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editorial ao leitor

Eleição na UERN

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Paisagens Nosso sol e mar é cenário para Globo

Homem do campo

Reitoria

Boa leitura. Higo Lima

p4 Uern: conheça os candidatos a reitor

importância do conhecimento gerado dentro das universidades não pode ser aferido por nenhuma base de medição, tampouco em números que demonstrem a sua proporção, se comparada com outras instituições. É no cotidiano que vemos o seu reflexo. Desde as soluções mais básicas para otimizar nossa rotina, perpassando ainda por ousadas – e necessária – base de pesquisa para resolver problemáticas que afligem a sociedade, seja na saúde do homem, na natureza, ou ainda nas reflexões do comportamento humano. Uma cidade que tem na sua geografia uma instituição dessa natureza, muito tem a comemorar, haja vista que nenhuma sociedade se desenvolve no mesmo ritmo daquelas cuja mola é o conhecimento. Nessa edição, os três candidatos à reitoria da UERN atenderam o convite da Revista Domingo e apresentam suas propostas para a Instituição. Um documento valioso para os aptos a votar, mas, sobretudo, para a sociedade, afinal, somos todos agentes de conhecimento e diretamente beneficiados dos recursos investidos ali. Ainda nesta edição, leitor, conheça os destinos do RN que serviram de locação para as cenas da novela Flor do Caribe, às 18h, na Rede Globo.

p 12 p14

São José e a esperança de inverno

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Coluna

Rafael Demetrius: 10 dicas para acabar a pressão no trabalho

Adoro comer Colunista Davi Moura: Risoto de queijo

• Edição – C&S Assessoria de Comunicação • Editor-geral – Wil­liam Rob­son • Editor – Higo Lima • Dia­gra­ma­ção – Ramon Ribeiro • Projeto Gráfico – Augusto Paiva • Im­pres­são – Grá­fi­ca De Fa­to • Re­vi­são – Gilcileno Amorim e Stella Sâmia • Fotos – Carlos Costa, Marcos Garcia, Cezar Alves e Gildo Bento • In­fo­grá­fi­cos – Neto Silva Re­da­ção, pu­bli­ci­da­de e cor­res­pon­dên­cia Av. Rio Bran­co, 2203 – Mos­so­ró (RN) Fo­nes: (0xx84) 3323-8900/8909 Si­te: www.de­fa­to.com/do­min­go E-mail: re­da­cao@de­fa­to.com Do­min­go é uma pu­bli­ca­ção se­ma­nal do Jor­nal de Fa­to. Não po­de ser ven­di­da se­pa­ra­da­men­te.

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Jornal de Fato | DOMINGO, 17 de março de 2013


conto

joSÉ nIcoDemoS*

As estórias de amaro

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Envie sugestões e críticas para o e-mail: aristida603@hotmail.com

)

A

maro costumava andar as ruas da noite, fizesse luar ou escuro. Um punhal à cinta. Era um homem desses que se diz só temem os castigos de Deus. E ele próprio o dizia. Nunca amanhecia sem uma estória de visão de alma do outro mundo, ou aparição de lobisomem. Já era conhecido. Naquele tempo almas penadas vagavam pelas ruas da noite, e lobisomens surgiam dentre as moitas escuras. Algumas vezes, era das esquinas ali rua que levava ao cemitério. Amaro andava as noites sempre só. Sozinho e Deus, dizia. E ninguém duvidava de suas estórias, contadas ali na beira do cais, cedo da manhã. Barcaceiro aposentado, chegava mesmo a mostrar nos braços e no peito arranhões de unhas de lobisomem, lutas escabrosas. Um bicho preto, parecido com um urso, orelhas enormes, de bicho nenhum. Punhaladas e mais punhaladas, mas é que nunca conseguia acertá-lo. O bicho desaparecia pras bandas do cemitério, roncando feito assim um porco acuado. Amaro corria atrás, o punhal na mão, e acabava perdendo-o de vista. . Na manhã do dia seguinte ia ver o local da luta, nada de marca de sangue. \Marca nenhuma. Tudo limpo. O bicho tinha mesmo era parte com o Diabo. Só podia ser isso. Sentia o punhal entrar-lhe no couro, e nada.

Amaro andava as noites sempre só. Sozinho e Deus, dizia. E ninguém duvidava de suas estórias, contadas ali na beira do cais, cedo da manhã.

Ia sempre, nessa perseguição, até o portão do cemitério, que o bicho atravessava como se fosse uma cortina de fumaça, e desaparecia. Coisa mesmo do Capeta. Mostrava nos braços lanhados o pelo em pé. Mas, na hora, não tinha medo não. Nem se arrepiava assim. Virava bicho também, no sentido da fúria. . Quando foi um dia, que foi uma noite, um outro corajoso da cidade resolveu-se a testar a coragem de Amaro diante do sobrenatural. Meteu-se numa capa preta, pôs-se uns chifres de boi, bem amarrados do alto da cabeça até debaixo do queixo, lá se foi esperar Amaro dentro de uma moita escura. Noite escura, se não fosse o brilho morto da lua nova. Com pouco, escuro de meter dedo no olho. O arco da lua recolhido. Lá vem Amaro, e o sujeito imitando

lobisomem se pôs a roncar, ajudado pela voz de natural saindo do fundo da garganta. E foi logo saindo dentre a moita, à aproximação de Amaro. Queria ver mesmo se Amaro era corajoso de peitar coisas do outro mundo. Partiu pra cima de Amaro, feroz. Bom de pernada, que era o seu forte de cabra macho, nunca enjeitando toucinho por ter cabelo, Amaro, de um só lance, certeiro, botou o aparente lobisomem estirado no chão, os chifres arrancados. Era a primeira vez que derrubava um lobisomem na pernada. E cresceu em fúria, sangrá-lo. Um troféu – deve ter pensado assim. Quando, escanchado em cima do bicho, Agora você morre, levantou o punhal pra enterrá-lo na sangria, imobilizou o braço no ar. – Amaro, sou eu, Chico Caboré!

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Reitoria

UERN vai às urnas N

a próxima quarta-feira, 20, alunos, professores e servidores do quadro técnico da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) irão às urnas para escolher o novo reitor e vice-reitor que comandarão a administração da única Universidade do Estado. Com sede administrativa em Mossoró, três nomes de professores se lançaram na disputa do maior cargo da instituição. A Revista Domingo apresenta nas próximas três páginas (por ordem alfabética) um artigo escrito pelos próprios candidatos com as propostas para Uern na área de Ensino, Pesquisa e Extensão. As três vertentes representam o tripé

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basilar das atividades acadêmicas. Os candidatos expõem pontos que evidenciam as dificuldades, mas também as potencialidades em cada uma das áreas em torno do mundo acadêmico. A ramificação nas candidaturas é um reflexo da distribuição da Instituição pelo Estado. Pedro Fernandes é lotado no campus central e tem o apoio da atual gestão, liderada pelo então reitor Milton Marques de Medeiros. Do Campus Avançado de Pau dos Ferros, o professor Gilton Sampaio coloca pela segunda vez o seu nome à disposição. Já a professora Ana Dantas aparece como o nome de Natal, onde também dirige o campus da instituição.

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O escolhido terá pela frente o desafio de comandar o destino produtivo de uma Instituição que atende a mais de 10.500 alunos, espalhados em 8 campus (Central, em Mossoró; Assú; Pau dos Ferros; Patu; Natal; Caicó; Alexandria e Apodi) e 9 núcleos avançados (Areia Branca, Caraúbas, João Câmara, Macau, Nova Cruz, Santa Cruz, São Miguel, Touros, Umarizal). O voto tem peso diferenciado entre alunos, técnicos e professores. Esse último abocanha uma fatia de 70% da votação, sendo o restante dividido igualmente entre as duas categorias. Para gerenciar uma instituição desse porte, o orçamento da Universidade é bem superior ao de muitas cidades do Estado – e ainda é pouco. Saltou de 65 milhões de reais, em 2005, para R$ 177 milhões no ano passado. Na próxima quarta-feira, a Universidade irá escolher o seu décimo quinto gestor – ainda precisará da chancela da governadora Rosalba Ciarlini – para comandar os destinos de uma instituição nova, pouco mais de 40 anos, mas de importância capilar para o desenvolvimento do Estado.


Ana Dantas

“Um novo modelo de gestão”

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Uern está presente em todas as regiões do Estado, e pode assumir um papel de destaque no desenvolvimento de projetos de ensino, pesquisa e extensão e responder diretamente aos desafios impostos pelo desenvolvimento do Rio Grande do Norte. Mas ela ainda não é a Uern que queremos, pois enfrenta uma contínua redução de suas potencialidades, mediante a imposição de um orçamento aquém de suas necessidades e sucessivos contingenciamentos de recursos. Isso repercute diretamente na precarização do trabalho, no sucateamento da infraestrutura e na fragilidade da assistência estudantil. O enfrentamento dessa situação exige uma gestão com iniciativas de articulação política e capacidade de liderança interna, bem como a implantação de um novo paradigma de gestão que impulsione a unidade institucional em torno de uma proposta de democracia plena, de compromisso social com o RN e de autonomia em todas as suas dimensões - inclusive financeira. Para implantar esse novo modelo de gestão, apresentamos um conjunto de propostas, que dividimos em 7 blocos:

1.º Relação com a comunidade: Visa à criação de dispositivos que facilitem o acesso à informação e permitam à gestão conhecer as demandas da comunidade interna e externa, a fim de respondê-las de forma ágil e satisfatória. 2.º Ensino de graduação: Consiste em oferecer condições e espaços não só para a produção e difusão do conhecimento, mas também para formar indivíduos com valores ético-políticos que possibilitem sua inserção nos espaços coletivos da sociedade; e dê a eles capacidade para intervir nos processos de transformação social. 3.º Pesquisa e a pós-graduação: Nossa política responde aos desafios de consolidar os mestrados e criar cursos de doutorado na Uern, ampliando e dando maior visibilidade e impacto à produção acadêmica dos pesquisadores. E, ao mesmo tempo, extrapolar a dimensão do crescimento econômico priorizando o desenvolvimento humano e social do RN. 4.º Extensão universitária: Visa o debate constante entre comunidade acadêmica e comunidade externa, de maneira a contribuir para o enfrentamento de problemas que fortalecem as

desigualdades sociais. Nossa ideia é concretizar, por meio da extensão, o compromisso social da Universidade. 5.º Gestão de pessoas: Objetiva a participação democrática na gestão, identificação e reconhecimento de competências e habilidades, além de promover o exercício contínuo do diálogo entre os segmentos que compõem a comunidade acadêmica. 6.º Assistência estudantil: Visa alcançar uma maior qualidade no desempenho acadêmico, a formação integral dos discentes e o desenvolvimento de ações para reduzir a retenção e evasão universitárias. Essa política também está articulada às demais políticas institucionais. 7.º Infraestrutura: Contempla reparos, manutenção, conservação e construção bem planejados. Elaboração de Planos Diretores para os campi, preservação ambiental e criação de locais fa-

voráveis ao trabalho e convivência entre as pessoas. A Carta Programa da "Uern que Queremos" pode ser encontradas na íntegra no site oficial da campanha: http://www. uernquequeremos.com.br

# Ana Lúcia Dantas 44 anos Natural de Santana do Mato (RN) Graduada em Bacharelado em Física pela UFRN. Mestrado e Doutorado em Física pela UFRN; Pós-Doutorado em Física pela Universidade do Colorado (EUA). Está na Uern desde 1998 Atual diretora do campus de Natal

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Gilton Sampaio

Proposta de uma emancipação social

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firmamos que na UERN as ações extensionistas ainda não têm recebido um tratamento equitativo, quando comparado com o ensino e com a pesquisa. O nosso entendimento é de que a extensão deve ultrapassar os limites da prestação de serviços à sociedade e alcançar um patamar de emancipação social. Quando eleitos, assim propomos: ampliar ações de extensão e cultura, valorizando o seu papel transformador; incentivar o desenvolvimento de práticas extensionistas vinculadas em articulação com o ensino e a pesquisa; estímulo à criação e à consolidação de núcleos e programas de extensão, com carga horária (docentes e técnico-administrativos); ampliação da política de bolsas de extensão para alunos; instituiremos um fundo para financiamento de ações de extensão; criação de canais de comunicação on line para informação das ações; efetivação de uma política de extensão nos Núcleos Avançados de Educação Superior; incentivo à política de desenvolvimento da cultura como expressão criadora e legítima, localizada na própria vida universitária e na comunidade, em suas diferentes formas e manifestações, por meio de diferentes instâncias da UERN. Para garantir o desenvolvimento da pesquisa na UERN ainda temos muito a fazer, para que criemos condições para os docentes produzirem conhecimentos e os alunos se iniciarem no campo da pesquisa. Assim, propomos: criação e consolidação de um fundo de pesquisa na UERN; regulamentação ética da pesquisa, com respeito às especificidades metodológicas de cada área; estímulo ao desenvolvimento de pesquisas ligadas a problemas locais, a interesses nacionais e à melhoria da qualidade de vida da população; incentivo à criação de periódicos (on line e impressos) em parceria com outras IES; ampliação e efetivação da política de editoração das Edições UERN; estímulo à realização de estágios de pósdoutorados (Brasil e exterior), com política de bolsas e de garantia de liberação e promoção de ações para a inserção de um maior número de alunos, técnicos e docentes; garantia da participação de docentes, discentes e técnicos em eventos acadêmicos da área. Estímulo e inserção de grupos de pesquisa em redes de cooperação internacional, nacional, regional e local, para fins de desenvolvimento institucional e alargamento de parcerias, convênios e projetos de pesquisa. 6

Para uma política do ensino de graduação e de pós-graduação, faz-se necessário que a UERN disponha de recursos para implementação de novos cursos e melhoria das condições estruturais de funcionamento dos já existentes. A criação de novos cursos deve atender às necessidades da sociedade e não às conveniências e interesses de grupos políticos. O nosso compromisso é de assegurar o bom funcionamento dos cursos existentes com instalações adequadas, como laboratórios, melhoria da estrutura e do acervo de nossas bibliotecas, residência estudantil, restaurante universitário, transporte, dentre outras, garantindo condições de permanência dos alunos dentro da universidade, assim como proposto detalhadamente na nossa Carta-Programa.

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# Gilton Sampaio 43 anos Natural de Encanto/RN Graduado em Letras, Língua Portuguesa, Inglesa e respectivas Literaturas pela UERN Mestre em Linguística Aplicada (UFRN) e pós-doutorado em Estudos Comparados (França). Está na UERN desde 1993 Professor, licenciado da função de diretor do Campus Avançado Prof. Maria Elisa de Albuquerque Maia, em Pau dos Ferros.


Pedro Fernandes

Universidade para o futuro

A

Uern encontra-se em um contínuo processo de transformação em busca da Universidade para o futuro. Nosso plano de gestão tem sido construído num contínuo processo de reflexão e diálogo. Estamos procurando trabalhá-lo de modo a entender as necessidades de articulação entre os diferentes segmentos da Instituição, bem como os aspectos estruturais, organizacionais e funcionais que dificultam o avanço da Universidade. A nossa Universidade tem uma importante missão de servir para a transformação da sociedade. Essa dimensão só será possível trabalhando as necessidades dos segmentos. Entendemos que não existe Universidade forte, com pós-graduação forte, sem ter uma graduação também forte e é por isso que focamos o nosso plano de gestão em buscar a excelência acadêmica. É preciso reestruturar os projetos pedagógicos dos cursos, estimulando a reorganização dos seus Núcleos Pedagógicos e criar mecanismos que facilitem a mobilidade entre unidades de ensino da Instituição, de acordo com as necessidades acadêmicas, técnicas e científicas do aluno e do curso. Temos como prioridade a permanência do aluno na Instituição. Nossa proposta é definir e reestruturar as estratégias para a permanência dos alunos nos cursos de graduação da UERN e definir uma política de estágio, a partir das diretrizes propostas para o ensino superior, e melhorar a articulação para a oferta maior de estágios durante a formação acadêmica. Também entendemos ser necessário gestar uma política de capacitação continuada para o exercício da docência no ensino superior. No campo da pesquisa científica, propomos induzir uma política de institucionalização e gestão dos projetos e pesquisa da UERN e definir uma política de pesquisa no que diz respeito ao apoio à iniciação científica e aos recémdoutores para o desenvolvimento de projetos institucionais. Também propomos a criação do programa Pesquisa em Movimento viabilizando as condições para a articulação e mobilidade externa de estudantes e pesquisadores, além de ampliar e fortalecer o apoio e infraestrutura destinados aos grupos de pesquisa e aos pesquisadores para atingir a excelência e consolidar a UERN como um locus de pesquisa.

A extensão universitária é um processo interdisciplinar, educativo, científico, cultural e político que promove a interação transformadora entre a Universidade e outros setores da sociedade. Nesse entendimento, propomos estabelecer mecanismos indutores do desenvolvimento da extensão universitária, estimulando a participação de docentes, discentes, técnicos administrativos e agentes da sociedade, favorecendo a inclusão de atividades que aproximem Universidade e sociedade, além de promover a diversidade cultural, artística e esportiva e viabilizar o fortalecimento de uma política de extensão a partir de programas estruturantes nas áreas básicas que apresentam demandas de saúde, educação, trabalho, cultura, direitos humanos, meio ambiente e comunicação. Para isso, é necessário estabelecer parcerias interinstitucionais, de modo a gerar re-

cursos e acordos que contribuam para o crescimento e divulgação das práticas extensionistas da UERN, sem deixar de fortalecer as atividades institucionais já consolidadas relacionadas à extensão na região.

# Pedro Fernandes 38 anos Natural de Mossoró-RN Graduado em Ciências da Computação pela UECE Mestre e Doutor em Engenharia Elétrica (Desenvolvimento de Software) Está na UERN desde 1998 Professor, chefiou a pró-reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação

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Paisagens

O nosso sol e mar F

lor do Caribe é a nova trama do horário das 18h da Rede Globo. O início do folhetim é motivo de muita vaidade para os potiguares que diariamente se deparam com belas paisagens ressaltando o nosso sol e mar. Parte do enredo se passa com núcleos de personagens nativos do interior do Rio Grande do Norte. E, para dar maior verossimilhança, os atores do núcleo central passaram cerca de um mês gravando. Uma das principais locações, Vila dos Ventos é um dos destinos preferidos dos turistas. Os cenários incríveis que serviram de pano de fundo para os personagens da novela de Walther Negrão estão ao alcance de todos. "Estou deslumbrada com a beleza desse lugar maravilhoso", descreve a atriz Grazi Massafera, sobre Pipa, ao site institucional da novela. Já, em Genipabu, o cenário para os passeios de bugue foi o foco. A novela é escrita por Walther Negrão, com

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direção de núcleo de Jayme Monjardim e direção geral de Léo Nogueira. Confira na ilustração os principais pontos e destinos que servem de cenário para a trama global. “Só se faz lembrado quem se faz visto. Essa frase é muito pertinente ao turismo; é preciso que as pessoas conheçam, para que tenham interesse em visitar”, ressalta o secretário de Turismo do Rio Grande do Norte, Renato Fernandes. Ele completa ainda: “O Rio Grande do Norte ganhou um presente de dimensão internacional, porque a abrangência da TV Globo vai levar nossas belezas para todo o País, mas também para diversos lugares do mundo”. “Com esse ‘presentão’ para o turismo do Estado, o nosso desafio será agora vincular a imagem das nossas belezas àquele material. Para isso, estamos organizando um plano de mídia e marketing para vender nossos destinos e, assim, atrair mais turistas”, detalhou Fernandes.

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Paisagens Editoria de Arte: Neto Silva

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Homem do campo

Fé em São José renova esperança Novenário de São José termina na terça-feira, 19, data dedicada ao santo; o homem do campo renova sua fé na esperança de chuva, o que indica, na sabedoria popular, indicativo de bom inverno

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Homem do campo

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paróquia de São José entra na reta final dos festejos de São José, que tiveram início no último dia 9, na igreja da paróquia que leva o nome do santo, localizada na Rua Venceslau Braz, S/N, no bairro Paredões (zona norte). Com o tema "São José, Fortes na Fé, Anunciamos o Poder da Vida", os festejos estão divididos em duas frentes: a programação religiosa, que ainda segue com o novenário até à noite desta segunda-feira, 18, e, na terça, a grande programação de enceramento do período. Já a programação social trouxe novidade com a participação dos grupos comandados pelo Terço dos Homens da Casa da Mãe Rainha, que conduziu a visita da imagem de São José às carpintarias da cidade. “A programação em alusão aos festejos de São José acontece bem antes do período de novenas, quando peregrinamos com a imagem nas diversas carpintarias da cidade, como forma de homenagear esses profissionais, que exercem o mesmo ofício de São José”, relembrou o padre Carlinhos. Em todas as noites, antes da novena, um grupo religioso de viúvas promove o Terço de São José, às 18h30. Ainda há o terço na noite de hoje e amanhã. Já na programação cultural e social, os festejos contam com a colaboração de escolas e cantores da terra, no espaço denominado Carpintaria Cultural. Hoje à noite, após a missa, a festa fica por conta da cantora Natali Vox e banda Abadala, e amanhã, no último dia de programação depois da missa, será a vez de a banda Pegada de Luxo animar os fiéis. Este domingo será o dia de um dos mais importantes momentos da programação com a realização da 1.ª Pedalada Ciclística de São José. Com saída marcada para as 7h30, serão percorridos 8,7km. A concentração será na frente da Igreja São José e os participantes serão recepcionados com brindes, lanches e concorrerão ainda a três bicicletas. Para participar, o ciclista deve contribuir com um quilo de alimento não-perecível no ato da inscrição que acontece na secretaria da Igreja de São José. O arrecadado com a doação será destinado ao Projeto Esperança e ao abrigo Amantino Câmara, que fica ao lado da igreja. As novenas, que ocorrem hoje e amanhã, têm início às 19h30. Já, na

próxima terça-feira, dia do encerramento, será realizada a tradicional procissão de São José, percorrendo as ruas do bairro Paredões, às 17h. A festa de São José é um evento tradicional não apenas em Mossoró, mas em diversas cidades do Nordeste, isso porque o santo é considerado por muitos fiéis como padroeiro do homem sertanejo, sendo bastante evocado por chuva.

Os fiéis esperam pelo dia 19 com atenção especial. A sabedoria popular dos católicos reza que, caso chova no dia de São José, é um indicativo de bom inverno. O Rio Grande do Norte vem enfrentando uma estiagem que já se prolonga desde o ano passado, daí a fé reforçada e um dia esperado com muita esperança pelo sertanejo.

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sua carreira

Rafael DemeTrIuS 4ª Dica

10 dicas para acabar a pressão no trabalho

Na hora de tomar a decisão sobre que tarefa fazer, procure priorizar o que deve ser feito. Anote em um papel todas as tarefas que você tem que fazer e o prazo para concluí-las. Enumere as atividades mais importantes, as mais urgentes, aquelas que devem ser cumpridas obrigatoriamente, assim tudo ficará mais fácil. 5ª Dica

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s organizações trabalham em um cenário de redução de custos, mas, ao mesmo tempo, de aumento de produtividade. As equipes, cada vez mais reduzidas, fazem com que um volume grande de atividades seja destinado a um número reduzido de colaboradores. O trabalho sob pressão acontece por questões de competitividade, desorganização da empresa e a ansiedade dos profissionais em relação ao tempo. A bem da verdade, é que o ser humano sem pressão não produz. Claramente, se a empresa são tiver prazos, processo e rotinas, a tendência é que muitos profissionais percam o foco de suas atividades e se percam. A pessoa deve perceber que está trabalhando sob pressão quando as cobranças passam a ser superiores às suas atribuições. O aumento da demanda de trabalho, que transborda na rotina diária, faz com que certas atividades se tornem urgentes sem esta real necessidade. A administração do tempo é fundamental para o sucesso. Por conta da estrutura cada vez mais enxuta das empresas, existe uma jornada de trabalho ou uma série de atividades muito maior do que a capacidade do profissional. A organização é competência essencial e elencar as ações do dia a dia auxilia expressivamente na organização do tempo. O brasileiro tem a fama de procrastinar suas tarefas, deixa as atividades ‘para mais tarde’ e depois não sabe como administrá-las. x

Tente resolver apenas o que é controlável. Nada de achar que você pode ajudar todos os setores, que é capaz de resolver tudo. Na maioria das vezes os jovens agem por impulso, querem resolver todos os problemas da empresa e de forma mais rápida, mas acabam não resolvendo nada. 6ª Dica

Para quem pensa em subir na empresa, saiba que quanto mais alto a gente sobe na hierarquia, maior a pressão e responsabilidade que sofremos. O salário aumenta, mas as cobranças por resultado também são proporcionais. Para progredir devemos nos acostumar com isso. Quem quer subir em uma empresa tem que encarar os serviços e os prazos que aparecerem ou então corre o risco de ficar na mesma função, ganhando a mesma coisa e por muito tempo. 7ª Dica

Um dos maiores problemas da pressão é relacionado aos prazos que são cada vez menores. Saiba que os prazos do trabalho são ditados pelo mercado, que está cada vez mais dinâmico, rápido e competitivo. Se o mercado precisa de uma solução amanhã não adianta a gente propor esta solução para daqui a seis meses que perdemos o negócio e consequentemente o dinheiro. 8ª Dica

1ª Dica

Tentar manter a calma para as tomadas de decisão é o primeiro passo a dar. Não adianta puxar os cabelos, fazer cara de louco ou começar a gritar. Quanto maior o desespero maior a chance de errar ou tomar uma decisão que pode se tornar um problema ainda maior. Por isso na hora da pressão respire fundo, e procure manter a cabeça no lugar.

Quando o prazo da tarefa é curto demais, é evidente eu sempre tentaremos renegociar, um prazo mais razoável, mas nem sempre é possível, as vezes a resposta que está sendo aguardada tem que ser imediata. Em situações como essa, sugiro que caso não consigam aumentar o prazo, e o tempo que é dado não é suficiente pra realizar a tarefa, então é melhor recusá-la. É melhor que aceitar e não cumprir os prazos.

2ª Dica

9ª Dica

Tente não atropelar as etapas do problema ou da tarefa. Procure analisar a raiz do problema, o caminho que você tem para seguir para realizar a sua tarefa e quanto tempo você levará até a escolha mais adequada ao problema. Decida rápido, mas não faça isso intuitivamente ou de forma precipitada, porque depois o dano pode ser bem maior.

Saiba que ser produtivo significa gerenciar uma quantidade enorme de informações e tomar atitudes com máximo de resultado e de aproveitamento do tempo. Quando te perguntam se você consegue trabalhar sobre pressão, o que estão te perguntando é se você é capaz de trabalhar de maneira organizada, veloz sem perder a cabeça e comprometer a qualidade.

3ª Dica

10ª Dica

Para resolver as adversidades procure se comunicar o máximo possível. Para sua empresa funcionar bem faça reuniões periódicas, elas são importantíssimas para quem quer organização e eficiência. Não adianta esperar o fogo começar ou se alastrar para depois querer apagá-lo, às vezes pode ser tarde demais, é bem mais prudente evitar que o fogo comece.

Para finalizar saiba que conseguir trabalhar de forma eficiente não é nenhuma mágica, e por incrível que pareça tem mais a ver com calma e ponderação do que com pressa e stress. A grande verdade é que não ficamos estressados exatamente pelo “quanto” de trabalho temos a fazer, e sim pela maneira como olhamos esta quantidade e como reagimos a ela, por isso mantenha sempre a calma.

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artigo

MarcoS ASSI *

Gestão de riscos: prevenir ou corrigir?

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onversando com o assessor de gabinete do deputado federal Alfredo Kaefer (PSDB-PR), debatemos sobre a possibilidade de minha colaboração na inclusão de ementas à medida provisória 608, sobre Instituições Financeiras - Crédito Presumido e Distribuição de Dividendos. Além disso, aproveitamos também para falar sobre a Basileia 3 e chegamos à conclusão de que precisamos mudar nossa postura na Gestão de Riscos, pois somos muito mais corretivos do que preventivos. Será que exageramos? Pela nossa conclusão, não, pois há algum tempo falamos em Gestão de Riscos, mas somente atentamos para mudanças quando algum fato ocorre causando transtornos, perdas de vidas e financeiras, crises de imagem, riscos sistêmicos, perdas materiais, entre outras. Vejamos alguns fatos relevantes: precisamos de uma catástrofe em uma casa noturna para verificar que muitas outras não possuíam o mínimo de segurança contra incêndio e evacuação do local. Vamos a outro fato, estamos em época de chuvas e inundações. O que está sendo feito para minimizar os riscos? Gastamos mais com ações de emergência e socorro do que com prevenção. No que diz respeito às intervenções e liquidação de instituições financeiras, os correntistas correm o risco, e pelo jeito são eles que ficam com o risco. É verdade que o órgão regulador não possui equipes suficientes para supervisão, já que depende muito da confiança na execução de compliance pelos gestores de as referidas instituições executarem as regras. Portanto, a Basileia 3 somente solicita que seja feita a Gestão de Riscos com maior transparência. Mas, como podemos confiar nas informações depois dos últimos escândalos de fraudes contábeis, má gestão e crimes contra o sistema financeiro ocorridos nos últimos anos?

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Hoje, ser um gestor de compliance, controles internos, riscos e segurança da informação está um pouco complicado em algumas organizações, pois mesmo existindo as regras, sempre há alguém atrapalhando o processo. Digo isso, pois um SCI (Sistemas de Controles Internos) é composto por normas, procedimentos, sistemas e pessoas que, infelizmente em conversas com amigos, sempre negligenciam as normas, ignoram os procedimentos, burlam os sistemas e convencem outras pessoas a fazerem o incorreto, mesmo que por um curto momento. Quem nunca ouviu alguém falar "a

Envie artigos para esta seção pelo e-mail: redacao@defato.com

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auditoria e o compliance vivem querendo colocar regras no meu negócio" ou "esse negócio de gestão de riscos é coisa de auditoria, responde que estamos implementando" ou "faça a operação que eu abono a falta de contrato"? Agora me digam: quem assume o risco? Portanto, trabalhar com prevenção é o caminho, pois o corretivo deveria surgir somente quando a prevenção não tenha contemplado o fato. Devemos corrigir e providenciar melhorias na prevenção, afinal somente conseguimos dar importância na prevenção quando perdemos algo. Será que vale a pena correr o risco? Pense nisso.

* Marcos Assi é consultor da Massi Consultoria, professor de MBA na FIA, Saint Paul, UBS Jornal de Fato | DOMINGO, 17 de março de 2013

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adoro comer

DaVI moura

Davi Moura e Marilene Paiva, juntos

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O espaço fica dentro do Hotel VillaOeste. Pontos positivos: estacionamento e segurança. Não há a preocupação como no centro da cidade. Você vai se sentir em casa já que o ambiente é todo trabalhado em tons rústicos amadeirados e bem intimista. Ao explorar o cardápio, a parte dos cafés logo salta aos olhos. O cappuccino, típica bebida italiana preparada com café e leite, é um dos mais pedidos, muito embora as opções de cafés mais compostos também existam. Há alguns pratos doces disponíveis para o consumo imediato, como minitortas e o brigadeiro de colher. Os salgados também estão presentes: são quiches, tortinhas e até a coxinha, mas com a massa feita de macaxeira. Outro diferencial do cardápio são os crepes e waffles, doces e salgados. Dentre tantos pratos gostosos, se eu pudesse escolher apenas um para repetir, com certeza absoluta seria o hambúrguer artesanal de salmão, delicioso. Visite: Av. Pres. Dutra, 870 – Mossoró – (84) 3323-0300.

– A maior novidade do mês foi que o Adoro Comer voltou ao ar! Depois de mais de um ano afastados da telinha da TV Mossoró, retornamos com força total juntamente com o Presença, da querida Marilene Paiva. O programa é apresentado todo sábado, às 19h, na TV Mossoró - canal 7 na TV aberta e canal 24 na TCM. O formato será 6 blocos, sendo 3 liderados por Marilene, realçando a parte social; e 3 liderados por mim, sempre focando na gastronomia. Assista!

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Almoço no Hiper Queiroz Em uma dessas manhãs, organizando umas gravações da Quixote para a rede Queiroz, descobri que no Hiper Queiroz eles também servem almoço. O peso é R$ 24,90 e as opções não são muitas, mas parecem bem gostosas. Fica a dica para quem almoça ou trabalha naquela região e não tem tempo de ir para casa ou até mesmo durante a sua feira na hora do almoço, já pode poupar tempo e comer por lá mesmo. O que me chamou atenção mesmo foram as opções regionais, como coração de galinha, linguiça de frango, feijão-preto e macaxeira. Detalhe para almôndega, para quem gosta de carne. Curti, agora falta experimentar!

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Açaí Self-Service O Açaí da Praça, aquele que fica no Inocoop do Alto de São Manoel, por trás da UPA, está com uma novidade. Para evitar que os clientes demorem demais a serem atendidos, Cecília – proprietária do local – resolveu inovar com o açaí self-service. Basta entrar, servir-se com a opção de açaí ou sorvete de diversos sabores (ou os dois ao mesmo tempo) e colocar as frutas, granola, docinhos e opções de cobertura que quiser. Claro que, além disso, o cardápio está funcionando normalmente, com as tapiocas, sanduíches árabes e até os frozen iogurts. A graça também fica por conta do ambiente rústico e acolhedor, além da música ambiente. Há entregas em domicílio, basta ligar para: (84) 3314 0684.

Canacafé no Hotel VillaOeste

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Álibi Lazer e Gastronomia Tibau é a nossa prainha querida. Somos abençoados com um paraíso tranquilo a menos de 50km de distância e com Patrício Português, que resolveu reabrir o Álibi. O empresário transformou a parte mais alta em um restaurante fino e elegante, com uma estrutura excelente, com vista para a praia, além de uma piscina que convida para o mergulho e um cardápio excelente, que foi elaborado pelo chef João Gomes. As opções culinárias são focadas em peixes e frutos do mar. Notícia para os fãs da loira gelada: além das marcas conhecidas, ainda há a Malzbier, Therezópolis, Budweiser e a verdinha Heineken. Destaque para o filé de peixe com crosta de ervas, um prato aromático e macio. Seu complemento é o purê de jerimum com queijo, excelente. Indico! Visite: fica na R. Nenê Cordeiro, em Tibau. Logo se vê o nome Álibi bem grande em destaque. Fica quase no início na ladeira que dá para a praia do Ceará. Contato: (84) 9450 1615.

Aproveite e acesse o http://blogadorocomer.blogspot.com para conferir esta e outras delícias! 14

Jornal de Fato | DOMINGO, 17 de março de 2013


Risoto de queijo

adoro comer

Rende 5 porções

InGreDIenTeS • 4 colheres de sopa de manteiga • 1 cebola picada • 2 xícaras (café) de arroz arbóreo • 1 colher de chá de sal • 1 xícara de chá de vinho branco seco • 1/2 colher de sopa de açafrão em pó • 1 1/2 litro de caldo de legumes • 1 xícara de café de queijo ralado (eu utilizei 7 fatias de queijo muçarela picadinhas)

MODO DE PREPARO • Para começar, reserve os legumes que vai usar no caldo. Separe um pouco mais de 1 litro e meio de água (já que evapora) e coloque os legumes dentro. Usei tomate, cenoura, manjericão e coentro. O tempo de cozimento varia. Mas uma dica é olhar a cor da água: quando estiver mais escura, é porque já está bom; • Derreta 3/4 da manteiga e a cebola. Coloque o arroz e o sal e mexa até incorporar; • Acrescente o vinho e deixe secar (seca super-rápido! Fique ligado no ponto certo); • Misture o açafrão e 1 xícara do caldo de legumes. Vá cozinhando em fogo baixo até secar a água; • Atenção: o arroz arbóreo solta amido, por esta razão é bom sempre prestar atenção para a hora de acrescentar mais caldo de legumes. Vá tomando cuidado para não grudar no fundo da panela. É a etapa mais demorada; • Quando todo o caldo for acrescentado, acrescente o queijo, o resto da manteiga e mexa delicadamente até incorporar; • Após isso, deixe descansar cerca de 2 minutos com a panela aberta. O ideal é que seja servido quente, assim que sair do fogo.

Jornal de Fato | DOMINGO, 17 de março de 2013

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Revista de Domingo nº 555