JornalCana - Edição 261

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TECNOLOGIA AGRÍCOLA

Outubro 2015

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ENTREVISTA - Michel da Silva Fernandes, gerente de produção agrícola da Usina Cerradão

DOUTORES DA CANA! Os cases de quem partiu na frente na corrida pelas altas produtividades

tivemos bons resultados e os utilizamos em canas de maior potencial, cobrindo cerca de 25% da área. Fui trabalhar na Dreyfus, e quando retornei estava se aplicando em 40% da área. Em conversa com a diretoria, e avaliando os resultados nossos e de outras áreas, passamos a aplicar em 80% de nosso canavial.

JornalCana – Qual a visão da Usina Cerradão sobre a importância de produtividade agrícola dentro do processo produtivo da sucroenergia? Michel da Silva Fernandes - Temos a total certeza de que a produtividade agrícola é o fator mais importante para a redução de custo. É o que o setor está buscando. Diferentemente de grande parte das usinas, na Cerradão estamos investindo em aumento de produtividade, pois o nosso custo global se dá em R$/tonelada. Portanto não podemos economizar em fatores que aumentam nosso índice de tonelada de cana por hectare, o TCH. Quais decisões que vêm sendo tomadas que refletem na manutenção das altas produtividades dos canaviais da Cerradão? Sem sombra de dúvidas para nós foram dois fatores indispensáveis: o controle correto de pragas e o aumento na utilização de micronutrientes e Nitrogênio no período das águas, quando o canavial está apto a recebê-los. Dentro do pacote tecnológico adotado

Michel da Silva Fernandes, da Usina Cerradão

pelo departamento técnico da Cerradão, a nutrição complementar configura-se como uma ferramenta de relevância? Com certeza, a nutrição complementar é

de extrema relevância para nós. Na minha primeira passagem pela Usina Cerradão, começamos fortemente a fazer estudos da utilização dos micronutrientes na folha, onde

Que benefícios extras o senhor observa a partir do uso da tecnologia da nutrição complementar? Há mais ou menos 8 anos figuras importantes no cenário nacional de adubação eram totalmente contrários à utilização de micronutrientes via foliar em cana, principalmente alguns dos consultores que me guiaram por tempos. Mas, sentindo na pele que a região de cerrado era bem diferente das demais, começamos a fazer testes com micronutrientes no sulco de plantio e vimos respostas positivas. Depois passamos a avaliar os resultados na soqueira, com micronutrientes e Nitrogênio líquido, tudo isso com muito respaldo da equipe técnica da Ubyfol. Hoje tenho convicção em afirmar que os micronutrientes aplicados no plantio e principalmente na soqueira dão respostas positivas. Esta tecnologia se configura como ferramenta importantíssima para se obter maior produtividade, especialmente em um ano de crise.


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