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Editorial Prezados irmãos de fé e caros leitores, em meio a um mundo tão turbulento, tão cheio de desavenças, guerras, tragédias, agressões infindáveis contra a Mãe Natureza, dilapidação do alicerce familiar, e de tentativas frequentes de inverter os valores do ser humano do bem, paremos um pouco para refletir o quanto, por vezes, nos distanciamos das coisas simples e boas da vida, e, igualmente, deixamos de dar o devido valor ao universo espiritual. Façamos uma retrospectiva interior para avaliar quanto tempo temos dedicado a estar ao lado de quem amamos, a pensar em como podemos contribuir para um mundo melhor, a direcionarmos nossas forças para ajudarmos aqueles que tanto necessitam e que não possuem, em regra, meios próprios para se erguer ou reerguer. Façamos um instante de silêncio para buscarmos dentro de nós uma centelha de luz que sirva como indicador para transformarmos positivamente o nosso amanhã, para transformarmos

difíceis realidades em produtivos caminhos para nossa evolução, tanto material como principalmente espiritual, sempre com fé em nosso Pai Maior, nos Orixás e nos Guias de Luz! Lembremos de forma acentuada que rogamos a Deus por mais essa oportunidade de convivência no planeta Terra! Lembremos, então, que nos foi dada a chance de revermos os nossos erros, de resgatarmos dívidas, de quitarmos obrigações pendentes, de nos reconciliarmos com aqueles que um dia fizemos sofrer ou que nos causaram dor. Chance essa que devemos encarar como um caminho para uma vida mais harmônica, mais amorosa, frutífera, solidária, como uma forma de colaborar para que haja novos e bons tempos para humanidade, além de ser mais um voto de confiança para seguirmos de forma incessante a trilha da evolução espiritual. Portanto, aproveitemos a nossa magnífica oportunidade de crescermos, de mudarmos duras realidades, de transformarmos dores em sorrisos,

aflições em realizações, distâncias em encontros, divisões em uniões, pessimismo em alegria, dúvida em vitória, egoísmo em altruísmo, conflito em amizade, rancor em amor, contribuindo assim, notoriamente, para um universo de paz, solidariedade, felicidade, união e serenidade, nunca hesitando em dizer Eu Te Amo para quem verdadeiramente você ama! Que Oxalá ilumine o caminho de todos nós! Salve a Umbanda, que é amor e caridade, Salve Zambi! Alexandros Barros Xenoktistakis TE EXPEDIEN els B. Xenoktistakis g n E r: radini to e ir D Daniel Co kis : e rt A e d Direção enoktista ngels B. X rgo / Redator: E res: Adriano Cama o Colaborad ares e in L o ld a n o R akis Barros s Xenoktist Alexandro rídica: Alexandros Ju 182.106 Assessoria – OAB/SP caboclos.com.br is k a st ti k o iade Xen rnal@alde jo : to ta n o c

PREVISÃO BARALHO CIGANO Cartas: Peixes - Mulher - Urso Amor - Momento ideal para manifestar seus sentimentos à pessoa amada, mas cuidado com a impulsividade ou possessividade. Confiar na pessoa amada sim, porém sem cobranças ou pressões, pois nesse momento prejudicará em peso seu relacionamento. Se você está sozinho (a) ótimo momento para colocar seus sentimentos em ordem, se libertando de mágoas e ressentimentos. Profissional e Financeiro - Abundância e fartura para esse momento, mas sem desperdício. Organização com seu lado financeiro para ter uma boa colheita de seus frutos. Coloque as idéias em prática evitando assim o pessimismo. Acredite mais em seu potencial, vá à luta e não se permita ficar reclamando. Agradeça mais do que se lamente. Cuidado com a presença de uma mulher de aspecto muito negativo em sua vida. Saúde - Momento para quem pensa em gravidez ou esta planejando, pois mostra toda uma fertilidade feminina. As mulheres devem tomar um certo cuidado com sua parte hormonal e aos homens cuidados com a parte digestiva. Relaxe e cuide de seu mental. TEMPLO DE UMBANDA ESTRELA DO ORIENTE CAROL AMORIM CONSULTA DE TARO E BARALHO CIGANO- ONLINE OU PRESENCIAL fones: 11 23694241 ou 999226794 ou whatsapp 947393263 Atendimento com hora marcada e totalmente personalizado. Rua Bengali, 29, Parque Novo Oratório - Santo André – SP


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Os Senhores da Evolução Sim, ela é associada à velhice e à senilidade exatamente pela capacidade de nos fazer “esquecer”. Só esquecendo velhos conceitos e pensamentos nos tornamos aptos a viver novas experiências, já num grau mais elevado de consciência. E sua associação com as avós não nos remete apenas ao mistério ancião, mas também ao sagrado feminino, à mulher ancestral e à nossa íntima ligação com nosso Planeta Terra... Em seu ponto de força, os lagos, podemos experimentar um pouco da serenidade dessa mãe...observando as águas calmas à beira de um lago ou nos banhando em suas águas, seremos automaticamente envolvidos pelos fatores benéficos de Nanã e sairemos com certeza mais equilibrados. Não se engane pela aparente inatividade deste ponto de força; nos lagos se processam as decantações necessárias para que encarnados e desencarnados possam continuar a alcançar melhores níveis conscienciais. Quando aprendi sobre Nanã Buruque e sobre seu elemento água/terra, pude entender o significado da passagem bíblica que diz: viestes do pó e ao pó retornarás. Algumas lendas dão conta de que teria sido emprestado por ela o “barro” do qual fomos feitos, e nada mais natural do que devolver a ele quando partimos. Apenas maneiras diferentes de contar uma mesma história, a história de todos nós...

Ela é água/terra, ele é terra/água. Estejamos encarnados ou não, ambos nos envolvem em seus mistérios e nos propiciam a evolução em todos os sentidos da vida. Não importa no que acreditamos, ou que religião escolhemos, todos estamos aqui para evoluir, física, material, emocional, moral e intelectualmente, e somos todos regidos pelos mistérios de Obaluaê e Nanã Buruquê. A eles, rendo minhas sinceras homenagens e imensa gratidão, pois são formas da expressão do amor cuidadoso de nosso Pai Criador, que não nos desampara jamais. Antes eu dizia que nessa vida nada era definitivo, exceto a morte. Hoje eu digo que a morte não existe; existe vida, com ou sem um corpo físico. Que esses grandes senhores nos curem das doenças do corpo e do espírito e, seja em que plano estivermos, nos conduzam sempre ao destino de todos nós: a evolução. Axé! Por Mãe Valéria Siqueira

Terreiro de Umbanda Pai Oxóssi, Caboclo 7 Flechas e Mestre Zé Pilintra

Críticas e sugestões: t.u.paioxossi@hotmail.com


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Umbanda Legal Escrito por: Valéria Siqueira

UMBANDISTA SIM, PORQUE NÃO? Sei que estamos todos em processo de evolução, mas às vezes as pessoas têm uma mentalidade tão arcaica, tacanha e preconceituosa que me assusta.

Para a maioria das pessoas a Umbanda é um pronto-socorro, onde os guias têm o dever de resolver os problemas que os consulentes mesmos criaram, e só.

A mim me parece absolutamente natural que, sendo a Umbanda uma religião genuinamente brasileira, a maioria dos médiuns de Umbanda nasçam aqui, no Brasil.

Mas nossa religião é muito mais. Temos que elevar a Umbanda a um patamar onde as pessoas entendam que o terreiro é um templo de louvação a nosso Pai Criador, não apenas de consultas espirituais.

E realmente é difícil uma família que não tenha, ainda que de longe, um parente que não receba um preto-velho, um caboclo ou outro guia, ainda que não se desenvolva ou trabalhe. Apesar disso, as pessoas ainda torcem o nariz quando alguém se apresenta como umbandista... até tudo bem se você for espírita, mas macumbeiro??? E esse fato leva muitos irmãos umbandistas a se definirem como espíritas, para fugirem do preconceito... Acho que um dos maiores desafios dos umbandistas é mostrar ao mundo que nossa religião é tão sagrada, bela e digna de respeito como qualquer outra...mas quantos de nós pensam realmente isso sobre a Umbanda? Tem terreiro que “esconde” Exu, como se ele fosse um “Diabo” ou coisa do tipo; inclusive tem terreiro que pensa que Exu é mesmo Diabo...

Temos que fazer giras e rituais de louvação aos Sagrados Orixás e explicar para as pessoas quem eles são e o que representam na Umbanda. Abaixar a cabeça e se esconder atrás na denominação espírita com medo de ser chamado de “macumbeiro” não contribui em nada para tirar a Umbanda da visão equivocada dos preconceituosos. Temos sim elementos da religião espírita, a qual respeitamos, mas somos Umbandistas. Não temos nada do que nos envergonhar nem nada a esconder... Denúncias anônimas e infundadas fecham casas de caridade; pura maldade. A maioria dos terreiros não têm alvará não porque não querem, mas porque os próprios gestores públicos não têm o mínimo interesse em facilitar

a legalidade, e porquê? Porquê vemos templos de médio e grande porte serem inaugurados todos os dias, por mercadores da fé, que condicionam a felicidade, o sucesso e até mesmo um lugar no paraíso a doações muitas vezes maiores do que as condições dessas pessoas permitem, enquanto fecham terreiros simples, que na maioria das vezes começam dentro de casa, como eu comecei, arrastando móveis e improvisando congá, para levar ao próximo um pouco de alento e aproximá-lo de Deus através da palavra de um guia espiritual? Porquê alguns umbandistas têm dinheiro pra tudo, mas se ofendem quando têm que ajudar nas despesas do terreiro invocando a tão aclamada “caridade”? Já ouvi casos em que um umbandista foi coagido a fazer “um trabalhinho” pra favorecer um chefe no trabalho, sob pena de ser perseguido e até mandado embora, pois afinal: “vocês mexem com essas coisas”. Não, nós não mexemos com “essas coisas”...nós fazemos magia, magia divina, a mesma da qual a humanidade um dia se separou e hoje paga o preço. Parece que a perseguição religiosa está na moda afinal...de que adianta andar com a bíblia debaixo


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Ano 5 número 47 do braço e não entender uma palavra do que ela diz? Chamar os rituais candomblecistas equivocadamente de “matança”, mas não abrir mão de se empanturrar de carne numa churrascaria? Tudo isso não é apenas intolerância religiosa...é burrice mesmo, maldade, é mesquinho. É julgar o que não se conhece e prejudicar os umbandistas sérios que dão a cara a tapa de pés descalços nos terreiros, enquanto os que se julgam seguidores de Jesus se especializam no que ele mais repudiava: a hipocrisia. Tal qual lobos em peles de cordeiros, fazem da fé um comércio, enganam e exploram os crédulos que se deixam coagir por promessas que jamais serão cumpridas... Diz o Pai Rubens Saraceni em um de seus livros que havia um tempo onde podíamos ver as divindades em seus pontos de força, dá pra imaginar? Por algum motivo perdemos essa ligação, e hoje precisamos de religião (religar) não é? Desde tempos remotos as oferendas são citadas na bíblia como uma forma de nos relacionarmos com Deus e suas divindades, mas somos atacados por fazer isso hoje em dia... Pelas atrocidades que o homem tem cometido

contra seus semelhantes e contra seu próprio planeta, sua casa, não me admira que tenhamos que voltar a época que era preciso chamar a atenção de Deus de alguma forma; pra chover, por exemplo. Quando estivermos no auge da tecnologia e ainda assim persistir na maioria dos corações o vazio que só o amor de Deus preenche, os “macumbeiros” que cultuam Deus na natureza estarão pedindo pela mãe terra e seus filhos. Quando os homens se cansarem de seguir a líderes religiosos que nada mais são do que mercenários tais quais os vendilhões do templo que Jesus escorraçou, e com toda a razão, os iniciados na magia divina continuarão a ativar forças e poderes em prol de todos, encarnados e desencarnados, em nome de Deus. Só quem conhece realmente a Umbanda pode defendê-la, amá-la, erguer a cabeça e combater com argumentos inteligentes e embasados o preconceito que existe contra nossa religião. Só quem conhece realmente a Umbanda pode lutar por ela. Fazemos oferendas sim, acendemos velas, temos orgulho em vestir um Orixá, cantamos, dançamos, tocamos atabaques.

Vemos na natureza a grande mãe que nos alimenta, nos ampara e nos dá tudo o que precisamos. Sentimos o corpo vibrar ao som dos atabaques e nos entregamos à energia de Deus manifestada através dos Sagrados Orixás. Temos por verdadeiros amigos nossos guardiões, guias e mentores espirituais, esses sim leais a ponto de cair por nós se preciso for, desde que seja por uma causa justa. Somos mistério e revelação, silêncio e barulho. Somos paz e luta, somos sacerdotes e aprendizes. Somos filhos do mesmo Pai, viemos da mesma fonte...somos umbandistas sim, porquê não??? Axé! Por Mãe Valéria Siqueira

Terreiro de Umbanda Pai Oxóssi, Caboclo 7 Flechas e Mestre Zé Pilintra

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Ervas na Aldeia Escrito por: Adriano Camargo

AS PLANTAS ESTÃO OUVINDO Como a maioria das descobertas, a do "efeito Backster" também aconteceu por acaso. Cleve Backster é um especialista americano em detectores de mentiras. Uma noite, em 1966, depois de passar várias horas ensinando a policiais a manejarem seus aparelhos, Backster prendeu os eletrodos de um detetor na ponta de uma folha de dragoeiro, uma espécie de palmeira, que havia em sua casa. Backster sabia que a melhor forma de provocar uma reação num ser humano, capaz de ser registrada pelo aparelho, é ameaçá-lo fisicamente. Por curiosidade, resolveu fazer o mesmo com a planta: ele encostaria um fósforo na folha onde estavam os eletrodos. No exato instante em que a imagem clara da chama surgiu em sua mente, a linha do gráfico deu um salto. Backster não havia se mexido, e aparentemente nada poderia ter interferido com o aparelho. Estaria a planta lendo seus pensamentos? UMA PLANTA TÃO SENSIVEL QUANTO UMA PESSOA Quando Backster deixou a sala e voltou com alguns fósforos, o gráfico oscilou novamente, como se estivesse registrando as emoções de uma pessoa. Depois, ele apenas fingiu que ia queimar a folha, e o indicador voltou à posição normal. A planta parecia poder distinguir entre uma ameaça real e uma falsa. Depois de muitas pesquisas sobre o instinto de auto-conservação das plantas, Backster observou que elas reagem a um perigo extremo da mesma forma que os seres humanos, "desmaiando". Certa vez, ele não conseguia que suas plantas dessem qualquer sinal de vida, através do detetor, na presença de um fisiologista que fora assistir a uma demonstração. Backster examinou sua aparelhagem, tentou várias vezes, e as plantas não responderam. Então perguntou ao fisiologista: - No seu trabalho você é obrigado a fazer mal às plantas? - Sim – respondeu ele – Eu as coloco num forno e as reduzo a pó, para minhas análises. De alguma forma, segundo Backster, as plantas manifestavam "antipatia" e "medo" simplesmente desmaiando. Quarenta e cinco minutos depois que o fisiologista saiu, elas "voltaram a si". Para verificar se as plantas possuíam "memória", Backster idealizou um plano no estilo das histórias de gangsters. Seis de seus alunos, com os olhos vendados, tiraram de um chapéu pedaços de papel, num dos quais havia a ordem para destruir completamente uma planta. Nem Backster nem os outros ficariam saben-

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Ano 5 número 47 do quem era o "criminoso"; só haveria uma testemunha: uma outra planta, no mesmo quarto. Depois de instalar um detetor na planta sobrevivente, Backster fez com que os alunos andassem diante dela. A agulha do detetor só se moveu uma vez: exatamente quando o culpado passou em frente à planta. PARA MANTER UMA PLANTA VERDE, DESEJE QUE ELA VIVA A morte de células animais ou vegetais parece provocar, segundo Backster, uma reação nas plantas. Seu equipamento acusou essas reações quando alguns camarões vivos foram jogados em uma panela de água fervendo, e ainda em várias outras experiências. A revista "National Wildlife" publicou as observações de Backster, deixando seus leitores intrigados com a idéia de que um carvalho pudesse "tremer" com a aproximação de um lenhador, ou de que as cenouras "desmaiassem" na presença dos coelhos. As descobertas de Cleve Backster chegaram até a Califórnia, onde um professor de criatividade da IBM, Marcel Vogel, reproduziu algumas de suas experiências. Vogel, no entanto, foi mais adiante. Com a ajuda de Vivian Wiley, uma amiga com poderes espirituais, revolveu testar a percepção extrasensorial das plantas. Vivian pegou duas folhas de saxífraga (ou arrebenta-pedra) e colocou uma no seu quarto, ao lado da cama, e outra na sala. Toda manhã ela procurava se concentrar na folha a seu lado, desejando que ela vivesse. A outra folha foi deixada

abandonada. Passado um mês, Vivian chamou Vogel para fotografar o resultado: a folha do quarto continuava verde, como se tivesse sido arrancada minutos antes; na sala, a outra folha estava morta. SONATAS DE BACH PARA O TRIGO CRESCER MAIS FORTE Em seu livro "A Vida Secreta das Plantas", Peter Thompkins e Christopher Bird afirmam que em várias experiências na Índia e nos Estados Unidos, as plantas demonstraram sua capacidade de apreciar a música. Na década de 50, Eugene Canby, engenheiro canadense, conseguiu uma colheita 66% maior, de grãos mais fortes e pesados, com a transmissão de sonatas para violino, de bach, para uma plantação de trigo. Em 1960, o botânico George E. Smith submeteu uma plantação de milho e soja a 24 horas diárias de Rhapsody in Blue, de G. Gershwin, e os brotos nasceram mais cedo. Em 1969, Doroty Retallack chegou à conclusão – provavelmente recebida com satisfação por muitos pais – de que a música de Bach é mais benéfica que as de Jimi Hendrix, Led Zeppelin e Vanilla Fudge. Ela preparou duas plantações de abóboras iguais, em ambientes idênticos. Para uma delas, ela transmitiu durante horas uma fita com gravações de conjuntos de rock. Em pouco tempo, os caules das abóboras começaram a se inclinar, afastando-se do auto-falante. Na outra plantação, eram tocadas músicas de Haydn, Beethoven, Brahms e Schubert

– enquanto os caules se estendiam e se enrolavam em torno do auto-falante. Como Marcel Vogel, os autores P. Thompkins e C. Bird , parecem acreditar que "trata-se de um fato: o homem pode e costuma se comunicar com a vida vegetal, e as plantas irradiam uma energia benéfica ao homem". Lembram que os índios americanos, quando se sentiam fracos, encostavam-se ao tronco de um pinheiro com os braços abertos, em busca de energia. E que Bismarck, chanceler da Alemanha, abraçava um tronco de árvore para se recuperar do esgotamento provocado por suas tarefas. O sucesso do livro é bem merecido. Seus autores conseguiram mais do que muitos grupos de defesa do meio ambiente: eles fizeram com que muitos abrissem seus olhos para a riqueza e o mistério do reino vegetal, criando um respeito mais profundo para com as outras formas de vida com as quais compartilhamos nosso planeta. Adaptado de trechos de FALE BAIXO, AS PLANTAS ESTÃO OUVINDO de Fernando Guimarães Publicado da revista Realidade, de junho de 1974 Adriano Camargo / Erveiro da Jurema adriano@ervasdajurema.com.br www.facebook.com\adrianoerveiro www.facebook.com\erveiro www.erveiro.com.br


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Falando de Umbanda Escrito por: Pai Ronaldo Linares

A Intolerável Convivência com a Intolerância Estamos acompanhando nestes dias a votação do PNE (Plano Nacional de Educação) de Santo André, de cujo processo tivemos o prazer de participar. Todo o trabalho elaborado através da Secretaria de Educação foi à Câmara Municipal para a votação, quando nos surpreendemos com a manifestação da maioria dos vereadores se posicionando contra alguns artigos que mencionam o respeito a diversidade de gêneros, adicionando ao texto a emenda abaixo, alegando que disso dependerá a defesa das famílias: “Artigo 13 – não será permitida, na promoção dos direitos de crianças e adolescentes, quaisquer definições, orientações, diretrizes, metas, bem como deliberações tangentes a promoção da cultura do respeito e das garantias dos direitos humanos de

criança e adolescentes no que diz respeito a diversidades de gênero, orientação sexual.” Proposto pelo Vereador Ailton Lima. Caros leitores deste tão respeitável jornal Aldeia de Caboclos, que tal falarmos um pouco sobre fé? Sobre respeito? Sobre tolerância? Quando se tem fé caminha-se em direção ao objetivo sem considerar o “se” porque não existem dúvidas - apenas esperança - pois a fé nos garante que não estamos sós. Ao longo da ‘estrada’ situações diversas atravessam sua trilha e as dúvidas tendem a transformá-la em razão, questionando os motivos, os meios e desviando seu foco do objetivo. Por isso manter a fé não é simples e sim um exercício diário e difícil! Manter a fé é seguir pelo caminho de cabeça erguida. Não é simplesmen-

te fechar os olhos ou os ouvidos mas apenas não desviar do caminho, pois, se encontrar alguém perdido enquanto caminha, seus olhos terão que enxergá-lo para que possa estender-lhe sua mão e seus ouvidos terão que ouvir suas mazelas para poder orientá-lo. A fé é a convivência diária com o Divino, a entrega do coração e da alma a fim de conseguir enxergar as coisas que os olhos não veem. Respeito trata-se de um sentimento positivo que em latim, significava olhar novamente. É impossível viver em sociedade se não houver respeito nas relações de interatividade. Respeitar não é concordar sempre, mas sim não discriminar ou ofender por pensar diferente. Não existe amizade sem respeito, amor sem respeito, convivência sau-


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Ano 5 número 47 dável sem respeito. Numa relação baseada em respeito as pessoas sabem que as diferenças são enriquecedoras e proveitosas para todos; numa relação baseada em indiferença nada se perde porque nunca se recebeu nada; numa relação baseada em desrespeito e/ou intolerância todos perdem e desperdiçam a oportunidade de encontrar a paz que habita cada ser humano. A intolerância é burra à medida que, ao tentar impor sua ‘verdade’ o indivíduo vai formando em torno de si um mundo que é só seu. A intolerância é criminosa na medida em que agride, insulta e ataca os que não partilham das mesmas “verdades’. A intolerância é um disparate pois é destituída de bom senso e carrega em si uma total incapacidade de enxergar além de si. Podemos dizer que a intolerância é o oposto de generosidade, de clemência e de benevolência. Como entender situações em que as pessoas que deveriam ser distinguidas principalmente pela capacidade de entender o outro; de saber lidar com as diferenças; de conseguir executar com dignidade a vontade da sociedade como um todo, possam se deixar levar por ideias errôneas na

tentativa de retroceder os passos que a própria sociedade já caminhou na direção do respeito e da tolerância. Fiquei perplexo com tanta desinformação, com declarações sexistas e predomínio da intolerância. Lembrei-me do ditado: “Em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão”. Nesse caso poderíamos trocar a palavra pão por fé; a palavra ralha por intolerantes; e a palavra razão por respeito. Ficaria assim: “Em casa onde não há fé, todos são intolerantes e ninguém tem respeito”. O que acham? Pois bem, meus amigos eu convido todos para refletir sobre esses conceitos (ou sentimentos) e fazer um mea culpa. Que tal reavaliar como estamos lidando com nossa fé, como estamos praticando o respeito e até onde estamos lutando contra a intolerância e o preconceito que permeia nossa vida e a vida daqueles que amamos. Pai Ronaldo Antônio Linares, presidente da Federação Umbandista do Grande ABC é responsável pelo Santuário Nacional da Umbanda. www.santuariodaumbanda.com.br federacaoabc@terra.com.br www.facebook.com/ santuariodaumbanda.fugabc


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Artigo Escrito por Diamantino Fernandes Trindade

Parte 2 - EXU O Guardião dos caminhos! CONVERGÊNCIAS E DIVERGÊNCIAS Este é, sem dúvida, o assunto mais polêmico e confuso na Umbanda e no Candomblé, sendo raro encontrarmos opiniões iguais, pela variação de entendimento e correntes de seguidores dentro dos cultos. Os próximos parágrafos que, à primeira vista, pode parecer uma colcha de retalhos, é na verdade uma tentativa de mostrar as convergências e divergências dentre os mais variados autores da Umbanda e Cultos Afro-Brasileiros, para alertar os amigos leitores que Exu não é algo tão simples de explicar como querem alguns pesquisadores ligeiros. Aluizio Fontenelle explica que os Exus exercem, desde os primórdios da criação do mundo, um domínio intenso sobre os homens, e, pela lei da compensação, Deus permitiu aos descendentes que outros elementos, cuja denominação é conhecida como entidades guias espirituais, Orixás etc., lutem tenazmente contra os elementos do mal, para livrar-nos das perseguições e de tudo quanto nos retarda o progresso espiritual. Oliveira Magno cita que Exu é a energia ou força primitiva; é a substância prima; é o subconsciente de Deus; é o grande fluido ou energia que tudo abrange e envolve. Entre os africanos yorubá e fon, o princípio dinâmico da existência cósmica e humana é Exu. É o representante do axé encontrado em todos os elementos, definindo a ação e a estrutura desses elementos. Exu executa o transporte dessa força, mantendo a intercomunicação entre os diferentes domínios do Universo. O universo africano é concebido como energia expressa no conceito de força vital. A força vital é única e várias são as suas manifestações, sendo transmitidas por intermédio de Exu aos seres e domínios do Universo. Roger

Bastide diz que Exu é a divindade dos caminhos horizontalmente ordenados no Universo, mensageiro nas relações entre os deuses e dos caminhos verticais, estabelecendo as relações entre as diferentes categorias ordenadas. A ação magística de Exu tem forte implicação na superação de conflitos individuais, sendo a forma encontrada pelos seres humanos para contornar seus obstáculos. Por meio de categorias de pensamento mágico, Exu explica as contradições sociais e individuais, racionalizando ao nível do imaginário as irracionalidades das estruturas sociais. No culto de Ifá, traduz aos homens a palavra dos deuses. Em algumas versões dos mitos yorubá, Exu é também considerado o filho mais jovem de Yemanjá. Juana dos Santos, estabelece por meio da análise dos mitos sobre a divindade, a associação entre Exu Yangi e a sua atividade como Exu Ójisé, portador e entregador de sacrifícios, símbolos da restituição. Dessa forma, o significado simbólico da oferenda a Exu é manter a harmonia do Cosmos e a integridade da cada ser humano por meio da absorção e restituição do axé pela Divindade, ou seja, é o símbolo do princípio da existência individual. João de Freitas cita que o pahande (padê) de Exu é algo transcendente e não está ao alcance de qualquer um. Ele simboliza a concentração de bilhões de moléculas, desses fluídos da Natureza e que se transformam em Agentes Astrais denominados Exus pela terminologia umbandista. Comenta ainda que colocar num alguidar farofa de milho com azeite de dendê, em volta de um corpo inanimado de um animal, e juntar-lhe charutos, caixas de fósforos e cachaça não é nada. Qualquer pessoa pode fazê-lo. Pedir licença, fazer a saudação e entregar o pahande, satisfazendo os preceitos ritualísticos, só

o ogã-de-entrega é capaz de cumprir esta missão. Enquanto o ogã executa sua tarefa, a curimba vibra com os pontos cantados e os Exus, atuam sobre as faculdades sensoriais dos médiuns. O pahande de Exu, tal como foi descrito, que traduz o sentimento de gratidão das criaturas que foram beneficiadas por sua poderosa vibratória, é feitiçaria no conceito dos descrentes, e é magia negra no conceito dos ignorantes. É necessário conhecer o objetivo para o qual se concentram aqueles sentimentos, de todos os matizes, em busca da paz, da justiça e do amor. É necessário conhecer os sofrimentos humanos em toda sua extensão para compreender a finalidade de um pahande de Exu. Desde o momento em que o Candomblé constituiu um nicho cultural de resistência comunitária a escravidão, a magia de Exu passou a ser usada como força protetora diante das relações sociais conflitantes. Isto talvez explique porque os brancos identificaram Exu com o conceito católico do diabo, fazendo uma nova interpretação da concepção ocidental de feitiçaria. Se ocorreu a assimilação do conceito de diabo pela cultura negra, esta por sua vez foi reinterpretada pelas noções africanas, criando um conceito do diabo como entidade mágica e ambígua. EXU É O DIABO? QUEM SÃO OS EXUS? Para exercer um maior domínio sobre os fiéis (contribuintes), a Igreja Católica recorreu à doutrina de Zoroastro, onde há um Céu e um inferno dirigidos pelo Deus do Bem (Orzmud) e o Deus do Mal (Ariman). Para descrever o local dos suplícios, a Igreja de Roma utilizou o Livro dos Mortos Egípcio, onde se lê: Zonas incandescentes, abismos de fogo, onde as águas de chamas são os carrascos dos condenados que habitam salas, cujo assoalho é água, cujo teto é fogo e cujas paredes são serpentes


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Ano 5 número 47 vivas, onde há grelhas e caldeiras para o suplício dos pecadores. Platão descreve um inferno para os culpados com várias modalidades nos sofrimentos impostos aos condenados; um, a penas eternas de acordo com a gravidade dos delitos; outro, abrandado pelas suas virtudes (o purgatório católico), e outro, comutador quando o culpado conseguisse, após várias tentativas, obter, por meio de preces, o perdão daqueles a quem tivesse prejudicado na Terra. O purgatório católico só foi inventado no final de século XIII, e a partir daí é que surgiu a Santa Inquisição para manter o poder do Papa. Este novo truque (ou deveríamos chamar de trambique?) era fundamental para salvar as finanças do Catolicismo e dar-lhe novo alento, pois segundo disse um bispo em um Concílio: Indo umas almas para o céu, gozar felicidade eterna e outras eternamente condenadas para o inferno, claro é que as missas e rezas eram improfícuas. Havendo, porém, um lugar intermediário onde elas pudessem estacionar, logicamente se poderia encaminhá-las para o céu com uma liturgia especial, que forçosamente custa dinheiro. No entanto, já no século X, Santo Odilon, padre de Cluny, imitando certos frades, começou a rezar pelos mortos, chegando a ficar famoso por ter libertado do purgatório um número incalculável de

almas, o que obrigou o Papa João XVI a instituir o Dia de Finados. O padre Odilon ficou rico e o clero continua colhendo dividendos desse comércio. Vejam, se há o inferno, é claro que deve haver também um administrador dessa região. A Igreja investiu de tais poderes o pobre diabo, eterno tentador da indefesa humanidade. Esta figura atende também pelo nome de SATAN, termo que, na sua origem, nunca foi criado para personificar entidade alguma do inferno. Fabre D’Olivet explica a origem deste termo: A raça branca originária do polo boreal era chamada, pelos europeus, de raça boreana e hiperboreana. Moísés a chamava de giboreana. Esta raça tinha horror à raça negra pelas suas funestas incursões, por isso que a denominaram de sudeana. Deste termo se originaram os termos de Suth ou Soth dos egípcios, Sath dos fenícios, Shatan ou Satan entre os etruscos e Sathur entre os escandinavos. Foi, então, um termo criado para simbolizar a raça negra, inimiga da raça branca, porque, nesses tempos, os povos ainda não conheciam o Principio do Mal, como a entidade celestial decaída, que só muito tempo depois é que foi aparecendo na cabeça dos místicos. Os povos brancos sincretizaram essa entidade com um boneco pintado de preto e arrumaram-lhe

chifres, rabo, unhas aduncas, dentes caninos, patas de bode, tridente etc. Cada um lhe atribuiu os vícios da humanidade e outros males. Espantados com tal personagem, que eles mesmos fabricaram, fugiram horrorizados com a sua própria ideação. É este monumento que hoje serve de suporte ao Catolicismo e, o que é pior, também a muitos umbandistas. Em solo brasileiro, os jesuítas converteram o Messias, Yurupari dos indígenas, no Diabo. A Igreja Católica não nega a existência do Diabo. Ao contrário, reconhece-a e, tanto assim, que nos fala, constantemente do inferno, das penas eternas e esconjura as religiões mediúnicas como obra maléfica do Satanáz. Para os jesuítas, Yurupari era o Diabo. Na língua nheengatu, Yurupari nunca significou o Diabo. Na teogonia amerígena, é o filho da virgem Chiúcy, a Mãe do Pranto, a Mater Dolorosa, que, separada para todo o sempre do filho dileto, chora ainda hoje o suplício dessa fatal separação. Yurupari compõe-se de dois vocábulos nheengatu: yuru – pescoço, colo, garganta ou boca e pari – fechado, tapado, apertado. Epiaga cita que Yurupary quer dizer mártir, torturado, sofredor, o agonizante, presa do estertor mortal, verdadeira angústia ou aperto na garganta ou do pescoço. Jesus, no derradeiro instante da tragédia do Gólgota, em que sofreu “a dor silenciosa, a dor sobre-humana, que lhe


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Ano 5 número 47 contraiu o semblante, arroxeou os lábios e apagou o brilho dos olhos”, não se eximiu ao tórculo da prementíssima agonia. Esses mesmos jesuítas, que incentivavam o sincretismo dos Santos Católicos com os Orixás, procediam da mesma forma insinuando que Exu era o diabo. Os brancos não podendo compreender uma religião tão diferente da sua, julgava-a “demoníaca” já que não era cristã. Como os negros sabiam que o Santo não era o Orixá, sabiam também que Exu não se identificava com o diabo. Bastide comenta: Ouvi os negros da Bahia protestarem contra o nome do diabo dado às vezes a Exu, porque percebem o que separa a figura do Exu da do demônio: “Não, Exu não é o diabo, ele não é mau”. No entanto, as constantes fragmentações ocorridas nas gerações subsequentes contribuíram para uma interpretação errada sobre Exu. Edison Carneiro diz: Exu ou Elegbará tem sido largamente mal interpretado. Tendo como reino todas as encruzilhadas, todos os lugares esconsos e perigosos deste mundo, não foi difícil encontrar-lhe símile no diabo cristão. Escreve ainda: Exu não é um Orixá – é um criado dos Orixás e um intermediário entre os homens e os Orixás, é exatamente por causa dessa sua qualidade que os candomblés começam por festejá-lo. Toda festa começa com o despacho de Exu (padê). Quando os negros dizem despachar Exu, empregam esse verbo no sentido de enviar, mandar. Exu é como o embaixador dos mortais. Tem por objetivo realizar os desejos dos homens – sejam bons ou maus – e cumpre a sua missão com uma precisão matemática, com uma eficácia e uma pontualidade jamais desmentidas. O despacho de Exu é uma garantia prévia de que o favor a pedir será certamente obtido. Sendo Exu o intermediário entre os seres humanos e os Orixás, não é difícil compreender porque em todos os trabalhos de magia a primeira oferenda lhe é dedicada, pois quem movimenta a magia nada pode fazer ou realizar sem recorrer a este Agente. Mas não é só com o diabo que Exu é sincretizado. Às vezes encontra similitude em Santo Antonio, porque induz à tentação, incita maus pensamentos

e perturba as cerimônias (Santo Antonio teria sido perturbado por demônios). Também é sincretizado com São Bartolomeu, porque no dia 24 de agosto, dia desse Santo, costuma-se dizer que todos os demônios estão soltos. Um sincretismo pouco usual é encontrado no Rio Grande do Sul, onde o seu símile é São Pedro, pois este santo é o porteiro do paraíso, é o responsável pelo tráfego das almas, é ele quem abre e fecha os caminhos. Nos candomblés o assentamento de Exu encontra-se à porta das casas. O termo Exu pode sofrer variações em função da nação africana que influenciou determinado candomblé. Assim temos: Keto – Exu ou Embarabô Jeje – Elégbará Angola – Aluvaiá Congo – Bombongira ou Pambu Njila Cavalcanti Bandeira faz a seguinte abordagem sobre os Exus: O Candomblé, com sua base africanista, considera o Exu como Orixá desobediente, capaz de perturbar as cerimônias, por isso devendo ser afastado, não só dos trabalhos, como da localização dos “quartos de santos”.O Exu tem então a sua casa trancada a chave e com cadeado, num simbolismo dessa prisão, a qual fica próxima à entrada, por fora do prédio onde se realizam os rituais, e sem estar sob o mesmo teto dos Orixás, razão ainda por que lhes são ofertados os primeiros sacrifícios para evitar quaisquer interferências ou perturbações nos trabalhos a desenvolver. Surge assim, um fundamento por todos aceito, permitindo ordenar alguns conceitos primários de que, aceitando ofertas e executando trabalhos, são dotados de algum conhecimento pelas suas manifestações, não sendo tão somente forças da natureza, mas não necessariamente, almas humanas, num sentido reencarnacionista, sem levar em conta, ainda a explicação do fundamento africano em sua irmandade com outros Orixás. O Exu é considerado então, pelos africanistas, como um mensageiro dos Orixás, ou uma força a

ser mobilizada, sem a qual não se iniciam os trabalhos, pois lhe cabe dar a segurança nas tarefas, limpar o ambiente ou abrir os caminhos, o que não se consegue sem a sua permissão. É um guardião, uma sentinela pela qual se tem de passar, cumprimentar e agradecer. Nos terreiros de Umbanda, ocorrem concepções diferentes havendo, no entanto, algumas ligações com a cultuação africanista que vão se diluindo com o passar do tempo. Existem na Umbanda conceitos que requerem maiores esclarecimentos, como Exu Pagão e o Exu Batizado. É necessário ingressar num campo de vidas anteriores, esboçando etapas da evolução em função do passado que marcam as atuações no presente, num entrosamento seletivo com a intenção dos trabalhos, com sensibilidade mais nítida ante as pessoas que procuram a ajuda espiritual, indo numa escala desde a Magia Negra, da Quimbanda, aos trabalhos para o bem. Este tipo de trabalho exige uma força semimaterial para poder penetrar nessas áreas poderosas, onde se localizam potências maléficas, necessitando para combatê-las, de guardiões que possuem afinidade com esses meios através de suas vibrações. Muitas entidades trabalham sob a denominação de Exu. Cada um, cada lugar tem o seu guardião, o seu Exu, que deve ser convocado para agir naquele campo de vibrações densas, pois tudo existe e age conforme a afinidade de cada meio em função da mente dos participantes, seja para o bem, seja para o mal. Com exceção de alguns meios umbandistas, onde encontrarmos por vezes para Exu, o fundamento africanista nítido, na maioria há uma função em torno do conceito de Exu-Alma, daí a denominação de Exu Pagão e Exu Batizado. São situações que os próprios nomes definem, pois o Exu Pagão é tido como o marginal da espiritualidade, aquele sem luz, sem conhecimento da evolução, trabalhando na magia do mal e para o mal, em pleno reino da Quimbanda sem que, necessariamente, não possa ser despertado para evoluir de condição. Já o Exu Batizado, caracteristicamente definido como alma humana, sensibilizada para o bem, trilhando um caminho de evolução, trabalha, como se diz para o bem, dentro do reino da Quimbanda, por


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Ano 5 número 47 ser força que ainda se ajusta ao meio, nele podendo intervir, como um policial que penetra nos antros de marginalidade. Há, portanto, uma ligação muito acentuada de escalas de evolução e situação espiritual, pois muitos revelam conhecimentos em demonstrar poderes curativos, distanciando-se do enquadramento de agentes do mal, em uma progressão dentro do terreiro, feita através da mediunidade dos seus médiuns, que também evoluem paralelamente. Não se deve, entretanto, confundir Exu com espírito zombeteiro, mistificador ou equivalentes, porque estes pertencem a outra classificação, como espíritos legítimos que o são, daí a denominação específica de kiumbas, definindo de maneira precisa esses espíritos obsessores ou perturbadores, passíveis de evolução quando doutrinados ou esclarecidos da situação em que se encontram. O lado feminino de Exu manifesta-se através da Pombagira (proveniente do termo Bombogira). A Pombagira é explicada como sendo um espírito inferior, na maior parte dos casos estacionários, com o mesmo cortejo fálico e de vibrações densas, querendo ser comprada, por ser a mulher mais perseverante no seu conservadorismo, mas, algumas aceitam o caminho evolutivo, dependendo do médium em que incorporam.

Os Exus são então, enquadrados sob os seguintes aspectos: Orixá desobediente; Alma ainda ligada à natureza; Espírito maléfico estacionário; Espírito a caminho da evolução. Vejamos a opinião de Zélio de Moraes sobre Exu em uma entrevista com Lilia Ribeiro: -Considera o Exu um espírito trabalhador como os outros? - O trabalho com os Exus requer muito cuidado. É fácil ao mau médium dar manifestação como Exu e ser, na realidade, um espírito atrasado, como acontece, também, na incorporação de Criança. Considero o Exu um espírito que foi despertado das trevas e, progredindo na escala evolutiva, trabalha em benefício dos necessitados. O Caboclo das Sete Encruzilhadas ensinava que Exu é, como na polícia, o soldado. O chefe de polícia não prende o malfeitor; o delegado também não prende. Quem prende é o soldado, que executa as ordens dos chefes. E o Exu é um espírito que se prontifica a fazer o bem, porque cada passo que dá em beneficio de alguém é mais uma luz que adquire. Atrair o espírito atrasado que estiver obsedando e afastá-lo, é um dos seus trabalhos. E é assim que vai evoluindo. Torna-se, portanto, um auxiliar do Orixá. Percebe-se, nas palavras de Zélio, que o Exu é um espírito que não necessariamente faz o mal. Muitos

espíritos atrasados (kiumbas) baixam nos terreiros fazendo-se passar pelos verdadeiros Exus. No Voodo haitiano existe uma classe de espíritos denominados guedé, considerados patronos dos cemitérios e da morte. Eles surgem vestidos como agentes funerários, com velhas sobrecasacas e cartola, como o faz, por exemplo, Baron Cemitierè ou Baron Samedi (samedi, sábado, último dia da Criação), colocado sob o signo de Saturno e simbolizado pela cor negra, corresponde ao Exu Caveira. Ainda no Voodo haitiano encontramos Papa Legba (guardião das encruzilhadas) é o intermediário entre os loa (divindades) e a humanidade. Ele está em uma encruzilhada espiritual e dá (ou nega) permissão para falar com os espíritos. Ele é sempre o primeiro e o último espírito invocado em qualquer cerimônia, porque a sua autorização é necessária para qualquer comunicação entre os mortais e os loa - ele abre e fecha as portas. No Haiti, ele é a grande elocução, a voz de Deus. Facilita a comunicação, a fala e compreensão. Ele é muito poderoso, ele é o primeiro a abrir as portas para o mundo espiritual, quando solicitado, e tem o poder de remover obstáculos. Suas cores são o vermelho e o preto. Diamantino Fernandes Trindade Doutor em Educação pela PUC-SP Sacerdote da Cabana de Pai Benguela


11° PROCISSÃO DE XANGÔ


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Eventos

6º ENCONTRO DE CURIMBA DA FOUCESP O destacável evento ocorreu no dia 19/07/2015, às 19h, no CEU Jambeiro ‘’ Teatro Adolfo Celli”, situado na Avenida José Pinheiro Borges, Zona Leste, São Paulo - SP, sendo que todo trabalho se desenvolveu sob a distinta coordenação de Mãe Jacira e Pai Roberto Zangrande!

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Eventos PROJETO "ESTE SAMBA É PRA VOCÊ" O Projeto "Este Samba é pra Você" iniciou com muita alegria e energia, onde amigos compartilharam de uma tarde muito agradável ao Som de muito Samba e Flash Back! Agradecemos a participação da Família Aldeia de Caboclos, que contagiou ainda mais nossa Roda de Samba! Até o próximo encontro, que será em 16/08! Venha você também, afinal, "ESTE SAMBA É PRA VOCÊ"! Celso Araújo

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Eventos

NOTA OFICIAL SOBRE 3° FESTIVAL DE CURIMBA E DANÇA DA WEB RÁDIO BATUQUEIROS DA LUZ Queremos agradecer o carinho e a presença de todos nossos irmãos umbandistas que estiveram presentes nesse festival, queremos ressaltar que foram mais de 500 pessoas para um trabalho que está sendo feito apenas há três anos. Foi muito gratificante, realmente, não esperávamos tanta gente! Agradecemos de coração o patrocínio da Fraternidade Oxeturá o apoio e o empenho do Sergio Cabral da Web Rádio Voz Dos Orixás por ter feito a transmissão ao vivo do festival pela WEB RÁDIO VOZ DOS ORIXÁS. Segundo o que ele me disse durante o festival houve uma audiência maravilhosa. Agradecemos a todos os concorrentes que fizeram show no festival, não foi à toa que as dispu-

tas foram acirradas, ponto a ponto. Todos podem conferir com a tabela que anexada nessa nota oficial. Queremos parabenizar a CURIMBA LUZ DE ODARA pelo título de Campeã do 3º Festival de Curimba e Dança da Web Rádio Batuqueiros da Luz. Esclarecemos que como a LUZ DE ODARA e a CURIMBA TOQUE DE OURO estiveram empatados em 1° lugar no cômputo geral, tivemos que utilizar a categoria intérprete para desempatar, ficando, portanto, com base nas notas do quesito apontado, decidido que a CURIMBA LUZ DE ODARÁ era a campeã. NOVAMENTE QUEREMOS AGRADECER A TO-

DOS PELO EMPENHO E PELO O SUCESSO DESSE FESTIVAL! Desculpamos-nos pelos erros e esclarecemos que já estamos reformulando o projeto do festival para o ano que vem, e além de reformularmos toda a organização, também iremos reformular toda a infra-estrutura do festival. Aproveitamos para anunciar que o 4° FESTIVAL DE CURIMBA E DANÇA DA WEB RÁDIO BATUQUEIROS DA LUZ será entre os meses de março e abril de 2016, e contamos com a presença de todos vocês! Axé! Web Rádio Batuqueiros Da Luz Fotos: Filha de Yabá


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Eventos

4ª PROCISSÃO À MAMÃE NANÃ REALIZADA PELO TEMPLO DE UMBANDA VOVÓ CATARINA E CABOCLA JUPIRA E INSTITUIÇÃO PEDRA PRETA A emocionante Procissão dia 26 de julho de 2015 Vila Formosa, Zona Leste - SP, conduzida com alta seu idealizador, o grande Élcio de Oxalá!

aconteceu no no bairro de de São Paulo maestria por e querido Pai


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Calendário Datas e Eventos

16 de Agosto

to s o g a e d 15 FESTA DOS

OGÃS

de 2015 de agosto Data: 15 6:00 hs a Paulistan Horário: 1 dra da X9 a Araújo, 25 a u Q ilv Local: S : Av. Paulo aulo - SP Endereço oP Paulo, Sã o ã S Jd.

PROJETO: "ESTE SAMBA É PRA VOCÊ"

Data: 16/08/2015 Horário: 15:00 hs Local: Aldeia X Endereço: Rua Juvenal Parada, 35, Mooca, São Paulo - SP Entrada: Mulheres: R$10,00 / Homens R$15,00 Realizador: Celso da Aldeia Informações: Facebook/estesambaepravoce.com.br

20 de setembro 6º Festival de Curimba Aldeia de Caboclos Um Grito de Liberdade Data: 20/09/2015 Local: Casa de Shows Expresso Mix Endereço: Av.Aricanduva nº11500-Zola Leste – SP Realizadora: Escola de Curimba e arte Umbandista Aldeia de Caboclos

outubro

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e Ou Atabaque d

lo Fritiz) apra-Marce (Instituto Ic 5/ or 81 ad -5 iz 3 an 6 Org ões: 21-26 aç rm fo in Maiores ou 03-29289 l.com zap: 21- 97 015@gmai o2 ur aquedeo premioatab


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Eventos

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HOMENAGEM AO MILAGROSO BENTO DO PORTÃO - 2015 A tradicional homenagem foi realizada em com extremo êxito pelo Templo de Umbanda Mestre Tupinambá, com apoio do Superior Órgão de Umbanda, em 28 de junho de 2015, na Rua Dr. Azevedo de Lima, 296, Jd. Modelo – Jaçanã, São Paulo – SP, igualmente, contando com a bela apresentação do Altar Vivo Ressurreição de Jesus Cristo!


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Primeiro Prêmio “Nilton Fernandes” Um pouco de história…

No ano de 1975 o, Sr. Nilton Fernandes, sacerdote umbandista, fundou a Escola de Curimba e Arte Umbandista Félix Nascentes Pinto, cujo objetivo era ensinar não somente o canto aos Orixás, o toque do atabaque e a doutrina Umbandista, mas também para o fortalecimento e a preservação da cultura e da tradição do povo umbandista. Sendo a pioneira no ensino do toque e canto Umbandista, em 1.979, o Dr. Sebastião Marques Pena e Nilton Fernandes, registraram e regulamentaram a escola para que ela fosse reconhecida juridicamente, esta recebeu o nome de Félix Nascentes Pinto, por se tratar de um sacerdote umbandista que lutava pelos direitos da Umbanda e do umbandista – como Presidente do Primado de Umbanda de São Paulo – e também pelo apoio que deu quando de sua fundação. Para o Sr. Nilton o Curimbeiro juntamente com os dirigentes e entidades espirituais é uma figura de grande importância dentro do ritual, possuindo diversas responsabilidades, que se configuram em condutas que devem ser adotadas dentro da doutrina Umbandista. A E.C.A.U. Félix Nascentes Pinto, foi a Curimba Oficial de todas as festividades públicas da comunidade umbandista realizadas durante sua existência. Mostrou que a Umbanda tem história, cultura e lazer, promoveu o espetáculo teatral Terra Seca, transmitido pela TV Gazeta. Dentre tantas outras peças teatrais realizadas, promoveu Festivais de Música Popular Umbandista, animou diversas festividades em homenagem a São Cosme, Damião e Doum, inclusive as festas da União de Tendas de Umbanda e Candomblé do Brasil, cujo Presidente é Pai Jamil Rachid e, a cada ano fazia de suas apresentações na Praia Grande, durante os festejos ao Orixá Iemanjá, um grande espetáculo, sempre envolvendo a história, tradição e cultura do povo umbandista, do povo negro e de seus Orixás. Nilton Fernandes faleceu em 29 de outubro de 1.984, passando à sua filha Denise a presidência da escola. No ano de 1.992, após completar 13

anos de existência a escola foi fechada. Mas como dizia Pai Nilton: “Eu plantei a semente, que cada um regue um pouco de água”. E assim foi feito. Com o fechamento da Félix, surgiram outras escolas, porque a semente deve ser regada sempre. Como uma de suas sementes nasceu a Escola de Curimba Nilton Fernandes de Aruanda, com o mesmo objetivo de nosso grande mestre “Nilton Fernandes”: Fortalecer e preservar esta tradição, manter latente a rica cultura que fortalece seus seguidores na figura de nossos Orixás. Este ano a Escola de Curimba Nilton Fernandes completa 20 anos de sua fundação e de luta em prol da cultura umbandista e hoje conta com uma rede de relacionamento de mais de 300 terreiros, construída ao longo de sua existência. Nosso objetivo O evento prioriza valorizar o conhecimento, a luta, a realização e a disseminação do significado cultural, criado pelos sujeitos que praticam e (re)elaboram cotidianamente essa tradição, tentar desconstruir os preconceitos em torno das manifestações afro-brasileiras, condecorando assim algumas personalidades que estiveram ao lado do Sr. Nilton Fernandes batalhando pela organização Sócio-política da Umbanda. Premiaremos também Curimbas que atuem no universo dos terreiros e as que também atuem no universo cultural umbandista, pois a música cantada, é um poderoso instrumento inserido nesse contexto, e a identidade negra em sua diversidade é contada como elemento fundamental em sua construção e manutenção. Menção honrosa para: Ogã Zezinho de Oxalá Benedito Aparecido de Souza Pai Fabinho de Oxalá

Escola de Curimba Umbanda e Ecologia Pai José Valdivino (in memoriam) César Henrique Campos Os Homenageados da cerimônia serão: Pai Nilton Fernandes (in memoriam) Pai Félix Nascentes Pinto (in memoriam) Pai Jamil Rachid Pai Ronaldo Linares Pai Demétrius Domingues (in memoriam) Pai Milton Aguirre Pai Juberli Varela Pai Élcio de Oxalá Conceição da Jurema Mãe Sebastiana de Souza Pai Isidoro de Souza CURIMBAS PREMIADAS Curimba de Terreiro Templo Espiritual de Umbanda Iansã e Cacique Tupinambá Tenda de Umbanda Índio Sebastião e Cacique Pena Branca Centro de Estudos de Umbanda Cabocla Sete Estrelas do Mar Curimba Social Tupã Oca do Caboclo Arranca Toco APEU - Associação de Pesquisas Espirituais Ubatuba Templo de Umbanda Vinha de Luz Curimba Cultural Curimba Filhos de Umbanda (Associação Cultural Afro-brasileira Voz dos Tambores) Escola de Curimba e Arte Umbandista Aldeia de Caboclos Centro Cultural Ibi Foride


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Texto Complementar A Escola de Curimba Nilton Fernandes de Aruanda em comemoração ao seu vigésimo aniversário instituiu o Prêmio Nilton Fernandes, homenageando desta forma o idealizador das escolas de curimba. Pai Nilton foi o fundador da primeira escola de curimba do Brasil. O jantar de premiação aconteceu no Clube Atlético Juventus, no último dia 25 de julho, a confraternização contou com a presença de inúmeras personalidades ligadas ao universo cultural umbandistas. O Prêmio Nilton Fernandes laureou com placa de personalidade umbandista: Pai Nilton Fernandes (in memoriam ), Pai Félix Nascentes Pinto (in memoriam), Pai Jamil Rachid, Pai Ronaldo Linares, Pai Demétrius Domingues (in memoriam), Pai Milton Aguirre, Pai Juberli Varela, Pai Élcio de Oxalá, Conceição da Jurema, Mãe Sebastiana de Souza e Pai Isidoro de Souza. Laureou com menção honrosa: Ogã Zézinho de Oxalá, Benedito Aparecido de Souza, Pai Fabinho de Oxalá, Escola de Curimba Umbanda e Ecologia, Pai José Valdivino (in memoriam), César Henrique Campos. Também foram premiadas curimbas divididas em 3 categorias. Curimbas de Terreiro: T.E.U Iansa e Cacique Tupinambá, T.U. Indio Sebastião e Cacique Pena Branca, C.E.U. Cabocla Sete Estrelas do Mar. Curimba Social: Tupã Oca do Caboclo Arranca Toco, APEU - Associação de Pesquisas Espirituais Ubatuba, T.U. Vinha de Luz. Curimba Cultural: Curimba Filhos de Umbanda, Escola de Curimba Aldeia de Caboclos, Centro Cultural Ibi Foride.


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Amor ao Próximo Por:

Por Alfa & Omega

Doação de Cestas Básicas para Famílias Carentes Pela Associação Espírita Alfa e Ômega Pelo terceiro ano consecutivo a Aldeia de Caboclos coopera com nosso projeto social: Doação de cestas básicas para famílias carentes!! Todos os alimentos arrecadados na 11ª Procissão de Xangô foram doados para nossa associação e com a bênção de nosso Pai Oxalá conseguimos doar cestas básicas para 116 famílias dia 29.06.2015. Cada família levou para seu lar 03 cestas básicas, visto que nosso projeto tem como regra ajudar trimestralmente cada família, ou seja, nesse trimestre doamos em torno de 350 cestas básicas!! Foi um trabalho intenso de organização e visitas durante esse fim de semana, mas todo o cansaço e luta valeram a pena. A cada "obrigado", "Deus abençoe" víamos o olhar de esperança se renovando na vida daquelas famílias. Que Zambi nos proporcione a chance de cada vez mais aumentarmos o número de famílias que recebem tais cestas. Agradecemos a todos os terreiros e associações que estiveram na procissão louvando Xangô, pois com

a união de tantas famílias umbandistas triplicamos nosso trabalho social nesse trimestre. Obrigada aos colaboradores e médiuns da nossa casa que de alguma forma contribuíram na organização das entregas das cestas básicas. Por fim, agradecemos a Família ALDEIA DE CABOCLOS pela parceria e pela confiança em nossos trabalhos sociais, deixando a responsabilidade de distribuição desses milhares de alimentos para nossa associação. Que Oxalá, Xangô e toda a espiritualidade continuem abençoando seus lares, terreiros e cada um de vocês. Muita luz, paz e evolução espiritual é o que desejamos a todos. Praticar a caridade te faz perceber que não é somente quem precisa que está sendo ajudado, nós também somos auxiliados, nossa alma se alimenta de sentimentos bons, alegria e sensação de dever cumprido com aquele gostinho de "que venha o próximo o trabalho". Sempre podemos ajudar de alguma maneira, faça

sua parte, se doe. Faça o bem sem olhar a quem! Esse resultado só foi possível, pois existiu a união de pessoas em prol de um mesmo ideal, vibramos, louvamos, vimos lindas apresentações da nossa religião Umbanda naquele domingo da Procissão e hoje quem sorri e estão mais aliviados são pessoas necessitadas, pois têm o que comer em seus lares. Acreditamos que uma das missões que temos nessa vida é minimizar ao máximo os problemas materiais e espirituais das pessoas. Então, seguimos nossa caminhada de luta árdua fazendo nossa parte! Mais uma vez, obrigada e Axé irmãos. Associação Espírita Alfa e Ômega Rua Augusto Giorgio, 222 São Mateus São Paulo - SP CEP 03965-050 Brasil (11) 2018 0879 ass.alfa.omega20@gmail.com


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9 9877-2354 umbanda@tendadeumbanda.org www.tendadeumbanda.org

Fundado em: 18-01-1975

Trabalhos Espirituais aos Sábados as 19:00 hrs Avenida Vila Ema, 3248- Vila Ema São Paulo/SP Tel.: 11 2604-5524 / 98564-1207

Endereço: Rua Viela Espinard nº 17 Picanço- Guarulhos cabocloseteflexaebaianoseveria@gmail.com Contato:94726-7609

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Jornal Aldeia de Caboclos agosto de 2015  

Edição 47 do jornal Aldeia de Caboblos

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