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Semanário da Arquidiocese de São Paulo ano 62 | Edição 3148 | 26 de abril a 3 de maio de 2017

R$ 1,50

Mary Lane Vaz/Arquidiocese de Belo Horizonte

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Encontro com o Pastor

Com a Palavra Dom João Justino: Os pais e a comunidade são corresponsáveis nos processos educativos O presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação da CNBB, Dom João Justino de Medeiros Silva, fala sobre “a fragilidade do sistema educacional brasileiro” e o papel da Igreja e da família na Educação. Página 11

Iniciação cristã: urgência pastoral da Igreja no Brasil Reunido na 55ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), entre 26 de abril e 5 de maio, em Aparecida (SP), o episcopado brasileiro analisará o processo de iniciação à vida cristã em vista de

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Editorial Educar os filhos é um privilégio intransferível dos pais Página 2

Espiritualidade

uma catequese que introduza os fiéis a uma autêntica adesão à pessoa de Jesus Cristo. Bispos também refletirão sobre a situação social e política do país.

Dom Sergio: Graças e bênçãos aos que pedem a intercessão da Mãe de Deus e nossa Página 5

Páginas 12 e 13 Luciney Martins/O SÃO PAULO

795 milhões de pessoas passam fome no mundo

Enquanto 795 milhões de pessoas passam fome no planeta, quase 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são desperdiçados por ano, em um cenário de injustiça social, que também gera consequências ambientais.

Iniciação à vida cristã: Caminho para aprender a ser cristão

Aos 90 anos, Papa Emérito Bento XVI agradece a Deus pelo dom da vida Página 8

Na Itália, projeto de lei do ‘biotestamento’ causa apreensão Reprodução

Tal situação indica a urgência de se debater as políticas de segurança alimentar e nutricional, como aconteceu em um evento em São Paulo, na segunda-feira, 24. Página 17

Estrangeiros terão ampla Protomártires brasileiros cidadania com a Lei da Migração serão canonizados em 15/10 Aprovada pelo Senado no dia 18, a Lei da Migração já pode ser sancionada pelo presidente Michel Temer. Legislação que substituirá o Estatuto do Estrangeiro dará a migrantes e refugiados condição de igualdade aos cidadãos brasileiros.

Em Consistório Público Ordinário, no dia 20, presidido pelo Papa Francisco, foi definido que em 15 de outubro serão canonizados 37 novos santos, entre os quais os protomártires brasileiros assassinados em 1645 no Rio Grande do Norte.

A proposta sobre a Declaração Antecipada de Tratamento, a lei do “biotestamento”, preocupa instituições de saúde católicas na Itália por dar margem à eutanásia.

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2 | Ponto de Vista |

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Editorial

Educar os filhos – privilégio intransferível

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iante de tantas discussões sobre a responsabilidade de educar as crianças, devemos nos posicionar com clareza. Em sua etimologia, a palavra “educar” significa “conduzir para fora” (do latim, educere). Se tomarmos esse significado como ponto de partida, podemos dizer que, no processo de crescimento e aprendizagem de uma criança, teremos uma sucessão de “conduções para fora” – desde o sair do útero materno, até a possibilidade de partir de espaços e conceitos conhecidos para se aventurar por outros progressivamente mais amplos e complexos. Como toda construção, o mais importante, o que garante a segurança do edifício, são os alicerces. Nos primeiros anos de vida da criança, estamos - ou deveríamos estar - construindo essa base – gerando e fortalecendo os laços afetivos; transmitindo valores; ensinando virtudes. E a família, responsável pelo fundamento dessa construção, não pode se apoiar em quaisquer conjuntos de valores – é fácil notar que, na ausência de uma autoridade divina, qualquer conjunto de valores é arbitrário e, portanto, relativo. Como nos ensina o Papa Pio XI em sua

encíclica Divini Illius Magistri – leitura essencial para todos os educadores católicos –, é sob a orientação da Igreja, Mãe e Mestra, que a família encontrará um ensinamento perene e seguro, capaz de orientar a educação da criança para o bem comum sob o amorosíssimo olhar paternal de Deus. Concorre também para a boa educação dos filhos o vínculo biológico e afetivo que dará à criança segurança para corresponder adequadamente quando guiada pelos pais, que têm o direito e o dever de transmitir verdadeiros valores aos filhos, tanto por palavras quanto pelo exemplo. Cabe também aos pais, quando possível, a responsabilidade de escolher a creche/escola e acompanhar cuidadosamente os procedimentos e condutas da escola (mesmo quando pré-determinada, como no caso das escolas públicas). Tal acompanhamento deve ser feito de acordo com os valores vividos na família à luz de Deus, pois a escola tem o papel de continuar a boa educação doméstica. É preciso que os pais reflitam e determinem o que esperam de uma escola para seu filho, que tipo de aprendizagem julgam importante a cada fase e que saibam o que podem ou não esperar de uma

instituição de ensino. Dentre muitas atitudes, participar das reuniões e estabelecer uma parceria com a escola são de extrema importância – poderemos nos surpreender negativamente se não estivermos atentos, contribuindo com o processo educativo. É preciso notar que além da educação formativa da criança, temos também a informativa, responsável pela transmissão de conceitos e conteúdos próprios das diferentes áreas de conhecimento matemática, línguas, ciências etc. Segundo o filósofo e educador Mário Sergio Cortella, trata-se do processo de escolarização da criança. Neste, sim, a escola poderá oferecer maior instrumental e recursos para o aprendiz. Mas é preciso ter cuidado, pois se desenvolveu uma perigosa mentalidade de terceirização de serviços. Embora a escola deva prestar um serviço às famílias, sendo uma parceria no que diz respeito ao processo educativo da criança, ela não pode e não deve assumir as rédeas desse processo, pois é àqueles que “garantem” a existência física e psíquica da criança – os pais – a quem Deus outorgou primordialmente o direito e o dever de imprimir valores e posturas, e

aos quais Ele não deixa de auxiliar com todas as graças necessárias. Se não o fizerem, terão construído um prédio sem estrutura, susceptível a desabar ao primeiro leve tremor de terra. Consequentemente, a escola não tem o direito de tirar das mãos dos pais esse privilégio e responsabilidade. Cabe aos pais construir bases profundas, firmes e bem estruturadas, que sustentem prédios altos e vistosos; que resistam às mais diversas ventanias e tempestades. Se bem formado, o filho saberá identificar as verdades, as mentiras e os perigos que a vida pode oferecer. Saberá agir com critérios mais claros diante de situações complicadas e recorrer a Deus e aos pais quando sentir dificuldades. Pais que se responsabilizam verdadeiramente pela educação do filho criam um vínculo forte de confiança e se tornam referência importante para os momentos mais difíceis. A família que leva essa responsabilidade educativa a sério, sem terceirizá-la, está não somente cumprindo seu dever perante Deus, mas também prestando um grande serviço à sociedade, contribuindo para que se torne mais justa e fraterna.

Opinião

Festa da Divina Misericórdia - Meu coração se alegra com esta festa Isabelle Warzinczak A Festa da Divina Misericórdia, comemorada no último domingo, 23, é uma grande celebração dentro do calendário da Igreja Católica. Nas revelações de Jesus à grande mística polonesa Santa Faustina Kowalska (1905-1938), escritas em seu Diário (A Misericórdia de Deus em minha Alma. Curitiba: Editora Apostolado da Divina Misericórdia), Ele manifesta a sua vontade: “Eu desejo que haja a Festa da Misericórdia. Quero que essa Imagem, que pintarás com o pincel, seja abençoada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa e esse domingo deve ser a Festa da Misericórdia”. E, em outro trecho do mesmo Diário: “A tua tarefa e obrigação é pedir aqui na Terra a misericórdia para o mundo inteiro. Nenhuma alma terá justificação enquanto não se dirigir com confiança à minha misericórdia. E é por isso que o primeiro domingo depois da Páscoa

deve ser a Festa da Misericórdia. Nesse dia, os sacerdotes devem falar às almas desta minha grande e insondável misericórdia. Faço-te dispensadora da minha misericórdia. Diz ao teu confessor que aquela imagem deve ser exposta na igreja, e não dentro da clausura desse convento. Por meio dessa imagem, concederei muitas graças às almas; que toda alma tenha, por isso, acesso a ela”. Em 1999, a Missa votiva da Misericórdia de Deus foi integrada ao Missal Romano, e no dia 30 de abril do ano 2000, São João Paulo II instituiu solenemente o segundo domingo da Páscoa como o Domingo da Divina Misericórdia, devendo ser celebrado com vigor perpétuo por toda a Igreja. Nesse mesmo dia, o Pontífice elevou a bem-aventurada irmã Faustina aos altares, proclamando-a santa. São João Paulo II também se fez apóstolo da Misericórdia Divina, reconduzindo a humanidade à contemplação do verdadeiro rosto de Deus em Cris-

to, Misericórdia Encarnada. Fez da devoção à Divina Misericórdia uma das tarefas primordiais do seu pontificado, e curiosamente deixou a vida aos 84 anos, em 2005, nas Vésperas do Domingo da Misericórdia, ou seja, no próprio dia Litúrgico do Domingo da Misericórdia. A Festa da Divina Misericórdia é o elemento mais importante da devoção à Divina Misericórdia, que inclui também a veneração à imagem de Jesus Misericordioso, a Novena à Divina Misericórdia, a Liturgia das Horas e o Terço da Misericórdia, indicados nas revelações de Nosso Senhor à Santa Faustina. A Festa da Misericórdia é um refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Nela, os fiéis também podem alcançar a indulgência plenária, ao cumprir as seguintes condições: confissão sacramental com sincero arrependimento dos pecados e propósito de mudança; devota participação na Festa da Misericórdia,

recebendo neste dia, com todo amor, a Sagrada Eucaristia; e reza da oração do Pai-Nosso, da Ave Maria e do Credo, além de uma prece na intenção do Santo Padre. O devoto da Divina Misericórdia deve ainda buscar realizar, na vida cotidiana, as seguintes ações: venerar a imagem de Jesus Misericordioso; implorar a Misericórdia Divina para o mundo; divulgar com ardor a mensagem de Jesus Misericordioso; e praticar obras de misericórdia em favor do próximo. Jesus manifestou nas revelações à Santa Faustina o seu desejo de que todo o mundo conheça a sua misericórdia. A Festa da Misericórdia é um presente de Deus! Ajude a divulgar essa festa, na sua comunidade, na sua família, para que a Misericórdia Divina alcance o maior número de almas. Isabelle Warzinczak é jornalista responsável da revista Divina Misericórdia, publicação mensal do Santuário da Divina Misericórdia e Congregação dos Padres Marianos da Imaculada Conceição, Curitiba (PR).

As opiniões expressas na seção “Opinião” são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, os posicionamentos editorais do jornal O SÃO PAULO.

Semanário da Arquidiocese de São Paulo

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www.arquisp.org.br | 26 de abril a 3 de maio de 2017

cardeal odilo pedro scherer Arcebispo metropolitano de São Paulo

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e 26 de abril a 5 de maio, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) estará reunida em sua 55ª. assembleia geral, em Aparecida (SP), junto do Santuário Nacional de Nossa Senhora. Mais de 300 bispos, de todas as dioceses do Brasil, se debruçarão sobre uma longa pauta, composta de vários informes e prestações de contas, reflexões sobre diversos temas da vida e da missão da Igreja e sobre questões da vida social, em relação às quais os bispos costumam se pronunciar. Não faltarão muitos momentos de celebração e oração em comum e também haverá um dia de retiro espiritual. O tema principal da 55ª assembleia geral da CNBB será a iniciação à vida cristã, entendida como caminho para aprender a ser cristão. Em poucas palavras, trata-se da formação cristã de quem vai ser batizado e de quem já foi batizado. De fato, não se nasce cristão: além da graça recebida de Deus no Batismo, é necessário passar por um processo de formação e aprendizado, que envolve a experiência do encontro pessoal com Deus e da fé vivida em comunidade, o conhecimento da doutrina, o exercício das virtudes cristãs e a aquisição das atitudes coerentes com a fé e a vida cristã. O assunto já vinha sendo trabalhado há alguns anos; desta vez, porém, ocupará uma quota privilegiada do tempo e das atenções dos bispos. Os motivos da escolha do tema são muitos. No passado,

Aprender a ser cristãos a fé católica era transmitida de forma mais ou menos espontânea pelo contexto familiar, social e cultural, uma vez que, para o brasileiro, era “normal” ser católico. Mesmo quem nunca tivesse feito uma experiência pessoal de fé, acompanhava os ritos e festas religiosas com maior ou menor profundidade. Havia uma identificação natural com a fé e as práticas católicas. De tempos em tempos, passavam os missionários e faziam um “reforço” na formação religiosa do povo e isso tinha um efeito bom, mesmo sobre os que viviam distantes da prática da fé. Atualmente, o quadro religioso mudou muito. A população, em grande parte, vive nas cidades, nas quais as pessoas são confrontadas com propostas culturais e hábitos sociais pluralistas e onde a religião nem sempre tem muito espaço. Sobretudo na cidade grande, muitos perdem facilmente os vínculos com uma comunidade religiosa concreta; e aí já não respondem apenas a estímulos e apelos religiosos, mas a muitos outros, que disputam a atenção e oferecem vantagens supostas ou verdadeiras. Estamos diante de um pluralismo religioso muito grande, em que nem sempre as pessoas conseguem ter clareza sobre as propostas religiosas que lhes são feitas. Quem não possui fé esclarecida e firme, ou não se vincula a uma comunidade católica concreta, acaba se desorientando na própria identidade religiosa e fazendo outras escolhas. Diante disso, torna-se muito necessário que as pessoas batizadas, mesmo adultas, façam uma renovada experiência de fé, aprendam a valorizar o dom recebido no Batismo e a praticar aquilo que

é coerente com a própria fé. Isso começa no berço, ainda no seio familiar, através do aprendizado de práticas e atitudes singelas, que expressam nossa fé. As mães, ensinando as crianças a fazerem o sinal da cruz e rezarem as primeiras orações, estão iniciando seus filhos na fé e na vida cristã. O mesmo acontece quando levam as crianças à igreja aos domingos e lhes explicam o significado do templo e de tudo o que faz parte dele, das orações da Missa e dos diversos atos da comunidade que celebra. Fazem também a iniciação cristã de seus filhos as mães que dão o exemplo, rezando elas mesmas com fé e devoção diante dos filhos, ou quando fazem gestos e ações de caridade e misericórdia. A iniciação à vida cristã continua, depois, na catequese regular e sistemática, promovida pelas paróquias e comunidades, com subsídios adequados e catequistas bem formados, que são verdadeiros mestres e guias das crianças e adolescentes no processo de iniciação à vida cristã. A iniciação à vida cristã continua e se aprofunda no encontro dos jovens cristãos católicos com a Palavra de Deus, lida e explicada com a fé eclesial. Continua e se aprofunda na participação da vida litúrgica da Igreja, onde se faz a experiência dos “mistérios da fé” de maneira privilegiada. A iniciação à vida cristã seria deficitária, se não levasse à vinculação com a Igreja viva, como ela é, numa comunidade concreta; seria insuficiente, se não entrasse em relação com o rico patrimônio do testemunho de fé e vida cristã dos santos, verdadeiros mestres na iniciação à vida cristã.

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Santo Expedito Capela Militar Santo Expedito

No dia 19, na memória litúrgica de Santo Expedito, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, presidiu missa na capela dedicada ao Santo, no bairro da Luz.

Faculdade de Direito Canônico Padre Pedro Almeida

O Cardeal Scherer presidiu no dia 19 a missa de abertura do ano letivo da Faculdade de Direito Canônico São Paulo Apóstolo, no bairro do Ipiranga.

Arcebispo há 10 anos No sábado, 29, o Cardeal Odilo Pedro Scherer comemorará dez anos de sua posse como arcebispo de São Paulo, realizada em 29 de abril de 2007. Para demarcar este momento, a Arquidiocese organiza uma missa em ação de graças na Catedral da Sé, no sábado, 6, às 12h.


4 | Fé e Vida |

26 de abril a 3 de maio de 2017 | www.arquisp.org.br

Liturgia e Vida 3º DOMINGO DA PÁSCOA 30 de abril de 2017

Eles se levantaram e voltaram para Jerusalém Cônego Celso Pedro Passado o sábado, no primeiro dia da semana, os discípulos começavam a se dispersar. Dois deles, que eram de Emaús, voltavam para casa entristecidos (cf. Lc 24,13-35). Comentavam os acontecimentos, assim como nós, quando nos encontramos, falamos do que está acontecendo. Eles comentavam o que tinham visto e davam sua interpretação, acreditando estarem certos. Jesus, porém, tinha ressuscitado, e eles não sabiam. No caminho, na estrada que percorriam, Jesus se aproxima e entra na conversa com a pergunta: “Do que vocês estão falando?” Falavam do que todo mundo falava, do que havia acontecido e que eles presenciaram. “Só você não sabe o que aconteceu?” perguntam eles a Jesus. Ora, quem sabia o que realmente tinha acontecido era Jesus, e sabia-o em profundidade. Os demais teciam comentários de superfície. É o que acontece conosco. Os acontecimentos da vida são comentados sem receberem a devida interpretação. Nem sempre vemos que o fato está dentro de um contexto e o contexto inclui um projeto de Deus. Não foi assim com José do Egito, quando o jogaram num poço e o venderam como escravo (cf. Gn 37ss)? O que veio depois? Não se tornou ele o salvador de seus irmãos que quiseram matá-lo por ciúmes? Não disse também Pilatos que por ciúmes queriam matar Jesus (Mc

15,10)? Os acontecimentos precisam da luz da Palavra de Deus para serem bem interpretados. E foi o que aconteceu com os discípulos de Emaús. Começando por Moisés e passando pelos profetas, Jesus explicou aos dois discípulos as passagens da Escritura que falavam a respeito dele. É assim que lemos a Bíblia. Partindo dos acontecimentos da vida de cada dia, procuramos luz e sentido na revelação que Deus nos oferece nas palavras das Escrituras. Lemos, aprofundamos e aplicamos à nossa realidade de vida. Os discípulos sentiam o coração arder quando Ele lhes explicava as Escrituras, mas não sabiam que estavam com Jesus Ressuscitado. Viram que era Ele depois que o acolheram e convidaram-no a pernoitar em sua casa, pois já era tarde. Sentando à mesa; Jesus mesmo tomou a iniciativa de partir o pão. Foi mais do que uma simples partilha feita pelos discípulos. Foi a Eucaristia feita por Jesus, e nela abriram-se os olhos dos discípulos. Dos acontecimentos à Escritura, da Escritura à Eucaristia, da Eucaristia à Missão. Jesus desaparece, eles se levantam e voltam à Jerusalém para anunciar que o reconheceram no partir do pão. Desfazem o caminho errado. Convertem-se e convertem o trajeto. Vão agora de Emaús para Jerusalém. Desfazem o que tinham andado e o fazem rapidamente. Não deixam para o dia seguinte.

EDITAL DE CONVOCAÇÃO A FUNDAÇÃO METROPOLITANA PAULISTA, CNPJ/MF nº 50.951.847/0001-20, nos termos do artigo 8º, caput, segunda parte, do Estatuto alterado e consolidado em 30.03.2017, convoca os membros do Conselho Curador para a Assembleia Geral Extraordinária a realizar-se em sua sede à Avenida Higienópolis nº 890, sala 16, São Paulo, SP, na data de 15 de maio de 2017, às 16:30 horas, em primeira chamada, com todos os membros do Conselho Curador presentes; e, às 17:00 horas, em segunda chamada, com os membros do Conselho Curador que estiverem presentes. A Assembleia Geral Extraordinária terá como pauta: 1 – Apresentação, apreciação e aprovação do Balanço do exercício de 2016 da Fundação Metropolitana Paulista, nos termos do artigo 9º, alínea “d”, e artigo 28, todos do Estatuto alterado e consolidado em 30.03.2017; 2- Apresentação, apreciação e aprovação de um orçamento, em caráter excepcional, para o segundo semestre do exercício de 2017 da Fundação Metropolitana Paulista, nos termos do artigo 9º, alínea “e”, e artigo 28, todos do Estatuto alterado e consolidado em 30.03.2017; 3- Aceitação da renúncia de membro do Conselho Curador, com consequente apresentação, apreciação e nomeação de um novo membro, nos termos ao artigo 7º, in fine, do estatuto alterado e consolidado em 30.03.2017; 4- Outros assuntos elencados em caráter de urgência. São Paulo, 20 de abril de 2017. Presidente da Fundação Metropolitana Paulista.

ASSOCIAÇÃO INDÍGENA SOS COMUNIDADE INDÍGENA PANKARARU CNPJ 3.108.696/0001-62

CONVOCAÇÃO PARA ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA

Pelo presente e nos termos do disposto nos artigos 14, par. I e 15 do Estatuto Social, convoco a ASSEMBLÉIA GERAL EXTRAORDINÁRIA para o dia 13 de maio de 2017, sábado, às 14,30h, no Projeto Casulo, à Rua Paulo Bourroul, 100, Real Parque, São Paulo, para a posse da vice-presidente que assumirá o cargo vacante da presidente e para eleição do secretário, cargo também vacante, e para balanço da atual gestão. Se no horário indicado não houver o comparecimento da maioria simples dos associados, instalar-se-á meia hora depois, em segunda convocação, com qualquer número de associados. São Paulo, 19 de abril de 2017 Maria do Socorro de Sá, vice-presidente - RG. 37.002.947-1

Você Pergunta

Por que não nos é dado em comunhão o vinho consagrado? padre Cido Pereira

osaopaulo@uol.com.br

A Anna Maria, que mora no Rio de Janeiro, quer saber por que não nos é oferecido o sangue de Cristo na hora da comunhão. Esta dúvida surgiu na reunião de grupos de casais e ela não soube responder. Minha querida irmã, Anna Maria. Sua pergunta é muito importante. Ela já me foi feita muitas vezes e eu sempre a respondo, porque o assunto nos faz mergulhar na doutrina do sacramento da Eucaristia. Você certamente sabe que Jesus quis permanecer conosco para sempre. Ele mesmo disse, ao se despedir dos apóstolos, que estaria conosco até o fim dos tempos (cf. Mt 28,20). E entre as muitas formas de Jesus estar conosco, a Eucaristia é a mais perfeita. No sacramento da Eucaristia, chamado com muita razão de “Sacramento do Amor”, Cristo vem ao nosso coração e

somos acolhidos no coração de Cristo. A instituição do sacramento do Corpo e Sangue de Jesus, você sabe que foi na quinta-feira antes da sua Paixão e Morte, e ele deixou claro que toda vez que celebramos a Eucaristia, nós atualizamos o seu sacrifício redentor. Acontece o milagre do pão não ser mais pão, mas o Corpo de Cristo, e o vinho não ser mais vinho, mas o Sangue de Cristo. E a Igreja é muito clara: Jesus está presente em seu corpo, sangue, alma e divindade tanto no pão quanto no vinho consagrado. Quem comunga só o pão, recebe Cristo inteirinho. Quem comunga só o vinho, recebe o Cristo inteirinho. Há padres que distribuem a comunhão nas duas espécies. Outros, como eu, fazem isso apenas em dias mais solenes e festivos, como recomenda a Igreja. Então, minha irmã, é por isso que nem sempre você terá a comunhão nas duas espécies. Mas comungando só o pão ou só o vinho, você entra em plena comunhão com Jesus, o Pão da vida.

Atos da Cúria NOMEAÇÃO E PROVISÃO DE VIGÁRIO PAROQUIAL Em 06 de abril de 2017, foi nomeado e provisionado Vigário Paroquial da Paróquia Santo Agostinho, na Região Episcopal Sé, Setor Pastoral Paraíso, o Revmo. Fr. Cláudio Camargo, OSA, pelo período de 03 (três) anos. Em 06 de abril de 2017, foi nomeado e provisionado Vigário Paroquial da Paróquia Santa Rita de Cássia, na Região Episcopal Sé, Setor Pastoral Paraíso, o

Para assinar O SÃO PAULO: Escolha uma das opções e a forma de pagamento. Envie esse cupom para: FUNDAÇÃO METROPOLITANA PAULISTA, Avenida Higienópolis, 890 São Paulo - SP CEP 01238-000 - Tels: (011) 3666-9660/3660-3724 osaopaulo@uol.com.br

Revmo. Fr. Cristiano Zeferino de Faria, OSA, pelo período de 03 (três) anos. CORREÇÃO DE NOMEAÇÃO E PROVISÃO DE VIGÁRIO PAROQUIAL Diferentemente do publicado na edição 3146 deste semanário arquidiocesano (12 a 18 de abril de 2017), o Revmo. Pe. Nelson da Silva Santos foi nomeado e provisionado, em 30 de março de 2017, Vigário Paroquial da Paróquia Santa Rita de Cássia, na Região Episcopal Sant´Ana, Setor Pastoral Vila Maria, e NÃO para a Paróquia Sant´Ana, da referida região, como informado anteriormente.

SEMESTRAL: R$ 45 ANUAL: R$ 78 exterior ANUAL: 220 U$ FORMA DE PAGAMENTO: COBRANÇA BANCÁRIA

NOME___________________________________________________________ _________________________________________________________________ DATA DE NASC. ___/___/____CPF/CNPJ _________________________________ ENDEREÇO ___________________________________________________________ __________________________________________________________ nº __________ COMPLEMENTO ______________________ BAIRRO ___________________________

CIDADE____________________________________ ESTADO ______ E-MAIL: ________________________________________________ TEL: (__________) ______________________________________ DATA ____/___/____ CEP ____________ - ___________


www.arquisp.org.br | 26 de abril a 3 de maio de 2017

Espiritualidade

Viva a Mãe de Deus e nossa! Dom Sergio de Deus Borges

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Bispo Auxiliar da Arquidiocese na Região Santana

ós, católicos brasileiros, estamos celebrando o Ano Jubilar Mariano por ocasião do terceiro centenário do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida, no rio Paraíba do Sul. O encontro da imagem pelos três pescadores foi um tempo de graças e muitas bênçãos, confirmado pela pesca abundante que realizaram imediatamente após a presença da pequena imagem em suas redes. Durante estes 300 anos, o encontro com a Mãe Aparecida, na pequena imagem, tem repetido aquele primeiro milagre: graças e bênçãos para todos aqueles que pedem a intercessão da Mãe de Deus e nossa, que jogam as redes em suas águas. Neste ano jubilar, o Papa Francisco concedeu uma graça especial aos devotos e romeiros de Nossa Senhora Aparecida: a indulgência. Pela indulgência, a Igreja ensina que o “cristão que procura purificar-se do seu pecado e santificar-se com a ajuda da graça de Deus, não se encontra só. A vida de cada um dos filhos

de Deus está ligada de modo admi- todos os rincões do imenso e amarável, em Cristo e por Cristo, à vida do Brasil. Aqui em nossa Arquidiode todos os outros irmãos cristãos, cese, por exemplo, poderemos recena unidade sobrenatural do corpo ber indulgências nas muitas igrejas Místico de Cristo, como que numa paroquiais dedicadas à Padroeira pessoa mística” (Catecismo da Igreja do Brasil. Católica, 1474). Realizemos um gesto terno de Para alcançar a indulgência ple- amor: vamos levar ao encontro de nária para si ou para um fiel falecido, Nossa Senhora Aparecida nossos faalém da peregrinação, é “necessário miliares idosos, enfermos e com difiatender às condições habituais: ar- culdade de locomoção; sejamos solirependimento sincero dos pecados, dários: levemos ao encontro da Mãe confissão sacramental, comunhão nossos vizinhos que não conseguem eucarística, recitação do Creio, oração nas intenções do Papa e Pela indulgência, a Igreja da Igreja e a prática ensina que o “cristão que das obras de carida- procura purificar-se do seu de e misericórdia. O pecado e santificar-se com Papa Francisco tam- a ajuda da graça de Deus, bém recomenda a esnão se encontra só” pecial oração a Nossa Senhora Aparecida em defesa das famílias” (Cardeal caminhar sozinhos ou não têm mais Odilo Pedro Scherer, Carta Pastoral, ninguém para olhar por eles, o olhar página 15). da Mãe volta-se para nós e eles; tesSeria tão bonito se todos os de- temunhemos a fé: convidemos para votos da Mãe de Deus e nossa pu- peregrinar a uma igreja dedicada dessem ir até a Casa da Mãe para a Nossa Senhora Aparecida nossa agradecer as graças recebidas e pe- família, nossos filhos, netos e seus dir a bênção para as famílias, para amigos. Sejamos ousados no convite e na suas atividades, projetos, sonhos e alcançar indulgências. Nem todos, peregrinação; são 300 anos de bênpelos motivos mais diversos, con- çãos e este rio de bênçãos, por interseguirão ir à Aparecida, mas todos cessão de Nossa Senhora Aparecida, poderão receber graças especiais precisa ser partilhado. Nele, com fé, (indulgências) nas igrejas dedica- todos podem jogar as redes e terão das a Nossa Senhora Aparecida por pesca abundante.

| Fé e Vida | 5

Fé e Cidadania Como anda o Brasil em relação às doenças raras e negligenciadas? Padre Leo Pessini A Organização Mundial da Saúde apresenta uma lista das 17 doenças negligenciadas, das quais 14 ainda estão ainda presentes no Brasil. No caso da hanseníase, por exemplo, o nosso país tem 34 mil pessoas doentes, representando 15,4% do número global. A tuberculose, doença que afeta um terço da população mundial e mata cerca de 1,5 milhão de pessoas por ano, tem 80% dos casos concentrados em 22 países, entre os quais o Brasil. Anualmente, são detectados 70 mil novos casos, com 4,6 mil mortes em decorrência da doença, segundo dados do Ministério da Saúde. A doença de chagas, apesar de o Brasil ter sido declarado livre do Barbeiro (inseto transmissor), ainda acomete cerca de 2,5 milhões de portadores crônicos da doença, e em todo o mundo são 12 milhões. Essa doença causa a morte de aproximadamente 14 mil pessoas por ano no continente americano. Em relação à dengue, transmitida pelo mosquito Aedes aegypt, o Brasil responde por 75% dos casos na América Latina. Em 2013, tínhamos 1,5 milhão de casos. A realidade da saúde no Brasil vem sofrendo um progressivo deterioramento, seja no âmbito de falta recursos e investimentos em infraestrutura, bem como na oferta dos serviços assistenciais, perante as crescentes e urgentes necessidades de cuidados de saúde de nossa população. E quem mais sofre, todos sabemos, são sempre os mais pobres e doentes, que em muitas circunstâncias, morrem esperando na fila por um atendimento mais especializado e/ou cirurgia. Pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha, a pedido do Conselho Federal de Medicina e divulgada em novembro, aponta que a saúde é o principal problema dos brasileiros na opinião de 37% dos entrevistados; em segundo lugar, 18% colocam no centro de suas preocupações a corrupção; em terceiro, abrangendo 15% dos entrevistados, está o desemprego. A percepção da qualidade dos serviços de saúde (públicos e privados) é muito negativa. Para 65% dos entrevistados, a área é avaliada como ruim ou péssima. Para se mudar esse caótico cenário, os entrevistados elencam uma lista de medidas, entre as quais a prioridade máxima é o combate a corrupção, 65%; o aumento do número de profissionais da saúde, 58%; a maior disponibilidade de leitos, 50%; destinar mais recursos para a saúde, 47%; facilitar o acesso aos medicamentos, 47%; qualificar melhor os profissionais da saúde, 46%; contratar mais médicos, 45%; e em melhorar a infraestrutura de hospitais e prontos-socorros, 44%. Sem dúvida, o povo é sábio, e essa sabedoria nasce de suas necessidades sentidas, sofridas e não dignamente atendidas. Padre Leo Pessini é superior-geral dos Camilianos As opiniões da seção “Fé e Cidadania” são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, os posicionamentos editoriais do O SÃO PAULO.


6 | Viver Bem |

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Comportamento

Precisamos cuidar da infância situação de tempo se resolve deixando a criança com alguém de confiança – a Comprar enxoval, organizar um chá avó, uma boa babá ou uma escola bem de bebê, arrumar apetrechos e toda a escolhida. Porém, cuidar da infância significa implicar-se completamente nela: espécie de mimos e “badulaques” é certamente a parte mais fácil e simples de estar atento e envolvido com cada necessidade e cada etapa de desenvolvimento criar os filhos. Depois que saem da barriga e passam a habitar o nosso ‘mundão’, do filho. Significa saber-se o maior responsável pelos cuidados que ele precisa, começamos a vivenciar de fato toda a espécie de situações e conflitos – conosco independentemente do sentimento que mesmos, com os pequenos e com todos cada um deles cause. Na maioria das vezes, significa gastar bastante tempo, e até os “palpiteiros” de plantão. “quebrar a cabeça” para planejar a rotina; No imaginário dos pais, a priori, a adequar os cuidados, as orientações, os estímulos e os limites. Papai e mamãe: saCENTRO SOCIAL LEÃO XIII CNPJ: 60.980.364/0001-07 ber aonde se quer chegar é imprescindível, BALANÇO PATRIMONIAL EM 31/12/2016 assim como tomar com ATIVO Saldo Anterior Saldo Atual 2015 2016 as mãos a responsabiliATIVO CIRCULANTE 479.840,54 406.323,88 dade pelo cuidado dos CAIXA 25.230,62 1.182,17 B A N C O S 216.451,51 87,74 pequenos – mesmo que APLICAÇÕES 232.151,51 364.890,69 não sejamos os que ex C O N V Ê N I O S 0,00 35.601,43 O U T R O S C R E D I T O S clusivamente o execu DEPOSITO JUDICIAL 1.000,07 0,00 CREDITOS DIVERSOS 4.913,83 4.561,85 tarão. ANTECIPAÇÕES 93,00 0,00 Cuidar da infância ATIVO NAO CIRCULANTE 2.095.827,40 2.062.297,47 Imobilizado 2.337.312,57 2.338.845,57 pressupõe deixar que DEPRECIAÇÃO -241.485,17 -276.548,10 as crianças sejam crianTOTAL DO ATIVO 2.575.667,94 2.468.621,35 ças: brinquem, briSimone ribeiro Cabral Fuzaro

PASSIVO PASSIVO CIRCULANTE obrigações tributarias Antecipação de convenio salários a pagar Obrigações sociais Contas a pagar Honorários contábeis Aluguel a pagar Seguros a pagar Férias e 13o salários PATRIMONIO SOCIAL Superavit Acumulado Défictt do Exercicio TOTAL DO PASSIVO

Saldo Anterior Saldo Atual 2015 2016 387.128,59 443.983,93 17.491,76 17.661,39 50.338,87 89.138,44 152.896,00 174.111,00 85.379,65 96.989,05 68.074,06 49.878,87 5.591,30 5.542,85 6.659,60 7.269,06 697,35 3.393,27 21.794,10 7.489,02 2.166.745,25 2.453.670,52 (286.925,27) 2.553.873,84

2.017.148,40 2.166.745,25 (149.596,85) 2.461.132,33

DEMONSTRAÇÃO DE RESULTADO DO EXERCÍCIO

Periodo: 01/01/2016 a 31/12/2016 GESTAO ADMINISTRATIVA RECEITAS 167.798,92 C CUSTOS C/ PESSOAL 70.229,36 D ENCARGOS SOCIAIS 23.030,55 D OUTROS CUSTOS 92.365,41 D GESTAO ADMINISTRATIVA Total: 17.826,40 D CEI LEAO XIII UNID. 6 RECEITAS 1.447.049,17 C CUSTOS C/ PESSOAL 716.415,88 D ENCARGOS SOCIAIS 244.650,80 D OUTROS CUSTOS 514.065,74 D CEI LEAO XIII UNID. 6 Total: 28.083,25 D NCI UNIDADE 7 RECEITAS 479.356,10 C CUSTOS C/ PESSOAL 178.393,91 D ENCARGOS SOCIAIS 63.713,78 D OUTROS CUSTOS 224.833,77 D NCI UNIDADE 7 Total: 12.414,64 C CEI BIQUINHA UNID 2 RECEITAS 2.070.183,40 C CUSTOS C/ PESSOAL 1.079.593,48 D ENCARGOS SOCIAIS 368.133,36 D OUTROS CUSTOS 648.067,61 D CEI BIQUINHA UNID 2 Total: 25.611,05 D CEI LEAOZINHO UNID. 3 RECEITAS 871.090,32 C CUSTOS C/ PESSOAL 475.305,03 D ENCARGOS SOCIAIS 160.760,69 D OUTROS CUSTOS 332.643,62 D CEI LEAOZINHO UNID. 3 Total: 97.619,02 D CCA UNIDADE 4 RECEITAS 507.099,94 C CUSTOS C/ PESSOAL 198.745,64 D ENCARGOS SOCIAIS 67.528,28 D OUTROS CUSTOS 233.697,79 D CCA UNIDADE 4 Total: 7.128,23 C Deficit do Exercício 149.596,85 D Sao Paulo, 31 de dezembro de 2016 Ignez Bonifacio Morrone Iná Mariano de Andrade Presidente Tesoureiro Oswaldo Caciello Tecnico em contabilidade - TC CRC:1SP059147/O-5

guem, chorem, testem os limites, façam pequenas “birras”, manifestem insatisfações e ira quando não atendidas; sem abrir mão do direito inalienável de, com o critério de pais, determinar o que devem ou não fazer, ter, experimentar, comer, vestir... Cuidar da infância significa garantir que as crianças sejam crianças e não pequenos adolescentes – criança tem roupas apropriadas e confortáveis para as brincadeiras de sua idade, criança não namora, criança não usa salto, não precisa e nem deve ser estimulada a comportamentos sensualizados por meio de músicas, novelas que a despertem para um final precoce dessa fase tão importante da vida. A criança precisa ser “protegida” de preocupações desnecessárias com um simples: “fique tranquilo, mamãe (papai) cuida disso”. Cuidar da infância exige tomar decisões nem sempre tão fáceis, mas imprescindíveis para que os pequenos cresçam com equilíbrio, autoestima e segurança. Hoje, é comum encontrarmos pais inseguros, culpados, com medo de errar, de ver seu filho triste e choroso ou, pior ainda, senti-lo com raiva. É preciso lembrar sempre que cuidar bem dos pequenos implica necessariamente compreen-

der que há muitos momentos de raiva, frustração, desconforto, cansaço, mas também de alegria, prazer e carinho. Querendo ou não, seremos responsáveis tanto pelos mais belos sentimentos como por aqueles pouco agradáveis. Os maiores prejuízos não são gerados por erros de decisão, mas sim por pais com postura contemplativa, que assistem ao comportamento do filho naturalizando-o, sem afetar-se e interferir para transformá-lo. É comum ouvirmos: “ele é assim mesmo”; “não gosta de colocar uniforme”; “não quer ficar sem fralda”; “não sei o que fazer, quando crescer aprenderá”. Eles ainda não são nada disso – estão em formação e somos nós, os pais, os responsáveis diretos por isso. São crianças, e precisam ter o direito de o serem, e só o terão se, como adultos, nós estivermos atentos para garantir-lhes, por meio de nossas decisões, o ambiente e a possibilidade de viverem com intensidade como tal, e não como mini-adultos, responsáveis por decisões que ainda são incapazes de tomar. Simone Ribeiro Cabral Fuzaro é fonoaudióloga e educadora e mantém o blog educandonacao.com.br

Cuidar da Saúde Grávidas devem realizar o exame da streptococo entre 34 e 37 semanas de gestação Cássia Regina A estreptococo do grupo B, também conhecida como “strepto”, é uma bactéria comumente encontrada no intestino e vagina, e pode causar infecções graves em mulheres grávidas e recém-nascidos. Mulheres grávidas que estão infectadas com essa bactéria correm mais risco de entrar em parto prematuro, infecção do líquido amniótico e, após o parto, infecção do útero. Durante o parto, o bebê pode ser infectado com a bactéria e desenvolver pneumonia, meningite e infecções sanguíneas. O maior índice de mortalidade por essas infecções ocorre em bebês prematuros. A gestante deve realizar o exame entre 34 e 37 semanas de gestação. O resultado do exame deve ser apresentado ao hospital ou maternidade na ocasião da internação para o parto, seja ele cesárea ou normal. No caso de cesárea, fica a critério do médico e da materni-

dade realizarem ou não o tratamento. Caso a gestante não consiga fazer o exame ou pegar o resultado a tempo, é realizada a profilaxia com antibiótico para não correr risco. A coleta é realizada com uma haste de algodão (cotonete) colhendo material do ânus e da vagina. Não é recomendado tomar banho antes da coleta. O exame pode ser um pouco incômodo para algumas mulheres, mas é indolor. O tratamento é realizado no início do trabalho de parto com antibiótico por via venosa. O ideal é que se inicie quatro horas antes do parto - quanto mais próximo do parto menor a probabilidade de eliminar a bactéria e maior as chances de desenvolver complicações. Evite problemas: faça o exame assim que solicitado pelo médico e aproveite cada momento com o seu bebê. Dra. Cássia Regina é médica atuante na Estratégia de Saúde da Família (PSF) E-mail: dracassiaregina@gmail.com

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8 | Análise |

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Bento XVI comemora 90 anos: ‘Deus me ajudou em tempos difíceis’ Primeiro Papa a renunciar em 600 anos, Joseph Ratzinger fez aniversário no domingo de Páscoa FILIPE DOMINGUES

Especial para O SÃO PAULO, em Roma

C

om cerveja alemã e em estilo bávaro, o Papa Emérito Bento XVI comemorou seus 90 anos de idade. Embora seu aniversário tenha caído no domingo de Páscoa, 16, a pequena festa realizada no Mosteiro Mater Ecclesiae, onde vive desde que deixou de governar a Igreja, foi no dia 17. Poucos dias antes, o Papa Francisco foi dar os parabéns ao nonagenário Bento XVI, o Pontífice que priorizou o papel positivo da fé em um mundo em frangalhos; e o Papa que entrou para a história por, dentre outras coisas, com surpreendente serenidade, ter renunciado ao ministério petrino. Entre os participantes da festa, estavam o seu irmão, Monsenhor Georg Ratzinger; o governador da região alemã da Bavária, Horst Seehofer; e seu secretário particular e prefeito da Casa Pontifícia, Dom Georg Gänswein. “Meu coração está cheio de gratidão pelos 90 anos que o bom Deus me doou”, afirmou o Papa Emérito aos presentes. “Houve tempos difíceis, mas sempre Ele me guiou e me ajudou a sair, de modo que eu pudesse continuar o meu caminho”, completou. Bento XVI agradeceu aos fuzileiros bá-

Manchetes internacionais Avvenire (Itália)

Bento XVI, 90 anos em “família”

La Repubblica (Itália)

Georg Gänswein: “Os 90 anos de Ratzinger, longe do mundo, mas nunca se arrependeu”

The New York Times (EUA)

Aniversário ‘modesto’ para o Papa aposentado Bento XVI

Crux (EUA)

Bento XVI aos 90: Por que sua teologia ainda importa

La Croix (França)

Bento XVI: “Tive provações, mas Ele sempre me guiou”

Deutsche Welle (Alemanha)

“Fomos Papa!” Papa Emérito Bento XVI tem 90

Raúl Berzosa

varos ali presentes por levarem sua terra natal até ele, “a Bavária aberta ao mundo, viva, feliz, que pode ser assim, porque suas raízes estão fincadas na fé”.

O papa da fé

Fé essa que, para o teólogo Joseph Ratzinger, é fundamento da vida. Um mundo distante da fé é, para ele, uma humanidade sem Deus e, portanto, desorientada. Bento XVI procurou, em seu pontificado de oito anos, usar a razão para fazer um convite ao mundo que considera essencial: o de recuperar a sua fé. “O verdadeiro problema neste nosso momento da história é que Deus desaparece do horizonte dos homens”, declarou certa vez ao jornalista alemão Peter Seewald, autor do livro “O Último Testamento”. “Com o apagar da luz proveniente de Deus, os efeitos destrutivos [dessa desorientação] se manifestam cada vez mais.” Em outra entrevista, ao jesuíta Jacques Servais, em 2016, o Papa Emérito Bento XVI comentou: “Por um lado, a fé é um contato profundamente pessoal com Deus, que me toca em meu tecido mais íntimo e me coloca de frente com o Deus vivente de forma absolutamente imediata, de maneira que posso falar com Ele, amá-lo e entrar em comunhão com Ele”, explicou. “Ao mesmo tempo, essa realidade extremamente pessoal tem a ver, inseparavelmente, com a comunidade”. Nesse sentido, “para que eu possa crer, preciso de testemunhas que encontraram Deus e fazem com que Ele me seja acessível.”

O papa da renúncia

Se a fraqueza na fé é o maior problema do mundo, a Igreja não deixa, na visão de Bento XVI, de ser alvo da mesma doença,. “A Igreja não foi feita por si mesma, mas foi criada por Deus e é continuamente formada por Ele”, afirmou ao Padre Servais. “É necessário que [a pastoral] abandone a ideia de uma Igreja que produz a si mesma e ressalte que a Igreja se torne comunidade na comunhão do corpo de Cristo. Ela deve introduzir ao encontro com Jesus Cristo e a levar à sua presença nos sacramentos.” Como disse a Seewald, trata-se de “fazer com que a Palavra de Deus continue a permanecer presente na sua grandeza e a ressoar na sua pureza – de frente a todas as tentativas de adaptação e dissolução”. Essa difícil missão requer energia, o que Bento XVI há quatro anos já reconhecia não mais ter. Raríssimos foram os casos em que o romano pontífice tomou a decisão de renunciar: em 600 anos, muitos cogitaram, mas nenhum havia chegado a esse ponto. Ratzinger foi o primeiro

Papa da história a renunciar por motivos pessoais, por livre e espontânea vontade, após um processo de discernimento. Percebeu que o peso da idade já não lhe permitia enfrentar da mesma forma os desafios do seu tempo, o que deixou claro quando, no anúncio da renúncia, em 11 de fevereiro de 2013, afirmou aos cardeais em Roma: “No mundo de hoje, sujeito a rápidas mudanças e agitado por questões de grande relevância para a vida da fé, para governar a barca de São Pedro e anunciar o Evangelho, é necessário também o vigor seja do corpo seja do espírito, vigor que, nos últimos meses, diminuiu em mim de maneira tal, que devo reconhecer a minha incapacidade de administrar bem o ministério a mim confiado”.

Uma era concluída

Na última entrevista a Seewald, ele esclareceu que a ideia se fortaleceu após a visita ao México e a Cuba, em 2012, quando percebeu que já não poderia fazer outra viagem intercontinental. “Para mim, estava claro que eu tinha que sair em tempo para que o novo papa pudes-

se ir ao Rio de Janeiro [em 2013, para a Jornada Mundial da Juventude].” Bento XVI garante que jamais abandonaria a barca de Pedro em mar tortuoso, como pressões externas ou após a traição de alguns colaboradores. “Graças a Deus, eu estava no estado de espírito pacífico, de quem superou as dificuldades. O estado de espírito de quem pode passar o leme a quem vem depois.” “O Papa Ratzinger é um homem de estupenda e belíssima inteligência”, avalia o cardeal austríaco Christoph Schönborn, arcebispo de Viena, amigo e discípulo de Bento XVI, em longa entrevista ao canal italiano TV 2000. “Sua força, no entanto, não é só essa, mas a simples e humilde amizade com Jesus que transparece em todos os escritos e em tantas de suas belas homilias.” Para Peter Seewald, a conclusão do pontificado de Bento XVI foi o fim de uma era. Em seu livro-entrevista escreveu: “Os oito anos de seu ministério foram uma espécie de grandes exercícios espirituais dos quais a Igreja precisava para consolidar o castelo interior e fortalecer a própria alma.”


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Canonização de novos santos Reprodução Raúl Berzosa

Bruno Muta Vivas

osaopaulo@uol.com.br

No Consistório Público Ordinário, presidido pelo Papa Francisco na quinta-feira, 20, definiram-se as datas de canonização de 37 novos santos para a Igreja Católica. Entre eles se encontram os protomártires brasileiros, que serão canonizados no dia 15 de outubro deste ano, na Basílica de São Pedro, em Roma. Entre os primeiros mártires brasileiros estão dois sacerdotes seculares, André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro, além de Mateus Moreira e outros 27 companheiros leigos, assassinados por ódio à fé, pelos calvinistas, durante a celebração de uma santa missa. Foi definida, também, a data de canonização de Jacinta e Francisco Marto, os pastorinhos de Fátima. Beatificados no Ano Santo de 2000, eram os mais jovens beatos não mártires da história da Igreja. Agora, serão elevados à honra dos altares de forma universal no dia 13 de maio, na ocasião da celebração que recorda

o centenário das aparições da Virgem do Rosário na Cova da Iria, em Portugal. Integram o grupo, ainda, dois sa-

cerdotes religiosos, um capuchinho e um escolápio, além de três adolescentes mártires, mortos na perseguição mexicana.

Misericórdia é a pedra angular na vida de fé No domingo, 23, o Papa Francisco rezou a tradicional saudação mariana do Tempo Pascal, o Regina Coeli, juntamente com milhares de peregrinos na Praça de São Pedro. Na sua mensagem após a oração, o Romano Pontífice dedicou-se a explicar o significado do 2º Domingo de Páscoa que, desde o Ano Santo de 2000, se celebra como o Domingo da Divina Misericórdia. O Papa disse que, na ressurreição de Cristo “a misericórdia se apresenta como perdão dos pecados, como narrado no Evangelho deste domin-

go. [Jesus] transmitiu à sua Igreja, como primeira tarefa, a missão de levar a todos o anúncio concreto do perdão”. Acrescentou, ainda, que a “experiência da misericórdia abre a porta da mente para compreender melhor o mistério de Deus e da nossa existência pessoal. Faz entender que a violência, o rancor e a vingança não têm qualquer sentido, e a primeira vítima é quem vive desses sentimentos, porque se priva da própria dignidade.” Por fim, Francisco ressaltou que a misericórdia abre também a por-

ta do coração e permite expressar a proximidade sobretudo aos que estão sós e marginalizados, porque os faz sentir irmãos e filhos de um só e mesmo Pai: “A misericórdia aquece o coração e o torna sensível às necessidades dos irmãos com a partilha e a participação. A misericórdia, enfim, compromete todos a serem instrumentos de justiça, de reconciliação e de paz. Jamais nos esqueçamos que a misericórdia é a pedra angular na vida de fé, e a forma concreta com a qual damos visibilidade à ressurreição de Jesus”. (BMV)

| Papa Francisco | 9

Os mártires de nosso tempo Na tarde do sábado, 22, a comunidade romana de Santo Egídio recebeu o Papa Francisco na Basílica de São Bartolomeu, no centro histórico de Roma, para a celebração dos novos mártires, “assassinados pelas insanas ideologias do século passado ou só porque eram discípulos de Jesus”, como disse o Papa em sua homilia. “A lembrança dessas heróicas testemunhas, antigas e recentes, nos confirmam a consciência de que a Igreja é Igreja de mártires. Tiveram a graça de confessar Jesus até o fim, até a morte. Eles sofrem, dão a vida, e nós recebemos a bênção de Deus por seu testemunho”, disse Francisco. O Papa afirmou, ainda, que a causa de toda perseguição é o ódio do príncipe deste mundo: “porque fomos salvos por Jesus, ele [o demônio] nos odeia e suscita a perseguição que, desde os tempos de Jesus, continua até o nossos dias. Em momentos difíceis da história, se diz que a pátria necessita de heróis. Já a Igreja necessita de mártires, de testemunhas, dos santos de todos os dias que testemunham Jesus com a coerência de vida e daqueles que o testemunham até a morte”. Francisco relembrou a importância do testemunho desses cristãos: “A herança viva dos mártires dá hoje a nós paz e unidade. Eles nos ensinam que, com a força do amor, com a mansidão, se pode lutar contra a prepotência, a violência, a guerra e se pode realizar a paz com paciência. E, então, podemos assim rezar: Ó Senhor, torne-nos dignas testemunhas do Evangelho e do seu amor; efunde a sua misericórdia sobre a humanidade; renove a sua Igreja; proteja os cristãos perseguidos; e conceda em breve a paz ao mundo inteiro”. Por fim, depois da homilia, o Papa rezou perante as relíquias de diversos mártires do mundo todo, nas seis capelas laterais da Basílica. Acenderam-se velas para acompanhar cada oração que foi pronunciada em memória das testemunhas da fé do século XX até os nossos dias: foram lembradas as vítimas do genocídio armênio, os muitos cristãos massacrados durante a 1ª Guerra Mundial, os mártires da paz e do diálogo como os monges trapistas na Argélia, algumas vítimas da máfia, como o Padre Pino Puglisi, além de diversos outros mártires, alguns famosos, como Dom Oscar Romero, e muitos missionários anônimos que, no mundo, deram sua vida pelo Evangelho. (BMV) (Fonte de todas as notícias: rádio Vaticano)


10 | Pelo Mundo |

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Destaques das Agências Internacionais

Filipe David

Correspondente do O SÃO PAULO na Europa

Turquia

Venezuela

Ex-jihadista se converte ao Cristianismo Bashir Mohamed é um jovem sírio, casado com Hevin, que se converteu junto com sua esposa ao Cristianismo. Nascido muçulmano na região curda da Síria, ele foi muito influenciado por seu primo Ahmad, que o introduziu na ala mais violenta do jihadismo islâmico. Em 2012, ele juntou-se à frente Al-Nusra, um dos grupos mais violentos do extremismo islâmico, ligada ao grupo terrorista Al Qaeda, para tentar derrubar o regime do presidente ditador sírio, Bachar al-Assad. Desiludido com toda a violência da guerra civil, Bashir fugiu com sua esposa, Hevin, para a Turquia. Em 2015, Hevin ficou gravemente doente e Bashir, desesperado, telefonou ao seu primo Ahmad, que estava morando no Canadá. Ele tinha se convertido ao Cristianismo e ofereceu suas orações. Hevin melhorou em poucos dias e, suspeitando que sua melhora fosse consequência das orações de seu primo, Bashir começou a se interessar pelo Cristianismo. Pouco a pouco, ambos se tornaram cristãos: “Existe um grande abismo entre o Deus que eu costumava adorar e o Deus que eu adoro agora. Nós costumávamos adorá-lo com medo, mas agora tudo mudou”, disse.

Conferência dos bispos: ‘Protesto pacífico é direito’ Reprodução da internet

Fonte: ACI

França Eleições presidenciais O primeiro turno das eleições presidenciais francesas foi realizado no domingo, 23. Emmanuel Macron ficou em primeiro lugar, com 24,9% dos votos. Marine Le Pen ficou em segundo lugar, com 21% dos votos. François Fillon e Jean-Luc Mélenchon ficaram logo atrás, com 20% dos votos cada um. Emmanuel Macron é o grande favorito para o segundo turno. As pesquisas apontam para uma vitória esmagadora, de 64% contra 36%. Macron – que trabalhou no mundo das finanças, no banco Rothschild – pertenceu ao Partido Socialista entre 2006 e 2009 e participou do governo do atual presidente socialista François Hollande como ministro da Economia. No ano passado, Macron decidiu concorrer às eleições presidenciais sem o apoio formal dos partidos políticos oficiais, criando seu próprio movimento político. Marine Le Pen pertence à Frente Nacional, partido criado por seu pai, Jean-Marie Le Pen. Considerada pela grande mídia e pelos demais partidos políticos como uma candidata de extrema-direita, Marine Le Pen deseja restabelecer o controle das fronteiras francesas – abertas ao restante da União Europeia – e conter o que considera uma imigração em massa, principalmente de muçulmanos vindos da África e do Oriente. Suas chances são pequenas, porque todos os demais partidos e candidatos se unem tradicionalmente contra a Frente Nacional no segundo turno. Fontes: Le Figaro/ Le Monde/ Libération

Líderes opositores, entre eles Lilian Tintori, mulher de Leopoldo Lopez, preso político há mais de 3 anos, durante a Marcha do Silêncio

A presidência da Conferência Episcopal da Venezuela publicou um comunicado defendendo o direito ao protesto pacífico, exigindo que o governo respeite a liberdade de se manifestar dos opositores do regime e da população em geral. Em meio à maior crise econômica, social e humanitária da história recente do País, a oposição ao regime socialista de Nicolás Maduro convocou uma grande manifestação contra o governo na quarta-feria, 19. A manifestação foi recebida com violência. Carlos Moreno, um jovem de 17 anos, morreu após ser baleado na cabeça por um grupo de homens arma-

dos em motocicletas. Trata-se de uma “unidade” dos “motorizados”, grupos paramilitares armados pelo governo de Nicolás Maduro para reprimir a oposição, que têm atuado impunemente, cometendo saques, agressões e assassinatos. Carlos não foi a única vítima fatal: ao todo, foram mais de 20 mortes devido à repressão violenta do governo. Além das mortes, centenas de pessoas ficaram feridas e outras tantas foram presas. Em resposta, a oposição convocou uma nova manifestação, a Marcha do Silêncio, em honra às vítimas da repressão estatal e em protesto contra a violência do governo de Nicolás Maduro. O destino da Mar-

cha do Silêncio, que ocorreu no sábado, 22, foi a sede episcopal em Caracas. O governo tem criticado a Igreja Católica por sua atuação política ao lado da oposição. Entre outras coisas, o comunicado publicado pela Conferência Episcopal diz: “A Conferência Episcopal Venezuelana exige do Governo, particularmente do Ministério Popular para as Relações Interiores, Justiça e Paz, da Guarda nacional e dos Organismos Policiais, que respeitem em suas atuações a dignidade das pessoas e o direito à livre expressão do protesto e manifestações pacíficas e democráticas”. Fontes: ACI/ El País

Estados Unidos Aumento de mortes, crimes e hospitalizações após a legalização da maconha O estado norte-americano de Colorado legalizou o uso recreativo da maconha em 2012. Agora, um novo relatório mostra a evolução das estatísticas relacionadas ao uso da droga durante os anos seguintes à legalização. O número de mortes ligadas ao tráfico da droga aumentou 63% no ano seguinte à legalização. O uso da droga por menores de idade aumen-

tou 20% e o número de hospitalizações em decorrência do uso da maconha praticamente dobrou: passou de 6,3 mil, em 2011, para 11,4 mil, em 2014. Segundo o relatório, o pior efeito da droga é no cérebro dos jovens. O uso contínuo da maconha pode provocar uma queda significativa do QI (Quociente de Inteligência) dos usuários. Também foi constatado um

aumento do risco de esquizofrenia: jovens usuários da droga têm quatro vezes mais chances de desenvolver a doença. O número de acidentes de trânsito relacionados ao uso da droga também aumentou significativamente: em 2009, as mortes nesse tipo de acidente eram 10% de todas as fatalidades, em 2015, esse número saltou para 21%. Fonte: CNA


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Dom João Justino de Medeiros Silva

‘A escola é da família e da comunidade’ Mary Lane Vaz/Arquidiocese de Belo Horizonte

Fernando Geronazzo

osaopaulo@uol.com.br

Dom João Justino de Medeiros Silva, arcebispo coadjutor eleito de Montes Claros (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação da CNBB, falou, em entrevista ao O SÃO PAULO, sobre o 4º volume da série “Pensando o Brasil”, que trata do tema da Educação. O texto será apresentado na 55ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, que acontece, de 26 de abril a 5 de maio, em Aparecida (SP). Não se trata de um documento da CNBB, mas de um subsídio que tem como principal finalidade suscitar, nas famílias, comunidades, escolas e universidades, o diálogo sobre a realidade da Educação no país.

Sim, algumas pistas são apontadas. E poderão despertar as famílias, os educadores e as comunidades para outras ações. Na quarta parte do texto, apresentamos as pistas organizadas em quatro âmbitos: o compromisso de todos na sociedade; o compromisso de todos na gestão escolar e nas famílias; a avaliação do esforço educacional na realidade local; pistas para ação da comunidade católica. Importante observar que o documento se destina a toda sociedade brasileira. Ao apresentar algumas indicações para a ação da comunidade católica, tivemos a intenção de destacar a importância do agir das famílias e comunidades católicas como um incentivo a que atuem mais no acompanhamento da Educação. Reconhecemos que nos últimos tempos houve um distanciamento das famílias e comunidades do ambiente escolar.

O SÃO PAULO – Por que a CNBB decidiu elaborar um subsídio sobre o tema da Educação? com que perspectiva a Igreja se volta para esse tema? Dom João Justino de Medeiros Silva – A CNBB trata, durante a Assembleia Geral, de temas específicos da realidade brasileira, com o objetivo de oferecer contribuições para a sociedade. Em 2014, refletimos sobre as “Eleições”. No ano seguinte, em 2015, tratamos da “Desigualdade Social no Brasil”. Já em 2016, nos debruçamos sobre o tema “Crises e Superações”. Todas essas reflexões estão disponíveis nas Edições CNBB, na coleção “Pensando o Brasil”. No ano passado, decidimos que o tema da Educação mereceria ser tratado com particular atenção. Para isso, começamos a trabalhar na produção do texto que foi partilhado com os bispos e, posteriormente, discutido e reformulado durante a Assembleia. Todos sabem da histórica atuação da Igreja no campo da Educação, da qualificada contribuição oferecida à sociedade brasileira, por meio das escolas e universidades católicas. Essa experiência nos permite propor uma reflexão sobre a Educação no Brasil. O que mais preocupa a Igreja no Brasil no cenário da Educação? São muitos os pontos que merecem nossa atenção. Talvez o mais urgente seja a fragilidade do sistema educacional brasileiro, que carece de um projeto consistente. Precisa tornar-se verdadeira política de Estado e não de governos. Temos assistido a uma sequência de mudanças e reformas que,

escolar no Brasil, mas não sabem o que fazer. O texto trará pistas nesse sentido? Quais são, a seu ver, as principais?

embora produzam seus efeitos, ainda estão muito aquém do necessário para tornar o Brasil um país de referência na Educação. O Brasil tem, ainda, altos índices de analfabetismo e de evasão escolar. Acrescentaria, também, o descaso com o magistério. Infelizmente, o país maltrata os professores e pouco investe na qualificação dos profissionais da Educação. Oportuno é lembrar, por exemplo, que os professores dedicados à educação básica, na rede pública, recebem baixos salários. Nada pode ser pior para a Educação que a desvalorização dos educadores. Outra situação preocupante: cada vez menos jovens escolhem os cursos de Licenciatura ou de Pedagogia. Considerando os desafios do momento atual, qual o papel a que a família é chamada para melhorar a educação escolar em nosso país? A família precisa compreender que a educação escolar é uma parceria com a sociedade que promove a Educação dos filhos. Os pais são os primeiros responsáveis pela Educação de seus filhos. Por isso, devem acompanhar a vida dos seus filhos na escola. Quanto maior for a interação entre família e escola, melhores serão os resultados. O estudante, sobretudo quando crian-

ça ou adolescente, é muito beneficiado ao perceber que seus pais e seus professores querem o seu bem. É urgente recuperar essa aliança ou pacto entre a família e a escola. Isso não vem pela força da lei, mas pela força do desejo e atuação dos pais, movidos a partir do propósito de promoverem o desenvolvimento de seus filhos. Existe no subsídio uma análise dos problemas que as comunidades escolares (alunos, professores e gestores) estão enfrentando em seu cotidiano? Quais os problemas e as soluções indicadas pelo texto? São sublinhados alguns princípios e também graves lacunas que não podem ser desconsiderados. Se o texto produzir diálogos, debates, estudos e despertar para maior cuidado com a educação, terá alcançado seu objetivo. Com certeza, muitos educadores terão como enriquecer a discussão a partir de suas práticas e estudos. Não se melhora a Educação fora do caminho do diálogo, da troca de ideias, da partilha de experiências, do compromisso em participar da vida escolar ou universitária. As pessoas, muitas vezes, querem ajudar a melhorar a educação

Qual a contribuição específica que as comunidades católicas podem dar para a solução desses problemas? Apontaria três contribuições. Em primeiro lugar, pautar o tema da Educação nos grupos, especialmente os grupos de famílias e comunidades. Sem reflexões e diálogos relacionados ao campo da Educação, é difícil promover avanços. Também é muito importante a participação dos familiares nos diferentes colegiados - na escola onde estão os filhos, nos municípios e outras instâncias. Com certa frequência, chega-se muito tarde para participar de discussões e processos. Não raramente, as contribuições são oferecidas apenas quando interesses específicos estão em debate. Agir assim é insuficiente. É o acompanhamento que permite compreender processos, dificuldades, buscar soluções. Assim, torna-se urgente reconhecer a necessidade de atitudes cidadãs, principalmente dos cristãos, que são chamados a “ser sal da terra e luz do mundo”. Em terceiro lugar, indicaria aos pais e líderes das comunidades que fizessem tudo para reatar o pacto educativo. Isto significa reconhecer que a escola é da família e da comunidade. Nesse sentido, deve ser garantida a presença dos pais e da comunidade como corresponsáveis nos processos relacionados à Educação. E a Pastoral da Educação tem muito a contribuir nisso.

As opiniões expressas na seção “Com a Palavra” são de responsabilidade do entrevistado e não refletem, necessariamente, os posicionamentos editoriais do jornal O SÃO PAULO.


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55ª Assembleia

Reunido em Aparecida (SP), episcopado brasileiro estuda documento sobre processo de iniciação à vida cristã Fernando Geronazzo

De 26 de abril a 5 de maio, cerca de 350 bispos brasileiros participam da 55ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em Aparecida (SP). Uma das urgências das Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil (DGAE) desde 2011, a iniciação à vida cristã é o tema central da 55ª Assembleia Geral da CNBB. Mesmo o Brasil sendo considerado o país com o maior número de batizados católicos – 172,2 milhões, de acordo com Anuário Pontifício de 2017 –, os bispos se preocupam com a qualidade da atuação e com o compromisso dos cristãos na vivência efetiva da fé. Além do tema central, os bispos brasileiros aprofundarão assuntos da atualidade da conjuntura política brasileira e a conjuntura eclesial após os dez anos da Conferência do Episcopado LatinoAmericano e Caribenho, realizada em Aparecida. Nos dias 29 e 30 acontecerá o retiro anual dos bispos, que este ano será pregado pelo abade trapista Dom Bernardo Bonowitz. A programação da Assembleia também conta com uma celebração ecumênica no dia 2, recordando os 500 anos da Reforma Protestante. No dia 4, acontecerá uma Sessão Mariana em comemoração aos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora de Aparecida e dos 100 anos das aparições da virgem Maria em Fátima, Portugal.

Tema central

Já no primeiro dia do evento, os bispos brasileiros terão acesso ao texto “Iniciação à vida Cristã: um processo formativo do discípulo missionário de Jesus Cristo”, elaborado pela comissão presidida pelo arcebispo de Curitiba (PR), Dom José Antônio Peruzzo, com o auxílio de estudiosos e especialistas na área. Não é a primeira vez que o episcopado brasileiro se dedica a esse tema. Em 2009, foi publicado um documento de estudo, do qual foram aprofundadas as reflexões que deram origem ao atual texto. A expectativa da comissão responsável pelo trabalho é que, após a apreciação e contribuições dos bispos, o texto seja aprovado enquanto documento da CNBB sobre o tema.

Iniciação ao mistério

Segundo a definição do Documento 42 do Conselho Episcopal Latino-Ame-

Luciney Martins/O SÃO PAULO - 15.abr.2016

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Sem o prime a iniciação cristã ricano (Celam): “Entende-se como iniciação à vida cristã o processo pelo qual uma pessoa é introduzida no mistério de Jesus Cristo e na vida da Igreja, através da Palavra de Deus e da mediação sacramental e litúrgica, que acompanhe as mudanças de atitudes fundamentais de ser e existir com os outros e com o mundo, em uma nova identidade como pessoa cristã que testemunha o evangelho inserido em uma comunidade eclesial viva e testemunhal.” Padre Luiz Alves de Lima, doutor em Teologia Pastoral Catequética e professor do Centro Universitário Salesiano de São Paulo (Unisal), é um dos assessores que participaram da redação do texto. Ele explicou ao O SÃO PAULO que a iniciação é uma experiência humana, antropológica. “Toda pessoa humana precisa ser introduzida no grupo do qual faz parte. Por isso, as religiões possuem ritos de iniciação, assim como o Cristianismo”. O Cristianismo primitivo encontrou no catecumenato de adultos um modelo de iniciação. Esse processo é

constituído de etapas marcadas por ritos de admissão e preparação até a celebração dos sacramentos da iniciação, Batismo, Confirmação e Eucaristia, que eram celebrados na Vigília Pascal. A partir do século V, com o início do período da Cristandade, o modelo catecumenal começou a dar espaço para uma Catequese mais voltada para a formação doutrinal. “A Catequese que se consolidou correspondeu à necessidade de uma época em que a sociedade era predominantemente cristã e, especialmente a família, que, de certa forma, colaborava no processo de iniciação das pessoas à vivência do mistério divino”, explicou Padre Lima. Para Dom Peruzzo, há bastante tempo se constata que o modelo atual de Catequese não corresponde mais aos desafios contemporâneos. “Nossa Catequese tem um estilo muito escolar. Não se trata apenas de conteúdos a ensinar, de disciplinas a propor, mas transmitir a pessoa de Jesus e proporcionar um encontro pessoal com Ele... Por isso que se impõe com urgência

que a nossa evangelização tenha um caráter iniciático, isto é, inire [do latim], colocar para dentro, participar do mistério”, destacou o Bispo à reportagem. A partir do Concílio Vaticano II foi retomada com maior força a reflexão sobre a necessidade de desenvolver uma Catequese mais voltada para a iniciação cristã das pessoas. O grande referencial para a Igreja para esse modelo de Catequese é o Ritual de Iniciação Cristã de Adultos (Rica). “No início da Igreja, a Catequese e a Liturgia eram uma coisa só. Não existia a separação que existe hoje”, disse Padre Lima.

Querigma: primeiro anúncio

A proposta de documento da CNBB destaca que a Igreja precisa ser uma comunidade querigmática e missionária. É chamado de querigma (do grego Kerygma, proclamação) o primeiro anúncio de Jesus Cristo. No processo de iniciação cristã, esse anúncio é considerado uma etapa pré-catecumenal essencial. “Sem o primeiro anúncio, o


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| Reportagem | 13

a Geral da CNBB

Dos estudantes matriculados na educação básica, aproximadamente 8 milhões estão na educação infantil, 15,3 milhões nos anos iniciais do ensino fundamental, 12,2 milhões nos anos finais do ensino fundamental, 8,1 milhões no ensino médio, 106 mil no ensino profissionalizante e 930 mil na educação especial. Apesar desses números expressivos, o subsídio aponta que ainda 15% dos jovens em idade escolar não estão matriculados no sistema de educação brasileiro.

Participação

eiro anúncio, não pode acontecer processo de iniciação cristã não pode acontecer. É como construir paredes sem o alicerce”, ressaltou Padre Lima. O teólogo constatou ainda que há muitos cristãos que até receberam os sacramentos da iniciação ou ao menos o Batismo, porém, que não receberam efetivamente o querigma e, por isso, não aderem eficazmente à fé recebida sacramentalmente. Por esse motivo, o querigma não pode estar restrito a uma pastoral específica, mas deve ser de responsabilidade de todos os cristãos. “Não são os catequistas que irão fazer o primeiro anúncio, mas vão acolher as pessoas que manifestaram interesse pelo Cristo a elas anunciado e aprofundar o conhecimento da sua pessoa e da sua Igreja”, ressaltou Padre Lima. Embora o teólogo reconheça que atualmente há muitos movimentos eclesiais que têm forte a dimensão do anúncio querigmático, ele destacou que a Igreja como um todo precisa assumir e sistematizar essa dimensão como prática permanente.

Mudança de paradigma

Mais do que propor uma mudança de metodologia, a CNBB reflete sobre uma mudança de paradigma da Catequese, cujos interlocutores não são somente as crianças que se preparam para os sacramentos, mas principalmente os adultos. “Há muitos católicos que precisam de uma ‘nova iniciação’. Isso não é somente para aqueles que ainda não receberam os sacramentos”, afirmou Dom Peruzzo. Essas pessoas não receberiam os sacramentos novamente, mas fariam um caminho de Catequese semelhante ao dos catecúmenos em vista de um aprofundamento na fé e para uma renovação convicta de suas promessas batismais. Padre Lima ressaltou, ainda, que, uma vez efetivamente iniciados na vida cristã, esses adultos serão os responsáveis pelo primeiro anúncio a seus filhos. Por isso, o texto também apresenta uma proposta de projeto diocesano para a iniciação cristã que, como reforçou Padre Lima, se for bem assumido não apenas em âmbito diocesano, mas

sobretudo nas paróquias, pelos padres, “essa mudança de paradigma pode acontecer efetivamente a fim de despertar e encantar as pessoas para Jesus Cristo e sua Igreja”.

Pensando o Brasil: Educação

Durante a Assembleia Geral será apresentado o texto do 4º volume da série de subsídios “Pensando o Brasil”, desta vez com o tema da Educação. O trabalho coordenado por Dom João Justino de Medeiros Silva, arcebispo coadjutor eleito de Montes Claros (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura e a Educação da CNBB (leia mais na página 11), aborda o cenário da Educação no Brasil, e os caminhos e pistas de ação para superação dos principais desafios. O texto destaca que a Educação é um processo único e integral, em que as instituições sociais, como família, escola e mídias, atuam juntas, mesmo que, muitas vezes, vivam conflitos entre si.

A análise também destaca as diferentes formas de participação na Educação: professores, alunos e funcionários, planejando juntos as atividades que acontecem no âmbito escolar; pais e responsáveis, acompanhando o que acontece na escola, dialogando com os professores e ajudando concretamente na gestão e organização de atividades; organizações sociais que desenvolvem projetos educacionais, colaborando para melhorar a qualidade do ensino oferecido; da comunidade escolar (gestores, professores, alunos e pais), estabelecendo as prioridades e linhas de ação dos planos educacionais desenvolvidos nos municípios, estados e na união; toda a sociedade, participando por meio das instâncias especialmente construídas para esse fim (conselhos, comitês etc.). Destaca-se nesse aspecto, o papel da família na escola. Para que a família possa participar com autoridade nesse diálogo, ela tem que se fortalecer internamente, para ser capaz de enfrentar tanto algumas marcas da cultura pós-moderna, como seu relativismo e individualismo, quanto as dificuldades decorrentes do ritmo cada vez mais frenético e estressante da vida atual, em que jornadas de trabalho crescentes e outros fatores dificultam a interação entre pais e filhos.

Formação integral

A reflexão do subsídio também aponta para a necessidade de uma Educação mirada em um humanismo integral, no qual todas as dimensões da personalidade do educando sejam contempladas e desenvolvidas em harmonia, como explica a Congregação para a educação Católica: “É importante que a Educação escolar valorize não só as competências relativas aos âmbitos do saber e do saber fazer, mas também aquelas do viver junto com outros e crescer em humanidade. Existem competências como aquela de tipo reflexivo, em que se é autor responsável dos próprios atos; aquela intercultural, deliberativa, da cidadania, que aumentam de importância no mundo globalizado e se referem a nós diretamente, como também as competências em termos de consciência, de pensamento crítico, de ação criadora e transformadora”.


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Destaques das Agências Nacionais

REDAÇÃO

osaopaulo@uol.com.br

Diocese de Criciúma inaugura segundo maior santuário de Santa Catarina A Diocese de Criciúma inaugurou no domingo, 23, após três anos de construção, o Santuário Sagrado Coração Misericordioso de Jesus, na cidade de Içara (SC). A celebração, que teve a participação de mais de 6 mil fiéis, começou com uma procissão, durante a qual foram abençoadas todas as obras do santuário, à exceção da Casa do Peregrino, que já havia sido inaugurada. Instalado em um terreno de 13,5 hectares, é o segundo maior santuário de Santa Catarina, menor apenas que o de Santa Madre Paulina, na cidade de Nova Trento. O rito de bênção e inauguração contou com a entrega da chave, às portas do Santuário, e o descerramento, pelas mãos de Dom Jacinto Flach, bispo de Criciúma (SC), do Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, e do casal Zefiro e Ana Giassi, doador do terreno do Santuário. Dentro da igreja, foi feita a leitura do decreto de criação do Santuário e a nomeação do reitor, o Padre Antônio Vander da Silva, seguida da bênção da água e purificação do templo, bênção da cruz, da sédia e da mesa da Palavra. Houve também a consagração do altar, com a colocação da relíquia de primeiro grau de São João Paulo II, unção, preparação e ornamentação.

Santuário Sagrado Coração Misericordioso de Jesus

Junto a Zefiro e Ana Giassi, doadores do terreno, Dom Odilo e Dom Jacinto inauguram Santuário Sagrado Coração Misericordioso de Jesus

Dom Jacinto, na homilia, ressaltou que a misericórdia é o caminho que une Deus ao homem, porque abre o coração à esperança do amor eterno. Ele também enfatizou: “Este deve ser um ambiente que acolha a todos, por isso estas portas enormes, que mostram que Deus é a porta pela qual todos querem entrar. Hoje sinto, particularmente, uma grande alegria. Este Santuário, para nosso Estado, para o Sul do Brasil, vai ser um lugar onde milhões de pessoas virão se refazer e encontrar força e ânimo para suas vidas. Todos vocês serão testemunhas disso. Quem vem aqui sente que veio ao

encontro do Senhor, como Filho Pródigo a sua casa e que encontra o Pai abraçando-o e fazendo festa pela volta do filho”. Na noite do sábado, 22, véspera da inauguração, o Cardeal Scherer presidiu missa no templo. “Que Deus abençoe vocês e que o Sagrado Coração faça com que os casais e as famílias sejam sempre mais unidos, sejam força viva da Igreja na sua base, algo que o Papa está pedindo muito hoje”, afirmou Dom Odilo em sua saudação inicial. Na homilia, ele lembrou que “será preciso dar vida ao dia a dia do Santuário, não só nos grandes

momentos, mas para que haja uma contínua busca pela misericórdia de Deus através de muitas iniciativas que aqui se promoverão para convidar o povo: peregrinações, grupos, retiros e tantas outras formas, e o sacramento da Confissão, que aqui deverá ser administrado abundantemente”, orientou, dizendo, ainda, que o espaço sagrado deverá se dedicar a realização dos principais apostolados e serviços da Igreja: a escuta, a misericórdia e o perdão de Deus, transmitidos por meio do sacramento da Reconciliação. Fonte: Santuário SCMJ

CNBB, OAB e Conselho Federal de Economia se posicionam sobre a reforma da Previdência A CNBB, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Conselho Federal de Economia (Cofecon) emitiram, no dia 19, uma nota em que se posicionam em relação à reforma da Previdência. O documento, assinado pelas três entidades, reforça a posição de que nenhuma reestruturação que afete direitos básicos da população pode ser elaborada sem a discussão

com a sociedade e suas organizações. “A reforma da Previdência não pode ser aprovada apressadamente, nem pode colocar os interesses do mercado financeiro e as razões de ordem econômica acima das necessidades da população. Os valores ético-sociais e solidários são imprescindíveis na busca de solução para a Previdência”, destaca o texto, ressaltando, ainda, que as mudanças nas

regras da Seguridade Social devem garantir a proteção aos vulneráveis, como idosos, enfermos, trabalhadores de baixa renda e rurais. As entidades também afirmam que é necessário que a sociedade brasileira esteja atenta às ameaças de retrocesso. “A ampla mobilização contra a retirada de direitos, arduamente conquistados, perceptível nas últimas manifestações, tem

forçado o governo a adotar mudanças. Possíveis ajustes necessitam de debate com a sociedade para eliminar o caráter reducionista de direitos”, afirma a nota, que convida as organizações da sociedade civil ao amplo debate sobre a reforma da Previdência e sobre “quaisquer outras que visem alterar direitos conquistados, como a reforma Trabalhista”. Fonte: CNBB

Prorrogada a permanência de força-tarefa federal em penitenciária do RN

Plataforma agiliza solução de conflitos entre consumidores e serviços públicos

Foi autorizada a permanência por mais 30 dias da força-tarefa de intervenção penitenciária, grupo federal criado para dar apoio a estados que enfrentam crise no sistema prisional, na Penitenciária Estadual de Alcaçuz, em Nísia Floresta (RN). Os agentes penitenciários que fazem parte da força-tarefa auxiliam na segurança no sistema carcerário desde o fim de janeiro, depois que um conflito entre facções rivais desencadeou um massacre que terminou com 26 mortos e mais de 50 fugitivos.

A plataforma consumidor.gov.br, que incentiva a resolução de conflitos de consumo de forma consensual e online, passará a incluir as concessionárias de serviços públicos. O site funciona como um canal de conciliação entre os consumidores e os fornecedores ou empresas. Por meio da plataforma, o consumidor pode registrar sua reclamação, o fornecedor dá uma resposta e todo esse processo é supervisionado pelo Estado. Desde que foi lançada, em 2014, a plataforma registrou 560 mil demandas respondidas em todo o país por 370 em-

A autorização foi dada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública e foi publicada na terça-feira, 25, no Diário Oficial da União. Os 78 agentes que estão no Rio Grande do Norte são do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), ligado ao Ministério da Justiça, e atuam no Rio de Janeiro, Ceará, São Paulo e Distrito Federal. A força-tarefa é supervisionada pelo Rio Grande do Norte e trabalha em conjunto com os agentes penitenciários estaduais. Fonte: Agência Brasil

presas participantes. Só no ano passado foram registradas 288 mil reclamações, com índice médio de solução atingindo 80%. O prazo médio de resposta tem sido de seis dias. A ideia de incluir concessionárias de serviços públicos partiu de uma demanda da Fundação Procon de São Paulo. Atualmente, há cerca de 350 empresas que recebem reclamações na plataforma. Além de agilizar a solução para o consumidor, a plataforma faz com que menos processos ingressem no Poder Judiciário. Fonte: Agência Brasil


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Nova Lei da Migração garante ampla cidadania a estrangeiros Luciney Martins/O SÃO PAULO

Daniel Gomes

danielgomes.jornalista@gmail.com

Migrantes e refugiados no Brasil terão condição de igualdade com os cidadãos brasileiros no que se refere aos direitos à vida, liberdade, segurança, propriedade, acesso aos serviços públicos de saúde e educação e ao mercado formal de trabalho, bem como à Previdência Social. Em síntese, esses são os principais pontos da Lei da Migração, aprovada pelo Senado no dia 18, e que aguarda a sanção do presidente Michel Temer. Com a nova legislação, será revogado o Estatuto do Estrangeiro, em vigor desde 1980, que trata as questões sobre refugiados (pessoas que estão fora de seus países por causa de perseguição, conflito, violência e outras circunstâncias de perturbação da ordem pública) e migrantes (aqueles que saíram de seus países por vontade própria em busca de melhores oportunidades) como de segurança nacional. A nova lei adota como premissa a perspectiva da garantia de direitos. O projeto apresentado em 2013 pelo senador licenciado Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), atualmente ministro das Relações Exteriores, incorporou pontos discutidos pela sociedade na 1ª Conferência Nacional sobre Migração e Refúgio (Comigrar), em 2014, e após um primeiro parecer favorável no Senado seguiu para discussão na Câmara, onde foi aprovado um substitutivo em dezembro de 2016, retornando aos senadores para apreciação final.

O que muda para migrantes e refugiados?

Com a nova Lei da Migração devem se tornar menos burocráticos os processos de regularização da situação de migrantes e refugiados. “Se espera que o migrante que esteja no Brasil consiga acessar os direitos fundamentais da pessoa humana sem ter muitas barreiras burocráticas para isso e para ter uma vida minimamente digna”, opinou, ao O SÃO PAULO, Daniel Bertolucci Torres, advogado da Cáritas Arquidiocesana de São Paulo, organismo da Igreja que atua na acolhida e integração dos refugiados. A nova lei também tornará mais abrangente a emissão de vistos humanitários, hoje aplicados apenas a sírios e haitianos. Além disso, poderá ser concedida anistia na forma de residência permanente aos imigrantes que entraram no Brasil até 6 de julho de 2016 e que fizerem esse pedido até um ano após o começo da vigência da lei. “Hoje essa anistia não é tão simples, requer alguma documentação. O primeiro documento a ser apresentado é o passaporte. Então, os imigrantes que estão no Brasil precisam ter ciência de que devem ter a documentação do país de origem. Ainda não sabemos como será o texto da regulamentação da anistia, pois também contemplará os solicitantes de refúgio, que podem ter chegado ao Brasil sem qualquer documentação”, detalhou o advogado da Cáritas.

Poderão morar no Brasil os estrangeiros que obtiverem visto temporário de permanência; forem aprovados em concurso público; que sejam beneficiários de refúgio, asilo ou de proteção ao apátrida (sem pátria); que tiverem sido vítimas de tráfico de pessoas, de trabalho escravo ou de violação de direito agravada por sua condição migratória, entre outras situações. No entanto, a residência poderá ser negada a quem já foi expulso do Brasil, tenha praticado terrorismo ou responda a crime passível de extradição. Diferentemente do Estatuto do Estrangeiro, a nova legislação garante amplo acesso à Justiça e à assistência jurídica integral gratuita aos estrangeiros, bem como estabelece o devido processo legal para o migrante em vias de deportação (enviado de volta ao seu país se já estiver em território brasileiro) ou de repatriação (impedido de ingressar no Brasil), caso em seu país de origem haja condições que coloquem sua vida, segurança e integridade física em risco. Já os facilitadores da entrada ilegal de estrangeiros, os chamados “coiotes” poderão ser punidos com reclusão de dois a cinco anos, além de multa.

Pontos de vista

Não há consenso na opinião pública sobre as vantagens e riscos para o país com a nova Lei de Migração. Tão logo a legislação foi aprovada, muitas pessoas se manifestaram pelas redes sociais contrárias à medida, entendendo que esta coloca em risco a segurança e a soberania nacional e que dá aos migrantes e refugiados direitos que, por vezes, não são acessados com facilidade pelos brasileiros. Em uma petição online pela plataforma Citizen Go, 19,3 mil pessoas já tinham se manifestado até a manhã da terça-feira, 25, contra a nova Lei da Migração. “Essa lei garante que qualquer estrangeiro que deseje permanecer no Brasil tenha acesso a todos

os serviços públicos (saúde, Previdência etc.) como se fossem brasileiros. Quem pagará essa conta?”, questionam os proponentes da petição, que também afirmam que a legislação não prevê “nenhum tipo de limite à quantidade de imigrantes que queiram vir para o Brasil”, que “esta lei viola os princípios da soberania nacional e expõe as fronteiras brasileiras ao risco de qualquer pessoa adentrar nosso território para qualquer fim, sem sofrer o devido controle” e que “ao oferecer livre acesso, esta lei torna mais difícil o combate ao tráfico de drogas, de armas, de pessoas em nosso território, afetando a segurança pública”. Essas opiniões são contestadas por Daniel Torres. “O Brasil não vai ser invadido por estrangeiros, porque não é um país muito procurado por eles. Hoje, nem 1% da nossa população é de estrangeiros, são 1,8 milhão de pessoas aproximadamente”. Além disso, continuou, “não existe uma relação que diga que imigrante pratique mais crime que brasileiro e não há relação entre se regularizar a migração e o terrorismo, até porque o terrorismo age muito mais clandestinamente do que pelas vias legais de refugiados e migrantes. Então, questões de segurança pública e políticas migratórias são coisas bem diferentes”, afirmou. José Carlos Pereira, integrante do Centro de Estudos Migratórios/Pastoral do Migrante, também destacou que menos de 1% da população do país é de estrangeiros e que anteriormente, especialmente no fim do século XIX e no começo do século XX, o Brasil acolheu migrantes europeus, a maioria camponeses, que perfaziam 10% da população que vivia no país. “A diferença, além desse percentual, é que a migração hoje é majoritariamente negra, africana ou caribenha, mas os migrantes em si continuam sendo operários, camponeses e vindos de áreas rurais. O que mudou foi a cor da pele”, opinou. (Com informações da Agência Senado, Agência Brasil, Folha de S.Paulo, O Povo e Acnur)

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Reforma Trabalhista

Deve avançar nesta semana na Câmara dos Deputados a votação do relatório sobre o Projeto de Lei 6787/2016, da reforma Trabalhista. Na manhã da terçafeira, 25, o relator da reforma, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), leu o relatório com as principais mudanças de redação no texto, entre as quais, a permissão para a prestação de serviços de forma descontínua. Se aprovada, a medida facilitará a contratação de mão de obra com horários flexíveis. Na questão do trabalho de gestantes e lactantes em locais insalubres, também houve alterações no texto. Pelo novo relatório, grávidas e lactantes só poderão continuar trabalhando em ambiente insalubre “mediante a apresentação de atestado médico que comprove que o ambiente não afetará a saúde ou oferecerá algum risco à gestação, ao nascituro ou à lactação”. Marinho disse que manteve a proposta do fim da contribuição sindical obrigatória e afirmou que até a votação em plenário, que pode acontecer já na quarta-feira, 26, há a chance de que outros pontos sejam alterados.

Mais rigor no Psiu

A Prefeitura de São Paulo vai ampliar de 13 para 219 o número de fiscais do Programa de Silêncio Urbano (Psiu), a fim de aumentar a fiscalização a bares e restaurantes que funcionem após à 1h sem proteção acústica e também para conter os chamados “pancadões”. Os agentes estão autorizados até a fechar bares e apreender carros e equipamentos de som ligados na via pública. Segundo a Secretaria das Prefeituras Regionais, foram aplicadas nos três primeiros meses do ano 67 multas, que somam R$ 725 mil. No entanto, no mesmo período, 53% das queixas ficaram pendentes de atendimento. Fontes: Agência Brasil e Estado de S.Paulo


16 | Fé e Cultura/Esporte |

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Dica de Leitura Dez maneiras de destruir a imaginação do seu filho Filipe David

osaopaulo@uol.com.br

O professor Anthony Esolen demonstra neste livro por que o modelo de educação infantil contemporâneo não só é ineficiente na criação de um adulto maduro, como é nocivo às faculdades mentais da criança, especialmente à imaginação. Mais do que um diagnóstico assombrosamente preciso dos desastres pedagógicos implementados sistematicamente ao longo das últimas décadas (não só nos Estados Unidos), o autor ainda indica o que eles têm em comum — em suma, o ataque à faculdade imaginativa da criança — e os procedimentos para reverter o quadro. Para quem deseja saber como não criar os seus filhos, esta leitura é urgente. Divulgação

O grande lance de Rodrigo Caio Vítor Alves Loscalzo

CBF

Especial para O SÃO PAULO

Avança à final o Campeonato Paulista de Futebol. Ponte Preta e Corinthians se enfrentarão para decidir o torneio. O time alvinegro passou com facilidade pelo rival São Paulo e a “Macaca” dispensou o Palmeiras com direito a goleada de 3 a 0 no jogo de ida. No próximo domingo, 30, campineiros e paulistanos farão o primeiro jogo da decisão. Porém, até aqui, merece destaque o primeiro jogo da semifinal entre São Paulo e Corinthians, no dia 16. É verdade que nos últimos tempos o futebol vem se mostrando um campo hostil à ética e até mesmo ao bom senso, haja vista salários exorbitantes, jogadores mimados, simulações de falta, desrespeito aos árbitros e por aí vai... Porém, o clássico entre São Paulo e Corinthians, disputado na casa do time tricolor, revelou que valores como honestidade e coragem, mesmo que não estejam em alta no futebol, ainda existem.

Ficha técnica: Autor: Anthony Esolen Páginas: 308 Editora: Vide Editorial

Cinema Paterson Paterson é uma comédia sobre um motorista de ônibus que vive em Nova Jersey, nos Estados Unidos, com sua esposa artista, um buldog inglês meio doido, e uma tendência a escrever poesia. Adam Driver, que interpretou o vilão de “Guerra nas Estrelas, o Despertar da Força”, tem o papel principal. O filme revela o que se passa durante sete dias da vida de Paterson. Todos os dias, Paterson acorda cedo, dá bom dia à sua mulher, toma o seu cereal no café da manhã e vai ao trabalho. Durante o dia, ele acaba escutando parte da conversa dos passageiros. À noite, leva seu cachorro para passear e toma uma cerveja, sempre no mesmo bar. Uma vida normal, sem nada de extraordinário. E, no entanto, há algo de único e profundamente diferente nela: uma certa ingenuidade consciente de quem aceita a realidade e se deixa surprender por ela. O filme é repleto de detalhes líricos, incluindo os poemas do protagonista. Também é cheio de humor, com piadas muito engraçadas com o cachorro “especial”. Embora não seja um filme de ação, o humor e a atuação o mantém cativante. Trata-se de uma história inspiradora sobre a beleza que se pode encontrar em pequenas coisas do dia a dia.

Time visitante, o Corinthians vencia a primeira partida da semifinal contra o rival por 2 a 0. Aos 39 minutos do 1º tempo, o atacante Jô disputou bola com o jovem zagueiro Rodrigo Caio. Ao fazer a proteção, Rodrigo deu um “pisão” acidental na perna de seu companheiro, o goleiro são-paulino Renan Ribeiro. Lance, aparentemente, normal... segue o jogo! Porém, não foi bem assim. O experiente árbitro Luiz Flávio de Oliveira, que estava distante da jogada, aplicou um cartão amarelo e penalizou o atacante Jô, pois acreditou ser ele o autor do “pisão”, e não Rodrigo Caio. Com o cartão, Jô ficaria de fora do jogo de volta, do último domingo, 23, que definiu o Corinthians como finalista do Paulistão. Foi aí que a honestidade entrou em campo no Morumbi. Sem hesitar, o zagueiro do São Paulo se dirigiu ao árbitro e assumiu a autoria do “pisão” no goleiro, o que, fatalmente, anularia o cartão amarelo aplicado a Jô. Dito e feito. O juiz retirou a penalização, pediu desculpas pelo engano e aplaudiu a postura do jovem defensor são paulino, que teve um digno gesto de fair play.

Fair Play

A expressão “Fair Play” vem do inglês e significa jogo justo, jogo limpo. O conceito se refere à ética esportiva, lembrando que, acima do resultado, acima do “objetivo final”, está a justiça e o modo leal de agir. Não há dúvidas de que ganhar é importante e de que um time entra em campo para vencer. No entanto, vencer a qualquer custo e levar vantagem desleal sobre o adversário esvazia o verdadeiro sentido da vitória. “Não fiz nada. Fiz só o que tinha de fazer”, pontuou o zagueiro após o jogo. Rodrigo agiu com a consciência e não colocou um resultado esportivo acima da verdade. Fez aquilo que se espera de um homem e de um esportista: agir com fair play. O jovem zagueiro contou com a aprovação do técnico corintiano, Fábio Carille, que fez questão de falar sobre o assunto na entrevista coletiva após o jogo: “Que legal essa atitude do Rodrigo Caio. Lembro que o Tite [técnico da Seleção] cobrava muito para não ser malandro. Um jogo desse tamanho, um clássico, cada um procurando ver o seu lado... e ter uma atitude dessa do Rodrigo

Reprodução da Internet

O que ocorreu?

Rodrigo Caio, campeão olímpico nos Jogos Rio 2016, protagoniza lance de fair play no clássico paulista

Caio! Pode ter certeza que vou procurá-lo para dar um abraço. O futebol precisa disso. Não adianta ser malandro”. Porém, tão difícil quanto agradar a gregos e troianos, é agradar a corintianos e são-paulinos; a atitude do zagueiro não contou com a aprovação de todos. Veja o que disse Maicon, o capitão do São Paulo: “É melhor a mãe de meus adversários chorando do que a minha”. Muricy Ramalho, em entrevista ao programa “Bem Amigos”, do SporTV, destacou a lealdade do zagueiro: “Eu trabalhei com o Rodrigo Caio. Ele é um cara diferenciado. Não é desleal. E isso vem da família dele. E uma coisa legal: após o jogo, ele apenas disse que fez o que tinha de ser feito”. A atitude também chamou a atenção do comandante da Seleção Brasileira. Além de parabenizar o jogador, Tite se disse dignificado como seu treinador. Já o ex-jogador Paulo Nunes, apesar de reconhecer a nobreza da ação, pontua que não faria o mesmo: “Rodrigo Caio fez o certo, mas eu não faria igual. Eu, como atacante, buscava muito isso... não vou ser hipócrita. Eu buscava muito tirar proveito de uma situação”, disse ao canal Fox Sports. O zagueiro são-paulino dividiu opiniões, mesmo dentre seus companheiros de equipe. Porém, em entrevista à Fox Sports, Rodrigo enfatizou: “Não me arrependi nem um pouco. Acredito que fiz o certo. Muitos pensam diferente e respeito isso”.


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| Reportagem | 17

795 milhões com fome, 1,3 bilhão de toneladas de alimentos no lixo Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

Nayá Fernandes

nayafernandes@gmail.com

O artigo 25 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948, coloca o acesso humano à alimentação adequada como direito a ser garantido a todas as pessoas do mundo. No Brasil, foi aprovada a Ementa nº 64, que inclui a alimentação no artigo 6º da Constituição Federal, que discorre sobre os direitos sociais. Assim, para a lei brasileira, a alimentação é um direito social a que todos devem ter acesso. Porém, a questão da alimentação ou da falta dela continua sendo um problema sério a ser resolvido. O Mapa da Fome 2014, documento produzido pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês) mostrou que o Brasil, entre os anos de 2001 e 2013, conseguiu reduzir a pobreza extrema e deixou de fazer parte do Mapa, reduzindo significativamente o número de pessoas que vivem em situação de miséria (com menos de 1 dólar por dia, cerca de R$ 3,50. Mas o Mapa, em 2015, revelou também que ainda existem cerca de 795 milhões de famintos no mundo, a maior parte deles no continente africano, onde mais de 20 países enfrentam crises alimentares. Em um texto publicado no Site do Planato, Irio Luiz Conti, mestre em Sociologia e membro do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), afirmou que “o direito humano à alimentação adequada consiste no acesso físico e econômico de todas as pessoas aos alimentos e aos recursos, como emprego ou terra, para garantir esse acesso de modo contínuo. Esse direito inclui a água e as diversas formas de acesso à água na sua compreensão e realização. Ao afirmar que a alimentação deve ser adequada, entende-se que ela seja adequada ao contexto

Rosana Perrotti, da Plataforma Sinergia, e Carlos Camargo, da Cáritas Arquidiocesana, participam de evento sobre o direito à alimentação

e às condições culturais, sociais, econômicas, climáticas e ecológicas de cada pessoa, etnia, cultura ou grupo social”. Regina Vera Villas Bôas, pós-doutora em Democracia e Direitos Humanos pela Universidade de Coimbra, em Portugal, falou sobre a função social do alimento durante evento promovido pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em São Paulo, na segunda-feira, 24. Para Regina, que é também membro da OAB, “falar hoje sobre alimentação, é falar da fome”. A professora lembrou que a fome pode até ser invisível, em alguns casos, mas é sempre arrasadora. “Podemos nem ver a fome, mas o lado visível dela é dolorido e humano. Por isso, devemos tratar esse assunto a partir do critério dos direitos humanos. A alimentação adequada, por sua vez, é aquela que alimenta o corpo, a mente e a alma, e só a partir dela podemos pensar nos outros direitos sociais”, declarou Regina.

uma plataforma contra a insegurança alimentar

A fundadora e atual diretora da Plataforma Sinergia (veja box abaixo), Rosana Perrotti, foi a responsável por unir membros do Governo do Estado de São Paulo, do Governo Federal e da sociedade civil para o seminário “O direito humano à alimentação adequada e as políticas públicas de segurança alimentar e nutricional”, que aconteceu na sede da OAB em São Paulo, localizada na Praça da Sé, na manhã da segunda-feira, 24. No evento, foram apresentados números como o já citado, de que quase 800 milhões de pessoas vivem em situação de insegurança alimentar no mundo; e, por outro lado, cerca de 1,3 bilhão de toneladas de alimentos são desperdiçados. Os dados apontam para a questão de que o problema não é a produção de alimentos, mas sua distribuição. A Arquidiocese de São Paulo é uma das instituições que colaboram com a

Plataforma Sinergia. Em 2012, o Cardeal Odilo Scherer, arcebispo metropolitano, abençoou uma das primeiras máquinas que produziriam a farinata, na fábrica da Plataforma em São Paulo. Carlos Camargo, pós-graduado em engenharia de alimentos e diretor tesoureiro da Cáritas Arquidiocesana de São Paulo, representou a Arquidiocese no evento. Em sua fala, ele comentou sobre a história de fundação da Cáritas no mundo e no Brasil e salientou as declarações dos papas acerca do problema da fome no mundo. “O Papa Francisco chama de indiferença o processo de naturalização da miséria. Ele insiste que a miséria tem um rosto que se reveste nos refugiados, nos atingidos pelas guerras e naqueles que não conseguem aproveitar os bens resultantes da criatividade humana”, recordou Carlos, que lembrou também de uma mensagem do Papa Francisco em que ele alertou para o fato de que “todo alimento desperdiçado é como se estivesse sendo roubado na mesa do pobre”.

Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

Plataforma Sinergia A Plataforma Sinergia surgiu a partir da premissa de que a demanda por ações nas áreas sociais e ambientais no Brasil e no mundo é tão significativa que, dificilmente, iniciativas isoladas atingirão resultados efetivos. Assim, a Plataforma pretende atender à demanda de interagir conhecimento e inteligência para encontrar novas soluções e catalisar esforços para multiplicar e acelerar a implementação de ideias que beneficiem um número crescente de empresas, pessoas e comunidades. Uma das ações é o sistema de beneficiamento

de alimentos que não são comercializados pelas indústrias, supermercados e varejo em geral. O sistema transforma todo tipo de alimento em um novo alimento chamado farinata, que possui no mínimo dois anos de vida útil e preserva todas as propriedades nutricionais originais. A farinata é toda doada às populações que enfrentam a fome, aquelas que se enquadram nos diversos graus de insegurança alimentar ou atingidas por catástrofes naturais ou humanitárias. Fonte: www.plataformasinergia.org

Com a farinata podem ser produzidos alimentos diversos, como pães, em benefício dos mais pobres


18 | Balanço |

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Externato Popular São Vicente de Paulo Colégio Luiza de Marillac C.N.P.J.: 62.837.059/0001-96

Demonstrações financeiras

Demonstrações dos fluxos de caixa - Método direto

em 31 de dezembro de 2016 e 2015

Exercício findo em 31 de dezembro de 2016 e 2015 (Em milhares de Reais)

Relatório da Administração O Externato Popular São Vicente de Paulo é uma associação civil de caráter educacional, cultural, filantrópico e sem fins lucrativos, orientada fundamentalmente pelos princípios da Doutrina e da Moral Cristã e comprometida com o Plano Pastoral da Arquidiocese de São Paulo. Assim sendo, o Externato vem submeter à apreciação dos interessados, o relatório anual da administração acompanhado de suas demonstrações contábeis relativas aos exercícios sociais findos em 31 de dezembro de 2016 e 2015. Objeto social e missão O Colégio Luiza de Marillac, mantido pelo Externato, é uma escola católica, voltada para a educação e formação integral do ser humano, fundamentada nos princípios morais, éticos e religiosos do cristianismo. Dessa forma, a Escola se coloca diante da sociedade como: • Lugar de vida em comum, em que se proporciona um projeto educativo inspirado nos ensinamentos cristãos. • Espaço de liberdade, em que se possibilita a expressão da diversidade cultural e artística da pessoa humana, respeitando-a e valorizando-a em sua individualidade. • Fonte de esperança, que procura imprimir em sua prática diária, comportamento pautado em sentimentos justiça e fraternidade. • Sinal de escola viva, atuante e aberta aos desafios, mudanças e apelos do mundo moderno. • Caminho para conhecer as bases das diversas ciências, visando à produção do conhecimento e não simplesmente a sua absorção. O Colégio Luiza de Marillac tem como compromissos: • Tornar o educando sujeito do seu próprio desenvolvimento na comunidade. • Oferecer um ensino de qualidade que favoreça o desenvolvimento da consciência crítica, que faça desabrochar práticas que venham a contribuir com a construção de uma sociedade justa. • Estabelecer relações democráticas e fraternas entre educador e educando. • Promover a corresponsabilidade nas atividades escolares. • Humanizar e personalizar a todos em um ensino que seja anúncio e instrumento da Boa Nova do Reino de Deus. • Possibilitar o desenvolvimento da sensibilidade solidária. O Externato Popular São Vicente de Paulo manteve seus alunos e com isso conseguiu obter uma receita operacional líquida de R$ 2.591 mil em 2016 (R$ 2.742 mil em 2015), bem como o seu compromisso com a sociedade ofertando aos seus alunos um ensino de qualidade. Complementando sua contribuição junto a sociedade o Externato proporciona aos estudantes carentes bolsas de estudos filantrópicas. No ano de 2016 o Externato aplicou em bolsas de estudos para estudantes com baixa renda o montante de R$ 1.133 mil (R$ 927 mil em 2015). São Paulo, 31 de Março de 2.017. Presidência do Externato Popular São Vicente de Paulo

Balanços patrimoniais em 31 de dezembro de 2016 e 2015 (Em milhares de Reais)

Ativo Nota 2016 2015 Reclassificado Circulante Caixa e equivalentes de caixa 6 2 1 Contas a recber de alunos 7 231 149 Adiantamento a fornecedores 17 Outras contas a receber 8 8 2 2 Despesas antecipadas 260 160 Não circulante Aplicações Financeiras - 16 61 Imobilizado 8 90 90 77 Total do Ativo 350 237 Passivo Nota 2016 2015 Reclassificado Circulante Saldos bancários a descoberto 26 13 Obrigações com pessoal 9 201 181 Contribuições sociais 10 458 309 Obrigações tributárias 11 31 25 Fornecedores 12 46 33 Adiantamentos de mensalidades e matriculas 13 221 208 Adiantamentos de outras empresas 14 355 387 9 7 Outras contas a pagar 1.347 1.163 Não circulante Exigível a longo prazo Contingências judiciais 15 3.017 3.275 Empréstimos de outras instituições 16 229 129 238 Obrigações tributárias 11 280 3.526 3.642 Patrimônio Líquido Déficits acumulados (4.568) (4.591) 45 23 Superávit do exercício (4.523) (4.568) Total do Passivo 350 237 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Demonstrações de resultados Exercícios findos em 31 de dezembro de 2016 e 2015 (Em milhares de Reais)

Nota 2016 2015 Receita operacional líquida 17 2.591 2.742 Despesas com pessoal 18 (2.122) (1.924) Despesas com serviços de terceiros 19 (157) (178) Despesas administrativas e gerais 20 (160) (131) Devedores duvidosos 20 (87) (420) Depreciações e Amortizações (12) (9) Contingências judiciais (15) - (1) Outras despesas operacionais Resultado operacional antes do resultado financeiro 38 79 Resultado financeiro líquido 21 7 (56) Superávit do exercício 45 23 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Demonstrações de resultados abrangentes Exercícios findos em 31 de dezembro de 2016 e 2015 (Em milhares de Reais)

12/2016 12/2015 45 23 Superávit do período Superávit abrangente total 45 23 As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Demonstrações das mutações do patrimônio líquido Exercícios findos em 31 de dezembro de 2016 e 2015 (Em milhares de Reais)

Saldos em 1º de janeiro de 2015 Transf. para resultados acumulados Superávit do exercício Saldos em 31 de dezembro de 2015 Transf. para resultados acumulados Superávit do exercício Saldos em 31 de dezembro de 2016

Déficits Superavit Acumulados Exercício (4.741) 150 150 (150) 23 (4.591) 23 23 (23) 45 (4.568) 45

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

T otal (4.591) 23 (4.568) 45 (4.523)

2016 2015 Reclassificado Fluxos de caixa das atividades operacionais Valores recebidos de clientes 2.341 2.075 Valores recebidos de reembolsos de despesas - FUNDASP 342 669 Valores amortizados líquidos relativos à empréstimos - FUNDASP (32) (179) Valores pagos de obrigações tributárias, taxas e processos judiciais (202) (165) Valores pagos a empregados (2.101) (1.984) Valores pagos a fornecedores (511) (473) Caixa gerado pelas operações (163) (57) Outros recebimentos/pagamentos 12 9 Recebimentos provenientes de doações - 570 Receitas provenientes de sinistros 30 Receitas financeiras recebidas 90 18 Despesas bancárias (22) (17) Saldos bancários a descoberto 12 13 Juros pagos sobre saldo devedor (32) (13) 100 (539) Obrigações com outras entidades Caixa líquido gerado pelas atividades operacionais 27 (16) Fluxos de caixa das atividades de investimentos Aquisição de imobilizado/Intangível (42) (6) (16) Aplicações financeiras - CDB´s 16 Caixa líquido consumido pelas atividades de investimento (26) (22) Aumento no saldo de caixa e equivalentes de caixa

1 (38)

Demonstração do aumento de caixa e equivalentes de caixa No início do exercício 1 No fim do exercício 2 Aumento no saldo de caixa e equivalentes de caixa 1

39 1 (38)

As notas explicativas são parte integrante das demonstrações financeiras.

Notas explicativas às demonstrações financeiras (Em milhares de Reais)

1 - Contexto operacional O Externato Popular São Vicente de Paulo é uma Entidade sem fins lucrativos, reconhecidamente filantrópica, instituída em 16 de dezembro de 1940. Seus objetivos principais são: • Tornar o educando sujeito do seu próprio desenvolvimento na comunidade. • Oferecer um ensino de qualidade que favoreça o desenvolvimento da consciência crítica, que faça desabrochar práticas que venham a contribuir com a construção de uma sociedade justa. • Estabelecer relações democráticas e fraternas entre educador e educando. • Promover a corresponsabilidade nas atividades escolares. • Humanizar e personalizar a todos em um ensino que seja anúncio e instrumento da Boa Nova do Reino de Deus. • Possibilitar o desenvolvimento da sensibilidade solidária. O Colégio Luiza de Marillac cumpre seus objetivos sociais, aplicando integralmente no país os recursos por ela gerados em ensino e assistência social, prestando relevantes serviços à comunidade na qual está inserida, com destacada atuação na área social, educação e cultura. Dentre as principais atividades desenvolvidas destacam-se a educação infantil, o ensino fundamental e o ensino médio, a participação no desenvolvimento da consciência crítica nos seus alunos e a assistência social em sua comunidade. O Colégio está imune da tributação do imposto de renda e da contribuição social, bem como, da Contribuição Patronal do INSS, de acordo com a Lei nº. 9.532/97, que estabelece no seu art. 15, que o Colégio deverá reunir as seguintes condições, cumulativamente, para fazer jus a essa isenção: a. Não remunerar, por qualquer forma, seus dirigentes pelos serviços prestados. b. Aplicar integralmente seus recursos na manutenção e desenvolvimento dos seus objetivos sociais. c. Manter escrituração completa de suas receitas e despesas em livros revestidos das formalidades que assegurem a respectiva exatidão. d. Conservar em boa ordem, pelo prazo de cinco anos, contado da data da emissão, os documentos que comprovem a origem de suas receitas e a efetivação de suas despesas, assim como, a realização de quaisquer outros atos ou operações que venham a modificar sua situação patrimonial. e. Apresentar, anualmente, a declaração de rendimentos. 2 - Base de preparação (a) Declaração de conformidade (com relação às normas IFRS e às normas do CPC) As demonstrações financeiras foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. A presente demonstração financeira inclui dados não contábeis e dados contábeis como, operacionais, financeiros. (b) Base de mensuração As demonstrações financeiras foram preparadas com base no custo histórico com exceção pelos instrumentos financeiros mensurados pelo valor justo por meio do resultado. (c) Moeda funcional e moeda de apresentação Essas demonstrações financeiras são apresentadas em Real, que é a moeda funcional do Externato. Todas as informações financeiras apresentadas em Real foram arredondadas para o milhar mais próximo, exceto quando indicado de outra forma. (d) Uso de estimativas e julgamentos A preparação das demonstrações financeiras de acordo com as normas do CPC exige que a Administração faça julgamentos, estimativas e premissas que afetam a aplicação de políticas contábeis e os valores reportados de ativos, passivos, receitas e despesas. Os resultados podem divergir dessas estimativas. Estimativas e premissas são revistas de maneira contínua. Revisões com relação a estimativas contábeis são reconhecidas no período em que as estimativas são revisadas e em quaisquer períodos futuros afetados. As informações sobre incertezas de premissas e estimativas que possuam um risco significativo de resultar em um ajuste material dentro do próximo exercício financeiro e julgamentos críticos referente às políticas contábeis adotadas que apresentam efeitos sobre os valores reconhecidos nas demonstrações financeiras estão incluídas nas seguintes notas explicativas: • Determinação da vida útil do ativo imobilizado (nota explicativa nº 8); • Determinação das provisões para contingências (nota explicativa nº 15). O resultado das transações e informações quando da efetiva realização podem divergir dessas estimativas. 3 - Principais políticas contábeis As políticas contábeis descritas em detalhes abaixo têm sido aplicadas de maneira consistente aos períodos apresentados nessas demonstrações financeiras. a) Transações em moeda estrangeira Transações em moeda estrangeira são convertidas para as respectivas moedas funcionais do Externato pelas taxas de câmbio nas datas das transações. Ativos e passivos monetários denominados e apurados em moedas estrangeiras na data de

apresentação são convertidos para a moeda funcional à taxa de câmbio apurada naquela data. O ganho ou perda cambial em itens monetários é a diferença entre o custo amortizado da moeda funcional no começo do período, ajustado por juros e pagamentos efetivos durante o período, e o custo amortizado em moeda estrangeira à taxa de câmbio no final do período de apresentação. b) Instrumentos financeiros (i) Ativos financeiros não derivativos O Externato reconhece os recebíveis e depósitos inicialmente na data em que foram originados. Todos os outros ativos financeiros são reconhecidos inicialmente na data da negociação na qual o Externato se torna uma das partes das disposições contratuais do instrumento. O Externato não reconhece um ativo financeiro quando os direitos contratuais aos fluxos de caixa do ativo expiram, ou quando o Externato transfere os direitos ao recebimento dos fluxos de caixa contratuais sobre um ativo financeiro em uma transação no qual essencialmente todos os riscos e benefícios da titularidade do ativo financeiro são transferidos. Eventual participação que seja criada ou retida pelo Externato nos ativos financeiros é reconhecida como um ativo ou passivo individual. Os ativos ou passivos financeiros são compensados e o valor líquido apresentado no balanço patrimonial quando, e somente quando, o Externato tenha o direito legal de compensar os valores e tenha a intenção de liquidar em uma base líquida ou de realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente. O Externato tem os seguintes ativos financeiros não derivativos: ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado e empréstimos e recebíveis. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado Um ativo financeiro é classificado pelo valor justo por meio do resultado caso seja classificado como mantido para negociação e seja designado como tal no momento do reconhecimento inicial. Os ativos financeiros são designados pelo valor justo por meio do resultado se o Externato gerencia tais investimentos e toma decisões de compra e venda baseadas em seus valores justos de acordo com a gestão de riscos documentada e a estratégia de investimentos do Externato. Os custos da transação, após o reconhecimento inicial, são reconhecidos no resultado como incorridos. Ativos financeiros registrados pelo valor justo por meio do resultado são medidos pelo valor justo, e mudanças no valor justo desses ativos são reconhecidas no resultado do exercício. Empréstimos e recebíveis Empréstimos e recebíveis são ativos financeiros com pagamentos fixos ou calculáveis que não são cotados no mercado ativo. Tais ativos são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, os empréstimos e recebíveis são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos, decrescidos de qualquer perda por redução ao valor recuperável. Caixa e equivalentes de caixa Caixa e equivalentes de caixa abrangem saldos de caixa, bancos conta movimento e aplicações financeiras com vencimento original de três meses ou menos a partir da data da contratação, os quais são sujeitos a um risco insignificante de alteração no valor, e são utilizadas na quitação das obrigações de curto prazo. (ii) Passivos financeiros não derivativos O Externato reconhece títulos de dívida emitidos e passivos subordinados inicialmente na data em que são originados. Todos os outros passivos financeiros são reconhecidos inicialmente na data de negociação na qual o Externato se torna uma parte das disposições contratuais do instrumento. O Externato baixa um passivo financeiro quando tem suas obrigações contratuais retirada, cancelada ou vencida. O Externato tem os seguintes passivos financeiros não derivativos: empréstimos, financiamentos, fornecedores e outras contas a pagar. Tais passivos financeiros são reconhecidos inicialmente pelo valor justo acrescido de quaisquer custos de transação atribuíveis. Após o reconhecimento inicial, esses passivos financeiros são medidos pelo custo amortizado através do método dos juros efetivos. (iii) Instrumentos financeiros derivativos O Externato não possuía em 31 de dezembro de 2016 e 2015 nenhuma operação com instrumentos financeiros derivativos, incluindo operações de hedge. c) Contas a receber de alunos Representam, basicamente, as mensalidades emitidas, porém não recebidas, além de acordos firmados com estudantes de mensalidades vencidas e de cobranças judiciais. O ajuste para créditos duvidosos foi constituído em montante considerado suficiente pela Administração para fazer face, a eventuais perdas na realização das mensalidades, negociações a receber e outros ativos a receber e é calculada levando-se em consideração os índices históricos de recuperação em suas diversas modalidades. d) Passivo circulante e não circulante Os passivos circulantes e não circulantes são demonstrados pelos valores conhecidos ou calculáveis acrescidos, quando aplicável dos correspondentes encargos, variações monetárias e/ou cambiais incorridas até a data do balanço patrimonial. e) Mensalidades e Matrículas recebidas antecipadamente Como prática de negócio e mercado de atuação do Externato, as matrículas do ano letivo seguinte iniciam-se ao final do exercício social em curso. Consequentemente são reconhecidas como anuidades antecipadas, no passivo circulante, às mensalidades de períodos subsequentes recebidas antecipadamente pelo Externato no exercício social em curso que serão reconhecidas no resultado do exercício de acordo com o regime de competência. f) Provisões Uma provisão é reconhecida no balanço patrimonial quando o Externato possui uma obrigação legal ou constituída como resultado de um evento passado, e é provável que um recurso econômico seja requerido para saldar a obrigação. As provisões são registradas tendo como base as melhores estimativas do risco envolvido. g) Imobilizado (i) Reconhecimento e mensuração Itens do imobilizado são mensurados pelo custo histórico de aquisição ou construção, deduzido de depreciação acumulada e perdas de redução ao valor recuperável (impairment) acumuladas. Ganhos e perdas na alienação de um item do imobilizado são apurados pela comparação entre os recursos advindos da alienação com o valor contábil líquido do imobilizado e são reconhecidos em outras receitas/despesas operacionais no resultado (ii) Custos subsequentes O custo de reposição de um componente do imobilizado é reconhecido no valor contábil do item caso seja provável que os benefícios econômicos incorporados dentro do componente irão fluir para o Externato e que o seu custo pode ser medido de forma confiável. O valor contábil do componente que tenha sido reposto por outro é baixado. Os custos de manutenção no dia-a-dia do imobilizado são reconhecidos no resultado conforme incorridos. (iii) Depreciação A depreciação é calculada pelo método linear (da linha reta) sobre o valor depreciável, que é o custo de um ativo, deduzido do valor residual, ao longo de sua vida útil estimada.


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Externato Popular São Vicente de Paulo - Colégio Luiza de Marillac As vidas úteis estimadas para os períodos correntes e comparativos são as seguintes: 2016 2015 Máquinas e equipamentos 10 anos 10 anos Móveis e utensílios 10 anos 10 anos Equipamentos de informática 5 anos 5 anos Sistemas aplicativos 10 anos 10 anos Instalações 10 anos 10 anos

7 - Contas a receber de alunos 2016 Contas a Provisão a receber perdas Líquido Mensalidades a receber 864 (635) 229 Cheques a depositar - - - 54 (52) 2 Cheques devolvidos Total 918 (687) 231

Os métodos de depreciação, as vidas úteis e os valores residuais são revistos a cada encerramento de exercício financeiro e eventuais ajustes são reconhecidos como mudança de estimativas contábeis.

Critérios de constituição de ajustes para créditos duvidosos O Externato manteve no exercício de 2016 e revisa anualmente os critérios para à constituição de ajustes para créditos de liquidação duvidosa, de forma a atender o reconhecimento dentro do melhor julgamento possível.

h) Ativos intangíveis O ativo intangível refere-se aos gastos de reestruturação (desenvolvimento de sistema coorporativo) do Externato. i) Redução ao Valor Recuperável (Impairment) Ativos financeiros O Externato avalia os ativos do imobilizado quando há evidência objetiva de que tenha ocorrido perda no seu valor recuperável. Um ativo tem perda no seu valor recuperável se uma evidência objetiva indica que um evento de perda ocorreu após o reconhecimento inicial do ativo, e que aquele evento de perda teve um efeito negativo nos fluxos de caixa futuros projetados que podem ser estimados de uma maneira confiável. A evidência objetiva de que os ativos financeiros perderam valor pode incluir o não pagamento ou atraso no pagamento por parte do devedor, a reestruturação do valor devido à Fundação sobre condições de que a Fundação não consideraria em outras transações, indicações de que o devedor ou emissor entrará em processo de falência, ou o desaparecimento de um mercado ativo para um título. Na aplicação do teste de redução ao valor recuperável de ativos, o valor contábil de um ativo ou unidade geradora de caixa é comparado com o seu valor recuperável. O valor recuperável é o maior valor entre o valor líquido de venda de um ativo e seu valor em uso. Considerando-se as particularidades dos ativos da Entidade, o valor recuperável utilizado para avaliação do teste de redução ao valor recuperável é o valor em uso, exceto quando especificamente indicado. Este valor de uso é estimado com base no valor presente de fluxos de caixa futuros, resultado das melhores estimativas da Entidade. Ativos não financeiros Os valores contábeis dos ativos não financeiros do Externato são revistos a cada data de apresentação das demonstrações financeiras para apurar se há indicação de perda no valor recuperável. Caso ocorra tal indicação, então o valor recuperável do ativo é determinado. Durante o exercício de 2016, não houve indicação de perda no valor recuperável dos ativos não financeiros. j) Benefícios de curto prazo a empregados Obrigações de benefícios de curto prazo a empregados são mensurados em uma base não descontada e são incorridas como despesas conforme o serviço relacionado seja prestado. O passivo é reconhecido pelo valor esperado a ser pago, se o Externato tem uma obrigação legal ou construtiva de pagar esse valor em função de serviço passado prestado pelo empregado, e a obrigação possa ser estimada de maneira confiável. k) Receita de serviços As receitas incluem mensalidades de ensino de nível pré-primario, fundamental e médio, além de taxas de inscrições e taxas eventuais que fazem parte em uma instituição de ensino. As receitas são registradas no mês em que os serviços são prestados. l) Receitas e despesas financeiras As receitas financeiras abrangem receitas de juros sobre aplicações financeiras e juros sobre contas a receber por mensalidades renegociadas. A receita de juros é reconhecida no resultado, através do método dos juros efetivos. As despesas financeiras abrangem despesas com juros sobre tributos parcelados, despesas com juros e multas sobre passivos em abertos, juros sobre saldo devedor, e despesas bancárias em geral. Custos de empréstimo que não são diretamente atribuíveis à aquisição, construção ou produção de um ativo qualificável são mensurados no resultado através do método de juros efetivos, além dos encargos financeiros incidentes sobre tributos parcelados junto ao Governo. m) Gratuidade Calculada com base na totalidade das receitas efetivamente recebidas pelo Externato, incluindo entre outras as receitas de mensalidades e matrículas, sendo o percentual de gratuidade concedido no exercício superior a 20% da receita total, conforme demonstrado na Nota Explicativa nº 22, atendendo as determinações da Lei 12.101/09, bem como a legislação pertinente à filantropia. 4 - Determinação do valor justo Algumas políticas e divulgações contábeis do Externato exigem a determinação do valor justo, tanto para os ativos e passivos financeiros como para os não financeiros. Os valores justos têm sido apurados para propósitos de mensuração e/ou divulgação baseados nos métodos abaixo. Quando aplicável, as informações adicionais sobre as premissas utilizadas na apuração dos valores justos são divulgadas nas notas específicas aquele ativo ou passivo. A seguir reportamos as políticas mais relevantes: (I) Imobilizado O valor de mercado da propriedade é o valor estimado para o qual um ativo poderia ser trocado na data de avaliação entre partes conhecedoras e interessadas em uma transação sob as condições normais de mercado. O valor justo dos itens do ativo imobilizado é baseado na abordagem de mercado e nas abordagens de custos através de preços de mercado cotados para itens semelhantes, quando disponíveis, e custo de reposição quando apropriado. 5 - Gerenciamento de risco financeiro Visão Geral O Externato apresenta exposição aos seguintes riscos advindos do uso de instrumentos financeiros: • risco de crédito; • risco de liquidez; e • risco de mercado. Estrutura do gerenciamento de risco As políticas de gerenciamento de risco do Externato são estabelecidas para identificar e analisar os riscos enfrentados pelo Externato, para definir limites e controles de riscos apropriados e para monitorar riscos e aderência aos limites. As políticas e sistemas de gerenciamento de riscos são revisados frequentemente para refletir mudanças nas condições de mercado e nas atividades do Externato. O Externato, através de suas normas e procedimentos de treinamento e gerenciamento, tem por objetivo desenvolver um ambiente de controle disciplinado e construtivo, no qual todos os empregados entendem os seus papéis e obrigações. 6 - Caixa e equivalentes de caixa 2016 2015 2 1 Caixa Geral Total 2 1 Referem-se a disponibilidades imediatas livres de risco que estão a disposição imediata do Externato.

2015 Contas a Provisão receber perdas Líquido 696 (550) 146 1 - 1 51 (49) 2 748 (599) 149

8 - Imobilizado

2016 2015 Descrição Taxa média Custo Depreciação Valor Valor deprec.a.a Histórico Acumulada Residual Residual Móveis e utensílios 10% 168 (139) 29 26 Computadores e periféricos 20% 82 (71) 11 3 Maquinas e equipamentos 10% 54 (36) 18 20 Biblioteca - 1 - 1 1 Sistemas aplicativos 10% 5 (5) - Veículos - Consorcio - - - - 33 (2) 31 11 Instalações 10% Total 343 (253) 90 61

O Externato não possui imóveis próprios adquiridos através de recursos financeiros. O prédio onde está localizado o Colégio foi uma doação para uso fruto realizada quando da constituição da entidade em 1940. O Externato estuda para os próximos períodos um plano de renovação de sua infraestrutura tecnológico. 9 - Obrigações com pessoal 2016 2015 Salários e ordenados 111 103 90 78 Férias e encargos Total 201 181 Referem-se basicamente a obrigações junto a funcionários. 10 - Contribuições sociais 2016 2015 FGTS s/ folhas de pagamento 446 299 INSS s/ folha de pagamento 12 10 Total 458 309 O Externato possui dívidas em atraso junto a Caixa Econômica Federal. O saneamento dessas obrigações é objeto de constante análise da Administração a qual estuda as possibilidades de geração positivas de caixa para honrar esses compromissos financeiros a partir do ano de 2017. 11 - Obrigações tributárias 2016 2015 Reclassificado PIS s/folha de pagamento (a) 285 240 IRRF s/ folha de pagamento 26 22 - 1 Outras obrigações tributárias Total 311 263 Circulante 31 25 Não circulante 280 238 (a) O Externato em janeiro de 2006 teve deferimento do pedido de tutela antec pada suspedendo a cobrança do PIS sobre folha de pagamento. Em setembro de 2010 a União Federal apresentou Recursos Especial em face do acórdão proferido. Atualmente o processo encontra-se em fase de Recursos Especial. 12 - Fornecedores 2016 2015 46 33 Fornecedores de materiais e serviços Total 46 33 Referem-se, principalmente, a fornecedores de materiais e serviços destinados a operação do Externato. 13 - Adiantamento de mensalidades e matrículas 2016 2015 Adiantamento de matrículas (a) 211 199 10 9 Adiantamento de mensalidades Total 221 208 (a) Refere-se a antecipações oriundas de matriculas escolares cujo a realização da prestação de serviço ocorrerá no próximo exercício social. 14 - Adiantamentos de outras empresas 2016 2015 355 387 Fundação São Paulo (a) Total 355 387 (a) Referem-se às antecipações recebidas oriundas de ressarcimento futuros de despesas em função da utilização da estrutura física pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). 15 Contingências judiciais O Externato é parte em ações judiciais e processos administrativos perante alguns tribunais e órgãos governamentais, decorrentes do curso normal das operações, envolvendo questões tributárias, trabalhistas e outros assuntos. A Administração, com base em informações de seus assessores jurídicos, análise das demandas judiciais pendentes e, quanto às ações trabalhistas, com base na expectativa anterior referente às quantias reivindicadas, constituiu provisão em montante considerado suficiente para cobrir as perdas estimadas com as ações em curso, como se segue: 2016 2015 Depósito Descrição Provisão judicial Líquido Líquido Tributárias 5.046 (2.036) 3.010 3.268 Trabalhistas 15 (15) - Auto de infração 7 - 7 7 Total 5.068 (2.051) 3.017 3.275 Trabalhistas - As provisões trabalhistas foram constituídas com base em opinião dos consultores jurídicos do Externato quanto à possibilidade de perda dos processos, considerando inclusive os valores dos depósitos judiciais já efetuados, e não são esperadas perdas no encerramento desses processos, além dos valores já provisionados. Tributárias (processos fiscais federais) - Referem-se aos valores relativos à Cota Patronal de INSS, no qual o Externato não poderia ser tributado em função de tratarse de uma instituição filantrópica, porém foi lavrado pelo Poder Judiciário um depósito judicial no montante de 5% (cinco por cento) do faturamento bruto mensalmente até o julgamento final da ação. O Recurso de apelação ocorreu no ano 2000 e ainda se aguarda julgamento pelo tribunal. Auto de infração – As provisões referem-se ao auto de infração em função pelo descumprimento da lei que normaliza a emissão de ruídos da PMSP através do programa PSIU. Esta contingência encontra-se parcelada junto a PMSP através do Programa de Parcelamento 16 - Empréstimos de outras instituições 2016 2015 Mitra Arquidiocesana de São Paulo 229 129 Total 229 129 Referem-se aos empréstimos tomados junto a Mitra Arquidiocesana para honrar seus custos operacionais.

17 - Receita operacional líquida 2016 2015 Receita bruta de serviços prestados Mensalidades, taxas e inscrições 4.321 3.532 Cursos extracurriculares 34 15 Receitas provenientes de sinistros 30 Receitas provenientes de doações - 570 Outras receitas 10 7 4.395 4.124 Bolsas de estudo assistênciais-filantrópicas Bolsas de estudo assistênciais-filantrópicas (1.133) (927) Bolsas de estudo não filantrópicas (437) (278) Bolsas de estudo convenção coletiva de trabalho (175) (133) Bolsas de estudo por convênios (59) (44) (1.804) (1.382) Receita operacional Líquida 2.591 2.742 18 - Despesas com pessoal 2016 2015 Reclassificado Salários e ordenados (1.623) (1.459) Férias e 13° salário (346) (308) Fundo de garantia (158) (145) Aviso prévio e indenizações (18) (34) Beneficios sociais (103) (84) Outras despesas (19) (17) (-) Ressarcimento de despesas (a) 145 123 (2.122) (1.924) (a) Ressarcimento de despesas com pessoal de limpeza, efetuado pela Fundação São Paulo Mantenedora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, em função da utilização conjunta do imóvel. 19 - Despesas com serviços de terceiros 2016 2015 Honorários advocatícios (57) (61) Autônomos contratados (10) (33) Propaganda e publicidade (42) (37) Assistência, consultoria e desenvolvimento em sistemas (59) (48) Outras despesas (26) (30) (-) Ressarcimento de despesas (a) 37 31 (157) (178) (a) Ressarcimento de despesas com serviços prestados, efetuado pela Fundação São Paulo Mantenedora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, em função da utilização conjunta do imóvel. 20 - Despesas administrativas e gerais 2016 2015 Água, gás, energia elétrica e telecomunicações (183) (140) Materiais de consumo (103) (109) Devedores Duvidosos (87) (420) Outras despesas (29) (14) (-) Ressarcimento de despesas (a) 155 132 (247) (551) (a) Ressarcimento de despesas administrativas e gerais, efetuado pela Fundação São Paulo Mantenedora da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, em função da utilização conjunta do imóvel. 21 - Resultado financeiro líquido 2016 2015 Reclassificado Receitas financeiras Atualização monetária sobre depósitos judiciais 183 133 Receitas decorrentes atividades de ensino 87 12 Receitas com operações bancárias 3 6 273 151 Despesas financeiras Encargos financeiros sobre tributos parcelados (159) (142) Despesas bancárias sobre cobrança mensalidades (53) (35) Juros sobre saldo devedor (32) (13) Despesas bancárias (22) (17) (266) (207) Resultado Financeiro líquido 7 (56) 22 - Gratuidade Uma das principais exigências para manutenção da Certificação de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEBAS), principal requisito para fruição da imunidade às contribuições para a seguridade social pela Fundação, é o cumprimento do percentual de gratuidade previsto na Lei nº 12.101/2009. Destaca-se que para o exercício findo em 31 de dezembro de 2015, a lei previa a aplicação de, pelo menos, 15% de sua receita educacional efetivamente recebida em bolsas de estudo, sendo complementado por atividades de assistência social. A partir do ano de 2016, a legislação passou a prever a necessidade de concessão de uma bolsa integral para cada cinco alunos pagantes, e para fins da certificação, a que se refere a lei, o aluno a ser beneficiado será pré-selecionado pelo perfil socioeconômico, sendo que para a bolsa de estudo integral será concedida a aluno cuja a renda familiar mensal per capita não exceda o valor de 1 ½ (um e meio) salário mínimo. E para bolsa de estudo parcial será concedida a aluno cuja a renda familiar mensal per capita não exceda o valor de 3 (três) salários mínimos. Nos termos da redação original do artigo 13 da Lei nº 12.101/2009, a entidade deve aplicar anualmente em gratuidade, na forma do seu parágrafo primeiro, pelo menos 20% (vinte por cento) da receita anual efetivamente recebida com mensalidades, nos termos da Lei nº 9.870/1999. Apesar da publicação da Lei nº 12.868/2013, substituindo o critério do percentual de gratuidade pela proporção de bolsas de estudo concedidas, os requerimentos de concessão ou renovação do CEBAS protocolados até 31 de dezembro de 2015 poderiam ser avaliados de acordo com o critério original, previsto no artigo 16 da Lei nº 12.868/2013. Visando cumprir a gratuidade exigida pela Lei nº 12.101/2009, no ano 2016, a Fundação aplicou em gratuidade percentuais superiores a 20% (1 bolsista para 5 pagantes) conforme evidenciado no quadro 1. Quadro 1 – Relação de alunos pagantes vs. Alunos bolsistas “filantrópicos”, de acordo com os critérios definidos na Lei nº 12.101/2009, alterada pela Lei nº 12.868/2013. Ano base 2016 Número de Alunos Matriculados Número de Alunos Pagantes Bolsas integrais “100%” concedidas Bolsas concedidas 50% “equivalente a 100%” Total de alunos bolsistas “filantrópicos” Relação com alunos pagantes

junho/16 dezembro/16 372 374 310 314 43 41 58 58 101 99 32,58% 31,53%

Abaixo segue quadro contendo os percentuais de gratuidade de acordo com os critérios originais da Lei nº 12.101/2009. Quadro 2 – Aplicação de recursos financeiros em atividades filantrópicas 2016 2015 Receita Educacional Efetiva recebida no Período 2.435 2.092 Gratuidades e custo do atendimento gratuito: Bolsas assistenciais filantrópicas -1.133 -927 Percentual de gratuidades educacionais concedidas 46,53% 44,31% Valor equivalente à cota patronal isenta 489 442

João Júlio Farias Júnior Presidente

Edivaldo Batista da Silva Contador - CRC SP212622/O-2


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Brasilândia Pastoral Carcerária realiza celebração de Páscoa nas prisões

Diácono Francisco Nunes e Antonio Dominici Filho

Colaboração especial para a Região

Na quinta-feira, 20, a Pastoral Carcerária da Região Brasilândia realizou uma celebração de Páscoa e um momento de confissão sacramental para os presos do Centro de Progressão Penitenciária (CPP) de Franco da Rocha (SP). A missa foi presidida pelo Padre Júlio Gotardo e

contou com a participação de membros da Pastoral e de cinco professores do Colégio Santo Antônio de Lisboa (Colégio Vicentino). Na sequência, houve um momento de música ao vivo, conduzido pelo próprio Sacerdote. O propósito da atividade foi permitir a aproximaLuciney Martins/O SÃO PAULO

Interior da Paróquia Nossa Senhora Mãe de Deus, localizada no Setor Pastoral Freguesia do Ó Arquivo pessoal

Aconteceu na última semana, entre os dias 17 e 23, a celebração da Oitava de Páscoa na Paróquia Nossa Senhora das Graças, na Vila Carolina, presidida pelo Padre Reinaldo Torres, pároco. A cada celebração houve bênçãos especiais para as mulheres, homens e crianças, e foram abençodos o sal, pães, toalhas de mesa e alimentos. Além disso, no domingo, 23, na missa das 10h30, foi realizado, em forma meditada, o Terço da Misericórdia.

ção efetiva dos encarcerados aos sacramentos de Eucaristia e da Penitência, bem como um momento de descontração e partilha. Outras celebrações acontecerão em unidades prisionais de Franco da Rocha entre os dias 25 de abril e 15 de maio.

Paróquia Mãe de Deus: construída a 57 anos com o empenho dos fiéis Na sexta-feira, 21, foram comemorados os 57 anos da Paróquia Nossa Senhora Mãe de Deus, no Setor Pastoral Freguesia do Ó. A construção do templo no mesmo terreno onde está o Seminário de Filosofia Santo Cura D’Ars foi iniciado pelo Padre José Lui, com o auxílio de paroquianos. Quando as paredes da igreja foram erguidas, faltava a verba para o telhado, e a comunidade se uniu para realizar uma

quermesse a fim de arrecadar recursos. Uma das paroquianas mais empenhadas foi a senhora Virginia Callado, que percorria as casas das imediações da igreja com um carnê para pagar obras que eventualmente eram necessárias. Naquele tempo, eram realizados chás, almoços e rifas, na maioria das vezes coordenados por dona Virginia, que faleceu em 6 de março de 2016, aos 91 anos de idade.

Arquivo pessoal

Pastoral da Saúde

No sábado, 22, na Paróquia São Luís Gonzaga, no Setor Pastoral Pereira Barreto, aconteceu o segundo encontro de Formação Regional para Catequistas.

Entre os dias 17 e 19, a Pastoral da Saúde da Região Brasilândia realizou a Semana da Saúde. Houve sessões de ginástica, palestra sobre música e arte nos hospitais e apresentação de filmes sobre a temática do envelhecimento e uma sessão especial do filme “Rezem por mim”, produzido em comemoração aos 400 anos da morte de São Camilo de Lellis. Após o filme, Padre Armênio Rodrigues Nogueira falou sobre a temática apresentada.

Ipiranga

Ricardo Pupo

Colaboração especial para a Região

Pastoral Familiar regional arrecada doações para indígenas Durante o “14º Encontro com Jesus, o Bom Pastor”, destinado aos casais que vivem uma 2ª união, em março, promovido pela Pastoral Familiar da Região Ipiranga, houve uma tarde de reflexão sobre a temática da Campanha da Fraternidade deste ano “Fraternidade: Biomas brasileiros e a defesa da vida”. Na ocasião, foi mencionado que os indígenas que vivem em uma aldeia próxima ao Pico do Jaraguá, na região Noroeste da cidade, necessitavam de doações de roupas, cobertores e alimentos.

Comovidos com a situação dos indígenas, os participantes se mobilizaram e organizaram, como gesto concreto daquele encontro, uma campanha de arrecadação. O resultado foi surpreendente. “Tivemos que conseguir um caminhão baú para levar as doações que não couberam nos carros. Agradecemos aos amigos, entidades e paróquias que colaboraram”, expressaram Cida e Ricardo Pupo, coordenadores da Pastoral Familiar da Região Ipiranga.

Ricardo Pupo

Participantes do ‘14º Encontro com Jesus, o Bom Pastor’ levam doações à aldeia no Jaraguá


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Padre Luiz Claudio Braga, Lucas Santos e Conceição Aparecida de Carvalho Colaboração especial para a Região

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Paróquia faz gesto concreto da CF 2017 com revitalização de canteiros Visando uma melhor compreensão do tema da Campanha da Fraternidade deste ano, “Fraternidade: Biomas brasileiros e a defesa da vida”, a Paróquia Santo Antônio da Barra Funda, no Setor Pastoral Bom Retiro, promoveu no Domingo de Ramos, 9, a revitalização dos canteiros centrais que contornam a calçada da igreja-matriz. “A ideia foi trazer os pequenos da pré-Catequese, da Catequese e da Perseverança para fazer isso, pois, no texto-base, a Campanha trata dos ‘biomas urbanos’ e de como os mais jovens podem preservar as florestas e espaços verdes nas grandes cidades. Com isso, nós trouxemos os pais dessas crianças para próximo da Paróquia”, detalhou o Padre Luiz Claudio Braga, pároco. Participaram da ação 43 crianças, com idades entre 5 e 11 anos, que fazem parte da comunidade paroquial. Elas tomaram café da manhã partilhando o alimento trazido de casa, fizeram uma oração agradecendo a Deus pela natureza, dom de Deus. Depois, começaram o plantio de flores nos canteiros. A atividade terminou com a celebração eucarística em que, com uma apresentação do mapa do território nacional, as crianças mostraram a toda a comunidade os biomas brasileiros.

Padre Luiz Claudio de Almeida Braga

Com ajuda dos pais e demais paroquianos, crianças revitalizam canteiros próximos à Paróquia Santo Antônio da Barra Funda

Pelo fortalecimento do direito e da dignidade das pessoas idosas Conceição Aparecida de Carvalho

Evento na Paulinas Livraria, na Vila Mariana, trata de questões de interesse das pessoas idosas

Aniversário da Paróquia Nossa Sra. Aparecida dos Ferroviários Em 1º de maio, a Paróquia Nossa Senhora Aparecida dos Ferroviários celebrará o Dia de São José Operário, com missas às 9h e às 16h, sendo esta última precedida de procissão, às 15h30, a partir da rua Dr. Almeida Lima, 750. O tríduo a São José Ope-

A Rede Solidária de Formação em Envelhecimento da Pessoa Idosa realizou no dia 5, por meio da Pastoral da Pessoa Idosa, uma formação no auditório da Paulinas Livraria, no bairro da Vila Mariana, com a participação de 114 pessoas. Na ocasião, o doutor Délton Esteves Pastore, da Promotoria do Idoso, falou sobre a divisão das responsabilidades nas questões do envelhecimento. O doutor Luiz Roberto Salles Souza, procurador de Justiça Cível, palestrou a respeito da judicialização dos processos dos idosos, focando na preferência da tramita-

ção desses processos; e o senhor Afonso Celso Prazeres de Oliveira, síndico do Edifício Copam, apresentou detalhes do Projeto Síndico Amigo do Idoso, aplicado naquele prédio. Houve, ainda, uma palestra sobre os casos de depressão em pessoas idosas. Entre os participantes do encontro estavam os representantes da Comissão da Pessoa Idosa da Ordem dos Advogados do Brasil, seção de São Paulo (OABSP). A senhora Conceição Aparecida de Carvalho, coordenadora regional da Pastoral da Pessoa Idosa, integra esse grupo.

Ivan Bezerra de Andrade Neto e Erica Jordana de Andrade

rário ocorrerá entre os dias 26 e 28 deste mês, às 20h. Nos dias 29, 30 e 1º de maio, haverá também uma festa italiana, comemorativa aos 42 anos da Paróquia, localizada na rua Almirante Brasil, 125, na Mooca. Saiba mais detalhes pelo telefone (11) 2796-6016.

117ª Festa Italiana de Casaluce Entre 29 de abril e 28 de maio, acontecerá a Festa Italiana de Casaluce, com cantina e festa de rua aos sábados, das 19h às 24h, e aos domingos, das 19h às 23h. O tríduo em honra a Nossa Senhora de Casaluce será entre os dias 25 e 27 de maio, com missa às 18h. A procissão

e a missa solene da padroeira, no dia 28, será às 16h. A igreja-matriz está localizada na rua Caetano Pinto, 618, no bairro do Brás. Outros detalhes sobre a festa podem ser consultados pelo site www. casaluce.com.br ou pelo telefone (11) 3209-6051.

Na manhã do domingo, 23, Dom Eduardo Vieira dos Santos, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Sé, presidiu celebração eucarística na Paróquia Divino Espírito Santo, no Setor Pastoral Santa Cecília, durante a qual conferiu o sacramento da Confirmação a sete jovens. A missa foi concelebrada pelo Padre Valmir Neres de Barros, pároco.


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Santana Demonstração de fé a Deus, pela intercessão de Santo Expedito

Diácono Francisco Gonçalves

Colaborador de comunicação da Região

Diácono Francisco Gonçalves

Nos bairros do Jaçanã e Vila Isolina Mazzei, na zona Norte de São Paulo, as paróquias Sagrado Coração de Jesus e São Paulo Apóstolo promovem regularmente a devoção a Santo Expedito, o padroeiro das causas imediatas, que foi festejado no dia 19. Nessa data, Dom Sergio de Deus Borges, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Santana, presidiu missas nessas paróquias. A mais antiga, a Paróquia Sagrado Coração de Jesus, começou com uma capela construída pelo empresário Renato Tadeu Geraldes, devoto que se tornou conhecido depois de o seu negócio falir, tendo posteriormente se reerguido, segundo ele, graças à ajuda de Santo Expedito. Renato doou o terreno da capela e liderou a campanha para que fosse construída. A inauguração foi feita em 2001, pelo Cardeal Cláudio Hummes, então Dom Sergio participa da procissão com a imagem de Santo Expedito em frente à Paróquia Sagrado Coração de Jesus arcebispo metropolitano. Em abril de 2004, a capela foi noticiada na primeira página do Wall Street Journal, jornal de Nova York, nos Estados Unidos, sob o título ‘Brasileiros Diácono Francisco Gonçalves Diácono Francisco Gonçalves sem emprego, precisando de ação rápida, apelam para Santo Expedito’. O jornal de finanças norte-americano mostrou a veneração ao Santo no país, em São Paulo e no bairro do Jaçanã em especial. Como a capela não comporta o grande número de devotos de Santo Expedito, na data festiva o Padre Luiz Cesar Bombonato, pároco, que é auxiliado pelo Padre Eduardo Rodrigues Coelho, montou um palco na rua onde aconteceram os eventos comemorativos: as missas e as apresentações das bandas da Polícia Militar do Estado de São Paulo e da Guarda Civil Metropolitana, bem como da Orquestra de Sanfoneiros do Centro de Tradições Nordestinas e de Luana Arantes. Já na Paróquia São Paulo Apóstolo, que surgiu como comunidade por iniciativa dos fiéis e do Padre Nadir Sergio Granzotto, e se tornou Paróquia em 2011, o tríduo e Dom Sergio de Deus Borges deu posse na sexta-feira, No domingo, 23, Dom Sergio de Deus Borges, bispo auos festejos tiveram, além das missas, barracas de alimen21, ao Padre Adailton Nascimento Costa como páxiliar da Arquidiocese de São Paulo na Região Santana, tação. Todas as atividades foram coordenadas pelo Padre roco da Paróquia Santo Antônio de Lisboa, no Setor deu posse ao Padre Jorge Molinari como pároco da PaPastoral Medeiros. róquia São José, no Setor Pastoral Mandaqui. Wagner Scarponi, pároco.

Lapa

Benigno Naveira

Colaborador de comunicação da Região

De casa em casa para levar a Palavra de Deus Pastoral da Saúde Benigno Naveira

Na Área Pastoral São João Batista, ligada à Paróquia Santo Alberto Magno, no Setor Pastoral Butantã, um grupo de fiéis se dedica a levar regularmente a Palavra de Deus nas casas. Eles se reúnem todas as terças-feiras à noite na casa de um paroquiano para aprender mais sobre as Sagradas Escrituras e vivenciar a dimensão da acolhida, do louvor, da adoração e do planejamento da ação missionária. Além disso, nos encontros são feitas leituras, pedidos e orações, Integrantes da ‘Via-Sacra’ na porta de uma das casas na Área Pastoral São João Batista bem como entoados cânticos. A chamada “Via-Sacra” teve gião Lapa, no dia 18, Carlos Alberto, mais conhecido início em 7 de março deste ano, por iniciativa de como Beto, disse que a atividade tem como foco levar a João Lourenço, coordenador, Carlos Alberto Oliveira, Regina Augusto, Maria Tiemi Oliveira, Ariadine fé no Cristo ressuscitado para as famílias, e que toda a Benetom de Campos, Luciano Monico e Armanda ação é inspirada na exortação apostólica Evangelii Gaudium, do Papa Francisco, na qual o Pontífice propõe Romeiro Monico. uma “Igreja em saída” e uma “cultura de encontro”. Em conversa com a Pastoral da Comunicação da Re-

regional promove Missa no Hospital da USP

Na tarde da quinta-feira, 20, foi realizada na Capela Ecumênica do Hospital Universitário da USP, na Cidade Universitária, na zona Oeste da capital, uma celebração eucarística presidida pelo Padre Edilberto Alves da Costa, pároco da Paróquia São Francisco de Assis, no Setor Pastoral Butantã, com a participação de médicos, funcionários, alunos e pacientes do hospital. Em conversa com a Pastoral da Comunicação, Izabel Guimarães, coordenadora regional da Pastoral da Saúde, lembrou que naquele hospital a Pastoral zela pelo atendimento das pessoas na dimensão social e religiosa, por meio da visita aos enfermos às segundas, quartas e sextasfeiras, e com a celebração da missa toda a terceira quintafeira do mês. Ela lamentou que, aparentemente, as condições de atendimento no hospital tenham piorado. A coordenadora lembrou ainda que a Pastoral da Saúde desenvolve seu trabalho na dimensão solidária, comunitária e político-institucional, tendo como missão priorizar a vida e testemunhar o Evangelho no mundo da saúde.


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Belém Devoção a São Jorge: entre a fé e a bola Peterson Prates

Colaborador de comunicação da Região

O amor ao time de coração e o afeto ao santo de devoção levaram centenas de fiéis e torcedores a celebrarem a 22ª festa de São Jorge, promovida pelo Sport Club Corinthians Paulista, na manhã do domingo, 23, dia da memória litúrgica do Santo. A festa teve início com uma procissão, que partiu da Praça São José do Maranhão e percorreu as ruas do Tatuapé, até o Parque São Jorge, sede do clube paulista, onde há uma pequena capela dedicada ao Santo. Dom Luiz Carlos Dias, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Belém, presidiu a solene missa campal em frente à capela, concelebrada pelo Padre Jeferson Mengali, autor do livro “São Jorge – O Poder do Santo Guerreiro”. Também participaram os diáconos permanentes Jorge Luiz Sousa e Wainer Fracaro da Silva, capelães. Dom Luiz Carlos, na homilia, reforçou a importância de superar o medo, vencendo os conflitos e apostando em relações sociais sadias. “Um clube como este simboliza bem o que é o projeto de Deus. Onde as pessoas se reúnem, na alegria, para o congraçamento da vida, para celebrar a vida. Algo maravilhoso, precisa ser cultivado com carinho”, expressou Dom Luiz Carlos, que semanalmente pratica esportes no clube. “Rezemos pela diretoria, para que saiba administrar bem um clube como este, para que o leve a cumprir cada vez mais sua missão. Isso é muito importante para a sociedade, onde as pessoas se encontram e descobrem que são todos irmãos e irmãs”, finalizou o Bispo, diante das 800 pessoas que participaram da missa.

O clube e a relação com o Santo

Segundo a tradição cristã, São Jorge nasceu na região da Capadócia, atual Turquia, e depois mudou-se para a Palestina, onde foi capitão do exército romano. Jorge se negou a professar a fé pagã do império e, por isso, foi torturado e morto, professando a fé em Jesus Cristo. “São Jorge é um mártir cristão que

Peterson Prates

Dom Luiz Carlos Dias, bispo auxiliar da Arquidiocese, preside missa na Capela dedicada a São Jorge no Sport Club Corinthians Paulista, dia 23

deu sua vida pela causa do Cristo, e que é venerado tanto na Igreja Católica Romana como na Ortodoxa”, lembrou Padre Jefferson, que é devoto de São Jorge e torcedor do Corinthians desde a infância. “São Jorge foi adotado pela nação corintiana de uma maneira muito forte. A história de São Jorge nasceu aqui na nossa biquinha de São Jorge, onde quem bebe água se torna corintiano”, afirmou Fernanda Pagani, produtora de eventos do clube. Além da bica d’água com o nome do Santo, a rua da sede e o clube recebem o nome do padroeiro. Os imigrantes sírios e libaneses que habitavam o bairro do Tatuapé, na zona Leste, cultivavam a devoção a São Jorge. Com a instalação do clube na região, os torcedores acabaram por adotar o Santo como padroeiro, que já dava nome à rua. Ainda hoje, há no

Hora de agir a partir do tema da Campanha da Fraternidade O Fórum das Pastorais Sociais da Região Belém realizará no sábado, 6 de maio, às 8h30, no Centro Pastoral São José, no Belenzinho, um momento de animação sobre a dimensão do agir da Campanha da Fraternidade deste ano, que teve como tema “Fraternidade: Biomas brasileiros e a defesa da vida”. Para o encontro estão convidadas lideranças atuantes nas comunidades, paróquias, pastorais, movimentos e organismos da Região Belém. Na ocasião, a partir das iniciativas de trabalho relacionadas ao tema da Campanha da Fra-

ternidade, se elegerá uma ação concreta comum para ser assumida em nível regional. Na Região Belém, uma equipe se responsabilizou em ministrar formações sobre a temática nas comunidades e organismos, refletindo sobre os biomas brasileiros e a defesa da vida. Os grupos de rua realizaram encontros sobre os biomas, meditando também sobre a conversão ecológica e a Encíclica Laudato Si’, do Papa Francisco, a partir de um material próprio, produzido por membros das pastorais na Região.

Tatuapé uma capela ortodoxa dedicada ao Santo, no Lar Sírio, de 1937. Já a capela no Corinthians completa, em 2017, 50 anos de fundação, tendo sido consagrada em 1994 pelo Cardeal Paulo Evaristo Arns, então arcebispo de São Paulo, que era corintiano. Zeni Sabbag, sócia do clube há quase 60 anos e moradora do Tatuapé, contou que nasceu corintiana, e que a fé em São Jorge “é inquebrantável” e a

relação com o time é “um amor antigo”.

Dimensão Pastoral

A Arquidiocese de São Paulo mantém um trabalho pastoral na capela do clube por meio do serviço de capelania, desempenhado pelos diáconos Jorge e Wainer. Todos os sábados há batizados de crianças. Além das preparações de pais, padrinhos e batizados, há celebrações de bodas matrimoniais.

1 ano sem Waldemar Rossi Waldemar Rossi (foto), líder operário que é patrono da escola de fé e política da Região Belém, faleceu há um ano, em 4 de maio de 2016, aos 82 anos. Por conta disso, a Pastoral Operária da Arquidio-

cese de São Paulo celebrará a memória de Waldemar Rossi em uma missa na Paróquia São Gonçalo (Praça Dr. João Mendes, 108, Liberdade), no sábado, 6 de maio, às 18h. Peterson Prates/Arquivo


24 | Reportagem |

26 de abril a 3 de maio de 2017 | www.arquisp.org.br

Lei do ‘biotestamento’ preocupa hospitais católicos na Itália Entidades religiosas veem risco de eutanásia em projeto que permite ao paciente interromper o tratamento médico FILIPE DOMINGUES

Especial para O SÃO PAULO, em Roma

Um projeto de lei sobre o final da vida preocupa as instituições de saúde e hospitais católicos na Itália. A Câmara dos Deputados do país aprovou na quinta-feira, 20, e encaminhou para o

de falar. Ela vai avisar com antecipação: ‘quando eu estiver mal, tirem os aparelhos da tomada’”, explicou, ao O SÃO PAULO, Mario Ponzi, porta-voz da Associação Religiosa dos Institutos Sóciosanitarios (Aris). O grupo reúne 400 clínicas, hospitais, centros de reabilitação e laboratórios administrados por congregações religiosas no país, totalizando 60 mil leitos. “Isso é fazer a eutanásia entrar pela porta dos fundos”, criticou. Ele se refere à prática de causar voluntariamente a morte de uma pessoa em estado terminal. A eutanásia já foi legalizada em mais de dez países, mas na Itália e no Brasil é ilegal. Até o mo-

tativo tem a capacidade de pensar nisso”, avaliou, ilustrando que a Aris tem muitas clínicas para pessoas em estado terminal (hospice, em inglês), nas quais são internadas, alimentadas e recebem terapias para amenizar a dor até chegarem à morte natural. “Mas se o Estado diz que custa 400 euros (R$ 1,3 mil) por dia para manter uma pessoa nesse estado, se os parentes não veem a hora de se livrarem dela, ela se sente um peso. Não se trata somente de dizer ‘de Deus viemos e a Ele voltaremos’, mas de olhar para o problema também do ponto de vista humano.” Nesse sentido, um grupo de depu-

nal La Repubblica. “No projeto de lei, consideramos hidratação e nutrição um tratamento e, portanto, renunciáveis por parte do paciente.” Diante das críticas, ela contraditoriamente insiste ser contrária à eutanásia. Conforme explica Mario Ponzi, com a aprovação da lei na Câmara, as entidades católicas de saúde pedem ao menos que o Senado inclua a objeção de consciência. “Não queremos ser obrigados pela lei a fazer essas coisas. Como trabalham em convênio com o Estado, as entidades religiosas são inseridas no sistema público. O Estado diz: ‘então, vocês têm que seguir essas Reprodução da Internet

Senado, uma controversa proposta sobre a Declaração Antecipada de Tratamento (DAT), ou, como é chamada, lei do “testamento biológico” ou “biotestamento”. Se aprovada, a lei prevê que cada pessoa possa registrar em cartório um testamento detalhando os tipos de tratamentos médicos que não pretende aceitar ao final da vida, quando já não será capaz de expressar o seu consentimento. Dessa forma, os médicos não precisam consultar familiares ou advogados para interromper a terapia, o que envolve cessar alimentação e hidratação da pessoa doente ou até mesmo desligar os aparelhos que a mantêm viva. As entidades católicas querem incluir na lei uma objeção de consciência, isto é, o direito de não serem obrigadas a provocar a morte do paciente. “Na prática, a lei quer que uma pessoa possa decidir agora o que fazer no momento em que não será mais capaz

mento, a Itália tem um “vazio legislativo” sobre as questões do fim da vida. Em alguns casos, italianos viajam para a Holanda ou para a Suíça para obter legalmente uma morte “sem dor”. Porém, a Igreja Católica e outras entidades religiosas se opõem rigidamente à eutanásia, por ser uma forma de homicídio silencioso realizado no contexto hospitalar.

Sobre o valor da vida humana

Como explicou Ponzi, esse posicionamento não trata somente de defender princípios religiosos, mas da forma como se enxerga o valor da vida humana. “As instituições católicas de saúde defendem uma mudança na mentalidade atual. A pessoa que quer morrer se sente como um peso, seja para os familiares, seja para o Estado. Quem recebe amor, não quer morrer. Até mesmo a pessoa em estado vege-

tados, inclusive alguns ligados a entidades católicas, se colocou contrário ao projeto aprovado pela Câmara italiana. “Nós nos opusemos com todas as forças, porque isso quer fazer a eutanásia entrar no nosso ordenamento jurídico, e o faz da forma mais bárbara: a morte por fome e por sede. A batalha não terminou. Continua no Senado”, afirmaram 11 deputados católicos de vários partidos, em nota conjunta.

Objeção de consciência

A deputada relatora do projeto de lei, Donata Lenzi (Partido Democrático), defende a proposta, dizendo que não se trata de eutanásia, mas de dar ao paciente a escolha sobre até aonde pode chegar a terapia. “Pensamos que deve prevalecer a vontade do paciente, em vez da obrigação do médico de intervir em defesa da vida mesmo se o doente for contrário a isso”, justificou, em entrevista ao jor-

condições’”, lamentou. “Seria como levar as pessoas à sua casa e pedir que você as mate. Queremos a objeção de consciência. Não vão praticar o aborto e nem são obrigados a desligar os aparelhos”, acrescentou. Da parte da Igreja institucional, o presidente de Conferência Episcopal Italiana (CEI) se pronunciou dizendo que a lei abre precedentes “perigosos”. Segundo o Cardeal Angelo Bagnasco, arcebispo de Gênova, mesmo com a objeção de consciência, a Igreja continua sendo contrária ao texto atual. “Como não ficar desnorteado quando o médico é reduzido a um funcionário de cartório, que deve abrir mão do seu juízo baseado na ciência e na consciência?”, declarou, também ao La Repubblica. “A atenção à pessoa nos leva a contestar o abandono terapêutico. O doente precisa ser acompanhado em todos os momentos, tanto nas terapias quanto nas relações.”

O SÃO PAULO - 3148  

Jornal O SÃO PAULO semanário da Arquidiocese de São Paulo, há mais de 60 anos levando informação e formação para os católicos da maior cidad...

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