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editorial ao leitor

A prática do cuidado

É

p4 Entrevista

A doutora em Linguística Maria do Rosário Gregolin fala sobre a mobilidade de identidades na contemporaneidade

comum acompanhar noticiários que dão conta do quanto os animais são maltratados. A realidade é uma constante em todo o mundo. Por meio da internet, por exemplo, as lutas dos ativistas ficaram ainda mais visíveis. O que alerta a sociedade para o zelo com a vida animal. Mas, na contramão desse lado triste, DOMINGO foi até o Hospital Veterinário conferir como o cuidado com os pequenos e grandes animais tem proporcionado melhoria de vida a esses bichos, a acessibilidade aos serviços e como a prática diária no hospital tem sensibilizado os profissionais que lidam com a dor dos animais. Nesta edição, a nossa entrevistada é a professora-doutora Maria do Rosário Valencise Gregolin, de Linguística e Língua Portuguesa pela Unesp, que falou sobre as redes sociais como espaço de manifestação de várias identidades e sobre como a globalização tem produzido essa mobilidade e descartabilidade de identidades. DOMINGO traz, também, um material sobre os perigos da obesidade, que tanto tem afetado as crianças em todo o mundo. Em Mossoró, a realidade também é preocupante. Uma especialista comenta sobre os principais desafios de vencer esse problema e aponta sugestões de como os pais e a sociedade de forma geral podem colaborar para prevenir e combater a obesidade, que tem diminuído a qualidade de vida de tantas crianças. Ainda nesta edição, DOMINGO traz uma matéria sobre a importância do planejamento e do controle de gastos no período de recesso e férias de final de ano, tendo em vista o extenso calendário de eventos da época que acabam estimulando o consumo. Boa leitura, Ivanúcia Lopes

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Obesidade Infantil Entenda a doença e saiba quais as formas de ser tratada

Animal

Conheça o trabalho desenvolvido no Hospital veterinário para cuidar dos pequenos e grandes animais.

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Sua carreira

Rafael Demetrius: 10 atitudes insuportáveis no ambiente de trabalho

Adoro comer

Colunista Davi Moura: Chips de legumes com maionese de cenoura

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Wil­liam Rob­son • Editor interino – Ivanúcia Lopes • Dia­gra­ma­ção – Rick Waekmann • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Gildo Bento • In­fo­grá­fi­cos – Neto Silva Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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conto

josÉ NiCoDemos*

Mulher de vagabundo

(

Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com

)

C

arolina ou Carol como era chamada enjeitou rapazes de futuro e decentes para casar-se com um tipo desses que se diz que não vale um juá podre, vagabundo e perdido na cachaça. O pai, esse não queria vê-la nem pintada, nunca esperou que a filha, tão bem criada, fosse capaz de lhe dar mais tarde tamanho desgosto. Nem queria saber das pisas que ela levava todo santo dia, o olho sempre roxo. Carol só não morria de fome porque o tio, seu Cândido, lhe mandava todo dia o prato de comida, embora também revoltado com a infeliz escolha da sobrinha. Moça de bom parecer, algum estudo, tinha tudo para arranjar coisa melhor. Não teve conselho que desse jeito. E visivelmente ficava mais apaixonada pelo tipo, a cada surra. Ninguém dissesse nem que ele era feito. Malquerença, na certa. Grávida de poucos meses, abortou em consequência de uma dessas surras, socos e pontapés. Algum vizinho, não podendo suportar tamanha barbaridade, foi dar parte ao delegado, sem o conhecimento de Carol, quanto mais o consentimento. Na delegacia, ela negou tudo – tinha sofrido uma queda daquelas, batendo fortemente com a barriga no chão. Seu Cândido só faltava morrer do

Moça de bom parecer, algum estudo, tinha tudo para arranjar coisa melhor. Não teve conselho que desse jeito. E visivelmente ficava mais apaixonada pelo tipo, a cada surra.

coração com essas coisas, e até já pensara matar o desgraçado, sendo contido pela mulher e os filhos – “Carol tem a vida que escolheu e gosta, ora.” E o fato é que o tio se decidiu por lavar as mãos. A sobrinha era, mesmo, um caso perdido. Ia era cuidar da família dele. Mas, de vez em quando, lhe batia uma revolta – aquilo não podia ser. Era além da conta. . Uma noite seu Cândido botou a cadeira na calçada, ouvir um comício político que se realizava no canto da rua

com um largo. O candidato do povo local, as mesmas promessas de sempre, e o povo com a mesma paixão irracional. “O povo é como mulher de vagabundo, gosta de apanhar” – pensava. E foi então que seu Cândido encontrou a lição para esquecer de vez aquela vida desastrada de Carol, olho roxo de peia todo dia. “O povo também apanha todo dia dos políticos pelos quais se apaixona, redobrando-lhes ainda mais a paixão, igual a mulher de vagabundo” – conformou-se.

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entrevista

RosÁRio GReGoliN

“A descartabilidade é conseqüência do estilo de vida contemporâneo”

D

outora em Linguística e Língua Portuguesa pela Unesp, com pós-doutorado na Universidade de Aveiro, em Portugal, Maria do Rosário Valencise Gregolin é docente do Departamento de Linguística e atua na graduação e no Programa de Pós-graduação em Linguística e Língua Portuguesa da Unesp/ Araraquara (SP). Líder do Grupo de Estudos de Análise do Discurso de Araraquara (CNPq/Unesp), ela escreveu e organizou artigos e livros com estudos ligados aos temas: discurso, sujeito, história, memória, mídia e produção de identidades. A autora esteve em Mossoró, participando do III Colóquio Nacional de Linguagem e Discurso (CONLID), realizado pelo Grupo de Estudos do Discurso da Uern nos dias 4, 5 e 6 deste mês, no qual foi conferencista. DOMINGO conversou com Rosário Gregolin sobre o conceito de identidade e sua relação com a linguagem, sobre as redes sociais como espaço de manifestação de identidades e ainda sobre a indústria das identidades, tida como resultado da globalização.

Por Ivanúcia Lopes Especial para Revista de Domingo

DOMINGO – Desde a primeira edição do Colóquio Nacional de Linguagem e Discurso (CONLID), promovido pelos grupos de estudos da Faculdade de Letras e Artes da Uern, você tem participado como conferencista. Como avalia esse evento no contexto das discussões sobre a linguagem e o sujeito no cenário nacional? ROSÁRIO GREGOLIN – É um evento muito importante, principalmente porque ele se desenvolve aqui nesta região, e por isso traz discussões per4

tinentes, e por isso ano a ano pessoas de vários lugares do Brasil têm participado desse diálogo entre os pesquisadores. O CONCEITO de identidade é complexo, multifacetado e, por isso, pode ser pensado a partir de vários ângulos e tem sido objeto de reflexões em diversos campos de estudos. Poderíamos afirmar que a identidade acompanha o curso da História? Por quê? EXISTEM várias formas de focalizar

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a identidade. Ela é social e, ao mesmo tempo, psicológica, linguística e pode ter muitas outras faces. Justamente por ter tantas faces, é um conceito tão complexo, e que se transforma, particularmente, no mundo contemporâneo quando a gente tem a velocidade das informações e todas essas mídias que têm um papel importante na aceleração das transformações. Então, eu diria que ela se transforma com a História, assim como todo o desenvolvimento da tecnologia, que nos últimos


entrevista anos acontece de forma muito mais rápida. Se há cinquenta anos havia uma estabilidade maior porque o mundo mantinha um ritmo mais lento, atualmente as transformações acontecem praticamente de ano a ano, e a partir disso temos mudanças nessa questão das identidades. QUAL a relação entre linguagem e identidade? NÃO tem como dissociar a identidade da linguagem. Na verdade, porque não tem como dissociar as pessoas da linguagem. É ela que formata a nossa forma de ser, os nossos comportamentos e a maneira como a gente compreende o mundo, porque até o nosso pensamento é feito pela linguagem, e não tem como separar homem e linguagem. AS REDES sociais têm sido espaços em que “várias identidades” se manifestam. De que maneira, na era digital, os indivíduos são constituídos em sujeitos ao se inscreverem em práticas sociais interativas? AS REDES sociais são um espaço mais democrático para a manifestação dos diferentes grupos etnocráticos do que, por exemplo, outras mídias mais conservadoras e que são mais concentradoras. Na Internet, o usuário pode construir um espaço e se manifestar, e nesse sentido, as identidades marginalizadas têm lugar para se manifestar. Isso ao mesmo tempo que traz consequências benéficas, porque são vozes que podem se manifestar, claro que traz os perigos, porque as manifestações têm consequências, como a questão do terrorismo, da pedofilia, entre outras. Então, é um espaço democrático, mas que tem os perigos dessa abertura. NO FACEBOOK, a entrada do usuário é marcada pela pergunta "No que você está pensando agora?" e, no Twitter, a entrada é marcada pela pergunta "O que você está fazendo agora?". Que aspecto pode ser considerado nesses enunciados que marcam a entrada do sujeito nessas redes sociais? Seria a volta do panóptico, ou seja, o olho vigilante que controla os corpos e as ações dos sujeitos, como diria Foucault? EMBORA eu tenha dito que as redes sociais, e a web de forma geral, são mais democráticas, elas também são controladas. Não significa que todo sujeito que acessa a web tenha liberdade total; de jeito nenhum. Há um controle. Não é tudo que se pode dizer. Então,

esse controle formata as identidades. Ao entrar na rede social, já tem uma pergunta que obriga o sujeito àquilo que Foucault chama de confissão, uma das grandes técnicas de exposição do sujeito. Nesse caso, quando se é obrigado a dizer o que está pensando ou fazendo, o sujeito tem que se expor e correr o risco dessa exposição. NESSAS redes sociais, o sujeito acaba criando um lugar de enunciação de si, de busca pelo sentido de sua existência, o seu lugar na história. Podemos dizer que esse movimento produz conhecimento? O QUE a gente tem que discutir é se esse conhecimento é útil pro coletivo, ou se ele está criando uma geração de sujeitos cada vez mais individualistas. Cada vez que o sujeito fala de si ele vai se isolando, e eu acho que a rede social cria essa grande ilusão. Como é o caso de pessoas que têm mais dois mil amigos virtuais, com quem não têm contato de proximidade. Então, é perigoso criar essa “proximidade distante” que existe entre as pessoas e transformar a sociabilidade numa grande solidão. Sendo assim, esse sujeito que passa a maior parte do tempo interagindo à distância e nessa ilusão de proximidade é cada vez mais solitário. ATUALMENTE, surgem grupos virtuais, possibilitados pelas mídias digitais e sociais. Essa mídia pode ser considerada um novo espaço para a atuação política dos sujeitos? MUITOS autores têm estudado a web como esse espaço das condições. O que é muito interessante, porque, ao mesmo tempo que se tem esse aspecto do individualismo, ela também permite a possibilidade da manifestação e da interação política. Foi o que aconteceu, por exemplo, na Primavera Árabe, em que os usuários não passaram a usar a Internet como um meio de mobilização política, já que não tinham acesso às mídias tradicionais, resultando naquilo que chamamos de ciberativismo. Inclusive, a Síria é um exemplo muito forte do quanto a Internet se tornou mecanismo para essa atuação política. Isso também aconteceu neste ano no Brasil, naquilo que a mídia chamou de Primavera Brasileira, com o uso das redes sociais. Eu tenho até um trabalho em que analiso uma foto que circulou nas redes sociais de um jovem segurando um cartaz em que dizia: “Saímos do Facebook”, como forma de manifestação política. EM UM de seus trabalhos sobre

Identidade, você afirma que a globalização cria uma verdadeira indústria de identidades. É quando você cita a descartabilidade. Será que a busca por redes virtuais seria uma fuga das interações mais complexas, como as presenciais? ESSA é uma ideia do Zygmunt Bauman, um sociólogo estudioso na questão da identidade. Quando ele analisa essa relação do sujeito com a Internet, ele fala que é muito mais fácil deletar um amigo na Internet do que ter que desfazer laços concretos no mundo real. Então, essa descartabilidade vem a partir da globalização que produz essa necessidade de massificação, mas ao mesmo tempo de uma obsolescência, um envelhecimento muito grande das identidades. Então, a descartabilidade é derivada do fato de que as coisas envelhecem e saturam muito rápido. A descartabilidade, seja de um amigo virtual, de uma moda, seja do que for, é consequência do estilo de vida contemporâneo. VOCÊ é uma reconhecida estudiosa do pensamento de Michel Foucault e de suas contribuições para os estudos do sujeito e sua relação com o poder. Como podemos pensar a teoria desse autor para compreender o sujeito contemporâneo? TODA obra de Michel Foucault foi exatamente essa busca de tentar entender as formas com que o sujeito foi representado ao longo da História, a forma como ele foi pensado. E o tempo todo ele diz que faz isso para tentar entender quem somos hoje, e melhor, no que nós nos tornamos. Ele tenta entender no que todos os movimentos da História produziram em nós. Então, toda essa ideia de que o sujeito contemporâneo é feito dessa dispersão, de que busca o imediato e o descartável, e tudo isso pode ser pensado de acordo com a arquelogia do saber, que é início da obra de Michel Foucault, e seguido da genealogia, e no terceiro momento de sua obra, quando ele fala da ética e da estética de si, quando ele volta lá para o mundo grego, passam-se dois mil e quinhentos anos para a gente compreender que todos esses fatos históricos que estão registrados na memória social, que nos fazem ser o que somos hoje. Ele não faz esse diagnóstico apenas para constatar, mas para nos mostrar que é possível que a gente seja diferente. Então, é uma analítica de quem somos nós que não se esgota em si mesmo. Por isso que Foucault é um autor tão fundamental para pensar o mundo contemporâneo.

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Saúde

Acima do

peso

Quantidade de crianças com menos de cinco anos que terão sobrepeso ou obesidade vai ultrapassar 42 milhões no mundo

O

s dados são preocupantes no Brasil. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 35% dos meninos e 32% das meninas de 5 a 9 anos estão acima do peso. Nas duas últimas décadas, a obesidade entre esse grupo saltou de 4,1% para 16,6% entre os meninos e de 2,4% para 11,8% entre as meninas. Mais de 500 mil estão no nível mais grave de obesidade. Entre os adolescentes, o excesso de peso passou de 3,7% para 21,7% nas últimas quatro décadas. E 136 mil adolescentes estão na mesma situação. Em consequência, muitas doenças que antes afetavam exclusivamente os adultos, agora passam a afetar as crianças. Os dados são alarmantes, mas retratam também a realidade na cidade de Mossoró. Para se ter uma ideia, cerca de 6

56,3% das crianças que fazem acompanhamento no Atendimento Materno Infantil (AMI) estão com sobrepeso ou obesidade. De acordo com a nutricionista Kalyanny Barreto, que faz esses acompanhamentos, o sobrepeso e a obesidade são causados pelo desbalanço onde as calorias são consumidas em excesso em relação ao que é gasto durante o dia. “Esse excesso leva ao aumento do que chamamos de ‘estoque’ de gordura no corpo, e isso geralmente é causado por estilo de vida sedentário”, disse Kalyanny. A nutricionista que atende as crianças na unidade relatou ainda que várias complicações de saúde poderiam ser evitadas, principalmente com ações de prevenção. “A obesidade é um problema de saúde pública, e por isso é importante falar sobre como evitar que os fatores de risco se instalem nas crianças, bem como

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detectar, tratar e reduzir a quantidade de complicações recorrentes da doença", disse. As crianças que chegam até o AMI são encaminhadas pelos médicos nas unidades de saúde. A maioria vem acompanhada dos pais que precisam colaborar com o tratamento da criança, que inclui reeducação alimentar e prática de exercícios físicos. “Não adianta fazer todos os procedimentos na unidade de saúde e em casa levar uma vida desregrada, por isso que precisamos contar com a família para alcançarmos os melhores resultados e garantirmos a qualidade de vida dessas crianças”, explicou. De acordo com a nutricionista, além das dobras pelo corpo, as crianças que têm sobrepeso e já estão inclusas no quadro de obesidade apresentam manchas escuras pelo corpo, principalmente no pescoço, nas axilas, e virilhas, e essas são as marcas da gordura na pele. “Os pais precisam identificar desde cedo, e não podem ser resistentes ou preconceituosos nesse sentido, porque quanto mais cedo for o acompanhamento mais chances a criança tem de levar uma vida


Saúde mais saudável”, explicou. De abril a outubro, a nutricionista atendeu 238 crianças, desse total, 134 preocupam com o excesso de peso. As demais estão com estado nutricional abaixo do peso, em risco ou em situação adequada. “Os dados seguem a realidade nacional e isso precisa sensibilizar a sociedade para que se possa prevenir e combater o problema que dá origem a tantos outros”, enfatizou. CUIDADOS De acordo com a nutricionista Kalyanny, os pais procuram os médicos já quando as crianças apresentam outras patologias, como pressão alta, colesterol alto, triglicerídeos, diabetes e outros. “Quando a criança chega até o atendimento, fazemos as avaliações e começamos o acompanhamento que inclui o estímulo à atividade física, que deve ser de acordo com a idade, associada às brin-

)) Nutricionista Kalyanny Barreto faz acompanhamento nutricional de crianças

) Crianças atendidas no AMI

obesos que eram obesos ))Adultos na adolescência têm risco de

desenvolver problemas de saúde

A obesidade, como já sabemos, traz uma infinidade de riscos à saúde, mas agora um grande estudo mostra que adultos obesos que eram obesos na adolescência têm um risco muito maior de desenvolver problemas de saúde adversos, incluindo função renal anormal, asma e dificuldade para caminhar. Os resultados do estudo, realizado por pesquisadores do Centro Médico do Hospital Infantil de Cincinnati e da Universidade de Pittsburgh, foram publicados na revista Pediatrics. Para os pesquisadores, o risco de desenvolver problemas de saúde vai muito além da doença cardíaca e do diabetes. E alertam: alguns adolescentes obesos provavelmente terão redução no tempo de vida. O estudo envolveu 1.502 adultos com obesidade grave, entre 19 e 76 anos, todos matriculados na Avaliação Longitudinal de Cirurgia Bariátrica -2 (LABS -2), que é um estudo de longo prazo com mais de 2.400 pessoas, a fim de examinar os riscos e benefícios da cirurgia em adultos. O estudo é financiado pelo National Institutes of Health. Dos adultos no estudo, 42% tinham

cadeiras e à reeducação alimentar”, explicou. No caso do acompanhamento que acontece de forma mensal, as crianças são estimuladas a reaprender a mastigar e até a comer o que antes não eram acostumadas. “O que a gente orienta é que os pais controlem o lazer tecnológico das crianças, principalmente na hora da refeição, evitando tablets, celulares ou mesmo televisão, que acabam distraindo a criança que come mais ainda e de forma errada, devido a um comando do cérebro que se con-

peso na faixa normal aos 18 anos, enquanto 29% foram considerados obesos e 13% foram considerados com obesidade grave. Os pesquisadores dizem que 96% dos participantes tiveram pelo menos uma condição médica, como um adulto, relacionada com a obesidade. A equipe descobriu que a obesidade na adolescência foi associada a um maior risco de problemas de saúde na idade adulta, tendo em conta a mudança no IMC desde a adolescência. Os participantes que eram severamente obesos, quando adolescentes, eram quatro vezes mais propensos a ter pernas inchadas e úlceras de pele do que aqueles que estavam em um peso normal durante a adolescência. Eles também tiveram aumentada a probabilidade, em mais de três vezes, de ter limitações ao andar e comprometimento da função renal anormal. Além disso, entre o grupo que era obeso na adolescência foi verificada uma maior propensão de desenvolver síndrome do ovário policístico, asma, diabetes e apnéia obstrutiva do sono, em comparação com aqueles que estavam com peso normal na adolescência.

centra na outra atividade”, disse. A especialista exemplificou ainda com um caso surpreendente e preocupante. “Recentemente, eu atendi uma criança de 11 anos que pesava 92 quilos, e com 1,52 de altura, e a mãe trouxe a um profissional pela primeira vez, achando que ele ia melhorar com a idade”, disse. A médica explicou ainda que não se pode fechar os olhos quando os sinais se apresentam. “É preciso quebrar o preconceito que ainda existe e reconhecer que obesidade é uma doença crônica e merece atenção”, destacou.

- (abril – outubro/2013)

Estado nutricional

Baixo peso

Risco nutricional

Eutrófico

Sobrepeso

Obesidade

Total

TOTAL

17

07

80

27

107

238

%

7,14

2,94

33,62

11,34

44,96

100

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Animal

A arte de

cuidar Além de oferecer estágio aos alunos para unir teoria e prática, hospital presta serviços à comunidade por meio de atendimento médico dos animais

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Animal

T

em pessoas que cuidam dos animais como se fossem mais um membro da família, com direito a todos os mimos e atenções necessárias para crescerem fortes e saudáveis. Mas, assim como os seres humanos, esses bichinhos também adoecem, e nessas horas, os donos mais apegados se comovem com a dor do animal e saem em busca de tratamento. Foi o que fez o senhor Estevão Dantas, que chegou ao Hospital Veterinário (Hovet) em busca de tratamento para seu cão de estimação, que fraturou a perna em um salto traquino de uma caminhonete em movimento. “Na hora que aconteceu o acidente, eu me lembrei logo de vir ao hospital, porque para mim é uma referência em atendimento médico dos animais”, disse Estevão. O cão levado por Estevão para o hospital chama-se Don e é um pastor-alemão. Don tem apenas nove meses e já está enorme. No hospital, conquistou os vários estagiários de Medicina Veterinária, que, além do procedimento clínico, aproveitaram para encher o animal de cuidados, fazendo-o sentir-se confortável, apesar da dor. “Tenho muita confiança nesses profissionais e acho que eles também conquistaram a confiança de Don, que ficou todo manhoso com os cuidados da equipe”, destacou. Para o estagiário Iury Thomas Pereira, que está no 2.º período de Medicina Veterinária, cada atendimento vem acompanhado de lições importantes tanto para a vida profissional como para o crescimento pessoal. “Aqui dentro é uma escola, onde eu tive a certeza de que é isso que eu quero fazer na minha vida”, disse o estudante, que continuou falando da experiência no local. “Saber que eu posso fazer alguma coisa por esses animais me revigora, e é por isso que eu digo que me tornei mais sensível enquanto humano, quando comecei a sentir a dor do animal e a tratá-lo com respeito”, disse o estudante. Assim como Iury, que chegou recentemente no hospital e já está apaixonado pelo que faz, o estagiário Antônio Bernardino, que é veterano e está no último período do curso, também experimenta da satisfação de ser o alento dos donos de animais quando os bichinhos estão passando por problemas de saúde. “É constante ver os donos chegarem aflitos e voltarem mais aliviados por saberem que os animais estão sendo cuidados com a atenção que merecem”, relatou Antônio. O estagiário destacou ainda que os problemas renais, as viroses e os pequenos acidentes são mais

comuns entre cães e gatos trazidos para o hospital. “É importante as pessoas saberem que podem contar conosco para atender seus bichinhos e que isso é uma forma de estender nossos serviços até os mais carentes e de aprimorar nossos conhecimentos”, disse. Infelizmente, o caso de Don só vai ser solucionado com cirurgia, e o procedimento não será realizado no hospital, que passa por adequações e melhorias, mas os médicos deram todas as orientações necessárias ao proprietário do animal de como serão os cuidados com a fratura na perna e onde é possível en-

contrar o procedimento na cidade. “É uma pena não ter como fazer essa cirurgia aqui no momento, mas só em terem me recebido com atenção e terem tratado meu cachorro com respeito à dor que ele estava sentindo, já me sinto seguro de buscar o serviço de cirurgia e voltar aqui com o Don cheio de saúde para reencontrar esses profissionais”, disse Estevão. Assim como Don, outras dezenas de animais chegam ao Hospital Veterinário todos os dias, de segunda a sexta, e a tendência é que a procura pelo hospital aumente a cada dia. Para ter uma idéia,

)) O cachorro Don acompanha Estevão até no trabalho

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Animal enquanto em 2012 foram realizados 700 atendimentos de pequenos animais, em 2013, até o mês de outubro, já foram atendidos 2.400 cães e gatos. O número é considerado alto e revela o quanto a comunidade tem tido mais acesso ao hospital. “Nosso objetivo é promover ensino, pesquisa e extensão, contribuindo para a formação dos nossos profissionais e para o bem-estar dos animais, e isso só é possível com essa prestação de serviços a toda a população, que tem reconhecido o nosso papel”, disse o diretor Eraldo Barbosa, do Hospital Veterinário. Os atendimentos clínicos acontecem normalmente, e a estrutura física do hospital está sendo reformada, mas normalizados. ACESSIBILIDADE ÀS FAMÍLIAS CARENTES Não é porque o animal pertence a uma família carente que ele não vai ter acesso aos cuidados do Hovet. Pelo contrário. O atendimento é voltado para a população em geral. As taxas cobradas pela prestação de serviços são simbólicas, tanto que diferem bastante do mercado. Mas, mesmo assim, são essenciais para a manutenção dos serviços, no entanto há exceções. “As pessoas que comprovam não ter recursos suficientes ou trazem animais que apresentem casos que sejam de interesse das pesquisas realizadas pela universidade são isentas de pagamento”, disse o diretor Eraldo Barbosa. Em alguns casos, há a possibilidade de que as famílias beneficiadas com os programas do Governo Federal ou que se declararem carentes tenham acesso gratuito ao serviço, sendo cobrada apenas a medicação, de acordo com os preços do mercado. “Nosso público aqui é, em sua maioria, formado por pessoas carentes que vêm até de outras cidades

!

O Hovet está localizado no campus oeste da Universidade Federal Rural do Semiárido e recebe animais de pequeno e grande porte, a exemplo de cães e gatos e animais de tração

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)) Grupo de estagiários desenvolve pesquisas dentro do hospital em busca desses serviços, e elas não podem voltar para casa sem atendimento”, disse o estudante Antonio Bernardino. O estagiário reconheceu ainda a importância da população nas suas ricas experiências no hospital. “Cada caso

vem acompanhado de aprendizado, e além da satisfação de aprender coisas novas, nós ainda podemos observar a emoção de quem é atendido e tem a oportunidade de ver o animal com saúde”, disse.

Missão do Hovet

1 2 3 4 5 6

Colaborar com as atividades didáticas do curso de Medicina Veterinária; Oferecer estágios aos alunos de graduação, permitindo assim que o estudante tenha a oportunidade de unir a teoria com a prática; Prestar serviços de extensão à comunidade através de atendimentos médico-cirúrgicos, ambulatoriais e hospitalares; Auxiliar nas atividades de pesquisas científicas; Zelar pela saúde dos animais da Ufersa; Promover cursos e palestras voltados a profissionais e acadêmicos do curso de Medicina Veterinária.

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Recesso

O desafio de

planejar

e controlar

gastos

Quem vai tirar férias ou entrar em recesso neste final de ano deve aproveitar com cautela se não quiser extrapolar o orçamento e começar o ano no vermelho.

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Recesso

A

s festas e viagens e o calendário cheio de eventos fazem que os gastos sejam maiores. De acordo com o economista Elviro Rebouças, é preciso atenção para não exagerar nos gastos. “O planejamento e o controle das despesas entre dezembro e janeiro consistem em grandes desafios para o orçamento familiar, principalmente porque nesta época há uma sequência de eventos que muitas vezes induzem ao consumismo”, lembra. Para ele, é preciso calcular receitas e despesas e evitar acúmulo de dívidas. “Temos a festa da padroeira, o Natal, o Ano-Novo, o veraneio e a compra de material escolar das crianças, e tudo isso implica em gastos extras que precisam ser bem pensados”, diz. Elviro explica que o calendário de eventos é propício para aumentar as despesas, mas isso não é uma regra, e por isso precisa ser dialogada com a família, para que o extraordinário não comprometa a renda com os gastos fixos. “É claro que ir a festas, comprar presentes e viajar são programas importantes, mas toda a família precisa estar consciente da situação financeira e colaborar, se for o caso de realizar alguma meta”, explica. Ter um bom planejamento financeiro para que as contas fixas não atrasem é o básico para não entrar o ano no vermelho. “Se você for bem controlado nos dias em que está trabalhando, vai poder aproveitar melhor os eventos”, destaca. Para o economista, a melhor forma de evitar que as despesas da época de férias desestabilizem o orçamento é fazer um diagnóstico prévio da situação financeira para determinar como todos devem se comportar. No caso de uma viagem, a organização deve começar bem antes, o que evitaria usar o dinheiro da planilha do mês atual com essas despesas que poderiam ter sido pagas no decorrer do ano. Os passeios a shoppings e outras lojas

!

também devem ser feitos com rigor, se não quiser exagerar e comprometer a renda, e para isso o importante é que toda a família colabore. “Fazer reunião entre a família e as crianças pode ser uma excelente alternativa para socializar as metas e evitar gastos desnecessários, até porque o que vai inibir efetivamente o gasto excessivo é a conscientização da família como um todo”, explica. Até mesmo quando se fica mais tem-

po em casa, os gastos chegam a aumentar. “Quando estamos em casa, abrimos mais a porta da geladeira, tomamos mais banhos, acendemos mais as luzes, assistimos mais à televisão e usamos mais o computador. Isso pode elevar os gastos de uma família. E é por isso que todos devem ficar atentos aos exageros, até porque o indicado é que não se tenha gastos extras superiores à renda do mês”, diz.

# Dicas para evitar o endividamento Planeje os gastos Faça as contas do quanto poderá gastar com os presentes e respeite o valor estabelecido. Dê preferência ao pagamento à vista e peça desconto.

Ter um bom planejamento financeiro para que as contas fixas não atrasem é o básico para não entrar o ano no vermelho

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)) Economista Elviro Rebouças orienta que o planejamento financeiro é essencial

Pense no futuro Não comprometa os salários de dezembro, janeiro e fevereiro com as compras de Natal. Lembre-se que o início de ano é cheio de despesas. Vá cedo às compras Comprar na última hora deixa o consumidor sob pressão, fazendo que as decisões sejam mais impulsivas do que racionais. Desconfie das promoções Não caia na tentação de comprar um produto que você não tinha pensado apenas para conseguir cupons de sorteios.

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sua carreira

Rafael DemeTRiUs

10 atitudes insuportáveis no ambiente de trabalho

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m bom relacionamento com as pessoas dentro do ambiente de trabalho é essencial tanto para a carreira como x para a qualidade de vida. Mas manter um clima amistoso com os colegas profissionais nem sempre é fácil. Desagradáveis e até mal intencionados, alguns perfis desafiam a convivência com piadas excessivas, reclamações ou mesmo puxando o tapete dos outros. Selecionamos dez comportamentos insuportáveis no trabalho e dicas para lidar com cada um deles: 1. INJUSTIÇADA - Reclamona, ela tem certeza que os chefes a perseguem – e percebe isso em cada olhar ou comentário. Passa muito tempo “alugando” os colegas com as suas lamentações. É extremamente sentimental e não tem foco no trabalho. Geralmente deixa a desejar profissionalmente, mas, mesmo assim, jura que é muito competente. O perseguido é um perfil difícil até porque não se sente assim só no profissional. Se um carro espirrar água de poça nela, também vai achar que é pessoal. Mas fugir das responsabilidades, ser a vitima, às vezes é insegurança. O segredo é não entrar na onda e começar a reclamar dos chefes também. 2. FALSO BONZINHO - Parece um anjo à primeira vista. Cordial, faz questão de estabelecer boas relações com todos os níveis hierárquicos. Cedo ou tarde você ficará sabendo de intrigas pesadas feitas pelas costas envolvendo o seu nome. Ele vai negar tudo e sair pela tangente. Mas não se engane, mês que vem tem mais! O famoso “duas caras” é mais um caso de insegurança. Acredita que para crescer não pode ser ele mesmo. Devemos evitar generalizações, mas normalmente essa pessoa tem segundas intenções e quer levar vantagem”. Mas não tente desmascarar o “anjinho”. É melhor manter distância. 3. FOFOQUEIRA INCORRIGÍVEL - Ela parece um radar: está sempre por dentro de tudo que acontece na vida dos outros funcionários e, por isso, não dedica muito tempo ao trabalho. Tende a envolver as pessoas em suas falações e pequenas maldades. Critica a roupa e cabelo das colegas, mas no fundo inveja cada centímetro. A pessoa tem que ter bom senso, mas isso é relativo porque as experiências de vida são diferentes,. Sair de fininho das conversas sobre terceiros é a melhor forma de agir. A fofoca só existe porque alguém está ali para ouvir. Não precisa dizer que não quer falar com ela, mas sinalize que tem outras prioridades e não seja conivente. Busque neutralidade. 4. PUXA-SACO BAJULADOR - É um clássico no mundo corporativo. Em suas relações, classifica as pessoas por cargos – e o mais humilde não costuma receber atenção. Está sempre pronto para elogiar o chefe, mesmo que sutilmente, e extrai dessa prática a segurança que precisa para continuar empregado. Nada de fazer igual para ganhar pontos! Um chefe com vivência maior consegue perceber que está sendo bajulado. Portanto, ninguém perde pontos para o puxa-saco. Existem pessoas solícitas naturalmente, sem forçar a situação. Não se iguale nem seja ingênua.

5. FOLGADO - Ela (ou ele) fica falando de coisas que ninguém realmente quer saber – e normalmente num tom de voz que os obriga a isso. Usa o telefone da empresa para discutir com a madrinha, com o atendente da TV a cabo ou com a amiga que insiste em ficar com aquele cara que não a merece. Se você der a mínima corda, o folgado vai explicar seus problemas em detalhes, sem perceber que você está olhando para o outro lado. No limite, entram em assuntos constrangedores – escatológicos, sexuais, patológicos. “Ambiente corporativo não é consultório sentimental. Mas as pessoas só falam muito porque alguém escuta”. Com medo de passar por chato, quem ouve as histórias excessivas nem sempre consegue sinalizar que aquilo invade a liberdade do seu ouvido. A dica é cortar o assunto e não fazer comentários que vão aumentar o diálogo. 6. CARREIRISTA ESPERTINHO - Está no jogo para ganhar. Ser bem sucedido é quase uma obsessão. Fala o que os chefes gostam de ouvir e não pensa duas vezes ao passar a perna em alguém. Costuma ser competente em suas funções, mas extremamente desleal com os colegas. A dica aqui é simples: nunca compartilhe ideias e projetos com ele, por mais bacana que possa parecer na mesa de bar. Ele vai roubar seusinsights , não duvide disso. Se apegue aos assuntos genéricos, comente sobre o tempo, o programa de TV, o futebol... 7. ULTRASEXY - Ela “dá mole” para os caras, mas se faz de sonsa e desentendida se algum deles reage. No escritório, todo mundo percebe a paquera com o colega: risadinhas, brincadeiras de mão e outras práticas irritantes dominam o ambiente. Tem certeza que é a garota mais desejada da empresa, e tenta tirar algum benefício disso. Provavelmente ela não acredita na sua competência profissional. É preciso que a equipe seja assertiva para mostrar que não gosta daquilo. E evite qualquer elogio à maquiagem ou roupas que possa inflar ainda mais esse ego. 8. GALÃ OFICIAL - Ele não anda pelo corredor, desfila. Não cumprimenta as colegas, joga beijos e piscadinhas. Conta vantagens na hora do almoço para os outros homens e, muitas vezes, mente descaradamente sobre “aquela gata da academia” que nunca existiu. Não fique achando que você é a rainha da cocada preta só porque o cara fez uma brincadeira. Geralmente não é pessoal, esse tipo tende a repetir as gracinhas com todas as outras meninas do andar. Mas se ele extrapolar ou passar dos limites, então expresse seu sentimento com clareza, mas de forma suave. Não é preciso brigar com o garotão bobo e ficar marcada no andar pela sua agressividade. 9. MATRACA SOLTA - Ela não para de falar e tende a ser inconveniente. Faz comentários (geralmente dispensáveis) sobre tudo e atrapalha a concentração dos colegas que querem trabalhar. Em reuniões, os chefes chamam sua atenção por estabelecer conversas paralelas. Não entre no enredo que a pessoa está contando. Deixe que ela fale (quase) sozinha e mantenha os olhos na tela do computador ou folha do caderno. Dessa forma, ficará claro que você não está disponível e o assunto acaba mais facilmente. Aos poucos as conversas vão diminuindo. 10. PIADISTA SEM GRAÇA - Não fez curso de palhaço, mas quer sempre ser o mais divertido. Tenta copiar o colega engraçado de verdade, que tem timing e boas sacadas, mas nunca consegue. O problema? Ele continua insistindo e torrando a paciência dos colegas com suas piadas tolas. A principal lição é parar de dar risadas forçadas. O sorriso, mesmo amarelo, prolonga o constrangimento coletivo e dá corda para o falso comediante continuar seu show. A comunicação envolve as duas pessoas. Se o cara está vendo algum sinal de espaço ali, então vai falar mesmo. Jornal de Fato | DOMINGO, 8 de dezembro de 2013

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adoro comer

DaVi moURa

Pratos do Vitta A verdade é que o projeto está sendo um sucesso. O Candidu’s e a Kaline Melo estão se superando, com pratos bem elaborados em apresentações de ninguém colocar defeito. Os chás eram servidos sempre no início das refeições, seja na xícara ou na apresentação com a fruta. Disponibilizados em embalagens individuais, os lanches eram servidos após as refeições, para o praticante levar para casa e consumir na hora correta. Uma das inovações foram os chips de batata doce com sal de ervas, excelentes para consumir antes do treino. O prato principal que mais me chamou atenção foi o espetinho de frango, arroz negro e abobrinha na grelha. Para ver como a apresentação faz toda a diferença: o espetinho de frango vinha suspenso, dando um ar moderno à composição geral. Aprovei!

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A ceia de Natal da Panificadora 2001 Quem já leu outros relatos, viu que a 2001 faz parte da minha história desde sempre. De qualquer forma, a panificadora é uma caixinha de surpresas. Mesmo já consumindo lá há muito tempo, sempre descubro uma novidade. E a última delas foi a ceia de Natal. Já pelo terceiro ano consecutivo, a 2001 está investindo forte nas ceias de Natal. Na semana passada, visitei o local e fiz algumas fotos de uma mesa que estava disposta para a gravação do comercial de Natal. O cardápio já está montado e apresenta inúmeras entradas, tortas salgadas, tortas doces, além dos clássicos do Natal, como o peru. As entradas são as mais variadas possíveis, assim como pratos principais e sobremesas. Show de bola! Visite: R. Mário Negócio, 250, Centro. Contato: 084 3321-2001. Fan Page: https://www.facebook.com/Panificadora2001uuuummm.

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Lanchonete U7 Em 2013, aos poucos, começamos a ver o nome U7 retornar. Começou timidamente, com um carro de som ali, um panfleto aqui, mas agora o nome já começa a se estabelecer. Atualmente, funcionam na famosa Praça do Codó/do Relógio, oficialmente conhecida como Bento Praxedes. Hoje, a direção está por conta de Berg e Mônica, que reativaram o local e estão, com muita força de vontade, fazendo funcionar. O retorno não poderia ser diferente: muitas novidades apareceram também. Aos sábados, por exemplo, rola sempre uma feijoada. O resto do cardápio também veio com novidades, muito além do sanduíche que você já conhece. Há o almoço, com pratos especiais e preços bem baratos. Os petiscos, com o famoso filé com fritas e o kibe. E os drinks, como caipirinhas e limão cremoso. O U7 funciona diariamente; nunca fecha! Faça o teste: (84) 3061-5777 ou 3317-5567. As 24 comidas que são a cara do Brasil: o site americano BuzzFeed listou as comidas que definem o nosso País. Veja a lista. Concorda? Discorda? - Coxinha - Brigadeiro - Pão de queijo - Farofa - Feijão tropeiro - Pastel - Mandioca frita - Bolinho de chuva - Bauru - Misto quente - Creme de papaya - Requeijão - Beijinho de coco - Romeu e Julieta - Quindim - Salpicão - Pavê - Empadão - Moqueca de camarão - Mousse de maracujá - Açaí - Vatapá - Feijoada - Acarajé

Aproveite e acesse o http://blogadorocomer.blogspot.com para conferir esta e outras delícias! 14

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adoro adoro comer comer

Chips de legumes com maionese de cenoura

Fonte: Site "Nunca é tarde para mudar"

iNGReDieNTes Chips • Fatias finas de batata doce, beterraba e cenoura • Sal de ervas q/b Maionese de cenoura • 1 colher de chá de suco de limão • 3 colheres de sopa de vinagre de maçã • 1/2 xícara chá de azeite de oliva • 2 cenouras médias cruas • 2 cenouras médias cozidas • Sal de ervas q/b

MODO DE faZeR Chips • Deixe os vegetais de molho em água gelada por 15 minutos; • Seque as fatias com um papel toalha; • No micro-ondas, arrume as fatias de legumes, colocando-as lado a lado; • Tempere com o sal de ervas e leve ao micro-ondas por 8 minutos, virando-as na metade do tempo; • Se for o caso, leve ao forno convencional ou forno elétrico por 10 minutos, para que os chips fiquem crocantes. Maionese de cenoura • Bata as cenouras no liquidificador com os demais ingredientes até obter uma pasta lisa.

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Revista de Domingo nº 633  
Revista de Domingo nº 633  

Revista semanal do jornal de fato

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