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ano 62 | Edição 3137

Semanário da Arquidiocese de São Paulo

8 a 14 de fevereiro de 2017

R$ 1,50 Gustavo de Oliveira/Arquidiocese do Rio de Janeiro

www.arquisp.org.br

entrevista exclusiva

Monsenhor Dario Viganò Com mudanças no contexto, deve-se mudar o sistema de comunicação. Os meios de comunicação da Santa Sé, enraizados em uma grande, gloriosa e antiga tradição, devem se renovar conforme a cultura digital.

Encontro com o Pastor Cardeal Scherer explica escolha do tema para o desfile da Unidos de Vila Maria Página 3

Editorial A devoção mariana: uma experiência bela do catolicismo Página 2

Páginas 22 e 23

Espiritualidade

Ano Mariano é tempo propício de peregrinação à Casa da Mãe Luciney Martins/O SÃO PAULO

Proposto pela CNBB, o Ano Nacional Mariano (12 de outubro de 2016 a 11 de outubro de 2017) celebra os 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida nas águas do rio Paraíba do Sul, hoje município de Aparecida (SP). Os fiéis que visitarem o Santuário de Aparecida ou qualquer igreja dedicada à Padroeira do Brasil e realizarem algumas condições habituais, conforme explica a reportagem do O SÃO PAULO, receberão indulgência plenária. Além disso, o Ano é um tempo propício para conhecer melhor a história de Nossa Senhora Aparecida e, por meio de sua intercessão, aproximar-se ainda mais de Deus. Páginas 11 a 14

Dom Julio Akamine fala sobre pecado e queda dos anjos Página 5

Qual a importância do presidente da Câmara e do Senado? O Senado e a Câmara Federal elegeram seus novos presidentes. Para comandar as casas pelos próximos dois anos, foram eleitos, respectivamente, o senador Eunício de Oliveira (PMDB-CE) e o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Página 17

Bispos emitem nota sobre violência no Espírito Santo

Página 16

Região Episcopal Brasilândia tem novo Setor Pastoral

Página 18

Congregação para a Educação Católica realiza assembleia em Roma O Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, participa, em Roma, da Assembleia da Congregação para a Educação Católica, que acontece entre os dias 7 e 9. O assunto principal da plenária é

a revisão da Constituição Apostólica Sapientia Christiana, que apresenta as Diretrizes da Igreja Católica para as universidades e instituições eclesiásticas de ensino de nível superior. Página 24


2 | Ponto de Vista |

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Editorial

A companhia sempre necessária de Nossa Senhora Aparecida

E

stamos em pleno Ano Mariano, comemorando os 300 anos desde que foi encontrada a imagem de Nossa Senhora Aparecida no rio Paraíba do Sul e o centenário das aparições da Virgem em Fátima. Nessa perspectiva, esta edição do jornal “O SÃO PAULO” traz várias contribuições para que possamos aproveitar melhor a ocasião. Entre elas, as indicações para que possamos obter a indulgência plenária concedida nesse período a todos que visitarem, em peregrinação, a Basílica de Nossa Senhora Aparecida ou qualquer igreja paroquial a ela dedicada. Nossa Senhora ocupa um lugar especial na história – e não apenas para os católicos. O próprio Lutero, apesar de ter bem claro sua discordância sobre as devoções católicas aos santos, deixou explícito em seus escritos o apreço que tinha pela Mãe de Jesus. O Corão, o livro sagrado

dos muçulmanos, também dedica uma atenção toda especial a Maria. Particularmente no século XX, um dos mais difíceis para o cristianismo em toda a história, as devoções marianas e os locais em que se celebraram suas aparições são motivo de admiração, fascínio e até conversão para ateus e agnósticos que se dedicaram a estudá-los. A presença da Virgem Maria pode ser encontrada em todas as partes. Ela se manifesta como padroeira dos latino-americanos em mais de 25 figuras espalhadas pelo continente. Quase sempre são pequenas imagens, feitas ou encontradas pelo povo simples (índios, pescadores, tropeiros); muitas com feições indígenas ou enegrecidas. No século XX, as aparições mais conhecidas antecederam grandes desgraças, como por exemplo a que aconteceu em Ruanda, em 1981, pouco antes da guerra civil que matou cerca de 800 mil pessoas.

A devoção mariana, com sua simplicidade e ingenuidade quase infantil, é uma das marcas mais belas e mais completas da experiência católica. Tudo aquilo que o ser humano é, toda a sua fragilidade e sua dificuldade para se relacionar com Deus, encontra-se acolhido e ressignificado na relação com “a Mãe de Deus e nossa”. Num mundo cético e descrente, a presença de Nossa Senhora na vida das pessoas e dos povos bem ilustra as palavras do então Cardeal Ratzinger, na apresentação das mensagens de Fátima (Roma, 2000): “A história está constelada de aparições e sinais sobrenaturais, que influenciam o desenrolar dos acontecimentos humanos e acompanham o caminho do mundo, surpreendendo crentes e descrentes”. Uma das mais belas e significativas orações marianas da tradição, o Memorare, de autoria de São Ber-

nardo, diz: “Lembrai-vos, ó puríssima Virgem Maria, que nunca se ouviu dizer que algum daqueles que tivessem recorrido à vossa proteção, implorado a vossa assistência, e reclamado o vosso socorro, fosse por vós desamparado. Animado eu, pois, com igual confiança, a vós, ó Virgem entre todas singular, como a Mãe recorro, de vós me valho e, gemendo sob o peso dos meus pecados, me prostro a vossos pés [...]”. Mesmo os católicos mais fervorosos, os mais devotos de Nossa Senhora, não deixariam de se admirar, de se maravilhar, se pudessem perceber o quanto as pessoas, incluindo aquelas aparentemente mais distantes da fé, necessitam e anseiam por esse anúncio. O mundo mudou e ainda mudará muitas vezes, mas o ser humano nunca deixará de precisar dessa Mãe – muito mais neste tempo de desamparo afetivo, moral e espiritual em que vivemos.

Opinião

As três dimensões da Liberdade Religiosa Arte: Sergio Ricciuto Conte

Ricardo Gaiotti Silva A liberdade religiosa está relacionada com a capacidade de o homem se autodeterminar na investigação e adoção da verdade religiosa que bem entenda. E de ajustar sua conduta individual e social conforme os preceitos morais que descobre conforme sua consciência. O Papa Bento XVI nos ensinou que: “negar ou limitar arbitrariamente esta liberdade significa cultivar uma visão redutiva da pessoa humana; (...) a liberdade religiosa deve ser entendida não só como imunidade da coação, mas também, e antes ainda, como capacidade de organizar as próprias opções segundo a verdade” (“Liberdade Religiosa, Caminho para a Paz”, “Mensagem para o Dia Mundial da Paz”, de 2011). Assim, a liberdade exige que os homens sejam imunes de coação, de modo que, em matéria religiosa, ninguém se obrigue a atuar contra sua consciência, nem seja impedido de atuar conforme ela, seja pública ou privadamente, sozinho ou associado a outros, dentro dos devidos limites. Com isso, pode-se afirmar que a liberdade religiosa possui basicamente

três dimensões: a liberdade de consciência, a de culto e a de apostolado. A liberdade de consciência considera, antes de tudo, a pessoa humana como sujeito individual, que é capaz de investigar livremente a verdade religiosa e de aderir a ela, sem ser coagida. A liberdade de culto, por sua vez, decorre da necessidade huma-

na de manifestar externamente seu pensamento e sentimento religioso, buscando não somente uma satisfação emocional, mas também uma inclusão social e, por essa razão, tal liberdade não é apenas um acidente, mas, sim, necessária para a liberdade religiosa, ou seja, a liberdade de culto é a liberdade religiosa coletiva.

Por fim, a liberdade de apostolado tem como finalidade intensificar o fervor religioso entre os fiéis da mesma comunidade, por meio de pregações fora e dentro do culto e de outras práticas pastorais, como ensinamento do catecismo, escritos em revistas e livros, cinema, teatro, rádio, televisão, internet. Distinguem-se, porém, duas formas de apostolado: o primeiro, chamado interno, é o destinado às pessoas da mesma profissão de fé; o segundo, externo, possui como finalidade alcançar a todos, crentes ou não. O exercício da liberdade religiosa garante não somente a possibilidade de professar uma fé, mas também a de comunicá-la; não por acaso a liberdade de opinião é considerada por alguns juristas como sendo a liberdade primária, o ponto de partida das outras liberdades, manifestando em seu aspecto íntimo a liberdade de consciência e de crença, e, em seu aspecto externo, as liberdades de comunicação, isto é, de transmissão e recepção do dado religioso. Ricardo Gaiotti Silva é advogado e juiz eclesiástico no Tribunal Interdiocesano de Aparecida, mestrando em Filosofia do Direito pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, e mestrando em Direito Canônico pela Pontifícia Universidade de Salamanca, na Espanha.

As opiniões expressas na seção “Opinião” são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, os posicionamentos editorais do jornal O SÃO PAULO.

Semanário da Arquidiocese de São Paulo

Mantido pela Fundação Metropolitana Paulista • Publicação Semanal • www.osaopaulo.org.br • Diretor Responsável e Editor: Padre Michelino Roberto • Redator chefe: Daniel Gomes • Reportagem: Cônego Antônio Aparecido Pereira, Edcarlos Bispo, Filipe David, Nayá Fernandes e Fernando Geronazzo • Institucional: Rafael Alberto e Renata Moraes • Fotografia: Luciney Martins • Administração: Maria das Graças Silva (Cássia) • Secretaria de Redação: Djeny Amanda • Assinaturas: Ariane Vital • Diagramação: Jovenal Alves Pereira • Edição Gráfica: Ana Lúcia Comolatti • Revisão: Sueli S. Dal Belo • Impressão: S.A. O ESTADO DE S. PAULO • Redação e Administração: Av. Higienópolis, 890 - Higienópolis - 01238-000 • São Paulo - SP - Brasil • Fones: (11) 3660-3700 e 3760-3723 - Telefax: (11) 3666-9660 • Internet: www.osaopaulo.org.br • Correio eletrônico: redacao@osaopaulo.org.br • adm@osaopaulo.org.br (administração) • assinaturas@osaopaulo.org.br (assinaturas) • Números atrasados: R$ 1,50 • Assinaturas: R$ 45 (semestral) • R$ 78 (anual) • As cartas devem ser enviadas para a avenida Higienópolis, 890 - sala 19. Ou por e-mail • A Redação se reserva o direito de condensar e de não publicar as cartas sem assinatura • O conteúdo das reportagens, artigos e agendas publicados nas páginas das regiões episcopais é de responsabilidade de seus autores e das equipes de comunicação regionais.


www.arquisp.org.br | 8 a 14 de fevereiro de 2017

cardeal odilo pedro scherer Arcebispo metropolitano de São Paulo

S

ou muito devoto da Mãe de Jesus, Nossa Senhora, invocada com carinho sob muitos títulos. Desde criança, aprendi a rezar o terço, a cantar à “Mãezinha do Céu” e a me consagrar a ela todos os dias. Com o povo católico, alegro-me pela comemoração dos 300 anos do achado da imagem sagrada da Mãe Aparecida e escrevi, recentemente, uma carta pastoral à Arquidiocese de São Paulo, com o título “Viva a Mãe de Deus e nossa”, sobre o lugar de Maria no coração de Deus, de Jesus Cristo e da Igreja, não podendo estar ausente do coração dos cristãos. E fico triste cada vez que se desrespeita a Mãe de Jesus; é como se fosse destratada minha própria mãe. Desejo, pois, desfazer dúvidas e temores a respeito da “homenagem a Nossa Senhora Aparecida” que a escola de samba “Unidos de Vila Maria” vai fazer no carnaval de 2017, em São Paulo. No dia 25 de março de 2015, fui procurado pelos representantes da citada escola de samba. Em vista do 3º centenário do encontro da imagem sagrada nas águas do rio Paraíba do Sul, achavam que seria a ocasião propícia para apresentar o tema de Aparecida num enredo do carnaval de 2017, como um tributo a Nossa Senhora Aparecida. Indaguei sobre o formato da proposta que apresentavam e, desde logo, procurei verificar se era algo sério, que não desrespeitasse minimamente a Mãe de Jesus, ou debochasse da fé do povo católico. Obtive todas a explicações que desejava e lhes informei que era necessário refletir e que a “autorização” pedida não dependia apenas do arcebispo de São Paulo. Eles, desde logo, se dispuseram a aceitar todas as orientações de

Nossa Senhora Aparecida no carnaval nossa parte. Mais ainda: pediram uma supervisão, da parte da Igreja, para os preparativos da homenagem. A questão foi levada ao conhecimento do Conselho Pro-Santuário Nacional de Aparecida, encarregado de acompanhar, em nome da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, a vida pastoral e administrativa do Santuário. Participam do Conselho, além do Arcebispo de Aparecida e do Presidente da CNBB, vários outros arcebispos do Brasil e também o Reitor da Basílica. O pedido da “Vila Maria” foi exposto na reunião de 27 de março de 2015. Levantaram-se várias questões e foram pedidos esclarecimentos, em vista de uma resposta à Escola Unidos de Vila Maria. O Conselho, por unanimidade, deu parecer favorável à iniciativa, mas recomendou que fossem observados alguns critérios: 1. Respeito à imagem de Nossa Senhora Aparecida, à fé e à religiosidade do povo católico; 2. Fidelidade aos fatos históricos; 3. Apresentação da genuína piedade mariana católica, sem sincretismos; 4. Decoro no desfile da escola, sem exposição de nudez; 5. Supervisão dos preparativos pelo Santuário de Aparecida e pela Arquidiocese de São Paulo. A agremiação aceitou sem reservas todos esses critérios. Os Diretores da “Unidos de Vila Maria” asseguraram que também eles são devotos de Nossa Senhora Aparecida e, longe de desrespeitarem a Mãe de Deus, eles lhe queriam tributar uma singela homenagem, em nome de todos os brasileiros. O Reitor do Santuário Nacional e representantes da Arquidiocese de São Paulo acompanharam a elaboração da proposta do desfile. Antes da confecção das alegorias, os projetos e a letra do samba-enredo foram mostrados e receberam sugestões. Por isso, até o presente, não há motivos para pensar que a imagem de Maria seja profanada, nem que seja desrespeitada a fé dos católicos. Na sede da “Unidos de Vila

Maria” há um nicho com a imagem de Nossa Senhora Aparecida, sempre com flores, e as pessoas rezam diante dela. A apresentação consistirá numa série de alegorias, música e danças, narrando o encontro da imagem, o contexto histórico e social da época, as primeiras devoções e milagres, a relação da Princesa Isabel com Aparecida, oferecendo o manto e a coroa, a construção das duas basílicas, as romarias e o significado cultural da devoção a Nossa Senhora Aparecida. Trata-se de algo mais amplo do que uma homenagem religiosa. Para alguns, a iniciativa pode parecer chocante, pois o carnaval e o sambódromo não seriam os locais mais adequados para homenagear Nossa Senhora. Até pode ser, pois tudo depende da intenção e da forma como as coisas são feitas. No caso em questão, a intenção é boa e a forma também. O lugar seria impróprio para honrar a puríssima Virgem Maria? Mas será que Maria não gostaria de chegar lá, onde mais se faz necessária a sua presença? Pensemos bem: não rezamos a Santa Missa em praças, estádios e ginásios de esporte, onde tantas coisas pouco decorosas acontecem e são ditas? Não levamos nós o Santíssimo Sacramento para as praças e avenidas, onde acontecem injustiças e violência e prostituição? Para as cracolândias e outros locais, onde se profana a dignidade humana e o santo nome de Deus? Não foi para os pecadores que Jesus veio ao mundo? E sua Mãe Santíssima não iria com Ele a esses locais? E Jesus não entrou na casa de publicanos e pecadores, escandalizando fariseus e mestres da Lei? E não permitiu que uma mulher, conhecida de todos como pecadora, banhasse seus pés com as lágrimas, os beijasse e ungisse com perfume? E os católicos não poderiam honrar o nome de Deus, professar sua fé e prestar homenagem a Nossa Senhora também no sambódromo?

| Encontro com o Pastor | 3 Festa da Apresentação Luciney Martins/O SÃO PAULO

Na quinta-feira, 2, Festa da Apresentação do Senhor e Dia de Nossa Senhora da Luz, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, presidiu missa na Catedral da Sé. Também nesta data, ele comemorou 15 anos de sua ordenação episcopal.

Visita às Franciscanas Arquivo pessoal

Na quarta-feira, 1º, Dom Odilo Scherer passou o dia com as irmãs franciscanas da ação pastoral na casa onde morou Dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo, falecido em dezembro. Fundada na Alemanha no século XIII, a congregação chegou ao Brasil em 1921. As religiosas atuam nos estados de São Paulo, Goiás e Pará, onde também mantêm centros educacionais.

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4 | Fé e Vida |

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Liturgia e Vida 6º DOMINGO DO TEMPO COMUM 12 de fevereiro de 2017

‘Guarda os mandamentos e eles te guardarão’ Cônego Celso Pedro Quando falamos de sabedoria, não falamos “da sabedoria deste mundo nem da sabedoria dos poderosos deste mundo. Falamos da misteriosa sabedoria de Deus, sabedoria escondida, que, desde a eternidade, Deus destinou para nossa glória. Nenhum dos poderosos deste mundo conheceu essa sabedoria. Pois, se a tivessem conhecido, não teriam crucificado o Senhor da glória”. Assim lemos hoje na Primeira Carta aos Coríntios (2,6-8), e no Eclesiástico (15,19) ouvimos que “a sabedoria do Senhor é imensa”. Se quisermos ser sábios como sábio é o nosso Deus, cuidemos de pôr em prática os seus mandamentos. Foi o que disse Moisés ao povo antes de entrar na Terra Prometida: “Eu vos ensinei estatutos e normas. Cuidai de pô-los em prática, pois isto vos tornará sábios e inteligentes aos olhos dos povos” (Dt 4,5-6). Jesus não veio abolir a Lei e os Profetas. Ele veio dar-lhes pleno cumprimento. Será o menor no Reino dos Céus quem desobedecer e ensinar a desobedecer a um só dos mandamentos. Deste modo, será grande quem os praticar e ensinar. O que não pode acontecer é ensinar e não praticar! “Guarda, pois, os mandamentos e eles te guardarão.” Desde cedo aprendemos em fórmula catequética os Dez Mandamentos da Lei de Deus: Amar a Deus sobre todas as coisas; Não tomar seu santo Nome em vão; Guardar domingos e festas de guarda; Honrar pai e mãe; Não matar; Não pecar contra a castidade; Não furtar; Não levantar falso testemunho; Não desejar a mulher do próximo; Não cobiçar as coisas alheias. Estes mandamentos exprimem os deveres fundamentais do ser humano para com Deus e para com o próximo. Como luz que ilumina, eles mostram o caminho a ser seguido. São como um professor. Mostram o caminho, mas não fazem que você o siga. Dizem o que deve ser feito, mas não concedem a força para que se faça. “A Lei se tornou nosso pedagogo até Cristo” – escreve Paulo aos Gálatas – “para que fôssemos justificados pela fé. Chegada a fé, não estamos mais sob o pedagogo” (Gl 3,24-25). Jesus leva os mandamentos até suas últimas consequências, mas é Ele quem dá a graça da salvação. Ninguém deve pensar que se salva por observar a Lei. A Lei não salva nem dá a graça. “A Lei foi dada por meio de Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo” (Jo 1,17). Ao falar em “graça e verdade”, São João tem em mente a bondade e a fidelidade de Deus que perdoa. A Lei, enquanto norma externa, não é princípio de salvação. Princípio de salvação é Jesus Cristo, que nos salva de graça e não por força dos nossos méritos. Ele é ao mesmo tempo a Lei e o Amor que perdoa as faltas contra a Lei.

Você Pergunta Gosto de camisetas com estampas de caveiras. É correto? padre Cido Pereira

osaopaulo@uol.com.br

“Padre, tenho uma dúvida, eu gosto de usar camiseta com estampas de caveiras porque acho legal e tal... e gostaria de saber: o que a Igreja Católica pensa sobre esse símbolo? Se atrai coisas ruins ou não tem nada a ver usar... Eu sou católico e recebo a comunhão quase todos os fins de semana na minha casa, pois estou operado e uma pessoa da igreja traz a Palavra de Deus até a mim. ” Quem pergunta é o Allan, de Contagem, (MG). Allan, embora respeitando o seu gosto, eu não consigo defini-lo senão como mau gosto. Mas é opinião mi-

nha. Entendo que o uso de camisetas virou também um meio de comunicação. Com uma camiseta a gente pode testemunhar fé, devoção a algum santo; pode testemunhar nossa inconformidade contra isso ou contra aquilo. Mostrar uma caveira não contradiz, creio eu, o afirmar ser cristão. É verdade que muitos santos são representados pela arte cristã junto a uma caveira ou com uma caveira na mão. Mas também é verdade que a caveira significa também um risco de vida, algo mortal. Veja, Allan, eu estou mostrando os dois lados. Mas penso que você deveria dar testemunho, e ficaria

mais bonito, e de acordo com sua fé, um sinal de esperança, de vida, de amor ao próximo. Por que mostrar a morte ou o seu resultado? Por que não representar a pessoa com toda a beleza de sua dignidade, sendo imagem e semelhança de Deus? Eu espero, meu irmão, que seu gosto por caveiras nada tenha a ver com os valores e sentimentos bons que você certamente cultiva no seu coração. Não mando você nem tirar nem pôr a camiseta. Apenas lhe convido a questionar esse gosto ou a direcioná-lo para uma mensagem mais positiva. Um abraço fraterno. E que o Senhor lhe dê sabedoria na escolha dos caminhos a seguir.

Atos da Cúria NOMEAÇÃO DE COORDENAÇÃO DE ESTÁGIOS NO TRIBUNAL ECLESIÁSTICO DE SÃO PAULO

Em 2 de fevereiro de 2017, foi nomeado e provisionado Vigário Paroquial da Paróquia São Judas Tadeu, na Região Episcopal Brasilândia, o Revmo. Pe. Orisvaldo da Silva Carvalho.

Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus, na Região Episcopal Ipiranga, Setor Pastoral Imigrantes, o Diácono Transitório José Ferreira da Silva, pelo período de 01 (um) ano.

Em 3 de fevereiro de 2017, foi nomeado Coordenador do Serviço de Estágios no Tribunal Eclesiástico Interdiocesano de São Paulo o Revmo. Pe. Dr. Everton Fernandes Moraes.

Em 2 de fevereiro de 2017, foi nomeado e provisionado Vigário Paroquial da Paróquia Cristo Rei, na Região Episcopal Brasilândia, o Revmo. Pe. Rafael Alves Pereira Vicente.

NOMEAÇÃO E PROVISÃO DE PÁROCO

Em 2 de fevereiro de 2017, foi nomeado e provisionado Vigário Paroquial da Paróquia São Luís Gonzaga, na Região Episcopal Brasilândia, o Revmo. Pe. Bruno Muta Vivas.

Em 31 de janeiro de 2017, foi nomeado e provisionado Assistente Pastoral da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, na Região Episcopal Ipiranga, Setor Pastoral Ipiranga, o Diácono Transitório Christopher Costa Velasco, pelo período de 01 (um) ano.

Em 28 de janeiro de 2017, foi nomeado e provisionado Pároco da Paróquia São José Esposo da Virgem Maria, na Região Episcopal Sant’Ana, Setor Pastoral Medeiros, o Revmo. Pe. Alexandre Alves Moreira, MSJ, pelo período de 06 (seis) anos. Em 02 de fevereiro de 2017, foi nomeado e provisionado Pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, na Região Episcopal Ipiranga, Setor Pastoral Vila Mariana, o Revmo. Pe. Ederaldo Macedo de Oliveira, SDS, pelo período de 06 (seis) anos. NOMEAÇÃO E PROVISÃO DE VIGÁRIO PAROQUIAL Em 1º de fevereiro de 2017, foi nomeado e provisionado Vigário Paroquial da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, na Região Episcopal Ipiranga, Setor Pastoral Vila Mariana, o Revmo. Pe. Bruno Retore, SDS, pelo período de 03 (três) anos. Em 1º de fevereiro de 2017, foi nomeado e provisionado Vigário Paroquial da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, na Região Episcopal Ipiranga, Setor Pastoral Vila Mariana, o Revmo. Pe. Claudino Vanz, SDS, pelo período de 03 (três) anos.

NOMEAÇÃO DE ASSISTENTE PASTORAL Em 31 de janeiro de 2017, foi nomeado e provisionado Assistente Pastoral da

Para assinar O SÃO PAULO: Escolha uma das opções e a forma de pagamento. Envie esse cupom para: FUNDAÇÃO METROPOLITANA PAULISTA, Avenida Higienópolis, 890 São Paulo - SP CEP 01238-000 - Tels: (011) 3666-9660/3660-3724 osaopaulo@uol.com.br

PRORROGAÇÃO DA NOMEAÇÃO E PROVISÃO DE PÁROCO Em 1º de fevereiro de 2017, foi prorrogada a nomeação e provisão de Pároco da Paróquia Santuário Santa Edwiges, na Região Episcopal Ipiranga, Setor Pastoral Anchieta, do Revmo. Pe. Paulo Siebneichler, OSJ, pelo período de 3 (três) anos.

SEMESTRAL: R$ 45 ANUAL: R$ 78 exterior ANUAL: 220 U$ FORMA DE PAGAMENTO: COBRANÇA BANCÁRIA

NOME___________________________________________________________ _________________________________________________________________ DATA DE NASC. ___/___/____CPF/CNPJ _________________________________ ENDEREÇO ___________________________________________________________ __________________________________________________________ nº __________ COMPLEMENTO ______________________ BAIRRO ___________________________

CIDADE____________________________________ ESTADO ______ E-MAIL: ________________________________________________ TEL: (__________) ______________________________________ DATA ____/___/____ CEP ____________ - ___________


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Espiritualidade

A queda dos anjos Dom Julio Endi Akamine

A

Arcebispo eleito da Arquidiocese de Sorocaba

ntes da queda de Adão e Eva, acontecida nos inícios da história, se situa outro evento que tem contornos ainda mais misteriosos. Na origem da tentação e do pecado, há outro ser que se opõe a Deus. A serpente do Gênesis é identificada a partir de Sb 2,24 com Satanás. O Novo Testamento e a tradição o apresentam como um anjo caído. Com efeito, os anjos, como seres espirituais, têm em comum com os homens a liberdade, a qual, sendo também nesse caso uma liberdade finita, pode ser mal utilizada. Desse pecado dos anjos fala o Novo Testamento em 2Pd 2,4: “Deus não poupou os anjos que pecaram, mas os precipitou nos abismos tenebrosos do inferno onde os reserva para o julgamento”. Também nesse caso o pecado é uma rejeição a Deus. Eles não quiseram se submeter a Deus; quiseram “ser como Deus”. Por isso, na voz tentadora da serpente, podemos reconhecer o que foi, no seu núcleo, o pecado dos anjos. Naturalmente, se não conhecemos

foi, portanto, a indução do homem os detalhes concretos do primeiro ao pecado das origens. E ele contipecado do homem, menos ainda podemos nos aventurar na imaginação nua a influir negativamente em nós. do pecado dos anjos. É interessante, Como tentou os nossos primeiros porém, indicar que uma tradição dos pais e triunfou no seu empenho, primeiros tempos cristãos – da qual assim tentou também Jesus. Mas se faz eco, por exemplo, Santo Irineu – Adão e Eva cederam à tentação de vê a manifestação desse pecado (da querer ser como Deus, Jesus, existindo na forma divina, não se apegou à “apostasia”) na inveja (cf. Sb 2,24) sua igualdade com Deus, mas se despelos bens que Deus quis conceder pojou dela (cf. Fl 2,6). Com sua vinao homem e que teria a sua máxima da ao mundo, com sua obediência ao expressão na humanidade gloriosa Pai, destruiu as obras do diabo. de Jesus. Guardando rancor em relação a Deus por esses bens, Satanás quis impedir, com a tentação, Também o homem, na sua que o homem pudesse liberdade de escolha, dispõe de si. Mas, por causa dos recebê-los. O pecado dos anjos seus condicionamentos, essa consiste no abuso da disposição não é total; pode liberdade que se volta assim se arrepender, mudar contra Deus. Essa es- de vida, enquanto ainda se colha contra Deus é, encontra neste mundo. pela sua própria natureza, irrevogável, pois sendo o anjo puro espírito, na sua Por tudo isso é preciso nos acautelar contra as falsas interpretações liberdade de escolha, dispõe inteiramente de si e se determina, portanto, que tendem a exagerar o poder do de maneira definitiva. diabo. Ele é uma criatura de Deus. A Também o homem, na sua libersua própria ação e os danos que caudade de escolha, dispõe de si. Mas, por sa são permitidos por Deus. Não há, causa dos seus condicionamentos, essa portanto, um princípio do mal oposto e do mesmo nível ao do bem. Há disposição não é total; pode assim se somente um Criador de tudo, o Deus arrepender, mudar de vida, enquanto bom, que permite o mal por amar a ainda se encontra neste mundo. liberdade de suas criaturas e que, enO resultado mais grave da influência de Satanás, homicida desde o tretanto, dispõe as coisas de modo início e pai da mentira (cf. Jo 8,44), que sempre se possa dele tirar o bem.

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Fé e Cidadania Ferreira Gullar e Doutrina Social da Igreja Padre Sancley Lopes Gondim A igualdade de direitos e de oportunidades é uma das mais profundas e autênticas aspirações democráticas. Seu fundamento é a identidade essencial de todos os seres humanos, visto que todos têm a mesma dignidade, independentemente da condição socioeconômica, raça, cultura ou religião. Ferreira Gullar deixou, em seu último artigo, uma preciosa observação. “A sociedade não necessita ser irretorquivelmente igualitária, mesmo porque as pessoas não são iguais. Um perna de pau não deve ganhar o mesmo que o Neymar, nem o Bill Gates o mesmo que ganha um chofer de táxi. E para que alguém necessita ter à sua disposição milhões e milhões de dólares? Se investir esse dinheiro numa empresa, produzindo boas mercadorias, e oferecendo bons serviços e dando emprego às pessoas, tudo bem. Tais fortunas devem ser divididas com outras classes sociais, investidas na formação cultural e profissional das pessoas menos favorecidas, usadas para subvencionar hospitais e instituições para atender pessoas idosas e carentes. Só avançaremos nessa direção se pusermos de lado os preconceitos esquerdistas e direitistas, que fomentam o ódio entre as pessoas. A ambição desvairada pelo lucro é o mal do capitalismo que deve ser extirpado. E, creio eu, isso talvez possa ser feito sem violência, uma vez que, de fato, ninguém necessita de acumular fortunas fantásticas para ser feliz. “Sabem por que Bill Gates deixou a presidência de sua empresa capitalista para dirigir a entidade beneficente que criou? Porque isso o faz mais feliz, dá sentido à sua vida” (Folha de S. Paulo, 04/12/16, C6). “A total igualdade democrática implica, como exigências fundamentais, oportunidades iguais para todos, possibilidades iguais em suas condições mínimas para viver dignamente e possibilidades diferentes, para cada um, de realizar seus talentos diferenciados. Com efeito, se todos os homens são rigorosamente iguais em sua dignidade essencial, todos são rigorosamente diferentes em suas capacidades e talentos” (Ávila, Peq. Encicl. De DSI, p. 226). “A Igreja, em sua Doutrina Social, nunca se deixou seduzir pela utopia de uma igualdade absoluta, sempre denunciou, contudo, todas as desigualdades extremas, que dividem grupos, povos, nações e o mundo” (Idem, p. 153). “As grandes desigualdades entre membros e povos da mesma família humana constituem um escândalo e são contrárias à justiça social” (Gaudium et Spes, 29c). Trata-se de um falso ideal de igualdade o anunciado pelo comunismo, em que “as multidões, seduzidas por promessas falazes e como que estimuladas por um contágio violentíssimo, [que] lhes comunica um ardor (...) irreprimível, o que é muito mais fácil em nossos dias, em que a pouco equitativa repartição dos bens deste mundo dá como consequência a miséria anormal de muitos” (Pio XI, Divini Redemptoris, nº 8, 19/03/1937). As opiniões da seção “Fé e Cidadania” são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, os posicionamentos editoriais do O SÃO PAULO.


6 | Viver Bem |

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Cuidar da Saúde Puericultura é tão importante quanto o pré-natal Cássia Regina Puericultura é o seguimento de saúde que fazemos com as crianças desde que nascem até completarem 2 anos de vida. E por que isso é necessário? Porque os dois primeiros anos de vida são a fase em que o corpo está sofrendo mudanças que servirão de base para toda a vida – o que, na verdade, acontece desde a fecundação. A puericultura é tão importante quanto o pré-natal: é como uma continuação do acompanhamento e do desenvolvimento do bebê. Durante a consulta, podemos verificar alterações que, para os pais, são muitas vezes imperceptíveis. Por exemplo: quando mensuramos a cabeça do bebê, estamos avaliando também o desenvolvimento do cérebro. Assim, podemos diagnosticar tanto a macrocefalia quanto a microcefalia, sendo que a diferença pode ser de centímetros. O importante é agir tão cedo quanto possível, a fim de tratar ou minimizar uma possível alteração ou uma doença que pode deixar sequelas se for diagnosticada tardiamente. Na infância existem doenças que se iniciam de forma silenciosa, e é através da puericultura que as percebemos e tomamos a recomendada providência. Siga corretamente as orientações e os retornos solicitados pelo seu médico. Ele só quer o melhor para seu filho. Dra. Cássia Regina é médica atuante na Estratégia de Saúde da Família (PSF) E-mail: dracassiaregina@gmail.com

Comportamento

A ditadura das minorias Valdir Reginato Enquanto aguardava na sala de espera assisti numa TV a um desses programas da manhã em que uma ilustre desconhecida falava com toda segurança para uma apresentadora atônita: “Temos que acabar com este tabu de masculino e feminino, homem e mulher”, referindo-se ao uso do vestuário e de maquiagens pelos mortais seres humanos. Parecia perplexa a apresentadora, mas a convicção era tanta que ela se esforçou até em concordar... Estamos numa sociedade de comportamentos cada vez mais diversificados, é verdade. Impossível imaginar o que nos aguarda no fim do túnel. No entanto, é impressionante como mudanças de minorias estão ditando as “novas regras” do comportamento em seus usos e costumes, como se todos se tivessem tornado obsoletos em seus modelos de vida, e agora precisassem aderir à “nova era”. Os exemplos sobram no noticiário. Um garoto adolescente resolveu ir de saia à sua escola, e agora isto deve ser o padrão dos uniformes nos colégios; não há mais banheiros para meninos e meninas, ou diferenças que marcadamente sempre distinguiram os seres humanos dos sexos masculino e feminino; um ministro resolve considerar que o aborto aos três meses, sem justificativa constitucional, não é crime, e então o aborto deve ser aceito por todos, ainda que a maioria da população brasileira não concorde; as passeatas LGBT, cada vez mais reduzidas nos seus números, pareciam assinalar que o mundo virou gay, e então todos têm

parte da nação. Mas nada se fala sobre que aceitar que esta é a nova disposição os que lá já se encontram e defendem a sexual da humanidade; padres, afastados da Igreja, passaram a realizar casaregularização de uniões descabidas, ou mentos entre homossexuais, e o Papa escrevem sobre o aborto como “direitos humanos”. passa a ser retrógrado, junto com todos os 1,2 bilhão de católicos que não É preciso sim respeitar, e mais, conviver com a diversidade na sociedade concordam com isto; os que valorizam e em todos os seus campos. A convio trabalho da mulher em casa, na formação dos filhos e no equilíbrio do lar, vência saudável entre as diferentes correntes amplia a discussão e enriquece trabalho exercido por milhões delas, a cultura. Contudo, isto não significa são considerados “bárbaros machistas”, ainda que admitam o mérito da que todos tenham que estar de acordo participação da mulher em tantas oucom todos. É impossível. Da mesma tras atividades sociais e profissionais; e maneira, não se pode sair atirando não esqueçamos que mencionar a fiirresponsavelmente ou derrubando delidade à sua religião, principalmente colunas que têm dado sustentação a se cristã, e mais ainda se católica, está civilizações por séculos, porque agose tornando um absurdo num mundo em que o mais importante Estamos numa sociedade de todos os deuses é o de comportamentos cada “laicismo”. Para outros, vez mais diversificados, todas as religiões são é verdade. Impossível iguais e seguir somente imaginar o que nos a sua é uma discrimina- aguarda no fim do túnel ção imperdoável, ainda ra descobriram a “verdade”. E mais do que quase 70% dos brasileiros sejam que tudo isso, não podemos e não deconsiderados católicos; e perto de 90% vemos permitir que o comportamento cristãos. de minorias imponha uma ditadura Vivemos dias de escolha de um de “valores” a uma maioria que parenovo ministro para o Supremo Tribunal Federal, em função da tragédia ce, para eles, ser um bando de idiotas que resultou na morte, dentre outros, e ignorantes, porque não concordam do ministro Teori Zavascki. Um dos com suas posições. Já passou da hora candidatos mais bem preparados para de vivermos e nos manifestarmos pelos valores que acreditamos, antes que o cargo, reconhecidamente católico passemos a ter que “conviver” estupe“conservador” (ou seja, que segue a fatos, como a apresentadora do proDoutrina), foi achincalhado pela minoria que considera um absurdo um grama pela manhã, com os valores que juiz do STF ter convicções “conservanos querem impor. Tome a sua decidoras” sobre os valores da família e sosão, por você e por sua família. bre o casamento e ser contra o aborto; Dr. Valdir Reginato é médico de família, professor da Escola Paulista de Medicina e terapeuta familiar. o que corresponde à opinião da maior


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8 | Papa Francisco |

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Defender a vida “Levemos adiante a cultura da vida como resposta à lógica do descarte e da queda demográfica.” Esse foi o conselho que o Santo Padre dirigiu aos fiéis italianos, que celebraram no domingo, 5, a “Jornada pela Vida”.

“Estejamos próximos e juntos rezemos pelas mulheres que pensam em interromper uma gravidez, assim como pelas pessoas que estão em fim de vida; para que ninguém seja deixado só e o amor defenda o sentido da vida”, incentivou Francisco.

Pelo meio ambiente e pelos pobres

‘Vítimas de violência, sejam construtoras de paz!’

Após a tradicional catequese na audiência de quarta-feira, 1º, o Papa Francisco cumprimentou os peregrinos, em especial a delegação do Movimento Católico Mundial pelo Clima Global, presente na Sala Paulo VI. “Agradeço o compromisso em cuidar da nossa casa comum nestes tempos de grave crise socioambiental. Encorajo o Movimento a continuar a tecer redes a fim de que as Igrejas locais respondam com determinação ao grito da terra e ao grito dos pobres.” O GCCM é uma aliança internacional de organizações e fiéis católicos, que, em união e colaboração com o Papa e os bispos, tem o objetivo de inserir e reforçar a voz católica nas discussões sobre mudanças climáticas, mostrando à Igreja a urgência de providências em favor do cuidado do planeta e dos ensinamentos sociais e ambientais católicos, promovendo a busca de soluções para a crise climática e o restauro da nossa relação com os ecossistemas.

Iluminado pelo tema da edição 2017 desta Jornada, “Mulheres e homens pela vida nas pegadas de Santa Teresa de Calcutá”, o Pontífice citou palavras da Santa: “A vida é beleza, admire-a; a vida é vida, defenda-a!”.

O Papa parabenizou ainda o Movimento pela Vida, os docentes das Universidades romanas e todos os que contribuem para a formação das novas gerações, “para que sejam capazes de construir uma sociedade acolhedora e digna para cada pessoa”.

Camara de Comércio de Bogotá

A capital colombiana, Bogotá, recebeu de quinta-feira, 2, a domingo, 5, a 16ª Cúpula Mundial de vencedores do Prêmio Nobel da Paz, para a qual foi enviada uma mensagem do Papa Francisco. “Quando as vítimas resistem à vingança, promovem o diálogo e a verdadeira reconciliação”, afirmou o Papa na mensagem.

“O Papa exorta a promover o acordo e o diálogo entre os povos; e, de modo especial, está confiante nos esforços da Colômbia neste sentido, que podem inspirar todas as comunidades a superar as divisões, a fim de que as vítimas da violência sejam capazes de resistir a tentações como, por exemplo, as represálias e

se tornem construtoras de paz”, escreveu Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado que assina a mensagem. Juan Manuel Santos, presidente da Colômbia e último ganhador do Nobel, frisou, durante a abertura, a necessidade de mudar o discurso de terrorismo e de rejeição aos imigrantes.

Papa incentiva a Economia de Comunhão Na manhã de sábado, 4, o Santo Padre recebeu, na Sala Paulo VI, mais de mil representantes da “Economia de Comunhão”. A reunião foi promovida pelo Movimento dos Focolares, que realizou um encontro em Castelgandolfo dos dias 1º a 5. Em seu discurso, o Papa refletiu sobre os termos que dão nome ao projeto. “Economia e comunhão: duas palavras que a cultura de hoje mantém bem separadas e, muitas vezes, até as considera opostas. Duas palavras que, ao invés, vocês uniram, respondendo ao convite que Chiara Lubich fez no Brasil, há 25 anos. Diante das desigualdades que percebeu na cidade de São Paulo, ela exortou os empresários a se tornarem agentes criativos e competentes de comunhão.” Francisco refletiu também sobre três aspectos tratados pelo Projeto dos Focolares: o dinheiro, a pobreza e o futuro. “É muito importante que ao centro da economia de comunhão esteja a comunhão das receitas. A economia de comunhão também é comunhão de lucros, expressão

L’Osservatore Romano

da comunhão de vida. Muitas vezes falei sobre o dinheiro como ídolo, quando se torna objetivo de vida e pecado de idolatria. Mas o dinheiro é importante, sobretudo, quando falta e quando dele dependem a alimentação, a escola e o futuro dos filhos”, disse. “Hoje, são lançadas diversas iniciativas, públicas e par-

ticulares, para combater a pobreza, para o crescimento da humanidade. Na Bíblia, os pobres, os órfãos e as viúvas eram descartados pela sociedade. Hoje, foram inventados diversos modos para ajudar, matar a fome e instruir os pobres. Não obstante, o capitalismo continua a produzir descartes e exclusões”, completou discorrendo sobre a pobreza. Enfim, falou sobre o terceiro aspecto do projeto, o futuro: “Estes 25 anos da história da Economia de Comunhão confirmam que a comunhão e as empresas podem crescer lado a lado. Comunhão é a multiplicação dos bens para todos. A economia de hoje precisa da alma dos empresários e da fraternidade respeitosa e humilde. É preciso compartilhar mais os lucros para combater a idolatria do dinheiro”. Concluiu seu discurso convidando o Movimento dos Focolares a continuar a promover mudanças: “Continuem, disse, a ser sal e fermento de uma nova economia, a Economia do Reino, onde os ricos partilham suas riquezas e os pobres são chamados bem-aventurados”.

É nomeado delegado para o Capítulo da Ordem de Malta O Papa Francisco nomeou Dom Giovanni Angelo Becciu, Substituto para os Assuntos Gerais da Secretaria de Estado, como delegado especial para o Capítulo extraordinário da Ordem dos Cavaleiros de Malta. Em sua carta de nomeação, Francisco expressa que Dom Becciu cui-

dará, especialmente, “de tudo aquilo que diz respeito à renovação espiritual e moral da Ordem, especialmente dos membros professos, para que seja plenamente realizada a finalidade ‘de promover a glória de Deus mediante a santificação dos membros, o serviço à Fé e ao Santo Padre e a ajuda ao próximo’,

como se lê na Carta Constitucional.” O delegado deve auxiliar o tenente Ven. Ludwig Hoffmann von Rumerstein na preparação do Capítulo extraordinário, em que serão decididas “as modalidades de um estudo em vista da oportuna atualização da Carta Constitucional da Ordem e do Estatuto”.

Até a conclusão do Capítulo extraordinário, período que durará seu mandato, o delegado será porta-voz exclusivo entre a Sé Apostólica e a Ordem. Deste modo, cabem a Dom Becciu, “todos os poderes necessários para decidir as eventuais questões que possam surgir em decorrência da atuação do mandato”.


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Destaques das Agências Internacionais

Filipe david

osaopaulo@uol.com.br

Roma Regularização da FSSPX pode estar próxima

Roma / Congo Igreja e Estado assinam acordo

Em nova entrevista, o Secretário da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, Dom Guido Pozzo, afirmou que o caminho para regulamentar a Fraternidade Sacerdotal São Pio X está em andamento. A proposta que está sendo considerada é de torná-la uma prelazia pessoal. A Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) foi fundada em 1970 pelo Arcebispo Marcel Lefebvre, para formar sacerdotes sem os “erros” que ele acreditava que o restante da Igreja cometia após o Concílio Vaticano II. Em 1988, ele ordenou quatro bispos sem a autorização do Papa João Paulo II, incorrendo em pena de excomunhão, juntamente com os demais bispos ordenantes bem como os ordenados.

O Papa Bento XVI retirou a excomunhão em 2009 e o Vaticano tem mantido, há muitos anos, diálogo com a Fraternidade com o intuito de restabelecer a comunhão. Por ocasião do Ano da Misericórdia, o Papa Francisco concedeu a quem frequenta a FSSPX o direito de se confessar válida e licitamente com qualquer sacerdote da Fraternidade. Ao final do ano da misericórdia, esse direito foi renovado. Uma prelazia pessoal funciona como uma diocese, com uma diferença essencial: enquanto as dioceses são territoriais, a prelazia pessoal não tem um território específico, mas atua em diversos locais em função de seus objetivos pastorais.

A Santa Sé e a República Democrática do Congo assinaram um acordo para governar as relações entre a Igreja e o Estado no País. Pelo acordo, a personalidade jurídica da Igreja e de suas instituições foi reconhecida legalmente e a Igreja tem garantido o direito de continuar sua missão no Congo: “A mensagem que queremos dar à população é que a assinatura do acordo demonstra que estamos prontos a continuar a colaboração nos campos material e espiritual com o Congo”, disse o Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado da Santa Sé, por ocasião da assinatura do acordo.

Fonte: ACI/ CNA

Fontes: CNA/ Fides

Espanha Livro publicado na Espanha expõe a incompatibilidade entre fé católica e maçonaria Em um novo livro (Iglesia y Masonería), o professor Alberto de la Bárcena explica as diferenças e a incompatibilidade entre a fé católica e a maçonaria. Segundo o Professor, todas as afirmações feitas em seu livro estão documentadas. Ele explica porque escreveu o livro: “é um tema do qual não se fala e, muitas vezes, os próprios cristãos estão confusos”, disse. Alberto de la Bárcena lembra que “a posição da Igreja não mudou em nada desde a primeira condenação em 1738, embora quisessem difundir o rumor de que é possível pertencer a uma loja e à Igreja. Mas não é assim. A última condenação explícita foi em 1983, realizada por João Paulo II”. No livro, o Professor afirma que alguns ritos maçônicos possuem aspecto satânico. “O rito de iniciação mais comum no mundo e também na Espanha é o Rito Escocês antigo e aceito, que no grau 29º o maçom entra na loja com os

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Venezuela Cardeal Urosa Savino exorta os cristãos a se unirem em defesa da família e contra a ideologia de gênero O cardeal arcebispo de Caracas, Dom Jorge Urosa Savino, publicou um comunicado na quinta-feira, 2, encorajando os católicos e os outros cristãos a se unirem para “defender a autêntica família cristã e humana”. “Entre nós, devido às circunstâncias atuais de dificuldades socioeconômicas, de severa escassez de alimentos e remédios, esta colaboração é urgente”, disse o Arcebispo. O Cardeal chama a atenção para a ação recente dos grupos que promovem a cultura da morte: “Há poucos anos, sobretudo desde 2016, começaram a agir com força grupos que promovem a ideologia de gênero na Venezuela, também conhecida como corrente LGBT”, disse. Frente ao desafio que representa a ideologia de gênero, o Cardeal defendeu a ação conjunta de todos os cristãos: “Por isso, é muito necessário que as Igrejas cristãs se unam para defender a moral sexual cristã, os valores do matrimônio naturalmente heterossexual entre um homem e uma mulher e a realidade natural e cristã da família estável, heterossexual e moralmente virtuosa”. Fonte: AC

Somália 363 mil crianças desnutridas

olhos fechados. É conduzido ao centro da mesma e quando abre seus olhos está diante de uma imagem de Baphomet, uma representação luciferina. Ali, tem que pisar o crucifixo primeiro com o pé esquerdo e depois com o pé direito e pedir que a luz de Baphomet o ilumine.”

Um católico que pertenceu à maçonaria e se arrepende “deve fazer o que faria uma pessoa que cometeu um pecado grave: propósito de emenda, que implicaria deixar a maçonaria, depois confissão e penitência”, ensina o Professor.

Os últimos anos têm sido difíceis na Somália. Com pouquíssima chuva, a população viu o preço da água triplicar, a produção de cereais cair 75% e o preço dos alimentos disparar. Estima-se que 363 mil crianças estejam desnutridas, das quais 71 mil estão literalmente passando fome. Mais de 6 milhões de pessoas – metade da população – precisam de ajuda com urgência.

Fonte: ACI

Fonte: Fides


10 | Geral/Pastorais |

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Dom Odilo exorta religiosos Pastoral Vocacional a não cruzarem os braços Pastoral Vocacional estuda Luciney Martins/O SÃO PAULO

novos métodos de ação Redação

osaopaulo@uol.com.br

Cardeal Scherer reuniu-se com consagrados que atuam na Arquidiocese de São Paulo, dia 2

Edcarlos Bispo

edbsant@gmail.com

Em encontro com consagrados, o Cardeal Dom Odilo Scherer falou sobre a convocação do Sínodo Arquidiocesano e da importância de os membros das congregações, das novas comunidades e das sociedades de vida apostólica ajudarem a Igreja de São Paulo a rever suas práticas de ação pastoral. “Como católicos, vamos pensar juntos? Por isso também conto com vocês, religiosas e religiosos, para essa reflexão e tomada de consciência. Vamos pedir a Deus que nos ajude a renovar a face da terra. Não podemos cruzar os braços”, convidou Dom Odilo. O Arcebispo destacou ainda algumas realidades preocupantes da vida da Igreja, como a queda no número de vocações, batizados, crismas e casamentos. Essa queda, explicou, pode ter vários fatores, mas, por vezes, significa que a família, primeiro lugar onde se deve viver e praticar a fé, não está mais conseguindo transmiti-la às novas gerações. Nesse sentido, o Cardeal afirmou a importância da vida religiosa consagrada e manifestou o seu apreço por “todo bem que fazem e pelas múltiplas formas de testemunho do evangelho, de ação pastoral, de presença no meio do mundo e colaboração com a evangelização de tantas maneiras”. E prosseguiu: “Em São Paulo, temos uma riqueza de expressões de vida consagrada e, desde a sua fundação, São Paulo deve muito às instituições de vida religiosa consagrada”. A fala de dom Odilo aconteceu na quinta-feira, 2, ocasião em que a Igreja celebra a Solenidade da Apresentação do

Senhor e o Dia Mundial da Vida Consagrada. Na Arquidiocese de São Paulo, o Cardeal presidiu missa na Capela Sagrada Família e Santa Paulina, no Ipiranga. A missa foi concelebrada pelos Bispos auxiliares Dom Julio Endi Akamine e Dom José Roberto Fortes Palau, e por padres de congregações e ordens religiosas que atuam na Arquidiocese. Na saudação inicial, Dom Julio, Arcebispo eleito de Sorocaba e referencial para a vida consagrada na Arquidiocese, ressaltou que os consagrados e consagradas são convidados a levar luz ao mundo, mas não sua própria luz, e sim a luz de Jesus Cristo. A vida consagrada, de acordo com Dom Julio, não é mérito por parte do consagrado, mas é dom de Deus e dom da Igreja para o mundo. Já no Vaticano, na missa com os religiosos celebrada na Basílica de São Pedro, o Papa Francisco chamou a atenção para uma tentação que pode tornar a vida consagrada estéril: a tentação da sobrevivência. “Um mal que pode se instalar pouco a pouco dentro de nós, no seio das nossas comunidades.” “A tentação da sobrevivência faz-nos esquecer a graça, transforma-nos em profissionais do sagrado, mas não pais, mães ou irmãos da esperança, que fomos chamados a profetizar.” E prosseguiu o Santo Padre, “a atitude de sobrevivência faz-nos tornar reacionários, temerosos, faz-nos fechar lenta e silenciosamente nas nossas casas e nos nossos esquemas. Faz-nos olhar para trás, para os feitos gloriosos mas passados, o que, em vez de despertar a criatividade profética nascida dos sonhos dos nossos fundadores, procura atalhos para escapar aos desafios que hoje batem às nossas portas.” Luciney Martins/O SÃO PAULO

A Pastoral Vocacional da Arquidiocese de São Paulo realizou, na sexta-feira, 3, uma reunião ampliada, na Catedral da Sé. Coordenada por Dom José Roberto Fortes Palau, Bispo auxiliar da Arquidiocese e referencial para as vocações e seminários, o encontro reuniu bispos auxiliares, padres representantes das regiões episcopais, diáconos, religiosos e leigos de diferentes pastorais e movimentos. “Uma das preocupações da nossa reunião foi detectar por que está havendo uma queda geral no número de vocações tanto à vida religiosa consagrada quanto ao sacerdócio. Nós trocamos ideias, ouvimos sugestões”, explicou dom José Roberto. O Bispo destacou que na reunião foi constatado que as vocações existem, mas que é preciso modernizar os métodos.

(Com informações do Portal Arquisp) Pastoral Vocacional

Bispos, padres, religiosos e agentes de pastoral participam de reunião da Pastoral Vocacional

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA E EXTRAORDINÁRIA A SER REALIZADAS CUMULATIVAMENTE EM 10 E 11 DE MARÇO DE 2.017.

A OBRA KOLPING DO BRASIL, com sede social na Avenida São José, n.º 326, Vila São José, Osasco/SP, inscrita no CNPJ/MF sob n.º 44.041.218/0001-60, de acordo com o artigo 37, § 1 e §2 e artigo 50, C, do Estatuto Social, CONVOCA os Senhores Diretores Executivos, Conselheiros Fiscais e Delegados Estaduais para a Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária que se realizará nos dias 10 e 11 de Março de 2.017, às 09h00min em primeira chamada e às 09h30min em segunda chamada, no seguinte endereço: Rua Barão de Itaúna, n.º 237 – Alto da Lapa – São Paulo/SP, CEP 05078-080, para deliberarem sobre o seguinte: ORDEM DO DIA 10 DE MARÇO DE 2.017 I. Leitura e deliberação da Ata da Assembleia Geral Ordinária de 2016; II. Leitura e deliberação da Ata da Assembleia Geral Extraordinária de 2016; III. Alteração Estatutária da Obra Kolping do Brasil; IV. Apreciação e deliberação do valor da contribuição de solidariedade para o exercício de 2017. ORDEM DO DIA 11 DE MARÇO DE 2.017 I. Apreciação e deliberação do Relatório de Atividades do exercício 2016; II. Apreciação e deliberação das Demonstrações Financeiras e Contábeis do exercício encerrado em 31/12/16; III. Apreciação e deliberação do Parecer do Conselho Fiscal referente ao exercício encerrado em 31/12/2016; IV. Apreciação e deliberação do Plano de Ação para o exercício de 2017; V. Apreciação e deliberação /Autorização para venda/compra e regularização de imóveis; VI. Deliberações de assuntos pré-agendados; VII. Eleição e posse da Nova Diretoria Executiva Nacional da OKB para o mandato de 16/03/2017 a 16/03/2020; VIII. Eleição e posse do Novo Conselho Fiscal Nacional da OKB para o mandato de 16/03/2017 a 16/03/2020. Osasco, 01 de Fevereiro de 2017.

O Movimento do Terço dos Homens de diversas paróquias da Arquidiocese de São Paulo acolheu, em missa na Catedral da Sé, sábado, 4, a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida, vinda do Santuário Nacional e que percorre o país por ocasião do Ano Nacional Mariano.

“Deus continua chamando. O que precisamos fazer é atualizar nossos métodos, nossa forma de dialogar com os jovens e despertar neles uma vocação que possa existir”, acrescentou. Também foi reforçada na reunião a dimensão transversal da Pastoral Vocacional, que, na avaliação do Bispo, precisa interagir mais com o Setor Juventude, com a Pastoral Familiar e demais seguimentos da vida eclesial. Dom José Roberto afirmou ainda que surgiram boas ideias na reunião que precisam ser melhor trabalhadas. Entre elas, a sugestão de realizar um segundo Congresso Vocacional Arquidiocesano – o primeiro Congresso aconteceu em 2001. “Essa proposta ainda está em estudo. O Cardeal Odilo Pedro Scherer [arcebispo de São Paulo] certamente participará da nossa próxima reunião e poderemos discutir melhor essa possibilidade.”


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É tempo de peregrinar à Casa da Mãe Aparecida

nayafernandes@gmail.com

Há 300 anos, acharam uma imagem nas águas do rio Paraíba do Sul. Os pescadores, que em suas redes a apanharam, não poderiam imaginar que aquela estátua, pequena e negra, seria para todo o País a imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Padroeira do Brasil. Em 1717, João Alves, Felipe Pedroso e Domingos Garcia foram encarregados de pescar a quantidade necessária de peixes que seria oferecida em um banquete a Pedro Miguel de Almeida Portugal e Vasconcelos, Conde de Assumar e governador da capitania de São Paulo e Minas de Ouro, que estava de passagem pela Vila de Santo Antônio de Guaratinguetá, hoje município de Aparecida (SP). Depois de jogarem as redes diversas vezes, os pescadores apanharam a imagem de Nossa Senhora, primeiro o corpo e depois a cabeça. As tentativas seguintes foram muito bem-su-

também Pio XI, a pedido do Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Sebastião Leme, que declarou Nossa Senhora Aparecida Padroeira do Brasil em 1930. A ideia da construção de um novo Santuário é de 1917, por ocasião do bicentenário do encontro da imagem; o lançamento da pedra fundamental aconteceu 29 anos depois, em 1946. Encomendado pelo Arcebispo de São Paulo à época, Cardeal Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta, em setembro de 1947, o projeto da Basílica é do arquiteto Benedito Calixto de Jesus. Em 1982, começaram oficialmente as atividades no Santuário, que no mês de outubro de 1983 foi declarado oficialmente, pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Santuário Nacional. A Basílica Velha foi tombada pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico, e Turístico do Estado de São Paulo (Condephaat), em 1982, e teve o projeto de restauração concluído em 2015. Para facilitar o acesso dos fiéis, foi também construída uma ponte que liga as duas basílicas.

Um ano dedicado a Maria, mãe de Jesus 2017 é o ano do tricentenário do encontro da imagem de Nossa Senhora nas águas do Rio Paraíba. Na comemoração desses 300 anos de incessante oração à Mãe Aparecida, a CNBB proclamou o Ano Nacional Mariano – de 12 de outubro de 2016 a 11 de outubro de 2017. “O

Maria! Eu vos saúdo e vos digo “Ave” neste santuário, onde a Igreja do Brasil vos ama, venera e invoca como Aparecida! Como sua Mãe e Padroeira! Como medianeira e advogada junto ao Filho de quem sois Mãe! Papa João Paulo II, na dedicação da Basílica Nacional, em 1980

Ano Mariano vai certamente fazer crescer ainda mais o fervor desta devoção e da alegria em fazer tudo o que Ele disser (cf. Jo 2,5) ”, disseram os bispos da CNBB em mensagem publicada na abertura oficial. Na Arquidiocese de São Paulo, por ocasião do Ano Mariano, aconteceu a peregrinação da imagem de Nossa Senhora Aparecida por todas as paróquias e comunidades. Em entrevista ao O SÃO PAULO, o Padre Pedro Kuniharu Iwashita, professor de Teologia e doutor em Teologia Dogmática, explicou que “ter devoção a alguém significa admirar essa pessoa, têla como modelo, aprender com ela, admirá-la, seguir seus passos, ter confiança nela, pedir a sua proteção, nos confiar à sua oração e à sua intercessão”. Sobre a vivência do Ano Mariano no contexto em que vive o Brasil, Padre Pedro recordou que Nossa Senhora Aparecida foi um sinal extraordinário de Deus que apareceu em 1717: “O encontro da imagem foi um sinal de esperança para todos. Marcou profundamente a religiosidade do povo brasileiro, possibilitando o surgimento em todo o território nacional de ermidas, oratórios, capelas e igrejas dedicadas a seu culto. Nossa Senhora Aparecida contribuiu para a unidade religiosa e política do Brasil, e, numa época de grande carência de evangelizadores, permitiu que a fé católica fosse preservada neste país, de maneira que o Ano Mariano que estamos celebrando é fator de inspiração para superarmos a crise atual que estamos vivendo”. Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

Nayá Aparecida Fernandes

cedidas, com redes cheias de peixes. Eles levaram a imagem para casa e, após ser colada, unindo o corpo à cabeça, ela foi colocada sobre um pequeno altar. Desde então, aos sábados, os moradores da Vila começaram a se reunir para rezar o terço. Em 1732, foi construído o primeiro oratório público. Como a devoção à Nossa Senhora Aparecida crescia, em 1740, o então Vigário e a comunidade construíram uma pequena capela, onde ainda não se celebrava a Eucaristia. Em 1743, Padre José Alves Vilela enviou ao bispo do Rio de Janeiro um relatório com as graças alcançadas pela intercessão da já conhecida “Mãe Aparecida”. Juntamente com o relatório, ele enviou o pedido para construção de uma igreja. A autorização veio no dia 5 de maio de 1943. Construída em taipa de pilão, no Morro dos Coqueiros, a igreja resistiu até 1844, quando se avaliou a necessidade de que uma nova fosse erguida. A Basílica Velha foi então inaugurada no dia 24 de junho de 1888. Em 1894, os Missionários Redentoristas chegaram a Aparecida; em janeiro de 1895, a Congregação do Santíssimo Redentor assinou um contrato assumindo oficialmente o Santuário, e ali permanecem até hoje. O título de Basílica Menor para Matriz Basílica foi dado pelo Papa São Pio X em 1908. No ano de 1925, o Papa Pio XI concedeu aos fiéis que visitassem o Santuário de Nossa Senhora indulgências plenárias. Assim, a devoção e as peregrinações aumentaram cada vez mais. Foi


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Em oração, ao encontro da Nayá Aparecida Fernandes

nayafernandes@gmail.com

A 116ª Romaria da Arquidiocese de São Paulo a Aparecida (SP) ocorrerá no dia 7 de maio, com missa na Basílica às 10h. O tema deste ano, “Viva a mãe de Deus e nossa! ”, é o mesmo da carta pastoral escrita pelo Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer e publicada na íntegra na edição de 18 a 24 de janeiro de 2017 do jornal O SÃO PAULO. Além disso, no dia 12 de outubro, a Arquidiocese celebrará solenemente a Padroeira do Brasil com procissão pelas ruas da capital e missa campal. Cada fiel pode, contudo, fazer a sua peregrinação pessoal, seja individual ou em pequenos grupos, às igrejas de São Paulo dedicadas à Nossa Senhora Aparecida. Em cada uma das Regiões Episcopais há uma ou mais igrejas para as quais o devoto pode se dirigir com esse fim. Durante o Ano Nacional Mariano, a Santa Sé concederá indulgência plenária àqueles que visitarem a Basílica de Aparecida ou qualquer igreja paroquial do Brasil dedicada à Nossa Senhora Aparecida. Pelas indulgências, os fiéis podem obter, para si ou para quem já morreu, a remissão das penas temporais, ou seja, remissão das penas devidas pelos pecados e que deverão ser pagas no purgatório. As indulgências são concedidas sob as seguintes condições habituais: - Confissão sacramental; - Comunhão eucarística; - Oração na intenção do Papa. O texto da Penitenciaria Apostólica insiste que a indulgência será dada aos fiéis verdadeiramente penitentes e impulsionados pela caridade, que participarem das celebrações jubilares ou ao menos, por um conveniente espaço de tempo, elevarem preces a Deus por Maria. Idosos e enfermos que não podem realizar a peregrinação conseguirão a obtenção das indulgências se assumirem a rejeição de todo pecado, cumprirem, na medida do possível, as três condições habituais, se dedicarem espiritualmente diante de alguma imagem da Virgem Aparecida e ofertarem suas preces a Deus por Maria.

Luciney Martins/O SÃO PAULO

Escolha um dia propício para fazer sua peregrina e se prepare para receber os sacramentos, da da Eucaristia. Reze o terço e dirija à Nossa Sen sua prece de agradecimento e de súplica. Lembre em suas orações, do Papa e de toda a Igreja e a indulgência plenária. Perdoado por Deus, voc continuar com serenidade sua peregrinação cristão nesta terra, sendo luz para todas as pessoas que cruzarem seu caminho.

vila zatt Paróquia Nossa Senhora Aparecida Praça Vinte e Cinco de Novembro, 53, Vila Zat (11) 3974-9926

Luciney Martins/O SÃO PAULO

Jardim Ester Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição Aparecida Rua João Millam, 288, Jardim Ester (11) 3782-7867

Encerramento das visitas das imagens peregrinas Nossa Senhora Aparecida nas Regiões Episcopais da Arquidioce Região Episcopal Sé

18 de fevereiro 10h30: Concentração e Momento Mariano no Pateo do Collegio; 11h: Procissão à Catedral da Sé; 11h30: Oração do rosário; 12h: Missa.

Região Episcopal Santana

25 de fevereiro 17h: missa campal em frente à Paróquia Nossa Senhora Aparecida (Praça Comandante Eduardo de Oliveira, 88,

Parque Edu Chaves). A celebração será presidida por Dom Sérgio Borges, Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região; A imagem ficará na Capela São João Batista, que pertence à Paróquia Nossa Senhora da Piedade (Estrada da Cachoeira, 794).

Região Episcopal Ipiranga

19 de fevereiro 11h30: Celebração Eucarística na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, em Moema (Praça Nossa Senhora Aparecida, 450, Indianópolis). Em seguida, a

imagem irá para a Capela da Cúria da Região Episcopal Ipiranga.

Região Episcopal Brasilândia

18 de fevereiro 8h30: Concentração em frente à Paróquia São José Operário (avenida Hugo Ítalo Merigo, 1152, Jardim Damasceno); Procissão até a Comunidade Nossa Senhora Aparecida, seguida de missa (rua Diego Caseros, 8, Jardim Damasceno). A imagem ficará nessa Comunidade.


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| Reportagem | 13

a ‘Mãe de Deus e Nossa’

peregrinação pessoal da Reconciliação e enhora Aparecida embre-se também, e receba assim, você pode o como as

Luciney Martins/O SÃO PAULO

Jardim São Paulo Paróquia Nossa Senhora Aparecida Jardim São Paulo Parque Domingos Luis, 273, Jardim São Paulo (11) 2979-9270

Luciney Martins/O SÃO PAULO

Moema Paróquia Nossa Senhora Aparecida de Moema Praça Nossa Sra. Aparecida, 450, Indianópolis (11) 5052-4918

Luciney Martins/O SÃO PAULO

Luciney Martins/O SÃO PAULO

s de cese de São Paulo Região Episcopal Belém

Desde 29 de janeiro, a imagem visita as Paróquias do Setor Vila Antonieta. Ainda não há informações sobre a celebração de encerramento.

Região Episcopal Lapa

A celebração aconteceu na Paróquia São Francisco de Assis, dia 30 de dezembro de 2016, e foi presidida por Dom Julio Akamine, Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região.

Ipiranga Paróquia Nossa Senhora Aparecida Rua Labatut, 781, Ipiranga - (11) 2063-4654

Vila nova York Praça Antonio Alves Vilares da Silva, 13, Vila Nova York - (11) 2721-9515


14 | Reportagem /Fé e Cultura|

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Nayá Aparecida Fernandes nayafernandes@gmail.com

Dica de Leitura

Aparecida

Aparecida – Devoção mariana e a imagem padroeira do Brasil Divulgação

“Maria é a verdadeira salvaguarda da fé; em cada crise, a Igreja reúne-se à volta dela.” É com essas palavras que São João Paulo II caracteriza a Mãe de Deus, que é exemplo de dedicação, de mãe que ampara, protege, e para quem o devoto, no íntimo de seu coração, faz seu pedido e agradecimento mais sincero. Conhecer a história da imagem de Nossa Senhora Aparecida é ver o retrato dos principais episódios do Brasil e de seu povo, que a ela roga em momentos de incerteza. Esta obra oferece um texto definitivo sobre a Padroeira do Brasil, apoiado em ampla pesquisa e com abundantes fotos ilustrativas. Ficha técnica: Autor: José Cordeiro / João Rangel / Denilson Luis Páginas: 256 Editora: Cultor de Livros

O Santuário Nacional de Aparecida lançou, em 2013, o livro “Aparecida” com imagens que mostram a religiosidade popular e as obras de arte no interior do Santuário. O livro tem fotos de Fábio Colombini e textos de Adélia Prado; retrata, sobretudo, as obras do artista sacro Cláudio Pastro e faz parte das comemorações dos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora Aparecida. O fotógrafo explicou que, ao longo de sete anos, fez mais de 15 mil imagens, para finalmente selecionar as 410 que compõem o livro. “Procurei valorizar o olhar que as pessoas lançam sobre Nossa Senhora, tentando capturar o sentimento, e a manifestação de fé, de amor e de simplicidade. Além disso, precisei compreender a arte do Santuário, que não é só religiosa, é arte sacra, porque nos leva até Deus. As obras do Santuário são como orações”, disse ao

Filmes Divulgação

Portal de Notícias do Santuário, na ocasião do lançamento do livro. Publicado numa bonita edição com capa dura e papel couchê fosco, o livro intercala imagens e textos bem como versículos bíblicos Ficha técnica: Autor: Fábio Colombini/ Cláudio Pastro Páginas: 408 Editora: Santuário Fonte: A12.com

Visitas

Filipe david

osaopaulo@uol.com.br

‘Aparecida, o milagre’

Divulgação

A travessia da serra que chora

‘Visita ao Santuário Nacional’ Luciney Martins/O SÃO PAULO

O filme, com duração de 90 minutos conta a história de superação e reencontro de um homem com sua família e consigo mesmo por meio da fé em Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil. No elenco, Murilo Rosa; Maria Fernanda Cândido; Jonatas Faro; Leona Cavalli; Bete Mendes e Rodrigo Veronese vivem o drama que foi lançado no Brasil em 2011. Com classificação livre, tem direção de Tizuka Yamasaki e é um filme emocionante, indicado para toda a família.

O filme “A travessia da serra que chora” apresenta a história de uma família quase destruída pelos acasos da vida. No entanto, por meio de uma longa caminh da de Minas Gerais à cidade de Aparecida (SP), a esperança de uma vida mais digna e de amadurecimento da fé os leva ao perdão e à conciliação familiar, sob as bênçãos da Mãe Aparecida. Num momento de desespero, Zé faz um pedido a Nossa Senhora e promete ir a pé de sua cidade até o Santuário de Aparecida, caso seu pedido seja ouvido. Sua oração é atendida de maneira surpreendente, então ele precisa começar sua jornada. O que Zé não imaginava é que esta caminhada mudaria sua vida para sempre. Gravado em meio à natureza exuberante da Serra da Mantiqueira, o filme conta a história emocionante onde a fé e a perseverança resgatam os valores mais importantes da vida..]

Além de um programa religioso, a visita ao Santuário Nacional de Aparecida oferece ao peregrino um conjunto de atividades culturais. O visitante poderá conhecer uma igreja do século XIX (A Basílica Velha), além da Basílica Nova, que abriga inúmeras obras de arte em seu interior. Há também duas capelas externas à Basílica, a do Batismo e da Ressurreição, bem como um grande e belo presépio e a subida do Morro do Cruzeiro, que pode ser feita a pé ou de carro. O museu está localizado na torre lateral, onde está também o mirante, do qual é possível avistar os arredores do Santuário. Por fim, o visitante peregrino poderá conhecer e navegar o rio Paraíba do Sul, onde a imagem de Nossa Senhora foi encontrada.

Fonte: A12.com

Fonte: Zenit.

Por Nayá Fernandes


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Confederação Brasileira de Judô

Sarah Menezes

Confederação Brasileira de Judô

Rafaela Silva

| Esporte | 15

European Judô Union

Victor Penalber

European Judô Union

Rafael Buzacarini

Seleção brasileira no Grand Slam de Judô de Paris Vitor Loscalzo

osaopaulo@uol.com.br

Foram convocados 15 atletas brasileiros para o Grand Slam de Judô de Paris, uma das principais etapas do Circuito Mundial, que será realizada nos dias 11 e 12 deste mês. Dentre os judocas convocados pela gestão de Alto Rendimento da Confederação Brasileira de Judô estão duas campeãs olímpicas. Sarah Menezes, ouro em Londres 2012, terá um desafio pela frente, pois luta em nova categoria, a meio-leve (52kg). As disputas pelo Grand Slam de Paris já renderam à brasileira – a primeira do país a ganhar ouro olímpico no Judô – dois bronzes e uma prata. Agora, com a mudança de categoria, Sarah afirma que terá um novo começo no esporte. “Eu estou praticamente reiniciando no judô. Então, tudo está sendo importante. São novas adversárias, mais altas e com força diferente. Vou começar do zero, sem nenhuma pontuação no ranking. É um ano de adaptação”, explicou a campeã de Londres para o portal da Confederação Brasileira de Judô (CBJ). Sarah pode enfrentar em Paris as melhores judocas do meio-leve, como a campeã olímpica Majlinda Kelmendi,

do Kosovo, e a sua compatriota Érika Miranda, três vezes medalhista em Campeonato Mundial. Já a número 2 do mundo, Rafaela Silva, em entrevista ao portal da CBJ, destacou tanto a dificuldade do evento quanto a hospitalidade francesa: “Lutar em Paris é como fazer uma luta dentro de um estádio de futebol lotado. São sempre muitos atletas e muitos torcedores, o que me motiva bastante. Além disso, os franceses são ótimos anfitriões e sempre sou muito bem recebida pelas meninas da seleção da França”. A atleta, que tem dois bronzes no Grand Slam francês, será cabeça de chave número um no evento deste ano.

Judô terá novas regras para o próximo ciclo olímpico

Foram divulgadas pela Federação Internacional de Judô as novas regras que regulamentarão as competições de judô para o próximo ciclo olímpico. Em período de testes até o Campeonato Mundial de Budapeste, em setembro de 2017, temos entre as principais propostas de mudança a redução do tempo de luta dos homens de cinco para quatro minutos, assim como é na competição feminina.

De acordo com o comunicado oficial da federação, as adaptações têm o objetivo de promover uma disputa mais clara e dinâmica. Em entrevista ao portal da CBJ, o gestor de Alto Rendimento da instituição, Ney Wilson, ponderou: “Toda mudança, a princípio, gera uma rejeição, que é natural. Ainda mais quando não há uma discussão bem ampla, envolvendo mais países, técnicos e atletas.” Segundo ele, a Federação Internacional “tem uma pre-

Principais mudanças

Duração do combate - Duração de 4 minutos de luta para homens e mulheres. - Apenas pontuações (waza-ari e ippon) decidirão a luta. Golden Score - No caso em que não haja pontuação, ou que haja empate em pontuação, a luta continuará no Golden Score. - Toda pontuação e/ou penalidade do tempo regulamentar permanecerá no placar.

ocupação grande com a imagem, com a divulgação do judô na mídia e, por isso, vem tentando adaptar o esporte à televisão. Diminuir o tempo de luta, por exemplo, é uma medida que visa ao dinamismo exigido pelas transmissões de TV. Ainda é cedo para fazer uma avaliação mais profunda de todas as mudanças, pois precisamos ver essas novas regras como ficarão na prática. O nosso primeiro grande teste será no Grand Slam de Paris, em fevereiro.”

- A decisão no Golden Score será pela diferença de pontuação ou shido. Avaliação dos pontos - Fim do yuko. O que era yuko valerá agora como waza-ari. Só haverá pontuação por waza-ari e ippon. - Os waza-aris acumulam, mas não se somam mais. Dois waza-aris não serão equivalentes a ippon - Imobilização (Osae Komi): 10 segundos para waza-ari e 20 segundos para ippon. (Com informações da Confederação Brasileira de Judô – CBJ)

Super Bowl: recordes históricos e a mensagem do Santo Padre Em partida emocionante, com vários recordes quebrados e com a maior virada da história do Super Bowl (o jogo decisivo do campeonato da Liga Nacional de Futebol, National Football League – NFL), o New England Patriots venceu o Atlanta Falcons por 34 a 28. No entanto,

a vitória do time liderado pelo quarterback Tom Brady, um dos maiores do Futebol Americano, não foi uma surpresa, visto a grandeza da equipe. Surpresa foi a mensagem preparada pelo Santo Padre para o mais importante evento esportivo do calendário norte

americano, que está, portanto, entre as transmissões mais assistidas no país e no mundo. Em espanhol e para um estádio lotado – aproximadamente 70 mil pessoas –, Francisco destacou em seu vídeo-mensagem que, ao participar do esporte, se

pode ir além do próprio interesse pessoal, aprendendo a se sacrificar e crescer na fidelidade e no respeito às regras. Em tom de esperança, o Papa concluiu desejando “que o Super Bowl deste ano seja um símbolo de paz, de amizade, de solidariedade para todo o mundo”.


16 | Pelo Brasil |

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Destaques das Agências Nacionais

Redação

Com agências

Diocese de Guarulhos envia missionário à África Uma missa celebrada na catedral de Guarulhos (SP), dia 22 de janeiro, marcou o envio do padre Salvador Rodrigues de Brito (foto) para a Diocese de Pemba, ao norte de Moçambique, África. O envio se insere no contexto da dimensão missionária além-fronteiras, abraçado pela Diocese de Guarulhos. “Nós não damos o que nos sobra, mas partilhamos o que nós temos. Hoje celebramos a missa de envio do padre Salvador e, por fim, a nomeação do padre Otacílio, que também é da nossa diocese, que se tornou o novo bispo auxiliar de Belo Horizonte”, destacou Dom Edmilson Amador Caetano, bispo da Diocese de Guarulhos, durante sua homilia. O padre, que partiu para a África na quinta-feira, 2, disse se sentir encorajado para a missão. “Uma Igreja só é amadurecida quando envia ao menos um missionário, após tantos outros que já recebeu. Esse gesto é a expressão da caridade universal de Cristo para com os povos, que vai além do nosso rebanho! O compromisso abraçado com a missão universal reflete uma Igreja verdadeiramente de saída! Sin-

Pascom Diocese de Guarulhos

to-me feliz por poder realizar este trabalho. Enfim, vou à África para me encontrar com Jesus Cristo nas pessoas que lá estão, e anunciá-lo aos que nunca ouviram falar d’Ele. Por isso digo com fé: abandono-me, Jesus, em tuas mãos, para que eu possa irradiá-lo”, explicou. Emocionado, o missionário agradeceu seu bispo, aos padres, à sua família e

aos diocesanos, e pediu a bênção de toda a Igreja. “Não estou indo sozinho à missão, comigo vai o meu bispo, meus irmãos sacerdotes, religiosas, seminaristas e cada um que é diocesano, vou com a bênção de Deus, com a bênção do meu bispo, com a bênção de meus irmãos sacerdotes, com a bênção de cada um de vocês, dos meus amigos, irmãos, da minha família, enfim,

com a bênção da Igreja! Esta é a única certeza que terei! A bênção de Deus e da minha inesquecível Diocese. Sempre me sentirei devedor. Gratidão se paga com gratidão!” Durante a celebração, o padre Salvador recebeu uma bênção para a sua missão e foi presenteado com uma cruz missionária. (Com informações da Regional Sul 1 da CNBB)

OMS faz balanço de um ano de ações referentes ao zika

No interior do Espírito Santo, população continua com medo

Margaret Chan, diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), fez na quarta-feira, 1º, um balanço de todas as ações e descobertas feitas após declaração de emergência internacional sobre o zika vírus e suas consequências. Desde o ano retrasado, em média 70 países e territórios das Américas, África, Ásia e Pacífico Ocidental têm reportado casos de infecção pelo vírus. “A OMS e os países afetados precisam manejar o zika não em uma situação de emergência, mas da mesma forma continuada em que respondemos a outros patógenos propensos a epidemias, como dengue e chikungunya, que vêm e vão, em ondas recorrentes de infecção”, disse Chan. Segundo Chan, a elaboração de vacinas começou imediatamente e

Devido à onda de violência que se instaurou no estado do Espírito Santo, por conta da situação da Polícia Militar, que não está nas ruas, mas somente dentro dos quartéis, os bispos das dioceses capixabas emitiram uma nota na segunda-feira, 6, convocando os fiéis e as pessoas de boa vontade a rezarem para que haja paz, proteção e justiça e que se chegue a uma decisão sábia. “A segurança pública é um direito de todos, deve ser construída a partir de um amplo diálogo entre o Estado, a sociedade organizada e os cidadãos. Sabemos que violência gera violência, mas é verdade que todos queremos a paz e a concórdia”, disseram os bispos. Em entrevista ao O SÃO PAULO, Mônica Vicente Gomes, que mora em Aracruz (ES) e trabalha como professora em Ibiraçu (ES), afirmou que na segunda-feira, 6, trabalhou só pela manhã, pois à tarde muitos estabelecimentos comerciais das duas cidades começaram a fechar, bem como escolas particulares da rede municipal, onde as aulas

avançou, apoiando-se em diretrizes de pesquisa e desenvolvimento simplificadas, que reduzem consideravelmente o tempo de desenvolvimento e fabricação de produtos candidatos. Algumas abordagens de controle estão sendo experimentadas de maneira piloto e estão obtendo resultados animadores. Cerca de 40 vacinas candidatas estão em preparação. É previsto que uma vacina julgada segura o suficiente para uso em mulheres em idade fértil seja licenciada a partir de 2020. A diretora-geral anunciou também que, em parceria com outras entidades, está sendo desenvolvido um mecanismo para fornecer orientações contínuas e apoio a comunidades onde há presença do zika vírus. (Com informações ONU)

estão suspensas até quinta-feira, 9. “Infelizmente tem muita notícia falsa também. Alguns vídeos que têm circulado são mesmo da cidade, pois é possível identificar os lugares, mas outros são divulgados indevidamente. A situação fica pior à noite, ontem mesmo muitas vidraças de lojas foram quebradas e houve tiroteio próximo a uma escola. Hoje eu não saí de casa, estamos trancados, com medo, pois não dá para saber exatamente o que está acontecendo. Tem poucos carros nas ruas, mas vi motos em alta velocidade e também ouvi tiros aqui perto do meu bairro”, contou Mônica. Ela informou ainda que a população das cidades do interior está preocupada sobre até quando irá perdurar a situação de insegurança. “A Força Nacional de Segurança está em Vitória e na região metropolitana, mas não há notícias de que haverá um reforço da segurança no interior do Estado, isso nos têm deixado muito apreensivos”, informou Mônica. Por Nayá Fernandes

O adeus à ex-Primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva Ricardo Stuckert/Instituto Lula

Durante a manhã e parte da tarde do sábado, 4, a ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva foi velada no Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo, ABC paulista. Amigos, parentes e políticos de diferentes partidos prestaram solidariedade ao ex-presidente Lula. Marisa faleceu na sexta-feira, 3, após permanecer dez dias internada na UTI

do Hospital Sírio-Libanês por complicações resultantes de um AVC, do tipo hemorrágico. O corpo de dona Marisa Letícia foi cremado no crematório do cemitério Jardim da Colina, por volta das 16 horas. Uma oração ecumênica foi conduzida por Dom Angélico Sândalo Bernardino, bispo emérito de Blumenau. (Informações G1 e Uol)


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População deve acompanhar ações do Legislativo e de seus presidentes Marcos Oliveira/Agência Senado

Edcarlos Bispo

edbsant@gmail.com

O Senado e a Câmara Federal elegeram seus novos presidentes. Para comandar as casas pelos próximos dois anos, foram eleitos, respectivamente, o senador Eunício de Oliveira (PMDB-CE) e o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). O Congresso Nacional – formado pelas duas casas legislativas, Senado e Câmara – compreende o Poder Legislativo, que, com os Poderes Executivo e Judiciário, compõe o sistema de governo do país. Essa tríplice divisão concentra, por vezes, as atenções sobre o Executivo – composto pelo presidente, governadores e prefeitos –, dando a impressão de que os ocupantes desses cargos detêm todo o poder no país. Mas, como descreve o doutor em ciência política e professor da FESP-SP, Leandro Consentino, a “multicrise” que o país enfrenta desde 2014 mostra que é preciso haver maior fiscalização por parte do povo sobre os outros poderes, que também desempenham um importante papel quanto aos rumos trilhados pela nação. “Se tem algo de pedagógico nessa multicrise – crise política, ética e econômica – é a importância de fiscalizar o Legislativo. O brasileiro tinha antes uma figura voltada exclusivamente para o Executivo, vendo o presidente como um monarca, mas, com as realidades que temos hoje, as pessoas mudaram essa visão”, afirmou Leandro. O professor acrescentou: “As pessoas perceberam que não se trata de um órgão único, mas de um sistema. É tão importante fiscalizar o Legislativo quanto o Executivo. As pessoas estão olhando cada vez mais, e espero que isso não pare só no Legislativo. Existe outro poder que é meio obscuro, para o qual as pessoas não votam e, por isso,

Presidente reeleito da Câmara Rodrigo Maia, e o presidente do Senado, Eunício de Oliveira

não fiscalizam nem prestam atenção: o Judiciário”. É no Legislativo que os projetos de lei que governam e ordenam a vida do brasileiro são apresentados, analisados e aprovados ou reprovados. Nesse sentido, saber quem preside as casas legislativas é importante para quem deseja, além de entender o jogo político, conhecer a estrutura e os mecanismos pelos quais leis benéficas para o conjunto da população são aprovadas. O presidente de cada casa, além de estar na linha de sucessão da Presidência da República, é quem dita a pauta, ou seja, quem decide quais assuntos entram ou não na ordem de votação do dia. Além disso, é ele que busca formar acordos com os líderes partidários para que suas bancadas votem a favor ou contra determinados projetos. Esse cenário explica, por exemplo, a pressa do governo em tentar eleger

como presidentes das duas casas legislativas parlamentares alinhados com sua pauta. Em um ano em que a equipe econômica do presidente Temer discute a importância de reformas – previdenciária e trabalhista – para que o país retome o crescimento, o jogo político concentrou-se para que não se perdesse o controle sobre os lugares onde esses projetos serão votados. E, para além das pautas e projetos do governo, há assuntos que preocupam as Igrejas e a sociedade, como por exemplo aqueles que afetam o direito à vida e à preservação da família, como o aborto e a legalização das drogas. Os assuntos que entram em pauta no plenário dependem, e muito, do interesse do presidente da Câmara e do Senado. Estes podem tanto favorecer como ir contra os interesses da sociedade. Por isso a necessidade que o eleitor acompanhe o dia a dia do Congresso.

Quem são Eunício de Oliveira (PMDB-CE)

Deputado federal entre 1998 e 2010, Eunício está em seu primeiro mandato como senador. Com menos de 10 anos na vida política, chegou à Esplanada dos Ministérios. Entre janeiro de 2004 e julho de 2005, ele foi ministro das Comunicações no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Como senador, Eunício ocupou duas funções relevantes: a liderança do PMDB e a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). No ano passado, foi relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabeleceu um teto para os gastos federais nos próximos 20 anos. Mesmo sem responder a processos no Supremo Tribunal Federal e sem ser alvo de inquéritos em andamento na Corte, Eunício já foi citado por dois delatores da Operação Lava Jato.

Rodrigo Maia (DEM-RJ)

Assumiu a presidência da Casa para um mandato “tampão” em julho de 2016, após a cassação do então presidente Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Em 1996, aos 26 anos, conquistou seu primeiro cargo público e se tornou o mais jovem Secretário de Governo da Prefeitura do Rio. Seu início na política foi em 1998, ao ser eleito deputado federal pelo PFL. Na Câmara, foi reeleito por quatro vezes consecutivas, nos pleitos de 2002, 2006, 2010 e 2014. Apesar de não ter pendências na Justiça, o deputado apareceu recentemente em investigação da Operação Lava Jato. Vale lembrar que, em novembro de 2016, Maia articulou a reunião parlamentar que alinhou colocar em pauta a emenda para anistiar congressistas que participaram de ações de corrupção, conhecida como anistia ao caixa dois.

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Como fica a isenção?

O presidente Michel Temer indicou, na segunda-feira, 6, Alexandre de Moraes, atual ministro da Justiça do governo, para ocupar a vaga no Supremo Tribunal Federal deixada por Teori Zavascki, que morreu em janeiro deste ano. Vale lembrar que Alexandre de Moraes defendeu em sua tese de doutorado que, na indicação ao cargo de ministro do STF, fossem vedados os que exercem cargos de confiança “durante o mandato do presidente da República em exercício”, para que se evitasse “demonstração de gratidão política”, ou seja, sua tese veta a ele mesmo. Moraes está à frente do Ministério da Justiça desde maio de 2016, quando Michel Temer assumiu interinamente a Presidência da República durante o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Advogado e jurista, ele é autor de dezenas de livros sobre Direito Constitucional e livre-docente da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da Universidade de São Paulo (USP), instituição na qual se graduou, em 1990, e se tornou doutor, em 2000.

Metrô

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou no sábado, 4, que vai inaugurar nove estações da Linha 5-Lilás do Metrô até o fim do ano. As três primeiras serão abertas em julho: Alto da Boa Vista, Borba Gato e Brooklin. As demais são Eucaliptos, Moema, AACD-Hospital do Servidor, Hospital São Paulo, Santa Cruz e Chácara Klabin, todas com término das obras previsto para dezembro. A estação Campo Belo é a única que ficou para 2018 por problemas no processo de desapropriação dos imóveis.

Operação Lava Jato

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, solicitou na segunda-feira, 6, ao Supremo Tribunal Federal uma abertura de inquérito para apurar se os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR), além do ex-senador José Sarney e do ex-diretor da Transpetro Sérgio Machado, praticaram crime de embaraço às investigações da Operação Lava Jato. A acusação se fundamenta no acordo de delação premiada, formalizado por Sérgio Machado, e em diálogos gravados com os peemedebistas, todos eles na mira dos investigadores. Divulgadas em maio do ano passado, portanto, antes do impeachment de Dilma Rousseff, as conversas revelaram como eles discutiam o afastamento da então presidente da República. Em um desses registros, Jucá fez menção a um “acordo nacional” para “estancar a sangria” da Lava Jato. A repercussão do caso levou à sua exoneração do Ministério do Planejamento. Com informações: Congresso em Foco, EBC, G1


18 | Regiões Episcopais |

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Brasilândia

Flavio Rogério Lopes, Juçara Terezinha Zottis Colaboradores de comunicação da Região

Dom Devair: ‘Eu busco responder à vontade de Deus’ Gerson Morera

vontade de Deus, e penso que cada um de nós precisa fazer o mesmo”. Ao final da celebração, a mãe de Dom Devair, Ivanilde Eugênia da Conceição, entregou ao filho a imagem peregrina de Nossa Senhora Aparecida. O Bispo também recebeu homenagens de lideranças pastorais e do clero. Nascido em Franca (SP), em 1º de fevereiro de 1968, Dom Devair foi ordenado padre em 20 de dezembro de 1998 na mesma cidade. Nomeado pelo Papa Francisco como bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, teve sua ordenação

episcopal em 1º de fevereiro de 2015 em sua cidade natal, em celebração presidida pelo Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, Arcebispo de São Paulo.

Novos padres e diáconos

A celebração também foi ocasião para Dom Devair apresentar os padres e diáconos transitórios ordenados em dezembro que irão atuar na Região Brasilândia. São eles: os Padres Bruno Muta Vivas, Orisvaldo da Silva Carvalho e Rafael Alves Pereira Vicente; e os diáconos Ernandes Alves da Silva Júnior e Rodrigo Felipe da Silva.

Don Devair Araújo da Fonseca preside missa pelos aniversários natalício e de episcopado, dia 1º

O Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Episcopal Brasilândia, Dom Devair Araújo da Fonseca, celebrou ação de graças pelo seu 49º aniversário natalício e 2º aniversário de ordenação episcopal, na quarta-feira, 1º. A missa celebrada na Paróquia São Luiz Gonzaga, em Pirituba, foi concelebrada por Dom Julio Endi Akamine, Arcebispo eleito de Sorocaba (SP) e vários outros padres, contando com a participação de inúmeros fiéis. Na homilia, Dom Devair destacou a importância da manifestação de Deus por meio da família, realidade na qual o próprio Jesus quis viver. “Não era sufi-

ciente para Deus ser criador, Deus ainda quis ser igual a nós, para que nós conhecêssemos de fato e verdadeiramente o que é o amor. Se nós fazemos a experiência do amor, tudo se torna menos importante, porque nós conhecemos a fonte da graça que habita em nós, que é o amor de Deus”, disse. Ao recordar seu ministério, o Bispo afirmou: “Eu tenho sido muito feliz nas coisas que Deus me deu, com meus pecados que são muitos, com as minhas qualidades que são poucas; com a minha maneira de ser, que às vezes mais atrapalha que ajuda. Eu busco responder à

Novo setor pastoral realiza primeira reunião

Arquivo pessoal

No sábado, 4, Dom Devair Araújo da Fonseca, Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Brasilândia, presidiu missa de abertura do Ano Catequético na região. A celebração aconteceu na Paróquia São Luís Gonzaga, no Setor Pereira Barreto, e reuniu catequistas, religiosos e padres.

Formação sobre a Campanha da Fraternidade Juçara Terezinha Zottis

A Região Brasilândia realiza no sábado, 11, uma manhã de formação sobre a Campanha da Fraternidade 2017, cujo tema é “Fraternidade: Biomas Brasileiros e Defesa da Vida”, com o

lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2,15). O encontro acontece na Paróquia Santos Apóstolos (avenida Itaberaba, 3907, Jardim Maracanã) das 8h às 12h. Divulgação

Representantes das paróquias que constituem o novo Setor Pastoral Dom Paulo Evaristo Arns

A Região Episcopal Brasilândia tem agora um novo setor pastoral, fruto da unificação dos setores Cântaros e Nova Esperança. O novo setor é formado pelas seguintes paróquias: São José, no Jardim Damasceno; Bom Pastor, no Jardim Carumbé; Santa Terezinha, na Vila Terezinha; São Francisco de Assis, no Jardim Guarani; Santo Antonio, na Vila Brasilândia; Santa Rita de Cássia, na Vila Progresso; e Nossa Senhora do Carmo, na Cruz das Almas. A primeira reunião do setor foi realizada no sábado, 4, na Paróquia Santa Rita de Cássia, e contou com a presença de padres, diáconos e lideranças de pastorais e de movimentos eclesiais. No encontro, foi escolhido o nome de Dom Paulo Evaristo Arns para o novo setor em homena-

gem ao Arcebispo emérito de São Paulo, falecido em 14 de dezembro. Dentre os vários assuntos da reunião, tratou-se da organização geral do setor com relação às coordenações, aos representantes das pastorais, aos padres que irão acompanhar as pastorais e movimentos no setor e ao atendimento ao Hospital da Vila Penteado; além do mutirão de confissões da Semana Santa e, finalmente, de assuntos econômicos. Por fim, também se recordou do encerramento da peregrinação da imagem de Nossa Senhora Aparecida pelas paróquias e comunidades da Região, no dia 18, às 8h30, na comunidade Nossa Senhora Aparecida, da Paróquia São José, Jardim Damasceno, onde a imagem vai então permanecer.


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Santana Fiéis celebram com Dom Sérgio na Paróquia Nossa Senhora da Luz Diácono Francisco Gonçalves

Colaborador de comunicação da Região

Dom Sérgio de Deus Borges, Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Santana, presidiu na quinta-feira, 2, a celebração eucarística na Paróquia Nossa Senhora da Luz em honra de sua padroeira, cuja comemoração coincide com a Festa da Apresentação do Senhor. Concelebraram o pároco, Padre Valdevir Cortezi, e Anderson de Souza, colaborador da Paróquia, tendo também participado o Diácono Marcio Ribeiro. A devoção a Nossa Senhora da Luz nasceu em Portugal por meio de Pero Martins, o qual, prisioneiro de piratas árabes, em 1459, recorreu ao auxílio da Virgem Maria. Segundo a tradição popular, durante 30 dias, Nossa Senhora lhe apareceu em sonho envolta de extraordinária luz, e lhe dirigiu um pedido: que, ao ser libertado, construísse uma igreja em honra de Santa Maria da Luz. A devoção se espalhou, e chegou ao Brasil por meio de imigrantes portugueses. Na Região Santana, a igreja matriz Nossa Senhora da Luz, elevada a paróquia em 1958, teve sua pedra funda-

Diácono Francisco Gonçalves

Dom Sérgio preside missa concelebrada pelos padres Valdevir e Anderson na Paróquia Nossa Senhora da Luz, no dia da padroeira, dia 2

mental lançada em 1956. A paróquia ficou conhecida na região pela promoção vocacional. Dela nasceram 16 vocações consagradas, sendo oito sacerdotes e oito religiosas. Padre Paulo Cesar Gil, pároco da Paróquia Menino Jesus, no Setor Tucuruvi, e Padre Carlos Alberto Doutel,

pároco da Paróquia São José Operário, no Setor Imirim, foram dois dos frutos desse trabalho do pároco Padre Valdevir. A devoção à Senhora das Candeias, da Luz, da Candelária, ou da Purificação (todos estes nomes designam a mesma Nossa Senhora), tem o seu começo na

festa da apresentação do Menino Jesus no Templo. Na Região Santana, há um templo dedicado a Nossa Senhora com o título de Candelária, tendo sido criada em 4 de novembro de 1933 na Vila Maria, pelo arcebispo metropolitano Dom Duarte Leopoldo e Silva.

Alessandra Santos

Heyde Vendramini

A Paróquia Nossa Senhora da Candelária celebrou, dia 2, a festa de sua padroeira. Dom Sérgio de Deus Borges presidiu missa, dia 24 de janeiro, durante novena preparatória. Tendo em vista o Ano Mariano, a Paróquia também realiza, de janeiro a setembro, a novena mariana, em todos os dias 12 de cada mês.

Dom Sérgio de Deus Borges presidiu missa, dia 29, na Paróquia Santa Luzia, no Setor Tucuruvi, na qual oito adultos receberam o Sacramento da Confirmação, sendo cinco da Paróquia Santa Luzia, dois da Paróquia Santa Isabel e um da Paróquia São Francisco Xavier.

Diácono Francisco Gonçalves

CNBL Santana

A Paróquia Sant’Ana celebrou missa em Ação de Graças pelo aniversário de 65 anos da Associação Comercial de São Paulo, Distrito de Santana, dia 31. A celebração foi presidida por Dom Sérgio Borges e concelebrada pelo pároco, Padre Mauricio de Souza. Compareceram à missa diversas autoridades, dentre elas, Rosmary Corrêa, prefeita regional de Santana.

A Assembleia Ordinária do Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB) Santana realizou, dia 4, na Sede da Região Episcopal, eleição de sua nova diretoria para o período 2017 a 2019, assim composta: presidente, Nelson Teixeira; vice-presidente, Maria Inês Leandro; secretaria, Elisabete Santos; secretário adjunto, Clemente Mahl; Tesoureiro, Jadson Baracho; tesoureiro adjunto, Luiz Cláudio.


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Belém

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Peterson Prates

Colaborador de Comunicação da Região

Paróquia Nossa Senhora da Esperança acolhe vigário Arquivo pessoal

Padre Valdir em missa de despedida da Paróquia Nossa Senhora da Esperança, na sexta-feira, 3

A Paróquia Nossa Senhora da Esperança, no Setor Sapopemba, celebrou missa na sexta-feira, 3, em agradecimento ao Padre Valdir Benedito da Luz, vigário paroquial, que deixará a Paróquia, em acolhida do novo vigário, Padre Carlos Gonzaga da Silva. A celebração contou com a participação das sete comunidades que compõem a Paróquia. Missionário Redentorista, congregação responsável pela Paróquia, Padre Valdir exerceu seu ministério como vigário paroquial por dois anos, colaborando com o pároco, Padre Antonio Carlos Vanin, e como formador da casa religiosa. Ele foi transferido para Sorocaba (SP), onde será formador do Seminário São Geraldo, destinado à formação dos religiosos da congregação. O Padre Carlos Gonzaga pertence à

Vice-Província Redentorista de Recife (PE). Em 2016, trabalhou no Santuário Nacional de Aparecida (SP), e agora assume a função de vigário paroquial na Paróquia Nossa Senhora da Esperança e de formador dos religiosos redentoristas que se preparam para o sacerdócio. “É momento de ação de graças pelos dois anos que estive convivendo diretamente com vocês. E também o momento em que nós, com alegria, acolhemos o novo vigário”, disse Padre Valdir, no início da homilia, ao falar da “dupla finalidade” da celebração. Crianças e jovens de uma das comunidades da Paróquia fizeram uma homenagem ao Padre Valdir, que também recebeu uma mensagem de agradecimento pelo trabalho. Da mesma forma, foi lida uma mensagem de acolhida ao novo vigário.

Centro Social Bom Parto: ‘Ser luz na vida dessas crianças’ Educadores e funcionários de unidades do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto (BomPar) iniciaram o ano letivo com missa na matriz Nossa Senhora da Esperança, no Setor Pastoral Sapopemba, quinta-feira, 2, Festa da Apresentação do Senhor. Os colaboradores dos Centros de Educação Infantil (CEI) Menino Jesus, Mãe da Esperança e Parque dos Bancários (Zilda Arns) e do Centro para Criança e Adolescente (CCA) Emília Mendes, sendo os três últimos do Jardim Sinhá, e o primeiro do Jardim Grimaldi, participaram da celebração que reuniu cerca de 140 pessoas, sendo 115 educadores e funcionários da instituição. O BomPar, que celebrou 70 anos em

dezembro, é uma instituição filantrópica ligada à Pastoral do Menor, e que realiza, por meio de um convênio com a Prefeitura, atendimento de crianças, adolescentes, e idosos e da população de rua, e oferece capacitação profissional a jovens e adultos. A missa foi presidida pelo Padre Carlos Gonzaga da Silva, vigário paroquial da Paróquia Nossa Senhora da Esperança. “Vocês são chamados a ser luz na vida dessas crianças. Tantas crianças que precisam de pessoas iluminadas. De pessoas que se deixam iluminar por Deus para assim iluminar as pessoas”, disse o Padre aos que trabalham na instituição. Na apresentação das ofertas, alguns funcionários levaram, em procissão, símbolos

Ipiranga

Arquivo pessoal

Colaboradores do Centro Social Nossa Senhora do Bom Parto celebram início do ano letivo

que representam o trabalho com as crianças. Uma panela representando o alimento que não pode faltar às crianças; um avental simbolizando o ofício dos educadores; o

texto-base da Campanha da Fraternidade, que destaca uma das temáticas que serão trabalhadas com as crianças em 2017; e um caderno, retratando as crianças atendidas.

Padre Sandro Nascimento da Cunha e Caroline Dupim

Colaboradores de Comunicação da Região

Dez anos dos Salvistas na Paróquia Nossa Senhora Mãe de Jesus Dom José Roberto Fortes Palau, Bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo na Região Episcopal Ipiranga, celebrou no domingo, 5, os 10 anos da presença dos Padres Salvistas à frente da Paróquia Nossa Senhora Mãe de Jesus, Setor Pastoral Cursino. Erigida no dia 26 de maio de 2002, a paróquia tem, desde 2007, os Padres Salvistas à frente da administração paroquial. Com o carisma do “Louvor de Deus”, os

Salvistas têm se dedicado ao trabalho missionário e evangelizador por meio da animação pastoral, das celebrações litúrgicas, encontros, catequese, atendimento de confissões e direção espiritual. Na homilia, Dom José Roberto destacou a atuação dos Salvistas nestes anos junto aos paroquianos, e acrescentou o papel fundamental que tem o Espírito Santo, verdadeiro protagonista de toda ação missionária.

Arquivo pessoal

Missa pelos 10 anos dos Padres Salvistas na Paróquia Nossa Senhora Mãe de Jesus, dia 5

Conselho Regional de Pastoral inicia ano com encontro Mariano O Conselho Regional de Pastoral (CRP) realizou o primeiro encontro de 2017 no sábado, 4, na sede da Região Episcopal Ipiranga, com um tema mariano. A reunião foi presidida por Dom José Roberto Fortes Palau, Bispo auxiliar da Arquidiocese na região, que iniciou o encontro com a oração do Ano Mariano Na-

cional. “Que Nossa Senhora nos conduza em mais este ano”, disse o Bispo. Padre Ricardo Antonio Pinto, pároco da Paróquia São João Batista, Setor Pastoral Imigrantes, foi convidado a conduzir a primeira reunião do CRP. Ele recordou que o ano jubilar teve seu início em 12 de outubro de 2016 e se encerrará em 12 de outubro de

2017, por ocasião dos 300 anos do encontro da imagem da Nossa Senhora da Conceição Aparecida nas águas do rio Paraíba do Sul. Mencionando a Carta Pastoral do Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, Arcebispo Metropolitano, por ocasião do Jubileu, Padre Ricardo afirmou que esse documento “será como uma grande bússola para guiar

nossas paróquias neste ano jubilar”. Padre Ricardo salientou ainda o grande valor que Maria tem na vida dos cristãos e, de modo especial, nos trabalhos pastorais. “É bom que este ano poderá proporcionar o aumento de nossa fé e a intensificação da nossa relação filial e eclesial com Maria”, disse.


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Benigno Naveira

Colaborador de Comunicação da Região

Dom Julio é homenageado por fiéis Os fiéis da Região Episcopal Lapa programaram missas nos setores pastorais em ação de graças pelos cinco anos de diligência de Dom Julio Endi Akamine, pelos serviços prestados na Arquidiocese de São Paulo como bispo auxiliar e vigário episcopal na Região. Em 28 de dezembro de 2016, Dom Julio foi nomeado pelo Papa Francisco Arcebispo de Sorocaba (SP). A primeira celebração aconteceu na sexta-feira, 3, na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, Setor Leopoldina. No sábado, 4, às 19h, houve missa na Paróquia São José do Jaguaré, Setor Butantã. No domingo, 5, foi a vez do Setor Pirituba,

que celebrou missa em ação de graças na Paróquia São Domingo Sávio. Em todas as celebrações, os fiéis lotaram as igrejas, expressaram seu carinho a Dom Julio e desejaram-lhe um bom trabalho na Arquidiocese de Sorocaba. Nas três celebrações, Dom Julio lembrou que, quando chegou à Lapa, perguntavam-lhe se estava gostando da Região, e com carinho respondia: “Um pastor ama seu rebanho. Já amava a Região Lapa antes de conhecê-la, depois que conheci, passei a amar ainda mais os fiéis e os padres”. Ainda serão celebradas missas na intenção de Dom Julio no dia 11, às 19h,

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Lapa

Benigno Naveira

Na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, Dom Julio celebra ação de graças por trabalho na Região

na Paróquia São Patrício, Setor Rio Pequeno; e no dia 18, às 15h, na Paróquia Nossa Senhora da Lapa, Setor Lapa.

A posse de Dom Julio será no dia 25 de fevereiro, às 10h, na Catedral de Sorocaba.

Padre Naves toma posse na Paróquia São Thomas More

Novos ministros extraordinários da Sagrada Comunhão

O Padre Antônio Ferreira Naves tomou posse como pároco na Paróquia São Thomas More, Setor pastoral Rio Pequeno, no domingo, 5. Na missa, presidida pelo vigário-geral da Região Lapa, Padre Jorge Pierozan, também foi apre-

No sábado, 4, na Paróquia São Patrício, Setor Rio Pequeno, aconteceu a missa na qual foram instituídos 65 novos ministros extraordinários da Sagrada Comunhão. A celebração foi presidida pelo pároco, Padre João Carlos Borges, e concelebrada pelo Padre Arnaldo Lima Dias. Após a homilia, Padre Borges convidou a assembleia a rezar pelos novos ministros. “Que não só façam bem o trabalho, mas que este ministério tam-

sentado o novo vigário paroquial, Padre Edvan Vieira Serra Sena. No rito de posse, o novo pároco faz a renovação das promessas sacerdotais e, em seguida, recebe simbolicamente as chaves da igreja e do sacrário. Benigno Naveira

bém seja acompanhado do crescimento espiritual, de maior maturidade e de um amor maior a Jesus Eucarístico”, acrescentou o Pároco. Antes da bênção final, Padre Borges agradeceu aos ministros Aparecida Ricci e Elias Nicolau Bonfres, que durante nove anos ficaram na coordenação dos ministros, que agora será assumida por Roseli Ferreira Bernardo e Célia Jandira Pilatos Corado.

Angela Santos

Padre Naves recebe chaves da Paróquia São Thomas More, da qual toma posse como pároco

No sábado, 4, Padre Flávio Heliton da Silva (esq.) foi apresentado como vigário paroquial na Área Pastoral Nossa Senhora Aparecida e São Joaquim, da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, Setor Leopoldina.

Redação

osaopaulo@uol.com.br

Paróquia Bom Jesus do Brás

Na sexta-feira, 3, a Paróquia Bom Jesus do Brás, no Setor Pastoral Brás, celebrou o padroeiro do bairro, São Brás, com missas festivas. Uma das celebrações foi presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo e concelebrada pelo pároco Monsenhor Sérgio Tani.

Padre Donizeti: 20 anos a serviço da Palavra de Deus O padre José Donizeti Coelho, pároco da Paróquia São Joaquim, no Setor Aclimação, celebrou os 20 anos de sua ordenação sacerdotal no dia 29. A missa, presidida pelo Pároco, foi concelebrada por Dom Eduardo Vieira dos Santos, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Sé, que fez a homilia. “Ao padre Donizeti, que caminha na missão da cura das almas, nos reunimos para bendizer a Deus pelo dom da sua vocação, celebrando seus 20 anos de ordenação sacerdotal. São 20 anos de consagração a serviço da Palavra de Deus”, afirmou. A comunidade, reunida com a família, e com

muito amor, alegria e emoção, preparou as homenagens que, de forma simples, demonstraram o grande amor de todos por ele, que ensina diariamente a cada um de sua comunidade com disponibilidade, responsabilidade e amor por seu ministério. Em sua ordenação, padre Donizeti escolheu como lema para seu ministério o versículo de João 4,34: “Meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra”. “Precisamos olhar as pessoas com os olhos de Deus, e sentir as pessoas com o coração de Deus”, disse padre Donizeti, ao manifestar alegria pelas duas décadas de sacerdócio.


22 | Com a Palavra – Exclusivo|

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Dario Edoardo Viganò

A reforma da comunicação no Vaticano

‘Diminuem-se as estruturas, permanecem os serviços’ Arquivo pessoal

FILIPE DOMINGUES

Especial para O SÃO PAULO Na Cidade do Vaticano

As rápidas mudanças na tecnologia e nos sistemas de comunicação exigem da Igreja uma perspicaz adaptação. O mundo digital, descrito pelos papas como cheio de oportunidades e perigos, é uma realidade da qual já não se pode escapar. Mas ainda feita de incertezas. A reforma das estruturas de comunicação do Vaticano é uma resposta a essas transformações. À frente dela, está o Monsenhor Dario Edoardo Viganò, que concedeu entrevista exclusiva ao O SÃO PAULO na sede da Secretaria para a Comunicação, da qual é Prefeito, em 30 de janeiro, no Vaticano. Embora nascido no Rio de Janeiro, pois seus pais passaram dez anos no Brasil, Monsenhor Viganò tem nacionalidade italiana. Após três anos como diretor do Centro Televisivo Vaticano (CTV), foi encarregado pelo Papa Francisco, em 2015, para conduzir uma profunda reformulação das mídias da Santa Sé. Além disso, é também professor de Comunicação e autor de vários livros. A reforma de Viganò pretende unificar os vários departamentos de comunicação do Papa, como a Rádio Vaticano, o jornal L’Osservatore Romano, o CTV, a Sala de Imprensa, os sites e aplicativos. O Monsenhor explica que uma única central de informações permitirá um melhor “fluxo” das notícias, uma presença multimídia coordenada e uma simplificação das estruturas administrativas. Na entrevista a seguir, ele fala em detalhe sobre essa reforma. Explica, por exemplo, como pretende aplicar à Santa Sé um famoso modelo de mercado: o da Disney. Também analisa o estilo de comunicação do Papa Francisco e a comunicação na Igreja de forma geral. Com bom humor, o sacerdote procura aplicar uma gestão baseada em valores do Evangelho, mas rigorosa e mais eficaz no uso do dinheiro. Aplicar mal o dinheiro da Igreja é como “roubar dos pobres”, diz. “Não é possível usar o que as pessoas dão à caridade e aos pobres para cobrir os nossos custos.” Viganò demonstra, em seu forte vocabulário gerencial, que é necessário “transformar custos em investimentos”. Mas, no fim das contas, para ele a comunicação deve ser fruto

de um verdadeiro “deixar-se seduzir pelo Evangelho”.

O SÃO PAULO – Quais são os pontos principais da reforma das comunicações da Santa Sé que o senhor está liderando? Monsenhor Dario Edoardo Viganò – É muito simples: como indicado no início do motu proprio [do Papa Francisco, quando criou a Secretaria para a Comunicação], o motivo para a reforma é o contexto de comunicação atual. Com mudanças no contexto, deve-se mudar o sistema de comunicação. Os meios de comunicação da Santa Sé, enraizados em uma grande, gloriosa e antiga tradição, devem se renovar conforme a cultura digital. Porém, a reforma nasceu nos anos 90. O Papa Francisco a está implementando, mas já falamos disso há mais de 20 anos. O senhor costuma falar de dois critérios que os orientam... O primeiro é apostólico. A mídia

do Vaticano existe para comunicar, para tornar disponível, dentro das nossas possibilidades, que não são infinitas, a mensagem do Evangelho e o magistério do Papa. O segundo critério é uma prioridade na utilização de recursos econômicos, isto é, uma atitude de grande cautela no uso do dinheiro. Não é possível usar o que as pessoas dão à caridade e aos pobres para cobrir os nossos custos. Pode explicar as mudanças estruturais mais significativas? Aqui as palavras são importantes: diminuem-se as estruturas, permanecem os serviços. Caminhamos em direção ao estabelecimento de um grande e único content hub [central de conteúdo], o que já está acontecendo. Ele é composto por profissionais dos diferentes setores. Os jornalistas são das várias redações do que era a Rádio Vaticano, mas também do Centro Televisivo Vaticano e do que será o jornal L’Osservatore Romano. Falo também do apoio tecnológico, os

técnicos, e quem faz edição de vídeo. Tudo em um content hub. Isso permitirá processar as notícias em maneira multimídia e seguir o fluxo do começo ao fim. Mas ao menos dois segmentos continuam reservados à supervisão da Secretaria de Estado: as comunicações oficiais da Sala de Imprensa da Santa Sé e os artigos de política do L’Osservatore Romano. As igrejas particulares estão acompanhando a sua reforma. Vocês pensam sobre o impacto nas realidades locais? Entendo que haja uma grande atenção para a Santa Sé, para a reestruturação do sistema comunicativo. Porém, em vez de duplicar nosso modelo, as igrejas são encorajadas a mergulhar numa reforma própria. Porque, hoje, não unificar [os departamentos de comunicação] é não ser capaz de fazer um bom serviço. Em um contexto digital, é natural que os profissionais, os recursos humanos sejam em sharing [compartilhamento]. Claro, o dinheiro não é nosso e deve ser bem gasto. Devemos transformar custo em investimento. Mas também é importante que vivamos uma experiência de serviço à Igreja. Uma diocese pode unificar rádio, jornal, possivelmente TV. Vão diminuir as figuras burocráticas e administrativas. Não estão olhando nossa reforma para fazer o mesmo, mas dizem: “Se até eles estão fazendo, nós também podemos fazer”. O senhor diz que adotou o modelo Disney de comunicação. É um modelo forte, de mercado, muito conhecido... Que funciona. Funciona, com a diferença que a Disney é uma empresa. E existe para ganhar dinheiro... E então? Ai de uma empresa se ela não ganhar dinheiro. É o seu primeiro dever moral. Como também é dividir, compartilhar. No entanto, é ganhar dinheiro. A questão é como aplicar esse modelo de mercado à Igreja, mantendo o espírito apostólico que o senhor mencionou. Um modelo é um modelo. Falei do modelo da Disney porque, do ponto de vista da formação do content hub, é o que mais me satisfaz. Com os nossos ajustes, é claro. O problema seria não


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| Exclusivo – Com a Palavra | 23 Centro Televisivo Vaticano/Divulgação

ter um modelo. O critério apostólico nunca pode justificar a ignorância na gestão. Isso deve ser muito claro. A boa vontade e o critério apostólico não autorizam ninguém a desperdiçar dinheiro. Ter um modelo, mesmo que venha de um ambiente altamente comercial, ajuda a construir uma visão do working flow [fluxo de trabalho], maximizar as habilidades, o profissionalismo, tornar a comunicação mais eficaz, e conter custos. A ideia aqui é ter um modelo. Não é óbvio que seja o melhor, mas para mim é o melhor. Então o modelo será adaptado... Claro. Eu me preocupo muito com isto. Existe uma retórica de auto consolação na mídia católica: “No fundo temos que anunciar, mesmo que tenhamos prejuízo.” Não é verdade. De modo algum. Uma coisa é a comunicação institucional, que é um investimento na imagem. Não é um prejuízo. Outra coisa são as estruturas que produzem comunicação. No Brasil, por exemplo, não acho que a Canção Nova tenha como objetivo só falar da Igreja. Fala da Igreja tentando obter lucro. A retórica do auto consolo é para quem não consegue fazer bem o seu trabalho. Isto deve ser claro: se tem prejuízo, fechamos. O dinheiro é difícil de ganhar. Se não, estamos roubando dos pobres. O que acontece com a Rádio Vaticano? Continua, não continua, continua de forma diferente? Quando me fala de Rádio Vaticano, a que se refere? Da rádio como a estrutura de transmissão por ondas de rádio. Muitos me fazem essa pergunta, mas não sabem o que é a Rádio Vaticano hoje. A rádio radiofônica é uma experiência marginal da Rádio Vaticano. É uma coisa pequena, desde o Jubileu do ano 2000. A rádio se transformou em uma série de sites. Algumas redações não fazem nenhum serviço de rádio. A grande maioria é de 12 minutos por dia. Depois, há redações como a do Programa Brasileiro, que faz mais. “Diminuem-se as estruturas, continuam os serviços.” O que para nós é o rádio, de acordo com os manuais permanecerá na 105 FM, em

Roma e arredores. No DAB [Digital Audio Broadcasting, a rádio digital], provavelmente vai em digital terrestre, nacional. E um app [aplicativo]. A rádio será em italiano, com notícias de última hora em algumas outras línguas. Ponto. Todo resto são redações linguísticas do famoso content hub. O que vão fazer? Depende do que vão ser capazes de fazer, mas não será distribuído nas ondas. Vai como podcasts [transmissão via internet], que, além dos custos têm uma grande vantagem: é possível colocá-los nas rádios locais como bem entenderem. É uma grande mudança. Mudanças sempre geram temores. Mas temos que ver a crise do trabalho na Europa e no mundo e ser conscientes do que significa ter um salário, o que não é insignificante aqui. Em segundo lugar, no mundo da comunicação, os grandes jovens profissionais têm grandes skills [habilidades] tecnológicas. Andam com um smartphone, editam sozinhos, fazem reportagens. Queremos essas pessoas. Há uma grande oportunidade para profissionais que estão confiantes na sua capacidade. Como a Igreja pode tirar vantagem das novas mídias para es-

palhar suas mensagens? As mídias digitais permitem que qualquer um seja um storyteller [contador de histórias]. O problema é a seriedade. Por exemplo, descontextualizar é um grande problema. Temos que aprender a discernir bem também no contexto digital. É claro que os meios digitais oferecem oportunidades para encontrar as pessoas. A Igreja é composta por homens e mulheres, e por isso está capacitada. Agora, se isso também pode ser um ambiente de evangelização, sou cauteloso. A evangelização tem a ver com o Evangelho e, é claro, com o encontro pessoal com o Senhor Jesus. Certamente ajuda conhecer, embarcar em um caminho de aprendizado. Mas ler não é suficiente para saber tudo. A comunicação da Igreja deve ser mais pastoral ou mais do tipo Relações Públicas? São coisas diferentes. Relações Públicas nesse sentido é a Comunicação Institucional, o que é importante. Por exemplo, para o orçamento de uma diocese, uma fundação... isto é, toda a comunicação importante para a transparência e a clareza. Diferente, no entanto, é a comunicação pastoral, que tem um elemento de engajamento. No Brasil, penso na Pastoral Carcerária, com todas as histórias dos agentes, dos Rádio Vaticano - Programa Brasileiro/Divulgação

capelães. É uma bela experiência para se contar. Em Salvador, na Bahia, eu conheci gente que, apesar de criminosos, tinha no coração um grande desejo de perdão de Deus. É preciso contar essas histórias. Como o senhor descreve o estilo de comunicação do Papa Francisco? Quem escuta o Papa percebe a verdade da história. É alguém que diz poucas palavras, mas conta a vida. Como Madre Teresa: mesmo quem não sabia a sua língua, percebia pelo som o poder da verdade de uma vida apaixonada pelo Evangelho e pelos pobres. O segundo aspecto do Papa Francisco é que não dá a ninguém o papel de antagonista do Evangelho. Qualquer experiência humana, de qualquer homem e qualquer mulher, em qualquer situação, pode encontrar o Evangelho. Claro que isso inclui uma conversão. Mas cada um, ao não se sentir excluído, se sente envolvido. Papa Francisco diz que é preciso romper o ciclo vicioso de “más notícias”. Como é possível? Quando ele fala isso, não diz: “Contem um mundo de contos de fadas”. O mundo, o Brasil, os jornais, o dia é marcado pelo mal. O mal que vemos na natureza, com terremotos, desastres, inundações. O mal da violência nas ruas, dia e noite. O mal existe. Mas o Papa nos diz que falar só do mal pode anestesiar as nossas consciências. Então, é claro que temos que dizer o que acontece, mas também falar ao mundo de bons homens e mulheres, jovens e velhos. Haverá violência em São Paulo, mas também as pessoas que acompanham as vítimas, que acolhem, que recuperam. Há tanto bem. De verdade. O que o senhor diria às pessoas que trabalham em comunicação na Igreja, mesmo nas paróquias e pequenas comunidades? Quanto mais alguém é apaixonado pelo Evangelho da misericórdia, mais se sente à vontade para contar a beleza e o fascínio do encontro com o Evangelho. Deixar-se seduzir pelo Evangelho. Porque, se nos deixamos pertencer a Deus, nos tornamos seus pés, suas mãos, e seu olhar.

As opiniões expressas na seção “Com a Palavra” são de responsabilidade do entrevistado e não refletem, necessariamente, os posicionamentos editoriais do jornal O SÃO PAULO.


24 | Geral |

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Santa Sé revisa constituição sobre educação católica Pontifícia Universitá Gregoriana Roma

No Vaticano, Congregação para a Educação Católica trabalha na atualização da Constituição Apostólica Sapientia Christiana

Publicada por São João Paulo II, em 15 de abril de 1979, a Constituição Apostólica Sapientia Christiana define por universidades e faculdades eclesiásticas aquelas que “canonicamente erigidas ou aprovadas pela Sé Apostólica, cultivam e ensinam a doutrina sagrada e as ciências que com ela estão correlacionadas, com o direito de conferir graus acadêmicos por autoridade da Santa Sé”. A proposta de atualização e revisão do texto tem o objetivo de responder adequadamente às novas exigências do tempo presente e garantir que seja respeitada “certa unidade substancial” nas instituições de ensino católicas, uma vez que essas conferem títulos acadêmicos em nome da Igreja. A Sapientia Christiana determina que as finalidades das faculdades eclesiásticas são: “Cultivar e promover, mediante a investigação científica, as próprias disciplinas, e em primeiro lugar aprofundar

Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro Pontifícia Universidade Católica de São Paulo

Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul Pontifícia Universidade Católica do Paraná Pontifícia Universidade Católica de Goiás

osaopaulo@uol.com.br

Constituição apostólica

Pontifícias

Pontifícia Universidade Católica de Campinas

Fernando Geronazzo

O arcebispo de São Paulo, Cardeal Odilo Pedro Scherer, participa entre os dias 7 e 9, em Roma, da assembleia da Congregação para a Educação Católica, da qual é membro desde 2013. O assunto principal desta assembleia é a revisão e atualização da Constituição Apostólica Sapientia Christiana, que apresenta as Diretrizes da Igreja Católica para as universidades e instituições eclesiásticas de ensino de nível superior. “Por outro lado, estará em discussão e elaboração também um Diretório para a Educação Católica”, informou o Cardeal Scherer ao O SÃO PAULO. Este organismo da Cúria Romana tem a missão de acompanhar e aprovar todas as instituições de ensino católicas do mundo, sejam elas escolas, colégios, universidades, faculdades ou instituição de ensino superior que ofereçam não somente estudos eclesiásticos, mas também civis. É também de responsabilidade desta Congregação a supervisão dos cursos de Teologia e Filosofia voltados especialmente para a formação de sacerdotes. A assembleia acontece a cada dois anos em média, e será a primeira sob o comando do novo prefeito, Cardeal Giuseppe Versaldi, no cargo desde março de 2015. A Congregação para a Educação Católica é constituída de 34 membros, dos quais 30 cardeais e quatro arcebispos, além de 27 consultores.

Instituições católicas de ensino superior no Brasil

Diocesanas

Universidade Católica de Petrópolis Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, uma das várias instituições católicas do mundo

o conhecimento da revelação cristã e das matérias que com esta têm conexão, explanar sistematicamente as verdades que nela se contêm, considerar os novos problemas do nosso tempo à luz da mesma, e apresentá-la ao homem contemporâneo de forma adequada às diversas culturas”; “Formar os alunos, a nível superior de alta qualificação, nas próprias disciplinas segundo a doutrina católica, e prepará-los convenientemente para afrontarem os seus encargos; e ainda, promover a formação continuada, ou permanente, dos ministros da Igreja”; E, por fim, “colaborar dedicadamente com a Igreja, quer a nível das Igrejas particulares, quer a nível da Igreja universal, em toda a obra da evangelização, segundo a própria natureza e em estreita comunhão com a hierarquia”.

cimento de mais de 6 mil instituições. Quando os números são vistos por continentes, percebe-se que na África houve o maior crescimento, de 62.082 para 69.926, seguida da Ásia, de 39.896 para 40.764, e Oceania, de 5.430 para 5.911. Já a América e Europa tiveram um decréscimo. O continente americano perdeu 2.547 escolas católicas, tendo agora 49.839 instituições, enquanto a Europa perdeu 114 instituições, ficando com 49.762. Em relação ao número de estudantes, houve um crescimento de mais de 2,7 milhões de alunos em todo o mundo, o que significa um total de 60,3 milhões. O maior crescimento também foi na África, de 22 milhões para 24 milhões de estudantes. Já a Europa foi o único continente que teve uma diminuição de alunos em escolas católicas, 113.106 a menos.

Ensino superior

Educar é o exercício da ‘caridade intelectual’

Segundo a Congregação para a Educação Católica, existem no mundo mais de 1.300 instituições de ensino superior, entre universidades, faculdades e institutos eclesiásticos. Além dessas instituições, há seminários e centros de estudo agregados a pontifícias universidades. Só nos últimos três anos, foram instituídas 13 faculdades e institutos eclesiásticos, entre os quais, a Faculdade de Direito Canônico São Paulo Apóstolo, da Arquidiocese, fundada em 2014.

Escolas católicas

Os participantes da assembleia também tiveram acesso a um relatório do departamento responsável pelo acompanhamento das escolas católicas. Tais números mostram que, em geral, houve um crescimento do número de estudantes dessas escolas no mundo. Mas, em alguns continentes, diminuiu o número de instituições. O Anuário Estatístico da Igreja contabilizava 209.670 escolas católicas no mundo em 2011, enquanto em 2014 já eram 216.670, o que significa um cres-

O primeiro dia da assembleia contou com a presença do Papa Francisco. Em seu discurso, o Pontífice afirmou que a educação e a formação constituem hoje um dos desafios mais urgentes que a Igreja e as suas instituições são chamadas a enfrentar. O Santo Padre salientou ainda que o trabalho da Congregação para a Educação Católica na assembleia contribui para responder à atual “emergência educativa”. “A obra educativa parece que se tornou ainda mais árdua porque, em uma cultura que, infelizmente, muitas vezes faz do relativismo o próprio credo, vem a faltar a luz da verdade. De fato, considera-se perigoso falar de verdade, incutindo assim a dúvida sobre valores básicos da existência pessoal e comunitária”, disse. “Por isso, é importante o serviço que desenvolvem no mundo as numerosas instituições formativas que se inspiram na visão cristã do homem e da realidade: educar é um ato de amor, exercício da ‘caridade intelectual’, que requer responsabilidade, dedicação, coerência de vida”, concluiu o Papa.

Universidade Católica de Salvador Universidade Católica de Santos Faculdade de Direito Canônico São Paulo Apóstolo Centro Universitário Assunção

Franciscanas

Universidade São Francisco Escola Superior São Francisco de Assis Centro Universitário Franciscano

Maristas

Universidade Católica de Brasília Faculdade Católica do Ceará Centro Universitário do Leste de Minas Gerais Faculdade Católica do Tocantins

Camilianas

Centro Universitário São Camilo

Salesianas

Universidade Católica Dom Bosco Centro Universitário Salesiano Auxilium Centro Universitário Salesiano de São Paulo Faculdade Salesiana Dom Bosco

Ursulinas

Universidade Santa Úrsula

Jesuítas

Universidade do Vale do Rio dos Sinos Universidade Católica de Pernambuco Faculdade Jesuítica de Filosofia e Teologia Escola Superior Dom Helder Câmara Faculdade de Engenharia Industrial (Fonte: CERIS e ANEC)

O SÃO PAULO - 3137  

Jornal O SÃO PAULO semanário da Arquidiocese de São Paulo, há mais de 60 anos levando informação e formação para os católicos da maior cidad...

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