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Editorial Prezados irmãos de fé e caros leitores, mais um ano se aproxima do fim e, naturalmente e consequentemente, um ano novo ano virá, portanto, é momento de agradecer imensamente ao plano espiritual pelo suporte e amparo durante a longa e árdua caminhada desenvolvida durante os últimos doze meses, bem como é tempo de refletir e repensar ações e de traçar metas e rogar por um novo ano cheio de luz, paz mundial, amor, saúde e êxitos a todos! Lembremos sempre que os nossos reais e sinceros agradecimentos, igualmente, feitos a todas as queridas e companheiras pessoas que estiveram ao nosso lado nos momentos de alegria, de dor, de comemorações, de angústias e de grandes conquistas, isto é, agradecimentos feitos as adoradas pessoas que foram símbolo de presença ultrapositiva e incondicional em nossas vidas, são a exteriorização da necessária GRATIDÃO que deve estar permanentemente presente em nossas jornadas material e espiritual. Pois, a gratidão é uma das salutares formas de com-

provação de que conduzimos nossas vidas pela Lei do Amor e da Caridade, e, portanto, não há como se pensar em uma vida pelas trilhas do bem sem que haja gratidão em nossos corações e atitudes. Destacamos que a Família Aldeia de Caboclos agradece de todo coração a todos os queridos familiares, leitores, amigos e apoiadores em geral por terem contribuído de maneira incomensurável para mais um ano de honradas conquistas, de ampliação do alcance deste atuante e sólido veículo de comunicação, de muitas realizações, de fortalecimento e valorização da nossa Amada Umbanda, e de incansável trabalho no combate à intolerância religiosa. O nosso muito obrigado a todos que colaboraram e participaram das Incríveis Festividades à Mamãe Iemanjá, organizadas pela Federação Umbandista do Grande ABC, no final de semana dos dias 05 e 06 de dezembro, no município de Mongaguá, e os nossos profundos agradecimentos a todos os filhos do Templo Amor e Caridade Caboclo Pena Verde pelo

empenho, amor e vibração durante os trabalhos da mencionada iluminada Festividade. Agradecemos a todos Guias Espirituais e Orixás pelo ano de 2015, e desde já, com muito trabalho e fé, rogamos por um 2016 repleto de Paz e Harmonia! Que Oxalá ilumine o caminho de todos nós! Salve a Umbanda, que é amor e caridade, Salve Zambi! Alexandros Barros Xenoktistakis

EXPEDIENTE istakis els B. Xenokt Diretor: Eng e: Daniel Coradini Art Direção de ktistakis gels B. Xeno amargo / En Redator: C o res: Adrian Colaborado ares e Ronaldo Lin noktistakis s Xe s ro d n ndros Barro Alexa rídica: Alexa .106 Ju a ri o ss e 2 ss A 18 m.br s – OAB/SP Xenoktistaki l@aldeiadecaboclos.co a contato: jorn

PREVISÃO BARALHO CIGANO Cartas: Lírios - Âncora - Coração

Amor - Fase muito complicada onde pequenos desgastes poderão acontecer, por isso cuidado com os excessos. Evite discussões desnecessárias, mágoas e ressentimentos. Procure cuidar de dores de paixões antigas vivendo o novo e o agora. Fidelidade, amizade são pontos importantes que devem sempre serem resgatados dentro dos relacionamentos. Se você está sozinho (a), não é momento de se envolver ou se comprometer agora e sim de conhecer pessoas e selecionar bem seus contatos e relacionamentos sem se mover pela carência. Profissional e Financeiro - Não é um período apropriado para investir em novos negócios ou parcerias. Procure economizar e se organizar. Terá alguns gastos em excesso ou perdas que poderão se tornar bem complicadas para se resolver ao longo do ano, por isso cautela! Fofocas e intrigas também poderão estar presentes no ambiente de trabalho. Se concentre e se organize para novas metas e desafios para o próximo ano. Saúde - Fragilidade em ossos e colunas. Cuidado com pequenos acidentes e quedas. Mantenha sua rotina de exercícios em dia, cuidado do corpo e mente. Espiritual - Desgastes energéticos poderão estar bem presentes nessa fase. Cuidado com pensamentos negativos e principalmente com as palavras ruins. Procure ver a positividade em tudo, mesmo que sinta o mundo desabar. Um bom banho de purificação e descarrego são essenciais para esse momento. Agende agora mesmo sua PREVISÃO 2016. TEMPLO DE UMBANDA ESTRELA DO ORIENTE CAROL AMORIM CONSULTA DE TARO E BARALHO CIGANO- ONLINE OU PRESENCIAL fones: 11 23694241 ou 999226794 ou whatsapp 947393263 Atendimento com hora marcada e totalmente personalizado. Rua Bengali, 29, Parque Novo Oratório - Santo André – SP


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Foto: Divulgação

Umbanda Legal Escrito por: Valéria Siqueira

VER X OLHAR Outro dia aconteceu um fato curioso. Vi a foto de uma orquídea, tirada bem de pertinho, no facebook, e fiquei impressionada com sua beleza. Dentro dela tinha um desenho que lembrava um pássaro, e imediatamente me lembrei da perfeição da natureza. Eu amo orquídeas, tenho várias, e alguns dias depois alguém me disse para observar minhas orquídeas, e qual não foi minha surpresa quando notei que entre elas havia uma exatamente igual à que eu tinha admirado...ela sempre esteve ali. Não posso dizer que me surpreendi com a sabedoria da voz interior que me orientou, pois isso é cada vez mais recorrente na minha vida, mas imediatamente me questionei sobre o porquê de não ter notado isso antes. Foi aí que entendi a diferença entre ver, olhar e observar. Aprendi que ver é um fator biológico: eu sempre vi minhas orquídeas, assim como vejo tudo à minha volta, naturalmente. Já olhar, é o ver prolongado, como quando paramos para ver algo, intencionalmente; eu sempre vi aquela orquídea, mas nunca havia olhado para ela, até aquele momento. E naquele momento, depois de olhar, eu a observei, pensei sobre ela, sobre o elemental que vive ali, sobre o fator que a gerou, sobre o Orixá que a sustenta, sobre o milagre que fez uma semente se transformar em tão bela flor, e sobre a imanência dessa força chamada Olorum, um Criador perfeito e admirável. Para nós é natural ver tudo o que nossos olhos alcançam. Se nos propusermos a olhar e, quem sabe, observar, estaremos avançando, mas, mesmo assim, estaremos ainda presos a ver, olhar e observar apenas o mundo material, físico, ou seja, aquilo que está “diante de nossos olhos”... Mas, e as coisas que estão diante dos nossos olhos, mas não podemos ver, porque estão dentro de nós

e não fora? Como explorar nosso mundo interno com os olhos da alma, se mal conseguimos ver com os olhos físicos? Encontramos tempo para tudo, mas e nossa alma? O que ela anseia? O que nosso “eu interior” realmente deseja? Quando teremos tempo pra olhar para eles? Alguns responderão: quando minha vida financeira estiver estabilizada, quando me formar na faculdade, quando meus filhos crescerem, etc., e fica sempre pra depois... O Brasinha sempre me diz: tia, nada disso é real...e hoje eu compreendo. Nos ligamos à matéria como se ela fosse o mundo real, quando na verdade é só uma experiência pela qual passamos quando saímos do nosso verdadeiro mundo. Agimos como seres carnais vivendo uma experiência espiritual, quando na realidade somos seres espirituais vivendo uma experiência carnal. Não temos tempo de olhar uma flor, mas passamos horas da frente de celulares, computadores, aparelhos de tv e outros. Está na moda malhar o corpo – muitas pessoas acordam de madrugada para fazer isso – enquanto a alma se atrofia cada vez mais. Estamos presos às grades que nós mesmos construímos e mantemos, enquanto reclamamos que não podemos sair, porque simplesmente tomamos por realidade o que é ilusão. Jesus Cristo nos disse que somos Deuses, mas não conseguimos sequer entender nossa verdadeira natureza. Nós apenas nos vemos, vez ou outra nos olhamos, raramente nos observamos... Não compreendemos que somos co-criadores, não acreditamos nisso. Mas somos, e quando apenas um de nós alcança esse entendimento, possibilita que outros também alcancem.

Se essas palavras fazem sentido pra você, não tenha medo de fazer diferente. Passe a olhar e observar as coisas à sua volta, e depois seu eu interior. Tire alguns minutos, feche os olhos, respire fundo, fique em silêncio. O silêncio muitas vezes diz mais que mil palavras. Seus mentores têm muito a dizer, mas vocês não conseguem ouvir porque estão ligados aos apelos do mundo. Sua alma espera pacientemente que você acorde, saia do automático. Sua alma deseja que você a olhe, a observe, a compreenda. Se você é umbandista, quando passar da porta do terreiro para dentro, saiba que está passando pra outro mundo; um mundo divino, mágico, vivo, cheio de mistérios e maravilhas, que você simplesmente não vê, olha e tampouco observa porque está preocupado com a roupa do guia, a capa do exu, com cargos, com quem bateu cabeça primeiro, com os problemas que era pra ter deixado lá fora e você trouxe pra dentro do terreiro, enfim, vitória da ilusão, mais uma vez. Mais uma oportunidade perdida, mais um degrau que você não subiu, mais um aprendizado que você não teve, mais uma mensagem que você não ouviu, mais uma oportunidade que você desperdiçou... Graças à misericórdia divina, temos a eternidade pela frente, mas enquanto não fizermos nossa lição de casa, continuaremos na ilusão de viver, enquanto estamos apenas sobrevivendo...Axé! Por Mãe Valéria Siqueira

Terreiro de Umbanda Pai Oxóssi, Caboclo 7 Flechas e Mestre Zé Pilintra

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Artigo Escrito por Diamantino Fernandes Trindade

O CAPITÃO PESSOA Uma das pessoas que teve grande atividade na Umbanda foi José Álvares Pessoa, fundador da Tenda Espírita São Jerônimo. Quando já estavam funcionando quatro tendas, o Caboclo das Sete Encruzilhadas demorava-se na definição do fundador da Tenda São Jerônimo. Dizia o Caboclo que o dirigente adequado ainda não havia aparecido. Em uma noite de quinta-feira, durante uma reunião doutrinária, José Álvares Pessoa, espírita e grande estudioso de todas as correntes espiritualistas, não dando muito crédito aos relatos que ouvira sobre os magníficos trabalhos espirituais realizados na Tenda Nossa Senhora da Piedade, resolveu verificar pessoalmente o que ali ocorria. Logo que chegou à porta da sala onde se reuniam os médiuns do Caboclo das Sete Encruzilhadas, esse interrompeu a palestra dizendo: Já podemos fundar a Tenda São Jerônimo. O seu dirigente acaba de chegar. O Capitão Pessoa, como era chamado, foi tomado de surpresa, pois era desconhecido naquele ambiente. Não havia anunciado a sua visita, apenas viera para comprovar os fatos que lhe haviam narrado. Após um breve diálogo, o Caboclo demonstrou conhecer a fundo o Capitão Pessoa que foi convencido a assumir a responsabilidade da fundação e direção da Tenda São Jerônimo. O Capitão Pessoa, até então, desconhecia o que era Umbanda. O Caboclo das Sete Encruzilhadas determinou ao Capitão Pessoa a fundação da Tenda de São Jerônimo, bem como a tarefa de organizar a Umbanda, pois até então os templos umbandistas funcionavam como centros espíritas. Além de amigo de Zélio de Moraes, compartilhava também da amizade de W.W. da Matta e Silva. A Editora Obelisco publicou, em 1968, o primeiro volume da Antologia do Movimento Espiritualista Brasileiro, intitulado Umbanda, Religião do Brasil, com matérias, publicadas no periódico O Semanário, de José Álvares Pessoa, Nelson Mesquita Cavalcanti, Carlos Azevedo e Madre Yarandasã. Vamos abordar a preciosa matéria Umbanda, Religião do Brasil, do Capitão José Álvares Pessoa. Fazendo uma leitura das práticas religiosas transportadas para o Brasil pelos negros escravos africanos, o autor refere-se ao rito que, segundo ele, era denominado Umbanda. Procurando identificar-se com a sua nova Pátria, o negro começou a estabelecer os seus velhos hábitos e, de noite, no silêncio dos terreiros das fazendas, enquanto seus algozes dormiam, reuniam-se todos para invocar os seus deuses ingratos, que os tinham aban-

donado à perversidade do branco. E subiam plangentes pela noite afora, os cânticos dos negros implorando força e auxilio para levarem avante a humilhante tarefa que lhes tinha sido imposta. XANGÔ, DELOKÊ... XANGÔ, DELEÔ... É possível que, ausentes do seu meio natural, esses humildes colaboradores da civilização brasileira tivessem deturpado o estranho e bárbaro rito a que chamavam “Umbanda” e ao qual pertencia a maior parte. Entretanto, a semente tinha sido bem plantada e a árvore ainda pequena, começava a dar os seus frutos, pois a estranha religião, ao invés de ser absorvida pela religião dos brancos, absorvia ela própria o que essa tinha de mais lindo, nas suas tradições, identificando os seus deuses com os santos do Cristianismo, fazendo da figura do Cristo o maior entre os seus maiores, com a designação de Oxalá, identificando a Virgem Maria com Oxum e Yemanjá, e dando honras de reis aos três grandes vultos da Igreja Católica – São Jerônimo, São Jorge e São Sebastião, a quem passaram a chamar

Xangô, Ogum e Oxóssi. Amalgamada, pois, com a religião católica, e ainda absorvendo as práticas bárbaras e as tradições dos nossos índios, também foi se propagando por todo o país. O Capitão Pessoa aponta, em seguida, para a Umbanda como uma religião genuinamente brasileira. Há uns sessenta anos mais ou menos, aproveitando a enorme aceitação dos fenômenos espíritas por parte dos brasileiros, entidades que presidem o destino espiritual da raça resolveram levar avante a árdua tarefa de lhes dar uma religião que fosse genuinamente brasileira. Porque, filho de três raças – a branca, a negra e a índia – não era justo que coubesse ao brasileiro, como imposição, uma religião 100% importada, fosse ela qual fosse, e que não reunisse os anseios das três raças a que pertence. A religião que lhes estava destinada deveria ser uma religião eclética, cujas características principais fossem a caridade, a humildade e a perfeita tolerância para com a imensa ignorância dos homens e onde se achassem reunidas a experiência do branco, a tradição


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Ano 6 número 50 do índio e a magia do negro. Acerca das perseguições e da magia, escreveu: A principio pequenina, porque tudo lhe era hostil, sofrendo as mais tremendas perseguições, Umbanda, nome escolhido para a religião do Brasil, cujas reivindicações no panorama espiritualista nacional tem-se processado muito lentamente, cresceu, expandiu-se e hoje se propaga pelo pais inteiro. Perseguida, humilhada, espezinhada pelos poderosos e pelos cretinos que se julgam autorizados e competentes para criticar o que não conhecem, Umbanda vem resistindo garbosa a todos os embates, saindo ilesa de todas as perseguições, crescendo desmesuradamente dia a dia, procurada por multidões desassombradas que batem à porta de suas tendas, invencível, porque ninguém tem poder suficiente para fazer fracassar uma obra determinada por Deus. As almas dissolventes, quando muito, conseguirão atrair ao seu redor um pequeno número de descontentes, que acabarão por se destruir entre si. A Umbanda tem sido escarnecida, apedrejada, humilhada, não lhe tendo sido permitido até hoje o direito de nivelar-se às outras religiões que se julgam exclusivas do amor de Jesus (Após a diminuição significativa da perseguição desferida pela Igreja Católica, a Umbanda recebe, desde a década de 1980, a perseguição das igrejas evangélicas). A magia, esta força indômita e misteriosa que movimenta o mundo e domina a natureza, é a própria alma de Umbanda milenar, eterna. Por isto mesmo, Umbanda terá de sobreviver, porque não há maior força do que a sua. Umbanda é a avalanche que despenha das alturas e que esmagará os que tentarem se opor à sua trajetória. A sua missão é de caridade, a mais transcendente; destrói os trabalhos do mal, lutando e vencendo os seus magos poderosos, considerados invencíveis desde o principio o mundo. A magia é quem move o mundo. É a grande força invencível que pode ser manejada para o bem ou para o mal. É uma força viva, como a eletricidade ou a energia atômica, da qual só duvidam os que não querem ter o trabalho de raciocinar um pouco. A Umbanda que é, como magia, o instrumento por excelência de que o Rei do Mundo se serve para resolver os problemas dos seus devotos, não se acolhe em templos sublimes cobertos de ouro e pedrarias para a

realização dos seus ritos simples, e algumas vezes altamente complexos, com que promove o bem estar e a felicidade dos que a buscam. O “terreiro” significa “espaço de terra”, “largo ao ar livre” e ainda mais simplesmente “terra”. A magia que é tão velha como o mundo, ou mais velha, tem tido seus períodos de fastígio e decadência, tem imperado sobranceira e vivido ocultamente, sob mil disfarces, em terríveis épocas de perseguição. Mas nunca deixou de ser exercida, fosse qual fosse a sorte reservada aos seus adeptos, ora chamados de alquimistas, ora de bruxos, feiticeiros, magos negros etc. Umbanda é magia, e magia é a mola que move este mundo. A nossa religião, a Lei de Umbanda, outra não é senão a religião que se perde na noite dos tempos dos gloriosos antepassados da humanidade. O que a Umbanda faz é reviver para uma multidão aquilo que sempre se praticou no mistério dos santuários e para pequeno número de privilegiados. Umbanda não desafia ninguém, mas não esmorecerá na luta que se iniciou através da Igreja Católica, que se sente abalada até os seus fundamentos pela sua implantação no Brasil e pela sua fulminante propagação nesses últimos anos. O Capitão Pessoa cita também o caráter milenar da religião umbandista: Umbanda é grande, apesar da humildade com que se manifesta; o seu ritual, a sua liturgia encontram-se a cada passo no Velho e no Novo Testamento, nos templos do Egito e da velha Índia, e da própria Igreja Católica; por mais remota que seja uma religião, nela, sem esforço, encontramos os vestígios de Umbanda. É um engano pensar-se que Umbanda é uma invencionice dos pobres pretos africanos, arrastados como escravos, pela infâmia dos negreiros, para as terras brasileiras. Umbanda é milenar; Umbanda não tem idade. É verdade que o movimento de implantação de Umbanda pura tem pouco menos de meio século; o que se compreenderá quando se dispensar alguns minutos para um raciocínio simples. O Brasil, que tem pouco menos de cinco séculos, tem sido desde a sua descoberta um campo de fácil conquista dos padres católicos, que aqui aportaram com as primeiras caravelas. Profundamente inteligentes, tiveram esses senhores

a visão do que seria no futuro a Terra de Santa Cruz. E aqui se implantaram e impuseram a sua vontade. É de notar-se que naquela época os nossos colonizadores seguiam a religião dos seus antepassados, a católica, não havia concorrência, portanto tinham os padres de Roma 100% de probabilidade para se imporem e dominarem. Mas o tempo corre; as coisas mudam; o homem, que é sempre irrequieto, procura ver novos horizontes e busca sempre a novidade. Com a vinda dos pobres cativos, não imaginavam os seus algozes que também viria a semente da religião que no futuro faria concorrência à que trouxeram da terra mãe. A Umbanda trazida pelos pretos era tão velha ou ainda mais velha do que o continente de onde vinha. Raça das mais antigas, a negra era por excelência detentora dos segredos invioláveis que não transpunham os umbrais dos seus templos. Por isso, deturpada pelos seus portadores e sem ambiente para propagar-se rapidamente, demorou a Umbanda até agora a aparecer com a sua característica verdadeira, livre dos erros que no seu rito estavam arraigados, como o ouro que, somente depois de bateado se desprende da ganga a que se acha misturado. Umbanda é hoje esta magnífica realização que estamos vendo; palpita como um corpo vivo, cujos órgãos são todos perfeitos. É uma máquina cujas peças ajustadas funcionam sem o menor embaraço. Apresentamos uma citação, de 1942, do Capitão Pessoa sobre o Caboclo das Sete Encruzilhadas. Habituados a ouvir dizer: “o Caboclo das Sete Encruzilhadas baixa em tal ou qual terreiro”, os adeptos da Umbanda imaginam que ele é “mais um” entre os inúmeros que vem para a sua missão de caridade. Já é tempo de corrigir-se o erro; ele não é “um entre muitos”, em Umbanda ele é o “primeiro entre todos”, porque foi comissionado para purificar os seus trabalhos; não há entidade que lhe não preste a sua homenagem, e todos, sem vaidade, sentem-se felizes em auxiliá-lo na sua obra de comissionado, pela qual ele já vem lutando há mais de 40 anos. Encerramos com a seguinte frase do autor: Umbanda é a própria alma do mundo trabalhando em prol da regeneração dos homens!


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Artigo Escrito por: Valéria Siqueira

Pai Oxalá – O Senhor Da Fé Nós, seres humanos, basicamente existimos pela nossa capacidade de crer.

Honramos o “Pai do Branco” no dia a dia? Somos brancos por dentro?

Não só a fé, mas o ato de acreditar, em si, nos impele o tempo todo. Mesmo aquele que se define ateu, crê em muitas coisas.

Pai Oxalá quer que cada um de nós acredite, acredite, acredite sempre! Acredite na força da oração, na força do perdão, na força que está disponível a quem pedir e na luz da qual viemos.

Nós precisamos acreditar em algo para sair todos os dias para trabalhar, para ter objetivos na vida, para ter a perspectiva de um amanhã...todos nós precisamos. Na Umbanda, Pai Oxalá ocupa o Trono Masculino da Fé, de onde emana o tempo todo e todo o tempo o sentido da fé ao nosso planeta. Mas o que ele quer de nós? Basta crer? Basta se ajoelhar na frente do congá e bater cabeça? Será que entendemos tudo o que Pai Oxalá representa para nós, umbandistas? Ao invés de ficarmos discutindo se Oxalá é Jesus ou se é melhor do que Jesus porque orixá não encarna, etc., quem realmente se importa em compreender o que eles têm em comum e que mensagem querem passar para a humanidade? Penso que ambos são fé, luz, amor, tolerância, fraternidade, comunhão, e querem de nós mais do que fé... querem uma fé realizadora, que torne as coisas possíveis. Uma fé com obras, não uma fé morta, condicionada a rezar ave-marias e pais-nossos, pagar dízimos e fazer oferendas...Jesus, muito mais do que conselhos, nos deixou exemplos! Isso serve pra nós, irmãos “de fé”, como reflexão: de que tipo de fé somos irmãos? Representamos Pai Oxalá quando acaba a gira? Vestimos branco por fora, mas e por dentro? Qual a cor da nossa fé? Lembramos de Oxalá na hora da raiva? Na hora da fofoca? Ou apenas quando estão olhando?

Quer que a fé não seja cega, mas raciocinada, realizadora, concreta, esclarecedora. Quer que ela nos leve a compreender as leis que regem o universo e as nossas vidas, que nos leve de volta à luz. Quer que saiamos da ilusão da separação e que tenhamos entendimento de quem realmente somos, porque estamos aqui e onde podemos chegar. Nos tempos em que vivemos agora, é necessário que a ilusão da individualidade se dissipe e que a humanidade compreenda que nada mudará enquanto nossas próprias consciências não mudarem. E por favor não me venham com esse tal de “espírito natalino” que se lembra de quem precisa só uma vez por ano ok? Isso é patético... Se você professa uma fé, realize em nome dela; caso contrário, de que vale a sua fé? Vejo tantas pessoas se lembrarem de dobrar os joelhos mas esquecerem de dobrar a língua...fazem pouco da fé alheia, como se houvesse apenas um caminho pra Deus. Atacam os outros, julgam e condenam sem direito à defesa, será que isso é ser uma pessoa de fé? E falo também das religiões “espiritualistas” ok? Aqui dentro também ocorre a guerra de egos, uns se achando donos dos orixás, outros se achando donos da luz...lamentável.

Sem falar das atrocidades que foram e ain-

da são cometidas em nome da fé...isso representa as divindades? Apontar os outros na rua, rotular de macumbeiro, quebrar santos em igrejas, isso é fé? Não me parece...parece mais um fanatismo insano de quem jamais conheceu a luz da sabedoria. Que o Trono da Fé e todos os seus representantes na Terra e fora dela, possam nos ensinar a crer em Deus, mas também em nós mesmos. Crer que todos somos luz, uma luz que se enfraquece quando nos ligamos à sentimentos pequenos, mesquinhos e egoístas... Mas uma luz que cresce dentro daquele que alcança a compreensão de que somos um, de que tudo o que alguém faz, pensa e vibra atinge alguém a nível universal. Que traga a cada um de vocês a compreensão de que a luz é disponível a todos, sem distinção, e só não vive nela quem ainda não compreendeu. Que mostre a todos aqueles que tiverem a coragem de sair do lugar comum as verdades do espírito quem realmente somos nós, seres divinos, seres de luz, e que essa compreensão nos leve a níveis cada vez mais altos de consciência. Jesus falava às massas através de parábolas, mas apenas os escolhidos entendiam seu real sentido. Abram suas mentes e seus corações para o conhecimento que liberta. Fé não é para ser discutida, é para ser vivida, Axé! Por Mãe Valéria Siqueira

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Ervas na Aldeia Escrito por: Adriano Camargo

Comparativo de Formas de Uso das Ervas Dentro das Várias Religiões de Matriz Africana Salve sagrado leitor. Bênçãos de Mamãe Natureza em nossas vidas. É com muito respeito que traço aqui um comparativo de formas de uso das ervas dentro das várias religiões de matriz africana. Como praticante da religião de Umbanda, vivencio a influencia dos cultos de nação em nossa religião, e, não obstante, deparamo-nos com tentativas de interpretar e reinterpretar mitos, lendas e adstringi-las dentro de um contexto religiosos diferente do original. Falo diferente porque Umbanda, mesmo com toda essa influência, não é Candomblé. Tem características próprias e conceitos próprios para o uso das ervas. Seria necessária uma versatilidade na língua ioruba, isso porque não é uma língua escrita e sim verbal, e tonal até, ou seja, é necessário certa destreza para “cantar” seus fonemas, para corretamente descrever todos os cantos das ervas e de seu Orixá sustentador, Ossain. Na Umbanda, há um conjunto de regras muito menos exigente para essa prática. Uma maleabilidade que permite que não somente os iniciados sejam aptos a manipular a erva. E tudo isso, essa diferença, é maravilhosa! Isso mesmo, nos unimos pela diferença e aprendemos muito com isso. Na Umbanda, não se cultua diretamente o Orixá Ossain. No máximo, é dedicado um assentamento, simples e objetivo, ou um canto de reverência na abertura dos trabalhos, e assim mesmo, as casas de Umbanda

cujo dirigente tem ascendência do culto de nação. Os dirigentes mais jovens sequer fazem essa reverência. Já nos Candomblés, a máxima “Kosi Ewe, Kosi Orixá” é imperativa. Sem Folha não há Orixá. O respeito é fundamental. Conhecer os preceitos e fundamentos do Orixá, é prática de sobrevivência, e diria resistência cultural. Assim como a língua requer destreza, a prática vegetal requer o conhecimento da língua, sua aplicação e certo conhecimento botânico sobre o elemento, sem o qual não se consegue a ativação da magia. Só se ativa um elemento ao conhecer seu nome e sua aplicação. Resumidamente e bem a grosso modo, é o que podemos dizer como aforismo sobre o uso das folhas nas casas de santo. Na Umbanda, não há culto direto a Ossayn. Há culto direto a Oxóssi, o caçador que reúne em seu contexto mitológico, as características do “green man”, ou o homem da medicina da mata. A grande corrente dos caboclos e dos juremeiros, é a influência viva de Ossayn no culto umbandista. A presença do caboclo reúne em si as características do índio, que enquanto caçador (Oxóssi) é hábil, forte e vigoroso, representa a maturidade, a meia idade, reúne a força da sobrevivência e o poder do guerreiro. Ao mesmo tempo, reúne a sabedoria das folhas, (Ossayn), das matas, remédios e receitas naturais, banhos, fumaçadas e defumações, garrafadas e chás que compõem seu conjunto de trabalho nessa farmácia natural. Já nas casas de santo, o dia de trabalho do babalos-

sanyn começa antes do sol nascer. É ele o responsável pela colheita, preparo e manutenção dos aparatos vegetais. Sem folha não há Orixá, e sem seu manipulador natural não há o culto. O cuidado e conhecimento com as ervas é fator importantíssimo. Há uma regra que diz que ninguém pode controlar aquilo que não conhece, por isso essa importância. Por isso deve-se conhecer o nome correto de cada erva, e o verbo atuante que irá desencadear seu processo de magia, ou seja, o processo transformador. Ninguém usa magia para ficar como está. Magia é força transformadora, e usamos dessa força quando queremos mudar o estado de alguma coisa. Pensando por esse ângulo, uma iniciação é um processo de magia, pois transformará para sempre a vida do iniciado. E as ervas estão presentes em todos os processos de magia dentro dos cultos de matriz africana. Seja na Umbanda, seja no Candomblé, a presença viva das ervas é uma realidade. Seja em nome de Ossayn, ou, na Umbanda e Catimbó, em nome da Jurema, a erva desempenha seu papel sustentador das magias. Vejamos algumas lendas africanas de Ossain, para que assim, nós possamos pelo menos tentar compreender a magnitude desse maravilhoso Pai: Lenda 1 - Ossain recusa-se a cortar as ervas miraculosas. Ossain era o nome de um escravo que foi vendido a Orunmila. Um dia ele foi à floresta a lá conheceu Aroni, que sabia tudo sobre as plantas. Aroni, o gnomo de uma perna só, ficou amigo de Ossain e ensinou-lhe todo o segredo das ervas. Um dia, Orunmilá, desejo-


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Ano 6 número 50 so de fazer uma grande plantação, ordenou a Ossain que roçasse o mato de suas terras. Diante de uma planta que curava dores, Ossain exclamava: "Esta não pode ser cortada, é a erva as dores". Diante de uma planta que curava hemorragias, dizia: "Esta estanca o sangue, não deve ser cortada". Em frente de uma planta que curava a febre, dizia: "Esta também não, porque refresca o corpo". E assim por diante. Orunmilá, que era um babalawo muito procurado por doentes, interessou-se então pelo poder curativo das plantas e ordenou que Ossain ficasse junto dele nos momentos de consulta, que o ajudasse a curar os enfermos com o uso das ervas miraculosas. E assim Ossain ajudava Orunmilá a receitar a acabou sendo conhecido como o grande médico que é. Lenda 2 - Ossain dá uma folha para cada Orixá. Ossain, filho de Nanã e irmão de Oxumarê, Euá e Obaluayê, era o senhor das folhas, da ciência e das ervas, o orixá que conhece o segredo da cura e o mistério da vida. Todos os orixás recorriam a Ossain para curar qualquer moléstia, qualquer mal do corpo. Todos dependiam de Ossain na luta contra a doença. Todos iam à casa de Ossain oferecer seus sacrifícios. Em troca Ossain lhes dava preparados mágicos: banhos, chás, infusões, pomadas, abô, beberagens, etc. Curava as dores, as feridas, os sangramentos; as disenterias, os inchaços e fraturas; curava as pestes, febres, órgãos corrompidos; limpava a pele purulenta e o sangue pisado; livrava o corpo de todos os males.

Um dia Xangô, que era o deus da justiça, julgou que todos os Orixás deveriam compartilhar o poder de Ossain, conhecendo o segredo das ervas e o dom da cura. Xangô sentenciou que Ossain dividisse suas folhas com os outros Orixás. Mas Ossain negou-se a dividir suas folhas com os outros Orixás. Xangô então ordenou que Iansã soltasse o vento e trouxesse ao seu palácio todas as folhas das matas de Ossain para que fossem distribuídas aos Orixás. Iansã fez o que Xangô determinara. Gerou um furacão que derrubou as folhas das plantas e as arrastou pelo ar em direção ao palácio de Xangô. Ossain percebeu o que estava acontecendo e gritou: "Euê Uassá!". "As folhas funcionam!" Ossain ordenou às folhas que voltassem às suas matas e as folhas obedeceram às ordens de Ossain. Quase todas as folhas retornaram para Ossain. As que já estavam em poder de Xangô perderam o Axé, perderam o poder da cura. O Orixá Rei, que era um orixá justo, admitiu a vitória de Ossain. Entendeu que o poder das folhas devia ser exclusivo de Ossain e que assim devia permanecer através dos séculos. Ossain, contudo, deu uma folha para cada Orixá, deu uma euê (ewé) para cada um deles. Cada folha com seus axés e seus efós, que são as cantigas de encantamento, sem as quais as folhas não funcionam. Ossain distribuiu as folhas aos orixás para que eles não mais o invejassem. Eles também podiam realizar proezas com as ervas, mas os

segredos mais profundos ele guardou para si. Ossain não conta seus segredos para ninguém, Ossain nem mesmo fala. Fala por ele seu criado Aroni. Os Orixás ficaram gratos a Ossain e sempre o reverenciam quando usam as folhas. (Do Livro Mitologia dos Orixás de Reginaldo Prandi) [ Lenda 71 do Livro Mitologia dos Orixás de Reginaldo Prandi] Moral da história: Na lenda 1, entendemos e aprendemos que por mais poderoso que seja o babalawo, é vital que tenha junto consigo a força das ervas. E na lenda 2, entendemos que na Divina Criação, todas as forças se completam, ou seja, é vital que cada Orixá tenha seu axé no reino vegetal também. Aqui temos um comparativo bem superficial desse universo maravilhoso que é o reino vegetal. Há muito para aprender e as folhas são verdadeiras enciclopédias, dispostas a ensinar quem, com coração aberto, muito Amor e Bom Senso, souber se dirigir a elas e clamar por cura (de nossos conceitos), conhecimento (de como fazer) e sabedoria (de como usar o conhecimento). Sucesso e muita saúde a todos. Bênçãos das folhas em nossas vidas! Salve Ossain, Salve Oxóssi, Salve Mãe Terra, Salve Mãe Natureza, e Salve as Forças de Jurema!


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Artigo Escrito por: Valéria Siqueira

IEMANJÁ – A GRANDE MÃE Fiquei pensando no que dizer sobre Mãe Iemanjá, e a verdade é que me faltam palavras, diante de tanta grandeza... Um Orixá que fascina até mesmo quem não é umbandista, afinal, apesar do ano inteiro sermos “macumbeiros”, uma multidão quer pular as 7 ondas e jogar flores no mar no dia primeiro de janeiro... Tudo bem que a maioria sem fé, sem fundamento, mecanicamente, mas a atração que ela exerce sobre todos é inegável.

Já pararam para pensar que o homem já pisou na lua, e não consegue ir nas profundezas do mar? E nem vai conseguir, pois lá são guardados segredos que jamais serão revelados... Nos domínios de Mãe Iemanjá estão ocultas as histórias de grandes civilizações, algumas até mesmo mais desenvolvidas que nós, mistérios que se perdem na noite dos tempos.

mesmo o amor deve ser dosado e bem direcionado. Que inspire aos umbandistas serem bons filhos e honrar essa grande mãe que também é nossa amada Umbanda. Que dê às sacerdotisas de Umbanda, mães-de-santo, força pra continuar apesar das dificuldades, dos obstáculos, apesar dos pesares.

Vejo muitos dizerem que ela é mãe de todos, mas sem entender o porquê...Iemanjá é a mãe da geração, da criatividade. Iemanjá é vida.

E também existe um mundo espiritual em plena atividade, assim como há em todos os pontos de força da natureza.

Que se empenhe pra que bons filhos de umbanda encontrem boas mães pra cuidar de seus caminhos espirituais, que cada vez mais pessoas sérias se agreguem aos nossos terreiros, e que unidos possamos levar adiante nosso objetivo de levar fé, amor e paz aos habitantes da terra.

Diz uma lenda que, antigamente, usaram o mar como depósito de lixo...e por isso ela criou as ondas, para proteger seus domínios...e aproveitando o assunto, gostaria de chamar a atenção dos umbandistas sobre o estado em que ficam nossas praias depois de certas datas...

Ela representa a mãe que a todos abraça, que a todos alimenta, enfim, a mãe que exerce o dom da maternidade em todas as suas formas.

Agradeço por todos os momentos em que olhando o mar, tive a sensação de estar diante da minha verdadeira casa.

Sendo a Terra conhecido como “planeta água”, e tendo em vista a importância desse elemento pra toda a vida na terra, inclusive nossa própria constituição física, já temos incontáveis motivos para louvar essa força divina chamada Iemanjá.

Agradeço pelo movimento contínuo das marés que mantém o ciclo da pesca e da navegação em suas águas.

Não é possível que, vivenciando a maior tragédia ambiental que já houve no Brasil, as pessoas achem certo emporcalhar as areias das praias com lixo de toda espécie. Faz parte da evolução da própria religião Umbanda a consciência ecológica dos umbandistas. Sujar o ponto de força de uma divindade é mais do que falta de respeito – é falta de educação. Se temos a natureza como um grande santuário onde o Divino de manifesta, vamos conservar, cuidar e honrar. Acho que é o mínimo que devemos em gratidão ao Orixás. Voltando ao assunto, todo mundo tem medo do cemitério, mas não entende quando ouve as entidades chamam o mar de “calunga grande”; sim, o mar é um grande cemitério.

No fundo do mar existe um mundo à parte, onde o tempo parece ter parado e onde a vida é exuberante.

De suas águas saem irradiações e energias que purificam nosso planeta e possuem outras funções imprescindíveis à manutenção da vida. E é pra lá que se encaminham muitos espíritos após o desencarne, para serem curados. Sendo ela a Mãe da vida, nada é gerado sem o seu Axé, ela está na geração dos seres, das criaturas e das espécies. E por ser amparadora da maternidade de uma maneira geral, peço a ela que cuide e console todas as mães da terra. Que as mães saibam orientar seus filhos nos caminhos do amor e do bem, tendo a consciência que até

Agradeço pela exuberância da vida e pela fartura de alimentos que o mar nos fornece. Agradeço pela brisa gostosa que acaricia meu rosto quando estou diante do mar, tão revolto, tão majestoso, e ao mesmo tempo tão suave, e que me faz ter a certeza da tua presença divina que nunca deixará de amparar nenhum filho deste planeta. Agradeço por me permitir estar novamente viajando neste barco chamado vida...Axé! Por Mãe Valéria Siqueira

Terreiro de Umbanda Pai Oxóssi, Caboclo 7 Flechas e Mestre Zé Pilintra

Críticas e sugestões: t.u.paioxossi@hotmail.com


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Falando de Umbanda

Dia 13 de novembro de 2015 Sessão Solene Vereador Quito Formiga

Escrito por: Pai Ronaldo Linares

Um mês de celebrações na Umbanda Um mês de comemorações, cerimônias solenes e encontros religiosos reuniram umbandistas de várias Cidades, Estados brasileiros e representantes de Portugal (em e-mails e mensagens de apoio) para: ‡ Celebração do aniversário de 107 anos da Umbanda; ‡ Abertura da 6ª Semana da Umbanda com a Promulgação da Carta Magna da Umbanda; ‡ Engira coletiva de caboclos no Santuário Nacional da Umbanda; ‡ O encerramento da Semana da Umbanda homenageando e presenteando as queridas mães de Terreiro e ‡ A Missa Afro na Casa de Pai Benedito de Aruanda em respeito ao dia Nacional da Consciência Negra. O que dizer de tantos eventos tão importantes, solenes e respeitosos, mas rico em apreço, pleno em bons sentimentos e repleto de amor à religião e aos que dela fazem parte. Em cada dia destes que nos reunimos só um sentimento sobressaiu: a deferência à pluraridade, a aceitação das diferenças e o acolhimento aos desiguais, numa humilde demonstração de que o que realmente importa é a religião e o amor ao irmão, como nos foi ensinado. Dia 13 de novembro de 2015 No Plenário da Câmara Municipal de São Paulo – abrindo a 6ª Semana da Umbanda (organizada pela Aldeia de Caboclos) Pai Ronaldo fez uma breve apresentação do histórico da Carta Magna da Umbanda, lembrando como foi seu início e como chegou até suas mãos. Em seguida leu-a para que todos tomassem conhecimento do teor e ressaltou, assim como diz em seu próprio texto, que estaria aberta a quem mais quisesse subscrevê-la. Em poucos minutos formou-se uma enorme fila em torno do livro de atas onde a Carta está redigida e todos os presentes fizeram questão de deixarem suas assinaturas, bem como o nome das entidades que representavam.


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No domingo (15 de novembro) o encontro foi no Santuário Nacional da Umbanda. Pai Engels de Xangô foi o mestre de cerimônias que reuniu centenas de irmãos para uma engira coletiva de Caboclos, iniciada pelo Caboclo Tupinambá – incorporado na babá Dirce Paludetti Fogo. Raras vezes o Santuário recebeu tamanha exuberância do branco da paz, da harmonia e da pureza de espírito.

No dia 17 de novembro, novamente na Câmara Municipal de São Paulo, as Queridas Mães de Terreiros foram homenageadas no Salão Nobre e receberam uma singela homenagem em reconhecimento pelos trabalhos prestados à religião.


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De Campinas para a Casa de Pai Benedito de Aruanda, a missa afro, organizada pelo nosso querido irmão em Oxalá efiliado da FUG “ABC” Pai Clodoaldo Angelo da Tenda de Umbanda Mãe Maria Virgem da Conceição, foi um dos momentos mais sublimes que a CPB viveu até hoje, numa demonstração inequívoca de que para a fé não existe barreiras, não existe intolerância e não há espaço para discussões que apoiam desunião e desamor. O celebrante Padre Paulo Roberto Rodrigues, um sacerdote de peito aberto à pluralidade, ao bem e à diversidade, escolheu as palavras corretas em sua homília, chamando a todos para o diálogo construtivo. Devemos lembrar que nosso Templo é um lugar para oração, acolhimento e caridade. Jamais devemos utilizá-lo para a discórdia, para a desunião e para o desamor. Nunca nos esqueçamos de que as palavras que acalmam são as mesmas que ferem. Não sejamos vítimas de nós mesmos. O arrependimento de não ter dito algo que gostaríamos, jamais será maior do que o de termos dito algo que não deveríamos, pois, as palavras voam ao vento e ao sair de nossos lábios não seremos mais detentores de seus efeitos, apenas responsáveis.

Pai Ronaldo Linares www.santuariodaumbanda.com.br federacaoabc@terra.com.br facebook.com/santuariodaumbanda.fugabc


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Eventos Noite de autógrafos do Ogã Severino Sena e do Sacerdote Umbandista Alexandre Cumino! Em 09/11/2015, na Livraria Saraiva Megastore - Pátio Paulista, ocorreu com grande sucesso a Noite de autógrafos do Ogã Severino Sena e do Sacerdote Umbandista Alexandre Cumino!

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Eventos

Comemoração dos 30 anos de mediunidade Pai Walter Sanches Iniciado dentro do berço católico desde muito cedo e ajudando aos necessitados através da conferência mirim de Vicentinos onde o até então conhecido como Walter Sanches deu seus primeiros passos dentro de uma religião. Sem um motivo aparente aos 07 anos de idade acabou ficando enfermo e sendo levado a um centro Kardecista conhecido como CENTRO ESPÍRITA JOÃO BATISTA, onde além de obter sua cura conheceu a doutrina espírita e aos 09 anos já fazia parte de correntes mediúnicas. Ao passar dos anos conheceu um benzedeira de nome AVELINA D´OXUM dirigente do TERREIRO DE UMBANDA MAMÃE OXUM E CABOCLO PENA BRANCA, sendo assim apresentado a doutrina umbandista, curioso como qualquer jovem de 15 anos foi assistir uma de suas giras ao qual se faria presente a linha de marinheiros. Uma inquietação e sensações até o momento desconhecidos por aquele garoto o assustaram, pois pouco conhecia daquela religião e no decorrer daquela gira de marinheiros o menino curioso e assustado se viu tomado por uma força espiritual de nome ZÉ JOÃO, espírito pertencente a linha da marinha. Devido ao fato ocorrido Walter então se iniciou dentro da Umbanda trazendo então outros orixás de grande luz como: CABOCLO SETE LUA, BAIANO PAI SEVERINO, EXU CAPA PRETA, PRETO VELHO PAI JOÃO DE ÂNGOLA, ERÊ DINHO, PAI OGUM dono de seu ORI e tantas outras luzes vieram a completar sua mediunidade, anos assim se passaram até que Oxalá decidiu que a missão de AVELINA D´OXUM se dera cumprida no plano terreno. Walter então seguiu seu caminho espiritual, e por linha do destino sua prima a qual o acompanhou em sua primeira visita na casa daquela benzedeira, abriu seu terreiro se tornando MÃE BEATRIZ DE IANSÃ, dirigente espiritual do TERREIRO DE UMBANDA DONA

IANSÃ E CABOCLO GIRAMUNDO onde Walter foi graduado como Pai Pequeno da casa. Até que no ano 1994 Walter por obra de sua destinação fundou sua própria casa e tornou-se PAI WALTER D´OGUM, dirigente espiritual do TERREIRO DE UMBANDA OGUM GUERREIRO E CABOCLO SETE LUAS. E hoje após 30 anos de mediunidade e 21anos de casa aberta temos muito que agradecer em nome daqueles que fizeram e ainda fazem parte dessa linda história como: PAI DENIS DE OXOSSI, BABALORIXÁ APARECIDO GARCIA, PAI JUBERLI VARELA e claro agradecer a OXALÁ por sua belíssima missão concebida. E hoje 30 anos depois nos alegra compartilhar e agradecer a todos os que estão aqui hoje por essa festa em homenagem ao Senhor EXU CAPA PRETA, e a todos os exus e pombo - giras presentes na vida de nossos irmãos de fé que hoje aqui nos visitam, filhos dessa casa, visitantes e simpatizantes de nossa religião. E neste momento, presente e sublime, peço que ergamos o cálice da consciência, brindando a Exu. Louvando a Exu que nos livre de tudo aquilo que nos atenta contra a nossa vida e a de nossos semelhantes. Rogamos a Exu que nos proteja de toda violência, física e espiritual que é propagada pelo mundo. Brindemos a Exu Capa Preta, para que sua força e sua vibração se instale e se propague em nossas vidas, paralisando os nossos bloqueios, os ressentimentos, as amarguras e as depressões Fazendo com que a nossa sombra interior seja lapidada, afinando o nosso ego, gastando o nosso orgulho e ceifando a vaidade desenfreada. Que Exu, reine absoluto em nossos caminhos, nos mostrando o verdadeiro sentido da Vida! Laroyê Exu Capa Preta Laroyê todos os Exus e Pombo Giras Muito Obrigado e Axé a todos


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3º Dia da Umbanda em Limeira - SP Dia 15/11/2015 realizamos o 3º Dia da Umbanda em Limeira, amparado pela Lei Municipal nº 5172/2013, no Ginásio Domingos de Felice, organizado pela Confraria dos Pretos Velhos de Umbanda. Pai Evandro Fernandes. Foi maravilhoso! Agradecemos a todos que ajudaram na preparação do ginásio. Agradecemos aos parceiros colaboradores, e a todos os presentes o nosso Muito Obrigado! Pai Evandro Fernandes

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Eventos

Entrega da Medalha Legislativa do Mérito à Cultura da Umbanda e das Religiões de Matrizes Africanas 7a festa dos Caboclos encantados de Diadema REQUEIRO à Douta Presidência desta casa de leis, em conformidade com os termos regimentais, que seja convocada uma Sessão Solene no dia 15 de novembro de 2015 no Ginásio Poliesportivo Airton Senna para a entrega da Medalha Legislativa do Mérito à Cultura da

Umbanda e das Religiões de Matrizes Africanas: Zélio Fernandino de Moraes conforme decreto Legislativo 07 de 2013, aprovada em 12 de agosto de 2013. REQUEIRO ainda que sejam convidados: Prefeitura Municipal, secretarias e os homenageados: Babalorixá Nelson Ty Yemonja Dr Édio Silva Junior Mãe Cidinha Nalessio Ogan Juvenal Pai Carlos Roberto Salun Pai Cassio Lopes Ribeiro Pai Claudio Franco de Lima Pai Edson dos Anjos Pai Marcelo de Xangô Pai Marcos Campos Pai Ronaldo Linares Pai Sérgio Nkosí Pai Waldir Persona Sandra Santos Mãe Vanda de Oliveira Monteiro de Oxum JUSTIFICATIVA A presente homenagem e condecoração são para pessoas realmente valorosas que defendem os preceitos da religião e combatem com firmeza a intolerância religiosa. O objetivo de homenageá-los além do reconhecimento pela trajetória religiosa é um

incentivo para que outros se desenvolvam e busquem o crescimento espiritual e a defesa de sua fé, caridade e amor ao próximo principalmente em nosso município. Cada ação de valorização desses pais e mães de santo é uma vitória e um avanço em uma sociedade que por muito tempo descriminalizou os adeptos das religiões afro -brasileiras. No desejo de superação individual e coletiva esses pais, mães e representantes trabalham incansavelmente pelo próximo por igualdade social, racial e religiosa. Venho humildemente homenageá-los com a medalha legislativa do Mérito à Cultura da Umbanda e das Religiões de Matrizes Africanas: Zélio Fernandino de Moraes como forma de retribuir e reconhecer o esforço e apoiar a luta de cada um deles. Em cumprimento ao decreto legislativo aprovado por esta casa de leis aprovado em 12 de agosto de 2013.


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Eventos

7º Festival de Curimba e Dança Afro Brasil Realização Fecucamb - Genildo Ty Oxossi Evento ocorrido em 08/11/2015. 1º Lugar Clauber Dias total de 143,25 2º Lugar Geração de Luz total de 139,25 3º Lugar: Soldado de Ogum total de 138,00

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Eventos

Homenagem ao Dia da Umbanda pela Associação Paulista de Umbanda Abertura dos trabalhos em Homenagem ao dia da Umbanda, realizado na sede da Associação Paulista de Umbanda, no domingo dia 15/11/2015, sob o comando de Pai Edson dos Anjos presidente da Associação Paulista de Umbanda.

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Homenagem as Queridas Mães de Terreiro na Cidade de São Paulo, durante a 6º Semana da Umbanda Lei 13.323/2010 autoria do Vereador Quito Formiga


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LISTA DAS MÃES HOMENAGEADAS Babá Dirce Paludetti Fogo Casa de Pai Benedito

Mãe Cristiane de Oxossi Templo de Umbanda Geração de Luz Oxossi Oxum

Mae Juveni Luz Barros Xenoktistakis Templo Amor e Caridade Caboclo Pena Verde

Mãe Conceição Florindo Irmandade de Umbanda amor e caridade(Conchitas)

Mãe Jacira Sanches Terreiro de Umbanda Caboclas de Iansã

Mãe Mariuza de Iemanjá /Mariuza G. Fastino Centro Espirita Urubatan

Mãe Nair Sebastiana Saturnino Terreiro de Umbanda Cacique Xingu

Mãe Doraci Pereira Cordeiro Templo de Umbanda Pai Ogum e Caboclo Arariboia)

Mãe Claudete batistuta Pereira Centro Espirita de Umbanda Cabocla Jurema

Mãe Tania Maria Simões Templo de Umbanda Baiano Zé do Cocos

Mãe Indaiá Cristina Batistuta Pereira Centro Espirita de Umbanda Cabocla Jurema

Mãe Maria Luci da Silva Rosa Tenda de Umbanda Caboclo Pedra Branca e João Boiadeiro

Mãe Erdiozete Meirelles Centro Espirita de Umbanda Cabocla Jurema

Mãe Patrícia Franco de Oliveira Templo de Umbanda Casa da Fé

Mãe Fatima Castellari Templo de Umbanda Caboclo Pedra vermelha

Mãe Elaine Cristina de Santana Tenda Espiritual Lar de Luz

Mãe Maria Aparecida Nalessio Mãe Cidinha Primado do Brasil

Mãe Nilda Mendonça Gomes Tupã Óca Angarai dos Raios

Mãe Marcia Pinho Grupo Umbandista Cristão Yonuaruê

Mãe Simone Zanoti Templo de Umbanda Vovó Catarina e Cabocla Jupira

Mãe Sebastiana de Souza Tenda de Umbanda Cacique Pena Vermelha e Ogum Iara (Filhos do Cacique)

Mãe Mariza Duran Templo de Umbanda Pai José

Mãe Rita de Cássia Tenda de Umbanda Cacique Pena Vermelha e Ogum Iara-(Filhos do Cacique)

Mãe Cátia Ludogero Núcleo Umbandista e de Magia Caboclo Flecha Certeira e Pai Manuel de Arruda

Mãe Otacilia Firmino Santos Templo de Umbanda dos Caboclos Ventania e Caxambu Mãe Fabiana Zangrande Foucesp Federação Ordem De Umbanda E Candomblé Do Estado De SP Mãe Nelza de Iansã FUGSP- Federação Espirita da Grande São Paulo Mãe Roseli Proença Templo de Umbanda Iansã Guerreira e Baiano Zé Pelintra Mãe Andreia Camargo Templo escola Ventos de Aruanda

Mãe Adenilda Assunção Pires Federação dos centros espíritas de Umbanda do estado de são Paulo Mãe Rejane Martins de Oliveira Rodrigues Associação Espirita Alfa & Omega Mãe Cleide Cunha da Costa Mattos APEU - Associação de Pesquisas Espirituais Ubatuba Mãe Neide Costa dos Anjos Associação Paulista de Umbanda Casa Iemanjá


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Eventos

Comemoração do 15 de Novembro em São Bernardo do Campo-SP

O Ginásio do Baetinha recebeu os associados da AUEESP da região do ABC e convidados para mais uma comemoração ao DIA NACIONAL DA UMBANDA. As curimbas presentes foram, Tambor de Orixá, Voz dos Tambores, Umbandarte e Razão para Viver. Estiveram presentes, prestigiando o evento, as seguintes autoridades da cidade: o secretário de Serviços Urbanos Tarcisio Secoli, secretário Evandro de Lima, vereador Gilberto França, Eliana Garcia, Nena Severo, Diogo Reis, além do Pai Carlinhos do Axé Batistini.

Pai Alexandre Cumino fez uma saudação especial ao nosso Pai Espiritual Rubens Saraceni, falando da sua importância para a Umbanda e da saudades que deixou nesse breve espaço de tempo. A organização impecável do evento ficou a cargo de Pai Evandro Besouro e dos membros do Instituto Social e Cultural Umbanda Sagrada Tupã de SBC. Salve os 107 anos desta religião 100% brasileira!


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Eventos

Ato em Defesa da Liberdade Religiosa O evento ocorreu no dia 29 de novembro no Vale do Anhangabaú em São Paulo - Capital. Com a realização da Prefeitura de São Paulo e cordenação da mãe Liliana D´Oxum, o encontro teve como objetivo garantir o direito à livre prática das diferentes religiões, bem como zelar pelo respeito mútuo entre as mesmas.

LEMBRETE


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Eventos

42ª noite de Vigília a Mãe Iemanjá na Praia Grande Organizada pela Associação Paulista de Umbanda no comando do presidente da Associação Pai Edson dos Anjos

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Eventos

Organizada pelo Terreiro de Umbanda Caboclas de Iansã, na cidade de São Paulo, em 21/11/2015.

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Festa em Homenagem ao Exú "Sete-Encruzilhadas" e Seus Amigos!


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Eventos

Festa em Homenagem a Baiana Maria Rita

Organização: Terreiro de Umbanda Caboclas de Iansã Festividade ocorrida em 18 de outubro de 2015.


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Eventos

Feijoada, Confraternização e Bela Homenagem ao Seu Zé Pilintra - Templo de Umbanda Divina Luz Dia 25 de Outubro foi dia de Homenagear Seu Zé Pelintra, evento promovido pelo Templo de Umbanda Divina Luz que fica situado na Rua. Silva Jardim, nº 402, Belém, São Paulo – SP. O Belo e contagiante Evento foi regado a feijoada de ótima qualidade e contou com a presença do Pessoal da Aldeia de Caboclos que abrilhantou a festa com uma apresentação Ímpar saudando os Orixás! Música, Felicidade e principalmente Fé em seu Zé Pelintra deram o tom do dia, ainda contamos com o samba do Grupo Fé e Simpatia e encerramos a maravilhosa tarde com

a Primeira Apresentação da Curimba “Os Obás” composta pelo Pai Léo das Pedreiras, Ogã Michel, Ogã Montanha, Ogã Giba, Rita de Ibeji e Vitor de Ogum, uma Curimba diferenciada com uma levada pro Samba de Raiz saudando os orixás, após a apresentação ainda teve uma homenagem a Aldeia de Caboclos e Pai Engels padrinho do novo Grupo de Curimba. Realmente foi uma Tarde Inesquecível e prazerosa! Quem quiser conhecer a família Divina Luz e a Curimba “Os Obás” é só entrar em contado! Que a Paz de Oxalá esteja com Todos, Saravá!


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Eventos

Dia Nacional da Umbanda Praia Grande Realização: AUUESP- Sandra Santos Data:09/11/2015 Local: Teatro Palácio das Artes, Praia Grande - SP Pelo 2º. ano consecutivo, a cidade de Praia Grande recebe a comunidade umbandista para comemorar o DIA NACIONAL DA UMBANDA. O evento aconteceu no belíssimo prédio do Palácio das Artes, e foi coordenado pelas organizações AUEESP, Associação Paulista de Umbanda e União de Tendas. Teatro lotado, mesmo com a dificuldade das pessoas descerem a serra, devido ao mal tempo, trânsito e comboio na estrada. A Curimba Associação Cultural Afro brasileira Voz dos Tambores abriu o evento, com o Hino Nacional tocado nos atabaques, seguido do Hino da Umbanda e pontos que, literalmente levantaram o público presente, seguidos de apresentações com grupos da cidade, como as crianças do Projeto Infantil Clube do Peninha, com Luan Correia e o grupo Eclipse Dança com dança cigana, e encerrando com o Maracatu Tupynambá que acompanhou os presentes até a porta do Palácio, aonde a festa continuou. Os templos de Praia Grande que estavam presentes foram homenageados, bem como o nobre secretário Dinho Vicente e toda a sua equipe, pelo trabalho e parceria com as Federações do Estado de SP. Agradecimentos mais do que especiais a Deputada Leci Brandão e seu gabinete, ao Deputado Federal Vicentinho, ao Vereador Quito Formiga e seu gabinete, Ogan Juvenal, Pai Edson dos Anjos, aos membros e Dirigentes do Núcleo Umbandista Pai Joaquim de Angola e Mentores de Luz, Kelli Garcia, Regiane Perine, Evandro Besouro, Dra. Juliana Ogawa, Rogério Mazio, Marcelo Pires e Sérgio Fontes que não mediram esforços para que esse evento acontecesse. Presenças marcantes dos nossos Presidentes de Federações e Decanos.

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Eventos XI Encontro De Médiuns E Curimbas de Guarulhos - Fenug Realizado no dia 02 de novembro de 2015 no Teatro Adamastor-Guarulhos-Centro Parabéns a Fenug e toda sua diretoria por este maravilhoso evento.

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Eventos

7º Festival de Corimba e Dança União dos Divulgadores de Umbanda Homenagem Categoria Letra 6º Colocado ................. Kambui Tumbensi à Clara Nunes 1º Colocado .............................. Filhos de Yabá Categoria Coreografia Categoria Corimba 1º Colocado ............................. Pilão de Prata 2º Colocado ............................. Ojuobá 3º Colocado ............................. Filhos de Yabá 4º Colocado .... Ogan Daniel/Bambas do Axé 5º Colocado .... Terreiro Iansã e Zé Pilintra 6º Colocado ................. Kambui Tumbensi

2º Colocado .............................. Pilão de Prata 3º Colocado .............................. Ojuobá 4º Colocado .... Ogan Daniel/Bambas do Axé 5º Colocado .... Terreiro Iansã e Zé Pilintra 6º Colocado ................. Kambui Tumbensi Categoria Intérprete 1º Colocado .............................. Ogan Daniel 2º Colocado .... Terreiro Iansã e Zé Pilintra 3º Colocado .............................. Ojuobá 4º Colocado .............................. Filhos de Yabá 5º Colocado .............................. Pilão de Prata

1º Colocado .............................. Filhos de Yabá 2º Colocado .... Terreiro Iansã e Zé Pilintra 3º Colocado .............................. Ojuobá 4º Colocado .............................. Pilão de Prata 5º Colocado ................. Kambuí Tumbensi 6º Colocado .... Ogan Daniel/Bambas do Axé Classificação Geral 1º Colocado ... Filhos de Yabá – Participação Atabaque de Ouro 2016 2º Colocado .............................. Pilão de Prata 3º Colocado .............................. Ojuobá


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Eventos Festejos de Iemanjá Mongaguá 2015 Pré-disposição, comprometimento, alegria, capricho, amor, devoção e fé , foi o que experimentou quem esteve nas areias da Praia Agenor de Campos em Mongaguá no dia 05 de dezembro de 2015 .nos festejos para mãe Iemanjá organizado pela federação Umbandista do grande ABC – no comando do nosso querido e amado Pai Ronaldo Linares

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XVI-Homenagem à Iemanjá

Eventos

No último dia 05 de dezembro, a AUEESP e o Colégio de Umbanda Sagrada Pai Benedito de Aruanda, reuniram-se para mais uma vez louvar a Rainha do Mar, no Município de Praia Grande - SP. Nesta 16ª. louvação à Mãe Iemanjá, reuniramse, segundo dados da Prefeitura, cerca de 2.300 Umbandistas de uma centena de Templos, em uma tenda única, em uma só voz e vibração saudando e agradecendo à Grande Mãe. Os trabalhos espirituais foram iniciados com a saudação à Sagrada Mãe Iansã - em comemoração ao seu dia - e a procissão emocionante da imagem do Senhor Ogum Beira-Mar, dando inicio a homenagem à memória daquele que foi o idealizador da festa. A imagem do Senhor Ogum Beira-Mar foi entronizada no altar, momento que foi seguido por forte emoção de todos os presentes, que ajoelhados cantaram em homenagem ao saudoso Mestre e Dirigente Espiritual Pai Rubens Saraceni. A emoção e a gratidão invadiu a grande tenda. Pai Rubens Saraceni, presidente do Colégio de Umbanda Sagrada, fundador da AUEESP, idealizador dos grandes rituais coletivos de Umbanda Sagrada, deixou saudade desde sua partida em

março passado próximo, mas seu legado, suas obras e ensinamentos ecoam vivos nos corações de todos os seus amados filhos presentes, que fizeram questão, mesmo na sua ausência de estarem presentes à festa, mantendo a tradição. A nobre missão de proferir as palavras sobre Pai Rubens ficou ao encargo de Mãe Mercedes Soares, que em sua fala firme e lúcida emocionou a todos os presentes, nas suas palavras: "saudades sim, tristeza não!" Em seguida, Mãe Alzira Saraceni, ladeada pelas filhas Graziela e Stela, e a cunhada Fátima Saraceni, assumiram o comando dos trabalhos espirituais. Pai Alexandre Cumino em atendimento a um pedido do próprio Pai Rubens, foi quem comandou a incorporação da linha do Sr. Ogum. Na sequencia como já é tradição da festa idealizada por Pai Rubens, coube aos Sacerdotes convidados a fazer a invocação dos Sagrados Orixás e das linhas de trabalho. O Poder Público além de colaborar amplamente com a realização do evento, se fez presente. Representando o Prefeito Alberto Mourão, seu chefe de gabinete Sr. Anderson Mendes, e também toda a equipe da SECTUR com destaque ao ilustre se-

cretário Sr. Dinho Vicente, o subsecretário Sr. Itamar Marciano, o Coordenador Sr. Adelino Júnior, além dos Srs. Bebeto, Titi e Rogério Mazio, grandes amigos e parceiros. Destacamos ainda a presença de autoridades como o nobre vereador da capital paulista, Quito Formiga e o Ogan Juvenal, coordenador da União de Tendas de Umbanda e Candomblé, que gentilmente se deslocaram para abraçar os presentes. A AUEESP, por sua presidente Sra. Sandra Santos, e o Colégio de Umbanda Sagrada, por Mãe Alzira Saraceni, agradecem a todos os irmãos e irmãs Umbandistas que se fizeram presentes, que, em atendimento a um pedido do saudoso Pai Rubens, não deixaram de se confraternizar e saudar a Grande Mãe Iemanjá, juntos, em um só ritual coletivo. De forma muito especial, a Presidente Sandra Santos faz questão de agradecer a todos que colaboraram na montagem do espaço, na organização de forma geral, para que o festejo transcorresse em paz e harmonia. Destaca por fim, seus agradecimentos à mídia pela cobertura, em especial à mídia umbandista que sempre prestigia os eventos da Associação.


Ano 6 número 50

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Fotos: Rádio Toques de Axé

Eventos

GRANDE FESTA DO EXU REI TIRIRI / 2015 Evento organizado pelo Templo Tupinambá, Sob o Comando de Pai Juberli Varela presidente da Souesp, em 21/11/2015.


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Ano 6 número 50

Foto: Divulgação

Amor ao Próximo Por: Centro Espírita

Urubatan

AÇÃO SOCIAL “Faça uma criança sorrir” CENTRO ESPÍRITA URUBATAN

Tribo Guarani Aldeia Tekoá Pyau No dia 12 de outubro de 2015 – “Dia das Crianças”, o espírito solidário tomou conta dos médiuns, dirigentes e amigos do Centro Espírita Urubatan. O grupo umbandista realizou mais uma Ação Social denominada “Faça uma criança sorrir” em prol das crianças da Tribo Guarani – Aldeia Tekoá Pyau, localizada no Pico do Jaraguá-SP. Segundo a organização da ação social, os brinquedos foram arrecadados entre os filhos da casa, os associados e amigos do CEU.

Muito feliz com resultado da ação social, Mãe Mariusa de Yemanjá – Diretora Espiritual do Centro Espírita Urubatan, disse que foi uma manhã de muitas emoções e aprendizado: “ver a alegria e a felicidade daquelas crianças, não tem preço, foi muito gratificante, uma experiência única”. “Foi uma ação ainda muito pequena perto daquilo que a Umbanda pode fazer pelos mais necessitados. Se todos nós fizéssemos um pouquinho a mais o resultado seria espetacular”. Foram distribuídos mais de 400 brinquedos e mui-

tos doces, para finalizar fomos brindados com uma apresentação maravilhosa do coral das crianças que cantaram uma canção de tradição Guarani. Pai João de Ogum, presidente do Centro Espírita Urubatan – faz questão de agradecer também a participação e apoio da Deputada Federal Renata Abreu, Tenda de Umbanda Caboclo Lua Nova e a Redenção Instrumentos Musicais e anunciou que em breve novas ações sociais estarão sendo realizadas.


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Jornal da Aldeia Dezembro de 2015  

Edição 50 do Jornal Aldeia de Caboclos

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