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ISSN 1679-0189

o jornal batista – domingo, 11/11/12

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Órgão Oficial da Convenção Batista Brasileira Fundado em 1901 Rua Senador Furtado, 56 . RJ

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Ano CXII Edição 46 Domingo, 11.11.2012 R$ 3,20

Um novo templo batista no Ceará

No distrito de Dourado, município de Morada Nova, no Ceará, mais um templo batista foi construído. Os recursos para construção são divididos pelas duas Instituições Parceiras: CMU (Christian Mission Unlimited) e CBC (Convenção Batista Cearense). É mais uma vitória para os batistas do Ceará (página 13).

Neste Natal, doe esperança a uma criança do PEPE Missões Mundiais promove neste final de ano a campanha Doe Esperança. Para participar, você deve enviar, até o dia 30 de novembro, uma mensagem de carinho às crianças do PEPE em quatro países: São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Paraguai e Haiti. Vá até a página 11 e saiba como participar.


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reflexão

EDITORIAL O JORNAL BATISTA Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso. Fundado em 10.01.1901 INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189 PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB FUNDADOR W.E. Entzminger PRESIDENTE Paschoal Piragine Júnior DIRETOR GERAL Sócrates Oliveira de Souza SECRETÁRIA DE REDAÇÃO Arina Paiva (Reg. Profissional - MTB 30756 - RJ) CONSELHO EDITORIAL Macéias Nunes David Malta Nascimento Othon Ávila Amaral Sandra Regina Bellonce do Carmo

EMAILs Anúncios: jornalbatista@batistas.com Colaborações: editor@batistas.com Assinaturas: assinaturaojb@batistas.com REDAÇÃO E CORRESPONDÊNCIA Rua Senador Furtado, 56 CEP 20270.020 - Rio de Janeiro - RJ Tel/Fax: (21) 2157-5557 Fax: (21) 2157-5560 Site: www.ojornalbatista.com.br A direção é responsável, perante a lei, por todos os textos publicados. Perante a denominação batista, as colaborações assinadas são de responsabilidade de seus autores e não representam, necessariamente, a opinião do Jornal. DIRETORES HISTÓRICOS W.E. Entzminger, fundador (1901 a 1919); A.B. Detter (1904 e 1907); S.L. Watson (1920 a 1925); Theodoro Rodrigues Teixeira (1925 a 1940); Moisés Silveira (1940 a 1946); Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002) INTERINOS HISTÓRICOS Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923). ARTE: Oliverartelucas IMPRESSÃO: Jornal do Commércio

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egundo uma pesquisa realizada pelo instituto Gallup World Pol com a participação da Fundação Getúlio Vargas (FGV), os brasileiros dão em média nota 8,6 ao seu nível de felicidade hoje e para uma perspectiva para daqui a 5 anos. O que torna o Brasil um país feliz pela terceira vez consecutiva. Mas será que esta felicidade é real ou apenas superficial? O que dá ao cristão felicidade? Nesta edição de O Jornal Batista você encontrará, além das notícias do Brasil Batista, diversas reflexões

sobre a felicidade. Uma bela oportunidade de pensar sobre o seu próprio nível de felicidade, assim como de sua família. E isso acontece quando se repensa nas perspectivas do que lhe faz feliz. Considerando atentamente onde você está buscando a felicidade. Bem como, se está fazendo as pessoas a sua volta feliz. A verdade é que a felicidade do cristão é construída por coisas do Alto, aquilo que vem da vontade de Deus. A realização daquele que conhece e se entregou a Cristo, está em viver

Parabéns! • Quero parabenizá-lo pela iniciativa de nos oferecer OJB online. Tem sido uma grande bênção. Pr. Pérsio Luiz Ao Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho • Muito obrigada pelo excelente estudo “Reflexões sobre profecias humanas” (21/10/12). Chegou em hora oportuna quando estamos estudando na EBD o Livro do Apocalipse, o qual muitos interpretam sem um fundamento e confundem os leitores. Na nossa classe da EBD temos procurado incentivar uma interpretação abrangente dentro da visão global do propósito da Bíblia, desde Gênesis até Apocalipse. Espero que o irmão continue escrevendo para esclarecimento e edificação de todos nós os leitores. Ycléa Cervino Os profetas • Na condição de crente batista (hoje aos 69 anos) tenho acompanhado com muito interesse os

a verdade de Deus e não o modismo da época. Isso porque segundo a sociedade, a felicidade está diretamente ligada ao consumismo e a realizações humanas, mas em nenhum momento cita a realização espiritual. Esta realização vem de cumprir as ordenanças de Deus, que causam benefícios espirituais, ou seja, felicidades bem maiores do que as humanas. É claro que ter um carro novo, estar bem empregado e ter uma boa casa deixa qualquer um feliz, mas a questão é que todos esses bens precisam

Ca do rtas s le ed ito ito r@ ba r tis tas es .co m

artigos do pastor Isaias. Na edição 42 ele discorre sobre os profetas. Excelente artigo. Como vivemos no auge dos “profetas e suas profetadas”, se falsos ou não, fico a me indagar sobre o relato do Senhor Jesus Cristo em Lucas 16.16 que diz: “A lei e os profetas duraram até João; desde então é anunciado o Reino de Deus, e todo o

homem emprega força para entrar nele”. Será que Jesus os nomeou depois do relato em Lucas? Os que discordam disso (porque há alguns que discordam) deveriam questionar com o Senhor Jesus e não simplesmente contestar a Palavra de Deus (se é que a conhecem e usam). Fernando Martins Passo Fundo, RS

As mensagens enviadas devem ser concisas e identificadas (nome completo, endereço e telefone). OJB se reserva o direito de publicar trechos. As colaborações para a seção de Cartas dos Leitores podem ser encaminhadas por e-mail (editor@batistas.com), fax (0.21.21575557) ou correio (Rua Senador Furtado, 56 - CEP 20270-020 - Rio de Janeiro - RJ).

ser felicidades secundárias para o cristão. Felicidades conquistadas depois de conquistar a felicidade Divina. É importante que o Reino de Deus esteja em primeiro lugar (Mateus 6.33), e isto inclui a felicidade. Buscar a sua própria felicidade e a felicidade daqueles que estão a sua volta é uma característica genuína do ser humano, mas o grande segredo está no que você tem buscado como felicidade. “Gloriem-se no seu santo nome; alegrem-se os corações dos que buscam o Senhor” (I Crônicas 16.10). (AP) Nossa história • É com empolgação que parabenizo os editor es de O Jor na l B a tis ta , pela nobre colaboração em trazer à memória, as raízes sólidas de nossa história Batista no Brasil. Quero destacar a preciosa contribuição do jornalista Othon Ávila Amaral, este incansável pesquisador e colaborador da história dos batistas brasileiros. É necessário que se relembre tão nobre causa aos já esquecidos pelo tempo, e que se faça conhecer aos jovens de hoje. Para que se mantenha viva e atualizada nossa história Batista. Sinto-me enobrecido quando leio sobre a base de nossa história e exaltado com as biografias desses heróis de nossa carreira cristã. Meus valorosos editores, por favor continue trazendo-nos as mais belas lições de nossos desbravadores. Deus os abençoem. José Carlos da Matta Pr. auxiliar na Igreja Batista de Marco II em Nova Iguaçu, RJ


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bilhete de sorocaba Julio Oliveira Sanches

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le se mostrava triste e preocupado. Salvo há muitos anos viu a Igreja passar por várias transições. Algumas para melhor. Outras para pior. Foi doutrinado a orar e respeitar seu pastor. No caso tinha admiração profunda pelo líder atual. Mas algo estava errado com o pastor. Nos últimos anos o pastor vinha “pregando para girafas”. Sermões vazios de conteúdos bíblicos. Muitas piadas durante as mensagens para fazer o povo rir. Citações exageradas de “teólogos e filósofos” do passado. Séculos XVI e XVII. Claro, o pastor fez um curso, “não presencial” de doutorado no exterior. Nada contra o título de Doutor. Ele mesmo acumulava em seu currículo várias pós em diferentes áreas e aspectos de sua profissão. Necessidade profissional para se manter no mercado de trabalho. Nada contra o ser culto. Mas, no caso da Igreja, estava sobrando

“cultura” e faltando alimento espiritual para o rebanho. Sua Igreja era composta de salvos bem simples, alguns analfabetos e outros com especializações, nas mais variadas áreas, inclusive pós-doutorados. Alguns ocupavam elevados cargos no setor público e privado. No santuário todos eram apenas ovelhas à procura de alimento espiritual para suportar e superar a semana na grande cidade. Ao adentrar o templo todos esqueciam por duas horas seus títulos honoríficos. Suas posições de comando nas empresas. Até mesmo o status social não era levado em consideração. Eram apenas irmãos em Cristo. Ovelhas a serem conduzidas aos pastos verdejantes e às águas tranquilas da Palavra de Deus. Apenas isto, nada mais a ser acrescentado. Claro que o pastor deveria ler bons livros de teologia, filosofia, sociologia e até os últimos lançamentos do

mercado literário. Sua função exige o aprimoramento de conhecimento em todas as áreas do saber. Uma coisa é ler um livro sobre determinado assunto. Outra bem diferente é pregar o conteúdo de tal livro para o rebanho. Em muitos casos as ovelhas leram o tal livro antes do pastor. Inclusive com análises mais criteriosas sobre o autor, o conteúdo, a editora e o marketing. Portanto não careciam de repetição. Isto significava desperdício de tempo. Algumas ovelhas chegavam a comentar: “o pastor esta semana leu a resenha ou o livro tal”. A mensagem condenava o mensageiro. Quando a interpretação pastoral não se encaixava com a crítica dos ouvintes, a sensação de perda de tempo no culto era estampada em cada rosto e, às vezes nos sorrisos marotos de alguns. Enquanto isto o rebanho era enfraquecido por falta de alimento espiritual. Razão de sua tristeza e decepção.

O pastor estava cometendo dois pecados gravíssimos, que o ministério não pode, sob pena de fracasso total, incorrer. Provérbios 29.18 diz: “Não havendo profecia, o povo se corrompe...” e Provérbios 27.23 recomenda: “Procura conhecer o estado das tuas ovelhas; põe o teu coração sobre o gado...” Rebanho alimentado responde com alimentos saborosos ao que o pastoreia (Prov. 27.2627). O contrário significa falta de paz na Igreja, ovelhas magérrimas e tristes. No último domingo, continuou: “Fui assistir o culto numa Igreja mais simples”. Não era seu costume tal proceder. Mas, não resistiu à tentação. O pastor trouxe mensagem simples, bíblica sob a unção do Espírito. O texto que serviu de base à mensagem, não foi usado como pretexto. Saiu confortado e desafiado à maior intimidade com Deus. Estava pensando em solicitar transferência para tal Igreja. Mas, como

deixar os irmãos de décadas de convívio? A Igreja que viu crescer? Difícil a decisão, por isso estava triste. Solicitei autorização para usar sua frase como título destes rabiscos. Aquiesceu. O tema sugere que se escreva um livro sobre cuidado pastoral. Lembrando aos pastores as palavras carinhosas de Jesus a Pedro, antes de ser assunto aos céus: “Pedro você me ama de verdade? Apascenta as minhas ovelhas, cuida dos meus cordeirinhos” (João 21.1517). Jesus não disse a Pedro prega às girafas. Girafas não carecem de pastoreio. Imponentes, elas conseguem, por si só, os melhores alimentos. Ovelhas carecem de cuidados especiais, que só o pastor comprometido com o rebanho e o dono do rebanho, Jesus, sabe ministrar. Carecemos com urgência de PASTORES de ovelhas. Estas estão clamando por pastoreio bíblico. www.juliosanches.org


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GOTAS BÍBLICAS NA ATUALIDADE

OLAVO FEIJÓ Pastor, professor de Psicologia

Eusvaldo Gonçalves dos Santos Colaborador de OJB

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os informa a Bíblia em Hebreus 9.27, que ao homem está ordenado morrer uma só vez, vindo depois disto o juízo. Se Deus tivesse a condição de se arrepender, os primeiros a voltarem ao céu seria os anjos que participaram da rebelião de Satanás. Existe a falsa ideia de que o ser humano retorna a forma uterina com as características de outro e até mesmo de um ente querido em uma especie de clonagem, usando uma palavra mais recente, reencarnação, e também a falsa ideia de que a alma pode ficar em um determinado lugar para expurgar o seu pecado e depois de limpo ou purificado entrar no céu. Essas e outras falsas ideologias tem como objetivo negar a existência de um lugar de tormento eterno, onde o homem em sã consciência passará a eternidade sem a presença de Deus, junto com aquele que engana e mente, que no falar de Jesus é o pai da mentira. Reciclar a vida após a morte é a grande jogada diabólica, que engoda as pessoas e as leva para o lugar longe de Deus. Precisamos observar que o ser humano foi criado para o louvor do seu Criador, Adão que foi engodado por sua mulher, que foi enganada ao ouvir a meia mentira contada pelo enganador. Na tentativa de esclarecer ele continua a enganar criando meios de levar o ser humano a continuar na desobediência, dando ouvidos a ele. O Diabo não pregou uma mentira, ele trocou a verdade em meia verdade o que Deus havia ensinado. Existe o falso e o verdadeiro, o falso leva o ser humano a uma prisão eterna onde há pranto e ranger de dentes, o falso é quase igual ao verdadeiro, vejamos uma nota de real falsa, a fraude é ou pode ser bem pequena, diferença que caracteriza a falsidade.

Em relação a Deus, também existe uma diferença. Deus ama o ser humano verdadeiramente, por isso a expressão morrer uma só vez. Em relação ao Diabo ele usa a mesma estratégia que usou no passado, a reciclagem para dar as pessoas a ideia de que o inferno é uma inverdade religiosa, e oferece uma segunda chance, Jesus foi encarnado. Outra falsa ideia é o uso de uma pequena luz ao lado do morto para dar a ideia de que essa luz vai dar claridade suficiente clareando o caminho para Deus. O apostolo João nos informa que, se andarmos na luz como na luz Ele está, temos comunhão uns com os outros e o sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo pecado, e que Jesus é o caminho. Deus quer todo o melhor, as ofertas, os cordeiros, os novilhos, tinham que ser os melhores. Será que Deus o criador aceitaria um filho reciclado? Quando Ele tem o poder de nos fazer filhos e novas criaturas. Ele dotou o homem de uma qualidade que pode escolher, esse livre arbítrio que podemos escolher o céu ou o inferno, no céu só entra aqueles que foram lavados no sangue do cordeiro de Deus, o qual escreveu os nomes no seu livro. Se observarmos o texto bíblico, vamos entender que, aconteceu que morreu o mendigo e foi levado para o seio de Abraão, morreu também o rico e foi sepultado, estando em tormento o rico levanta os olhos e vê Lazaro no seio de Abraão e roga “tenha misericórdia de mim”. Pede que Lazaro molhe a ponta do dedo e refresque a língua, estava em tormento neste fogo, esta expressão significa que a sua consciência estava perfeita. A primeira vista observamos que a fala do homem está em plena consciência da sua faculdade de escolha da salvação, isto é para (refrescar) a salvação é o frescor da alma no seu bem estar. Isaías 55 nos informa que o convite para a fonte das águas é

graciosa, não só água, mas também alimento, aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der, se fará nele uma fonte que salte para vida eterna (João 4.14). A segunda observação é que o nosso personagem reconhece mesmo a distância do Pai Abraão e pede misericórdia, mas Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu filho único, para que todo aquele que nele crê não pereça mas tenha a vida eterna, essa atitude é para a humanidade a grande misericórdia de Deus (João 3.16). A nossa opção de escolha é durante a nossa vida em carne e osso, em plena faculdade de escolher e saber o que é verdadeiro ou falso, isto antes da separação do espirito que volta para Deus que o deu. Depois da partida para a eternidade o próprio Deus fica impossibilitado de dar uma segunda oportunidade, devido ter Ele soberanamente ter decretado a morte uma só vez. Outra observação que fazemos é o reconhecimento do seu semelhante, onde viva Lazaro, a porta do rico (Lucas 16.20) curioso porque só agora reconhece e pede para que Lazaro faça algo em seu beneficio. O motivo do reconhecimento é que ele está em tormento eterno, se ele pudesse voltar em outra pessoa jamais faria tal pedido devido o seu orgulho, se houvesse um lugar onde ele expurgasse o seu pecado ele aguentaria esse tormento até ficar completamente livre. Observe a resposta do Pai Abraão, filho lembra-te que recebestes em tua vida os bens, essa expressão em tua vida, significa que ele foi evangelizado e rejeitou a lei do amor de Deus, o bem maior que recebemos em vida é a palavra de Deus, para o nosso entendimento, do que é verdadeiro ou falso, além disso está posto um abismo entre nós e vós de sorte que mesmo que alguns quisessem passar daqui para vós e tão pouco de lá para cá.

Alegrem-se no Senhor

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Salmo 64 começa com uma relação impressionante de perigos e ameaças que cercam aqueles que buscam viver em comunhão com o Senhor. Por isso, imaginamos que o final será trágico. Para nossa surpresa, o final é de júbilo: “Alegrem-se os justos no Senhor e Nele busquem refúgio. Congratulem-se todos os retos de coração” (Salmo 64.10). O autor do Salmo 64 é realista: se é que desejamos viver em comunhão com o Senhor, podemos contar com a oposição do mundo. Aquilo que a Bíblia chama de “justo”, de “retos de coração”, sempre constitui uma razão para o ódio daqueles que desprezam a Deus. Crentes ingênuos acreditam que o

mundo gosta daqueles que se esforçam para obedecer ao Senhor. Por isso, ficam muito escandalizados, quando são perseguidos e injustiçados... Aceitar a Cristo faz uma mudança radical na mente e na conduta. O mundo não tolera o comportamento cristão. Consequentemente, nunca será no mundo que encontraremos alegria genuína. Logo, acertam os cristãos que se concentram no Senhor, para sentir alegria. O júbilo que o Senhor causa dentro de nós é genuíno e profundo. Tão profundo e genuíno, que as maldades do mundo não conseguem atingir e destruir. Alegria no Senhor é como árvore de raízes profundas: mesmo com sequidão ao redor, suas folhas continuam verdes e saudáveis.

Essa troca de lugar, deixa claro que não existe a mínima possibilidade de volta para uma vida reciclada, pois não há quem possa pagar o que já foi pago. O preço para o pecado foi a imolação do cordeiro que tira o pecado do mundo (João 1.29). Jesus já consumou o plano de resgate do pecador na cruz do calvário com seu sacrifício

vicário, Ele disse que tudo estava consumado. Em terceiro lugar observamos que Deus é criador e não reciclador, ele faz de novo através do novo nascimento e nos dá a condição de nova criatura, não podemos esquecer que cada pessoa é para Deus um ser especial e único. Olhe o seu D.N.A. que jamais será reciclado.


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PARÁBOLAS VIVAS

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João Falcão Sobrinho

“remido”, que ouve “o som festivo das novas de grande alegria” que veio do céu. Ele (o remido) enxerga pela fé as virtudes das soberanas bençãos prometidas e “invisíveis”, e que ouve a “voz mansa e delicada” do “Pai das luzes em quem não há mudanças e nem sombra de variações”. Ele diz: “Trazei todos.. fazei prova de mim... Eu abro as janelas dos céus... derramo bençãos com abundância. E por causa de vós repreendo o devorador... e todos vos chamarão de bem-aventurados, diz O Senhor dos Exércitos. E vocês serão meus.. meu particular tesouro, os quais são tratados como filhos, e totalmente diferentes, entre os

que me servem, e os que não servem. Eu sustento todos os que me obedecem com o trigo mais fino, e são saciados com o mel saído da rocha. E para os que temem o meu nome faço misericórdia em milhares... faço nascer o sol da justiça, e a minha salvação os fará crescer com intensa alegria. Dai e ser-vos-á dado, boa medida, recalcada, sacudida e transbordado, deitarão no vosso regaço; porque com a medida com que medirdes, também vos meditarão de novo... Eu amo ao que me dá com alegria... obedecer é melhor do que sacrificar”. Você que ser feliz? Quer ser diferente? Ouça esse maravilhoso conselho, e entre no rol desse povo feliz!

que muitos ignoram. O coManoel de Jesus The Pastor e colaborador de OJB meço está no temor a Deus e temor de Deus, presenque é uma família te na vida de ambos. Não feliz? Onde co- ser transparente um para o meça uma famí- outro é resultado de viver lia feliz? Porque sem dar contas a Deus de uma família busca ser feliz? suas ações. O homem tenta A resposta a essas perguntas enganar-se, ignorando que vieram-me a mente quando li Deus é onisciente. Esconder Gênesis 2.25. O texto diz: “O as suas ações e sentimentos homem e sua mulher viviam do cônjuge não ajuda, pois nus, e não se envergonha- é impossível esconder de vam”. O que é uma família Deus. O pior é que tal atitufeliz? Felicidade é resultado. de traz sentimento de culpa, O texto já responde. Uma e, como resultado, perda de família é feliz quando, entre paz. A perda da paz nos leva marido e mulher, nada haja a buscar um culpado, e esse a esconder. Isso parece fácil, culpado sempre é o outro mas não é. Tanto a mulher cônjuge. Percebe até onde como o homem, tem ações, vai tal coisa? Vamos agora a última perpensamentos, sentimentos, emoções, palavras, que, mui- gunta. Qual a razão de uma tas vezes escondem um do família buscar ser feliz? A outro. Use a imaginação. Pen- felicidade é algo transborse num casal em que tudo o dante. Ela atinge não só o que um fizer, o outro pode casal, mas a todos que dele saber, pois sabe que foi feito dependem. Filhos são afetaem benefício do outro. Isso só dos, pois a infelicidade dos pode acontecer se houver um pais os torna também infeliamor sincero entre ambos. En- zes. Os parentes próximos, tão, a felicidade numa família os vizinhos, os colegas de é resultado de nada haver que trabalho, todos são afetados. A maioria dos casos precise ser escondido. A segunda pergunta é im- de traição na vida conjugal portante, porque revela algo começa quando um cônjuge

começa a se abrir para pessoas do sexo oposto, a sua infelicidade conjugal. Isso é reforçado se o outro também está sendo infeliz no seu casamento. Assim como a felicidade conjugal transborda, a infelicidade também. Acaba em separação, os filhos tentam resolver o problema visando salvar seu lar. Já imaginaram algo que nem os adultos conseguem resolver, crianças tentando resolver? Sentimento de culpa, de fracasso, surgem em pequeninos inocentes. Isso resulta em futuros adultos inseguros, desconfiados, revoltosos, e, a maioria dos casais finge que não é culpado desse desastre. Bem, e agora que o leitor ou leitora descobriu como ser uma família feliz não quer tentar? Saiba então da última coisa. É impossível a uma pessoa hipócrita viver com uma pessoa transparente. Evite ações, pensamentos, atitudes, sentimentos, que precise esconder. O que é maravilhoso é que a transformação começa em você. No outro, a transformação será um resultado.

Ismael Alves Pires Diácono e professor da EBD na IB em Jardim América, Paranaguá, PR

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issões. Trabalho voluntário prestado por um coração grato a Deus, que é impulsionado pelo amor ágape, que “excede todo o entendimento”. Amor que é movido pela conscientização do Espírito Santo, em favor das criaturas que estão “assentadas na região e sombra da morte”, tateando nas trevas do pecado. Estão no cativeiro da “casa da servidão”. Missões é o impacto e a sensação que move o coração do crente

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e como a Bíblia pode nos ajudar a dominar línguas estrangeiras. Estava eu presidindo a reunião da União Batista Latino-americana, UBLA, presentes 25 líderes batistas da América Latina. Em dado momento, um dos pastores de fala hispânica ficou em pé e pediu a palavra. Dirigi-me ao irmão e disse: “Pois não”. Ele sentou-se sem nada dizer. Imediatamente pediu a palavra o Dr. Paul Eustache, engenheiro venezuelano da área de petróleo, que já havia estado no Brasil. Dirigindo-se ao plenário, disse Paul: “Irmãos, vamos entender os irmãos do Brasil. Quando um brasileiro diz “pois não”, ele está dizendo “sim”; se ele disser “pois sim”, está dizendo “não”. E voltando-se para o irmão que havia pedido a palavra, acrescentou: “Pode falar, irmão; o Presidente lhe deu a palavra”. O irmão se levantou, fez a sua proposta e todos ficaram sabendo que, para los brasileños, “pois não” significa “sim”, enquanto “pois sim”, quer dizer “não”. Tive que passar a direção da sessão ao Paul Eustache, que era o vice-presidente, para ver como é presidir uma assembleia democrática entre hispânicos. As diferenças, por vezes, são sutis e podem até causar embaraço. Aliás, “embaraço” é palavra que lá não se deve usar, pois para os hispânicos, significa “gravidez”. Uma senhorita tentava abrir o guarda-chuva e não conseguia. Um gentil brasileiro tentou ajudá-la, dizendo: “Vejo que você está embaraçada, deixe-me ajudá-la”. Teria levado uma boa guarda-chuvada, se não fosse esperto. A partir daí, comecei a ler o Novo Testamento na versão “Dios Habla Hoy” e assim fui aprendendo a me comunicar com los hermanos sem cometer muitas gafes. Aliás, depois de fazer vários cursos de inglês no Brasil, pude me familiarizar melhor com os irmãos nos Estados Unidos pela leitura do Novo Testamento na versão Today’s Version. Descobri, forçado pela necessidade, que a Bíblia é um livro universal. Sua mensagem é acessível aos povos de todo o mundo. Certo missionário na China,

que não falava chinês, disse que pedia a um chinês que lesse para ele as parábolas de Lucas 15 e logo ele descobriu que essas histórias falam profundamente ao coração dos chineses. A partir daí, nosso herói foi aprendendo o mandarim até poder entender e falar sem dificuldade aquela língua que normalmente um adulto leva dois anos para começar a aprender. Não sei dizer quantas vezes já li a Bíblia toda. Cada ano leio-a em uma versão diferente. Este ano estou lendo na NVI. Embora minha mente esteja habituada com a versão de Almeida revisada, gostei muito de ler na NVI, na qual as medidas são traduzidas para o sistema métrico decimal e a leitura de Jó, Cânticos e Ezequiel é muito facilitada. Amo a Bíblia. Leio-a com carinho desde a pré-adolescência, quando levava uma pequena Bíblia na ortografia antiga para a escola, para lê-la nos intervalos das aulas. Não entendo por que muitos crentes hoje não acham tempo ou não dão valor à leitura do livro santo. Cada vez que você lê a Bíblia, é como o garimpeiro que acha sempre novas pepitas de ouro no mesmo terreno já escavado. Quantas vezes, por exemplo, já li e usei I Coríntios 13? Um dia destes, lendo esse maravilhoso poema, entendi por que o amor é maior do que a fé e a esperança. Fé sem amor degenera-se em intolerância e esperança sem amor, deturpa-se em soberba. O amor é a medida ética de todas as virtudes. Cada vez que abro a minha Bíblia, a pergunta que me move é: Que novo ensino, que novas bênçãos vou encontrar hoje? Achamos tempo para ler tanta abobrinha, tantos livros que nada nos acrescentam, passemos a achar tempo para ler a Palavra de Deus e assim enriquecer nossa mente com os mais elevados conceitos. Leia a Bíblia com a emoção com que você lê as cartas de uma pessoa amada em primeiro grau de amor. Leia a Bíblia com devoção, como se ouvisse Deus falar. É pela leitura bíblica acompanhada da oração que você se identifica com Deus e assimila as virtudes do caráter de Jesus em seu próprio caráter. Crescer no espírito sem ler a Bíblia? Pois sim!


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reflexão

Caminhos da Mulher de Deus

Zenilda Reggiani Cintra Pastora e jornalista, Taguatinga, DF

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eviam ter me avisado que a comandante era mulher. Eu não voo com mulher no comando”, disse um passageiro a bordo de um avião no Aeroporto em Belo Horizonte (Portal IG, 22maio2012). A atitude preconceituosa causou um pequeno tumulto porque os demais passageiros vaiaram o homem e os agentes da Polícia Federal foram chamados para expulsá-lo da aeronave. Tudo isso provocou o atraso

do voo em cerca de uma hora. O presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, comandante Gelson Fochesato lamentou a situação dizendo que “nem mesmo nos Emirados Árabes, um lugar mais restrito em relação às mulheres, aconteceu isso. A aviação brasileira conta com mulheres há pelo menos 30 anos e é muito estranho e absurdo ocorrer este tipo de situação. Há mulheres comandantes no mundo inteiro e nunca tivemos notícia de uma situação como esta” (Portal IG). Fico imaginando o sentimento daquela comandante

que, após muito estudo e horas de treino e obtendo seu registro pela Agência Nacional de Aviação, precisou encarar uma pessoa que se recusava a voar por que provavelmente considerou que não chegaria em segurança com uma mulher no comando. Mas há tantas outras situações em que o preconceito se revela. Há pessoas, inclusive mulheres, que não se consultam com médicas, por exemplo, ou com dentistas, ou ainda não gostam de ter chefes ou gerentes mulheres. Há pessoas que não aceitam que suas igrejas tenham mulheres como vice-presidentes

e demais funções da diretoria, ou ainda como diaconisas e pastoras e até como professoras da EBD. Certamente, esse passageiro teria as suas justificativas. Talvez usaria até textos da Palavra de Deus para embasar sua atitude como fizeram os escravagistas no passado e como fazem os fundamentalistas hoje para justificarem seus preconceitos contra mulheres. Até quando a questão de gênero suplantará o chamado de Deus e a competência? O cântico registrado em Juizes 5 exalta ao Senhor pela ação vitoriosa de uma mulher, Débora, a única juíza em um

ambiente predominantemente masculino, escolhida por Deus para liderar e julgar o povo em questões legais e religiosas. Baraque reconheceu a liderança de Débora e foi corajoso o bastante para se recusar a ir para a batalha contra os opressores cananeus sem a sua presença. Assim o povo de Israel pode ter paz novamente por mais 40 anos. Que o cântico de Débora seja o de todas as mulheres que servem ao Senhor: “Avante, minh’alma! Seja forte! Assim pereçam todos os teus inimigos, ó Senhor! Mas os que te amam sejam como o sol quando se levanta na sua força» (Juízes 5.21,31).

A Bíblia Ella é o seu melhor guia para desfrutar o que a Palavra de Deus destina à mulher. Possui uma reunião de estudos sobre lhos, casamento, felicidade e trabalho.

www.geograficaeditora.com.br /geograficaeditora

@geograficaed


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missões nacionais

Ana Luiza Menezes Redação da JMN

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Igrejas engajadas com a obra missionária

eus tem sensibilizado igrejas para que estejam cada vez mais interessadas em promover o avanço missionário no Brasil. Relatos de conversões e de vidas edificadas após o envolvimento com a campanha dos 100 Dias de Oração, Trans e viagens missionárias comprovam que vale a pena disponibilizar tempo para o alcance de vidas. Ao contar os efeitos da MEGATRANS em sua igreja, o pastor Joel Felix da Silva, da IB da Glória, em Vila Velha (ES), declarou que a JMN foi o instrumento de Deus para viabilizar um grande projeto de evangelização. A igreja que ele lidera, ao se envolver com a mobilização, não apenas foi luz para muitas vidas como também se sentiu grandemente abençoada. E o trabalho não parou: “Tem rendido muitos frutos. Deus tem libertado vidas”, contou pastor Joel. Todas as sextas-feiras, eles têm abordado dependentes químicos e a camiseta amarela “Jesus Transforma” continua identificando-os como os mensageiros da Paz, que têm saído pelas ruas da cidade a fim de anunciar a salvação de Cristo. Em Minas Gerais, o pastor Eduardo Ganem, da IB Betel em Ouro Verde de Minas (MG), após ver membros de sua igreja mobilizados para apoiar outras igrejas do estado que precisava de voluntários, teve a ideia de formar uma equipe de 40 pessoas de várias igrejas para que atuem sempre na área de evangelismo. O objetivo é ter uma equipe permanente que atenda a necessidade das igrejas já constituídas e ajude na implantação de novas igrejas, participando de projetos da JMN e da Convenção Batista Mineira. “O projeto nasceu da necessidade da região em fortalecer as igrejas e evangelizar uma região onde nós, batistas, somos poucos.” A ideia é reunir essa equipe, treinar cada integrante e colocá-los para atuar já na Trans-Mucuri, que o pastor Eduardo sonha em ver sendo realizada no próximo ano. Ele falou sobre a necessidade de alcançar a região do Médio Mucuri, onde estão as igrejas que fazem parte da Associação Batista do Nordeste Mineiro. Ele explicou que nessa região vivem 480 mil habitantes, porém os batistas ainda não chegam a 1.350,

“ou seja, não dá 0,3%”, afirmou. Pastor Eduardo também vê o exemplo da JMN, a MEGATRANS, como a mola propulsora que desencadeou todo esse processo de agir, de despertar para ir pelas ruas e casas atrás de vidas que precisam conhecer a Cristo. Outra igreja que se sensibilizou ao ver um trabalho de Missões Nacionais e colocou as mãos no arado foi a IB de Barão de Taquara, do Rio de Janeiro. Um grupo de 65 pessoas, de diversas profissões e cada qual pagando suas próprias despesas, usou seus talentos para abençoar os ribeirinhos que se encontram ao redor de Manaus (AM), prestando atendimento também nos bairros carentes da capital amazonense. Os membros da igreja já haviam feito, no ano passado, um trabalho semelhante na região do Cariri (CE), levando médicos, dentistas, enfermeiros, psicólogos e advogados além do grupo de evangelistas e do pessoal responsável pela EBF para as crianças. “Após essa experiência, o pastor Fernando Brandão sugeriu algo semelhante com os ribeirinhos e foi assim que nasceu a ideia do projeto”, explicou o pastor Carlos Novaes. A igreja fez contato com os missionários Donaldo e Marinalva, que lideram os Radicais Amazônia no trabalho de evangelização de comunidades ribeirinhas, e recebeu orientações para que pudesse se preparar para a viagem. Durante os dias em que os irmãos ficaram no norte do país, prestaram atendimento médico, odontológico (com palestras sobre higiene bucal, limpeza e branqueamento dos dentes) bem como atendimento jurídico, além das visitações que fizeram nas casas e das ações de evangelismo pessoal. Todas as tardes realizavam uma EBF para as crianças e encerravam às noites com um musical sobre a vida e obra de Cristo. “Para a equipe que trabalha há um evidente crescimento espiritual, além de aprofundar a sua compreensão a respeito de Missões e o sentimento de estar sendo usado por Deus para abençoar outras pessoas. Com certeza, é uma experiência de grande amadurecimento da fé”, disse o pastor Novaes. Ainda de acordo com ele, para a próxima viagem ainda não foi definido um lugar, mas provavelmente seja no Sul, com local e data a serem fechados, comprovando que os irmãos desejam ser luz em cada canto do Brasil.

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O desejo de Missões Nacio- quatro paredes para impactar lizam crescem as chances de se nais é continuar despertando vidas em solo brasileiro. À me- alcançar por completo e mais nas igrejas o desejo de sair das dida que mais cristãos se mobi- rapidamente a Pátria para Cristo.

A IB da Glória participou da MEGATRANS e impactou as ruas de Vila Velha

Equipe da IB Barão de Taquara durante viagem para norte do país

GRATIDÃO

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CBESP – Convenção Batista do Estado de São Paulo em nome dos mais de 200.000 batistas, espalhados pelas quase 2.000 igrejas e congregações. AGRADECE A JMN – Junta de Missões Nacionais na pessoa do seu executivo Pr. Fernando Brandão, e do seu gerente estadual Pr. Exequias Cerqueira, juntamente com suas respectivas equipes por terem sido instrumentos de Deus para nos motivar em nosso dever de alcançar o nosso estado. Problemas? Desencontros? Estratégias para serem revistas? Sem dúvida! Queremos agradecer a JMN por nos incentivar a usar como estratégia: A Me-

gatrans Paulista 2012, que foi instrumento de Deus para: 1- Ajudar mobilizar os quase 15.000 voluntários no estado, que na maioria não vieram de fora, mas das próprias igrejas como no caso da minha, que receberia 16 de fora e 9 inscritos da igreja. Como só veio 1 de fora, Deus levantou 93 voluntários da própria igreja, isto se repetiu pelo Brasil. Um verdadeiro avivamento, pois quem está cuidando dos novos são os de casa! 2- Impactar simultaneamente igrejas e associações em todo Estado de São Paulo. 3- Alcançar milhares de pessoas entre crianças e adultos. Por tudo isso, recebam nossa gratidão e ao Senhor Deus triuno, rendemos toda honra, todo louvor e toda glória. Contem conosco para a realização da Megatrans 2013! Pela CBESP Pr. Genivaldo Andrade de Souza Presidente da CBESP


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PIB em PIB em Artur Mongaguá Nogueira em festa em celebração Cleverson Pereira do Valle Pastor da PIB em Artur Nogueira, SP

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Pr. Donizetti Dominiquini

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o dia 11 de agosto de 2012, às 19h, houve celebração na PIB Mongaguá. A MCA comemorou o seu 30º aniversário. Tivemos momentos emocionantes relembrando os acontecimentos destes anos que se passaram, seguido do musical com o grupo de louvor, uma ho-

menagem pelos homens da SMM e a participação da MCA da PIB Itanhaém. Ouvimos a mensagem pela coordenadora desta MCA, Doralice Alves Coelho. O presidente da Igreja Pr. Donizetti Dominiquini, parabenizou as mulheres pelos esforços e dedicação na obra do Senhor. Com a oração de gratidão a Deus e o convite para o social, deu-se por encerrado a celebração.

os dias 27 e 28 de outubro, aconteceu as festividades de comemoração do 14º ano de organização da Primeira Igreja Batista em Artur Nogueira. O preletor de sábado foi o pastor Fernando Leite, ele trouxe um desafio à vida de santidade. A Igreja teve o privilégio de rever os pastores que a dirigiram durante este período. Estavam presentes os pastores Pedro Gonçalves (primeiro pastor da Igreja), pastor Jairo Gonzaga e pastor Antonio Lucio Furtado. A Associação de Igrejas Batistas de Campinas e Adjacências se fez representar pelo seu Diretor Executivo pastor Marcilio Gomes Teixeira, o pastor Cristiano Scucciato falou em nome da Ordem de Pastores Batistas de Campinas e Adjacências. O grupo de louvor da Igreja abrilhantou a festa.

Membros fundadores

No domingo esteve presente o irmão Silvinho Conservani (Presidente da Câmara Municipal) que trouxe uma saudação em nome do COMEA N . D o m i n g o o Pr. Cleverson (atual pastor da Igreja) p a s t o r P e d r i n h o e os ex-Pastores da Igreja Pr.Jairo, Pr. falou às fa m ília s Lucio e Pr. Pedro e almoçamos juntos, e a noite o tema da adorar a Deus, servir uns aos mensagem foi “Membros outros e levar o evangelho saudáveis”. aos pecadores. A Primeira Igreja Batista de A Deus toda honra e toda Artur Nogueira existe para a glória.

Organizada a UMHB da Associação Batista Petropolitana Sinval Viana da Silva Presidente da UMHB da Associação Batista Petropolitana Vice Diretor de Evangelismo da SIB Petrópolis “Paulo, servo de Jesus Cristo, chamado para ser apóstolo, separado para o evangelho de Deus” (Romanos 1.1).

U

m substantivo (aquele que não dispõe da sua pessoa), e dois verbos conjugados no passado, mas que se fazem presentes à luz de uma exegese mais apurada. A UMHB/ABAPE foi estimulada a “desemalar” a lupa no decorrer de 2012, dentre outros propósitos. No Templo da PIB no Bairro Quitandinha, em assembleia realizada no dia 05 de maio de 2012, foi organizada a União Missionária de Homens Batistas Petropolitanos (UMHB/ABAPE), na região serrana fluminense. Essa Organização tem o propósito de congregar os irmãos dos segmentos dos Embaixadores do Rei (ER), do Grupo de Ação Missionária (GAM) e adultos acima de 35 anos, dentro do

que preceitua o Novo Manual da Sociedade de Homens Batistas. Nessa oportunidade como orador convidado, o pastor Fernando Brandão, Executivo da JMN, no culto inspirativo expôs com excelência a boa Palavra de Deus, conduzindo-nos a uma reflexão dos propósitos recorrentes da Igreja de Cristo dentro do conceito apostólico de Evangelismo e Missões. Diretoria da UMHB / ABAPE Presidente: Sinval Viana da Silva; SIB Petrópolis. 1º Vice-Presidente: Jodiel Correa; SIB Petrópolis. 2º Vice-Presidente: Sergio Ferreira; IB Monte Horebe. 1º Secretário: Osmar Coelho Tagliabui; PIB Quitandinha. 2º Secretário: Giovane Botelho da Silva; IB Monte Horebe. 1º Tesoureiro: Sérgio Ferreira; IB Monte Horebe. Coordenador de Eventos: Luciano Osório da Silva; IB da Esperança. Sou grato a Deus pela vida dos irmãos supracitados, bem

como pela confiança dos demais, manifestada através da minha indicação e eleição para o presente mandato, não de uma entidade de classe simplesmente, mas de uma organização dinâmica que abriga em si mesma um contingente de seletos e valorosos irmãos comprometidos com os ditames da sã doutrina. Irmãos dispostos a dar continuidade o que preceitua a Grande Comissão, razão precípua da igreja. Manifesto meu entusiasmo por conviver com irmãos imbuídos do espírito de semeadores, cada qual sempre somando com os seus talentos e seus princípios éticos de zelo pela identidade denominacional. Valores adquiridos ao longo de suas trajetórias. Alegra-me o fato de receber apoio e compreensão por parte dos pastores das Igrejas batistas, de homens honrados caminhantes de cabeça erguida em Petrópolis, de vida sob a égide do Senhor, cada qual com o Ministério Pastoral em conformidade com a Declaração Doutrinária da CBB, verdadeiros guardiões do conceito de que, do púlpito emanam sermões expositivos cristalinos.

De forma particular, sou também agradecido a Deus pelo desempenho individual do irmão Luciano Osório da Silva, primeiro Presidente, que para o pleno exercício da Coordenadoria de Eventos da ABAPE, foi por mim, democraticamente substituído. Por outro lado, ao eminente irmão e amigo José Olímpio Pombo, cumulativamente Presidente da SMHB da SIB Petrópolis e UMHB da Associação Batista Paraibana, pelas excelentes orientações e parcerias. Externo meu agradecimento aos irmãos: Ademir

Clemente Bezerra, Coordenador Nacional do DENASHOB; Manoel Belo Francisco, Almir Siqueira Ferreira, Walmor, Leandro Machado e Elton Silva, pertencentes à Associação Batista Nilopolitana, pela parceria e a coadunação dos propósitos congêneres e fraternos agregados ao conceito de Evangelismo e Missões sem fronteiras e sem barreiras. Ao Senhor Jesus, esperança nossa, sejam oferecidas as honras, os louvores e a nossa disponibilidade de trabalho.


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missões mundiais

Neste Natal, doe esperança a uma criança do PEPE

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Willy Rangel Redação de Missões Mundiais

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ocê pode doar esperança neste Natal a uma criança atendida pelo PEPE (programa socioeducativo promovido por Missões Mundiais) em São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Paraguai e Haiti. Missões Mundiais promove neste final de ano a campanha Doe Esperança. Para participar, você deve enviar, até o dia 30 de novembro, uma mensagem de carinho às crianças do PEPE nesses quatro países acessando o site www. doeesperanca.org.br. Sua mensagem, por escrito ou em vídeo, também pode ser enviada na fan page de Missões Mundiais www.facebook.com/MissoesMundiais e no Twitter com a hashtag #DoeEsperanca. Uma simples mensagem de Natal para uma criança do

PEPE em São Tomé e Príncipe, Guiné-Bissau, Paraguai e Haiti é uma prova de que há pessoas que se interessam pelo bem-estar delas e, o mais importante, que o Pai do Céu também se importa com elas. Sua mensagem será recebida por nossos missionários e transmitida a essas crianças

por Missões Mundiais em parceria com igrejas evangélicas e comunidades em países da América Latina, África e Oriente Médio. O PEPE leva esperança a crianças em situação de risco social, ajudando na formação pessoal, moral Saiba mais sobre o PEPE O PEPE é um programa e espiritual desses pequesocioeducativo promovido ninos. que sofrem com a pobreza sentida por grande parte da população de seus países. Doe esperança neste Natal, pois as crianças do PEPE precisam do seu cuidado o ano inteiro.

Quando você contribui com o PEPE, você ajuda a suprir necessidades como merenda, treinamento de missionários-educadores, aquisição de materiais pedagógicos e infraestrutura das unidades, além de transformar a vida dessas crianças com a mensagem do Evangelho.

Voluntários Sem Fronteiras cumprem sua missão na Guiné Marcia Pinheiro Redação de Missões Mundiais

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cidade vizinha para receberem o tratamento de um médico conhecido, membro da igreja local. Foram necessárias várias internações até a recuperação do bebê. Durante todo o período de tratamento, a ex-muçulmana se mostrou muito interessada pelo Evangelho, conhecendo mais sobre Jesus por meio da família do seu médico. Após visitar a igreja e participar de estudos bíblicos, ela disse aos Radicais: “Quero ser batizada e seguir a Jesus”. Ela justificou sua decisão afirmando ter sentido algo diferente na vida de cada cristão com os quais teve contato durante o período em que seu filho

esteve doente. “Recebemos um cuidado especial, algo que nunca alguém havia demonstrado por nós”, disse a nova convertida. Ela acredita que a conversão de seu marido, ainda muçulmano, é só uma questão de tempo. Ele aceitou a decisão de sua esposa voluntariamente e até acompanhou a cerimônia de batismo. Outro resultado do trabalho desses Radicais é um jovem evangélico que eles conheceram no início do ano e que hoje é professor do PEPE (programa socioeducativo promovido por Missões Mundiais) sob a direção da missionária Ana Lúcia Perei-

yrthon Breder, Keli Cristina, Valdirene Gonçalves e Vinicios Salum vivem momentos de grandes acontecimentos nesta reta final da sétima turma do projeto Radical África – Voluntários Sem Fronteiras que está na Guiné, precisamente na cidade de Farmoreah. Novos líderes, batismos, cura, discipulado são alguns dos motivos para eles “cantarem louvores ao Senhor, que faz coisas grandiosas, sobre as quais toda a Terra deve saber”, como diz a Palavra de Deus em Isaías 12.5. Recentemente, eles tiveram o privilégio de participar do batismo de uma ex-muçulmana. A mulher decidiu entregar sua vida a Jesus depois que os Radicais testemunharam do Seu amor através de ações que contribuíram para a cura de seu bebê. A criança apresentava um quadro crônico de desnutrição e tosse constante; a família apenas esperava por sua morte. Os jovens missionários decidiram enviar a mulher e a Ex-muçulmana decide ser batizada após receber ajuda dos criança ao hospital de uma Radicais para a cura de seu filho

ra. Certa tarde ele conseguiu reunir todo um vilarejo para, juntos, assistirem ao filme “Jesus”. Foi um sucesso. Todos deixaram suas casas para ver a história do Filho de Deus. As autoridades locais ficaram muito agradecidas e ainda pediram aos Radicais que voltassem para ensiná-los sobre o conteúdo do material evangelístico distribuído. Os jovens missionários também conheceram dois jovens cristãos: um evangélico afastado e o outro católico, que já manifestou o desejo de ser batizado. Eles estão fazendo estudos bíblicos e participando dos cultos da igreja local.

Próximos da data de concluírem o projeto e retornarem ao Brasil, esses Radicais demonstram toda a sua gratidão pela imensa graça e misericórdia de Deus que lhes permitiram ver a ação do Espírito Santo na vida de muitas pessoas, com quatro decisões por Cristo. Eles clamam para que a igreja de Farmoreah tenha um lugar fixo para congregar e líderes firmes no Senhor para dar continuidade ao trabalho. Apenas cerca de 3% dos mais de 10 milhões de guineanos são cristãos. É preciso anunciar o Evangelho também naquele país da costa ocidental da África.

Voluntários sem Fronteiras testemunham do Evangelho na Guiné


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Pr. Benjamim William Keidann Presidente da Associação Batista Leta do Brasil

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IB em Varpa: 90 anos de história

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greja Batista em Varpa: Uma história de fé, de coragem e muitos desafios. Uma história que vale a pena ser lembrada e divulgada. Uma história com muitos capítulos emocionantes e inspirativos para os Batistas Letos na Brasil. Tudo começou quando os imigrantes chegaram da Letônia e se fixaram numa clareira junto ao Rio do Peixe, no interior de São Paulo, onde organizaram sua colônia. No início de novembro de 1922 chegou o primeiro grupo, depois outros foram chegando até 1923, totalizando mais de 2000 pessoas. Não foi nada fácil estruturar a nova vida, deixando o frio de seu país para enfrentar um clima muito quente, derrubar a mata, construir as tendas provisórias para alojamentos e refeitório. Poucas opções para alimentar tanta gente. Muitos idosos e um grande número de crianças morreram nos primeiros anos. Porém, com muito espírito cooperativo e esforços de todos foi fun-

dada VARPA (“espiga”) com a ideia de uma unidade, os grãos fixados nela e prontos para se reproduzirem. Assim foram construídas pontes, estradas, serrarias, escolas, hospital, indústrias, com destaque para a sericicultura (com o bicho da seda), apicultura, lacticínio (enviando sua famosa manteiga para o

Colégio Batista em S. Paulo e para os chocolates Kopenhagen), além da fábrica da raspa de mandioca (para ser adicionada à farinha de trigo na produção dos pães). Situada no hoje município de Tupã, fundado apenas em 1929, VARPA tem sido uma referência para os Batistas Brasileiros por sua visão e

realizações. Logo no início o povo se reunia num templo ao ar livre, sentados em troncos de árvores, em seguida construíram outro de madeira com telhado de palmas, mais tarde outro bem maior de alvenaria. A Igreja tornou-se a maior Igreja Batista da América Latina com mais de 1750 membros.

Um trabalho intenso de testemunho pessoal levou o Evangelho a toda a região da Alta Paulista desde Assis até o Mato Grosso, proporcionando a organização da maioria das Igrejas Batistas. Na atual Fazenda Palma havia cursos teológicos, numa espécie de Campus do Seminário Batista do Rio de Janeiro. A tipografia local produziu jornais, revistas e diversos livros. Nos cultos e celebrações dos 90 anos de Varpa teremos o privilégio de agradecer a Deus pela vida de pastores, missionários, professores, músicos, médicos, dentistas, engenheiros e tantos outros que de lá saíram para abençoar o nosso país. Será nos próximos dias 15 a 18 de novembro, com hinos congregacionais, hinos pelo coro e mensagens pelo pastor Ademar Paegle, de Recife, PE. Mais informações estão no site www.ibvarpa. com.br ou ainda em www. batistasletos.com.br . A Associação Batista Leta do Brasil vem através de O Jornal Batista convidar a todos os Batistas Brasileiros para nos reunirmos em Varpa e exaltarmos o grande Deus dessa história.


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Um novo templo batista no Ceará A equipe de missionários Departamento de americanos contou com a Comunicação da Convenção Batista Cearense presença do próprio presidente da entidade, o pastor omos gratos a Deus Chuck Conner. O grupo pela construção de de americanos que permais um templo Ba- maneceu 4 dias em nosso tista! Desta vez, no estado, esteve durante todo distrito de Dourado, muni- o tempo acompanhado do Diretor Executivo, pastor cípio de Morada Nova. Os recursos para cons- Pármenas Coelho, que fez trução são divididos pelas questão de se fazer presenduas Instituições Parceiras: te neste momento tão imCMU (Christian Mission portante, chegando mesmo Unlimited) e CBC (Con- a participar da construção. São ações como esta que venção Batista Cearense), através do Plano Coopera- demonstram como a Contivo (dízimo dos dízimos) venção Batista Cearense enviado pelas igrejas do tem estado próxima às Igrejas no campo, apoiando-as Campo Cearense.

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em suas principais necessidades. A próxima construção da parceria acontecerá na cidade de Quixeré, lugar onde já foi adquirido um belo terreno para este fim.

“Após a conclusão da construção em Quixeré, estaremos chegando ao 15º templo construído pela parceria que como o próprio nome já diz é “sem limites”,

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diz o Diretor Executivo. Continuemos orando por este trabalho que tem sido aplaudido e reconhecido pelas Igrejas da Convenção Batista Cearense.

Convite para formação de Concílio e Ordenação ao Ministério Pastoral A Primeira Igreja Batista de Madureira, Rio de Janeiro, RJ, em Assembleia Geral Ordinária, decidiu por unanimidade convidar os pastores e igrejas da Convenção Batista Brasileira para o concílio examinatório com vistas ao ministério pastoral do irmão JOÃO BATISTA HENRIQUE PEQUENO, graduado em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. O Concílio Examinatório está convocado para o dia 30 de novembro de 2012 (sexta-feira), às 9 horas, na antiga sede da Igreja, situada na Rua Domingos Lopes, 652. Sendo aprovado, a ordenação ao ministério pastoral ocorrerá no dia 16 de dezembro de 2012, às 10h30min, na sede atual da igreja, na Rua Andrade Pinto, 28, Praça do Patriarca. Firmados no amor que nos une em Cristo Jesus, Pela Igreja, Pr. Marcos Gaudard Corrêa Presidente


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m novembro comemoramos o mês da Educação Teológica em nosso ambiente batista. É uma área que nem sempre tem ocupado um lugar de prioridade em nossas agendas de investimento e mesmo de planejamento estratégico. Ao longo destes últimos 36 anos tenho acompanhado a história desta área e entendo que chegamos hoje num estado preocupante em diversos sentidos. Não temos espaço para apresentar todos, mas é possível algum destaque. 1. Formar pastores ou teólogos? Uma tensão que surgiu na década de 70, invadiu a de 80 e hoje tem voltado na agenda de discussões. Sempre pergunto se é possível formar médicos, sem Medicina; formar engenheiros, sem Matemática? Provavelmente estamos sendo vítimas do pragmatismo presente na ideologia de nossos precursores que acabaram reduzindo Cristianismo com apenas trabalho na igreja. O ministro necessita ser preparado tanto na prática ministerial, quanto no conhecimento bíblico e teológico, mesmo porque sem isso não teria o conteúdo necessário para suas mensagens e trabalho. A fraqueza espiritual e doutrinária que encharca muitas de nossas igrejas é fruto dessa visão de que o ministro não precisa estudar e se aprofundar no conhecimento bíblico e teológico. Você iria a um médico que não passou pela formação médica, apenas é vocacionado para a Medicina? 2. A “maldição” do MEC?!?! Já ouvi muita crítica no as-

sunto da oficialização do ensino teológico de colegas que demonstram desconhecer a legislação educacional e as experiências positivas conquistadas por diversas instituições batistas. O assunto já beira a passionalidade e tenho evitado entrar no âmbito das discussões, pois já escrevi sobre o assunto o suficiente para esclarecer, mas estes esclarecimentos parecem-me que são desconsiderados pelos que insistem em discutir o assunto sem o conhecimento necessário. Nossa instituição, a Teológica, em São Paulo, tem vivido boas experiências no assunto disponibilizando, por exemplo, uma matriz curricular que é assentada no tripé: Bíblia/Teologia – Ministério Prático – Vida pessoal. Em outras palavras, o academicismo, que tem sido uma acusação contra as instituições oficializadas, não corresponde à verdade. Cada instituição tem a liberdade de apresentar o Projeto Pedagógico de Curso (PPC) que julgar válido. Nossa instituição buscou estes equilíbrios e até oferece uma disciplina que estuda a realidade denominacional, mantendo-se confessional batista. A minuta inicial da proposta de Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para os cursos de Teologia foram produzidas dentro de nossa instituição. Agora a forma final está em discussão no âmbito da Câmara de Educação Superior e Conselho Nacional da Educação. Em vez de ter receios, enfrentamos os obstáculos. Nossos alunos conquistam um diploma reconhecido e podem continuar seus estudos em

ponto de vista

outros níveis e servir melhor ao Reino de Deus. Sabemos que um pastor não se faz com um curso, seja oficializado ou não, mas deve um pastor se preparar adequadamente para exercer seu ministério, pois cuidará de vidas e isso exigirá todo cuidado para não fazer vítimas. 3. O dilema da oferta de validação de cursos livres de forma ilegal. Está ficando comum que seminários livres ofereçam a validação de diplomas de cursos livres de acordo com o Parecer CNE/ CES 63/04 por meio de “parcerias” com outras instituições com cursos reconhecidos. A legislação educacional não acolhe cursos oferecidos fora da sede da instituição credenciada. Então, como essas parcerias funcionam? O aluno destes cursos faz o curso fora da sede, em um seminário livre que oferece a “parceria”. Seus documentos, listas de presença, etc, são encaminhados às faculdades com curso reconhecido que os “internaliza” no prontuário do aluno na sua sede, como se ali estivesse ele estudado. Essa prática é denunciada como ilegal pela Nota Técnica nº 546/2010-CGLNES/GAB/ SESu/MEC. E aí como podemos entender eticamente essa prática que passa a vistas grossas de Associações Batistas, Convenções Estaduais, etc, e alguns líderes? Há seminários que alegam que a Faculdade, Universidade ou Centro Universitário com curso reconhecido tem credenciamento para ensino a distância. Para a oferta legal destes cursos a distância nestes seminários, seria necessário que eles fossem credenciados como polos

daquela instituição. Então, já imaginou se alguém denunciar? Em geral o Ministério Público tem agido e as ações tem causado muito estrago. Como nossa denominação vai tratar desse assunto que tem pendências éticas e legais? 4. Alguém sabe quantos seminários batistas temos em todo país? Aqui na ABIBET já nem conseguimos mais contar. Quem poderá garantir a qualidade da formação teológica em todas estas instituições? A ABIBET nem sempre tem sido ouvida e, recentemente, aprovou medidas mais claras para admitir em seu quadro de filiação instituições que ofereçam qualidade no ensino e formação teológica. Dentro em breve discutirá padrões de qualidade para as instituições filiadas e para as que desejem se filiar. A questão mais grave neste sentido é a mistura da autonomia da igreja local acabar vazando para este assunto de modo que alguém já me disse que cada um faz o que quer, esquecendo-se de que não basta sala de aula e alguém ministrando algum conteúdo ao aluno sem se preocupar com a qualidade do ensino, seja no conhecimento acadêmico, seja na prática ministerial e na formação da vida. Podemos correr o risco de estar formando em volume assustador ministros que podem não ter a qualificação ampla necessária para cuidar de vidas. Algumas denominações resolveram o assunto estabelecendo critérios rigorosos para a formação teológica e para a aceitação da ordenação ao ministério. A seriedade do assunto aqui não pode ser irrigada pela au-

tonomia da igreja local, são assuntos diferentes. Penso também que a ABIBET poderá receber maior autoridade denominacional seja pela Convenção, seja pela Ordem de Pastores e suas seccionais, especialmente no rigorismo de critérios para aceitação de ministros em seus quadros e no processo de ordenação ao ministério. 5. Sustento à formação teológica. A educação teológica é deficitária em cerca de 50%. Esse é um índice internacional. Há quem queira exigir dos seminários a sobrevivência com receitas operacionais apenas e isso torna elevado o preço dos cursos com qualidade. Algumas denominações, desejando implementar qualidade na formação de seus quadros, acabaram decidindo assumir parte do sustento da obra de formação, seja no fornecimento de bolsas de estudos, seja no sustento de instituições que se qualificam para isso. Devemos continuar priorizando missões, evangelização, e outras obras também necessárias, mas nem sempre estamos priorizando a obra da educação teológica. Em muitas igrejas estamos hoje sofrendo as consequências disso e sofreremos mais enquanto não considerarmos a educação teológica como função estratégica que garantirá nosso futuro. Se não formarmos hoje líderes com qualidade, como conseguiremos avançar no futuro, seja no ministério pastoral, seja no ministério missionário e em outras áreas? Não podemos mais ficar inertes diante desse cenário.


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ponto de vista

“Voltando para os discípulos, achou-os dormindo; e disse a Pedro: Vós não pudestes vigiar comigo nem uma hora?” (Mat. 26.40).

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agenda de Jesus é a nossa agenda? Quem é que a define? Certamente a Sua agenda deve ser a nossa agenda. Esta agenda chama-se ORAÇÃO. É um trabalho prazeroso, quando me submeto à Sua vontade. Na oração, estamos entre fazer a nossa vontade e a vontade de Deus. A oração verdadeira significa que a vontade de Deus define o meu estilo de vida. Então, a agenda de Jesus é prioridade. É uma agenda com implicações espirituais, éticas, emocionais

Pr. Araúna do Santos Vitória,ES

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o declarar, categoricamente, “O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas” e exemplificar, objetivamente, “Eu sou o bom pastor”, Jesus Cristo estabeleceu critério de avaliação do exercício pastoral na igreja. À semelhança de Cristo, o pastor eclesiástico não deve servir a si mesmo, mas ao rebanho – congregação – e esse serviço tem como característica o sacrifício pessoal. Dar-se por inteiro – corpo e alma – imitando, ou melhor, reproduzindo a vida e o ministério do Supremo Pastor, é a chamada, o propósito, o foco, o desafio que distingue o verdadeiro Pastor do “Executivo de Deus” – o que cuida do rebanho de Deus e o que administra seu próprio negócio.

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e físicas. Todas as dimensões do cristão estão comprometidas com o Transcendente. Esta realidade está na oração do Pai Nosso (Mat. 6.9-13). Jesus nos ensina magistralmente um modelo de intercessão. O propósito de Deus é nos fazer como Cristo. E a forma como Ele faz isso é nos enchendo com o Seu Espírito Santo (Stott). O nosso grande desafio é parecer-nos com o Mestre na oração. O Seu exemplo é sublime. Ele levava a intercessão muito a sério. Antes de escolher Seus discípulos, Ele passou a noite toda buscando a vontade do Pai. Não é possível fazermos as coisas para Deus se não aspiramos a Sua vontade por meio da comunhão com Ele.

Então, o fazer para Deus depende da minha intimidade com Ele. Há muitas pessoas dormindo em nossas igrejas. Elas estão insensíveis, alienadas e voltadas para si mesmas. O inimigo das nossas almas está agindo em toda a parte implacavelmente, destruindo casamentos, famílias, promovendo o tráfico de drogas, prostituição, pedofilia, corrupção, imoralidade, relativismo ético, religiosidade aparente, heresias, egoísmo, etc. Na individualidade e na coletividade precisamos orar intensamente. Sabemos que a oração do justo pode muito em seus efeitos (Tiago 5.16). O segredo do trabalho bem sucedido está na oração que parte do recôndito da alma

para o coração do Pai. Orar é perseverar. É lutar no Senhor contra as forças espirituais da maldade neste mundo visível e no invisível (Ef. 6.10-20). Mas deve haver deleite na oração feita por aquele que foi tornado justo pela obra de Cristo na cruz. Paulo era um homem de oração. “Por esta razão, dobro os meus joelhos perante o Pai” (Ef. 3.14). Ele era um líder que vivia pela fé (Rom. 1.17). De Jerusalém (oriente) a Roma (ocidente), Paulo testemunhou eficazmente acerca de Cristo porque vivia na dependência de Deus. O Senhor nos chama à intimidade com Ele por meio de Cristo, Seu Filho. Convoca-nos a um compromisso de intercessão pelo Brasil e pelo

mundo. Oramos porque cremos que o nosso Deus Soberano, Senhor da História, há de fazer as intervenções na hora certa, usar as pessoas certas e sempre pelas razões corretas. Ele se agrada quando olha para um coração quebrantado e arrependido (Sal. 51.17). Não podemos, em hipótese alguma, desprezar uma vida de oração. O nosso Pai não quer ouvir repetições religiosas, mas corações profundamente sinceros, quebrantados e com intenções que sejam coerentes com a Sua vontade. Jesus orou: “Meu Pai, se não for possível afastar este cálice sem que o beba, seja feita a tua vontade” (Mat. 26.42). Sejamos imitadores de Jesus para a Glória de Deus Pai.

Em outra ocasião (Mar. 10.32-45; Mat. 20.20-28), quando dois de seus discípulos lhe pediram a honra de sentarem-se à sua direita e à sua esquerda, na sua Glória, o Mestre, em resposta, lhes ensinou que aquela honra desejada não era de sua competência conceder. Mateus esclarece que Jesus teria afirmado ser da competência de Deus Pai – evidenciando, assim, sua humildade, naquele tempo de encarnação do Verbo – Deus Filho (Fil. 2.6-11). Na sequência de seu diálogo com os discípulos, nosso Senhor esclareceu a questão, sintetizando: “Vocês sabem que aqueles que são considerados governantes das nações as dominam e as pessoas importantes exercem poder sobre elas. Não será assim, entre vocês. Ao contrário, quem quiser tornar-se importante entre vocês deverá ser servo e

quem quiser ser o primeiro deverá ser escravo de todos. Pois, nem mesmo o Filho do homem veio para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate de muitos”. E não se pode esquecer o belo exemplo de Paulo – pastor e apóstolo – ao escrever à igreja que estava em Corinto (II Cor. 4.5) e lembrar-lhes o escopo de seu ministério pastoral naquela igreja: “porque não pregamos a nós mesmos, mas a Jesus Cristo, e a nós como escravos de vocês, por causa de Cristo” – O amor real de Cristo. Digna de destaque também é a advertência de Pedro – igualmente pastor e apóstolo – ao dirigir-se diretamente aos presbíteros (pastores) em sua carta “aos peregrinos dispersos no Ponto, na Galácia, na Capadócia, na província da Ásia e na Bitinia” (I Ped. 5.1). Ao

final de carta exorta, com todas as letras: “pastoreiem o rebanho de Deus que está a seus cuidados. Olhem por ele, não por obrigação, mas de livre vontade,como Deus quer. Não façam isso por ganância, mas com o desejo de servir. Não ajam como dominadores dos que lhes foram confiados, mas como exemplos para o rebanho. Quando se manifestar o Supremo Pastor,vocês receberão a imperecível coroa da glória”. Na observação cuidadosa do texto, saltam aos olhos as palavras: não por obrigação, não por ganância, não como dominadores. E, por outro lado, os aspectos positivos são também ressaltados: livre vontade, desejo de servir, como exemplos. Aqui estão características de personalidade, modelos de atuação, traços de caráter, objetivos

de vida, compreensão de ministério, construção de relacionamentos e saúde de alma ou enfermidades que modelam o pastor ou, simplesmente, o executivo de Deus. A consciência ministerial do pastor é que ele está cuidando do rebanho de Deus, a quem prestará contas. O.S.Hawkins, em seu valiosíssimo livro - “The Pastor’s Prime” – deixa claro que nenhum pastor tem seu próprio ministério e seu próprio rebanho. O ministério é recebido de Deus e pertence a Deus, e o rebanho também. A igreja é de Cristo não do pastor e de ninguém mais. O pastor e outros líderes na igreja, como a congregação, são apenas servos de Cristo e uns dos outros, chamados para fazer o que Ele quer para a sua igreja. O pastor não tem o domínio, mas precisa ter o cuidado.



Edição 46