Revista Aipim #18

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EXPEDIENTE

A Revista Aipim é um projeto acadêmico realizado pelos alunos do 6º semestre de Design Gráfico da FAAL. Editor chefe Julio Giacomelli Editor Adjunto Tomas Sniker Capa Nathalia Ingrid Redação e Diagramação Adriano Siqueira, Amanda Rodrigues, Ana Carolina de Souza, Ana Paula Mosca, Beatriz Ohana, Brenda Prado, Carolina Vargas, Eloisa da Cruz, Fabiana Malta, Felipe Gonçalves, Felipe Hottgen, Gabriel Baptista, Gabriel Ferreira, Gabriele dos Santos, Gislene Tiburcio, Gustavo Jorge, Isabela Codato, Leonardo Colombini, Luan Rodrigues da Silva, Lucas Magdaleni Silva, Marina Salomão Rozenbaum, Matheus Firmino, Mayara Trindade, Maycon Barbosa, Michael Lopes, Murillo Martins, Murilo Tabai, Nathalia Baungartner, Nathalia Ingrid, Patricia Thalia, Paulo Castello, Rafael Assis, Regis Oliveira, Roger Stein, Samuel Lopes Zutin, Taynah Camolesi, Tayni Endy, Vinicius Cavalcante.

EDITORIAL

Chegando em seu décimo oitavo semestre, a Revista Aipim traz a você matérias cobrindo várias possibilidades de atuação profissional para quem estuda design na região. O conteúdo deste número, compilado e produzido pelos próprios alunos por meio de pesquisas e entrevistas com profissionais do ramo, pretende ajudar a responder perguntas comuns a muitos alunos de graduação: O que farei quando me formar? Em que devo me especializar? Aproveite as dicas e boa leitura!


SUMÁRIO

6 Identidade Visual

12 Design Editorial

20 Infografia

28 UX e UI

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SUMÁRIO

34 Web Design

38 Motion Design

44 Ilustração

52 Design de Superfícies

58 Cursos de Design

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foto: Shutterstock

ESPECIALIZAÇÃO NO

DESIGN GRÁFICO IDENTIDADE VISUAL

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Decidir a sua profissão e a faculdade que irá fazer quando está no ensino médio é uma tarefa complicada e que muitos estudantes, mesmo no último ano da escola, ficam indecisos. Mas mesmo após essa etapa, na faculdade você vai sofrer do mesmo modo, agora será para escolher sua especialização na área, e o design gráfico não foge desse ambiente.


foto: behance.net/brunohenris

Como toda profissão, o design gráfico possui diversas especializações, como a ilustração, identidade visual, editorial, branding, e diversas outras. A lista é muito grande e além delas, o mercado regional também varia. Nessa pequena matéria, iremos tentar ajudar a você leitor que é interessado ou possa se interessar na especialização de identidade visual futuramente. Falaremos um pouquinho sobre o seu mercado e a profissão na região do interior do estado de São Paulo. Antes dos pequenos detalhes, você sabe o que é identidade visual? Em grande resumo, é o símbolo gráfico de uma empresa e provavelmente o primeiro contato que terá com ela. Representa como as pessoas vão interpretar a marca e definir sua característica. Essa é sua grande importância, garantir uma primeira boa relação com um futuro cliente. Mas o que mais acontece é confundir significados, muito comum até mesmo para profissionais já na área, branding e identidade visual, como diferenciar? Branding é a gestão da marca em todos os seus pontos de contato, sua posição no mercado, linguagem com os clientes e seus vinculos.

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Conta com o processo de marcação e tentativa de manter a marca ativa na mente das pessoas (consumidores). É a imagem corporativa da empresa ligada com sua administração em contato com as pessoas, as estratégias e conceitos de posicionamento comunicativos, ou seja, a definição da própria identidade visual é feita pelo branding. O trabalho de identidade visual são os elementos gráficos que “fazem” a cara da marca. Todas as suas variações, tipografia, texturas, ilustrações, paleta de cores, fotos, ou seja, o universo visual da empresa é o trabalho dela. Citando um trecho do livro de Cecilia Consolo “Marcas – Design Estratágico” podemos entender o poder da identidade visual. “Até há poucos anos um f minúsculo circunscrito em uma forma quadrada colorida de azul não significava nada, hoje o Facebook é o retrato da dinâmica social nas redes de relacionamento.” Mas para um bom resultado, é necessário um estudo afundo do briefing do cliente para conhecimento da marca ou uma futura marca. Entretanto, um manual de identidade não é garantia para um projeto da marca ter êxito, e não pode ser limitado somente a ele.


foto: branding Mr.Burton / BRADDA Design

Um símbolo tem o poder de acionar todo um repertório de experiências relacionadas a organização que ele representa, tanto no serviço que ela oferece e até mesmo em coisas das quais não percebemos muito, mas todas elas estão relacionadas com a imagem simbólica da marca, mas isso só funciona se o sistema de identidade visual está todo atrelado ao conceito estratégico e posicionamento da marca, garantindo que todos os suportes desse sistema estejam contribuindo para a construção desse sistema de identidade visual. Uma marca não é apenas um desenho, é uma idéia, um conceito uma mensagem. Agora, sabendo o que é identidade visual e sua importância, precisamos conhecer na prática as agências de design especializadas na área dentro do estado de São Paulo, pois a realidade muda em cada região. A base é a mesma, porém, os salários, as demandas e todo o envolvimento da empresa com seus clientes mudam bastante. Se um dia surgir a oportunidade de abrir sua própria agência, você necessariamente precisa criar vínculos de contato, pois a maioria dos clientes chegam por indicação. No início, possivelmente seus primeiros clientes podem ser amigos, conhecidos de longa data ou que conheceu através da faculdade e estão abrindo ou modificando sua empresa, então é bom, já no período de formação, ir criando vínculos e contatos profissionais, pois se feito um bom trabalho, independentemente do retorno financeiro, naturalmente eles irão te indicar para alguém que também busca esse serviço, e assim, seu círculo profissional começa a crescer. Normalmente, as pessoas que iniciam em agências ainda estão estudando, então entram como estagiários e depois são efetivados. Em questão de estágio é complicado falar sobre valores, pois cada empresa leva sua filosofia a esta categoria, algumas oferecem uma boa remuneração e outras oferecem o estágio sem remuneração, um detalhe complicado para quem está fazendo faculdade e espera algum retorno financeiro. Mas vai de cada pessoa analisar sua necessidade, pois a experiência profissional é muito importante neste e em qualquer outro trabalho, então, as vezes vale a pena deixar de faturar alguns meses para a partir dalí, começar a sua vida profissional. Feita uma pesquisa em nossa própria sala de aula, consta que os estágios estão sendo de não remunerados para até R$1100,00.

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BRANDING VS. IDENTIDADE VISUAL

foto: Shutterstock

Os clientes quando buscam este serviço esperam se diferenciar e encontrar seu espaço num mercado tão competitivo, para isso, é necessário ter estratégia em conjunto com design. A grande dificuldade é que muitos deles não sabem o que estão buscando, então é através de nosso conhecimento e experiência, alinhar as vontades deles em conjunto com os ideais e necessidades da empresa no seu nicho de mercado. E também, educar, explicar cada processo e toda a importância de um trabalho de identidade visual.

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foto: logotipo Melt

Entrevistamos Juliana Zarattini, uma das fundadoras da Melt Design, agência especializada em identidade visual que se localiza em Campinas. Ela diz que as agências no interior de São Paulo buscam profissionais que são atenciosos, saibam escrever, organizados, comprometidos e principalmente, tenham vontade de aprender. Sua principal dica é investir em seu portfólio, não importa qual seja o trabalho, profissional ou acadêmico, o importante é ter conteúdo para mostrar as agências e conseguir espaço no mercado. Esperamos que tenha diminuído suas dúvidas em relação a sua própria especialização em design gráfico e como funciona o mercado de identidade visual, principalmente aqui no interior do estado de São Paulo.Alexandre

foto: Google imagens

ALEXANDRE WOLLNER

Wollner, é considerado o pai do design moderno no Brasil. Nasceu no ano de 1928, em São Paulo, capital. É um dos principais nomes na formação do Design no Brasil, sendo considerado como o pai do design moderno, é o mais antigo designer gráfico brasileiro ainda em atividade. Ele está neste campo desde 1951, quando iniciou no curso de Comunicação Visual. Quando era adolescente, estudou no Instituto de Arte Contemporânea do Museu de Arte de São Paulo. Pelo seu ótimo desempenho,

conseguiu uma bolsa para estudar na Escola da Forma de Ulm (sucessora da Bauhaus). Wollner teve seu estilo influenciado pela arte concreta. Recebeu os seguintes prêmios: em 1953, Jovem pintor revelação, Prêmio Flávio de Carvalho, II Bienal Internacional de São Paulo; em 1954, concurso internacional para cartaz do I Festival Internacional de Cinema do IV Centenário de São Paulo; em 1955 e em 1957, concurso internacional para cartaz da Bienal Internacional de São Paulo; e em 1962, concurso nacional do novo signo da Varig.

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DESIGN |EDITORIAL

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TEXTO: Michael Lopes e

Murillo Martins. FOTO: Rafael Assis. DESIGN: Rafael Assis Leonardo Colombini e Paulo Castello.

DESIGN

EDITORIAL

Quem trabalha em editoras, jornais, agências, etc... À cada mês,, a cada dia, está criando um projeto gráfico novo, então regularmente você tem de “arregaçar as mangas”, e ser criativo. Para às pessoas que adoram mudanças, esta área se encaixa direitinho com o seu perfil. O Design Editorial é extremamente importante, é só através dele que se planeia e estrutura o conteúdo gráfico de documentos, jornais, revistas e livros para comunicar ao leitor (...)

ENTREVISTAS: TAINÁ CECCATO E ROBERTA STEGANHA

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uem trabalha em editoras, jornais, agências, etc... à cada mês, ou no caso do jornal, a cada dia, está criando um projeto gráfico novo, então regularmente você tem de “arregaçar as mangas”, e ser criativo. Para as pessoas que adoram mudanças, esta área se encaixa direito com o seu perfil. O Design Editorial é extremamente importante, e só através dele que se planeia e estrutura o conteúdo gráfico de documentos, jornais, revistas e livros para comunicar ao leitor de forma clara e contextualizada o que aquela informação está querendo dizer. Ele também se ocupa com os aspectos físicos do produto: nos impressos, determina o tipo e o tamanho das letras, escolhe o tipo e a gramatura do papel, define a paginação do texto e as fotos ou ilustrações ao longo das páginas. Define, também, as características da capa, levando em conta o perfil do público-alvo. Ele se envolve com

os aspectos relacionados diretamente ao processo de produção e ao negócio: estabelece a tiragem de uma publicação, sua periodicidade, época de lançamento e sistema de distribuição, controla prazos e orçamentos. Ele se envolve com o projeto desde o recebimento das informações brutas, até o resultado final. Raff (ou rough como é mais conhecido) é o termo usado para designar um rascunho normalmente desenhado à mão”. Na área editorial o esboço não deixa de ser um ótimo auxiliador na hora de fazer o seu layout, ele pode mostrar pra você que aquela ideia maravilhosa que você tinha em mente, não ficaria tão boa colocando em prática.

O Design Editorial é uma ótima opção para aqueles que são criativos e não gostam de viver na monotonia, designers que atuam na área editorial sempre tem um desafio novo pra resolver – Tainá Ceccato, Designer da Revista Abril

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HIERARQUIA Organizar as informações, sendo a mais importante para a menos, a fim de que o leitor leia seguindo o ritmo do texto. De forma clara e simples, para que o leitor não se canse da sua diagramação.

FONTES TIPOGRÁFICAS Deve-se levar em conta onde será impresso o material, para que escolha a fonte mais legível, que fique em mais evidencia.

DIAGRAMAÇÃO Esse mercado é constituído por Diagramadores, Infografistas, Ilustradores, Editores de Arte, e principalmente Redatores e Jornalistas. A diagramação não é feita só em jornais, livros e revistas, mas também em cartazes, pôsteres, panfletos, web sites, portais, blogs entre outros. O diagramador organiza os elementos, mas antes que você se confunda, a decisão de onde colocar cada elemento gráfico não é somente dele, é decidido por editores, diretores de arte e fotógrafos.

Imagens freepik unsplash Texto choco la design

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ara falar um pouco deste mercado editorial, e contar as experiências, entrevistamos a Tainá Ceccato que trabalha na revista SUPER Interessante, e Roberta Steganha, Técnica em artes gráficas formada pelo SENAI, formada em Jornalismo pela UNESP, com mestrado em comunicação midiática pela UNESP, e doutorado em Artes Visuais pela UNICAMP. Nós fizemos algumas perguntas parecidas para elas, para percebermos a visão do mercado de trabalho com o olhar de dois profissionais que já trabalham atuam na área há muito tempo. - Como você começou a trabalhar com mais frequência com Design Editorial? Tainá Ceccato - Eu me formei em Arquitetura, mas o meio da faculdade já sabia que queria ir para o Design. Durante meu intercâmbio em Madrid, fiz um curso de Design e, quando voltei para o Brasil, me mantive fazendo cursos complementares, por exemplo de infografia. Meu contato com o editorial começou com o meu trabalho final de graduação, em que desenvolvi um livro. No ano seguinte trabalhei no MOOA, um estúdio de design, e lá fazíamos cartilhas para ONGs, o que foi uma ótima experiência. Depois entrei no Curso Abril de Jornalismo e comecei a trabalhar diretamente com design de revista, na Superinteressante. Roberta Steganha - Comecei a trabalhar nessa área durante a graduação em jornalismo, quando fui fazer estágio em uma revista. Gostei da área e decidi fazer curso de artes gráficas para aprender mais. Depois desse curso, passei um tempo trabalhando como designer para a Tiliform, uma empresa do grupo Tilibra e desenvolvi no fim da faculdade ade uma revista voltada para o setor de design. Trabalhei também por dois anos em revistas especializadas na área de design, a Silk-Screen e na Sign & Sinalização em São Paulo.

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- Quais habilidades o profissional desta área precisa ter? Tainá Ceccato - Depende um pouco da área de atuação. No caso específico das revistas, cada publicação tem uma periodicidade diferente, o que influencia diretamente no fluxo de trabalho. No geral, é preciso agilidade (principalmente em revistas semanais ou jornais) e criatividade. O conceito por trás das fotos/ imagens/layout é essencial para que o leitor entenda rapidamente do que se trata a matéria e decida ficar na página. Roberta Steganha - Flexibilidade, versatilidade, gostar muito de tecnologia e estar sempre disposto a aprender. - Como você enxerga o mercado de Design Editorial em nossa região? Tainá Ceccato - Apesar do que dizem as más línguas, de que ninguém mais compra impresso, acho que o mercado continua bom. Existem muitos coletivos e designers independentes fazendo publicações, livros e zines incríveis! Na minha opinião, o papel nunca deixará de ter um apelo especial. Roberta Steganha - Na nossa região o setor é fraco, apenas o setor de embalagens tem uma certa força. Aqui o que domina são as empresas de TI. - Onde se tem mais oportunidade de trabalho para um iniciante que está começando na carreira? Tainá Ceccato - “Oportunidade” é um conceito relativo para mim. Se por “oportunidade” considerarmos “vagas Imagem tainá ceccato


DESIGN | EDITORIAL de trabalho”, acredito que o melhor lugar sejam as grandes capitais, como São Paulo, Rio, Salvador. Recife também tem uma bela tradição no design. Mas no fundo, acredito que oportunidade cada um faz a sua. Tem que dar as caras, fazer projetos pessoais, traçar um objetivo e ir atrás, sabe? Roberta Steganha - A região de Bauru, que é muito forte na área gráfica devido a Tilibra e outras empresas do ramo e também de celulose, além de São Paulo, capital. - Se fosse contratar um(a) iniciante, que características procuraria nele(a)? Tainá Ceccato - Potencial. Ninguém começa pronto, mas predisposição e flexibilidade para crescer e melhorar são essenciais. Roberta Steganha - Vontade de aprender e conhecimento dos softwares importantes como Photoshop, Illustrator e InDesign. - Para você, o que conta mais em um profissional de Design Editorial, o conhecimento das ferramentas, ou o conhecimento teórico? Roberta Steganha - Acho que as duas coisas precisam andar juntas, porque senão o profissional fará sempre tudo pela metade. - Como você acredita que será o futuro dessa área de atuação? Tainá Ceccato - Acho que vamos aprender a conviver em harmonia com o mundo digital, cada um com as suas particularidades - e entender que plataformas diferentes tem propósitos diferentes. Roberta Steganha - Acredito que o setor deverá cada vez mais se afastar do impresso e caminhar para o digital, por isso, novas habilidades, como as da área de TI serão muito necessárias num futuro próximo. - Como é pra você desenvolver para a Superinteressante da Abril? Tainá Ceccato - É extremamente recompensante. Tem muita gente talentosíssima na Super e o ambiente é uma fonte de aprendizado muito rica. Exige dedicação e muito suor, claro, mas é sempre um prazer ver o produto impresso na revista. Eu particularmente sou muito sagitariana (rs)

e odeio monotonia, então é perfeito para mim poder trabalhar num projeto novo a cada mês. - O “Curso Abril de jornalismo” era uma forma da Editora Abril incentivar os recém-formados, o que aconteceu com ele? Tainá Ceccato - Não se sabe ao certo... De vez em quando rolam uns boatos nos corredores de que irá voltar. Mas nunca se sabe.

MOEMA CAVALCANTI

DESIGNER DE CAPAS DE LIVRO Uma das maiores designers de capa de livro do país, com mais de 1.200 já publicadas em 35 anos de carreira. Apesar de achar que a capa deveria servir apenas como embalagem – como era nos séculos anteriores –, ela é a responsável por muitos consumidores, ao entrarem em uma livraria, serem seduzidos pela estética e levarem para casa algum exemplar, mesmo que depois funcione apenas para decorar a prateleira. RECEITA. Para Moema, aliar os elementos da história do livro com boas sacadas é certeza de sucesso quando se desenha uma capa. A coletânea de contos Os Sentidos da Paixão é um exemplo ousado. “As histórias do livro são sobre paixão e colocar um coração, além de clichê, não seria tão verdadeiro. O sentimento mexe com o corpo inteiro, te rasga por dentro”, justificando por que criou um estilo novo, com a capa em branco vazada e a orelha maior, em vermelho, dando a sensação de punhaladas. “Como nunca tinha visto uma capa desse tipo, fiquei com receio de mostrar ao editor. Mas todo mundo gostou e ela é, até hoje, minha capa favorita”, explica a designer, lembrando que sua melhor capa ainda está por vir. OS SENTIDOS DA PAIXÃO Autor Adauto Novaes Capa Moema Cavalcanti 04/09/1987

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DESIGN |EDITORIAL

Segundo o site do “Guia do estudante”, o segmento editorial brasileiro está passando por grandes transformações com o lançamento e a disseminação dos livros digitais, com isso indica boas perspectivas para o profissional que se graduar em Design Editorial. As novas tecnologias, com aparelhos audiovisuais e digitais, como audiobooks e e-books, bem como o desenvolvimento de conteúdos para smartphones e tablets, abrem boas oportunidades para os futuros profissionais. Diante do cenário dessas inovações, é imprescindível a mudança no perfil do profissional que atua no segmento desenvolvendo projetos editoriais em formato digital e/ou impresso, se faz necessário que ele aprofunde o estudo de novos formatos, linguagens e propostas editoriais, além do domínio de recursos e software de editoração gráfica. As editoras ainda são as maiores e mais tradicionais empregadoras destes pro18 Revista Aipim – 2º Sem. 2017

MERCADO DE TRABALHO

Diante do cenário dessas inovações, é imprescindível a mudança no perfil do profissional que atua no segmento desenvolvendo projetos editoriais em formato digital e/ou impresso

fissionais, que são contratados, em geral, para elaborar e coordenar projetos de livros. Há boas oportunidades em empresas que comercializam livros encomendados pelo governo, como os didáticos, ou indicados e adotados por instituições religiosas, científicas e técnicas, que, por isso, são vendidos em massa. A maior parte das oportunidades de trabalho estão centradas em nossa região, pra ser mais especifico, na região de São Paulo. Onde estão instaladas a maior parte das empresas de comunicação e editoras existentes.


DESIGN | EDITORIAL Quanto ao mercado, o site “http://www.salariometro. sp.gov.br” , que divulga dados oficiais do Ministério do Trabalho e Emprego indica que “nos últimos seis meses, o salário médio de admissão desta ocupação” (editor de revista, de livro etc) “para o perfil informado foi R$ 5.562”, mas afirma também que “neste período, houve 41 contratações com o mesmo perfil, na localidade informada (Fonte: CAGED/MTE)”, o que é muito pouco para todo o Brasil. Há que se considerar que uma parte considerá-

vel de editores trabalham em regime autônomo, ou seja, prestam serviços específicos

as editoras sem manter vínculo fixo de trabalho.

CURSO ABRIL DE JORNALISMO O Curso Abril de Jornalismo é um programa de iniciação editorial para recém-formados. Mais de dois mil profissionais passaram por ele nos últimos 32 anos. É considerado a principal porta de entrada para jovens talentos que querem trabalhar nas redações da Editora Abril. Com ele além de ter um certificado, você já poderá trabalhar dentro da própria editora. A última edição deste curso foi em 2016, e até a data de publicação desta matéria não se tem notícias se ele continuará ou se foi cancelado. Mas se souberem que ele está em andamento, ele é um ótimo curso!

1º Lugar do prêmio jabuti de adaptação Romeu e julieta

1º Lugar do prêmio jabuti de Design de capa História da teoria da arquitetura

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EDITORIA OU SEÇÃO

O MERCADO DA INFOGRAFIA Ao longo da história a infografia passou de ser apenas complemento da informação mas sim um elemento de inovação nos meios jornalisticos e digitais.

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Conhecendo a infografia

Os Infográficos são elementos visuais para se comunicar de forma mais eficaz e eficiente do que textos isolados ou textos com imagens sem relação entre si. Infográficos combinam gráficos e informações relevantes e interessantes em um conjunto de elementos de comunicação. A infográfia é a valorização da informação e dos melhores meios para apresentá-la. É o resultado de um processo de design onde as etapas de desenvolvimento envolvem uma multidisciplinaridade com início centrado na pesquisa e produção do conteúdo, passando pela síntese e transformação destes em elementos pictóricos (imagens) e esquemáticos (gráficos) que então são diagramados e organizados em uma peça de design. O objetivo deste processo é produzir uma apresentação mais acessível, compre-

ensível e linguisticamente próxima do conteúdo para o público-alvo. O infográfico por possuir um caráter multimidiático, abrange um número grande de veículos onde podem ser circulados. São capazes de ser apresentados como ferramentas interativas ou por vídeos, proporcionando mais interatividade com o público, podendo sair um pouco da peça gráfica e impressa para o digital. Justamente por esse grande potencial comunicativo, a infográfia parte do jornalismo para apresentar-se como recurso dentro da ciência como ferramenta de divulgação. O infografista é o profissional ideal para comunicar conceitos científicos, já que trabalha com ferramentas necessárias para tornar tais mensagens compreensíveis.

Habilidades Quando se trata da criação de um infográfico existem diferentes abordagens a serem determinadas. São definidos como materiais pertencentes ao campo do design da informação. Tendo sua definição do processo de criação um processo de design. O processo de design consiste em cinco etapas: preparação; conceituação; desenvolvimento; teste e implementação. Funcionando como uma progressão linear que parte da descoberta, pela definição, depois desenvolvimento e pôr fim a entrega. Cabendo ao gestor a decisão sobre quais etapas levam mais tempo, ou até mesmo sobre quais precisam ser ramificadas em procedimentos mais minuciosos ou até mesmo eliminadas do escopo do projeto. A gestão do projeto, portanto possibilita a adequação do processo de design em relação ao objetivo.

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É comum aos projetos de design uma preocupação comunicativa centrada em três grandes áreas: • Clareza de ênfase na apresentação e organização dos elementos formais; • Facilidade e estímulo da leitura; • Consideração dos aspectos culturais, econômicos e sociais do contexto no qual se desenvolve o projeto. O projeto é então guiado pelas diretrizes, disposto ao longo de fazes dentro de um processo composto de dez etapas: Fase 1 - Encomenda: onde define-se o problema e o escopo orçamentário; Fase 2 - Primeira coleta de informações: sobre o cliente, empresa e público-alvo; Fase 3 - Segunda definição de problema: onde analisa-se as informações coletadas no item acima; Fase 4 - Definição de objetivos: definição da forma, canais de comunicação, entendimentos iniciais da implementação; Fase 5 - Terceira definição do problema: onde o briefing do design é elaborado, com especificações sobre o produto almejado; Fase 6 - Desenvolvimento: onde são elaboradas as considerações sobre a forma, conteúdo e tecnologia; Fase 7 - Apresentação ao cliente;

Fase 8 - Organização da produção: onde prepara-se o design final; Fase 9 - Supervisão da implementação; Fase 10 - Avaliação da performance: onde compara-se o resultado final com os objetivos iniciais. As etapas de problematização e validação são uma constante também em processos de design que optam por centrar o usuário como elemento núcleo do projeto. Quando centrado no usuário, o design transforma-se no ofício de visualizar soluções concretas que atendem metas humanas pré-estabelecidas pelo contexto. Quando tratado como pertencente à linguagem gráfica, o design gráfico incorpora em seus processos a necessidade da articulação dos símbolos e sinais linguísticos. Baseado nisso, podemos obter uma proposta de um processo de design que considera etapas de pré e pós-design, nas quais são consideradas as necessidades cognitivas dos usuários de produtos editoriais e infográficos. O processo a partir da concepção do infográfico é uma forma de ampliar o entendimento acerca de conceitos complexos ou de difícil abstração. Ou seja, seu design é centrado, antes de tudo, na necessidade de traduzir visualmente a informação e, por isso, seu processo é dado em uma série de passos que dependem de variáveis dentro da gestão do projeto.

Infografia no Brasil

A infografia já está presente há muito tempo nos jornais brasileiros, desde a década de 1970 a maioria dos grandes jornais já tinha profissionais especializados e departamentos de arte. Mas foi após os anos 80 com a revolução do USA Today e a chegada dos Macintosh que a infografia deixou de ser artesanal e passou a ser industrial, feita por softwares gráficos. Recentemente localizou-se o que seria uma das primeiras manifestações do uso de recursos gráficos precursores da infografia no Brasil, no jornal o Estado de S. Paulo, publicada em 18 de agosto de 1909. Este

suposto infográfico apresentava texto e imagem sobre o crescente comércio internacional e a navegação marítima. Considerando-se apenas um precursor do que viria representar o infográfico utilizado pela imprensa brasileira, foi a partir dos anos 90 que revistas como as da editora Abril e jornais como O Dia, O Globo e Folha de S. Paulo começaram a fazer uso de forma sistemática no jornalismo impresso. O Jornal Folha de S. Paulo é tido como pioneiro a utilizar o recurso em suas páginas e também o primeiro a ter um manual de infografia, no ano de 1998.

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Apesar de todo avanço tecnológico, a produção infográfica ainda é pequena, comparando-se com a norte-americana e a espanhola, por exemplo, entre os principais fatores que desencadeiam esse cenário é a resistência entre os profissionais, privilegiando o texto. Ainda existem outros conflitos internos nas redações, como a compreensão do que é infografia e quando e por que usar, muitas vezes utilizadas apenas como estratégias pessoais, sem pensar no público a que se destina o jornal. Muitas vezes, o infográfico é utilizado para dar suporte à notícias em cobertura de temas de grande repercussão. Nessas, esse recurso verbo-icônico é empregado como um diferencial, um produto que

personaliza o jornal, visto que a maioria é abastecida com o mesmo conteúdo (textos e fotos) das mesmas agências nacionais e internacionais de notícias. A infografia foi apresentada, desde sua definição até sua configuração atual como conceito dentro do design da informação. Além disso, ressaltou-se seu potencial além do uso jornalístico. Acredita-se que esse processo pode ser tanto uma ferramenta para infografistas que estejam atuando na área quanto para estudiosos que possam vir a discutir suas etapas e procedimentos em estudos futuros, visando aperfeiçoar o método e amplificar a possibilidade do uso da infografia em outras oportunidades de transmissão do conhecimento.

Entrevista com especialista O designer Gabriel Gianordoli é uma das referências no assunto da infografia no Brasil, atuou e ainda atua diretamente com infográficos. Atualmente ele trabalha no The Wall Street Journal em Nova York e esclareceu algumas dúvidas em uma entrevista para are vista Aipim.

O designer e infografista brasileiro Gabriel Gianordoli, do The Wall Street Journal.

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Veja abaixo algumas das respostas que recebemos: Quando você começou a trabalhar com mais frequência com design de infográficos? Quando trabalhei na editora Abril. Mais especificamente, nas revistas Mundo Estranho e Superinteressante. Quais habilidades o profissional de design de infográfico precisa ter? Curiosidade para aprender, habilidade de explicar, senso visual para representar. Como você enxerga o mercado de infográfico em nosso pais? Não tenho acompanhado tanto, mas o Brasil sempre foi forte na infografia editorial para revistas e jornais. Se fosse contratar um iniciante, que características procuraria nele? As que citei na pergunta #2, mais alguma habilidade específica — desenho, animação, programação, etc... Não acho que as pessoas precisem fazer tudo isso, mas algum conhecimento técnico que vá além do geral do design é importante. Como você acredita que será o futuro dessa área de atuação no design? É provavelmente uma área que sempre existiu e sempre existirá dentro de um guarda-chuva maior que é o design de informação. É o que dá para ver se pesquisamos o trabalho de pioneiros como Ladislav Sutnar, Otto Neurath e Gerd Arntz ou de contemporâneos como Nicholas Felton e Jennifer Daniels.

Curiosidades Históricas Você certamente sabe o que é um pictograma. Sabe também que existem símbolos universalmente reconhecidos, que facilitam a comunicação e compreensão da informação por todos, ou quase todos. Mas para você que não sabia da história do ISOTYPE. O ISOTYPE, ou Internacional System Of Typographic Picture Education, é um sistema que se iniciou nas mãos do designer Gerd Arntz e do cientista e filósofo Otto Neurah. Em uma época em que o proletariado estava se emancipando, animado com o socialismo, por volta das primeiras décadas do século XX, Otto percebeu que eles estavam sedentos por informação, por conteúdo e autonomia. Mas a informação, para ser compartilhada não poderia ficar oculta nas entrelinhas dos termos técnicos, porém deveria ser facilmente entendida, ultrapassar as barreiras dos idiomas e da educação precária. Ainda mais que estamos falando de um público de grande maioria iletrada, ou analfabeta, se preferir o termo. Assim, Gerd entra na história, projetando mais de 4000 imagens objetivas e informativas sobre demografia, economia, política e indústria, inclusive utilizando-as como forma de ativismo contra o capitalismo. Esta forma de ilustrar a informação é o que chamamos hoje carinhosamente de infográfico. Fontes: 8° Encontro Nacional de História da Mídia Unicentro, 28 a 30 de Abril: A infografia no jornalismo impresso: além da simples complementação, um novo modo de se fazer jornalismo. Congresso 12° P&D Brasileiro de Pesquisa e Desenvolvimento em Design: Infografia e educação: proposta de processo de design para infográficos na educação à distância.

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Média Salarial dos designers na

REGIÃO INTERIOR DO ESTADO DE SÃO PAULO

Pesquisa online realizada nos meses de outubro e novembro de 2017 coletou 100 respostas de profissionais de diversas cidades.

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O QUE É

UX

?

Baseado nas ciências de comportamento como a ergonomia, psicologia e fatores humanos, a experiência do usuário é um método de estudo com mais de 30 anos. Contudo, vem sendo aplicado aos poucos, às vezes até com outros nomes, por necessidade de implementação dos recursos, mas com a falta de informação necessária.

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Revista Revista Aipim Aipim –– 2º 2º Sem. Sem. 2017 2017 29 29


O

User Experience Design conhecido como UX Design, é uma área da comunicação que abrange todos os aspectos da interação do usuário com a empresa, marca, produtos e serviços. Vem sendo um assunto muito abordado entre os designers e gestores do meio digital, e é um método muito importante para as empresas que trabalham ou tem seus serviços com o consumidor como ponto principal. O UX Design está diretamente ligado ao UI Design, o que gera confusão na hora de distinguir a função de cada um apesar de haver significados e funções distintas. A interface do usuário (UI), ou seja, a forma palpável de interação entre a pessoa e a máquina. Seu planejamento é fundamental para garantir que o sucesso de um projeto não seja comprometido por uma experiência ruim.

Vem sendo um assunto muito abordado entre os designers e gestores do meio digital. Já a experiência do usuário (UX) é o que a pessoa sente e interpreta ao usar uma interface, seja de site, um aplicativo, ou um sistema.

O PRECURSOR DA EXPERIÊNCIA Diretor do Laboratório de Design da Universidade da Califórnia, em San Diego. Co-fundador e diretor do Nielsen Norman Group, uma empresa de consultoria User Experience/Usability. Professor honorário da Universidade de Tongji (Xangai) em sua Faculdade de Design e Inovação e autor dos livros “Living with Complexity” e “The Design of Everyday Things: Revised and Expanded”. No início de 1990, quando era Vice-Presidente do Advanced Technology Group da Apple, Donald Norman utilizou o termo “UX”, pois ele acreditava que definições como Interface de Usuário e Usabilidade limitavam o entendimento sobre o que o trabalho dele representava. Então, ele renomeou o seu cargo para “User Experience Architect Group”. Segundo Norman, o termo User Experience não se resume em fazer websites ou aplicativos, mas sim na forma em que o usuário experencia um serviço, um aplicativo ou um sistema de computador. UX é muito mais estratégia do que design.

Fontes: www.jnd.org | www.uxdesign.blog.br Foto: www.idgconnect.com

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Se por um lado o UX envolve toda a estratégia de design e desenvolvimento de um site - usabilidade, conteúdo e arquitetura de informação, a UI é a apresentação de toda essa estruturação para o usuário, é o meio pelo qual o usuário vivencia a experiência. A experiência do usuário sendo tratada como parte importante de um processo de desenvolvimento e design é relativamente novo no mercado brasileiro, pelo menos para pequenas e médias empresas. Uma nova forma de pensar, junto a metodologias ágeis, vem transformando os resultados e a maneira com que os produtos e serviços chegam e são interpretados pelo ao consumidor, criando assim uma nova forma de relacionamento entre tecnologia e usuário. Na busca por informações de quem já está no mercado de trabalho atuando em nossa região, entrevistamos o CEO da empresa WEZEN, palestrante e youtuber Daniel Furtado com uma vasta experiência e amor pelo que faz, nos contou o que acredita sobre o futuro da profissão; além do ponto de vista de Fabricio Teixeira, uma das referências brasileira.

www.digitalland.com.br/blog/o-que-e-ux-design-e-por-que-e-importante www.tefanini.com/br/2013/09/ux-ui-relacao-voltada-sucesso/


Entrevistas Daniel Furtado

Designer de Interação na Wezen e youtuber e evangelizador de UX no canal UXNOW

Qual a melhor definição de UX?

A melhor definição de UX é todo o relacionamento de um determinado usuário (ou tipo de usuário) com um produto dentro de um contexto específico. É um fenômeno que vai acontecer de qualquer maneira quando alguém usa alguma coisa. Por exemplo: O relacionamento que minha tinha Cecília tem com o celular dela quando tenta aceitar uma amizade no Facebook é uma experiência.

Quais as habilidades que você acredita que uma pessoa deva possuir para entrar nessa área?

Como a maneira de aplicar UX é o Design Centrado no Usuário eu acredito que estudos dessa abordagem de design são muito importantes. São eles: empatizar com usuários (através de pesquisas e entrevistas), enumerar os descobrimentos, prototipar soluções e testar com usuários. O fundamental é você gostar de gente. No mercado o mais provável é misturar UX com outras coisas, então pode ser que alguém ache que é bom saber desenhar interfaces, fazer wireframes e, já vi isso, até programar.

Como você enxerga o mercado de trabalho na nossa região, referente a essa área?

Existem muitas vagas com a sigla UX no título ou na descrição mas que, não necessariamente, são vagas de UX. Digo isso pois é comum as pessoas contratarem um designer de interfaces e ‘chamar’ o cargo de UX Designer ou seja, existem muitas vagas com UX no nome e nem todas são de UX.

Como você acredita que será o futuro dessa área de atuação?

No futuro eu penso que as empresas de sucesso vão ser aquelas que orientem os seus esforços para, de maneira honesta, atenderem melhor os clientes e consumidores. Para isso vão precisar de times interdisciplinares com designers, engenheiros, analistas e todo tipo de gente envolvida em melhorar a vida de outras pessoas.

Fabricio Teixeira

Head de User Experience (UX) na R/GA San Francisco e trabalha há 12 anos na área

Quais são as skills de quem trabalha nesta área?

Organização e bom senso são essenciais para trabalhar com UX. Você está constantemente lidando com grandes volumes de informação, e nessa hora é preciso saber se organizar por conta própria. Depois disso, uma das habilidades fundamentais de UX é saber se colocar no lugar do seu usuário; afinal, é para ele/ela que você está desenhando aquele produto. Você precisa ter facilidade em entender do que as pessoas precisam, o que elas estão sentindo/pensando, quais as motivações que as levam a agir, e até as dificuldades que elas enfrentam quando estão interagindo com uma experiência digital como um site ou um app.

Quais são os principais desafios da área?

O principal desafio da área é entender que você não é o seu usuário. Designers mais inexperientes costumam desenhar interfaces que eles gostariam de usar eles mesmos, mas se esquecem que os produtos que eles estão desenhando serão utilizados por uma audiência muito mais diversa e muito menos experiente com tecnologia. E isso tem um impacto enorme na forma como você desenha aquela experiência — no tom de voz que usa, na identidade visual, na organização da informação, na hierarquia, no fluxo de navegação, etc. E não adianta: por mais que você esteja lendo isso aqui na minha entrevista, você só vai realmente entender o que isso significa depois de muitas horas participando de testes de usabilidade (sessões onde sentamos ao lado do usuário e observamos ele interagir com algo).

Por que alguém deveria se tornar um(a) UX Designer?

Acho que a principal pergunta a ser respondida aqui é: você gosta de lidar com pessoas? De ouvir o que elas têm a falar? De discutir, brainstormar, de apresentar algo para os usuários e colher feedback? E de apagar tudo e começar de novo? Se sim, UX é para você. Mas se o seu estilo é mais sobre colocar os headphones e passar horas deixando o design impecável e bem acabado, então o melhor caminho é o UI Design.

Foto Fabricio: www.medium.com | Daniel: Arquivo pessoal

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1

2

Necessita ter um conhecimento vasto e profundo sobre o sistema que o usuário ira utilizar, saber o que ele precisa e qual é a melhor maneira de ajuda-lo

Ser conceitual; Ser filosófico; Ser perspicaz.

SITUAÇÃO DE USO

3

USUÁRIO Precisa ter conhecimento do público-alvo

4

CONTEXTO UX deve aprender sobre o contexto em que está inserido e como organizar o conteúdo da melhor maneira

ANATOMIA

5

DIA A DIA UX Wire frames Desenvolvimento de personas Cenários de usuários Elementos de navegação Mapas de navegação de sites


ALINHAMENTO DE MARCA

2

O web designer é responsável pelo alinhamento da interface com a marca. Ex: cores, fonte, identidade

VISUAL

Ser visual;

3

Buscar inspiração;

Baseado no “have user” o web designer ira determinar qual será o estilo do design que irá adquar-se melhor com a interface

CONTEÚDO Após estudar bem o usuário, o web designer deverá colocar o conteúdo de uma maneira que facilitará o usuário de obter a informação

4

DESIGNER dodo DESIGNER

DIA A DIA WEB DESIGNER Interface Photoshop, Illustrator, Indesign Palheta de cores Design de navegação Arquitetura do site

5

Ser criativo.

1


Aleksandr Samochernyi

WEB DESIGN

Web Design Aquela matéria completinha para aquele futuro Web Designer cheio de dúvidas. Para sair de cuca fresca, você vai ficar por dentro de tudo o que o profissional faz, a história da profissão, a melhor opção para seu perfil, uma super entrevista com um especialista e os grandes prêmios de Web Design.

POR Ana Paula Mosca, Ana Carolina de Souza e Beatriz Ohana Sampaio da Silva

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WEB DESIGN

Web designer é o responsável pelo desenvolvimento de interfaces de web sites e aplicações web. O web design apesar de ter influencias do design gráfico ele funciona de modo distinto. A maior preocupação do web designer é fazer com que os conceitos de usabilidade com o planejamento garanta que a interação do usuário seja objetiva e agradável. Ele deve ter um básico conhecimento em linguagens de programação e saber fazer layouts, banners entre outros elementos para melhorar estruturas de sites e afins. O trabalho do designer não deve ser confundido com o de desenvolvedor de web que tem a função de programação, mas às vezes acontece também de os designers terem que fazer algum tipo de trabalho dessa função. Ele pode atuar tanto no desenvolvimento e criação, como também no planejamento. É importante que ele esteja envolvido nas questões de desenvolvimento desde o briefing até na experiência do usuário e demais atividades que estão relacionadas.

A história do Web Design O conceito webdesign não é algo tão primitivo assim, pois o uso da internet pelas pessoas só vulgou há aproximadamente duas décadas. Somente em 1991, que Tim Berners Lee, britânico, cientista da computação, criador do World Wide Web (www) apresentou o primeiro site criado. Elaborado pela primeira vez através do HTML((Hypertext Markup Language), de forma bem simples, composto por alguns títulos e parágrafos. Com o passar dos anos, o webdesign foi evoluindo, e no ano de 1995 exatamente, foi criado o Hyperlink, facilitando a navegação dos usuários. Posteriormente, o uso da linguagem de marcação também se ajustou. Isto beneficiou os web designers podendo assim incorporar tabelas e imagens em suas páginas. No começo, as tabelas eram utilizadas para fornecer informações tabulares. Mas com a chegada do CSS, tornou-se antiquado. Programas para o desenvolvimento de sites foram criados, como o Dreamweaver, por exemplo. Com o HTML, imagens, áudio, vídeo e tabelas puderam ser inseridas em um site. engrandecendo todo o conteúdo da internet. No entanto, devido a esses avanços para o desenvolvimento de sites, o profissional especializado neste aréa, se tornou mais requisitado no mercado. O DESIGNER É FUNDAMENTAL Atualmente, o mundo gira em torno da internet, tanto para fins pessoais, quando para fins comerciais. Instiruiçôes, o governo, e inuméras empresas utilizam o web design para cativar a maior quantidade de visitantes para seus sites. Ou seja, para que seu site seja atrativo é necessário que o profissional da area, desenvolva algo criativo e amigável, se destacando

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entre os demais. Desta forma seu negócio/instituição pode progredir sem confins. Com a chegada acentuada de smartphones, tablets e afins, o designer gráfico se torna indispensável. Pois, o site que é criado para computador, deve ser também acessível em outros dispositivos, no entanto o layout deve ser desenvolvido com todos os requisitos adptáveis. Exemplo: fonte, resolução de tela, responsividade, etc.

Foto: Wikipedia

O que faz um profissional de Web Design?

Tim Berners Lee O britânico que criou o “www”

Bacharel ou tecnólogo, em qual opção me encaixo? Escolher entre bacharelado em design de web ou tecnólogo vai depender da sua urgência na capacitação profissional. Ambos são cursos de nível superior, porém o tecnólogo é de curta duração (de 2 à 3 anos) e possibilita uma formação mais acelerada, te direcionando para a prática já indicando o campo de trabalho, contendo mais disciplinas práticas do que teóricas, já bacharel dura de 4 à 6 anos, mas te ajuda a aprofundar no conhecimento das diversas areas do design tendo mais disciplinas teóricas e algumas práticas, e depois você pode se especializar na área que melhor se encaixa ao longo da faculdade. Os cursos de tecnólogos reconhecidos pelo MEC comprovam seu grau superior mesmo sendo tecnólogo, dessa forma você consegue fazer uma pós-graduação como especialização, mestrado ou entrar no mercado de trabalho.

Qual a disposição no mercado atual? O mercado de design de web é bem amplo e vive em constante desenvolvimento, você pode exercer a profissão em agências de publicidade, escritórios de design, departamentos de comunicação, de marketing, produtoras de vídeo, editora de jornais e revistas on-line, ONGs, prestar serviços diretamente para os clientes (freelancer), ou até mesmo abrir sua própria agencia. O mercado esta reconhecendo a importância do design e incentivando o seu crescimento, mas a crise econômica que o país esta enfrentando atualmente tem interferido até mesmo nas regiões de grande industrialização, mas é possível encontrar oportunidades em locais que trabalham com projetos para fora do país.


@0melapics

WEB DESIGN

ENTREVISTA COM UM PROFISSIONAL

Entrevistamos o professor da FAAL André Tete para obter informações mais realistas sobre a profissão e o mercado de trabalho. Como você começou a trabalhar com mais frequência com Web Design? R: No meu primeiro estágio, em 2002, fui contratado para “cuidar” do website da minha faculdade.

Se fosse contratar um(a) iniciante, que características procuraria nele(a)? R: Vontade de aprender sempre, organizado com seus arquivos e seus códigos, habilidades com softwares de edição e se possível criativo.

Como você enxerga o mercado de Web em nossa região? R: O mercado web está cada vez mais forte. As empresas e as agências já sabem que precisam de profissionais especializados na comunicação digital.

Quais habilidades o profissional de Web design precisa ter? R: Saber trabalhar com softwares de edição, entender o usuário, criatividade e principalmente organização. Quem quer trabalhar na área digital precisa ter muita disciplina e atenção aos detalhes.

Como você acredita que será o futuro dessa área de atuação? R: O futuro é agora! A web sempre foi a profissão do futuro e o futuro já chegou. O profissional que não entente nada da área digital atualmente já perde pontos para aquele que tem a mesma função mas tem conhecimentos em redes sociais, adwords, aplicativos mobile, etc. Não espere, faça acontecer agora. Hoje!

Os 4 maiores prêmios de Web Design Prêmio CSS Design Awards

Prêmios diários, mensais e anuais são apresentados por excelente criatividade e técnica. Os vencedores são recompensados por meio de certificados oficiais e troféus de prestígio e também o reconhecimento dos líderes da indústria.

Awwwards

RAwwwards é o mais conceituado portal de prêmios que reconhecem e promovem o talento e esforço dos melhores desenvolvedores, designers e agências de web do mundo. A pontuação é feita em uma escala de 1 a 10 para o seu Design, Criatividade, Usabilidade e Conteúdo.

The Webby Awards

Refletindo o tremendo crescimento da Internet, a Webbys agora honra a excelência em 7 principais tipos de mídia: sites, filmes e vídeos, publicidade, mídia e relações públicas, sites e aplicativos móveis, jogos e podcasts e áudio digital. O Webby Awards apresenta duas honras em todas as categorias - The Webby Award e The Webby People’s Voice Award.

O Prêmio Peixe Grande Desde 2004 o concurso “Peixe Grande” avalia os melhores Web Sites de todo o país. O objetivo do prêmio é descobrir e condecorar os melhores projetos do Brasil, dando destaque e inserindo novas marcas para o grande público. A exposição do seu projeto estará assegurada por meio de milhares de visitantes incluindo líderes de indústria, clientes portenciais e empregadores. Fontes: www.awwwards.com - http://www.pubdesign.com.br - blog.mxcursos.com

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MOTION DESIGN

O DESIGN NO VÍDEO

Toda hora, tudo aver. Relógio futurista em vinheta da Rede Globo de 1992. Produção da Globograph.

Como a computação gráfica mudou a produção de animações das aberturas e vinhetas da tv, ao longo de trinta anos. 38 Revista Aipim – 2º Sem. 2017


Todos os dias vemos entre os programas da tv, animações com as marcas das emissoras, aberturas e outros grafismos animados. Mas afinal, de onde surgiu a ideia para estas produções, que se somadas, tomam um bom espaço na programação diária ? Para conseguirmos a resposta desta pergunta, precisamos fazer uma pequena viagem no tempo, visitando alguns períodos. A origem da palavra vinheta está ligada ao termo francês vignette, que remonta às

iluminuras dos livros da Idade Média. Apesar de um estranhamento que esta informação possa causar, em um primeiro momento, ela explica bem o conceito do nome. Isso se deve ao fato de que a videira possui grande valor simbólico nestes textos, sendo por algumas vezes usada em forma de desenho para tornar mais acessíveis as passagens bíblicas a um publico não letrado.

Famosa cena da vinheta do Plantão da Globo em 1994.

Durante a Idade Moderna, com o crescimento da imprensa, a vinheta passou a ter uma função decorativa das publicações. Tempos depois, com o advento dos grandes meios de comunicação como o rádio, a vinheta era usada para identificar uma estação com uma breve frase musicada. Nos primeiros anos da tv, as vinhetas eram imagens estáticas, feitas sobre uma cartolina

servindo de abertura dos programas ou anunciando a próxima atração. Aos poucos, com a chegada de novos recursos como o vídeotape, as vinhetas começavam a ter movimento e também a ganhar mais qualidade. Desta maneira as vinhetas foram criadas e começaram a se incorporar em nosso cotidiano.

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MOTION DESIGN

ENTREVISTA EXCLUSIVA:

ROBERTO SHIMOSE Descendente de imigrantes japonses, vivendo no Rio de Janeiro, atuou na produção de animações para a Rede Globo, trabalhando ao lado de grandes personalidades como Hans Donner.

Roberto Shimose e Hans Donner.

a) Como você começou a trabalhar com mais frequência no ramo ? Comecei em desenho animado tradicional em 1958 até 1981. De 1981 até 1986, trabalhei com vinhetas, como funcionário da TV Globo. A técnica era 2D em câmeras de filme 35 mm, as chamadas Table Top ou Oxberry. Em 1986, começa a atividade em 3D na Globo, na extinta Globograph. Em 2012 me aposentei da Globo. b) Quais habilidades um profissional precisa ter para o mercado ? O que é essencial, é o domínio da língua inglesa, para dominar o 3D, através das informações vindas de fora. Será necessário sempre se atualizar com as novidades nessa área. Se puder dominar todos os softwares, melhor !

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c) Dentre os equipamentos de produção, antes dos computadores, como a Oxberry e o Scanimate queria saber como eram e funcionavam. Os equipamentos de cinema para a produção de vinhetas, antes do advento do 3D, eram as câmeras quadro a quadro de 35 mm. Existiam 2 marcas mais famosas. A americana Oxberry e uma inglesa a Neison Hordell. Eram chamadas table top. Eram mesas com pinos de desenho animado e uma caixa de luz onde eram colocados os desenhos com as sequencias na razão de 24 quadros por segundo. Eram chamadas de técnicas de back light. Nessa mesa havia uma torre que comportava uma câmera que subia ou descia, fazendo zoom e batia quadros, um a um. A mesa possuía possibilidade de movimentos horizontais e verticais. Norte-Sul e Leste-Oeste. Os filmes eram revelados e copiados, e transformados em vídeo, através do telecine.


d) Como você acredita que será o futuro da sua área de atuação ? O futuro da computação gráfica será fantástico. Com a evolução dos programas, tudo será possível. Amanhã talvez não seja mais necessário a filmagem ao vivo! Tudo poderá ser produzido no software gráfico. Já hoje a maioria dos comerciais de automóveis e produtos de alimentícios, bebidas ou eletrodomésticos, são produzidos totalmente em 3D. Alugar um estúdio, transportar equipamentos de câmera, construir cenários e pagar a equipe de filmagem, se torna caríssimo hoje em dia. Tudo poderá ser feito num computador. Então para o usuário, é importantíssimo estar sempre em dia com as novidades no 3D. e) Você trabalhou na abertura do Fantástico de 1994 ? Se sim, como foi o desenvolvimento ? Na abertura do Fantástico, trabalhei em 2 cenas. No inicio e no final. Tremendo trabalho em termos de suor ! O departamento de software ajudando nos efeitos, toda a equipe modelando e depois animando como podia (não havia o motion capture ainda) e máquinas renderando ao máximo.

A Marluce (diretora da Globo na época) detestou e ameaçou não colocar no ar. Ficou pouquíssimo tempo, mas foi um tremendo trabalho de equipe !

f) Quanto tempo de planejamento e produção, uma vinheta como a do Plantão envolvia ? O esquema de produção das vinhetas na Rede Globo era bem folgado comparado com os prazos de hoje em dia ! Geralmente uma semana para a modelagem, uma semana para a animação e uma semana para o render. Em geral um mês para fazer uma vinheta. A criação já vinha pronta, do pessoal do Hans. g) Como era a divisão do trabalho para a criação das vinhetas ? A criação era um trabalho conjunto. O Hans mostrava a ideia e todos desenvolviam.

Vinheta do programa Sessão de Gala, idealizada por Donner e produzida por Shimose em 1990.

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MOTION DESIGN

TIPOS DE VINHETAS

Conheça quais são as diferenças quanto ao uso das animações. Atualmente as vinhetas televisivas são consideradas as peças videográficas que contribuem de maneira mais consistente para a comunicação dos valores subjetivos, simbólicos e emocionais da identidade da programação. Apresentam ainda funções informacionais, sintáticas e estratégicas que definem diversas modalidades expressivas. Essas modalidades dividem-se em:

Vinhetas de identidade: Podem ser encontradas como vinhetas de posicionamento, interprogramas ou IDs. Se referem as que apresentam o símbolo, logotipo e outros elementos de identidade do canal. São consideradas assinaturas as vinhetas menores (com duração média de 5 segundos) que resultam de uma animação simples da marca gráfica. Vinhetas de retenção: Vinheta de menu da TV Cultura. Sinalizam e localizam o espectador dentro da programação, afim de mante-lo no canal. Costumam informar os programas que estão sendo exibidos, os que já ocorreram anteriormente e os que irão ser transmitidos em seguida. Estão geralmente alinhados com a identidade do canal. Existe um tipo bem comum, chamado menu em que são listados os horários das próximas três atrações. Vinhetas de chamada: Estão integradas às chamadas ou promos, que anunciam as atrações ou eventos especiais do canal durante a programação. 42 Revista Aipim – 2º Sem. 2017

Vinheta de chamada do Jornal da Band.


MOTION DESIGN

Vinheta de intervalo do programa de entrevistas Roda Viva.

Vinhetas de abertura: Igualmente conhecidas como aberturas. São as peças que introduzem e funcionam como “embalagem” dos programas: separam, organizam, identificam e valorizam o conteúdo a seguir. Apresentam em alguns casos, créditos de elenco e produção. Vinhetas de passagem de bloco: Marcam a entrada

e saída do programa para os intervalos comerciais. Apresentam textos de retenção como “estamos apresentando” ou “voltamos a apresentar”. Vinhetas de encerramento: Conhecidas por apenas encerramento, são usualmente formadas pelos créditos detalhados que transcorrem no final da atração.

Vinhetas de publicidade: Introduzem os anunciantes ou patrocinadores de um programa. Vinhetas de serviço: Alinhadas a identidade visual, trazem informações rápidas e específicas sobre assuntos de interesse da audiência, como horário de verão, classificação indicativa, hora certa, entre outros.

Vinheta de encerramento do Jornal da Record.

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ILUSTRAÇÃO

Ilustração A área de ilustração está se tornando cada vez mais procurada hoje em dia e isso tem despertado o interesse de quem sempre sonhou em trabalhar “só desenhando”. Mas a grande dúvida é: Como começar? Através desta matéria esperamos esclarecer essa e várias outras dúvidas a respeito de como se tornar um ilustrador.

POR Tayni Endy Gislene Tiburcio Isabela Codato

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IUSTRAÇÃO

Samurai Andre Forni

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ILUSTRAÇÃO

De acordo com Rodrigo Falco “Colocando da forma mais simples possível, a ilustração é uma imagem utilizada para acompanhar, explicar, acrescentar informação, sintetizar ou até decorar. Ela é uma forma não textual de passar uma mensagem...” (fonte rodrigofalco.com. br/o-que-e-ilustracao/) Conversamos com alguns ilustradores da região: Bruno da Ilustrata (Limeira); Maurílio DNA (Limeira); Marcelo Maiolo (Piracicaba) e Fê Rivers (Paulínia), para nos responder algumas questões sobre como começar e nos ajudar a ter uma visão clara de como funciona essa área atualmente. Boa leitura!

Como começar? Segundo Bruno da Ilustrata, começou há aproximadamente cinco anos atrás, com um estúdio de design. No primeiro ano nosso foco era em projetos de identidade visual e sites, mas sempre que podíamos dávamos um toque de ilustração para o projeto. Assim pudemos evoluir aos poucos nossa capacidade de ilustrar, ao mesmo tempo que construíamos um portfólio. Já o Ilustrador Maurílio é fã de HQs desde criança, e por isso começou a desenhar “Lembro de ter criado as minhas primeiras histórias ainda novo, por volta dos 10 anos. Animação eu também sempre gostei, mas parecia bem mais distante. Até que fiz um curso em Campinas, na Arquitec no qual eu leciono atualmente. Como a escola é associada a um estudio em São Paulo, a HGN, tive o privilégio de participar de uma produção dos estúdios Disney. Hoje intercalo trabalhos nas duas áreas com as aulas”. O ilustrador Fê Rivers desenhava desde os cincos anos como hobby iniciante e começou a ilustrar profissionalmente aos vinte e dois anos, 46 Revista Aipim – 2º Sem. 2017

primeiro como freela, e agora está em um escritório de arquitetura. E o colorista Marcelo começou a atuar na área profissionalmente desde 2005.

Habilidades necessárias... Bruno diz que é uma área bastante competitiva e que exige além de habilidades com o desenho em si (aliás, estude muito desenho), muita perspicácia. É preciso delimitar algum objetivo e ir atrás. Se quer fazer ilustração editorial, estude essa área e descubra quem são os players dela, quem são os ilustradores, os seus possíveis clientes e tudo que a envolve. Observe tudo isso e entenda o que é preciso pra você alcançar sua meta. No nosso caso fomos para o caminho de ilustração voltada para produtos, mais especificamente estampas de camisetas. É muito difícil ser bom em tudo, então experimente muito e escolha um caminho e se esforce. E Maurílio diz que saber desenhar bem é a habilidade essencial. No geral se acredita em duas coisas: que se precisa de algum


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Dom Divino para desenhar. Ou que fazer um curso com 2 horas semanais tornará a pessoa um desenhista. O fato é que nenhum talento natural se desenvolve sem treino. E esse mesmo treino, em maior quantidade, pode tornar uma pessoa que “não tem Dom” em um desenhista. Existem livros com métodos tanto para animação quanto para HQ, além de ótimos cursos e professores. Os cursos online, inclusive com profissionais consagrados no merca-

do nacional e estrangeiro, tem ficado cada vez mais acessíveis. Mas o importante é produzir, praticar e mostrar para o mundo. Já o Fê Rivers diz que as habilidades são bem relativas. As habilidades ligadas diretamente à ilustração, creio que noção espacial, noção estética e olhar clínico (saber o que está imperfeito pra corrigir) são as habilidades básicas primordiais. O domínio do traço, da pintura, e outros aspectos mais técnicos

variam muito nas diferentes áreas de ilustração. Por exemplo, numa ilustração de arquitetura, os traços precisam ser firmes e precisos, enquanto ilustrações para livros infantis podem ser mais soltos e inconstantes. Nessa hora vale o profissional focar nas habilidades técnicas mais interessantes pra área em que quer atuar. Para Marcelo, ter humildade de que não sabe de tudo e ouvir críticas para poder evoluir em sua arte é crucial.

Hércules and Lion of Nemea @feerivers.png

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O mercado na região Bruno: O interior é um pouco atrasado em vários aspectos, com o nosso mercado não seria diferente. Mas sendo bem sincero, isso não é um grande problema pois com a internet não estamos mais tão presos à fronteiras territoriais. Portanto se você correr atrás, tiver um bom portfólio, muito provavelmente não precisará se limitar a trabalhar apenas aqui na região. Mas se você é alguém que quer exercer a profissão aqui na região, muito provavelmente terá algumas dificuldades a mais, como a pouca quantidade de estúdios pra se trabalhar, mercado pouco desenvolvido, valores de mercado mais baixos. Mas claro que nem tudo está perdido, já tivemos projetos ótimos vindo de clientes da região, e muitos que fizeram parte da construção do

que somos. Portanto aproveite o que o interior tem a te oferecer, mas não se limite a ele. Maurílio: Por incrível que pareça, o mercado tem passado bem pela crise. Acompanho a atividade de vários artistas e estúdios e estão quase todos produzindo e contratando. Os editais com verba pública são as principais fontes de financiamento. As regras são rígidas e não é fácil entrar, mas tem sido o principal combustível. Canais de TV paga (estrangeiras) também tem investido em projetos nacionais. Outra coisa que tem movimentado os artistas e estúdios são os jogos, especialmente para plataformas móveis. Por serem projetos mais baratos, algumas

Weight Of Water Maurílio DNA

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startups tem investido neles. Em Campinas existem algumas. Mas o forte mesmo são os mercados estrangeiros. Com a internet ficou possível trabalhar para fora sem sair de casa. Isso corta custos e permite flexibilidade para o artista. Contudo, exige mais profissionalismo ainda. A concorrência é grande! Quem tiver a chance de viajar, fazer contatos, estágios ou cursos no exterior, como EUA, Canadá, França ou Japão, deve aproveitar. Fê Rivers: Não tenho base de pesquisas sobre isso na região, por isso vou responder conforme a minha experiência. A profissão me parece desvalorizada na região. Poucas pessoas parecem considerar ilustrador como profissão fixa. Por isso, a maioria dos ilustradores que conheci trabalham como freelances, pegando alguns trabalhos picados, como ilustração de livros, tatuagens, flyers, etc. Os sites de emprego raramente anunciam alguma vaga de ilustração, a maioria recorre a designers gráficos pra suprir a criação de ilustras (embora sejam profissões e atuações diferentes). Recentemente porém, uma antiga cliente me convidou pra fazer uma entrevista pra ilustrar num escritório de arquitetura e paisagismo, onde trabalho atualmente. É uma área que eu nem imaginava existir, mas que serve de opção pra jovens ilustradores. Marcelo: Em matéria de profissionais temos pessoas muito boas, em termo de empregadores, existe um amadorismo tremendo e tendência a desvalorizar o ilustrador e seu trabalho.

Ramen Bruno (Ilustrata)

“Outra coisa que tem movimentado os artistas e estúdios são os jogos, especialmente para plataformas móveis. Por serem projetos mais baratos, algumas startups tem investido neles. Em Campinas existem algumas. Mas o forte mesmo são os mercados estrangeiros.” Revista Aipim – 2º Sem. 2017 49


ILUSTRAÇÃO

Características importantes Bruno: Gostaria de ver alguém que está evoluindo sempre, e muito focado em melhorar. No nosso caso também prezamos por alguém que já esteja ao menos apto a atuar profissionalmente, bons domínios de desenho e softwares e disposto a estudar muito sempre. Nós três aqui no estúdio (Bruno, David e Victor) estudamos quase que diariamente desenho, pois sabemos que temos muito a melhorar, eu não esperaria menos de alguém que fôssemos contratar. Maurílio: Primeiro se ele cumpre prazos. Pode parecer básico, mas se mostrou um dos piores defeitos dos artistas iniciantes. Segundo se sabe desenhar. Ser realista não está em questão, apesar de PESSOALMENTE eu apreciar a habilidade. A capacidade de desenhar o que for pedido de ma-

neira convincente, com ou sem referência, é essencial. Claro que criatividade conta, mas na maioria das vezes não precisamos ser geniais, apenas muito bons. Fê Rivers: Como características profissionais, um ilustrador perfeccionista, criativo, versátil e constantemente motivado a melhorar. Quanto às habilidades voltadas ao desenho especificamente, as três da questão 2, noção espacial, olhar clínico e noção estética. Marcelo: Alguém realmente interessado por arte em geral e esforçado. Isso seria o suficiente para ele me ajudar e em pouco tempo ele deixar de ser meu assistente e seguir a própria carreira.

E no futuro? Bruno: áreas como ilustração, design, artes visuais e etc sempre terão espaço na sociedade e a cada ano que passa novas coisas são criadas, tendências vêm e vão e essas constantes mudanças que tornam esse mercado tão interessante. É difícil prever como será o futuro, mas se cada um fizer sua parte, dividir o conhecimento que tem, ajudar os que sabem menos. O nosso cenário sempre evoluirá e todos ganharão. Então ensinem o que puderem, e aprendam o que lhes ensinarem que o crescimento virá. Maurílio: Gostaria de dizer que estamos garantidos. Alguns filósofos dizem que o ser humano não 50 Revista Aipim – 2º Sem. 2017

vive sem entretenimento e arte, que são as principais atividades que exercemos, mas as coisas são meio incertas no mundo de hoje. Posso dizer que a tecnologia vem mudando nosso modo de produção e estar ligado no que se tem de mais recente em computação gráfica, tanto em 2D quanto em 3D, é uma boa dica. Ao mesmo tempo, as técnicas tradicionais de finalização tem criado um nicho sólido. Vale a pena investir se tiver vontade e dedicação. O mais importante é desenvolver um estilo, mesmo que seja poder reproduzir qualquer estilo, e criar uma postura profissional. Bons profissionais sempre vão ter trabalho.


“...aqui no estúdio estudamos quase que diariamente desenho, pois sabemos que temos muito a melhorar, eu não esperaria menos de alguém que fôssemos contratar.”

Few & Cursed Arte: Will Conrad / copyright Timberwolf

Fê Rivers: A tendência é a maioria das artes visuais serem digitalizadas. As artes manuais tem seu charme único, por isso creio que não vão se extinguir tão cedo, mas vão gradativamente perder espaço pra artes digitais. Isso é bem observável no cinema de animação, que outrora era dominada por filmes 2D feitos majoritariamente à mão, e hoje em dia o mercado é dominado por animações 3D. De qualquer forma, as ilustrações (digitais ou não) tendem a crescer em alguns nichos, em especial no mercado de games e cinema (como concepts de personagens, matte art, cenários, etc). Em contrapartida, livros, jornais, revistas e outros impressos tendem a cair mais ainda.

Marcelo: Principalmente devido às mudanças rápidas na área de tecnologia não há muito como se prever. Mas com certeza quem tiver um trabalho distinto e acima da média deve se manter bem no mercado.

Quanto ganha? Isso varia muito, principalmente se for freelancer, por isso não temos um valor exato, mas de acordo com o site Love Mondays o salário pago por Empresas para um ilustrador no Brasil pode variar de R$ 950 a R$ 7.000 reais. Revista Aipim – 2º Sem. 2017 51


DESIGN DE SUPERFÍCIE

Design de Superfície: um olhar sobre a profissão

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Estampas, rapports, módulos, telas serigráficas, criação de superficies para objetos ..... você conhece o design de superfície? Que tal conhecer um pouco mais sobre esse universo do design e conhecer as possibilidades que ele oferece POR AMANDA RODRIGUES | BRENDA PRADO | TAYNAH CAMOLESI

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Estampa por Walter Spina

DESIGN DE SUPERFÍCIE


www.lularocha.com

DESIGN DE SUPERFÍCIE

Quem se dedica ou quer se dedicar ao design de superfícies precisa ter muita técnica e criatividade. Isso é necessário para que o profissional faça das superfícies escolhidas verdadeiras obras de arte! As texturas e as estampas são duas das mais importantes representantes da área, mas há muito mais possibilidades para quem escolhe o design de superfícies como profissão porque é uma das áreas em formação mais amplas do design e consiste basicamente em criar imagens de forma que possam ser repetidas indefinidamente e aplicadas sobre praticamente qualquer formato, de inúmeras maneiras, resultando em uma identidade única.

Atuação

www.papeldeparededosanos70.com

Áreas de

Clouds por Ronan e Erwan Bouroullec

Como este é um ramo do design que se aplica a diferentes superfícies existem muitos campos de atuação para o profissional se especializar: estamparia para papéis e tecidos, embalagens, papéis de parede, revestimentos residenciais e comerciais, área têxtil, cerâmica, materiais sintéticos, ambientes virtuais, entre outros, texturas bi e tridimensionais.

Design de superfície em papéis de paredes

Ele não está restrito só ao têxtil ou ao gráfico, pois estes não possuem o mesmo foco de atuação profissional. É u ma á rea q ue p ossui s uas complexidades de trabalho e especificidades. Existem relações com design gráfico, design de produto e têxtil, porque o design de superfície pode ser encontrado em diversas situações e objetos, tudo por conta da sua matéria de trabalho: a superfície em si. O objetivo é fazer com que a superfície se torne um objeto em si e não apenas um revestimento, para se chegar a um resultado de excelência, o projeto precisa ser muito bem pensado. Ideias, conceitos, formas, cores, texturas, composições são geradas com muita criatividade e esforço, para trazer uma peça diferente do que se tem. Mais do que só uma superfície bem trabalhada, mas trabalho desenvolvido com um “por que” em todas as etapas de criação.

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portalnuvem.art.br

“...o design de superfície pode ser encontrado em diversas situações e objetos...”

Design de superfície por Guilherme Luigi inspirado em Luiz Gonzaga


DESIGN DE SUPERFÍCIE

Desenvolvimento e Criação dentro do

Design de Superfície www.lularocha.com

Obviamente sendo uma área do Design, possui princípios gerais desta área, como por exemplo: técnica e criação, como todo bom projeto começa com um tema e uma pesquisa de conceitos deste tema, tudo que seja relacionado e juntado num painel semântico, após as ideias deve-se sempre ter em mente como vai ser a impressão dessas padronagens, o material a ser usado e os locais que pretende colocar, e toda a parte técnica da execução. A parte de criação é com certeza a mais divertida, consiste em desenhar muitas e inúmeras vezes, formas e desenhos que possam ser juntadas, unidas ou modificadas montando uma só. A escolha das cores, é feita a partir das referências juntadas no primeiro momento com o painel semântico e é realizado diversos testes de combinações resultando na paleta que será utilizada. O módulo seria a menor área que contém todos aqueles elementos visuais que fazem parte da imagem. Depois de pronto é hora de construir o Rapport, ou seja, a repetição do desenho. Rapports podem ser usados em roupas, peças de decoração, móveis, quadros de arte, esculturas ou qualquer outra superfície que trabalhe bem com repetição de estampas, ele trabalha com vários termos específicos que ajudam a descrever a determinação da padronagem do objeto:

Módulo com rapport e encaixe dos mesmos

“Padrão: é o resultado das repetições realizadas no rapport, que define o que será reproduzido na estampa ou imagem. Módulo: é o modelo do padrão que será produzido, reconhecido também como a menor parte do padrão, onde são definidos os componentes da estampa (cores, linhas, texturas). Encaixe: é a parte do padrão onde os dois módulos se encontram, que também tem formatos semelhantes e que se repetem ao longo do rapport. Célula: é o espaço do rapport em que o módulo se encaixa. O módulo, portanto, pode ser posicionado de lado, refletido, de ponta cabeça ou em qualquer outra posição desejada dentro de uma célula.” www.fashionlearn.com.br

www.metapix.com.br Diagrama Tijolo

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DESIGN DE SUPERFÍCIE

O Design de Superfície e a

MODA

wwwstatic1.squarespace.com

Estampas desenvolvidas por Walter Spina

www.spinadesigner.com

Estampa desenvolvida por Léo Eloy

O designer de superfícies também pode atuar na área têxtil, uma ótima alternativa para quem se interessa pelo mundo da moda. A criação de estampas é a área principal de atuação desse profissional na moda, além das estampas tem também a criação de diferentes texturas ou composição de fibras – desenvolvendo padrões de renda ou de tricô, por exemplo. O trabalho feito por ele ajuda a valorizar as peças, dando mais cor e personalidade aos itens criados.

O Design de Superfície e a www.aspacer.com.br

Buscar, estudar e se atualizar sobre as tendências para o desenvolvimento das superfícies é essencial. Para o Grupo Fragnani essas tendências são coletadas através de pesquisas terceirizadas e na maior feira de revestimentos cerâmicos do mundo, a Cersaie, que ocorre anualmente na Ítalia. Algumas das referências para seus projetos partem de lojas de tecidos e até floriculturas, visando buscar diferentes formas e texturas. O cenário atual e as necessidades dos consumidores são analisados naquele momento e a partir disso os produtos são criados de maneira a alinhar esses dois tópicos.

CERÂMICA

Painéis cerâmicos desenvolvidos pelo Grupo Fragnani 1ª painel: Quadro negro com lettering feito por Jaque Botelho. Painel vencedor do 5ª Prêmio Aspaser, na categoria Porcelanato 2ª painel: Inspirado no artista Jackson Pollock 3ª painel: Inspirado em lego

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DESIGN DE SUPERFÍCIE luychostore.com

Xícara Luy Cho Short Angled Gray Wolf

luychostore.com

As xícaras da Luy Cho, possui uma característica única e muito criativa. O desenho aplicado na peça funciona a partir do seu reflexo no espelho. Como assim? O desenho é feito no pires, um tanto desconstruído, de forma a refletir de maneira correta no corpo da caneca, que é todo espelhado.

Xícara Luy Cho Grande Angled Giant Panda

www.renatarubim.com.br

Quem

estudar? Quando o assunto é design de superfícies, a maior referência nacional é com certeza Renata Rubim, uma designer e consultora de cores, reconhecida por ter trazido o termo “surface design” (design de superfícies) para o Brasil. Renata possui um rico currículo: ganhou uma bolsa para estudar no Rhode Island School of Design, nos Estados Unidos, e foi coordenadora de cursos em duas grandes universidades – na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e na Pontifícia Universidade Católica (PUC). Renata também trabalhou em grandes empresas, como a Hering, e desenvolveu projetos para diversas marcas conhecidas, entre elas a Tok&Stok. Além disso, é dela o primeiro livro brasileiro sobre design de superfícies, intitulado “Desenhando a superfície”. Designer e consultora de cores Renata Rubim

Livros! The World of Ornament Autor: David Batterham Editora Taschen

Digital Textile Design Autores: Melanie Bowles e Ceri Isaac Editora King Publishing

Design de Superfície

Autora: Evelise Anicet Rüthschilling Editora: UFRGS

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EDITORIA OU SEÇÃO

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Quando falamos em faculdade, todos pensam que ao termina-la estarão com um emprego garantido, o futuro feito e todas as portas se abrirão num estalar de dedos. Mas... Infelizmente, não é bem assim que as coisas são. Atualmente, muitas das pessoas que contratam profissionais, principalmente na área de Design, procuram àqueles que possuem cursos extras e

específicos de cada área. Entretanto, todos sabemos que no interior de SP é muito difícil encontrar cursos relacionados ao Design Gráfico e extensões, como cursos de 3D, Design de Jogos, Animação, entre outros. A revista Aipim conversou com a profissional Jade Piai para esclarecer algumas dúvidas.

CONVERSANDO COM O PROFISSIONAL Jade Piaia começou a dar aulas de desenho (mais especificamente, HQ e Ilustração), em 2006, entrando em 2007 na escola que está até hoje. Atualmente ministra disciplinas em dois cursos na região de Campinas. Na FAAL, em Limeira, onde ministra disciplinas na graduação em Design, com habilitações voltadas para Comunicação Visual e Projeto de Produto, há quase quatro anos. Na Unicamp, em Campinas, faz parte da coordenação e ministra disciplinas no curso de especialização em Design Gráfico, curso oferecido pela Extecamp, destinado à candidatos já graduados, que vai para o quinto ano de existência. Começou a dar aulas no final do mestrado, em que proporcionou atuar como docente no ensino superior. Atualmente está finalizando o doutorado, ambos os projetos de pesquisas sendo voltados à objetos gráficos e desenvolvidos na Unicamp.

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Para um profissional da área, Jade diz que é preciso ter técnicas e fundamentos de desenho, com um repertório amplo na sua área de interesse e atuação no mercado, tendo dedicação e não podendo ser acomodado, pois

em um iniciante na área, buscando nele proatividade, repertório técnico e estilístico, onde possui um interesse pela área maior do que apenas produzir, tendo assim foco em suas ideias e disposição nos seus projetos. Após perguntado sobre o futuro dessa área de atuação, Jade relata que

Design se trata de muita pesquisa, O mercado atual é testes e ajustes para um bom projeto ser difícil para o designer, onde as empresas concluído.” buscam artistas pelo Tendo em consideração sua preço e não pelo o que experiência, ela relata que a eles podem oferecer região metropolitana de Cam- artisticamente” pinas é cheia de oportunidades para o mercado de design, onde se concentra um grande número de startups e empresas já estabelecidas que precisam de um designer, seja ele um profissional trabalhando internamente ou como um parceiro. Não fugindo do assunto, Jade fala das características que procuraria

Podendo assim não evoluir muito por não termos padrões de preços, fazendo assim que clientes abusem na hora da realização de um projeto. Mas pensando no designer que atua com comunicação visual, um futuro de oportunidades já se concentra no meio digital.


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escolas para design

SENAC MOGI GUACU OFICINA DE CRIAÇÃO EM DESIGN Estimula e amplia o potencial criativo do participante, experimentando diferentes materiais e pesquisa de novas linguagens visuais, tanto individuais como coletivas. Carga Horária: 32 horas Pré-requisito: O aluno deve possuir conhecimentos básicos de Informática, internet e de algum software utilizado na área gráfica. Idade Mínima: 16 anos Escolaridade Mínima: Ensino Médio completo

ções e games, utilizando conhecimentos de desenho vetorial, habilidades de raciocínio lógico e de orientação espacial, com respeito aos princípios da ética e da cidadania responsável. Carga horária: 176 horas Escolaridade mínima: cursando 2º ano do ensino médio

ESCOLA BAUHAUS

PRODUÇÃO AUDIOVISUAL O curso de produção audiovisual oferecido pela BAUHAUS tem a missão de formar profissionais que possam atuar nas diversas fases que envolvem o processo total da produção audiovisual e para isso o curso é dividido DESIGN DE EMBALAGENS Da criação a finalização: Capacitar em quatro módulos. os alunos a criar, desenvolver e fina- Professor: Helder de Souza lizar projetos visuais de embalagens Carga horária: 80 horas. com domínio técnico-científico, visão crítica, atitude empreendedora, sus- MAQUETE ELETRÔNICA E MODEtentável e colaborativa, atuando com LAGEM 3D Este curso tem o objetivo de tornar foco em resultados. o aluno apto a criar qualquer tipo de Carga Horária: 44 horas Pré-requisito: Desejável conhecimen- maquete eletrônica e imagens 3D to de softwares vetoriais e tratamen- com o maior grau de realismo possível, promover uma apresentação reato de imagens. Escolaridade Mínima: Ensino Médio lista dos projetos a serem executados criando, através do 3D Stúdio Max, Incompleto qualquer tipo de ambiente, formas e objetos com toda a realidade. É uma SENAC PIRACICABA poderosa ferramenta para o ramo CRIAÇÃO E PRODUÇÃO DE ANIMA- publicitário, tanto para a criação de layouts ou para animação e criação ÇÕES E WEB GAMES É um curso de qualificação técnica de de filmes. nível médio que formam profissionais Professor Helder de Souza para criar, produzir e editar anima- Carga horária: 80 horas.

SENAC AMERICANA DESENHO ARQUITETÔNICO Ensina o aluno a desenhar em duas dimensões (vistas ortogonais) e representar detalhes arquitetônicos, utilizando as normas técnicas de desenho e as ferramentas es-pecíficas prancheta, esquadros, escalímetro e software gráfico, para atender demandas de projetos executivos de arquitetura, design de interiores, paisagismo, vitrinismo e áreas afins. O curso é dinâmico e prepara o profissional para transmitir de forma compreensível e universal seus projetos conforme as normas. Carga horária: 80 horas Pré-requisito: Ter conhecimento de desenho técnico e AutoCAD 2D. Idade mínima: 16 anos Escolaridade mínima: ensino médio incompleto PLANTA HUMANIZADA - TÉCNICAS DE APRESENTAÇÃO DE PROJETOS Capacitar o aluno na apresentação de projetos, aplicando técnicas de ilustração manual e digitalT em software de tratamento de imagem, a fim de valorizar os trabalhos e facilitar a leitura do projeto pelo cliente. Carga horária: 40 horas Pré-requisito: Conhecimentos técnicos para leitura de plantas, cortes e elevações, além de ambiente Windows (criar, abrir e salvar pastas). Idade mínima: 16 anos Escolaridade mínima: ensino médio.

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Escolas para design na região

4 ambientação de cenários ou personagens, composição e acabamento. Duração: 12 meses DESIGN PARA GAMES Esse é um curso que mistura conceitos básicos de desenho com técnicas e aplicações específicas para o mercado de games 2D. Os professores são profissionais atuantes no mercado, e irão abordar conceitos práticos para um artista de games, bem como conversar sobre o mercado e os interesses do aluno em relação à sua carreira. O aluno vai sair com noções avançadas de desenho e sabendo preparar o material gráfico para o desenvolvimento de um game. Duração: 24 meses

ESCOLA PANDORA-CAMPINAS ARTE DIGITAL Se destina a todos que querem aprender ou aprimorar a colorização e/ou pintura digitais com a utilização de mesa digitalizadora e softwares para Arte Digital como o Photoshop. O objetivo central é desenvolver as técnicas básicas de desenho como iluminação, volume, forma, teoria das cores,

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ILUSTRAÇÃO DE MERCADO Esse curso é para quem tem interesse de ingressar no mercado profissional das artes gráficas e já desenha ou já fez um de nossos cursos normais. Em um ano e meio de curso os alunos viverão situações do mercado de ilustração e terão que desenvolver peças, onde o uso da ilustração é fundamental, tais como: Livro infantil, Livro didático, Cartilha e manuais para empresas, Story board, Criação (personagem, cenário e mascote), Embalagens etc. Em sala de aula e em um fórum de discussão exclusivo dos alunos, serão abordados temas tais como: Pesquisa, Detalhismo x Sugestão, Referência Fotográfica, Elementos de empatia para o Público-Alvo, Estilização, Composição, Diagramação etc. Duração: 18 meses