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Semanário da Arquidiocese de São Paulo ano 62 | Edição 3155 | 14 a 20 de junho de 2017

Luciney Martins/O SÃO PAULO

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Encontro com o Pastor

Com a Palavra

Corpus Christi: Com Cristo na mesma fé, esperança e caridade

Sínodo Arquidiocesano: ‘Deus habita esta Cidade. Somos suas testemunhas’ Em entrevista ao O SÃO PAULO, o Cardeal Odilo Pedro Scherer afirmou que o Sínodo Arquidiocesano, a ser convocado na quinta-feira, 15, será um caminho de comunhão, conversão e renovação missionária na Igreja em São Paulo. Página 11

A memória de São José de Anchieta está viva em SP A relíquia de São José de Anchieta – um fêmur que já permaneceu em Roma com os documentos de abertura do processo de canonização – está exposta num oratório que fica junto à igreja do Pateo do Collegio. Carla Galdeano, coordenadora do Museu Anchieta, é a responsável por preparar as relíquias que são en-

R$ 1,50

viadas a paróquias e comunidades. Na sexta-feira, 9, o Cardeal Scherer presidiu missa na Catedral da Sé na festa litúrgica do Santo. No Pateo do Collegio, houve apresentações em homenagem ao jesuíta, que foi um dos fundadores da cidade de São Paulo. Páginas 14 e 24 Luciney Martins/O SÃO PAULO

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Editorial A Sagrada Eucaristia é a fonte e o centro de toda a vida cristã Página 2

Espiritualidade Dom Luiz Carlos: festas juninas e a alegria do seguimento a Cristo Página 5

Comportamento Dr. Valdir Reginato: O namoro não é tempo de intimidade plena Página 6

Cardeal preside rito de admissão de 3 seminaristas Na segunda-feira, 12, os seminaristas Cláudio Ribeiro, Anderson Pereira Bispo e Maykom Florencio receberam a admissão das ordens sacras, em preparação para o sacerdócio. Página 24

Eucaristia, tesouro espiritual da Igreja Na Solenidade do Santíssimo Sacramento do Corpo e Sangue de Cristo, também chamada de Corpus Christi, a Igreja Católica manifesta publicamen-

te sua fé na presença real do corpo, sangue, alma e divindade de Jesus Cristo no pão e vinho consagrados. Fonte e ápice da vida cristã, a Eucaristia torna

Veja a programação das festas juninas na Arquidiocese Página 7

Padre Amilton Manoel será bispo auxiliar em Curitiba (PR) Página 10

Francisco intervém por bispo nigeriano

presente não somente o mistério da paixão e morte de Jesus, mas também o mistério da sua ressurreição.

Papa deu prazo de 30 dias para que padres que se opõem à posse de Dom Peter Ebere Okpaleke na Diocese de Ahiara, na Nigéria, aceitem a nomeação do Bispo feita há anos. Página 9

Páginas 12 e 13

Quais as implicações da absolvição da chapa Dilma-Temer? Decisão Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no dia 9, pode ser benéfica para a articulação política do Governo Temer e abre precedente para que uso de Caixa 2 em campanha eleitoral só seja julgado pela Justiça comum, dizem especialistas ao O SÃO PAULO. Página 15

Carmelita pode ser a 1ª beata do Paraguai Junta médica do Vaticano concluiu que não há explicação científica para a cura de um bebê paraguaio há 15 anos. Milagre teria acontecido pela intercessão da Irmã Maria Felícia de Jesus Sacramentado. Página 8


2 | Ponto de Vista |

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Adoro te devote

A

doro-Vos com devoção, Deus escondido, que sob estas aparências estais presente. Assim, Santo Tomás de Aquino inicia o hino composto em honra do Santíssimo Sacramento a pedido do Papa Urbano IV para a festa de Corpus Christi, instituída universalmente em 1264, e que celebramos na quinta-feira, 15. Nessas sublimes palavras, o Doutor Angélico condensa qual deve ser nossa atitude perante o sacrifício eucarístico, “fonte e centro de toda a vida cristã”, como nos ensina o Concílio Vaticano II. Deus, perfeitamente feliz no seio da Santíssima Trindade, cria-nos unicamente por causa de sua infinita bondade, para nos comunicar sua transbordante felicidade. Portanto, criados para Ele, seremos tão mais felizes quanto mais se submete nosso coração à sua divina von-

Editorial

tade. Quanta gratidão não devemos ter por um Deus que quis glorificar-se fazendo-nos felizes! Acontece que, tendo dito não a Deus, o homem decaído subtraiu-se da ordem da graça, comprometendo, assim, sua própria felicidade. Ofensa infinita, por ter sido feita a Deus, exigia uma proporcional reparação, impossível para o homem, criatura finita. É essa a loucura de amor da Cruz: Deus oferece e aceita o sacrifício de si mesmo, na Pessoa do Verbo encarnado, para nossa redenção. Limpa-nos com o Sangue do qual uma só gota pode salvar do pecado o mundo inteiro. Como bom pelicano, oferece sua própria carne para que seus filhos na graça tenham vida, e a tenham em abundância. Unidos aos méritos de Cristo, podemos finalmente amar a Deus em uma nova e eterna Aliança, realizando-nos plenamente.

Mas o inefável amor de Deus por nós ainda não se contenta: quer mais, quer ficar conosco. A Sabedoria divina encontra uma maneira cuja beleza só se equipara à sua humildade: faz-se Ele mesmo, sob as aparências do simples pão, alimento espiritual; do trigo morto, Pão vivo que dá vida ao homem. Por isso, também afirma o Concílio que “na Santíssima Eucaristia está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo”. Ó feliz culpa! Para os sentidos, pelos quais vive o homem velho, estava na Cruz oculta a divindade de nosso Salvador, na hóstia, esconde-se também sua humanidade. Crendo e confessando uma e outra com o olhar da fé, pela qual vive o homem novo, Santa Juliana de Mont Cornillon teve, no século XII, uma visão da Igreja sob a aparência de luz cheia com uma

mancha negra, significando a ausência de uma comemoração especial, e já pedia e esperava pela festa do Corpo de Cristo. De Bolsena, já no século XIII, onde da hóstia consagrada começaram a cair gotas de sangue como um sinal perante a dúvida de um sacerdote – para que a vista, o tato e o gosto não mais nos enganem –, saiu a primeira procissão, que teve como destino Orvieto, cidade em que residia o papa. A Sagrada Eucaristia é o mistério da fé, presença real d’Aquele que dá sentido às nossas vidas. Frente a esse memorial vivo da morte do Senhor, resta-nos apenas pedir com o ladrão arrependido: Jesus, a quem agora contemplo escondido, rogo-Vos que se cumpra o que tanto desejo: que, ao contemplar-Vos face a face, seja eu feliz vendo a vossa glória. Amém.

Opinião

O protagonismo da pessoa: ensinamento da Doutrina Social da Igreja Arte: Sergio Ricciuto Conte

Ana Lydia Sawaya Há séculos, a filosofia política estabeleceu uma confiança maior no Estado do que na pessoa. Nas vertentes autoritárias, isso justificou muitas das modernas ditaduras. Nas vertentes liberais, levou a uma confiança desmedida nas leis, como se a letra escrita fosse suficiente para criar a justiça na prática. É mais fácil pensar no ser humano como mau, egoísta ou incapaz de bem; e acreditar que toda vez que ele tiver oportunidade desfrutará, usurpará e tornar-se-á lobo do seu irmão. É muito difícil, hoje em dia, pensar que possa não ser assim. Essa visão negativa do ser humano está na origem da confiança no Estado (por vezes, absoluta!) como única garantia do bem e da justiça. Mas, essa não é uma visão cristã. A Doutrina Social da Igreja parte de outra visão antropológica, que não abandona a confiança no ser humano como única origem real de mudança. Os cristãos sabem que a solução verdadeira para o bem comum é a religiosidade autêntica e o amor ao próximo que brota do coração do ser humano iluminado pela graça, e não, antes de tudo, do controle do Estado. É verdade que o mal nasce no coração do ser humano, mas o bem também nasce nesse mesmo coração. Por isso, a Doutrina Social da Igreja tem

como ponto de partida a centralidade, unidade e liberdade da pessoa. Diz que devemos partir da pessoa e de suas livres agregações antes que do Estado. É por isso que valoriza, antes de tudo, a família e os corpos sociais intermediários (as associações civis). É absolutamente urgente e fundamental que nós católicos conheçamos e estudemos a Doutrina Social da Igreja. Esta é a nossa melhor contribuição para o País: que os católicos brasileiros ofereçam a todos a sabedoria de sua tradição. Se não o fizermos, quem o fará? Os brasileiros podem estar assim fadados a conhecer (e acreditar) somente em outras visões antropológicas, tão amplamente difundidas nas escolas brasileiras.

O Papa Francisco disse recentemente que o católico precisa se envolver com política e reafirmou que a política é a forma mais alta de caridade. O exercício da política vivida de forma cristã tem como ação o cuidar de todos e não só de si mesmo. Todos sabemos que nossos políticos atuais estão no espectro oposto ao que a tradição cristã entende como real ação política. Mas, e isso também é o fundamento da fé cristã, não podemos nem devemos nos resignar. Não há nada mais distante de Cristo do que a posição fatalista, negligente ou niilista. Por fim, a Doutrina Social da Igreja diz que o caminho para o bem comum é reforçar a sociedade e não

agigantar o Estado (como infelizmente ocorreu no Brasil). “A comunidade política e a sociedade civil, embora reciprocamente coligadas e interdependentes, não são iguais na hierarquia dos fins. A comunidade política está essencialmente a serviço da sociedade civil e, em última análise, das pessoas e dos grupos que a compõem. Portanto, a sociedade civil não pode ser considerada um apêndice ou uma variável da comunidade política: pelo contrário, ela tem preeminência” (Compêndio da Doutrina Social da Igreja, CDSI, 418). E, ainda, “o Estado tem o dever de secundar a atividade das empresas, criando condições que garantam ocasiões de trabalho, estimulando-a onde for insuficiente e apoiando-a nos momentos de crise” (CDSI 351). “Uma intervenção direta (do Estado) excessivamente açambarcadora acaba por desresponsabilizar os cidadãos e produz um crescimento excessivo de aparatos públicos guiados mais por lógicas burocráticas do que pela preocupação de satisfazer as necessidades das pessoas” (CDSI 354). Está é a mudança que o Brasil precisa urgentemente. Ana Lydia Sawaya é professora da Unifesp, fez doutorado em Nutrição na Universidade de Cambridge e foi pesquisadora visitante do MIT. É conselheira do Núcleo Fé e Cultura da PUC-SP

As opiniões expressas na seção “Opinião” são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, os posicionamentos editorais do jornal O SÃO PAULO.

Semanário da Arquidiocese de São Paulo

Mantido pela Fundação Metropolitana Paulista • Publicação semanal impressa e online em www.osaopaulo.org.br • Diretor Responsável e Editor: Padre Michelino Roberto • Redator chefe: Daniel Gomes • Reportagem: Cônego Antônio Aparecido Pereira, Padre Bruno Muta Vivas, Filipe David, Nayá Fernandes e Fernando Geronazzo • Institucional: Rafael Alberto • Fotografia: Luciney Martins • Administração: Maria das Graças Silva (Cássia) • Secretaria de Redação: Djeny Amanda • Assinaturas: Ariane Vital • Diagramação: Jovenal Alves Pereira • Edição Gráfica: Ana Lúcia Comolatti • Impressão: S.A. O ESTADO DE S. PAULO • Redação e Administração: Av. Higienópolis, 890 - Higienópolis - 01238-000 • São Paulo - SP - Brasil • Fones: (11) 3660-3700 e 3760-3723 - Telefax: (11) 3666-9660 • Internet: www.osaopaulo.org.br • Correio eletrônico: redacao@osaopaulo.org.br • adm@osaopaulo.org.br (administração) • assinaturas@osaopaulo.org.br (assinaturas) • Números atrasados: R$ 1,50 • Assinaturas: R$ 45 (semestral) • R$ 78 (anual) • As cartas devem ser enviadas para a avenida Higienópolis, 890 - sala 19. Ou por e-mail • A Redação se reserva o direito de condensar e de não publicar as cartas sem assinatura • O conteúdo das reportagens, artigos e agendas publicados nas páginas das regiões episcopais é de responsabilidade de seus autores e das equipes de comunicação regionais.


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cardeal odilo pedro scherer Arcebispo metropolitano de São Paulo

A

solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, ou Corpus Christi, é repleta de beleza e significado. O povo católico recorda as verdades profundas da sua fé no Mistério eucarístico e seu significado para a vida cristã. E também é belo e denso de significado que, nesta festa, saiamos em procissão pela cidade, acompanhando a Eucaristia, cantando hinos e proclamando a fé. A Eucaristia é o Sacramento de Jesus Cristo, de sua vida doada pela glória de Deus e a salvação da humanidade. Fazemos o memorial da paixão, morte e ressurreição de Jesus e anunciamos sua nova vinda gloriosa no final dos tempos, conforme proclamamos na Missa, após a consagração: “todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos, Senhor, a vossa morte, enquanto esperamos a vossa vinda!” (Oração Eucarística VI-B). Mas a Eucaristia também é o Sacramento da Igreja de Cristo. Quando celebramos a Missa, aparece bem claro que a Igreja é o povo reunido em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, convocado pela Palavra de Deus e animado pelo Espírito Santo. Em nenhuma outra circunstância, a Igreja aparece melhor como a comunidade dos discípulos reunidos em torno do seu Mestre e Senhor, que os chama e instrui pela sua palavra, nutre-os com o pão da vida, os conduz pelos caminhos da fé, esperança e caridade, intercede com eles e por eles dian-

Corpus Christi:

| Encontro com o Pastor | 3

Festa de Santo Antônio

Francisco de Souza

Igreja caminhando em comunhão te do Pai celeste, conforta-os e os irmana no mesmo amor e os envia novamente em missão. A Eucaristia é a “epifania da Igreja”! E quando fazemos a procissão de Corpus Christi, proclamamos que Jesus Cristo está no meio de nós, reunimos no seu amor; que Deus nunca abandona a sua Igreja peregrina nas estradas do mundo, mas a conduz e acompanha sempre. “Por Jesus Cristo, vosso Filho, a acompanhais pelos caminhos da história até à felicidade perfeita em vosso reino” (Oração Eucarística VI-B). E apresentamos a Cristo, bom Pastor, o fruto do trabalho de todos, a homenagem das alegrias e boas realizações da comunidade urbana, bem como as angústias, sofrimentos e esperanças de todos os que se movem pelas mesmas ruas e praças, na busca da realização de seus anseios e esperanças. Caminhando, rezando e cantando, proclamamos que, a partir da fé cristã, nos comprometemos com a edificação da cidade terrena no bem, na justiça, na fraternidade e na paz. Da Eucaristia, aprendemos que ser discípulo de Cristo é inseparável do ser bom cidadão. Ao mesmo tempo que adoramos o Corpo de Cristo na Eucaristia, respeitamos, amamos e valorizamos a dignidade de cada pessoa, reconhecemos e cuidamos da “carne ferida e humilhada de Cristo” no pobre, no doente e no chagado de tantos males, conforme ensinamento do Evangelho, recordado pelo Papa Francisco. Na festa de Corpus Christi deste ano, é anunciada e iniciada oficialmente a celebração do síno-

do da Arquidiocese de São Paulo. Essa festa recorda-nos que somos o povo de Deus, que caminha em São Paulo, com Jesus Cristo nosso Mestre e Pastor; que somos seus discípulos missionários, testemunhas da Boa Nova do Evangelho para todos os habitantes da Metrópole. A celebração do sínodo diocesano será um evento eclesial de profundo significado e dele esperamos muitos frutos para a renovação da evangelização e da ação pastoral. No sínodo, procuraremos olhar para as diversas realidades da nossa Igreja e do ambiente social, cultural e religioso no qual estamos mergulhados e nos deixaremos interpelar por essa realidade. Ouviremos e perscrutaremos a Palavra de Deus, pondo-nos à escuta daquilo que o Espírito diz à Igreja. Através do sínodo diocesano, queremos olhar para o que é essencial na vida e na missão da Igreja e avaliar até que ponto esse essencial já está presente em nossa ação evangelizadora e pastoral. A festa solene de Corpus Christi lembra-nos que somos chamados a caminhar com Cristo na mesma fé, esperança e caridade, alimentados pela mesma Palavra de Deus, nutridos e fortalecidos pelo único Pão da Vida. Somos chamados a testemunhar as riquezas da vida nova que brota do Evangelho e enviados ao meio desta Cidade para realizarmos, de muitos modos, a missão evangelizadora que Cristo nos confiou. De fato, realizar o sínodo da Arquidiocese significa viver juntos aquilo que a Eucaristia significa. A Eucaristia nos ensina a fazer o caminho sinodal que nos propomos.

Na tarde da terça-feira, 13, o Cardeal Scherer, Arcebispo metropolitano, presidiu uma das missas da festa de Santo Antônio, na paróquia dedicada ao Santo no bairro da Barra Funda. O concelebrante foi o Padre Luiz Claudio Braga, pároco, que à noite presidiu a missa de encerramento das festividades.

Na Paróquia Santíssima Trindade Arquivo pessoal

O Cardeal Scherer presidiu na manhã do domingo, 11, missa na Paróquia Santíssima Trindade, na Região Episcopal Santana, concelebrada pelo Padre Victor Fernandes, pároco (foto).

Corpus Christi O Cardeal Odilo Pedro Scherer presidirá a Solenidade de Corpus Christi, na quinta-feira, 15, com missa na Praça da Sé, às 9h, seguida de procissão com o Santíssimo Sacramento pelas ruas do centro da cidade. Neste mesmo dia, Dom Odilo fará a convocação do Sínodo Arquidiocesano (leia mais nas páginas 11 a 13).


4 | Fé e Vida |

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Liturgia e Vida 11º DOMINGO DO TEMPO COMUM - 18 de junho de 2017

Os trabalhadores são poucos Cônego Celso Pedro

Atravessando o deserto rumo à Terra Prometida, o povo de Deus chega ao Sinai. Moisés sobe a montanha para se encontrar com Deus. Lá no alto, Deus o chama e lhe diz o que deverá falar ao povo. Os hebreus viram como Deus os tirou da escravidão no Egito. Agora, se ouvirem a voz de Deus e guardarem a sua aliança, eles serão o povo escolhido, um reino de sacerdotes e uma nação santa. Ouvir a Palavra de Deus e manter-se profundamente unido a Ele numa vida de santidade fará do povo de Israel o mediador entre Deus e todos os povos. Serão um reino de sacerdotes e uma nação santa. Anos depois, Jesus vê o mesmo povo de Deus e tem pena de tantas pessoas cansadas e abatidas, como se estivessem abandonadas. Pessoas sem rumo, desgovernadas - por falta de governo - ou, como dizia Jesus, por falta de pastores. Voltando-se aos seus discípulos, Jesus comenta que havia pouca gente cuidando do povo. Era preciso pedir a Deus que enviasse gente disposta a trabalhar em favor das pessoas. Ele chama, então, os Doze e lhes dá o poder de expulsar os espíritos maus, que vagam entre nós, e curar as doenças, já que ninguém o faz. Ele os enviou primeiro “às ovelhas perdidas da Casa de Israel” com a missão de anunciar que “o Reino dos Céus está próximo” e com a recomendação de trabalhar de graça. Paulo, por sua vez, afirma que Jesus morreu por nós quando ainda éramos pecadores, ímpios e inimigos de Deus. Ele fez a grande reconciliação e a faz ainda mais agora que já estamos justificados pelo seu sangue. Nós acreditamos na possibilidade de um mundo melhor, de uma Terra Sem Males, de um povo reconciliado. É bom sonhar alto, ter grandes metas para chegar, ao menos, até a metade do caminho. É bom passear nos sonhos quando as palavras já não são suficientes, mas com a firme esperança de acordar ressuscitados. Os pastores do povo não são apenas os clérigos, bispos, padres e diáconos. Todos somos de algum modo pastores e nos interessamos pela vida integral das pessoas. Os Apóstolos foram chamados para serem “pescadores de gente”. Somos todos fermento no meio da massa, sacramento de salvação para a humanidade. Somos todos trabalhadores da messe. Não cuidamos apenas do que é espiritual na multidão cansada e abatida. Cuidamos do que Paulo chama de “ser inteiro, espírito, alma e corpo”, para que todos “sejam guardados de modo irrepreensível para o dia da vinda de Jesus Cristo (1Ts 5,23). Sendo consciência crítica no meio em que vivemos, impulsionamos os que têm responsabilidade pública a trabalharem e, preferencialmente, de graça.

Você Pergunta Como ouvir a voz de Deus? padre Cido Pereira

osaopaulo@uol.com.br

A Janete não me disse seu sobrenome. Ela mora em Manaus (AM) e quer saber como ouvir a voz de Deus. Todos nós devemos ouvir a voz de Deus. Sem ela, ficamos como um carro cujo sistema elétrico falhou e que corre em alta velocidade no escuro. Se o carro para, não pode concluir a viagem; se continua andando, pode se arrebentar numa curva qualquer da estrada. A voz de Deus nos orienta, mostra o rumo, conduz. “Mas, como ouvir a voz de Deus?” É a pergunta que ela faz. Vamos lá! Deus nos fala pela Sagrada Escritura. Lembra-se daquele canto tirado da Bíblia? “Tua palavra é lâmpada para meus pés, Senhor, É luz para o meu caminho” (Sl 119,105)? Deus nos fala também pelos acontecimentos da vida. Numa alegria imensa que vivemos, num momento de dor intensa, podemos acolher os recados de Deus. Nas alegrias, Ele faz sentir sua presença. Nas tristezas, nos consola.

O problema é que ficamos esperando ouvir Deus gritando nosso nome. Não é preciso. Ele está perto de nós. E quem está perto não precisa gritar. Podemos também ouvir a voz de Deus nas pessoas queridas que nos oferecem o ombro, que nos consolam, que nos perguntam: “Em que posso servi-lo?”. Quantas vezes acabamos surpreendidos pela presença de alguém na hora em que precisamos e, então, reconhecemos: “Foi Deus quem enviou você neste momento!” Podemos também ouvir a voz de Deus na palavra de nossos pastores. No seu ministério de ensinar, eles nos ajudam a ouvir e a entender a Palavra de Deus. Enfim, Janete, Deus está conosco e nos fala na oração pessoal e em comum, nos sacramentos da Igreja, na Eucaristia. Só mais um lembrete: quando fazemos uma escolha errada e ficamos incomodados, é Deus falando ao nosso coração. Pense nisso tudo, minha irmã Janete. Bom trabalho!

Atos da Cúria PRORROGAÇÃO DA NOMEAÇÃO E PROVISÃO DE PÁROCO

da Paróquia Santa Cruz, na Região Episcopal Brasilândia, Setor Pastoral São José Operário, do Revmo. Pe. Bernardo (Dermot) Daly, SPS, pelo Em 30 de maio de 2017, foi prorroga- período de 01 (um) ano, com validade da a nomeação e provisão de Pároco retroativa a 04 de abril de 2017.

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Espiritualidade As festividades juninas dos santos Dom Luiz Carlos Dias

N

Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Belém

a região Sudeste, onde está situada a cidade de São Paulo, a temperatura em junho é amena e agradável para os apreciadores do frio. E, para os que não se sentem confortáveis com a média mais baixa prenunciando o inverno, este mês oferece para aquecer o clima festivo e alegre de quermesses e arraiás por todos os cantos da grande cidade. O clima festivo decorre da tradição dos católicos de homenagear os irmãos e irmãs em cujas vidas a comunidade cristã reconheceu santidade, isto é, o testemunho de seguimento de Jesus Cristo, com biografia pautada na doação ao outro sem reservas, mesmo quando a fidelidade a este modo de viver exigiu empenhos reconhecidamente heroicos a um ser humano. A devoção aos santos nasceu nos primeiros séculos do Cristianismo. Primeiramente, os mártires recebiam veneração pelas comunidades em virtude do testemunho que os assemelhava ao Mestre e encorajava à vivência cristã em contexto de dura perseguição. Desde cedo, as comuni-

dades também demonstravam carinho e veneração pela Virgem Maria. Ao cessar as duras perseguições, a Igreja foi discernindo outras modalidades de santos que serviam a Deus guardando a virgindade ou servindo os pobres, os doentes, os marginalizados etc. Por essa característica em suas vidas, os reconhecidos como “santos” tornaram-se admirados e queridos na Igreja. O testemunho deles certifica que a proposta do Mestre e seu Evangelho não é sobre-humana, mas possível de ser vivida com abertura aos auxílios de Deus e empenho no discipulado. A santidade que resplandece nesses irmãos também alegra, porque, não obstante serem reconhecidos como viventes junto a Deus, ainda permanecem próximos dos que peregrinam em face dos mais diversos desafios, razão pela qual se recorre constantemente a sua intercessão. Essa “distância” realmente não existe mais, foi suprimida pela comunhão existente entre todos os que estão em Cristo. Pois o Senhor, com sua Páscoa, suprimiu a grande inimiga dos filhos e filhas de Deus, a morte, “para que Deus seja tudo em todos” (1 Cor 15,28). Dessa forma, se os santos são primeiramente tidos como exemplos de vida cristã, também alegram por testemunharem a vida eterna, a grande esperança cristã, assim como a comunhão entre os santos do céu e da terra em Cristo, a

qual supera as determinações de espaço e tempo. O cultivo da memória dos santos coopera para a santidade dos discípulos missionários e edificação do corpo eclesial, pois suas vidas indicam “o caminho seguríssimo para se chegar à perfeita comunhão com Cristo, ou seja, à santidade” (LG 50). Nesse sentido, os seguidores do Senhor e Mestre contam com o auxílio da intercessão desses irmãos junto ao Pai, pois tiveram suas faces transformadas em filhos e filhas pelo Filho de Deus em meio às vicissitudes dos caminhos da vida terrena. Na evangelização da Terra de Santa Cruz, a propagação da vida dos santos e a devoção a eles foi importante instrumento para a acolhida da fé cristã. O dia do santo padroeiro era resguardado e comemorado com celebrações e festas. E o mês de junho, pródigo em santos caros à veneração popular, como Santo Antônio, São João, São Pedro e São Paulo, tornouse um período de festas, compartilhado por vários seguimentos da sociedade. Que as festas juninas ajudem a manter a alegria do seguimento de Jesus Cristo. Os encontros festivos sugerem abertura à comunhão entre todos para a fraternidade e a solidariedade, via da inclusão e do cuidado. Que a contemplação desses grandes santos nos céus, descortine um horizonte de plenitude de vida do que ora se experimenta nessas festanças.

| Fé e Vida | 5

Fé e Cidadania Cracolândias da vida, entre o tempo e o espaço Francisco Borba Ribeiro Neto

Na Evangelii Gaudium, apresentando quatro princípios da Doutrina Social da Igreja, o Papa Francisco adverte: “o tempo é superior ao espaço” (EG 222-225). O princípio se refere, na Exortação, à necessidade de se pensar o tempo necessário para a maturação dos processos sociais em lugar de se fixar na luta por espaços de poder. Numa sociedade em crise política, como a nossa atual, compreender que no tempo acontecem os processos que definirão um novo Brasil, ainda que os poderosos se degladiem por espaços de poder, é animador e até consolador. Não podemos pensar adequadamente o momento atual, os desafios da política e as reformas necessárias sem o folego desse horizonte mais amplo. Mas, o tema recupera toda a sua riqueza quando o aplicamos ao desafio representado pela Cracolândia, o espaço ocupado pelos moradores de rua viciados em drogas na cidade de São Paulo. As operações policiais realizadas na região nos últimos anos nos mostraram duas coisas. Em primeiro lugar, que a Cracolândia não é um território urbano dentro da cidade, é um espaço intangível, que inclui uma área urbana degradada, uma população sem rumos na vida, uma atividade criminosa que se aproveitou de um contexto favorável e um Estado omisso que deixou um problema social crescer até chegar perto do incontrolável. Em segundo lugar, que esse espaço não poderá ser controlado pelo simples uso da força, pelo exercício do poder. Será necessário tempo para mudar o espaço e eliminar a Cracolândia criada pela pobreza, a falta de perspectiva e a crise de sentido que afeta aquela população – e é bom salientar a crise de sentido e a falta de perspectiva, pois esses não são problemas exclusivos da classe média e dos ricos, pois atingem ainda com mais força e mais razão as populações empobrecidas e excluídas em nossa sociedade. O tempo remete a outra palavra cara a Francisco, que aparece tanto na Evangelii Gaudium quanto na Laudato si’: cuidar. A Cracolância é o resultado de uma sociedade que não soube cuidar dos seus quando isso era possível, e agora enfrenta as consequências de seu descaso. Por isso, só o cuidado – ao longo do tempo – poderá resolver o problema desse espaço social. A intervenção dos órgãos públicos na Cracolândia nem sempre será adequada, independentemente da boa ou da má vontade dos gestores. Mas nunca será satisfatória, se for pensada como espaço de poder e não como processo de cuidar que acontece no tempo. Gerar processos que construam um povo (EG 224): esse é o caminho para superar realidades aparentemente tão diferentes quanto a Cracolândia ou a crise econômica brasileira. As opiniões da seção “Fé e Cidadania” são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, os posicionamentos editoriais do O SÃO PAULO.


6 | Viver Bem |

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Comportamento

Dia dos namorados? Ainda existe? Dr. Valdir Reginato

Nada há de mais antigo do que a relação entre um homem e uma mulher, conforme conhecido desde a sua criação (Gn 1,27). Dessa relação, estamos todos nós aqui hoje. Dos casamentos pré-contratados desde a infância por interesses alheios, que não os sentimentos entre os envolvidos, até o glamour das paixões arrebatadoras num primeiro olhar que querem se comprometer por toda a vida, podemos imaginar uma infinidade de comportamentos que se foram registrando ao longo da história em diversos tempos e lugares. E como estamos nós, aqui, neste século XXI, em São Paulo? Sim, porque para se fazer uma reflexão além desses limites é uma enciclopédia. Além do mais, o comportamento cosmopolita dessa cidade nos ajuda a ter um “resumo” do mundo. Há dez anos, participo da prepa-

ração de noivos para o casamento, o Matrimônio como sacramento para os cristãos. São centenas todos os anos, e em cada olhar, em cada casal, encontramos uma história diferente – como esperado. Nessas histórias, chama a atenção que houve rapidamente, nas últimas décadas, uma mudança radical em determinados aspectos. Os casais chegam cada vez mais com a idade “avançada”. O Romeu e Julieta da juventude foi substituído pelos “seniors”, que já se conhecem há muito tempo. Não são raros as “bodas de namoro”: dez ou mais! Verdade seja dita, a “vida em comum” já faz parte da maioria, que agora se apresenta apenas para “oficializar”. No entanto, observa-se que muitos itens de grande importância para a vida do casal estão em aberto: os filhos, como conduzir as finanças e o trabalho na família, conhecimento das diferenças do comportamento entre homem

e mulher, convivência com as famílias agregadas, e outros, sem contar uma base sobre a doutrina (católica) a quem farão promessas até o fim da vida. Fica a pergunta: o que fizeram este tempo todo de “namoro”? Afinal o que é namorar? O dicionário define namorar como “inspirar o amor a, cortejar, cativar, apaixonar, seduzir, atrair...”. Seria um período em que alguém encontrou no outro algo que chamou sua atenção de tal sorte que é necessário se aproximar mais. Aproximar-se mais para conhecer melhor e perceber que não é um sonho, mas uma realidade que assume uma identidade fascinante, ou se desilude e desiste de continuar. Portanto, o namoro não é um compromisso de entrega plena, mas diríamos, ainda que pouco romântico, de avaliação. É perfeitamente normal iniciar um namoro que não deu certo e terminá-lo. É certo que isso possa gerar tristeza para um, desilusões para outros, mas antes agora do que depois. Conhecer implica num processo crescente de comprometimento e responsabilidade com o que vou conhecendo da pessoa do outro. Não é habitual que eu entregue toda a minha vida a alguém que conheci hoje. A intimidade é um caminho que vamos percorrendo, conforme a pessoa permita, pela confiança que se estabelece entre os dois. Portanto, no namoro, essa caminhada

deve ser relativamente proporcional à permissão dos dois. Não se pode namorar, de fato, revelando-se totalmente a alguém que não está disposto a se abrir. É um erro grave no namoro. Pior ainda é oferecer atalhos mentirosos! A revelação, que geralmente inicia-se pela aparência, avança para os pensamentos e sentimentos, observa o comportamento social e não pode deixar de conhecer a dimensão espiritual de quem quer casar. Em todas essas áreas está a história da pessoa, seus defeitos e suas virtudes, suas tristezas e alegrias. Quando essas condições são suficientemente conhecidas (não superficialmente) para que se perceba uma convivência madura, mas misteriosa e mágica com o amor, aí estarão prontos para a intimidade plena, inclusive física (sexual), para o Matrimônio. Leva um tempo... Infelizmente, os namorados esqueceram isso e começam pelo fim, o que tem acarretado consequências lamentáveis, a ponto de já não se falar de namorados, mas “namoridos”. Uma variável dengosa, mas que foge totalmente da estrada que conduz a uma relação estável e duradoura no amor. Aos que estão com pressa para casar, namorem de verdade. Aos “namoridos” sem fim, tomem uma decisão. Por quê? A respeito dos “namoridos” falaremos outra vez... Dr. Valdir Reginato é médico de Família, professor da Escola Paulista de Medicina e terapeuta familiar. E-mail: vreginato@uol.com.br

Cuidar da Saúde

Uso inadequado de produtos na dermatite pode dificultar o tratamento Cássia Regina

A dermatite de contato é uma reação inflamatória na pele, decorrente da exposição a um agente capaz de causar irritação ou alergia. Pode aparecer logo na primeira vez em que entramos em contato com o agente ou após algum tempo de contato. A dermatite pode ser alérgica ou irritativa. A alérgica aparece após repetidas exposições a um produto ou substância. Ela depende de ações do sistema de defesa do organismo, e por esse motivo pode demorar para se manifestar. Geralmente quando se manifesta no primeiro contato é de causa irritativa. As mãos são um local comum da dermatite de contato, sendo que vários agentes podem ser os causadores, como produtos de limpeza, cosméticos (cremes e loções hidratantes). Elas são frequentemente afetadas em atividades profissionais, como cabeleireiros, auxiliares de limpeza e pedreiros.

Outras causas comuns de dermatite são sabonetes, detergentes, perfumes, bijuterias ou até mesmo plantas. Algumas ocupações que envolvem exposição a substâncias químicas podem desencadear dermatite de contato. A dermatite se manifesta com erupções, bolhas, descamações, erupções cutâneas que se parecem com acne, escurecimento da pele, fissuras, urticária, vermelhidão ou úlceras. Pode apresentar também coceira ou inchaço. Evitar o agente irritante ou alérgeno deve permitir que a erupção desapareça de duas a quatro semanas. Cremes ou medicamentos com corticoides podem ajudar a reduzir a inflamação, diminuindo a coceira. É importante procurar um médico para realizar o diagnóstico e não realizar tratamentos indicados por leigos. As lesões podem piorar e deixar cicatrizes. Dra. Cássia Regina é médica atuante na Estratégia de Saúde da Família (PSF) E-mail: dracassiaregina@gmail.com


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É tempo das festas juninas REDAÇÃO

| Geral | 7

Paróquia São Paulo da Cruz

osaopaulo@uol.com.br

Neste mês e também nas primeiras semanas de julho, as paróquias da Arquidiocese de São Paulo realizam os festejos juninos, acolhendo paroquianos e as comunidades próximas. A seguir, O SÃO PAULO apresenta uma lista das festas juninas em algumas igrejas na cidade.

Paróquia Nossa Senhora da Candelária Data: Até 2 de julho, aos sábados e domingos, das 18h às 23h Local: Praça Nossa Senhora da Candelária, 1 – Vila Maria Entrada: Grátis Paróquia Nossa Senhora da Consolação Data: Até 2 de julho, aos sábados, das 17h às 0h, e domingos, das 17h às 23h Local: Rua da Consolação, 585 – República Entrada: Grátis Paróquia Nossa Senhora das Dores Data: De 17 de junho a 9 de julho, aos sábados e domingos, das 19h às 22h Local: Avenida Elísio Teixeira Leite, 7.400 - Taipas Entrada: Grátis Paróquia Nossa Senhora das Graças Data: Até 25 de junho, aos sábados, a partir das 18h30, e domingos, a partir das 12h Local: Rua Antenas, 582 – Vila Prudente Entrada: Grátis Paróquia Nossa Senhora de Lourdes Data: Até 28 de junho, aos sábados e domingos, a partir das 18h Local: Rua Brentano, 437 - Vila Hamburguesa. Entrada: Grátis Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro Data: De 24 junho a 2 de julho, aos sábados e domingos, das 13h às 22h Local: Rua Honório Líbero, 100 – Jardim Paulistano Entrada: Grátis Paróquia San Genaro Data: Até 1º de julho, aos sábados, das 18h às 0h Local: Rua da Mooca, 950 – Mooca Entrada: Grátis Paróquia Santo Antônio do Pari Data: Até 18 de junho, aos sábados e domingos, a partir das 17h Local: Praça Padre Bento, 13 – Pari Entrada: Grátis Paróquia São João de Brito Data: Até 2 de julho, aos sábados e domingos, das 17h às 22h Local: Rua Nebraska, 868 – Brooklin Entrada: Grátis

Paróquia Santo Antônio do Limão Data: Até 25 de junho, aos sábados, a partir das 18h30, e domingos, a partir das 11h Local: Rua Professor Celestino Bourroul, 715 – Limão Entrada: Grátis Paróquia Santo Antônio da Barra Funda Data: Até 18 de junho, aos sábados e domingos, a partir das 18h Local: Rua Cônego Vicente Miguel Marino, 421 – Barra Funda Entrada: Grátis Paróquia São Paulo da Cruz (Igreja do Calvário) Data: Até 2 de julho, aos sábados, das 17h30 às 23h30, e domingos, das 17h às 23h Local: Rua Cardeal Arcoverde, 950 – Pinheiros Entrada: R$ 12,00

Paróquia Santo Antônio do Caxingui Data: Até 25 de junho, aos sábados e domingos, das 18h às 23h Local: Avenida Professor Francisco Morato, 2042 – Butantã Entrada: Grátis Paróquia Santo Antonio de Lisboa Data: Até 2 de julho, aos sábados e domingos, das 18h às 22h Local: Rua Euclídes Pachêco, 1980 – Tatuapé Entrada: Grátis Paróquia São João Batista Data: Até 2 de julho, aos sábados e domingos, a partir das 17h Local: Avenida Celso Garcia, 600 – Brás Entrada: Grátis Paróquia São Paulo Apóstolo Data: Até 2 de julho, a partir das 19h Local: Rua Tobias Barreto, 1.320 – Belém Entrada: Grátis

Paróquia São José Data: De 3 a 25 de junho, aos sábados, das 18h às 22h, e domingos, das 12h às 21h Local: Praça República Lituana, 74 – Vila Zelina Entrada: Grátis Paróquia São Pedro Apóstolo Data: Até 25 de junho, aos sábados e domingos, das 18h às 22h Local: Rua Alberto Ramos, 614 – Vila Prudente Entrada: Grátis Paróquia São Pedro Apóstolo Data: Até 25 de junho, aos sábados e domingos, das 19h às 22h Local: Rua Ibitinga, 838 – Mooca Entrada: Grátis Paróquia São Rafael Data: Até 2 de julho, aos sábados e domingos, das 18h às 23h Local: Largo São Rafael – Mooca Entrada: Grátis (Pesquisa: Júlia Cabral)


8 | Pelo Mundo |

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Destaques das Agências Internacionais

Filipe David

Correspondente do O SÃO PAULO na Europa

Vaticano/ Venezuela

Bispos explicam situação do País ao Papa O Papa Francisco recebeu os bispos dirigentes da Conferência Episcopal Venezuelana na manhã da quinta-feira, 8. Entre os seis bispos, estava presente o Cardeal Jorge Liberato Urosa, arcebispo de Caracas. Há alguns dias, o Cardeal afirmou que “o governo perdeu apoio popular e deve desistir da sua intenção de implantar um

sistema totalitário, comunista, materialista e militarista na Venezuela”. Os bispos queriam explicar ao Papa a situação atual da Venezuela, e para isso apresentaram um relatório sobre os falecidos durante a repressão aos protestos populares que têm se multiplicado por todo o País contra o governo de Nicolás Maduro,

bem como informações sobre a crise humanitária pela qual passa a Venezuela. O Papa Francisco tem expressado sua preocupação com a crise no País. No dia 5 de maio, ele enviou uma carta aos bispos venezuelanos, na qual dizia: “Asseguro-lhes que estou acompanhando com grande preocupação a

Paraguai

Fonte: ACI

Facebook/Causa Chiquitunga

Maria Felícia de Jesus Sacramentado, morta em 1959, pode ser a primeira beata paraguaia

Para assinar O SÃO PAULO: Escolha uma das opções e a forma de pagamento. Envie esse cupom para: FUNDAÇÃO METROPOLITANA PAULISTA, Avenida Higienópolis, 890 São Paulo - SP CEP 01238-000 - Tels: (011) 3666-9660/3660-3724 osaopaulo@uol.com.br

Fonte: ACI

Irã

Carmelita pode se tornar a primeira beata paraguaia Maria Felícia de Jesus Sacramentado (1925-1959) foi uma carmelita descalça. Nascida em 1925, dedicou-se intensamente à oração e ao apostolado desde os 14 anos de idade. Aos 30 anos, entrou no Carmelo de Assunção e faleceu quatro anos depois, devido a uma violenta hepatite. Agora, ela pode se tornar a primeira mulher paraguaia a ser beatificada, depois que uma junta médica do Vaticano concluiu que não há explicação científica para uma cura atribuída à sua intercessão: um bebê que, sem sinais vitais e dado como morto por 20 minutos, voltou à vida. Em geral, depois de cinco minutos sem oxigênio, o cérebro humano fica com sequelas. Inexplicavelmente, o bebê sobreviveu sem apresentar nenhuma sequela até hoje, 15 anos depois.

situação do povo venezuelano ante os graves problemas que o afligem e sinto uma profunda dor pelos confrontos e pela violência atual, que provocaram numerosos mortos e feridos e que não ajudam a solucionar os problemas, mas apenas causam mais sofrimento e dor”.

Duplo atentado deixa 17 mortos e 52 feridos Um duplo atentato terrorista deixou 17 mortos e 52 de feridos, no dia 7. Os alvos do ataque foram o Parlamento iraniano e o mausoléu do líder da revolução islâmica, Aiatolá Khomeini. Os terroristas utilizaram armas automáticas “Kalashnikov” e vestes explosivas. O grupo terrorista Estado Islâmico assumiu a autoria do ataque. Os executores foram mortos durante os atentados e o governo iraniano afirma ter capturado e abatido no exterior o líder que havia planejado o ataque e fugido do País. O Irã é atualmente uma teocracia islâmica, mas de linha xiita. Os terroristas do Estado Islâmico pertencem a uma das correntes dentro da linha sunita – o salafismo – e consideram o xiismo ilegítimo. Muçulmanos xiitas têm sido alvos frequentes da violência do Estado Islâmico na Síria e no Iraque. O Papa Francisco enviou seus “pêsames a todos os afetados pela barbárie do ataque em Teerã e lamentou esse ato de violência sem sentido”, disse o secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin. Fontes: ACI/ NY Times

SEMESTRAL: R$ 45 ANUAL: R$ 78 exterior ANUAL: 220 U$ FORMA DE PAGAMENTO: COBRANÇA BANCÁRIA

NOME___________________________________________________________ _________________________________________________________________ DATA DE NASC. ___/___/____CPF/CNPJ _________________________________ ENDEREÇO ___________________________________________________________ __________________________________________________________ nº __________ COMPLEMENTO ______________________ BAIRRO ___________________________

CIDADE____________________________________ E S TA D O _ _ _ _ _ _ E - M A I L : _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ TEL: (__________) ______________________________________ DATA ____/___/____ CEP ____________ - ___________


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Papa intervem em crise na Diocese de Ahiara, Nigéria: ‘Quem se opôs à tomada de posse do bispo quer destruir a Igreja” L’Osservatore Romano

Bruno Muta Vivas

osaopaulo@uol.com.br

Ao saber da inusitada situação em que a diocese de Ahiara, na Nigéria, se encontra, cujo bispo, Dom Peter Ebere Okpaleke, nomeado há anos, ainda não pôde tomar posse de seu pastoreio por insubordinação do clero, o Papa Francisco expressou dor e tristeza, em audiência no Vaticano a uma delegação da diocese africana, na quinta-feira, 8. A Igreja em Ahiara encontra-se “há anos em estado de viuvez por ter impedido ao bispo que a assumisse”. Evocando a parábola dos vinhateiros homicidas, o Pontífice descreveu a diocese com a imagem da mulher “sem esposo, que perdeu sua fecundidade e não pode dar fruto”. E ressaltou: “Quem se opôs à tomada de posse do Bispo quer destruir a Igreja; isso não é admissível”. Francisco louvou a paciência mostrada pelo Bispo e confiou ter pensado em suprimir a Diocese, “mas a Igreja é mãe e não pode deixar tantos filhos”. O Santo Padre se disse condoído pelos sacerdotes manipulados, e afirmou se tratar de um caso de apropriação da vinha do Senhor. Assim, se tornou mandatório que

Em audiência com delegação de bispos africanos, Papa expressa tristeza por não ser permitido a Dom Peter (det.) assumir o ofício de bispo de Ahiara, na Nigéria

todo eclesiástico incardinado na Diocese de Ahiara, quer residente, quer fora, peça perdão por escrito ao Papa no prazo de 30 dias, sob pena de suspensão a divinis (suspensão de todo e qualquer múnus sacerdotal) a quem

não o fizer: “Todos devem escrever de modo individual e pessoal e manifestar obediência total ao sucessor de Pedro. Na carta, deverá ser expressa a própria disposição a aceitar o Bispo nomeado”, precisou o Romano Pontífice.

Consolação é dom e serviço ao próximo Na missa presidida na Casa Santa Marta, na segunda-feira, 12, o Papa Francisco destacou que a consolação verdadeira é dom e serviço. Segundo o Pontífice, para ser verdadeira, a consolação precisa de alteridade. Primeiro, é recebida, pois “é Deus quem

consola, que dá esse dom”. Depois, amadurece também outra alteridade, ou seja, a de consolar os outros. “A consolação é uma passagem do dom recebido ao serviço doado”, explicou. “Para ser consolado, é necessário reconhecer-se necessitado. Somente as-

sim, o Senhor vem, nos consola e nos dá a missão de consolar os outros. Não é fácil ter o coração aberto para receber o dom e fazer o serviço, duas alteridades que tornam possível a consolação”, acrescentou. (Com informações da Rádio Vaticano)

| Papa Francisco | 9

Ao Parlamento Latino-americano: enfrentar o problema das migrações O Papa Francisco enviou uma Mensagem aos membros do Parlamento Latino-americano por ocasião da sua XXXIII Assembleia Plenária, que teve início na sexta-feira, 9, no Panamá. O objetivo desse encontro é tomar algumas decisões para melhorar as condições das pessoas diante dos crescentes fluxos migratórios no continente, mediante políticas públicas e leis que visem assegurar a segurança das pessoas e dos Estados. Francisco destacou três aspectos importantes na sua mensagem: realidade, diálogo e compromisso É importante conhecer a realidade em que se realizam as migrações na América Latina e no Caribe. Não se deve apenas analisar a situação, mas entrar em contato direto com os migrantes, que são seres humanos com sua história própria, cultura e ideais. A pessoa deve estar ao centro de qualquer projeto ou decisão. Esse trabalho de contato direto com os migrantes pressupõe um indispensável diálogo por meio de uma cultura do encontro. Desse diálogo, surge a necessidade de dar uma resposta às necessidades dos migrantes, por meio de um sério compromisso. Por isso, é preciso estabelecer projetos a médio e longo prazo, e as prioridades para a integração do emigrantes, sobretudo das crianças e suas famílias, lembrando-se de que os seres humanos não são objetos ou mercadorias, detalhou o Pontífice. Por fim, o Santo Padre chamou a atenção dos governos para que assumam suas responsabilidades e respondam ao grito dos migrantes; e apelou à Igreja para que renove seu compromisso de sarar essa ferida de tantos irmãos.


10 | Pelo Brasil |

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Destaques das Agências Nacionais

REDAÇÃO

osaopaulo@uol.com.br Renato Papis/Regional Sul 1

Na 80ª Assembleia dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, em Aparecida (SP), é definido o tema da Assembleia das Igrejas deste ano

Laicato será tema da Assembleia das Igrejas do Regional Sul 1 Durante a 80ª Assembleia dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB - que compreende as dioceses do Estado de São Paulo, realizada em Aparecida (SP), entre os dias 6 e 8, foi escolhido o tema da Assembleia das Igrejas Particulares, que acontecerá de 20 a 22 de outubro. O tema da Assembleia das Igrejas será o Ano do Laicato à luz do documento 105 da CNBB –“Cristãos leigos e leigas na Igreja e na Sociedade: Sal da terra e luz do mundo”. O evento acontecerá em Itaici, no muni-

cípio de Indaiatuba (SP), e reunirá leigos que atuam nas dioceses do Estado de São Paulo. Segundo o Estatuto do Regional, a Assembleia das Igrejas Particulares é o órgão que expressa a comunhão, a participação e a missão das dioceses deste Regional. A 80ª Assembleia dos Bispos reuniu bispos, padres coordenadores diocesanos de pastoral de todo o Estado de São Paulo. Dom Pedro Cipollini, bispo de Santo André (SP), fez a apresentação sobre o tema principal. Outra palestra foi

proferida por Laudelino Augusto dos Santos Azevedo, membro do Setor Leigo da Comissão Episcopal do Laicato da CNBB, que falou sobre a missão dos leigos na Igreja e na sociedade. Também palestraram na assembleia o secretário estadual da Educação, José Renato Nalini, sobre o tema “Os leigos na Educação”, e o deputado estadual Reinaldo de Souza Alguz (PV), que falou sobre os cristãos leigos no mundo da política partidária. Fonte: Regional Sul 1

Pároco atuante na Arquidiocese de São Paulo é nomeado bispo auxiliar de Curitiba (PR) “Busquemos caminhar juntos, no respeito, no diálogo e na compaixão, porque ‘o amor de Cristo nos uniu’”, afirmou o Monsenhor Amilton Manoel da Silva, missionário Congregação da Paixão de Jesus Cristo (Passionistas), nomeado pelo Papa Francisco como bispo auxiliar de Curitiba (PR), no dia 7. Desde o início do ano, o Monsenhor Amilton mora na Arquidiocese de São Paulo, onde exerce as funções de superior provincial dos Passionistas e pároco

da Paróquia São Paulo da Cruz (Igreja do Calvário), na Região Episcopal Sé. Na mensagem dirigida ao povo da Arquidiocese de Curitiba, o eleito bispo afirma que abraça a sua nova missão com confiança em Deus e sustentado pelo olhar materno de Maria: “Com humildade, abandonando-me ao seu amor e à sua santa vontade”. Natural de Osvaldo Cruz (SP), Monsenhor Amilton nasceu em 2 de março de 1963. Ingressou na Congregação Passionista

em 1991 e foi ordenado sacerdote em 2000. Como presbítero, foi Coordenador da Equipe de Espiritualidade da Família Passionista do Brasil, Secretário dos Superiores Maiores Passionistas da América Latina. Atuou, ainda, como Vigário Paroquial das paróquias Nossa Senhora do Rosário e Santa Teresinha de Lisieux, em Colombo (PR). Foi Formador dos Postulantes, Mestre dos Noviços e Conselheiro Provincial. (Com informações da Paróquia São Paulo da Cruz e da Arquidiocese de Curitiba)

Trabalho infantil aumenta no Brasil O mapeamento da situação do trabalho infantil, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que em todo o País cresce o uso

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da mão de obra de crianças e adolescentes. A pesquisa destaca que o número de trabalhadores precoces corresponde a 5% da população que tem entre 5 e 17 anos. Desde 2013, o País vem registrando aumento dos casos de trabalho

infantil entre crianças de 5 a 9 anos. Em 2015, ano da última pesquisa do IBGE, quase 80 mil crianças nessa faixa etária estavam trabalhando. Aproximadamente 60% delas vivem na área rural das regiões Norte e Nordeste.

CNBB propõe Jornada de Oração pelo Brasil A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) recomenda que os católicos do todo o País se unam em prece pela nação na Solenidade de Corpus Christi, na quinta-feira, 15. A iniciativa atende ao pedido de seu Conselho Episcopal de Pastoral (Consep), que se reuniu nos dias 30 e 31 de maio, em Brasília (DF). “Como o Santo Padre pediu que rezássemos pela paz no mundo, poderíamos pedir às nossas comunidades que rezem pelo Brasil. Diante de tantas incertezas, corrupção, violência, injustiças, elevemos juntos a nossa oração. No dia em que celebramos a presença singela, próxima, alimentadora, esperançada de Jesus entre nós na Eucaristia, prestemos esse serviço ao nosso País”, expressou Dom Leonardo Ulrich Steiner, secretário-geral da CNBB, em carta enviada aos bispos. A oração está disponível no site do jornal O SÃO PAULO: www.osaopaulo. org.br. Fonte: CNBB

30 mil participam da ExpoCatólica O Expo CenterNorte, na capital paulista, sediou entre os dias 8 e 11, a ExpoCatólica - Feira Internacional de Produtos e Serviços para Igrejas e Turismo Religioso, com a participação de mais de 30 mil visitantes. Considerada a principal feira de negócios do segmento católico no País e a segunda maior e mais importante do mundo, tem objetivo de promover o mercado de livros e artigos religiosos no Brasil, além do turismo religioso, a música católica e a própria Igreja, no ambiente chamado de “Espaço Vocacional”. Durante o evento, o Padre Antônio Aparecido Pereira, da Arquidiocese de São Paulo, comunicador da rádio 9 de Julho e articulista do jornal O SÃO PAULO lançou o livro “Nossa Senhora, rogai por nós – reflexões sobre a Ladainha de Nossa Senhora”, pela editora Ave Maria. Na Ladainha, há diversos títulos atribuídos à Mãe de Deus, alguns são fáceis de compreender, outros nem tanto. Com o intuito de esclarecer cada uma dessas invocações, Padre Cido Pereira apresenta reflexões sobre a Ladainha e convida o leitor a fortalecer cada dia mais o seu amor pela Mãe de Jesus. Fontes: ExpoCatólica e editora Ave Maria

Vacinação contra a gripe imuniza 80% do público-alvo O Ministério da Saúde informou que a 19ª Campanha Nacional de Vacinação Contra a Gripe atingiu 80% do públicoalvo. Ao todo, 46 milhões de brasileiros foram vacinados. No total, 1,8 milhão de pessoas que não faziam parte do públicoalvo se vacinaram, o que representa 4% do total de doses aplicadas.

A campanha terminou na sexta-feira, 9, após ser prorrogada por duas semanas. Os estados que ainda têm doses em estoque podem continuar vacinando a população. Neste ano, o Ministério da Saúde decidiu disponibilizar a vacina para toda a população durante a última semana da campanha para evitar desperdício, já que

havia um estoque disponível de 10 milhões de doses. Apenas três estados atingiram a meta da campanha deste ano de vacinar 90% do público-alvo: o Amapá, que chegou a 98,1% de imunização; Pernambuco, 91,8%, e o Paraná, 90%. Fontes: Agência Brasil e Ministério da Saúde


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| Com a Palavra | 11

Cardeal Odilo Pedro Scherer

Sínodo Arquidiocesano: um caminho feito em comunhão Luciney Martins/O SÃO PAULO

de fato. Não podemos fazer de conta que nada mudou e que tudo continua como sempre foi. Na passagem para o novo milênio cristão, houve a indicação de grandes metas e diretrizes para a vida e a missão da Igreja neste período da história da humanidade. Será que que essas metas estão presentes em nossa evangelização e vida pastoral? A Conferência de Aparecida convocou a Igreja da América Latina e do Caribe a uma renovação missionária, uma verdadeira conversão pastoral e missionária: será que estamos realizando esse processo? O Papa Francisco nos conclama a vivermos a alegria do Evangelho como uma “Igreja em saída missionária”: será que isso nos diz respeito e já está acontecendo? Existe uma profunda crise de fé em boa parte do povo cristão e católico, e se constata que a evangelização está insuficiente, também em São Paulo: isso tem algum significado para nossa ação pastoral? Os casamentos na Igreja, os batizados, as primeiras comunhões, as vocações sacerdotais e à vida consagrada estão em queda acentuada: o que está acontecendo e o que vamos fazer? O Sínodo poderá ser de grande ajuda para responder essas e outras questões.

Fernando Geronazzo

osaopaulo@uol.com.br

Despertar uma nova consciência dos católicos sobre a vida e a missão da Igreja em São Paulo e provocar um processo de conversão e renovação pastoral. Esses são os principais frutos que o Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, espera do Sínodo Arquidiocesano, que será convocado por ele na quinta-feira, 15, durante a missa da Solenidade de Corpus Christi, na Praça da Sé. Em entrevista ao O SÃO PAULO, Dom Odilo explicou como se realizará o Sínodo, com várias etapas até a assembleia sinodal que concluirá o caminho ao longo de quase três anos. Segundo o Arcebispo, o povo nas paróquias, comunidades e realidades eclesiais de base poderá participar das atividades sinodais. “O Espírito Santo é o principal protagonista do Sínodo e é ele quem move a Igreja a se converter e renovar”, destacou. Confira a entrevista.

O SÃO PAULO – A partir da convocação, quais serão os próximos passos do sínodo arquidiocesano? Cardeal Odilo Pedro Scherer – O Sínodo deverá ser uma grande ação eclesial de nossa Arquidiocese na busca conjunta da melhor forma de correspondermos à vida e à missão da Igreja em nosso tempo. Na sua realização, são previstos diversos passos: uma etapa prévia de motivação, divulgação, oração e tomada de consciência sobre o próprio Sínodo; uma dupla etapa preparatória, em âmbito de paróquias e de vicariatos episcopais; finalmente, haverá a assembleia sinodal arquidiocesana propriamente dita. Prevê-se um caminho longo e complexo de cerca de três anos até à conclusão do Sínodo. Quais serão o tema e o lema do sínodo? O Sínodo será dedicado à vida e à missão da Igreja na Arquidiocese de São Paulo. De maneira estrita, o tema terá esta formulação: “Sínodo da Arquidiocese de São Paulo: caminho de comunhão, conversão e renovação missionária”. E o lema será: “Deus habita esta Cidade. Somos suas testemunhas”. Como as pessoas dos diferentes âmbitos da vida eclesial poderão participar desse caminho sinodal? É desejada uma ampla participa-

ção, que poderá acontecer de muitos modos. Primeiramente, pelo interesse para compreender melhor a proposta do Sínodo; para isso, haverá matérias à disposição de todos. Mas, é muito importante que todos rezem ao Espírito Santo pelo bom êxito do Sínodo. O Espírito Santo é o principal protagonista do Sínodo, e é ele quem move a Igreja a se converter e renovar, a corresponder e realizar melhor sua vida e sua missão. No âmbito das paróquias, comunidades e realidades eclesiais de base, haverá ampla possibilidade e necessidade de envolvimento do povo nas ações sinodais; no âmbito dos vicariatos regionais e ambientais, bem como no âmbito arquidiocesano, a participação será por representação, conforme regulamento do Sínodo. Como será a assembleia sinodal? Ainda temos um longo caminho a percorrer antes de chegar à assem-

bleia sinodal propriamente dita, última etapa do Sínodo. Na assembleia sinodal arquidiocesana, serão apresentados e analisados os relatórios das etapas anteriores e serão elaboradas propostas para os encaminhamentos pós-sinodais. O senhor destaca a necessidade de uma grande revisão da pastoral na Arquidiocese. Por quê? Vivemos um período de “mudança de época”, como já se afirmou na Conferência de Aparecida, em 2007. Tendo em vista as grandes transformações sociais, culturais e religiosas do nosso tempo, e levando em consideração os fortes apelos da própria Igreja para a promoção de uma nova evangelização, é preciso perguntar: isso também diz respeito a nós, aqui em São Paulo? Um amplo discernimento sobre a vida e a organização pastoral será útil para saber como estamos,

Quais são os principais frutos que se esperam desse Sínodo? Espera-se, com a ajuda de Deus, uma nova consciência do povo católico sobre a vida e a missão da Igreja em São Paulo, e também provocar um processo de conversão e renovação pastoral. Daí poderá resultar uma revisão das diretrizes e orientações pastorais em vários sentidos e uma eventual reestruturação da organização pastoral da Arquidiocese. Mas, para se chegar a esses frutos, será preciso semear muito e percorrer o caminho sinodal, com paciência e fé, contando com a ajuda do Espírito Santo. Será publicado um documento final do Sínodo? Ao longo do caminho sinodal deverão ser produzidos e publicados diversos subsídios. Espera-se chegar a boas conclusões sinodais, que também serão publicadas. Mais importante que os textos, porém, deverão ser as novas atitudes pastorais e a renovação da consciência eclesial. Esses deverão ser os frutos principais e esperamos que eles apareçam com o passar do tempo, com a graça de Deus, o esforço de todos e a paciência da fé.


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Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

12 | Reportagem |

Corpus Christi ‘Eis o mistério da fé’ Fernando Geronazzo

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Na Solenidade do Santíssimo Sacramento do Corpo e Sangue de Cristo, popularmente conhecida como Corpus Christi, a ser celebrada na quinta-feira, 15, a Igreja Católica manifesta publicamente o “mistério da fé” que, como ensina o Catecismo, é a “fonte e ápice da vida cristã”. “Na santíssima Eucaristia está contido todo o tesouro espiritual da Igreja, isto é, o próprio Cristo, nossa Páscoa”, reforça o Catecismo. Instituída por Jesus Cristo na Última Ceia, a Eucaristia perpetua o sacrifício da cruz na Igreja ao longo dos séculos. Essa verdade é expressa com clareza nas palavras com que o povo, durante a missa, após a consagração do pão e do vinho, responde à proclamação “Eis o mistério da fé”, dizendo, “Anunciamos, Senhor, a vossa morte, e proclamamos a vossa ressurreição. Vinde, Senhor Jesus”. Quando a Igreja celebra a Eucaristia, o acontecimento central de salvação se faz realmente presente e “realizase também a obra da nossa redenção”, como expressou São João Paulo II, na encíclica Ecclesia de Eucharistia (2003). “Esta é a fé que as gerações cristãs viveram ao longo dos séculos, e que o magistério da Igreja tem continuamente reafirmado com jubilosa gratidão por dom tão inestimável”, acrescentou. O santo sacrifício eucarístico torna presente não só o mistério da paixão e morte de Jesus, mas também o mistério da sua ressurreição. Por estar vivo e ressuscitado é que Cristo pode tornarse “pão da vida” (Jo 6, 35.48). Tal verdade de fé era proclamada pelos padres e doutores dos primórdios da Igreja. Santo Ambrósio lembrava aos cristãos recém-batizados: “Se hoje Cristo é teu, Ele ressuscita para ti cada dia”. Já São

Cirilo de Alexandria sublinhava que a participação na Eucaristia “é uma verdadeira confissão e recordação de que o Senhor morreu e voltou à vida por nós e em nosso favor”.

Presença real É certo que Jesus ressuscitado está presente na Igreja de diversas maneiras, na sua Palavra, na oração da Igreja – “onde dois ou três estão reunidos em Meu nome...” (Mt 18,20) –, nos pobres, nos doentes, nos prisioneiros, nos seus sacramentos, dos quais é o autor, e na pessoa do ministro ordenado que preside a Santa Missa. Mas, a doutrina católica ressalta que é sobretudo sob as espécies eucarísticas que o Senhor manifesta sua presença por excelência. Pelas palavras de Jesus na Última Ceia e pela invocação do Espírito Santo na celebração da missa, o pão e o vinho se tornam verdadeiramente o corpo e o sangue de Cristo. O Concílio de Trento afirma que na Eucaristia estão “contidos, verdadeira, real e substancialmente, o corpo, o sangue, a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo”, ou seja, “Cristo completo”. A doutrina católica ensina, ainda, que pela consagração do pão e do vinho “opera-se a conversão de toda a substância do pão na substância do corpo de

Cristo Nosso Senhor, e de toda a substância do vinho na substância do seu sangue”; a esta mudança, a Igreja Católica chama de “transubstanciação”. Na oração do Ângelus de 16 de agosto de 2015, o Papa Francisco ressaltou que a Eucaristia não é uma oração privada ou uma bonita experiência espiritual, nem uma simples comemoração daquilo que Jesus fez na Última Ceia. “Nós dizemos, para entender bem, que a Eucaristia é ‘memorial’, ou seja, um gesto que atualiza e torna presente o evento da morte e ressurreição de Jesus: o pão é realmente o seu Corpo oferecido por nós, o vinho é realmente o seu Sangue derramado por nós”.

Comunhão O ápice da participação na Eucaristia é a comunhão. É o próprio Jesus que convida: “Se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós” (Jo 6,53). O principal fruto da comunhão eucarística é a união íntima com Cristo Jesus. “De fato, o Senhor diz: ‘Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele’ (Jo 6,56). A vida em Cristo tem o seu fundamento no banquete eucarístico: ‘Assim como o Pai, que vive, me enviou, e Eu vivo pelo


Pai, também o que me come viverá por Mim’ (Jo 6,57) ”, recorda o Catecismo, que enfatiza, ainda, que a comunhão da carne de Cristo Ressuscitado conserva, aumenta e renova a vida da graça recebida no Batismo. A comunhão também afasta o fiel do pecado. “O corpo de Cristo que recebemos na comunhão é ‘entregue por nós’ e o sangue que nós bebemos é ‘derramado pela multidão, para remissão dos pecados’. É por isso que a Eucaristia não pode unir-nos a Cristo sem nos purificar, ao mesmo tempo, dos pecados cometidos, e nos preservar dos pecados futuros”, reforça o Catecismo. Os que recebem a Eucaristia ficam mais estreitamente unidos a Cristo, que une todos os fiéis num só corpo: a Igreja. Como afirma o Apóstolo São Paulo: “O cálice da bênção que abençoamos, não é comunhão com o sangue de Cristo? O pão que partimos não é comunhão com o corpo de Cristo? Uma vez que há um único pão, nós, embora muitos, somos um só corpo, porque participamos desse único pão” (1Cor 10, 16-17). Como também ensina São Paulo, para receber o corpo e o sangue de Cristo, é necessária a devida preparação. “Quem comer o pão ou beber do cálice do Senhor indignamente será réu do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, cada qual a si mesmo e, então, coma desse pão e beba deste cálice; pois quem come e bebe, sem discernir o corpo do Senhor, come e bebe a própria condenação” (1Cor 11, 27-29). Nesse sentido, a Igreja exorta os que tiverem consciência de um pecado grave a receber o sacramento da Reconciliação antes de se aproximarem da Sagrada Comunhão, com o fim de evitarem um sacrilégio e usufruírem das graças infinitas de tão admirável dom.

Reverência Justamente pelo fato da real e substancial presença de Jesus Cristo na Eucaristia, a Igreja ensina os fiéis a expressarem essa fé com reverência e devoção, dentre outras maneiras, ajoelhando-se ou inclinando-se profundamente em sinal de adoração ao Senhor diante do Santíssimo Sacramento. “A Igreja Católica sempre prestou e continua a prestar este culto de adoração que é devido ao sacramento da Eucaristia, não só durante a missa, mas também fora da sua celebração: conservando com o maior cuidado as hóstias consagradas, apresentando-as aos fiéis para que solenemente as venerem, e levando-as em procissão”, destaca o Catecismo. Quanto ao gesto ou posição para a comunhão, a instrução Redemptionis Sacramentum (2004) recorda a orientação de que os fiéis comunguem de joelhos ou de pé, mas quando comungarem de pé, “recomenda-se fazer, antes de receber o Sacramento, a devida reverência”. O documento também ressaltou que todo fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a Sagrada Comunhão na boca ou na mão, onde as conferências episcopais locais tenham permitido, como é o caso do Brasil. No

entanto, quando a comunhão é recebida na mão, recomenda-se que haja especial cuidado e que a hóstia seja consumida imediatamente diante do ministro – o fiel não deve retornar para seu assento com as espécies eucarísticas na mão. Tal cuidado não só expressa a devida reverência para com o Santíssimo Sacramento como também evita o perigo de profanações e sacrilégios por parte de pessoas mal intencionadas que podem tomar a Eucaristia para fins escusos.

Adoração A presença de Jesus Cristo no Santíssimo Sacramento não se restringe à celebração da missa, mas permanece na reserva eucarística. No princípio, o sacrário ou tabernáculo era destinado a guardar a Eucaristia de maneira digna para ser levada aos enfermos e aos fiéis ausentes à missa por razões graves. Com o aprofundamento da fé na presença real de Cristo na sua Eucaristia, a Igreja tomou consciência do sentido da adoração silenciosa do Senhor, presente sob as espécies sagradas. “O ato de adoração fora da Santa Missa prolonga e intensifica aquilo que se fez na própria celebração litúrgica”, explicou o Papa Bento XVI, na exortação apostólica Sacramentum Caritatis (2007). A visita ao Santíssimo Sacramento presente nos sacrários das igrejas permite o encontro pessoal de cada fiel com Jesus e o coloca em comunhão com toda a Igreja, que se reúne em torno da Eucaristia. Por isso, além de convidar cada um dos fiéis a encontrar pessoalmente tempo para se demorar em oração diante do sacramento do altar, a Igreja motiva as paróquias, comunidades e grupos eclesiais a promoverem momentos de adoração comunitária. Em muitas cidades, há igrejas e santuários eucarísticos, onde o Santíssimo Sacramento fica exposto permanentemente para a adoração dos fiéis. No centro de São Paulo, por exemplo, a Paróquia Santa Ifigênia e a Igreja Nossa Senhora da Boa Morte realizam adorações perpétuas. Muitas outras igrejas promovem semanalmente adorações, geralmente às quintas-feiras, em recordação da Instituição da Eucaristia. Na carta Dominicae Cenae (1980), São João Paulo II enfatizou: “A Igreja e o mundo têm grande necessidade do culto eucarístico. Jesus espera-nos neste sacramento do amor. Não regulemos o tempo para estar com Ele na adoração, na contemplação cheia de fé e disposta a reparar as faltas graves e os pecados do mundo. Que a nossa adoração não cesse jamais”.

Na Solenidade de Corpus Christi, na quinta-feira, 15, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, presidirá missa campal na Praça da Sé, às 9h, seguida de procissão pelas ruas do centro da cidade. Os leitores do O SÃO PAULO podem compartilhar fotos dos tapetes de Corpus Christi de suas paróquias e comunidades na nossa página oficial no Facebook: facebook.com/jornalOSAOPAULO.

Luciney Martins/O SÃO PAULO - Jun.2016

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De onde vêm as relíquias de São José de Anchieta? Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

Fêmur de São José de Anchieta foi levado para o Vaticano, junto aos documentos do processo de canonização, no início do século XVII e só depois trazido para o Brasil, na década de 1920; Carla Galdeano junto aos quadros de Anchieta que estão no museu coordenado por ela

Nayá Fernandes

nayafernandes@gmail.com

Historiadora e coordenadora do Museu Anchieta, Carla Galdeano é a responsável por preparar as relíquias de São José de Anchieta, que são enviadas para as paróquias que têm devoção ao Santo ou que fazem alguma referência a ele no momento da dedicação dos seus altares. Os pedidos das relíquias são feitos ao Cardeal Odilo Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo, e encaminhados para o Pateo do Collegio. As relíquias são retiradas do úmero – o maior e mais longo osso do braço – de Anchieta, que veio, junto a outros ossos, de Lisboa, Portugal, para o Brasil em 1980. Os ossos do Santo haviam sido levados para aquele País numa urna de madeira de jacarandá, após a expulsão dos padres da Companhia de Jesus (jesuítas) do Brasil, em 1759. Carla lembrou que “a relíquia é um resgaste da memória de uma pessoa que foi importante, que teve a santidade e a proximidade com o Cristo reconhecidas pela Igreja”. Ao ser perguntada sobre o nome da função que desempenha, Carla riu. Nascida em São Paulo e trabalhando no Pateo do Collegio há 11 anos, ela disse que não conhece outra pessoa que realize esse trabalho de manusear fragmentos de ossos de um santo e enviá-los como relíquias. “Sinto-me honrada e feliz por

fazer também esse trabalho, pois sou uma grande admiradora de Anchieta. Não há como não se inspirar em Anchieta que, com poucos recursos, fez grandes coisas. Anchieta superou sua saúde frágil e dificuldades de todo tipo. Ele era boticário, professor, tradutor e teatrólogo e, com todos esses dons, aproximou-se dos indígenas”, afirmou em entrevista ao O SÃO PAULO.

Viajante Ao entrar na igreja que está localizada junto ao museu do Pateo do Collegio, a pequena sala com uma luz amarelada e banquinhos de madeira convida à oração e ao recolhimento. Ali está colocado, num grande relicário, o fêmur de Anchieta, osso transportado para Roma, em 1610, quando foi aberto seu processo de canonização. O osso só retornou ao Brasil na década de 1920, aproximadamente 60 anos antes da sua beatificação, celebrada pelo Papa João Paulo II. O padre jesuíta José de Anchieta morreu em 1597, na cidade de Reritiba, (atual cidade de Anchieta) e foi imediatamente levado pelos indígenas para Vitória (ES). “É importante lembrar que o Anchieta tinha fama de santidade em vida. Assim, logo depois da sua morte, começou uma intensa peregrinação para visitar o corpo e, sendo a cidade onde ele morreu um lugar afastado e de difícil acesso, foi decidido que ele deveria ser enterrado na capital do

Espírito Santo”, explicou Carla. O corpo de Anchieta permaneceu em Vitória durante alguns anos, mas a quantidade de peregrinos era tão grande que o então provincial dos jesuítas resolveu transferi-lo para a Catedral de Salvador (BA), onde o Santo tinha, inclusive, sido ordenado sacerdote. Os restos mortais de Anchieta – com exceção do fêmur que foi levado a Roma, junto com documentos e o processo de canonização – permaneceram em Salvador até a expulsão dos jesuítas do Brasil, pelo Marquês de Pombal, no século XVIII. “Podemos dizer que essa expulsão aconteceu em três etapas: primeiro houve a destituição dos territórios da Companhia de Jesus, obras e construções por parte do Governo; depois, a Coroa expulsou as pessoas, ou seja, os membros da Companhia de Jesus e, num terceiro momento, houve esforços, por parte do Marquês, para apagar a memória da Companhia. Por isso, Pombal pediu que fossem destruídas bibliotecas e proibidas referências a santos da Companhia. Quando ele descobriu que o corpo de Anchieta estava em Salvador, mandou destruir o túmulo. Porém, a pessoa designada para a destruição havia estudado no colégio dos jesuítas, em Coimbra, Portugal, e, por um respeito a essa memória pessoal, recolheu os restos mortais e enviou para Portugal”, contou Carla. Só na década de 1980, com a finalização do processo de beatificação de

Anchieta, essa urna com ossos foi encontrada em Lisboa. “As pesquisas realizadas por profissionais da USP identificaram que era a mesma urna que saiu de Salvador. Testes de DNA foram realizados a partir da comparação com o fêmur. Além do úmero, havia também uma tíbia – osso que, ao lado do fêmur, é o responsável por sustentar o corpo humano – que está na cidade de Anchieta, no Espírito Santo”.

Os santos e suas relíquias Os cânones 1.186 a 1.190 do Código de Direito Canônico falam sobre o culto aos santos, imagens sagradas e as relíquias. Segundo o texto, a Igreja recomenda a veneração dos fiéis à Bemaventurada Mãe de Deus, bem como o autêntico culto dos outros santos, para fomentar a santificação do povo de Deus. Já nos primeiros séculos do Cristianismo, os restos mortais dos mártires eram mantidos em local digno e reverenciados, como aqueles que morreram testemunhando a fé em Jesus Cristo. Devido às perseguições, por vezes os primeiros cristãos celebraram a Eucaristia nas catacumbas, perto ou sobre os túmulos dos mártires e santos. Mais tarde, altares, santuários e basílicas começaram a ser erguidas sobre ou perto dos túmulos dos mártires e santos, como as basílicas de São Pedro e São Paulo, em Roma. Ao longo da história, e para manter a tradição, as relíquias começaram a ser colocadas nos altares das igrejas. Assim, hoje, em cada igreja, no altar, são colocadas relíquias dos santos. Na Igreja Católica, as imagens dos santos não são, de modo algum, motivos de idolatria ou adoração por parte dos fiéis. Elas são sinais que ajudam os católicos a lembrarem-se do testemunho desses homens e mulheres que, ao longo da história, tiveram uma vida de santidade e de vivência do Evangelho.

Diferentes tipos de relíquias A palavra relíquia tem origem no latim [reliquiae], que significa literalmente “restante” do corpo de um determinado santo ou de um objeto dele ou que teve contato com ele. 1º grau: um fragmento do corpo; 2º grau: um fragmento da roupa o de algo que o santo usava durante sua vida (rosário, Bíblia, cruz etc). Também objetos associados ao sofrimento de um mártir; 3º grau: qualquer objetivo que tenha sido tocado a uma relíquia de primeiro grau ou no túmulo de um santo.


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Tribunal Superior Eleitoral

O saldo da absolvição Daniel Gomes

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“Prevaleceu a justiça de forma plena e absoluta”. Assim manifestou-se, em mensagem, o presidente da República, Michel Temer (PMDB), sobre a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que na sextafeira, 9, por quatro votos a três, inocentou a chapa Dilma-Temer das acusações de abuso de poder político e econômico na disputa presidencial de 2014. O julgamento, que durou quatro dias, foi da ação que o PSDB ingressou no TSE, após as eleições, pedindo a impugnação dos mandatos da então presidente Dilma Rousseff (PT) e de Temer, à época seu vice. Ao todo, eram 23 acusações de atos ilícitos na campanha da chapa vencedora. O relator da ação, ministro Herman Benjamim, incluiu no processo os depoimentos coletados pela operação Lava Jato em que delatores da Odebrecht afirmaram ter feito repasses ilegais de verbas à chapa. No entanto, esses relatos não foram considerados no julgamento, por decisão da maioria dos ministros.

Retóricas Benjamin votou pela cassação da chapa e assim também o fizeram os ministros Luiz Fux e Rosa Weber. No entender do relator da ação, a apuração da denúncia indicou que a chapa Dilma-Temer recebeu pagamentos ilícitos de empreiteiras, que tiveram a contrapartida de contratos firmados com a Petrobras. Teria havido, ainda, a chamada “propinagordura”, acúmulo de vantagens ilícitas em anos anteriores à campanha de 2014. “Trata-se de abuso de poder político e ou econômico em sua forma continuada, cujos impactos, sem dúvida, são sentidos por muito tempo no sistema político eleitoral”, afirmou Benjamin durante o julgamento, defendendo, ainda, que não seria preciso haver prova da doação de propina para condenar a chapa, bastando a existência da comprovação de Caixa 2, ou seja, a entrada de recursos não declarados na campanha. O último a votar no julgamento foi o ministro Gilmar Mendes, presidente do TSE. Ele acompanhou o voto dos ministros Napoleão Nunes Maia, Admar Gonzaga e Tarcísio Vieira, os dois últimos indicados ao tribunal por Michel Temer. “Não se trata de abuso de poder eco-

nômico, mas de um dinheiro que sai da campanha e não disseram para aonde vai. Primeiro é preciso julgar para depois condenar. É assim que se faz, e não fixar uma meta para condenação”, disse Gilmar Mendes ao proferir seu voto. “Não se substitui um presidente a toda a hora, mesmo que se queira. A Constituição valoriza a soberania popular, a despeito do valor das nossas decisões”, afirmou, complementando que “não cabe ao TSE resolver a crise política do país”.

Decisão política ou jurídica? O teor das discussões dos magistrados durante o julgamento reacendeu o debate sobre o papel do TSE e a influência política nas decisões do Judiciário. Para Maximiliano Martin Vicente, doutor em História Social pela USP e livre-docente na Unesp, a absolvição da chapa Dilma-Temer põe em xeque a capacidade da justiça eleitoral de frear corrupções e atos ilícitos no processo eleitoral. “Se comprometeu de tal forma que daqui em diante sempre se levantará a questão da legitimidade das ações do TSE e de suas sentenças. Para nós, simples mortais, nos resta defender a mudança de práticas e de métodos, entre eles a escolha por via direta dos futuros ministros. Creio que só assim se terá garantias da independência de poderes e o equilíbrio da democracia. Sem esse equilíbrio, vivemos a mercê de quem tem poder econômico e influências”, opinou ao O SÃO PAULO. Vicente também lamentou que Gilmar Mendes, ao votar, tenha seguido “as questões políticas e não técnicas, ou seja, ignorou as inúmeras provas de abuso de poder econômico da chapa, não levou em consideração os fatos apresentados pelo relator. Também os juízes indicados pelo atual presidente desempenharam papel decisivo para terminar da forma que terminou esse triste e lamentável julgamento”. Já o advogado Pedro Horta, especialista em direito eleitoral do Dorta & Horta Advogados, declarou ao portal que houve “absolvição correta, julgamento técnico dentro da legislação eleitoral. Sem contaminação de clamores. E veja que os votos favoráveis são de pessoas que lidaram ao longo de sua vida, no dia a dia, exclusivamente em bons períodos com o direito eleitoral. Os oriundos da classe dos advogados, ministros escolhidos pelo quinto constitucional, todos especialistas

no direito eleitoral, julgaram pela lei. E membros do Poder Judiciário, que julgaram favoravelmente, vieram do Judiciário de primeira instância, fizeram suas carreiras até chegar em corte superior, sempre e, por óbvio, que passaram nas suas vidas em comarcas em que acumularam função de juiz eleitoral”.

Temer fortalecido? Com a absolvição da chapa Dilma-Temer, aumentam as chances de maior celeridade na aprovação de reformas como a trabalhista e a da Previdência no Congresso, especialmente pelo menor risco de saída de partidos da base aliada, como o PSDB, que na noite da segunda-feira, 12, em reunião executiva, reafirmou a permanência no Governo Temer. Na avaliação de Carlos Eduardo Stempniewski, mestre em Teoria e Política e professor das Faculdades Integradas Rio Branco, apesar de seguir sem apoio político popular, Temer saiu fortalecido com a absolvição no TSE, “olhando-se na perspectiva da estrutura de poder”, e o desfecho do julgamento pode ter outros beneficiários. “Temer conseguiu, em nível de Tribunal Superior Eleitoral, firmar uma jurisprudência de que o Caixa 2 não é motivo para se caçar uma chapa. Isso vai aliviar, ao menos no âmbito da justiça eleitoral, a barra de uma centena de políticos. Afinal, houve uma enxurrada de acusações, de impropriedades, de roubos, de maus feitos e isso foi colocado como tema da justiça comum e não da justiça eleitoral. Tudo isso abre caminho para futuros questionamentos”, disse Stempniewski à reportagem. Entendimento diferente tem Vicente. “Ficou tão evidente que houve manipulação e interesses pessoais nesse julgamento que agora fica cada vez mais difícil ficar do lado dele, notadamente no Congresso. Diante da revolta e da impotência da sociedade em ver seus interesses atendidos, o lógico é que ela rejeite nas próximas eleições a quem lhe deu apoio”. O Ministério Público Eleitoral já anunciou que vai recorrer da decisão do TSE de absolver a chapa Dilma-Temer e deve protocolar um recurso no Superior Tribunal Federal (STF) ainda neste mês. O mesmo pode ser feito pelo PSDB, algo improvável por se tratar de um partido da base aliada do Governo Temer. (Com informações do G1, revista Época, Agência Brasil e Folha de S.Paulo)

Sérgio Cabral Preso desde novembro de 2016, o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), foi condenado na terça-feira, 13, pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelos julgamentos da operação Lava Jato em primeira instância, a 14 anos e dois meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Além desse processo, Cabral é réu em outras nove ações. Os advogados de defesa do ex-governador vão recorrer da decisão. Paulinho da Força O deputado federal Paulinho da Força (SD-SP) teve os direitos políticos suspensos por cinco anos pelo Tribunal Regional da 3ª Região por improbidade na utilização dos recursos do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Na denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) consta que Paulinho, quando era presidente da Força Sindical, contratou a Fundação João Donini sem licitação para dar cursos profissionalizantes a desempregados e pessoas de baixa renda, utilizando recursos do FAT. O deputado não perderá imediatamente o cargo, mas pode ser impedido de concorrer às eleições de 2018, caso não consiga a suspensão da decisão junto ao Superior Tribunal de Justiça ou ao Supremo Tribunal Federal. Cracolândia Em nova ação conjunta na manhã do domingo, 11, a Polícia Militar e a Guarda Civil Metropolitana dispersaram usuários de drogas e prenderam dois traficantes na Praça Princesa Isabel, onde o fluxo de consumo e comércio de crack tem se concentrado desde 21 de maio. Horas depois de operação, os usuários de drogas puderam retornar à Praça, desde que aceitassem ser revistados. A Prefeitura montou contêineres para atender os dependentes químicos nas proximidades, mas foi registrada a superlotação desses locais já na noite da segunda-feira, 12. A Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social comprometeu-se a criar mais 280 vagas para dependentes químicos em um prédio público na região da Luz e em outros contêineres. Fontes: Agência Brasil, G1, Folha de S.Paulo e O Estado de S.Paulo


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Dica de Leitura

Santa Francisca Romana Filipe David

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Esta pequena biografia de Santa Francisca Romana não tem outro propósito que o de tornar mais conhecida no Brasil essa grande santa da Igreja Católica. Está organizada como se fosse uma entrevista, em que, num encontro imaginário, quatro jovens perguntam e um estudioso da Santa responde. Muitas são as lições a tirar da vida de Santa Francisca Romana, tão ligada ao Céu e, ao mesmo tempo, à cidade em que morava. Nunca saiu de Roma mas, no entanto, foi mais longe que qualquer outro ser humano poderia almejar, em suas visões do inferno, do purgatório e do paraíso. Santa Francisca nasceu em 1384

na Cidade Eterna. Ela desejava permanecer virgem e queria ser religiosa, mas seu pai insistiu para que se casasse ainda muito nova com um jovem aristocrata, com quem teve três filhos. Francisca fundou a confraria de oblatas beneditinas e, quando seus filhos cresceram e seu marido faleceu, passou a viver com suas oblatas como superiora geral. Em 1608, o Cardeal São Roberto Belarmino, defendendo sua canonização, afirmou que Santa Francisca merecia as honras dos altares, tanto mais que viveu santamente três estados diferentes de vida – a virgindade, a castidade conjugal e a viúvez no claustro – servindo, portanto, de modelo de virtude a todos. Ela foi canonizada no dia 29 de maio de 1608.

Evento

Reprodução

Ficha técnica: Autor: José Carlos Zamboni Páginas: 112 Editora: Ecclesiae

Feminismo x Cristianismo O feminismo se apresenta como um movimento que luta pelos direitos das mulheres, tanto no âmbito jurídico quanto no âmbito social. Hoje, mais do que nunca, a agenda do movimento feminista está presente na política, na educação, na cultura e em todos os espaços sociais. Mas o que é realmente o movimento feminista? Para os católicos, é possível ser feminista? É possível colaborar com o movimento feminista sem abrir mão dos princípios morais e da fé ensinada pela Igreja Católica? Fernanda Takitani, mãe de dois filhos, professora de história e pesquisadora do Observatório Interamericano de Biopolítica, é quem discutirá esse tema no sábado, 17, às 18h, na rua Oratório, 5.156, em Santo André (SP).

Esporte

Fidelidade ao vestir a camisa A.S. Roma

Vítor Alves Loscalzo

Especial para O SÃO PAULO

Em 28 de maio, a capital italiana comemorou, ainda que com lágrimas de saudades, a despedida do capitão Francesco Totti do time da Roma. O meia-atacante, que vestiu por 25 anos a camisa da equipe, seu único time, trouxe para dentro das quatro linhas verdadeiro exemplo de paixão, entrega e fidelidade pela Associazione Sportiva Roma. Nascido na Cidade Eterna, o romano Francesco Totti teve a coragem de conjugar dois elementos que, usualmente, não jogam no mesmo time: bom futebol e fidelidade ao clube.

Fidelidade O camisa 10 renunciou a diversas propostas milionárias, dentre elas a do Real Madrid, equipe em que poderia alcançar recordes individuais, e até ter mais chances de ser campeão do mais disputado e glamoroso campeonato (a Champions League) e, claro, aumentar sua conta bancária. “Renuncio”, proferiu “il Capitano” de poucas palavras. E há de se lembrar que Totti defendeu a Roma que, diferentemente das gigantes italianas Juventus, Inter ou Milan, disputou apenas uma vez a final da Champions League, em 1984, sendo derrotada pelo Liverpool. Amor à camisa Exemplos como o de Totti são raros. A falta de vínculo dos jogadores com os clubes já foi motivo de muitas críticas, inclusive pelo rei do futebol: “Jogam por dinheiro e não por amor à camisa. O América de México os contrata, beijam a camisa, depois de seis meses passam para o Toluca e voltam a beijar a camisa;

Torcedores e jogadores da Roma saúdam Francesco Totti no jogo de despedida do futebolista cinco vezes campeão pelo clube, com 307 gols marcados

em pouco tempo, amam clubes diferentes, porque o sentimento mudou”, afirmou Pelé, em 2008, durante o Congresso Mundial do Esporte, no México. De fato, o amor à camisa e a fidelidade a um mesmo clube não estão na moda, pois são priorizados contratos e salários astronômicos, em dias em que, na opinião de muitos, o futebol virou um grande negócio. Porém, aqui no Brasil já houve jogadores que “bateram o pé”, abriram mão de uma negociação que lhes renderia fama e dinheiro e, livremente, optaram por uma carreira sólida dentro de um mesmo clube, conquistando a sua torcida e entrando para a história do mesmo. Pelé e Ademir da Guia, por exemplo,

não deixaram saudades “apenas” pelo futebol viril, autêntico e elegante: entraram para a história do futebol também pela lealdade aos seus times no País.

técnico do time. Rogério Ceni entrou em campo 1.237 vezes pelo São Paulo, conquistando títulos de peso, como a Libertadores e o Mundial Interclubes.

Marcos e Rogério Ceni Em 20 anos de futebol profissional, as defesas “milagrosas” renderam o apelido de “São Marcos” ao ex-goleiro que se aposentou dos gramados no início de 2012. Campeão do Mundo pela Seleção Brasileira em 2002, Marcos recusou proposta de clubes europeus e seguiu com o Palmeiras até mesmo durante a Série B do Brasileirão, em 2003. Outro goleiro fiel ao time que lhe deu projeção na carreira foi Rogério Ceni, ídolo da torcida tricolor, hoje

NÚMEROS DE TOTTI PELA ROMA 786 partidas 8.827 dias como jogador do clube 307 gols marcados 5 títulos: 1 Campeonato Italiano (2000/2001), 2 Copas da Itália (2006/2007 e 2007/2008) e 2 supercopas da Itália (2001 e 2007) Fonte: Goal.com


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Comunidade Shalom fará ações com jovens na Cracolândia REDAÇÃO

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A Comunidade Católica Shalom realiza no mês de junho a Campanha “Vida Quero Mais”, que busca combater as drogas, por meio das artes, do entretenimento, de palestras, evangelização e

formações diversas. As ações se estenderão até 26 de junho, Dia Internacional de Combate às Drogas. A programação inclui ações de evangelização e noites de vigílias para os jovens usuários da Cracolândia, na região central da cidade. O objetivo é fazer o encaminhamento desses jo-

vens a iniciativas de tratamento terapêutico de combate às drogas, como o Projeto Volta Israel e o Acampamento de Jovens Shalom, que reúne a juventude de todo o Estado para vários dias de oração, pregações, esportes radicais, shows e celebrações eucarísticas, com o intuito de oferecer uma experiência

nova e um tipo de diversão duradoura. A Campanha comporta, ainda, iniciativas preventivas, com visitas a escolas e universidades. Outros detalhes da Campanha podem ser obtidos em http:// www.comshalom.org/tag/vida-quero -mais. Fonte: Comunidade Católica Shalom

Fronteiras, conflitos e o drama dos refugiados em debate na PUC-SP REDAÇÃO

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Entre os dias 5 e 7, no campus Perdizes da PUC-SP, a pontifícia universidade, em parceria com a Simi/Roma e a Missão Paz, realizou o III Simpósio Sobre Migração e Religião, com enfoque sobre “fronteiras, conflitos e o drama dos refugiados”. Na conferência de abertura, Isabel Marquez, representante no Brasil do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), comentou que atualmente 65 milhões de pessoas são deslocadas no mundo, e dentre essas 21 milhões são refugiadas. Também palestrante no evento, Rosana Baeninger, professora da Unicamp, destacou que os imigrantes que chegam ao Brasil pertencem a diversos grupos étnicos e professam credos religiosos diversos do Cristianismo. Além disso, esses imigrantes não elegem o Brasil, necessariamente, como destino, mas aqui chegam devido ao País estar na rota internacional de migração, seja de latino-americanos, africanos e

asiáticos. A professora propôs uma governança das migrações, priorizando a participação, representação de diversos setores e grupos sociais em vista dos múltiplos arranjos, culturas, religiões, anseios dos migrantes, dos estados e das sociedades. Peter Demant e Francirosy Campos, professores da USP, fizeram abordagens sobre religião e conflitos no Oriente Médio, e a respeito de migrações, refúgio, desafios e convivência em São Paulo. Eles comentaram que nem todo conflito que é classificado como “religioso”, efetivamente o é, pois, muitas vezes, usa-se a religião para justificar conflitos econômicos, políticos e sociais. Os relatos de duas mulheres refugiadas, uma da Síria, outra do Iêmen, trouxeram a todos os diversos rostos dos migrantes, refugiados e deslocados que fogem de conflitos levando na bagagem a esperança por uma vida melhor e de paz. O Padre Fabio Baggio, CS, do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral do Vaticano, falou sobre “Religião e conflito na África”. Ele comentou que

Missão Paz

Refugiada relata situação de vida a participantes do III Simpósio Sobre Migração e Religião

em 2010, a metade dos países africanos tinha, cada um, ao menos um conflito. O Sacerdote também apontou que o elemento religioso parece não determinar a relação entre os Estados, já que muçulmanos, cristãos e outras expressões religiosas convivem bem institucionalmente, de modo que os eventuais enfrentamentos resultam da dinâmica cotidiana e não por

conta dos dogmas religiosos. Ele enfatizou que as soluções para os conflitos precisam considerar ações humanitárias e políticas articuladas entre governos, sociedades, universidades e Igrejas. As conferências e palestras do evento estão disponíveis em Facebook.com/pg/ missaopazsaopaulo (Com informações do Padre Paolo Parise)

Vicariato Episcopal para a Educação e a Universidade

Dom Carlos e secretário da Educação falam do projeto ‘Adoção Afetiva’ Em visita à Escola Estadual Moacyr Campos, na zona Leste de São Paulo, em 30 de maio, Dom Carlos Lema Garcia, Vigário Episcopal para a Educação e a Universidade na Arquidiocese de São Paulo, conversou com os educadores e com o Secretário Estadual da Educação, José Renato Nalini, sobre o projeto “Adoção Afetiva”.

O projeto busca fazer com que empresários, associações e a Igreja colaborem de algum modo com a melhoria das unidades escolares. Surgiram várias ideias de parceria, como palestras para os pais dos alunos sobre orientação familiar e para os jovens sobre a prevenção contra o uso de álcool e drogas.

Também participaram da visita o professor Claudemir Cruz, a professora Maria Lúcia, diretora, e demais diretores e coordenadores da escola, além do dirigente da Diretoria de Ensino do Leste 5, João Edison Tamelini Martins, e o Padre Syllas Reschilliani, pároco da Paróquia

Nossa Senhora Aparecida, na Vila Carrão. Todos percorreram as instalações da escola e conversaram com os alunos do 3º ano do Ensino Médio. Nalini já lecionou nessa escola. (Com informações do Vicariato Episcopal para a Educação e a Universidade)

Vicariato Episcopal para a Educacão e a Universidade Luciney Martins/O SÃO PAULO

Dom Carlos Lema, junto a educadores e ao secretário estadual de Educação, José Renato Nalini

Crianças e jovens das Oficinas Culturais Anchieta, projeto mantido pela Companhia de Jesus em Embu das Artes (SP) fizeram apresentações de música e dança em homenagem a São José de Anchieta, em frente ao Pateo do Collegio, no dia 9


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Ipiranga Dom José Roberto: ‘Temos que mostrar a beleza da vocação’

Philomena Pina

Colaboração especial para a Região

Dom José Roberto Fortes Palau, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Episcopal Ipiranga, reuniu-se no sábado, 10, com os coordenadores regionais das pastorais, serviços e movimentos, para uma reflexão a respeito das vocações, mais precisamente sobre a Pastoral Vocacional. O Bispo comentou sobre a diminuição das comunidades religiosas e a queda na quantidade de vocacionados. “Estamos passando por uma crise muito grande com referência às vocações. No caso de nossa Região Episcopal, já tivemos grandes vocações, como Madre Paulina, Madre Assunta Marchetti e outros. Hoje, não temos muitos vocacionados na nossa Região. O que está acontecendo?”, indagou Dom José Roberto. “As vocações precisam ser incentivadas. Temos que mostrar a beleza da vocação. Serviço, dedicação, vida de oração, tudo isso torna uma Pastoral Vocacional atuante”, completou. Ainda segundo Dom José Roberto, a família tem papel fundamental na vocação do jovem. “Anos atrás, os pais levavam os filhos até a igreja, participavam da missa. Hoje, a maioria dos pais vai sozinho à igreja, isso quando vai. A famí-

Philomena Pina

Participantes do encontro sobre vocações na Região Episcopal Ipiranga, junto a Dom José Roberto Fortes Palau, no sábado, dia 10

lia, muitas vezes, não está incentivando a presença desse jovem na comunidade religiosa”, comentou. Durante o encontro, foi ressaltada a importância de que mais pessoas conheçam sobre as dificuldades e realizações vivenciada pelos santos. O representante do Setor Juventude na Região, Leonardo Lorstein, recordou que a Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro, em 2013, gerou o desper-

tar vocacional entre os jovens, inclusive a dele própria, que desde então tem refletido sobre sua vocação. Por fim, foi lembrada a realização do Pedalavoc, que este ano será em 20 de agosto, a partir das 9h. Promovido pela Pastoral Vocacional da Região Ipiranga, o evento reúne jovens para um trajeto com bicicletas. Partindo da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Moema, após realizarem uma oração e pedirem a

Brasilândia

bênção de Deus, eles pedalam pela avenida Indianópolis até o Santuário São Judas Tadeu, onde são recepcionados pela Pastoral Vocacional, recebem água e frutas, e refletem sobre a importância de estarem juntos na caminhada. Em seguida, continuam pela avenida Jabaquara e rua Domingos de Moraes, concluindo o trajeto até a Paróquia Nossa Senhora da Saúde, onde o Bispo os aguarda para uma nova reflexão e a bênção final.

Jorge Vicente e Antônio Dominici Filho Colaboração especial para a Região

Encontro de Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão Antônio Dominici Filho

Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão participam de momento de formação na Paróquia São Luís Gonzaga, no sábado, dia 10 Antônio Dominici Filho

Paróquias e comunidades destinadas a Santo Antônio, na Região Brasilândia, celebraram na terçafeira, 13, a festa do padroeiro. Esse foi o caso da Comunidade de Santo Antônio, na Vila Zatt, pertencente à Paróquia Nossa Senhora Aparecida, onde a festa começou com um tríduo (foto)

A Paróquia São Luís Gonzaga, no Setor Pastoral Pereira Barreto, sediou no sábado, 10, um encontro de espiritualidade para Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão (Mesc), conduzido pelo Padre Roberto Moura, pároco. A proposta da atividade foi reavivar o empenho dos Mesc. Segundo o Padre Rafael Alves Pereira Vicente, vigário na Paróquia Cristo Rei, “ser ministro é servir o outro”, e isso não é possível se o Ministro estiver “vazio, pois sem espiritualidade ele é sem vida”. Paróquia Santíssima Trindade

No sábado, 10, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, presidiu missa na Paróquia Santíssima Trindade, no bairro do Recanto dos Humildes, no Setor Pastoral Perus, por ocasião dos festejos paroquiais.


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Lucas Santos e Rosália Delli Paoli Motta Colaboração especial para a Região

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Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão têm formação no Setor Perdizes Entre os dias 6 e 8, aproximadamente 260 pessoas, provenientes de paróquias do Setor Pastoral Perdizes, participaram do curso para Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão (Mesc) realizado na Paróquia Nossa Senhora do Rosário de Fátima. A formação foi ministrada pelo Padre Helmo César Faccioli, coordenador regional dos Mesc. Também participou o Frei José Maria Botelho, TOR, coordenador do Setor Perdizes. No curso, os participantes aprofundaram conhecimentos sobre a Palavra de Vida e puderam reavivar a fé na Sagrada Eucaristia. Segundo Padre Helmo, “o Ministro auxilia a grande Comunhão, fazendo a ligação da pessoa com a Igreja pela Eucaristia, testemunhando Jesus Cristo, por meio da sua conduta humana e cristã. Por isso, deve ter sempre em mente as seguintes palavras de Jesus: ‘Sois o sal da terra, sois a luz do mundo’”, comentou.

Rosália F. Delli Paoli Motta

260 pessoas participam de curso voltado aos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão no Setor Perdizes, entre os dias 6 e 8

Paróquia Santo Antônio da Barra Funda

Paróquia Nossa Senhora da Conceição – Santa Ifigênia

No sábado, 10, Dom Eduardo Vieira dos Santos, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Sé, presidiu a missa de abertura do Tríduo de Santo Antônio, na Paróquia Santo Antônio da Barra Funda, no Setor Pastoral Bom Retiro. O pároco, Padre Luiz Claudio Braga, concelebrou. A festa do padroeiro foi concluída na terça-feira, 13, com uma das missas presididas pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano.

O Padre Antônio Ruy Barbosa Mendes de Moraes, SSS, recebeu, no dia 3, a posse como pároco da Paróquia Nossa Senhora da Conceição – Santa Ifigênia, no Setor Pastoral Catedral, durante a celebração eucarística presidida pelo Padre Aparecido Silva, vigário-adjunto da Região Episcopal Sé. Paróquia Santa Rosa de Lima

Paróquia Bom Jesus

No domingo, 11, Dom Eduardo Vieira dos Santos, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Sé, presidiu missa na Paróquia Bom Jesus, no Setor Pastoral Brás, durante a qual conferiu o sacramento da Confirmação a adolescentes e jovens. O Monsenhor Sérgio Tani, pároco, concelebrou.

No dia 3, Dom Eduardo Vieira dos Santos, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Sé, presidiu missa na Paróquia Santa Rosa de Lima, no Setor Pastoral Perdizes, concelebrada pelo Padre Sérgio Lucas Câmara, pároco. Na ocasião, o Bispo conferiu o sacramento da Confirmação a adolescentes e jovens.


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Santana Padre Carlos Alberto Doutel assume a Paróquia Nossa Senhora das Graças

Diácono Francisco Gonçalves

Colaborador de comunicação da Região

Em celebração eucarística presidida por Dom Sergio de Deus Borges, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Santana, no domingo, 11, o Padre Carlos Alberto Doutel assumiu como pároco da Paróquia Nossa Senhora das Graças, no Setor Pastoral Casa Verde. Concelebraram a missa o abade da Ordem Cisterciense, Dom Hélio Porto, e os padres Eduardo Higashi, Marcos Polonio e Dalmir dos Anjos. Nascido em Americana (SP), em 21 de novembro de 1956, o segundo dos quatro filhos do casal José Emilio e Aparecida, logo aos 2 anos de idade, mudou-se com a família para a cidade de São Paulo, vindo residir no bairro do Tucuruvi. Desde pequeno, mostrava sinais da vocação graças à religiosidade da família e a participação na Paróquia Nossa Senhora da Luz, onde frequentou um grupo vocacional e discerniu sua vocação sacerdotal. Após uma série de reflexões e a convite de Dom Fernando Legal, à época

bispo de Itapeva (SP), transferiu-se para aquela diocese onde, em 1º de maio de 1984, foi ordenado sacerdote. Ali atuou até 2005, quando retornou para São Paulo para dar assistência a sua mãe que estava adoecida. Na Arquidiocese de São Paulo, foi pároco nas paróquias Nossa Senhora dos Prazeres e São José Operário. “Ao já estimado povo da nova paróquia, quero saudar com afetuoso carinho de pastor, desejando caminhar junto com toda a comunidade numa vida de participação. Ao ser chamado para esse novo serviço, coloco-me sob a proteção da Mãe de Jesus. A comunidade paroquial se fortalece na escuta da Palavra de Deus e se alimenta na mesa da Eucaristia. É meu desejo viver com todos vocês esses dois especiais momentos da espiritualidade e da fraternidade. Com carinho, quero conhecer cada uma das pessoas da paróquia: famílias, crianças, jovens, casais e idosos. Quero ajudar em cada momento de dificuldade e partilhar as alegrias de Paróquia Nossa Senhora da Salette

Diácono Francisco Gonçalves

Dom Sergio entrega os santos óleos ao Padre Carlos Alberto na Paróquia Nossa Senhora das Graças

cada oportunidade”, disse Padre Carlos Alberto, que também é vigário geraladjunto da Região Santana. Por 63 anos, a Paróquia Nossa Se-

nhora das Graças esteve sob a responsabilidade da Ordem Cisterciense, tendo por muitos anos como pároco o Padre Agostinho Romano Zacchetti, O. Cist. Pastoral da Criança

A Paróquia-santuário Nossa Senhora da Salette, no Setor de Pastoral Santana, promoveu, nos dias 3 e 4, um retiro na Casa São Paulo Apóstolo, em Embu das Artes (SP), para 27 jovens e 14 adultos que serão crismados em 1º de julho. O pároco, Padre Marcos Almeida, presidiu a missa de encerramento do encontro. Diácono Francisco Gonçalves

A Pastoral da Criança da Região Santana realizou, no dia 3, na capela da Cúria de Santana, uma celebração eucarística, presidida pelo Padre Marcelino Modelski, assessor eclesiástico regional da Pastoral, em ação de graças pelo envio de 21 novos membros. Paróquia São Benedito

Dom Sergio de Deus Borges, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Santana, ministrou o sacramento da Confirmação a 42 jovens e adultos na Paróquia Nossa Senhora Aparecida do Edu Chaves, no Setor de Pastoral Medeiros, no dia 3. Diácono Francisco Gonçalves

Sete adultos que frequentam a Paróquia Menino Jesus, no Setor de Pastoral Tucuruvi, receberam o sacramento do Batismo na Páscoa e recentemente, no dia 3, foram crismados por Dom Sergio Borges, durante missa concelebrada pelo Padre Paulo Gil, pároco, com a participação do Diácono Vinício Andrade.

Dom Sergio Borges presidiu, no dia 4, missa na Paróquia São Benedito, no Setor Pastoral Jaçanã, na festa da dedicação dessa igreja, ocasião em que foram crismados nove jovens. Padre Marcelino Modelski, pároco, concelebrou.


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Peterson Prates

Colaborador de comunicação da Região

CRP discute os desafios da evangelização na cidade O Conselho Regional de Pastoral (CRP) da Região Episcopal Belém se reuniu, no sábado, 10, no Centro Pastoral São José, com assessoria do Padre Marcelo Maróstica, coordenador de pastoral da Região. O principal assunto discutido foi “os desafios da evangelização no mundo urbano”, a partir do 12º Plano Arquidiocesano de Pastoral. A temática foi uma continuidade do encontro realizado no dia 3, quando o CRP participou, junto às comunidades eclesiais de base da Arquidiocese, de uma manhã de formação com o tema “CEBs e os desafios no mundo urbano”, com assessoria do Padre Nicolau Bakker. Padre Marcelo falou sobre os atuais desafios do mundo urbano e os novos interlocutores da sociedade, que está em constante transformação. O coordenador de pastoral lembrou que a Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, do Papa Francisco, ressalta que se deve levar o Evangelho a todos, não só aos “católicos afastados”, como apresentavam outros documentos.

Para falar desse novo modelo de sociedade, Padre Marcelo mencionou o conceito de “modernidade líquida”, cuja uma das características é a ausência de referencial. “Nós temos um referencial: a pessoa e o projeto de Jesus Cristo”, afirmou o Sacerdote. “Como oferecer isso a um mundo sem referencial?”, indagou. O novo modelo de cidade, o perfil dos que creem, o êxodo de católicos a outras experiências de fé, e a acolhida e o afeto das comunidades católicas também foram discutidos. A coordenação pastoral da Região tem estimulado a consolidação dos conselhos paroquiais de pastoral (CPP). Em 8 de julho, acontecerá o segundo encontro com os CPPs. Além disso, a Região estuda a elaboração de estatutos e regimentos para os conselhos (paroquiais, setoriais e regional) para que possam, cada vez mais, ajudar no planejamento e na ação pastoral, e sejam, de fato, representativos. As comunidades e paróquias da Região Belém receberam um questionário “sobre a realidade das urgências da ação evangelizadora”, elaborado pelos assis-

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Belém

Peterson Prates

Padre Marcelo e Márcia Castro durante reunião do Conselho Regional de Pastoral, no dia 10

tentes eclesiásticos que acompanham cada uma das seis urgências do 12º Plano Arquidiocesano de Pastoral. O questionário, que será respondido com o auxílio dos conselhos paroquiais, vai ajudar a efetivação do 12º Plano de Pastoral, em sintonia com o projeto pastoral assumido pela Região. Durante a reunião, Márcia Castro, coordenadora da Escola de Fé e Políti-

ca Waldemar Rossi, apresentou o agir da Campanha da Fraternidade de 2017, que é uma ação concreta assumida pela Região. Essa ação propõe o compromisso de mobilizar as comunidades para a revitalização ecológica dos córregos existentes no território da Região. O passo agora é planejar como será realizada a divulgação, sensibilização e mobilização para cobrar as ações do poder público.

Lapa

Benigno Naveira

Colaborador de comunicação da Região

Dia de aprimorar as práticas e as dinâmicas da Catequese Benigno Naveira

Participantes do encontro permanente de catequistas, na Paróquia Nossa Senhora da Lapa

A Paróquia Nossa Senhora da Lapa sediou no sábado, 10, o encontro permanente dos catequistas da Região Episcopal Lapa, que tratou sobre as

“Práticas e Dinâmicas na Catequese”. Mais de 60 pessoas participaram da atividade, que foi coordenada pelo Padre Geraldo Pereira. O Sacerdote mo-

tivou os participantes a pensarem sobre como provocar a sede e a fome pelas maravilhas de Deus, e sobre como criar situações para descontrair o grupo de catequizandos, usando cantos e dinâmicas para “soltar a língua e abrir o coração”. Ao catequisar, a prioridade não é apenas a de transmitir conhecimentos, mas comunicar e testemunhar a proposta de Jesus. Em outro momento do encontro, os participantes realizaram três dinâmicas em grupo, com temas sobre a Criação, a Fé (o Credo) e a Videira (Jo 15, 1-10). Padre Geraldo comparou os catequistas aos galhos que fazem parte de uma árvore (a videira), que é Jesus. Com a representa-

ção de uma árvore montada no chão, cada participante foi colocando no tronco os galhos, as folhas, os frutos, as raízes e outros componentes da árvore. O coordenador da atividade também pediu que todos refletissem sobre a própria vida: “Como estou comigo mesmo – em que gasto minha vida? Que frutos dou? Sou capaz de aninhar outros em meu coração? E minha relação com os demais, como está? Dou bons frutos? E com minha família? E minha Catequese?” Em conversa com a Pastoral da Comunicação da Região Lapa, Padre Geraldo expressou sua satisfação pela participação dos catequistas.

Pastoral da Saúde regional organiza ações para os próximos meses Os coordenadores dos setores da Pastoral da Saúde da Região Lapa participaram, no dia 6, na cúria regional, da reunião bimestral da Pastoral, coordenada pelo Padre João Carlos Borges, assessor eclesiástico, e pela senhora Izabel da Silva Guimarães, responsável pela Pastoral da Saúde na Região. Padre Borges iniciou o encontro enfatizando o Evangelho do dia – Marcos (12, 13-17). Na sequência, tratou-se de assuntos diversos, como a aplicação do 12º Plano de Pastoral da Arquidiocese de São Paulo,

em especial da primeira urgência – “Igreja em estado permanente de missão” –, e houve a conscientização dos agentes para que aprofundem conhecimentos sobre a Palavra Revelada à luz da fé que vivem. Izabel ressaltou que a Pastoral da Saúde atua especialmente diante da maior fragilidade humana: a doença. Ainda na reunião, Padre Borges comentou as atividades programadas para os próximos dois meses: a Festa de São Camilo de Lellis, em 14 de julho, às 15h, à qual convidou todas as paróquias; e a

Arquivo pessoal

Reunião bimestral dos membros da Pastoral da Saúde regional é realizada na Cúria da Lapa, dia 6

realização de uma palestra, em 29 de julho, sobre Reciclagem e Meio Ambiente,

na Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, no Setor Pastoral Pirituba.


22 | Balanço |

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MITRA ARQUIDIOCESANA DE SÃO PAULO CNPJ 63.089.825/0001-44

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2016 E 2015 BALANÇO PATRIMONIAL

DEMONSTRAÇÕES DE RESULTADOS

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2016 e 2015 (Valores expressos em milhares de reais)

Exercícios findos em 31 de dezembro de 2016 e 2015 (Valores expressos em milhares de reais)

Ativo Nota 2016 2015 Circulante Caixa e equivalentes de caixa......................................................................................... 4 50.893 50.091 Aplicações financeiras..................................................................................................... 5 17.623 18.271 Contas a receber............................................................................................................. 6 1.873 1.788 Empréstimos e adiantamentos........................................................................................ 7 9.373 8.919 Despesas antecipadas..................................................................................................... 37 1.344 Total do ativo circulante................................................................................................ 79.799 80.413 Não circulante Empréstimos concedidos a outras organizações............................................................ 277 146 Depósitos judiciais........................................................................................................... 47 47 Título Público a receber - Municipal................................................................................. 8 1.691 1.586 CEPAC – Certificado potencial adicional construtivo....................................................... 9 36.708 36.708 Investimentos................................................................................................................... 1.259 1.259 Imobilizado....................................................................................................................... 10 104.818 104.019 Intangível......................................................................................................................... 11 564 620 Total do ativo não circulante......................................................................................... 145.364 144.385 Total do ativo......................................................................................................................

225.163 224.798

Passivo Nota 2016 2015 Circulante Fornecedores................................................................................................................... 804 787 Salários, férias e encargos sociais a pagar..................................................................... 12 2.299 2.086 Obrigações fiscais a recolher........................................................................................... 196 170 Obrigações tributárias a recolher..................................................................................... 13 159 139 Repasses de coletas a pagar.......................................................................................... 4.843 4.718 Outras contas a pagar..................................................................................................... 2.364 2.827 Total do passivo circulante........................................................................................... 10.665 10.727 Não circulante Impostos parcelados a recolher....................................................................................... 42 42 Obrigações tributárias a recolher..................................................................................... 13 1.163 1.160 Total passivo não circulante......................................................................................... 1.205 1.202 Patrimônio líquido 14 Superávit acumulado....................................................................................................... 190.373 146.301 Superávit do exercício..................................................................................................... 424 44.072 Ajustes avaliação patrimonial ......................................................................................... 21.603 21.603 Títulos públicos................................................................................................................ 893 893 Total patrimônio líquido................................................................................................ 213.293 212.869 Total do passivo.................................................................................................................

225.163 224.798

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

DEMONSTRAÇÕES DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO Exercícios findos em 31 de dezembro de 2016 e 2015 (Valores expressos em milhares de reais)

Saldos em 1º de janeiro de 2015 Transf. resultados acumulados Superávit do exercício Saldos em 31 de dezembro de 2015 Transf. resultados acumulados Superávit do exercício Saldos em 31 de dezembro de 2016

Ajuste de Títulos Superávit Superávit avaliação públicos Total acumulado exercício patrimonial (precatórios) 143.156 3.145 21.603 - 167.904 3.145 (3.145) - - - 44.072 - 893 44.965 146.301 44.072 21.603 893 212.869 44.072 (44.072) - - - 424 - - 424 190.373

424

21.603

893

213.293

Receita operacional bruta 2016 2015 Reclassificado Receitas de serviços........................................................................................................ 15 63.793 62.558 Donativos, dízimos e coletas........................................................................................... 16 115.194 112.628 Cemitério Gethsêmani..................................................................................................... 17 3.511 3.046 Receita operacional líquida 182.498 178.232 Despesas operacionais Despesas com salários, férias e encargos sociais.......................................................... 18 (75.583) (71.358) Despesas com serviços .................................................................................................. 19 (30.475) (30.877) Despesas com pastorais.................................................................................................. 20 (28.106) (27.793) Despesas com expediente............................................................................................... 21 (12.772) (11.082) Despesas com manutenção............................................................................................ 22 (12.105) (7.951) Despesas paroquiais....................................................................................................... 23 (9.502) (8.602) Despesas com água, luz, correios, telefone e gás.......................................................... 24 (9.170) (8.843) Despesas com locações.................................................................................................. 25 (1.562) (1.644) Despesas com viagens e estadias.................................................................................. (337) (216) Despesas com depreciações........................................................................................... (3.458) (5.444) Outras despesas administrativas..................................................................................... 26 (3.723) (2.255) (186.793) (176.065) Resultado operacional antes do resultado financeiro (4.295) 2.167 Despesas financeiras....................................................................................................... 27 (1.024) (1.025) Receitas financeiras......................................................................................................... 28 5.743 6.222 Resultado operacional antes do CEPAC.......................................................................... 424 7.364 CEPAC – Certificado potencial adicional construtivo....................................................... - 36.708 Superávit do exercício....................................................................................................... 424 44.072 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

DEMONSTRAÇÕES DOS RESULTADOS ABRANGENTES Exercícios findos em 31 de dezembro de 2016 e 2015 (Valores expressos em milhares de reais)

2016 Superávit do exercício 424 Superávit abrangente total 424

2015 44.072 44.072

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

DEMONSTRAÇÕES DOS FLUXOS DE CAIXA (MÉTODO INDIRETO) Exercícios findos em 31 de dezembro de 2016 e 2015 (Valores expressos em milhares de reais)

2016 2015 Caixa líquidas provenientes das atividades operacionais............................................. 4.945 11.673 Lucro líquido......................................................................................................................... 424 44.072 Mais: depreciação................................................................................................................ 3.399 4.636 Lucro ajustado.................................................................................................................... 3.823 48.708 Aumento/diminuição de aplicações financeiras................................................................... 648 (1.237) Aumento/diminuição em duplicatas a receber..................................................................... (85) 44 Aumento/diminuição em empréstimos e adiantamentos...................................................... (585) (89) Aumento/diminuição em despesas pagas antecipadamente............................................... 1.307 (1.295) Outros ativos........................................................................................................................ (104) (38.294) Aumento/diminuição em salários, férias e encargos sociais................................................ 212 660 Aumento/diminuição em obrigações fiscais a recolher........................................................ 49 1.205 Aumento/diminuição em repasses/outras contas a pagar................................................... (320) 1.078 Variação de saldos outros passivos..................................................................................... - 893 Caixa líquidas provenientes das atividades de investimentos...................................... (4.143) (4.583) Recebimento pela alienação (venda) de Imobilizado........................................................... 424 1.997 Pagamento pela aquisição de imobilizado e intangível........................................................ (4.344) (6.469) Pagamento pela aquisição de intangíveis............................................................................ (223) (111) Aumento líquido de caixa.................................................................................................. 802 7.090 Caixa e equivalentes de caixa no início do período............................................................. 50.091 43.001 Caixa e equivalentes de caixa no final do período............................................................... 50.893 50.091 Variação do caixa e equivalentes de caixa...................................................................... 802 7.090

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

NOTAS EXPLICATIVAS ÀS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS PARA OS EXERCÍCIOS FINDOS EM 31 DE DEZEMBRO DE 2016 E DE 2015 (Em milhares de reais - R$)

1 - Contexto operacional A Mitra Arquidiocesana de São Paulo, também conhecida por Mitra de São Paulo, de caráter religioso, educacional e de assistência social, sem fins lucrativos, designada canonicamente “Arquidiocese de São Paulo” fundada e constituída pelo Papa Bento XIV, em 06 de dezembro de 1745, pela Bula “Candor Lucis aetamae”, como circunscrição da Igreja Católica Apostólica Romana e inscrita no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica sob o nº 63.089.825/0001-44. A Mitra Arquidiocesana de São Paulo, como instituição eclesiástica, entidade civil beneficente, tem por escopo realização de atividades religiosas, educacionais, culturais e de assistência social, inclusive de assistência à saúde, e nesta condição integra, abrange e representa sob sua personalidade jurídica, as paróquias, freguesias, templos católicos, confrarias, irmandades, devoções, invocações, cúria arquidiocesana e órgãos de administração eclesial, detendo em consequência, a titularidade de todos os bens e direitos de uso e serventia que lhe são próprios, dentro dos limites territoriais da Arquidiocese de São Paulo e submetidos à autoridade canônica do Arcebispo Metropolitano. Atualmente a Mitra Arquidiocesana de São Paulo compreende cerca de 480 unidades das quais podemos citar aproximadamente 452 paróquias e comunidades distribuídas dentro do território.

2 - BASE DE PREPARAÇÃO 2.1 Declaração de conformidade (com relação às normas IFRS e às normas do CPC) As demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. A publicação das demonstrações financeiras foi autorizada pelo Conselho de Assuntos Econômicos da Arquidiocese de São Paulo em reunião extraordinária na data de 05 de junho de 2017. 2.2 Base de mensuração As demonstrações financeiras foram preparadas com base no custo histórico com exceção pelos instrumentos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado. 2.3 Moeda funcional e moeda de apresentação Essas demonstrações financeiras são apresentadas em Real, que é a moeda funcional da Mitra. Todas as informações financeiras apresentadas em reais foram arredondadas para o milhar mais próximo, exceto quando indicado de outra forma. 2.4 Uso de estimativas e julgamentos A preparação das demonstrações financeiras da Mitra Arquidiocesana de São Paulo requer que a Administração faça julgamentos e estimativas e adote premissas que afetam os valores apresentados de receitas, despesas, ativos e passivos, bem como as divulgações de passivos contingentes, na data-base das demonstrações financeiras. Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no período em que as estimativas são revisadas e em quaisquer períodos futuros afetados. As informações sobre incertezas de premissas e estimativas que possuam um risco significativo de resultar em um ajuste material dentro do próximo exercício financeiro e julgamentos críticos referentes às políticas contábeis adotadas que apresentam efeitos sobre os valores reconhecidos nas de-

monstrações financeiras estão incluídos nas seguintes notas explicativas: • Determinação da vida útil do ativo imobilizado. O resultado das transações e informações quando da efetiva realização podem divergir dessas estimativas.

3 Principais políticas contábeis As políticas contábeis descritas em detalhes abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente aos períodos apresentados nessas demonstrações financeiras. 3.1 Transações em moeda estrangeira Transações em moeda estrangeira são convertidas para as respectivas moedas funcionais da Mitra pelas taxas de câmbio nas datas das transações. Ativos e passivos monetários denominados e apurados em moedas estrangeiras na data de apresentação são convertidos para a moeda funcional à taxa de câmbio apurada naquela data. O ganho ou perda cambial em itens monetários é a diferença entre o custo amortizado da moeda funcional no começo do período, ajustado por juros e pagamentos efetivos durante o período, e o custo amortizado em moeda estrangeira à taxa de câmbio no final do período de apresentação. 3.2 Instrumentos financeiros Ativos financeiros não derivativos A Mitra reconhece os recebíveis e depósitos inicialmente na data em que foram originados. Todos os outros ativos financeiros são reconhecidos inicialmente na data da negociação na qual a Mitra se torna uma das partes das disposições contratuais do instrumento. A Mitra não reconhece um ativo financeiro quando os direitos contratuais aos fluxos de caixa do ativo expiram, ou quando a Mitra transfere os direitos ao recebimento dos fluxos de caixa contratuais dele em uma transação no qual essencialmente todos os riscos e benefícios da titularidade do ativo financeiro são transferidos. Eventual participação que seja criada ou retida pela Mitra nos ativos financeiros é reconhecida como um ativo ou passivo individual. Os ativos ou passivos financeiros são compensados e o valor líquido apresentado no balanço patrimonial quando, e somente quando, a Mitra tenha o direito legal de compensar os valores e tenha a intenção de liquidar em uma base líquida ou de realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. A Mitra tem os seguintes ativos financeiros não derivativos: ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado e recebíveis. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado Um ativo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como mantido para negociação e seja designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os ativos financeiros são designados pelo valor justo por meio do resultado se, e somente se a Mitra gerencia tais investimentos e toma decisões de compra e venda baseadas em seus valores justos de acordo com a gestão de riscos documentada e a estratégia de investimentos da Mitra. Os custos da transação, após o reconhecimento inicial, são reconhecidos no resultado como incorridos. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado são medidos pelo valor justo, e mudanças no valor justo desses ativos são reconhecidas no resultado do exercício. Recebíveis Recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que

não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. Os recebíveis abrangem caixa e equivalentes de caixa e outros créditos. Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa, bancos conta movimento e aplicações financeiras com vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação, os quais são sujeitos a um risco insignificante de alteração no valor, e são utilizadas na quitação das obrigações de curto prazo. 3.3 Passivos financeiros não derivativos A Mitra reconhece títulos de dívida emitidos e passivos subordinados inicialmente na data em que são originados. Todos os outros passivos financeiros são reconhecidos inicialmente na data de negociação na qual a Mitra se torna uma parte das disposições contratuais do instrumento. A Mitra baixa um passivo financeiro quando tem suas obrigações contratuais retirada, cancelada ou vencida. A Mitra tem os seguintes passivos financeiros não derivativos: fornecedores, diferenças salariais e outras contas a pagar. Tais passivos financeiros são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos. Instrumentos financeiros derivativos A Mitra não possuía em 31 de dezembro de 2016 e 2015 nenhuma operação com instrumentos financeiros derivativos, incluindo operações de hedge. 3.4 Contas a receber Representam basicamente operações ocorridas no Cemitério Gethsêmani. O reconhecimento do ajuste para créditos duvidosos foi constituído em montante considerado suficiente pela Administração para fazer face, a eventuais perdas na realização destes ativos e é calculada levando-se em consideração os índices históricos de recuperação em suas diversas modalidades. Estes índices são revisados anualmente buscando uma melhor estimativa para a mensuração desses valores. 3.5 Passivo circulante e não circulante Os passivos circulantes e não circulantes são demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis acrescidos, quando aplicável dos correspondentes encargos, variações monetárias e/ou cambiais incorridas até a data de levantamento do balanço patrimonial. 3.6 Provisões Uma provisão é reconhecida no balanço patrimonial quando a Mitra possui uma obrigação legal ou constituída como resultado de um evento passado, e é provável que um recurso econômico seja requerido para saldar a obrigação. As provisões são registradas tendo como base as melhores estimativas, de escritórios jurídicos independentes, do risco envolvido. 3.7 Imobilizado Reconhecimento e mensuração Itens do imobilizado são mensurados pelo custo histórico de aquisição ou construção, deduzido de depreciação acumulada e perdas de redução ao valor recuperável (impairment) acumulada.


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MITRA ARQUIDIOCESANA DE SÃO PAULO Ganhos e perdas na alienação de um item do imobilizado são apurados pela comparação entre os recursos advindos da alienação com o valor contábil líquido do imobilizado e são reconhecidos em outras receitas/despesas operacionais no resultado. Depreciação As vidas úteis estimadas para os períodos corrente e comparativo são as seguintes: Móveis e utensílios 10 anos Computadores periféricos de informática 5 anos Máquinas e equipamentos 10 anos Instalações 10 anos Ferramentas 10 anos Veículos 5 anos Outras imobilizações 10 anos Os métodos de depreciação, as vidas úteis e os valores residuais serão revistos a cada encerramento de exercício financeiro e eventuais ajustes são reconhecidos como mudança de estimativas contábeis. 3.8 CEPAC (Certificado de Potencial Adicional Construtivo) Este direito é um título ao portador e pode ser comercializado no chamado “mercado secundário”, e atende a premissa de expectativa de geração de benefício econômico para a Mitra. O valor apresentado nas demonstrações financeiras indica a expectativa da Administração da Mitra quanto à sua realização, em conjunto com os esforços de negociação deste título para o qual, quando efetivamente negociado, prevalecerá o valor de mercado na data de cada negociação. 3.9 Receitas e despesas financeiras As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre aplicações financeiras e juros sobre contas a receber. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. As despesas financeiras abrangem despesas com juros sobre empréstimos, despesas com juros e multas sobre passivos em abertos. Custos de empréstimo que não são diretamente atribuíveis à aquisição, construção ou produção de um ativo qualificável são mensurados no resultado através do método de juros efetivos, além dos encargos financeiros incidentes sobre tributos parcelados junto ao Governo.

4 - Caixa e equivalentes de caixa

2016 2015 Reclassificado Recursos sem restrição 93 539 Recursos com restrição (i) 5 Caixa matriz,regiões e outros 98 539 Caixa paróquias 50.195 48.891 Caixa cemitério Gethsêmani 6 3 Caixa colônias, residências e seminários 594 658 50.893 50.091 (i) Recursos com restrição Composição dos recursos com restrição: 2016 2015 Convênio Seminário Luz (a) 5 5 (a) Convênio com a Secretaria de Estado da Cultura para obras de restauração do Seminário da Luz. As disponibilidades da Instituição ficam sob a responsabilidade da Matriz e de suas filiais (paróquias, regiões episcopais, seminários, cemitério entre outros).

5 - Aplicações financeiras

2016 2015 Matriz Recursos sem restrição............................................... 14.561 14.696 Recursos com restrição (i)........................................... 57 661 14.618 15.357 Cemitério Gethsêmani................................................. 28 52 Regiões Episcopais...................................................... 2.977 2.862 17.623 18.271 As aplicações financeiras de curto prazo referem-se, substancialmente, aos fundos de renda fixa e são remunerados a taxas praticadas pelo mercado. Existem ainda aplicações em certificados de depósitos bancários remunerados a taxas que variam entre 92% a 98% do Certificado de Depósito Interbancário (CDI). (i) Recursos com restrição Composição dos recursos com restrição: 2016 2015 Convênio Seminário Luz (a)......................................... 57 626 Convênio Minc Pronac (b)........................................... - 36 57 661 (a) Convênio com a Secretaria de Estado da Cultura para obras de restauração do Seminário da Luz. (b) Convênio com o Ministério da Cultura para a restauração da Igreja de Nossa Senhora da Conceição de Santa Ifigênia.

6 - Contas a receber

2016 2015 Clientes (mercadorias)................................................. 809 831 Clientes (locações)....................................................... 197 197 Cheques devolvidos..................................................... 403 386 Cartões de crédito........................................................ 389 316 Unidades coligadas/controladas.................................. 75 58 1.873 1.788 Compreendem basicamente a operações ocorridas no Cemitério Gethsêmani.

7 - Empréstimos e adiantamentos

2016 2015 Empréstimos e adiantamentos..................................... 9.373 8.919 9.373 8.919 Referem-se aos empréstimos realizados para atender às necessidades gerais da Mitra Arquidiocesana, suas paróquias, regiões, etc.

8 - Título Público a receber – Municipal

2016 2015 Título Público a receber - Municipal............................. 1.691 1.586 1.691 1.586 Refere-se à execução contra a Municipalidade de São Paulo, autos processuais nº 20251/05 em tramitação na Vara de execuções contra a Fazenda Pública, setor Municipal, do Fórum da Fazenda Pública da Comarca de São Paulo-SP, por sua vez decorrente da ação de desapropriação nº 053.77.131437-9. A atualização monetária do valor ocorre de acordo com o INPC (IBGE), índice do Tribunal de Justiça de São Paulo destinado às desapropriações.

9 - C EPAC – Certificado de Potencial Adicional Construtivo

2016 2015 CEPAC – Certificado potencial adicional construtivo... 36.708 36.708 36.708 36.708 Em 15 de Setembro de 2015, a Mitra obteve Declaração de Potencial Construtivo Passível de Transferência SMDU/DEUSO 0099/15, conforme publicação no Diário Oficial da Cidade de São Paulo. O diretor do Departamento do Uso do Solo - DEUSO da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano - SMDU, nos termos do que dispõem os artigos 122 a 132 da Lei nº 16.050, de 31 de julho de 2014, declarou que o imóvel situado na Avenida Nazaré, 993, Distrito do Ipiranga, São Paulo/SP, registrado no 6º Cartório de Registro de Imóveis da Capital e tombado pela Resolução nº 05/2007 e 06/2007 do Conpresp, dispõe de 35.011,40m2 (trinta e cinco mil, onze metros e quarenta decímetros quadrados) de potencial construtivo passível de transferência, originado sem a doação de terreno. Cada CEPAC equivale a determinado valor de m² para utilização em área adicional de construção ou em modificação de usos e parâmetros de um terreno ou projeto. Este valor mobiliário é um título ao portador e pode ser comercializado no chamado “mercado secundário”, e atende à premissa de expectativa de geração de benefício econômico para a Mitra. O recebimento deste direito foi reconhecido como receita na demonstração do resultado do exercício.

10 - Imobilizado

2016 2015 Terrenos, prédios e edificações .................................. 58.859 58.546 Móveis e utensílios....................................................... 9.913 9.542 Computadores e periféricos de informática................. 702 1.345 Máquinas e equipamentos........................................... 4.641 4.321 Instalações................................................................... 2.906 2.998 Veículos........................................................................ 2.700 2.332 Imagens, esculturas e quadros.................................... 551 504 Biblioteca/videoteca..................................................... 274 313 Construções em andamento........................................ 22.787 22.787 Bens em aquisição (consórcio).................................... 911 885 Outras imobilizações.................................................... 574 446 104.818 104.019 Compreendem os ativos da Instituição. Esses bens estão reconhecidos pelo custo de aquisição sendo deduzidas as depreciações.

11 Intangíveis

2016 2015 Intangível............................................................................ 564 620 564 620

12 -Salários, férias e encargos sociais a pagar

2016 2015 Salários, férias e outras obrigações a pagar................ 831 644 INSS, FGTS e PIS....................................................... 290 290 Previsões de férias....................................................... 1.178 1.152 2.299 2.086 Referem-se basicamente às obrigações trabalhistas junto aos funcionários da Instituição.

13 - Obrigações tributárias a recolher

2016 2015 Obrigações tributárias a recolher (i)............................. 1.322 1.299 Circulante..................................................................... 159 139 Não circulante.............................................................. 1.163 1.160 (i) PPI Municipal – A Mitra Arquidiocesana de São Paulo aderiu ao PPI (Programa de Parcelamento Incentivado) da Prefeitura do Município de São Paulo em Abril de 2015, em que o saldo foi dividido em 120 parcelas corrigidas mensalmente pela taxa Selic. Em 31 de dezembro de 2016, restavam 100 parcelas a pagar, compostas da seguinte forma: 2016 Pagamento estimado em 2017.......................................... 159 Pagamento estimado em 2018.......................................... 159 Pagamento estimado em 2019.......................................... 159 Pagamento estimado em 2020.......................................... 159 Pagamento estimado em após 2020.................................. 686 1.322

14 - Patrimônio líquido

2016 2015 Superávit acumulado................................................... 190.373 146.301 Superávit do exercício.................................................. 424 44.072 Ajuste avaliação patrimonial........................................ 21.603 21.603 Títulos públicos (i)........................................................ 893 893 213.293 212.869 O Patrimônio líquido é composto de todas as doações de bens, bem como dos superávits gerados ao longo dos exercícios sociais. Destacamos que as receitas, decorrentes de doações e contribuições para custeio, recebidas pela Mitra são empregadas integralmente nos seus objetivos sociais. (i) O valor registrado em títulos públicos, conforme mencionado na nota explicativa nº 8, refere-se à execução contra a Municipalidade de São Paulo decorrente da ação de desapropriação.

15 - Receitas de serviços

2016 2015 Festividades, promoções e quermesses...................... 23.006 20.137 Aluguéis de imóveis e espaços físicos......................... 19.797 18.935 Casamentos................................................................. 6.644 6.934 Velas, vinhos e hóstias................................................. 2.432 2.376 Batizados..................................................................... 2.047 1.938 Espórtulas de missas................................................... 1.992 2.123 Imagens, santinhos e crucifixo..................................... 1.906 2.033 Taxas de processos..................................................... 1.600 3.922 Recuperação de despesas e receitas diversas........... 1.152 946 Livros e periódicos....................................................... 1.056 512 Folhetos....................................................................... 786 746 Cursos.......................................................................... 389 313 Receitas c/ganhos na alienação de bens.................... 282 918 Hospedagens............................................................... 278 303 Estacionamento........................................................... 257 272 Receita de certidões.................................................... 158 138 Outras receitas............................................................. 11 12 63.793 62.558 As receitas auferidas são revertidas para os objetivos sociais da Instituição.

16 - Donativos, dízimos e coletas

2016 2015 Dízimos........................................................................ 51.075 51.539 Donativos..................................................................... 32.358 28.381 Coletas de missas........................................................ 31.761 32.708 115.194 112.628

17 - Cemitério Gethsêmani

2016 2015 Vendas de jazigos e gavetas....................................... 1.646 1.528 Receita de manutenção............................................... 1.220 902 Receita de velório........................................................ 272 278 Receita de sepultamento............................................. 134 132 Receita de lápides........................................................ 107 80 Receita de exumações/reinumação............................. 47 28 Receita de serviço funerário........................................ 41 39 Receita de filete........................................................... 24 22 Receita de ossuário locado.......................................... 6 21 Outras receitas............................................................. 14 16 3.511 3.046 Referem-se a receitas do Cemitério Gethsêmani em suas operações.

18 - D  espesas com salários, férias e encargos sociais

2016 2015 Desp. c/salários e ordenados....................................... (24.418) (23.280) Desp. c/côngruas e verbas de representação............. (19.011) (18.917) Desp. c/INSS, FGTS e PIS.......................................... (13.676) (12.847) Desp. c/assistência médica e odontológica................. (9.118) (7.870) Desp. c/férias e 13º salário.......................................... (4.552) (4.228) Desp. c/cesta básica e vale refeição............................ (2.330) (2.070) Desp. c/rescisões contratuais...................................... (1.374) (975) Desp. c/vale transporte................................................ (755) (769) Desp. c/seguro de vida................................................ (120) (147) Desp. c/treinamento de pessoal................................... (30) (31) Desp. c/auxílio creche.................................................. (50) (134) Outros benefícios sociais............................................. (149) (90) (75.583) (71.358) Refere-se a despesas e gastos com pessoal da Instituição.

19 - Despesas com serviços

2016 2015 Desp. c/serv. construção civil e reformas..................... (17.482) (17.458) Desp. c/serv. Autônomos............................................. (9.444) (10.422) Desp. c/serv. segurança patrimonial............................ (1.476) (1.398) Desp. c/serv. assessoria e consultoria......................... (769) (317) Desp. c/serv. limpeza patrimonial................................ (726) (822) Desp. c/serv. propaganda e publicidade...................... (230) (105) Desp. c/Serv. Estagiários............................................. (159) (120) Desp. c/serv. representação comercial........................ (79) (105) Desp. c/serv. Educação............................................... (27) (42) Outras despesas com serviços.................................... (82) (88) (30.475) (30.877)

20 - Despesas com pastorais

2016 2015 Desp. c/donativos e contribuições pastorais................ (11.203) (11.717) Desp. c/confecções, impressões e cartazes................ (2.531) (2.253) Desp. c/velas, vinhos e hóstias.................................... (2.302) (2.172) Desp. c/materiais para as pastorais............................. (2.089) (2.146) Desp. c/verba pastoral................................................. (2.085) (1.766) Desp. c/espórtulas de missas pagas........................... (1.658) (1.634) Desp. c/ornamentações............................................... (1.372) (1.265) Desp. c/cursos, encontros e retiros.............................. (1.210) (1.185) Desp. c/livros................................................................ (1.049) (917) Desp. c/material de escritório....................................... (947) (948) Desp. c/imagens, santinhos e terços........................... (686) (613) Desp. c/alfaias e medalhas.......................................... (544) (508) Desp. c/condução e transportes.................................. (196) (232) Desp. c/processos, custas judiciais............................. (133) (343) Desp. c/cartório, xerox................................................. (101) (94) (28.106) (27.793)

21 - Despesas com expediente

2016 2015 Desp. c/ações de solidariedade................................... (6.511) (4.929) Desp. c/bens de natureza permanente........................ (1.360) (1.319) Desp. c/combustíveis e lubrificantes............................ (1.095) (1.016) Desp. c/internet e TV a cabo........................................ (944) (894) Desp. c/assinat.de jornais e revistas............................ (819) (1.007) Desp. c/seguros patrimoniais....................................... (587) (518) Desp. c/brindes e presentes........................................ (260) (316) Desp. c/refeições......................................................... (195) (162) Desp. c/contrib.a entidades de classe......................... (162) (141) Desp. c/transporte público e taxi.................................. (139) (142) Desp. c/estacionamento............................................... (117) (112) Desp. c/materiais de informática.................................. (85) (64) Desp. c/pedágio........................................................... (52) (46) Desp. c/uniformes........................................................ (19) (25) Outras despesas com expediente................................ (427) (391) (12.772) (11.082)

22 - Despesas com manutenção

2016 2015 Desp. c/manut.de imóveis(consertos/reparos)............. (8.647) (4.759) Desp. c/manutenção de máquinas e eqptos................ (2.167) (2.002) Desp. c/manutenção de sistemas................................ (676) (507) Desp. c/manutenção de veículos................................. (615) (683) (12.105) (7.951)

23 - Despesas paroquiais

2016 2015 Desp. c/alimentação e refeição.................................... (5.845) (5.431) Desp. c/higiene pessoal e limpeza............................... (1.171) (1.117) Desp. c/serviços médicos............................................ (924) (523) Desp. c/medicamentos e mat. hospitalares................. (543) (488) Desp. c/roupas e paramentos...................................... (464) (424) Desp. c/utilidades copa e cozinha................................ (419) (462) Desp. c/utilidades cama e banho................................. (69) (85) Outras despesas paroquiais........................................ (67) (72) (9.502) (8.602)

24 - D  espesas com água, luz, correios, telefone e gás

2016 2015 Desp. c/energia elétrica............................................... (4.025) (4.054) Desp. c/água e esgotos............................................... (2.926) (2.385) Desp. c/telecomunicações........................................... (1.548) (1.711) Desp. c/correios e malotes........................................... (343) (409) Desp. c/gás.................................................................. (328) (284) (9.170) (8.843)

25 - Despesas com locações

2016 2015 Desp. c/condomínio..................................................... (739) (673) Desp. c/locações de imóveis........................................ (544) (698) Desp. c/locações de máquinas equipamentos............. (171) (136) Desp. c/locação de veículos........................................ (68) (62) Desp. c/locações de móveis e utensílios..................... (40) (75) (1.562) (1.644)

26 - Outras despesas administrativas

2016 2015 Desp. c/IPTU................................................................ (1.992) (696) Desp. legais, judiciais, custas e emolumentos............. (555) (294) Desp. c/processos (cíveis, trabalhistas e tributários)... (293) (66) Desp. c/taxas municipais diversas............................... (285) (294) Desp. c/multas por infração a legislação..................... (152) (99) Desp. c/seguro obrigatório de veículos........................ (140) (151) Desp. c/IPVA................................................................ (105) (145) Desp. c/taxas serviços funerários................................ (91) (73) Desp. c/licenciamentos de veículos............................. (56) (49) Desp. c/placas e lapides.............................................. (52) (42) Perdas c/alienação de bens......................................... - (333) Outras despesas.......................................................... (2) (13) (3.723) (2.255)

27 - Despesas financeiras

2016 2015 Desp. c/tarifas bancárias.............................................. (630) (500) Desp. c/desconto concedido........................................ (180) (365) Desp. c/enc. Financ. s/IPTU Parcelado (PPI).............. (88) Desp. c/cartões............................................................ (72) (83) Desp. c/juros/encarg.financ. s/emprest. Banc.............. (52) (72) Multas, juros, at. monet. s/pagto em atraso................. (2) (5) (1.024) (1.025)

28 Receitas financeiras

2016 2015 Juros sobre aplicação financeira.................................. 4.698 4.244 Receitas financeiras - das operações.......................... 129 69 Atualização monetária de títulos públicos (i)............... 104 693 Descontos obtidos........................................................ 30 26 Ganhos com título de capitalização............................. 1 4 Outras receitas financeiras.......................................... 781 1.186 5.743 6.222 (i) Conforme mencionado na nota explicativa nº 8, refere-se à execução contra a Municipalidade de São Paulo decorrente da ação de desapropriação. O valor registrado corresponde a atualização monetária do valor de acordo com o INPC (IBGE), índice do Tribunal de Justiça de São Paulo destinado às desapropriações.

29 - Cobertura de seguros A Mitra adota a política de contratar cobertura de seguros para os bens sujeitos a riscos por montantes considerados suficientes para cobrir eventuais sinistros, considerando a natureza de sua atividade. Padre João Júlio Farias Júnior Procurador da Mitra Arquidiocesana adre Zacarias José de Carvalho Paiva P Procurador da Mitra Arquidiocesana

Padre Dr. José Rodolpho Perazzolo Procurador da Mitra Arquidiocesana Edivaldo Batista da Silva Contador CRC 1SP212622/0-2


24 | Geral |

14 a 20 de junho de 2017 | www.arquisp.org.br

São José de Anchieta, o santo que ‘fez-se tudo para todos’ Luciney Martins/O SÃO PAULO

Nayá Fernandes

nayafernandes@gmail.com

Na sexta-feira, 9, em missa presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, celebrou-se a festa litúrgica de São José de Anchieta, padre jesuíta que faz parte da história da fundação da cidade de São Paulo. A missa, que começou ao meio-dia, foi concelebrada pelos padres Luiz Eduardo Baronto, cura da Catedral, e Pedro Augusto de Almeida, secretário do Arcebispo. Ao lado do altar, a imagem de São José de Anchieta inspirava fé e espírito missionário, características que foram ressaltadas por Dom Odilo durante a homilia como atitudes vividas pelo Santo e que devem ser imitadas por todos. “Que a exemplo de Anchieta, sejamos tudo para todos e saibamos anunciar o Evangelho nesta grande metrópole”, afirmou Dom Odilo. O Cardeal também pontuou que, com certeza, a vida não foi fácil para o Santo, que chegou a aprender o idioma indígena para melhor se comunicar com os nativos. “Ele soube inculturar o Evangelho e escreveu a Santo Inácio de Loyola, fundador da ordem jesuíta, sobre “a alegria de ver que os povos do Brasil acolhiam o Evangelho”, continuou o Cardeal.

Cardeal preside missa na festa litúrgica de São José de Anchieta, na sexta-feira, 9, na Catedral

Vida e obra Nascido no dia 19 de março de 1534, na capital das Ilhas Canárias, na Espanha, São José de Anchieta recebeu como primeiro nome “José”, em homenagem ao esposo da Virgem Maria. Aos 17 anos, entrou para a Companhia de Jesus (padres jesuítas), na época recém-fundada por Inácio de Loyola.

O ainda noviço Anchieta chegou ao Brasil em 1553. Mas, foi em 1554, quando o jovem Anchieta ia completar 20 anos de idade, que ele, já na região Sudeste do Brasil, seria o responsável, junto ao também jesuíta Padre Manuel da Nóbrega, de participar da fundação da cidade de São Paulo, datada em 25 de janeiro. “De estatura média, magro, um pou-

co corcunda, cabelos castanhos escuros, olhos grandes e azulados, testa larga, rosto fino e nariz mais ou menos comprido, quase imberbe e de fisionomia que irradiava bondade e alegria”, o Padre Anchieta foi ordenado em 1566, e no Brasil passou pela Bahia, São Paulo – interior e litoral –, Rio de Janeiro e Espírito Santo, onde morreu, no dia 9 de junho de 1597, na cidade de Reritiba, hoje município de Anchieta. Poesias, orações e muitas cartas, a maioria delas descritivas, fazem parte do legado deixado por Anchieta. Ele escrevia aos superiores – entre eles Santo Inácio de Loyola –, sobre a missão que desempenhava em terras brasileiras, alegrias e dificuldades encontradas. Isso, além dos textos para teatro e daqueles que o Santo traduziu para o idioma falado pelos indígenas à época, principalmente textos bíblicos, numa tentativa de aproximarse sempre mais daqueles que eram seus principais interlocutores. Também ficou conhecido pelos muitos milagres que foram realizados por seu intermédio, como a cura de Felipa Vicente, que nasceu na cidade de São Vicente (SP), ou o Batismo de um índio que tinha mais de 100 anos, na cidade de Itanhaém (SP). (Com informações do livro Anchieta e Itanhaém, de José Carlos Só.)

Seminaristas recebem as ordens sacras Vítor Alves Loscalzo

Especial para O SÃO PAULO

“Quereis preparar o vosso coração de tal maneira que possais servir fielmente ao Cristo, Senhor nosso, e a seu corpo, que é a Igreja?”. Com um generoso “Quero”, os seminaristas Cláudio José Ribeiro, Anderson Pereira Bispo e Maykom Sammuel Alves Florencio responderam ao Cardeal Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo, que presidiu o rito de admissão das ordens sacras para os futuros sacerdotes, na segunda-feira, dia 12. Realizada na capela do Seminário de Teologia Bom Pastor, a celebração reuniu, além do Cardeal, o reitor do seminá-

rio, Padre Cícero Alves de França, além dos seminaristas. Antes de iniciar, Dom Odilo destacou que, chegado o momento de receber as ordens sacras, há uma “tomada de consciência” com relação ao sacerdócio; um “dom de Deus”, nas palavras do Cardeal. “A partir de agora, continua-se caminhando com seriedade rumo à ordenação, mas com mais consciência e maturidade”, exortou Dom Odilo. Durante a homilia, o Arcebispo destacou a beleza do generoso “sim” que os seminaristas foram convidados a responder a Deus. Além de exortar os presentes a sempre rezarem pelas vocações e rezarem uns pelos outros, Dom Odilo enfa-

tizou a importância de ser padre conforme a Igreja convida, conforme a Igreja pede; e não ser padre “ao meu modo”. “Hoje, demos mais um passo dentro de um processo contínuo de formação, para nos colocarmos a serviço da Igreja”, afirmou o seminarista Cláudio José Ribeiro, 45, à reportagem.

‘Eu tinha o sonho de ser padre’ Em entrevista ao O SÃO PAULO, Dom Odilo revelou um pouco dos seus tempos de seminarista. “Entrei muito menino no seminário, com 13 anos, portanto, fiz o seminário durante quase 15 anos. Quando menino, eu tinha o sonho de ser padre, e pouco

a pouco isso foi se clareando. Claro que dúvidas e inquietações nos acompanham nesse trajeto... por isso, são importantes o discernimento e a ajuda de formadores, mas eu nunca duvidei da minha vocação; em certos momentos, a gente chega em certas encruzilhadas, em que devemos fazer as escolhas de maneira mais séria e mais consciente”, afirmou. Também segundo o Arcebispo, “o tempo do seminário que eu fiz foi muito proveitoso. Tenho boas lembranças deste tempo, pois aprendi muito, foi muito marcante. Faço votos que os seminaristas de hoje - embora o tempo de seminário seja mais breve - aproveitem muito bem, pois é um tempo de graça”.

Luciney Martins/O SÃO PAULO

Missa é presidida por Dom Odilo Scherer no Seminário de Teologia Bom Pastor, com rito de admissão às ordens sacras, na segunda-feira, 12

Admissão às Ordens Sacras Segundo o Cerimonial dos Bispos, o rito de admissão às ordens sacras destina-se a que o aspirante ao Diaconato ou ao Presbiterato manifeste publicamente a sua vontade de se doar a Deus e à Igreja, para exercer a ordem sagrada. A Igreja, aceitando essa doação, escolhe-o e chama-o, a fim de se preparar para receber a Sagrada Ordem, passando assim a ser contado legitimamente entre os candidatos ao Diaconato e ao Presbiterato (cf. Cerimonial dos Bispos, n.479)

O SÃO PAULO - 3155  

Jornal O SÃO PAULO semanário da Arquidiocese de São Paulo, há mais de 60 anos levando informação e formação para os católicos da maior cidad...