade completa seu aniversário de emancipação é preciso destacar que a data sempre vai ser importante, pois a cada ano, este município estará relembrando a sua história. Este fator, ou seja, a emancipação liberou as cidades para que pudessem caminhar com suas próprias pernas e a ter os seus representantes nos municípios e não depender mais da cidade vizinha, Jundiaí, de quem se separaram para sempre, há quase meio século. Neste dia 21 de março, as cidades de Várzea Pau-

lista, Itupeva, Louveira e Campo Limpo Paulista, que fazem parte da Aglomeração Urbana de Jundiaí (AUJ) e Francisco Morato, que integra a Grande São Paulo completam 55 anos de muita história. A data representa a importância de cada município conseguido a sua identidade própria. São 55 anos de muitas histórias contadas ao longo deste tempo pelas pessoas que ajudaram a fazer destes municípios, um lar. Claro que ao longo destes anos, cada governante vem lutando para fazer de sua cidade, um lugar melhor para se viver, o que não é fácil, pois, são municípios que têm muitos

problemas devido ao crescimento, principalmente nos setores mais essenciais, como Saúde, Educação, Moradia, Meio Ambiente, entre outros. E é neste contexto mesmo que a história é escrita: a população é quem escreve a história, com trabalho e muita luta para fazer de sua cidade, um lugar melhor para se viver e é nos erros e acertos que o município vai crescendo, melhorando ou não. A partir do momento que os emancipadores optaram por elevar os então bairros em cidades, começou uma nova história que ainda não terminou e não terminará, já que os municípios, a cada dia têm no-

vos desafios dar a melhorar muitos setores de uma forma integrada. Paralelo a isso, a AUJ tem trabalhado no sentido da retomada do crescimento e fortalecimento dos municípios. É uma temática que vem ganhando relevância, suscitando discussões, reflexões e novas práticas e posturas. Ainda não atingiu o seu auge com conquistas necessárias para o bem comum dos municípios. Temos muitos problemas em comum e se cada município puder conversar com o outro será possívelem um futuro próximo, sermos realmente uma região e não cidades isoladas.

Itupeva, Louveira e Francisco Morato também aniversariam DIVULGAÇÃO

lém de Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista, mais três municípios da região comemoram 21 anos de emancipação político- administrativa: Itupeva, Louveira e Francisco Morato. Em 3 de outubro de 1963, a população aprovou a emancipação de Itupeva e 90% disseram “sim”. A eleição, no entanto, para prefeito foi realizada no dia 31 de outubro de 1964, elegendo o Sr. Luiz Poli. A posse, porém, só veio a ocorrer em 21 de março de 1964, marcando a emancipação. Por 300 anos, Louveira foi parte da cidade de Jun-

A

diaí e depois passou a ser bairro de Vinhedo, na época com o nome de Vila de Rocinha. Em 1963, realizouse uma assembléia próemancipação do Distrito. Ao final do mesmo ano, o povo, em plebiscito, manifestou-se pela elevação de Louveira a município, efetivada em 1964 e em 1965 veio a emancipação. A história de Francisco Morato começa na pequena Vila Bethlém, sede da Companhia Fazenda Belém, empresa associada à São Paulo Railway Company. Seu crescimento, a partir da segunda metade do século XIX, acompanhou o da Es-

A Verdade

21 de março de 2020

Por 300 anos, Louveira foi parte da cidade de Jundiaí e depois passou a ser bairro de Vinhedo

fortalece

DIVULGAÇÃO

A culinária, as frutas frescas direto do pé, são atrativos nos roteiros rurais

2

trada de Ferro Santos-Jundiaí. A formação do município esteve ligada não só ao desenvolvimento da ferrovia, mas às transações que a envolveram. No início serviu de acampamento para os operários que trabalhavam na construção dos túneis da ferrovia. Com a encampação da São Paulo Railway, a Companhia Fazenda Belém foi loteada e o antigo povoado tornou-se distrito do município de Franco da Rocha. o distrito de Francisco Morato emancipou-se político-economicamente em 21 de março de 1965, depois de um plebiscito realizado no distrito.

21 de março de 2020

Hoje todas as cidades da região possui algum tipo de atração enquadrada no chamado turismo rural e isso tem feito e diferença para muitas cidades, quer seja com seus restaurantes, comércio de produtos rurais, festas e outras manifestações que se enqua-

drem neste perfil. Muitas opções As tradições, a culinária, as frutas frescas direto do pé, atrativos estes, cercados pela hospitalidade característica da roça, podem ser vistos nos roteiros rurais de várias cidades da

A Verdade

região, que se completam pelas adegas de produção de vinho artesanal e pela cultura italiana tão presente na região. Também pelas paisagens, pelos sons e pelos cheiros de doce feito no fogão à lenha, de bolos e pães fresquinhos, servidos com o café

regional feito na hora. Cicuito das Frutas Outro atrativo da região são as cidades que integram o Circuito das Frutas, que juntas produzem as principais frutas da região, como uva, caqui, morango, entre outras.

15


Projeto-c01-16:Layout 3

16

19/03/2020

12:41

Pรกgina 1

A Verdade

21 de marรงo de 2020

Profile for Jornal A Verdade Regional

Especial 55 anos de Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista  

Produzido pela marca 'A Verdade', o caderno especial vem com 16 páginas ricas em matérias relacionada a data e mensagens dos nossos parceiro...

Especial 55 anos de Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista  

Produzido pela marca 'A Verdade', o caderno especial vem com 16 páginas ricas em matérias relacionada a data e mensagens dos nossos parceiro...

Advertisement