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É hora da prática

Gisllene Rodrigues

JORNAL LABORATÓRIO DO CURSO DE JORNALISMO UFU ● ANO 02 ● Nº 05 ● OUTUBRO - NOVEMBRO/2011

Futuros engenheiros da UFU participam da cons trução do viaduto da J oão Naves [ 5 ] CIÊNCIA: UFU apoia criação de software de Segurança Pública [3] • Conhecimento histórico é mantido em Museus da Universidade [4] • ATUALIDADES: Jovens universitários investem no mercado financeiro [5] • RU do Umuarama se reestrutura para atender estudantes [6] • CULTURA & LAZER: Alunos conciliam graduação e carreira musical [7] • Diretoria de cultura leva arte às comunidades [8]


Editorial Adaptações

Qualquer releitura desencadeia, naturalmente, novas interpretações. Quando se trata de continuar uma produção jornalística a partir dos olhares, experiências e expectativas de outra turma de alunos, então, adaptações são inevitáveis. Esta edição do Senso (in)comum resulta desse processo de adaptação, que se baseia na observação atenta e crítica dos alunos e professores envolvidos. Algumas mudanças podem passar meio que despercebidas, outras são mais evidentes, mas todas “temperam” o jornal-laboratório de maneira particular: um número de pági-

COMENTÁRIO

Um espaço de representação

na inserido estrategicamente, uma seção com um título diferente e, claro, outros nomes no expediente. A essência da publicação, entretanto, permanece. As pautas foram pensadas levando em consideração o público-alvo – os estudantes, em especial, e comunidade da UFU, em geral – e o interesse jornalístico, essencial para a prática laboratorial. E os textos opinativos continuam a expor os pensamentos dos estudantes. Assim como engenheiros participam de construções, jornalistas também, o que difere é a matéria-prima.

Bazinga!

Centros e Diretórios Acadêmicos encontram desafios quando resolvem se formar e se consolidar. E esse cenário não é diferente dentro da UFU. O principal problema depois de formado, é encontrar um espaço para desenvolver suas atividades, fator que atinge mais desses órgãos, à medida que novos cursos vão surgindo. Isso significa que reuniões, trabalhos e eventos são realizados em espaços destinados a outras atividades, geralmente laboratórios ou salas de aula. É um problema tanto para os membros dos diretórios, quanto para os demais alunos dos cursos, pois a falta de local fixo dificulta possíveis contatos entre os centros representativos e alunos representados. No contexto em que a educação se encontra, vale a pena pensar em questões como a fal-

Maria Tereza Borges

ta de espaço físico dentro das instituições de educação. As salas de aula estão lotadas, enquanto os governantes esbanjam dinheiro construindo castelos e mansões com quinze dormitórios. Serão suas famílias tão grandes assim? A questão é que os estudantes precisam de alguém que olhe por eles. E, muitas vezes, quem pode fazer isso são eles mesmos, representando uns aos outros e lutando por suas causas. Nessa intenção é que os Centros e Diretórios Acadêmicos se formam e buscam um lugar para mostrar aos grandes que estão ali, que existem, sentem e sonham. E, com isso, tentar fazer com que os recursos cheguem a seus devidos destinatários e que a corja desonesta perca suas mordomias às custas da dificuldade alheia.

VOZES

Filhotes na selva

Brunner Macedo

CASOS E ACASOS

A cartomante As majestades decadentes da política já são cantadas há muito tempo, convenhamos. Elis já cantava em 78 os “pobres” reis de ouro, de paus, de espadas que caíam no Brasil. Se por um lado os figurões mudaram e não são mais rabugentos generais, por outro seguem caindo do mesmo jeito, com a diferença de que agora com um empurrãozinho de uma dama, carta mais alta da política nacional. Mas saibam que uma dama vence outras cartas pelo poder , não resolve as coisas na faxina, ora pois, dama é dama e ponto final. Rousseff, nossa dama de vermelho, derrubou logo no inicio do jogo a maior carta do baralho: o companheiro Palocci, um digno rei de ouros, e quanto ouro! Depois foi a vez do ministro dos transportes, que pela estrada a fora não conseguiu se segurar.

RESENHA

Brunner Macedo

O Estatuto da Criança e do Adolescente, que completou 20 anos em vigor, em 2010, garante o direito à educação, segurança e vida aos jovens brasileiros. A escola, local em que passamos boa parte de nossas vidas, indiscutivelmente contribui para a formação do cidadão, precisando, portanto, ser um ambiente saudável. Não há nada mais espantoso do que abrir os jornais e encontrar as escolas figurando nas páginas policiais. Uma série de acontecimentos expostos pela mídia evidencia que o ambiente escolar, lugar em que deveria existir segurança, não está proporcionando devida proteção aos seus alunos. Recentemente, um caso transmitido pela mídia exemplifica a violência no âmbito escolar. Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira, localizada no bairro de Realengo, na cidade do Rio de Janeiro, armado com dois revólveres, começou a disparar contra os alunos, matando doze deles, com idade entre 12 e 14 anos. Esse é um acontecimento que ilustra como os alunos estão desprotegidos no ambiente de ensino.

São vários os discursos políticos que mencionam a conservação da segurança nas instituições de ensino. Mas será que um político ao dizer que irá manter a segurança nas escolas tem noção de que, às vezes, ela nem sequer existe? Uma pesquisa feita pelo Instituo Braudel em parceria com a Fundação Victor Civita revelou que 44% dos pais de alunos, da rede pública de São Paulo, dizem que a escola não oferece segurança aos alunos. A pesquisa mostra que 45% deles relatam saber de episódios de agressão física na escola dos filhos, 40% citam roubos e furtos e 32% fazem alusão a casos de drogas no pátio. A violência nas escolas deve ser encarada como um problema social cuja resolução depende de uma ação conjunta entre governo, profissionais do ensino e família. Também é preciso que a escola deixe de ser considerada um “enlatado”, ou seja, um produto que o indivíduo compra, consome e descarta. A formação escolar não deve ser vista como uma mera etapa, mas sim fundamento de uma efetiva cidadania.

Expediente

Mariana Goulart, Natália Nascimento, Renata Ferrari, Sabrina Tomaz e Vanessa Borges

E o jogo não parou por aí, a dama vermelha encontrou uma carta forte e desafiante, Nelson Jobim, um legítimo rei de espadas, ministro da defesa, que se voltou contra ela. Mas com uma jogada certeira, Rousseff derrubou mais essa carta. Outro que não encontrou espaço no baralho do Planalto foi Wagner Rossi, ministro da agricultura, seu cargo caiu por terra. E a partida não parou por aí. Caiu Pedro Novais, o ministro do turismo que pagava governanta com dinheiro público, e agora o Orlando, cartão vermelho na área do esporte. Mas, cá entre nós, será que essa dama é mesmo tão poderosa? Será que não há coringas neste jogo? É mais simples voltarmos para a MPB de Elis. Reitor: Alfredo Julio Fernandes Neto/ Diretora da FACED: Mara Rúbia Alves Marques/ Coordenadora do curso de Jornalismo: Adriana Omena/ Professoras responsáveis: Ana Spannenberg, Angela Grossi, Mirna Tonus e Mônica Nunes/ Edição de capa: Mariana Goulart e Angélica Guimarães Sabrina Tomaz/ Edição de fotografia: Karla FonBenjamin acredita que não pode mais fa- seca e Nayla Gomes/ Edição de arte: Gisllene zer as pessoas rirem e de que a vida dentro do cir- Rodrigues e José Pedro Bezerra/ Edição de opico não é mais a mesma. Em certo momento do nião: Deisiane Cabral, Ronian Carvalho, Valquífilme ele declara “Eu faço o povo rir, mas quem é ria Amaral e Vanessa Duarte/ Revisão: Ana que vai me fazer rir?”. Gabriela Faria, Andrêssa dos Santos, Angélica A história do filme tem relação direta Guimarães e Rinaldo Morais/ Monitoria: Eric com a vida pessoal do Selton Melo, que o escre- Dayson, Lucas Felipe Jerônimo e Marina Marveu durante um período em que o ator estava em tins/ Finalização: Danielle Buiatti crise de identidade e de sua carreira profissional. “O palhaço” é uma produção que vale a pena ser vista, com um espetáculo de imagens, mostrando como é uma vida no circo, suas peculiaridades, Editor-chefe: Cíntia Sousa dificuldades e alegrias. O elenco conta com os atores Sub-editores: Ana Beatriz Tuma, André Víctor Paulo José, Jackson Antunes, Jorge Loredo. Um filme Moura, Augusto Ikeda, Bruna Isa Sanchez, emocionante, e que rende boas gargalhas, um gran- Deisiane Cabral, Jessica Marquês, Karla Fonseca, Letícia Alessi, Lucas Martin, Marcos Reis, de espetáculo que merece ser visto.

O grande espetáculo

O cinema nacional ganha um espaço cada vez maior, mostrando suas características e se configurando em produções de alta qualidade, bons roteiros e excelentes atuações. Um dos recentes filmes lançados e que se encaixa perfeitamente nesta descrição é a produção “O palhaço” que conta com a direção e atuação do renomado ator Selton Melo. O filme conta a história de Benjamin, interpretado por Selton, e de seu pai Valdemar, atuado por Paulo José. Os dois são uma dupla de palhaços: Pangaré e Puro Sangue, e viajam pelo país com o Circo Esperança. Porém, no desenrolar da trama, Benjamin acredita que sua vida circense perdeu a graça e não tem mais sentido. A partir desse momento ele parte em busca da realização de seus sonhos.

Vanessa Duarte

atualidades

ciência

Editor-chefe: Maria Tereza Borges Sub-editores: Ana Gabriela Faria, Andrêssa Lis, Angélica Guimarães, Clarice de Freitas, Gisllene Rodrigues, Karina Mamede, Laura Laís, Nayla Gomes, Ronian Carvalho e Vanessa Duarte.

cultura e lazer

Editora-chefe: Amanda Pereira Sub-editores: Ana Clara Macedo, Ana Flávia Bernardes, Brunner Macedo, Patrícia Alves, Renato Faria, Valquíria Amaral e Yara Diniz. As imagens que foram utilizadas na página 8, nas sessões Senso Musical, Página Aberta, Sessão Pipoca e Penso, Logo Clico, são de divulgação. Tiragem: 2000 exemplares Impressão: Imprensa Universitária - Gráfica UFU E-mail: sensoincomumufu@gmail.com Blog: sensoincomumufu.blogspot.com Twitter: @_sensoincomum Telefone: (34) 3239-4163


TECNOLOGIA

Software promove segurança pública UFU integra grupo de parceiros criadores do programa Agentto

Jessica Marquês

Jessica Marquês

tecnológica que funciona como visibilidade e canal de adoção. Um dos pilares do grupo é a integração entre empresa e escola. Sérgio Paim observa que a parceria promove “o fortalecimento técnico-científico das áreas que estão interessadas com a nossa solução”.

Curiosidade

Uai é Uai, Uai!

Os mineiros utilizam essa explicação quando são questionados sobre o que é a expressão “Uai”, mas não é bem assim. Na época da Inconfidência Mineira, os patriotas se reuniam em esconderijos e para entrarem no local utilizavam uma senha denominada “UAI”: União, Amor e Independência.

Funções do sofware

Agentto: união de segurança e conveniência

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empresa privada Invit, em parceria com a UFU, desenvolve avanços na área de tecnologia da informação com o programa Agentto (“agente para”). O software tem o objetivo de promover a segurança e a conveniência de seus usuários, por meio de uma plataforma de redes sociais e de um aplicativo para Smartphones e celulares com Android. Segundo o Executivo-chefe (CEO) e idealizador do projeto Sérgio Paim, “o Agentto é um software que transforma um smartphone numa testemunha ocular, numa central de alarme”. O produto é resultado do programa “Guarda-costas” que recebeu uma subvenção econômica de dez milhões de reais da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). A Invit atinge estudantes da área computacional e conta com funcionários oriundos da UFU. Alguns iniciaram como

estagiários e hoje ocupam cargos de confiança. Ao relatar sobre sua experiência na empresa, o estudante do 7° período Breno Pontes afirma que tem sido importante para seu crescimento profissional, pois “desde a teoria mais complexa de computação a gente já usou e tem área para tudo.” As propostas do Agentto estão disponíveis também à comunidade acadêmica. O aluno do 6° período de Ciências da Computação da UFU Rodrigo dos Santos declara que o software “apresenta ideias realmente inovadoras para problemas que assustam cada vez mais a sociedade, além de programas úteis para o dia a dia.” A UFU apoia o projeto desde sua gestação, quando ainda era uma ideia. Com isso, a instituição e a empresa se tornaram coproprietárias num acordo de cooperação

O Agentto trabalha com plataformas de serviços móveis e de web com aplicativos que exercem a função tanto de segurança quanto de conveniência, para indivíduos cada vez mais conectados ao universo cibernético. Com suas funcionalidades, é possível utilizar recursos que ajudam na promoção da segurança pública fora e dentro da internet. Nele encontramos: “Pânico silencioso”, um aplicativo que tem a função de alertar aqueles que interagem com o sujeito. Com apenas um clique, é possível enviar um alerta às pessoas cadastradas na rede, que, através de uma senha, podem visualizar em um mapa o local exato onde o alerta foi acionado. “Pedido de socorro”, além de conter todas as características do dispositivo anterior, ele funciona também como um agente que apoia o sujeito e as instâncias responsáveis por permitir que sejam enviadas fotos, áudios ou vídeos. “Encontre-me”, consiste em agendamentos com os participantes da plataforma. Por meio dele é possível visualizar e acompanhar em tempo real onde estão seus convidados. Além disso, há o serviço de realidade aumentada, utilizado em eventos de grande porte. Além dessas funções, o Agentto também pode ser utilizado como uma plataforma, semelhante a twitter e facebook, que oferece suporte para outras empresas construírem aplicativos e serviços e promover conexão entre amigos e familiares. O software atinge, simultaneamente, três públicos-alvo: as empresas (Agentto BIZ), a sociedade (Agentto US) e o indivíduo (Agentto ME).

Saiu do RU com sono? Por quê?

Ao iniciarmos o processo de digestão, há o aumento de bicarbonato no sangue que o torna mais ácido. Quando esse sangue acidificado irriga o sistema nervoso central, diminui a capacidade de concentração e força dos músculos, causando uma sensação de sono.

Por que sentimos cócegas?

A teoria mais aceita pelos cientistas é a de que as cócegas funcionam como um sistema de autodefesa, em que o cérebro emite um sinal de alarme e o corpo responde instantaneamente. O que muitos não sabem é que elas também estão presentes no comportamento de animais como o macaco.

SAÚDE

Estudantes de Medicina da UFU atuam nos PSFs Ana Beatriz Tuma

Marcolina e Nayara: aluna realiza atendimento domiciliar

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Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Uberlândia (FAMED-UFU) tem convênio com a Secretaria Municipal de Saúde desde 2004 e ajuda a compor, atualmente, 20 das 42 equipes dos Programas de Saúde da Família (PSFs), disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSFs) da cidade, como a Morumbi IV. Elisa Toffoli, coordenadora do Internato de Saúde Coletiva e professora da disciplina Medicina Preventiva e Comunitária da UFU, explica que os alunos do 12º período ficam 21 semanas em uma UBSF, acompanhando as atividades. Os PSFs são compostos por equipes com médicos, enfermeiros, agentes comunitários, técnicos e auxiliares de enfermagem, que atendem cerca de 1000 famílias, localizadas em um espaço geográfico determinado. O intuito dos programas é promover a saúde e incentivar a prevenção, além de tratar e reabilitar portadores de diversas doenças. Elisa afirma que os Programas “preten-

Ana Beatriz Tuma

dem que a pessoa (aluno/médico) veja o indivíduo como um todo, que não se preocupe apenas com a doença, mas com a situação de vida”. Dessa forma, o estágio nas UBSFs possibilita aos alunos conhecer uma nova realidade. A estudante Nayara Fayad, do 12º período de Medicina, diz que “no hospital, você atende o paciente, mas não aprofunda muito na situação de vida dele. Passando pra cá, a gente faz muitas visitas domiciliares e conhece como é a realidade deles”. Nos PSFs, os alunos de Medicina realizam atividades como consultas e visitas domiciliares aos pacientes. A moradora do bairro Morumbi, Marcolina Vieira, frequenta há nove anos a UBSF devido a problemas de hipertensão e diabetes. Segundo ela, a equipe de saúde faz visitas para orientá-la, pergunta se os medicamentos estão adequados, além de verificar a quantidade e o uso correto deles. “Eu não sei ler, elas têm que indicar tudo pra mim”, afirma.

Origem da Lua

Aqueles que admiram a lua já se questionaram sobre a sua origem? Há mais de quatro bilhões de anos, nosso planeta teria sofrido um dos seus maiores impactos ao bater em outro planeta. Com essa colisão, pedaços da Terra foram literalmente para o espaço, acredita-se que a Lua é um desses pedaços.

Arte: Karina Mamede e Rinaldo Morais

Parceria com a Secretaria Municipal ajuda famílias em Uberlândia


DOCUMENTAÇÃO

Museus da UFU preservam conhecimento Uberlândia possui diversidade de saberes por meio dos acervos da Universidade

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Universidade Federal de Uberlândia apoia, por meio do Programa de Valorização e Difusão dos Museus e Centros de Documentação Histórica, ações que organizam palestras e eventos para a divulgação destas unidades de estudo. O Museu Universitário de Arte (MUnA), o Museu do Índio, o Museu da Biodiversidade do Cerrado (MBC), o Museu de Minerais e Rochas (MMR), o Centro de Documentação e Pesquisa em História (CDHIS) e o Núcleo de Preservação da Memória do Hospital de Clínicas De Uberlândia (NPM/HCU) fazem parte da variedade de opções oferecidas pelo programa da UFU.

O MUnA promove interdisciplinaridade e acrescenta conhecimentos em vários campos, desde física até geografia. “A arte contemporânea que tratamos aqui no museu passou a lidar de maneira mais abrangente com outras áreas do conhecimento”, afirma Paulo Buenoz, coordenador do museu. O Museu do Índio possui um caráter etnográfico. Segundo a coordenadora Lídia Meirelles, “o museu trabalha com a cultura material das populações indígenas brasileiras, em várias categorias: plumária, cerâmica, objetos de madeira, trançados, cordões e fibras, tudo que se refere à cultura material de determinadas populações”. Natália Nascimento

CDHIS: objetos ajudam a restaurar e vivenciar a história

INFORMÁTICA

Printf, a revista do PET A

Já o MBC é composto por um acervo de animais taxidermizados e plantas representantes do Cerrado. A coordenadora Fernanda Nogueira conta que estão em fase de readequação do acervo. “Serão incorporados elementos interativos como computadores de tela touch, aquário, o cantinho das abelhas (abelhas sem ferrão) e o jardim de sensações (plantas que poderão ser tocadas e sentidas, inclusive por pessoas com necessidades especiais)”. O acervo do MMR contém, basicamente, minerais e rochas do nosso dia a dia, conta o coordenador Marcos Henrique de Oliveira. “Pode-se encontrar Petróleo, que alunos da Agronomia vêm estudar, e Minerais, que os da Economia podem visitar”, declara. De acordo com a técnica do CDHIS, Aline Guerra, o Centro é um local que conta a história e permite vivenciá-la. Isso é feito por meio da restauração e de estudos, com recursos que possibilitam “conhecer o passado para que possamos olhar para o presente e acompanhar essa trajetória”, resume a coordenadora Maria Elizabeth Carneiro. Luiz Félix Marques, coordenador e fundador do NPM/HCU, conta que no núcleo estão arquivos sobre o processo de fundação do Hospital de Clínicas. “Aqui temos registros e fatos que culminaram com a criação tanto da Faculdade de Medicina como do Hospital”, explica Félix. Os Museus, Centros de Documentação e Núcleos de Preservação dialogam com todas as pessoas. Para estudantes, eles servem como fontes de estudo e como forma de exaltar o conhecimento adquirido com os professores.

Visite os espaços! Museu de Minerais e Rochas Local: Campus Santa Mônica UFU – Bloco 1Q Contato: (34) 3229-4229 Museu do Índio Local: Av. Vitalino Rezende do Carmo, 116 – Sta Maria Contato: (34) 3236-3707 Museu da Biodiversidade do Cerrado Local: Parque Municipal Victório Siqueroli Contato: (34) 3212-1692 Museu Universitário de Arte Local: Praça Cícero Macedo, 309 – Fundinho Contato: (34) 3231-9121

Antibióticos animais podem prejudicar a saúde

André Víctor Moura

André Víctor Moura

Lucas Martin

Printf é uma revista digital mantida por alunos do Programa de Educação Tutorial da Computação (CompPET) da UFU, que aborda temas relacionados à informática e à tecnologia, voltada a todos os estudantes da universidade. A revista foi criada em 2010 e já teve quatro edições publicadas. Com pensamentos otimistas, o tutor do PET Autran Macêdo e os alunos envolvidos no projeto esperam alcançar suas metas e ter visibilidade. “O objetivo maior agora é a divulgação da revista e depois tentar levá-la para fora da universidade, seja para outras universidades, seja para a sociedade”, almeja Tiago Martins, petiano e aluno do quarto período de Ciência da Computação da UFU. A próxima edição será lançada no final do ano, com a temática “Segurança da Informação”. Acesse a revista digital no link: www.comppet.ufu.br/printf/

Natália Nascimento

Uso indevido de medicamentos em animais pode afetar o organismo humano

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uso indiscriminado de antibióticos no leite pode causar prejuízos à saúde humana, como modificações na flora bacteriana, transtornos digestivos, crises de asma, problemas de resistência e alergia, além de criar superbactérias resistentes aos medicamentos. O ponto-chave para combater esse problema é a

fiscalização que começa na venda dos produtos. A professora Maria Aparecida Rodrigues coordena o Laboratório de Controle de Qualidade e Segurança Alimentar, do curso de Medicina Veterinária da UFU. Ela conta que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) realiza, periodicamente,

a análise dos resíduos usados em animais. Mesmo havendo a fiscalização nas propriedades rurais, o número de agentes ainda é insuficiente. “Não adianta ter lei se não tiver o fiscal que vai nas fazendas e indústrias”, completa. A solução para a pesquisadora seria incentivar a inspeção. Ela diz que se houver o recolhimento de amostras de leite em Uberlândia, encontrariam, no mínimo, 20% com medicamentos. Maria Aparecida salienta que “essa ingestão de antibióticos é um grande problema para o consumidor, pois ele vai adquirindo resistência”. E exemplifica: “São crianças que tomam leite que, às vezes, estão hospitalizadas. Se ele está tomando aquele leite com resíduo de antibiótico e precisa tomar o antibiótico para melhorar, como é que vai fazer?”. Para o médico veterinário Norival Dávila a situação dos antibióticos animais tem mudado. “Antes, ficava dispendioso a pessoa manter um veterinário ou um técnico sempre presente. Agora, o governo tem viabilizado a formação de novas cooperativas que fornecem consultoria aos produtores rurais”. Dávila conta ainda que o produtor rural está começando a entender que “ele não é mais um simples ponto da cadeia de produção, mas que a propriedade dele é uma indústria”. O veterinário reforça que o período de carência (tempo em que o antibiótico continua agindo) deve ser respeitado pelo produtor e observa a necessidade de saber controlar a dosagem no animal.


MUNDO UNIVERSITÁRIO

Alunos da UFU participam de construção de viaduto Estágio contribui para a formação profissional de graduandos de Engenheira Civil

Gisllene Rodrigues

Fotos: Gisllene Rodrigues

Pablo espera vivenciar os conhecimentos da teoria na prática

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studantes do curso da Faculdade de Engenharia Civil (FECIV) da Universidade Federal de Uberlândia (UFU) são estagiários da obra do viaduto no cruzamento das Avenidas João Naves de Ávila e Rondon Pacheco. A construção que visa ao crescimento sustentável de Uberlândia possibilita aos universitários viven-

ciarem na prática o conhecimento adquirido na universidade. Crisante Boaventura, engenheiro responsável pela obra e supervisor dos estagiários, acredita que os estudantes que participam da construção do viaduto têm o currículo valorizado. Para ele, isso acontece devido à “importân-

cia da obra e a sua complexidade e por ter sido desenvolvida por um arquiteto”. O engenheiro acrescenta que o serviço executado pelos alunos será o mesmo que eles irão desempenhar no mercado de trabalho. As atividades são conferência de armação e de forma, pedido de concreto, execução de relatórios, ajuda na limpeza da obra e no controle do escritório, entre outras. A seleção dos estagiários foi feita por meio de indicações e análise de currículos. André Araújo Rodrigues, estudante do 6º período de Engenharia Civil da UFU, soube da oportunidade por meio de um amigo e conseguiu a vaga de estágio desde junho de 2011. O graduando observa a importância da prática e acredita que “quanto mais tempo de estágio, melhor, porque a gente vê que as coisas não funcionam igual a nós achamos que é na faculdade”. Pablo Ferreira Silva, aluno do 6º período da UFU, é estagiário na obra desde o início de junho. O estudante acredita ser “muito melhor ver o que acontece na obra, do que ver sentado na sala escutando o professor” e acrescenta que muito do que viu em sala pôde presenciar na construção. O coordenador do curso de Engenharia Civil da UFU, José Sorratini, explica que não é difícil para os alunos de engenharia conseguirem estagiar. Isso se deve ao fato de o “curso de Engenharia Civil estar em evidência por causa das obras de infra-estrutura que o país está tendo”.

Everson Becher, professor e coordenador de estágios da FECIV, ressalta a importância da prática. Para o docente, o estudante “tem vivências teórica isoladas em práticas na universidade. Aqui [faculdade] ele aprende algumas letras e a formar algumas palavras e talvez algumas sentenças, mas escrever o texto é a hora que ele começa a trabalhar”.

Para André, o estágio lhe trará novas aprendizagens

Cresce o número de jovens investidores RádioIn: no ar Ações estão entre as aplicações mais procuradas no Brasil A economia aquecida e a facilidade de realização e acompanhamento de negócios pela

internet têm atraído cada vez mais os jovens para o mercado financeiro. Em 2010, o número de pessoas com até 25 anos que aplicaram na BOVESPA cresceu 22,34% alcançando a marca de 39.062 negociantes, de acordo com dados da instituição. Eles representam 5% do total de investidores e já movimentam um bilhão de reais no mercado. Bancos e corretoras oferecem amplo catálogo de aplicações, como cadernetas de poupanças, fundos de investimento, previdência, CDB, títulos públicos e ouro, as possibilidades atendem desde os investidores mais cautelosos até os mais ousados. A opção pela forma de investimento varia de acordo com a quantidade de capital, o prazo da aplicação e o perfil do investidor. Gabriel Silveira está se formando em Economia pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) e trabalha como assessor de investimentos desde 2010. O estudante afirma que viu na bolsa uma forma de complementar sua renda

mensal e recomenda esta forma de investimento para todas as pessoas, inclusive os jovens, desde que façam cursos, assistam palestras e busquem se informar. “Hoje, com a disseminação do home-broker, uma plataforma online de negociação de ações, é possível ver um grande

Brunner Macedo

número de jovens se tornando sócios de grandes empresas do conforto da sua própria residência”, afirma. Há, no entanto, jovens que preferem fugir das aplicações de risco. Osvaldo Amaral Jr, aluno do curso de Ciências Contábeis da UFU, começou a aplicar dinheiro em poupança aos 19 anos, com orientação do pai. Hoje, com 20, investe em títulos de capitalização e fundos de investimento de curto prazo: “Eu invisto no curto prazo porque é renda fixa. Para investir em ação, investir na bolsa, tem que ter muita visão, tem que ter muito conhecimento”. O número de pessoas físicas que investem na Bolsa de Valores de São Paulo passou de 85.478 para 595.850 entre 2002 e 2011. José Flores Fernandes, professor do curso de Ciências Econômicas da UFU, alerta que a compra de ações é um investimento para se lucrar a longo prazo, e que apesar da atual crise econômica, o momento é bom para aplicações: “Considerando a máxima de comprar na baixa e vender na alta, esse é o momento de se investir."

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Patrícia Alves

rádio web do curso de Comunicação Social: habilitação em Jornalismo da UFU foi lançada no dia 30 de setembro, em fase experimental. A criação do veículo deu-se a partir do projeto Popularização da Ciência, que visa a difundir os conhecimentos científicos produzidos na universidade. Segundo a coordenadora, Sandra Garcia, o projeto da rádio tem como objetivo ser um canal de aprendizagem e abrir espaço para a música independente. Para que a RádioIn entrasse no ar foram firmadas parcerias com a Fundação de Rádio e TV Universitária, que cede o estúdio e equipamentos, e com o Circuito Fora do Eixo, que disponibilizou o canal. A programação é composta por Radiojornais produzidos na disciplina de Radiojornalismo pelos alunos da 2ª turma de Jornalismo, de uma playlist de músicas independentes da região, além de programas como “Bate papo InComum”, uma seção de entrevista, e “Esporte InComum”. Sandra Garcia afirma que todos da universidade que se interessarem podem criar e sugerir programas. “Quem quiser aprender que venham, tem muita coisa pra ser feita. Venham e façam junto, porque o caminho é esse, é a parceria”, declara Sandra. Para ouvir a RádioIn acesse: www.jornalismo.faced.ufu.br


ACONTECE NA UFU

Novo RU funciona há dois meses

Objetivo é atender alunos que almoçavam no Hospital das Clínicas

Rinaldo Morais

que poderão utilizar o refeitório”. O mesmo sistema está sendo realizado no RU do campus Santa Mônica. De acordo com Yriana, ainda, há duas questões a serem solucionadas. A primeira leva em consideração as grandes filas de acesso ao estabelecimento. “Nosso objetivo é pelo menos diminuir o tempo de espera do estudante em ser atendido, colocando mais uma bateria de pista e mais funcionários para servirem as refeições”. No entanto, isso implicaria na perda de espaço físico. Seria em torno de 20 lugares a menos para os alunos se acomodarem, explica a responsável administrativa. A outra questão refere-se à implantação do jantar, a exemplo do RU do Santa Mônica. Yriana acredita que dentro de um mês o restaurante estará funcionando também no começo da noite, no intuito de beneficiar o estudante do campus Umuarama que fica na UFU em tempo integral. Sobre o RU Santa Mônica, ela afirma que existem projetos para diminuir a fila até o final dos pacientes internados”, explica. deste ano: as pias para higienização das mãos seSegundo a nutricionista Daniela Arantes, rão transferidas para o lado de fora do prédio, do restaurante do HC, apenas os alunos residen- para que as filas fluam com mais rapidez. tes ou internos do curso de Medicina continuam Rinaldo Morais a realizar suas refeições no antigo prédio. Para quem almoça no refeitório do HC, não houve mudanças no cardápio, já para os discentes que almoçam no RU do Umuarama, o cardápio é igual ao servido no campus Santa Mônica. Com a inauguração do restaurante, foi criado um sistema de cadastramento dos alunos e funcionários vinculados à UFU que usufruem do serviço. Elton de Lima Florentino, técnico-administrativo, afirma que isso se deu porque o “novo prédio não se encontra dentro dos limites da universidade e, é necessária a identificação daqueles Filas de acesso ao RU são um problema Rinaldo Morais

O novo RU Umuarama atende 800 alunos por dia

R

estaurante Universitário do campus Umuarama inaugurado no mês de agosto teve um investimento de aproximadamente R$ 800.000,00. O restaurante serve mais de 800 alunos por dia, e conta com uma equipe técnico-administrativa transferida do RU do campus Santa Mônica. A nova estrutura tem como objetivo receber, principalmente, estudantes que antes se alimentavam no restaurante do Hospital de Clínicas de Uberlândia. Yriana Arantes de Lima, responsável administrativa do RU Umuarama, ressalta a importância de se ter um local específico para as refeições dos discentes, a exemplo do campus Santa Mônica. “O espaço já não comportava todas as pessoas. Assim, o antigo restaurante ficou responsável pela alimentação dos funcionários do hospital e COMPORTAMENTO

Lixo no chão da Universidade torna-se rotina Falta de conscientização contribui para a poluição

O

s pátios do campus Santa Mônica encontram-se repletos de resíduos ao final do dia. Guardanapos, garrafas, latas e restos de comida são jogados no chão e nas mesas, a poucos metros de uma lixeira. O depoimento da funcionária de limpeza da UFU, Maria Aparecida Gomes, demons-

Lixo é constante nas mesas da UFU ao fim do dia

tra o comportamento de pessoas em relação ao lixo: “As pessoas não nos respeitam, estão ao lado de uma lixeira e jogam o lixo no chão”. A instituição não possui campanhas orientadoras a respeito da relação do homem com o lixo. Para a gestora da divisão de conservação e limpeza da Prefeitura UniverRenato Faria sitária, Deusélia Maria A. Silva, esse tipo de manifestação deve partir dos próprios alunos. “Acho que precisa ser iniciativa do DCE [Diretório Central dos Estudantes], em eventos como calouradas, distribuindo, por exemplo, panfletos pedindo a colaboração das pessoas”. Ricardo Takayuki, cientista social e mestrando na área, acredita que a ação precisa ser conjunta. “Não é responsabilidade apenas do DCE ou de outro órgão isolado, a UFU inteira precisa se mobilizar para mudar essa realidade”.

Renato Faria

Takayuki acredita que a cultura negligente com o lixo na universidade é uma continuação do que acontece na cidade. “Não se pode considerar a UFU como uma ilha isolada socialmente. Acho que é um reflexo da cultura de descarte atual da sociedade, pautada pelo consumismo”. O descarregamento das lixeiras se dá, uma vez por dia, através do recolhimento feito pela Prefeitura Municipal de Uberlândia. No campus são produzidos cerca de 320 mil litros de lixo por mês. O lixo não recebe nenhum tratamento especial e o destino é igual ao dos outros resíduos da cidade. Na universidade não existe nenhuma ação de reciclagem, apesar de recipientes de coleta seletiva serem encontrados nos corredores. De acordo com Deusélia, quando se faz o recolhimento dos dejetos, não há preocupação em mantê-los separados. A limpeza do campus é feita por 122 funcionários e muitos se sentem tristes com o comportamento das pessoas. “Já aconteceu de eu voltar na sala que acabei de limpar para buscar alguma coisa e ter gente brincando com os extintores de incêndio em cima das carteiras. Nesse dia, tivemos que lavar carteira por carteira de novo”, desabafa Maria Aparecida.

Diretórios sofrem com falta de espaço Salas de aulas são preferência

A

Angélica Guimarães

Universidade Federal de Uberlândia (UFU) aderiu em 2008 ao Programa de Apoio a Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (REUNI), o que resultou na criação de 17 cursos na instituição. Com a implementação de novas graduações, a UFU se depara com a falta de espaço físico para Centros Acadêmicos (CAs) e Diretórios Acadêmicos (DAs). Renato Alves, prefeito de campus, afirma que há "descompasso entre as necessidades para a implantação desses cursos com as suas reais necessidades, principalmente no tocante a espaço físico”. O prefeito revela que a prioridade para espaço físico são salas de aulas, professores e laboratórios, o que não inclui espaços físicos para Centros e Diretórios Acadêmicos dos novos cursos. O Diretório Central dos Estudantes (DCE), na tentativa de ajudar as novas organizações, enviou uma carta ao reitor e procurou a administração da universidade. Alecilda Oliveira, integrante do diretório, explica que uma solução encontrada foi disponibilizar uma sala que o DCE no campus Umuarama pouco utilizava para os cursos de Biotecnologia, Engenharia Ambiental e Biomedicina Jessica Marquês, do CA Comunicação Social, que não possui sala, constatou que existem espaços sendo utilizados como depósitos, que poderiam ser disponibilizados para CAs ou DAs. Em relação a isso, Renato Alves esclarece que os depósitos são necessários para as empresas de limpeza. O curso de Sistema de Informação também não possui uma sala. Gustavo Rodrigues, membro do DA, acredita que a falta de um espaço dificulta a comunicação entre alunos e o diretório, além de não se ter um lugar para guardar documentos, atas e materiais. Sthanley Lima, presidente do DA Física, revela que com a criação de mais duas graduações no Instituto, Física de Materiais e Física Médica, os cursos optaram por integrar os três diretórios em um mesmo espaço. “DA é integração. Se você não tem o DA, você não tem um espaço que é do aluno”, afirma o estudante. Anderson Santiago, DA das Relações Internacionais, revela que seu curso foi o primeiro oriundo do REUNI a conseguir uma sala. O aluno explica que antes as reuniões aconteciam embaixo da escada do bloco J, no saguão ou no corredor e acrescenta que "a representatividade e a legitimidade está muito ligada ao espaço físico”. A perspectiva da Prefeitura Universitária é discutir a demanda de novas salas para DAs e CAs, no final de 2011 ou meados de 2012, após a finalização das obras de ampliação da universidade. .


MÚSICA

Estudantes conciliam graduação e carreira musical Deisiane Cabral

Banda Paqua em apresentação na Buffalo's Choperia

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Universidade Federal de Uberlândia já foi palco para o surgimento de algumas bandas e continua sendo o cenário em que circulam personalidades que integram o ramo musical uberlandense. Muitas festas universitárias, por exemplo, são movidas ao som do pagode e do sertanejo. A Banda Paqua, o Grupo Sem Juízo, ambas de pagode, e o cantor sertanejo Guilherme Lopez são alguns nomes que representam a música no espaço

universitário. Independentemente do estilo, o fato é que muitos estudantes conciliam a graduação com a carreira musical. A Banda, o Grupo e o cantor Guilherme Lopez possuem algo em comum: todos começaram a carreira por brincadeira. A Banda Paqua, por exemplo, que completou dois anos de trajetória profissional em setembro, teve seu início na época do colegial.

Divulgação

A

s facilidades no acesso à Internet colaboraram para o aumento do número de blogs. De acordo com um estudo feito em 2010 pelo site especializado na área Technorati, a cada dia são criados, em média, 75 mil blogs na rede mundial de computadores. O Brasil é o segundo país em número de blogs, ficando atrás apenas dos Estados Unidos. O site youPIX traçou o perfil dos blogueiros brasileiros com base em uma análise realizada em maio deste ano com 103 blogs. O número de usuários do sexo masculino cor-

responde a 66% do total. Mais da metade dos blogueiros possui entre 19 e 25 anos e é estudante. Um exemplo de blogueiro universitário é Neto Rodrigues, estudante de publicidade e editor do blog Move That Jukebox, criado em 2007. A princípio o site trazia apenas comentários sobre música e resenhas de CDs. Neste ano, o Move traz informações do cenário musical mundial e produz seu próprio festival, o Jukebox Festival, que teve sua primeira edição em julho. Empresas públicas e privadas certificam o trabalho dos

Rodrigo Mendes, Lucas Regatieri, Vinícius Zuffi e Guilherme Lopez, alunos do curso de Gestão da Informação, possuem uma característica em comum: todos conciliam a carreira musical com a graduação na UFU. Lopez afirma que sua rotina mudou muito desde que ingressou na universidade: “Aula de inglês tive que parar, eu jogava muito handebol, fui até campeão mineiro, mas tive que largar também para fazer essa escolha”, conta. Para o cantor, que prioriza a música, isso são ossos do ofício. Zuffi e Regatieri também encaram a música como prioridade. Zuffi afirma que conciliar a música e a faculdade é difícil: “Tenho aula cedo, à tarde e à noite. Aí entre as aulas, eu costumo pegar o violão”, conta. Já para Regatieri, conciliar as duas coisas é fácil: “Sempre ponho a música em primeiro plano. Acho que é o que eu gosto mesmo. Estudo para fazer prova e trabalho, isso você não pode deixar de fazer”. Rodrigo Mendes relata que, apesar de ser bom tocar na banda, levar as duas coisas é extremamente cansativo. Embora alguns consigam conciliar música e faculdade, outros estudantes deixaram suas bandas, pois a música estava interferindo na graduação. Foi o que aconteceu com Mateus Landim, estudante de Gestão da Informação. O ex-integrante do Grupo Sem Juízo deixou a banda em julho desse ano para se dedicar apenas aos estudos. “Conciliar para mim estava ficando difícil, porque eu me dediquei bastante ao instrumento, à banda, então, para mim, estudar estava pegando”, declara o estudante.

MOVIMENTO

INTERNET

Parcerias com empresas valorizam blogs

Segundo Rodrigo Mendes, integrante do Paqua, a banda se apresentava por diversão na escola onde seus integrantes estudavam. Depois passaram a divulgar o grupo e começaram a tocar em casas noturnas de Uberlândia, em festas universitárias e em outras cidades. A banda, que carrega o lema de pagode de qualidade, já gravou seu primeiro CD, com doze faixas, sendo duas inéditas. O Grupo Sem Juízo, formado em julho de 2010 por alguns estudantes do curso de Gestão da Informação, na UFU, também não tinha a intenção de tocar profissionalmente. Segundo Lucas Regatieri, vocalista, inicialmente a banda só tocava para as festas da sala. Depois, seus integrantes começaram a ensaiar e a divulgar o grupo. Hoje, o Sem Juízo costuma tocar em boates, barzinhos e festas universitárias. Em novembro lançará seu primeiro CD, com cinco faixas. Todas as músicas são composições de Regatieri. Outro cantor que começou a se envolver com música por brincadeira, a partir de um concurso musical na escola, em 2005, foi o estudante de Gestão da Informação, Guilherme Lopez. Em meados de 2009, ele gravou um CD com três músicas e no final desse mesmo ano, montou uma dupla sertaneja. Em janeiro de 2011, Lopez lançou carreira solo e gravou o CD “Só quero essa paixão”. Recentemente participou do concurso para tocar no Triângulo Music e chegou à final. O cantor, de 18 anos, já cantou com artistas de renome no cenário sertanejo como Jorge e Mateus, Gustavo Lima e Cristiano Araújo.

Deisiane Cabral

Mariana Goulart

blogueiros e os incentivam por meio de parcerias e concursos que premiam as melhores postagens. Uma pesquisa realizada pela Boo-Box, empresa que produz publicidade e conteúdo para mídias sociais, mostrou que no primeiro trimestre de 2011 a audiência dos blogs no Brasil correspondia a 60 milhões de pessoas por mês. Esse grande número de acessos amplia as fronteiras da publicidade, transformando as redes sociais em um lucrativo mercado e contribuindo para a crescente valorização dos blogs. Maria Clara Alcântara, aluna de Administração da UFU e criadora do blog de culinária Requentando, acredita que o desenvolvimento das redes sociais favoreceu o surgimento de uma publicidade mais direcionada para o público que acessa os blogs. “O que se percebe agora é uma inversão, onde os blogs têm autonomia e são respeitados, não replicando conteúdo da televisão, mas sim servindo como referência”, conta.

Uberlândia na rota dos festivais independentes independenOtêms festivais acontecido com

tes frequência em Minas Gerais. Prova disso é o Circuito Mineiro de Festivais Independentes (CMFI), uma plataforma criada para a aproximação dos processos de gestão e produção desses eventos. O Circuito atinge mais de 50 mil pessoas, com circulação de cerca de 200 artistas e quase R$ 1 milhão. Neste ano, o percurso começou em julho, passando por Sabará, Sete Lagoas, Barbacena, Ribeirão das Neves, Patos de Minas, Ipatinga, Belo Horizonte, Uberlândia, Uberaba, Juiz de Fora, Poços de Caldas e Vespasiano. Reafirmandoaimportância de Uberlândia no cenário musical independente, a cidade está na rota do CMFI com o Festival Goma, que chega à sua quarta edição e acontecerá entre 28 de novembro e 4 de dezembro. Um edital foi criado a fim de atrair pessoas que quisessemparticipardo CMFI. Os escolhidos viajam por conta dos coletivos para as cidades inclusas no Circuito, ministram oficinas de cobertura colaborativa e atu-

am na produção dos festivais. Um exemplo dessa vivência é Luiza Guedes, estudante do 6º período do curso de Artes Visuais da UFU, que viajou em agosto e setembro desse ano para Ipatinga, Ribeirão das Neves e Belo Horizonte. Luiza conta que a experiência acrescentou muito em diversas áreas de sua vida. Victor Maciel, gestor do Centro Multimídia da Casa Fora do Eixo Uberlândia, acredita que isso é uma forma de democratização dos processos produtivos, no sentido de que os participantes vivenciem todo o processo de gestão colabo-

Karla Fonseca

rativa. “O Fora do Eixo tem como um de seus princípios o compartilhamento de tecnologias, esse processo culminou com o amadurecimento das plataformas e criou viabilidade financeira para abrir editais de vivência”, disse ele. A organização completou cinco anos de atuação e tem crescido, agregando pessoas com o passar do tempo. Com a dimensão e extensão que o movimento tem tomado, não só as artes musicais são contempladas, mas também diversos âmbitos artísticos e sociais. Divulgação

Acervo Festival Transborda em Belo Horizonte


SOCIAL

Diretoria de cultura leva arte às comunidades

Projeto desenvolve atividades em bairros periféricos Contações de histórias, apresentações teatrais e musicais são os programas desenvolvidos pelo projeto Ciranda Cultural da Diretoria de Cultura (Dicult) em parceria com a PROEX da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). O programa vem sendo executado desde maio desse ano e atende a três comunidades dos bairros uberlandenses Canaã, Luizote, Nossa Senhora das Graças e o distrito de Cruzeiro dos Peixotos. Atividades são realizadas aos sábados em escolas das comunidades, com horário previamente definido. O projeto tem como objetivo levar a cultura para esses locais, o público-alvo são crianças que estudam nesses locais e, de acordo com sua coordenadora Irlei Machado, o primeiro passo é despertar na população local o gosto pelas atividades culturais como teatro e leitura, já que muitas vezes elas não têm acesso a eventos deste tipo.

O projeto tem atualmente cinco bolsistas e uma estagiária que acompanham as atividades semanais para desenvolvê-las. Eles são do curso de Comunicação Social, que tem como função fotografar o projeto, colher histórias de alguns moradores antigos dos bairros para saber sobre a cultura local e escrever sobre os contos e fábulas que as crianças interpretam ou escrevem nos encontros, e do curso de Teatro, que juntamente com o auxílio da estagiária desenvolve as tendas de leituras. A bolsista do curso de Teatro Emanuelle Dantas conta histórias para as crianças e diz que a experiência de participar de um projeto de extensão é muito gratificante. “Eu vejo uma troca tanto para as crianças quanto pra mim, pois quando a gente leva algo às comunidades, também recebemos. É uma troca coletiva”, afirma. Ao final do projeto serão lançados dois

Senso Musical

Ana Gabriela Faria, Maria Tereza Borges e Sabrina Tomaz

http://pedreiro-online.com/

Até para aqueles que não entendem de futebol o site Bola nas Costas é uma opção divertida. Nele você encontra brincadeiras para provocar o time do seu amigo, vídeos engraçados de esportes e jogos interativos. http://globoesporte.globo.com/platb/ bolanascosta

Quer saber as novidades sobre o mundo da moda? O blog Pimenta no teu é refresco traz o lançamento das marcas mais famosas, sorteio de acessórios e as tendências para a próxima estação. Com dicas pertinentes e comentários sarcásticos a página faz sucesso entre os fashionistas.

http://www.pimentanoteuerefresco. com.br

Sessão Pipoca

livros, com fotografias, histórias contadas pelas crianças e relatórios sobre as atividades realizadas ao longo do projeto. Eles serão distribuídos para as bibliotecas das escolas das comunidades participantes, para os bolsistas e para as bibliotecas da UFU, com o objetivo de mostrar um pouco da cultura que foi apresentada às crianças.

5º Jogos Pan-americanos de Surdos Os 5º Jogos Pan-americanos de Surdos terão a participação de 1,5 mil atletas em dez modalidades: futebol de campo, futsal, basquete, vôlei, vôlei de areia, judô, karatê, tae kwon do, natação e atletismo. Data: 19 a 27 de novembro Local: Arena Sabiazinho, UTC, Praia Clube e a Campus Educação Física (UFU) XIII Simpósio Nacional de Letras e Linguística e III Simpósio Internacional de Letras e Linguística Bienal acadêmico-científico, que contempla as áreas de Linguística e Literatura. Data: 23, 24 e 25 de novembro. Local: Campus Santa Mônica UFU. http://www.ileel.ufu.br/silel2011 Sexta Dançante A balada acontece todas as sextas-feiras a partir das 22h30. Local: Liverpool Club Endereço: Av. Getúlio Vargas nº 2636 http ://www.liverpoolclube.com

Guilherme Lopez Só Quero Essa Paixão

A cantora de MPB Marisa Monte, lançou seu oitavo disco de estúdio no final de outubro. O CD é composto por 14 faixas, algumas inéditas e outras regravações. As músicas foram gravadas em diferentes cidades, entre elas, São Paulo, NY e Buenos Aires, e teve participações de músicos locais.

Penso, logo clico!

Criado a partir do twitter @pedreiro_online, o site traz as melhores cantadas da web. O personagem alcançou popularidade por criar xavecos de forma irreverente e relacionados a diversos temas. “Gata, você não é GPS quebrado, mas por você eu perco o rumo. Sua linda!”

Peça teatral O Mágico de Oz no bairro Luizote

Marisa Monte O que você quer saber de verdade

A banda americana Evanescence lançou seu terceiro álbum no começo de outubro. On Demand, com 12 faixas, marcou a volta do guitarrista Troy Mclawhorn, que já havia tocado na banda. Segundo a cantora Amy Lee, a banda reinventou o som para agradar os fãs.

http://www.desescute.com.br/

Bruna Isa Sanchez

Cíntia Sousa, Lucas Bonon e Vanessa Borges

Deisiane Cabral, Letícia Alessi, Valquiria Amaral, Victor Masson

Evanescence On Demand

O Desescute resgata canções do fundo do baú e hits do momento que grudam igual chiclete e, como diz o próprio site, causam uma Impregnação Melódico-Cerebral. Nesse site você pode substituir a música que não sai da sua cabeça por outra ainda pior.

Bruna Isa Sanchez

Programe-se

O cantor sertanejo de Uberlândia, Guilherme Lopez, lançou em julho seu primeiro CD solo, comemorando dois anos de carreira. O trabalho intitulado “Só Quero Essa Paixão“ foi lançado no Café Moah e está disponívelno site www.guilhermelopez.com.br.

Página Aberta Paixão

Continuação da série Fallen de Lauren Kate, Paixão mescla suspense e romance. Luce precisa desvendar a maldição que atormenta seu amor com Daniel, para isto ela viaja no tempo buscando o início de seu romance, mas é preciso cuidado para não alterar seu presente.

As esganadas

Diferente do que estamos acostumados a ver com o humor de Jô Soares, a obra é um romance policial em que o assassino não deixa muitas pistas. O caso das gordas desaparecidas é retratado no Rio de Janeiro no final dos anos 30 e inicio do Estado Novo, prometendo deixar o leitor satisfeito.

Clarice de Freitas e Renata Ferrari

O Retorno do Jovem Princípe Obra de ficção sobre a visita de um famoso príncipe à Terra na adolescência. Tributo do poeta A. G. Roemmers ao Pequeno Príncipe. Em uma viagem de carro pela Patagônia um homem e um rapaz abordam a transição da inocência à maturidade, guerras, fome e consumismo. Revista Educação e Filosofia Publicação semestral em conjunto com os programas de pós-graduação em Educação e em Filosofia comemora 25 anos. A revista ampara o debate acadêmico nas áreas referidas e convida autores nacionais e internacionais a enviarem seus textos através do site www.seer.ufu.br.

Andrêssa Lis, Angêlica Guimarães, Gisllene Rodrigues

Os três

O Gato de Botas

Atividade Paranormal 3

Três jovens se conhecem em uma festa e se tornam amigos inseparáveis, sendo chamados de “Os 3”. A partir disso decidem dividir um apartamento o que se estende até o final da faculdade. Após quatro anos juntos decidem transformar suas vidas em um reality show.

O gato de botas da saga Shrek está de volta às telas, dessa vez como protagonista. O personagem (dublado por Antonio Banderas) se aventura em busca do famoso ganso dos ovos de ouro ao lado de Humpty Dumpty (Zach Galifianakis) e da gata de rua (Salma Hayek). A animação chega em dezembro aos cinemas.

No terceiro filme da saga, descubra a origem da maldição que pôs fim às vidas das irmãs Katie e Kristi. O prelúdio se passa quando elas eram crianças e seus pais instalam câmeras pela casa para descobrir o pior: sua casa fora invadida por espíritos malignos que não pretendem ir embora.

Senso (in)comum 06  

Esta edição traz algumas adaptações feitas pelos novos alunos. A essência da publicação, entretanto, permanece. As pautas foram pensadas lev...

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