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Santa Cruz do Rio Pardo | Ano VIII | Edição 203 | 3 de abril de 2021 | DISTRIBUIÇÃO GRATUITA

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Auxílio Emergencial deve ser retomado no dia 6 de abril

Pandemia tem aumentado desentendimentos em 66% Polícia registrou aumento de casos de brigas e agressões; perturbação de sossego disparou SAÚDE Pandemia pode atrapalhar tratamento de fibromialgia Pág. 11

Coelho não é brinquedo e demanda muitos cuidados Pág. 10

Pág. 04

GASTRONOMIA Doceria mantém bolo tradicional de amendoim desde 1981 Pág.06

POLÍTICA Projetos de Juninho continuam causando polêmica na Câmara

Pág. 14 PÁSCOA Franquia aposta em venda alta de ovos de Páscoa

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Pág. 10

Sem circo, palhaço precisa se adaptar à pandemia Pág. 04


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3 de abril de 2021 www.jornalatual.info

PERSONAGEM

FOCO

Projetos de Juninho continuam causando polêmica na Câmara

“Você que

fez algum planejamento, esquece.” Prefeito Diego sobre festas, viagens e confraternizações

Thaís Balielo

jornalismo@jornalatual.info

Asfalto do bairro Graminha foi assunto mais debatido da semana

Como já está se tornando corriqueiro nas sessões da Câmara Municipal de Santa Cruz do Rio Pardo, as polêmicas e discussões ocorrem sempre em volta de projetos ou requerimentos do vereador Juninho Souza (Republicanos). A polêmica da vez girou em torno do asfalto no bairro rural da Graminha. Uma verba para realização de um quilômetro de asfalto à frio na estrada rural da graminha já havia sido aprovada, inclusive com o voto favorável do vereador, quando ele resolveu apresentar outro projeto obrigando que o asfalto no bairro seja do tipo CBUQ (usinado a quente). O projeto só teve o voto de Juninho e Fernando Bitencourt favoráveis. Os outros vereadores foram contrários. O vereador Niltinho disse durante as discussões que os próprios moradores preferem o asfalto frio, desde que na mesma qualidade do primeiro quilômetro já exe-

cutado pela Codesan. Ele disse ter conversado com moradores que estão satisfeito com a qualidade e preferem este tipo por ser mais barato e possibilitar o asfalto em trechos maiores. Outros vereadores como Cristiano Miranda, Cristiano Tavares e Professor Duzão também utilizaram da palavra durante as discussões do projeto e foram unanimes em dizer que o asfalto quente inviabilizaria a obra. O principal argumento foi que o asfalto frio é feito pela Codesan e com uma manutenção mais fácil de ser executada. Outro ponto foi que o asfalto quente, além de ser mais caro, ainda necessita da instalação de galerias e guias, o que não seria viável em uma estrada rural. Outros dois assuntos trazidos por Juninho Souza foi a redução dos salários de agentes políticos durante a pandemia e o fim do trabalho home office pelos funcionários

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da Câmara. Os temas não geraram discussões durante a sessão, mas causaram polêmica durante a semana. O projeto para reduzir os salários dos agentes políticos nem chegou a entrar em votação, pois foi barrado pelas comissões. Apenas foi feita a leitura e votação dos pareceres sobre o tema. Os pareceres foram unanimes em apontar que a matéria não pode ser proposta por um vereador de forma individual, mas sim pela mesa diretora.

Durante a reunião das comissões na quinta-feira anterior a sessão o tema causou um bate boca entre Juninho e Professor Duzão. O vereador do PSB argumentou que essa mudança acarretaria um corte no salário de diversos profissionais, principalmente de médicos, pois seus salários têm como referência determinadas porcentagens do salário do prefeito. Portanto, médicos teriam seus vencimentos cortados consideravelmente e isso poderia aumentar o

Juninho quer que funcionários tenham salário reduzido quando trabalharem de casa. | Foto: Pedro Figueira

EDITOR CHEFE Renan Alves MTB: 76.398/SP

JORNALISTA Thaís Balielo MTB 46.761/SP

ASSESSORIA JURÍDICA Carlos Henrique R. Nascimento

TRAINEE Marcos Pellegatti

FOTOGRAFIA Pedro Figueira

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caos na saúde gerado pela própria pandemia. Um requerimento do vereador Juninho Souza também teve repercussão fora da sessão. Ele pede no documento que os funcionários da Câmara tenham seus salários reduzidos quando trabalharem em home office. Atualmente a Câmara está mantendo seu quadro de funcionários em sistema de revezamento entre o sistema presencial e o trabalho remoto, para diminuir a circulação de pessoas, com um cuidado em relação à propagação do coronavírus. Juninho participou de entrevistas em órgãos de imprensa falando sobre o tema e reclamando que muitos pais de família estão na rua trabalhando e não seria justo o funcionário da Câmara receber para ficar em casa. No entanto, o presidente da Câmara garante que o trabalho remoto está sendo realizado sem prejuízo ao funcionamento da casa legislativa.

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POLÍTICA

EDUCAÇÃO FINANCEIRA

Crônica de vereador lida em sessão deixa presentes confusos Da redação

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O vereador Professor Duzão (PSB) teve uma atitude inusitada durante a última sessão da Câmara Municipal. Ao final dos trabalhos ele pediu o uso da tribuna, usando seu direito ao tempo do partido. Enquanto os presentes e quem acompanhava pela internet esperava uma fala direcionada a alguma situação política, o vereador anunciou que leria uma crônica de sua autoria, o que pode ter causado certa estranheza. No entanto, a crônica falava sobre uma escola fictícia que tinha um diretor chamado Pestana, que foi substituído pela diretora Risadinha, falava de um aluno que ficou contrariado quando o novo diretor conhecido como Coroné assumiu e que esse aluno foi reprovado duas vezes. Por fim, fala de um novo aluno que passou a “colar”

Texto fazia comparações com o cenário político e figuras local do colega reprovado. Apesar de não deixar claro, a crônica faz referencia aos governos tucanos de Mira e Maura, substituídos por Otacílio, e, então, aparenta dar um recado para Juninho Souza por escolher ser assessorado pelo ex-vereador Psiu. A reportagem procurou o vereador Professor Duzão para esclarecer o assunto. Atual – Por que usou o tempo do partido para ler uma crônica? Apesar de não citar nomes, há quem tenha entendido que foi uma crítica ao vereador Juninho Souza por buscar assessoria do ex-vereador Psiu e do advogado João Gabriel Lemos, ligados a antiga administração tucana na cidade. Foi isso? Professor Duzão – Usei o tempo do partido, pois eram 5 minutos, tempo para ler a crônica. Uma

crônica pode ser ao mesmo tempo uma crítica ou um conselho. Não necessariamente a fiz com objetivo de atingir algum vereador, a não ser que a carapuça venha a servir. Eu como professor procuro levar a reflexão diariamente no meu cotidiano, com os meus alunos. Textos com figuras de linguagem são importantes para que as pessoas pensem de-

terminados assuntos com diferentes olhares, com novas perspectivas. Um texto com ironias talvez seja uma importante ferramenta para que se atinjam determinados objetivos, pois as pessoas acabam se debruçando mais sobre aquilo que foi falado ao invés de simplesmente interpretar um texto ou uma crítica direcionada. Atual – Conforme sua

Professor Duzão usou cinco minutos para ler uma crônica política. Foto: Pedro Figueira

crônica fala sobre um aluno que escolhe “colar” do colega que foi reprovado duas vezes, acredita que o Juninho possa estar se prejudicando buscando ajuda do ex-vereador Psiu que não foi eleito nas últimas duas tentativas? Professor Duzão – Como eu disse no texto, colar não é um crime, mas uma contravenção dentro de um espaço escolar. Na minha profissão, ou seja, lá em qual atividade eu me proponho a desenvolver, inclusive a de vereador, procuro sempre bons exemplos a serem seguidos. É isso que eu espero e que os munícipes esperam de mim. Eu não costumo colar, mas se for para colar eu colaria de quem tira 10, e não de quem foi ou ainda é reprovado. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.

Auxílio Emergencial deve ser retomado no dia 6 de abril Thaís Balielo

jornalismo@jornalatual.info

Foi anunciada nesta quarta-feira, 31, a nova fase do auxílio emergencial do Governo Federal pago através da Caixa Econômica Federal. Os créditos devem começar no dia 6 de abril, o calendário de crédito em conta digital segue até o dia 22 de agosto. Pelas novas regras, estabelecidas na Medida Provisória 1.039/2021, o auxílio será pago às famílias com renda mensal total de até três salários mínimos, desde que a renda por pessoa seja inferior a meio salário mínimo. É necessário que o beneficiário já tenha sido

Com valor médio de R$250, auxílio volta a ser pago pelo governo considerado elegível até o mês de dezembro de 2020, pois não haverá nova fase de inscrições. Para quem recebe o Bolsa Família, continua valendo a regra

do valor mais vantajoso. A família receberá o benefício com maior valor, seja a parcela paga no âmbito do programa, seja o valor do Auxílio Emergencial.

Pagamento de auxílio já registrou grandes filas em Santa Cruz nas primeiras etapas. | Foto: Jornal Atual

O valor médio do benefício será de R$ 250, variando de R$ 150 a R$ 375, a depender do perfil do beneficiário e da composição de cada família. As famílias, em geral, vão receber R$ 250. A família monoparental, chefiada por uma mulher, vai receber R$ 375. Pessoas que moram sozinhas vão receber R$ 150. Segundo divulgado pela Caixa, o calendário foi organizado para que o atendimento ocorra de forma ordenada e sem aglomeração. Os pagamentos serão escalonados, de acordo com o mês de nascimento

do beneficiário, em ciclos de crédito em conta e saque em dinheiro. Para os beneficiários do Bolsa Família que receberão o auxílio, nada muda. Eles continuam a receber conforme o calendário habitual. A Dataprev realizará o cruzamento dos dados das pessoas cadastradas no grupo de beneficiários com os critérios do novo programa. A partir do dia 2 de abril, os cidadãos poderão verificar o resultado do processamento através do endereço auxilio.caixa.gov. br ou central 111 para saber se estão elegíveis para receber o auxílio.

José Aparecido Sônego Ex-gerente do Banco do Brasil J.A.Sônego Consultoria e Assessoria sonegoja@gmail.com

EDUCAÇÃO FINANCEIRA ORGANIZAR E SAIR DAS DIVIDAS Olá caro leitor (a), Muitas são as circunstâncias que levam ao endividamento, como o desemprego, gastos inesperados, compras efetuadas em momentos inoportunos e por impulsos, contudo, o fator que tem maior impacto e ocasiona o endividamento é a falta de organização financeira. Organizar-se financeiramente é manter os seus gastos de acordo como suas expectativas de ganhos, ou seja, só entrar em uma dívida se estiver dentro do seu orçamento. Fazer uma dívida contanto com valores sem tê-los ou efetuar empréstimos, usar cartão de crédito ou cheque especial é arriscar demais e pode levar a uma situação de difícil solução. Mas como então podemos sair das dívidas? Organizando-se, elaborando um orçamento e renegociando as dívidas!!! O primeiro passo é organizar as finanças, elaborando um orçamento para saber quais os custos fixos e variáveis, enfim, o que é necessário para sobrevivência. Faça um diagnóstico de acompanhamento pelo menos por 30 dias de todas as receitas e despesas no orçamento. Anotando todas as despesas fica mais visível onde está sendo gasto os valores. É difícil mudar o comportamento, mas é preciso ser perseverante e determinado para solucionar os problemas financeiros. Quando anotamos e planilhamos os gastos é possível verificar quais os valores gastos que podem ser cortados. É importante ter em mente que não depende somente do que se ganha, mas a forma que se gasta. Realizado esse acompanhamento e analisado todas as despesas chegamos o momento de efetuar os cortes e definir os gastos. Primeiramente devemos separar as despesas fixas, aquelas necessárias para as necessidades básicas de sobrevivência (Água, Energia, Alimentação, Moradia) e as despesas variáveis, aquelas que podem ser proteladas ou não necessárias (vestuário, viagens, TV assinatura, saídas de final de semana). Depois de organizado o orçamento e tendo ciência de todos os gastos é possível verificar o quanto vai sobrar do orçamento mensal e quanto poderá ser destinado para reserva e quanto será destinado para saldar as dívidas. Sabendo os valores que sobram do orçamento é possível elaborar um plano para renegociação das dívidas. Importante é destinar parte da sobra no orçamento para formar uma reserva de emergência. Veja, a reserva de emergência é necessária para suprir uma necessidade e evitar entrar novamente na bola de neve de dívidas. A outra parte dessa sobra é possível definir uma estratégia de renegociação das dívidas. Relacionar todas as dívidas como valores, taxas de juros e garantias, a partir dessa visão definir as prioridades e negociando preferencialmente aquelas de juros mais elevados e com propostas melhores de descontos. Com um processo organizado e coerente com os recursos disponíveis é possível regularizar as dívidas e organizar-se financeiramente. Vai levar um tempo, mas é preciso perseverança e determinação. Até mais.


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GERAL

Pandemia tem aumentado desentendimentos Thaís Balielo

jornalismo@jornalatual.info

Polícia registra aumento de casos de brigas e agressões

Viver em meio a esta pandemia está sendo um desafio para a maioria das pessoas. São implicações sociais e econômicas, o medo do contágio, a perda de entes queridos, a rotina repleta de restrições e as perspectivas incertas de retomar a vida que se tinha antes impactam diretamente na saúde mental dos indivíduos. Este impacto está sendo sentido pela polícia militar com casos de discussões (as desinteligências) aumentando. Segundo dados de ocorrências atendidas pela Polícia Militar na região de Bauru, englobando 19 municípios, incluído Santa Cruz do Rio Pardo, no ano de 2020, foram registrados 17.747 ocorrências deste tipo, situações em que a corporação foi acionada devido a discussões e desentendimentos entre pessoas.

Comandante da Polícia Militar em Santa Cruz, o capitão Capitão Cassiano Correia de Moraes afirmou ter notado um aumento no número de casos deste tipo de ocorrência. “Também houve aumento da violência. A típica ocorrência de desinteligência, que antes só ficava no campo da discussão, hoje se percebe que ela mais facilmente evolui para a agressão”, relata. Cassiano explica que a desinteligência, na maioria das vezes, se resolve com a presença da equipe da Polícia Militar. Por intermédio de orientação as partes entram em acordo, ou são orientadas a posteriormente procurarem a Justiça ou a Delegacia de Policia Civil. “A questão da irritabilidade das pessoas é clara, pois essa pandemia trouxe muitas frustrações, muitas

angustias, muita perda de emprego e dificuldades, principalmente para a população menos favorecida economicamente, e tais fatos influenciam diretamente nas relações humanas. O que antes a pessoa era capaz de relevar, hoje pode se tornar uma contenda entre elas”, argumenta. Registros de perturbação de sossego têm aumento de 66% Segundo dados regionais, os casos de perturbação de sossego aumentaram 66% em 2020. Muitas das discussões, especialmente entre vizinhos, acabam sendo precedidas por situações de perturbação do sossego público. O som alto dentro de casa ou no carro ou conversas em tom elevado no período da noite ou madrugada podem ser o estopim do descontrole de quem está perto e já irritado e cansado de

lidar com todas as dificuldades trazidas pela pandemia. Na região de Bauru, incluindo Santa Cruz, os boletins de perturbação do sossego aumentaram em 66%, saltando de 10.097 registros em 2019 para 16.849 em 2020. Ao mesmo tempo, outras ocorrências como furto e acidentes de trânsito diminuíram durante este período. Segundo o chefe da Seção de Operação do 4.º BPM-I de Bauru, Lucas Freitas, a alta tem relação com o fato de as pessoas permanecerem por mais tempo dentro de casa e estarem mais irritadiças. Os números abrangem estas reclamações relacionadas a barulho em residência, mas também festas, aglomerações. Neste último caso, além do transtorno trazido pelo som alto, há uma preocupação

Capitão Cassiano percebe que a irritabilidade das pessoas aumentou. | Foto: Pedro Figueira

sanitária. Então, é papel da Polícia Militar agir e dispersar os participantes destas confraternizações. Em Santa Cruz, o capitão Cassiano explica que na questão de festas e aglomerações, quem tem atribuição de fiscalizar é a prefeitura municipal, que pede apoio militar quando necessário. Ele salienta que não houve casos de resistência quando a polícia foi acionada para apoiar a fiscalização. “Os policiais militares, assim

como toda a população, também sentem as frustações e temeridades, principalmente porque a nossa função é considerada essencial, não teria como ficarmos home office. A Polícia Militar não alterou seu modo de atuação, salvo pela questão dos cuidados com limpeza de equipamentos, armamentos e viaturas, continuamos fazendo nosso trabalho de proteger as pessoas como sempre fizemos”, argumenta.

Sem circo, palhaço precisa se adaptar à pandemia Thaís Balielo

jornalismo@jornalatual.info

Longe do picadeiro, Catatau se vira vendendo produtos nas ruas

Francisco Prado, 59, mais conhecido como Palhaço Catatau chamou a atenção nas ruas de Santa Cruz do Rio Pardo, esta semana, vendendo seus “palhaços pula-pula”. Há 29 anos como palhaço no circo, está se virando como pode para levar alimento para a família.

Catatau, sua esposa, um casal de filhos e um neto viajavam com o circo para todo canto. Eles estavam em Bauru com o Circo Moscou quando a pandemia fechou tudo. Ficaram um tempo na cidade, chegaram a receber ajuda dos moradores, mas depois o circo voltou para São Paulo.

A família ficou em seu trailer no terreno do circo na capital e Catatau está rodando as cidades vendendo os palhaços artesanais feitos pela esposa para ajudar a manter o alimento na mesa enquanto as atividades do circo não podem retornar. Ele roda as cidades de diversas

regiões e volta para São Paulo para visitar a família e buscar mais produtos para vender. Antes da pandemia, sua família se apresentava com ele na parte cômica do circo. Catatau se lembrou de um episódio interessante sobre uma passagem sua por Santa Cruz, há muitos anos, com o circo

Roma. Na época que era permitido animais, o circo tinha dois elefantes. Os animais percorreram as ruas da cidade com os artistas do Circo convidando a população para ir conferir as atrações. Ele revelou que estes elefantes estão em um zoológico no Estado de Santa Catarina.

Palhaço vende produtos nas cidades da região para ajudar a família. | Foto: Pedro Figueira


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COLUNA DO PATO

Antônio Roberto de Paula

Psiu.. Você mesmo, que está aí olhando... Que tal uma paradinha para refletir... e refletir sobre você... Pensar em tudo de bom que existe aí dentro desse coração! Saiba que você é uma pessoa maravilhosa, capaz de fazer muita coisa boa, útil e expressiva, e que no seu coração estão guardadas coragem e confianças suficientes para realizar seus desejos. Mas não se esqueça, de buscar em cada minuto de seus dias, motivo de alegria e esperança, não se importando com situações adversas que aparecem. Você deve escolher ser feliz e tornar isso possível, com pensamentos positivos, não perdendo nunca o entusiasmo pela vida e pelo amor, mas principalmente, tendo a certeza de que Deus sempre abençoa quem ama e quem faz da vida um prazer. Portanto... Aconteça o que acontecer, esteja em paz com você mesmo. Aconteça o que acontecer, medite sobre a sua postura perante a vida, diante do seu próximo. Aconteça o que acontecer, esteja alerta aos seus sentimentos em relação a si e aos outros. Aconteça o que acontecer, esteja em paz com Deus, que o criou e que lhe quer o bem. Aconteça o que acontecer, esteja feliz, porque a vida é a melhor escola para que você cresça. Aconteça o que acontecer, esteja em todos os corações com sua bondade, sua generosidade e sua doação. Aconteça o que acontecer, esteja ativa na vida, pois passiva e trancada, nada lucrarás, a não ser, estagnação. Aconteça o que acontecer, ame, apóie, agasalhe, ajude ao próximo. Aconteça o que acontecer, esteja em paz.

GASTRONOMIA

Doceria mantém bolo tradicional RECEITA DA SEMANA Bolinho de chuva com de amendoim desde 1981 chocolate e banana Thaís Balielo

jornalismo@jornalatual.info

A Doceria Santana de Santa Cruz do Rio Pardo é conhecida, principalmente, pelo “bolo de amendoim do Alberico”. A receita agrada muitos, e é motivo de saudades para quem já não mora mais na cidade. Com isso, sempre tem alguém comprando o bolo para levar para algum santa-cruzense nos mais diversos pontos do País. Alberico Cezar Teixeira trabalhou fazendo os bolos da doceria até os 79 anos, quando finalmente se aposentou e deixou a administração da doceria e a receita tradicional para o filho Fábio Teixeira. Alberico morreu, aos 90 anos, em junho de 2017. Fábio, hoje com 52 anos, conta que o pai começou na confeitaria ainda na adolescência, por grande influência da avó e tias. Natural de Fartura, Alberico se mudou para Santa Cruz em 1951, quando trabalhou muitos anos na companhia do irmão mais velho José Gonçalves Teixeira. No ano de 1981, ele então adquiriu a Doceria Santana fundada por Elpidio Toledo, já na rua Benjamim Constant. Após quase 40 anos, a doceria mudou de endereço, e hoje fica à rua Quintino Bocaiuva. Fábio ouvia o pai contar que a receita do bolo de amendoim foi

trazida pelas suas tias da cidade de Bernardino de Campo. Além de Alberico, seus irmãos José e Antônio também faziam a receita tradicional. Alberico criou os sete filhos através dos bolos da doceria e da parceria com a esposa Benedita dando o suporte em casa. Cinco dos filhos trabalharam com ele por algum período, mas com o tempo foram tomando rumos diferentes em outras atividades. O filho Sandro permaneceu desde 1981 até 2009 como braço direito de Alberico. Fábio também esteve junto desde o início e a partir de 2009 passou a ser o único da família que permanece no negócio, com a ajuda das colaboradoras. “Desde 1994 divido as atividades com a advocacia, e confesso estou exausto”, revela. Fábio relata que as receitas tradicionais foram mantidas, porém, novas receitas foram integradas e sempre estão em busca de novidades. Além do carro chefe bolo de amendoim, a doceria tem outras receitas clássicas muito procuradas como bolo de cocô, pudim de queijo, mãe do brigadeiro, pudim de padaria, bombas de creme, bombocado, e muitas outras. Os salgados também são referência, segundo Fábio. Ele conta que as empadinhas, que são muito consumidas, a receita e modo de fabricação são os mesmos há 40 anos.

Fábio acredita que o bolo de amendoim possa ser o mais consumido na cidade. “Ele é de conhecimento público há muitas gerações e é consumido por todas as idades. Esse bolo já foi para todo o Brasil, para Manaus, cidades do Mato Grosso, Curitiba, Minas Gerais, Goiás, entre outras, sempre levado por pessoas de Santa Cruz”, relata. Ele conta que, recentemente, recebeu antigos moradores da cidade que hoje residem nos Estados Unidos e foram buscar o saudoso bolo de amendoim. “Ressalto que esse bolo é de uma simplicidade ímpar, mas o seu conteúdo mais precioso, além do próprio amendoim, é o amor. Os elogios que recebemos por esse produto é o que nos faz permanecer, pois todos amam esse bolo. Há pessoas que passam pela Doceria por um simples pedaço de bolo de amendoim”, afirma.

Fábio mantém receita tradicional do bolo de amendoim do pai. Foto: Pedro Figueira

Ingredientes • 2/3 de xícara (chá) de leite; • 4 colheres (sopa) de óleo; • 2 ovos; • 3 xícaras (chá) de farinha de trigo; • 1 colher (café) de fermento em pó; • 4 colheres (sopa) de açúcar; • 3 colheres (sopa) de chocolate em pó; • 2 bananas em rodelas; • Óleo para fritar; • Açúcar e canela em pó para passar.

Modo de preparo Em uma tigela, misture o leite, o óleo e os ovos até homogeneizar. Adicione a farinha, o fermento, o açúcar, o chocolate e misture até formar uma massa homogênea. Retire porções da massa, coloque uma rodela de banana no meio e modele bolinhas. Frite, aos poucos, em óleo quente até dourar. Escorra sobre papel-toalha e passe por açúcar e canela misturados. Sirva em seguida.


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HISTÓRIA

Santa Cruz teve personagens na Ditadura iniciada com Golpe de 64 Thaís Balielo

jornalismo@jornalatual.info

Cidade teve investigados, presos e até torturadores santa-cruzenses

O Golpe Militar de 64 teve seu estopim em 31 de março e os militares tomaram o poder no dia 1º de abril daquele ano. Em Santa Cruz, o período do Golpe e os anos seguintes de Ditadura tiveram alguns personagens. O casal de historiadores Celso e Junko Prado levantaram algumas informações sobre a época que estão publicadas no blog Santa Cruz do Rio Pardo – memórias, documentos e referências. Segundo a pesquisa do casal, o advogado e professor Amaury Cesar foi o primeiro a ter problemas, por identificar-se com o ‘G-11 - Vanguarda Avançada do Movimento Revolucionário’, conhecido ‘Grupo dos Onze’. Outro perseguido pelos golpistas foi o comunista Dario Nelli, representante local do Jornal ‘A Voz da Unidade’, órgão oficial do clandestino Partido Comunista Brasileiro (PCB).

Dario Nelli, o líder do ‘Movimento Camponês de 1953’, tinha ideologia comunista, enquanto Gentil Válio, Amaury Cesar e Wilson Gonçalves eram simpatizantes ao G-11. Além dos mencionados, alguns professores tiveram que prestar esclarecimentos por suas opiniões contrárias ao regime militar. Um deles foi Antônio Raimundo, professor e vereador, denunciado pelo ex-prefeito Onofre Rosa de Oliveira. “Onofre e Raimundo pertenciam à mesma agremiação política de sustentação ao Governo Militar, a Aliança Renovadora Nacional ARENA, porém Raimundo era da facção Vermelha e Onofre do Azul, cores que realmente distinguiam os grupos partidários em Santa Cruz do Rio Pardo”, conta Celso. Já o santa-cruzense Samuel Pereira Borba – o Samuca, foi denunciado torturador de presos políticos

JURISTUALIZANDO

Carlos Henrique Rodrigues Nascimento OAB/SP 328.529 Advogado e consultor jurídico chrn.nascimento@gmail.com

Queimada de mato em lote Como vai, amigo leitor? Espero que esteja bem. A coluna de hoje tratará sobre um tema que gera muita reclamação, principalmente

(Brasil Nunca Mais, 1ª edição) e membro do ‘Esquadrão da Morte’ (Desaparecidos Org. Brasil - Torturadores: 46). Escrivão de Polícia DEOPS/SP, Samuca era fortemente vinculado ao coronel Antonio Erasmo Dias e ao delegado Sérgio Fernando Paranhos Fleury. Um caso marcante para Santa Cruz no regime militar foi a prisão de Edjalma Dias, estudante de Ciências Contábeis e Ciências Econômicas na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo - PUC/SP, onde presidiu, por eleição, o ‘Centro Acadêmico Leão XIII - de Economia, Contábil e Atuarias’. Em entrevista ao Atual, Edjalma, hoje com 76, conta que deixou a cidade na adolescência e fazia seminário quando desistiu e havia voltado para a cidade. Ele estava servindo ao TG quando estourou o Golpe. Em 65 queria ir embora da cidade, entre aqueles que moram em loteamentos novos: a queimada de mato em lote. Imagine que você adquiriu um lote urbano, localizado em um loteamento novo, onde existem poucas pessoas morando. Após algumas chuvas, o mato do terreno cresce e logo chega para você a notificação da prefeitura ordenando que seja providenciada a limpeza do terreno. Será que

já com pensamentos de esquerda foi para São Paulo estudar economia na PUC. Era o único de esquerda na economia. Então, começou a frequentar outros horários e encontrar estudantes de outros cursos. Terminou a faculdade em 68 quando houve o AI-5. Voltou para Santa Cruz em 69 e sentiu que não tinha lugar para ele na cidade. “Eu era muito atrevido, expunha minhas ideias, fazia discurso em cima de mesa de bar. Voltei para São Paulo com a desculpa de fazer Ciências Contábeis. Tinha uma chapa de esquerda e fui candidato a presidente do Centro Acadêmico e ganhei. Fizemos um trabalho muito bom, teve ligação com samba, um papel importante para escolas de samba. Em 72 prenderam o pessoal da escola e como presidente fui preso, mas como suspeito”, diz. Edjalma havia sido alertado da você pode resolver a questão ateando fogo no matagal? A resposta é não! A Lei de Crimes Ambientais (Lei 9.605/98) estabelece que “causar poluição de qualquer natureza em níveis tais que resultem ou possam resultar em danos à saúde humana, ou que provoquem a mortandade de animais ou a destruição significativa da flora” configura crime ambiental cuja pena

possibilidade de sua prisão e se abrigou na casa dos pais em Santa Cruz. Ele foi preso pelo amigo e conterrâneo Gerson Gonçalves Filho, militar do exército. “Eu tinha tido uma audiência com D. Paulo, cardeal Arns, pedindo a ajuda dele. Eram vários estudantes da PUC presos. Ele me alertou que eu seria o próximo. Minha estratégia foi deixar ser preso em Santa Cruz pela repercussão, o que poderia salvar minha vida. Gerson era amigo de adolescência, quando viu meu nome para ser capturado ofereceu-se por me conhecer. Foi leal comigo, não me algemou, ainda deixou um agasalho dele para eu usar na prisão. Mas mesmo assim não deixei de apanhar. Ditadura nunca mais, eles são desumanos, fascistas jamais”, exclama. Segundo dados da pesquisa de Celso e Junko dezenas de nomes santa-cruzenses, nascidos ou moradores, constam fichados em arquivos pode variar de um a quatro anos de reclusão, além da multa, podendo haver atenuantes ou agravantes, conforme o caso. Quem ateia fogo em um lote pode não conseguir controlar a propagação do fogo, arriscando causar danos irreparáveis. Então, se você possui um lote e está na hora de dar fim no mato, procure roçá-lo ou carpi-lo. Não tem tempo para

Celso e Junko pesquisaram histórias do período da ditadura em Santa Cruz. Foto: Arquivo pessoal

do DEOPS. Os motivos vão desde atuação política considerada subversiva, às reuniões de grupos em clubes ou residências; ou por comungar ideias comunistas; participar, estar ou fazer companhia a pessoas notoriamente comunistas; conhecer pessoas participantes de grupos de esquerdas; expressar juízos que pudessem induzir mensagens contra o governo, ou sugerir pensamentos revolucionários; confeccionar cartazes, panfletos ou publicações gráficas de manifestos, próprios ou de outrem, contra o governo; entre outros. isso ou não quer encarar a enxada? Então, lhe aconselho a contratar alguém que faça o serviço. Um forte abraço. Deus te abençoe. “E disse Deus: Produza a terra erva verde, erva que dê semente, árvore frutífera que dê fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nela sobre a terra. E assim foi.” (Gênesis 1.11).


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INFORMATIVO Empreendedor pode ter acesso a linhas de crédito emergenciais Cibele Martins O Governo do Estado de São Paulo lançou nesse mês algumas medidas para os setores mais afetados pela pandemia, dentre essas, estão as linhas de crédito emergenciais do Programa Empreenda Rápido, aos setores vulneráveis. As linhas de crédito são direcionadas ao micro e pequenos empresários e também para os MEI’s (Microempreendedor Individual). O crédito deverá ser utilizado para capital de giro. O número de parcelas para pagamento vai até 36 meses. Para conferir o detalhamento das linhas de crédito, bem como os CNAEs atendidos pela linha emergencial, acesse esse link: http://bit.ly/LinhadeCreditoBancodoPovo. Para ter acesso ao crédito, o empresário deve acessar o site da Secretaria Estadual de

Desenvolvimento Econômicohttps://www.desenvolvimentoeconomico.sp.gov.br/empreendarapido/. O consultor do Sebrae, Roderic Miyoshi orienta o empreendedor a analisar suas finanças antes de aderir às linhas de crédito. “Os juros são bastante atrativos e sabemos da necessidade do empreendedor nesse momento, no entanto, é importante que os empresários estejam

atentos para que o empréstimo não comprometa o total do faturamento, por exemplo. O planejamento é fundamental nesse processo”, diz. Roderic lembra que o Sebrae oferece dicas de gestão para auxiliar o empresário que objetiva pleitear essas linhas de crédito. Em Santa Cruz do Rio Pardo, o contato é o Posto Sebrae Aqui, através dos telefones 3332-5909 e 99852-2165.

Consultor do Sebrae, Roderic Miyoshi passa orientações sobre as linhas de crédito disponíveis. | Foto: Ace

Aplicativo da ACE Santa Cruz sorteia cesta de Páscoa hoje Cibele Martins Neste sábado (3 de abril) acontece o aplicativo da ACE de Santa Cruz do Rio Pardo realiza o sorteio de uma cesta de chocolates. O sorteio é realizado em parceria com o Supermercado Avenida, responsável pela confecção do prêmio. Quem ainda não baixou o aplicativo basta acessar a Google Play ou APP Store e pesquisar por ACE Santa Cruz. Aí é só clicar em instalar, aguardar o download e pronto, já é possível se cadastrar para os sorteios. Ainda em março, para fina-

lizar o mês das mulheres, a ACE e quatro empresas parceiras promoveram sorteios também através do aplicativo. Os prêmios foram das empresas: Arrazus, Magrass, Roma Massas e Defensor Pet. O aplicativo da ACE chegou para facilitar a vida dos associados e dos clientes. Todos os serviços da ACE na palma da mão de forma fácil e rápida. No APP da Ace o interessado tem acesso: Consulta Boa Vista SCPC; Posto Sebrae Aqui; Horário do Comércio; Certificado Digital; Mercado de Trabalho; Convênios de Desconto; Clube de Vantagens, entre outros.

Prorrogado o prazo para o pagamento dos tributos para pequenos empresários e MEI’s Cibele Martins A prorrogação dos prazos de pagamento dos tributos no Simples Nacional aplica-se para as Micro e Pequenas Empresas optantes pelo Simples Nacional e para o MEI Microempreendedor Individual. A prorrogação está prevista na Resolução CGSN n. 158, de 24 de março de 2021, publicada no DOU no dia 25/03/2021, com objetivo de dar mais “fôlego” ao caixa das pequenas empresas. Foram prorrogadas as datas de vencimento dos tributos relativos aos meses de março, abril e maio de 2021. Data de vencimento original e nova data de vencimento: • O período de apuração março de 2021, com vencimento original em 20 de abril de 2021, vencerá em 20/07/2021; • O período de

apuração abril de 2021, com vencimento original em 20 de maio de 2021, vencerá em 20/09/2021; e • O período de apuração maio de 2021, com vencimento original em 21 de junho de 2021, vencerá em 22/11/2021. Possibilidade de pagamento parcelado dos tributos prorrogados A resolução CGSN 158 também estabelece que a partir do vencimento de cada período de apuração, o pagamento poderá ocorrer em até duas quotas mensais, iguais e sucessivas, sendo que a primeira quota deverá ser paga até a data de vencimento do período de apuração respectivo e a segunda deverá ser paga até o dia 20 do mês subsequente. “É importante os empresários estarem atentos a essas prorrogações para evitar a inadimplência e transtornos possíveis para quitação desses débitos”.


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SEU DIREITO DE TRÂNSITO

ESPECIAL

Bar do Gildo completa 50 anos de atividade em 2021 Thaís Balielo JULIANO HENRIQUE PAULINO DO MONTE Advogado Especialista em Direito de Trânsito | OAB/SP n° 427.504 julianomonteadv@gmail.com

ALTERAÇÕES DO CTB PARTE FINAL Restando menos de um mês para a entrada em vigor das alterações do CTB, decorrentes da Lei Federal nº 14.071/20, trago hoje a parte final das alterações que irão repercutir diretamente no cotidiano de condutores e proprietários. CICLISTAS – A infração que pune o condutor, que não reduz a velocidade de forma compatível com a segurança, ao ultrapassar ciclistas, deixa de ser considerada infração grave (05 pontos), passando a ser classificada como infração gravíssima (07 pontos). Lembrando que para os condutores que não exercem atividade remunerada, a quantidade de infração gravíssima, determinará se a instauração do processo de suspensão do direito de dirigir se dará com 20, 30 ou 40 pontos! CICLOVIA – A conduta de parar sobre ciclofaixa ou ciclovia, passa a ser infração de natureza grave (05 pontos), tipificada no art. 182, XI do CTB, cuja sanção, deixava ser aplicada por falta de previsão legal. NOVO PRAZO PARA COMUNICAÇÃO DE VENDA – Caso o comprador não realize as providências para transferência do veículo no prazo de 30 dias, o antigo proprietário terá o prazo de 60 dias para encaminhar ao DETRAN, cópia autenticada do CRV ou do CRV-e, devidamente assinada e datada, sob pena de responsabilidade solidária, até a data da efetiva comunicação. EXIGÊNCIA DO RECALL – O recall, caso necessário, passa a ser uma exigência para o licenciamento do veículo. O texto prevê que as informações referentes ao recall, não atendidas no prazo de 12 meses, a contar da data de sua divulgação, deverão constar no CRLV, gerando impedimento para o licenciamento do veículo. Se você não acompanhou, ou deseja rever, as principais alterações, que entrarão em vigor em 12 de abril de 2021, acesse a versão digital nas edições de números 191, 194, 195, 196, 197, 198 e 200.

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Um dos mais tradicionais da cidade, ainda com seu baleiro de vidro, as famosas caipirinhas e os doces que marcaram a infância de muitos santa-cruzenses, o Bar do Gildo completará, em maio, 50 anos de atividade. Um bar familiar, tanto pelos clientes quanto na administração, o casal Gildo e Terezinha tocaram por muitos anos e agora a filha Fernanda é quem cuida do bar. Ela herdou a receita da caipirinha do pai e a dos doces da mãe. Aliás, muitos clientes afirmam que ela ainda conseguiu superar os mestres. Ermenogildo José Bacochini, 78, teve paralisia infantil e conta que sempre foi o protegido entre os 14 filhos de seus pais. Gildo sempre disse aos pais que tinha o desejo de ter um bar, quando tinha cerca de 30 anos, os pais venderam uma casa para comprar um bar para o filho trabalhar com a irmã. Após se casar com Terezinha Mendes Bacochini, hoje com 81, fez uma proposta para a família e comprou o bar pagando parcelado. O primeiro bar ficava na rua Euclides da Cunha, onde

Estabelecimento é o mais antigo da cidade ainda em funcionamento permaneceu por 13 anos. Durante este período comprou um terreno na Simão Cabral e foi construindo aos poucos o novo bar. A irmã fazia uma coxinha que era muito famosa, sua caipirinha também era muito procurada e até hoje é pedida, mas agora quem faz é a filha Fernanda. Em época de repressão Gildo lembra que a polícia coibia o jogo de baralho. “O bar fazia campeonatos de jogo de truco, não tinha jogo a dinheiro, era só diversão, tinha disputa entre outros bares, mas tinha que ter cuidado com a polícia. O próprio policial que frequentava o bar ajudava, ele avisava o dia que a polícia ia passar para colocarmos baralho velho, porque a polícia recolhia o baralho”, relata. Quando Gildo mudou o bar para a rua Simão Cabral foi um tiro no escuro. O local ainda era ermo e chegou a sofrer ameaças por um “valentão” da área que queria que abrisse o bar, que vendesse de graça. Porém o problema acabou com a abertura da ponte e do bairro Jardim Ipê que modificou totalmente o fluxo da rua.

Família sempre se envolveu com o bar. | Foto: Thaís Balielo

Desde criança as filhas se envolveram com o bar, a mais velha Elis Angela ajudava a espremer limão para a caipirinha do pai, depois a caçula Fernanda foi que mais se envolveu com o bar até chegar a ficar totalmente a frente do negócio atualmente. Gildo conta que em um passeio com a família para Barra Bonita tomou uma caipirinha no navio que era com o limão espremido e com leite condensado, diferente da tradicional que fazia. Então incorporou a receita em seu bar e passou a chama-la de “do navio”. Os clientes por muitos anos pediam a caipirinha do navio, mas o nome acabou caindo em desuso atualmente. Elis Angela ajudou mais durante a época do bar na Euclides da Cunha. Hoje ela tem outra profissão, mas conta que o bar é muito importante para toda a família. “O bar estando aberto, a vida da gente é diferente. O bar estando fechado parece que fica tão triste”, diz. Gildo conta que sua paixão por bar começou por volta dos sete anos de idade quando o pai ia fazer compras na cidade e o deixava no bar do amigo Antônio Raimundo. “Eu ficava lá batendo papo enquanto meu pai fazia as compras e já dizia que queria um bar para mim. A felicidade de ter o bar é conhecer pessoas, conhecer histórias, clientes de uma geração para outra, ver os filhos dos clientes crescerem. Para eu me sentir bem tenho que estar no bar, gosto de ver gente”, afirma. Devido a paralisia infantil, aos 4 anos Gildo não andava,

Gildo e Terezinha tocaram o bar por muitos anos. Foto: Arquivo pessoal

precisava de auxílio de um carrinho de madeira. “Um dia meu pai chegou em casa e abandonei o carrinho e fui ao encontro dele. Tive muitos milagres na minha vida”, acredita. Outra conquista que Gildo atribui a sua fé é ter as duas filhas morando uma de cada lado de seu bar. Quando comprou o terreno do bar, sempre teve o pensamento que um dia teria as filhas uma de cada lado, mas não tinha dinheiro para comprar os terrenos. Os vizinhos sabiam do desejo dele de ter as filhas ao lado e quando quiseram vender ofereceram primeiro para ele. Então, uma em cada época, pode ajudar as filhas a comprarem os terrenos. Hoje elas moram todas juntas, com os netos, e as casas interligadas por um corredor no fundo do bar. Depois da tradição das coxinhas de sua irmã no bar do centro, o bar onde é hoje passou a ser conhecido também pelos doces de sua esposa Terezinha. Começou com algumas opções e o cardápio foi aumentando. Cajuzinho, doce-de-leite, cocada, paçoca, pudim, são algumas das op-

ções que muitas famílias compraram por anos para adoçar as sobremesas de domingo. Gildo conta que o amendoim salgado também vende muito e tudo começou com uma dica de um cliente que já tinha tido bar. “Dedé estava no bar e me disse para fazer o amendoim salgado que ele fazia que nunca mais ia parar de vender, e realmente aconteceu isso”, relata. Os doces da Terezinha, que hoje são feitos pela filha Fernanda já chegaram até a fazer viagem internacional. Teve um cliente que comprou e escondeu na bagagem para visitar parentes em outro país. Fernanda começou a ajudar a mãe na cozinha do bar há quase 10 anos, mas há cerca de quatro anos quando a mãe quebrou o fêmur, passou a fazer os doces sozinha e não parou mais. Ela conta que, em algumas receitas, teve mais dificuldade de fazer ficar igual ao da mãe, mas logo pegou o jeito. Já a caipirinha que o pai ensinou os clientes aprovaram imediatamente e muitos dizem que é ainda melhor que a do Gildo.


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PÁSCOA

Franquia aposta em venda alta de ovos de Páscoa Thaís Balielo

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Marcas tradicionais de mercados reduziram oferta, enquanto franquia aumentou

A venda de ovos de Páscoa este ano parece ir a caminhos contrários para determinados setores. Enquanto mercados estão com menos estoque e venda reduzida devido a pouca oferta das marcas tradicionais, franquias de chocolate como a Cacau Show apostou no crescimento das vendas e recomendou compras maiores para os franqueados. A empresária, Bianca Botelho Queiroz Vuolo, do supermercado Alvorada, revelou que este ano as empresas tradicionais como Lacta, Nestle, Ikeda (Ferrero), não

apostaram muito nas vendas de ovos de Páscoa. Ela sentiu que a variedade de ovos despencou. O que antes havia 10 tipos para crianças de cada marca esse ano foi reduzido para quatro opções. “Acredito que ano passado elas tiveram grande prejuízo, pois a pandemia começou em março e os ovos já estavam todos feitos. Tiveram que vender abaixo do custo e mesmo assim teve muita perda”, relata. O empresário, Lorival Botelho, do supermercado São Sebastião, também sentiu a redução na variedade de pro-

dutos e nos tamanhos dos ovos. Ele afirma que a procura pelos ovos está dentro do esperado. Já em relação aos

ovos infantis ele acredita que a proibição das crianças nos mercados não deva reduzir as vendas, pois os familiares

Adriana mostra ovos mais vendidos. | Foto: Pedro Figueira

compram para presentear. Funcionária da Cacau Show em Santa Cruz, Adriana Alves explicou que a pandemia não está atrapalhando as vendas este ano. “Está mais difícil para o cliente, por ter que atender na porta, mas incentivamos muito a compra antecipada e parece ter dado resultado, pois já temos muitos produtos esgotados. Os produtos que mais vendem são da linha infantil e depois da linha Dream que são os recheados”, conta. Proprietária da franquia, Patrícia Camilo, relata que os pedidos para a Páscoa são fei-

tos com grande antecedência. Em 2020, quando estourou a pandemia no país, o pedido já havia sido feito e com fábricas paradas e toda a questão do fechamento de tudo foi entregue cerca de 60% do que havia sido pedido. Para este ano o pedido foi feito em 2020 quando a pandemia estava melhor controlada. Por isso, a recomendação da franquia foi que os pedidos fossem iguais aos de 2019, prevendo uma melhora da situação na época da Páscoa. No entanto, mesmo com a piora da pandemia as vendas estão a todo vapor.

Coelho não é brinquedo e demanda muitos cuidados Thaís Balielo

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Com período da Páscoa aumenta a venda de coelhos para presentear crianças

Com a proximidade da Páscoa não é apenas chocolates que disparam nas vendas. Muitas crianças, vendo a ligação do período com o “coelhinho da páscoa” acabam pedindo aos pais para terem o animal como pet. Para agradar os filhos, muitos pais presenteiam com coelho, mas esquecem de que o animal demanda muitos cuidados e pode viver até oito anos. Na Agropecuária Estação eles criam e vendem coelhos. Cláudia Chavati revela que faz quatro anos que vendem coelhos. Ela afirma que as vendas ocorrem o ano todo, mas afirma que a venda aumenta neste período, principal-

mente para crianças. Ela explica que animal pode ficar solto dentro de casa, dorme na cama, igual cachorro ou gato, mas é importante ter cuidado de telar a casa para não fugir. Come ração especial para coelho, e verduras como couve. O animal também é sensível a friagem e a temperaturas muito elevadas. “Não pode derrubar, não pode pegar pela orelha, tem que orientar bem a criança sobre os cuidados. Também tem que tomar cuidado para não arranhar a criança, tem que segurar as patas de trás, como se fosse sentado”, explica. O Conselho Federal de Medicina Veterinária (CRFMV)

alerta para a compra consciente de animais e destaca alguns cuidados que os coelhos exigem: os animais devem ter um espaço generoso em casa para que possam

circular. Caminhar é importante para manter o trato digestivo do animal. Além disso, coelhos que ficam presos por muito tempo podem se tornar ariscos.

Cláudia revela que vendas de coelhos crescem na época da Páscoa. | Foto: Thaís Balielo

Os coelhos devem ser sempre supervisionados para evitar acidentes, pois são propensos a roer fios variados, comer plantas tóxicas e a sofrerem traumas, já que são agitados e costumam se debater. É importante que o tutor disponibilize sempre brinquedos apropriados para que o coelho possa roer. Pensando no bem-estar do animal, o CRFMV lembra que os coelhos são animais silenciosos, portanto, evite deixá-los em locais com muito barulho. É importante fazer a higienização diária do local onde o coelho irá ficar, para preservar a saúde do animal e evitar doenças.

As gaiolas de arame (metal ou ferro) e o contato direto com a urina podem causar lesões nas patas do animal. Também para cuidar da higiene, o pelo do animal deve ser escovado todos os dias com uma escova de cerdas macias. A família de roedores e todas as suas espécies, desde o mais pequenino ratinho a uma capivara, precisam roer ou mastigar para manter os dentes em boa ordem. A ração apropriada deve ser dada em menor proporção na dieta. Já folhas verde-escuras, como almeirão, escarola, rúcula e couve, são a maior parte da dieta, para um equilíbrio do crescimento e desgaste correto do dente.


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SAÚDE

Ortodontia pode ajudar a respirar melhor Thaís Balielo

jornalismo@jornalatual.info A respiração pela boca pode trazer uma série de problemas e os sintomas começam a aparecer ainda na infância. O ortodontista Marco Antônio Lorenzetti explica que os aparelhos ortodônticos podem ajudar muito e devem ser utilizados ainda na fase de crescimento para corrigir o problema. Ele relata que o diagnóstico de respiração bucal pode ser feito já nos primeiros anos de vida. Lorenzetti salienta que o quadro denominado respiração bucal se caracteriza pelo bloqueio permanente das vias aéreas superiores, diferente da obstrução temporária causada por doenças respiratórias como infecções ou alergias. Quando o bloqueio é persistente, a respiração bucal terá como consequências uma adaptação da musculatura facial do paciente. Como a criança ficará com a boca aberta para poder respirar, acarretará modificações nas arcadas dentárias e da face. “Crianças respiradoras bucais também tendem a dobrar o pescoço, buscando facilitar a passagem do ar, provocando uma rotação dos ombros para dentro e sérios problemas de coluna cervical, além de outras alterações como cansaço frequente, sonolência diurna, desânimo, falta de apetite, olfato e paladar diminuídos, alterações nutricionais, enurese noturna e déficit de apren-

Tratamento ainda na infância pode prevenir apneia dizado, asma, ronco, halitose e apneia obstrutiva do sono”, cita. O ortodontista explica que antes dos seis anos de idade o tratamento ortodôntico-ortopédico funcional é direcionado para a expansão da arcada superior, buscando melhorar o padrão respiratório da criança. O objetivo é mais preventivo, impedindo o aparecimento dos sintomas mais graves (deformidades de face e apneia na fase adulta). Dos seis anos ao final da adolescência o tratamento é um pouco mais complexo, pois a respiração bucal já provocou algum tipo de alteração das estruturas da face (ossos e dentes), portanto, tem um aspecto mais corretivo, com o uso de diversos tipos de aparelhos.

Já na idade adulta, os aparelhos poderão corrigir as alterações de posicionamento dental, mas a face só pode ser corrigida com o auxílio de cirurgia ortognática, nos casos onde a respiração bucal provocou deformidades mais graves. Ele alerta que os pacientes não tratados precocemente estão mais sujeitos ao aparecimento de apneia do sono. “Os casos de respiração bucal são problemas complexos, que exige um tratamento multidisciplinar, onde o otorrinolaringologista, o pediatra, o alergista, fonoaudiólogo e fisioterapeuta tem um papel fundamental no diagnóstico precoce e tratamento dos aspectos médicos e funcionais da doença”, explica. Marco atende em Santa Cruz e

Marco Lorenzetti recomenda o tratamento antes dos 6 anos. Foto: Thaís Balielo

em São Paulo, além disso, passou a oferecer um serviço de consulta online pelo site www.maestreodontologia.com. A ideia é uma consulta para esclarecer dúvidas e iniciar o diagnóstico do problema antes da consulta presencial. Apneia Sobre a Apneia Obstrutiva do Sono, Marco explica que existem três tipos. A obstrutiva, a central e a mista. A obstrutiva é mais comum. Independente da causa, os portadores de apneia noturna param de respirar repetidamente durante o sono, em alguns casos, por centenas de vezes, com pausas que podem exceder um minuto. “Essas paradas na respiração fazem com que a pessoa saia da condição de sono profundo e vá para uma condição de sono leve ou até desperte rapidamente. Isso resulta em uma qualidade de sono pobre, o que faz com que a pessoa fique com uma sensação de fadiga acentuada e com sonolência durante o dia”, relata. Normalmente a apneia é acompanhada por um tipo de ronco com um ruído acentuado, que impede o sono adequado de qualquer pessoa que durma com um portador do problema. Quando não tratada pode aumentar o risco de aumento da pressão arterial, ataques cardíacos, derrames, obesidade, diabetes e por em risco a vida.

Pandemia pode atrapalhar tratamento de fibromialgia Thaís Balielo

jornalismo@jornalatual.info Uma doença que ainda carrega muito preconceito e até diagnósticos errôneos é a fibromialgia. Com um tratamento baseado em atividades físicas regulares e equilíbrio emocional, a pandemia não tem ajudado muito estes pacientes. O médico reumatologista Júlio Hoppe relata que tem percebido um agravamento dos quadros dos pacientes neste período de ansiedade e stress, causado pelo coronavírus, pela necessidade do distanciamento social e até pela dificuldade de praticar atividades físicas. Hoppe explica que a fibromialgia é uma síndrome de sensibilização central da dor, em que acontece uma distorção da forma com que o organismo a interpreta. A doença é mais comum em mulheres entre 35 a 50 anos. “É uma doença crônica em que o paciente normalmente traz ao consultório a queixa de dor no corpo inteiro”, diz. O principal sintoma é a dor crônica generalizada (sensação de queimação, aperto, pontada, agulhada, inchaço, caroços), além de não ter um padrão específico para se pensar em outras doenças reumáticas. Outro fator interligado é labilidade emocional. “A maioria dos pacientes tem ou já teve algum sintoma relacionado a parte emocional. Desânimo, tristeza, fadiga, depressão, ansiedade, problemas familiares e

Com stress e falta de atividades físicas quadro pode se agravar de relacionamento conjugal, estresse, traumas da vida, (agressão e/ou abuso), alterações de memória”, relata. Outro sintoma é o sono não reparador. O paciente já acorda cansado, parece que não teve uma boa noite de sono, ou sono interrompido. Pessoas que trabalham a noite e que dormem de dia também tem essa sensação. O médico relata ainda que a maioria dos pacientes tem condicionamento físico baixo devido ao sedentarismo. Júlio pondera que a doença pode demorar a ser diagnosticada, pois não existe exame de laboratório ou de imagem que diagnostique fibromialgia. “O diagnóstico é feito pelo relato do paciente e pelo exame físico. Muitos pacientes com fibromialgia infelizmente são taxados como mentirosos e alguns

médicos ainda falam que fibromialgia não existe, tudo pelo preconceito que a doença ainda enfrenta. O quanto antes for identificada e tratada melhor. Sua dor é real e ela existe. Só o fato de você falar que sente dor basta. Não deixe que a dor controle sua vida”, aconselha. Para o tratamento Hoppe salienta que a mudança de estilo de vida é fundamental. Iniciar atividade física regular. “Quem não tem o hábito, ao iniciar, pode sentir piora da dor por várias semanas. É nesse momento que não se pode desistir, deve-se continuar fazendo, com aumento gradual do ritmo, intensidade, frequência e duração. Além disso, dormir bem é fundamental”, diz. O tratamento medicamentoso é feito com analgésicos, desde que por curto

Júlio Hoppe aconselha aos pacientes que não deixem a prática de exercícios. | Foto: Thaís Balielo

período. Já medicações antidepressivas, ansiolíticos, relaxantes musculares, e indutores de sono são usados de forma contínua de acordo com as queixas do paciente de forma individualizada. “Terapias alternativas como acupuntura, psicoterapia também são bem vindas e demonstram bons resultados”, relata. O médico afirma que o prognóstico da doença é muito bom quando o paciente tem uma boa adesão ao tratamento. Em relação à cura, ele explica que a palavra seria remissão. “O paciente fica sem sintomas, mas mantendo o tratamento, sendo ele medicamentoso ou não. Porém com a pandemia grande parte da população mudou o seu cotidiano. As pessoas deixaram a prática da atividade física, ficam sozinhas, não saem de casa, nível de estresse e ansiedade nas alturas. Meu conselho é que tomem as medidas de higiene adequadas, pratiquem atividade física, evitem aglomerações, usem plataformas digitais para reuniões”, recomenda. Hoppe faz questão de deixar claro que não existe fórmula milagrosa para o tratamento. “Fórmulas manipuladas com anti-inflamatórios, analgésicos e corticoides não devem ser usadas de forma contínua, e podem, inclusive, trazer malefícios à saúde”, alerta.


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EVIDÊNCIA

Samanta, Alice e Roberto

Maira, Clara e Flávio

Gustavo Henrique da Silva

Páscoa é tempo de paz e amor em família. É tempo de paz, amor e alegria, pois Jesus ressuscitou. Mas também é o momento perfeito para sentir e expressar gratidão. Fotos: Andreia Fotografias Rafa

Oliver

Malu Figueira Mendes

Mateus Belei Logullo

Júnior, Enrico e Érica

Lucas

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Edição 203  

Jornal Atual

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