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SAI AOS 2O E 4OS SÁBADOS DE CADA MÊS

Director Artur Bacelar • Ano I • Nº 010 • 24 de Junho de 2000 • Quinzenal • 150$ - 0,75 €

MAIA Ed. Central Plaza, Loja 24 - Maia Telef: 22 944 36 87/88 Home Page: www.fnac.pt

Obras do Metro na Maia já arrancaram!

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Fotomontagem Super Poster dos Iniciados do Maia

Maia Hoje / Normetro

Professores visitam a Maia

pág. 03 e 04

Santa Joana em embate decisivo

pág. 12

Líder JSD Nacional esteve na Maia

pág. 30

Zona Industrial da Maia I • Sector X • Lote 384 • Barca • 4470 Maia • Tel. 22 9418287 • Fax 22 9418331

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CENTRO DE INSPECÇÕES

pág. 07


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MAIA HOJE

Sábado, 24 de Junho de 2000

As festas ditas “Populares”. Propriedade: MAIAPRESS Editores, Lda. REGISTADA NA CONS. REG. COM. DO PORTO COM O NÚMERO 1313 CONTRIBUINTE NÚMERO 504 786 954

Conselho de Administração: António Augusto Mandim Paula Rita Oliveira Manuela Sá Bacelar Director da Publicação: Artur Bacelar Chefe de Redacção: Oliveira e Sá Editor Local: António Armindo Soares (jornalista) Editor Desporto: Carlos Barrigana Directora Comercial: Paula Rita Oliveira Design / Paginação: Susana Patrícia Padr\ão Paulo Borges Colaboradores: André Leonhartsberger Cristina Costa Enrique Goncalvez Fernando Sousa Francisco Alves Guilherme Costa Júlio Sá Ornelas Miguel Ângelo Miguel Teixeira Williams James Marinho Crónicas de opinião: Carmo Pinto Joaquim Gaspar Malta José Manuel S. Correia Luís Miguel Dias Mário Duarte Rui Leandro Maia Virgílio Noversa Gomes Distribuição: António Maia Padrão

Artur Bacelar Director

Hoje é dia de S.João. Desde os tempos dos nossos avós, os habitantes da área metropolitana do porto estavam habituados a deslocar-se à baixa Portuense e aos seus locais mais míticos para se divertirem numa grande noite de folia: o mítico e célebre S.João do Porto, por muitos apelidado como “o carnaval do norte”. Infelizmente para os Portuenses, o S.João no Porto, já não é o que era, as pessoas já não vão para a Baixa ou Fontainhas, os locais de diversão estão diversificados, hoje a centralidade do S.João é na Baixa, Ribeira, Foz, Boavista, Fontainhas, bairros camarários, ou onde houver uma qualquer festa particular e tudo por culpa de uma autarquia que se desleixou e politizou esta festa popular “ex-libris” da cidade. Se não vejamos: foi o Dr. Fernando Gomes (Ex-Presidente da Câmara do Porto) e a sua equipa, que começou a trazer Mário Soares e outros políticos para o S.João da Ribeira, oferecendo o fogo de artificio naquela zona, criando mais uma nova centralidade para a festa: O S.João da Ribeira. Foi ainda o mesmo autarca que apoiou as diversas festas, que crescendo como cogumelos, se foram criando pela cidade, tendo até memória de um hotel ver a sua festa apoiada pela Câmara. Para variar, foi ainda o mesmo que apoiou as festas que se realizam agora na Foz do Douro. Poderia apontar mais uns quantos erros, mas...deixarei ao cuidado de cada leitor fazerem o seu juízo. A Câmara Municipal do Porto, continuando com esta política, depois do celebre “apagão” e do “novo calendário Portuense” (em que o dia 1 de Janeiro é lá para o dia 6.....), vai continuar a perder para Braga e para as pequenas festas que se fazem um pouco por todo o lado. A aproveitar, estão as festas de Matosinhos, e esperemos que este ano, condignamente, a nossa.... pelo menos não mudamos o calendário.

Foto REPORTER

Redacção / D.Comercial / Distribuição Rua dos Altos, Edifício Arcada, loja 10 4470 - 235 Maia Telefone geral. 22 947 62 62 Telefax. 22 947 62 63 Redacção Directo. 22 947 62 64 Email: maiahoje@mail.telepac.pt DEPÓSITO LEGAL 147209/00 DGCS Nº O 123524 TIRAGEM 3.000 EXEMPLARES A Equipa do Jornal Maia Hoje trabalha em Exclusivo com produtos

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Impresso na Naveprinter Indústria Gráfica do Norte, SA • EN 14 (km 7,05)

Caleiras • Rufos • Guieiros • Calões • Almofadas • Chaminés Os artigos de opinião são da responsabilidade de quem os assina, não reflectindo nem vinculando a opinião dos editores bem como do director do Jornal. A direcção do Jornal é defensora da plena liberdade de expressão, reservando-se a direcção a não publicar artigos de opinião que prejudiquem a imagem e liberdade de outros. É política do Jornal o pluralismo e isenção nos assuntos tratados.

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GRANDEMAIA

Sábado, 24 de Junho de 2000

Obras do Metro já arrancaram na Maia

A zona sombreada é referente às obras em curso entre as ruas Dr. Carlos Pires Felgueiras e Padre António

Maia Hoje Recorte e envie o cupão para a seguinte morada: JORNAL MAIA HOJE -Rua dos Altos, Ed. Arcada, 10 4470 - 235 Tel. 22 947 62 62 • Fax. 22 947 62 63 • Email: maiapress@mail.pt

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Maia Hoje

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GRANDEMAIA

Sábado, 24 de Junho de 2000

Metro na Maia

Mais buracos... até que enfim! As obras do Metro do Porto arrancaram na Maia no passado dia 19 de Junho com uma Sessão Pública de Apresentação da obra em questão que contou com as presenças, entre outros, de Vieira de Carvalho, presidente do Conselho de Administração do Metro do Porto e presidente da Câmara Municipal da Maia, de Oliveira Marques, Administrador e de João Porto, Director-Geral, para além de responsáveis da Normetro. Texto: Miguel Ângelo Machado / Fotos:Júlio Sá Ornelas

A primeira fase das obras decorrerá na Rua Dr. Carlos Felgueiras, passando pelo centro da Maia (Praça do Município) e terminará na Rua Padre António bem depois do Fórum Municipal, onde, aliás, existirá uma estação. Nesta primeira fase que se pensa estar terminada até ao final do ano encontram-se incluídas duas pequenas etapas. A primeira que demorará cerca de três meses consiste no desvio das diversas redes públicas de água, telefones etc., para a posterior colocação dos carris, cantonagens, que constitui a segunda etapa desta primeira fase. Paralelamente a estas obras, vão ser lançadas outras operações no terreno para sul em direcção a Matosinhos (Senhora da Hora) e para norte, na direcção de Gondim e Castêlo da Maia. Vieira de Carvalho garantiu também que estas obras “não irão causar grandes condicionamentos no centro da cidade” estando a Normetro preparada “para res-

olução de problemas que possam surgir, nomeadamente no desvio de redes”. O presidente maiato afirmou convicto “de que as obras do Metro do Porto encontram-se em ritmo de cruzeiro” e espera que nos próximos tempos esta obra “ainda venha a ser mais acelerada”. Toda a linha que abrange a Maia, que se encontra incluída no troço Trindade-Trofa, espera-se que esteja concluída em finais de 2002. Actualmente o projecto do Metro do Porto já se encontra em laboração em várias frentes distintas, em Campanhã, no Campo 24 de Agosto, na zona do Heroísmo, Lima e Senhora da Hora em Matosinhos. A primeira frente a arrancar foi a de Campanhã que após algumas semanas para demolir as construções existentes no local e para se desviarem as diferentes redes públicas que abastecem as populações locais, deu-se início à con-

strução de uma trincheira para que a tuneladora pudesse começar a trabalhar, já que a linha que ligará Campanhã à Trindade será, toda ela, subterrânea. Esta tuneladora que irá perfurar nesta primeira fase 2,4 quilómetros no subsolo portuense para a ligação das estações referidas tem um peso de 950 toneladas, 70 metros de comprimento e 8,4 metros de diâmetro, o equivalente a um edifício de três andares. Esta máquina monstruosa avança a um ritmo de dez metros diários e trabalha 24 horas por dia envolvendo um total de 116 operários divididos por quatro turnos. Após este trabalho esta mesma tuneladora de fabrico alemão será desmontada e colocada a funcionar em Salgueiros onde iniciará a perfuração até à Ponte D. Luíz I, cujo tabuleiro superior será, com a construção da Ponte do Infante (estará concluída em Setembro de 2001), exclusivamente para uso do Metro. Ao mesmo tempo que foi

lançada mais uma frente de trabalho, desta feita na Maia, no Bolhão também está para breve o início das obras. O Metro do Porto é indubitavelmente, um projecto gigantesco, trata-se da maior obra pública construída de uma só vez em Portugal, terá 70 Km de extensão, dos quais sete serão subterrâneos, quatro linhas, 72 veículos, 66 estações (dez subterrâneas), uma estimativa de capacidade de nove mil passageiros por hora e por sentido e terá interligações com os STCP, CP, e outros transportes colectivos e individuais. O Metro irá operar 20 horas por dia com uma oferta de composições a cada quatro minutos. No seu todo, esta primeira fase, sem incluir a cidade de Gondomar, custará cerca de 250 milhões de contos, contando, já, o custo de laboração durante os primeiros tempos. Estará, segundo Vieira de Carvalho, tudo a andar de metro em finais de 2003.

Uma plateia repleta e atenta escuta os técnicos da sociedade Metro do Porto

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Sábado, 24 de Junho de 2000

GRANDEMAIA

António Armindo Soares

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GRANDE MAIA

Sábado, 24 de Junho de 2000

No edifício Arroteia

Cascata Sanjoanina 2000 dá animação a Pedrouços Foram precisos onze meses de muita paciência e muito trabalho para montar a Cascata Sanjoanina no Edifício Arroteia que foi inaugurada por Vieira de Carvalho no passado dia 10 de Junho e estará patente ao público até ao final do mês. É o cheirinho a S. João na freguesia maiata mais próxima da cidade do Porto. António Armindo Soares

É uma cidade em miniatura em movimento. São mais de duas centenas de bonecos que recriam sessenta motivos. Está tudo lá, na mini-cascata de S. João, as casinhas, as pontes da cidade do Porto, o comboinho, a festinha e o seu folclore, os mini carroceis e o povo. Tudo a mostrar um certo bairrismo ao edifício Arroteia e que teve a destreza e a paciência da carolice de alguns populares que construíram esta obra num horário póslaboral. «Esta cascata é de maior dimensão do que a do ano passado, que teve apenas 2

metros quadrados e esta, actual, tem uma área de 25 m2. É uma iniciativa que nasceu da carolice e entre patrocínios e muita boa vontade lá se conseguiram arranjar os 240 contos que ajudaram recriar toda a memória colectiva de uma região. Somos pessoas que estamos ligados à cultura e gostamos deste tipo de actividades e de mantermos uma tradição que é o S. João, porque esta festa popular abrange toda a área metropolitana e, não é por acaso, que estamos bem juntos ao Porto. Pois, a rua onde estamos inseridos, a Arroteia está integrada nos três

concelhos, Porto, Matosinhos e Maia», referiu ao “Maia Hoje”, António Pedrosa, um dos responsáveis pela iniciativa. Para inaugurar e associar-se a esta acção, Vieira de Carvalho enalteceu os seus mentores e considerou uma «obra de muito pormenor, que requereu muito cuidado e muita paciência. Um trabalho de artistas». «A cascata destina-se aos mais jovens, porque quem trata dos mais pequenos estão a contribuir para o seu crescimento e a prepará-los para a vida», frisou a acrescentar. O responsável da Renovarum,

empresa municipal gestora dos empreendimentos de habitação, Fialho de Almeida, achou «óptimo que as pessoas possam conviver desta forma, porque a habitação e o viver, não é só o tijolo, é também o conviver. Esta é, no fundo, uma forma de as pessoas se juntarem à volta de uma iniciativa que consegue congregar a vizinhança. Demonstra um real sentido de cidadania, e saber viver em comunidade». A sardinhada será o forte ingrediente que fará parte do programa de animação da noitada de S. João.


GRANDE MAIA

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Pedro Duarte, Presidente da JSD Nacional ao “Maia Hoje”

“Guterres não quer acabar com o serviço militar obrigatório” Pedro Duarte, o reeleito líder da JSD Nacional, esteve na Maia a convite da Comissão Política Distrital, para falar sobre o projecto de lei que levaram à assembleia da república na passada quarta-feira. Este jovem advogado, concedeu uma curta entrevista ao “Maia Hoje” em que fala da situação política actual. Artur Bacelar

A sala estava cheia com os delegados oriundos das várias concelhias do distrito e, Tiago Costa, líder distrital e João Telmo, líder concelhio, mostravam-se satisfeitos por ser «o concelho distrital mais concorrido dos últimos tempos», apesar de ser mais uma destas noites de Junho em que o “europeu de futebol” não costuma deixar abertos espaços a outras iniciativas. Antes da entrevista propriamente dita, Pedro Duarte confessava-se muito feliz por estar na Maia «uma terra que sempre soube receber bem os de fora», apesar de não se considerar um “estrangeiro” pois a sua família é oriunda da Maia. O tema do dia era interessante e o repórter perguntou: Maia Hoje: A JSD avançou com um projecto-lei vai ser discutido juntamente com o bloco de esquerda e outras propostas, sobre a legalização das drogas chamadas leves, o que nos têm a dizer sobre esta tomada de posição? Pedro Duarte: Vai haver na próxima 4ª feira , no dia 21, na assembleia da republica a discussão de quatro projectos-lei, um nosso, um do bloco de esquerda, outro do governo e ainda outro do partido comunista. Linha comum: uns a despenalização outros a descriminalização do consumo, uns de todas as drogas outros das drogas leves. O nosso em concreto, prevê uma despenalização controlada e parcial das drogas, isto é no que diz respeito às drogas leves deve haver um mercado legal que vise uma separação dos actuais mercados. Sabemos que os actuais consumidores das drogas realmente prejudiciais para a saúde e prejudiciais para a sociedade, são de drogas duras e o único caminho é através das drogas leves. È essencial começar por separar estes mercados. Nesse sentido temos um projecto lei que visa isso mesmo, visa também outros assuntos, entre eles o combate real contra as drogas duras. Esse projecto lei tem um problema que temos de aceitar, choca com preconceitos culturais bastante enraizados na nossa sociedade, e isso repercute-se obviamente no PSD, portanto o PSD ainda não está preparado para apoiar incondicionalmente o nosso projecto. A linha oficial do partido não vai nesse sentido, contudo felizmente há muitos dirigentes do PSD que o apoiam, por exemplo, o Dr. Paulo Mendo, ex-ministro da saúde do PSD e médico director do Hospital de Santo António; o Dr. Luís Felipe Meneses, autarca e também médico; o Eng.º Macário Correia, autarca e conhecido pela sua luta anti-tabaco, entre outros.

M.H.: Vocês consideram a droga uma doença? P.D.: A dependencia à droga em muitos casos é uma doença, é um problema social mas também um problema de saúde de vários individuos, as pessoas não têm condições de recuperação. O estado e toda a sociedade tem obrigações de ajudar quem está doente. M.H.: Mudando um pouco de assunto, a JSD já esqueceu a bandeira da tropa? P.D.: De maneira nenhuma. Desde Fernando Nogueira, que lutou por uma política que visava acabar com o serviço militar obrigatório, o facto é que isso ainda não se verificou, e preocupa-nos muito que António Guterres eleito há mais ou menos cinco anos atrás, e após ter assumido aos jovens que iria acabar com o serviço militar obrigatório e ainda em entrevista recente com o ministro da defesa, este afirmou que não está previsto acabar com o serviço militar nos próximos anos. M.H.: Quais são as principais medidas da JSD para a educação? P.D.: Há variadissimas, pensamos que deve haver quase uma revolução. Já chega de reformas educativas e revisões curriculares, o ensino nos nossos dias não prepara as pessoas para a vida activa. O

mundo mudou brutalmente nos últimos dez anos, a todos os níveis especialmente com a introdução das ultimas tecnologias, o nosso dia a dia é prova disso mesmo. Hoje os desafios são completamente diferentes infelizmente continuamos a ter o ensino como há quarenta ou cinquenta anos atrás, è essencial, revolucionarmos o ensino em Portugal. Isso implica uma serie de especializações mais concretas, um ensino mais tecnológico. As pessoas tem de estar preparadas para aprender coisas novas sobre muitas coisas diferentes. Hoje em dia provavelmente temos de ter muitos empregos durante a nossa vida e empregos muito diferentes uns dos outros. As pessoas ligadas às novas tecnologias afirmam que Portugal vai precisar nos próximos anos cerca de 250.000 pessoas especializadas nesta área, temos já 20.000 jovens licenciados que estão no desemprego e que não estão minimamente preparados para trabalhar nesta área da informação, É preciso coragem para assumir e implementar estas novas disciplinas. M.H.: A JSD continua a descentralizar os seus concelhos distritais, é importante isso para vocês? P.D.: Claramente todo o que seja centralismo desnecessário é ridiculo. Advem

de hábitos passados mal criados, habituou-se as pessoas a centralizar. M.H.: Como vê o governo querer levar o Metro do Porto para.... Lisboa? P.D.: È mais uma prova de quem detenha o poder gostar de abusar . Não tem a visão de que as pessoas que estão mais próximo dos problemas são as que podem resolver melhor esse problema. O governo por ter meios, ou seja, as nossas receitas fiscais pois estas revertem para o orçamento geral do estado, tem obrigações de apoiar. Quem tem que trabalhar esses assuntos são obviamente os órgãos locais. Outro exemplo concreto, o problema do Polis, vai envolver milhões e milhões de contos, que visa a requalificação urbana das cidades, a gestão vai ser feita pela Sociedade da Parque Expo, que deu um péssimo resultado na Expo 98 com o buraco financeiro que deu, mas infelizmente vai ser em Lisboa que se vai coordenar este programa Polis para todas as cidades do País. M.H.: Como estão as relações entre o PSD e a JSD a nível nacional? P.D.: Estão normais como sempre estiveram... M.H.: Nem sempre estiveram... P.D.: Queremos o melhor para o partido. Podemos divergir muitas vezes ,mas com criticas construtivas. Durão Barroso é claramente melhor primeiro ministro que Guterres . M.H.: Se Filipe Menezes avançasse para a presidência do partido , teria o vosso apoio ?... È um cenário que eu não coloco...nem de Luís Felipe Menezes nem de nenhum outro. Acho que um dos males do nosso partido actualmente, e daí ainda não se ter conseguido afirmar em relação ao governo socialista, é o facto de se ter muita gente dentro do partido sempre a discutir nomes e pouco tempo a discutir ideias. Eu critico os dirigentes do partido que o fazem, não quero cair no mesmo erro, prefiro discutir ideias. Aí a JSD, permitame a arrogância, tem dado algum exemplo, estamos aqui no concelho distrital hoje para discutir um tema concreto, polémico até, se o PSD perdesse mais tempo a discutir temas importantes como a droga a toxico-dependência seria mais importante. Se calhar já não se colocava esse problema dos nomes, teríamos mais coisas importantes em que pensar. Por não termos andado a discutir muitas ideias é que perdemos tempo em discutir nomes, quando para mim isso não faz muito sentido.

Comissão Política Distrital do Porto • Conferências / Debates

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Porto

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GRANDEMAIA

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Apresentação dos JuveDance

A Dança em Alta

André Leonhartsberger

Decorreu no passado dia 15 a apresentação aos media dos Juvedance. Composto por 11 elementos, 10 raparigas e um rapaz, o grupo tem uma faixa etária entre os 16 e os 22 anos. Nascido em 91, no seio da ARDACM- “Associação Recreativa e Desportiva Os Amigos das Crianças da Maia”, que apoia os jovens do concelho, o grupo, que tem como director artístico Eugénio Vieira, dedica-se essencialmente à Dança. Em conversa com a manager do grupo, Maria João, esta descreve-os como um grupo jovem, dinâmico, com capacidades em termos profissionais, que lhes dão força para ir mais além, “isto apesar da idade ser ainda um contra e terem algumas arestas por limar”. O seu público alvo é sobretudo um público jovem, e servirão sempre para fazer espectáculos de abertura de eventos musicais, integra-los em actuações de bandas musicais, pretendendo-se atingir então esse público ou rejuvenescer, talvez outros. Talvez mais para o futuro a hipótese de certos membros do grupo puderem cantar não é para excluir, tendo em conta a boa voz de três elementos, tendo sido um deles finalista do programa Cantigas da Rua. Para o verão o jovem grupo tem alguns espectáculos agendados mas de índole promocional visto a dificuldade de inserção no mundo do espectáculo. Os JuveDance, participantes em eventos tais como a Feira Internacional da Juventude, na Exponor, ou no Concurso de Karaoke / Maiashopping - Prosom, este último o seu último espectáculo, tem sobretudo uma óptima disposição, e uma grande vontade de vencer, tal como demonstraram numa tarde que os deixou concerteza na memória dos presentes.

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MILHEIRÓS

No X Encontro de Ranchos em Milheirós

Folclore deu mais beleza à Fonte de S. Tiago Foram quatro agrupamentos de folclore que participaram no X Encontro de Ranchos, uma iniciativa integrada nas actividades culturais da Junta de Freguesia de Milheirós, realizada na noite do passado dia 10, e teve uma boa afluência de público. António Armindo Soares

Uma escolha bem acertada foi assumida pela Junta de Freguesia de Milheirós ao colocar o tablado da 10ª edição do Encontro de Ranchos bem juntinho à Fonte de S. Tiago, um evento que tomou um colorido e uma animação diferente. A esta aposta correspondeu bem a população da terra que viu e sentiu o pulsar do folclore que os quatro agrupamentos presentes fizeram sentir. Depois do cortejo etnográfico que os grupos um a um fizeram sair ao pé da sede da autarquia em direcção ao local da realização do festival. A troca de lembranças aos ranchos e convidados, em que o anfitrião, Alfredo Santos Teixeira, enalteceu a participação dos grupos e, em particular o grupo da casa, o Rancho Folclórico Infantil de Milheirós pela forma «exuberante como se

prestou a organizar o evento e o enriquecer nesta edição». Assim, além do Rancho Folclórico Infantil de Milheirós, estiveram no cenário outros ranchos de realce, como é o Grupo Folclórico “Fontineiros da Maia”, e também os Rancho Folclórico S. Tiago de Custóias e Rancho Típico Flores de Perafita. Os jovens da casa mostraram uma boa exibição e, nem mesmo a chuva miudinha que caía não afastou o povo que permaneceu até ao final do certame. «Pelo que vimos esta chuva não foi motivo para afastar os ânimos a esta massa humana que participou neste festival, que agora completa uma década, e que culmina em ambiente de alegria», assim nos referiu o presidente da Junta de Freguesia de Milheirós, no final.

Os elementos da Assembleia e da Junta, liderados por Edmundo Aurélio e Alfredo Teixeira

Alfredo Santos Teixeira estava igualmente «satisfeito» pelos seus convidados e público terem comparecido. «Não é por acaso que tivemos em presença bons grupos de folclore, como foi o exemplo dos Fontineiros da Maia, e ainda outros que proporcionaram exibições de relevo». O autarca não deixou passar despercebido a actuação do grupo da casa. «Todos os componentes estiveram ao seu jeito, mostraram raça e saber. Feitas as contas, levaram à prática as recomendações da sua presidente e deixaram excelente impressão da nossa terra». Sobre a “máquina” que montou o festival, o presidente disse: «Como autarca e co-responsável pelo encontro, não posso deixar de mencionar e expressar o meu apreço pelo envolvimento de todos aqueles que ajudaram a

construir este festival, em particular o pessoal adulto do agrupamento, que trabalhou imenso na montagem e distribuição do jantar aos grupos. Foi um esforço grande que foi demonstrado, mas que, também a Junta de Freguesia teve e terá sempre o prazer de realizar este tipo de iniciativas. Não abdicaremos de proporcionar acontecimentos culturais que promova a nossa identidade cultural e promova o bem estar da nossa população. Somos uma autarquia de referência, de progresso, de cultura e que promove a qualidade de vida aos seus concidadãos», concluiu. No final, o convívio continuou pela noite dentro e os componentes dos grupos estreitaram laços de amizade e boa camaradagem, um bom sinal de que o folclore é e continua a ser uma festa para unir.

Tocata do Rancho Folclórico Infantil de Milheirós


FREGUESIAS

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Festas N. Sra. da Caridade

Tuna da Portucalense deu espectáculo No passado dia 17 de Junho, a tuna da Universidade Portucalense foi a convidada da Comissão de festas de Vermoim e “serviu” ao Jantar, na famosa “barraquinha do Freixo”, um espectáculo diferente daquilo a que os vermoenses estavam habituados. Artur Bacelar

No célebre dia em que a selecção Portuguesa, no último minuto do jogo contra a Roménia, carimbou o passaporte para os quartos-de-final, com um brilhante golo de Costinha, a comissão de festas de Vermoim, trouxe à sua barraquinha a tuna “académica da universidade portucalense”. Tudo começou por volta das 20 horas, altura em que o Snr. Ramos, Presidente da comissão de festas, devido a elevada quantidade de poeira existente na rua de N. Sra. da Caridade (frente á igreja de Vermoim), por causa das intermináveis obras da mesma artéria, pegou numa mangueira e “regou” a estrada até onde a mangueira lhe permitiu. De facto a quantidade de pó existente, coloca sérios problemas á população que desde praticamente o início do ano não conseguem ter uma casa ou um carro limpos. Na barraquinha, os pratos do dia eram a “feijoada de marisco” e a “sardinha assada”, disponibilizando-se também o “prego no prato” para aqueles que não apreciam as mencionadas iguarias anteriores. O convívio era contínuo entre os presentes mais ou menos conhecidos uns dos outros, o tema principal das conversas como não poderia deixar de ser era o futebol e a maravilhosa carreira da selecção portuguesa no campeonato da Europa que decorre simultaneamente na Bélgica e na Holanda.

Depois do repasto, apareceu a “ansiada” tuna, que segundo o seu “magister” se encontrava desfalcada de alguns elementos que se encontrariam a festejar a vitória de Portugal; a estudar para os exames que se avizinham (ninguém acreditou) ou estar perdidos por outros amores (hipótese mais plausível). Começaram com um “Porto Sentido” da autoria de Rui Veloso (ou melhor como diriam em tom de brincadeira, “a música é nossa, mas o Rui roubou-nos”), para desfilarem com mais cerca de 6 músicas, terminando com o hino da Tuna. Pelo meio ficou a exibição sempre muito aplaudida dos pandeiretas que entusiasmaram a plateia. José Ramos, da comissão de festas, disse a reportagem “Maia Hoje” que no próximo sábado (hoje), contariam com a exibição de mais uma tuna para animar as noites da barraquinha, desta feita será a vez da tuna da universidade de Trás-osMontes”. A propósito, disse ainda que o programa das festas em honra de N. Sra. da Caridade, que irão decorrer entre 12 e 15 de Agosto está quase alinhado, começando no dia 12 às 21.30 com a tradicional procissão das velas saindo da capela de N. Sra. da Alegria (na cidade Jardim) para a igreja Matriz, terminando no dia 15 às 24 horas com a não menos tradicional largada de fogo de artifício da Casa Resende.

CDI Clínica Dentária Integrada Centro de Implantes Dentários

Dr. Raúl Vaz de Carvalho Sendo a 1ª Clínica Dentária Integrada do País, a CDI põe à sua disposição as mais avançadas tecnologias e um vasto leque de serviços, tendo como objectivo primordial melhorar a qualidade de vida dos seus doentes. Assim pode usufruir: - Elevada competência nos diagnósticos e tratamentos. - Consultórios de Medicina Dentária, com exclusividade nas áreas de: - Implantologia Oral e Extra-oral; - Próteses Fixa e Removível; - Oclusão e Dor Orofacial; - Dentisteria Operatória - Endodontia - Odontopediatria - Ortodontia Fixa e Removível - Bloco Operatório - Gabinete de Higiene Oral: Prevenção e Análises Salivares - Gabinete de Radiologia - Laboratórios de Próteses Fixa, Removível e Ortodontia. A CDI dispõem ainda de depósito de água tratada e gerador de energia eléctrica. Está ligada via Internet, a Centros Clínicos estrangeiros, permitindo acompanhar as mais recentes evoluções quer no campo tecnológico como no campo científico. Alvará n.º 1817/97

Rua de S. Romão, 422 - Vermoim - 4470 MAIA Tel. 22 948 54 14 - Fax 22 941 64 71 - cdivazdeCarvalho@mail.telepac.pt

A tuna da Portucalense actuando debaixo do secular Freixo

Festas em honra de N. Sra. da Caridade Vermoim - Maia DIA 12 21.30 - Procissão de velas DIA 13 09.00 - Eucaristia 20.00 - Eucaristia DIA 14 08.00 - Salva de morteiros 20.00 - Eucaristia vespertina 21.30 - Actuação do agrupamento musical "corações unidos" DIA 15 08.00 - Salva de morteiros

08.30 - Actuação da banda de música do c.s.p. de alfena 09.00 - Eucaristia pela saúde dos paroquianos 11.00 - Eucaristia solene 14.30 - Fanfarra boinas verdes de valongo 17.00 - Saida da procissão da igrja matriz até ao largo do outeiro regressando a igreja matriz 21.00 - Actuação dos ranchos folclóricos de sta. Marta de portoselo e do mindelo. 24.00 - Fogo de artificio.

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FREGUESIAS

Sábado, 24 de Junho de 2000

Professores Associados da Maia encerram ciclo de visitas

Freguesia da Maia mostrou encanto e obra Os Professores Associados da Maia (PAM) fecharam com “chave de ouro” o ciclo de visitas que durante dois anos vinham fazendo às freguesias do concelho, para na prática ficarem a conhecer melhor as potencialidades, o progresso e desenvolvimento que se vai construindo. A última visita, realizada no passado sábado dia 17, coube à freguesia da Maia, onde o presidente da Junta de Freguesia, Carlos Teixeira, proporcionou algo diferente aos seus ilustres visitantes. António Armindo Soares

Como de costume, as visitas dos Professores Associados da Maia às freguesias começavam logo no início da manhã. Esta última que encerrou o ciclo não fugiu à regra. O anfitrião, Carlos Teixeira, que se fazia acompanhar do presidente da Assembleia de Freguesia, Raul Cunha e Silva e outros elementos deste órgão e do executivo, levaram a comitiva a conhecer a igreja nova de Nossa Senhora da Maia, que coube ao Padre Domingos a missão de “abrir” portas e mostrar o interior do templo, que além do belo altar mor, estilo moderno, tem ainda várias salas de apoio à catequese, um auditório, entre outras coisas. Um espaço novo, funcional e muito acolhedor. Após esta deslocação todos se deslocaram no comboinho do zoo, rumo à sede da autarquia. no interior do salão nobre, estava patente uma exposição de fotografia, que dá uma perspectiva da Maia do passado, não muito distante e a actual. Na cerimónia de boas vindas (que devia ser o primeiro acto e não foi por afazeres do Pároco), o presidente da Junta de Freguesia começou por dar os parabéns pela iniciativa de os Professores Associados da Maia visitarem o concelho. «A nossa autarquia apoia tudo o que é associações cá na freguesia, porque é com as associações que se consegue congregar as pessoas», referiu Carlos Teixeira. O autarca deixou pairar a ideia de um dia acolher a sede da PAM. «Se calhar, um dia vocês terão o vosso espaço próprio aqui na Maia... vamos lá ver...», prometeu. Continuando disse que nos sectores da educação e da cultura a sua autarquia tem dado um grande esforço. «Somos uma família junto das escolas. O contentamento quer de alunos, de professores e pais, está muito ligado à autarquia. Tratamos da segurança dos pequenos alunos, onde temos um porteiro que segura as instalações e vigia as crianças. Damos tudo para que a Educação seja o privilégio que todos nós desejamos», salientou. Na área do ambiente o presidente da autarquia realçou a importância que dão às águas que nascem na Maia. «As nossas águas do Viso e da fonte de Godim vão ser a curto prazo uma referência na nossa terra. São puríssimas e analisadas regularmente. Vamos ser um “hino” às águas, procurando preservá-las e decorando o seu espaço com jardins». Recordou que diariamente são levadas das duas nascentes da freguesia milhares de litros de água e frequentadas por muitas centenas de pessoas por semana. Revelou que a breve trecho as águas de Godim e do Viso «vão ser engarrafadas, levando nome da nossa terra». Salientou que as iniciativas que a sua autarquia tem desenvolvido quase há duas décadas são «a obra do querer e do amor» dedicadas às gentes locais, para continuar a enobrecer a freguesia da Maia. Para o presidente da Assembleia de freguesia, Raul Cunha, o seu primeiro comentário destinou-se aos visitantes, e

Os elementos do PAM

congratular-se pela visita. «Estamos rodeados de agentes de cultura, e porque estamos no salão nobre, temos aqui patente uma exposição, que é uma confronto histórico entre o passado relativamente ainda próximo e um futuro actual. Isto transporta-nos para a história, para todos aqueles agentes culturais que escreveram, que deixaram marcas de poder simbólico e caracterizam este tempo e outro que háde vir». Quanto ao Zoo da Maia, Raul Cunha classifica-o de uma vertente altamente educativa e cultural. «Milhares e milhares de crianças vêm aqui, vêem e aprendem. As crianças não aprendem apenas na escola, aprendem e muito naquilo a que podemos chamar a escola paralela que

inclui e comporta acções por via de conhecimento da vida. É extremamente importante para as crianças que nascem e vivem nos meios urbanos». Por seu lado, Clarisse Santos, presidente da PAM, agradeceu a hospitalidade com que receberam e disse ficar «contente» por conhecer o interior da Quinta dos Cónegos, uma residência multissecular, que é actualmente propriedade da família Espírito Santo. «É, de facto, muito bonita e um encanto». Depois recordou a promessa que Carlos Teixeira tinha feito momentos atrás. «Vamos lá ver se o senhor presidente torna possível a promessa de nos arranjar um cantinho para a nossa associação...». Ana Maria Lobo, professora da escola

Carlos Teixeira mostra a obra feita com “amor”

primária da Maia na ocasião divulgou uma iniciativa em que o Agrupamento Escolar da Maia, através da Escola E.B.1 e Jardim de Infância da Maia está envolvida em parcerias com mais duas, uma da região da Cantábria, Espanha, e outra da Grécia, no designado Projecto Educativo Europeu, integrado no Programa Sócrates, Coménius - Acção 1, e que desde o dia 4 a 7 de Julho estará patente na escola maiata uma exposição de trabalhos dedicados à água. «A nossa escola demonstra uma singularidade, porque está a trabalhar com gestão própria, porque confeccionamos as refeições para os alunos, com pessoal pago pela Junta de Freguesia. A Câmara da Maia comparticipa com uma verba por cada criança. A gestão que conseguimos fazer e conseguimos amealhar algum dinheiro provém de visitas de outras escolas que vêm visitar o zoo e escolhem a nossa cantina para almoçar, com custos acessíveis. O que obtemos nas receitas é gasto em equipamentos, material didáctico e mobilar as salas dos professores e outras coisas que tentamos sempre dar um toque muito peculiar e torna mais humanizante esta escola», explicou Ana Maria Lobo. A escola primária da Maia, pelo que foi recomendado, necessita de mais árvores para dar mais sombra ao local, «porque é importante para as crianças». A PAM visitou também as instalações do Agrupamento 95 da Maia do Corpo Nacional de Escutas, e ainda a Arca de Noé, para quase no final ser obsequiada com um almoço no restaurante Maria, junto ao zoo. Segundo nos confidenciou Clarisse Santos depois deste projecto que foi as visitas as freguesias do concelho da Maia, o próximo projecto será destinado à Área Metropolitana, com visitas aos concelhos.


FREGUESIAS

Sábado, 24 de Junho de 2000

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De arromba

Fé e motivação popular animaram festas a Santo António Foi, provavelmente, uma das mais expressivas festas a Santo António a que ocorreu no passado fim de semana na bela freguesia maiata de Silva Escura. A edição 2000 teve vários pontos atractivos, nomeadamente a procissão, a música, o recreio e, em especial, o desfile etnográfico que teve carros alegóricos e, um deles prestava homenagem ao “rei” das festas, o popular Joaquim Teixeira, uma das figuras queridas da localidade, que muito deu e fez pelo teatro amador.

António Armindo Soares

Populares com fervorosa fé transportam andor de Stº. António

No final da procissão era visível o contentamento generalizado em todos os membros da comissão de festas a Santo António, em especial, o presidente, deste ano, Armindo Oliveira, que foi efusivamente abraçado pelo Padre Luis Queiróz, num gesto de que tudo correra bem. Em domingo cheio de sol e de muita afluência de povo, Vieira de Carvalho associou-se à grandiosa e rica manifestação religiosa. Sobre a procissão, esta como de costume teve o seu percurso tradicional, os quatro andores ostentavam o bom gosto pela decoração e o belo colorido que as flores fazem o encanto. Tiveram, de facto, mãos de artista. Cumprida foi a promessa de Bragança Fernandes, vice-presidente da Câmara Municipal da Maia ao jornal “Maia Hoje”, de permitir que a rua central da Cavadinha estivesse em condições, uma vez que o seu piso há dias atrás estava impróprio para que o desfile religioso tivesse a sua regular passagem. Contudo as festas tiveram outro ponto alto, que foi uma ocasião que arrastou muitas centenas de forasteiros, falamos, naturalmente do desfile etnográfico, com marchas populares, que este ano além dos carros alegóricos, a população fez vingar a criatividade nos dois cestos floridos, como também notou-se a participação dos agrupamentos folclóricos, em particular o Grupo Regional de Moreira da Maia, que deram um tom e uma motivação invulgar à iniciativa. Se não, nos enganamos, a edição de este ano não esteve

longe de ser uma das mais conseguidas, quer em termos de elementos quer no sentido que se pretendeu atingir. Na noite deste desfile, foi prestada homenagem, pela comissão de festas, ao “rei” do teatro e da cultura popular, a pessoa muito querida de Silva Escura, Joaquim Teixeira, o “Teixeirinha” para os amigos. Para além dos “ingredientes” do programa festivo, fez parte, igualmente o espectáculo de variedades com as “Tayti” que chamou a esta terra uma entusiástica e muitíssimo numerosa assistência de público, no cenário, bem ao lado da capela de Santo António. Que mais dizer das festas de Silva Escura? Não será também de distinguir as bonitas e bem decoradas, pelas colchas de linho, as janelas das casinhas por onde passou a procissão? Não será bom recordar o tom bonito e de muito encanto que assume a avenida principal que dá acesso ao monte e que tem o mesmo nome do santo a que as festas são dedicadas? Não será bom lembrar a participação e comparticipação do povo para a realização do evento? Não será bom lembrar que esta terra é das mais bonitas da Maia e que o seu monte da Santo António está quase em vias de deixar de ser espaço de laser tantas são as habitações que vão “roubando” terras? Que mais dizer ainda? Continuem meu bom povo de Silva Escura com este bairrismo e ajudem a construir o desenvolvimento da nossa mui querida terra.

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POLÍTICA LOCAL

Sábado, 24 de Junho de 2000

Na tomada de posse Costa Pereira traçou objectivos

Um PSD ganhador para dar mais e melhor à Maia Costa Pereira quer o PSD/Maia vencedor em todas as batalhas que o partido vai enfrentar. Na tomada de posse, realizada no passado dia 9, num restaurante em Moreira, da nova Comissão Política Concelhia para mais um mandato, o presidente dos social-democratas aponta como primeira batalha as próximas eleições autárquicas, cujo objectivo passa pela continuação da maioria na Câmara Municipal. Presente, Vieira de Carvalho está convencido de que «cá na Maia todos nós temos o nosso desafio da vitória, para isso já temos pessoas e, seguramente, vamos vencer e se possível a vitória será ampliada». António Armindo Soares

Bernardino Costa Pereira na tomada de posse no seu segundo mandato consecutivo na liderança do PSD/Maia traçou objectivos, apontando como primeira conquista renovar a maioria “laranja” na autarquia nas próximas eleições autárquicas. Na cerimónia estiveram figuras de relevo, nomeadamente Eurico de Melo, vice-presidente da comissão política nacional do PSD, Arlindo Cunha, Tiago Mota Costa, líder da distrital do Porto da JSD, Vieira de Carvalho, Luciano Gomes, António Domingos Tiago, Bragança Fernandes, entre outros. A estes e a todos convidados o presidente dos socialdemocratas da Maia agradeceu a presença que assinala «um sinal de vitalidade do partido». «Estamos aqui todos pelo nosso pé, pela nossa vontade e pelo nosso amor à causa que defendemos. Mais e melhor para a nossa Maia, é o serviço do PSD». Costa Pereira perspectiva um trabalho de muito esforço para as lutas que se avizinham mas contando com a confiança nos seus “soldados” pertencentes aos seus Núcleos. «Tenhamos coragem contra a falta de vergonha dos socialistas que por este andar e por esta centralização do aparelho do PS e do Governo, são a maior ameaça à democracia após o 25 de Abril. Mas nós, os maiatos já estamos a preparar o nosso exército, a nossa representação nos diferentes órgãos do partido, e em particular os nossos 37 elementos no PSD e três da JSD na Assembleia distrital irão denunciar através de uma voz, a voz da Maia, todos quanto lutarem contra o nosso partido, assim como iremos denunciar a ditadura deste poder socialista que diz ser governo». Acusou ainda o Governo pelo atraso nas obras do aeroporto Francisco Sá Carneiro, exortou também os militantes para denunciarem a falta de coragem e determinação para a reformas estruturais que o país necessita, designadamente a reforma fiscal, a administrativa, a saúde, a educação, a segurança social. Costa Pereira demonstrou repúdio pela «nacionalização encapotada dos municípios. O governo está-se a aproveitar da asfixia financeira de muitas autarquias para lhes impor empresas públicas que serão geridas por umas centenas ou milhares de “Boys”, nomeados pelo aparelho socialista e, assim, controlar os sectores especiais dos municípios, como o caso das águas ou saneamento e outros». Continuando na senda da luta para uma Maia melhor, o PSD/Maia está a preparar as próximas batalhas, as eleições presidenciais, as autárquicas e, eventualmente, as legislativas. «Nós vamos para essas batalhas para ganhar e não para perder por poucos. Somos um partido que ganhamos eleições», disse com convicção, contando com os “oficiais” do partido bem treinados e orientados e, sobretudo, determinados. «Nós, descendentes do Lidador, só temos uma forma de combate “cara a cara e corpo a corpo”. Quem não gostar, nós aqui na Maia não contaremos com eles».

Costa Pereira sob o olhar atento de Arlindo Cunha assume funções

Eurico de Melo, Costa Pereira e Vieira de Carvalho

Vieira de Carvalho reafirmou a sua disponibilidade para concorrer pelo PSD a mais um mandato à frente do município, desejou à nova comissão política «um mandato fecundo, feliz e vitorioso, até porque estamos a um ano e meio das autárquicas e que a todos nos dizem respeito, a todas as nossas cores». O autarca lembrou que para trilhar o caminho da vitória «saberemos estar unidos, na altura própria, saberemos conquistar uma vitória, aqui na Maia e, se possível, estou convencido, será até ampliado». Por seu lado Eurico de Melo pediu aos militantes para que «não dêem ouvidos às maledicências que se ouve dentro do PSD». Disse não estar preocupado com as discussões internas do partido, «porque as discordâncias vão acabar por ser ultrapassadas dentro do interior do PSD». O Eurodeputado social-democrata, Arlindo Cunha, deixou um recado para o interior do PSD. «Espero que o partido saiba, finalmente, aproveitar e capitalizar este descontentamento que já existe, e é real, contra o Governo. Que esse combate comece a ser feito na Maia». Luciano Gomes, que fez questão de manifestar o seu apreço a Bernardino da Costa Pereira recordou que foi através do actual líder do PSD/Maia que «se hoje sou o militante que sou, também o devo ao Dr. Costa Pereira. Reina alguma confusão quanto à nossa ligação. Liga-nos uma grande solidariedade política e, também, uma grande lealdade pessoal». A concluir deixou palavras de carinho a Vieira de Carvalho, «que hoje precisa tanto da nossa estima e amizade, tanto tem sido massacrado injustamente. Tanto se tem dito dele, tanto se queria que ele fizesse em seis meses aquilo que os socialistas não fizeram em dez anos». A JSD/Maia, pela voz do seu presidente, João Telmo, mostrou o seu desagrado em relação a alguns sectores que afectam os maiatos, nomeadamente na questão da Saúde, e o estado degradante dos centros de saúde. No nível ambiental alertou, uma vez mais, a despoluição dos rios Leça e Almorode. Quanto à questão da segurança, disse não entender o porquê de a GNR ter a sua sede na Maia quando a sua área de intervenção é fora das freguesias do centro da cidade. Na habitação, criticou o recente aumento das taxas de juro. O líder da distrital do Porto da JSD, Tiago Costa, considera como «escravatura do século XXI» o primeiro emprego, «que é demonstrativo que o Governo não tem soluções». Recordou que a Juventude Social Democrata do Porto tinha pedido a demissão do Secretário de Estado da Juventude, muito em particular pela questão do crédito à habitação jovem e que o Governo «teve a imoralidade de esconder o previsível aumento das taxas de juro, de incentivar ao crédito, e hoje em dia destrui por completo a ambição e o início de vida de muitos jovens casais».


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FREGUESIAS

C.M.Maia

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Ant贸nio Armindo Soares

GRANDE REPORTAGEM

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GRANDEREPORTAGEM

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PUBLICIDADE

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POLÍTICA LOCAL

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S. PEDRO FINS

JSD/Maia com olhos postos na acção das autarquias

S. Pedro Fins mostrou capacidade concretizadora A Juventude Social Democrata continua a percorrer as freguesias do concelho para inteirar-se do trabalho que tem sido feito em prol das populações. A mais recente visita foi a S. Pedro Fins, onde o presidente, Joaquim Marques Gonçalves apresentou os dois anos de mandato na liderança da autarquia, saldando-se “de muito positivo”. António Armindo Soares

Jotinhas com os membros da Junta encantados com a visita

A visita começou pelo cemitério local, que recentemente foi beneficiado com a construção de um ossário, “ veio responder a questões de sensibilidade”, segundo referiu Joaquim Marques Gonçalves, e que “cria alternativa ao escasso tempo previsto por lei no que concerne a exumações”. Com um mini-autocarro adquirido recentemente pela autarquia, a comitiva deslocou-se pela rua principal de S. Pedro Fins onde se notavam alguns globos em ferro colocados pela Junta que pelo que disse o autarca “são para impedir que o trânsito pesado que percorre este caminho em direcção à Siderurgia, avance os passeios e abram brechas nos prédios. Esta é uma situação incomportável e que põe a nossa população em constante preocupação”. Para acabar com este dilema a Câmara Municipal da Maia, pelo que adiantou o autarca, “tem um projecto que no curto

prazo vai diminuir o tráfego”. A alternativa está no aproveitamento da ponte que está situada junto à estação de comboio local. Outra dor de cabeça para o executivo autárquico tem a ver com as escórias depositadas a céu aberto nos terrenos da Siderurgia. “Esta situação tem sido uma preocupação enorme, que nós temos vindo a traduzir em sucessivos apelos, feitos à Câmara Municipal da Maia, mas fundamentalmente ao Ministério do Ambiente e à Direcção Regional do Ambiente, com exposições circunstanciais - também em conjunto com a Junta de Folgosa - onde temos alertado para a preocupante situação, que é grave, não só pelas poeiras e outras partículas químicas que são expelidas para a atmosfera, mas pela deposição a céu aberto das escórias, que para além de serem perigosas para a saúde pública, são também lesivas dos lençóis freáticos desta região”, deixou expresso Marques Gonçalves, queixando-

se que até à data “ninguém nos contactou, inclusive a “Quercus”, que igualmente foi contactada por nós”. Garante não desistir e “vamos voltar à carga”. Na visita da JSD/Maia foi apresentado o edifício que será o posto médico que irá funcionar como extensão do Centro de Saúde de Águas Santas. Neste périplo pela freguesia os visitantes tiveram a oportunidade de usufruir de uma soberba paisagem e um espreitar sobre a Maia e a cidade do Porto, num local de referência, o Monte de S. Miguel-O-Anjo, que se encontra bem preservado. Foi dado a saber do que está a ser feito na questão da habitação, e nota-se que os 31 fogos do PER estão quase em condições de serem entregues aos seus futuros inquilinos. Neste empreendimento ficará instalado uma delegação do Fórum Jovem da Maia. E não muito longe dali, a escassos metros está em con-

strução o pavilhão gimnodesportivo municipal. O presidente da JSD/Maia não ficou surpreendido com o que está a ser feito no que respeita a obras, “porque já sabia que esta autarquia se pauta pela capacidade de trabalho”, conhece bem o seu presidente da Junta, “que se preocupa em fazer iniciativas com rigor e com saber, mostra dinamismo, mas sobretudo pela forte carga de humanismo que vive em prol da sua população. Vive intensamente para com os mais necessitados”. João Telmo também ficou surpreendido e preocupado com as escórias depositadas nos terrenos da Siderurgia. “Temos de nos associar a esta denúncia para que este preocupante estado de coisas não tenha cabimento entre nós”. Na próxima edição daremos conta de uma entrevista a Marques Gonçalves, em que nos dará o balanço quase completo do seu mandato na Junta de Freguesia.


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CULTURA & ESPECTACULOS

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Na Escola Secundária da Maia

Sexo na adolescência. O Clube de Teatro da Escola Secundária da Maia composto por alunos do 11ºM e 11º N, liderados por Elizabete Costa, professora na mesma escola, apresentou no passado dia 16 Junho uma adaptação da peça “O Despertar da Primavera” do dramaturgo alemão Wedekind. Miguel Ângelo / Artur Bacelar

Perante uma plateia que rondava as 80 pessoas, na grande maioria, pais de alunos, e debaixo de um tempo quente e abafado os alunos levaram à cena duas representações. A primeira, de Wedekind, teve como objectivo “apresentar a visão da sexualidade no séc. XIX, o modo como esta era tratada, e confrontar essa mesma abordagem com a sexualidade dos nossos dias”, afirmou Elizabete Costa, docente desta escola e dinamizadora do clube de teatro. A temática principal de “O Despertar da Primavera”, foi, como referiu a “directora” deste clube, a sexualidade. A peça, representada por alunos do 11º M, dividiu-se em quatro “sketchs” que abordaram este tema tão actual em diferentes perspectivas. Na primeira uma mãe com a filha discutiram, entre outras coisas, o tamanho da saia, a filha preferia-a curta e a mãe, claro, mais comprida. Os seguintes, primeiro um grupo de rapazes e em seguida um conjunto de raparigas, tiveram em palco, conversas típicas das suas idades em que o sexo oposto foi falado de formas peculiares. Na quarta e última representação, dois actores do sexo masculino tentavam estudar, mas o assunto feminino era constantemente abordado, deixando o estudo, um pouco para segundo plano, situação, aliás, bastante típica... A peça terminaria de forma trágica com o suicídio de um personagem em parte devido à gravidez não preparada pelos progenitores. Os alunos do 11º N representaram logo em seguida, uma peça original, abordando a mesma temática de uma forma mais actual. Todos os anos, o Grupo de Teatro, leva a palco uma peça ou mais, construindo para o efeito os cenários, fatos e figurinos necessários contando com a colaboração nestes “itens” dos professores e alunos de artes plásticas. Elizabete Costa, com formação em artes dramáticas pelo Teatro Universitário do Porto, é a principal dinamizadora deste Grupo de Teatro, que existe desde 1993 e que conta com cerca de 20 alunos. Paralelamente lecciona também a disciplina de oficina de gestão dramática que abrange 40 alunos. Os motivos que a levaram, a si e aos seus alunos, a escolher esta temática são claros “achamos que deveria existir educação sexual nas escolas. Sensibilizar os alunos para este assunto é também um grande objectivo, até porque, sabemos que cada jovem tem uma forma diferente de encarar a sexualidade e muitas vezes a informação é muito importante para que não surjam dúvidas e mesmo traumas no crescimento normal do adolescente.” No final ficou a sensação de que as alunos “estudaram bem a matéria”, denotando um intenso trabalho de equipa durante o ano lectivo.

Paralelamente, a reportagem “MAIA HOJE” foi confrontada à entrada com um belo “graffitti” em fase de acabamentos que despertou a nossa curiosidade e de quem por lá passava. Pedro Pereira de 19 anos, conhecido por “Erk”, era o artista em foco. Concentrado mas com um “à vontade” explícito pintava na parede um desenho, segundo ele, “abstracto” mas que representava um “alien” e tridimensionalmente as iniciais da Escola Secundária da Maia (ESM). Este aluno autodidacta nestas lides dos “graffittis” acabou o 12º ano, vai para um Externato para melhorar notas para um futuro ingresso na Universidade e pretende trabalhar em vídeo e som. Mais à frente, Rui Miguel o “Foca” de 17 anos e Gabriel Teixeira o “Liddo” alunos do 11º e 12º ano, respectivamente, também sulcavam as paredes exteriores dos lavabos com desenhos de dois extraterrestres, um masculino e outro feminino. Um quarto elemento, André Henriques, oriundo de Contumil, mas um fã declarado da Maia e das suas gentes ajudava no que era necessário. De referir que cada desenho tem encargos à volta de 12 mil escudos só nos materiais dispendidos, tendo o Concelho Directivo da escola comprometido a suportar estes gastos. Para uma noite de futebol na Tv não está mal....

Quando as amigas se juntam...

Quando os amigos se juntam...


SOCIEDADE

Sábado, 24 de Junho de 2000

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Seguro automóvel

Companhias telefónicas continuam na frente

As companhias telefónicas continuam a praticar os melhores preços para o seguro automóvel, ainda que a concorrência tenha aumentado e, agora, já existam outras seguradoras a disputar os primeiros lugares em certas fatias de mercado. A esta conclusão chegou a revista de consumidores Dinheiro & Direitos, que, ao longo dos últimos anos, tem comparado os preços e analisado a qualidade dos seguros destinados a proteger o automóvel. Desta vez, o estudo incluiu carros novos e usados (até três anos de matrícula). A OK! Teleseguro e a Seguro Directo são Escolha Acertada para a generalidade dos consumidores, quer optem pelo seguro obrigatório de responsabilidade civil e por assistência em viagem, quer resolvam contratar, além destas, a cobertura de danos próprios. As duas companhias telefónicas só sofrem a concorrência directa de um pequeno grupo de seguradoras, composto pela

Generali, pela Lusitania, pela Commercial Union e pela Génesis, em casos muito específicos. A Generali apresenta bons preços para quem dispõe de um carro com menos de 1500 centímetros cúbicos de cilindrada, independentemente da idade do condutor, seus anos de carta de condução, local onde habita e de um eventual direito a bonificações. A Lusitania é sobretudo interessante para os jovens com idade inferior a 25 anos, que disponham de carta de condução há menos de dois anos, conduzam um carro com cilindrada inferior a 1500 centímetros cúbicos e pretendam efectuar apenas o seguro obrigatório mais assistência em viagem. Por sua vez, a Commercial Union torna-se mais favorável para os consumidores com mais de 25 anos e carta há mais de dois anos, que não tenham descontos nem agravamentos e conduzam um carro com cilindrada entre os 1500 e os 2000 centímetros cúbicos. Finalmente, a Génesis privilegia os condutores sem acidentes no seu currículo, com idade superior a 25 anos, carta há mais de dois anos, carro novo de cilindrada superior a 2500 centímetros cúbicos e que desejem contratar o pacote de coberturas mais alargado. A opção pelas Escolhas Acertadas indicadas pode significar uma poupança anual, face à média de preços praticados pela concorrência, entre os 15 e os 170 contos, de acordo com as características do condutor e do seu automóvel. Mas como, ainda que seja o principal factor de escolha, nem só o preço conta numa apólice, a Dinheiro & Direitos verificou também a qualidade de 15 apólices.

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Uma vez que o seguro obrigatório de responsabilidade civil se rege por condições definidas por lei, a análise incidiu apenas sobre o seguro facultativo, composto, entre outras, pela cobertura de danos próprios. Todas as apólices apresentam aspectos lesivos dos interesses do consumidor, os mais graves dos quais são as inúmeras despesas não pagas (exclusões), que acabam por retirar utilidade às coberturas. Algumas destas exclusões são mesmo inacreditáveis, critica a Dinheiro & Direitos. É o caso dos danos sofridos pelo automóvel devido à má conservação das estradas ou no seguimento de greves, tumultos e alterações da ordem pública, situações que não são da responsabilidade do segurado. Mas também os sistemas de agravamento do prémio podem lesar o consumidor. Se algumas seguradoras, quando uma determinada cobertura é activada, agravam apenas o prémio dessa mesma cobertura, muitas outras aumentam o preço total! A apólice da Winterthur é a que, apesar de tudo, dá mais garantias ao consumidor, tendo obtido uma apreciação muito razoável. Infelizmente, é demasiado cara para poder ser aconselhada. Seguros para motards. Tal como os automóveis, também as motas necessitam de um seguro para circular. No entanto, a Dinheiro & Direitos efectuou um estudo (página 15 da mesma edição), em que verificou serem muito poucas as seguradoras que se dispõem a fazê-lo e ainda menos as que aceitam a contratação da cobertura de danos próprios. Feitas as contas, a Generali é a Escolha Acertada para todos os tipos de coberturas. Das onze seguradoras que dizem

comercializar o seguro obrigatório de responsabilidade civil, apenas seis aceitaram realmente contratá-lo: a Allianz, a Generali, a Bonança, a Commercial Union, a Fidelidade e a Winterthur. Por sua vez, a Lusitania, a Mapfre e a Real dizem só aceitar a contratação se o cliente transferir os seus restantes seguros para os respectivos balcões. A Victoria afirmou ser necessária uma consulta prévia ao departamento técnico. Quanto à Axa, depois de muita insistência ao telefone, foi impossível chegar à fala com quem quer que fosse. No que se refere à cobertura de danos próprios, a situação é mais grave ainda, pois, das sete seguradoras que afirmaram contratá-la, seis voltaram com a palavra atrás... Em editorial publicado na mesma edição (página 2), a Dinheiro & Direitos aponta o dedo aos responsáveis por este estado de coisas no seguro automóvel, começando na indiferença e/ou ineficácia de sucessivos governos e terminando na inoperância do Instituto de Seguros de Portugal. Mesmo assim, admite já se avistar alguma luz ao fundo do túnel, com a assinatura, em finais de Abril, de um protocolo entre o Governo, a DECO, o ACP e a Associação Portuguesa de Seguradores, que veio criar o Centro de Informação, Mediação e Arbitragem de Seguros Automóveis (CIMASA), cujo objectivo é, grosso modo, a resolução de conflitos resultantes de acidentes de viação. Mas vai avisando que o centro ainda irá demorar largos meses a ficar operacional. Até lá, esta revista de consumidores promete ficar atenta e continuar denunciar os abusos das seguradoras. Dinheiro & Direitos n.º 40, Junho de 2000, páginas 9 a 14

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OPINIÃO

Sábado, 24 de Junho de 2000

Comunicado da JSD Maia

O coração na gaveta O Governo, através do Ministério das Finanças, na portaria nº 12/2000 de 14 de Janeiro em vigor desde 13 de Abril, reduziu de 6,5 para 5,5 a taxa de referência para o cálculo da bonificação de juros no crédito à habitação. Esta decisão é imoral e com consequências políticas. Imoral porque este governo sempre incentivou o crédito, omitindo, permanente, as mais que previsíveis e já anunciadas, subidas das taxas de juro. Imoral, porque na última década, foram realizados cerca de 700 mil contratos de crédito à habitação no regime bonificado, onde se inclui uma grande fatia referente ao crédito bonificado. Imoral, porque este governo, de palavreado socialista com rosto humano e preocupado com as pessoas, dificulta crescentemente, a vida de muitas famílias. Imoral, porque esta decisão serve para segurar o preço dos combustíveis e as portagens da ponte 25 de Abril. Imoral, porque na ponderação que este

governo faz aos sectores estratégicos da população a que tem de agradar, ou, para sermos mais precisos, ser subserviente, não estão nem nunca estiveram, os jovens portugueses. Com efeito, por muito que mereçam receber, os jovens portugueses não têm nada para “dar” ao aparelho socialista. Mas, passemos agora à fria e cruel análise dos números: Um empréstimo de 15 mil contos, a 30 anos, no regime de crédito jovem bonificado, com prestações constantes e escalão máximo de bonificação de juros. Início do empréstimo: Março de 1999 Prestação mensal inicial: 53.048$00 Prestação em Março de 2000: 58.198$00 Prestação em Maio de 2000: 65.557$00 Face à manifesta falta de peso político revelada pelo Secretário de Estado da Juventude, o qual, temos a certeza, no seu perfeito juízo jamais concordaria com a implementação de uma medida destas, crê a JSD Maia que, em nome dos quais ele-

mentares princípios de ética política, não resta ao senhor Secretário de Estado da Juventude outra atitude que não seja a sua demissão do cargo, face à brutal humilhação de que foi alvo por parte do Ministério das Finanças. Mais, a continuar a manifestar-se a completa e total insensibilidade deste Governo para com os problemas e realidades dos jovens portugueses, mais vale que, para acabar com o equívoco, se seja consequente e que o Governo extinta a Secretaria de Estado da Juventude, dado que, na sua presente forma, é apenas um sorvedouro de dinheiros públicos, não cumprindo nenhuma das missões para que foi criada. Neste contexto, a JSD Maia compreende, embora naturalmente lamente, as recentes atitudes e tomadas de posição política por parte da JS. Com efeito, e na impossibilidade de atacarem, criticarem e responsabilizarem o Governo e o Partido que o sustenta, nada mais natural que, para desviarem as

atenções, se entretenham em patéticas guerras internas e se encontrem no presente estado de decomposição acelerada. Seria lamentável que daqui por uns meses, o mesmo Governo irresponsável que colocou em risco a estabilidade económica e emocional de milhares de Jovens famílias portuguesas, tenha atribuir, a muitas dessas famílias em desespero de causa, o Rendimento Mínimo Garantido. Seria lamentável, a continuar a danosa gestão da coisa pública, de todo inevitável. A JSD Maia apela a quem de Direito, ao Presidente da República, aos empresários, aos jornalistas e a população em geral para, em conjunto com a esmagadora maioria da população portuguesa, sensibilizarem o governo para este problema. Quiçá, se forem suficientemente convincentes, isto é, tornarem este problema como seu, então o governo arrepiará caminho... O Presidente da Comissão Política Concelhia da JSD Maia João Telmo Dias

O perigo da mediatização Tempos houve em que para comunicar era necessária a presença física de emissor e receptor. Como é vulgar afirmar-se a tradição já não é o que era vivemos hoje numa sociedade onde se comunica a cada segundo(ou instante), de tal forma que se eu ou o nosso leitor desejar-mos podemos ver e ouvir quase em tempo real, o que se está a passar num qualquer canto do mundo. Estamos assim perante um fenómeno vulgarmente designado de “aldeia global”, isto é o local onde eu habito pode receber notícias de qualquer local do mundo bem como emitir. Percebe-se então por isto que foi explanado que a informação assume um papel preponderante na nossa sociedade, sociedade essa cada vez mais distante, menos relacional e menos emotiva. Compreenderá como leitor atento que é, que o poder de quem comunica é imenso, talvez até demasiado diria eu. Aquilo que se diz acarreta consigo muitas mensagens implícitas, muitos interesses,

assim como é produto de inúmeros jogos de poder. Será que o comum dos leitores, que se sente cada vez mais isolado e que nem sequer consegue observar o rosto de quem comunica, consegue destrinçar aquilo que é mensagem informativa, daquilo que é intencionalidade?.. Todos sabemos que determinados assuntos e artigos mobilizam massas, ao ponto de “colarem” à cadeira leitores e ouvintes. Será que não se exagera, naquilo que se expõe apenas para se obter um elevado nível de audiências? Existem até artigos onde se abordam temas muito complexos de uma forma simplista que poderá no meu entender, induzir as pessoas que vivenciam esses grandes problemas, em erro. Recordome por exemplo de um programa, onde se referia que se estava a trabalhar num projecto de luta contra a toxicodependência através da implementação de “sondas” que se colocariam em determinadas regiões cerebrais, sem que houvesse a

preocupação de enquadrar essas investigações (extremamente importantes), num determinado contexto, onde existem outros factores também eles fundamentais como sejam factores sócio-ambientais, de personalidade, culturais, políticos e até o próprio acaso. Tempos houve em que existia a “censura”, é evidente que nos nossos tempos esse método, já não faz mais sentido. Mas por outro lado, não podemos deixar que quem nos “informa” nos leve por um caminho que porventura não desejámos ir, que nos diga apenas aquilo que queremos ouvir, e não aquilo que realmente necessitamos de saber. Será que a especulação sobre determinados assuntos, não nos faz viver com mais medos e receios?.. Quando por exemplo se fala de crimes horrendos dias após dias nos nossos jornais e televisões, será que não nos sentimos mais inseguros e intranquilos?. .Porque motivo pergunto-vos eu não se fala dos assuntos da vida que nos dizem respeito, de uma

forma “natural” e não empolgada?.. Porque não , falar-se dos assuntos dando-lhes a importância que eles realmente merecem?.. Eu como pessoa pergunto-me muitas vezes, se não tenho direito a ouvir e a ler acerca das coisas bonitas que acontecem no mundo, acerca das relações dos humanos, dos seus actos, e como actuam para resolver as suas dificuldades. Pergunto-me ainda como pessoa, se não tenho o direito de partilhar as angústias e os medos que nos atormentam a todos. Não pretendo com tudo isto, levá-los a concordar comigo, apenas pretendo se é que posso ter essa pretensão, fazê-los reflectir sobre este assunto e até “quiçá” levá-los a escrever algo sobre ele... Permitam-me ainda um outro desabafo, pois de cada vez que alguém comunica como uma “certeza” faz-me lembrar o mundo do futebol, onde é hábito todos terem uma teoria e uma técnica a seu respeito. Armando Coutinho Pereira (Psicólogo) Elisabete Lopes (Enfermeira)

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Sábado, 24 de Junho de 2000

COMÉRCIO INDÚSTRIA E SERVIÇOS

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Indoor Karting de Espinho

Jorge Sampaio estreou-se aos comandos de um “kart” Apesar de se ter deslocado ao “Indoor Karting” de Espinho com o objectivo de assistir à assinatura de um protocolo, Jorge Sampaio não resistiu aos encantos da modalidade, acedendo ao convite de Pedro Matos Chaves para se estrear aos comandos de um “kart”. O dia 16 de Junho vai ficar na história do “Indoor Karting” de Espinho. Para além da assinatura de um protocolo inédito com a Associação de Desenvolvimento do Concelho de Espinho (A.D.C.E.) para a organização de cursos de prevenção rodoviária e condução desportiva, para jovens desfavorecidos, o complexo recebeu, ainda, a visita de Jorge Sampaio, bem como do exministro Jorge Cravinho e do Secretário de Estado para a Juventude, Miguel Fontes. O Presidente da República deslocouse ao complexo nortenho para assistir à cerimónia de assinatura do protocolo com a ADCE, na pessoa de José Mota, presidente da referida associação e, simultaneamente, da edilidade espínhense. Um acordo sem precedentes, que visa algumas centenas de jovens, com idades compreendidas entre os oito e os 14 anos, e que pretende demonstrar a importância e a validade do karting para o incremento da segurança rodoviária. Mas para além do “Indoor Karting” de Espinho ter tido a honra de ser o primeiro complexo para a prática da modalidade a receber o Presidente da República, também foi o palco escolhido por Jorge Sampaio para fazer o “baptismo” aos comandos de um “kart”, não resistindo ao repto lançado pelo conhecido piloto Pedro Matos Chaves, um dos responsáveis da estrutura. “Foi uma experiência emocionante”, começou por confessar. “Apesar do objectivo da visita não ter sido esse, reconheço que, quando entrei, tive vontade de experimentar um kart. Gostei imenso, mas o karting pode ser perigoso, pois é viciante!”, afirmou, sem conseguir disfarçar uma evidente emoção pela estreia. Mas rasgados foram, igualmente, os elogios em relação ao protocolo, com o Presidente da República a congratular “todos os envolvidos no projecto. Tratase de uma iniciativa extremamente interessante e que em muito poderá contribuir para a diminuição da sinistralidade nas estradas”. O “Indoor Karting” de Espinho está inserido num complexo com cerca de 3.700 metros de quadrados de área, tendo no Karting a principal actividade. As condições e características da pista são o reflexo da experiência e dos conhecimentos do popular piloto Pedro Matos Chaves. Com cerca de 300 metros de perímetro, o traçado é bastante técnico e distingue-se por ser o mais largo de todos os que existem em Portugal, com os seus cinco metros e meio. Mas a inexistência de pilares em toda a área que envolve o circuito é a particularidade - única no país! - que contribui decisivamente, para o aumento das condições de segurança, uma das principais preocupações dos responsáveis do “Indoor Karting” de Espinho. Mas o projecto foi pensado e concebido para ser mais do que uma mera pista para a prática da modalidade. A vertente lúdica está bem representada pela distinta zona de restauração, com cerca de 1.200 metros quadrados de área, que devidamente insonorizada, se assume como um dos “ex-líbris” nocturnos da região.

Por momentos a limousine presidencial transformou-se num Kart

Momento da assinatura do Protocolo com a ADCE


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IGREJA

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Educação Moral e Religiosa Católica:

SIM ou NÃO?

D. Gilberto, Bispo de Setúbal

1. Ocorrem em Junho, nas nossas escolas, as matrículas para o próximo ano lectivo. É altura de relembrar o lugar e o valor da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica e a necessidade de vencer alguns obstáculos que muitas vezes se interpõem na concretização da matrícula nesta disciplina. Num tempo em que se reconhece a importância da formação integral dos mais novos, seria inaceitável que, por incúria ou má vontade, fosse desvalorizada ou até prejudicada a opção pela frequência desta disciplina. 2. É aos pais que compete, em primeiro lugar, a missão de educar os seus filhos. A escola, e outras instituições, deve estar ao serviço das famílias, com elas colaborando para a formação integral dos mais novos. À escola cabe não só a transmissão de conhecimentos, mas também, em colaboração com os pais, o desenvolvimento da consciência dos

valores, isto é, uma perspectiva ética sobre a vida, a pessoa humana e os seus direitos, a relação com os outros. Uma transmissão de conhecimentos supostamente isenta da dimensão moral contém já em si uma visão distorcida da realidade, pois desintegra os saberes dos valores, os conhecimentos da capacidade de reflectir e de agir em liberdade. 3. Sem a formação moral, as escolas, por mais competentes que sejam no domínio científico, artístico, linguístico ou outro, não cumprirão por inteiro a sua função que é a de preparar não apenas peritos nas diversas áreas, mas de formar, em colaboração com os pais, pessoas responsáveis e livres. 4. A disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica tem um lugar fundamental no ensino escolar, para os alunos cujos pais reconhecem o dever de comunicar aos seus filhos a perspectiva ética da vida com base no Evangelho de

Jesus Cristo. Os professores desta disciplina cooperam com os pais no desenvolvimento, nos seus filhos, desta dimensão ética cristã no que diz respeito ao conjunto de aprendizagens teóricas e práticas que fazem no meio escolar. 5. A disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica distingue-se da Catequese. Esta destina-se à formação sistemática da fé das crianças, dos adolescentes e dos jovens, integrada numa comunidade cristã paroquial. A Educação Moral e Religiosa Católica tem como finalidade a formação cristã inserida na cultura, nos diversos saberes, no ambiente escolar. Ela é um complemento essencial à catequese paroquial, ajudando os mais novos a caminhar na fé em diálogo com as realidades do mundo, na diversidade das culturas e religiões. 6. Nem a Catequese dispensa a frequência da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica, nem esta

substitui a Catequese. 7. Apelo a todos os pais cristãos, aos adolescentes e jovens, para que a matrícula na disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica seja feita em plena consciência e liberdade, mas também com sentido de responsabilidade, tendo em conta a natureza e a finalidade desta. 8. Apelo igualmente aos professores de Educação Moral e Religiosa Católica da nossa Diocese - a quem esta disciplina tanto deve - e aos outros professores católicos para que ajudem os alunos e seus pais a considerar a importância desta disciplina, a não cederem a critérios de facilidade, mas a optar com discernimento e sabedoria. 9. Apelo ainda a toda a comunidade cristã (a cada cristão católico) para que, neste ano jubilar, dê uma prenda a Jesus Cristo, ajudando alguma criança ou jovem a inscrever-se na E.M.R.C. com a sua palavra esclarecida e o seu exemplo.

Nos bastidores da EMRC

Marco Gomes

Com a chegada de Setembro inicia-se mais um ano lectivo. Na verdade, esta cena repete-se todos os anos, mas a ansiedade existente em todos os intervenientes neste processo é uma constante. Uma nova etapa impõe-se aos docentes e aos alunos e a escola organiza-se para que tudo funcione o melhor possível. Este é mais um momento decisivo para a disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica. Muitos esquecem que esta disciplina faz parte do currículo escolar dos alunos (Básico e Secundário), apesar de mais de metade dos alunos que frequentam o sistema educativo a escolherem e participarem nessas aulas. A disciplina de EMRC encontra-se permanentemente confrontada com

múltiplos desafios e tem de fazer frente a alguns preconceitos. Ao contrário dos restantes docentes, o professor precisa da autorização do Bispo diocesano que, todavia, só é válida para leccionar nos limites geográficos dessa mesma diocese. A responsabilidade pela colocação dos professores nas escolas é de um Secretariado que procura responder a todos os pedidos de leccionação nas diferentes escolas, mas cujos critérios de escolha, de selecção e de colocação nem sempre são conhecidos e transparentes. Apesar dos professores de EMRC terem recebido um estatuto legal continua a existir uma insatisfação por parte de todos. Por parte do professor que todos os anos tem, muitas vezes, de começar tudo de novo, arranjar forças para se inserir

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numa nova comunidade educativa, conhecê-la, fazer-se conhecido e explicar mais uma vez que a disciplina de EMRC não é catequese, tem programas próprios, tem manuais escolares, trabalha uma multiplicidade de temas organizados em módulos (unidades didácticas) e possui um método de trabalho utilizando uma variedade de estratégias e actividades pedagógicas. Tem também, com muita frequência, de esclarecer que não é “padre”, até é casado e tem filhos, que é licenciado, fez a profissionalização (enfim, nem sempre assim acontece) e que a sua disciplina dirige-se a todos os alunos. Explica ainda que a EMRC contribui para a educação integral, enriquece a cultura dos alunos e ajuda-os a encontrar respostas às interrogações fundamentais da vida, promove a busca de sentido e as escolhas éticas, realiza uma reflexão de natureza moral e religiosa. Ou seja, procura fornecer, aos alunos, uma grelha de interpretação crente (católica) das realidades culturais. Para aqueles que são efectivos o desafio é continuarem a investir numa presença docente de qualidade que cative os alunos e intervenha na escola, sem acomodação, sem isolamento, sem rotinas. É bom que se diga, com os riscos que tal acarreta, que a situação da disciplina na escola e a sua imagem dependem, e muito, do professor, do seu perfil, da sua postura e da sua acção. Por parte da Igreja esta questão é objecto de reflexão em diferentes instâncias (Secretariados, Comissão Episcopal), tal como a presença da EMRC na escola no contexto das

actuais reformulações curriculares, o que exige o acertar de perspectivas internas, por vezes, paradoxalmente pouco flexíveis e até mesmo contraditórias. A situação da disciplina, nomeadamente a sua legitimidade, é influenciada por todos estes aspectos que podem levar à criação de uma situação de instabilidade nos alunos e na escola. Nos alunos a expectativa em relação à permanência ou não do professor vai, em muitos casos, determinar a sua inscrição na disciplina para o próximo ano. Na escola surge a dificuldade em estabelecer projectos que ultrapassem a duração de um ano lectivo, assim como a gestão da presença e das actividades propostas pelo professor da disciplina. As entidades institucionais responsáveis necessitam de coordenar e de acertar estratégias e pontos de vista de modo a credibilizar a disciplina na escola e a sua presença e posição no meio educativo. A grande questão que está permanentemente a levantar-se é: Tem ou não tem razão de ser a disciplina de EMRC? Poderá um projecto educativo alhear-se do contributo que uma reflexão de natureza moral e religiosa pode dar para o desenvolvimento global dos jovens? A reflexão sobre estas questões (e se são questões é porque são problemas) está presente em todos os meios e espaços onde a disciplina está presente e exige de todos uma postura lúcida, coerente e pedagogicamente fundamentada. *Prof. UCP e Orientador Estágios EMRC


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ANÚNCIOS INSTITUCIONAIS

EDITAL 1- Câmara Municipal da Maia Departamento de Obras Municipais Praça do Município - 4470 Maia 2- Concurso público nos termos do artº. 80º do Decreto-Lei nº 59/99, de 02 de Março. 3- a) Local de execução - Concelho da Maia. b) Designação da empreitada "OPERAÇÃO PAVIMENTO 2000 BENEFICIAÇÃO DE PAVIMENTOS DE VIAS MUNICIPAIS NA ZONA SUL DO CONCELHO" (Classificação estatística de produtos por actividade 45.23.12, C.P.C. 51310.2, do Regulamento da CEE nº. 3696/93, do Conselho, de 29 de Outubro, alterado pelo Regulamento (CE) nº. 1232/98, da Comissão, de 17 de Junho). C) A empreitada é conjunta, devendo as propostas dos concorrentes contemplar a totalidade dos trabalhos discriminados. D) O preço base do concurso, excluído o I.V.A. é de 118 624 500$00. 4- O prazo de execução da obra é de 360 dias. 5- O processo de concurso e documentos complementares, deverão ser requeridos à Câmara Municipal da Maia, a partir da publicação do Edital no Diário da República até ao fim do 2º. terço do prazo fixado para apresentação das propostas, mediante o pagamento prévio de 5.000$00. Pode, ainda, o mesmo ser consultado no Departamento de Obras Municipais, durante o horário normal do expediente. 6- a) A entrega das propostas será feita até às 17,00 horas, no Departamento de Administração Geral e de Finanças da Câmara Municipal, no prazo de 45 dias, a contar da data da publicação deste Edital no Diário da República. b) As propostas e documentos deverão ser redigidos em Língua Portuguesa. 7- a) Só poderão intervir no acto público do concurso as pessoas que, para o efeito, estiverem devidamente credenciadas pelos concorrentes, nos termos do

CÂMARA MUNICIPAL DA MAIA

Programa do Concurso. b) O acto público do concurso, terá lugar na Sala de Reuniões da Câmara Municipal da Maia e realizar-se-á pelas 9,30 horas da 1ª (primeira) Quinta-feira útil após o termo do prazo de entrega das propostas. 8- O adjudicatário garantirá, por caução, no valor de 5% do total da adjudicação, o exacto e pontual cumprimento das obrigações que assume com a celebração do contrato da empreitada. 9- A empreitada é por série de preços e a modalidade de pagamento será por auto de medição mensal. 10- Os concorrentes podem ser empresas ou agrupamentos de empresas, sem qualquer qualidade jurídica de associação no momento em que se apresentem a concurso, desde que declarem a intenção em caso de adjudicação, de se associarem em Consórcio Externo, Agrupamento Complementar de Empresas ou Sociedade Anónima em qualquer dos casos em regime de responsabilidade solidária dos consorciados, agrupados ou accionistas entre si e com o Consórcio, Agrupamento ou Sociedade. 11- Só podem ser admitidos a concurso os seguintes concorrentes: a) Os concorrentes titulares de classificação de empreiteiro de obras públicas, emitido pelo Instituto dos Mercados de Obras Públicas e Particulares e do Mobiliário, contendo as seguintes autorizações (Decreto-Lei nº 61/99, de 2 de Março e Portaria nº 412-I/99, de 4 de Junho): - Da 1ª Subcategoria da 3ª Categoria e da classe correspondente ao valor da sua proposta; - Da 2ª, 4ª, 8ª e 15ª Subcategorias da 3ª Categoria correspondente cada uma ao valor dos trabalhos especializados que lhes respeitam, consoante a parte que a cada um desses trabalhos cabe na sua proposta; b) Ou, em alternativa, os concorrentes deverão possuir certificado de inscrição

em lista oficial de empreiteiro aprovados, nos termos previstos no artigo 68º do Decreto-Lei nº 59/99, de 2 de Março. c) Outras condições minímas de caracter económico financeiro e técnico que cada concorrente tem de observar cumulativamente sob pena de exclusão (artigo 98º do Décreto-Lei nº59/99, de 2 de Março). 1- Indicadores económicos e financeiros construídos com base no modelo de IRS ou IRC, conforme documento exigido na alínea i) do nº 1 do artigo 67º do DecretoLei nº 59/99, de 2 de Março e solicitados na alínea i) do artigo 14º Ponto 1 do Programa do Concurso: 1.1- Grau de cobertura do imobilizado (GCI) GCI=Capitais Permanentes/Imobilizado Líquido>=1 Sendo que: Capitais Permanentes = Capitais Próprios +Débitos a Terceiros a M.L.P. - Autonomia Financeira (AF): AF=Capitais Próprios/Activo Líquido Total>=0,25 -Liquidez Geral (LG) LG=(Disponibilidades + Realizável de Curto Prazo + Existências)/Passivo Curto Prazo>=1 Sendo que: Disponibilidades=Caixa + Depósitos à Ordem Realizável de Curto Prazo = (Títulos Negociáveis e outras Operações de Tesouraria - Provisões) + Divida de Terceiros a Curto Prazo. 1.2- No caso da Empresa ter iniciado no corrente ano a sua actividade, a avaliação da capacidade económica e financeira será efectuada com base nas informações prestadas em documento abonatório de uma Instituição bancária reconhecida e não de acordo com os indicadores. 1.3- No caso de se tratarem de grupos de Empresas que declarem a intenção de constituirem juridicamente uma única

entidade, um agrupamento complementar de empresas ou um consórcio externo, cada uma das empresas deverá preencher os requisitos mencionados no ponto 1. 2-Indicadores de carácter técnico. Os concorrentes para estarem habilitados à execução desta empreitada deverão possuir um volume de negócios anual superior a 1.5 do valor proposto, sendo que: -Volume de Negócios Anual/Valor Proposto>=1.5 12- O prazo de validade das propostas é de 66 dias, contados a partir da data do acto público do concurso. 13- A adjudicação será efectuada à proposta mais vantajosa, nos termos dos artigos 98º. e 105º. do Decreto-Lei nº. 59/99, de 2 de Março, sendo a apreciação das propostas feitas em duas fases: 1ª. Fase - Será efectuada a avaliação de capacidade financeira, económica e técnica dos concorrentes. 2ª. Fase - Análise das propostas proceder-se-á à apreciação e classificação das propostas dos concorrentes admitidas na 1ª. fase, com base nos seguintes critérios por ordem decrescente de importância: - Preço - 50%; - Valor técnico da proposta - 30% (meios humanos disponibilizados para a obra) 10%, meios materiais disponibilizados para a obra 10% e fundamentação e compatibilidade do programa de trabalhos 10%). - Experiência na realização de obras semelhantes - 20%. 14- Não é admitida a apresentação pelos concorrentes de variantes ao projecto ou parte dele. 15- Outras informações - nada a assinalar. 16- Não aplicável. 17- Este anúncio não foi enviado para publicação do Jornal das Comunidades Europeias. 18- Enviado para publicação no Diário da República em 16 de Junho de 2000.

MAIA E PAÇOS DO CONCELHO, 16 de Junho DE 2000. O PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL, DOUTOR JOSÉ VIEIRA DE CARVALHO

Tribunal Judicial da Comarca da Maia Processo Comum S. No 78/2000 - 4º JUIZO A Drª Maria Luzia Amaral Ferreira de Carvalho, Juiza de Direito do 4º Juizo do Tribunal Judicial da Maia. Faz saber que nos autos de Processo Comum S., n0 78/2000, que o MºPº move contra JORGE MANUEL FRAGOSO BICUDO MARTINS, filho de Mário Augusto Borges Bicudo Martins e de Maria Manuela Leite Fragoso Martins, natural de Ramalde - Porto, onde nasceu a 21/11/56, com ultima residência conhecida na Avª do Aeroporto, s/nº, ultima casa - MOREIRA - MAIA, acusando-o da prática do crime de CONDUÇÃO SOB EFEITO DO ALCOOL, p.p. no artº 292º do C. Penal foi o mesmo por despacho de 30/05/2000, declarado CONTUMAZ, ficando suspensos os ulteriores termos do processo até à sua apresentação ou detenção, nos termos do nº1, do artigo 336º do C.P.Penal. Tal declaração implica, a anulabilidade dos negócios jurídicos de natureza patrimonial celebrados posteriormente à data da declaração e a proibição de obter ou renovar documentos em qualquer repartição ou serviço público (arto 337º, nsº 1 e 3 do C.P.P.), e a emissão de mandados de detenção para prestação do Termo de Identidade e Residência. Maia, 30/05/2000 A Juiza de direito, a) Drª Maria Luzia Amaral Ferreira de Carvalho O Oficial de Justiça, a) Fernando Marques Ramalho

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Maia Hoje • 10/06/2000

Maia Hoje • 10/06/2000

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ANÚNCIO

Tribunal Judicial da Comarca da Maia

`lksl`^qþof^ FÁBRICA DE FIAÇÃO E TECIDOS DO JACINTO, S.A. SEDE: Rua Terramonte, Qt.ª da Ribeira, Gueifães, 4470-122 MAIA

TORNA-SE PÚBLICO, que pelo 1º Juízo do Tribunal Judicial da Comarca da Maia, correm éditos de SEIS MESES, contados da 2ª e última publicação do anúncio, citando MANUEL ANTÓNIO MORAIS, com última residência conhecida na Rua Pedro Ivo, nº 71, Pedrouços-Maia, para no prazo de TRINTA DIAS, posteriores aqueles éditos, impugnar, na acção de justificação de ausência nº 114/2000, requerida por MARIA AMÉLIA MACHADO MORAIS a sua alegada ausência. No mesmo processo , são citados por éditos de TRINTA DIAS, igualmente contados da Segunda publicação do anúncio, os interessados incertos para no prazo de TRINTA DIAS , depois de decorrido o dos éditos, impugnarem a referida justificação de ausência de MANUEL ANTÓNIO MORAIS. Maia, 22 de maio de 2000 A Juiz de Direito, a)Paula Cristina da Costa Bizarro A Oficial Justiça a)Maria José Dias

Vá de férias mas..... NÃO ABANDONE OS SEUS ANIMAIS !

ASSEMBLEIA GERAL Nos termos da lei e dos estatutos, convoco a Assembleia Geral dos accionistas da “FÁBRICA de FIAÇÃO e TECIDOS do JACINTO, S.A.”, para reunir na sede social, sita à Rua de Terramonte, Qt.ª da Ribeira, Gueifães, Maia, no próximo dia 10 de Agosto de 2000, pelas 15H00, com a seguinte

ORDEM DE TRABALHOS UM - Deliberar sobre uma proposta de ratificação da decisão de dação em pagamento à Segurança Social de imóveis da sociedade; DOIS - Deliberar sobre uma proposta de transformação da sociedade anónima em sociedade por quotas de responsabilidade limitada. De acordo com o disposto no parágrafo único do art.º 9.º dos Estatutos, “só podem constituir a assembleia geral os accionistas que tiverem averbadas no registo as suas acções com oito dias de antecedência da data deesignada para a realização da assembleia geral”. Ao abrigo do disposto no art.º 380.º, n.º 1, do Código das Sociedades Comerciais, os accionistas podem fazer-se representar na assembleia geral por um membro do Conselho de Administração da sociedade, pelo cônjuge, por ascendente ou por descendente ou por outro accionista. Como instrumento de representação, basta uma cartam, com assinatura, dirigida ao presidente da mesa. Maia, 19 de Junho de 2000 O PRESIDENTE da MESA da ASSEMBLEIA GERAL António Luís de Menezes Pinheiro de Lacerda


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Cinemas Cinemas Cinemas Cinemas MAIASHOPPING Lugar de Ardegães - 4445 Águas Santas - Maia Tel 22 9770450 Fax 22 9724537 Todos os filmes têm início 10 minutos após a hora marcada p^i^=N

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O RINGUE p^i^=Q

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AS AVENTURAS DO TIGRE p^i^=T

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A CASA DO PASSADO

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O GLADIADOR p^i^=NM

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28 DIAS

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UMA VIDA A DOIS jLNO

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A MULHER DO ASTRONAUTA

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ENCONTRO A TRÊS

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AS AVENTURAS DO TIGRE

FarmáciasFarmácias Farmácias Farmácias DIA 24 MARTINS DA COSTA-Àguas Santas* GRAMAXO- Moreira da Maia* MENDONÇA- S. Pedro Fins** DA AGRA- Milheirós** DIA 25 DA MAIA - Águas Santas* DO BOM DESPACHO- Maia* DO CASTÊLO- Castêlo da Maia** DIA 26 DO MOSTEIRO - Águas Santas* ALIANÇA- Vermoim* CENTRAL- Maia** DIA 27 DA TRAVAGEM - Águas Santas*

ÁLVARO AGANTE- Vermoim* BASTOS- Gueifães** DIA 28 MARTINS DA COSTA - Águas Santas LIMA COUTINHO- Gueifães* ARAÚJO- Nogueira da Maia** DIA 29 DA AGRA- Milheirós * GRAMAXO- Moreira da Maia** MENDONÇA- S. Pedro Fins** DIA 30 DO CASTÊLO- Castêlo da Maia* DO BOM DESPACHO- Maia** DIA 1 DA MAIA- Águas Santas*

Telefones Úteis Serviço de Apoios a Situações Urgentes (SASU) . .229448790 Policia de Segurança Pública . . . . . . . . . . . . . . . . .229413853 Guarda Nacional Repúblicana . . . . . . . . . . . . . . . .229440259 Bombeiros Voluntários Moreira da Maia . . . . . . . .229448790 Cruz Vermelha (Ambulâncias - Serviço de Emergência) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .226006353 SMAS (Geral e avarias) . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .229430800 EN (Informações e faltas de corrente) . . . . . . . . . .800246246 Câmara Municipal da Maia (Geral) . . . . . . . . . . . .229410590 CP (Caminhos de Ferro Portugueses) . . . . . . . . . . .225364141 Aeroporto Sá Carneiro . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .229413260 Páginas Amarelas por Telefone . . . . . . . . . . . . . . .707202222

CENTRAL- Maia* ALIANÇA- Vermoim** DIA 2 DO MOSTEIRO- Águas Santas* BASTOS- Gueifães* ÁLVARO AGANTE- Vermoim** DIA 3 DA MAIA - Águas Santas* EUGÉNIA- Pedrouços* ARAÚJO- Nogueira da Maia* LIMA COUTINHO- Gueifães** DIA 4 DO MOSTEIRO - Águas Santas* MARTINS DA COSTA-Àguas Santas* GRAMAXO- Moreira da Maia*

MENDONÇA- S. Pedro Fins** DA AGRA- Milheirós** DIA 5 DA TRAVAGEM - Águas Santas* DO BOM DESPACHO- Maia* DO CASTÊLO- Castêlo da Maia** DIA 6 MARTINS DA COSTA - Águas Santas* ALIANÇA- Vermoim* CENTRAL- Maia** DIA 7 ÁLVARO AGANTE- Vermoim* BASTOS- Gueifães** *PERMANENTE *SERVIÇO ATÉ 22H

Telefones Úteis

Palavras Cruzadas Palavras Cruzadas mol_ibj^=k⁄=V

Rádio Táxi Maia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .229483349 Fórum . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .229483472 Fórum Jovem . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .229417820 S.O.S. Ambiente . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .229484821 S.O.S. Rede Viária . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .229440853 Transportes Escolares . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .229484072 Serviço Municipal Maia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .229430800 Aerodromo - Vilar de Luz . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .229687322 C.P. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .229489159 Táxis . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .229482660 EDP - Leituras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .800236236 Centro de Saúde . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .229448790

PROMOÇÃO

1

2

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1 2 3 4

Colaboração de: Francisco Assis Assunção Alves

5 6 7 8 9 10 11

Na compra de 1 bilhete de Cinema Central Plaza, a Gerência têm o prazer de oferecer 1 copo pequeno de pipocas grátis. Apresente este cupão no acto da compra

1-Sentir afeição por alguém: Planta leguminosa do Brasil. 2-Navegar: Estampilha. 3Gadolínio (s.q.): Superficie que, pela posição em relação ao ar, garante a sustentação da aeronave: Seis romano. 4Interjeição designativa de dor: Fragância: Ataque de paralisia. 5- Actuei: Preposição indicativa de um termo no espaço. 6-Verde: Levanta. 7-Nome de mulher: Planta caparidácea do Brasil. 8- Ruténio (s.q.): A nata: Terceira nota musical. 9- Cento e cinquenta romano: Peso turco: Extra Terrestre (abrev.). 10- Enfado: Pequeno navio costeiro que aparelha com dois latinos e velame de gurupés. 11-O Inferno: Planície entre colinas.

plir†ÎbpWelofwlkq^fpW=1-Aguá: Orca. 2-Ardi: Ulmo. 3-Má: Ara: Ur. 4-Ar: Agude: Oc. 5-Ari: Aló. 6-Oso: Içá. 7-Ama: Itã. 8-As: Atice: Il. 9-Re: Eco: Ag. 10-Ulva: Meta. 11-Oira: Cite. sboqf`^fpW 1-Amar: Baru. 2-Arar: Selo. 3-Gd: Asa: VI. 4-Ui: Aroma: Ar. 5-Agi: Até. 6-Cru: Iça. 7-Ada: Icó: 8-Ru: Élite: Mi. 9- CL: Oca: E.T. 10-Amuo: Iate. 11-Orco: Olga.

"

1-Espécie de sapo da América do Sul: Vaso do feitio de ânfora, mas mais pequeno. 2-Queimei: Planta almácea, compreendida nas grandes árvores frondosas. 3- Vil: Pedra de altar: Cidade de Abraão. 4Modo (fig.): Formiga grande e com asas, usada como isca na caça às aves: Partícula do dialecto provençal que significa “sim”.5- Nome masculino: Para barlavento. 6-Sufixo designativo de abundância: Espécie de macaco do Amazonas. 7-Governanta: Espécie de concha bivalve. 8-Elas: Excite (fig.): Quarenta e nove romano. 9-Rénio (s.q.): Repetição de som: Prata (s.q.). 10-Genero de algas verdes gelatinosas a que pertence a alface-do-mar: Termino da carreira. 11-Vertigem: Acto de intimar o toiro

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DESPORTO

Sábado, 24 de Junho de 2000

A festa do Camião

27 CAMIÕES

Ouvidos na Holanda, olhos na pista de Guilhabreu António Paulino

Foi mesmo festa no circuito de Guilhabreu, Vila do Conde. A selecção nacional contribuiu para que a festa do camião tivesse outro sabor. A vitória da equipa lusa frente à Roménia e as diversas «lutas» em pista dos concorrentes às diversas classes proporcionaram, sem dúvida, um excelente fim-de-semana de competição a diversos níveis. Para além das corridas das grandes «maquinas» existiram outras competições que levaram ao rubro os milhares de espectadores que se deslocaram à pista de Vila do Conde: a prova do arrasto, gincana e arranca e pára. Puxar um camião de largas toneladas não é tarefa fácil. Mas «brincar» com um camião a fazer gincana ou arrancar e parar numa curta distância sem penalizar também não é para qualquer um. Luís Branco, director da Revista Camião e responsável por este evento desportivo, congratulou-se pelo facto da Festa do Camião ter reunido um elevado número de concorrentes. «Os camiões e o futebol estiveram sempre de mãos dadas durante o fim-desemana. Soubemos conjugar as duas vertentes para que os participantes e público não saíssem defraudados». Em temos competitivos, na Classe 3, Serafim Silva, que não tinha sido muito rápido nos treinos de qualificação, acabou por arrancar bem na corrida e ganhar logo alguma distância ao seu mais directo opositor, António Portela. Só que na terceira volta, Portela foi obrigado a abandonar devido ao pneu da frente, lado esquerdo, ter ficado completamente danificado, factor que motivou ainda um pequeno despiste ao camião que tentava arrebatar a primeira posição a Serafim Silva, apontado desde o início como favorito. Na classe 2, enquanto Luís Branco, brindava o público com «atravessadelas» e «piões» com o seu Scania, Eduardo Rodrigues e José Eduardo Simões disputavam, metro a metro, o primeiro lugar. O primeiro lugar do podium acabaria por pertencer a Eduardo Rodrigues. Fernando Coelho, responsável pela equipa Cimar - a mesma de Serafim Silva - disse que esta jornada serviu para cimentar este género de competição motorizada que agora começa a dar as «primeiras aceleradelas» em Portugal. «É pena ainda não termos muitas pistas que possam receber este tipo de competição sem colocar em perigo os pilotos e proporcionar grandes momentos de espectáculo ao público. Mas estou certo que em breve as diversas organizações do desporto motorizado tudo farão para ter estes “monstros” em pista».

Classificações

A prova de Arrasto foi ganha pela equipa António Ferreira Bernardes.

Eduardo Rodrigues (Volvo) venceu a classe 2

CLASSE 2 1º Eduardo Rodrigues (Volvo) 2º José Eduardo Simões (Volvo) 3º Luís Branco (Scania) CLASSE 3 1º Serafim Silva (MAN) 2º José Rodrigues (Volvo) 3º José Maria Silva (Scania) PROVA DE ARRASTO 1ª equipa - António Ferreira Bernardes 2ª “ - António Manuel Teixeira 3ª “ -Carlos de Oliveira Bartolomeu PROVA DE ARRANCA E PÁRA 1º José Manuel Cepeda 2º José Joaquim Costa 3º Júlio Armando dos Santos PROVA DE GINCANA 1º José Manuel Silva 2º José Joaquim Castor 3º Júlio Armando dos Santos Serafim Silva (MAN) venceu a classe 3


DESPORTO

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Sábado, 24 de Junho de 2000

BILHAR

Taça de Portugal 1999/2000

Rui Edgar e Vânia Franco “erguem” Taça Guilherme Costa

Prova organizada pela Federação Portuguesa de Bilhar, decorreu nos dias 17 e 18 de Junho, nas novas e muito boas instalações do Salão Bola D’Ouro, em Setúbal, a fase concentrada da Taça de Portugal, masculina e feminina, de pool (bola nove para o masculino e bola oito para o feminino). O pool masculino contou com cerca de 160 inscrições a nível nacional, dos quais ficaram apurados para a fase concentrada 32 atletas. Estes jogaram em sistema de KO directo, com sorteio após cada ronda. No pool feminino, que contou com um número aproximado de 40 inscrições a nível nacional, apurou, para a fase concentrada, 16 atletas, e foi jogado da mesma forma do pool masculino. Os atletas apurados para esta fase, masculinos e femininos, representavam clubes de duas zonas distintas: a norte, o Futebol Clube do Porto, Bilhar Clube do Porto, Ateneu Comercial do Porto, Sporting de Braga, Leões do Minho, Clube de Bilhar Plaza, Grupo Desportivo Aldeia Nova, Academia de Bilhar, e a sul, o Sporting Clube de Portugal, Salão Bola D’Ouro, Salão F. Albano, Salão Nelgon. “Leão” Rui Edgar vence no pool masculino ... A vitória do sportinguista Rui Edgar foi justa e merecida, impondo-se com naturalidade na final, apesar de ter experimentando algumas dificuldades, no confronto com o jogador do Clube de Bilhar Plaza,

Luísa Leal

António Lameirão, vencendo, no entanto, pelo parcial de 9-7. Mas a “final antecipada” ocorreu nas meias finais, onde se defrontaram os dois melhores executantes nacionais da modalidade, Pedro Grilo, jogador do Clube de Bilhar Plaza e o sportinguista Rui Edgar, respectivamente números um e dois do ranking nacional. Apesar de termos assistido a um encontro equilibrado, Pedro Grilo que demonstrou uma regularidade impressionante ao longo da época, acabou por perder pelo resultado de 8-5 para o actual campeão nacional, Rui Edgar, fazendo-se jus à velha máxima “os erros pagam-se caro”. Com esta vitória o “leão” Rui Edgar ficou assim com o cam-

Rui Edgar

inho aberto para vencer a taça (mais uma, pois é a segunda). ... e Vânia Franco (con)vence no pool feminino A estreante atleta do Futebol Clube do Porto (esta é a sua primeira época), Vânia Franco, venceu, justa e merecidamente, a taça de Portugal 1999/2000 ao derrotar na final, por um concludente 5-0, a grande revelação da prova, a jovem Luísa Leal (com apenas 16 anos). Esta atleta do Bilhar Clube do Porto, foi sem dúvida uma verdadeira “tomba gigantes”, causando grande sensação aos presentes ao derrotar nas meias finais, por um expressivo 4-

Vânia Franco

2, e quando ninguém o fazia prever, a sportinguista Rute Saraiva, a actual campeã nacional, e até à altura, detentora da taça de Portugal. A “jovem” atleta baqueou somente na final, acusando alguma inexperiência, e perante uma adversária que apresentou um jogo muito sóbrio e praticamente sem erros, aproveitando, muito bem, os deslizes da sua adversária. A realização desta prova coincidiu com a inauguração do Salão Bola D’Ouro, sendo de salientar as magníficas instalações para a prática do bilhar, visto estar equipado com 5 mesas “Brunswick”, consideradas, por muitos, das melhores mesas do mundo.


Sábado, 24 de Junho de 2000

Team Tenco/F3 Auto

DESPORTO

29 VELOCIDADE

Jornada azarada Team Tenco

Uma conseqüência de vários azares acabou por tornar o segundo circuito de Vila do Conde 2 algo complicado para o Team Cafés Tenco e abaixo das legitimas expectativas. A Team Cafés Tenco apresentou-se no Circuito Vila do Conde preparado para fazer bons resultados, como é habitual. O resultado dos treinos é indicador dessa boa preparação, como mostra o terceiro tempo efectuado por António Ribeiro e o quinto de Luís Nóvoa. Na primeira corrida do Campeonato Nacional Turbo Diesel, o bom resultado dos treinos, ficou comprometido por comportamento incorrecto de Paulo Guimarães ao atirar Antonio Ribeiro para os rails obrigando o piloto Tenco a entrar na box, com danos no Fiat Bravo JTD provocando-lhe um atraso irremediável o que obrigou o piloto a ficar sem o Nº de voltas suficientes para se classificar. Luís Nóvoa disputou o terceiro lugar da corrida, mas acabou por: “sentir uma grande instabilidade no Bravo”, o que não permitiu que conquistasse o lugar do pódio que disputava. O pior ainda estaria para vir. Na segunda corrida, depois de uma boa prestação de António Ribeiro, que aproveitava da melhor maneira os acontecimentos da prova e, precisamente na altura em que o piloto ascendeu ao terceiro lugar, cometeu um excesso e bateu forte: “no meio destas emoções excedime, acabando num dia por passar por duas experiências pelas quais nunca tinha passado nem na estrada, bater” referiu o piloto no final. Para Luis Nóvoa. Esta segunda corrida começou mal, “fui espremido logo na partida, na praia Azul, fiquei com a direcção desalinhada, mais não me restou tentar chegar ao fim”. Foi o que fez o piloto que se apresentou engripado e com 39º de febre. Fica a certeza de que o trabalho de equipa esta no caminho certo e, portanto em próximas jornadas será de esperar uma melhor performance da equipa.

Luís Veloso na Chicane

António Ribeiro

Luís Novoa


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DESPORTO

Sábado, 24 de Junho de 2000

ANDEBOL

Núcleo Desportivo Santa Joana

Vamos a elas !

Realizou-se no passado dia 17 do corrente, pelas 17 horas, no Pavilhão de Águas Santas, o jogo a contar para a primeira mão de acesso à primeira divisão Nacional de Andebol Feminino que opôs as equipas do Santa Joana - Maia e do Camões -Lisboa com o resultado final de 19-20.

Miguel Ângelo Machado / Artur Bacelar

O desafio, contrariamente ao normal, com fraca assistência e na sua grande maioria, apoiantes do sexo feminino, devido em grande parte ao jogo que se desenrolava à mesma hora e que opunha Portugal e Roménia, não correu de feição às atletas maiatas. Num jogo de extrema importância em que estava em causa a subida à primeira divisão nacional da modalidade, realizado num dia de intenso calor que também se fazia sentir no interior do pavilhão, as meninas da casa não conseguiram levar a melhor sobre as lisboetas num confronto muito bem disputado, com lances bem desenhados e em que o equilíbrio foi a nota constante. Não estando nada perdido o “Santa Joana” terá que recuperar a desvantagem no terreno do adversário para alcançar a subida ao escalão principal. O “Santa Joana” arrecadou o 2º lugar no campeonato nacional da 2ª divisão, disputando agora “um lugar ao sol” na 1ª divisão nacional. Já com 11 anos de existência o “Santa Joana”, presidido por Manuel Faria, tem vindo a debater-se nos últimos anos para alcançar o tão “desejado” acesso à primeira divisão Nacional de Andebol Feminino. Sendo o Andebol Feminino a sua única modalidade, a direcção tem vindo a apostar cada vez mais na qualidade das suas jovens. As equipas abrangem crianças desde os sete, oito anos de idade, até jovens de 20 anos. As equipas divididas entre “Bambis”, “Infantis”, “Iniciados”, “Juniores” e “Seniores”, contam já com cerca de 100 atletas, 95% delas estudantes, sendo algumas delas, trabalhadoras-estudantes e estão no “Santa Joana”, practicamente, desde o seu início. Em entrevista ao “Maia Hoje”, Jorge Martins, tesoureiro do “Santa Joana” afirma, “Estas miúdas realizam treinos quase todos os dias da semana.” Questionado sobre a compatibilidade destes treinos com os estudos, já que muitas das atletas frequentam a Universidade, acrescenta “o desporto, neste caso, o andebol, tem ajudado as jovens atletas, quer fisicamente quer no seu desenvolvimento intelectual, e, por isto mesmo aderem muito bem a esta actividade”. Em relação aos custos inerentes que têm de ser suportados numa actividade como esta, Jorge Martins esclarece “uma temporada destas fica à volta de 7.500 contos. Temos tido o apoio da Câmara Municipal da Maia e, fundamentalmente dos pais, como sócios desta colectividade”. Esperemos que o “Santa Joana” consiga obter um resultado positivo que tanto ambiciona, pelo qual não tem poupado esforços, e para que a Maia passe a ter uma representação feminina na mais importante das divisões do Andebol nacional.

Mais um ataque de Santa Joana

Uma plateia quase exclusivamente feminina em dia de “Portugal-Roménia”

22 949 09 04 PÃO DE ALHO 2 FATIAS 4 FATIAS SALADAS SIMPLES 160$00 250$00 Frango (frango, milho, alface e tomate) 450$00 C/ MOZZARELLA 220$00 350$00z Atum (atum, ovo, alface e tomate) 450$00 Pizza & Cª (espargos, milho, cebola, ovo, azeitonas, alface e tomate) 450$00 AS NOSSAS PIZZAS MÉDIA QUATRO ESTAÇÕES (Mozzarella, chouriço e cebola, fiambre e cogumelos, atum e azeitonas, bacon e ananás) 2.250$00 PORTUGUESA (Mozzarella, chouriço, ovo, Fiambre, tomate, azeitonas, atum, cebola e pimento) 2.250$00 BOLONHESA (Mozzarella, carne picada, cebola e azeitonas) 1.850$00 FRANGO (Mozzarella, frango, milho e azeitonas) 1.850$00 4 QUEIJOS (combinação de 4 queijos diferentes) 1.850$00 CALABRESA (Mozzarella, chouriço, cebola e azeitonas) 1.450$00 ATUM (Mozzarella, atum, cebola e azeitonas) 1.450$00 SUPREMA (Mozzarella, fiambre e cogumelos) 1.450$00 MARGUERITA (Mozzarella) 1.050$00 SICILIANA (Mozzarella, presunto e azeitonas) 1.450$00 TOSCANA (Mozzarella, bacon, cogumelos, cebola e azeitonas) 1.650$00 VEGETARIANA (Mozzarella, espargos, milho, azeitonas e cogumelos) 1.450$00 NAPOLITANA (Mozzarella, atum, camarão e ananás) 1.650$00 ROMANA (Mozzarella, chouriço, bacon e fiambre) 1.650$00 SUPER ROMANA (Mozzarella, chouriço, bacon, fiambre, cogumelos e extra queijo) 2.050$00 TROPICAL (Mozzarella, ananás, banana e pêssego) 1.650$00 HAVAIANA (Mozzarella, fiambre, ananás e pêssego) 1.650$00 CALZONE (Mozzarella, fiambre e ovo, fechada) 1.650$00 Todas as pizzas têm molho de tomate, mozzarela e oregãos, se não desejar não incluímos

FAMILIAR 3.200$00 3.200$00 2.700$00 2.700$00 2.700$00 2.200$00 2.200$00 2.200$00 1.700$00 2.200$00 2.450$00 2.200$00 2.450$00 2.450$00 2.950$00 2.450$00 2.450$00 2.450$00

FAÇA VOCÊ MESMO BASE + 1 ingrediente BASE + 2 ingredientes BASE + 3 ingredientes BASE + 4 ingredientes BASE + 5 ingredientes

MÉDIA 1.250$00 1.450$00 1.650$00 1.850$00 2.050$00

FAMILIAR 1.950$00 2.200$00 2.450$00 2.700$00 2.950$00

MASSAS LASANHA PIZZA & Cª CANELONI ESPARGUETE BOLONHESA

1.250$00 1.250$00 1.150$00

Partindo da base com queijo mozzarella, molho de tomate e orégaos, componha a sua pizza escolhendo os seguintes ingredientes: cogumelos, fiambre, ovo, chouriço, cebola, rodelas de tomate, azeitonas, pimento, bacon, presunto, camarão, ananás, extra queijo, milho, espargos, atum, banana e pêssego.

SOBREMESAS MOUSSE DE CHOCOLATE CASEIRA SALADA DE FRUTAS

350$00 280$00

BEBIDAS REFRIGERANTES EM LATA CERVEJA (LATA) ÁGUA MINERAL

170$00 200$00 100$00

Entrega Grátis ao Domícilio

MAIA 22 949 09 04

PÓVOA DE VARZIM 252 613 711

V. N. FAMALICÃO 252 318 818

Horário: DE DOMINGO A QUINTA, DAS 12h ÀS 23h, SEXTAS E SÁBADOS DAS 12h ÀS 24h. ÁREA LIMITADA DE ENTREGAS . IVA INCLUÍDO À TAXA EM VIGOR. Visite-nos em: www.maianova.pt/pizza_e_companhia


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Sábado, 24 de Junho de 2000

31 FUTEBOL

Iniciados do Maia F.C.

Campeões Distritais pela primeira vez Miguel Ângelo Machado

A equipa de “Iniciados” do Maia F. C. sagrou-se no passado dia 11 de Junho campeã distrital de futebol, após uma época formidável na qual cedeu apenas um empate e uma derrota. É a primeira vez que o Maia consegue este título o que justifica a alegria e contentamento que se viveu após o término do jogo ante ao Boavista. Em entrevista dada a um jornal regional do Porto, Vítor Sousa,

responsável pelas camadas jovens, justificou esta explosão de felicidade da seguinte forma “É o reflexo, não só desta época como de outras anteriores. A equipa mantém-se unida nos jogos e nos treinos.”. José Pedrosa, treinador desta equipa de “Iniciados” e que acompanha este grupo de atletas desde os “Infantis”, revelou-se satisfeito com a performance dos

seus futebolistas que denominou de “briosos” ao mesmo jornal, afirmou também na mesma entrevista que esta vitória é fruto de um “trabalho sério com os jogadores” e que ser campeões nem é uma grande preocupação, “o grande objectivo é garantir que, daqui a quatro anos, seja possível retirar desta equipa quatro ou cinco jovens que integrem o plantel profissional”, plantel esse que dis-

puta, actualmente a II Liga. O técnico afirma também que o futuro da modalidade estando nos jovens, “os clubes, na sua dimensão, devem ter dinheiro para pagar a estes jogadores, porque é aqui que está o futuro do futebol português”. Após tantos obstáculos que tornaram esta vitória em algo muito saboroso, o Maia F.C., tem agora mais um troféu para juntar à sua galeria.

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Sábado, 24 de Junho de 2000

Racing Opportunities

RALLYES

Um maiato a alta velocidade

Conforme prometido na última edição, aqui fica o perfil de “Mex”. Um maiato na alta roda dos rallyes Nacionais. A Maia continua a dar um grande contributo ao desporto automóvel.

Miguel Ângelo Machado

Amândio Rui Machado dos Santos, conhecido por “Mex” nasceu em Paredes a três de Março de 1973, mas cedo imigrou para terras maiatas onde vive já há 20 anos. Estudou na Escola Secundária da Maia passando mais tarde para o Externato D. Duarte no Porto. A sua paixão por automóveis levou-o a Inglaterra onde se licenciou em Engenharia Automóvel. Actualmente trabalha na empresa “Opção 04, Promoções Lda”, onde faz a gestão, promoção e preparação da Fórmula BMW, entre outras e faz parte da comissão organizadora da fórmula BMW e Yaris. A convivência com carros de competição deu-se quando começou a trabalhar como director desportivo da equipa de Matos Chaves. Após experiências ao volante em provas de Karting e resistência que lhe correram bem e devido ao convívio permanente com pilotos, muitos dos quais

seus amigos, estes «incentivaram-me a participar no concurso “Racing Opportunity”», prova organizada por Adruzílio Lopes, Luís Lisboa e José Carvalho que dava direito ao vencedor à disputa de seis provas do Campeonato Nacional de Rallyes na categoria de promoção (ex- iniciados) que neste momento “está mais competitiva do que nunca”, afirma o piloto. Amândio dos Santos decidiu arriscar e acontece que os testes em Lousada com José Carlos Macedo, Pedro Azevedo e Joaquim Santos, com um total de 296 pilotos inscritos, “Mex” alcançou o primeiro lugar o que lhe valeu a possibilidade de pilotar o seu carro ao mais alto nível, ao lado dos melhores pilotos nacionais. Muito “feliz” com esta vitória, “Mex” tem ao seu dispôr actualmente um Peugeot 106, Kitcar, produzido pela fábrica mãe em França. Com uma caixa de cinco velocidades e com uma potência

de 156 cavalos o carro encontra-se totalmente preparado para os Rallyes que se aproximam. Uma das grandes dificuldades, senão mesmo a maior, para pilotar na alta roda do desporto automóvel nacional é a angariação de patrocínios e apoios. Para dar um exemplo o piloto maiato diz “é um desporto que fica muito caro, um simples treino fica à volta de 100 contos”. Para custear todos os gastos que “Mex” tem com o seu carro e respectiva equipa, este piloto conta com os apoios e patrocínios da Peugeot Portugal, M. Coutinho concessionário Peugeot, GE/Woodchester Leasing, Grupo LABMED, análises clínicas, Rock Valley sapatos, ESSO Lubrificantes, Galuppo material de competição, Jornal Auto Hoje e da Racing Opportunities. A próxima prova é já no dia 1 de Julho, ainda em asfalto, e o “Mex” maiato lá estará a dar tudo por tudo.

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Futebol Clube da Maia

m p e þ e s D i s t r i ta l d e I n i c i a d Época 1999/2000


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