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Jรก somos 31 associados trabalhando pelo mercado independente de autopeรงas.


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As matérias assinadas da edição são de inteira responsabilidade de seus autores. Proibida a reprodução total ou parcial dos textos sem autorização do veículo ou autor. O conteúdo dos anúncios é de inteira responsabilidade das empresas ou criadores que os publicam.

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Editor: Claudio Fontoura Reportagem: Rosangela Groff e Ana Paula Megiolaro Fotografia e tratamento de imagem de Capa: Carlos Rema Planejamento Gráfico: Carlos Rema Revisão: Gustavo Cruz Tiragem: 10 mil exemplares Circulação e Distribuição: Gratuita e circula nos Estados de Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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Queda na comercialização de veículos e o mercado de reposição

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GARANTIA das autopeças: confiança no reparo do veículo

A Revista ASDAP é editada pela empresa Esporte Motor.

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Conselho Editorial Celso Zimmermann, Henrique Steffen, José Alquati e Thiago Alves

Associação Sul-Brasileira dos Distribuidores de Auto Peças (ASDAP) Endereço: Rua Domingos Martins nº 360, sala 403, Centro - Canoas/RS Site: www.asdap.org E-mails: revista@asdap.org Telefone: (51) 3059-8034

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Conselheiros Celso Zimmermann (zimmermann@asdap.org) Fernando Bohrer (recove@asdap.org)

Marcelo Zambonin - Diretor Financeiro (financeiro@asdap.org)

Flávio Telmo - Diretor Administrativo (administrativo@asdap.org)

Rogério Mendes Colla - Vice-Presidente (vicepresidencia@asdap.org)

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Primeira INTERAUTO: iniciativa mobilizou 18 indústrias do setor

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Henrique Steffen - Presidente (presidencia@asdap.org)

Diretoria Executiva

Sumário

Painel Asdap: os desafios do segmento automotivo de reposição e serviços em 2014

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Expediente

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Eventos

O Painel ASDAP 2014 aconteceu no dia 12 de maio, das 18h30 às 21h, no salão de eventos da Churrascaria Laçador, em Porto Alegre. Os painelistas convidados foram: o gerente de Serviços da Rede Unidos Concessionária Volkswagen, Alexandre Ruga, o jornalista e Colunista do Caderno Marcas & Veículos do Jornal O Sul e apresentador do Programa Marcas & Veículos da TV Pampa, Cezar Bresolin, o gerente operacional da Distribuidora Pegasus do Grupo Fortbras, José Alquati, o diretor superintendente da Redemaq, Distribuidora Massey Ferguson e Implementos Agrícolas, Roberval Sebastião da Silva, e o diretor Comercial da Indústria Dayco para a América Central e América do Sul, Sílvio Alencar de Almeida.

Painel Asdap: os desafios do segmento automotivo de reposição e serviços em 2014 Mercado O primeiro tema apresentado foi o Mercado. Em abril deste ano, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automores (ANFAVEA) apresentou dados sobre a queda na produção de veículos, de 17,6% em março de 2014, compa-

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rando com os dados de março de 2013. Os dados de licenciamento Renavam/ Denatran também tiveram uma queda de 15,1% no mesmo período. No sentido contrário, a frota circulante mantém o crescimento. De acordo com os dados do Sindipeças, a frota obteve crescimento de 5,7% em 2013 em relação ao ano anterior. André Kotoman


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Eventos "Na contramão dos dados apresentados, em relação à queda nas vendas dos últimos meses, as montadoras aceleram cada vez mais os lançamentos para atrair os consumidores. Este ano teremos de 60 a 70 novidades de novos produtos ou de novas versões", apontou o jornalista Bresolin. Ele seguiu sua explanação, dizendo que "há a alguns anos eram impensável termos aqui no Brasil uma fábrica da Mercedes, uma fábrica da Audi, uma fábrica BMW e agora as três vão produzir aqui carros de luxo, carros acima de R$ 100 mil". Há no país a presença de 54 marcas nacionais e importadas e 1,2 mil modelos e versões diferentes. Segundo o jornalista, "o consumidor brasileiro hoje não quer apenas um veículo barato, quer um veículo que lhe dê algo a mais, ou em equipamentos, ou em espaço. Hoje, no mercado brasileiro nós temos os carros populares, mas o preço, infelizmente, não é mais popular, até os carros híbridos e elétricos".

“Estão fazendo testes com o uso da tecnologia espacial para eliminar os famosos chicotes elétricos, substituindo o emaranhado de fios por um tipo de tecido”, diz Cesar Bresolin

“A média, hoje, de rentabilidade de uma oficina é de 3%, para quem administra bem, pois, um grande número de concessionárias está trabalhando no vermelho”, afirma Alexandre Ruga De acordo com o gerente de Serviços, Ruga, "logo depois que passar esses eventos de Copa do Mundo e Eleições, o mercado brasileiro segue. O Brasil não vai parar, ele está sofrendo uma crise momentânea, um resfriamento, mas ele vai voltar porque a população continua crescendo e vai consumir automóveis e vai consumir peças". Ruga destacou na sua fala as muitas fusões entre concessionárias, a grande movimentação de grupos econômicos unindo-se para sobreviver nos negócios. Ele apontou também a questão da fidelização. "Nos últimos anos entraram no mercado muitos carros e o consumidor fica fiel a sua concessionária dentro do período da garantia. Tínhamos dados de 2012 que a fidelização do cliente era de um ano e dois meses. Para expandir esse número, houve um aumento nos anos de garantia de uma para três. Garantia é uma ferramenta de fidelização", observou. Marketing e as Vendas O segundo tema do painel colocou em pauta o Marketing e as Vendas, apontan-

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do que o comportamento do consumidor brasileiro tem apresentado constantes mudanças. Atualmente, há clientes mais exigentes e detentores de mais informações comerciais e técnicas. Paralelo a essas mudanças, surgem novas empresas e, proporcionalmente, o aumento da concorrência. O gerente operacional, Alquati, afirmou que o mercado é promissor, "considerando sempre que o Brasil está entre um dos melhores mercados do mundo para reposição independente e vai continuar em ritmo de crescimento nos próximos anos, com tantas novidades que acabam de chegar aqui". Para Alquati, "dentro da expectativa que nós temos para atender os veículos após o período de garantia, diferente de outros mercados, o Brasil é um dos poucos países onde o setor da reposição detém 80% da participação na reparação dos veículos, enquanto os EUA têm 60% e a Alemanha, 40%. E o setor permanece tendo momentos de transição com a chegada de novas marcas e a constante revolução tecnológica. Isso gera uma maior complexidade para todos os níveis da cadeia, não só para a distribuição, mas também para revendedora. Para enfrentar esses novos desafios são necessários investimentos, um dos principais investimentos que a rede de distribuição precisa providenciar é a melhoria de processos e capacitação profissional, porque, para atender as necessidades do mercado hoje, as pessoas precisam estar mais qualificadas". O diretor Comercial, Almeida, citou que, "hoje, as peças têm uma qualidade superior, são mais caras e a frequência de troca é menor. Porém, o valor agregado a essas peças supera, e muito, o que se movimentava em valores com a frequência de troca maior. Ou seja, mesmo que eu troque quatro vezes uma peça antiga e uma vez a nova, esse valor equivale a seis, oito vezes". Almeida ainda apontou que "é preciso melhorar a comunicação, tendo uma pessoa para atender os consumidores e não apenas uma gravação eletrônica". Com relação ao segmento agrícola, o diretor Superintendente, Silva, disse que "o produtor está mais exigente, pois, ele é um gestor do seu negócio também.


muito discutidas pelo segmento de autopeças, esse mercado tem extrema importância na movimentação do setor. No ano passado, vendeu 65 mil tratores e praticamente 9 mil colheitadeiras". Tecnologia

““Há uma estimativa de que um em cada 5 euros de peças de reposição é vendido pela internet. Os 60% desses compradores já são consumidores diretos”, comenta José Alquati Houve uma mudança de conceitos, uma mudança de hábitos, o produtor hoje tem um filho Engenheiro Agrícola, Engenheiro Florestal, Engenheiro Agrônomo que domina, efetivamente, a atividade agrícola e investe no que precisa investir". Silva elucidou que, "apesar das questões desse mercado agrícola não serem

sentadas pelo jornalista Bresolin, estão: Farol a laser; air bag para bicicletas; pintura auto-limpante (uma camada de um produto que o fabricante - Nissan - passa sobre a pintura que repele a sujeira, o pó); apertando um botão, o carro que estaciFotos André Kotoman

O terceiro e último painel foi o da Tecnologia. Os fabricantes de veículos automotores apresentam, anualmente, atualizações e inovações em suas tecnologias embarcadas. São expostas alterações nos sistemas utilizados, surgindo novos componentes e há a necessidade de adaptação do mercado de reposição e serviços em relação ao conhecimento técnico. O jornalista Bresolin citou em sua apresentação uma série de tecnologias e disse que em breve teremos um carro andando sem a necessidade de um motorista. Bresolin relatou também uma declaração bem forte, em sua avaliação, dada pelo presidente mundial da Volvo, "que ele promete: até 2020 quem estiver em um automóvel Volvo até pode sofrer um acidente, mas não vai morrer. Os Volvo são muito avançados em tecnologia, conseguem detectar se o carro à frente está diminuindo a velocidade, se o carro à frente para, ele automaticamente para sem que você freie. Há um novo sistema que também detecta pessoas, animais, enfim, por câmeras e infravermelhos, evitando assim acidentes". Entre as novidades tecnológicas apre-

“Hoje, as peças têm uma qualidade superior, são mais caras e a frequência de troca é menor. Porém, o valor agregado a essas peças supera, e muito, o que se movimentava em valores com a frequência de troca maior”, relata Silvio de Almeida

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Eventos ona sozinho, auxiliado pelo uso de câmeras; um aplicativo no smartphone (lançado pelo Volvo na Suécia), onde você digita se existe vaga em determinadas ruas ou no shopping, quando você sai do restaurante, por exemplo, você aciona o aplicativo e ele vem até você; há câmbios de nove, dez velocidades, para diminuir o consumo de combustível e melhor desempenho dos carros; os compactos cada vez estão com mais potência; estão fazendo testes com o uso da tecnologia espacial para eliminar os famosos chicotes elétricos, substituindo o emaranhado de fios por um tipo de tecido, porque você consegue passar todas as informações agora pelo tecido, isso faz com que ele se molde melhor dentro do carro, ocupe menos espaço, e é mais leve. Dentro das concessionárias, segundo o gerente de Serviços, Ruga, "o nível de exigência técnica é absurdo, está quase ultrapassando o limite da capacidade humana de entender tantos manuais técnicos. Há muito investimento de oficina, investimento de treinamento e em processo". Ruga manifestou em sua fala que "a mão de obra para o consumidor é caríssima dentro de uma concessionária, mas se não for assim, não há lucro. Você pode ter o lucro da revenda da peça, mas o da mão de obra é difícil. Se você fizer o balanço e tiver um lucro de 5%, isso significa que tem que comemorar, pois, você está acima da média do mercado. A média hoje de rentabilidade de uma oficina é de 3%, para quem administra bem, pois, um grande número de concessionárias está trabalhando no vermelho, na parte de venda de mão de obra". De acordo com o gerente Operacional, Alquati, "o profissional precisa estar preparado para atender as necessidades do consumidor". Ele contou que no mesmo dia do painel recebeu uma informação oriunda de uma consultoria da Alemanha, referente a uma pesquisa sobre venda de componentes automotivos pela internet no país alemão: "Nos próximos dez anos, há uma previsão de dobrar as vendas pela internet de peças na reposição. Há uma estimativa de que um em cada 5 euros de peças de reposição são vendidos pela internet. Os 60% desses

compradores já são consumidores diretos. Item campeão de vendas desse canal é o pneu". Alquati faz uma analogia do lucro com o oxigênio: "o lucro é igual ao ar, se ficamos sem ar morremos. A mesma coisa é com uma empresa, ela precisa do lucro para sobreviver". Com relação à comunicação da empresa com seus clientes, Alquati ponderou que "hoje quem acessa as redes sociais quer respostas rápidas, por isso, as empresas precisam estar atentas a essa forma de comunicação com seus clientes". No que tange o segmento agrícola, com relação ao faturamento, o diretor superintendente, Silva, afirmou: "nós procuramos fazer com que 70 a 75% desse faturamento seja de maquinário e 22 a 25% de peças e serviços, porque é onde também que a gente consegue equilibrar os custos da concessionária". Encerrando a apresentação dos temas do Painel ASDAP 2014, Silva afirmou que "nesse segmento do agronegócio, a previsão de colheita para este ano no país está de 190 milhões de toneladas. Para os anos de 2017/18, a projeção é de 225 milhões de toneladas. Lembrando que nós somos um país essencialmente agrícola". Após o término do painel, que teve o

“Passamos um sufoco para organizar esse evento. Porém, vendo a opinião dos participantes e todos saindo satisfeitos, com certeza valeu a pena”, conclui Henrique Steffen seu cronograma respeitado, os quase 70 participantes puderam confraternizar. A satisfação do público foi grande. Os associados da ASDAP participaram do painel com uma presença massiva, além de autoridades em nível estadual e também algumas indústrias de autopeças que foram convidadas. As vagas foram esgotadas rapidamente. A proposta foi a troca de informações entre os participantes e painelistas. A escolha dos temas aconteceu em função de ser de interesse de todos os participantes. Entre os três temas do painel, foram debatidas questões com a visão da indústria, distribuição, redes concessionárias e agronegócios. Opinião

“No que tange o segmento agrícola, com relação ao faturamento, 22 a 25% são de peças e serviços”, diz Roberval Sebastião da Silva

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Para o presidente da ASDAP, Henrique Steffen, "faz tempo que a gente tinha idealizado fazer esse evento. Os painelistas desempenharam muito bem a sua função, estavam bem por dentro do assunto discutido. Todos, de uma forma geral, gostaram. Estamos sentindo uma mobilização dos associados para colaborar com os eventos como o de hoje e com a revista. A gente passa um sufoco para organizar, mas depois, vendo a opinião das pessoas e o resultado de todos saindo satisfeitos. Isso vale a pena".


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Integração

Primeira

INTERAUTO: iniciativa mobilizou 18 indústrias do setor Fotos André Kotoman

A 1ª INTERAUTO - Centro de Interação e Relacionamento com a Indústria de Autopeças do Brasil - aconteceu nos dias 7 e 8 de maio, das 17 às 22 horas, no Centro de Eventos do Sincopeças-RS. Estiveram presentes 18 indústrias do setor, oriundas das mais diversas regiões do Brasil e do país vizinho, Argentina, também. A proposta inicial para realização desse encontro foi levada ainda em meados do ano passado a uma reunião do Conselho de Comunicação do sindicato pelo diretor de Autopeças do Sincopeças-RS e diretor da Remot Auto Peças, empresa associada à ASDAP, Eduardo de Oliveira. Essa ideia ganhou o apoio do SindirepaRS e da ASDAP. O presidente do Sincopeças-RS, Gerson Nunes, disse que tem como proposta fazer outros eventos como esse, pois, "o principal objetivo é a aproximação com a indústria". A primeira notícia boa, se-

Ideia do associado da Asdap Eduardo Oliveira, também diretor do Sincopeças-RS, buscou aproximação com a indústria de peças

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gundo o presidente, foi a procura do fabricante para estar nos dois dias de encontro, porém, não havia espaço para todos que procuraram. A divulgação para captação de indústrias para exporem os seus produtos aconteceu através da proximidade da rede de relacionamento que o diretor Oliveira possuía. "As indústrias estão aí, agora a gente precisa completar isso com a vinda de comerciantes e de reparadores, para ouvir da indústria as novidades, informações técnicas, entre outras informações", ponderou o presidente Nunes. "Eu visualizei uma feira de relacionamento aqui dentro do salão do Sincopeças, com mesas para que cada fabricante conseguisse fazer a demonstração do seu produto, fazer negócios, com um ambiente climatizado, que não tivesse muito a cara de feira e fosse mais um ambiente aconchegante", explicou o diretor Oliveira.


A aceitação do evento foi tão grande que o diretor teve que ceder as mesas reservadas para as entidades que estavam realizando o encontro em benefício de indústrias. "E muitas ainda ficaram de fora, em função do espaço escolhido. Mas já pensamos em ampliar para o próximo INTERAUTO", afirmou. Participando ativamente do comércio de autopeças há mais de 67 anos, o presidente do Sindirepa-RS, Enio Guido Raupp, contou que: "Com essa bagagem que tenho, não tinha me apercebido em realizar um evento como este". Quando soube da proposta do diretor Oliveira para realizar esse encontro, deu força porque achava bom: "Eu não acho mais que é bom, eu tenho certeza que está sendo bom. Agora só precisamos aprimorar algumas coisas, porque o próximo já terá mais sucesso do que esse já fez", avaliou. Entre os 18 fabricantes presentes no encontro, a matéria apresenta a opinião de três: Juntas Illinois S.A., Maxauto Electronics e AMPRI Peças Automotivas. O gerente comercial da empresa argentina Juntas Illinois S.A., Sr. Carlos Peres, pronunciou que "todo evento nesse sentido é interessante, e sempre o início dele não atinge todos os objetivos que a gente idealiza. Eu esperava um público maior, mas entendo que esse pontapé inicial é importantíssimo. O Eduardo já me disse que para o próximo ano pretendem ampliar esse encontro, de maneira que a tendência é crescimento e nós vamos estar aí apoiando". A fábrica tem mais de 70 anos de existência e, no ano passado, abriu uma filial no Brasil, na cidade de São Paulo, no bairro da Penha. Para a representante comercial da Maxauto Electronics, uma fábrica de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, Viviane Dobler Pires, "o Rio Grande do Sul precisa ter esses eventos para demonstrar a nossa força". A representante acredita que "se você quer colher resultados diferentes, precisa fazer algo diferente. E é o que estamos fazendo aqui, mostrando nossos produtos, catálogos. Estou bem feliz por estar aqui". A coordenadora de Marketing e Promoção da empresa AMPRI Peças Automotivas, de Guarulhos, São Paulo, Jade de Castro, declarou que gosta muito de participar de feiras como essa "em

função do relacionamento com o reparador, com o varejo. Então, ao contrário de feiras maiores em que a gente acaba tendo um contato com o gerente, o legal dessa é que a gente consegue estreitar um pouco mais com o nosso foco, o reparador. É um bate-papo, algo mais descontraído, mas que a gente consegue colher muitas informações e passar também". De acordo com o presidente da ASDAP, Henrique Steffen, "a iniciativa do Sincopeças foi ótima, principalmente, na pessoa do Eduardo, porque o mérito dessas fábricas estarem aqui é dele. Só que, assim como outros já disseram, esse foi o primeiro, então é preciso sentar e ver os prós e os contras. Mas ter a cabeça pronta para analisar o que poderia ser melhorado. Talvez, o foco precisa mudar um pouquinho e colocarmos o distribuidor junto". Os organizadores tiveram o cuidado de convidar fabricantes dos mais diversos segmentos. O principal público da feira é o varejista, o reparador e o distribuidor de autopeças. Esse encontro teve como propósito ser uma feira para o fabricante sanar as dúvidas dos mecânicos e fazer negócios com os distribuidores, além de mostrar as novidades das fábricas para todos os segmentos de autopeças. A próxima feira já está prevista para o ano de 2015, mas com um espaço bem maior, agora para cem fabricantes.

Presentes 18 indústrias - Roltens (PR); - Azevedo Tubos (SP); - Mazi Automotiva (RS); - ABR Juntas (SP); - Triade Comércio e Indústria de Autopeças (SP); - Illinois Juntas (SP); - Fremax (SC); - Autoamerica (PR); - Sulcarbon (RS); - Maxauto (MS); - Ampri (SP); - Viemar (RS); - D'Paula (SP); - Valclei (SP); - Cabovel (SP); - Filtros Schuck (RS); - LP l Componentes de - Injeção e Embreagens Mecarm (SP).

Organizado pelo Sincopeças-RS, evento contou com o apoio da Asdap e do Sindirepa-RS. Na foto: Henrique Steffen, presidente da Asdap, Enio Raupp, presidente do Sindirepa-RS, e Gerson Nunes, presidente Sincopeças-RS

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Indústria

Schuck:

uma empresa com história de superação André Kotoman

A empresa Schuck, fundada no ano de 1962, na cidade de São Leopoldo, sofreu um incêndio de grandes proporções que destruiu toda a fábrica no dia 9 de janeiro deste ano, mas, no dia seguinte, já estava realocada em um antigo pavilhão. A Revista da ASDAP entrevistou o diretor Celso Luiz Rodrigues para contar essa história de superação. A Schuck comercializava filtros de combustível, reguladores de pressão, rolamento de coluna de direção, filtros de ar condicionado e kits de reparo do T.B.I. Inicialmente, eram fabricantes de matrizes, já nos anos 1990 migraram para o setor de autopeças. "No dia 9 de janeiro deste ano houve um incêndio de grandes proporções na empresa, onde nós perdemos todo o parque industrial, não tirei uma chave de fenda de dentro do pavilhão. No dia seguinte, dia 10, já estávamos nos realocando ao nosso antigo pavilhão, onde começamos novamente a desenvolver os filtros de ar condicionado, que era e é a nossa principal linha. Nós não tínhamos tempo, porque janeiro é a nossa safra. Isso aconteceu em um período que eu estava com os estoques no teto, estoque de matéria-prima e estoque de peças prontas. Caiu telhado, caiu parede, não sobrou nada", relatou Rodrigues. Trabalhando sete dias por semana, depois do incêndio, a empresa ligou a primeira máquina no dia 26 de fevereiro e, no dia 3 de março, já estavam com a capacidade total de produção nos filtros de ar condicionado. Emocionado, o diretor falou que hoje a empresa está com uma capacidade de produção 20% superior do que possuíam anteriormente. E, agora, nos meses de abril e maio lançaram os kits de reparo do T.B.I. O Diretor Rodrigues descreveu como

ninguém se machucou. Mas, como bom gaúcho, a gente nunca se entrega. E, com o apoio dos nossos representantes, dos nossos colaboradores e dos nossos clientes, superamos isso. Quando enviamos uma circular relatando o ocorrido, eu imaginei que iam cancelar os pedidos, mas, pelo contrário, aumentaram. Eu não tinha fábrica, eu não estava produzindo nada e não parava de entrar pedidos. Isso foi muito, muito importante para a gente: a parceria e a solidariedade que colhemos pelo Brasil inteiro". Linhas de produtos

“Na ocasião, imaginei que não haveriam pedidos, mas, pelo contrário aumentaram. Eu não tinha fábrica, eu não estava produzindo nada e não paravam de entrar pedidos. Isso foi importante: a parceria e a solidariedade que colhemos pelo país”, destaca Celso Luiz

tudo aconteceu: "Eu liguei o alarme às 18h02 e o infravermelho disparou às 18h50. Eu virei as costas e um curto circuito provocou o incêndio. Graças a Deus

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Antes do incêndio, a empresa possuía oito linhas de produtos, agora retomaram com apenas duas linhas, que era a parte mais significativa do faturamento da fábrica. Rodrigues garante que a empresa já está prospectando novos produtos para aumentar as linhas de produção. O que faziam, referindo-se às demais linhas, segundo ele, "vai ser difícil retomar em função do valor das ferramentas". Para o diretor, "o segredo é um só, é como andar de bicicleta, tu não podes parar, se tu parar, tu cais. Dá até um nó na garganta... (e neste momento, Rodrigues enche os olhos de lágrimas). Meu pai de 80 anos e meu filho trabalhando comigo, não é um foguinho que vai nos tirar o foco. A concorrência batendo de porta em porta dos nossos clientes, mas eles se mantendo fiéis a nós. Então, isso aí deu uma força muito grande. Deus coloca um obstáculo na frente da gente, mas, como tu vais contornar esse obstáculo, és tu quem decide. Alguns batem de cara e desistem, outros contornam por cima, pelo lado. E uma coisa é certa, a gente sai mais forte depois de uma situação como essa. E, isso é o mais importante".


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Entrevista

trabalho de marketing

O

em empresa que é referência no setor de transmissões

Foto: Divulgação

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Silvio Ricardo Alencar de Almeida, diretor comercial da América do Sul e América Central da Dayco Power Transmission, percorreu um caminho de empreendedorismo no setor automotivo, passando por grandes empresas da cadeia produtiva. "Minha história remonta a 1982, quando fiz carreira na Fiat na área de administração de negócios. Após alguns anos na direção, ingressei no setor de autopeças como sócio de uma fábrica de juntas. Nesta época de empreendedorismo, conheci profundamente o setor e criei muitas relações", relata. Almeida realizou a gestão comercial e de negócios em empresas do segmento automotivo, abrangendo toda a cadeia produtiva e de comercialização envolvendo as áreas de administração e finanças. Sua experiência está na condução das atividades de marketing, desde a formação da marca e de preços até a promoção no ponto de venda. Atua também na estruturação de equipes de vendas, relacionamento com distribuidores e grandes redes de varejo de autopeças. Orienta negociações com todos os níveis do mercado de autopeças, montadoras e associações setoriais. Trabalha com infraestrutura industrial, desenvolvimento de produtos e mecanismos de exportação. Desde 2012, como diretor comercial de toda a América do Sul, e recentemente América Central, da Dayco, coordena gerências de vendas da Argentina, Cone Sul, Brasil e Região Andina. Reorganizou a região sul-americana, nomeando distribuidores, recuperando clientes e reestruturando o quadro de pessoal. Na Dayco, de acordo com Almeida, o comercial tem por filosofia estar baseado em todos os continentes. "Quando houve a reestruturação das atividades assumi a área comercial, sendo responsável pela

consolidação das atividades no continente", esclarece. "O trabalho exige, sobretudo, a coordenação de cinco gerencias e o planejamento estratégico dos mercados da América do Sul e Central", explica. Cada região do continente tem suas particularidades e necessita de uma estratégia diferente. Segundo Almeida, a Dayco é a única empresa com forte presença em todos os mercados e, portanto, com perfil de concorrente e portfólio de produtos diferentes de acordo com o tipo de frota de cada região. "Produzimos correias sincronizadoras, poly V e V, bem como os tensores, polias e dampers. Todo o conjunto de transmissão e força. Também através da Nytron, empresa nacional adquirida há cerca de um ano pela Dayco, produzimos os tensores e polias. Ambas são líderes de mercado", destaca. "A Nytron é líder em tensionadores e polias no aftermarket com aproximadamente 28% de share", afirma o executivo. Com a aquisição, a Dayco passa a ter 40% neste segmento. Com a compra da Nytron, Almeida assumiu também a diretoria comercial desta nova unidade de negócios e é o responsável por sua integração ao grupo Dayco e pelo planejamento da transição da marca. Diretor estatutário, responde pelas duas empresas, que unidas somam um budget de 100 milhões de dólares anuais. As mar-

cas seguem independentes, com sinergia nos processos administrativos. Os novos projetos da Dayco preveem a fabricação de motores. "Ampliamos o range de produtos e aumentamos a presença em todo o continente. Nosso catálogo web disponibiliza todos os itens mundiais da empresa, que atende 98% da frota mundial. Com a velocidade de novos veículos, isto é um ponto chave de nosso desempenho. A nossa participação tem crescido muito em todas as montadoras do Cone Sul, inclusive com motores que serão lançados dentro de alguns anos", cita Almeida. "Temos crescido todos os anos de atividade no Brasil e, em 2014, a meta é crescer 10%", adianta o diretor comercial. A importância da empresa no mercado mundial é reconhecida através de números expressivos em sua extensão de negócios no mercado nacional e no exterior. "A Dayco tem 21 fábricas pelo mundo e fatura em torno de 1,3 bilhão de dólares por ano", frisa. Focado no desempenho e no lucro da Dayco, alinhados aos objetivos dos acionistas da empresa, Almeida garante que sua expectativa para o futuro é a consolidação e a ampliação dos negócios da marca com o desenvolvimento de novos produtos, dilatando o leque oferecido pela empresa em todos os mercados possíveis.

Perfil profissional mostra

carreira progressiva Almeida desenvolveu atividades acadêmicas como professor de teoria geral da administração, marketing, contabilidade de custos e organização e métodos. Também foi membro de associações representativas de classes, como Anfavea e Sindipeças, além de ocupar a cadeira de vice-presidente do Sindicato das Indústrias de Artefatos de Borracha (Sindibor) e da Associação Brasileira das Indústrias de Artefatos de Borracha (Abiarb). A carreira do profissional foi progressiva, caracterizada por atuação inicial em administração e finanças, período em que

construiu a base técnica e gerencial, acumulando posteriormente a gestão comercial do setor de peças para veículos, envolvendo marketing e vendas. No início atuou em banco e indústria de base, na área financeira e em auditoria interna e externa. Adquiriu visão ampla sobre estrutura de negócios, tomada de decisões, desenvolvimento de projetos e controles operacionais e contábeis. Em seguida, Almeida migrou para o segmento de autopeças, experiência que proporcionou o conhecimento profundo sobre a forma de

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Entrevista operar dos players do mercado, produtos e clientes no Brasil e da América Latina. Na Iveco, liderou equipes de especialistas em auditoria operacional, elaborou pareceres e ofereceu informações para fundamentar decisões estratégicas. Realizou avaliações periódicas do mercado, selecionou e nomeou novas concessionárias e avaliou in loco a situação das existentes, desenvolvendo sistemas de informações contábeis e financeiras para dar suporte ao desempenho das mesmas. Elaborou projeções de demanda, análise dos grupos, proposta de investimento, envolvendo instalação, logística, proximidade de mercados, número de veículos e ferramental. Migrou para a área de marketing, onde se envolveu com avaliação de mercados, pontos de vendas, projeções e realizou estudos para orientar investimentos. Posteriormente, como diretor de marketing e sócio quotista da Branil, realizou o

turnaround e implantou ações com o objetivo de promover a evolução da empresa, como introdução de mix de produtos e identificação de novos distribuidores. Reestruturou todos os departamentos e elaborou planos de reorganização da empresa como um todo, abrangendo recursos humanos e produção. Esta experiência proporcionou visão abrangente do negócio. Nos últimos dez anos, Almeida respondeu pela direção da área comercial de outra indústria de autopeças, compreendendo marketing e vendas. Envolveu-se em todo o processo produtivo, incluindo o desenvolvimento de produtos e embalagens. Construiu a área comercial com baixo custo administrativo e ampliou o relacionamento com clientes e associações de classes. Uma das suas principais realizações, segundo ele, foi ter "quintuplicado o faturamento, fazendo com que a empresa passasse a liderar um mercado altamente competitivo".

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Uma das minhas principais realizações foi ter quintuplicado o faturamento, fazendo com que a empresa passasse a liderar um mercado altamente competitivo


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Mercado

GARANTIA das autopeças:

A

confiança no reparo do veículo

garantia das autopeças é hoje um processo essencial à aplicação dos produtos fabricados por empresas sérias e preocupadas com a qualidade de seus equipamentos, assim como a fidelização de sua marca. Cada vez mais os fabricantes estabelecem critérios para esse conceito, no atendimento ao mercado reparador, tanto no comércio quanto na prestação de serviços, para que o cliente final se sinta seguro e satisfeito com sua escolha. Nessa edição, temos a posição de fabricantes em relação ao tema, identificando as diversas etapas de atendimento. O assunto terá continuidade no próximo número da revista Asdap, sob o ângulo dos distribuidores. Segundo Elias Mufarej, coordenador do Grupo de Manutenção Automotiva (GMA) e conselheiro do Sindipeças para o mercado de reposição, não há um padrão entre as empresas para as especificações da garantia. "Cada fabricante adota o seu processo. As peças que apresentam algum tipo de problema são devolvidas para que seja realizada análise que permite identificar a causa, que pode ser da própria peça no processo de produção ou má aplicação do reparador", explica. Com a diversificação da frota circulante, que já ultrapassa 40 milhões de veículos (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus), há uma infinidade de marcas, modelos e versões. Por isso, é importante saber qual é o código da peça para determinado veículo. A informação in-

Divulgação

“O cliente final, dono do veículo, geralmente deixa a cargo do mecânico de confiança a compra da peça de reposição. Portanto, é o reparador que se responsabiliza pelo serviço e aplicação correta da peça”, explica Mufarej

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completa ou incorreta no ato da aquisição do produto pode gerar problemas. Além disso, os veículos possuem novas tecnologias que evoluem a cada modelo, o que também torna o serviço mais técnico. "Todos esses fatores podem influenciar no funcionamento da peça que foi trocada. O cliente final, que é o dono do carro, geralmente deixa a cargo do mecânico de confiança a compra da peça de reposição para efetuar o reparo. Portanto, é o reparador que se responsabiliza pelo serviço e aplicação da peça. Quando a mesma apresenta problema, o motorista leva o carro de volta à oficina. Assim, inicia-se todo o processo que envolve os outros elos da cadeia: varejo, distribuidor e fabricante, para que seja feita a análise técnica e verificar o que ocorreu", aponta Mufarej. De acordo com ele, é importante destacar que a produção de autopeças exige um processo de padrão de qualidade e certificações para atender às exigências das montadoras. São realizados inúmeros testes e há todo o rastreamento do lote, sendo possível identificar informações sobre o produto. "A questão relacionada à garantia acontece com todos os produtos e a política adotada varia de fabricante para fabricante", considera o coordenador do GMA. Mufarej reforça que cada fabricante dispõe de uma política sobre garantia. "O produto que apresenta problema é analisado em laboratório e depois é apresentado um laudo para identificar se houve


Magrão Scalco

defeito de fabricação ou má aplicação. Não há uma regra preestabelecida, cada empresa adota um tipo de procedimento", reitera. Segundo o conselheiro, todos os produtos possuem garantia de fábrica. No caso das autopeças, a maioria exige aplicação, tornando o processo mais complexo. Qualquer item do carro necessita de mão de obra para ser instalado, até mesmo os acessórios, como som, alarme e peças externas (lanternas, retrovisores, entre outros). "A forma como os fabricantes recebem as mercadorias para a garantia varia muito de produto e marca e depende de uma infinidade de outras questões. Geralmente, a oficina leva à loja, que encaminha ao distribuidor, e este devolve para a fábrica", reconhece. Quanto à questão de quem arca com os custos, para Mufarej isso também depende de políticas comerciais, pois há a questão tributária envolvendo o processo. "O importante é atender a ponta da cadeia (varejo e oficinas), que precisa da solução rápida para resolver o problema do dono do veículo", sinaliza. O especialista adianta que o GMA está trabalhando em um formato para classificação e atendimento a garantias específicas. "Este tema é uma das prioridades de pauta do Grupo de Manutenção Automotiva. A proposta é desenvolver um estudo para identificar os pontos que atingem a cadeia para poder informar, de forma abrangente, aspectos gerais que envolvem todo o processo, lembrando que é apenas uma orientação, uma vez que cada empresa tem a sua política estabelecida, pois são questões referentes a relações comerciais", esclarece.

Peças armazenadas nos distribuidores aguardam análise do consultor técnico

Processo tem critérios que definem procedência e atendimento O coordenador de vendas - reposição Brasil da Fras-le, Daniel Beretta Piccoli, afirma que todo o processo de garantia da empresa junto aos distribuidores é realizado pelo consultor técnico, o qual também é responsável pela sua capacitação, para que este realize um primeiro filtro das reclamações de garantias junto aos clientes finais. "Adotamos critérios para definição da improcedência da garantia, através de uma etiqueta que serve como um breve laudo técnico e que fica anexada à peça na devolução ao cliente", informa. O processo de devolução dos produtos é realizado pela Fras-le de forma bastante criteriosa, segundo Piccoli, com uma análise física por parte do consultor técnico da região, com o objetivo de verificar a procedência da garantia e autorizar a emissão da nota fiscal de devolução. "Entendemos que o distribuidor possui um papel fundamental no processo, uma vez que é o canal direto dos nossos usuários. Assim, a devida capacitação, treinamento e entendimento das políticas de garantia Fras-le são fundamentais para a correta condução e sequência do processo", considera.

Caso haja a necessidade de emissão de um laudo técnico por parte da nossa Engenharia de Qualidade, a peça é coletada e enviada para a fábrica, com a devida documentação e relatório técnico com a descrição do ocorrido. "Existem também casos pontuais considerados de maior relevância e/ou gravidade, como desplacamento ou cisalhamento de pastilhas, onde as peças são recolhidas para uma análise detalhada por parte da nossa Qualidade", exemplifica. Posteriormente, as peças são devidamente descartadas, buscando evitar que as mesmas retornem ao mercado ou fiquem expostas ao meio ambiente. As mercadorias ficam armazenadas nos distribuidores, aguardando a visita e análise do consultor técnico Fras-le. Em relação ao recebimento das peças, Piccoli diz que existe uma operação específica para cada região, com diferentes pontos de destinação. "De toda a forma, existe todo um controle e monitoramento do processo por parte da nossa equipe técnica", frisa o coordenador de vendas. Na Fras-le, em caso de garantias procedentes, quem se responsabiliza pelos custos é a própria fábrica, sempre utilizando o distribuidor como canal direto junto ao usuário final.

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"Conforme o Código de Defesa do Consumidor, entendemos que define-se garantia quando produtos ou peças apresentarem defeitos provenientes de falha ou alteração de suas funções, provocadas por defeito de material ou de fabricação, dentro dos prazos de garantia", salienta o gerente de serviços técnicos da divisão Automotive Aftermarket da Robert Bosch para a América Latina, Daniel Lovizaro. De acordo com ele, a Bosch adequa suas políticas de atendimento de garantia à legislação nacional e também às necessidades específicas de cada uma das linhas de produtos. "Com base nestas condições do Código e visando ao atendimento das demandas de nossos clientes, a Bosch possui dois diferentes sistemas de garantia para as linhas de autopeças: a garantia expressa e a garantia técnica. Para todos os casos é necessário que o cliente solicitante apresente a nota fiscal de compra ou o certificado de garantia e que os produtos estejam dentro dos prazos de garantia", explica. Segundo Lovizaro, a garantia expressa é uma tratativa comercial do tema de garantia, que tem como objetivo agilizar o processo de garantia de determinadas linhas de produtos Bosch, que é atendida através dos distribuidores. "Requer apenas uma análise visual da peça reclamada e a verificação dos respectivos documentos que comprovam se o produto está dentro do período vigente da garantia expressa. Estando esses aspectos de acordo com o regulamento, o cliente tem na mesma hora a resolução de sua solicitação, pois a Bosch autoriza o distribuidor a fazer a substituição imediata dos produtos", sinaliza. De forma geral, são atendidos por este sistema os itens da linha de injeção eletrônica, ignição, elétrica, freios, filtros, palhetas, correias e buzinas, com exce-

ção do motor de partida e alternador, válvula de injeção, corpo de borboleta e unidade de controle eletrônico, os quais são atendidos através da garantia técnica. A garantia técnica é um processo atendido através da rede Bosch Service de acordo com a especialidade de cada empresa, ou seja, Bosch Car Service para a linha leve, o Bosch Truck Service para linhas pesada e diesel mecânico e Bosch Diesel Center para linha pesada e Diesel mecânico e eletrônico. Durante o atendimento realizado pelas empresas pertencentes à rede Bosch Service, os produtos são avaliados e testados conforme procedimentos definidos pela Bosch. "Nossa equipe de consultores técnico-comerciais das regiões também auxilia a rede Bosch Service com relação ao suporte técnico e comercial durante o atendimento de garantia", ressaltaLovizaro. Outro serviço da Bosch é a garantia de baterias. "Esta política de atendimento atende de forma ágil e eficaz a garantia das baterias junto aos nossos distribuidores de baterias homologados em todo o território nacional. Essas empresas realizam uma avaliação técnica do produto reclamado em garantia e definirão a procedência ou a improcedência do processo logo ao término deste procedimento de teste. Para todos os tipos de garantia, nossas instruções ao mercado são enviadas através de nossos materiais de comunicação disponíveis em todo o país e que também podem ser encontrados em nosso site", descreve o gerente. "Nestes materiais disponíveis nos pontos de venda e em nossa rede de empresas autorizadas ao atendimento de garantia ou em nosso site, é possível identificar todos os detalhes para o atendimento de garantia, inclusive com exemplos visuais de algumas falhas que não são aceitas no atendimento de garantia", adiciona Lovizaro.

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Divulgação/Bosch

Sistemas específicos atendem cada linha de produtos

“A Bosch oferece dois diferentes sistemas de garantia para as linhas de autopeças: a garantia expressa e a garantia técnica. Para todos os casos, é necessário que o cliente apresente a nota fiscal de compra ou o certificado de garantia e que os produtos estejam dentro dos prazos de garantia”, afirma Lovizaro


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Prazos, devolução e substituição "Existem também prazos específicos de garantia para determinadas linhas de produto, como, por exemplo, conjuntos completos de alternadores e motores de partida, bombas de combustível e baterias S4, em que o prazo total é de 12 meses. Para baterias S5 e S6 acima de 75Ah, o prazo total de garantia é de 15 meses; para bateria S6 até 75Ah, o prazo total é de 18 meses; para as demais peças de reposição, o prazo total de garantia é de 6 meses. Importante ressaltar que para todos estes prazos informados já estão contidos os 90 dias legais de garantia, conforme Código de Defesa do Consumidor", orienta. Em relação à abordagem que o fabricante utiliza para devolução/substituição do produto, a Bosch estipula de acordo com os três tipos de garantias. Na garantia expressa, o cliente reivindica a garantia do material supostamente defeituoso aos distribuidores, os quais realizam uma simples análise visual do produto, baseando-se também nos documentos de garantia. Estando o material conforme as regras da garantia, os distribuidores realizam a substituição do material reclamado por um novo de forma imediata. Após o atendimento

“A responsabilidade da garantia do produto é sempre do fabricante: isto é uma definição na legislação brasileira. No caso da Bosch, vamos além das obrigações legais”, esclarece Lovizaro

Empresas oferece prazos diferentes de garantia para sua linha de baterias ao cliente concluído, o distribuidor envia o produto para a Bosch para que seja feita reposição de seu estoque. Pela garantia técnica, o cliente reivindica o material supostamente defeituoso com seus respectivos documentos. A Bosch realiza a análise técnica do material. Sendo essa reivindicação procedente, as despesas de mão de obra e peças serão cobertas pela garantia, caso contrário, o material será devolvido ao cliente juntamente com um laudo técnico, que contém todo o resultado da análise, explicando o motivo da recusa. "No caso da garantia procedente, após o serviço autorizado realizar o atendimento ao cliente, encaminha o material analisado para a Bosch através de um sistema de garantia Bosch (BWS Online), onde o departamento de análise interna fará uma reanálise técnica do material que enviará o pagamento ao Bosch Service", especifica Lovizaro. Dentro da garantia de baterias, o cliente reivindica a garantia da bateria supostamente defeituosa com seus respectivos documentos. O distribuidor de baterias realiza a análise técnica da bateria. Sendo essa reivindicação procedente, o distribuidor faz a substituição da bateria por uma nova. Caso contrário, o material será devolvido ao cliente com o motivo da recusa. Após o distribuidor de baterias efetuar o atendimento ao cliente, encaminha o material analisado para o departamento de análise da Bosch para a reposição da bateria ao distribuidor. O gerente fala como a Bosch recebe as mercadorias para a garantia. "No que se refere à garantia expressa e garantia

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técnica, os produtos retornam para a Bosch através dos correios, o que agiliza significativamente o trâmite logístico do produto. No caso da garantia de baterias, os produtos são enviados através de empresas especializadas em transporte deste tipo de material", resume.

Entrega das peças e custos A entrega das peças é feita diretamente à fábrica e aos laboratórios, conforme Lovizaro. "No caso da garantia expressa e técnica, os produtos são entregues em nossa fábrica central localizada em Campinas. Para a garantia expressa, os produtos são enviados para uma área dedicada a esta atividade dentro da própria assistência técnica Bosch. Já para as peças da garantia técnica, os produtos são entregues diretamente em nossos laboratórios de qualidade de fábrica, nas mãos dos en-genheiros de qualidade que processam as análises dos produtos. No caso da garantia de baterias, os produtos são entregues em nossa área de garantia localizada no interior do estado de São Paulo, na cidade de Pindorama. Para todos os casos acima, nossos consultores de assistência técnica coordenam as análises dos produtos e as devidas respostas aos nossos clientes", esclarece. Segundo Lovizaro, a responsabilidade da garantia do produto é sempre do fabricante: isto é uma definição na legislação brasileira. "No caso da Bosch, vamos além das obrigações legais. Sempre buscamos criar procedimentos e serviços que facilitem, agilizem e reduzam os trans-


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Melhoria nos processos e equipamentos tornos aos nossos clientes quando da solicitação de qualquer garantia de autopeças", ressalta. "Quanto às questões de custo, se a falha apresentada pelo produto for de nossa responsabilidade, por sua vez os custos correm por conta da Bosch. Porém, caso a falha tenha sido causada por fatores externos, tais como uso indevido, adaptações, violação do produto, falhas decorrentes de operações inadequadas de montagem, entre outros, ou seja, caso a garantia seja avaliada como improcedente, os custos correm por conta do cliente solicitante. Diversos exemplos visuais, como os mencionados, podem ser encontrados em nosso site", complementa Lovizaro.

No que se refere à garantia das autopeças, a Bosch possui uma cultura de melhoria contínua em seus processos. "Recentemente, lançamos uma nova versão do site para processamento de garantia para nossos distribuidores. Esta ação agilizou significativamente as consultas de informações, bem como o tempo em que a Bosch realiza a reposição da garantia aos nossos distribuidores. Outra melhoria recente foi a introdução da logística reversa da garantia via Correios, o que também diminuiu os tempos de transporte dos produtos no país todo. Também lançamos recentemente a nova versão do calendário de Garantia Autopeças Bosch e enviamos a todos os nossos distribuidores e rede

Bosch Service (este material também está disponível para no site)", reforça Lovizaro. A empresa também investe em equipamentos de primeira linha como recurso para a prestação dos serviços autorizados, dando apoio ao reparador na operação dos produtos. "Hoje, nossa rede utiliza equipamentos de diagnose de última geração, somado a um material técnico orientativo que guia o técnico da oficina em como realizar as análises nos produtos. Estas informações são disponibilizadas para nossa rede de serviços através de boletins técnicos, de uma plataforma eletrônica chamada ESI[tronic] e também através de uma Hotline técnico", encerra o gerente.

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Divulgação/Affinia

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Treinamento e material técnico no suporte Sérgio Montagnoli, diretor de vendas e marketing da Affinia Automotiva, diz que a empresa atende poucos casos dentro do processo de garantia. Em comparação ao volume e amplo portfólio, o índice de garantia é baixo. "Estudamos e avaliamos todos os casos que chegam ao departamento, além de oferecer atendimento técnico por telefone. Os produtos são recebidos e analisados por profissionais que identificam a causa do problema", conta o executivo. A empresa especializada na fabricação e distribuição de autopeças para o mercado de reposição com as marcas globais Nakata, Spicer e Wix possui amplo portfólio de componentes para suspensão, transmissão, motor e freios e investe em uma série de ações que visam dar suporte aos profissionais do segmento. "São treinamen-

tos, visitas personalizadas, material técnico, como catálogos e folhetos, catálogo eletrônico, central de atendimento, série de vídeos explicativos e outros meios", enumera Montagnoli. "As informações técnicas e a descrição dos produtos são importantes para evitar enganos na aplicação. Hoje, com a frota diversificada de veículos e novos modelos sendo lançados, há uma infinidade de itens. Acessar o código do produto e sua aplicação ajuda a evitar erros. A Affinia dispõe de um portal onde distribuidores, lojistas e reparadores podem consultar os códigos das peças, aplicações e se manterem atualizados com as novidades", relaciona.

“Avaliamos todos os casos que chegam, além de oferecer atendimento técnico por telefone. Os produtos são recebidos e analisados por profissionais que identificam o problema", diz Montagnoli

Motores e periféricos A Mahle Metal Leve também adota critérios próprios na definição de garantia das autopeças fabricadas pela marca. “Analisamos se a falha foi do produto ou se foi consequência do aplicador, falta de manutenção do veículo, entre outras causas alheias à peça. Caso a reclamação for imDivulgação/Mahle Metal Leve

procedente, o cliente receberá um laudo técnico com as possíveis causas do dano”, esclarece o engenheiro Eduardo Fischer, supervisor de assistência técnica. “Caso a reclamação do cliente for procedente, pagamos os custos que o cliente teve para reparar a falha, fazendo a substituição também da peça com problema”, completa. A Mahle fabrica componentes de motores e alguns itens periféricos ao motor, como pistões, camisas, anéis, pinos, eixos de comandos, bronzinas, válvulas, guias de válvulas, juntas, filtros e turbos. “O processo de garantia é o mesmo para todas as peças, ou seja, a devolução da peça falhada deve ser feita através de um de nossos distribuidores à Mahle Limeira. A peça será analisada e, se necessário,

será feito o ressarcimento ou a emissão de um laudo técnico”, especifica Fischer. O trajeto a ser percorrido pelos produtos no processo de garantia é indicado pelo engenheiro. “As peças são entregues ao varejo, que consequentemente devolve ao distribuidor, o qual efetuou a compra”, indica. Quando as peças chegam ao distribuidor, há um técnico da empresa que realiza análise visual e, se houver a necessidade de análise de laboratório, as peças são encaminhadas para fábrica, no setor de assistência técnica. A Mahle recebe os produtos via transportadoras credenciadas pela empresa. “O fabricante arca com os custos em caso de garantia procedente, em caso de improcedência o autor da falha terá que arcar”, finaliza Fischer.


Mercado

Aplicação e uso fazem parte do processo Divulgação/ZF

Na definição dos procedimentos de garantia das autopeças a ZF, Fernando Martins Rodrigues, gerente de Processos de Serviços da ZF Services, área na empresa que cuida de todos os serviços relacionados à pós-venda e às marcas Sachs e Lemförder, diz que o primeiro critério é o legal, ou seja, atender a legislação de Direito do Consumidor vigente, que hoje é de 90 dias. “O segundo é o critério de mercado, onde a empresa, por seu posicionamento e indicação de utilização, define o prazo ‘adicional’ de garantia”, afirma. No caso da ZF Services, para as linhas de produtos de consumo no varejo, o prazo é de seis meses a partir da data de venda/instalação. “O cliente tem direito à garantia a partir do momento que adquire um produto original Sachs ou Lemförder e o instala em seu veículo”, reforça. Em relação à grande demanda na reparação, com itens relacionados à elétrica, ao motor e à suspensão do veículo, Rodrigues fala do trabalho aprofundado e tecnológico feito pela indústria para esses produtos. “No caso da ZF Services, nosso grande diferencial frente à concorrência é investir em Pesquisa & Desenvolvimento para entregar mais durabilidade e performance dos itens de desgaste natural das peças de Suspensão e Embreagens integrantes do nosso portfólio”, cita. Quanto à abordagem da marca em relação à devolução/substituição da peça, o gerente explica: “A ZF faz o diagnóstico da causa técnica da falha e busca a causa-raiz do defeito, detectando o que ocorreu e em quais condições, visando à melhoria contínua do produto e identificando o eventual manuseio incorreto por parte do reparador”. “Sempre realizamos as análises do defeito e da causa do problema, pois assim podemos verificar se o problema está relacionado com a qualidade do produto ou material, ou se o problema se deu por conta de uma instalação incorreta. O processo de diagnóstico técnico de falhas investiga a origem do problema e identifica sua causa. Após o diagnóstico, reali-

zamos o encaminhamento mais adequado à solicitação”, descreve. Em relação a outras demandas de garantia, a empresa, segundo Rodrigues, também analisa tipo de utilização do produto, data de instalação e/ou compra e características de mercado visando atender aos requisitos específicos do segmento. Recebimento de produtos Em relação ao recebimento do produto, o gerente especifica que o procedimento tem início através de uma “solicitação de garantia”, ou seja, da entrega da documentação necessária, que são o preenchimento do certificado de garantia e o envio da nota fiscal de compra. “Nesse momento, tem início o processo de análise, onde o problema é descrito. De forma resumida, o cliente retorna com a peça no local de compra, e a revendedora a envia de volta ao seu distribuidor, que por sua vez encaminha a peça à fábrica. É um processo de logística reversa”, estabelece. Conforme Rodrigues, os custos de garantia fazem parte do processo de fabricação. “E quando a garantia é procedente, os custos são de responsabilidade da área de qualidade da fabricante da autopeça”, frisa. O executivo ainda enumera os tipos de garantias da empresa. “As garantias são classificadas de acordo com a utilização e tempo de instalação, que normalmente é relacionada a defeitos de material ou de aplicação do produto. Por isso, podese ter uma grande variedade de subclassificações, como severidade do uso, aplicação, entre outros. O tipo de garantia varia muito também pelo tipo e origem do cliente, e estas informações fazem parte do diagnóstico e processo de garantia”, encerra Rodrigues.

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“O grande diferencial da ZF Services frente à concorrência são os investimentos em pesquisa e desenvolvimento garantindo maior durabilidade e performance aos itens de desgaste natural, como suspensão e embreagem”, afirma Rodrigues


Divulgação/Randon/Fras Le

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Empresas da região sul focadas no desenvolvimento de produtos


produtos voltados ao mercado doméstico, e de concepção mecânica. Nossas caixas de direção são para veículos mecânicos e não hidráulicos. E qual o motivo de lançarmos caixas de direção mecânicas? Acontece que o futuro ou a realidade desta linha de produtos é um motor elétrico na coluna de direção, acoplado a uma caixa de direção mecânica. Ou seja, um conjunto eletromecânico. Desta forma, estamos alinhados com o presente e futuro do nosso negócio", enfatiza Pires. De acordo com o executivo, a Viemar vem crescendo de forma sólida no mercado automotivo, além de competir com grandes players mundiais do segmento de suspensão e direção. "É possível dizer que nosso crescimento é na ordem de dois dígitos (acima da média das empresas do setor). Este crescimento já acontece com a empresa desde suas fases iniciais e está diretamente ligado às estratégias de Pesquisa, Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PD&I), associado ao grande número de lançamentos, novas linhas de produto e de novos produtos dentro das linhas atuais, que reflete no ganho de market share", especifica.

Lançamentos mensais A Viemar se caracteriza por fazer vários lançamentos mensais, sempre em sintonia com o mercado de reposição. De acordo com Pires, isso significa dizer que a empresa "ouve" as necessidades do mercado e trabalha incessantemente para desenvolver produtos com base nestas demandas, que podem ser nacionais e internacionais. "Atualmente, a empresa possui o maior portfólio de produtos do segmento dentro do mercado brasileiro, com um número de 420 modelos de articulações axiais, 227 modelos de pivôs de suspensão e 300 modelos de terminais de direção, além de 29 modelos de caixas de direção. Com esta amplitude de portfólio, podemos afirmar que nenhuma outra empresa oferece um mix de produto tão amplo ao mercado brasileiro. Ou seja, a Viemar é hoje a melhor solução para o aplicador / reparador, levando em consideração esta enorme diversidade de veículos que estão em uso atualmente", garante Pires. A empresa considera como público toda a cadeia automotiva. "Independente de

Divulgação/Viemar

O

s números são positivos para os próximos períodos na cadeia produtiva do segmento automotivo, conforme uma pesquisa de desempenho da indústria brasileira de autopeças realizada pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças). O faturamento da indústria projetado para este ano é de mais de R$ 90 bilhões e, para 2015, quase R$ 95 bilhões. Dentro destes índices evolutivos, a reposição acompanha com uma participação de 14,8% em 2014 e 14,9% no ano que vem. Neste ano, as fábricas devem promover investimentos de cerca de 2 bilhões de dólares e, em 2015, serão 2,3 bilhões de dólares. E nesse cenário de crescimento, a qualidade de produtos, o avanço tecnológico e as ações de marketing marcam o perfil dos fabricantes de autopeças, como os que estão estabelecidos na região Sul do país. De acordo com o gerente nacional de vendas da Viemar Indústria Automotiva, Marcelo Pires, a Viemar é uma empresa que vem se destacando no cenário nacional e internacional pela qualidade de seus produtos e serviços. Hoje, a marca possui 12 linhas de produtos voltadas totalmente para o segmento de suspensão e direção. "Destas 12 linhas, temos quatro que se destacam acima da média, sendo a linha de articulações axiais, pivôs de suspensão, terminais de direção e caixas de direção", cita. A empresa de Gravataí (RS) começou suas atividades há 18 anos, somente com a linha de articulações axiais, sendo que por volta de 2004 detectou a necessidade de ingressar nas linhas de pivôs e terminais, devido à crescente demanda de consumo, bem como a diversidade de veículos no mercado de reposição, exigia uma empresa que se preocupasse em desenvolver não somente os itens de curva A, mas desenvolver produtos para os veículos que rodavam no Brasil naquele momento, onde já havia a presença de importados. "Mais recentemente, em 2013, lançamos a linha de caixas de direção, também com objetivo de nos firmarmos no segmento, apresentando uma relação de

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Mercado estar na distribuição, varejo ou na reparação, temos absoluta certeza de que o nosso público precisa ter uma marca que lhes entregue segurança pela qualidade, apoio no processo de treinamento e esclarecimento de dúvidas e a certeza de ter uma fábrica dentro do território nacional e, mais do que tudo, pessoas que fazem total diferença no atendimento. Posso afirmar que temos excelentes profissionais em todas as áreas da empresa, que procuram tratar o nosso público com todo o cuidado, esmero e dedicação", ressalta Pires. Para ele, um dos grandes diferenciais da Viemar é justamente ter pessoas que buscam sempre mais e que querem fazer da sua carreira e da sua empresa o máximo que o mercado necessita. "Além disso, temos nossas ferramentas de relacionamento, em que um deles é o SAC, atendido por profissionais experientes e que possuem todas as condições de esclarecer eventuais dúvidas de aplicação", relata. "Temos hoje cinco promotores técnicos e comerciais posicionados estrategicamente no Brasil, de forma que podemos atender rapidamente as demandas de treinamento. Os números de 2013 nos mostram que atingimos mais de 10 mil aplicadores, reparadores e balconistas treinados para o melhor fazer uso dos produtos Viemar, e queremos mais, muito mais!", completa. Os principais produtos de vendas da Viemar estão dentro das linhas de articulação axial, pivôs e terminais e são itens curva A de mercado, onde existe uma concorrência muito grande nos mesmos. "De qualquer maneira, ainda precisamos olhar para estes itens de forma a entender que sua rentabilidade não é a mesma dos demais, mas que precisamos tê-los para atender ao mercado, buscando alternativas de custos e melhorias de processo para tentar deixar estes produtos mais competitivos, muito embora soframos a concorrência de importados, mesmo em marcas tradicionais, onde nós produzimos 100% no Brasil", esclarece.

Pires fala no trabalho de prospecção na Europa, Oriente Médio e México

Exportações para 15 países Em relação às exportações, atualmente a Viemar exporta para 15 países, principalmente para América Latina. "Também estamos fazendo um trabalho muito forte de prospecção na Europa, Oriente Médio e México, com objetivo de crescimento nestes mercados com o apelo de qualidade, não necessariamente com a nossa marca. Poderemos ter produtos feitos por nós e embalados na marca do cliente final nestes mercados-destino", indica. Ao falar de investimentos e novos projetos, Pires fala da dificuldade em viabilizar os negócios. "Como toda indústria 100% brasileira, temos uma dificuldade em conseguir acesso à linha de crédito que nos permita colocar em prática todos os projetos que possuímos, mas, independente desta questão, estamos sempre aproveitando as alternativas que temos disponíveis, por isso conseguimos apoio do Governo do Estado do Rio Grande do Sul no Projeto Pró-Inovação, por sermos uma empresa extremamente inovadora em processos, serviços e produtos", ressalta o gerente. "Além disso, conseguimos aprovação junto ao governo gaúcho na Lei do Bem e, ao mesmo tempo, fomos agra-

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ciados com a lei Pró-Esporte em conjunto com a Equipe Motortech, de Caxias do Sul. Estamos patrocinando em parceria com outras empresas do estado o Campeonato Brasileiro de Turismo, cujo piloto é Christian Castro", destaca. "Internamente estamos trabalhando bastante no desenvolvimento de novos itens para ampliação de nosso portfólio de produtos, sempre focado no mercado de reposição e na variedade de veículos", complementa. A projeção de mercado da Viemar para 2014 é extremamente positiva. "Embora a Copa do Mundo deva afetar os meses de junho e julho de forma negativa, ao nosso ver, entendemos que o mercado de reposição, este ano, estará muito promissor, devido à redução das vendas de veículos novos e consequente melhoria do mercado de usados. Esta gangorra desta vez está para o nosso lado, pois, quando os carros novos diminuem suas vendas, o mercado de seminovos sofre a manutenção para o seu dia a dia e nós, que atuamos direcionados ao mercado de reposição, crescemos de forma muito especial neste contexto. Esperamos crescer entre 10 e 15% em 2014", conclui Pires.


Mercado

Destaque também na linha pesada Fundada em 2003 no polo industrial de Joinville (SC), a Reserplastic vem traçando sua trajetória de maneira sustentável com capital 100% nacional. Segundo o diretor da empresa, Ideraldo Lecowicz, há mais de dez anos a indústria vem se consolidando como referência no mercado de reposição de peças plásticas técnicas para caminhões e ônibus. "O nosso crescimento no último ano alcançou um total de vendas líquidas de R$ 15.353.064,00", informa o executivo. De acordo com ele, uma das metas da Reserplastic desde sua fundação é suprir a carência do mercado de reposição, no qual mantém uma média de um lançamento a cada 15 dias, conquistando em 2009 a li-

derança no mercado nacional em tanques de expansão. A Reserplastic atende tanto o mercado de reposição quanto as montadoras, produzindo mais de 800 produtos para veículos pesados, com grande foco no mercado nacional nos segmentos de tanques de expansão e reservatórios técnicos. "Hoje, são atendidos caminhões e ônibus em grande parte dos modelos que circulam no país das marcas Mercedes-Benz, Volkswagen, Scania, Volvo, Ford, Valare, Iveco e Agrale, bem como modelos de fora do país", cita Lecowicz. Quanto a negócios no mercado internacional, a empresa tem atingido esse nicho gradativamente, após meados de 2006, através de projetos para veículos mundiais.

A indústria catarinense conta com 15% de seu faturamento em exportações e está presente nos Estados Unidos, Alemanha, China, Inglaterra, México, Austrália, Finlândia, Irã, Nigéria, Tailândia, Filipinas, Argentina, Uruguai, Chile, Bolívia, Colômbia, Equador, Paraguai e Peru. "Em relação a projetos e perspectivas de mercado, já amparados pelo sistema de qualidade ISO 9001 e em trâmite para ISO TS, a empresa visa aumentar sua linha de sistemas de aspiração, onde já domina a maior linha do país. A projeção para o ano está em um crescimento de 30% em relação a 2013, através de novos produtos, incremento nas exportações e desenvolvimento de novas soluções para montadoras", conclui Lecowicz.

Demanda de mercado fomenta bons negócios A Eckisil Freios, indústria com sede em Curitiba (PR), fabrica sistemas de freios para caminhões e ônibus, incluindo ajustadores automáticos de freios e ainda uma ampla linha de componentes para freio a disco. No mercado desde 1994, além de fornecer produtos para o mercado brasileiro, exporta para países da Europa, Ásia e Américas. "A sustentação comercial da empresa está na infinita busca da qualidade de produto e na satisfação total do nosso cliente", enfatiza o diretor comercial Paulo Roberto Lisecki. Segundo ele, devido à alta demanda do mercado em relação aos ajustadores automáticos e ao aparecimento de novos veículos que possuem sistemas de freio a disco, a empresa tem alcançado um ótimo crescimento, com a ampliação de mercados e desenvolvimento de novos produtos. "Reforçamos constantemente nossa linha de componentes para freio a disco, mantendo-a sempre atualizada com a demanda do mercado”, reitera Lisecki. A Eckisil atende grandes distribuidores de peças, empresas de ônibus e montadores de implementos, com seu princi-

pal produto, que são os ajustadores automáticos de freio. Em relação às exportações, a empresa trabalha com grande empenho nessa área, conforme o diretor comercial. "Estamos a alguns anos mantendo um crescimento sólido nesse mercado. Possuímos grandes clientes em toda a América do Sul e vendemos também para mais de 25 países", identifica. "Recentemente investimos em grandes máquinas para o nosso parque fabril. Com a alta da demanda, tivemos que buscar novas tecnologias que aumentassem a produção e mantivessem a qualidade. Desde 2004 a empresa mantém a certificação ISO 9001, expedida pelo órgão Bureau Veritas, e estamos em processo de certificação para a ISO/ TS 16949. Nos-sa preocupação com a gestão da qualidade é total, pois entendemos que a qualidade e a segurança de nossos produtos são de fundamental importância para os usuários", salienta. Em relação às expectativas de mercado para este ano, o executivo diz que 2014 iniciou com significativa elevação nas venRevista Asdap l Maio/Junho 2014 l Ano 2 l Número 10 - 33


Divulgação/Eckisil

Mercado das. "E a tendência é continuar crescendo, visto que no início desse ano é lei que todos os novos implementos rodoviários saiam de fábrica com sistema ABS e ajustador automático de freio. Como o ajustador automático é o nosso principal produto, a procura tem sido muito grande", explica. "Outro fator importante é a baixa venda de caminhões e ônibus novos. Com mais veículos necessitando de reparação, nós conseguimos atender a esses clientes com um produto de qualidade a um preço competitivo", complementa. Na área de marketing, a marca paranaense construiu uma carreta-estande. O objetivo da carreta é viajar o Brasil, entre feiras, eventos e palestras, demonstrando os produtos da empresa e orientando o cliente final a utilizar da melhor forma possível os sistemas de freios da Eckisil.

Lisecki: "Vendemos para a América do Sul e mais de 25 países no mundo"

Mais de 50 anos no mercado original A Zen, empresa que completou em maio 54 anos no mercado e que exporta para mais de 100 países, cresceu acima de dois dígitos em 2013 e aposta no mesmo sucesso em 2014. “Estamos trabalhando para ampliar e completar nossas linhas de produtos, participando de muitas cotações com o mercado original”, enfatiza o gestor de vendas IAM Brasil e América Latina, Cesar Tiago Nisch. Com forte participação também no mercado de reposição, agregando a linhas de produtos impulsores de partida, mancais de alumínio, polias rígidas, polias de roda livre, tensionadores, planetários e atuadores de embreagem, com diversos lançamentos. “Na linha de tensionadores, por exemplo, lançamos mais de 50 itens em 2014, e temos como meta lançar 100 novos impulsores durante o ano, para todos os mercados nos quais atuamos”, cita Nisch. “Nossa principal linha de produtos continua sendo os impulsores de partida, mas temos crescimento constante nas linhas de mancais, planetários, polias de rodalivre e tensionadores. As demandas geradas pelo mercado estão sendo estudadas pela empresa, e atendidas para sermos

sempre um dos principais fornecedores dos nossos clientes. Além disso, como atuamos forte no mercado original, temos a vantagem, de que assim que o produto começa a ter reposição, já temos os itens disponíveis”, elucida. De acordo com o executivo, a Zen realizou sua primeira exportação em 1976. “Então, estamos cumprindo quase 40 anos exportando para os mais diversos países, o que nos obriga a ser uma empresa muito competitiva e ter linhas de produtos completas para disputarmos os mercados internacionais”, frisa. “Investimos fortemente em inovação, ano a ano. Desse investimento em pesquisa está saindo um novo produto, que é

uma linha de polias OAD. A empresa pensa e trabalha muito seu futuro, buscando sempre as melhores oportunidades para crescer e aumentar seu faturamento”, considera Nisch.

Divulgação/Zen

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Fotos Divulgação/Gauss

Mercado

Do Brasil à China A Gauss Indústria e Comércio, fundada em 1997 em Curitiba (PR), conta hoje com duas fábricas, uma no Brasil e outra na China, atendendo a mais de 40 países no mercado internacional. A empresa iniciou suas atividades com a produção de reguladores de voltagem para veículos e atualmente produz e comercializa mais

de 20 linhas de produtos, com destaque para reguladores de voltagem, retificadores, módulos de ignição e bombas de combustível. “Possuímos a única fábrica de Circuitos Híbridos a Filme Espesso no Brasil”, ressalta Claudio Doerzbacher, CEO da empresa. Os produtos Gauss são desenvolvidos a partir de um controle de processos (PDCA) que permite desde o planejamento e a padronização do produto até a manutenção e melhoria contínua do seu processo de fabricação. A indústria atua nas áreas de elétrica, que inclui acessórios como palheta e buzina; injeção, que vai do bico injetor à sonda Planar; ignição, mecânica e equipamentos de testes.

Doerzbacher: “Atualmente produzimos e comercializamos mais de 20 linhas de produtos” “Em 2014, a Gauss vem crescendo 8% com relação a 2013 e a direção da companhia trabalha com um crescimento de 10% ao final do ano. Para atingir esse objetivo, a empresa vem fortalecendo as linhas de produtos com novos lançamentos, além de promover um forte trabalho técnico junto a aplicadores”, afirma Doerzbacher.


Mercado

Uma história de 255 anos A GKN é um grupo global de engenharia com 255 anos de história e matriz em Redditch, na Inglaterra. O grupo está presente em 33 países e possui quatro divisões: GKN Driveline (transmissão automotiva), GKN Powder Mettalurgy (sinterizados), GKN Aerospace (aeroespacial) e GKN Land Systems (sistemas de terra). No Brasil, a empresa está estabelecida há 40 anos. A Divisão Driveline, na qual a GKN do Brasil está inserida, possui amplo portfólio de produtos nos segmentos: CVJ, AWD, TransAxle e eDrive. Em 2013, a Divisão Driveline global faturou 3,416 milhões de euros. No Rio Grande do Sul, o grupo possui unidades em Porto Alegre (GKN Driveline – matriz), em Charqueadas (GKN Driveline – forjaria) e em Cachoeirinha, que fabrica sistemas fora de estrada (GKN Land Systems). O grupo ainda possui outra uni-

Arlete: “Empresa atende a quase todas as montadoras no país e busca novos negócios com as new comers”

dade em Hortolândia (SP) que trabalha com segmentos de sinterizados (GKN Sinter Metal). No Brasil, a GKN atua apenas no segmento CVJ com a fabricação de juntas fixas, juntas deslizantes, eixos conectores e forjados, todos componentes do semieixo homocinético, conforme a gerente de comunicação externa e marketing da empresa, Arlete Antonio. “Em breve, outras tecnologias disponíveis pela GKN no exterior poderão ser fabricadas no país para atender a evolução tecnológica dos veículos no país”, adianta.

Recordes de produção Arlete conta que a marca se empenhou nos últimos anos para atender o mercado automotivo, que cresceu bem acima das expectativas. “A GKN do Brasil bateu alguns recordes de produção e conseguiu atender a todos os clientes com qualidade. Nos últimos meses, entretanto, enfrenta a desaceleração da demanda e se adequa a este novo momento da indústria automotiva”, afirma a gerente de comunicação. “A empresa tem trabalhado, em conjunto com as engenharias de nossos clientes, na busca de alternativas de configurações de semieixos que tragam melhorias em redução de peso, volume e consumo de combustível, bem como melhorias de NVH, sigla em inglês que significa ruído, vibração e aspereza”, esclarece. Quanto ao público do fabricante, Arlete afirma que a indústria atende a quase todas as montadoras instaladas no Brasil e busca novos negócios com as “new comers”. “A GKN não atua diretamente no mercado de reposição. No aftermarket, nossos produtos são comercializados com a marca Spycer e distribuídos pela

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empresa Affinia”, informa. Em relação à demanda internacional, a GKN exporta para Estados Unidos, Alemanha, México, Argentina, Inglaterra, Colômbia, Tailândia, Malásia e Índia. “A exportação atualmente representa, aproximadamente, 18% dos nossos negócios”, frisa Arlete. O maior investimento da GKN hoje está em ações e treinamento que consolidem a cultura lean na empresa e que priorizem a segurança de todos. Além disso, existe a preocupação com o entorno e por isso vários projetos ambientais e sociais, alguns deles premiados no Brasil e no exterior, foram e estão sendo desenvolvidos como a gestão integrada e inovadora de resíduos sólidos, que promove a sustentabilidade através de compostagem de orgânicos e transformação de lodo em tijolos, no programa Bioblock. A empresa também investe em propostas sociais, como o Projeto Renascer, Casa dos Sonhos, Banco de Alimentos e Programa Superação. Arlete fala da projeção de mercado para 2014: “A perspectiva é que teremos um ano de ajustes na economia e, como consequência, queda na venda de veículos. Isto afeta as operações da GKN na América do Sul, mas não atrapalha sua estratégia de crescimento no mercado”. Segundo ela, embora em tempos difíceis, a GKN considera este momento uma oportunidade para aprender e tornar-se ainda mais forte. O desempenho da marca é reconhecido através de premiações. Este ano, a GKN recebeu dois prêmios de clientes referentes à performance da empresa no ano de 2013, o Honda South America's Award for Quality, Delivery, Cost Development; e o Toyota Quality Excellence Performance Award.


Mercado

Faturamento: 30% vem de fora Com sede em Caxias do Sul (RS), a Duroline está há mais de 25 anos no mercado nacional e internacional, reconhecida mundialmente, segundo o gerente nacional de Vendas, Jucemar L. Spadotto, como uma das maiores fabricantes de materiais de fricção. “A excelência dos produtos Duroline é assegurada pelos modernos processos de fabricação e rígido controle de qualidade. Utiliza a melhor tecnologia do mercado na produção de lonas para freios aplicadas em veículos de médio e grande porte”, considera Spadotto. Acompanhados por lançamentos de produtos como lonas e pastilhas para freios, os números de negócios da Duroline são promissores. “Esperamos um crescimento de pelo menos 5% para 2014. O volume no trimestre vem consolidando este número”, declara o gerente. Com

maior demanda de consumo para a linha de carretas, a empresa atende distribuidores, varejo de autopeças, montadoras e oficinas mecânicas. “As exportações da Duroline representam em torno de 30% do faturamento da empresa, atendendo mais de 30 países. É um mercado com ótimo potencial de crescimento futuro”, aponta Spadotto. E os negócios não param por aí. “Estamos realizando investimentos mais pontuais neste semestre para projetos de melhoria continua de produtos e processos”, revela. A Duroline possui produto com processo diferenciado, o Wave Process (patente mundial), que proporciona um desempenho e performance superior da peça, com melhor custo-bene-

fício e mais segurança. A marca também atua com um trabalho técnico junto às frotas, dando apoio total na montagem correta do produto para cada aplicação. A projeção de mercado para 2014 identifica o crescimento do setor nos dois últimos anos. “Isto, com certeza, provocará uma utilização maior de peças e serviços para manutenção destes veículos e implementos”, comenta Spadotto.


Veículos Novos

Queda na comercialização de veículos e o mercado de reposição O fraco desempenho das vendas de veículos novos (leves) no mercado interno em 2013 e, provavelmente, em 2014 traz apreensões para o mercado de autopeças. Depois de um crescimento médio anual de 12,29% de 2004 a 2010, as vendas de veículos leves para o mercado interno parecem ter se estabilizado a partir de 2011, quando a variação sobre o ano anterior caiu para 0,85%, evoluindo para 6,06% em 2012 e caindo novamente para -2,13% em 2013. A constatação é do diretor da Fraga Marketing , Edgar Fraga. A empresa (www.fraga.com.br) é especializada na prestação de serviços a profissionais que atuam na área de vendas e marketing da indústria e distribuição de autopeças.Trabalha com sistemas on-line, como

ferramentas direcionadas a potencial de mercado para produtos e à frota de veículos. De acordo com ele, para os próximos cinco anos (2014/2018) está previsto um crescimento médio anual de 2,91%, usando-se como parâmetro um crescimento médio do PIB no período de 2,11% ao ano. “Se abatermos desta previsão a margem de erro de 6,56%, a taxa de crescimento médio das vendas para o mercado interno até 2018 cairá para 1,75%”, aponta. Fraga afirma que, em números absolutos, essa queda corresponderia a 1.240.000 veículos novos que deixariam de ingressar no mercado interno até 2018. “Transformando essas vendas de veículos novos em frota, verificaremos que o impacto na frota

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de zero a três anos seria imediato e, até 2018, somaria 1.014.000 veículos, ou seja, 6,5% sobre a frota total do segmento em 2018”, considera o executivo. Na faixa de quatro a dez anos, o impacto somente seria sentido a partir de 2018 e representaria apenas 2,4% da frota total deste segmento naquele ano, ou seja, 480.000 veículos a menos, conforme Fraga. Para ele, se persistir a queda nas vendas de veículos novos para o mercado interno em 2014, seu impacto no mercado de reposição de autopeças somente será sentido de imediato no segmento de zero a três anos, atendido em sua grande maioria pelas concessionárias autorizadas de veículos. “No segmento de quatro a dez anos somente haveria reflexo a partir de 2018”, completa.


Equipamentos

Robtec e 3D System: tecnologia em impressão 3D

A Robtec, com matriz em Diadema, SP, e filiais no México, na Argentina, no Chile e no Uruguai, tem dois negócios principais, enuncia o diretor geral Luiz Fernando Dompieri: "Um deles é a venda de máquinas de impressão 3D e o outro é a prestação de serviços de prototipagem". A empresa teve, recentemente, 70% do seu capital comprados pela 3D System. "A Robtec era representante de uma empresa americana chamada 3D System e há pouco tempo fomos comprados por ela. Hoje, ainda temos o nome Robtec, mas em breve seremos a 3D System da América Latina", revela Dompieri. A 3D System, com sua matriz localizada na Carolina do Norte, é a maior fabricante do mundo de impressoras 3D e em abril comprou mais da metade do capital da Robtec. Na Robtec, o cliente, além de comprar as impressoras, pode comprar peças impressas em 3D. O diretor revela que foi assim que há 20 anos a empresa nasceu no Brasil, prestando serviço de impressão 3D. "Os nossos grandes clientes são as indústrias de autopeças e montadoras: Fiat, General Motors, Wolkswagen, Ford, Mercedes Benz, Toyota, Hyundai, Honda, então, acho que não tem nenhuma que não atendemos. Nós vendemos para eles as máquinas, alguns deles têm as nossas máquinas que fazem os protótipos internamente e também compram serviços,

podendo comprar as peças diretamente da nossa empresa", explica Dompieri. A Robtec também presta outro serviço, complementar à fototipagem. Ela possui uma autodivisão, que comercializa equipamento, ou seja, um scanner óptico, que serve para digitalizar peças. "A partir disso, você consegue ou fazer engenharia reversa dela, criar o arquivo matemático a partir da peça física, ou você também consegue inspecionar, medir aquela peça, isso sem tocar nela, como se fosse uma foto. O principal objetivo desse equipamento é o controle dimensional", aponta o diretor. Retomando que os seus principais clientes são as montadoras, Dompieri cita o exemplo da Wolkswagen, que tem mais de 40 equipamentos da Robtec em suas fábricas, utilizados nas suas linhas de produção e em vários outros lugares. A tecnologia de impressão 3D foi criada pelo próprio fundador da 3D System. O diretor elucida dizendo que "essa técnica consiste em você imprimir uma peça com material plástico, com pó de gesso ou nylon. Como você tem impressora 2D, que imprime em uma folha, na 3D você imprime camada por camada, até formar a peça. Quando você usa tinta para imprimir uma folha, a propriedade da tinta não permite o acúmulo de uma em cima da outra, já com o plástico você vai acumulando uma camada em cima da outra até imprimir uma peça. Isso é prototipagem rápida". É válido destacar que a prototipagem

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rápida tem várias tecnologias, uma delas é a sintetização a laser, que também acumula décimo por décimo de camada no material de nylon. Essa tecnologia de impressão 3D existe há mais de 30 anos, mas começou a ganhar corpo nos últimos dois anos pela acessibilidade do consumidor final de tecnologia. Porque, de acordo com Dompieri, "as máquinas eram caras, apenas a indústria tinha acesso, e agora nós temos impressoras 3D pequenas que custam R$ 5 mil, e você pode comprar, por exemplo, na loja da Saraiva. Então, isso está ganhando corpo, porque você pode comprar uma impressora dessa e imprimir na sua casa um porta-celular, porta-ipad, fazer um suporte para pendurar a sua roupa, etc". A tecnologia da Robtec é compartilhada com várias universidades, inclusive muitas delas têm máquinas da empresa em seus laboratórios. O diretor revela que a empresa auxilia os estudantes em seus trabalhos de conclusão com visitas técnicas, mas, principalmente, com o fornecimento de protótipos, de peças, etc. Ainda, com relação à compra de 70% do capital da Robtec pela 3D System, Dompieri diz que "essa aquisição é algo que faz sentido dentro da estratégia de expansão da companhia na América Latina" e que a 3D System trará para o Brasil, ainda este ano, uma série de novos produtos, inclusive uma impressora 3D pessoal por menos de R$ 4 mil.


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Produtos

Caflex: cabos de ignição A Caflex é uma empresa nacional que produz dois modelos de cabos de ignição: o cabo supressivo de silicone modelo original e o cabo ecológico. O CEO Artur Augusto Pereira afirma que os produtos foram homologados na Seguradora Porto Seguro e atende as especificações das Normas Técnicas das montadoras, a Norma Técnica J2031/32. "O mercado busca qualidade e preço competitivo, nós conseguimos unir as duas coisas", declara o CEO Pereira. A empresa, com quase 30 anos de experiência no mercado de reposição, sempre está priorizando "a qualidade de seus produtos e serviços, com apoio em marketing e comercial, preços competitivos e a satisfação de seus clientes". Um dos seus produtos, o cabo ecológico, nasceu da preocupação com a Responsabilidade Social Ambiental da Caflex. Esse produto "é um condutor de energia entre a bobina e as velas, não perdendo tensão em função de sistema chipado. Consequentemente, diminui as emissões de gases poluentes, aumentando a potência do veículo com uma melhor economia de combustível", explicou o CEO Pereira. Entre as vantagens do cabo ecológico estão: a alta durabilidade em ambiente

Principais diferenças técnicas dos dois tipos de cabos de ignição:

Pereira: produtos foram homologados na Seguradora Porto Seguro salino; elimina ruídos e interferências; excelentes condutores elétricos ignição sem falhas; resiste a ataques de combustíveis, óleo, água...; evita Flash Over (carbonização nas velas); o carro fica mais potente; mais econômico e sem falhas. Todos os produtos da Caflex são identificados, inspecionados e etiquetados; o armazenamento é realizado pelo sistema Fifo; as entradas e saídas são feitas através de leitor ótico e as embalagens têm certificado de garantia. "Um dos principais focos da empresa é a excelência no atendimento aos seus clientes, buscando levar soluções a todos eles", apontou.

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Cabo Comum Sofre uma variação de pico de tensão (elétrico) de 45 a 60 Kv, consequentemente sofre uma variação alternada na queima de combustível. Cabo Ecológico Mantém uma estabilização até 40 Kv tensão (elétrico), obtendo uma queima de combustível perfeita, sem emissões de gases poluentes.


Periscópio

Osram é uma das marcas preferidas dos reparadores A Osram Brasil foi reconhecida como uma das marcas preferidas dos reparadores de autopeças na categoria de lâmpadas automotivas. Em cerimônia realizada em São Paulo, a empresa foi anunciada uma das premiadas na categoria lampadas automotivas da 5ª edição do prêmio Sindirepa (Sindicato de Indústria de Reparação de Veículos e Acessórios do Estado de São Paulo), que elege as companhias de maior destaque em cada segmento do setor da reparação de veículos. “A marca OSRAM é sinônimo de liderança no setor de iluminação automotiva em todo o mundo, e no Brasil não poderia ser diferente. É um grande orgulho receber esse reconhecimento dos reparadores de autopecas, que representam o elo mais importante na cadeia de distribuição automotiva aproximando a indústria do consumidor final, que, cada vez mais, exige produtos originais de fábrica com durabilidade, alta performance e segurança”, comenta Ricardo Leptich, Gerente de Vendas e Marketing da divisão de Iluminação Automotiva da OSRAM na América Latina.

NGK recebe mais uma vez premiação da Fiat Próximo ao aniversário de 55 anos de Brasil, a NGK, fabricante de velas, cabos de ignição e sensores de oxigênio, recebeu pela 12ª vez consecutiva o Qualitas 5 Estrelas. Trata-se da premiação mais importante da Fiat, entregue somente aos fornecedores que conquistam o Qualitas Awards por cinco anos consecutivos. Em sua 25ª edição, o Qualitas Awards avaliou os fornecedores do Grupo Fiat Chrysler na América Latina, ao longo de 2013, nos quesitos qualidade, inovação, competitividade e nível de serviço. O reconhecimento é divido em seis categorias: Metálicos & Powertrain, Químico, Elétrico, Materiais Indiretos, Logística e Mopar, marca que representa a divisão de peças, acessórios e serviços do Grupo Fiat Chrysler. A NGK do Brasil, que desde 1979 equipa grande parte dos modelos Fiat com velas, cabos de ignição supressivos e sensores de oxigênio e detonação recebeu o prêmio ao longo da maioria das edições do Qualitas, como melhor fornecedora na categoria Elétrico, além de ser premiada também, neste ano, na categoria Mopar. “O ímpeto de oferecer os melhores produtos e de servir nossos parceiros sempre com primazia é retratado por

experiências como essa que a Fiat nos proporcionou, em mais uma edição do Qualitas Awards. Nos empenhamos para seguir conquistando a premiação. O reconhecimento é fruto do esforço conjunto de todos os setores da NGK, e é por isso que nos orgulhamos de ser a empresa com maior número de premiações do Qualitas 5 Estrelas”, avalia Gilberto Maeda, gerente de Vendas OEM da NGK do Brasil.

Philips lança produto para os torcedores da Copa A Philips acaba de lançar a lâmpada automotiva ColorVision Torcida Brasileira. O produto, certificado e homologado pelo Inmetro, personaliza os faróis dos carros, que ganham um toque colorido verde ou amarelo no seu conjunto ótico. A nova tecnologia de cobertura colorida foi desenvolvida para incentivar os consumidores na torcida pelo Brasil e apesar das cores, a lâmpada emite um facho de luz branca, 60% mais potente do que as lâmpadas tradicionais, oferecendo melhor visibilidade na pista, e garantindo

mais segurança aos motoristas. “Os brasileiros são apaixonados por futebol, mas também têm adoração por automóveis, por isso investem tanto na personalização do seu veículo. Lançamos as lâmpadas ColorVision Philips Torcida Brasileira porque sabemos que o consumidor busca sempre um diferencial na hora de personalizar seu carro e achamos importante incentivar a torcida pelo Brasil este ano”, afirma a gerente de iluminação automotiva da Philips, Juliana Gubel.

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As lâmpadas ColorVision são feitas em quartzo de vidro de alta qualidade, com alta resistência aos raios UV e umidade, e estão disponíveis nos formatos H4 e H7. A alteração das lâmpadas dos faróis por ColorVision Philips Torcida Brasileira é permitida pela legislação e podem ser utilizadas em qualquer veículo que utiliza lâmpadas H4 ou H7 nos faróis de refletores, as mais comuns nos veículos automotivos. No site da Philips é possível descobrir qual a lâmpada correta para cada veículo.


Periscópio

Caminhão Volkswagen com tecnologia híbrida O caminhão Volkswagen Constellation 17.280 6x2 com tecnologia híbrida hidráulica começa a ser testado pela Solví, holding controladora de empresas que atuam nos segmentos de resíduos, saneamento e valorização energética e de engenharia. O modelo já foi utilizado para testes na coleta de lixo na cidade do Rio de Janeiro, onde apresentou redução de até 25% no consumo de combustível. Em São Paulo, os testes, que terão duração de três meses, serão feitos na cidade São Bernardo do Campo, onde está instalada a SBC Valorização de Resíduos, uma das empresas da holding responsável pela coleta na cidade do ABC paulista. O objetivo é avaliar o desempenho do veículo nesse tipo de operação. No sistema híbrido, os caminhões passam a contar com o mesmo conceito de recuperação da energia cinética (KERS) utilizado nos carros da Fórmula 1: o sistema armazena em acumuladores hidráulicos a energia coletada durante a frenagem, usando-a, posteriormente, na partida. A partir do consumo menor de combustível, o caminhão

Modelo já foi utilizado na coleta de lixo no Rio de Janeiro híbrido ajuda a reduzir os níveis de emissão dos principais poluentes veiculares causadores do efeito estufa, como o gás carbônico, e os que contribuem para degradação da qualidade do ar, como material particulado, óxido de nitrogênio, entre outros. No caso dos veículos MAN, o grande diferencial do híbrido está no dispositivo de armazenagem de energia utilizado nesse veículo: os outros sistemas utilizam baterias ou ultra capacitores, mas a MAN preferiu adotar acumuladores hidráulicos por melhor se adequarem à realidade brasileira. Outra vantagem desse tipo de tecnologia refere-se à manutenção e operação mais simples do sistema, cuja durabilidade é maior do que a da bateria, por exemplo. A empresa também projeta um investimento inicial menor para aquisição do modelo em comparação aos valores praticados mundialmente em híbridos elétricos.

Catálogo eletrônico da Perfect Para conhecer mais a fundo os produtos da Perfect, a empresa apresenta o catálogo eletrônico (versão Windows), que está disponível para download no site do fabricante. Através desta ferramenta simples, completa e atualizada, o reparador poderá ter acesso rápido a toda a linha de produtos, lançamentos do mês, notícias e muito mais.


Periscópio

Missão empresarial do Conarem à Automechanika Frankfurt

Bronzinas e camisas para motores da KS A KS está com lançamentos no mercado de reposição nas linhas de bronzinas de biela e camisas. As bronzinas de biela são para veículos Hyundai, motor D4BH 2.5L 8V que equipa os veículos Galloper II, H1, HR e H100. Para os veículos da montadora Kia, as bronzinas de biela KS são para o mesmo motor D4BH 2.5 L 8V, utilizado no utilitário Bongo K 2500. Na linha de camisas, as aplicações são para caminhões Iveco, com motor 8210.42K, utilizado nos caminhões Eurotech 450, Euro e Trakker 450, fabricados entre os anos de 2000 a 2005.

O Conselho Nacional de Retíficas de Motores (Conarem) promoverá nova Missão Empresarial para visitar a Automechanika Frankfurt, maior feira de equipamentos, ferramentas e autopeças da Europa, que acontecerá de 16 a 20 de setembro, na Alemanha. "Além de apresentar tendências para o setor, as feiras são oportunidades para os empresários não só ampliarem o conhecimento técnico, mas também se aproximarem de fabricantes internacionais para realizar bons negócios", afirma José Arnaldo Laguna, presidente do Conarem. Na ocasião, os empresários poderão também visitar a fábrica e o museu Mercedes-Benz e da Porsche, a Bosch e uma retífica diesel no sul da Alemanha e conhecer o processo de enchimento

Sensores de pedal e de combustível DS O sensor de posição do pedal de aceleração DS, um dos lançamentos da empresa neste ano, traz uma inovação que garante vantagem tanto ao mecânico quanto ao consumidor final. A equipe DS trabalhou na produção de uma nova forma de solucionar problemas com o pedal do acelerador, inovando com o lançamento de refis para os pedais. Uma dessas inovações é o cartão (refil) que possibilita o reparo apenas da parte danificada

Sabó lança newsletter para reparadores A Sabó traz para o mercado mais uma forma de levar as notícias até seus clientes: a Newsletter Sabó. Distribuída mensalmente por e-mail para todos os reparadores cadastrados no site, a Newsletter vem para repetir o sucesso do já conhecido Caderninho Sabó. "O Caderninho, por ser impresso, tem uma tiragem limitada. Já a Newsletter facilita ainda mais a disseminação de nossas

com plasma na retífica da VW em Kassel. O roteiro completo, feira e visitas, é de 8 dias. Mas, há opção para aqueles que quiserem apenas participar da exposição. Exis- José Arnaldo Laguna, presidente do tem ainda Conarem passeios opcionais antes e após a feira, que compreendem, entre eles, visita à Retífica Vege, na Tunísia, e ida a Barcelona para aquisição de ferramentas.

notícias. Possuem linhas editoriais diferentes, mas são voltadas para o mesmo público. Temos que levar a informação de todas as formas possíveis para os reparadores", comenta Daniella Carrer Rebonato, do departamento de marketing da empresa. Quem quiser receber basta se cadastrar no site da Sabó na parte de aftermarket, com endereço de e-mail e nome.

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do pedal, mantendo toda a sua carcaça (estrutura) original, com uma troca rápida, fácil e econômica, garantindo assim uma maior rentabilidade. Outro lançamentos da DS é o sensor de nível de combustível, produzido sob altas exigências de mercado, o que resulta em um produto com alto padrão de qualidade, durabilidade e precisão. Além disso, possui design diferenciado, a total vedação à infiltração de combustíveis e garantia de um ano.


Periscópio

Tecfil patrocina pilotos do Superbike A Tecfil está patrocinando uma equipe de pilotos do Superbike Series Brasil, levando sua marca mais conhecida pelo uso em carros para as motos, em competições pelo país. O Superbike Series Brasil é um campeonato de motos de asfalto, realizado com os modelos chamados de “série”, ou seja, de motos comuns, as mesmas oferecidas ao público, que podem ser vistas circulando pelas ruas, apenas mais “preparadas” para participarem de uma competição. São motos de 1000cc na modalidade Superbike e 600cc na Supersport. Os pilotos patrocinados pela Tecfil são

Danilo Lewis #17 na categoria 600cc Super Sport Pro, Vitor Reis #25 na 600 cc Super Sport Pro Am, Diego Garrido #23 e Bervaldo Carolino de Abreu #99 na Copa Kawasaki Ninja 600, Gustavo Gil #1 e André Gama #46 na Copa Kawasaki Ninja 300, Norton Tadeu Jr #75 na Ninja 300 Light e Leozinho Muniz #47 na Ninja 250 Light. O Superbike Series é composto por etapas realizadas em São Paulo que definirão o Campeão Paulista, e mais algumas etapas realizadas nos principais circuitos do país, como Santa Cruz do Sul (RS), Cascavel (PR), Brasília (DF),

Campo Grande (MS), Curitiba (PR) e Velopark (RS), que somadas às etapas de São Paulo, definirão o campeão brasileiro. Todas as etapas tem transmissão pela ESPN, RedeTV! e na internet pelo Terra TV. “Acreditamos que o Superbike Series Brasil tem tudo a ver com a Tecfil, por isso resolvemos apostar na equipe. As corridas nos remetem à tecnologia, inovação, competitividade, modernidade, ousadia e muita competência, marcas registradas em todos os nossos produtos”, comenta Simone Minhoto Queiroz, do departamento de Marketing da empresa.

Revista Asdap l Maio/Junho 2014 l Ano 2 l Número 10 - 43


Revista Asdap Ed. 10 Mai_Jun 2014  

Revista da Asdap - Publicação dirigida ao mercado independente de autopeças dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.

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