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As matérias assinadas da edição são de inteira responsabilidade de seus autores. Proibida a reprodução total ou parcial dos textos sem autorização do veículo ou autor. O conteúdo dos anúncios é de inteira responsabilidade das empresas ou criadores que os publicam.

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Editor: Claudio Fontoura Reportagem: Rosangela Groff e Ana Paula Megiolaro Planejamento Gráfico: Carlos Rema Revisão: Gustavo Cruz Ilustração Capa: Jean Pierre Corseuil Tiragem: 10 mil exemplares Circulação e Distribuição: Gratuita e circula nos Estados de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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A Revista ASDAP é editada pela empresa Esporte Motor.

Representante Comercial 20 importante na cadeia automotiva

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Entrevista: Tarso Genro conversa com nossa redação

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Conselho Editorial Celso Zimmermann, Henrique Steffen, José Alquati e Thiago Alves

prazo está terminando

Certificação:

Associação Sul-Brasileira dos Distribuidores de Auto Peças (ASDAP) Endereço: Rua Domingos Martins nº 360, sala 403, Centro - Canoas/RS Site: www.asdap.org E-mails: revista@asdap.org Telefone: (51) 3059-8034

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Conselheiros Celso Zimmermann (zimmermann@asdap.org) Fernando Bohrer (recove@asdap.org)

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Marcelo Zambonin - Diretor Financeiro (financeiro@asdap.org)

Flávio Telmo - Diretor Administrativo (administrativo@asdap.org)

Rogério Mendes Colla - Vice-Presidente (vicepresidencia@asdap.org)

Henrique Steffen - Presidente (presidencia@asdap.org)

Diretoria Executiva

Fique ligado!

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Expediente

Sumário

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Saiba tudo sobre o E-social

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Entidade

Fortalecer a representatividade da associação, solidificar a imagem da entidade no segmento e realizar ações que proporcionem conquistas coletivas são objetivos da Asdap para este ano

Confraternização de final de ano faz um balanço de atividades

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Entidade

Mais de 130 pessoas participaram do jantar de confraternização da Asdap, que ocorreu no dia 22 de novembro passado, no Dado Bier do Bourbon Country, em Porto Alegre. Convidados e esposas conheceram as atividades que foram executadas pela Associação durante o ano de 2013. Entre eles, o presidente do Sincopeças-RS, Gerson Nunes; o presidente do Sindirepa-RS, Enio Raupp, o supervisor de Educação e Tecnologia do Senai Automotivo, Felipe Andreolla, o titular da Delegacia Especializada da Receita Estadual (16ª DRE) da Secretaria da Fazenda do RS (Sefaz), Ernani Mulher, e o economista Alfredo Bischoff, entre outros. O encontro teve a apresentação do humorista gaúcho André Damasceno. Empresários da Suloy, KS, Centrinel, Juntas ABR, Válvulas BBB, Mahle, Aplic e Sintermetal fizeram parte do grupo de fabricantes de autopeças que confraternizaram com a Asdap. Representantes de outras marcas também sentaram às mesas do jantar, como os da Sampel, Cerri, Continental, Delphi, Driveway, Hiperfreios, Kostal, Marflex, Moura e Sintech. A imprensa também esteve presente ao evento com integrantes do Correio Mecânico e da Oficina Brasil, assim como o representante da Federação Gaúcha de Automobilismo (FGA) e diretor da MotorSport, Cláudio Fontoura. Os convidados foram recepcionados pelo presidente da Asdap, Henrique Steffen, da Giros Peças, entre eles, Ademar e Olavo Gazzola (Tekno Diesel), Alcemar Guterres (Recomáquinas), Arnaldo Luiz Klin (Redepeças), Carlos André Sisto Ribeiro (Foguete), Celso e Ronado Zimmermann (Guido Zimmermann), Eduardo Oliveira (Remot), Fábio Corrêa (Focus), Fernando Bohrer (Recove), Flávio da Silva Telmo e Paulo Ricardo Izidro (Meridional), Flávio Ramos (Ramos e Copini), José Carlos Alquati (Pegasus), Julio César Chaves e Luciano Aquino (Roni), Laércio Firmino dos Anjos (LF MGA), Luis Alberto Costa (Filipinas), Marco Antonio Machado (Tecnipeças), Ricardo Krolikowski (RKL), Roberto Sperini (Orbid), Roberval Sebastião Silva

(Redemaq), Rogério Mendes Colla (Auto Pratense), Sergio João (Climer), Silvio Cohn (JRS Distribuidora) e Valquir e João Jefremovas (Bodipasa).

Projetos para 2014 A Asdap definiu três objetivos que deverão ser trabalhados em 2014: fortalecer a representatividade da associação, solidificar a imagem da associação no segmento e realizar ações que proporcionem conquistas coletivas. De acordo com o executivo da Associação, Thiago Alves, o Plano de Trabalho da entidade apresenta diversas ações que devem ser realizadas este ano para atender as propostas de atividades. Entre estas proposições, a Associação intermediará a relação com os órgãos públicos, municipais, estaduais e federais, propondo medidas de interesse geral para os associados; fará a captação de novos associados nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná; promoverá a aproximação da associação com outras entidades do mercado. "A Associação irá buscar também o fortalecimento das reuniões mensais com a

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Jantar reuniu mais de 130 pessoas, entre convidados e esposas. Empresários do segmento de distribuição e fabricantes de autopeças conheceram os trabalhos desenvolvidos pela associação em 2013

realização de pautas de trabalho pertinentes às empresas associadas e deverá desenvolver novas parcerias comerciais e técnicas, além de dar continuidade à parceria com o Senac-RS", complementa Alves.


Escrituração Digital

eSocial: como não ser pego de surpresa O governo federal implantará em 2014 um programa que vai coletar informações da folha de pagamento e das obrigações trabalhistas, previdenciárias e fiscais das empresas: o eSocial. O módulo do Sistema Público de Escrituração Digital (Sped) será implantado no país com a promessa de simplificar a vida do empregador e da área contábil ao unificar informações e eliminar formulários e algumas obrigações acessórias. De acordo com Sérgio Approbato Machado Júnior, presidente do Sindicato das Empresas de Contabilidade e de Assessoramento no Estado de São Paulo (Sescon-SP), entre os objetivos do novo sistema estão a garantia dos direitos trabalhistas e previdenciários, a formalização do emprego, a

simplificação do cumprimento das obrigações principais e acessórias para redução de custos e da informalidade no mercado de trabalho. “O eSocial possibilitará a transparência e a qualidade das informações corporativas, mas também será um grande desafio para o país”, considera o presidente do Sescon-SP. O programa atenderá as necessidades da Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), da Caixa Econômica Federal (CEF) e do Conselho Curador do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), além da Justiça do Trabalho. A ideia do eSocial é ter todas as declarações num clique. “Serão eliminados uma série

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de procedimentos e de softwares. Bastará o WebServices”, disse Samuel Kruger, contador, auditor fiscal da Receita Federal do Brasil (RFB) e um dos criadores do eSocial, em evento voltado a empresários contábeis realizado pelo Sescon-SP recentemente. Segundo ele, também há módulos via web para pequenos empregadores: domésticos, segurado especial, pequenos produtores rurais, empresas do Simples Nacional e microempreendedores. A promessa é de interação direta e possibilidade de transmissão com horário programado e de forma descentralizada, ou seja, por departamento da empresa e por estabelecimentos, quando a localização da fonte dos dados é diferente do endereço da matriz


da empresa. O novo sistema inclui ainda integração com servidores da RFB para apuração automática dos débitos e créditos tributários. Haverá também um novo DARF, que unificará diversas informações. “O problema é que não permite compensações”, lamenta Kruger, explicando o que seria o único ponto fraco do sistema em sua opinião. Para a contadora e tributarista Daisy Machado, da Planper Assessoria, de Porto Alegre, o eSocial é uma revolução em termos de cultura de empregadores e empregados com ou sem vínculo de emprego. Segundo ela, as alterações básicas se assemelham às mudanças ocorridas quando da implantação dos outros Sped (Sistema Público de Escrituração Digital), como as contribuições e o EFD Fiscal, por

exemplo. “Ao invés de gerar impressos, passa a gerar arquivo”, indica. A contadora especifica que, ao contrário das anteriores, o eSocial não tem PVA (Programa Validador e Assinador), pois o arquivo será transmitido pelo Receitanet através do uso da certificação digital (própria ou por procuração eletrônica). “Após a transmissão, o responsável pela folha irá entrar no e-cac para ter acesso às informações transmitidas anteriormente e então validálas, gerando a GPS e o IRF-folha com o fechamento da DCTF Previdenciária”, explica. Para a tributarista, este processo deverá provocar um determinado congestionamento no portal e-cac da Receita Federal. “Esperemos que ele esteja preparado para atender a demanda”, considera.

Processo de transição nas empresas “Não podemos esquecer de todas as ocorrências do mês, como, por exemplo, admissões, rescisões, troca de horários, setores, funções, férias, etc., que passam a ser chamados de eventos e que alimentaram uma base de dados chamada RET (Registro de Eventos Trabalhistas)”, observa Daisy. Essas informações devem ser transmitidas conforme forem ocorrendo para que a folha possa ser fechada ao final do mês. Em termos de prazos, o limite é dia 7 de cada mês, data de quitação do FGTS. “Após o fechamento da folha é que então se poderá entrar no

conectividade da CEF e fazer a emissão da GRF (Guia de Recolhimento do FGTS)”, complementa. Hoje, referente ao início da obrigatoriedade de utilização, as empresas devem observar um cronograma específico. A transmissão dos eventos iniciais e tabelas deverá ocorrer até 30/ 04/2014 para produtor rural pessoa física e segurado especial; até 30/06/2014 para as empresas tributadas pelo Lucro Real; até 30/11/2014 para as empresas tributadas pelo Lucro Presumido, Entidades Imunes e Isentas e optantes pelo Regime Especial Unificado de Ar-

Como se preparar para o eSocial: - Ordem e coerência nas informações de cadastro dos trabalhadores; - Contratação de software de folha de pagamento compatível com o WebSer-vices; - Conscientização dos empresários para o correto fornecimento de informações para alimentação do sistema; - Treinamento dos profissionais para manuseio do sistema.

Para implementar o eSocial será preciso: - Ter à disposição informações do empregador e tabelas de rubricas já utilizadas atualmente; - Alimentação inicial do Registro de Eventos Trabalhistas (RET), lembrando que informações pretéritas não serão transmitidas. Somente eventos de vínculos ativos na data de início da vigência do sistema.

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José Patrício/Arquivo Estadão

recadação de Tributos e Contribuições devidos pelas Microempresas e Empresas de Pequeno Porte - Simples Nacional, Micro Empreendedor Individual (MEI), contribuinte individual equiparado à empresa e outros equiparados à empresa

ou a empregador; e até 31/01/ 2015 para os órgãos da administração direta da União, Estados, Distrito Federal e Municípios, bem como suas autarquias e fundações. “Os eventos iniciais assim denominados são as informa-

ções relativas à contratação e utilização de mão de obra onerosa, com ou sem vínculo empregatício, que serão repassados ao Sped para lastrear as informações de RET e Folha posteriores”, alerta a contadora. A dica principal para ter sucesso na implantação do Sped, de acordo com ela, é que as empresas verifiquem se seus cadastros estão em ordem e se a identificação das tabelas está correta. “Mesmo tendo um escritório contábil terceirizado, conheçam o processo e o que está sendo informado, principalmente nas tabelas de cargos e

na tabela de horários, assim como o evento S-2420 que relaciona as atividades desempenhadas, que terá como destino a informação do PPP (Perfil Profissiográfico Previdenciário) que vai alimentar a base do INSS e possivelmente a fiscalização do Ministério do Trabalho”, reforça Daisy. “Todos devem se interar das informações exigidas pelo EFD Social. É uma radicalização na estrutura de dados dos órgãos RFB, MTE, INSS, CEF e FGTS. É muito importante que todos participem deste processo de transição”, conclui.

Mudanças e Custos Segundo Fabiano Giusti, gerente trabalhista da Confirp Consultoria Contábil, empresa paulista, o eSocial também obrigará a uma mudança cultural na empresas. “Ações que eram comuns nas empresas terão que ser revistas, um exemplo é referente aos exames demissionais e admissionais, e a entrega do Atestado de Saúde

Ocupacional (ASO), que muitas empresas pediam para ser realizado depois da contratação; a partir de agora, o mesmo terá que acontecer com antecedência, senão, não poderá ser efetivado o contrato”. Outro exemplo citado pelo especialista são os casos de férias. “Atualmente, as empresas em alguns casos marcam férias

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dos colaboradores sem os 30 dias de antecedência exigidos por lei; agora se fizerem isso, estarão sujeitos a multas”. Giusti também lembra que, possivelmente, haverá custos adicionais para as empresas. Entre os novos custos, o principal é o alto valor de atualização dos sistemas informáticos de folha salarial, que terão que

ser compatíveis com o eSocial, sem falar nos investimentos em treinamento de empregados. Além disso, no início haverá a convivência dos vários sistemas, como, por exemplo, o eSocial e o Caged. Nesse período de transição, as empresas terão que arcar com o custo do envio de informações em duplicidade.


Especial

Certificação: prazo para o comércio está se esgotando Amortecedores da suspensão, bombas elétricas de combustível para motores do ciclo Otto, buzinas, pistões de liga leve de alumínio, pinos e anéis de trava (retenção), anéis de pistão, bronzinas e lâmpadas são peças que devem ter o selo do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) até julho deste ano. Esse é o prazo-limite para o comércio adequar os seus estoques dentro às novas exigências. Fabricantes e importadores tiveram até janeiro de 2013 para ficar em dia com as novas normas. Vidros de segurança de parabrisas (temperado e laminado), pneus, catalizadores, fluido de freio e rodas automotivas já são produtos regulamentados pelo Programa de Certificação Compulsória de Componentes Automotivos, que estabelece os requisitos mínimos de segurança para peças e acessórios. A fiscalização dos estoques é feita pelo próprio Inmetro, que se utiliza de seus técnicos e dos IPEMs de cada estado. Verificam se o produto possui a certificação (existe uma identificação), coletam peças e conferem em laboratório se o item atende aos requisitos da certificação, podendo fazer a apreensão de produtos que não possuam a certificação exigida. Os estabelecimentos em que forem encontradas irregularidades terão até dez dias para apresentar defesa ao Instituto e estarão sujeitos às penalidades previstas em lei (nº 9.933/99), com multas que variam de R$ 100,00 a R$ 60 mil. Essas penalizações variam de acordo com o tamanho do lote irregular, o tamanho do negócio, se há reincidência e ti-po de irregularidade.

Na opinião de Marcos Carvalho, do setor de compras da MV Comércio de Autopeças, de Canoas (RS), a certificação das autopeças será boa para o mercado, pois vai regulamentar a comercialização desses produtos. "O selo vai tirar do mercado as peças que vêm de fora e não passam por nenhum controle. É preciso terminar com as clandestinas. Vamos apostar agora na fiscalização destes itens", espera Carvalho, indicando outras peças que deveriam passar pela regulamentação, como freios, pivôs e molas. Ele aproveita para salientar a importância também da certificação dos profissionais das retíficas. "Ajudaria muito se fossem regulamentados os mecânicos, quem aplica as peças, para que tenham competência para fazer o serviço", destacou."É necessária a capacitação para aplicação de equipamentos e para dar a garantia também desses produtos", complementa. Quanto ao estoque, Carvalho diz que a MV já tem as lâmpadas certificadas e estão procurando comprar todos os itens com o selo do Inmetro. "Acho que os fabricantes irão acabar com o estoque primeiro. Vamos acompanhar porque é importante", conclui. Cláudio Brondani, proprietário da Brondani Autopeças, de Porto Alegre, também declara que está informado a respeito das novas re-

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Carvalho: selo vai tirar do mercado as peças que vêm de fora e não passam por nenhum controle gras. "Desde o ano passado, acompanhei a publicação da legislação e do processo no final do ano com distribuidores. Sei que as lojas têm até a metade do ano", especifica. De acordo com o empresário, o estoque já está em dia em cerca de 90%. "Estamos girando as mercadorias todos os meses. Alguns itens apenas deveremos atu-


alizar. Meu estoque é muito enxuto, assim não terei dificuldades em atender o prazo", cita. Brondani também adota uma posição favorável à medida. "A certificação ajuda a manter a qualidade das peças. Esse caminho é o correto e a tendência é a ampliação da lista de itens que devem ser certificados", enfatiza. O proprietário da Auto Sinos Peças e Acessórios, de Novo Hamburgo, João Batista Martins, diz que o selo irá regular o segmento que possui muita mercadoria de má qualidade. "Estamos só comprando produtos com o selo. Temos pouca coisa em estoque. Como mantemos uma baixa quantidade de itens conseguimos renová-los facilmente", explica Martins. "Essa iniciativa tira a concorrência desleal do mercado, onde peças de má qualidade aparentemente são iguais às com procedência garantida, mas quando usadas colocam em risco o veículo e o seu proprietário", aponta o empresário. "Nesse primeiro momento, são certificadas algumas peças, mas, futuramente, acho que toda a linha deverá ter o selo", considera.

ção. "Como produzir internamente com qualidade se entra produto similar por preço irrisório?", indaga Machado. "O que se espera com a certificação é um ajuste disto com o tempo", reforça. Em relação a novas peças que podem vir a fazer parte da certificação, o executivo acredita que "no futuro, pouco ou nada vai escapar". Conforme ele, excluindo-se alguns acessórios, quase tudo que se aplica no veículo, direta ou indiretamente, tem relação com segurança ou consumo. "É um caminho sem volta", frisa. "Acredito que a prioridade agora são produtos ligados diretamente à segurança, peças de motor (301), direção (247 e 248) e, em seguida, itens de freio e suspensão", complementa. Rotatividade Quanto à administração de estoques, Machado menciona a rotatividade dos produtos. "Devemos ter em mente que o giro, mais do que nunca, é vital (sempre foi, mas em breve estaremos impedidos de vender peças que já foram tributadas), e buscar parceiros de negócios habilitados no Inmetro para dar con-

Qualidade e segurança, não dá mais para adiar "O mercado pedia isto já há algum tempo", afirma Marco Antonio Vieira Machado, diretor de autopeças do Sindicato do Comércio Varejista de Veículos e de Peças e Acessórios para Veículos no Estado do Rio Grande do Sul (Sincopeças-RS) e diretor da Tecnipeças, distribuidora de autopeças elétricas. "A importação sem critérios achatou não só a qualidade dos produtos comercializados por nós, mas os preços e as margens com que trabalhamos", aponta. Outro aspecto importante, segundo ele, é que a importação de produtos de baixa qualidade e preço desestimula o investimento em qualidade na produ-

Lobo diz que os estabelecimentos em que forem encontradas irregularidades terão dez dias para defesa

De acordo com Machado, o mercado pedia uma iniciativa como a certificação já há algum tempo tinuidade nos negócios", estabelece. A regra é atenção máxima", finaliza. O grande potencial de risco de acidentes, por conta de não atendimento aos requisitos mínimos de segurança, foi o principal motivo para que o Inmetro decidisse iniciar um programa para avaliar a qualidade das autopeças. “O objetivo é tornar obrigatório o atendimento a requisitos mínimos de segurança para as autopeças usadas no mercado de reposição, já que as utilizadas nos veículos novos são submetidas a um processo de qualificação dos fornecedores, feito pelas montadoras”, diz Alfredo Lobo, diretor de Avaliação da Conformidade do Inmetro. Conforme Lobo, os estabelecimentos em que forem encontradas irregularidades terão até dez dias para apresentar defesa ao Instituto e estarão sujeitos às penalidades previstas na lei, com multas que variam de R$ 100 a R$ 60 mil. A fiscalização é realizada pelos Institutos de Pesos e Medidas, órgãos delegados ao Inmetro em cada estado, mas os consumidores podem apresentar denúncias por meio da Ouvidoria da entidade. A obrigatoriedade também deverá inibir o comércio ilegal de peças e acessórios falsificados, de acordo com o Instituto.

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Especial “A certificação das autopeças é um benefício para a sociedade integrando todos os atores. É bom para o fabricante que vende, para quem aplica e para quem tem o veículo”, frisa Mário dos Santos Guitti , presidente do Comitê Brasileiro de Avaliação da Conformidade (CBAC), membro efetivo do Comitê de Acreditação do Inmetro (Conac), que auxilia toda a parte de credenciamento, e superintendente do Instituto de Qualidade Automotiva (IQA). O engenheiro industrial mecânico, que atua há mais de 30 anos no setor automotivo, considera muito importante essa referência de qualidade básica estabelecida pelo Instituto. “Não importa se o fabricante é daqui ou de fora do Brasil. Todos ficam sujeitos à regra. Se um faz parte da peça, essa é verificada assim como o componente produzido por outra indústria que irá compor o produto final passa por avaliação também”, explica Guitti. Segundo ele, amostras que vão para o laboratório são arrecadadas na fábrica pelo Inmetro para serem submetidas a todos os procedimentos de análise. “Em 2012, o Instituto recolheu 820 mil peças e as testou para ver se estavam em conformidade com as regras. Em 2013, passou de 1 milhão de itens. Esse trabalho reflete o respeito em relação à segurança do veículo e ao seu proprietário. Consequentemente protege a sociedade, que também pode denunciar qualquer irregularidade suspeita para averiguação do Instituto. Todos nós somos fiscais”, frisa o engenheiro. “E essas medidas também evitam falsificações encontradas no mercado”, complementa. “O programa de avaliação de conformidade abrange cinco critérios: impactos na saúde, segurança, meio ambiente, relações de mercado e balança comercial. Na avaliação de mercado e economia, se são constatados preços muito baixos, o fabricante não está vendendo um produto com qualidade. Também o dumping é outra manobra para segurar o preço das peças, que identificamos também”, aponta Guitti. “Se houver uma impor-

O Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade (SBAC) do Inmetro tem por objetivo definir os requisitos mínimos a serem cumpridos por produtos, processos, serviços, gerenciamento de sistemas e profissionais, a fim de promover um nível adequado de confiança em sua conformidade, prevenindo práticas enganosas.

Segundo Guitti, em 2012, o Inmetro testou 820 mil peças para ver se estavam em conformidade com as regras tação com volume muito grande de certos itens isso indica que há uma deficiência na oferta interna desse produto”, especifica. “Melhor é a comercialização de produtos nacionais pois não teremos custo de transporte, por exemplo, valorizamos mais a mão de obra local e os recursos ficam no país”, referencia. De acordo com o superintendente do IQA, todas as portarias são compulsórias, têm força de lei. “Esse conceito é aplicado no mundo inteiro. Estamos utilizando critérios que já existem em outros países. O programa é dinâmico, pois está sempre sendo atualizado. Todo ano é renovado. Agora mesmo, temos consultas públicas de outros peças sendo feitas”, informa o especialista, que ainda atua junto às Comissões da Qualidade da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) e do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças). Conforme ele, o IQA é creditado pelo Inmetro para fazer cumprir as portarias. “São agentes de atuação no mercado, credenciados. Todo o ano temos auditorias para acompanhar os processos de certificação”, relata.

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 O Inmetro tem como principais atividades a metrologia científica e industrial, metrologia legal, avaliação da conformidade, acreditação de organismos e laboratórios, ponto focal do acordo de barreiras técnicas da Organização Mundial do Comércio (OMC), inovações e difusão de conhecimento e metrologia das ciências da vida, entre outras ações.  A meta da certificação das autopeças, assim como outros tipos de produtos, é informar e proteger o consumidor, promover a melhoria continua da qualidade, promover a concorrência leal, facilitar o comércio internacional e reforçar o mercado interno. O Instituto aplica oito tipos de certificação de produtos, sendo o mais comum o modelo 5 que comporta a aprovação inicial do produto, avaliação de sistema da qualidade, ensaios de amostras da produção, estoque e mercado e avaliação periódica dentro da validade da certificação.  O Inmetro, dentro do segmento automotivo, também possui o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), que acaba de entrar em sua sexta edição. São 36 fabricantes que participam do programa, com 495 modelos/versões que poderão exibir a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia, a Ence, afixada em seus vidros. A Ence classifica os modelos quanto à eficiência energética na sua categoria e traz outras informações, como a autonomia em km por litro de combustível na cidade e na estrada, e a emissão de gás efeito estufa (CO2).


Entrevista

Tarso Genro: ações estimulam indústria e comércio de autopeças Revista Asdap l Novembro/Dezembro 2014 l Ano 2 l Número 8 - 17


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A Revista da Asdap entrou em contato com o Governo do Estado do Rio Grande do Sul (RS) para buscar informações a respeito dos incentivos fiscais concedidos à instalação de novas fábricas, montadoras de veículos e de autopeças, Simples Gaúcho, e, principalmente, para saber a posição do Governo em relação ao projeto de lei sobre as mudanças na Inspeção Técnica Veicular. Assim, o governador Tarso Genro fala pela primeira vez à Revista da Asdap.

Instalação de novas fábricas O governador do RS, Tarso Genro, respondeu que desde o início da sua gestão, em 1º de janeiro de 2011, já atraíram R$ 20 bilhões em investimentos. "Elaboramos uma política ousada que partiu da modernização do Fundo de Operação Empresa do RS (Fundopem/RS), recuperação do sistema financeiro - Banrisul, Badesul e Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) - e elaboração de um programa de apoio ao cooperativismo, passando por construção da Política Industrial, Plano Safra e Mais Água Mais Renda, e se consolidou, ainda no primeiro ano, na criação da Sala do Investidor", declara o governador. O Decreto nº 48.396, de 26 de setembro de 2011, institui o Sistema de Desenvolvimento do Estado do RS (SDRS) e cria a Sala do Investidor, que é uma forma de atendimento físico e virtual às empresas. O intuito desse espaço é coordenar as ações de investimento e integrar os agentes do Sistema, a Agência Gaúcha de Desenvolvimento e Promoção do Investimento (AGDI), o Badesul e o BRDE, com as demais secretarias, prefeituras e agentes do Governo Federal. Para mais informações sobre produtos e serviços oferecidos pela Sala do Investidor, acesse: www.saladoinvestidor.rs.gov.br Com relação a esse espaço, o governador afirma que "foi colocada à disposição do empreendedor toda a estrutura estatal para dar suporte ao investimento. A empresa escolhe os tipos de benefícios que ela pretende obter. Lá, um procedimento que demoraria cerca de 90 dias para ser concluído, é resolvido na hora. Cito como exemplo a conquista da Foton (fábrica de caminhões chinesa que está sendo instalada em Guaíba). Os empreendedores estavam em contato com outro estado. Os convidamos para uma reunião na Sala do Investir. Eles ficaram encantados com a nossa capacidade e deci-

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diram pela instalação no Rio Grande do Sul".

Simples Gaúcho O Simples Gaúcho é definido como "o sistema simplificado de pagamento de impostos das microempresas, dos microprodutores rurais e das empresas de pequeno porte". Vale lembrar que ele é um instrumento legal, ou seja, a Lei nº 10.045/ 93, que assegura, por meio de regras simplificadas de apuração, a diminuição da carga tributária estadual. Com essa redução, uma das consequências diretas para estas empresas beneficiadas pela lei é um período de vida maior. Em setembro do ano passado foi divulgada a Pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) a respeito do Simples Nacional. O estudo revelou que o estado do RS está em segundo lugar com relação à menor tributação no Brasil das empresas moldadas nesse programa de benefícios fiscais do Governo Federal. Segundo matéria divulgada pela Secretaria de Comunicação do Governo do Estado do RS nos veículos oficiais, "a alíquota tributária média geral do RS sobre o faturamento das pequenas e microempresas é de 5,3%, ficando atrás somente do estado do Paraná, onde é de 4,7%". De acordo com o governador, o Simples Gaúcho "amplia os benefícios presentes no Simples Nacional, facilita os micros e pequenos empresários a contratarem e valorizarem seus funcionários, entre outras medidas que fortalecem os empreendedores". Com relação à diminuição da arrecadação direta do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS), ele esclarece que "a aplicação do Simples Gaúcho comprovou que em determinados setores a diminuição da carga tributária reflete em aquecimento da economia. O Simples Gaúcho, em conjunto com as medidas que citei ante-


Entrevista

Caco Argemi/Gabine do Governador/Palácio Piratini

Tarso Fernando Herz Genro é seu nome completo. Formado em Direito pela Universidade Federal de Santa Maria, especializou-se em Direito Trabalhista, atuou como advogado de sindicatos e associações profissionais. Isso caminhava em paralelo à carreira política, iniciando a sua vida pública em 1968, quando foi eleito vereador de Santa Maria. riormente, é um fator estratégico na consolidação dos novos patamares de crescimento que atingimos nesta gestão. O recorde histórico das exportações em 2013, cerca de US$ 25 bilhões, é reflexo de várias medidas que dão sustentação aos mais diversos setores da nossa economia, seja do campo ou da cidade".

"Lei dos Desmanches" A Lei nº 12.745, de 11 de julho de 2007, popularmente conhecida como a

"Lei dos Desmanches", discorre "sobre a comercialização de partes, peças e acessórios automotivos oriundos de veículo sinistrado ou qualquer outro veículo automotor adquirido com o fim de desmanche, na forma que especifica". Nos últimos anos, a lei vem sofrendo acréscimos: em 2012, ela recebeu mais dois novos artigos e, em 2013, um novo parágrafo, dentro de um dos artigos criados no ano anterior. Sobre as mudanças na legislação a respeito da situação dos desmanches e a sua fiscalização, o governador declara que a as vê como "altamente positivas. Estamos trabalhando para qualificarmos a aplicação da nova legislação".

Guerra Fiscal Com o propósito de trazer novos investimentos, como resultado mais geração de renda, muitos governos estaduais fomentam diversos incentivos para as empresas. Esse incentivo pode ser desde a isenção de impostos até o custeio com dinheiro público de toda a obra das insta-

lações da empresa. Esta disputa entre cidades e estados, para atrair a instalação de novas empresas em seus territórios, é mais conhecida como guerra fiscal. Um exemplo histórico foi a disputa entre os estados do Rio Grande do Sul e da Bahia pela conquista da montadora Ford. Todos devem lembrar que a montadora acabou indo para a Bahia, que na época ofereceu mais vantagens fiscais. A respeito dessa prática tão comum no país, o governador considera que "uma reforma tributária séria começa pelo combate à guerra fiscal. Por isso, estamos de acordo em ampliar esta discussão. É uma questão chave que ainda precisa ser enfrentada pelo Governo Federal e pelo Congresso Nacional. O Rio Grande do Sul já perdeu muito com a guerra fiscal, que faz com que os estados disputem investimento, sendo que poderiam trabalhar em conjunto. Já participamos de diversas reuniões no Ministério da Fazenda e nos colocamos à disposição para construir uma solução".

Inspeção Técnica Veicular O último ponto da entrevista com o governador do estado do RS abordou a inspeção veicular, uma vez que o setor de distribuição de autopeças quer saber a posição do Governo sobre o projeto de lei a respeito das mudanças na Inspeção Técnica Veicular que ainda não foi aprovado. "A aprovação depende da Assembleia Legislativa. Encaminhamos o projeto em 2011 e até hoje não houve acordo das bancadas para colocar o projeto em votação. E não acreditamos que os parlamentares colocarão em votação em ano eleitoral. Certamente é um tema que precisa ser enfrentando na próxima legislatura", anuncia o governador.

Revista Asdap l Janeiro/Fevereiro 2014 l Ano 2 l Número 8 - 19


Mercado

Presidente Henrique Steffen (terceiro da E para D) acolheu os representantes para uma conversa sobre o setor

Representante Comercial: a sua importância dentro da cadeia automotiva 20 - Revista Asdap l Janeiro/Fevereiro 2014 l Ano 2 l Número 8


A Asdap proporcionou um encontro com alguns representantes comerciais no dia 20 de janeiro para que pudessem falar sobre a importância do seu trabalho dentro do setor automotivo. Compareceram à reunião-almoço oito profissionais: o diretor da Vesper Representações, Edson Ferreira Antunes, o diretor da Roque Bhon Representações Comerciais Ltda., Rodrigo Bohn, o diretor da Geraldo Scipioni Aro Representações Ltda., Geraldo do M. Scipioni, o diretor da CP Comércio e Representações Ltda., Charles Gilmar Pacheco, o diretor Guido Zimmermann Comércio e Representações, Celso Zimmermann, o diretor da Volpe Representações, Paulo Renato Volpe e o diretor da KF Comércio e Representações, Selvino Faitão, o diretor da Recove Representações, Fernando Bohrer.

Um pouco de história Para autores como José Alípio Goulart, historiador, e Mario de Almeida, jornalista, escritores de vários livros sobre a história do comércio no Brasil, a profissão de representante comercial é uma das mais antigas no mundo. Ainda, segundo Goulart e Almeida, a profissão é de extrema valia com relação à comercialização de produtos, pois, são os representantes comerciais que conhecem os

hábitos, os costumes, enfim, a cultura da sociedade brasileira ao longo dos tempos. A representação comercial surgiu junto com a evolução do comércio. Nesse contexto, há figuras fundamentais como a do mascate, do caixeiro-viajante e do tropeiro. Esses personagens da história foram peças fundamentais para a introdução do progresso em muitos povoados visitados por eles.

A função do representante comercial Fotos: André Kotoman

O representante comercial é aquele que se dedica a conquistar novos clientes, sendo uma figura essencial para as indústrias. Ele precisa ter muitas habilidades de comunicador e compreender o perfil do mercado em que atua, prevendo as tendências, ou seja, as possíveis movimentações do setor para os próximos anos. Esse profissional leva as novidades da indústria para o distribuidor e também as necessidades do mercado para a fábrica, isto é, é ele quem faz essa ligação (comunicação) direta. Para os representantes Antunes e Bohn, a principal função deles é "gerar novos negócios, fazendo o meio de campo entre a fábrica e as distribuidoras". Apesar de não terem carteira assinada com a indústria, são eles que se expõem aos clientes que representam. Antunes pondera que "não podemos ser muito do lado do fábrica, nem muito do lado do cliente. O negócio tem que ficar bom para todo mundo". Uma característica apontada pelo grupo de representantes é que cada vez mais os profissionais estão

Edson Ferreira Antunes (Vesper Representações)

segmentados no que tange os produtos que vendem. Isso requer muito tempo de estudo e pesquisa, pois o mercado exige do representante o conhecimento aprofundado de determinado produto.

Revista Asdap l Janeiro/Fevereiro 2014 l Ano 2 l Número 8 - 21


Mercado

Forma de trabalho (metodologia e estratégia) Fotos: André Kotoman

Rodrigo Bohn (Roque Bohn Representações Comerciais Ltda.)

Representação de mais de uma fábrica Cada profissional presente no encontro possui a representação de mais de uma fábrica, com isso o representante comercial precisa conhecer muito bem cada uma delas, porque, segundo Bohn, "você precisa colocar o seu jeito de trabalhar dentro das especificações de cada fábrica". "Muitas vezes, algumas lojas têm mais poder de compra que muitos distribuidores. Algumas fábricas têm dificuldade para enxergar esse negócio", relata Bohn. Por outro lado, Antunes coloca que "as empresas querem centralizar mais os negócios com o intuito de emitirem menos notas fiscais".

"Você precisa ser honesto. Esse é o ponto principal. Se não for assim, você não sobrevive no mercado, porque muitos dos nossos negócios são realizados de forma verbal", pondera Antunes. "Os nossos clientes estão no mercado há muitas décadas, então, têm que ser honesto, responsável, ter comprometimento e, fundamentalmente, acreditar no que vende. A maioria dos nossos clientes perpassa a relação profissional e acabam tornando-se amigos", declara Bohn. Pacheco observa que "uma exigência do mercado, das fábricas, é o trabalho de promotores de venda dentro do nosso negócio. Esse é um trabalho que a gente vai ter que ampliar, tendo promotores vinculados aos nossos escritórios fazendo um trabalho na ponta, já que as fábricas, em geral, estão fazendo muito pouco nesse sentido, a não ser as grandes que tem promotores e dão esse suporte para a gente. Esse trabalho é difícil de ser criado, mas é uma necessidade do mercado e cada vez isso vai ficar mais evidente, a necessidade de atuação dentro do lojista e um trabalho interno dentro do distribuidor. Isso é muito importante, porque o distribuidor dá uma atenção à equipe de venda, ajudando-a a vender". Todos os representantes que estavam presentes no encontro concordam com isso e acrescentam que a participação da fábrica é fundamental nessa nova exigência do mercado, para que dê todo o suporte desde o planejamento, que ficará a cargo do representante, fazendo o projeto de promoção de vendas, até a sua execução.

Charles Gilmar Pacheco (CP Comércio e Representações Ltda.)

Celso Zimmermann (Guido Zimmermann Comércio e Representações) 22 - Revista Asdap l Janeiro/Fevereiro 2014 l Ano 2 l Número 8


Representante comercial muitas vezes exerce a função de consultor Muitas vezes os representantes acabam exercendo a função de consultor, é o que relatam os profissionais Antunes e Bohn, uma vez que o distribuidor quer que eles já levem tudo detalhado, analisado e com informações que vão muito além do papel de representante. "O cliente quer, além de um bom negócio, que o representante leve para ele todos os dados sobre os produtos comercializados com relação a um estudo esmiuçado do mercado, com identificação dos concorrentes", explica Pacheco. Dessa forma, o representante, pelo conhecimento que possui e pela vasta experiência no mercado em que atua, acaba integrando ao seu cotidiano mais essa função, a de consultor. Visão diferente Os representantes esclareceram que a fábrica, algumas vezes, tem uma vi-

Paulo Renato Volpe (Volpe Representações)

são diferente da deles. A indústria direciona os negócios para grandes distribuidores, mas, “muitas vezes, abordar o pequeno distribuidor é estrategicamente interessante em determinada região. Visão essa que a fábrica não possui”, avalia Pacheco. Novas tecnologias

Geraldo Scipioni (Geraldo Scipioni Aro Representações Ltda.)

A modernidade facilitou a distribuição da informação através da rede, porém, muitos clientes ainda preferem o uso do papel. Os representantes presentes no encontro relataram diversas situações: alguns clientes não querem acumular papel, observando que se as informações foram passadas por e-mail não precisam de cópia física; outros ainda não lidam muito bem com as novas tecnologias, preferindo catálogos e outros tipos de informações em cópias impressas. Com o tempo, o setor vai se adaptando às novas tecnologias, assim como os outros setores do mercado.

Retorno para representação Scipioni contou que vivenciou certas situações nas quais as distribuidoras não gostaram da retirada do representante. Com isso, muitas fábricas tiveram suas vendas comprometidas, diminuindo-as consideravelmente. "O que fez muitas delas voltarem a ter os representantes comerciais", aponta Pacheco. A confiabilidade é o ponto forte, como diz Bohrer: "O mercado ainda acredita muito no representante. Ele é um profissional que cumpre a sua palavra". O representante é quem faz a ligação da fábrica com o distribuidor, dessa forma, há um vínculo que foi construído entre eles. E quando essa figura foi retirada, simplesmente para cortar custos, não houve o pensamento que o custo de sua ausência poderia ser muito maior. Venda é relacionamento e esse é construído ao longo do tempo. Então, a maioria dos distribuidores é tradicional e necessita da presença e da garantia que o representante comercial fornece aos seus clientes. Zimmermann e Scipioni apontam que há um ciclo na história do representante comercial nas fábricas de autopeças: "No passado todo mundo teve, depois algumas não quiseram manter e mais tarde voltaram a ter em função da exigência do mercado". Depois da retirada do representante, Pacheco explica que "as fábricas viram a necessidade de ter alguém especializado na linha, com foco nessa linha, coisa que o setor de venda direta na fábrica não consegue dar, porque é um trabalho muito amplo que tem que ser feito dentro dos distribuidores. Com isso, o setor que atende as vendas dentro da fábrica não consegue dar uma visita diferente, dar a atenção que o distribuidor necessita, vislumbrar o mercado de forma diferente, até na

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Mercado questão do regional. Nós que estamos no mercado conseguimos fazer isso, eles, enquanto funcionários da fábrica, nem sempre têm acesso a isso. Como disse, o acesso é em função do relacionamento que nós temos em virtude do tempo e do conhecimento do mercado".

Fotos: André Kotoman

Copa do Mundo A Copa do Mundo em Porto Alegre receberá Argentina, França e Holanda, com jogos na primeira frase contra, respectivamente, Nigéria, Honduras e Austrália. Muitas notícias já foram divulgadas pela Mídia de que dos 6 mil carros disponíveis para locação, todos estarão em circulação no período da Copa na cidade de Porto Alegre. É prática comum das fábricas utilizarem eventos como esse para produzir material de divulgação de seus produtos e também material promocional, como, por exemplo, incorporar a temática em seus catálogos, calendários, etc. “Algumas fábricas já colocaram em seus materiais impressos a temática da Copa do Mundo, porém, não há informações oficiais sobre folga do trabalho nos dias de jogos”, revela Pacheco.

Fernando Bohrer (Recove Representações)

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Selvino Faitão (KF Comércio e Representações)


Automec

Pesados apostam na expansão do setor 2LikePhotoStudio

Em torno de 35 mil visitantes são esperados no evento que terá 500 marcas expositoras Em um clima de positivismo e boas expectativas, a Automec Pesados & Comerciais realiza a sua quarta edição este ano no período de 1º a 5 de abril, acompanhando o cenário de expansão no setor de peças automotivas. De acordo com o Sindicato Nacional da Indústria de Componentes de Veículos Automotores (Sindipeças), o faturamento das autopeças teve crescimento de 4,3% no acumulado de janeiro a novembro de 2013 em

comparação ao mesmo período de 2012. A Reed Exhibitions Alcantara Machado, empresa que organiza a Feira Internacional Especializada em Peças, Equipamentos e Serviços para Veículos Pesados e Comerciais, espera receber em torno de 35 mil visitantes, vindos de 51 países, para conhecer os produtos e serviços de mais de 500 marcas expositoras do Brasil e do exterior. “Com o aumento da frota circulante nos

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últimos anos, podemos esperar cada vez mais novidades e tecnologias para o setor de reposição de veículos pesados e comerciais leves”, explica o diretor da feira, Rodrigo Rumi. “Trata-se do maior evento da América Latina do setor, que ocupará nesta edição quase todo o Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, com área de 36 mil metros quadrados”, afirma Rumi, lembrando que a Automec Pesados & Comerciais acontece


a cada dois anos, intercalando com a exposição direcionada a veículos leves. Segundo o diretor da feira, é difícil mensurar o montante de negócios que serão realizados a partir do evento, mas é possível se basear nos investimentos aplicados pelos expositores que estarão presentes na exposição. “Essas aplicações envolvem números bem animadores e torna a Automec um ambiente propício para geração de negócios durante e após a feira. Com um público altamente qualificado, e por ser a mais completa plataforma de vendas no setor de autopeças de veículos pesados, observamos um crescimento no volume de negócios na ordem de 15% a cada edição”, esclarece. A feira, voltada a compradores da indústria automobilística nacional e internacional, comerciantes de autopeças e acessórios, profissionais de logística, empresários da indús-

tria, frotistas e oficinas mecânicas, ocorre de terça a sextafeira, das 10h às 19h, e sábado, das 9h às 17h. Junto à exposição acontece o Fórum Automec, evento simultâneo que discutirá, durante dois dias, oportunidades, desafios e soluções para todo o setor de autopeças e reposição. Os temas debatidos são “Desdobramentos e Oportunidades da Inovar Autopeças para o Mercado Brasileiro” e “Aproximando a Cadeia dos Canais de Distribuição - Acesso e Compartilhamento de Informações”. Os visitantes também poderão conhecer a Oficina Modelo, com o apoio do Senai, que apresenta um conteúdo focado nos profissionais e, na prática, o funcionamento dos equipamentos mais modernos para uma oficina. Os participantes receberão ainda demonstrações técnicas de produtos e ferramentas e certificado ao final do evento.

Segundo o diretor da feira, ocorre crescimento no volume de negócios na ordem de 15% a cada edição

Pesquisa identifica crescimento A pesquisa divulgada em janeiro pelo Sindipeças aponta ainda que, no faturamento do segmento, as vendas para montadoras e o mercado de reposição cresceram 8,5% e 4,8%, respectivamente, demonstrando que as grandes empresas do setor estão apostando cada vez mais no mercado brasileiro. "O setor de autopeças está crescendo bastante no Brasil e os lucros estão aumentando. As grandes montadoras não precisam mais importar os produtos, pois temos aqui quali-

dade igual ou até superior. E a Automec Pesados & Comerciais é um espaço para que compradores e empresários possam fechar negócios e conhecer as novidades e potenciais do setor", aposta Rumi. O levantamento do Sindicato também aponta alguns desafios para 2014, entre eles a volta gradual do IPI e seus reflexos nos preços dos veículos, o aumento das taxas de juros de mercado e linhas de financiamento do BNDES e a elevação dos preços das matérias-primas. Revista Asdap l Janeiro/Fevereiro 2014 l Ano 2 l Número 8 - 27


Periscópio

Freudenberg amplia produção no Brasil

Nakata mantém plano de ações voltadas ao reparador A Nakata, fabricante de autopeças com portfólio de componentes para suspensão, transmissão, freios e motor, mantém plano de ações voltado ao reparador em 2014, dando continuidade a investimentos em formação técnica e de gestão para oficinas e lojas de autopeças. Além de diversos lançamentos em suspensão e transmissão, a Nakata ampliou a linha de freios com novos itens, como sapatas de freio, com 41 itens para aplicação em diversos modelos de veículos da linha leve, garantindo cobertura de 95% da frota circulante de veículos. Também acaba de lançar linha de cubos de roda que atende diversos modelos de automóveis. ”Queremos oferecer linhas de produtos com variedade de itens para disponilizar ao reparador o maior número de opções, facilitando o seu dia a dia”, revela a gerente de marketing da Nakata, Sabrina Carbone.

O Grupo Freudenberg, que atua nos segmentos de vedação, controle de vibrações, lubrificantes especiais, agentes desmoldantes, filtração, entre outros, está inaugurando uma nova linha de produção de componentes termoplásticos de alto desempenho em Diadema (SP), junto à sua parceira japonesa NOK (Nippon Oil Seal Industry Co., Ltd.). “O início da produção das seis máquinas de alta tecnologia será no começo deste ano. Isso representa uma fase decisiva da

duplicação das vendas planejadas para a nossa unidade de negócios”, explicou George Rugitsky, CEO da FreudenbergNOK na América do Sul. De acordo com a companhia, depois dos EUA, da China e do Japão, o Brasil é o maior mercado automotivo do mundo. Especialistas preveem um aumento de 12% na produção de veículos (para 3,8 milhões de veículos fabricados), número para o qual o Grupo se prepara para atender com a nova linha de produção. Freudenberg/Divulgação

Gates amplia suporte técnico para clientes No atendimento a profissionais da reposição automotiva, a Gates Corporation passa a contar com diversos recursos para disseminar conhecimentos aos clientes. A fabricante de correias, tensionadores e mangueiras oferece um amplo suporte técnico, formado por treinamentos (presenciais ou virtuais), literatura (impressa e digital), linha direta gratuita, emails específicos, vídeos, ferramentas, programas para dimensionamento e atendimento em campo. Plataforma de capacitação on-line com módulos específicos para cada linha e softwares de projeto que realizam a escolha dos componentes de forma imediata são algumas das propostas de apoio técnico da empresa. “São mais alguns passos importantes dentro da meta de oferecer o melhor suporte a cada segmento. Tudo fácil e acessível. Basta falar com os nossos técnicos e promotores para ter milhares de informações”, resume Fabio Murta, gerente de marketing da Gates. 28 - Revista Asdap l Janeiro/Fevereiro 2014 l Ano 2 l Número 8

Taller Comunicação


Periscópio Fras-le dispõe novas pastilhas de freios para o mercado

Osram lança lâmpada com maior luminosidade A Osram traz ao Brasil a nova Night Breaker Unlimited, evolução da família Night Breaker, que emite até 110% mais luz se comparada aos produtos standard, de acordo com a fabricante. Além disso, a novidade de alta performance da multinacional alemã emite facho de luz com alcance de até 40 metros maior que as lâmpadas standard e tonalidade de luz 20% mais branca

(3900K) que a versão anterior. A lâmpada de halogêneo permite facilmente a identificação de obstáculos e pessoas, sem cansar os olhos do condutor, com tonalidade natural e real, sendo fundamental para placas de sinalização e informação. O modelo também atende ao público que antes comprava lâmpadas de 100W, pois a aplicação do produto não exige instalação

de relé, não danifica a lente dos faróis e não prejudica a parte elétrica do veículo. A lâmpada, que é homologada pelas normas internacionais e certificada pelo Inmetro, tem a tecnologia UV-Filter que bloqueia a emissão de raios ultravioleta e evita o amarelamento das lentes do farol.

Hengst inaugura fábrica em Joinville Divulgação

A Hengst Brasil, indústria de filtros e sistemas de filtragem na área automobilística, acaba de inaugurar uma moderna fábrica de elementos filtrantes em Joinville (SC) para atender o mercado automotivo Original e de Aftermarket. "A nova unidade fabril conta com maquinário importado diretamente da matriz do grupo na Alemanha", informa Luiz Mirara, diretor-presidente da Hengst Brasil. "Os novos elementos filtrantes fabricados em Joinville no mesmo patamar de 'estado da arte' dos fabricados pela Hengst alemã serão um diferencial positivo

oferecido aos nossos clientes em toda a América do Sul", completa. A Hengst deve fechar o ano com um crescimento de 30% no Brasil. A nova fábrica faz parte de um investimento

de R$ 8 milhões destinado ao país em 2014 para capacitações e novas linhas de fabricação de filtro, visando aumentos de produção, participação de mercado e exportações.

A Fras-le já oferta ao mercado de reposição a pastilha PD/1101 que é aplicada no freio dianteiro do modelo Tracker LTZ 1.8 Ecotec/2013 da GM, e também as pastilhas PD/196 e PD/195 que, respectivamente, são aplicadas nos freios dianteiro e traseiro e no terceiro eixo do modelo FH13/2012, da Volvo. Fabricante de materiais de fricção e com presença nas principais montadoras nacionais, a Fras-le investe constantemente em tecnologia e inovação oferecendo produtos de alta qualidade aos mercados onde atua.

Continental amplia mercado com aquisição da Veyance A Continental, fornecedora da indústria automobilística internacional, fabricante de pneus e parceira industrial com sede em Hanover, na Alemanha, anunciou acordo com The Carlyle Group, Washington D.C./EUA para a aquisição da Veyance Technologies Inc, Fairlawn, Ohio/EUA. O negócio é de aproximadamente 1,4 bilhões de euros. A Veyance opera mundialmente no setor de tecnologia de borracha e plásticos e, durante o último ano, registrou um volume de vendas de aproximadamente 1,5 bilhões de euros, sendo que cerca de 90% destas vendas foram realizadas fora da indústria automobilística. A Veyance possui 27 fábricas distri-

buídas por todo o mundo. A aquisição ainda está sujeita à aprovação das autoridades antitruste responsáveis. "A presença empresarial e geográfica da Veyance complementa a atual área de cobertura global da Continental e a integração planejada da Veyance na nossa divisão ContiTech expandirá a nossa posição global no setor das tecnologias de borracha e plásticos. Além disso, esta aquisição permitirá à Continental avançar rumo ao seu objetivo estratégico de aumentar ainda mais a nossa proporção de vendas a clientes industriais e consumidores finais", ressakta Elmar Degenhart, CEO mundial da Continental.

Revista Asdap l Janeiro/Fevereiro 2014 l Ano 2 l Número 8 - 29


Divulgação/Meritor

Periscópio

Cummins registra 85% de participação em trabalhos voluntários A Cummins Brasil comemora bons resultados obtidos com a participação de seus funcionários em ações de voluntariado em 2013. A fabricante de motores Diesel e componentes registrou crescimento de 23,2%, ou seja, 85% no ano passado contra 69% em 2012. O total de horas dedicadas em ações ficou em 12.200. A marca estabeleceu há cinco anos três áreas de foco para atuação: Educação, Meio Ambiente e Justiça Social. “O incentivo se dá por meio do suporte da liderança, da estrutura criada, envolvimento dos funcionários criando times e dedicando esforços para desenvolverem projetos junto a parceiros comunitários, além do processo de acompanhamento das métricas de engajamento”, afirma Soraia Senhorini Franco, gerentegeral de Responsabilidade Corporativa para América do Sul. O projeto Formare é um programa de capacitação técnica para jovens de baixa renda em operação diária na fábrica e o Óleo de Cozinha, de coleta e reciclagem, além do programa de Doação de Sangue. Para 2014, a companhia prevê um reforço na área de Educação Técnica, estabelecendo parcerias com escolas e empresas para melhorar a qualificação dos jovens.

Meritor lança componentes para veículos pesados A Meritor, fornecedora de eixos e sistemas para o drivetrain de veículos comerciais pesados, traz ao mercado de reposição uma linha de rolamentos para diferenciais e amortecedores com certificação do Inmetro, ampliando o portfólio em 15 novas aplicações. Segundo o fabricante, a maior vantagem deste componente é sua durabilidade, com eficiência e ótima performance junto ao conjunto de suspensão. ○

“Os rolamentos para diferencial oferecem o melhor custo-benefício ao consumidor final, pois possuem baixo atrito e excelente isenção de contaminação, tornando a vida útil do produto mais longa”, comenta Marcelo Rosa, gerente do Aftermarket da empresa. O componente foi desenvolvido especialmente para as aplicações brasileiras, sendo testado e aprovado na sede da Meritor, em Troy (EUA). ○

Ambos os lançamentos foram homologados nas principais frotas do país e oferecem um ano de garantia. Duranteo ano de 2013, o Aftermarket desenvolveu ações como a revisão de produtos e foco nos itens core do drivetrain, a adoção de um novo modelo de atuação com presença local na exportação, o lançamento do programa de frotas e a nova política de inventário para melhor atendimento. ○

Jost bate recorde de produção de quintas-rodas Tradicional fabricante de sistemas de acoplamentos para caminhões e semirreboques, a Jost Brasil atingiu no ano passado o recorde de mais de 76 mil quintas-rodas produzidas. Este volume ultrapassou o recorde até então de 2011, com a produção de 71 mil quintasrodas. A Jost também acompanhou o bom desempenho do ano passado na produção dos demais itens do seu portfolio, contabilizando variação positiva para todos os seus principais

produtos. Para o gerente comercial Jaques Frizzo, o aumento na demanda é resultante do aquecimento do mercado no ano passado. “Este resultado positivo de 2013, foi provocado tanto pela renovação de frota quanto pela aquisição de implementos diante da excelente safra agrícola, fatores que impulsionaram as vendas tanto de caminhões pesados quanto de semirreboques,” comenta. Divulgação/Spaal

Spaal apresenta novo site A Spaal acaba de disponibilizar seu novo site com a campanha “Muito mais rápido, muito mais moderno, muito mais completo e informativo. Só o endereço não mudou”, onde é possível, entre outras coisas, baixar todos os seus catálogos em PDF e comunicar-se diretamente com a empresa. Com um visual moderno e acessos aos diversos links de maneira mais ágil, o site está disponível no endereço tradicional: www.spaal.com.br. Durante o ano de 2013, a fabricante vem atualizando sua comunicação com o mercado, em função do lançamento dos Retentores Dynamic, assim como atualizou sua logo, incorporando a marca dos Retentores Dynamic. A Spaal também

repaginou e atualizou seus catálogos de juntas das linhas Leve e Pesada e lançou o catálogo de Retentores.

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Periscópio

Kostal apresenta linha de chaves de seta A Kostal, multinacional alemã que prodzu componentes elétricos (eletrônicos, eletromecânicos e mecatrônicos) e presente no mercado brasileiro desde a década de 70, acaba de lançar uma linha especial de chaves de seta para o mercado de reposição. Entre os produtos estão as chaves de seta da linha pesada e também chave de seta para a linha leve.

A chave de seta tem como principais funções: setas, luzes (lanternas, farol baixo, farol alto), limpador de vidros dianteiros e traseiros (duas velocidades mais a parte intermitente), interruptor de emergência, botão trip (quando acionado habilita as funções do computador de bordo), Clock Spring (faz a conexão para o air bag) e farol duplo (aciona o farol baixo e alto ao mesmo tempo).

Corteco leva mecânicos aos jogos da Copa A Corteco, divisão de reposição automotiva da Freudenberg, anunciou a última etapa da promoção “Goleada de Prêmios” (www.goleadacorteco. com.br). A campanha, além de dar milhares de prêmios aos mecânicos, leva dez felizardos para assistirem de perto os jogos do Brasil na primeira fase da Copa. “A promoção vai até abril e o último sorteio será no dia 12, quando serão conhecidos também os sorteados do ranking de participantes com melhor desempenho. Assim, quem ainda não está cadastrado deve correr para o site para ganhar prêmios instantâneos e concorrer aos pacotes para os jogos, com tudo pago, com direito a passagens aéreas, hotel e até a serviço de buffet nos camarotes das

arenas de Fortaleza e Brasília”, conta Luiz Freitas, diretor de marketing da empresa na América do Sul. A promoção conta com mais de 4,5 mil profissionais cadastrados, dos quais 200 felizardos já ganharam prêmios, entre aparelhos de televisão, tablets, kits com bolas e camisas oficiais, caixas de ferramentas etc. Entre eles, 7 pessoas já confirmaram a presença nos camarotes dos estádios.

Pierburg: 35 mil bombas produzidas Com a produção da 35ª milionésima bomba de recirculação de água, a unidade alemã da Pierburg Pump Technology recentemente estabeleceu um novo recorde de produção. A bomba de água de comutação elétrica trata-se de um desenvolvimento próprio da planta de Hartha e tem sido fornecida desde então às montadoras e fornecedores do mundo todo. É marcada por seu design compacto, que através de seu motor elétrico (sem escovas ou juntas) demonstra uma alta resistência ao desgaste, com funcionamento suave e silencioso. A bomba pode ser utilizada para arrefecimento ou aquecimento, independentemente ou em conjunto às fun-

ções realizadas pelo circuito principal do veículo, onde sejam necessários. Como por exemplo, no arrefecimento de turbos compressores, em sistemas eletrônicos de potência ou sistemas de exaustão ou recirculação de gases e também como função auxiliar de aquecimento, utilizando o calor residual ou sistemas de aquecimento independentes. O mecanismo de bombeamento e o acionamento elétrico são hermeticamente separados uns dos outros. O design compacto é obtido através da combinação do impulsor, da instalação mecânica e do rotor magnético. O tamanho reduzido permite que a bomba seja instalada em qualquer posição.

SFK fecha negócio de R$ 134,5 milhões com a Kia A SKF foi selecionada pela Hyundai Motors como fornecedora de autopeças no negócio avaliado em cerca de R$ 134,5 milhões. A SKF fornecerá rolamento para suspensão MacPherson (MSBU), que equipará veículos Hyundai e Kia, modelos marcas Cee'd, Forte, Soul, i30, Sonata, K5, i40, Grandeur, K7, Santa Fe e Sorento. A expectativa é de que esse produto da SKF não tenha de ser substituído durante toda a vida útil dos veículos. “Estou satisfeito em ver a nossa par-

ceria com a Hyundai se expandindo para aplicações de direção e suspensão. Nosso conhecimento em engenharia está contribuindo para que nossos clientes aprimorem o desempenho de seus veículos”, afirmaTryggve Sthen, presidente da SKF Auto-motive. Byeong-Jun Kim, diretor de Compras da Hyundai Motors, afirma: “Ao trabalhar com a SKF, temos a garantia de estar recebendo soluções avançadas para que os nossos veículos estejam sempre entre os melhores”.

Revista Asdap l Janeiro/Fevereiro 2014 l Ano 2 l Número 8 - 31


Revista Asdap Ed. 08 Jan_Fev 2014  

Revista Asdap Ed. 07 Nov_Dez 2013 Revista da Asdap, mercado independente de autopeças, Estados Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

Revista Asdap Ed. 08 Jan_Fev 2014  

Revista Asdap Ed. 07 Nov_Dez 2013 Revista da Asdap, mercado independente de autopeças, Estados Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

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