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EDIÇÃO pelos acadêmicos Esta revistaNESTA foi produzida Débora Brunes, Natália Barros, Valdemir Barbosa e Valéria Berti, do 6º semestre de Jornalismo da Faculdade Maringá, na disciplina de Comunicação Digital, sob orientação do professor Ronaldo Nezo.

CRÉDITOS

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Imprimindo em 3D Prototipadora que imprime objetos em 3D veio para facilitar a vida de muitas pessoas que querem inovar e não sabem por onde começar A execução de um protótipo leva tempo, tem custos, uma sequência de etapas para serem cumpridas e exige o envolvimento de algumas pessoas no processo. Desenho, projeto, moldes de ferro ou de madeira, montagem e solda são complicações que ficaram no passado. As muitas etapas e as enormes máquinas deram lugar a uma só, que cabe dentro de uma pequena sala. Agora, é possível criar protótipos com rapidez e qualidade. A prototipadora Objet Eden 260V é uma máquina israelense, que utiliza de uma tecnologia conhecida como Poly Jet. Ela se baseia no princípio de sinterização, agluti-

nação, polimerização ou solidificação de materiais específicos. E ela chegou a Maringá para prestar serviços no Senai – CTM (Centro Tecnológico de Maringá). O Senai – CTM adquiriu a prototipagem em 3D para prestar serviços a todo o Brasil, já que é uma máquina importada de alto custo de compra e manutenção. “Muitas pessoas, tanto físicas quanto jurídicas, nos procuram com o objetivo de verificar a viabilidade de um produto. Se antes perdiam cerca de seis meses e R$ 2 mil, hoje levam cerca de seis horas por cerca de R$ 500, dependendo do tamanho e do desenho do protótipo”, conta Bolognesi.


Do Drama à Comédia Bipolaridade e suas implicações

Aluísio Stuani Durante o ano passado inteiro eu fiquei muito agitado, dormi quatro ou cinco horas por noite. Minha agenda esteve sempre lotada, conhecendo pessoas e lugares diferentes, meu objetivo era ter novas experiências todos os dias, estava levando um ritmo de vida exagerado. Agora parece que tudo chegou a um fim, sofro para levantar da cama, choro muito, não tenho vontade de realizar tarefas, pois tudo que eu fiz e faço não me satisfaz. Este é o depoimento de Jorge Augusto, 24, professor que há três meses foi diagnosticado com transtorno Bipolar. Jorge já começou o tratamento com medicamentos psiquiátricos.

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Transtorno Bipolar é um distúrbio psicológico que afeta até 8% da população. Assim, estima-se que cerca de 1,8 a 15 milhões de brasileiros sejam portadores do TB. Pessoas que manifestam esse distúrbio como o Jorge, apresentam fases de euforia também chamado mania, alternadas com fases de depressão, essa variação pode acontecer em um mesmo dia ou até mesmo durar anos. Segundo o médico psiquiatra Hélio Lopes, o índice de mortalidade entre os bipolares é alto e os principais motivos são o suicídio e complicações decorrentes do uso de drogas, e ainda afirma, que os tratamentos medicamentosos e psicológicos são essenciais para normalizar a atividade mental do paciente. Lopes complementa que o Transtorno Bipolar não tem cura, porém pode ser controlado por medicamentos. O medicamento e a psicoterapia irão normalizar seu humor e proporcionar uma vida equilibrada.

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Parte da família

João Dias, porteiro da Faculdade Maringá, completou 16 anos na instituição e conta como foi a sua tagetória. Aos 65 anos, João Dias é um funcionário dedicado. Nascido em Aquidaban no Paraná, ele veio de família humilde, cresceu no campo e passou por momentos difíceis. Mudou-se para Cruzeiro do Oeste em 1970, onde permaneceu por mais de duas décadas. Em entrevista à Dinâmica, João conta como ingressou neste trabalho. Valdemir barbosa

Quando ingressou este trabalho e o que já fez para ajudar a instituição? João Dias - Cheguei em Maringá em 1996 e logo comecei a trabalhar no Colégio Paraná. Quando a Faculdade Maringá estava sendo instalada, eu carregava um cartaz de divulgação de um lado para o outro. Como se sente quando está em horário de serviço? João Dias - Eu gosto de trabalhar aqui. Me sinto parte da instituição e é como se eu estivesse em casa. Este é o meu principal meio de renda. Apesar de eu ter um sítio, que gera algum lucro, e cinco casas aqui na cidade, preciso desse emprego. Porque, tenho três filhos e cada um deles mora em uma casa minha emprestada. Eu moro em outra com a minha esposa, então só recebo o dinheiro do aluguel de apenas uma delas. Foi este emprego que possibilitou a compra dos seus bens? As minhas aquisições vieram do trabalho do campo. Consegui administrar e empregar bem o que ganhei com o sítio.

“Eu gosto de trabalhar aqui. Me sinto parte da instituição e é como se eu estivesse em casa”


Carro de patrão Referência nacional de luxo, espaço e conforto ao dirigir, ele ainda rouba a atenção em Maringá Tiago Mathias


Nos anos 60, não era comum encontrar um sedã de luxo pelas ruas maringaenses. Dada a carência de peças de reposição e falta de mão de obra especializada, era difícil mantê-lo. Mas havia um alternativa para esse público: em uma cidade cheia de Fusca e DKW, luxo era ter espaço sobrando, rodar com motor forte e silencioso. Por isso, a partir de 1970, vê-se nas ruas um nacional mais potente e requintado: o LTD Landau. Adaptação ainda mais exclusiva do Ford Galaxie, ele aparecia em 1971 com motor V-Block de 4,8 litros (e 190 cavalos). Foi o primeiro nacional a oferecer o câmbio automático. No interior, direção hidráulica, ar-condicionado, banco dianteiro sem divisão para o carona e aplique de jacarandá da Bahia nas portas e painel. Por fora, teto de vinil com estampa de peles, grade frontal verticalizada, emblemas e acabamentos exclusivos. Fal-

tava apenas o primeiro contato: em 1972, o Landau passou pelo crivo do médico Neudair Fernando Sanches, hoje colecionador de 12 unidades do modelo. Apesar dos elogios ao conforto, silêncio e acabamento, o Landau não foi feito para andar rápido, mas sim para ser curtido com calma. O Landau trazia reestilizações ao seu modelo anterior: o LTD, de 1969. O vidro traseiro foi substituído por outro menor e a coluna traseira recebia um adorno simulando a dobradiça da capota basculante das carruagens de mesmo nome. As últimas mudanças viriam em 1976 - ano do principal Landau da coleção de Neudair -, quando as lanternas trapezoidais entrariam em painéis metálicos, ladeando a grade. Na traseira, os piscas seriam deslocados para as extremidades e os seis faróis agora estavam na horizontal, com a ré no para-choque cromado.


As calotas ficaram lisas, ostentando o logotipo da Lincoln americana. A marca também ressurgia sobre o capô. A partir de 1987, o antigo sonho de criança passaria a ser realidade. A aquisição do primeiro Landau, já com 11 anos de uso, faria de Neudair um dos principais amantes do modelo em Maringá. “Aprendi a dirigir com nove anos de idade e cresci admirando os grandes carros da década de 70. Tive o primeiro grande contato com o LTD do meu pai durante a universidade. Algo fantástico e depois que comprei o primeiro, não consegui parar mais”, diz o colecionador, também presidente do Clube do Carro Antigo do município. Top de linha, o Landau resistiu as mudanças que seus irmãos mais po-

bres (LTD e Galaxie) ainda sofreram após 1979. O ar-condicionado do LTD foi integrado ao painel e, em 1980, estreava sua versão a álcool: oferecia mais torque em baixa rotação e mais potência em alta, o que se traduziu em uma elasticidade ímpar. Seu único problema era a autonomia, já que o tanque de 107 litros era logo secado pelo consumo médio de 4,41 km/l. O Landau, diferentemente da coleção de Neudair, acabaria em 1983, findando também toda a linha de irmãos. Todas as unidades fabricadas naquele ano sairiam do bairro Ipiranga, em São Paulo, com ar e câmbio automático. Inigualado em maciez e espaço interno até hoje, os bem conservados tomam a atenção pelas ruas daqui e de todo o país.


Os animais podem trazer inúmeros benefícios à saúde humana. Dentro de casa e até mesmo dentro dos hospitais o amor sincero dos pets é capaz de curar


Os benefícios de ter um bichinho de estimação Nicolle Dias Sozinha, na cidade onde mudou para fazer faculdade, Mariana Lopes, 19, chega em casa exausta após um dia de estudos. Ao sentir seu cheiro Doly, sua cachorra de estimação começa a arranhar a porta com sinal de alegria. A estudante conta que comprou a cachorra após um ano morando sozinha em Maringá para tentar vestibular. “Fui morar sozinha muito nova e depois um ano na pressão do vestibular, acabei entrando em depressão. Acho que ficar sozinha e não tem ninguém me esperando em casa deixava as coisas mais difíceis, foi aí que minha psicóloga me questionou de comprar um animal de estimação. E o resultado foi incrível, ela é minha companheira há três anos e não teria conseguido sem ela.” Além de levar alegria para o lar e companhia, a convivência com os animais pode ajudar e prevenir no tratamento de doenças, como afirma os pesquisadores do departamento de Psicologia Experimental da Universidade de São Paulo (USP). De acordo com a psicóloga Eliane Gomes, a convivência com os animais em toda faixa etária é importante. Eliane acredita que os bichinhos de estimação deixam as pessoas mais humanas, amorosas e pacientes.

Casos como o da estudante citado a cima é comum. A busca por animais para cura de depressão é grande nos pets shops. Carlos Rodrigues, dono de um pet shop há nove anos, afirma que a procura nos últimos anos por animais de médio e pequeno porte tem crescido muito. Rodrigues afirma que os pequenos são os mais procurados, devido à facilidade de cuidar e por serem mais carinhosos. “Sempre que alguém vem ao pet com indicação de comprar um animal para alegrar a casa, indico cachorros, os gatos são dóceis, mas não tanto quanto os cachorros, principalmente as raças que mais saem, como Shih-tzu, Chow chow, Poodle, Golden, Labrador.”


Em busca das tempestades Três jovens maringaenses descobriram o prazer de estudar os fenômenos climáticos; eles desafiam o tempo, correm riscos e provam que em Maringá há formação de tornados João Vitor Poppi

Um tornado. Quer dizer, um mini tornado mudou a vida de três jovens. De estudantes tornaram-se caçadores de tempestade. Pelo menos é assim que eles se identificam. E isso em Maringá, uma cidade que parece desconhecer os fenômenos mais violentos da natureza. Essa história começou no dia 2 de janeiro de 2013. Eles estavam na zona rural quando presenciaram a formação de uma nuvem em funil. E filmaram tudo. Existia na cidade uma tese de que o município não tinha risco de tornados. Quem defendia essa ideia talvez tenha se surpreendido com a descoberta dos jovens. O trio comprovou através de um artigo, assinado pelo professor de Meteorologia, de Santa Catarina, Maurici Monteiro, que Maringá, em uma escala de um a cinco, está no nível três em tendência para ocorrências de tornados. O grupo é composto pelos acadêmicos de Geografia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), ThaysCamassola (25), Igor Sanches Borégio (21) e Acácio Cordioli (20) e estudam a meteorologia da região maringaense. O momento mais marcante da equipe foi a filmagem da nuvem funil, que foi o ‘’batismo’’ deles como Storm-


Chasers. Igor Sanches diz que foi naquele momento que o grupo sentiu-se como “caçadores de tempestade”. ‘’Foi a partir do momento em que começamos a registrar belas formações de tormentas severas na região e notamos que não era tão difícil assim de se observar uma formação tornádica por aqui, principalmente a famosa nuvem funil’’. Após verem que seus interesses pelo assunto se encaixavam, eles resolveram criar um grupo, com o objetivo de registrar os fenômenos atmosféricos em Maringá e Região. O grupo foi nomeado de Stormaringá, que na língua inglesa é a junção de temporal (Storm) com Maringá. Eles estão juntos há mais de ano e, nesse período, já se sujaram de terra, se encharcaram com fortes chuvas e sofreram com rajadas de ventos, antes de ganharem reconhecimento, inclusive na mídia. Planos A equipe tem a intenção de levar a Stormaringá para as escolas a fim de mostrar aos jovens e crianças como se prevenir e como se portar durante e depois de um temporal. O grupo também está se preparando para temporada 2013/2014, com o intuito de montar uma web série.


Quais são as visões de um jovem que se arrisca caçando tempestades? A reportagem conversou com Igor Sanches Borégio, 21, e traz alguns valores do estudante de Geografia. Além de crítico e esforçado, o caçador de tempestades também mostrou um lado mais sensível e bastante ligado à família. Luís de Sá Perles

Palavras de um caçador


Futuro Quero casar, ter filhos, uma boa condição financeira e, principalmente, quero caçar tempestades. Amo fazerisso. É uma adrenalina incrível. Não me vejo trabalhando fora da área de meteorologia nem do Stormaringá. Inclusive, foi por conta dessa paixão pela área climática que surgiu o meu interesse pela Geografia.

Cultura Eu vejo cada coisa nesse mundo que me assusta. Essa cultura individual tem nos tornadoobjetos descartáveis. Parece que temos que servir ao outro em todos os sentidos, somos apenas fontes de prazer. O ser humano, em especial no Brasil, é desvalorizado.

País Temos um país cheio de profissionais incompetentes, que não sabem o que fazem. Aqui, a Educação e a Saúde são deixadas de lado. Esquecem que a formação cultural e acadêmica da nova geração é o mais importante. Pior, destacam coisas pequenas como futebol, cerveja e mulheres nuas.

Mensagem Respeitem-se mais, valorizem aqueles que estão ao seu lado, que te amam. Cuidem da natureza, do ser humano e, principalmente, respeitem as tempestades.


Um tour pela capital A cidade de Curitiba ĂŠ cheia de pontos turĂ­sticos inesquecĂ­veis e a reportagem buscou mostrar alguns dos mais belos lugares Renata Thomazi


“Vocês entrarão em Curitiba, pela entrada principal, nesse horário?” Perguntou Júlio Pinto, um amigo que mora na cidade. Ao perceber que estávamos entrando no caminho errado ele nos disse que era melhor entrar pelo portão, assim, não iríamos nos perder. Cinco horas depois, chegamos ao destino. A viagem foi um pouco cansativa porque a estrada estava lotada. Era feriado. Ao entrarmos em Curitiba, já sentimos a mudança do clima: muitas nuvens, pouco sol,

céu cinzento. Até demais para nosso gosto. Das cidades paranaenses, a capital é a que oferece mais atrações culturais, como o Jardim Botânico e o Museu Oscar Niemeyer. Aqui, a ideia de cidade cinza muda completamente. Passamos pela Ópera de Arame, que confesso, é divina de se conhecer. Fizemos uma pequena parada no Bosque de Portugal, que é um dos bosques mais conhecidos pelos visitantes, inaugurado em 1994, com a presença do então Presidente de Portugal, Mário Soares. O local inclui oito colunas com nomes dos países de língua portuguesa, entre outras coisas. Resolvemos fazer um caminho diferente da maioria dos turistas e trazer os pontos menos conhecidos. Passaremos pelo Bosque do Alemão, entraremos na Rua 24 Horas, para aqueles que curtem boa comida depois da balada. Por fim, um passeio pelo Memorial da Imigração Polonesa e pela Feirinha de Artesanato, onde podemos encontrar de tudo. Escolhemos ir de carro para aproveitar a viagem de maneira mais tranquila e ter controle dos passeios. Contudo, se você preferir existe uma linha de ônibus especial que circula pelos principais pontos turísticos de Curitiba, a cada trinta minutos. O passeio dura aproximadamente duas horas e meia. Basta retirar seu tíquete na Praça Tiradentes, que custa R$ 29 por pessoa.


Primeiro dia

No primeiro dia resolvemos ir ao ponto mais próximo de nossa hospedagem. Queríamos fazer um passeio mais tranquilo e que fosse mais rápido. Afinal, estávamos cansados da viagem, mas não podíamos perder tempo. Entramos no Memorial da Imigração Polonesa, também conhecido como Bosque do Papa. O dia estava ótimo. Esse memorial é um museu ao ar livre, composto por sete casas construídas com troncos trazidas pelos poloneses. Elas abrigam um museu de móveis e utensílios domésticos utilizados pelos imigrantes; a Capela de Nossa Senhora de Czestochowa (padroeira da Polônia); um quiosque para venda de produtos típicos e artesanato e um espaço para eventos e exposições. Esse lugar tem muita história para contar, além de ser lindo com árvores enormes e flores muito coloridas. Conhecer um pouco da cultura polonesa faz a gente perceber como a vida deles era dedicada

a religião e a família. A lojinha do Memorial é cheia de artesanato, mas viemos mesmo para experimentar o delicioso folhado com creme, conhecido como Kremówka. O prato já foi considerado o melhor do Paraná em sua categoria, há alguns anos. Só de lembrar dá água na boca. O dia já estava terminando, resolvemos parar por hoje, pegamos nosso carro de volta, fomos para a casa dos nossos amigos, onde estávamos hospedados. O tempo já estava mudando, como dizem os moradores da cidade, “Curitiba tem as quatro estações do ano em um só dia”. Resolvemos ir jantar em um dos restaurantes mais antigos da capital. A Acrótona foi fundada em 1974, na Rua Cruz Machado. O nome é uma homenagem à ilha da Grécia. O restaurante serve rodízio de sopas e pizzas, que para o friozinho da cidade, é muito bem-vindo. As sopas são divinas e têm de todos os sabores que você pode imaginar.


Segundo dia

Depois de uma noite maravilhosa de sono, fomos conhecer o Bosque do Alemão. Um lugar maravilhoso, que poucas pessoas conhecem por ficar meio distante do centro da cidade. Inaugurado em 1996. O bosque homenageia a cultura e as tradições dos imigrantes alemães que chegaram à cidade a partir de 1833 e que muito contribuíram no estilo de vida dos curitibanos. O lugar é muito rico nas tradições. Tem o Oratório de Bach, que é uma sala para concertos musicais; a Torre dos Filósofos, com um mirante que dá para ver praticamente Curitiba inteira; a trilha de João e Maria, onde a história é contada no meio da mata nativa e a Casa Encantada, com uma biblioteca infantil, onde uma “bruxinha”, muito encantadora, fica contando histórias para quem aparece por lá. O dia estava friozinho e com um sol encantador. Encontramos uma fotógrafa fazendo o book de um bebê de dois meses. “Vocês não tem noção de como esse lugar é lindo”, ela nos disse antes de entrarmos no passeio. E ela tinha ração, esse é um ótimo lugar para passear e, principalmente, para fotografar. Saindo do Bosque, resolvemos passar o dia descansando, nosso próximo ponto só funciona aos domingos de manhã. Como ainda era horário de almoço, resolvemos almoçar no Shopping Curitiba, para depois ir para casa. No final do ano, ele tem uma das mais belas decorações de Natal.


À noite, ainda passamos na Rua 24 Horas, que foi reaberta do dia 11 de novembro de 2011. A rua ficou conhecida pelo Brasil todo, não apenas por ser um cartão postal, mas também por existir há mais de 20 anos. As pessoas que visitam esse espaço, não encontram apenas a beleza de sua estrutura iluminada, mas também um mix de serviços que servem para qualquer estilo de pessoa. É maravilhosa.

Terceiro dia

Acordamos cedinho para o próximo e último passeio dessa viagem. Fomos à Feirinha de Artesanato, também conhecida como Feira do Largo da Ordem ou Feirinha de Domingo. É uma feira popular, muito conhecida pela variação de artesanatos, elementos culturais e pela culinária. Nessa feira, passamos por outros pontos marcantes da cidade, como o Templo Islâmico, Mesquita Imam Ali ibn Abi Tálib, inaugurado em 1972. A rua onde ela acontece é uma das partes mais antigas da cidade. Encontramos a Igreja da Ordem, o Relógio de Flores e as Ruínas de São Francisco. Em 1811, a capela-mor e a sacristia ficaram prontas, mas não levaram a diante a construção. Existem relatos não confirmados de que foram construídos túneis ligando as ruínas a outros pontos da cidade. Além de tudo isso, no final da feira, todo domingo há um encontro de carros antigos, onde os mesmo proprietários vão expor seus carros todos os


domingos, há mais de cinco anos. O lugar é ótimo para um passeio em família. Nós chegamos às 9h e quando olhamos para o relógio já eram 13h. Quando estávamos indo embora, encontramos um grupo de Peruanos, que cantam músicas típicas do país. São canções lindas de ouvir e as roupas desses índios são cheias de cores e brilhos. Nossa viagem fica por aqui. Nos despedimos de Curitiba, já com saudades. O lugar é bom demais para ficar tão pouco tempo. A viagem foi maravilhosa, agora só vamos pegar a estrada e dizer “até logo”! ONDE COMER Acrótona: Sopas e Pizzas, para aqueles que gostam de comida boa e barata. Foi a primeira pizzaria em Curitiba a servir o sabor quatro queijos. É considerado um dos lugares mais antigos e rústicos da cidade. Madero Burger & Grill: Além de ter vários espalhados por Curitiba, ele apresenta preços agradáveis para todos os tipos de públicos. O dono recebeu o título de melhor hambúrguer na cidade pela revista Veja Comer & Beber. Um lugar moderno e confortável. BaroloTrattoria: Um restaurante mais sofisticado, para aqueles que gostam de pratos italianos e bons vinhos. É considerado o melhor restaurante italiano da capital paranaense. É um ambiente aconchegante.


MÚSICA E MEMÓRIA Pesquisa mostra como o contatocomritmosmusicais pode trazer benefícios para a vida das pessoas Natália Barros Rock, jazz, música popular e clássica. Dentro dos ritmos mais comuns e mais consumidos pela população pode estar a chave para o desenvolvimento da memória. “A música, se bem trabalhada, pode trazer benefícios para a vida

cotidiana”, diz a pesquisadora em Biologia Celular da Universidade Estadual de Maringá (UEM), e autora de um estudo que verifica as relações entre a música e o cérebro, Débora Santana. A principal questão que envolve a música é seu caráter de influência. Um indivíduo não precisa tocar um instrumento ou ser músico para influir na atividade mental; é preciso apenas receber estímulos musicais

e o efeito aparecerá. A maioria dos brasileiros apresentam sentimentos de tristeza e relaxamento quando colocados em contato com ritmos mais lentos, mas podem ficar alegres ou inquietos diante dos mais rápidos. O estudo também influencia, mas segundo Santana, o próprio cérebro reconhece as estruturas musicais. Quais efeitos, então, a música pode causar no comportamento das


pessoas? Esta foi a pergunta que norteou o estudo. A pesquisadora responde: “Sem dúvida alguma, os ritmos influenciam no desenvolvimento da memória, do raciocínio lógico e até da habilidade, o que estimula o cérebro em diversos sentidos e, consequentemente, traz benefícios para a vida cotidiana”. Por meio do contato com a música, até mesmo o humor pode ser alterado. A musicalização, ou seja, instrumentos e ritmos apresentados de forma

alternada para o desenvolvimento cognitivo e motor, ainda é pouco utilizada nas escolas do Brasil. No entanto, essa pesquisa teve como ponto de partida o pedido de um diretor, que buscava otimizar o aprendizado de alunos nas aulas de literatura. Quando a pessoa é estimulada por uma educação musical, a formação do cérebro é diferenciada. Os músicos, por exemplo, possuem mais fibras de comunicação entre os

hemisférios direito e esquerdo. Por conta dessas ligações, têm maior capacidade de utilizar os dois lados do cérebro. Isso porque quem estuda música desenvolve habilidades motoras e precisa trabalhar com uma linguagem abstrata, ou seja, aprende um novo discurso. O resultado é o aumento no tempo de concentração, raciocínio lógico mais apurado e ampliação da capacidade cognitiva e de percepção. Pesquisas relacionadas ao poder de influên-


cia da música não são novidade. Os estudos nessa área são antigos e começaram ainda em 1993, na Universidade da Califórnia com o físico Gordon Shaw e Frances Rauscher, pesquisadores em desenvolvimento cognitivo. Eles estudaram os efeitos produzidos em alguns estudantes universitários, quando escutavam os primeiros 10 minutos da Sonata para Dois Pianos em Ré Maior de Mozart. Depois disso, diversos pesquisadores ingressaram nesse tipo

de estudo. Cientistas da Northwestern University reuniram dados sobre o aprendizado musical no cérebro humano e o neurologista Mauro Muszkat, da Universidade Federal Paulista de Medicina, pesquisou as alterações elétricas no cérebro de pacientes ao escutarem música. A música faz parte do cotidiano das pessoas. Ela está presente nas comemorações, na limpeza da casa, no final de semana, no jantar especial com o namorado e até mesmo no ambi-

ente de compras. De acordo com a doutora em Biologia Celular, até mesmo animais e células respondem aos estímulos da música. “Digo que lembramos mais daquilo que nos toca. Como estamos cercados de música por todos os lados, ela marca ela marca momentos importantes da nossa história e atinge áreas mais profundas”, explica. Por conta disso, a ligação com os estímulos musicais pode trazer maior qualidade de vida.


Dinâmica #Curiosidades  

Esta revista foi produzida peloa acadêmicos Débora Brunes, Natália Barros, Valdemir Barbosa e Valéria Berti, do 6º semestre de Jornalismo da...

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