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ANO CXX EDIÇÃO 18 DOMINGO, 02.05.2021

R$ 3.20 ISSN 1679-0189 ÓRGÃO OFICIAL DA CONVENÇÃO BATISTA BRASILEIRA

FUNDADO EM 1901

Maio - Mês da Família “… eu e a minha família serviremos ao Senhor” (Josué 24.15).

Coluna Dicas da Igreja Legal

Missões Nacionais

Notícias do Brasil Batista

Notícias do Brasil Batista

“Dura Lex Sed Lex”

Nova Igreja

Encontro de pastores

Mudanças no calendário

Confira o artigo na Coluna Dicas da Igreja Legal

Junta de Missões Nacionais organiza Igreja no sul do Brasil

OPBB de Alagoas elege sua nova diretoria para 2021/2022

Convenções Estaduais adiam assembleias por conta da pandemia

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REFLEXÃO

O JORNAL BATISTA Domingo, 02/05/21

EDITORIAL

Queridos leitores de O Jornal Batista, como é bom começar mais um mês na companhia de vocês. Já chegamos, praticamente, à metade de 2021, mais um ano atípico por conta da pandemia que nos assola desde março de 2020. Mas, mesmo assim, temos motivos para agradecer a Deus. Só o fato de eu ter saúde para digitar esse texto, colocar as ideias aqui, e os irmãos pararem um tempo para ler toda edição é uma bênção. Sinal de que Deus nos deu vida, saúde. Glória a Ele em todo o tempo.

Maio

E, como todos sabem, mas não custa repetir, maio é o Mês da Família. Tempo em que paramos para refletir se somos bons pais, filhos, o relacionamento em casa, casamento etc. Nossas Igrejas fazem conferências sobre o tema, as mensagens nos cultos são específicas sobre o assunto. É muito bom tudo isso. Separar esse mês, esses dias, para aprendermos sobre família. Mais do que aprender precisamos colocar em prática o que foi repassado a nós.

Para iniciar este mês em OJB trazemos alguns artigos sobre esta temática. A maioria deles trouxemos dos textos devocionais da campanha “Filhos: Herança do Senhor”. Serão 30 dias de oração, que teve início ontem, 01 de maio. A ideia é, nas próximas edições também trazer mais alguns destes materiais para cá. Falaremos de família durante todo o período de maio. Além disso, temos outras datas de destaque, como o Dia Batista de Ação Social, no primeiro domingo do mês; Dia

das Mães, no segundo domingo; e o Dia da Comunicação Batista, no quarto domingo. Vamos juntos agradecer a Deus por tudo isso. Para finalizar, como escrevo em quase todas as edições, que a edição desta semana abençoe a sua vida. Que o mês de maio seja de alegria e paz para você e sua família. Até a próxima semana.  n Estevão Júlio

secretário de redação de OJB

( ) Impresso - 120,00 ( ) Digital - 50,00

O JORNAL BATISTA Órgão oficial da Convenção Batista Brasileira. Semanário Confessional, doutrinário, inspirativo e noticioso. Fundado em 10.01.1901

SECRETÁRIO DE REDAÇÃO Estevão Júlio Cesario Roza (Reg. Profissional - MTB 0040247/RJ) CONSELHO EDITORIAL Francisco Bonato Pereira; Guilherme Gimenez; Othon Ávila; Sandra Natividade

INPI: 006335527 | ISSN: 1679-0189 PUBLICAÇÃO DO CONSELHO GERAL DA CBB

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FUNDADOR W.E. Entzminger PRESIDENTE Fausto Aguiar de Vasconcelos DIRETOR GERAL Sócrates Oliveira de Souza

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Moisés Silveira (1940 a 1946); Almir Gonçalves (1946 a 1964); José dos Reis Pereira (1964 a 1988); Nilson Dimarzio (1988 a 1995) e Salovi Bernardo (1995 a 2002) INTERINOS HISTÓRICOS Zacarias Taylor (1904); A.L. Dunstan (1907); Salomão Ginsburg (1913 a 1914); L.T. Hites (1921 a 1922); e A.B. Christie (1923). ARTE: Oliverartelucas IMPRESSÃO: Folha Dirigida


REFLEXÃO

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DICAS DA IGREJA LEGAL

“Dura Lex Sed Lex”

Jonatas Nascimento Prometi a mim mesmo que ao escrever ou em pé para ensinar, nunca usaria palavras ou expressões desconhecidas ou pouco conhecidas. A tentação é grande, pois, além de atuar no ramo contábil e ser graduado em Direito, por isso eventualmente escapole, mas quando acontece logo em seguida eu reparo o erro. Até aqui tomei o seu tempo para explicar essa máxima em latim que encima este artigo. A tradução é: “A lei é dura, mas é lei” e tem consonância com o ensino de Jesus no Evangelho de Mateus 22.21: “Dai, pois, a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus”, corroborado pelo apóstolo Paulo no livro de Romanos

13.1, “Todo o homem esteja sujeito às autoridades superiores...”. Como eu ando cansado de explicar, hoje vou apenas citar uma Solução de Consulta emitida pela Receita Federal do Brasil e dois decretos, que falam sobre a obrigatoriedade de retenção de Imposto de Renda na Fonte sobre os ganhos dos pastores e demais ministros de confissão religiosa, os quais denominados proventos pastorais, proventos ministeriais, sustento ministerial, múnus eclesiástico, renda eclesiástica, côngruas, prebendas, óbolo ou qualquer título, exceto pró-labore, honorários ou muito menos salário. Vamos a isso: a) Solução de Consulta 254 - Cosit, de 26 de maio de 2017: nesta Solução

de Consulta, a Receita Federal do Brasil emitiu o entendimento no sentido de obrigatoriedade do recolhimento de Imposto de Renda na Fonte sobre todos os rendimentos do ministro religioso. b) Decreto nº 9.580, de 22 de novembro de 2018, e artigo 182, II e (Lei nº 5.172, de 1966 - Código Tributário Nacional, art. 9º, § 1º): Este Decreto de 2018 versa sobre o Regulamento do Imposto de Renda e reforça o contido no Decreto anterior, de 1999. “não exclui a atribuição, por lei, às entidades nela referidas, da condição de responsáveis pelo imposto que lhes caiba reter na fonte e não as dispensa da prática de atos, previstos em lei, assecuratórios do cumprimento de obrigações

tributárias por terceiros c) Decreto-Lei nº 5.844, de 1943, art. 31: O ministro religioso não está dispensado da tributação do Imposto de Renda sobre os seus ganhos. Afora, outros pronunciamentos que endossam esse entendimento, prefiro citar o mais clássico de todos: “A imunidade, isenção ou não incidência concedida às pessoas jurídicas não aproveita aos que delas percebem rendimentos sob qualquer título e forma”. n

Dias Lopes diz: “A esperança que não se desespera não olha ao redor, olha para cima; não vê as circunstâncias, contempla o próprio Deus que está no controle das circunstâncias”. Em segundo lugar, paciência na tribulação (Romanos 12.12) “Sede pacientes na tribulação”. Por que devemos ser pacientes na tribulação? Uma das possíveis respostas é - que via de regra, quando estamos acossados pelos problemas e adversidades, temos a tendência de tomarmos decisões precipitadas. Tomemos como exemplo a família de Noemi. Devido à grande recessão econômica que se abateu na cidade de Belém, Noemi e seu esposo Elimeleque, decidem sair de Belém para fixar residência em Moabe (Rute 1.1-2). Noemi e Elimeleque escolheram o caminho mais fácil. Contudo, esse caminho tornou-se o mais amargo. Deus não disse

que eles deveriam sair de Belém, e o resultado é que em Moabe, Noemi teve perdas sucessivas, pois, seu esposo e seus filhos morrem. Os planos fora da vontade de Deus são frustrados. Tomar decisões sem consultar a Deus e sem seguir sua orientação é fazer escolhas para o desastre. Em último lugar, perseverança na oração (Romanos 12.12) “na oração, perseverantes”. Não basta orar; precisamos perseverar na oração. Uma vida consistente de oração exige perseverança. Não cesse de orar, pois coisas grandes da parte de Deus estão a caminho. O pastor Jeremias Pereira afirma: “Todos somos alunos da Escola da oração. Temos que descobrir a alegria de viver uma vida no altar da oração. Quando perseveramos em oração percebemos nosso crescimento espiritual e a poderosa visitação de Deus em nosso meio”. n

Empresário contábil, diácono Batista e autor da obra Cartilha da Igreja Legal” E-mail: jonatasnascimento@hotmail.com WhatsApp: (21) 99247-1227

Como passar pela prova vitoriosamente (Romanos 12.12) José Manuel Monteiro Jr.

pastor, colaborador de OJB

O escritor John Piper, em sua obra intitulada “O sorriso escondido de Deus”, diz que “os cisnes cantam mais docemente quando sofrem”. Para muitos, um pensamento como este pode soar paradoxal, ou sem sentido. Como os cisnes podem cantar mais docemente quando sofrem? Ao lermos o capítulo 35 do livro de Jó –, encontramos algo de estimado valor. Que o nosso Deus concede aos Seus, durante as horas mais escuras, canções (Jó 35.10). Ninguém passa pela vida incólume, imune as dores, provas e aos dissabores. O próprio Jesus disse a Seus discípulos que no mundo teríamos aflições (João 16.33). Neste momento de pandemia, onde pessoas próximas a nós estão perdendo a vida, encontramos muitos com seu emocional em frangalhos, com

a vida financeira esfacelada, com os relacionamentos familiares destruídos, e urge a necessidade de incorporarmos alguns princípios em nosso viver para passarmos pelos momentos de prova vitoriosamente. Que ingredientes são estes? Tendo como base o texto da carta de Paulo aos Romanos, vamos elencar três pontos para a nossa reflexão. Em primeiro lugar, não perca a esperança (Romanos 12.12) “Regozijai-vos na esperança”. Manter-se com esperança é o primeiro passo para conseguir superar as adversidades. Aquele que mantém sua esperança em Deus não se desespera. A esperança é o oxigênio que nos mantém vivos. Sem esperança a vida torna-se um fardo pesado. Foi a esperança no Deus vivo que fez com que Abraão, por exemplo, se mantivesse fiel e aguardasse o filho da promessa (Romanos 4.18-21). O reverendo Hernandes


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REFLEXÃO

O JORNAL BATISTA Domingo, 02/05/21

Grupos de WhatsApp Cleverson Pereira do Valle pastor, colaborador de OJB

Estamos em plena era da 4ª Revolução Industrial, aliás, este termo foi título do livro de Klaus Schwab. Com o avanço da internet, as notícias chegam em segundos. Temos oportunidade de participarmos de diferentes redes sociais: WhatsApp, Facebook, Instagram etc. Eu participo de diversos grupos de WhatsApp e tenho acompanhado ou tentado acompanhar os diferentes assuntos publicados. O que me assusta é o comportamento estranho dentro desses grupos, ou seja, há acusações, ofensas, xingamentos. Por que essas atitudes são tomadas? Percebi assuntos políticos tiram as pessoas do sério. Há verdadeiros apaixonados por um determinado político e outros que odeiam o mesmo parlamentar citado. Diante deste quadro começa a confusão; alguns chegam a sair do grupo por não concordar com a posição do outro. Gostaria de dar algumas dicas para

participar de um grupo de WhatsApp: 1ª. Não discuta em grupos de WhatsApp; 2ª. Não gostou de alguma postagem? Procure, em particular, a pessoa que postou e ligue para ela; 3ª. Procure publicar textos bíblicos para edificação; 4ª. Critique com delicadeza; ataque as ideias e não as pessoas; 5ª. Sempre que você for criticar, apresente uma solução; Com essas dicas vamos melhorar significativamente o relacionamento virtual. Evitaremos passar por constrangimentos, situações embaraçadas e complicadas. A Bíblia afirma que, no depender de nós, devemos ter paz com todos. O texto bíblico que diz esta verdade é Romanos 12.18 “Se for possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens.” Não deixe de participar de grupos de WhatsApp; há muita coisa boa para ler, há notícias verdadeiras postadas e informações relevantes. Sempre confirme a notícia, veja se realmente ela é real ou não, antes de compartilhar com outros.

Olavo Feijó

pastor & professor de Psicologia

Guarda bem as mensagens bíblicas “Então, irmãos, estai firmes e re- na nossa carta” (II Ts 2.15). tende as tradições que vos foram A Bíblia constitui um conjunto de ensinadas, seja por palavra, seja por revelações feitas pelo Espírito Santo, epístola nossa (II Ts 2.15). visando a fazer de nós exemplos vivos daquilo que o Senhor pode realizar Paulo era um homem erudito. Ao na vida daqueles que O aceitam. Por lermos suas Cartas, detectamos o isso, nossa vocação não deve ser a modo pedagógico usado por ele de elaborar um tratado sofisticado para comunicar as revelações que de teologia, mas a de viver ilustranele recebeu do Senhor Jesus Cristo. do o poder do Cristo, na Sua obra de Uma das grandes verdades que re- Redentor das criaturas e da criação. cebeu do Cristo, e se dedicou a preSomos embaixadores de Cristo, gar, nos ensina: “Portanto, irmãos, anunciadores do “novo Céu e da nova fiquem firmes e guardem aquelas Terra” (II Coríntios 5.20). É isto que verdades que ensinamos a vocês, “guardar bem a mensagem” quer ditanto nas nossas mensagens como zer.

Encontros notáveis - Série XI Juvenal Netto

colaborador de OJB

Chega a ser assustador o número de pessoas no mundo inteiro aprisionadas por alguma compulsão ou circunstâncias específicas, normalmente, atraídas por uma falsa sensação de prazer e felicidade momentâneos. Elas acabam se transformando em potenciais atores, tipo aqueles em séries e filmes de zumbis, com a única diferença de fazerem parte do mundo real. Algumas estão presas a substâncias lícitas e ilícitas, outras, as jogatinas de todas as espécies que transcende ao puro desejo de enriquecer, e, ainda, há aquelas escravizadas por outros vícios e até mesmo relacionamentos desajustados. Uma realidade que leva sutilmente essas pessoas ao precipício sem que se apercebam e quando a ficha cai, o retrocesso tornou-se ainda mais desafiador. Muitas delas acabam adentrando em um processo de colisão cujo fim, lamentavelmente, é a morte. Quanto mais se

afundam nessas situações, mais necessitam de um poder sobrenatural para libertá-las. Um longo processo pelo qual envolve fé, determinação, arrependimento e, algumas vezes, a ajuda terapêutica. Não temos dúvidas de que existe um ser por trás de tudo isso cujo papel é destruir o maior número de humanos e ele se chama Satanás. No passado, ele costumava se apresentar com uma aparência assustadora, usando uma tonalidade de voz de arrepiar os cabelos como aquelas dos filmes de terror, mas, nesses dias, mudou a sua estratégia. Vem se mostrando como se fosse um bom amigo; com uma boa imagem; inofensivo, cujo objetivo dissimulado seria apenas o de tornar a vida das pessoas mais prazerosas. Aqui nós mencionaremos o encontro de Jesus com um homem que havia perdido sua identidade, cuja vida era dominada por espíritos malignos. Um indivíduo sem qualquer esperança, sentenciado a terminar os seus dias miseravelmente (Mateus 8.28-33; Marcos 5.1-14 e Lucas 8.26-34).

A Bíblia não informa o seu nome. Somente relata que ele era de uma cidade chamada Gadara. Vivia nos sepulcros, gritando dia e noite e arrancando suas roupas. Foram várias as tentativas de prendê-lo, talvez, por medo de que acabasse ferindo outros moradores na cidade, entretanto, nenhuma corda ou corrente era capaz de detê-lo. Aos olhos de uma pessoa desprovida de discernimento, seria apenas o caso de mais um esquizofrênico que precisaria da aplicação de um “sossega leão” e ser internado em um hospício mais próximo. Todavia, esse não era o seu dilema e sim a possessão por uma legião de demônios que resolveu assumir o controle de sua vida. Jesus entra na cidade e o endemoniado vem de imediato ao seu encontro. Aqueles seis mil demônios não ousaram sequer esboçar qualquer reação diante daquele que detém todo o poder no universo, o qual lhes determinou que saíssem, imediatamente, do corpo daquele pobre homem.

A Bíblia diz que Satanás se rebelou contra Deus nos céus e arrastou a terça parte dos anjos, sendo lançados na terra (Apocalipse 12.4). Esses seres são os responsáveis por grande parte dos males que assolam a humanidade, por isso, as Escrituras afirmam que eles vieram para matar, roubar e destruir (João 10.10). No entanto, a boa notícia é que nenhum deles é páreo para o nosso Jesus. Ele os venceu de uma vez por todas na cruz do calvário, sentenciando-os a condenação eterna a qual se consumará depois que todos forem julgados por ocasião do juízo final. Isto posto, se você conhece alguém com uma história de vida semelhante a desse senhor, a incentive ir também ao encontro de Cristo (Mateus 11.2830). A sua autoridade continua inabalável diante de quaisquer circunstâncias que possam oprimir a menina dos seus olhos, isto é, toda a criação (Mateus 28.18; João 8.36; I João 3.8b). Ele veio para libertar os cativos! n


REFLEXÃO

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Casamento à prova da quarentena

Jeferson Cristianini

pastor, colaborador de OJB

É fato que a quarentena por conta da pandemia da COVID - 19 trouxe várias mudanças nas rotinas das pessoas, das famílias e dos casais. Todas as esferas humanas foram afetadas por conta do distanciamento social, da crise econômica e da limitação de locomoção. No entanto, as famílias tiveram que, de uma hora para outra, ficar confinadas no mesmo ambiente. Nos primeiros dias, até que foi diferente para muita gente, afinal de contas, não dava para ficar juntos por conta da vida agitada (características de nosso tempo), mas, com o passar do tempo, essa hiper convivência trouxe sérios problemas aos relacionamentos familiares, e, consequentemente, muitos casais não souberam lidar com o cônjuge o tempo todo ao seu lado. Pesquisas apontam um aumento significativo no número de divórcios nesse tempo. Me trouxe grande espanto algumas reportagens sobre o número assustador de divórcios. Junto a pandemia do coronavírus vieram outros problemas, entre eles o divórcio. Segundo a revista Pais e Filhos, houve uma procura de 177% por advogados para tratar questões de divórcios. O fenômeno não é apenas de nosso país, mas do mundo, ao passo que países como China, Estados Unidos, Itália, Portugal, Austrália e África do Sul também tem índices alarmantes. O portal da Globo, o G1 da região de Sorocaba e Jundiaí, trouxe uma reportagem perturbadora com o número devastador de que se elevou mais de 900% durante a pandemia na cidade de Sorocaba, ou seja, os casamentos em

Sorocaba e no Brasil estão ruindo. Nesta sociedade, em que “tudo é descartável”, as pessoas casam-se e pensam que podem e devem se divorciar por qualquer motivo. Alguns religiosos perguntaram isso a Jesus, se eles poderiam “repudiar a mulher por qualquer motivo”, ao passo, que Jesus sai em defesa do casamento segundo os moldes de Deus, o Criador dos céus e da terra. Jesus sai em defesa do casamento como primeira instituição humana (cf. Mateus 19.3-12/ Gênesis 2.18- 25). A facilidade de se pedir o divórcio pela internet ajudou e incentivou os casais a entrarem com o pedido na quarentena. A hiper convivência expôs e trouxe a luz problemas de convivência dos casais, que eram mascarados pela busca pelo sucesso profissional ou pela correria cotidiana, mas que agora, na quarentena, precisou ser tratado para conviver o tempo todo ao lado do cônjuge. Tal convivência forçou os casais a tentarem resolverem a situação do casamento, e, infelizmente muitos, fugindo das responsabilidades, dos desconfortos que as mudanças causam, e de reconhecer suas falhas e erros, julgaram que a melhor saída seria a separação. É mais fácil se render ao fatalismo do que tratar e restaurar o casamento, que noutro tempo fora motivo de alegria, festa e lindas declarações de amor. Os rancores, mágoas e desavenças vieram à tona e as acusações e provocações emergiram, e os casamentos não conseguiram sobreviver. Com a pressão do trabalho no estilo home office, com a perda ou a diminuição da renda, com as questões mal resolvidas do passado, com a alta exposição nas redes sociais

(onde se vende a imagem de que tudo é belo e de que todas as pessoas são bonitas e atraentes), os casais que não estavam muito bem, infelizmente, não se sustentaram. A casa caiu! Agora, que era a hora de ajustar tudo, passar o casamento a limpo e ver a força do amor dentro dos lares e dos corações, momento de buscar estratégia para superar as dificuldades, repaginar a relação e continuar avante até que “a morte os separe”, muitos abandonaram a linda e nobre missão da vida conjugal pelo acostamento da estrada da vida. A casa - ou lar - que deveria ser um ponto de equilíbrio nesse mundo confuso, se tornou palco para brigas intermináveis, discussões grosseiras e agressões verbais, psicológicas e físicas. A casa, que deveria ser um reduto de amor, se tornou uma arena de brigas de egos inflados que não se rendem e não aprenderam que a relação conjugal precisa de uma grande pitada de perdão para que o amor possa prevalecer. A casa, que deveria ser um recôndito de compreensão, companheirismo, e de lealdade familiar, se tornou competitivo com propostas indecentes e desumanas, onde os cônjuges se digladiam para se manter em pé em detrimento da queda do outro. O outro, que outrora fora a “pessoa amada”, agora se tornou nesse tempo de quarentena, um oponente que precisar cair ao chão, ou sair da vida da pessoa. As regras dos esportes de competição contaminaram muitos casais infelizmente, que acabaram vendo o cônjuge como um adversário e não como um parceiro (a) para a vida toda. Num passado recente, o lema dos casais era “até que a morte nos separe”,

nas últimas décadas passou a ser “até que as dívidas nos separem” e, agora, “até que pandemia nos separe”. A banalização do casamento, tão incentivado por nossa sociedade, sente o reflexo de décadas de desprezo e descaso com essa instituição tão primordial para a vivência social e familiar. O casamento como instituição divina deveria ser uma relação de honra, amor, respeito, lealdade que suportasse tudo, inclusive a hiper convivência da pandemia. A Bíblia diz assim: “Digno de honra entre todos seja o matrimônio” (Hb 13.4). A orientação bíblica é que o casamento, o matrimônio, deve ser uma relação de honra, respeitosa e digna de imitação diante das pessoas. Que Deus tenha misericórdia de nós e que sejamos sensíveis às orientações do Senhor para perdoarmos o nosso cônjuge, pedirmos perdão e para seguramos firmes na mão do cônjuge para passar e superar as dificuldades desse tempo de quarentena e as demais que virão. Que a hiper convivência nos aproxime mais do nosso cônjuge e não nos afaste. Que nosso lema seja ser feliz ao lado da pessoa amada. Que nossos casamentos suportem tudo, inclusive a pandemia. Creiamos na fala de Jesus de que “Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19.6). https://paisefilhos.uol.com.br/familia/pandemia-do-divorcio-a-procura-por-advogados-aumentou-177-no -brasil-durante-a-quarentena/ https://g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai/noticia/2020/07/15/numero-de-divorcios-sobe-quase-900percent-durante-pandemia-em-sorocaba.ghtml n


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Nossos filhos: flechas de Deus para o discipulado das nações Diogo Carvalho

pastor, gerente operacional de evangelismo da Junta de Missões Nacionais

“Bem-aventurado o homem que com eles enche sua aljava; quando enfrentarem os inimigos numa disputa, não serão envergonhados” (Sl 127.5). Como Batistas que somos, não temos a tradição de batizar bebês; e fazemos certo, pois, biblicamente falando, o batismo é reservado somente a pessoas que confessem sua fé em

Jesus, o que um recém-nascido não é capaz de fazer. Por outro lado é costume, entre nós, apresentar os filhos perante o Senhor e a Igreja, como Jesus foi também apresentado no templo. Esse é um gesto de gratidão a Deus por aquela nova vida com a qual Ele nos presenteia. Porém, muitos pais o fazem apenas buscando a bênção de Deus ao filho ou filha, para que tenha saúde e um futuro abençoado. Mas esse gesto significa muito mais do que obter proteção, e os pastores têm feito um bom trabalho para esclarecer os pais sobre o seu real

sentido. Ali, a criança é consagrada a Deus, o que significa reconhecer que ela não pertence aos pais, mas a Deus, e que Ele tem todo o direito de usá-la para sua missão no mundo da maneira que lhe convier. Ao apresentarem um filho ou filha a Deus, os pais estão, na verdade, assumindo a responsabilidade de discipular os filhos. É como se estivessem declarando a Deus e à comunidade cristã: “Aqui está o meu filho. Eu o entrego a Deus e me comprometo a educá-lo na fé para se torne o melhor discípulo possível a fim de que Jesus o use como

quiser para a expansão de seu Reino no mundo”. Entender que nossos filhos são herança do Senhor é muito mais do que saber que eles são presentes de Deus. Essa compreensão, até um não crente pode ter. Nossos filhos são um presente de Deus, sim, mas o são para Ele mesmo também. São herança dele e para Ele. Se você entregou seus filhos no altar de Deus quando bebês, não queira retê-los perto de você. Libere-os para a missão, como flechas afiadas nas mãos de Deus para chegarem onde Ele quiser os usar para a sua glória. n

daqueles que acompanhavam a mulher, parece que ninguém conseguia compreender a dor que ela sentia, nem confortar o seu coração. Ninguém, exceto Jesus! Nos próximos encontros veremos como o Senhor supriu plenamente as necessidades dela. Mas hoje quero me ater à solidão em que muitos vivem, mesmo cercados de grandes multidões. Muitas vezes, por mais solidários e generosos que sejam os familiares, vizinhos e amigos, eles não conseguem responder ao anseio do coração sofrido de um pai ou de uma

mãe. Outras vezes, nem mesmo a Igreja consegue entender e trazer o conforto e esperança necessários; parece, então, que esse pai ou essa mãe estão sozinhos em sua dor, chorando, invisíveis na multidão… Mas Jesus está atento! Ele observa cada um de nós, individualmente. Ele vê o coração e responde à petição. Você não está sozinho. Jesus está com você, atento à sua dor, sensível à sua situação, disponível para socorrer e mudar a realidade de sua família. Você pode falar com Ele agora mesmo, pois Ele está sempre pronto a responder. n

Invisível às multidões

Samuel Moutta

pastor, gerente executivo de Missões na Junta de Missões Nacionais

“Pouco depois ele seguiu viagem para uma cidade chamada Naim; e seus discípulos e uma grande multidão o seguiam. Quando chegou perto da porta da cidade, estavam levando para fora um morto, filho único de uma viúva; e uma grande multidão da cidade o acompanhava” (Lc 7.11-12). Hoje observaremos algo muito comum em nossos dias: alguém que pa-

rece estar sozinho na multidão. Jesus era seguido por muitas pessoas, enquanto a mulher também era acompanhada por uma grande multidão. Essas duas multidões se encontraram à porta da cidade de Naim, porém, com uma diferença marcante entre elas: a primeira estava eufórica, caminhando com Jesus, ouvindo seus ensinos e testemunhando seus milagres; a outra, triste, em pranto, cena típica de um cortejo fúnebre. Apesar da disposição espiritual daqueles que alegremente seguiam a Jesus, e também da solidariedade fraterna


MISSÕES NACIONAIS

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Igreja Batista em Santo Antônio da Patrulha: mais uma igreja organizada no Sul do Brasil! Cristiane Niemeyer missionária

Adaptação: Gerência de Comunicação da Junta de Missões Nacionais É tempo de alegria! A Igreja Batista em Santo Antônio da Patrulha, no Rio Grande do Sul, onde nós, missionários Filipe e Cristiane Niemeyer no qual atuamos,, foi organizada no sábado, 17 de abril, após 12 anos de dedicação à plantação desse projeto. Por conta da necessidade de isolamento social, apenas alguns irmãos e irmãs estiveram presentes no concílio de organização e no culto, mas muitas pessoas puderam participar do culto de forma virtual, já que houve transmissão pelo canal do Youtube da Igreja. Tendo em vista o contexto atual, a organização da Igreja, que estava marcada para 2020, precisou ser adiada. No entanto, com todo o suporte da equipe de comunicação de Missões Nacionais, nós fomos preparados para realizar a transmissão em tempo real, o que levou o momento até muitos outros participantes. Entre os presentes fisicamente, estavam: o pastor Paulo Fernando Cabral, da Igreja Batista Passo D´Areia, Igreja mãe da Igreja Batista em Santo Antônio da Patrulha; o pastor Djalma Albuquerque, da Primeira Igreja Batista de Campo Grande e preletor da noite; e o pastor Renato Florêncio, da Primeira Igreja Batista de Gramado e secretário do concílio. De forma online, estiveram: o pastor Fernando Brandão (gerente Executivo de

Missões Nacionais); o pastor Samuel Moutta (Gerência de Missões); o pastor Gilson Breder (pastor da PIB de Campo Grande-MS e parceira deste campo missionário); e o pastor Walter Azevedo (coordenador de Missões Nacionais na Região Sul). Após o concílio, a Igreja ouviu atentamente a mensagem de encorajamento dos pastores que acompanharam online. O pastor Gilson Breder iniciou parabenizando a Igreja local por mais essa etapa, compartilhou o desejo que a Igreja permaneça firme no propósito de proclamar a salvação. Mostrou aos irmãos a sua lista pessoal de oração com o nome dos missionários, reafirmando o amor e parceria com o projeto local. O pastor Samuel manifestou o desejo de tão logo estar presente na Igreja local para poder abraçar os irmãos e lembrou dos momentos de início do projeto e de momentos especiais vividos aqui. O pastor Fernando Brandão, por sua vez, parabenizou a Igreja e agra-

deceu à PIB de Campo Grande e à IB Passo d’Areia pela disposição no apoio e sustento da obra missionária, ficando registrado em ata, conforme seu pedido, toda a gratidão de Missões Nacionais à Igreja local por essa parceria. Desafiou a Igreja a continuar avançando e todos responderam: “Vamos avançar!”. Por fim, o pastor Walter compartilhou sobre o avanço da IB em Santo Antônio, inspirando a Igreja a prevalecer firme nos princípios bíblicos. Após o concílio, teve início o culto público. A Igreja cantou em uma só voz o hino CC 411 - Dia festivo. Os missionários ficaram muito emocionados ao ver a Igreja cantando alegremente o hino. “É motivo de muita alegria ver a igreja tão intensa buscando ao Senhor em um tempo tão desafiado”, afirma o missionário Filipe Niemeyer. A mensagem do pastor Djalma Albuquerque foi para que a igreja avance, independentemente das tempestades e ventos contrários. Para a glória de Deus, a obra desenvolvida por meio da IBSAP tem abençoa-

do a vida da população local. O prefeito do município enviou os cumprimentos por vídeo à Igreja Batista em Santo Antônio da Patrulha, pela relevância do trabalho prestado na comunidade, tanto com palestras nas escolas, assistência social com doação de alimentos e agasalhos, quanto com o significativo aumento cultural que a Igreja desenvolve. Hoje, 90% da comunidade local tem o Ensino Médio completo. Atualmente, a Igreja conta com 57 membros e cerca de 120 congregados. “Temos muito a fazer”, conta Filipe. Cidades ao redor precisam conhecer Jesus e o nosso desejo é expandir a obra missionária na região. Estamos à disposição do Senhor para continuar avançando apaixonadamente, assim como no dia em que dissemos sim para representar os batistas brasileiros por meio de Missões Nacionais. Não vamos recuar! Vamos avançar! Louvado seja Deus por esta igreja atuante e relevante no Rio Grande do Sul! n


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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

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NOTÍCIAS DO BRASIL BATISTA

Ordem dos Pastores Batistas de Alagoas elege nova Diretoria durante Assembleia Programação teve boa participação dos pastores filiados. João Vitor Leite

auxiliar de comunicação da Convenção Batista Alagoana

Numa segunda-feira, 12 de abril, a Ordem dos Pastores Batistas do Brasil Seccional Alagoas (OPBB - AL) realizou sua Assembleia Ordinária Anual para eleição da nova diretoria para o biênio 2021/2022. O evento, que tradicionalmente acontece no retiro anual dos pastores, este ano, devido a pandemia de COVID-19, aconteceu virtualmente, através do aplicativo Zoom. A nova diretoria ficou composta da seguinte forma: reeleito como presidente o Daniel Tina de Oliveira, pastor da Igreja Batista da Gruta, em Maceió; primeiro vice-presidente: André Almeida, pastor da Igreja Batista em Fernão Velho; segundo vice-presidente: Derival Barbosa, pastor da Igreja Batista

em Satuba; terceiro vice-presidente: Paulo Roberto, pastor da Igreja Batista em Matriz do Camaragibe; primeiro-secretário: Luiz Carlos Araújo, pastor da Igreja Batista em Paripueira; segundo-secretário: Eliel Santos, pastor da Igreja Batista no Feitosa, em Maceió; terceiro-secretário: Jedson Batista, pastor da Igreja Batista em Atalaia; primeiro tesoureiro: pastor Nilton Correia; segundo tesoureiro: Gelson Jatobá, pastor da Igreja Batista em Pão de Açúcar. A Assembleia contou com grande participação dos pastores alagoanos filiados a OPBB-AL e teve início às 10 horas, com uma devocional e oração ministradas pelo pastor Daniel Tina e seu término ao meio dia, também com uma oração de gratidão proferida pelo pastor Jonson Tadeu, da Igreja Batista no Trapiche em Maceió. n

Associação Batista Grapiunense, na Bahia, promove Assembleia online Evento aconteceu no mês em que a instituição completou 63 anos. Comunicação da Convenção Batista Baiana Os Batistas grapiunenses, em assembleia festiva, realizaram no dia 21 de março de 2021, na Primeira Igreja Batista do Banco da Vitória, sua primeira reunião do ano de forma online, através do canal da Associação Batista Grapiunense (ABG) no Youtube. O preletor foi o pastor João Luiz Vieira, da Primeira Igreja Batista em Itabuna. Com o marco na evangelização, os grapiunenses realizaram esse encontro com a presença das organizações União Feminina Missionária Batista Grapiunense (UFMBG); União Missionária de Homens Batistas Grapiunenses (UMHAG); Juventude Batista Grapiunense (JUBAG); e Ordem de Pastores Batistas do Brasil - Subseção Grapiunense (OPBB), que Evento da Associação Batista Grapiunense foi readequado por conta da pandemia relataram o que tem sido feito, mesmo em meio às dificuldades dos dias atuais. Na ocasião, também foi lembrada a comemorados o Dia Internacional da “Os desafios continuam, por isso não Paulo Henrique Nogueira, secretário exememória do pastor Aécio Teixeira, que Mulher e Dia da Mulher do Pastor. iremos parar. Enquanto houver graça de cutivo da Associação. tanto serviu aos grapiunenses enquanNo dia 30 de março, a ABG celebrou Deus e fôlego de vida, caminharemos. A Associação Batista Grapiunense é to esteve na região. Além disso, foram seu aniversário. São 63 anos de história. Avante, povo Batista!”, declara o pastor composta por 67 Igrejas. n


MISSÕES MUNDIAIS

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Campanha de Missões Mundiais nas Igrejas Fotos: Sélio Morais

Samantha Hoffmann Shiraishi

jornalista, integrante do Ministério de Comunicação da Primeira Igreja Batista do Brás - SP

Na abertura da Campanha de Missões Mundiais 2021, nossa Igreja se alegrou com a imagem das crianças do Ministério Infantil vestidas com roupas típicas de países, representando povos que ainda precisam e anseiam por conhecer o poder de Jesus. Tivemos pequenos venezuelanos, legítimos representantes do Norte da África e dos indígenas da América do Norte, passando pelas meninas de famílias nipo-brasileiras e demais vestimentas típicas do Japão, Coreia

do Sul e China. A Europa, que já foi o berço da Reforma Protestante e hoje está secularizada, foi caracterizada pelos trajes da Alemanha, Finlândia e Espanha. Sem deixar de ilustrar os povos do Oriente Médio e da Ásia Central, como a Índia. Todos puderam refletir sobre a Grande Comissão que recebemos do Senhor Jesus: Levar o Evangelho a toda criatura até os confins da Terra. Você que é pai, mãe ou está envolvido com o ministério infantil está convidado a fazer com que os meninos e meninas ao seu redor conheçam um pouco mais o poder que há em Jesus para que vivam a incrível experiência que transforma vidas hoje e para sempre.

O convite veio da Junta de Missões Mundiais e foi aceito como missão por famílias da Primeira Igreja Batista do Brás, mobilizadas pelos promotores do Ministério de Evangelismo e Missões, liderado pelo irmão diácono Jairo Viração. O culto vespertino contou com a presença do pastor Cleverson Kauffman Bigarani, coordenador da Equipe de Mobilização Missionária de Missões Mundiais do estado de São Paulo desde 2015, e que realizou inúmeras caravanas missionárias com visitas a campo no Oriente Médio por três vezes (2010, 2016 e 2017), levando a Palavra ao Iraque, Jordânia, Líbano, Israel, Síria, além de duas viagens à Europa, para Itália, em

2013 e 2020. Você também pode fazer diferença na vida de quatro bilhões de pessoas que ainda não conhecem a Jesus Cristo! O pastor Marcos Peres e o irmão diácono Jairo Viração convidam toda Igreja a se envolver neste trabalho precioso, principalmente no primeiro semestre do ano, tradicionalmente dedicado ao reconhecimento das atividades da Junta de Missões Mundiais. Contamos com sua participação e ajuda! Em 2021, transforme o mundo compartilhando graça e misericórdia. Primeira Igreja Batista do Brás SP n

Viva o poder da oração apoio. Várias ações que necessitam de cobertura espiritual. Por isso, todo mês, o Diário de Oração fica disponível com os pedidos de missionários no campo de acordo com as necessidades de cada um. A sua oração transforma! Ore e compartilhe nossos pedidos de oração.

Viva o Poder de Transformar é o tema da campanha de Missões Mundiais 2021. O poder que habita em cada um de nós por meio do Espírito Santo é o que nos torna agentes de transformação. A oração é a nossa principal conexão com o Pai, que está no céu para mudar o mundo ao nosso redor. Confira as ações de Missões Mundiais para Viver o Poder de Transformar, por meio da oração: PIM - PROGRAMA DE INTERCESSÃO MISSIONÁRIA Tão importante quanto o envio de obreiros e a sua manutenção nos campos é a intercessão. Através da oração, cada crente se torna um missionário. Nem todos podem ir, mas todos podem e devem - clamar pelos povos, orar pelos campos e interceder por aqueles que estão lá. Faça parte do Programa de Interces-

são Missionária e abrace o mundo com as mãos - as mãos que se unem em oração em favor dos povos, dos missionários e da obra de evangelização que está sendo realizada em todo o mundo. Para orar através do PIM, confira o grupo no Telegram e os pedidos de oração publicados toda semana nas mídias

sociais de Missões Mundiais. DIÁRIO DE ORAÇÃO MENSAL Todos os dias, você encontra motivos que te levam a interceder pela obra missionária no mundo. São novas Igrejas sendo plantadas, vidas sendo restauradas, obreiros precisando de

KIDS 365 COM JESUS Para envolver as crianças e seus familiares com a responsabilidade de transformar o mundo por meio da oração, o Kids 365 com Jesus é uma forma de mostrar aos pequeninos a importância da oração, perceber que existem crianças no mundo inteiro e aprender que não tem idade para fazer missões. Todos os dias, pela manhã, tem um vídeo disponível de uma criança orando, brasileira ou estrangeira. Confira a playlist no canal JMM e faça parte dessa mobilização. Viva o poder da oração. Ore! n


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CBESP Solidária entrega 500 cestas em Aparecida do Norte Ação com International Mission Board e Moto Clube Abençoados também doou Bíblias.

Conselho Geral decide adiar 113ª Assembleia da CB do Estado de São Paulo Medida se dá em razão de atual cenário da pandemia. Em assembleia realizada virtualmente na sexta-feira, 16 de abril, o Conselho Geral da Convenção Batista do Estado de São Paulo (CBESP) decidiu pelo adiamento da 113ª Assembleia da CBESP, cuja realização estava marcada para julho deste ano. A proposta se deu devido às condições desfavoráveis provocadas pela

pandemia de COVID-19. Na ocasião, foi decidido também pela prorrogação dos mandatos da Diretoria CBESP, dos conselheiros eleitos das áreas, e do Conselho Fiscal. A 113ª Assembleia CBESP acontecerá na Igreja Batista Boas Novas, na Vila Zelina, capital paulista, entre os dias 06 e 09 de julho de 2022. n

Convenção Batista Fluminense remarca 113a Assembleia para 2022 Decisão do Conselho Deliberativo da CBF foi unânime.

A Convenção Batista do Estado de São Paulo (CBESP) esteve na cidade de Aparecida do Norte e entregou 500 cestas básicas e 500 Bíblias. As doações fazem parte da ação social CBESP Solidária COVID-19, que acontecem desde março de 2020. O diretor executivo do Conselho de Administração e Missões (CAM) da CBESP, pastor Adilson Santos, liderou mais uma vez a operação missionária. “Manifestamos aqui o desejo e a oração dos Batistas de todo estado de São Paulo de que Deus abençoe essa cidade e que a glória do Senhor seja manifestada aqui”, disse. Novamente com suporte da International Mission Board (IMB), através do pastor Scott Pittman, e do ministério Moto Clube Abençoados, a iniciativa teve ajuda ainda da Primeira Igreja Batista em

Aparecida, com o pastor Edno Rocha da Silva. Pastor Adilson e os demais estiveram ainda com o prefeito e a presidente da Câmara dos Vereadores, e intercederam pelas autoridades locais. A CBESP pede que Igrejas, pastores, e todo o povo Batista continue a doar e apoiar essas ações.

No dia 16 de abril, em publicação em suas redes sociais, a Convenção Batista Fluminense (CBF) divulgou nota informando o adiamento da 113a Assembleia para o próximo ano, por conta da pandemia de COVID-19. Confira, a seguir, o texto na íntegra: Comunicado às Igrejas cooperantes com a Convenção Batista Fluminense

Rio Bonito, 29 de março de 2021 DADOS PARA DOAÇÕES Queridos irmãos, Banco: Bradesco Agência: 0092 Diante do atual momento que estaConta-Corrente: 74.782-3 mos enfrentando, cuja necessidade de Favorecido: Convenção Batista do cuidados específicos em razão da panEstado de São Paulo demia de COVID-19 tem sido imperiosa, CNPJ: 45.794.591/0001-54 o Conselho Deliberativo da Convenção Batista Fluminense, em sua reunião orCONTATO dinária na presente data, utilizando-se (11) 3866-6710 das prerrogativas estatutárias e regi(11) 3866-6711 mentais, decidiu, por unanimidade, adiar (11) 95492-0022  n a 113a Assembleia da CBF para julho de

2022 e prorrogar o mandato da Diretoria (facultado às Diretorias das Organizações) até a data da referida Assembleia, bem como dos membros do Conselho Deliberativo e do Conselho Fiscal, postergando, como consequência, a renovação do terço e da suplência. Na certeza de que “Deus faz com que todas as coisas concorram para o bem daqueles que o amam, dos que são chamados segundo o seu propósito” (Romanos 8.28) e de que “o Senhor dos exércitos está conosco; o Deus de Jacó é nosso refúgio” (Salmo 46.1), reafirmamos nosso apelo para que todos mantenhamos rigorosamente os cuidados protocolares, para o bem comum, e continuemos vibrantes no cumprimento da missão. Cordialmente, em Cristo Jesus, Elildes Junio Macharete Fonseca Presidente da CBF n


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PONTO DE VISTA

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A importância da Escola Bíblica Dominical Uma escola para todos Solange d’ Almeida

coordenadora editorial da Convicção Editora

O que é importante ocupa o primeiro lugar em nossa mente, impulsiona as nossas ações e nos traz uma grande dose de alegria e realização. Por isso, quero destacar algumas razões pelas quais considero a Escola Bíblica Dominical de uma importância imensurável na vida do discípulo de Jesus. 1. É importante pela razão da sua essencialidade - A Escola Bíblica Dominical não é uma atividade educativa opcional, mas essencial, pois incrementa e dinamiza todas as atividades e iniciativas educacionais e evangelísticas da Igreja. A Escola Bíblica Dominical não pode ser considerada apenas um apêndice, anexo ou acessório na estrutura geral da Igreja; não é apenas parte, é a própria Igreja ministrando ensino bíblico sistemático. O ensino bíblico faz parte da história da salvação. No Antigo Testamento, temos isso relatado em Neemias 8.1-12. No Novo Testamento, encontramos a Igreja primitiva dando ênfase ao ensino, perseverando na doutrina e instrução dos apóstolos (Atos 2.42-47). A pergun-

ta que surge é: a Igreja está realmente interessada em estudar a Bíblia? 2. É importante pelo seu principal objetivo - A Escola Bíblica Dominical conjuga os dois lados da grande comissão dada à Igreja em Mateus 28.20 e Marcos 16.15: ela evangeliza enquanto ensina. 3. É importante porque fortalece a comunhão com Deus e entre os irmãos - Não pode existir crescimento espiritual fora do contexto da comunhão cristã (Atos 2.42-44). 4. É importante na edificação total da família cristã - Ela não cuida apenas da formação espiritual, mas preocupa-se com a edificação geral, que inclui: bons costumes, exercício da cidadania e a formação do caráter. A EBD complementa e, às vezes, corrige a educação ministrada nas escolas seculares. A EBD complementa a educação cristã ministrada nos lares. No Antigo Testamento, entre o povo de Deus, eram os próprios pais os responsáveis pelo ensino das Escrituras (Deuteronômio 6.6-9). A família é imprescindível e não pode falhar na sua missão. 5. É importante porque dá vida à Igreja - A EBD é um chamamento à

redescoberta do ensino da Palavra de Deus. Não há outro caminho para manter a Igreja viva, a não ser o retorno às Escrituras, como ocorreu no tempo do rei Josias (II Crônicas 34.15ss). Sem estudo sério das Escrituras Sagradas, não há vitalidade na Igreja de Cristo. Sem ensino da Palavra ela está fadada à subnutrição espiritual. Para concluir, vamos refletir nestas declarações sobre a EBD e no poema de José Gomes da Silva: • “A EBD é a amiga da infância, a inspiração da mocidade, a força da maturidade e o conforto da velhice”; • “Um homem educado pela EBD dificilmente será levado às barras dos tribunais”; • “Extingue a EBD e dentro de pouquíssimo tempo virá a ruína espiritual”. A ESCOLA DOMINICAL Escuta minha gente, esta palavra real Que exalta com amor a Escola Dominical. Não há neste mundo outra escola igual, Pois nela estudamos, a Santa Palavra Real.

Pelos salvos do pecado na igreja do Senhor. Estudamos nesta Escola Bíblica Dominical, E nela aprendemos a fugir de todo mal. É no templo do Senhor, que a igreja reunida Estuda na Santa Escola sobre a Palavra da Vida. A Escola Dominical é uma fonte de alegria, Pois sobre o Senhor o seu povo estuda em harmonia. Eu estou falando da verdade divinal, Esta verdade aprendemos na Escola Dominical. A Escola Dominical, a toda gente faz bem, Ensinando nesta vida sobre a vida do além.

Minha gente, entendeu, sobre esta fonte de luz? Na Escola Dominical se aprende de Jesus! Nesta querida Escola, onde a Bíblia é estudada, São as Santas Escrituras que estudamos Aprendemos com Jesus sobre a nossa com amor, caminhada. n

Que voz você tem ouvido? Wanderson Miranda de Almeida colaborador de OJB

Pensei nas diversas vozes do nosso tempo. Mas é bom deixar bem claro que não estou falando das “vozes musicais” (soprano, tenor, baixo...) nem da voz usada na comunicação oral. Quando falo de voz, falo no sentido de orientação para a vida. E, se pararmos para pensar, há muitas vozes por aí. Há muitas ideias, muitas opiniões, muitas ideologias e, talvez, você fique meio perdido ou confuso, já que cada “voz” parece nos levar para um caminho diferente da outra. Sendo assim, que voz você deve ouvir? Para começar, quero falar sobre a voz do mundo (o sistema governado por Satanás). Muita gente não entende isso, mas fazemos parte de um mundo que é dirigido pelo inimigo, com suas mais variadas tentações, suas artimanhas e suas mentiras - ele é o pai da mentira, lembra?

Neste mundo, quem não segue seu sistema é chamado de bobo, retrógrado, ultrapassado... dentre outras coisas. Todos os dias somos bombardeados com uma série de informações inúteis e pecaminosas e, quando não queremos fazer parte disso, parece que nós somos os errados. Satanás está fazendo um “bom” trabalho, as pessoas estão servindo-o e nem se dão conta disso. A voz do mundo é a voz do inimigo, e ela tem arrastado muita gente. Além da voz de Satanás (ou do mundo), quero falar de outra voz que também é muito ouvida nos dias de hoje: a voz dos sábios de nosso tempo. Na verdade, temos muitas pessoas muito privilegiadas intelectualmente. Há muitos filósofos, historiadores e pessoas muito bem preparadas nas mais diversas áreas que, quando falam, conseguem atrair nossa atenção, porém, há um grande problema nisso: muitos deles são ateus “convic-

tos” e, ao defenderem suas ideias, acabam entrando em um assunto no qual não têm conhecimento (vida espiritual, vida com Deus), distorcem as coisas, ensinam o erro, mas por serem reconhecidos como sábios, acabam sendo ouvidos por muitos. Você faz parte desses “muitos”? Ainda quero falar sobre uma outra voz, talvez uma das mais perigosas: a voz da religião. Mas por que ela é uma das mais perigosas? Porque, muitas vezes, ela se apresenta como a verdadeira representante de Deus, aquela que transmite a voz do Senhor, Sua vontade, Sua direção, no entanto não tem compromisso com Ele . É impressionante como tantas pessoas são enganadas por religiões que dizem transmitir a vontade de Deus, entretanto, estão longe disso. Qualquer religião que tenha nome de verdadeira não é verdadeira por causa disso. Cuidado

com a voz da religião. Ela só é verdadeira quando tem sua doutrina totalmente baseada na Palavra de Deus. Por último, quero falar sobre a única voz que deveria ser ouvida: a voz do Espírito de Deus. Gosto muito quando leio Apocalipse e me deparo com aquele versículo que é repetido algumas vezes: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas” (Apocalipse 2.7; 2.11; 2.17; 2.29; 3.6; 3.13; 3.22). Essa é a única maneira de não ser enganado pelas demais vozes: ouvir o Espírito de Deus. Quando uma pessoa chega a esse nível, ela não se preocupa mais com o que as outras vozes dizem, pois o Senhor é a verdadeira fonte de sabedoria e de todo conhecimento. Ele diz o que é certo e o que é errado, Ele aponta para o caminho que nos leva à vida. Que a voz de Deus seja a única a nos guiar durante toda nossa existência. Que voz você tem ouvido? n


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Quem cuida de nossos filhos é Deus Diogo Carvalho

pastor, gerente operacional de evangelismo da Junta de Missões Nacionais

“Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não proteger a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois ele o supre aos seus amados enquanto dormem” (Sl 127.1-2). O Salmo 127 é o mesmo que diz que os filhos são herança do Senhor, tema de nosso mês. Os versículos que lemos

acima são apenas os dois primeiros e a frase que dá título à campanha “Filhos: Herança do Senhor”, vem logo a seguir, no verso 3. É interessante que um Salmo sobre filhos comece falando sobre trabalho, preocupação, ansiedade e, principalmente, sobre o cuidado de Deus. Como pai que sou, já descobri que poucas coisas na vida dão tanto trabalho, preocupação e ansiedade quanto a criação de filhos. Então, não é coincidência que o salmista tenha conectado todos esses assuntos. Suas declarações são contundentes: de nada adiantará construir uma cidade se o Senhor não for o construtor

dela; de nada adiantará protegê-la se o Senhor mesmo não for o seu protetor; de nada adiantará nos “matarmos” de trabalhar, porque é o Senhor mesmo quem provê aquilo de que precisamos. Quero extrair daqui duas lições preciosas. A primeira: devemos educar os filhos, cuidar deles, protegê-los, trabalhar muito para que sejam bem encaminhados na vida, mas jamais podemos nos esquecer de uma coisa: é Deus quem, na verdade, faz tudo isso por eles. Se Deus não agir, todo esse nosso esforço será em vão. Esse princípio não está aí para nos afrouxar quanto ao nosso dever de pais, mas para acalmar o nosso

coração no sentido de que, enquanto agimos, precisamos depender de Deus a todo instante. Até porque, no fim das contas, se Ele não abençoar nossos filhos, nada do que fizermos surtirá efeito algum. A segunda lição é que, depois de trabalharmos, podemos descansar no Senhor. Sei que é difícil falar em dormir enquanto o filho está sofrendo ou afastado dos caminhos de Deus. Mas, de que adiantará perder o sono? Querido pai, querida mãe, você pode dormir em paz. Se já fez tudo o que estava ao seu alcance, agora é com Deus. Ele vai trabalhar esta noite. Espere boas notícias amanhã. n

ele tinha bom relacionamento com os fariseus, que consideravam Jesus um herege e viviam em constantes controvérsias com Ele. Com esse gesto público de submissão, Jairo arriscou sua reputação. Mas sua necessidade foi tão grande que ele se esqueceu de tudo isso. Ele ignorou a política e a religião para ir até Jesus em busca de uma resposta para seu problema. Graças à fé que demonstrou, seu nome e sua atitude foram registrados em três Evangelhos: Mateus, Marcos e Lucas.

Jairo deixou tudo para trás em troca de experimentar o poder de Cristo. Ele vai até Jesus e lhe pede com insistência: “Minha filha está morrendo! Venha comigo e ponha as mãos sobre ela para que sare e viva!” No dia de hoje, nosso convite é que, assim como Jairo, você vá até Jesus sem se importar com o que os outros vão pensar. Se dirija até Jesus confiantemente e lhe apresente seus filhos e seus problemas. Você vai precisar de coragem e ousadia. Não tenha medo. n

Um pai vai até Jesus Fabrício Freitas

pastor, gerente executivo de evangelismo da Junta de Missões Nacionais

“Um homem chamado Jairo, chefe da sinagoga, foi e se jogou aos pés de Jesus, pedindo com muita insistência: – A minha filha está morrendo! Venha comigo e ponha as mãos sobre ela para que sare e viva!” (Mc 5.22-23). Quando chegamos ao nosso segundo encontro deste mês de clamor pelos nossos filhos, olhamos para a história

de Jairo, um pai em desespero que vai até Jesus. No instante em que Jesus cruzou o Mar da Galileia e provavelmente desembarcou em Cafarnaum, Jairo vem até Ele e se lança aos Seus pés clamando por socorro. Jairo era o líder da sinagoga local, o responsável pelo culto, pelo funcionamento da escola semanal e pelos cuidados do edifício. Um líder importante naquela comunidade. O ato de Jairo inclinar-se aos pés de Jesus foi, além de respeitoso, muito corajoso. Como líder da sinagoga,


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OJB 18 - ANO 2021  

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