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Institutos seculares elegem nova diretoria

São Paulo terá três novos padres em dezembro

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Leigos, em Santana, se candidatam a Conselho

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Como entender a República do Brasil?

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Semanário da Arquidiocese de São Paulo

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ano 58 | Edição 2979 | 19 a 25 de novembro de 2013

R$ 1,50

www.arquidiocesedesaopaulo.org.br

A conclusão do Ano da Fé é na Catedral e nas paróquias O Ano da Fé, que movimentou todos os níveis de Igreja, de outubro de 2012 a novembro de 2013, se conclui solenemente na Catedral da Sé e nas paróquias e comunidades da Arquidiocese, no domingo, cONSCIÊNCIA NEGRA

24, na solenidade de Cristo Rei. Com velas acesas nas mãos, os fiéis fazem solene profissão de fé. Do Ano especial proclamado por Bento 16 e vivamente acolhido e celebrado em toda a Igreja, fica a riqueza

de muitos frutos em nível pessoal e comunitário. Nesta edição, fazemos uma breve retrospectiva de todas as iniciativas que marcaram o Ano da Fé em São Paulo.

ENCONTRO FÉ E POLÍTICA Jaime Patias/Pontifícias obras Missionárias

Negros lutam por seus direitos No dia 20 de novembro, fazse memória da morte do ícone de resistência à escravidão, Zumbi dos Palmares, e a comunidade comemora o Dia da Consciência Negra. O fran-

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ciscano frei Davi dos Santos, fala das muitas conquistas da comunidade negra em sua luta pelo direito à educação e demais direitos no Brasil. Página 10

DEDICAÇÃO

No Butantã, igreja é dedicada Missa presidida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, no sábado, 16, reuniu centenas de fiéis

da Igreja Santíssima Trindade, que, após dois anos e meio de construção, foi dedicada. Página 11 Luciney Martins/O SÃO PAULO

9º Encontro Nacional Fé e Política acontece em Brasília entre os dias 15 e 17 sobre o tema cultura do bem viver

‘Fé e Política’ tem encontro nacional De 15 a 17, aconteceu em Brasília (DF), o 9º Encontro Nacional Fé e Política. Nele, 2.500 participantes, refletiram

sobre o tema “Cultura do bem viver: partilha e poder”. Dom Tomás Balduíno, dom Pedro Casaldáliga e dom Hélder Câ-

mara foram lembrados como exemplos de fé compromissada com as questões sociais. Página 21

Paulinas

Família Paulina faz 100 anos em 2014 Uma missa na Catedral, abriu a comemoração do centenário da Família Paulina no mundo, a ser celebrado no dia 20 de agosto de 2014. Também se fez memória do fundador, Beato Tiago Alberione. O Arcebispo Metropolitano, ressaltou, na homilia, o pioneirismo de Alberione no campo da comunicação social. Página 24

Luciney Martins/O SÃO PAULO


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Fé e Vida

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frases da semana

“A grande contribuição dos indígenas para a reflexão libertadora é nos lembrar que, não existe somente o direito dos seres humanos, mas os direitos da terra e que desenvolvimento tem limite, porque os recursos da terra são limitados”

Graciela Chamorro, teóloga e historiadora, professora na Universidade Federal de Dourados (MS), onde trabalha com os indígenas Guarani-Kaiowá

“O sacerdócio não deve ser encarado como uma conquista pessoal, transformando o ministério em projeto pessoal, mas, a consciência de que o ministério não é nosso, é de Deus e que deve ser exercido na e com a Igreja; não há sacerdócio ordenado fora da Igreja”

Eduardo Higashi, diácono que será ordenado padre em 7 de dezembro

você pergunta

Espiritualidade

O que fazer ou dizer durante a consagração do pão e do vinho?

O deus dos vivos e não dos mortos

Diretor do O SÃO PAULO, semanário da Arquidiocese de São Paulo

Padre Cido Pereira

Carla Maria Fortunato, de Santana do Parnaíba, enviou-me uma carta com essa pergunta: Padre, na missa, durante a consagração, o Padre apresenta o Corpo e o Sangue de Cristo. Fico na dúvida sobre a atitude correta da assembleia. Deve-se aproveitar o momento para adorar a Deus? Apresentar intenções com pedidos e louvores? O que fazer? É um gesto bonito do Padre prescrito pela Igreja: após consagrar o pão e o vinho, elevá-los para que a assembleia veja, contemple e adore o Senhor, que, por amor a nós, se faz presente nas espécies consagradas. O estar de joelhos, o silêncio respeitoso, a oração silenciosa é o que a Igreja nos pede. Não é litúrgico toda a assembleia dizer naquele momento algumas palavras, mesmo que sejam bonitas, como: “Eu te adoro, Senhor!”, ou “Senhor, eu creio, mas aumenta a minha fé!” ou “Meu Senhor e meu Deus!” Se o desejar, diga-o silenciosamente no seu coração. Diante da grandeza do mistério da presença do Senhor no pão e no vinho, o melhor mesmo, Carla Maria, é o silêncio respeitoso, o acolhimento do mistério no coração. Isto é o que a Igreja nos propõe. Tanto é sério isto que a Igreja pede que nem música, nem prece em comum, nem prece em voz alta é para se fazer durante a consagração. Depois que o Padre apresentar para todos o mistério dizendo: “Eis o mistério da fé!”, aí, sim, toda a assembleia vai dizer ou cantar as belíssimas palavras: “Anunciamos, Senhor, a vossa morte, e proclamamos a vossa Ressurreição. Vinde, Senhor Jesus!” ou “Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos, Senhor, a vossa morte, enquanto esperamos a vossa vinda!”

Semanário da Arquidiocese de São Paulo

Frei Patrício Sciadini

Novembro é o mês de se rezar pelos mortos. Uma das mais belas orações que aprendi com minha mãe, Domênica, é “dai-lhes, Senhor, o descanso eterno, e a luz perpétua os ilumine. Descansem em paz. Amém”. Uma oração em que, esquecendo-nos a nós mesmos, pensamos nos mortos e pedimos ao Senhor que os receba no seu Reino de luz e de paz e repousem na paz que não tem fim. Mas não é a paz dos mortos que nós desejamos, a paz dos que vivem para sempre. A vida é o maior dom que Deus nos dá, embora seja muito breve, para aprendermos tantas coisas, e morremos sem saber

quase nada. Mas podemos aprender o essencial, que é o amor. Celebrar a memória dos mortos é olhar para frente e não para trás. E surge espontaneamente uma pergunta: Onde eles estão? E, para quem tem fé, vem imediatamente a resposta: “Estão em Deus e viverão para sempre. Todas as lágrimas foram enxugadas para que, com os olhos limpos, possam ver a Deus face a face”. Nada de mais belo que vivermos com o nosso pensamento na eternidade. Hoje estamos demais acostumados a olhar para a terra e viver da terra, como nunca. E não sabemos mais levantar os olhos para o céu, porque lá está a nossa morada permanente e eterna. Somos aqui passageiros. O que sempre admirei e continuo a admirar é o grande amor que a Igreja tem para a vida e o tem reafirmado com coragem profética e teológica, nestes úl-

“Saber utilizar as novas mídias e não somente os meios de comunicação tradicionais, mas inserir-se no mundo das redes e da era digital. Já dizia o nosso fundador Bem-Aventurado padre Tiago Alberione: deveis evangelizar os homens de hoje com os meios de hoje”

Padre Silvio Sassi, superior geral dos Padres Paulinos

timos tempos. A vida deve ser amada desde o seu nascer ao seu ocaso. Só Deus pode dar a vida e só ele pode tirála, quando na sua bondade vê que os dias da nossa peregrinação terrestre estão terminando e que nossa missão está cumprida. Nós cremos no Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó. É uma continuidade da fé até chegar a nós. Deus não muda, ele é presente em todos os momentos de nossa vida, mesmo quando nós o esquecemos. Caminhar na beleza e na esperança da fé. A Igreja todos os dias na celebração da Eucaristia relembra com carinho e amor os que nos precederam, para que os pecados deles sejam perdoados, sejam purificados, e eles possam ir para o céu. Rezemos pelos mortos, e que sejamos um dia felizes todos juntos no Reino dos céus, onde não haverá mais confusão de línguas porque todos falaremos a língua do amor…

palavras que não passam

Paulo 6º e o diálogo com o mundo (8) PADRE AUGUSTO CÉSAR PEREIRA

Falecido João 23 (1963), o seu sucessor, papa Paulo 6º (1963-78), presidiu três quartos do Concílio Vaticano 2º (19631965) e consagrou a vida na sua implantação. A promoção do diálogo interno entre as Igrejas e o mundo contemporâneo foi seu estilo de vida. Na primeira encíclica (Ecclesiam Suam, 1964), apresentou a “Igreja do diálogo”: [...] “O diálogo é a forma privilegiada” da evangelização. Momentos fundamentais de sua busca de diálogo: como “primeiro papa peregrino”, realizou nove Jornadas pelo mundo, demonstrando a intenção de abrir a Igreja ao convívio dos povos; a publicação da encíclica Populorum progressio (1967), dando ao desenvolvimento “o novo nome da paz”; o abraço ao patriarca ortodoxo de Constantinopla, Atenágoras (Jerusalém 1965); “Guerra à guerra! Jamais a guerra!”. Foi o brado de súplica

e de alerta no memorável discurso pela serviço ao mundo contemporâneo, depaz, numa sessão extraordinária da sarmado de ambições particulares e de ONU (Nova Iorque, 1965). Fez do diálogo domínio. Interessado em expor a Igreja a fórmula eficaz de construção da paz. para ser reconhecida, e ela conhecer. A característica do diálogo é a de ser Refiro-me à exortação apostólica sobre instrumento de revelação mútua firma- a evangelização do mundo contemporâda na confiança e lealdade; a revelação neo, a sempre atual Evangelii Nuntiandi. de intenções, de parceria, de objetivos, A característica inconfundível do dide disposição, de colaboração, ao abrigo álogo de Paulo 6º consiste na certeza do “guarda-chuva”, do respeito recípro- de que uma “Igreja em comunhão” preco e da igualdade de condições. cisava estar aberta ao acolhimento do Como resultado, o diálogo leva às ações comuns, Um diálogo em que a Igreja oferece unindo forças em vista das ao mundo moderno a proposta em urgentes e graves necessique expõe com fraternidade o que dades no mundo. Paulo 6º fez da ação ela acredita ser o caminho para o evangelizadora da Igreja o entendimento entre os povos precioso valor para entabular diálogo absolutamente sincero com os diferentes. Um diálogo mundo. Primeiro, que ele próprio está em que a Igreja oferece ao mundo mo- convencido da honestidade do “produto” derno a proposta em que expõe com que oferece; segundo, pôs todo o emfraternidade o que ela acredita ser o penho para que sua oferta chegasse ao caminho para o entendimento entre os maior número de países possível; e que povos. Não se trata de estratagema de todos tenham oportunidade de conhecer, forçar “sujeições”, nem de conquista do acolher e comprometer-se com a novimundo sob a autoridade da Igreja. dade da Boa Notícia de Jesus Cristo (cf. O diálogo proposto por Paulo 6º é um Gaudim et Spes 1).

Mantido pela Fundação Metropolitana Paulista • Publicação Semanal • www.osaopaulo.org.br • Diretor Responsável e Editor: Antônio Aparecido Pereira • Reportagem: Daniel Gomes e Edcarlos Bispo de Santana • Colaboração: Nayá Fernandes • Fotografia: Luciney Martins • Administração: Maria das Graças Silva (Cássia) • Assinaturas: Djeny Amanda • Projeto Gráfico e Diagramação: Jovenal Alves Pereira • Impressão: Atlântica Gráfica e Editora Ltda. • Redação e Administração: Av. Higienópolis, 890 - Higienópolis - 01238-000 • São Paulo - SP - Brasil • Fones: (11) 3660-3700 e 3760-3723 - Telefax: (11) 3666-9660 • Internet: www.osaopaulo.org.br • Correio eletrônico: redacao@osaopaulo.org.br • adm@osaopaulo.org.br (administração) • assinaturas@osaopaulo.org.br (assinatura) • Números atrasados: R$ 1,50 • Assinaturas: R$ 45 (semestral) • R$ 78 (anual) • As cartas devem ser enviadas para a avenida Higienópolis, 890 - sala 19. Ou por e-mail• A Redação se reserva o direito de condensar e de não publicar as cartas sem assinatura • O conteúdo das reportagens, artigos e agendas publicados nas páginas das regiões episcopais é de responsabilidade de seus autores e das equipes de comunicação regionais.


Fé e Vida

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encontro com o pastor

Onde está nossa felicidade?

Arcebispo metropolitano de São Paulo

cardeal dom odilo pedro scherer

O fm do Ano Litúrgico nos coloca diante das “realidades últimas” da nossa existência: Para onde conduz a nossa vida? O que vem depois da vida neste mundo? Ainda haverá algo depois da morte? No Ano da Fé, recordamos os grandes “mistérios da fé”, que Deus manifestou e nos quais cremos, junto com a Igreja. A fé é uma luz divina, que nos faz ver mais longe e compreender mais profundamente toda realidade – também aquilo que incomoda tanto o ser humano, que pensa e se interroga sobre o sentido da vida e da morte, sobre a base de sustentação do bem e da justiça, da liberdade humana e do anseio por plenitude e a saciedade para seus anseios e aspirações mais profundas. No 33º Domingo do Tempo Comum, a Liturgia nos apresentou textos iluminadores da Palavra de Deus, que são respostas a muitas de nossas interrogações. Vale a pena respeitar a Deus, ser honestos e praticar o bem? Ainda mais: vale a pena praticar o bem, mesmo com sofrimento? Esta sempre foi um angustiosa questão para o homem, sobretudo ao ver que os

“ímpios” não respeitam o homem, nem a Deus, e vão bem na vida e até debocham de quem é honesto e reto em seu viver... A resposta vem do profeta Malaquias, a sorte final de ímpios e justos não será a mesma; a justiça de Deus pode tardar, mas não falhará e colocará cada coisa no seu devido lugar. Os ímpios, como palha, serão queimados e não restará deles nem raiz; mas os justos podem ter a certeza: sobre eles se levantará o sol da justiça e lhes trará salvação (cf. Ml 3,19s). Nossa Profissão de Fé católica afirma: “E de novo (Jesus) há de vir para julgar os vivos e os mortos, e o seu reino não terá fim”. Na compreensão cristã da vida, nós não somos a última instância a decidir sobre o bem e o mal; nem tudo se resolve neste mundo, nem do jeito que cada um decide. Teremos que prestar contas a Deus sobre nossa vida e nosso agir, sobre o uso que tivermos feito de nossa liberdade. Aliás, na visão da nossa fé, as coisas deste mundo não são ainda a realidade definitiva e final. Nem precisa ter muita fé para afirmar isso: nós passamos e as realidades deste mundo também passam; somos parte de uma realidade boa, mas ainda precária. Por isso, nossa fé nos leva a procurar os “bens eternos” e a “cidade definitiva”, onde Deus será tudo em todos. Quando Jesus passeia no templo e os apóstolos lhe chamam a

atenção para a grandiosidade e a beleza do templo de Salomão, ele responde: “Disso tudo não ficará pedra sobre pedra, mas tudo será destruído” (cf. Lucas, 21,9). E convida os apóstolos a perseverarem, firmes na fé e na prática do bem, mesmo em meio a perseguições e injúrias (cf. Lc 21, 7-19). Se tivéssemos fé apenas para resolver questões deste mundo, seríamos os mais dignos de compaixão de todos os homens, no dizer de São Paulo. A fé firme em Deus e a esperança que brota da fé dão-nos coragem e força para a perseverança na prática do bem. A falta de fé dá origem ao imediatismo e à pretensão de ter tudo, já neste mundo. Na “Oração do Dia” do 33º Domingo do Tempo Comum, nós pedimos a Deus: “Nossa alegria consista em vos servir de todo o coração, pois, só teremos felicidade completa, servindo a vós, o criador de todas as coisas”. Esta oração, de fato, corresponde ao primeiro mandamento da Lei de Deus: “Amar e servir a Deus de todo coração, com todas as forças”. Fora de Deus, não há felicidade plena. Nossa fé, portanto, tem uma resposta para a questão angustiante do sentido da vida neste mundo e para a questão não menos angustiante do valor da prática do bem: há vida plena e felicidade completa para o homem, contanto que não se afaste de Deus e dos seus caminhos. Arquivo pessoal

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editorial

Os muitos bons frutos do Ano da Fé O futuro certamente mostrará os muitíssimos frutos do Ano da Fé que se fecha neste próximo domingo com celebrações em todas as comunidades e paróquias. Quem de fato levou a sério a convocação de Bento 16 para confessar com mais convicção, celebrar com mais entusiasmo, viver com mais intensidade, orar com mais fervor e testemunhar com mais coragem a fé que recebemos como dom imenso de Deus, vai experimentar esses frutos na vida pessoa, familiar, na sua comunidade de fé, na Igreja e no mundo a que somos todos enviados. Celebrações, encontros de oração, momentos de aprofundamento teológico, retiros peregrinações, festas litúrgicas, tudo foi feito à luz da fé. Não bastassem tantas iniciativas, ficam como permanentes fontes a serem buscadas na vida de fé, todos os documentos que se produziram. Neste Ano da Fé, aprendemos a olhar o Catecismo da Igreja Católica com um outro olhar. E não bastasse este documento importantíssimo, fomos premiados com uma encíclica escrita a quatro mãos, pelos papas Bento 16 e Francisco, a Lumen Fidei. Graças sejam dadas ao Pai criador, a quem com mais vigor proclamamos nosso amor neste Ano. Graças sejam dadas ao Filho, nosso Salvador, com quem nos comprometemos a ir ao mundo gritar com a palavra e a vida a sua Boa Notícia de Salvação. Graças sejas dadas ao Espírito Santo, Amor do Pai e do Filho a aquecer nosso coração, a nos ungir para a missão, a nos mover ao encontro da humanidade, para ensiná-la a caminhar na mesma luz que ilumina nossa vida. Valeu a pena o Ano da Fé. Por todo o mundo, os filhos de Deus, os discípulos de Cristo, mostraram a quem pediu e mesmo a quem não pediu as razões de sua esperança. Aqui em nossa Arquidiocese, no Ano da Fé, assumimos um novo Plano Pastoral. Vamos caminhar juntos como homens e mulheres de fé, passando a nossa experiência de Jesus Cristo, sendo testemunhas dele na cidade. Terminamos o Ano da Fé e com ardor missionário, vamos começar novo Ano Litúrgico, preparando o Natal do Senhor, mais que nunca convencidos de que Jesus está no meio de nós.

Valeu a pena o Ano da Fé. Por todo o mundo, os filhos de Deus, os discípulos de Cristo, mostraram a quem pediu e mesmo a quem não pediu as razões de sua esperança agenda do Cardeal 9h - Audiência 16h - Participação em evento da Comunidade SHALOM 18h30 - Celebração eucarística em ação de graças pelos 80 anos de vida de dom Antônio Celso de Queiroz

Missa para as Irmãs Capitulares O cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, presidiu, na terça-feira, 12, missa para as irmãs capitulares da Congregação das Irmãs Missionárias São Carlos Borromeo (Scalabrinianas), em Jundiaí (SP). No Capítulo Geral, foi eleita para a função de superiora geral da Congregação a brasileira irmã Neusa Mariano.

Domingo (24)

08h30 - Missa na Paróquia Nossa Senhora Aparecida, Moema 11h - Missa na Catedral da Sé: Solenidade de Cristo Rei; encerramento do Ano da Fé; peregrinação dos Leigos e suas Organizações 17h - Visita e Missa no Seminário Redemptoris Mater

Segunda-feira (25) 10h - Assembleia UJUCASP


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Fé e Vida

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liturgia e vida

1º DOMINGO DO ADVENTO 1º DE DEZEMBRO DE 2013

palavra do papa

Jesus nos alerta contra os falsos messias

Ana Flora Anderson

Um ardente desejo Hoje começamos um novo Ano Litúrgico com o coração e a mente dirigidos à vinda de Jesus de maneira nova, neste Natal. A oração do dia traduz este desejo num encontro com Cristo na comunidade dos justos. Na primeira leitura (Isaías 2, 1-5), o profeta descreve os últimos tempos. A Casa do Senhor Deus atrairá todos os povos e nações. Deus irá nos julgar e ensinar novos caminhos para deixarmos os combates entre os povos e sermos guiados pela luz do Senhor. Na segunda leitura (Romanos 13, 11-14), São Paulo anuncia que já é hora de despertar. Ele descreve a história como uma noite adiantada. Estamos saindo das trevas e já podemos ver sinais da luz que se aproxima. Libertados de brigas e rivalidades, preparamos nossos corações para serem revestidos no Senhor Jesus que virá. No Evangelho de São Mateus (24, 37- 44), Jesus descreve o fim da história a partir dos tempos de Noé. A vida do povo realiza-se normalmente até aparecer o Filho do Homem. Devemos ficar vigilantes, sempre andando nos caminhos do Senhor, pois, quando menos se espera, o Filho do Homem virá! leituras da semana

SEGUNDA (2): Is 4, 2-6; Mt 8, 5-11 TERÇA (3): Is 11, 1-10; Lc 10, 21-24 QUARTA (4): Is 25, 6-10a; Mt 15, 29-37 QUINTA (5): Is 26, 1-6; Mt 7, 21.24-27 SEXTA (6): Is 29, 17-24; Mt 9, 27-31 SÁBADO (7): Is 30, 19-21. 23-26; Mt 9,35 - 10, 1.6-8

Papa francisco No domingo, 17, antes de rezar o Angelus com os peregrinos, o papa Francisco refletiu sobre o Evangelho. Abaixo, a mensagem do Papa. O Evangelho deste domingo (Lc 21,5-19) consiste na primeira parte de um discurso de Jesus sobre os últimos tempos. Jesus o pronuncia em Jerusalém, perto do templo; e a deixa lhe é dada justamente pelas pessoas que falavam do templo e da sua beleza. Porque era belo aquele templo. Então Jesus disse: “Virão dias nos quais, daquilo que vocês veem, não será deixada pedra sobre pedra” (Lc 21,6). Naturalmente perguntam-lhe: “Quando acontecerá isto? Quais serão os sinais?”. Mas Jesus desloca a atenção destes aspectos secundários – Quando será? Como será? – desloca para as verdadeiras

questões. E são duas: Primeiro: não se deixar enganar pelos falsos messias e não se deixar paralisar pelo medo.Segundo: viver o tempo da espera como tempo do testemunho e da perseverança. E nós estamos neste tempo de espera, da espera da vinda do Senhor. Esse discurso de Jesus é sempre atual, também para nós que vivemos no século 21. Ele nos repete: “Atenção para não vos deixar enganar. Muitos de fato virão em meu nome” (v. 8). É um convite ao discernimento esta virtude cristã de entender onde está o espírito do Senhor e onde está o mau espírito. Também hoje, de fato, há falsos “salvadores” que tentam substituir Jesus; líderes deste mundo, falsos tantos, bruxos também, personagem que querem atrair para si as mentes e os corações, especialmente dos jovens. Jesus nos alerta: “Não vão atrás deles!”. O Senhor nos ajuda também a não ter medo: diante das guerras, das revoluções, mas também das calamidades naturais, das epidemias, Jesus nos liberta do fatalismo e das falsas visões apocalípticas.

O segundo aspecto nos interpela exatamente como cristãos e como Igreja: Jesus preanuncia provas dolorosas e perseguições que os seus discípulos deveram sofrer, por sua causa. Todavia ele garante: “Nem mesmo um cabelo de vossa cabeça será perdido” (v. 18). Ele nos recorda que estamos totalmente nas mãos de Deus. As adversidades que encontramos pela nossa fé e nossa adesão ao Evangelho são ocasiões de testemunho; não devem nos distanciar do Senhor, mas nos levar a abandonarmonos ainda mais a ele, à força do seu espírito e da sua graça. Neste momento, pensemos em tantos irmãos e irmãs cristãos que sofrem perseguições por causa de sua fé. São tantos. Talvez muito mais do que nos primeiros séculos. Jesus está com eles. Também nós estejamos unidos a eles com a nossa prece e o nosso afeto. Também temos admiração pela sua coragem e pelo seu testemunho. São os nossos irmãos e irmãs, que em tantas partes do mundo sofrem por serem fiéis a Jesus Cristo. Nós os saudamos de coração e com afeto. Site Instituto Humanitas Unisinos

Tweets do papa

@Pontifex_pt 16 - Jesus quis conservar as suas

Santos e Heróis do Povo – 20 de Novembro

‘Agora permanecem fé, esperança, caridade, estas três coisas. A maior delas, porém, é a caridade’ (1 Cor 13,13). Hoje se lembra de Francisco Luís Espinoza, padre da Nicarágua, e seus companheiros. Foram todos mortos no momento em que iam procurar remédios para os refugiados da Escola de Agricultura. Isso ocorreu no dia 20 de novembro de 1978. Na Inglaterra, fazse lembrança do bem-aventurado Tomás Johnson e os nove companheiros mártires. Três deles eram padres; um, diácono; e cinco irmãos leigos Cartuxos. A morte libertou-os de muitas torturas que sofriam no cárcere, até serem executados, neste dia, no ano de 1537. Carlos Cornay, outro jovem, vem unir-se a esses ingleses, na distante Tonkin, no século 19. Também era padre. Afinal, na Espanha e próximo a Córdoba, venera-se o bem-aventurado Francisco de Posadas (imagem). Ele era de alta linhagem e, por esse motivo, sua entrada na Ordem dos Dominicanos provocou muita zombaria. Mas isso não o impediu de continuar humilde, mesmo depois de sua palavra apostólica lhe ter trazido grande fama.

chagas para nos fazer sentir a sua misericórdia. Esta é a nossa força, a nossa esperança. 15 - Queridos jovens, sede missionários do Evangelho, sempre, todos os dias e em todos os lugares. 14 - Cuidai da criação. Mas, sobretudo, cuidai das pessoas que não têm o necessário para viver. 12 - Lembremos as Filipinas, o Vietnã e toda a região atingida pelo furacão Haiyan. Sede generosos na oração e na ajuda concreta.

O Papa foi ao encontro do cerimonial de Estado a bordo de um simples Ford Focus azul. As Mercedes de altas cilindradas utilizadas pelos antecessores ficaram na garagem. A reportagem foi publicada no jornal Il Messaggero, na sexta-feira, 15. O Papa chegou ao compromisso sem escoltas imponentes, saudado pelos fiéis nos ônibus que se agitavam surpresos nas janelas. Os guardas a cavalo, que no passado tinham acompanhado os outros papas por todo o trajeto, se contentaram em ficar coreograficamente no jardim, assistindo à chegada. Fonte: Site Instituto Humanitas Unisinos

há 50 anos

Nordeste e Norte do Brasil precisam de investimentos O semanário da Arquidiocese trata de uma problemática de épocas. A questão da industrialização das regiões Norte e Nordeste do País. Uma das sugestões é a entrada de capital privado. Outro tema tratado foi a refinaria de Petróleo União, que reuniu acionistas de Capuava, no instituto de engenharia, para expor a situação da empresa, feita pelo superintendente. O texto enfatiza que a refinaria tem empregados a menos, em comparação Cubatão e Duque de Caxias, por exemplo. Chamada de capa, explorada na página 2 da edição foi a “Terceira Posição”, explicação sobre a posição do

Partido Democrata Cristão (PDC) frente às chamadas. O texto explica questões como o que é a “Representação”, o “Comunismo”, o “Capitalismo” e a “Democracia Cristã”. Na seção “Diário do Concílio”, O SÃO PAULO destaca o poder colegiado às Conferências Episcopais. O artigo destacou uma intervenção pessoal do papa Paulo 6º e a discussão sobre cinco pontos: o episcopado constitui o grau supremo da ordem, todo pontífice é membro do corpo episcopal, o colégio dos bispos que substitui os Apóstolos, o tríplice poder do magistério e a restauração do diaconato.

Capa da edição de 24/11/1963


Viver Bem

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literatura

dicas de cultura

Exposição reflete situação do imigrante

Nenhuma partida é inútil

O Museu da Imigração, instituição da Secretaria de Cultura, organiza a exposição “SER Imigrante: o mesmo e o outro”. O objetivo é refletir sobre o conjunto de condições que determinam a aceitação ou não de quem migra para o Brasil, e aborda a temática das políticas imigratórias ao longo do tempo. A mostra itinerante convida o público a ser “o outro”, o imigrante, que está muitas vezes, em situação de grande vulnerabilidade. Portando um passaporte fictício, o visitante percorre guichês de “órgãos oficiais” para conseguir os vistos e licenças necessários. São apresentados também imagens, depoimentos, notícias de jornais e trechos de legislação, que retratam como o tema foi tratado ao longo do tempo. A exposição ficará aberta até 2 de março de 2014, de terça a domingo das 10h às 17h. O que: Exposição Ser Imigrante: o mesmo e o outro Inscrições: Visitas orientadas de terça a domingo das 10h às 17h de 12 de novembro até 2 de março de 2014 Quanto: Grátis Onde: Capela dos Ferroviários – Rua Doutor Almeida Lima, 750 – Mooca – São Paulo – SP. Informações: (11) 2692-1866.

vamos cuidar da saúde!

direito do consumidor

Hanseníase

CNH

(antigamente conhecida como lepra) Hanseníase é uma doença que começa com uma mancha na pele de cor variada, perda da sensibilidade, pele seca e queda de pelos. Também pode se apresentar sensação de choque e fisgadas. Em casos já avançados, costuma apresentar perda da força muscular das mãos, pés ou da face. É transmitida pela fala, espirro ou tosse. Mas, preste atenção: você só desenvolve a doença se tiver um contato prolongado com uma pessoa que não estiver fazendo tratamento, que dura de 6 a 12 meses. Então, se você tem uma mancha que apareceu recentemente, com essas características, procure um médico para descartar a hanseníase, que é mais comum do que se imagina. Dúvidas, dracassiaregina@gmail.com Dra. Cássia Regina é médica atuante na Estratégia de Saúde da Família (PSF).

A pessoa que foi aprovada nos exames do Detran para condução de veículos recebe inicialmente uma permissão para dirigir, com validade de um ano. Ao final deste período, irá receber a Carteira nacional de Habilitação (CNH), desde que não tenha cometido nenhuma infração de natureza grave ou gravíssima ou seja reincidente em infração média (art. 148, § 3º, do Código de Trânsito brasileiro (CTB). Segundo o Supremo Tribunal de Justiça (STJ), é possível a expedição de CNH definitiva a motorista que comete infração grave do art. 233 do CTB (deixar de efetuar o registro da propriedade do veículo no prazo de 30 dias). Isso porque a interpretação do art. 148, § 3º, do CTB conduz ao entendimento de que o legislador, ao vedar a concessão da CNH ao condutor que cometesse infração de trânsito de natureza grave, quis preservar os objetivos básicos do Sistema Nacional de Trânsito, como a segurança e educação para o trânsito. Assim, não é razoável impedir o autor de obter a habilitação definitiva em razão de falta administrativa que nada tem a ver com a segurança do trânsito e nenhum risco impõe à coletividade.

O jornal O SÃO PAULO

Ronald Quene é formado em Direito

A autora deste opúsculo, irmã Maria Crismanda, soube captar de forma impressionante o espírito de dom Aloísio Lorscheider ao não privilegiar, no livro, nenhum momento de sua vida mais que outro. Oferecendo ao leitor a possibilidade de com ele conviver, através de cada episódio narrado, esta obra torna-se um registro histórico da vida escrita na atividade pastoral de dom Aloísio. R$ 18,00 | Disponível no site: www.edicoescnbb. com.br ou pelo telefone: (61) 2193-3019

EDITAL DE CONVOCAÇÃO

A Fundação Metropolitana Paulista, convoca seus membros diretores para a assembleia ordinária a realizar-se no dia 09 de dezembro de 2013, às 16h, em sua sede à Avenida Higienópolis, 890, sala 16, São Paulo, SP, em primeira chamada com todos os diretores presentes, e, às 16h30, em segunda chamada, com os que estiverem presentes. A assembleia terá como pauta: 1 – decreto de conversão de transmissão AM para FM-Rádio 9 de julho, 2 - assuntos ordinários da “Rádio 9 de Julho”; 3 – assuntos ordinários do “Jornal O São Paulo”; 4 - outros assuntos. São Paulo, 19 de novembro de 2013. O Presidente

está de cara nova

Assine O SÃO PAULO faça parte você também desta mudança e-mail: assinaturas@osaopaulo.org.br (11) 3666-9660 / 3660-3723 / 3660-3724


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Fé e Vida

direito canônico

fé e cidadania

Semana de Direito Canônico

As atitudes ante a morte

nônico) e os 50 anos do Concílio Vaticano 2º. Padre Carlos Roberto Santana da Silva

O Direito Canônico necessário à Igreja “Se o Concílio Vaticano 2º hauriu elementos antigos e novos do tesouro da Tradição e se sua novidade se constitui por estes e outros elementos, é manifesto que o Código deva possuir a mesma característica de fidelidade na novidade e de novidade na fidelidade (...). De fato, o Código de Direito Canônico é totalmente necessário à Igreja. Constituída também como corpo social e visível, ela precisa de normas: para que se torne visível, a Igreja precisa de sua estrutura hierárquica e orgânica; para que se organize devidamente confiadas, principalmente as do poder sagrado e da administração dos sacramentos, para que se

É com grande alegria e satisfação que convidamos para participar da nossa XI Semana de Direito Canônico, a se realizar dos dias 26 a 29 de novembro de 2013, promovida pelo Instituto de Direito Canônico “Pe. Dr. Giuseppe Benito Pegoraro” e agregada à Pontifícia Universidade Lateranense de Roma, sito a Av. Nazaré, 933 – Ipiranga – São Paulo (SP), no auditório do campus Ipiranga, das 8h30 às 12h. O objetivo desse processo formativo aos alunos e participantes é analisar, refletir e aprofundar alguns elementos da Codificação Canônica vigente, “o último documento do Para que se torne visível, a Concílio VaticaIgreja precisa de sua estrutura no 2º”, facilitador na camihierárquica e orgânica nhada pastoral e instrumento salutar para a evangelização componham, segundo a jusdo Povo de Deus em marcha. tiça inspirada na caridade, as Teremos como conferencistas relações mútuas entre os fiéis, da Semana: Cardeal Scherer, definindo-se e garantindo-se Arcebispo de São Paulo-Bra- os direitos de cada um; e, finalsil (dom Odilo Pedro Scherer) mente, para que as iniciativas e o DD. Diretor do referido comuns empreendidas, em Instituto, Cônego e dr. Martin prol de uma vida cristã mais Segú Girona, e contaremos perfeita, sejam apoiadas, procom a ilustre presença dos tegidas e promovidas pelas professores do Laterano/ leis canônicas” (João Paulo 2º, Roma, professor, padre e dr. Constituição Apostólica Sacrae Manuel Jesus Arroba Conde, Disciplinae Leges de promuldr. Matteo Nacci e dr. Riondi- gação do Código de Direito Cano Michele, e sendo objeto de nônico de 1983). Coordenador estudo “os 30 anos do Código da Semana: padre Jean Rafael Latino (Código de Direito Ca- Eugênio Barros.

Professora titular de História, da USP, e presidente do Instituto Jacques Maritain do Brasil

Maria Luiza Marcilio

Nas últimas décadas, a morte passou a ser tema de pesquisas convergentes de pesquisadores das ciências humanas: sociólogos, psicólogos, antropólogos. No Brasil rareiam ainda esses estudos. Foi Philippe Ariès quem traçou importante História das atitudes ante a morte no Ocidente (1975), cujas ideias reproduziremos sinteticamente aqui. Nos primeiros séculos da Idade Média, a morte era aceita, mas não suscitava grandes preocupações. Os corpos eram enterrados juntos, numa mesma cova, dentro ou ao lado das Igrejas, sem identificação pessoal. A partir do século 12, quando a população da Europa crescia muito, mudanças nessas atitudes ocorriam lentamente. A morte passou a ser vista com pouco

ASSINATURA SEMESTRAL: R$ 45 ANUAL: R$ 78 FORMA DE PAGAMENTO CHEQUE (Nominal à FUNDAÇÃO METROPOLITANA PAULISTA) DEPÓSITO BANCÁRIO Bradesco ag 3394 c/c44159-7 COBRANÇA BANCÁRIA

NOME___________________________________________________________ _________________________________________________________________ DATA DE NASC. ___/___/____CPF/CNPJ _________________________________ ENDEREÇO ___________________________________________________________ __________________________________________________________ nº __________ COMPLEMENTO ______________________ BAIRRO ___________________________ CEP ____________ - ___________ CIDADE____________________________________ ESTADO ______ E-MAIL: ________________________________________________ TEL: (__________) ______________________________________ DATA ____/___/____

gravuras e pinturas, na música – lembro aqui o belo “Requiem de Mozart” –, está presente na representação da morte, do Juízo Final, da Morte de Cristo, das almas do Purgatório. Após os anos de 1950, uma revolução se verifica nas ideias e nos sentimentos coletivos tradicionais. A morte, tão presente outrora, tão familiar, vai apagarse e desaparecer das preocupações. Torna-se vergonhosa, objeto proibido, chega a ser tabu. Não se morre mais em casa, nos meios dos familiares – o homem é levado ao hospital para morrer. A morte passa a ser um fenômeno técnico, de médicos e da equipe hospitalar, não mais da família. Manifestações de luto e emoções são condenadas e abolidas. A incineração é o meio mais eficaz e radical de fazer desaparecer e esquecer os restos mortais, de anulá-los. Max Weber afirma: “Uma sociedade que perdeu o sentido da morte é uma sociedade que perdeu o sentido da vida.

espaço aberto

É estranho ser normal? L’Osservatore Romano

Professor na Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP)

Para assinar O SÃO PAULO: Escolha uma das opções e a forma de pagamento. Envie esse cupom para: FUNDAÇÃO METROPOLITANA PAULISTA, Avenida Higienópolis, 890 São Paulo - SP - CEP 01238-000 - Tel: (011) 3666-9660/3660-3724

mais de dramaticidade, as sepulturas foram se tornando individualizadas, dentro das igrejas ou em capelas mortuárias particulares. A partir de então muitas pinturas nas igrejas faziam uma catequese do medo da morte, apavorando as pessoas. Com o século 18, das Luzes e do Barroco, a morte começava a ser dramatizada. Passou a ser indesejada, embora admirada pela beleza que lhe dá o romantismo. No século 19, é acompanhada no leito do moribundo por ritos e manifestações de choros, gestos dramáticos, uma afetividade macabra, fruto do catolicismo e do pietismo protestante que tornaram a morte ainda mais emotiva. Surge o culto contemporâneo dos túmulos individuais ou familiares, da sepultura como propriedade particular e perpétua, do culto da saudade, nos cemitérios cristãos, que eram inaugurados. Até o fim do século 19, a Ars Morriendi, deixada pela arte sacra nas igrejas, conventos, nas esculturas, na literatura, nas

Padre Antonio Manzatto

Existem certas pessoas que não cessam de surpreender com suas palavras ou atitudes. É assim com o papa Francisco. Sua maneira de ser e de agir não deixa de ser surpreendente sob muitos aspectos, sendo mais constantemente lembrado aquele jeito humano de ser. Recentemente, correu o mundo o vídeo onde um menino se abraçava às suas pernas, sentava-se em sua cadeira e ganhava uns tantos carinhos do Papa. O que chama a atenção não é o fato de

uma criança ter se aproximado dele; por si só, este já seria motivo para comentários no mundo todo. Chama mais a atenção, porém, a naturalidade com que o Papa reagiu a esta situação. Os pastores que têm proximidade com o povo, sobretudo na periferia, sabem da simplicidade que é a aproximação com as crianças, estejam elas com seus pais ou não. Nas missas, reuniões, celebrações, é comum crianças se aproximarem do altar ou do celebrante, andarem pela igreja, enfim, se comportarem como crianças. Nada disso impede que a atividade prossiga e a vida siga em frente. Foi assim com o Papa. Acostumado ao contato com o

povo, o Papa do fim do mundo seguiu com seu trabalho, encarou com naturalidade a presença da criança, lembrou a todos, sem falar, o dito evangélico no qual Jesus diz: “Deixai vir a mim os pequeninos porque deles é o Reino do Céu”. E, mais uma vez, confirmou que o Papa, em seu ministério, também é uma pessoa normal. Por que então estranhamos tanto? Será que estávamos tão acostumados a achar normal os comportamentos estranhos que agora estranhamos o comportamento normal? O ministério de Francisco continua nos ensinando aquilo que rapidamente corremos o risco de esquecer: que para ser cristão é preciso, antes, ser gente.


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pastoral fé e políotica

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bioética

Assessoria ética, ética clínica e bioética: qual o entendimento?

padre leo pessini

Alunos da Escola de Fé e Política estudam os desafios da cidade marcia@pastoralfp.com Os alunos da Escola de Fé e Política Waldemar Rossi estão entregando os Trabalhos de Conclusão de Curso. Passaram este ano se dedicando a entender os valores republicanos e democráticos. Por que fizeram isso? Porque são pessoas de fé e querem viver o compromisso que o Evangelho nos convoca em vista do bem comum. Os 50 alunos desta primeira turma da Escola de Fé e Política se reuniram em 12 grupos conforme a Subprefeitura de moradia. Antes das aulas que ocorrem às segundas-feiras, os grupos se reuniram com a

orientadora em encontros de 30 minutos antes da aula, sendo dois grupos por noite. Elegeram quais aspectos de sua Subprefeitura desejariam conhecer melhor e foram buscando dados disponibilizados pela Prefeitura do Município, analisaram os dados da Rede Nossa São Paulo, que tem vários instrumentos para medir a gestão da cidade. Fizeram visitas aos serviços públicos e entrevistaram usuários e gestores. Todo o foco da Escola dá-se em entender a organização da cidade, conhecer o Programa de Metas e Indicadores de Gestão para poder intervir, buscando a diminuição da desigualdade.

Da Arquidiocese de São Paulo oito grupos estudaram: a situação da Saúde Pública na Subprefeitura Aricanduva, a população em situação de rua e as pastorais sociais na Subprefeitura Mooca; Pirituba analisou a demanda e atendimento nas creches municipais do jardim Rincão; Santana refletiu sobre cidadania, participação e desenvolvimento sustentável; São Mateus analisou os desafios da comunidade que vive no Km 28 da avenida Sapopemba; Vila Prudente estudou os Indicadores do Observatório da Desigualdade e outro grupo analisou os equipamentos públicos e eclesiais voltados para a pessoa

idosa na mesma Subprefeitura e uma dupla analisou a situação dos migrantes bolivianos. Participaram também pessoas da Diocese de São Miguel, um grupo analisou as estruturas a serviço da vida e suas carências na Cidade Tiradentes e outro analisou a situação da Saúde Pública e o atendimento ao idoso na Subprefeitura Penha. Os participantes de Guarulhos analisaram a Implantação do Plano de Metas no município e um participante de Jundiaí refletiu sobre como está o transporte e o meio ambiente em sua cidade. Por Márcia Castro

pastoral do dízimo

Missa do envio: ‘Dízimo, um ato de fé’ marta.elia@terra.com.br No dia 6 de outubro, aconteceu a missa de envio da Pastoral do Dízimo, presidida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, na Catedral da Sé, às 11h. Com a missa, os membros da pastoral foram abençoados e enviados para desenvolver a Campanha do Dízimo em toda a Arquidiocese

de São Paulo. Estiveram presentes as seguintes regiões: Belém, Brasilândia, Ipiranga, Lapa e Sé. Na homilia, dom Odilo disse que domingo é um dia especial para a Palavra de Deus. Neste domingo, no Ano da Fé, a Palavra nos fala da fé de diferentes modos. No Evangelho, os apóstolos pedem a Jesus: “Senhor, aumente nossa fé! Devemos pedir a fé, que é o dom maior, que

é a capacidade de acolher Deus em nossa vida. A fé é um dom sobrenatural e devemos pedila. É o que estamos fazendo, neste Ano da Fé, que se encerra no fim de novembro”. Os fiéis devem pedir a Deus uma fé esclarecida, perseverante, que frutifique a relação com ele, para que haja uma intimidade com ele. A fé, crescendo, leva a procurar mais a Deus:

ama a Deus sobre todas as coisas, com toda tua inteligência. Observa todos os mandamentos. A fé intensifica e aumenta a prática da religião. Crescendo a fé, cresce a esperança. A fé faz o progresso da caridade. Que a fé cresça pelo estudo. Em sequência, dom Odilo falou sobre a segunda leitura, salmo e primeira leitura. Por Marta Elia

espaço do leitor

Sobre as mudanças do O SÃO PAULO Inicialmente gostaria de parabenizar o responsável pelo novo formato e a nova diagramação do jornal O SÃO PAU-

A assessoria ética é um serviço com foco no cuidado do paciente e proporciona aconselhamento ético aos profissionais de saúde, pacientes e suas famílias, frente a conflitos éticos e questões que surgem no curso do tratamento do paciente. A assessoria ética pode ser oferecida por consultores éticos individuais, equipes de assessoria ética ou comitês de éticas hospitalares. O ponto central é que a consulta ética oferece aconselhamento ético para lidar com os problemas que surgem no curso real dos cuidados de saúde. A ética clínica é um campo mais amplo de estudo e atividade profissional, no qual a assessoria ética é uma parte significativa. A ética clínica tem como campo de trabalho as instituições de cuidados da saúde, porém, mais proeminentemente, nos centros médicos acadêmicos, onde a pesquisa, educação e serviços éticos, tais como assessoria ética, participação em comitês éticos e/ou bioéticos hospitalares ou comissões institucionais de ética em pesquisa envolvendo seres humanos, se fazem presentes. Como um campo acadêmico, a ética clínica aborda todas as questões éticas associadas com as aplicações potenciais da medicina e da ciência biomédica no cenário clínico. A dimensão clínica específica enfatiza a aplicação direta dessas intervenções nos cuidados dos pacientes. A bioética é um campo interdisciplinar de estudo, o qual aborda uma gama diversificada de questões éticas associadas com a biomedicina, ciências da vida, e, mais amplamente, com a saúde pública, sem esquecer as questões ambientais. Nesse sentido, a bioética é um campo acadêmico amplo, no qual a ética clínica e a assessoria ética atuam. A bioética não é uma disciplina específica, mas um campo de reflexão ética em que muitas disciplinas confluem e efetivamente contribuem para um empreendimento dinâmico e colaborativo que constitui o sujeito da bioética. erramos

LO que facilitou a leitura, mas continuo sentindo falta dos textos do padre Zezinho. Maria Gilka, leitora do jornal

Religiosa, há mais de 30 anos

a serviço da comunicação A matéria repercutiu lindamente, pelo retorno que eu tive. Como temos pessoas incríveis perto de nós! Abraço e obrigada! Irmã Maria Alba Vega, religiosa paulina

Redação do jornal O SÃO PAULO. Endereço: Avenida Higienópolis, 890, São Paulo (SP), CEP. 01238-000. E-mail: osaopaulo@uol.com.br Twitter: @JornalOSAOPAULO Facebook: Jornal O SÃO PAULO

Diferentemente do publicado na edição 2978 de 12 a 18 de novembro de 2013 do jornal O SÃO PAULO, dom Vincenzo Paglia não é prefeito, mas presidente do Pontifício Conselho para a Família.


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Igreja em Ação

Mundo do trabalho – pastoral operária

pastoral afro

Crise do sistema político

17ª Romaria das Comunidades Negras

Professor do Instituto de Economia da Universidde Estadual de Campinas

Plínio de Arruda sampaio Júnior

ruas. Sem ter construído uma correlação de forças que lhe permitisse mudar o Estado, o que exigiria forte pressão popular, tornou-se vítima de sua própria estratégia. Ao aderir incondicionalmente às exigências do status quo, metamorfoseou-se em partido da ordem. Ocupou o espectro à esquerda desse conjunto. Em junho de 2013, as contradições que deveriam ter sido resolvidas vieram à tona, agravadas por uma década de irresponsabilidades, deixando patente a falência do PT como partido das mudanças sociais. A origem da crise que abala o sistema de representação

As manifestações de junho escancararam a grave crise de representatividade que abala o sistema político. A bronca das ruas expôs o absoluto descompasso entre governantes e governados. A distância entre um e outro é proporcional ao abismo existente entre o Brasil da fantasia, idealizado e estetizado nas propagandas oficiais e nos programas eleitorais, e o Brasil real, da vida miserável da população Quando a população em seu dia a reconhecer a relação de dia infernal. O repúdio causa e efeito entre a ação aos políticos profissionais, dos partidos e as suas a rejeição aos necessidades e aspirações, partidos e a ojeriza à poos mecanismos de lítica convencional derivam representação política serão da irrelevância prática das reconstituídos eleições como meio de resolver os proble- se encontra na impermeabilimas fundamentais do povo. dade da esfera política às dePara a grande maioria dos mandas da grande maioria da brasileiros, os políticos legis- população. A tirania do capital lam em causa própria, manco- financeiro e a mesquinharia munados com os verdadeiros da plutocracia nacional não donos do poder. A inocuidade deixam espaço para a assimidas eleições alimenta o senso lação das pressões das clascomum de que “todos os po- ses que vivem do trabalho. líticos são iguais” e de que “a Sem mecanismo para absorpolítica não resolve nada”. ver e enfrentar a insatisfação A crise da democracia, crescente que se acumula na como forma de resolução dos base da sociedade, a democonflitos de interesses na so- cracia torna-se um embuste. ciedade, e a irrelevância dos O único meio de garantir a partidos, como porta-vozes paz social é pela criminalizadas aspirações da população, ção crescente da luta política ficam evidentes na trajetória e social que se dirige contra a que levou o Partido dos Tra- ordem. balhadores da oposição ao A crise de legitimidade do poder. O PT conquistou seu sistema político é profunda e lugar ao sol na política na- não será resolvida com mecional porque, na década de didas formais, decididas nas 1980, encarnou a vontade altas esferas do circuito polípolítica dos que lutavam por tico. De nada adianta alterar reformas sociais. Na década aspectos operacionais, de imde 1990, pavimentou seu ca- portância secundária, do sisminho para o Planalto, apos- tema político-partidário. É a tando todas as fichas no jogo incapacidade de dar vazão ao eleitoral e na institucionalida- processo de democratização de. Para ganhar a confiança impulsionado pelas classes do establishment, adaptou-se subalternas que constitui, em às exigências do sistema po- última instância, a verdadeira lítico e usou toda a sua credi- causa da crise política. Quanbilidade junto às massas para do a população reconhecer a tirar o povo das ruas e neu- relação de causa e efeito entre tralizar a ação reivindicativa a ação dos partidos e as suas dos sindicatos e movimentos necessidades e aspirações, os sociais. Assim, a conquista da mecanismos de representaPresidência da República em ção política serão reconstituí2002 veio acompanhada da dos. Até então, o País viverá sistemática desmobilização um período de turbulência podos militantes e do esvazia- lítica, sempre sujeito às amemento de sua presença nas aças de soluções autoritárias.

pastoralafro@ig.com.br Aconteceu em Aparecida, no dia 9 de novembro, a 17ª Romaria das Comunidades Negras – Abrindo assim o mês da Consciência Negra. Este ano quem organizou a missa em Aparecida foi a Diocese de São Miguel Paulista,

zona leste de São Paulo, com o apoio do padre Jalmir Matias de Oliveira, que é coordenador da Pastoral Afro da região. A missa teve a participação de 30 crianças participantes da Pastoral Afro da Arquidiocese de São Paulo, vindas da Paróquia Bom Jesus das Oliveiras, Km 29, em Itaim Paulista, a qual contou

com o apoio do Pároco, também negro, Luis Fernando de Souza, e as coordenadoras Cristina Holanda e Magnólia Campos. Na missa, as crianças cantaram com alegria o “Hino de Louvor”, saudando com o “Glória” Nossa Senhora Aparecida, que os acolheu em seu colo materno. Por irmã Lindaura Araujo e Cristina Holanda

pastoral do ecumenismo

Calendário litúrgico ecumênico Padre Paulo Homero Gozzi

Todo ser humano, com seu corpo físico integrado à natureza, tem necessidade de celebrar os grandes acontecimentos de sua vida. Como ser religioso, utiliza seu corpo e os elementos naturais para marcar momentos importantes em suas relações com o mundo espiritual. Os cristãos fazem o mesmo. Os mistérios mais significativos de sua fé são festejados ao longo de todo o ano. A Páscoa é o acontecimento central na vida do cristão e é celebrada com muita ênfase, não só uma vez por ano, mas todos os domingos, que é o dia da vida e da ressurreição do Senhor. No Oriente e no Ocidente, ainda não se chegou a um acordo para uma data única, tanto da Páscoa como do Natal. Cada Igreja cristã tem o seu calendário, e algumas acrescentam festas de santos e mártires

ao redor do mistério pascal da salvação. A caminhada centenária do movimento ecumênico está levando boa parte de comunidades cristãs a celebrar de modo conjunto as datas marcantes. Já existe em vários países um calendário anual ecumênico. Assim, é possível celebrar a unidade da fé na unidade de uma mesma celebração para os membros de várias Igrejas e comunidades. Em São Paulo e em algumas outras cidades do Brasil, já é comum acontecerem cultos ecumênicos, principalmente no Advento, Natal, Páscoa, Pentecostes, Passagem do Ano e Dia de Ação de Graças. Aqueles que já possuem a espiritualidade ecumênica e são apaixonados pelo movimento vão criando ocasiões para grandes encontros fraternos, além das celebrações litúrgicas ecumênicas. Na Europa é comum que uma igreja ofereça um jantar em seu salão para convidados de outra igreja. Já é tradição, especialmente na época do Natal, haver encontros de corais e apresentações teatrais. Ao longo do ano, há campanhas beneficentes em

favor de necessidades sociais. Algo que é exclusivo do Brasil é a Campanha da Fraternidade. A partir do ano 2000 ela passou a ser ecumênica a cada cinco anos. O interesse pelo evento católico cresce sempre mais entre os outros cristãos. Em outros tempos, os cristãos de diferentes tradições buscavam a santidade e celebravam os mistérios da fé isoladamente, fechados em suas Igrejas. Hoje, em tempos ecumênicos, há uma grande necessidade de olhar para os irmãos de outras denominações, reconhecer que também eles buscam ser santos a partir do compromisso com o Evangelho. Então, por que celebrar separados se podemos celebrar unidos? O calendário litúrgico ecumênico tem o objetivo de ajudar os membros das diferentes tradições a crescer na fé e no amor (Guia de Espiritualidade Ecumênica GEE, 42), superando os limites de suas estruturas eclesiais, ecumenicamente e não mais isoladamente, como se uns e outros não tivéssemos os mesmos objetivos.


Geral

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Luciney Martins/O SÃO PAULO

ANO DA FÉ Arquivo pessoal

Junto ao povo no Amazonas NAYÁ FERNANDES

Encontro reúne membros de institutos seculares para a eleição da nova presidência e mudança de estatutos

Em São Paulo, institutos seculares realizam assembleia CNIS elegeu conselho executivo e econômico, além de aprovar novos estatutos Edcarlos Bispo de Santana reportagem em Atibaia (SP)

A Conferência Nacional dos Institutos Seculares (CNIS) realizou, de quinta-feira, 14, a domingo, 17, sua 21ª Assembleia Geral, no Santuário da Mãe e Rainha de Schoenstatt, em Atibaia (SP), com o tema “Vocação e comunhão”, e, neste ano, elegeu novos membros para o conselho executivo e econômico, para um mandato de quatro anos. Participaram do encontro 97 pessoas. A recém-eleita presidente da CNIS, Aparecida Guadalupe Cafaro, conversou com a reportagem do O SÃO PAULO e destacou que há vários desafios para a conferência, mas um dos principais é o atendimento aos vários Institutos Seculares, que possuem carismas diversos, além da manutenção e ampliação dos regionais que o instituto possui.

Sobre ser membro de um Instituto Secular, Guadalupe destacou que é “um estado de vida”, e, ao fazer a consagração, o consagrado permanece na sociedade, trabalha, estuda e vive com a família, na maioria das vezes no silêncio e no anonimato. Além da eleição, houve a reformulação dos estatutos. Para o padre Hugo Cavalcanti, osb, assessor eclesiástico da CNIS, um dos motivos desta reformulação foi o acordo Brasil-Santa Sé, que prevê a aceitação do estatuto canônico como estatuto civil, o que antigamente não era possível. De acordo com o Padre, ainda é preciso que os novos estatutos sejam aprovados por Roma. De acordo com o Sacerdote, atualmente no Brasil, estão associados à CNIS 56 Institutos Seculares e outras 16 associações privadas de fiéis aprovadas pelos bispos, para que, após o crescimento, se tornem Institutos Seculares. De acordo com estatísticas, ressalta padre Hugo, participam dos institutos cerca de 3 mil pessoas. A ex-presidente, Helena Paludo, que fez parte do processo de mudança dos estatutos, destacou que houve uma am-

pliação dos mesmos e um olhar maior para os regionais. Sobre ser uma consagrada, Helena destacou que é “apaixonada por esta forma de testemunhar Jesus em pleno mundo”. O cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano e presidente do Regional Sul 1 da CNBB, esteve presente no encontro no sábado, 16, onde presidiu celebração eucarística. Dom Odilo destacou que os consagrados “vivem um carisma desafiador” e que a Igreja precisa deles. Conselho Executivo Presidente: Aparecida Guadalupe Cafaro Vice-presidente: Veranice Aparecida Benjamin Secretária: Adriana Cristina Gomes 2ª secretária: Sandra de Assis Reis Tesoureira: Floriza Kazue Okuda 2ª tesoureira: Leonilda Pierazza de Oliveira Conselheira: Marlúcia Mendonça da Silva Conselheira: Ana Neatti Conselho econômico: Hans Dieter Czarkowski Zilda Barbosa Santos Maria Aparecida Souza Ramos

ESPECIAL PARA O SÃO PAULO

Ela tem 82 anos e está escrevendo mais um livro sobre a batalha naval que aconteceu no século 19 em Itacoatiara (AM). Participou do primeiro curso em São Paulo com Paulo Freire, na década de 1960, e mora há 36 anos no Amazonas. Sylvia Aranha de Oliveira Ribeiro é paulistana e tem dois irmãos. Desde adolescente, ela queria ser missionária. “Conheci um bispo de Guajará Mirim (RO) e, junto com uma amiga, queríamos ir para lá.” Mas, a jovem ingressou na faculdade, foi estudar na França e, quando voltou, começou a lecionar filosofia na capital. “Naquele tempo, duas jovens leigas em missão era muito raro. Descobrimos um instituto secular, onde ficamos por um ano. Mas as coisas não caminhavam, e não saíamos do postulado. Então, deixamos o postulado para ir à missão.” Porém, a mãe de Sylvia teve câncer, e ela ficou em São Paulo mais três anos para cuidar da mãe. Quando sua mãe faleceu, ela poderia então realizar seu sonho. “Achei, naquele momento, que não iria dar certo, o Bispo de lá não tinha a visão de mundo que eu tinha adquirido. E desisti. Foi uma decisão difícil.” Quando começou o projeto

Igrejas Irmãs, Sylvia foi convidada pela irmã, religiosa consagrada, para passar o Natal na cidade de Itapiranga (AM) que estavam morando lá pelo projeto. “Foi em 1976. Participei de uma assembleia da Prelazia de Itacoatiara (AM) e fiquei impressionada como os caboclos tinham voz e o bispo era um entre eles. Então senti que era nessa Igreja que queria viver.” Em 1977, com 46 anos, Sylvia foi para Itacoatiara, onde mora ainda hoje. Durante 24 anos, trabalhou junto à Prelazia e, quando dom Jorge Marskell morreu, ela participou da fundação de uma associação em homenagem ao Bispo, para continuar o trabalho pelos pobres. “A maior parte do tempo trabalhei no Centro de Treinamento e Lideranças Populares (Centrep). Além disso, preparávamos liturgias, porque havia e há, ainda, falta de padres. Visitávamos os presos. O próprio dom Jorge pegava seu jipe para levar comida ao presídio, porque eles não tinham.” De tudo o que viveu e vive junto aos amazonenses, o que anima Sylvia na caminhada é o contato com o povo e a experiência ao lado de dom Jorge. “Com o Bispo, chegávamos a ficar 15 dias no barco. Era muito difícil. Quando chegávamos, estávamos mais magros. Pouco antes de morrer, dom Jorge falou, sentado numa mesinha, durante uma assembleia: ‘Nossa Igreja tem que ser cada vez mais participativa e solidária. Só assim teremos uma Igreja com o rosto de Jesus’.”


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Geral Luciney Martins/O SÃO PAULO

O SÃO PAULO apoia: Natal dos Sonhos 2013 São Paulo, 17 de outubro de 2013. Aos Párocos, Administradores e Vigários Paroquiais Prezados, estamos vivendo um momento rico da vida da Igreja. O Santo Padre Francisco vem enriquecendo-nos com suas reflexões, em especial quanto a sua preocupação com a criança e o idoso (os extremos). Destaca, fortemente, a importância da solidariedade na vida do cristão. É com este propósito que a Pastoral do Menor da Arquidiocese de São Paulo, através da 12ª edição da Campanha Natal dos Sonhos, trás o tema: “Tudo aquilo que se compartilha, se multiplica” (papa Francisco). O objetivo é incentivar a solidariedade, através da doação de brinquedo, para que a solidariedade se multiplique. Sabemos que um brinquedo não soluciona a realidade de abandono e descaso do Poder Público, a qual, grande parte das crianças brasileiras está exposta, porém a Campanha Natal dos Sonhos, através do brinquedo quer contribuir com o resgate da infância perdida; ressaltar a importância do lúdico, do pedagógico, do direito de brincar e possibilitar a realização do sonho de Natal

Dom Milton Kenan Júnior Bispo Auxiliar da Arquidiocese

das crianças carentes de São Paulo. Vamos ser instrumentos facilitadores destas propostas! As Paróquias, Comunidades e Colégios Católicos são chamados a participarem como postos de arrecadação de brinquedos, de preferência novos, ou em bom estado, podendo direcioná-los às suas próprias obras sociais; quanto ao excedente, a Pastoral do Menor da Arquidiocese de São Paulo, que tem o compromisso de animar a Campanha, poderá direcioná-los e fazer chegar às mãos de outras crianças carentes. Estamos enviando o cartaz para a divulgação da Campanha Natal dos Sonhos, com o tema: “Tudo aquilo que se compartilha, se multiplica” (Papa Francisco). Segue, também, informações sobre a Fapcom, que acolhe, nas suas dependências, o “Dia da Grande Arrecadação de Brinquedos”. A festa ocorrerá no dia 23 de novembro. Haverá a Celebração da Palavra; apresentações de danças e Coral e, encerraremos com a encenação do nascimento do Menino Jesus. O evento será das 9h às 13h, na Fapcom (rua Major Maragliano, 191 – Vila Mariana). Convidem as crianças da Catequese, das entidades e outros grupos para desfrutarem destes momentos de alegria e de oração. Sueli Camargo Pastoral do Menor da Arquidiocese

O franciscano frei Davi dos Santos se alegra com as muitas conquistas da comunidade negra e aponta as mais significativas

Luta dos negros por direitos tem muitos frutos O aumento do número dos que assumem sua afrodescendência é, segundo frei Davi, uma das conquistas significativas padre cido pereira diretor de o são paulo

No dia 20 de novembro, Zumbi dos Palmares, líder negro, um dos líderes da luta pela liberdade no Brasil, foi lembrado. Por isso mesmo, na memória da morte de Zumbi se celebra o Dia da Consciência Negra. É dia também de a comunidade negra repassar sua luta contra toda a opressão e, embora já conte com algumas vitórias, ainda tem muito a conquistar. O Dia da Consciência Negra é celebrado desde 1970 e os eventos que nele se realizam têm ampliado de ano para ano. O Data Senado realizou pesquisa de opinião sobre a violência contra a juventude negra no Brasil. Apurou-se que cerca da metade dos homicídios que

ocorrem no País atingem os jovens, sendo que 75% das vítimas são negros. Felizmente a comunidade negra tem muito a comemorar. Aumentou o número de implantação de ações afirmativas, sobretudo no campo da educação, o que tem permitido à comunidade negra ocupar espaços que antes lhe eram negados pela sociedade. Frei Davi dos Santos, que se dedica de corpo e alma à luta pelos direitos da comunidade negra, em entrevista no programa “Construindo Cidadania”, da rádio 9 de Julho, lembra que nos últimos cinco anos o acesso à educação dos negros cresceu mais do que nos últimos 500 anos de história. Frei Davi é diretor da Educafro, entidade que promove a inclusão social da população negra em especial e pobre em geral, através da Educação nas universidades públicas e particulares. Frei Davi, porém, vê um problema a ser enfrentado. Para ele, as universidades brasileiras mantêm um tipo de pedagogia segundo os valores da cultura europeia, o que faz com que muitos jovens negros saiam da universidade “mais brancos do que negros”. Ele entende que se faz necessária uma pedagogia negra, uma pedagogia branca. “Deus criou o branco, o negro e o índio. Negar uma cultura negra ou índia, é pecar contra Deus”, diz ele.

Outra conquista que é motivo de alegria, segundo frei Davi, é que várias escolas de magistratura, que foram juízes, estão concedendo cotas para negros se prepararem para serem juízes. E o Conselho Nacional de Justiça se preocupa com o fato de ter poucos juristas como procuradores da República, do estado e do município. Da maior importância para frei Davi é o fato de 57% da população brasileira se autodenominar afrodescendente. Para ele, isto sinaliza um aumento da autoestima dos negros. Quanto ao Estatuto da Igualdade Racial, o Frei não esconde um pouco de decepção. Não foi aprovado o estatuto ideal, mas sim o possível. Nem deixou, por isso, de ser uma conquista. Para ele, persiste a má vontade dos meios de comunicação em se abrirem para os negros. As cotas para os negros na universidade deram certo, como mostrou uma revista de grande circulação. Resta um sonho: a de que a santidade de dois negros brasileiros seja reconhecida. Já tivemos a beatificação de Nhá Chica. Aguardamos a canonização dela e a beatificação e canonização do negro mineiro, o padre Vítor, que viveu a incrível façanha de ser padre em pleno regime de escravidão.


Geral

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Novena de Natal 2013 Já está disponível para download, no site da Arquidiocese de São Paulo (www.arquidiocesedesaopaulo.org. br), o subsídio para a celebração da Novena de Natal 2013. Neste ano tem como tema: “Ele está no meio de nós!”Os encontros são propostos em forma de celebrações e seguem o roteiro da Novena Litúrgica do Natal. Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

cremos na vida eterna

O consolo espiritual no fim da vida Renata moraes

Especial para O SÃO PAULO

Centenas de fiéis se reuniram no sábado, 16, para a inauguração da nova paróquia; o pároco, Marcos Roberto Pires se emociona ao agradecer todo o empenho e esforço da comunidade em prol da construção e deposita sob o altar as relíquias dos santos e mártires; o cardeal dom Odilo unge as paredes da igreja

No Butantã, igreja Santíssima Trindade é dedicada Fruto do trabalho e da contribuição de toda a comunidade paroquial, em apenas dois anos e seis meses, a nova paróquia foi construída Renata moraes

Especial para O SÃO PAULO

Na noite do sábado, 16, centenas de fiéis participaram da celebração de dedicação da igreja e do altar da Paróquia Santíssima Trindade, na Região Lapa. A missa foi presidida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano e concelebrada pelo padre Marcos Roberto Pires, pároco da igreja, pelo monsenhor Vicente Ancona Lopez, Vigário Regional da Prelazia do Opus Dei. E também contou com a presença de padres, diáconos e seminaristas. A primeira igreja feita em madeira foi inaugurada em 1965, batizada com o nome de São Domingos Sávio. Nessa época,

algumas irmãs da Congregação da Santíssima Trindade começaram a ajudar na catequese. Por já existir outra igreja com o mesmo nome na região, foi feita uma votação e o nome da paróquia foi alterado para Santíssima Trindade, em homenagem à presença das irmãs. Em entrevista ao O SÃO PAULO, o padre Marcos contou que durante a construção da igreja encontrou grandes dificuldades. “Mas quando é vontade de Deus tudo se concretiza, é por causa disso que estamos recebendo uma obra tão bela para melhor acolher o Povo de Deus.” Em 10 de abril de 2011, o cardeal dom Odilo abençoou a pedra fundamental da igreja, iniciando assim a construção do novo templo. Na homilia, o Arcebispo ressaltou que a dedicação da igreja é um gesto de fé e que marca para sempre a história daquela paróquia. E lembrou que Deus aceita que dediquemos uma nova morada a ele, mas que Deus é maior que todos os templos. Após a profissão de fé e a ladainha de todos os santos, o Cardeal conduziu a deposição sob o altar das relíquias dos santos e do livro de ouro. Na sequência, dom Odi-

lo proferiu a prece de dedicação da igreja e do altar, ungiu o templo e o altar com óleo do Crisma, incensando-os posteriormente. O rito teve sequência com o revestimento do altar e acendimento das velas. No final da celebração, o padre Marcos Roberto Pires chorou ao agradecer toda a comunidade. “Estamos realizando um sonho de muitos fiéis e de Deus, ao inaugurar este novo templo. Só tenho a agradecer e peço a Deus que abençoe a todos vocês.” O Pároco agradeceu também aos vocacionados que surgiram neste período: um candidato ao diaconato permanente, dois candidatos ao sacerdócio e uma jovem vocacionada ao Carmelo. Para o arquiteto responsável pela obra, Guilherme Maggio, foi a realização de um sonho, pois desde a formação na faculdade tinha o desejo de construir igrejas. “A emoção de ver uma obra concretizada é maravilhosa, ainda mais em saber que foi feita pelas mãos da comunidade, pela vontade de Deus e com a alegria do padre Marcos. “Em sua fala final, dom Odilo pediu que, em todos os anos, essa data seja celebrada solenemente pela dedicação da igreja.

Padre João Inácio Mildner, atua há 21 anos como capelão do Instituto de Infectologia Emílio Ribas; que é o maior no setor de tratamento de doenças infectocontagiosas da América Latina, sendo a sua grande maioria pacientes portadores do vírus HIV. É também conselheiro espiritual das equipes de Nossa Senhora; e colaborador da Capela da PUC-SP. O Sacerdote lida diariamente com a morte, e a missão principal do seu trabalho na Capelania é dar toda a assistência humana e espiritual aos doentes, para que eles possam enfrentar a dor e a enfermidade. Assim também como levar o conforto espiritual para as suas famílias. Além das visitas diárias aos doentes, o Padre e sua equipe participam das Comissões do Hospital, onde buscam principalmente humanizar o tratamento hospitalar, também com o intuito de amenizar a dor e o sofrimento do paciente. Padre Mildner revelou que em todos esses anos já viu muitos pacientes falecerem vítimas do HIV. “Já cheguei a presenciar 17 óbitos em um só dia, era uma coisa muito triste.” A partir desta realidade, o padre dialoga com as famílias o sentido de que a vida é Passageira, que não há morada permanente na terra e a morte faz parte da condição humana. “Deus sempre faz o melhor para o doente, temos que devolver a ele, nossos entes queridos.” São oferecidos aos doentes e aos seus familiares materiais religiosos e objetos que remetem a fé: livros, santinhos, terços e Bíblias. “E nesse processo muitos voltam ao seio da Igreja, se confessam, recebem a comunhão todos os dias, enfim, eles redescobrem o amor a Deus e à Igreja”, ressaltou o Capelão. Os pacientes assumem a sua fé batismal, tanto na dimensão da Igreja Católica, quanto na fé herdada de sua família. Independentemente de serem de outras denominações religiosas, os doentes são sempre incentivados a retomar a fé. “Com fé tudo se torna mais fácil, com fé é mais fácil chegar à vitória. Mesmo que esta vitória seja passar pelo mistério da morte”, encerrou. Luciney Martins/O SÃO PAULO


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Ano da Fé no semaná

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abertura no Vaticano O SÃO PAULO 16 a 22 de outubro de 2012

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ANO 57 • Nº 2923 • 16 a 22 de outubro de 2012

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R$ 1,50

L’Osservatore Romano

Semanário da Arquidiocese de São Paulo

Local/Geral A bioética como aliada da mais saúde (1)

Papa inicia em Roma o Ano da Fé

Seguindo o roteiro do catecismo, católicos são convidados a confessar, celebrar, viver e testemunhar a fé Com missa na praça de São Pedro, enriquecida por sinais explicados por Bento 16 na homilia, e procissão luminosa à

noite, foi aberto solenemente o Ano da Fé, que se realiza no contexto da celebração dos 50 anos do Concílio Vaticano 2º e

dos 20 anos da publicação do Catecismo da Igreja Católica. A procissão inicial da missa lembrou a entrada dos padres

conciliares na Basílica de São Pedro. Cópia do Evangeliário do Concílio foi levado ao altar. Houve também a apresentação

das sete mensagens do Concílio e o texto do Catecismo da Igreja Católica. Bento 16 lembrou o discurso da lua, em que João 23 Luciney Martins/O SÃO PAULO

afirmou, na abertura do Concílio, que até a lua estava apressada e parecia espiar o espetáculo. Página B4

Imagem da padroeira navega pelo rio Tietê Já virou tradição. Anualmente a imagem de Nossa Senhora Aparecida, no dia 12 de outubro, é levada num barco pelo rio Tietê sob a aclamação dos fiéis que acorrem às pontes para vê-la. É o projeto Tietê Esperança Aparecida, que há 9 anos acalenta o sonho de revitalizar o rio que no passado foi cheio de vida.

Na ponte do Piqueri, dia 12, dom Milton Kenan Júnior acolhe a imagem da padroeira, que pela 9ª vez esteve em procissão fluvial por cidades à margem do rio Tietê

Serra e Haddad falam ao O SÃO PAULO Multidão em festa louva a Mãe de Deus Nesta e na próxima edição do jornal O SÃO PAULO, os candidatos à Prefeitura de São Paulo mostram como enfrentarão os desafios que a cidade coloca àquele que

RCC promove Semana Missionária

for eleito para administrá-la. Nesta edição, o tema é a situação das pessoas e crianças em situação de rua e a atuação dos conselheiros tutelares. Página B2

A Festa da padroeira, no dia 12, levou 140 mil fiéis ao Santuário de Aparecida. Foram mobilizados 1.300 colaboradores. Uma escola de samba de São Paulo auxiliou

DESTAQUE PASTORAL

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Irmã Carmen Sallés será canonizada Página A5

Padroeira ganha templo no Belém Página A7

Paraíso faz mutirão de evangelização

Luciney Martins/O SÃO PAULO

Conheça a Ceb que se tornou paróquia A Paróquia Santa Terezinha, na Brasilândia, é fruto do trabalho missionário de Josefina Azzolini, uma missionária que procurou terrenos e animou as pessoas a construírem várias comunidades de base que hoje também são paróquias. Esta paróquia é mostrada na coluna Destaque Pastoral nesta edição.

Página A6

Página B4

nas encenações. Dom Cláudio Hummes celebrou a missa às 10h. Na homilia, ele acentuou que Maria é aquela que nos indica os caminhos da fé. Página A8

Sínodo, em entrevista exclusiva ao jornal O SÃO PAULO. Essas atividades só foram interrompidas no dia 11 para a abertura do Ano da Fé. Página B3 Luciney Martins/O SÃO PAULO

Celebração reúne peruanos na catedral No domingo, 14, a comunidade peruana em São Paulo celebrou o padroeiro da cidade de Lima, capital do Peru, o Senhor dos Milagres. O ícone solenemente entronizado na catedral foi pintado em um muro da cidade de Lima em 1650 por um escravo angolano, resistiu a vários terremotos e é venerado em muitas partes do mundo.

Frente da igreja Santa Terezinha

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21 de outubro de 2012 certamente entrará para a história das Irmãs Concepcionistas Missionárias do Ensino e de muitas pessoas que em algum momento tiveram suas vidas marcadas por Maria de Monte Carmelo Sallés. Neste dia, em Roma, às 9h30 (hora local) será sua canonização, onde ela será reconhecida, por toda Igreja, como santa, devido às suas virtudes heróicas, obras para o anúncio do Evangelho e pelos milagres realizados por sua intercessão. Outros seis beatos serão canonizados neste dia, na missa presidida pelo papa Bento 16, entre eles a canadense Kateri Tekakwitha, primeira santa de uma tribo indígena pele vermelha; Jacques Berthieu, padre da Companhia de Jesus; o mártir Giovanni Battista Piamarta, sacerdote e fundador da Congregação da Sagrada Família Nazaré e das irmãs Humildes Servas do Senhor; Marianna Cope, religiosa da Terceira Ordem de São Francisco de Syracuse; Pedro Calungsd, mártir filipino e a leiga Anna Schäffer. Carmen nasceu na Espanha, em 9 de abril de 1848, sendo a segunda dos dez filhos do casal Francisca e José Sallés. Aos 18 de abril, com 10 anos, fez sua primeira comunhão; e, no mesmo ano, com seus pais, em uma peregrinação ao Mosteiro de Montserrat, sentiu-se chamada por Jesus para segui-lo na vida religiosa. Em maio de 1869, ingressou no noviciado das irmãs Adoratrizes, cuja missão era ajudar as jovens que entravam para a prostituição a se recupera-

rem. Com o passar do tempo, sentiu que mais importante que remediar era prevenir. Após dois anos, em maio de 1871, entrou no noviciado das irmãs Dominicanas da Anunciata, congregação dedicada à educação, para completar sua formação. Porém, deixou também as dominicanas e em 7 de dezembro de 1892, iniciou a fundação das irmãs Concepcionistas, com o desejo de formar crianças e jovens, inspirada em Nossa Senhora

Lourdes Ferreira, diretora administrativa da província no Brasil, coragem é a palavra que melhor define Carmen Sallés. “Ela foi uma pessoa de coragem. Quando via que algum colégio não daria certo, fechava e abria outro.” Irmã Joana é mineira e tem 42 anos de caminhada na vida religiosa consagrada. Segundo ela, educar a partir do exemplo de Carmen Sallés é um grande desafio. “Ela era enérgica, mas amava muito as crianças.

TRANSMISSÃO A TV Aparecida transmitirá a canonização de Carmen Sallés direto de Roma a partir das 5h30 (horário de Brasília). O cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer irá concelebrar a missa, a convite das irmãs Concepcionistas. Em São Paulo, a celebração de ação de graças será dia 20, às 11h no Colégio Maria Imaculada, (avenida Bernardino de Campos, 79, Campo Belo).

Fotos: Irmãs Concepcionistas/Divulgação

O milagre DA ESPECIAL PARA O SÃO PAULO

na sua imaculada Conceição. Abriu 13 colégios na Espanha e faleceu em 25 de julho de 1911, vendo florescer a obra por ela iniciada. Com dedicação incansável à educação e ousando novos caminhos na missão, as irmãs vieram para o Brasil em 1912 e estabeleceram-se em Machado (MG). Hoje, estão presentes nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e no Distrito Federal. Em São Paulo, elas mantêm um colégio na capital e outro para pessoas de baixa renda no município de Embu Guaçu. Após mais de cem anos depois da morte da fundadora, as Concepcionistas continuam, pelo mundo, o sonho de Carmen Sallés, espalhadas em 16 países. Para a irmã Joana de

O milagre confirmado pelo papa Bento 16 e atribuído à intercessão da beata Carmen Sallés aconteceu no ano 2000, na Vila Mariana, em São Paulo. A miraculada foi Maria Isabel Gomes de Melo Gardelli, que tinha 3 anos e era aluna do Colégio Maria Imaculada. No dia 16 de maio, quando sua mãe a levava para provar um vestido (ela ia ser dama de honra de um casamento), percebeu que sua boquinha estava ficando torta. Após alguns dias de minuciosos exames médicos, foi diagnosticada uma isquemia cerebral em fase aguda. Os médicos advertiram à família que uma recuperação total seria muito difícil. Sua

mãe foi explicar a situação às irmãs e buscar auxílio. A diretora não só a animou, mas entregou uma relíquia da beata Carmen Sallés para que pusesse na criança, deu-lhe uma novena e assumiu um compromisso: as crianças no colégio e a família em casa fariam a novena, para pedir a cura de Maria Isabel. No quinto dia da novena e dez da enfermidade, sua boca voltou à posição correta, o braço e a perna fortaleceram. Onze anos depois, repetidos todos os exames e confrontados com os iniciais, a Comissão Médica da Congregação para as Causas dos Santos verificou tanto a existência da enfermidade, como a totalidade de sua recuperação, de maneira muito rápida e sem nenhuma sequela, declarando-a cientificamente inexplicável. (NF)

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Dom Odilo avalia a caminhada do Sínodo “O Sínodo é um grande exercício de escuta e discernimento da Igreja sobre o tema em questão”. Assim avalia dom Odilo Scherer os primeiros dias de atividade do

NAYÁ FERNANDES ESPECIAL PARA O SÃO PAULO

Peruanos diante do andor com o ícone do Senhor dos Milagres na Sé

Peruanos celebram Senhor dos Milagres na Catedral da Sé DANIEL GOMES REPORTAGEM NO CENTRO

A comunidade peruana em São Paulo festejou no domingo, 14, a devoção ao Senhor dos Milagres, padroeiro da cidade de Lima, capital do Peru. Na Catedral da Sé, peruanos e outros hispano-americanos participaram da missa das 11h, que teve a proclamação da liturgia do dia em castelhano e quíchua, os dois idiomas mais falados naquele país. Em um andor ornamentado com velas roxas e flores vermelhas e brancas, o ícone do Senhor dos Milagres (tendo no verso uma iconografia da Virgem das Nuvens, venerada no Equador) foi solenemente entronizado na catedral ao som da banda da Polícia Militar. “O Senhor dos Milagres é muito querido pelo povo pe-

ruano e a imagem é venerada em outros países do mundo e também aqui no Brasil. Convidamos todos os irmãos e irmãs brasileiros a participarem das festas, que acontecem sempre em outubro”, comentou, ao O SÃO PAULO, Raul Carlos Tolentino, integrante da Associação dos Devotos e Devotas do Senhor dos Milagres, que realiza atividades na Paróquia Nossa Senhora da Consolação, no centro de São Paulo. Também de acordo com a peruana Carmen de Watson, a imagem do Senhor dos Milagres, pintada originalmente em um muro da cidade de Lima em 1650 por um escravo angolano e que já resistiu a terremotos e maremotos, é venerada em muitos partes do mundo. “Em todas as cidades e comunidades peruanas há celebrações do

Luciney Martins/O SÃO PAULO

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“Até a lua veio espiar o que está acontecendo na praça de São Pedro”, palavras de João 23, citadas pelo Papa

Milagre atribuído à intercessão da santa aconteceu na Vila Mariana, SP

Trata-se, pois, de um direito fundamentado no princípio da dignidade humana, isto é, no valor incondicional da pessoa enquanto fim em si mesmo – princípio esse que, A bioética se torna a grande no presente contexto, enuncia aliada na saúde pública, na a obrigatoriedade de respeitar saúde coletiva, na busca do o primado da pessoa sobre os direito à vida para todos, do interesses econômico-finandireito à saúde, da prática da ceiros em saúde. A saúde é um bem primájustiça, da equidade e da tolerio, porquanto corresponde a rância e solidariedade. Direito à vida: as questões uma exigência fundamental que angustiam o ser humano da pessoa e constitui o pressão o direito à vida, o sentido suposto para a obtenção de da vida, a busca da verdade outros bens. Justiça: esse princípio obrie a busca da felicidade. Mas antes de tudo, lembramos ga a garantir a distribuição jusque o Artigo 5º da Constitui- ta, equitativa e universal dos ção da República Federativa benefícios dos serviços de saúdo Brasil reza: “Todos são de, como parte da consciência iguais perante a lei, sem dis- da cidadania e luta pelo direito tinção de qualquer natureza, à saúde; quer-se com a justiça garantindo-se aos brasileiros a otimização das consequêne aos estrangeiros residentes cias boas dos atos e o máximo no país, a inviolabilidade do benefício pelo mínimo custo direito à vida, à liberdade, à para todos. Além de a saúde igualdade, à segurança e à ser um direito da pessoa, o direito à tutela da saúde deve ser propriedade”. A vida é o supremo bem considerado um direito social pelo qual devemos zelar e fundamental do cidadão. Isso entendemos, em primeiro tem a sua raiz no princípio de lugar, que não há direito à solidariedade, que implica a vida sem liberdade, igualdade, recusa da separação entre as segurança e propriedade. De- pessoas e o reconhecimento pois, para defender o direito da inter-relação necessária à vida, precisamos nos per- entre os diversos projetos de guntar: que valor atribuímos à vida. Desse princípio procede vida? De que modo podemos a afirmação da igualdade da proteger e tornar melhor esse pessoa nas diversas formas bem? Como melhorar nossa da sua existência (sem, por convivência humana? Eis o isso, anular a diversidade dos verdadeiro sentido ao direito estados de vida) e, portanto, a consequente admissão que à vida. Direito à saúde: segundo não é justo tratar as pessoas de a Organização Mundial da maneira diferente, com moSaúde, o poder de gozar do dalidades que atribuam valor mais elevado nível de saúde diferente a suas vidas e aos possível é um dos direitos seus interesses fundamentais. fundamentais de cada ser Por isso, a justiça exige que se humano, sem distinção de supere toda forma de discriraça, religião, convicções polí- minação e deve ser chamada ticas, condições econômicas e para restabelecer a igualdade sociais; e, acrescenta, a saúde nos interesses quando haja é um estado de bem-estar entre eles desproporção. Isso físico, mental e social, e não significa que a alocação dos unicamente a ausência de do- recursos públicos e dos insenças ou enfermidades, pelo trumentos de política pública que exige a paz, a habitação, no campo da saúde deve ser a educação, a alimentação, feita de maneira equitativa, rendimento, um ecossistema sem penalizar injustamente estável, recursos sustentá- as pessoas ou as diversas caveis, justiça social e equidade. tegorias sociais.

O SÃO PAULO 16 a 22 de outubro de 2012

Organizado pelo Setor Universidades da CNBB, entre os dias 12 a 14, reuniu 550 jovens do Brasil, Argentina, Chile e Guiné Bissau. Neste ano, o tema foi “Educação e Cultura: areópagos da missão” e o lema “Falamos daquilo que sabemos, testemunhamos o que vimos” (Jo 3, 11). Mais detalhes www.universitarioscristaos.com.br

Carmen Sallés, fundadora das irmãs Concepcionistas, será canonizada

BIOÉTICA

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Geral Bento 16 abre Ano da Fé em Roma 2º Encontro de Universitários Cristãos reúne 550 jovens

Missa, louvor, adoração e atrações como Banda DOM e DJ Cris estão na programação do evento que será promovido pela Região Episcopal Ipiranga, dia 20 de outubro a partir das 17h30 no Santuário São Judas Tadeu (avenida Jabaquara, 2682). Informações no site www.regiaoipiranga.com.br ou pelo telefone (11) 2274 8500.

PADRE CHRISTIAN DE PAUL DE BARCHIFONTAINE

Bento 16 abençoa a multidão de fiéis ao dirigir-se ao altar montado em frente à Basílica da praça de São Pedro onde preside a missa solene de abertura do Ano da Fé cercado pelos padres sinodais

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Região Ipiranga promove evento em preparação à JMJ 2013

bem mais precioso porque sabiam, como nós sabemos, que a maior riqueza é o Senhor dos Milagres, por isso deixaram a pátria, mas não deixaram a riqueza maior que é a sua fé”, apontou, comentando ainda ser uma feliz coincidência o novenário ao Senhor dos Milagres acontecer no dia em que a liturgia apontava que a verdadeira sabedoria está em Deus. “Aonde o peruano for, não dispensa a imagem do Senhor Catedral recebe andor com o ícone do Senhor dos Milagres, dia 14 dos Milagres, que sempre é um anúncio, uma benção Senhor dos Milagres. O Senhor que presidiu a celebração. de Deus para todos nós”, “Como é bonito ver o tes- afirmou padre Antonio Dias, dos Milagres envolve a cultura espanhola, africana e indígena temunho dos nossos irmãos concelebrante da missa e um e a cada ano há mais devotos e peruanos que estão aqui hoje. dos fundadores, em 2010, da Deixaram a sua terra, dei- associação dos devotos. homenagens”. À reportagem, padre AnA devoção dos perua- xaram a sua pátria, mas não nos foi destacada na homilia deixaram Jesus. Foram capa- tonio comentou que no Peru pelo padre Luiz Eduardo zes de se desapegar de tantas as solenidades ao Senhor dos Baronto, vigário da catedral, coisas, mas não deixaram o Milagres se realizam de modo

mais intenso nos dias 18, 19 e 28 de outubro. “A procissão no Peru ao Senhor dos Milagres pode ser comparada ao Círio de Nazaré, em Belém, isso pela quantidade de pessoas, pela participação e pela emoção do povo”. Ao final da missa, padre Antonio, bem como Rafael Chuchon, presidente da associação dos devotos, agradeceu a acolhida da Arquidiocese à celebração e à presença do cônsul geral do Peru em São Paulo, Eduardo Perez Del Solar. “O povo peruano no Brasil muito enriquece a nossa cultura, enriquece a nossa fé. Vendo o testemunho de vocês, somos nós que saímos ganhando e queremos agradecer a vocês o testemunho de fé que trouxeram à catedral hoje”, comentou padre Baronto.

NAYÁ FERNANDES ESPECIAL PARA O SÃO PAULO

O Concílio Vaticano 2º, que teve seu início no dia 11 de outubro de 1962, abriu muitas janelas no diálogo da Igreja com o mundo. Certamente, os ventos que passaram por estas janelas continuam a soprar intuições proféticas 50 anos depois. Isso pôde ser confirmado nas ressonâncias das celebrações e nas palavras do papa Bento 16, que marcaram a abertura do Ano da Fé (11/10/2012 24/11/2013), quinta-feira, 11, em Roma. A missa na praça de São Pedro foi enriquecida com alguns sinais, citados pelo Papa em sua homilia. Dentre eles, a procissão inicial, que recordou a entrada dos padres conciliares na Basílica de São Pedro; a entronização do Evangeliário, cópia do que foi utilizado durante o Vaticano 2º e a entregado das sete mensagens finais do Concílio e do Catecismo da Igreja Católica. “Estes sinais oferecem a oportunidade de entrar mais profundamente no movimento espiritual que caracterizou o Vaticano 2º, para levá-lo adiante no seu verdadeiro sentido”, disse o Papa. Bento 16 recordou ainda a centralidade da pessoa de

Jesus Cristo e o porquê da instituição do Ano da Fé. “Jesus é o centro da fé cristã, o cristão crê em Deus por meio de Jesus Cristo. O próprio Cristo transmitiu à Igreja a missão de anunciar o Reino de Deus. O Concílio não colocou a fé num documento específico, mas esteve animado pela consciência e desejo de emergir no

mistério cristão para propô-lo ao homem contemporâneo. Para que esse impulso não seja só um ideal, é necessário que se apoie sobre os documentos do Vaticano 2º”. O Papa insistiu ainda na necessidade de voltar à “letra” do Concílio, ou seja, aos seus textos, pois esses são a sua verdadeira herança. Por

fim, confiou à Maria todas essas realidades. “Que ela ajude a pôr em prática a exortação do Apóstolo Paulo: ‘A palavra de Cristo, em toda a sua riqueza, habite em vós. Tudo o que fizerdes, em palavras ou obras, seja feito em nome do Senhor Jesus. Por meio dele dai graças a Deus Pai’ (Col 3,16-17)”.

Procissão luminosa

A procissão luminosa teve início às 19h30 (hora local), diante do Castelo Sant’Angelo e chegou na praça de São Pedro às 21h, onde o papa Bento 16 apareceu para saudar e abençoar os presentes. Na ocasião, lembrou o conhecido “Discurso da lua”, pronunciado por João 23, na noite de 11 L’Osservatore Romano

de outubro de 1962, em que ele emocionou a todos com suas palavras. “Podemos dizer que até a lua está apressada esta noite... Observem-na no alto, parece espiar este espetáculo”. “Nestes 50 anos, fizemos experiência da presença do Senhor: o fogo de Cristo não é devorador nem destruidor, é um fogo silencioso, uma pequena chama de bondade. Sim, Cristo vive conosco e podemos ser felizes também hoje. Ouso fazer minhas as palavras inesquecíveis do papa João 23: ‘Voltando para casa, fazei um gesto de carinho às crianças e dizei que é o gesto de carinho do Papa”, disse Bento 16. Presença na praça

Na missa de abertura, presidida pelo papa Bento 16 e outros 400 concelebrantes, estiveram três brasileiros, cardeal dom Raymundo Damasceno Assis, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB); cardeal dom Serafim Fernandes de Araújo, arcebispo emérito de Belo Horizonte (MG); e dom José Mauro Ramalho de Alarcón, bispo emérito de Iguatu (CE). Destaque para a participação de Bartolomeu I, Patriarca de Constantinopla e o Primaz da Comunhão Anglicana, Rowan Na procissão luminosa, fiéis revivem a emoção da noite de abertura do Concílio Vaticano 2º, realizada em 11 de outubro de 1962 Williams.

BISPOS AUXILIARES DA ARQUIDIOCESE DE SP APONTAM DE QUE MANEIRA O ANO DA FÉ PODE REVITALIZAR O COMPROMISSO CRISTÃO DE CADA FIEL

O Ano da Fé já está inspirando e dando um grande impulso para a Catequese e para o Setor Juventude. O Ano da Fé tem tudo a ver com estes dois âmbitos de ação da Igreja. A iniciação à vida cristã, especialmente das novas gerações, é um dos principais desafios da Igreja no tempo em que vivemos. O tema do Sínodo, “nova evangelização para a transmissão da fé” não é novo, mas provoca um novo dinamismo, porque chama a atenção para os novos cenários e realidades que a mudança de época está delineando.

A Coordenação da Caridade, Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo (...) e outros organismos arquidiocesanos elabora o Projeto “As obras da Fé”, com a intenção de na celebração do Ano da Fé, levar os organismos da Arquidiocese comprometidos com a promoção humana e à dignidade da pessoa a não dar a fé como pressuposto, mas ao contrário, fazer com que todas as ações manifestem claramente a fé que as impulsiona e leve as pessoas comprometidas ou envolvidas com as ações pastorais a assumir com maior entusiasmo a fé, que brota da Palavra de Deus, testemunhando-a pelas obras de justiça, fraternidade e paz!

Celebrar o ano da fé consiste em tomar consciência, em dar-se conta da fé como realidade viva e vivificante. Se atualmente ela parece perder sua força e seu encanto é porque descuidamos desse dom recebido que reclama nossa acolhida e cultivo. A chama da fé nos foi comunicada no Batismo para que a conservemos com zelo e a intensifiquemos ao longo de toda nossa vida. Não há outra alternativa: ou crescemos continuamente na fé ou vamos dela nos afastando até perdê-la. Diante de nós está a vida e a morte da fé.

Dom Milton Kenan Júnior

Dom Julio Endi Akamine

Dom Tarcísio Scaramussa

(Karla Maria)

Livro comenta as janelas abertas pelo Concílio Vaticano 2º NAYÁ FERNANDES ESPECIAL PARA O SÃO PAULO

“Hoje brilha a esperança, amanhã certamente a realidade”. Estas palavras, pronunciadas pelo papa Paulo 6º na reabertura do Concílio Vaticano 2º foram citadas na introdução do livro “As janelas do Vaticano 2º: a Igreja em diálogo com o mundo”, pré-lançado durante cerimônia solene, na quinta-feira, 11, na Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), Ipiranga. O evento reuniu professores da Faculdade Dehoniana de Taubaté (SP) e da PUC-SP, bem como alunos e ex-alunos das duas faculdades. O livro é resultado da pesquisa feita por 21 autores, que juntos comentaram todos os documentos do Concílio, atualizando seus significados

para hoje. A organização dos textos ficou por conta dos padres João Carlos de Almeida, atual diretor da Dehoniana; Marcial Maçaneiro, vice-diretor da mesma faculdade e professor na PUC-SP; e Rosana Manzini, diretora acadêmica da Dehoniana e também professora de teologia da PUC-SP. “A ideia surgiu com um grande debate sobre o Concílio Vaticano 2º. Os métodos e linhas de pesquisa são diversificados e cada autor teve liberdade de abordagem. A renda do livro será destinada para dois projetos. O ‘Fundo para a formação acadêmico-teológica de leigos’ (Fortal), da PUC-SP, e o projeto ‘Teólogo Missionário’ da Dehoniana, que pretende enviar teólogos para as dioceses pobres do país. Vejo este encontro entre as duas

Luciney Martins/O SÃO PAULO

mos descoberto na verdade o que foi”. Já o padre João Carlos de Almeida (Joãozinho), ressaltou o diálogo que se travou na elaboração do livro e que pode identificar bem o Concílio. “O Vaticano 2º abriu muitas janelas para o mundo e tem um refrão, que João 23, Paulo 6º e Bento 16 recordaram: o diálogo. Dialogar é um ato de fé, pois a fé professada precisa ser conhecida. É necessário filiar-se a Jesus e viver o processo de cristificação, para dizer como o apóstolo Paulo ‘é Cristo que vive em mim’”. “É instigador estudar e aprofundar o Concílio. Ficamos muito contentes em participar”, disse Cleuber Alves, do 3º ano de teologia da Dehoniana, que saiu de Taubaté, às 5h30 da manhã, junto com outros 30 alunos.

400 pessoas vão ao pré-lançamento de “As janelas do Vaticano 2º”

instituições como um marco para o início de uma parceria na reflexão teológica”, explicou Rosana. Padre Valeriano dos Santos, professor e diretor da faculdade de teologia da PUC-SP, recordou, em seu discurso, a figura profética de João 23, o Papa que convocou o Concílio. “Como um

grande profeta, ele recordou que a Igreja deve ser agente do amor de Deus. Este amor, traduzido em propostas concretas, está reunido nos documentos do Concílio. João 23 ficou lembrado na história como o papa bom e, sem dúvida, anunciou um novo tempo. Tão novo, que talvez, ainda hoje, não tenha-

“Eu agradeço a Deus por ter nascido numa Igreja no Vaticano 2º, a Igreja povo de Deus. Esse evento nos lembrou como fiéis católicos, leigos e mulheres, que somos tão Igreja como todos os outros. Estou muito feliz!”, testemunhou Regina Graciani, nutricionista e estudante no 3º ano de teologia da PUC-SP. A apresentação do livro foi escrita pelo cardeal arcebispo de São Paulo dom Odilo Pedro Scherer, e a conclusão por José Fernandes (padre Zezinho). O lançamento está previsto para a primeira quinzena de novembro e será publicado pela editora Santuário. Segundo informações da própria editora, o livro terá de 400 a 450 páginas, custará entre 42 reais e 49 reais e estará disponível nas livrarias católicas.

abertura e carta pastoral na Arquidiocese B4

O SÃO PAULO 23 a 29 de outubro de 2012

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Geral Ano da Fé quer fortalecer missão

Geral

Entre os cinco agraciados com a terceira edição da Comenda ‘Dom Helder Câmara’, prêmio do Senado que destaca a luta em defesa dos direitos humanos, estão dom José Maria Pires, arcebispo emérito da Paraíba (PB) e o cardeal dom Paulo Evaristo Arns, arcebispo emérito de São Paulo (SP). A cerimônia de premiação ocorrerá em dezembro.

Semanário da Arquidiocese de São Paulo

ANO 57 • Nº 2926 • 6 a 12 de novembro de 2012

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No dia 21, a Igreja celebrou o Dia Mundial das Missões. Na ocasião, em Roma, o cardeal dom Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, concelebrou com o papa Bento 16, a canonização de sete missionários: quatro mulheres e três homens. Na Catedral metropolitana de São Paulo, dom Tomé Ferreira da Silva, recém nomeado bispo de São José do Rio Preto (SP), presidiu missa com padres de diversos institutos missionários, membros do Conselho Missionário Arquidiocesano (Comiar), crianças e jovens da Infância e Animação Missionária. Missionários de diversas partes do mundo também marcaram presença, ente eles o queniano, Victor Mbesi Wafula. “Recebi o Evangelho de outras pessoas e senti a necessidade de partilhar esse mesmo Evangelho com povos de outras culturas, porque eu sei que o amor de Deus não tem barreiras, não tem fronteiras e isso me deu coragem de sair da minha pátria e ir ao povo além fronteiras”, disse o seminarista missionário da Consolata, de 29 anos, há três anos no Brasil. A coleta realizada na catedral e demais igrejas no mundo vão, através das dioceses, para as Pontifícias Obras Missionárias, e de lá, os valores seguirão para o Vaticano, onde o Papa fará a divisão dos valores para as missões mais necessitadas. Para padre Pedro Facci, missionário do Pontifício Instituto das Missões, há uma profunda interligação entre o Ano da Fé, o mês missionário e o Sínodo sobre a Nova Evangelização. “Quando me coloco neste movimento de dimen-

NOVOS SANTOS DA IGREJA Freira espanhola Maria do Carmen Sallés e Barangueras (1848-1911), fundadora da ordem Religiosas Concepcionistas (milagre aconteceu em São Paulo); Freira alemã María Anna Aposte (1838-1918), da Terceira Ordem de São Francisco de Siracusa de Nova York, conhecida como Madre Mariana de Molokai; Leiga Catalina Tekakwitha (1656-1680), filha de dois índios americanos; Leiga alemã Anna Schaffer (1882-1925); Jesuíta francês Jaime Berthieu (1838-1896); Leigo e mártir filipino Pedro Calungsod (1654-1672); Sacerdote italiano Giovanni Battista Piamarta (1841-1913), fundador da Congregação da Sagrada Família de Nazaré e das Irmãs Humildes Servas do Senhor.

Membros do Comiar e missionários de institutos participam de missa, dia 21, na catedral; grupo da Fraternidade Missionária Emaús

são missionária e comunico a minha fé, então, na verdade, eu me fortaleço”, disse o missionário que já esteve em 11 países. Segundo o italiano, há urgência de ações missionárias em regiões que hoje são perseguidas por causa do Evangelho e as que estão passando por

dificuldades de fome. Levantamento da ONG internacional Portas Abertas publicou recentemente uma lista com os 50 países mais opressores ao cristianismo. Os cinco países que mais perseguem os cristãos são Coreia do Norte, Afeganistão, Arábia Saudita, Somália e Irã.

Para Facci é na Ásia que os missionários precisam avançar na missão com o anúncio da fé, sendo esse o tempo propício, enquanto na África, com cerca de 350 milhões de cristãos – cerca de 50% do continente - ainda há a necessidade do trabalho missionário em defesa da vida e da justiça social.

Na Europa, a preocupação é com o aumento da secularização. Naquele continente, segundo estudo global realizado pelo instituto Pew Research Center, a fé cristã responde a 76% (contra 95% no passado). Já na América, mesmo sendo um continente de maioria cristã, ainda, segundo Facci,

há urgências missionárias e sociais. O Brasil conta atualmente com cerca de 2 mil pessoas em missão além fronteiras. “Este número poderia ser maior, sem dúvida se tivéssemos uma verdadeira animação missionária nos seminários e nas dioceses”, avaliou Facci. A missão ad intra também vai se fortalecendo na Arquidiocese. Após a missa na catedral, O SÃO PAULO entrevistou um grupo da Fraternidade Missionária Emaús, que atua nas periferias da capital. “Estamos com os pobres e nordestinos, que são muito discriminados dentro da cidade. Andamos pelas ruas e conversamos com os moradores em situação de rua, em favelas”, disse Iranildo Chaves Gomes, 36 anos, há 13 na missão, que encaminha as pessoas em vulnerabilidade social para casas de recuperação.

Reprodução

DANIEL GOMES 1

Capa da Carta Pastoral de dom Odilo Scherer para o Ano da Fé

REDAÇÃO

A 2ª carta pastoral do cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, à Arquidiocese de São Paulo – “Senhor, aumentai a nossa fé!” - será entregue em 4 de novembro, na abertura do Ano da Fé na Arquidiocese, mas já pode ser acessada no Site da Arquidiocese (www.arquidiocesedesaopaulo.org.br). De acordo com o Arcebispo, a publicação oferece “uma reflexão motivadora e, ao mesmo tempo, as necessárias orientações para a vivência do Ano da Fé em nossa Comunidade Eclesial Metropolitana!”, afirma na introdução da carta pastoral. O texto está dividido em 11 tópicos, além da introdução e conclusão. No primeiro, “Olhos fixos em Jesus, autor e consumador da nossa fé (cf Hb 12,2)”, dom Odilo aponta que o Ano da Fé é ocasião para que se olhe aos predecessores na fé católica, que mesmo diante das dificuldades mantiveram-se perseverantes na fé. Em “Filha, a tua fé te salvou

(Lc 8,48)”, segundo tópico, o Arcebispo indica que a fé nasce de um encontro pessoal com Deus, por meio de Jesus Cristo, e destaca que crer é levar Deus a sério, ter fé na Palavra, colocar-se nas mãos de Deus e deixar-se por ele conduzir. No terceiro tópico “Perseveravam na doutrina dos Apóstolos (cf At 2,42)”, o Cardeal lembra que no Batismo o católico recebe a fé da Igreja, que por sua vez a recebeu inicialmente do testemunho dos Apóstolos de Jesus. Em “Faze isso e viverás (Lc 10,28)”, quarto tópico, dom Odilo diz que a fé se traduz na resposta vital a Deus, concretizada na adoração e louvor, no reconhecimento da vontade de Deus e obediência aos mandamentos, além de uma vida de retidão e honestidade. O Cardeal, no quinto item “Ainda haverá fé sobre a terra? (Lc 18,8)”, aponta que o abandono da fé é preocupante em uma realidade marcada pela superficialidade na adesão a Deus e às verdades de fé, e pede que haja empenho na transmissão da fé.

No sexto tópico “A fé vem da pregação da Palavra de Cristo (cf Rm 10,17)”, o Arcebispo ressalta a necessidade do anúncio da Palavra e do testemunho de vida cristã, e lembra que todas as formas organizadas da Igreja têm como missão principal anunciar a Palavra de Deus. Em “Eu sei em quem acreditei’ (2 Tm 1,12)”, sétimo tópico, dom Odilo destaca que os fiéis devem compreender a própria fé para poder explicá-la aos outros e resistir às contradições postas à fé, e destaca a importância da Catequese de iniciação à vida cristã e do estudo permanente do Catecismo da Igreja Católica. No oitavo tópico “Fica firme naquilo que aprendestes! E sabes de quem o aprendestes (cf 2 Tm 3,14)”, o Cardeal indica que a transmissão da fé é parte essencial da missão da Igreja, e exorta as famílias a transmitirem a fé aos filhos e apresentá-los ao sacramentos da Igreja. Dom Odilo aponta em “Acabei a minha corrida, guardei a fé (2 Tm 4,7)”, nono tópico, que diante de uma cultura da vantagem imediata, muitos

abandonam a fé, mas lembra que esta não é passageira e que ser perseverante na fé é um compromisso com Deus e com Jesus Cristo. Em “E as portas do inferno não prevalecerão contra ela (cf Mt 16,19)”, décimo item, o Arcebispo ressalta que a Igreja permanece na verdade do Evangelho mesmo diante das dificuldades e perseguições, e que os fiéis não devem perder a confiança na Igreja Católica, pois Jesus Cristo nunca a abandonará. No último tópico, o 11º, “Senhor, aumentai a nossa fé! (Lc 15,5)”, o Cardeal reflete mais detalhadamente sobre o Ano da Fé, listando as indicações e objetivos, bem como as iniciativas que serão promovidas para a manifestação e testemunho público da fé na Arquidiocese. Dom Odilo conclui sua 2º carta pastoral à Arquidiocese – “Feliz aquela que acreditou! (Lc 1,45)”, convidando à plena vivência do Ano da Fé e fazendo um apelo para que cada católico praticante traga para a prática da fé mais um irmão católico não praticante.

Dom Odilo Pedro Scherer incensa o Círio Pascal, símbolo do Cristo, Luz do Mundo, no início da celebração eucarística em que foi aberto oficialmente o Ano da Fé na Arquidiocese de São Paulo, dia 4

Aberto Ano da Fé na Arquidiocese Dom Odilo Scherer preside a missa e anima as forças vivas da Igreja a celebrarem com entusiasmo o período Com missa na Catedral da Sé e lançamento de uma Carta Pastoral, o Ano da Fé começou oficialmente na Arquidiocese de São Paulo,

na manhã do domingo, dia 4. A abertura deste Ano especial foi no dia 11 de outubro em Roma, pelo papa Bento 16. O cardeal

dom Odilo Pedro Scherer decidiu adiar a abertura para o domingo passado em vista de sua participação no Sínodo dos Bispos. À tarde,

as regiões episcopais também abriram o Ano da Fé em missas presididas pelos bispos auxiliares. Na Carta Pastoral que dom Odilo esLuciney Martins/O SÃO PAULO

No Cemitério de Vila Formosa, zona leste de São Paulo, arcebispo metropolitano preside missa concelebrada por padres da Região Belém

Ato lembra mortos e desaparecidos No dia 2, no Cemitério de Vila Formosa, entidades religiosas e laicas dedicadas

B4

O SÃO PAULO 6 a 12 de novembro de 2012

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Assembleia arquidiocesana da PJ acontece no interior de São Paulo A Pastoral da Juventude realizou assembleia, entre os dias 2 e 4, no sítio Pirilampo, em Jarinú (SP). Com a participação de 47 jovens, líderes das regiões episcopais, a assembleia refletiu sobre a contribuição da pastoral na JMJ, a Campanha da Fraternidade 2013 e o extermínio de jovens. Também foi eleita a nova coordenação da PJ.

ao resgate da verdade em relação aos crimes da Ditadura Militar organizaram um ato

DESTAQUE PASTORAL

Paróquia começa com terço e Catequese

Luciney Martins/O SÃO PAULO

A Paróquia Nossa Senhora das Graças, na Vila Carolina, começou, em 1952, com o catecismo e o terço rezado na farmácia do casal Etienne e Helena. Formou-se assim uma comunidade. Construiu-se uma capela em mutirão. Em 1972, o cardeal Arns criou a paróquia que evangeliza a família sem esquecer das crianças e jovens. Página B1

Geral

ecumênico em memória dos mortos e desaparecidos. O ato religioso teve a participação de

Acordo Brasil-Santa Sé terá manual

parentes e amigos dos mortos e desaparecidos. Página A8

creveu a toda Igreja de São Paulo, se reflete sobre a fé e se oferecem pistas para melhor viver o Ano da Fé. Um decreto lido no final da

celebração indica como se obter a indulgência plenária neste tempo especial querido pelo papa Bento 16.

Em toda a cidade se orou pelos mortos

Etnia GuaraniKaiowá luta pela terra

No Dia de Finados, em todas as comunidades e paróquias e também nos cemitérios da cidade se celebraram missas em sufrágio dos mortos. Nas homilias, dom Odilo e seus bispos auxiliares refletiram sobre a fé na ressurreição e na vida eterna e lembraram as vítimas da violência que se abate sobre a cidade.

A luta dos índios GuaraniKaiowá no Mato Grosso do Sul ganhou visibilidade após divulgação de uma carta em que protestam contra a decisão judicial de despejá-los do acampamento de Pyelito Kue/Mbarakay (MS). Um debate na USP, no dia 31, tratou dessa questão que ganhou a solidariedade de todo o País.

Página A8

Página B2

Pastorais e Cáritas programam 2013 Página A7

Analistas comentam violência em SP Página A5

Páginas B3 e B4

Paróquia Cristo Rei celebra jubileu Página A6

Região Ipiranga reúne coroinhas Página A6 Elza Fiúza/ABr

Igreja Nossa Senhora das Graças

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B

Missa na catedral se estendeu às regiões episcopais e foi marcada pela Luz de Cristo, nas velas acesas por fiéis

A Região Episcopal Santana abriu o Ano da Fé com missa presidida por dom Sérgio de Deus Borges, na Paróquia Sant’Ana. A celebração foi marcada pela expressiva participação dos jovens. Para dom Sérgio, no Ano da Fé, “o Santo Padre nos convida a comemorar o dom precioso da fé que recebemos de nossas

A abertura do Ano da Fé famílias e de nossa comunidade, pedindo que confessemos na Lapa foi na Paróquia Nossa a fé, testemunhemos nossa fé Senhora da Lapa, dia 4, em com palavras e atos. Quer que missa presidida por dom Julio levantemos a nossa cabeça Endi Akamine e concelebrada e digamos com orgulho que por padres da região cremos em Jesus e somos católicos.” No final da celebração, um jovem de cada paróquia recebeu um exemplar do catecismo jovem “Youcat”.

Em missa presidida por dom Milton Kenan Júnior, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, no domingo, 4, cerca de 500 fiéis dos sete setores pastorais da Região Brasilândia participaram da Abertura do Ano da Fé, na Paróquia Nossa Senhora das Dores, em Taipas. Dom Milton refletiu que

no Ano da Fé todos são chamados a redescobrir a própria fé. “A fé exige de nós compromisso, não podemos ser daqueles que falam uma coisa e fazem outra, a fé exige fidelidade, se trata de dar a vida porque aquele que nos amou entregou a sua vida por nós. A fé não tem preço, mas tem consequências”.

A abertura do Ano da Fé na Região Episcopal Sé foi marcada com a Celebração do Sacramento da Confirmação (Crisma) de 21 jovens e a primeira comunhão de oito adultos em missa presidida por dom Tarcísio Scaramussa, bispo auxiliar de São Paulo e vigário episcopal para a Região Sé, na Paróquia Santa

Rosa de Lima, em Perdizes, zona oeste, na manhã do domingo, dia 4. Na homilia, dom Tarcísio afirmou que a Crisma é um sacramento muito significativo para o momento vivido pela Igreja, uma vez que o crismando confirma a sua fé e se compromete a testemunhá-la e transmiti-la para os outros.

REDAÇÃO

testemunhos de fé

já em outubro de 2011, na sua Carta Apostólica Porta fidei (A Porta da fé), com a qual anunciou o Ano da Fé. Em síntese, podemos dizer que são os seguintes: a) a necessidade permanente de reavivar e alimentar a fé pelo anúncio da Palavra de Deus, a vida sacramental, a oração e a caridade; b) a renovação da nossa consciência sobre as raízes da fé da Igreja e sua preciosidade, levando também a um renovado conhecimento dos conteúdos da nossa fé; c) o desafio atual representado pelo esfriamento na fé, o indiferentismo ou até a perda da fé católica da parte de muitos;

Arcebispo de São Paulo convoca cidade ao anúncio Luciney Martins/O SÃO PAULO

d) a renovação da profissão da fé recebida no Batismo e seu testemunho público; e) a transmissão da fé aos outros, mediante uma renovada ação missionária e evangelizadora.

O SÃO PAULO – De que maneira os leigos e os cristãos batizados da Arquidiocese podem contribuir com este Ano da Fé? Dom Odilo – O Ano da

Fé é uma “hora” da graça de Deus, um “tempo favorável”, muito bem-vindo para toda a Igreja. E os leigos de São Paulo e de todo o mundo são convidados a viver intensamente este Ano da Fé, tomando conhecimento dos apelos do Papa, pondo-se a ouvir “o que o Espírito diz à Igreja” (cf Ap 2,7). Eu gostaria de destacar que a Igreja é a comunidade de todos os batizados, esse “povo crente”, que é convidado a se renovar na fé e a se firmar nela, testemunhando-a mediante as obras da caridade, da esperança e da justiça; os leigos terão imenso proveito ao abraçar as propostas do Ano da Fé. Convido todos os batizados a se sentirem agraciados por terem fé e, portanto, a se instruírem melhor na sua fé, que é a fé da Igreja. Recomendo, especialmente, a levar em conta as abundantes indicações para viver o Ano da Fé, já feitas na minha Carta

Dom Odilo acende luz da fé repassada aos fiéis na catedral, dia 4

Pastoral – “Senhor, aumentai a nossa fé!”. Recomendo a todos o estudo Catecismo da Igreja Católica ao longo do Ano da Fé; nele estão contidas as explicações que a própria Igreja dá sobre sua fé, a nossa fé.

O SÃO PAULO – Que frutos a Igreja pretende colher com o Ano da Fé?

Dom Odilo – Espero que sejam muitos e bem diversi-

ficados! Os frutos mais esperados são a renovada firmeza na fé, vivida na comunhão da Igreja, e a alegria em testemunhar e transmitir a fé aos outros; fruto muito esperado e necessário é o melhor conhecimento da fé católica; é preciso ir além da fé como um sentimento vago e de uma adesão apenas superficial à fé da Igreja; é necessário ir às motivações profundas e ver-

dadeiras da nossa fé católica e isso supõe o conhecimento da “doutrina da fé” e de suas bases. Talvez isso tenha ficado um tanto em segundo plano por algum tempo, mas faz falta; já São Pedro recomendava aos fiéis, lá no começo do Cristianismo, que estivessem “sempre prontos para darem aos outros as razões de sua fé”. Talvez esta seja a parte mais difícil, pois vivemos numa cultura individualista, marcada pelo subjetivismo, na qual cada um é levado a afirmar a “sua” verdade, mesmo em matéria de fé e religião... Mas é importante que os fiéis católicos tenham contato com o rico e vastíssimo tesouro da fé da Igreja e com o patrimônio do testemunho dessa fé vivida pela Igreja ao longo de dois mil anos. E isso requer leitura, estudo e reflexão.

O SÃO PAULO – O senhor divulgou no domingo, dia 4, a 2ª Carta Pastoral “Senhor, aumentai a nossa fé!”. De que forma a Arquidiocese de São Paulo poderá colocá-la em prática? Dom Odilo – Espero

que ela chegue ao maior número possível de pessoas da Arquidiocese, quer de forma impressa, quer em formato eletrônico (www.arquidiocesedesaopaulo.org.br). Com a Carta Pastoral, entro em

diálogo com o povo sobre as questões postas pelo Ano da Fé e convido a participar das iniciativas propostas para viver bem este “tempo favorável”. Convido a difundir a Carta e a promover, com criatividade, as iniciativas indicadas e outras mais, para alcançar os objetivos do Ano da Fé. A fé é um dom que Deus não nega a quem a busca de coração reto; mas, de nossa parte, temos que buscar, pedir e abrir-nos para o encontro com o Deus vivo, do qual nasce a fé e no qual ela se alimenta e cresce.

O SÃO PAULO – E aos meios de comunicação o que se pede? Dom Odilo – O papel

dos meios de comunicação é fundamental para a promoção do Ano da fé. Já temos uma forma impressa da Carta Pastoral, para a qual agradeço muito a colaboração das Editoras Paulus e Paulinas; mas agora o trabalho de divulgar, comentar, conclamar, motivar, esclarecer, precisa ser feito pelo próprio O SÃO PAULO, a rádio 9 de Julho, os numerosos portais e sites da Arquidiocese, das paróquias e outras instituições e organizações da Igreja. Também é importante o papel das novas mídias sociais; já temos à disposição no Site da Arquidiocese uma versão da Carta Pastoral em formato de e-book, muito interessante. A tarefa é de todos. Todos deveremos responder um dia, diante de Deus, se fizemos bem a nossa parte para que outras pessoas também fossem ajudadas a ter seu encontro pessoal com Deus, para despertarem para a fé, e se as ajudamos a perseverar na fé.

CNBB deve publicar manual sobre Acordo Brasil-Santa Sé Elza Fiúza/ABr

ELVIRA FREITAS REDAÇÃO

Jornada Mundial da Juventude Rio-2013, Ano da Fé, 13ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, realizada de 7 a 28 de outubro, em Roma e Código Penal, entre outras questões de cunho social, foram os principais assuntos da pauta de discussões da 79ª Reunião Ordinária do Conselho Permanente (CP) da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), última deste ano, realizada nos dias 30 e 31, em Brasília. Após a conclusão dos trabalhos, abertos com celebração eucarística presidida pelo núncio apostólico dom Giovanni d’Aniello, a presidência da CNBB reuniu a imprensa para divulgar as decisões do CP. O cardeal dom Raymundo Damasceno Assis, presidente do organismo, adiantou a pauta da 51ª Assembleia

Última reunião do Conselho Permanente da CNBB, realizada nos dias 30 e 31, em Brasília, com participação do cardeal Scherer (centro)

Geral, que será realizada de 10 a 19 de abril de 2013, em Aparecida (SP), e terá como tema “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia”. Dom Damasceno disse também que os bispos deveram aprofundar as reflexões do Ano da Fé e as discussões sobre o Diretório de Comu-

nicação para a Igreja no Brasil. O Conselho Permanente da CNBB é a instância, imediatamente posterior à Assembleia dos Bispos do Brasil, sendo, por isso, um órgão de decisão muito importante da Igreja no Brasil. O conselho se reúne três vezes durante o ano para, dentre outros as-

suntos, fazer um balanço e partilha sobre experiências da caminhada da Igreja no Brasil. Dele participam, além da presidência da CNBB, os presidentes dos seus 17 regionais, entre os quais o arcebispo de São Paulo, cardeal dom Odilo Pedro Scherer, que levam à CP a partilha da cami-

nhada nas respectivas regiões. Em entrevista à reportagem, dom Odilo falou sobre os trabalhos da comissão. “Essa última reunião do Conselho Permanente sempre tem a principal tarefa de organizar e preparar a pauta da próxima assembleia geral da CNBB, que acontecerá de 10 a 19 de abril

de 2013. E foi o que fizemos. Além disso, houve uma lista extensa de questões tratadas, como a Jornada Mundial da Juventude Rio-2013, o Ano da Fé, a recente assembleia do Sínodo dos Bispos, a revisão do Código Penal e várias questões sociais, como as relativas aos indígenas, quilombolas e pescadores. Dom Odilo adiantou também que na ocasião foram tratadas várias iniciativas para tornar o Acordo Brasil-Santa Sé, “mais conhecido e compreendido, quer no âmbito da Igreja, quer no da sociedade e até do Governo. Foi planejada a publicação de uma espécie de Manual sobre o Acordo, com a interpretação de seus artigos e sobre a aplicabilidade dos mesmos. Ao mesmo tempo, tratou-se da organização de alguns eventos de estudo sobre o Acordo, em âmbito nacional em 2013, para pessoas mais diretamente interessadas”.

Tereza Campello, ministra do Desenvolvimento Social, fala aos membros do Conselho Permanente

Gera

Dom Odilo abre Ano da Fé em SP

homilia, dom Tomé destacou a necessidade de se acolher a fé, de viver a fé, bem como de testemunhar e celebrar a fé. Após a homilia, os padres distribuíram ao povo a Carta Pastoral do cardeal dom Odilo Pedro Scherer e rezaram o símbolo Nicenoconstantinopolitano, que marcará diversos momentos do Ano da Fé.

ELVIRA DE FREITAS

O arcebispo metropolitano de São Paulo, cardeal dom Odilo Pedro Scherer, abriu no domingo, na Arquidiocese de São Paulo, o Ano da Fé, proposto e aberto pelo papa Bento 16 no dia 11 de outubro, durante a realização da 13ª Assembleia Ordinária do Sínodo dos Bispos. O Ano da Fé vigorará até dia 24 de novembro de 2013, solenidade de Cristo Rei. Dom Odilo falou ao O SÃO PAULO sobre o Ano da Fé, sobre como vivê-lo e a responsabilidade dos cristãos da Arquidiocese em fazer com que este ano dê bons frutos.

O Conselho Permanente da CNBB reuniu-se nos dias 30 e 31 de outubro e preparou a próxima Assembleia Geral do episcopado, cujo tema principal é “Comunidade de comunidades, uma nova paróquia”. O Ano da Fé , a JMJ e a publicação de um manual explicativo para o Acordo Brasil-Santa Sé constaram da pauta.

SPap audeCar aPas ora doArceb spo

Na Região Episcopal Ipiranga a abertura do Ano da Fé aconteceu na Paróquia Santa Rita de Cássia, no bairro de Mirandópolis. Com a presença de padres, diáconos e do bispo regional, dom Tomé Ferreira da Silva, a missa contou com representantes das várias paróquias da Região Ipiranga. Em sua

Arquidiocese abre comemorações com orientações aos leigos, padres, religiosos e aos meios de comunicação

O SÃO PAULO – O que motivou o papa Bento 16 a promulgar o Ano da Fé? Dom Odilo Pedro Scherer – O Papa expôs os motivos

2ª Carta Pastoral de dom Odilo traz reflexões sobre o Ano da Fé Senhor, aumentai a nossa fé!

ANO DA FÉ – 2012/2013 Luciney Martins/O SÃO PAULO

Luciney Martins/O SÃO PAULO

KARLA MARIA

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Padre José Rodolpho Perazzolo celebra 25 anos de sacerdócio O arcebispo de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer e o bispo auxiliar da Arquidiocese, dom Tarcísio Scaramussa participaram da concelebração eucarística em que o padre José Rodolpho Perazzolo comemorou 25 anos de ordenação sacerdotal, no dia 4, na Capela Maria Imaculada, da PUC-SP.

R$ 1,50

No dia em que a Igreja celebra missões, papa Bento 16 canoniza sete missionários e fiéis oram na catedral REPORTAGEM NO CENTRO

O SÃO PAULO 6 a 12 de novembro de 2012

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Senado divulga lista dos premiados com a Comenda ‘Dom Helder Câmara’

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Gera F é s aco hem segunda Car a Pas ora

No de a he o papa emér o Ben o 16 que convocou o Ano da Fé e Franc sco que deu con

Testemunhos Bento 16 convocou o Ano da Fé. E a Arqu d ocese de São Pau o, seu pastor, dom Od o Pedro Scherer, os b spos aux ares, os párocos e v gár os, os re g osos, o Povo de Deus das paróqu as, dos mov mentos das assoc ações, das pastora s, prontamente d sseram s m. E a fé fo confessada, fo ce ebrada, fo v v da, fo rezada, fo testemunhada. F zemos peregr nações com so enes prof ssões de fé. Nossas festas de padroe ros foram um nadas com a uz da fé. Proc amamos nossa fé em cursos, em encontros de oração, em c rcu os b b cos. Os me os de comun cação da Igre a convocaram os f é s, e mostraram tudo, con-

taram tudo. Mostrara Apresentaram v das Agora, à uz da agradecer a Deus o c so cantar um so e de graças pe a nsp ao convocar o Ano d pronta de toda a Ig prec so dar graças munhos de fé que v E os frutos? São e mu tos os que serã porque f cou c aro q marav hoso que qu t r com quem não gestos, com pa avr

encerramento

No domingo, 24, Solenidade de Cristo Rei do Unive Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, presidirá mi


ário da arquidiocese

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www.arquidiocesedesaopaulo.org.br 19 a 25 de novembro de 2013

Atividades na arquidiocese 10

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www.arquidiocesedesaopaulo.org.br 17 a 23 de setembro de 2013

Em peregrinação, Região Lapa faz testemunho da fé Atividade aconteceu no domingo, 15, e encheu a Catedral da Sé de fiéis que, com velas nas mãos, fizeram sua profissão de fé

Nem o calor extenuante e a baixa umidade do ar no domingo, 15, afastou os fiéis da Região Episcopal Lapa de participar da Peregrinação da Região à Catedral da Sé, “Igreja Mãe da Arquidiocese de São Paulo”. Usando lenços amarelos, que remetem à cor que representa a Região, os fiéis se encontraram no Pátio do Colégio e caminharam, carregando uma cruz e cartazes, até à Catedral. Na Catedral, a missa foi presidida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, conce

Geral

www.arquidiocesedesaopaulo.org.br 13 a 19 de agosto de 2013

Arquidiocese inicia Semana Nacional da Família Missas na Catedral da Sé, no domingo, 11, marcaram começo da atividade que segue até o dia 18 em paróquias DANIEL GOMES

REPORTAGEM NO CENTRO

Com duas missas que lotaram a Catedral da Sé, na manhã do domingo, 11, a Arquidiocese de São Paulo iniciou a Semana Nacional da Família, que segue até dia 18, com o tema “Transmissão e Educação da Fé Cristã na Família”. “Temos que resgatar o valor de os próprios pais educarem os filhos na fé, não passarem para a Igreja fazer isso já quando a criança cresceu, mas desde pequeninhos ensiná-los a rezar e a amar a Deus”, comentou, ao O SÃO PAULO, Ester dos Santos, que junto ao esposo, Sílvio, coordena a Pastoral Familiar na Arquidiocese. Os agentes da Pastoral participaram da missa das 9h, presidida por dom Sergio de Deus Borges, bispo auxiliar da Arquidiocese e referencial da Vida e da Família, que saudou os pais no dia a eles dedicado, assim como o fez o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, na missa das 11h (veja mais abaixo). Na homilia, dom Sergio citou as recomendações do Concílio Vaticano 2º sobre a educação cristã dos filhos, que deve ser voltada não somente para a maturidade pessoal, mas também para a introdução no conhecimento da fé. O Bispo apontou que os pais são os primeiros anunciadores do Evangelho e os estimulou a assumir o ministério que lhes foi confiado, por meio da fé e da pertença à comunidade eclesial, educando os filhos para que descubram a própria vocação. “Eduquem seus filhos para que hoje e amanhã sejam construtores de uma nova cultura, a

cultura do encontro, que não fiquem fechados dentro de casa, com medo de tudo e de todos, mas que se abram à cultura do encontro com Deus, do encontro com os irmãos, do encontro con-

sigo mesmo e do encontro com a natureza”, motivou dom Sergio. Casado há 41 anos com Ester, Sílvio dos Santos lamentou que atualmente haja muitos pais “deixando de levar Deus

para dentro do lar” e defendeu que a família seja o lugar da cultura do encontro, como disse o papa Francisco na recente visita ao Brasil. “Acho que a Pastoral Familiar luta muito

para manter esse encontro e estamos propondo que nas paróquias ela trabalhe com os pais na Catequese, no Batismo, para levar a todos, desde pequenos, as instruções da fé”. Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

Geral

Padres, religiosos e leigos peregrinaram à Catedral da Sé, onde participaram de missa com cardeal Scherer na tarde do domingo, 25 DANIEL GOMES

REPORTAGEM NO CENTRO

Animados pelo Ano da Fé, leigos, religiosos e o clero da Região Episcopal Ipiranga, peregrinaram à Catedral da Sé na tarde do domingo, 25, para renovar a fé junto ao cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano. Em procissão, caminharam por 25 minutos do Mosteiro de São Bento até a Catedral, passando pelas ruas São Bento e Direita e pela praça da Sé, tendo à frente uma cruz demarcada com frases de jovens, além de cartazes e banners das paróquias dos cinco setores da Região – Cursino, Imigrantes, Anchieta, Vila Mariana e Ipiranga.

“Temos vivido o Ano da Fé em atividades de setor e de região, feito encontros de formação e, em âmbito paroquial nas celebrações dominicais, sempre focando, por meio do Credo, uma possibilidade que se tem para reativar e reanimar os cristãos católicos”, disse, ao O SÃO PAULO, padre Anísio Hilário, vigário episcopal ad interim da Região Ipiranga. No começo da missa, dom Odilo apontou que as peregrinações à Catedral no Ano da Fé marcam um testemunho público da fé na cidade e simbolizam a unidade da fé com toda a Igreja. Também lembrou que os participantes da peregrinação poderiam ganhar a indulgência plenária, respeitadas as condições de profissão de fé, arrependimento dos pecados, o sincero propósito de conversão, participação na celebração da Eucaristia, confissão dos pecados e orações nas intenções do papa e da Igreja. Na homilia, que precedeu a solene renovação da profissão de fé, o Cardeal comentou que é por meio da fé que se alcança a salvação, que o passo de fé é dado em direção a Deus, caminho único que exige perseverança, e que outros que creram anteriormente não foram desiludidos.

DA REPORTAGEM

Semana Nacional da Família, e convidou os fiéis a valorizarem a figura do pai, mesmo dos já falecidos. O Arcebispo, na homilia, refletiu sobre a fé, que, segundo ele, não é um sentimento volúvel, mas uma adesão ao

Deus fiel; apontou que a Igreja estimula os fiéis crerem no Deus da promessa; e ressaltou que quem tem fé leva uma vida sem medo e com desapego de bens. Dom Odilo recordou que a oração inicial da missa fazia

DA REPORTAGEM

No começo da tarde do domingo, 11, após a missa presidida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, foi realizada na Catedral da Sé uma execução de música sacra (foto), como parte das ações do projeto “Renascimento: variações sobre o mesmo tempo”, promovido pelo Ministério da Cultura, com o patrocínio do Banco do Brasil, sob a curadoria e apresentação do maestro Júlio Medaglia, membro da Academia Paulista de Letras e que já foi diretor e regente titular dos teatros mu-

Bispos publicam nota sobre situação indígena no Mato Grosso do Sul

Em 5 de junho, dia mundial do meio ambiente, os bispos do Regional Oeste 1 divulgaram nota acerca da questão indígena no Mato Grosso do Sul. “É dever de toda sociedade proporcionar aos povos indígenas condições de vida que os façam protagonistas de seu desenvolvimento”, declararam, em nota que pode ser lida em www.cnbb.org.br.

Assembleia vai até quarta-feira, dia 12, em Aparecida, e pretende aprofundar questões cotidianas da Igreja Renato Papis/Regional Sul 1 da CNBB

EDCARLOS BISPO DE SANTANA ESPECIAL PARA O SÃO PAULO EM APARECIDA (SP)

referência a Deus como Pai e que os homens assim passaram a chamá-lo pelo ensinamento de Jesus. Segundo o Arcebispo, Deus quer a todos como filhos e viver na fé é viver com coração de filhos diante do Pai. (DG)

Sobre a dinâmica da assembleia, o Arcebispo disse que a mesma não foi pensada para ser um monólogo e sim contar com a partilha e as colaborações dos bispos. Assim, cada um poderá falar de sua experiência e vivência da transmissão da fé, tanto local como na Igreja. “Esperamos que isso possa trazer um enriquecimento maior sobre a compreensão do tema, mas também da compreensão do desafio da transmissão da fé”, salientou o Cardeal em entrevista ao O SÃO PAULO. O bispo da Diocese de Lorena, dom Benedito Beni dos

Santos, que esteve no Sínodo sobre “A nova evangelização para a Transmissão da Fé”, em 2012, apresentou um breve relato sobre o tema. O texto de estudo, preparado por ele mesmo, se divide em oito tópicos: finalidade do Ano da Fé; o que é a fé; transmissão da fé; o conteúdo da fé; a família, núcleo fundamental da transmissão da fé; liturgia e transmissão da fé; a paróquia e a transmissão da fé; o testemunho dos cristãos leigos, e mostra a relação da transmissão da fé com as diversas temáticas da Igreja. Na conclusão do texto, dom Beni destacou que “a

transmissão da fé é orientada para o encontro pessoal com Cristo. A Igreja transmite a fé que ela mesma vive pela Sagrada Escritura, pela tradição viva e interpretada de modo autêntico pelo Magistério, pela Catequese, pela iniciação cristã, pelo testemunho cristão. A evangelização pertence à própria natureza da Igreja. Ela existe para evangelizar, para transmitir a fé”. Para o secretário do Sul 1, é preciso, neste Ano da Fé, aprofundar o conhecimento e o testemunho da própria fé. Dom Tarcísio destacou que “pela crise que a sociedade

secularizada apresenta, precisamos descobrir o caminho para evangelizar neste novo contexto”. O Bispo, que é o referencial para o Setor Juventude na Arquidiocese de São Paulo e responsável pela organização da Semana Missionária na cidade, destacou que o assunto também está na pauta da Assembleia do Regional Sul 1. De acordo com ele, serão informados como estão os preparativos para a JMJ, bem como o andamento das Semanas Missionárias nas dioceses. O vice-presidente do Regional e arcebispo recém-

públicos de fé

am testemunhos de fé. um nadas pe a fé. mesma fé. É prec so dom desta fé. È preene Te Deum em ação p ração de Bento 16 da Fé e pe a resposta gre a em ce ebrá- o. É s pe os mu tos testemos, que ouv mos. mu tos os á co h dos ão co h dos no futuro, que a fé é um dom tão uem o tem quer repartem, quer d zer com ras que va e a pena

crer em Deus que se reve a a nós como Pa cr ador, F ho redentor e Esp r to sant f cador. A você, e tor do O SÃO PAULO, oferecemos car nhosamente uma breve retrospect va do que fo o Ano da Fé na Igre a de São Pau o. Some o que fo v v do em n ve de Arqu d ocese, Reg ão, Paróqu a e Setor às bon tas exper ênc as pessoa s que marcaram sua v da pessoa neste ano. E cont nuemos professando, ce ebrando, v vendo, orando e testemunhando nossa fé. E, quando nos sent rmos fráge s d ante dos desaf os, rep tamos a prece dos apósto os: “Senhor, aumenta a nossa fé!”.

ento do ano da fé

erso, às 11h, na Catedral da Sé. O cardeal dom Odilo issa de encerramento do Ano da Fé e pelo Dia do Leigo

Cardeal dom Odilo Pedro Scherer fala sobre 11º Plano de Pastoral da Arquidiocese e Ano da Fé em reunião do CAP, no sábado, dia 8

com base nas indicações do 11º Plano. “Há, no momento, aquela linha de começar da base, com as comunidades, paróquias, pastorais e regiões episcopais elaborando seus projetos e o secretariado ajudando no monitoramento e no subsidiar dos projetos”, explicou, ao O SÃO PAULO , comentando também que regularmente haverá avaliações em âmbitos regional e arquidiocesano sobre a implantação do 11º Plano. Após o relato dos participantes sobre como o 11º Plano vem sendo implementado (veja ao lado), o Cardeal questionou os participantes

se o Ano da Fé está tendo ressonância na Arquidiocese e enfatizou que é preciso valorizar a dimensão da fé professada, para permitir o aprofundamento da experiência de fé. Ele também estimulou que neste ano haja especial mobilização para o estudo da constituição Lumen Gentium, que, segundo o Arcebispo, trata da eclesiologia do Concílio Vaticano 2º. Ainda durante a reunião, dom Tarcísio, bispo referencial do Setor Juventude, destacou que as paróquias devem definir a programação de atividades da Semana Missionária, que devem

contemplar todos os jovens e não só os peregrinos. O Bispo disse ainda que não se sabe quantos jovens da Arquidiocese irão à JMJ, mas que a logística de distribuição de peregrinos pelas regiões episcopais já começou. Ele também desejou que o evento favoreça a evangelização permanente da juventude. “O objetivo mais amplo da Jornada Mundial da Juventude é justamente envolver a nossa Igreja na missão evangelizadora do jovem e realmente procurar qualificar melhor, formar mais assessores e organizar melhor a nossa pastoral para poder

nomeado para Ribeirão Preto, dom Moacir Silva, leu uma carta enviada por dom Joaquim Justino Carreira, bispo diocesano de Guarulhos, na qual ele informa o motivo de sua ausência e destaca que está se recuperando, e reconhece que isso de dá “em parte graças às orações de todos”. “Que todos os participantes desta assembleia possam viver e transmitir a grandeza e beleza da fé como um meio para se construir a beleza da vida humana e pastoral, colaborando para a humanização do mundo”, escreveu dom Joaquim.

PANORAMA DA IMPLANTAÇÃO DO 11º PLANO DE PASTORAL

Luciney Martins/O SÃO PAULO

DANIEL GOMES

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dar continuidade a esse processo de evangelização da juventude, envolvendo os próprios jovens”, comentou à reportagem. Dom Tarcísio também comunicou que para marcar um mês para o início da JMJ Rio-2013, no dia 22 deste mês, às 18h, haverá uma vigília na Igreja de São Gonçalo, na Região Sé, e no dia 23, às 16h, uma carreata, partindo do Campo de Marte, na zona norte, até a praça Charles Miller, no Pacaembu. Ao final da reunião, os participantes avaliaram positivamente a celebração arquidiocesana de Corpus Christi, realizada em 30 de maio.

Regiões Belém: estão sendo acompanhados os projetos apresentados, a partir das assembleias já realizadas em âmbito paroquial, setorial e regional; Ipiranga: atividades pastorais em sintonia com as urgências do 11º Plano, e realização de planejamento de ações nos setores com o foco no Ano da Fé e na JMJ; Sé: o plano tem sido refletido com o clero e também nas reuniões do CRP, assim como nas visitas pastorais de dom Tarcísio Scaramussa, bispo regional; Lapa: estudo do 11º Plano e do documento Lumen Gentium; e realização de oficinas de capacitação com os agentes para que saibam elaborar os projetos de pastoral; Santana: Dom Sergio de Deus Borges, bispo regional, tem estudado o plano nas reuniões do CRP e com o clero; e até agosto as pastorais apresentarão projetos; Brasilândia: o plano tem sido estudado nos setores, nas reuniões dos presbíteros e nos encontros do CRP.

Em peregrinação, Brasilândia testemunha a fé Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

NAYÁ FERNANDES

ESPECIAL PARA O SÃO PAULO

No domingo, 29, foi a vez da Região Episcopal Brasilândia peregrinar à Catedral da Sé, por ocasião do Ano da Fé. Reunidos no Pátio do Colégio, leigos, religiosos, diáconos, seminaristas e padres foram motivados por dom Milton Kenan Júnior, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região, a dar testemunho público da fé pelas ruas do centro da cidade. A presença dos jovens marcou a caminhada da Região. Foram eles que levaram, à frente de todos os fiéis, a réplica da cruz peregrina da JMJ Rio2013, seguida de cartazes e faixas com os nomes dos setores que formam a Região. Ainda em frente ao Pátio do Colégio, a reportagem foi surpreendida por três jovens sussurrando frases bíblicas. “O nome do projeto é ‘Shakespeare ao pé do ouvido’”, contou Mateus Lopes, 15. “Abordamos as pessoas na rua”, completaram Emanuela Souza, 14, e Fernanda Barretos Santos, 13. Elas fazem parte da “Cia de Teatro Monfort”, da

Região Episcopal Brasilândia peregrina à Catedral, na programação do Ano da Fé da Arquidiocese de São Paulo

Paróquia São Luís Maria Grignion de Montfort, e prepararam o teatro especialmente para a peregrinação. Dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, na homilia da missa por ele presidida, ressaltou que a transmissão da fé é obediência ao mandato de Jesus. “Todos os

domingos nós fazemos uma pequena peregrinação quando saímos de casa e vamos à igreja. Esse é um testemunho importante de fé, que fala por si.” O Cardeal animou os fiéis a permanecerem firmes na fé, que é a mesma que foi professada pelos apóstolos, santos e tantos outros cristãos ao longo da his-

tória. “Não cremos sozinhos, do nosso jeito, mas com a Igreja, cremos como a Igreja crê.” Ao O SÃO PAULO, dom Milton ressaltou que “peregrinar é uma atitude própria da Igreja, pois a Igreja é um povo que caminha, animado pela fé. O Povo de Deus atravessa o deserto do mundo, espalhando a semente

da fé”. No trajeto até a Catedral, dom Milton foi interrompido por uma mulher em situação de rua que gritou “papai” e mostrou, no pescoço, uma medalha com a imagem de Nossa Senhora, pedindo que o Bispo a abençoasse. “Essa realidade que vemos aqui”, disse, “é a realidade da Igreja em todo o mundo, cercada por desafios”. Desafio também vive a comunidade da Área Paroquial Santo Antônio, no Setor Jaraguá, onde está sendo construído um trecho do Rodoanel. “Lá, temos uma realidade social impactante e estamos sofrendo com a experiência das pessoas que saem de maneira forçada. Alguns moravam na região há mais de 30 anos e, de repente, foram forçados a se mudar”, contou padre Israel Mendes, 31, responsável pela Área Paroquial. “Ontem [sábado, 28], uma criança, que era coroinha disse: ‘Padre, minha mãe vai se mudar, vamos voltar para o Norte porque ela não conseguiu comprar outra casa aqui’. Para mim, está sendo uma experiência nova de fé, de relacionamento com as pessoas e de vivência comunitária”, ressaltou o Padre. Da Pastoral da Juventude da Paróquia Nossa Senhora do Carmo, na Vila Cruz das Almas, veio Gilherme Bonani, 18, junto a um grupo de dez jovens. “Foi bem legal a procissão, vi muitos jovens trabalhando. A Jornada instigou a gente, e momentos como esse são importantes para prosseguir na caminhada.”

DANIEL GOMES

REPORTAGEM NO CENTRO

Nascida em Jeremoabo, no interior da Bahia, Givanilda de Jesus chegou a São Paulo em 1993 trazendo na bagagem a vocação de catequista. Mesmo convivendo com uma doença que a faz ter os ossos frágeis, Vandinha, como é mais conhecida, coordenou em sua cidade natal uma turma de Catequese e no ano 2000 passou a auxiliar as catequistas na Paróquia São Mateus Apóstolo, na Região Belém. “Ser catequista valeu a pena e até hoje está valendo”, contou Vandinha, que recebeu a reportagem do O SÃO PAULO na sede da Pastoral Carcerária de São Paulo, onde trabalha há cinco anos como copeira. Toda segunda-feira, ela visita, na companhia de outros agentes da Pastoral, o Centro Hospitalar do Sistema Penitenciário, no bairro do Carandiru. “Lá a gente também faz um pouco de Catequese, porque o objetivo do trabalho é sempre evangelizar.” Para Vandinha, saber acolher e ser alegre são as principais virtudes de um catequista, “é preciso ter essa energia positiva”, avaliou, destacando também como fundamental conquistar a confiança das crianças. “A gente tem que ouvir o que eles contam e tem o desafio de saber como tratar os problemas, pois muitas crianças se sentem inseguras quando falam sobre a família e pedem conselho.” A propósito, sobre as famílias, ela alerta: “A semana inteira os pais trabalham, mal veem o filho e quando veem é rápido, não têm aquela coisa de perguntar como está o seu dia. Às vezes, os pais vão e já dão um presente e acham que resolveu, mas acredito que não, as crianças reclamam da falta dos pais”. Após tantos anos como catequista, Vandinha já conheceu os filhos de moças que catequizou quando eram crianças, e não é raro que encontre adolescentes para quem deu formação para os sacramentos. “Esta semana, eu estava no ponto de ônibus e uma menina de 16 anos me disse: ‘Você se lembra de mim? Há mais de dois anos eu fiz a Primeira Eucaristia com a senhora’. Eu disse a ela, ‘que bom’, a menina estava indo trabalhar.”

A VIVÊNCIA DO ANO DA FÉ

“Temos vivido o Ano da Fé especialmente na formação do povo, no sentido de acolher a fé como um dom de Deus, não como algo que se impõe a Deus de nossa parte, mas como algo que recebemos gratuitamente dele no Batismo e que depois, efetivamente, precisa se tornar vivência concreta.”

“Acho importante a gente se unir mais entre as paróquias neste momento que é de grande comoção jovem. Ainda estamos no espírito da JMJ. Hoje, dos adolescentes da paróquia que estão aqui, metade não foram para JMJ, mas estão vivendo um pouco do que a gente viveu lá.”

“Essa peregrinação é superimportante para a Igreja. A Pastoral da Pessoa Idosa está bastante voltada ao pedido de dom Odilo [de que cada católico praticante traga à prática da fé um não praticante]. Em cada situação que a Pastoral promove, convida pessoas de outros credos, sempre há gente nova.”

Padre Ricardo Antonio Pinto, pároco da Paróquia Nossa Senhora Aparecida da Vila Arapuá

Wallace Lopes França, 25, da Paróquia Santuário Santa Edwiges

Cecília Belle Feliciano, da São Vicente de Paulo e coordenadora arquidiocesana da Pastoral da Pessoa Idosa.

*Neste mês, a cada edição, o jornal O SÃO PAULO publica o perfil de vocacionados que atuam na Arquidiocese.

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Arquidiocese realiza evento ‘A JMJ acabou de começar’ No sábado, 24, das 14h às 19h, no Colégio Marista (rua Domingos de Moraes, 2.565, metrô Santa Cruz), a Arquidiocese promove “A JMJ acabou de começar”, com testemunhos dos peregrinos que foram à Jornada, animação e convite à missão. Às 16h30, o cardeal dom Odilo Scherer presidirá missa. Informações: setorjuventudesp@uol.com.br.

Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

fissão de Fé, ela se torne uma oração. O coordenador de pastoral

da Arquidiocese, padre Tarcísio Marques Mesquita, disse que o estímulo para o tema do encon-

tro deste ano foi o Ano da Fé, que tem levado a Igreja no mundo inteiro a fazer um aprofundamento sobre a Profissão de Fé. “O que temos hoje formulado do Creio, seja o Apostólico seja o Constantinopolitano, é uma experiência da Igreja vivida. Muitos e muitos santos se tornaram santos conhecendo profundamente esta estrutura, que leva consigo o Credo. Hoje poder aprofundar o Credo é fundamental, pois nos faz repensar a nossa Catequese, a forma de Igreja que estamos vivendo”, destacou o padre José Antônio Tejada, pároco na Paróquia Santa Bernadete, Região Episcopal Belém. O padre precisa, assim como todo cristão, alimentar sua fé, destacou o Cardeal. Para ele, além de se aprofundar no conhecimento de sua fé, o cristão deve ajudar e ensinar os irmãos a crescerem na fé. Dom Odilo ainda afirmou que é preciso conhecer a fé, pois o que não se conhece não se pode amar.

Aparecida (SP), um modelo do Catecismo da Igreja Católica. Durante o retiro do clero da Arquidiocese de São Paulo, o cardeal dom Odilo destacou que o catecismo é um instrumento precioso, e deve ser um livro de uso diário, em que consta o ensinamento da Igreja. Responsável pela atualização e revisão de doutrina,

monsenhor Catelan, que ministrou o retiro para o clero arquidiocesano, destacou que esta edição tentou simplificar a vida do leitor, com uma linguagem mais acessível no que foi possível. Os números principais, em vez de preto, foram grafados em magenta e estão de acordo com a nova ortografia. A nova edição do Catecismo pode ser adquirida no site

das edições CNBB e custa em torno de R$ 24. “É uma referência segura para saber o que a Igreja ensina em matéria de doutrina, mas a importância maior é que, nas quatro partes dele, aborda o conjunto da vida cristã, como crer, celebrar, viver e a oração, tudo que fazemos como cristãos se encaixa em um, ou em outro, desses aspectos” afirmou Catelan.

EDCARLOS BISPO DE SANTANA ESPECIAL PARA O SÃO PAULO

Clero Arquidiocesano participa do Curso de Atualização, ministrado por assessor para a Doutrina da Fé, da CNBB

ção é sempre dirigida a Deus em primeiro lugar, porém isso não impede que, ao meditar a Pro-

CNBB publica nova edição do Catecismo DO ESPECIAL PARA O SÃO PAULO

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil lançou na última Assembleia Geral, realizada em abril na cidade de

Site Brasil: Nunca Mais Digit@l é lançado em São Paulo Ascom PRR-3

DA REDAÇÃO

Lançado na sexta-feira, 9, site Brasil: Nunca Mais Digit@l traz acervo de processos julgados no País durante a ditadura

fossem destruídos com o fim da Ditadura Militar (1964-1985). O acervo digitalizado permite que se obtenham informações sobre torturas praticadas naquele período e que a divulgação dos pro-

u

cessos cumpra um papel educativo na sociedade brasileira. Representando o cardeal dom Paulo Evaristo Arns, esteve presente ao evento o cardeal dom Odilo Pedro Scherer,

mun d d p

arcebispo metropolitano. Em entrevista à TV Globo, o Cardeal ressaltou a importância do acervo e de sua divulgação. Para ele, não se deve voltar a um regime de opressão da população, que

desrespeita a dignidade e os direitos mais fundamentais da pessoa humana. A consulta aos processos pode ser feita, de forma geral, pelo objeto da busca, ou até mesmo pela divisão por estado ou organização política. Antes de sair o resultado da busca, aparece uma janela com a mensagem: “Parcela expressiva dos depoimentos de presos políticos e das demais informações inseridas nos processos judiciais foi obtida com uso de tortura e outros meios ilícitos, e não pode ser considerada como absoluta expressão da verdade”. (Com Informações Agência Brasil)

nm C d

Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

Peregrinação à Catedral aconteceu no sábado, 31, e teve gesto concreto com arrecadação de donativos para o Amparo Maternal EDCARLOS BISPO DE SANTANA ESPECIAL PARA O SÃO PAULO

Os catequistas pertencentes às seis regiões episcopais participaram, no sábado, 31, da peregrinação à Catedral da Sé, por ocasião do Ano da Fé. A celebração foi presidida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, concelebrada pelo bispo auxiliar e referencial da Animação Bíblico-Catequética, dom Tarcísio Scaramussa, pelo coordenador da Catequese na Arquidiocese, padre Paulo César Gil, pelos padres coordenadores nas regiões episcopais e demais padres. “Catequista: Viva a alegria de crer e transmitir a fé”; “Catequistas: Sejam protagonistas de um novo tempo”, esses

Representando as seis regiões episcopais da Arquidiocese, catequistas acenderam as velas da assembleia junto com o Cardeal, bispos e padres, professam o símbolo nicenoconstantinopolitano

foram os convites feitos aos catequistas nos cartazes introduzidos na Catedral da Sé, logo na procissão de entrada da celebração. A jovem Camila Ferreira, 20, há cinco como catequista na Paróquia Santa Cecília, Região Episcopal Sé, afirmou que as peregrinações do Ano da Fé

Candidatos ao diaconato permanente fazem retiro FÁBIO JOSÉ PARPINELLI

ESPECIAL PARA O SÃO PAULO

Aconteceu nos dias 30, 31 e 1º, em Itapecerica da Serra (SP), o 2º Encontro dos candidatos ao Diaconato Permanente da Arquidiocese de São Paulo. O pregador do retiro foi o padre Luis Gutiérrez Pardo, pároco da Paróquia Menino Deus, da Região Episcopal Belém. Entre os pré-diáconos, 3 deles deverão ser ordenados em dezembro na Catedral da Sé. Participaram do retiro 54 alunos da Escola Diaconal Arquidiocesana São José, e algumas das suas esposas. O retiro realizou-se na Casa de Encontros Mary Ward, dirigida pelas religiosas do Instituto Beatíssima Virgem Maria, fundado em 1609, na Bélgica, pela bem-aventurada Mary Ward. “Nossos sinceros agradecimentos e profunda admiração ao padre Gutiérrez, que, em suas meditações, motivou e ensinou a todos com vigor e entusiasmo, encerrando hoje com a missa celebrada com muita alegria e fé”, confirmaram os candidatos ao diaconato permanente.

Chamados a ser testemunhas do Cristo Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

Coroinhas, acólitos e cerimoniários participaram de celebração por ocasião do 11º Encontro Anual EDCARLOS BISPO DE SANTANA ESPECIAL PARA O SÃO PAULO

A Catedral da Sé estava lotada, um colorido especial de túnicas tomou conta da igreja mãe da Arquidiocese de São Paulo, no sábado, 17. Na ocasião, aconteceu o 11º Encontro Anual de Coroinhas, Acólitos e Cerimoniários e a peregrinação do Ano da Fé. Os coroinhas das seis regiões episcopais participaram da celebração presidida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, e concelebrada por demais padres da Arquidiocese, entre eles o padre Messias de Moraes Ferreira, promotor vocacional arquidiocesano. “Ele [o coroinha] é um

Imagem de São Tarcísio, padroeiro dos coroinhas, é levada; celebração se insere no contexto do Ano da Fé; ofertas da missa expressam doação e comprometimento

exemplo, tem que ajudar, dar bom exemplo dar bons conselhos” dessa forma, Giovanna Fernandes, 11, da Paróquia Nossa Senhora da Candelária, Região Episcopal Santana, descreveu como deve ser um coroinha. A menina, que durante a celebração levou a naveta – objeto litúrgico usado na missa para carregar o incenso –, conta que, por causa, do seu serviço de coroinha, os

seus pais retornaram para a Igreja. “Minha mãe virou catequista, meu pai, que não frequentava a Igreja, está frequentando, meu avô que bebia muito está parando, minha vó era de outra religião [agora está na Igreja Católica]”, conta Giovanna. A jovem ainda dá um testemunho de fé, ao ressaltar que os amigos de escola zombam dela pelo fato de ser

mostram que a Igreja está viva, que a Catequese está viva. A jovem ressaltou a importância da Catequese se renovar e citou como exemplo a quantidade de jovens, que, como ela, se tornam catequistas. Camila contou que é preciso fazer a diferença na vida dos catequizandos e de suas

famílias. Para ela, a Catequese é algo cíclico, pois como ela foi tocada há cinco anos ao fazer Catequese, agora é o momento de testemunhar sua fé para as pessoas. “A Catequese é um método privilegiado e insubstituível de evangelização”, comentou o Cardeal na celebração. Durante

coroinha, porém ela não liga e continua firme no caminho que escolheu. Na homilia, o Cardeal destacou a importância dos coroinhas para a liturgia, pois se inspirando no exemplo deles as outras crianças, jovens e, até mesmo, os adultos, podem viver melhor a celebração eucarística, fazendo mais silêncio na missa, por exemplo.

Ao falar sobre o Ano da Fé e a Profissão de Fé, dom Odilolembrou aos coroinhas que é preciso crer em Deus, mas também viver de acordo com isso. Por isso, não só deve saber o Credo, mas vivê-lo. O Arcebispo agradeceu aos coroinhas o serviço que eles prestam à Igreja e à liturgia. Padre Messias destacou que a presença do coroinha é como a “semente que caiu em terra boa”, pois, na convivência de comunidade e no aprendizado e cultivo da fé, se torna um vocacionado não apenas para os ministérios ordenados, mas para a vida em sociedade, para um Matrimônio constituído no seio da Igreja.

EDCARLOS BISPO DE SANTANA da cidade. Dom Odilo destacou ESPECIAL PARA O SÃO PAULO que os fiéis são chamados a conhecer a beleza da fé que não anula a razão. Durante a homilia, o Cardeal destacou que a fé não deve ficar oculta, como se fosse algo da vida privada, por isso se torna importante que haja, principalmente, no Ano da Fé, uma manifestação pública da fé. De acordo com o Arcebispo, os estudos, neste caso o de teologia, são importantes para que os estudantes se aproximem cada vez mais da fonte, que é Jesus. O estudante de teologia da PUC-SP, Willian Alves, destacou que é importante revelar para as pessoas a importância de “uma fé que não está entre quatro paredes, mas que ilumina a todos”. De acordo com o estudante, cursar teologia é entender que a fé não é algo infantil, mas algo que precisa ser alimentado e amadurecido. Padre Valeriano dos Santos Costa, diretor da Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção da PUC-SP, destacou que os Centros e Institutos Acadêmicos “devem ser um centro de irradiação da fé, refletida, aprofundada por vários meios, principalmente pelo meio acadêmico”.

Mandamentos do Coroinha, Acólito e Cerimoniário

1º Ser responsável 2º Ser disponível 3º Ser atencioso 4º Ser exemplar 5º Ser cuidadoso com as vestes, postura e gestos 6º Ser estudioso 7º Ser honrado com a família 8º Ser respeitoso com as pessoas 9º Ser amigo de todos 10º Nunca esquecer a oração

NAYÁ FERNANDES

ESPECIAL PARA O SÃO PAULO

Segurando um papelão com as fotos de dom Luciano Mendes de Almeida e dom Helder Câmara, caminhava Teresa Castellani, da Paróquia São Miguel Arcanjo. “Lembrei que os pobres fazem cama com papelão e foi uma forma de trazê-los para a peregrinação.” Assim como Teresa, os peregrinos da Região Episcopal Belém, junto a dom Edmar Peron, bispo auxiliar na Arquidiocese, caminharam do Pátio do Colégio até a Catedral da Sé, no domingo, 1º, para a sua peregrinação regional, que marca as celebrações do Ano da Fé na Arquidiocese de São Paulo. Dom Luciano Mendes de Almei-

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da, dom Décio Pereira, os beatos Mariano de La Mata e João Paulo 2º, Madre Paulina, Santo Antônio de Santana Galvão e Nossa Senhora Aparecida, foram as testemunhas de fé escolhidas pelos fiéis para serem lembradas durante a peregrinação. Em sua homilia, o cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer, destacou que é preciso sempre pedir a Deus o dom da fé e que os bispos são aqueles responsáveis por zelar para que a fé seja acolhida pelos fiéis e produza bons frutos. Ao O SÃO PAULO, dom Edmar Peron lembrou que peregrinar é um dos aspectos fundamentais da pessoa que crê. “Partir do Pátio do Colégio é lembrar as origens da cidade e mostrar que, hoje, nós somos as pessoas que creem.” Dom Edmar recordou ainda alguns textos bíblicos que lembram caminho. “A mais importante passagem bíblica que fala do caminho é a de Abraão. Depois, toda a caminhada do povo de Deus, mas também pequenas peregrinações como a de Elias e Moisés. Do Novo Testamento, o caminhar do próprio Jesus e o do Apóstolo Paulo, que foi às gentes para anunciar o Evangelho.”

Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

EDCARLOS BISPO DE SANTANA ESPECIAL PARA O SÃO PAULO

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Os religiosos membros de Institutos de Vida Consagrada, Sociedades de Vida Apostólica e demais membros de Comunidades de especial Consagração a Deus realizam peregrinação à Sé

a presença e o testemunho dos religiosos na Arquidiocese de São Paulo, aproveitou a oportunidade para encorajá-los a continuar trabalhando com alegria, sem medo do que os outros irão dizer, e afirmou que o mundo e a cidade precisam do testemunho dos consagrados.

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Dom Julio destacou que a vocação dos consagrados é “uma resposta piedosa e cheia de fé a Deus que nos escolheu e nos consagrou”. Para o Bispo, a “peregrinação tem esse sentido de agradecimento a Deus, pelo chamado, pela nossa consagração”. Ainda de acordo com

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o Bispo, a celebração é um momento de renovação, tanto da fé, quanto da consagração A presidente da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), irmã Geni dos Santos Camargo, SFB, fez uma saudação aos religiosos e leu a mensagem do eleito presidente nacional

da entidade irmão Paulo Petry, na qual ele destaca que “neste Ano da Fé, fortalecemos o compromisso de sinalizar ao mundo o rosto amoroso de Deus, através da vivência testemunhal de nossos carismas congregacionais”. Em entrevista ao O SÃO PAULO, irmã Geni destacou que é um momento muito especial, junto aos demais religiosos de diversas congregações, de renovar a fé em Deus. Sobre o ingresso de jovens na vida consagrada, a Irmã afirmou que a juventude nem sempre adere à vida religiosa, e, por mais que as congregações diminuam em número, não diminuem em virtudes. Sobre o apelo feito pelo Cardeal, para que os religiosos vão ao encontro dos jovens e se coloquem no meio deles, irmã Geni destacou que esse é o caminho a ser percorrido pelas congregações. Para ela, os religiosos devem ir até os jovens, com sua vida, com suas atitudes, e ser testemunhas.

Setembro, mês da Bíblia PADRE CIDO PEREIRA DIRETOR DE O SÃO PAULO

18º Encontro Ecumênico do Regional Sul 1 REDAÇÃO

ecumênico e inter-religioso”; e dom Julio Endi Akamine, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Episcopal Lapa, concluiu com a apresentação do decálogo do diálogo e com a bênção bíblica. O encontro só foi possível porque contou com a colaboração de muitas pessoas na organização, na coordenação, na animação e com a presença e participação de 92 pessoas que, juntas, refletiram sobre o tema “Fé abraâmica em diálogo: judeus, cristãos e muçulmanos a partir da declaração Conciliar Nostra Aetate”. (Com informações do cônego José Bizon)

O mês de setembro é o mês da Bíblia para a Igreja Católica. E ela tem uma razão muito forte para isso. No dia 30, celebra-se a memória de São Jerônimo, homem sábio que intuiu que a Bíblia deveria chegar ao povo e não apenas ser objeto de estudo e reflexão para os teólogos. São Jerônimo, tradutor e exegeta, reuniu um grupo de estudiosos e traduziu a Bíblia do hebraico e do grego para o latim. A sua tradução passou a ser chamada de Vulgata, que se pode entender como a Bíblia do vulgo, do povo. Para São Jerônimo, ignorar as Sagradas Escrituras é ignorar a Cristo. Sua dedicação ao estudo da Palavra de Deus ocupou toda a sua vida. Ele nasceu no ano 340 e morreu no dia 30 de setembro de 420. O Concílio Vaticano 2º acentuou a importância da Sagrada Escritura na vida da Igreja. Nesses 50 anos, à luz da Dei Verbum, Constituição Dogmática sobre Revelação Divina, multiplicaram-se os estudos e os círculos bíblicos e ganhou maior brilho a Liturgia da Palavra nas celebrações da Eucaristia e dos demais sacramentos. Também a Lectio Divina ou Leitura Orante da Bíblia constituiu-se em instrumento eficaz para o aprofundamento, a vivência e o testemunho da fé. Há 42 anos, celebra-se o mês da Bíblia, cada ano com um tema diferente. Como em 2013, o Evangelho de Lucas é lido na liturgia dominical e é proposto para a reflexão e o estudo dos fiéis. O tema do mês da Bíblia é tirado de Lucas, 15. A frase “Alegrai-vos comigo, encontrei o que estava perdido” (Lc 15), é um convite a redescobrir o tesouro da fé recebido no Batismo. Em entrevista à rádio 9 de Julho, o arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, recomendou mais atenção à Palavra de Deus e à leitura orante da Bíblia. Ele entende que neste mês se faz necessário redobrar a escuta da Palavra de Deus, individualmente e juntamente com outras pessoas. É tempo de se aprender a fazer a leitura orante para apreender e saborear a Palavra de Deus. E dom Odilo recomenda a leitura orante também como parte do Ano da Fé. Nas seis regiões episcopais, as comunidades e paróquias usarão de criaitividade para dar destaque à Bíblia, e ao tema deste 42º mês da Bíblia, que será celebrado na perspectiva do Ano da Fé.

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do diálogo na realidade de cada um. Na manhã de sábado, foi apresentada e refletida a declaração Nostra Aetate e discutiram, em grupos, os desafios e as perspectivas para o diálogo ecumênico e inter-religioso. Raul Meyer, da Comunidade Judaica, e do Sheikh Houssam A. El Boustani da Comunidade Muçulmana, apresentaram a fundamentação das respectivas religiões. Já o pastor Lauri Wirthi, da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, e o padre Marcial Maçaneiro, scj, apresentaram o tema: “Os desafios e perspectivas para o diálogo

Luciney Martins/O SÃO PAULO

Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

Dom Luciano Mendes de Almeida é lembrado durante a missa presidida por dom Odilo e concelebrada por dom Edmar e cerca de 30 padres

O Grupo Ecumênico do Vale do Paraíba acolheu os participantes das 17 dioceses e de 4 regiões episcopais da Arquidiocese de São Paulo e de representantes das Igrejas: Anglicana, Batista, Luterana e Presbiteriana, para o 18º Encontro Ecumênico do Regional Sul 1, entre os dias 23 e 25, em Campos do Jordão (SP). Dom João Carmo, bispo diocesano de Taubaté (SP), refletiu sobre a importância de subir a montanha para o encontro e que, ao voltar, cada participante pudesse ser instrumento

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MÊS DA BÍBLIA

Da Paróquia Imaculado Coração de Maria, padre Marlson Assis de Araújo, lembrou que “as peregrinações são uma boa oportunidade para renovar os compromissos no seguimento a Jesus Cristo, a partir da Palavra de Deus”. “Percebemos que há muita gente unida pela mesma fé”, disse Millena Sousa, 17, que veio para a peregrinação junto a outros 12 jovens da Paróquia São Carlos Borromeu.

Na Catedral, religiosos renovam sua fé e consagração No terceiro domingo do mês de agosto, mês, para a Igreja no Brasil, dedicado à oração pelas vocações, rezou-se, especialmente, pelas vocações da vida consagrada. No sábado, 17, os religiosos (as) membros de Institutos de Vida Consagrada, Sociedades de Vida Apostólica e demais membros de Comunidades de especial Consagração a Deus na Arquidiocese de São Paulo realizaram sua peregrinação à Catedral da Sé, no contexto de vivência do Ano da Fé. A missa foi presidida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, e concelebrada pelo bispo auxiliar e referencial da Vida Consagrada na Arquidiocese, dom Julio Endi Akamine, e por demais padres convidados. Na homilia, dom Odilo destacou que sem a fé a vida religiosa e sacerdotal não faz sentido. O Cardeal agradeceu

Luciney Martins/O SÃO PAULO

Na manhã da quarta-feira, 28, os professores e estudantes das Faculdades e Institutos de Teologia, a maioria da cidade de São Paulo, participaram da peregrinação à Catedral da Sé, por ocasião do Ano da Fé. A celebração foi presidida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, concelebrada pelo bispo auxiliar da Diocese de Curitiba (PR), dom Rafael Biernaski, e por padres diretores e formadores das faculdades e institutos. Participaram da celebração professores e estudantes da Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção da PUC-SP, Associação São Paulo de Estudos Superiores (ITESP), Faculdade São Bento, Escola Dominicana de Teologia (EDT), Centro Universitário Salesiano (Unisal) Campus Pio XI, Instituto de Direito Canônico Pe. Dr. Giuseppe Benito Pegoraro, Centro Universitário Claretiano e a Faculdade Paulo VI de Mogi das Cruzes (SP). Antes de chegarem à Catedral da Sé, os estudantes e professores reuniram-se no Mosteiro de São Bento e peregrinaram pelas ruas do centro

Católicos pelas ruas da cidade para testemunhar a fé em Jesus Fiéis da Região Episcopal Belém fizeram sua peregrinação à Catedral da Sé, junto ao bispo auxiliar, dom Edmar Peron

a homilia, dom Odilo questionou os catequistas se eles têm fé e destacou que o catequista é muito importante para a comunidade e imprescindível, juntamente com o bispo e o padre. Foi realizado um gesto simbólico por parte dos catequistas, que, a pedido de Solange D’Atri, da Paróquia Assunção de Nossa Senhora, Região Episcopal Sé, arrecadaram “presentes para os recém-nascidos do Amparo Maternal”. Catequista há mais de 20 anos, Solange destacou que é preciso sempre dar testemunho da fé. Ela contou que sempre ajuda o Amparo, se pautando no que escreveu São Tiago, “a fé sem obras é morta”, afirmou que é preciso dar testemunhos claros da fé. O coordenador arquidiocesano da Catequese, padre Paulo César Gil, afirmou que é preciso “despertar nos catequistas a alegria de poder crer e transmitir a fé”. Para o Padre, é preciso pensar em uma Catequese a partir da história de vida de cada um dos catequizandos, “uma vida, vivida e iluminada pela fé, fortalecida pela fé. E uma fé que vai sendo destacada no testemunho pela própria vida”.

Faculdades e Institutos de Teologia em peregrinação

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www.arquidiocesedesaopaulo.org.br 20 a 26 de agosto de 2013

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Catequistas: evangelizadores e transmissores da fé

Fábio Parpinelli

Com o objetivo de trabalhar a comunicação nas comunidades, como processo que se potencializa com o uso das tecnologias, a Pastoral da Comunicação promove, em São Paulo, o curso “Psicologia da Comunicação”. O encontro será no sábado, 31, das 8h30 às 16h30, na rua Dona Inácia Uchoa, 62, Vila Mariana. Informações: (11) 2125-3540.

Curso de Aprofundamento Teológico e Pastoral foi realizado em Itaici e abordou os aspectos do Credo

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Os subsídios da Campanha da Fraternidade, tais como manual, texto-base, via-sacra, celebrações ecumênicas, folhetos quaresmais, banner e cartaz, foram lançados pela CNBB. A CF 2014 terá como tema “Fraternidade e Tráfico Humano” e lema “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1). Outras informações em www.edicoescnbb.org.br.

Pascom convida para o encontro “Psicologia da Comunicação”

Clero arquidiocesano reflete sobre ‘a fé que cremos’

Cerca de 900 mil páginas de um conjunto de 710 processos envolvendo o período da Ditadura Militar no País, julgados pelo Superior Tribunal Militar (STM), foram digitalizadas e já estão à disposição do público no site Brasil: Nunca Mais Digit@l. Lançado na sexta-feira, 9, em São Paulo. A iniciativa apresenta o acervo do “Projeto Brasil: Nunca Mais”, desenvolvido nos anos 1980 do século passado pela Arquidiocese de São Paulo e pelo Conselho Mundial de Igrejas, com o objetivo de evitar que processos judiciais por crimes políticos

Vandinha testemunha vocação de catequista

PRÓXIMAS PEREGRINAÇÕES REGIONAIS À CATEDRAL DA SÉ

Sempre com missa às 15h 01/09 – Região Belém 15/09 – Região Lapa 22/09 – Região Santana 29/09 – Região Brasilândia 06/10 – Região Sé

Peregrinação começa com procissão pelas ruas do centro e tem sequência na Catedral da Sé, onde fiéis e clero dos cinco setores pastorais renovam solenemente profissão de fé junto ao cardeal Scherer

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www.arquidiocesedesaopaulo.org.br 1º a 7 de outubro de 2013

Pastorais e movimentos Pastoral da Educação e Ensino Religioso: já há projetos elaborados que levam em conta as urgências e os propósitos do 11º Plano de Pastoral; Coordenação da Caridade, Justiça e Paz: inspirado nos propósitos do plano, foi lançado o projeto “As Obras de Nossa Fé”, em maio; e em agosto será feito um seminário sobre o judiciário; Pastoral do Povo da Rua: reuniões com enfoque para que haja grupos da pastoral em todas as regiões episcopais, com base na urgência“Igreja: a serviço da vida plena para todos”; Comunidades Eclesiais de Base: estudo permanente do 11º Plano e de seus propósitos em sintonia com a temática do 13º Intereclesial das CEBs,“Justiça e profecia a serviço da vida”.

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www.arquidiocesedesaopaulo.org.br 13 a 19 de agosto de 2013

Os padres da Arquidiocese de São Paulo, juntamente com os diáconos, bispos auxiliares e com o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, participaram, de segunda-feira, 5, a quinta-feira, 8, do 11º Curso de Atualização do Clero, em Itaici, Indaiatuba (SP). Com o tema “A fé que cremos”, o curso teve a assessoria do monsenhor Antonio Luiz Catelan Ferreira, assessor da Comissão Episcopal para a Doutrina da Fé, da CNBB. Durante sua exposição, o monsenhor explicou o Símbolo Apostólico, Credo, parte por parte, e fez um resgate teológico dos detalhes que às vezes passam despercebidos. “A fé que recebemos no Batismo, que cultivamos na oração, na prática e na frequência à Igreja é uma fé verdadeira, mas nem sempre consciente de todos os elementos. Então, ter a oportunidade de estudar o Credo é importante, porque passamos a conhecer melhor a fé onde fomos batizados, a fé que garante nossa salvação”, afirmou Catelan. O Monsenhor explicou que o Credo é a memória da verdade e de fé. De acordo com ele, o Símbolo Apostólico “não é só o resumo da fé, mas, também, da Catequese da Igreja”. Em entrevista ao O SÃO PAULO, Catelan destacou que o Credo não é uma oração, mas uma declaração de fé, de acordo com ele, uma ora-

nicipais de São Paulo, Rio de Janeiro, Manaus e Brasília. Antes das execuções musicais alusivas ao período da Renascença, que foram realizadas pelos grupos Brassuka e II Dolce Ballo, o maestro lembrou que no século 16 a música instrumental começou a ser introduzida na Igreja. Esta foi a segunda apresentação do projeto na Catedral. A primeira aconteceu em 28 de julho e a terceira será em 8 de setembro, após a missa das 11h, com a Camerata Artistas Paulistas, sob a regência de Júlio Medaglia. (DG)

CNBB divulga subsídios da Campanha da Fraternidade 2014

Aproximadamente 45 bispos, das dioceses e arquidioceses de São Paulo, debaterão questões relacionadas à fé, em Aparecida (SP), entre os dias 10 e 12 deste mês

REPORTAGEM NA ZONA LESTE

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Jovens marcaram presença e abordaram as pessoas durante a caminhada para dizer mensagens de alegria e esperança

Implantação do 11º Plano é tema do CAP O andamento da implantação do 11º Plano de Pastoral foi o foco da reunião do Conselho Arquidiocesano de Pastoral (CAP), no sábado, dia 8, com lideranças da Arquidiocese junto ao cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, e os bispos auxiliares dom Julio Endi Akamine, dom Tarcísio Scaramussa, dom Edmar Peron e dom Sergio de Deus Borges. Realizada no Centro Pastoral São José do Belém, a reunião também tratou sobre a vivência do Ano da Fé na Arquidiocese e dos preparativos para a Semana Missionária da JMJ Rio-2013. Dom Odilo, no início dos trabalhos, enfatizou que o plano de pastoral não reflete programas, mas sim o grande propósito de que os católicos de São Paulo sejam testemunhas de Jesus Cristo na cidade. Esse propósito, segundo o Arcebispo, deve ser traduzido nos programas de pastoral, que precisam fazer com que a sociedade ouça e acolha o que a Igreja tem a dizer. Padre Tarcísio Mesquita, coordenador arquidiocesano de pastoral, recordou que o Secretariado Arquidiocesano de Pastoral, por meio de reuniões de capacitação, tem auxiliado os grupos pastorais, movimentos e as regiões episcopais a elaborar seus projetos,

Arquivo pessoal

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Geral Bispos do Sul 1 falam sobre a fé Começou na segundafeira, dia 10, em Aparecida (SP), a 76ª Assembleia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, do Regional Sul 1. Com o tema “Ano da Fé: Transmissão da Fé”, os cerca de 45 bispos de todas as dioceses e arquidioceses do Estado de São Paulo, incluindo os eméritos, refletem sobre o Ano da Fé, mas com “um aspecto específico para a transmissão da fé”, salientou o secretário-geral do Sul 1 e bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, dom Tarcísio Scaramussa. Na abertura das atividades, os bispos rezaram a Hora Média, da Liturgia das Horas. Refletindo sobre a leitura breve (Ezequiel 34, 31), o presidente do Sul 1, cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo, falou sobre o ser pastor. “O rebanho é confiado aos nossos cuidados. Mas não somos nós senhores do rebanho, por isso, para sermos pastores dignos, devemos zelar pelas ovelhas, como Deus gostaria que zelássemos”. Dentro desse contexto, o Cardeal destacou a fé como expressão mais bonita. Sobre a evangelização, dom Odilo afirmou que é preciso vê-la enquanto “serviço de caridade pastoral, prestado ao povo de Deus, a nós confiado”.

VIDAS EM VOCAÇÃO*

‘Viver com o coração de filhos diante do Pai’ Na missa das 11h do domingo, 11, na Catedral da Sé, o cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo de São Paulo, saudou as famílias e os pais de modo especial, na abertura da

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‘Ser catequista valeu a pena e até hoje está valendo’

Casais participantes da Pastoral Familiar posam para foto com a imagem da Sagrada Família, após participarem de missa na Catedral da Sé, no domingo, 11

Luciney Martins/O SÃO PAULO

O SÃO PAULO 11 a 17 de junho de 2013

“No Ano da Fé, queremos recordar que nós cremos. Cremos com a Igreja e com aqueles que antes de nós creram e já alcançaram o banquete da vida; cremos porque a fé é uma luz para nossa vida, para que nesta vida façamos as escolhas certas e vivamos bem neste mundo e ajudemos a realizar a obra de Deus.” Ao fim da celebração, o Arcebispo saudou os catequistas por conta do Dia Nacional do Catequista, ressaltou o papel da família na transmissão da fé às novas gerações, recomendou que fiéis redescubram o patrimônio da fé e busquem ter ciência do Catecismo da Igreja Católica e disse que todos são enviados ao testemunho da fé pelos serviços aos irmãos, pela ação missionária e pelo testemunho de vida cristã.

Luciney Martins/O SÃO PAULO

Catedral tem apresentação de música sacra no Dia dos Pais

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www.arquidiocesedesaopaulo.org.br 27 de agosto a 2 de setembro de 2013

Região Ipiranga peregrina no Ano da Fé

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www.arquidiocesedesaopaulo.org.br 19 a 25 de novembro de 2013

Região Ipiranga

Paróquia celebra 40 anos no Jardim Maristela Pascom

A novena em preparação à festa da igreja Nossa Senhora de Fátima termina no domingo, 24, com missas durante todo o dia Padre Pedro Luiz

colaborador de Comunicador da Região

A Paróquia Nossa Senhora de Fátima, no JarIPIRANGA dim Maristela, está em festa. No domingo, 24, a comunidade paroquial celebra seus 40 anos de fundação. E, para que a festa possa ser bem vivida, os paroquianos estão vivendo desde o dia 14 uma bonita novena, que, permeada de fé e boas memórias, busca preparar a comemoração do jubileu que se aproxima. Apesar de completar 40 anos de sua ereção como paróquia, a comunidade remonta sua história nos anos 50. A fé, que sempre foi o veículo para que as pessoas se reunissem, também fez parte do então nascente bairro do Jardim Maristela, que nasceu por volta do ano de 1952. A presença da Igreja Católica neste período foi crescendo conforme o bairro também foi ganhando maior densidade demográfica. No início, a presença das Irmãzinhas da Imaculada Con-

Desde o dia 14, fiéis preparam-se para festejar os 40 anos da Paróquia Nossa Senhora de Fátima, na Região Ipiranga; encerramento será no domingo, dia 24

ceição (Congregação fundada por Santa Paulina), marcou a participação católica por meio das catequeses dominicais e das missas que aconteciam no final do domingo, essas celebrações eucarísticas aconteciam sem um padre fixo, o que dificulta ligar a figura de um sacerdote a este período histórico. Em 1957, aconteceu, pela primeira vez, a Primeira Eucaristia no bairro, graças ao trabalho das Irmãzinhas. A ideia de construir um templo dedicado a Nossa Senhora de Fátima veio no ano seguinte. O terreno que abriga a hoje sede paroquial foi adquirido graças ao esforço dos moradores do bairro. Os registros dos primeiros sacerdotes a darem assistência ao bairro surgem no ano de 1965, com a chegada dos padres Lazaristas (Paróquia

São Vicente de Paulo, no bairro do Moinho Velho). Em 1966, na comemoração dos 50 anos das aparições em Fátima, em Portugal, o terreno foi finalmente adquirido pelos católicos do Jardim Maristela. A pedra fundamental do templo foi lançada em 13 de maio de 1967, pelo então bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo dom Benedito Ulhôa Vieira. Com a construção da capela, a história da comunidade começa a entremear-se com a história da própria Região Ipiranga, cuja característica maior é o grande e variado número de congregações religiosas em suas paróquias. Os padres Servos de Maria (Servitas) auxiliaram a comunidade, bem como os padres da paróquia São José dos padres de Sion. Finalmente, no ano de

1973, o sacerdote diocesano padre Manoel Quintino foi nomeado o primeiro pároco da recém-criada Paróquia de Nossa Senhora de Fátima. A missa que deu posse ao novo pároco e que marcou a criação da paróquia foi presidida pelo cardeal dom Paulo Evaristo Arns, então arcebispo de São Paulo. Além do padre Manoel, passaram pela paróquia o padre Benedito Vicente Abreu (atual pároco). Hoje o pároco é o padre João Cícero Freitas de Moraes, que conduz com afinco a comunidade paroquial.

A novena que prepara a comemoração dos 40 anos da paróquia é pontuada pela figura da Mãe de Jesus nas Sagradas Escrituras. No dia 14, o tema foi a genealogia de Jesus; no dia 15, a Anunciação; no dia 16, a Visitação de Maria; e no dia 17, o Nascimento de Jesus. No dia 18, o tema é a apresentação de Jesus no templo; no dia 19, a perda do Senhor no templo; o tema do dia 20 será as Bodas de Caná; no dia 21, os fiéis rezarão o tema da Paixão, Morte e Ressurreição do Senhor e terminará com Maria em Pentecostes no dia 22

agenda regional

Domingo (24), às 8h, 10h e 17h Encerramento da novena pelos 40 anos da Paróquia Nossa Senhora de Fátima (avenida Nossa Senhora da Encarnação, 279). Informações: (11) 2946-1697.


Região Lapa

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Santo Alberto é celebrado no Jardim Bonfiglioli Na homilia, dom Julio lembrou que o dominicano foi o grande mestre de teologia, de filosofia e de ciências naturais Benigno Naveira

Colaborador de Comunicação da Região

A Paróquia Santo Alberto Magno, no Jardim BonLAPA figlioli, Região Episcopal Lapa, Setor Butantã, festejou seu padroeiro na sexta-feira, 15, às 19h, com celebração presidida pelo bispo auxiliar da Arquidiocese na Região, dom Julio Endi Akamine, e concelebrada pelo vigário paroquial, padre Antonio Francisco Ribeiro. Dom Julio, na homilia, recordou que Santo Alberto Magno, santo dominicano, foi o grande mestre de teologia, de filosofia e de ciências naturais. Nasceu em 1206, em Lauingen, Baviera (Alemanha), aos 16 anos seu tio levou-o a Pádua, para que completasse seus estudos universitários. Conheceu o superiorgeral dos dominicanos, o bemaventurado Jordão de Saxônia, que o encaminhou à vida religiosa. Em 1229, Alberto Magno vestia o hábito dos frades dominicanos. Ensinou filosofia em Hildesheim (Eriburgo), Ratisbona, Estrasburgo, depois em Paris e Colônia, onde teve entre seus alunos Tomás de Aquino, do qual reconheceu logo os grandes dotes. Devido a sua crescente fé em Deus e em Jesus Cristo e a sua dedicação à ordem, foi promovido a superior provincial, e, em 1260, o papa Alexandre 4º o nomeou bispo de Radisbona. Morreu a 15 de novembro de 1280. Em 1931 o papa Pio 11, através de uma carta decretal, canonizou-o e proclamou-o doutor da Igreja. Dez anos depois, o papa Pio 12 declarou-o padroeiro dos estudiosos das ciências naturais. Santo Alberto Magno é uma evidência de que a Idade Média não é como muitas vezes se pinta como “idade das trevas”. A Igreja nunca colocou em contradição ciência e fé, e santo Alberto Magno testemunhou o fato de que a verdadeira fé não nega a ciência, pelo contrário, a verdadeira fé promove o progresso da ciência, chegando a uma conclusão de que a ciência não pode explicar o mistério de Deus, mas ajuda a preparar

Homilia de dom Julio Endi Akamine, bispo auxiliar da Arquidiocese, ressalta a ligação que o dominicano Santo Alberto Magno tem com a religião e a ciência

o caminho para Deus. A vida de Santo Alberto Magno prova que todo o saber vem de Deus. Se temos talentos, deles não nos devemos orgulhar, porque de Deus é que o recebemos. Se o mundo nos admira, bate aplausos nos nossos trabalhos, a Deus e que pertence esta glória, é Deus que é sabedoria eterna e o doador de todos

os bens. Nada somos e nada temos. Se a Deus toda a glória e honra devemos dar, não menos certo é que dos talentos que nos foram confiados, e do uso que deles fizemos, um dia havemos de prestar contas ao Juízo eterno. Dom Julio, para terminar, chamou atenção para um aspecto da vida deste santo,

que, às vezes, passa despercebido, que foi a sua morte, um homem de um saber tão vasto, num dia estava subindo para a cátedra para ensinar, instantaneamente todo o seu conhecimento evaporou, esqueceu tudo. Três anos antes de sua morte, começou a perder a memória. Afastado assim do magistério, pôde con-

centrar toda a atenção na vida religiosa e na oração. Todo dia visitava o lugar de sua futura sepultura, onde rezava o ofício dos defuntos pedindo a Deus a graça de uma boa morte. Morreu provavelmente com o “mal de Alzheimer, mas a única coisa que não se esqueceu foi de Deus, seu primeiro e maior Amor.

palavra do bispo

Santo Alberto Magno testemunha que a verdadeira fé não nega a ciência Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Lapa

Dom Julio Endi Akamine

Caro leitor do jornal O SÃO PAULO, celebramos no dia 15 de novembro a memória litúrgica de Santo Alberto Magno. Ele pode ser considerado um monumento do conhecimento e um gênio enciclopédico. Publicou obras sobre os vegetais e as plantas, sobre os animais, sobre os minerais, sobre metafísica, sobre filosofia e teologia. Sua autoridade cresceu tanto que os meios intelectuais de sua época usavam

uma sentença para dizer que a discussão tinha acabado: “Magister Albertus dixit” (o doutor Alberto falou; todos devem se calar). Ciências naturais, física, moral, filosofia, teologia, nada escapou à investigação e ao estudo do doutor Alberto. Com esse conhecimento universal, mergulhou no campo delicado das relações entre ciência e fé. Nesse campo, ele chegou à conclusão de que a ciência não pode explicar o mistério, mas ajuda a preparar os caminhos de Deus. Grande estudioso e propagador de Aristóteles, afirmou que é possível utilizálo assim como Santo Agostinho se valeu de Platão; mas,

agenda regional

ao mesmo tempo, não hesitou em distinguir e rejeitar aquilo que nele era contrário à doutrina cristã. Teve como um de seus melhores alunos Santo Tomás de Aquino. A obra de Santo Alberto Magno mostra como as ciências naturais progrediram qualitativamente na Idade Média. A ‘ciência natural’, dizia ele, “não consiste em confirmar o que os outros disseram, mas em procurar as causas dos fenômenos”. Segundo esse princípio uma conclusão lógica que contrarie a observação deve ser rejeitada; um princípio desmentido pelos fatos é um falso princípio. Santo Alberto afirmava: “Nós não temos de

procurar na natureza a maneira como o Criador divino, por intervenções imediatas da sua livre vontade, usa as suas criações para operar milagres que manifestem a sua onipotência; devemos antes procurar o que se pode produzir no reino da natureza em razão das causas que lhe são inerentes”. Santo Alberto Magno é uma das evidências de que a Idade Média não é como muitas vezes se pinta, a idade das trevas. A Igreja nunca colocou em contradição ciência e fé, e Santo Alberto Magno testemunha o fato de que a verdadeira fé não nega a ciência. Pelo contrário, a verdadeira fé promove o progresso da ciência.

Sexta-feira (22), 11h

Sábado (23)

Reunião de padres, Setor Lapa, Paróquia São João Vianney (praça Cornélia, S/N – Água Branca).

Às 15h30, Crisma na PUC (rua Monte Alegre, 1.104 – Perdizes). Às 19h, Crisma na Paróquia Nossa Senhora do Líbano (rua Araújo Coelho, 637 Pirituba).


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Região Santana

Santana se une por uma democracia participativa Candidatos dos diversos setores da Região apresentamse para Conselho Participativo Municipal Diácono Francisco Gonçalves colaborador de comunicação da Região

No dia 8 de dezembro, domingo, das 8 às 17h, SANTANA acontecerá em toda a cidade de São Paulo as eleições para o Conselho Participativo Municipal. O voto é facultativo e os eleitos serão todos voluntários. Todas as subprefeituras terão esse importante organismo, formado por moradores de sua região, sem remuneração e com a tarefa de fiscalizar as ações e os gastos públicos. Dom Sergio de Deus Borges, bispo auxiliar na Região Santana, juntamente com padres da Região, tem dado todo apoio para que líderes católicos engajados nas pastorais se candidatem a esses cargos contribuindo dessa forma com melhores políticas sociais que tragam benefícios à população. O Conselho Participativo Municipal é um organismo autônomo da sociedade civil, reconhecido pelo Poder Público, de representação da sociedade nas 32 subprefeituras da cidade. Sua função é exercer o controle social, assegurando a participação da sociedade, no planejamento e fiscalização das ações e gastos públicos nas regiões, como também sugerindo ações e políticas públicas nos territórios onde exercerem seus mandatos. O Conselho Participativo Municipal é formado exclusivamente por representantes da sociedade civil eleitos pelos moradores de cada distrito da cidade de São Paulo. O número de conselheiros varia de acordo com a distribuição da população das subprefeituras e seus distritos. Cada Conselho terá representatividade equivalente a 10 mil moradores. A sociedade civil compreendeu a importância do Conselho e ao final da primeira parte desse processo estão habilitadas 2.855 candidaturas, sendo 1.748 homens e 1.107 mulheres. A eleição se dará nos moldes da tradicional, visto que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) fornecerá 8.780 urnas

palavra do bispo

A santidade é um projeto de Deus para todos Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Santana

Dom Sergio de Deus Borges

Na semana passada, citando o beato João Paulo 2°, afirmei que renovar a paróquia é colocá-la sob o signo da santidade. Uma pessoa que leu o artigo disse que exagerei e que penso de forma reducionista a renovação paroquial, que não quero contar com os leigos e leigos na ação evangelizadora, porque, segundo ela, poucos são chamados à santidade. E me perguntou: os que não são chamados à santidade não podem

ajudar na renovação paroquial? Foi um questionamento sincero, de uma pessoa que deseja caminhar com a Igreja e contribuir com a construção do Reino de Deus, mas que precisa, como muitos de nós, recordar a beleza e o frescor do Concílio Vaticano 2°. O beato João Paulo 2°, seguindo as pegadas do Concílio, ensinou que a santidade não é um caminho a ser percorrido somente por alguns sábios, ou gênios da espiritualidade, ou pessoas extremamente desprendidas a serviço da caridade, como Madre Teresa, mas é um caminho aberto a todos os batizados: A santidade é um caminho

que pode ser percorrido por todos os batizados, porque o batismo é um verdadeiro ingresso na santidade de Deus através da inserção em Cristo e da habitação do seu Espírito. Perguntar a um catecúmeno: “Queres receber o Batismo?”, significa ao mesmo tempo pedir-lhe: “Queres fazer-te santo?”. Significa colocar na sua estrada o radicalismo do Sermão da Montanha: “Sede perfeitos, como é perfeito vosso Pai celeste” (Mt 5,48) (cf. NMI 31). No Concílio, os bispos desenvolveram o tema da santidade e afirmaram que ‘‘todos na Igreja, quer pertençam à hierarquia, quer por ela sejam

pastoreados, são chamados à santidade, segundo a palavra do Apóstolo: ‘esta é a vontade de Deus, a vossa santificação’” (1 Ts. 4, 3; cf. Ef. 1, 4; LG 39). O ideal de santidade não pode ser equivocadamente compreendido como um caminho extraordinário na vida de algum batizado, mas deve ser compreendido como o ideal de todo batizado, porque os caminhos da santidade são muitos e apropriados à vocação de cada um. O que precisamos na ação pastoral e evangelizadora é a coragem de propor uma verdadeira pedagogia da santidade, porque o Senhor nos quer santos.

Arquivo pessoal

Candidatos movimentam-se para eleição do Conselho Participativo Municipal, que é formado por representantes da sociedade civil eleitos pelos moradores

eletrônicas distribuídas em 271 postos de eleição. No dia da eleição, qualquer morador da cidade poderá votar (apresentando título de eleitor e um documento de identificação com foto, como o RG) em até cinco candidatos. Os locais de votação serão divulgados pelas subprefeituras. Em diversas paróquias surgiram candidatos que atende-

rão à região em que vivem, no entanto, os eleitores poderão votar em candidatos de outros locais. No Parque Edu Chaves, paroquianos candidataramse como Terezinha Monteiro nº 80.075 e José Carvalho nº 80.043. Alguns candidatos são engajados em pastorais na Região Santana. Por exemplo, para o

agenda regional

Conselho Participativo da Subprefeitura Santana/Vila Guilherme serão candidatos: José Gimenez, n° 78.043; Anselmo Silva, n° 78.011; Wagner Seixas, n° 78.101; Vera Agueda, n° 7.100, e José Afonso, n° 78.040. Já para o Conselho Participativo da Vila Maria/Medeiros são candidatos: Elaine Lima, n° 80.020; Flávia Estefânia Zaurisio, n° 80.025; Gilvan Barro-

so, n° 80.029; Kamila da Silva Gomes, n° 80.046; Robério Sobreira, n° 80.027. Participe da eleição do Conselho Participativo! É um gesto concreto para criarmos um Poder Público transparente e democrático, a serviço da justiça e da igualdade social. A posse dos 1.125 conselheiros eleitos acontece no dia 25 de janeiro de 2014.

Sexta a Domingo (22 a 24)

Sábado (23)

Domingo (24)

2ª Etapa do Encontro de Casais com Cristo (ECC) da Vila Maria e Santana, no Centro Pastoral da Cúria de Santana.

9h às 16h – Retiro de Catequistas no Centro Pastoral da Cúria de Santana. Às 16h – Confirmação na Paróquia Nossa Senhora da Penha (praça Dom Helvécio Gomes de Oliveira - 2 - Jardim Peri).

Às 10h30 – Confirmação na Paróquia Nossa Senhora das Neves (avenida Maestro Villa Lobos – 681). Às 18h – Confirmação na Paróquia Rainha Santa Isabel (rua Elias Gannan - 331).


Região Sé

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17 Arquivo/Região Sé

Momentos de formação e espiritualidade marcaram as atividades dos catequistas da Região Episcopal Sé ao longo do Ano da Fé, que concluem este período com a Animação Bíblico-Catequética

Catequistas em sintonia com o Ano da Fé Em 2013, Animação BíblicoCatequética da Região desenvolveu atividades voltadas para a formação da fé dos agentes de pastoral Fernando Geronazzo

colaborador de comunicação da Região

Na conclusão do Ano da Fé, a Animação BíblicoSÉ -Catequética da Região Sé encerra as atividades de 2013 com uma avaliação positiva. É o que garantiu o coordenador regional, padre Marcelo Delcin. As várias atividades que permearam este ano deram um destaque para o aprofundamento dos temas destacados nesse período em que a Igreja no mundo todo foi convidada a refletir sobre as bases de sua fé. “Neste ano, priorizamos a formação e animação da fé de nossos catequistas e agentes de pastoral, de tal forma que pudessem contribuir com o crescimento da fé de todo o agenda regional

Segunda-feira (25), às 20h Celebração de conclusão do ano letivo no Instituto de Teologia da Região Sé (Itelsé), na capela do Colégio Maria Imaculada (avenida Bernardino de Campos, 79, Paraíso)

povo nas nossas paróquias”, ressaltou o Padre. Já no início do ano um evento marcante foi o 1º Simpósio de Animação Bíblica das Pastorais da Região Sé, com o tema “A Palavra de Deus na vida e na ação pastoral: conhecer, amar e viver a Escritura”. Este aconteceu como sequência do mesmo trabalho realizado em âmbito nacional e estadual. “Foi uma ótima oportunidade de animar coordenações pastorais de nossa Região para buscar na Palavra de Deus o fundamento de nossa fé, iluminando assim os trabalhos do Ano da Fé”, destacou o coordenador. A Escola de Animação Bíblico-Catequética e o encontro de formação sobre o Catecismo da Igreja Católica para coorde-

nações de catequese, realizados ao longo do ano, também foram impulsionados pelo espírito do Ano da Fé, “A medida em que a Jornada Mundial da Juventude se aproximava, com a vinda do papa Francisco ao Brasil, nossos catequistas se animaram ainda mais para participar dos eventos importantes que se seguiram”, salientou padre Marcelo. Já no segundo semestre, o Retiro Regional de Catequistas trouxe a reflexão sobre o subsídio de reflexão do 8º Sulão de Catequese, realizado de 25 a 27 de outubro em São Leopoldo (RS), que aconteceu em outubro e teve como tema “Catequista, protagonista da fé, da esperança e da caridade”. “Este material ajudou no

sadas na Região e será um dos pontos da próxima Semana de Animação Bíblico-Catequética, em fevereiro de 2014. “Só podemos dar graças a Deus por todo o impulso que este ano da fé trouxe para a vida de nossa Igreja em nossa região episcopal”, concluiu.

aprofundamento sobre o papel profético dos catequistas dentro da formação dos discípulosmissionários de Jesus Cristo. Alguns setores de nossa Região já fizeram o estudo deste material que está trazendo um grande impulso na missão de nossos catequistas”, informou o Padre. Os catequistas da Região Sé também foram estimulados por grandes eventos, como a Jornada Mundial dos Catequistas; o Congresso Catequético Internacional; a Jornada de Catequistas do Estado de São Paulo a Aparecida (SP); e a Jornada Arquidiocesana de Catequistas. Também de acordo com padre Marcelo, as reflexões dos temas desses encontros já começaram a ser repas-

Coral da Catedral O Coral Vozes da Catedral, um dos corais da Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Assunção (Sé), convida aqueles que se interessam em cantar nas celebrações a participar dos ensaios realizados aos domingos às 15h. Mais informações com Edson Moreira pelo telefone (11) 3441-0975 ou acesse o site www.estudomusical.com.br.

pria. Lembro-me de meu pai que dizia que a dignidade do homem está em sua palavra, a qual, uma vez empenhada, não precisava de ser ratificada em papel. A burocracia que exige inúmeros documentos, assinaturas e firmas reconhecidas, é mais um reflexo da corrupção que brota da falta de palavra e de respeito. Numa cultura onde a corrupção é aceita como normal, as exigências legais que deveriam defender a sociedade, tornam-se práticas ineficazes de uma burocracia inútil. O papa Francisco tem colocado o dedo na ferida. Desde a sua eleição, ele já se pronunciou várias vezes sobre a questão da corrupção como

uma chaga social, e alertando para a necessidade de mudança de mentalidade: “Quem pratica a corrupção perdeu a dignidade e dá aos filhos um pão sujo”... “Quem é benfeitor da Igreja, mas rouba o Estado, é ‘um injusto’ que leva uma ‘vida dupla’”... “E um cristão que se vangloria de ser cristão, mas que não faz vida de cristão, é um destes corruptos... Cristãos corruptos, sacerdotes corruptos… Quanto mal fazem à Igreja! Porque não vivem no espírito do Evangelho, mas no espírito mundano”. Por isso, o Papa recorda São Paulo em sua Carta aos cristãos de Roma: “Não vos conformeis com este mundo”.

palavra do bispo

Corrupção correndo nas veias Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Sé

Dom Tarcísio Scaramussa

A corrupção continua sendo notícia diária na mídia, e assunto das conversas cotidianas. A ação do ministério público e as condenações efetivadas pelo STF alimentam a esperança que se efetive no Brasil o combate à corrupção. O assalto constante e rotineiro aos bens públicos é a ponta do iceberg da corrupção entranhada na vida e na cultura de nossa sociedade. Os atos de corrupção são uma prática que brota da mentalidade da falta

de compromisso e de ética na relação com os outros e com a coisa pública. Cada vez mais ela vai se entranhando nas práticas cotidianas e simples da vida. Ela está tanto na falta de palavra de quem se comprometeu com alguém a fazer um serviço de manutenção tal dia em sua casa e não compareceu, como no descompromisso de uma empresa que deveria entregar um produto e não entregou, como está nas inúmeras mentiras que dizemos às pessoas para nos justificarmos por omissões ou descasos. Está, infelizmente, na prática de administradores de bens de outros, que não tem escrúpulo em desviar estes bens em vantagem pró-


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Região Brasilândia

Jovens e adultos recebem o sacramento do Crisma Renata Moraes

“Os crismandos renovam para a comunidade a missão de seguir a Cristo, sangue novo para juntos construírem o Reino de Deus”, exortou Dom Milton Kenan Júnior REnata moraes

Colaborador de comunicação da Região

Na noite de sexta-feira, 15, a Igreja de Nossa Senhora Apa- BRASILÂNDIA recida, em Vila Zatt, estava em festa. Os pais, amigos e familiares estiveram reunidos para testemunhar a fé dos jovens e adultos que receberiam o Sacramento do Crisma. A celebração foi presidida por dom Milton Kenan Júnior, bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Brasilândia, e concelebrada pelo padre Juarez Dirceu Passos, pároco. Em sua fala inicial, o Bispo saudou a todos com alegria, relembrando a data festiva, dia da confirmação e o recebimento da graça do Espírito Santo. Os crismandos traziam estampados em suas camisetas os sete dons do Espírito Santo: Sabedoria, Ciência, Temor de Deus, Inteligência, Conselho, Fortaleza e Piedade. Na homilia, dom Milton exortou os jovens sobre a importância do Crisma e o seguimento da vida missionária. “A vocês, jovens, é dado o mesmo Espírito que foi dado aos Apóstolos. O Espírito Santo que vos é dado para realizar a missão e serem testemunhas de Jesus Cristo.” E agradeceu o empenho dos catequistas, do pároco e falou em especial aos padrinhos e também aos pais, por conduzirem seus filhos na fé cristã católica. Durante o Rito da Crisma, os jovens foram apresentados por seus padrinhos e fizeram a renovação das promessas do Batismo. Em seguida da oração e imposição de mãos do Bispo, pedindo a Deus que enviasse o Espírito Santo sobre eles, e o encerramento com a unção do Crisma. Já crismados, foram investidos e consagrados para seguirem a missão de Jesus. Em um ano e meio de formação, ao total 87 jovens e adultos foram preparados pela

Dom Milton Kenan Júnior, bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, preside, na sexta-feira, 15, celebração do Crisma no Setor Pastoral Pereira Barreto

equipe da Pastoral do Crisma, composta de 19 catequistas. O grupo era misto, com jovens de 14 anos até adultos, separados por faixa etária. Em entrevista, o coordenador Afonso Maria de Carvalho relatou que foi um tempo precioso de aprendizado e convivência entre os crismandos. “O

Crisma não acaba aqui, agora esperamos que amanhã sejam eles os futuros catequistas, coordenadores de grupo de jovens e agentes de nossas pastorais.” A jovem Natália Castro, 14, entendeu bem a mensagem do catequista, e já está articulando com seus amigos um futuro grupo de jovens. Ela também rela-

tou a emoção de receber o sacramento da Confirmação. “Jovens, temos que ser revolucionários, como o papa Francisco nos pediu, sigam a Jesus, é uma felicidade imensa receber o Espírito Santo”, disse, emocionada. A mãe de Natália, Adriana dos Santos Castro, que também teve a incumbência de

ser a madrinha de Crisma da sobrinha Beatriz Castro, expressou sua alegria nesta data. “A confirmação do Batismo é a vinda do Espírito Santo na vida delas hoje e para uma vida inteira, e também começa a minha missão de madrinha, de ensinar na fé tudo aquilo que eu já aprendi.”

palavra do bispo

Leigos e leigas na Igreja e no mundo Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Brasilândia

Dom Milton Kenan Júnior

No próximo domingo, a celebração de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo, coincide com a conclusão do Ano da Fé, e a comemoração do Dia do Leigo no Brasil. Ao falar da vocação e da missão dos leigos e leigas na Igreja e no mundo, somos levados a reconhecer o papel indispensável que eles realizam no interior das nossas comunidades, e na sociedade civil onde atuam. Desde a família até o mundo da política, os leigos e leigas são chamados a agir como “fermento”

para a santificação do mundo (cf. LG 31). Poderíamos afirmar que, por serem a imensa maioria dos membros da Igreja, os leigos têm a possibilidade de renovar a face da Igreja e transformar o mundo onde vivem e atuam, a partir de uma profunda união entre fé e vida, e ao mesmo tempo, por uma colaboração intensa com os pastores da Igreja na animação e serviço do Reino de Deus. A vocação dos leigos não é de maneira alguma uma diminuição ou uma deficiência; mas é legítima participação no múnus (ofício) sacerdotal, profético e real de Cristo; que decorre da incorporação de todo fiel em Cristo, pelo Batismo e pela Confirmação (cf. LG 31). A grande “descoberta” que

agenda regional

o Concílio Vaticano 2º trouxe a Igreja no século 20 foi a proclamação da comum vocação para a santidade e para o apostolado. Todos os batizados são chamados a serem santos e apóstolos (cf. LG 33). Santidade compreendida na perspectiva das bem-aventuranças (LG 38) e, apostolado enquanto “buscar o Reino de Deus, ocupando-se das coisas temporais e ordenando-as segundo Deus” (LG 31). Hoje, com certeza, não faltam testemunhos de leigos que atuam no seio das próprias famílias, no campo da educação, no mundo da universidade, na esfera política, da cultura e na defesa da vida, na luta contra a violência e a miséria, movidos por um profundo amor por Cristo e pelos

irmãos, conscientes de que a sua fé não os afasta no mundo, mas, ao contrário, torna-os ainda mais comprometidos com ele. No momento em que toda a Arquidiocese de São Paulo é chamada a ser “testemunha de Jesus Cristo na cidade”, será importante que os leigos testemunhas de Cristo “a quem dá o sentido da fé e a graça da Palavra (cf. Atos 2,17-18; Ap 19,10), para que façam brilhar a força do Evangelho na vida cotidiana, familiar e social” (LG 35), redescubram a sua vocação e abracem a sua missão, fazendo ecoar no coração da Igreja os anseios dos homens e mulheres do nosso tempo; e no coração do mundo a voz da Igreja que quer colaborar para a salvação de todos.

Quarta- feira (20)

Sábado (23)

Domingo (24)

Às 18h, Missa Regional da Pastoral Afro “Consciência Negra- Zumbi dos Palmares” - Paróquia São Luis Maria G. de Montfort (rua Doutor Carmelo D’Agostino, 149 , no Jardim Rincão) Outras informações: (11) 3941-1868.

Às 9h, Reunião do Conselho Regional de Pastoral (CRP) do Setor Cântaros Paróquia Santa Terezinha (rua Jorge Palmiro Mercado, 143, em Vila Teresinha).

Aniversário Natalício de dom Milton Kenan Júnior - 50 anos.


Região Belém

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Paróquia Natividade do Senhor celebra 40 anos Missa presidida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, atraiu cerca de 400 pessoas na paróquia do Setor Guarani João Carlos Gomes

Colaborador de comunicação da Região

No dia 17 de novembro, a Paróquia NatividabELÉM de do Senhor, da Região Episcopal Belém, celebrou o 40º aniversário de sua fundação, em missa presidida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, e concelebrada por padres que fizeram parte da história da paróquia: padre Miguel Ângelo Ferreira, atual pároco, padre Antônio Carlos Ribeiro, o padre Toninho, que foi o primeiro pároco, padre Tarcísio Marques Mesquita, coordenador arquidiocesano de Pastoral, que fez sua primeira Eucaristia ali, e padre Fausto Marinho, que também a administrou. Concelebraram também os padres Alexandre Ferreira Santos, coordenador do Setor Guarani,

José Benedito Brebal Hespana, o padre Zezé, da Região Episcopal Santana e amigo da paróquia, e o diácono Darvin Messa Puerta. Cerca de 400 fiéis acompanharam a celebração, lotando a igreja. Família Natividade A missa teve início com a saudação do padre Miguel Ângelo agradecendo a presença do cardeal Scherer e valorizando a grande família que se formou nos 40 anos da paróquia. “Foram 40 anos de caminhada, feito uma família que vai crescendo, se instituindo, se compondo

nas diversas pastorais, movimentos, ministérios, grupos, através de tantos diáconos, padres e bispos que já passaram por aqui. E esta família, que forma a Igreja e caminha com fé, agradece com alegria a presença sempre querida do eminentíssimo dom Odilo Pedro Scherer”, disse padre Miguel Ângelo, que em seguida citou os nomes de cada pároco que passara pela Natividade, desde 17 de novembro de 1973, quando a então igreja do Menino Jesus de Praga ainda era um barracão. “Pouco tempo depois, passou a se chamar

Paróquia Natividade do Senhor, e assim foi se edificando com a ajuda e participação de toda a comunidade.” Dom Odilo agradeceu a acolhida do padre Miguel Ângelo. “Eu quero agradecer a possibilidade de celebrar aqui pela primeira vez e ainda num momento tão importante desta comunidade alegre, fervorosa e participativa”, disse o Cardeal, que exaltou o nome da paróquia: “Vocês têm no nome de sua paróquia um título muito bonito: Natividade do Senhor, isto é, o nascimento, o Natal do Senhor. Este título é o Anúncio,

o fato que marcou a humanidade e continua a marcar até hoje; é um convite para que vocês daqui deste bairro olhem para além daquilo que já têm. Que se manifestem com alegria, com felicidade e firmes na fé, como um sinal da presença de Deus neste pedaço de São Paulo”. No final da celebração, padre Miguel Ângelo pediu uma grande salva de palmas em agradecimento a dom Odilo por sua presença e também pelos 40 anos da Paróquia, gesto que foi seguido por todos os presentes. João Carlos Gomes

Dom Odilo Pedro Scherer celebra o 40º aniversário de fundação da Paróquia Natividade do Senhor no Setor Guarani, na Região Episcopal Belém, no dia 17

palavra do bispo

Crescer na fé, fazendo silêncio Bispo auxiliar da Arquidiocese na Região Belém

Dom Edmar Peron

Permanece gravado em meu coração aquele momento em que, tendo aparecido à sacada da Basílica de São Pedro, o novo Papa, Francisco, pediu à multidão que rezassem por ele: e fez-se um grande silêncio! Um silêncio cheio, pleno, ativo; um silêncio orante. A multidão fez silêncio! Em minhas visitas às comunidades, fico impressionado como não se tem conseguido, ainda, fazer silêncio em nossas igrejas. E nós não somos uma multidão! Gostaria muito de entender por que isso acontece; por que nossas liturgias são tão barulhentas? Seria porque não temos outro lugar para encontrar os irmãos da Comunidade? Seria porque não estamos acostu-

mados ao silêncio e, por isso não saberíamos o que fazer naqueles instantes ou minutos? Seria porque não se sabe distinguir entre um show e uma missa? Ou os motivos seriam outros? Contudo, retomando uma expressão da grande poetisa, Adélia Prado, “a palavra foi inventada para ser calada. É só depois que se cala que a gente ouve”. A beleza de uma celebração e de qualquer coisa, a beleza da arte, é puro silêncio e pura audição. Nós não encontramos mais em nossas igrejas o espaço do silêncio. Eu estou falando da minha experiência, queira Deus que não seja essa a experiência aqui. Parece que há um horror ao vazio. Não se pode parar um minuto. Não há silêncio. Não havendo silêncio, não há audição. Seguindo a consideração dela, parece-me que estamos, nesse caso, invertendo o ensinamento bíblico: “Fala, Senhor, que teu servo escuta”

(1Sm 3,10). A impressão é que o texto deveria ser mudado: “Ouve, Senhor, que teu servo fala” e, por consequência, no Pai-nosso, rezaríamos: “Seja feita a nossa vontade, assim na terra como no céu”. Nesse caso, Deus deveria silenciar o seu diálogo trinitário a fim de nos ouvir. Mas, não seria exatamente o contrário? Não somos justamente nós os que temos necessidade de silenciar, para ouvir o Senhor e deixar que sua Palavra e sua vontade se realizem em nossa vida? Assim fez Maria: “Faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38). Assim fez José: “Ao despertar do sono, agiu conforme o Anjo do Senhor lhe ordenara” (Mt 1,24) Recebamos, pois, com atenção e de coração aberto, o ensinamento da Igreja, presente na Instrução Geral do Missal Romano: “Oportunamente, como parte da celebração deve-se observar o silêncio sagrado.

[...] Convém que já antes da própria celebração se conserve o silêncio na igreja, na sacristia, na secretaria e mesmo nos lugares mais próximos, para que todos se disponham devota e devidamente para realizarem os sagrados mistérios” (n. 45); “A Liturgia da Palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação [...]. Integram-na breves momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração” (n. 56). Perceberam a motivação? O silêncio é para celebrar “devota e devidamente os sagrados mistérios” e para que, ajudados pelo Espírito Santo, acolhamos a Palavra de Deus em nossos corações, qual terreno bom e produza frutos (cf. Mt 13, 4-23). Então, vamos começar? Por exemplo: antes de come-

çar a celebração, a equipe de canto, ajude a assembleia ensaiando com ela os refrãos dos cantos do dia; depois, pelo menos durante cinco minutos, se faça silêncio. Quem? Todas as pessoas: os cantores e os instrumentistas; os leitores, os ministros e os coroinhas; o diácono, o padre e o bispo. Enfim, a assembleia inteira. Será exigente? Sim! Mas um caminho longo se faz dando o primeiro passo. Já pensaram que nenhum atleta vence a corrida se não treinar e não der o “primeiro passo”? E é preciso “treinar” fazer silêncio; treinar muito: em casa, na catequese, no grupo, na igreja. Vamos dar o primeiro passo e, então, veremos nossas igrejas se transformarem em lugares de oração e, certamente, nossa fé crescerá dia após dia, até que o dia em que acordaremos na presença de Deus, no Paraíso, quando diremos com sinceridade: “O nosso coração está em Deus”.


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Entretenimento PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS

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Eruditos Sua casa foi transformada em igreja (I Co 16:19)

“Sepulcro” do faraó e seu exército (Êx 15:4)

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Masculino (abrev.)

Profeta contemporâneo de Neemias Unidade monetária Profeta cujo nome significa “aquele que abraça”

Órgão formado de néfrons (Anat.)

Vitamina Alcançar (um antigripal objetivo)

De má Pronome relativo qualidade (Gram.)

Oral O de Betesda ficava em Jerusalém (Jo 5:2) Item da data Lua, em inglês

(?)2, grupo musical irlandês O Inferno, na tradição judaica Ingrediente pincelado sobre pães

Chefe dos pastores de Saul (I Sm 21:7)

Filho de Eber (I Cr 1:19)

Impossibilitado de falar

Vogal temática de “sarar” Cidade que exportava bálsamo medicamentoso (Jr 46:11) Dois, em francês

Criada que recebeu Pedro, após o livramento da prisão (At 12:13)

Petisco assado de festas

Pequena janela circular de navios

Profundo, em inglês

Oscar Magrini, ator brasileiro

Rei ungido por Samuel (I Sm 16:13) (?) e lodo, “meios” usados por Jesus para curar um cego (Jo 9:6)

Interjeição de espanto

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Plasticidade cerebral Também conhecida como NEUROPLASTICIDADE cerebral, esse fenômeno refere-se à capacidade do CÉREBRO de fazer novas CONEXÕES, ou seja, transformar-se, trazendo a IDEIA de moldagem dos neurônios (CÉLULAS que transmitem INFORMAÇÕES ao órgão). Se o cérebro é PLÁSTICO (e o é em qualquer IDADE), isso significa que é possível estimulá-lo sempre, proporcionando GANHOS na saúde. Para isso, podemos, por exemplo:

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Celebração de envio para o 13º Interclesial de CEBs No dia 30 de novembro, das 14h às 17h, na Casa Povo da Rua (rua Djalma Dutra, 7 ,no Metrô Luz) acontecerá o encontro e celebração de envio dos 81 delegados da Arquidiocese de São Paulo; que participarão do 13º Intereclesial de CEB’s, entre os dias 7 e 11 de janeiro de 2014, na cidade de Juazeiro do Norte, na Diocese de Crato, no Ceará.

Por bem viver para todos, se unem fé e política Raylane Brito/Fé e Política

9° Encontro Nacional aconteceu entre os dias 15 e 17 em Brasília (DF) e reuniu cerca de 2.500 pessoas na Universidade Católica Nayá Fernandes

A lavadeira de Carinhanhas (BA) e o secretário de Estado de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda do Governo do Distrito Federal estavam juntos, entre os cerca de 2.500 participantes do 9º Encontro Nacional Fé e Política, vindos de quase todos os Estados brasileiros, entre os dias 15 e 17, em Brasília (DF). Com o tema “Cultura do bem viver: partilha e poder”, o evento aconteceu pela primeira vez na capital federal, na Universidade Católica de Brasília (UCB) e contou com nomes como frei Betto e frei Carlos Mesters. Foram mais de 900 hospedagens solidárias, recorde em relação às edições anteriores, e um grande número de voluntários, entre eles, professores e universitários. O encontro teve início na sexta-feira, 15, coincidentemente no dia da Proclamação da República, com o lançamento da Campanha Nacional do Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político (leia na próxima edição do O SÃO PAULO) e foi concluído no do-

Fotos: Jaime Patias/Pontifícias obras Missionárias

Especial para O SÃO PAULO em Brasília (DF)

Participantes vêm de todo o Brasil; frei Betto fala sobre partilha e poder; místicas trazem elementos da natureza

mingo, com a missa de envio. Nomes como dom Tomás Balduíno, dom Pedro Casaldáliga, dom Helder Câmara, frei Carlos Mesters foram lembrados pelos participantes como exemplos de vivência de uma fé compromissada com as questões sociais. “Somos herdeiros desta corrente, a corrente de Jesus, a corrente dos profetas, a corrente dos que resistiram, dos que foram perseguidos”, lembrou Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República, na abertura oficial. A cultura do bem viver foi o tema exposto por Graciela

Chamorro, teóloga e historiadora, professora na Universidade Federal de Dourados (MS), onde trabalha com os indígenas Guarani-Kaiowá. “No Brasil, a população indígena é de apenas 0,4% e não há exemplos consolidados da expressão bem viver na política, como na Bolívia, por exemplo. A grande contribuição dos indígenas para a reflexão libertadora é nos lembrar que, não existe somente o direito dos seres humanos, mas os direitos da terra, e que desenvolvimento tem limite, porque os recursos da terra são limitados.” Frei Betto, dominicano, a autor de muitos livros, como

Fóruns temáticos favorecem participação DA ESPECIAL PARA O SÃO PAULO

Foram 27 fóruns temáticos que dividiram os participantes na tarde do sábado, 16. Temas como economia popular solidária, relações de trabalho, gênero e poder, consumismo e partilha e memória e comissões da verdade foram debatidos por cada grupo, que, ao final, deveria construir, conjuntamente, um relatório com propostas e encaminhá-lo à organização geral.

No fórum “Ecologia e Direitos da Terra” reuniram-se, com Pedro Ribeiro, sociólogo e professor de Ciências da Religião na PUC-Minas, sacerdotes, religiosos, professores, jovens, sindicalistas, camponeses e militantes na causa ecológica. Pedro comentou sobre um novo problema da sociedade, o “especismo”, apontado por um pesquisador americano. Para ele, o “especismo” é o preconceito da espécie humana em relação às outras espécies. “Nós,

achamos que somos superiores, e isto causa um grande mal.” Maria da Conceição Ferreira Dias mora às margens do rio São Francisco, em Carinhanha (BA). Ela trouxe para o grupo o grande problema da seca do rio, que continua. “Mesmo após todos os esforços de dom Luís Cappio, que fez greve de fome pela não transposição do rio, a situação está cada vez pior, nosso ‘Velho Chico’ está morrendo”, lamentou a ribeirinha. (NF)

por exemplo, “A mosca azul” falou sobre o poder na cultura do bem viver. “O exercício do poder tem que ser dialógico. Os políticos são nossos servidores, nós somos autoridades. Mas, a cultura em que vivemos inverteu esse processo. Grande parte dos políticos, contudo, nos olha de cima para baixo e deveria ser o contrário, eles deveriam estar a serviço de todos, principalmente dos mais pobres.” De maneira até descontraída, frei Betto ressaltou como foi a morte de Jesus. “O Nazareno morreu de hepatite na cama ou de desastre de camelo? Ele foi

preso e assassinado por decisão de dois poderes políticos, o sinédrio judaico e o ocupante do poder romano. Quando, por exemplo, um pastor diz: ‘Venha à minha igreja que eu te curo’, ele está dizendo: ‘Não lute por um melhor sistema público de saúde’. Precisamos lembrar que todos nós somos discípulos de um prisioneiro político.” Mas, o que a fé tem a ver com a política? O filósofo Patrick Viveret, que participa desde 2001, dos Fóruns Sociais Mundiais, no livro “Como viver em tempo de crise?” escreveu que “a relação entre simplicidade e arte de viver, no sentido mais forte da expressão, o de saber viver, é uma questão plenamente política. Uma questão pessoal, naturalmente, mas também de transformação social”. Ao O SÃO PAULO, Daniel Seidel, coordenador local do Movimento Fé e Política e do evento, explicou que, desde que o Distrito Federal foi escolhido como sede, nasceu a ideia de fazê-lo na universidade. “Vendemos 7 mil cartilhas em nível nacional e queremos distribuir outras 17 mil, para fazer um trabalho de base. Foi a primeira vez que o encontro aconteceu no Centro-Oeste e há algumas sugestões de levá-lo para o Norte do País.” Daniel destacou que dom Sergio da Rocha, arcebispo metropolitano de Brasília, espera que o evento fortaleça as pastorais sociais na Capital. “Ele percebeu que há muitas instituições para atender às necessidades imediatas das pessoas, sem a luta pelas políticas públicas que garantam os direitos das pessoas que estão em situação de desvantagem social”, disse. Encontro Nacional de Fé e Política/Divulgação


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Geral Reprodução CVA

Edcarlos Bispo de Santana

Da redação

No sábado, 7 de dezembro, serão ordenados três padres para a Arquidiocese de São Paulo. A celebração será presidida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano, e acontecerá às 15h, na Catedral da Sé. Os três futuros sacerdotes, João Paulo G. Rizek, 34, Eduardo Higashi, 43, e João Bechara Ventura, 29, conversaram com a reportagem do O SÃO PAULO e destacaram, entre outras coisas, o motivo pelo qual entraram no seminário e como foi esse tempo de preparação.

João Paulo G. Rizek Advogado, formado pela Universidade de São Paulo (USP), João Paulo G. Rizek, 34, conta que desde muito pequeno percebeu a importância da religião em sua vida. “Percebia que uma vida sem religião seria uma vida de tristeza e agonia. Ao mesmo tempo sentia que a Igreja necessita de homens e mulheres, de boa vontade, dedicados ao serviço do Evangelho.” Para ele, o sacerdócio é “um presente, um dom, uma dádiva que permite à criatura, em todas as suas limitações, servir a Deus em toda sua magnitude. O sacerdócio é algo imerecido. É difícil de explicar como o bom Deus usa-se de homens para ministrar sacramentos”. “Foram seis anos de preparação e mais dois de acompanhamento vocacional. Neste período, tive momentos de grande alegria, e de algumas tristezas, mas valeu a pena. Não posso dizer que estou preparado para ser padre. Tenho certeza de que posso morrer de velhice estudando e nunca estarei preparado. Ser padre é algo tão elevado que não decorre de qualquer virtude intelectual do candidato.” Para incentivar os jovens que pensam em ser padres, João dá um recado: “Proponho que não seja covarde. Não tenha dúvidas de seguir a Deus. Nada que a transitoriedade do mundo possa dar é equiparável à magnitude de servir a Deus e sua Igreja. Se hoje encontramos um mundo fragilizado, onde a violência se torna banal e onde a vida se torna sem sentido é porque vivemos uma crise de santos. O mundo necessita de padres, freiras, monges, missionários, consagrados que possam se dedicar dia e noite a evangelizar.”

Ordenação acontecerá no sábado, 7 de dezembro, na Catedral Metropolitana Nossa Senhora da Assunção

Futuros padres para servir a Deus, aos fiéis e a Igreja Eduardo Higashi “Nunca jamais, desanimeis, embora venham ventos contrários”, esse é o lema da ordenação presbiteral do diácono Eduardo Higashi. Ao ingressar no seminário, com 39 anos, Eduardo já era formado em teologia e levava consigo uma grande bagagem de trabalhos pastorais que realizou na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, na Região Episcopal Ipiranga. “Durante a formação, não posso negar que algumas vezes pensei em desistir, pois, se conformar com a pessoa de Jesus, muitas vezes nos coloca em conflito sobre o que fazer, como fazer e por que fazer; situações

que consegui superar pela oração pessoal, a direção espiritual e as conversas pessoais com os padres reitores.” Sobre o período de formação, ressalta que “uma das certezas que a formação me ajudou a refletir e aceitar é que a vocação, o chamado ao sacerdócio, é de Deus, é do alto; é Deus quem nos chama e a Igreja nos ajuda a responder e enfrentar os desafios do chamado. Portanto, o sacerdócio é a resposta ao chamado de Deus, que humildemente procuro dar um testemunho verdadeiro desse chamado. Sempre procurando conformar o meu coração segundo o coração de Jesus”.

Higashi convidou os jovens que pensam em ser sacerdotes a fazerem uma reflexão sobre o chamado e “não terem medo de responder ‘sim’ a Deus, pois Ele não desampara aqueles que chama”. Para ele, “responder ao chamado de Deus requer plena liberdade; liberdade esta que permite ao candidato ser formado e, perceber que o sacerdócio não deve ser encarado como uma conquista pessoal, transformando o ministério em projeto pessoal, mas, a consciência de que o ministério não é nosso, é de Deus e que deve ser exercido na e com a Igreja; não há sacerdócio ordenado fora da Igreja”. Luciney Martins/O SÃO PAULO

João Bechara Ventura João Bechara Ventura será o diácono da Arquidiocese mais jovem que se ordenará presbítero este ano. Entrou para o seminário com 24 anos, após cursar direito. “Entrei no seminário porque quero ajudar as pessoas a conhecerem e amarem a Jesus Cristo. Porque acredito que ele é Deus e portanto todo o sentido da vida do homem e do mundo está nele. O que despertou minha vocação foi, em primeiro lugar, a convicção de que Deus me ama muito; em segundo, a constatação de que ele não é suficientemente amado e conhecido no mundo, e que, para que isto aconteça, os sacerdotes são absolutamente necessários.” Para ele, o sacerdócio representa “uma vocação: uma escolha, por um lado, de Deus, por outro, minha. É um caminho de fé e santidade que Deus escolheu para mim e que eu, por minha parte, escolhi por amor a Ele, a fim de que mais pessoas se salvem”. Sobre os anos de seminário, João Bechara contou que levará “em primeiro lugar, durante o seminário aprendi a amar mais e confiar em Nossa Senhora. Além disso, levo boas amizades, uma convicção ainda maior da minha própria vocação, e a alegria de ver como Deus chama e, ele mesmo, conduz e prepara tantas pessoas, mesmo em um mundo paganizado”. “A primeira, que Deus precisa de você para salvar muitas pessoas. A segunda, que a promessa de Jesus é muito clara: cem vezes mais felicidade (mesmo nas dificuldades) nesta vida e, depois, a vida eterna”, é a mensagem que deixa de incentivo aos meninos que pensam em ser sacerdotes.


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Sétima Marcha do Imigrante No dia 1º de dezembro acontecerá em São Paulo a 7º Marcha do Imigrante com o lema: “Nova Lei de Migração Justa e Humana, para o fim da discriminação”. A marcha reivindica legislações mais justas em favor dos imigrantes, e é promovida pelo Centro de Apoio ao Migrante CAMI/SPM. A concentração será às 9h, na praça da República.

‘O Brasil não é! Está sendo’ “Foi oligárquica, do café com leite, dos coronéis, donos de gado e de gente, e não uma República do povo”, disse Chico Alencar ao O SÃO PAULO NAYÁ FERNANDES

ESPECIAL PARA O SÃO PAULO em Brrasília (DF)

Quem pesquisar no Google “Proclamação da República” irá encontrar na Wikipédia: “A Proclamação da República foi um levante político-militar ocorrido em 15 de novembro de 1889 que instaurou a forma republicana federativa presidencialista no Brasil, derrubando a monarquia constitucional parlamentarista do Império e, por conseguinte, pondo fim à

soberania de dom Pedro 2º”. Mas, assim como a Independência, proclamada em 7 de setembro de 1822, a República, um ano após a lei de abolição da escravidão, em 1888, é questionada por estudiosos e críticos e muitas problemáticas são colocadas sobre a sua legitimidade. “O Brasil não é! Está sendo”, lia-se num cartaz levado por um dos jovens nas manifestações de junho, na cidade de São Paulo. Francisco Rodrigues de Alencar Filho, o Chico Alencar, professor de história, deputado federal no Rio de Janeiro e autor do livro “Rezar a Ave-Maria e o Pai-Nosso no mundo de hoje”, falou ao O SÃO PAULO sobre acontecimentos desconhecidos pela maioria da população, aos quais deu o nome de “mentiras oficiais”. “A Proclamação se inscreve na história sempre inconclusa em termos das grandes mudanças, aquilo que alguns chamam de transição intransitiva. Sofremos a colonização portuguesa,

Gabirante

que devia se chamar cobrimento do território que viria a ser o Brasil. Cobrimento porque culturas foram abafadas. O que vemos hoje é que os povos nativos continuam sofrendo a perda dos seus territórios, dizimados há mais de cinco séculos”, explicou Chico. Sobre a Independência, comemorada a cada 7 de setembro, o professor ressaltou que não foi completa, porque a escravidão, por exemplo, foi mantida. “Houve a importação cultural, inclusive dos hábitos políticos. No Império, que durou 67 anos, liberais e

conservadores se revezavam no poder, num parlamentarismo de imitação em relação à Inglaterra. Por isso, se dizia-se: ‘Lá é parlamentar e, aqui, é pra lamentar’.” “A República começou mal”, continuou Chico, “foi um golpe militar. Deodoro [da Fonseca] era amigo do Imperador e tinha convicções monarquistas, mas se viu premido a constituir uma República, oligárquica até 1930, do café com leite, dos coronéis, donos de gado e gente, dos bacharéis, e não uma República do povo.”

O professor disse que, só após a ditadura se deu início a construção de uma democracia merecedora deste nome, mas, com muitas limitações. “Vemos o agravar da desigualdade social, a participação política limitada, o sistema eleitoral marcado pelo poder econômico, os partidos com programas que não batem com suas práticas. A gente precisa de uma profunda reforma política e vivemos, hoje, o desafio que Mário de Andrade já apontava nos anos 1940: ‘Vamos construir o Brasil’.”

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19º Encontro Estadual de Comunicação De 29 de novembro de 2013 a 1º de dezembro, acontecerá, no Seminário do Bom Jesus, em Aparecida (SP), o 19º Encontro Estadual de Comunicação com o tema “Evangelizar é comunicar: fundamentos bíblicos teológicos da PASCOM”, com a assessoria do padre Joãozinho, scj. Informações e inscrições em www.facebook.com/PascomSul1.

Família Paulina, 100 anos a serviço da Palavra Fotos: Luciney Martins/O SÃO PAULO

Dez chamas que irradiam o Evangelho na cultura da Comunicação renata moraes

especial para o são paulo

Em preparação para a comemoração do centenário da Família Paulina no mundo, e em memória do seu fundador, Beato Tiago Alberione, foi celebrada missa na manhã do domingo, 17 na Catedral da Sé. A celebração foi presidida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer, arcebispo metropolitano de São Paulo, e concelebrada pelo superior geral dos Padres Paulino, padre Sílvio Sassi e outros. A Família Paulina é composta por dez instituições: Padres e Irmãos Paulinos, Irmãs Paulinas; Irmãs Discípulas do Divino Mestre; Irmãs Pastorinhas; Irmãs Apostolinas, os Institutos de vida secular: Santa Família; São Gabriel Arcanjo; Jesus Sacerdote; Nossa Senhora da Anunciação e a Associação dos Cooperadores Paulinos. Inspirados na Carta de São Paulo aos Coríntios, “Carta de Paulo à humanidade de hoje”

Em missa presidida pelo cardeal dom Odilo Pedro Scherer e concelebrada pelo padre Silvio Sassi, superior geral dos Padres Paulinos; a Famíla Paulina tem o carisma de evangelizar na cultura da Comunicação

(cf.2 Cor 3,2-3) eles se preparam para celebrar o 1º Centenário de Fundação, que se dará em 20 de agosto de 2014. Em sua fala inicial, o Cardeal saudou a todos e acolheu de maneira particular todos os membros da Família Paulina. Agradecendo a Deus o centenário da fundação da Família Paulina, o Bem-aventurado Padre Tiago Alberione, e o bem ele que fez e continua fazendo pela Igreja, na evangelização através dos meios de comunicação social. Na homilia, o cardeal Scherer

fez votos de um ano muito fecundo para todos da Família Paulina, e que sejam fortalecidos pela graça do Carisma, e que possam nesse tempo de Nova Evangelização levar a Boa Nova a todos os povos. Em entrevista ao O SÃO PAULO o padre Silvio Sassi, superior geral dos Padres Paulinos, falou sobre os desafios da evangelização com as novas tecnologias. “Saber utilizar as novas mídias e não somente os meios de comunicação tradicionais, mas inserir-se no mundo das redes e da era

digital.” Padre Sassi também falou que é necessário se adaptar a linguagem e a cultura de hoje, sobretudo no universo dos jovens. “Já dizia o nosso fundador Bem-Aventurado padre Tiago Alberione: ‘deveis evangelizar os homens de hoje com os meios de hoje’.” A irmã Ninfa Becker, superiora provincial das Irmãs Paulinas no Brasil, relatou que é uma grande alegria poder evangelizar por meio do carisma da comunicação. “Podemos viver e trabalhar nessa dimensão que é a comunicação, que tanto pode ser

interpessoal, humana e através dos meios, para comunicar o Evangelho e os valores cristãos a todos.” E ressaltou que através desta comunicação, podem-se alcançar também aqueles que estão enfraquecidos na fé. Para o padre Claudiano Avelino dos Santos, ser um Padre Paulino é trabalhar o carisma da evangelização usando todos os meios de comunicação e tecnologias. “E o mais importante, é evangelizar em uma linguagem que todos compreendam”, encerrou.

O SÃO PAULO - edição 2979  

Jornal O SÃO PAULO semanário da Arquidiocese de São Paulo, há 58 anos levando informação e formação para os católicos de SP

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