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Auditoria de Tiragem e Circulação: IVC

ANO XXI - Nº 240

ANO XXI NÚMERO 241 ABRIL 2011

FEVEREIRO DE 2011

marketing direto

Inspeção ambiental

além dos limites de São Paulo A verificação de gases já chegou a São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo, e outras cidades brasileiras se preparam pág. 76

Volvo S60

tecnologia pela vida pág. 86

Avaliação do reparador Ford Focus ganha elogios, mas recursos para diagnóstico via scanner são limitados pág. 92

CONSULTOR OB A tendência agora é motor menor com injeção direta e turboalimentado. Conheça mais na pág. 56 DR IE

Nosso especialista em injeção eletrônica finaliza a sequência dos diagramas do Fiat Linea 1.9l pág. 66


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Abril 2011

:: Expediente DIRETOR GERAL Cassio Hervé DIRETOR COMERCIAL Eduardo Foz eduardo.foz@oficinabrasil.com.br SECRETÁRIA Solange Ferreira Roberto solange.roberto@oficinabrasil.com.br REDAÇÃO Jornalista responsável: Alexandre Akashi - MTB 30.349 editor@oficinabrasil.com.br Repórter: Bruna Paranhos bruna.paranhos@oficinabrasil.com.br Consultor Técnico: Marco Antônio Silverio Jr. marco.antonio@oficinabrasil.com.br Tel: (11) 2764-2862 Conselho editorial: Aleksandro Viana Amauri Cebrian D. Gimenes André Bernardo Carlos Bernardo Danilo José Tinelli Eduardo Freitas Topedo Fábio Cabral Francisco Carlos de Oliveira José Claudio Cobeio Julio César Paulo Pedro B. Aguiar Jr. Sérgio Sehiti Torigoe PRODUÇÃO/INTERNET Coord. de Marketing: Daniela Pelosi Assistente: Eduardo Muniz Analista Web: Tiago Lins Estagiário Web: Murilo Santiago producao@oficinabrasil.com.br

:: Editorial ATENDIMENTO Gerente: Ernesto de Souza ernesto.souza@oficinabrasil.com.br COMERCIAL Alessandra Macedo alessandra.macedo@oficinabrasil.com.br Aliandra Artioli aliandra.artioli@oficinabrasil.com.br Carlos Souza carlos.souza@oficinabrasil.com.br Shelli Braz shelli.braz@oficinabrasil.com.br Estagiária: Alessandra Del Moro alessandra.delmoro@oficinabrasil.com.br FINANCEIRO Gerente - Junio do Nascimento Assistente - Mariana Tarrega Auxiliar - Rodrigo Castro financeiro@oficinabrasil.com.br GESTÃO DE PESSOAS Daniela Accarini rh@oficinabrasil.com.br ASSINATURA E DATABASE Gerente: Mônica Nakaoka monica.nakaoka@oficinadireta.com.br Assistente: Alexandre P. Abade alexandre.abade@oficinadiretal.com.br Auxiliar: Giovana Consorti giovana.consorti@oficinadireta.com.br CENTRAL DE ATENDIMENTO AO LEITOR Luana Cunha e Talita Araújo De 2ª a 6ª, das 9h às 17h30 Tels: (11) 2764-2880 / 2881 leitor@oficinabrasil.com.br

Este mês acontece o evento mais importante do ano para o aftermarket automotivo. Falo da Automec, maior feira de autopeças da América Latina, que diferentemente da edição passada, em 2009, contará com a participação das grandes indústrias do setor. E, por falar em grandes do setor, o Grupo Oficina Brasil também estará presente, para mostrar a toda comunidade de reparadores algumas novidades. Uma delas é o novo programa de manutenção preventiva Cuide do Carro, que você acompanha os detalhes na página 78 desta edição. Trata-se do antigo programa Agenda do Carro, que durante anos foi hospedado no site Webmotors, mas agora está no iCarros, com visíveis melhorias para as oficinas e também donos de carro, que ganharam recursos mais sofisticados para encontrar uma boa oficina. A internet é, neste sentido, um grande aliado do reparador. Os recursos do Google Maps são uma mão-na-roda para quem precisa encontrar um endereço, pois além de confiáveis, agora permitem visualizar as vias como elas realmente são. Assim, o programa evoluiu, pois com o novo parceiro, do banco Itaú, novos recursos foram agregados para tornar mais fácil o relacionamento entre a oficina e os donos de carro. Outra novidade que o Grupo apresenta no estande da Automec é a reestruturação das marcas que formam o Grupo: jornal Oficina Brasil, TV Oficina Brasil (antiga RTA), CINAU e Oficina Direta (antes, Brasil Direto). Novas logomarcas,

mas com o mesmo conteúdo de qualidade que o leitor está acostumado. E, tal como nos anos anteriores, o estande do jornal será um ponto de apoio a todos os reparadores, assinantes ou não, que podem aproveitar a visita para assinar o jornal e ainda se atualizar profissionalmente assistindo uma das palestras disponíveis (veja a grade no Caderno Especial Automec). Assim, levaremos muitas novidades, assim como as principais indústrias do setor., para a feira de negócios de um dos aftermarket mais promissores do planeta: o brasileiro.. É, caro leitor, sinta-se abençoado por isso, pois nos países europeus, os reflexos da crise de 2009 ainda são bastante sentidos, inclusive no setor de reparação, apesar de os executivos das indústrias de lá terem adotado discursos otimistas, de força, trabalho e superação. Recentemente a Espanha realizou a primeira Motortec sob tutela da Messe Frankfurt, com toda a força que o nome Automechanika pode trazer a um evento de pós-vendas. Após conversar com diversas pessoas, descobrimos que a feira cresceu em relação aos anos anteriores, mas ainda pode evoluir mais. Porém, o importante é que o mundo não parou, mesmo para eles. Por aqui, o importante é não perdfer o pique. Estamos a mil por hora e assim vamos permanecer ao longo deste ano. Esta é a nossa expectativa, este é o nosso desejo. Boa leitura Alexandre Akashi Editor

PRÉ-IMPRESSÃO E IMPRESSÃO Gráfica Oceano

Jornal Oficina Brasil é uma publicação do Grupo Oficina Brasil. Trata-se de uma mídia impressa baseada em um projeto de marketing direto para comunicação dirigida ao segmento profissional de reparação de veículos. Circulando no mercado brasileiro há 21 anos, é considerado pelo Mídia Dados como o maior veículo segmentado do país. Esclarecemos e informamos aos nossos leitores, e a quem possa interessar, que todos os conteúdos escritos por colaboradores publicados em nosso jornal são de inteira e total responsabilidade dos autores que os assinam. O jornal Oficina Brasil verifica preventivamente e veta a publicação do material que recebe, somente no que diz respeito à adequação e ao propósito a que se destina, e quanto a questionamentos e ataques pessoais, sobre a moralidade e aos bons costumes. As opiniões publicadas em matérias ou artigos assinados não apresentam a opinião do jornal, podendo até ser contrária a ela. Nós apoiamos: Filiado a:

Evolução on e off line

DADOS DESTA EDIÇÃO • Tiragem: 62 mil exemplares • Distribuição nos Correios: 57.535 (até o fechamento desta edição) • Percentual de distribuição auditada (IVC): 92,7% COMPROMISSO COM O ANUNCIANTE O Oficina Brasil oferece garantias exclusivas para a total segurança dos investimentos dos anunciantes. Confira abaixo nossos diferencias: 1º. Auditoria permanente do IVC (Instituto Verificador de Circulação) garante que o produto está chegando às mãos do assinante; 2º. Registro no Mídia Dados 2008 como o maior veículo do segmento do País; 3º. Publicação de Balanço Anual (edição de fevereiro 2008 e disponível em nosso site) contendo uma informação essencial para a garantia do anunciante e não revelada pela maioria dos veículos, como o custo de distribuição (Correio); 4º. No Balanço Anual é possível conferir as mutações do database de assinantes comprovando permanente atualização dos dados de nossos leitores; 5º. Oferecemos mecanismos de marketing direto e interativo, que permitem mensuração de retorno por meio de anúncios cuponados e cartas resposta; 6º. Certificado de Garantia do Anunciante, que assegura o cancelamento de uma programação de anúncios, a qualquer tempo e sem multa, caso o retorno do trabalho fique aquém das expectativas do investidor; 7º. Anúncios do tipo Call to Action (varejo), em que é possível mensurar de forma imediata o retorno da ação. Para anunciar ou obter mais informações sobre nossas ações de marketing direto fale com o nosso departamento comercial pelo telefone (11) 2764-2852.


Abril 2011

:: Opinião do leitor Divulgação

:: ÍnDiCe

82 Kia Soul Flex e nova Sportage coreana entra de vez no mercado bicombustível

:: CARROS 92

FORD FOCUS Avaliação do reparador

88

FiAT DObLò e.TORq 1.18L 16v Em breve, na sua oficina

86

LAnçAMenTO - vOLvO S60 Caderno Premuim

84

FiAT UnO SPORTing e UnO 2 PORTAS Lançamento

98

Obrigado 1 Sou assinante do Jornal desde o seu 1º exemplar, quando o jornal tinha o nome de Motor 100%. Este amigão de todo mês, me fez crescer em conhecimento. Fico muito agradecido por ter o conhecimento que tenho hoje, e fico mais agradecido ainda ao ter consciência de que tive o Jornal como tutor, isto só me faz ser diferente e ao mesmo tempo útil para a sociedade. Desejo que vocês tenham muita saúde e pique para continuar configurando no cenário automobilístico como informativo de referência. Reinato Pereira Carneiro, por email Obrigado2 Este tão bem conceituado jornal é a minha bíblia, pois nele me atualizo, me relaciono com os anunciantes e seus cursos. É com muita honra que falo a todos os assinantes que este jornal revista faz parte da minha vida e do meu

trabalho. É com ele que meu trabalho cresceu e se desenvolveu nestes 15 anos de mercado repositor e de autopeças. Obrigado por tudo. Maria Auxiliadora de Carvalho, da Distribuidora Talyson de Autopeças, por e-mail Agradecimento Todos nós, do Zorinho Automecânica, agradecemos ao jornal por tantas informações úteis que sempre está tirando dúvidas do dia a dia. Cida Urcina, por e-mail Agradecimento 2 Quero agradecer a este veículo conceituado de comunicação as informações importantes que fornece em relação à reparação automotiva e atendimento a clientes imprescindíveis a todo profissional desta área. Obrigado pela atenção! Luiz Carlos Silva Souza, por e-mail

:: errata

:: COLUnAS 100

5

nOTÍCiAS DAS OFiCinAS Associações

10

OS 5 TóPiCOS MAiS DebATiDOS Fórum Oficina Brasil

OS 5 TóPiCOS MAiS DebATiDOS Coluna do conselho

90

MOTORTeC AUTOMeChAniKA ibeRiA Reparadores, eu vi

Na nota “Gates faz 100 anos com ações comemorativas”, publicada na página 34 da última edição do Jornal Oficina Brasil, lê-se “cuidados com a análise de falhas mais comuns e a troca das peças” e não “análise de gases”, como divulgado.

:: números CAL (Central de Atendimento ao Leitor) :: RePORTAgenS 12

OSvALDO nOvAiS, DiReTOR De PóSvenDAS DA PeUgeOT Entrevista

99

iTv AinDA PATinA eM bRASÍLiA Legislação

76

inSPeçãO AMbienTAL eM S.beRnARDO Meio ambiente

78

OFiCinA bRASiL e iCARROS LAnçAM PROgRAMA CUiDe DO CARRO Mercado

MeiOS De COnTATO Cartas.....................................................................2 E-mails............................................................187 Telefonemas...........................................200 Fax...................................................................4 Site..............................................................1.076 Total...........................................................1.469

SOLiCiTAçõeS Assinaturas....................................................621 Alterações de cadastro.........................720 Outras............................................................235 Total..................................................1.576 Dados referentes ao período de 01/03 a 31/03/2011

:: Orientações sobre assinaturas

:: TÉCniCAS 60

DeTALheS DO MóDULO DA KOMbi Andre Luis Bernardo e Albino Buzolin Filho

64

DiCAS SObRe O hOnDA CiviC 1.4L/1.5L/1.6L 16v 1991/2000 Marcos Sarpa

68

PROCeDiMenTO De RePARO DA CAixA AUTOMáTiCA 4L30e - PARTe FinAL Carlos Napoletano

48

AnATOMiA DAS SCOOTeRS - PARTe 3 Paulo José

56

nOvA geRAçãO De TURbO Consultor OB

74

SiSTeMA AbS DO bMw 320i Pedro Luiz Scopino

91

PRObLeMAS De ATeRRAMenTO Dicas do Conselho

66

DiAgRAMAS DO FiAT LineA 1.9L 16v PARTe FinAL Válter Ravagnani

72

PARTe 2 - SiSTeMAS hibRiDOS Humberto Manavella

102

bOLeTiM TÉCniCO Mais dicas para você colecionar

Para receber o Oficina brasil Nosso jornal é distribuído gratuitamente para profissionais que atuam no aftermarket automotivo brasileiro. Para recebê-lo siga as instruções: 1) acesse o site www.oficinabrasil.com.br; 2) antes de iniciar o processo de preenchimento do cadastro, tenha o nº do seu CPF em mãos; 3) no menu da página principal, na parte da “Central de Atendimento ao Leitor”, selecione a opção “Para receber o Jornal”; 4) preencha todos os campos da ficha corretamente. Obs: Após a avaliação dos seus dados, em uma operação que leva em média 30 dias, caso esteja tudo correto com seu cadastro, você passa a receber o jornal no endereço indicado. Aos que já são assinantes É importante avisar a Central de Atendimento ao Leitor, pelo telefone e e-mail indicados abaixo ou por meio do site, qualquer alteração de endereço ou dados. Esse procedimento é indispensável para que você continue recebendo o jornal. Neste caso você deve acessar o site e clicar na opção “Alteração de cadastro” e seguir as instruções. Caso receba uma carta solicitando seu recadastramento, faça-o imediatamente acessando a área “Recadastramento no Jornal”, caso contrário sua assinatura será cancelada. Para mais informações, entre em contato com a Central de Atendimento ao leitor, de 2ª a 6ª das 8h30 às 18h nos telefones (11) 2764-2880 ou (11) 2764-2881, ou envie um e-mail no endereço leitor@oficinabrasil.com.br Oficina Brasil: Rua Joaquim Floriano, 733 – 1º andar – Itaim Bibi – São Paulo SP – CEP 04534-012


RELÉ TEMPORIZADOR DO RÁDIO INCONVENIENTE LAMENTADO

conforme o diagrama abaixo: CONECTE O CHICOTE DO RÁDIO AO CONECTOR DO CHICOTE DO T E M P O R I Z A D O R E FA Ç A O T E S T E CONFORME O PROCEDIMENTO:

Bateria descarregada.

CAUSA TÉCNICA Consumo em stand-by elevado de autorrádios aftermarket não genuínos.

Ligue o rádio. O mesmo não deverá funcionar, pois a chave de ignição não está em marcha, sendo que o temporizador não recebeu o input para sua temporização;

Ponha a chave em marcha e logo em seguida em stop e ligue o rádio. O mesmo deverá funcionar por 30 minutos sendo reinicializado assim que se coloque a chave em marcha novamente;

Acondicione o chicote com espumas insonorizantes e remonte o autorrádio conforme abaixo:

INTERVENÇÃO ASSISTENCIAL Este dispositivo tem como objetivo a diminuição de inconvenientes recorrentes do consumo em stand-by dos diversos autorrádios existentes no mercado de acessórios (aftermarket não genuínos). O modo correto de instalação, com a chave de ignição desligada, desagrada os clientes segundo as pesquisas. Desta forma, com a instalação do relé temporizador, o autorrádio será instalado “sob chave”, porém quando a mesma for desligada, o autorrádio ainda funcionará por 30 minutos. Se o cliente desejar mais tempo de utilização do rádio, bastará colocar a chave em marcha e logo em seguida em stop, ganhando assim mais 30 minutos consecutivamente.

PROCEDIMENTO DE MONTAGEM: • • • • •

IDENTIFICAÇÃO DOS COMPONENTES:

RELÉ TEMPORIZADOR

CHICOTE DE LIGAÇÃO

CHICOTE DO RÁDIO AFTERMARKETING

CHICOTE DE LIGAÇÃO COM RELÉ INCORPORADO

Coloque a chave de ignição na posição “stop” (desligada); Remova o rádio de sua sede no veículo; Desconecte o chicote do rádio ao veículo; Conecte o chicote de ligação do temporizador ao conector de ligação do rádio do veículo; Verifique, na ligação já existente no chicote do autorrádio, que o fio amarelo (battery) está junto ao fio vermelho (VCC), “modo em que o autorrádio permite a ligação com a chave desligada”; Separe o fio vermelho VCC do fio amarelo (battery), posicionando-os


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Abril 2011

Fórum

reparadores se ajudam para resolver problemas com Sprinter e Gol 1.0l murillo Fontana Administrador do fórum Continuando nosso ranking mensal de tópicos mais comentados no fórum “Dúvidas e Soluções”, durante o mês de março o tópico campeão foi “Sprinter apaga motor”, em que, após reparo na bomba de alta pressão do sistema common rail, o motor funcionava perfeitamente, exceto em desacelerações, em que o motor desligava. Os usuários “CASAdoDIESEL” e “maguineto” alertaram sobre problema na válvula reguladora de pressão do circuito de alta pressão, e o autor confirmou que, após a substituição da peça, o mesmo foi sanado.

Em segundo lugar, o tópico “Gol 1.0 8V sistema 7.5.30” apresentava um veículo em que, logo após a partida, o motor desligava. O usuário “Canal” alertou sobre problemas no imobilizador, e o autor confirmou que o problema foi resolvido após a troca do módulo do imobilizador. Em terceiro lugar, “Ajuda sobre o Uno Fire”, o motor apresentava funcionamento contínuo dos injetores 1 e 3. O usuário “mbo2010” alertou sobre problema no chicote elétrico ou na ECU e o autor confirmou que, após a troca do módulo, o defeito desapareceu. “Palio 1.4 oscilando” foi o quarto colocado e apresentava um veículo com funcionamento

Posição

Tópico

respostas

Data

Sprinter apaga motor

24

07/03/2011

2° 3° 4° 5°

Gol 1.0 8v sistema m7.5.30 Ajuda sobre o uno fire Palio 1.4 oscilando Citroen C3: Falha P0341

17 12 9 6

14/03/2011 16/03/2011 25/03/2011 18/03/2011

irregular, principalmente em acelerações. O usuário alertou sobre um possível corpo de borboleta danificado, porém bastou que o autor fizesse a limpeza do TBI para que o problema acabasse. “Citroen C3: Falha P0341” foi o quinto colocado e apresentava aceleração irregular e um código de falha intrigante: falha no sensor de posição do eixo comando de válvulas. O usuário “jukaoliver” informou que, como

este motor (no caso, a versão 1.4 8V) não utiliza este sensor, uma possível falha de ignição poderia “enganar” a ECU, gerando este código. O autor informou que substituiu a bobina de ignição e a falha foi resolvida. Um problema bastante comum durante o mês de Março foi o motor apresentar dificuldade de partida. Quando o reparador se deparar com este tipo de falha, especialmente nos veículos com

usuários que mais contribuíram CASAdoDIESEL e maguineto Canal Mbo2010 Fabionexkfilm Jukaoliver

injeção eletrônica, é quanto ao sinal do sensor de rotação e PMS. Através de um osciloscópio, é possível analisar a forma da onda e verificar o correto sincronismo do motor, agilizando o diagnóstico, pois uma das causas mais comuns para este problema é justamente a modificação nos sinais enviados por este sensor. Então, fique atento! Um abraço e até o próximo mês.


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DA AGÊNCIA BEST CARS

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ENTREVISTA

Osvaldo Novais é o primeiro brasileiro a comandar o Departamento de Pós-Vendas da Peugeot desde que a montadora se instalou definitivamente no Brasil, há 10 anos. Com ele, a marca inicia uma nova estratégia de marketing para conquistar o mercado de reposição e reparação. Com esta nova mentalidade quem sai ganhando é o consumidor, uma vez que a marca tem planos de estreitar relacionamento com os profissionais de reparação automotiva, oferecendo a eles facilidade de acesso à matéria prima necessária para a realização dos serviços de manutenção: autopeças de qualidade e custo competitivo e informação técnica. Para os reparadores, este é o melhor dos mundos, ainda mais em relação a uma marca como a Peugeot, que nos últimos anos tem se especializado em adotar tecnologias de vanguarda nos veículos comercializados no País, como o Crossover 3008, que introduziu a tecnologia de injeção direta de combustível em um automóvel de custo mais acessível ao consumidor médio. Mas, há uma contrapartida. Toda esta ação tem como objetivo aumentar a venda de peças genuínas Peugeot, fornecidas pela montadora via concessionário. Trata-se, portanto de uma via de mão

Fotos: Divulgação

O reparador é um grande aliado

Em entrevista exclusiva ao jornal Oficina Brasil, o diretor de pós-vendas da Peugeot, Osvaldo Novais, revela uma nova estratégia da montadora francesa que neste ano celebra 10 anos de fabricação de veículos no País. Tudo isso para mudar a imagem de que a marca é de difícil manutenção Alexandre Akashi dupla. A montadora oferece peças de reposição em abundância e informações técnicas em troca da fidelização da compra dos componentes na rede autorizada. Parece justo. Confira nas páginas a seguir a entrevista exclusiva que Novais concedeu ao jornal Oficina

Brasil em que conta detalhes da nova estratégia. Jornal Oficina Brasil - A Peugeot é uma marca relativamente nova no Brasil, porém de vendas em elevação. Dentro da rede concessionária, há capacidade instalada

para atender a toda a demanda de veículos vendida nos últimos 5 anos? Osvaldo Novais – A Peugeot do Brasil possui uma rede de 152 concessionários com instalações dentro dos padrões preconizados pela marca, tanto em infraestrutura, equipa-

mentos, pessoal e capacidade física para estoque de peças e atendimento de oficina. Nossa frota circulante total está em praticamente 600 mil carros, e o parque de cinco anos em cerca de 360 mil. Levando-se em consideração as dimensões de nosso país, existe demanda de atendimento de veículos Peugeot no mercado independente de reparação, o que faz com que a marca veja este mercado como um aliado fundamental para um bom atendimento, onde quer que seja. JOB – Estudos de mercado indicam que 80% dos proprietários de veículos preferem levar o carro em um mecânico de confiança após o período de garantia, e que 14% fazem isso mesmo no período da garantia. O consumidor Peugeot se comporta dessa forma? ON – Este cenário vem mudando nos últimos anos. Aspectos como a extensão dos períodos de garantia e maior foco das montadoras na qualidade de serviço, preços de suas peças de reposição e fidelização de seus clientes vêm tornando a experiência de reparação dentro da rede cada vez mais positiva. A Peugeot participa ativamente deste movimento, colocando em prática novos padrões de atendimento em sua rede, investindo fortemente na ampliação do centro de distribuição de peças e


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entrevista

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mantendo os preços das suas peças originais competitivos em relação ao mercado. Hoje podemos dizer que o atendimento em toda a rede Peugeot é padronizado, graças aos métodos de pós-venda, processos de diagnóstico e reparação implementados em 100% de nossas concessionárias. Contamos hoje com um centro de distribuição de peças em Barueri com mais de 35 mil m2 e 40 mil referências ativas, garantido que as peças de reposição, mesmo de veículos mais antigos, estejam disponíveis para entrega em todo o Brasil. Nossa logística é feita por uma empresa do grupo PSA, a Gefco, o que nos garante entregas rápidas nas principais capitais do País. A partir do 2° semestre de 2009, desenvolvemos um programa chamado “Projeto Preço Justo”, voltado para mostrar ao nosso cliente o ótimo custo de manutenção dos veículos Peugeot. Hoje temos peças com preços extremamente competitivos, resultado que vem aparecendo nos principais comparativos das mídias especializadas. JOB – Na visão da marca, o reparador multimarca é um aliado ou concorrente? ON – É um grande aliado. Desde 2007 a Peugeot mantém um programa chamado “Programa Vendas Externas”, que visa atender ao mercado independente, incluindo o varejo, mas principalmente os reparadores independentes. Hoje implantado em mais de 50% da rede, esse programa trabalha principalmente o relacionamento com as oficinas, pois boa parte das concessionárias mantidas no programa possui

“O Programa Vendas Externas já é uma demonstração clara de que a Peugeot enxerga o mercado de reparação como um parceiro. É claro que este é apenas o começo, devemos e vamos avançar” de peças, manuais, métodos, etc. O plano é evoluir neste caminho. Temos também, há vários anos, parceria com o Senai, na qual disponibilizamos treinamentos sobre reparação de nossos veículos, principalmente para as oficinas.

um funcionário chamado “Vendedor Itinerante”. Mais do que um vendedor, este profissional visita as oficinas de sua região para entender as necessidades dos reparadores e colocar a concessionária que ele representa como um aliado, um fornecedor não só de peças, mas também de serviços. Por meio desse vendedor, a oficina reduz os prazos de imobilização de veículos com agilidade no atendimento de peças, oferece preços competitivos e recebe informação técnica / suporte em diagnóstico e reparação. A Peugeot incentiva de maneira direta esta iniciativa, promovendo, em conjunto com as concessionárias, campanhas, palestras e eventos de relacionamento. JOB – Qual a importância que a montadora dá para a opinião do reparador na hora

de projetar novos veículos? ON – Há muitos anos a Peugeot utiliza a co-concepção no projeto de seus produtos, ou seja, durante a fase de projeto, trabalham juntos os projetistas, os fornecedores e os responsáveis de pós-venda para criar ao mesmo tempo o novo produto e as gamas de diagnóstico e reparação. Esta troca de experiências tem por objetivo a qualidade, a durabilidade, a facilidade e a rapidez das intervenções tanto de manutenção preventiva como corretiva. JOB – Estudos da Cinau (Central de Inteligência Automotiva) mostram que a Peugeot tem um índice elevado de reprovação junto aos reparadores. Com a concorrência cada vez mais acirrada, existem planos para reverter essa situação, tal como fez

a Fiat, que no passado era considerada ruim e hoje reverteu essa situação, tanto que lançou recentemente um portal de acesso exclusivo ao reparador multimarca (www.reparadorfiat.com.br) com todas as informações técnicas dos veículos Fiat fabricados anteriores a 2007. O que a Peugeot tem feito ou planeja fazer para manter-se na mente do reparador como uma montadora confiável e de fácil manutenção frente as ações das concorrentes? ON – O “Programa Vendas Externas” já é uma demonstração clara de que a Peugeot enxerga o mercado de reparação como um parceiro. É claro que este é apenas o começo, devemos e vamos avançar. Na Europa, por exemplo, a Peugeot possui um portal de relacionamento com as oficinas no qual é possível consultar código

JOB – Existe alguma política de facilitação de compra de peças na rede concessionária? ON – Sim, o “Programa Vendas Externas”. Contudo é importante salientar que a Peugeot não interfere na política de suas concessionárias. Elas são incentivadas a manter ações para o mercado independente, porém, com liberdade de definição de política comercial, de preços, etc. JOB – Que tipo de feedback as concessionárias passam para a montadora em relação ao reparador multimarca? ON – O retorno sempre foi positivo. A rede Peugeot venceu a barreira que algumas montadoras ainda possuem de ver o mercado independente como um concorrente. Existe espaço para todos. As vendas estão crescendo, as frotas vêm aumentando, o que demanda uma parceria cada vez maior com as oficinas.


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entrevista

Abril 2011

JOB – Existe algum canal de comunicação com o mercado de reparação independente? ON – Ainda não existe um canal direto. Toda a comunicação com as oficinas independentes é feita diretamente pelas concessionárias, mas a Peugeot vem se aproximando das entidades representantes do setor para criar um canal de comunicação mais amplo. JOB – Qual a opinião da montadora sobre o projeto Carro 100% Caminhão 100%, do GMA (Grupo de Manutenção Automotiva)? ON – É um programa de geração de demanda para todos. O consumidor brasileiro ainda não tem a cultura da manutenção preventiva. Precisamos de ações particulares e governamentais para reverter esta situação, o que será benéfico para todos. JOB - Existe possibilidade de a Peugeot apoiar um projeto como esse? ON – Sim, já fazemos nosso trabalho de incentivo à manutenção preventiva. É realmente uma frente de geração de resultado para todos. JOB – Há algum tipo de orientação do setor de pósvendas e reposição de peças para o de vendas? ON – Sim, principalmente para o mercado de acessórios, que tem sua venda feita em maior parte no momento da comercialização do veículo novo. Mas também há uma inferface e comprometimento da Peugeot em conceber veículos para o mercado brasileiro, incluindo o custo de utilização, com veículos de baixo consumo, baixa

manutenção e boa revenda. JOB – Como a montadora vê o problema de pirataria de autopeças? ON – É um problema que deve ser atacado por todos. Fazemos nossa parte animando e motivando a nossa rede a não participar desta prática. JOB – A Peugeot é uma marca que tem, nos últimos anos, aplicado diversas tecnologias novas nos veículos, como no 3008, com injeção direta, turbo e sistema de suspensão mais elaborado. Isso é excelente pelo lado do consumidor, porém assusta um pouco o reparador, pois, apesar de tudo, um dia esta tecnologia chegará à oficina para manutenção. Como a marca vê isso? Existe alguma forma de o reparador ter acesso às informações técnicas necessárias para efetuar a manutenção de forma correta? ON – Sobre o 3008, o Senai já tem todo o material disponível do veículo e, inclusive, já o está divulgando. JOB – Agora a estratégia da Peugeot é comercializar peças com mais intensidade no aftermarket. De que forma a Peugeot vai trabalhar a disseminação de informação técnica que para o reparador é tão importante quanto a disponibilidade de peças? ON – Entendo também que a informação técnica para o reparador é fundamental, então vamos aumentar a parceria com o Senai onde temos um módulo de formador, já estamos com oito escolas Senai no Brasil inteiro com veículos

“A informação técnica para o reparador é fundamental, então vamos aumentar a parceria com o Senai e também disponibilizá-la via web”

nossos e equipamentos, e a outra estratégia é começar a disponibilizar informações técnicas dos nossos produtos via web. Temos uma ferramenta interna que é o Service Box, onde já podemos distribuir estas informações e podemos trabalhar outras ferramentas web disponibilizando informação. JOB – De que forma o reparador tem acesso a esta ferramenta? ON – Se cadastrando por meio de um concessionário, que vai dar a ele acesso ao nosso catálogo de peças e as informações técnicas. JOB – Então tudo acontece via concessionário... ON – Exatamente. Ele vai ser o parceiro de compra de peças. Estamos incentivando nossos concessionários a ter estratégias diferenciadas de venda de peças ao reparador,

no balcão, e disponibilizando a informação pelo cadastro do concessionário. JOB – Quem é o cliente da Peugeot? Quem tem um carro da marca ou quem vai à concessionária e compra um carro? ON – Todos são clientes e são muito bem-vindos. Quem vai a concessionária e compra um carro e quem tem um carro da marca que de repente ele não comprou no concessionário, comprou de segunda ou terceira mão, mas é nosso cliente, nós queremos este cliente mais próximo de nós, seja por meio do concessionário ou do reparador. Nós temos de fidelizá-lo na marca. Este é o nosso conceito final. JOB – Ele merece ter o veículo reparado da melhor forma possível, independente do local...

revisão grátis Durante a entrevista, Novais revelou que a partir de agora, todos os clientes do 408 terão as três primeiras revisões do veículo totalmente grátis, de acordo com os itens de verificação e troca estabelecidos no manual do proprietário. Em outras palavras, significa três anos sem pagar revisão, para quem roda em média 10.000 km por ano. Esta promoção é válida até 30 de junho. Na ponta do lápis, a economia total é de R$ 728, de acordo com Novais. ON – Sem dúvida, de preferência por um reparador orientado por nós, com as nossas informações, e de preferência por peças fornecidas pela nossa rede concessionária.


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em foco

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em foco

Atendendo às solicitações dos participantes do Programa de Relacionamento Amigo Mecânico Petrobras, o prazo para recadastramento e inscrição no Concurso Cultural que dá direito a uma visita ao Laboratório de Motores Petrobras, instalado na cidade gaúcha de Canoas, foi prorrogado. Agora, todos os reparadores que participaram de alguma das centenas de palestras Amigo Mecânico já realizadas em todo o Brasil têm até o dia 31 de maio para atualizarem seus cadastros e responderem à questão: “Ser Amigo Mecânico Petrobras é...”. Os autores das cinco frases mais criativas ganharão uma viagem com todas as despesas pagas a cidade de Canoas (RS), onde está instalada o Laboratório de Motores Petrobras, que desenvolve os testes para elaboração de combustíveis especiais. Quem pode participar: todo

Divulgação

Amigo mecânico Petrobras pode se recadastrar até final de maio

profissional que participou de uma das palestras realizadas pela Petrobras dentro do Programa Amigo Mecânico deve atualizar seu cadastro e está apto a participar do concurso cultural. Basta acessar seu cadastro na Central de Relacionamento Amigo Mecânico

Petrobras, pelo 0800-7710-770 ou pelo site www.oficinabrasil. com.br/amigomecanicopetrobras, ou ainda, preencher a ficha de recadastramento encartada nesta edição do jornal Oficina Brasil. Outros benefícios do Amigo Mecânico: ao recadastrar-se

entrega de brindes especiais, ingressos para sessões de cinema, convites para a Bienal do Livro realizada em Belo Horizonte, ingressos para jogos da Copa Libertadores da América e muitas outras promoções, além da preferência na inscrição para as palestras Amigo Mecânico,realizadas mensalmente há mais de oito anos. Desde 2003, mais de 21 mil reparadores já participaram de uma das palestras Amigo Mecânico e esta é a oportunidade de continuar integrando um dos mais tradicionais Clubes de Relacionamento de profissionais da reparação automotiva. Entre em contato o mais breve possível e atualize seus dados para continuar recebendo todos os informativos e benefícios Petrobras para o mecânico.

Todo reparador que participou de alguma palestra Amigo mecânico deve se recadastrar

no programa de relacionamento da Petrobras, o reparador confirma sua participação no programa e continuará recebendo convites para palestras, eventos e outras atividades promovidas pela Petrobras. Nos últimos anos, a Petrobras enviou aos integrantes do Programa Amigo Mecânico informativos técnicos, convites para feiras automotivas com


em foco

Abril 2011

Agecom lança novos produtos e embalagens pensões dianteiras de motos, e um lubrificante para motores dois tempos, que tem valor mais baixo para o consumidor final. Divulgação

Como parte do projeto de linhas de atuação da Agecom expansão, a Agecom apresen- – lubrificantes para leves, petou novos produtos e emba- sados e máquinas industriais. lagens. Seguindo a tendência Também há novidades no Maxi mundial por lubrificantes de Fork Oil, direcionado para susbase 100% sintética ou semisintética e com viscosidades menores, a empresa aposta no Vorax Synthetic, com API SM e viscosidade SAE 5W40. Outros lançamentos são o Vorax Premium e o Vorax Super – Alta quilometragem para carros. Para motos, conta com os novos Vorax 2 tempos JASO FB e Vorax 4T Special. Ao todo, são doze novos produtos nas três Ao todo , são 12 novos produtos

Bardahl Proal tem nova fórmula A Bardahl anunciou a nova fórmula do Proal, um aditivo para o etanol. O produto ganhou ação de limpeza, mas manteve sua característica anticorrosiva, essencial para um combustível que tem 7% de água em sua composição, que atribui poder de lubricidade ao etanol. A nova tecnologia empregada no Bardahl Proal está focada em manter limpo (keep clean) o sistema de alimentação, bicos injetores e válvulas, controlar a formação de depósitos na câmara de combustão, prevenir os efeitos colaterais do etanol, como a corrosão, e auxiliar na lubricidade do sistema.

Divulgação

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em foco

Abril 2011

cesvi Brasil avalia reparabilidade de carros chineses Divulgação

O Cesvi Brasil irá avaliar a reparabilidade dos carros chineses. A primeira montadora testada pelo órgão foi a JAC. Os modelos da empresa pararam por estudos dos Índices de Reparabilidade (CAR Group), Visibilidade, Danos de Enchente e de Segurança. Os índices do Cesvi são indicativos técnicos, que podem servir de critério de escolha para o consumidor final, e também referência técnica para o mercado de automóveis e seguradoras. Os modelos J3 Turin e J3 obtiveram o CAR Group número 13 no quesito reparabilidade. O J3 Turin obteve o segundo melhor índice e o segundo colocado na classificação da

Clássico, história do Mini Cooper vira livro

categoria de sedan compacto. Já o hatch compacto J3 obteve o terceiro melhor índice dessa categoria, sendo o quinto colocado na classificação. Os

resultados dos demais índices dos dois modelos foram: Visibilidade: 2,5 estrelas; Danos de Enchente: 2,5 estrelas; Segurança: 2,5 estrelas.

Divulgação

26

Para quem quer saber um pouco mais sobre o clássico Mini Cooper, já está à venda a publicação “O Pequeno Grande Livro do Mini Cooper”, da Escrituras Editora. O livro conta a história desse ícone da indústria auto-

mobilística, do primeiro veículo até o atual da BMW, além de contar um pouco da trajetória de seu criador, Alec Issigonois. Com mais de 120 fotos, traz em detalhes todos os principais modelos desenvolvidos.


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EM FOCO

Abril 2011

A Black&Decker lança dois novos arrancadores/auxiliares de partida, nos modelos JU350S e JU450S, ambos com partida 12V. Segundo a fabricante, os novos produtos são mais robustos e eficientes, o que auxilia no arranque de motores de carros, motos, caminhões e tratores, e ideais para socorro em estrada, estacionamentos, agências de carros, garagens, oficinas, seguradoras, autoelétricas, guinchos e concessionárias. O diferencial do produto em relação aos existentes no mercado, segundo a empresa, fica por conta do alarme sonoro, que avisa quando há inversão de polaridade, evitando danos e riscos de

Divulgação

Black&Decker tem novos auxiliadores de partida 12V

São dois modelos, com alarme sonoro para evitar inversão de polaridade

choque elétrico ao operador. Também tem o AGM (Absorved Glass Mat), que usa fibra

de vidro em suas células em vez do gel. O produto vem com um ano de garantia.

Grupo Schaeffler inicia a produção de VCP no Brasil Divulgação

28

O Grupo Schaeffler começou a fabricar um produto inédito no mercado automotivo brasileiro: o VCP – Variador de fase do eixo comando de válvulas. O produto, segundo a empresa, aumenta a eficiência dos motores de combustão interna, melhora o rendimento do veículo e, com isso, reduz o consumo de combustível e a emissão de gases poluentes. Assim, a Schaeffler Brasil passa a ser a única fabricante desse componente no País. Essa tecnologia atenderá também as novas legislações de emissões, que entrarão em vigor a partir de 2014. O VCP contém um variador hidráulico e válvula solenóide, que proporcionam uma sé-

Variador de fase do eixo comando de válvulas (VCP)

rie de benefícios em motores de combustão interna, seja a gasolina, álcool ou diesel, como aumento de torque e potência, redução de perdas, suavidade em rotação de marcha lenta, além da diminuição de consumo de combustível e de emissão de gases poluentes.

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em foco

Abril 2011

Semana do parceiro Goe tem apoio da Sachs funcionários das 12 oficinas participantes usaram camisas especiais da Sachs e as oficinas foram decoradas com folders e banners com dicas de como utiDivulgação

A semana do parceiro do Grupo de Oficinas Especializadas (GOE) de março contou com a parceria da Sachs, empresa do grupo ZF. Os

Equipe da Foxcar divulga produtos Sachs para clientes

ZF Lemförder celebra dez anos no Brasil lizar o sistema de embreagem dos veículos. Além disso, foram distribuídos aos clientes bonés, chaveiros, canetas e porta-óculos, como maneira de divulgar a marca ao dono do veículo. Uma das dicas dadas pela Sachs é sobre a correta verificação do volante do motor, item que serve de apoio ao disco de embreagem. Segundo a empresa, se o produto estiver com coloração azulada, rebarbas ou pequenas rachaduras deve ser submetido a um trabalho de retífica para correções das falhas, sempre respeitando o limite de espessura. Com o serviço feito corretamente, o sistema de embreagem terá uma vida útil muito maior.

Divulgação

30

A ZF Lemförder Tecnologia de Chassis para Veículos comemora dez anos de atividades no Brasil. A empresa iniciou suas operações em fevereiro de 2001 e hoje é líder de mercado no segmento. A empresa também comemora o bom resultado de 2010, com crescimento de 28,5% nas

vendas em relação a 2009, com 8 milhões de peças produzidas. Para manter a liderança de mercado, a ZF Lemförder está investindo também em um programa de investimentos de 32 milhões até 2015, que incluirá aumento da capacidade de produção, novas soluções e novos produtos.


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em foco

Abril 2011

catalisador agora só com selo do Inmetro A partir deste mês, todos os centros automotivos, oficinas e lojas de autopeças no Brasil deverão comercializar somente catalisadores que tenham estampado o selo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial) na embalagem e no produto, sejam eles nacionais ou importados. As lojas de escapamentos devem estar atentas aos produtos que ainda não têm o selo do Inmetro, pois a fiscalização e apreensão começou no primeiro dia de abril. “Essa norma é fundamental para garantir ao consumidor a compra de uma peça de qualidade, com a tecnologia adequada para realizar a conversão dos gases emitidos pelo motor do automóvel em gases inofensivos para a atmosfera”, avalia Carlos Eduardo Moreira, gerente de

“Essa nova certificação chega em bom momento, pois muitos consumidores antes de passar pela inspeção fazem uma pré-avaliação do veículo e muitas vezes constatam a necessidade de substituição do catalisador. Com o selo, as chances de comprar um falso catalisador ou um equipamento de baixa qualidade diminui consideravelmente”, avalia Antonio Fiola, presidente do Sindirepa-SP.

Desenvolvimento de Negócios da Umicore. A iniciativa do Inmetro tem o intuito de atestar a qualidade do produto e evitar que o consumidor compre peças falsificadas, ou sem eficiência. Como a inspeção

veicular em São Paulo está cada vez mais rigorosa, a fim de assegurar que o ar de São Paulo continue melhorando, é importante adquirir a peça com o selo do Inmetro para não se deparar com um problema no dia da inspeção.

Para que serve? O catalisador é responsável pelo processo que transforma os gases nocivos, através de uma reação química, em gases inertes e água. Sua função é modificar a composição química dos gases emitidos na atmosfera, reduzindo a toxicidade.

O engenheiro Henry Grosskopf, gerente de Engenharia de Produtos da Tuper, explica que a peça é formada por uma carcaça metálica com suporte cerâmico e óxido de alumínio, que contém vários metais nobres ativos. “Revestida por uma manta expansiva, essa carcaça veda e faz o isolamento térmico, que tem fixação e proteção mecânica para transformar gases tóxicos em gases inofensivos”, acrescenta. Segundo ele, o problema mais comum é a quebra da sua parte interna, a cerâmica, onde estão impregnados os metais nobres que são responsáveis pela catálise. “Isso pode ocorrer devido a impactos que a peça pode sofrer e somente a substituição por um novo pode solucionar o problema”, garante.


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em foco

Abril 2011

Alexandre Akashi Março de 1971. No quarto dia do mês, Giovanni Scopino dá início a um em preendimento que hoje, 40 anos depois, é referência no mercado de reparação automotiva. Ao abrir a porta da oficina naquela quinta-feira, o mecânico de automóveis não imaginava que o negócio pudesse prosperar tanto. Hoje, a AutoMecânica Scopino é administrada pelo filho de Giovanni, Pedro Luiz, em endereço diferente do original - Barra Funda. Mudou em 2003 para o bairro da Casa Verde, em instalações modernas e bem aparelhadas, 320 m² de área, com capacidade para atender 120 veículos por mês, em média.

E foi em clima de festa e alegria que Pedro Luiz reuniu a família, colaboradores, clientes, fornecedores e amigos para celebrar os 40 anos de fundação da empresa, em uma manhã de sábado, para um café da manhã especial, no Clube Espéria, em São Paulo. Com o salão lotado, os clientes assistiram à palestra Seu Carro Fala, ministrada pelo gerente de marketing da MTE-Thomson, Alfredo Bastos Jr., que explicou alguns “sintomas” e possíveis “diagnósticos” para os mais diversos problemas que o carro pode apresentar, assim como enfatizou a importância da manutenção preventiva como forma de economizar combustível, reduzir gastos com o automóvel e poupar o

Divulgação

oficina comemora 40 anos de atividades

Equipe da AutoMecânica Scopino

meio ambiente. A palestra foi seguida de homenagens e sorteio de brindes, oferecidos pelas

empresas parceiras MTEThomson, Dayco, Syl, Delphi, SKF, NGK, Viemar, Sabó, Sacks e EcoSolution.

“Seo” Giovanni, o precursor, foi o primeiro a receber o troféu, especialmente confeccionado por Pedro Luiz para a ocasião, juntamente com sua esposa Eunice. Em seguida, receberam homenagens alguns clientes mais antigos da oficina, que desde a década de 1970 utilizam os serviços da família Scopino. Os colaboradores também foram lembrados, tanto pelo tempo de serviço quanto pela amizade e comprometimento, assim como os fornecedores e a imprensa especializada. Ao final, Pedro Luiz foi surpreendido com uma homenagem dos integrantes do Grupo de Oficinas Especializadas um dos associados, e também dos funcionários da oficina.


ÚLTIMOS LANÇAMENTOS DE JUNTAS SABÓ PARA LINHA LEVE. Nº Sabó

DESCRIÇÃO

APLICAÇÃO

Nº Sabó

DESCRIÇÃO

Jogo de juntas comp. do motor c/ retentor exceto ret. tras. do virabrequim Jogo de juntas completo do motor sem retentor Jogo de juntas superior do motor com retentor Jogo de juntas superior do motor sem retentor Junta de cabeçote MLS (chapa) Junta da tampa de válvulas Junta do coletor de escape Junta do flange de escape

Motor 1.8 L Flexpower - 8 V

82306FLEX

Junta de cabeçote MLS (chapa)

Motor 2.4 L - 8 V

82331FLEX

Junta de cabeçote MLS (chapa)

Motor FIRE 1.0 L / 1.3 L 8 V - Flex

80232 80333 79380 79379 82301 75613 84612 99430

Motor VORTEC 4.3 L V6 - 12 V

80685 80684 79685 79684 82268 85410 76762 84915

Jogo de Juntas comp. do motor c/ retentor exceto ret. tras. do virabrequim Jogo de Juntas completo do motor sem retentor Jogo de Juntas superior do motor com retentor Jogo de Juntas superior do motor sem retentor Junta de cabeçote SOFT (papelão hidráulico) Junta da tampa de válvulas Junta do coletor de admissão Junta do coletor de escape

80298 80299 79298 79299 75299 75298 85220 84298

Jogo de Juntas completo do motor com retentores Jogo de Juntas completo do motor sem retentores Jogo de Juntas superior do motor com retentor Jogo de Juntas superior do motor sem retentores Junta da tampa de válvulas Junta do cárter Junta do coletor de admissão Junta do coletor de escape

82325

Junta de cabeçote MLS (chapa)

Motor Fire 1.4 8 V - Flex

82332 79323FLEX 79324FLEXR 80324FLEXR 80323FLEX

Junta de cabeçote MLS (chapa) Jogo de Juntas superior do motor sem retentores Jogo de Juntas superior do motor com retentores Jogo de Juntas comp. do motor c/ retentor exceto ret. tras. do virabrequim Jogo de Juntas completo do Motor sem Retentores

Motor 8140 2.5 L / 2.8 L Turbo Daily Ducato

80705 79705 82272 82273 82274 86018 75625 75626

Jogo de Juntas completo do motor s/ retentor e junta de cabeçote Jogo de Juntas superior do motor s/ retentor e junta de cabeçote Junta de cabeçote SOFT (papel. hidráulico) - 1,40 mm 2 furos (turbo) Junta de cabeçote SOFT (papel. hidráulico) - 1,50 mm 3 furos (turbo) Junta de cabeçote SOFT (papel. hidráulico) - 1,80 mm 2 furos (aspirado) Junta do cárter Junta da vampa de válvulas - furo interno Junta da vampa de válvulas - furo externo

Motor Rocam SOHC 1.0 L - Flex

80377 79377 82292 82311FLEX 76630 99572

Jogo de Juntas completo do motor sem retentor Jogo de Juntas superior do motor sem retentor Junta de cabeçote SOFT (papelão hidráulico) Junta de cabeçote MLS (chapa) Jogo de Juntas do coletor de admissão Junta do coletor de escape

Motor Rocam SOHC 1.6 L - Flex

80378 79378 82293 82312FLEX 76632 99573

Jogo de Juntas completo do motor sem retentor Jogo de Juntas superior do motor sem retentor Junta de cabeçote SOFT (papelão hidráulico) Junta de cabeçote MLS (chapa) Jogo de Juntas do coletor de admissão Junta do coletor de escape

Motor Ford Zetec 1.8 L 16 V

79404 82206 80381

Jogo de Juntas superior do motor sem retentores Junta de cabeçote Jogo de Juntas completo do motor sem retentores

Motor 1.4 L Econoflex

80357 79357 82233

Jogo de Juntas completo do motor c/ retent. exceto haste de válvula Jogo de Juntas superior do motor sem retentor Junta de cabeçote SOFT (papelão hidráulico)

Motor 1.0 L VHC / VHCE 8 V

82305FLEX

Junta de cabeçote MLS (chapa)

Motor 2.0 L / 2.2 L 8V

80242 79566

Jogo de Juntas completo do motor com retentores Jogo de Juntas superior do motor com retentores

GENERAL MOTORS

HONDA

RENAULT / PEUGEOT TOYOTA VOLKSWAGEN

FORD

FIAT

Motor FIRE 1.0 L / 1.3 L 16 V - Flex

GENERAL MOTORS

APLICAÇÃO

Motor VTEC D16V1 / D17A9 / D17A2 1.6 L - 1.7 L 16 V

05675BRGF Retentor traseiro do virabrequim (motor Civic 1.6 L - 16 V)

Motor D4D 1.0 L 16 V - Flex

80370 80376 79370 79376 82291 75621 76631 99549 95997

Jogo de Juntas completo do motor com retentor Jogo de Juntas completo do motor sem retentor Jogo de Juntas superior do motor com retentor Jogo de Juntas superior do motor sem retentor Junta de cabeçote SOFT (papelão hidráulico) Junta da tampa de válvulas Jogo de Juntas do coletor de admissão Junta do coletor de escape metálica Junta do cárter

Motor 7A-FE 1.8 L 16 V ...99

80375 79375 82302 86123

Jogo de Juntas completo do motor sem retentor Jogo de Juntas superior do motor sem retentor Junta de cabeçote MLS (chapa) Junta do cárter

82326

Junta de cabeçote MLS (chapa)

82304

Junta de cabeçote MLS (chapa)

82303

Junta de cabeçote MLS (chapa)

Motor VW AT / POWER 1.0 L

80019 79653 84605 82300 79363FLEXR

Jogo de Juntas completo do motor sem retentor Jogo de Juntas superior do motor sem retentor Junta do coletor de escape Junta de cabeçote MLS (chapa) Jogo de Juntas superior do motor com retentores

MOTOR AT/ POWER 1.4 L -1.6L

82333 79358FLEX 79359FLEXR 80358FLEX 80359FLEXR

Junta de cabeçote MLS (chapa) Jogo de Juntas superior do motor sem retentores Jogo de Juntas superior do motor com retentores Jogo de Juntas completo do motor sem retentores Jogo de Juntas comp. do motor c/ ret. exceto. ret. tras. do virabrequim

Motor VW AP 2.0 L

82327

Junta de cabeçote MLS (chapa)

Motor VW AP 1.6 L - 1.8 L

82328

Junta de cabeçote MLS (chapa)

Motor 1ZZ-FE 1.8 L 16 V Flex Motor 14 BT Bandeirantes Motor 2779 cc Hilux 95...

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TECNOLOGIA DA PERFEIÇÃO


em foco

Abril 2011

A campanha publicitária de amortecedores com o cachorrinho Cofap está de volta. Com o mesmo slogan usado há mais de 20 anos: “O melhor amigo do carro e do dono do carro”, a peça de publicidade tem como foco a verificação preventiva, como forma de conscientizar jovens sobre o risco de usar amortecedores vencidos, além de matar as saudades dos mais experientes. Os filmes irão abordar temas atuais, como o cachorrinho dançando funk, sambando ou lutando boxe, sempre com o intuito de alerta para a prevenção.

Honda South America tem novo presidente

A Roles Automotiva, uma das maiores distribuidoras de autopeças do mercado nacional, comemorou em abril 42 anos de atividades no Brasil. Não é para menos. A empresa conta atualmente com 16 filiais no País inteiro, fora a matriz, que fica no bairro do Ipiranga, em São Paulo. A Roles atende 43 fábricas no mercado nacional, nas linhas leve, pesados e motos, e conta ainda com uma marca própria: a Autho Mix.

Masahiro Takedagawa assumiu a presidência da Honda South America em substituição a Sho Minekawa, que comanda as operações da empresa no Continente Sul-Americano, desde março de 2007, e agora volta à Honda Motor Co, (Japão), com novas responsabilidades. O novo presidente irá comandar as atividades no continente, e no Brasil estará à frente das empresas do Grupo Honda, entre as quais estão a Moto Honda da Amazônia, Honda Automóveis, Honda Serviços Financeiros

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Cachorrinho Cofap volta em campanha da Magneti Marelli

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(Consórcio Nacional Honda, Banco Honda, Leasing Honda e Seguros Honda) e Produtos de Força Honda.


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em foco

Abril 2011

Alexandre Akashi Não é segredo para ninguém que o reparador automotivo é um garoto propaganda das marcas que produzem bons modelos de veículos. Afinal, quem nunca foi questionado por um cliente sobre a compra do próximo carro? Quando a compra em questão é de um veículo usado, é normal ainda o cliente levar o carro até a oficina antes de fechar o negócio, para uma avaliação mais critica dos sistemas mecânicos. Normalmente, a grande maioria dos reparadores realiza esta consultoria de graça, como uma cortesia. Quem tiver interesse em oferecer um adicional para o cliente pode optar por entregar um relatório detalhado

sobre o histórico do veículo, com dados sobre adulteração de quilometragem, restrições administrativas, tributárias e judiciais, ocorrências de roubo e furto, históricos de leilão, sinistro de indenização integral e recall, número de vezes que o veículo foi consultado, duplicidade de motor, registro do veículo, licenciamento, garantia de procedência e inspeção veicular, entre outros, por meio dos serviços oferecidos pela Checkauto, do Grupo Dekra. No site do jornal Oficina Brasil (www.oficinabrasil.com.br) há um link direto para este serviço, fruto de uma parceria do jornal com a Dekra. Esta é uma forma de surpreender o cliente, pois pode ser que o veículo não tenha nenhum problema mecânico,

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Recomendação com 100% de certeza

mas conste alguma restrição judicial. E, uma vez que o cliente procura o reparador para avaliar um carro, é porque não quer comprar gato por lebre. Segundo a Checkauto, em cada R$ 1 investido no serviço,

são evitados, em média, R$ 80 de prejuízo. O sistema de consulta de dados conta com um dossiê completo do automóvel com 31 tipos de informações. São 35 mil usuários, 28 milhões de registros próprios e mais de 50 milhões

via parceiros. Cerca de 85% das consultas apontam alguma informação que influencia no valor do bem. Todas as solicitações são pesquisadas e devolvidas em tempo real, via internet. Recentemente, a empresa, que está há oito anos no mercado, comemorou a meta de 6 milhões de consultas. “As consultas cresceram consideravelmente, pois ofereceremos um serviço que garante aos usuários a verificação de qualquer tipo de restrição do veículo, devido aos diversos bancos de dados disponíveis no sistema. Assim, proporcionamos segurança na hora da compra e contribuímos para que seja feita a melhor negociação possível”, explica Luis Neca, diretor comercial da Dekra.


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em foco

Abril 2011

Keko faz 25 anos

mP mira reprovação de Delphi forma mais carros na inspeção de SP 20 alunos no Formare

A Keko faz em abril 25 anos e já estipula novas metas de crescimento e consolidação de seus projetos, como a construção da sede própria da empresa na cidade de Flores da Cunha, no Rio Grande do Sul. A intenção é a transferência para as novas instalações no primeiro semestre de 2011. A nova fábrica tem 20,5 mil metros quadrados.

A reprovação de veículos por supostas irregularidades e ilegalidades no procedimento de inspeção veicular ambiental em São Paulo levou o vereador Chico Macena a entrar com uma representação no Ministério Público do Estado. Macena pede a investigação sobre os procedimentos adotados. Um dos objetivos é exigir que seja entregue ao proprietário um relatório completo especificando todos os problemas encontrados no veículo, antes do encerramento da inspeção. Segundo o vereador, a inspeção vem sendo encerrada no momento em que é encontrado o primeiro problema, sem a realização da avaliação completa, e é ai que existe margem para

dúvidas, pois a Instrução Normativa Nº 6 do Ibama, de 8 de junho de 2010, publicada no Diário Oficial de 9 de junho de 2010, não deixa explícito se a empresa contratada deve realizar toda a verificação visual antes de rejeitar o veículo ou se deve parar ao encontrar o primeiro problema. Assim, cabe aqui uma discussão, pois da forma como tem sido feita, o proprietário soluciona apenas o problema específico e, na segunda inspeção, são encontrados novos. Fica o alerta: quando um cliente chegar, faça a inspeção completa, para assim evitar este tipo de desgaste. É dever do reparador fazer o cliente entender que existem riscos de nova rejeição, caso não realize a manutenção completa.

No mês passado, a Delphi realizou a formatura de mais uma turma do projeto Formare. Durante a cerimônia, 20 alunos da fábrica de Jambeiro, em São Paulo, receberam o certificado de conclusão do curso de Assistente de Manufatura Eletromecânica e Produtos em Plástico. O evento contou com a presença de autoridades do Estado e da Região, como Davi Zaia, secretário de Governo do Estado de São Paulo de Emprego e Relações do Trabalho; Orlando Amâncio Taveira, juiz titular da Vara do Trabalho de Caçapava; Antonio Marcos de Barros, prefeito de Paraibuna; e Carlos Alberto de Souza, Prefeito

de Jambeiro. Esta foi a sexta turma a se formar na unidade de Jambeiro, que no total já capacitou aproximadamente 120 jovens para o mercado de trabalho por meio do Projeto Formare. Além de Jambeiro, o Projeto Formare hoje também está presente nas unidades de Piracicaba, Jaguariúna, Cotia, Itabirito, Paraisópolis e Espírito Santo do Pinhal, tornando a Delphi a empresa com o maior número de escolas do projeto no Brasil. Desde 2001, mais de 700 alunos já foram capacitados nos cursos profissionalizantes do Formare, e, em 2011, a Delphi prevê formar mais 140 estudantes.


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em foco

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Via satélite, Heliar treina mais de 700 colaboradores que aderiestúdio, ram à TV para todo Heliar. O o Brasil, ganhador pelos prófoi o distriprios distribuidor AB buidores. Villela, de Em cliRecife (PE). ma de muiSegundo ta alegria e Fábio Mosatisfação, reira, gea Lurex, rente rede Fortalegional de za (CE), a vendas JCI Guanda, de e também Bauru (SP), do projeto e a Viabat, “Líderes de de Passo Fundo (RS), Vendas”, o mostraram Executivos da Heliar e representantes dos distribuidores Viabat, Lurex e Guanda programa que participaram da apresentação dos melhores projetos do Líderes de Vendas tem imporseus projetos para os demais distribui- seguido por Viabat e Guanda. tância fundamental no deAo final, foi sorteado um senvolvimento da rede de dores escolherem o melhor em uma enquete, via internet. aparelho de televisão de 42 po- distribuidores. “Nossa equipe O grande vencedor foi a Lurex, legadas entre os distribuidores comercial necessita cada vez Divulgação

Após investir em novas tecnologias, a Heliar começa a colher os frutos do pioneirismo. No mês passado, a TV Heliar, canal corporativo de relacionamento entre a indústria e a rede de distribuidores, encerrou a primeira temporada da série Líderes de Vendas, com o treinamento de mais de 700 colaboradores em todo o Brasil, entre vendedores, gerentes e supervisores de vendas. O último programa foi especialmente importante: os distribuidores tiveram de elaborar um projeto de vendas durante os seis módulos de duração do treinamento. Ao final do sexto módulo, 15 projetos foram recebidos e avaliados por uma banca da Johnson Controls, que escolheu três para serem apresentados em

mais vivenciar as novidades do mercado e as tendências. Nosso objetivo é estar junto deles e aumentar a interatividade. Estamos desenvolvendo o “Líderes de Vendas 2” e para isso estamos ouvindo os distribuidores para atender as necessidades de desenvolvimento de nossa equipe”, afirma. Com início previsto para o mês que vem, o “Líderes de Vendas 2” será voltado para os supervisores e gerentes de vendas, com módulos de gestão e indicadores de vendas. Os vendedores e demais membros da equipe comercial também terão módulos especiais. “Nosso objetivo é mostrar na prática o que acontece no campo e melhorar o dia a dia de nossa equipe”, finaliza Moreira.


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em foco

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Simpósio da SAe Brasil discute novas tecnologias Aprimoramentos em veículos elétricos e híbridos foram os assuntos mais debatidos durante evento que reuniu profissionais da cadeia automotiva

Representantes de diversos setores da cadeia automotiva estiveram reunidos no Simpósio Novas Tecnologias na Indústria Automobilística, promovido pela SAE BRASIL em São Paulo. No encontro, que teve como tema O Desafio de Reinventar o Automóvel Brasileiro, especialistas discutiram tecnologias que já estão em pleno desenvolvimento, com destaque para os veículos híbridos e elétricos. As discussões sobre o desenvolvimento de veículos híbridos tomaram boa parte das apresentações no simpósio. A

GM mostrou alguns detalhes do EV-N, conceito elétrico que está em estudos na China, e é considerado um modelo do que serão os carros do futuro. Segundo Christopher BorroniBird, diretor de conceitos veiculares e tecnologia avançada da GM, os carros do futuro terão de aliar preservação de meio ambiente, conectividade, mobilidade urbana, variação de tamanho e velocidade. No EV-N, grande parte desses itens já são previstos. A propulsão em cada uma das duas rodas do veículo é elétrica, aliados a sistemas que permitem operação autônoma, como GPS e comunicação de

distância e controle manual. As baterias são de íon-lítio e a recarga poderá ser feita em tomadas domésticas. Quem assiste ao vídeo futurista apresentado pela montadora se empolga, mas o veículo ainda não tem previsão de lançamento. Energia para elétricos e híbridos De volta à realidade sobre os entraves dos veículos elétricos, a grande questão debatida foi o tema baterias, uma grande incógnita para o setor. A procura pelo produto perfeito ainda causa polêmica, pois o grande desafio é aliar

Divulgação

Bruna Paranhos

Evento reuniu profissionais do setor automotivo


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em foco

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o que um carro mais precisa: confiabilidade, desempenho, vida útil, autonomia, potência, peso, volume, segurança e preço, este último considerado o maior dos problemas, já que o custo das baterias pode aumentar em até 20% o valor no carro. Nesse sentido, as baterias de íon-lítio seriam uma boa opção, porém ainda estão em testes. Esse tipo de produto possui boas características eletroquímicas, mas existem problemas de segurança, que ainda são estudados. Para o Brasil, seria uma alternativa melhor ainda, já que o País conta com uma extensa reserva dos metais usados nesse tipo de baterias. Outro entrave é a questão das homologações pelo governo, que ainda não existem no Brasil. As questões de abastecimento e energia também foram amplamente discutidas.

Segundo especialista da CPFL, Marcelo Soares, para uma frota de até 5% de veículos elétricos até 2020, o País estaria pronto para atender. “Abastecer com a energia elétrica de casa não seria o maior dos impedimentos pelo menos até 2020 com essa rede de eletricidade que temos. Agora, se essa frota aumentar e chegar a 20% em 2030 ou 2040, já teremos dificuldade”, disse. Conama P7 e Ciclo Otto A implementação da Conama P7 (Euro 5) que chega ao País em 2012 também foi tema do simpósio. Segundo Gilberto Leal, da Mercedes-Benz, com os novos motores, a emissão de material poluente pode diminuir em um terço que em 1980, com a diferença de frota 6 vezes maior. O combustível também é outra preocupação, mas, segundo a montadora, testes realizados em cami-

nhões e ônibus da marca não apresentaram alterações com diversos tipos de diesel, como biodiesel e diesel de cana de açúcar. A distribuição do Arla 32 ou Ureia não é a maior preocupação por enquanto. A Cummins, por exemplo, anunciou que também fornecerá o produto, indispensável para o bom funcionamento dos motores Conama P7. Com relação aos veículos Ciclo Otto, o ambiente é relativamente confortável no Brasil por conta da tecnologia Flex, que tem custo x benefício mais favorável. Porém, a falta de investimentos em outras tecnologias faz o País correr o risco de ficar preso ao mercado interno e não evoluir como em países da Europa e Ásia. “As montadoras têm dificuldades em implementar novas tecnologias, porque o consumidor pode achar mais

caro”, opinou. Francisco Nigro, da Escola Politécnica da USP. Para Nigro, uma das soluções seria um trabalho conjunto entre governos e fabricantes. O governo poderia contribuir com políticas tributárias, além de legislações e regulamentações que impulsionassem novas tecnologias. “Embora os veículos Flex sejam um exemplo de reduções de CO2, não podemos nos esquecer de outras matrizes energéticas”, afirmou. O caminho para a inovação Discutir e estudar novas tecnologias também dependem de outra questão: a agenda de cada área do setor. Segundo Rogélio Golfarb, da Ford, a implementação de tecnologias depende também da infraestrutura e das legislações. Para ele, é preciso uma agenda nacional que envolva todos os setores públicos,

em busca de reduções dos gargalos de infraestrutura e logísticos, redução de custos de mão de obra (não do salário do trabalhador) e a simplificação de tributos. A cadeia automotiva ficaria responsável pelas operações de pesquisa e desenvolvimento, como redução de custos fiscais, incentivos a inovações, integração de diversos setores de estudos, novas políticas de Recursos Humanos, novas culturas empresariais, infraestrutura em tecnologia da informação, identificação de processos internos, entre outros temas. Além disso, para ele é importante trazer tecnologia de fora, mas é essencial fazer funcionar o que já existe no País. “Dessa maneira, vamos estimular a sobrevivência competitiva e acelerar o nosso desenvolvimento aqui”, concluiu Golfarb.


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Parte 3 - Anatomia de um Scooter Paulo José de Sousa Consultor Técnico pjsou@uol.com.br

Nesta matéria, vamos apresentar o sensor de inclinação do chassi. A evolução da tecnologia proporciona benefícios e tornam os veículos mais seguros. Uma vantagem para os usuários do Scooter Lead: o sensor de ângulo de inclinação do chassi é um dispositivo de segurança que monitora o ângulo do chassi, e em caso de queda do Scooter, o fornecimento de combustível é interrompido por meio da corte da alimentação da bomba de combustível e ignição. Este dispositivo tem como principal função a segurança, em condição estática caso haja inclinação superior ao limite máximo de inclinação que é de 49+/- 4°, haverá o corte do funcionamento do motor, para que não ocorra maiores prejuízos ao motociclista e também ao Scooter O sensor está presente nas demais motos da marca e também nos principais concorrentes. Neste modelo o sensor está localizado na parte traseira do chassi e é alimentado pela tensão proveniente da bateria. Sensor ou interruptor? A nomenclatura correta do dispositivo é “sensor de ângulo de inclinação do chassi”. A dúvida existe porque normal-

1. Fusível - 2. Interruptor da ignição(contato) - 3. Sensor de inclinação do chassi ou sensor - 4. Relê principal - 5. Relê de corte do motor - 6. MIL - 7. Relê da bomba de combustível - 8. ECM – Unidade de Controle do Motor - 9. Bomba de combustível

mente a função de desligar um componente é atribuição de um interruptor. Durante a condução do Scooter, o ângulo definido pelo sensor de inclinação não pode sofrer alterações, para que o motor não falhe ou até desligue e seu usuário caia. Por exemplo, em uma curva, a força centrífuga mantém os elementos internos do sensor no mesmo ângulo da posição da motocicleta. Assim, o movimento de oscilação dos componentes internos do sensor de ângulo será reduzido, mesmo em condição de

inclinação durante a trajetória de uma curva. O sensor é montado em coxins que absorvem a vibração que também poderiam provocar falhas no funcionamento do motor ou até desligá-lo. Para facilitar a montagem da peça, existe uma referência de montagem “UP” que deve ser montada para cima. Na Lead, a injeção eletrônica é semelhante aos demais sistemas, relês, sensores, atuadores e interruptores compõem o conjunto. Caso haja algum defeito no


DICAS IMPORTANTES

sensor de ângulo de inclinação do chassi o sistema não será acionado e o Scooter não irá funcionar. A perfeita compreensão do sistema é importante para o diagnóstico adequado dos possíveis defeitos que poderão ocorrer. O correto funcionamento do motor só é possivel quando o relê de parada do motor está fechando o circuito. Neste momento a tensão da bateria alimenta a bomba de combustível, por meio de um relê que fornece energia para ativar o modulo eletrônico que, por sua vez, irá gerenciar a distribuição de tensão para a maioria dos componentes da injeção. O circuito abaixo mostra que a tensão proveniente da bateria segue até o contato principal do relê de parada do motor, chave da ignição, interruptor de parada do motor (engine stop). Para que a tensão alimente o relê e a bomba de combustível, assim como o ECM é necessário que o

sensor perceba que o Scooter esteja na posição vertical, condição para que o circuito seja fechado pelo relê de parada do motor e o Scooter funcione. Queda Durante a queda, o desligamento do motor se dá quando um relê de corte é desarmado devido ao posicionamento do sensor. Após levantar o Scooter, a chave de ignição deverá ser desligada e, após alguns segundos ligada para que o Scooter volte a funcionar novamente. Diagnose de defeitos Informações compartilhadas do manual de serviços I Passos para a inspeção do sistema Com a motocicleta apoiada no cavalete central, desligue o interruptor de ignição, remova o assento e o baú sob o assento e remova os parafusos do sensor. Mantenha o sensor na posi-

ção normal e ligue a chave de ignição. O sensor estará normal se o relê de parada do motor emitir um click. Incline o sensor aproximadamente 49 +/- 4° para a esquerda ou para a direita mantendo o interruptor da ignição ligado. O sensor estará normal se o relê de parada do motor emitir novamente um click, indicando que o circuito está aberto e nesta condição o motor não irá funcionar. Caso o sensor não funcione, inspecione o circuito. Caso não haja falhas, substitua o sensor e verifique novamente. Passos para a inspeção do circuito Com a motocicleta apoiada no cavalete central, desligue o interruptor de ignição, remova o assento e o baú sob o assento e desacople o conector 6p do sensor de inclinação. Depois, ligue o contato da ignição e, com um multímetro na

escala DCV, meça a tensão nos terminais do conector do lado da fiação. CONEXÃO: Preto (+) Verde ( -) Padrão: A voltagem obtida deve ser igual à da bateria. Durante o teste, caso não obtenha o valor de tensão igual a bateria, verifique os itens abaixo: - Circuito aberto no fio Preto - Circuito aberto no fio Verde Caso a voltagem da bateria seja indicada, verifique conforme descrição abaixo: CONEXÃO: Vermelho/Laranja (+) Verde (-) PADRÃO: A voltagem obtida deve ser igual à da bateria Se a voltagem da bateria não for indicada, verifique quanto a circuito aberto no fio Vermelho/ Laranja. Scooter cedido pela escola Mestre das Motos (www.mestredasmotos.com.br)

Evite o contato do sensor com a água e outros produtos que comprometem a vida útil da peça. A vedação do sensor normalmente é boa, mas suas conexões estão sujeitas a oxidações e falhas no contato . Nunca remova ou instale um componente do sistema elétrico com a chave de ignição ligada. Mantenha a referência “UP” para cima, para assegurar o bom funcionamento do motor. É importante lembrar que a condição da bateria é fundamental para o bom funcionamento do sistema, de acordo com o manual de serviços, a tensão mínima deve ser igual a 12,3V. Caso haja uma pane no sensor ou no circuito do mesmo, o Scooter não irá funcionar mesmo que esteja na posição vertical. Apesar de fazer parte do sistema de injeção eletrônica o funcionamento do sensor é um pouco diferente dos demais sensores. As informações relacionadas à inclinação do chassi servem apenas para que o Scooter seja desligado em caso de queda. Os dados correspondentes não serão utilizados pelo ECM para otimização do tempo de ignição ou injeção.


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EM BREVE, NA SUA OFICINA

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CONSUltOR OB Imagens: Divulgação

Veio para ficar Como funciona a nova geração de veículos turboalimentados Marco Antonio Silvério Junior

Os veículos equipados com turbocompressores não são novidades, mas evoluíram muito e passaram a ser equipados com novos sensores e atuadores, para desenvolver funções que suprimem algumas desvantagens e aumentam as vantagens proporcionadas pelo equipamento. As aplicações antigas eram destinadas exclusivamente ao ganho de potência, e as principais desvantagens que perseguiram estes veículos eram o alto consumo de combustível, o atraso da entrega de potência relacionado ao baixo desempenho em baixas rotações e a entrada

repentina de força quando a turbina finalmente entrava. Hoje a aplicação ainda se destina ao aumento de potência, porém no sentido de ter alto desempenho em motores relativamente pequenos sem comprometer o consumo de combustível e emissões de poluentes. O que podia ser melhorado Os números de potência e torque encontrados nos veículos modernos não são muito maiores que antes, visto a quantidade de tecnologia empregada. Mas o que muda mesmo é o momento e a forma como essa força e potência são entregues. Nos motores mais antigos,

como um Tempra Turbo, por exemplo, o acionamento da válvula waste gate era mecânico. Isso quer dizer que a portinhola de liberação dos gases de escape antes do rotor da turbina, era aberta quando a pressão do turbo se igualava à estipulada pelo fabricante. Mas devido a forma como era feito, a portinhola começava a ser aberta antes de a pressão chegar ao limite imposto, para que quando chegasse, já estivesse toda aberta, e assim a pressão podia ser mantida e regulada. Então a turbina demorava até chegar a pressão de trabalho, pois parte dos gases que deveriam estar girando o

Nos sistemas antigos, a waste gate era acionada diretamente por uma mangueira com pressão de turbo, e começava a abrir antes de atingir a pressão de trabalho

rotor já estava sendo desperdiçada antes. O gerenciamento eletrônico Com as válvulas reguladoras da waste gate, isto passou a ser feito de forma mais precisa, permitindo a saída dos gases mais

próximos do limite de pressão, pois a ação de abertura também ficou mais rápida. Algumas dessas válvulas reguladoras funcionavam de forma eletromagnética, e hoje as mais modernas são moduladas via sinal PWM pelo módulo da


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consultor ob

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injeção eletrônica, que monitora a pressão de trabalho do turbo por meio de um sensor. Mas, de qualquer forma, sempre que a waste gate é aberta, a turbina diminui a velocidade, e demora certo tempo para recuperá-la, devido à inércia dos componentes, por isso, a válvula de alívio, posicionada entre o compressor e o TBI, responsável pela liberação do excesso de pressão acumulada quando a borboleta se fecha, também acumulou funções. Há outro tipo de válvula de alívio, que pode ser manipulada pelo módulo para liberar pressão em determinados momentos, evitando a necessidade de abertura da waste gate. Quando isso pode ser feito, a turbina não perde velocidade, e isso diminui drasticamente o tempo de resposta do turbo, o chamado ‘lag’. Este tipo de válvula é utilizada em tempo integral, até sem a waste gate em algumas aplicações, porém nos veículos de

produção em massa, provocaria baixa vida útil do turbo, pois o mesmo trabalharia em rotações muito elevadas, com sérios riscos de quebras.

Além do turbo É fato que as tecnologias aplicadas aos turbocompressores, assim como o seu melhor dimensionamento, foram grandes responsáveis pelas melhorias na eficiência e ajudaram muito no comportamento dos carros equipados com este sistema, mas os motores onde são instalados também precisaram ser revistos. Note que hoje já não se vem mais veículos turboalimentados com apenas duas válvulas por cilindro. Os cabeçotes multivalvulas se tornaram uma lei para que o enchimento dos cilindros seja feito de forma eficiente. O controle do tempo de abertura dessas válvulas é vital para se obter uma progressividade do crescimento da potência e um bom aproveitamento do motor também no momento em que a turbina ainda não tem velocidade suficiente para gerar pressão positiva. Graç a s aos comandos variáveis, foi A válvula de alivio possível ter também é controlada torque máxipelo módulo para manter a velocidade da mo disponível turbina desde as bai-

xas rotações. Veja o exemplo do Tempra Turbo, que atingia torque máximo apenas aos 3000 rpm, e isto com um cabeçote 8 valvulas, já o Gol 1.0 16V turbo, que possuía um simples variador de avanço no comando, já entragava todo o torque as 2000 rpm e o Audi A3 1.8 20V, tinha todo o torque disponível desde as 1750, até as 4000 rpm. Injeção direta Esta acabou com uma regra que dizia, “veículos turbo precisam ter baixa taxa de compressão”. Além da resistência dos materiais e do lubrificante contra as pancadas ocasionadas pela combustão, o maior limitador para a extração de potência em motores turbo é a alta temperatura gerada na câmara de combustão, que causa derretimento das peças e total destruição do motor. Para evitar este superaquecimento, é preciso monitorar batidas de pino, através dos sensores de detonação, controlar a pressão do turbo e garantir que a mistura ar/combustível nunca fique pobre. Mas a injeção de combustível a alta pressão dentro da câmara provoca um efeito que expande esses limites. A despressurização do combustível na câmara reduz drasticamente a temperatura, possibilitando assim o uso de uma taxa de compressão muito maior. Em comparação, um Audi A3 1.8 20V Turbo com

A válvula reguladora da waste gate desvia a pressão para a admissão da turbina enquanto a pressão de trabalho não é atingida

Quando a pressão de trabalha é atingida a ECU comanda a eletroválvula para direcionar a pressão para a waste gate

injeção indireta, utilizava uma taxa de 9,5:1, já o A3 2.0 TFSI utiliza 10,5:1. Então fique atento, os ‘antigos’ turbocompressores são a grande arma dos engenheiros, em conjunto com a injeção

direta e os outros artifícios apresentados aqui para aumentar a eficiência dos motores, possibilitando assim sua redução de tamanho, consumo de combustível e emissão de poluentes, sem diminuição da potência.


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técnica

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técnica

andre Luis Bernardo e albino Buzolin Filho Especialistas em reparo de módulos automotivos (19) 3284-4831 www.designmecanica.com.br contato@designmecanica.com.br

A Kombi é um carro bastante vendido e conhecido, mas apresenta várias particularidades que achamos interessante citar e relembrar muitos defeitos ocorridos no sistema MP 9.0 da Bosch. Podem existir módulos com Code, onde o número Bosch é 0261206647, e sem Code, com número Bosch 0261204309. O imobilizador deste veículo é da geração Imob 1, da VW, que possui uma caixa sob a coluna de direção. Neste sistema, podemos trocar o módulo de um veículo para outro que também possua sistema de Code, usando o comando de adaptação da unidade de comando no scanner. Esta caixa de imobilizador

apresenta bastante problema, fazendo com que ocorram defeitos esporádicos, como parar de funcionar. É preciso tomar bastante cuidado também com a antena do imobilizador que se encontra afixada no cilindro de ignição do veículo. Ela costuma apresentar bastante defeito. Este sistema apresenta como características: - bobina com módulo de ignição acoplado; - conector de ajuste de ponto; - corretor de marcha lenta tipo rotativo; - eletroválvula de purga do cânister; - sensores de água, map e

Fotos: Divulgação

Kombi com sistema MP 9.0: antigo, mas vale a pena relembrar

Imobilizador travado. Neste caso tivemos problema com chave incorreta

ECU motor está OK emparelhada com o imobilizador. Nesta tela podemos ver que a chave foi reconhecida pelo imobilizador

temperatura do óleo; - potenciômetro de borboleta (tomar muito cuidado); - não há sensor de detonação (no Gol com o mesmo sistema há);

Sistema bastante parecido com do Gol 1.0 8v, mas na Kombi não há corpo de borboleta eletrônico, o controle de marcha lenta é feito por um atuador rotativo. Veja agora os principais pro-


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blemas que encontramos em nossa experiência em reparos de módulos e no dia a dia da oficina: 1 - Erro de marcha lenta Este veículo apresenta com bastante frequência erro de marcha lenta, após a substituição da embreagem ou retirada do motor. Como os conectores da válvula de purga do cânister e do atuador de marcha lenta são iguais, é fácil confundir e invertê-los. Em um primeiro momento, podemos medir o pino do corretor de marcha lenta que vem dos pinos 2 e 26 da unidade de comando e os pinos da válvula do cânister possuem alimentação 12V em um pino, e o outro é proveniente do pino 3 da unidade de injeção. Uma maneira fácil de identificar é visualizar os pinos do conector, que são dourados no caso do atuador de marcha lenta.

Dica Tomar muito cuidado com o potenciômetro de borboleta deste veículo. Qualquer valor errado faz o carro ficar acelerado. Nunca colocar potenciômetro do paralelo, apesar de serem muito mais baratos, muitas vezes não possuem a escala correta. 2- Falha de aterramento: queima da bobina e do módulo Outro defeito bastante comum neste veículo ao remover o motor ou ao efetuar medições no módulo de injeção deixando o mesmo pendurado sem aterramento. Veja algumas falhas decorrentes destes problemas: A - Relês embaixo do painel vibrando: ocorre normalmente quando temos problemas no módulo devido à falta aterramento do motor ou módulo ficar sem aterramento, sendo necessário seu reparo ou substituição. B - Bobina esquentando com o veículo funcionando ou

apenas com a ignição ligada, provocando muitas vezes a queima da bobina, sendo necessário reparar o módulo e na maioria dos casos a troca da bobina (nunca utilizar bobinas de procedência duvidosa). Dicas Sempre melhorar o aterramento nestes veículos, e de preferência colocar terra extra no suporte do módulo de injeção para evitar sua queima, e reforçar também na carcaça do motor. Já tivemos aqui alguns casos de queima da bobina onde todo aterramento estava em ordem. Depois da queima de duas bobinas em poucos minutos conseguimos detectar que o alternador dava picos de tensão chegando a 18V, queimando a bobina (não usar reguladores que não sejam de boa procedência). Sempre que houver necessidade de remoção do

motor ou troca da unidade de comando, desligue primeiro a bateria, pois qualquer falha de aterramento pode queimar o módulo facilmente. 3 - Derretimento do pistão do terceiro cilindro Tomar muito cuidado com a inversão dos conectores dos bicos injetores 3 e 4. Este veículo possui uma calibração no módulo para que injete mais combustível no terceiro cilindro, que possui problemas de refrigeração devido à posição do radiador de óleo. Esperamos ter ajudado com estes detalhes. É sempre bom relembrar, mesmo quando estamos acostumados a trabalhar no veículo, pois ainda podemos cometer erros graves com prejuízos grandes. Ótima visita na Automec 2011. Esperamos por você no estande do Jornal Oficina Brasil. Até a próxima.

Caixa imobilizador afixada embaixo do volante

Imobilizador sem Code


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Defeitos curiosos: Civic 1.4/1.5/1.6 16V 1991/2000 Honda PGM-Fi Colaborou com este artigo Marcos Sarpa DICATEC treinamento e tecnologia automotiva Fone: (19) 3827-3330 www.dicatec.com.br contato@dicatec.com.br

que na troca da sonda continua apresentando o mesmo defeito. Muito bem, então vamos analisar a causa da falha e por que continua apresentando o mesmo código de falha após a troca da sonda. Ao apresentar o código de falha 165 = Relé de aquecimento da sonda lambda pode analisar com multímetro na escala ôhmica que a resistência está aberta (isto é, rompeu a resistência interna da sonda ou houve uma alteração muito brusca da resistência), caracterizando o código de falha 165 = relé de aquecimento da sonda no caso do Honda Civic com distribuidor. Outro detalhe é na hora da troca da sonda lambda: não posso colocar qualquer sonda lambda no veículo, tenho que analisar as características da sonda lambda e se é compatível com o veículo, caso conFotos: Divulgação

Conforme foram relatados nos meses que se passaram a respeito de alguns detalhes do Honda Civic 1.4/1.5/1.6 16V, trago outro esquema elétrico diferente do motor 1.6 16V (B16A2) e (D16Z7) 1991/95, esquema ao lado. Apresento neste mês o procedimento para ajustar a marcha lenta do motor e também a respeito do código de falha nº 165. Muitas vezes, nós, mecânicos, tentamos ajustar a marcha lenta somente no parafuso do corpo TBI e aparentemente fica normal. Horas depois ou dias depois, o cliente está novamente reclamando da oscilação, marcha lenta alta, apaga quando para na esquina, etc. Há um procedimento para ajuste da marcha lenta desses motores do Honda Civic com distribuidor, conforme a tabela abaixo: Procedimentos: 1 - Ligar o motor e aquecer até disparar o eletroventilador pela 2ª vez; 2 - Acelerar o motor aproximadamente em 3000 RPM por 1 minuto;

3 - Deixar o motor estabilizar a marcha lenta; 4 - Desligar o conector da válvula do controle da marcha lenta (Fig. 01); 5 - Não acionar o pedal do acelerador; 6 - Ajustar a marcha lenta no (parafuso - TBI) (Fig. 02); 7 - Desligar ignição; 8 - Religar o conector da válvula do controle da marcha lenta; 9 - Remover o fusível do rádio da caixa de fusível, por 10 segundos; • 10 - Ligar o motor e deixar funcionando em marcha lenta até que se estabilize; • 11 - Confira a marcha

lenta sem nenhuma carga ligada. Sonda Lambda: A respeito do código de falha referente ao nº 165 = Relé de aquecimento da sonda lambda, todas as vezes que apresenta esse código, a falha não se caracteriza ao relé da sonda e sim à própria sonda lambda. Muitos mecânicos questionam a respeito dessa falha por SonDa oriGinal HonDa

SonDa uniVerSal

2 fios pretos (correspondem)

2 fios brancos /resistência de aquecimento

1 fio verde (correspondem)

1 cinza /terra

1 fio branco (correspondem)

1 preto /Sinal


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trário, estou colocando mais um defeito no veículo. No caso do Honda Civic com distribuidor, a resistência da sonda é aproximadamente 10 ohms, segue uma tabela abaixo de sequência da emendas dos fios para montagem de uma sonda universal: Procedimentos de teste da sonda lambda pela Honda: 1 - Verificar se o motor está com temperatura ideal de funcionamento, 95ºC a 100ºC; 2 - Chave de contato (ignição) desligada; 3 - Dar partida no motor; 4 - Deixar o motor funcionar por um minuto a 3.000 RPM; 5 - Fazer um (Jumper) nos terminais de diagnóstico (2 pinos) de serviço; 6 - Desligar a chave de contato (ignição); 7 - Desconectar o conector da sonda lambda; 8 - Alimentar a resistência da sonda lambda direto da bateria; ver esquema em observações abaixo: • Pino 3 da sonda = Polo positivo da bateria. • Pino 4 da sonda = Polo negativo da bateria 9 - Dar partida no motor e deixar funcionar durante 2 minutos em 750 +/-50RPM; 10 - Logo após, acelerar 2 a 3 vezes para descontaminação do escapamento; 11- Fazer comparação conforme tabela abaixo:

• Pinos 1 e 2 acelerando a 4.500 RPM no mínimo (0,6 Volts no mínimo) • Pinos 1 e 2 desacelerando (0,4 Volts no mínimo). Desde já, agradecemos pelas recomendações, comentários e elogios que a Dicatec tem recebido pelo e-mail, fone e fax de todo o Brasil. A respeito do apoio técnico, a Dicatec direciona esse serviço somente para alunos e clientes cadastrados. Gostaria de compartilhar

e ajudar a todos mas são normas da própria empresa. Confira no site do jornal Oficina Brasil o diagrama da injeção eletrônica deste modelo. No próximo mês, estarei comentando sobre os códigos de falhas lampejantes (procedimentos e tabela de códigos) e também a respeito dos módulos de injeção Honda Civic com distribuidor com quatro conectores. Um abraço e até mais.

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Parte Final - Diagramas Fiat Linea DIAGRAMA ELÉTRICO - ILUMINAÇÃO EXTERNA LINEA NANO F.L.Ore.N.C.E. 1.9 16V FLEX 130/132cv (310A3011) LINEA NANO F.L.Ore.N.C.E. 1.9 16V FLEX 127/127cv (310A3011) LINEA NANO F.L.Ore.N.C.E. 1.4 16V T-JET 152cv (198A1000) Colaborou com este artigo Válter Ravagnani “Esta dica foi retirada da Enciclopédia Automotiva Doutor-ie Online www. drieonline.com.br . Para saber mais detalhes sobre a Enciclopédia e ou sobre a consultoria técnica prestada pela Doutor-ie, tanto para a linha leve como para a linha diesel, ligue para (48) 3238 0010 ou visite a loja virtual www. doutorie.com.br “

Finalizando a série de matérias sobre o Linea, nesta edição apresentaremos o diagrama elétrico da iluminação externa. Nas próximas edições, continuaremos apresentando diagramas de outros veículos e sistemas. Até lá.

TÉCNICA


tĂŠcnica

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téCNiCa

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Parte final – Procedimento para reparo na caixa automática 4L30E (GM Omega e BMW Série 3) Colaborou por este artigo, Carlos Napoletano Neto Especialista em transmissões automáticas www.clinicadosautomaticos.com.br e-mail: contato@clinicadosautomáticos.com.br telefone: (11) 2376-0686

Neste número, finalizamos a montagem dos subconjuntos da transmissão 4L30-E, presente nos veículos Omega de 1993 a 1998, Isuzu Trooper, Honda Passport, e BMW 325 fabricada nos Estados Unidos. Pistão Acumulador de mudança 3-4 Desmontagem Siga os passos na ordem de desmontagem. (Figura 1) 1. 2. 3. 4.

Anel trava Cobertura Mola Pistão

3. Mola 4. Pistão

Figura 2

2. Mola 3. Cobertura a) Instale a cobertura, utilizando a ferramenta de compressão. (Figura 5) 4. Anel trava a) Instale o anel trava em sua ranhura na carcaça.

Inspeção e reparo Se for observado qualquer dano, deformação ou desgaste na mola de retorno, pistão ou cobertura do pistão, substitua-os.

1. Pistão a) Posicione a ferramenta especial na carcaça intermediária e empurre o pistão em posição, utilizando um tubo de diâmetro adequado. (Figura 4)

Figura 3

de acionamento Desmontagem 1. Anel trava a) Instale a ferramenta especial no assento das molas. (Figura 7) b) Comprima o assento das molas

Pistão da embreagem de ré e suporte central

Remontagem

1. Anel trava a) Instale a cobertura do compressor (ferramenta especial) na carcaça intermediária. (Figura 2) b) Comprima a cobertura do pistão. Remova o anel

Figura 1

trava. 2. Cobertura a) Instale a ferramenta especial para remoção da cobertura no furo central da cobertura. Utilize um martelo deslizante para a remoção da mesma. (Figura 3)

Passos da desmontagem (Figura 6) 1. Anel trava 2. Assento das molas 3. Molas 4. Pistão 5. Suporte central 6. Junta 7. Placa de transferência 8. Junta 9. Restritor 10. Placa de retenção 11. Plugue 12. Mola 13. Válvula inibidora

Nota: Não exagere no aperto da ferramenta compressora das molas, pois isto poderá danificar o assento das molas. 2. 3. 4. 5.

Assento das molas Molas Pistão Suporte Central

a) Remova os 8 parafusos do suporte central. Remova o suporte central da carcaça intermediária.

Figura 4


técnica

6. Junta 7. Placa de transferência 8. Junta 9. Restritor 10. Placa de retenção 11. Plugue 12. Mola 13. Válvula inibidora de acionamento Inspeção e reparo Inspeção visual Se for encontrado qualquer dano, deformação ou desgaste localizado no anel trava, molas de retorno, retentor das molas, pistão ou suporte central, substituaos. Remontagem 1. Válvula inibidora de acionamento 2. Mola Nota: Ao instalar a válvula inibidora e sua mola, certifique-se da posição correta da

Figura 6

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válvula. A mola deverá ser montada sobre o lado mais fino e comprido da válvula. 3. Plugue 4. Placa de retenção 5. Restritor

o assento das mesmas e o anel trava; b) Instale a ferramenta especial; c) Comprima o anel trava e as molas;

d) Posicione o anel trava

em sua ranhura na carcaça.

Embreagem da sobre-marcha e eixo de entrada

Passos da desmontagem (Figura 9)

a) Posicione o restritor no canal de lubrificação da sobremarcha, na carcaça intermediária. (Figura 8) 6. 7. 8. 9.

Junta Placa de transferência Junta Suporte central

a) Instale o suporte central com seus 8 parafusos de fixação, apertando-os alternadamente com um torque de 25 Nm. 10. 11. 12. 13.

Pistão Molas Assento das molas Anel trava

a) Instale as 24 molas,

Figura 5

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Figura 7

Figura 8


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técnica

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1. Anel trava a) Posicione o conjunto da embreagem da sobremarcha voltado para cima, na bancada, utilizando a engrenagem anelar da sobremarcha como suporte. (Figura 10) b) Remova o anel trava 2. Conjunto porta-planetárias da sobremarcha 3. Engrenagem solar 4. Eixo de entrada 5. Anel trava 6. Placa de reação 7. Discos de embreagem 8. Anel trava

a)Comprima a mola de retorno do pistão utilizando a ferramenta especial. (Figura 11) 9. Pista interna da embreagem de uma via (roda livre de entrada) 10. Conjunto da embreagem de uma via 11. Retentor da mola de alívio da embreagem da sobremarcha 12. Mola diafragma 13. Pistão 14. Tambor da embreagem da sobremarcha

15. Anéis de vedação do eixo de entrada Inspeção e Reparo Inspeção do porta-planetárias da sobremarcha Inspecione a folga dos pinhões do conjunto utilizando um calibrador de laminas. (figura 12) A folga dos pinhões deverá estar entre 0,24 e 0,64 mm Se a folga estiver acima do máximo especificado, substitua o conjunto completo do porta-planetárias. Inspeção visual Se for notado qualquer dano, deformação ou des-

gaste localizado no anel trava, mola diafragma, ou retentor da mola, bem como do conjunto da roda livre, eixo de entrada, pistão ou discos de embreagem, substitua-os. Remontagem 1. Anéis de vedação do eixo de entrada (Instale os anéis com vaselina neutra). (figura 13) 2. Tambor da embreagem da sobremarcha 3. Pistão a) Instale a ferramenta especial de proteção do anel interno do tambor(figura 14) b) Pré instale o pistão na ferramenta especial de proteção externa do anel do pistão c) Instale o conjunto do

pistão da embreagem da sobremarcha. Utilize a ferramenta de proteção externa do anel do pistão enquanto empurra o pistão para dentro do tambor. (Figura 15) 4. Mola diafragma 5. Retentor da mola de alivio da embreagem da sobremarcha 6. Conjunto da embreagem de uma via (roda livre) 7. Pista interna da roda livre 8. Anel trava a) Posicione o anel trava no retentor da mola b) Prenda a ferramenta especial de compressão em uma morsa. Comprima as molas de retorno do pistão. c) Instale o anel trava em sua ranhura no tambor. 9. Discos da embreagem

Figura 9

Figura 10

Figura 11

Figura 12


técnica

a) Instale os discos da embreagem, começando com um disco de aço e alternando com um disco revestido. (Não se esqueça de mergulhar os discos revestidos previamente em fluido ATF recomendado). 10. Placa de reação 11. Anel trava 12. Eixo de entrada 13. Engrenagem solar 14. Conjunto porta-planetárias da sobremarcha NOTA: Gire o conjunto da sobremarcha no sentido anti-horário somente até que a embreagem de uma via se encaixe na pista externa. Após a montagem, gire o conjunto e inspecione quanto a sua instalação correta.

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209. Conjunto da bomba de óleo 210. Válvula de controle do conversor de torque 211. Mola da válvula de controle do conversor de torque 212. Tampão da válvula de controle do conversor de torque 213. Pino mola 214. Pistão do acumulador do sinal de aceleração 215. Mola do acumulador do sinal de aceleração 216. Assento da mola do acumulador do sinal de aceleração 217. Anel trava do acumulador do sinal de aceleração.

FOLGA DO CONJUNTO DA SOBREMARCHA: 0,1 a 0,8 mm

Figura 13

ESPERAMOS CONTRIBUIR COM ELAS PARA UM REPARO DE QUALIDADE. LEMBRE-SE: NADA SUBSTITUI O BOM SENSO, LIMPEZA E ORGANIZAÇÃO NA MONTAGEM DE QUALQUER COMPONENTE MECÂNICO. A TRANSMISSÃO AUTOMÁTICA NÃO É EXCEÇÃO! SUCESSO E ATÉ O PRÓXIMO NÚMERO!

Figura 14

15. Anel trava

CONJUNTO DA BOMBA Figura 16 201. Engrenagem motriz da bomba de óleo 202. Engrenagem movida da bomba de óleo 203. Pino da luva da válvula de reforço 204. Luva da válvula de reforço 205. Válvula de reforço 206. Assento da mola da válvula reguladora de pressão 207. Mola da válvula reguladora de pressão 208. Válvula reguladora de pressão

AS INFORMAÇÕES AQUI IMPRESSAS DESTINAM-SE A AUXILIAR O TÉCNICO REPARADOR NA REFORMA DA TRANSMISSÃO AUTOMÁTICA 4L30-E.

Figura 16

Figura 15

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técnica

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Parte 2 - Sistemas automotivos híbridos Humberto Manavella Autor dos livros “Controle integrado do moto”,“Eletro-eletrônica automotiva”, e “Diagnóstico Automotivo Avançado”. Mais informações: (11) 3884-0183 www.hmautotron.eng.br

Na edição anterior, foram apresentadas as configurações básicas dos sistemas híbridos atuais. Dando continuidade, a presente matéria analisa o funcionamento do sistema híbrido série/paralelo do Toyota Prius. Esta configuração é também utilizada no Ford Fusion e Ford Escape, entre outros. Sistema Híbrido Série/Paralelo A figura 1 apresenta o conjunto do trem de força. A distribuição de torque entre o motor de combustão, MG1 e MG2 é feita através de um trem epicicloidal (conjunto planetário). O motor de combustão está ligado aos satélites, o MG1 ao planetário e o MG2 à roda de coroa (fig.2). Componentes do Sistema Híbrido Série/Paralelo Os principais componentes do sistema híbrido série/paralelo são: - Motor de combustão interna. No caso do Toyota Prius é um motor a gasolina de 1.5 litros de cilindrada, ciclo Atkinson, com comando variável e acelerador eletrônico. - Motor/Gerador 1 (MG1). Como gerador recarrega a bateria de alta tensão e fornece energia para o acionamento do MG2, quando necessário. Como motor elétrico opera a partida do

motor de combustão. Também, tem a função de controle do conjunto planetário. Dependendo da versão, a tensão de operação é 270 VAC ou 500 VAC. - Motor/Gerador 2 (MG2). Funciona como motor fornecendo a potência necessária em baixa velocidade e torque suplementar nas altas velocidades. Durante a frenagem regenerativa funciona como gerador carregando a bateria de alta tensão. Dependendo da versão, a tensão de operação é 270 VAC ou 500 VAC. - Conjunto planetário (trem epicicloidal) - Funciona como elemento distribuidor de torque entre o motor de combustão, MG1 e MG2. - Inversor/Retificador - Controla o fluxo de energia entre MG1, MG2 e a bateria de alta tensão. Converte a tensão contínua de bateria em tensão alterna trifásica para a alimentação de MG1 e MG2 quando estes funcionam como motores. E retifica a tensão alterna produzida por MG1 e MG2, quando estes funcionam como geradores. Em modelos mais recentes, este módulo adapta as tensões de trabalho dos MGs (500 V) à tensão da bateria de alta tensão (270 V). - Bateria de alta tensão Armazena a energia produzida por MG2, quando da frenagem regenerativa, e a produzida por

Figura 1

Figura 2

MG1. O conjunto opera com tensão de 270 V. - Unidade de comando de alta tensão. Controla o inversor/ retificador e, através deste, a operação de MG1 e MG2. Operação do Sistema

As figuras ilustram como se distribui o torque gerado entre o motor de combustão, MG1 e MG2. 1. Início de movimentação e condição de baixa velocidade do veículo (fig.3). O motor de


técnica combustão permanece desligado durante o início de movimentação e nas baixas velocidades (até 25 km/h) em função de ser estas condições de baixa eficiência. O veículo se movimenta propulsado por MG2 acionado este, diretamente da bateria [A]. 2. Movimentação em condições normais estabilizadas (fig.3). Entre 25 e 70 km/h o motor de combustão funciona e o torque gerado é dividido pelo conjunto planetário: - Uma parte aciona mecanicamente MG1 que, por sua vez, funcionando como gerador, aciona eletricamente MG2 [B]. - O resto do torque aciona as rodas diretamente [C]. A alocação de potência é controlada de forma a maximizar a eficiência. 3. Aceleração (fig.3). A potência extra necessária é fornecida diretamente pela bateria [A]. Isto complementa a ação do motor de combustão [C] e de MG1 [B]. Nos casos de aceleração ou de velocidade máximas, a bateria fornece energia ao MG1 que passa a funcionar como motor. Gira de forma a gerar uma condição de “sobremarcha” que ajuda a atingir a velocidade máxima. 4. Desaceleração e frenagem (fig.4). Assim que o motorista tira o pé do acelerador, MG2 passa a atuar como gerador impulsionado pelas rodas. Na desaceleração, o motor de com-

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Figura 3

bustão é desligado. Este processo é denominado “frenagem regenerativa”. Ao acionar o freio, a força de frenagem inicial é a requerida por MG2 para funcionar como gerador. Esta frenagem e desaceleração regenerativas recuperam a energia cinética (energia de movimento) do veículo convertendo-a em energia elétrica para carga da bateria [D]. 5. Recarga da bateria (fig.4). Quando necessário, o motor de combustão aciona o gerador MG1 [E] com o objetivo de manter suficiente reserva de energia elétrica. Esta recarga pode acontecer, por exemplo, durante o funcionamento em condições estabilizadas ou com o veículo parado e o motor de combustão funcionando na marcha lenta.

Figura 4

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técnicA

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Matéria elaborada por Pedro Luiz Scopino, da AutoMecânica Scopino, colaborador do jornal Oficina Brasil, vice-presisdente da AESA-SP, integrante do Grupo GOE. Informações sobre participações em eventos em scopino@automecanicascopino.com.br

Para a matéria técnica sobre ABS número 30 no Jornal Oficina Brasil, vamos conversar sobre um sistema muito moderno, que incorpora várias funções, além do controle de frenagem. O detalhe deste sistema é a utilização de uma ECU com alta tecnologia, responsável por funções ativas de segurança no veículo, afinal o sangue europeu fala mais alto neste momento. Temos neste BMW, além do ABS o sistema ASR – Controle de tração. Com a utilização de basicamente dos mesmos componentes do sistema de freio, é possível fazer um controle de patinação das rodas motrizes do veículo.Vamos aos detalhes do BMW 320i 2.0 ano 2001. Alimentação elétrica Na 320i temos duas ligações diretas com a linha 30 de alimentação direta da central de fusíveis, o pino 1 da ECU

passando pelo fusível F61 e o pino 32 pelo fusível F56 ambos de 30 amperes. Já a ligação pós-chave de ignição é feita no pino 4 passando pelo F33 de 5 A. O aterramento é feito pelos pinos 16 e 47 da ECU. A comunicação com a ECU da injeção eletrônica via rede CAN é através do pino 15 CANL e pino 11 CAN-H. O interruptor de pedal de freio é alimentado pela linha 15, após passagem pelo F9 de 5 A chegando até o pino 41 da ECU, sendo este o sinal inicial para monitoramento do freio ABS, já que é a partir do acionamento do pedal que o sistema deve ser controlado e monitorado. Unidade eletrônica - ECU A unidade de comando eletrônico fabricada pela ATE está localizada na dianteira esquerda do veículo, próximo ao cilindro mestre de freio.

Fotos: Divulgação

Sistema de freio antibloqueante ABS BMW 320i

Unidade com controle de tração ASR

ECU eletrônica ATE aberta - falha

Esta mesma unidade eletrônica vai além do controle de frenagem, não permitindo o travamento das rodas no momento crítico de parada do veículo, faz também o controle antipatinação das rodas motrizes. O funcionamento do ABS é efetuado com base na leitura dos sensores de velocidade/ rotação das rodas, havendo diferença entre as quatro leituras tem-se a indicação de tendência ao travamento de roda, neste momento em milisegundos a ECU atua as solenóides da unidade Hidráulica isolando ou diminuindo a pressão hidráuli-

ca no circuito correspondente. Já o funcionamento do ASR, a ECU também monitora os sensores das rodas mas, neste momento, não há acionamento do pedal de freio; estará sendo controlada a tração das rodas motrizes, a atuação da bomba de recalque é inversa, em vez de retirar pressão hidráulica ela literalmente “empurra” fluído no circuito da roda de tração com tendência a patinação, fazendo atuar o freio desta roda, diminuindo sua velocidade e eliminando o giro em falso da mesma.


técnica

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alimentação elétrica da ecU eletrônica: PINOS / SISTEMA

BMW 320i

ATERRAMENTO

16 – 47

POSITIVO

1 – 4 – 32

Unidade hidráulica O controle hidráulico do sistema antiblocante de freio e controle de tração é do tipo quatro canais, um para cada roda do veiculo. Observe pelas fotos que temos nada mais que dez válvulas com controle da passagem do fluído de freio pela unidade. Para o controle de isolação ou redução de pressão temos oito solenóides que estão dentro e são moduladas pela unidade hidráulica: • Isolamento dianteira direita • Diminuição dianteira direita • Isolamento dianteira esquerda

• Diminuição dianteira esquerda • Isolamento traseira direita • Diminuição traseira direita • Isolamento traseira esquerda • Diminuição traseira esquerda E para o controle de tração temos mais duas solenóides, é claro, uma para cada roda motriz do veículo. Sensores Posicionados diretamente nas pontas de eixos, os sensores do tipo indutivo são de apenas dois fios, sem malha de aterramento. Os sensores estão ligados à ECU eletrônica da seguinte forma: Dianteiro esquerdo – pinos 45 e 46 Dianteiro direito – pinos 33 e 34 Traseiro esquerdo – pinos

Válvulas da unidade hidráulica

36 e 37 Traseiro direito – pinos 42 e 43 Comentários Uma das principais reclamações de veículos com controle de tração ASR é a falta de conhecimento por parte do usuário, que não entende o que está ocorrendo com o veículo no momento em que o sistema não deixa a roda de tração patinar, e a lâmpada de anomalia do ASR pisca no painel. Na

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Detalhe da bomba de recalque

verdade este acionamento da lâmpada de anomalia é normal, indicando o funcionamento do sistema, e após o controle eletrônico da roda de tração a lâmpada permanecerá apagada. Assim como ocorre no sistema ABS, sempre que houver falha a lâmpada de anomalia ficará constantemente acesa e o sistema estará excluso. Ainda existe o botão de exclusão do sistema para casos de testes ou uma dirigibilidade menos defensiva por parte do condu-

tor. Entre as poucas falhas que este sistema apresenta uma delas chama muito a atenção: falha na ECU eletrônica. Uma peça com custo extremamente alto e com uma indicação de falha no circuito interno foram alguns dos diagnósticos apresentados. A programação de uma nova ECU é efetuada com scanner específico. Na próxima edição, veremos o sistema ABS Toyota Camry 1995.


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artigo

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meio amBiente

São Bernardo do Campo já realiza inspeção ambiental A cidade de São Bernardo do Campo, em São Paulo, desenvolve desde o ano passado o Projeto OrientAr, que promove inspeção veicular ambiental em veículos diesel na frota do município. A ação, de caráter experimental e não punitivo, atendeu 2,3 mil veículos, entre eles fretados, veículos escolares e da frota municipal, como os ônibus que fazem o transporte público. O município é um dos primeiros no Estado, depois da capital, a realizar esse tipo de iniciativa. Em março deste ano, a prefeitura começou a segunda parte do programa, que visa realizar a ação em outros veículos da cidade. A inspeção, que era feita somente em frotas, agora será aberta a toda população. As ações são realizadas durante a semana, cada dia em um ponto da cidade. “As inspeções são realizadas na rua mesmo, os equipamentos são portáteis, para que quem passe na rua no momento veja e faça o procedimento”, disse Gilberto Marson, secretário de Gestão Ambiental do município.

Divulgação

Por enquanto, a ação tem caráter experimental e não punitivo em veículos Diesel. Prefeitura já estuda estender projeto ao ciclo Otto

Em São Bernardo, inspeção é experimental em veículos Diesel; há estudos para implementação em ciclo Otto

O objetivo da ação, coordenada pela Secretaria de Gestão Ambiental, é mostrar a importância da manutenção preventiva nos veículos e para a redução dos índices de poluição emitida. De acordo com o secretário de Gestão Ambiental de São Bernardo do Campo,

Gilberto Marson, a intenção é orientar os munícipes e as empresas. “Do total avaliado em 2010, 83,4% foram aprovados e 16,6% reprovados”, explica. Para este ano, a expectativa da prefeitura de São Bernardo do Campo é atender 4,5 mil veículos diesel, o que

representa 20% da frota municipal. A maior preocupação da prefeitura será analisar os veículos escolares. “Tivemos um grande número de vans reprovadas e isso nos preocupa. Já estamos estudando também um programa voltado à conscientização dos proprietários

desse tipo de veículos”. A inspeção feita em São Bernardo tem o apoio do Conpet da Petrobras, um programa ligado ao Ministério de Minas e Energia, que disponibilizou técnicos especializados e os equipamentos de medições, como opacímetros, todos certificados pelo Inmetro. “Ao final da inspeção disponibilizamos ao proprietário um relatório dos carros reprovados, para que a manutenção seja feita de acordo”, ressalta Marson. A preocupação do município com a realização da inspeção também se deve à chegada do trecho Sul do Rodoanel, que atravessa a cidade por meio das rodovias Anchieta e Imigrantes. Segundo o secretário Marson, já são sentidos os impactos ambientais por conta da obra viária, principalmente no ar. “O número de caminhões na cidade aumentou. Sentimos isso todos os dias nas ruas, por isso, precisamos começar as ações que visam essa diminuição do impacto ambiental. Nossa ação já serve de influência para algumas cidades da região.”


meio ambiente A inspeção experimental de ciclo Otto também está nos planos da prefeitura para o segundo semestre. “Estamos buscando parceiros para a implementação do ciclo Otto”, afirma o secretário, que também ressalta que a inspeção só será obrigatória, quando for por lei. “Por que claro, também é aplicado ambientalmente”, conclui. Inspeção nos estados do Brasil A inspeção veicular ambiental é assunto amplamente discutido em todo o País. Conversamos com alguns presidentes de Sindirepa para saber a quantas anda a discussão sobre o assunto em seus estados. No Rio Grande do Sul, as conversas não avançaram. O projeto de lei que regulamenta a inspeção veicular ambiental no estado está parado há 14 anos. Segundo o presidente do Sindirepa – RS, Ênio Raup, os entraves políticos são a maior dificuldade. “Lutamos para que haja uma solução sobre isso. Participamos frequentemente de reuniões com representantes do poder público, mas não houve progresso”, disse. Da parte do Sindirepa, há o interesse e a busca por informações: “Procuramos nos atentar

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a todas as novidades. Inclusive, recentemente, estivemos em São Paulo para conhecer o que é feito na capital para propor ideias aqui no Rio Grande do Sul”, diz Raup. Segundo o Sindirepa gaúcho houve também conversas com representantes das prefeituras, mas também sem sucesso. Agora, são esperadas novas reuniões com os órgãos representativos do setor. “Iremos nos reunir com outros Sindirepas e discutir soluções. A partir daí, vamos apresentar novos projetos ao poder público. Não perdemos a esperança, pois sabemos da importância da inspeção veicular ambiental”, conclui o presidente da entidade. No Mato Grosso, as conversas iniciais sobre o assunto estão bem atrasadas. As primeiras começaram somente neste ano. Segundo Marcos Britta, presidente do Sindirepa do estado, as informações base vêm do que está acontecendo com a inspeção na capital de São Paulo. “Coletamos informações dos efeitos positivos da inspeção em São Paulo e tentamos pressionar as autoridades quanto à importância da inspeção. Nosso ponto de partida é um conselho da Federação das Indústrias do Mato Grosso, que

“A intenção é fazer inspeção também em ciclo Otto”, afirma o secretário Gilberto Marson

fiscaliza as ações do governo estadual”, diz. Conversas avançadas Já no Paraná, ao que tudo indica, os trâmites para a possível implementação no estado estão bem adiantados. Segundo o Sindirepa-PR, já existe inclusive um projeto do governo estadual paranaense. “Estamos dependendo apenas de um levantamento oficial sobre a frota estadual, que deve ser alta, já que tivemos um boom nas vendas de carros no ano passado. Mesmo assim, estamos tentando marcar um encontro com o governador para saber mais detalhes e fomentar ainda mais a necessidade da inspeção no estado”, opina Wilson Bill,

presidente do sindicato. Segundo Bill, a previsão é de que a inspeção veicular ambiental esteja em pleno funcionamento já em 2013. “Aqui no Paraná, assim como acontece em São Paulo, já estamos trabalhando para que não haja falta de mão de obra e no combate à ilegalidade de profissionais. É fato que vamos ter mais demanda e precisaremos de profissionais. A inspeção veicular ambiental não vai demorar a chegar no Paraná”, afirma Bill. Em São Paulo, segundo o presidente Antônio Fiola do Sindirepa-SP, os projetos estaduais que contemplam a inspeção ambiental veicular, entre outras medidas para melhoria da qualidade do ar e do meio ambiente, devem ser entregues até a metade deste ano para serem analisados e aprovados pelo governo estadual. “A resolução do Conama determina que estados com frotas com 3 milhões de veículos devem implantar a inspeção ambiental veicular. Isso pode acontecer por regiões, reunindo vários municípios”, ressalta Fiola. Já Minas Gerais, segundo o Sindirepa do estado, o governo estadual abriu os processos de licitação para implementação de sete linhas de inspeção na região da Grande Belo Hori-

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zonte. “Pelo o que sabemos, a intenção do governo é começar na região metropolitana da capital no segundo semestre deste ano”, afirma Carlos Henrique de Moraes, coordenador da Câmara de Mecânica Automotiva e diretor executivo do Sindirepa, que ressalta também que em outras regiões do estado, o processo será um pouco mais demorado, já que depende da contagem de frota. De acordo com Moraes, os reparadores mineiros já estão se preparando. “O Sindirepa está organizando cursos em parceria com o Senai para orientar os profissionais quanto ao uso correto dos equipamentos”, afirma. No Rio de Janeiro, a ordem dos fatores foi invertida. O estado é o único do País a realizar vistoria técnica veicular, no entanto a inspeção ambiental só funciona na capital. Porém, segundo Celso Matos, do Sindirepa-RJ, as conversas com o governo já estão adiantadas. “Encaminhamos estudos aos representantes do poder público e nos próximos dias deve haver uma reunião para sabermos as respostas e conhecer os prazos e cronogramas para que a inspeção veicular comece a valer em todo o estado”, comenta.


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capa

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mercadO

Oficina Brasil firma parceria com icarros e lança novo programa de manutenção preventiva Batizado de Cuide do Carro, o novo programa agrega diversos benefícios aos reparadores, como busca por tipo de serviço, localização em mapa com indicação de rota e dicas de manutenção para o dono do carro alexandre akashi

O que era bom ficou ainda melhor. A partir deste mês, o programa Agenda do Carro entra em nova fase, com mais recursos que prometem facilitar ainda mais o encontro de motoristas e oficinas. São diversas novidades. A primeira é o nome, que muda para Cuide do Carro, em virtude da substituição do parceiro. Sai a WebMotors e entra o iCarros, do Banco Itaú. A escolha do iCarros foi estratégica para o programa, uma vez que o site de comércio eletrônico de veículos novos e seminovos do Itaú está em franca expansão e atingiu, em março, mais de 8,5 milhões de acessos, um crescimento de 21% em relação a fevereiro, e incremento de 91% em relação a março de 2010. Segundo relatório de audiência do iCarros, no acu-

mulado do primeiro trimestre de 2011, houve crescimento de 95% em relação ao ano passado, o que possibilitou ultrapassar a marca dos 23 milhões de acessos. Estes números são bastante animadores e, por conta disso, o iCarros decidiu investir em novas ações, para oferecer aos usuários do site mais informação e recursos. Uma delas é uma área dedicada à manutenção preventiva e é justamente aqui que começa a parceria com o jornal Oficina Brasil. Programa O programa Cuide do Carro segue os mesmo conceitos da antiga Agenda do Carro, com objetivos e missões idênticas. Trata-se de uma ação para disseminar a importância da manutenção preventiva entre os donos de veículos, mostrando a eles que é mais fácil,

barato e ecológico prevenir do que remediar, quando o assunto é automóvel. Esta é a missão do conteúdo editorial do site de manutenção do iCarros, que vai utilizar os mais diversos recursos disponíveis para mostrar os benef ícios da manutenção preventiva aos leitores e usuários. O primeiro trabalho foi desenvolver um guia de manutenção, com a definição dos principais partes e sistemas automotivos, dicas de como utilizar o veículo de forma a preservar os componentes, sinais de problemas e o que fazer em caso de manutenção. Tudo em uma linguagem simples, direta e de fácil entendimento aos donos de carros. Ao todo, o guia terá 24 itens, dos quais seis já estão no ar: bateria, embreagem, filtros, sistema de arrefecimento, sistema de freios e


mercado

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o programa em números rede de oficinas • • •

1.201 oficinas 24 estados brasileiros 398 cidades

8,5 milhões de acessos mensal 106 mil carros no estoque (crescimento de 17% em relação ao ano passado) 4.300 revendas anunciantes (crescimento de 21% em relação ao ano passado)

Site icarros •

Mecanico realiza manutenção preventiva em veículo de cliente: ato dever ser cultuado e disseminado pelos profissionais de reparação

troca de óleo. “Alguns destes itens são de troca frequente e muitos donos de carros ainda têm dúvidas de como proceder, por mais comuns que possam parecer aos profissionais da reparação”, afirma a responsável no Grupo Oficina Brasil pelo programa Cuide do Carro, Mônica Nakaoka. Os demais itens (acessórios, ar-condicionado, bomba injetora e bico injetor, elétrica e eletrônica, escapamentos, filtros, funilaria e pintura, iluminação automotiva, injeção eletrônica, lavagem e polimento, pneus, regulagem de motores, retífica de motores, sistema de direção hidráulica, sistema de direção mecânica, sistema de suspensão, sistema de transmissão, som e alarme e turbo) serão

contemplados até o final do ano, com a continuidade do desenvolvimento do site. Além das dicas escritas, o iCarros já iniciou o projeto de gravação de vídeos com dicas de manutenção, que colocará o reparador diretamente em contato com o dono do veículo, explicando aos internautas a importância de manter os carro sempre com as revisões em dia. Benefícios A cultura da manutenção preventiva é algo que deve partir do reparador para o dono do veículo, assim, o site iCarros presta um grande serviço aos profissionais do setor, conscientizando os leitores das vantagens e benefícios da troca preventiva de

peças e componentes. Entre elas, o site destaca três: economia (sai mais barato trocar antes do término da vida útil do que depois, pois evita o desgaste de outros componentes que podem ser afetados), facilidade (a manutenção preventiva pode ser programada e o dono do veículo não fica dias sem o carro) e preservação ambiental (carro com manutenção em dia polui menos). Assim, sempre que conversar com o dono do carro, seja um defensor desta prática, pois seu cliente tem muito mais a ganhar, assim como você, uma vez que as montadoras têm desenvolvido veículos mais sofisticados, que quebram menos, mas requerem mais atenção.

Novas na rede Nome Fantasia

cidade

estado

Mecânica México

São José do Rio Preto

SP

Sorocaba

SP

Mp7 Centro Automotivo

Cotia

SP

Nenê Centro Automotivo

Jaguariúna

SP

Itu

SP

Canoas

RS

Injetomm

São Lourenço do Sul

RS

Portogás

Porto Alegre

RS

Jaboatão dos Guararapes

PE

Porto Velho

RO

Atdl Pneus

Londrina

PR

Equipcar Auto Center

Aracaju

SE

Fortaleza

CE

Santa Rosa do Sul

SC

Oficina Mecânica Luizinho

Guandini Motors Kayana Auto Elétrica

Ferrari Centro Automotivo Auto Service

Pluscar Service Spacecar


80

MERCADO

Abril 2011

Tal como antes, o programa Cuide do Carro conta com o patrocínio de empresas que visam na manutenção preventiva a forma mais inteligente de manter o veículo em perfeito estado. Estão juntos nesta ação as fabricantes de componentes Dayco (correias e polias, cabos de velas), Heliar (baterias), MTE-Thomson (sensores e válvulas termostáticas), Osram (lâmpadas automotivas), Sabó (retentores), Tecnomotor (equipamentos de diagnose) e Valeo (sistemas de arrefecimento, componentes letrônicos entre outros). “O Programa Cuide do Carro veio para reforçar a tendência de evolução contínua das empresas parceiras pertencentes à Agenda do Carro. O mercado mudou, as necessidades mudaram e a Dayco sente-se muito gratificada em fazer parte de um grupo que sabe se reposicionar no momento cer to. E st a mos buscando ferramentas mais dinâmicas, mais tecnológicas e que ao mesmo tempo sejam capazes de promover uma interface voltada ao relacionamento direto. É nisso que acreditamos!”, afirma a

Fotos: Divulgação

Patrocinadores apóiam a mudança

Talita Peres, da Dayco

Jeser Madureira, da Valeo

Alfredo Bastos Jr., da MTE-Thomson

coordenadora de Marketing da Dayco, Talita Peres. Já o diretor de Marketing da MTE-Thomson, Alfredo Bastos Jr., enfatiza a importância da comunicação digital no mundo moderno, inclusive no âmbito das oficinas. “Para a MTE-Thomson a mudança para Cuide do Carro é a prova da evolução da comunicação no mundo digital. Hoje extremamente rápida! Acreditamos na manutenção preventiva como maneira de valorizar o reparo no veículo, como também estamos preocupados em gerar demanda para as oficinas. A oficina evoluiu, assim também como o dono

do carro e esta nova fase do programa sintetiza tudo isto, com uma ferramenta moderna, útil, inovadora e com um grande parceiro”, diz. A Valeo também opina. “Para a Valeo, a evolução que o programa Agenda do Carro está passando é um reflexo natural da própria dinâmica pela qual o mercado de reposição independente vem demonstrando nos últimos anos. Temos nos defrontado com inúmeras evidências de que a relação entre as partes tem se modificado: veículos cada vez mais inovadores e com mais tecnologia embarcada, proprietários cada vez

mais sedentos por tecnologia e conforto, e exigentes em relação aos serviços prestados, reparadores com mais demanda de mão de obra especializada e novas exigências governamentais ou do próprio cliente, autopeças com mais oferta de produtos e diversidade de fabricantes, distribuidores com papéis mais e mais estratégios na logística de distribuição de produtos e, por fim, fabricantes desenvolvendo produtos, serviços e soluções que possam atender este mercado fascinante. Estamos face a face com um novo mercado: mais competitivo, mais dinâmico, mais tecnoló-

gico. Este mercado demanda soluções mais dinâmicas e mais asser tivas. Devemos estar organizados e alinhados para atender esta evolução. Esta nova fase do Cuide do Carro vem ao encontro desta necessidade e a Valeo acredita plenamente nesta revolução”, comenta o responsável por Qualidade, Serviços ao Cliente e Meio Ambiente para América do Sul, Jeser Madureira. Com todas estas novidades, o programa Cuide do Carro já nasceu grande, inovador e de muito prestígio. Vale lembrar, que na base, estão as melhores oficinas do País, uma vez que elas passam por um rigoroso processo de seleção, efetuado por técnicos das empresas patrocinadoras, que têm como tarefa diária visitar os mais diversos estabelecimentos de reparação em todo território nacional. Batizado de Comitê de Rede, os técnicos avaliam de forma sistemática e muito rigorosa as informações enviadas pelas oficinas interessadas em participar do programa, além de efetuarem auditorias surpresas nas mais de 1.200 empresas, que atualmente integram a rede Cuide do Carro.


MERCADO

Abril 2011

Busca de Oficinas ficou mais interativa Com a nova parceria, a interação entre oficina e dono do carro foi melhorada. No novo por tal de Manutenção do iCarros (w w w.icarros.com.br/manutencao), a ferramenta de Busca de Oficinas ficou mais interessante, pois além de encontrar as oficinas mais próximas, o site mostra um mapa com a localização exata do estabelecimento. Além disso, o dono do carro pode realizar busca por CEP, e o sistema identifica as oficinas mais próximas, por ordem de distância, com foto e descrição dos serviços oferecidos. Outra novidade é a possibilidade de o internauta filtrar a busca por serviço, o que torna mais fácil e rápido a procura. Uma ferramenta interessante é o link Como chegar, que traça a rota para o usuário, do endereço onde está até a oficina. E, para as oficinas que realizam check-up gratuito, há um link para o internauta enviar solicitação de revisão para a oficina e imprimir o formulário de check-up de 28 itens. Mais destaque Outra vantagem para as oficinas é o maior destaque do site para o assunto manutenção. Na página principal, há uma aba em letras graúdas com o nome do tema, com um chapéu Novo. Ao clicar sobre a aba, três informações aparecem em evidência: Busca de Oficinas, check-up gratuito e guia de manutenção. Uma ferramenta interessante do guia de manutenção é que além de dar dicas so b r e o f un ci o na m e n to dos sistemas automotivos, há dois links diretos para a ferramenta de Busca de Oficinas, com ênfase às que trabalham com a reparação do componente específico,

localizadas no canto superior direito da tela e no quadro também à direita. No link superior, o internauta é direcionado a uma página com um mapa do Brasil. Na parte superior desta página, há um descritivo do sistema/componente escolhido. Ao clicar em um dos estados do mapa, a página mostra as cidades onde estão localizadas as oficinas do programa Cuide do Carro, que atendem a manutenção do item escolhido. Basta selecionar a cidade e pronto. Uma nova página é aberta com o mapa indicativo da localização da oficina e, abaixo, todos os dados da loja, com descritivo dos serviços que realiza, endereço, cartões de crédito e débito que aceita, e links para contato, como direcionamento (como che-

O novo site dedicado à manutenção preventiva do iCarros traz novidades na ferramenta de busca, como localização em mapa com foto da oficina, para facilitar a procura pelo usuário

gar), e se realiza check-up gratuito, atalho para acessar o formulário de revisão. O check-up gratuito é outro item que foi retrabalhado no iCarros. Muito mais do que apenas imprimir o formulário, o internauta envia para a oficina escolhida um e-mail solicitando o serviço, com informações sobre o tipo do veículo e

dados cadastrais para que a oficina possa entrar em contato com o dono do carro, para agendar a data da revisão. “Desta forma, agregamos valor ao serviço, pois o reparador pode programar a ida do cliente à oficina e oferecer ao dono do carro um melhor atendimento”, afirma Mônica Nakaoka.

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EM BREVE, NA SUA OFICINA

Abril 2011

Fotos: Divulgação

lANçAMENtOS

Soul Flex: Antes tarde do que nunca

Kia lança o novo Soul bicombustível de olho na preferência do brasileiro e já planeja modelos do Cerato e do Picanto com motorização flex

Marco Antonio Silvério Jr. e Bruna Paranhos

Demorou, mas chegou. A Kia lançou a versão flex do Soul, após dois anos do início da comercialização do modelo no Brasil. Único na categoria Carro Design, o Soul está disponível no mercado em sete versões, quatro com transmissão mecânica de cinco velocidades e três de câmbio automático com quatro velocidades. No geral, não houve mudanças nos modelos, a única diferença é realmente a conversão. Segundo a Kia, a iniciativa de tornar o Soul Flex se deve ao desejo do consumidor brasileiro, que preferem carros flex. Essa constatação pode ser confirmada com os dados da Anfavea - Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores. As vendas de veículos flex representaram em março,

84,8% do total de veículos comercializados no país. Por enquanto, o Soul é o único carro da montadora Coreana no Brasil a ter motorização flex. Porém, a Kia já anunciou a intenção de lançar modelos flex também do Picanto e do Cerato. Motor O motor continua o mesmo 1.6 litro, mas agora flex fuel. Quando alimentado com gasolina, o motor atinge 126 cavalos de potencia a 6.300 rpm. Com etanol, a potência chega a 130 cavalos de potência a 6.300 rpm. Respectivamente, os torques máximos atingem 157 N.m a 4.500 rpm e 161,9 N.m a 5.000 rpm. A motorização Flex Fuel do Soul foi desenvolvida por engenheiros da Kia, em parceria com a Kefico (uma subsidiária da Bosch na Coreia do Sul). Os estudos e pesquisas para a conversão começaram

em 2009. Em 2010, começaram os testes de campo feitos em Teresina, no Piauí, e no Rio de Janeiro, nos meses de fevereiro, e Campos do Jordão, em São Paulo, entre junho e julho. Detalhes O Kia Soul é considerado o único carro Design do Brasil. O veículo tem cinco portas, linha de teto elevada e entreeixos alongado. O espaço de bagagem é de 340 litros, com assentos em posição vertical. A altura total é de 1.610 mm e a altura em relação ao solo é de 45mm a 165 mm mais elevada em relação a outros veículos compactos. Um dos destaques tecnológicos é a câmera para manobras de marcha ré, montada abaixo da maçaneta da tampa traseira e uma tela de LCD de 3.5 polegadas instalada no retrovisor central. O sistema é acionado quando a marcha ré

é selecionada, e facilita para que o motorista verifique simultaneamente a traseira e o ponto cego debaixo da janela traseira. O preço sugerido é a partir de R$ 52.900, 00. Sportage tem novo design e motorização O Sportage mudou. A carroceria ganhou um estilo ousado, porém o carro ainda é um SUV compacto urbano. Agora, o veículo está mais longo, mais largo e mais baixo que o modelo anterior e encarna o novo dinamismo visual da Kia, não esquecendo de agregar as características off-road que tornaram o veículo um dos preferidos da categoria altura e posição de condução elevada, além de sensação de segurança – com um estilo urbano. O novo Kia Sportage está disponível com motorização 2.0 litros a gasolina, DOCH, 16 válvulas com dual CVVT,

de 166 cavalos a 6.200 rpm e torque máximo de 20,1 kgm a 4.600 rpm. A transmissão manual é de cinco velocidades e a automática de seis, com opção de troca sequencial. O novo Sportage está disponível em quatro versões com tração 4x2 e um com 4x4 full time, e são equipados com um sistema semelhante ao usado no Sorento. Os motoristas que dirigem em estrada poderão optar pela tração 4x2, que tem menor peso, aceleração mais rápida, economia de combustível e boa tração. Já para quem dirige em condições mais pesadas ou off-road, o mais indicado é o modelo 4x4. Conforto O conforto do novo Sportage é indiscutível. Algumas versões incluem acendimento automático dos faróis sensíveis a luminosidade, sistema de som com quatro alto -


lançamentos falantes, espelhos retrovisores com regulagem elétrica e rádio CD/MP3 com controle no volante. Nas versões top de linha, o ar condicionado tem controle independente frontal dual zone, banco do motorista com ajuste elétrico, câmera de marcha ré com visor LCD, teto solar elétrico duplo panorâmico e espelho retrovisor interno com anti-ofuscamento automático eletrocrômico. Carroceria A carroceria do Sportage está mais longa e tem maior distância entreeixos – 2.640 mm. O carro tem 4.445 mm de comprimento, 1.885 de largura e 1.635 de altura. O espaço para bagagens aumentou 70 mm na traseira e a capacidade de carga está entre os melhores da categoria, com 740 litros com bancos traseiros na posição vertical, e 1.547 litros com os assentos traseiros rebatidos. A Kia também investiu em barras de proteção contra impactos laterais nas quatro portas e encostos de cabeça dianteiros ativos – sistema ‘Active Front Headrest’. Em algumas versões, o novo Sportage chega a ter 10 airbags, ESP (Controle de Estabilidade) e sensores de aproximação no pára-choque traseiro.

Abril 2011

Ficha técnica - Kia soul MOTOR

Tipo 4 cilindros em linha

Cilindrada (cm3)

1.591

Comando de valvulas

DOHC ,16 válvulas CVVT

Taxa de compressão

12:01

Potência máxima (cv @ rpm)

126 @ 6.300 (gasolina) / 130 @ 6.300 (etanol)

Torque máximo (kgm @ rpm)

16,0 @ 4.500 (gasolina) / 16.5 @ 5.000 (etanol)

susPensÃo Dianteira Traseira

Tipo McPherson, molas helicoidais e amortecedores a gás Eixo de torção, molas helicoidais e amortecedores a gás

DiReçÃo

Elétrica

Raio de giro (m) tRansmissÃo

5,24 manual

automática de 4 marchas

Relação de transmissão 1ª

3,615

2,919

2,045

1,551

1,37

1

1,036

0,713

0,839

-

3,545

2,48

4,4

4,619

Diferencial FReios Dianteiros

Discos ventilados

Traseiros

Tambor

RoDas

Liga leve

Dianteiras/Traseiras

6,5Jx16 / 7Jx18

Pneus Dianteiros/Traseiros CHASSIS E CARROCERIA

205/55 R16 / 225/45 R18 Carroceria monobloco em aço estampado

DimensÕes Do VeÍculo Comprimento (mm)

4.105

Largura (mm)

1.785

Altura (mm)

1.610

Distância entre eixos (mm)

2.550

Bitola (diant./tras.) (mm)

1565/1575

Balanço traseiro (mm)

725

Balanço dianteiro (mm)

830

Pesos Em ordem de marcha (kg)

1.287

1.267

Peso Bruto Total (kg)

1.700

1.680

outRas esPeciFicaçÕes Altura mínima do solo (mm)

165

Volume do porta malas (SAE) (l)

340

Volume do tanque de combustível (l)

48

Número de ocupantes

5

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Ficha técnica - Kia sPoRtage MOTOR Tipo 4 cilindros em linha Cilindrada (cm3) 1.998 Comando de valvulas DOHC ,16 válvulas Dual CVVT Taxa de compressão 10,5:1 Potência máxima (cv @ rpm) 166 @ 6.200 Torque máximo (kgm @ rpm) 20,1 @ 4.600 susPensÃo Tipo McPherson, molas helicoidais e amortecedores Dianteira a gás Independente, Multi-link, , molas helicoidais e Traseira amortecedores a gás DIREÇÃO Hidráulica, pinhão e cremalheira Raio de giro (m) 5,29 automática de 6 tRansmissÃo manual marchas Relação de transmissão 1ª 3,636 4,162 2ª 2,08 2,575 3ª 1,333 1,772 4ª 1,061 1,369 5ª 0,821 1 6ª 0,778 Ré 3,455 3,35 Diferencial 4,533 3,648 FReios Dianteiros Discos ventilados Traseiros Discos sólidos RoDas Liga leve Dianteiras/Traseiras 6.5J x 16 - 6.5J x 17 - 7.0J x 18 Pneus Dianteiros/Traseiros 215/70 R16 - 225/60 R17 - 235/55 R18 CHASSIS E CARROCERIA Carroceria monobloco em aço estampado DimensÕes Do VeÍculo Comprimento (mm) 4.445 Largura (mm) 1.855 Altura (mm) 1.635 Distância entre eixos (mm) 2.640 Bitola (diant./tras.) (mm) 1.614/1.645 Balanço traseiro (mm) 910 Balanço dianteiro (mm) 895 Pesos transmissão manual automática Tração 4X2 4X4 4X2 4X4 Em ordem de marcha (kg) 1.500 1.576 1482 1555 Peso Bruto Total (kg) 1.980 2.030 1980 2030 outRas esPeciFicaçÕes Altura mínima do solo (mm) 172 Volume do porta malas (SAE) 740 (l) Volume do tanque de 55 combustível (l) Número de ocupantes 5


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EM BREVE, NA SUA lANçAMENtoS

Abril 2011

Fotos: Divulgação

Novo Uno ganha versão esportiva De quebra, a Fiat apresentou a versão duas portas do modelo, e cumpriu assim o prometido há quase um ano quando lançou o veículo; a nova variante Sporting tem suspensão mais firme e rebaixada

Com apelo mais jovial ainda, o compacto recebeu melhorias na suspensão que o deixaram mais firme nas curvas Alexandre Akashi

As apostas da Fiat no Novo Uno são altas, tanto que o modelo foi contemplado com uma versão esportiva, sem excessos, porém que promete agradar ao público jovem, que deseja um modelo mais arrojado, sem sair do tradicional compacto popular. Em outras palavras, o novo

Uno Sporting tem roupa esportiva e fôlego de popular, mas, em comparação com as demais versões da família, é o mais arisco apesar de compartilhar o mesmo motor 1.4l Evo que equipa o Attractive e o Way 1.4l (veja detalhes dos motores na ficha técnica). A grande diferença do Sporting é o ajuste da suspensão, rebaixada em 20mm (em relação às versões Vivace e Attractive) e

recalibrada para oferecer melhor dirigibilidade, com maior estabilidade em curvas. Segundo a Fiat, o Uno Sporting tem molas helicoidais mais rígidas, amortecedores ajustados para absorver melhor as asperezas do solo, barra estabilizadora dianteira mais grossa e eixo traseiro com maior rigidez torcional. O sistema em si, porém, é o bom e velho McPherson

com rodas independentes na dianteira, e eixo de torção e rodas semi-independentes na traseira. E, como o objetivo era melhorar o comportamento nas curvas, o modelo recebeu novas rodas de 15 polegadas, revestidas com pneus 185/60. O sistema de freios é o mesmo dos demais modelos, disco sólido na dianteira (257mm de diâmetro) e tambor na traseira (185mm de diâmetro).

O motor, apesar de ser o mesmo das demais versões, ganhou fixação por coxim hidráulico, que, segundo a Fiat, foi adotado para reduzir o nível de vibrações e oferecer mais conforto aos ocupantes. Na rua Em movimento, todas essas alterações foram bastante úteis ao modelo, que demonstrou melhor estabilidade, o que permitiu

Além de disponibilizar a versão esportiva, a Fiat aproveitou para lançar a versão duas portas do Uno Way (à esquerda), Attractive (centro) e Vivace tABElA dE VERSõES E pREçoS VERSão pREço

Vivace

Way 1.0l

Attractive

Way 1.4l

Sporting

2p

4p

2p

4p

2p

4p

2p

4p

2p

4p

R$ 26.490

R$ 28.140

R$ 27.670

R$ 29.320

R$ 29.840

R$ 31.670

R$ 30.650

R$ 32.480

R$ 32.170

R$ 33.970


lançamentos entrar nas curvas com um pouco mais de agressividade. Porém, para visualizar e sentir de verdade o quanto o carro ficou mais estável, somente em um comparativo de pista, em circuito fechado. No dia a dia, vale mesmo a estética, pois a diferença de comportamento do carro é muito sutil em relação aos irmãos de linha. Vale lembrar que o Sporting, com todas essas alterações, ficou 30kg mais pesado do que o Attractive, e isso reflete no desempenho (maior consumo e mais tempo para acelerar). Mas, quando se trata de um modelo 1.4l, alguns centésimos a mais ou a menos não fazem tanta diferen��a. Duas portas No ano passado, quando a Fiat apresentou ao mercado o novo Uno, prometeu que em poucos meses a versão duas portas estaria disponível aos consumidores. Demorou, mas saiu. Assim, a marca deve alavancar as vendas do modelo,

Abril 2011

uma vez que o custo ficou mais interessante e competitivo no segmento de compactos populares (veja tabela com preços). Mecanicamente, não houve alterações. São duas opções de motores, ambas bicombustível (gasolina/etanol), 1.0l 8v Fire e 1.4l 8v Evo, que rendem, respectivamente, 73cv/75cv de potência a 6.250rpm (gasolina/ etanol) e torque máximo de 9,5kgfm/9,9kgfm a 3.850rpm, e 85cv/88cv de potência a 5.750rpm e torque máximo de 12,4kgfm/12,5kgfm a 3.500rpm (veja mais detalhes na ficha técnica). Sob o chassi também não houve alterações. Na dianteira prevalece o a suspensão do tipo McPherson, com rodas independentes, braços oscilantes inferiores transversais, mola helicoidal e amortecedores hidráulicos, telescópicos de duplo efeito. Na traseira, o sistema de eixo de torção e rodas semi-independentes, com mola helicoidal e amortecedores hidráulicos, telescópicos de duplo efeito.

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sporting 1.4 motor Posição Número de cilindros Diâmetro x Curso Cilindrada total Taxa de compressão Potencia máxima (ABNT/regime) Torque máximo (ABNT/regime) Número de valvulas por cilindro Eixo de comando de válvulas

Transversal, dianteiro 4 em linha 72,0 x 84,0 mm 1.368,3 cm³ 12,35:1 85 cv / 5.750 rpm (gasolina) 88 cv / 5.750 rpm (etanol) 12,4 Kgfm / 3.500 rpm (gasolina) 12,5 Kgfm / 3.500 rpm (etanol) 2 Um no cabeçote

ignição Tipo

Magneti Marelli, eletrônica digital incorporada ao sistema de injeção

alimentação Combustível Injeção eletrônica

Gasolina/Etanol Magneti Marelli, multiponto, sequencial

Câmbio Número de marchas Relações de transmissão Relação de transmissão do diferencial Tração

5 à frente e uma à ré 1ª – 4,273 / 2ª - 2,238 / 3ª - 1,444 / 4ª - 1,029 / 5ª - 0,872 / Ré - 3,909 4,357 Dianteira com juntas homocinéticas

embreagem Tipo

Monodisco a seco com mola a disco e comando mecânico

sistema de Freios Serviço Dianteiro Traseiro

Hidráulico com comando a pedal (ABS opcional) A disco sólido (Ø de 257 mm) com pinça flutuante A tambor (Ø de 185 mm) com sapata autocentrante e regulagem automática de jogo

suspensão dianteira Tipo Amortecedores Elemento elástico

MacPherson com rodas independentes e braços oscilantes inferiores transversais Hidráulicos, telescópicos de duplo efeito Mola Helicoidal

suspensão traseira Tipo Amortecedores Elemento elástico Direção Tipo Diâmetro mínimo de curva

Com eixo de torção e rodas semi-independentes Hidráulicos, telescópicos de duplo efeito Mola Helicoidal Hidráulica com pinhão e cremalheira 9,8 m

rodas Aro Pneus

6,0JX15– 185/60 R15

peso do veículo Em ordem de marcha (Std A) Capacidade de carga Carga máxima rebocável (sem freio)

944 Kg (2 portas) / 955 Kg (4 portas) 400 Kg 400 Kg

Dimensões externas Comprimento do veículo Largura do veículo Altura do veículo (vazio) Distância entre-eixos Bitola dianteira Bitola traseira Altura mínima do solo (vazio) Volume do porta-malas Tanque de combustível

3.770 mm 1.673 mm 1.487 mm 2.373 mm 1.430 mm 1.420 mm 170 mm 280 litros (290 litros com regulagem de inclinação de bancos traseiros e 690 litros com bancos traseiros totalmente rebatidos) 48 litros

Desempenho Velocidade máxima 0 a 100Km/h

170 km/h (gasolina) / 172 km/h (etanol) 11,5 s (gasolina) / 11,2 s (etanol)

Consumo (norma nBr 7024) Ciclo estrada Ciclo urbano

Por dentro, Versão Sporting faz jus ao nome

17,7 km/l (gasolina) / 12,2 km/l (etanol) 13,2 km/l (gasolina) / 9,1 km/l (etanol)


caderno

Fotos: Divulgação

Premium Parar é o forte do novo Volvo S60

O motor de seis cilindros em linha desenvolve 304 hp de potência e torque máximo de 440Nm, mas o grande destaque do sedan de luxo da marca é o sistema que faz o carro brecar

Alexandre Akashi Eletrônica embarcada a favor da segurança. O conceito Volvo de mobilidade passa por esta premissa, uma vez que os executivos da marca deixaram claro: “Nossa meta é que em 20 anos nenhum ser humano sofra ferimento fatal causado por um veículo Volvo”. Este é um objetivo muito ousado, e para tanto a montadora tem investido muito em tecnologia para evitar ou minimizar os efeitos de um acidente. O mais moderno recurso já desembarcou no Brasil, a bordo do novo S60, sedan de luxo na faixa de R$ 169 mil, que traz duas tecnologias bastante interessantes. A primeira é o detector de pedestres e,

a segunda, o piloto automático adaptativo. No primeiro, sensores localizados na frente do veículo identificam o formato de pessoas e, em caso de colisão evidente, o sistema aciona automaticamente os freios. Segundo a fábrica, em velocidades até 35km/h o carro para imediatamente e evita o atropelamento. Acima disso, os freios são acionados, mas sem garantias de parar o carro por completo. Em test-drive realizado na cidade de Itupeva, em São Paulo, em pista fechada e especialmente montada para o evento, foi possível testar o dispositivo, que é acionado automaticamente assim que o carro é ligado. A eficiência do sistema surpreende.

O sistema de detecção de pedestres é um dos diferenciais do novo carro sueco

Funciona mesmo. No teste realizado, a parada foi total, mas sem nenhuma sutileza. O sistema literalmente enfia o pé no freio. Pode parecer bobagem, mas uma freada brusca a 20km/h dá um tranco bem forte nos ocupantes, por isso é obrigatório o uso de cinto de segurança no banco de trás. Apesar de o sistema estar sempre ligado, em caso de tráfego em vias com muitos pedestres, ele somente é acionado caso identifique uma situação de risco sem ação eminente do motorista. Antes de parar o veículo, sinais de alerta sonoro e visual são emitidos. Anda e para Já o piloto automático adaptativo é um item considerado de série nos veículos Premium, como Audi, BMW, Mercedes-Benz, e oferecido como opcional em alguns topos de linha de montadoras mais populares, como o Volkswagen Passat. A ideia é a mesma de sempre. Um radar, sensores e uma central eletrônica monitoram o veículo que vai à frente e controlam a aceleração e freio do Volvo. Ao motorista, cabe escolher o nível de distância que quer manter do veículo da frente e ajustar a velocidade de cruzeiro.

Pronto. Não precisa fazer mais nada, somente prestar atenção às curvas e, no caso do Brasil, nos buracos das vias. Se o carro da frente acelera, o S60 acelera junto (até o limite escolhido pelo condutor); se freia, o Volvo desacelera junto, até parar, se necessário. Se um carro entra na frente, desacelera até o limite mínimo de distância ser atingido e, quando se muda de pista, acelera com força até o a velocidade estipulada. Também testamos este sistema na prática. Com seis cilindros em linha, o Volvo S60 que desembarcou acelera forte. Afinal, é um motor de 3 litros que desenvolve 304hp de potência máxima e torque máximo de 440Nm. Na Rodovia dos Bandeirantes, apesar do curto trecho oferecido para teste, entre o Hopi Hari e o aeroporto de Jundiaí, foi possível sentir o bom funcionamento deste sistema. Perfeito para quem viaja longas distâncias e não quer se preocupar com o tráfego, principalmente de caminhões, que insistem em invadir a faixa da esquerda para ultrapassar outros caminhões. A Volvo proporcionou também outro teste bastante interessante, o de parada total do veículo. O sistema identifica um obstáculo qualquer à frente, imóvel, e


caderno

Premium Ficha Técnica - Volvo S60 Gasolina T6 Motor Motor Tipo Configuração Cilindrada Diâmetro Curso Taxa de compressão Válvulas por cilindro DOHC / SOHC Sistema de gerenciamento do motor

aciona os freios automaticamente, caso o motorista não esboce reação. Segundo a Volvo, tal como no sistema de detecção de pedestres, em velocidades até 35km/h o veículo evita a colisão. Mas, é preciso lembrar que o sistema somente é efetivo em casos de não reação do motorista. Se por acaso pisar no acelerador, o sistema não aciona os freios. Manutenção Com tanto tecnologia para parar, o item manutenção é primordial. A marca afirma que a revisão no sistema de freios deve ser realizada normalmente, sem nenhum tipo de necessidade especial. Em outras palavras, deve ser feita em dia, pois imagine toda essa tecnologia com um disco ou uma pastilha gasta demais, ou ainda um

fluido pouco confiável, com mais de 2 anos de uso. A versão avaliada era uma topo de linha (por enquanto a Volvo trará somente esta, mas já prometeu as demais, com motor de quatro cilindros 1.6l e 2.0l para o segundo semestre deste ano), com câmbio automático sequencial de seis velocidades, tração integral nas quatro rodas, freios ABS, air bags, entre outros sistemas de segurança e conforto. Além da tecnologia embarcada, a Volvo anunciou o lançamento do serviço Volvo on Call, que conecta os veículos a uma central de atendimento 24h, via GPS. A ideia é que, em caso de acidente ou emergência, os condutores possam chamar socorro com um simples aperto de botão. Por enquanto o serviço é gratuito, durante os dois anos

Sequência de ignição Marcha lenta Rotação de corte Potência máxima Torque máximo Transmissão Transmissão (AWD) 1ª marcha (AWD) 2ª marcha (AWD) 3ª marcha(AWD) 4ª marcha(AWD) 5ª marcha (AWD) 6ª marcha (AWD) marcha à ré (AWD) Diferencial (AWD) 0-100 km/h (sec) Velocidade máxima Consumo (EC 199/100, Combined) CO² Dimensões e volumes Comprimento Largura (com espelhos abertos) Altura (com antena tubarão) Entreeixos (L110) Peso em ordem de marcha (dependendo do tipo de motor e transmissão) Capacidade do tanque de comb. Chassis

de garantia do S60. Para o futuro, a marca ainda estuda a melhor forma de comercialização, que provavelmente será por assinatura anual.

AW TF-80SC 4,148 2,37 1,556 1,155 0,859 0,686 3,394 3,329 6,1 sec 250 km/h 9,9 l/100km 231 g/km 4628 mm 2097 mm 1484 mm 2776 mm 1487 kg / 1680 kg 67,5 l

Tipo McPherson, mola helicoidal, amortecedores hidráulicos, barrra estabilizadora Tipo independente com mola helicoidal, amortecedores Suspensão traseira hidráulicos, barrra estabilizadora a disco ventilado na quatro Freios rodas, com ABS, EBD e EBA Diâmetro do disco de freio dianteiro 300 mm / 316 mm / 336 mm Diâmetro do disco de freio traseiro 302 mm Espessura do disco de freio dianteiro 28 mm Espessura do disco de freio traseiro 11 mm / 22 mm (sólido EPD/ventilado EPD) Distãncia de frenagem 37 m 100-0 km/h Suspensão dianteira

Outro sistema muito bem-vindo é o piloto automático adaptativo, que acelera e freia o carro de acordo com o trânsito

B6304T4 6 clindors em linha com Turbo AWD 2953 cm³ 82,0 mm 93,2 mm 9,3:1 4 DOHC Combustível integrado (SFI) / Sistema de controle de ignição 1-5-3-6-2-4 590 rpm 6500 rpm 304 hp / 5600 rpm 440 Nm / rps


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EM BREVE, NA SUA OFICINA

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EM BREVE, NA SUA OFICINA

Na Dobló 2011 a novidade é o motor E.torQ 1.8 Divulgação

A nova Dobló ganha face lift adotado na Europa em 2005 e motorização mais moderna. Conheça agora o que de fato muda na manutenção Marco Antonio Silvério Junior

Enfim a modernidade dos novos motores da Fiat chegou a Dobló, não que faltasse fôlego ao antigo propulsor 1.8l da parceria com a GM, mas o projeto ultrapassado já não dava muitas alternativas para melhorias no consumo e emissões de poluentes. Além disso, o novo E.torQ significa um passo à frente das concorrentes nas estratégias de marketing. O grande trunfo, segundo a FPT, é o torque disponível desde as baixas rotações, 80% a 1.500 rpm e 93% a 2.500 rpm, e realmente os números obtidos em nossos testes de dinamômetro, feito na Design Mecânica de Campinas, batem com o declarado. Fato é que o E.torQ é, nesta faixa de cilindrada, o motor

ou a distância entre o primeiro anel e o topo do pistão, de apenas 3,5 mm, reduzindo o espaço entre o pistão e o cilindro, onde fica depositado combustível não queimado que poderá ainda, contaminar o óleo lubrificante.

melhor travamento estrutural. Na manutenção reduz as possibilidades de vazamento e os grandes parafusos de fixação com sextavado de 13 mm facilitam a manutenção. O filtro de óleo do tipo ecológico deverá dar trabalho na primeira vez que o reparador fizer a manutenção, pois irá precisar adaptar uma ferramenta para retirar a tampa do copo do filtro, que possui um sextavado de 36 mm. A Fiat informou que ainda não possui uma ferramenta específica, mas que está desenvolvendo uma que deverá envolver a parte debaixo do copo e ter encaixe para uma chave de 13 mm. O acionamento de embreagem permanece o mesmo utilizado nas últimas versões da linha 1.8l, com sistema Luk. O atuador trabalha interno à caixa seca do câmbio e possui sangrador.

Manutenção O conjunto de distribuição é formado por corrente, montada dentro do bloco do motor e coberta por uma placa de alumínio, que no veículo avaliado apresentava umidade na junção com o bloco mostrando que no futuro poderá ser um ponto de vazamento, apesar de a FPT informar que todas as superfícies de vedação são planas para garantir vazamento zero. O trem de válvulas é roletado e possui tuchos hidráulicos, que em conjunto com a corrente de distribuição diminui a necessidade de manutenção. O bloco do motor feito em ferro fundido integra diversos periféricos, como a carcaça da bomba d’água, suporte da direção hidráulica e dos coxins. O cárter é de alumínio para

Injeção eletrônica O sistema adotado na Dobló é o Magneti Marelli IAW 7GF, com calibração feita, segundo a FPT, de acordo com as características físicas do veículo, ou seja, peso, diâmetro dos pneus, relação de marchas do câmbio e também de acordo com as expectativas de consumo e desempenho, para a categoria do veículo. O sistema adota sensor de fluxo e pressão do ar no coletor de admissão. A borboleta de aceleração é do tipo robotizada e utiliza sensor de posição do tipo contact less, ou seja, o potenciômetro não tem contato nas partes internas, prolongando a vida útil do componente, o que é bom, já que a TBI está numa posição de difícil acesso, entre o motor e a ventoinha.

A multivan da Fiat é campeã de vendas no segmento e novo motor FPT conferiu ao modelo mais agilidade

com maior torque, mas a disponibilidade nessa proporção nas baixas rotações não é mérito exclusivo, já que motores de concepção mais antiga e menor tecnologia também

atingiram números próximos, e com uma curva de ascensão muito mais linear. Desenvolvimento O motor não é totalmente novo (veja Box), mas teve vasto desenvolvimento da FPT, que reduziu as emissões de poluentes, nacionalizou peças, aumentou a durabilidade e extraiu mais torque, em parte graças a maior taxa de compressão, 11,2:1, para o uso de etanol. O E.torQ 1.8l 16V produz 130cv/132cv a 5.250rpm (gasolina/etanol) e 18,4kgfm/18,9kgfm a 4.500rpm (gasolina/etanol). Foram utilizadas técnicas de última geração, como o CFD, capaz de analisar as características fluidodinâmicas do motor através de um programa de computador, isso permitiu melhorias em todo o caminho por onde passam ar e a mistura ar/combustível, ou seja, coletor de admissão, válvulas, pistões, cabeçote e escapamento. Uma atitude interessante para redução da emissão de HC é o pistão com top land,


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Motor Posição Número de cilindros Diâmetro x Curso Cilindrada total Taxa de compressão Potencia máxima (ABNT/regime) Torque máximo (ABNT/regime)

A corrente de distribuição fica protegida por uma tampa de aluminio. O espaço para manutenção da correia de distribuição é ótimo quando retiradas as capas plásticas Módulo da injeção Magnetti Marelli IAW 7GF

Onde tudo começou O projeto do E.torQ não começou do zero, tanto que até seu lançamento era conhecido como Tritec, motor desenvolvido pela fábrica construída em Campo Largo, Curitiba, Paraná, para uma parceria entre a Rover (subsidiária da BMW) e Chrysler. O Tritec foi utilizado nos

Mini One e Cooper até 2008, (quando passou a usar os motores da parceria entre BMW e PSA Peugeot Citroën) no Chrysler PT Cruiser e nos chineses Chery e Lifan, que chegou a fazer oferta de compra das ferramentas da fábrica para desenvolver um motor baseado no Tritec na

China. Em 2008 a FPT Powertrain Technologies adquiriu a fábrica e deu início ao desenvolvimento dos motores E.torQ, que no 1.6l 16V manteve as características básicas de construção, mas teve ganho de quase 2 kgf.m no torque.

Número de valvulas por cilindro Eixo de comando de válvulas Câmbio Número de marchas

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Transversal, dianteiro 4 em linha 80,5 mm x 85,8 mm 1.747 cm³ 11,2:1 130 cv / 5.250 rpm (gasolina) - 132 cv/ 5.250 rpm (etanol) 18,4 kgfm / 4.500 rpm (gasolina ) – 18,9 kgfm / 4.500 rpm (etanol ) 4 Um no cabeçote

5 à frente e uma à ré 1ª - 3,909 / 2ª - 2,238 / 3ª - 1,520 / 4ª Relações de transmissão 1,156 / 5ª - 0,919 / Ré – 3,909 Relação de transmissão do diferencial 3,733 Sistema de Freios Hidráulico com comando a pedal (ABS Serviço opcional) A disco ventilado (Ø de 257 mm) com Dianteiro pinça flutuante A tambor (Ø de 228 mm) com sapatas Traseiro autocentrantes e regulagem automática de jogo Suspensão dianteira MacPherson com rodas independentes, Tipo braços oscilantes inferiores transversais e barra estabilizadora Amortecedores Hidráulicos, telescópicos de dupla efeito Elemento elástico Molas helicoidais Suspensão traseira Tipo Eixo rígido e barra estabilizadora Amortecedores Hidráulicos, telescópicos de duplo efeito Elemento elástico Mola balestra Direção Tipo Hidráulica com pinhão e cremalheira Diâmetro mínimo de curva 10,5 m Peso do veículo Em ordem de marcha (Std A) 1.338 Kg Capacidade de carga 545 Kg Dimensões externas Comprimento do veículo 4,252 mm Largura do veículo 1.722 mm Altura do veículo (vazio) 1.897 mm Distância entre-eixos 2.566 mm Bitola dianteira 1.495 mm Bitola traseira 1.496 mm Altura mínima do solo (vazio) 161 mm 665 litros ( 2.915 litros com banco traseiro Volume do porta-malas rebatido) Tanque de combustível 60 litros

Motor 1.8l 16v E.torQ possui o maior torque desta faixa de cilindrada


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técnica

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RepaRadoRes, eu vi

Motortec ganha parceiro de peso e corre da crise

Fotos: Divulgação

alexandre akashi editor do jornal Oficina Brasil editor@grupogerminal.com.br

Diagnóstico Delphi

Sistema UniAir (Schaeffler)

Farol led Audi A8 (Hella)

Mega max 66 (Hella)

Tal como ocorreu no Brasil, em 2009 a crise internacional pegou em cheio o mercado ibérico de veículos. Porém, lá (assim como nos principais países da Europa, Japão e Estados Unidos), a recuperação tem sido lenta, pois diferentemente do nosso país, os governos não tinham espaços para manobras e a indústria se viu por conta própria, tal como reza a cartilha do bom capitalismo livre e independente. Dois anos se passaram e a crise continua no pensamento de muitos empresários da região, principalmente uma forma de como sair dela. Apesar disso, a principal feira de aftermarket da Península Ibérica, a Motortec, ganhou novos rumos, com a associação à Automechanika, realizada pela Messe Frankfurt, que organiza eventos do setor ao redor do mundo, sendo a mais conhecida a Automechanika Frankfurt, na Alemanha, que ocorre no próximo ano. Assim o que se viu este ano foi uma Motortec renovada, ampliada e com a força que um gigante do setor como a Messe e o nome Automechanika conseguem atrair, mesmo em momentos sensíveis de mercado. Ao todo, foram quatro dias de evento, que começou no dia 30 de março e finalizou em 2 de abril, e teve público de quase 40 mil visitantes. Segundo informativos da feira, 450 empresas participaram desta edição, que contou com 70 mil m² de área e ocupou quatro pavilhões do IFEMA (Centro de Exposições de Madri), que organiza o evento sob chancela da Messe. Novidades O momento foi propício para as empresas apresentarem os planos futuros e deixarem um recado: apesar da crise, estamos

Divulgação/Santiago Burgos

A principal feira de pós-vendas da Península Ibérica agora conta com a marca Automechanika, da Messe Frankfurt, e cresce em momento de mercado ainda sensível

Pavilhão dedicado a equipamentos de oficinas na Motortec

trabalhando e vamos continuar em frente. A feira contou com a participação de empresas globais, muitas conhecidas do reparador brasileiro, como Continental VDO, Delphi, Grupo Schaeffler (LuK, INA e FAG), Hella, MAN+HUMMEL, Texa, Actia, Gedore, King Tony, Denso, Launch, entre outros. A Delphi se mostrou renovada depois da crise que quase derrubou a empresa, em 20082009, e apresentou planos para crescer na região ibérica, principalmente com componentes e sistemas de diagnóstico para veículos diesel. Vale lembrar que na Europa, grande parte dos carros de passeio utilizam este combustível, diferentemente do Brasil que proíbe a comercialização de carros movidos a diesel. Um dos destaques foi o novo equipamento de diagnóstico em formato de tablet, que na verdade é um netbook com sistema operacional Windows, tela giratória de 10 polegadas e sensível ao toque (touch screen). Pode ser que um dia chegue ao Brasil. A Schaeffler apresentou diversos produtos das linhas LuK, INA e FAG, com destaque para o sistema UniAir, que é utilizado pela FPT Powertrain com o nome de MultiAir. Tratase de um sistema hidráulico de controle e gerenciamento das válvulas de admissão para

motores ciclo Otto, que permite variar a abertura conforme a exigência de torque e potência, possibilitando maior economia de combustível. Mas o que chamou atenção mesmo foram as apresentações de reparação suportadas por um telão gigante em que era possível acompanhar os detalhes da montagem dos componentes. Este recurso foi utilizado para a divulgação do portal RepXpert (www.repxpert.com), que após cadastro, o reparador tem diversas informações técnicas disponíveis, como código de peças, instruções para instalação de componentes, reparos, diagnósticos de falhas etc. O portal tem opção da língua portuguesa (Portugal) e permite o registro de profissionais brasileiros, mas alguns assuntos são exibidos em inglês ou alemão. A Continental também estava presente com as marcas VDO e ATE. O destaque foi o sistema de diagnóstico ContiSys OBD, que promete efetuar o diagnóstico de sistemas de ABS, conforto e controle de motor de mais de 30 marcas produzidas na Espanha. Apesar de o produto funcionar lá fora, é pouco provável que venha para o Brasil. A participação da MAN+HUMMEL foi prioritariamente institucional, apesar de a

marca ter apresentado novidades em produtos, mas, na coletiva de imprensa, o recado que deixaram foi: somos uma empresa que produz na Espanha, que acredita no País e por isso merecemos crédito. Com toda a crise, ter uma multinacional deste porte apostando no país é bom sinal. Já a Hella preparou um tour pelo estande, apresentando as últimas novidades, como faróis com led e sistema AFS (Adaptative Front Lighting System), que equipa o Audi A8, um scanner automotivo em formato de tablet, batizado de mega macs 66, baterias automotivas e produtos da linha de ar-condicionado. Orçamento Um estande que chamou atenção foi o da GT Motive, uma empresa de software de orçamentos que promete em poucos passos oferecer ao reparador um orçamento detalhado do serviço, sem perda de tempo. Na Europa isso é muito apreciado uma vez que lá nada é feito de graça, principalmente orçamento de serviços. Segundo a empresa, o risco de erro é mínimo. Porém, utilizam os dados fornecidos pelas montadoras (muitos deles comprados) de tempo de reparo. Até existe uma versão em português, No Brasil, algumas empresas oferecem este tipo de produto, como a Ultracar, que serve inclusive como programa de gestão da oficina. Porém aqui o negócio é diferente. Em resumo, a Motortec Automechanika Iberia mostrou tecnologias que não estão tão distantes da nossa, mas que ainda temos bastante para evoluir. Claro que a quantidade de modelos diferentes que eles têm lá é bem maior e, por isso mesmo, precisam de uma variedade maior de equipamentos.


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DICAS DO CONSELHO

O problema pode ser aterramento

Veja dois casos de problemas e veículos diferentes, mas que podem ter a mesma origem. Os conselheiros André Bernardo, da Design Mecânica, e Eduardo Topedo de Freitas, da Ingelauto, explicam como diagnosticar se a falha pode estar no aterramento.

Caso 1- Astra 1.8 Gasolina 2001 Apresenta luz de injeção acesa. No scanner, a falha apresentada é de sonda lambda, que neste carro é de apenas um fio, com aterramento no cano de escape, onde já foi feita uma limpeza para limpar resíduos que podem prejudicar a passagem de corrente, mas o defeito não foi solucionado. O procedimento de limpeza da rosca está correto, muitas vezes é a causa do problema nos veículos equipados com sonda lambda de um fio, mas o aterramento chega até o cano de escape através do terra que vem da bateria pelo motor, e este aterramento é problemático nesta linha. Reforce este aterramento e confira. Para um diagnóstico mais preciso, pode também medir a tensão com o motor em funcionamento diretamente nos bornes da bateria André Bernardo Design Mecânica e depois com a ponta positiva no borne da bateria e a negativa no bloco do motor. Se a diferença entre as duas medidas chegar a 400 mV, é porque há problemas no aterramento do motor.

Caso 2- Gol GTI 1990 LE Jetronic O segundo é um Gol GTI 1990 com injeção LE Jetronic, que apresenta falhas em alta rotação e dificuldade na partida pela manhã. O primeiro diagnóstico é de faísca fraca na bobina, mas ao instalar uma nova permanece fraca. O Gol GTI com sistema LE Jetronic tem um problema típico devido à posição do aterramento no bloco do motor com um parafuso do tipo Allen, que permite oxidação no terminal, que deve ser instalado na tampa de válvulas para solucionar o problema. Por este mesmo problema também pode acontecer de o veículo não pegar pela manhã, porque o módulo não chega a chavear o primário da bobina. O diagnóstico pode ser feito com o multímetro na posição ohmímetro e Eduardo Topedo de Freitas Ingelauto escala até 200 Ω. Primeiro, meça a resistência ligando as pontas do multímetro para verificar o zero do aparelho. Depois, verifique a resistência entre o borne negativo da bateria, e seu respectivo cabo e em seguida do borne até o aterramento do motor, os valores devem ser menores que 3 Ω.

Se você tem dúvidas técnicas e quer esclarecê-las, mande um email para leitor@oficinabrasil.com.br.


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Ford Focus 1.6l 8v Zetec RoCam flex O hatch médio da Ford é bom, mas a falta de recursos e informações técnicas para diagnóstico deixaram a nota razoável

As características mais citadas em relação ao Focus são: confortável e com ótimo comportamento dinâmico. Assim, embora tenha diversos pontos fracos, é altamente recomendado aos clientes, mas há quem diga que não vale a pena, visto o alto custo de manutenção. O motor 1.6l Zetec utilizado no Focus a partir de 2004 e que passou a ser flex em 2007, equipa também os modelos de entrada da marca e por isso é até bem conhecido do reparador, principalmente quanto aos problemas de corrosão do sistema de arrefecimento, mas o Focus apresenta algumas particularidades, além de mais três motorizações: 1.8l 16v Zetec, 2.0l 16v Zetec, e 2.0l 16v Duratec. Mesmo o 1.6l sendo o escolhido para a avaliação, os membros do Conselho Editorial deram dicas e apontaram algumas diferenças para os outros modelos que ajudarão no diagnóstico. Injeção eletrônica Nota: 6,3 O Focus com motor 1.6l flex é equipado com sistema de injeção FoMoCo (Ford Motor Company) EEC VI ou Marelli IAW 4CFR. Esse sistema apresenta alto índice de queima da bobina de ignição, que muitas vezes também danifica o módulo de ignição, por isso o ideal é na revisão conferir se velas e cabos estão em ordem, para preservar o sistema. Segundo André Bernardo, especialista em reparação de módulos, da Design Mecânica, a recorrência de queima da central devido a falha na bobina nesse modelo é muito grande, por isso, sempre recomenda a troca da bobina

Fotos: Oficina Brasil

Marco Antonio Silvério Junior

Há qum diga que não vale a pena, por causa do alto custo de manutenção; mas o carro oferece bom índice de conforto e comportamento dinâmico

antes da instalação da central reparada, pois caso haja algum problema, a peça irá se danificar instantaneamente. Nesses casos, o Conselheiro Fábio Cabral também recomenda a troca de velas e cabos preventivamente, já que a bobina pode ter sido danificada por falha destes itens. O sistema de alimentação de combustível trabalha com pressão de 3,8 bar e vazão deve estar 115 l/h, caso não esteja em ordem pode haver problemas de vedação, feita por o’ring, no corpo da bomba. Isso acontece muitas vezes após a troca do refil da bomba de combustível, então fique atento ao efetuar essa

operação e aproveite para trocar também os anéis de vedação e o pré filtro, assim evita a necessidade de nova remoção do tanque de combustível.

No fórum do site Oficina Brasil, os reparadores discutiram um problema sobre problemas de afogamento quando o motor estava frio e

funcionando na gasolina, causado por perda do A/F, que passava para o álcool. O problema pode estar relacionado a uma queda de tensão por

o que muda? Nos modelos com motor 2.0l 16v Duratec o sistema de alimentação trabalha sob demanda, ou seja, a quantidade de combustível enviada para os injetores é controlada de acordo com o regime do motor, e isso é feito controlando a rotação da bomba. Embaixo do banco traseiro existe um módulo que recebe as informações da central eletrônica para então acionar a bomba de combustível por sinal pwm. Neste sistema, o sinal é enviado por pulsos e a largura de cada pulso enviado do módulo para a bomba é modulado. Assim, quanto maior for o regime do motor, maior será a largura de cada pulso enviado para a bomba e maior será a sua rotação e consequentemente a pressão do sistema. Em regime máximo, o sinal é mantido de forma direta e a bomba atinge a rotação máxima de trabalho. O regime do motor é interpretado pela central através dos sensores de rotação, posição da borboleta e velocidade. A pressão da linha de combustível é monitorada por um sensor na flauta de distribuição.


FORD FOCUS

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A manutenção das partes mecânicas do Focus é simples e as peças são encontradas facilmente, porém só em concessionárias e a um alto custo

Dica

ita o pode ser fe O A/F forçad resistida ca dé a utilizando um ia ao plug da bó va conectada l. na si o do an mul do tanque, si ue nq ta lor entre Alterne o va s. por três veze o zi va cheio e de ro to en im ed oc Após este pr de o por cerca com o veícul ve de já l ra nt a ce 15 km, então o ao tiv la re F A/ reconhecer o ilizado. combustível ut

falha nos aterramentos ou até por um motor de arranque puxando muita corrente durante a partida. Motor e câmbio Nota: 6,4 Novamente, como em to-

A suspensão traseira multi-link é bem eficiente

dos os veículos da linha Ford equipados com motor Zetec, o vilão é o sistema de arrefecimento. O grande problema está relacionado à falta de resistência dos componentes internos do motor à corrosão, por isso a troca do líquido precisa ser feita com rigor e com aditivo orgânico a base de etileno glicol. Quando esta corrosão começa a se desprender dos componentes começam os problemas de entupimento das pequenas tubulações que podem provocar superaquecimento e para evitar, só reduzindo o tempo de troca do líquido de arrefecimento, o

O que muda? O Focus equipado com motor 1.8 16V utiliza tuchos mecânicos e exigem regulagem das pastilhas. A folga das válvulas de admissão devem estar entre 0,11 e 0,18 mm, já as de escapamento devem ter entre 0,27 e 0,34 mm de folga.

Sensor de pressão de combustível na flauta

conselho recomenda a cada seis meses. O conselheiro Danilo Tinelli recomenda atenção caso aconteça um superaquecimento já que o cabeçote é de alumínio e trinca com facilidade. O reservatório costuma apresentar trincar quando o sistema passa a operar em temperaturas elevadas. Quanto ao sistema de lubrificação, a atenção fica por conta do óleo, que o conselho recomenda utilizar o original da linha Motorcraft, sob o risco de perda de rendimento e aumento do consumo de combustível. O uso de lubrificantes com viscosidade diferente do original também pode causar o travamento dos tuchos hidráulicos com o motor frio, dificultando a partida. Na corrente de distribuição, o conselheiro Eduardo Topedo informou que a atenção deve ficar por conta da

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Bieletas dianteiras são frágeis e apresentam folga

guia de plástico do esticador, segundo ele já reparou diversos casos por este motivo. Suspensão e freios Nota: 7,1 O Focus possui suspensão exemplar com um ótimo sistema multi-link na traseira, que lhe deu fama de ter um ótimo comportamento em curvas, porém o conselheiro Paulo de Aguiar criticou a fragilidade da suspensão e o alto custo das peças de reposição, como no caso dos batentes superiores que precisam ser originais. Os modelos equipados com ABS, os sensores de velocidade da roda dianteiros estão instalados nos rolamentos de roda que possuem encoder magnético, por isso atenção no lado de montagem. Na traseira, cuidado, pois o sensor é frágil e pode ser até confundido com um retentor.

No modelo 2.0l 16v Duratec a bomba é acionada por um módulo

Dica

A válvula termostática é outro item crítico, sua carcaça constantemente apresenta vazamentos e a pró pria válvula trava devido ao excesso de ferrugem. Para dia gnosticar problemas de cir culação como este ou por pro blemas na bomba d’água, qu e tem o rotor de plástico e pode soltarse do eixo, o conselhei ro Júlio de Souza dá uma dica: Se a ventoinha ficar lig ada direto no segundo estági o, coloque a mão na direção do vento e veja se o ar está tão quente quanto deveria para a ventoinha estar nessa con dição. Caso não, o problema está relacionado a falta de cir culação.

Dica

cisco Carlos O conselheiro Fran a situação um de Oliveira citou Focus um u de en at em que da cia re pa e com rangido qu de is po de e qu as suspensão, m r se riu descob muito procurar do r rio pe su oriunda do coxim câmbio.

Não custa lembrar, a abertura do capô é feita pela chave por trás do simbolo da Ford


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Sistema de ar condicionado do Ford focus 2002 a 2006 Trata-se de um sistema com eficiência muito boa, tipicamente americano, onde a expansão do fluido refrigerante não começa numa válvula termostática de expansão, mas num tubo de orifício calibrado “OT” (vulgarmente chamada de “canetinha”). O sistema possui na linha de retorno (linha de baixa) um filtro acumulador, onde o fluido retorna para o compressor a cerca de 2 bar ou 0ºC. Este sistema não é equipado com termostato ou sensor de temperatura no evaporador, quem evita o congelamento do evaporador é o pressostato de baixa. Se a pressão de retorno cair a menos de 2 bar, o pressostato de baixa derruba a ligação do compressor por um período e torna a ligá-lo quando a pressão se restabelece. O sistema trabalha com cerca de 680g de fluido refrigerante R134a e cerca de 180 a 140 ml de óleo PAG 46 para

o compressor. Os modelos 2.0 vem equipados com um compressor de de 90cc fixas tipo rotativo modelo Scroll TRS90 Sanden. Nos motores 1.6 o compressor é de 150 cc fixas de 10 pistões opostos modelo FX 15 da FORD. Devemos chamar a atenção para a localização das válvulas de serviço, a válvula de serviço de alta fica na lateral superior do condensador (lado do motorista). Eventualmente o condensador pode furar por pedras da estrada. Sua retirada para reparo não é difícil. Já a válvula de serviço de baixa, fica “dentro do paralamas”, atrás do farol direito do lado do passageiro e na frente da capa do paralamas direito. Seu acesso é por baixo do carro, não sendo necessário levantar o veículo, mas é um local bem escondido e de acesso mais restrito. Ao ligar o desembaçador

do parabrisas o compressor é acionado automaticamente, para secar o ar e desembaçar o parabrisas com mais eficiência. O focus 1.6 tem apenas um eletroventilador e o seu resistor pode queimar, eliminando a 1ª velocidade do eletroventilador, causando altas pressões e baixa eficiência no sistema. Neste modelo, o eletroventilador liga na 1ª velocidade assim que liga o compressor só liga a 2ª velocidade quando a pressão do gás na linha de alta chega por volta dos 15 bar. Quem detecta estas pressões é o pressostato de alta que fica na linha alta. O sistema de ar quente não possui válvula de ar quente, apenas portinholas, em caso de vazamento do Radiador de ar quente, para substituílo não é necessário remover todo o painel, o acesso é por trás do console central.

Detalhe do compressor Ford, usado no 1.6l

Detalhe do eletroventilador

Detalhe do compressor Scroll Sanden

Condensador e e válvula de servio de alta

Filtro acumulador e válvula de serviço de baixa

Filtro antipolen

Filtro antipólen acesso

Filtro antipólen

Painel de comando AC

Pressostato de alta

Pressostato de baixa e tubo de expansão de alta

Radiador de ar quente

Mario Meier ishiguro ISHI AR CONDICIONADO AUTOMOTIVO CURSOS & SERVIÇOS Bal. Camboriu - SC 55 (47) 3264-9677 ishi@ishi.com.br Skype: mario.meier.ishiguro Acesse o site e conheça nossa empresa: www.ishi.com.br

Vazamentos no compressor Tanto o compressor Scroll do motor 2.0, como o compressor de psitões do motor 1.6, costumam vazar entre o virabrequim e o lipseal e quando é feita sua substituição, recomendamos sempre trocar o rolamento da polia do compressor, que geralmente já está contaminado com óleo do compressor, diluindo sua graxa. No caso do compressor Sanden Scroll, sua desmontagem para a trocado lipseal é muito mais delicada, cuidado. Troca do filtro antipólen Apesar de ter um acesso fácil, na parte externa do carro, com o capô aberto, devese tomar cuidado ao retirar as carenagens de plástico que o protegem, pois geralmente os grampos quebram e a proteção não encaixa mais corretamente, o que pode ocasionar vazamentos de água de chuva para os mancais do ventilador interno. Recomendamos sempre utilizar peças originais, combata a pirataria e peças ilícitas. Não solte fluido refrigerante na atmosfera, pois é um grande causador do efeito estufa, utilize recicladora.

Resistor do eletroventilador

Ventilador interno


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dicas sobre o sistema elétrico

O coxim do silencioso traseiro escapa com facilidade

sergio sehiti Torigoe Auto Elétrico Torigoe (11) 7729-2667 conselheiro.torigoe@oficinabrasil.com.br

É comum a infiltração de água no conjunto de interruptores dos vidros elétricos, fazendo com que eles fiquem enroscando ou até parem de funcionar

Carcaça da válvula termostática apresenta vazamentos constantemente

No alternador Magnetti Marelli utilizado no Focus com motor 2.0 Duratec, o regulador de voltagem trabalha em conjunto com o módulo, e se para de carregar a bateria, na maioria dos casos é o regulador de voltagem que está defeituoso

Se a segunda velocidade da ventoinha não acionar quando ligar o ar, apenas a primeira, e a temperatura começar a subir, o problema pode estar no relé da segunda velocidade travado Falhas na bobina de ignição podem danificar o módulo da injeção


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AvAliAção do RepARAdoR

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indice de Reparabilidade e Recomendação O Focus agrada a maior parte do conselho, porem a nota final ficou prejudicada principalmente pela dificuldade em encontrar informações técnicas e falta de recursos para diagnóstico nos scanners disponíveis no mercado. O sistema de arrefecimento problemático quanto à corrosão também impediu que o veículo fosse melhor na avaliação. danilo

Carlos Bern.

André Bern.

Torigoe

Fábio Cabral

Julio

Carlos oliv.

eduardo

paulo

Amauri

Filtro de ar

8

7,5

8

7,5

7,5

9

7

6

8

8

Filtro de óleo

7

7,5

8

7,5

9

9

6,5

5

7,5

7

Filtro de combustível

7

7,5

7

7

8,5

8

-

5

6,5

8

Filtro do ar-condicionado

-

6,5

8

6,5

6

7,5

-

6

7,5

7

Sistema de arrefecimento

5,5

5,5

8,5

5,5

7,5

6,5

5

6

6,5

5,5

Tensores e Correias

6,5

7,5

6,5

6,5

6,5

8,5

5

4

4,5

5,5

Coxins de motor e câmbio

6,5

6

6

5

6,5

6,5

5

5,5

7

6

Sensores do sistema de injeção eletrônica

6

6,5

6

5,5

6

7,5

4

5

6

7,5

Cabos e velas de ignição

9

6,5

4,5

6

7,5

7

6,5

8

6

5,5

Bateria

9

8

8,5

8

8

8,5

7,5

8

8

8

Conjunto de embreagem

7

6,5

5,5

6,5

7,5

7,5

5,5

5

5

6,5

Amortecedores da suspensão

4

7

7

7,5

7,5

7,5

7

7

8

6,5

itens

Braços, bandejas e buchas de suspensão

5,5

7

6

5,5

8

7,5

7

5

5,5

8

Discos e pastilhas de freio

9

7,5

8

6,5

8,5

8

7,5

8

8

7,5

Válvulas injetoras de combustível

4

7,5

8

6,5

8

7,5

6

6

7

7,5

Bomba de combustível

2

7,5

7,5

5,5

8

7,5

6,5

4

7,5

7,5

Recursos para diagnóstico com scanner (ABS/ Transmissão/ Air Bag/ Carroceria/ Codificação)

3

7

3

4

6

6

6

4

8

8

Informações técnicas

0

6

4

5

4

5

5

1

7

6

Média

6

7

6,5

6

7,5

7,5

6

5,5

7

7

Recomenda?

Não

Sim

Sim

Sim

Sim

Sim

Sim

Não

Sim

Sim

Média Final

6,6

Motor 1.8l 16V Zetec de 115 cv

Motor 1.6l Zetec Rocam foi adotado em 2004, mas só passou a ser flex em 2007


Ford Focus

depoimento do conselho editorial carlos Bernardo: Recomendo. No começo o design não me agradava, mas ao dirigibilidade me surpreendeu, e o interior é bem agradável. Design Mecânica - (19) 3284-4831 conselheiro.andre@oficinabrasil.com.br - www.designmecanica.com.br André Bernardo: Recomendo. Têm boa tecnologia embarcada, apesar da dificuldade de diagnóstico devido a falta de informação técnica e poucos sistemas de diagnóstico nos scanners do mercado. Design Mecânica - (19) 3284-4831 conselheiro.andre@oficinabrasil.com.br - www.designmecanica.com.br danilo Tinelli: Não recomendo por ser um veículo importado as peças são específicas. Auto Mecânica Danilo - (11) 5068-1486 conselheiro.danilo@oficinabrasil.com.br sergio Torigoe: Recomendo, por ser um veiculo resistente, porém com um custo de manutenção elevado e ter a maioria das peças encontradas apenas em concessionárias. Auto Elétrico Torigoe - (11) 7729-2667 conselheiro.torigoe@oficinabrasil.com.br Júlio cesar de souza: Recomendo, é bem confortável e a manutenção não é tão complicada. Gosto de trabalhar neste carro. Souza Car - (11) 2295-7662 - conselheiro.julio@oficinabrasil.com.br

Abril 2011

FichA TécnicA motor Número de cilindros Número de válvulas Cilindrada Total cm³ Diâmetro x Curso mm Taxa de compressão Potência máxima cv (gas/ etanol) Torque máximo mkgf (gas/ etanol) Transmissão relação de marchas 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª Ré Diferencial Pneus e rodas Rodas Pneus suspensão

Dianteira

Traseira

Eduardo Topedo: Não recomendo, pois há muita dificuldade para encontrar peças e possui péssimo valor de revenda. Ingelauto Serviços Automotivos - (11) 3892-8838 conselheiro.eduardo@oficinabrasil.com.br Amauri cebrian d. Gimenes: Recomendo. O Focus tem boa manutenção, além de ser muito confortável. Vicam Centro Técnico Automotivo - (11) 2601-9501 conselheiro.amauri@oficinabrasil.com.br

Paulo Pedro A. Junior: Recomendo, porque é confortável e dá pouca manutenção. Engin Engenharia Automotiva - (11) 5181-0559 conselheiro.paulo@oficinabrasil.com.br Fábio cabral: Recomendo. O veículo é bom, bonito, confortável e dá prazer em guiar. A manutenção não é ruim e o motor já é conhecido. (11) 2919-8363 - fabiocabral01@hotmail.com

Ford Focus 1.6l ZETEc rocAm FlEx 4 8 1598 82 X 75,5 12,3:1 105,2/ 112,6 @ 5500 rpm 15,1/ 15,9 @ 4250

3,58:1 1,93:1 1,29:1 0,95:1 0,76:1 3,62:1 4,25:1 6J X 15" Aço Estampado ou Liga Leve 195/60 R15 Tipo McPherson, independente. Molas helicoidais com compensação de carga lateral e amortecedores pressurizados com "stop" hidráulico. Barra estabilizadora, com buchas antideslizantes. Independente, tipo "multi-link", molas helicoidais, amortecedores hidráulicos pressurizados e barra estabilizadora

Freios Dianteiros

Francisco carlos de oliveira: Recomendo. É confortável econômico e tem fácil manutenção. Stilo Motores - (11) 2977-1124 stilo@stilomotores.com.br - www.stilomotores.com.br

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Traseiros direção Tipo Diâmetro giro m dimensões mm Comprimento Largura Altura Entre eixos Peso Kg Capacidade de carga Kg Tanque de combustível

Conector de diagnose localizado atrás de uma pequena capa no painel

discos ventilados com 258 mm de diâmetro e 22 mm de espessura Tambores com 203 mm de diâmetro Tipo pinhão e cremalheira, servo-assistida 10 4174 1702 1430 2615 1190 424 55 l


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COLUNA DO CONSELHO

ANDRÉ LLuis Bernardo

CARLOS Eduardo Bernardo

José Claudio COBEIO

Francisco CARLOS de Oliveira

DANILO José Tinelli

EDUARDO Topedo

FABIO Cabral

JÚLIO César de Souza

PAULO Pedro B. Aguiar Jr.

Sergio Sehithi TORIGOE

O que seu cliente precisa saber sobre lubrificantes Para o proprietário do veículo, o prazo, a classificação e os procedimentos para a troca do óleo lubrificante de motor ainda trazem muitas dúvidas. Por isso o reparador deve esclarecê-las, antes que o cliente acabe fazendo a troca em lugares inadequados, podendo causar danos ao motor, que, mais tarde, você irá precisar solucionar. Por que a troca de óleo do motor deve ser feita? O lubrificante, após um tempo de uso, perde a viscosidade inicial. A viscosidade é o fator responsável por garantir a lubrificação das partes móveis do motor (pistões, anéis, bronzinas, etc.), e pode ser entendida como a velocidade de escoamento de um lubrificante. Com a perda da viscosidade, o atrito entre as partes móveis do motor aumentam, comprometendo o correto funcionamento do motor. Isso pode ser evitado fazendo as trocas no prazo correto, estipulado pelo fabricante, assim como a troca do filtro de óleo, que recomendamos ser feita em toda troca de óleo. Qual o tipo e classificação utilizar? Deve-se sempre respeitar a classificação e tipo recomendado pelo fabricante do veículo, mas, quanto à marca, você pode explicar que o óleo utilizado em sua oficina atende as mesmas especificações de viscosidade regulamentadas pela SAE (Sociedade dos Engenheiros Automotivos), especificações de desempenho e níveis de aditivação classificadas pelo API (Instituto Americano de Petróleo) ou ACEA (Associação dos Construtores Automotivos Europeus). Esta simples explicação

Divulgação

AMAURI Cebrian D. Gimenes

Consequências do uso de combustível adulterado e extensão do prazo de troca do óleo lubrificante

trará segurança ao seu cliente quanto ao produto utilizado e a importância de aplicar o lubrificante correto. Quais as diferenças entre óleos minerais, sintéticos e semi-sintéticos? O lubrificante é formado por óleos básicos e aditivos, cuja função é lubrificar e evitar o atrito entre as superfícies metálicas bem como refrigerar e limpar internamente o motor. O óleo mineral é gerado através da separação dos componentes do petróleo e formado por vários compostos. Os óleos sintéticos são desenvolvidos em laboratórios através de reações químicas, como são óleos que têm suas propriedades controladas apresentam características mais puras, portanto são lubrificantes que resistem a temperaturas mais elevadas e são mais resistentes à oxidação.

Como explicar o tempo certo para trocar o óleo? Explique que as trocas do óleo do motor não devem ultrapassar os seis meses, mesmo que a quilometragem recomendada ainda não tenha sido atingida. Não esqueça que o período de troca deve ser seguido rigorosamente, conforme o manual do proprietário, respeitando também a classificação sugerida. Os manuais sempre indicam uma troca antecipada para veículos que rodam em condições severas, então procure saber em que condições o veículo é utilizado. Condições severas: trânsito urbano com tráfego lento, pequenas distâncias ou em estradas de areia ou terra. As trocas de óleo devem ser feitas sempre com o motor quente. Nesta condição, o óleo escoa melhor, levando junto as partículas de sujeira que ainda estarão em

suspensão. Quais são as consequências do uso de combustível adulterado e lubrificante incorreto? - Diminuição da vida útil do motor; - Perda de rendimento e consequente aumento do consumo de combustível. Aconselhe seu cliente a abastecer sempre em postos de confiança e evitar os que oferecem muitos descontos. O combustível adulterado, além de comprometer os bicos injetores, bomba de combustível e carbonizar pistões, ainda contamina o óleo lubrificante, alterando suas características básicas e consequentemente formando borras. Caso o proprietário detecte alguma anomalia no veículo após o abastecimento, recomende que substitua o combustível, o óleo e o filtro imediatamente.


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legIslAção

ITV: A passos lentos em Brasília Após audiência pública em 2009, assunto continua dando voltas, sem resolução efetiva pelos representantes públicos

Você, leitor do Jornal Oficina Brasil, ainda deve se lembrar de quando divulgamos a notícia de que a aprovação da sonhada Inspeção Técnica Veicular (ITV) poderia acontecer ainda no Governo Lula. Pois é. Lula não é mais o presidente do Brasil, posto assumido por Dilma Rouseff, e como está essa discussão em Brasília? Em 2009, houve uma audiência pública no Distrito federal, com diversos representantes da cadeia automotiva e do governo federal na Comissão de Viação e Transporte da Câmara dos Deputados, a pedido do deputado Hugo Leal (PSC), e que foi considerado um grande passo, já que a discussão estava parada há 12 anos. Na época, foram discutidos os entraves do Projeto de Lei 5.979, de 2001, que prevê a implementação da ITV no âmbito federal. Surpresa ou não para muitos, o processo de aprovação da lei, pasmem, continua parado. Em uma visita rápida ao site da Câmara dos Deputados (http://www2.camara. gov.br/), é possível verificar que a última atualizaç ão foi há dois anos. “Após a audiência pública o assunto continua dando voltas”, afirma Antonio Carlos Bento, do GMA (Grupo de Manutenção Automotiva). Para Bento, os entraves burocráticos e políticos são a grande dificuldade. Segundo ele, houve uma época em que se ouviam comentários de que a inspeção técnica não era bem vista, já que existem muitos carros velhos no País, o que causaria um mal estar junto à população mais carente. “Mas, para nós, essa

Fotos: Divulgação

Bruna Paranhos

Enquanto a ITV não acontece em Brasília, o jornal Oficina Brasil fomenta o assunto com a realização de ações como o IVG (Inpeção Veicular Gratuita)

visão não deve mais existir já que o crescimento econômico do Brasil é notável, há mais carros novos e seminovos nas ruas. A distribuição de renda mudou, então acreditamos que essa perspectiva deve ser mudada também”, ressalta. A importância da Inspeção Técnica Veicular é clara, principalmente para evitar acidentes nas estradas do País. Um levantamento do IPEA (Instituto de Economia Aplicada) revela que os acidentes de trânsito matam 35 mil pessoas por ano e geram R$ 24,6 bilhões de prejuízos aos cofres públicos. Bento também cita um projeto estudado da pre feitura de São Paulo, que

Deputado Hugo Leal organiza frente parlamentar para discutir o tema em Brasília

“O assunto continua dando voltas”, diz Antonio Carlos Bento, do GMA

visa recolher e desmontar veículos abandonados na cidade. “Carros velhos e sem manutenção, viram sucata abandonada, gerando risco a toda a comunidade”, alerta.

importância da ITV, o grup o prepa r a uma aç ão de conscientização na Automec 2011. “No evento vamos fazer muitas apresentações sobre esse tema. Além disso, tentaremos montar uma linha de inspeção no estande para mostrar os benefícios em se fazer inspeção técnica veicular. Estamos lidando com vidas, e isso deve ser mais importante”, diz Bento.

Conscientização na Automec Enquanto as discussões políticas não andam, o GMA não fica parado. Para tornar ainda mais evidente a

O outro lado O deputado Hugo Leal, que defende a ideia da ITV na Câmara dos Deputados em Brasília, também critica os entraves. “Estou em meu segundo mandato e nunca vi uma lei de interesse público demorar tanto para ser aprovada. Discutimos isso há 10 anos já”, comenta. Segundo o deputado, houve diversos requerimentos para que o assunto retornasse à pauta da Comissão de Transportes, todas reprovadas. “O tema foi retirado da pauta em 2008 e não voltou mais; nos movimentamos, mas a coisa não acontece”, afirma. Uma das maneiras práticas vistas pelo parlamentar para que a inspeção técnica veicular seja uma realidade no Brasil seria uma regulamentação conjunta por parte do Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) e Conselho Nacional de Trânsito, já que o projeto é previsto pelo Código Nacional de Trânsito. “Em 2010, conversei com os ministros de Cidades e Meio Ambiente para discutirmos esse assunto. Ouve interesse do Ministério de Cidades, mas não avançou”. Questionado se já ouve alguma conversa com o atual governo, Leal foi enfático. “O que sinto é que esse assunto não é prioridade do governo”. Mesmo assim, Leal afirma que continua lutando. Uma das formas será a implementação de uma Frente Parlamentar de Trânsito na Câmara Federal, que será lançada em abril e que terá como um dos focos a discussão sobre a ITV. “Não dá mais para esperar que isso saia do papel. A frente parlamentar será uma maneira de cobrar uma posição do governo sobre isso”, conclui.


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em foco

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ASSociAçõeS

Velocult - Semana Cultural da velocidade

marco Antonio Silvério Junior

A arte em meio ao glorioso automobilismo nacional marco Antonio Silvério Junior

seus 90 associados, que se reúnem normalmente todas as segundas-feiras da segunda semana do mês, para discutir sobre a gestão de suas empresas e formação de novas

parcerias. André Bernardo estará à disposição no estande do Jornal oficina Brasil, durante a AutoMec para informações sobre a High tech.

É certo que o Brasil é considerado o País do Futebol, mas para quem gosta de automobilismo e conhece um pouco de nossa história neste esporte sabe o quanto ela é marcante e respeitada mundialmente. Se for preciso resumir pelo início e atualidade, basta dizer que o Brasil foi o primeiro país da América Latina a sediar uma corrida, em 1904, e o primeiro a construir um autódromo, em 1940, o autódromo de Interlagos. É um pedaço desta história que o designer, artista plástico

Divulgação

Empreender – Unir para Crescer marco Antonio Silvério Junior Este é o nome do projeto organizado pela consultora Izildinha Franco Farro na Associação Comercial – Distrital Tatuapé -, e também um lema seguido pelas oficinas que fazem parte do Núcleo Automotivo do Tatuapé. Os proprietários e colaboradores destas empresas se reúnem todas as segundas-feiras, na sede da Associação Comercial, localizada na Praça Silvio Romero, no Tatuapé. Lá, o palestrante Elberto Mello, dá várias dicas que ajudam os empresários a crescer em seus negócios, ensinando de forma divertida, e ao mesmo tempo muito focada, a gerenciar seus clientes, motivar funcionários e organizar a empresa. Vanessa Torigoe, do Autoelétrico Torigoe, está muito empenhada no projeto e diz já

e apaixonado por automobilismo Paulo Soláriz tem a intenção de mostrar no Velocult. Soláriz cria obras de arte inspiradas no automobilismo, incluindo importantes troféus como o da São Paulo Indy 300. O evento foi realizado no Espaço Cultural do Conjunto Nacional, localizado na Avenida Paulista em São Paulo, Capital, entre os dias 15 de março e 2 de Abril. Esta já é a segunda vez que o evento acontece, e conta a história expondo 16 veículos que consagraram pilotos, equipes e montadoras, além de modelos modernos. Fotos: Divulgação

A empresa de treinamentos técnicos High Tech, fruto da união dos empresários André Bernardo, da Design Mecânica, de Campinas, e Carlos Tafarello, da Mecânica Tafarello, de Itatiba, ofereceu um treinamento aos associados da AESA de Campinas, com o palestrante Celso Corsino, que possui vivência de desenvolvimento de sistemas dentro de grandes montadoras da linha Diesel no Brasil e no exterior. O treinamento foi possível graças à disponibilidade da AESA – Associação das Empresas de Serviços Automotivos do Estado de São Paulo, em ceder o espaço e convocar

Divulgação

Associados da AeSA recebem treinamento sobre common Rail

Os capacetes de alguns dos principais momentos da carreira de Ayrton Senna na Fórmula1estavam expostos contando a ocasião onde foram utilizados. O primeiro, de cor mais clara, foi utilizado na primeira vitória do piloto na Fórmula1, em Portugal, e o com patrocínio Camel, na primeira vitória em Mônaco.

ter levado mais quatro empresas para participar. “É um pouco difícil convencê-los do quanto é importante esse aprendizado, mas depois que começam vêem que deixar de lado velhos paradigmas facilita no crescimento”, disse. Quem for da região e desejar entrar para o grupo, pode procurar um dos membros, citados abaixo, ou a própria Associação, mas é preciso estar

disposto a seguir o lema ‘Unir para Crescer’, bem representado em uma dinâmica citada por Vanessa. “Elberto sugeriu que cada um visitasse a oficina de outro membro, escolhida por sorteio, sem hora marcada, e depois desse opiniões sobre a empresa. A ideia foi mostrar que é mais fácil quem está de fora ver os erros, e que é preciso humildade para aceitar os conselhos”, afirmou.

oficinAS do núcleo Automotivo do tAtuApé • Auto Elétrico Torigoe • Auto Astral Mecânica • Autoracing Preparações • Ingelauto • Souza Car • Baquiá Auto Center • Map Car Instrumentos • F Car - Garage Mecanique • Mecânica Danilo Tinelli • Vican - Centro Técnico Automotivo • Tecno Car

Willys Interlagos n°22, pilotado por Bird Clemente nos anos 60, o primeiro piloto brasileiro a se profissionalizar. A brasileira Willys Overland teve uma das equipes de maior sucesso no automobilismo nacional com veículos pequenos e de baixa cilindrada, como o Interlagos, mas com grande agilidade em curvas, onde superava carros com até cinco vezes mais potência.

Capacete de Nelson Piquet e diversos outros desenhados pelo renomado artista Sid Mosca, como o de Michael Schumacher, Fernando Alonso, Emerson Fittipaldi e Rubens Barrichello puderam ser apreciados.

Que maluco acelerava isso? Camilo Christófaro, um dos maiores pilotos do Brasil, não foi além por falta de dinheiro. Mas basta dizer que de 1955 a 1962, exceto em 1959, ganhou todos os campeonatos de mecânica continental, os maiores da época no País, que eram formados por carros de Fórmula 1 (que na época tinham 300 cv) com motores de 400 cv. E ‘isso’, é a Carretera (Chevrolet Coupé 1939 com motor Corvette), com a qual ganhou inúmeras das mais importantes provas nacionais.


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Abril 2011

boletiM técnico

Mais casos para você aprender e guardar Colecione as dicas práticas extraídas do cotidiano das oficinas e enviadas pelos leitores e colaboradores do Oficina Brasil. Você também pode enviar a sua dica e auxiliar no crescimento do acervo de informações das reparadoras.

Dica: 494

Dica: 495

Renault Sandero 1.6 Hi torque Defeito: luz de injeção acesa e alto consumo

Ford Escort 1.8 FIC EEC-IV Monoponto Defeito: Catalisador incandescendo (avermelhando)

O veículo é alugado para uma empreiteira e por isso circula sempre em obras. Acompanhamos e executamos todas as revisões e manutenções preventivas do carro, então sabemos que tudo estava ordem, mas de qualquer forma revisamos o sistema de ignição e o funcionamento dos sensores. Ao examinar a sonda lambda localizada após o catalisador, pudemos notar que estava quebrada, o que não foi possível perceber de cara porque estava completamente suja de barro, devido às condições do terreno onde o carro trabalha, o que também causa a quebra da sonda lambda. Solução: Após a troca da sonda lambda o defeito foi solucionado. Sergio Torigoe – Autoelétrico Torigoe

O veículo passava por uma manutenção para resolver o problema de um veículo que não conseguia aprovação na inspeção veicular, que envolvia limpeza de corpo de borboleta, bicos, troca de cabos e velas, além do catalisador que já havia sido condenado pelo teste do termômetro. Com tudo montado, demos a partida no motor e, após um certo tempo de funcionamento, o catalisador estava incandescente. Como o funcionamento estava aparentemente normal, não aparentando falhas de ignição, desconfiamos da qualidade do catalisador, então substituímos, mas o defeito persistiu. Solução: Uma mangueira do coletor desligada permitia uma entrada de ar falsa. Só depois descobrimos que excesso de oxigênio também causa este efeito no catalisador. Paulo Henrique – Centro Automotivo Pilares

Dica: 496

Dica: 497

Saveiro 1.6 MI Defeito: Alto consumo

Kia Besta 2.7

O veículo havia sido adquirido havia pouco tempo, porém o proprietário estava insatisfeito com o alto consumo do carro, apesar do bom desempenho. Ao examinar com o scanner, vimos que a temperatura do líquido de arrefecimento estava baixa, cerca de 60°C, porém quando medimos com um termômetro diretamente nas mangueiras, a temperatura estava em ordem, e medindo a resistência do sensor, estava de acordo com a tabela, indicando temperatura próxima dos 90°C. Ao medir o chicote entre o módulo e o sensor captamos resistência elevada no fio de sinal. Abrindo o chicote, descobrimos uma resistência instalada no local. Solução: Eliminação da resistência que foi instalada para permitir que o veículo rodasse com álcool, já que com a temperatura do motor mais baixa, o módulo injeta mais combustível. Também foi preciso reajustar o ponto de ignição. Paulo Henrique – Centro Automotivo Pilares

Defeito: Baixo desempenho e emissão de fumaça branca O primeiro passo foi a substituição do filtro de combustível que estava com o prazo de troca vencido, mas ainda havia fumaça branca. Drenamos a água do tanque de combustível, sangramos o sistema e deixamos funcionando por um tempo para ver se resolvia, mas não adiantou. Ao desmontar a tubulação de entrada de combustível na bomba (pois já íamos removê-la) vimos que havia uma pequena peneira, impregnada de sujeira. Solução: Fizemos a limpeza desta peneira e o defeito foi solucionado.

Envie a sua dica sobre soluções e cuidados práticos para ser publicada nesta seção Rua Joaquim Floriano, 733 - 4º andar - São Paulo, SP - CEP 04534-012 ou redacao@oficinabrasil.com.br Acesse o www.oficinabrasil.com.br e veja a coleção completa do Boletim Técnico já publicada no jornal.


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Jornal Oficina Brasil - abril 2011