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ESPÉCIES UTILIZADAS NO REFLORESTAMENTO DA NOVA SEDE DO TCE-GO

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Conselheiros

Auditores

Edson José Ferrari Presidente

Cláudio André Abreu Costa

Carla Cíntia Santillo Vice Presidente

Heloísa Antonácio Monteiro Godinho

Kennedy Trindade Corregedor Geral

Secretário de Controle Externo Fernando Xavier da Silva

Milton Alves Ferreira

Gerente de Controle de Obras e Serviços de Engenharia

Sebastião Tejota

Zaquia Sebba Carrijo

Procuradores de Contas

Equipe Técnica de Paisagismo, Horta e Plantas Medicinais Portaria nº 469/2012, de 24 de julho de 2012

Maísa de Castro Sousa Barbosa Fernando dos Santos Carneiro Sandro Alexander Ferreira Saulo Marques Mesquita

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Marcos Antônio Borges

Celmar Rech

Eduardo Luz Gonçalves Procurador Geral

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE GOIÁS

Flávio Lúcio Rodrigues da Silva

Silvestre Gomes dos Anjos

Marize Faleiro Valtuille de Oliveira Presidente Ana Ribeiro Danin Santiago Membro João Vieira Vilela Membro Liana de Araújo Domingues Sá Membro 3


SUMÁRIO CERRADO ........................................................................................................................................................6 ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE (APP) E RESERVA LEGAL (RL) ...........................................................7 ÁRVORES DO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE GOIÁS ...........................................................................8 PLANTAS MEDICINAIS .....................................................................................................................................9 FICHÁRIO DAS ESPÉCIES DO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE GOIÁS .................................................10 ANGICO VERMELHO .............................................11 AROEIRA .............................................................12 BARBATIMÃO ......................................................14 BARU ..................................................................16 CAGAITA .............................................................17 CAJUZINHO DO CERRADO ....................................18 CAPITÃO DO CAMPO ............................................19 CARVOEIRO .........................................................20 CEDRO ................................................................21 CEGA MACHADO .................................................22 EMBAÚBA ...........................................................23 FARINHA SECA ....................................................24 4

GUAPEVA ................................................................25 GUAPURUVU ...........................................................26 GUARITA .................................................................27 GUATAMBU .............................................................28 INGÁ .......................................................................29 IPÊ AMARELO ..........................................................30 IPÊ AMARELO DO CERRADO .....................................31 IPÊ ROXO ................................................................33 JACARANDÁ CAROBA ..............................................34 JATOBÁ DA MATA ....................................................35 JATOBÁ DO CERRADO .............................................37 JENIPAPO ...............................................................39

JEQUITIBÁ ...........................................................41 MANDIOCÃO .......................................................42 MOGNO .............................................................43 PATA DE VACA .....................................................44 PAU D’ÓLEO ........................................................46 PAU FERRO .........................................................47 PAU POMBO ........................................................48 PEQUI .................................................................49 PERIQUITEIRA ......................................................50 PEROBA .............................................................51 SANGRA D’ÁGUA .................................................52 SUCUPIRA BRANCA .............................................53 TAMBORIL ...........................................................54 TARUMÃ .............................................................55 XIXÁ ...................................................................56

RECEITAS COM JENIPAPO ........................................61 RECEITAS COM PEQUI ..............................................62 RECEITAS COM ARATICUM ......................................63 RECEITAS COM CAJU ...............................................64 RECEITAS COM GUAPEVA ........................................65 RECEITAS COM MURICI ............................................66

REFERÊNCIAS ........................................................67

APLICAÇÃO NA CULINÁRIA .................................57 RECEITAS COM BARU ..........................................58 RECEITAS COM CAGAITA ......................................59 RECEITAS COM JATOBÁ .......................................60 5


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CERRADO

ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE (APP) E RESERVA LEGAL (RL)

O Brasil, com cerca de 30% das plantas e espécies animais que ocorrem no mundo, distribuídos em seus diferentes ecossistemas, é um dos países de maior diversidade biológica. O bioma Cerrado ocupa uma área de mais de 2 milhões de km² no território brasileiro, sendo que 80% desta área localiza-se nos Estados de Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Tocantins, além do Distrito Federal. Devido a sua extensão e situação geográfica, esta região apresenta grande variação de solos, clima, fauna e flora. O clima da região pode ser caracterizado como tropical estacional, onde se distingue um período chuvoso e outro seco, com duração de cinco a seis meses. Os solos, em sua maioria, são profundos, apresentando baixa fertilidade natural, acidez elevada, baixa capacidade de armazenamento de água, relevo plano a suave ondulado e boas condições físicas para mecanização. A fauna constitui-se em sua maioria por insetos, aves, roedores e répteis, canídeos e felinos. O Cerrado é um complexo vegetacional que apresenta desde formações campestres, até as formações florestais, passando gradualmente, ou bruscamente, de uma para outra.

Área de Preservação Permanente é definida como área protegida, coberta ou não por vegetação nativa, com a função ambiental de preservar os recursos hídricos, a paisagem, a estabilidade geológica e a biodiversidade, facilitar o fluxo gênico de fauna e flora, proteger o solo e assegurar o bem-estar das populações humanas. A vegetação situada em APP deverá ser mantida pelo proprietário da área, possuidor ou ocupante a qualquer título, pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado. Tendo ocorrido supressão de vegetação deverá ser promovida sua recomposição. A Reserva Legal é definida como uma área localizada no interior de uma propriedade ou posse rural com a função de assegurar o uso econômico de modo sustentável dos recursos naturais do imóvel rural, auxiliar a conservação e a reabilitação dos processos ecológicos e promover a conservação da biodiversidade, bem como o abrigo e a proteção de fauna silvestre e da flora nativa. A RL deve ser conservada com cobertura de vegetação nativa pelo proprietário do imóvel rural, possuidor ou ocupante a qualquer título, pessoa física ou jurídica, de direito público ou privado.

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ÁRVORES DO TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE GOIÁS

PLANTAS MEDICINAIS

A nova sede do TCE/GO possui um espaço de 2,59 hectares classificado em APP e RL. O Plano de Recuperação de Área Degradada (PRAD) e o Projeto de Recomposição Florística foram elaborados tendo por objetivo o estabelecimento de medidas de controle e redução dos impactos ao meio ambiente, gerando um ganho ambiental com a recuperação da área degradada. A execução teve por base o Termo de Referência elaborado pela Equipe Técnica de Paisagismo, Horta e Plantas Medicinais-TCE/GO objetivando medidas imediatas de recuperação ambiental da área protegida. Foram plantadas árvores selecionadas com base em espécies da flora nativa predominantes nas fisiotipologias do Cerrado, atrativas para a fauna local e de cunho medicinal e terapêutico.

O Brasil é o país que detém a maior parcela da biodiversidade mundial. Além desse acervo genético, nosso país é detentor de rica diversidade cultural e étnica que resultou em um acúmulo considerável de conhecimentos e tecnologias tradicionais, passados de geração a geração, entre os quais se destaca o vasto acervo de conhecimentos sobre manejo e uso de plantas medicinais. As plantas são a matéria prima para a fabricação de fitoterápicos e outros medicamentos. São também utilizadas em práticas populares e tradicionais como remédios caseiros e comunitários, processo conhecido como medicina tradicional. Embora a medicina moderna esteja bem desenvolvida na maior parte do mundo, a OMS reconhece que grande parte da população dos países em desenvolvimento depende da medicina tradicional para sua atenção primária. A facilidade na obtenção das plantas, o baixo custo, a eficiência na prevenção e no tratamento de doenças são fatores que contribuem para o uso frequente das mesmas, fortalecendo a medicina popular e aumentando a procura por produtos fitoterápicos, tornando-se uma alternativa viável na saúde pública, além de proporcionar melhoria na qualidade de vida.

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FICHÁRIO DAS ESPÉCIES NATIVAS UTILIZADAS NO REFLORESTAMENTO DO TCE-GO

ANGICO VERMELHO Anadenanthera falcata • Família: Leguminosae • Nomes Populares: arapiraca, angico do cerrado, pau de boaz. • Ocorrência Natural: SP, MG, GO, MS. • Características Morfológicas: 8 a 16 metros de altura, com tronco de 30 a 50 cm de diâmetro. • Época de Floração: setembro a outubro. • Época de Frutificação: agosto a setembro. A madeira, de grande durabilidade sob condições naturais, é própria para construção civil, para confecção de dormentes e para uso em marcenaria e carpintaria. A casca é adstringente e empregada em curtumes.

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AROEIRA Myracrodruon urundeuva • Família: Anarcadiaceae • Nomes Populares: gibatão, guarita, urundeúva. • Ocorrência Natural: BA, MG, SP, MS, MT, GO. • Características Morfológicas: altura de 6 a 14 metros, com tronco de 50 a 80 cm de diâmetro. • Época de Floração: junho a julho • Época de Frutificação: setembro a outubro. A madeira é excelente para obras externas, como postes, moirões, esteios, vigas e armações de pontes, na construção civil, como caibros, vigas, tacos para assoalhos, ripas.

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Aplicação Medicinal e Terapêutica: A Aroeira é rica em tanino, possuindo propriedades adstringentes, com efeito de contrair, fechar e cicatrizar. Da Aroeira utiliza-se a casca, balsâmica e tônica, de modos diversos: - Chá: para lavar os locais de cortes e ferimentos, ajudando na cicatrização. - Infusão: administrado via oral, para utilização no tratamento de fígado e inflamação do útero. Outra forma de uso da infusão é utilizar a solução como ducha vaginal, em inflamação útero/vaginal. - Emplasto: é preparado um melado com a casca fervida, a qual substitui o gesso em fraturas. O emplasto permanece no local fraturado até soltar-se. - Curtido: a casca é colocada em um recipiente com água e deixada por algumas horas. A solução é utilizada em gargarejos para infecções de garganta. 13


BARBATIMÃO Stryphnodendron adstringens • Família: Leguminosae • Nomes Populares: barbatimão verdadeiro, barba de timão, casca da virgindade. • Ocorrência Natural: AC, AM, AP, MA, MG, MT, PA, RJ, RO, RR, TO. • Características Morfológicas: de 4 a 5 metros de altura, com tronco de 20 a 30 cm de diâmetro. • Época de Floração: setembro a novembro. • Época de Frutificação: julho a setembro. Aplicação Medicinal e Terapêutica: O barbatimão é antisséptico, antibacteriano e antifúngico, além disso, sua casca possui alto teor de tanino, com ação estípica e cicatrizante. É uma planta empregada como cicatrizante, em feridas, por meio de sua casca, sob forma de chá, e banhando o local afetado de duas a três vezes por dia. 14

Outra forma de utilização é pela pulverização da casca moída sob a ferida. Por ser adstringente, elimina a água de dentro das células, provocando uma contração das fibras e facilitando a cicatrização. O Barbatimão é um grande agente antisséptico, combatendo bactérias e fungos, sendo, por essa razão, empregado em lavagens vaginais, em casos de leucorréia, infecções, irritações e feridas. É utilizado também no combate à gastrite, úlcera e dor de garganta, sob forma de infusão e chá. 15


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BARU

CAGAITA

Dipteryx alata

Eugenia dysenterica

• Família: Leguminosae • Nomes Populares: cumaru, coco feijão, pau cumaru. • Ocorrência Natural: GO, MG, MS, MT e SP. • Características Morfológicas: 15 a 25 metros de altura, com tronco de 40 a 70 cm de diâmetro. • Época de Floração: outubro a janeiro. • Época de Frutificação: setembro a outubro.

• Família: Myrtaceae • Nomes Populares: cagaiteira • Ocorrência Natural: BA, DF, GO, MA, MG, MS, MT, PA, PI, SP e TO. • Características Morfológicas: tronco de até 32 cm de diâmetro. • Época de Floração: setembro a outubro • Época de Frutificação: outubro a novembro

A polpa dos frutos é aromática e avidamente consumida pelo gado e animais silvestres. A amêndoa é comestível e muito nutritiva, quando torrada, é utilizada no preparo de pés-de-moleque e rapaduras. A madeira é própria para construções de estruturas externas e para construção naval e civil. O óleo é utilizado para fabricar sabão caseiro. Produz o aromatizante cumarina.

A madeira é utilizada para mourões e esteios. O fruto é empregado na confecção de geléias, compotas e licores, podendo ser consumido ao natural, e se submetidos à fermentação quando maduros produzem vinagre, álcool e cachaça. Aplicação Medicinal e Terapêutica: O chá das folhas é usado na medicina popular contra diarreia e para problemas do coração. Os frutos muito maduros são laxativos. 17


CAPITÃO DO CAMPO

CAJUZINHO DO CERRADO

Terminalia argentea

Anacardium humile

• Família: Combretaceae • Nomes Populares: capitão • Ocorrência Natural: DF, BA, GO, MA, MG, MT, MS, PI, PR, SP, TO. • Características Morfológicas: 8 a 16 metros de altura, com tronco de 40 a 50 cm de diâmetro. • Época de Floração: julho a setembro. • Época de Frutificação: julho a novembro.

• Família: Anacardiaceae • Nomes Populares: cajuí, cajueiro do campo, caju. • Ocorrência Natural: BA, DF, GO, MG, MS, MT, SP, TO. • Características Morfológicas: • Época de Floração: setembro a novembro • Época de Frutificação: novembro a janeiro É utilizado na confecção de sucos, sorvetes, geléias, doces, ou consumido in natura. A castanha, após torrada fornece amêndoa comestível. As folhas segregam líquido viscoso e perfumado.

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Aplicação Medicinal e Terapêutica: A raiz é purgativa e a casca é utilizada contra inflamação na garganta. As folhas são empregadas no combate à diarreia e como expectorante. A semente é utilizada contra manchas na pele.

Os frutos secos são utilizados no artesanato regional. A casca é utilizada em curtumes. A madeira apresenta boa resistência natural e pode ser empregada para cruzeta, dormente, estrutura de cobertura (viga, caibro e ripa), piso externo (deque e passarela), etc.

Aplicação Medicinal e Terapêutica: É utilizada como purgativa, para aftas, tumores, tosse e apresenta propriedades cicatrizantes.

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CARVOEIRO

CEDRO

Sclerolobium paniculatum

Cedrela fissilis

• Família: Leguminosae • Nomes Populares: jacarandá canzil, mandinga, pau pombo. • Ocorrência Natural: DF, AM, BA, GO, MA, MG, MS, MT, PA, PI e TO. • Características Morfológicas: 5 a 10 metros de altura. • Época de Floração: julho a janeiro • Época de Frutificação: agosto a outubro Tem aplicação na construção e na fabricação de carvão vegetal. As folhas produzem corante de cor cinza usado na tinturaria regional.

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• Família: Meliaceae • Nomes Populares: capiúva, acaju, cedro da várzea. • Ocorrência Natural: RS a MG. • Características Morfológicas: 25 a 30 metros de altura, com diâmetro de 60 a 90 cm. • Época de Floração: agosto a setembro. • Época de Frutificação: julho a agosto. A madeira pode ser empregada na construção civil, naval e aeronáutica, movelaria, marcenaria, etc. Aplicação Medicinal e Terapêutica: O chá da casca é tônico, fortificante, adstringente, febrífugo e empregado no combate a disenterias e artrite.

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CEGA MACHADO

EMBAÚBA

Physocalymma scaberrimum

Cecropia pachystachya

• Família: Lythraceae • Nomes Populares: Pau de rosas, resendá nacional. • Ocorrência Natural: Norte e Centro-Oeste do Brasil. • Características Morfológicas: 5 a 10 metros de altura, com tronco de 20 a 35 cm de diâmetro. • Época de Floração: agosto a setembro. • Época de Frutificação: setembro a outubro. A madeira é empregada na marcenaria, serviços de torno, construção civil e para obras externas.

• Família: Cecropiaceae • Nomes Populares: embaúba branca, caixeta, árvore da preguiça. • Ocorrência Natural: CE, BA, MG, GO, MS a SC. • Características Morfológicas: 4 a 7 metros de altura, com tronco de 15 a 25 cm de diâmetro. • Época de Floração: setembro a outubro. • Época de Frutificação: junho. Os frutos são avidamente procurados por muitas espécies de pássaros. É morada para vários tipos de insetos como formigas e cupins.

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Aplicação Terapêutica e Medicinal: As folhas e frutos são usados no tratamento da diabetes, sendo úteis também contra a tosse e bronquite. Aumenta a energia do músculo cardíaco sem multiplicar os batimentos do coração. O suco obtido da raiz é um poderoso diurético.

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FARINHA SECA

GUAPEVA

Ouratea castanaesfolia

Pouteria torta

• Família: Ochnaceae • Nomes Populares: folha de castanha • Ocorrência Natural: BA, MG, GO, MS, SP. • Características Morfológicas: 8 a 14 metros de altura, com tronco de 30 a 50 cm de diâmetro. • Época de Floração: outubro a novembro. • Época de Frutificação: novembro a dezembro.

• Família: Sapotaceae • Nomes Populares: bacupari, curriola, grão de galo. • Ocorrência Natural: DF, GO, MG, MS, MT, RJ, SO, TO. • Características Morfológicas: 15 a 30 metros de altura, com tronco de 40 a 60 cm de diâmetro. • Época de Floração: outubro a novembro. • Época de Frutificação: dezembro a janeiro.

Os frutos são consumidos por várias espécies de pássaros. A madeira pode ser empregada na construção civil, para marcenaria leve e para lenha e carvão.

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Os frutos são apreciados pela fauna, principalmente morcegos. Os frutos são comestíveis. A madeira é empregada para taboado em geral e acabamentos internos em construção civil. Fornece lenha e carvão e a casca, látex.

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GUAPURUVU

GUARITA

Schizolobium parahyba

Astronium fraxinifolium

• Família: Leguminosae • Nomes Populares: ficheira, pau de vintém, faveira. • Ocorrência Natural: BA a SC. • Características Morfológicas: de 20 a 30 metros de altura, com tronco de 60 a 80 cm de diâmetro. • Época de Floração: agosto a outubro. • Época de Frutificação: abril a julho.

• Família: Anacardiaceae • Nomes Populares: gonçalo alves, aroeira do campo, sete cascas. • Ocorrência Natural: MG, GO, MT e PA. • Características Morfológicas: de 8 a 12 cm de altura, com tronco de 60 a 80 cm de diâmetro. • Época de Floração: agosto a setembro. • Época de Frutificação: outubro a novembro. Aplicação Medicinal e Terapêutica: A casca do Guarita é utilizada no tratamento das diarreias, devido à propriedade adstringente. O óleo do fruto é caustico e utilizado externamente no tratamento de dores de dentes e calos.

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As raízes são tidas como antirreumáticas e as folhas tem propriedades antissépticas, sendo usadas na limpeza de feridas.

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GUATAMBU

INGÁ

Aspidosperma subincanum

Inga sp.

• Família: Apocynaceae • Nomes Populares: perobinha, guatambu vermelho, carrasco. • Ocorrência Natural: SP, MG, MT, GO, MS. • Características Morfológicas: 15 a 20 metros de altura, com tronco de 40 a 50 cm de diâmetro. • Época de Floração: setembro a novembro. • Época de Frutificação: agosto a setembro.

• Família: Leguminosae • Nomes Populares: cedro amarelo, jaguarana, ingá da mata. • Características Morfológicas: 5 a 15 m de altura, tronco de 20 a 30 cm de diâmetro. • Época de Floração: agosto e novembro • Época de Frutificação: dezembro a fevereiro

A madeira é dura sendo utilizada na carpintaria civil para fabricação de batentes, tacos, e tábuas para assoalhos, esquadrias, divisórias, móveis, carrocerias e cabos de ferramentas.

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Seus frutos adocicados são apreciados pela fauna silvestre.

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IPÊ AMARELO Tabebuia vellosoi • Família: Bignoniaceae • Nomes Populares: pau d’arco, piúva amarela, ipê pardo. • Ocorrência Natural: AP, AM, BA, CE, GO, MA, MG, MT, MS, PA, PE, PI, RR, SP, TO. • Características Morfológicas: 8 a 20 metros de altura, com tronco de 60 a 90 cm de diâmetro. • Época de Floração: agosto a novembro. • Época de Frutificação: outubro a dezembro. A madeira é própria para construções pesadas e estruturas externas. Aplicação Medicinal e Terapêutica: A raiz é usada para combater enterites (males intestinais) crônicas, catarro intestinal, diarreias e disenteria. Também é utilizada para aumento de apetite. 30

IPÊ AMARELO DO CERRADO Tabebuia chysotricha • Família: Bignoniaceae • Nomes Populares: ipê amarelo, caraíba, caroba do campo. • Ocorrência Natural: DF, AP, AM, BA, CE, GO, MG, MT, MS, PA, PE, PI, PR, RR, SP, TO. • Características Morfológicas: 12 a 20 metros de altura, com tronco de 30 a 40 cm de diâmetro. • Época de Floração: agosto a setembro. • Época de Frutificação: setembro a outubro. Fornece madeira pesada, lisa, de coloração esverdeada e cerne duro, de difícil degradação. É muito utilizada na construção civil, em obras internas, na carpintaria, caixotaria, peças curvas, artigos esportivos e pasta para papel. Quando fervida, a casca fornece um corante amarelo utilizado para tingir fios de algodão usados em tecelagem. As flores são comestíveis e as folhas servem como mate. 31


IPÊ ROXO Tabebuia impetiginosa • Família: Bignoniaceae • Nomes Populares: ipê roxo, piúva, pau d’arco. • Ocorrência Natural: PI, CE a MG, GO, SP. • Características Morfológicas: 8 a 12 metros de altura, com 60 a 90 cm de diâmetro. • Época de Floração: maio a agosto. • Época de Frutificação: setembro a outubro. A madeira é muito usada, especialmente na construção civil pesada. Aplicação Medicinal e Terapêutica:

Aplicação Medicinal e Terapêutica: A casca amarga e a entrecasca são usadas na medicina popular contra febres, úlceras e como diurético. A raiz é empregada em casos de gripe e os brotos como antissépticos e depurati vos. O lepachol, uma substância encontrada no cerne da madeira, inibe o crescimento de tumores malignos. 32

Possui propriedades: adstringente, analgésica, antimicrobiana, anti-inflamatória, anti-infecciosa, antitumoral, antifúngica, depurativa e diurética. É utilizada sob forma de decocção, contra alergia, feridas, anemia, diabetes, diarreia, inflamação, mal de Parkson, malária, problemas respiratórios, queimaduras e psoríase. 33


JACARANDÁ CAROBA Jacaranda micrantha • Família: Bignoniaceae • Nomes Populares: caroba, carobão, paraparaí. • Ocorrência Natural: MG ao RS. • Características Morfológicas: de 10 a 25 metros de altura, com tronco de 40 a 60 cm de diâmetro. • Época de Floração: outubro a dezembro. • Época de Frutificação: julho a setembro. Aplicação Medicinal e Terapêutica: O Jacarandá caroba possui propriedades antiblenorrágicas, antissifilíticas, depurativas do sangue, antirreumáticas e diaforéticas. As folhas são utilizadas para depuração do sangue e a casca é conhecida por sua aplicação nas doenças de pele e problemas de garganta. 34

JATOBÁ DA MATA Hymenaea courbaril • Família: Leguminosae • Nomes Populares: jutaí, jataí, jutaí bravo. • Ocorrência Natural: PI ao PR. • Características Morfológicas: 15 a 20 metros de altura, com 1 metro de diâmetro. • Época de Floração: outubro a dezembro. • Época de Frutificação: julho. É um atrativo para a fauna silvestre. É uma espécie potencial para fitorremediação em solos contaminados por metais pesado. A polpa é consumida in natura e na forma de geléia, licores, farinha para pães, bolos e mingau. A madeira é de excelente qualidade e empregada na execução de vigas, caibros, ripas, tacos e assoalhos, cabos de ferramentas, construções externas e movelaria em geral.

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JATOBÁ DO CERRADO Hymenaea stigonocarpa

Aplicação Medicinal e Terapêutica: O Jatobá da Mata possui propriedade adstringente, antibacteriana, antiespasmódica, antifúngica, anti-inflamatória, antioxidante, laxativa, descongestionante, estimulante, expectorante, fortificante, hepatoprotetora e vermífuga. Dessa árvore utiliza-se a seiva, semente, casca e folhas. A polpa é cozida e utilizada no tratamento contra tosse, asma, bronquite, enfisema pulmonar e frieira. A resina é utilizada como fortificante e para problemas no sangue. A decocção da casca e folhas é utilizada contra dores de estômago, vômitos com sangue, artrite, bursite, indigestão, febre, cólica e doenças pulmonares. O chá do fruto é utilizado contra sinusite, anti-inflamatório da garganta e tosse. O vinho da casca é rejuvenescedor, antioxidante, tônico e fortificante. 36

• Família: Leguminosae • Nomes Populares: óleo de jutaí, jatobá serra, castanha de bugre. • Ocorrência Natural: AM, BA, CE, DF, GO, MA, MG, MS, MT, PA, PI, SP. • Características Morfológicas: 6 a 10 metros de altura, com tronco de 30 a 50 cm de diâmetro. • Época de Floração: dezembro a fevereiro. • Época de Frutificação: agosto a setembro. A polpa farinácea é alimento para fauna, sendo útil nos plantios de áreas degradadas de preservação. A madeira é utilizada em cerca, esteios, postes, construção civil e naval. O fruto é comestível, de polpa farinácea altamente alimentícia. A resina é obtida da casca e usada no fabrico de vernizes.

Aplicação Medicinal e Terapêutica: O Jatobá é utilizado no tratamento de problemas respiratórios, como expectorante, vermífugo, para dores no estômago, no peito e nas costas, pode estimular o apetite, no combate de problemas nos rins e vias urinárias, fígado, infecção intestinal e como cicatrizante. As folhas e a casca possuem um grupo de substâncias (terpenos e fenólicos) com propriedades antifúngicas e antibacterianas. As cascas e os ramos mais velhos são usados no combate à bronquites, tosses, coqueluche e nas afecções da bexiga e próstata. O fruto é vermífugo. 37 37


JENIPAPO Genipa americana • Família: Rubiaceae • Nomes Populares: jenipapeiro, janipaba, jenipá. • Ocorrência Natural: todo o território brasileiro. • Características Morfológicas: 8 a 14 metros de altura, com tronco de 40 a 60 cm de diâmetro. • Época de Floração: outubro a dezembro. • Época de Frutificação: novembro a dezembro. Fornece abundante alimentação para fauna. Os frutos são comestíveis; quando ainda verdes, fornecem suco de cor azulada que pode ser consumido ou utilizado como corante. O fruto maturado fornece polpa comestível aproveitada in natura e na forma de doces; o suco fermentado transforma-se em vinho e licor. A madeira, de longa durabilidade quando não exposta ao solo e à umidade, é empregada na construção civil, marcenaria e carpintaria em geral. 38

Aplicação Medicinal e Terapêutica: É indicada para amigdalite, anemia, asma, diarreia, doença venérea, faringite e úlcera. É digestiva, hepática, laxante e tônico. 39


JEQUITIBÁ Cariniana estrellensis • Família: Lecythidaceae • Nomes Populares: pau de cachimbo, coatinga, bingueiro. • Ocorrência Natural: BA ao RS, AC. • Características Morfológicas: 35 a 45 metros de altura, com 120 cm de diâmetro. • Época de Floração: outubro a dezembro. • Época de Frutificação: julho a setembro. As sementes são avidamente consumidas por macacos. A madeira, de cor rosa pardacenta é utilizada para compensados, tábuas, caixotaria e carpintaria, podendo substituir o cedro em alguns casos. Serve também para a produção de papel.

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Aplicação Medicinal e Terapêutica: A casca tem propriedades adstringentes, sendo usada, na medicina popular, contra diarreias, anginas, leucorreias, hemorragias uterinas, afecções da boca e garganta.

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MANDIOCÃO

MOGNO

Didymopanax morototoni

Swietenia macrophylla

• Família: Araliaceae • Nomes Populares: morototó, pau caixeta, mandioqueiro. • Ocorrência Natural: AM ao RS. • Características Morfológicas: 20 a 30 metros de altura, com tronco de 60 a 90 cm de diâmetro. • Época de Floração: março a maio. • Época de Frutificação: agosto a outubro.

• Família: Meliaceae • Nomes Populares: aguano, uraputanga, mogno brasileiro. • Ocorrência Natural: AC, AM, GO, MA, MT, PA, RO, TO. • Características Morfológicas: 25 a 30 metros de altura, com 50 a 80 cm de diâmetro. • Época de Floração: novembro a janeiro. • Época de Frutificação: setembro a novembro.

Os frutos desta espécie são apreciados pela fauna, principalmente por pássaros e mamíferos, especialmente macacos. A madeira é utilizada para produção de palitos de fósforo, caixotaria, celulose, contraplacados, miolo de portas, molduras entre outros usos.

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Aplicação Medicinal e Terapêutica: As folhas do Mandiocão são usadas em compressas quentes, recomendadas para fraturas e deslocamento de ossos; o decoto das folhas tomado oralmente é usado no tratamento do lumbago.

A madeira é muito usada e apreciada na produção de móveis pela facilidade com que é trabalhada, pela sua estabilidade e duração, além do seu aspecto, castanho-avermelhado brilhante, depois de polida; e também na produção de instrumentos musicais pelo seu timbre característico e ressonância sonora.

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PATA DE VACA Bauhinia forficata • Família: Leguminosae • Nomes Populares: amarelão, jitaí, muratuá. • Ocorrência Natural: PA ao RS, BA, ES. • Características Morfológicas: 5 a 9 metros de altura, com tronco de 30 a 40 cm de diâmetro. • Época de Floração: outubro a janeiro. • Época de Frutificação: julho a agosto. A madeira é utilizada na marcenaria, tarnoaria, esquadrias, para construção civil, como vigas, ripas, para uso externo, como postes, dormentes e esteios. Aplicação Medicinal e Terapêutica: A Pata de Vaca é uma planta medicinal muito utilizada na fitoterapia brasileira, por possuir propriedades medicinais adstringentes, antidiabéticas, antioxidantes, diuréticas, hipocolesterolêmicas, hipoglicemiantes, purificadoras sanguíneas, vermífugas e tônicas. 44

O chá da Pata de Vaca, consumido após as refeições, auxilia no controle da taxa de açúcar no sangue, em diabéticos, sendo chamado de “insulina vegetal”. Além da diminuição do açúcar no sangue, também pode haver redução no nível de triglicerídeos, colesterol total e LDL – colesterol, auxiliando no tratamento da diabetes mellitus tipo II. As raspas do caule são utilizadas em xaropes para tosses e resfriados; por meio do uso de folhas, casca, lenho e raízes em banho quanto beberagem, é indicada no tratamento de infecções urinárias. As folhas e flores tem grande efeito calmante, atuando diretamente no sistema simpático. Por fim, a Pata de Vaca é utilizada no combate a: diarréia, elefantíase, hanseníase, afecções renais, constipação intestinal, problemas de pele, obesidade, poliúria, sífilis e parasitoses intestinais. 45


PAU D’ÓLEO

PAU FERRO

Copaifera langsdorffii

Caesalpinia ferrea

• Família: Leguminosae • Nomes Populares: óleo de copaíba, pau de óleo, podoi. • Ocorrência Natural: DF, CE, GO, MA, MG, MS, MT, PA, PR, SP, TO. • Características Morfológicas: 10 a 15 metros de altura, com tronco de 50 a 80 cm de diâmetro. • Época de Floração: dezembro a março. • Época de Frutificação: agosto a setembro.

• Família: Leguminosae • Nomes Populares: jucaína, jucá, muiarobi. • Ocorrência Natural: PI a SP. • Características Morfológicas: 20 a 30 metros de altura, com 50 a 80 cm de diâmetro. • Época de Floração: novembro a fevereiro. • Época de Frutificação: julho a setembro. Possui madeira dura, densa, durável e resistente, de excelente qualidade para a fabricação de violões e violinos, e para construção civil, na construção de vigas, esteios e caibros.

Produz tintura, verniz, laca e corante amarelo. A madeira é empregada na construção civil. Aplicação Medicinal e Terapêutica: A copaíba fornece o bálsamo ou óleo de copaíba. O óleo ou resina extraída do caule é adstringente,

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cicatrizante, expectorante, laxante, desinfetante, emoliente, energizante, antisséptica e antibiótica. É utilizada contra gases, acne, cistite, feridas, tosse, bronquite, psoríase e urticária.

Aplicação Medicinal e Terapêutica: Possui propriedades antisséptica, antimicrobiana, adstringente e depurativa.

A casca é utilizada contra diabetes, infecções bronco-pulmonares, infecções intestinais, disenterias, diarreias, cáries, gengivite, reumatismo, sífilis.

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PAU POMBO

PEQUI

Tapirira guianensis

Caryocar brasiliense

• Família: Anacardiaceae • Nomes Populares: fruta de pombo, cedro novo, tapiriri. • Ocorrência Natural: todo o território brasileiro. • Características Morfológicas: 8 a 14 metros de altura, com tronco de 40 a 60 cm de diâmetro. • Época de Floração: agosto a dezembro. • Época de Frutificação: janeiro a março.

• Família: Caryocaraceae • Nomes Populares: amêndoa de espinho, pequiá, suari. • Ocorrência Natural: SP, MG, MS, GO, MT. • Características Morfológicas: 6 a 10 metros de altura, com tronco de 30 a 40 cm de diâmetro. • Época de Floração: setembro a novembro. • Época de Frutificação: novembro a fevereiro.

Produz frutos altamente procurados pela fauna lo-

Os frutos são consumidos por várias espécies da fauna, pelo homem e produzem óleo empregado como condimento no preparo de arroz e carnes. As sementes fornecem óleo, que possui propriedades aromáticas e é utilizado no preparo de licores. As cinzas da madeira produzem potassa, utilizada no preparo de sabões caseiros. A casca e folhas fornecem tinta utilizada pelos artesãos no tingimento do algodão e lã. A casca é empregada no curtume.

cal. A madeira é fácil de trabalhar, e é empregada em compensados, caixotaria leve, cabos de vassouras, etc. Aplicação Medicinal e Terapêutica: Utiliza-se o chá da casca do caule e das folhas como antissifilítico e depurativo. 48

Em casos de dermatoses, é indicado o banho nas partes afetadas com o chá preparado por decocto das folhas.

Aplicação Terapêutica e Medicinal: O Pequi possui ação antifúngica. As folhas são adstringentes e estimulam a secreção da bílis. O fruto é empregado no combate a gripes e resfriados. O óleo da castanha é utilizado contra asma, bronquite e coqueluche. Os caroços são empregados contra asma, bronquite, coqueluche e resfriados, além disso, são afrodisíacos e tônicos.

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PERIQUITEIRA

PEROBA

Trema micranta

Aspidosperma polyneuron

• Família: Ulmaceae • Nomes Populares: grandiúva, taleira, motamba. • Ocorrência Natural: RJ, MG, GO, MS ao RS. • Características Morfológicas: 5 a 12 metros de altura, com tronco de 20 a 40 cm de diâmetro. • Época de Floração: setembro a janeiro. • Época de Frutificação: janeiro a maio.

• Família: Apocynaceae • Nomes Populares: guatambu vermelho, perobinha, pereira. • Ocorrência Natural: BA, ES, GO, MT, MS, MG, PR, RJ, RO, SP. • Características Morfológicas: 20 a 30 metros de altura, com 60 a 90 metros de diâmetro. • Época de Floração: outubro a novembro. • Época de Frutificação: agosto a setembro.

Os frutos são avidamente consumidos por pássaros. Aplicação Medicinal e Terapêutica: Utiliza-se a casca da árvore e as folhas. Apresenta propriedades adstringentes, antissifilíticas e antirreumáticas. 50

A madeira é dura sendo utilizada na carpintaria civil para fabricação de batentes, tacos e tábuas para assoalhos, esquadrias, divisórias, móveis, carrocerias e cabos de ferramentas. Aplicação Medicinal e Terapêutica: A casca é amarga e adstringente, sendo utilizada em chás para combater a febre. 51


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SANGRA D’ÁGUA

SUCUPIRA BRANCA

Croton urucurana

Pterodon emarginatus

• Família: Euphorbiaceae • Nomes Populares: urucurana, sangra d’água, capixingui. • Ocorrência Natural: Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul até o Rio Grande do Sul. • Características Morfológicas: altura de 7 a 14 metros, com tronco de 25 a 35 cm de diâmetro. • Época de Floração: dezembro a junho • Época de Frutificação: fevereiro a julho

• Família: Leguminosae • Nomes Populares: faveiro, sucupira. • Ocorrência Natural: MG, SP, GO, MS. • Características Morfológicas: 8 a 16 metros de altura, com tronco de 30 a 40 cm de diâmetro. • Época de Floração: setembro a outubro • Época de Frutificação: junho a julho Aplicação Medicinal e Terapêutica: A Sucupira possui ação anticancerígena, antimutagênica, antirreumática, anti-inflamatória e antidiabética, além de ser um ótimo tônico. A planta é utilizada no combate ao excesso de ácido úrico do corpo, amigdalite, artrite, asma, blenorragia, cistos ovarianos e no útero, debilidade orgânica, dermatoses, diabetes, dor de garganta, dores espasmódicas, feridas, hemorragias, inflamações, reumatismos, sífilis e vermes.

O óleo volátil retirado da casca e das sementes, além de ser aromático, é muito utilizado no tratamento de reumatismo e no combate de tumores de próstata. Os tubérculos ou nódulos da raiz, também conhecidos como Batatas de Sucupira, são utilizados no controle do diabetes. As propriedades medicinais da Sucupira são obtidas por meio de infusão e decocção. 53 53


TAMBORIL

TARUMÃ

Enterolobium contortisiliquum

Vitex polygama

• Família: Leguminosae • Nomes Populares: pau de sabão, orelha de macaco, vinhático. • Ocorrência Natural: PA, MA, PI ao MS. • Características Morfológicas: 20 a 35 metros de altura, com tronco de 80 a 160 cm de diâmetro. • Época de Floração: setembro a novembro. • Época de Frutificação: junho a julho. Utilização na produção de sabão caseiro. A madeira é utilizada na carpintaria e marcenaria. É tóxica para bovinos.

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• Família: Verbenaceae • Nomes Populares: tarumã do cerrado, marianeira, maria preta. • Ocorrência Natural: BA ao RJ, SP, MG. • Características Morfológicas: 6 a 12 metros de altura, com tronco de 30 a 40 cm de diâmetro. • Época de Floração: outubro e novembro. • Época de Frutificação: janeiro a abril. É produtora de frutos apreciados pela fauna. A madeira é empregada para construção civil, principalmente para acabamentos internos. 55


XIXÁ

APLICAÇÃO NA CULINÁRIA

Sterculia striata • Família: Malvaceae • Nomes Populares: amendoim de macaco, pau rei, chichá do cerrado. • Ocorrência Natural: AM ao PI, GO, MT, MG, MS, SP. • Características Morfológicas: 8 a 15 metros de altura, com tronco de 40 cm de diâmetro. • Época de Floração: dezembro a março. • Época de Frutificação: junho a agosto. As sementes são comestíveis e procuradas pela fauna. Os frutos vermelhos são usados em decoração e na confecção de utensílios domésticos. A madeira é empregada em obras internas, carpintaria, na confecção de caixas, palitos de fósforo, lápis e brinquedos.

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RECEITAS COM BARU Paçoca de Baru:

Pé de moleque de Baru:

Geleia de Cagaita:

Licor de Cagaita:

Ingredientes: - 2 xícaras de chá de amêndoas (sementes) de baru torradas e sem pele - 1 ½ xícara de chá de farinha de milho ou de mandioca - 1 xícara de chá de açúcar - 4 a 5 colheres de sopa de leite

Ingredientes: - 1 ½ rapadura - 4 xícaras de chá de amêndoas de Baru torradas e socadas - 1 xícara de chá de farinha de mandioca passada na peneira - cravo a gosto - 1 colher de sopa de manteiga

Ingredientes: - ½ kg de frutos de cagaita - 1 litro de água fria - açúcar: tantas xícaras (chá) quanto fortem as de polpa de cagaita

Ingredientes: - 1 kg de polpa - 2 copos de cachaça - 1 kg de açúcar

Modo de fazer: Misturar todos os ingredientes, com exceção do leite. Socar no pilão até conseguir uma massa uniforme. Colocar numa vasilha e umedecer com leite. Colocar numa forma untada com manteiga, deixando a massa com espessura de 1,5 cm. Cortar em pedaços do tamanho desejado.

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RECEITAS COM CAGAITA

Modo de fazer: Fazer um melado com a rapadura e um pouco de água e, quando esfriar, coar. Levar novamente ao fogo e, quando estiver no ponto, bater bem, acrescentar o baru, manteiga e farinha. Adicionar cravo e bater mais um pouco. Espalhar a farinha na pedra de mármore ou outra superfície lisa. Despejar o doce na pedra. Cortar em pedaços, quando estiver consistente.

Modo de fazer: Lavar bem os frutos e colocar para cozinhar em água. Deixar esfriar e passar em peneira fina. Medir as xícaras de polpa e juntar a quantidade igual de açúcar. Levar ao fogo até conseguir o ponto. Dica: Como observar o ponto – molhar o dedo polegar num pouco de calda colocada num pires. Juntar o dedo indicador e afastar. Se formar um fio mole, está no ponto.

Modo de fazer: Colocar a polpa em infusão na cachaça durante quinze dias, em recipiente tampado. Fazer uma calda (com açúcar um pouco queimado) em ponto de “puxa”, ou seja, quando se colocar o melado na água, ficar endurecido. Bater a infusão da polpa com a cachaça no liquidificador. Misturar ao melado quente e coar (ainda quente) em uma flanela ou pano fino resistente. Guardar o licor em vidro tampado.

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RECEITAS COM JATOBÁ

RECEITAS COM JENIPAPO

Bolo de Jatobá com fubá de milho:

Rosquinha de Jatobá:

Doce de jenipapo em calda:

Doce de jenipapo:

Ingredientes: - ½ kg de fubá de milho - ½ kg de farinha de jatobá - 2 copos e meio de açúcar - 2 copos de nata de leite - 3 ovos - 1 ½ litro de leite morno - 2 colheres de sopa de fermento em pó - 1 pitada de sal

Ingredientes: - 2 copos de farinha de trigo - 2 copos de farinha de jatobá - 1 copo de açúcar - 4 ovos - 10 colheres de coco - 1 colher de pó royal - leite até o ponto de enrolar

Ingredientes: - 5 frutos de jenipapo - 1 kg de açúcar

Ingredientes: - 8 jenipapos - 1 kg de açúcar

Modo de fazer: Descascar os frutos, lavar e tirar com uma faca somente as massas do jenipapo. Dê uma fervura, ponha calda de açúcar e deixe ferver. Não tome ponto alto.

Modo de fazer: Retire a casca marrom, as sementes e a parte arienta que as envolve e lave bem. Faça uma calda e coloque os jenipapos, deixe ferver até engrossar. Desligue o fogo e deixe o doce na calda até o dia seguinte. Depois leve novamente ao fogo até dar o ponto de açúcar. Retire os jenipapos, coloque-os para escorrer e passe-os no açúcar, se possível mascavo.

Modo de fazer: Bater o açúcar com a nata e os ovos. Acrescentar a farinha de jatobá, o fubá de milho e o leite, batendo muito bem. Por último junto o fermento e o sal. Coloque em tabuleiro ou forma untada e enfarinhada e leve ao forno por mais ou menos 20 minutos.

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Modo de fazer: Amasse todos os ingredientes e faça um pavio e corte no tamanho desejado. Leve ao forno e depois de assado passe calda de açúcar e polvilhe com coco.

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RECEITAS COM ARATICUM

RECEITAS COM PEQUI Batida de Pequi:

Pamonha com polpa de Pequi:

Bolo de Araticum:

Iogurte de Araticum:

Ingredientes: - ½ garrafa de aguardente - 250 mL de licor de pequi - 200 mL de suco de limão - ½ L de suco de laranja - açúcar a gosto

Ingredientes: - 100 g de polpa de caroços de pequi cozidos - 1 kg de massa crua de pamonha de milho - palha de milho verde ou folha de bananeira

Ingredientes: - 2 xícaras de polpa de araticum - 1 copo de leite - 2 xícaras de açúcar - 4 ovos - 1 colher de pó royal - 4 colheres de nata de leite ou 100 g de margarina - 3 xícaras de farinha de trigo

Ingredientes: - 1 litro de leite - 1 copo de iogurte natural - ½ kg de polpa de araticum - açúcar a gosto

Modo de fazer: Bater em liquidificador, com gelo e servir em seguida.

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Modo de fazer: Preparar a massa de pamonha. Refogar os pequis e deixar cozinhar um pouco. Retirar a polpa e acrescentar à massa da pamonha. Cozinhar na palha de milho ou na folha de bananeira.

Modo de fazer: Coloque em uma vasilha o açúcar, os ovos e a nata. Misture a polpa de araticum, batida com o leite no liquidificador. Adicione em seguida a farinha de trigo e o pó royal e misture bem. A massa deverá ter uma consistência mole. Caso necessário, adicione mais leite. Asse em forno quente.

Modo de fazer: Ferver o leite e deixá-lo esfriar até que fique morno. Misturar o iogurte com o leite e deixar descansar por oito horas. Tempere a mistura com o açúcar e a polpa. Bater tudo no liquidificador. Colocar nas formas de iogurte e levar pra gelar.

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RECEITAS COM GUAPEVA

RECEITAS COM CAJU Doce de caju:

Sorvete de Caju:

Geleia de Guapeva:

Batida de Guapeva:

Ingredientes: - ½ kg de cajuzinhos - 300 g de açúcar - 400 mL de água

Ingredientes: - caldo de caju - açúcar

Ingredientes: - ½ litro de açúcar - 1 xícara de água - ½ litro de polpa de guapeva

Ingredientes: - 1 lata de leite condensado - 3 xícaras de polpa de guapeva - 2 xícaras de pinga

Modo de fazer: Coloque todos os ingredientes no fogo e vá mexendo até dar o ponto de geleia.

Modo de fazer: Bater no liquidificador, adicionar gelo e servir.

Modo de fazer: Colha os cajus, retire as caretas e afervente-os em tacho de cobre, tampado. Retire do fogo, escorra e à parte faça uma calda em ponto de fio forte. Coloque os cajus escorridos nessa calda e deixe tomar ponto de fio brando. Quanto mais ferver, mais avermelhado ficará o doce.

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Modo de fazer: Para cada xícara de caldo de caju, acrescentar 2 xícaras de água, adoçar a vontade e bater no liquidificador. Levar ao congelador. Quando endurecer, retirar do congelador, bater novamente e voltar para a geladeira.

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RECEITAS COM MURICI

REFERÊNCIAS

Licor de murici:

Sorvete de murici:

Ingredientes: - 1 kg de polpa - 2 copos de cachaça - 1 kg de açúcar

Ingredientes: - 2 litros de polpa de murici - 3 litros de água - 50 g de pó neutro - 300 g de glucose - 30 g de glintex - 1,1 kg de açúcar

Modo de fazer: Colocar a polpa em infusão na pinga durante 15 dias, em recipiente tampado. Fazer uma calda (com açúcar um pouco queimado) em ponto de “puxa”. Bater a infusão da polpa com cachaça no liquidificador. Misturar ao melado quente e coar, ainda quente, em uma flanela. Guardar o licor em vidro tampado.

Modo de fazer: Bater em sorveteira industrial. Levar a congelar.

COMPANHIA ENERGÉTICA DE MINAS GERAIS. Guia Ilustrado de Plantas do Cerrado de Minas Gerais. Belo Horizonte. DA SILVA JÚNIOR, Manoel Cláudio. 100 Árvores do Cerrado. Brasília, 2005. EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA. Frutas Nativas dos Cerrados. Brasília, 1994. EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA. Circular Técnica nº 65. Paraná, 2002, 16p. Disponível em: <http://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/bitstream/doc/279353/1/CT0065.pdf>. Acesso em: 12 nov 2012. EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA. Comunicado Técnico nº 119. Brasília, DF, 2004, 20p. Disponível em: <http://www.cenargen.embrapa.br/publica/trabalhos/cot119.pdf>. Acesso em: 02 nov 2012. LORENZI, Harri. Árvores Brasileiras – Manual de Identificação e Cultivo de Plantas Arbóreas Nativas do Brasil. 4ª ed. São Paulo: Insituto Plantarum, 2002, v.1. NEGRAES, Paula. Guia A-Z de Plantas – Condimentos. São Paulo: Bei Comunicação, 2003. Rede de Sementes do Cerrado: banco de dados. Disponível em: <http://www.rededesementesdocerrado.org.br>. Acesso em: 10 nov 2012.

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TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE GOIÁS 68


Manual de Árvores Nova Sede TCE-GO