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MODA FOTO: WEB
DOCUMENTÁRIO: BOB MARLEY EM DEZ TEMAS
LUXE EDITORIAL: ANOS 50 - A ÉPOCA DA FEMINILIDADE
por Guilherme Bryan
Documentário dirigido por Kevin Macdonald aborda aspectos caros na obra do ícone do reggae, como religião, política, música, futebol, maconha, mulheres e amor. [pág. 4]
Com o fim dos anos de guerra e do racionamento de tecidos, a mulher dos anos 50 se tornou mais feminina e glamourosa, de acordo com a moda lançada pelo "New Look", de Christian Dior, em 1947. [pág. 9]
Bairro
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jornal do
ARAGUARI, nov/dez de 2012 Ano 1 • Número 9
DISTRIBUIÇÃO GRATUITA Tiragem: 6.000 exemplares / Publicação Mensal www.facebook.com/jornaldobairroari www.jornaldobairroari.blogspot.com
JESSICA PÓVOA
arte
FOTO: JESSICA PÓVOA
O nú sofisticado
HOMENAGEM ALEXANDRE CAMPOS: A PAIXÃO PELA HISTÓRIA DE NOSSA TERRA
História, memória e preservação, estas palavras representam a pulsante vida de Alexandre Campos. Sua trajetória nem sempre foi de glória, ao contrário, era árduo o caminho da redenção pessoal, da superação diária, do esperar sempre mais, e esperar sempre o melhor.... [pág. 3]
HISTÓRIA
[pág. 8]
A MAIS NOVA REVELAÇÃO DA FOTOGRAFIA NO BRASIL, A ARAGUARINA EMITE ARTE POR ONDE PASSA. NOSSA CONVIDADA CONQUISTA A TODOS COM SUAS FOTOS CHEIAS DE MULHERES, DIREÇÃO DE ARTE E POESIA. FOTO: EDDIE SHUMWAY
EDITORIAL PATRIMÔNIO HISTÓRICO
PALÁCIO DOS FERROVIÁRIOS O JB aposta em um visual sombrio no clima "Noir" para o primeiro editorial 'Patrimônio Histórico' com as nuances clássicas encontradas no Palácio dos Ferroviários, para comemorar 1 ano do jornal. [pág. 10]
TURISMO
JB VIAJA: CASA DE RUI BARBOSA NO RIO DE JANEIRO FOTO: JB
do Senado (1826 a 1923). Entre as obras raras destacam-se a Divina comédia, de Dante, precioso incunábulo, editado em 1481 por Landino; o Rerum per octennium in Brasilia, de Barlaeus, editado em 1647; a La vie de Notre-Seigneur Jésus Christ, de Tissot, editada em 1896 - 1897 e a 1o edição da Crônica de D. João I, de Fernão Lopes, editada em 1644. [pág. 5]
Em Janeiro, a matéria Araguari Identidade Ferroviária - Eterno Legado , escrita pelas historiadoras Juscélia Abadia Peixoto e Aparecida da Glória Campos Vieira relatam a história da Ferrovia que no final do século XIX, em 1896 Araguari recebeu os trilhos da Estrada de Ferro Mogiana, acertando que a cidade seria sede do que anos depois viria a ser a Goiás , facilitando-se a integração econômica entre São Paulo, Minas Gerais e Goiás. A completa restauração e revitalização da antiga Estação de Passageiros da Estrada de Ferro Goiás, atual Palácio dos Ferroviários, ocorreu no ano de 2005 e a partir do ano de 2006, por meio da Lei Número 4.228, o poder municipal criou o Museu Ferroviário de Araguari, que passou a locar-se no Palácio, conjuntamente com a sede da Prefeitura Municipal. No ano de 2008, a Agência Minas, divulgou a decisão do CONEPConselho Estadual do Patrimônio Cultural, sobre o Conjunto Paisagístico e Arquitetônico da Antiga Estação da Estrada de Ferro Goiás, que recebeu o tombamento definitivo, como Patrimônio Histórico de Minas Gerais. [pág. 11] FOTO: EDDIE SHUMWAY
Rui colecionava as obras dos maiores jurisconsultos dos séculos XIV ao XVII, revistas estrangeiras sobre quase todos os ramos do Direito. Adquiriu dicionários jurídicos, além de extensas enciclopédias, gerais e especializadas. Encontram-se na biblioteca as Leis do Brasil (1808 a 1923), os Anais da Assembléia Constituinte (1823 e 1891), da Câmara (1826 a 1923) e
Embarque na nossa retrospectiva e relembre os patrimônios históricos de Araguary
opinião
02
ON-MÍDIA
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OCA DO HELIO
Por LÍVIA ROSA
VOCÊ JÁ OUVIU FALAR EM TRANSMÍDIA STORTELLING? Essas palavras estranhas são a bola da vez nos principais debates de comunicação do mercado, é o que há de mais novo no meio da propaganda e tem como desafio dar asas a imaginação dos consumidores. Transmídia Stortelling é definido como uma técnica de se contar histórias em diferentes plataformas com o intuito de engajar o público. E para que este emgajamento aconteça, é preciso aproveitar o melhor de cada mídia e garantir que o consumidor consiga não apenas compreender a história, mas que ele sofra uma imersão do conteúdo, independe do momento que ele foi atingido pela mensagem. Para exemplificar, te convido a relembrar a campanha da Cervejaria Devassa, a qual lançou a Sandy para ser a nova garota propaganda no lugar da Paris Hilton*. Vamos imaginar como seria se as duas aparecessem juntas em uma festa como simples amigas, essa nova amizade daria o que falar não é mesmo? Elas teriam aparições em várias revistas, em todos canais de fofoca da TV e contabilizariam milhoes de compartilhamentos no facebook. E se em função disso, em substituição da Paris, a cervejaria resolvesse lançar a Sandy como a nova garota propaganda, a escolha não faria mais sentido? Não teria sido envolvente e teria um porquê da Sandy ser a nova Garota Devassa? Assim se desenrolaria uma história divulgada em mais uma mídia com o envolvimento do público, uma das diversas maneiras de se fazer o Transmídia Storytelling. Seja pela televisão, mobile, web ou marketing direto, os diferentes veículos de divulgação precisam ser convincentes o suficiente para integrar novos seguidores e engajar quem já acompanha a narrativa. * Paris Hilton: É uma socialite, atriz, cantora e empresária. Amiga de baladalões de artistas como a Britney Spears.
O CLIMA DÁ, O CLIMA TOMA Por HELIO GOMES, Consultor Ambientalista Assim como tudo que um dia sobe, um dia irá cair é que inicio uma curiosa constatação descoberta pela equipe de arqueólogos e estudiosos do clima liderados pelo professor Doug Kennett, da Penn State University, nos Estados Unidos. Mudanças climáticas foram fundamentais para o declínio da civilização Maia, cujo colapso político aconteceu por volta do ano 900 depois de Cristo. A pesquisa conseguiu calcular ao longo da história as mudanças dos índices de chuva ao sul de Belize, região que foi habitada pelos maias e onde se situava a cidade de Uxbenka. Na era conhecida como o período clássico da civilização Maia, entre 300 e 900 D.C., variações populacionais, disponibilidade de alimentos e conflitos políticos coincidem com tempos de mais ou menos secas. Os pesquisadores conseguiram estimar as variações no clima na área ao longo de quase 2.000 anos, de 40 a.C. a 2006. Entender as mudanças do clima em um espaço de tempo tão amplo foi possível graças ao exame das estalagmites da caverna Yok Balum, a cerca de 5 quilometros de Uxbenka. A equipe do professor Kennett, analisou a concentração de isótopos de oxigênio nas estalagmites. Como esses isótopos são carregados pela água da chuva que escorre pela caverna, foi possível estimar a precipitação ao longo da história. O arqueólogo e sua equipe descobriram que o colapso político e populacional do povo maia
coincidiu com períodos de estiagens. Entre os anos 600 e 900, por exemplo, sucessivas secas precedem a decadência dos sistemas políticos dos maias e a redução das populações. Também neste intervalo, ocorreram picos de conflitos armados que podem indicar um cenário de escassez e de estresse social. "Isso pode revelar um aumento da competição por recursos", afirma o professor Kennett, da Penn State University. Uma agressiva estiagem registrada entre os anos 1000 e 1100, por sua vez, teria relação com a drástica redução populacional das comunidades remanescentes após o sistema político da civilização maia ter ruído, o que aconteceu alguns séculos antes. Kennett diz ter comparado os padrões climáticos obtidos com as estalagmites de Yok Balum com registros históricos entalhados em pedra nos monumentos maias. Essa espécie de documentação dá conta da situação econômica, ascensão de governantes, disponibilidade de alimentos, alianças e guerras. Como está próxima a outras importantes cidades, como Tikal, Caracol, Copan e Calakmul, a variação do clima observada em Uxbenka foi sentida por uma parte significativa da civilização clássica maia. Os cientistas descobriram que o clima também pode ter influenciado o florescimento das cidades maias. Entre os anos 450 e 660, por exemplo, houve
um intervalo de 300 anos de altos volumes de chuva que favoreceram o aumento da produção agrícola e um boom populacional. "Isso levou à proliferação de cidades como Tikal, Copan e Caracol", afirma o arqueólogo da Penn State. Kennett acredita que o estudo é um valioso testemunho sobre os impactos que o clima pode ter em uma sociedade. "Algumas vezes as mudanças de temperatura e de quantidade de chuva foram sutis, mas mesmo assim houve efeitos políticos e sociais que acreditamos estar correlacionados. É importante entender a complexidade disso, como mudanças sutis no clima geram problemas de instabilidade longos e complexos para as sociedades." Constatações retiradas ao longo da história da humanidade, nos revelam a cada dia a importância inquestionável do clima em nossas vidas e nas populações que outrora existiram e que são alvo de estudos que tentam desvendar as nuances do seu desaparecimento da face da terra. Em quase todos os indicadores dessa tenebrosa constatação, ascensão e declínio de populações inteiras, está o desmatamento, a falta de chuvas e outros fatores climáticos. Logo é de vital importância que o ser humano cultive rapidamente uma cultura defensiva e protetora do ambiente em que vivemos, senão estaremos fadados a sermos os próximos a sucumbir. Fonte: Veja Ciência
UMA AGRESSIVA ESTIAGEM REGISTRADA ENTRE OS ANOS 1000 E 1100, POR SUA VEZ, TERIA RELAÇÃO COM A DRÁSTICA REDUÇÃO POPULACIONAL DAS COMUNIDADES REMANESCENTES APÓS O SISTEMA POLÍTICO DA CIVILIZAÇÃO MAIA TER RUÍDO, O QUE ACONTECEU ALGUNS SÉCULOS ANTES.” FOTOS: WEB
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CHARGE: Depois de ser derrotado por Hermes da Fonseca nas eleições presidenciais de 1910, Rui Barbosa voltou ao Rio para retomar sua cadeira de deputado. Antes, estava em São Paulo, ocupado com sua campanha. Na charge de O Malho, ele a grande cabeça da República parecia um tanto cabisbaixo na estação ferroviária. Também, pudera... Sua bagagem trazia discursos e desilusões.
CARTA AO LEITOR JBLOVERS! Faz 1 ano que lançamos o Jornal do Bairro jornal onde se encontra Arte e Cultura. O JB é hoje referência para centenas de pessoas, que procuram informações de qualidade e histórias de Araguary . Em especial ao aniversário do jornal, têm as lentes de um grande amigo e cineasta, Eddie Shumway para o Editorial Patrimonio Histórico inspirado no clima de cinema Noir e na linha do olhar com arte, Jessica Póvoa que bota pimenta na eterna discussão sobre os limites entre erotismo e pornografia com os seus ensaios que explora o corpo feminino . Além de preenchido por colunistas que enriquecem ainda mais o nosso conteúdo, com textos de diversos estilos. Feliz com cada conquista e carinho dos nossos leitores. JBlovers! Um lindo Natal com muita Paz e que 2013 seja acompanhado com mais Sabedoria e Amor! Obrigada!
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C.M.E. I - LÁZARO CAMARGO DESENVOLVE PROJETO E PROPORCIONA ENCANTO
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HOMENAGEM
ALEXANDRE CAMPOS
(1981-2011)
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Alexandre fazendo o que mais gostava, buscando fatos interessantes sobre a ferrovia e Araguari
Por JUSCÉLIA ABADIA PEIXOTO Historiadora do Arquivo Histórico e Museu Dr. Calil Porto
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Por VANILDA GARCIA C.M.E. I – Lázaro Camargo valoriza o artesanato ao trabalhar o tema sustentabilidade dando assim um efeito especial na decoração de natal. Ao desenvolver o projeto: “Eu e o Lixo”- Uma Proposta Didático-Pedagógica com atividades planejadas para a Educação Infantil, no decorrer deste ano 2012. A coordenadora Regiane Gonçalves Martins – “Educar para uma vida sustentável é um trabalho que começa quando as crianças são ainda muito pequenas. Afinal, se já sabemos que desde o nascimento elas vão construindo aprendizagens, é importante garantir-lhes o acesso a conhecimentos sobre como respeitar a vida e desenvolver uma consciência ambiental. A educação infantil, portanto, é um espaço privilegiado para auxiliar as crianças em sua formação como sujeitos responsáveis do ponto de vista socioambiental”. O projeto tem como principal objetivo: Desenvolver nas crianças da Educação Infantil valores, a fim de promover atitudes e comportamentos de cidadania, observando e explorando o ambiente com atitude de curiosidade, percebendo-se cada vez mais como integrante, dependente e agente transformador do meio ambiente e valorizando atitudes que contribuam para sua preservação.
MÚSICA
Para tanto, contamos com a participação da artesã Vera Garcia da Silva, que com sua criatividade e habilidade nos mostrou como é possível criar enfeites de natal a partir de material descartável como: garrafas pet, cabaças, retalhos, jornais, e outros sem custos financeiros dando assim um efeito especial na decoração do C.M.E. I – Lázaro Camargo, e proporcionando o encanto no olhar das crianças. O cotidiano de uma instituição de educação infantil tem de contemplar muitas propostas de trabalho, tais como coordenar atividades de sala, das brincadeiras aos cuidados, garantindo momentos de aprendizagem de modo articulado. Deste modo, o planejamento é fundamental. Programar-se de modo minucioso, levando em conta as particularidades de cada criança e se mantendo atento ao que ocorre à sua volta, é a melhor forma de garantir que os pequenos educandos aprendam em grupo. O empenho das recreadoras, funcionários e voluntários da comunidade do C.M.E. I é peça fundamental no desenvolver de projetos como esse, que oportuniza as crianças aprenderem na pratica. Segundo a coordenadora a avaliação é contínua e diária objetivando a observação do desenvolvimento gradual das crianças, bem como as dificuldades de sociabilização, motora e aprendizado.
DIVULGAÇÃO
KILLER KLOWNS: NOVO CD NA PRAÇA www.killerklowns.com.br www.facebook.com/Killer-Klowns www.myspace.com/killerfuckinklowns http://www.youtube.com/watch?v=0HiH1c7cShI
www.facebook.com/thecorine www.youtube.com/corineisthename
UGANGA: DISCO AO VIVO SAI EM JANEIRO Intitulado Eurocaos Ao Vivo, o álbum foi gravado na Alemanha e Portugal durante a turnê européia realizada pela banda em 2010 e vai reunir as faixas "Kali-Yuga", "Asas Negras", "3XC", "Meus Velhos Olhos de Enxergar o Mal", "Sua Lei, Minha Lei", "Zona Árida", "Fronteiras da Tolerância", "Troops Of Doom" (cover do Sepultura) e "Nightmare" do Sarcófago com Manu Joker na bateria. Eurocaos Ao Vivo ainda trará um documentário cobrindo todos os 18 shows da turnê européia. Dirigido por Eddie Shumway - mesmo diretor que produziu o elogiado clipe de "Fronteiras da Tolerância" -, o vídeo reunirá cenas das apresentações e bastidores, além de depoimentos dos músicos e equipe. O álbum também trará gravações inéditas que farão parte de dois tributos que o UGANGA está participando. A primeira música é uma versão que a banda fez para "Desespero" do grupo baiano de punk rock Pastel de Miolos. A segunda é uma gravação de "Não Desista" da clássica banda de metal paraense Stress que fará parte do "Tributo ao Stress" a ser lançado pela gravadora Metal Soldiers Records de Portugal.
Era acreditando em seus ideais, em suas idéias e em si, como dono e agente de seu destino, que Alexandre marcou a vida daqueles que o conheceram. Críticas o seguiam onde ele ia, alternadas com a amizade e a admiração que ele causava por onde quer que passasse. As críticas iam apenas em uma direção seu ideal preservacionista era um sonho... um sonho bom para uns... e sonho ilusório para outros ... Quanta falta nos faz os seus sonhos. O seu jeito de sempre olhar o lado bom das coisas, mesmo em momentos de estrito conflito e de descrédito. Sua força norteou os caminhos de muitos, e às vezes para não desapontá-lo, muitos o seguiam em seus projetos. Esta força propulsora, afetou e plantou sementes. Hoje um ano após sua partida ao infinito trem da vida espiritual, sua marca ainda permanece. A marca do acreditar, acreditar e acreditar.... A saudade muda, ela vai se tornando tênue no sofrimento, mas branda na lembrança, ela é contínua, permanecendo sólida e própria. Alexandre Jairo Campos de Souza nasceu nesta cidade que tanto amava e defendia por onde quer que fosse, aos dias quatro de junho de 1981, filho de Sônia Maria Campos e Celso de Souza. Deixou prematuramente os seus, principalmente sua madrinha, Soneide Maria Campos e as primas que tanto amava, no dia seis de dezembro de 2011. Sob sua imagem sempre firme e determinada, emergia para apreciação de poucos sua alma literária. Deixou um legado de poesias, que por sua qualidade e sensibilidade, merecem chegar ao conhecimento da comunidade em forma de publicação. Algumas destas poesias abordando a temática acerca da vida, da natureza e obviamente da ferrovia, foram divulgadas e publicadas como no Varal de Poesias Geográficas nos anos de 2005 e 2006; A Natureza Ainda Vive em 2008 e 2011; Antologia Poética 40 Anos da Academia de Letras e Artes de Araguari, poesia: Trilhos Companheiros em 2008; Experimentando a Vida- Cotidiano, Esperanças e Sensibilidades, poesias: Versos Caminhantes e Reminiscências Araguarinas em 2008; Letras do novo Milênio, poesia: Rubor da Manhã em 2001. Ganhador de alguns prêmios do anual Concurso de Contos da Academia de Artes e Letras de Araguari, foi convidado a atuar membro efetivo daquela instituição e como era próprio de sua personalidade o ato de não promoção pessoal, abdicou da seleta honraria. Sua percepção artística fazia também de suas imagens, extraídas de simples câmaras, outra face de sua arte. Em 2006, juntamente com os colegas Glaucio Henrique Chaves e Flávio Alves apresentou a comunidade uma mostra fotográfica intitulada: Minas Gerais: Os Segredos do Triângulo Mineiro . Sua trajetória no serviço público tinha alguns anos, mas foi defendendo com afinco a preservação da história da cidade de Araguari, no quadro da Divisão de Patrimônio Histórico FAEC que ele encontrou realização. Sua vida tornou-se um emaranhado que o levava sempre na mesma direção: Araguari e sua herança ferroviária. Sua dedicação à memória da cidade de Araguari, pode ser ilustrada com suas próprias palavras: Precisamos realocar os espaços. Não adianta tombar o patrimônio sem dar outra utilidade funcional, é necessário inseri-lo na sociedade, na sua alma . Um pouco de seu esforço no âmbito da preservação pode ser conferido no Arquivo e Museu Dr. Calil Porto e no Museu Ferroviário, em peças que ele garimpou e designou aos setores. Acolhendo e revelando a vida cotidiana das pessoas da cidade de Araguari por meio de seus objetos, o novo espaço simboliza em muitos aspectos a pessoa de Alexandre, pois após 14 anos imbuídos em campanhas de doação de materiais junto à sociedade, o museu ganha visibilidade junto a população. Isto simboliza na prática o ideal do geógrafo. É o fazer gradativo, pequeno e oculto... É o fazer sempre... Uma pena que os sonhos de Alexandre tenham ficado pelo caminho, mas se cada semente que plantou com seu idealismo, estiver germinado, temos uma certeza: Araguari... seu sucesso será infinito . E em total plágio: Alexandre paz e bem .
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Bob Marley em dez temas Documentário dirigido por Kevin Mac Donald aborda aspectos raros na obra do ícone do reggae, como religião, política, música, futebol, maconha, mulheres e amor
Por GUILHERME BRYAN ILUSTRAÇÃO MAURICIO PLANEL
36 anos foram mais do que suficientes para transformar Robert Nesta Marley, nascido em 6 de fevereiro de 1945 no vilarejo Nine Mile, da Jamaica, em um dos maiores ícones da música mundial. Bob Marley faleceu em Miami, nos Estados Unidos, em 11 de maio de 1981, mas continua sendo reverenciado mundo afora e teve a vida contada no documentário Marley, dirigido pelo norte-americano Kevin Macdonald, previsto para chegar aos cinemas brasileiros no final deste mês.
01. MÚSICA Após mudar-se para a capital da Jamaica, Kingston, com 6 anos, indo morar em um dos bairros mais pobres, Trench Town, Bob Marley correu sérios riscos de entrar para as pesadas gangues locais, mas foi salvo, aos 16 anos, ao gravar o single Judge Not. O primeiro sucesso veio em 1964, Simmer Down, com os The Wailing Wailers. A partir daí, outros sucessos se seguiram, responsáveis por propagar o reggae pelos quatro cantos do planeta. “Marley foi o primeiro artista do então chamado Terceiro Mundo a conseguir projeção internacional. Hoje, com a força da internet, isso parece corriqueiro, mas, entre os anos 1970 e 1980, era impensável”, garante o jornalista Carlos Albuquerque, autor do livro O eterno verão do reggae.
cinema FILMES EM DESTAQUE:
1. The Hunger Games 2. Skyfall 3. Prometheus 4. The Avengers 5. Magic Mike 6. John Carter 7. Ek Tha Tiger 8. Paranormal Activity 4 9. Taken 2 10. Dark Shadows
rádio Programa
Brega and Night
02. MACONHA Da capa do álbum Catch a Fire, de 1973, a um pote colocado em cima da sepultura, a “ganja” – como é chamada pelos rastafáris a maconha, considerada por eles uma erva sagrada – também foi muito presente na vida e na obra do músico, tanto que a expressão aparece em canções como Ganja Jun e Legalize It, na qual garantia ser ela boa para gripe, asma, tuberculose e trombose. “A erva não aparecia apenas nas músicas de Marley, mas de todos os artistas que, como ele, seguiam os princípios do rastafarianismo”, analisa Albuquerque.
03. FUTEBOL A paixão pelo futebol começou quando o Santos, de Pelé, foi jogar na Jamaica, e era tão declarada que ele fez parte da equipe local House of Dread. Além disso, na estátua que fizeram para ele em Kingston, Marley aparece com uma bola nos pés. Talvez poucos saibam, mas, em 19 de março de 1980, o cantor esteve no Brasil e participou de uma legítima “pelada” no Rio de Janeiro, com os funcionários da Ariola contra alguns dos artistas contratados pela gravadora no Brasil, como Chico Buarque, Alceu Valença e Toquinho. “Ele era meio pé duro esforçado. Fazendo música e jogando bola... O mesmo prazer
na Rádio Planalto AM com Juliana Paiva. Segunda a sexta, das 21h as 22h.
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Jara Silveira Pintura Óleo em tela Contato 34 32413333
da brincadeira e do improviso. Continuar criança e brincando no planeta”, comenta o ator, cantor e compositor Evandro Mesquita, que foi convidado a participar do jogo pelo veterano Paulo Cézar Lima, mas chegou só quando a partida havia terminado e, mesmo assim, trocou alguns passes com o ídolo. 04. MULHERES Logo no início da carreira, Bob Marley conheceu Alpharita Anderson, a Rita, que integrou o conjunto vocal I Threes, que acompanhava os Wailers. Com ela, que foi a mulher “oficial”, em meio a outros relacionamentos, o ícone do reggae teve quatro de seus 12 filhos, entre os quais estão os renomados Ziggy e Stephen Marley, além de Kymani Marley, Julian Marley e Damian Marley (vulgo Jr. Gong), que também seguiram a carreira musical. “Bob Marley criou algumas canções perfeitas, como Is This Love e Waiting in Vain, mas, ao mesmo tempo que escrevia coisas inacreditáveis sobre a mulher e a relação com elas, era machista, sexista e batia nas esposas dele”, relata Toni Garrido, vocalista da banda Cidade Negra. 05. AMOR O amor, tanto de um homem por uma mulher como entre as pessoas, sempre esteve presente nas músicas compostas e interpretadas por Marley. “One love! / One heart! / Let's get together and feel all right”. “A música One Love tem três leituras explícitas: pode ser apenas uma música de amor, uma leitura sexual de um casal e/ou um grito político e panfletário de 'estamos juntos, somos fortes... Vamos à luta!'. Genial”, avalia Evandro Mesquita. Essa temática apareceu também no álbum Kaya, de 1978. 06. PAZ O ídolo maior do reggae pregava a paz, não apenas em seu país, mas também em outros lugares, principalmente nas nações africanas, a ponto de fazer questão de se apresentar no Zimbábue, país ao qual dedicou uma canção em que
afirma que todo homem tem o direito de decidir seu próprio destino. “Bob Marley era um guerreiro no sentido de transformar a sociedade com suas palavras e gestos. A Jamaica de sua época vivia grande inquietação política. Na véspera da eleição entre os dois rivais, em um concerto, Bob intimou os dois políticos a subir ao palco e uniu suas mãos, clamando por paz entre os irmãos jamaicanos”, diz o radialista e músico Jai Mahal, especialista em reggae e integrante da banda Jai Mahal e os Pacíficos da Ilha. 07. GUERRA “Até que não exista cidadão de primeira / E segunda classe de qualquer nação / Até que a cor da pele de um homem / Seja menos significante do que a cor dos seus olhos / Haverá guerra”, cantou Bob Marley, na música War, do álbum Rastaman Vibrations, de 1976. “Ele era um cara que pregava o amor universal e a paz, só que estava lá com o Peter Tosh na base da luta armada, praticamente. Era um ativista político ferrenho e não necessariamente um pacifista”, descreve Garrido.
08. POLÍTICA “Antes de fazer sucesso mundial (com a ajuda da gravadora Island, do conterrâneo branco Chris Blackwell), Marley já tinha enorme reputação na Jamaica. Era um líder e abraçava as causas de sua terra de uma maneira quase messiânica”, garante Jai Mahal. Contar com o apoio de Bob Marley nas campanhas eleitorais, portanto, era um trunfo decisivo. Em 1976, ele topou realizar um show para o candidato socialista Michael Marley, do Partido Nacional do Povo. Porém, alguns dias antes, sofreu um atentado, que resultou em um tiro no peito dele. A esposa, Rita, foi baleada de raspão na cabeça, e o empresário, Don Taylor, levou cinco tiros. Era o mais nítido sinal de que ele estava incomodando, e muito, os conservadores. 09. RELIGIÃO “Eu não tenho religião... sou natural; não é uma religião, é só uma coisa natural que a gente tem”, declarou Bob Marley em entrevista ao fotógrafo e escritor Fikisha Cumbo, em 1975. Porém,
REVOLUCION DE PAPEL:
CRIATIVIDADE, BELEZA, PAPEL E COLA Revolucion de Papel é um projeto do publicitário, diretor de arte e também artista do The Creators Project: Marcell Aguilar. O projeto nasceu como um desejo pessoal, tendo como objetivo se expressar artisticamente de forma livre, unindo o profissional com a satisfação e necessidade de criar. O projeto consiste em criar composições que remetem à cultura pop, ao urbano, ao rock e a modernidade, temas que fazem parte da vida do artista. Suas composições são feitas com o método da Colagem. Colagem é o processo de usar vários elementos diferentes, na constituição de uma nova figura ou forma. São pedaços diferentes que formam um novo todo. O grande destaque de suas obras fica na harmonia entre os
elementos. Cores vibrantes, figuras e cenários interagem em perfeita sintonia. Sua obra consegue refletir um sentimento, principalmente em tempos nos quais toda nossa identidade é formada por fragmentos de informações, sinônimo da contemporaneidade: O Desconexo Ligado. O Revolucion de Papel reúne essas composições em formas de quadros, camisetas e adesivos que podem ser compradas no site do projeto (www.revoluciondepapel.com.br). Seu estilo moderno e atualizado permite que suas obras sejam utilizadas como objetos de decoração, sem perder a beleza e a proposta. Ótima maneira de atualizar um estilo vanguardista. Arte pura e beleza, apenas com papel e cola.
ele foi convertido por Rita à religião rastafári, que teve na Jamaica a primeira organização do planeta, a Sociedade para a Salvação da Etiópia, que, desde a década de 1930, tinha como imperador Ras Tafari Makonnen, mais tarde Hailé Selassié. A crença religiosa teve inúmeras manifestações na obra do músico, a partir do álbum Soul Rebels, de 1970, e teve papel fundamental na morte dele, vítima de um câncer que se espalhou por cérebro, pulmão e estômago. “A causa mortis dele está totalmente ligada à religiosidade. Ele sabia dos riscos que estava correndo e da importância que tinha vivo, inclusive”, enfatiza Toni Garrido, referindose à decisão do cantor de não amputar o dedão de seu pé direito quando, em 1977, foi diagnosticado nele o início do câncer chamado melanoma maligno – que dali se ramificou para outras partes do corpo. Segundo a religião seguida por Marley, um corpo não deveria ser violado jamais. 10. SOCIEDADE Até hoje, as marcas de Bob Marley podem ser claramente percebidas na sociedade jamaicana, a qual fez questão de retratar em inúmeras músicas, caso de Trench Town, na qual descreve o ato de subir o rio Cane para lavar os dreadlocks (forma de manter o cabelo em espécies de bolos cilíndricos, semelhantes a cordas, no topo da cabeça) numa pedra. “Ele vai ser sempre o grande ícone da cultura jamaicana, mas é ingênuo acreditar que as novas gerações não tenham seus próprios ídolos ou não ouçam seus próprios sons, que são bem diferentes daquele produzido por Marley em sua carreira”, garante Albuquerque. “Bob Marley é o Tom Jobim da Jamaica. As pessoas sabem da importância dele e que é fundamental, maravilhoso e grande, mas não ficam falando dele o tempo todo e nem o ouvindo”, conclui Toni Garrido, que gravou e remixou discos lá e participou dos três mais importantes festivais locais de reggae.
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jb viaja
Casa de Rui Barbosa
A Fundação oferece um espaço reservado ao trabalho intelectual, à consulta de livros e documentos e à preservação da memória nacional.
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Por LÍVIA ARAÚJO CASA DE HISTÓRIAS Uma biblioteca com 37.000 volumes de caráter enciclopédico, 1.400 peças de mobiliário, objetos e relíquias, 60.000 itens do acervo pessoal e uma bela casa. Pertencentes ao recém-falecido Rui Barbosa (1849-1923), todos esses elementos, somados ao nome do notável político, forneciam o que o governo federal precisava para inaugurar a primeira casa-museu do Brasil. Com sua morte, em 1923, o país viu a necessidade de preservar o legado daquele que havia sido um símbolo da intelectualidade brasileira, atuando como jurista,
+ http://www.casaruibarbosa.gov.br/ escritor, jornalista e diplomata. O nome do patrono serviu como uma luva para fazer deslanchar um velho projeto da República: uma instituição que tivesse como objetivo maior valorizar o conhecimento e a memória do país. Em 4 de abril de 1927 foi criado o Museu Rui Barbosa, que um ano depois ganharia do então presidente Washington Luís o nome de Casa de Rui Barbosa, título conveniente, diante do esforço para se reconstituir a moradia tal como havia sido. Muitos anos depois, a instituição continua ativa, preservando o motivo pelo qual foi criada. FOTO: JB
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Por RENATA CASTRO fotos: Thiago Pinho
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1. Adrielle, filha de Antônio Francisco da Silva e Juliana Miguel de Oliveira 2. Aniversariante Janaina, filha de Juliana e William Cardoso 3. Aniversário de casamento - 36 anos de casados César Augusto Dantas e Jane de Lima Dantas - O amor eterno! 4. Cláudia Lara e Manoel Euzébio - O casal que encontrou o Hermes! Existe pessoas boas de coração! 5. José Cassiano, filho de Silvia Amélia com a cachorrinha Nina 6. Rainny de Oliveira Borges, filha de Luiz Carlos e Rosane Borges 7. Parte da Equipe Feminina COA! Andréia Márcia, Samanta Fiuza, Irene, Silvia Amélia e Fernanda Azambuja 8. Inauguração VILLA 37 de 20 a 70 reais
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Por LIVIA ROSA
JESSICA PÓVOA ALÉM DA FOTOGRAFIA Viver o momento como se fosse único, esta é a sensação que tenho quando vejo as fotos da Jess. Não é apenas uma fotografia, é além, é o porquê de toda aquela visão diferenciada de uma simples situação. Não é apenas ver como a modelo e a roupa são lindas, é o porquê que aquela modelo foi escolhida, é o porquê de usar aquela roupa em específico. É pensar também, no porquê de não usar uma roupa. É conseguir enxergar o detalhe que faz com que aquele momento se torne único. A vida profissional da Jess iniciou-se em 2007 quando se formou em cinema pela Universidade de Cinema de Nova York. Após esta formatura, aventurouse no curso de desenho industrial na UniverCidade do Rio de Janeiro. Para lapidar ainda mais seu talento, em 2011 formou-se em direção de arte pela Universidade de Artes de Londres e, atualmente, estuda história da arte na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Hoje moradora do Rio, Jessica conquistou grande visibilidade fotografando mulheres em uma época que o machismo ainda reina, em um tempo que não se desmistifica erotismo de pornografia, arte de vulgaridade. Inspirar-se em sofisticação e elegância é uma das formas de você olhar um trabalho artístico e render frutos ao seu mundo intelectual.∙. JB E A JESS JB: Quando foi que você teve aquele estalo e soube realmente no que queria dedicarse toda sua vida? Jéssica: Difícil responder essa pergunta, pois até hoje não sei o que quero me dedicar a vida
toda! Tudo vai acontecendo sem que eu planeje muito, sempre me interessei por diversas áreas que envolvem arte e fotografia, fui atrás de mídias variadas em que eu pudesse trabalhar e mostrar para as pessoas um pouco do que eu acho bonito. Eu já fotografava bastante quando surgiu a oportunidade de trabalhar na TV viajando pelo mundo, e logo em seguida, começaram a rolar mais trabalhos com moda, cinema e fotografia. Procuro sempre crescer além e nunca fazer a mesma coisa. JB: Quando as suas maiores inspirações começam? Como é sua linha criativa quando uma ideia surge? Jéssica: Sou inspirada principalmente pelo momento. Tudo vai se desenvolvendo, e ao estabelecer uma conexão lógica executável, é correr atrás para aperfeiçoar todas as ideias que surgem no dia-a-dia, na correria diária, na diversidade em todos os sentidos. JB: Com todo o reconhecimento que você tem no Rio de Janeiro, no sul e também fora do país, você gostaria de trabalhar também em Araguari? Jéssica: Eu ainda estou bem no começo da minha carreira, acabei de fechar um contrato com uma revista grande. Estou abrangendo meus trabalhos comerciais, fazendo books e editoriais, e o meu trabalho autoral segue em galerias de arte. Estou a procura de patrocínio para o livro que pretendo lançar o ano que vem. Para conhecer melhor o hipnotizante trabalho da Jess, acesse o site jessspo.com, e seu senso crítico de fotografias nunca será o mesmo.
Nú sofisticado O JB de final de ano não poderia presentear melhor seus leitores, do que lhes apresentando o trabalho da Jessica Povoa, a Jess! Fotógrafa, diretora de arte, videomaker e Araguarina, Jéssica coloca excentricidade em cada detalhe de seu trabalho. Com um histórico de mais de 15 países, nossa conterrânea possui um currículo invejável de belas e impressionantes imagens.
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história do bairro
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EM 15 DE NOVEMBRO PASSADO, UMA CASA DA CIDADE VIBRAVA EM FESTA. MAIS ESPECIFICAMENTE NA RUA SAMUEL SANTOS, ONDE MORA ADÉLIA DEBS. APROVEITANDO O FERIADO, SEUS FILHOS E NETOS, A MAIORIA MORANDO FORA, SE REUNIRAM PARA COMEMORAR SEUS 90 ANOS. A DATA, POR SI SÓ, MERECE SER BRINDADA, MAS NO CASO DE ADÉLIA, NÃO SÃO 90 ANOS QUAISQUER. NOVE DÉCADAS NUTRINDO E ESPALHANDO AFETO E GENEROSIDADE AO REDOR.
Adélia Debs, 90 anos
FOTO: ACERVO FAMILIAR
Nove décadas de afeto e generosidade De família italiana - sua mãe era conhecida na cidade como “Maria Italiana” – e batizada como Adélia Fernandes, ela nasceu em 1922. De trás do balcão da loja de tecidos de sua família em Piracaíba, um belo dia avistou pela primeira vez Hermenegildo Debs entrando pela porta. Ele era amigo de seu irmão e vinha trazer notícias dele, que estava saindo do exército. Muitas vezes, sentada na calmaria de seu sofá em tardes lânguidas, peço que ela me conte de novo essa mesma história - Mas vó, e você se interessou por ele imediatamente?. E ela, em seu sorriso tímido – Ofereci um cafezinho, sabe... O fato é que o cafezinho teve gosto especial para o filho de Miguel Debs, um árabe que aos 13 anos saiu sozinho de seu país trabalhando num navio e viajando pelo mundo. E foi exatamente em Araguari onde ele foi parar, para nossa sorte, onde construiu 12 fazendas e uma grande família. Entre os recados do motorista de Hermenegildo dizendo que ele estava muito interessado na
irmã do amigo, e o casamento, em 1946, passaram-se dois anos. Sabia das coisas, meu avô. Porque além do rosto de diva italiana, ele deve ter visto que a moça guardava atributos ainda mais raros por dentro. E assim correram os anos, como nas histórias de amor de uma outra época. Os dois criaram cinco filhos na fazenda e quando ouço as histórias contadas pelas minhas tias e minha vó, em meio a tardes regadas a pão de queijo, vejo que, pobres incautas de nós, mulheres da pós modernidade, reclamando do trabalho excessivo. Workaholic era minha vó. Cinco filhos pela casa fazendo todas as estripulias que levam uma mãe à loucura e ainda a labuta diária de prover a família e agregados com a mesa farta. Queijo de supermercado? Claro que não. Queijo feito por ela, assim como todos os doces mineiros e bolos, géleia de mocotó – batendo horas e horas no cimento do tanque -, e todas as delícias que justificam os três kilos a mais nos culotes a cada vez que vou a Araguari. E pão de queijo, claro, porque me desculpem as outras
horóscopo
vós mineiras, mas a minha faz o melhor pão de queijo do mundo e não há quem possa me convencer do contrário. Na casa de Adélia e Hermenegildo a mesa sempre esteve posta, sempre houve lugar para mais um - e alguns -, o afeto sempre existiu em abundância. Sem falar na casa impecável. Se você faz parte do clã de filhas e netas de Adélia, sempre saberá, ainda que tente esquecer, que as colchas das camas, toalhas e forrinhos de mesa têm que estar impecavelmente passados. Um amassadinho na roupa e saiba, aos 90, do alto de sua cadeira na sala, ela notará. Ser neta de Adélia Debs também significa ter nela meu grande exemplo de amor, generosidade e simplicidade. Coisas que a vida urbana quer nos fazer esquecer, mas cada vez mais, sei bem onde se encontram, e a riqueza que nelas está. Por isso mesmo, em seu almoço de 90 anos, em que insistimos para convidar a família em larga escala, mas ela preferiu petit comité, minha tia Luiza Debs agradeceu a ela em nome de todos os Debs por ter cuidado
deles como se fossem sua família. E nós ficamos lá, enxugando as lágrimas de emoção, sabendo exatamente do que tia Luiza falava. Eu disse a vovó então o que venho dizendo a mim mesma há alguns anos: que privilégio o meu, o nosso, seus cinco filhos e 10 anos, de um dia Hermenegildo Debs ter entrado naquela loja de tecidos. Que quanto mais vejo o mundo, mais vejo o privilegio de tê-la ao meu redor. Voltei ao Rio pensando no tempo, este senhor cada vez mais inexorável, e o quanto afeto, decididamente, não se desperdiça. Que é algo a carregar consigo além da vida cotidiana, nos fazendo esquecer de olhar os pequenos detalhes. “É preciso dar vida aos nossos dias e não dias à nossa vida”, diz um sábio ditado budista. Pois bem, coloquemos-o em prática. Eu, você, leitor, e todos nós, com os nossos afetos. E você, minha querida Adélia Debs, mãe de cinco filhos, vó de 10 netos, e fã de Roberto Carlos, que um dia vai ler esse jornal, saiba: como é grande o nosso amor por você.
MODA
CAPRICÓRNIO
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(22/12 a 19/01) Regente: Saturno Cor: Marrom Elemento: Terra
po
O mês começa com a Lua ainda na fase cheia indo para minguante no signo de Câncer trazendo um início de mês com aconchego familiar e sentimentalismo. No dia 3 a Lua ingressa no signo de Leão acompanhada de aspectos positivos que trazem mais otimismo e eventos com requinte. Gastos elevados podem causar certa rejeição por parte de pessoas que prezam por mais austeridade financeira. No dia 6 a Lua minguante no signo de Virgem traz um período de cobranças materiais e a necessidade das pessoas mostrarem que são capazes de dar conta das suas responsabilidades. No dia 11 Mercúrio ingressa no signo de Sagitário fazendo quadratura com Netuno colocando em pauta questões que necessitam de conhecimentos mais avançados, temas religiosos também ganham destaque. Viagens distantes ou por mar tendem a ser mais intensas nesta data. No dia 13 Urano retorna ao seu movimento direto junto com a Lua nova no signo de Sagitário trazendo fortes mudanças e aberturas de consciência para as pessoas, anúncio de descobertas ou informações inovadores podem surgir nesta data. O dia também é muito favorável para o lançamento de novas tecnologias e atividades artísticas mais ousadas. No dia 14 Mercúrio em trígono com Urano reforça ainda mais a divulgação de novidades e estudos avançados, o setor de telecomunicações pode apresentar bons avanços. No dia 16 Vênus ingressa no signo de Sagitário em quadratura com Netuno trazendo um período de otimismo e fé exaltados podendo levar as pessoas a tomarem decisões aparentemente irracionais, mas que combinam perfeitamente com as suas crenças. No dia 17 Mercúrio em oposição com Júpiter tende a estressar os meios de comunicação com temas volúveis, período ligado a excessos de propaganda e comunicados prolixos. No dia 19 Vênus em trígono com Urano pode trazer uma longa gama de manifestações de cunho humanitário, eventos artísticos e culturais também ficam beneficiados por este aspecto. Atividades financeiras ficam mais aceleradas neste período. No dia 20 Lua crescente ingressando no signo de Áries traz energias que incentivam as pessoas a agirem com mais individualidade e preocupação com liberdade pessoal. Bom momento para se ter iniciativa em projetos e estudos próprios. No dia 21 o Sol ingressa no signo de Capricórnio iniciando um novo período no ano com a busca por mais disciplina e estruturação pessoal. No dia 22 o Sol em sextil com Netuno facilita o mundo artístico e religioso, e como o mundo certamente não acabou esta é uma boa data para as pessoas se confraternizarem e trocarem ideias sobre a continuação do mundo e das suas próprias vidas. No dia 25 Sol em quadratura com Urano tende a forçar as pessoas a refletirem melhor sobre as suas vidas e sobre a humanidade, muitas questões precisam ser reavaliadas. Este Natal pode ser marcado por um aumento de consciência sobre a humanidade. No dia 26 Marte ingressando no signo Aquário reforça a necessidade de liberdade das pessoas, credulidade e impulsividade marcam a data. Entre os dias 27 e 28 Saturno em sextil com Plutão e Lua cheia no signo de Câncer trazem influências muito fortes sobre a humanidade exigindo grandes renovações em estruturas hierárquicas e governamentais. As pessoas querem mudanças que atendam muito mais às necessidades básicas e emocionais dos seres humanos. Os relacionamentos afetivos nesta época tendem a ser muito intensos e profundos. No dia 30 Sol em conjunção com Plutão e sextil com Saturno dá mais um arrastão no tema proposto pelo sextil entre Saturno e Plutão, decisões mais enérgicas e pronunciamentos podem ser esperados. Este aspecto também coincide com a proximidade de mudanças nos governos municipais. Pessoas mais poderosas e autoritárias entram em cena. No dia 31 Mercúrio ingressando no signo de Capricórnio e Marte em sextil com Urano fecham o mês criando um misto de liberdade e responsabilidade, para uns a oportunidade serem testados e crescerem com seus próprios erros, para outros a chance de demonstrarem que já estão mais maduros e que sabem viver a vida com mais sabedoria. Comemorações e eventos artísticos em alta, as pessoas estão com as suas mentes muito mais abertas. Para os capricornianos um mês com muito ceticismo e provocações contra aqueles que estão sempre esperando por algo mirabolante, porém, mais para o final do mês algumas transformações importantes devem acontecer revirando as suas estruturas atuais.
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ANOS 50: A ÉPOCA DA FEMINILIDADE
Com o fim dos anos de guerra e do racionamento de tecidos, a mulher dos anos 50 se tornou mais feminina e glamourosa, de acordo com a moda lançada pelo "New Look", de Christian Dior, em 1947. Metros e metros de tecido eram gastos para confeccionar um vestido, bem amplo e na altura dos tornozelos. A cintura era bem marcada e os sapatos eram de saltos altos, além das luvas e outros acessórios luxuosos, como peles e jóias. Com o fim da escassez dos cosméticos do pós-guerra, a beleza se tornaria um tema de grande importância. O clima era de sofisticação e era tempo de cuidar da aparência. A maquiagem estava na moda e valorizava o olhar, o que levou a uma infinidade de lançamentos de produtos para os olhos, um verdadeiro arsenal composto por sombras, rímel, lápis para os olhos e sobrancelhas, além do indispensável delineador. A
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maquiagem realçava a intensidade dos lábios e a palidez da pele, que devia ser perfeita. A televisão se popularizou e permitia que as pessoas assistissem aos acontecimentos que cercavam os ricos e famosos, que viviam de luxo, prazer e elegância, como o casamento da atriz Grace Kelly com o príncipe Rainier de Mônaco. A tradição e os valores conservadores estavam de volta. As pessoas casavam cedo e tinham filhos. Nesse contexto, a mulher dos anos 50, além de bela e bem cuidada, devia ser boa dona-de-casa, esposa e mãe. Vários aparelhos eletrodomésticos foram criados para ajudá-la nessa tarefa difícil, como o aspirador de pó e a máquina de lavar roupas. Vários equipamentos, como rádios, televisores e máquinas, foram criados seguindo a fórmula de linhas simples, durabilidade e equilíbrio.
Uma das cinco primeiras geladeiras em Araguary. adquirida nos anos 50 por João G. Araújo sobrinho e esposa Argentina S. Araújo na casa rádio. conservada e em pleno funcionamento até hoje.
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editorial JB Editorial | Directors: Eddie Shumway & JB Photographer: Eddie Shumway | Beauty: Stampa Make Up: Marcela Tonini| Hair Stylist: Lindaci Rodrigues | Model & Stylist: Lívia Araújo by Bazar Lucia Sartori: Brechó, Decoração e Importados
PATRIMONIO HISTÓRICO: PALÁCIO DOS FERROVIÁRIOS
O editorial foi inspirado no clima de cinema Noir, As décadas de 1940 e 1950 foram o "período clássico" com imagens em preto e branco, alto contraste, fumaça e trama cheia de suspense. A moda seguia o mesmo estilo da moda usada nas ruas, mas com um toque de glamour.
SAIBA O QUE É PATRIMÔNIO CULTURAL: É o conjunto de bens culturais que a sociedade deixa de geração em geração.
POR QUE PRESERVAR? Devemos preservar os elementos de uma cultura que guardam informações sobre a origem de um povo. Conhecendo o passado, entendemos o presente e projetamos as ações do futuro.
COMO PRESERVAR O PATRIMÔNIO CULTURAL? A preservação deve partir, antes de tudo, da própria comunidade em que o bem cultural está inserido, ajudando no processo de vigia, gestão e cobranças dos órgãos competentes.
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O COA deseja a você e sua família, um Natal de muitas bênçãos e um Ano Novo de paz, saúde e muitas felicidades. INFORMAÇÕES:
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