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Editorial

N

ós do Jornal MK buscamos trazer para os alunos e professores da mecatrônica (e talvez do campus todo) o melhor conteúdo no que diz respeito a inovações tecnológicas, pesquisas, atividades em grupos extracurriculares, além de um pouco de humor final e informação cultural, para complementar e diversificar o conteúdo. Desde sua primeira publicação em 2013, o jornal passou por um profundo hiato, do qual regressa agora. A equipe atual que compõe o Jornal baseou-se nas primeiras publicações, virtuais e impressas, e foram graças a estas edições que a atual pôde ser concebida. Agradeço a toda a equipe do Jornal, sejam os membros passados, cujos materiais serviram de referência, sejam os membros atuais, cujas novas ideias e dedicação foram os principais responsáveis por este trabalho. As matérias desta edição foram feitas pensando-se principalmente nos calouros, mas são voltadas a todos os públicos, alunos e professores. Espero que esta edição o entretenha, e fique atento, leitor, às informações nas últimas páginas, para que você também, aluno ou professor, possa fazer parte desta iniciativa, ajudando a compor uma edição futura do Jornal MK.

Índice Seção Aberta SAdEM Área do Professor Bastidores da Inovação Humans of MK

5 BOLA É 10! Folhetim Cultural Piadas & Tirinhas

Eventos

Boa leitura! O Jornal.

Convite ao Leitor


Seção Aberta

MAS O QUE É ENGENHARIA MECATRÔNICA?

POR KAIQUE DE OLIVERA


A

MAS AFINAL, O QUE É MECATRÔNICA?

dúvida é velha. O curso de mecatrônica tem menos de 15 anos no Brasil, e há muitos bixos e veteranos que fazem o curso sem saber exatamente do que se trata. Então vamos matar essa dúvida de uma vez, começando com a desmitificação de alguns pontos.

A mecatrônica é esse curso que mexe com robozinhos? Também! Alguns alunos tem hobbie de participar de competições de robótica, e aprendem muito através destas atividades, mas esse não é o foco do curso.

A mecatrônica é uma mistura de mecânica, eletrônica, computação, que sabe um pouco de tudo e muito de nada? Não leitor, mas é um pensamento comum. O curso é, sobretudo, baseado em mecânica, mas com fundamentos de eletrônica e computação, principalmente para aplicação em controle e automação.

Figura 1: Diagrama de Venn comumente utilizado a fim de ilustrar a interdisciplinaridade do curso de Engenharia Mecatrônica. A intersecção com Sistemas Mecânicos deveria ser maior.


ONDE SURGIU?

É

mais fácil entender do que o curso se trata se souber de onde veio. A mecatrônica surgiu na USP como uma ênfase para a engenharia mecânica aqui mesmo na EESC. Por volta dos anos 90, as indústrias brasileiras começaram a se automatizar e a máquina substituía cada vez mais o homem. O engenheiro que quisesse se adequar a esse mercado precisava conhecer, além do maquinário, os sensores, atuadores e o processo de controle da máquina. A ênfase em mecatrônica era a oportunidade de o engenheiro mecânico especializarse nesse aspecto. Porém, com o avanço da ciência, os circuitos e o controle tornavam-se cada vez mais integrados e complexos, de modo que uma ênfase não bastou para englobar todo o conhecimento necessário. Mecatrônica então se tornou um curso, com primeira turma aberta na Poli, e no ano seguinte na EESC. Nos primeiros anos de vida, os alunos já deram início à secretaria acadêmia (SAdEM) e à organização da primeira semana acadêmica da mecatrônica (I SEMATRON), assim como a organização de grupos extracurriculares. Hoje, é um curso de engenharia mantido atualizado com a tecnologia atual, com alunos interessados e obstinados no crescimento do curso e de cada um.

O QUE SE APRENDE DURANTE O CURSO?

C

omo toda engenharia, nos dois primeiros anos os alunos aprendem os fundamentos físicos básicos e as ferramentas matemáticas que irão auxiliá-los no aprendizado e na aplicação da engenharia nos próximos anos. Passam por Cálculo (1 a 4), Física, Geometria Analítica, Álgebra Linear, Dinâmica, Estática, Fundamentos de Materiais, Desenho Técnico, Programação e Métodos Númericos, entre outros. No segundo e terceiro anos, os alunos focam no aprendizado da engenharia. A base continua a mesma da engenharia mecânica, com estudo da Mecânica dos Sólidos e Fluidos, Termodinâmica, Elementos de Máquinas, Processos de Fabricação, Modelagem de Sistemas, etc. Mas os alunos também aprendem sobre Sistemas Digitais e Analógicos, Eletrônica, Controle de Sistemas, Microcontroladores, Interfaces Eletromecânicas, Elementos de Automação e Robótica Industrial, por exemplo. Por fim, o quinto ano contém disciplinas de finalização e unificação do conteúdo, como Gerenciamento de Projetos e Desenvolvimento de Produtos, assim como o Trabalho de Conclusão de Curso e Estágio Supervisionado. Finalmente, sendo você mecatrônico ou não, espero que esta matéria tenha esclarecido algumas dúvidas sobre o curso.


Realizações SAdEM

SAdEM E SUAS ATIVIDADES


SOCIAL O núcleo Social dedica esforços para organizar eventos e ações benevolentes que estimulam o altruísmo de todos da MK. Os membros desse núcleo buscam parceiros dentro e fora da USP para realizar as campanhas, e também acertam horários, datas e outros detalhes pertinentes a cada ação. Porém, no momento de realizar a ação social em si, são convocados todos da mecatrônica. Essa colaboração já rendeu campanhas de doação de sangue, doação de cabelo, cadastramentos de medula óssea, doação de ração para cães e gatos, visitas a creches e muito mais.

MERCADO O Mercado é o núcleo da SAdEM responsável por toda a parte de comércio e controle de produtos da secretaria. São eles quem fazem a cotação, orçamento, encomenda, venda e entrega de objetos e utensílios para a mecatrônica (e por vezes, para todo o CAASO). Além disso, eles tomam conta do estoque ao fazer o controle de entrada e saída dos produtos com marca MK. Dentre as atividades, destacam-se o Kit bixo, uniforme MK, Kit TUSCA, moletom anual da mecatrônica, bota-fora da mecatrônica e camiseta anual da SAdEM.

EDUCACIONAL O núcleo Educacional da SAdEM tem como objetivo complementar a graduação da Engenharia Mecatrônica de forma a criar engenheiros mais completos. Entre os feitos da núcleo estão minicursos ministrados durante os semestres letivos, como Python, C++, CLP, etc, e visitas técnicas a locais de interesse acadêmico, como Tecumseh, Eaton e Itaipu.


EVENTOS O Eventos tem um lema: “integração!”. Integração entre os alunos da mecatrônica, com outros cursos, com outras faculdades e assim por diante. Mas a integração não vem sozinha, ela vem com diversão. O núcleo de eventos provome festas, jogos, encontros, churrascos, eventos esportivos e até mesmo viagens. Não se visa nenhum lucro, logo todos nossos eventos são feitos para cumprir o lema do núcleo.

MKTING O núcleo MKting é o responsável pela divulgação das atividades da SAdEM e os canais de comunicação da SA com os estudantes. Ele atua nas áreas de design gráfico, publicidade e propaganda, e administração. A missão do núcleo é transmitir a toda comunidade do CAASO o que é a SAdEM e o que é a MK.

QUALIDADES O núcleo Qualidades visa transformar o espaço do prédio da Mecatrônica de forma que os alunos possam aproveitá-lo melhor, tal como a organização/administração de objetos e imóveis danificados ou ausentes dentro do espaço do prédio. Além disso, avalia professores e alunos para melhorar o desempenho acadêmico de ambos, a partir de formulários e questionários, como o IQUE (Índice de Qualidade e Ensino) e o IdEA (Indicador de Evolução Acadêmica).


Área do Professor

ORGANIZAÇÃO POR SOPHIA


EXOESQUELETOS Por Prof. Dr. Adriano Siqueira

C

onsiderando os sistemas biológicos, exoesqueletos são estruturas externas de insetos e crustáceos que fornecem suporte e proteção. Na área militar, exoesqueletos são utilizados para aumentar a capacidade física dos soldados, fazendo com que eles possam carregar pesos que uma pessoa normal não conseguiria. Outras possibilidades de utilização de exoesqueletos são: bombeiros poderem carregar equipamentos pesados para o interior de prédios em chamas ou retirar pessoas mais rapidamente, trabalhadores da construção civil ou da indústria poderem movimentar peças de elevado peso com mais facilidade, entre outros.

Recentemente, a FDA (Food and Drug Administration), agência americana que regulamenta medicamentos e alimentos, aprovou a comercialização do ReWalk, exoesqueleto da empresa Argo Medical Technologies [1]. O equipamento possibilita a paraplégicos caminhar com a ajuda de muletas e acompanhantes, Figura 2. O acionamento deste tipo de dispositivo comercial é realizado através de comandos fornecidos através de botões e pela detecção da inclinação do torso por meio de unidades de medida inercial. Estes comandos disparam movimentos simples, tais como executar uma passada ou uma sequência repetitiva de passos. Desta As órteses ativas, ou exoesqueletos forma, o usuário deve intervir frequentemente para assistência ao caminhar, de pessoas para se locomover, executando comandos que com deficiência são atualmente compostas resultam em movimentos do exoesqueleto. por estruturas mecânicas de elevado peso e volume. Como exemplo mais recente, podemos destacar o exoesqueleto desenvolvido pelo pesquisador Miguel Nicolelis e exibido durante a abertura da Copa do Mundo de Futebol de 2014, no Brasil, Figura 1.

Figura 2 – Exoesqueleto Rewalk (http://oglobo.globo. com/sociedade/saude/venda-de-exoesqueleto-que-ajudaparaplegicos-caminhar-aprovada-nos-eua-13065180).

Figura 1 – Exoesqueleto do Projeto Walk Again (http://veja. abril.com.br/noticia/ciencia/paraplegicos-voltarao-a-andar).

Além do Rewalk, podemos destacar os seguintes exoesqueletos desenvolvidos ao redor do mundo para reabilitação e assistência à locomoção: o exoesqueleto HAL [2], desenvolvido pela Universidade de Tsukuba do Japão e comercializado pela Cyberdyne (www.cyberdyne.jp); o exoesqueleto Ekso, desenvolvido pela Ekso Bionics, com sede nos


Estados Unidos (www.eksobionics.com); e o exoesqueleto desenvolvido pela Universidade Vanderbilt [3], que será comercializado pela Parker Hannifin Corporation com o nome de Indego (www.indego.com ), Figura 3.

(a) HAL

(b) Ekso

(c) Indego

destes [4]. Este dispositivo é acionado por meio de cabos de aço provenientes de motores localizados na parte posterior do usuário, realizando um movimento coordenado das juntas do quadril, joelho e tornozelo. Entretanto, como a sustentação do usuário e do próprio equipamento é realizada por uma veste contendo um número limitado de partes metálicas, este exoesqueleto não pode ser utilizado por pessoas com alto nível de deficiência, por exemplo, indivíduos com lesão medular completa. Esta solução foi proposta para ser utilizada por pessoas saudáveis, em especial soldados, ou com deficiências neurológicas leves.

Fig. 3 - Exoesqueletos.

Todos os exoesqueletos mostrados acima possuem atuadores rigidamente acoplados à estrutura e com elevado grau de redução, o que permite o posicionamento preciso das juntas do dispositivo conforme uma trajetória pré-definida gerada pelos comandos definidos pelo usuário (como no caso do Rewalk) ou obtidos por meios de sensores inerciais, que detectam a inclinação do tronco com relação ao chão. Tal configuração de atuadores e estratégia de geração e controle de trajetória podem causar instabilidade na interação do usuário com o dispositivo. E do dispositivo com o solo.

Fig. 4 – Soft Exosuit (http://biodesign.seas.harvard.edu/softexosuits).

“Pretende-se fazer com que os movimentos do exoesqueleto se adaptem de forma autônoma às características do terreno” Por outro lado, dispositivos mais leves e compactos vêm sendo desenvolvidos e estudados pelos principais grupos de pesquisa do mundo. O Soft Exosuit (Figura 4), desenvolvido no Wyss Institute for Biologically Inspired Engineering da Universidade de Harvard, com apoio da DARPA (Defense Advanced Research Projects Agency) , é um

Buscando uma solução intermediária entre os sistemas já propostos, o projeto TAO (Transparent Active Orthoses), uma cooperação entre a Escola de Engenharia de São Carlos (USP), a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), a Universidade Federal do Espírito Santo e a Universidade de Brasília (UnB), com apoio da CAPES,


desenvolverá um conjunto de órteses ativas leves e compactas, mas que ao mesmo tempo dê o suporte necessário para o caminhar. Também serão estudados novos dispositivos de sensoriamento, acionamento e controle do equipamento, visando uma melhor interface de comando para o usuário. Assim, o exoesqueleto terá maior autonomia, através da execução automática de movimentos complexos. Pretende-se fazer com que os movimentos do exoesqueleto se adaptem de forma autônoma às características do terreno (por exemplo, presença de desníveis, buracos, pequenos obstáculos, etc.), diminuindo a necessidade de intervenção constante por parte do usuário. Desta forma, o objetivo é proporcionar uma utilização transparente por parte dos usuários. Ou seja, após um período de adaptação, o indivíduo utilizará o equipamento sem perceber que o está utilizando.

“Após um período de adaptação, o indivíduo utilizará o equipamento sem perceber que o está utilizando.” Por outro ponto de vista, esta proposta também possibilitará que pessoas com deficiência de locomoção possam se movimentar sem constrangimentos. Considerando que as partes mecânicas do exoesqueleto, sendo compactas, sejam encobertas pelas roupas do usuário, o seu uso também será transparente por parte da sociedade.

Mais detalhes do projeto TAO podem ser obtidos no site ww.mecatronica.eesc.usp. br/tao. Referências [1] Esquenazi, A.; Talaty, M.; Packel, A.; Saulino, M. The ReWalk Powered Exoskeleton to Restore Ambulatory Function to Individuals with Thoracic-Level Motor-Complete Spinal Cord Injury. American Journal of Physical Medicine & Rehabilitation, Volume 91 - Issue 11 - p 911–921, November, 2012. [2] Hayashi, T.; Kawamoto, H.; Sankai, Y. Control Method of Robot Suit HAL working as Operator’s Muscle using Biological and Dynamical Information. In: Proceedings of the 2005 IEEE/RSJ International Conference on Intelligent Robots and Systems, Edmonton,Canada, 2005. [3] Murray, S.; Goldfarb, M. Towards the use of a lower limb exoskeleton for locomotion assistance in individuals with neuromuscular locomotor deficits. In: Proceddings of the 2012 Annual International Conference of the IEEE Engineering in Medicine and Biology Society (EMBC), p.1912-1915, Aug. 28-Sept. 1, San Diego, California USA,2012. [4] Ding Y, Galiana I, Asbeck A, Quinlivan B, De Rossi S, Walsh C. Multi-joint Actuation Platform for Lower Extremity Soft Exosuits, In: Proceedings of the 2014 IEEE International Conference on Robotics and Automation (ICRA). Hong Kong, China, 2014.


Bastidores da Inovação

NOVIDADES NA DISCIPLINA DE INTRODUÇÃO À MECATRÔNICA COMISSÃO DE MELHORIA ORGANIZAÇÃO POR LUIZ NETO


COMISSÃO DE MELHORIA Em 2014, ocorreu o 1º Fórum da Engenharia Mecatrônica com o intuito de mapear os problemas do curso de Engenharia Mecatrônica a partir da opinião e sugestões de alunos, ex-alunos e professores do curso. Utilizando os dados obtidos nas discussões, foi criada a Comissão de Melhoria da Engenharia Mecatrônica, com o intuito de concretizar as propostas de melhoria feitas no fórum. Uma dessas propostas a curto/médio prazo era complementar o conteúdo da disciplina de Introdução à Engenharia Mecatrônica.

Motivados pelo desejo de tornar a matéria ainda mais condizente com o nosso curso, alunos de diversos anos do curso de engenharia Mecatrônica, com o auxílio do docente da disciplina, Luiz Augusto Martins Gonçalves, se organizaram e propuseram adicionar um projeto utilizando uma técnica chamada Perspective of Vision (POV). Esta técnica utiliza acordo com utilizada.

a

programação asdasdasd

Os bixos eram instruídos por alunos voluntários, que ajudavam supervisionando as atividades e estimulando a discussão de como seria a melhor forma de realizar o projeto. Ao longo dos 2 workshops (um para a montagem e solda da estrutura e outro para programação), os alunos tiveram que utilizar de conhecimentos como programação utilizando o Arduino, uso de solda elétrica e diminuição de momento de inércia. Essas definições eram apresentadas pelos voluntários durantes os workshops e em uma aula anterior às atividades deste.

Atualmente, a Comissão tem planos de continuar suas atividades com a disciplina de Introdução à Engenharia Mecatrônica em 2017 e, para este fim, serão utilizados os feedbacks recebidos pelos alunos. Com o intuito de melhor suprir as demandas dos alunos, pretendemos também angariar mais voluntários e prepará-los ainda melhor para instruir os futuros alunos. Pretendemos também conseguir mais apoiadores às iniciativas da Comissão e esperamos poder contar novamente com o apoio do Centro de Pesquisas em Óptica e Fotônica e o SEMEAR, que foram fundamentais para a asdasdasdasdasdasdasdasdasdasdasdasdas realização de nossas atividades, seja fornecendo asdasdasdasdasdasdasdasdasdasdasdasdaas equipamentos ou treinando os membros da Comissão.sasdasdasdasdasdasdasdasaasdasddddddd

Realização

Agradecimento


Humans of MK

A

seção Humans of MK pretende trazer histórias e depoimentos de pessoas do curso de Engenharia Mecatrônica ao jornal para que o leitor conheça um pouquinho mais sobre as pessoas incríveis que compõem ou compuseram o curso. Nesta edição, traremos uma espécie de entrevista com o ex-aluno Alan Carvalho, MK09.

Por que você escolheu o Curso de Engenharia Mecatrônica? Desde pequeno sempre gostei de exatas, e quando eu estava na 6ª série eu fui exposto aos robôs Lego, de um grupo de robótica que havia na minha escola em Salvador, e eu pensei “É isso aí que eu quero mesmo”. Meu foco durante o 3º ano do ensino médio era passar em Engenharia Mecânica no ITA, e lá fazer algo voltado à robótica, já que não tinha o curso de Mecatrônica.

Nome: Alan Carvalho Oliveira Período de graduação: 2009 – 2014 Área de atuação: Gestão de Políticas Públicas Educacionais Cidade atual: Salvador – BA

No 3º ano, no COC São José dos Campos, ganhei uma bolsa e fui fazer o 3º ano e o cursinho para o ITA. Lá eu fiquei sabendo do curso de Engenharia Mecatrônica na USP São Carlos, então resolvi tentar também. Na época torcia não passar na USP para tentar de novo o ITA, mas passei na USP, e no meio do 1º ano de faculdade decidi permanecer no curso, porque na “MK é muito amor”.

O que motivou você a fundar o SEMEAR e criar o Forúm da MK? SEMEAR No final do segundo ano, 2010, eu estava meio insatisfeito com o curso, devido à falta de atividades práticas. Um dia, na escadaria do prédio da mecatrônica, eu e uns amigos conversávamos sobre o fato de o curso não possuir um grupo de robótica próprio, então decidimos criar um. Através da SAdEM nós convocamos todos os alunos do curso para discutirmos a criação do grupo. A princípio faríamos um grupo apenas de Robótica, mas surgiu a ideia de um grupo de Projetos, e como havia bastante gente interessada para as duas áreas, nós criamos ambos. Logo no primeiro ano, em 2011, o SEMEAR foi vice-campeão nacional. FÓRUM Quanto ao fórum, sempre tive interesse em passar por todas as áreas, conhecer um pouco de tudo. Eu já havia feito IC, participado do SEMEAR, SEMATRON, Alumni, e a única coisa que restava era participar da SAdEM. Quando eu fui para o intercâmbio, eu estava um pouco incomodado com a parte técnica, por isso comecei a estudar sobre consultoria, o que também não me encantou. Mas durante o estudo eu li um case social, que tratava sobre educação, aí eu me interessei e aproveitei para fazer cursos voltados para essa área de pedagogia e educação no exterior. Eu já havia feito TCC I, sobre materiais piezoelétricos, mas meu TCC II eu queria fazer sobre alguma coisa relacionada à área de educação. Conversei com o Marcel e decidimos tentar entender por que os alunos da mecatrônica estão tão desmotivados. Fizemos um post no grupo da mecatrônica (http://tinyurl.com/zr8gbul) perguntando sobre a desmotivação e obtivemos muitas respostas. Aí decidimos criar o fórum. A motivação


para a criação do fórum veio portanto da desmotivação dos alunos da mecatrônica. Criamos questionários, aplicamos em professores, alunos e calouros, e o contraste entre a motivação entre calouros e alunos, e a visão destes e dos professores foi muito grande.

Qual a importância dass extracurriculares? Comente sobre a sua experiência nelas.

Se olharmos este gráfico construído com base nos dados coletados para o 1º Fórum da Mecatrônica, vemos que o aluno que está numa extracurricular por mais de 2 anos assimila novos conhecimentos muito mais intensamente, do que aquele que está há pouco tempo. As extracurriculares suprem o aprendizado prático do curso, que não é voltado para à prática.

Um pouco sobre o que aprendi nas extracurriculares, no caso do SEMEAR, minha experiência foi mais na gestão de pessoas e do grupo; na SEMATRON eu aprendi muito a buscar patrocínios, e convidar e conseguir pessoas para participar da semana. No ano em que fui organizador, trouxemos mais de 5 universidades, e criamos o Dia da Engenharia, cujo intuito era chamar mais pessoas para participar e alcançar o ensino médio. Na Alumni, tive experiência com alunos e pessoas mais velhas, e consegui um networking legal. E na SAdEM foi quando aprendi mais sobre o ensino, como o curso é desenhado, como as pessoas vêem o curso e como elas aprendem e acompanham o curso. Também teve a IC, durante a qual aprendi a lidar com a parte técnica, softwares, fazer artigo científicos; a bolsa de cultura e extensão em que fiz um site para o pessoal da arquitetura; e a bolsa do CDCC em que eu dava monitoria de informática para a comunidade. Por fim, o Intercâmbio me ajudou a explorar a área de educação e me inserir num centro de renome como Stanford.

Como o curso de engenharia mecatrônica auxilia você no seu trabalho atual?

O curso de mecatrônica, de forma transversal, me forneceu o pensamento analítico e matemático, a lógica de racicínio do engenheiro, algo que ajuda muito a focar e planejar. Além disso, na minha área usa-se muito Estatística e Excel. As extracurriculares, que também fazem parte do curso, me ajudaram muito quando foi preciso gerenciar pessoas, prazos e projetos.

Considerações finais

Queria muito ter a oportunidade de dizer à galera para eles se dedicaram à SEMATRON, ao SEMEAR, e aos outros grupos, pois quando sairem da universidade, eles vão lidar com situações muito semelhantes. Talvez mudem as pessoas e o tema, mas o prazo, as propostas, os e-mails que precisam ser encaminhados, tudo é semelhante, principalmente na área de gestão.


5 BOLA É 10! Por Kaique de Oliveira

CÁLCULO II


Folhetim Cultural Amores Imaginários (1h41min. Drama. 2010). Segundo filme dirigido pelo premiado diretor canadense, Xavier Dolan mostra em “Les Amoures Imaginaries” o triângulo amoroso entre Marie e Francis, amigos de longa data, e um recente integrante do seu círculo social, Nicolas. Dolan revela, com enfoques nos rostos das personagens, a ansiedade e a latência dos apaixonados quem nutrem um amor inócuo e inexistente, o qual os põe ora estáticos e lânguidos, ora frenéticos e selvagens. A trilha sonora é impecável, como a de seu filme de estreia; o elenco, empático; as personagens, verossímeis; o enredo, embora um pouco monótono, é adorável e poético, permeado de depoimentos (reais) de quem também já se apaixonou imaginariamente por alguém, ilustrando claramente o estado bipolar estático-extático em que a vítima do amor é colocada, ao passo que seu objeto de idolatria ignora-a completamente. É-nos mostrada também a redenção final e necessária, na qual quem ama abdica ao seu amado(a), seja através da purgação dorida de confessar-se e ser rejeitado, seja através do esquecimento. Aleatórias (Diversos Autores, Poesia, 92 pág. 2016). Publicado este ano e distribuído copiosamente pelo campus, esta coletânea de poemas contém poemas em verso e prosa dos estudantes do CAASO. O livro teve a primeira edição em 1969, mas teve a publicação descontinuada na década de 1990, retornando agora em 2016 com material reunido e elaborado no ano anterior. O livro conta com vários poemas de temática melancólica e triste, revelando sentimentos humanos universais como a angústia, a inadaptação, e o tortuoso caminho do autoconhecimento. Alguns versos notáveis são: Um vivo, outro morto./ Movendo-se juntos, diretamente pro inferno./ Apodrecendo de alma, corpo e coração. (Culpado, R.D.P.) Os sonhos, perdidos/[...] hão de caber como aves num grande cativeiro/ — sem perceber (Viverão, C. de P. D’Almeida) Iria embora de mim, mas para onde?/ Da alma não se esconde./ O horizonte/ está sempre mais longe. (Sem título, T. H. Martinelli) Estou sem minhas outras partes/ e não sei se quero encontrá-las. (S. T., H. Rauen) Abraço a terra que não me envolve./ Me entrego ao mar que me devolve. (S. T., T. H. Martinelli)

Além destes versos cuja humanidade e força de imagens surpreende, há


também outros poemas mais maneiristas, vagos e confusos, cujo sentido não se consegue apreender muito bem, e também outros, cujos temas parece muito prosaicos. Mas, subjetivamente, isso é discutível. Deixando de lado pequenos erros de diagramação, trata-se de um livro expressivo e empático, com conteúdo dinâmico, diversificado e suficiente. Ícaro

Outros Álbuns que tratam do mesmo tema: Devo (EUA) - Q:Are we not men? A: We are Devo! (1978); Kraftwerk (Alemanha) - The Man Machine (1978); Nação Zumbi (BR) - Nação Zumbi (2013); Tom Zé (BR) - Vira Lata na Via Láctea (2014).

A Moon Shaped Pool (Radiohead. 52min31s, Art Rock, 2016). Radiohead banda inglesa de rock alternativo, formada no final da década de 80, lançou recentemente seu mais novo álbum, A Moon Shaped Pool— já disponível no Spotify desde o dia 17 de Junho. Excetuando-se a qualidade técnica e artística, por que seria interessante um mecatrônico ouvi-lo? A história literária da banda sempre andou junto com os avanços tecnológicos e sociológicos dos últimos tempos— não querendo fazer com que esta resenha mais pareça uma análise chata, hipster e sensacionalista da “pós-modernidade”, mas especificamente no caso desta banda, este assunto sempre fora muito bem tratado no mais artístico e puro sentido. Analisemos os álbuns The Bends (1995) e OK Computer (1997). No primeiro, há um dos grandes hits da banda, Fake Plastic Trees, que muito critica o quanto que as relações humanas foram impactadas pela superficialidade do “plástico”, do que não é “natural”. No segundo, em hits como Paranoid Android, Airbag, Fitter Happier e Electioneering, tanto as composições literárias quanto as sonoras parecem prever, já naquele “depressivo” final de século, algumas das características de como seriam os pontos de convivência da sociedade do século XXI, principalmente diante das inovações tecnológicas e sociais. Dentro dessas mesmas temáticas propostas pelo Radiohead, vale destacar também alguns exemplos de bandas nacionais. Uma delas é Vulgue Tostoi (também presente no Spotify), grupo carioca formada no final da década de 90; no álbum Sistema delirante, Amplo e Defasado da Realidade (2013), há uma fatídica música que muito “agradaria” a qualquer mecatrônico: Robô. Brincadeiras a parte, pois não quero aqui cometer clichês vazios com a nossa área, mas assim como em músicas citadas anteriormente e em outras presentes no mesmo álbum (Exilo, Quando você vai ver) Robô trata bem (mesmo que de forma muito romântica e idealista) das implícitas angústias humanas diante do que é “novo”, além de sua construção sonora peculiar. A intenção maior desse texto, além de compartilhar alguns bons sons, é trazer à tona, por canais artísticos, um pouco da responsabilidade social que temos como Engenheiros - a partir do momento em que desenvolvemos e articulamos o nosso redor com tecnologias, muitas dessas implementadas sem a devida análise dos seus efeitos psicológicos. Fica a pergunta, depois de tanto falar da angústia moderna proposta pelas duas bandas citadas, se tal responsabilidade social realmente existe, ou apenas é uma ilusão romântica dos verdadeiros problemas contemporâneos, sendo aqueles desvios psicológicos diante do “novo” resultantes do mero despreparo das pessoas de receber e usar as inovações. No mais, fica aconselhado o novo álbum da banda inglesa, A Moon Shaped Pool, assim como os seus anteriores e todo o seu tema artístico. Rodrigo Arrais

Expresse-se aqui! Envie-nos uma crônica, um poema, ou uma resenha (de jogos, filmes, livros, álbuns) e contribua para a riqueza e expressividade do jornal!


Piadas & Tirinhas Floccinaucinihilipifactiona’s Harry Potter Comics

Lame Selfie Bee

And that’s how MK was born — MK’s Student


Eventos O que vai rolar nesse finalzinho de Junho em São Carlos:

SAdEM/MK 26 de Junho: • 12h: Costelada dos Jedi MK • Visita à Creche 29 de Junho: • 12h–17h30. Visita técnica à Academia de Força Aérea (AFA) realizada pela SAdEM. Mais informações em: facebook.com/events/249718552074722/

Cinema/Teatro

Fique ligado aos grandes eventos do próximo semestre: • Palquinho com participação da Mecatrônica • Visita Técnica à Pollux Automation em Joinville-SC* • Feira Mercado EESC Jr. • ThiMK SEMATRON

(*): Exclusivo para alunos da 25 de Junho mecatrônica. • 20h: Cineclube CDCC Dois Destinos (1962, Drama, 115min.) 26 de Junho • 20h: Cine Observatório O Som do Trovão (2005, Ficção Científica, 103min) 29 de Junho • 20h30: 62º Concerto da USP Filarmônica. Entrada Franca, Teatro Municipal de São Carlos http://sites. ffclrp.usp.br/uspfilarmonica/concertos.html 24 de Junho: Festas Repúblicas 23h50: Luau da Sai Zica 9 /events/235675573490957 25 de Junho: • 14h: VEM CAPELADA /events/1691327741087901/

Marcada por uma série de eventos direcionados aos mais diversos estilos de estudantes do curso de Engenharia Mecatrônica de todas as partes do país, a XII SEMATRON (Semana de Engenharia Mecatrônica), realizada entre os dias 9 e 13 de maio, foi um sucesso. O evento anual, organizado pelo grupo de mesmo nome orientado pela EESC-USP, atendeu a todas as expectativas de quem buscava conhecimento extracurricular. A semana, com viés majoritariamente acadêmico, não decepcionou nem mesmo aos visitantes mais exigentes. Composta por 10 palestras (duas internacionais), 2 mesas redondas e 9 opções de minicursos, trouxe todo o conhecimento necessário aos graduandos e recém-graduados do curso, além de servir como ponte entre os ambientes acadêmico e empresariais em suas 8 opções de visitas técnicas. Não bastando todas as vantagens acadêmicas proporcionadas, a equipe organizadora ainda se mostrou cautelosa com o bem-estar dos seus visitantes. O evento foi composto de um cronograma notadamente organizado com diversas pausas para que o participante não se cansasse, apesar de não se desconectar em nenhum momento da plataforma do evento. Por haver, nessas pausas, a oportunidade de integração com os mais diversos ministrantes e participantes da semana, todos os acadêmicos saíram do evento com uma maior bagagem. Logo, para todo visitante, o saldo foi claramente positivo. Não perca a oportunidade de participar ano que vem!

XII SEMATRON


Convite ao Leitor Participe você também do JORNAL MK! Você, aluno ou professor da mecatrônica, pode contribuir para o jornal MK mesmo não sendo um membro da equipe editorial. Se sua IC, seu projeto de pesquisa, sua atividade extracurricular estão fazendo algo diferente e acha que poderia ser divulgado no jornal, teremos a seção ideal na qual poderá caber o seu artigo! Estamos sempre recebendo sugestões e críticas para TODAS as seções, basta entrar em contato com o jornal através do Facebook: /jornalmk

Convite ao L

or s as publicação online: s E acompanhe-nos pelo ISSUU, nossa plataformainhde e f Pro r i o d T a issuu.com/jornalmk & Áre s a d Pia Obrigado! da s ore o d i K ast ovaçã B M of In 10! s É n LA mase você deseja fazer parte da equipe editorial, participe das reuniões semestre O Observação: u H 5B

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que vem, quando retomarmos às atividades. Novos membros são sempre bem-vindos!

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Jornal 1ª Edição 2016