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Director Artur Bacelar Ano I • Nº 25 • 9 de Fevereiro de 2001 • Quinzenal • http://maiahoje.cplp.net

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INTELIGÊNCIA FINANCEIRA PARA O SUCESSO DO SEU NEGÓCIO Neves, Ferreira & Mesquita, Lda. Rua Augusto Simões, 505 - 1.º Sala E • 4470-147 MAIA (Junto à Rotunda do Lavrador) Tel. 22 947 65 55 - Fax 22 947 65 56 E-mail: nfm@centurysmallbiz.com • www.centurysmallbiz.com

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14 de Fevereiro Dia dos Namorados

agora na Maia

Siderurgia Nacional: A polémica continua

Ciclismo: Maia/Milaneza/MSS

Edição Especial

80

pág. 3

págs. 9, 10, 11 e 12

págs. 20 e 21

páginas!


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MAIA HOJE

Sexta-Feira, 9 de Fevereiro de 2001

“Big Brother is Watching You” Propriedade: MAIAPRESS Editores, Lda. REGISTADA NA CONS. REG. COM. DO PORTO COM O NÚMERO 1313 CONTRIBUINTE NÚMERO 504 786 954

Sócios com mais de 10% de capital e Administração: António Augusto Mandim Paula Rita Oliveira Manuela Sá Bacelar Director da Publicação: Artur Bacelar Chefe de Redacção: Oliveira e Sá Editor Local: António Armindo Soares (jornalista) Editor Desporto: Carlos Barrigana Directora Comercial: Paula Rita Oliveira Design / Paginação: Susana Patrícia Padr\ão Paulo Borges Colaboradores: Andreia Martins André Leão Silva André Leonhartsberger Cristina Costa Diana Batista Francisco Alves Guilherme Costa Júlio Sá Ornelas Mário Duarte Miguel Ângelo Machado Williams James Marinho Distribuição: António Maia Padrão Redacção / D.Comercial / Distribuição Rua dos Altos, Edifício Arcada, loja 10 4470 - 235 Maia Telefone geral. 22 947 62 62 Telefax. 22 947 62 63 Redacção Directo. 22 947 62 64 Email: maiahoje@mail.telepac.pt

Sede Rua Duarte Pacheco, 623 - 4470 Maia DEPÓSITO LEGAL 147209/00 DGCS Nº O 123524 TIRAGEM 3.000 EXEMPLARES A Equipa do Jornal Maia Hoje trabalha em Exclusivo com produtos

Artur Bacelar Director

Muitos dos nossos leitores apenas devem conhecer o “Big Brother” da intitulada “telenovela da vida real” que em segunda edição passa na TVI. Mas a verdade é que este nome remonta a 1949 e serve de nome a uma sátira política do escritor George Orwell, cujo título era “1984” e que em 8 de Junho de 1999, comemorou o 50º aniversário da 1º edição. Nessa sátira Orwell falava de uma sociedade que era vigiada, sabendo sempre que qualquer coisa que se dissesse era escutada pelo “senhor” “grande irmão” (tradução linear e directa). Vai daí e desde o longínquo ano do lançamento, todas as operações de vigilância activa, 24 horas por dia, e à falta de melhor “nome” no dicionário, eram apelidadas de operações “Big Brother”. Mas o Big Brother hoje é bem real e em Portugal, um programa como o da TVI, só foi possível numa democracia estabilizada. Imaginem os leitores este programa em 1975/76. Eram logo apelidados de movimentações fascistas e/ou comunistas... Por outro lado a sociedade está a ficar um pouco adormecida e a lei não está a evoluir proporcionalmente aos avanços da tecnologia e eu, muito justificadamente, tenho medo que se venha a vigiar demais. Pensei em escrever este editorial quando recebi em casa, uma carta da minha operadora de telemóveis, que muito orgulhosamente me informava que apenas pelo preço de uma mensagem escrita poderia no ecrã do telemóvel visualizar onde me encontrava, ou mesmo localizar qualquer um dos meus colaboradores através de um simples programa informático instalado no meu computador durante as 24 horas do dia !!!! É grave! e poderia eventualmente enumerar muitas razões para esta minha apreciação. Mas o “Big Brother” não se fica por aqui, já no ano passado tivemos conhecimento do projecto “Echelon” que os norte-americanos, conjuntamente com australianos, canadianos, novazelandeses e ingleses controlam as comunicações a nível mundial, ou seja tudo o que é mensagem Fax, E-mail, telemóvel ou conversações “normais” de longa distância, virtualmente tudo que for comunicações electrónicas. Segundo estes “Big Brother”, o objectivo é acabar com o terrorismo, numa operação filosoficamente aplaudível, mas, muitas destas mensagens são suas e minhas, não de terroristas ou de outras ameaças para a sociedade, processadas a um ritmo de mais de 1 milhão de mensagens por cada 30 minutos ! Assim vai a sociedade da informação - rápida e assim não vai a justiça - lenta, “Big Brother is watching you”...

Impressã0 Indústria Gráfica do Norte, SA • EN 14 (km 7,05)

Os artigos de opinião são da responsabilidade de quem os assina, não reflectindo nem vinculando a opinião dos editores bem como do director do Jornal. A direcção do Jornal é defensora da plena liberdade de expressão, reservando-se a direcção a não publicar artigos de opinião que prejudiquem a imagem e liberdade de outros. É política do Jornal o pluralismo e isenção nos assuntos tratados.

E &L Elisa e Luís Moura cabeleireiros Rua D. João IV, 263 • Tel. 22 941 08 11

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Foto REPORTER TÍTULO:

Elegância em arte esquecida... FOTO:

Miguel Ângelo Machado


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14 de Fevereiro

Dia dos namorados Esta é mais uma das datas que as pessoas gostam de comemorar. Umas mais, outras menos, ao que parece a febre consumista ainda não chegou à população em geral. Muitas das pessoas contentam-se com um jantar romântico e uma ida ao cinema, sem a presença dos filhos “a comemorar velhos tempos” dizem entre sorrisos estranhos. Será que os namorados de agora são diferentes de antigamente? Veja o que apuramos! Artur Bacelar e Miguel Ângelo Machado

O dia de S. Valentim, ou mais internacionalmente “Valentine´s day” é um dia onde se comemora e se lembram aqueles que realmente amamos, sejam eles família, amigos ou “caras metades”. Ao certo ninguém sabe qual a origem deste dia, uma das muitas histórias é a de que o nome tem origem num padre de Roma chamado “Valentine”, que se teria tornado um mártir em 270 A.C. Os costumes ligados a esta festa estariam, entretanto ligados a outras ocasiões como o “the Roman Feast of Lupercalia”, que era dedicado ao Deus Pastoral “Lupercus” e à Deusa do Amor “Juno”, também conhecida como a Deusa das Mulheres e do Casamento. O feriado de 14 de fevereiro em Itália, era um feriado dedicado a Juno, no dia seguinte, 15 de fevereiro, começava o “Festival de Lupercalia”, que era dedicado a muitos Deuses e Deusas. É bom de adivinhar que naquela altura os rapazes e as raparigas viviam completamente separados e durante o festival tiravam à sorte o nome de uma rapariga de um vaso, tornando-se assim parceiros durante o festival, dançando e brincando juntos. Muitas das vezes estes pares “de ocasião” ficavam juntos o ano todo, muitas vezes apaixonando-se e casando. Nos dias de hoje, o dia dos namorados já é visto como uma oportunidade para que as pessoas expressem o seu afecto, consideração e amizade para com os namorados, professores, colegas, pais e amigos.

“trata-se de um grande dia” Fábio Nunes de 17 anos e Eva Carina de 16 namoram há três meses. Fábio afirmou, peremptório, «gosto muito dela e o nosso namoro está a correr muito bem». Os pais de ambos sabem que namoram, mas ainda não conhecem o “futuro genro ou nora”. No que diz respeito ao Dia dos Namorados, Fábio referiu que «se trata de um grande dia, principalmente para os comerciantes. Não dou um significado muito especial a este dia porque o dia dos namorados é todos os dias». Contudo, mesmo considerando que este dia é «um negócio», Fábio não resistirá a oferecer algo à Eva, «talvez um CD ou uma rosa», afirmou. Por seu lado, Eva Carina não quis falar muito do que irá oferecer ao seu namorado «vou dar uma prenda ao Fábio mas não posso dizer o que é, senão estraga-se a surpresa». Relativamente aos namoros de hoje em dia e os de outros tempos, Fábio referiu «claro que há mudanças, os hábitos vão sendo diferentes e hoje em dia uma rapariga já pode andar abraçada a um rapaz, enquanto antigamente isso não era muito bem visto». Nesta situação em concreto, «a rapariga ficava mesmo mal vista», afirmou Eva Carina.

Maria José Duarte

Elisa Moura

Eva Carina e Fábio Nunes

“as senhoras gostam de se arranjar nesse dia” Elisa Moura, proprietária de um salão de cabeleireiro disse-nos “é costume as pessoas arranjarem-se no dia dos

RESUMO DAS PRÓXIMAS DATAS IMPORTANTES: > Último Trimestre de 2001 - Estão disponíveis as notas e moedas nos bancos; > Janeiro de 2002 - Pode começar a pagar em Euros; > Até 28 de Fevereiro 2002 - Pode ainda pagar em Escudos; > A partir de 1 de Março de 2002 - Só pode pagar em Euros; > Até 31 de Dezembro de 2002, pode trocar as notas e moedas no banco.

namorados, mais as mulheres do que os homens, mas esses também gostam de se arranjar para um eventual jantar romântico com a namorada ou esposa”. Para esta comerciante “o dia dos namorados é um dia muito especial em que nos lembramos não só dos namorados e/ou maridos, mas também dos filhos, pais e irmãos. Em geral, de todos aqueles de quem gostamos”. Comercialmente Elisa Moura acha que este dia tem tido grandes desenvolvimentos, notórios de ano para ano. Sobre o que pensa fazer nesse dia, a resposta foi pronta “talvez um jantar romântico”.

Flores, a eterna oferta Maria José Duarte é a proprietária de uma florista, mesmo no centro da cidade da Maia. As flores continuam a ser a prenda preferida dos portugueses para este dia, conforme atesta a florista: «No Dia dos Namorados vende-se muito bem». Mas não é só neste dia concreto que se oferecem flores ao namorado ou à namorada, a tradição de prendar aqueles de quem mais se gosta com flores é «cada vez mais maior. Os maridos oferecem muitas flores, mais que os próprios namorados». Para além de todo o romantismo inerente a uma rosa vermelha, a tradicional cor da paixão, «comprar flores é mais barato que oferecer uma jóia ou um perfume»,

referiu Maria José Duarte. Nesta altura é também habitual que os preços das flores «subam drasticamente» em particular no que respeita à rosa vermelha, a florista explicou o porquê de tal situação: «A oferta, por ser Inverno, não é muita, o dia de S. Valentim ocorre em quase todo o Mundo, e a procura é muito grande. Trata-se da lei da oferta e da procura.» Quem mais procura os arranjos florais no estabelecimento de Maria José Duarte são os «homens e o mais interessante é que são muito mais fáceis de atender do que as senhoras», afirmou, entre risos, a comerciante, «o homem ou sabe bem o que quer ou deixa-nos trabalhar à nossa vontade. O problema é quando nos acabam as rosas e eles têm aquela ideia da rosa vermelha. Nestes casos tentamos mostrar outras flores muito bonitas». «A tradição de oferecer flores continuará por muito tempo», afirmação convicta da comerciante, na medida em que são em grande número os jovens que lá vão comprar flores. Quanto aos valores que os seus clientes estão dispostos a pagar, «os casados comparam ramos mais caros e os solteiros preferem pagar menos, situação que se entende perfeitamente, pela vida estabilizada que os casados têm, mas na generalidade o que conta é a intenção». Uma situação peculiar e que Maria José Duarte relatou ao “Maia Hoje” e que é «bastante vulgar acontecer» é que os maridos, para além de comprarem flores para a respectiva esposa, oferecem também flores às suas filhas, «porque estas e se ainda forem novinhas, encontram no pai a figura do namorado». Ainda não sabendo em concreto os valores das flores para o próximo dia 14, Maria José Duarte foi dizendo que a rosa vermelha, de longe a mais procurada, poderá ir dos 500 aos mil escudos, «dependendo do arranjo que a flor levar». Em casa, esta florista, com mais de 20 anos de profissão, não esquece a data: «Vou oferecer uma flor e talvez um chocolate ao meu marido, que costumo colocar no travesseiro. Ele é hábito prendar-me com uma jóia», finalizou.

5 cêntimos = 10 escudos


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Rotary Club da Maia

As impressões de um Japão longínquo... Todos os anos, uma equipa patrocinada por um dos Distritos Rotários espalhados pelo Mundo, tem a oportunidade de conhecer diferentes culturas. Pedro Araújo, jornalista, foi um dos quatro elementos que viajou até ao Japão e que viu e sentiu, ao vivo, durante um mês, a mentalidade, costumes e hábitos de um povo que, em muito pouco, é similar ao nosso. Reportagem de Miguel Ângelo Machado

Aspecto da visita ao Japão

Integrado no programa de Intercâmbio de Grupos de Estudo (IGE), existente desde 1965, vários grupos de jovens, com o apoio financeiro e logístico dos diversos Distritos Rotários, têm visitado outras culturas num «conhecimento mútuo e necessariamente virado para a promoção da paz e da amizade», como se pode ler no convite que o Rotary Clube da Maia distribuiu aos seus elementos, para o jantar realizado no passado dia 31 e que contou com a presença de Pedro Araújo. Jornalista da secção internacional do “Jornal de Notícias”, Pedro Araújo é licenciado em Jornalismo e em Relações Internacionais, área onde se encontra a defender Mestrado. Este ano, a equipa do distrito 1970 incluiu este candidato proposto pelo Rotary Club da Maia numa viagem de cerca de um mês ao Japão. Pedro Araújo viajou a este país asiático com mais três colegas de outros órgãos de comunicação social de várias zonas do país e apresentou nesse convívio rotário, que contou com a presença de representantes dos clubes de Vila Nova de Gaia e Póvoa de Varzim, as impressões de um país muito diferente do nosso. José Eduardo Macedo, presidente do

Rotary Club da Maia (RCM) deu início à sessão com o tradicional honrar das bandeiras Nacional, concelho da Maia e do RCM. «Foi uma experiência extremamente rica tentei transmitir pela escrita aquilo que vi e senti, como jornalista e como pessoa», iniciou, desta forma, Pedro Araújo o seu relato. O movimento rotário propõe-se com o IGE a obtenção da paz mundial, que segundo o jornalista, «passa pelo conhecimento de culturas diferentes que virá a proporcionar um grau de tolerância maior entre as pessoas.» Relativamente à civilização japonesa, Pedro Araújo caracterizou-a de «muito diferente da ocidental, com particularidades muito especiais.» A imagem que nos chega deste país do sol nascente, «bastante condicionada, como por exemplo, por Holywood e por alguma imprensa, é errónea. Estamos a falar de um país que tem 126 milhões de habitantes, que é o 4º país mais desenvolvido do mundo», posição esta «muito justa, dado a situação avançada em que se encontram os sistemas de saúde e da educação», considerou Pedro Araújo. «Foi um enorme privilégio conhecer o

real e autêntico Japão, gentes de várias cidades com hábitos e costumes muito particulares», afirmou Pedro Araújo. A comitiva nacional foi recebida pelos rotários locais, com a Bandeira Portuguesa e mensagens de boas vindas, «desde logo ali depreendi o carinho que aquele povo tem com o nosso» referiu o jornalista que considerou esta recepção como «um acto simbólico que deu início a 30 dias muito variados.» O grupo foi liderado pelo “Team manager”, Gino Marello e durante esta estadia asiática, os elementos da comitiva foram recebidos por famílias locais, «pessoas com as quais viemos a criar afectividade e todas elas extremamente diferentes umas das outras» explicou Pedro Araújo que ficou ainda maravilhado com os locais que visitou, desde universidades, câmaras, empresas, entre outros. Esta estadia implicou uma mudança de hábitos nos portugueses «quase radical». «Era o tirar dos sapatos, antes de entrar em casa, a forma de estar nas refeições, dormir no chão, só para dar alguns exemplos.» Quando regressou, «custou-me um pouco habituar novamente aos hábitos de cá,

nomeadamente na questão das vénias, como gesto de saudação e agradecimento, que cheguei a efectuar num estabelecimento comercial de cá.» Pedro Araújo e Gino Marello ficaram, especialmente impressionados, com uma empresa que visitaram, subsidiada pelo Estado e pelas principais empresas japonesas, onde os deficientes mentais e motores trabalhavam e recebiam ordenados justos, «os trabalhadores tinham ali a dignidade de um salário e sentiam que contribuíam para o desenvolvimento da comunidade. Ficamos sem palavras», declarou Pedro Araújo. No que diz respeito à sua profissão e a forma como é encarada no Japão, Pedro Araújo que trabalha num dos jornais de maior tiragem do país (mais de 100 mil exemplares/dia), visitou um jornal local onde tiravam 400 mil jornais na edição da manhã e outro número idêntico da parte da tarde. «Muito satisfeitos» com os resultados deste intercâmbio, os rotários nacionais têm agora a tarefa de receber a comitiva japonesa, que em breve, visitará terras lusitanas. Será que vão ficar igualmente surpreendidos? Daqui a uns tempos, saberemos a resposta.


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Mies Van der Rohe em exposição no Fórum da Maia

Uma incontornável influência na arquitectura moderna A exposição “Mies Today”, patente no Fórum da Maia mostra-nos a obra de um dos mais importantes arquitectos do século passado, Mies Van der Rohe, um dos vultos do chamado “movimento Modernista”. Na inauguração do certame estiveram presentes o arquitecto Fernando Vásquez, que explicou detalhe a detalhe todo percurso do artista, e o vereador da Cultura da Câmara Municipal da Maia, Mário Neves. A par da exposição (patente até ao próximo dia 25) será efectuado um pequeno ciclo de conferências. António Armindo Soares

Mário Neves ouve atentamente Fernando Vasquez

Na Galeria II do Fórum da Maia foi apresentada a arquitectura moderna de um dos mais importantes e influentes arquitectos do século XX, um extenso trabalho de Mies Van der Rohe. Quem apresentou o certame foi o arquitecto Fernando Vásquez, que explicou o percurso do artista em questão e que na ocasião definiu o estilo de Mies Van der Rohe: «O Mies é o arquitecto que se identifica no trabalho do detalhe, e que se torna muito repetitivo, mas se notarmos a sua evolução das suas obras, vamos constatando o seu grande crescimento ao longo dos seus sessenta anos de trabalho. Até 1924, trabalhava dentro de uma linguagem neoclássica, que era a típica linguagem arquitectónica da época. Foi aluno de um grande neoclássico, Peter Beherns, e sendo assim Mies respeitava a linha do seu professor. Porém, mais tarde se apercebeu que esse estilo não se adequava à sua época e procurou aplicar na sua obra o momento cultural, espiritual e sobretudo histórico de si próprio. Começa, a partir daí, a produzir a

arquitectura moderna a partir da década de 30 em diante. Mesmo depois da sua morte, e ainda hoje, a sua obra dá para aprender, sobretudo o que é a verdadeira arquitectura». Mas a obra de Mies não se ficou apenas pela arquitectura estendendo-se também às peças de mobiliário.«Nesta exposição estão representadas duas peças. Ele era importantíssimo nesta área porque construía ambientes a partir do mobiliário dele, tornando-se fundamental para definir a sua arquitectura e também, no sentido de o conhecer melhor», explicou. Exemplos desta arquitectura estão espalhados em todo o planeta pelos “filhos” desta escola Por seu lado, o vereador da Cultura da Câmara da Maia, Mário Nuno Neves, de igual modo salientou a importância de trazer esta aposta arrojada: «Mies é um dos três grandes traves da verdadeira arquitectura do século XX. É uma arquitectura universal e vemos por todo o espaço do planeta exemplos de arquitectura que são filhos desta escola», referindo ainda que «a arquitectura é a

absoluta cultura e uma das principais manifestações do Homem. É a forma como o Homem organiza o espaço e a forma como vive, e assim, nesse sentido produz e gere comportamentos e a Cultura é isso mesmo». - Como reage ao ver aqui muitos jovens arquitectos da área metropolitana do Porto na inauguração desta exposição?: «Estou claramente muito satisfeito. Estas três questões são sempre os três princípios da política cultural da Câmara Municipal, que é a inovação, a formação, e o divertimento. Julgo que nesta exposição, temos estes três pilares perfeitamente claros: há preocupações de ordem estética, é inovadora e tem funções pedagógicas», respondeu, a concluir, o autarca. A mostra, que ocupa uma área de 500m2 (painéis+móveis), tem um carácter abrangente e informativo sobre a obra do arquitecto alemão, sendo exibidas 30 trabalhos da sua autoria, apresentados segundo uma consequência cronológica de 84 painéis que retratam os seus trabalhos iniciais na Europa, nos Estados Unidos e culminando com as grandes

obras do seu período final, exemplificadas no projecto da “Nova Galeria Nacional” de Berlim. Nascido em Aachen, na Alemanha, em 27 de Março de 1886, Mies Van der Rohe começa a trabalhar em 1905 com o designer Bruno Paul, abrindo o seu próprio atelier em 1912. Uma das principais características da sua arquitectura é o facto de aliar uma severa simplicidade a um refinamento dos elementos estruturais visíveis. Estes pressupostos estão plasmados em muitas das suas obras, como por exemplo o Seagram Building (Nova Iorque) de 1958, onde colaborou com Philip Johnson, e que é um paradigma da sua construção em altura, ou a Famsworth House, de 1950, onde define o seu modo de ver a arquitectura residencial. Fazendo parcerias com o françês Le Corbusier e com o americano Frank lloyd Wright, Mies exerceu uma incontornável influência na arquitectura moderna. O seu “estilo” tem vindo, aliás, a ser sucessivamente adoptado na construção de edifícios em altura, um pouco por todo o mundo.

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Reunião de Câmara

O Verde em acção Da reunião de Câmara realizada no passado dia 1 de Fevereiro, o executivo camarário deliberou a construção e arranjo de várias zonas verdes, assuntos da terceira idade e desportivos, entre outros. Bragança Fernandes o “Vice” da Câmara e Vereador do pelouro do desporto, viu 3 propostas suas aprovadas. A primeira refere-se a atribuição de um subsidio de 100 contos à comissão de festas de Santo António de Corim, com vista á organização do 3º Grande Prémio de Atletismo da Paróquia de Corim. A segunda proposta versou as IV férias desportivas para a terceira idade, a serem feitas pela população das 17 freguesias do concelho, com deslocação até a praia e acções desportivas, a que foi destinada uma verba de 700 contos. A terceira proposta deste Vereador, tem a ver com a criação dos 1ºs Jogos da Família e o IV convívio da terceira idade, com autorização de despesa no valor de 1.500 contos. Os Vereadores Domingos Tiago e Manuel Ferreira, viram aprovada uma proposta sua de acção de formação e regulamentação de segurança contra incêndios, a que foi atribuída uma verba de 250 contos. A “Saga Verde”, começa na Freguesia de Gemunde, onde vai ser lançado um concurso para o ajardinamento e rede de rega e outros equipamentos para a Praceta da Campa do Preto, com uma base de 1.700 contos, prosseguindo na Freguesia de Águas Santas com o concurso para o fornecimento e instalação de rede de rega nos espaços exteriores do centro de saúde local com uma base de 2.100 contos. A arborização do Concelho, através de um concurso público de aquisição de árvores, arbustos e relva para os Parques e Jardins do Concelho e Estrada Nacional 208 tem uma previsão base de custos no valor de 7.200 contos. A terminar as obras a mais consideradas na construção de uma Horta Pedagógica e trabalhos Urbanísticos em diversas áreas do Concelho com vista a sua recuperação urbana teve um valor de 11.804.926$, para uma adjudicação inicial de 49.830.000$00. A terminar, mais duas obras, ambas na Freguesia de Milheirós, mereceram relevo na reunião camarária, tratam-se da remodelação dos balneários, e dos revestimentos interiores, do campo de jogos, orçadas em 4.269.037$00 e a adaptação de um prédio camarário da Rua da Arroteia para Creche, Infantário e Jardim de Infância com um valor de 14.364.504$00.

Comunicado Ao tomar conhecimento das atitudes despropositadas protagonizadas nos últimos tempos pela JSD-Maia, vimos por este meio manifestar-nos politicamente sobre esta matéria: Face ao desnorte a que assistimos na JSD, demonstrada na ânsia desmesurada de protagonismo barato a que tem sido votada pelo seu líder, cumpre-nos esclarecer o motivo porque corre o líder da JSD. A agressividade e clara precipitação política patente num comunicado em que esclareciam ser frontalmente contra a coligação PP-PSD na Maia, colocando-se à frente de tudo e de todos neste domínio, não lhes deixa qualquer alternativa, caso este facto se verifique, que não seja o arredamento do processo autárquico, isto para manter coerência entre o que se bradou aos quatro ventos e o praticado. Nesse mesmo comunicado, zangamse as comadres e votam-se os cidadãos Maiatos a assistirem a um espectáculo deplorável onde em nada se dignificam os protagonistas : é serem testemunhas da troca de galhardetes entre o líder do PP (

acusando a JSD de ter tornado o Fórum Jovem na sua Sede Concelhia, numa clara alusão ao facto da maioria das pessoas do Fórum serem Jotinhas laranjas) e o líder da JSD (que pergunta “ onde está a trabalhar o ex-Presidente do PP-Maia ?, onde está a trabalhar o actual Presidente da Juventude Popular ? “). Aos eleitores Maiatos cumpre-lhes interrogarem-se : afinal para que serve esta Coligação na Maia ? Para satisfazer as pretensões pessoais dos a ela afectos. Mas, o “cobertor” parece já não dar para todos....... A JSD tem agora uma nova bandeira na Maia, segundo o seu líder: impor na vereação da Câmara, pasme-se, “um vereador para os copos, um vereador que saia à noite”...(porque vereador da Juventude já existe...) Pelos vistos esse vereador já terá rosto, o que não entendemos, e daí a nossa perplexidade, são as funções pelas quais será investido este novo “boy”, senão vejamos : ao que sabemos na Câmara da Maia o horário de expediente é diurno e do conhecimento público. Será alterado para este Vereador tão especial ? E o seu gabinete, será

instalado num qualquer bar nocturno Concelhio ? Irá o erário público pagar a alguém para se ir divertir à noite para bares e discotecas ? para beber uns copos ? O projecto de PSD tem danificado em vários sectores o Concelho, tendo demonstrado irresponsabilidade em várias decisões, mas não estamos em crer que embarque neste disparate óbvio, que só serve as pretensões de “alguém”. A última iniciativa levada a cabo (notese que novamente nos bares) tem tanto de despropositada como de infeliz, distribuir Kits com preservativos ao Socialismo. Despropositada porque na Maia, os cidadãos têm que se proteger contra um vírus instalado chamado “Compadrio autárquico do PSD”. Infeliz porque o próprio partido brindou esta iniciativa com a sua total indiferença. Mas, afinal, porque corre o líder da JSD ? Toda esta precipitação, ânsia de mostrar trabalho, mesmo sem o mínimo de nexo ou de estratégia, dando tiros nos próprios pés...terá obrigatoriamente uma

forte motivação, interrogamo-nos. Será que para justificar a sua contratação pela Câmara em regime de avença, para monitor, na divisão de Fomento Desportivo, desde o dia 1 de Maio de 2000 ? Possivelmente ...... Uma breve dúvida nos assalta, será que essa avença também é para andar à noite nos copos ? Possivelmente..... Continue a correr, e a justificar a avença. O projecto autárquico em curso neste Concelho está esgotado de forma irreversível. Basta, dos projectos megalómanos que em nada melhoram a qualidade de vida do Cidadão Maiato. Urge colocar em marcha um novo ciclo político, virado para o futuro, que se enquadre nas pretensões e verdadeiras necessidades dos cidadãos. Um projecto Forte, Eficaz e Enérgico, com capacidade para atrair e convencer. Há uma verdadeira alternativa política na Maia. Pelo Secretariado da Concelhia da JS-Maia : Sandra Vasconcelos Lameiras


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Concurso Literário 2000

Jovens poetas e escritores da Maia premiados Os prémios relativos ao Concurso Literário do ano transacto foram entregues no passado dia três, num Sarau de Poesia, promovido pelo Pelouro da Juventude da Câmara Municipal da Maia. A terceira edição desta iniciativa contou com a participação de cerca de 20 autores que apresentaram mais de 50 trabalhos, entre contos e poemas. Reportagem de Miguel Ângelo Machado

«Estimular e incentivar a criatividade literária juvenil do nosso concelho» constitui o objectivo primordial, como afirmou Carlos Frazão, responsável pelas actividades culturais do Pelouro da Juventude da CM da Maia, da iniciativa “Concurso Literário”. O ponto alto do Sarau de Poesia levado a efeito no passado dia três e que decorreu nas instalações do Fórum Jovem da Maia foi a entrega dos prémios aos vencedores do Concurso Literário 2000. Perante uma assistência que preencheu por completo o espaço do bar, Carlos Frazão, Aida Soares e Rosana Mendes, funcionários do Fórum Jovem, e sob os sons do pianista Ricardo Cunha, deram início ao serão literário declamando poesia de autores portugueses e outros poemas e mesmo alguns extractos de contos, de alguns dos vencedores das duas edições anteriores desta iniciativa. Enquanto Aida Soares recitou três poemas de José Régio, Rosana Mendes escolheu a poetisa Florbela Espanca para deliciar os presentes. Por sua vez, Carlos Frazão apresentou uma pequena resenha de construções poéticas de José Rui Teixeira, Vinicius de Moraes, de Elsa Maria de Oliveira e Carina Domingos (estas duas últimas, jovens deficientes mentais). Já com um ambiente literário no ar q.b., seguiu-se à entrega dos diplomas e respectivos prémios do Concurso

Literário 2000. Este concurso foi dividido em três modalidades de criação literária, Conto, Poesia e Escrita Teatral, tendo todos eles dois escalões. O escalão A foi destinado aos concorrentes com idades compreendidas entre os 13 e os 18 anos e o B aos poetas e escritores que tinham entre 19 e 30 anos. Começando pelas Menções Honrosas, “Beatriz Soares”, pseudónimo de Sílvia Martins com o trabalho “Acredito” e “Vanda Soares”, assinatura literária de Carla Rocha e Sá, foram as galardoadas com o respectivo diploma. Neste edição, à semelhança de anos anteriores, não houve trabalhos a concurso na modalidade de Escrita Teatral, «não nos preocupa o facto de não termos recebido obras nesta área. Provavelmente não existem pessoas a escrever teatro, ou então, não estão sensibilizadas a apresentar os seus trabalhos. O objectivo desta modalidade era dispormos de textos inéditos para que, depois, fossem representados pelos vários grupos juvenis de teatro da Maia», explicou Carlos Frazão. Sendo assim, os mais de 50 trabalhos recebidos trataramse, exclusivamente, de poemas e contos de cerca de 20 autores. Os premiados com um cheque no valor de 60 mil escudos cada, foram os seguintes: na modalidade de Conto relativo ao Escalão A, Cátia Coelho que assinou sob o pseudónimo “Cinderela” o trabalho intitulado “Saga escrita a giz” foi

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Aida Soares lê poesia

a vencedora. No Escalão B, o trabalho que mais agradou ao júri do concurso foi o conto “Domingo” de “Adolfo Rocha”, pseudónimo de Pedro José Almeida. Na modalidade de Poesia, escalão A, foi decidido atribuir o prémio ao trabalho “Amor”, assinado por “João Manuel”, assinatura literária de Álvaro Neves. Relativamente ao Escalão B, o mesmo “Adolfo Rocha”, com o poema “Nocturna” foi quem venceu. Os responsáveis pelo Fórum Jovem da Maia têm organizado diversas iniciativas nas mais variadas áreas artísticas, «temos eventos ligados às artes plásticas, ao teatro e à música», disse Carlos Frazão que vê a literatura como «uma arte como as outras, mas que está, por norma, mais afastada e menos acessível da população». A realização do “Concurso Literário” foi justificado por Carlos Frazão «pelo facto de já termos identificado grandes apetências dentro da nossa comunidade juvenil para a literatura». O Sarau de Poesia coincide, «propositadamente. com a divulgação pública dos resultados deste concurso». Os trabalhos foram submetidos à avaliação de um júri composto por três

elementos, nomeados pelo Pelouro da Juventude, ao qual foram entregues cópias dos trabalhos. «Fazem uma avaliação pessoal e posteriormente há uma primeira reunião onde se definem os critérios, já que, não impomos qualquer tipo de critério no regulamento. O júri volta a reunir-se e são escolhidos os vencedores», referiu Carlos Frazão quanto ao processo que envolve a selecção dos premiados. O número de participantes é visto pelo responsável pelas actividades culturais do Pelouro da Juventude com «muito agrado. O número de 60 trabalhos para nós é muito interessante, embora possam parecer pouco expressivos. Pode parecer, mas em boa verdade não é. A Literatura não é das áreas mais populares e registamos com mais agrado a qualidade dos trabalhos do que a quantidade de concorrentes, que mesmo assim do meu ponto de vista, é muito bom». Publicar um livro com os trabalhos premiados nos últimos três anos e mais uns outros que não chegaram a vencer o “Concurso Literário” será o próximo passo a tomar pelo Pelouro da Juventude na área de Literatura.


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Relações Internacionais da Câmara Municipal da Maia

Política de Geminações Quando em 1996, a Câmara Municipal da Maia decidiu criar um Gabinete de Relações Internacionais, atribuindo-lhe o fomento e a gestão de Acordos de Geminação e Protocolos de Cooperação com cidades e regiões da Europa e do Mundo, ficou claro que cada vez mais há uma consciencialização de que a evolução da Europa só é possível se houver um envolvimento da sociedade civil cuja participação activa tem sido encorajada pela União Europeia, incentivando a união entre vilas e cidades através de Acordos de Geminação. António Armindo Soares

Travar conhecimento, trocar experiências e trabalhar com pessoas e entidades de outros Estados constituí, sem dúvida um meio importante para se adquirir uma melhor percepção das questões relacionadas com a criação de uma Europa mais unida. O trabalho que foi sendo desenvolvido, ao longo dos últimos 4 anos, pelo Gabinete de Relações Internacionais da Câmara Municipal da Maia, «sob a superior orientação do Senhor Presidente da Câmara, Prof. Vieira de Carvalho e do senhor vereador Bragança Fernandes, permitiu alcançar bons resultados em várias áreas ligadas à Cultura, ao Desporto, à Juventude, com o intuito de possibilitar a troca de experiências e debate de problemas comuns», disse-nos Pedro Rodrigues, do Gabinete de Relações Internacionais da Câmara. Vários são os Protocolos de Cooperação que a Câmara Municipal da Maia já celebrou, com particular destaque para o Acordo, que desde 1997, o Município da Maia e a Junta de Castilla y León têm, «e que é um bom exemplo do trabalho que vem sendo desenvolvido nesta área». A música, o teatro, as artes plásticas e o desporto, são algumas das áreas mais importantes do acordo firmado, e para as quais tem sido realizado anualmente um programa de actividades desenvolvido na Maia e em diversas cidades de Castilla y León como são o caso de Valladolid, Salamanca, Burgos ou Segóvia. Um aspecto sem dúvida importante deste acordo «é o incentivo dado aos jovens para as artes». Este tipo de acções, permite aos jovens maiatos e castelhano-leoneses, o contacto com artistas consagrados de outras regiões do país e mesmo do estrangeiro, aumentando assim as expectativas e motivações fundamentais para o seu futuro sucesso. «A cultura deverá desempenhar um papel importante na ocupação dos tempos livres, daí o forte investimento que está a ser feito pela Câmara Municipal da Maia nesta área, aproveitando ao máximo os acordos de cooperação que tem com cidades e regiões de outros países», sustenta Pedro Rodrigues. Um outro Acordo de Cooperação, mas desta feita com um Município fora do espaço comunitário, mas que no entanto surgiu através do programa comunitário “Europe - China Linking Programme”, promovido pela União Europeia, com o objectivo de estreitar as relações entre a Europa e a República Popular da China, foi celebrado em 1998 entre o Município da Maia e o Município chinês de Lanzhou. Com uma vertente diferente do acordo celebrado com Castilla y León, esta união visa essencialmente um intercâmbio industrial e a promoção de novas tecnologias, já que ambos os municípios têm nesta matéria potencialidades e interesses comuns. No âmbito deste Acordo de Cooperação Luso-chinês, esteve na Maia em Maio último, uma delegação de Lanzhou com o

Pedro Rodrigues

objectivo de recolher informações para futuros investimentos. Boas relações com os PALOP Também em relação aos PALOP, a Maia tem boas relações com vários municípios, dos quais se destaca Nampula, em Moçambique, com a qual futuramente será celebrado um Protocolo de Cooperação. Entretanto com S. Nicolau em Cabo Verde, foi celebrado um acordo de geminação em 1998, que prevê uma estreita cooperação, em vários domínios, nomeadamente, na educação, formação, saúde e intercâmbios culturais e sociais. Mais recentemente, em Junho de 1999, foi assinado um Protocolo de Geminação com a cidade canadiana de Sault Ste. Marie, situada a cerca de 600 quilómetros de Toronto, com uma população “portuguesa” de cerca de um milhar de

pessoas. Dentro das actividades previstas, já se realizou um estágio desportivo de jovens canadianos na Maia. O plano de actividades para 2001 prevê intercâmbios de formação de técnicos na área económica, visitas e intercâmbios empresariais de ambos os lados, bem como acções de cariz cultural, nomeadamente nas áreas da música e das artes plásticas. Por último, em Setembro de 2000, uma delegação da Câmara Municipal da Maia, irá deslocar-se à cidade francesa de Mantes-la-Jolie, de forma a ser celebrado um Protocolo de Geminação que irá unir os dois municípios. Esta cidade tem cerca de 45.000 habitantes, dos quais 5.000 são portugueses e está localizada a 50 quilómetros de Paris. Actualmente, encara o seu desenvolvimento económico como uma

prioridade, tendo apostado fortemente na dinamização da actividade comercial existente, e na implantação de novas empresas, destacando-se ainda o notável equipamento desportivo existente em Mantes-La-Jolie e que será um dos aspectos essenciais a aproveitar no âmbito deste Acordo de Geminação. Em síntese, a Maia dispõe hoje de cidades irmãs em quatro continentes, estrategicamente escolhidas. Serve isto para dizer, «que a nossa política de Geminação e da Acordos de Cooperação, obedece a objectivos previamente definidos e a uma selecção criteriosa, onde a par das relações bilaterais estabelecidas, se perspectivam outras valências designadamente para as comunidades mais jovens, no plano do desenvolvimento cultural, desportivo, social, entre outros», refere. Não podemos esquecer que a Europa sem fronteiras, «é hoje uma realidade que nos aproximou cada vez mais de outras comunidades e que a globalização à escala mundial torna o mundo na já designada “aldeia global”, onde já não é possível estarmos alheios ou indiferentes ao que se passa na Ásia, na América do Norte ou no Continente Africano». Assim, é nesta perspectiva, que a Maia acompanha o seu crescente desenvolvimento interno com uma política de relações externas, «que mais do que a nossa dimensão territorial, procura espelhar o nosso desejo de ir mais longe e o facto de sermos um município de referência em vários sectores no nosso país. É essencial para a Câmara Municipal da Maia abrir os seus horizontes num mundo em que as distâncias são cada vez mais curtas e em que as relações internacionais são um factor cada vez mais intenso na aproximação dos povos» sublinha. A inserção do Município da Maia nas instâncias internacionais, como é o caso, a título de exemplo, da O.I.C.I. (Organização Ibero-Americana de Cooperação Internacional), irá certamente permitir, através de uma cooperação com outros municípios do mundo, lutar e levar por diante a tarefa de, a uma só voz fazer chegar os problemas, os pontos de vista e a experiência de todos os municípios, e acima de tudo, de trabalhar para o seu bem comum. Brioude e Argentat são dois municípios franceses com os quais a Maia tem relações. Quanto a Brioude, Vieira de Carvalho, recentemente admitiu ao jornal “Maia Hoje” que poderão reatar negocições para que se concretize o “sonho” de muitos maiatos residentes nesta cidade francesa, onde se realça o natural da freguesia da Maia, José Pinelas. Quanto a Argentat, em que existe uma profunda relação de amizade entre a Maia e esta cidade, também francesa (e que é fruto do intercâmbio com o Grupo Regional de Moreira da Maia), poderá num prazo não muito logo avançar para uma provável geminação.


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População e autarquias fazem sentir a sua revolta

Barulho e poluição da Siderurgia põe em causa a saúde pública? Os barulhos e a emissão de partículas são factos que têm resultado nas queixas que as populações de Folgosa e de S. Pedro Fins fazem da Siderurgia Nacional. O “Maia Hoje” num vasto trabalho de reportagem executou a missão de clarificar a situação, ouvindo as partes envolvidas na questão. Pelo que apuramos, existe um verdadeiro “sentimento de revolta” dos moradores da área envolvente à unidade industrial, em particular no lugar de S. Frutuoso, onde que nos foi dado conta de que paira um certo pânico e receio de que a saúde pública possa estar em causa. António Armindo Soares

As instalações da Siderurgia Nacional na Maia

Pânico, receio, revolta e mágoa são sentimentos que se notam nas vozes, quer da população, quer dos autarcas. Na extensa reportagem realizada, no passado sábado e domingo, o “Maia Hoje” verificou no local, em particular em S. Frutuoso, na freguesia de Folgosa, as razões da discórdia. O jovem morador Luis Mamede Sousa - que reside a cerca de 300 metros da Siderurgia Nacional, tem sido uma voz activa e alerta, manifestada inclusive através de carta enviada à Inspecção Geral do Ambiente. «Como pessoa natural e residente deste local não quero colocar em questão o fechar da Siderurgia, mas o que se deve exigir é que esta empresa deve funcionar de acordo com as regras estabelecidas pela

União Europeia e pelo Estado português. O que me indigna é que os níveis de poluição, quer atmosférica - poeiras e deposição de escórias, quer sonora, torna insuportável viver nesta zona. Esta situação levou-me a fazer uma exposição à Direcção Geral do Ambiente, com sede na Amadora, e obtive resposta em carta datada de 15 de Janeiro de 2001, onde sou informado que na sequência de uma inspecção realizada a 9 de Dezembro de 1999 por este organismo à Siderurgia Nacional, a unidade industrial foi alvo de um processo de contra-ordenação do qual resultou uma decisão condenatória pela prática de três infracções, culminando com a aplicação de uma coima», contou-nos Luis Mamede Sousa. «A roupa, depois de lavada, não pode

ser estendida, porque fica com deposição de partículas ferrosas. Há também agricultores - uma luta que vem de trás -, que se queixam de os seus pastos estarem com materiais ferrosos. Além disso, é o cheiro, que depois de umas extensas nuvens de fumo, chega a ser difícil respirar. Em suma, são as poeiras, o ar, e uma das coisas mais importantes prende-se com o cenário visual, que piorou com o derrube de árvores, deixando assim, de existir uma cintura de protecção. Agora nem as poucas árvores podem exercer a sua função de filtrar os níveis de ruído, sentidos nas casas existentes nas imediações», referiu o morador. Este jovem disse-nos ainda que o nível de barulho tem-se intensificado e

vindo a atingir proporções elevadas: «Este local é ensurdecedor, ainda ontem (sábado dia 3, pelas 21 horas e 30 minutos) ocorreu um estrondo enorme, o que levou a que as pessoas viessem à rua preocupadas. Há muita gente que tem queixas, mas ao que parece têm medo de dar a cara. Todos nós vivemos mal com esta situação. Nós, população das freguesias de Folgosa e de S. Pedro Fins», rematou Luís Mamede Sousa.

“Cada dia que passa isto está pior” Para Eduardo Ribeiro, também residente em S.Frutuoso, o “caso” da Siderurgia Nacional «não é de agora, é


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velho. Ao contrário do que ouço dizer “que se faz, faz, faz...” a verdade é que cada dia que passa isto está pior. Ainda ontem, um familiar de um dos meus vizinhos que vive na Maia, estava no quintal a dar de comer a um cão, ouviu um estrondo tão grande que me perguntou o que se passava! É lamentável que os responsáveis continuem a dizer que “está tudo bem e que não se passa nada”, quando na realidade as pessoas daqui sofrem na pele, no seu dia-a-dia coisas violentas. É uma agressividade ambiental impensável num país que se diz desenvolvido». Fumos intensos e multi-partículas ferrosas que diariamente invadem os bem privados das populações e ruídos constantes constituem um cenário permanente na zona envolvente à referida unidade industrial. «A partir de determinada hora da madrugada o ruído é insuportável. E para não falar da saúde pública, pois é vergonhoso que as entidades ligadas ao sector da Saúde não tenham ligado a esta questão. Há casos de doenças, de que ninguém tem provas concretas, e quem tem a obrigação de fazer algo, já que são pagos pelos contribuintes, são as entidades competentes, que deviam de analisar e pesquisar, mas nada fazem. No entanto, se um de nós, nas nossas moradias, construir um galinheiro recebemos logo ordens para o fechar. Mandam destruir um simples galinheiro, mas olhar para a questão da Siderurgia não o fazem», argumenta Eduardo Ribeiro. Este morador de Folgosa “lamenta” ter de criar o filho neste local, «na medida em que não tenho condições económicas para me retirar deste local. Caso contrário saia desta terra. Nem sei exactamente até que ponto possa estar a ser um “homicida” do meu próprio filho».

José Rocha

“Cenário insuportável” José Rocha, outro morador da zona, confirma-nos que «a situação agrava-se mais à noite, quando as descargas de poluição atingem maior proporção, entre as 23 e as 5 horas da manhã. Os automóveis ficam todos negros, e na berma do passeio da minha moradia, notam-se as ferrugens. A poluição sonora tem sido demais. Isto é insuportável; há aqui uma situação de pânico. Tenho um bebé de 4 meses de idade e quando surge o barulho das turbinas ele fica inquieto». Os moradores falam dos rumores do encerramento da outra siderurgia situada no Seixal e temem que a produção venha a aumentar na Maia. Contactada pelo “Maia Hoje”, a

administração da Siderurgia Nacional revelou-se indisponível para prestar qualquer declaração a este órgão de comunicação social.

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de continuarmos a pressionar o Ministério do Ambiente, no sentido de analisar a questão e tomar as decisões que se impõem para o caso em presença».

reuniões de acompanhamento, aceitei participar nelas com muito entusiasmo, já que via que pudessem vir a ter alguns resultados concretos para o melhoramento das condições ambientais das populações das duas freguesias. No entanto, posso afirmar que estive em três reuniões no espaço de três anos, o que acho manifestamente pouco, dada a gravidade do problema e, particularmente, tendo conhecimento que havia um calendário, estabelecido e acordado entre os parceiros desse acompanhamento, e pelos vistos, que eu saiba, esse mesmo calendário está longe de ser cumprido e deixa muito a desejar no que respeita aos “timings” que foram assumidos».

“Siderurgia não cumpre os valores limites”

Vieira de Carvalho Joaquim Marques

Vieira de Carvalho está atento e afirma: “O nosso papel é de continuarmos a pressionar o Ministério do Ambiente...” Algo preocupado com as queixas das populações e respectivos autarcas locais, Vieira de Carvalho referiu ao “Maia Hoje” que esta questão está a ter «um tratamento atento» da parte do seu município. «Quer da parte da Câmara Municipal da Maia, quer das duas autarquias, de Folgosa e de S. Pedro Fins, temos estado atentos a esta questão e temos procurado ir ao encontro das preocupações manifestadas, fundamentalmente em relação ao despoeiramento e aos ruídos. Essas são as duas matérias mais evidentes na actividade laboral da Siderurgia», conta o autarca. O presidente da Câmara Municipal da Maia diz ter insistido e alertado junto do Ministério do Ambiente para este assunto, «que é a entidade tutelar desta matéria, estando dependente da vontade e dos meios técnicos e humanos de que dispõe para se tentar resolver esta questão». Manifesta, ainda, que tem sempre no pensamento «as preocupações dos moradores» da área envolvente desta unidade industrial, assumindo-se como o «principal preocupado. Temos esta preocupação em elevado grau e procuramos encontrar e, até obrigar, a empresa a introduzir alterações e melhorias significativas no seu processo de fabrico», acrescentando que a Câmara Municipal em tempos, obrigou a empresa a instalar filtros adequados, «que já lá tinham estado a funcionar, em condições operacionais aceitáveis». Vieira de Carvalho garante que tem obtido respostas da Siderurgia, «inclusive o Ministério do Ambiente tem estado em contacto com a empresa, através de visitas que tem feito regularmente. Julgo que terá avaliado as questões “in-loco”, mas não nos tem dado conhecimento dessa avaliação e dos compromissos assumidos pela Siderurgia perante o próprio Ministério». Sobre a existência ou não de um estudo para apurar os riscos para a saúde pública, Vieira de Carvalho, admite que «deve haver», mas, acrescenta que «não somos nós, autarquia, a quem compete fazer o estudo. O nosso papel é

Presidente da Junta de S. Pedro Fins, indignado, lamenta: «Sete ou oito anos é tempo demais para a não existência de um estudo para apurar riscos!» Muito perturbado com a situação actual que afecta a sua freguesia, o presidente da Junta de Freguesia de S. Pedro Fins, Joaquim Marques Gonçalves, em entrevista ao jornal “Maia Hoje” colocou o “dedo na ferida” e aponta as razões para a sua indignação: «Na sequência de uma notícia que foi difundida num jornal local, e no que respeita às declarações da chefe de Divisão do Ambiente da Câmara da Maia, a Engª Helena Lopes, lamento algumas imprecisões aí expostas. Imprecisões essas, que se resumem logo quando esta responsável afirma que a questão da Siderurgia tem vindo a ser acompanhada, na sequência de reuniões periódicas, entre a Câmara Municipal e os autarcas de Folgosa e S. Pedro Fins. Quanto a isto, tenho a dizer que quando me foram propostas essas

O autarca afirmou que em sete ou oito anos, «o tempo desta administração que lidera a Siderurgia Nacional, é muito para continuarmos ainda em estudos. Estudos esses que produziram “zero” em efeitos concretos. Tanto mais, que a Junta de S. Pedro Fins (que se tem empenhado ao longo dos últimos anos na denúncia destas questões) tem conhecimento de uma carta que o próprio Ministério do Ambiente nos enviou, onde afirma que “as emissões gasosas da Siderurgia Nacional demonstraram alguns valores limites, em termos do Decreto Lei”, e pelo que sei é extremamente “generoso” no que respeita à admissão desses valores, mas mesmo assim, a empresa não estava a cumprir com esses limites. Para além disso, a Siderurgia tem sido alvo de processos contra-ordenação”. Joaquim Marques Gonçalves lamenta e diz estar «espantado» como até agora não existe das partes competentes nenhum estudo «que possa aferir da gravidade ou não dessas emissões gasosas que são lançadas para a atmosfera», e lembra que «há pessoas que têm pastagens e que falam de mortes, nunca explicadas, de animais. Há também dados que podem ou não serem indícios de determinado tipo de doenças humanas nesta zona que têm vindo a aumentar. Como é que, perante estes factos, as autoridades competentes continuam serenas e calmas e não se dignaram ainda fazer qualquer estudo científico da relação que pode ou não existir entre estas duas situações?», questiona o autarca.


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em cooperação com a Siderurgia Nacional - de encontrarem soluções, no sentido de garantir o bem-estar das pessoas».

“Estudo de carácter científico é preciso”

Depósito de detritos a céu aberto

“Partículas residuais, depositadas a céu aberto” Uma das outras abordagens que o entrevistado nos traçou tem a ver com as partículas provenientes do “despoeiramento” e que segundo as declarações de Helena Lopes, «vão para uma unidade de Espanha, para serem inertizadas», no entanto, Joaquim Marques Gonçalves afirma ter um dossier com fotografias «que comprovam que esse processo foi seguido nos primeiros tempos, mas que, talvez, devido ao seu elevado custo tem sido gradualmente abandonado e, hoje estão depositadas a céu aberto, para quem as quiser ver, no interior dos terrenos da Siderurgia». Ainda sobre as informações contidas na notícia de que os afluentes líquidos estariam resolvidos, o autarca adianta o contrário, ao afirmar que a recente cheia «pôs a nu a ineficácia desse mesmo tratamento. Quem quiser deslocar-se às zonas onde a ribeira de Leandro “andou” fora do leito, pode verificar os óleos e outros resíduos que ficaram nas margens dessa ribeira».

qualquer país tem que ter empresas, mas que saibam respeitar as regras da sã convivência com as populações».

igualmente «as supostas doenças de que se fala, embora de alguma forma, não estejam comprovadas, mas que poderão estar relacionadas com este tipo de poluição. O que parece é que as autoridades nacionais e locais, têm naturalmente - e sem deixarem de o fazer

Afiança, entretanto, que, nos dias de hoje, há uma maior abertura da parte da Siderurgia para «conversar connosco e para tentar encontrar uma solução. Aliás, a empresa ficou inclusive de estudar uma proposta, sei também que terão havido estudos no sentido de encontrar soluções técnicas para permitir que, pelo menos, a questão da poluição sonora e principalmente a poluição atmosférica, fosse menor. Não sei se a empresa apresentou ou não essa proposta à Câmara Municipal, pelo menos ao grupo de acompanhamento ainda não apresentou». Paulo Ramalho reclama «um estudo aprofundado de carácter científico, com pessoas representantes da comunidade científica, no sentido de apurar definitivamente, qual é o verdadeiro impacte da poluição efectuada pela Siderurgia Nacional, já que a saúde pública das nossas populações deixa-nos a todos preocupados. Nós não queremos pôr em causa os postos de trabalho desta empresa, mas temos todos, em conjunto, de resolver esta situação. Estou esperançado numa solução pacífica, mas estou a perder a paciência e, sei do desespero destas pessoas, porque quem vive aqui é que sente todo este problema», finalizou.

Paulo Ramalho

“A situação pode vir a piorar”

Presidente da Assembleia de Folgosa: “Esperança de uma solução pacífica”

O presidente da Junta de Freguesia de S. Pedro Fins manifesta a sua preocupação por ter conhecimento do «incremento da produção nesta unidade industrial», e interroga se «a situação de hoje é a que conhecemos, que é perfeitamente caótica, em termos de descontrolo, e que é testemunhado pelo próprio organismo oficial, como é que nós iremos viver no futuro?! Como é que estas populações vão ter qualidade de vida e condições para poderem viver nestas freguesias no futuro, se sabemos que esta questão vai piorar a muito curto prazo?!». A pensar na manutenção dos postos de trabalho dos muitos funcionários da Siderurgia, Joaquim Marques Gonçalves salienta que «nós queremos apenas que a empresa respeite a lei», e se for compatível a «coabitação entre a empresa e o meio ambiente, havendo este respeito recíproco, obviamente que nós sabemos que qualquer economia de

Presidente da Assembleia de Freguesia de Folgosa, Paulo Ramalho, confirma as queixas feitas e o sentimento de mal-estar da sua população: «Existe uma série de reivindicações e solicitações, onde são apresentadas situações que resultaram em danos nos bens pessoais dos moradores, nomeadamente, do lugar de S. Frutuoso», e tem feito sentir as suas preocupações quer à Junta quer à Assembleia de Freguesia, designadamente das questões da poluição atmosférica e do pó. «Parece que as pessoas acordam de manhã e deparam com os seus carros e a roupa, completamente cobertos de poeira. Esta é uma das principais reclamações. A outra tem a ver com o índice de poluição sonora e, aliás, como podemos constatar neste preciso momento (domingo, pelas 13 horas e 10 minutos) com os ruídos muito fortes que prejudicam o bem estar das populações». Por outro lado, Paulo Ramalho refere

Carta da Direcção Regional do Ambiente enviada ao Presidente da Junta


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Inspecção Geral do Ambiente confirma

Siderurgia Nacional foi alvo de três contra-ordenações Contactado pelo “Maia Hoje”, o Ministério do Ambiente e do Ordenamento do Território, através da Inspecção - Geral do Ambiente, enviou um fax para a nossa redacção, no qual consta todo o processo de contra-ordenação, datado de 31 de Agosto de 2000, que envolve esta entidade e a Siderurgia Nacional Empresa de Produtos Longos, S. A., situada na freguesia de S. Pedro de Fins, concelho da Maia. Miguel Ângelo Machado

A Siderurgia Nacional (SN), situada em S. Pedro de Fins, emprega cerca de 250 trabalhadores, labora 24 horas por dia, em três turnos, excepto na laminagem que funciona em dois. Esta empresa com um capital social de 10 000 000 contos tem como principal actividade a exploração da indústria siderúrgica, na vertente de produtos longos, bem como o exercício de todas as actividades comerciais e industriais com ela conexas. Para além destes factos, dados como “provados, face aos elementos recolhidos”, a InspecçãoGeral do Ambiente (IGA) apurou ainda que a SN produz resíduos industriais em consequência do exercício da sua actividade produtiva, designadamente escória de aciaria, pó de despoeiramento, lamas dos decantadores, revestimentos e refractários usados, terras do parque de sucatas, óleos usados e condensadores contendo PCB. A falta de licença na data da inspecção Numa acção inspectiva às instalações da arguida, Siderurgia Nacional (SN), efectuada no dia 9 de Dezembro de 1999, foi constatado que a mesma que “apesar de constituir uma exigência legal, a arguida não apresentou as guias de acompanhamento do transporte das escamas da laminagem” e não possuía “licença de laboração”. Por último, na mesma inspecção, a empresa arguida “não apresentou documentos comprovativos da credenciação das entidades a que entrega as escamas de laminagem e não procede a um armazenamento adequado dos resíduos constantes no parque de resíduos”. Tratam-se de constatações aparentemente graves na medida em que, SN, para além, de não tratar convenientemente os resíduos resultantes da sua produção, não possuía licença legal para laborar, pelo menos na data da referida acção inspectiva. Notificada nos termos legais pela Inspecção - Geral do Ambiente, a SN pronunciou-se, por escrito dizendo que “no presente caso, não era necessário o preenchimento das guias de acompanhamento de resíduos, nomeadamente das escamas de laminagem, uma vez que são entregues a outras entidades com o objectivo de procederem à sua reutilização”, assim refere o mesmo documento. Relativamente à quantidade de escamas, a empresa afirmou, na sua resposta, que tem “toda a documentação necessária

Carta que um morador recebeu da Inspecção Geral do Ambiente

para efeito do seu controle em termos de quantidade e de respectivo destino”, acrescentando que estão a guardar resposta do Instituto Nacional de Resíduos “sobre que tipo de classificação atribuir às escamas de laminagem, se é resíduo ou subproduto.” No que diz respeito à licença de laboração, a SN referiu que na altura da inspecção aguardavam a “realização de nova vistoria” mas que entretanto o Ministério da Economia “emitiu uma declaração em que atesta a laboração do estabelecimento explorado pela arguida”, documento esse, emitido pela Dele-

gação Regional do Norte do Ministério da Economia, e que foi anexado ao processo de contra-ordenação pela SN na fase de defesa no âmbito do artigo 50º do Decreto-Lei nº 433/92, de 27 de Outubro. As acusações A escória da aciaria, os revestimentos e refractários usados e as terras do parque das sucatas são encaminhados para a “Companhia de Tratamento de Sucatas. O pó de despoeiramento são transportados para empresa “ASER”, sendo, actualmente a empresa receptora

a “SOGARISA”, sediada em Espanha. As lamas dos decantadores encontram-se armazenados na própria siderurgia e os óleos usados são enviados para a “Autovila”, o mesmo acontecendo com os condensadores que contêm PCB, que numa fase posterior são encaminhados para França. Contudo, a SN promoveu o transporte de todos estes resíduos sem que o mesmo fosse acompanhado das guias legalmente exigidas. Vários destes detritos, na data da inspecção, foram encontrados “armazenados no parque de resíduos, em área não coberta e em terreno não impermeabilizado, podendo provocar a contaminação de aquíferos”, assim consta no documento, que afirma logo de seguida: “A arguida tinha conhecimento das obrigações cujo cumprimento omitiu e sabia que a sua actuação era contrária à lei”. Alguns destes factos deram, então origem a um processo de contraordenação. No total foram aplicadas três coimas. Uma que poderá ir de 500 mil escudos a nove mil contos, a segunda compreende valores entre 500 e os seis mil contos e por fim, uma terceira que vai desde 50 mil escudos aos seis mil contos. Estas coimas dizem respeito à ineficácia da SN na gestão, transporte e destino final de resíduos resultantes da sua produção, já que, “não é uma entidade a proceder a operações de eliminação e valorização de resíduos, nem tão pouco as suas instalações foram autorizadas” a tal. Estas multas abrangem igualmente o benefício económico retirado pela arguida “que não ocorreria no património do agente se este tivesse adoptado a conduta que o ordenamento lhe impunha e não tivesse contrariado a acção administrativa”. Segundo carta enviada - datada de 15 de Janeiro de 2001 - pela Inspecção Geral do Ambiente ao morador Luís Mamede Maia de Sousa, dá conta que a Siderurgia Nacional impugnou a decisão administrativa, encontrando-se neste momento o processo a correr em termos no tribunal da Comarca do Seixal. A Direcção Regional do Ambiente e do Ordenamento do Território - Norte foi contactada, via fax, pelo “Maia Hoje” no intuito de nos indicar quais os valores previstos no Anexo IV da Portaria nº 286/93, não estavam a ser respeitados pela a empresa, como este organismo estatal informou a Junta de Freguesia de S. Pedro de Fins. No entanto, até ao fecho desta edição não obtivemos qualquer resposta.


NA REDE

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NA_REDE@JORNAL_MAIA_HOJE.JORNAL_REGIONAL_DE_GRANDE_INFORMAÇÃO Por: André Leão Silva

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INFORFOBIAS

Sexta-Feira, 9 de Fevereiro de 2001

QUEM É CARLOS MEDINA RIBEIRO ? Carlos Medina Ribeiro é Engenheiro Electrotécnico e tem 53 Anos. “A minha relação com as novas tecnologias começou por ser muito má”, confessa Carlos Medina Ribeiro. Engenheiro electrotécnico de profissão e escritor nos tempos que o seu trabalho deixa livres, Medina chegou à Efacec, onde ainda trabalha, muito antes de lá terem chegado os computadores. Mas lá se adaptou às novas tecnologias e hoje é autor de muitas histórias divertidas, relacionadas com as empresas e as pessoas que têm alguma resistência a tudo o que se relaciona com informática. São histórias bem humoradas, baseadas em casos verídicos, na maioria protagonizadas por um jovem engenheiro chamado Jeremias, um personagem em que Carlos Medina se revê. Quando a empresa onde trabalhava foi informatizada, aconteceu a Carlos Medina “o mesmo que a muita gente da mesma idade”: “Não conseguia trabalhar com os computadores, mas também não havia muitos e estavam todos entregues às dactilógrafas”, explica. Mais tarde, sentiu necessidade de aprender a trabalhar com um processador de texto, motivado pelo gosto pela escrita. A Internet chegou algum tempo depois e veio dar nova utilidade ao computador de Carlos Medina: já podia enviar os seus textos para onde quisesse, o que facilitava muito as suas colaborações em diversas publicações. “O computador abriu também um universo de possibilidades, nomeadamente a hipótese de fazer tratamento de imagens e juntar ilustrações aos textos.” “Conheço muitas empresas para onde se telefona a pedir o E-mail e ainda não têm”, diz Carlos Medina - situação que é um drama. A necessidade de trabalhar com os computadores levou-o a aprender por si, mesmo deparando-se com algumas pessoas a quem, nas suas histórias, chama “complicadores”. “Nas empresas, também há muitos indivíduos que percebem muito de informática mas que não sabem explicar como é que funcionam as coisas.” Hoje, Carlos Medina é um utilizador intensivo dos computadores. Quando terminou o curso, no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, e começou a trabalhar, “apenas havia máquinas de calcular”. Estava-se no início da década de 70. “A vida de um engenheiro tem muito de leitura, escrita e cálculos”, diz Carlos Medina, que considera importante a utilização das novas tecnologias em qualquer organização. Nas histórias que escreve, não faltam exemplos de má utilização das tecnologias ou da quantidade de problemas que estas poderiam resolver - desde a empresa que não possui os seus contactos organizados numa “mailing list” electrónica (e se vê obrigada a enviar inúmeros faxes) ao polícia que perde largos minutos para passar uma multa, preenchendo à mão um extenso formulário. Quem se quiser divertir com algumas destas histórias pode encontrá-las na sua página ( http://www.janelanaweb.com/humormedina ) ou ler um dos seus livros, como “Crónicas da InforFobia”, ou outros sobre as aventuras e desventuras de Jeremias, o Jovem Engenheiro Recrutado para Ensinar o Mínimo de Informática aos Assarapantados Sócios. Em “Operação Jeremias”, este personagem percorre os diversos sectores da empresa, uma tal Makro-Teknika, procurando mostrar que a informática pode resolver os vários problemas das pessoas. Sucedem-se os episódios divertidos, alguns caricatos, e o jovem engenheiro acaba por se tornar dono da empresa, vivendo depois outras histórias, em “Jeremias Consultor”. E o autor assegura que, como estas histórias acontecem todos os dias, vai continuar a escrevê-las. Carlos Medina tem também vindo a escrever para os mais pequenos e a participar, junto de escolas, em sessões de leitura e de escrita integradas no projecto Internet nas Escolas, onde se apela à criatividade dos mais novos. É para estes que foi lançado o Clube do Inventores, também disponível na Internet. NOTA DA REDACÇÃO: Gostamos tanto da apresentação sobre Carlos Medina, que foi feita pela colega ISABEL GORJÃO SANTOS inserida na secção computadores do Jornal PÚBLICO em 22 de Janeiro de 2001, que não resistimos a publicála na integra. Com a devida autorização, claro. Os nossos agradecimentos ao Jornal Público.

Desde muito novo que sempre me interessei por electrónica: Nunca esquecerei a emoção da primeira “galena”, das delícias das compras na Feira da Ladra, nem o prazer de desmontar um velho rádio... enfim, toda uma experiência muito interessante que vivi apaixonadamente e com que muito aprendi. Mas o aparecimento dos computadores foi, para mim, um choque de que só muito tarde me recompus. Como foi possível que durante tanto tempo eu tivesse sido quase um infor-fóbico se a informática, afinal, só era possível devido à electrónica? Mas estive bem acompanhado: conheci muitos técnicos de alto nível que sempre sofreram de uma infor-fobia de fazer inveja a um general reformado! E um deles era o Sr. Oliveira que acabou, inclusivamente, por se estabelecer como comerciante de componentes electrónicos. Conhecida em muitos quilómetros em redor, a sua loja, sempre cheia, sempre me pareceu uma capela com ele a oficiar sobre transístores e integrados, perante uma assistência rendida a tanto saber. Um dia, foi uma festa: o Sr. Oliveira comprara um computador! E ali estava ele, brilhante, mas apagado... É que, embora o Sr. Oliveira bem soubesse a vantagem que ele lhe traria para os negócios, precisava de vencer uma barreira terrível: aprender o B-A-BA da informática. E não lhe foi nada fácil. De qualquer forma invejeio, pois acabou por saber o estritamente necessário, e bem mais cedo do que alguns, entre os quais me incluía: «O que faz a necessidade!» - pensava eu muitas vezes. «Agora bem jeito lhe faz...» Passaram-se alguns anos. Um dia, ao experimentar o Windows 95 lembreime logo: «Ora aqui está uma coisa óptima para indivíduos como eu e o Sr. Oliveira! Simples e evidente... era mesmo disto que nós precisávamos!» Quando, finalmente, estive na sua loja, pergunteilhe se já o tinha o instalado. A sua resposta deixou-me desorientado: «Para quê?! Olhe, é uma porcaria que só tem uma vantagem: à custa dos palermas que querem essa coisa, farto-me de ganhar dinheiro a vender memórias!» Pronto, tivera uma recaída! Além de agora me incluir na lista dos “palermas”, mostrava claramente como é difícil a uma pessoa de certa idade adaptar-se a coisas novas. Mesmo que essas coisas lhe possam simplificar a vida! Bem, mas nada de grave... Quando apareceu a Internet, voltei a pensar nele: «Ora a esta é que o homem não vai resistir! Anda sempre a mandar faxes para a Coreia e para o Japão, e vai adorar saber o dinheiro que pode poupar usando o correio electrónico! E as informações sobre os produtos? O que vai conseguir fazer! Isto para ele

vai ser um maná!» Passados alguns meses visitei-o... Como eu já devia ter adivinhado, o amigo Oliveira não tinha Internet. Nem sabia muito bem o que isso era! E no entanto, mesmo ao lado do computador, tinha caixas e caixas de modems para vender! (aos palermas, presumi eu...). Não resisti, e falei-lhe do que andava a perder. Ouviu-me atentamente, talvez só por boa educação, e no fim, saiu-se com esta: «Isso não há-de ser bem assim... Senão toda a gente já tinha!» Depois de palerma, chamava-me agora mentiroso! Ou, no mínimo, criativo... Mas desculpei-o. E convidei-o, até, a vir a minha casa ver como é que eu consultava sites distantes sem me preocupar com a conta telefónica. Mas não se deu a esse trabalho: achava ele que era de tal modo evidente que eu estava a inventar, que não valeria a pena cansar-se. E ficou na dele... Algum tempo depois, voltei a encontrá-lo. Andava irritado com o custo dos faxes! «Boa!» pensei eu. «Vai dar-me razão! Agora é que o homem vai comprar um NetPac!» Queixava-se: não da conta do telefone, mas sim do papel que gastava devido à publicidade que recebia! Além da despesa (pois o fax é um meio de comunicação em que quem recebe também “contribui” ), isso ocupava-lhe o aparelho quando mais precisava dele. Perguntei-lhe então porque é que, ao menos, não usava o PC como receptor de faxes. Assim não gastava papel, apagava o que não lhe interessasse, etc, etc. «Vou pensar nisso...» condescendeu. «Mas Internet não quero!» (...) Esta história teve um dos três fins seguintes: 1º FIM: (...) Mas eu já devia saber “do que a casa gasta”: e o Sr. Oliveira continua, feliz e contente, rodeado de papeis por todo o lado, rindo-se de cada vez que se lembra dos palermas que insistem em tirar partido das “novas tecnologias”. 2 º FIM: (...) E, de facto, consegui convencê-lo! Está um autêntico Net-Man! Agora até quer ser um service provider e fazer concorrência à Telepac!! 3º FIM: (...) Há uns dias passei por lá. Estava tudo fechado. Encostei o nariz ao vidro da porta. Ninguém. Apenas uma gigantesca língua de papel a sair, ondulante e viva, duma máquina que emitia um prriiiprriii que se ouvia na rua. Pendurada na porta, escrita com mão trémula, uma tabuleta: = Liquidação Total por Mudança de Ramo = Lá se fora... o ramo de Oliveira!


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FREGUESIAS

Sexta-Feira, 9 de Fevereiro de 2001

VERMOIM

Foi no passado fim-de-semana

A festa maior de Vermoim A paróquia de Vermoim está de parabéns. No fim-de-semana passado, festejou a sua festa “maior”, recebeu o Bispo do Porto D. Armindo Lopes Coelho e inaugurou as novas salas de catequese, conseguidas à custa de melhoramentos nas instalações da igreja. Artur Bacelar

A festa de S. Brás, o advogado das causa ligadas à garganta, iluminou a citadina Freguesia de Vermoim e trouxe muitos devotos à Freguesia. Tudo começou na quinta-feira, com o trovoar dos morteiros que a comissão de festas lançou durante todo o dia, mantendo a “dose” na sexta, sábado e domingo, tudo à boa maneira do Senhor Coutinho, o actual Presidente da Comissão de Festas. O dia “Grande” comemora-se, segundo nos disse o Padre José Silva, sempre no dia 3 de Fevereiro, passando a festa e a procissão para o fim-de-semana seguinte. “este ano, o calendário permitiunos ter a festa no dia correcto” disse o pároco de Vermoim. Do programa das festas constavam ainda a presença do Bispo do Porto que celebrou missa alusiva, a inauguração das salas de catequese, a noite de poesia, o arraial com o “Duo Latino” e um espectacular fogo de artificio. No sábado dia 3, a festa começou com a entrada de um grupo de “Zés pereiras” que percorreram as ruas da freguesia, avisando da festa, tendo este grupo, por volta das 18 horas, recepcionado o Bispo do Porto D. Armindo Lopes Coelho. Eram 18 horas e trinta minutos quando se deu início a um dos pontos altos da festa, a inauguração das salas da catequese, cujo projecto é da autoria de António Reis, incluía um bonito painel de azulejos da autoria do maiato António Matos e vai beneficiar cerca de 400 crianças. Presentes, entre outras individualidades da freguesia, além da comissão de obras, constituída pelos senhores António Augusto Mandim, António Oliveira, Joaquim Lessa e Manuel Mandim, estiveram o Presidente da Junta Aloisio Nogueira (muito notada e bem recebida a sua presença), e os elementos da Comissão de festas. Na cerimónia inaugural, D. Armindo, à frente, foi recebido pelas catequistas e muitas crianças com um cântico próprio da catequese, tendo ficado muito sensibilizado. No seu discurso, começaria por justificar perante a muita população

D. Armindo Lopes Coelho, descerra a placa comemorativa do evento.

presente, a recente nomeação do padre Joaquim para outra paróquia, dizendo que “foi para uma freguesia onde o actual pároco é muito doente e assistia a 5 freguesias”. “A diocese tem 477 paróquias e 400 padres ao serviço, fora os serviços centrais, dá menos do que um padre por paróquia, o que é manifestamente pouco. A Igreja deve ser um corpo com menos padres e cada vez mais leigos que os possam substituir para ajudar a comunidade. Na Igreja os catequistas são os que mais cumprem o seu dever, ou seja formar. Muitas das vezes substituem os pais nessa difícil tarefa e os pais tem que estar gratos por isso”, disse D. Armindo sobre a actual situação da Igreja. Quanto à inauguração propriamente dita, D. Armindo referia que “não estamos a benzer um espaço sagrado, esse é na

Igreja, esta é uma celebração de fé e uma oração que nos convida a reflectir sobre a razão de ser desta obra. Uma coisa é, por mais bela que seja, uma Igreja de pedras mortas, outra coisa é uma Igreja de pedras vivas, onde o factor comunidade é muito importante”, disse na ocasião. Quanto ao futuro “É mais difícil pôr uma obra a funcionar para os fins a que se destina do que construi-la”. Após a inauguração D. Armindo acompanhou o padre José Silva à Igreja para presidir à celebração da missa. À noite a parte mais lúdica e menos cerimonial contava com bailarico e a animação a cargo do “Duo Latino”. No Domingo, segundo dia das comemorações, a manhã estava bonita e o estrondear dos morteiros assinalavam o início da missa solene que decorreu por

volta das 11 horas. A terminar, por volta das 16 horas teve início a procissão que incorporava além dos membros da comissão de festas e da comissão de obras, o Presidente da Câmara Municipal da Maia, Vieira de Carvalho; a Presidente da Assembleia de Freguesia, professora Maria de Lurdes; os autarcas Alvaro Costa e Mário Jorge Martins. Joaquim Lessa, disse à reportagem “Maia Hoje”, que as obras orçaram em cerca de 27.000 contos e que contaram além da boa vontade da população da freguesia, com a valiosa contribuição de vários Industriais e da Câmara Municipal da Maia. “A obra ainda não está concluída, pois falta a aquisição do mobiliário”, sendo essa segundo o nosso interlocutor, mais uma etapa no trabalho a desenvolver por esta comissão.

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FREGUESIAS

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Sexta-Feira, 9 de Fevereiro de 2001

BARCA

Assembleia de Barca

Orçamento na ordem do dia No passado dia 26 de Janeiro teve lugar mais uma Assembleia da Freguesia de Barca. O ponto quente da Assembleia e que gerou alguma discussão, prendeu-se com a falta da informação periódica escrita por parte do Presidente da Junta de Freguesia, facto que foi ultrapassado o que proporcionou seguidamente a aprovação do orçamento de 45.000 contos para 2001. Com um pequeno atraso e com a falta de dois deputados do partido socialista, a Assembleia deu início com a leitura , discussão e aprovação da acta da Assembleia anterior, tendo sido aprovada por unanimidade. Seguiu-se o período da ordem do dia, onde se inscreveram vogais das três forças com assento na Assembleia (PSD, PS e Independentes), afim de se debaterem vários assuntos como: O estado de algumas ruas da freguesia , devido ao mau tempo que se vem vindo a assistir ; a iluminação e limpeza do cemitério; o problema do tráfego no Largo do Gestalinho; A situação do

Brasão e Bandeira da freguesia; O quadro do pessoal da freguesia que continua por preencher; as ruas que continuam sem nome; os espelhos de trânsito e a problemática da construção do passeio na Aldeia Nova que poderá provocar uma maior altura das bermas, ficando estas mais altas que as soleiras das portas, e a consequente entrada de água das chuvas nas casas. No seguinte período da ordem do dia , onde Presidente do executivo não apresentou a Informação Escrita, de acordo com o estabelecido no art.17º, alínea n) da Lei 169/99, tendo-se gerado alguma polémica quer em torno da

necessidade desta informação, quer quanto à legalidade. Passou-se então à Apresentação, discussão e aprovação do Plano de Actividades e Orçamento para o ano 2001 , em que o orçamento de 45.060.000$00 foi aprovado por unanimidade, após algumas questões ao executivo acerca de alguns dos seus tópicos, a saber: o elevado valor para manutenção de Parques e Jardins; a elevada verba para a Biblioteca, que vinha de anos anteriores, e que quase nunca era usada, tendo-se sugerido que mais valia propor uma verba mais reduzida, mas que fosse realmente utilizada ; a situação do pessoal, em que a

verba para o pessoal do quadro , muito inferior à do pessoal em qualquer outra situação, poderia causar estranheza, tendo-se sugerido o preenchimento do quadro. No período de trinta minutos destinado ao publico, falou o cidadão Domingos Ferreira acerca de um sinal de trânsito que se encontrava danificado, e questionou a junta sobre a calendarização dos jogos InterFreguesias. Terminada a sessão o Presidente da Junta mostrou aos presentes a nova Bandeira e Brasão da Freguesia , que dentro em breve serão apresentados.


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FOTOGRAFIA

Sexta-Feira, 9 de Fevereiro de 2001

FOLGOSA

Orçamento para 2001 aprovado

Independentes “ajudam” no orçamento Em reunião de Assembleia de Freguesia, realizada no passado dia 31 de Janeiro, a Junta de Folgosa viu aprovado, por maioria, o seu Plano de Actividades e Orçamento para 2001, que tem como verba prevista 22.821.722$00. A votar favoravelmente as intenções da autarquia, que é presidida pelo Social-democrata, Altino Marques, estiveram dois deputados da oposição e os independentes “Século XXI”, António Moreira e Hugo Filipe. Quanto ao terceiro elemento desta bancada, António Duarte, votou contra, referindo que “o plano continua a ser uma fotocópia dos de anos anteriores”. António Armindo Soares

O presidente da Assembleia de Freguesia, Paulo Ramalho, referiu no final da votação do Plano e Orçamento que “se o executivo da Junta levar a cabo as suas iniciativas será motivo de nos sentirmos felizes. Sermos ambiciosos é, também uma obrigação de todos nós, bem como, darmos o melhor pela nossa terra. Com os poucos recursos que a autarquia recebe é impossível ir mais além”. Quanto a António Moreira, do “Século XXI”, que desta vez “aliou-se” à Junta, disse ver “melhorias no Plano já que, consegue-se claramente ver o que se pretender realizar”. No entanto, fez um simples reparo a “uma pequena falha” ao não “revelar o Património existente na nossa autarquia”. Por seu lado, Altino Marques salientou que o seu Plano “é transparente e o possível”. Com uma verba prevista de 22.821.722$00, o executivo Socialdemocrata prevê realizar várias iniciativas, dos quais destaca: Rua de Frijô - definida

a intervenção a efectuar, promover a sua realização; a ampliação do cemitério obras necessárias, após aquisição de terreno pela Câmara Municipal; Recuperação e restauro de diversos nichos/”alminhas”; análises periódicas de revisão da qualidade das águas de diversas nascentes e fontanários; manter, melhorando se possível, o apoio às colectividades da freguesia, às diversas comissões de festas, às escolas primárias e pré-primárias ou jardins de infância. Irá também promover esforços no sentido de tornar possível a instalação de um Centro de Dia para a 3ª Idade. Outro importante sector a ter em conta é o da Saúde, sendo necessário efectuar contactos para a definição da eventual instalação de uma unidade de saúde em Folgosa. Por último, pretende a autarquia realizar algumas obras de beneficiação nas escolas primárias, e adquirir alguns equipamentos (mobiliário) para as mesmas e para a própria junta de freguesia.

Altino Marques sobre o Orçamento: ”é transparente e o possível”

Recentes cheias fez subir águas junto à Ribeira da Laberca

«Algo nunca visto em Folgosa» Desta vez, as recentes cheias não deram descanso às gentes da Maia, quer às de Milheirós quer às de Folgosa. E foi nesta última que, no dia 25 de Janeiro, surgiu o invulgar, o caudal das águas da ribeira da Laberca tomou proporções nunca vistas subindo cerca de 1 metro e meio tapando por completo, a estrada que dá acesso à Siderurgia Nacional, junto à UCANORTE. António Armindo Soares

“Esta foi uma situação que é normal, porque a natureza não está condicionada à acção humana, esta é que tem de estar condicionada ao que a natureza nos dá. Para conduzir as águas das chuvas e das nascentes existem os rios, que são os afluentes naturais numa essencial função de escoamento dos líquidos. Contudo, está-se aqui a assistir a uma situação paradoxal: está aqui um rio, o da Laberca, que é bonito, localizado junto a indústrias... numa área baixa da freguesia, de estilo de reserva que deve, por todos os meios, ser salvaguardado pela Câmara Municipal da Maia, não permitindo mais instalações de indústrias”, começou por desabafar ao “Maia Hoje”, um dos moradores de Folgosa, António Moreira, que assistiu à subida das águas junto ao ribeiro. Continuando, disse-nos que “numa situação como a que se passou neste dia, nem os veículos pesados, nem os mais pequenos, puderam passar na estrada. O caudal da água subiu em proporções nunca visto aqui nestes lados A altura da água atingiu cerca de um metro e meio, e os trabalhadores, após o dia de

trabalho, viram-se aflitos para saírem dos seus respectivos empregos”. António Moreira aponta o alvo de críticas para a Câmara Municipal: “Já fiz duas exposições à Câmara da Maia a reclamar o aspecto natural que importa salvaguardar aqui neste rio. E os técnicos desta entidade não tiveram o brio e não acautelaram devidamente o funcionamento do curso das águas. Esta ponte, que está aqui situada, foi mal dimensionada e os terrenos subiram acima do nível antigo. A Câmara e o Estado permitiram a construção do canal entre a fábrica do calçado e a UCANORTE. Este canal, muito embora não tenha sido muito mal dimensionado, adulterou e estragou o rio, e isso nota-se quando chove dois ou três dias seguidos em grande quantidade”. Solicitados os Bombeiros Voluntários de Moreira da Maia para acudirem no sentido do transporte dos trabalhadores, estes de imediato surgiram no local mas como não tinham qualquer tipo de barco adequado, pediram a colaboração dos Bombeiros de Leixões que trouxeram uma embarcação.

O Laberca transbordou


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FREGUESIAS

Sexta-Feira, 9 de Fevereiro de 2001

ÁGUAS SANTAS

Circo em Águas Santas

Junta leva crianças ao rei dos espectáculos As crianças da freguesia de Águas Santas não foram às aulas no passado dia cinco. O “culpado” de tal situação foi o Executivo da Junta local que proporcionou a cerca de 600 meninos e meninas das escolas primárias da freguesia a oportunidade de passarem um dia diferente, entre palhaços e trapezistas. Reportagem de Miguel Ângelo Machado

Uma plateia cheia e atenta

Por alturas do Natal ou do Carnaval, já vem sendo habitual a visita de uma comitiva circense à freguesia de Águas Santas que «abordam os responsáveis da Junta para a disponibilidade de pagarem uns espectáculos destinados às crianças das escolas primárias e nós, colaboramos sempre nestas iniciativas», palavras de Manuel Correia, presidente da Junta de Freguesia de Águas Santas. O Circo chega a acordo com o Executivo da Junta e instala-se em locais definidos por este último. Este ano, a tenda foi instalada, bem perto da escola de Moutidos. Aos cerca de 300 alunos desta escola, juntaram-se um número idêntico de crianças provenientes das escolas de Corim e da Granja. Esta iniciativa não se limita à população escolar, «aquelas crianças que não estudam nas escolas da freguesia mas que moram nas proximidades. Esta iniciativa está aberta a todas as crianças da freguesia», referiu Manuel Correia que aproveitou para apontar o problema do transporte para o circo como «uma dificuldade, as professoras servem-se de carreiras que passam perto das imediações do circo e outras fazem o percurso a pé, que também é saudável». Os custos, na sua totalidade suportados pela Junta de

Freguesia, constituem, também «uma forma de colaborar na formação pedagógica das crianças», referiu o autarca. A alegria e a boa disposição era mais que evidente nas faces das muitas crianças ao verem, ao vivo, as habilidades da trapezista romena, “Elena”, ou do palhaço “Esparguete”. A estes números, juntaram-se também sessões de ilusionismo e malabarismo, que contaram com a colaboração de professores e alunos, recrutados da plateia pelos artistas. Emídio Torralvo, proprietário do Circo Roma, o anfitrião desta festa, queixou-se do mau tempo que se tem feito sentir «que não nos deixa trabalhar». Antes dos contactos com a Junta de Freguesia de Águas Santas, Emídio Torralvo tentou, junto das professoras das escolas da freguesia que trouxessem elas próprias, as crianças ao circo «assim, seriam os próprios pais que pagariam cerca de 300/400 escudos por cada criança e isso era, monetariamente, muito melhor para nós. As professoras não aceitam porque não querem pedir dinheiro aos pais. Desta forma, tivemos que recorrer à Junta para que pagasse o espectáculo». Estes acordos com a Junta «não são um bom negócio, felizmente dá-nos uma ajuda, mas

se todas as crianças que aqui estiveram pagassem 300 escudos cada, era capaz de suportar os custos», explicou Emídio Torralvo. Pipocas e voltas à pista num dos póneis do Circo Roma, constituem meios para que se obtenham mais recursos financeiros, «mas nem todas as crianças trouxeram dinheiro, porque muitas não foram avisadas». Com números destinados, essencialmente para as crianças, o Circo Roma «é uma boa companhia», mas que atravessa um mar de dificuldades. O principal motivo reside nas pessoas que já não vão ao circo como antigamente. «As companhias de teatro estão sempre a pedir apoios ao Governo, nós não necessitamos de subsídios, basta-nos que as pessoas venham mais ao circo», afirmou o proprietário do Circo Roma que lamentou ainda o seguinte: «quero fazer seguros aos artistas e à própria tenda e nenhuma companhia aceita o meu pedido. Desde que comprei este circo em Agosto passado, só tenho tido prejuízos», finalizou Emídio Torralvo, oriundo de uma das famílias mais antigas do mundo circense. Depois de Águas Santas, o Circo Roma muda-se de malas e bagagens para a freguesia de Milheirós.

Manuel Correia satisfeito coma felicidade das crianças

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REPORTAGEM

Sexta-Feira, 9 de Fevereiro de 2001

Maia Milaneza MSS

Melchor Mauri, a estrela da companhia Decorreu no dia 31 a apresentação da equipa de ciclismo do Maia Milneza MSS. A União Ciclista da Maia presenteou os presentes com algumas novidades, desde já, as contratações de Melchor Mauri (ex-Benfica), Fabien Jeker (ex-Festina) e Victoriano Fernandez (ex-Boavista) e a inclusão de um novo patrociandor, a Milaneza - Massas e Bolachas, S. A.. “Vencer todas as provas em que participa”, foram as palavras de ordem proferidas por Marcelino Santos, responsável máximo do clube, e Vieira de Carvalho, presidente da CM Maia.

Reportagem de António Armindo Soares e Miguel Ângelo Machado

Melchor Mauri, ex- ciclista do Benfica, constituiu a principal atracção deste primeiro dia oficial de trabalho do Maia Milaneza MSS. O ciclista de 34 anos, detentor de um palmarés recheado de êxitos e que há um par de anos compete em Portugal, representará as cores maiatas durante esta época. A equipa do Maia, surge com os reforços Fabien Jeker, Victoriano Fernandez, para além do já referido M. Mauri, como uma das mais fortes formações nacionais e nem a saída de José Azevedo (que este ano integra a equipa da ONCE)e de Nuno Marta (Porta da Ravessa), poderá vir a impedir a obtenção de um dos maiores sonhos dos maiatos, a vitória na “Volta a Portugal”, que este ano terminará no dia 15 de Agosto na cidade da Maia, mais

concretamente no Estádio Vieira de Carvalho. O Maia Milaneza MSS realiza a sua oitava época e esta poderá ser o ano das principais vitórias onde Melchor Mauri, o dinamarquês Claus Moller e o suiço Fabian Jeker surgem como os mais prováveis intérpretes desses mesmos êxitos. «Acima de tudo, o nosso projecto passa pela continuidade de uma boa campanha que temos vindo a realizar nos últimos anos», referiu Pedro Cardoso, ciclista de 26 anos e que representa a formação do Maia pela quinta temporada. Relativamente à vinda dos novos reforços, o mesmo atleta afirmou que se tratam de «contratações ajustadas», sendo necessário, agora, de «mostrar na estrada o grande nível da nossa equipa». Palavras idênticas foram proferidas pelo

espanhol Angel Edo, ciclista que venceu duas etapas na Volta a Portugal do ano transacto, «sabemos que esta época vai ser mais difícil e queremos fazer igual ou melhor do que na temporada passada. Temos uma grande equipa.» João Silva, o ciclista mais antigo da equipa (representa a formação maiata desde 95), referiu que os novos atletas que se juntam este ano ao Maia Milaneza MSS «vêm completar o conjunto e tornam-na mais coesa e mais forte, alargando, assim, as opções». O propósito de terminar a “Volta a Portugal” com a camisola amarela num dos atletas do Maia constitui «um objectivo, com o qual partimos todas as épocas», referindo que os obstáculos a ultrapassar para que tal aconteça são muitos, «as temporadas são muito grandes, existem muitos

condicionalismos nas corridas e as outras equipas também são fortes, mas vamos fazer o possível para vencer essa prova. No dia 15 de Agosto vamos ver.» Melchor Mauri afirmou-se «bem fisicamente e motivado ao máximo para alcançar vitórias». Satisfeito por representar as cores do Maia Milaneza MSS, explicou que nesta equipa dispõe de «melhores condições» do que tinha no Benfica. «Aqui só tenho que pensar nas corridas e não em outras coisas», fazendo, desta forma, uma alusão aos problemas, concretamente ao nível dos salários em atraso, que sentiu na sua anterior formação e que segundo o próprio, «ainda não se encontram resolvidas. Está tudo na mesma e ainda me devem seis meses de ordenados.» Dez anos depois de ter vencido a


“Vuelta”, o ciclista, agora com 34 anos de idade, declarou aos jornalistas: «gostaria muito de vencer a Volta a Portugal». Por sua vez, Marcelino Santos, presidente da União Ciclista da Maia (UCM), pediu aos atletas «disciplina para com o técnico e direcção. Se tal acontecer, os objectivos serão alcançados». Objectivos esses que passam por «alcançar vitórias em todas as provas em que participemos», referiu o presidente da UCM. Dirigindo-se aos atletas, Marcelino Santos, esclareceu: «Vocês são todos campeões. Há um homem que ganha, que aparece nos jornais, mas toda a equipa é vencedora», divulgando ainda que a contratação de Melchor Mauri «é uma aposta só minha e assumo todas as responsabilidades. Quando equipa já estava formada, decidi apostar neste ciclista. Espero que não me deixe ficar mal», afirmou, entre risos. Carlos Veloso, da Federação Portuguesa de Ciclismo (FPC), quando chamado a intervir, questionou: «O que dizer de uma equipa tão forte? Só espero que tudo lhes corra tão bem como no ano passado», disponibilizando, em seguida, os serviços da FPC à formação do Maia Milaneza MSS. Vieira de Carvalho, o último dos intervenientes desta apresentação, saudou os atletas considerando-os «os intérpretes das vontades do clube» e deixou a Manuel Zeferino, técnico do Maia Milaneza MSS, uma palavra «muito especial pelo seu profissionalismo, disciplina e seriedade». Os votos do presidente da CM Maia para esta equipa passam por «ganhar tudo, sabendo, contudo, que existem outras formações fortes no terreno.»

Os patrocinadores No seu discurso, Vieira de Carvalho fez questão de tecer algumas palavras de apreço relativamente aos patrocinadores desta equipa de ciclismo. «Agradeço à empresa MSS, pelo apoio que nos tem vindo a dar desde o início. A Milaneza, uma das empresas mais tradicionais da Maia, surge como um novo patrocinador, circunstância que muito nos agrada e alegra». José Eduardo Marques de Amorim, presidente da Milaneza - Massas e Bolachas, S. A., justificou a liderança da sua empresa no mercado de massas alimentícias da seguinte forma: «é o fruto de um trabalho de equipa, tal e qual, como uma equipa de ciclismo». O responsável pela Milaneza, referiu ainda que esta aposta na formação do Maia «é para durar», não sendo só para este ano. Acreditamos no ciclismo como um veículo espectacular para a promoção e propaganda da marca», deixando aos atletas a seguinte mensagem: «Os vossos êxitos serão os nossos». Por sua vez, Joaquim Santos, administrador da empresa MSS Construtora, S. A., revelou-se satisfeito com «a excelente divulgação que esta equipa tem feito dos seus patrocinadores nas estradas nacionais e não só», deixando ainda a certeza que «este casamento entre as massas alimentícias e as massas de betão, nos vai dar muita solidez». A Maia Milaneza MSS conta ainda com os seguintes patrocinadores: Reebok, Biciclette Gios, Natural Center, Neto Costa, Rudy Project, Água Serra da Estrela e Pneus Pasmóvel.

Melchior Mauri do Benfica para a Maia

Ciclistas

Presidente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Marcelino Silva Santos Director Desportivo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Manuel Zeferino Director Adjunto . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Casimiro Antunes Manager . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Aires Azevedo Médico . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Basil Ribeiro Massagistas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Fernando Maia, Paulo Silva e Luís Santos Mecânicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .Manuel Neves e Carlos Neves

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REPORTAGEM

Sexta-Feira, 9 de Fevereiro de 2001

João Silva Renato Silva Melchor Mauri Joan Horrach Gonçalo Amorim Pedro Cardoso Claus Moller Fabian Jeker Angel Edo Carlos Carneiro Victoriano Fernandez Paulo Barroso Rui Lavarinhas

Manuel Zeferino o técnico da formação maiata

Naturalidade

Idade

Clube Anterior

Viana do Castelo Cartaxo Vic-Taradell (Espanha) Deia (Espanha) Cartaxo Barcelos Dinamarca Oberdorf (Suiça) Barcelona(Espanha) Vila da Feira Valencia (Espanha) Vila Nova de Famalicão Viana do Castelo

32 24 34 26 28 26 32 32 30 31 27 28 30

Maia MSS Maia MSS Benfica Maia MSS Maia MSS Maia MSS Maia MSS Festina Maia MSS Maia MSS Boavista Maia MSS Maia MSS


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DESPORTO

Sexta-Feira, 9 de Fevereiro de 2001


BREVES MAIA

Sexta-Feira, 9 de Fevereiro de 2001

Mostra do Livro Galego O Presidente da Câmara Municipal da Maia , Prof. José Vieira de Carvalho , o Vereador do Pelouro da Cultura e o Conselheiro da Cultura do Governo da Galiza, D.Jesús Pérez Varela inauguram hoje a “Mostra do Livro Galego” , na Biblioteca Municipal da Maia. Esta mostra alberga 1800 livros sobre a região galega, e terminada a exposição, serão doados à Câmara Municipal da Maia, que por sua vez irá criar o Nucleo do Livro galego , que ocupará uma das salas da Biblioteca Municipal situada no Forum da Maia.

Esquizofrénico enjaulado na própria casa Em Milheirós, Aurélio Fernandes , de 35 anos , vive enjaulado dentro de um barracão construído no terreno da casa do seu próprio pai. O Pai, José Maia , sente-se impotente e com grande tristeza de ter o filho nesta situação, mas “ é a única forma que tenho de o proteger dele mesmo”.Após ser seguido durante alguns meses pelos médicos e com alguns indícios de melhoria, esta situação viria a agravar-se após 1991.Por essa altura , José Maia viria a tentar internar de novo o seu filho, mas alertado que por Decreto -lei , os pacientes residentes da Maia não tinham acesso ao Magalhães Lemos, deveria seguir para o Hospital de S.João, no qual viria a estar sómente oito dias e após várias tentativas , quer no Hospital Conde Ferreira quer em Vila do Conde , não viria a ter qualquer sucesso.

Árvore de grande porte tomba sobre casa e assusta moradores Em Gueifães , alguns moradores da Travessa da Mouta não queriam acreditar, quando no passado dia quatro do corrente , uma árvore de grande porte caía sobre o seu telhado, provocando um enorme estrondo e aparato ,colocando algumas pessoas em situação bastante aflitiva. Os Bombeiros de Moreira da Maia, alertados pela Protecção Civil maiata, acorreram desde logo ao local , removendo a árvore. Apesar de ninguém ter saído ferido , o receio de voltar a acontecer uma situação idêntica é grande , visto que a zona é circundada por bastantes eucaliptos de grande porte.

Dar Sangue é dar Vida

PSP reforça segurança no Aeroporto Francisco Sá Carneiro

Amanhã, dia 10, os escuteiros da 4ª Secção do Agrup.95 da Maia, em colaboração com a Associação de Dadores de Sangue da Maia irá realizar uma recolha de sangue. Entre as 9 horas e as 12 horas, no Fórum da Maia , por uma equipa especializada. Ao dar sangue não há possibilidade de contrair qualquer doença. Participe nesta recolha e salve uma vida. Hoje são os outros , amanhã poderá ser voçê!

A PSP quer prestar um serviço com mais segurança aos utentes e funcionários do Aeroporto Francisco Sá Carneiro .Contando a partir de agora com mais dez elementos , num total de 111 ,a actual esquadra foi elevada a Secção Policial e irá depender directamente do Comando Metropolitano e não da Divisão de Matosinhos. Segundo o Comandante metropolitano da PSP, António Herlander Chumbinho, existe neste momento as infra-estruturas necessárias à dimensão internacional do Aeroporto, quer quanto à movimentação dos passageiros quer às diversas actividades aeroportuárias; haverá melhor coordenação e fiscalização em torno destas actividades .

Cadáver 5 horas na praça do munícipio Um homem de 44 anos de idade, viria a falecer aparentemente de doença súbita em frente ao edifício dos Paços do Concelho, pelas 5 horas do passado dia um do corrente. Como a lei obriga à presença da Delegada de Saúde da área , o corpo teve de se manter mais de cinco horas no local. Até para morrer...

Associação “Os Vencedores de Sangemil” No próximo dia 11 , irão ser inauguradas as novas instalações da Sede Social dos “Vencedores de Sangemil”(o salão de convívio, sala infantil, sala de centro dia da 3ª idade, guarda roupa , ..)estando prevista a presença do Presidente da Câmara , Prof. José Viera de Carvalho.

2º Aniversário do Centro de Atendimento a Jovens e Famílias Fez ontem , dois anos que entrou em funcionamento o Centro de Atendimento a Jovens e Famílias , situado no Gaveto da Rua Altino Coelho com a Rua Engº Duarte Pacheco. Trata-se fundamentalmente de um espaço de escuta e apoio em todas as situações de crise, seja de natureza pessoal ou familiar.É ainda um espaço de informação, orientação e acompanhamento de adolescentes e seus familiares nos periodos de maior conflitualidade e /ou desorientação , contribuindo assim para a prevenção dos factores de risco, exclusão social e

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marginalidade. O Atendimento é feito por técnicos especializados na àrea da Psicologia e Serviço Social, sendo totalmente gratuito, Anónimo e Confidencial. Na passagem deste 2 º aniversário , e durante ainda o dia de ontem ,quiseram os responsáveis por este Centro de Atendimento, proporcionar aos jovens e famílias da Maia a possibilidade de experimentar uma subida em balão de ar quente e conhecer pessoalmente algumas figuras públicas da actualidade ligadas ao mundo da música e da televisão.


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OPINIÃO

Sexta-Feira, 9 de Fevereiro de 2001

Paulo Ramalho* em discurso directo:

Reforma da Justiça foi precipitada e manifestamente infeliz! O que pensa das principais alterações introduzidas ao Código de Processo Civil e que entraram em vigor em 1 de Janeiro do corrente ano? Acha que as alterações introduzidas vão tornar a Justiça mais rápida? Em artigo de opinião, a pedido do “Maia Hoje”, Paulo Ramalho, advogado, responde-nos. Antes de mais, parece-me uma reforma precipitada, manifestamente infeliz e que me custa até a acreditar que tenha sido promovida por alguém que já foi advogado, o actual Ministro da Justiça, Dr. António Costa. Com efeito, esta reforma, de que foi feita aliás, uma extensa publicidade junto da sociedade civil, pretende demonstrar que o Governo está preocupado com a morosidade da justiça, com a sua incompreensível lentidão. E de que, com a implementação destas novas medidas a justiça se vai tornar mais rápida e eficaz. O que não é verdade. Alterar o regime das citações, das notificações e dos adiamentos das audiências de julgamento em nada, ou quase nada, resolve o problema que se pretende atacar. Parece-me antes até, que esta reforma pretende fazer-nos esquecer quais as medidas que efectivamente têm que ser tomadas para que os cidadãos possam usufruir, verdadeiramente, de uma justiça mais célere, mais eficaz. Esta reforma não passa de uma operação de cosmética. Todos os agentes da justiça sabem que o verdadeiro entrave a uma justiça mais célere, mais rápida, mais eficaz, está essencialmente na falta de meios humanos. São necessários mais magistrados e mais funcionários judiciais. Além de uma melhor distribuição dos mesmos pelos diversos tribunais. Na verdade, existem tribunais que são claramente deficitários em termos de meios humanos, como é o caso do tribunal da Comarca da Maia. É

impossível exigirmos a um juíz uma justiça rápida, se esse mesmo juíz tem, só a seu cargo, mais de 3000 processos. A simples questão do adiamento de uma audiência de julgamento não encerraria em si grave problema caso a audiência fosse adiada para uma data mais próxima, para daqui a um mês ou dois, por exemplo. Sucede é que, muitas vezes, a audiência é adiada para daqui a 8 ou 10 meses. E muitas vezes mais. O problema reside claramente na quantidade de processos que cada juíz tem a seu cargo. Sendo que não raras vezes são as próprias secções que têm poucos funcionários. Estes parecem-me os verdadeiros entraves a uma justiça mais rápida. Para não falar na falta de condições a nível de instalações que alguns tribunais evidenciam e que dificultam obviamente o trabalho dos vários agentes da justiça. Aqui é que se agradecia uma intervenção rápida do Ministério da Justiça. Por outro lado, não se pode pretender uma justiça mais célere, mais eficaz, à custa de uma diminuição das garantias dos próprios cidadãos. Como faz esta reforma. A citação para um processo judicial é um acto demasiado importante para que possa ser realizado através de uma carta simples. Se bem que este regime vigore apenas nas acções para cumprimento de obrigações pecuniárias emergentes de contrato reduzido a escrito, a verdade é que o risco de alguém vir a ser condenado, sem ter podido apresentar a sua defesa, por não ter sido efectivamente citado, vai ser tremendo. Basta imaginarmos alguém que receba a carta simples de citação, efectivamente no seu domicílio habitual, mas numa altura em que se encontre de férias, ou até, internado num hospital por período prolongado. E nem sequer estou a colocar em causa a competência dos carteiros...

Não podemos esquecer o que efectivamente significa o acto processual da citação. Num Estado de direito, como é claramente o nosso, ninguém pode ser condenado sem previamente ter tido oportunidade de apresentar a sua defesa. Ora, como pode alguém apresentar a sua defesa se não tomou efectivamente conhecimento que contra si foi intentada uma acção judicial?! Entre a intenção de se citar e a efectiva citação vai uma grande distância... Mas também em relação à notificação das testemunhas, merece esta reforma a minha critica e julgo, que dos advogados em geral. De facto, a notificação das testemunhas também por carta simples vai fazer com que muitas testemunhas não compareçam ao tribunal. É que não podemos esquecer que muitas vezes as testemunhas são arroladas contra a sua própria vontade... Por último, tenho que dizer que os advogados são algo mal tratados nesta reforma. Desde logo, discordo que se pretenda aliviar o trabalho das secretarias judiciais à custa do dos advogados. Convém reparar que, a partir de 1 de Janeiro deste ano, qualquer articulado, qualquer requerimento promovido junto do processo, após a contestação, tem que ser comunicado não só ao tribunal, mas também ao mandatário da parte contrária. E depois, terá de ser feita ainda prova junto do processo da referida notificação do mandatário da parte contrária. Antes de 1 de Janeiro de 2001, tudo era a meu ver mais simples e correcto. O advogado apresentava o articulado ou requerimento no tribunal e este enviava, posteriormente, cópia ao mandatário da parte contrária. Quanto aos adiamentos das audiências de julgamento é por demais evidente que se pretende atribuir culpas aos advogados, que manifestamente não têm, como acima já referi. Não é por

Liberdade O que é a liberdade? Consultei a minha enciclopédia e vi que são muitos os significados. Aquele que mais me chamou a atenção foi “o direito que cada cidadão tem de percorrer sem restrições, todo o Território Nacional e de estar em segurança nesse mesmo Território”. Dizem aos quatro ventos que o “25 de Abril” acabou com cinquenta anos de fascismo, devolvendo a democracia em liberdade aos portugueses. - Liberdade de quê e para quê? - Liberdade para assaltar, roubar e matar? Liberdade para praticar sexualidade e homosexualidade nas ruas, parques e jardins públicos? - Liberdade para arranjar “tachos” a protegidos? Não me move qualquer animosidade pessoal seja contra quem for. Porém, contra políticos, o caso muda de figura. Vejamos o que se passa hoje em Portugal. A polícia não tem autoridade para manter a ordem. Os tribunais, quando um ladrão é apanhado com o produto do roubo, mandam que seja libertado. Quando um polícia, para capturar um gatuno ou em legítima defesa, usa da força é castigado. Quando se permite que “gangs” de negros e brancos assaltem comboios, supermercados, etc., cometendo toda a especie de tropelias, conforme a TV tem mostrado, ante o olhar complacente das autoridades

policiais, o que há a fazer? Talvez uma vassourada a tudo o que é pernicioso para a nossa segurança e nossa economia. Senhores governantes, em que lei vivemos? Cada vez há mais assaltos, como este em Amarante e que, em Carvalhosa os assaltantes mataram um inspector da polícia judiciária, cada vez mais crimes, cada vez mais miséria. Assistimos no nosso País a coisas espantosas! Principiando pela Assembleia da República onde a maioria dos deputados estão ali para votar e bater palmas, mas que recebem vencimentos chorudos e terão reforma ao cabo de oito anos consecutivos como deputados e acabando nas reformas de miséria que mal chegam para comprar medicamentos. É triste dize-lo mas a situação em Portugal é comparada com os países do terceiro mundo, onde os governantes e as classes privilegiadas não lhes falta nada e o povo passa fome. O Senhor Primeiro Ministro é católico. Praticante. Deus sabe bem que V. Exa. está a errar. Siga o primeiro mandamento da Lei de Deus: “Ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”. O seu próximo, Senhor Primeiro Ministro, somos nós, os portugueses. Porque razão são oferecidos milhões aos países pobres, quando há fome em

Portugal? Siga o ditado: “Dá que não peças”. É para isto que há liberdade? Liberdade para que muitos “doentes” com baixa ou recebendo pelo Fundo de Desemprego, continuem a trabalhar, ganhando a dois carrinhos? Liberdade para que os trabalhadores nessas situações tenham a ousadia de pedirem dez contos por dia, nas profissão (trolhas ou pedreiros) e elas (operárias nas industrias têxteis e outras) pedirem setecentos e oitocentos escudos por hora, nos serviços de limpeza em casas particulares? Esta situação representa muitos milhões de contos, que poderiam reverter a favor do combate á pobreza e aumento das reformas de miséria dos pensionistas e reformados. Porque não se mobilizam fiscais competentes e honestos, para se pôr cobro a esta situação de autentica calamidade? Não há dúvida de que Portugal está a saque. Não fosse o auxílio da CEE, já teriamos entrado em bancarrota! A liberdade plena só é possível em países civilizados. Portugal, por mal dos nossos pecados, ainda continuará, por muitos anos, na cauda desses países... Liberdade? De quê? Para quê? Deus nos acuda! Vermoim, 27-01-2001 Adérito Morais

causa dos advogados que a justiça é tão lenta em Portugal. Os advogados constituem uma peça fundamental no sistema judicial português. Pretender fazer julgamentos sem a presença dos advogados, com o demagógico e singelo argumento de que “assim as testemunhas que comparecem são sempre ouvidas”, como refere o actual Ministério da Justiça - num planfleto que fez distribuir é decididamente esquecer o papel fundamental e por vezes até, decisivo, que os advogados desempenham na administração da justiça, designadamente de uma justiça que se quer mais justa. Apetece-me perguntar, e quando suceder estarem presentes todas as testemunhas e advogados, ou seja, todas as pessoas convocadas para o efeito, e faltar o senhor juíz, também neste caso vão ser ouvidas as testemunhas, para não terem que voltar novamente ao tribunal? É que os advogados são tão necessários no nosso sistema judicial como os magistrados e só com ambos podemos pretender justiça. Aliás, parece-me também deselegante, que se passe a exigir dos advogados a justificação das suas faltas às audiências de julgamento. Esta reforma é manifestamente infeliz e não vem de forma alguma prestar o contributo à celeridade da justiça que tanto se fala e pretende. Esta reforma, não vem por exemplo, resolver aqueles casos, como todos conhecemos alguns, em que o julgamento ocorreu já há um ano, a leitura da matéria provada, alguns dias depois, e a sentença... essa, ainda não chegou. Para não falar naqueles casos em que a resposta à contestação aconteceu há três anos, e sem que entretanto tivesse havido algum outro articulado, ainda não existe despacho saneador, sequer...

*Paulo Ramalho é Advogado e membro da Delegação da Maia da Ordem dos Advogados.

Correio do Leitor Estando, há dias, a consultar publicações antigas, veio-me à mão uma obra de Camilo Castello Branco: o livro “Quatro horas innocentes”, de 1871, em cuja primeira parte encontrei este retrato de mulher da Maia, que acho notável tendo em conta a época em que foi escrito. Camilo foi um grande observador, que fez descrições notáveis da sociedade onde viveu, a par com Eça de Queiróz (embora este noutro estilo). Mas vamos ao que ele dizia; “Assim era conhecida Maria n’aquella terra da Maia, onde há moças formosas, e tantas que não sei de terra Portugueza onde olhos de homem pouco dado a contemplações seráficas, possam regalharse mais. Pois Maria do Vale avantajava-se às mais lindas, às mais secias, às mais ajuisadas e às mais ricas. Foi por isso que lhe chamaram a Flor da Maia, como quem diz a mais primorosa de todas...” Após leitura, não nos restam muitos comentários. A vida muda. Hoje a Maia é uma próspera cidade, mas mantêm, sem dúvida a génese das gentes, que ao longo do tempo, (desde 1519) a foram moldando e desenvolvendo até ao que é hoje: Um modelo de expansão industrial, e, espera-se que cada vez mais humana e cultural. A. Sottomayor Negrão


CÓMERCIO INDÚSTRIA E SERVIÇOS 25

Sexta-Feira, 9 de Fevereiro de 2001

Alfa Romeo 147 apresentado aos maiatos

«Um carro virado para o futuro». Foi apresentado, a nível nacional, no dia 27, o novo Alfa Romeo 147, carro internacional do ano. O subconcessionário da Maia, a RGMCar, abriu as suas portas e os muitos visitantes que lá se dirigiram tiveram a oportunidade de ver e sentir o mais recente modelo da marca italiana. Reportagem de Miguel Ângelo Machado

Cerca de 250 pessoas deslocaram-se ao stand da RGMCar para ver “in loco” o que o Alfa Romeo 147 tem para oferecer. Rui Gonçalves, gerente do concessionário, considerou esta adesão à apresentação «um sucesso». «As pessoas estão receptivas a este novo modelo. Fizemos mais de 20 “test-drives” e as pessoas afirmaram que o produto é bom, tem muita qualidade e ficaram interessadas em ver, falar sobre o carro e mesmo comprar», disse Rui Gonçalves. A RGMCar nasceu na altura do lançamento da Sport Wagen, em Junho de 2000 e a partir daí «começou-se a vender bem, acima das minhas expectativas iniciais, uma média de cinco, seis unidades por mês». A Alfa Romeo é um «produto muito bom», frisou Rui Gonçalves. Com o Alfa Romeo 147 as vendas poderão registar uma subida porque «é essa a tendência. Um bom resultado para mim seria vender, mensalmente, quatro ou cinco destes carros. Se o produto continuar a ser bem divulgado este número poderá ainda aumentar». Ser “carro do ano”, sendo esta a segunda vez em quatro anos que a Alfa Romeo consegue tal distinção, ajuda a «melhorar a imagem da marca e as pessoas começam a confiar mais no produto» afirmou Rui Gonçalves que considera ainda, que a imagem da Alfa Romeo «esteve um pouco denegrida no tempo dos modelos 33 e 34». Como afirmou o gerente da RGMCar o “design” do modelo 147 «é completamente diferente do apresentado em modelos anteriores». Para além disso tem um interior «fabuloso, fora do vulgar, já traz computador de bordo e bastantes equipamentos que o 156 não tem. Trata-se, em resumo, de um carro virado para o futuro». O modelo 147 tem um preço base de 4500 contos e o “Plus” rondará os 4800, valores de «uma marca distinta, como é a Alfa Romeo». Este carro «irá combater o Golf 4 e o Audi A3. Já fizemos testes com estes carros e, em termos comparativos, o 147 é muito bom e toda a gente diz bem dele». Questionado se a Alfa Romeo poderá, a médio prazo, apresentar modelos com custos ainda mais reduzidos e, assim, alargar o leque sócioeconómico dos compradores, Rui Gonçalves respondeu da seguinte forma: «O Alfa Romeo irá quebrar um mercado muito solidificado nos Golf’s e nos Audi’s. A diferença de preços já é muito grande em relação a estas marcas e modelos, mas a Alfa não irá descer muito mais do que isso, penso que este é o modelo ideal». A nível de pós-venda, a Alfa Romeo dispõe de um serviço completo e adequado, como nos assegurou Rui Gonçalves: «Temos tudo, desde estação de serviço, electricista, mecânico, chapeiro, pintor e estofador. O nosso serviço de pós-venda é muito bom e trata com muito carinho e acolhimento os nossos clientes, sendo mesmo um ambiente familiar. É isto o que as pessoas querem». Quem estiver interessado em efectuar um “testdrive” para sentir, ao vivo, a emoção de conduzir o Alfa Romeo 147, poderá fazê-lo através de uma marcação prévia nas instalações da RGMCar situado no Edifício Pirâmides na Rua António Gomes S. Pereira, 70 Loja B, Maia. Para mais informações poderá telefonar através do número 229490630.

Rui Gonçalves junto da nova “máquina” da Alfa Romeo

Muitos foram os que aproveitaram o fim de semana de “portas abertas” para ver de perto o novo 147


AGENDA

Sexta-Feira, 9 de Fevereiro de 2001

Fármacias Fármacias Fármacias

Palavras Cruzadas Palavras Cruzadas

Mapa de Serviços

GRAMAXO - Moreira da Maia MENDONÇA - S. Pedro Fins DA AGRA - Milheirós

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Permanente Regime de Reforço Regime de Reforço TURNO G

DO BOM DESPACHO - Maia DO CASTÊLO - Castêlo da Maia

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TURNO H ALIANÇA - Vermoim CENTRAL - Maia

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TURNO I ÁLVARO AGANTE - Vermoim BASTOS - Gueifães

Permanente Regime de Reforço

OS FERIADOS OBRIGATÓRIOS SÃO: 1 de Janeiro; Sexta-Feira Santa; 25 de Abril; 1 de Maio; 10 e 14 de Junho; 15 de Agosto; 5 de Outubro; 1 de Novembro; 1, 8 e 25 de Dezembro.

Permanente Regime de Reforço

OS FERIADOS FACULTATIVOS SÃO: Os municipais e Terça feira de Carnaval (27 de Fevereiro), para o pessoal técnico abrangido pelo C.C.T.

TURNO J LIMA COUTINHO - Gueifães ARÁUJO - Nogueira da Maia

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Permanente Regime de Reforço Regime de Reforço

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DA AGRA - Milheirós GRAMAXO - Moreira da Maia MENDONÇA - S. Pedro de Fins

Informações úteis EMERGÊNCIAS: Bombeiros Volunt. Moreira R. Dr. Farinhote - Moreira de Sá Associação Human. Pedrouços R. Luís de Camões, 139 P.S.P. Maia Av. Lidador da Maia P.S.P. Aeroporto Aeroporto de Pedras Rubras G.N.R. Maia R. Dr. Carlos Felgueiras Serviço Municipal de Protecção Civil Câmara Municipal

22 942 10 02 22 901 27 44 22 971 35 37 22 948 26 93 22 944 81 90 22 941 05 90

SERVIÇOS DE UTILIDADE PÚBLICA Cartório Notarial da Maia R. Dr. Carlos Felgueiras, 241 Conservatória do Registo Predial R. Dr. Carlos Felgueiras, 259 1.ª Repartição de Finanças R. Dr. Carlos Felgueiras 2.ª Repartição de Finanças Av. Lidador da Maia - Á. Santas 1.ª Tesouraria da Fazenda Pública R. Dr. Carlos Felgueiras 2.ª Tesour. da Fazenda Pública Av. Lidador da Maia - Á. Santas Tribunal de Trabalho da Maia R. Eng.º Duarte Pacheco Santa Casa da Misericórdia Av. Visconde BArreiros, 245 Correios de Vermoim José R. Silva Júnior, 355 EN - Electricidade do Norte R. Dr. Carlos Felgueiras (Comunicação de Avarias) S.M. Águas e Saneamento da Maia R. Dr. Carlos Felgueiras Inst. Emprego Form. Profissional R. Dr. Carlos Felgueiras, 418 Áeroporto Sá Carneiro Av. da Comunidade Lusíada Câmara Municipal da Maia Praça do Município - Maia Aeródromo de Vilar de Luz Vilar de Luz - Folgosa Biblioteca Gulbenkian Forum da Maia Forum da Maia Núcleo Central do Concelho Forum Jovem da Maia Tv. Cruzes do Monte, 46 Gabinete de Apoio e Defesa do Consumidor Águas Santas

22 944 81 23 22 948 39 29 22 944 81 33 22 971 35 94 22 948 43 32 22 971 72 71 22 948 73 50 22 944 81 36 22 948 44 46 22 944 12 12 80 024 62 46 22 941 71 71 22 941 25 77 22 941 31 41 22 940 86 00 22 968 73 22 22 948 34 72 22 948 34 72 22 941 78 20 22 948 40 72

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Colaboração de: Francisco Assis Assunção Alves

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eçêáòçåí~áëW 1- Prefixo que exprime a ideia de animal. Remoinho de água. Um certo. 2- Naquele lugar. Rio da Alemanha, afluente do Reno. Ice. 3- Flecha. Ave pernalta, adorada pelos Egípcios por estas comerem os répteis que infestavam as margens do Nilo. 4- Raiva. Sacerdote gentílico do Aname. 5- Título do soberano da Pérsia. Planta anonácea da América. Molibdeno (s.q.). 6- Actua. Parte das calças que cinge a cintura. 7Sexta nota musical. Passam para o dia seguinte. Livro de poemas de António Nobre. 8- Composição poética primitiva, para ser cantada. Malicia espirituosa (Fig.). 9- Cidade santa dos Muçulmanos, onde se encontra a famosa mesquita da Caaba. Fecham as asas para descerem mais rápido. 10- Título dos bispos Maronitas. Vaso de pedra para líquidos. Designação de duas espécies de cotovias. 11- Carbonato de cal amorfo, também conhecido por “greda branca”. Membro anterior das aves. Árvore anacardiácea, cuja casca aromatiza o vinho.

1-Voz imitativa de pancada rápida e com decisão. Antiga moeda de prata, na Pérsia. Dois mil e cem romanos. 2- Expressão de alegria, ouvida nas touradas. Dignidade militar entre os Turcos. Orelha (Inglês). 3- Nome de plantas rosáceas no Brasil. Terra argilosa, amarela ou vermelha que se emprega na fabricação de tintas. 4- Espécie de castanha (Invertido). Cidade Jugoslávia sobre o Theiss, rica em cereais e gado. 5- Sufixo designativo de agente. Prelado de ordem monástica. A parte larga dos membros dianteiros das reses. 6- Satélite natural da Terra. Incógnita. 7Alteza Real (Abrev.). Congregação de mulheres, fundada em 1633 por S. Vicente de Paulo e Luisa de Marillac. Sina, usada nas farmácias, designativa de partes iguais. 8- Jornada. Senão. 9- Espécie de tafetá grosso e ondelado. Combate. 10- Marido de Fátima e genro de Maomet. Grandes massas. Camareira. 11- De uma a outra banda. Sufixo designativo de abundância. Aquilo que prejudica ou fere.

SOLUÇÕES - HORIZONTAIS: 1- Zoo. Ola. Tal. 2- Ali. Rur. Ale. 3- Seta. Íbis. 4- Ira. Idi. 5- Xá. Ibira. Mó. 6- Age. Cós. 7- Lá. Adiam. Só. 8Ode. Sal. 9- Meca. Siam. 10- Mar. Pia. Cia. 11- Cré. Asa. Aal. VERTICAIS: 1- Zás. Xal. MMC. 2- Olé. Agá. Ear. 3- Oiti. Ocre. 4- Irã. Ada. 5- Or. Abade. Pá. 6- Lua. Xis. 7- Ar. Irmãs. ÃA. 8- Ida. Mas. 9- Tabi. Liça. 10- Ali. Mós. Aia. 11- Lés. Oso. Mal.

TURNO A

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Cinemas Cinemas Cinemas Cinemas MAIASHOPPING Lugar de Ardegães - 4445 Águas Santas - Maia * Tel 22 9770450 Fax 22 9724537 SEMANA DE 09-02 a 15-02 • Todos os filmes têm início 10 minutos após a hora marcada p^i^=N

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HOMENS DE HONRA 13:30 16:20 0 13:30 16:15 0:00

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OS ANJOS DE CHARLIE

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BETTY

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LIMITE VERTICAL

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O NAUFRAGO

UM SOGRO DO PIOR

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DINOSSAURO: V. PORTUGUESA

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O PROTEGIDO

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SEDUTORA ENDIABRADA p^i^=T

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FAVORES EM CADEIA

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Sexta-Feira, 9 de Fevereiro de 2001

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IGREJA

Sexta-Feira, 9 de Fevereiro de 2001

Por estes dias...

Acontecimentos previstos para a Igreja Edição Anotada da Concordata Prevê-se que em meados de Fevereiro esteja nas livrarias uma publicação que contenha um comentário aos 31 artigos da Concordata de 1940 firmado entre a Santa Sé e Portugal. Da responsabilidade científica do Centro de Estudos de Direito Canónico da Universidade Católica e edição da Livraria Almedina (Coimbra), esta obra conta com cerca de 300 páginas e está articulada do seguinte modo: texto integral da Concordata e do Acordo Missionário, enquadramento históricojurídico das concordatas, comentário a cada um dos artigos, legislação civil e eclesiástica executória da Concordata. D. José da Cruz Policarpo, Patriarca de Lisboa e Presidente da Conferência Episcopal Portuguesa, escreve o Prefácio enquanto que o Doutor Saturnino Gomes, coordenador científico, faz a apresentação. Religião e cidadania “Religião e Cidadania” será o tema das Jornadas de Teologia do Instituto Superior de Estudos Teológicos de Coimbra. Os trabalhos, a realizar no Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra, nos dias 16 e 17 de Fevereiro, contarão com a participação de José Manuel Pureza que falará da “Pessoa, Sociedade e Estado”; Arnaldo Pinho abordará o tema “Dimensão privada e Dimensão Pública da Religião”; “Tendências Religião/Cidadania na era da Secularização” será a base reflexiva de António Bagão Félix; José Leitão falará de “Religião e Cidadania” e Peter Stilwell irá reflectir sobre “Crises das Ideologias e os Desafios da Globalização”. Teologia em destaque No próximo dia 7 de Fevereiro, os antigos alunos da Faculdade de Teologia de Lisboa terão uma reunião nas instalações da UCP. Para além da reunião haverá também um jantar pelas 20h 30m, que contará com a presença do Prof. Sérgio Bastianel, conferencista da Semana de Estudos Teológicos daquela Faculdade. Dois dias depois, pelas 18 horas, também naquele local, haverá a sessão solene e bênção de diplomas aos licenciados da Faculdade de Teologia, que terminaram o curso no passado ano lectivo. Ecumenismo na Universidade Na Casa Diocesana do Vilar, Porto, irá realizar-se um mini-curso para docentes universitários versando “Ecumenismo e Diálogo Inter-Religioso no mundo contemporâneo”. A primeira sessão decorreu no dia 29 de Janeiro e teve como tema “Ao encontro da diversidade Religiosa”. No mês de Fevereiro haverá mais três sessões (5, 12 e 19) que abordarão as seguintes temáticas: “Diálogo entre católicos e outras confissões cristãs”; “Diálogo entre cristãos e outras religiões” e “A religiosidade nos nossos dias”. ACR de Vila Real “Reforçar a consciencialização da cidadania cristã e dar a conhecer a Doutrina Social da Igreja” será o grande objectivo do seminário “Novos caminhos... Novos Rumos” promovido pela Acção Católica Rural da diocese de Vila Real. Esta jornada formativa, a realizar nas instalações do IPJ daquela cidade, dia 3 de Fevereiro, contará com a participação do Pe. Querubim Silva e

participação de mais 20, no turno que começado Segunda feira dia 29 do corrente. Em declarações, à Agência ECCLESIA, o Cónego Bonifácio Santos, Responsável do Centro de Cultura Católica e organizador das Jornadas, disse que este é um bom número de participação. A Diocese tem mais sacerdotes, mas “com agilidade e capacidade de movimentação, não há muitos mais, por isso cerca de 50 participantes é um bom número”.

da Dr.ª Maria Luísa que falarão sobre “Dinâmicas de Grupos - o papel do animador”; “A vocação e Missão dos Leigos” e “Participação e Corresponsabilidade”. As inscrições devem ser feitas para a Travessa da Portela, 14-1º 5000-516 Vila Real. Dar e receber de Graça A Cáritas Portuguesa promove, pela primeira vez, um Encontro Nacional de Espiritualidade que será orientado por D. Januário Torgal Ferreira, Vigário Castrense. Este retiro dos agentes da pastoral social será no dia 18 de Fevereiro, na Casa de Nossa Senhora do Carmo, em Fátima e terá o seguinte tema “Recebeste de graça. Daí de graça”. Será uma oportunidade para reflectir sobre a gratuidade da vida, a partir das exigências da fé e da cidadania neste Ano Internacional do Voluntariado. As inscrições podem ser efectuadas até ao dia 2 de Fevereiro, em qualquer Cáritas Diocesana. Formação Teológica-Pastoral No próximo dia 19 de Fevereiro terá início o semestre de Verão dos Cursos Teológico-Pastoral e Básico de Ciências Religiosas do Instituto Superior de Ciências Religiosas, de Aveiro. O curso TeológicoPastoral destina-se à formação dos agentes de pastoral e candidatos ao diaconado permanente e tem como condições de acesso a escolaridade obrigatória ao tempo. O Curso Básico de Ciências Religiosas tem como objectivo a formação de professores de EMRC e exige um bacharelato ou licenciatura em qualquer área disciplinar. Valorizar a pessoa O Movimento de Educadores Católicos (MEC) irá realizar, nos dias 22 e 23 de Março, em Fátima, as suas jornadas pedagógicas subordinadas ao tema: “Valorizar a pessoa: objectivo primordial da educação”. Este espaço de formação, aprofundamento e valorização dos professores contará com a presença de Juan Ambrósio, que falará sobre “Valor e centralidade da pessoa no processo educativo”; “A educação da sexualidade: dimensão essencial no percurso educativo” será o tema a abordar pelo psiquiatra Manuel de Freitas; Francisco Carvalho

Guerra centralizará a sua reflexão sobre “Ser pessoa: ser com os outros, ser para os outros”; “A componente religiosa na formação da pessoa” será a reflexão de Teresa Martinho” e “O fenómeno da globalização e o poder dos media e das novas tecnologias na formação dos jovens” será o tema da conferência de António Sousa Franco. Solidariedade na sociedade Nos dias 6, 8, 13 e 15 do mês de Fevereiro irão realizar-se, no Olivais Shopping, em Lisboa, quatro conferências sobre “Sociedade Moderna e Solidariedade”. “Que lugar para a Solidariedade?”; “Solidariedade e pobrezas”; “Solidariedade - funções das Comunidades - funções do Estado” e “Solidariedade e Direitos Divinos dos Homens” serão os temas das conferências desta actividade promovida pela Paróquia de Olivais Sul. Para desenvolver estas temáticas, a organização convidou Jorge Wemans, Alfredo Bruto da Costa, António Bagão Félix e José Leitão. Evangelizar o mundo secularizado À semelhança do que tem acontecido em outros anos, a Diocese de Portalegre Castelo Branco realiza mais umas Jornadas de Teologia para os seus padres e diáconos. O primeiro turno decorreu entre 22 e 24 de Janeiro e o segundo é de 29 a 31 deste mesmo mês. Desta vez, o tema de reflexão e trabalho foi “Nova evangelização num mundo secularizado”, um tema escolhido a partir das propostas dos participantes nas Jornadas do ano anterior e que o Centro de Cultura Católica da Diocese, recuperou para a organização das Jornadas deste ano. Durante três dias, partindo das intervenções de professores de Instituto Superior de Teologia, em Coimbra, e de padres da diocese abordaram-se questões ligadas à “secularização e secularismo”, “Autonomia das realidades terrestres”, “Mundo secularizado e seus desafios à evangelização”, “evangelizar a cultura”. No último dia o Cónego Bizarro falou aos presentes sobre a “Nova evangelização no recente magistério da cultura”. Neste primeiro turno participaram cerca de 26 sacerdotes, estando prevista a

Assembleia Sinodal A diocese de Leiria-Fátima irá realizar a 4ª sessão da Assembleia Sinodal nos dias 2, 3 e 4 de Fevereiro, no Seminário Diocesano, em Leiria. Em análise vão estar os resultados das reflexões desenvolvidas em toda a diocese sobre a presença da Igreja e dos cristãos na sociedade actual e outro sobre as comunidades de religiosas(os) e suas actividades na Igreja diocesana. Será também apresentado e discutido um projecto de Documento Final do Sínodo Diocesano. Em Roma com o novo Cardeal O Departamento da Pastoral da Mobilidade do Patriarcado de Lisboa, organiza uma viagem a Roma, aquando do Consistório, (entre 21 e 22 de Fevereiro), altura em que D. José Policarpo receberá a púrpura cardinalícia das mãos do Papa João Paulo II. O Patriarcado de Lisboa pretende possibilitar aos fiéis acompanharem o seu Patriarca para sua nomeação como 16º Cardeal português. Para mais informação, contacte geral@profissional.tours.pt ou através do telefone 217220110. Scalabrinianos em Capítulo “A comunidade como projecto e a comunidade que projecta como testemunho de homens que vivem o Evangelho no mundo das migrações de hoje” é o tema do 12º Capítulo Geral dos Missionários Scalabrinianos, que começou no passado dia 23, em Roma. Esta temática tem como objectivo questionar em que sentido é que as comunidades religiosas dão um testemunho nas migrações. O Pe. Rui Pedro, sacerdote desta Congregação, em declarações à Agência ECCLESIA, explicou o facto de este Capítulo geral ser extraordinário e justificou afirmando que o mesmo se deve à morte, no passado mês de Junho, do Pe. Geral, Luigi Favero. Até ao final do Capítulo, o que se espera venha a acontecer em meados de Fevereiro, será ainda eleita a nova direcção geral dos Missionários Scalabrinianos. Reuniões Arciprestais Com o objectivo de preparar o recenseamento da prática dominical e formar grupos sinodais nas paróquias, irão realizar-se, na diocese de Bragança, encontros de zona das conferências arciprestais. O primeiro será em Bragança, no paço episcopal, dia 7 de Fevereiro, um dia depois será em Mirandela, em Miranda do Douro realizarse-á no dia 9 e em Moncorvo será no dia 14 de Fevereiro. Estas reuniões serão presididas por D. António Rafael, bispo de Bragança.


Sexta-Feira, 9 de Fevereiro de 2001

FOTOGRAFIA

Fotografia em Portugal por Paulo Santos

Não resisto...tanta água!!! perdão O lugar da Afurada em Gaia é, por norma, o local onde as cheias do rio Douro, mais rapidamente, se fazem sentir. Habitado, essencialmente, por pescadores, estes estão habituados a lidar com a situação. Era cedo, muito cedo quando lá cheguei. As pessoas amontoavam-se nos locais mais altos, estavam preparadas com botas próprias, e os haveres pessoais já tinham sido retirados das casas. Estava a fazer a tomada de vista, de longe, quando deparo com um miúdo a correr no meio da água. Parou, baixou as calças e aproveitou para fazer um xixi. Foi mais uma pequena contribuição, para o agravamento da situação no local. Assunto dramático de abordar, com um pequeno sorriso, que só a ingenuidade de uma criança nos pode dar!

Talvez...!!! Nyon,Suiça,13 de Dezembro de 2000. Acordei com um barulho metálico muito forte. Que seria? Pensei! Olhei para o relógio, sete da manhã (seis em Portugal). Era cedo para me levantar. O ruído mantinha-se, contínuo, mas agora muito suave. A curiosidade fez-me acender o primeiro cigarro do dia. Tantos se iriam seguir! Abri a janela. Fazia muito frio e o dia ainda estava a dar os primeiros passos. Olhei à volta e vi mesmo por baixo da janela do meu quarto, um senhor empoleirado numa escada. Limpava os candeeiros da rua. Eram bonitos, em ferro, com um vidro amarelado, texturados. Fui vestir o roupão. Tão cedo e já havia gente a trabalhar. Fiquei a admirar a forma como ele os tratava. Olhava, limpava, voltava a olhar. Parecia que falava com eles. Para mim era apenas um sussurro. Mas havia cumplicidade no olhar, na forma como sacudia o pó com uma escova. Provavelmente cada um deles tinha a sua história. Qual seria a história do candeeiro da janela do meu quarto? Fui buscar a câmara, acertei a sensibilidade, fiz a tomada de vista e disparei. Quantas histórias não devem ter estes candeeiros espalhados pelas ruas estreitas de Nyon? Mas este era especial, fazia companhia a um quarto do Hotel Beau-Rivage. Talvez estivesse habituado a acordar os hóspedes, talvez iluminasse as noites mal dormidas, talvez, talvez ..... Agora, que estou a escrever esta crónica, lembrei-me que, talvez a história deste candeeiro da Rue de Rive seja a história desta foto. Talvez seja.

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BREVES AREA METROPOLITANA

Sexta-Feira, 9 de Fevereiro de 2001

por Miguel Ângelo Machado ESPINHO

GONDOMAR

“The Divas” ao vivo Este famoso grupo musical feminino do reino Unido está a actuar no Casino de Espinho desde o passado dia 20 de Janeiro e vai-se manter em cena até ao dia 16 de Fevereiro. O Soul, Reggae, Gospel e um tributo às músicas dos anos 70, fazem parte do repertório deste grupo que é conhecido mundialmente.

Movimento de apoio a Valentim Loureiro e PSD entregam assinaturas. Na passada quarta-feira dia 7 de Fevereiro, um movimento de apoiantes à candidatura do actual Presidente da Câmara local, entregou, em cerimónia realizada na Sede Concelhia do PSD, as assinaturas necessárias à sua recandidatura por Gondomar. O PSD de Gondomar, aproveitou a ocasião para formalizar o convite a Valentim Loureiro.

I Ciclo de Teatro não profissional de Gondomar. Desde o dia 13 de Janeiro e até 3 de Março, está a decorrer, aos Sábados, o I Ciclo de Teatro não profissional de Gondomar no Auditório Municipal de Gondomar.

Carnaval já “rola” no Casino “Zeca Pagodinho”, um dos expoentes máximos do Samba Brasileiro é o convidado para animar as noites de Carnaval, nos dias 25 e 26 de Fevereiro. A não perder no Casino de Espinho.

Alterações ao trânsito no Forno e na Giesta. A C. M. de Gondomar, introduziu alterações em diversas artérias da zona da Giesta e do Forno em Rio Tinto. Assim passaram a ter sentido único as seguintes vias: Travessa de Brás-Oleiro; Rua de Naulila; Travessa de Chaimite; Rua Carlos Xavier; Rua Aires de Ornelas; Rua António Enes, Rua Mouzinho de Albuquerque; Rua Central da Giesta, Travessa da Triana e Rua da Triana (parcial).

VALONGO

PORTO

Associação Juvenil de Valongo no “Fantasporto 2001” “Balas e Bolinhos”, o primeiro filme produzido pelos jovens da Associação de Artes Cinematográficas de Valongo vai estar presente na próxima edição do “Fantas” no próximo dia 23 de Fevereiro.

Festival de Música na “Secundária” A Associação de Estudantes da Escola Secundária de Valongo realizou no passado Sábado o seu primeiro Festival de Música. Tratou-se de mais um evento apoiado pela Câmara Municipal, destinado a acolher as Jovens Bandas do Concelho, promovendo o convívio e a troca de experiências.

Edifício Cultural do Palácio abriu as Portas No passado Domingo 4 de Fevereiro, decorreu a cerimónia da inauguração do novo edifício cultural do Palácio de Cristal, que congrega a primeira galeria Municipal, a nova Biblioteca Municipal “Almeida Garrett” e um novo Auditório com capacidade para 200 pessoas.

Porto 2001 expõe Maquete da Casa da Música A Sociedade “Porto 2001” está a fazer exposições públicas da maquete da futura Casa da Música que tem dimensões aproximadas de 1,30 por 2 metros. Numa primeira fase, esta, estará exposta no piso térreo do GaiaShopping até o próximo dia 15. Entre os dias 16 e 28 de Fevereiro, será a vez de estar exposta no NorteShopping.

Nuno Cardoso assina protocolo com Sindicato O Presidente da Câmara Municipal do Porto, Nuno Cardoso, assinou na passada quartafeira um protocolo com o Sindicato de Trabalhadores da Construção, que visa a parceria no controlo da segurança nas obras da cidade.

PORTO

Quadrifólio lança Alfa 147 no Norte A Quadrifólio - o maior concessionário do país dedicado exclusivamente à comercialização de veículos Alfa Romeo apresentou no fim-de-semana o mais recente modelo daquela marca, o Alfa 147, no espaço Via Rápida, no Porto. Ao volante do carro do ano 2001, estava o conhecido jornalista Júlio Magalhães, responsável pela apresentação, deu início a um espectáculo de luz, de movimento e de som, em que a originalidade e a qualidade fizeram jus à filosofia perseguida pela marca italiana. A noite ficou, desde logo, marcada por um conjunto de apontamentos musicais e teatrais em que os “conceitochave” do novo modelo - robustez, aderência e estilo - foram a nota dominante. Perante centenas de convidados,

Walter e Vera Deus foram dois dos manequins que personificaram irreverência e beleza, atributos, de resto, patentes na última criação da casa Arese. Destaque-se, ainda, a aposta numa coreografia que conjugou, de forma harmoniosa, os corpos dos “bailarinos” com o segundo carro exibido. A maiata, Evelina Pereira, uma das mais conceituadas top models portuguesas, e Pedro Bianchi, campeão nacional de enduro, fizeram com que o público ficasse rendido ao mostrarem um outro modelo da gama. A conhecida modelo, actriz e apresentadora Sofia Aparício protagonizou um dos momentos mais altos da noite: ao som de um saxofone e num sensual vestido vermelho, a manequim foi convidada a desvendar a imagem de marca do Alfa 147 - a grelha.


DESPORTO

Sexta-Feira, 9 de Fevereiro de 2001

Campeonato Nacional de Trial 2001 - Troféu Senhoras

31 MOTOCICLISMO

“Team Sitecel/Siemens” quer o primeiro lugar! No seu primeiro ano de competição, o “Team Sitecel” foi buscar para as suas fileiras as três primeiras classificadas da temporada transacta. Na época 2000, Fátima Silva, Elizabete Gonçalves e Susana Simões deram nas vistas, na primeira vez que em Portugal o Troféu de Senhoras teve representação na modalidade. A apresentação oficial da equipa Sitecel/Siemens, terá lugar no próximo dia 17 de Fevereiro, pelas 22 horas, na Sede do Moto Clube do Porto á Rua Aurélia de Sousa, 65, Porto. Reportagem de Artur Bacelar e Miguel Ângelo

Depois de no ano 2000 terem surgido senhoras a competir na modalidade de “Trial”, para a presente temporada está já previsto o aparecimento de cinco equipas, todas com o objectivo de se posicionarem no primeiros postos. Fátima Silva, Elizabete Gonçalves e Susana Simões classificaram-se nos três lugares do pódio na época de 2000 e este ano irão representar as cores do “Team Sitecel” com objectivos bem delineados, «pretendemos evoluir na modalidade de forma a atingir um nível técnico que nos permita a participação no Trial das Nações (Copa Senhoras), a realizar em 2002, cá em Portugal», afirmaram as pilotos ao “Maia Hoje”. Fátima Silva tem 30 anos e é Técnica Administrativa no Centro de Emprego de Matosinhos. Desde os seus 16 anos que anda ligada às motos. Com moto de “Trial”, uma Honda Nx 250, desde o ano passado, «que comprei para substituir uma DT 50 com a qual fazia, entre outros, Raides Turísticos TT e passeios TT organizados pelo Moto Clube do Porto», Fátima Silva é a actual detentora do “Troféu Senhoras”, prova integrada no Campeonato Nacional de Trial (CNT). Elizabete Gonçalves, 33 anos, engenheira civil, anda de moto desde os 14 anos. Fez “Trial” pela primeira vez no ano passado, tendo sido segunda classificada no CNT, igualmente no “Troféu Senhoras”. Por fim, Susana Simões, 28 anos, professora de Matemática e de Ciências. «Sempre me fascinou a aventura e a descoberta de novas sensações. Entretanto, reuni meios financeiros para adquirir moto e desde então envolvi-me a 100% na vida motociclística», afirmou a piloto. Posicionou-se na terceira posição na mesma prova. Actualmente tem uma Yamaha Virago 250. As motos de “Trial” desta equipa serão da marca Gás-Gás, Beta e Aprilia com motores de dois tempos, com uma caixa de cinco velocidades e com uma cilindrada de 250 c.c.. As diferenças destas motos, para uma moto vulgar assentam, sobretudo na sua potência, são esguias e leves, não têm assento e dispõem de 18 a 20 cavalos e pouca autonomia (cerca de três litros). As concorrentes têm, em seu auxílio nas provas, um mecânico, vulgo “mochileiro”, que as ajuda nos obstáculos mais difíceis, podendo apenas ampará-las naquelas situações em que as quedas são eminentes. Em cada zona de

obstáculos, encontram-se três fiscais que penalizam os/as concorrentes quando colocam o pé no chão ou danificam os mesmos obstáculos. Regra geral, neste caso de competições de senhoras, os “mochileiros” são os maridos ou os namorados. No “Trial” há a preocupações com o meio-ambiente. «São utilizados pneus que não danificam o piso, o combustível também é menos poluente do que os habituais e os percursos são limitados e definidos com o intuito de não alterar a paisagem envolvente. São também colocados recipientes pelo percurso para a colocação do lixo», como fez questão de frisar António Caldeira. Esta modalidade, segundo António Caldeira, sócio - gerente da Sitecel Sistemas de Telecomunicações Celulares Lda., empresa sediada na freguesia de Vermoim, Maia, tem «pouca escola em Portugal mas tem vindo a ter alguma aceitação, mais concretamente no número de espectadores que tem vindo a aumentar.» Com intenção de dignificar, «o melhor possível a presença feminina na modalidade», participando em todas as dez provas previstas para 2001, António Caldeira, «um apaixonado pela modalidade», como ele próprio se definiu, quer «vencer o “Troféu Senhoras”» deste ano. Boas prestações na primeira prova. As três concorrentes do “Team Sitecel/Siemens” na 1º Prova do Campeonato Nacional de Trial, que decorreu no passado domingo, 4 de Fevereiro em Paços de Ferreira, tiveram uma excelente prestação, arrecadando o 1º (Fátima Silva), 3º (Elisabete Gonçalves) e 4º (Susana Simões) lugares da classificação. Nem o mau tempo que se fez sentir antes da prova no alto do Monte do Pilar, Penamaior, inibiu o público de comparecer em massa, o que muito se deve à boa divulgação promovida pela organização. Apesar da muita chuva que caiu até à hora da partida e que agravaram a dificuldade de algumas zonas, a prestação da equipa foi positiva. De salientar a disputa pelo 3º lugar, tendo Elisabete Gonçalves levado a melhor sobre a sua companheira de equipa Susana Simões, mas por apenas por 2 pontos.

Maria de Fátima, Susana Simões e Elisabete Gonçalves.


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DESPORTO

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FUTEBOL

Setúbal - 3 Maia - 2

Dinâmica Sadina “acorrentou” Maiatos Carlos Barrigana

Numa partida em que o F.C. Maia tentou sempre reagir ao melhor futebol do V. Setúbal, mas só a espaços esses intentos foram conseguidos, cabendo aos sadinos as despesas do jogo e as melhores oportunidades do encontro. A má arbitragem de Martins dos Santos foi a nota negativa num jogo agradável de seguir. A vitória do Setúbal, que foi sempre a equipa mais esclarecida, não merece contestação. O Setúbal entrou melhor na partida não se intimidando com o golo de Yuri. Volvidos seis minutos conseguiu o golo do empate numa grande penalidade, convertida por Fernando Mendes, que não pareceu ser. Até ao final da primeira parte o jogo foi equilibrado, com o Setúbal a ter o ascende da mesma, que seria confirmado na 2ª parte. Começou da pior maneira para o Maia o segundo tempo. Logo no primeiro minuto Debenest seria batido por Maki, depois de um cruzamento de Meyong, que foi sempre um quebra cabeças para a defesa maiata. O Setúbal jogava na segunda parte a favor do vento, o que era mais uma dificuldade acrescida. A perder desde os 46’ Mário Reis tentou forçar o empate, tendo para isso substituído Rica por Cássio aos 52’. Poucos minutos depois de entrar Cássio do lado direito tira um cruzamento para Yuri atirar ao lado com algum perigo. O Setúbal voltou a tomar conta do jogo e a criar algumas situações de grande perigo para a baliza de Debenest. Aos 76’ Meyong a culminar um excelente jogo fez o terceiro golo da sua equipa sentenciando a partida, ao corresponder da melhor maneira ao cruzamento de Paulo Ferreira. O Maia viria a reduzir no fim do jogo através de uma grande penalidade, que à semelhança da primeira não pareceu ser. A arbitragem serviu para prejudicar um bom jogo, assinalando duas penalidades que não pareceram ser, e ficando por assinalar uma grande penalidade para cada lado.

FOTO ARQUIVO

Chaves - 1 Maia - 1

Yuri e Edu com as “chaves” do jogo Carlos Barrigana

Foram dois momentos altos, os golos obtidos pelos dois avançados, num jogo equilibrado em que o resultado se aceita. O Maia marcou cedo, tentou segurar o resultado com uma defesa coesa e muito segura, que só foi traída pelo excelente golo de Edu a 12 minutos do fim. O Maia começou muito bem a partida criando duas situações aflitivas para a defesa flaviense. Não foi pois surpresa o

golo obtido aos nove minutos. Yuri numa arrancada pelo lado esquerdo e com um angulo muito reduzido, conseguiu rematar entre o poste e o guarda redes Carou, marcando um golo de belo efeito. Reagiu o Chaves à adversidade do golo madrugador, mas até ao intervalo a defesa maiata conseguiu sempre superiorizar-se ás investidas dos comandados de António Jesus. A toada do jogo manteve-se na

segunda parte, a perder o Chaves tentou sempre a criação de jogadas que lhe dessem o golo do empate, que iam sempre esbarrando na melhor organização defensiva maiata. O Maia nunca descurou o contra ataque na tentativa de ampliar o marcador. Mas seria o Chaves aos 78’ a conseguir os seus intentos através de um excelente golo de Edu, que ainda fora da área e de costas para a baliza, matou a bola no

peito e rematou à meia volta sem hipótese para Debenest. Apesar das alterações efectuadas por Mário Reis o Maia não conseguiu chegar ao segundo golo, acabando por sofrer o golo do empate que veio pôr alguma justiça no resultado. Moleiro do lado do Chaves foi sempre o jogador inconformado, e do lado do Maia, Yuri foi aquele que deu mais trabalho à defensiva contrária.


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COMÉRCIO INDÚSTRIA E SERVIÇOS

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Ferragens Cegonha premeia clientes

Prémio à Fidelidade Criada em Julho de 1991, as Ferragens Cegonha conheceram as suas primeiras instalações num estabelecimento alugado na Avenida D. Manuel II. Hoje volvidos quase 10 anos de actividade é uma empresa em franco crescimento e com instalações próprias precisamente ao lado da nossa Redacção. Artur Bacelar

Joaquim Fernando Silva Pedro, de 42 anos, maiato “de gema”, nascido em Barca e a viver em Vermoim, é o proprietário desta casa comercial que vende desde o simples prego, às mais sofisticadas ferramentas ligadas ao ramo da carpintaria e onde o leitor pode fazer o duplicado da sua chave, encontrando muitos outros produtos relacionados tanto com o trabalho profissional como o “Bricolage”. Quem passa no exterior da loja, não deixa de parar, para admirar “as últimas” em matéria de puxadores para portas e outras ferragens. Na altura de Natal, Joaquim Pedro, tem vindo desde há alguns anos, a presentear os clientes com um Sorteio,

que premeia três facturas, cujos números coincidam com o primeiro, segundo e terceiros prémios da lotaria nacional. Este ano o primeiro Prémio calhou à factura pertencente a Manuel Tiago da firma “Aires Moreira Lda”, que levou para casa uma belíssima e completa bicicleta de montanha. O segundo Prémio calhou ao senhor Joaquim Ferreira, premiado com uma moderna “Trotinete”, toda desmontável, com saco de transporte incluído. O terceiro prémio deste ano saíu à empresa “Camolde” e é constituído por uma práctica máquina de café. A entrega dos prémios coube às simpáticas assistentes Andreia Silva e Tânia Martins. Para o Ano há mais...

Andreia Silva entrega o primeiro prémio a Manuel Tiago

Joaquim Ferreira recebe o segundo prémio das mãos de Tânia Martins


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DESPORTO BILHAR

6º Torneio de Bilhar “O Maior”

“A luta continua!”

Volvidos 5 jogos das eliminatórias e a duas jornadas do final do apuramento, António Correia, André Rocha, Tiago Costa e José Francisco já garantiram o apuramento. Matematicamente, apenas Carlos Moisés do Grupo D está definitivamente afastado. A próxima jornada deverá ser decisiva para mais alguns candidatos e deverão começar a conhecer-se “as jogadas de bastidores” para o “cargo” de Juizes, pois segundo nos disse a organização, a falta equivale à perda de um ponto que poderá mudar o cenário dos embates “pós-eliminatória”.

Duas jornadas separam a “sorte” dos concorrentes participantes na 1ª eliminatória deste popular torneio de Águas Santas, organizado pelo Clube dos Amigos de Corim. A luta promete e apenas António Correia no Grupo A e Tiago Costa no Grupo D, ainda não conheceram o “amargo” da derrota. A surpresa, ou talvez não, vai para a brilhante primeira posição no grupo C, de Liliana Vaz, a única concorrente feminina do torneio. Grupo A Á Quinta jornada, tudo se complica neste grupo. José Henriques venceu

Nuno Romão por expressivos 5-0, António Correia venceu Adriano Freire pela margem mínima (3-2), assim como Luís Cunha e João Carvalho que venceram respectivamente Júlio Silva e Rogélio Cruz por 3-2 e 2-1. Grupo B André Rocha “cilindrou” João Oliveira (3-0) e ocupa agora a primeira posição, muito graças à pesada derrota de Nuno Correia, por 4-0, imposta por João Durães. Carlos Cardoso ganhou “�� vontade” por 3-0, no embate que o colocou frente-a-frente com Nuno

Oliveira. Hugo Pereira ocupa agora a Segunda posição com uma vitória “tangencial” (2-1) sobre Ricardo Carneiro, que baixa assim para a 7ª posição. Grupo C A diferença entre o primeiro e o sexto classificado é de apenas 2 pontos, o que quer dizer que todos ainda podem ser primeiros. Liliana Vaz e José Lázaro deram a mesma “dose” (3-0) aos seus adversários Armando Carvalho e Ricardo Andorinha, que acabou assim por perder a primeira

posição. Pedro Carvalho e Daniel Branco empataram (2-2) e Claudino Durães venceu Nuno Mota pela diferença mínima (3-2). Grupo D Numa jornada “sem empates”, Tiago Costa segurou a primeira posição vencendo Pedro Sousa por 3-1, Rui Lopes conseguiu um dos resultados mais volumosos da jornada frente a José Carneiro 5-0. Jorge Vicente ainda “espreita” o primeiro lugar no grupo e con(venceu) Carlos Moisés por 3-0. No outro jogo José Francisco venceu Rogério Sousa por 5-1.


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DESPORTO

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TAÇA DAVIS

Taça Davis - Grupo 1 da Zona Euro-Africana

Complexo de Ténis da Maia recebe a Selecção Portuguesa Depois da brilhante vitória de Portugal, frente a selecção da África do Sul, a selecção nacional defronta a Ucrânia de Andrei Medvedev, para o apuramento da Taça Davis. Começa hoje e prolonga-se até ao próximo Domingo dia 11 de Fevereiro. No Complexo de Ténis da Maia, entrada gratuita. Artur Bacelar

FOTO ARQUIVO

A SELECÇÃO PORTUGUESA CAPITÃO - JOSÉ VILELA NUNO BACELAR MARQUES, nasceu a 9 de Abril de 1970 na cidade do Porto. Reside nesta cidade, tem 1,90 m e pesa 80 Kg, tem como característica o facto de ser esquerdino e teve a primeira chamada em 1986. EMANUEL COUTO, nasceu a 6 de Agosto de 1973 na cidade da Guarda. Reside em Carcavelos, tem 1,84 m e pesa 74 Kg, é dextro e foi chamado pela primeira vez em 1991. BERNARDO MOTA, nasceu a 14 de Junho de 1971 na cidade de Lisboa, onde reside. Tem 1,76m e pesa 71 Kg. É dextro e a primeira chamada foi feita em 1989. TIAGO VINHAS DE SOUSA, nasceu em 14 de Novembro de 1978, nasceu e reside em Lisboa, tem 1,76m e 70 Kg de peso. É dextro e a sua primeira chamada foi concretizada no ano passado.

Conforme o “Maia Hoje” tinha apurado junto dos responsáveis da Federação Portuguesa de Ténis, a eliminatória que oporá a Selecção Nacional à sua congénere da Ucrânia vai ser realizada na Maia. Este evento, vem confirmar a utilidade do Complexo de Ténis maiato, como uma infraestrutura única no País. Aliadas as excelentes condições do recinto maiato, estão também a hospitalidade e o apoio anímico por parte do público à selecção,

manifestando-se de forma ruidosa, o que ajudou à importante vitória frente à temível Selecção da África do Sul de Wayne Ferreira e outras “vedetas”. A primeira presença da nossa selecção na Taça Davis foi em 1925, frente à Itália, num encontro que decorreu em Lisboa e que culminou com a nossa derrota por 4-1. Desde então Portugal têm tido uma participação assídua, com interrupções entre 1929 e 1947, 1950 e 1954,1956 e 1962.

Em 45 anos de participação, a selecção nacional conseguiu apenas 22 vitórias em 67 eliminatórias disputadas, onde participaram 32 atletas em 267 encontros “singulares” e 67 de “pares”, sendo João Cunha e Silva o recordista nacional de presenças, com 31 eliminatórias disputadas. José Vilela é o Capitão desta selecção nacional (equivalente a treinador noutros desportos), desde 1994. FOTO ARQUIVO

A SELECÇÃO UCRANIANA CAPITÃO - YURY CHEREPOV ANDREY MEDVEDEV, nasceu a 31 de Agosto de 1974 em Kiev, aos 16 anos venceu o Orange Bowl para juniores; aos 17 anos começou a disputar torneios profissionais. Venceu os torneios de Génova, Estugarda e Bordéus. Em 93 venceu os torneios do Estoril, Barcelona e New Haven; venceu em Hamburgo em 94, 95 e 97; Em 94 venceu também em Monte Carlo e, em 96, em Long Island; em 1999 foi finalista de Roland Garros. Já jogou 38 encontros pela equipa ucraniana, dos quais venceu 29. OREST TERESHCHUK, nasceu a 18 de Agosto de 1981 em Lviv. Em 2000 venceu um encontro da Taça Davis em Kiev e triunfou também em torneios “future” e “satélites”. Participou nos Jogos Olímpicos de Sydney. Já jogou quatro encontros pela Ucrânia, tendo vencido um deles. ANDREI DERNOVSKY, nasceu a 23 de Maio de 1982 em Dniprodzerzhynsk. Em 2000 saiu vencedor no Open da Alemanha, em pares e singulares. Terminou o ano como nº 6 do ranking ITF / juniores. Deu o primeiro ponto à Ucrânia na Taça Davis, em Kiev. TARAS DEMIANENKO, nasceu a 19.de Junho de 1983 em Kiev. Em 2000 venceu em pares o Open da Alemanha. Venceu também um “Challenger”. O estágio final da selecção nacional antes do encontro com a Ucrânia iniciou-se a 2 de Fevereiro também aqui nas instalações do Complexo de Ténis da Maia, prolongandose até ao início da competição, ao abrigo do protocolo do CAR.


DESPORTO

Sexta-Feira, 9 de Fevereiro de 2001

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Bragança Fernandes traça plano de actividade desportiva para 2001

«Continuar na arrojada aposta da qualidade do desporto na Maia» A realização da Taça Davis será uma das principais iniciativas que faz parte do plano do Pelouro do Desporto da Câmara Municipal da Maia para o corrente ano. O vice-presidente do município da Maia, Bragança Fernandes disse-nos que a sua autarquia continuará neste ano a desenvolver uma arrojada aposta na qualidade do desporto na Maia. Outra grande acção prende-se com a realização da Volta a Portugal em Bicicleta que em 2001 terá o seu término, em contra-relógio, no Estádio Municipal da Maia. O autarca destacou, ainda, ao “Maia Hoje” outras iniciativas do seu programa para este ano. António Armindo Soares

Bragança Fernandes, Vice-presidente da Câmara Municipal da Maia e Vereador do Pelouro do Desporto

A competição da Taça Davis decorrerá entre os dias 9, 10 e 11 de Fevereiro, organizada pela Federação Portuguesa de Ténis e que terá como cenário o Complexo Municipal de Ténis da Maia. As equipas em presença serão a de Portugal e da Ucránea. Os preparativos para este grande evento estão a ser devidamente acompanhados ao mais alto rigor, como nos adiantou o principal responsável pelo Desporto na Maia, Bragança Fernandes: “Estamos muitíssimo empenhados para que venha a correr tudo pela melhor. O nosso complexo é o único que tem um piso coberto e cuja cobertura é amovível, ou seja, se fizer bom tempo abre-se a cobertura, mas se fizer mau-tempo fecha-se a mesma. Está tudo tratado para recebermos bem os ucranianos e a equipa portuguesa. Esta iniciativa tem como objectivo manter Portugal na II Divisão. Se ganhar à Ucrânia, irá depois jogar com a Grã-Bretanha e, caso vença, então entrará no top das melhores selecções. É um acontecimento de grande nível, com a nossa selecção aqui na nossa terra, na Maia, e está a tornar-se extremamente importante. Não é por acaso que já cá vieram reservar quartos nos hotéis para presenciarem o evento”.

Ainda no plano do ténis, o Maia Open também será realizado, assim como a Taça Maia Jovem “que trará à Maia jovens tenistas portugueses e de outras selecções europeias”. Até que ponto tem sido a rentabilidade da escola municipal de ténis? O autarca é peremptório na resposta: “Temos bons atletas jovens e, só agora, esta escola, que movimenta cerca de 300 alunos, está a dar os seus frutos. Tem valido bem a aposta que a Câmara Municipal fez na formação desta modalidade, assim como se encontra a fazer noutras. Mas ainda, quanto a esta mesma escola notamos que os jovens demonstram “veia” e queda para o ténis e não nos admiramos muito que mais dia menos dia, venhamos a ter cá na Maia um bom tenista. Será muito fácil surgirem bons valores, porque a integração nesta modalidade é acessível, e a procura é muita, o que nos leva a já não ter vagas para responder a tantas solicitações. Temos neste complexo de ténis uma sala de iniciação à informática, e as piscinas municipais de Águas Santas e de Gueifães também estão apetrechadas de um gabinete destinado a este mesmo fim. Seria bom que os pais dos jovens que frequentam estas unidades se

apercebessem da importância desta nossa iniciativa que colocamos à disposição dos utentes”. Bragança Fernandes sente-se “esperançado” que no prazo de 4 anos a Maia tenha grandes atletas de nomeada ao mais alto nível na modalidade da ginástica. No que respeita à Piscina Municipal de Folgosa, espera vir a inaugurar esta infraestrutura “nos meados deste ano”. Outro elemento fundamental que captará as atenções para a Maia a nível nacional, tem a ver com o término da Volta a Portugal em Bicicleta, no corrente ano. “Vamos negociar com as partes interessadas para que a última etapa, que será em contra-relógio se efectue na totalidade em terras da Maia e conclua, como já está estabelecido, no Estádio Municipal Prof. Vieira de Carvalho”. Quanto ao continuar da política de construções de mais pavilhões no concelho, o vereador anunciou-nos que “apesar de já termos tantos pavilhões, mesmo assim, estamos a concluir o de S. Pedro Fins, uma obra de grande vulto. E temos dois, ainda em projecto, que é o pavilhão municipal de Pedrouços e o de Vila Nova da Telha”. Bragança Fernandes garantiu ainda que

irão começar a construção dos dois novos estádios municipais, o do Nogueirense e do F.C. de Pedras Rubras, “que irão ter a sua fase de arranque nos próximos meses, e espero, se tudo correr bem, numa terceira fase - e provisoriamente - ambas as equipas possam ainda este ano, ainda que, sem as condições ideais, lá jogar, porque o F.C. de Pedras Rubras está a disputar a 3ª Divisão Nacional e impõe-se a necessidade de ter um relvado. Os estádios estão, claramente assegurados. O próprio senhor presidente da Câmara acautelou estas necessidades em devido tempo”. Relativamente à pista de manutenção de Vilar de Luz, as obras estão em curso e durante este ano “ficará pronta” e “terei muito gosto de convidar os amantes da bicicleta a darem uma volta connosco e convivermos um bom bocado, para que no fundo as pessoas se apercebam da importância desta infraestrutura. Esta pista é destinada a todas pessoas que consideram importante o desporto como forma de adquirir uma boa saúde física e, ainda, para aqueles que gostam do prazer de contactar com a natureza. Esta iniciativa municipal ficará muito bonita e, estou certo que irá ser um polo de concentração de muitos desportistas”.


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DESPORTO BREVES

Sexta-Feira, 9 de Fevereiro de 2001

por Miguel Ângelo Machado

CICLISMO

Manuel Zeferino confiante no valor dos seus “pupilos”

«O término da “Volta” na Maia será um tónico para estimular a nossa equipa para a vitória» O técnico da Maia/Milaneza, Manuel Zeferino está confiante e esperançado que poderá ser este ano que a sua equipa possa, a título individual vencer a Volta a Portugal: «Temos um conjunto muito equilibrado e recheada de grandes

valores. Embora tenham saído dois ciclistas, entraram outros dois de grande nível. No fundo a equipa é quase a mesma e pensamos, assim, que estão lançados os dados para um grande ano e, se possível, vencermos a “Volta”. As contratações

que fizemos foram arrojadas, e esperemos que Melchor Mauri, Fabian Jeker, e o Victoriano Fernandez, venham a estar no seu melhor, porque é um sinal de que estaremos sempre no pelotão da frente», constatou ao “Maia Hoje”.

Manuel Zeferino refere que o ânimo dos atletas «é excelente, são corredores que já estão plenamente integrados na equipa e com o tónico especial de que a “Volta” vai terminar na cidade da Maia, só por si, dá um forte estímulo à minha equipa».

ANDEBOL

Torneio Associação Atlética de Águas Santas A Associação Atlética de Águas Santas realiza hoje e no fim de semana, o seu torneio de andebol masculino e para esta competição foram convidadas as formações do ABC, FC Maia e FC Porto, para além da

presença da equipa da casa. Para hoje, pelas 20 horas dar-se-á início ao desafio que coloca frente a frente a o conjunto do ABC e o FC Maia, seguindo-se o confronto entre a AA Aguas Santas e o FC Maia. Amanhã,

dia 10, pelas 16 horas está previsto o desafio ABC - FC Porto e para as 18 horas o jogo AA Aguas Santas - FC Maia. No Domingo, o FC Porto - FC Maia e AA Aguas Santas - ABC, fecham, pelas 16 e 18 horas,

respectivamente, a competição. Todas as equipas receberão prémios simbólicos de participação e para os melhores marcadores, jogador e guarda-redes também estão previstos a entrega de trofeus.

VOLEIBOL

Castelo lidera, Gueifães perde Na segunda fase do Campeonato Nacional da A1, a equipa masculina do Castelo da Maia Ginásio Clube lidera a tabela classificativa com 23 pontos, sendo seguido pelo Espinho com 21. No último desafio, o Castelo venceu os madeirenses do Marítimo pela diferença máxima (0-3). Ainda na primeira divisão, mas no escalão feminino, o Castelo da Maia também vai à frente com 25 pontos. O segundo posto é ocupado pelo Boavista e Sports Madeira, ambos com menos um ponto do que as maiatas. Na segunda divisão, o Gueifães ocupa o último lugar (4º lugar) da série dos primeiros com 17 pontos. No último jogo, os gueifanenses perderam por 3-0 com o Ginásio Vilacondense pelos parciais de 25-16; 31-29 e 25-17. O líder da segunda divisão do voleibol nacional é o Vitória de Guimarães que regista 24 pontos.


Sexta-Feira, 9 de Fevereiro de 2001

TEST DRIVE

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Novo Fiat Dobló

Prioridade ao espaço! Chegou o novo veiculo comercial da Fiat. Preparado para dar luta à concorrência (forte) da Renault (Kangoo), Peugeot (Partner)e Citröen (Berlingo), este novo comercial vem substituir a “velhinha” e “mal amada” Fiorino. Com uma construção robusta, aparece no mercado local para supostamente manter a posição de liderança do concessionário F3 Auto a nível nacional no segmento de comerciais Diesel. Artur Bacelar

“Se escolheu o Fiat Dobló, contratou um trabalhador com mil recursos”. É esta uma das definições da Fiat sobre o seu novo veiculo comercial. De facto a Fiat, transporta algumas das características de sucessos como o Punto para este novo comercial, acrescentando algumas novidades aliadas a um excelente espaço de carga. A Fiat utilizou ainda uma curiosa campanha de lançamento, com a decoração do seu veiculo de “Test Drive”, com alusões a profissões, mais ou menos curiosas e divertidas, onde este veiculo poderia trabalhar, que passavam pelos “domadores de Renas” e acabavam na famosa e local “Francesinha ao domicílio”. Á primeira vista o veiculo dá um ar moderno e actual, impressionando pelas dimensões “a olho” e pelo design traseiro que é muito bonito. Na frente a separação dos faróis e dos piscas é feita por uma barra que sai da grelha e tem interligação ao para-choques, dando a sensação à primeira vista de uns faróis inteiros de dimensões generosas e do tipo “Kangoo”. Carga Na versão ensaiada pelo “Maia Hoje”, a porta lateral não existia, mas verifica-se a utilidade da mesma principalmente quando o carro se encontra estacionado em lugares apertados, permitindo o acesso à carga. O tecto de abrir posterior permite por exemplo levar tubos, escadas, ou outros objectos que pela sua dimensão não cabem na caixa do veiculo. Muito útil é abertura do “portão” traseiro a “dois tempos” com uma abertura maior do lado esquerdo e uma menor do lado direito. A Fiat anuncia uma “produtividade record”, com 3,2 m3 de volume de carga, 2,2 m2 de superfície interna de apoio e 805 Kg de capacidade útil máxima. 1, 305 metros de altura e 1,200 metros de largura incluindo as cavas das rodas, finalizam a “contabilidade” do espaço de carga. Aos comandos Qualquer condutor ao chegar ao interior deste Dobló, encontra uma sensação de espaço amplo e uma correcta posição de condução com três formas de regular o banco do condutor e uma de regulação em altura do volante. A alavanca de velocidades está incluída no tablier e no banco está acoplado um

práctico apoio de braços que permite o descanso do condutor. As comandos são acessíveis e poderiam ser mais completos “de série”, estando lá o “buraco” para o auto-rádio que em nossa opinião hoje em dia já deveria ser de série. Gostamos muito dos vãos portaobjectos que se encontram no tablier frente ao lugar do passageiro, estando divididos em dois níveis, um superior e outro inferior, completando as “prateleiras” com o porta-luvas. No tecto da cabine também encontramos uma práctica consola porta-objectos (mapas, carteiras, documentos, etc.), que se completam com o espaço localizado ao nível do chão para copos, latas, etc. Os instrumentos são adequados para os fins do veiculo e de leitura rápida e fácil. A divisória para o sector de carga é feita por um amplo vidro permitindo uma visão adequada. O triângulo de sinalização, bem como o “macaco” estão situados por trás do banco do condutor. Os acessórios Dotado de uma vasta linha de acessórios (lineacessori), este Fiat mostra-se versátil e flexivel, podendo ser montada uma útil rampa posterior de acesso à carga ou eventualmente uma mesa tipo estrado que se desloca para fora do veiculo, auxiliando à carga e descarga. Existe ainda no sector de carga, a possibilidade de montar um dos três modelos, disponíveis, de Portabagagens (barras) no tejadilho, protecção do compartimento (pavimento e paredes). Sistemas de alarme, ar condicionado (180 contos), espelhos retrovisores eléctricos (25 contos), vidros electricos e fecho centralizado (kit 35 contos), sensores de marcha-atrás, o rádio navegador, Kit de altifalantes, capas para os bancos e tapetes, completam entre outros, a gama de acessórios “de origem”. A segurança Carroçaria reforçada de deformação programada, segundo a Fiat “superou os testes de colisão mais exigentes”, sendo o habitáculo uma zona rígida não deformável apoiado por uma úteis barras laterais anti-intrusão nas portas (que o diga um dos nossos colaboradores da distribuição que com um “Punto novinho”, saiu ileso de um acidente

graças a essas barras que impediram que o choque lateral de que foi vitima não fosse mais longe do que a deformação da porta). Ainda de série o sistema antiincêndio FPS, com interruptor inercial e dupla válvula nati-derrame do combustível e o airbag do condutor. O sistema ABS de 4 sensores (160 contos), airbag para o passageiro e airbags laterais estão disponíveis como opcionais. Pára-choques envolventes, frisos protectores laterais e protecção dos farolins traseiros impedem muitas vezes um gasto desnecessário na oficina. Os motores/ prestações Para já estão disponíveis dois, um a gasolina de 1242 cm3 e outro Diesel de 1910 cm3, a separa-los em termos de preço estão menos de 150 contos,

debitando 65 e 63 Cv-CEE, respectivamente, cada um. A velocidade máxima de catálogo para estes veículos pouco passam os 140 Km/hora. Os preços A versão 1.2 de gasolina custa cerca de 2.090 contos e versão Diesel 1.9 é vendida por 2.235 contos, a que deve juntar alguns úteis opcionais. Em Geral O Dobló mostrou-se um veiculo “capaz” de enfrentar os fins a que se destina, sendo bastante agradável de conduzir e muito bem insonorizado. O espaço interior, surpreendeu pela positiva. O preço pareceu-nos justo, contando que irá certamente gastar mais uns “trocados” em acessórios.


Fernando Borges:

“Já existem planos para 2001!” Fernando Borges, o piloto maiato de 34 anos, que no ano passado competiu no Campeonato Nacional de 125 em Motociclismo, já tem planos para a época de 2001 e passam pela construção de uma equipa própria. O ano passado com poucos meios e uma assistência que não estava a ser das melhores, Fernando Borges ficou no 1º Lugar de “Rookies” e obteve um brilhante 5º lugar a apenas 1 ponto do 4º classificado no meio de quase 30 candidatos. Aliado à falta de meios, não ter tido condições para treinar e o facto de ter estado parado durante 4 anos, os resultados obtidos são considerados muito bons. Este ano vai participar no campeonato de “SuperStock”, que é o destinado às motos entre 400 e 1000 c.c. que têm apenas algumas modificações ao nível do sistema de escape e de travagem. Ao volante de uma potente Susuki GSX 600R, modelo de 2001, com 120 Cv o piloto é capaz de atingir os 250 Km/Hora. Nesta altura e a apenas dois meses do início do campeonato, Fernando Borges continua na procura de apoios “das empresas maiatas” como referiu, até porque um campeonato custa sempre cerca de 1.500 contos, se não houver azares. Garantidos, para já, estão os apoios do concessionário Susuki de Santo Tirso, Fernando Teixeira Osório Alves e do InterMarché também daquela cidade vizinha. “Estou confiante nos meus conterrâneos. Já existem algumas propostas elaboradas, agora estou a aguardar respostas, estou convencido que se irão concretizar”, comentou o piloto. De referir que o Campeonato é composto de 6 provas, divididas entre os Circuitos de Estoril e Braga, de Março a Outubro. A aposta vai para um Campeonato regular e procurar estar bem classificado, de forma a proporcionar “um bom retorno aos patrocinadores que muito merecem”. Fernando Borges continua a trabalhar para a “Portugália” no Aeroporto de Pedras Rubras, locali-

Reunião camarária virada para a educação. Na reunião de ontem da Câmara Municipal da Maia, a educação esteve em primeiro plano com a atribuição de um subsidio ao Centro de Educação Especial Leonardo de Coimbra e as verbas a atribuir no ano lectivo de 2001/2002, aos alunos carenciados do Concelho, sendo ambas as propostas da autoria da Vereadora Maria da Graça Barros.

A primeira medida, visa o Centro que se encontra localizado em S. Mamede - Matosinhos, mas que dá apoio a 30 deficientes do nosso Concelho. Segundo a Vereadora “seria ideal que também nós, Concelho da Maia, tivéssemos um local onde pudéssemos receber estes alunos, um centro que, como o de S. Mamede, desse apoio a todas as crianças”. A verba destinada a esta acção foi de mil contos.

A segunda medida a merecer destaque, vai para a comparticipação referente aos subsídios de auxilio económico no ano lectivo de 2001/2002 aos alunos carenciados que frequentam estabelecimentos de ensino básico (1º e 2º ciclo E.B.M.). A verba prevista é de 9.324 contos e é para fazer face à compra de livros e outro material didáctico. Os beneficiários previstos para esta acção são cerca de 1.100


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