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EDITORIAL

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omo de costume, ao iniciar mais um ano olhamos para trás na intenção de avaliar o que realizamos, a partir do que, novas metas são impostas para o próximo ciclo. Na obra missionária no Brasil, isso também acontece, mas com o diferencial de que cada realização depende e tem a finalidade exclusiva do poder e glória de Deus. É nessa dependência que nossos missionários ultrapassam desafios como escassez de água, alto índice de analfabetismo e pouca oportunidade de geração de renda, e seguem propagando o Evangelho por todo o Sertão do Brasil, como mostra a matéria principal desta edição da revista A Pátria Para Cristo. No Nordeste, mais especificamente no estado da Bahia, o avanço na plantação de igrejas tem crescido cada vez mais com o recém-lançado programa Radical Brasil Metropolitano. Em artigo específico, informa-se sobre o trabalho que tem sido realizado no Centro desse estado que em breve se estenderá a outros, para glória de Deus. Nesta publicação você também vai ler sobre temas que o ano de 2019 está trazendo ao prisma dos batistas brasileiros. O trabalho de compaixão e graça com nossos irmãos venezuelanos, os dez anos de atuação do projeto Cristolândia e, ainda, os setenta anos da organização Mensageiras do Rei no país, são outros assuntos abordados nesta edição. Na editoria Vida e Obra, o leitor será edificado com a entrevista dos missionários Pr. Cirino e Regina Refosco. Esse casal, que por tantos anos dedicou suas vidas na multiplicação de discípulos no Nordeste brasileiro, agora retorna à região para seguir seu trabalho. Com matérias como essas mencionadas e, ainda, com todas as atualizações sobre o que tem acontecido nos campos missionários em nosso país, estas páginas têm a responsabilidade de aquecer seu coração em prol dessa obra. Quanta coisa ainda há para ser feita e quantas pessoas precisam ser alcançadas. Cabe a nós adotar a multiplicação de discípulos como estilo de vida. Podemos contar com você?

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SUMÁRIO GENTE QUE FAZ MISSÕES

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ENTREVISTA COM PR. SAMMY TIPPIT

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Gerente Executivo de Comunicação de Missões Nacionais

MINHA RAZÃO DE VIVER: MULTIPLICAR

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MATÉRIA DE CAPA

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VIDA E OBRA: PR. CIRINO E REGINA REFOSCO

SEMINÁRIO DO SUL

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MULTIPLICANDO PELO BRASIL

10 ANOS DA CRISTOLÂNDIA

Boa leitura e um abraço!

Pr. Jeremias Nunes dos Santos

ACOLHENDO JESUS NO ESTRANGEIRO

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RADICAL METROPOLITANO

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PANORAMA

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A Pátria para Cristo | ISSN 2316-6843 Nossa Missão: “Multiplicar discípulos” | Nossa Visão “Alcançar todos com o Evangelho”

Uma publicação da Junta de Missões Nacionais da Convenção Batista Brasileira. Ano LXXII | nº 279 | Tiragem: 35 mil | Abril de 2019 Direção executiva: Pr. Fernando Brandão | Gerência Executiva de Comunicação: Pr. Jeremias Nunes | Jornalista responsável: Desirée Aguiar - 0040105/RJ Redação: Fabiane Ventura, Desirée Aguiar | Revisão: Maria Stela Lopes Bomfim | Arte: Oliverartelucas


PALAVRA DO DIRETOR

Multiplique! N

esta edição você tem um maravilhoso testemunho de um sertanejo analfabeto que se tornou um líder plantador de igrejas no interior do estado do Rio Grande do Norte. Conheci o irmão José Verde nos seus primeiros meses de caminhada cristã, numa visita que fiz ao distrito de Mutamba da Caieira. Homem simples, humilde, cheio da graça de Deus, com um coração ardente e brilho nos olhos. “Eu quero ganhar muita gente no sertão para Jesus”, foi uma das frases que me impactaram naquela visita. Irmão José contou-me que quando se deslocava para trabalhar na colheita de frutas, nas fazendas da região, não perdia oportunidade para testemunhar. Levava uma caixa de som e colocava música e mensagem para as pessoas ouvirem e testemunhava do amor de Cristo Jesus para os seus colegas de trabalho. Tomei café na casa desse irmão e conversamos sobre seus sonhos para o sertão. “Avançar, pastor... Conte comigo, pois se depender de mim, vamos avançar e abençoar o sertanejo que vive sem esperança... Já estamos construindo as paredes do local onde vamos nos reunir para adorar o Senhor Jesus e também queremos receber uma equipe e voluntários da Operação Jesus Transforma esse ano”. Isso foi no início do ano de 2012. Jamais esquecerei aqueles momentos!

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foi um marco. A Cristolândia também tem despertado muitos servos do Senhor para investir em vidas, voluntariado e vocacionados. Louvamos a Deus pelo amor e visão missionária das igrejas batistas da CBB! Para mim, o Pr. Cirino Refosco e sua família são referenciais, no trabalho de plantação de igrejas no Brasil, especialmente no contexto nordestino, sendo ele um catarinense alcançado na Operação Jesus Transforma, em 1977. Um fruto da obra missionária que se tornou um grande missionário plantador de igrejas que se multiplicam. A entrevista dele, nesta edição, é tocante! O nosso maravilhoso Deus nos mostra todos os dias em sua Palavra que nossa missão é multiplicar exponencialmente o número de discípulos até a volta do Senhor Jesus. Discípulo gerando discípulos... líder gerando líderes... igreja gerando igrejas... de Jerusalém até os confins da terra. Não podemos recuar! Nossa razão de viver é multiplicar discípulos para a glória de Deus!

Celebramos, neste ano, os 10 anos do Projeto Cristolândia. Um projeto que tem sido uma benção para milhares de pessoas excluídas e usuárias de crack. Lembro-me dos primeiros batismos da Cristolândia, em uma assembleia da Convenção Batista Brasileira em Foz do Iguaçu (PR), em 2012;

ESPAÇ,O DO LEITOR

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Pr. Fernando Brandão Diretor Executivo de Missões Nacionais

Envie sua mensagem para jornalismo@missoesnacionais.org.br. Seu comentário poderá ser publicado na próxima edição!

O trabalho da Junta de Missões Nacionais em todo território nacional tem sido bênção para milhares de pessoas e eu posso ver aqui no Lar Batista F.F. Soren, onde sou voluntário, o agir de Deus nas vidas de crianças que não teriam perspectiva de futuro se nós não estivéssemos nos seus caminhos, como manda o Evangelho. Vale a pena ofertar! Vale muito a pena!

Josenildo Oliveira Álvares – Palmas, Tocantins

Missões Nacionais apresenta um trabalho de grande excelência e o faz com muito amor. Além da responsabilidade de administrar o trabalho em todo o país com muita dedicação, prova, acima de tudo, que o trabalho do Senhor Jesus tem que ser feito com muito zelo.

Beny Hypolito Vitória da Conquista, Bahia


GENTE QUE FAZ MISSÕES

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O casal Roberto e Alessandra da Silva, da Igreja Batista da Piam, em Belford Roxo (RJ), sempre teve a paixão missionária latente em seu dia a dia, graças ao trabalho do Pr. Jorge Belídio. Eles participavam de mutirões, evangelismos, mas sempre tiveram o desejo de contribuir ainda mais com a obra no Brasil; há cinco anos eles se tornaram parceiros do projeto Cristolândia. “Recebemos, em nossa igreja, um pastor que nos apresentou o trabalho nas cracolândias no Brasil, através de Missões Nacionais, e ali Deus moveu o nosso coração. Começamos a ajudar a sustentar esta obra e desde então não paramos mais, graças ao nosso Deus que tem nos dado condições financeiras. ”

A irmã Heloísa Helena Binate é apaixonada por missões desde sua conversão, em 1985. Membro da Igreja Batista em Parque Araruama, localizada em São João de Meriti (RJ), ela é promotora de missões há um ano. “Tem sido um tempo ímpar de grandes descobertas, pois saber o que se passa no nosso Brasil por meio de nossos missionários é gratificante. Conhecer a missionária Maria Helena Leão me deu um gás a mais para realizar a campanha de mobilização “Movidos Pela Graça” no ano passado, quando ultrapassamos o alvo mais uma vez. E paralelo a isso, sigo também com um grupo de evangelismo para abençoar os enlutados, nos cemitérios. Para mim, tudo isso é missões! ”


Junto de seu esposo, Pr. Eli, na Igreja Batista no Conjunto São Fernando, em Santa Cruz (RJ), a irmã Elizabete Agapito sempre usou sua vocação de educadora religiosa nos trabalhos, mas percebeu que ainda precisava fazer algo mais. Foi assim que, em 2014, após ser convidada por nossa então missionária Aidete Brum, ela se tornou mobilizadora voluntária. “Neste tempo, quantas experiências edificantes vivi através desta motivação ao trabalho missionário. Já estive em igrejas que não participaram da campanha anual de mobilização e passaram a participar, e isto é só um pequeno exemplo. Além disso, sempre que posso, participo de ações evangelísticas Jesus Transforma e sou voluntária na Missão Cristolândia em Madureira (RJ), local que tem feito crescer minha fé a cada dia. É incrível poder ver a transformação feita por meio do Evangelho! ”

A irmã Francisca Lucimar Lima do Nascimento, de 48 anos, é membro da Igreja Batista Central do Correia, em Campo Grande (RJ), e através de sua trajetória vem mostrando que é uma cumpridora do Ide de Cristo, ou seja, é “gente que faz missões”. “Sou fruto de missões, me converti em 2008, após duas meninas falarem do Evangelho para mim e iniciarem o discipulado comigo; desde então, foi muito clara para mim a necessidade de alcançar cada vez mais pessoas com a boa nova de Cristo. No Acampamento de Promotores, em Rio Bonito (RJ), senti o impacto das necessidades do nosso país e após o apelo aceitei o desafio de promover essa causa. De lá para cá, agradeço a Deus por todas as oportunidades de participar da sua obra, como no Jesus Transforma em Minas Gerais e São Paulo, por duas vezes em cada estado, e ainda no Rio Grande do Sul e no Piauí. ”

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Acolhendo Jesus

no Estrangeiro A

igreja de Jesus Cristo tem como missão principal sinalizar, com palavras e atitudes, o Reino de Deus na história humana. Foi esse discernimento que moveu a Igreja Batista do Jequiezinho, Jequié (BA), a montar uma casa para acolher acompanhantes de pessoas hospitalizadas que não residem em nosso município, em 2015 e, mais recentemente, em 2018, participar do projeto Igreja Acolhedora de Missões Nacionais, adotando o casal de venezuelanos, Pedro Salcedo e Norelys Cabeza. Quando inauguramos a casa de acolhimento, nossa expectativa era atender pessoas da nossa microrregião, mas o Senhor ampliou o alcance das nossas tendas! De 2015 até o final de 2018 já acolhemos mais de 200 pessoas de vários estados do Brasil que, por motivos diversos, estão acompanhando seus familiares e amigos nos hospitais de Jequié. Essas pessoas recebem hospedagem e alimentação gratuitas durante o período de internação daquelas a quem acompanham. A criação da casa de acolhimento despertou em nossa igreja um chamado para ser como aquele grão de mostarda que se tornou uma grande árvore para abrigar as aves do céu (Lucas 13:18-19). Não sabíamos, porém, que o Pai Eterno enviaria “passarinhos” de outras nações para se aninharem por aqui. Quando a proposta do acolhimento aos venezuelanos foi compartilhada com a igreja, a resposta foi imediata. A experiência com a casa de acolhimento dilatou o coração da igreja para o exercício da compaixão e da graça. Tínhamos consciência dos desafios dessa decisão, mas, à semelhança do samaritano, a urgência no atendimento ao que estava caído era maior que qualquer outra preocupação. Não podíamos passar de largo em relação a essa demanda humanitária!

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Chegando em Jequié, Pedro e Norelys, grávida de três meses, rapidamente se envolveram com a dinâmica da igreja. Pedro, cozinheiro experiente, foi contratado pela igreja para trabalhar na casa de acolhimento. Hoje é um funcionário da instituição. O acolhido agora acolhe pessoas. Graça recebida, graça compartilhada. Norelys, em breve dará à luz a Victória Maria. Pouco a pouco a vida deles está sendo reconstruída e nossa alegria e privilégio é poder cooperar com Deus em tudo isso! Conclamo as igrejas co-irmãs em todo Brasil que também sinalizem o Reino de Deus acolhendo famílias venezuelanas. Ao estrangeiro, podemos viver a experiência de acolher o próprio Senhor (Mateus 25:35). Podemos ser árvores que oferecem abrigo e possibilidade de reconstrução de vida à pessoas que estão vagando a esmo. Podemos, como o samaritano (Lucas 10), ser financiadores da restauração de vidas! Movidos pela graça, os batistas brasileiros podem devolver esperança a muitas famílias da tão sofrida Venezuela! Pr. Josias Novais Igreja Batista do Jequiezinho, Jequié (BA)

Faça parte do programa “Igreja Acolhedora” acessando o QR Code ou link: https://goo.gl/13BGNC


Oração, Avivamento e Evangelismo:

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Base para fazer discípulos de Cristo

stou muito animado com o relançamento de três dos meus livros e o lançamento da minha autobiografia.

Com os títulos “Fator Oração”, “Coração Ardente”, “Preparados Para A Batalha” e “Não Me Envergonho” proponho promover uma paixão pela oração, avivamento e evangelismo na vida dos crentes. Paixão que incentivará seus corações a buscar a Deus de uma maneira nova para o reavivamento em suas vidas, seus lares e suas igrejas. Pr. Sammy Tippit Pastor Batista, Escritor e Conferencista Internacional

Entrevista Na sua opinião, qual é a correlação entre oração e evangelização? Primeiro, precisamos entender o que é a oração. A oração é a comunhão de dois corações - o coração de Deus e o coração do homem. Quando oramos, estamos ouvindo seu coração e compartilhando nosso coração com ele. Quando virmos o coração de Deus, poderemos ver Seu grande amor pelo mundo e nossos corações começarão a sentir o mesmo amor. Seremos obrigados a compartilhar o evangelho. Seu grande amor eliminará todo o medo e nos tornaremos corajosos, ao compartilhar o evangelho com outras pessoas. Estude o livro de Atos e você verá esse padrão. A igreja ora, então a igreja se torna corajosa e proclama o evangelho. A oração prepara nossos corações para compartilhar a mensagem do amor de Deus. Mas a oração também prepara os corações daqueles que não têm Cristo para receber o evangelho. As maiores colheitas evangelísticas sempre ocorreram durante temporadas de avivamento. E as temporadas de avivamento

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sempre foram precedidas por grandes temporadas de oração. A conversão do coração humano é obra do Espírito Santo; a oração libera o Espírito Santo, que prepara os corações para receber o evangelho. Pelo que você viu no Brasil, participando de Congressos Multiplique, que análise faz sobre o trabalho através da visão da Igreja Multiplicadora? Eu acho que uma das coisas mais importantes que acontece no Brasil, hoje, é o Movimento de Igreja Multiplicadora. Deus quer enviar um avivamento para o Brasil. No entanto, por que Ele acrescentaria um grande número de novos crentes à igreja, se a igreja não estivesse preparada para ajudá-los a crescer em Cristo? Quando entendemos o Movimento de Igreja Multiplicadora, entendemos que há dois elementos muito importantes nele. Primeiro, há evangelismo intencional. Em segundo lugar, há discipulado autêntico. Quando a igreja incorpora esses dois elementos, há uma explosão de crescimento. A igreja se multiplica. Acredito que esse processo multiplicador é o “novo odre” que irá conter o derramamento do Espírito de Deus. Estou muito animado com esse movimento entre os batistas brasileiros. Deus está fazendo


grandes coisas. Espero falar muito sobre esse movimento quando for ao Brasil.

pois não há outra maneira para ser feliz em Jesus, a não ser confiar e obedecer.

Na sua opinião, o que precisa acontecer no Brasil para que haja uma grande colheita de vidas evangelizadas?

Como se sente, ao ver seus livros com suas experiências, lançados nos anos 90, sendo incluídos no contexto da Igreja Multiplicadora e influenciando vidas até hoje?

A primeira coisa que deve acontecer em qualquer grande colheita no reino de Deus é um movimento de oração. Nós devemos buscar a Deus. O avivamento não acontece pela personalidade humana ou pela grande oração. O avivamento só acontece quando buscamos a face de Deus. Quando o avivamento vem, não há espaço para a glória do homem. Somente Deus será glorificado. Então, eu chamaria a igreja para orar por esta grande colheita. Em segundo lugar, devemos estar dispostos a deixar de lado qualquer pecado que atrapalhe o movimento do Espírito de Deus em nossas vidas. Nós devemos nos tornar seguidores autênticos de Jesus, que estão crescendo em Sua graça. O arrependimento entre o povo de Deus sempre acontece antes do arrependimento no mundo, à semelhança do que um pastor romeno disse certa vez: “Os arrependidos devem se arrepender”. Terceiro, nunca teremos uma colheita no Brasil até chorarmos por aqueles sem Cristo. Devemos nos perguntar: quanto tempo passou desde que chorei por meus amigos e familiares que não conhecem Jesus? O Espírito de Deus é atraído para o coração partido e espírito contrito. Quando estamos quebrados por outras pessoas, Deus se aproxima de nós. Finalmente, devemos obedecer a Deus. Muitas vezes os cristãos são bons para falar sobre o que precisamos fazer, mas não são tão bons em fazer o que precisa ser feito. Nós só precisamos obedecer a Ele. As letras dos hinos antigos ainda são relevantes: confiar e obedecer,

Estou animado e honrado por isso. Espero que sejam um catalisador para encorajar o reavivamento nas igrejas. Quando eu escrevi o meu livro Coração Ardente, conclui falando sobre como fazer discípulos e multiplicar a igreja. Mas isso foi muito antes que se falasse sobre uma igreja em multiplicação. No entanto, eu havia experimentado o poder de multiplicar os discípulos como um jovem pastor. Acredito que esses livros oferecem alguns insights sobre as práticas espirituais da Igreja Multiplicadora. Eu oro para que Deus os use para acender um fogo espiritual que queimará em todo o Brasil. Sobre a sua biografia com o título “Não me envergonho”, que mensagem você quis trazer com esse livro? Espero que as pessoas se tornem corajosas em Cristo. Eu oro para que Deus use o livro no sentido de permitir que os seguidores de Jesus vejam que não há pessoas muito difíceis de alcançar, nenhuma comunidade muito perigosa para o evangelho e nenhuma situação difícil para Deus. Deus me levou a alguns dos lugares mais perigosos da terra; trabalhou poderosamente lá, muito além do que eu poderia ter imaginado. Espero que esses testemunhos encorajem todo pastor, todo obreiro da igreja e todo cristão. Meu desejo é ver Deus usar esse livro para enviar avivamento a uma nova geração de seguidores de Jesus que se tornarão ousados e alcançarão o Brasil, a América do Sul e o mundo para Ele.

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xxxx Minha razão de viver:

Multiplicar!

x xx A

multiplicação é o plano de Deus desde a criação do homem (Gênesis 1.28) e é algo fantástico. Se um cristão faz um discípulo a cada dois anos, em dez anos são 32 discípulos. Se esse mesmo cristão faz um discípulo por ano, em dez anos são 1.024 discípulos. Multiplicar é a estratégia do cristianismo bíblico.

Mas a multiplicação tem um desafio: precisa de “um” para começar. Um é suficiente, mas sempre é necessário o primeiro. Por isso que Deus tirou Filipe da multidão para um caminho com um único ouvinte, o etíope eunuco (Atos 8.26). “E o anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Levanta-te, e vai para o lado do sul, ao caminho que desce de Jerusalém para Gaza, que está deserta. Atos 8:26”. A tradição diz que a igreja cristã da Etiópia foi fundada por ele. Por precisar de “um” foi que Jesus atravessou o lago de Genezaré para atender a um único endemoninhado gadareno e, após curá-lo, ordenou que multiplicasse, a começar pelos contatos mais próximos. “E ele foi, e começou a anunciar em Decápolis quão grandes coisas Jesus lhe fizera; e todos se maravilharam. Marcos 5:20” A multiplicação precisa de “um” para começar e é nossa missão assegurar que todos ouçam, e que ela se desenvolva até que se torne exponencial. A ordem de Jesus em Atos 1.8 foi para testemunharmos do seu Evangelho tanto aqui (Jerusalém), como acolá (Samaria e confins da Terra). No Brasil, ainda temos muitos ‘acolás’ que precisam que os ‘daqui’ enviem missionários para que comece a multiplicação. Somente entre ribeirinhos, sertanejos e surdos há mais de 10% da população brasileira com menos de 5% de evangélicos; nesses contextos ainda não há condições de multiplicação exponencial. A igreja faz campanhas missionárias com essa intenção! É a sua missão, é a missão de cada cristão. A igreja Nova Aliança (Serrinha/BA)mantém a comunidade terapêutica Compaixão

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e Graça sem deixar de fazer as campanhas missionárias. Há necessidades em Serrinha, muitas, mas a multiplicação de discípulos precisa acontecer na Amazônia também. Há dependentes químicos em Serrinha, mas há também em Maceió, onde temos o projeto Cristolândia, por exemplo. Quando entendemos que é nossa missão, não colocamos limites geográficos, baseados em nossa capacidade ou mesmo necessidades. Quando entendemos que é nossa missão, e queremos cumpri-la, agimos nessa direção: “todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão-somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus” (Atos 20.24). Pr. Milton Monte Gerente Executivo de Mobilização de Missões Nacionais


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Uma vez Mensageira, sempre Mensageira do Rei Jesus A

organização Mensageiras do Rei (MR) teve seu início no Brasil no ano de 1949, em três igrejas batistas no Rio de Janeiro, por meio do trabalho da missionária Minnie Lou Lanier.

Nessa época, eu tinha nove anos de idade, mas só conheci essa organização, que marcou a minha vida, quando estava com 12 anos, ao chegar no Rio de Janeiro com minha mãe e meus irmãos. Laura Manzolilo, minha conselheira, transmitiu-nos a responsabilidade do que é ser Mensageira do Rei. Nessa organização aprendi o que é missões e qual a minha missão como crente em Jesus. Meu sonho era ser médica. Quando estava fazendo um curso de preparação para o vestibular, senti que estava faltando algo. Uma manhã, ao fazer minha devocional, veio-me à mente um texto que eu havia memorizado quando era MR: “...porque os meus pensamentos, não são os vossos pensamentos, diz o Senhor. Porque assim como os céus estão mais altos do que terra, os meus pensamentos estão mais altos que os vossos pensamentos.” (Isaías 55.8-9). Essa mensagem ficou na minha mente durante todo o dia. À noite, quando fui preparar as lições, orei - “Senhor, será que os meus pensamentos são diferentes dos teus pensamentos?” - Senti fortemente o ”SIM”, na mente e no coração. Imediatamente, parei de fazer o curso e me matriculei no Instituto de Treinamento Cristão (ITC), hoje Centro Integrado de Educação e Missões (CIEM), para ser missionária. Ao ser nomeada para trabalhar no Instituto Teológico Batista de Carolina, fui convidada para ser conselheira das Mensageiras do Rei da PIB de Carolina. Foi um tempo memorável! Até hoje recebo mensagens daquelas meninas, hoje senhoras. É gostoso lembrar do tempo em que estudávamos os textos bíblicos e as biografias missionárias no sítio da igreja. Depois dessa época, atuei em Brasil Novo (PA) e em Tefé (AM), sempre trabalhando com essa organização. No Rio de Janeiro, trabalhando na sede da UFMBB juntamente com Celina Veronese, a então líder Nacional das MR, começamos uma organização com filhas de funcionários e outras meninas que residiam próximo à Sede. Ainda no Rio, senti a necessidade de que essa organização alcançasse, também, meninas em situação de risco. Então, juntamente com Celina, criamos a organização “Meninas do Rei Jesus”. Ela é semelhante à MR, mas, levando em conta que são meninas que não frequentam igrejas, o objetivo é que elas aceitem Jesus como seu Salvador e sejam encaminhadas para uma igreja. Tem sido grande a alegria de ver os resultados desse trabalho. Por exemplo, em Carolina, as Mensageiras do ReiR, dirigindo um culto na casa de uma menina, levou-a a se tornar membro da igreja batista. Em Brasil Novo, as Mensageiras vendiam sacolé para as ofertas de missões. No Rio, a MR Nathália, com nove anos, por meio de um folheto, levou um vendedor de água de coco a se render a Jesus. Na Igreja Batista do Centenário, onde atuo hoje, Crislaine, através de um convite, levou Manu a se converter. Quantas bênçãos, quantas pessoas salvas! Hoje trabalhamos com Meninas do Rei Jesus no Viver, programa de prevenção às drogas, de Missões Nacionais, em Costa Barros e no Complexo do Lins. A missionária Ana Maria da Silva, a aluna do CIEM Adriana, a professora Elisa M. da Silva e eu formamos a equipe de trabalho. Contamos com a sua oração para que as meninas que são alcançadas não só recebam Jesus como Senhor, mas também o sigam por toda a vida. Louvado seja Deus pelos 70 anos da organização de Mensageiras do Rei no Brasil! Prof.ª Lúcia Margarida Pereira de Brito Missionária Voluntária de Missões Nacionais

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CAPA

“Vem Jesus, liberte o coração d

20 milhõ~es de sertanejo do Evangelho de C Como na canção mencionada, muito lembrada pela pobreza, escassez de água e falta de acesso à saúde e educação a região abriga o Sertão do Brasil, Semiárido Nordestino. Com mais de mil municípios esse território tem sido alvo de fé de Missões Nacionais, na missão de multiplicar discípulos baseados no Evangelho. E é assim que este tem sido o cenário de experiências que apenas a água da vida pode proporcionar. O Projeto Sertão atua em comunidades isoladas e tem mostrado, aos sertanejos, uma nova perspectiva de vida abundante, baseada exclusivamente no testemunho que Cristo deixou, quando esteve de passagem pela Terra.

“... Do homem, do menino que nasceu aqui. Vem Jesus, transforme, mude sua história faz ele feliz! Do menino que brinca de baleadeira, da mulher rendeira lá do Ceará, do homem boiadeiro que canta toada para não chorar. A seca castiga e o gado morre, e o rio que corre é dos olhos teus. Meu Nordeste carente, povo tão valente, Deus ama você”, diz o trecho da canção Coração de Nordestino, do Ministério Sal da Terra, que retrata bem o que Missões Nacionais tem propagado em seu trabalho nessa região. Com mais de 50 milhões de habitantes, a região Nordeste é a segunda mais populosa do Brasil. No entanto,contrapondo o que poderia ser óbvio, mesmo com nove estados não possui nenhuma de suas unidades federativas com mais de 20% de evangélicos, com exceção de Pernambuco, que tem 32,3%, de acordo com o Censo 2010, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Visando à multiplicação de discípulos, plantação de igrejas multiplicadoras autóctones, formação e desenvolvimento de líderes multiplicadores locais - ações de relevância social e desenvolvimento sustentável -, o objetivo do Projeto é alcançar com o verdadeiro evangelho os mais de 20 milhões de habitantes, dos quais, pouco mais de 5,5% se declaram evangélicos. Para isso, os mais de 100 missionários - entre efetivos, em formação e temporários - que atuam na região estão envolvidos na formação de equipes nativas de evangelistas e plantadores de igrejas, investindo em líderes locais. Assim, nos últimos três anos alguns frutos já se tornaram marcos do trabalho de evangelização na região. Temos, por exemplo, a criação do Programa Radical Sertão, que, por meio de jovens treinados e capacitados para atuar de diversas maneiras, tem como missão levar a população a conhecer mais de Deus. Nesse tempo, foram 56 os missionários radicais formados que realizaram evangelização


Plantações de Igreja no Sertão

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do nordestino...”

os à espera Cristo

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 Bahia – Paulo Afonso, Ituaçu, Lagoa Real, Livramento, Bom Jesus da Lapa, Riacho de Santana, Barreiras e Juazeiro  Sergipe – Itabaiana  Pernambuco – Petrolina e Exu

discipuladora de sertanejos, além da implementação das práticas de higiene bucal por meio do Projeto Novo Sorriso do Sertão, cujo objetivo é erradicar a cárie nas comunidades sertanejas onde Missões Nacionais atua hoje. Destaca-se, também, o número expressivo de homens e mulheres no Programa de Formação Missionária. Nos últimos três anos foram 26 formados no Piauí e outros 17 em Assu (RN); há, ainda, mais 57 que atualmente estão em formação. É só dessa forma, com mais obreiros que vão à seara e contam com os parceiros da obra, que Missões Nacionais segue avançando e glorifica a Deus pelas bênçãos alcançadas. Desde 2016, foram iniciados novos 44 projetos de plantação de igrejas, totalizando, hoje, 151 projetos, 1489 pessoas batizadas, 3.178 crianças que estão sendo discipuladas, 3.757 membros nos projetos de plantação no Sertão e 443 Pequenos Grupos Multiplicadores ativos por toda a região. “É muito gratificante ver o avanço do Reino de Deus entre os sertanejos. Há uma sede de Deus e os corações estão abertos para receber o Evangelho. E os batistas brasileiros estão aproveitando essas oportunidades. Estamos formando líderes da terra, líderes sertanejos, que estão ganhando o seu próprio povo, formando outros líderes e plantando igrejas contextualizadas ao sertão, igrejas relevantes em sua comunidade, que demonstram compaixão e graça ao sofrido povo sertanejo. Há desenvolvimento comunitário, educação, saúde, esperança e futuro para crianças, adolescentes, jovens e adultos. Isso é o avanço da Grande Comissão no sertão!”, celebra o gerente executivo de Missões da organização, Pr. Samuel Moutta.

 Piauí – Marcolândia, Regeneração, São João da Serra, Amarante, Luzilândia, Joca Marques, Morro do Chapéu do Piauí, Miguel Alves, Fronteiras, Santa Cruz dos Milagres e Simplício Mendes  Ceará – Juazeiro do Norte, Várzea Alegre, Araçoiaba, Araripe, Acopiara, Piquet Carneiro, Mauriti, Ipú, Umburana, Coite, Barro, Sobral e Mombaça  Rio Grande do Norte – Parelhas, Santo Antônio, Serrinha, Lagoa D’anta, Alto do Rodrigues, São Rafael, Portalegre, Mossoró, Campo Grande, Jurucutu, Florânia, Assu, Itaja, Ipanguaçu, Pendências, Carnaubais, Triunfo Potiguar, Patú e Almino Afonso  Paraíba – São José de Piranhas, Taperoá, Monte Horebe e Bonito de Santa Fé

Zé Verde: O testemunho de um evangelista alcançado por Missões Nacionais Homem de pouco estudo, muito resistente ao Evangelho, acostumado com a vida pesada da roça e revezando serviços de servente de pedreiro, lenhador, entre outros. Este é o breve perfil desse jovem homem, há uns anos, antes de a missionária Marta Lúcia chegar em Mutamba da Caeira, em Assú (RN), e iniciar o trabalho missionário na região. Em 2010, a missionária plantadora de igreja, iniciando seu trabalho, realizou a primeira reunião na comunidade sertaneja e Zé Verde foi um dos convidados. Com permissão dele, a segunda reunião aconteceu em frente à sua casa.

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Novo desafio: Centro de Formação Missionária do Sertão

“Mesmo aceitando, ele era muito arredio ao Evangelho. Já tinha frequentado uma outra denominação e achava que tudo aquilo não passava de uma farsa, mas, mesmo assim, após uma longa conversa, começamos um Pequeno Grupo Multiplicador em sua casa”, contou a missionária Marta Lúcia. Foi assim que, à medida que conhecia mais da Bíblia através do Relacionamento Discipulador, Zé Verde se converteu. “Antes eu saía de fininho, sempre na hora da oração final, fiz isso por diversas vezes, até que um dia eu não resisti e aceitei Jesus Cristo como único e suficiente Salvador de minha vida”, lembrou Zé Verde. A partir daí ele começou a acompanhar a obreira em suas visitas diárias pela comunidade, anunciando a boa nova que havia transformado sua vida. “Mesmo atrapalhado com as palavras, pois havia estudado somente até o início do ensino fundamental, ele conseguia uma boa comunicação com a comunidade e assim começou a fazer visitas sozinho”, explicou a missionária Marta. “Eu senti que poderia fazer algo mais, sempre li Mateus 28:19 e, então, percebi que não estava fazendo nada em relação a essa ordem apresentada no versículo. Foi assim que comecei a colocar em prática, na vida, aquilo o que Deus tinha me ordenado fazer, somente depois disso que sinto que sou completo no Senhor”, declarou o missionário em formação. Passados cinco anos realizando este trabalho, Zé Verde se tornou um conhecido evangelista da região. Em 2015, por incentivo de Marta Lúcia, ele retornou aos estudos para ajudar no seu desenvolvimento no Programa de Formação Missionário, que iniciou no mesmo ano. Segundo a discipuladora, o progresso que fez na leitura da Bíblia facilitou ainda mais seu trabalho. Com grande sabedoria em contextualizar a Bíblia com a realidade vivenciada em sua comunidade, ele hoje realiza um relevante trabalho de evangelismo e discipulado em Mutamba da Caeira e, também, nas comunidades de Linda Flor e Banguê, também em Assú (RN). “Zé Verde é um servo de Deus no sentido genuíno da palavra. Ele tem um amor pelas pessoas e por missões, que o faz ultrapassar qualquer dificuldade, para cumprir o IDE de Jesus. É inspiradora a forma que ele tem se colocado disponível nas mãos do Senhor”, louva a missionária.

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O terreno de 4.000 m² já foi adquirido e agora entrará em fase de construção, contando com a oração, contribuição e participação dos parceiros dessa obra. O espaço, que por enquanto abriga apenas uma casa missionária, será um grande centro missionário com dez casas, salas para atendimento médico e odontológico, salas de treinamento dos programas Radical e Formação Missionária, com capacidade de 50 e 100 pessoas. E mais: um templo, prédio administrativo, refeitório e uma praça de convivência. “O Centro de Formação Missionária do Sertão será um quartel general para formação dos missionários Radicais. Ali eles serão aperfeiçoados em sua vocação, piedade e vida cristã, e aprenderão não só como evangelizar, pregar, ensinar, liderar, mas também como viver numa comunidade sertaneja, como promover melhoria na qualidade de vida das pessoas, como gerar renda e desenvolvimento para a comunidade, como implementar ações de educação, saúde e esporte para a população, especialmente crianças. Em resumo, aprenderão como viver em missão com Deus para levar vida abundante para o povo sertanejo”, conclui Pr. Samuel Moutta. Junte-se aos apoiadores do trabalho no Sertão do Brasil e se comprometa com mais este desafio evangelístico!


MULTIPLICANDO PELO BRASIL Há mais de vinte anos no quadro de obreiros de Missões Nacionais, Pr. Emídio Coura e sua esposa, Angelina, atuam entre os indígenas da Tribo Potiguara e vêm multiplicando discípulos entre esse povo. Na oportunidade, foram nove batismos realizados no Rio Dendê, afluente do Rio Sinimbu, da Aldeia Tracoeira (PB), motivo de muita gratidão a Deus!

Dez alunos da unidade do projeto Cristolândia em Alagoas decidiram professar sua fé em Jesus Cristo através do batismo. Com a sua oração, oferta e participação, pessoas têm tido suas vidas transformadas, como aconteceu com estes homens que desceram às águas na Primeira Igreja Batista de Maceió.

Os venezuelanos Ramon, Luís Gure e César Daniel não imaginavam que encontrariam no Brasil não só uma nova “pátria”, mas também um Salvador. Eles chegaram a Boa Vista (RR) e encontraram a Missão Brasil Venezuelana; logo depois, foram interiorizados, com a ajuda da ACNUR, para um outro projeto de Missões Nacionais, a Casa Minha Pátria, em São Paulo. E para a glória de Deus, os três passaram pelo batismo na Igreja Batista Central de Guarulhos (SP).

Assim como nas Cristolândias, o Evangelho de Cristo tem sido propagado no Brasil através de nossos projetos de Plantação de Igrejas Multiplicadoras. Em Bom Jesus, Porto Alegre (RS), onde atuam os missionários locais Ronaldo, Alice e Fátima, coordenados pelo casal Ubirajara e Bárbara Alves, mais um batismo aconteceu para glória de Deus.

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Cristolândia chega ao seu décimo ano levando esperança pelo Brasil

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o início de seu ministério como diretor executivo de Missões Nacionais, Pr. Fernando Brandão se viu no meio de uma das realidades mais chocantes dos grandes centros do Brasil, a Cracolândia. Ao se perder no centro de São Paulo, o pastor foi incomodado por Deus para iniciar um movimento de mobilização de igrejas, na intenção de transformar as cracolândias do Brasil em Cristolândias. “O projeto Cristolândia, não foi planejado por mim ou por qualquer outro missionário, mas foi um único e exclusivo plano de Deus. Ele fez as coisas acontecerem e nós simplesmente nos colocamos disponíveis na suas mãos”, contou Pr. Fernando Brandão, ao refletir sobre os dez anos do projeto. Foi assim, com essa história emblemática conhecida de muitos batistas brasileiros, que, em julho de 2009, esse ministério iniciou suas atividades, com abordagem pessoal, oferta de alimentação e corte de cabelo aos que estavam nas ruas, juntamente com uma palavra de esperança e fé, e, principalmente, oferecendo encaminhamento para comunidades terapêuticas. Em menos de um ano, em março de 2010, foi inaugurada a primeira unidade da Missão Batista Cristolândia, ampliando os serviços prestados com café da manhã, banhos e cultos de adoração ao Senhor Jesus. De lá para cá, muito aconteceu. Avançando na expansão do projeto para diversos estados e cidades do país, muitas foram


as pessoas que por ele passaram e puderam declarar que, de fato, Jesus Transforma. Silvia, Lodemir, Eliene, Mohara, Wellington são apenas alguns nomes que podemos citar, ao olhar para esses dez anos de atuação, que serão celebrados ao longo de todo este ano de 2019.

Linha do Tempo

“Eu não tenho palavras para expressar minha alegria e gratidão a Deus e a todos os parceiros que fazem parte desta grande obra, que ao longo de dez anos tem abençoado pessoas. É impressionante o número de pessoas que tiveram suas vidas transformadas através do projeto Cristolândia e este é, sem dúvidas, mais um motivo de louvarmos e glorificarmos o nome do Senhor”, comemora o diretor executivo.

2009 São Paulo

2011 2012 Rio de Janeiro Brasília, Belo e Recife Horizonte e Vitória

2013 Salvador

Transformando a Cracolândia Como início das comemorações de uma década da Cristolândia, as unidades de sete estados do país realizaram impactos evangelísticos nas cracolândias. Voluntários em Minas Gerais, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Pernambuco e Espírito Santo vestiram suas camisas amarelas estampadas com a frase que dá nome à ação “Jesus Transforma”. No total, quase 300 voluntários dedicaram seu tempo participando de devocionais, caminhadas, evangelização pessoal, atuando, também, nas unidades do projeto e realizando atividades com as crianças que participam do Programa de Prevenção ao Uso de Drogas, o Viver. Como resultado do trabalho realizado com a misericórdia de Deus, 55 pessoas foram resgatadas e decidiram iniciar o tratamento na Cristolândia. Glória a Deus! Além disso, mais de

E não para por aí! São tantos motivos para celebrar! Tantas bençãos Deus concedeu ao projeto nesse tempo, por isso Missões Nacionais segue alegre e avançando na transformação de vidas, sempre contando com a sua parceria. Fique ligado nos canais de comunicação e faça parte desta grande festa dos 10 anos da Cristolândia. Em breve, serão divulgadas as datas e locais das próximas programações. Participe e celebre a vida de homens e mulheres que hoje são livres do vício e vivem uma nova vida com Cristo!

2014 Centro de Treinamento Radicais - RJ

2016 Viver

2018 Maceió e Curitiba

Viver Maceió e Brasília

dez voluntários atenderam ao chamado para serem Radicais Brasil Cristolândia, nosso programa missionário temporário que atua nas unidades do projeto. “Receber irmãos de várias cidades e juntos poder compartilhar o amor que nos une, é algo que vem do Senhor. É precioso compartilhar um pouco de nossa vivência diária com eles e, ao final, perceber que nós é que fomos abençoados, enquanto achávamos que iríamos abençoar alguém”, contou a missionária Joice Scotelaro, gestora da Cristolândia Bahia.

Apoie a Cristolândia acessando o QR Code ou o link: https://missoesnacionais.org.br/ envolva-se-doe/


VIDA E OBRA

Pr. Cirino e Regina Refosco: Multiplicação de discípulos como estilo de vida

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uando o trabalhador rural, Cirino, conheceu a estudante de medicina, Regina, eles não imaginavam o que Deus poderia fazer em suas vidas e muito menos quantas pessoas seriam alcançadas pelo Evangelho, através de seu ministério. Durante uma ação evangelística em Santa Catarina, eles se conheceram e iniciaram uma grande história de multiplicação de discípulos e plantação de igrejas por todo o Brasil.

MISSÕES NACIONAIS: Como iniciou o relacionamento de vocês com Missões Nacionais? PR. CIRINO: Bem antes de nosso chamado missionário, eu sou fruto do trabalho da 1ª Ação Jesus Transforma, em janeiro de 1977. Então tornei-me membro fundador da Igreja Batista na cidade de Concórdia (SC). Regina, ainda adolescente foi batizada na Igreja Batista do Fonseca, em Niterói (RJ); sempre esteve envolvida em campanhas missionárias. Em 1978, ela participou da 2ª Ação Jesus Transforma, indo como voluntária para Concórdia, onde nos conhecemos. Regina sentia-se vocacionada para o trabalho missionário e eu, ainda sem uma definição, estava concluindo o ensino médio. MISSÕES NACIONAIS: E quando o chamado missionário aconteceu em sua vida? PR. CIRINO: No final de 78, senti o Espírito Santo me convocando para o trabalho missionário, mas não levei muito a sério, pois, como primogênito em nossa casa e com um pai alcoólatra, fiquei com a responsabilidade de cuidar de minha mãe e cinco irmãos. No ano seguinte foi mais forte o chamado divino e novamente respondi a Deus que não podia sair de casa. Mas assim mesmo resolvi conversar com meu pastor, que me deixou bem confortável dizendo que eu não tinha perfil e nem vocação. E somente no final de 1980, Deus me apertou e não tive outra saída senão atender à Sua voz. Em março de 81 cheguei em Niterói, sem dinheiro, fui morar em uma sala no edifício de Educação Religiosa da IB do Fonseca e estudei no Seminário Teológico Batista de Laranjal, em São Gonçalo (RJ). Enquanto fazia o seminário, Regina se especializava em Pediatria e, assim, nos apresentamos à JMN para sermos missionários. MISSÕES NACIONAIS: Como foi o trabalho como missionários no Sertão brasileiro? PR. CIRINO: Fomos nomeados como missionários em novembro de 1984, e no início de 1985 embarcamos no ônibus em direção ao sertão Paraibano, com um filho de um ano e meio e Regina grávida de 5 meses. Foi uma viagem cheia de expectativas, estávamos felizes em obedecer a Deus. Sabíamos da existência de três igrejas e 15 cidades sem a presença de uma Igreja Batista. Apenas uma igreja com Pastor, no caso Itaporanga. Escolhemos morar em Itaporanga, por ser a cidade central, onde estava a sede do projeto Água Viva e o único posto de assistência médica, que atendia toda região. Nosso primeiro desafio foi a IB de Piancó, que, na época, contava com 8 membros, apesar dos 30 anos de trabalho. Fazíamos o trabalho como se estivéssemos à frente de uma numerosa igreja e Deus nos abençoou muito. Com 70 dias de nossa chegada no Vale, iniciamos o trabalho na cidade de Boaventura, onde não havia nenhuma igreja evangélica. O primeiro culto

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aconteceu na praça principal da cidade; a energia elétrica da cidade fora desligada, mesmo assim mais de uma centena de pessoas ouviram, pela primeira vez, o Evangelho de Cristo. Em poucos anos a PIB de Boaventura foi organizada, e hoje conta com mais de 200 membros e um pastor autóctone. Em junho do mesmo ano, iniciamos o trabalho na cidade do Aguiar, onde está a PIB de Aguiar. Em julho, iniciamos trabalho na cidade de Coremas, onde está a PIB de Coremas. A IB de Conceição também foi revitalizada. E assim a obra missionária foi se espalhando em todo Vale do Piancó. O Evangelho chegou em diversas cidades, alcançou alguns distritos e hoje são 22 igrejas e congregações, no Vale do Piancó. Naqueles 16 anos, até fevereiro de 2001, tivemos a alegria de ver centenas de pessoas confessando Jesus Cristo como Senhor e 747 irmãos foram batizados para glória de Deus.

MISSÕES NACIONAIS: De missionários para coordenadores regionais no Nordeste, como foi essa experiência? PR. CIRINO: No ano 2000 fomos desafiados por Missões Nacionais a assumir a Coordenação Regional do Nordeste. Oramos um bom período e Deus nos mostrou que deveríamos aceitar esse desafio. Então, em fevereiro de 2001, mudamos para João Pessoa e assumimos cinco estados, de Paraíba até o Maranhão; mais tarde, assumimos Pernambuco, depois Alagoas e Sergipe. Crescemos muito ouvindo os missionários e cuidando deles; na época, 126 missionários estavam sob nossa responsabilidade.

determinado. Eu e Regina acreditamos que Deus fala através de nossos líderes, e não temos dúvidas de que Deus usou nosso diretor executivo para tomar as decisões necessárias naquela época. Por algum tempo ficamos sem entender o que um casal de missionários estava fazendo na sede da Junta de Missões Nacionais. Mas, aos poucos, nos sentimos úteis e iniciamos visitas aos missionários de quase todo o Brasil. Foi um tempo muito bom, em 2011, quando andamos junto com os Coordenadores Regionais, sentindo também seus desafios. Entre 2012 e 2013, participamos da consolidação do movimento da Igreja Multiplicadora, quando seguimos atuando como Missionários Multiplicadores. Em 2014, fomos desafiados a voltar para Coordenação Regional na área de plantação de Igrejas no Rio de Janeiro, Espirito Santo e Minas Gerais. Com vários treinamentos para os missionários e também programas para imersão na visão IM, sem dúvida, formamos uma equipe muito boa, que segue alcançando pessoas com o discipulado. Após quase 5 anos nessa regional, nosso coração se enche de gratidão por tanto aprendizado.

Há muita coisa para fazer em nosso país, e não podemos fechar os olhos para as necessidades das pessoas.

Mesmo assim, sentíamos falta de uma igreja para cuidar e, em 2001, iniciamos um trabalho em nossa garagem, no bairro João Agripino, em João Pessoa; toda nossa família estava empenhada naquele trabalho e, em apenas 2 anos, organizamos a PIB no bairro João Agripino, com 52 membros. O trabalho cresceu tanto que chegamos a ter frequência de 120 pessoas nos cultos de domingo, todos trabalhando para alcançar mais pessoas com o Evangelho. Através da PIBJA outras igrejas foram iniciadas em João Pessoa; no bairro Jardim Esther e também a SIB de Conceição, que estão oficialmente organizadas, e, ainda, duas congregações no bairro de Mangabeira. MISSÕES NACIONAIS: Como aconteceu a mudança para a sede de Missões Nacionais, no Rio de Janeiro? PR. CIRINO: Pessoalmente, havia decidido deixar o ministério em agosto de 2010, quando uma intervenção Divina me impediu de fazê-lo. Foi quando, a convite do Pr. Fernando Brandão, deixamos a região Nordeste. Isso nos fez chorar de verdade, mas nos submetemos àquilo que Deus havia

MISSÕES NACIONAIS: O ano de 2019 veio com um novo grande desafio, como está sendo a volta ao Nordeste?

PR. CIRINO: Completamos, no dia 21 de fevereiro, 34 anos como missionários em nossa querida organização. Pensamos em parar, passear, descansar um pouco, mas o grande desafio do campo missionário não nos permite fazer isso. Há muita coisa para fazer em nosso país, e não podemos fechar os olhos para as necessidades das pessoas. Confesso que não está sendo fácil mudar de campo nessa idade, a vida estava estabilizada no Rio; perto da família. Deixamos nossas filhas Rossana e Cynthia e o netinho Davi, Regina deixou sua mãe com 83 anos, para iniciarmos esse novo projeto. Mas estamos felizes porque entendemos ser esta a vontade de Deus para todos nós. Aqui temos o filho Cirino com sua esposa Kelly e o neto Miguel. Pr. Samuel Moutta, gerente executivo de Missões, nos apresentou o desafio de coordenar a plantação de igrejas, da Bahia até o Ceará. São sete estados com enormes desafios, mas, aqui estamos para contribuir com a evangelização, discipulado e formação de novos líderes e, com isso, muitas igrejas serão plantadas. Missões Nacionais tem uma grande equipe de missionários atuando nesses estados e vamos nos unir a eles para continuar o trabalho. Iniciamos com muita oração e dependência de Deus, e estamos felizes porque Deus está mostrando que muitos frutos serão colhidos neste tempo.

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Conheça a história do

curso de Música do Seminário do Sul

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Seminário do Sul, ao longo de 111 anos, investe no aprimoramento de líderes vocacionados à luz da Palavra de Deus. Nos primeiros 54 anos de existência, a instituição funcionava somente com o curso de Bacharel em Teologia, mas, hoje, ela é reconhecida como um celeiro também no Curso de Licenciatura em Música. O missionário americano Bill lchter foi o pioneiro na área, no final dos anos 50, quando a música era apenas para os seminaristas de teologia. Em 1961, o Prof. John Boyd Sutton e sua esposa, a Profa. Joan Larie Sutton, chegaram ao Brasil. O casal era bem preparado, possuía Mestrado em Música e várias graduações como: canto, violino, letras e pedagogia. No ano de 1963, eles iniciaram o Curso de Música Sacra do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, ele como diretor e ela como professora de muitas disciplinas e dando forma a esse Curso, que durante 10 anos foi chamado de “Departamento de Música do STBSB”. Em 1974, na reunião dos professores de música do Departamento, os docentes formaram uma Comissão para levar

à direção do Seminário do Sul um pedido de oficialização do Curso. Foram criados estatutos, diretrizes e currículos novos para que esse Departamento fosse transformado em um Curso de Música oficializado, e assim foi feito. Hoje, o Curso é de Licenciatura em Música da Faculdade Batista (FABAT), válido como graduação, tendo o diploma reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC). Por isso, o aluno sai com uma sólida formação em gestão de música eclesiástica e de fora desse contexto, uma vez que o curso é reconhecido e autenticado pelo MEC. O Seminário tem testemunhado um resistente caminho trilhado pelos seus graduados. As memórias continuam se desenvolvendo e o Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil segue como referência no refino de seus alunos, guiando-os no caminho de Deus, preparando servos e profissionais capacitados. Igrejas, pastores e líderes, enviem seus vocacionados para o STBSB; formados, eles constituirão líderes preparados para atuarem no Ministério de Música da igreja local. Seja Seminário do Sul e faça parte desta história!


Foram muitos os avanços da nova gestão do Seminário do Sul

Mas são grandes os desafios traçados para 2019: • Ingresso de novos alunos; • Autorização de novos cursos de graduação, como, por exemplo, o curso Bacharel em Administração; • Reforma e climatização da biblioteca, atualização de seu acervo; • Lançamento do curso de Mestrado em Teologia; • Lançamento do curso de Teologia EAD; • Expansão dos programas de pós-graduação; • Início de novas turmas de graduação no horário vespertino; • Lançamento do curso BÍBLIA PARA OS POVOS, através do Centro de Línguas Krieger, para que missionários e vocacionados atuem em contextos transculturais e também com projetos de tradução bíblica.

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Inscreva-se e tenha mais informações sobre o Radical Metropolitano a cessando o QR Code ou o link: www.radicalbrasil.org

Radical Metropolitano: M Uma nova estratégia para o alcance da Pátria para Cristo

ovidos pela Graça de Jesus, queremos compartilhar alguns dos feitos grandiosos do Senhor, neste tempo;e de forma especial destacamos o mais novo projeto do Radical Brasil: O Radical Metropolitano. Estamos extasiados por causa do enorme impacto causado pelo início do Radical Metropolitano em Salvador (BA). Deus está nos mostrando algo extraordinário para a multiplicação de discípulos e igrejas de forma exponencial, por meio da formação de líderes locais plantadores de igrejas. Para fins de registro histórico e de gratidão, a estratégia de formação de líderes chamada “Radical Brasil” é uma dádiva dos céus. Temos alcançado a Amazônia, o Sertão, o Sul, e agora temos avançado para o Centro-Oeste (Pantanal e Cerrado), enviando jovens vocacionados para treinamento em serviço. O Radical está viabilizando a formação de uma nova geração de missionários totalmente engajados, comprometidos, bem formados e com um processo de seleção a longo prazo, que acontece na sequência dessa formação missionária. Trata-se de um sopro de Deus para despertamento de vocações e capacitação de obreiros enquanto plantam igrejas.

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Porém, apesar do enorme avanço advindo do Radical Brasil, ainda estamos falando de gente que tem um chamado específico e “deixa tudo” para ir a um campo distante: Amazônia, Sertão, Sul, Pantanal, Cerrado e Cracolândia. Então, surge o Radical Metropolitano, em que o treinamento acontece apenas nos finais de semana, durante 4 meses, para permitir que pessoas que trabalham e estudam possam participar. Dessa forma, cada um pode manter sua vida cotidiana de trabalho, estudo, família, ou seja, sem “deixar tudo” e ir para outro campo. Já estão no campo, com “tudo” o que eles têm. Essa virada de chave tem sido extraordinária, pois permite que os crentes comprometidos com o serviço da igreja local atendam ao chamado. Se há aqueles que Deus chama para “deixar tudo” (e sempre vamos honrar e valorizar essa vocação específica), há também aqueles que Deus tem chamado para ser bênção onde estão. Vimos no Radical Metropolitano uma excelente e abrangente estratégia, que alcança um novo nicho de vocações, pessoas vibrantes e comprometidas com a multiplicação de discípulos e igrejas. Hoje são 39 radicais atuando em 15 igrejas de Salvador (BA), com novas plantações e algumas revitalizações. E essa é apenas a primeira turma! Ainda vem muito mais por aí! Queremos expandir essa estratégia para todo o Brasil, começando pelas grandes capitais. Temos que avançar ainda mais, neste formato de Radical, multiplicando discípulos para alcançarmos todos com o evangelho do Senhor Jesus, até ganharmos nossa pátria para Cristo! O cenário atual do Brasil é assustador. A condição pecaminosa tem assolado o nosso país e tornado toda a riqueza em tristeza. Deus conta com vozes e atitudes em seu nome que alcancem a todos com a salvação de Jesus. Qual será a nossa resposta diante deste cenário de crimes sexuais, adolescentes introduzidos no tráfico de drogas, trabalhadores vivendo em regime de escravidão e o aumento absurdo do número de suicídios no Brasil? Somente Deus pode mudar essa realidade com o seu domínio a partir de nós! Ao adotarmos a multiplicação de discípulos como razão de viver, podemos ser instrumentos do nosso Pai para a salvação da nação por meio do Radical Metropolitano. Que venha o Reino de Deus em nós e a partir de nós! Como vocacionado, você pode fazer parte desta história e deixar o seu legado! Seja um Radical Metropolitano! Gerência de Missões de Missões Nacionais

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PANORAMA

Homens que há um tempo se viam sem perspectiva para o futuro, iniciaram o curso profissionalizante na unidade de Campo Grande (RJ) da Cristolândia.

Em comemoração aos 10 anos da Cristolândia, o fim de semana de 21 a 24 de fevereiro foi marcado por ações de compaixão e graça em cracolândias de cinco estados do país.

Louvamos a Deus por uma turma tão grande, que tem avançado no Programa de Formação Missionária na Amazônia. Eles concluíram mais um módulo e têm testemunhado momentos de muito aprendizado, que colocarão em prática no seu ministério entre os ribeirinhos.

Os adolescentes da Casa Viver, em Costa Barros (RJ), foram convidados para o maior torneio de Tênis da América do Sul, o Rio Open. Através da Secretaria de Esporte e Juventude do Rio de Janeiro as crianças puderam viver essa experiência e acessar uma realidade tão distante deles.

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Irmãos da Comunidade Batista Hope, em Brasília, foram confrontados pela palavra de Deus na EBD. Como afirma Keith Philips, “Precisamos conhecer a Deus antes de torná-lo conhecido”. E este tem sido o desafio a cada encontro.

É criando relacionamentos discipuladores que multiplicamos discípulos pelo Brasil. Assim os nossos missionários têm feito na Ilha da Canabrava, em Bom Jesus da Lapa (BA), como mostra esta foto de um encontro com as crianças da região.

O Evangelho de Cristo está sendo compartilhado por todo Brasil. Nesta semana, líderes multiplicadores de Beberibe e Sucatinga, no Ceará, estiveram em treinamento para aperfeiçoar seus conhecimentos e estratégias para alcançar mais pessoas para Cristo.

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Profile for Junta de Missões Nacionais

A Pátria para Cristo - Ed. 279  

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