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Semanário da Arquidiocese de São Paulo ano 61 | Edição 3091 | 2 a 8 de março de 2016

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Cardeal Odilo Scherer: ‘Que tal um sínodo arquidiocesano?’ não se trata de uma decisão tomada; antes, desejo ouvir a Arquidiocese a esse respeito”, escreve Dom Odilo na seção ‘Encontro com o Pastor’ nesta edição do O SÃO PAULO. O último sínodo diocesano aconteceu no final

do século XIX. “Não teria chegado o momento de uma grande avaliação e, quem sabe, para novas opções, organizações e práticas na evangelização e na animação pastoral?”, indaga.

Lósservatore Romano

A possibilidade já havia sido expressa ao clero em fevereiro e agora é apresentada a toda a Arquidiocese pelo Cardeal Scherer: “Que tal refletirmos juntos sobre a proposta da realização de um sínodo arquidiocesano? Ainda

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É misericórdia dar de beber a quem tem sede Luciney Martins/O SÃO PAULO

‘Com paixão pela Igreja, você a comunica bem’ Em entrevista exclusiva ao O SÃO PAULO, o jornalista Greg Burke, novo vice-diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, fala da função para a qual foi nomeado pelo Papa e destaca que comunicadores católicos precisam ter paixão pela Igreja para comunicá-la bem e devem sempre se perguntar: “Como encontro alguma coisa que faça as pessoas lerem meu artigo do início ao fim?”. Página 15

EDITORIAL

Triunfo do amor contra a ameaça do aborto Mães e famílias inteiras testemunham vida feliz junto a bebês com microcefalia. Página 2

Integrantes de comunidades de vida e da Pastoral do Povo da Rua da Arquidiocese de São Paulo distribuem água a pessoas em situação de rua

Todos os domingos, à tarde, um grupo de leigos distribui água às pessoas em situação de rua na região conhecida como Cracolândia, no centro da Cidade. Trata-se de uma obra de misericórdia – dar de beber a quem tem sede -, que é mostrada em de-

talhes em reportagem nesta edição, na qual o Padre Júlio Lancellotti, vigário episcopal para a Pastoral do Povo da Rua, relata as dificuldades de quem vive nas ruas para conseguir ter acesso à água. Página 14

É um direito, mas nem todos têm saneamento básico Garantir que toda a população tenha abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto são metas do Plano Nacional de Saneamento Básico, com ações a serem executadas até 2030. Os objetivos são desafiadores, pois mais da metade dos brasileiros, por exemplo, não têm acesso à coleta de esgoto, e mesmo na cidade de São Paulo nem todos usufruem desse serviço, que está disponível em 84,5% dos domicílios. Páginas 12 e 13

Luciney Martins/O SÃO PAULO

É responsabilidade de todos cuidar da água Marlene Vilhena, mestre pela PUC-SP, alerta para a crescente falta de água no mundo. Página 2

Dom Eduardo: ir ao encontro do necessitado Obras de misericórdia levam a estar com Cristo, diz bispo auxiliar da Arquidiocese. Página 5

Palavra dos pais é fortaleza para criança O destaque é de Simone Fuzaro, mestre em Educação, na seção ‘Comportamento’. Políticas de coleta e tratamento de esgoto são urgentes na maioria das cidades brasileiras

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2 | Ponto de Vista |

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Editorial

O triunfo do amor

O

jornal O Estado de S.Paulo publicou na edição de segunda-feira, 29, uma matéria com uma informação aterradora: no Nordeste, alguns bebês vítimas da microcefalia foram abandonados por suas famílias que, sendo carentes, não podiam deles cuidar. Na mesma página, outra matéria conta a história de mães que, mesmo tendo que enfrentar graves dificuldades financeiras e até mesmo o abandono do marido, não abrem mão de seus filhos doentes. São histórias reais que projetam sombras e luzes em uma mesma realidade e que revelam a incapacidade do sistema público de saúde brasileiro, do qual dependem as famílias pobres, em oferecer a estas o apoio que precisam para bem cuidarem de seus filhos com necessidades especiais. Revelam, ainda, a ineficiência dos po-

deres públicos no serviço de prevenção. É verdade que a relação entre o zika vírus e a microcefalia é um dado recente. Mas é verdade, também, que o primeiro surto de zika ocorreu no País na década de 80 e que de lá para cá muito pouco, ou quase nada, foi efetivamente feito para o combate do mosquito transmissor, além de campanhas sazonais. Diante de tal ineficiência, o caminho aparentemente mais fácil e mais cômodo é aproveitar-se de um momento de crise para reabrir, no País, a pauta do aborto, propondo-o como um “mal menor”. E argumentos de caráter pouco racionais e muito apelativos nessa hora não faltam: mães que tiveram que abandonar o emprego comprometendo a renda familiar para cuidar dos filhos; outras que foram abandonadas pelos maridos; casos em que os pais têm que se desdobrar e enfrentar

deslocamento diário e horas de filas em postos de atendimento para conseguirem tratamento adequado. E tudo isso mostrado à opinião pública como sendo a regra e não a exceção, em meio a um enredo que apresenta seres humanos frágeis e com deficiências físicas como um peso insuportável que deve ser eliminado. No fundo, esta é a premissa maior da cultura da morte: o sacrifício pelo bem do próximo não tem sentido. Assim, uma criança com microcefalia é definida como um “mal” a ser combatido e o aborto figura como uma espécie de legítima defesa da mãe contra um ser que irá destruir a sua vida. Felizmente, nem tudo são trevas. A humanidade oferece resistência e se manifesta no testemunho do amor da balconista Alessandra Dias que, com o marido, o motorista Ivan Lima, adotou uma criança

com microcefalia e revela: “Assim que o vi, me apaixonei”; ou da doméstica Denise Carla, que com 33 anos também virou mãe adotiva de um bebê com microcefalia recebendo-o “como um presente de Natal”; e de Luciana Silva Lima, também doméstica, mãe de Ana Cecília, 2 meses, que afirma: “estou largando tudo para cuidar da minha bebê”; ou ainda, da jovem mãe de apenas 18 anos, Yanca Mikaelle, abandonada pelo marido após o nascimento da segunda filha do casal, Sofya Emanuelle, e que encontrou o apoio necessário para cuidar de sua filha na casa dos pais. O mundo não precisa de aborto. Precisa sim de Alessandras, de Denises, de Lucianas e de Yancas. Elas representam o triunfo do amor. * Os casos citados neste editorial foram publicados em matéria do jornal O Estado de S.Paulo, em 28.02.16, p. A11

Opinião

Responsabilidade coletiva no cuidado da água Arte: Sergio Ricciuto Conte

Marlene dos Santos Vilhena A crise hídrica criou uma oportunidade para a sociedade pensar e repensar que a água é indispensável para a vida humana e para os ecossistemas. A escassez da água potável e limpa chegou, e a necessidade de mudanças de hábitos se torna uma realidade quanto ao uso socialmente sustentável da água, para o beneficio da coletividade presente e futura. A Campanha da Fraternidade deste ano reforça em todos nós a necessidade de nos comprometermos com a conservação e com o uso socialmente justo desse recurso. A ONU alerta que o planeta enfrentará, até 2030, um déficit de água de até 40% - a menos que sua gestão seja melhorada dramaticamente. A agricultura depende da água para a produção de alimentos e as plantações estão usando mais água na medida em que a população mundial aumenta. Infelizmente, nos momentos críticos, nem sempre se administra com uma gestão adequada e com imparcialidade. Em São Paulo, a redução dos níveis de água nos reservatórios foi motivo de atenção e preocupação, mostrando que o uso racional dos recursos hídricos é indispensável para assegurar a vida. Hoje, se faz necessária uma mudança de postura para o enfrentamento da crise hídrica: mesmo que as chuvas recentes fiquem acima do esperado,

não se deve esquecer que a estação chuvosa provavelmente termine entre março e abril. Cabe a todos a responsabilidade de cuidar da água, consumindo responsavelmente esse bem que é fundamental para a existência humana. Nesse sentido, o Papa Francisco, na Encíclica Laudato Si’ (LS 13), nos faz um apelo para que juntos possamos cuidar da Casa comum: “O urgente desafio de proteger a nossa Casa comum inclui a preocupação de unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral, pois sabemos que

as coisas podem mudar. O Criador não nos abandona, nunca recua no seu projeto de amor, nem se arrepende de nos ter criado. A humanidade possui ainda a capacidade de colaborar na construção da nossa Casa comum. Desejo agradecer, encorajar e manifestar apreço a quantos, nos mais variados setores da atividade humana, estão a trabalhar para garantir a proteção da casa que partilhamos. Uma especial gratidão é devida àqueles que lutam, com vigor, por resolver as dramáticas consequências da degradação ambiental na vida dos mais pobres do

mundo. Os jovens exigem de nós uma mudança; interrogam-se como se pode pretender construir um futuro melhor, sem pensar na crise do meio ambiente e nos sofrimentos dos excluídos”. Diante desse apelo do Papa Francisco, todos somos chamados a olhar para a “Casa comum, nossa responsabilidade”, pois o mundo requer uma postura singular no tratamento dos dons e bens ambientais. O Papa afirma que “o acesso à água potável e segura é um direito humano essencial, fundamental e universal, porque determina a sobrevivência das pessoas e, portanto, é condição para o exercício dos outros direitos humanos. Este mundo tem uma grave dívida social para com os pobres que não têm acesso à água potável, porque isso é negar-lhes o direito à vida radicado na sua dignidade inalienável” (LS 30) A nossa Constituição Federal, em seu artigo 225, consagra o direto à sadia qualidade de vida, e para a efetividade desse direito, dentro dos padrões mínimos exigidos constitucionalmente para um completo “bem-estar”, são necessárias mudanças de valores e modos de estilo vida. De qualquer maneira, a escassez nos leva a cuidar da água de modo permanente, com consciência coletiva de que esse bem (água) é limitado e toda a população deve evitar o desperdício de água potável. Marlene dos Santos Vilhena é Mestre e doutoranda em Direito Difusos e Coletivos pela PUC-SP

As opiniões expressas na seção “Opinião” são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, os posicionamentos editorais do jornal O SÃO PAULO.

Semanário da Arquidiocese de São Paulo

Mantido pela Fundação Metropolitana Paulista • Publicação Semanal • www.osaopaulo.org.br • Diretor Responsável e Editor: Padre Michelino Roberto • Redator chefe: Daniel Gomes • Reportagem: Cônego Antônio Aparecido Pereira, Edcarlos Bispo, Filipe David, Nayá Fernandes e Renata Moraes • Institucional: Rafael Alberto e Fernando Geronazzo • Fotografia: Luciney Martins • Administração: Maria das Graças Silva (Cássia) • Secretaria de Redação: Djeny Amanda • Assinaturas: Ariane Vital • Diagramação: Jovenal Alves Pereira • Edição Gráfica: Ana Lúcia Comolatti • Revisão: Maria Aparecida Ferreira • Impressão: S.A. O ESTADO DE S. PAULO • Redação e Administração: Av. Higienópolis, 890 - Higienópolis - 01238-000 • São Paulo - SP - Brasil • Fones: (11) 3660-3700 e 3760-3723 - Telefax: (11) 3666-9660 • Internet: www.osaopaulo.org.br • Correio eletrônico: redacao@osaopaulo.org.br • adm@osaopaulo.org.br (administração) • assinaturas@osaopaulo.org.br (assinaturas) • Números atrasados: R$ 1,50 • Assinaturas: R$ 45 (semestral) • R$ 78 (anual) • As cartas devem ser enviadas para a avenida Higienópolis, 890 - sala 19. Ou por e-mail • A Redação se reserva o direito de condensar e de não publicar as cartas sem assinatura • O conteúdo das reportagens, artigos e agendas publicados nas páginas das regiões episcopais é de responsabilidade de seus autores e das equipes de comunicação regionais.


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cardeal odilo pedro scherer Arcebispo metropolitano de São Paulo

F

az muito tempo que não se celebra um sínodo diocesano na arquidiocese de São Paulo; o último foi celebrado ainda no final do século XIX, com Dom Lino Deodato, 8º bispo diocesano (1873-1894). São Paulo ainda nem era sede metropolitana. Depois, não há notícias de outros sínodos diocesanos realizados em São Paulo. Várias dioceses do Brasil realizaram seus sínodos nas décadas que se seguiram ao Concílio. No entanto, ao contrário do que acontece em outros países, aqui não temos um vasta tradição de sínodos diocesanos. O que se desenvolveu mais entre nós foram as assembleias diocesanas, celebradas com regularidade, como expressão de comunhão e participação; porém, uma assembleia diocesana é bem diversa de um sínodo diocesano. O sínodo está previsto na vida das Igrejas particulares, ou dioceses; o Código de Direito Canônico trata de sua identidade e detalha sobre sua organização, participantes, competências e funcionamento (cf. cân 460 a 468). Sínodo é uma assembleia de sacerdotes, religiosos e leigos, destinada a auxiliar o bispo diocesano na promoção do bem de toda a comunidade diocesana. Evidentemente, também participam os bispos auxiliares, se os houver numa diocese. O sínodo diocesano, sob a presidência do bispo diocesano, tem

Que tal um sínodo arquidiocesano? uma grande importância para a Igreja particular; é a expressão mais alta de participação e corresponsabilidade numa diocese e no governo pastoral do bispo. É também uma manifestação de comunhão eclesial de altíssimo significado na vida da diocese e pode ser ocasião para uma grande avaliação pastoral, para uma nova tomada de consciência sobre a realidade da diocese, para indicar mudanças necessárias e definir metas e prioridades pastorais. Por qual motivo deveríamos pensar num sínodo arquidiocesano em São Paulo? Refletindo sobre a realidade de nossa arquidiocese, suas estruturas pastorais, como as regiões, vicariatos episcopais e setores pastorais, sobre a coordenação pastoral no seu conjunto e os diversos organismos de animação pastoral, sobre a pastoral vocacional e a formação e a vida do clero, sobre a estrutura administrativa, é o caso de perguntar: as coisas estão bem do jeito que estão? A vida da Igreja, nesta arquidiocese, está bem cuidada e produz o fruto esperado? A missão da Igreja é bem cumprida nesta Arquidiocese? Estamos bem focados nas grandes questões da vida e da missão da Igreja? Onde estão se manifestando eventuais deficiências ou lacunas? Poderia ser diversa a organização e atuação pastoral da Arquidiocese para melhor corresponder à sua missão nas condições próprias em que ela se encontra na Metrópole? Faço essas perguntas a mim mesmo e convido o clero e toda a Arquidiocese a também se interrogarem. Pode ser que estejamos indo em frente, repetindo

os mesmos passos todos os anos, talvez apostando em mecanismos e estruturas que já não estão se revelando eficazes na ação pastoral, quase por inércia, levados por um invisível piloto automático... Não teria chegado o momento de uma grande avaliação e, quem sabe, para novas opções, organizações e práticas na evangelização e na animação pastoral? A Conferência de Aparecida e, em seguida, o Papa Francisco, apontam para a necessidade de uma profunda conversão pastoral na Igreja, para responder melhor aos desafios atuais da missão. Essa conversão pastoral só seria possível se houvesse um amplo e profundo exame de consciência pastoral e se essa conversão fosse acolhida e promovida “em comunhão e participação”, pelo maior número possível de membros da Igreja particular, mediante um consenso alcançado à luz da fé, serena e humildemente. Conforme revela o próprio significado do conceito, o “sínodo” é um caminho feito em comum, feito juntos, na mesma direção. Nada mais próprio da Igreja de Cristo, que é sempre orientada por essa intenção fundamental da unidade, da comunhão e da corresponsabilidade. O sínodo diocesano é um processo relativamente longo, com diversas etapas e com um grande envolvimento dos membros da Igreja particular, em diversos níveis de representação. Que tal refletirmos juntos sobre a proposta da realização de um sínodo arquidiocesano? Ainda não se trata de uma decisão tomada; antes de uma decisão, desejo ouvir a Arquidiocese a esse respeito.

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No programa Tribuna Independente, da Rede Vida Rede Vida de Televisão

Em 24 de fevereiro, o Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, fez a primeira de uma série de participações no programa “Tribuna Independente”, da Rede Vida de Televisão. Ele comentará, mensalmente, assuntos diversos, propostos pelo apresentador Dalcides Biscalquin. Na primeira conversa, Dom Odilo falou sobre as visitas recentes do Papa Francisco à América Latina, a Campanha da Fraternidade de 2016, a Quaresma e também sobre a questão do zika vírus, contraceptivos e aborto. A íntegra da participação do Cardeal pode ser vista em http://www.redevida.com.br/programa/tribuna -independente/comentaristas/dom-odilo-novocomentarista-do-tribuna-independente.html. O ‘Tribuna Independente’ vai ao ar às segundas, quartas, quintas e sextas-feiras, das 20h30 às 22h. (Colaborou Luiza Elena)

Na posse da presidência do TRF da 3ª Região TRF3

O Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, participou em 22 de fevereiro da solenidade de posse da nova presidência do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), na Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. A desembargadora federal Cecília Maria Piedra Marcondes assumiu como presidente do TRF3, que possui jurisdição sobre os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Na mesma solenidade, o desembargador federal Mairan Gonçalves Maia Júnior assumiu o cargo de vice-presidente e, como corregedora-regional, tomou posse a desembargadora federal Therezinha Astolphi Cazerta. Os eleitos permanecerão no cargo até 2018. (Com informações da assessoria de imprensa do TRF3)

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Cracóvia Transporte para os eventos oficiais da JMJ

Cracóvia Visita ao Santuário da Divina Misericórdia

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4 | Fé e Vida |

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Liturgia e Vida

Você Pergunta

4º DOMINGO DA QUARESMA 6 DE MARÇO DE 2016

A novidade do amor misericordioso ANA FLORA ANDERSON Neste 4º Domingo da Quaresma, a Igreja nos convida a contemplar a profundidade do amor de Deus para com toda a humanidade. A primeira leitura (Josué 5, 9-12) mostra que o povo celebra a Páscoa para atualizar o bem da libertação que o leva a comer dos frutos da Terra Prometida. Eles deixam de se alimentar com o maná que cessou de cair no dia seguinte, quando comeram dos frutos da terra. A promessa de Deus foi realizada. Na segunda leitura (2 Coríntios 5, 17-21), São Paulo nos revela que, ao viver em Cristo, nos tornamos uma criatura nova. Tudo isso é possível porque, em Cristo, fomos reconciliados com Deus.

Ao receber esse dom, Deus nos abençoa com o ministério da Reconciliação. O Evangelho de São Lucas (15, 1-3.11-32) apresenta o caso de dois irmãos e seu relacionamento com o pai. Como devemos ser filhos? Como viver do perdão e da misericórdia gratuita? Jesus ensina que o Povo de Deus deve voltar sempre à casa do Pai e viver da alegria que Ele oferece. O banquete é sinal do amor do Pai e da reconciliação de todos os seres humanos. Estamos diante do que há de mais central no Cristianismo. Como vivemos nosso relacionamento com Deus e com os irmãos: somos o caçula ou o filho mais velho? Quem se nega a perdoar anula até a misericórdia gratuita.

Como proclamar o Evangelho nos grupos de reflexão? padre Cido Pereira osaopaulo@uol.com.br

O Cristiano Davi Rosa, de Juiz de Fora (MG), participa de um grupo de casais que se reúne frequentemente para meditar a Palavra de Deus. E surgiu uma dúvida em um desses encontros. Diz ele: “Quando vou proclamar o Evangelho, devo fazer a saudação conforme é feita na missa? – ‘O Senhor esteja convosco – Ele está no meio de nós – Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João - Glória a vós, Senhor’. – Há quem afirme que não. Daí a dúvida”. Ô Cristiano, que coisa bonita vocês fazem, reunindo-se nas famílias e proclamando

o Evangelho de Jesus. Vocês estão em plena concordância com o desejo do Papa Francisco de uma “Igreja em saída”. É isso aí, meu irmão. Vão em frente. E é isso mesmo, Cristiano. Quanto mais carinho, quanto mais solenidade dermos à leitura do Evangelho, mais nós vamos fazer entender que estamos diante da Palavra que tudo recria, que salva, que dá vida, a Palavra de Jesus. Então, naquele momento de ler o Evangelho, quem proclama a Palavra é um ministro da Palavra, que pode saudar os irmãos desejando que o Senhor esteja com todos. E também anunciar a proclamação solene do Evangelho. E todos vão reconhecer que o Senhor

está no meio deles e vão dar graças a Deus por isso. Certas distinções que se fazem entre os ministros da Palavra leigos e os ministros ordenados, fazem com que muitos ministros leigos percam o sentido da importância do seu testemunho vivo. “Oxalá que todo o povo profetizasse” (Lc 11, 25-29), afirma Moisés a quem foi lhe dizer que dois jovens, Eldad e Medad, estavam profetizando sem pertencer ao grupo dele. Vamos, pois, dar muito valor à Palavra de Deus, vamos evangelizar, pois evangelizar é preciso, porque ai de nós que fomos tocados pela graça de Deus se não evangelizarmos. Um abraço fraterno, meu irmão.

Atos da Cúria NOMEAÇÃO DE VIGÁRIO GERAL DA ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO Em 26 de fevereiro de 2016, o Revmo. senhor Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo, nomeou para o cargo de Vigário Geral da Arquidiocese de São Paulo, o Ex.mo. Dom Julio Endi Akamine, bispo auxiliar de São Paulo. NOMEAÇÃO E PROVISÃO DE PÁROCO Em 21 de fevereiro de 2016, foi nomeado e

provisionado Pároco da Paróquia São José, na Região Episcopal Brasilândia, Setor Pastoral Freguesia do Ó, o Revmo. Pe. Marcio Campos da Silva, CSCh, pelo período de 6 (seis) anos. Em 19 de fevereiro de 2016, foi nomeado e provisionado Pároco da Paróquia Santa Inês, na Região Episcopal Sant´Ana, Setor Pastoral Mandaqui, o Revmo. Pe. Cândido da Costa, pelo período de 6 (seis) anos. Em 2 de fevereiro de 2016, foi nomeado e provisionado Pároco da Paróquia São João Batista, na Região Episcopal Ipiranga, Setor Pastoral Imigrantes, o Revmo. Pe. Ricardo

COLETA DAS MISSÕES 2015

A Mitra Arquidiocesana de São Paulo informa que o valor arrecadado na Coleta das Missões de

2015 na Arquidiocese de São Paulo foi de R$ 432.819,64, em valor bruto.

ASSOCIAÇÃO DAS DAMAS DA CARIDADE DE SÃO VICENTE DE PAULO CNPJ/MF Nº 60.904.711/0001-12

A Associação das Damas da Caridade de São Vicente de Paulo, inscrita no CNPJ/MF Nº 60.904.711/0001-12, com sede na Alameda Barros, nº 539, no Bairro de Santa Cecilia, no Município de São Paulo, Estado de São Paulo, nos termos dos artigos 16, 17 e 18 do seu Estatuto Social, por meio de sua Presidente Interina Sra. Paula Thereza Potenza Fortes Muniz, convoca as suas associadas a participar da Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária, que será realizada em 22 de março de 2016, às 13h30, em primeira convocação , ou às 14h00, em segunda convocação, na sede da Associação, à Alameda Barros nº 539, bairro Santa Cecilia, no Município de São Paulo, Estado de São Paulo, para deliberar sobre a seguinte ordem do dia: 1) Referendar e validar os atos praticados pela Diretoria itinerante constituída em 29 de janeiro de 2016 nos Termos do Parágrafo Primeiro do Artigo 21 do Estatuto Social; 2) Eleger os membros da Diretoria, tais como Presidente, Vice-Presidente e Primeira Tesoureira, cujos cargos ficaram vacantes desde 26 de janeiro de 2016, com a renúncia dos seus titulares, para completar a Diretoria Executiva, cujos mandatos terão validade até o final do mandato, conforme Parágrafo 2º do Artigo 21 do Estatuto. 3) Discutir e definir outros assuntos de interesse da entidade São Paulo, 24 de fevereiro de 2016. Paula Thereza Potenza Fortes Muniz Presidente Interina

Antônio Pinto, pelo período de 6 (seis) anos, em decreto que entrou em vigor em 28 de fevereiro de 2016. PRORROGAÇÃO DA NOMEAÇÃO E PROVISÃO DE PÁROCO Em 23 de fevereiro de 2016, foi prorrogada a nomeação e provisão de Pároco da Paróquia Santuário Santa Edwiges, na Região Episcopal Ipiranga, Setor Pastoral Anchieta, do Revmo. Pe. Paulo Siebeneichler, OSJ, pelo período de 1 (um) ano. Em 19 de fevereiro de 2016, foi prorrogada a nomeação e provisão de Pároco da Paróquia São Gabriel da Virgem Dolorosa, na Região Episcopal Sant´Ana, Setor Pastoral Jaçanã, do Revmo. Pe. Zacarias José de Carvalho Paiva, pelo período de 3 (três) anos. NOMEAÇÃO E PROVISÃO DE ADMINISTRADOR PAROQUIAL Em 2 de fevereiro de 2016, foi nomeado e provisionado Administrador Paroquial da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, na Região Episcopal Ipiranga, Setor Pastoral Anchieta, o Revmo. Pe. João Paulo G. Rizek, pelo período de 2 (dois) anos, em decreto que entrou em vigor em 25 de fevereiro de 2016. NOMEAÇÃO E PROVISÃO DE VIGÁRIO PAROQUIAL Em 23 de fevereiro de 2016, foi nomeado e provisionado Vigário Paroquial da Paróquia Santuário Santa Edwiges, na Região Episcopal Ipiranga, Setor Pastoral Anchieta, o Revmo. Pe. Valdinei Nascimento Pini, OSJ, pelo período de 2 (dois) anos. Em 17 de fevereiro de 2016, foi nomeado e provisionado Vigário Paroquial da Paró-

quia Nossa Senhora das Dores, na Região Episcopal Ipiranga, Setor Pastoral Ipiranga, o Revmo. Frei Oldair José M. Gonçalves, OSM, pelo período de 2 (dois) anos. NOMEAÇÃO DE COORDENADOR DA PASTORAL UNIVERSITÁRIA DA PUC-SP Em 22 de fevereiro de 2016, foi nomeado Coordenador da Pastoral Universitária da Pontifícia Universitária Católica de São Paulo, o Revmo. Pe. Rodrigo Pires Vilela, pelo período de 4 (quatro) anos. NOMEAÇÃO DE DIÁCONO PERMANENTE COMO ASSISTENTE PASTORAL Em 25 de fevereiro de 2016, foi nomeado e provisionado Assistente Pastoral na Paróquia Imaculada Conceição, na Região Episcopal Ipiranga, Setor Pastoral Ipiranga, o Diácono Permanente Koichi Sanoki, pelo período de 3 (três) anos. Em 24 de fevereiro de 2016, foi nomeado e provisionado Assistente Pastoral “ad nutum episcopi” na Paróquia Nossa Senhora do Bom Conselho, na Região Episcopal Belém, Setor Pastoral Belém, o Diácono Permanente Celso Santos Acunã. Em 23 de fevereiro de 2016, foi nomeado e provisionado Assistente Pastoral na Paróquia Santa Rita de Cássia, na Região Episcopal Ipiranga, Setor Pastoral Vila Mariana, o Diácono Permanente Antônio Gomes de Mendonça, pelo período de 3 (três) anos. Em 14 de fevereiro de 2016, foi nomeado e provisionado Assistente Pastoral “ad nutum episcopi” na Paróquia Nossa Senhora da Expectação, na Região Episcopal Brasilândia, Setor Pastoral Freguesia do Ó, o Diácono Permanente Benedito Camargo.


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Espiritualidade

Fé e Cidadania

Ir ao encontro do necessitado é ir ao encontro do próprio Cristo

A CF e a Laudato Si’

Dom Eduardo Vieira dos Santos

Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Sé

D

urante todo o ano, em suas celebrações, seja pela leitura e proclamação da Palavra de Deus, seja por suas orações, a Igreja insiste na necessidade contínua de conversão do Povo de Deus. A palavra conversão parece antiga, mas ao mesmo tempo bem atual, porque o ser humano é o que é: carente da misericórdia de Deus; vive a tensão entre querer fazer o bem e realizar o mal, prejudicandose a si mesmo e aos outros; dessa realidade se explica essa insistência. Não é fácil mudar de vida e, muitas vezes, o mal se apodera de nós de tal modo que passa a fazer parte da nossa vida e dele nem mais nos damos conta. No tempo da Quaresma, a Igreja com mais insistência reforça o apelo à conversão, à oração, à esmola e à penitência, para que todos os fiéis, por meio do arrependimento de seus pecados, se preparem para a solenidade da Páscoa. A Quaresma deste ano tem um aspecto particular, porque se insere no Jubileu extraordinário da Misericórdia, que nos convida não só a

colocar a própria vida em ordem pe- corrigir aqueles que erram, consolar rante Deus pelo sacramento da Re- os aflitos, perdoar as injúrias, suporconciliação, mas pede, também, que tar com paciência as fraquezas do por meio da prática das várias obras nosso próximo e rezar pelos vivos e de misericórdia, alcancemos a remis- mortos. Essas obras são uma compisão dos pecados. lação das atitudes de Jesus em seus A remissão dos pecados é a repa- três anos de vida pública. ração do mal praticado. Pelo sacraJesus se identifica com os necesmento da Reconciliação, obtemos o sitados: “o que fizestes a um desses perdão de nossos pecados, mas é pela pequeninos foi a mim que o fizestes” prática do bem e das obras de mise- (Mt 25,40). Os necessitados são saricórdia que alcançamos a reparação cramento, sinal da presença de Cristo pelo mal realizado. Muitas vezes, não no meio de nós. As obras de miseripodemos mais reparar o mal que fizemos a A remissão dos pecados é a alguém. Esse mal pre- reparação do mal praticado. Pelo judicou alguém e feriu sacramento da Reconciliação, o corpo de Cristo, que obtemos o perdão de nossos é a Igreja. pecados, mas é pela prática do Para reparar o mal, bem e das obras de misericórdia a Igreja propõe nesta que alcançamos a reparação Quaresma e no Ano pelo mal realizado Santo extraordinário da Misericórdia que se intensifique córdia propostas pela Igreja são a fora prática das boas obras e especifi- ma de se obter a remissão dos pecacamente das obras de misericórdia dos, mesmo que esquecidas por nós. corporais: dar de comer a quem Podemos nos encontrar com Cristem fome, dar de beber a quem tem to nos pobres. A misericórdia consissede, acolher os estrangeiros, visitar te em se encontrar com Ele na pessoa os doentes e os presos (Mt 25,40); de quem sofre. A misericórdia não é, acrescenta-se a essas obras a que em primeiro lugar, uma questão moprovém do ensinamento explícito ral, mas de fé, encontro e seguimento de Jesus Cristo, a obra de sepultar de Jesus Cristo. Aproveitemos essa os mortos, costume antiquíssimo Quaresma, tempo de graça e salvaem todo o Antigo Testamento. Além ção, para viver a misericórdia divina, dessas, existem também as obras de para nos encontrarmos com Deus misericórdia espirituais: dar bom rico em misericórdia, pronto para conselho, ensinar os ignorantes, nos salvar.

Padre Sancley Lopes Gondim A questão das relações justas dos seres humanos entre si e para com o meio ambiente é o tema central da Encíclica Laudato Si’. A CF 2016 assume o cuidado da Casa Comum como ponto de reflexão e de ação na Quaresma para despertar uma vida nova na Páscoa. O Papa Francisco recorda que “para tornar a sociedade mais humana, mais digna da pessoa, é necessário revalorizar o amor social – nos planos político, econômico, cultural – fazendo dele a norma constante e suprema do agir” (LS 231). Tal atitude pressupõe “o modelo de São Francisco de Assis, para uma sã relação com a criação como dimensão da conversão integral da pessoa, ou ‘conversão ecológica’” (LS 218). Trata-se, pois, de uma “Ecologia integral e global”, pelo cuidado do planeta e de cada pessoa que o habita, pois o ambiente humano e o ambiente natural se degradam juntos. Não existem duas coisas separadas, uma ambiental e outra social, mas uma só e complexa crise socioambiental. Trata-se de “uma revolução cultural corajosa e numa mudança de estilos de vida individuais e comunitários” (P.K. Tukson, L’Osservatore Romano, nº 26/2015, página 15). O Papa aponta o “excesso de antropocentrismo moderno”, que “acabou, paradoxalmente, por colocar a razão técnica acima da realidade”, porque este ser humano vê a natureza apenas “objetivamente, como espaço e matéria onde realizar uma obra em que se imerge completamente, sem se importar com o que possa suceder a ela”. Assim, se o ser humano não redescobre o seu verdadeiro lugar, compreende-se mal e acaba por contradizer a própria realidade (LS 215). “Um antropocentrismo assim desordenado gera um estilo de vida igualmente desordenado. O paradigma tecnocrático e a adoração do poder humano sem limites redundam atitudes que provocam ao mesmo tempo a degradação ambiental e a degradação social” (LS 122). “A espiritualidade cristã propõe uma forma alternativa de entender a qualidade de vida, encorajando um estilo de vida profético e contemplativo, capaz de gerar profunda alegria sem estar obcecado pelo consumo e a acumulação constante. Isso distrai o coração e impede de dar o devido apreço a cada coisa e a cada momento” (LS 222). “Propõe um crescimento na sobriedade e na capacidade de se alegrar com pouco. Viver com simplicidade nos permite parar e saborear as pequenas coisas, agradecer as possibilidades que a vida oferece sem nos apegarmos ao que temos nem nos entristecermos pelo que não possuímos. Isso exige evitar a dinâmica do domínio e da mera acumulação de prazeres” (LS 223). Vida assim, livre e conscientemente, é libertadora, diminui o cansaço e a ansiedade, e nos torna capazes de dar espaço a outros prazeres e satisfação nos encontros fraternos, no serviço, na frutificação dos próprios carismas, na música e na arte, no contato com a natureza, na oração (cf. LS 202-203).


6 | Viver Bem |

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Comportamento

A força da palavra dos pais Simone Fuzaro mos contagiar, forjar e acalmar

“Ele não quer ir à escola, já fiz de tudo”; “ele não come verdura de jeito nenhum”; “não há quem o segure: sobe em tudo que vê pela frente”; “ela tem personalidade forte, não deixa ninguém escovar seus dentes, quer escovar sozinha”... São inúmeras as falas e situações que encontramos no convívio com pais de crianças pequenas. Situações estarrecedoras do tipo: a criança colocar o pai de castigo e ele ficar para poder exigir o mesmo dela depois! Estamos diante de uma realidade assustadora: os adultos, aqueles que são responsáveis pela formação, educação, integridade física e moral das crianças, estão submetidos à palavra e ao desejo infantil. Lembro, há tempos, que essas palavras e desejos são absolutamente isentos de critérios sobre o que é bom ou não e, normalmente, buscam um prazer imediato - o que é próprio da imaturidade infantil. É necessário que lembremos que cabe a nós, pais, fazermos as escolhas mais adequadas à formação dos filhos. Feito isso, precisamos ser espertos - podemos usar a nosso favor nossa palavra, otimismo e entusiasmo. Palavras são constituintes do sujeito, especialmente a palavra dos pais, aqueles que são o grande amor e o porto seguro das crianças. Quanto pode-

vontade – “não quero, mas se minha mãe quer é o melhor, ela cuida de mim”. Vamos ensiná-los que, como diz Mário Sergio Cortella, filósofo e educador, “desejos não são direitos”. Aprender a submeter-se à autoridade que existe na palavra dos pais é fundamental. Além de necessário, é um direito deles. Isso mesmo direito - a autoridade dos pais é um serviço à formação equilibra-

quando falamos com segurança e otimismo diante das situações adversas que os pequenos encontram no dia a dia. Que peso tem em nossas vidas as palavras dos que amamos, quantas mudanças e conquistas acontecem por uma palavra de incentivo, de confiança, de determinação, que ouvimos quando pequenos! “Filho, escolhemos uma escola muito legal para você”; “tenho certeza que É necessário que você consegue lembremos que cabe a comer um peda- nós, pais, fazermos as cinho dessa ce- escolhas mais adequadas noura e ainda vai à formação dos filhos. ficar mais forte”; “também sinto Feito isso, precisamos ser saudades de você, espertos - podemos usar mas somos fortes, a nosso favor nossa vamos aguentar palavra, otimismo e depois ficamos e entusiasmo juntos em casa”; “o que fiz para o almoço é uma delicia”; “como da dos filhos e nossa palavra é você é grande, já sabe que co- um dos meios de a exercermos. memos o que faz bem para saúQue fique claro: ser positivo de, mesmo que não gostemos e firme nas colocações não sigmuito”; “eu escovo seus dentes, nifica ser bravo e chato. Nem depois deixo você escovar um tão pouco assumir uma pospouco sozinho”; “machucou, tura autoritária. Simplesmente, mas já vai sarar, você é mais for- trata-se de cumprirmos nosso te do que a dor, quer ver?”. papel, convictos de que nossa Com nossa palavra e pos- palavra, recheada de assertivitura, podemos surpreender os dade, firmeza, otimismo e uma pequenos, mostrar que nem boa dose de bom humor, vai eles e muito menos nós va- formar uma pessoa fabulosa! Simone Ribeiro Cabral Fuzaro é Fonoaumos ser movidos por desejos dióloga e Educadora; Mestre em Educação/ imaturos. Ao contrário, vamos Distúrbios da Comunicação pela PUC-SP; em linguagem; coordenadora da transmitir valores, fortalecer a EspecialistaEscola de Educação Infantil Pedrita

Cuidar da Saúde Hábitos saudáveis para prevenir o câncer Alimentação saudável e prática de atividades físicas auxiliam na prevenção de vários tipos de câncer – especialmente os de próstata, mama, cólon e reto (conhecido como câncer de intestino). Em 4 de fevereiro, Dia Mundial do Câncer, foi lançada a campanha “Nós podemos. Eu posso”, promovida pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC). O objetivo é

estimular a população de todo o planeta a adotar, individualmente ou em grupo, hábitos de vida saudáveis, como não fumar, reduzir o consumo de bebida alcóolica e evitar exposição aos raios ultravioletas, além de comer de modo saudável e se exercitar. Segundo o Instituto Nacional de Câncer, aproximadamente 15 mil novos casos de câncer no Brasil neste ano deverão ser

atribuídos ao excesso de peso e à obesidade, que aumentaram de forma alarmante nas últimas décadas. De acordo com o Instituto, em 2016 devem ser diagnosticados 61,2 mil novos casos de câncer de próstata, que é o tipo mais comum entre os homens, e quase 58 mil novos casos de câncer de mama, o mais incidente entre as mulheres. (Com informações do Ministério da Saúde)


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| Pastorais/Geral | 7

Pastoral das Pessoas com Deficiência

Na Paróquia Nossa Senhora da Saúde, a missa é acessível a todos A missa dominical de 14 de fevereiro, às 10h, na Paróquia Nossa Senhora da Saúde, na Região Episcopal Ipiranga, presidida pelo Frei Adilson Miranda, contou com recursos de acessibilidade e audiodescrição, permitindo a melhor participação das pessoas com deficiência na celebração. A audiodescrição é um recurso de acessibilidade que amplia o entendimento das pessoas com deficiência visual em eventos culturais, como peças de teatro, exposições, mostras, musicais, óperas, desfiles, espetáculos de dança, eventos turísticos, esportivos, pedagógicos e científicos - aulas, seminários, congressos, palestras e feiras –, além de celebrações litúrgicas, por meio de informação sonora, que descreve todos os acontecimentos visuais para que as pessoas cegas possam ter

melhor entendimento do que acontece. Durante a missa, a audiodescrição é realizada simultaneamente. Em setembro de 2015, foi ministrado o curso de audiodescrição para preparação de voluntários, com o objetivo de formar pessoas para atuar e desenvolver a audiodescrição litúrgica. De acordo com Carlos Campos, coordenador arquidiocesano da Pastoral das Pessoas com Deficiência, a Igreja reunida para celebrar precisa de voluntários. “O serviço à Pastoral visa doação ao próximo e inclusão social, para que a pessoa com deficiência assuma o protagonismo de sua história e o papel de evangelizador de uma maneira ativa. A Bíblia nos revela a importância de ajudar o próximo e grande tem sido a alegria de servimos, para construir o Reino de Deus”, comentou.

Escola bíblica para jovens começa no dia 12 Divulgação

Paróquia Nossa Senhora da Saúde

Pessoas com deficiência durante missa na Paróquia Nossa Senhora da Saúde, dia 14

Mosteiro de São Bento inicia curso de liturgia para jovens O Curso de Liturgia para Jovens, no Mosteiro de São Bento de São Paulo, terá início no sábado, 5. A atividade proporcionará uma formação completa dentro das normas litúrgicas do Rito Católico Romano, focando-se na sua obediência e, ao mesmo tempo, no desenvolvimento interior e espiritual dos participantes. A ideia é que cada participante aprenda as normas litúrgicas, não apenas para elevar o nível da celebração em sua paróquia de origem, mas para se aprofundar na vida espiritual e de fé, dado ao nexo da Lei da Oração com a Lei da Fé (Lex Orandi, Lex Credenti). “Para além da mera ritualidade, é ex-

tremamente importante que os jovens aprendam a viver uma vida eucarística, tendo a Santíssima Eucaristia como fonte e ápice da vida cristã e, ao mesmo tempo, fazendo a santa missa ressoar ao longo de toda a semana”, comenta o Irmão Hugo Bartoletti, OSB. As aulas serão dadas por Michel Pagiossi, cavaleiro da Milícia de Santa Maria e autor da série de livros “Entrarei no Altar de Deus”; e pelo Irmão Hugo Bartoletti, OSB, monge e cerimoniário auxiliar do Mosteiro de São Bento. O curso é quinzenal e se estenderá até novembro. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (11) 3328-8799. (Colaborou Igor de Andrade)

Vicariato para a Educação e a Universidade

Junto a catequistas, Dom Carlos Lema visita escola no Ipiranga Pascom/Paroquia Nossa Senhora das Dores

No sábado, 12, terá início a Escola Bíblica para Jovens, no Centro de Formação Anchietanum (rua Apanajés, 2.033, Sumarezinho – próximo à estação Vila Madalena do metrô). O curso será dividido em dois módulos, sendo o primeiro em 12 de março, das 8h30 às 18h, e o segundo, no dia 13 de agosto. O Centro Anchietanum tem histórico de atividades voltadas para jovens entre 17 e 32 anos. A escola bíblica tem por objetivo promover a leitura orante da Bíblia, formar nos grupos de jovens

uma espiritualidade voltada à Palavra de Deus e à promoção da vida, além de contribuir para que os jovens acolham a Bíblia “como um livro que lhes pertence e que fala de juventude”. O curso, portanto, se destina, principalmente, àqueles que atuam em grupos de jovens e pastorais. O corpo de assessores (palestrantes) será formado por biblistas, membros da equipe Anchietanum, teólogos jesuítas e leigos, dentre eles um dos coordenadores do curso de Teologia da PUC-SP, o Professor Alex Villas Boas. (Colaborou Igor de Andrade)

Dom Carlos Lema Garcia conversa com estudantes em escola estadual na zona Sul, dia 23

Dom Carlos Lema Garcia, bispo auxiliar da Arquidiocese e vigário episcopal para a Educação e a Universidade, visitou, em 23 de fevereiro, a Escola Estadual Júlio de Mesquita Filho, no bairro do Ipiranga, acompanhado pelo Frei Fábio Luiz Ribeiro, OSM, pároco da Paróquia Nossa Senhora das Dores, na Região Ipiranga, e por um grupo de catequistas.

O propósito da visita foi aproximar a comunidade escolar da Paróquia. “A direção do Colégio nos acolheu muito bem e já temos feito algumas propostas de trabalho para envolver os pais dos alunos na comunidade escolar e também paroquial, como forma de integração e evangelização”, destacou o Frei Fábio.


8 | Pelo Mundo |

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Destaques das Agências Internacionais

Filipe David

Correspondente do O SÃO PAULO na Europa

Paquistão

Sequestrada, jovem cristã é obrigada a se casar com muçulmano Nabila Bibi foi sequestrada e obrigada a se converter ao Islã e a se casar com um homem muçulmano. Os sequestradores dizem que se ela retornar ao Cristianismo, será morta. O pai da jovem, Bashir Masih, foi à polícia denunciar o caso. No início, os agentes não quiseram registrar

a queixa, que só foi aceita depois que a família recorreu à assistência jurídica da Lead, organização que auxilia cristãos que enfrentam esse tipo de dificuldade. O advogado que assessora a família, Sadar Mushtaq Gill, está acostumado a viver sob ameaças. Recentemente, ele e

outros advogados foram presos e ameaçados por um grupo de homens, exigindo que abandonassem o apoio jurídico a outros cristãos. No dia 11 de fevereiro, seu escritório foi invadido e seu computador, outros equipamentos e documentos importantes foram roubados. Ele

França

garante, no entanto, que continuará seu trabalho pela justiça. Segundo a ONG “Fundação Aurat”, mais de mil jovens cristãs e hindus são sequestradas e forçadas a se casar com muçulmanos a cada ano no País. Fonte: ACI

Síria

Autoridades começam a desmontar ‘favela’ de Calais Após aprovação da justiça, as autoridades francesas começaram a desmontar a “favela” de Calais. Milhares de imigrantes se instalaram na localidade, no norte da França, na esperança de conseguir entrar ilegalmente na Inglaterra. Aos poucos, foi se formando uma espécie de favela, com moradias feitas com tendas, placas de madeira e papelão. O local é conhecido como “a Selva”, devido à desordem e insegurança reinantes. Após a devida autorização judicial, obtida na quinta-feira, 25, as autoridades francesas começaram a desmontar a parte sul da “favela”, na segunda-feira, 29. Durante a manhã, a desmontagem progrediu em relativa tranquilidade. À tarde, aproximadamente 150 imigrantes e militantes radicais “sem fronteiras” – que lutam pelo fim de todas as fronteiras nacionais – começaram a atacar as autoridades, lançando pedras e outros projéteis e incendiando tendas vazias. Três militantes e um imigrante foram inter-

fr.masszazsagy.com

O cessar-fogo é mais difícil do que o previsto

rogados pela polícia; cinco policiais foram feridos. Os imigrantes removidos serão direcionados a diversos centros com centenas de vagas cada um, em lugares diferentes da França. No entanto, a maior parte dos imigrantes não quer abrir mão do plano de atravessar para a Inglaterra.

No dia 22, a Rússia, os Estados Unidos e o governo do presidente sírio, Bachar al-Assad, concordaram com um cessar-fogo na guerra civil que assola o País há cinco anos, desde a “primavera árabe”, em 2011. O acordo, válido entre as partes em conflito, com exceção dos grupos jihadistas – como o Estado Islâmico e a Al-Nusra, filial síria da Al-Qaeda –, entrou em vigor na sexta-feira, 26, mas várias violações foram observadas. Apesar das dificuldades, o cessar-fogo trouxe uma relativa calmaria em diversas cidades sírias. Em Alepo e em Damasco, por exemplo, correspondentes da agência France-Press puderam notar a mudança no movimento nas ruas. O acordo de cessar-fogo é o primeiro desse tipo desde o início das hostilidades. Ele foi aceito pelo presidente Bachar al-Assad, por uma centena de grupos rebeldes e por combatentes curdos.

Fonte: Le Figaro

Fonte: Le Figaro

Tensão marca a desocupação da ‘favela’ de Calais, dia 29

África ONG resgata crianças abandonadas acusadas de feitiçaria A organização African Children’s Aid, Education and Development Foundation (Fundação para o Auxílio, Educação e Desenvolvimento das

Crianças Africanas) tem resgatado crianças abandonadas nas ruas em países como a Nigéria. Recentemente, um menino de apenas 2 anos foi

encontrado à beira da morte e levado para a sede da Organização, onde tem sido tratado e está se recuperando. Muitos outros, abandonados sob a

acusação de serem “feiticeiros”, acabam morrendo de fome ou de sede nas ruas. Fonte: Fides

Cardeal Aviz : Ano da Vida Consagrada renova esperança e fidelidade Filipe Domingues

Especial para O SÃO PAULO, em Roma

Por ocasião do encerramento do Ano da Vida Consagrada, o Cardeal João Braz de Aviz presidiu uma missa para os religiosos e religiosas brasileiros que vivem em Roma, no domingo, 28, na Igreja de Santa Maria della Luce. “O primeiro sentimento que esse ano nos desperta é de grande gratidão”, afirmou o Cardeal, prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, referindo-se à gratidão pela própria vocação e também pelos bons frutos do Ano, oficialmente encerrado em 2 de fevereiro. Gratidão que se manifesta em “esperança e fidelidade”, explicou.

O Cardeal visitou os cinco continentes e disse que observou que muitos religiosos recuperaram a alegria de mostrar aos outros que “o Senhor enche nossos corações”. Durante a homilia, Dom João associou a vida consagrada à leitura do livro do Êxodo em que Deus chama Moisés no meio da sarça e este responde: “Sim, eu irei aos filhos de Israel e lhes direi: ‘O Deus de vossos pais enviou-me a vós’”. Assim, disse o Cardeal, é também a vocação religiosa. “Esse cruzar de decisões humanas e do mistério de Deus, que nós às vezes não conhecemos, é uma coisa que sentimos também hoje na nossa vida consagrada”, afirmou. Dom João mencionou, ainda, que o Ano mostrou a importância de se rea-

Filipe Domingues

Cardeal Aviz preside missa com participação de religiosos brasileiros em Roma, dia 28

lizar uma formação permanente para as pessoas de vida consagrada, e não só ao ingressar nas congregações ou institutos. Além disso, falou sobre uma

renovação da proposta de vida em comunidade, que deve ser vivida com um “retornar ao essencial, que é o chamado do Senhor”.


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Francisco recebe Patriarca Ortodoxo Etíope

| Papa Francisco | 9 Fotos: L’Osservatore Romano

Livro reúne respostas do Papa a crianças do mundo O Papa Francisco recebeu em audiência, na segunda-feira, 29, no Vaticano, o Patriarca da Igreja Ortodoxa Etíope Tewahido, sua santidade Abuna Matthias I. Em seu discurso, o Santo Padre recordou os elos fraternos que unem as duas Igrejas, e os encontros precedentes do então Patriarca Abuna Paulos com São João Paulo II e Bento XVI. Francisco falou, ainda, da história da Igreja Ortodoxa Etíope, que foi desde o início uma Igreja de mártires. “E ainda hoje, são testemunhas de uma violência devastadora contra os cristãos e contra outras minorias no Oriente Médio e em algumas partes da África. Não podemos nos eximir de

pedir, mais uma vez, aos que detêm o futuro político e econômico do mundo que promovam uma coexistência pacífica baseada no respeito recíproco e na reconciliação, no mútuo perdão e na solidariedade”. A Igreja Ortodoxa Etíope pertente à “família” das Igrejas Ortodoxas Orientais. Essa Igreja, única no gênero, manteve diversas práticas judaicas, como a circuncisão, o respeito pelas regras alimentares e a observância do shabbat do sábado e do domingo. Os ortodoxos etíopes contam hoje com mais de 35 milhões de seguidores.

“O Amor antes do Mundo” é o título do livro no qual o Papa Francisco responde a perguntas de crianças dos cinco continentes, lançado na quinta-feira, 25, em Roma. As respostas do Papa às cartas das crianças foram recolhidas pelo jesuíta Padre Antonio Spadaro e o conteúdo final foi compilado pela editora Loyola Press, da Companhia de Jesus dos Estados Unidos. A previsão é que o livro seja lançado no Brasil em março.

“Responder, às vezes, à pergunta de uma criança pode nos colocar em dificuldade, porque a criança tem algo que vê o essencial e o pergunta diretamente, e isso produz um efeito de maturação interior em que escuta a pergunta. Ou seja, as crianças fazem os adultos amadurecerem com suas perguntas”, disse Pontífice, que ainda acrescentou: “As perguntas mais difíceis a mim feitas não foram nas provas com os professores, e sim aquelas que me fizeram as crianças”.

Aos dependentes químicos: não se deixem devorar pela ‘metástase’ da droga

Fonte dos textos: rádio Vaticano (redação: Fernando Geronazzo)

No sábado, 27, o Papa Francisco levou flores e rezou no velório da recepcionista da Casa Santa Marta, Miriam Woulou, 34, encontrada morta em sua residência na semana passada. Miriam sofria de diabetes e estava no sétimo mês de gestação.

Na sexta-feira, 26, o Papa Francisco fez uma visita surpresa à comunidade terapêutica San Carlo, que acolhe dependentes químicos, nas proximidades de Roma. A visita foi mais um dos gestos concretos do Pontífice nas “sextas-feiras da misericórdia”, chamando a atenção para as obras de misericórdia

no contexto do Jubileu extraordinário. Francisco esteve junto dos 55 acolhidos para ouvir suas histórias. Provocou-os a não se deixarem devorar pela “metástase” da droga e, abraçando-os, quis fazê-los compreender o quanto o caminho iniciado na comunidade é uma real possibilidade para recomeçar uma vida digna a ser vivida.

Encontro com o novo presidente da Argentina O Santo Padre recebeu em audiência, no sábado, 27, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, acompanhado de sua esposa, Juliana Awada. Tratou-se do primeiro encontro desde que Macri foi eleito, em novembro passado. De acordo com uma nota da Sala de Imprensa da Santa Sé, no decorrer da conversa, foram tratados temas de interesse mútuo, como a ajuda ao desenvolvimento integral, o respeito aos direitos humanos, a luta contra a pobreza e ao narcotráfico, e a busca da justiça, da paz e da reconciliação social.


10 | Pelo Brasil |

2 a 8 de março de 2016 | www.arquisp.org.br

Daniel Gomes e Renata Moraes

Destaques das Agências Nacionais

osaopaulo@uol.com.br

Cardeal Hummes entregará ao Papa relatório sobre miséria na Ilha de Marajó (PA) Ephotography/Comunidade Igarape Açu

Cardeal Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo, é acolhido por moradores da Ilha de Marajó, no Pará

Em visita ao Estado do Pará, que será encerrada na sexta-feira, 4, o Cardeal Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo, tomou ciência dos problemas vivenciados pelos moradores da Ilha de Marajó, onde esteve entre os dias 23 e 27. O Cardeal, acompanhado de uma comitiva formada pelo bispo da Prelazia do Marajó, Dom José Luiz Azcona, e por integrantes da CNBB, visitou os municípios de Melgaço, Breves, Portel e Soure, onde realizou audiências com os moradores. Os relatos servirão de base para que Dom Cláudio elabore relatórios a serem entregues pessoalmente ao Papa Francisco, detalhando as condições de miséria e as denúncias da comunidade local de casos de exploração sexual de crianças e adolescentes em balsas de transporte de carga na região. “A gente fará relatórios sobre o que está ocorrendo. O Papa sempre diz: ‘Olha, vá para aqueles lugares mais sofridos, mais distantes, mais abandonados’. O povo é pobre, a grande maioria do povo é pobre e muita gente na miséria. Tem gente que não tem nada mesmo, é impressionante”, comentou o Cardeal em coletiva de imprensa no sábado, 27. Fontes: TV Liberal e Regional Norte 2 da CNBB (Redação: Daniel Gomes)

Igreja barroca de 1788 é vista pela primeira vez em sua forma original Foi entregue no domingo, 28, na cidade de Itu (SP), a primeira etapa das obras de restauro da Igreja Matriz Nossa Senhora Candelária, revelando o que há pelo

menos um século estava escondido sob camadas de tinta. Todo o altar-mor com douramentos e prata vistos em poucas igrejas foi oficialmente entregue.

A viabilização do restauro da Igreja Matriz Nossa Senhora Candelária de Itu aconteceu pela parceria entre a Prefeitura de Itu, a Arquidiocese de Jundiaí e

o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Fonte: Prefeitura da Estância Turística de Itu (Redação: Renata Moraes)

Governo de SP firma decreto que reduz imposto de medicamentos genéricos

Prefeitura de São Paulo oficializa resultado da eleição de conselheiros tutelares

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), assinou na quinta-feira, 25, o decreto que altera o Regulamento do ICMS, reduzindo de 18% para 12% a alíquota do imposto sobre os medicamentos genéricos, conforme determina a Lei nº 16.005/2015. “Já tínhamos reduzido a alíquota de alguns medicamentos, que continuam. Mas agora, reduzimos para todos os medicamentos genéricos”, afirmou Alckmin. O decreto estabelece também os procedimentos que as empresas optantes pelo Simples Nacional de-

Foi divulgado no Diário Oficial da Cidade de São Paulo, no sábado, 27, o resultado das eleições para os 52 conselhos tutelares do município, com o total de votos de cada um dos 1.562 candidatos, dos quais os cinco mais votados em cada conselho foram eleitos, totalizando 260 conselheiros tutelares efetivos e igual quantidade de conselheiros suplentes. No total, 113 mil eleitores participaram da votação realizada em 21 de fevereiro, que não era obrigatória. Todo o processo das eleições foi acompanhado pela Promotoria de Justiça de Defesa dos Direitos Difusos e por co-

vem observar para serem ressarcidas da diferença correspondente à redução do imposto sobre o estoque de mercadoria recebida com ICMS retido por substituição tributária - sistema pelo qual a indústria recolhe o tributo de toda cadeia produtiva. O mecanismo de compensação neutraliza a parcela do imposto embutida nos produtos armazenados e permite que a queda dos preços se acelere e possa ser adotada de forma imediata na ponta do varejo. Fonte: Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Redação: Renata Moraes)

letivos com trabalhos na área da infância e juventude, entre os quais a Pastoral do Menor da Arquidiocese de São Paulo. A posse dos novos conselheiros está programada para o domingo, 6. O mandato é de quatro anos. Criado em 1990 junto com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o Conselho Tutelar é um órgão permanente e autônomo, não jurisdicional, encarregado pela sociedade por zelar pelo cumprimento dos direitos da criança e do adolescente. Os conselhos atuam somente no âmbito municipal. Fonte: Prefeitura de São Paulo (Redação: Daniel Gomes)

Dioceses realizam ‘24 horas para o Senhor’ Em atenção ao pedido do Papa Francisco, na Misericordiae Vultus, bula de proclamação do Jubileu extraordinário da Misericórdia, as dioceses em todo o mundo realizarão nos dias 4 e 5 a iniciativa “24 horas para o Senhor” “Há muitas pessoas – e, em grande número, jovens – que estão a aproximarse do sacramento da Reconciliação e que frequentemente, nesta experiência, reencontram o caminho para voltar ao Senhor, viver um momento de intensa oração e redescobrir o sentido da sua vida. Com con-

Divulgação

vicção, ponhamos novamente no centro o sacramento da Reconciliação, porque permite tocar sensivelmente a grandeza

da misericórdia. Será, para cada penitente, fonte de verdadeira paz interior”, indica o Papa na Misericordiae Vultus.

Na Arquidiocese de São Paulo, assim como em todo o Brasil, muitas paróquias estarão de portas abertas para as ‘24 horas para o Senhor’, com momentos de oração, louvores, missas e padres disponíveis para atender confissões. Na Catedral da Sé, as atividades terão início às 9h da sexta-feira, 4, e seguem até às 13h do sábado, 5. Mais detalhes podem ser obtidos nas secretarias paroquiais ou nas cúrias regionais. Fonte: rádio Vaticano e Portal da Arquidiocese de São Paulo (Redação: Daniel Gomes)


www.arquisp.org.br | 2 a 8 de março de 2016

| Reportagem | 11 Luciney Martins/O SÃO PAULO

‘O poder é serviço’ Palestra promovida pela Pastoral Universitária e a aliança bíblica Universitária, na PUC-SP, debateu as contribuições do Cristianismo diante da crise socioeconômica e política Edcarlos Bispo edbsant@gmail.com

A Coordenadoria de Pastoral Universitária da PUC-SP, em parceria com a Aliança Bíblica Universitária, realizou na noite da quinta-feira, 25, no campus Perdizes da Universidade Católica, a mesa de debate “As contribuições do Cristianismo em meio a atual crise socioeconômica e política – uma perspectiva ecumênica”. “É preciso perceber a necessidade de pensar temas não apenas religiosos, de interessar-se por questões referentes à política, à arte, à cultura, à saúde pública etc. Carecemos de cristãos que não tenham medo de pensar e que ao pensar não pensem com mero interesse de fazer proselitismo”, afirmou o Professor Jonas Madureira, da Faculdade Teológica Batista em São Paulo. Ele, o Professor Rubens Ricupero, diretor da Faculdade de Economia da FAAP, e o Professor Paul

Freston, da Wilfrid Laurier University, no Canadá, foram os palestrantes da noite. Rubens Ricupero afirmou que “o principal na busca desse denominador comum, já que todos somos cristãos, é nunca esquecer que no coração do Cristianismo está a lei do amor, e se discordarmos do outro, seja ou não cristão, nós temos que começar mostrando o respeito pela consciência alheia, pela dignidade do outro. Ainda que possamos divergir, o primeiro princípio básico é que haja respeito, cultura do encontro e diálogo. Dentro da crise que o Brasil vive, essa é nossa primeira obrigação: não perdermos de vista a necessidade do diálogo, de nos ouvirmos uns aos outros, de nos respeitarmos e se, por acaso, nós chegarmos a conclusões diametralmente opostas, nem por isso devemos desqualificar o outro”. Ainda de acordo com o Professor Ricupero, ao discutir sobre crise no País, fala-se de algo que atinge a totalidade do sistema. Para ele, a atual crise brasileira é sim política, mas também é econômica, social e jurídica. “Vejo que estamos diante de um sistema que precisa de reformas profundas”. Mas como essa reforma deveria acontecer? Segundo Ricupero, a partir da ética presente no Evangelho, que deve nortear os juízos e inspirar as ações políticas dos cristãos. O Professor falou, ainda, da necessidade de repensar o sistema eleitoral brasileiro, que tal como está organi-

zado exige somas cada vez maiores para o financiamento dos partidos, recursos esses provenientes dos cofres públicos e privados. “As campanhas eleitorais custam fortunas”, ressaltou. O Professor Ricupero defendeu ainda que, por mais que o sistema apresente suas falhas, os cristãos não podem ser favoráveis à rupturas institucionais. “Nenhuma ruptura da ordem, da legalidade e da Constituição. Toda a reforma, tudo aquilo que for preciso fazer para melhorar a situação do Brasil, tem que ser feito por meio dos mecanismos e das instituições que aprovamos e colocamos na Constituição. Se esses mecanismos não funcionam, é preciso reformá-los constitucionalmente”. Por fim, Rubens Ricupero afirmou que os cristãos devem dar testemunho do que é o verdadeiro poder. “Jesus tem uma teoria clara sobre o poder. Ele diz claramente que o poder é serviço. Serviço àqueles que mais necessitam de serviço. O Evangelho deixa claro que os mais necessitados são os pobres. Qualquer sociedade humana será julgada pela maneira como trata seus membros mais frágeis e vulneráveis”, afirmou. Já o Professor Paul Freston, em sua intervenção, afirmou que o Cristianismo tem um papel importante nas democracias, principalmente para pensar em longo prazo e para “sacar os cidadãos democráticos das garras do imediatismo”. Em seu

entender, as democracias tendem a focar seus interesses apenas nas necessidades materiais das pessoas, gerando cidadãos com dificuldades de “levantar os olhos e ir além”. O Cristianismo contribui com a democracia sempre que ajuda as pessoas a descobrirem e pensarem em outras dimensões da vida humana, para além da busca da satisfação dos desejos materiais. Também segundo o Professor Paul Freston, é preciso elevar o debate político nos meios cristãos. “Eu esperaria que os cristãos sérios dessem o exemplo para o País, não necessariamente no nível técnico do debate, mas pelo menos no nível humano, na maneira de conduzir os debates, na ausência de excomunhão mútua, de não questionar o status cristão de um irmão na fé que por acaso está em outra posição no aspecto político”, desabafou. Paul Freston recordou a passagem bíblica na qual Jesus cura em um dia de sábado - prática que não era lícita pela lei judaica, e ao ser questionado, Jesus afirma que o sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado -, e fez um paralelo em relação ao mercado, destacando que a frase dita por Jesus, hoje em dia, poderia ser dita da seguinte maneira: “o ser humano não foi feito para o mercado e sim o mercado para o ser humano”, e prosseguiu: “o princípio [do mercado] é o bem-estar humano; o que serve para a qualidade do bem-estar humano, e não a inversão dessa relação”, concluiu.

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Até 2030, o que precisa mudar? São paulo tem Plano Municipal de Saneamento Básico, aprovado desde 2010; Sabesp e Prefeitura relatam panorama dos serviços de esgoto e de acesso à água na Cidade Renata Moraes

jornalismorenata@gmail.com

O saneamento básico compreende, segundo definição da Lei n.º 11.445/2007, o conjunto de serviços e infraestruturas que visa preservar ou modificar as condições do meio ambiente a fim de promover a saúde, prevenir doenças e melhorar a qualidade de vida dos habitantes. Cada município possui um planejamento para o avanço dos sistemas de saneamento no seu território. Na cidade de São Paulo, o Plano Municipal de Saneamento Básico foi elaborado pela Prefeitura, sob a coordenação da Secretaria Municipal de Habitação. Concluído em 2010, tem um horizonte de planejamento de 20 anos, ou seja, até 2030. As maiores demandas de saneamento básico na Cidade estão localizadas na chamada “cidade informal”, que é a parcela do território municipal que concentra as ocupações irregulares e favelas. “Nesses locais, é necessária a atuação da Prefeitura para urbanização e regularização das áreas, implantando infraestrutura de serviços públicos (drenagem, coleta de lixo etc.), em conjunto com a Sabesp, responsável pela infraestrutura de água e esgoto”, informou, ao O SÃO PAULO, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo - Sabesp, por meio de sua assessoria de imprensa. São nessas áreas irregulares que a falta do saneamento básico prejudica especialmente a população, sobretudo nos períodos de chuvas, com alagamentos e enchentes resultando em elevado número de desabrigados. A falta de acesso à água potável e o tratamento inadequado do esgoto também podem gerar o aumento de doenças. “Há impactos na vida da população, pois quatro entre dez brasileiros que vivem nas cidades moram em áreas ainda sem saneamento básico. A falta de rede de esgoto é um problema que facilita a proliferação de doenças, entre elas as transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti”, afirmou Beloyanis Monteiro, 62, mobilizador social do movimento Rede Nossa São Paulo. Em nota enviada à reportagem, a Prefeitura de São Paulo destacou que estão sendo executadas intervenções de urbanização em favelas e loteamentos irregulares a fim de proporcionar o acesso aos serviços de saneamento básico e intervenção com implantação de redes de água e de esgoto, drenagem, pavimentação e demais serviços de infraestrutura pertinentes a cada área. “As ações abrangem, ainda, a viabilização da produção de habitações de interesse social no âmbito do progra-

ma ‘Minha Casa Minha Vida’, bem como ações de regularização fundiária que objetivam incorporar essas áreas à chamada ‘cidade formal’”.

Regularizar para melhorar

A cidade de São Paulo possui 11.967.825 habitantes, segundo dados de 2015 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Do total de domicílios na Cidade, 93,5% possuem água tratada, conforme dados da Sabesp. Já a coleta de esgotos no Município chega a 84,5% dos domicílios, enquanto o tratamento atinge 75% do total de esgotos coletados. Em visita à Cúria Metropolitana, em 23 de fevereiro, Jerson Kelman, presidente da Sabesp, reuniu-se com o Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, para manifestar o apoio da Companhia às ações da Igreja na Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2016. “As cidades do interior de São Paulo que são abastecidas pela Sabesp possuem quase 100% de coleta e tratamento de esgoto, mas na região metropolitana ainda há muito a se fazer”, afirmou Kelman em entrevista à reportagem. Especialista em Hidrologia e Recursos Hídricos, ele garante que não há dificuldades tecnológicas para melhorar os serviços. “Temos muitos projetos, temos a capacidade técnica. A principal restrição é a capacidade financeira de investimentos”, disse, complementando que os valores que a Sabesp investe para as obras de coleta e tratamento de esgoto são retiradas dos pagamentos das contas de água dos consumidores. No início deste ano, a Sabesp lançou uma campanha para instalar as redes de água para 120 mil imóveis construídos em área informal na Grande São Paulo, sendo 70 mil destes na Capital. “A operação visa garantir água de qualidade para quase 400 mil pessoas que hoje fazem ‘gatos’ para se abastecer”, informou a Companhia, em nota. O objetivo da medida é diminuir as perdas com vazamentos, já que as mangueiras puxadas para levar água a esses imóveis furam com o tempo e podem permitir a entrada de sujeira. Jerson Kelman destacou que nos últimos anos, a Sabesp tem investido R$ 3 bilhões anuais para a despoluição dos rios em São Paulo. “Os rios Tietê e Pinheiros, embora poluídos, hoje estão menos poluídos do que eram no passado. Esse progresso se dá lentamente. Exemplo disso é que os rios de grandes metrópoles, como o rio Sena, em Paris, ficaram limpos ao longo de um processo de muitos anos”.

‘À luz da fé, por políticas públicas e atitudes responsáveis’

Discutir as políticas públicas de melhorias para a população no que se refere ao saneamento básico é dever de todos. Sobretudo no ano em que a Campanha da Fraternidade Ecumênica de 2016 pede que os direitos ao saneamento básico para todas as pessoas sejam assegurados, “à luz da fé, por políticas públicas e atitudes res-

ponsáveis que garantam a integridade e o futuro de nossa Casa comum”, indica o texto-base da CFE 2016. “A Campanha tem um papel fundamental, pois a Igreja tem capilaridade e pode sensibilizar toda a comunidade. Quando falamos de saneamento básico, estamos falando de saúde, que é o nosso maior problema”, recordou Beloyanis Monteiro. Para Jerson Kelman, é necessário levar também a discussão para a agenda política. “Até recentemente, se imaginava que obra enterrada, como é o caso das obras de saneamento, não gera votos, mas a Campanha da Fraternidade certamente mostrará às pessoas que obra enterrada é

CFE 2

Casa comu responsa

sim importante para a saúde e certamente terá um efeito de mudar a percepção da população no geral, e da classe política em particular”. Tanto a Prefeitura de São Paulo quanto o Governo do Estado salientaram que a população pode auxiliar nas melhorias do saneamento básico, integrando os conselhos participativos existentes e colaborando no uso racional da água e dos recursos naturais. A íntegra do Plano Municipal de Saneamento Básico, documento que é público, está disponível no site da Secretaria da Habitação da Prefeitura de São Paulo (http:// www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/habitacao).


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um, nossa abilidade

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Saneamento, um direito básico Edcarlos Bispo edbsant@gmail.com

Você sabia que, de acordo com o Instituto Trata Brasil, apenas 48,6% da população brasileira têm acesso à coleta de esgoto, o que significa que mais de 100 milhões de brasileiros estão privados desse serviço? E também que nas cem maiores cidades do País, mais de 3,5 milhões brasileiros, mesmo tendo redes coletoras disponíveis, despejam seus rejeitos em rios, riachos e córregos sem tratamento? Ou ainda, que mais da metade das escolas brasileiras não estão conectadas a uma rede de esgoto e que esta situação também é constatada em 12% das obras do PAC?

Ainda conforme o Instituto, aproximadamente 450 mil pessoas em 15 municípios paulistas têm disponíveis os serviços de coleta dos esgotos, porém não estão ligados às redes, e, portanto, despejam seus rejeitos de forma inadequada no meio ambiente. Para trazer luzes sobre essas questões, neste ano, com a Campanha da Fraternidade Ecumênica – Casa comum, nossa responsabilidade, a Igreja entrou no debate sobre a importância do saneamento básico para a vida dos seres humanos e do planeta. “Se para um morador de uma cidade grande, numa metrópole, já é difícil pensar no tema, imagine um morador de uma cidade minúscula no Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

interior do Brasil? É praticamente impossível fazer uma reflexão sobre o que é saneamento básico e quais os problemas que a falta disso causa às famílias. Contudo, com a chegada das Igrejas inserindo esse tema nas discussões teológicas, o debate ganha corpo e voz, atinge àqueles que precisam ser atingidos e garante uma pressão maior para cima dos políticos brasileiros, que se sentem, assim, na obrigação de sanar uma parte do problema”, afirmou Edison Carlos, presidente-executivo do Instituto Trata Brasil e um dos responsáveis pela elaboração do texto-base da CFE 2016. O Brasil possui um Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab), que prevê metas e ações de saneamento básico para o País nos próximos 20 anos. Porém, o químico industrial Edison Carlos alerta que, das várias metas estabelecidas, a que mais se aproximou é o abastecimento de água, pois o Plansab estimava que até 2010, 90% da população já teria este serviço. Dados de 2014 mostram que quase 84% da população dispõe desse abastecimento. “Os indicadores de coleta e tratamento dos esgotos ainda estão muitos distantes dos propostos pelo Plansab. Enquanto estima-se que até 2018, mais de 75% da população teria esse serviço, os números não ultrapassaram à casa dos 49% em 2014, assim como os esgotos tratados, que hoje estão em 40%, estimava-se que estariam tratados em 69% até 2018”, informou. Uma das barreiras para a melhoria das questões de saneamento está, justamente, na compreensão que as pessoas têm disso. De acordo com Edison, saúde é um direito pedido constantemente em eleições pelo País, já o saneamento não é visto como um direito básico, porém deveria, pois previne doenças e diminui gastos públicos com internações. Para o Professor Doutor Gustavo de Oliveira Coelho de Souza, coordenador do Curso de Geografia da PUC-SP, no Brasil “existiu uma nefasta tradição nas políticas municipais que dizia que ‘obras enterradas não trazem votos’, ou seja, que não valia a pena politicamente fazer obras de saneamento básico, porque ninguém as via e que, portanto, elas não renderiam votos”, afirmou em entrevista ao O SÃO PAULO. O saneamento é transversal. Quando não há, afeta todos os setores sociais e econômicos, desde o turismo até à saúde. Porém, quando existe, a cidade melhora como um todo, empregos são gerados, há retenções de gastos públicos na área da saúde e uma melhora ambiental significativa. “É certo que quem vive em áreas precárias tem mais consciência de que a falta de saneamento está presente devido ao forte odor e às doenças geradas nas crianças, mas, ainda assim, são poucos aqueles que associam falta de saneamento com a prevenção de saúde”, afirma Edison.

Como mudar esse quadro

Após a lei 11.445/2007, o saneamento básico passa a ser de responsabilidade do prefeito, que deve definir as estratégias e diretrizes do saneamento numa cidade, assim como a elaboração de um Plano Municipal de Saneamento Básico para que os recursos públicos sejam garantidos. Para Edison, é preciso que cada município faça seu plano municipal de saneamento básico, com a elaboração de bons projetos. “Muitas vezes, os municípios não conseguem nem uma coisa nem outra. Mesmo com projetos, é importante que a cidade tenha o apoio do governador, seja com recursos, seja com apoio técnico e político. Uma vez que o projeto esteja em Brasília, o Ministério das Cidades ou a Funasa [Fundação Nacional de Saúde], dependendo do tamanho do município, o analisará para contemplar com recursos. O Governo federal precisa, do seu lado, dar mais agilidade à análise dos projetos e envio dos recursos”, afirmou. No último Ranking do Saneamento, com base nos cem maiores municípios do Brasil, publicado em 2015 (com dados de 2013), o município de São Paulo ocupou a 34ª posição, atrás de capitais como Campo Grande (MS), Belo Horizonte (MG) e Curitiba (PR).

Ações que dão certo

No artigo: “Saneamento básico no Brasil: considerações sobre investimentos e sustentabilidade para o século XXI”, publicado em 2010 na Revista de Administração Pública, é citado um estudo da Organização Mundial da Saúde, mostrando que cada dólar investido na melhoria do saneamento para o alcance dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio gera, em média, um benefício econômico de US$ 12. O mesmo artigo cita como exemplo de projeto o “Água Limpa”, implantado em 31 de maio de 2005 e coordenado pela Secretaria de Energia, Recursos Hídricos e Saneamento (Serhs) do Estado de São Paulo. O Projeto recebe verbas provenientes do orçamento do setor da saúde e tem por objetivo recuperar a qualidade das águas, melhorando a qualidade de vida dos habitantes dos municípios, bem como os indicadores de saúde pública e desenvolvimento da cidade, com o investimento e a implantação de obras de tratamento de efluentes urbanos em municípios de até 30 mil habitantes, que não são atendidos pela Sabesp. Há ainda o Prodes, da Agência Nacional de Águas (ANA), do Ministério do Meio Ambiente, em Brasília, “também é conhecido como ‘programa de compra de esgoto tratado’, que pode ser considerado uma iniciativa inovadora, uma vez que não financia obras ou equipamentos, mas paga pelos resultados alcançados pelo esgoto efetivamente tratado”, informa o artigo.


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‘Água Para Um Irmão de Rua’

Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

PRATIQUE AS OBRAS DE MISERICÓRDIA “A prática diária da misericórdia nos deixará mais humildes e respeitosos em relação aos outros; e nos deixará mais confiantes em Deus, certos de que também nós mesmos precisamos contar com a misericórdia de Deus: ‘Deus resiste aos soberbos, mas dá sua graça aos humildes’ (1 Pd 5,5)”. (Cardeal Odilo Pedro Scherer, Carta Pastoral “Misericordiosos como o Pai”, página 11).

Obras de misericórdia corporais (materiais) Dar de comer aos que têm fome Dar de beber a quem tem sede Prover os que não têm o que vestir Acolher o estrangeiro Assistir os doentes Visitar os presos Sepultar os mortos

Missionários das comunidades católicas distribuem água para pessoas em situação de rua durante missão de evangelização no centro da Capital

série de reportagens do O SÃO PAULO sobre as obras de misericórdia, apresenta um grupo de leigos que usa página de rede social para se articular e levar água às pessoas em situação de rua Edcarlos Bispo edbsant@gmail.com

“Me faz caminhar na direção da proximidade com o irmão de rua. Eu moro na região da Luz. Essa é uma forma de interagir com a realidade do povo da rua. Não dá para só assistir. Ás vezes, eles

pedem abraço, às vezes, choram porque ganharam uma garrafinha de água. Estamos todos na Cidade, todos fazemos parte dela”. Denise Rosa passou da emoção para a ação. A secretária, de 51 anos, criou a página em uma rede social “Água Para Um Irmão de Rua”, para articular e levar água às pessoas em situação de rua em São Paulo. “Todos os domingos, às 14h, nos encontramos na estação Júlio Prestes e nos reunimos para distribuição de água na Cracolândia”, informa em seu blog. A ideia da criação de uma página web para a coleta de água potável para distribuir aos moradores em situação rua surgiu no início de 2015, quando por causa do agravamento da crise hídrica na Cidade muitos bares pararam de distribuir água.

Católica, Denise é presença constante nas celebrações eucarísticas presididas pelo Padre Júlio Lancellotti, vigário episcopal para a Pastoral do Povo da Rua, e consegue distribuir cerca de 400 litros de água todos os domingos. “Nós pedimos garrafas vazias, porque cheia é bem raro a gente ganhar. Muita gente ajuda. Higienizamos [as garrafas] e enchemos de água potável. Às vezes, temos que comprar água para complementar a quantidade”, informou. “O importante é o contato que você estabelece. Chama o cara(sic), olha nos olhos e pergunta se ele quer a água, estende a garrafa e o sorriso dele é certo. Todos ficam surpresos e é só felicidade pela água ser gelada”, recorda Denise.

‘Tive sede e me deste de beber’ (Mt 25, 35b) Sem a prática do Evangelho no dia a dia, as palavras de Jesus ficam vazias ou tornam-se simples chavões repetitivos. Dar água a quem tem sede é muito mais que uma obra de misericórdia, é uma súplica de Jesus e nós temos urgência em atendê-la. Como no alto da cruz: Tenho sede, isso faz brotar em nossos corações de cristãos o desejo de saciar a sede do Mestre, partilhado com aqueles que estão nas ruas, que para nós transfi-

guram o rosto de Cristo sedento. Partilhar água com quem tem sede é levar vida, é fazer brotar vida em solo humano. Neste Ano Santo extraordinário da Misericórdia, o Santo Padre nos pede que sejamos misericordiosos. Pede-nos para rompermos as barreiras do individualismo e do egoísmo, pois devemos praticar, com os pequenos gestos e ações mais concretas, o que nos leva a viver a autenticidade do Evangelho;

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

devemos não apenas ouvir, mas trazê-lo no coração para que os outros ouçam esse grito de Cristo, por meio da Igreja na pessoa do Papa Francisco, para que esse ato visível de caridade possa atender e socorrer as necessidades de nosso próximo, como socorreu o samaritano que foi roubado e agredido na beira do caminho.” (Por Jair Magalhães de Andrade, 40, integrante da Pastoral do Povo de Rua)

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

A FUNDAÇÃO METROPOLITANA PAULISTA, convoca seus membros diretores para a assembleia ordinária a realizar-se no dia 14 de março de 2016, às 14h, em sua sede à Avenida Higienópolis, 890, sala 16, São Paulo, SP, em primeira chamada com todos os diretores presentes, e, às 14h30, em segunda chamada, com os que estiverem presentes. A assembleia terá como pauta: 1 - assuntos ordinários da “Rádio 9 de Julho”; 2 – assuntos ordinários do Jornal “O SÃO PAULO”; 3 – outros assuntos São Paulo, 03 de março de 2016.

A FUNDAÇÃO CAPELLA MENINO JESUS E SANTA LUZIA, convoca seus membros diretores para a assembleia extraordinária a realizar-se no dia 14 de março de 2016, às 15h, em sua sede à Avenida Higienópolis, 890, São Paulo, SP, em primeira chamada com 2/3 dos diretores presentes, e, às 15h30, em segunda chamada, com os que estiverem presentes. A assembleia terá como pauta: 1 assuntos ordinários da Fundação Capella Menino Jesus e

O Presidente

O Presidente

Santa Luzia; 2 - outros assuntos.

São Paulo,03 de março de 2016.

Obras de misericórdia espirituais Ajudar os que têm dúvidas Ensinar os que não sabem Aconselhar os pecadores Consolar os aflitos Perdoar as ofensas Suportar com paciência as injustiças Rezar a Deus pelos vivos e mortos

Um apelo às paróquias

Em entrevista ao O SÃO PAULO, Padre Júlio Lancellotti falou sobre o apelo que fez, durante a fase mais aguda da crise hídrica, para que as paróquias da Arquidiocese não fechassem suas portas aos moradores em situação de rua que buscassem ajuda. Segundo o Padre, mesmo com o restabelecimento gradativo do sistema hídrico do Estado de São Paulo, o problema de falta de água para a população em situação de rua não está resolvido. “Nos poucos espaços de convivência que existem na Cidade para atender a essa população, a demanda por água é contínua e muito grande. A população de rua busca esses lugares para poder tomar banho e lavar roupas, além de se alimentar. As contas de água de algumas casas de acolhida chegam a R$ 18 mil por mês”, conta. Um outro fator que agrava o problema deriva do aumento da população em situação de rua, que nos últimos 15 anos saltou de 5 mil para 20 mil pessoas na cidade de São Paulo.

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

A FUNDAÇÃO SANTA TEREZINHA, convoca seus membros da mesa administrativa para a assembleia extraordinária a realizar-se no dia 14 de março de 2016, às 16h, em sua sede à Avenida Higienópolis, 890, São Paulo, SP, em primeira chamada com 2/3 dos membros presentes, e, às 16h30, em segunda chamada, com os que estiverem presentes. A assembleia terá como pauta: 1 - assuntos ordinários da Fundação Santa Terezinha, 2 – outros assuntos. São Paulo, 03 de março de 2016.

O Provedor


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Com a Palavra: Greg Burke

Você é a mensagem Filipe Domingues

FILIPE DOMINGUES

Especial para O SÃO PAULO, em Roma

O jornalista norte-americano Greg Burke é um dos símbolos da reforma do sistema de comunicação da Santa Sé, que vem sendo realizada pelo Papa Francisco, desde o ano passado. Após décadas de trabalho em grandes empresas de comunicação dos Estados Unidos, entre elas a revista Time e a emissora de televisão Fox News, Burke auxilia desde 2012 a Secretaria de Estado do Vaticano a melhorar a forma como se comunica com o mundo. No fim de 2015, o Papa o nomeou vice-diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, colocando-o na linha de frente do relacionamento com a imprensa internacional. Ele substitui o passionista italiano Padre Ciro Benedittini, que ocupou o cargo por 20 anos. O atual diretor da Sala de Imprensa é o Padre Federico Lombardi, que já tem 73 anos. No Vaticano, há rumores de que Burke poderá substituí-lo no futuro. Nesse caso, o norte-americano seria o segundo porta-voz leigo da história: durante o pontificado de João Paulo II, o espanhol Joaquín NavarroValls foi o homem-referência para a imprensa internacional no Vaticano. Ambos são membros da prelazia pessoal Opus Dei. Greg Burke é, portanto, um jornalista católico. Participou em 11 de fevereiro de um dos primeiros eventos públicos após assumir a nova posição: uma aula inaugural na Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma, na qual falou de sua experiência a alunos do curso “Master em Jornalismo Digital”. Após o encontro, ele conversou com exclusividade com O SÃO PAULO sobre jornalismo e comunicação na Igreja. Foi uma de suas primeiras entrevistas desde que se tornou vice-diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, provavelmente

a primeira sobre o tema da comunicação. “Ainda não dei muitas entrevistas, mas tudo bem”, disse, com bom humor, quando a reportagem pediu que respondesse a algumas rápidas perguntas. Veja a seguir a íntegra da conversa. O SÃO PAULO – Você disse na

sua aula que o jornalista deve ter grande paixão pelo seu trabalho. Essa mensagem serve também para a comunicação na Igreja? Greg Burke - Sim! O meu exchefe na Fox News [Roger Ailes] tem um belo livro que é mais ou menos sobre “como falar em público”. Se chama “You are the message” (Você é a mensagem). Mas a mensagem é muito simples: se você acredita realmente em uma coisa, consegue comunicá-la bem. Isso é verdade. Se você tem paixão pela Igreja, você a

comunica bem, ou aprende a comunicar bem, porque isso é visível. Qual é a maior diferença entre o jornalismo de reportagem que você fazia na Fox News e agora de estar do outro lado atendendo os jornalistas na Sala de Imprensa da Santa Sé? E qual é a diferença entre um jornalista comum e um jornalista católico? Eu diria que o jornalista é sempre jornalista. No entanto, agora estou do outro lado em relação aos jornalistas, o que é certamente diferente, porque respondo às perguntas em vez de fazê-las. De todo modo, o jornalista de um jornal católico e o jornalista de um outro meio, para mim, são muito parecidos. Os sujeitos [sobre quem escrevem] podem ser um pouco diferentes. Porém, deve existir sempre aquela mesma

paixão, aquele mesmo desejo de encontrar coisas interessantes para as pessoas. Como encontro alguma coisa que faz as pessoas lerem meu artigo do início ao fim? Isso vale para a televisão, vale para um jornal secular e para um jornal católico. Pensando nas pessoas das paróquias, no Brasil é muito comum a Pastoral da Comunicação, muitas vezes feita de pessoas comuns, mas apaixonadas pela comunicação. Não são necessariamente profissionais, mas escrevem sobre a Igreja, publicam jornais paroquiais. O que você diria a elas? A minha mensagem é: não é que todos nascemos jornalistas, mas, como cristãos, todos nascemos comunicadores. Como diz sempre o Papa Francisco, temos uma mensagem que não permanece conosco, mas deve ser compartilhada. No fundo, como se faz isso? Essa mensagem é compartilhada na comunicação. Na última mensagem do Papa Francisco para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, ele destacou que a maneira, a forma, como se comunica uma mensagem é tão importante quanto o conteúdo... Sim, comunica-se também com o modo. Isso é interessante, porque é uma coisa que com as novas mídias se torna algo perigoso. Às vezes, é muito fácil ter falta de caridade por causa da velocidade! A velocidade das redes sociais pode levar a fazer coisas que você não faz se parar para pensar. É útil pensar sobre isso. Quando alguém lhe manda um e-mail e você fica um pouco nervoso, com a cabeça agitada, melhor esperar um dia! Como cristãos, buscamos viver a caridade com todos, também com aqueles que não gostam da gente. Caridade sempre.

As opiniões expressas na seção “Com a Palavra” são de responsabilidade do autor e não refletem, necessariamente, os posicionamentos editoriais do jornal O SÃO PAULO.


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Filipe David

osaopaulo@uol.com.br

Dica de Leitura

O Matrimônio Cristão Aqui tocamos na intenção destas breves páginas: atingir os casais católicos e todos os que se preparam para se casar, motivando-os ao conhecimento e à vivência autêntica e corajosa de sua missão como esposos e pais, fazendo com que conheçam melhor sobre a moral matrimonial e reflitam sobre alguns pontos importantes dessa vocação. Que possam, enfim, reavivando o ideal da família cristã, erguer uma revolução silenciosa e eficaz para refazer a sociedade, gerando pessoas e estruturas que tenham coragem de se sustentar pelos mais verdadeiros e profundos valores humano-cristãos.

Ficha técnica: Autor: Padre Matheus Pigozzo Páginas: 110 Editora: Ecclesiae

Para refletir

Divulgação

‘Guerra nas Estrelas’ e a obsolescência da ficção científica “É evidente para quem quer que saiba olhar além da fantasia de carnaval: ‘Guerra nas Estrelas’ não é um filme de ficção científica. É um tipo de tragédia antiga em costume futurista (e, ainda assim, muitos personagens usam mantos com capuz dignos dos mais antigos monastérios). (...) A nave espacial é como uma caravela que circula entre galáxias, como se fossem mares, entre os planetas, como se fossem ilhas (...). O sabre é de laser, claro, mas ele é manejado como a boa e velha espada da Guerra dos Cem Anos (...). Quanto aos homens, longe de serem fabricados em incubadoras, eles ainda vêm de um pai e de uma mãe, e seus dramas ainda se inserem em uma filiação – Luke e Vader, Kylo Ren e Han Solo... – de forma que sua resolução ainda nos remete aos últimos versículos do Antigo Testamento, segundo o cânon católico: ‘ele converterá o coração dos pais para os filhos e o coração dos filhos para os pais, de sorte que não ferirei mais a terra de interdito’ (Ml 3,24). (...) Por que a saga mais popular do futuro

é composta com o imaginário da Idade Média? Por que os Jedis são ainda ‘cavaleiros’ e os Siths, senhores, dando seguimento ao antigo combate entre a Luz e as Trevas? É porque a aventura precisa de heróis (...). Em seu livro ‘O santo, o gênio e o herói’, Max Scheler escreve que ‘o herói se consagra aos valores vitais ‘puros’, não aos valores técnicos, e sua virtude fundamental é uma nobreza natural do corpo e do espírito, à qual corresponde uma mesma nobreza de sentimentos’. Esse homem é o cavaleiro, não o ciborgue: seu corpo está montado sobre um cavalo, seu espírito é fiel ao Salvador do universo, seu coração é cheio de misericórdia. Assim, ele assume a pura vitalidade da terra e do céu e coloca seu braço a serviço dos mais fracos. Essa é a nobreza do herói, que nenhum progresso técnico poderá compensar. (...) É por isso que a ficção científica, para ser ainda uma aventura, é obrigada a voltar à cavalaria e à paternidade”. (Texto de Fabrice Hadjadj, publicado originalmente no site da revista Limite, em francês).


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Hora de repensar a educação física? Daniel Gomes

danielgomes.jornalista@gmail.com

A olimpíada deste ano, entre 5 e 21 de agosto no Rio de Janeiro, pode servir de estímulo para que muitos brasileiros iniciem ou retomem a prática de atividades físicas, afinal, segundo o Diagnóstico Nacional do Esporte, divulgado pelo Ministério do Esporte em 2015, 45,9% da população entre 14 e 75 anos é sedentária. Sendo a atividade física uma prática reconhecidamente benéfica à saúde, por que as pessoas resistem a incluí-la como um hábito de vida? “Quando a pessoa experimenta a atividade física, todas as sensações que tem são ruins, pois fazer exercício cansa, é repetitivo, deixa dolorido. Ela só começa a sentir os benefícios depois de algum tempo, de uma certa regularidade, mas para chegar nesse ponto é preciso de três a quatro meses, porém muitos desistem antes”, avaliou, ao O SÃO PAULO, Cristiano Parente, professor e técnico de educação física.

Eleito o melhor personal trainer do mundo em 2014 em um concurso internacional, Cristiano acredita que os educadores físicos podem ajudar a reverter esse cenário se fizerem com que as pessoas tenham consciência das diferenças entre atividade física e esporte de alto rendimento, algo que não acontece hoje, pois, segundo ele, o que se tem feito nas aulas de educação física e mesmo nas academias é reproduzir a competitividade dos esportes. “Esse modelo esportivo não serve para as pessoas comuns. É preciso mostrar para elas que existem os atletas profissionais, que geram o máximo de desempenho em uma competição e que estão preparados para ganhar e perder, e que para as pessoas comuns os modelos cooperativos são mais interessantes. Infelizmente, o ambiente de academia também é competitivo. Sempre há pessoas muito desenvolvidas e outras que têm muita dificuldade, e quando todas ficam juntas, aquelas que não estão no auge da forma física, da estética, se sentem ameaçadas e somem”, opinou. Fifa

O suíço Gianni Infantino, 45, foi eleito como novo presidente da Fifa, na sexta-feira, 26. “Vamos restabelecer a imagem da Fifa e o respeito do mundo”, disse, em alusão aos escândalos de corrupção na entidade, que culminaram no afastamento de Joseph Blatter, ex-presidente.

Luciney Martins/O SÃO PAULO

‘O primeiro passo é fazer o estudante entender por que precisa se movimentar’, diz Cristiano

Cristiano considera que também nas escolas deve haver mudanças nas aulas de educação física para que os estudantes valorizem a prática da atividade física e se atenham menos à competitividade do esporte. “Quando a gente passa a pensar a educação física de uma maneira educacional, como é com as outras disciplinas, o primeiro passo é fazer o estudante entender por que precisa se movimentar, explicar como o corpo funciona e que se não praticar uma atividade um pouquinho acima do que está acostumado, o corpo ficará mais velho, o que significa ficar mais suscetível a doenças. Os profissionais estudam e têm base para fazer isso, só que ainda pensam o esporte como competição e execução de ordens. Quando essa ideia muda, não é preciso ter muito material para as aulas: o professor explica, o estudante pratica, vai entendendo os conceitos e começa a sentir mais vontade de fazer atividades físicas”, detalhou. Para disseminar esses conceitos neste

ano olímpico, Cristiano organiza para 12 de março, em São Paulo, o evento “Top Of The Rock” (www.topoftherock.com.br), que reunirá dez palestrantes na área de saúde e de atividade física para debater o futuro e as novidades sobre a profissão de educador físico.

AGENDA ESPORTIVA Libertadores da América Quarta-feira (2) 21h45 – Corinthians x Santa Fé (Arena Corinthians) Quinta-feira (3) 21h45 – Palmeiras x Rosário Central (Allianz Parque) Paulistão de Futebol – Série A1 Sábado (5) 16h – São Paulo x São Bernardo (Pacaembu) Domingo (6) 16h – Palmeiras x Capivariano (Allianz Parque)


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Brasilândia

Renata Moraes, Ana Lúcia Contarelli, Elisete Lopes e leda Santana Colaboradoras de comunicação da Região

Abertos à misericórdia, na catequese, para acolher os mais necessitados Elisete Lopes

Catequistas lotam salas da Creche Azul, em Taipas, durante Semana Catequética

Mais de 200 catequistas da Região Brasilândia participaram entre os dias 24 e 26 da Semana Catequética, realizada na Creche Azul, no bairro de Taipas. Voltada para os catequistas de iniciação à vida cristã, a atividade, em toda a Arquidiocese, tem a te-

mática “Jesus: Fonte de Misericórdia”, com enfoque na evangelização, na liturgia e na Catequese. Na abertura da formação, na quarta-feira, 24, Dom Devair Araújo da Fonseca, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Brasilândia, destacou que “são nas salas de Ca-

tequese que sairão os novos padres, religiosos e religiosas”. O Bispo também apresentou o Padre Gleidson Luís de Sousa Novaes, vigário paroquial da São Judas Tadeu, como o assessor da Pastoral da Crisma. O teólogo André Milani assessorou a primeira noite com o tema “A Misericórdia no Agir Cristão – Evangelização”, destacando que “o catequista é aquele que com sua atuação evangelizadora tem a sensibilidade de perceber o outro em suas necessidades, tanto corporal quanto espiritual. Ele deixa a misericórdia passar pelo seu coração para poder melhor acolher e cuidar dos mais necessitados”. O Professor Antônio Claro Leite tratou sobre “A misericórdia celebrada – Liturgia”, na segunda noite do evento. “A liturgia é fonte e graça,

ou seja, é o caminho para alcançar a graça. Deus nos convida para o amor, para a prática da misericórdia”, afirmou. E exortou os catequistas sobre o amor de Deus. “A atitude de Deus é sempre a de amar. Deus ama mais do que possamos imaginar”. Com o tema “Jesus, catequista e fonte da Catequese”, o Padre José Adeildo Machado, reitor do Seminário Propedêutico Nossa Senhora da Assunção, assessorou o último dia de formação. “Não se é catequista pensando em ‘poder’, pois o verdadeiro poder é o serviço, a humildade. ‘Dei-vos o exemplo para que façais a mesma coisa que eu fiz’ (cf Jo 13,15)”. O Sacerdote ainda destacou: “Hoje se faz necessário que a Catequese seja, de fato, iniciação e não apenas um ensino”.

400 catequistas peregrinam à Porta Santa na Freguesia do Ó No sábado, 27, mais de 400 catequistas de iniciação à vida cristã – Batismo, Catequese e Crisma - da Região Episcopal Brasilândia peregrinaram à Porta Santa da Igreja Nossa Senhora da Expectação, no Setor Pastoral Freguesia do Ó. Após a passagem pela Porta Santa, Dom Devair Araújo da Fonseca, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Brasilândia, presidiu a missa, que também marcou a abertura das atividades de 2016 da Escola Regional de Catequese (Ecat). O Bispo, na homilia, destacou a importância dos catequistas na Igre-

Orlando Francisco Moraes

Catequistas peregrinam à Porta Santa da Igreja Nossa Senhora da Expectação, dia 27

ja e reforçou o que consta no Diretório da Catequese: “o catequista não dá aula, não é professor, mas um

comunicador de Deus, e isso ele faz pelo seu testemunho. Ele é um mensageiro”.

Ao final, Dom Devair aspergiu a placa comemorativa do Ano Santo extraordinário da Misericórdia, que identifica a Igreja Nossa Senhora da Expectação como local de peregrinação. A próxima peregrinação à Porta da Misericórdia da Igreja Nossa Senhora da Expectação será a do Setor Juventude e da Pastoral Vocacional, na sexta-feira, 4, às 22h. Além da peregrinação, haverá a vigília “24 horas para o Senhor”, uma jornada de oração e penitência convocada pelo Papa Francisco para os dias 4 e 5 de março, que será encerrada com missa presidida por Dom Devair.

Apostolado da Oração lança olhar misericordioso sobre a realidade Reunidos no Colégio Santa Lúcia Filippini, os associados do Apostolado da Oração da Região Brasilândia participaram de uma formação no sábado, 27, com assessoria do Padre Eliomar Ribeiro, diretor nacional do Apostolado da Oração e do Movimento Eucarístico Jovem (MEJ). O Ano Santo extraordinário da Misericórdia e a espiritualidade do

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Sagrado Coração de Jesus nortearam a formação. Padre Eliomar destacou a importância das obras de misericórdia. “Não podemos esquecer das outras comunhões - tive fome e me deste o que comer; tive sede e me deste o que beber; sendo estrangeiro, me acolhestes”. Sobre a misericórdia, o Padre Eliomar ponderou que “quem sustenta a Igreja é a misericórdia de

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Associados do Apostolado da Oração posam para foto com Padre Eliomar Ribeiro

Deus”. O Sacerdote ainda exortou os integrantes do Apostolado: “Não devemos olhar com crítica, mas olhar com misericórdia, pois nossos atos e nossos gestos devem ser obra de misericórdia de Deus”. Aproximadamente cem pessoas participaram do encontro, que terminou com uma missa presidida pelo Padre Eliomar.

AGENDA REGIONAL Peregrinações à Porta Santa da Igreja Nossa Senhora da Expectação 04/03, 22h - Peregrinação e Vigília da Juventude e da Pastoral Vocacional - 24 horas de Oração 12/03, 16h - Peregrinação da Pastoral Familiar, ECC, Noivos e Diáconos Permanentes 02/04, 16h - Peregrinação do Setor Cântaros 23/04, 16h - Peregrinação do Setor Nova Esperança 30/04, 16h - Peregrinação dos coordenadores e missionários da Campanha da Mãe Peregrina.


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Peterson Prates

Colaborador de comunicação da Região

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Belém

Peregrinos com a perspectiva do perdão de Deus no Ano da Misericórdia “Hoje, nesta peregrinação, queremos voltar nosso coração a Deus neste santuário. Vamos abrir-nos a Deus, a sua palavra, à conversão, à mudança de vida, à vida plena em Deus”, afirmou o Padre Adilson Pinheiro da Silva, coordenador do Setor Vila Alpina, no domingo, 28, durante peregrinação de todo o Setor Pastoral à Porta Santa da Igreja Nossa Senhora do Sagrado Coração. Os fiéis das sete paróquias e duas áreas pastorais que formam o Setor se reuniram do lado de fora da igreja, onde iniciaram os ritos para adentrar à porta da misericórdia. Após aproximadamente 400 fiéis terem passado pela porta, houve a sequência dos ritos, como a aspersão, a profissão de fé, preces e a oração mariana “Salve Rainha”. Padre Adilson, na homilia da missa que presidiu após a peregrinação, recordou a necessidade de que todos sigam as práticas da misericórdia, da conversão e de “ter consciência que

Peterson Prates

Fiéis do Setor Pastoral Vila Alpina peregrinam à Porta Santa da Igreja Nossa Senhora do Sagrado Coração, no Belém, dia 28

somos pecadores. Devemos ter diante dos nossos olhos uma perspectiva do perdão de Deus, que é nosso Pai, nosso Bom Pastor.” Concelebraram a missa o Padre Valdecir Soares, MSC, reitor e pároco da Paróquia-santuário Nossa Senhora do Sagrado Coração, e outros sacerdotes atuantes no Setor Vila Alpina. Durante a celebração, padres estavam

disponíveis para atender confissões. As peregrinações à Igreja Nossa Senhora do Sagrado Coração podem ser realizadas até dia 20 de novembro, na solenidade de Cristo Rei do Universo, que demarcará o fim do Ano Santo extraordinário da Misericórdia. Padre Valdecir lembrou que ao abrir a porta Santa, em dezembro, Dom Odilo Scherer, arcebispo metro-

politano, manifestou a vontade de que as peregrinações aconteçam em nível setorial, paroquial e pastoral. A Igreja Nossa Senhora do Sagrado Coração (avenida Renata, 1, Vila Formosa) está aberta diariamente, das 6h30 às 21h. Há atendimento de confissões de terça a sexta-feira, das 9h às 11h30, e das 14h30 às 16h30; e aos sábados, das 9h às 11h30.

‘Espiritualidade cristã é ser discípulo missionário de Jesus’ Peterson Prates

Dom Angélico ministra aula no curso da Escola de Fé e Política Waldemar Rossi

A Escola de Fé e Política Waldemar Rossi realizou, em 22 de fevereiro, no Centro Pastoral São José, a aula magna de início do curso deste ano, ministrada por Dom Angélico Sândalo Bernardino, bispo emérito de Blumenau (SC), que tratou do tema “Espiritualidade do

Conflito na cidade de São Paulo”. Antes de discorrer sobre a temática, o Bispo fez um convite aos participantes do curso. “Façam uma procissão neste Ano da Misericórdia, levem uma grande cruz, convidem o prefeito e o governador e entrem pela porta santa do muro arrebentado”, disse, em Divulgação

No sábado, 27, representantes de pastorais e movimentos jovens se reuniram no Centro Pastoral São José para a Assembleia Regional da Juventude. Os jovens, com o Padre Fausto Marinho, responsável pelo Setor Juventude da Região Belém, analisaram como está a caminhada de fé da juventude regional e planejaram ações conjuntas.

alusão à Campanha da Fraternidade, que destaca a atenção para o saneamento básico. “Isso é conflito, meus irmãos”, completou. O Bispo de 83 anos ainda relatou a experiência de ter ido de metrô até o Centro Pastoral, próximo à estação Belém. “Que conflito!”, expressou, referindo-se às condições do transporte público em São Paulo. “Espiritualidade Cristã é ser discípulo missionário de Jesus, se comprometer com aquilo que Jesus se comprometeu, é ser um encantado por Jesus.”, explicou Dom Angélico. “Espiritualidade cristã é compromisso de amor”, complementou. Ainda no contexto da temática da aula magna, Dom Angélico recordou uma fala do Beato Oscar Romero (1917-1980): “Uma religião de missa dominical, mas de semanas injustas, não agrada o Deus da vida. Uma religião de muita reza, mas de hipocrisias no coração, não é cristã. Uma Igreja que se instala só para estar bem, para ter muito dinheiro, muita comodidade, mas que não ouve o clamor dos injustiçados, não é a verdadeira Igreja do nosso Divino Redentor”. Ao lembrar os muitos conflitos sociais na Cidade, nas áreas de saúde, educação, transporte e moradia, foi enfático: “A Igreja que não se preocupa com esses problemas é uma Igreja alienada”, e sugeriu quatro degraus da caridade fraterna a serem percorridos: “Amar o próximo como assim mesmo; amar o próximo como amamos a Jesus; amar o próximo como Jesus

nos ama e, o último degrau, devemos amar o próximo a exemplo da Santíssima Trindade que une os irmãos”. Dom Angélico ainda teceu críticas à imprensa brasileira como promotora de conflitos e elogiou a realização do curso de Fé e Política e do curso de Teologia, que também acontece no Centro de Pastoral. Por fim, recordou a todos que “ser católico é viver em penca, em comunidade”. Divulgação


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Santana

Diácono Francisco Gonçalves

Colaborador de comunicação da Região

Semana Catequética reafirma a motivação para viver a misericórdia Diácono Francisco Gonçalves

Padre Paulo Gil e catequistas em momento de oração durante a Semana Catequética, na Cúria da Região Episcopal Santana

A Pastoral da Animação Bíblico-Catequética da Região Episcopal Santana promoveu na cúria regional, entre os dias 23 e 26, a Semana Cate-

quética de 2016, com o tema “Jesus: Fonte de Misericórdia”. Assessoraram a atividade a Irmã Melânia Lessa, MC; o senhor João

Melo; e os padres João Luiz Micheletti e Paulo Gil, coordenador da Animação Bíblico-Catequética da Região e também do Regional Sul 1 da CNBB.

“Trabalhar os catequistas para o Ano da Misericórdia e para a Campanha da Fraternidade de 2016 foram os objetivos dessa semana. Na primeira noite, trabalhamos a pessoa do cristão motivado para viver a misericórdia. Na segunda noite, enfocamos a pessoa do catequista à luz de Jesus, modelo de catequista. Na terceira noite, toda a comunidade foi convidada a viver o espírito da Campanha da Fraternidade. Já no último dia, foi feita a celebração da misericórdia”, explicou Padre Paulo Gil, que informou, ainda, que será distribuído, em breve, um calendário de formação de coordenadores de catequistas e de formação permanente de catequistas.

Padre Marcos Almeida assume Paróquia Nossa Senhora da Salette Padre Marcos Antonio Dias de Almeida, MS, foi empossado, no domingo, 28, por Dom Sergio de Deus Borges, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Santana, como novo pároco da Paróquia Nossa Senhora da Salette, no Setor Pastoral Santana, e como novo reitor do Santuário da Salette na Capital paulista. Nascido em Wenceslau Guimarães (BA), Padre Marcos ainda na infância começou a participar de uma paróquia mantida pelos missionários saletinos em sua cidade natal. Aos 19 anos, iniciou estudos para o sacerdócio, sendo ordenado presbítero em 29

de julho de 2000. Ele já atuou no Santuário da Salette, entre 2006 e 2008, como vigário paroquial, de onde saiu para assumir o Santuário da Salette em Várzea Grande (MT). “Estou chegando com bastante disposição e espero que possa junto com os leigos, religiosos e com a Arquidiocese dar o melhor que possa de mim para o crescimento do povo de Deus e do Reino”, afirmou na missa de posse, que foi presidida por Dom Sergio e concelebrada por sacerdotes saletinos e pelo Padre José Chapron Ribeiro, coordenador do Setor Santana.

Diácono Francisco Gonçalves

Padre Marcos Almeida recebe de casal de paroquianos a casula de pároco, dia 28

Instituto Missões Consolata tem três novos diáconos Diácono Francisco Gonçalves

Seminaristas africanos ordenados diáconos

Dom Sergio de Deus Borges, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Santana, pela imposição de suas mãos, ordenou como diáconos, no sábado, 27, na Paróquia Nossa Senhora da Consolata, os quenianos Gabriel Oloo Ochieng e Paul Okoth Auma, e o tanzaniano Heradius Germanus Mbeyela. Dom Sergio expressou sua alegria em presidir a ordenação, na missa que teve como concelebrantes

Dom Elio Rama, IMC, bispo de Pinheiro (MA), e diversos missionários da Consolata, dentre os quais o Padre Luiz Carlos Emer, provincial. O Bispo pediu coragem a todos para que deem testemunho do amor de Deus. Cada seminarista da Consolata começa os estudos de Filosofia em seu país natal e faz Teologia em um dos países em que os missionários da Consolata estão sediados.

Padre Humberto Carvalho, 56 anos de vida Na sexta-feira, 26, o Padre Humberto Robson Carvalho, pároco da Paróquia Nossa Senhora dos Prazeres, foi homenageado por sacerdotes e amigos com uma confraternização no salão da matriz paroquial por ocasião de seu aniversário natalício, de 56 anos de vida.

Diácono Francisco Gonçalves

Diácono Francisco Gonçalves

A Pastoral da Pessoa Idosa promoveu no sábado, 27, na Paróquia Sant’Ana, um encontro de espiritualidade para coordenadores paroquiais e líderes da PPI. “O objetivo foi fortalecer nossa missão na Região. Tivemos a alegria de receber bênção e incentivo de Dom Sergio”, disse Neusa Batista, coordenadora regional.

Dom Sergio de Deus Borges ministrou, no domingo, 28, o sacramento da Confirmação a 11 jovens da Comunidade Nossa Senhora de Fátima, pertencente à Paróquia São Francisco Xavier, em missa concelebrada pelo Padre Jorge da Silva, pároco.


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Ruy Halasz e Luzia Inoue

Colaboração especial para a Região

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‘Servir ao Senhor com alegria’ é o compromisso do Padre Helmo há 40 anos Em missa solene na Catedral da Sé no 3º Domingo da Quaresma, às 11h do dia 28, presidida pelo Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, foram comemorados os 40 anos de sacerdócio do Padre Helmo Cesar Faccioli, auxiliar do cura da Catedral. Padre Helmo foi ordenado em Curitiba (PR), em 22 de Fevereiro de 1976, com o lema “Servir ao Senhor com alegria (Sl 99,2)”, na Igreja do Imaculado Coração de Maria, pela imposição das mãos de Dom Pedro Fedalto. Além da Capital paranaense, atuou pastoralmente nas cidades paulistas de Rio Claro e de Campinas. Em São Paulo, há 27 anos, é orientador

religioso do Colégio Santa Marcelina. Durante 18 anos, foi o pároco na Paróquia Imaculado Coração de Maria, na Região Sé, e por um ano vigário na Paróquia Santa Cecília. Atualmente, o Padre é o coordenador dos Ministros Extraordinários da Sagrada Comunhão da Região Sé, coordena a equipe regional de Liturgia e também a Comissão Arquidiocesana de Liturgia, além de ser cerimoniário da Arquidiocese. Padre Luiz Eduardo Baronto, cura da Catedral, antes do final da missa, agradeceu a Deus pela vocação do Padre Helmo. “Muitas foram as responsabilidades assumidas ao longo de sua bela caminhada sacerdotal, entre elas,

Helena Ueno

Cardeal Odilo Scherer saúda Padre Helmo, que comemora 40 anos de sacerdócio

a de provincial dos claretianos, e seus bons e saudosos tempos passados na Paróquia Imaculado Coração de Maria, à qual o senhor dedicou-se com tanto carinho e dinamicidade. Agora,

o Senhor Deus o fez dar passos na direção de experimentar a comunhão de vida e pastoral com o clero da Arquidiocese de São Paulo”, expressou.

Fábio José Pereira Lima

Luzia Inoue

No sábado, 27, o grupo “A Praça”, formado por jovens e amigos da Paróquia Nossa Senhora Aparecida dos Ferroviários e do Arsenal da Esperança – Fraternidade da Esperança, realizou um mutirão de limpeza, por aproximadamente duas horas, no entorno da estação Bresser-Mooca do metrô, inspirado na temática da CFE 2016, o cuidado com a Casa comum.

Dom Eduardo Vieira dos Santos, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Episcopal Sé, deu posse no domingo, 28, ao Padre Francisco Martins como pároco da Paróquia Nossa Senhora das Angústias, no Setor Pastoral Bom Retiro, pelo período de seis anos. Após a missa, o novo pároco foi saudado pelos paroquianos.

Ipiranga

Padre Pedro Luiz Amorim e Renata Quito Colaboração especial para a Região

Dom José Roberto inaugura centro de formação pastoral Com missa presidida por Dom José Roberto Fortes Palau, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Ipiranga, foi inaugurado no sábado, 27, o Centro de Formação Pastoral, no auditório da Cúria regional recentemente reformado, com novos equipamentos, iluminação e sistema multimídia. O Bispo, na homilia, destacou o

quanto a Teologia é fascinante e serve de instrumento para a evangelização. Recordou, também, que o Centro de Estudos Teológicos do Ipiranga (Ceti) foi, por muito tempo, um formidável instrumento de formação, mas que a metodologia por correspondência já não mais atendia o laicato regional. O Centro de Formação Pastoral

responde ao apelo das comunidades pela necessidade de uma formação teológica presencial e sistematizada, que auxilie na evangelização. O curso é feito por módulos semestrais, sempre aos sábados à tarde, com aulas dadas por professores da área de Teologia de universidades católicas de São Paulo. A direção geral

do curso é de Dom José Roberto, com o auxílio do Padre Pedro Luiz Amorim Pereira e do professor Nei Sá. No primeiro módulo, as matérias serão “Revelação Divina” e “Introdução às Sagradas Escrituras”. As vagas são limitadas e as inscrições podem ser feitas até o dia 12 pelo site http://arquisp. org.br/regiaoipiranga.

Renata Quito

Renata Quito

Dom José Roberto Fortes Palau, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Ipiranga, apresentou na quinta-feira, 25, o Padre João Paulo Rizek como novo administrador da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, na Vila Arapuá. “O sacerdote está a serviço do povo de Deus e tem como missão fazer com que as pessoas cresçam na confiança no Senhor e na experiência de fé. O padre é um homem de fé”, disse o Bispo na homilia da missa de apresentação.

No domingo, 28, os fiéis da Paróquia São João Batista, no Setor Pastoral Imigrantes, acolheram o novo pároco, Padre Ricardo Antonio Pinto, empossado por Dom José Roberto Fortes Palau, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Ipiranga. “O povo da Vila Guarani [bairro da Paróquia] abre o coração para acolher quem chega; é uma comunidade que se abre para amar e foi assim que me senti”, disse Padre Ricardo.


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Lapa Catequese deve mostrar o rosto misericordioso de Deus

Benigno Naveira

Colaborador de comunicação da Região

Benigno Naveira

Dom Julio assessora encontro da Semana Catequética regional, na sexta-feira, 26

A Pastoral da Animação Bíblico-Catequética da Região Episcopal Lapa realizou entre os dias 23 e 26, na Paróquia Nossa Senhora da Lapa, a Semana Catequética regional, com a participação de mais de 180 pessoas, diariamente. O tema da Semana Catequética foi “Jesus Cristo: Fonte de Misericórdia”. Padre Júlio Cesar Almo, assessor do primeiro dia, falou sobre “A Misericórdia Celebrada”, destacando que é preciso fazer com que as pessoas sin-

tam a misericórdia de Deus em todas as celebrações, com uma participação consciente, ativa e frutuosa na liturgia, que levem-nas ao encontro com Deus no outro, e com ações para que ninguém fique de fora do Jubileu extraordinário da Misericórdia. Dom José Roberto Fortes Palau, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Ipiranga, assessorou o segundo dia de atividades, falando sobre “A misericórdia no agir cristão”. O Bispo lembrou que Deus manifesta sua oni-

potência por meio da misericórdia e do perdão; e que o Papa Francisco proclamou o Ano Santo extraordinário da Misericórdia devido a tanta intolerância e indiferença na humanidade. De acordo com o Bispo, quem está em comunhão com Cristo vence o pecado. Jesus mostra à humanidade a lógica divina: Ele toca, cura, perdoa e traz de volta os excluídos e marginalizados, ensinando a ir ao encontro dos que estão afastados. Ele conhece as fraquezas humanas e com olhos divinos tem misericórdia de todos. Dom José Roberto disse, ainda, que este é um ano forte de evangelização e que o testemunho de vida é o Evangelho que mais converte as pessoas. O terceiro dia de atividades foi assessorado pelo Padre Geraldo Pereira, com o tema “Jesus: catequista e fonte da Catequese”. O Padre lembrou que Jesus Cristo é a fonte inspiradora da formação do catequista, e Ele mesmo se apresenta como mestre, educador e servidor. Assim como Jesus, o catequista deve buscar a intimidade com Deus, confiar plenamente no Pai.

Padre Geraldo destacou, ainda, que Jesus, em sua prática, mostra que ser catequista é vocação e missão, pois o catequista é sempre um enviado de Deus, que realiza da missão em nome da comunidade. “Como nós, catequistas, estamos mostrando o rosto misericordioso do Pai, na missão?”, indagou o Sacerdote, ao final do encontro. Dom Julio Endi Akamine, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Lapa, foi o assessor do quarto dia da Semana Catequética, quando tratou do tema “A Catequese sobre o Ano da Misericórdia”. O Bispo comentou que Jesus Cristo é o rosto da misericórdia, e destacou que Deus se revela misericordioso porque Ele é a misericórdia. Dom Julio recomendou que os cristãos vivam este Jubileu sendo misericordiosos como o Pai, meditando, rezando os salmos e as parábolas de misericórdia, participando das peregrinações, praticando as obras de misericórdia, para que deem um testemunho mais evidente da misericórdia do Pai.

Catequistas peregrinam à Porta Santa na Lapa No encerramento da Semana Catequética, na tarde do sábado, 27, cerca de 300 catequistas, acompanhados por catequizandos e seus familiares, peregrinaram à Porta Santa da Igreja Nossa Senhora da Lapa. Orientado pelo Padre Geraldo Pereira, o grupo, após passar pela Porta Santa, caminhou pelo corredor da nave central, orou diante do altar, do Santíssimo Sacramento e das imagens de Jesus crucificado e da Virgem Maria, passou pelo confessionário e refletiu sobre o sacramento da Reconciliação.

Os peregrinos participaram da missa presidida por Dom Julio Endi Akamine, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Lapa, concelebrada pelos padres Geraldo e Adalton Pereira de Castro, pároco. Ao mencionar o Evangelho do dia, Dom Julio comentou que a crucificação de Cristo foi o resultado de ações injustas contra um inocente e não um castigo de Deus. “Se trata do fruto da ação pecadora de pessoas concretas. A cruz contradiz esse nosso modo de associar o mal que acontece na vida da gente com o castigo de Deus”.

Benigno Naveira

Catequistas refletem sobre sacramento da Reconciliação na Nossa Senhora da Lapa

Homens em oração nas primeiras horas do dia Benigno Naveira

Terço dos Homens acontece todas as sextas-feiras, às 6h30, na São Francisco de Assis

Todas as sextas-feiras, logo às 6h30, antes de iniciar mais um dia de trabalho, um grupo de homens se reúne na Paróquia São Francisco

de Assis, no Setor Pastoral Butantã, para participar do Terço do Homens, atividade que a reportagem da Pastoral da Comunicação da

Região Lapa acompanhou no dia 26. “A oração do Terço do Homens começou aqui na Paróquia em agosto de 2015, no intuito de atrair a participação dos homens. Muitos pais de família, pela oração do Terço, são convidados a contemplar os mistérios de Cristo, enriquecendo sua relação familiar”, explicou João Rodrigo Ferreira Filho, coordenador do grupo. Segundo João Rodrigo, além do Terço dos Homens há o Terço das Mulheres, o Terço em Família e outras oportunidades de oração na Paróquia. “Cada um contempla os mistérios do Terço de uma forma

diferente, com olhar diferente, com atitudes de quem quer obter graças para sua família”, detalhou. A paroquiana Ana Maria Gonçalves, que estava na igreja para participar da missa matinal, que sempre acontece após o Terço, disse que o Terço dos Homens “parece um milagre”, pois eles, apesar de todos os compromissos familiares e profissionais, reservam um horário para ir rezar, com muita devoção. Padre Flávio Heliton, pároco, afirmou estar muito contente com a realização do Terço dos Homens, que trata-se, para ele, de um verdadeiro “ato de fé no Pai”.


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‘Estive doente e vieste me visitar’ Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

Abertura dos cursos da Pastoral da Saúde é marcada com aula inaugural sobre o Ano Santo extraordinário da Misericórdia, no sábado, 27

Pastoral da Saúde da arquidiocese inicia cursos para preparar novos membros à atuação solidária com enfermos Renata Moraes

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Quem já teve um familiar internado ou um enfermo em casa, sabe bem qual é a angústia de, muitas vezes, não ter com quem partilhar as dores e receber palavras de conforto e assistência religiosa para enfrentar a gravidade de uma doença. Orientados na fé da Igreja e na misericórdia de Cristo para com os doentes, os integrantes da Pastoral da Saúde realizam um trabalho solidário junto aos enfermos. Eles são os bons samaritanos de hoje. Na manhã do sábado, 27, centenas de pessoas compareceram à Paróquia Nossa Senhora da Saúde, na Região Episcopal Ipiranga, para a missa de abertura dos cursos promovidos pela Pastoral da Saúde da Arquidiocese de São Paulo para preparar novos membros. Esse é o caso da jornalista Jucelene Santana Rocha, 38, que deseja atuar na atenção aos doentes nos hospitais. “O

meu interesse em fazer algo no campo da assistência religiosa para enfermos nasceu a partir de uma experiência pessoal, ao sentir a ausência de católicos no hospital onde meu pai ficou por dois meses internado”. A Jornalista relata que apesar de o hospital abrigar uma capela em seu interior, sentiu a falta de religiosos ou leigos que realizassem visitas aos doentes e a seus familiares. “Fiquei muito feliz em encontrar tantas pessoas que assim como eu sentem-se chamadas a ser portadoras de fé e esperança para quem se encontra em um momento de fragilidade humana nos hospitais”, disse Jucelene ao O SÃO PAULO.

Disponibilidade para os doentes

A missa foi presidida pelo Padre Tarcísio Marques Mesquita, coordenador de pastoral da Arquidiocese de São Paulo e pároco da Paróquia Nossa Senhora do Bom Parto na Região Belém. Durante a celebração, foi lida a mensagem do Cardeal Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, aos participantes. “Na abertura dos cursos para os agentes de saúde, peço a Jesus, tão misericordioso para com os enfermos, que conceda a todos grande disponibilidade para o serviço aos necessitados e aos irmãos doentes. Embora o encontro com

o sofrimento seja sempre um mistério, Jesus ajuda-nos a desvendar o sentido desse mistério”. Padre Tarcísio destacou, na homilia, que cuidar dos enfermos é como cuidar do próprio Jesus. “Levem sempre muito amor e disposição ao visitar os doentes. Que sejamos felizes fazendo o bem”.

‘O que é o amor senão o bem do outro?’

Após a missa, Dalton Ramos, professor titular de Bioética da Universidade de São Paulo e membro da Pontifícia Academia Pro Vita, do Vaticano, proferiu uma palestra sobre a caridade para com os doentes no Ano Santo extraordinário da Misericórdia, na qual afirmou a necessidade de que o atendimento médico aos doentes seja feito com relações humanizadas: “Para formar profissionais de saúde humanizados, é preciso despertar neles sua humanidade”. Aos membros da Pastoral da Saúde, o Professor estimulou que sejam sempre misericordiosos uns com os outros, e sublinhou que a primeira caridade da Igreja é o amor de Cristo. Como conclusão da palestra, citou as palavras do Padre Luigi Giussani (1922-2005), fundador do Movimento Comunhão e Libertação: “O que é o amor senão o bem do outro? É reconhecer a bondade misteriosa de Deus para com cada homem”.

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