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maiahoje Ano IV • Nº 95 • Quinzenal • Sai às Sextas DE 12 DE DEZEMBRO A 18 DE DEZEMBRO 2003

www.maiahoje.pt press@maiahoje.pt

Director Artur Bacelar

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Autorizado a circular em invólucro plástico fechado. Pode abrir-se para verificação postal. AUT48 DE0656/2003DCN

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jornal regional de grande informação

NESTA EDIÇÃO: Oferta da tradicional Revista de Natal A Câmara Municipal da Maia pretende “entrar na 1ª Divisão” da hierarquia nacional. Para tal necessita de elevar os actuais 92.000 eleitores a mais de 100.000, como consta na Lei. Apesar das responsabilidades na matéria pertencerem directamente aos presidentes de Junta, que nestes casos também o são das Comissões recenseadoras locais, a Câmara da Maia «está muito empenhada» em adquirir o referido estatuto Institucional, já detido por autarquias como V.N.Gaia, Porto e Matosinhos. Ao que o Maia Hoje apurou a Campanha

PRÓXIMA EDIÇÃO: DIA 19 NAS BANCAS Oferta da agenda “Publimpor” 2004

intitulada “Amar Maia - por um futuro melhor”, deverá arrancar já em Janeiro.

pág. 5

Reserve já o seu exemplar!

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Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Pedro Santana Lopes, foi recebido na edilidade maiata pág. 03 Vereadora da Acção Social aponta «conclusões preocupantes» no encerramento do Ano Europeu das Pessoas com Deficiência pág. 06 Pela mão da DIDASAN: Registo de Dadores de Medula Óssea pela primeira vez na Maia pág. 10 Rancho Regional de S. Salvador de Folgosa recebe neste Natal nova Sede Social pág. 12 PUB


02 página dois

Maia quer 100.000!

ff editorial

artur bacelar director

A finalizar o ano, o Eng.º Bragança Fernandes, actual presidente da Câmara Municipal da Maia, deixa uma prenda “política” no sapatinho dos maiatos. Trata-se da campanha dos 100.000 eleitores maiatos. Considerada por todos, ou quase todos, justa, esta campanha é também um acto de elevada coragem política, dado que até agora, apesar do problema ser conhecido, parecia não haver “interesse” em resolvêlo. Esta campanha poderá mesmo mudar a vida do município maiato, uma vez que atingido o objectivo dos 100.000 eleitores, a Maia passa a pertencer à “1ª divisão” do “campeonato” das Câmaras municipais, ficando com mais responsabilidades, mais peso na área metropolitana e também, porque é indissociável, mais dinheiro. Há também uma reflexão política para ser efectuada sobre este assunto que naturalmente deixarei para os políticos, apontando apenas como dado adquirido que a conseguir-se os 100.000 eleitores, ir-se-á introduzir mais uma variável “nas contas” finais das próximas eleições autárquicas. Estas serão, só pelo facto do falecido Doutor Vieira de Carvalho não estar na corrida, uma incógnita. Certo é, que agora e até às eleições, tanto a coligação no poder como a oposição, têm muito que trabalhar. A terminar, alertado para um pequeno parágrafo de opinião, num suplemento de um diário regional, gostaria de agradecer, em nome da redacção, a um senhor deputado municipal, as amáveis palavras dirigidas a quem como nós cobre as Assembleias Municipais (já que muitas vezes chegamos a estar mais de 4 horas seguidas a trabalhar). Da mesma forma, lamento que esse senhor deputado, ponha eventualmente em causa (porque não efectuou qualquer prova de falta de profissionalismo) o bomnome de um jornalista (seja ele quem for, porque não teve coragem de divulgar o nome) e consequentemente da profissão da qual eu orgulhosamente faço parte. Desde que qualquer profissional se comporte de forma digna e isenta e partindo do princípio que os tempos da segregação política já lá vão (o que parece que para alguns não), qualquer comentário do género é no mínimo um perfeito disparate. Parece que ainda há gente que se interessa se um jornalista é filiado no Porto, Benfica ou Sporting, mesmo que a sua especialidade seja cultura e nunca tenha deixado de ser isento. Já uma vez tive ocasião de escrever que parece que o direito consagrado em democracia à escolha partidária (entre outras liberdades), para alguns que se dizem democratas, será só do direito de alguns… Que me lembre na época natalícia não é tradição o disparate. Quanto ao resto dessa sua prosa, abstenho-me de comentários e deixo-os para os políticos.

Sexta-feira 12 de Dezembro de 2003

júlio sá ornelas julio@maiahoje.pt

maiahoje

ff objectiva

ff painel maiahoje.pt À hora do fecho da edição e à pergunta «Este ano como vai ser o seu orçamento de natal?», o Painel MaiaHoje.pt, composto pelos visitantes do “site” www.maiahoje.pt, respondeu da seguinte forma:

Melhor que o ano passado ..........................................1% Igual ao ano passado ................................................23% Pior que o ano passado ............................................76% Total de votos: 191 Lembramos que o resultado do Painel “MaiaHoje.pt”, não pretende ser de alguma forma uma sondagem ou consulta de opinião. Para a próxima quinzena a questão que iremos colocar no painel MaiaHoje.pt é a seguinte: «Acredita na retoma económica para 2004?». Lembramos que esta votação vai estar on-line a partir de hoje e até ao dia 17 de Dezembro, sendo os resultados publicados na edição número 96 de 19 de Dezembro.


maiahoje

Sexta-feira 12 de Dezembro de 2003

maiahoje

Santa Lopes recebido com “honras de estado”

jornal regional de grande informação

www.maiahoje.pt press@maiahoje.pt propriedade de:

MAIAPRESS EdItoRES, LdA. REGISTADA NA CONS. REG. COM. DO PORTO COM O NÚMERO 1313 CONTRIBUINTE NÚMERO 504 786 954

Director da Publicação: Artur Bacelar

grande maia 03 antónio silva

«A Maia é um farol de progresso e modernidade»

(C. P. n.o 9471)

Presidente da Câmara de Lisboa e Vice-presidente do PSD, Santa Lopes, foi recebido na Câmara da Maia como se de um chefe de Estado se tratásse. A passada sexta-feira, dia 5, teve a particularidade do edil maiato, Bragança Fernandes lançar um apelo ao seu homólogo, «na qualidade de homem de Estado», pedir que liderásse «a causa comum a todos os municípios, a necessidade de devolver às autarquias as condições justas para o seu eficiente desempenho».

artur@maiahoje.pt Redacção: António Armindo Soares soares@maiahoje.pt António Marques (C. P. n.o 9478)

antonio@maiahoje.pt Andreia Nascimento andreia@maiahoje.pt Sofia Vales Pinto sofia@maiahoje.pt (C. P. n.o 9723)

Francisco José Bacelar francisco@maiahoje.pt Miguel Ângelo Machado (C. P. n.o 9296)

miguel@maiahoje.pt Directora Comercial: Manuela Sá Bacelar manuela@maiahoje.pt Design / Paginação: Susana Patrícia Padr\ão susana@maiahoje.pt Paulo Borges paulo@maiahoje.pt Secretaria de Redacção: Diana Batista diana@maiahoje.pt Colaboradores: Andreia Martins (Fotografia) André Leão Silva (Informática) André Leonhartsberger (Fotografia) Emílio Silva Santos (Futsal) Fernanda Botelho Duarte (Cultura) Francisco Alves (Palavras Cruzadas) Júlio Sá Ornelas (Fotografia) Marta Fontes Costa (Comercial) Rui Alexandre Ribeiro (Motos) Williams James Marinho (Local) Cronistas habituais: Adriano Freire Carlos Barrigana Fernando Sousa Mário Duarte Nelson Azevedo Ferraz Sérgio Pinto Vitor Bastos Vítor Maia Distribuição: Millennium Press - Maia Redacção / D.Comercial Rua dos Altos, Edifício Arcada, loja 12 4470 - 235 Maia Telefones 22 947 62 62/64 Telefax. 22 947 62 63 Dep. Comercial. 22 944 00 03 Sede: Rua dos Altos, Edifício Arcada, loja 12 4470 - 235 Maia DEPÓSITO LEGAL 147209/00 DGCS NOº 123524 TIRAGEM 3.000 EXEMPLARES

Autarcas trocam presentes

Nesta visita à Maia, que viria a culminar com um jantar de tomada de posse do novo líder da JSD/distrital do Porto, Daniel Fangueiro, o presidente da Câmara de Lisboa foi recebido com honras de “estadista”. No Salão Nobre da Câmara da Maia, na sessão de boas vindas, foi o presidente da Assembleia Municipal, Luciano Gomes que começou por saudar o convidado na qualidade do cargo que ocupa, «mas sobretudo como figura incontornável de político e homem de Estado. Um homem frontal, directo e um abnegado lutador». PUB

A Equipa do Jornal Maia Hoje trabalha em Exclusivo com produtos Impressão:

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Os artigos de opinião são da responsabilidade de quem os assina, não reflectindo nem vinculando a opinião dos editores bem como do director do Jornal. A direcção do Jornal é defensora da plena liberdade de expressão, reservando-se a direcção a não publicar artigos de opinião que prejudiquem a imagem e liberdade de outros. É política do Jornal o pluralismo e isenção nos assuntos tratados.

Santana Lopes recebe literatura maiata

Bragança Fernandes recordou que têm sido as autarquias «os verdadeiros motores da Economia, gerando dinâmicas produtivas essenciais ao serviço da comunidade». O presidente da Câmara da Maia aproveitou ainda a presença do vice-presidente do PSD para lhe lançar um apelo para que liderásse a causa que é comum a todos os municípios do país, «e que se traduz na necessidade de devolver às autarquias as condições justas para o eficiente desempenho das suas funções». Continuando, o autarca da Maia disse também

não pretender que as autarquias tenham um tratamento especial, «mas querem que sejam encaradas pela administração central, como verdadeiros parceiros, em pé de igualdade, para transformar Portugal num país justo e solidário». Pedro Santana Lopes agradeceu o convite, começando a sua intervenção por classificar o concelho da Maia de «um farol de progresso, de modernidade e equilíbrio», no tipo de desenvolvimento levado a cabo nos mandatos consecutivos «do saudoso amigo prof. Vieira de Carvalho, e que agora vai prosseguindo sob

a presidência do Eng. Bragança Fernandes». O vice-presidente fez saber que sente as dificuldades financeiras que outros presidentes de Câmara passam, por isso disponibiliza-se para colaborar: «Estou disposto - e penso que o meu colega do Porto também - a fazer com que Lisboa não seja abrangida na alteração da legislação sobre receitas municipais, de modo a permitir que as autarquias mais pequenas possam sair beneficiadas». A concluir a cerimónia, os dois autarcas trocaram lembranças.


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Sexta-feira 12 de Dezembro de 2003

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Sexta-feira 12 de Dezembro de 2003

Através de uma campanha de sensibilização...

antónio manuel marques antonio@maiahoje.pt

Autarquia pretende chegar aos cem mil eleitores

É com este objectivo que a Câmara Municipal da Maia vai levar a cabo uma campanha de sensibilização já a partir do próximo mês de Janeiro. A ser atingida esta meta, a Maia ficaria dentro da Área Metropolitana do Porto a par de Concelhos como a V. N. Gaia, Matosinhos ou o próprio Porto em estatuto institucional. Mais verbas governamentais e maior peso negocial são algumas das vantagens deste patamar eleitoral a alcançar, explicado ao Maia Hoje por Manuel Ferreira, o Administrador da Campanha. Segundo os números das últimas eleições autárquicas, o Concelho da Maia possui 92 mil residentes com capacidade eleitoral activa, para cerca de 120 mil habitantes em condições de votar. Esta disparidade é aproveitada pela autarquia para tentar chegar aos cem milhares de eleitores, num objectivo que se for concretizado acarreta variadas alterações e vantagens. Segundo Manuel Ferreira, «estas alterações são basicamente de cariz institucional e de desenvolvimento. Nas primeiras, o Município passa a ter uma maior representatividade política, quer na Assembleia e Câmara Municipal, quer nas Assembleias e Juntas de Freguesia». Actualmente constituído por nove vereadores, o executivo camarário passaria para 11 elementos. Quanto às «alterações de natureza de desenvolvimento, dizem respeito ao aumento do número das verbas, que são anualmente transferidas pela Administração Central. Neste caso estou também a referir-me às Juntas de Freguesia que também vêem as verbas que lhe são transferidas significativamente alargadas». Este responsável não consegue especificar o valor dos ganhos, afirmando no entanto, que são significativos, «não posso quantificar, porque isso obedece a cálculos muito complexos. Tenho uma ideia que, de facto, vai haver um aumento significativo de verbas para o município». Com este aumento de eleitores, o Município da Maia ficaria ao nível institucional do Porto, V. N. de Gaia e Matosinhos, sendo o 4º Concelho da Área Metropolitana do Porto a atingir este estatuto. Um objectivo dentro do alcançável, afirma Manuel Ferreira, que acredita no êxito da campanha ainda que não se chegue ao número pretendido, «mesmo que se consiga andar muito perto já é um êxito toda esta campanha, porque depois faltará pouco e, com mais um bocadinho de esforço, então, acabaremos por atingir os 100 mil eleitores. O objectivo primeiro é atingir os 100 mil eleitores, se não conseguirmos, mas ficarmos perto disso, também já é uma vitória». Também o Presidente da Câmara Municipal, Bragança Fernandes, acredita no sucesso da campanha, tendo, no entanto, já equacionado medidas suplementares, «há muita gente a viver na Maia que não está recenseada. Vamos conseguir com facilidade ultrapassar os cem mil eleitores. Caso não consiga sensibilizar as pessoas, vou fazer um mailing porta a porta. No futuro, se calhar qualquer documento que entre na Câmara terá de ser de uma

Olhar Partidário O Maia Hoje ouviu diferentes responsáveis partidários sobre o objectivo de atingir os cem milhares de eleitores. A concordância sobre as vantagens deste projecto é a nota que viaja através de quase todo o espectro político.

Como seria de esperar, Bragança Fernandes, líder da Concelhia PSD da Maia e Presidente da Câmara Municipal é favorável a esta iniciativa, realçando a sua importância «é significativo atingirmos os 100 mil eleitores porque as nossas comparticipações do Estado aumentam. Tal como também é bom para as Juntas».

Jorge Catarino apelida esta iniciativa de «óptima». O líder concelhio socialista afirma que «vai conferir outro estatuto e peso de intervenção. A legislação refere escalões para a grandeza municipal. Acima dos 100 mil eleitores ficamos colocados ao nível de Matosinhos, V. N. de Gaia e Porto». Quanto ao aumento de verbas, o socialista afirma que «isso não é líquido. Mas poderá transmitir-nos vantagens. Teremos mais hipóteses de adquirir mais financiamento governamental». Apesar disso, Jorge Catarino desvaloriza este projecto, «não é nada de extraordinário, para além da recomposição do executivo».

Manuel Ferreira, responsável máximo por esta campanha de sensibilização, defende várias vantagens para a Maia, se o intento dos cem mil eleitores foi conseguido. pessoa recenseada na Maia». O autarca vai mais longe e classifica a situação de injusta, «não é justo as pessoas viverem na Maia e não estarem recenseadas aqui. É uma injustiça para nós, Executivo da Câmara Municipal». Campanha ronda os vinte mil euros Tendo como público privilegiado os moradores na Maia que se encontrem recenseados fora do Concelho, esta campanha é acima de tudo de sensibilização, não uma iniciativa política, sublinha Manuel Ferreira, «isto não é uma campanha política. Pode às vezes haver por aí alguém que interprete isto de maneira diferente. É uma campanha que tem vantagens, principalmente, para os munícipes. É uma campanha virada para o Concelho, portanto, onde se integram todos os partidos». Já aprovada em Reunião de Câmara por unanimidade, esta será uma iniciativa «virada para os

munícipes do Concelho da Maia. Ela entrará em toda a actividade onde esses munícipes exerçam a sua profissão, seja nas casas de cada um, seja nos mercados municipais, seja nos grandes centros comerciais. Ela entrará em todo o lado. Esse é o seu grande propósito, de outra forma não faria sentido», afirmou Manuel Ferreira. Outro ponto forte desta campanha são as Juntas de Freguesia, que já receberam uma carta do Presidente da autarquia, Bragança Fernandes, a explicar os pressupostos desta iniciativa. Aliás, Manuel Ferreira sublinha que não se pretende ultrapassar o papel das Juntas, «segundo aquilo que estabelece a Lei, a Câmara pode coordenar e dar apoio às campanhas de Recenseamento Eleitoral. A Câmara não está aqui a ultrapassar a competência das freguesias. Está, pura e simplesmente, a ajudar e também pretende um auxílio por parte das Juntas de Freguesia em todo este processo, porque as vantagens são muitas».

O Maia Hoje tentou obter um comentário junto de David Tavares, líder demissionário da Concelhia do CDS-PP da Maia, mas este escusou-se a prestar declarações, «não quero prestar declarações por estarmos em período eleitoral».

A voz comunista é a mais discordante em relação a esta campanha. Basto Cunha, responsável da Concelhia do PCP afirma não compreender muito bem esta iniciativa, «o recenseamento é obrigatório. Portanto, não sei como compreender bem esta campanha de sensibilização. É a primeira vez que ouço falar nisso». Ainda assim, este responsável reconhece o possível acréscimo de verbas, salientando igualmente o aumento de encargos, «estou a ver um acréscimo de verbas, mas para a dinâmica dos Municípios isso é pouco significativo. Trará vantagens, mas também encargos com mais vereadores».

Luís Sequeira, o candidato pelo Bloco de Esquerda à Câmara Municipal da Maia, nas últimas eleições autárquicas, considera esta iniciativa como «correcta se de facto há gente que não esteja recenseada cá. Trará vantagens acrescidas para a Maia». Para este responsável, o aumento de verbas para o Município surge como lógico, «de acordo com a Lei de Financiamento das Autarquias, este financiamento governamental faz-se segundo o numero de eleitores, portanto, é lógico esperar isso». No entanto, Luís Sequeira deixa um parênteses, «espero que o Governo seja tão sensível para as autarquias como para o Governo Regional da Madeira. É um escândalo o favorecimento do Governo Regional da Madeira em relação às autarquias».


06 grande maia

Sexta-feira 12 de Dezembro de 2003

maiahoje sofia vales pinto sofia@maiahoje.pt

Câmara encerrou Ano Europeu das Pessoas com Deficiência

Diferentes mas iguais

O Fórum da Maia foi o palco escolhido para a Gala de Encerramento do Ano Europeu das Pessoas com Deficiência, que teve lugar na tarde do último dia 3. Apesar de se ter registado uma fraca adesão por parte do público, importantes conclusões foram apontadas quer pelo presidente da Câmara Municipal da Maia quer pela vereadora da Acção Social. No intuito de sensibilizar a sociedade quer para a heterogeneidade dos tipos de deficiência quer para o garante de todos à igualdade de direitos bem como à plenitude de cidadania, a Câmara Municipal da Maia realizou, no passado dia 3, a Gala de Encerramento das actividades comemorativas do Ano Europeu das Pessoas com Deficiência. O evento contou com a presença de escassos representantes das instituições que participaram nas acções desenvolvidas na Semana Municipal da Solidariedade, levada a cabo pela autarquia maiata entre 29 de Setembro e 4 de Outubro do corrente ano. Na ocasião, foram ainda entregues 12 prémios aos autores das obras distinguidas na “Exposição Concurso de Obras de Artes Plásticas” patente no Fórum da Maia.

fazer em termos de acessibilidade, mobilidade, emprego e a nível de tratamento igual em qualquer situação ou local». Até porque «os deficientes têm o direito de ter as mesmas oportunidades que outra pessoa qualquer». No entender de Maria da Graça Barros, não é apenas num ano especial que devem ser lembrados os portadores de deficiências «mas sim todos os dias. A solidariedade tem que ser uma constante pois são diferentes mas simultaneamente iguais». Findado o Ano Europeu das Pessoas com Deficiência, e apesar de se verificarem algumas lacunas, o certo é que «o despertar de consciências resultou em pleno. Conseguimos alertar a comunidade para os problemas existentes e vamos “arregaçar as mangas” para os resolver».

Bragança Fernandes assegurou que todos os edifícios serão dotados de fáceis acessos para portadores de deficiências

«Conclusões preocupantes» Maria da Graça Barros, vereadora da Acção Social da Câmara

Municipal da Maia, também esteve presente na Gala de Encerramento do Ano Europeu das Pessoas com

Deficiência. Em declarações aos jornalistas, a autarca mostrou-se preocupada pois «ainda há muito a

Câmara aposta nos acessos para deficientes Bragança Fernandes, presidente da Câmara Municipal da Maia, sublinhou a «importância

Instituto Cultural do Rotary e Bristol School formalizaram protocolo

de sensibilizar a sociedade para as situações vividas pelos deficientes, pessoas que devem ser tratadas com muito carinho e de igual forma». «Somos apologistas da integração dos deficientes na comunidade e a prova disso mesmo é que a câmara tem 22 funcionários portadores de deficiências», enfatizou. Tendo em conta as barreiras existentes no que concerne à mobilidade dos portadores de deficiência, o edil assegurou que a câmara está «a dotar todas as novas construções de acessos fáceis, nomeadamente no que diz respeito a rampas de passeios». «Quanto aos edifícios antigos, à medida que for possível, serão alvo de alguns reparos para que os deficientes possam circular nos mesmos», acrescentou. Uma das medidas tomadas pela autarquia e apontadas por Bragança Fernandes consiste no «aumento de um quarto de banho para deficientes existente nas novas instalações da câmara».

texto: sofia vales pinto foto: fernanda botelho duarte

Aposta forte na educação

Com o objectivo de melhorar os serviços prestados pela Universidade Sénior, o Instituto Cultural do Rotary Clube da Maia e a Bristol School - Instituto de Línguas de Ermesinde, na última Terça-feira, assinaram um protocolo de cooperação que visa o ensino da língua inglesa. Um acordo que «não será o último» pois o Instituto Cultural delineia já o arranque de novas áreas de docência. A Casa do Alto foi o palco escolhido para a assinatura de um protocolo entre o Instituto Cultural do Rotary Clube da Maia e a Bristol School - Instituto de Línguas de Ermesinde. O citado acordo de cooperação tem como público alvo os alunos da Universidade Sénior que, a partir de agora, poderão usufruir de aulas de inglês leccionadas por uma professora britânica. «Estabelecemos um excelente acordo com a Bristol School de Ermesinde que irá permitir que os nossos alunos tenham aulas de inglês com uma professora britânica, o que acaba por ser um luxo que não está acessível a todos», disse o presidente do Instituto Cultural do Rotary Clube da Maia. Com mais de 30 alunos inscritos para a nova cadeira a ministrar na Universidade Sénior, a língua inglesa, num futuro próximo, será escalonada em três níveis de ensino, «algo que já está praticamente negociado com a Bristol». Em declarações aos jornalistas, Raul Cunha e Silva focou as vertentes centrais do protocolo. «O presente acordo

tem uma validade mínima de dois anos que será revalidado automaticamente. Assim, numa fase inicial, teremos ao nosso dispor apenas uma professora britânica da Bristol School. Contudo, com o alargamento dos níveis de ensino teremos mais docentes do mesmo instituto de línguas que se deslocarão até as nossas instalações», explicou o rotário. «Tal situação significa que não podemos contratar professores de inglês que não sejam oriundos do instituto. Já no que diz respeito aos preços exercidos, creio que são acessíveis quando comparados com outros institutos de línguas», acrescentou. A realização de mais protocolos com outras entidades é já uma ideia assente. Nesse sentido, o corpo directivo do Instituto Cultural do Rotary Clube da Maia tem em vista formalizar acordos nas áreas da saúde e do património cultural concelhio. Sem querer antecipar os nomes dos parceiros envolvidos neste processo, Raul Cunha e Silva assegurou «que

Raul Cunha e Silva e Idalina Meireles protagonizaram a assinatura do protocolo que visa o ensino da língua inglesa

já estão a ser feitas diligências para que possamos avançar com essas disciplinas, até porque actualmente temos 61 alunos e o nosso objectivo é atingir os 300 educandos pois existe população alvo na Maia para isso». Alinhavados estão também mini cursos intensivos que irão integrar o plano curricular. «Pretendemos arrancar, entre outras matérias, com cursos breves de culinária e arte de bem receber, algo que já nos é solicitado há algum tempo pelos alunos. Assim, as cadeiras anuais e plurianuais irão manter-se sendo apenas acrescentados os cursos de curta duração, seminários e workshops a realizar ao Sábado», adiantou o responsável. No intuito de conhecer as ambições dos alunos, o Instituto Cultural do Rotary Clube da Maia irá ainda levar a cabo um inquérito «pois temos que corresponder aos interesses dos nossos educandos não só a nível de docência mas também no que diz respeito ao convívio».


maiahoje

Sexta-feira 12 de Dezembro de 2003

grande maia 07 texto: andreia nascimento foto: júlio sá ornelas

Maia presta solidariedade

«Receber, Renovar e Oferecer»

“Maia - um Concelho ainda mais solidário” é o resultado da assinatura do protocolo de cooperação entre a Maiêutica - cooperativa de ensino superior e a Santa Casa de Misericórdia da Maia em conjunto com a Socialis. O orçamento, do projecto, rondará os 200 mil euros e tem um período válido de dois anos. A apresentação da iniciativa, inserida no projecto Maia Digital, realizou-se na TecMaia - parque de Ciências e Tecnologia da Maia, no dia 3. Na mesa estiveram presentes Bragança Fernandes, Presidente da Câmara Municipal da Maia (CMM), Pedro Almiro Neves, Presidente da Maiêutica/ISMAI, Instituto Superior da Maia, Carlos Moreira, Presidente do projecto Maiadigital, D. Manuel Martins, Reverendo Bispo de Setúbal, entre outros ilustres convidados. O CAT, centro de assistência técnica, inserido no projecto Maia Digital e co-financiado pelo POSI, programa operacional da sociedade da informação, pretende apostar na melhoria da qualidade de vida das populações. «A entidade promotora do CAT é o ISMAI e tem como parceiros a Santa Casa da Misericórdia da Maia e a Socialis», instituição privada de solidariedade social, «que irá ter uma papel activo na identificação dos destinatários finais bem como na orientação da política que venha ser definida em termos de prioridades» presidiu Carlos Moreira. À CMM coube o papel de ser «entidade coordenadora e gestora de todo o projecto» não deixou de referir. Tratando-se de um projecto de solidariedade social e, «em que tudo é gratuito», uma das medidas prioritárias abraçadas pelo Centro será: fomentar o espírito de solidariedade entre as empresas e as instituições de utilidade pública e solidariedade. Tal como voltou a sublinhar, o director do projecto, «temos que prestar um serviço de solidariedade, ou seja, ajudar os que mais

empresas e instituições que se associaram ao Maia digital». Coube ao Bispo, D. Manuel Martins, encerrar a sessão “abençoando” a iniciativa porque só assim, «estamos a provar que descobrimos o valor da solidariedade». Sonae e Microsoft também aderiram à “causa”

O projecto “Maia - um concelho ainda mais solidário” contou a presença distinta do Bispo D. Manuel Martins que, em prol dos mais desfavorecidos, benzeu a causa. precisam». Através deste desenvolvimento, de relações de cooperação entre entidades públicas e privadas, Carlos Moreira lançou um forte apelo a todas as entidades que queiram cooperar comprometendo-se, mesmo, a «receber das empresas equipamento usado ao abrigo de “Mecenato para a sociedade de informação e amortização antecipada de equipamento informático”» Artº 3 - A do Decreto -Lei

nº14/99. Posteriormente, esse equipamento «irá apoiar as escolas, colectividades e instituições de solidariedade na adesão à sociedade da informação», concluiu. Esta “onda” de solidariedade prestará ainda «assistência técnica a software e hardware», garantiu e, o equipamento será certificado com um selo de garantia Maiadigital. «Um acto simbólico» foram as palavras escolhidas pelo

Presidente da Maiêutica, para caracterizar «este pequeno passo». Porém, «outras instituições, como o Estado, podem e devem dar os grandes passos», parafraseou. Por sua vez, Bragança Fernandes, na sua intervenção “alimentou” que «o projecto Maia digital está a mudar o concelho da Maia» e, foi mais longe quando afirmou que «se nota um maior desenvolvimento das

Este protocolo serviu de “trampolim” para a assinatura de um outro, entre o Maiadigital e a multinacional salesforce.com. No âmbito da cooperação entre as duas entidades, a Maiadigital passa a dispor «de uma ferramenta CRM, que nos vai permitir gerir as relações com os nossos clientes, além de optimizar a forma de comunicar» contemplou Carlos Moreira. O CRM surge assim como um conjunto de soluções e funcionalidades capaz de fazer face aos desafios da sociedade da informação. A par dos dois protocolos que agora começam a vigorar, «existem já acordos com a Sonae e com a Microsoft». Uma vez, que «não se conseguiu uma aprovação em tempo útil, o grupo Sonae vai doar um conjunto significativo de equipamento», previsto para Janeiro, «mas que irá ser assinado brevemente» garantiu. «Montar uma parceria com a Microsoft de forma a que a garantia seja extensiva não só ao equipamento, mas também ao software instalado», comentou.

Maia virada para o Turismo “Maia - um estudo do Perfil do Turista e Visitante”, é o nome do projecto levado a cabo pelo Turismo da Maia. Trata-se da execução de um inquérito que durará um ano, tendo iniciado a 15 de Novembro e estenderse-á até 15 de Novembro de 2004. Este inquérito contará com o apoio das Unidades Hoteleiras e Postos de Turismo do concelho da Maia. Um dos principais objectivos prende-se com a avaliação do concelho enquanto destino turístico e, acima de tudo, avaliar o nível de satisfação dos turistas. Os resultados do inquérito serão divulgados, trimestralmente, pelo Observatório do Turismo da Maia. Turismo da Maia promove acções de formação A Câmara Municipal da Maia(CMM) e a Escola de Hotelaria e Turismo do Porto prepararam um Plano de Formação para 2004. O plano divide-se em dois cursos: o curso de Higiene e

Segurança Alimentar e o curso do Euro 2004. Estritamente vocacionados para dois segmentos: profissionais e sectoriais, os planos visam uma melhor qualidade do serviço prestado pelas empresas, bem como desenvolver, e melhorar, as competências técnicas dos profissionais no contacto directo com o público (turistas). Os cursos relativos ao Euro 2004, decorrerão na Escola de Hotelaria e Turismo do Porto. No Fórum da Maia, por seu lado, decorrerão os cursos de Higiene de Segurança Alimentar. Ambos os cursos são gratuitos e, os interessados poderão efectuar a sua inscrição junto do Turismo da Maia/Maia Welcome Center, de Segunda a Sexta, das 9h às 12.30h e das 14h às 17.30h, ou Sábado das 9h às 12.30h no Parque Central da Maia, loja 19 - piso 1. As inscrições também poderão ser feitas por telefone: 22 944 47 32, ou por email: turismo@cm-maia.pt. Uma vez que o prazo é limitado, as inscrições deverão ser feitas até ao dia 31 de Dezembro.


08 grande maia

Sexta-feira 12 de Dezembro de 2003

maiahoje

Confrarias dos Arquipélagos e da Galiza também compareceram à cerimónia

andreia nascimento andreia@maiahoje.pt

Maia - cidade rica em Gastronomia

A cidade da Maia comemorou, no dia 6, a primeira cerimónia de Entronização. A Confraria Gastronómica da Terra da Maia mostrou que o concelho «sendo uma unidade cultural é, também uma região gastronómica». São 26 os sócios fundadores e, têm apenas uma missão «divulgar junto dos maiatos, nomeadamente, os mais recentes, que estão desenraizados, que também nós temos esse passado, essa herança cultural» testemunhou Maia Marques, Director do Fórum da Maia e um dos corpos regentes da Confraria Gastronómica da Terra da Maia. Eram 10h30 quando diversas confrarias gastronómicas estavam já preparados para a primeira cerimónia de insigniação da confraria gastronómica da Terra da Maia. Ao todo, eram cerca de 20, as confrarias, oriundas de todos os cantos do País. Organizadas em pequenos grupos, exibiam o seu traje e honravam, cada qual, a sua bandeira. Constavam na lista as confrarias, a “Confraria do Queijo da Serra da Estrela”, a “Confraria de Sabores e Saberes da Beira” (Viseu), a “Confraria Gastronómica Panela ao Lume”, entre muitas outras. Sendo a primeira cerimónia Maia Marques, Presidente da Direcção da Confraria Gastronómica da Terra da Maia, explicou que o forte motivo deste encontro deveu-se ao facto de «um grupo de amigos que já se conhecia resolveu institucionalizar a confraria.». Uma vez, instucionalizada «funciona como parceiro a vários níveis», afirmou. Antes de se dar início à cerimónia, Maia Marques envergando as cores simbólicas do traje das Terras da Maia, uma capa «azul e vermelha simbolizando as cores da Maia» e prateada porque simboliza «os confrades fundadores» explicou.

«Um dos nossos desejos é poder colaborar activamente com a Câmara Municipal da Maia (CMM) no concurso gastronómico e noutras iniciativas culturais» exprimiu o presidente. Chegados ao Fórum deu-se, então, início à cerimónia. Foram insigniados todos os confrades da Maia pelas duas confrariasmadrinhas, a Confraria da Broa de Avintes (Vila Nova de Gaia) e a Confraria dos Vinhos do Condado (Galiza). Foram também insigniados alguns confrades honorários porque «além de admitirmos novos confrades para a confraria da Maia, todos os anos, é costume homenagearmos pessoas que de algum modo contribuíram para que a Maia fosse mais conhecida», honorou o mesmo. Um «simpósio grego» Com toda a “pompa e circunstância”, o Orfeão Municipal da Maia foi quem abriu a cerimónia. No seu discurso de abertura, Luciano Gomes, presidente da Assembleia Municipal da Maia, proferiu algumas palavras, que muito defenderam a gastronomia da Maia, «levar a Maia e a sua gastronomia por todo o Portugal». Joaquim Gomes, da Confraria de

A CMM foi o palco das atenções. Uma longa fila que reuniu 20 confrarias, à espera de serem insigniadas, enquanto os bombeiros de Pedrouços marcavam o compasso. Broa de Avintes, distinguido para “apadrinhar” a Confraria da Maia, também não poupou palavras de incentivo e elogio, defendendo que «a gastronomia da Confraria da Maia identifica-se com as nossas raízes ancestrais, quando determinados pratos ficam esquecidos». Com o advento da globaliza-

ção e numa época de crise «é significativo que no campo das confrarias, elas tenham proliferado» fez notar o confrade. «Estamos a defender o património» sublinhou. Também António Alle, membro da Confraria dos Vinhos do Condado, “setenciou” palavras de apreço à Confraria.

«Lutamos por tudo o que na Maia é genuinamente tradicional» foi a mensagem transmitida pelo Governador do Pelouro da Juventude, deixada por Bragança Fernandes, uma vez, que se encontrava ausente do País. Procedeu-se depois ao acto de insigniação, sendo “coroados” todos os confrades de Honra e Honrários. A titulo póstumo, José Vieira de Carvalho, ex-presidente da CMM, foi insigniado com Alcaide-Mor Honorário. A insígnia atribuída a todos os “vassalos”(confrades) representava uma colher de sopa, com a inscrição da imagem do Lidador e um garfo atravessado. Coube a Francisco Sampaio, “símbolo” da Confraria do Minho e confrade de várias confrarias, proferir a «Oração de Sapiência». Concluído o termo de juramento, a ementa foi a última “cerimónia”, rojões e cabrito foram o prato principal, acompanhado de vinho “Albarinho”. A doçaria, essa, fez também parte da homenagem prestada às confrarias. Pois, os restaurantes a concurso, ofereceram cada um deles, uma sobremesa. «Contamos repetir para o ano, provavelmente, em Setembro», finalizou Maia Marques.

antónio manuel marques antonio@maiahoje.pt

II Colóquio de Literatura Policial

“Mistério” no Fórum da Maia

Tendo como tema central o centenário do escritor Georges Simenon, autor das aventuras do Inspector Maigret, o II Colóquio de Literatura Policial acabou por ter um final imprevisto. Ainda assim, a iniciativa concluiuse com um balanço positivo de acordo com os responsáveis, adivinhando-se algumas alterações para o próximo ano, afirmou ao Maia Marques, Director do Fórum da Maia. FOTO ARQUIVO

Realizado no final de Novembro, este evento organizado pela Câmara Municipal da Maia foi dedicado ao Centenário de Georges Simenon. Mas não só. Esta segunda edição do Colóquio de Literatura Policial contou ainda com a presença de Dick Haskins, pseudónimo de um autor português, além de numerosas comunicações abordando os mais variados temas ligados à Literatura Policial, como “A Ficção Policial e a Juventude” ou a “A Idade Média e o Romance Policial”. Além disto, foi inaugurada em paralelo uma exposição intitulada “Nos Cem Anos de Georges Simenon”, «com elementos e objectos ligados a essa figura e que teve um grande sucesso», afirmou Maia Marques. Por tudo isto, a iniciativa «correu muito bem porque tivemos bastante publico. Houve um conjunto de comunicações bastante bom», referiu este responsável.

Uma das conclusões que ressalta do evento é que «a Literatura Policial é considerada um género menor. O que não é verdade. Há boa e má literatura em qualquer género». Além de que «tem a tendência de agradar à juventude e obrigar as pessoas a pensar», ressalvou Maia Marques. No entanto, este Colóquio acabou por ter um final antecipado. Estava prevista a realização de uma mesa redonda “Vida e Obra de Georges Simenon”, algo que acabou por não acontecer devido a um imprevisto, como explicou Maia Marques, estando prometida uma sessão suplementar, «pedimos ao Instituto Francês um documentário sobre o autor e à sua volta iria fazerse uma mesa redonda. Mas o que mandaram foi uma entrevista com 75 minutos, em francês e sem qualquer tipo de legendagem». Mas mais importante do que isso «foram as comunicações e metermos os jovens

no circuito da literatura policial», sublinhou o Director do Fórum. Próxima edição terá algumas alterações A segunda edição do Colóquio de Literatura Policial da Maia contou com uma iniciativa inédita. Durante a sua intervenção, Dick Haskins lançou um mistério policial, envolvendo a plateia que através de uma série de perguntas e deduções conseguiu chegar à solução final. Esta aventura policial “in loco” acabou por ter grande aceitação por parte do público, em grande parte constituído por jovens estudantes, motivando alterações para a próxima edição, «pensamos no próximo ano, com a ajuda de Dick Haskins, lançar um concurso problemático policial por todo o Concelho. Os contos vencedores serão tratados ou até teatralizados durante o colóquio», revelou Maia Marques.


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Sexta-feira 12 de Dezembro de 2003

Tecmaia assinalou segundo aniversário e deu a conhecer novo projecto

texto: sofia vales pinto foto: júlio sá ornelas

Teletrabalho chegou à Maia

No âmbito das comemorações do segundo aniversário, o Parque de Ciência e Tecnologia da Maia levou a cabo diversas iniciativas. Assim, na passada Quarta-feira, não só foi descerrado um busto em homenagem a Vieira de Carvalho como também foi inaugurado o Telecentro da Maia, um projecto que promete revolucionar o mercado de trabalho. O Parque de Ciência e Tecnologia da Maia (Tecmaia) assinalou, na última Quarta-feira, a passagem de mais um ano de existência. Na ocasião Bragança Fernandes, edil maiato e Presidente do Conselho de Administração da Tecmaia, e Albina Vieira de Carvalho procederam ao descerramento do busto de José Vieira de Carvalho, naquele que foi um tributo «repleto de emoção e saudade ao sócio fundador da Tecmaia e grande mestre das Terras do Lidador». Telecentro da Maia garante alternativas profissionais A Câmara Municipal da Maia, em parceria com a MaiaInova e o Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP), apresentou um inovador projecto que promete não só revolucionar o panorama das micro-empresas através do teletrabalho mas também a iniciativa individual no concelho. Baseado na incubação das microempresas, o Telecentro da Maia (TCM) tem como objectivos fulcrais garantir alternativas profissionais a partir das potencialidades existentes nas novas tecnologias da informação e comunicação, pro-

Albina Vieira de Carvalho assistiu emocionada ao descerramento do busto que homenageia o seu esposo mover o auto-emprego, apoiar actividades empresariais e ainda dinamizar o trabalho à distância. «Essencialmente pretendemos dotar os mais jovens de ferramentas que lhes permitam avançar com os seus projectos ou ideias de acção com sucesso, até porque o TCM ambiciona simbolizar uma ponte entre a ideia e a sua concretização», disse o responsável pela MaiaInova, empresa a quem a câmara

delegou a gestão do equipamento. Nesse sentido, será elaborado um regulamento em que tanto as micro-empresas como os teletrabalhadores se poderão candidatar «com condições muito vantajosas ao desenvolvimento dos seus projectos durante um período de tempo que, à partida, será de seis meses». Segundo Carlos Moreira, trata-se de um espaço temporal que servirá para «verificar a veracidade e viabilidade dos

Na cerimónia, foram ainda assinados dois protocolos com as juntas de Moreira e Gemunde, freguesias que terão acesso prioritário ao TCM projectos apresentados». «A Tecmaia é um exemplo brilhante de como se podem transformar problemas em oportunidades e um passo para a solução do desemprego e desenvolvimento maiato», concluiu. A MaiaInova e a autarquia maiata serão as entidades responsáveis pelos encargos de manutenção e funcionamento do centro pelo período mínimo de três anos, sendo que no primeiro

apenas três empresas serão acolhidas e nos anos seguintes o número será alargado para mais de uma dezena de empresas. Tratando-se de um projecto que está ser desenvolvido a nível nacional, o estado intervém financeiramente e através do IEFP com uma verba que ronda os 140 mil euros destinados à reconversão e readaptação do espaço existente no Tecmaia, instituição que alberga o TCM.

“Sons do Vento” e “Musiquatro” animaram Noites de Poesia de Vermoim

Uma década em prol da cultura

sofia vales pinto sofia@maiahoje.pt

O Movimentum-Arte e Cultura assinalou, no passado Sábado, a passagem de mais um aniversário. Naquela que foi uma noite com um sabor especial, Augusto Gil foi o autor “convidado” para mais um serão literário realizado na Junta de Freguesia de Vermoim. Augusto Gil assumiu o protagonismo em mais uma Noite de Poesia de Vermoim que, como habitualmente, teve lugar no salão nobre da Junta de Freguesia de Vermoim. Assim, no passado Sábado, data em que foi assinalado mais um ano de existência do Movimentum-Arte e Cultura, a obra do poeta de Lordelo do Ouro foi lembrada não só por José Gomes, Teresa Gonçalves, Maria Mamede, Fernanda Garcias e Leonor Reis, como também por diversos “amantes” da prosa poética. Um serão que contou com a presença musical dos “Sons do Vento” e do “Musiquatro”, um jovem quarteto de clarinetes que pela primeira vez animou as Noites de Poesia de Vermoim, e ainda com o usual período dedicado a temas livres do qual se destacaram variados textos alusivos à quadra natalícia. O serão terminou em tons de festas com um simbólico porto de honra servido na casa paroquial de Vermoim.

Balanço positivo No intuito de fomentar a “Manusmaia - Mostra Cultural d´Artesanato da Cidade da Maia”, foi criado em finais de Novembro do ano de 1993, pela artesã Maria Jerónima e pela poetisa Maria Mamede, o Movimentum-Arte e Cultura. Um grupo voltado para a divulgação cultural e artística que, desde logo, contou com a importante colaboração artística e criativa de José Gomes e Maria de Lourdes Gomes. Assim, e ao longo de 10 anos, foram desenvolvidas diversas actividades em torno da poesia, artesanato e exposições de tapeçaria, cerâmica, pintura, lançamentos de livros e homenagens a grandes nomes da música portuguesa. Com o início das Noites de Poesia de Vermoim, corria o mês de Abril de 1999, o grupo viu o seu leque de membros alargado com a presença de António Augusto Mandim e posteriormente com Teresa Gonçalves, poetisa e escritora.

Uma década que, nas palavras de um dos responsáveis pelo Movimentum-Arte e Cultura, se pauta «extremamente pela positiva». «Levamos a cabo variadas iniciativas em prol da cultura que colheram o aplauso de muitas pessoas», disse José Gomes. Nesse sentido, o entrevistado lembrou alguns dos episódios mais marcantes, entre os quais, a homenagem a Adriano Correia de Oliveira, levada a cabo na sede do Flor de Infesta, e os tributos a José Afonso. Gueifães poderá acolher serões literários Findado o ciclo das Noites de Poesia de Vermoim dedicado aos escritores de Língua Portuguesa, é já em Janeiro que terá lugar «em Vermoim uma sessão em que nos vamos debruçar sobre os tempos que correm, fazendo assim uma análise dos nossos dias», revelou José Gomes. «Posteriormente, iremos focar as artes sem esquecer o

teatro e o cinema», acrescentou. É também a partir do próximo mês que o Movimentum-Arte e Cultura poderá animar culturalmente a freguesia de Gueifães. «Aceitamos um convite da junta para, em Janeiro, fazermos na cripta da Igreja Paroquial de Gueifães uma sessão de poesia completamente livre. Iremos também avançar com um outro

evento na mesma freguesia, que terá como tema central José Afonso, e que deverá ter lugar perto da data do seu falecimento assinalado a 23 de Fevereiro», adiantou Maria Mamede. «Contudo, estas serão colaborações esporádicas pois estamos quer em Vermoim quer em São Mamede de Infesta e, como tal, não temos muito tempo», concluiu.


10 freguesias Grupo da casa encerrou I Festival de Teatro de Gueifães

Objectivo cumprido

“A Sapateira Prodigiosa”, de Frederico Garcia Lorca, foi a peça escolhida pelo grupo VITAE para encerrar o I Festival de Teatro de Gueifães. Em noite de casa cheia, os jovens gueifanenses mostraram que a vertente cultural da freguesia «ruma no trilho certo». Foi perante uma vasta plateia que, no passado dia 29, a cripta da Igreja Paroquial de Gueifães recebeu a última peça do I Festival de Teatro da mesma freguesia. Uma iniciativa que, para rejúbilo do grupo organizador, colheu o aplauso dos populares. «O balanço do festival é bastante positivo até porque começamos a assistir a um verdadeiro fomento cultural na nossa freguesia», disse o Vicepresidente do grupo VITAE. «Passaram cerca de 400 pessoas pelo festival, o que nos deixa muito orgulhosos e com a noção de que o objectivo a que nos propusemos alcançar foi cumprido. É a prova de que o nosso trabalho na organização desta iniciativa valeu a pena», acrescentou. No entender de Manuel Luís Moreira, «a nossa equipa já se encontra numa fase em que se libertou do amadorismo. Temos um forte trabalho de bastidores e, neste momento, contamos com 25 actores, o que é muito importante para nós». Contando com a encenação e direcção geral de Jorge Sousa, mentor do grupo VITAE, “A Sapateira Prodigiosa” de Frederico Garcia Lorca subiu, então, ao palco da cripta da Igreja Paroquial de Gueifães. Uma peça com um «sabor especial visto que mais de metade dos elementos deste grupo de teatro fizeram a sua estreia enquanto actores», sublinhou Manuel Luís Moreira. Consciente do sucesso do I Festival de Teatro de Gueifães, o VITAE mostra-se já apostado em levar a cabo uma nova edição do certame. No entanto, a direcção do citado grupo não deixa de enfatizar a «falta de um guarda roupa mais apropriado e algumas lacunas no que diz respeito à iluminação e afins». No que diz respeito a outras actividades, no próximo dia 20, o VITAE irá deslocar-se ao Lar de Santo António a fim de realizar uma festa de Natal para os mais idosos. Já no dia 10 de Janeiro, o grupo gueifanense irá protagonizar a Festa dos Reis, a ter lugar na cripta do referido templo. «Caminho aberto para mais festivais» Quem o disse foi o presidente da Junta de Freguesia de Gueifães face ao êxito alcançado pelo grupo VITAE. Segundo Alberto Monteiro, «está aberto o caminho para mais festivais com esta qualidade que poderão ser ou não dedicados ao teatro. Brevemente, estamos a pensar fazer um serão de poesia». «É preciso dinamizar Gueifães e nós temos gente para isso apesar de por vezes não existirem os apoios necessários», disse. «Temos de louvar os jovens do VITAE que impulsionaram a cultura», concluiu o autarca gueifanense. Sofia Vales Pinto

“A Sapateira Prodigiosa” encerrou o I Festival de Teatro de Gueifães

Sexta-feira 12 de Dezembro de 2003

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Registo de Dadores de Medula Óssea pela primeira vez na Maia

Colheitas de Esperança No ultimo Sábado, dia 6 de Dezembro, a DIDÁSAN organizou uma colheita de sangue em Gueifães. A experiência foi muito positiva, e encontram-se já agendadas novas actividades, de onde se realça a organização da primeira iniciativa para o Registo de Dadores de Medula Óssea na Maia. FOTO ARQUIVO

A experiência não é inédita pois há dois anos que a DIDÁSAN Dinamizadores da Dádiva de Sangue da Paróquia de Gueifães, organiza periodicamente na Cripta da Igreja de Gueifães, Colheitas de Sangue. Estas iniciativas desenvolvem-se normalmente duas vezes por ano, durante os períodos que vão de Maio a Junho e Novembro a Dezembro, segundo calendário aprovado pela Associação de Doadores de Sangue da Maia. No dia 6 de Dezembro, a iniciativa permitiu realizar 96 colheitas. Segundo declarações de Aires Oliveira, responsável na DIDÁSAN, esta recolha foi bem sucedida: «Estava um pouco receoso do sucesso desta recolha devido ao mau tempo que se sentiu, e ás gripes e constipações que se verificaram este ano, mas as pessoas aderiram e dos 112 doadores foi possível fazer 97 colheitas o que é um bom resultado.» Colheita para o Registo Português de Dadores de Medula Óssea

mente integrado no chamado Registo Português de Dadores de Medula Óssea (CEDACE) que funciona em parceria internacional na procura de dadores compatíveis. O acesso a esta rede de dados é de extrema importância já que encontrar um dador compatível é uma tarefa difícil devido á diversidade genética entre indivíduos. Como participar?

A DIDÁSAN, com a colaboração do Centro de Histocompatibilidade do Norte, vai organizar no próximo dia 17 de Janeiro uma importante e inédita colheita de sangue no Concelho da Maia. Trata-se de uma colheita de sangue cujo objectivo é criar um registo de dadores voluntários de células de medula óssea. Este registo será posterior-

Se tem entre 18 e 45 anos e é saudável pode participar nesta colheita de sangue. Poderá encontrar informação adicional na Internet em www.chsul.pt, onde pode consultar o inquérito médico necessário para se tornar dador de medula óssea. A recolha de um pouco de sangue no braço é apenas uma primeira

etapa, que permite seleccionar potenciais dadores de medula óssea. Através da análise do sangue é possível determinar as características que tornam compatível o indivíduo doador e o doente, antes deste poder vir a receber a medula óssea. No caso de existir ou aparecer um doente que tenha compatibilidade tecidular com o doador, dá-se inicio a uma segunda fase do processo, com o objectivo de fazer a colheita de medula óssea. A Colheita de Sangue para o Registo Português de Dadores de Medula Óssea vai efectuar-se no dia 17 de Janeiro de 2004, das 9 às 13 horas, na Cripta da Paróquia de Gueifães e conta com o apoio do Jornal Maiahoje. Fernanda Botelho Duarte

Junta de Milheirós alegra as suas crianças Por entre os risos com os palhaços, os arrepios perante as jibóias, as surpresas dos mágicos, com muita musica, cor e alegria, foi assim que as crianças de Milheirós, receberam da sua Junta de Freguesia os votos de um Santo e Feliz Natal, e um novo ano de 2004 repleto das melhores venturas. O auditório da Escola Dramática, gentilmente cedido por aquela colectividade para o evento, tornouse exíguo para as mais de 200 crianças que, acompanhadas dos pais, tios avós, participaram da festa, na tarde de 08 de Dezembro. A chuva e o frio que se faziam sentir, não foram suficientes para derribar toda esta gente, que a custo se acomodou por todo o espaço disponível, e a festa foi verdadeira, participada, não só pelos artistas em palco mas por toda aquela gente. Para finalizar, os membros da Junta fizeram a entrega de brinquedos e guloseimas a todas as crianças e era vê-las felizes e contentes com a sua nova boneca ou carrinho. «Nada paga o sorriso destas crianças, quando lhe colocamos na mão um brinquedo», dizia-nos o

Presidente da Junta Alfredo Teixeira, quando por nós interpelado sobre o custo desta iniciativa. «Num ano como este, em que de facto é de contenção, pois o dinheiro não abunda e como todos sabem, estamos a finalizar o Polo de

Serviços Públicos, que absorve todas as verbas disponíveis, no entanto, esta iniciativa que envolve cerca de 3 000,00 euros não pode deixar de ser feita. As crianças merecem todo o esforço e carinho que lhe podermos dispensar.».


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Sexta-feira 12 de Dezembro de 2003

Grupo Regional de Moreira reuniu “família” folclórica

Uma festa que demonstra amor

O Grupo Regional de Moreira da Maia (GRMM), cumpriu uma vez mais uma das suas habituais iniciativas, a Festa do Componente, realizada no passado domingo. Com as mesas decoradas a rigor, as batatas e o bacalhau, regados com sabores caseiros, “enchia o olho”. Boa ementa e ambiente familiar a receber numa ceia que juntou dirigentes, componentes e ilustres convidados, entre eles, o vereador da Juventude da Câmara da Maia, Jorge Rebelo, o presidente da Junta de Freguesia, Albino Maia, e o representante da Federação do Folclore português, Celso Rodrigues, que salientou que este evento «demonstra amor».

Coro das Crianças de Gueifães lançou trabalho musical

O grande auditório do Fórum da Maia acolheu, no passado dia 28, o lançamento do primeiro CD do Coro das Crianças de Gueifães. Composto por 40 meninos e meninas o grupo que anima a Celebração Eucarística das 16 horas de Sábado na igreja da mesma freguesia, viu reconhecido um longo e apurado trabalho desenvolvido ao longo de cinco anos. Com 14 temas, “Guiado pela Mão” contempla essencialmente temas interpretados a solo, uma música de Natal, dois acústicos de Nuno Morais, mentor do projecto, e ainda com a participação de alguns músicos convidados, designadamente Carlos Andrade (bateria), Nicolau Fernandes (baixo), Ágata Terrão (saxofone) e Filipa Marques (violino). Sofia Vales Pinto

Festa de Natal enche Fórum da Maia Componentes do Grupo Regional de Moreira fazem a sua festa

A residência do presidente do Grupo Regional de Moreira, António Pereira, serviu uma vez mais de espaço para a realização da Festa do Componente, onde se tem a possibilidade de apreciar uma boa ceia caseira, recheada de iguarias e com o “cheirinho” a Natal. «Esta festa do componente tem a particularidade de ser feita exclusivamente pelo componente, em que cada um, neste dia, convida todas as suas famílias e amigos a partilharem uma ceia e, ao mesmo tempo, verificar que folclore não é apenas cantar e dançar, mas também a representação de valores, da família, da amizade, do optimismo e da esperança, a esperança num país mais fraterno e próspero», expressou a directora do GRMM. Lucília Santos, refere ainda que esta iniciativa fica marcada por um «novo alento». «Queremos sobretudo que o ano de 2004 fosse tão bom como está a ser o de 2003. Temos motivos bem fortes para estarmos optimistas quanto ao futuro; o Grupo Regional tem um historial muito rico e, concerteza, ficará mais marcado

no próximo ano, pelo facto de que completará 70 anos de existência. Nessa ocasião mostraremos e realçaremos a nossa determinação e o nosso querer em afirmar cada vez mais o nome da nossa colectividade, e de um modo particular valorizar a cultura maiata. Pretendemos também dar continuidade ao folclore da nossa terra, que é no fundo o que vem sendo o nosso trabalho: os festivais de folclore, a desfolhada e os cantares das Janeiras». Por outro lado, Lucília Santos lança um desafio aos jovens, referindo que «gostaria que cada vez mais a juventude no novo ano acedesse ao Grupo Regional», até porque há um factor aliciante, que será «a deslocação à Madeira, no mês de Agosto». Quase a finalizar os novos talentos do Grupo Regional mostraram a imaginação num pequeno palco mas grande em criatividade, que resultou em momentos bem humorados e que a assistência reconheceu méritos. Presente nesta festa esteve o vereador Jorge Rebelo, que em representação do presidente da Câmara Municipal da Maia,

transmitiu a todos os que fazem parte da família do Grupo Regional de Moreira, o desejo de um bom Natal e um Novo Ano «carregado de êxitos». Por seu lado, o presidente da Junta de Moreira, Albino Maia, deixou igualmente votos de boas festas, e o desejo de que «o próximo ano abra novos horizontes e, se calhar , algo melhor para o grupo...». Uma das habituais presenças é a do representante da Federação de Folclore Português, Celso Rodrigues, que salientou que é «um grande privilégio ter como amigo o presidente do Grupo Regional de Moreira». Deu os parabéns a Lucília Santos «pela grande festa que promove. É assim que vale a pena estar no folclore, é assim que se demonstra amor». A Festa do Componente serviu, também, como vem sendo hábito, para a entrega das respectivas medalhas aos componentes com 5,10,15, 20 e 25 anos de efectividade no Grupo Regional de Moreira da Maia. António Armindo Soares

Numa organização da Câmara Municipal da Maia, realizou-se ao longo desta semana, a habitual Festa de Natal. Tendo como público os alunos dos Infantários, Jardins de Infância e Escolas do 1º Ciclo do Ensino Básico do Concelho, esta iniciativa reuniu cerca de seis milhares de alunos no Fórum da Maia, ao longo de oito sessões. Palhaços e Marionetas, entre outros, fizeram as delícias dos mais pequenos, que lotaram sucessivamente o Grande Auditório.

Secular Ceia de Natal do Guadalupe A popular colectividade, Grupo de Danças e Cantares Nossa Senhora de Guadalupe, vai realizar no próximo sábado à noite a sua tradicional Secular Ceia de Natal. Este evento contará com ilustres convidados, que terão a especial ocasião de saborearem o gostinho das boas iguarias, próprias deste dia.


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Sexta-feira 12 de Dezembro de 2003

antónio armindo soares soares@maiahoje.pt

No Rancho Regional de Folgosa o contentamento é visível

Sede Social é a grande prenda de Natal

Para o Rancho Regional de S. Salvador de Folgosa este Natal será de alegrias, pois receberá uma grande prenda: a tão desejada sede social que, pelo que garantiu em exclusivo ao Maia Hoje, o vice-presidente da Câmara da Maia, António Silva Tiago, a chave já está na sua posse e pronta a ofertar à presidente da colectividade a breve trecho.

Maria José Marques percorre a sua nova Sede Social

Agora é uma certeza a entrega da nova sede social ao Rancho Regional de S. Salvador de Folgosa, segundo adiantou ao Maia Hoje o vice-presidente da Câmara da Maia, António Silva Tiago. «É verdade que o Rancho de Folgosa vai, antes do Natal, poder dispor de um novo espaço para a sua sede social. É uma promessa que a Câmara Municipal, e eu próprio fiz, a essa colectividade», afirmou o autarca. Quanto às chaves do imóvel, refere que estão na sua posse desde a passada Sexta-feira, dia 5. «Ainda esta semana»,

O espaço amplo exterior é modelar e multifacetado

garante, «espero receber, nos Paços do Concelho, a direcção do Rancho Regional e fazer a entrega da respectiva chave». Refere António Tiago que esta sede ficará bem entregue, «que esta colectividade desenvolve uma actividade meritória em termos culturais e na defesa da cultura popular. Portanto é um justíssimo prémio». Sobre a sede, o autarca considera ser «um espaço muito agradável e muito completo. É um edifício onde os componentes do grupo poderão ensaiar ao ar livre, em tempo de Verão, e é, de

facto, um espaço que reúne todas as condições desejáveis e essenciais para se desenvolverem todas as iniciativas da colectividade, e também para guardar os seus haveres». Na parte superior do edifício o rancho irá dispor de um bar, a “ferramenta” que faltava e que servirá de um espaço de convívio. «Não tenho palavras! É uma sensação de satisfação indiscritível saber que o nosso rancho vai ter a sua nova casa, uma casa muito bonita, uma casa que há muito desejávamos», expressou ao Maia hoje, a presidente do

Racho Regional S. Salvador, Maria José Marques, depois de receber a boa nova pelo nosso jornal. Sobre esta prenda que irá receber dentro de dias, declara estar «profundamente reconhecida à Câmara Municipal da Maia, pelo esforço e carinho que empregou neste propósito», por isso disse ainda que «é nestas ocasiões que mais que as palavras o sentimento fala mais alto e, neste momento sinto-me muito sensibilizada pelo gesto do senhor vice-presidente da Câmara, Eng. António Silva Tiago». Quanto às habitações do

PER, o vice-presidente da Câmara da Maia admite que nos primeiros meses de 2004 poderão ser entregues as primeiras casas às famílias mais carenciadas de Folgosa. «Este empreendimento está nos acabamentos finais. No entanto, há um processo burocrático a cumprir. Esta entrega da sede foi uma antecipação que eu consegui junto do construtor, uma vez que é um bem almejado e ambicionado pelas gentes que fazem parte desta muito simpática colectividade maiata», acrescentou a concluir.

Obras na Avenida Dr. Germano Vieira, em Gueifães, não são consensuais

texto: fernanda botelho duarte foto: júlio sá ornelas

Quando desaparecem as Árvores Numa das Avenidas principais de Gueifães assiste-se recentemente a obras de requalificação urbana, que têm sido alvo de contestação por parte de alguns dos moradores locais. As alterações na “paisagem” da Avenida Germano Vieira consistiu no abate de algumas das árvores do separador central. Questionados sobre esta recente alteração, as opiniões recolhidas junto de diferentes moradores do local, não foram unanimes. Se alguns teceram críticas como «É um crime autêntico!», «Gueifães

está muito diferente, mas é para pior!», «As árvores estavam no separador central, não incomodavam nada, e nesta altura do ano estavam lindíssimas!», outros houve que defenderam esta opção: «Se havia necessidade acho bem, as árvores também não eram antigas» ou «Destruir por destruir não faz sentido, mas se era realmente necessário!». O Maiahoje averiguou junto da Chefe do Departamento de Ambiente e Qualidade de Vida da Câmara Municipal da Maia, Eng.

Helena Lopes, que em relação às obras iniciadas na Avenida Dr. Germano de Almeida, a «opção de tirar do separador central as árvores, insere-se numa estratégia da Câmara Municipal da Maia para aquela zona.». Ainda segundo esta responsável, as árvores não tinham valor histórico e prevê-se no seguimento das obras, a plantação de Magnólias, mas desta vez nos passeios da respectiva avenida. Sobre o custo destas obras não nos foi adiantado nenhum valor pelo facto de estarem ainda em execução.


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Sexta-feira 12 de Dezembro de 2003

ff Núcleo do PSD/Águas Santas-Pedrouços “afina” agulhas

«Ser implacável no combate» ff O Núcleo do PSD/Águas Santas-Pedrouços realizou no passado dia 6 o seu habitual jantar de Natal, onde reuniu um vasto número de militantes e contou com várias presenças de ilustres, como do deputado Socialdemocrata, Bernardino Costa Pereira, de António Fernando Oliveira e de Luciano Gomes. O líder do Núcleo, Mário Carmo Pinto demonstrou «satisfação e júbilo» pela participação de todos. Salientou pretender que a sua estrutura seja «implacável no combate aos nossos adversários políticos, para continuar a conquistar mais vitórias não só para o concelho mas também para o país».

Mário Carmo Pinto durante o jantar que decorreu no passado sábado foi peremptório ao afirmar que pretende que o seu núcleo seja «implacável no combate aos nossos adversários políticos, porque precisamos de continuar a conquistar mais vitórias não só para o concelho mas também para o país». Exortou todos os seus militantes a seguirem o exemplo de Francisco Sá Carneiro, «um político da justiça, da verdade e da renovação». O presidente do Núcleo do PSD/Águas Santas-Pedrouços referiu que a sede social está renovada, com cara nova «e é concerteza o orgulho de todos nós», nesse sentido convida a que todos visitem «este nosso espaço e se juntem a nós». Salientou também desejar que a sua estrutura seja «um veículo dos anseios dos militantes e das populações, em geral». O presidente da Comissão

Política Concelhia do PSD/Maia, Bragança Fernandes, ausente do país, enviou mensagem a expressar palavras de «carinho e solidariedade a todos vós, numa época natalícia que se avizinha, e bem difícil do ponto de vista político». Refere saber «a importância e a qualidade» dos núcleos do PSD da Maia no seio do partido. «Sei que todos os núcleos são compostos por pessoas de grande dignidade e de árduo trabalho, que todos os dias dão o melhor de si para a defesa e para o prestígio do nosso partido, contribuindo de uma forma participada e atenta para o desenvolvimento económico e social do concelho». A representação de Bragança Fernandes coube a um dos seus vice-presidente, António Fernando Oliveira, que sublinhou que «é nestas ocasiões que os núcleos têm uma excelente oportunidade de mostrar o que valem». Enalteceu a simbiose entre todos

ff Novo líder da distrital do Porto tomou posse na Maia

os órgãos político partidários do PSD. «É esta simbiose que permite que o partido seja ainda maior», assegura. O vice-presidente da Mesa de Plenário do PSD/Maia, Luciano Gomes, também enalteceu o núcleo, «que tem tido um trabalho permanente e constante, foi fundamental para que o concelho tivesse uma bandeira significativa». Orlando Leal, da JSD/Maia, formulou votos da «continuidade de um bom trabalho do núcleo». Por último, Bernardino Costa Pereira, está convicto de que na Maia, o PSD, «nunca perderá o estatuto de vencedor». «Todos devemos estar em campanha permanente a favor do PSD, num momento que é difícil, mas que temos um Governo que está a governar bem, com firmeza e determinação», afirmou o deputado Social-democrata com assento na Assembleia da República.

antónio silva

“É importante que a acção social escolar continue a funcionar” ff Apesar de ser tabu para Santana Lopes, começam com consistência a aparecer apoios a um cenário de uma eventual candidatura à presidência da República. Foi na Maia, durante um jantar, realizado no passado dia 5, que Daniel Fangueiro, o novo líder da JSD distrital do Porto, tomou posse.

Apenas o Presidente da distrital do Porto do PSD, Marco António Costa, tocou no tema das presidenciais, até porque assume apoiar Santana para candidato. Sobre isto assegura: «As minhas opções estão feitas, não vale a pena dizer mais nada». Daniel Fangueiro, começou por elogiar o vice-presidente do PSD que em prol do partido, «está sempre disponível para os desafios mais difíceis». Por seu lado, Santana Lopes algo comovido com os elogios que recebeu. Sobre as presidenciais apenas disse que são «um objectivo que não podemos falhar. Temos de cumprir o sonho de Francisco Sá Carneiro». Em relação a Durão Barroso frisa que «é digno do exemplo de Sá Carneiro. Não hesita em assumir os riscos e opta pela clareza». O presidente da Câmara de Lisboa, insistiu que o seu

município prescindirá de um conjunto de regalias «em favor das autarquias mais pobres». Para o novo presidente da distrital da JSD/Porto, Daniel Fangueiro, o dia da posse marca «uma ocasião especial». «Este é um começo de uma grande aventura para a JSD, para enfrentar os grandes desafios que temos pela frente», frisou ao Maia Hoje, o líder da “jota” laranja. Pretende no seu exercício «tudo fazer para manter a JSD unida e motivada para o futuro». O seu maior desejo é tudo fazer para garantir um bom desempenho neste seu novo cargo e gostar de que em próximas eleições, as europeias, legislativas ou presidenciais, «que o PSD ganhe ouvir dizer que a JSD contribuiu para essas vitórias». Ter ao seu lado, no dia da tomada de posse, uma figura emblemática foi «um bom

incentivo». «Foi essencial contar com a presença de Santana Lopes, até porque foi uma escolha pessoal minha, como também foi muito importante ter escolhido a Maia para este grande evento, que resultou num estrondoso êxito». A questão da Educação não foi deixada sem resposta à pergunta colocada sobre as reivindicações dos estudantes. «Muito recentemente reunimonos com a Associação Académica do Porto, ouvimos as reivindicações, concordamos com umas e discordamos de outras. O que tenho a dizer é que os jovens devem ter acesso ao ensino superior. Concordo com a propina, mas desde que a acção social funcione, esta é uma grande premissa. No entanto acredito no optimismo e na esperança de se encontrar o melhor para os jovens», afirmou a concluir, Daniel Fangueiro.


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Sexta-feira 12 de Dezembro de 2003

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Vereadores Socialistas justificam as abstenções na votação ao Orçamento para 2004

Maioria «caiu na realidade» O Orçamento da Câmara Municipal para 2004 foi aprovado com os votos do PSD/CDS-PP e as abstenções dos três vereadores socialistas. O documento é tido como de contenção face à previsão da redução de receitas, por parte da autarquia. Na declaração de voto a que o Maia Hoje teve acesso, os “rosas” justificam as abstenções, dando o «benefício da dúvida» a este Orçamento, apesar de revelarem alguma preocupação face «à insuficiência dos recursos que obrigam ao rateio e sobretudo a concluir o que está em curso e a honrar compromissos financeiros adiados». Uma insuficiência resultante da política seguida nos últimos anos de «fuga para a frente somando endividamento e comprometendo o futuro com o agravamento e o desequilíbrio da débil situação económico-financeira do Município», defendem os dirigentes “rosa”. O Orçamento Municipal para o próximo ano é o mais reduzido dos últimos anos. Para 2004 vai haver um decréscimo de cerca de 12 milhões de euros, ficando o Orçamento em 99 milhões de euros. Para a autarquia esta redução é motivada pela previsão do decréscimo das receitas a que se alia a impossibilidade de adquirir empréstimos bancários. Já o Partido Socialista defende outra ideia. Segundo estes responsáveis, o endividamento só não continua porque «a Ministra das Finanças obrigou a “fechar a torneira”». Em números, os Socialistas apresentam o reflexo «imediato» deste corte, «no Plano de Actividades surgem apenas doze novas iniciativas, algumas com orçamento insignificante, totalizando no seu conjunto 230.000 euros. O mesmo se constata ao analisarmos o Plano de Investimento, com 14 novas intervenções, algumas com valores meramente residuais, totalizando no seu conjunto 435.000 euros, sendo a mais relevante financeiramente, a “Aquisição de terrenos para cemitérios” com uma dotação de 160.000 euros. No total 665.000 euros (134.000 cts). Tudo mais que consta nos dois documentos e que irá absorver os cerca de 50 milhões de euros (50.027 mil euros) da previsão orçamental em Despesas de Capital, será para “arrumar a casa”, concluir obras em curso e solver compromissos». «2004 irá ser terrível para as autarquias» Segundo os Socialistas, 2004 será um ano terrível para as autarquias, nomeadamente para a Maia. Os “rosas” prevêem, ao contrário do que é referido no Orçamento, uma redução das Receitas Correntes, mas sobrePUB

tudo uma redução drástica nas Receitas de Capital. Quanto às primeiras, a previsão vai um decréscimo «sensível», em grande parte consequência do tempo de recessão que se vive, deixando uma ressalva para a esperança do cumprimento da participação de cerca de sete milhões e meio de euros por parte das entidades governamentais nas Transferências Correntes. Mas é nas segundas, que os socialistas põem a tónica negativista. A redução prevista pela maioria no Orçamento, já de si significativa, de 62% para 44,7 milhões de euros comparativamente ao ano passado, ainda é mais acentuada pelos vereadores “rosa”. Estes duvidam da concretização das previsões «irrealistas» de receitas de 19,5 milhões de euros em Vendas de Bens de Investimento e cerca de oito milhões de euros de Participação Europeia em Projectos Co-financiados «Passivo Financeiro junto da Banca irá ultrapassar os 100 milhões de euros» Os Socialistas chamam ainda a atenção para o facto de em 2004, o município gastar entre juros e amortizações de capital resultante do Passivo Financeiro, cerca de 6,5 milhões de euros. Pela positiva, a vinda de 5,7 milhões de euros da Administração Central apesar de «apenas com algum significado» dizem os Socialistas. Outro destaque pela negativa vai para a «rubrica Aquisição de Bens e Serviços que continua imparável passando de 16,6 (2003) para 24,0 milhões de euros. Para se poder aferir da evolução desta rubrica, na Conta de Gerência de 2002 situou-se em 15,0 milhões

de euros. Em dois anos sofre um agravamento de 70%». Apesar desta situação, os Vereadores constatam o «esforço de contenção traduzido na redução das Despesas com Pessoal (14,3 milhões de euros) sendo de referir que 20% dessa despesa (2,87 milhões de euros) resulta de pessoal não efectivo». Redefinição de Prioridades Para os Socialistas é fundamental «abandonar um conceito absolutamente equívoco na gestão autárquica que foi prática corrente neste Município ao longo dos últimos anos e que consiste na projecção do Investimento alicerçado em receitas extraordinárias ou eventuais, em vez de se alicerçar na Poupança Corrente e em receitas de capital com liquidez». Os responsáveis “rosa” criticam as opções tomadas pela maioria PSD/CDSPP, «assumem aqui um peso especial as áreas do Ambiente e do Desporto, nomeadamente os custos com as Instalações Desportivas (6,7 milhões de euros) que servem uma população desportiva inferior a 3%. Em oposição áreas como Habitação Social, Educação, Segurança e Ordem Pública, Juventude e até a Cultura sofrem os efeitos da recessão, quando para nós constituem preocupação e prioridade». O caminho traçado pelos Socialistas aponta o «Saneamento Financeiro da Câmara como principal prioridade que este Executivo deve assumir, saneamento financeiro que não será conseguido se for feito com medidas avulsas mas que terá de ser feito com rupturas, com o abandono de práticas, com combate ao despesismo, com a

optimização dos recursos, com decisões estratégicas e cumprido com rigor». A proposta rosa vai para «a redefinição de um novo mapa de necessidades de habitação social e a conclusão do programa PER; a implementação de uma rede de transportes com interligação ao futuro traçado do Metro; o desenvolvimento e a requalificação da rede escolar; a instalação de uma esquadra da PSP em Moreira e de um quartel da GNR no Castelo da Maia (aproveitando as instalações existentes); a qualificação de áreas verdes para lazer e protecção ambiental preservando espaços arborizados; o apoio às Instituições de Solidariedade Social no combate à exclusão e a criação de um Centro de Atendimento a Toxicodependentes; a massificação da prática desportiva em todas as idades potenciando os equipamentos existentes; a conclusão dos edifícios Sede das Juntas de Freguesia com relevo para as que incluem Centro de Dia para Idosos; dinamizar os investimentos já previstos em PIDAC na área dos Centros de Saúde». O benefício da dúvida Em jeito de conclusão, os Socialistas justificam a sua opção com o facto de não terem sido chamados à «elaboração dos documentos, quer na elencagem das obras e das iniciativas quer nas dotações distribuídas. Apesar do esforço de contenção e das boas intenções a insuficiência dos recursos obrigam ao rateio e sobretudo a concluir o que está em curso e a honrar compromissos financeiros adiados. E será nesta perspectiva, transversal aos programas partidários que nos situaremos, apoiando e votando favoravelmente ou não em função

da justeza e do bem comum das iniciativas. A percepção da realidade obriga-nos a dar o beneficio da dúvida a este Plano de Actividades e de Investimentos e ao seu respectivo Orçamento para 2004, votando na Abstenção». Os vereadores deixam ainda uma reflexão sobre a Nota Preambular que antecede o documento do Orçamento de 2004. Para estes responsáveis esta introdução de 22 páginas não passa de «um texto laudatório mas descontextualizado, uma vã tentativa de pleonasmo e de redundância, onde a linguagem da história se con funde com a ausência de memória». Os socialistas vão mais longe e afirmam que «não se constrói futuro sem estratégia ou remirando o presente com narcisismo. Esta “Breve Nota Preambular” é tão ausente de sentido no contexto actual, que só se percebe pelo cansaço e rotina do poder e pela ausência de um projecto de mudança para o futuro».

Constituição Europeia em debate A Concelhia da Maia do Partido Socialista leva a cabo hoje pelas 21h30, na sua sede situada na Urbanização do Chantre, um debate sobre a nova Constituição Europeia. Um tema «actual que se encontra na ordem do dia», afirmou ao Maia Hoje, Jorge Catarino, líder concelhio socialista. A iniciativa contará com a presença do Eurodeputado do PS, Carlos Lage.


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Sexta-feira 12 de Dezembro de 2003

Escritora maiata estreia-se com quatro livros em simultâneo

Transmitir valores aos mais novos

De seu nome Kioka, esta escritora apresentou no passado fim de semana, na Livraria Bertrand do Centro Comercial do Bom Sucesso, quatro contos infantis de sua autoria, ilustrados por Patrícia Espírito Santo. Pela primeira vez, são lançados quatro títulos em simultâneo da mesma escritora. Tendo como inspiração o seu filho, Kioka confessou escrever estas obras com o intuito de passar valores importantes na educação dos mais novos. incursão literária teve uma origem curiosa, como contou a escrita « Senti necessidade de depois de ter sido mãe oferecer algo diferente ao meu filho. Escrevi algumas histórias e como não sabia a reacção das pessoas, dei-as a uma amiga que tem uma filha da mesma idade do meu. Ela pregou-me uma partida e entregou-as à Editora Mensagem». Quanto ao futuro, Kioka confessou já ter várias histórias prontas, mas quer «esperar que estas cresçam». António Manuel Marques

Quem é Kioka? “O Coelhinho Raio de Sol”, “Os Palhacinhos Plim Plim e Arroz Doce”, “ O Grilinho Gaspar” e o “O Pequeno Príncipe Matias” são os contos que marcam a estreia de Kioka, pseudónimo de Sandra Banrezes, na mundo literário. Integradas na colecção “Aprender com Letras e Imagens” da Editora Mensagem, estas obras destinam-se a crianças entre os cinco e os oito anos de

idade. Na sua escrita, Kioka defende que «é importante passar as mensagens e os valores. É essencial transmitir isso. Estou a educar uma criança e quero transmitir-lhe esses valores». Nesta apresentação, Kioka definiu esta estreia como «uma daquelas situações em que temos um sonho que queremos concretizar mas não sabemos como». Aliás, esta

Residente em Gemunde há 14 anos, Kioka estreia-se a na escrita. Natural de Angola, de onde vem este pseudónimo, Sandra Banrezes escreve desde os 12 anos. Esta primeira fase contempla vários estilos, até letras de músicas quer em português, quer em inglês, por volta dos 17 anos. Após ser mãe, Sandra Banrezes sente a necessidade de transmitir algo diferente ao seu filho e daí nasce a figura de Kioka.

“Os Atrasados” promovem festejo natalício Pensada já há algum tempo, realizou-se no fim de semana passado a Festa de Natal dos “Atrasados”, com a colaboração da Câmara Municipal da Maia e da Junta de Freguesia de Moreira da Maia. Este Grupo de Motards de Moreira da Maia afirma fazer estas iniciativas por solidariedade, pela voz do seu líder, Alberto Brilhante, «fazemos tudo por solidariedade e portanto queremos a atenção da população para o que fazemos aqui». Apesar disso, a população não compareceu em grande numero, no Pavilhão Desportivo da Escola EB 2+3 de Moreira da Maia. Os que aceitaram o convite puderam ver as actuações de Cristiana Silva, Toni Silva, Fernando Silva, Pililica e MonteCristo, para além do Grupo de Dança Ajax Carreiros F. C., Duo Gold Star, Quim Moreira e os Palhaços Pimentinha e Companhia. Pelos mais pequenos foram ainda distribuídos brinquedos cedidos pela Maersk Portugal e pelo Auto Reparador de Pedras Rubras. A finalizar, todos puderam confraternizar num lanche cedido pelo Intermarché de Vila Nova da Telha, pela Confeitaria São Marcos e Supermercados Lagoa Azul. Tentativa de bater o Record do Guiness À semelhança do que aconteceu no ano passado, também este ano “Os Atrasados” vão participar na organização do Maior Desfile de Pais Natal a ter lugar já este Domingo, na cidade do Porto. Também como aconteceu no desfile anterior, o objectivo passa por quebrar o próprio recorde, referiu Alberto Brilhante, «o ano passado batemos o Record do Guiness com 8200 Pais Natal. Este ano queremos bater o nosso próprio recorde». Este responsável contou ao Maia Hoje qual será o percurso, «o trajecto será iniciado na Rotunda da Boavista, passará pela Rua Júlio Dinis e Torre dos Clérigos para acabar junto à Câmara Municipal».

Sociedade Histórica da Independência de Portugal promove concurso jornalístico

Prémio Imprensa Regional conta com duas novas distinções A Sociedade Histórica da Independência de Portugal (S.H.I.P.) está a levar a cabo a edição de 2004 do Prémio Imprensa Regional. Uma iniciativa que conta com duas novas categorias na área dos prémios literários e que tem como objectivo galardoar, anualmente, artigos publicados na Imprensa Regional.

A Sociedade Histórica da Independência de Portugal (S.H.I.P.) além de desenvolver actividades de cariz cultural, designadamente no campo da pesquisa histórica, análise filosófica e divulgação musical, está a promover o Prémio Imprensa Regional referente ao ano de 2004. Na área das distinções literárias, foram criadas as categorias “Monografia”, que este ano se associa às comemorações do tricentésimo aniversário do nascimento do músico português Carlos Seixas, e “Livro”, atributível a obras editadas nos últimos cinco anos e que tenham como referência a identidade nacional e/ou os valores históricos e culturais que contribuam para definir Portugal enquanto país independente. O concurso acima mencionado tem como meta distinguir, anualmente, artigos publicados na Imprensa Regional no ano anterior à atribuição do prémio devendo para o

efeito obedecer a determinadas condições. Assim, o prémio será constituído por um troféu representativo da S.H.I.P. no valor de mil euros, podendo ainda serem atribuídas menções honrosas. Os artigos publicados na Imprensa Regional devem salientar fundamentalmente os factores que ajudem para a definição da independência de Portugal e da identidade do país nos aspectos culturais, políticos e económicos, entre outros. O nome do vencedor será anunciado no dia 24 de Maio do ano a que o prémio se reporta, sendo este entregue na mesma data. Todos os que pretendam concorrer ao prémio deverão enviar à S.H.I.P., entre 1 de Janeiro e 31 de Março de 2004 (datas dos carimbos de correio), os trabalhos publicados no decorrer de 2003 com a indicação do nome, morada, telefone e ainda um exemplar do respectivo jornal,

num sobrescrito dirigido à Sociedade Histórica da Independência de Portugal - Prémio Imprensa Regional 2004 - Palácio da independência, Largo de São Domingos, n.º 11, 1150320 Lisboa. O júri que apreciará os trabalhos dos concorrentes será constituído por um mínimo de seis personalidades, duas das quais, pelo menos, representantes da S.H.I.P., sendo uma delas o presidente da referida instituição. A S.H.I.P. reserva-se ainda ao direito de não atribuir qualquer prémio ou distinção se o júri não reconhecer aos trabalhos apresentados a indispensável qualidade e enquadramento nos objectivos fixados. Por último, as dúvidas que porventura surjam na interpretação do regulamento, bem como possíveis omissões, serão resolvidas pela direcção da S.H.I.P.. Sofia Vales Pinto

Padre Domingos Jorge homenageado A Comissão Fabriqueira da Paróquia da Maia organizou, no passado dia 1, um almoço de homenagem ao Padre Domingos Jorge. A recente conclusão da licenciatura e respectiva tese em Teologia, na Universidade Católica Portuguesa do Porto, foi então o mote para um simbólico tributo ao pároco da Maia e também de Gemunde. O convívio teve lugar na Quinta “As Raparigas” e contou com a presença de elementos das Comissões Fabriqueiras das Paróquias de Gemunde e da Maia, paroquianos das freguesias acima citadas e ainda com várias personalidades próximas ao Padre Domingos Jorge. Sofia Vales Pinto


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Sexta-feira 12 de Dezembro de 2003

maiahoje antónio manuel marques antonio@maiahoje.pt

Ourivesaria Maia da Silva expõe no Miramaia

Divulgar numa iniciativa inédita

Esta Ourivesaria com instalações no “Visconde Barreiros” aproveitou a época natalícia para promover uma exposição no Miramaia. Os que resolveram entrar, puderam contemplar peças exclusivas como um isqueiro único no nosso país, lançado pela altura do 60º Aniversário da marca Dupont. Dois propósitos estiveram na base desta iniciativa da Ourivesaria Maia da Silva. Paulo Maia, um dos proprietários, explicou o primeiro, «esta exposição surge no seguimento das grandes alterações que temos vindo a fazer na nossa loja, desde da abertura da loja há dois anos. Vimos divulgar o nosso produto e dar a conhecer um pouco da nossa loja». Além disso, «esta iniciativa, pelo menos do nosso conhecimento, nunca se realizou aqui na Maia. Como temos ido a várias cidades do país onde isto se realiza, achamos que era uma boa iniciativa também para o Concelho», completou Rosália Alves da Silva, a outra proprietária. Em exposição estiveram itens únicos, explicou Paulo Maia, «temos material completamente diferente do que a Maia está habituada. Joalharia de uma gama superior, sempre com design extremamente moderno. Sempre coisas

atuais com design inovador». O responsável acabou por destacar uma das peças, «temos aqui um isqueiro Dupont que pertence a uma série limitada de 60 exemplares que foi editada aquando do 60º Aniversário da marca. É um isqueiro com 60 brilhantes e é o único em Portugal». Ainda assim, a preferência das peças da Ourivesaria Maia da Silva vai para artistas portugueses assegura Paulo Maia, «o design é essencialmente de artistas portugueses. Tem a ver com a qualidade e com o design em si. Também temos bons artistas em Portugal». Com a chegada da época natalícia, um relógio, um anel ou um colar são propostas atraentes e procuradas para uma prenda, pelo que Paulo Maia garante que na sua loja tem preços para todas as bolsas, «temos artigos para uma classe alta, média, mas também, para a baixa. Embora esta exposição divulgue artigos mais caros».

Paulo Maia tenta com esta iniciativa divulgar a sua Ourivesaria, numa altura privilegiada para o comércio.

texto: antónio manuel marques foto: júlio sá ornelas

Apresentação do Vinho Espumante “Cavas”

Investida no mercado nacional

O Institut del Cava levou a cabo no Porto, a apresentação dos Vinhos Espumantes dessa região Espanhola. Inserida numa campanha com a duração de três anos, que tem por objectivo a implementação em mercado nacional dos “Cavas”, esta apresentação pretendeu divulgar o produto junto dos Órgãos de Comunicação Social. Levada a cabo no Hotel Meridien, esta prova de “Cavas” insere-se numa campanha global que tem como objectivo máximo a implementação do produto em território nacional, através de acordos de distribuição. De referir que este vinho espumante encontra-se disponível no mercado português, mas ainda em quantidade reduzida, sendo uma das marcas mais conhecidas, o Freichenet. Os responsáveis garantem que este vinho possui características que lhe permitem a combinação com qualquer refeição, «graças a um esforço no sentido de melhorar a qualidade média dos nossos Cavas», afirmou Maria Rosa Giró Ribot, Presidente do Institut del Cava, ou seja, a Associação de Produtores deste vinho. Assim, e acompanhando os aperitivos, um prato de carne, outro de peixe e uma sobremesa, foram servidas PUB

Iglésias, que exaltou as qualidade do “Cavas”. Para além disso, um dos pontos fortes deste produto é a «relação preço-qualidade», afirmou Javier Puig, um dos elementos da campanha. De acordo com este responsável, enquanto um champanhe razoável custa no mínimo 30 euros, um “Cavas” de topo ronda os 15 euros. Intitulada “Os Cavas e o Aperitivo”, esta campanha de

divulgação é apoiada pelo Ministério da Agricultura, Pescas e Alimentação de Espanha e pela União Europeia. No primeiro ano, esta iniciativa vai passar por cerca de 20 cidades espanholas e portuguesas, sendo que no segundo ano irá estender-se à Alemanha. Esta é a «primeira vez que o sector unido faz uma promoção», afirmou o Javier Puig..

O que é o “Cava”?

as quatros categorias do “Cavas”, numa simbiose atestada pelo

Presidente da Associação de Escanções de Portugal, Orlando

Este vinho espumante tem origem na região de Penedès, situada a 50km a Sul de Barcelona. Exportado actualmente para variados países como a Alemanha, a Inglaterra ou os Estados Unidos, a produção de “Cavas” já tem mais de um século, tendo os primeiros vinhos sido criados em 1880. Na sua base estão três castas principais: a “macabeu”, a “xarello” e a parellada”, sendo que a casta internacional “chardonnay” também é utilizada. O “Cavas” acaba por se apresentar em quatro categorias: jovem, reserva, grande reserva e reserva especial ou colecção. Quatro tipos de vinho que atestam a versatilidade deste “néctar”.


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Sexta-feira 12 de Dezembro de 2003

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Associação cultural e desportiva de Águas Santas festejou 69 anos de vida

sofia vales pintp sofia@maiahoje.pt

Auditório e infantário são metas a atingir

No último Domingo, “Os Vencedores de Sangemil” assinalaram a passagem de mais um aniversário. Uma colectividade histórica que se mostra apostada não só em concluir as obras do auditório mas também em construir um infantário, «infra-estrutura fundamental para a comunidade». A sessão solene do 69º aniversário de “Os Vencedores de Sangemil”, associação que dinamiza actividades desportivas e culturais, ocorreu no passado Domingo, na sede social da colectividade, em Águas Santas. Uma cerimónia que contou com a presença de algumas dezenas de associados e ainda com representantes de diversas instituições públicas. Na ocasião, o presidente de “Os Vencedores de Sangemil” sublinhou «o desejo de para o ano estarem concluídas as obras do anfiteatro». «Neste momento, estamos a revestir o exterior das paredes e a negociar com a Câmara Municipal da Maia os orçamentos dos tectos falsos e das cadeiras novas, que é o que falta fazer», explicou Paulo

No último Domingo, os 69 anos de vida de “Os Vencedores de Sangemil” foram comemorados com pompa e circunstância

Vieira. «O problema das verbas é que se torna difícil durante as negociações com a autarquia chegar a números concretos. Precisamos de 150 mil euros para rematar as obras. Esta primeira fase que o construtor está a fazer será paga até 2005 e esperamos englobar o restante até essa data», acrescentou o jovem líder de “Os Vencedores de Sangemil”. As obras do anfiteatro, espaço que irá contar com 250 lugares sentados, arrancaram há um mês e meio e deverão estar finalizadas em Dezembro de 2004, tal como referiu o Vice-presidente da edilidade maiata. «Acreditamos que daqui a um ano seja inaugurado o anfiteatro, uma mais valia para esta colectividade que muito tem feito pela comunidade

de Águas Santas», disse Domingos da Silva Tiago. Outro projecto «de extrema importância» a concretizar pelos “Os Vencedores de Sangemil” diz respeito à construção de um infantário. «Pretendemos construir um infantário, que pensamos ser fundamental para a comunidade. Estamos a estudar algumas propostas dos associados e esperamos ainda ter a ajuda da câmara e da Segurança Social », elucidou Paulo Vieira. O presidente da colectividade traçou ainda o balanço do primeiro ano de mandato classificando-o de «muito positivo até porque conseguimos reunir os associados e em especial os mais jovens, afastando-os assim dos maus caminhos».

andreia nascimento andreia@maiahoje.pt

Parceria entre F.C. Maia e Inter Milheirós F.C.

Inter Milheirós “sonha” com nova sede

O Inter de Milheirós Futebol Clube comemorou, no dia 7, o seu 28º aniversário. A sessão solene ocorreu na sede do clube onde foram atribuídos emblemas de prata aos associados com 25 anos de sócio. No aniversário estiveram presentes várias edilidades. A todos um único apelo: «uma sede para termos cada vez mais condições» disse o presidente da direcção. Uma luta árdua, neste campo, por parte de todos os membros associados que muito agradeceram os esforços feitos pela CMM. Ao longe, uma entrada pequena que iria adivinhar uma sala também pequena e, já gasta pelo tempo. Ao todo, foram 28 anos ali passados, na esperança de, um dia, ver nascer uma sala nova, com melhores condições, a que se pudesse dar o nome de “a sede social do clube”. «Sem a ajuda da CMM não era possível movimentarmos tantos jovens, sem custos, para o Inter Milheirós» afirmou o presidente da direcção. Cientes de que os tempos não são fáceis, Paulo Costa não deixou de salientar o seu maior pedido, «o nosso sonho é a sede, uma sede condigna, a nossa sede social». Facto que Jorge Rebelo, vereador da Juventude da CMM, não deixou de descorar tal pretensão e que, embora «seja difícil dar resposta às exigências do clube, devido à sua PUB

dimensão», como o próprio admitiu. Por seu lado, garantiu que «ainda durante 2004 se procurará dar início às obras de construção do projecto». Proferindo que «estou convicto de que irão ter uma nova sede».

Pesca

Apostar nas camadas mais jovens O Inter Milheirós F.C em conjunto com o F.C Maia estabeleceram um protocolo que, embora «não está oficializado, funciona na prática» como explicou o presidente da direcção. O protocolo possibilita que haja um intercâmbio entre as camadas mais jovens. «Uma parceria que está a resultar» concordou Francisco Vieira de Carvalho, presidente do F.C Maia que, também esteve presente no aniversário.

Pereira dos Santos, em representação da Associação de Futebol do Porto, e Pedro Sousa, representante do Governo Civil do Distrito do Porto, também estiveram presentes na comemoração do 28º aniversário do clube.

No dia 8, realizou-se o VI convívio de pesca desportiva de mar. Num total de 60 concorrentes, Joaquim Oliveira conseguiu arrecadar, a título individual, o primeiro lugar. O segundo e terceiros lugares foram ocupados por Manuel Linhares e Carlos Araújo, respectivamente. Na classificação individual, no escalão de Juvenis, Vânia Daniela levou para casa o primeiro lugar e Joana Filipa o segundo lugar. Na categoria de maior exemplar, Alfredo Paiva “conquistou” uma tainha com cerca de 960 gramas. Com cinco exemplares e, num total de 930 gramas, a “Purificação Maia” distingui-se na categoria maior quantidade de peixe. A mesma equipa também singrou, em primeiro lugar, na classificação individual de senhoras. Na classificação individual de juniores, José Henrique destacou-se em primeiro lugar, seguido de Ricardo Sousa.


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Sexta-feira 12 de Dezembro de 2003

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Maia Hoje à Mesa visitou a Cervejaria “Maior”

Qualidade e Diversidade... até altas horas Localizada na Estrada Nacional 14, junto ao acesso à Zona Industrial, a Cervejaria, Marisqueira e Restaurante “Maior”, aposta na qualidade e diversidade. Aberta até às 2h00 da manhã, a “Maior” tenta «criar uma oferta diferente do existente», contou ao “Maia Hoje à Mesa”, Francisco Gonçalves, um dos sócios proprietários deste espaço. Os famosos rissóis, que se encontram nas cervejarias do Porto são uma das atracções desta casa. Aberta há cerca de três semanas, a Cervejaria “Maior” constituí uma «tentativa de criar algo diferente do que há na Maia. Existem marisqueiras, mas não que sejam cervejarias por excelência», referiu Francisco Gonçalves. Arquitecto de profissão, este maiato de gema juntou-se a António Dias e Maria Júlia Dias para criar este espaço que aposta na diversidade. Assim, esta cervejaria, marisqueira, restaurante e snack bar, pretende completar a oferta existente, encontrando-se aberta até às duas da manhã, sendo que a partir das 23 horas funciona como marisqueira e snack bar, oferecendo petiscos como rissóis, francesinhas, rojões, amêijoas, entre outros. Outra aposta desta casa é a qualidade. Para isso, conta no seu staff com elementos «já com nome na praça» como é o exemplo do Chefe Carlos, referiu Francisco Gonçalves. Em relação às especialidades, este responsável vê-se um pouco indeciso, face à variedade da oferta. Ainda assim, destaca alguns pratos «o Polvo à Lagareiro, o Arroz de Tamboril, o Bacalhau à Maior, a Cataplana de Marisco, Peixe e Carne, para mencionar alguns». Mas este espaço é acima de tudo «uma cervejaria por excelência». Assim, a “Maior” possui uma gama de mais de duas dezenas de cervejas estrangeiras de renome, para além das nacionais. Francisco Gonçalves salienta ainda o balcão com quase duas dezenas de lugares, «temos um verdadeiro balcão por excelência para o convívio com 17 lugares.

Francisco Gonçalves pretende criar algo diferente com este novo espaço Muitas vezes quem janta sozinho não gosta de ficar numa mesa». Com capacidade para 102 pessoas, a “Maior” possui ainda um parque coberto e gratuito para 180 viaturas, estando igualmente preparado para receber pessoas com deficiência possuindo, «dois lugares de estacionamento reservados e casa de banho própria», referiu Francisco Gonçalves. Inaugurado no dia 19 de Novembro, este espaço tem tido para já uma boa afluência pelo que o resultado é satisfatório, «o balanço é positivo. Principalmente ao fim de semana temos grande afluência. É uma casa

que se está a fazer com qualidade na cozinha». Quanto à sua localização, dois factores estiveram nesta escolha, a possibilidade de estar aberto até tarde e a confluência de três pontos nevrálgicos, «tínhamos que abrir num sítio onde fosse possível estar aberto até às duas da manhã. Além disso, este é um sitio Central entre a Maia, a Zona Industrial e o Castêlo da Maia», afirmou Francisco Gonçalves. Enquanto Francisco Gonçalves explanava em que consiste a “Maior”, a degustação foi-se dando. Seguindo as sugestões deste responsável, as entradas

A “Maior” oferece uma grande variedade de cervejas quer nacionais, quer estrangeiras seleccionadas foram os Rissóis de Carne e Marisco, Rojões, Amêijoas Negras e Pimentos do Padrão, uma especialidade com origem na Galiza. Estes petiscos constituem uma aposta forte desta casa, sendo que no futuro, «a ideia é ter pratos pequenos com doses individuais, a custarem um ou dois euros». Depois deste início prometedor e substancial, seguiram-se os pratos principais: Açorda de Marisco e Bife à Maior. O aspecto apetitoso não engana, estando patente a qualidade na confecção. A acompanhar, e como não poderia deixar de ser, esteve a cerveja. Primeiro nacio-

nal e depois estrangeira, mais precisamente belga de nome Chimay. Como curiosidade esta cerveja é tida como uma das melhores do mundo, sendo preparada de forma artesanal por monges belgas. A finalizar, Francisco Gonçalves afirma que a “Maior” é acessível a toda a gente, havendo preços para todas as carteiras. Segundo o responsável, a refeição à lista custa em média 12 euros enquanto se for com o prato do dia ronda os sete. A Cervejaria “Maior” situa-se na EN 14 junto à Radio Popular, e está aberta das 12 horas às 02 da manhã.


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opinião 19

Sexta-feira 12 de Dezembro de 2003

Unidade de Saúde Mental de Apoio à Comunidade do Concelho da Maia (USMAC) A 23 do mês de Novembro de 2002 o Presidente da Direcção desta Associação solicitava ao Sr. Presidente da assembleia Geral desta Associação, Eng.º Bragança Fernandes, para que convocasse uma Reunião de Assembleia Geral Extraordinária dando conta que a Associação não estava a atingir os objectivos da sua criação face às dificuldades económicas crescentes e para as quais não se via solução. Reunidos os técnicos voluntários pediu-se-lhes um esforço adicional para que pensassem em projectos como forma de tentar resolver-se a crise económica, bem como se alertou a Câmara Municipal da Maia para a possibilidade de reforçar as verbas por um lado, e, por outro, satisfizesse os compromissos assumidos que, por incumprimento, estavam a entupir a Associação. (Ver acta nº6). A 17 de Outubro de 2003 e perante a crescente falta de soluções para a USMAC de novo solicitei ao Exmo Senhor Presidente da Assembleia Geral Ordinária com vista a discutir, analisar e votar uma proposta feita por mim na qualidade de Presidente da Direcção com vista à tomada de posição por parte dos sócios sobre a dissolução da Associação por manifesta falta de meios e de soluções concretas tendentes à sua resolução. Aprovada por unanimidade, marcou-

se outra Assembleia a 31 de Outubro do ano corrente onde se deveria definir critérios de distribuição dos bens e modos de solvência. Os bens foram repartidos em 3 fatias, uma para o Clube de Alcoólicos Tratados da Maia que tinha mudado recentemente de instalações, outra para a Liga de Profilaxia e Ajuda Comunitária - LIPAC que foi a Associação responsável pela criação da USMAC na Maia e o restante seria entregue à Câmara Municipal. Como o saldo financeiro era negativo, a Câmara Municipal negociou connosco tendo-se conseguido fixar a custo zero o movimento financeiro da USMAC. Estiveram presentes 3 dos 5 sócios fundadores, a saber Dr. Manuel da Silva Marques, professora D. Maria Fátima Leitão e António Augusto da Rocha Rebelo. Todas as decisões foram votadas por unanimidade. E nada mais houve a tratar. Lamentavelmente a Maia deixou de ter uma das poucas estruturas de Saúde Mental de apoio à Comunidade, que durou 13 anos e esteve presente nos bairros, nas escolas, na rua, nas salas de formação, onde por aqui passaram centenas de toxicodependentes, alcoólicos, esquizofrénicos, neuróticos e deprimidos aos quais “ajudámos” na medida das nossas forças e potencialidades.

Um psiquiatra, 3 assistentes sociais, mais de 10 psicólogos por aqui passaram e deram o seu contributo à Comunidade Maiata acolhendo jovens, “resolvendo” problemas, diluindo conflitos. Uma Associação de Moradores, uma ajuda especializada a vários carenciados fizeram da USMAC uma referência que durante anos que contou com as ajudas, sempre prontas, do Centro de Emprego da Maia, e muito mais diluídas, algumas outras “migalhas” do Instituto Português da Juventude, da Câmara Municipal, do IPDT, entre outros que foram os nossos recursos, que custearam os nossos serviços que, no ano passado, calculámos que por cada pessoa que por cá passou foi gasto em média a quantia de 2$50. É pena mas como diz o povo cada um tem o que merece... Resta-me agradecer a todos quantos, poucos infelizmente, reconheceram na USMAC uma luz, uma centelha de ajuda para a deficiência social gritante que perpassa por este País fora e tão pouco se lhes dá. Da nossa parte sentimo-nos felizes pelo dever cumprido. O ex-Presidente da Direcção da USMAC Manuel Silva Marques, Dr.

Carta ao Director Venho por este meio informar V. Exª de que é de meu interesse e da Junta de Freguesia de Gemunde, explicar abertamente e sem rodeios toda uma situação descrita no Vosso Jornal do passado dia 14, página 09, na coluna com o título “Alunos frequentam piscinas de Folgosa gratuitamente” É certo que estive reunido, como habitualmente o faço e sempre que me pedem, com responsáveis da Associação de Pais das escolas desta freguesia, onde focamos vários assuntos, sendo o assunto em questão relacionado com o transporte das crianças de Gemunde para as piscinas de Folgosa, não tendo sido apresentado como noticiado na coluna do V/ jornal. A questão foi abordada no sentido de que era necessário transporte para essas crianças, não sendo eu na altura confrontado com a obrigatoriedade de fornecer esse transporte. Alertei na altura para os custos consideráveis que esta Junta de Freguesia tem anualmente com as escolas desta freguesia, levando-nos a ponderar muito seriamente sobre a questão. Gostaria de informar que esta junta de freguesia tem uma grande

preocupação nas crianças que frequentam as escolas desta freguesia, sendo meu propósito lembrar aos interessados, que no fundo são todos quantos se preocupam com a educação e com as crianças, que esta freguesia tem gastos médios anuais com as escolas EB1 da rua de Sá (Bajouca), EB1 da Seara (Urbanização da Seara) e infantário da rua da Igreja, um valor muito aproximado dos €10.000,00 (Dez Mil euros). Parte do referido valor é aplicado no pagamento das garrafas de gás, utilizado nessas escolas na alimentação e aquecimento, sendo o restante repartido pelos responsáveis pelas 2 escolas e infantário, em partes proporcionais ao n.º de alunos e aplicado em várias situações, das quais destaco a Colónia de Férias e Festa de Natal. Creio que esta junta de Freguesia, de que sou presidente, tem ajudado dentro das suas possibilidades as escolas desta freguesia de forma exemplar. É preciso não esquecer que existem outros gastos na freguesia, onde não podem existir falhas, refiro-me nomeadamente a todo o universo de situações que envolvem mensalmente

custos muito avultados e em que é exigido um esforço para compensar eventuais “lacunas” que entretanto são utilizadas como descrevi, na educação, que como é sabido não compete directamente a uma Junta de Freguesia. Um dos meus desejos, e é para isso que aqui estou, é que tudo o que se possa aplicar na educação, nomeadamente nas crianças desta freguesia, seja bem aplicado no sentido de que essas crianças sejam compensadas com as melhores notas escolares e a melhor educação possível, para que num futuro próximo possam ter um nível de vida bastante mais aceitável relativamente aos seus pais e avós. Certos de que esta minha missiva, após tratamento adequado por parte de V. Ex.ª, irá ser alvo de publicação no V/ Jornal, é meu desejo que fique tudo esclarecido, para o bem de todos e em especial da população de Gemunde. Aproveito a oportunidade para apresentar a V. Ex.ª os meus mais respeitosos cumprimentos e protesto da minha mais elevada estima e consideração. O Presidente Joaquim Oliveira Costa

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sociedade

Macau ícone de referência Até ao próximo dia 21 deste mês, vai estar presente na Sala de exposições de Caja Espanha, em Zamora, a exposição colectiva, “Um serão no jardim da Primavera”, de pintores contemporâneos de Macau. Esta iniciativa está inserida no âmbito da programação cultural que a Câmara Municipal da Maia(CMM) em conjunto com a Junta de Castilla y León vêm levando a cabo desde 1997. Esta exposição é o reflexo do trabalho insurgido pelo Instituto Internacioal de Macau. A Fundação Jorge Álvares, por seu lado, comparticipa financeiramente os gastos inerentes a esta exposição. Ao todo são 17 autores que compõem “Um serão no jardim da Primavera”. O trabalho revela a singularidade que a identidade macaense possui, antiga colónia portuguesa, mas que conserva ainda raízes lusófonas. Para além de várias autoridades locais da Região Autónoma de Castilla y León e da Deputácion de Zamora, estiveram também presentes, na inauguração da exposição, Manuel da Silva, administrador da Fundação Jorge Alves, Pedro Rodrigues, responsável pelo Gabinete de Relações Internacionais e José Figueiredo e Paulo Machado, colaboradores da CMM e coordenados desta exposição. Várias salas de exposição de Portugal e Espanha, nomeadamente, Maia, Lisboa, Melgaço, Paredes de Coura, Vigo, Tui, foram já palco deste evento. Agora, é a vez de Zamora... Andreia Nascimento

MaiaShopping a Sport Zone unidos na solidariedade O MaiaShopping em conjunto com a Sport Zone promovem, este Natal, uma acção de solidariedade. A iniciativa arrancou no dia 2 e o seu encerramento será no dia 24. Até lá, a onda de solidariedade está a decorrer na piso 2 do centro comercial e, por cada fotografia tirada junto do Pai Natal, todos os visitantes terão de contribuir com um valor mínimo de um euro. O objectivo é angariar fundos para a Socialis a para a Associação Portuguesa de Pais e Amigos da Criança Deficiente Mental (APPACDM). O total recolhido nesta acção será integralmente revertido em material desportivo da Sport Zone e será oferecido às crianças das instituições. Assim, todas as crianças poderão tirar fotografias junto do Pai Natal, entre as 10 e as 13h00; das 15 às 18h00 e das 20 às 22h00.


20 opinião Quem são os animais?

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Sexta-feira 12 de Dezembro de 2003

Por mais positiva que seja, qualquer medida que pretenda modificar, padrões de conduta que se cimentaram nos costumes tem, invariavelmente, resultados muito pouco satisfatórios em relação ao que se espera. E, falando da nossa convivência com os animais que nos rodeiam, não é muito difícil concluirmos que, embora sejamos os detentores do afamado título de rei da criação, continuamos, na realidade, a fazer jus ao epíteto de estragadores de ecossistemas e violentadores assíduos dos direitos dos animais. Em todas as épocas, são muitos os casos de abandono, de maus tratos e de utilização criminosa de alguns animais. Relativamente a este último pecado, deve realçar-se que, nem as touradas, nem as lutas de cães, tiveram, por parte de quem pode, a resposta humana que toda a gente aguardava. E percebe-se porquê. Perfeita e infelizmente. Se no caso das touradas há

uma barbaridade brutal instituída, no caso das lutas de cães estamos perante uma inércia - também ela institucional - que evita que se tomem medidas tão mais eficazes quanto radicais. O que é pena é que, tal como as estações do ano, o interesse por este tipo de acontecimentos é cíclico e parece depender de modas de ocasião. Ora se ouve, por todo o lado, falar de solidariedade para com os animais, ora se não ouve nem uma palavra, sobre esse assunto. Nós, humanos, temos razões suficientes para ter vergonha. Vindos de um big-bang longínquo, de uma amiba extraterrestre, da teoria darwiniana ou da simples vontade de um ser superior, somos (tornámo-nos?) um fracasso de construção. Um farrapo de humanismo. De onde quer que tenhamos vindo, viemos, certamente, do mesmo lugar dos cães, dos gatos e de todos os outros animais. E, se nascemos de um desejo superior,

esse desejo também gostava de animais. Por isso, os fez tão belos e diferentes. Mas nós não damos valor a coisas tão magníficas. Para nós, o eu é a única existência a ter em conta. Porque o nós, só funciona quando nos unimos para fazer meia-dúzia de coisas boas ou um montão de coisas más. Andamos, frequentemente, às turras com os nossos semelhantes, muitas vezes, apenas porque queremos mais espaço, mais proveitos ou mais poderes. Tudo isto nos traz mais importância mesquinha, mais visibilidade ridícula, mais categoria insignificante. Por dez reis de mel coado, atropelamos os direitos dos nossos semelhantes. Destruímos a dignidade dos outros como nós. Quando assim acontece, não se pode esperar que nos preocupemos com situações tão pouco importantes como são as que aos animais dizem respeito. Mas é um puro engano.

Nelson de Azevedo Ferraz

Os animais moram connosco. Na nossa casa. No nosso planeta. Por um motivo que se desconhece, gostam de nós. Por um motivo que não sabemos, - alguns de nós -, não gostam deles. Mas uma coisa é certa e faz a diferença: há sempre, graças a Deus e ao bom senso, um punhado de humanos esquisitos que, de vez em quando, teima em por a boca no trombone e dizer as verdades que ninguém gosta de ouvir. Não se pode ficar parado. Parar é morrer e não só: é admitir que somos uns falhados e que as coisas, são como são e pronto. Mas, não é verdade. Há muito a fazer, para evitar que alguns humano-energúmenos, façam prevalecer os seus maus instintos. E, para que não restem dúvidas, eu ainda acredito que temos tempo de inverter estas calamidades, que se vão tornando hábitos banais. Não se pode permitir, seja por

estupidez ou tradição, que neste mundo haja alguém, tão grosseiramente burro, que teime em apoiar espectáculos de dimensão animalesca e sanguinária como as touradas e as lutas de cães. Não se pode permitir, seja por comodismo ou indiferença, que o abandono de cães e de gatos, seja uma realidade permanente perante o conhecimento de responsáveis grosseiramente burros. Mas, nada de comparações: um burro verdadeiro não é tão mau. O burro é um animal respeitável e corre, actualmente, sérios riscos de extinção. Seria uma pena que, dada a semelhança entre eles e alguns humanos, o contágio não se desse. Assim, seria mais fácil e mais justo. É que, para todos os efeitos, e diante do panorama que existe, é caso para perguntar, com convicção: - Quem são os animais?

Imposto Municipal sobre Imóveis

IMI: Tudo paga minha gente! Há quinze dias explicamos detalhadamente o novo Código do Imposto Municipal sobre Imóveis, em vigor desde 01 de Dezembro com a publicação do Decreto-Lei 287/2003 e as suas implicações na bolsa, cada vez mais leve, dos depauperados portugueses. De facto, somos na comunidade europeia, quem suporta maior carga tributária, considerando o nosso rendi mento médio. Como tive oportunidade de referir a alteração ao Regime Fiscal dos Bens Imóveis era um imperativo face à injustiça que resultava do sistema de aplicação da extinta Contribuição Autárquica e até da própria Sisa. O que está em causa nem sequer são as novas taxas, bem mais suaves que a anterior, mas o modelo que vai imperar na actualização dos valores patrimoniais dos imóveis. Por um lado não se pode corrigir uma seca com uma inundação e por outro lado nenhuma lei pode ser cega, desvastando a eito, sob pena de causar efeitos perversos e inaceitáveis injustiças. Ter casa própria não é, em Portugal, sinónimo de riqueza, mas de poupança. De facto, por razões culturais e sociológicas os povos do Sul da Europa (onde se fixaram populações nómadas) desde sempre privilegiaram a habitação própria. Assim, em Portugal, 78% dos

portugueses têm casa própria e muitos segunda habitação, percentagem que em Espanha sobe para 80%. Isto é, a nossa latinidade e educação conduznos a canalizar a poupança para a obtenção de património, mesmo precarizando a qualidade de vida a longo prazo, como acontece hoje com centenas de milhares de portugueses que recorreram ao crédito para aquisição de habitação, que irá ser paga ao longo de duas ou três décadas. Com uma filosofia de vida diferente, aos povos do Norte da Europa, por exemplo, privilegiam o consumo e assim em países como a Suécia, Dinamarca ou Noruega apenas 35% a 40% possuem casa própria. De resto, em Portugal o sistema político, ao longo das últimas décadas, sempre estimulou o investimento patrimonial através das Instituições Financeiras, criando regimes de bonificação e de isenção de taxas. Não é por isso aceitável que seja agora o mesmo Estado, apenas dirigido por um outro Governo, a penalizar a formiga e entronizar a cigarra. Corrigir assimetrias sim, mas sem crucificar aqueles que privilegiaram a poupança e a sua valorização patrimonial, em detrimento dos que optaram pelo esbanjamento ou pelo consumo supérfluo. Por isso entendemos que a

(Parte II)

tributação patrimonial só por si é injusta devendo a justiça tributária incidir sobre o RENDIMENTO. Quem mais ganha mais paga e não quem economiza e mais investe, mais paga. Mas além de injusta e iníqua a nova legislação sobre tributação patrimonial (CIMI) é insensata. Como atrás dissemos o problema de futuro não reside nas novas taxas, bem mais benévolas que na anterior Contribuição Autárquica, mas na reavaliação dos imóveis. Sobretudo nos factores de ponderação ou na fórmula que irá determinar esse Valor Patrimonial e que são, em síntese os seguintes: - Custo do terreno + Custo médio de construção por m2. - Área Bruta de construção. - Área excedentária de implantação (logradouro, jardins, quintal). - Coeficiente de afectação (habitação, comércio, serviços, etc...) - Coeficiente de localização (por município, acessibilidades, transportes, escolas, áreas comerciais, etc...) - Coeficiente de Qualidade e Conforto (tipo de materiais, elevadores, aquecimento, piscinas, vistas para o rio, mar ou espaço de laser). - Coeficiente de Vetustez (idade do imóvel e estado de conservação).

Miguel Ângelo Rodrigues

Bom, isto dispensaria mais palavras porque espelha como é que se complica uma coisa relativamente simples ao introduzir-se numa matéria tão sensível factores de tal forma aleatórios que irão dar lugar a uma enorme confusão e a muita injustiça ou situações de favorecimento. Para já uma coisa é certa. Em Portugal é proibido doravante ter bom gosto e alguém esforçar-se por dar á sua própria e efémera existência, um pouco de côr e de qualidade. Resta-nos gastar o dinheiro em passeios ou então, à boa maneira portuguesa “ manda-los passear! ...”. O modelo de reavaliação patrimonial visa a aproximação de valores do mercado. O IMI erra nas premissas. Devia ser um valor de base territorial e não um valor de mercado. Penaliza o investimento na valorização e na qualificação, no conforto e no bom gosto. Mas há mais. Ao estabelecer coeficientes diferentes para o País vai gerar uma tremenda discussão sobre conceitos de qualidade de vida. Onde é melhor, em Gondomar ou no Gerês? Na Maia, onde predomina desde há muitos anos um conceito de habitação de qualidade, desde a propriedade horizontal às inúmeras urbanizações, vai ser uma tarefa muito complicada,

o processo de reavaliação dos imóveis. Se nestes primeiros anos de período transitório é possível prever que não haja agravamento significativo do imposto, num futuro próximo “ tudo paga minha gente”. A formula, pela sua complexidade, deixa prever um monte de problemas e reclamações. Como é obvio esta alteração ao regime de tributação patrimonial irá ter implicações também nas casas arrendadas e por isso é inevitável que uma nova Lei de Arrendamento surja no decurso de 2004. O combate à evasão fiscal é sem dúvida uma tarefa que este governo deve prosseguir. Mas seria bom que deixassem de ser sempre os trabalhadores por conta de outrem a sofrerem o cerco e a pagarem a factura. Os meios informáticos permitem hoje ao Estado cruzar informação e averiguar, por exemplo, como é que há em Portugal tantas empresas que dão prejuízos o os seus proprietários exteriorizam sinais de riqueza. Podíamos continuar falando de contabilidade paralelas, da camuflagem de vendas, da ausência de recibos e de facturas, falências fraudulentas, etc. A economia portuguesa é um espelho da nossa sociedade. Por isso, qualquer alteração legislativa será inoperante senão houver fiscalização.

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classificados 21

Sexta-feira 12 de Dezembro de 2003

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22 agenda agenda

problema nº 90

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Dia 17 de Dezembro às 23h00

QUARTA-FEIRA NA CADEIRA PROJECÇÃO ANIMAÇÃO Local: Tertúlia Castelense

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Até 13 de Dezembro (Horário da Biblioteca)

Exposição bibliográfica integrada no Colóquio de Romance Policial Público-alvo: adolescentes e adultos Local: Biblioteca Municipal da Maia

1

1- Mulheres nobres. Em segunda mão. 2- Preposição designativa de lugar. Tinha conhecimento de. Quarenta e nove romanos. 3- Larva que se cria nas feridas dos animais. 4- Sufixo designativo de agente. Imprensa Nacional (Abrev.). Nome que os antigos egípcios davam ao Sol. Aparência. 5- Triturara com os dentes. Título indígena do imperador da Etiópia. 6- Compact Disk (Abrev.). Extraterrestre. 7- Clausura de animais ferozes. Substância sólida, derivada da dermatol e usada como anti-séptico. 8Abreviatura do Latim “Anno Regni”, (dono do reino). Érbio (s.q.). Letra grega que em matemática tem valor aproximado de 3,1416. Interjeição designativa de desmoronamento. 9- Cidade da Ucrânia, banhada por um afluente do rio Bug. 10- Quinto filho de Jacob (Bíblia). Sofre com resignação. Noventa e cinco romanos. 11- Rio de Portugal, afluente do Sado, na sua margem esquerda. Faisão ordinário.

Quadros de ópera e música natalícia Direcção musical: Pedro Telles Local: Tertúlia Castelense Dia 14 de Dezembro

FEIRA DE TRASTES E VELHARIAS DA MAIA

1- Declarar em juízo. Medida inglesa, equivalente a 91 centímetros. 2- Antes do Meio-dia (Abrev.). Passar junto de. Fluído transparente que respiramos. 3- O mesmo que aldavana. 4- Elas. Transitar. Recita. Deusa da Lua entre os egípcios. 5Pequeno peixe marinho do Brasil, de olhos muitopretos. Em Ceilão, dizia-se da pessoa ou coisa, sobre a qual alguém exercia certos direitos. 6- Bromo (s.q.). Produto do cruzamento do burro com a égua. 7- O mesmo que mãe-d’água. Limalha 8Apelido. Prata (s.q.). Segundo. Suspiro. 9- Prefixo designativo de ar. 10- Dídimo (s.q.). Aquele que desempenha um papel num acontecimento. Caminhe para lá. 11- Interjeição designativa de satisfação (Pop.). Que tem um só olho.

Dia 17 a 31 de Dezembro (Horário da Biblioteca)

EXPOSIÇÃO “VOAR: O SONHO FEITO REALIDADE” Exposição comemorativa do centenário do 1º voo com motor (12/12/1903) Colaboração do Museu do Ar de Alverca Público-alvo: crianças / adolescentes / adultos Local: Biblioteca Municipal da Maia

Warner lusomundo cinemas MAIASHOPPING Tel: 22 977 04 50 • Fax 22 972 45 37

DIA 12 A 15 DE DEZEMBRO Todos os filmes têm inicio 10 minutos após hora marcada (* Domingo; ** Sábado a Domingo; *** Sexta e Segunda; **** Sessão da criança)

AUDIÇÃO DO 1º PERÍODO INICIAÇÕES Entrada Livre Local: A designar

SALA 1

À procura de Nemo - VP (M/6)

11:00*; 13:45; 16:15; 18:45; 21:15 SALA 1

Os imortais (M/12)

23:45 SALA 2

Um dia de doidos (M/12)

11:15*; 14:05; 16:35; 18:55; 21:25; 23:50 SALA 3

Guarda Fraldas (M/6)

11:10*; 14:30; 16:45; 19:10; 21:35; 00:05 SALA 4

CONCERTO DE NATAL PELOS ALUNOS DO CONSERVATÓRIO DE MÚSICA DA MAIA Entrada Livre Local: Grande Auditório do Fórum da Maia

6 7 8

Organização: Maiorff - Escola de Música Local: Fórum da Maia Dia 19 e 20 de Dezembro às 23h00

“LOGO HOJE” - TEATRO ATÍPICO Interpretação - Emílio Gomes e Nuno Preto Encenação: Nuno Loureiro Local: Tertúlia Castelense

11

soluções

farmácias SALA 5

Homicídio em Hollywood (M/12)

13:30; 16:10; 19:00; 21:40; 00:20

Elf (M/6)

11:20*; 13:55; 16:25; 18:40 SALA 6

Kill Bill (M/16)

22:00; 00:35 SALA 7

O Lago longínquo (M/12Q)

SALA 8

Matrix (M/12)

13:35; 16:20; 19:05; 21:50; 00:35 SALA 9

Looney Toons (M/6)

11:05* VP; 14:10 VP; 16:40 VP; 18:50 VP; 21:20 VO; 23:30 VO SALA 10

Era uma vez no México (M/12)

11:35*; 14:00; 16:50; 19:15; 21:45; 00:15 SALA 11

O amor acontece (M/12)

11:25*; 14:15; 17:15; 21:30; 00:25

11:25; 14:25; 17:25

O Medalhão (M/12)

20:25; 22:25; 00:30

SALA 1

À procura de Nemo - VP (M/4)

11:00

telefones úteis Bombeiros Volunt. Moreira ..................22 942 10 02 Assoc. Human. Pedrouços ..................22 901 27 44 P.S.P. Maia ..........................................22 941 38 53 P.S.P. Aeroporto de Pedras Rubras ....22 948 26 93 G.N.R. Maia ........................................22 944 81 90 Protecção Civil (C.M. Maia) ................22 940 87 22 Protecção Civil (C.M. Maia) Fax..........22 941 20 38 Protec. Civil (C.M.M) Linha verde ......80 020 51 69

Dia 19 às 21h30

AUDIÇÃO DO 1º PERÍODO CURSO BÁSICO E COMPLEMENTAR ENTRADA LIVRE

9 10 11

5

Bad Boys II (M/16)

EMERGÊNCIAS: Dia 18 de Dezembro às 21h30

8

4

11:05*; 13:40; 16:15; 18:50; 21:30; 00:05

SALA 4

Dia 18 de Dezembro às 21h30

7

3

cinemas

Dia 16 de Dezembro

Local: Fórum da Maia

6

10

SALA 6

INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO DE TRABALHOS DA COMUNIDADE EDUCATIVA

5

2

horizontais

Dia 16 de Dezembro

Local: Grande Auditório do Forum da Maia

4

9

Local: Mercado Municipal Coronel Moreira Castêlo da Maia

SARAU CULTURAL

3

SOLUÇÕES VERTICAIS: 1- Damas. Usado. 2- Em. sabia. IL. 3- Ura. 4- Or. I.N.. Rá. Ar. 5- Roera. Agacé. 6-CD. Et.7- Jaula. Airol. 8- A.R. Er. Pi. Ru. 9- Umã. 10- Dã. Atura. VC. 11- Arcão. Aivão. SOLUÇÕES HORIZONTAIS: 1- Depôr. Jarda. 2- A.M.. Rocar. Ar. 3Edu. 4- As. Ir. Lê. Aã. 5- Saúna. Aruto. 6- Br. Mu. 7- Uiara. Apara. 8- Sá. Ag. II. Ái. 9- Aer. 10- Di. Actor. Vá. 11- Olaré. Lusco

Dia 13 de Dezembro às 23h00

CUMPLICIDADES - MAIORFF

2

1

Dia 13 de Dezembro às 21h30

FESTA DE ANIVERSÁRIO DE ASSOCIADOS No âmbito do 84º Aniversário do Grupo Dramático e Recreativo “Flor de Pedrouços” Local: Sede do Grupo Dramático e Recreativo “Flor de Pedrouços”

francisco assis assunção alves

palavras cruzadas

Até 13 de Dezembro (Durante o horário do Museu)

EXPOSIÇÃO “GEORGE SIMENON (19031989)”

maiahoje

Sexta-feira 12 de Dezembro de 2003

SERVIÇOS DE UTILIDADE PÚBLICA: Cartório Notarial da Maia ....................22 944 81 23 Conservatória do Registo Predial........22 948 39 29 1.ª Repartição de Finanças ................22 944 81 33 2.ª Repartição de Finanças ................22 971 35 94 1.ª Tesouraria da Fazenda Pública ....22 948 43 32 2.ª Tesouaria da Fazenda Pública ......22 971 72 71 Tribunal Judicial da Maia ....................22 943 89 00 Santa Casa da Misericórdia ................22 944 81 36 Correios de Vermoim ..........................22 948 44 46 EN - Electricidade do Norte ................22 944 12 12 EN - (Comunicação de Avarias)..........80 024 62 46 S.M. Águas e Saneamento da Maia ..22 943 08 00 Inst. Emprego Form. Profissional ........22 941 25 77

Áeroporto Sá Carneiro ........................22 941 31 41 Câmara Municipal da Maia..................22 940 86 00 Aeródromo de Vilar de Luz..................22 968 73 22 Biblioteca Gulbenkian ..........................22 948 34 72 Forum da Maia ....................................22 948 34 72 Forum Jovem da Maia ........................22 941 78 20 Gab. Apoio Defesa do Consumidor ....22 948 24 62 E. M. Estacionamento da Maia ..........22 940 87 21 Academia das Artes da Maia ..............22 940 87 21 Linha Directa Ambiente ......................22 948 48 21 Linha Verde ..........................................800 202 639 Casa do Alto ........................................22 905 95 20

SAÚDE: C. de Saúde da Maia ..........................22 944 84 75 (Linha Azul) ..........................................22 948 79 18 C. Saúde de Á.Santas ........................22 973 54 20 C. Saúde do Castêlo............................22 981 02 38 Unid. Saúde de Moreira Maia..............22 942 22 78 U. S. Moreira Maia(Linha Azul) ..........22 942 79 68 Unidade de Saúde de Gueifães ..........22 948 34 20 Unidade de Saúde de Milheirós ..........22 972 33 22 Unidade de Saúde de Nogueira..........22 944 86 55 Unidade de Saúde de Vermoim ..........22 948 47 07 Serv. Atend. a Situações Urgentes ....22 944 87 90 Cruz Vermelha Port. (Núcleo Maia) ......22 941 12 21

TURNO A DA AGRA - Milheirós (Permanente) Rua 5 de Outubro, 24 • 22 960 54 41 GRAMAXO - Moreira da Maia (Reg. de Reforço) Rua Dr. Farinhote, 1075 - Moreira • 22 944 90 09 MENDONÇA - S. Pedro Fins (Reg. de Reforço) Rua Central dos Arcos, 1463 • 22 967 03 35

TURNO A1 EUGÉNIA - Pedrouços (Permanente) Rua 9 de Abril, 320 • 22 901 65 47

TURNO B DO CASTÊLO - Castêlo da Maia (Permanente) Rua Aug. Nogueira Silva, 780 • 22 981 13 51 DO BOM DESPACHO - Maia (Reg. de Reforço) Rua Padre António, 39 • 22 944 80 48

TURNO C1 DA MAIA - Águas Santas (Permanente) Rua D. Afonso Henriques, 3218 • 22 971 02 46

TURNO C CENTRAL - Maia (Permanente) Rua Augusto Simões, 472 • 22 944 82 27 ALIANÇA - Vermoim (Regime de Reforço) Av. Pe. Manuel Alves do Rego, 657 • 22 944 08 86 TURNO D BASTOS - Gueifães (Permanente) Rua Manuel Ferreira Pinto, 26 • 22 960 01 89 ÁLVARO AGANTE - Vermoim (Reg. de Reforço) Avenida D. Manuel II, 1386 • 22 941 98 54 TURNO E ARAÚJO - Nogueira Maia (Permanente) Rua Sidónio Pais, 27 • 22 960 28 08 LIMA COUTINHO - Gueifães (Reg. de Reforço) Travessa Sá e Melo, 543, R/C • 22 944 41 51 TURNO F GRAMAXO - Moreira da Maia (Permanente) Rua Dr. Farinhote, 1075 • 22 944 90 09 MENDONÇA - S. Pedro Fins (Reg. de Reforço) Rua Central dos Arcos, 1463 • 22 967 03 35 DA AGRA - Milheirós (Regime de Reforço) Rua 5 de Outubro, 24 • 22 960 54 41 TURNO G DO BOM DESPACHO - Maia (Permanente) Rua Padre António, 39 • 22 944 80 48 DO CASTÊLO - Castêlo da Maia (Reg. de Reforço) Rua Aug. Nogueira Silva, 780 • 22 981 13 51 TURNO H ALIANÇA - Vermoim (Permanente) Av. Pe. Manuel Alves do Rego, 657 • 22 944 08 86 CENTRAL - Maia (Regime de Reforço) Rua Augusto Simões, 472 • 22 944 82 27 TURNO I ÁLVARO AGANTE - Vermoim (Permanente) Avenida D. Manuel II, 1386 • 22 941 98 54 BASTOS - Gueifães (Regime de Reforço) Rua Manuel Ferreira Pinto, 26 • 22 960 01 89 TURNO J LIMA COUTINHO - Gueifães (Permanente) Travessa Sá e Melo, 543, R/C • 22 944 41 51 ARÁUJO - Nogueira da Maia (Reg. de Reforço) Rua Sidónio Pais, 27 • 22 960 28 08

TURNO B1 MARTINS DA COSTA - Águas Santas (Perm.) Rua do Calvário, 35, R/C • 22 971 48 28

TURNO D1 DO MOSTEIRO - Águas Santas (Permanente) Rua D. Afonso Henriques, 2377 • 22 972 21 22 TURNO E1 MENDONÇA - S. Pedro Fins (Permanente) Rua Central dos Arcos, 1463 • 22 967 03 35

Dia

Mês

Turno

12

Dezembro

B

13

Dezembro

C - A1

14

Dezembro

D - B1

15

Dezembro

E - C1

16

Dezembro

F - D1

17

Dezembro

G

18

Dezembro

H

19

Dezembro

I

20

Dezembro

J - E1

21

Dezembro

A

22

Dezembro

B - A1

23

Dezembro

C - B1

24

Dezembro

D - C1

25

Dezembro

E - D1

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Dezembro

F

OS FERIADOS OBRIGATÓRIOS SÃO: 1 de Janeiro; Sexta-Feira Santa; 25 de Abril; 1 de Maio; 10 e 14 de Junho; 15 de Agosto; 5 de Outubro; 1 de Novembro; 1, 8 e 25 de Dezembro. OS FERIADOS FACULTATIVOS SÃO: Os municipais e Terça feira de Carnaval (12 de Fevereiro), para o pessoal técnico abrangido pelo C.C.T.


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Sexta-feira 12 de Dezembro de 2003

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Sexta-feira 12 de Dezembro de 2003

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ff Automobilismo: Velocidade “6 horas de resistência clássicos”

Missão impossível!

O piloto maiato Luís Nóvoa, no passado fim-de-semana, participou na prova de velocidade intitulada “6 horas de resistência clássicos”, que teoricamente encerrará a temporada das corridas de clássicos. Integrado na equipa “Vedantes do Porto”, o piloto patrocinado pela “Línea Park”, tinha como parceiros ao volante do Alfa Romeo GTV de 1965, o piloto convidado Richard Kuss, já com 36 anos de corridas, campeão de França 3 vezes, e participações de registo nas 24 horas de Le Mans, Rally Monte Carlo em históricos, entre outros e o nosso bem conhecido português Álvaro Simões, também ele um veterano, por muitos conhecido no

campeonato nacional de clássicos pelo “piloto do Táxi” dado ter participado ao volante de um Mercedes 280, pintado de táxi (verde e preto). Como em prova que se preze, houve lugar a treinos livres e treinos cronometrados que se disputaram sempre debaixo de intensa chuva. Luís Nóvoa, foi o mais rápido dos três pilotos, conseguindo a sexta posição em 23 carros, primeiro dos “históricos 65” e da classe. A Richard Kuss, como convidado caberia a honra de dar o primeiro “gostinho” ao acelerador, mas as coisas para esta equipa começavam mal, tendo inclusive que partir das boxes porque não conseguiram

dar carro pronto para a grelha, devido a um problema de depósito de gasolina. Em maré de azar, o piloto francês, duas voltas depois ficou com os travões colados, obrigando à utilização do reboque oficial até à boxe e reparação que fez perder cerca de 20 minutos. Voltou à pista, fez mais cerca de hora e meia de corrida e na troca de piloto com reabastecimento estava num desastroso 21º lugar, rodando em tempos superiores a 2 minutos. O piloto seguinte foi Luís Nóvoa, que a “dar tudo por tudo”, rodou na casa dos 1.51, entregando o carro já com problemas de embraiagem a Álvaro Simões que acabou por

fazer só cerca de hora e meia de turno, apesar de rodar em 1.57. O director de equipa optou por, face a uma recusa do Francês em rodar com o carro naquelas condições, colocar Luís Nóvoa em pista que era o piloto mais rápido e também o “único” disponível. Desta feita, já sem embraiagem e quase sem travões, Luís Nóvoa continua a fazer tempos “canhão” e a rodar, com o carro em terceira velocidade, durante cerca de uma hora, incrivelmente nos 1.51., em terceira! Do mal, o menos, acabou por levar a equipa a um modesto, mas importante oitavo lugar, que acabou por cheirar a “dever cumprido”, face aos azares. No final ouvimos Luís Nóvoa,

Opinião

A nossa televisão A inauguração do Estádio do Dragão revestiu-se de uma enorme festa da cidade do Porto. Festa essa que mereceu, sem dúvida, os maiores elogios por parte de todos quanto puderam ver ao vivo ou através da RTP. Sem dúvida uma festa à altura e pergaminhos dessa grande instituição, que é o FC Porto. Pena é atitude da nossa televisão que, ao fazer a cobertura, como fez, do Estádio do Dragão, não se lembra das inaugurações dos outros estádios, que mereciam o mesmo trato e o mesmo tempo de antena. Senão vejamos os Estádios que não tiveram o mesmo trato por parte do Canal de Televisivo Público, Guimarães, Alvalade, Luz, Coimbra, Aveiro, Leiria e Algarve, nenhuma destas inaugurações teve o mesmo trato por parte do Canal 1. A nossa televisão pôs, nesta inauguração do Estádio do Dragão, todos os meios possíveis para mostrar aos portugueses todos os pormenores dos bastidores do Estádio. Quem não teve a PUB

possibilidade de visitar os interiores do Estádio, a RTP mostrou tudo ao pormenor, até se deram ao luxo de transmitir o programa “Praça da Alegria” e o Telejornal em directo do Estádio. Coisa que nunca fizeram com os outros, mostrando um pouco de cada Estádio. Será que tudo isto foi feito porque o Estádio do Dragão que se vai dar o pontapé de saída do Euro 2004? E aqueles que recebem os outros jogos? E aquele que recebe a final do dito Europeu, não será que deveria ter o mesmo trato por parte da RTP 1? Todos sabem que quem paga a RTP são os nossos impostos e como tal deveriam ter o mesmo trato televisivo para assim todos serem tratados da mesma maneira. Eu não sou contra a recepção que a RTP fez ao FC Porto, longe de mim criticar essa maravilhosa festa, mas dói-me ver os outros Estádios tão lindos (cada qual no seu estilo) serem discriminados pela televisão pública. Eu começo por inumerar algumas inaugurações que a nossa

televisão inaugurou, transmitindo imagens em indeferido: Alvalade; Guimarães, pouco ou nada foi mostrado aos portugueses; Aveiro, que só foi mostrada alguma coisa da maravilhosa inauguração, porque lá se realizou o Portugal-Grécia, mas aqui a RTP 1 só ligou ao Estádio de Aveiro poucos minutos antes do início do jogo e no final, como disse, transmitiu em indeferido algumas imagens dessa bonita festa de inauguração. Quanto aos bastidores do estádio nada, o mesmo aconteceu com o Estádio de Leiria, também uma bonita festa, mas só mostrada após o jogo entre Portugal e o Kuwait, no final lá mostraram o restante em indeferido, quanto aos bastidores nada. Quanto ao Estádio do Algarve, também a mesma coisa. A RTP 1 nada mostrou em directo, só mostrando algumas passagens em indeferido. Creio que a nossa RTP1, sendo uma estação pública, deveria tratar todos os Estádios da mesma forma como trataram o Estádio do Dragão, dado que todos irão receber o Euro 2004. E

que visivelmente exausto, dizia ao Maia Hoje que este era um resultado bom «dentro dos possíveis». De registar fica também as palavras do piloto Richard Kuss sobre Nóvoa, impressionado com o andamento do Português «para rodar naqueles tempos numa máquina daquelas tem que ser mesmo bom piloto», disse, efectuando mesmo um convite a Luís Nóvoa para competir em França. Agora que terminou a temporada, segundo nos disse, mas ainda sem revelar as condições, Luís Nóvoa na próxima temporada estará novamente em Março no Campeonato Nacional de Clássicos.

nós portugueses tínhamos a obrigações de poder a obrigação de poder ver esses actos festivos, como disse, somos nós portugueses que pagamos para que a televisão sirva os portugueses sem discriminação. Como disse atrás, não tenho nada contra o F C Porto e digo que foi um maravilhoso espectáculo que nos ofereceram com todo o brio, foi sem dúvida uma festa digna do Clube e da Cidade, eu tive o privilégio de assistir ao vivo e gostei imenso “PARABÉNS”, só que a nossa televisão não teve o mesmo trato com os outros Estádios e isso faz a descrença em todos nós portugueses. Quero dizer que todas as festas de inauguração desses Estádios foram dignas de ver, cada qual ao seu estilo, mas sempre feitas com todo o carinho e todo o brilho, tal como o Estádio do Dragão. Mas, já agora, quero agradecer à direcção do F C Porto a maravilhosa casa que construíram para os seus associados e simpatizantes, pois conhe-

cendo como conheço creio que está feito um Estádio à medida da grandeza do Clube e da Cidade do Porto. Parabéns à direcção do F C Porto. Também quero saudar todos aqueles que viram os seus Estádios concluídos e inaugurados, pois conhecendo, como conheço, todos os Estádios, todos são bonitos e funcionais, por conseguinte todos merecem um voto de louvor e carinho de todos os portugueses, pelo empenho no trabalho desenvolvido. Quanto à RTP 1, quero deixar um alerta as seus responsáveis, que ainda faltam duas inaugurações, a do Braga e a do Bessa, peço que tenham a coragem de transmitir na integra as suas inaugurações, como fizeram no Estádio do Dragão, para que todos os portugueses, que não podendo ir ver ao vivo, possam ver através do Canal 1 da RTP, para assim colmatar as falhas que a RTP 1 teve perante todos os portugueses. Obrigado. Emílio Santos


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Sexta-feira 12 de Dezembro de 2003

Maiastars voltam a vencer As equipas femininas de Andebol do Maiastars estão cada vez mais fortes. As Juvenis estão já apuradas para a fase final, a tr��s jornadas do fim. As Seniores, por seu lado, venceram dois candidatos ao título nacional. No passado fim de semana, as juvenis do Maiastars foram a Canidelo vencer a equipa local por 30-13. Mesmo “lesadas” pela falta de três atletas, o apuramento para a fase final foi alcançado a três jornadas do fim. Ao intervalo, o Maiastars levava a vantagem de oito golos, (17-9) que foi aumentada até aos 17 golos no resultado final de 30-13. Na corrida para os restantes lugares do pódium estão a Juve Mar, Alpendurada e Vigorosa. Na falta de árbitros oficiais, os dois treinadores de ambos os clubes foram quem arbitrou, o jogo. Hoje às 21h, o Maiastars recebe o Módicus no Pavilhão Municipal de Águas Santas 2 - Corim. No dia 5, a equipa sénior do Maiastars recebeu, no pavilhão do Corim, a equipa do Módicus. Nos primeiros sete minutos do jogo, a

liderança sorriu à equipa visitante. Porém, após a mudança do sistema defensivo, o Maiastars inverteu o jogo, de 6-8 para 13-8. Durante o jogo alargaram a diferença foi alargada até aos 26-17. O resultado final ficou nos 3226. No dia 8, o Maiastars recebeu a sua forte concorrente, a equipa Almeida Garrett, no Pavilhão Municipal da Maia. Na primeira parte o êxito do jogo, 10-14, pendia a favor das visitantes. Porém, na segunda parte, a diferença diminui para 18-21. Nos minutos finais o Maiastars acaba por vencer a partida, com o resultado tangencial de 24-23. Amanhã, o Maiastars joga, como visitante, na Académica de Águeda, enfrentando o quinto e segundo classificados.

desporto 25 Inscrições abertas para os 4º Jogos Inter Freguesias A quarta edição dos Jogos Inter Freguesias já está em marcha. Numa iniciativa do Departamento de Fomento Desportivo da Câmara Municipal da Maia, este evento que todos os anos reúne centenas de participantes tem as inscrições abertas até ao próximo dia 15. Estas poderão ser realizadas nas Juntas de Freguesia, no próprio Departamento de

Fomento Desportivo ou ainda através do site oficial da autarquia (www.cm-maia.pt). Mais uma vez as modalidades disponíveis são: Andebol, Basquetebol, Voleibol, Futsal, Ténis de Mesa, Malha, Dominó, Bilhar Livre, Damas, Snooker, Xadrez e Sueca. AMM

Alto nível competitivo no Torneio dos Campeões

Andreia Nascimento

Castêlo da Maia venceu equipa finlandesa

Vitória segura O Pavilhão do Castêlo da Maia Ginásio Clube presenciou a vitória da equipa maiata frente à equipa de voleibol finlandesa, Isku-Volley Tempere, no dia 9. O jogo teve início às 20.30h com cerca de 580 espectadores a aguardar. A disciplina táctica ditou o resultado final do jogo, por 3 sets a zero. No primeiro set o

resultado foi de 25-16. O segundo set acresceu sete pontos à equipa finlandesa mas que, nem por isso, esteve mais perto do Castêlo da Maia. No terceiro set os finlandeses fraquezaram acabando por perder o desafio. A.N.

Quatro dias de puro basquetebol! No dia 3, as equipas juniores masculinas de basquetebol, Maia Basket Clube e José Régio defrontaram-se na 9ª jornada. Um jogo em que, o Maia Basket venceu o adversário José Régio por 84-58. No dia 6, as iniciadas do Juvemaia jogaram contra a equipa de Medas. Um jogo da 8ª jornada que deu a vitória à Juvemaia por 27-50, o resultado final. No mesmo dia, a equipa de cadetes feminina do Juvemaia venceu face à equipa Bolacesto. Também na 8ª jornada, as maiatas ganharam o jogo de 54-52. Os seniores masculinos da equipa Maia Basket venceram, no dia 6, o adversário Illiabum. Este, foi um jogo da 11ª jornada. O resultado foi 73-82. No mesmo dia, os cadetes masculinos da equipa maiata defrontaram a equipa de Lousada. Neste jogo a contar para a 8ª jornada, o Maia Basket ganhou 47-85. No dia 7, no escalão mini A, o Maia Basket A jogou contra a A Aroso. O resultado final, 16-34 deu a vitória à equipa A Aroso. Não se deixando abater, os minis maiatos derrotaram posteriormente o Coimbrões, 16-7. Para a 10ª jornada, os iniciados masculinos A do Maia Basket venceram

contundentemente o Académico A por 146-11. Também no dia 7, a Juvemaia sénior defrontou Vila Pouca. Um jogo da 6ª jornada que deu vitória à equipa maiata com o resultado final de 61-83. Por seu lado, a equipa sénior B masculina da Juvemaia venceu ao NB Anadia por 63-85. Um jogo a contar para a 11ª jornada. O dia 8 foi preenchido pelo jogo, da 9ª jornada, entre as iniciadas do Juvemaia frente ao Coimbrões B. Mais uma vez, a Juvemaia ganhou por 43-16. A equipa junior feminina, da Juvemaia perdeu à equipa da Póvoa, na 14ª jornada. O resultado foi 63-39. O feriado parecia estar a correr bem para a Maia mas, como “nem tudo o que reluz é ouro”, na série mini B, a equipa do Maia Basket B perdeu frente à equipa Vasco, por 30-36. O fracasso despertou a equipa maiata que, no mesmo dia, venceu o Lousada por 72-14. Na 6ª jornada, o Maia Basket B, na serie de iniciados B, venceu o Académico B, por 53-26. Enquanto que, na 12ªjornada, na classe sénior A, o Maia Basket venceu a equipa de basquetebol do Guimarães. O jogo ocorreu no dia 8, o resultado, que finalizou a partida foi 89-83.

O Complexo de Ténis da Maia acolheu, nos dias 29 e 30 de Novembro, o primeiro Torneio dos Campeões. Uma iniciativa inédita da autarquia em que Nuno Marques, Leonardo Tavares, Emanuel Couto e Bernardo Mota disputaram jogos de grande nível competitivo. Nuno Marques, já afastado das lides do ténis, venceu todos os adversários tendo-se imposto no último jogo do torneio frente a Leonardo Tavares por 2 a 0, em sets, com parciais de 6/4 e 6/3. Também José Vilela e

Alfredo Vaz Pinto, vultos históricos da modalidade, pisaram o court para uma brilhante exibição a lembrar tempos idos. Dado o sucesso do evento, está já assegurada a segunda edição do Torneio dos Campeões que poderá contar com uma versão feminina. O último dia do torneio foi ainda marcado por um jantar oficial que reuniu à mesa desportistas, dirigentes e autarcas. Sofia Vales Pinto


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Sexta-feira 12 de Dezembro de 2003

FUTSAL: Campeonato Nacional da 2ª Divisão - Zona Norte

ASC Monte das Pedras - 4 Nova Semente - 5 Pavilhão Municipal de Crestins ASC MONTE DAS PEDRAS João Paulo, Joel, Ricardo Moreira, Dominique, Tiago, Rui Miguel, Luís, Fabrício, Faleiro. Treinador: Henrique Silva NOVA SEMENTE Zé Mário, Tiago, Júnior, Pedras, Juca, Paulo, Neca, Carlos, Gonzaga, Barros, Fábio. Treinador: Óscar Árbitro: José Gaspar e José Damaso Conometrista: António Cardoso, AF Coimbra O Monte das Pedras entrou muito bem no jogo, marcando logo ao início. Mas isso foi uma miragem, já que a partir do

primeiro golo, a equipa da casa, poderia ter dilatado por várias vezes o marcador, só que a infelicidade na finalização era demais evidente. Com bolas na barra e no poste e algumas com o guarda-redes adversário a defender tudo, sem saber como aconteceu, tal com se diz no Futsal, quem não marca sofre. Pois o Nova Semente, sem mostrar um fio de jogo, conseguiu marcar 5 golos, vencendo o jogo. Também temos aqui que a atitude da dupla de arbitragem, dado que fizeram um mau serviço à modalidade, mas o mais caricato é que prejudicaram sempre a equipa da casa, portanto fraca arbitragem. Quero dizer que este campeonato já move grandes interesses e o clube da casa ainda é novo nestas andanças. Emílio Santos

maiahoje

FUTEBOL: A. F. do Porto - 1ª Divisão Juniores 12ª Jornada

Atitude Positiva FC Pedras Rubras 1 - 3 Canelas

Paulo Freitas e Diogo Silva.

FC PEDRAS RUBRAS Miguel, Diogo, Pedro, Rui, xavier, David, Sérgio, Martins, Silva, Caridade, Eurico, Nuno Ricardo, Marcos. Treinador: Jorge Nascimento

Jogo perfeitamente equilibrado na 1ª parte. Equilibrado em jogo jogado, em oportunidades e golos. Na 2ª parte, o desequilíbrio vem do banco; enquanto o Canelas pode fazer substituições, já que tem jogadores no banco, e Pedras Rubras não as faz porque não os tem.

CANELAS Paulo Ricardo, Marco, Marquinhos, Veloso, Miguel, Raul, Ludovico, Eurico, Filipe, Ivo, Zé Luís, Guilherme, Marco. Treinador: Zulmiro. Equipa de Arbitragem: António Castiajo,

Conclusão: O Canelas ganha o jogo e o Pedras Rubras PERDE-O. Dias dos Santos

FUTEBOL: A. F. do Porto - 1ª Divisão Juniores 13ª Jornada

CKM conquista Foi pena... tanto mais dois títulos empenho para nada O Clube de Karaté da Maia esteve em destaque no Campeonato Nacional de Karaté, uma organização da Federação Nacional da modalidade. A Lourinhã foi o local escolhido para albergar a iniciativa, que contou com uma comitiva de nove atletas do CKM. O saldo acabou por ser positivo para a equipa maiata, com quatro lugares no pódio, dos quais dois são títulos de campeões nacionais nos escalões de Juniores -75 kg e Cadetes 60kg, por Nuno Moreira e Ricardo Gonçalves, respectivamente. De salientar que, estes títulos foram conseguidos no primeiro ano de participação dos atletas no escalão. Quanto aos outros lugares de destaque,

couberam a Marlyn Azevedo, vicecampeã em cadetes femininos -50kg, e César Romão, terceiro classificado em juniores -80kg. Entretanto, Nuno Moreira irá representar Portugal nos dias 19 e 20 deste mês, num Torneio Internacional em Espanha. Uma participação que tem como objectivo a preparação para o Campeonato da Europa, a realizar em Fevereiro do próximo ano, na Croácia. Aliás, este karateca foi ainda seleccionado para integrar o percurso de Atleta de Alta Competição, instituído pela primeira vez no nosso país. AMM

FC Pedras Rubras comemorou aniversário

CF Oliveira do Douro 2 - 1 FC Pedras Rubras C.F. OLIVEIRA DO DOURO Bruno, Tiago, Abreu, Ricardo, Miguel, André Ferreira, Ricardo, André Correia, Bruno, Juliano, Rogério, Tiago, Jorge, Fábio, Bruno, Oscar, Fábio, Santos. Treinador: Cesário Santos FC PEDRAS RUBRAS Miguel, Diogo, Pedro, Rui, Xavier, David, Sérgio, Martins, Silva, Caridade. Treinador: Jorge Nascimento. Equipa de Arbitragem: Carlos Martins, Manuel Costa e Miguel Costa Equilíbrio total em tudo, até nos golos.

O Oliveira do Douro marca aos 20’ da 1ª parte e o Pedras Rubras empata aos 20’ da 2ª parte. Depois, depois vem o costume. Uma equipa a ser renovada constantemente pelo treinador Cesário e a outra a não fazer nada, já que Jorge Nascimento não tem jogadores. Aliás, isso do futebol já não tem muito que inventar. É que sem jogadores, sem organização, nenhuma equipa terá ou conseguirá bons resultados. Cabe aos dirigentes do FC Pedras Rubras fazer algo; por isso é que são dirigentes e têm responsabilidade de dirigir, BEM ou Mal. (JOGADOR JOGA, TREINADOR TREINA, DIRIGENTE DIRIGE). Dias dos Santos

FUTSAL: Campeonato Nacional da 2ª Divisão - Zona Norte

Amanhã da Criança - 7 Monte das Pedras - 4 Pavilhão Municipal do Corim AMANHÃ DA CRIANÇA Samagaio, Miguel, Filipe, Hugo, Vitor, Coelho, Pedro, Helder, Bruno, Santos. Treinador: Vitor Magalhães ASC MONTE DAS PEDRAS oão Paulo, Sérgio, Fabrício, Dinho, Luís, R. Macieira, Tiago, Dominique, Rui Miguel, Faleiro. Treinador: Henrique Silva Árbitros: António Braga e José Pinto Conometrista: Camilo Tavares, AF de Vila Real Realizou-se na Maia um clássico maiato de Futsal, entre o Amanhã da Criança e o Monte das Pedra, com uma moldura humana na assistência. Sendo um jogo entre rivais foi de excelente

propaganda para a modalidade. Entrou muito bem o Monte das Pedras, mas a sorte e algo mais não quiseram nada com os forasteiros, mas com certa dose de sorte o Amanhã da Criança cedo chegou ao 3-0, reagindo o seu adversário e marcando um dos seus golos antes do intervalo, ao qual se chegou com o resultado de 3-1. No início da 2ª parte o Monte das Pedras voltou a entrar muito bem no jogo, mas, mais uma vez, com fraca sorte na finalização e também atitudes menos claras por parte da arbitragem, em que viu quatro dos seus atletas expulsos, com cartões vermelhos directos, sem que nada o fizesse prever. Venceu a equipa que mais sorte teve. Foi um bom jogo entre rivais, mas estragado em parte pela dupla de arbitragem. Emílio Santos


maiahoje

desporto 27

Sexta-feira 12 de Dezembro de 2003

!! MG ZS 105

Executivo radical

andreia nascimento e artur Bacelar

!! A MG lançou recentemente o seu “ZS 105”, uma espécie de versão desportiva do modelo 45 da Rover, que resulta da associação das duas marcas. Um modelo que mantém algumas das vertentes mais conservadoras da casa “mãe”, essencialmente no seu interior mas que, ao mesmo tempo, consegue destacar-se pelo seu estilo desportivo. Este MG prima, acima de tudo, pela sua elegância e robustez.

Já com alguns meses de “stand” o MG ZS, não deixa de ser uma novidade, apresentando agora a motorização de 1,4 litros e 103 cavalos. “Desenhado” para agradar aos amantes da velocidade, o ZS não deixa de proporcionar o conforto de um familiar médio como o do seu irmão 45. A grande diferença entre estes dois gémeos britânicos reside na “alma” desportiva e na estética radical e robusta do MG. A sua condução é precisa e algo dura, típica de um veículo desportivo. Apesar disso, não deixa de ser confortável conferindo um alto grau de versatilidade a este automóvel britânico. O seu interior segue a filosofia previsível de um desportivo, realçando a simplicidade e funcionalidade. Outro ponto a salientar é o equipamento presente. De série, entre muitos outros encontramos suspensão desportiva rebaixada, molas e amortecedores desportivos, bem como barras estabilizadoras dianteira e traseira.

Itens que acentuam o carácter desportivo do MG ZS. Quanto à segurança, dispõe de três air bags: do condutor, do passageiro e air bags laterais dianteiros. Uma simbiose bem conseguida entre o clássico e o desportivo.

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Motorizações, Performance e Consumos

Três versões estão disponíveis, 105 (1.4, 16 válvulas); 180 (2.5, V6, 24 válvulas) e turbo diesel (2.0 com intercooler). A versão ensaiada vai dos 0 aos 100 em apenas 11,4 segundos atingindo uma velocidade máxima de 188 Km/h. Quanto a consumos, regista-se 5,7/7,0/9,3 litros aos 100 Km, para circuitos de estrada/misto/cidade.

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Preços

Quanto a preços, o modelo testado

pelo Maia Hoje ascende a pouco mais de 21 mil euros, sendo o “irmão” mais barato desta família MG ZS.

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Conclusão

O MG destina-se, essencialmente, a um público já com algum poderio económico. Este “executivo radical” oferece uma imagem desportiva adequada aos tempos de hoje. Nesse sentido, disponibiliza uma grande variedade de cores que se podem combinar com aplicações interiores. Este é, sem dúvida, um automóvel moderno que prima pelo conforto e pelo perfil robusto. A segurança que transmite torna-o bastante agradável na sua condução. Os que procuram emoções fortes podem encontrá-las neste MG ZS. Este automóvel além de outros modelos MG podem ser encontrados na “Maiauto”, concessionário da marca na Maia.

!! equipamento principal do veículo ensaiado Air Bag condutor ..........................................S Air Bag passageiro.......................................S Air Bags cabeça ...........................................N Air Bags laterais............................................N Alarme Perimétrico .......................................S Alavanca da caixa em pele..........................S Antena de rádio eléctrica.............................N Apoio de braços frente ................................S Apoio de braços traseiro .............................N Ar Condicionado manual.............................S Ar Condicionado duplo ...............................N Ar Condicionado auto..................................N Arrumação adicional ....................................S Banco regulável em altura...........................S Bancos aquecidos .......................................N Bancos desportivos......................................S Bancos eléctricos.........................................N Bancos traseiros rebatíveis..........................S Barras no tejadilho .......................................N Comando à distância...................................S Computador de Bordo ................................N Conta Rotações............................................S Controlo ASC................................................N Controlo BAS................................................N Controlo CBC ...............................................N Controlo EBD................................................S Controlo EBV ................................................N Controlo ESP................................................N Cortinas insufláveis ......................................N Cruise Control...............................................N Desembaciador nos retrovisores................N Desembaciador traseiro...............................S Direcção assistida ........................................S Espelho antiencadeamento.........................S Estofos com guarnições em pele...............S Faróis de nevoeiro........................................S Faróis de Xénon ...........................................N Fecho centralizado .......................................S Gancho de reboque ....................................N Jantes de liga leve........................................S Pára-choques na cor....................................S Pintura metalizada........................................N Pneu suplente.............................Emergência Porta copos...................................................S Porta luvas refrigerado.................................N Rádio com comando no volante ................S Rádio leitor cassetes....................................N Rádio leitor CDs............................................S Retrovisores eléctricos .................................S Relógio...........................................................S Sensor de Chuva .........................................N Sensor de Luz ..............................................N Sensores de estacionamento .....................N Sistema ABS .................................................S Sistema City .................................................N Sistema de Navegação ...............................N Sistema Follow me.......................................N Taquigrafo .....................................................N Tecto de abrir eléctrico ................................O Tecto de abrir Manual ..................................N Telefone .........................................................N Telefone com comando no volante............N Tracção às 4 rodas ......................................N Travões de Disco à frente............................S Travões de Disco atrás ................................N Vidros eléctricos frente.................................S Vidros eléctricos trás ....................................S Volante em pele............................................S Volante regulável em altura .........................S Volante regulável em profundidade ...........N

!! manutenção Garantia mecânica.........3 anos/100 000 km Garantia Corrosão.................Não disponível Garantia Pintura.....................Não disponível

!! assistência

Assistência 24 Horas....................................S Primeira Revisão .........12 meses/25 000 km Segunda Revisão........24 meses/50 000 km

!! custos

Imposto Municipal anual............14,96 euros Seguro terceiros.................375 euros aprox. Primeira revisão .....................Não disponível Segunda revisão....................Não disponível Terceira revisão......................Não disponível O = Opcional S = Série N = Não disponível PUB


maiahoje

a fechar PUB


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