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REVISTA DO GRUPO FIAT DO BRASIL Número 109 - jun/jul 2011

Mais força no campo Nova linha de tratores New Holland

A presença do Grupo Fiat na Agrishow • Os vencedores do Prêmio Qualitas 2011 • Fiat investe em programas de capacitação e desenvolvimento • Tector aumenta participação da Iveco no segmento de semipesados • Fiat 500 marca a volta da Fiat ao mercado norte-americano • Comau apoia piloto de bicicross • Corrida ecológica da Fundação Torino • Cooperárvore gera trabalho, renda e dignidade • Cadernos de Viagem: a Índia também tem Carnaval


comunicação

Cinto de segurança pode salvar vidas.

NOSSO

PARA NOVAS

FUTURO.

CONQUISTAS.

A A e t h r a S i s t e m a s Au t o m o t i v o s a g r a d e c e à FIAT Automóveis por mais este reconhecimento, motivo de orgulho para nós. À e qu i p e A e t h r a , o s n o s s o s c u m p r i m e n t o s p e l a c o m p e t ê n ci a e d e di c a ç ã o .

AETHRA

SISTEMAS

AUTOMOTIVOS

Tecnologia de vanguarda.

Te c n o l o g i a d e Va n g u a r d a .


CARTA AO LEITOR

Brasil protagonista: e agora? por Cledorvino Belini*

O

Brasil, nos últimos anos, consolidou seu processo democrático e a estabilidade de sua economia e saiu mais forte da crise econômica mundial. O país tornou-se referência entre os emergentes e passou a integrar importantes fóruns internacionais, participando de discussões estratégicas sobre os destinos globais. Conquistou, enfim,  o protagonismo internacional tão almejado pela diplomacia brasileira, ocupando papel importante no cenário global resultante da gradativa evolução da ordem mundial de unipolar e dominada pela hegemonia dos Estados Unidos,  para multipolar, em que emergem novos atores na cena global. Trata-se de um novo e virtuoso momento da história brasileira, sem dúvida mais justo e adequado à sua real dimensão econômica e potencial político. A evolução do peso do Brasil na cena internacional é fruto de um processo de amadurecimento institucional que se lapida há mais de uma década. Trata-se de um movimento consistente, cujos fundamentos estão calcados no mundo real e são mensuráveis e tangíveis. No entanto, muitos dos conhecidos problemas nacionais persistem  e quem compartilha as dificuldades cotidianas inerentes a todas as transições estruturais, faz-se a seguinte pergunta: o protagonismo brasileiro é sustentável? Tal pausa para reflexão é sempre útil e construtiva. As variáveis macroeconômicas e conjunturais brasileiras são positivas. Eventuais desvios de trajetória, como a aceleração da inflação, são alvo de pronta ação, em demonstração de que há um plano de longo prazo em curso e que o painel de controle da economia opera perfeita e prontamente, sinalizando os riscos à medida que sejam perceptíveis. O essencial, porém, é que o Brasil pôs em movimento um vigoroso mecanismo de inclusão social, através do combate à miséria e da inserção social, que potencializa a expansão econômica através da inclusão de milhões de brasileiros ao mercado de trabalho, de crédito e de consumo. A qualidade de tal processo de inserção social em curso é a chave para a sustentabilidade do protagonismo internacional do Brasil. À medida que a inclusão for fundamentada no acesso à educação, saúde e outros direitos básicos, reforçam-se os fundamentos da cidadania e da construção do sentido de Nação. Sem a promoção dos brasileiros à plena condição de cidadania, particularmente no tocante à educação universal e de qualidade, não existirá agenda nacional consistente de longo prazo. A atual conjuntura favorável ao desenvolvimento nacional somente consistirá um legado sustentável se a prosperidade do presente puder ser transformada em aumento da escolaridade média e em ganhos de qualidade da educação para toda a população. O que caracteriza um país desenvolvido é a qualificação e capacitação de seus cidadãos, pois  daí decorre a capacidade coletiva de engendrar  um projeto nacional, de gerar conhecimento e de transformá-lo em bem-estar coletivo. O Brasil é a oitava economia mundial, mas ocupa apenas a 88ª posição no ranking de educação organizado pela Unesco, através do Relatório de Monitoramento Global, que mede o desempenho dos países frente a metas pactadas para a qualidade do ensino. Mudar esta realidade é uma prioridade. A possibilidade do Brasil de ampliar seu protagonismo internacional está diretamente relacionada à nossa capacidade de elevar cada brasileiro à condição de protagonista de sua própria vida, para que melhores escolhas individuais constituam o motor para um novo patamar civilizatório. * Presidente do Grupo Fiat para a América Latina

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sumário

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EXPEDIENTE

Mundo Fiat é uma publicação da Fiat do Brasil S/A, destinada aos stakeholders das empresas do grupo no Brasil.

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 Grupo Fiat na Agrishow: lançamentos para o agronegócio A segunda maior feira agrícola do mundo reuniu a Case, a New Holland, Iveco, Fiat e FPT Industrial e seus lançamentos

50 Marketing

Tem sempre um Iveco Tector perfeito para você Campanha de marketing da Iveco, lançada em 2010, é premiada durante 8ª edição do prêmio Grandes Sacadas de Marketing

52 Marketing

28 Premiação

Qualitas Awards premia excelência dos fornecedores do Grupo Fiat Cerimônia foi realizada em São Paulo e teve como tema ‘Qualidade e Inovação: Caminhos para a Competitividade’

44 Capacitação

F iat investe na qualificação de fornecedores A relação entre as empresas do Grupo Fiat e os fornecedores é de parceria, através de programas de capacitação e desenvolvimento, como a Academia Lean

48 Negócios

Iveco ganha ainda maior fatia dos semipesados com os caminhões Tector As vendas da empresas nesse nicho de mercado cresceram 84,4% em 2009, comparadas com o ano anterior e continuarão crescendo em 2011

Iveco instala simulador do novo Stralis em aeroporto Inovadora ação de marketing no saguão do Aeroporto de Confins, em Minas Gerais, reproduz com realismo as emoções de pilotar um caminhão extrapesado

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Sustentabilidade na corrida e caminhada da Fundação Torino Iniciativa aliou sustentabilidade e saúde em comemoração ao ano da Itália no Brasil, os 150 anos da Unificação Italiana e ao Dia Mundial do Meio Ambiente

68 Sustentabilidade

Cooperativa estimula geração de renda em Betim Idealizada pela Fiat Automóveis, em parceria com as ONGs CDM e Fundação AVSI, a Cooperárvore mudou a vida de dezenas de famílias. E para melhor

70 Cultura

Essa tal felicidade Casa Fiat de Cultura e Sempre Um Papo, com patrocínio da New Holland, realizam o Seminário “Felicidade?”, que discute as raízes do conceito de felicidade até suas principais nuances no mundo contemporâneo

Fiat 500 Nascido em 4 de julho O modelo marca a volta da Fiat ao mercado norte-americano e aproveita a onda favorável aos compactos charmosos Bicicross mineiro próximo das Olimpíadas Thaynara Chaves, 16 anos, tem o apoio da Comau para realizar o sonho das Olimpíadas 2012

52 Educação

O encontro da arte com a tecnologia na Feira de Cultura O evento, que é realizado há mais de 10 anos, atraiu cerca de três mil visitantes, marcando o encerramento do ano letivo da Fundação Torino

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64 Sustentabilidade

54 500 USA

56 Esporte

72 Cultura

Encontro de boa comida e de bela música Festa Italiana reúne mineiros e descendentes deitalianos na Savassi, coração de Belo Horizonte

74 Caderno de Viagens

A misteriosa Índia também tem Carnaval Mundo Fiat foi a Goa, um estado localizado na costa ocidental da Ìndia, ex-colônia portuguesa, para conferir como o outro lado do planeta também brinca o Carnaval

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www.eticagrupofiat.com.br FIAT DO BRASIL S/A Presidente: Cledorvino Belini MONTADORAS FIAT AUTOMÓVEIS Presidente: Cledorvino Belini CASE NEW HOLLAND Presidente: Valentino Rizzioli IVECO LATIN AMERICA Presidente: Marco Mazzu COMPONENTES FPT – POWERTRAIN TECHNOLOGIES Superintendente: Franco Ciranni MAGNETI MARELLI Presidente: Virgilio Cerutti TEKSID DO BRASIL CEO Nafta e Mercosul: Rogério Silva Jr. SISTEMAS DE PRODUÇÃO COMAU Superintendente: Alejandro Solis SERVIÇOS FINANCEIROS BANCO FIDIS Superintendente: Gunnar Murillo BANCO CNH CAPITAL Superintendente: Derci Alcântara FIAT FINANÇAS Superintendente: Gilson de Oliveira Carvalho SERVIÇOS FIAT SERVICES Superintendente: José Paulo Palumbo da Silva FIAT REVI Superintendente: Davide Nicastro FIDES CORRETAGENS DE SEGUROS Superintendente: Marcio Jannuzzi FAST BUYER Superintendente: Valmir Elias ISVOR Superintendente: Márcia Naves ASSISTÊNCIA SOCIAL FUNDAÇÃO FIAT Diretor-Presidente: Adauto Duarte CULTURA CASA FIAT DE CULTURA Presidente: José Eduardo de Lima Pereira EDUCAÇÃO FUNDAÇÃO TORINO Presidente: Raffaele Peano Comitê de comunicação Alexandre Campolina Santos (Fiat Services ), Ana Vilela (Casa Fiat de Cultura), Pollyane Bastos (Teksid), Cristielle Pádua (Fundação Torino), Cláudio Rawicz (FPT – Powertrain Technologies), Elena Moreira (Fundação Fiat), Fabíola Sanchez (Magneti Marelli), Fernanda Palhares (Isvor), Guilherme Pena (Fiat Automóveis), Jorge Görgen (CNH), Marco Antônio Lage (Fiat Automóveis), Marco Piquini (Iveco), Milton Rego (CNH), Othon Maia (Fiat Automóveis), Renata Ramos (Comau) e Roberto Baraldi (Fiat do Brasil). Jornalista Responsável: Marco Antônio Lage (Diretor de Comunicação da Fiat). MTb: 4.247/MG Gestão Editorial: Margem 3 Comunicação Estratégica. EditoresExecutivos: Frederico Alberti e Juliana Garcia. Colaboraram nesta edição: Carla Medeiros, Daniel Prado, Daniela Venâncio, Fabiana Nogueira, Izabela Abreu, João Veloso, Juliana Garcia, Lilian Lobato, Marco Antônio Corteleti, Marina Celinski, Pedro Brodbeck, Rubia Piancastelli. Projeto Gráfico e Diagramação: Sandra Fujii. Produção Gráfica: Ilma Costa. Impressão: EGL - Editores Gráficos Ltda. Tiragem: 19.500 exemplares. Redação: Rua Oriente, 445 – Serra – CEP 30220-270 – Belo Horizonte – MG – Tel.: (31) 3261-7517. Fale conosco: mundofiat@fiatbrasil.com.br Para anunciar: José Maria Neves (31) 3297-8194 – (31) 9993-0066 – mundofiat@uol.com.br

O Grupo Fiat está onde o Brasil precisa Por Marco Antônio Lage*

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Brasil é reconhecido há muito pelas dimensões e qualidade de sua produção agropecuária. De fato, o agronegócio nacional é dos mais desenvolvidos do planeta, acumulando alta tecnologia, manejo eficiente e índices invejáveis de produtividade. A última safra de grãos superou os 158 milhões de toneladas, com expansão de 6% em relação à safra anterior. O bom desempenho do campo e alta oferta de alimentos são condições essenciais para a estabilidade da economia, por evitar pressões inflacionárias. Também são de extrema importância para a balança comercial brasileira, uma vez que a exportação crescente de commodities agrícolas contribui para o superávit comercial. O campo, entretanto, não é apenas fonte de alimentos para o Brasil e o mundo. O país consolidou um modelo que compatibiliza a oferta crescente de grãos e proteína animal com a agroenergia, através da produção em larga escala do etanol a partir da cana-de-açúcar, que contribui para que a matriz energética nacional se destaque por seu grande componente renovável e limpo. Há, ainda, a dimensão social da produção agropecuária: a atividade envolve 30 milhões de pessoas, o equivalente a 16 % da população brasileira. Este universo vibrante celebrou sua trajetória de sucesso na Agrishow, feira que marca o fim da safra de grãos e acontece em Ribeirão Preto (SP), um dos principais centros do agronegócio da América Latina. A 18ª edição da feira bateu todos os recordes de negócios, visitantes, expositores e área ocupada. O Grupo Fiat estava lá com grande destaque, através da Case, da New Holland, Iveco, Fiat e FPT Industrial, mostrando que o grupo está onde o Brasil precisa. A força do agronegócio é um dos destaques desta edição de Mundo Fiat, que traz também os vencedores do prêmio Qualitas e o desenvolvimento da Cooperárvore, gerando renda e dignidade em Betim. A revista mostra uma estrela ascendente do bicicross, a corrida e caminhada ecológica da Fundação Torino e a Festa Italiana de Belo Horizonte. Além disto, esta edição inaugura os Cadernos de Viagem, um espaço cujo objetivo é surpreender os leitores com imagens e relatos de viagens fora do comum, ampliando nossos horizontes. Boa leitura! * Diretor de Comunicação Corporativa do Grupo Fiat

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negócios

Grupo Fiat na Agrishow: lançamentos para o agronegócio A segunda maior feira agrícola do mundo reuniu a Case, a New Holland, Iveco, Fiat e FPT Industrial e seus lançamentos

maior evento de tecnologia agrícola na América Latina. A edição de 2010, que já havia quebrado diversos recordes, foi superada pelo evento deste ano. De acordo com Cesário Ramalho, presidente da Agrishow, a área de exposição teve um crescimento de 15% em relação ao ano passado, pulando de 155 para 180 mil metros quadrados. A área total, considerando os espaços onde acontecem os testes e dinâmicas práticas de máquinas, chega a 360 mil metros quadra-

José Lira

POR MARINA CELINSKI e PEDRO BRODBECK

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Agrishow (Feira Internacional da Tecnologia Agrícola em Ação) chegou nesta 18ª edição à sua maioridade, tanto em longevidade quanto em magnitude. Reflexo de um setor aquecido, com preços das principais commodities em alta e boas perspectivas para médio e longo prazos, a feira que acontece em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, teve nesta edição a quebra de recordes em volume de negócios e expositores, confirmando a Agrishow como o

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dos. “São 765 marcas de máquinas, implementos agrícolas e automóveis de mais de 50 países”, enumera. Na abertura da feira, as autoridades presentes ressaltaram a magnitude da Agrishow como a maior vitrine brasileira da tecnologia no campo. Entre eles, os ex-ministros Roberto Rodrigues e Francisco Turra; o ministro da Agricultura, Wagner Rossi; o ministro do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. O governador fez questão de frisar que a Agrishow já é a primeira do mundo em negócios. Balanço divulgado pelas três principais instituições financeiras que operaram durante a feira contabiliza R$ 1,75 bilhão em acordos comerciais nos cinco dias do evento. Comparativamente, houve um crescimento de 52,6% em relação a 2010. Os números são relativos aos pedidos de financiamento realizados pelos produtores que visitaram a feira, pois os bancos das montadoras de máquinas, equipamentos e veículos,  normalmente não divulgam seus valores por questões estratégicas. No entanto, de acordo com uma enquete realizada pela organização da Agrishow, grande parte das empresas revelou que o movimento foi de  20 a 25% superior à edição anterior. Isto se justifica, também, pela época do ano e região em que a feira é realizada. Na primeira semana de maio, a maior parte das safras de grãos já está colhida pelos produtores. Desta forma, os agricultores chegam à feira já com resultados consolidados. No que diz respeito à região, Ribeirão Preto é o principal polo nacional de produção de cana-de-açúcar e esta época do ano marca o início da safra desta cultura, momento em que os produtores investem em máquinas e implementos. Além de expositores, visitantes e cobertura jornalística de mais de 60 países, a exposição contou com a presen-

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ça ilustre de cinco ministros da Agricultura da América do Sul: Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai. Contabilizando todas as pessoas que passaram pela feira, 146 mil visitaram o parque de exposições, cerca de 20 mil a mais que na edição passada, de acordo com a organização do evento. Por todos estes motivos, a segunda maior feira do mundo no segmento – atrás somente da norte-americana Farm Progress Show – é o palco dos principais lançamentos do ano das empresas participantes. A Agrishow também é local de discussão dos principais temas políticos econômicos referentes à agricultura. Entre os mais debatidos, a mudança do Código Florestal e o fim anunciado para dezembro do PSI (Programa de Sustentação do Crescimento), linha de financiamento criada em 2009 pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para incentivar os investimentos e combater os efeitos da crise mundial no Brasil. O programa garante uma taxa de juros para a aquisição de máquinas agrícolas na casa de 6,5% e representa quase 50% dos financiamentos no setor. Produção em alta A crescente demanda mundial por geração de energia limpa impulsionou a produção de etanol no Brasil, líder mundial na cultura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou seu levantamento da safra 2011/2012 apontando que a cultura desta commodity deve chegar a 642 milhões de toneladas, o que pode representar um novo recorde. Na safra 2010/2011, foram moídas 623,9 milhões de toneladas do produto. Estes números são baseados em estimativas, uma vez que a colheita só deve se efetivar em novembro. Já os dados referentes aos grãos são definitivos – e igualmente animadores. Tanto a Conab quanto o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística


queda de 7,4%. Em tratores, a queda está na ordem de 8,4% e o mercado de colheitadeiras está 6% abaixo do que foi comercializado no ano passado. Os números, no entanto, não indicam momento ruim do mercado. Vindo de um ano recorde, as estimativas são de aceleração no mercado para o restante do ano, chegando próximo aos índices alcançados em 2010. Dentre os fatores apontados para a retração está a mudança de governos estaduais. Alguns estados mantinham programas de incentivo à mecanização no campo e somente após alguns meses da posse dos novos governadores os programas foram novamente implantados.

Fotos Alberto Gonzaga

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(IBGE) apontam que a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas baterá o recorde brasileiro de produção, chegando às 158,7 milhões de toneladas, cerca de 6% acima do número registrado em 2010. E não só os números absolutos proporcionam um bom momento para o agricultor, mas também nos preços dos produtos. A soja é o caso mais emblemático. Com a queda na produção dos principais mercados concorrentes (Estados Unidos e Argentina), o grão chegou a preços recordes, capitalizando o agricultor brasileiro. No que diz respeito a máquinas agrícolas, os dados consolidados do primeiro quadrimestre indicam uma

Case IH apresenta a nova geração de tratores Magnum A Agrishow 2011 foi o momento escolhido pela Case IH para a apresentação ao mercado de três importantes produtos. A marca lançou a colheitadeira de grãos Axial-Flow 2566, a geração de plataformas Terraflex e a

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nova linha de tratores Magnum. Do ponto de vista comercial, conforme esclarece Cesar di Luca, diretor comercial da Case IH, a Agrishow é um dos pontos altos do ano. “O momento em que a feira é realizada é

Os agricultores veem em ação a colheitadeira Axial-Flow 2566, um dos lançamentos da Case IH

muito propicio, com os produtores de grãos investindo na renovação dos equipamentos para o próximo ciclo e os produtores de cana iniciando a colheita, favorecendo o lançamento de novos produtos pela indústria de equipamentos agrícolas”. “Lançamos uma nova colheitadeira de grãos de menor porte, a AxialFlow 2566, que marca a entrada da Case IH neste segmento do mercado, oferecendo uma máquina com o reconhecido sistema Axial-Flow e dimensionada à realidade dos pequenos e médios produtores”, afirma di Luca, ressaltando que a máquina serve como porta de entrada para aqueles que atualmente praticam o sistema convencional de colheita e pretendem evoluir para o sistema axial. Além da colheitadeira, a Case IH ganhou destaque com a nova geração de plataformas de corte para a

colheita de grãos, a Terraflex 3020. Outra novidade é a nova geração dos consagrados tratores Magnum, com cinco modelos com potência entre 235 cv e 340 cv. Durante a feira, a Case IH destacou ainda a oferta das colhedoras de

O goleiro Marcos, do Palmeiras, ao centro, com equipe de colaboradores da Case IH


negócios Nova geração dos tratores Magnum da Case IH. Cinco modelos com potência entre 235 cv e 340 cv

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cana A4000 e de café Coffee Express 100 e 200 através do programa Mais Alimentos, linha de crédito do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Famíliar (Pronaf) destinada a modernizar as unidades produtivas da agricultura familiar. “Despois do sucesso dos tratores Farmall no programa, essas colhedoras também estão incluídas na linha de crédito e podem ser adquiridas por agricultores que mantêm propriedades familiares”, destaca Mirco Romagnoli, diretor geral da Case IH para a América Latina, contabilizando que este tipo de propriedade representa quase 70% da produção nacional de alimentos e ocupa 31% da área rural do país. São 14 milhões de trabalhadores que representam 77% das pessoas que trabalham na agricultura. Para Romagnoli, a feira é o encontro mais importante do primeiro

semestre. “Ela acontece no final do ciclo de colheita de grãos e início do ciclo de colheita da cana e é realizada em Ribeirão Preto, reconhecido com um dos principais polos produtores de cana do país”, destaca. Além disso, a feira acontece logo depois de outros dois importantes encontros de fabricantes e produtores, a Expodireto Cotrijal e o Show Rural Coopavel. “Juntos, estes três eventos oferecem uma noção bastante precisa do movimento do mercado no início do ano.” Outro grande momento da Agrishow foi a visita do goleiro Marcos, do Palmeiras, equipe patrocinada pela Case IH. Ele foi ao estande da marca receber as chaves dos três tratores da linha Farmall que adquiriu para sua propriedade, atendeu a imprensa, deu autógrafos aos fãs que estavam presentes e participou da foto oficial com a equipe de concessionários e da fábrica.


negócios

New Holland movimenta Agrishow com sua linha de máquinas agrícolas

O pulverizador auto propelido SP3500. Uma das atrações da New Holland

tivo e a tendência é de que a tecnologia esteja cada vez mais inserida no campo. Estamos apostando nisso ao entrar no mercado de pulverizadores e ao lançar uma série de tratores de grande potência – que devem atender muito bem ao mercado de cana e de grandes produtores de grãos e algodão”, analisa. A New Holland apresentou na Agrishow um de seus mais importantes lançamentos dos últimos anos: o pulverizador auto propelido SP3500 (202 cv). A ampla rede de concessionárias no Brasil oferece total apoio para o novo lançamento, que é de fabricação nacional. A linha de tratores T8 se encaixa na classe 8 de potência, completando a oferta de tratores da New Holland – que oferece máquinas desde 55 cv. Composta pelos modelos T8.270 (232

cv a 273 cv com o sistema EPM™ de gerenciamento de potência), T8.295 (254 cv a 298 cv), T8.325 (281 cv a 327 cv), T8.355 (307 cv à 357 cv) e T8.385 (335 cv a 389 cv), o lançamento deve atender principalmente grandes produtores de grãos, cana-de-açúcar e algodão. Com tecnologia de duplo rotor, a nova colheitadeira CR6080 oferece para os produtores brasileiros maior tecnologia em uma máquina da classe VI. A CR6080 possui o motor New Holland Tier II e potência de 280 cv, atingindo até 300 cv. Com tanque graneleiro de nove mil litros, a capacidade de descarga é a melhor da categoria, com 90 litros por segundo. O equipamento opera com plataformas convencionais de 25 ou 30 pés. A New Holland lançou ainda a série de plataformas Superflex, que aprimora o sistema de flutuação da barra

Fotos Thiago Buosi

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A New Holland apresentou na Agrishow nove equipamentos para o mercado brasileiro. As novidades são o pulverizador SP3500, a colheitadeira de duplo rotor da classe VI CR6080, as plataformas de grãos Superflex e a linha de tratores T8 – com o maior trator produzido no País, alcançando 389 cv. “Com o lançamento do pulverizador, da colheitadeira de duplo rotor classe VI e da série de tratores de maior potência do país, passamos a oferecer uma linha completa de produtos para os diversos setores da agricultura”, afirma Bernhard Kiep, vice-presidente da New Holland para a América Latina. Segundo o diretor comercial da New Holland, Luiz Feijó, os investimentos da New Holland focam o bom momento do setor. “A agricultura está passando por um período muito posi-

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de corte, proporcionando melhor desempenho durante a alimentação da colheitadeira. Fabricadas em modelos de 20 e 25 pés ou 30 e 35 pés, as plataformas possuem novo design, são mais leves e têm maior resistência.

A mais avancada colheitadeira CR6080 chega aos campos brasileiros

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negócios Fotos Gaspar Nóbrega

A área de exposição da Case Construction na Agrishow

O aumento da produtividade nos campos com as máquinas da Case Construction A participação da Case Construction, uma das líderes do mercado de máquinas de construção, na 18ª edição da Agrishow consolidou o comprometimento da marca na excelência em tecnologia, serviço e responsabilidade social. Durante a feira em Ribeirão Preto, a Case lançou sua nova série de motoniveladoras 845B, 865B e 885B; o Case Customer Assistance, um serviço de comunicação direta com os clientes; inaugurou a nova concessionária Brasif do município e fez uma doação ao hospital do Câncer de Barretos.

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De acordo com Roque Reis, diretorgeral da Case Construction, o agronegócio é um importante consumidor de máquinas de construção. Os investimentos realizados por fazendas, usinas, granjas e prestadores de serviços buscam a solução para aumentar a produtividade e a qualidade também através de equipamentos de construções. “O agronegócio é um importante consumidor de máquinas pesadas e nossa expectativa é que a demanda continue aumentando nos próximos anos. Por isso a Case está investindo para atender melhor o setor, com novos


Nova série de motoniveladoras da Case Costruction

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produtos e melhor prestação de serviços de pós-venda”, afirma. Pensando justamente nesta excelência de atendimento, a marca lançou o Case Customer Assistance, uma central dedicada ao relacionamento com os clientes, pelo telefone 0800 727 CASE e pelo site www.casece.com.br. O objetivo do serviço é garantir maior facilidade e agilidade no contato dos clientes e no esclarecimento de dúvidas. “O grande diferencial desse serviço é a garantia de resposta, pois o atendimento é monitorado para que os assuntos sejam tratados pelas áreas responsáveis e o cliente obtenha as respostas no menor prazo”, diz Reis. Marcando a semana de negócio em Ribeirão Preto, a Case Construction inaugurou a concessionária Brasif Máquinas, resultado de um investimento de R$ 5 milhões. Com amplas e modernas instalações, a nova unidade oferece completa estrutura de

pós-venda, com oficina e grande estoque de peças. Além da estrutura física, foram realizados investimos em mais funcionários e serviços, como o de monitoramento de máquinas, treinamento para operadores e também planos de manutenção programada. A participação da Case Construction na feira ficou marcada, ainda, pela ação com o Hospital do Câncer de Barretos. Por uma iniciativa do projeto social Case Multiação, a marca destinou um valor por máquina vendida durante o evento, o que vai gerar uma doação de cerca de R$ 80 mil. A parceria entre o projeto Case Multiação e o Hospital do Câncer de Barretos começou no final de 2010 e a verba destinada ao hospital foi para o setor de oncologia pediátrica por meio do FIA (Fundo da Infância e da Adolescência). Só este ano o Case Multiação destinou mais de R$ 1,5 milhão para projetos sociais em São Paulo.

Atenta ao crescimento do mercado de equipamentos de construção no agronegócio, a New Holland Construction investiu forte em sua participação na Agrishow 2011. A fábrica marcou presença na feira juntamente com seus concessionários, destacando sua linha de equipamentos que podem ser aplicados no setor agrícola. “Investimos quase meio milhão de reais nesse ano, quantia bem superior aos anos anteriores. Nossa área de estande passou de 300 para 1,2 mil metros quadrados,” afirma Marco Borba, diretor comercial e de marketing da New Holland Construction na América Latina. Os resultados das outras três participações da marca na feira embasaram a importância do investimento e do retorno que o evento proporciona à marca. “A Agrishow se tornou um evento fundamental para nossos planos no segmento agrícola, onde somos bastante atuantes em todo o Brasil, particularmente nas usinas de cana”, completa o diretor. Pensando na amplitude da feira, o estande da marca destacou as pás-carregadeiras W130 e W170B, a miniescavadeira E50B, a motoniveladora RG170B, e as novas retroescavadeiras B90B e B95B, além dos tratores de esteira D140B e D150B e do manipulador telescópico M428. Apesar de ser uma feira agrícola, a Agrishow recebe empresários, prefeitos, secretários e muitos outros visitantes que têm ligação com máquinas de construção. Entre os visitantes também se destacam a presença de muitos profissionais do setor sucroalcooleiro, que utilizam pás-carregadeiras ofertadas pela marca para movimentação de bagaços nas usinas e na infraestrutura das plantações.

Fotos José Lira

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Novo impulso no agronegócio com a New Holland Construction

Além dos modelos de pás-carregadeiras, que atendem o setor sucroenergético, outros modelos de máquinas de construções são bem aplicados nas atividades agrícolas. A escavadeira, por exemplo, pode abrir valas e realizar outras obras nas lavouras; a motoniveladora regulariza acessos e estradas nas propriedades rurais, e a minicarregadeira é capaz de executar dezenas de atividades numa propriedade agrícola, desde movimentação de silos e fenos até limpeza de currais. Para atender o público, a New Holland teve participação de concessionárias de todas as regiões do Brasil. Participaram do evento a Shark Máquinas, que atende a região Sul e municípios do interior de São Paulo – inclusive Ribeirão Preto; a Bamaq, que responde pelos mercados de Minas Gerais, Bahia, Ceará e Piauí; a Emblema, de Araçatuba (SP) e região, e a Mecânica Ricci, que além de cobrir Presidente Prudente (SP), atua no Mato Grosso do Sul.

Um dos grandes detaques da Agrishow: manipulador telescópico M428

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Iveco investe em caminhões inteligentes Açúcar (UNICA) com o objetivo de gerar economia no custo de combustível por quilômetro rodado. Os primeiros testes realizados apresentaram capacidade de substituição do diesel pelo etanol em taxas variáveis de acordo com a utilização do caminhão, podendo chegar a 85% em certos regimes, e com uma substituição média de 40%. Além de reduzir o uso de combustíveis fósseis (no caso, o diesel), a utilização do sistema possibilita um importante ganho ambiental, pois proporciona a redução simultânea de fumaça e de óxido de nitrogênio (NOx), os grandes “vilões” entre as emissões de um motor do ciclo diesel. “A tecnologia apresenta resultados promissores para frotas que tra-

Fotos Divulgação

Novo Iveco Trakker Bi-Fuel: ganho econômico médio de 6% no custo de combustível por quilômetro rodado

A Agrishow 2011 serviu de palco para grandes discussões em torno da sustentabilidade ambiental dos setores envolvidos no agronegócio. Os investimentos da Iveco em torno de soluções inteligentes ganharam destaque durante o evento, principalmente com o inédito Iveco Trakker Bi-Fuel, que roda tanto com etanol como com diesel. Desenvolvido a partir de uma parceria entre a Iveco, a FPT Industrial, a Bosch e a Raízen, o protótipo dotado de tecnologia exclusiva permite redução no consumo do óleo diesel pela adoção do etanol, ao mesmo tempo em que eleva o ganho econômico dos operadores do setor canavieiro. O projeto surgiu a partir de uma proposta da União da Indústria da Cana-de-

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balham no ambiente canavieiro”, diz Renato Mastrobuono, diretor de Desenvolvimento de Produto da Iveco. “Ainda na fase inicial, ele já trouxe excelentes resultados, que ainda vão melhorar com a continuidade do desenvolvimento”, afirma o diretor. Além do ganho ambiental, o sistema Bi-Fuel oferece um ganho econômico médio de 6% no custo de combustível por quilômetro rodado quando comparado a um veículo 100% diesel. Os cálculos foram feitos levando-se em consideração o preço do etanol da usina para o distribuidor (preço Cepea) e o óleo diesel a R$ 1,77 o litro. “Além de todas as vantagens ambientais, o sistema proporciona uma importante economia no custo de combustível. Outra vantagem é que, pela forma como foi desenvolvido, o sistema é reversível e o motor pode voltar a operar somente com diesel, o que aumenta o valor de revenda da máquina”, ressalta Mastrobuono. Depois de apresentado na Agrishow, o protótipo Iveco Trakker Bi-Fuel - cavalo mecânico com tração 6x4 e 63 toneladas de peso bruto total combinado, seguiu para a Usina da Barra, localizada em Barra Bonita (SP), para uma série de testes de campo. As avaliações estão sendo realizadas em parceria com engenheiros da Raízen, joint venture entre Shell e Cosan; e da Iveco, enquanto o protótipo opera engatado a um implemento bitrem para transporte de vinhaça durante a safra 2011. O Iveco Trakker Bi-Fuel utiliza um motor Iveco-FPT de seis cilindros e nove litros, sistema de injeção common rail e 360cv, de ciclo diesel. O modelo possui dois tanques de combustível, um para etanol, outro para o diesel, que serão abastecidos durante todo o período de testes com os mesmos combustíveis encontrados nos postos da rede Shell, o V-Power Etanol e o Fórmula Diesel. O principal desafio de substituir o

diesel pelo etanol num motor do ciclo diesel é obter a ignição do etanol por compressão do diesel para queimar o etanol de forma estável e controlada. O caminho encontrado foi considerar o sistema Bi-Fuel, ou seja, o uso de dois combustíveis, com injeção feita de forma separada e gerenciada totalmente por um sistema eletrônico. “O trabalho de calibração do desenvolvimento deste motor levou em conta as características técnicas do ciclo diesel, as características físico-químicas do combustível etanol e também as singularidades de uma aplicação canavieira” explica Henrique Rezende, gerente de Engenharia Avançada e Inovações da Iveco. O ciclo de combustão do motor do protótipo Iveco Trakker Bi-Fuel se inicia com a injeção do etanol hidratado no ciclo de admissão que, após a compressão, é detonado com a injeção do próprio óleo diesel. O sistema não exige aditivo ou antidetonante e as quantidades de cada combustível são dosadas pela central eletrônica do motor e variam de acordo com as condições de pressão, temperatura e carga. “O sistema common rail e o gerenciamento eletrônico da injeção permitem um mapeamento perfeito do tempo, pressão e tipo de mistura, o que já contribui para a redução das emissões”, diz Rezende.

Veículo utiliza motor Iveco-FPT de seis cilindros e nove litros

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negócios

Linha Fiat Adventure entra em campo

Fotos Thiago Buosi

Na pista off-road os visitantes puderam realizar test drives dos modelos da linha Adventure

Não só de máquinas e implementos agrícolas é composta a Agrishow. A Fiat Automóveis esteve presente em Ribeirão Preto com seus produtos e algumas atrações para os visitantes. Nos quase três mil metros quadrados do estande da fabricante, os curiosos puderam conferir a linha de produtos exposta, com destaque para os modelos Adventure. De acordo com Simone Fernandes, da área de Marketing de Vendas Diretas da Fiat, a apresentação destes produtos está alinhada ao objetivo da Agrishow. “O setor agrícola precisa de veículos mais resistentes para o dia-a-dia. São necessários recursos específicos para andar em estradas irregulares, arenosas, escorregadias e esburacadas, enfim, em condições difíceis que os modelos Adventure solucionam”, explica. Mas a atração que chamou mais atenção do público ficou foi a pista off road de 1,8 mil metros quadrados. Nela era possível realizar test drives dos mo-

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delos expostos e conferir toda a tecnologia e versatilidade da linha. Ricardo Alvarez, proprietário de uma empresa de defensivos agrícolas, realizou o teste e aprovou o desempenho do veículo. “A pista é uma atração à parte. Dificilmente vou me ver em situações tão complicadas quanto nela, mas me saí muito bem”, contou o ribeirão-pretano, que guiou um Palio Weekend Adventure. “Moro na cidade, mas vez ou outra preciso ir a algumas fazendas e nem sempre as condições das estradas são boas. É indispensável o uso de um carro mais resistente”, confidencia. Entre os obstáculos da pista, os visitantes testavam suas habilidades em meio a pedras, buracos, tronco em Z, mata burro, ponte e caixa de ovos. Neste circuito, os curiosos puderam testar todas as tecnologias dos modelos Adventure da Fiat, como o Locker, um sistema de bloqueio do diferencial que proporciona ao carro melhores condições para sair de situações difíceis, ressaltando ainda mais o espírito aventureiro da linha. Fernando Alvarez, também testou o carro no circuito. “Olhando de fora, a pista parece mais desafiadora. Mas a performance do carro é surpreendente”, conta o jovem, que preferiu usar um Strada Adventure para enfrentar os obstáculos. Todos os test-drives eram realizados com o acompanhamento de um instrutor da marca que auxiliava e orientava os motoristas. As versões disponíveis são as seguintes: Palio Weekend Adventure, Palio Weekend Adventure Dualogic, Strada Adventure, Strada Adventure Cabine Dupla, Idea Adventure, Idea Adventure Dualogic e Doblò Adventure. Além dos carros desta linha, também estavam expostos no estande da marca um Novo Uno e um Bravo, para aqueles visitantes menos aventureiros, mas igualmente interessados em conforto e tecnologia.

Os visitantes puderam testar suas habilidades nas mais difíceis condições de terreno

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Fotos José Lira

As tecnologias dos motores e transmissões da FPT Industrial também puderam ser conferidas pelos visitantes da Agrishow: a empresa esteve presente em nada menos que oito estandes em toda a feira. Além de mostrar suas novidades nos estandes dos parceiros, a FPT expôs seus produtos em um estande próprio. A companhia, alinhada com o que há de mais moderno em sistemas de propulsão e sustentabilidade, apresentou quatro diferentes motores: FIC, NEF 4 Eletrônico, Cursor 8 100% Etanol e E.torQ 1.8l 16v, que também estiveram presentes nos sete parceiros da marca na Agrishow, Fiat Automóveis, Case Construction, Case IH, New Holland Construction, New Holland Agriculture, Stemac e Jimenez. Leonidas Pagoto, gerente comercial da FPT Industrial, comentou que a participação da empresa na feira reforçou a versatilidade da marca quanto ao fornecimento de motores para os diferentes segmentos. “A presença da FPT na Agrishow deste ano foi percebida pelo público tanto em nosso espaço quanto nos de nossos clientes. O que reforça que podemos oferecer uma extensa gama de produtos para aplicações industriais, como caminhões e

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O MEU MUNDO. máquinas agrícolas e de construção, e geração de energia, atendendo e antecipando as mais variadas demandas do mercado”, comenta. No seu espaço, a FPT incluiu uma novidade: uma central de notícias da Agência AutoData, especializada no setor automotivo, que contou com redação e estúdio de televisão. “Por meio desta iniciativa, transformamos o nosso estande em um ponto de encontro dos principais executivos da área”, explica Cláudio Rawicz, gerente de Comunicação e Marketing. Lá, foram realizadas entrevistas com os parceiros. Também eram produzidos boletins sobre os lançamentos do evento e o mercado de transportes e máquinas empregadas no agronegócio. Além da agência de notícias, a FPT, realizou uma ação inédita na feira. A empresa contou com um balão que, além de divulgar a marca percorrendo os céus do parque de exposições, colocava a disposição de parceiros e visitantes um passeio pelo charmoso meio de transporte. Os vôos aconteciam todos os dias e, com ele, era possível conhecer a Agrishow de uma perspectiva única, a vinte metros de altura.

O balão da FPT proporcionou aos visitantes um passeio nos céus da Agrishow

N45 Eletrônico

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FPT Industrial: potência em oito estandes

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premiação

teve como tema ‘Qualidade e Inovação: Caminhos para a Competitividade’, foi mediado pela apresentadora Adriane Galisteu e premiou os 41 fornecedores das empresas Fiat – Fiat Automóveis, Fiat Powertrain Technologies, CNH (Case New Holland) e Iveco – que mais se destacaram ao longo de 2010. Recepcionados pelo presidente do Grupo Fiat na América Latina e presidente da Fiat Automóveis, Cledorvino Belini, e pelo diretor de Compras da Fiat Automóveis e CEO do Fiat Group Purchasing, Osias Galantine, os convidados ficaram conhecendo, durante a cerimônia de premiação, as últimas apostas de negócio das empresas do Grupo, bem como as ações estratégicas traçadas para os próximos meses. Além, claro, de aplaudirem de perto os parceiros de maior destaque no ano passado.

Qualitas Awards premia excelência

Para Osias Galantine, qualidade e inovação não são apenas predicados que integraram o tema do Qualitas Awards 2011, mas questões essenciais para o bom desempenho dos processos e serviços realizados pelas empresas do Grupo Fiat. Além disso, ressaltou que o Grupo, apesar de ser líder do setor no mercado brasileiro há nove anos, não pode se acomodar ou dar margens a erros, pois, segundo Galantine, mesmo com a consolidação da marca, ainda e sempre existe espaço para evolução. Galantine mostrou, também, que o mercado de automóveis está crescendo consideravelmente e vem se tornando cada vez mais exigente ao oferecer um maior número de opcionais de compra. “Por isso é tão importante encantar o cliente com os produtos oferecidos e o Grupo Fiat conta com

Cledorvino Belini, presidente da Fiat na América Latina: excelência no atendimento Entre os convidados estavam clientes, fornecedores, dirigentes do Grupo e representantes de instituições de qualidade

dos fornecedores do Grupo Fiat

Cerimônia foi realizada em São Paulo e teve como tema ‘Qualidade e Inovação: Caminhos para a Competitividade’

POR FABIANA NOGUEIRA

A

noite fria do último dia dez de maio ainda não havia caído completamente quando os primeiros convidados para mais uma edição do Prêmio Qualitas Awards começaram a chegar ao centro de convenções Expo Transamérica, em São Paulo (SP). O evento, que há 22 anos destaca e homenageia os principais fornecedores do Grupo Fiat na América Latina,

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contou com a presença de aproximadamente 600 pessoas, entre clientes, fornecedores, dirigentes do Grupo, jornalistas especializados e representantes de instituições de qualidade, como a Fundação Nacional de Qualidade (FNQ), o Instituto da Qualidade Automotiva (IQA), a União Brasileira para a Qualidade (UBQ) e o Instituto de Qualidade de Minas (IQM). Este ano, o Qualitas Awards, que

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premiação

vocês, fornecedores, para alcançar este objetivo”, disse. Ainda de acordo com Galantine, “acima de tudo, a Fiat Automóveis deseja fazer parte de uma cadeia produtiva saudável e sustentável, que cresça junto com o diálogo e a evolução gradativa dessas sociedades”. Roger Dias, responsável de Compras Osias Galantine, diretor da FGP na América Latina da Fiat Powertrain Technologies, explica que essa prática também se ese diretor de Compras da Fiat Automóveis tende aos projetos da Fiat Powertrain e FPT Industrial, uma vez que as duas companhias também têm em mente a realidade e a necessidade de traçar os projetos e produtos sempre de forma sustentável. “Acreditamos que produtos bem sucedidos são aqueles que conseguem inovar e manter, ao mesmo tempo, uma relação custo-benefício interessante para o cliente. E com a realização do Qualitas, durante Roger Dias, responsável de Compras da Fiat mais de vinte anos, conseguimos rePowertrain e FPT forçar tal ideia juntos aos nossos forIndustrial necedores”, acrescentou Dias.

Ricardo Ribeiro, responsável de compras da CNH e responsável pela commodity Mecânicos FGP na América Latina

Paulo Roberto da Luz, responsável de compras da Iveco América Latina

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Grandes oportunidades Os resultados dos primeiros meses de 2011 mostram que o caminho traçado para alcançar o décimo ano de liderança parece estar certo. O novo Uno, por exemplo, vem conquistando, por consecutivas vezes, o primeiro lugar no ranking geral de vendas de automóveis no país. Além disso, de acordo com os dados apontados por Galantine durante a cerimônia, as vendas Fiat Automóveis no primeiro quadrimestre deste ano cresceram 2,7% e, até o fim do ano, devem aumentar ainda mais. Vale destacar, também, que, no ano passado, a Fiat Automóveis vendeu mais de 760 mil veículos, entre automóveis e comerciais leves, contribuindo para colocar o país como o quarto maior mercado em vendas de veículos de todo o mundo. Ricardo Ribeiro, responsável de compras da CNH e responsável pela commodity Mecânicos FGP na América Latina, e Paulo Roberto da Luz, res-

ponsável de compras da Iveco América Latina, falaram sobre os bons números das empresas em 2010, além das expectativas para 2011. Ricardo contou que 2010 foi o melhor ano para a CNH no país, já que a companhia ultrapassou as metas estabelecidas e a CNH Global fechou o ano com faturamento de US$ 16 bilhões. Segundo ele, em 2011, a previsão também é de quebra de recordes. “O setor vem crescendo aceleradamente e deverá, em 2012, ter um incremento de 30% em relação aos valores de 2011. Na área agrícola também tivemos um excelente desempenho. No ano passado, por exemplo, a CNH vendeu quase 18 mil tratores”, explicou. Ele também anunciou uma nova fábrica da CNH em Córdoba, na Argentina, que será responsável por produzir tratores, colheitadeiras e motores a diesel de última geração, exclusivamente para a América Latina. “Serão investidos mais de US$ 100 milhões e gerados 600 empregos diretos e 1500 indiretos. Essa fábrica será um importante representante de nosso faturamento, que já representa quase 20% do faturamento da CNH Global”, explicou. Este ano também deve ser de bons números para a Iveco, fabricante que mais cresceu no Brasil nos últimos anos. Segundo Paulo Roberto da Luz, o mercado brasileiro de caminhões está em seu melhor momento. “Em 2010 foram vendidos cerca de 195 mil caminhões acima de 2,8 toneladas. Foi um recorde histórico e certamente 2011 será muito melhor para a Iveco e seus parceiros. Nos primeiros quatro meses deste ano as vendas estiveram super aquecidas. De janeiro a abril, o mercado interno cresceu 15% e a Iveco, 60% a mais do que no mesmo período de 2010”, apontou. Para Marco Mazzu, CEO da Iveco América Latina, credita o bom desempenho à coerência do trabalho da empresa vem fazendo com o plano de trabalho definido em 2007. “É um plano sus-


premiação

Fiat e Lear Corporation. Uma parceria de sucesso.

Agradecemos a Fiat pelo reconhecimento nas categorias “Otimização do Valor”, “Commodity Químicos” e “Responsabilidade Social”.

A 22ª edição do Qualitas Awards foi finalizada com um show da cantora mineira Paula Fernandes

tentável, que preza um crescimento com qualidade, que obviamente tem foco na capacidade produtiva, mas não deixa de lado o foco no atendimento ao cliente”, afirmou. Parcerias de sucesso Para Manoel Rivas, representante da Dana Indústrias, o importante em um negócio é equilibrar as partes interessadas, como funcionários, acionistas, clientes, fornecedores e comerciantes, e o Qualitas Awards, de certa forma, atinge esse objetivo. “Acredito que uma premiação como esta vá além do reconhecimento de um bom trabalho. Ela faz, também, com que o fornecedor se sinta parte do Grupo Fiat e tenha consciência que sua parceria, é, sim, um sucesso”, afirmou. A ideia é compartilhada por Gianni Coda, presidente da Fiat Group Purchasing (FGP), que reafirmou o orgulho do Grupo Fiat em reconhecer e homenagear seus fornecedores, pois acredita que eles também são responsáveis pelo sucesso da marca. Luiz Renato Alberti, da L. Alberti, homenageada pela primeira vez, afirma que o Qualitas só fortalece a confiança da relação cliente-fornecedor e aumenta a responsabilidade do forne-

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cedor em relação ao que já conquistou. “Assim, a cada ano se trabalha mais para melhorar a qualidade do produto disponibilizado para o Grupo Fiat”, disse. Airton Evangelista, da Takata Petri, fornecedor premiado na categoria “Elétricos”, acredita que a humildade citada por Marco fica ainda mais evidenciada com a realização do Qualitas Awards. Segundo ele, “uma premiação como esta é muito importante, pois nos mostra o respeito que o Grupo Fiat tem por seus fornecedores, além de incentivar o aprimoramento de nosso negócio para que nossa parceria seja sempre um sucesso”. Ainda durante a cerimônia de homenagem, os dirigentes da Fiat abordaram a parceria com a Chrysler. A meta do Grupo é alcançar, ainda em 2011, 51% do controle acionário da empresa e formar uma aliança que seja capaz de alavancar o desenvolvimento das atividades internacionais, tanto da Fiat, quanto da Chrysler. “Prevendo a abrangência da capacidade produtiva no Brasil, a Fiat tem trabalhado em programas de expansão para aumentar a produtividade da cadeia de fornecedores. Um exemplo disso é o Programa Fiat Parceria For-

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premiação

necedores que resulta em grandes benefícios para toda a cadeia. Por meio desta iniciativa, procura-se trabalhar de forma conjunta o foco na sustentabilidade do negócio, na inovação e na tecnologia, com o intuito de agregar ainda mais valor ao produto final”, destaca Galantine. A FPT Industrial também aproveitou o momento para expor alguns de suas estratégias de expansão e antevê

grandes oportunidades na área de geração de energia. Por isto, a empresa deve investir no fornecimento de propulsores para grupos geradores com foco na área hospitalar e industrial. A 22ª edição do Qualitas Awards foi finalizada com um show da cantora mineira Paula Fernandes, que encantou o Rei Roberto Carlos ao soltar a voz em seu programa especial de Natal, no fim do ano passado.

Mercado automotivo brasileiro cresce, muda perfil e traz desafios

Competitividade do Brasil em pauta durante a cerimônia

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Durante a cerimônia do Qualitas Awards, Osias Galantine chamou a atenção dos fornecedores e demais presentes para o redesenho da configuração do mercado automobilístico brasileiro, que até o momento, vem registrando considerável crescimento. Segundo ele, dados da consultoria PricewaterhouseCoopers apontam que o Brasil é menos competitivo em relação a uma série de outros países. No México, por exemplo, os custos com a produção de automóveis equivalem a 75% do valor gasto por aqui. Já na Índia, o percentual é de 66% e, na China, de 63%. “É por isto que precisamos reforçar a ideia de que qualidade e inovação são questões cada vez mais importantes em nosso negócio, dos produtos aos serviços oferecidos”, ressaltou.


premiação

NGK, Petronas e Sumidenso se destacam na premiação Este ano os ganhadores do ‘Qualitas 5 Estrelas’, a maior homenagem da premiação Qualitas Awards, foram a NGK do Brasil (cerâmica e velas de ignição), a Petronas Lubrificantes e a Sumidenso (componentes elétricos), que já haviam tido seus trabalhos reconhecidos nos últimos cinco anos pelo Prêmio e voltaram a ser homenageadas na edição 2011 do Qualitas. Já a Lear Corporation foi congratulada com duas Menções Honrosas, uma na categoria ‘Otimização de Valor’ e outra em ‘Responsabilidade Social’. A TW Espumas foi homenageada por ter conquistado a Faixa Ouro no Prêmio Mineiro da Qualidade 2010. As outras 36 companhias premiadas dividiram os troféus em seis categorias diferentes. Confira abaixo a lista completa: qualitas 5 estrelas Químicos

Metálicos

Autoplas

Aethra (Estampados)

Bridgestone do Brasil

ArvinMeritor

HBA Hutchinson Lear Corporation Michelin Petronas Lubrificantes Pirelli (Centro de Montagem)

Bosch (Sistema de freios) Dana Federal Mogul

Saint Gobain

Frum

Elétricos

GKN do Brasil

Chris Cintos

Iochpe Maxion (Rodas e chassis – planta de

Denso Sistemas Térmicos

Cruzeiro – SP)

Italytec

L. Alberti

Moura

Master

NGK do Brasil

Mefro Wheels (Argentina)

Sumidenso

Metalúrgica Mardel

Takata Petri Valeo Materiais Indiretos Cemig Consmetal

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Basf (Cerâmica catalítica)

Neumayer Tekfor Sifco Vottero (Argentina) ZF do Brasil (Sistemas de transmissão)

Guia Marketing

Logística

Omni

Jat Transporte e Logística

SKF Rolamentos

Sadi

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premiação

Kyohei Hayashi, diretor presidente da NGK: “A NGK do Brasil investe em pesquisa e tecnologia para fornecer o que existe de mais inovador em velas, cabos e sensores. Este prêmio comprova a qualidade e eficiência do nosso trabalho que é totalmente focado na superação das expectativas dos clientes”

Hiroshi Shimizu, diretor presidente da Sumidenso, com prêmio: “Todos os clientes se beneficiam quando elevamos nosso patamar de eficiência e qualidade. Manter os elevados padrões e processos de excelência em um mercado aquecido é um desafio a qualquer fornecedor”

Adílson Capanema, diretor-executivo da Petronas Lubrificantes Brasil: “A Petronas reforçou sua estrutura operacional e técnica, investindo em capacitação para assegurar os padrões de qualidade”

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premiação

Qualitas Concessionárias destaca qualidade de atendimento Evento premiou 24 distribuidores e reuniu pilotos do Troféu Linea

Lélio Ramos, diretor comercial da Fiat: bom atendimento como estratégia competitiva

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A noite de 11 de maio também foi agitada no Expo Transamérica, que, desta vez, recebeu a 4a edição do Prêmio Qualitas Concessionárias. Com o tema “Acelerando juntos pela liderança”, a premiação congratulou os 24 concessionários da Fiat que conquistaram maior destaque em 2010, de acordo com o Programa de Monitoria da Qualidade do Atendimento (MQA), nos quesitos ‘qualidade do atendimento de vendas e pós-vendas’. A 4a edição do Qualitas Concessionárias, apresentada pela jornalista Renata Fan, foi transmitida ao vivo, por meio da TV Fiat, às concessionárias de todo o país e mais de 4000 pessoas acompanharam o evento, que também recebeu os pilotos Cacá e Popó Bueno momentos antes da cerimônia de premiação. Os dois distribuíram autógrafos e posaram para fotos com os convidados no coquetel de abertura da premiação, ao lado do Linea de competição similar aos que ambos pilotam nas corridas do Troféu Linea. De acordo com o diretor-adjunto de vendas mercado interno da Fiat, Hilário Soldatelli, o Qualitas Concessionárias é um marco, pois celebra o sucesso da rede em vendas e atendimento, que são dois pontos de grande importância para a liderança da Fiat no mercado de automóveis. “Hoje temos cerca de 600 pontos de venda espalhados por todo o país. Ao premiarmos as unidades de destaques, conseguimos ressaltar a relevância do bom atendimento e mostrar que um cliente bem atendido influencia seus contatos e esse é o ponto de relacionamento mais importante”, acredita.

José Moreno, diretor da Unitá de Tubarão (SC), que recebeu dois troféus, acredita que o Qualitas estimula aqueles que ainda não conquistaram os resultados desejados, mas que estão trabalhando e para isso, a continuar buscando suas metas. “A importância de um evento como este é muito grande, pois premia justamente a qualidade do atendimento. Isso estimula, também, os colaboradores dos pontos de venda. Eu, por exemplo, divido esses prêmios com os meus colaboradores, pois eles compraram o objetivo de realizar um bom trabalho”, afirma. Ivan Ribeiro Costa, presidente da Dicasa, concessionário Fiat desde 1979, diz que “um evento como o Qualitas faz com que os fornecedores aprimorem os serviços enquanto a Fiat aperfeiçoa seus produtos, sempre com foco nos clientes. Isso, consequentemente, faz com que os compradores se tornem fiéis, não só à marca, mas também aos pontos de venda”, diz. A opinião de Costa, aliás, é a mesma de Cledorvino Belini, presidente da Fiat Automóveis na América Latina, e de Lélio Ramos, diretor comercial da empresa, que subiram ao palco para ressaltar a importância de um bom atendimento nos pontos de venda como estratégia competitiva e, também, como um diferencial do Grupo. Para Lélio Ramos, a liderança da Fiat no mercado automobilístico há quase dez anos se deve, principalmente, à parceria com os concessionários. “Nossa relação com vocês deve servir de exemplo para muitas outras empresas da indústria de au-

tomóveis. Somos agradecidos porque sabemos que evoluímos juntos e que a liderança que mantemos hoje no mercado brasileiro tem como um dos pontos fundamentais a excelência do atendimento na rede de concessionárias”, afirmou. Belini também ressaltou a importância da qualidade do produto e do atendimento, das vendas e da satisfação do cliente, para a liderança e para a reputação da marca Fiat. Já Luiz Romero Farias, presidente da Associação Brasileira dos Concessionários Fiat (Abracaf), parabenizou os destaques do ano passado, mas afirmou que “o grande vencedor é o conjunto formado pela Fiat e por sua rede. A posição da Fiat hoje, no mercado, não é uma dádiva. É uma conquista em uma competição entre inteligências, um triunfo dinâmico

que precisa ser reafirmado a cada momento”, acredita. Para Nélvio Perin, proprietário da Monte Carlo, em Goiuerê, no Paraná, e parceiro da Fiat desde 1993, a premiação é muito motivadora, além de permitir o contato com outros colegas do setor. “Um encontro e um reconhecimento como este é fundamental para a melhoria de nossos serviços, pois a troca de informações, de ideias de atendimentos e serviços faz com que voltemos renovados e com vontade de fazer um trabalho ainda mais competente”, acredita ele.

Luís Romero, presidente da Associação Brasileira dos Concessionários Fiat (Abracaf)

Qualitas Excelência Durante a cerimônia, também foi anunciada a criação de um novo programa de incentivo para a rede de concessionárias, o Qualitas Excelência, que fará uma junção dos melho-

Sucesso de vendas em todo o Brasil, o Novo Uno deixa as ruas mais coloridas

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premiação

res pontos dos programas Qualitas, Excelência e QTA. Com o objetivo de aprimorar o relacionamento e a fidelização de clientes, o Qualitas Excelência será dividido por regionais e premiará as 25 unidades com melhor desempenho entre 1o de maio de 2011 e 29 de fevereiro de 2012. “Com o Qualitas Excelência vamos estimular o esforço em equipe das concessionárias e também de seus titulares para a melhoria dos indicadores de qualidade, atendimento e vendas. É importante destacar, também, que a competição será entre as concessionárias de mesmo porte (grande, médio e pequeno). Dessa forma, a Fiat busca valorizar

ainda mais aqueles que fazem a diferença no atendimento ao cliente e investem para que a Fiat tenha uma presença forte em todas as regiões do país”, explicou Lélio Ramos. Belini também subiu ao palco e parabenizou todos os premiados da edição pela excelência e pelo comprometimento com a marca Fiat. “O nosso encontro é permeado por grandes perspectivas e por grandes desafios, que não são poucos. Nosso mercado está cada vez mais competitivo e não podemos deixar de manter nossa busca incessante pela liderança em todos os quesitos – qualidade no atendimento, vendas e satisfação do cliente.

Os representantes da Samam (Aracaju-SE), Unitá (Tubarão-SC) e Revemax (Itaúna-MG) subiram ao palco para receber, das mãos de Belini e do diretor comercial da Fiat Automóveis, Lélio Ramos, o troféu ‘Melhores do Brasil’, prêmio máximo que destaca os três melhores pontos de venda de todo o país.

Frederico Pontes, Gerente de Pós-Venda Samam e Henrique Junior, Diretor da Samam, com o prêmio: investimento na qualidade do atendimento

Os grandes vencedores do Qualitas em 2010 Confira abaixo a lista completa dos vencedores do Qualitas Concessionárias 2011, por Regional:

melhores do brasil

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Regional Rio de Janeiro

Regional Brasília

Eurobarra (Rio)

Cevel (Goiânia-GO)

Ceolin (Teixeira de Freitas-BA)

Umuarama (Araguaína-TO)

Dicasa (Teresópolis-RJ).

Jirauto (Ji-Paraná-RO)

Regional Recife

Regional Porto Alegre

Samam (Aracaju-SE)

Sul Peças (RS)

GVel (Pernambuco)

Unitá (Tubarão, SC)

Autobraz (Caiacó-RN)

Carboni (Joaçaba, SC).

Regional Curitiba

Regional Campinas

Florença (Joinville-SC)

Lance (Ribeirão Preto-SP)

Via Verdi (Maringá-PR)

Livia (Catanduva-SP)

Fipal (Pato Branco-PR).

Viviani (Pirassununga-SP)

Regional Belo Horizonte

Regional São Paulo – Capital

Automax (Belo Horizonte-MG)

Ventuno – Mooca (São Paulo-SP)

Curvel (Curvelo-MG)

Auguri (Osasco-SP)

Revemax (Itaúna-MG).

Disvep (Registro-SP)

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Ana Alves, gerente de Projeto Padrões de Atendimento Grupo Unitá, com os sócios José Moreno, à esquerda, e Ricardo Gaindziski

Luiz Carlos Dornas Fagundes, diretor da Revemax, Eneida Fagundes, Fernanda Gonçalves e Michelini Rosa, subiram ao palco representando toda a equipe da Revemax

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capacitação

Fiat investe na qualificação de fornecedores A relação entre as empresas do Grupo Fiat e os fornecedores é de parceria, através de programas de capacitação e desenvolvimento, como a Academia Lean

O

Valor do Produto (OVP), que, através da estratégia de desenvolvimento de fornecedores, promove a contínua busca pela competitividade na cadeia de suprimentos,  com ações que objetivam não apenas resultados imediatos, mas que capacitam a alcançar novos patamares de eficiência de forma sustentável. Eduardo Ventura, engenheiro, especializado em Lean Production pela UFSC, da área de Desenvolvimento de Fornecedores (DF), explica que tudo começa com um diagnóstico dos fornecedores, através de visita das equipes de Engenharia de Fotos Studio Cerri

Grupo formado em maio reúne fornecedores da Iveco, Fiat Powertrain e CNH (setor industrial)

relacionamento entre as empresas do Grupo Fiat e seus fornecedores vai muito além do processo formal de compras. Envolve uma complexa integração, que abrange capacitação técnica e estímulo à inovação e competitividade, para fortalecer todos os elos da cadeia de suprimentos e de produção. As áreas de compras de várias empresas do grupo estão integradas na Fiat Group Purchasing (FGP), estrutura global que potencializa a eficiência e o desenvolvimento de fornecedores. Uma das vertentes da FGP é a área de Otimização do

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Qualidade de Fornecedores e dos grupos de sistemas de responsabilidade do DF. A Universidade Fornecedores Fiat, conduzida pela FGP e pelo Centro de Competências Fiat, recebe as informações captadas neste diagnóstico e desenvolve programas específicos para aprimorar as habilidades dos fornecedores. São programas de formação com foco em distintas áreas,  como desenvolvimento gerencial, gestão de negócios, processos industriais, entre outras. Um programa de formação de grande êxito é a Academia Lean, que se desenvolve no âmbito da Universidade Fornecedores Fiat. Começou a ser implantado em setembro de 2009, reunindo fornecedores da Fiat Automóveis instalados em Minas Gerais e em São Paulo, com o objetivo de difundir, através de seminários, os princípios Lean – termo equivalente a “enxuto” em inglês, que é atribuído ao processo de produção com reduzido desperdício, que se caracteriza pela máxima qualidade, mínimo fluxo, máxima disponibilidade e mínimo inventário. “Os ganhos com os projetos da Academia Lean são diretamente dos fornecedores. O Grupo Fiat beneficia-se com a adequação de sua cadeia de suprimentos aos princípios da Manufatura de Classe Mundial(WCM), uma vez que processos enxutos resultam em produtos de qualidade, entregues no tempo certo e sem perdas”, explica Ventura. Em abril, foi concluída a segunda turma formada pela Academia Lean, totalizando 56 fornecedores fortemente envolvidos com as ferramentas básicas de produção enxuta, com foco em produtividade e qualidade. Durante o processo de capacitação, equipes de cada fornecedor trabalham intensamente variáveis que podem ser aprimoradas, como redução de perdas, de defeitos e estoques em processo, ganhos em produtividade, otimização de espaços físicos e melhoria

de layouts e set-ups. Os casos analisados são reais, de modo que o processo resulta em aprimoramento efetivo da operação do fornecedor. A próxima turma, lançada em maio, envolve 25 fornecedores da Iveco, Fiat Powertrain e CNH – Setor Industrial, com foco em produtividade. E prepara-se para o início de julho o lançamento de mais um grupo de fornecedores Fiat, para desenvolvimento dos temas qualidade e produtividade. “A mensagem para os fornecedores é que os investimentos de maior retorno estão na educação e na formação profissional de suas equipes, pois a busca do conhecimento é a atitude que determina o futuro. É simples assim, porque a simplicidade é a base do conhecimento e da cultura Lean”, destaca Ventura. A Academia Lean considera que as empresas são formadas por profissionais, os quais são células de um organismo maior. O crescimento profissional individual traz como resultados o crescimento das empresas e os melhores profissionais formam as melhores empresas. Este é o caminho para a constituição de uma empresa best in class, base da cultura de inovação, competitividade e sustentabilidade desenvolvida pela Fiat.

Segunda turma formada pela Academia Lean, em abril

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negócios

Iveco ganha ainda maior fatia dos semipesados com os caminhões Tector As vendas da empresas nesse nicho de mercado cresceram 84,4% em 2009, comparadas com o ano anterior e continuarão crescendo em 2011 Por Izabela Abreu

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Fotos Studio Cerri

Roberto Cavos, diretor da Transportes Cavol: “Em três anos queremos ter uma frota 100% Iveco”

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penas três anos após seu lançamento, a linha de caminhões Tector já alça a Iveco como um importante player na categoria de semipesados no Brasil. Somente no ano passado, foram mais de duas mil unidades comercializadas. Considerando as vendas do Eurocargo, a outra família de semipesados da Iveco, a participação da fabricante no segmento dobrou em 2010 em relação ao ano anterior. “No ano passado, nossas vendas de semipesados cresceram 84,4% em relação a 2009. Nossa participação no mercado agora é de 6,1%, contra 3,2% de 2008.” Explica o diretor de Vendas e Marketing da Iveco no Brasil, Alcides Cavalcanti. Segundo ele, o mercado de caminhões em 2011 deverá ser parecido e tão forte quanto ao volume alcançado

em 2010, “O país está em um momento favorável e a visão a médio prazo é positiva, principalmente em relação ao mercado de semipesados.Pudemos observar também o transportador muito mais maduro, atento às novidades da indústria e de olhos mais abertos ainda nos quesitos consumo e produtividade”, acrescenta Cavalcanti. Apostando na linha Tector, a perspectiva para 2011 é que as vendas aumentem ainda mais. O modelo, baseado na mais recente versão do Iveco EuroCargo campeão de vendas da Iveco, com mais de 430 mil unidades comercializadas desde seu lançamento em 1991, amplia a possibilidade de customizar o veículo aumentando a flexibilidade de aplicações de um caminhão semipesado.Projetado para atuar na faixa entre 16 e 31 toneladas de peso total bruto (PTB), é versátil e está preparado para atender às diversas exigências dos profissionais da estrada, podendo ser aplicado como baú, carga seca, basculante, entre outras. Considerada uma das mais completas gamas do segmento. São oferecidos os modelos 170E25, 170E25T, 240E25, Iveco Tector Stradale 240E25 S e 260E25 e as trações 4x2, 6x2 e 6x4. Desenvolvida exclusivamente para o Brasil, a versão 6x4, traz a transmissão Eaton FTS 16108LL, de 10 marchas, a única caixa sincronizada deste segmento. São ao todo 14 versões, incluindo opções de cabines curta ou leito, de plataforma ou cavalo-mecâ-

nico e quatro distâncias de entre-eixos (3.690, 4.815, 5.175 e 5.670 mm). O motor Tector de 6 cilindros e 5,9 litros, vem em nova versão, com 250cv de potência, 10cv a mais que a versão mais forte utilizada no EuroCargo e 950 Nm de torque máximo (17% a mais que o modelo anterior),. O novo modelo oferece três opções de caixas de transmissão. Atraindo cada vez mais o interesse dos frotistas com suas características, a competitividade da marca aumenta a cada dia já que pode ser muito bem aproveitado no transporte de produtos da linha agrícola e industrial. Sob a batuta do crescimento do agronegócio no Brasil e a demanda por caminhões do tipo semipesados, a perspectiva é que essas características intensifiquem ainda mais a participação da Iveco dentro desse nicho. Comprovação dessa perspectiva foi a compra de um lote de seis unidades Iveco Tector pela empresa Gaucha Transportes Cavol que está há quase 40 anos no mercado e pretende padronizar sua frota com caminhões Iveco. De acordo com o diretor da Transportes Cavol, Roberto Cavol, a companhia conta com uma frota de 87 veículos e deseja fazer uma parceria com a marca. “Desse total, 35 dos caminhões são Iveco e queremos em três anos ter uma frota 100% Iveco. A padronização da frota traz muitos benefícios”. Afirma. Para Alcides Cavalcanti, diretor de Vendas e Marketing da Iveco do Brasil, ter a Cavol como cliente é motivo de orgulho. A empresa atende a todo o território nacional em cargas completas, atuando em todas as cidades do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo e Bahia. RTE Rodonaves A RTE Rodonaves, uma das maiores transportadoras de cargas fracionadas do Brasil, presente nos Estados de São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e no Distrito Fede-

ral adquiriu recentemente duas concessionárias Iveco no interior do Estado de São Paulo. Uma em Campinas e outra em Caçapava/São José dos Campos. Com essa iniciativa o grupo se solidifica ainda mais no mercado. De acordo com o Presidente da RTE Rodonaves, João Naves, a diversificação do grupo acontece num momento especial do setor, “O mercado de caminhões está crescendo e nosso objetivo neste primeiro momento é o de investir em pós-venda e inaugurar mais uma concessionária no segundo semestre”. O empresário explica que escolheu a Iveco devido ao crescimento da empresa nos últimos anos e o grande potencial. “As vendas Iveco aumentaram cinco vezes desde

2006. A rede de concessionárias cresceu e dobrou de tamanho no período e, além disso, a marca renovou toda a sua gama de produtos em quatro anos, um fato inédito no setor automotivo”, completa. Para o diretor de Vendas e Marketing da Iveco no Brasil, Alcides Cavalcanti, ter a RTE com a Iveco, vai contribuir para melhorar ainda mais o relacionamento com os clientes. “A Rodonaves completou 30 anos de história de empreendedorismo no Brasil e tem uma grande experiência como cliente de montadoras. Vamos usar esta experiência em favor de todos os clientes”. Afirma.

João Naves, presidente da RTE Rodonaves, conta que escolheu a Iveco devido ao crescimento da empresa nos últimos anos

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marketing

Tem sempre um Iveco Tector perfeito para você Campanha de marketing da Iveco, lançada em 2010, é premiada durante 8ª edição do prêmio Grandes Sacadas de Marketing

POR IZABELA ABREU

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Divulgação

Marcelo Bouhid (à esquerda), gerente de Marketing, recebe o prêmio

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estacar empresas que alavancaram forte crescimento graças às ideias e estratégias dos profissionais de marketing é o principal objetivo do prêmio Grandes Sacadas de Marketing. Organizado pelo Cenam - Centro Nacional de Modernização - o prêmio Grandes Sacadas de Marketing teve sua 8ª edição realizada no dia 4 de maio, durante o Fórum As Grandes Sacadas de Marketing do Brasil, que aconteceu em São Paulo e trouxe cases selecionados em 37 categorias. Uma entre as dez empresas brasileiras selecionadas, a Iveco, destacouse ao realizar uma estratégia diferen-

ciada em um segmento historicamente marcado por ações convencionais. Com sua campanha lançada em 2010, por meio do slogan “Tem sempre um Iveco Tector perfeito para você”, foi premiada na categoria Caminhões e Ônibus. A comunicação traduziu toda a versatilidade do caminhão Tector ao investir na utilização de diversos canais para a apresentação de uma única mensagem: Monte seu Tector. Aliando publicidade, ação on-line e forte ativação comercial regional, a campanha efetivamente ajudou a marca a alavancar o produto, registrando aceleração de vendas e ganho de market share em seu segmento. As vendas do Iveco Tector subiram 71% no trimestre posterior à campanha e isso ajudou a marca a subir de 6,8% a 8,5% no segmento dos semipesados, o mais disputado do mercado nacional de caminhões. Para Marcelo Bouhid, gerente de Marketing da Iveco, ser reconhecida com o prêmio Grandes Sacadas de Marketing mostra que a Iveco é uma empresa atenta às novas tendências e merece reconhecimento como uma das principais empresas do país. “Além de ser quarta maior montadora de caminhões do Brasil, a Iveco comprovou sua importância no país, com uma comunicação inovadora que faz uso de ferramentas de integração que têm o objetivo de apresentar campanhas diferenciadas de marketing a seus diversos públicos”, afirma.


marketing

Iveco instala simulador do novo Stralis em aeroporto Inovadora ação de marketing no saguão do Aeroporto de Confins, em Minas Gerais, reproduz com realismo as emoções de pilotar um caminhão extrapesado

Por Daniel Rubens Prado

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Fotos Ignácio Costa

Simulador foi adaptado dentro da cabine original do Stralis

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ombinando os avanços da engenharia, matemática, física e tecnologia da computação, a Iveco, em parceria com a agência de publicidade Domínio Público, a Edag e a Pixel Labs, criou um protótipo que simula experiências reais de pilotar o novo lançamento da fabricante – o caminhão extrapesado Stralis NR Eurotronic. O simulador, que tem 95% de originalidade, foi adaptado dentro da

própria cabine do Stralis, e ficou exposto no saguão do Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, entre o final de maio e o início de junho, quando começou a circular pelo país, sendo exposto em feiras e exibições do ramo automobilístico. Quem passou por lá, pôde experimentar a inovação e embarcar em uma viagem de cerca de três minutos pela pista virtual da Iveco. O trajeto é projetado no vidro frontal da cabine por meio de um retroprojetor externo que, para dar ainda mais a sensação de realismo, possui uma película especial Vikuit, que escurece totalmente o vidro e intensifica a projeção, com ganho de luminosidade e contraste na imagem. “Apesar de não ter prática de piloto, já dirigi caminhões em obras, mas não com essa tecnologia. O Stralis é excelente pela sua ergonometria. Boa dirigibilidade, muita potência, tudo alinhado a um design muito arrojado”, disse o engenheiro mecânico João Jacques, após fazer o test-drive. Um dos maiores desafios dos projetores foi manter o máximo de fidelidade do volante original do caminhão, que possui 5 kg. A solução encontrada pela Pixel Labs, empresa responsável pelo software e pelos equipamentos eletrônicos, foi desenvolver outro volante, feito com fibra de vidro, que pesa apenas 1,5 kg. Essa estrutura possui coluna de direção

própria e é umas das únicas peças que não é original na cabine do simulador. “Achei o volante suave. Eu esperava uma direção mais dura. É mais fácil de dirigir do que eu esperava. Eu tive algumas experiências com simuladores na bienal do automóvel, mas nenhum me deu essa sensação real. Até pelo visor ser no pára-brisa inteiro, achei bem real, o gráfico é muito bom. A sensação é original”, disse o jornalista Daniel Ribeiro, que levou sua namorada, a agente de viagens Ana Cristina Duarte, para uma volta antes de chamarem seu vôo. Não há idade e nem mesmo é preciso de carteira de motorista para experimentar o simulador – basta ter 1,5m de altura para alcançar os pedais. Porém, mesmo não tendo tamanho, Carla Rossi, de apenas sete anos, se aventurou de carona com sua irmã mais velha, a estudante Natália Rossi, na boleia do Stralis: “Nunca dirigi caminhão antes. Apesar de ser um pouco complicado pra mim, achei a experiência bem legal. A cabine é super confortável e a visão que se tem lá de dentro é muito boa. Adorei os comandos e a aceleração. E minha irmãzinha se divertiu bastante”. Ao iniciar o percurso, o motorista do Iveco Stralis NR Eurotronic tem a missão de conduzi-lo num trajeto de 5 km, saindo da fábrica da montadora e levando a carga até a transportadora.

Durante toda a viagem, uma voz eletrônica apresenta os diferenciais do modelo e indica o que o condutor deve fazer. Além disso, inúmeras placas educativas aparecem pelo caminho, como troque o óleo, verifique os pneus, faça manutenção preventiva e respeite os limites de velocidade e o meio ambiente. Até especialistas no ramo se surpreendem ao pilotarem o simulador do Stralis. É o caso de José Ernesto Vieira, caminhoneiro autônomo que, por coincidência do destino, experimentou o caminhão virtual antes de viajar para São Paulo, onde foi participar da etapa final da Caravana Siga Bem, evento patrocinado pela Iveco. “O simulador é muito próximo da realidade. A dirigibilidade é muito boa. O que mais me chamou a atenção é a praticidade. A gente não precisa trocar a marcha. É só acelerar”. José Ernesto ressalta que não ter que passar marcha é uma vantagem enorme para o caminhoneiro: “Em uma viagem de Belo Horizonte para São Paulo, a gente troca de marcha, aproximadamente, umas 400 vezes. Fazer esse trajeto com um caminhão desses dá uma autonomia incrível. Tem muito caminhoneiro que tem problema com bursite, dor no braço por esforço repetitivo. No momento em que você tem uma condição mais suave, você vai render muito mais na viagem do que em um caminhão com câmbio normal”.

As irmãs Natália e Carla Rossi entram pela primeira vez na cabine de um caminhão. Já o experiente caminhoneiro José Vieira confere os avanços do Stralis

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Fiat 500 Nascido em 4 de julho O modelo marca a volta da Fiat ao mercado norte-americano e aproveita a onda favorável aos compactos charmosos Por JOÃO VELOSO Jr.

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apresentou o automóvel que marca a volta da Fiat ao mercado norte-americano depois de uma ausência de 28 anos. Foi um momento histórico para a Fiat e para a ítalo-americana Laura, uma atenta observadora dos anseios e tendências dos consumidores. Ela aposta no êxito da combinação entre design compacto e muita tecnologia embarcada, como controles de tração e de estabilidade e sete airbags. Seus interlocutores, cerca de 50 jornalistas especializados que participaFotos Divulgação

O Fiat 500 dá um novo charme às ruas de Nova York

u vejo que todos vocês, jornalistas, sempre estão com câmeras e celulares em suas mãos. Ambos são menores, mais bonitos e com mais tecnologia agregada do que modelos anteriores e maiores. Assim também é o Fiat 500, que chega agora aos Estados Unidos: um carro menor, mas mais atual que seus antecessores”. Com estas palavras dirigidas a jornalistas e convidados, a presidente da Fiat nos Estados Unidos, Laura Soave,

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vam do lançamento do Fiat 500 nos Estados Unidos, puderam confirmar suas palavras em um test drive a seguir. O modelo destinado aos Estados Unidos sofreu algumas mudanças em relação ao produzido na Europa. Recebeu novos motores, com tecnologia MultiAir desenvolvida pela Fiat Powertrain, que controla a entrada de ar no propulsor por meio do acionamento das válvulas de admissão e consegue assim atingir mais torque, potência e menores consumo de combustível e emissão de poluentes. Produzidos em Dundee, Michigan, o motor de 1.4 litro que entrega 100cv agradou os jornalistas especializados que testaram o produto em seu lançamento. A opinião foi unânime: o Cinquecento é um clássico e proporciona verdadeiro prazer ao dirigir. A etapa norte-americana é  mais um desafio na trajetória de sucesso internacional do Fiat 500. Desde o seu relançamento em quatro de julho de 2007 – no dia da independência americana -  como uma releitura moderna e atual do modelo clássico, ele virou uma realidade global da Fiat. É um city car  completo, que proporciona imenso prazer de dirigir e com mais de 700 mil unidades comercializadas em todo o mundo. Ele se torna agora o cartão de visitas da marca no disputadíssimo mercado de automóveis dos Estados Unidos. Mas a conquista do público americano começou antes. Seu charme arrebatou o título de “2009 World Design Car of the Year” no Salão de Nova York, muito antes de sua chegada ao mercado. Produzido na unidade da Chrysler de Toluca, no México, o Cinquecento atende aos mercados da América do Norte (Estados Unidos, Canadá e México) e deve ser exportado para outros mercados.  Nos Estados Unidos, tem o suporte dos 60 concessionários Fiat distribuídos pelo país, em rede que deve duplicar de tamanho até o final deste ano.

Simpatia e energia no comando da Fiat nos EUA Laura Soave é a mais velha dos três filhos de um casal de imigrantes italianos. Ela nasceu nos Estados Unidos e concilia perfeitamente bem as duas matrizes culturais que recebeu, a italiana e norte-americana, convergentes na valorização da família e do trabalho. “Sou feliz em ser uma mistura de raças e iniciativas”, comenta a executiva que lidera a Fiat nos EUA. Na infância, ela aprendeu a administrar as próprias diferenças em relação aos colegas de escola em Sterling Heights, Michigan, que estranhavam os traços italianos de suas roupas, hábitos e comida. “Por que você vai pra Itália nas férias e não para a praia ou acampamento?”, perguntavam os colegas. Ao lidar com diferenças, ela fortaleceu o próprio jeito de ser. Sem maiores traumas, chegou ao MBA na Universidade de Detroit, ainda sem saber ainda para onde queria conduzir sua vida profissional. Tinha apenas uma certeza: não queria trabalhar pra indústria automotiva. Ela bem que tentou, deu passos em outros setores, mas  acabou atraída pelo setor automotivo. Seu primeiro trabalho não era divertido, mas era muito importante: documentar reclamações de clientes. “Este trabalho me ajudou muito a entender o que os consumidores gostam e, mais importante, o que não gostam sobre seus carros e as pessoas que os vendem”, resume. Sua carreira evoluiu nas áreas de atendimento a clientes,  vendas e marketing. Foi descoberta por Sergio Marchionne, CEO mundial da Fiat, que a convidou para liderar a Fiat nos Estados Unidos. Em todos os sentidos, ela parece à vontade como a pessoa certa, no lugar certo, na hora certa.

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esporte

Bicicross mineiro próximo das Olimpíadas Thaynara Chaves, 16 anos, tem o apoio da Comau para realizar o sonho das Olimpíadas 2012

Por Carla Medeiros

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Fotos Divulgação

s esportistas brasileiros precisam de muito mais que garra e técnica para realizar seus sonhos, precisam também de recursos para participar das competições. É por esse motivo que a Comau do Brasil – empresa referência em fornecimento de linhas de produção automatizadas e gestão de ativos industriais - apoia a mineira Thaynara Morosini Chaves, uma atleta de 16 anos que já ganhou vários títulos em competições de bicicross. Com o patrocínio, a empresa do Grupo Fiat contribui para aumentar as possibilidades da atleta participar de campeonatos nacionais e internacionais e cria novas oportunidades para sua carreira. Com um currículo de seis títulos regionais, sete estaduais, quatro na-

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A dedicada Thaynara treina quatro vezes por semana

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esporte A piloto já é reconhecida por apreciadores do esporte

cionais e três internacionais mais o suporte da empresa, Thaynara está com grandes chances de compor a seleção brasileira de bicicross no próximo ciclo olímpico (2012 - 2016). Suas últimas competições foram: Bicicross das Américas (3° lugar), em Paulínia, São Paulo, e Panamericano e Sulamericano de Bicross (2° lugar), em Bello, na Colômbia e somou pontos importantes para a União Ciclística Internacional (UCI), na busca por vagas para os jogos olímpicos de Londres (2012). A atleta está orgulhosa pelas vitórias e por ter conseguido um apoio: “Sou muita grata à Comau! Agora irei participar mais bem preparada para os campeonatos nacionais e internacionais. Minhas últimas medalhas representam um passo importante

na minha carreira. Vou treinar ainda mais para ser a melhor do mundo.” Para correr atrás de seu sonho, Thaynara precisa de muita disciplina. Treina quatro vezes por semana na pista de bicross, em Betim, durante quatro horas por dia com acompanhamento profissional. Faz academia três vezes na semana e também curso de inglês, para se preparar para as viagens internacionais. “Quero ser referência, abrir portas para o esporte, fazer o meu melhor. É isso que quero para mim.” Segundo o superintendente da Comau América Latina, Alejandro Solis, a Comau acredita no potencial da atleta: “Reconhecemos o talento de Thaynara, vimos que tem grandes chances de se tornar uma atleta profissional reconhecida e estamos fazendo a nossa parte.”

Thaynara ficou em segundo lugar no Pan-americano de 2011 e deu mais um passo em direção as Olimpíadas

Largada A atleta Thaynara iniciou sua carreira aos sete anos de idade, após assistir a um campeonato de bicicross com o pai. Antes da ajuda da Comau, seu suporte era apenas familiar. Seu maior sonho é ser campeã mundial e servir de inspiração para outras atletas. “Desde cedo percebemos o talento de Thaynara para o esporte. Nessa caminhada, nosso maior desafio foi conseguir recursos para mantê-la nas competições. A Comau acreditou nela e resolveu apostar. Se não fosse esse reconhecimento, seria impossível realizar seu sonho”, disse o pai da piloto, Alvessi de Oliveira Chaves, que trabalha na empresa.

Títulos da piloto Sete vezes Campeã Mineira de Bicicross (2004 a 2010) Seis vezes Campeã Metropolitana (2005 a 2010 Campeã Brasileira em 2005 Campeã Copa Brasil em 2005 Nono Lugar no Mundial de BMX em 2006 Segundo Lugar Campeonato Brasileiro de 2006 Terceiro Lugar Campeonato Brasileiro de 2007 Terceira Colocada no Pan-americano de 2010 Terceiro lugar no Bicicross das Américas de 2011 Segundo Sulamericano de 2011 Segundo lugar no Pan-americano de 2011

Curiosidade:

Para entrar na seleção brasileira de bicicross é necessário ter mais de 17 anos. Mesmo que Thaynara ainda não tenha idade para integrar a categoria, ela é muitas vezes convidada a participar de competições das categorias júnior e elite. Um exemplo foi a última Copa Bicicross das Américas, promovida em Paulínia, São Paulo, em que a atleta foi convidada para competir pela Rede Globo, uma das organizadoras do evento.

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educação

Um ano de harmonia e ritmo na Scuola Materna Fundação Torino Instituição escolhe a música como tema central que vai permear todas as atividades do ano letivo Por Juliana Garcia

Maria Antonieta Albertini com os pequeninos: “As crianças aprendem cantando”

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e fazer barulho”, e foi isso que motivou a escolha do tema. Ao longo de 2011, crianças de dois a cinco anos serão apresentadas aos ritmos musicais, aos sons do próprio corpo e aos barulhos da natureza. Livros infantis que relatam a infância de grandes músicos como Beethoven, Mozart, Haendel e Puccini serão utilizados para ensinar a história da música. “Com os livros, os alunos conhecem um pouco de como grandes compositores eram quando crianças e se familiarizam com os artistas e suas obras”, conta a professora de música Maria Antonieta Albertini. Segundo ela, a música traz coordenação motora, desenvolvimento rítmico e auditivo, aumenta a capacidade de concentração, potencializa a memória e ajuda na socialização da criança. Magda Casaroti conta que os alunos receberam muito bem a proposta e que, aos poucos, vão percebendo com nitidez a diferença dos vários tipos de sons emitidos pelos objetos. “Eles estão encantados com o fato de estarem em contato com inúmeros instrumentos musicais, e é gratificante ver isso”, orgulha-se. Ignácio Costa

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á mais de 30 anos na capital mineira, a Fundação Torino trabalha na Scuola Materna com a metodologia italiana de educação infantil conhecida como Percursos Integrados. Cada ano um tema central é escolhido e aplicado em várias áreas do conhecimento, tornando o aprendizado mais integrado e diversificado. A música é o tema escolhido para 2011. A proposta de eleger um tema instrutivo e que desperte interesse durante todo o ano sempre foi um desafio para professores e alunos. A diretora da Scuola Materna, Magda Casaroti explica que as atividades propostas no currículo estão sempre interligadas à linha central proposta. “Todas as atividades desenvolvidas com as crianças são pesquisadas a partir do tema definido para o ano letivo, bem como as pesquisas e investigações realizadas em sala de aula”, afirma. “Oferecer aos alunos informações corretas e até mesmo científicas sobre o universo musical é a proposta para este ano, uma proposta que já vem demonstrando bons resultados”, explica a diretora. Para ela, é muito difícil dissociar a infância da música, “pois toda criança gosta de ouvir


educação

O encontro da arte com a tecnologia na Feira de Cultura O evento, que é realizado há mais de 10 anos, atraiu cerca de três mil visitantes, marcando o encerramento do ano letivo da Fundação Torino

POR DANIELA VENÂNCIO

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Fotos Ignácio Costa

A Feira de Cultura deste ano aconteceu nas dependências da própria escola

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úsica, teatro, fantasia, tecnologia e uma abordagem social marcaram a Feira da Cultura 2011 da Fundação Torino, que aconteceu no dia 21 de maio, nas dependências da Escola. O evento marca o término do ano letivo da Instituição, que acompanha o calendário escolar italiano e termina em junho. O encontro é uma oportunidade para que pais, amigos e comunidade externa conheçam os trabalhos realizados durante o ano pelos alunos de todas os segmentos da Instituição. Cerca de três mil pessoas compareceram ao tradicional evento que acontece há mais de dez anos e onde mais de 120 trabalhos fo-

ram apresentados como resultado de um bom ano de estudos. Neste ano, cada um dos quatro níveis da Fundação escolheu temas diferentes e abordagens específicas para apresentarem na feira. A Scuola Materna, educação infantil que acolhe crianças de dois a cinco anos, trabalhou o tema “Universo Musical”, que foi o tópico de todo o ano letivo da criançada. Os alunos construíram instrumentos musicais a partir de materiais reciclados enquanto aprendiam sobre o som de cada um. O resultado? Um CD gravado em inglês, italiano e português: “Para finalizar o ano letivo, nós montamos um estúdio

e algumas crianças gravaram um cd com músicas de domínio público em português, inglês e italiano”, conta Magda Casarotti Desde fevereiro na educação infantil, o pequeno Victor de dois anos e sete meses já surpreende os pais com a sua mudança de comportamento. “Muita coisa mudou depois que ele começou aqui na Instituição. Ele está mais seguro, mais confidente e seu vocabulário se desenvolveu significativamente”, expõe a mãe, Mariza Hill. Já a Scuola Elementare, voltada para crianças de seis a doze anos, retratou a fantasia no mundo infantil. Para a coordenadora Silvia D´Arpino, trabalhar com a imaginação e fantasia infantil permite o ensinamento de outros temas e estimula o aprendizado: “É necessário tirar a criança da realidade e trabalhar com ela a criatividade e a capacidade de fantasiar”. Os alunos tiveram aulas de história da arte, fábulas, mitos e lendas da cultura brasileira e italiana. Andrea Souza, mãe do Heitor e da Sofia de oito e doze anos, vê a iniciativa como um importante diferencial: “Optei pela Fundação Torino para que meus filhos tivessem uma educação diferenciada, voltada para a valorização humana, cultural e artística”. Tecnologia e temas sociais Você já imaginou ler uma clássica história, porém com final e personagens diferentes? E tudo isso pela internet? Pois é, foi pensando nisso que os alunos da Scuola Média realizaram uma pesquisa sobre o surgimento do papel e seu desenvolvimento até os dias de hoje, com a criação da internet e do E-book. Alice no país das maravilhas, Frankenstein e As crônicas de Nárnia foram algumas das obras que ganharam novas adaptações no conteúdo e no suporte, que passou a ser eletrônico. “A iniciativa alia tecnologia e didática, já que eles puderam estudar

a evolução do papiro até as novas ferramentas oferecidas pela internet”, conta a coordenadora da Scuola Média, Grazia Leone. Há sete anos na Fundação, a aluna Bruna Pirfo de 12 anos, comemora o resultado do trabalho desenvolvido por sua turma: “Foi muito produtivo! descobri que é possível transportar milhares de livros no computador através do E-book”. A Scuola Superiore, equivalente ao ensino médio, revelou a preocupação dos alunos com os problemas sociais. Eles produziram o curta A história de seres humanos quase invisíveis, que apresenta depoimentos de pessoas que conseguiram sair da miséria e se inserir na sociedade novamente. “Com esse trabalho agucei o meu olhar para pessoas e situações que antes eu via, mas não enxergava. Hoje vejo que muitas pessoas querem ser ajudadas, mas só precisam de uma oportunidade”, reflete o estudante André Bicalho, de 15 anos.

Arthur Tetes Ayres e Ana Carolina Caldas, acima, apresentam os trabalhos com o tema Futurismo. Abaixo o pequeno Heitor, de 8 anos, durante apresentação com flauta

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Iniciativa aliou sustentabilidade e saúde em comemoração ao ano da Itália no Brasil, os 150 anos da Unificação Italiana e ao Dia Mundial do Meio Ambiente POR DANIELA VENÂNCIO

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liar consciência ambiental e qualidade de vida. Estes foram uns dos objetivos da Corrida e Caminhada da Fundação Torino que aconteceu no Dia Mundial do Meio Ambiente, comemorado no dia 05 de junho. Com o tema Por um Futuro Sustentável, o evento chega à sua 5ª edição e mostra que a Instituição imprime em suas ações a discussão sobre a sustentabilidade. “O tema desse ano dá continuidade aos abordados

nos anos anteriores em que sempre apresentamos um projeto ancorado no setor ambiental, na sustentabilidade, na ecologia e na proteção do planeta”, explica o presidente da Fundação Torino, Raffaele Peano. Também durante a corrida, as crianças puderam se divertir e aprender sobre sustentabilidade na Praça Ativa, um projeto organizado pela Fundação Torino e Fiat Group. Com a largada às 8h, na Praça Dr. Íris Va-

Fotos Ignácio Costa

Sustentabilidade na corrida e caminhada da Fundação Torino

ladares, no bairro Belvedere, o evento contou com as modalidades de corrida, percurso de 10 km, e caminhada, 4 km. A manhã fria não desanimou os atletas, cerca de duas mil pessoas participaram da competição. Miranice Braz participou pela primeira vez de uma competição. “Sempre gostei de caminhar, mas só este ano resolvi competir e aproveitei para trazer meu filho, que estuda na Fundação Torino, para participar da corrida infantil”. Durante o evento, os participantes puderam assistir a palestras sobre sustentabilidade ambiental e ganhar mudas de árvores frutíferas. Maria Luíza Falcão que participou da caminhada junto com a filha, Clara, aprovou a ação. “Discutir sobre sustentabilidade e é uma excelente ideia da Fundação. É importante que as pessoas saibam que pequenos gestos podem mudar o

planeta como, por exemplo, o correto descarte do lixo e a reciclagem”. A criançada também pôde competir na “Corridinha Fundação Torino” que respeitou a faixa etária dos pequenos participantes. Sara de Castro, aluna da Fundação, chegou em 3° lugar na corridinha e, durante comemoração, disse que faz sua parte para preservar o planeta: “Muitas vezes reúno minhas amigas e faço cartazes para conscientizar a população sobre o lixo nas ruas.

Maria Luiza Falcão recebe da filha Clara uma muda de árvore frutífera


CENTRO DE ATENÇÃO AO CLIENTE

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sustentablidade

w w w. i v e c o . c o m . b r

A CARA DA NOVA ECONOMIA.

Pela primeira vez, iniciativa abriu espaço para que paraatletas pudessem participar. Acima, Renato de Souza Pimenta: 1° lugar na categoria para-atleta

Acho importante espalhar essas informações, como foi feito hoje”, conta a aluna de apenas nove anos. O evento deste ano foi patrocinado pelo Grupo Fiat, Banco Santander, Aethra, Mondo, Seris, Villanova do Brasil e Denso. Também contou com o apoio do Consulado Italiano, CONI, Comites, Acibra, e Câmara de Comércio Ítalo-Brasileira.  Inclusão teve lugar garantido na competição Este ano a superação ficou por conta dos para-atletas que, pela primeira vez, tiveram uma modalidade destinada exclusivamente para eles. Há muito a Fundação Torino trabalha formas de integração e acessibilidade em suas instalações, dispondo de rampas de acesso, sanitários adaptados e reforçando a importância destes conceitos e valores no dia a dia da instituição. Com deficiência auditiva, Rogéria Conceição de Almeida chegou em 3° lugar e mostrou que deficiência auditiva e na fala não atrapalha em nada a prática de esportes. O primeiro para-atleta com cadeiras de rodas que cruzou a linha de chegada foi Renato de Souza. Além do gosto pela corrida, ele conta que também joga basquete há mais de oito anos. “Tornar o mundo mais susten-

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tável é um desafio e vencer desafios tem tudo haver comigo!” Projeto de sucesso Os projetos de sustentabilidade realizados pela Fundação Torino também tiveram espaço no encontro. Por exemplo a ecobag, um dos produtos que fizeram parte do Kit entregue aos competidores, é fruto do Projeto Econscienza. O projeto teve início em 2008 e já promoveu palestras, elaborou materiais de divulgação e criou sacolas recicláveis como forma de disseminar ideias e ações ecologicamente corretas. A implementação da coleta seletiva na Fundação e a discussão sobre os problemas ambientais causados pelo desperdício de água e energia são algumas das ações realizadas pelo Econscienza. Com o projeto, a Fundação se tornou um dos pontos de recolhimento de baterias, pilhas e óleo usado. O resultado das ações desenvolvidas foi a conquista do 1° lugar no Prêmio Nacional de Gestão Educacional 2011, na categoria Responsabilidade Social. O projeto é coordenado pela professora de ciências biológicas, Maria Chiara Algisi. “Com o projeto reforçamos que ser sustentável implica em respeitar o próximo e pensar em como nos relacionamos diariamente”, defende Algisi.

Carrega tudo que a nova economia do Brasil precisa para continuar girando em ritmo acelerado.

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O menor custo de manutenção programada do segmento.

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sustentabilidade

Cooperativa estimula geração de renda em Betim Idealizada pela Fiat Automóveis, em parceria com as ONGs CDM e Fundação AVSI, a Cooperárvore mudou a vida de dezenas de famílias. E para melhor

Ignácio Costa

As cooperadas desenvolvem produtos originais, que aliam funcionalidade e beleza

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Por Lilian Lobato

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m um mercado de trabalho cada vez mais competitivo, as oportunidades de melhoria de vida que surgem não podem ser desperdiçadas. Que o diga a

ex-diarista Claudinéia Alvarenga da Silva. Com o apoio da Cooperárvore, cooperativa social do programa Árvore da Vida – Jardim Teresópolis, em Betim (MG), ela aprendeu o ofício de artesã, aumentou a renda familiar e realizou o sonho da casa própria. “Inicialmente, cheguei a atuar como diarista e artesã ao mesmo tempo. Depois, percebi que teria que me dedicar a apenas uma das funções e optei pelo artesanato. Hoje, tenho certeza de que fiz a escolha certa”, avalia. “Por meio da cooperativa, recuperei minha auto-estima e descobri que tenho talento para outros tipos de trabalho. Além disso, consegui comprar minha casa e dar mais tranqüilidade para meus cinco filhos”, ressalta a artesã, que faz parte do grupo de 27 mulheres moradoras do Jardim Teresópolis que participaram de uma capacitação para atuarem na Cooparárvore. Idealizada pela Fiat Automóveis, em parceria com as ONGs CDM e Fundação AVSI, a cooperativa foi criada em 2006 com o objetivo de gerar renda para seus participantes. De acordo com a gestora do eixo de Geração de Trabalho e Renda do Programa Árvore da Vida – Jardim Teresópolis, Luciana Leite, por meio da Cooperárvore, as mulheres criam e comercializam seus produtos e contribuem com o orçamento doméstico. “Elas ainda unem o trabalho ao cuidado com os filhos e com a casa, em virtude de morarem

próximas à cooperativa. Vale ressaltar que muitas mulheres passaram a ser mantenedoras de seus lares”, afirma. As cooperadas desenvolvem produtos originais, que aliam funcionalidade e beleza. As peças são diferenciadas, criadas com materiais reaproveitados da produção de carros como aparas de cinto de segurança e retalhos de tecido automotivo, disponibilizados, em sua maioria, pela Ilha Ecológica da Fiat e de seus fornecedores. São confeccionados produtos como sacolas, bolsas, chaveiros, almofadas e jogos infantis. Somente no ano passado foram produzidas e comercializadas 38,6 mil peças. No site www.cooperarvore.com. br é possível conhecer os produtos da cooperativa e fazer encomendas. Recentemente, a Cooperávore foi convidada a expor no Betim Shopping. Agora, um final de semana por mês, uma área é cedida gratuitamente para que os itens possam ser comercializados. Outro canal de venda é o estante montado na concessionária Automax, em Belo Horizonte. “A exposição dos produtos no shopping e na concessionária provam o reconhecimento da sociedade ao trabalho das cooperadas”, avalia a gerente administrativa da cooperativa, Luciana de Freitas.

A coordenadora do programa Árvore da Vida pela Fiat, Luana Ferreira, ressalta que um dos desafios do programa é estimular a participação de diferentes atores da sociedade, buscando novas oportunidades para a comunidade. “Criamos a Rede Fiat de Cidadania, que já conta com vários parceiros em função de o desenvolvimento da comunidade necessitar de diferentes expertises e apoios, como foi o caso da Automax, Shopping Betim e tantos outros”, avalia. A Cooperávore também está entre os oito projetos mineiros selecionados para fazer parte do programa Caixa ODM (Objetivos de Desenvolvimento do Milênio). Criado pela Caixa Econômica Federal e financiado Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o programa irá beneficiar 74 projetos em todo o país e a cooperativa irá receber R$ 25 mil e apoio técnico e operacional. De acordo com o gerente de projetos da Fundação AVSI, Jacopo Sabatiello, o apoio financeiro à Cooperárvore permitirá o aumento da produção da cooperativa. Mais que isso, é um reconhecimento ao projeto como uma iniciativa que promove a igualdade entre os sexos e a autonomia das mulheres.

Por meio da Cooperárvore, as mulheres criam e comercializam seus produtos e contribuem com o orçamento doméstico

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Fotos Infinito Fotografias

cultura

e de como as pessoas gostam de filosofia”, disse a palestrante. Para ela, tratou-se de uma “aula generosamente aberta ao público” transformado num momento formidável.

No primeiro encontro, o público diversificado lotou o auditório da Casa Fiat de Cultura, em Belo Horizonte

Essa tal felicidade Casa Fiat de Cultura e Sempre Um Papo, com patrocínio da New Holland, realizam o Seminário “Felicidade?”, que discute as raízes do conceito de felicidade até suas principais nuances no mundo contemporâneo

POR RÚBIA G. PIANCASTELLI

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que é felicidade? A pergunta é feita por pensadores e poetas há milênios, a começar por Platão e Aristóteles, repetida incessantemente por qualquer um e cuja resposta é variável, mutante. Foi em uma dessas divagações sobre auto-conhecimento que a filósofa Márcia Tiburi e o jornalista Afonso Borges, responsável pelo projeto Sempre Um Papo, em parceria com a Casa Fiat de Cultura, decidiram realizar um seminário para discutir as raízes do conceito de felicidade até suas principais nuances no mundo contemporâneo. “As pessoas gostam desse tema, que é simples e agradável e, ao mesmo tempo, pode ser discutido com seriedade e profundidade”, diz Márcia. Para conduzir os participantes ao debate, a filósofa definiu seis momentos que

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abrangem as mais diversas facetas do desejo universal chamado felicidade, sempre pensando nas emoções e questionamentos das pessoas na atualidade. Otimista em repassar o conteúdo adquirido ao longo da sua vida e discuti-lo, Márcia teceu exposições com base nas obras de grandes nomes como Theodor Adorno, Walter Benjamim, Giorgio Agamben e Sigmund Freud, para citar apenas aqueles que mais influenciaram seus estudos. No primeiro encontro, intitulado “Felicidade e infelicidade: o desejo e a ética”, o público diversificado lotou o auditório da Casa Fiat de Cultura, e dali surgiram muitas perguntas e interações de ordem prática e filosófica. “Fiquei impressionada não só com o quantitativo mas com a receptividade

Voltando às origens No encontro, para responder o que é felicidade, Márcia Tiburi voltou ao berço do conceito, que nunca foi unânime em suas definições mas pode ser pensado pela ética, que nada mais é que o campo da filosofia prática. “A felicidade só cabe em exemplos práticos, só pode ser atingida pela prática”, explica Márcia. Imagine os homens da antiguidade que acreditavam na proteção dos Deuses para serem felizes, ou ainda na burguesia que encontrava no trabalho razões para sua independência, sinônimo de felicidade - todos esses movimentos são práticos, podem ser realizados. “A sensação espiritual de felicidade é subjetiva, mas os meios usados para atingi-la são bem palpáveis”, conclui. A partir desse ponto, desdobram-se muitas reflexões sobre o tema da felicidade, aplicado ao individual ou coletivo, sob olhares culturais e políticos. Mas então, o que é mesmo felicidade? A filósofa e também escritora (são atualmente 18 livros com mais dois lançamentos à vista) define a felicidade como o grande motivo pelo qual o ser humano escolhe ter um futuro, e hoje pode ser vista pelo lado filosófico ou publicitário. Seu lado filosófico é o prático, a ideia que pode ser executada de diversas maneiras e trazer a cada pessoa uma dose de bem-estar no mundo. Já o lado publicitário, que hoje transformou a felicidade em uma abstração acoplada à propaganda, precisa ser entendido e criticado para que não se faça mal uso da ideia de felicidade. Enfim, como diz Márcia, “se a felicidade não se vende é porque ainda podemos sonhar com ela, e debatê-la é realizar o maior desejo filosófico, o de tentar compreendê-la à medida que se fez tema urgente de nosso tempo.”

Mais encontros Além de Márcia Tiburi participaram ainda, como convidados nos debates, Alexandre Veloso de Abreu e Miriam Goldemberg, falando respectivamente sobre “A felicidade na literatura” e “A felicidade, a beleza e o corpo”. Outros temas abordados foram “A indústria cultural da felicidade”, baseado nas ideias de Adorno e a Indústria Cultural; “A felicidade e a dor dos outros”, onde Márcia Tiburi trata da supervalorização da imagem a ponto de chegar ao narcisismo e à perversão de conhecer a dor alheia; e ainda a “Felicidade na era digital”, contextualizando

novos valores e distúrbios causados pela interação em redes digitais, por exemplo. Para o presidente da Casa Fiat de Cultura, José Eduardo de Lima Pereira, “é importante promover a discussão em torno de questões vitais ao homem contemporâneo”. Assim a Casa Fiat, além de se firmar como um dos principais espaços de exposições de arte no Brasil, realiza projetos como o seminário “Felicidade?”. Aliás, a parceria com o Sempre Um Papo vem desde 2008, quando realizaram o primeiro seminário em conjunto: “Artes Plásticas e Comunicação na Contemporaneidade”. O seminário conta com o patrocínio da New Holland e apoio do jornal Estado de Minas, rádio Guarani FM, TOM Comunicação e Lei Federal de Incentivo à Cultura.

Márcia Tiburi: “Se a felicidade não se vende, podemos sonhar com ela”

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cultura

Festa Italiana, em BH, reúne boa comida e bela música O evento reuniu 50 mil mineiros e descendentes de italianos na Savassi, coração de Belo Horizonte POR IZABELA ABREU

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da Itália. Direto do “país da bota”, duas atrações se destacaram na programação: a Cia. Italiana de Teatro e Ópera e o DJ Antonello Soldi. Um verdadeiro encontro da boa comida com a bela música, que reuniu 60 barracas de comidas e bebidas típicas, além de 20 estandes de associações e ONGs italianas. Em meio à rua lotada, junto a italianos, ítalo-descendentes e brasileiros, algo chama a atenção. Um senhor sorridente, amável e expressivo conversa com gestos expressivos e emocionados. Carlos Chiari, ou melhor, Seu Chiari, parecia ter vindo diretamente da Itália, mas é tão oriundo de BH como o culatello, o capocollo, o speck e o salame que produz em sua salumeria no bairro da Liberdade e que tem o prazer de levar para a Festa Italiana desde a sua primeira edição. De acordo com Seu Chiari, há cinco anos, quando tudo começou em frente ao consulado italiano, próximo dali,

Além da Fiat, o festival contou ainda com a presença da Fundação Torino, do Consulado italiano e de outras importantes empresas italianas fixadas em BH. Para ter acesso ao evento, o público teve que doar um quilo de alimento não perecível. Todos os alimentos arrecadados foram entregues a sete instituições sociais que estavam presentes no local da Festa. Se você perdeu a festa esse ano, chame os amigos e não deixe de ir ao próximo, com certeza será una giornata particolare!

Desde a primeira edição, ‘Seu’ Chiari é uma das principais atrações da festa

Fotos Ignácio Costa

Cerca de 50 mil pessoas pssaram pela festa

o dia 5 de junho, dois quarteirões da avenida Getulio Vargas, no bairro Savassi, coração de Belo Horizonte, se transformaram num pedacinho da Itália. Tudo lembrava a riqueza da cultura daquele país, conhecido pela culinária, pelas artes, música, dança e paixão por carros. Os tradicionais passos, o som da tarantela, gente bonita e alegria regada a vinho e variados tipos de massa fizeram parte da festa que é organizada pela Associação Cultural Ítalo-Brasileira de Minas Gerais (Acibra-MG) e tem o apoio da Fiat. O evento que já integra o calendário oficial da prefeitura da capital teve este ano um sabor ainda mais especial, já que a nação europeia comemora150 anos de unificação. No palco, atrações tradicionais da Itália, como grupos de dança, de teatro e ópera, além da Banda da Aeronáutica, que executou os hinos do Brasil e

não se esperava que uma feira de rua chegasse a reunir tanta gente. “Ninguém acreditava que aquele encontro se tornaria essa super comemoração. Nem mesmo eu!”, relembra Chiari. Neste ano, cerca de 50 mil pessoas passaram pela festa. “Para mim, é muito gratificante colaborar com tudo isso. Fico maravilhado e muito feliz em saber que, além de ter capacidade e competência para estar aqui, temos um público que cresce a cada ano“, completa. Os sócios José Felipe Carneiro e Tiago Carneiro, da Cervejaria Wals, que também participam do evento desde a primeira edição, elaboraram uma cerveja especialmente para a festa deste ano. Batizada de Wäls Gioia - em italiano Gioia significa tanto joia quanto prazer ou alegria. Trata-se de uma pilsen elaborada com Double Dry Hopping de Cascade em alusão aos primeiros imigrantes italianos que chegaram à América. “Criamos essa cerveja especialmente para a festa em homenagem ao nosso bisavô, que era italiano e apreciador de cervejas”, conta Tiago. Filho de Italiano, Domingos Dias Montenegro, da Sorveteria São Domingos, sempre participou da festa juntamente com a família. “Essa é uma festa de tradição da família, na qual nonas e nonos vêm matar as saudades dos pratos típicos da nossa culinária”, afirma.

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caderno de viagens

A misteriosa Índia também tem Carnaval Mundo Fiat foi a Goa, um estado localizado na costa ocidental da Ìndia, ex-colônia portuguesa, para conferir como o outro lado do planeta também brinca o Carnaval

por Júlia Costa Fotos Alain Dhomé

S Goa também tem Rei Momo! Corte momesca se prepara para entrar na avenida

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ão 8 horas de um sábado ensolarado quando a animada música começa a tocar. As enormes caixas de som, instaladas na avenida à beira-mar, não deixam ninguém mais dormir. Rapidamente, os pensamentos sonolentos percebem: é Carnaval. Seria um cenário absolutamente normal no Brasil. Mas, só no Brasil. Em terras estrangeiras, ele soa diferente,

quase exótico, aos olhos de quem está acostumado com a maior festa popular nacional. Principalmente, se ele ocorre num país tradicional, conservador e misterioso como a Índia. Mundo Fiat foi a Goa, um estado localizado na costa ocidental da Índia, ex-colônia portuguesa, para conferir como o outro lado do planeta também brinca o Carnaval.

No Brasil ainda era madrugada e os foliões se divertiam nos blocos de rua, no Galo da Madrugada em Recife, com os trios elétricos em Salvador ou nos desfiles das escolas de samba no Rio de Janeiro e em São Paulo, quando os goaneses começavam a dar os últimos retoques na folia – o fuso horário entre os dois países é de oito horas e meia. A organização fica por conta dos cristãos, que representam cerca de 25% da população de Goa, majoritariamente composta por hindus. O Carnaval ocorre desde os tempos do domínio português, que perdurou até 1961. Hoje, conta com desfiles, festas de rua e a farra nas praias. Este ano, a parada, como são chamados por aqui os desfiles, passou por quatro cidades: Panaji (a capital do estado), Margao, Vasco da Gama e Mapusa. A abertura foi em Panaji, com um desfile de 90 blocos e 55 carros alegóricos que durou mais de quatro horas. Na concentração, o alvoroço típico de quem quer fazer bonito na avenida. Carros, caminhões e até barcos são a base das alegorias. Foi com o sol forte das 15 horas e um calor próximo dos 40 graus que o Rei Momo, com toda pompa e circunstância, abriu o desfile e, à frente do primeiro carro, comandou o percurso de três quilômetros. Sim, por aqui ele também é uma figura importante! A corte momesca conta ainda com três garotas – equivalentes às princesas no Brasil – e dois homens. O Rei Momo 2011 em Goa é um funcionário público, que pesa 118 quilos e disputou o título com outros dois candidatos. Um dia antes, Cezar de Melo, de 50 anos, era só alegria e mal podia conter a expectativa. Segundo ele, faltava checar ainda uma série de detalhes, incluindo a coroa. Palavras de veterano, já que ele havia sido Rei Momo em novembro do ano passado, num festival lusófono em Macau, na China, que reuniu todas as ex-colônias portuguesas. Mas, em casa, é sempre diferente: “Tentei a

Até o Octopus apareceu. Dessa vez, a campeã da Copa será a Índia, mas só em 2050

Carro alegórico chama a atenção para o perigo de extinção dos tigres

A preocupação com o meio ambiente, fauna e flora, foi evidenciada pelos carros do desfile

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caderno de viagens

sorte, mas não pensei que fosse vencer a disputa. Sinto-me feliz e honrado”. O primeiro Rei Momo de Goa, Timóteo Fernandes, de 74, lembrou com saudades os tempos antigos, na época em que o estado ainda era colônia de Portugal. “O Carnaval era diferente, espontâneo. As pessoas se fantasiavam para criar o espírito carnavalesco, que acabou e, hoje, estamos tentando revivê-lo. A geração de agora não tem o mesmo entusiasmo e só quer participar da parada”, lamentou. Ele tem três irmãos e todos também usaram a coroa de Momo. Para a família de Timóteo, não importam os esforços para aproveitar a festa. “Quando comecei, por volta dos meus 18 anos,

Mulheres de Goa. As tradições da cidade também não deixaram de ser elucidadas

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vinha  para o desfile numa carroça de boi, pois não tinha dinheiro. Pagava 5 rúpias por ela, sendo 1 rúpia pela decoração”, contou. No câmbio atual, 1 rúpia equivale a R$ 0,04. Mas as lembranças servem de estímulo para não deixar a tradição morrer. Há 30 anos na organização do carnaval em Panaji, Joaquim Teles, presidente do comitê, era a euforia em pessoa na avenida. E não era para menos. Milhares de pessoas acompanharam o desfile, entre cristãos, hindus e muçulmanos, sentadas nos

camarotes, espremidas nas laterais da via pública, em cima de árvores e nas janelas e varandas dos edifícios. Máscaras, perucas e fantasias deram o tom da festa. E não faltou gente para invadir a avenida e registrar, no celular ou na máquina fotográfica, a passagem dos bonecos gigantes e dos carros divididos em cinco categorias: tradicionais, patrocinadores, clubes, instituições e família. Nas quatro cidades, o ponto alto dos desfiles foram os carros tradicionais, mostrando o funcionamento de um mercado de peixe goanês e como os nativos aproveitam o coqueiro, entre outros. As tradições locais também estiveram presentes, como os fazendeiros goaneses,  um casamento cristão, os doces típicos e danças folclóricas de crianças e adultos. As alegorias chamaram a atenção ainda para o aquecimento global e a necessidade de salvar os tigres da extinção (esse, com direito a efeitos sonoros). No meio do desfile, um gostinho de Brasil: a música Balancê, tocada numa versão portuguesa, para a passagem do bloco de São João. Nem mesmo o polvo Paul que fez o maior sucesso na Copa do Mundo 2010 – aquele que previa os resultados dos jogos – foi esquecido. Desta vez, com uma previsão para bem adiante: Índia campeã do mundo em 2050. Trios elétricos com jovens indianos e estrangeiros, ao som de música eletrônica, encerram os desfiles. BEM À VONTADE Acompanhando mais de longe, centenas de jovens aproveitavam o outro lado da avenida para jogar tinta uns nos outros e beber à vontade. Goa é uma zona franca e, por isso, os produtos, em geral, são muito mais baratos que em qualquer outra parte da Índia – principalmente as bebidas alcoólicas. Uma dose de uísque, por exemplo, custa 30 rúpias em qualquer loja de vinho, pouco mais de R$ 1,00.

Numa dessas lojas, o estudante Aurobindo Pereira, de 20 anos, acompanhado de seis amigos, contou que desde os três anos sai às ruas para aproveitar a folia. Ele resumiu o significado do Carnaval: “É a melhor celebração do mundo. São quatro dias nos quais você pode fazer de tudo”. Depois de alguns segundos, pensativo, ele completou: “Tudo o que é permitido”. No Carnaval, os mais ousados aproveitam ainda a passagem de estrangeiras – para os hindus, o namoro dos moldes ocidentais é proibido e, atualmente, o país vive uma explosão de novos conhecimentos e necessidades com a chegada da internet e do telefone celular. Fim de Carnaval, hora de dizer adeus. O ponto marcado foi a rua fechada especialmente para o evento, a festa “Red and Black”, no entorno do Clube Nacional. O traje obrigatório leva as cores vermelha e preta. Shows no palco para centenas de pessoas dançarem até de madrugada. Dese-

nhos no rosto e nos braços e máscaras completavam as fantasias. Mas, até mesmo durante a festa pagã, o reflexo da sociedade. Assim como os estrangeiros, os cristãos também não são tolerados pelos hindus. A licença da festa ia até as 2 horas, mas, pouco antes das 23 horas, policiais ameaçaram levar todos os instrumentos caso a música não parasse, com o argumento de que o horário permitido para o som alto havia acabado. Sem conseguir reverter a situação, com bom espírito português – os nascidos até 1961 são portugueses –, Olavo Santimano, de 62 anos, pegou o violão e começou a tocar e a cantar, embalando os festejos mais uma vez. A movimentação recomeçou, tímida, como uma dança de roda. A maioria continuou sentada, aplaudindo e acompanhando a cantoria. Afinal de contas, o importante era mostrar que não havia brutalidade suficiente para minar o espírito de amigos apenas interessados em celebrar. E que venha o Carnaval de 2012.

Desenhos no rosto ou máscaras caracterizam as fantasias da festa “Red and Black”, que marca o fim do carnaval

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Caminhão bicombustível da Iveco recebe prêmio O protótipo Iveco Trakker Bi-Fuel Ethanol-Diesel foi o vencedor do 2º Prêmio Top Etanol na categoria Inovação Tecnológica em Transporte. A premiação é uma iniciativa do Projeto AGORA, que reúne empresas de toda a cadeia sucroenergética brasileira, e ocorreu durante a Ethanol Summit 2011, a conferência global sobre energias renováveis realizada na primeira semana de junho, em São Paulo. O novo caminhão, desenvolvido em conjunto com a FPT Industrial e com as parceiras Raízen e Bosch, possui uma tecnologia que permite a substituição do diesel pelo etanol em taxas variáveis de acordo com a utilização do veículo, podendo chegar a 85%. A tecnologia foi totalmente desenvolvida no Brasil e o modelo está atualmente em fase de testes de campo em uma usina no interior de São Paulo.

TwinAir da Fiat Powertrain é eleito o motor do ano

Iveco retoma Sempre Um Papo em Sete Lagoas

O motor bicilíndrico TwinAir, que equipa o Fiat 500 e o novo Lancia Ypsilon na Europa, foi considerado o motor do ano 2011 na mais importante premiação do setor no mundo. A eleição foi organizada pela revista inglesa Engine Technology International, que ouviu a avaliação de 76 jornalistas especializados de 32 países. Os votos levaram em conta critérios como economia de combustível, ruído, desempenho e dirigibilidade. Além de ser considerado o melhor motor da temporada, o TwinAir ganhou em outras três categorias: Sub-1 Litre, Best New Engine e Best Green Engine. Desde seu lançamento, o TwinAir já havia vencido outros quatro prêmios: Technobest , da revista Autobest; Paul Pietsch da revista alemã Auto Motor und Sport; Engine Of The Year, da revista inglesa Topgear Magazine e H2 Roma, concedido durante um evento ligado ao tema de emissões zero.

O jornalista Carlos Alberto Sardenberg foi o primeiro convidado da retomada do projeto Sempre Um Papo em Sete Lagoas, no final de abril. Jornalista há mais de 40 anos, âncora da rádio CBN e comentarista econômico das TVs Globo e Globonews, Sardenberg debateu com o público o tema “Desafios econômicos de uma cidade em crescimento”. O Sempre Um Papo em Sete Lagoas é uma realização da Iveco, com o apoio da Secretaria Municipal de Cultura, da Prefeitura e da Unifemm. A iniciativa de oferecer aos moradores encontros periódicos com personalidades que incentivam o desenvolvimento cultural integra as ações do Próximo Passo, o programa de sustentabilidade da empresa. Divulgação

notas

Divulgação

Um passeio pelas grandes obras do Brasil Já está no ar o hotsite Parque de Máquinas, da Case Construction Equipment, iniciativa que tem como objetivo mostrar o desenvolvimento da infraestrutura brasileira. A partir do endereço www.casece.com.br, o internauta conhece, por meio de reportagens com fotos e vídeos, os avanços no setor de infraestrutura, as localidades onde os projetos acontecem, a importância que eles têm para as comunidades, para o crescimento do Brasil e como as máquinas de construção Case participam desse processo. Entre os projetos apresentados estão as obras dos estádios do Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ) e do Vivaldão, em Manaus (AM) e a duplicação da Marginal Tietê, em São Paulo (SP).

Casa Fiat de Cultura e Embaixada do Brasil na Itália realizam exposição Brazilian Baroque Collection, dos Irmãos Campana Fiat é a marca de automóvel mais lembrada na internet Pelo quinto ano seguido, a Fiat Automóveis é a fabricante de veículos mais lembrada pelos internautas brasileiros. A pesquisa Top of Mind foi realizada recentemente pelo Instituto Datafolha e aponta a Fiat como a marca que vem à cabeça de 25% dos internautas quando o assunto é carro na web. “A premiação é o reconhecimento de que a forte aposta da Fiat na comunicação na internet é algo fundamental nos dias de hoje, quando o consumidor brasileiro é um dos mais conectados do mundo”, diz João Batista Ciaco, diretor de publicidade e marketing de relacionamento da Fiat. O portal da fabricante registra uma média de 2,5 milhões de visitantes por mês.

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Dando continuidade ao 1º Festival de Cultura Brasileira na Itália, a Casa Fiat de Cultura, em parceria com a Embaixada do Brasil na Itália, realiza a mostra Brazilian Baroque Collection, que apresenta uma nova produção criativa de móveis e objetos dos irmãos Fernando e Humberto Campana. A mostra foi aberta esta semana na Galeria Cortona do Palazzo Pamphilj, sede da Embaixada em Roma, e vai até 24 de junho, com curadoria de Emanuela Nobile Mino e colaboração da Galleria O. e Collezione Calabresi Roma. Os designers mesclaram a tradição italiana e o barroco brasileiro, resultando em peças atraentes e inusitadas. A origem brasileira está fortemente presente nas criações, como as luminárias batizadas de Ouro Preto (cidade ícone do barroco brasileiro). A natureza neo-barroca dos irmãos Campana encontrou um equilíbrio natural com a opulência dos interiores da Galeria, datada do século XVII. Para esta exposição, os designers brasileiros, acostumados a utilizar materiais mais simples de origem natural ou recicláveis, optaram por trabalhar, excepcionalmente, materiais mais nobres como bronze e mármore branco de Carrara. O resultado são peças de mobiliário mais suntuosas, com um toque barroco, mas sem perder as características da dupla.

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raio-X DO GRUPO FIAT NO BRASIL

fiat spa MONTADORAS

componentes

serviços

Fiat Revi www.magnetimarelli.com Magneti Marelli

www.fiat.com.br Fiat Automóveis

Fiat Services

Raio-X do Grupo Fiat no Brasil

sistemas de produção

www.fptpowertrain.com FPT – Powertrain Technologies (Mercosul) Fides Corretagens de Seguros

www.teksid.com.br Teksid do Brasil

www.comau.com.br Comau do Brasil

www.isvor.com.br Isvor Instituto para o Desenvolvimento Organizacional

serviços financeiros

Fiat Finanças

Banco Fidis

fiat industrial Empresa: Fiat do Brasil S.A. A Fiat do Brasil S.A., constituída em 1947, é a empresa mais antiga do Grupo Fiat no Brasil. É a representante, no país, da holding Fiat SpA e presta serviços em suas diversas áreas de atuação à Fiat Industrial SpA. A Fiat do Brasil S.A. tem a função de representação institucional perante as autoridades governamentais, comunicação corporativa, auditoria interna, treinamento, contabilidade, normatização e gestão das áreas fiscal e tributária, metodologia, folha de pagamento e outras atividades de suporte às operações do Grupo, prestando serviços a 19 empresas, divisões, associações e fundações.

MONTADORAS

componentes

serviços financeiros

www.fptpowertrain.com FPT – Powertrain Technologies (Mercosul)

Banco CNH Capital

www.cnh.com Case New Holland (CNH)

www.iveco.com.br Iveco Latin America

cultura

educação

assistência social

www.casafiatdecultura.com.br Casa Fiat de Cultura

www.fundacaotorino.com.br Fundação Torino

www.fundacaofiat.com.br Fundação Fiat

Localização: tem plantas industriais nos estados de Minas Gerais, Paraná e São Paulo. Presidente: Cledorvino Belini

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memória

Uma história de conquitas 㤵 㜵

Há 33 anos chegava ao mercado brasileiro a atual Magneti Marelli, uma das maiores fabricantes de sistemas e componentes automotivos do mundo ㈵

O Carburadores Weber, 1978

s primeiros passos da Magneti Marelli no Brasil foram dados com os pés de outra fábrica italiana do Grupo, a Weber, marca de carburadores reconhecida internacionalmente. Em 1978, a empresa comprou uma participação na divisão de carburadores da DFV e iniciou as operações com o nome Wecarbras, pois a legislação vigente na época não permitia que empresas com capital 100% estrangeiro se instalassem no Brasil.

Anos mais tarde, a legislação foi 㔀 modificada e a empresa assumiu   a marca Magneti Marelli, momento que marcou de forma decisiva a chegada do nome da companhia ao cenário automotivo nacional. Portanto, a contagem de tempo da empresa no Brasil se dá de fato pela aquisição de parte da DFV pela Weber, que passou a produzir carburadores e, posteriormente, outros componentes já com a marca Magneti Marelli.

Inovar no setor automotivo já é normal para a Magneti Marelli. Agora a inovação chegou também na

Acesse o novo portal da Magneti Marelli: www.magnetimarelli.com.br ㄰

  㤵 㜵

A Magneti Marelli, que já faz parte da sua vida, agora está também na internet com um novíssimo portal. Com um visual moderno, no novo site você encontrará a história da Magneti Marelli, um panorama de todas as linhas de negócios, notícias sobre o grupo, informações sobre a atuação ambiental e social da empresa e muito mais. Acesse agora mesmo: www.magnetimarelli.com.br 㔀  

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Faz parte da sua vida.



Revista Mundo Fiat 109