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GIGANTES EM BOTUCATU

GIGANTES EM BOTUCATU

FOTO: REVOLTEIO ARTE: HIDRELEY LELI DIÃO

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ENTREVISTA

LUNARDI COMEMORA 20 ANOS DE CLUBE FM CONFIRA A HISTÓRIA DO RADIALISTA QUE COMEÇOU POR ACASO NA PROFISSÃO QUE O CONSAGROU NA CIDADE LUCIANA FARIA

Fundada quase 60 anos após a “Era de Ouro do Rádio”, a Clube FM é a prova de que o brasileiro - e o botucatuense - ainda se informa muito pelas ondas de radiofrequência. Foi em 1989 que nasceu na 103.5 a emissora que, há muitos anos, informa os ouvintes pela voz de uma das mais emblemáticas figuras da comunicação de Botucatu: Ferdinando Cesar Lunardi. Este ano, Lunardi - como é conhecido do público - comemora 20 anos de carreira na Clube, se consagrando como um dos radialistas há mais tempo em atividade na cidade. Atual diretor da emissora, ele se recorda que começou por acaso na carreira. “Nunca pensei em seguir essa profissão. Na época, a Clube FM estava precisando de alguém para gerenciar,

para ficar apenas algumas horas por dia - mas no final estou aqui, em tempo integral”, conta ao Leia Notícias. Lunardi é bacharel em direito e, também, formado em cursos de gestão. Mas como radialista sua única experiência foi na 103.5 - duas décadas que transformaram sua carreira definitivamente, lhe rendendo a oportunidade de se apaixonar por uma nova área, a do jornalismo. Durante esse período, Lunardi compartilhou milhares de notícias com os ouvintes da cidade, também entrevistou uma série de personalidades que contribuíram para a história de Botucatu, além de convidados que o município recebeu ao longo dos anos, como artistas renomados. “O nosso trabalho na Rádio Clube é pautado pela ética. Temos o maior cuidado na divulgação de informações, procuramos respeitar as pessoas que entrevistamos, nossos ouvinte e nossos clientes”, frisa o radialista que, apesar de tantas realizações, ainda guarda alguns sonhos.

“Ainda gostaria de ter mais boas notícias a divulgar aos meus ouvintes, como o fim da corrupção e um Brasil melhor para todos”, conclui Lunardi.

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SOCIAL | CULTURAL

ULALÁ

Botucatu nos seus 163 anos ADELINA GUIMARÃES

Colunista, Fotógrafa e Articulista Meus amigos e as pessoas que convivem comigo sabem que sou apaixonada por Botucatu, minha querida Terrinha, a dona do chão que me protege, o colo que me acolheu e embala desde que nasci e que, segundo os botucudos da gema, eu inclusive, possui o céu mais lindo do planeta. Entre os eventos marcantes e oficiais em comemoração aos 163 anos, no dia 7 de abril, ocorreu a empolgante comemoração dos 70 anos da Corporação Musical Damião Pinheiro Machado, cujo regente é o maestro Carlos de Campos, no belíssimo prédio que abrigará a Pinacoteca de Botucatu. Na Galeria do Fórum das Artes, dia 11, foi a abertura da exposição de

fotos “ELA RESISTE”, da fotógrafa Malu Ornelas, muito concorrida e que homenageou 25 mulheres de “várias tribos” de Botucatu, que “lutam por seus ideais e transformam o mundo ao seu redor”.

A cidade ganha de presente de aniversário, anualmente, cachos imenso de flores róseas da Paineira da General Telles, que fica numa exuberância ímpar, e não tem quem não se encante pelo seu porte e por sua floração.

No sábado, 14 de abril, o dia começou com atos oficiais, sob a batuta do Prefeito Mário Pardini, seguido de desfile comemorativo na Rua Amando de Barros.

Registro aqui que, antes das comemorações oficiais do aniversário de Botucatu, a conceituada Faculdade de Medicina da Unesp comemorou, entre emoções, lágrimas, recordações, Sessão Solene e outras atividades, o Jubileu de Ouro - 50 anos da conclusão do Curso de Medicina da 1ª turma da FCMBB. Faculdade esta que alavancou o progresso de nossa cidade junto com o Hospital das Clínicas e tudo que os envolve. Um dos melhores presentes que a cidade e o povo de Botucatu ganharam.

À noite, entre outras atrações, o magnífico Concerto da Orquestra Sinfônica Municipal de Botucatu, sob a batuta do maestro Fernando Ortiz de Villate, a céu aberto, na Praça da Catedral. Entre bairros, ruas e avenidas novas, destaque para a Alameda Dom Zioni, que além de facilitar o trânsito pelo centro histórico da cidade, nos remete ao Velho Mundo. Dela se avista a lateral do antigo Seminário São José e da Capela de São José.

Encerro com fotos, pequena amostra do bom, do importante e do belo existentes em Botucatu, cidade em grande desenvolvimento. Parabéns a todos os envolvidos.

Foto: Assessoria de Comunicação e Imprensa da Faculdade de Medicina da Unesp/Botucatu

Grupo de médicos da 1ª turma da FCMBB defronte ao monumento em homenagem ao saudoso pioneiro e Professor Emérito Mário Rubens Montenegro.

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SOCIAL | CULTURAL

O Prefeito Mário Pardini, a presidente do Fundo Social de Solidariedade, Pida Pardini, com o neto Rafael, durante desfile de aniversário de Botucatu

Autoridades e pessoas assistem ao desfile de aniversário

Amélia Piza, Malu Ornelas, a Secretária Municipal de Cultura , Cristina Cury Ramos, Cláudia Bassetto e Rose Ribeiro, na Abertura da Mostra “Ela Resiste”

A homenageada na foto, Ten. Cel. do 12º BPM, Katia Christófalo, com as colegas Fernanda, Angélica, Karina e Rosa, durante a abertura da Mostra “Ela Resiste”

Foto: Cynthia Zanoto Salvador

Concerto de Aniversário da Orquestra Sinfônica Municipal, na Praça Professor Pedro Torres

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EM “Angelino de Oliveira” durante o desfile de aniversário

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ESPECIAL

BEATRIZ CAMPOS A ATRIZ BOTUCATUENSE QUE CONQUISTOU O PAÍS A LEONOR, DE “TEMPO DE AMAR”, RECORDA O DESPONTAR DA CARREIRA NA CIDADE E COMO OS ARTISTAS LOCAIS A TRANSFORMARAM NA PROFISSÃO LUCIANA FARIA

Quem acompanhou o final feliz da dupla Leonor e Gregório na novela “Tempo de Amar”, da Rede Globo, talvez não imaginasse que a trama do botucatuense Alcides Nogueira fosse, na verdade, o início feliz na televisão brasileira da intérprete de Leonor, a também botucatuense Beatriz Campos. Ela, que contracenou com o comparsa Cristiano Garcia e, juntos, deram o golpe na vilã Lucinda, papel de Andreia Horta, ganhou na atração das seis a sua primeira personagem na TV. Ao Leia Notícias, a atriz contou com exclusividade como foi a estreia e, ainda, quando se deu o despertar para a carreira artística e toda a trajetória até chegar à trama global.

DE BOTUCATU PARA O BRASIL “A vontade de ser atriz começou desde que eu me conheço por gente”, assim resume Beatriz Campos quando questionada por que decidiu seguir a profissão. E ela conta, que aos quatro anos já recitava poesias nas festas de família. E não era a falta de ânimo dos primos mais velhos de se apresentar junto com ela que a fazia parar com os espetáculos. Ela lembra que fazia tudo sozinha. “Mais tarde, uma prima começou a entrar na minha onda.” Resultado? Assim como Beatriz, Maria Laura Nogueira é, hoje, uma atriz com carreira de destaque. Reflexo da infância onde elas não só recitavam obras juntas - como “O bicho”, de Manuel Bandeira -, mas também ensaiavam os primos mais novos que foram chegando. Embora lembrada hoje por eles como rígida e brava durante esse período de “diretora da família”, Beatriz se recorda com carinho como esses primeiros passos foram determinantes para a carreira que seguiria profissionalmente anos depois. Os estudos na área começaram ainda na adolescência, em Botucatu. Já com 18 anos, morando no Rio de Janeiro, a jovem deu continuidade no teatro, ingressando na CAL (Casa das Artes de Laranjeiras), uma referência como centro de treinamento de artistas. Mesmo depois de formada na instituição, Beatriz fez questão de continuar os estudos em outras faculdades, tudo para complementar seus conhecimentos no teatro e na arte como um todo. Foi aí que ela se formou em

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BEATRIZ CAMPOS

moda e educação artística, com habilitação em artes cênicas. Com isso, aprendeu sobre figurino, sonoplastia, dramaturgia e direção teatral.

“Eu queria, pelo menos, dar uma pincelada no conhecimento de todas as áreas que englobavam o teatro”, conta a artista. Além dos estudos, a atriz ainda acumulou experiência profissional nesses outros setores, contudo, foi passeando por todas as áreas que ela reforçou a certeza dos primeiros recitais de poesia em família: que havia nascido para a atuação. “Nunca consegui deixar de me entender como atriz. Eu sempre achei que a interpretação vinha em primeiro lugar e sempre soube que a minha vocação, mesmo, era para atuar”.

ATRIZ ESTEVE EM ‘FLORES RARAS’ Antes do seu primeiro papel em uma novela, Beatriz Campos fez participações em outras tramas, apresentou programas e esteve até mesmo no cinema. Nas telonas ela fez parte de “Flores Raras”, longa premiado de Bruno Barreto, que narra o romance real da poeta americana Elizabeth Bishop com a arquiteta brasileira Lota de Macedo Soares. Estrelado por Gloria Pires e Miranda Otto, o filme contou com a participação de Beatriz interpretando a canção “Sábado em Copacabana.” “Ele [Bruno Barreto] pediu para que a voz tivesse um rosto, então eu acabei aparecendo no filme”, conta a atriz. Também no cinema, a artista faz parte de “Estranhas Cotoveladas”, longa gravado em cidades da região botucatuense, sem ainda data de estreia definida. Com um elenco 90% composto por atores do interior, a proposta do trabalho, dirigido por Reinaldo Volpato, é levar às telonas um retrato da cultura caipira hipermoderna. “Trabalhei ao lado de muitos botucatuenses maravilhosos e foi uma delícia de fazer”, recorda Beatriz sobre as gravações do filme que, em Botucatu, ocorreram em pontos turísticos, como a cuesta, a cachoeira Véu da Noiva e o Largo da Catedral.

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BEATRIZ CAMPOS

“Foi incrível trabalhar com aquelas crianças. Elas me deram um retorno de afeto que, para mim como atriz, é fundamental para minha memória emocional”, relata Beatriz. “Foi algo que mexeu comigo de uma forma que eu nunca tinha pensado que pudesse acontecer”.

ATRIZ INTERPRETOU MAIS DE 400 PEÇAS Mas, é no teatro que Beatriz Campos acumula a maior parte da experiência como atriz. Foram nada menos que 400 peças apresentadas durante três anos. Todas fizeram parte do trabalho da artista em um shopping do Rio de Janeiro, período em que ela trabalhava de segunda a segunda, encenando 11 peças infantis por semana. “Eu decorava 11 textos por semana. E era uma delícia! Isso me trouxe uma agilidade grande para hoje bater o olho e decorar um texto, o que para televisão é maravilhoso”, destaca Beatriz. Obras clássicas adultas também fazem parte do repertório da atriz no teatro, que chegou a encenar nos palcos adaptações de “A paixão segundo G.H.”, de Clarice Lispector, e “Entre quatro paredes”, de Jean-Paul Sartre. Esta, inclusive, rendeu à Beatriz o Prêmio de Melhor Atriz no Festival Estudantil de Teatro da Universidade Sagrado Coração (USC), onde a artista se formou em educação artística. Já em Botucatu, Beatriz chegou a participar de trabalhos com o diretor Robert Coelho e com a Companhia de Teatro Chafariz. Outro trabalho na região que ela recorda com carinho foi no Projeto SambaVida, de São Manuel. Iniciativa da Associação Atlética Banco do Brasil da cidade, a ação contava com voluntários que ensinavam música e teatro a crianças e adolescentes.

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“O ALCIDES ME DEU UM PRESENTE” Em “Tempo de Amar”, Beatriz Campos ganhou o papel de Leonor das mãos de outro botucatuense, o autor Alcides Nogueira. “O Alcides me deu um presente”, destaca a atriz. “Trabalhar com ele é um sonho para qualquer ator, eu imagino, porque ele realmente é um dos maiores nomes da dramaturgia no nosso país. O texto dele é de uma delicadeza ímpar, ele tem uma forma poética e ao mesmo tempo direta de escrever, que atinge toda a população de uma forma mais humana e sensibilizada. É realmente começar com o pé direito.” Ela ainda comemora o destaque que Leonor teve na trama, entrando para a atração para dar à vilã Lucinda o destino que o público queria. “Fazer oposição à antagonista da novela é incrível, porque as pessoas torcem para que aquilo aconteça. Acabou que a Leonor não foi vista tanto como uma vilã, porque ela enfrentou a Lucinda, que já estava sendo odiada por todo mundo, todos queriam vê-la pagar.” E, além de elogios ao autor da novela, Beatriz não esconde a admiração por outros artistas do elenco - “uma equipe fantástica”, ela define - e, também, de conterrâneos. Inclusive, dos colegas de profissão da cidade, ela guarda boa parte do amadurecimento que a fez despontar do município para todo o Brasil. “Botucatu é uma cidade maravilhosa, que exporta artistas de todos os segmentos. Nós temos escritores, poetas, artistas circense, atores, músicos maravilhosos, e eu tive a sorte de trabalhar com botucatuenses que acrescentaram muito na minha carreira e na minha linguagem artística”, conclui.

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LN CINEMA

LN CINEMA

DAS TELAS, PARA AS SUAS MÃOS Lucas Pinheiro Machado Fala, galera! Como estão? Espero que todos bem e espero mais ainda que a Sétima Arte tenha feito companhia a cada um de vocês nesse intervalo de tempo que nos separou. Hoje vamos falar sobre a maior disputa dos últimos anos do cinema mundial. A épica batalha entre as grandes produtoras e detentoras dos direitos sobre os super-heróis do cinema, as gigantes Marvel e DC, que travam disputas que vão muito além dos números de cada filme lançado. A luta é pela hegemonia. A impressão que dá é que não há espaços para os dois universos. A batalha é de tirar o fôlego e se torna cada vez melhor para quem só assiste do lado de cá das telas. Do lado da Marvel podemos apontar grandes nomes, como: Capitão América, Homem de Ferro, Thor, Homem Aranha, Wolverine e Hulk. Pelo lado da DC Comics: Batman, Super Homem, Mulher Maravilha, The Flash, Aquaman e Lanterna Verde. Um verdadeiro duelo de titãs que tem rendido diversas películas nos últimos anos. De um lado, uma Marvel mais bem estruturada, com mais produções e que desfilou tranquila por muitos anos com filmes de seus heróis, atuando individualmente e também em grupos, como Os Vingadores e Guerra Civil. E de outro, uma DC que corre contra o tempo em busca de recuperar um espaço que já foi seu, afinal, Batman e Super Homem são os heróis mais antigos, famosos e populares de mundo. Enquanto a DC passou anos se ancorando apenas nas produções relacionadas ao Batman, a Marvel, em um projeto paciente e ambicioso, envolveu todo o seu arsenal em produções distintas e que colocou cada um de seus heróis nas telas dos cinemas do mundo todo, e foi crescendo de uma forma em que se tornou uma bola de neve cada vez maior e com mais sucesso. Parada no tempo e vendo a Marvel cada vez mais forte e poderosa, a DC apostou todas as suas fichas na trilogia de Batman – O Cavaleiro das Trevas. Boa aposta por sinal. As somas bilionárias e o sucesso da crítica comprovaram que

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a empresa sempre teve ótimos nomes nas mãos e nunca soube utilizar, deixando o caminho livre para uma persistente Marvel, que levou seus heróis de secundários a maiores estrelas do cinema mundial. Os filmes Liga da Justiça e Guerra Infinita foram apenas para aguçar a imaginação dos fãs dos heróis dos quadrinhos. O que mais será que nos aguarda nos próximos meses? E você, é fã da Marvel ou da DC? Quem venceria uma disputa entre Super Homem e Capitão América? Fato é de que essa ideia de que os heróis habitam um mesmo mundo e que eventualmente podem se encontrar nos fascina. Quantos anos precisaremos esperar para que o Batman encontre com o Homem Aranha em um mundo qualquer?

HERÓIS EM 2018 - Deadpool 2 (Marvel) – Maio - Homem Formiga e Vespa (Marvel) – 05 de julho - Jovens Titãs em Ação (DC) – 26 de julho - Venom (Marvel) – 10 de outubro - X-Men – Fênix Negra (Marvel) – 01 de novembro - Aquaman (DC) – 20 de dezembro

“O problema de colocar o pé no pescoço de um tigre é que você nunca pode tirá-lo”

Do filme Velozes e Furiosos 8

Lucas Pinheiro Machado é jornalista, botucatuense e apaixonado por cinema e séries. Gosta de filmes épicos, de guerra e suspense. Suas produções favoritas são: Um Sonho de Liberdade (1994), Rei Arthur (2004) e Anjos da Vida – Mais Bravos que o Mar (2006). Não é fã de cinema nacional, mas está aprendendo a gostar. Muito prazer!

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JOÃO BOSCO

joãobosco@.com.br

COLUNISTA SOCIAL E CULTURAL “O meu coração exulta ao SENHOR, o meu poder está exaltado no SENHOR; a minha boca se dilatou sobre os meus inimigos, porquanto me alegro na tua salvação”. Samuel 2:1

Quando convidado a escrever nesta revista, decidi que deixaria um espaço em minha página, dedicado a botucatuenses, que pelos seus feitos na cultura, na arte, enfim, nos mais diversos campos do conhecimento, levam Botucatu além-fronteiras, projetando nossa cidade e nos orgulhando.

Nesta edição, a homenageada, entre outros, será a poetiza e escritora MARIA LÚCIA DAL FARRA. Mestre e doutora pela USP, livre docente pela Unicamp, tem publicado centenas de artigos e ensaios, divulgados em periódicos especializados; também escreveu inúmeros livros, incluindo sete sobre Florbela Espanca, editados no Brasil e Portugal, sendo que em uma de suas apresentações sobre Florbela, em Portugal, Maria Lúcia foi prestigiada pela presença do Presidente da República daquele país. Como poetisa renomada e, acredito, como mais gosta de ser reconhecida, destacaremos seus quatro livros de poesias: Livro de Auras - Livro dos Possuídos - Alumbramentos (por esta obra recebeu o prêmio Jabuti em 2012), e o mais recente, publicado em 2017, Terceto para Fim dos Tempos - que tem recebido dos críticos especializados os melhores elogios, como os contidos no Rascunho, um dos maiores jornais de literatura do Brasil. Sua obra poética integra dicionários e antologias literárias (brasileiras e estrangeiras) e tem

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sido objeto de trabalhos de pós-graduação, mestrado e doutorado. Mas, não há como esquecer que Maria Lúcia Dal Farra é patrona da cadeira 25 de nossa Academia Botucatuense de Letras, e que, nossa Botucatu, a Rua Curuzu, que fez parte integrante de sua vida, lembranças de suas vivências na cidade, a família e os amigos são destacados com muita intensidade em seus belíssimos poemas. MARIA LÚCIA é, certamente, uma “botucuda” que muito nos orgulha. A novela Tempo de Amar, de Alcides Nogueira, conseguiu emocionar o público e manteve, por isso, um bom ibope. Seu último capítulo foi parar entre os assuntos mais comentados do Twiter. Nós, botucatuenses, sempre torcemos muito pelo autor que sempre nos surpreende ao colocar no contexto da trama algum personagem ou outras peculiaridades de nossa cidade. Em Tempo de Amar, ao falar sobre a primeira poetisa erótica do Brasil, Gilka Machado, citou Maria Lúcia Dal Farra (por coincidência a nossa homenageada), que já havia escrito sobre ela.

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CULTURAL | SOCIAL

Botucatuense foi homenageado pela “Divine académie française des arts lettres et culture” Gerson Ricardo Garcia (50), atualmente empresário da comunicação em Curitiba - Paraná, assessor executivo e de comunicação no Sindilojas Curitiba, escritor e jornalista, idealizador e editor da revista “A Empreendedora”, que em reconhecimento aos seus trabalhos em prol da sociedade, da cultura, da comunicação, do empreendedorismo e do empoderamento feminino, foi pela presidente Diva Pavesi condecorado, no Palácio George V, em Paris, com medalha de ouro e o título de embaixador da Divine Académie Française des Arts Lettres et Culture no Brasil. Regressando ao Brasil, em Taubaté, foi também homenageado como Personalidade de Destaque na 36ª Edição Noite das Personalidades, evento realizado pela Coluna Destaque & Mansão Fabelle, do colunista social da região do Vale do Paraíba, o jornalista e empresário Raimundo Nonato.

Para comemorar o aniversário de Raquel Astolfi, seus amigos esportistas ofereceram a ela uma festa, que ocorreu nas dependências do Botucatu Tênis Clube. Foi uma noite muito especial, onde a música esteve por conta de Ubajara Freitas e Mario Almeida. Muita conversa, muita alegria e, para fechar, houve até discurso, o qual deixou a aniversariante emocionada. Noite memorável!

Confira : www.aempreendedora.com.br

Paulinho Ribeiro em suas andanças descobrindo Botucatu tem postado no Facebook lindas fotos artísticas, e mostrando não só sua arte em fotografar, mas também lugares pitorescos de nossa cidade. Parabéns Paulinho!

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ARTEIRAS DA SERRA - Grupo constituído por artesãs de Botucatu, que se uniram para produzir peças de artesanato. São elas: Lívia Silveira de Melo (pintura em porcelana e madeira); Cristina Almeida (pintura decorativa em madeira); Maria Goreti Pedroso (pintura em madeira e decoupagem); Rose Sartor Sacomane (crochê, toalhas bordadas, tapetes); Bene Grace Godoi (patchwork). A exposição e venda das obras por elas elaboradas são realizadas em um espaço cedido pelo SHOPPING BOTUCATU, todos os PRIMEIROS FINS DE SEMANA DE CADA MÊS. O grupo é fixo, entretanto, convites para outros artesãos da cidade e municípios vizinhos são feitos, para que os mesmos também possam mostrar e comercializar seus artesanatos. Há de ressaltar que uma parte da renda advinda das vendas dos produtos é destinada às instituições filantrópicas de Botucatu. Vale conferir!

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COLUNA “E A VIDA...”

postos a compartilhar o mesmo sonho e plantar árvores parecidas, de modo a fazer daquela terra do nada um grande canteiro de obras e árvores com frutos coloridos e saborosos.

“E A VIDA...” DR. ANDRÉ BALBI

Fico pensando agora no que pensavam os garotos que aqui chegaram para serem os primeiros alunos desta escola. Deveriam estar assustados, perguntando se estavam em Botucatu e onde era a Faculdade que ainda não existia. E ao conhecerem os jovens professores que os esperavam com suas árvores recém plantadas, devem ter se perguntado como seriam médicos no meio do nada. E hoje, retornando com seus cabelos brancos e rosto marcados, voltam para onde chegaram pela primeira vez e encontram um Hospital imenso para além de seus sonhos, mas que segue o rastro de fumaça do foguete em que um dia embarcaram.

RASTROS DE FUMAÇA Estudar medicina, fazer residência médica e trabalhar na Faculdade de Medicina de Botucatu e no seu Hospital das Clinicas é acompanhar e participar de momentos históricos. Ainda mais quando a história se desenrola frente aos nossos olhos e podemos ser espectadores privilegiados. Recentemente a primeira turma da medicina comemorou 50 anos de formados. É um pequeno tempo na história, mas um enorme álbum de recordações para estes pioneiros e para todos nós. Hoje dirijo o HC pensando no presente e no futuro, mas olhando principalmente o passado. O tempo é como se fosse um foguete abrindo caminho no espaço e deixando rastros de fumaça por onde passa. Nossa história são estes rastros. Fico pensando nos rastros de fumaça deixados pelos primeiros professores e primeiros alunos desta Faculdade há 55 anos. Talvez ao revê-los, muitos de cabelos brancos e rostos marcados, nós possamos fazer uma viagem imaginária seguindo o caminho inverso do foguete do tempo. Imagino, nesta viagem, um jovem cheio de ideias chegando com sua mala pequena cheia de grandes sonhos, decidido a plantar naquele chão árido uma escola de médicos, como se plantasse no chão de sua casa uma árvore cheia de frutos coloridos e saborosos. E esta árvore plantada por ele acaba atraindo outros jovens dis-

Penso também em alguns grandes encontros que aqui devem ter ocorrido e as conversas que se sucederam nestas ocasiões, talvez à luz de velas, não por romantismo, mas por falta de eletricidade. E imagino outros jovens chegando da estrada cheia de poeira que os levava até Rubião Jr, sem luz pela falta de eletricidade e exaustos pelo longo caminho percorrido, mas que, interagindo com seus professores, acabaram construindo o alicerce desta Faculdade, o que possibilitou seu crescimento. Muitos destes pioneiros e primeiros, vários ainda entre nós, muitas vezes invadem meus dias de trabalho e me ajudam, principalmente nas horas que precisamos ser determinantes como foguetes lançados no espaço, a continuar construindo a história deste lugar. E me vêm à cabeça uma música dos anos 70, cantada pelo Chico Buarque e pelo Milton Nascimento, que diz que a história é um carro alegre, cheio de um povo contente, que atropela indiferente todo aquele que a negue. Penso que podemos fazer nosso carro-foguete manter a construção contínua do HC e da FMB, trocando gerações que não esqueçam o que já vivemos.

Dr André Balbi é médico nefrologista, professor adjunto de Nefrologia da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB) e atual Superintendente do HCFMB.

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ESPECIAL

GABARRA: UM COLECIONADOR DE HISTÓRIAS

APAIXONADO POR ANTIGOMOBILISMO, O MÉDICO É DONO DE UMA COLEÇÃO COBIÇADA COMPOSTA POR QUASE 20 AUTOMÓVEIS ANTIGOS. “EM ÉPOCAS QUANDO A TECNOLOGIA ERA RUDIMENTAR JÁ SE FAZIAM VEÍCULOS INCRÍVEIS”

LUCIANA FARIA

Figuras conhecidas na cidade, o Dr. Gabarra - neurocirurgião e docente aposentado da Faculdade de Medicina de Botucatu - e sua coleção de automóveis antigos têm uma longa história para contar. Ao Leia Notícias, o médico abriu a sua casa e resgatou as memórias dos carros que fizeram parte da história da sua vida e do universo automobilístico como um todo. Foi por volta de 1979, com um VW SP2 (foto) , que o acervo de Roberto Colichio Gabarra começou a tomar forma - mas a paixão pelo antigomobilismo veio bem antes: com cerca de cinco anos de idade, o colecionador se recorda de ter sido iniciado no negócio. “Minha família é toda de colecionadores. Quem me iniciou foi um tio, que me levava para passear em um Chevrolet 1927 ‘Pavãozinho’.”

Paixão por carro antigo desde cedo Gabarra com 5 anos

Na adolescência, ele lembra que, com os primos, continuou cultivando o interesse pelos carros antigos, até que decidiu dar início à sua própria coleção, quando tinha cerca de 30 anos. Seu acervo chegou a ser composto por 20 carros, sendo a maioria nacionais. Hoje, aos 72 anos, Gabarra acumula 17 veículos antigos. “O que me atrai muito é saber que em épocas quando a tecnologia era rudimentar já se faziam veículos incríveis. E, como a maioria dos meus carros são nacionais, é interessante dizer que esses automóveis impulsionaram durante muitos anos a economia brasileira”, destaca. O próprio VW SP2, que deu início à coleção, é um exemplo do que o médico diz. O modelo foi produzido pela Volkswagen no Brasil entre os anos de 1972 e 1976 e, embora não tivesse sido planejada sua exportação, o automóvel pode ser encontrado em alguns países da Europa ainda hoje. Apesar de alguns defeitos, o carro foi um ícone de esportividade na época e se destacou como um projeto audacioso da montadora alemã no Brasil, com um design arrojado e acabamento semelhante ao dos importados. Mais um item da coleção de destaque é um Simca Chambord, da década de 1950, o automóvel mais an-

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GABARRA

tigo de Gabarra e considerado o primeiro carro de luxo brasileiro. Contudo, apesar do pioneirismo, o colecionador admite que não tem preferências entre as peças do seu acervo. “Não existe um preferido. Bem mal comparando, são como ‘filhos’”, brinca.

DO LIXO AO LUXO Quem olha a coleção de Gabarra, atualmente, talvez não imagine que boa parte dos automóveis, um dia foram sucata. Ele lembra que, de toda a coleção, apenas dois carros estavam em condições melhores. Para ficarem como estão hoje, o restauro ficou por conta dele e de amigos, trabalhadores autônomos da área. “Os veículos foram todos restaurados em um barracão na minha casa, com a ajuda desses amigos. Cada um demorou de dois a quatro anos para terminar.”

A produção ainda contou com uma característica bem particular: todos os automóveis ficaram vermelhos. “Vermelho é minha cor preferida e, para mim, esportivos têm que ser vermelhos”, pontua o colecionador. O único item que foge à regra é o modelo mais recente do acervo, um Fiat Coupé de 1976, azul, que Gabarra utiliza no dia a dia. A coleção de Gabarra já foi capa da revista especializada Fusca & Cia, em 2015

E para aqueles que se perguntam se essas peças tão antigas, mesmo restauradas, não seriam mais “sucata” se comparadas com os carros de última geração que temos hoje, Gabarra afirma: “Não dá para comparar tecnologia. A indústria automobilística evoluiu muito e com isso os automóveis. Quando andamos em um antigo temos que voltar à época em que ele era novo.” O colecionador, que se considera um antiquário - e não um conservador -, ainda destaca a importância de preservar esses itens históricos.

“As ‘coisas’ antigas são um retrato de uma época. É a memória de uma época. Assim são também os carros antigos: preservados para representar a memória de sua época. Um povo sem memória é um povo sem tradição. Ou seja é apenas um conglomerado de pessoas”, frisa.

Aos que desejam conhecer a coleção de Gabarra de perto, a oportunidade é quando ocorrem eventos e encontros de antigomobilismo em Botucatu, ocasiões em que o colecionador costuma levar o seu acervo completo.

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ESPECIAL

CLAYSON

O CRAQUE QUE SAIU DE BOTUCATU PARA VENCER NO PAÍS DO FUTEBOL

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CLAYSON

frequentei muitos anos a casa deles. Tenho carinho enorme por todos e sempre que podemos estamos juntos. Admiro bastante o Paraná”, relata o jogador. Clayson, sempre com o apoio do seu pai Rubens Vieira, o Rubinho, mantinha vivo seu sonho. Aos sete anos ele se dedicava nos gramados no Projeto F.C. Paraná e nas quadras de futsal, já treinando e jogando pela Associação Atlética Botucatuense (AAB).

EM UM ANO DE CORINTHIANS, CLAYSON FOI CAMPEÃO BRASILEIRO E CAMPEÃO PAULISTA, ALÉM DE TER SIDO ELEITO A REVELAÇÃO DO BRASILEIRÃO. GÉRO BONINI

O sonho de praticamente todas as crianças é se tornar jogador de futebol, e não era diferente para o pequeno Clayson Henrique da Silva Vieira, no início dos anos 2000, com seis, sete anos de idade, em Botucatu. De família simples, Clayson jogava futsal na Escola Angelino de Oliveira, na Vila Antártica. Mesmo muito novo já chamava a atenção nas quadras, principalmente de um voluntário “Amigo da Escola”, chamado Livaldo Aparecido, o Paraná, que levou Clayson para treinar em seu projeto social F. C. Paraná. “O Paraná é um cara que considero como alguém da minha família. Joguei muito tempo com ele no projeto social. Todos por lá sempre tiveram muito carinho por mim. Cresci junto com os filhos dele,

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A vida nunca foi fácil, as dificuldades eram inúmeras, faltava dinheiro, apoio para sair da Cidade e fazer testes em times e jogar competições. “Meu pai fez tudo que ele podia por mim. Tinha uma bicicletinha, era tudo que tínhamos, e ele me levava no cano para que eu pudesse ir treinar, emprestava dinheiro para que pudesse ir fazer testes em clubes, dava sempre a cara a tapa por mim. Meu pai foi meu maior incentivador e motivador. Não tenho nem palavras para definir a importância dele. Nas viagens de futsal, por exemplo, parávamos nos postos na estrada. Eu via as crianças pegando alguma coisa para comer e eu pegava também, daí meu pai tinha que emprestar dinheiro de alguém lá para pagar, por que eu já tinha aberto. Minhas origens, tudo o que passei, ficarão comigo para sempre”, lembra Clayson.

Clayson no Projeto F.C. Paraná também o meu irmão Wagner e minha cunhada Mariana, depois que eles casaram”. Com o passar do anos surgiu mais uma pessoa importante na vida de Clayson, o amigo Márcio Nilton Pinson, o Alemão, que viu um menino “arrebentando” nas quadras de futsal de Botucatu e descobriu que era filho do Rubinho, seu amigo, e prometeu que iria ajudar o garoto no futebol. Alemão e o empresário artístico Hamilton Régis Policastro foram os responsáveis – após inúmeras tentativas – por apresentar Clayson ao seu atual empresário, Edivaldo Ferraz, um dos mais conceituados e importantes no meio do futebol profissional. “Devo muito ao Ferraz. Desde o começo da carreira me ajudou muito. Ajudou minha família. Eu sou eternamente grato

O pai acompanhava o menino Clayson, mas a mãe, Nair Silva, também teve grande importância nessa trajetória. “Minha mãe também é muito importante. Na época ela não tinha tempo para me acompanhar. Ela trabalhava em dois, três empregos e cuidava da casa. Eu falo mais do meu pai porque ele ficava mais tempo comigo, mas minha mãe sempre esteve torcendo. Sempre que podia ajudava. Não só ela, mas Rubinho (pai), Clayson e Alemão

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ESPECIAL

com o Ituano. Na equipe do interior de São Paulo, Clayson foi campeão Paulista em 2014 e realizou uma boa temporada em 2015, despertando o interesse de diversos clubes. A Ponte Preta conseguiu o empréstimo do jogador e ao final de 2015 exerceu o direito Clayson, Ferraz (empresário) e Rubinho de compra. Mas foi no segundo semestre desse ano, a ele e ele sabe disso. Além de ser momento que Clayson estava se meu empresário, eu o considero consolidando como jogador de como meu segundo pai”, reconhece futebol profissional, realizando o Clayson. sonho dele e do pai – que tanto Através de Ferraz, Clayson foi jogar batalhou para isso ocorrer – que o na base do União São João de Araras, botucatuense sofreu o seu maior onde se destacou na Copa São Paulo baque, não apenas da carreira, mas de Futebol Júnior de 2012, aos 16 da vida. anos, marcando um gol contra o Seu pai, Rubinho, que Flamengo. travava uma luta contra o Depois, Clayson seguiu para o time câncer, não resistiu e faleceu juvenil do Grêmio. Aos 17 anos, pela no dia 8 de setembro. equipe de Porto Alegre, ele sagrou-se Corintiano de coração, campeão da Raiffeisenbank Vorallgäu Rubinho não conseguiu ver Cup, disputada na cidade de Amtzell, seu filho vestir a camisa na Alemanha, onde foi novamente do Corinthians – o que iria se realizar dois anos um dos destaques da equipe. depois – mas se orgulhou No ano de 2013, Clayson seguia ao ver o filho como jogador em busca do seu sonho e, após uma profissional de futebol. “Ele decisão do seu empresário, acertou batalhou bastante para que

eu pudesse chegar onde eu cheguei, infelizmente não está mais aqui, mas eu creio que está sempre me olhando de algum lugar melhor e todas as conquistas também são para ele”. No time de Campinas, o rápido atacante participou da campanha do vice-campeonato Paulista de 2017, competição que Clayson foi escolhido como a Revelação do Estadual. Não demorou muito para o Corinthians se interessar. No dia 18 de maio de 2017, Clayson assinou contrato de cinco anos com o Corinthians. Em pouco tempo na equipe, o botucatuense se tornou titular, agradou o treinador Fábio Carille e caiu nas graças dos torcedores. Ele foi muito importante na conquista do título de Campeão Brasileiro de 2017, foi considerado o amuleto do Corinthians,

Clayson e seu pai, Rubinho

TRAJETÓRIA DE CLAYSON 2012

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2012

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2013/2015

2015/2017

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CLAYSON

foi escolhido a Revelação do Brasileirão de 2017 pelo consagrado Troféu Mesa Redonda, da TV Gazeta. Campeão desde as categorias de base da AAB, Clayson mantém esse excelente hábito de comemorar títulos em praticamente todos os times que atua.

principalmente no segundo turno da competição nacional, quando o time teve uma oscilação. Clayson assumiu de vez a titularidade, fez gols e deu assistências importantes para a conquista do título. Em menos de seis meses a carreira do jogador, que começou ainda menino em Botucatu, nos campos do Projeto Social F. C. Paraná, subia para um outro patamar. E para coroar um ano de vitórias, mais um reconhecimento. Clayson

No primeiro semestre de 2018, mais um campeonato e mais um título, dessa vez o Campeonato Paulista, pelo Corinthians. “Nem nos meus melhores sonhos eu poderia imaginar isso. Com seis meses de Corinthians eu pude erguer o troféu de Campeão Brasileiro e em menos de um ano o de Campeão Paulista. É gratificante entrar para a história do Clube e espero conquistar mais troféus pelo Corinthians”, afirma o jogador. Lutar, driblar os desafios e realizar sonhos fazem parte da vida e da

carreira de Clayson e o craque botucatuense segue firme em busca de todos os seus objetivos. “Eu tenho um sonho, que é jogar no Manchester United, da Inglaterra, é um time que gosto bastante, mas quero continuar fazendo bem o meu trabalho no Corinthians, me doando ao máximo em todos os jogos. As oportunidades irão aparecer e poderemos analisar todas com carinho, se Deus quiser”. Como não poderia ser diferente, representar o Brasil, jogar pela Seleção Brasileira, é uma meta do meia-atacante. “Sei que ainda estou buscando o meu espaço no futebol, mas tenho certeza que se continuar fazendo um bom trabalho no Corinthians, pela dimensão que tem o clube, com a sua grandeza, com a força dessa torcida incrível, terão pessoas olhando e posso ter uma oportunidade, porque é um sonho que tenho”, revela. Depois de tudo que o botucatuense passou para chegar até aqui, ninguém duvida que conseguirá realizar.

DESDE 2017

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ESPECIAL | CLAYSON

muito gratificante. Fiquei muito feliz e quero agradecer novamente a todos que colaboraram de alguma forma e fizeram esse sonho se tornar realidade. Espero que possamos realizar mais vezes e ajudar ainda mais o povo de Botucatu”, destaca Clayson.

SOLIDARIEDADE Hoje ele está atuando em um dos maiores clubes do futebol brasileiro e mundial, mas não esquece de suas origens e de onde saiu. Na primeira oportunidade que teve, Clayson fez questão de retribuir para Botucatu e aos botucatuenses todo o carinho que recebe e recebeu. No dia 10 de dezembro de 2017, poucos dias após ter sido consagrado Campeão Brasileiro pelo Corinthians, Clayson realizou uma partida de Futebol Solidário em Botucatu, denominada “Amigos do Clayson”, organizada pela empresa

E&L Marketing Esportivo. Foram convidados jogadores profissionais e amigos do craque de Botucatu. O Estádio “Acrísio Paes Cruz”, da Associação Atlética Ferroviária, não recebia um público daquele tamanho há anos e o resultado final foi um recorde de arrecadação para famílias carentes de Botucatu. No total, foram doadas 10 toneladas de alimentos ao Fundo Social de Solidariedade do Município. “Só tenho que agradecer ao povo de Botucatu que abraçou a ideia do jogo. Independentemente de qualquer coisa, o mais importante foi a solidariedade. Poder arrecadar tantas toneladas de alimentos para famílias que precisam tanto foi

MARIA VALENTINA

Se a vida de Clayson dentro dos campos está indo muito bem, fora dos gramados não teria como estar melhor. No dia 22 de janeiro, a noiva do botucatuense, Amábile Araújo, anunciou que está grávida da primeira filha do casal, que irá se chamar Maria Valentina. “É a maior benção que eu poderia receber em minha vida. Agradeço a Deus por esse momento. Agora somos três. Já te amamos demais”, disse o botucatuense. FOTO: BIANCA NERY

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F.C. PARANÁ

PROJETO F.C. PARANÁ

MAIS DE 20 MIL CRIANÇAS ATENDIDAS EM BOTUCATU GÉRO BONINI

Em 1986, um jovem de 18 anos, nascido no Paraná, começou a se preocupar com as crianças de Botucatu. Livaldo Aparecido Santos – apelidado com o nome do Estado onde nasceu – trabalhava na época na Caio e decidiu investir o seu salário no futuro dos mais necessitados. “Naquela época não existia projeto infantil em Botucatu. Lá no Paraná eu conhecia os projetos e aprendi que se em casa passávamos dificuldades, poderíamos ir aos projetos e ter mais oportunidades. A criançada de Botucatu ficava na rua e muitos estavam se perdendo. Então como eu ganhava um bom salário na Caio, comecei a investir nos meninos, com treinos no Inca”, lembra Paraná. E foi nessa época, há mais de 30 anos, que surgiu o Projeto Social Futebol Clube Paraná, que fez e faz parte de milhares de famílias de Botucatu. “Certamente, em todo esse tempo, já passaram mais de 20 mil crianças comigo”, conta Paraná, que sempre fez gratuitamente esse trabalho. No meio destas milhares de crianças que passaram pelo projeto social, algumas se destacaram e conseguiram, pelo menos, iniciar uma carreira no futebol, em categorias de base. O nome de maior destaque é do meia-atacante Clayson, que atualmente joga no Corinthians. “Eu nunca sonhei em ter um menino no profissional. Não é esse o objetivo do projeto. Nós queremos tirar as crianças das ruas. Eu já perdi muitos meninos para a droga e isso me deixa muito triste. Aqui nós queremos formar o cidadão”, explica Paraná. Atualmente, cerca de 450 crianças – com idade entre 4 e 11 anos – e 350 jovens – com idade entre 12 e 16 anos – participam do F.C. Paraná. “Tenho meninos aqui do Jardim Brasil, de Rubião Júnior, do Santa Elisa. Aqui todos podem treinar, não importa a condição financeira ou condição física. Todos são iguais”, afirma o responsável pelo projeto. Além da participação das crianças, Paraná valoriza todo o apoio que recebe. “Os meninos se dedicam, se esforçam aqui e os pais também. Eles participam muito, todos voluntários. No atual governo de Botucatu, do Prefeito Pardini, comecei a ter mais apoio da Prefeitura, com o Secretário de Esportes, o Geraldo Pupo. Ele me

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dá um apoio que nunca tive. O Secretário e o Prefeito gostam de futebol e sabem da importância do esporte na vida das crianças e dessas famílias”. Além da disciplina e do incentivo ao esporte, o Projeto Social também se preocupa com a saúde das crianças. “Temos médicos conosco. O Dr. Rossano e a Drª Célia, da Unesp, são voluntários e cuidam dos meninos. Agora temos também o Dr. Fred, que vem de Tatuí toda quarta-feira para nos ajudar”, destaca. Mesmo com a ajuda de voluntários, o Projeto sente falta de apoio de empresas da Cidade. “Temos crianças de famílias muito simples, que não têm condições de comprar um tênis, uma chuteira, um meião. Falta ainda muita coisa. Quando viajamos para jogos fora de Botucatu, temos dificuldades em dar lanches para todos e também com o transporte”, lamenta Paraná. Quando é questionado sobre a importância do projeto em sua vida, Paraná se emociona. “Todos aqui viraram da minha família. Sou rígido com a disciplina, mas eu falo que tenho que ter o comando de pai, mas também o coração de mãe. Quando vejo os olhinhos deles, olhando para a gente, vejo que eles olham com esperança. Todas essas crianças que estão aqui têm sonhos e não sou eu quem vai atrapalhar, pelo contrário, vou tentar ajudar o máximo que puder. Eu sempre falo que o Projeto não é meu, é de todos. Eu sou Livaldo Aparecido Santos, Paraná é o nome do Projeto, que é registrado em cartório e foi aprovado como de utilidade pública, por unanimidade, na Câmara. O Projeto F.C. Paraná é das crianças e dos pais. Se eles abandonarem, não terá mais o projeto. E sempre foi assim, há mais de 30 anos”, finaliza. Quem quiser conhecer o Projeto social F.C. Paraná, os treinos são realizados nas segundas e quartas-feiras, das 18h às 22 horas, na quadra da Escola Angelino de Oliveira. Às terças e quintas-feiras, de manhã (das 08h às 10 horas) e de tarde (das 15h às 17 horas), no Estádio Municipal João Roberto Pilan (Inca). Às sextas-feiras, das 15h às 17 horas, e aos sábados, das 08h às 11 horas, também no Inca. Interessados em mais informações e em apoiar o F.C. Paraná podem entrar em contato através do telefone (14) 99787-8930.

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SOCIAL | CULTURAL

ULALÁ

Encontro Inesquecível ADELINA GUIMARÃES

Colunista, Fotógrafa e Articulista

Na paradisíaca chácara Muro de Pedra ocorreu um encontro inesquecível, idealizado e organizado por Vicente José Guimarães, filho de Manoel Guimarães e Evanira Rubio Guimarães. Contou com a presença de mais de 100 pessoas, descendentes de Vicente Rubio, nascido em Valença, na Espanha, e de Sebastiana Ferreira Rubio, nascida em Avaré, e de Manoel Álvaro Guimarães, nascido em S. Torquato, Portugal, e de Adelina Michelucci Guimarães, nascida em Lucca, Itália. Mais de cem pessoas residentes em Anhembi, Barretos, Bauru, Botucatu, Campinas, Ibiúna, Lorena, Londrina, São Bernardo, São João da Boa Vista, Riad (Arábia Saudita) e Taubaté participaram do animadíssimo encontro.

Destaque para a presença das matriarcas Maria Thereza, Isabel (Dedé) e Anilde (Lúcia) Guimarães, do filho Leone Guimarães, da mulher Regina Célia Silva e familiares, primos de vários graus e agregados. A mais nova safra de descendentes presentes eram Enrico Bacchi e Leonardo Guimarães Pimentel, 8 meses; Theo Sun da Silva e Rebecca Guimarães, 3 anos, e Isabel Scarpellini Guimarães, 5 anos. A festona foi de tarde inteira, regada com muita cervejinha e alegrias imensas. Encontros e reencontros, parabéns a você, brindes, risos, muito conversé, vídeos e surpresas enquanto se saboreavam delícias. Com certeza, os ancestrais das famílias Ferreira, Rubio, Michelucci e Guimarães plantaram boas sementes que, visivelmente, deram bons frutos.

Família Rubio e agregados

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Isabel Guimarães (Dedé), os descendentes de Oscar e de Mário Guimarães

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Vicente José Guimarães com o filho Leone Guimarães e a mulher Célia Regina Silva

Manoel Álvaro Guimarães, Eliana Milanesi Rubio, Lucila Carmelo Delucci, César Guimarães, Vicente e Celia Regina Silva

Anilde Poli Guimarães, os descendentes de Orlando Guimarães e agregados

Descendentes de Milton Guimarães e agregados Maria Thereza Guimarães e descendentes de Osvaldo Guimarães

Gerações de descendentes de Vicente Rubio e de Sebastiana Ferreira Rubio

As primas Guimarães, Fátima, Márcia, Salete, Sonia, Adelina, Sonia Regina e Silvia

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JOÃO BOSCO

joãobosco@.com.br

COLUNISTA SOCIAL E CULTURAL Porque em ti, Senhor, espero; tu, Senhor meu Deus, me ouvirás. Salmos 38:15

Lorena Melluso Sempre encantadora e linda comemorou seu aniversário em grande estilo. Parabéns!

Ranimiro Lotufo é fotógrafo e cinegrafista de aventuras, 18 anos na área de petróleo, em filmagem e fotografando projetos de várias empresas, que trabalhavam para Petrobras, e continua em São Paulo, trabalhando em várias áreas!

Giulia Nassa é neta da Marlene Caminhoto e filha do botucatuense Thulio Caminhoto Nassa e de Fernanda Silveira Nassa. Giulia compõe desde os 6 anos de idade e em 3 idiomas, toca diversos instrumentos, autodidata e participou do primeiro The Voice Kids Brasil, com 12 anos. Dividiu palco com Ivete Sangalo em show em SP. Giulia Nassa, Laura Schadeck e Bia Torres, as meninas do BFF Girls, fizeram a sua estréia como grupo na TV. Comandado pelo Serginho Groisman, o trio apareceu no “Altas Horas” cantando o seu mais novo single “Meu Crush”. As meninas assinaram um contrato com a Sony Music e lançaram o primeiro single, “BFF”, em janeiro, e logo em seguida, lançaram “Meu Crush”. A música fala sobre ser forte e superar um crush que não te dá bola, e o clipe é todo estiloso, colorido e divertido. Parabéns pelo sucesso!

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CULTURAL | SOCIAL

No Espaço Carbonari ocorreu a cerimônia de casamento de Maria Fernanda Martin Guimarães e Antonio Carlos Pereira Lebre. A emoção entre os convidados iniciou-se com a entrada da linda noiva e seu séquito, composto de seus priminhos. Merece destaque o buffet, que pela noiva ser vegana, nada do que foi oferecido teve produtos de origem animal. E a alegria perdurou até o fim da animadíssima festa.

Três Gerações – Antonio Celso Di Piero levou seu pai Lino Di Piero e seu filho Bruno Di Piero para conhecer suas origens na Itália.

Big party em Rancharia: Para comemorar seus 50 anos Glaucia Araujo reuniu os amigos para um grande baile de máscaras, tudo perfeito e impecável. Parabéns a todos.

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Amaury Neiva de Carvalho Silva esteve com Veronica Stutz Silva e seu marido Bee Silva, que estavam de passagem por Botucatu para rever sua Terra Natal, familia e amigos do coração. Vieram do Texas para participar no Jockey Club de Sorocaba do Leilão de Cavalos Quarto de Milha.

Ana Carolina Carvalho Paupério em dia de Festa e suas amigas do coração - Vania Bisoni, Ana Amélia Ramos, Lizandra Abujamra, Fabíola Júnior Rocha, Érica Paganini, Ana Paula Montanha, entre outras.

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TURISMO

A HISTÓRIA DA FESTA DO DIVINO DE

ANHEMBI ASSESSORIA

Em Anhembi, a “Fé” é motivo de vida para muitas pessoas. Acreditar naquilo que não se vê e colocar todas as suas esperanças numa força maior tem sido o motor que mobiliza uma cidade inteira a comemorar a Festa do Divino Espírito Santo.

nea coincidisse com o Pentecoste, uma data comemorada pela Igreja Católica como a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos. Assim iniciou uma festa em honra ao Divino Espírito Santo que em Anhembi é festejada no quinquagésimo dia após a Páscoa, o que faz com que a festa não tenha uma data fixa e varie de ano a ano.

Anhembi é uma cidade tranquila do interior do estado de São Paulo, a aproximadamente 220 km da capital, com pouco mais de 6 mil habitantes. Todos os anos esse cenário tem data marcada para mudar. No dia da tradicional Festa do Divino, a cidade recebe em média 50 mil pessoas. A grande maioria desses visitantes vão para agradecer, cumprir promessas ou fazer pedidos ao Divino.

Com mais de 150 anos de história, esse movimento religioso teve início por volta de 1846. Na época, conta a história, que as famílias de Luiz Lianoel, Luiz da Cruz e João Barbosa começaram a fazer novenas ao Divino Espírito Santo para pedir a cura das doenças que estavam afetando as famílias na região. A penitência oferecida era viajar de canoa pelo rio, passando de casa em casa, fazendo orações, entoando louvores e cantigas. Como agradecimento, os anfitriões da casa ofereciam café e bolinho de mandioca aos irmãos.

Com o crescimento popular da festa surgiu a necessidade de uma melhor organização. Criou-se então a Irmandade do DES (Divino Espírito Santo) com seu diretor, secretário, tesoureiro, e nas canoas os proeiros, que dão ritmo às remadas, os pilotos, que governam as canoas. Tem também os salveiros que, munidos de trabuco, disparam tiros de pólvora. Esses tiros com trabuco funcionam como um aviso da Irmandade para o povo, de que estão passando pelo local.

Com o passar dos anos, esse cortejo tornou-se popularmente conhecido. Os padres que davam assistência na região resolveram fazer com que esta devoção espontâ-

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TURISMO

No dia do encontro das canoas, que é o momento ápice da festa, a roupa branca utilizada pelos irmãos simboliza que a missão foi cumprida. As margens do Rio Tietê se transformam em uma verdadeira plateia. Quem chega atrasado não consegue assistir a este momento que inspira e emociona a todos. Os fogos de artifício no céu simbolizam o Pentecostes, a vinda do Espírito Santo. Os remos movem as águas impulsionando as canoas com a mesma força que batem os corações dos fiéis.

Deitar-se aos pés do Divino simboliza um ato de fé e devoção. Neste momento de entrega é possível ver mães com seus filhos no peito, famílias se abraçando, idosos e até crianças, que envoltos pelo pano branco se emocionam, choram, rezam e agradecem pelas graças alcançadas.

Aproximadamente 120 irmãos do Divino desembarcam das canoas e seguem para o cortejo dos Amortalhados. Devotos se deitam ao chão, cobertos com lençol branco, e os irmãos pulam, um a um, pedindo que o Divino abençoe.

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A capela da ponte, como era chamada a cidade de Anhembi, tem sua tradição religiosa, que é maior que um folclore, é a tradição de Fé do povo que ainda se mantém viva. Neste ano, a Festa do Divino, em Anhembi, ocorreu realizada nos dias 18, 19 e 20 de maio.

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TURISMO

ANHEMBI TERÁ A MAIOR PONTE EM ESTRUTURA METÁLICA DA AMÉRICA LATINA

As obras de construção da Nova Ponte do Rio Tietê, em Anhembi, vão ganhando forma conforme as intervenções no local vão avançando.

(BIRD), com garantia da Agência Multilateral de Garantia de Investimentos (MIGA), e pelo Banco Santander. A obra, que consumirá duas mil toneladas de aço, será implantada no km 210,5, ao lado da ponte atual, que a seguir passará por processo de demolição. Portanto, não haverá interdição em nenhum momento. A construção em estrutura metálica, medindo 172 metros de comprimento, 18 metros de largura e 30 metros de altura (o equivalente a um prédio de 10 andares), será montada fora do rio e, após sua conclusão, içada por macacos hidráulicos. O limite de carga rodoviária será ampliado em torno de 15%. A previsão é que os trabalhos sejam concluídos em maio de 2019.

EU AMO ANHEMBI!

A dimensão da obra surpreende quem chega ao município pela SP-147. O aterro onde a maior ponte em estrutura metálica da América Latina será construída já modificou a paisagem. Outro fator gerado pelo canteiro de obras bastante visível é o fluxo de veículos e pessoas pelas ruas, bem como nos comércios, o que aquece a economia de Anhembi. Conforme a ponte avança, mais funcionários deverão fazer parte da equipe fixa instalada na cidade “A obra também tem um aspecto interessante no espírito das pessoas, dá a sensação de que estamos avançando, nos desenvolvendo, resgatando a esperança por dias melhores”, comenta o chefe de gabinete da Prefeitura, Rodolfo Cosentino.

A nova ponte na Rodovia Samuel de Castro Neves (SP147) terá um investimento de R$ 54,9 milhões. Maior ponte com vão livre da América Latina, a obra, além de beneficiar diretamente os usuários que trafegam diariamente pela rodovia, garantirá mais agilidade ao tráfego de comboios pela Hidrovia Tietê-Paraná. O valor será financiado pelo Banco Mundial – Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento

Eu sou Miguel Machado, Prefeito do Município de Anhembi. Mas antes disso eu sou um filho desta terra abençoada. Tenho 47 anos, sou pai de família e Anhembi foi o lugar onde nasci, cresci, me formei enquanto homem e cidadão. Hoje é um orgulho ser Prefeito deste “Eldorado tão rico”. Anhembi é uma cidade acolhedora, é um cantinho de paz. Na correria do dia a dia e nas urgências desse mundo centrado no imediatismo, aqui ainda é possível sentar com a família no banco da praça, num fim de tarde tranquilo, ver crianças correndo e brincando pelas ruas e parques. Em Anhembi ainda é possível abraçar, olhar no olho das pessoas, encontrar amigos e respirar os bons ares de um povo feliz. Anhembi está crescendo, se desenvolvendo, entrando nos trilhos do progresso. Os investimentos no setor turístico têm movimentado as ruas da cidade e têm dado um brilho nos olhos daqueles que já enxergaram boas oportunidades pela frente. Quem agora chega ou passa por Anhembi já se depara com sinais desse progresso, representado pela grande obra da nova ponte do Rio Tietê, que presenteará nossa cidade com a maior ponte em estrutura metálica em vão livre da América Latina. Um verdadeiro marco para o desenvolvimento econômico, histórico e social do município. E eu sinto muito orgulho em poder presenciar esse momento próspero dessa cidade e desse povo. Anhembi é terra mãe de gente feliz!

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COLUNA VIVENDO BEM

so corpo, meditação contemplativa ao caminharmos, avaliando de forma imparcial nossos sentimentos frente a uma situação e também degustar e perceber cada garfada ou mordida de um determinado alimento que comemos.

UM PEQUENO EXERCÍCIO DE MINDFULNESS

VIVENDO BEM

DRA. BIBIANA PRADA DE CAMARGO COLENCI

MINDFULNESS:

ATENÇÃO AO AGORA Vivemos numa época acelerada e complexa, com cobranças e distrações crescentes. A nossa atenção esta sob constante ataque. Um estudo da Universidade de Harvard aponta que em 46,9% do nosso tempo nós não estamos prestando atenção no que estamos fazendo, ligamos o “piloto automático”. Quantas vezes estamos dirigindo a um lugar e chegamos em nossa casa, por distração? A ciência demonstra que a estabilidade da atenção é o fator mais importante para a alta performance e o bem-estar sustentáveis. A boa notícia é que podemos melhorar muito nosso poder de concentração e memória com técnicas de meditação simples e científicas. Mindfulness significa atenção plena às nossas atividades cotidianas. É uma técnica de meditação que permite estar presente, atento, consciente, a si, aos outros e ao meio à sua volta. Esta técnica nos ensina a identificar os gatilhos que geram a ansiedade, o nervosismo e o estresse para desarmá-los. Desta forma, proporciona uma série de benefícios cientificamente comprovados, que podem ser aplicado à várias situações de nossa vida. Alguns benefícios são: redução do estresse, da ansiedade e da insônia, diminuição da irritabilidade, combate a depressão, melhora a memória, estimula a criatividade, alimenta a empatia, fortalece o sistema imunológico, promove o foco e a concentração, diminui dores crônicas, gera inteligência emocional e auxilia a perda de peso. Falando em perda de peso, a alimentação consciente (mindfull eating) ajuda a aguçar nossos sentidos para o que comemos, o quanto e o porquê. Um ponto importante da alimentação consciente é fazermos as pazes com nosso corpo, parar de nos julgar e aumentar nossa autoaceitação. A meditação tipo mindfull prioriza a autopercepção da respiração, dos detalhes de nosso corpo. Alguns tipos de meditação que ajudam a nossa autopercepção são: concentrar na respiração, fazer um escaneamento corporal, percebendo cada parte de nos-

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Reserve 30 segundos para cada um dos seguintes passos: Faça isso 3 vezes ao dia: 1- Pare no meio de alguma atividade cotidiana. Traga a atenção para a sua respiração, nas sensações em volta do seu estomago, a maneira que ele infla quando inspiramos, a sua volta a posição original quando expiramos. 2- Sinta as sensações corporais que ocorrem nesse momento, tensões musculares, dores, qualquer sensação e não tente modificá-la, apenas tome nota da sua sensação. 3- Tome nota das sensações que você está experimentando, por exemplo: “Estou agitado” ou “Há agitação”. Não tente modificá-la, aceite-a. 4- Traga a sua atenção ao seu corpo, às sensações e como você está as experimentando. Conecte-se com elas, sem julgar ou comentar e apenas respire com elas. Permita-se apenas estar e relaxar com qualquer coisa que esteja presente. Desejo a todos muita presença em suas atividades diária! Veja abaixo alguns sites e artigos interessantes para você praticar o Mindfulness : 1.https://viniciusaguiari.com/como-praticar-mindfulness-exercicios 2.A Wandering Mind Is an Unhappy Mind – Matthew A. Killingsworth and Daniel T. Gilbert 3.https://academiademindfulness.com.br/beneficios-esperados/

Dra. Bibiana Prada de Camargo Colenci Endocrinologia e Diabetes

Coordenadora Ambulatório Diabetes Mellitus Tipo 1 Adulto da Faculdade de Medicina “Julio de Mesquita Filho” UNESP/ Botucatu Diretora Médica da ABAD- Associação Botucatuense de Assistência ao Diabético Membro da SBD, ABESO e SBEM

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ENTREVISTA

LADO B

MÁRIO PARDINI LUCIANA FARIA

Roupas sociais formam um traje constante na rotina de qualquer governante. Para o Prefeito de Botucatu, Mário Pardini, isso não é diferente - quem acompanha o seu dia a dia na Prefeitura sabe. Mas o que nem todo mundo sabe é que as chuteiras de futebol também são peças garantidas no seu guardaroupa. O entrevistado do Lado B desta edição do Leia Notícias compartilha uma paixão de muitos outros brasileiros: o futebol. Santista de carteirinha, Pardini não é só mais um espectador atento do Peixe torcida compartilhada com a sua filha Bruna, que passa até mal nos jogos, ele conta -, mas bate muita bola. Inclusive, chegou a ser jogador profissional na adolescência,

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dividindo os gramados com muitos craques. Para resgatar essas memórias, Pardini recebeu o Leia Notícias no seu gabinete, local que por si só já entrega esse seu lado: perto da sua mesa, são diversas as fotografias que retratam os seus tempos de jogador, que começou como brincadeira, ainda menino, ele recorda. “Às seis da manhã eu já estava batendo na casa dos meus amigos, tomava até xingo das mães porque eu acordava todo o pessoal para jogar bola”, lembra o Prefeito, que garante que o pique durava até à noite. “A gente botava o chinelo embaixo de um bico de luz e jogava à noite também, no asfalto, lá na Cardoso de Almeida. Depois eu chegava em casa todo sujo, mas às vezes eu não conseguia nem tomar banho, de tão cansado. Eu sonhava muito em ser jogador

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de futebol.” E se o desejo de fazer o sonho se tornar realidade era tão forte - que Pardini lembra que até dormia com bolas na cama - em 1986 a vontade começou a tomar forma para valer. Com 15 anos, Mário Pardini assinou seu primeiro contrato amador, no Guarani. Foi a primeira vez que ele se viu longe da família: para treinar, passou a morar em um alojamento no Brinco de Ouro da Princesa, o estádio do time de Campinas. Mas a saudade de casa falou mais alto e, no mesmo ano, o adolescente acabou voltando para Botucatu. Contudo, mesmo nos gramados da cidade, não teve jeito - um empresário o viu jogando e o convidou para fazer um teste no XV de Jaú. “O XV de Jaú era um timaço naquela época, que revelava muitos jogadores na categoria de base”, recorda o Prefeito. Na equipe, em 1988, ele teve a oportunidade de dividir a bola com grandes nomes. “Eu joguei com o Andrei, que

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LADO B

justamente por causa do esporte, no banco Bradesco.

atuou na Seleção Brasileira infantil, depois juvenil e júnior. Joguei com Sangaletti, que depois jogou em grandes times como o Corinthians, o Sport e o Guarani. E com o Sonny Anderson - que a gente chamava de Saúva -, que jogou na Seleção Brasileira, no Barcelona e na Holanda.” Depois de um ano de atuação pelo XV de Jaú, foi a vez de Pardini ir treinar no São Paulo, para, em seguida, entrar para o futebol de salão pelo São Manuel, que jogava na Série A. Foi nessa época que veio um novo convite, agora para atuar como profissional. A proposta veio do Tuta, ex-Ponte Preta e irmão do Zé Maria, o Super Zé, que treinava a Sãomanoelense. Foi pela equipe da cidade vizinha que o atual Prefeito de Botucatu jogou no futebol profissional, da Segunda Divisão. Embora não considere que teria sua independência financeira atuando como jogador de futebol, Pardini conquistou seu primeiro emprego

“Naquela época, em 1990, tinham grandes campeonatos dos bancários aqui em Botucatu. E todos os grandes atletas de futebol de salão entravam nos bancos justamente estimulados para disputar essas competições”, recorda. No total, foram sete anos dedicados ao banco - e ao futebol.

A TORCIDA POR BOTUCATU Hoje, o Prefeito se divide nos esportes entre o futebol e também a corrida. E, além de acompanhar o Santos pela televisão, Pardini marca presença na Vila Belmiro. “Minha filha mesmo já foi várias vezes comigo na Vila. Ela não gosta de ver jogo meu, mas do Santos ela gosta”, brinca o governante. Nos gramados, além dos jogadores do Peixe e do Neymar, o Prefeito conta que torce especialmente pelos craques que saíram de Botucatu, como Gabriel Baralhas, do Atlético-PR, e Clayson, do Corinthians, que chegou até a convidar Pardini para fazer parte do seu time durante um jogo beneficente na cidade. “Eu passei a admirá-lo muito quando o conheci pessoalmente, no final do ano passado. E hoje, toda vez que o Corinthians joga contra qualquer time - menos contra o Santos [risos] -, eu torço para o Corinthians por causa do Clayson”, admite. “A gente torce bastante por essa molecada.”

da qualidade de vida, como uma das prioridades. Um exemplo da prática foi a ampliação dos polos esportivos nas periferias da cidade e das modalidades atendidas neles, como os 14 de futsal e os oito de futebol de campo. “Estamos investindo muito não só no futebol, mas no chamamento público. Democratizamos o acesso às entidades, a participação e a colaboração com o município na prática de esportes, para promover a saúde e qualidade de vida. Ampliamos muito o número de modalidades e, especialmente, o número de atletas e pessoas que fazem uso desses polos”, relata o Prefeito. Ainda de acordo com Pardini, por meio dos programas da Secretaria de Esportes, são, atualmente, 7 mil crianças beneficiadas, um aumento de quase três vezes. E, a exemplo dele, que diz ter tido a sua vida transformada em “todos os sentidos” pelo esporte, a expectativa é continuar investindo para estender esses benefícios ao máximo de botucatuenses. “O esporte amplia a expectativa de vida, reduz gastos com medicamentos, visitas a médicos… O esporte realmente proporciona uma qualidade de vida muito superior”.

Como Prefeito, Pardini também afirma que, mais do que torcida, a sua paixão pelo esporte o faz assumir uma gestão que trata o assunto no sentido

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DIALOGANDO

mática), em alunos que apresentam resultados aquém do esperado para o nível de escolaridade, desenvolvimento e capacidade cognitiva.”

EXISTEM VÁRIOS TIPOS DE TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM. VEJA OS MAIS COMUNS:

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TRANSTORNO DA LEITURA OU DISLEXIA

DESMISTIFICANDO OS TRANSTORNOS E DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

A Dislexia, o mais comum deles, do desenvolvimento é caracterizada por dificuldade no reconhecimento preciso e/ou fluente da palavra, na habilidade de decodificação e em soletração. Essas dificuldades normalmente resultam de um déficit no componente fonológico da linguagem e são inesperadas em relação à idade e outras habilidades cognitivas.

ANDREA BUENO BENITO BONINI

Geralmente os pais almejam que seus filhos se saiam bem em todas as atividades escolares, porém as expectativas de êxito podem se tornar exageradas e prejudiciais. Nem todos os estudantes têm o perfil imaginado pelos pais e é durante o período escolar que algumas dificuldades aparecem. Muitos estudantes têm um desempenho abaixo do esperado por falta de comprometimento com suas tarefas e por uma baixa dedicação, mas muitos dos escolares podem apresentar Dificuldades ou Transtornos de Aprendizagem, que quando identificados a tempo e com devida intervenção, não se tornam empecilhos para o desempenho escolar. Existe diferença entre TRANSTORNO e DIFICULDADE de aprendizagem?

Alguns sinais da dislexia na Idade Escolar: • Dificuldade na aquisição e automação da leitura e da escrita; • Pobre conhecimento de rima (sons iguais no final das palavras) e aliteração (sons iguais no início das palavras); • Desatenção e dispersão; • Dificuldade em copiar de livros e da lousa; • Dificuldade na coordenação motora fina (letras, desenhos, pinturas, etc.) e/ou grossa (ginástica, dança etc.); • Desorganização geral, constantes atrasos na entrega de trabalho escolares e perda de seus pertences. TRANSTORNO DE ESCRITA OU DISGRAFIA

Sim, existem diferenças entre TRANSTORNO e DIFICULDADE, veja só:

Se caracteriza por problemas voltados para a construção da ortografia e caligrafia.

A DIFICULDADE DE APRENDIZAGEM é um termo global e abrangente. Sua origem pode relacionar-se com diferentes situações: a não adaptação a métodos pedagógicos, metodologias do educador, ambiente físico, assim como algumas causas relacionadas ao próprio aluno. De maneira geral as dificuldades podem ser passageiras e possíveis de serem solucionadas.

A disgrafia, perturbação da linguagem escrita que abrange as competências mecânicas da escrita , manifesta-se por uma fraca prestação na escrita em crianças com inteligência, pelo menos na média, que não têm uma desordem neurológica distinta e/ou uma deficiência sensório-motora” (Hamstra-Bletz & Blöte, 1993).

Já os TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM correspondem a um padrão de dificuldade muito acima do esperado, considerando como parâmetro a capacidade cognitiva esperada para a faixa etária da criança e seu nível escolar. Estudos apontam que os TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM “podem ser considerados como uma inabilidade específica (escrita, leitura, mate-

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Apresentam problemas de identificação no reconhecimento das palavras, decodificação e ortografia, como troca de letras, tanto na leitura, como na escrita.

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Algumas características da disgrafia: • Formação das letras pobre; • Letras muito largas, demasiado pequenas, ou com tamanho inconsistente; • Uso incorrecto de letras maiúsculas e minúsculas; • Letras sobrepostas.

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DIALOGANDO

TRANSTORNO DE MATEMÁTICA – DISCALCULIA Este distúrbio não está relacionado à falta total da habilidade matemática na vida da criança, mas na maneira que a mesma associa esse conhecimento com o mundo em que está inserida. O termo discalculia é usado frequentemente ao consultar especificamente a inabilidade de executar operações matemáticas ou aritméticas, mas é definido por alguns profissionais educacionais como uma inabilidade mais fundamental para conceitualizar números, como um conceito abstrato de quantidades comparativas e pode ser causada por um déficit de percepção visual. Principais sinais da disgrafia: • Dificuldades frequentes com os números, confundindo os sinais: +, -, ÷ e x. • Problemas de diferenciar entre esquerdo e direito. • Inabilidade de aprender e recordar conceitos matemáticos, regras, fórmulas e sequências matemáticas, qual de dois números é o maior, entre outros.

Não há evidência científica que o TDAH é resultado de fatores sociais e métodos de educação infantil. As causas mais fundamentadas parecem estar no campo da genética e da neurobiologia. Isto não quer dizer que os fatores ambientais não influenciam na gravidade da doença, em especial no grau de prejuízo e sofrimento que a criança pode ter, mas que tais fatores não parecem dar origem à condição por si só.

OS TRANSTORNOS E DIFICULDADES TÊM TRATAMENTO? A avaliação, o diagnóstico e o tratamento de Transtornos e Dificuldades de Aprendizagem devem ser feitos por profissionais e de maneira interdisciplinar. A intervenção psicopedagógica, psicológica e fonoaudiológica são de extrema importância. Em certos casos se faz necessário o uso de medicamentos, que devem ser prescritos pelo neurologista. Programas educativos especiais junto a escolas são fundamentais, visto que suas potencialidades e dificuldades serão vistas e auxiliadas.

TRANSTORNO DO DÉFICIT DE ATENÇÃO (TDA) Transtorno do Déficit de Atenção (TDA) apresenta um diagnóstico possível quando a criança mostra comportamentos excessivamente dispersos, principalmente no desempenho escolar. Já, o TRANSTORNO DE DÉFICIT DE ATENÇÃO E HIPERATIVIDADE (TDAH) ocorre quando, além da falta de atenção, o indivíduo apresenta comportamento hiperativo. O TDA ocorre em crianças e adultos, homens e mulheres, rapazes e moças, abrangendo todos os grupos étnicos, camadas socioeconômicas, níveis de escolaridade e graus de inteligência, suas causas mais fundamentadas parecem estar no campo da genética e da neurobiologia. Algumas características: • Dificuldade em organizar as tarefas diárias; • Tendência a ser desorganizado e a perder objetos; • Irritação com tarefas repetitivas ou monótonas; • Numa conversa, começa a falar antes do fim de uma pergunta ou de uma resposta; • Distração e “sonhos acordados” constantes, principalmente quando está lendo ou ouvindo por obrigação; • Períodos de sonolência durante o dia;

Mas atenção, ter qualquer Transtorno ou Dificuldade de Aprendizagem não significa que a criança ou o adulto seja incapaz! Esse quadro é reversível, necessitando para isso métodos diferenciados de ensino adequados à singularidade de cada caso.

Andrea Bueno Benito Bonini Psicóloga / Pedagoga, Especialista em Psicopedagogia e aperfeiçoada em Deficiência Mental Rua Pinheiro Machado, 341 - Centro / Botucatu Fone: (14)996620074

• Falhas de memória

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FUNDAÇÃO UNI

EM UM ANO,

FUNDAÇÃO UNI REALIZA MAIS DE 1 MILHÃO DE ATENDIMENTOS NA SAÚDE DE BOTUCATU ASSESSORIA

A Fundação UNI acaba de concluir o relatório de atividades na gestão da saúde de Botucatu, referente ao ano de 2017. Somados todos os serviços, foram mais de 1 milhão de atendimentos médicos e procedimentos de saúde (curativos, medicação, coleta de exames, pequenas cirurgias, inalações, entre outros) junto à população local [confira os principais serviços no infográfico abaixo].

camentos e outros 21,5 mil procedimentos. Abertos das 18 às 22 horas, estes serviços têm sido aliados importantes na absorção de parte da demanda de casos de baixa complexidade e que antes sobrecarregava pronto socorros do Município no período noturno. Além dos postos de saúde, a Fundação UNI conduz outros importantes serviços em Botucatu como o SAMU-192, Clínica do Bebê, Canil Municipal, Farmácia Municipal e o Programa Dose em Casa (distribuição de medicamentos), CAPS1 (Centro de Atenção Psicosocial), Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador), Almoxarifado da Saúde, Programa Municipal DST/aids e o Nasf (Núcleo de Apoio à Saúde da Família).

SOBRE A FUNDAÇÃO UNI A Fundação UNI é uma entidade jurídica de direito privado, de fins não-lucrativos, sediada em Botucatu (SP), com a missão de apoiar a formação de profissionais, do desenvolvimento do sistema local de Saúde e da organização da comunidade. Apoiada no tripé: universidade sistema local de saúde - sociedade civil organizada, a Fundação UNI foi implantada em Botucatu em 1997, como estratégia de construir parcerias permanentes e fortalecer o caráter tripartite da UNI (Uma Nova Iniciativa). Em 2009, a Fundação UNI foi qualificada como Organização Social pelo Município de Botucatu, firmando Contrato de Gestão de 51 serviços junto a Secretaria Municipal de Saúde. Em 2013, passou a fazer a gestão de 13 serviços de saúde do município de São Manuel.

Para se ter idéia, se considerarmos apenas a população que frequenta as Unidades Básicas de Saúde (UBS) e de Saúde da Família (USF), foram realizadas mais de três consultas médicas por paciente. Este índice é maior que a média de atendimentos realizada em toda região sudeste do País, por exemplo, que costuma registrar 2,6 consultas por habitante. O mais significante é que, apesar de gerenciar unidades que cobrem apenas 30% da Cidade, mais de 60% dos atendimentos e procedimentos foram realizados nas unidades de saúde do Município, o que demonstra melhor cuidado com os usuários na chamada “porta de entrada” do Sistema Único de Saúde. Há de se destacar ainda a consolidação dos Pronto Atendimentos Noturnos [atualmente presentes na Cecap, Cohab 1 e Cohab 4] e que totalizaram 13,6 mil consultas médicas, acolhimentos e dispensações de medi-

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Os contratos de Gestão com a Fundação UNI atuam, de forma decisiva, na melhoria da qualidade do cuidado em saúde e implementação de novos serviços, contando atualmente com mais de 500 profissionais de saúde.

Av. Mario Sartor, 52 - Distrito Industrial Botucatu (SP) Tel.: (14) 3815-3133 / (14) 3814-0167 www.fundacaouni.org.br Fanpage: facebook.com/FundacaoUNI

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Revista Leia Notícias Edição 03 - ano 01 Maio / Junho / Julho 2018

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