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jornal regional de grande informação Ano V | Nº 122| Quinzenal | Director: Artur Bacelar | Porte

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Sai às Sextas | 28 de Janeiro a 10 de Fevereiro de 2005 | Preço incluindo IVA =C 0,50

NESTA EDIÇÃO OFERTA

Autorizado a circular em invólucro plástico fechado. Pode abrir-se para verificação postal. AUT48 DE0656/2003DCN PUB

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BRAGANÇA FERNANDES, PRESIDENTE DA CÂMARA DA MAIA EM GRANDE ENTREVISTA:

«SE O PS NÃO GANHAR COM MAIORIA ABSOLUTA É UMA DERROTA PARA O PARTIDO E PARA O PRESIDENTE DA REPÚBLICA» “TOTOLOTO” DOS CAVALOS

Ontem foi aprovado em Conselho de Ministros o regime das “Apostas Mútuas Hípicas Urbanas”. Pág. 31

PODER DE COMPRA Maia é o 5º Concelho com maior poder de compra da Região Norte e o 29º de entre os 308 a nível nacional. Pág. 08

Em relação às legislativas, o Autarca afirma que o PS vai bem lançado e que talvez até ganhe. No panorama local, o edil não prescinde de Mário Nuno Neves para as Autárquicas. Este último ano de mandato será, também, de grandes obras, nomeadamente o avanço da possível instalação de um Hospital Privado em Moreira e lançamento do Pavilhão Municipal de Pedrouços.

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Pág. 4 a 7


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02 PÁGINA DOIS

EDITORIAL

! PAINEL MAIA HOJE À hora do fecho da edição e à pergunta «Tenciona votar nas próximas eleições legislativas no dia 20 de Fevereiro?», o Painel MaiaHoje.pt, composto pelos visitantes do “site” www.maiahoje.pt, respondeu da seguinte forma:

artur bacelar :: director

Diz-que-disse ou parece-que-fez Viradas que estão as questões políticas para as próximas eleições legislativas, as autárquicas estão a ser mantidas em “Banho Maria”. Mesmo assim, aqui e ali vamos assistindo a episódios editoriais do “folclore” habitual como comentaristas que escrevem ou escreveram em quase todos, se não a totalidade, dos jornais regionais da Maia, a finalmente poderem dar azo às suas ideias no jornal do Dr. Catarino, ou mesmo, comentaristas, analistas políticos, ou o que lhe queiram chamar, a opinar sobre partidos dos quais já foram ou querem ser militantes em outros jornais. Nestes casos (os da política diz-que-disse ou parece-que-fez), o “MaiaHoje” parece até que nem existe, vendendo assim menos uns quantos jornais na Praça Dr. Vieira de Carvalho que “compensa” com o apreço dos leitores no resto do Concelho. Será que é por seleccionar quem nas suas páginas escreve, separando quem legitimamente quer dar a sua opinião política, dos que pretendam apenas protagonismo com vista a algum lugar elegível? Bom, se calhar pelas duas coisas. Mas despreocupem-se os nossos leitores pois orgulhamo-nos de até à data, nunca termos feito qualquer “censura” e até de termos publicado artigos dos quais fomos frontalmente contra. É natural que nas próximas edições a “fatia” reservada a este tema (política) venha a aumentar. É natural que assim seja… de 4 em 4 anos.

Total de Votos: 72 Lembramos que o resultado do Painel “MaiaHoje.pt”, não pretende ser de alguma forma uma sondagem ou consulta de opinião. Para a próxima quinzena a questão que iremos colocar no painel MaiaHoje.pt é a seguinte: «No Jornal MaiaHoje, qual é a secção da sua preferência?» Lembramos que esta votação vai estar online a partir de hoje e até ao dia 26 de Janeiro, sendo os resultados publicados na edição número 122 de 27 de Janeiro.

! INDICE DAS FREGUESIAS ÁGUAS SANTAS MAIA S. PEDRO AVIOSO SILVA ESCURA

pág. 15 e 16 pág. 18 pág. 16 e 17 pág. 17

OBJECTIVA

por: Julio Sá Ornelas julio@maiahoje.pt

Título: Quem fotografa quem?

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Sexta-Feira, 28 de Janeiro de 2005


GRANDE MAIA 03 maiahoje jornal regional de grande informação

www.maiahoje.pt press@maiahoje.pt

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!AUTARCAS, RESPONSÁVEIS DA EMPRESA METRO E JORNALISTAS

PERCORRERAM A PÉ A LINHA VERDE QUE LIGARÁ MATOSINHOS À MAIA

Caminhada “metro” a “metro”

PROPRIEDADE DE:

MAIAPRESS EdItoRES, LdA. REGISTADA NA CONS. REG. COM. DO PORTO COM O NÚMERO 1313 CONTRIBUINTE NÚMERO 504 786 954

DIRECTOR DA PUBLICAÇÃO: Artur Bacelar (C. P. n.º 9471) artur@maiahoje.pt CHEFE DE REDACÇÃO: António Manuel Marques (C. P. n.º 9478) antonio@maiahoje.pt REDACÇÃO: António Armindo Soares soares@maiahoje.pt Carlos Barrigana (AJD n.º 1277) carlos@maiahoje.pt José Matos (C. P. n.º 9293) jose@maiahoje.pt DIRECTORA COMERCIAL: Manuela Sá Bacelar manuela@maiahoje.pt DESIGN / PAGINAÇÃO: Bruno Ferreira da Silva bruno@maiahoje.pt SECRETARIA DE REDACÇÃO: Diana Batista diana@maiahoje.pt COLABORADORES: Andreia C. Faria andreiafaria@maiahoje.pt Francisco Alves (Palavras Cruzadas) Francisco José Bacelar (Desporto) francisco@maiahoje.pt Júlio Sá Ornelas (Fotografia) (C. P. n.º 10056) julio@maiahoje.pt Miguel Ângelo Machado (C. P. n.º 9296) miguel@maiahoje.pt Nelson Azevedo Ferraz (Crónicas) Rui Alexandre Ribeiro (Psicologo) Williams James Marinho (Sociedade) DISTRIBUIÇÃO: Millennium Press - Maia REDACÇÃO / D.COMERCIAL Rua dos Altos, Edifício Arcada, loja 12 • 4470 - 235 Maia Telefones 22 947 62 62 Telefax. 22 947 62 63 Dep. Comercial. 22 947 62 64 Sede: Rua dos Altos, Edifício Arcada, loja 12 • 4470 - 235 Maia Depósito legal 147209/00 DGCS nºo 123524 Tiragem 3.000 exemplares IMPRESSÃO: EMPRESA DO DIÁRIO DO MINHO Rua de Santa Margarida, 4A 4470-306 Braga Os artigos de opinião são da responsabilidade de quem os assina, não reflectindo nem vinculando a opinião dos editores bem como do director do Jornal. A direcção do Jornal é defensora da plena liberdade de expressão, reservando-se a direcção a não publicar artigos de opinião que prejudiquem a imagem e liberdade de outros. É política do Jornal o pluralismo e isenção nos assuntos tratados.

texto: josé matos fotos: júlio sá ornelas

! Autarcas viram o metro ao pormenor

Antes de mais convém dizer que foram seis quilómetros feitos a pé por um percurso nada plano e direito. Durante as três horas da sinuosa caminhada, ouviram-se alguns comentários e opiniões dos presidentes das câmaras municipais de Matosinhos e Maia, e presidente da Comissão Executiva da Metro do Porto, tais como a necessidade de expropriações e de novas ligações viárias; a localização das estações; o novo quadro envolvente que se criará, e uma fé não muito firme em que tudo estará no activo a 31 de Março. A ideia partiu de Narciso Miranda, edil de Matosinhos, para o que convidou o congénere da Maia, Bragança Fernandes, e o máximo responsável pela empresa do Metro do Porto, Oliveira Marques. Juntaram-se os autarcas Silva Tiago (Vicepresidente da Câmara Municipal da Maia) e Guilherme Pinto (Vice-presidente da Câmara Municipal da Matosinhos), além de outros elementos do Metro. O objectivo era constatar “in loco” os avanços da obra entre Senhora da Hora e Maia, pela Linha da Trofa (Verde), ao mesmo tempo que se fazia uma apresentação mais pormenorizada à comunicação social. Certamente que muitos não estariam à espera das três horas que se seguiriam, apesar das galochas e botas todo o terreno dos autarcas e responsáveis do Metro. Pés enterrados na lama, saltos por cima de riachos, subidas íngremes com escorregadelas, descidas com algumas bem rápidas (leia-se quedas), risos, respirares cansativos, entreajuda - género dá cá a mão para subires - o olhar admirado de trabalhadores, as notas soltas dos jornalistas e as objectivas (in)constantes dos fotógrafos, foi, em resumo, um quadro pouco habitual entre o meio político e empresarial. Mas voltemos à análise das questões do metro. Logo à partida, abordou-se a questão do estacionamento na Senhora da Hora. Com a entrada em funcionamento das linhas da Póvoa e Trofa, aumentará consideravelmente a procura de lugares para os veículos. «São os bons problemas», referiu Narciso Miranda, informando que está já definido o aumento do estacionamento nessa estação, nomeadamente com dois pisos subterrâneos. De mapa na mão, Narciso Miranda falava com Bragança Fernandes e com Oliveira Marques (este de máquina fotográfica

sempre pronta). Com a estação da Fonte do Cuco já bem para trás, chegou-se à zona Cândido dos Reis, onde o edil de Matosinhos falou na ligação do metro a importantes vias estruturantes, como à IC 1, à IP 4, VRI, facto que transformará a freguesia de Custóias, dando-lhe outra centralidade. Narciso Miranda ainda “tocou” na questão de expropriações e de muita área que teria que ser desbravada. «O Metro tem esse efeito requalificador», notou. Foi dele também a ideia de que a estação na zona Cândido dos Reis poderia muito bem chamar-se de Souto Custóias, o que agradou ao Presidente de Junta, José Tunes. Galgaram-se mais alguns metros de caminho, passou-se pelas três passagens superiores que estão a nascer na linha, em Pias, e, chegados a Araújo, eis que veio à baila a eliminação por lapso da antiga estação de combóio. Foi dado a conhecer que será construída uma nova estrutura, projectada por Souto Moura e Bernardo Távora. Por essa altura já Bragança Fernandes ansiava por avistar terras da Maia. Entre dentes lá deixou sair a Oliveira Marques alguma preocupação com o andar as obras: «Estou a ver isto um pouco engasgado». Mais alguns passos e o presidente do Metro lembrou que quando foi no Mercado do Bolhão, um mês antes da inauguração da linha, também se assustou com as obras, mas depois tudo avançou rapidamente. Narciso Miranda juntar-se-ia, lançando a certeza de que «nunca como até aqui os dois concelhos tiveram tanto trabalho em comum». Eis que surge ao fundo a Torre do Lidador. Atravessou-se a Via Norte pelo novo viaduto com 700 metros, sobre os arcos, onde ficará a “menina dos olhos lindos” dos autarcas maiatos: a estação

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suspensa. Silva Tiago não desgostou da ideia de uma iluminação apropriada. Uma vez no centro da Maia, ainda houve forças para algumas declarações aos jornalistas. Bragança Fernandes deu o tempo por bem empregue: «Não me arrependi da visita a pé, fiquei a conhecer melhor o troço, gostei da maravilhosa paisagem à entrada da Maia e toda a bela panorâmica do meu Concelho». Em relação ao prazo de concretização que está estipulado em 31 de Março, apesar de algumas dúvidas durante o percurso, manteve-se confiante: «O empreiteiro tem que cumprir o objectivo traçado pelo Metro. Acredito na boa vontade das pessoas, que tudo farão para que esteja pronto a tempo. Claro que podem haver imponderáveis, como intempéries, mas estou convencido que se não for 31 de Março, estará pronto nos primeiros dias de Abril. A população maiata aguarda com muito entusiasmo a chegada do Metro». O edil de Matosinhos também não desarmou quanto aos prazos; «acredito que há razões para manter a meta. A empresa está presa a esse acordo. Se há razões que justifiquem o acelerar dos trabalhos, provavelmente vai fazê-lo». Em relação à oportunidade do “passeio”, nenhuma dúvida: «Está demonstrado que percebemos de uma maneira muito mais fácil as situações concretas existentes quando estamos no terreno, por muito bem que os projectos e “dossier’s” estejam estudados nos gabinetes. As questões de reinserção ambiental, reinserção urbana, as ligações das redes, infraestruturas, as acessibilidades às estações, a localização destas, tudo isto é importante». Para trás ficava a aventura de seis quilómetros e a dúvida entre os jornalistas; “Se calhar, contado ninguém acredita”.


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04 GRANDE ENTREVISTA

!BRAGANÇA FERNANDES EM GRANDE ENTREVISTA AO MAIAHOJE

antónio manuel marques

antonio@maiahoje.pt

«...se o Partido Socialista não ganhar com a maioria absoluta é uma derrota para o PS e para o Presidente da República» Com as legislativas à porta e as autárquicas a caminho, o MaiaHoje levou a cabo uma entrevista de fundo com o Presidente da Câmara Municipal da Maia, Bragança Fernandes. Em relação às legislativas, o autarca afirma que o PS vai bem lançado e que talvez até ganhe, mas sem maioria absoluta, o que seria um derrota para os socialistas e para o Presidente da República. No panorama local, o autarca não prescinde de Mário Nuno Neves para as próximas autárquicas, apesar de algumas criticas internas, e considera Paulo Ramalho como «um nome a pensar» para o lugar de vereador. Este último ano de mandato será também de grandes obras, com o avanço da possível instalação de um Hospital Privado em Moreira e com o anúncio da vinda da Brigada Anti Crime da PSP, para a Maia. MaiaHoje - Recentemente foi divulgado o interesse de um grupo de empresários em construir um Hospital privado no Concelho. Como está a decorrer o processo? Bragança Fernandes - Sabemos que empresários ligados ao Hospital da Trofa estão interessados na construção imediata de um Hospital. Nós temos os terrenos para isso, que se situam na freguesia de Moreira, e que foram cedidos à Misericórdia para esse efeito. Neste momento estamos em negociações para que a Câmara seja parceiro no projecto. O terreno está em fase de avaliação por esses empresários e a partir daí vamos analisar o processo em conjunto. Com certeza que chegaremos a esse acordo e iremos ter um Hospital em Moreira. MH - Na área da Saúde que outros projectos decorrem neste momento? BF - Temos também o Campus da Saúde, um projecto a longo prazo, que está situado num terreno na freguesia de S. Pedro Fins. Será um processo longo, entre 10 a 15 anos. Temos previsto para este Campus, o Hospital de Reabilitação do Norte, uma ideia do Governo e apadrinhada pela ARSNorte que informou o respectivo Ministro que gostaria de ver na Maia esse equipamento. Temos também outras instituições interessadas em participar, como por exemplo, o Centro Genético do Porto, com quem assinamos um protocolo para a sua instalação no

Campus da Saúde. A Ministra da Ciência e Ensino Superior também vem cá na segunda feira para assinar um protocolo com vista à implantação na Maia do Instituto de Biotecnologia do Norte, que neste momento está em condições péssimas. Nós vamos ceder o terreno e eles vão lançar o projecto e iniciar a construção. De referir ainda que consegui construir o Centro do Castêlo e que vai ser inaugurado no próximo mês e consegui o Centro de Gueifães, que foi extremamente difícil, devido à dificuldade em arranjar um local para sua implantação, e que espero que ainda em 2005 seja construído. Em Pedrouços, que é uma freguesia populosa, estivemos em negociações com a ARS e cedemos um terreno na Rua de Angola para aí ser construída uma nova Unidade de Saúde. Estamos também neste momento a tentar dialogar com a ARS para transferir o Centro de Saúde que existe nos Bombeiros de Moreira para o novo edifício da Junta de Freguesia. Ainda estamos a negociar com a ARS a possibilidade de tentar transformar a Casa de Desporto nos Serviços a Situações de Urgência (SASU) para o Concelho e também mudar para lá um Centro de Saúde com condições que pudesse servir a freguesia de Vermoim e auxiliar também o Centro de Saúde da Maia. Com todas estas situações que estão a ser estudadas penso que a Maia vai ficar bem servida em termos de Saúde e estou muito satisfeito com o trabalho que tem sido desenvolvido com a ARS.

MH - Como está a evoluir o Parque Maior? BF - O projecto está dividido em vário troços e leva algum tempo a construir. Implica a demolição do Bairro do Sobreiro, do campo de treinos do Estádio, entre outros. A primeira parte a ser construída é a chamada Praça do Oxigénio, junto à Rua Altino Coelho, onde está situada a Escola do Sobreiro que já foi transferida para a Escola D. Manuel II. Com esta mudança, evitamos, para já, a construção de uma nova escola no centro da Maia. Como dizia, já tivemos de realojar várias pessoas que estão a sair sem problemas do Bairro do Sobreiro, e portanto, esta primeira fase vai começar muito rapidamente. Lançámos também um projecto para a zona das Piscinas Olímpicas, projecto esse que está em fase final de contratualização. Vai nascer ali um grande espaço dinamizador que em breve vai começar. MH - No início do mandato referiu que uma das suas apostas eram os espaços verdes. De que forma podemos ver isso? BF - Na área de Parques Urbanos, vamos ter o Parque de Avioso que terá 35 hectares. É um Parque que tem valências fantásticas com cerca de cinco quilómetros de caminhos, bares, lugares de estacionamento e até uma pequena pousada para a Juventude, portanto é um Parque que valerá a

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pena visitar. Deverá estar concluído em Abril ou Maio deste ano. Vamos também fazer um Parque em Águas Santas junto às Piscinas e temos o Parque dos Moutidos que muita gente não conhece. Além disso, estou a tentar urbanizar todos os pequenos espaços desaproveitados pelo Concelho, para transformá-los em espaços verdes. Dou um exemplo: a antiga linha de comboio da Trofa que ficou abandonada e veio à nossa posse, vai ter uma ciclovia com jardins. Outro exemplo é no Aeródromo, onde temos uma pista com cerca de 20 bicicletas disponíveis para a população. Esta semana já recebi cartas a pedir bicicletas também para as crianças, o que acho uma excelente ideia. Fico satisfeito porque as pessoas valorizam o trabalho que fazemos. MH - O Aeródromo de Vilar de Luz foi recentemente palco de várias inaugurações. Ficou no ar a hipótese da estrutura poder vir a receber espectáculos. Confirma esse projecto? BF - Recebi várias cartas relacionadas com exposições de “Tunning” e grandes concertos. Tudo isto está a ser analisado. É um lugar sossegado que não incomoda a população e tudo está a ser equacionado. A Câmara é favorável à ideia mas quer que os eventuais espectáculos a serem realizados tenham categoria, porque só estamos habituados a isso e os maiatos só aceitariam esse nível.


GRANDE ENTREVISTA 05 MH Outros projectos emblemáticos são o Hipódromo e o Campo de Golfe. Como estão a evoluir? BF - No Hipódromo estamos a tentar fazer parcerias, tendo já investido lá milhares de contos em terrenos. A legislação das apostas foi aprovada e vão aparecer muitos interessados em ocupar o Hipódromo. Estamos a pensar também aí ou no Aeródromo fazer parcerias com privados para um campo de Golfe. Está tudo em aberto, temos vários contactos e estamos à espera da melhor oportunidade para dar andamento ao processo. MH - Existem outras obras que destaque até ao fim do mandato? BF - Temos um projecto interessante que são os Centros Cívicos. As Juntas devem ter a dignidade que merecem para receber os seus cidadãos em condições. As nossas Juntas vão ter todas, sem excepção, um Centro Cívico. Temos ainda dois estádios fantásticos, um em Pedras Rubras e outro em Nogueira. O Estádio de Pedras Rubras é uma obra prima e quando ficar construído será um dos mais bonitos do Norte do País. Foi feito só com dinheiro da Câmara. Quanto ao Estádio do Nogueirense é mais pequeno mas também foi feito à medida e este ano terá as duas primeiras fases concluídas. Quero lançar também este ano uma obra importante que é o Pavilhão Municipal de Pedrouços. Lancei também o Pavilhão Municipal de Nogueira e o Pavilhão de Gueifães que já está em construção. No âmbito do PER, vamos entregar este ano cerca de 500 casas. Muito se falou sobre os nossos gastos, que algumas pessoas criticaram. Quero que as pessoas vivam bem com garagem, com arrumos, com despensas. É isso que quero que eles tenham e não me importo que o município pague isso, para que o maiato tenha melhores condições. É isso que vou continuar a fazer.

«... A ESQUADRA DE PEDRAS RUBRAS SERÁ DA GNR... E A BRIGADA ANTI CRIME VEM PARA A MAIA»

MH - No ano passado houve um grande número de visitas ministeriais à Maia. Na prática, o Concelho ganhou com isso? BF - Não andei à procura dos ministros. Vieram à Maia pelo trabalho que está a ser feito e pela sua qualidade. É com muito gosto que recebo os ministros de qualquer partido. De uma maneira geral, a sua vinda trouxe alguns frutos. Dou o exemplo da Segurança. Neste capítulo, com a vinda do ministro conseguimos que o quartel do Castêlo esteja a andar. É uma obra grandiosa onde estamos a tentar colocar uma secção dos Bombeiros e o destacamento da GNR que se encontra

em Matosinhos. Conseguimos também que a esquadra de Pedras Rubras seja GNR e estamos a trabalhar para que possam começar a montar a edificação. A Brigada Anti Crime que está implantada aqui e em Matosinhos vem para a Maia. Estive reunido com o Comandante Metropolitano e mostrei-lhes uma construção que gostaram. É na freguesia da Maia, perto da Zona Industrial num bloco independente. Mas é apenas um dos exemplos. Outro é o da vinda da Ministra da Ciência para assinar a transferência do Instituto de Biotecnologia para a Maia. Conseguimos ainda com a vinda do Ministro das Obras Públicas que o Viaduto do Leandro, que estava parado há alguns anos, tivesse seguimento. A Ministra da Justiça também esteve cá para a aquisição e instalação do Tribunal naquele edifício da Via Periférica, que espero que comece logo que o novo Governo tome posse. Todos eles trouxeram frutos.

avançar como alternativa? Seria um bom líder? BF - Gosto muito do Dr. Marques Mendes. É meu amigo pessoal e já visitou a Maia. É um bom líder, mas o PSD tem muitos bons líderes. Na altura própria se verá, mas acho que isso não sucederá porque temos as autárquicas à porta e o Partido quer paz e se algo não correr bem, temos de trabalhar para as autárquicas.

«...O PARTIDO SOCIALISTA NÃO VAI TER A MAIORIA ABSOLUTA. É CAPAZ DE GANHAR AS ELEIÇÕES, TUDO APONTA PARA ISSO, MAS NÃO GANHA PELA MAIORIA»

MH - Que expectativas tem sobre as próximas eleições legislativas? BF - Vai ser um combate difícil, mas nada está perdido. Acho que o Dr. Santana Lopes fez o que pôde em seis meses de Governo. Criticam-no, mas ele foi “apunhalado”. Acho que a população deve votar e não ficar em casa. MH - Foi “apunhalado” por quem? BF - Pelo que li nos jornais vejo que ele tem sido “apunhalado”... como aquelas declarações do ministro Chaves. São coisas que não podem acontecer. Numa equipa tem de haver solidariedade e lealdade e dá-me ideia que ele não tem tido lealdade por parte de alguns colegas de partido. MH - Em caso de derrota nestas eleições, Santana Lopes deve tirar consequências disso? BF - Na minha opinião, o Partido Socialista não vai ter a maioria absoluta. É capaz de ganhar as eleições, tudo aponta para isso, mas não ganha pela maioria. O Dr. Santana Lopes deve continuar a ser o Presidente do Partido porque se o Partido Socialista não ganhar com a maioria absoluta é uma derrota para o PS e para o Presidente da República que deveria deixar as coisas como estavam. Acho que não se deve retirar ilações precipitadas. Acho que temos um bom líder e o futuro o dirá. MH - Fala-se que em caso de derrota Marques Mendes poderia Sexta-Feira, 28 de Janeiro de 2005

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06 GRANDE ENTREVISTA

MH - Que comentário lhe merece a posição que ocupam os membros da Concelhia PSD Maia nas listas às legislativas? Mostram um decréscimo de importância política? BF - Não achei justo e quando vim de férias reagi. Escrevi de imediato uma carta ao Presidente da Distrital a dar-lhe conta da situação e a pedir explicações pela mudança de posição de um dos nossos deputados para penúltimo lugar. A Comissão Política PSD Maia elaborou um comunicado para mostrar o que fez em relação a isso e para dar resposta a algumas críticas que diziam que a Comissão Política não tinha poder. Penso que a posição do deputado não tem nada a ver com a Comissão Política. Tem a ver com o que o deputado fez. O Dr. Bernardino da Costa Pereira foi maltratado, mas não foi pela Concelhia, que o indicou pelo seu trabalho ao longo do mandato. Agora, se a Nacional entendeu que ele fosse para aquele lugar teve qualquer razão. Já pedi explicações que ainda não me foram dadas e estou completamente solidário com o Dr. Bernardino da Costa Pereira que foi injustiçado. Mas a composição das listas é muito difícil. Houve guerras por tudo o que é sítio, tanto no PS como no PSD. Contudo estamos aqui é para servir o partido.

MH - Os Presidentes de Câmara PSD almoçaram recentemente com Santana Lopes. O que foi tratado nesse encontro? BF - O Presidente do partido está doente. Se calhar vai ter que parar a campanha. Pediu-nos o nosso apoio e que o ajudemos, dando-lhe tudo o que possamos dar. Apresentou-nos o Programa do Governo e pediu-nos para intervir na campanha.

MH - Ainda não está certa a coligação? BF - Pela Distrital está certa, aqui na Maia as conversações pararam, mas também pararam em todo o Distrito. Só vamos reactivar as conversações depois das eleições. Não tenho pensado nisso nem me preocupa porque estou aqui para trabalhar e para ajudar o mais que posso as pessoas.

«... É UMA PESSOA (MÁRIO NUNO NEVES) DE QUE NÃO PRESCINDO NA MINHA LISTA E ACHO QUE O PP TAMBÉM NÃO O DEVERIA FAZER... PAULO RAMALHO É UM NOME A PENSAR»

MH - Avançando para as autárquicas... já formou a sua equipa? BF - Não. Não a defini porque ainda é cedo. Estamos a oito meses das eleições. A Distrital pediu a todos os Presidentes de Câmara para não falar em autárquicas até ao dia 20 de Fevereiro. Nem as conversas com o PP têm acontecido. Sexta-Feira, 28 de Janeiro de 2005

MH - Sente a confiança e apoio da estrutura Distrital e da Nacional em relação à sua candidatura? BF - O Presidente da Distrital, o Dr. Marco António, já o veio dizer cá várias vezes. Acho que sou eu o candidato ou não sei o que aconteceria à Maia. Os maiatos já me conhecem e gerir uma Câmara Municipal como a da Maia não é fácil. O maiato é muito exigente. Eu


GRANDE ENTREVISTA 07 conheço praticamente todos os arruamentos do Concelho, conheço os maiatos e por isso tenho mais facilidade em comunicar com eles. Acho que serei o candidato porque tenho o apoio da Concelhia, da Distrital e da Nacional... e qualquer candidato que venha do PS é bem vindo porque eu gosto de batalhas. MH- Dentro do PSD há vozes discordantes em relação a uma coligação PSD-CDS/PP e até ao próprio Vereador Mário Nuno Neves? Que comentário lhe merece esta situação? BF - O Dr. Mário Nuno Neves é um óptimo vereador. É uma pessoa honesta e leal, que eu estimo e por quem tenho uma grande amizade. Conto com ele. MH - Mesmo que ele não tenha o apoio do CDS-PP da Maia? BF - Não quero discutir essa situação. Na altura se verá, mas é uma pessoa de que não prescindo na minha lista e acho que o PP também não o deveria fazer. É uma pessoa que muito tem feito pelo PP, pela coligação e pelos maiatos. MH - Um nome que já foi mencionado, pelo menos por um autarca maiato, como uma hipótese para um lugar como vereador, é Paulo Ramalho. O que lhe parece? BF - O Dr. Paulo Ramalho é um bom jurista maiato, com muitas qualidades. É um nome a pensar, não está de parte. Mas como digo, ainda é cedo para falar nessas questões. Eu tenho um executivo e não posso estar a pensar nisso a esta distância das eleições.

MH - Mas já afirmou que vai haver uma remodelação? BF - Há vereadores que já me disseram que não querem continuar. MH - Que vereadores são esses? BF - [Risos] São alguns que estão cansados, que já fizeram o seu trabalho. Estes lugares não são eternos e o Dr. Paulo Ramalho é um caso a pensar. É um bom advogado, é uma pessoa séria e honesta e é elemento da Comissão Política.

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«... O DR. CATARINO VAI EXPLICAR O QUE FEZ, SE FEZ E PORQUE FEZ EM SEDE PRÓPRIA. MAS ISSO É UM PROBLEMA DELE. SE FEZ, NÃO DEVERIA TER FEITO»

MH - O Dr. Jorge Catarino será um candidato natural como líder da Concelhia Socialista. É um adversário de peso? BF - O PS é livre de indicar qualquer candidato, que eu não tenho receio. O povo da Maia conhece-me, sabe que sou maiato, natural de Águas Santas. Vivi sempre cá e dei a minha vida pela Maia e pelos maiatos. Eles sabem o que fiz como vereador e como presidente. MH - Há quem diga que esta é uma oportunidade única para o PS vencer as eleições, com o falecimento de Vieira de Carvalho. Como se sente neste papel de sucessor dessa figura? BF - Não tenho dúvidas que substituí uma grande figura, o que não foi fácil. Vieira de Carvalho foi um grande homem, um grande professor com quem aprendi muito. Tenho-lhe o maior respeito e saudade. Com o que ele me ensinou e com o que eu aprendi, estou à altura e os maiatos viram que não houve qualquer problema nesta mudança. O Dr. Vieira de Carvalho dizia “Acima da Maia, só Deus”, eu digo “Acima dos Maiatos, só Deus”.

MH - Qual será a ideia forte que vai deixar junto do eleitorado para as autárquicas? BF - É o trabalho que desenvolvi nestes quase três anos de mandato. Temos muita obra feita e para fazer. Temos tantos projectos e ideias para o futuro. Os maiatos não têm memória curta e sabem bem o que fiz. Tenho a certeza que o maiato não é ingrato. MH - Em caso de resultado negativo, deixa o seu lugar na Concelhia à disposição? BF - É um caso que não ponho. Ainda é muito cedo para falar nisso. Estou convencido que vou ganhar as eleições e com mais votos do que nas últimas. MH - Ainda assim, nessa situação adoptaria a mesma posição que o líder do PS Maia, fazendo parte do executivo como vereador? BF - É um caso em que não pensei porque confio que não vai acontecer e nem sequer me passa pela cabeça. Cada um é como é e na altura própria as pessoas decidem.

MH - Recentemente deram-se dois casos polémicos que abalaram o meio político maiato. O primeiro refere-se à retirada de cartazes do Partido Socialista e a um eventual acordo entre as partes. É verdade que houve um entendimento para a retirada simultânea dos cartazes do PS e do MaiaDigital? BF - Nós como Câmara Municipal pomos os cartazes onde entendemos. Os cartazes do MaiaDigital não estavam a fazer campanha, apenas a informar os munícipes. MH - Mas houve uma coincidência de retirada de cartazes... BF - Não houve coincidência. A retirada dos cartazes já estava programada. O que acontece é que comecei a ver cartazes que não estavam licenciados. Os serviços técnicos verificaram o que se passava e retiraram os cartazes como era seu dever. Não há acordo nenhum e com certeza a minha fotografia vai aparecer mais vezes, se se justificar, como Presidente de Câmara a informar de algo.

MH - Como está a correr a campanha de recenseamento que a Câmara tem levado a cabo?

MH - O outro caso diz respeito à alegada utilização de envelopes dos SMAS e consequente porte pago por parte de Jorge Catarino, para enviar correspondência partidária. Disse que iria abrir um inquérito... já há conclusões?

BF - Está a correr bem. Chegamos aos 97 mil eleitores. Ainda assim, sei que há muitos eleitores que não se recensearam aqui. É pena, porque ao atingirmos os 100 mil eleitores, teríamos direito a 11 vereadores em vez de 9 e teríamos outras receitas do Governo. Vamos lá ver.

BF - Quanto a isso não vou comentar. Ainda não se abriu o inquérito, porque o assunto ainda não foi discutido na Assembleia dos SMAS. Mas algo irá ser feito e o Dr. Catarino vai explicar o que fez, se fez e porque fez em sede própria. Mas isso é um problema dele. Se fez, não deveria ter feito.

!EM COMUNICADO

PSD Maia condena ataques de «divisionistas» Segundo um comunicado assinado pela Comissão Política da Secção Concelhia da Maia do PSD, esta não «tolerará que quaisquer divisionistas venham prejudicar a Grande Família Social-democrata Maiata» a que pertencem e na qual tem lugar, mas avisam que «desde que saibamos colocar os interesses colectivos acima

dos interesses pessoais e particulares». Tudo veio a propósito das alegadas declarações «injustas», proferidas por «certas personalidades», sobre o processo de formação da Lista de Candidaturas do PPD/PSD, pelo Círculo Eleitoral do Porto às próximas Eleições Legislativas, lê-se no comunicado.

No mesmo documento, os socialdemocratas reafirmaram as expectativas de que «os candidatos indicados pela Maia fossem considerados em lugares de maior destaque», facto que segundo alegam terá sido «comunicado com firmeza a quem de direito, nomeadamente ao Senhor Presidente da Comissão

Sexta-Feira, 28 de Janeiro de 2005

Política Distrital», relevando assim eventuais responsabilidades no “peso político” que a Maia deveria ter na Distrital laranja «o protagonismo e o peso político de uma Concelhia não se afere pela posição que, num dado momento, são colocados militantes seus em Listas de candidatura» lê-se.


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08 GRANDE MAIA

!MEMBROS DA LISTA PS PELO CÍRCULO DO PORTO PASSARAM PELA MAIA

Socialistas satisfeitos com visitas ao Aeroporto e Lipor II

josé matos

jose@maiahoje.pt

Em fase de pré-campanha, a comitiva socialista das listas do Porto têm enveredado por consultas no terreno ao funcionamento de grandes equipamentos e infra-estruturas da região. No Aeroporto Francisco Sá Carneiro constataram uma grande transformação e um avultado investimento, na Lipor II comprovaram resultados ambientais animadores. Claro que também houve críticas construtivas lançadas. Os autarcas maiatos Miguel Ângelo e Jorge Catarino também disseram “presente”. Depois do centro de desemprego e da empresa do Metro, a Lista PS pelo círculo do Porto às “Legislativas”, quis conhecer de perto a realidade do Aeroporto Francisco Sá Carneiro e da Lipor II. Na primeira infra-estrutura, ficou o reconhecimento da grande obra que está a decorrer no espaço, um investimento na ordem dos 300 milhões de euros - que deverá significar um aumento considerável de passageiros. Fernando Gomes, quarto na lista, realçou a visão de futuro; «Neste momento, o aeroporto está com três milhões de passageiros, mas encontra-se preparado para receber imediatamente o dobro e pode ser rapidamente alterado para chegar aos 12 milhões de passageiros. Foi uma visão a que não estamos habituados na administração pública portuguesa. Uma visão de futuro». Fernando Gomes ainda destacou o facto das companhias aéreas de baixo custo terem vindo para Pedras Rubras, numa “batalha” ganha à Galiza; «ficamos a saber, que os aeroportos na Galiza queriam arrastar para lá a Ryanair. Foi uma vitória importante, porque vai-se trazer muita gente ao Porto e vai-se aumentar e rentabilizar o aeroporto». O lado menos bom teve a ver com a constatação da obrigatoriedade das viagens intercontinentais passarem por Lisboa. «Esperemos que com o novo Governo e uma nova gestão, tudo isto acabe por reverter em favor do Norte e do Porto», notou o deputado.

! Socialistas visitaram Lipor

LIPOR E A “LINHA RECTA” PARA GAIA Anteontem, a comitiva socialista foi à Lipor II, tendo como “cicerones” o presidente, Macedo Vieira, e Vicepresidente, Guilherme Pinto. Sem o primeiro da lista, Braga da Cruz, a apresentação motivou diversas perguntas dos presentes (Fernando Gomes, Jorge Catarino, Miguel Ângelo, Luísa Salgueiro, Joaquim Couto e Renato Sampaio). Os resultados de 2004 foram positivos, com um crescimento total da reciclagem multimaterial na casa dos 24 por cento. Crescimento também

houve no número de visitas e actividades de sensibilização ambiental. Segundo Guilherme Pinto, o aumento considerável dos valores do resultado líquido ficou-se a dever a uma actualização dos preços das tarifas e a um cumprimento escrupuloso de um acordo por quatro anos assumido com as câmaras municipais. «Em termos de qualidade ambiental melhorou-se imenso em relação ao que se fazia na Área Metropolitana do Porto. Hoje está aqui uma autêntica fábrica de tratamento do lixo, com uma qualidade do melhor que há no mundo», destacou Fernando Gomes.

A “pedra no sapato” continua a ser a ausência do concelho de Vila Nova de Gaia deste serviço intermunicipalizado de gestão de resíduos. Renato Sampaio e Fernando Gomes levantaram a questão. O autarca Miguel Ângelo quis saber o que era necessário para a entrada na Lipor de um novo município e recebeu como resposta a incapacidade actual para que tal aconteça. Um problema que uma terceira linha resolveria, mas que implica um acréscimo financeiro. Ainda por cima, o assunto deverá ter um prazo de resolução de dois anos, até ao próximo Quadro Comunitário de Apoio: «A grande região, a menos desenvolvida agora, ao lado do Alentejo, e a que vai precisar de captar mais fundos, é o Norte. Logo, nesse quadro Comunitário de Apoio vamos ter que levantar o problema dos lixos domésticos, que está ainda por resolver a nível nacional. Há a ideia de que a União Europeia poderá não financiar novos equipamentos de tratamento de lixo pelo sistema de incineração. Se isso vier a acontecer, o prolongamento desta terceira linha fica de fora da comparticipação comunitária e por isso é urgente resolvê-la até 2007», notou Fernando Gomes. O que o deputado socialista não duvida é que «não faz sentido que Vila Nova de Gaia, com a população que tem, esteja a tratar os seus resíduos de uma forma que não é a melhor em termos ambientais».

!CONCELHO REGISTA VALORES “PER CAPITA” UM POUCO ACIMA DA MÉDIA NACIONAL

Maia é o quinto Concelho com maior poder de compra da Região Norte

O Instituto Nacional de Estatística (INE) revelou recentemente um estudo sobre o poder de compra a nível concelhio. Neste documento que vai na sexta edição, a Maia aparece como o quinto concelho com maior poder de compra da Região Norte e o 29º dos 308 Concelhos de Portugal. Resultados positivos que deixam algumas reservas ao Presidente da Autarquia, Bragança Fernandes, que esperava melhor. A Maia ocupa um lugar meritório no Estudo sobre o poder de Compra Concelhio elaborado recentemente pelo INE. Segundo aquele documento, o Concelho maiato está classificado em 29º lugar a nível nacional e em 5º lugar na Região Norte, logo antes de Espinho. Apesar do resultado positivo, Bragança Fernandes afirmou ao MaiaHoje que está convencido que a Maia está mais acima, tendo já solicitado mais informação sobre o estudo, «acho que o resultado não está bem. Já pedi explicações quanto aos

critérios escolhidos para chegar a esse numero. Sei que é o 5º da região norte mas estou convencido que o poder de compra dos maiatos é equivalente ao dos habitantes de Matosinhos que aparecem alguns lugares acima. Embora a nossa posição seja boa, estou convencido que estamos nos 20 primeiros». Como seria de esperar, este estudo aponta Lisboa como o Concelho com maior poder de compra, praticamente o triplo da média nacional, logo seguido do Porto onde se verifica

sensivelmente o dobro do valor médio do poder de compra dos portugueses. Estas posições vêm suportar a conclusão que “é nas maiores aglomerações urbanas que se registam os níveis mais elevados do poder de compra”. A assimetria entre litoral e interior também está patente, com Coimbra a ser o Concelho mais interior dos dez primeiros lugares. Para a elaboração deste estudo foram tomadas em conta 20 variáveis, no sentido de determinar o valor do poder de compra “per capita”.

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Concelhos da região com maior Poder de Compra per Capita


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!ABERTURA DE PROCESSO DE AVERIGUAÇÕES E PEDIDO DE INTERVENÇÃO DA IGAT

“Caso da Polícia Municipal” discutido em reunião do executivo

O panorama maiato foi abalado nos últimos tempos pelas denúncias de pressões sobre agentes na Polícia Municipal da Maia (ver pág. seguinte). A questão mereceu honras de destaque na última reunião do executivo da Câmara Municipal, com a maioria e a oposição a apresentarem propostas para a clarificação da situação. As alegadas pressões sobre agentes da Polícia Municipal constituem a mais recente polémica em terras maiatas. Por causa da notícia veiculada pelo jornal Expresso, o Presidente da Câmara, Bragança Fernandes realizou três reuniões, uma com o Comandante da Polícia Municipal, outra com os agentes e outra com o sindicato, no sentido de clarificar a situação. Também com este objectivo o autarca apresentou uma proposta na última reunião pública do executivo, que em breves palavras defende a abertura de um processo de averiguações para dar a conhecer a existência ou não dos factos referidos e consequentemente a necessidade de fazer alterações na estrutura da Polícia Municipal. Para avaliar a situação, foi constituída uma comissão presidida pelo Vereador da Cultura, Mário Nuno Neves, e que à última hora recebeu na sua constituição um vereador do Partido Socialista, já que a oposição não se encontrava originalmente representada. Por seu lado, o PS apresentou igualmente uma proposta no sentido de pedir a intervenção da Inspecção Geral da Administração e Território (IGAT) no processo. Ambas as propostas foram aprovadas. Nesta reunião ficou também aprovada a comparticipação financeira

sendo transferidas directamente para as Juntas, agilizam o processo burocrático. Ainda de referir a criação de um “planfond” anual para a aquisição de livros para a Biblioteca Municipal, numa tentativa de facilitar o processo, que anteriormente tinha de vir a reunião do executivo sempre que se pretendesse fazer qualquer compra. PÚBLICO ADERIU EM GRANDE NÚMERO

! O Vereador Mário Nuno Neves presidiu à reunião, face às ausências do Presidente e Vice Presidente da autarquia.

camarária no valor de 75 mil euros para a Junta de Milheirós, integrada na empreitada de construção de funduras do cemitério da freguesia. A ajuda a este tipo de obra não é habitual por parte da Câmara Municipal, sendo o ponto aprovado com a garantia de que a partir de agora, todas as Juntas de Freguesia receberão ajudas idênticas.

Em cima da mesa, esteve também a transferência de verbas da Câmara Municipal para as Juntas, que acabam por se manter em relação ao ano passado, (cerca de quatro milhões de euros) apesar da diferença de um milhão de euros inscrita no orçamento. Este valor suplementar diz respeito às verbas para as cantinas escolares que

!ANO DE 2004 É “RECORDISTA” DE ACÇÕES DE FALÊNCIA

Maia registou descida

A última reunião pública do executivo foi bastante participada pelos munícipes maiatos. Mais de uma dezena de pessoas compareceram no evento (normalmente participam entre um a dois munícipes) apresentando várias situações à apreciação do executivo. Maria Alice Moreira insurgiu-se mais uma vez contra o Restaurante “O Industrial” em Moreira, que acusa de não respeitar os horários. Já outro maiato, residente na Ponte da Pedra queixou-se de descargas atmosféricas junto à fábrica “Óleos AAA” que deixam automóveis e habitações sujos. Estas e outras reivindicações receberam a atenção do executivo que prometeu debruçar-se sobre os problemas apresentados. António Manuel Marques antónio manuel marques

antonio@maiahoje.pt

Foi recentemente divulgado o Estudo de Falências e Recuperações de Empresas de 2004, que aponta este ano como “recordista”, registando-se 2605 acções de falência, um aumento de 8% em relação a 2003. O Concelho maiato contraria a tendência geral e apresenta uma ligeira descida, mais precisamente, menos sete que no ano anterior. A Maia contraria a tendência negativa verificada a nível nacional, ao registar durante o ano de 2004 uma descida no número de acções de falência, face ao ano de 2003. Assim, no ano passado, o Concelho maiato registou 52 acções de falência, menos sete que no ano anterior. De referir que, a maior subida dentro do Distrito pertence ao Concelho de Santo Tirso com mais 14 acções e maior descida verifica-se no próprio Concelho

do Porto, com menos 28 acções. A nível nacional, o número de acções de falência continua a aumentar ano após ano, tendo o ano de 2004 registado um novo recorde com 2605 acções de falência, contabilizando-se um aumento de 193 casos, em relação a 2003. Os sectores do Comércio por Grosso e Industria Têxtil são os que registam mais casos de acções de falência. Seguidamente vem o sector da Construção Civil

e Comércio a Retalho, que ainda assim regista uma diminuição de quase 30% em relação aos números do ano passado. Em termos geográficos, o Porto é o distrito “campeão” em número de acções com 624 acções, seguindo-se Lisboa com 559. Juntos, os dois distritos representam cerca de 45% dos casos ocorridos em 2004. Em terceiro lugar aparece o Distrito de Braga com 418 acções de falência.

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foto arquivo


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!REQUALIFICAÇÃO DO SUBLANÇO

!CÂMARA, SINDICATO E IGAT AVERIGUAM

josé matos ACUSAÇÕES LEVANTADAS Obra em consulta pública O “copo transbordou” na Polícia Municipal da Maia

MAIA/SANTO TIRSO DA A3 EM AVALIAÇÃO

Já foi apresentado o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) relativo ao alargamento e beneficiação do Sublanço Maia/Santo Tirso, da A3 Porto - Valença. Prevê-se que a obra tenha início ainda este ano, mas antes disso decorre uma consulta pública até ao dia 18 de Fevereiro, onde podem participar todas as entidades e cidadãos interessados. Na Maia, o documento está disponível na Câmara Municipal e nas Juntas de Freguesia de São Pedro Fins e Silva Escura.

antónio manuel marques

antonio@maiahoje.pt

Em avaliação está o alargamento e beneficiação do sublanço para 2x4 faixas, motivada pelo volume de tráfego perspectivado para 2007, que ultrapassa os 64 mil veículos/dia. Assim, foi determinada a necessidade da requalificação, que deverá ter início ainda durante este ano de 2005, tendo a duração prevista de 18 meses. O sublanço em causa tem a extensão aproximada de 12,5 km e corresponde à zona logo após as portagens da Maia e a zona de influência do Nó de Santo Tirso. Segundo o EIA, dado que está em causa um melhoramento da via, os impactes ambientais são reduzidos, ainda que negativos, apesar da reduzida dimensão e de estarem circunscritos. Desta forma, os principais impactes negativos dizem respeito à alteração da qualidade de vida das populações que vivem nas imediações da auto-estrada, às expropriações de edifícios, nomeadamente de duas habitações e de uma carpintaria, à afectação da vegetação e à afectação de solos de cariz agrícola. Mas nem tudo é negativo, com o EIA a apontar como consequências positivas na obra a melhoria da acessibilidade na zona, o reforço do sistema urbano principal que contribui para a dinamização da área e para a fixação da população e a diminuição do congestionamento nesta zona da auto-estrada. PUB

jose@maiahoje.pt

O assunto não é de agora. Já há algum tempo que se iam ouvindo alguns “zuns zuns”. Mas com a notícia saída no Jornal “Expresso” há duas semanas atrás, em que agentes da Polícia Municipal da Maia acusavam o seu comandante de gravar as comunicações via rádio-amador e de pressionar em questões de fiscalização, o assunto ganhou contornos de problema urgente. O Presidente da Câmara Municipal reuniu-se com o sindicato, foi aprovada na autarquia a constituição de uma comissão de averiguação e chamou-se o IGAT. A notícia do referido semanário acabou por despoletar toda uma situação incómoda que já vinha sendo comentada a nível interno. O copo como que transbordou e alguns agentes da Polícia Municipal da Maia, que agora temem falar à comunicação social, acabaram por lançar a público acusações ao seu comandante, Belo Faustino. As mais comprometedoras referem-se a gravações das comunicações entre os elementos da força, as quais, posteriormente, usaria contra eles; e de pressões nos assuntos de fiscalização, com intuitos políticos. Na semana transacta realizou-se uma reunião entre o edil Bragança Fernandes, representantes máximo da Polícia Municipal da Maia, e José Abraão, Vice-secretário Geral do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (SINTAP), que acabou por ser inconclusiva. Bragança Fernandes negou, tal como já o tinha feito Belo Faustino, as questões mais pertinentes e centrou o alvo das “queixas” que tinha acabado de receber (antes, disse-o, desconheciaas por completo) na componente unicamente laboral. «As questões abordadas tiveram a ver com aspectos de ordem burocrática, nomeadamente ajudas de custo, horas extraordinárias, turnos e a farda», apontou o autarca. Em relação às escutas, lançou a pergunta; «Qual é o interesse se toda a gente naquela frequência ouve tudo o que se diz?». No tocante à fiscalização, também declinou qualquer hipótese de acontecerem pressões: «Eu próprio telefono aos agentes para fiscalizarem, como é que

dizem que o Belo Faustino não deixa! É pura mentira. Estão aqui para zelarem pelos interesses da Câmara Municipal e dos seus munícipes e é isso que eles fazem». Defendendo que o assunto foi extrapolado e que as acusações pontuais tiveram a ver com razões pessoais contra o comandante, Bragança Fernandes prometeu averiguar e estudar todas as situações apresentadas pelo SINTAP, tendo inclusive marcado nova reunião para a próxima Sexta-feira, por volta das 16h00, de onde já poderão sair conclusões e medidas. «Vamos abrir um auto de averiguações. Ver se é verdade ou não o que se disse». Por sua vez, José Abraão, manteve uma postura confiante e expectante em relação aos desenvolvimentos, procurando não abrir grandes clivagens; «O papel dos sindicatos é o da negociação e quando encontramos abertura para tal, na perspectiva da resolução dos problemas, não temos que acusar ninguém. Não se meteu a cabeça na areia», começou por referir. Mesmo assim frisou que onde há fumo há fogo; «a questão é percebermos a dimensão da nuvem, se é muito grande ou muito pequena. Há algum fumo e é preciso apagar o incêndio». Quanto às escutas, considerou o assunto pouco relevante; «a nós o que nos preocupa é a forma como poderiam ser usadas posteriormente as comunicações, gravadas ou não, com prejuízo para os trabalhadores. Se nos são dadas garantias de que não há escutas, ou que não são usadas contra os trabalhadores, só temos que ficar despreocupados».

O representante do SINTAP considerou, sim, importantes outras questões. Uma delas tem a ver com o facto da Polícia Municipal ser recente - cinco anos - faltando o regulamento do estatuto do pessoal “Agentes da Polícia Municipal” por parte do Governo; «Isto gera problemas à Câmara. A definição de um quadro legal objectivo permitiria que muitas destas situações não se verificassem». José Abraão também chamou a atenção para os assuntos de natureza laboral; «tem que haver uma sensibilidade grande no que diz respeito aos direitos das pessoas; subsídio de turno, subsídio de Natal, a questão do trabalho extraordinário, promoções...». No seguimento da reunião, o SINTAP ficou de enviar um caderno reivindicativo com as questões mais sensíveis com vista à sua correcção. Entretanto, na reunião do executivo da Câmara Municipal do dia seguinte foi decidido chamar a intervenção da InspecçãoGeral da Administração do Território (IGAT), indo, também, de encontro à proposta lançada pelos vereadores Socialistas; “O Partido Socialista não pretende especular sobre esta matéria, mas considera que é absolutamente imprescindível o completo esclarecimento de uma situação que põe em causa a boa imagem da Câmara Municipal e da sua Polícia Municipal”, diz parte da mesma. Na reunião ainda se aprovou a constituição de uma comissão de averiguação. Um assunto a que se retirou muita da inicial carga polémica, mas que terá, com certeza, desenvolvimentos.

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!A INAUGURAÇÃO DE NOVAS VALÊNCIAS LEVOU A FOLGOSA MUITOS POLÍTICOS DA “PRAÇA” MAIATA

texto: josé matos foto: júlio sá ornelas

Aeródromo de Vilar de Luz com novo “ar”

Uma pista de ciclismo, uma pista de radiomodelismo, uma escola de formação de condução e um parque de merendas, constituem as novas possibilidades de entretenimento e recreação no aeródromo de Vilar de Luz. A sede do INEM estará para breve, há a possibilidade de virem companhias aéreas de “low cost” e está em estudo a realização de espectáculos. «O que para muitos não passava de uma utopia é hoje uma fonte atractiva de investimentos públicos e privados», afirmou o Presidente da Câmara Municipal da Maia na concorrida cerimónia de inauguração. No último Sábado de manhã, o aeródromo de Vilar de Luz recebeu um movimento inusitado. Presidente e Vicepresidente da Câmara Municipal da Maia (Bragança Fernandes e Silva Tiago, respectivamente), vereadores, presidentes de junta em peso, outros autarcas, deputados municipais, além de páraquedistas, responsáveis associativos, jovens das escolas do Folgosa Maia FC, ciclistas e o cidadão anónimo maiato, foram muitas das “caras” presentes. O dia soalheiro ajudou.

O motivo prendia-se com a inauguração formal de novas valências no aeródromo municipal. Assim, além da pista de aterragem com cerca de dois quilómetros, do heliporto, da zona de hangares (onde se sedia o Aeroclube do Porto-Maia e o Paraclube da Maia), escola de pilotagem e pára-quedismo e bar, a área de cerca de 100 hectares passa a dispor, também, de pista de ciclismo de manutenção, com uma extensão de 4,5 quilómetros; pista de radiomodelismo, que se desenvolve

numa área pavimentada e vedada de 4000 metros quadrados; escola de condução e prevenção rodoviária e parque de merendas. De acordo com números apresentados por Bragança Fernandes, na cerimónia de inauguração, as novas valências tiveram um custo na ordem do milhão e meio de euros. O edil acentuou que desde que o aeródromo abriu ao tráfego aéreo de aviação geral, a 8 de Agosto de 1995, tem conhecido grande desenvolvimento. O objectivo é trazer cada vez mais gente da Área Metropolitana do Porto, sobretudo da Maia, a Vilar de Luz; «as pessoas ainda não valorizaram o trabalho que a câmara tem feito aqui», notou o autarca, acrescentando que «o aeródromo ganhou nova vida e nova cor». Bragança Fernandes referiu que a aposta no espaço não ficará por aqui, numa tentativa de maior rentabilização do mesmo. A instalação da corporação do INEM não deverá demorar muito mais tempo, segundo informou. O aeródromo poderá, ainda, ser espaço privilegiado de espectáculos; «tenho sido contactado por empresas que pretendem realizar even-

tos musicais e de “tunning”. Com certeza que um dia destes iremos ter aqui um grandioso espectáculo para atrair mais pessoas», realçou o Presidente da Câmara Municipal da Maia. Todavia, o grande objectivo é tentar trazer para Vilar de Luz, em alternativa a Pedras Rubras, a operacionalidade de companhias aéreas de “low cost”; «tive contactos com a Portugália e vamos falar com a Ryanair», deu a conhecer o autarca. «O que para muitos não passava de uma utopia é hoje uma fonte atractiva de investimentos públicos e privados», apontou, com destinatário certo. O Presidente de Junta de Freguesia de Folgosa, Altino Marques, também anseia por mais visitantes a Vilar de Luz; «com os acessos agora disponíveis, as pessoas têm oportunidade de visitar o aeródromo, com as suas novas valências e todo este ar puro que se respira». Durante a cerimónia oficial do passado Sábado, houve actuação do Rancho Regional de S. Salvador de Folgosa, saltos de precisão pelo Paraclube da Maia, voos a cargo do Aeroclube da Maia e demonstrações de aeromodelismo e radiomodelismo.

!CONCELHO MAIATO CONTRIBUI COM 9% DO TOTAL

Maia recolhe cerca de 29 toneladas de alimentos

! Aeródromo encheu em dia de inaugurações

Realizou-se nos dias 4 e 5 de Dezembro, na zona do Grande Porto, mais uma campanha de recolha de alimentos da responsabilidade do Banco Alimentar Contra a Fome - Porto. A iniciativa recolheu junto de Hiper e Supermercados, bem como de Armazéns Grossistas, um pouco mais de 329 toneladas de alimentos, que irão

ser distribuídos por Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS). Quanto à participação maiata, resultou em cerca de 9% do total arrecadado (28 929 kg), sendo que o Jumbo da Maia foi a superfície que mais contribuiu para esse número, com quase onze toneladas de alimentos. AMM pub

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!WORLD PRESS PHOTO 2004

O mundo “tal qual ele é” patente na Maia

josé matos

jose@maiahoje.pt

! Ninguém fica indiferente à exposição

Até seis de Fevereiro poderá ser vista no Fórum da Maia uma das mais aplaudidas exposições de fotografia em todo o mundo, a World Press Photo, premiando trabalhos de fotojornalismo de 2004. Mais de quatro mil inscrições foram registadas, mas no fim apenas 64 fotógrafos ficaram representados. Imagens que chocam, que surpreendem, que animam, no fundo «o mundo tal qual ele é», conforme descreveu Mário Nuno Neves, Vereador da Cultura. Num centro de prisioneiros de guerra, um iraquiano, com um saco preto na cabeça, segura o seu filho de forma carinhosa. Os soldados americanos, perante as lágrimas do menino, tinham tirado as algemas ao pai e permitido que este o confortasse. Na foto de Jean-Marc Bouju, da Associated Press, vencedora da edição 2004 da World Press Photo, vê-se este “quadro” por detrás de arame farpado. Esta é uma das muitas fotos que podem ser vistas e apreciadas no Fórum da Maia desde 15 de Janeiro, perdurando até seis de Fevereiro. Retractando a realidade mundial sem qualquer tipo de filtros, esta exposição pode despertar diferentes tipos de sentimentos; de choque, espanto, tristeza, alegria, deambulando-se por temas como a guerra, a morte, a fome e HIV (em países como Iraque, Afeganistão, Israel, China...), ou então desporto (Jogos Olímpicos, por exemplo), natureza, ou

eventos (homenagem ao rock and roll dos anos 50, é um dos sectores). Para o Comissário da World Press Photo, Emily Kerckoff, a exposição não procurou ser violenta, apenas é um reflexo da realidade; «as fotografias são mais violentas porque o mundo também está a ficar mais violento. Nesta exposição temos fotografias muito bonitas. Penso que a violência na World Press Photo é uma excepção a uma situação neutral, aparece apenas em fotografias relativas a notícias». Esta responsável, que fez a inauguração e a visita guiada - ladeada pelo Presidente da Câmara Municipal da Maia, Bragança Fernandes, pelo Vereador da Cultura, Mário Nuno Neves, e algumas dezenas de convidados e jornalistas - notou que, pela exposição, se constata que «a vida do fotógrafo pode ser bem perigosa». Emily Kerckoff destacou, ainda, a

!APREENDIDA HEROÍNA SUFICIENTE PARA 230 DOSES INDIVIDUAIS

qualidade do espaço; «para mim, no Fórum da Maia a exposição consegue um dos espaços mais bonitos. Os fotógrafos ficam com uma área merecida». Em simultâneo com as imagens da World Press Photo, estão os trabalhos seleccionados para o quarto prémio de fotojornalismo atribuído pela revista Visão. José Manuel Bacelar foi o vencedor, com uma fotografia que retracta o desesperado combate de um homem, munido de um simples ramo, a um incêndio na Sertã, para proteger a sua casa perante o impiedoso avanço das chamas, visto que os bombeiros demoravam. Presente na inauguração da exposição, este “free lancer” referiu que não estava a contar com qualquer distinção, «de qualquer maneira fico satisfeito». Uma reportagem que o marcou, «guardo na memória o desespero das pessoas, o esforço dos bombeiros e a falta de meios».

José Manuel Bacelar, opinou, também, que apesar de existirem bons fotojornalistas em Portugal, «não têm meios para trabalhar. O mercado é pequeno e, além disso, nos jornais, com uma ou outra excepção, há muito pouca preocupação com a qualidade das fotografias, apesar de vivermos na era da imagem». O Vereador da Cultura estava satisfeito com a presença da World Press Photo no Fórum pelo terceiro ano consecutivo. «Mais uma vez o mundo entra tal qual ele é na Maia. São excelentes retratos das várias facetas do mundo em que vivemos». Em relação à possibilidade da edição de 2005 ser apresentada em Outubro deste ano, Mário Nuno Neves disse ser uma questão ainda em estudo, até porque nessa altura o Fórum está concentrado no Festival Cómico.

!MINISTRO DAS CIDADES, JOSÉ LUÍS

ARNAUT, PRESIDE À CERIMÓNIA

Operação no Bairro S. João de Deus levou à detenção de maiato

Novo centro empresarial nasce na Maia

A Divisão de Investigação Criminal da PSP procedeu à detenção de um maiato, numa operação levada a cabo no Bairro de S. João de Deus, esta quarta feira. O indivíduo de 24 anos e desempregado, foi detido na posse de cocaína suficiente para 43 doses e heroína para 230 doses. Para além deste produto estupefaciente, foram apreendidos 15 euros e um telemóvel. Presente a Tribunal, o detido ficou em prisão preventiva. Anteriormente, no dia 20, foram detidos dois jovens de 21 e 25 anos de idade, um operário da construção civil e outro técnico de electrónica,

O Instituto de Informação Apoio e Formação Empresarial (IAFE) vai inaugurar hoje, em colaboração com a Câmara Municipal da Maia, o “Maia Business Place”. Este centro empresarial é vocacionado para a incubação de novas empresas, tendo capacidade para uma dezena de novos projectos de qualquer área de actividade, referiu ao MaiaHoje, Silvia Soares, do Gabinete de Relações Públicas do IAFE. A cerimónia de lançamento do projecto será presidida pelo Ministro das Cidades, José Luís Arnaut, e consistirá na inauguração de um conjunto de escritórios e oficinas e no início da obra de um edifício colectivo de

residentes na Maia, pela passagem de moeda falsa. A prisão efectuou-se na Av. António Santos Leite, quando um comerciante informou a polícia da tentativa de pagamento através de uma nota de 100 euros, que suspeitou ser falsa. Perante os agentes policiais, os identificados declararam que estavam cientes do seu acto, pelo que lhes foram apreendidos 125 euros, resultado da prática ilícita. Os dois indivíduos foram encaminhados para a Polícia Judiciária, por este crime de passagem de moeda falsa ser da sua competência. AMM

Sexta-Feira, 28 de Novembro de 2004

serviços, onde ficará instalada a estrutura de apoio aos utilizadores dos novos espaços. O “Maia Business Place” caracterizase por disponibilizar às novas empresas apoios logísticos e técnicos, consultadoria, entre outros. De referir que este projecto estará também aberto a desempregados que se queiram lançar numa “aventura empresarial”, tal como as ex funcionárias da Finex que frequentam actualmente a formação SAPE, um programa também da responsabilidade do Instituto de Informação Apoio e Formação Empresarial. AMM


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!PRESIDENTE DA UGT DEFENDE QUE EXISTEM SINDICATOS EM DEMASIA

«Proliferação dos sindicatos é um sinal negativo para os trabalhadores» “Que sindicalismo para o século XXI?” foi a pergunta que serviu de mote ao debate promovido pelos Trabalhadores Sociais Democratas, no Fórum da Maia. Uma maior flexibilidade na concertação social e o actualmente excessivo número de instituições sindicais, foram algumas das ideias saídas do debate que contou com a presença de Couto dos Santos, Vice Presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP) e João Dias da Silva, Presidente da União Geral de Trabalhadores (UGT). Cerca de três dezenas de pessoas, em grande parte agentes sindicais, presenciaram a conferência promovida pelos TSD sobre o sindicalismo no século que se inicia. Grande destaque ia para a presença do Ministro da Justiça e líder da lista PSD Porto às legislativas, Pedro Aguiar Branco, que acabou por ser cancelada à última hora, ao que o MaiaHoje apurou, devido a uma visita inesperada de Pedro Santana Lopes à Casa da Música. Assim, a mesa acabou por ter como principais intervenientes Couto dos Santos e João Dias da Silva. Do debate ficaram algumas ideias para o modelo e actuação dos sindicatos. Assim, ambos os prelectores chamaram a atenção para a necessidade de uma maior flexibilidade e realismo no processo de concertação social, já que muitas vezes a rigidez nas condições propostas inviabiliza as negociações, algo que «não é benéfico para os trabalhadores», refere João Dias da Silva.

Ainda na concertação social, Couto dos Santos defendeu uma diminuição dos agentes envolvidos no processo. Sobre os sindicatos e a sua actuação, João Dias da Silva referiu ser urgente uma reforma que passa pela mudança e pelo reforço, «os sindicatos não podem ficar fixados a práticas do passado. Têm de fazer mudanças no sentido de irem ao

sindicatos é um sinal negativo para os trabalhadores que muitas vezes não compreendem o aparecimento destas organizações, sendo discutíveis os motivos que estão por trás do aparecimento de determinadas associações sindicais». Ainda assim, João Dias da Silva defende a existência de duas centrais sindicais, «continuamos a considerar positivo que em Portugal existam duas centrais sindicais que correspondam a perspectivas diversas no entendimento do que deve ser a acção sindical. A existência das duas centrais significa que os trabalhadores podem optar por dois modelos claramente distintos». Este responsável referiu ainda a intenção dos TSD de realizar um encontro trimestral sobre as actividades sindicais, escusando qualquer relação entre o debate realizado no Fórum da Maia e a realização próxima de eleições legislativas. António Manuel Marques

!INÍCIO DO JULGAMENTO PREVISTO PARA MAIO Caso do “Falso Advogado” foi adiado Estava previsto para ontem de manhã o início do julgamento do homem que alegadamente se fez passar por advogado, possuindo mesmo um escritório no centro da cidade. No entanto, o julgamento acabou por ser adiado para o dia 10 de Maio, pelas 14 horas. Caso se prove o crime de usurpação de funções, o acusado incorre numa pena que pode ir até aos dois anos de prisão. Ao que o MaiaHoje apurou, o suspeito terá frequentado o Curso Superior de Direito, tendo concluído apenas o 4º ano. O caso já remonta a 2003 quando surgiram as primeiras suspeitas, como contou ao MaiaHoje, Paulo Ramalho, líder da Delegação da Maia da Ordem dos Advogados, entidade assistente no processo, «a Delegação da Maia comunicou em 2003 à Delegação do

encontro daquilo que são as funções de um sindicato. Há ainda a necessidade de reforço dos sindicatos através da participação activa dos trabalhadores». Segundo, o Presidente da UGT, há ainda um excesso de entidades sindicais, «tem que se fazer um esforço de concentração dos sindicatos. Esta proliferação dos

Porto da Ordem dos Advogados que haveria suspeitas de alguém que exercia a profissão de advogado sem estar inscrito na Ordem. A Delegação do Porto abriu então um processo que acabou por descobrir alguns indícios de que essa situação se passava. Então foi apresentada queixa no Tribunal da Comarca da Maia». De acordo com o responsável, «a Ordem tem o dever de zelar para que os advogados como prestadores de serviços, estejam aptos e habilitados para exercer». Apesar de existirem algumas queixas relativas ao exercício ilegal por parte do suspeito, Paulo Ramalho confessa que nunca contactou com a pessoa, apesar de garantir que ao longo do tempo, o acusado estabeleceu relações com vários advogados da Comarca.

!ORGANISMO LEVA A CABO O 3º

ENCONTRO COM ASSOCIAÇÕES DE PAIS

Fapemaia reuniu-se no Castêlo

A Federação Concelhia de Associações de Pais da Maia (Fapemaia) realizou o terceiro encontro com as Associações de Pais, desta feita com o agrupamento do Castêlo. Esta iniciativa insere-se no programa de actividades elaborada pela actual Direcção da Fapemaia e tem como principal missão, «dar conhecimento às diferentes associações de pais das nossas actividades e dar a conhecer os assuntos que são tratados neste órgão. Aproveitamos também para dar conhecimento dos projectos que se levam a cabo nas diferentes escolas», referiu ao MaiaHoje, Manuel Veloso, Presidente da Fapemaia. Segundo este responsável, o tipo de AMM encontros em questão assume grande

importância, «os jovens só têm esta idade uma vez na vida e temos de lhes dar conhecimento dos projectos que existem e de proporcionar um intercâmbio de experiências. Toda a gente contesta que há jovens violentos e mal educados mas é preciso fazer alguma coisa. É importante que os pais saibam que estes problemas são abordados e discutidos por alguém». Este é o grande projecto proposto pela Fapemaia para este mandato, a par da Escola de Pais, que deverá arrancar no dia 1 de Abril. O próximo encontro já tem lugar marcado, sendo em Gueifães. A data não é certa, mas será durante o próximo mês, garantiu ao MaiaHoje, Manuel Veloso. António Manuel Marques

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maiahoje

14 GRANDE MAIA

!INSTITUTO CULTURAL DO ROTARY CLUB DA MAIA VAI REFORÇAR AS VISITAS DE ESTUDO

Novas disciplinas e mais saídas O ano lectivo de 2005 do ensino “sénior” ministrado pelo Instituto Cultural do Rotary está a entrar no segundo semestre. A História da Arte, a História da Cidade e Urbanismo, a Fotografia, a Culinária, as Artes Florais, o Nutricionismo e a Saúde e Socorrismo são as novas propostas pedagógicas, que se juntam às cadeiras anuais. Os alunos anseiam por mais convívios, passeios e visitas de estudo.

Decorreu no espaço municipal da Casa do Alto a apresentação das novas matérias do Instituto Cultural do Rotary Club da Maia que serão colocadas ao dispor dos seus alunos “sénior”, à entrada para o segundo semestre do ano lectivo de 2005. O presidente do Instituto, Raul da Cunha e Silva, a presidente do Conselho Pedagógico, Lurdes da Cunha e Silva, e o secretário, Vítor Cunha, assumiram essa missão. A História da Arte substituirá a “Bíblia” e a História da Cidade e Urbanismo iniciar-se-á, numa primeira fase, apenas em forma de seminários realizados por Mário Nuno Neves, Vereador da Cultura (se tiver bom “feedback” passará para disciplina). O Nutricionismo e, muito provavelmente, a Saúde e Socorrismo funcionarão nos mesmos moldes, ou seja inicialmente em forma de seminários e depois, em caso de boa resposta dos formandos, em sistema de aulas. Os seminários, que decorrerão às quintas-feiras, versarão ainda as temáticas de IRS e de Direito, sendo de realçar uma animação cultural no Fórum da Maia a 10 de Fevereiro. As outras disciplinas que se iniciam no segundo semestre são a Fotografia, a Culinária e as Artes Florais. O encontro na Casa do Alto também

para a «ginástica intelectual». Raul da Cunha e Silva, referindo-se às aulas do Instituto, falou em sucesso, realçando que neste momento existem 72 alunos, sem contar com os da Bíblia e com os elementos do Grupo Coral. A propósito deste último, o presidente notou que, após o Ministério da Cultura ter reconhecido o Instituto como Instituição de Interesse Cultural, vai-se procurar formalizar o Grupo Coral como uma referência da Maia. «Queremos criar uma indumentária própria e cantar músicas maiatas do século passado». José Matos

Sede será realidade

! Instituto Cultural do Rotary apresentou novas matérias pedagógicas

funcionou como um breve balanço do trabalho desenvolvido até ao momento. A leitura de um questionário fornecido aos alunos “sénior” permitiu concluir que há a vontade, por parte da grande maioria, de sair mais da tradicional sala de aula, isto é participar com maior frequência em convívios, passeios e visitas de estudo. «Pela análise dos resultados do inquérito, tivemos que arrepiar

!ESCRITORA MAIATA

caminho. Já temos convívios programados para depois do Carnaval, vamos agora distribuir o mapa das saídas», afirmou Lurdes da Cunha e Silva. Inglaterra e Bragança são os destinos já em agenda. A presidente do Conselho Pedagógico entendeu que a vontade manifestada pelos formandos se justifica pelo desejo de fazerem algo de novo, «eles não querem ficar parados», o que é bom

Raul da Cunha e Silva adiantou que o projecto da sede para o Instituto, orçado em cerca de 900 mil euros, tem conhecido avanços importantes. «Aproxima-se a data de termos um terreno, que nos será cedido pela Câmara Municipal da Maia. A União Europeia financiará o projecto até 70 por cento». As instalações da sede contemplarão salas de atelier, auditório, duas ou três salas de aula, secretaria, espaço de convívio entre outras valências.

!CONCURSO DO COMÉRCIO TRADICIONAL PREMIOU

LEVA O SEU PRIMEIRO LIVRO À TERRA NATAL

MELHOR MONTRA DE NATAL

Carolina Moutinho apresenta “Renascer” em Lousada Aquela que é a responsável pela Biblioteca da Escola Secundária da Maia há 31 anos, editou recentemente o seu primeiro livro. Este lançamento que corresponde ao «concretizar de um sonho», referiu ao MaiaHoje, Carolina Moutinho, vai agora ultrapassar as barreiras concelhias. Assim, o livro de poemas “Renascer” vai receber honras de apresentação oficial na Câmara Municipal de Lousada, terra natal da escritora. A cerimónia está marcada para o dia 5 de Fevereiro, no Espaço Artes daquele município. O gosto pela escrita nasceu há muitos anos, com a participação no jornal escolar e até no Jornal de Notícias. Agora surgiu a oportunidade de escrever um livro e Carolina Moutinho não enjeitou a oportunidade, apesar das dificuldades, «é difícil começar e as vezes desanimamos, ainda por cima sendo uma edição de autor, que contou com o apoio da Câmara Municipal da Maia». Por isso, a escritora não pensa para já em editar um segundo livro, não pondo de lado essa hipótese, «para já ainda não mas no futuro poderá acontecer. Mas não será de poesia. Estou a pensar em memórias de infância». AMM

Quinta d’ Ameã com “cheirinho” a Trás-os-Montes

Situada no Castêlo da Maia, a loja de produtos alimentares regionais “Quinta d’ Ameã” foi distinguida como a melhor montra do Natal 2004, pela campanha de promoção do Comércio Tradicional. O conceito vencedor aludia à tradição natalícia de Ouzilhão, aldeia do concelho de Vinhais, que fez perdurar através dos tempos a Festa dos Rapazes, ou dos Caretos, marcada por rituais peculiares. Na montra, não faltou um fato de “careto” original, incluindo a máscara de madeira e uma fiada de chocalhos usados pelos “rapazes”, junto a um castanheiro de tamanho natural, área complementada por um conjunto de fotografias referentes aos festejos em causa e, claro está, produtos regionais que podem ser adquiridos na loja, tais como: mel de montanha, compotas e marmelas, vinhos, azeites e artesanato local.

Mantendo o espírito da tradição de Vinhais, a “Quinta d’ Ameã” está a levar a efeito no seu espaço comercial mais uma Feira de Fumeiro Transmontano. Tem início hoje e irá perdurar até 13 de Fevereiro. O término coincide exactamente com o da Feira de Fumeiro de Vinhais Capital do Fumeiro. Este é o segundo evento do género realizado no Castêlo da Maia, com mostra e venda de toda a variedade do famoso fumeiro transmontano, especialmente de vinhais. Se o caro leitor é apreciador, tome nota: salpicão, linguiça de carne, alheiras de porco, “azedos” ou chouriços de pão, presunto, butelo, chouriças de mel, chouriças de verde, chouriças de boche, costela, orelha, barriga, entre outros produtos. Haverá, igualmente, uma promoção de vinhos da região do Douro e Trás-os-Montes bem como de queijos

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Sexta-Feira, 28 de Janeiro de 2005


GRANDE MAIA 15 ÁGUAS SANTAS

FONTINEIROS CANTAM “AS JANEIRAS”

antónio manuel marques antonio@maiahoje.pt

Tradição continua viva

Quase uma centena de pessoas reservaram a tarde de Domingo, dia 16, para presenciarem as Janeiras pelos “Fontineiros da Maia”. Realizado na sede desta colectividade, no Centro Cultural dos Moutidos, o espectáculo teve a primeira parte centrada nas “Janeiras”, enquanto na segunda se ouviram músicas tradicionais do Rancho Folclórico. Os cantares tradicionais das Janeiras da Maia foram os seleccionados pelos Fontineiros para integrar o seu repertório, nesta actuação de início de ano. As “Janeiras” entoaram pelo Centro Cultural dos Moutidos, fazendo as delícias da quase uma centena de pessoas que formavam a assistência. Os objectivos da iniciativa, além da divulgação do trabalho desta colectividade maiata, passaram pela recolha de fundos, que se consumou no peditório realizado no intervalo do espectáculo. Apesar de relativamente curta, a actuação decorreu de forma positiva, «correu tudo bem e tivemos bastante adesão por parte dos associados e dos amigos e tivemos uma casa bastante composta», afirmou ao MaiaHoje, José Sampaio, Presidente dos Fontineiros. Na agenda, segue-se a “Noite de Carnaval” que se vai realizar na sede dos Fontineiros com o mesmo objectivo de angariar verbas para a subsistência da colectividade, revelou José Sampaio.

A ENTREGA DA NOVA TECNOLOGIA CONTARÁ COM PRESENÇA DE ELEMENTO DO GOVERNO ÁGUAS SANTAS

Escolas Primárias de Águas Santas com computadores “Modelo” As escolas do Primeiro Ensino Básico de Moutidos; Corim e Granja (freguesia de Águas Santas), conseguiram entrar no grupo das 500 por todo o país que serão contempladas com um computador de recente tecnologia, no âmbito do programa de apoio às escolas do Hipermercado “Modelo”. Noutro contexto, a Lipor e a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica apresentaram a “Agenda 21”. As primeiras 500 escolas do país que conseguissem juntar 1500 pontos em compras nos hipermercados “Modelo” da sua área concelhia, seriam premiadas com um computador de nova geração (por cada 25 euros em compras, atribuíase um cupão). Esta iniciativa insere-se no programa do grupo empresarial em questão, denominado por “apoio às escolas” e contou, na cerimónia simbólica de atribuição do primeiro computador, numa EB1 de Pedroso (Vila Nova de Gaia), com a presença do Secretário de Estado, Diogo Feio. As EB1 de Moutidos; Corim e Granja, todas de Águas Santas, conseguiram entrar no grupo dos premiados, tendo envolvido as respectivas comunidades escolares, desde os alunos, aos pais, passando pelos professores. Segundo números avançados, participaram na iniciativa 4.856 escolas - numa envolvência de 506.280 alunos. Manuela Silva, coordenadora da EB 1 de Granja, referiu que a nova “máquina” será muito bem vinda; «apenas temos um computador com seis anos que nos foi cedido pela Câmara Municipal e os outros são do Maiadigital, para as aulas de informática”. A entrega dos computadores em Águas Santas, que estava inicialmente prevista para o dia 18, contará com um elemento do Governo.

! Secretário de Estado na entrega do primeiro computador “Modelo”

SUMÁRIO: AGENDA 21 A Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa e o Gabinete de Informação da Lipor estão a promover junto de professores e outros intervenientes das escolas do Grande Porto acções de formação acerca da implementação da Agenda 21, um processo de sustentabilidade, com especial incidência nas questões ambientais e de justiça social. Na sessão de esclarecimento que decorreu entre os dias 20 e 21 do corrente mês, no auditório do serviço administrativo da Lipor, entre os

presentes estiveram responsáveis da EB 1 de Gueifães, EB 2,3 de Pedrouços, Jardim de Infância de Cristal (Águas Santas), Jardim de Infância de Cruzeiro (Milheirós); Jardim de Infância de Monte Calvário (Nogueira) e elementos do Gabinete do Ambiente da Câmara Municipal da Maia. Segundo os promotores da Agenda 21, o objectivo é eliminar barreiras que ainda possam existir entre professores e alunos na área em causa, dando o princípio, a ferramenta, para que depois o processo seja implementado nas próprias escolas.

Sexta-Feira, 28 de Janeiro de 2005

maiahoje


16 FREGUESIAS

maiahoje S. PEDRO AVIOSO

“PRENDA” ANUNCIADA NA INAUGURAÇÃO DO CENTRO DE ACTIVIDADES OCUPACIONAIS

Autarquia cede palacete para a instalação de um Lar Residencial O anúncio apanhou de surpresa os responsáveis da APPACDM que se encontravam na inauguração oficial do Centro de Actividades Ocupacionais (CAO) de S. Pedro de Avioso, estrutura que se encontra em funcionamento desde de Março de 2004. Bragança Fernandes, Presidente da Câmara Municipal, revelou a cedência de uma estrutura em Águas Santas no valor de 500 mil euros à APPACDM da Maia, para a instalação de um Lar Residencial. Não poderia ter corrido melhor a inauguração do CAO de S. Pedro de Avioso, com Bragança Fernandes a reservar uma surpresa para a ocasião, o que deixou bastante contentes as responsáveis da APPACDM. A cedência de um pequeno palacete no valor de 500 mil euros para a edificação de um Lar Residencial, inserido numa área de quatro mil metros quadrados. A construção de um Lar Residencial corresponde a uma prioridade da associação, referiu Laura Gonçalves, responsável da APPACDM da Maia, «a oferta da Câmara Municipal vem colmatar uma necessidade prioritária. Serve para os utentes que não tem suporte familiar». A responsável adiantou ainda que neste terreno, que possui uma área descoberta de mil e quinhentos metros quadrados, gostaria de ver edificado mais um Centro de Actividades Ocupacionais. Mas a ocasião principal era a inauguração oficial do novo CAO de S. Pedro de Avioso, que contou com a presença do Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Segurança Social, Família e Crianças, Marco António Costa. A estrutura a funcionar desde Março de 2004, inicialmente com 18 pessoas, atende agora 25 utentes e possui uma série de funcionalidades, desde sala de relaxamento até elevador para deficientes, estando para breve a construção de um mini ginásio. Além disto, existem três salas de trabalho; a sala produtivo, a sala semi produtivo e a sala dos profundos. No total, a compra do edifício, a sua remodelação e equipamento, incluindo uma mini camioneta com 27 lugares, rondaram os 500 mil euros, com 90% da verba a ficar a cargo da Segurança Social ÁGUAS SANTAS

Estado deve financiar e fiscalizar. Muitas vezes mais do que as respostas monetárias são mais importantes as respostas afectivas. E é aí que as IPSS entram». ACÇÕES DE FORMAÇÃO EM COLABORAÇÃO COM EMPRESAS MAIATAS

! O Secretário de Estado Adjunto da Segurança Social “abriu” oficialmente as portas

e 10% a ser custeada pela instituição privada, valor que neste caso foi acarretado pela autarquia por dificuldades económicas da APPACDM. A Câmara Municipal cobre igualmente as despesas de alimentação e ajardinamentos da estrutura. Marco António Costa deixou uma

palavra de elogio ao equipamento, frisando que a acção social que hoje existe só se dá devido à existência de instituições como a APPACDM, «só é possível termos esta acção social no terreno porque existem as IPSS que dão resposta ao que o Estado não consegue fazer e deve ser cada vez mais assim. O

Este ano de 2005 assume grande importância para a APPACDM da Maia. Em cima da mesa estão dois projectos, mais precisamente a realização de acções de formação com o objectivo de integrar os utentes no mercado de trabalho e a passagem da associação para Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS), um sonho que demora a ser concretizado. Segundo Laura Gonçalves, a documentação necessária já está a ser analisada sendo que as perspectivas apontam para uma decisão até ao final de Fevereiro. Essa transformação em IPSS, permitiria por exemplo, uma mais eficaz gestão de subsídios que passaria a ser efectivamente feita pela associação maiata, quando neste momento é a delegação do Porto que tem essa responsabilidade em mãos. O outro projecto anunciado está a dar os primeiros passos e consiste no contacto com todas as firmas da Maia, no sentido de realizar acções de formação para os utentes da APPACDM maiata, de forma a integrá-los no mercado de trabalho. Segundo Laura Gonçalves, a formação junto de pais e funcionários já se iniciou sendo que o contacto com as empresas maiatas terá início no próximo mês. António Manuel Marques

INCÊNDIO SEM CAUSAS DETERMINADAS EM PRÉDIO DE CINCO ANDARES

Chamas causam uma vítima mortal e três desalojados O incêndio deflagrou perto das 20h00 de Domingo, num prédio da Rua Manuel Francisco de Araújo, em Águas Santas. O incidente acabou por causar um morto, um homem paraplégico de 49 anos, que vivia com o irmão e cunhada no 1º andar do edifício. Não foram encontradas causas para o incêndio que deixou o quarto da vítima completamente destruído. Ao MaiaHoje, fonte dos Bombeiros de Moreira da Maia confirmou que a

foto arquivo

causa da morte foi intoxicação por inalação de gases. O irmão e cunhada do falecido, como também o filho de cinco anos, foram realojados numa pensão no Porto. No combate às chamas participaram os Bombeiros Voluntários de Moreira da Maia, de Ermesinde e o INEM, que totalizaram oito viaturas e 23 homens. AMM

!

As chamas ceifaram uma vida.

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Sexta-Feira, 28 de Janeiro de 2005


FREGUESIAS 17

maiahoje

APESAR DO FALSO ALARME, AS AULAS FICARAM INTERROMPIDAS TODA UMA MANHÃ S. PEDRO AVIOSO

josé matos

jose@maiahoje.pt

Nova ameaça de bomba no CICCOPN

Nem se poderá falar propriamente em “susto”, visto que já não é a primeira vez, nem a segunda, que o CICCOPN recebe ameaças de bomba via telefone. A evacuação das cerca de 700 pessoas, na passada semana, decorreu de forma tranquila, com a GNR da Maia a actuar em conformidade. O problema é que, numa instituição em que as aulas são contabilizadas ao minuto, uma manhã perdida é muito prejudicial. Por volta das 9h00 de quinta-feira da semana passada, as duas funcionárias da central telefónica do CICCOPN, Centro Industrial de Construção Civil Obras Públicas do Norte (em S. Pedro de Avioso), receberam duas chamadas anónimas com ameaça de bomba. Informado o Director da instituição, Sampaio Rodrigues, os minutos que se seguiram foram os normais nestas situações; «evacuámos os serviços e garantimos uma área de segurança no exterior, com a ajuda da nossa equipa de segurança, tendo comunicado o sucedido às autoridades», referiu ao MaiaHoje este responsável. Nos cerca de nove hectares de área, com duas entradas, não é simples estar-se a definir, com toda a certeza, a inviolabilidade das instalações a uma ameaça do género. O alarme é sempre falso e as sete centenas de pessoas que se encontravam, na passada semana, no CICCOPN estavam perfeitamente tranquilas. Ao longe até se ouviam as vozes de um grupo de rapazes que jogavam futebol. SILVA ESCURA

O problema é que, lamentou Sampaio Rodrigues, a situação vivida não é nova; «este género de ameaças acontece em muitas instituições, de forma esporádica». Apesar de se saber tratar-se, quase a 100 por cento, de falso alarme, não se pode fugir ao tipo de procedimentos usuais. Avisada a GNR da Maia, que compareceu no local com a equipa especializada, conferida a correspondência (que não tinha sido aberta), as aulas só retomaram após todas as investigações realizadas no terreno, o que significou uma manhã perdida. De acordo com o director, para uma instituição que lida com um orçamento de seis milhões de euros, com dinheiros públicos, e que tem que contabilizar as aulas ao minuto, as paragens são muito prejudiciais e alteram com toda a programação curricular. Nota para o facto dos números telefónicos donde partiram as ameaças terem ficado registados na central, estando os mesmos a serem investigados pelas autoridades.

! As aulas ficaram sem efeito

ADRO DA IGREJA PAROQUIAL ESTÁ EM RENOVAÇÃO

Um cenário diferente para Silva Escura

Está nitidamente a ganhar maior diversidade e envolvência e a tornar-se num espaço mais digno e acolhedor. Falamos do adro da igreja paroquial de Silva Escura que está a ser alvo de uma profunda requalificação. A responsabilidade da obra é da Câmara Municipal da Maia e da Junta, com o apoio do presidente da Comissão Fabriqueira, o Pároco Padre Luis Queirós. O presidente da Junta, Sousa Dias, realçou tratar-se de um sonho idealizado pelo seu executivo. intervenção de restauro no seu interior, chegou o momento das principais entidades se empenharem em requalificar também o espaço exterior, o seu adro. O projecto de remodelação é da autoria da arquitecta maiata Susana Carvalho e irá custar à Câmara Municipal da Maia 123.522,00€. «PROJECTO PENSADO PARA TODA A POPULAÇÃO»

A igreja paroquial, monumento do espólio da Maia, foi construída em 1721 e possui fachada de estilo joanino, sendo a beleza e a riqueza interiores apreciáveis, especialmente a capela-mor com seu tecto em caixotões dourados e pintados à mão, bem como os painéis azulejares azuis, datados do século XVIII, narrando a vida de Nossa Senhora da Assunção. Depois da que foi a grande

Para o presidente da Junta de Freguesia de Silva Escura, José Torres Sousa Dias, «este é um local repleto de história e representa um dos maiores patrimónios da freguesia. Por isso era de grande importância para a paróquia e para a população que todo o espaço envolvente à igreja merecesse uma atenção especial». Recordou que em 2002, logo que o seu executivo tomou posse, fez a promessa de que uma das obras a concretizar

«seria o de tornar o adro da igreja mais digno», e acrescentou que «sempre quiseram colaborar com a paróquia, em particular com o principal “intérprete”, o Padre Luis Queirós, no sentido de que este propósito fosse atingido». Portanto, assumido o desejo, o executivo solicitou à Câmara Municipal da Maia a realização de um projecto, «de imediato foi dada a resposta e os técnicos avançaram muito rapidamente com a ideia», realçou o autarca. José Sousa Dias manifestou o seu agradecimento a Amaro Sá pela cedência gratuita de um terreno que permitiu uma maior abrangência de espaço, destinado a um aparcamento. Por seu lado, o Pároco Padre Luis Queirós foi peremptório ao afirmar que era de todo o interesse valorizar o ambiente circundante à igreja. «O adro já tínhamos, mas quem nele entrava deparava-se com uma horta pertença do passal e que não dava dignidade. Fiz a

proposta para que esse espaço fosse destinado ao alargamento do adro, e foi com a aprovação do senhor bispo que a obra avançou», explicou o abade. Adiantou, ainda, estar muito satisfeito com o decorrer dos trabalhos; «todos os pormenores estão a ser levados a sério e tudo está a correr como esperávamos». Semana após semana o Padre Luis Queirós dirige-se ao local e reúne-se com a arquitecta, «para que tudo seja bem tratado. Espero que a população corresponda», desejou. A concluir, o pároco assegurou que o património ficará mais valorizado; «esta iniciativa mostra claramente uma obra de referência que vem complementar, e bem, o que foi feito no restauro interior da igreja». De realçar que o adro passa a ter mais espaço destinado ao laser, num local mais cómodo e aberto à população. É do interesse das partes envolvidas, que o povo sinta e viva esta beneficiação. pub

Sexta-Feira, 28 de Janeiro de 2005


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18 FREGUESIAS

INICIATIVA CONTOU COM A PRESENÇA DE BOMBEIROS, PROTECÇÃO CIVIL E antónio manuel marques POLÍCIA MUNICIPAL MAIA

antonio@maiahoje.pt

Lux Premier leva a cabo formação no uso de extintores A empresa maiata Lux Premier, ligada ao ramo das lavandarias e passadorias, levou a cabo um formação sobre o uso de extintores, com a colaboração dos Bombeiros de Moreira da Maia. Segundo estes responsáveis, este tipo de acções tem vindo a aumentar com as empresas a revelarem cada vez mais preocupações na formação dos seus funcionários no combate a eventuais fogos de pequena monta. A acção decorreu junto à antiga Estação de Comboios da Maia, englobando quase uma dezena de funcionários e contando com a presença de elementos dos Bombeiros, Protecção Civil e Polícia Municipal. A acção surgiu «da preocupação do sócio gerente, Henrique Oliveira, em apurar certos pormenores do serviço, sendo que já atingimos o principal», contou ao MaiaHoje, Gil Ramos, gerente da Lux Premier. Ainda segundo este responsável, é a primeira vez que uma lavandaria maiata procede a esta acção de formação, sendo um instrumento útil já que «alguma parte dos produtos que usamos são inflamáveis e depois há muita roupa dentro das instalações».

A formação compreendeu principalmente o manuseamento do extintor, acabando por ser uma acção algo simples. Como afirmou o 2º Comandante dos Bombeiros de Moreira, José Araújo, este tipo de formações pode demorar dias, «temos feito bastante este tipo de formação. A formação nas empresas maiores demora vários dias. Ainda esta semana estivemos na Lipor. É sempre útil em todas as empresas. Há muita gente que vê o extintor e depois não sabe trabalhar com ele». Segundo este responsável, tem existido um aumento de solicitações, «desde há pouco tempo as empresas começam a chamar mais os bombeiros para este tipo de formação e até para verificar os mecanismos que existem».

OPINIÃO

Sócrates ou Santana? Persuasão ou Verdade? «O discurso persuasivo, em si mesmo, não é um mal; só o é quando se torna o único trâmite da cultura, quando prevarica, quando se torna o único discurso possível, quando não é integrado por discursos abertos e criativos.”

pelo conteúdo, mas pela expectativa que invariavelmente se frustra pela ausência de soluções e, por isso, persuasiva, mas não verdadeira, e consequentemente, não convincente.

Umberto Eco, Obra aberta

Quando questionado sobre os grandes problemas nacionais, como o insucesso escolar, a morosidade na Justiça, a ineficiência do sistema de saúde, o líder do PS defende que é necessário gerir melhor e avaliar os serviços públicos quanto ao desempenho dos seus funcionários. Ou seja, não faz mais do que defender estratégias de controle de qualidade do serviço e, ao fazê-lo nada traz de novo, limitando-se a repetir ideias já gastas do governo da maioria quando Durão Barroso ainda era primeiro - ministro.

Quando faltam as ideias não há argumentos e, por consequência, evita-se a discussão. José Sócrates cometeu um pecado mortal em democracia, ao admitir apenas um debate com Santana Lopes e, sobretudo, ao justificar esta atitude com um princípio de independência face aos interesses das três estações de televisão e ao considerar que um único debate é suficiente para que os portugueses se apercebam das propostas políticas, concluindo que o país ganha com a sobriedade e que os debates são valorizados se forem em menor número. Sócrates recorre à mais pura demagogia para justificar a recusa de um debate sério e comprometido com a Verdade. Os portugueses não podem aceitar esta atitude de quem quer ser o primeiro-ministro de Portugal. Nem mesmo os socialistas, que com esta postura de Sócrates, não deixam de sentir uma certa fragilidade do seu líder, o qual pensavam estar à altura de Santana, mas que de facto, não está. Por outro lado, o líder do partido socialista, não apresentou em précampanha nenhuma ideia nova aos portugueses, tendo-se limitado a um discurso de crítica infundada à acção política do Governo da maioria, com evasivas susceptíveis apenas de prender a atenção das audiências televisivas, não

Este déficit de ideias mostra bem a situação extremamente difícil em que o país se encontra e, convém não esquecer que o governo de António Guterres não teve soluções para os problemas que ainda hoje persistem, e que se prendem sobretudo com factores externos à economia portuguesa, decorrentes dos efeitos negativos da globalização, designadamente, a deslocação de empresas para a Europa de Leste, mas também com oportunidades que não foram devidamente aproveitadas, tais como uma má utilização dos fundos europeus, de que resultaram uma dificuldade de concorrer num mercado mundial cada vez mais competitivo, devido ao déficit de produtividade da economia portuguesa por ausência de investimentos em equipamentos e tecnologia avançada e deficiente formação dos recursos humanos. As causas primeiras deste aparente

Mário Duarte texto I (continua na proxima edição)

“beco sem saída” a que Portugal chegou, foram entre outras, a ausência de uma fiscalização atenta da utilização dos fundos comunitários; a inexistência de políticas macro-económicas eficazes na criação de emprego e na formação profissional, nomeadamente com a quebra de investimento público em sectores fundamentais como a Educação, a Saúde e a Justiça; o incentivo ao consumo com recurso descontrolado ao crédito e o consequente endividamento das famílias, e ainda, o recurso à estratégia dos subsídios para minorar os problemas das desigualdades sociais acentuadas pelo aumento do desemprego, causa essencial juntamente com a fuga ao fisco, da anunciada e temida falência do sistema de segurança social. Recuando no tempo, podemos dizer que os sucessivos governos, desde a entrada de Portugal na Comunidade Europeia, não têm sido capazes de implementar políticas macro-económicas adequadas a reduzir ao mínimo os efeitos negativos da globalização, mormente criando condições apelativas para o investimento privado, porque eles mesmos, acabam por construir um clima de falta de confiança no mercado, ao reduzirem ao mínimo o investimento público. O cumprimento do pacto de estabilidade e crescimento foi um objectivo fundamental para que Portugal ganhasse a confiança e a admiração dos parceiros europeus. No entanto, a partir do momento em que dois dos estadosmembros mais poderosos, a França e a Alemanha, se estão nitidamente a borrifar para o pacto, o governo português tem toda a legitimidade, no plano da moral política, para não ser tão rigoroso com o cumprimento das medidas de

Sexta-Feira, 28 de Janeiro de 2005

Bruxelas e arriscar mais na criação de emprego, e no aumento do PIB através do incremento do investimento público, dando assim sinais de confiança ao mercado para relançar o sector privado. O Governo que ganhar as eleições terá de seguir este caminho, se não quiser perder o comboio dos países da frente da União. José Sócrates já percebeu isto e antecipou-se a Santana Lopes prometendo criar 150.000 postos de trabalho. A questão é como, e durante quanto tempo? Por outro lado, quando o governo se preparava para entrar num novo ciclo, após reformas tão necessárias quanto ousadas, como as reformas do património, das leis laborais, do processo executivo, da lei do arrendamento urbano, do IRS/IRC, eis que, aproveitando uns quantos “faits-divers”, com destaque para o empolamento do caso TVIProf. Marcelo, o Presidente da República, confirmando de resto a tradição legada por Mário Soares de “puxar a brasa à sua sardinha”, embora só no segundo mandato, decide dissolver o Parlamento e convocar eleições antecipadas. Aproveitando esta oportunidade histórica, o líder do partido socialista, José Sócrates tem vindo a “lançar algumas achas para a fogueira”, parecendo querer aquecer o debate político, mas ao mesmo tempo receia o embate com Santana Lopes. Não é de admirar. Afinal, o adversário merece respeito. Tem uma carreira invejável, dentro e fora do PSD, construída a pulso, e contra a corrente, ao arrepio dos directórios do aparelho, o que faz do líder do PSD, um peso - pesado no debate político.


OPINIÂO 19

Os Fiadores de Conversa Ao lado do que se disse estava um caixote cheio de cinzas do que ficou por dizer mas havia coisas meio queimadas, talvez bem interessantes, que tinham lembrado tarde de mais e ficaram por ali, fumegando levemente, como almas paradas na ponte entre o aquém e o além, que tem obcecado a vida dos mortais. O homem atirou para o lado do que se não disse o resto do cigarro e apanhou do lado do caixote um bocado meio rasgado, de um papel branco, onde se lia ainda: - Bem sabes que... O resto ficou-lhe na mão em pó preto. Ele teve um gesto de contrariedade tirou da carteira outro papel e começou a escrever: - Bem sabes que te amo. Bem sabes que parto amanhã. Bem sabes que tenho de pagar a letra ao banco. Bem sabes que não gosto de esperar. Bem sabes que já não tenho idade para isso. Bem asAcabou-se o papel. Meteu-o no bolso e preparou-se para sair. “Bem sabes que tens de pagar o café o bagaço, pensei eu, mas ele não. Eu fiquei furioso: Então era assim? Ninguém via, ninguém dizia nada? Fui atrás dele: Pst,pst! Ele parou e olhou-me. Eu podia continuar o meu caminho, até porque também não tinha pago o meu café, mas a curiosidade venceu-me. Cheguei-me a ele e perguntei-lhe baixo: - O senhor é jornalista? - Não, porquê? Claro que a pergunta era estúpida, mas há jornalistas ainda mais estúpidos do que as perguntas. É uma consolação, não é? - É que... - disse eu, a ganhar tempo - vio tão interessado a tomar notas... - Não, meu amigo. Sou fiador de conversas. - Fiador de conversas? O que é isso? - É o que o nome diz: Coisas fiadas têm sempre aceitação. Eu fio conversas, semeio ilusões e não levo nada por isso. É a minha maneira e entreter as gentes, de lhes roubar algum tempo de infelicidades ; numa palavra : sou escritor, compreende? - Sim, sim. Quer dizer que o que ficou ao lado do que não se disse... - É o meu material de trabalho. Depois de reciclado, embelezado, dá histórias, romances, às vezes poemas, fitas para o cinema, numa palavra, dinheiro, que é o que eu não tinha há pouco. Você bem viu que não paguei a conta... Fiquei confuso e emendei para disfarçar: - Calculei que se tivesse esquecido... - Ora, amigo! Conversa fiada. Já lhe disse que eu sou fiador disso... - Pois bem: É verdade. Eu pensei... - Você pensou: Então este tipo vem ao café, é servido e depois raspa-se sem pagar: Ora deixa que já te apanho”.

- Foi, ou não foi? Pois foi. E aposto que também não pagou o consumo. - Pois não - Ora admiro q sua franqueza. Venha comigo a minha casa e eu lhe mostrarei como funciona o meu ofício. Está de acordo? - Claro. Eu sou jornalista e normalmente trabalho ao lado do que não se disse - Conheço o género. Mas vocês não fiam nada a ninguém, senão não vendiam os jornais. - Pois seja, meu amigo. Vamos lá ver reciclar o produto. I A sala era pequena, mas tinha uma larga janela para o lado da saída que levava a uma rua sossegada. Havia várias estantes carregadas de livros, revistas e jornais. Ao pé da janela estava a secretária e, sobre ela, uma máquina de escrever em que, pelo visto, o homem trabalhava. M andou- me sentar num mappie confortável e disse: - Agora eu vou compor o meu trabalho. No fim de cada página dou- lha para você rever e me dizer o que pensa. Se eu gostar, ofereço-lhe com muito gosto. Aceitei e fiquei ali, ao lado do que não se disse, como se fosse o depósito do que se tinha escrito. Passaram duas horas. O homem estendeu- me a última folha do seu trabalho e disse: - Aí está. Acabe de o Ter e dê- me a sua opinião, por favor. Assim fiz e não escondi a minha admiração pelo que li. - Notável, meu amigo! Parabéns. Acho que devia ser publicado. - Pois publique-o. O Trabalho é seu, como lhe prometi. De resto eu não ligo nenhuma a essas coisas... Tudo conversa... conversa fiada... E, a propósito de fiados: vamos passar pelo café e pagar os nossos gastos? - Acho muito bem. - Nós, escritores e jornalistas, somos todos fiadores de conversa, mas pagamos os nossos fiados. Despedimo-nos com uma gargalhada das antigas e um abraço que comemorava o nascimento duma amizade que ainda hoje dura. E, como tinha sido combinado, eu vou publicar, sob pseudónimo, o que ele escreveu e ficou ao lado do que se disse, antes de ir para o caixote de cinza em que acaba normalmente o que fica por dizer. Quantos de nós precisaríamos de ser reciclados... II - Bem sabes que ... por Fiador de conversa

O local em que se produz aquela descarga magnética que liga um homem a uma mulher chama-se mundo. Em qualquer lugar desse local isso pode acontecer. O momento em que é feita a descarga chama-se tempo. Dentro do tempo surge a ocasião. A fronteira que os marca daí endiante é o antes, de um lado, e o depois, do outro. Dentro desta fronteira passam a viver o seu tempo no tempo e a sua vida no espaço. Vamos ver um exemplo: Local: Aeroporto de Orly, Paris. Tempo: Princípio da manhã Cenário do encontro: sala de espera. Ele: (Entrando e descobrindo-a por acaso) pardon, madame: Êtes-vous française? Ela: (Fixando-o com interesse) Mademoiselle, s’il vous plait, monsieur. Non: Je suis portugaise. Pourquoi? Ele: (com uma risada) pois eu também sou, minha. Logo que te vi percebi que tinha que te falar. Ela: (com alguma reserva) Mas ... desculpe, eu não o conheço... Ele: ( sentando- se familiarmente ao lado dela) pois não minha: nem eu a ti. Mas isso que importa? Smos portugueses, vamos para Portugal no mesmo avião, depois , se gostares de mim, como eu sinto que gostas de ti já, ficaremos amigos: se não, ficaremos desconhecidos como dantes. Valeu? Ela: ( não querendo parecer conquistada, mas aceitando as condições dele) té bem, vamos nessa, depois logo se verá. Sempre é mais agradável a viagem... Ele: (estendendo-lhe a mão) Tomas? Como te chamas? Ela: ( trocista) Co’a boca. Ele: ( um pouco triste) Ora... não queres dizer, não digas. Eu sou o Carlos. Anda, trata- me como se já fosse teu namorado; (carinhosamente) por tu. Ela: ( quase convencida) Ih! O que p’r’aí vai! Tens assim tanta pressa? Bem sabes que... Ele: (interrompendo-a) E tu bem sabes que o tempo dos jovens é sempre curto para viver! Ela: Sim, mas... Ele: (decidido) Qual mas? Diz- me lá coisas de ti! Tenho de ter cuidado contigo ... Ela: (rindo com gosto) Olha eu sou EVA... Ele: (interessado) Eva, como a do paraliso? Ela: (engrossando a voz) Pior... muito pior... Ouve-se o toque do embarque. Levantam-se ambos. Ele vê-a pela primeira vez de pé e fica a admirá-la, parado. Ela: (brincalhona) Então, vens ou não

maiahoje

Luís Clemente Ribeiro

vens para o paraíso comigo? Ele: (chegando-se quase ao ouvido dela) Já estou lá! Ela: (um pouco emocionada) que malucos que nós somos, Carlos! Ele: (baixinho) que felizes que podemos ser, Eva! III Jogaram na roda da fortuna e saiu-lhe um bilhete duplo para o ano. É hoje que finda o ano e eles discutem: Ela: (chorosa) Bem sabes que te amo. Ele: (impaciente) Bem sabes que parto amanhã. Não sei para quê essas cenas! Ela: (pausa) Pois é, essas cenas incomodam o menino. Pois tanto melhor. Ele: (furioso) Bem sabes que tenho de pagar a letra ao banco e não tenho o dinheiro no (faz um gesto feio). Vocês, mulheres, vivam de projectos mirabolantes, mas nós é que temos que aguentar.. Ela: (com raiva) Se me tivesses deixado seguir o meu caminho, eu era hoje uma estilista, ou uma vedeta de televisão... Ele: (infastiado) Oh! Deixa lá isso! Quero é fazer a mala e pirar-me daqui, senão ainda me apanham! Quanto antes: Bem sabes que não gosto de esperar. (Mudando de tom) Anda lá: Sê boa rapariga, como eras dantes...Faz lá a mala... Ela: (aflita) Não vás, não me deixes... Que vou eu fazer sem ti? Ele: (fingindo despreocupação) Ora! Arranjas outro, é claro. De resto eu mandote uma boa mesada. Tudo se arranja. Ela quer abraça-lo mas ele esquiva-se. Ele: (aborrecido) Bem sabes que já não tenho idade para essas coisas. Foi muito bom, enquanto durou, mas acabou, pronto. Ela: (tenta fazer-lhe ciúmes) Arranjo outro, claro que arranjo. Já arranjei e tu até conheces quem é. Ele: (indiferente) Ainda bem. Beijinhos. (decidido) Bem; então não fazes a mala, faço a eu e é já. Ela: (sai do quarto de repente e desce a escada) Adeus! (grita lá do fundo) Ele não responde e começa tranquilamente a pôr a roupa em ordem. Já no táxi para o aeroporto a caminho de Orly, ela ia pensando que a vida é bem semelhante, nas suas mudanças, a um desses cartões electrónicos de telefones. Acaba-se o tempo, corta-se a chamada, acaba a conversa quase sempre conversa fiada. Mas é possível recarregar o cartão . Na vida, só com cartão novo. “ Sob o signo do não chega-se ao nada; sob o signo do sim pode chegar-se ao infinito”, pensei.

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20 OPINIÂO

GERAÇÃO PORTUGAL, OU AS POLÍTICAS DO FUTURO Janeiro seco e cheio de chuva crónica: Orlando Leal

Na muito antiga tradição dos adágios e ditados populares que tanto caracterizam a nossa cultura tradicional, nomeadamente aquela que vive nas aldeias e se dedica primordialmente ao sector primário de actividades, os meses e condições meteorológicas sempre foram uma grande fonte de inspiração para estes ditos poetas de raíz popular. Daí que possamos encontrar facilmente expressões como a de “Janeiro, Geadeiro”, que tanto caracteriza a vaga de frio anunciada para este final de mês, ou então uma outra “A água de Janeiro vale dinheiro”, que me reporta aos testemunhos dos agricultores preocupados com as drásticas consequências para o ano agrícola deste que é o mais seco Janeiro desde há um século. Pois para tudo correr como é normal, a situação deveria ser “Janeiro frio e molhado, enche a tulha e farta o gado”. Mas se de facto a pluviosidade não abunda, o mesmo não se pode dizer da chuva, se bem que não me esteja a referir aquela que cai do céu, mas antes aquela que sai da boca dos políticos da nossa praça que, tentando cativar a atenção, mas sobretudo o voto desse povo que anseia por outras chuvas, e cuja única semelhança com água que deveria cair do céu, esteja em alguns perdigotos que são projectados das bocas de alguns políticos de discurso mais inflamado. Mas se é verdade que a população anseia pelo tipo de chuva mais tradicional, também não deixa de ser verdade que começa a ficar farta da chuva de promessas inconsistentes e projectadas em “chuveirinho”, por autênticas matracas humanas, que aparecem sazonalmente, mas sempre antes dos actos eleitorais. Ou seja, e de forma resumida, podemos dizer que aquela chuva que o povo quer nunca mais cai, enquanto que daquela da qual está farta cai cada vez mais. Mas esta semana fiquei um pouco mais descansado, pois nem tudo são nuvens negras, e por vezes conseguimos ver o sol por entre o temporal. Assisti recentemente a uma conferência dada pelo Ministro da Justiça, Dr. José Pedro Aguiar Branco, que entre outras coisas disse duas, que me cativaram especialmente a atenção, não só pela sua simplicidade, mas também pela sua terrível eficácia, e que se resumem a duas medidas tomadas por ele no âmbito das suas competências e que foram: a substituição do envio de correspondência do ministério da forma tradicional para a forma electrónica, o que permitiu uma poupança de 25.000.000 euros ano, e a constituição de uma central de compras para o ministério, que irá permitir uma redução de cerca de 40% do total gasto actualmente. É claro que falou também de um conjunto de outros assuntos relacionados com o seu ministério e dos projectos que estava a desenvolver, e das suas ideias para o futuro que foram interrompidas pela vontade do Presidente da República em convocar eleições, e disse tudo isto de uma forma calma, séria e consciente, se calhar é desta consciência e desta capacidade que todos necessitamos, para poder afastar de vez as nuvens negras e assim poder ver o sol.

QUANDO AS ÁRVORES PARTEM 1.Vou falar das árvores. Vou falar das árvores que tombam como canções feridas. Vou falar das árvores que se estendem, mudas, ruas adiante, esperando, a foice desesperada dos “ metros “ da pressa, a gadanha míope dos “ prédios “ da moda ou a lâmina desgovernada de “ novas estradas “ de planos atabalhoados. Vou falar do meu gosto pelas árvores, mesmo por aquelas que já morreram, principalmente por aquelas que já morreram. Dizer, delas, aquilo que se deve dizer de seres vivos afáveis, protectores, indispensáveis à alma dos outros seres. Ah se eu pudesse falar com as árvores! Iria prometer-lhes a minha ajuda, a minha pequena ajuda, para que qualquer dia fosse obrigatório respeitá-las, com um respeito que atingisse o limite, quase sagrado, da veneração. Mas - cá para nós - eu penso que posso falar com as árvores e, por isso, vou prometer-lhes a memória, a sublimação e a defesa da sua dignidade. 2. Em nome do progresso, da civilização e do dinheiro - sobretudo do dinheiro - há, hoje, neste país de grandes inventores (oportunistas?), uma grande quantidade de arquitectos, engenheiros, vereadores e outros iluminados que, para conseguirem os melhoramentos ou sucessos a que se propõem, desatam a correr por e para tudo quanto é lugar, buscando rectas, curvas, elipses, abóbodas,

pilares, traves mestras, tijolos, cimento e muita, muita ignorância. E, quando têm tudo pronto, começam a escavar, a ignorar, a edificar, a ignorar, a perfurar, a ignorar, a inventar, a ignorar, a ignorar..e... pronto: a obra está concluída. Se é um prédio, as pessoas começam a aparecer e dizem: está bonito, está bonito. Se é o “ metro “ as pessoas começam a aparecer e dizem: que bom, que bom. 3. Quase toda a gente se esquece das árvores. Alguns não sabem nada das árvores. Os arquitectos, os engenheiros, os vereadores - e outros que tais passam de sujeitos iluminados a senhores acesos: cumpriram o seu dever, cheios de importância e de cheques. Foram arquitectos e carrascos. Foram engenheiros e carrascos. Foram vereadores e carrascos. Foram tudo de bom e... carrascos. Desde o começo de algumas obras que não se diferenciaram dos burros: palas nos olhos e objectivos atingidos sem perguntas. As honrarias, os cargos, a visibilidade política e o dinheiro sobretudo o dinheiro - acenderamlhes o ego, elevaram-lhes a estima e apagaram-lhes a consciência. Em tempos de grandes mudanças, a modernidade, a comodidade e a evolução do nosso modo de vida parecem não se compadecer com “ sentimentalismos “ de antanho: isso é próprio de gente fraca, de ideias ultrapassadas e de

A feira dos dez Já era habitual. Todos os dias dez do mês, lá pelas duas da tarde, mais coisa menos coisa, juntavamse todos: o João das dornas, o Malaquias, o Manel barbeiro, o Zeferino e o Anselmo. Começavam por umas pataniscas, umas azeitonas, - o Anselmo não, porque faziam mal à “prosta” , - depois o salpicão mais o presunto e por aí fora. Ao fim da tarde, estava tudo grosso. Às vezes também aparecia o Xixas do talho, mas só quando a mulher não estava em casa, diziam as más línguas que ela lhe acertava o passo de vez em quando. Não admirava: um metro e setenta, cento e dez quilos e mais pêlo na benta que o marido no corpo todo, era obra. O Zeferino é que nunca faltava. Dizia que gostava de ir à feira apreçar o gado, mas não comprava nada. O Manel barbeiro ia só para encher o bandulho. O João tinha prometido uma cabritada se vendesse a vitela. Tinha de dar cem notas de conto, senão, nada feito! O Malaquias só se ria, porque não gostava de cabrito.

« Oh dona Isaura! Traga lá umas papas e “bote” mais uma caneca, “pa sossega”!» O João gostava de “arrematar” com umas papas! A dona do tasco já os conhecia de gingeira. Numa feira, havia tempos, emborcaram cinco garrafões. O João adormeceu encostado à pipa e só acordou no dia seguinte, com o toque p’ra missa. Mas como essa, houve poucas. Com o dinheiro duma leiteira mercou dois vitelos, duas cabras e ainda sobrou algum. E ainda comprou uns socos p’ra mulher. Isso é que foi comer e beber! «Hoje está muito mau. O povo não dá “balôr à laboura”» . Até um cigano queria trocar a vitela por um burro! O Manel bem ajudava, enquanto limpava as unhas com o bico da navalha: «O senhor desculpe a minha “pertinância” ! Olhe que o bicho é boa rês, como isto não há igual ! » Mas nada. Ninguém dava mais que oitenta notas.

Sexta-Feira, 28 de Janeiro de 2005

Nelson Ferraz

simpatias verdes. Em nome do que se quer para nós todos, há sacrifícios que não o chegam a ser: que mal tem arrancar uma árvore? Mas eu pergunto de uma outra forma: que mal tem MATAR uma árvore? Matar, sim, é esse o verbo exacto para conjugar no género e número exactos. 4. Vou falar das árvores e do seu sofrimento incompreendido. Vou falar do coração das árvores, que é da cor que nós quisermos. Vou falar dos sussurros, que nos segredam meninices, em tardes de estio, quando a brisa se espalha pelos jardins, avenidas e quintais. Vou falar da melancolia que nos dói - docemente e de mansinho - no outono, quando os nossos olhos perdidos em outros anos - se aquietam nos ramos das árvores que nos cercam. Vou falar das árvores e dos amores, aqueles amores de estudante, que vinham e iam, que tornavam a vir e que tornavam a ir mil vezes e se esfumavam, como por encanto, para quase sempre, não fora a cumplicidade no corpo tatuado das árvores. 5. As árvores não quebram, apenas partem. Vão-se embora dali. Sempre que isso acontece uma nostalgia infinita invade o coração da própria vida. Sempre que isso acontece um arrepio de tristeza lacrimeja pelos montes, sobrevoa os rios e vem morrer, devagarinho, no olhar, distante, de todos os poetas.

Gil Ramos

«Oh “ome”, guarde o dinheiro “queu fico co bixo”! O senhor quer o dinheiro e o animal!» - respondia o João, fulo da vida. Todas as feiras dos dez era assim. Levantavam-se de madrugada, vestiam o traje domingueiro e lá iam na “fragonete” do Ernesto Boavida, que não fazia nenhum. Paravam na Calçada para “matar o bicho” e pelas oito e pico, chegavam à feira. Durante a manhã apreçavam o gado, à tarde assentavam arraiais no tasco da dona Isaura a comer e a beber. Era p´ra desbunda, - dizia o Zeferino. Ao fim de umas rodadas o Malaquias já contava histórias da caça, o João das antigas namoradas e o Manel, fazia tentativas para chegar com a boca ao copo, enquanto o Ernesto esperava na “fragonete” , que cheirava que fedia. No fim da tarde era hora de voltar p’ra casa. Bem bebidos, palito na boca, o João com a vitela pela guita, a falar pelos cotovelos, lá se despediam, até à próxima feira, dos dez.


ÚTIL & LAZER 21 SABIA QUE...

Pensamentos profundos A diferença entre crescidos e crianças está no preço dos brinquedos. No tempo actual escrevem-se muitos livros para aproveitar o excesso de papel reciclado.

7 de Fevereiro NOITE DE CARNAVAL

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1- Ave de rapina do género falcão. Neste lugar. 2Dialecto românico falado no Norte da França. 3- Seguir até. Existes. Sufixo designativo de agente. Livro de poemas de António Nobre. 4- Rio Suíço. 5- Capital de Itália. Referência a um trecho ou a uma opinião autorizada. 6- Relativo a porcos. 7- Tribunal pontifício, que resolve os pleitos sobre benefícios. Que está no meio. 8- Todo o numero que em matemática é divisível por dois. 9- Pedra de moinho. Sétima nota na escala musical. Quatro centos e noventa e nove romanos. Escândio (s.q.). 10- Dez ao quadrado (mat.). 11Respiração difícil com sufocações irregulares. Sala onde se recebem lições.

SOLUÇÕES

FARMÁCIAS TELEFONES ÚTEIS Turno A DA AGRA [Milheirós (P.)] GRAMAXO [Moreira da Maia (R. R.)]

Turno G GRAMAXO [Moreira da Maia (P.)] DA AGRA [Milheirós (R. R.)]

Turno B Turno H DO AEROPORTO [Pedras Rubras - V. N. BOM DESPACHO [Maia (P.)] da Telha (P.)] DO AEROPORTO [P. Rubras - V. N. da BOM DESPACHO [Maia (R. R.)] Telha (R. R.)] Turno C CENTRAL [Maia (P.)] ALIANÇA [Vermoim (R. R.)]

Turno I ALIANÇA [Vermoim (P.)] CENTRAL [Maia (R. R.)]

Turno D BASTOS [Gueifães (P.)] ÁLVARO AGANTE [Vermoim (R. R.)]

Turno J ÁLVARO AGANTE [Vermoim] BASTOS [Gueifães]

Turno E ARAÚJO [Nogueira da Maia (P.)] DAS GUARDEIRAS [Guardeiras - Moreira (R. R.)]

Turno K DAS GUARDEIRAS [Guardeiras Moreira (P.) ] ARAÚJO [Nogueira da Maia (R. R.)]

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Turno F Turno L LIMA COUTINHO [Gueifães (P.)] VILA NOVA DA TELHA [V. N. da Telha VILA NOVA DA TELHA [V. N. da Telha (P.)] (R. R.)] LIMA COUTINHO [Gueifães (R. R.)]

FEVEREIRO

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Os feriados obrigatórios são: 1 de Janeiro; Sexta-Feira Santa; 25 de Abril; 1 de Maio; 10 e 14 de Junho; 15 de Agosto; 5 de Outubro; 1 de Novembro; 1, 8 e 25 de Dezembro. Os feriados facultativos são: Os municipais e Terça feira de Carnaval (12 de Fevereiro), para o pessoal técnico abrangido pelo C.C.T. (P.) - Permanente; (R.R.) - Regime de Reforço até 22h00)

3, 10, 11, 18, 24, 25 de Fevereiro, ás 23h00 "As Noites do Contraditório" – Teatro da Palmilha Dentada Entrada – 3,00 Local: Tertúlia Castelense

5 de Fevereiro – Sábado, a partir das 23h30 “A vida depois de Durham Road” - Matinée Entrada – 3,00 Local: Tertúlia Castelense

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HORIZONTAIS

Turno

4 de Fevereiro, a partir das 23h30 Encontros Convívio (jam sessions) – Porto Céltico Entrada – 1,50 Local: Tertúlia Castelense

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Dia

AGENDA

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Soluções Verticais Aiar. Rume. 2- Omo. 3- Co. Em. Ti. Cs. 4- Asa. 5- Rosa. Pica. 6- 6- Agita. 7- Alor. Rima. 8- Com. 9- Ut. Il. Eu. Tl. 10- Tua. 11- Cota. Onça.

Lutava eu, por uma vida melhor para além do Atlântico, quando me foi apresentada uma colega da rádio, nome de prestigio da nossa praça, nos anos de 1976. A estória, conta-se com duas “palhetadas”. Através de um adivinhador de Lisboa, a citada locutora, foi aconselhada a deslocar-se para o estrangeiro. As cartas “viam” um capitalista na vida dessa atraente mulher. Só com o visto de turista, levou como companhia uma grande mala de porão, que pesava 60 kilos! Ajudamos a transportar com muita dificuldade esse baú das ilusões. Teve sorte, de se encaixar no meio dos emigrantes, ganhando pelo menos para comer e hospedagem. Neste tipo de negócio nunca há reclamações! Os falsos conselheiros, seguem o lema de ser ou não ser! Nos nascimentos ou é rapaz ou é rapariga. Isto na ausência da ecografia.

problema nº

1- Suspirar. Soldado turco ou egípcio, filho de cristãos, doutrinado no maometismo e adestrado na arte da guerra. 2- Prefixo relativo a ombro. 3Cobalto (s.q.). Preposição de lugar. Planta liliácea chinesa. Césio (s.q.). 4- Apêndice recurvado em forma de argola, de certos utensílios domésticos. 5- Nome comum de várias rosáceas, ramunculáeceas, malváceas e liláceas. Acto de sachar ao leve o milho.6- Move com frequência. 7Impulso. Repetição do mesmo som no fim de dois ou mais versos. 8- Preposição designativa de companhia. 9- Antiga nota musical, hoje “Dó”. Segundo. A minha pessoa. Tálio (s.q.) 10- Rio Ibérico, nasce na Galiza e desagua no Douro. 11Referência escrita à margem de um escrito. Peso usado nas farmácias, equivalente a 31.0913 gramas.

Soluções Horizontais 1- Açor. Aqui. 2- Oil. 3- Ir. És. Or. Só. 4- Aar. 5- roma. Cita. 6- Suín. 7- Rota. Meão. 8- Par. 9- Mó. Si. Id. Sc. 10- Cem. 11- Asma. Aula.

Factos vividos com o escriba

VERTICAIS

Os Media audam a divulgar a Cartomância Conforme o prometido, cá estamos de novo a bater na tecla da Cartomancia. Não se trata de nenhuma perseguição: outros sim. Levantar o véu a uma suposta arte adivinhar. Não é novo este sistema de “sacar” dinheiro as pessoas, mais as mulheres, que na esperança de minorar os seus males, caiem na esparrela, ficando na penúria, na maioria dos casos, com dinheiro emprestado por um vizinho ou familiar. Até aqui, cada um ou uma “cai” porque quer. Não se queixam da burla e, assim vai crescendo o bolso dos prestigiadores e dos que lhes promovem o negócio, como os jornais, rádio e televisão. Os media, com falta de publicidade aceitam todo o tipo de textos, sentindo o radiouvinte a sensação que é uma recomendação da própria estação oficial. Na justiça, sem queixa não podem surgir os autos. Cada um ou uma come do que gosta. Nós, avisamos! Estamos convictos em seguir as regras do puro jornalismo que é de Informar, Divulgar e Formar.

PALAVRAS CRUZADAS

Francisco Assis Assunção Alves

Por: Ogonçalo d’Amarante

maiahoje

CINEMA Warner lusomundo cinemas MAIASHOPPING DIA 27 DE JANEIRO A 30 DE JANEIRO Todos os filmes têm inicio 10 minutos após hora marcada (* Domingo) Tel: 22 977 04 50 • Fax 22 972 45 37 sala1

Uns compadres do pior (M/12)

sala2

brigada 49 (M/16)

[11:10*; 13:45; 16:20; 18:55; 21:30; 0:05]

sala3

Vamos dançar? (M/12)

[11:20*; 14:05; 16:40; 19:00; 21:45; 0:10]

sala4

As “amigas” do meu namorado (M/12) [11:15*; 14:15; 16:35; 19:05; 21:55; 0:20]

sala5

Alfie e as mulheres (M/12)

sala5

O fantasma da ópera (M/12)

sala6

sorte nula (M/12)

sala6

O tesouro (M/12)

sala7

Caçador de mentes (M/16)

sala8

Perto de mais (M/16)

sala9

harold & Kumar (M/12)

sala10

Ocean’s twelve (M/12)

[11:20*; 13:55; 16:30; 19:05; 21:40; 23:55]

sala11

Paparazzi (M/12)

[11:35*; 13:50; 17:50; 19:50; 21:50; 23:55]

[11:00*; 13:30; 16:05; 18:40; 21:15; 23:50]

[11:05*; 13:40; 18:50; 0:10] [16:00; 21:20] [11:25*; 13:50; 18:35; 0:20] [15:50; 21:35] [11:30*; 14:30; 16:45; 19:10; 22:00; 0:25] [11:15*; 13:25; 15:35; 17:45; 19:55; 22:05; 0:25] [13:35; 15:45; 17:50; 19:50; 22:10; 0:15]

Sexta-Feira, 28 de Janeiro de 2005

EMERGÊNCIAS: Bombeiros Volunt. Moreira Assoc. Human. Pedrouços P.S.P. Maia P.S.P. Aeroporto de Pedras Rubras G.N.R. Maia Protecção Civil (C.M. Maia) Protecção Civil (C.M. Maia) Fax Protec. Civil (C.M.M) Linha verde

22 942 10 02 22 901 27 44 22 941 38 53 22 948 26 93 22 944 81 90 22 940 87 22 22 941 20 38 80 020 51 69

SERVIÇOS DE UTILIDADE PÚBLICA: Cartório Notarial da Maia 22 944 81 23 Conservatória do Registo Predial 22 948 39 29 1.ª Repartição de Finanças 22 944 81 33 2.ª Repartição de Finanças 22 971 35 94 1.ª Tesouraria da Fazenda Pública 22 948 43 32 2.ª Tesouaria da Fazenda Pública 22 971 72 71 Tribunal Judicial da Maia 22 943 89 00 Santa Casa da Misericórdia 22 944 81 36 Correios de Vermoim 22 943 96 10 EN - Electricidade do Norte 22 944 12 12 EN - (Comunicação de Avarias) 80 024 62 46 S.M. Águas e Saneamento da Maia 22 943 08 00 Inst. Emprego Form. Profissional 22 941 25 77 Áeroporto Sá Carneiro 22 941 31 41 Câmara Municipal da Maia 22 940 86 00 Aeródromo de Vilar de Luz 22 968 73 22 Biblioteca Gulbenkian 22 948 34 72 Forum da Maia 22 948 34 72 Forum Jovem da Maia 22 941 78 20 Gab. Apoio Defesa do Consumidor 22 948 24 62 E. M. Estacionamento da Maia 22 940 87 21 Academia das Artes da Maia 22 940 87 21 Linha Directa Ambiente 22 948 48 21 Linha Verde 800 202 639 Casa do Alto 22 905 95 20 SAÚDE: C. de Saúde da Maia (Linha Azul) C. Saúde de Á.Santas C. Saúde do Castêlo Unid. Saúde de Moreira Maia U. S. Moreira Maia(Linha Azul) Unidade de Saúde de Gueifães Unidade de Saúde de Milheirós Unidade de Saúde de Nogueira Unidade de Saúde de Vermoim Serv. Atend. a Situações Urgentes Cruz Vermelha Port. (Núcleo Maia)

22 944 84 75 22 948 79 18 22 973 54 20 22 981 02 38 22 942 22 78 22 942 79 68 22 948 34 20 22 972 33 22 22 944 86 55 22 948 47 07 22 944 87 90 22 941 12 21


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22 CLASSIFICADOS

Associação Cultural e Recreativa «OS FONTINEIROS DA MAIA»

MUNICÍPIO DA MAIA

15 de Janeiro de 2005

EDITAL

CONVOCATORIA

ENGENHEIRO ANTÓNIO GONÇALVES BRAGANÇA FERNANDES, PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DA MAIA:

De acordo com o estipulado nos estatutos e ao abrigo do artigo nº 11 do Regulamento Geral desta Associação, convoco os senhores associados a reunirem em Assembleia Geral Ordinária, no próximo dia 05 de Fevereiro de 2005, pelas 20,30 horas, na nossa sede social, com a seguinte: ORDEM DE TRABALHOS 1º Leitura, discussão e aprovação da acta da ultima Assembleia Geral. 2º Apresentação, discussão e votação do relatório de contas do ano 2004 e parecer do Conselho Fiscal. 3º Apresentação, discussão e votação do Orçamento para o ano 2005. 4º Trinta minutos para apresentação e discussão de assuntos de interesse para a associação. ** Se na hora indicada não estiver presente o número legal de associados, esta assembleia funcionará 1 hora mais tarde, no mesmo local, com qualquer número de presenças. Com os melhores cumprimentos O PRESIDENTE DA MESA DA ASSEMBLEIA GERAL

FAZ PÚBLICO, nos termos do art.º. 90 nº. 2 do RJUE por recurso ao disposto na alínea d) do artigo 70º do CPA, que no próximo dia 25 de Fevereiro do corrente ano, pelas 10H30 minutos, vai esta Câmara Municipal proceder à VISTORIA DE SEGURANÇA ao prédio sito na Rua da Vitória, 233, freguesia de Gemunde, deste concelho, devendo o proprietário do referido imóvel, que até esta data é desconhecido, comparecer no local respectivo no dia e hora acima indicados. Para constar se publica este e outros de igual teor que vão ser afixados nos lugares de estilo e publicados no jornal semanal e diário da região E eu, Alexandra Maria de Carvalho Pereira, Chefe de Divisão dos Serviços Financeiros, o subscrevi. PAÇOS DO CONCELHO DA MAIA, 21 DE JANEIRO DE 2005

Sardaço Sociedade de Armaduras de Aço, S. A. Sede: Rua do outeiro, Folgosa, Maia • Capital social: 200.000 Euros Matriculada na Conservatória do Registo Comercial da Maia sob o n.º 12957 Pessoa Colectiva n.º 504919300 Convocatória É convocada a assembleia geral anual de accionistas de Sardaço - Sociedade de Armaduras de Aço, S.A., para reunir na sua sede social na Rua do Outeiro, Folgosa, Maia, pelas 16.30 horas, no dia 22 de Março de 2005, com a seguinte ordem de trabalhos: 1º Discutir e deliberar sobre o relatório de gestão, balanço e contas relativas ao exercício de 2004; 2º Deliberar sobre a proposta de aplicação de resultados; 3º Proceder à apreciação geral da administração e fiscalização da sociedade; O relatório de gestão e os restantes documentos de prestação de contas apresentadas pelo conselho de administração, o parecer fiscal único e a certificação legal das contas, relativos à sociedade, e as propostas de deliberação a apresentar à assembleia pelo conselho de administração encontram-se à disposição dos accionistas nos escritórios da sociedade, sitos na Rua do outeiro, Folgosa, na Maia, a partir de 7 de Março. Advertem-se os senhores accionistas para o disposto nos artigos 8º e 9º do contracto de sociedade que regulam os requisitos a que estão subordinados a participação e o exercício do direito de voto, designadamente: Têm direito a assistir e a participar na assembleia os accionistas de pelo menos 100 acções, número a que corresponde 1 voto. A participação dos accionistas na assembleia geral depende do averbamento das respectivas acções, sendo nominativas, ou sendo ao portador, do seu depósito na sede social ou em qualquer instituição de crédito, em nome do titular, até 10 dias antes da data designada para a reunião da assembleia geral. Sendo o depósito efectuado em instituição de crédito, este deverá ser comprovado, perante a sociedade, até 5 dias antes da data designada para a assembleia geral. Qualquer accionista pode fazer-se representar por outros accionistas ou por qualquer pessoa a quem, por lei imperativa, seja atribuído esse direito. Os accionistas titulares de um número de acções inferior a 100 poderão agrupar-se, a fim de participarem na assembleia, indicando um que a todos represente. Todas as representações deverão ser comunicadas ao presidente na mesa da assembleia, com assinatura reconhecida notarialmente ou autentificada pela sociedade.

O PRESIDENTE DA CÂMARA (ENG.º ANTÓNIO GONÇALVES BRAGANÇA FERNANDES)

Os livros e demais documentos, estão à disposição dos senhores associados, na sede da associação, todos os dias úteis, das 21,30 às 23,00 e até meia hora antes do inicio das Assembleia Geral.

Maia, 19 de Janeiro de 2005 O Presidente da Mesa da Assembleia Geral Carlos Manuel da Costa Assunção Monteiro Jornal Maiahoje • N.º 122 • 01/28/05

Jornal Maiahoje • N.º 122 • 01/28/05

J. S. C.

J. Soares Correia

Sociedade Gestora de Participações Sociais, S. A.

Armazéns de Ferro, S.A.

Sede: Rua do outeiro, Folgosa, Maia • Capital social: 50.000 Euros Matriculada na Conservatória do Registo Comercial da Maia sob o n.º 54670 Pessoa Colectiva n.º 504584804

Sede: Rua do outeiro, Folgosa, Maia • Capital social: 4.250.000 Euros Matriculada na Conservatória do Registo Comarca da Maia sob o n.º 9213 Pessoa Colectiva n.º 500029857

Convocatória

Convocatória

É convocada a assembleia geral anual de accionistas de J.S.C., Sociedade Gestora de Participações Sociais, S. A., para reunir na sua sede social na rua do outeiro, Folgosa, Maia, pelas 15.30 horas, no dia 22 de Março de 2005, com a seguinte ordem de trabalhos:

É convocada a assembleia geral anual de accionistas de J. Soares Correia - Armazéns de Ferro, S.A., para reunir na sua sede social na Rua do Outeiro, Folgosa, Maia, pelas 14.30 horas, no dia 22 de Março de 2005, com a seguinte ordem de trabalhos:

1º Discutir e deliberar sobre o relatório de gestão, balanço e contas relativos ao exercício de 2004; 2º Discutir e deliberar sobre o relatório de gestão, balanço e contas, consolidados, relativos ao exercício de 2004; 3º Deliberar sobre a proposta de aplicação de resultados; 4º Proceder à apreciação geral da administração e fiscalização da sociedade; 5º Proceder à eleição dos Órgãos Sociais para o quadriénio de 2005 a 2008. O relatório de gestão e os restantes documentos de prestação de contas apresentados pelo conselho de administração, o parecer fiscal único e a certificação legal das contas, quer relativos à sociedade, quer consolidados, e as propostas de deliberação a apresentar à assembleia pelo conselho de administração encontram-se à disposição dos accionistas nos escritórios da sociedade, sitos na Rua do outeiro, Folgosa, na Maia, a partir de 7 de Março. Advertem-se os senhores accionistas para o disposto nos artigos 11º e 12º do pacto social que regulam os requisitos a que estão subordinados a participação e o exercício de direitos de voto, designadamente: Têm direito a assistir e a participar na assembleia os accionistas de pelo menos 100 acções, número a que corresponde 1 voto. A participação dos accionistas na assembleia geral depende do averbamento das respectivas acções, sendo nominativas, ou sendo ao portador, do seu depósito na sede social ou em qualquer instituição de crédito, em nome do titular, até 10 dias antes da data designada para a reunião da assembleia geral. Sendo o depósito efectuado em instituição de crédito, este deverá ser comprovado, perante a sociedade, até 5 dias antes da data designada para a assembleia geral. Qualquer accionista pode fazer-se representar por outros accionistas ou por qualquer pessoa a quem, por lei imperativa, seja atribuído esse direito. Os accionistas titulares de um número de acções inferior a 100 poderão agrupar-se, a fim de participarem na assembleia, indicando um que a todos represente. Todas as representações deverão ser comunicadas ao presidente na mesa da assembleia, com assinatura reconhecida notarialmente ou autentificada pela sociedade.

1º Discutir e deliberar sobre o relatório de gestão, balanço e contas relativas ao exercício de 2004; 2º Deliberar sobre a proposta de aplicação de resultados; 3º Proceder à apreciação geral da administração e fiscalização da sociedade; O relatório de gestão e os restantes documentos de prestação de contas apresentadas pelo conselho de administração, o parecer do fiscal único e a certificação legal das contas, relativos à sociedade, e as propostas de deliberação a apresentar à assembleia pelo conselho de administração encontram-se à disposição dos accionistas nos escritórios da sociedade, sitos na Rua do outeiro, Folgosa, na Maia, a partir de 7 de Março. Advertem-se os senhores accionistas para o disposto nos artigos 9º e 10º do contracto de sociedade que regulam os requisitos a que estão subordinados a participação e o exercício do direito de voto, designadamente: Têm direito a assistir e a participar na assembleia os accionistas detentores de pelo menos 100 acções, número a que corresponde 1 voto. A participação dos accionistas na assembleia geral depende do averbamento das respectivas acções, sendo nominativas, ou sendo ao portador, do seu depósito na sede social ou em qualquer instituição de crédito, em nome do titular, até 10 dias antes da data designada para a reunião da assembleia geral. Sendo o depósito efectuado em instituição de crédito, este deverá ser comprovado, perante a sociedade, até 5 dias antes da data designada para a assembleia geral. Qualquer accionista pode fazer-se representar por outros accionistas ou por qualquer pessoa a quem, por lei imperativa, seja atribuído esse direito. Os accionistas titulares de um número de acções inferior a 100 poderão agrupar-se, a fim de participarem na assembleia, indicando um que a todos represente. Todas as representações deverão ser comunicadas ao presidente na mesa da assembleia, com assinatura reconhecida notarialmente ou autentificada pela sociedade. Maia, 19 de Janeiro de 2005

Maia, 19 de Janeiro de 2005 O Presidente da Mesa da Assembleia Geral Carlos Manuel da Costa Assunção Monteiro Jornal Maiahoje • N.º 122 • 01/28/05

O Presidente da Mesa da Assembleia Geral Carlos Manuel da Costa Assunção Monteiro Jornal Maiahoje • N.º 122 • 01/28/05

Sexta-Feira, 28 de Janeiro de 2005


DIGITAL

sexta-feira, 28 de janeiro de 2005

caderno de desporto do jornal maia hoje

VÊM

AÍ AS

APOSTAS

HÍPICAS !

Governo de Santana Lopes aprova as “apostas” nas corridas de cavalos:

«Uma luta de quase 50 anos!» diz Manuel Armando Oliveira, Vice-Presidente da Liga de Cavalos de Corrida PUB


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24 DESPORTO

!SEGUNDO EMPATE CONSECUTIVO DA FORMAÇÃO MAIATA

antónio manuel marques

antonio@maiahoje.pt

Maia afasta-se dos primeiros lugares

O jogo iniciou-se praticamente com o golo do Gondomar, que nasceu de um livre marcado por Sozé. Os gondomarenses controlaram a primeira parte, defendendo bem e partindo para o contra ataque, apoiado sempre por três jogadores, no mínimo. Até ao final da primeira metade foi visível o domínio dos visitantes, que ainda dispuseram de mais ocasiões de golo, tendo a bola chegado mesmo a entrar na baliza de Bizarro, sendo anulado o tento por fora de jogo. O intervalo marcou um ponto de viragem, com o Maia a adoptar uma postura mais atacante chegando ao golo do empate logo aos 53 minutos por Emerson. A postura maiata continuou até ao final da partida mas a bem estruturada defesa do Gondomar conseguiu assegurar o valioso ponto. Com o segundo, empate consecutivo, o Maia afasta-se cada vez mais dos primeiros lugares estando agora em quinto lugar, com 29 pontos, a sete do primeiro classificado, o Estrela da Amadora. Segue-se o embate fora contra o Sporting de Espinho, equipa que luta desesperadamente por pontos, estando abaixo da linha de água. AMM

! A defesa gondomarense conseguiu quase sempre afastar as investidas maiatas.

!JOSÉ CARLOS, TREINADOR DO PEDROUÇOS, PEDE TEMPO E COMPREENSÃO

josé matos

jose@maiahoje.pt

«Estamos a fazer uma pré-época em competição» O Pedrouços Atlético Clube, conforme foi previsto no início da época, está a viver um campeonato complicado. Já não bastavam os problemas externos ao futebol jogado, como a equipa parece, no campo, não conseguir encontrar o rumo das vitórias. A vontade de dar a volta por cima é grande e ainda ninguém atirou “a toalha ao chão”. Tem que haver, contudo, paciência com uma equipa que esteve um mês sem treinar. Mesmo assim, independentemente dos resultados que se venham a verificar, o futuro, segundo o Presidente, tem um nome: José Carlos. foto arquivo

! Apesar das dificuldades, Pedrouços continua a lutar pelo melhor campeonato possível

À derrota em casa com o Aliados de Lordelo - por um a zero - seguiu-se novo desaire com o Mogadourense, desta feita por dois a um. A vida não está fácil para a equipa de Pedrouços que tenta a todo o custo manter-se na terceira divisão nacional. Contudo, no clube - atletas, dirigentes e treinador - ninguém parece desarmar: «Não se atirou a toalha ao chão, faltam muitos jogos, muitos pontos», referiu o treinador José Carlos ao MaiaHoje. Em relação ao facto do próximo adversário que visita a freguesia maiata Leça - ser considerado forte, o técnico prefere não valorizar a situação; «as expectativas são as melhores, pois vamos ter que jogar com todas as equipas da Série B». Por outro lado, José Carlos considera que mais importante que a recuperação psicológica dos atletas, está a recuperação física: «Não me preocupam tanto os efeitos das duas derrotas seguidas, mas sim o aspecto físico. Os jogadores não treinavam há um mês e agora como que estamos a fazer a préépoca em competição».

Sexta-Feira, 28 de Janeiro de 2005

Quanto à estratégia a colocar em campo com o Leça, serviu-se de uma verdade à La Palice, tão utilizada no mundo futebolístico, pois mais não pode prometer: «Quando tivermos a bola atacamos, quando não a tivermos defendemos». Aos sócios, pede paciência e compreensão para o esforço de todos, jogadores, técnicos e direcção. Por falar em direcção, o presidente do clube, José Manuel Barata, demonstra grande confiança na recuperação da equipa, e não duvida que a mesma será conseguida com a sua aposta pessoal, José Carlos; «Ele é conhecido do plantel e foi colega de alguns dos jogadores. Está a transportar para a equipa todo o entusiasmo com que abraçou o projecto. Dedica-se ao estudo do futebol e quer apostar nos jovens do Pedrouços. É uma aposta para manter e queremos que seja o símbolo, a mística, a bandeira do pedrouços». Em relação às questões dos salários, o grupo preferiu fechar-se, não havendo actualmente quaisquer comentários para o exterior.


DESPORTO 25 !DISTRITAIS DE FUTEBOL

josé matos

jose@maiahoje.pt

Fim-de-semana com “dérbi” maiato Na vigésima jornada da segunda divisão distrital da Associação de Futebol do Porto, a ARDC Gondim e o Inter de Milheirós FC vão medir forças (Domingo às 15h00). Um “dérbi” à escala da Maia, que oporá duas equipas que têm feito um campeonato muito parecido. Na primeira volta, o plantel de Gondim levou a melhor, mas agora o Milheirós quer a desforra, mesmo na qualidade de visitante.

! Gondim e Milheirós deverão reeditar jogo disputado

As duas equipas maiatas Gondim e Inter de Milheirós - vêm de resultados negativos e irão querer esquece-los rapidamente, de preferência já no próximo jogo em que se encontram, num “dérbi” sempre motivante. O Gondim, que levou “chapa 5” no reduto do SP Cruz (que até está mal classificado), quer agora aproveitar o factor casa. Já o Milheirós, conheceu a derrota na Maia (0 a 1) frente a um dos últimos classifica-

dos, o Covelas, portanto nada melhor que recuperar o ânimo em casa de “vizinhos”. Estão, assim, colocados os “condimentos” para um apetecido “prato” futebolístico. O treinador do Milheirós, José Maria, está consciente da importância do “dérbi” e quer mesmo desforrar-se do resultado negativo da primeira volta, em que perdeu por uma bola a zero; «vamos tentar surpreendê-los», afirmou ao MaiaHoje.

Em relação ao resultado negativo com o Covelas, José Maria reconheceu ter existido alguma falta de humildade da sua equipa; «Perdemos 10 pontos com os quatro últimos. Conheço a minha equipa e sei que tem valor. Na última jornada houve excesso de confiança e alguma falta de humildade. Foram para o campo a pensar que o adversário era último e que nós estávamos em cima. Correu mal». O técnico da ARDC Gondim, David Martins, não compreendeu muito bem como a sua equipa sofreu cinco golos, apenas com um de resposta; «Frente ao SP Cruz aconteceu de tudo, menos futebol. Vínhamos de quatro jogos sem perder e os meus atletas entraram nervosos. Foram surpreendidos com um golo muito cedo e ficaram sem reacção. O adversário foi um justo vencedor». Antecipando o “dérbi” da próxima jornada, o técnico de Gondim mostra confiança; «penso que vai ser um bom jogo, em que as duas equipas colocarão em campo os seus trunfos. Acredito que o meu será mais forte». Quanto ao facto destes jogos serem mais estimulantes, David Martins concorda, mas apenas ao nível dos jogadores; «A maioria dos atletas de uma e outra equipa são amigos e certamente que já telefonaram uns para os outros. Contudo, o mais importante é apagarmos a má imagem da última jornada». É esperado muito público, até porque já no jogo com o Folgosa conseguiu-se a melhor “casa” da época.

maiahoje

RCESULTADOS E LASSIFICAÇÕES DAS DISTRITAIS DIVISÃO

DE

HONRA

Resultados Vila Meã 2 - 0 Castelo Maia Pasteleira 2 - 2 Nogueirense

1 Ataense 2 Amarante 3 Vila Meã 4 Avintes 5 Perosinho 6 Coimbrões 7 Ol. Douro 8 Bougadense 9 Cast. Maia 10 Leverense 11 Sousense 12 Nogueirense 13 Baião 14 Alpendorada 15 Perafita 16 Pasteleira 17 Valadares 18 Nun’Álvares

P 42 42 39 37 36 34 27 26 25 23 23 20 19 19 19 19 19 13

J 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19

V 12 13 13 11 10 11 8 7 7 6 6 4 5 5 4 4 2 3

E 6 3 0 4 6 1 3 5 4 5 5 8 4 4 5 5 8 4

D 1 3 6 4 3 7 8 7 8 8 8 7 10 10 10 10 9 12

F-C 38-20 34-21 37-20 38-17 31-18 30-21 29-24 23-32 21-27 20-23 28-29 20-24 28-34 19-29 25-35 23-23 21-37 14-35

Próxima Jornada Alpendorada - Nogueirense Castelo Maia - Ol. Douro

PRIMEIRA DIVISÃO (SÉRIE A) Resultados Gulpilhares 1 - 0 Águas Santas 1 Candal 2 Arcozelo 3 Srª. da Hora 4 Gulpilhares 5 Grijó 6 Foz 7 Pedroso 8 Labruge 9 S. Pedro Rates 10 Custóias 11 Progresso 12 Canidelo 13 D.L.Balio 14 S. Felix 15 Balasar 16 Águas Santas 17 Serzedo 18 Atl. Rio Tinto

P 39 39 37 34 32 31 30 30 30 29 29 28 24 19 19 18 17 10

J 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20 20

V 12 11 10 10 9 9 8 8 8 7 8 8 6 5 5 4 4 2

E 3 6 4 4 5 4 6 6 6 8 5 4 6 4 4 6 5 4

D 5 3 5 6 6 7 6 6 6 5 7 8 8 11 11 10 11 14

F-C 40-24 35-24 40-32 26-26 30-22 28-26 44-31 31-26 28-24 31-21 23-18 26-32 30-30 22-33 29-42 22-38 23-37 15-37

Próxima Jornada Águas Santas - Pedroso

SEGUNDA DIVISÃO (SÉRIE 1) Resultados Folgosa 3 - 1 Guilhabreu Lavrense 2 - 3 Mindelo Milheirós 0 - 1 Covelas P 1 Folgosa 48 2 Vilar do Pinheiro 37 3 Vila Chã 37 4 Ramaldense 36 5 Desp. Portugal 32 6 Alt. Vilar 31 7 Milheirós 31 8 Guilhabreu 30 9 Gondim 27 10 Luz Sta. Cruz 27 11 Água Longa 25 12 S. Romão 22 13 Desp. Vilar 20 14 Mindelo 18 15 Sp. Cruz 17 16 Covelas 16 17 Mindelo 15 18 Gatões 2 Próxima Jornada Gondim - Milheirós Sp. Cruz - Folgosa

Sexta-Feira, 28 de Janeiro de 2005

J 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19 19

V 15 11 10 11 9 8 9 9 8 7 6 5 5 5 4 4 3 0

E 3 4 7 3 5 7 4 3 3 6 7 7 5 3 5 4 6 2

D 1 4 2 5 5 4 6 7 8 6 6 7 9 11 10 11 10 17

F-C 57-14 38-17 46-26 41-22 27-22 39-24 25-21 36-19 27-28 32-32 33-27 20-27 23-44 24-43 28-44 17-43 22-39 13-56


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26 DESPORTO

!5º TORNEIO DE NATAÇÃO DA MAIA - TROFÉU PROF. DR. VIEIRA DE CARVALHO

Sete recordes batidos

josé matos

jose@maiahoje.pt

A Piscina Municipal de Águas Santas voltou a ser palco do torneio organizado pelo Clube de Natação da Maia, constante do calendário competitivo da Federação Portuguesa de Natação, o qual trouxe às terras do “Lidador” um total de 221 atletas, representantes de 18 equipas nacionais. A “jornada” foi positiva, batendose sete recordes do torneio, com o clube da casa a não defraudar expectativas.

! Ao todo 221 nadadores “mergulharam” no 5º Torneio da Maia

Na Piscina Municipal não se sentia o frio que “fazia” cá fora, com as mais de duas centenas de atletas, em masculino (109) e feminino (112), a empenharemse, sem pouparem esforços, em obterem as melhores performances na quinta edição do Torneio de Natação da Maia - Troféu Prof. Dr. Vieira de Carvalho. As provas foram longas, terminando com estafetas, o que não deu descanso aos nadadores juvenis, juniores e seniores presentes. Os atletas fizeram-se às águas, em

diversos estilos, sempre incentivados pelos colegas de equipa que assistiam de fora. Presentes estiveram alguns campeões nacionais, com recordistas juvenis e juniores. As equipas seleccionaram um lote de nadadores de bom nível, estando ente eles a júnior Olímpica Diana Gomes, da Associação de Bombeiros Voluntários de Estoris. No final, conseguiu-se um registo positivo de sete recordes do torneio. A equipa organizadora, Clube de Natação da Maia, fazendo jus à edição do

torneio, alcançou o quinto lugar na classificação colectiva. Eunice Lebre, presidente do clube da casa, ficou satisfeita com o resultado; «este ano a nossa equipa estava muito desfalcada, mas conseguimos o 5º lugar, o que entre 18 equipas é excelente». O primeiro lugar, esse ficou entregue ao Clube Fluvial Vilacondense. No capítulo individual, na equipa maiata destacaram-se Carolina Silva (1ª nos 200m mariposa) e Joana Ataíde (1ª nos 200m bruços e 3ª no troféu da melhor nadadora individual). Na

estafeta feminina de 4x100 estilos, o Clube de Natação da Maia conseguiu o primeiro lugar com Cátia Fernandes, Joana Ataíde, Carolina Silva e Cátia Ramalho. Feitas as contas, foi então um torneio positivo para a equipa da casa. A prova tem alcançado prestígio a nível nacional, estando incluída no calendário da Federação Portuguesa de Natação de há quatro anos a esta parte. Em termos de prémios atribuídos, também desfruta de um estatuto de registo. «Com o apoio da Câmara Municipal da Maia e de outros patrocinadores conseguimos de há dois anos para cá ter prémios monetários para os clubes melhor classificados», realçou Eunice Lebre, lembrando que para a modalidade de natação, os cerca de 300 euros entregues à equipa vencedora, constituem um «valor muito razoável». O torneio, que surgiu de uma promessa feita pelo clube ao falecido presidente, Vieira de Carvalho, procura não só os resultados de pódio, mas também o incentivo do convívio entre nadadores e da experiência competitiva proporcionada aos mais jovens. «No intervalo das provas, temos outras complementares de 100 metros livres, onde participam todos os nadadores do clube, do escalão de infantis para cima. É uma forma de envolver os jovens nadadores que não têm ainda lugar na equipa principal», referiu, a propósito, a presidente da colectividade. Actualmente, o Clube de Natação da Maia tem cerca de 100 atletas federados, distribuídos pelas escolinhas, cadetes, infantis, juvenis, juniores, seniores e masters.

!SITUAÇÃO DE IMPASSE E DESCONFORTO FOI ULTRAPASSADA APÓS REUNIÃO ENTRE AS PARTES

josé matos

jose@maiahoje.pt

Maiastars vai receber subsídio da Câmara Municipal

Presidente do clube e presidente da autarquia maiata sentaram-se à mesa na semana passada e esclareceram as questões relativas ao apoio. Quanto ao facto do Maiastars ser a única colectividade do Concelho que ainda não recebeu a segunda prestação do subsídio da Câmara Municipal, afinal não passou de “um mal entendido”. A resolução do assunto evitou a dispensa de treinadores e atletas. Havia um claro desconforto e mal estar entre os responsáveis do Maiastars pelo facto de ainda não terem recebido a segunda prestação da Câmara Municipal da Maia relativa à época desportiva 2004/2005. Um comunicado do gabinete de imprensa do clube estranhava a situação e falava em “fins invejosos”. O presidente da colectividade, José Carlos Ribas, ao MaiaHoje disse existirem pressões de outros clubes

maiatos para que a situação se mantivesse. Todavia, de acordo com este responsável, tudo está ultrapassado; «na reunião que tive com o presidente Bragança Fernandes fui informado que se tratou de um mal entendido dos serviços administrativos. Penso que só ainda não recebemos o subsídio por uma questão de disponibilidade da Câmara». A resolução favorável deste caso vai evitar desenvolvimentos

desagradáveis para o clube. Isto porque o Maiastars estava a pensar dispensar alguns técnicos e atletas da equipa sénior; «não lhes poderíamos pagar, mas mesmo assim recusaram sair, dizendo que estão no clube para os bons e maus momentos», comentou José Carlos Ribas. No que diz respeito às acusações de que o Maiastars não é uma equipa do Concelho, o presidente refuta por completo essa opinião: «Dos cerca de 300 atletas que temos, apenas cinco

Sexta-Feira, 28 de Janeiro de 2005

não residem na Maia, enquanto dos 10 treinadores, só dois não são maiatos». No campo competitivo, o clube continua a impressionar com os resultados das suas jovens andebolistas. No último fim-desemana, todas as equipas jogaram na condição de visitantes e venceram por mais de dez golos de diferença, com claro destaque para as infantis, que venceram a congénere de Fão por 651. É verdade, leu bem. E assim se bateu o recorde do clube.


DESPORTO 27 !5ª EDIÇÃO DOS JOGOS INTER-FREGUESIAS DA MAIA

O desporto para todos os maiatos está aí de novo

maiahoje texto: josé matos foto: júlio sá ornelas

Durante seis meses, jovens e menos jovens da Maia, num total de três mil inscrições, praticarão desporto sem vínculo federativo, na diversidade de 13 modalidades. Por todo o Concelho, em masculino ou em feminino, em práticas colectivas ou individuais, o deporto tomará conta de polidesportivos, pavilhões e sedes de clubes e/ou municipais. O pontapé de saída dos jogos foi dado por Bragança Fernandes no passado Sábado.

! Bragança Fernandes deu início aos “Jogos”

Arrancou a 5ª edição dos Jogos Interfreguesias da Maia, evento que envolve todos os maiatos que desejem praticar deporto de lazer e recreação sem a “amarra” dos resultados. Claro que ninguém gosta de perder, mas o princípio básico dos “jogos” é competir, sem se olhar a idades, sexo ou “pódios”. «É uma oportunidade que damos às pessoas que não têm possibilidades de seguir no desporto a via competitiva, ou que não gostam de ter a obrigatoriedade

dos treinos, mas que querem praticar algo», referiu José Pedrosa, Director do Departamento de Fomento Desportivo da Câmara Municipal da Maia. O rol de modalidades é diverso, cumprindo com diversas preferências, desde as convencionais - futsal, basquetebol 3x3, voleibol 2x2, andebol 5x5, ténis de mesa, bilhar snooker, atletismo e BTT - às tradicionais - malha, sueca, dominó e damas - e até à chamada de erudita - xadrez.

!ESCOLA DE TÉNIS DA MAIA ENTRA

COM O PÉ DIREITO NO NOVO ANO

Cinco atletas chamados à Selecção de Cadetes Durante a concentração de atletas realizada no fim de semana passado, em Lisboa, foram convocados cinco atletas da ETMaia, para a Selecção Nacional de Cadetes. Assim, estiveram às ordens de Pedro Cordeiro e Luís Miguel Nascimento os maiatos César Sousa, Diogo Montenegro, João Bastos, João Nuno Brito e Vítor Silva. Ao todo foram 12 os atletas convocados, sendo que apenas dois não são de clubes do Distrito do Porto. Em outra vertente, o clube maiato entrou igualmente de forma positiva em 2005, mais precisamente com vitórias. Assim está tudo em aberto quanto à classificação dos jovens tenistas para o Campeonato Nacional. Depois de vencerem na jornada inaugural, as maiatas que militam no escalão de iniciados, voltaram a sentir o sabor da vitória frente ao Clube de Ténis do Porto. Esta vitória por dois jogos (pares e singulares) a um (singulares) aparece

como uma surpresa frente a uma formação naturalmente candidata à vitória final. Agora, ETMaia, Braga e Foz irão debater-se para ocupar os dois primeiros lugares que dão a passagem à próxima ronda. Já os infantis masculinos não conseguiram uma exibição tão convincente. Enquanto a equipa A venceu a formação do Nun´Álvares reforçando as possibilidades de passagem, a equipa B saiu derrotada do embate com o Vigorosa. Ainda de referir que, a Escola de Ténis da Maia liderava o ranking da Associação de Ténis do Porto com 1565 pontos, no encerramento do ano de 2004. A ETMaia também se afirmou como o clube com mais atletas filiados. Nas posições imediatas e num conjunto de 20 clubes, estavam o Clube de Ténis do Porto com 682 pontos e o Clube de Ténis de Braga com 526 pontos. António Manuel Marques

A novidade, este ano, é o BTT, uma prática que começa a ter cada vez mais praticantes na Maia e que mereceu diversas solicitações. A aposta em novas modalidades, depende aliás da eventual procura que se possa registar. «Para o ano poderemos ter outras modalidades, como o radiomodelismo, quem sabe! Vamos tentar dar aos maiatos uma maior panóplia de actividades», afirmou José Pedrosa. A adesão tem sido cada vez maior, tendo-se registado este ano cerca de três mil inscrições (contra as 2300 da quarta edição). De acordo com o director do fomento desportivo da Câmara Municipal, o número de praticantes até poderia ter sido maior, na casa dos cinco mil, mas as condições disponíveis não o permitiram; «naturalmente que ainda estamos a apertar um pouco a corda. Os nossos jogos têm uma duração de seis meses, o que coincide com as actividades federadas do Concelho. Temos a noção de que não estamos perfeitos. Seria dar um tiro no pé se pensássemos isso. Mas temos vindo a melhorar e cada ano que passa a iniciativa está mais interessante». José Pedrosa aponta em cerca de 75 mil euros os custos com os “jogos”, verba fundamentalmente gasta para garantir a seriedade e segurança da competição; nomeadamente com as equipas de arbitragem (seis duplas de árbitros oficiais de futsal, por exemplo), nos seguros, prémios e numa equipa que garanta todo um apoio (20 professores de

Futsal já ganhou no humor Por quem acudiria, caro leitor, no seguinte jogo: A Tua Velha Tende Piedade FC? Estes são dois exemplos de nomes de clubes inscritos na modalidade de Futsal da 5ª Edição dos Jogos Interfreguesias da Maia. Mas há mais. Os “Unidos à Super Bock” não darão descanso ao copo (perdão, à bola); os “Os Gordos” não deixarão de gastar calorias e “Os Guerreiros” prometem dar luta. Também há os “Usted’esculpa” , o “Equipão”, os “Soma e Segue” e o “Cantinho da Angola”. Os “Pés de Chumbo” querem um jogo técnico e os “Kikipa” partem confiantes para destronar os bi-campeões, “Unidos à Pedreira”. Mas cuidado com os “Há duvidax”. educação física). O futsal é, ano após ano, a modalidade mais procurada e foi exactamente com ela que Bragança Fernandes, Presidente da Câmara Municipal da Maia, inaugurou a 5º edição, no passado Sábado, dando o simbólico pontapé de saída num jogo que opunha uma equipa de funcionários da autarquia contra os “Gordos”, de Vermoim, no Pavilhão Gimnodesportivo da Escola EB 2,3 de Moreira.

!CAMPEONATO REGIONAL NORTE SENIORES FEDERAÇÃO NACIONAL DE KARATÉ Clube de Karaté da Maia com boa técnica em Paços de Ferreira

Na capital do móvel, o Clube de Karaté da Maia (CKM) esteve representado com oito atletas, quatro dos quais ainda juniores, numa prova a contar para o Campeonato Regional Norte Seniores da Federação Nacional de Karaté - Portugal. Primando pelo alto nível técnico, o clube maiato alcançou quatro primeiros lugares individuais. No passado Sábado, no Pavilhão Municipal de Paços de Ferreira, o Clube de Karaté da Maia participou com oito atletas - dos quais quatro ainda são juniores - no Campeonato Regional Norte Seniores. Uma competição que se mostrou mais complexa que o inicialmente esperado, pois contou com maior número de atletas que o habitual e de nível técnico de registo. O júnior Nuno Moreira voltou a surpreender o público com a sua técnica. Em termos de movimentos, ficou também na “retina” a final dos mais de 80 kgs entre dois atletas do CKM; Nuno Maurício e Nuno Soares (ainda júnior). Nota, ainda, para Diogo Gonçalves

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(júnior), que num grupo complicado, logrou vencer todos os opositores. Aqui ficam os atletas que mais se destacaram do clube maiato: Tânia Moreira (1º lugar no Kumité Feminino + de 60 kgs); Diogo Gonçalves (1º lugar no Kumité Masculino + de 65 kgs); Nuno Moreira (1º lugar no Kumité Masculino + de 75 kgs); Nuno Maurício (1º lugar no Kumité Masculino + de 80 kgs); Nuno Soares (2º lugar no Kumité Masculino + de 80 kgs) e David Fernandes (3º lugar no Kumité Masculino + de 80 kgs). Todos estes atletas estão apurados para o Campeonato Nacional de Seniores a realizar no dia 19 de Fevereiro, na Chamusca (Lisboa).


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DESPORTO

!PORTUGUÊS CHEGA À

FINAL INTERNACIONAL DO CONCURSO

Design Peugeot também fala português

!COLECTIVIDADE TERÁ NOVA SEDE EM BREVE

Maia Basket Clube com nova Direcção

Eleita no princípio de Janeiro, a nova Direcção do Maia Basket Clube (MBC) já trabalha na reestruturação e reorganização do clube. Entretanto, no plano desportivo, os séniores venceram o 1º O projecto 3007 Mobility, do classificado do Campeonato, o Sampaense, por 93 - 85, em jogo designer amador português André disputado no pavilhão do Formigueiro. Costa, passou à fase final do 3º Concurso de Design Peugeot. Tendo sido um dos 10 projectos mais votados pelos internautas, o 3007 está agora no grupo restrito de onde sairá o vencedor. Com um número recorde de 105 mil votos, os internautas já escolheram os 10 projectos finalistas que este ano vão disputar o lugar de vencedor do 3º Concurso de Design Peugeot. Entre eles figura o original Peugeot 3007 Mobility, criado por André Costa, jovem estudante de Design de Equipamentos da Faculdade de Belas Artes de Lisboa. Para os eleitores, estas foram as dez propostas que melhor interpretaram o desafio “Desenhe o Peugeot dos seus sonhos para um futuro próximo”: * 3007 Mobility de André Costa – 23 anos – Portugal * 3rd Avenue de Mlle Rebecka Keskey-shaw – 21 anos – EUA * 3X4 de Roberto Delfanti – 27 anos – Itália * 5007 HPV de Edwin van der Mark – 48 anos – Holanda * 607 Arabesque de David Dewitt – 37 anos – Reino Unido * 707 Coupé de Emre Husmen – 18 anos – Turquia * Bodyboard de Gerjan Storm - 30 anos – Holanda * Concept 05 de Dario Gagula – 21 anos – Croácia * Felidae de Lio Huang – 25 anos – Taïwan * ZCC de Zhonghuayi – 21 anos – China A partir de agora, um Júri presidido por Frédéric Saint-Geours, Director Geral da Peugeot, vai escolher o vencedor, premiado com um cheque de 6.000 euros e que dará lugar a um concept car realizado à escala 1/1. A escolha será colocada on-line no dia 14 Fevereiro. A 3ª edição deste concurso suscitou um real entusiasmo entre os designers amadores e os internautas, traduzido por cerca de 3.800 projectos e 105.000 votos. O site dedicado ao concurso, www.peugeot-concours-design.com, também beneficiou de grande participação, com 620.000 visitas contabilizadas até ao dia de hoje. Próximas etapas: Anúncio do vencedor em 14 de Fevereiro 2005; Realização do projecto vencedor à escala 1/1 entre Março e Setembro 2005 e Apresentação do “concept car” no salão de Frankfurt em Setembro 2005.

Depois de um começo de época atribulado, com apenas 2 elementos (da direcção anterior), Aníbal Sequeira conseguiu finalmente reunir uma equipa para assegurar, a direcção do Maia Basket Clube. Assim, a actual Direcção é formada pelos seguintes elementos: Aníbal Sequeira (presidente), Jorge Gonçalves (vice-presidente e gestão equipa Sénior), José Novais (director para as áreas de formação e captação de novos atletas), Francisco Perdigão (director de projectos e coordenação), Rui Lopes (director e apoio da equipa Sénior) e Gil Ramos (secretariado e relações públicas). A aposta desta direcção, como referiu Aníbal Sequeira ao MaiaHoje, passa por «dar continuidade ao trabalho desportivo da época anterior, mas sobretudo reorganizar o clube para, de forma sustentada, poder dar resposta eficaz aos compromissos assumidos, sobretudo no aspecto financeiro». No aspecto desportivo, o objectivo para o escalão sénior, é a manutenção na ProLiga, prova máxima da Federação Portuguesa de Basquetebol. Para

isso muito contribuiu a vitória, sobre o Sampaense, «esta época está a ser mais complicada que a anterior. Todas as outras equipas se reforçaram com jogadores americanos e só com total empenho dos nossos atletas se tem conseguido superar as dificuldades». Outra grande lacuna do clube é a falta de pavilhão para treinar, tendo atletas dispersos em três locais diferentes. “Sendo a Maia “ Capital do Desporto” e estando o Maia Basket Clube a disputar uma prova tão importante como a ProLiga, não se compreende” comentou Aníbal Sequeira, com alguma mágoa. NOVA SEDE COMO PRIORIDADE, FORMAÇÃO COMO OBJECTIVO A Junta de Freguesia da Maia vai receber o MBC, tendo disponibilizado uma sala para a instalação da nova sede do clube. Com o novo espaço, a funcionar brevemente, abre-se a possibilidade de instalar um campo de férias (para os atletas mais novos), que pode funcionar já no próximo verão. Um dos grandes objectivos do

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Maia Basket Clube é a captação de novos atletas para as camadas mais jovens, como disse o director responsável, José Novais, «o clube só cresce se conseguirmos cativar e incentivar os mais novos para a prática do basquetebol. Há uma grande dificuldade nessa captação porque a maior parte dos pais incentiva os miúdos para o futebol. Acontece que o futebol não consegue dar resposta às aspirações de todos os seus praticantes e isso cria grandes frustações nos atletas e nos próprios pais. No basquetebol todos jogam, porque o importante, nas camadas mais jovens principalmente, não é a competição mas o divertimento». Nesse sentido, o MBC vai levar a cabo uma campanha de captação, «vamos fazer uma grande campanha nas escolas para trazer mais jovens para o Maia Basket Clube. Estamos a treinar no pavilhão da escola EB23 da Maia, às 2ª, 4ª e 5 ª às 18.30h, e pode aparecer toda a gente. Queremos formar atletas no aspecto desportivo mas também contribuir para a sua formação escolar e social», finalizou.


TEST DRIVE 29 !FIAT PANDA 4X4 CLIMBING 1.2

texto: artur bacelar foto: júlio sá ornelas

Muita giro!

Gostamos mais Design conseguido • A tracção 4x4 • Maneabilidade • Preço

Divertido e jovem, o novo Panda é mesmo assim um “velho” sucessor do êxito do seu antecessor que conhecíamos por “Sisley”. Apesar de tudo este pequeno 4x4 tem mostrado que chega onde muitas vezes os outros não chegam. É maneirinho e de fácil condução. Um “TT” fácil de conduzir, sem necessitar de “lições” sobre sistemas de engrenagem, mas também algo limitado às aventuras fora-de-estrada. Quem não se lembra do Panda 4x4? Alguns, mais velhos, ainda se lembram da marca de roupa que lhe era associada à versão “Sisley”. Mas o mais importante nas memórias são as prestações e neste capítulo o Panda 4x4, em terrenos enlameados, ou de tracção difícil, fazia sorrir os seus proprietários que passavam “ligeiros” pelos gigantes TT’s que se arrastavam. A Fiat optou e bem nesta nova edição, por fazer algumas alterações importantes como por exemplo a utilização das cinco portas neste modelo, ou pormenores técnicos como a maior rigidez da carroçaria, a maior altura ao solo (160 mm) e um esquema de suspensão traseira alterado para braços longitudinais (semi-independente na versão de tracção dianteira). Este “4x4” utiliza uma transmissão integral que utiliza dois diferenciais (dianteiro e traseiro) ligados por um acoplamento viscoso. Na prática, este sistema só funciona quando as rodas dianteiras perdem aderência, altura em que repartem a força pelas quatro rodas de uma forma automática (não precisa da intervenção do condutor). O DESIGN Este pequeno Fiat Panda 4x4 seduz pela sua aparência citadina e carismática, bem como pelos seus grupos ópticos de elevadas dimensões, párachoques específicos, largos frisos laterais, cavas de rodas reforçadas e barras no tejadilho. As 6 cores pastel disponíveis e as 5 metalizadas irão certamente ao encontro do gosto dos Portugueses. Os revestimentos interiores, em tecido cinza/amarelo ou cinza/vermelho são giros e revelam-se uma perfeita escolha para este veículo.

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ângulos de visão são fáceis graças as excelentes superfícies vidradas e ao correcto posicionamento dos espelhos retrovisores. Ao volante os comandos estão todos acessíveis, como é o caso do manipulo de velocidades colocado na consola e ou o auto-rádio, computador de bordo, entre outros. Com um excelente diâmetro de “brecagem” o Panda 4x4 é bastante fácil de conduzir, sendo assim muito útil em cidade. Mas a verdadeira “agradabilidade” surge quando, como nesta época do ano, nos defrontamos com temperaturas mínimas, estradas com neve, ou molhadas. EQUIPAMENTOS Os equipamentos, de série, são reduzidos quase ao mínimo como o prova o facto dos elevadores de vidros traseiros serem manuais, mas lá estão o leitor de cd’s, airbag condutor, Abs com Ebd, direcção assistida com sistema city, luzes “Follow me home”, porta-copos, telecomando de abertura e fecho de portas, lava-faróis, entre outros. Em opção encontramos o ar condicionado manual ou automático, os retrovisores eléctricos com desembaciamento, tecto de abrir “sky dome”, air bags laterais e de cortina, cd-changer, sistema de navegação e telefone, entre outros. PREÇOS, MOTORIZAÇÕES, PERFORMANCE E CONSUMOS Vendido na sua versão base, a um preço próximo dos 14.778 euros, o ar

Gostamos menos Habitabilidade traseira • Plásticos de inferior qualidade • Autonomia Consumos Características TT Ângulo de ataque: 24º • Ângulo de Saída: 42º • Ângulo Ventral: 24º Altura mínima ao solo: 160mm

condicionado manual custa, a título de exemplo, 740 euros. Com a motorização diesel 1.3 multiject “prometida” para este ano, o Panda 4x4 apenas está disponível com o motor gasolina de 1242 cm3. A debitar 60 cavalos, este veículo “gasta” 7,9/5,6/6,6 litros aos 100 Kms, para respectivamente ciclo misto/estrada/combinado. A velocidade máxima, neste caso pouco importante, é de 145 Km/hora. CONCLUSÃO Não tem nada a ver com os grandes TT “puristas”, mas com a sua habilidade de tracção as quatro rodas motrizes, nada lhe faz medo. Numa “terra” como a nossa, onde a cidade em “meia dúzia de metros”, rapidamente se

A BORDO Próprio para neve, lama, chuva ou gelo, a condução em cidade e estrada é bastante agradável. A posição de condução encontra-se com muita facilidade e os

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transforma em paisagens tipicamente rurais, este Panda revela-se extremamente útil, tanto para as deslocações à cidade como para acompanhar o trabalho que é efectuado na Quinta, sem termos necessidade de recorrer a um puro Todo-o-terreno, bem mais caro e com capacidades que raramente iremos utilizar durante a vida útil do veiculo. Com estes atributos, a sua capacidade “estradista” fica algo prejudicada com a opção de ter um depósito de apenas 30 litros, com consumos na ordem dos 8 litros, mas quem “mete” diariamente 30 litros de combustível? A terminar resta referir que consoante o equipamento opcional pretendido, o Panda pode vir com homologação de 4 ou 5 lugares. O preço base proposto, abaixo dos 15.000 euros é bastante simpático para a maioria das bolsas. Na Maia, a F3 Auto, situada na Av.D. Manuel II, é a representante da Marca Italiana e têm veículos disponíveis para testdrive.


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!CLUBE TT DA MAIA APRESENTA PROGRAMA PARA 2005

antónio manuel marques

antonio@maiahoje.pt

Maia vai receber prova ibérica de Trial O clube maiato de Todo o Terreno divulgou recentemente o seu plano de actividades para o presente ano. São vários os pontos altos, nomeadamente a realização de um Passeio Aventura no Gerês e a recepção em terras maiatas de uma etapa do campeonato ibérico de Trial Moto4 - Troféu Quad Challenge. Ainda que de continuidade, 2005 trará grandes novidades no panorama do desporto motorizado em terras maiatas. Assim, prevê-se que a Maia receba uma prova do Campeonato Ibérico de Trial Moto4 - Troféu Quad Challenge, uma competição de renome no desporto motorizado e que arrasta vários entusiastas. Uma novidade na Maia e até a nível distrital, já que é a primeira vez que se realiza uma prova do género na zona do Porto. Para Fernando Moreira de Sá, Presidente do Clube TT da Maia, este será mesmo o ponto alto do Todo Terreno maiato em 2005, «será o maior evento de desporto motorizado que a Maia alguma vez teve. Se a Câmara da Maia não colaborasse connosco, tínhamos outras seis autarquias do Distrito interessadas». Esta prova será realizada durante o mês de Junho, previsivelmente nos terrenos do antigo Country Club, junto às “Pirâmides”, adiantou ainda este responsável. Em simultâneo com a realização do Troféu Quad Challenge, vai ter lugar a I Expo Maia TT. Este

foto arquivo

evento terá como lugar o Parque Central da Maia e vai ser um certame ao ar livre virado para o Todo o Terreno, com espaços sobre jipes, preparação de jipes, BTT, clubes, entre outros. Para além da vertente desportiva, o Clube TT da Maia é também uma associação virada para a “Família” e nesse âmbito, vai levar a cabo entre os

!“FEDERAÇÃO” SEDIADA NA MAIA

dias 27 e 29 de Maio, o I Passeio Aventura 2005/Challenge TT Maia. Esta iniciativa compreenderá variadas actividades como o Paintball, a Caminhada, uma “Caça ao Tesouro” ou a Canoagem, num «novo estilo de passeios», frisa Fernando Moreira de Sá. Incluídos no programa oficial para 2005, são ainda de referir a realização no

mês de Março do “3º Terras da Maia”, em Maio da 2ª Campanha de Apoio aos Peregrinos de Fátima e nos meses de Julho e Agosto, do apoio na vigilância aos fogos florestais. O mês de Setembro será palco para o 2º Passeio ao Douro que terá algumas novidades em relação ao ano passado, enquanto em Outubro, o Clube TT da Maia irá participar na Expo Aventura em Sta Maria da Feira e vai levar a cabo o 2º Passeio de Solidariedade a favor de Instituições de Solidariedade Social maiatas. Em suma, o ano de 2005 será de continuidade e consolidação, «sobretudo quisemos manter uma certa continuidade em relação a 2004 que foi um ano de crescimento. Queremos também que seja um ano de consolidação do clube», finalizou Fernando Moreira de Sá. Este responsável adiantou ainda ao MaiaHoje que o Clube TT da Maia está em negociações para que parte do valor das inscrições do 3º Terras da Maia reverta para um ONG que esteja a trabalhar no Sudoeste Asiático. artur bacelar

artur@maiahoje.pt

Direcção da Liga reconduzida

Na passada quarta-feira, dia 19 de Janeiro, na sua Sede Social localizada no Concelho da Maia, a Direcção da Liga Portuguesa de Criadores e Proprietários de Cavalos de Corrida, teve a sua Assembleia Eleitoral. A anterior direcção foi reconduzida e têm como principal objectivo «alterar e actualizar a Legislação existente no que diz respeito às Apostas Hípicas». Criada em 1997, a LPCPCC (Liga Portuguesa de Criadores e proprietários de Cavalos de Corrida), nasceu para “gerir” e “impulsionar aquela actividade desportiva em Portugal. De elevada importância na Europa, como em quase todos os países desenvolvidos, as Corridas de Cavalos são actualmente uma importante indústria que movimenta anualmente milhares de milhões de Euros e emprega, directamente, centenas de milhares de pessoas em todo o mundo. Em Portugal, a LPCPCC, é a mais elevada representante da modalidade, sendo equiparada a Federação. Actualmente são realizadas, legalmente e sob a alçada desportiva da LPCPCC, cerca de 25 provas anuais, onde competem cerca de 300 equinos, distribuídos por aproximadamente 50 quadras (equipas). A “Liga”, como é conhecida no meio, tem assim um papel fundamental na divulgação e regulamentação da modalidade, tendo na passada quarta-feira efectuado a sua Assembleia Eleitoral para o biénio de 2005 e 2006. Ao acto eleitoral ocorreram cerca de meia centena de sócios que votaram na Lista única que acabaria por vencer apenas com dois votos contra. Na altura Manuel Armando Oliveira, vice-presidente e director de corridas, referiu que «apenas lamenta que algu-

Corpos gerentes da LPCPCC para 2005/2006 ASSEMBLEIA GERAL • Presidente Dr. Marinho Henrique Pinto dos Santos • 1º Secretário José da Silva Freitas • 2º Secretário José António da Costa Campos

mas vozes discordantes não se tivessem apresentado a votos. O trabalho desenvolvido pela direcção agora reconduzida tem sido notável, muitas vezes trabalho que não é visível como os múltiplos contactos com Governantes, representantes de Partidos com assento na Assembleia da República, esforços de representação em vários países e muitos outros, mas esta é ainda uma actividade que não atingiu os níveis praticados noutros países e como tal a sua gestão ainda é feita por pessoas “apaixonadas”, cujas únicas ambições são as desportivas», referiu. Ricardo Carvalho, presidente reconduzido, afirmou na altura que a recandidatura se afirmou pela «continuidade de um projecto e um sonho que é

ver realizar um Campeonato Nacional em Portugal com Hipódromos como os que se vêm por essa Europa fora». Quanto às apostas hípicas, tema actualmente “quente” com o Governo a preparar-se para legislar sobre a matéria, o presidente eleito disse que «este será provavelmente o ano em que se irá dar o grande impulso nas Corridas, nomeadamente com a legislação que possibilitará as AMHU (Apostas Mutuas Hípicas Urbanas), apostas idênticas às europeias ou se quisermos transportar para o capítulo nacional, como as do totoloto». Quanto às eleições resta referir que houve lugar a pequenos ajustamentos na anterior direcção, sendo de maior relevância a entrada de Bruno Rente e Artur Carneiro.

Sexta-Feira, 28 de Janeiro de 2005

CONSELHO FISCAL • Presidente David Abílio Liberal Ferreira • 1º Vogal Francisco Gonçalves dos Santos • 2º Vogal Fernando Miguel Alves Santos Oliveira DIRECÇÃO • Presidente Paulo Ricardo Amorim Fonseca Barroso Carvalho • Vice – Presidente Manuel Armando Ferreira de Oliveira • Tesoureiro Manuel Freitas Castro Lobo • 1º Secretário José Carlos Cirne Costa • 2º Secretário Licinio Alves Oliveira Laranjeira • Vogal Artur Lopes Carneiro • Vogal Bruno Alfredo Pinto Rente


ÚLTIMA HORA 31

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!CONSELHO DE MINISTROS APROVOU ONTEM APOSTAS MÚTUAS HÍPICAS URBANAS

«Apostas nos cavalos de corrida serão em 2006 uma das maiores indústrias em Portugal» Palavras de Manuel Armando, vice-presidente da LPCPCC a partir de agora, Portugal vai começar a estruturar-se e a criar condições para que o jogo dos cavalos de corrida se afirme como poderosa indústria, à imagem da maioria dos países da Europa. Estima-se que as Apostas Mútuas Hípicas Urbanas irão criar seis mil postos de trabalho. A possibilidade de aposta à escala nacional assemelha-se a outros jogos da Santa Casa da Misericórdia. No hipódromo, pela internet, no café, poder-se-á fazer a opção, e em cima da corrida. A Maia terá uma importante palavra no sector. O MaiaHoje já teve conhecimento de muitos pormenores. As apostas nos cavalos de corrida em Portugal não são de agora. Existia uma legislação de 1956, mas que só permitia a aposta no próprio local onde a prova se desenrolasse. A partir de agora, o sector ganhará contornos nacionais, de jogo amplo, dinâmico e ao segundo. Reunido ontem, o Conselho de Ministros aprovou a alteração à anterior legislação e quebrou com alguns obstáculos recentes, sobretudo de índole fiscal, os quais tinham, inclusive, afastado os potenciais investidores dos dois anteriores concursos, que foram desertos, isto é não apareceram concessionários interessados. Agora, a proposta está muito mais interessante para os investidores e, soube o MaiaHoje, já apareceram interessados. O primeiro-ministro, Santana Lopes, vai anunciar a aprovação da alteração à legislação na terça-feira em Alter do Chão, na Coudelaria Nacional, local onde está sediada a Autoridade Hípica Portuguesa. Portugal, junta-se, assim, aos parceiros europeus, que já têm neste jogo uma antiga forma de produção de importantes receitas e fomento de postos de trabalho. As Apostas Mútuas Hípicas Urbanas abrem, assim, as portas a um negócio diferente em Portugal, que, provavelmente, no início ainda justificará alguma mudança de mentalidades, pois o cidadão anónimo ainda não está muito familiarizado com esta vertente. Os “adeptos” da nova proposta de jogos, poderão apostar mesmo em cima da corrida, visto que há que haver a confirmação de quais serão os cavalos a concorrer. A aposta será formalizada via internet (com as corridas constantemente “on line”), ou no tradicional boletim das casas comerciais. Manuel Armando Oliveira, uma das pessoas mais identificadas com a actividade em questão em Portugal (é Vice-presidente da Liga Portuguesa de Criadores e Proprietários de Cavalos de Corrida, Director de Corridas de Portugal e Presidente do Centro Equestre da Maia), acredita que o

sector económico vai ser dos mais importantes do país, tal como noutros destinos; «É toda uma indústria que vai ser criada, com os melhores jóqueis, os treinadores, os tratadores de cavalos, o profissional das ferraduras, da alimentação, veterinários, correeiros, jornalistas

primeira, ao passo que em França é considerada a indústria número dois. Há todo um mundo empresarial e laboral que envolve este sector. Na Europa, apenas Portugal e Luxemburgo não tinham as Apostas Mútuas Hípicas Urbanas no activo». Em termos das apostas, não há

! Costa Ferreira, Director do Serviço Nacional Coudélico e Ricardo Carvalho, Presidente da Liga, aquando da Gala de 2001 na Maia

especializados para acompanhar a actividade; vai haver programas de televisão com os resultados e muitas outras área indirectas. Vão-se criar cerca de seis mil postos de trabalho só na primeira fase. Nos outros países da Europa é uma actividade industrial de extrema importância. Na Irlanda é a

quantias definidas; «Cada pessoa aposta o que quiser», referiu Manuel Armando Oliveira, acrescentando o destinatário do “bolo”: «Do montante total apostado, cerca de 70 por cento vai para o premiado, 20 por cento para o concessionário, oito para o Serviço Nacional Coudélico e dois para a

Segurança Social». No contexto de todo este processo que agora dá passos definitivos, a Maia terá, no entender deste responsável, um papel fundamental; «Neste momento, a Maia é o Concelho que reúne melhores condições em Portugal, porque já possui projecto para o Hipódromo de Silva de Escura, com boas condições, estudos avançados, tem o aeroporto próximo e um público aficcionado». No entanto, deixa o aviso: «Se nós, maiatos, não abrirmos os olhos poderemos perder o negócio. Já se fala há tantos anos das corridas de cavalos da Maia e do projecto do hipódromo e não avançou muita coisa. Tem que haver um desbloqueio de algumas burocracias para que tudo ande para a frente, senão poderemos perder o “combóio”, o qual será apanhado no sul. Vai haver muita gente a querer meter-se, temos que estar atentos e dar os passos certos». João Costa Ferreira, Director do Serviço Nacional Coudélico (Ministério da Agricultura), também adiantou ao MaiaHoje alguns pormenores da grandiosa operação que está a iniciarse no país: «Foi aprovado o diploma que vai permitir aprovar todo o processo para as Apostas Mútuas Hípicas Urbanas. Agora não se tem que estar no hipódromo para apostar. Existirão várias possibilidades de combinações; aposta-se no cavalo vencedor, nos três primeiros, ou nos seis primeiros. Nos outros jogos de apostas não se cria tanta riqueza laboral, é uma maquineta que lança as bolas. Aqui há uma estrutura complexa que cria postos de trabalho diversos». João Costa Ferreira acredita que a optimização de toda a máquina organizativa, com a efectivação real das apostas, não estará conseguida antes de meados de 2006. «Vai haver necessidade de mais hipódromos no país, tem que se criar condições para todos os agentes, como jóqueis e treinadores, entre muitas outras funções». Agora, é um facto que a máquina já vai começar a nascer no terreno. José Matos

!ASSOCIAÇÃO SINDICAL DE PROFESSORES LICENCIADOS

Promove acção de formação para concursos 2005-2006 Forum da Maia dia 3 de Fevereiro

A ASPL, através dos executivos do Porto Norte e do Porto Sul, promoverá, na próxima Quinta Feira dia 3 , no Forum da Maia, uma acção de formação subordinada ao tema Concursos 2005-2006, para todos os

docentes da educação pré-escolar e dos ensinos básicos e secundários. Esta campanha Nacional de Apoio aos Concursos, além de contar com o apoio da Câmara Municipal da Maia, espera contar com a presença entre

outros do Director Regional da Educação do Norte, Dr. Lino Ferreira e da Exmª. Vereadora da Educação da Câmara Municipal da Maia, Drª. Maria da Graça Araujo Barros. As inscrições poderão ser feitas na

Sexta-Feira, 28 de Janeiro de 2005

Av. Comendador Ferreira de Matos, nº401, 3º Andar, Sala 311, 4450 Matosinhos Telf./Fax - 229350397 www.sindicato-aspl.org E será gratuita para novos sócios até à data da Acção de Formação.


mh

a fechar

Nº 122 | 28 de Janeiro 2005

!NA NOITE DE TERÇA-FEIRA, PSP DA MAIA COLOCOU GRANDE APARATO josé matos FRENTE AO CENTRO COMERCIAL

Edifício Plaza evacuado sob ameaça de bomba

jose@maiahoje.pt

Por volta das 23h30 de terça-feira, funcionárias do “Modelo Bonjour” das Galerias Plaza receberam um telefonema com a ameaça de bomba. Inicialmente pensou-se tratar de mais uma simulação, mas logo se chamou a PSP da Maia. Alguns minutos depois toda a área estava vedada e o edifício evacuado. Carros da PSP Maia, veículos da Divisão de Investigação Criminal e alguns agentes, foi o aparato montado junto ao edifício Plaza, na noite de terça-feira. Eram cerca das 23h20, quando algumas funcionárias do supermercado “Modelo Bonjour”, que se encontravam a fazer o balanço do dia, receberam uma chamada anónima, a qual continha uma ameaça de bomba. Inicialmente a questão foi desvalorizada, pois há não muito tempo o supermercado em questão tinha promovido uma simulação, exactamente de bomba. Confirmada a inexistência de qualquer simulacro com o director do edifício, logo se avisou a PSP da Maia que chegou ao local passados dez minutos.

O vigilante de serviço no Plaza, Artur Silva, viu-se de repente no meio de todo o bulício; «as autoridades chegaram com grande aparato, isolaram a zona e pediram-me para evacuar os comerciantes que ainda estivessem no interior. Os agentes tocaram às campainhas dos escritórios para que não ficasse ninguém no edifício». Entretanto, o MaiaHoje soube junto da PSP local que a operação foi rápida; «partimos do princípio que foi uma brincadeira de garotos, pois a voz da pessoa que fez o telefonema era de um jovem». Após os habituais procedimentos, tudo voltou ao normal, não se tendo encontrado qualquer indício de bomba.

! Edifício Central Plaza foi evacuado pub

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