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Editorial Prezados leitores e irmãos de fé, é com muita ale-

dade de organização e realização de exemplares

jando uma fantástica confraternização neste tão

gria e grande vibração que os convidamos a par-

eventos pela nação umbandista.

esperado dia.

Igualmente, frisa-se que este memorável festival

Que Oxalá ilumine o caminho de todos nós!

ticipar de forma maciça do empolgante, dinâmico e altamente aguardado 4º Festival de Curimba promovido pela Escola de Curimba e Arte Umbandista Aldeia de Caboclos.

tem como suas bandeiras: o Grito de Liberdade contra a subjugação e preconceito em relação aos cultos afro-brasileiros, e o combate a intole-

Tragam seus templos, os admiradores da religião

rância religiosa, sempre expressando o prazer e

Umbandista e da arte como um todo, tragam seus

a alegria de ser umbandista com muita fé, forte

amigos e família, pois, trata-se de um evento de

motivação e respeito a todos.

grande magnitude no tocante a expansão, união,

No dia 22 de setembro de 2013, na casa de Shows

fortalecimento e valorização da arte e cultura

Expresso Brasil, situada na Avenida Aricandu-

Umbandista.

va, nº 11.500, São Paulo-SP, temos um encontro

Estamos de frente a uma enorme festividade que visa à continuidade dos grandes, salutares e marcantes festivais umbandistas, bem como objetiva dar maior destaque e ressaltar a força e a capaci-

marcado com a beleza, vibração, harmonia, alegria e com a luz que emana da arte e cultura da nossa amada Umbanda.

Salve a Umbanda, que é amor e caridade, Salve Zambi! Alexandros Barros Xenoktistakis

TE EXPEDIEN els B. Xenoktistakis g n E r: radini to e Dir Daniel Co kis : e rt A e d Direção enoktista ngels B. X rgo / Redator: E res: Adriano Cama o Colaborad ares e in L o ld a n o R akis Barros s Xenoktist Alexandro rídica: Alexandros Ju 182.106 Assessoria – OAB/SP caboclos.com.br is k a st ti k o iade Xen rnal@alde jo : to ta n o c

Esperamos todos vocês de coração aberto, dese-

PREVISÃO BARALHO CIGANO Cartas: CASA - URSO - CEGONHA Amor - Período muito indicado para reavaliar os sentimentos, tentar analisar o que você está cometendo em excessos com a pessoa amada. Cuidado com a possessividade e a impulsividade. Se você está sozinho, ótimo momento para se desprender de coisas do passado, reavaliar a sua conduta e partir para um novo caminho. Profissional e Financeiro - Momento onde você terá a oportunidade de mudanças, mas são meio lentas, cuidado com falsas promessas no campo profissional, tenha atitudes bem sólidas com

relação as suas escolhas. Financeiramente é um ótimo período para aquisição de algo de valor. Saúde - Mulheres cuidado com o lado feminino e hormonal, os homens, cuidado com próstata, bexiga ou rins. Se refugiar em casa, ou ler um bom livro, cuidar do mental, são excelentes dicas para esse período. Carolina Amorim Taróloga e Terapeuta holística Fone: 11- 23694241 ou 984096944. Agende agora mesmo sua consulta. http://esoterismoestreladooriente.blogspot.com.br


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Umbanda Legal

Desenvolver é Preciso O que leva uma pessoa a ser Umbandista? Será apenas o fato de ver, ouvir ou sentir o mundo espiritual? Ou porque alguém disse que ele tem que “desenvolver” a mediunidade? Porque ele simpatiza com a Umbanda? Se sente atraído pelos atabaques?

A Umbanda merece de nós primeiramente o conhecimento, em todos os sentidos; saber o que é a Umbanda, o que significa, o que é mediunidade, como lidar com isso, as responsabilidades, os deveres, aí sim optar por se tornar um verdadeiro umbandista.

Afinal de contas, o que é desenvolver a mediunidade? A maioria das pessoas acha que desenvolver a mediunidade é trazer seus guias e já sair atendendo, mas a meu ver não é tão simples assim.

Às vezes eu me lembro da época em que, ao visitar um terreiro, era tão fácil apontar as falhas, dizer o que estava errado; hoje, estando do outro lado, como dirigente, sinto na pele todas as dificuldades que esse cargo impõe àqueles que têm por objetivo enaltecer a Umbanda e praticá-la com amor e respeito.

Na verdade, antes de qualquer coisa deve se entender que os guias espirituais estão sempre prontos, o médium é que precisa se fazer merecedor de trabalhar com eles. Na verdade, o bom médium é aquele que, dentro ou fora do terreiro, é um bom ser humano. A impressão que eu tenho é de que as pessoas têm dificuldade de enxergar o terreiro como templo religioso que é; tenho certeza que quem vai à missa, por exemplo, não vai cobrar do padre os resultados de seus pedidos, mas se acham no direito de fazê-lo em relação ao guia que o atendeu. Estou falando isso porque já vi, por exemplo, a pessoa fazer cara de desdém para um preto-velho ao sair apenas com uma vela branca na mão, quando esperava soluções milagrosas ou revelações mirabolantes, e logo em seguida o guia me chamar e dizer que se aquela pessoa tivesse fé aquela vela bastaria... Ver que as pessoas de fora têm uma visão equivocada da nossa religião é até certo ponto compreensível; triste é constatar que muitos umbandistas também têm, o que jamais deveria acontecer. Eu entendo a empolgação inicial do filho que começa na Umbanda, a curiosidade de saber os nomes dos pais e mães Orixás, dos guias espirituais, eu também passei por isso, mas não é isso que nos torna bons umbandistas.

Há quem pensa que ser umbandista é chegar no terreiro, encontrar tudo pronto, incorporar no primeiro ponto, rodar pelo terreiro, dançar, fumar, beber, ocupar os cambonos dando “recados” dos guias, sair atendendo sem ter autorização, ir embora assim que a gira se fecha, pois sempre tem um compromisso, e achar que agindo assim ainda fez muito... O desenvolver na Umbanda, implica em tudo isso; no entender que ao participar da limpeza, arrumação e firmezas antes da gira, o médium está tendo a honra de limpar e arrumar a casa de seus Orixás e guias espirituais, pois é chão onde eles se manifestam. Entender que trabalhar como cambono vai prepará-lo para saber o que ele vai encontrar quando começar a atender; entender que, ao final do trabalho, por mais cansado que ele esteja, os outros também estão, e que é dever de todos deixar o terreiro limpo e organizado como encontrou. Desenvolver é isso, é se fazer presente no seu terreiro, é ser um bom filho-de-santo, é ter firmeza, certeza de que está na casa certa, é ter amor ao chão que pisa. Se não estiver satisfeito, procure outra casa, é direito seu, mas o faça com o objetivo de encontrar o seu lugar realmente, e não para ficar pulando de terreiro em

terreiro como muitos, pois isso denota falta de firmeza e de fé, e os guias não precisam disso. Se tem críticas ao seu terreiro, leve-as a seus dirigentes, com honestidade, amor e respeito, e não se esqueça de que está criticando a casa que acolheu a você, a seus Orixás e seus guias. Saber se colocar no lugar do outro é imprescindível para enxergarmos se as nossas atitudes condizem com o que pregamos. Mas é muito difícil esperar das pessoas esse procedimento, sem que eles entendam primeiro a seriedade que a Umbanda exige de nós; sem comprometimento, trabalho, dedicação, respeito, abnegação, sem responsabilidade, é simplesmente impossível ser umbandista de verdade. É muito fácil você ir a um culto, se sentar, ouvir, levantar e ir pra casa, mas no terreiro você é tão responsável pela gira como qualquer outro, sem importar se ele lavou o banheiro ou acendeu as velas do congá. Não seja um médium de ocasião, que não faz falta pelo simples fato de não se fazer notar quando está presente; não cobre de seu terreiro aquilo que você não oferece. Ao contrário, ofereça a seu terreiro o que você espera obter, e verá como as coisas são simples. Não seja apenas mais um, mas pratique sua religião de forma a ser motivo de orgulho para essa grande mãe chamada Umbanda, Axé. Por Mãe Valéria Siqueira

Terreiro de Umbanda Pai Oxóssi, Caboclo 7 Flechas e Mestre Zé Pilintra

Críticas e sugestões: t.u.paioxossi@hotmail.com


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Falando

de

Umbanda por Pai Ronaldo Linares

Tenemos Papa Quando tomamos conhecimento da eleição de um novo Papa, o simpaticíssimo Papa Francisco (ou como também é chamado - o Papa do fim do mundo), eu disse à minha esposa usando a linguagem dos los hermanos Argentinos: “Si es Argentino, no havemos Papa pero tenemos Papa!” Para quem não conhece a geografia Argentina esclareço que há, no estremo sul do Estado, na Província da Patagônia, uma enorme placa indicando “FIM DO MUNDO”. Passando da placa só encontra-se o gelo da Antártica e nada mais. Sendo o primeiro NÃO EUROPEU a ocupar o Trono de São Pedro, Sua Santidade Papa Francisco inicia seu trabalho no Brasil com a Jornada Mundial da Juventude- 2013 e assim a cidade maravilhosa viu, de repente, as areias de Copacabana se transformarem numa imensa igreja céu aberto com a presença de 3,7

milhões de pessoas, sendo a segunda maior concentração mundial. A frente do Brasil está apenas as Filipinas em 1995, com 4 milhões. Em meu nome e em nome da FEDERAÇÃO UMBANDISTA DO GRANDE “ABC” (entidade que represento), desejo de todo coração parabenizar Sua Santidade e a igreja católica pela magnífica demonstração de Fé e União. O Papa Francisco cativou a todos pela simplicidade, despojamento e altruísmo. Um Papa como até então ninguém havia visto; um Papa que deseja estar com o povo, que beija as crianças como um abuelito (vovozinho), que ouve e compreende a todos; que afirma que uma mulher divorciada também merece o amor de Deus; que diz que um gay não é um pecador, e sim um ser humano e, como tal, será amado por Deus. Enfim, um Papa que realmente é um ‘ARAU-

TO DE CRISTO” proclamando a união de todos em torno dos ensinamentos de Cristo. Pregando que as religiões - TODAS ELAS - se aproximem e se respeitem, pois todas têm o mesmo objetivo: aperfeiçoar o homem e conduzi-lo a Deus. A igreja católica está mudando: menos pompa e mais caridade; menos ostentação e muito mais compreensão e amor. Quando ouço falar nos mais diferentes ensinamentos religiosos: “Deus disse...” ou “Jesus disse...” penso imediatamente: “Será que não está em tempo de pararmos de discutir o que Ele disse e começarmos, imediatamente, a fazer o que Ele mandou?” E vou ainda mais além, creio que foi para esse fim que o Papa Francisco veio ao Brasil, pois, com muita humildade, com um sorriso nos lábios e muito amor no coração nos fez lembrar de um dos mandamentos de Jesus Cristo: “Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei.” “Bueno que también tenemos al Papa Francisco, bienvenido señor.” Pai Ronaldo Antonio Linares www.santuariodaumbanda.com.br federacaoabc@terra.com.br

www.facebook.com/santuariodaumbanda.fugabc.7

ago/2013

P.S:. Ele - o Papa - já começou e você, por que espera?


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Artigo

OBALUAÊ (OMOLU/XAPANÃ/OBALÚAYÉ/ OMOLU/SÀNPÒNNÁ)

Obalúayé na África Obalúayé (“Rei Dono da Terra”) ou Omolu (“Filho do Senhor”) são os nomes geralmente dados a Sànpònná, deus da varíola e das doenças contagiosas, cujo nome é perigoso ser pronunciado. Melhor definindo, ele é aquele que pune os malfeitores e insolentes enviando-lhes a varíola. O culto a Obaluaê, assim como o de Nanã Buruku, do qual trataremos no próximo capítulo, parece fazer parte de sistemas religiosos pré-Odùduà. Nem um nem outro consta da lista dos companheiros de Odùduà quando de sua chegada a Ifé, mas algumas lendas de Ifá dizem que Obaluaê estava já instalado em Òkè Itase antes da chegada de Orunmilá, que fazia parte daquele grupo. A antiguidade dos cultos de Obaluaê e Nanã Buruku, freqüentemente confundidos em certas partes da África, é indicada por um detalhe do ritual dos sacrifícios de animais que lhe são feitos. Esse ritual é realizado sem o emprego de instrumentos de ferro, indicando que essas duas divindades faziam parte de uma civilização anterior a Idade do Ferro e à chegada de Ogum (que veio com Odùduà). Algumas lendas falam de Obaluaê e Nanã Buruku contra Ogum. Os primeiros recusam-se a reconhecer a antiguidade do deus do ferro como sendo anterior

à deles próprios e, em conseqüência, de servir-se do ferroem suas atividades. Essa disputa entre divindades poderia ser interpretada como o choque de religiões pertencentes a civilizações diferentes, sucessivamente instaladas no mesmo lugar e datando de períodos respectivamente anteriores e posteriores à Idade do Ferro. Poderia também ser conseqüência da diferença de origem de povos vindos, uns do leste, com Odùduà, e outros do oeste, anteriores a esse acontecimento. O lugar de origem de Obaluaê é incerto, mas há grandes possibilidades de que tenha sido em território tapá (ou nupê). Se essa não é sua origem, seria pelo menos um ponto de divisão de crença. Frobenius escrevia que lhe fora dito em Ibadan que Xapanã tinha sido, antigamente, rei dos tapas. Uma outra lenda de Ifá confirma essa última suposição: “Obaluaê era originário de Empé (Tapá) e havia levado seus guerreiros em expedição aos quatro cantos da terra. Uma ferida feita por suas flechas tornava as pessoas cegas, surdas ou mancas. Obaluaê-Xapanã chegou assim no território mahi no norte do Daomé, batendo e dizimando seus inimigos, e pôs-se a massacrar e a destruir tudo o que encontrava à sua frente. Os mahis, porém, tendo consultado um babalaô, aprenderam como acalmar Xapanã com oferendas de

pipocas. Assim, tranqüilizado pelas atenções recebidas, Xapanã mandou-os um palácio onde ele passaria a morar, não mais voltando ao país Empê. O Mahi prosperou e tudo se acalmou. Apesar dessa escolha, Xapanã continua a ser saudado como Kábíyèsí Olútápà Lempé (“Rei de Nupê em pais Empê”). O culto de Sapata, a versão fon de Xapanã, teria seu lugar de difusão na região mahi, na aldeia chamada Pingini Vedji, perto de Dassa Zumê, porém trazido pelos nagôs. Essa tradição é confirmada em Savalu, também na região mahi, onde Sapata Agbosu do bairro Bla, chefe dos sapata da região, foi trazido, segundo dizem, ao templo de Ahsu Soha, o fundador, ou, mais exatamente, o conquistador do lugar que foi o ponto terminal de seu movimento migratório para o norte, migração empreendida para se afastar das regiões destruídas pelas campanhas dos reis de Abomey contra seu vizinhos do leste. Ahosu Soha, durante seu percurso, encontrou em Damê, no rio Weme, os kadjanu, nagôs originários da região do Egbadô, que se dirigiam também para o norte e se juntaram a ele para estabelecerem-se em Savalu com seu deus Agbsu. As origens nagô-iorubás do vodum Sapata são atestadas pelo fato de que, durante sua iniciação, os futuros sapatasi, pessoas dedicadas a Sapata, são chama-


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dos ànàgonu (anago ou nagô) e que a língua usada no ritual de iniciação e nas orações é o ioruba primitivo, ainda falado diariamente pelos Aná. Pesquisas feitas a respeito de Sapata-Ainon (“Dono da Terra”) entre os fon ajudam a compreender as relações de Sànpònná-Obalúayé, o “Rei Dono da Terra” para os iorubás, com Nanã Buruku, considerada sua mãe, no Brasil. Em Abomey, conta-se que Nàná Bùkùú ou Buruku) era mãe de um casal: Kohosu e sua mulher Nyohwe Ananu, que são os pais de todos os sapata, senhores de muitas doenças temíveis de que falamos em outro trabalho. O culto de Sapata-Ainon, o Dono da Terra, conheceu em Abomey altos e baixos e tive disputas com a dinastia dos aladahonu, reis do Daomé. Estes usavam alguns dos títulos gloriosos de Sapata, tais como: Ainon (“Senhor da Terra”) ou Jehosu (“Rei das Pérolas”). Os Sapatanon, chefes desse culto, foram várias vezes expulsos do reino de Abomey. Em Dassa Zumê, nos foi contada uma história sobre a origem de Sapata-Sànpònná: “Um caçador Molusi (iniciado de Omolu) viu passar no mato um antílope (agbanlín). Tentou mata-lo, mas o animal levantou uma de suas patas dianteiras e anoiteceu em pleno dia. Pouco depois, a claridade voltou e o caçador viu-se na presença de um Aziza (Aroni em ioruba), que declarou ter intenção de dar-lhe um talismã poderoso para que ele colocasse sob um montículo de terra que deveria ser erguido defronte da sua casa. Deu-lhe também um apito, com o qual poderia chamá-lo em caso de necessidade. Sete dias depois, uma epidemia de varíola começou a assolar a região.

Buruku é igualmente confundida com eles. Para não tornar muito extenso este texto, damos em notas algumas dessas variações. De sua leitura conclui-se que: Ou assistimos na África a um sincretismo entre duas divindades vindas uma do leste, Sànpònná- Obalúayé (Nàná-Buruku), e outra do oeste, Omolu-Molu (Nàná-Brukung), que se juntaram e tomaram o caráter único de Kêto; ou então, tratar-se-ia de uma divindade única, trazida por migrações leste-oeste, como as dos Ga, que foram de Benim para região de Accra, durante o reino de Udagbede, no fim do século XII e levada depois para seu lugar de origem, com um novo nome que, no início, era apenas um epíteto. Retornaremos a esse assunto no próximo capítulo. Eis alguns oríkì de Xapanã, sob o nome de Omolu, recolhidos em Kêto e Abeokutá: “Meu pai, filho de Savé Opara. Meu pai que dança sobre o dinheiro. Ele dorme sobre o dinheiro e mede suas pérolas em caldeirões. Caçador negro que cobre o corpo com palha da costa,

Não encontrei outros orixás que façam, com ele, uma roupa de pele adornada com pequenas cabaças. Não queremos falar (mal) de alguém que mata e come gente. Veremos voltar, na estrada do campo, o cadáver inchado daqueles que insultam Omulu. Ninguém deve sair sozinho ao meio-dia “.

O Molusi voltou à floresta e soprou o apito. Aziza apareceu e disse-lhe que aquilo que lhe dera era o poder de Sapata e que era preciso construir para ele um templo e todo mundo deveria, doravante, obedecer ao Molusi. Foi assim que Sapata instalou-se em Pingini Vedji”.

Essa última saudação é uma alusão ao nome de Olodé, proprietário do exterior (o que esta fora das casas), dando a Omolu e à sua presença habitual nas ruas, em horas de sol intenso, ao meio-dia... e o perigo que podem correr as pessoas desprovidas de talismãs protetores.

As proibições em relação à Sapata são o agbalín, a galinha-d’angola (sonu), um peixe chamado sosogulo, cujas espinhas são atravessadas, e o carneiro. As oferendas indicadas são os cabritos, galos, feijão e inhame.

Obaluaê no Novo Mundo

Mas, voltando ao culto de Xapanã-Obaluaê, haveria, segundo Frobenius, dois Xapanã: o que já foi referido, de origem tapá, que ele chama de ànpònná-Airo, e o outro, que teria ido a Oyó, vindo do Daomé, que ele chama de Sànpònná-Boku, aproximando-o assim de Nanã Buruku; o quetestemunharia os laços existentes entre Obaluaê e Nanã Buruku. Existe uma confusão muito grande a respeito de Sànpònná Obalúayé, Omolu e Molu, que se misturam em alguns lugares e, em outros, são deuses distintos. O que dificulta o problema vem do fato de que Nanã

No Brasil e em Cuba, como na África, Xapanã é prudentemente chamado Obaluaê ou Omolu. É sincretizado com São Roque, na Bahia e em Cuba, e com São Sebastião no Recife e no Rio de Janeiro. As pessoas que lhe são consagradas usam dois tipos de colares: o lagidiba, feito de pequeninos discos pretos enfiados, ou colar de contas marrons com listas pretas. Quando o deus se manifesta sobre um de seus iniciados, ele é acolhido pelo grito “Atotô!” Seus iaôs dançam inteiramente revestidos de palha da costa. A cabeça também é coberta por um capuz da mesma palha, cujas franjas recobrem seu rosto. Em conjunto, parecem pequenos montes de palha, em cuja parte inferior aparecem pernas cobertas por calças de renda e, na altura da cintura, mãos brandindo um xaxará, espé-

cie de vassoura feita de nervuras de folhas de palmeira, decorada com búzios, contas e pequenas cabaças que se supõem conter remédios. Dançam curvados para frente, como que atormentados por dores, e imitam sofrimento, as coceiras e os tremores de febre. A orquestra toca para Obaluaê um ritmo particular chamado opanije, significando em ioruba “ele mata qualquer um e o come”, expressão que encontramos, anteriormente, nas saudações que lhe são dirigidas na África. A festa anual de oferendas de comidas chama-se “Olubajé”, no decorrer da qual lhe são apresentados pratos de aberem, milho cozido enrolado em folhas de bananeira, carne de bode, galos e pipocas. Segunda-feira é o dia da semana que lhe é consagrado. Neste dia, o chão do adro da Igreja de São Lázaro, na Bahia, é coberto de pipocas que as pessoas passam em seus próprios corpos para se preservarem de possíveis doenças contagiosas, associando, assim, numa mesma manifestação, a sua fé à força do deus africano e do santo católico. As proibições alimentares das pessoas dedicadas a Obaluaê são, como na África, carne de carneiro, peixe de água doce de pele lisa, caranguejos, banana-prata, jacas, melões, abóboras e frutos de plantas trepadeiras. Diz que é filho de Nanã Buruku e originário, como ela e Oxumaré, do país Mahi. Os “pejís” dessas três divindades são, por esse motivo, reunidos numa mesma cabana, separadas dos outros orixás. Esse texto foi retirado do livro “Orixás” de Pierre Fatumbí Verger


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Foto: Divulgação

Ervas na Aldeia por Adriano Camargo

Ervas para crianças Salve sagrado amigo leitor. Vamos a mais um trecho do livro Rituais com Ervas – banhos defumações e benzimentos. Nesse tópico encontramos algo interessante, assim como citei no capítulo anterior sobre mediunidade, a idade básica para as percepções tem se alterado para baixo, ou seja, cada vez mais cedo vemos as crianças ligadas aos fatores espirituais naturais da vida. Fala-se de crianças índigo, cristais, especiais, enfim, nosso objetivo aqui não é dissertar sobre esse tema em exclusivo, mas apontar algumas ervas interessantes para as crianças de modo geral, para que se beneficiem do elemento da natureza sem perdas energéticas ou impactos ao seu campo vibratório. Nos capítulos iniciais eu contei um pouco sobre as minhas experiências de infância com os benzimentos, e posso afirmar que tomei muitos banhos de ervas. Banhos de descarrego inclusive. E cá estou, vivo e ativo. Nada me prejudicou ou me fez mal. Isso não quer dizer que não precisamos de algum conhecimento e cuidado para aplicar as ervas em crianças. Crianças recém nascidas, e até alcançar a capacidade de andar e falar, não tem necessidade de tomar banhos de ervas diretamente. A mãe, ou pessoa habilitada, pode ao preparar um banho para si, desde que tenha pelo menos uma erva equilibradora (morna), molhar as mãos no preparo e passar na cabeça da criança, ou mesmo molhar a ponta dos dedos ou do polegar e fazer uma cruz no alto da cabeça, na testa, na nuca, no pescoço, no peito, no ombro direito e no esquerdo, fechando assim os quatro cantos energéticos, criando um campo de proteção para o bebê. Quando falo que a mãe deve fazer, eu não excluo o pai. É que a mãe é quem normalmente está mais ligada aos cuidados à criança. Nada impede que o pai, os avós, a madrinha, ou alguém que tenha a permissão dos pais, possa fazer isso. No entanto é fato que o po-

der da mãe é indiscutível. Crianças até os sete anos de idade, em media, tem ainda os centros de força (chacras) em formação, portanto tem proteção natural dos mecanismos da Lei da Vida. Dificilmente terão necessidade de um banho ou outro ritual mais direcionado aos descarregos energéticos. Essa é a regra geral, casos isolados devem ser tratados também de forma isolada, avaliados e se possível, ter mais de uma opinião sobre o assunto, antes da aplicação do ritual. Só a titulo de comentário, como observei anteriormente, as crianças tem cada vez mais vindo ao planeta trazendo capacidade mediúnica, perceptiva, crítica, avaliadora e um conjunto de conhecimento latente que dificulta aos pais um caminho mais adequado. Para quem está num meio natural (magia, rituais) o entendimento para esses pequenos seres que vem nos abençoando com suas presenças é um pouco, apenas um pouco, mais fácil. Isso é normal e faz parte de todo esse momento transformador que nosso planeta vive. Assim como as ervas não crescem apenas no quintal dos religiosos, essas crianças não nascem apenas em lares amparados pelas religiões naturais. Nenhum pai irá querer ver o seu filho agredido por religiosos e seus livros sagrados, dizendo que estão possuídos pelo diabo, pelos infernos e seus seres, o que na verdade será demonstração de falta de conhecimento e capacidade de lidar com algo que é natural para o ser humano, o sentido divino das coisas – o espírito. Devemos nos preparar para acolher nos meios religiosos naturais esses que virão, sem conhecimento nenhum, mas movidos pelo desejo de entender os porquês de Deus ter colocado uma criança mediúnica em suas vidas. Devemos aprender para poder ensinar

que isso não é doença ou algum mal que pegou no pequeno, mas que faz parte da própria evolução de todos nós. Crianças hiperativas normalmente são saudáveis e exigem dos pais uma compreensão extra. Crianças muito quietas podem sim ser normais, podem apenas serem quietas. O importante é os pais não quererem idealizar um filho e acreditar que as ervas podem criar essas condições. As ervas sim podem trazer alivio para alguns males, compreensão para situações naturais, alivio para os momentos de falta de saúde, tranquilidade, raciocínio e foco para que se promovam os ajustes naturais para todos nós, inclusive e em especial, as crianças. Para as crianças entre os sete e os doze anos de idade, os banhos com ervas equilibradoras são suficientes para uma boa relação limpeza x equilíbrio energético. Essa idade escolar desperta nos pais a preocupação com o foco, o raciocínio e a capacidade de aprendizado. A partir do doze anos de idade, se bem que essa idade está mudando para baixo, os banhos normais, assim como feitos para os adultos, podem ser administrados livremente. Os amacis, no caso de serem aplicados no ambiente religioso, requerem o bom senso do sacerdote aplicador. Há algumas ervas que eu gosto muito de direcionar para o trato com os pequenos, entre elas cito o Capim Rosário, a Alfazema (lavandas), a Camomila, a Erva Doce e a Macela. Muito obrigado, sucesso, saúde e muita alegria! adriano@ervasdajurema.com.br www.erveiro.com.br


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Artigo

Por Prof.Rose de Souza

Diferenças entre Pombo-Gira Cigana e Ciganas Os Ciganos trabalham em todos os “lugares”, são livres para trabalhar e precisam dessa liberdade para sua evolução. Os Ciganos não trabalham a serviço de um Orixá específico, eles respeitam os Pais e Mães Divinos dos médiuns, por isso não são guardiões de uma casa espiritual. Essa linha trabalha em paralelo e conjugada com as demais, onde o seu compromisso primeiro é com a caridade e não com nenhuma outra linha específica. Os Ciganos são protetores e não guardiões. Podem trabalhar dentro da linha de Exu, porém sem função de chefia e de guarda. Já os Exus Ciganos e Pombos-Gira Ciganas são exus e pombos-gira como todos os outros exercendo todas as funções que qualquer exu e pombo-gira exercem. Em resumo: cigano é uma coisa, exu cigano é outra. Eles têm funções diferentes, embora a mesma origem cigana. Os Ciganos se manifestam nos terreiros de Umbanda, justamente por Ela ser uma religião aberta e dar liberdade para qualquer linha de trabalho que venha fazer Caridade. Por serem muito alegres, os médiuns começaram a se fascinar, e ter excesso de culto por essa Linha mesmo não conhecendo os princípios e muitas vezes deixando a vaidade tomar conta. Todas as entidades são iguais, trabalham juntas em um único objetivo, a Caridade. É preciso que tudo na vida esteja bem equilibrado, para assim sermos uma melhor ferramenta para a Espiritualidade, os Espíritos Ciganos nos ensinam a

buscar os conhecimentos para termos este equilíbrio, nos dão exemplos de irmandade, porque um Cigano sempre ajuda o outro, e dentro desta grande Egrégora não há diferença seja espiritual ou material. POMBO-GIRA A GUARDIÃ: Além de serem entidades que se manifestam nos cultos de matriz africana, as pombas-gira são bastante procuradas para resolver os problemas de amor que tanto trazem sofrimentos. São conhecidas como vencedoras de demandas, mulheres cheias de méritos que mostram toda a sensualidade, mas na verdade elas trazem o desejo de vencer e viver tão importantes para nosso dia-a-dia. Na Umbanda, a pomba-gira faz parte de um grupo de entidades que trabalham “à esquerda”, neutralizando o aspecto negativo e positivo gerando o equilíbrio. São eles, exus e pombas-gira, os responsáveis pela guarda e limpeza espiritual dos terreiros, a quem recorremos quando necessitamos daquela ajuda mais material. Exus e pombas-gira nunca trabalham sozinhos, pois o aspecto masculino do exu é positivo, e o feminino da pomba-gira é negativo, portanto, um complementa e neutraliza o outro. Trabalhando em prol do próximo em harmonia. O mais importante é compreendermos que são espíritos em busca de evolução, por isso, trabalham SEMPRE PRATICANDO O BEM, pois só assim poderão subir os degraus da ascensão espiritual. CIGANAS

As entidades ciganas são muito queridas nas giras ciganas e do povo do oriente, são entidades livres e não costumam baixar em giras que não sejam específicas do seu povo cigano. Seus trajes são sempre muito coloridos e recebem suas oferendas em noites claras de lua cheia, campos abertos ou embaixo de uma árvore bem frondosa. A linha cigana tem a sua forma própria de trabalhar mesmo estando em uma casa que não seja fundamentada cigana, são livres e trabalham aonde forem chamados, aonde for preciso. Seus trabalhos sempre são simples, mais nas suas oferendas gostam de muitas fitas, flores, frutas, cigarrilhas e vinhos. A Lua Cheia é a Lua para Celebração e agradecimentos pelos pedidos alcançados. Ficam sempre sorrindo, mas não costumam gargalhar como suas companheiras. Adoram conversar, ler mãos e jogar cartas… Estão sempre dando uma palavra de conforto e de esperança, pois elas conhecem a vida como ninguém. São diferenças simples, mas marcantes, são companheiras, mas são Mestras nas suas especialidades, sempre estão a ouvir nossos pedidos e atender dentro do nosso merecimento, sempre estão a sorrir, nos trazendo a esperança que precisamos para gerarmos a esperança de um dia melhor, uma oportunidade melhor, uma vida melhor.


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Pra Sempre na Memória

Por Felipe Araújo

Revolta dos Malês No ano de 1835, ocorreu em Salvador, Bahia, a Revolta dos Malês. Mas quem são os malês? A vocábulo “male” deriva da palavra da língua ioruba “imale”. Eram considerados malês os negros mulçumanos que resistiram e reagiram à imposição do catolicismo, mantendo sua crença e cultura. Bastante instruídos, por vezes, até mais do que seus senhores, os malês organizaram inúmeros levantes, o mais conhecido é a Revolta dos Malês.

Entre os líderes dos malês estavamPacífico Licutã,Manuel Calafate eLuis Sanim, juntos, conseguiram munição, armamentos e elaboraram um plano de luta contra os senhores, visando soltar escravos e conseguir liberdade religiosa. A batalha aconteceu no centro de Salvador com os malês atacando subitamente uma patrulha do exército. Porém, uma denúncia alertou sobre o início da revolta. Na noite de 24 de janeiro de 1835, alguns malês foram cercados pela polícia na Casa de Manuel Calafate, local onde muitos rebeldes foram mortos e presos. As autoridades agiram com rapidez, conseguiram combater ataques aos quartéis de Salvador, expulsando os revoltosos. Ao tentar fugir da cidade, um grupo de mais de quinhentos malês foi barrado na vizinhança do Quartel de Cavalaria em Água de Meninos, onde ocorreram os combates decisivos, todos vencidos pelas forças policiais. Neste confronto morreram sete integrantes da polícia e setenta malês. Aproximadamente duzentos escravos foram detidos no Forte do Mar e julgados nos tribunais. As condenações foram a pena de morte para os principais líderes, trabalhos forçados, fuzilamentos e açoites.

De acordo com o historiador João José Reis:

“durante o levante, seus seguidores ocuparam as ruas usando roupas islâmicas e amuletos contendopassagens do Alcorão, sob cuja proteção acreditavam estar de corpo fechado contra as balas e as espadas dos soldados”. A Revolta dos Malês foi controlada com rapidez, mas acabou aumentando o medo de rebeliões de escravos em todas as províncias. O receio era de que os africanos conseguissem sua independência, como acontecera no Haiti naquela mesma época. Isso fez com que os senhores passassem a agir de forma mais rigorosa com os escravos e, em Salvador, os africanos foram proibidos de circular à noite pelas ruas e de praticar as suas cerimônias religiosas. Curiosidades • Documentos revelam que existia uma sociedade secreta de escravos no Brasil. Numerosa e bem organizada, era dividida em círculos com hierarquia de categorias. Cada um tinha cinco membros, o chefe recebia ordens do mandante superior, que era comandado pelo chefe principal. A maioria dos participantes destes grupos era de escravos melês. Os segmentos tinham Santo Antônio como protetor, ao qual se referiam como El-Banda e os chefes com menor poder de decisão eram chamados Tates-Corongos. As organizações eram tão minuciosas que os chefes supremos não foram descobertos até hoje. • Em 1809, a sociedade secreta negra Ogboni atacou fazendas e libertou escravos, em 1816, vários engenhos em Santo Amaro foram incendiados. Já em 1826, o quilombo Urubu quase ocupou Salvador.

• Uma das técnicas de luta usadas na Revolta dos Malês foi a capoeira. • Entre os mortos e feridos da batalha, um livrinho escrito em árabe com trechos do Alcorão foi encontrado no pescoço de um malê baiano. Fontes: http://pt.wikipedia.org/wiki/Revolta_dos_Malês http://pt.wikipedia.org/wiki/Malês http://www.vivabrazil.com/abolicao_da_escravatura.htm COTRIM, Gilberto. História Global: Brasil e geral. São Paulo: Editora Saraiva, 2005. SCHMIDT, Mario. Nova História: Crítica. São Paulo: Editora Nova Geração, 1999. REIS, José João. A Resistência Negra no Brasil Oitocentista. São Paulo: Editora Senac, 2000. http://www.historiabrasileira.com/periodo-regencial/revolta-dos-males/


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Amor ao Próximo

Ser Umbandista é praticar a caridade espiritual e a social Conheça uma história de amor: a da LECAS! A dedicação da sacerdotisa Alice de Iansã e de sua família soma quatro décadas! Foi no início dos anos 70, que Mãe Alice, com um grupo de amigos, iniciou sua atividade assistencialista. Por meio de entidades sem fins lucrativos, focava seu trabalho na doação de cestas básicas, remédios, brinquedos etc., para famílias carentes de Vila Prudente e Sapopemba, assim como na organização de eventos para apoio a alguns orfanatos da Zona Leste, com a festa e distribuição de “sacolinhas de Natal” para as crianças. Em 2003, ela organizou atividades de reforço escolar, para crianças de uma comunidade. A vontade de proporcionar uma assistência mais estruturada e o fato do imóvel ser emprestado levou Mãe Alice a refletir sobre a necessidade de se formar uma associação. Foi então que, acompanhando o crescimento do terceiro setor e constatando que ações sociais geradas pelas associações poderiam se consolidar de forma bem mais efetiva, tudo isso aliado a um grande amor a causa, que foi criada a LECAS. A LECAS – Legião Espiritual, Educacional, Cultural e de Assistência Social é composta por duas áreas de atuação distintas: o Departamento (de Assistência) Social e o Núcleo Espiritual, ambos com atendimento gratuito, alicerçados sob os valores éticos. No âmbito Social, a LECAS tem como missão contribuir para o desenvolvimento humano e social de crianças, adolescentes e suas famílias, em situação de risco. E você, O que faz para ajudar o próximo? Você sabe o que significa voluntario? “Voluntário é aquela pessoa que por sua própria vontade, doa seu tempo, trabalho e talento para causas de interesse social e comunitário”. O trabalho voluntário ajuda a conectar as pessoas com outras realidades, a despertar suas consciências

sobre o seu papel como cidadãos. Contribui para que cada um se perceba como uma parte importante da comunidade. O voluntariado estimula a criatividade e a busca de soluções inovadoras, por isso, as empresas cada vez mais dão preferência aos jovens que atuam na comunidade, pois a prática voluntária acrescenta novos conhecimentos, habilidades e atitudes às competências de cada ser humano. Um voluntário pode dispor de muito ou pouco tempo. Porém, a PERSEVERANÇA é o que é de mais vital! Ela faz do voluntário um agente de transformação, muito mais do que uma pessoa com gestos de boa vontade. É a maneira de todos os envolvidos ganharem! Seja voluntário na LECAS! Na LECAS há espaço para todos os tipos de atuação: Voluntário AMIGO da criança: Dedique duas horas do seu sábado por mês para brincar ou ler com as crianças, você pode ajuda-los com atividades de reforço escolar ou até mesmo ensinar alguma habilidade que você tenha (dança, artesanato, música, capoeira etc). O único pré-requisito para ser voluntário na LECAS, é gostar das crianças, saber ouvir e saber disciplinar, saber dar e saber cobrar, pois, é assim que ajudamos a despertar nas crianças o interesse, o respeito e o desejo de ter uma vida melhor. Voluntário de SUPORTE GERAL: Em uma associação todas as atividades são coletivas, voluntárias e importante. Por exemplo, precisamos de pessoas que nos ajudem a cuidar do nosso jardim, que possam avaliar e arrumar a rede elétrica e hidráulica, que queiram fazer o lanche das crianças ou dobrar as roupas no bazar. Voluntários FESTEIROS: O Dia das Crianças e o Natal estão chegando, que tal juntar os amigos e organizar um evento para arrecadar fundos e pintar as paredes e portões da LECAS.

Você e seus amigos se divertem e ainda fazem uma boa ação melhorando o ambiente para as crianças da comunidade. A organização e disciplina pautam os rituais da LECAS. Regida por Ogum e Iansã, o departamento espiritual da LECAS é conduzido pelas sacerdotisas Alice Ansanelo e Andrea Moreira Mais informações:

Site: www.lecas.org.br ; Curta facebook/lecas Telefone: 2918.0465 ou 994.384.778 Rua Cristõvão Jaques, 620 Jd Primavera Sapopemba – SP / Zona Leste.


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Decanos

Demétrio Domingues - “O Companheiro” Entre as muitas personalidades que conheci na ‘se-

a UNIÃO REGIONAL UMBANDISTA DE OSASCO;

ara umbandista’, Demétrio Domingues foi, sem dúvi-

a FEDERAÇÃO UMBANDISTA DA GRANDE SÃO

da alguma uma das mais destacadas, por seu amor à

PAULO; a ASSOCIAÇÃO PAULISTA DE UMBANDA;

causa umbandista, sua dedicação e esmero, bem como

Foi ele também que se aliou a outro grande herói

a FEDERAÇÃO UMBANDISTA DE GUARULHOS e,

seu desejo de ver a Umbanda ser respeitada como uma

nesse importante momento da Umbanda (Babalaô Ja-

em todas elas havia na sua ata de fundação, a assina-

religião de fato e de direito.

mil Rachid) para criar em Juquitiba, o Vale dos Orixás

tura de Demétrio Domingues.

- apenas dois anos depois de criarmos o SANTUÁRIO

Vivemos juntos alguns dos momentos mais importantes da causa umbandista quando, no começo da década de 70 (1970) fizemos, juntamente com o Gal Nelson Braga Moreira, José Gabriel da Rocha Mina (o Juquita), Domingos Lofredo, Pedrinho Furlan, Dr. Es-

Também foi Pai Demétrio que organizou todos os

da causa.

NACIONAL DA UMBANDA.

Congressos Paulistas de Umbanda; Encontros de Che-

De todos os nomes que aqui citei, apenas eu (Pai

fes de Terreiros e quem inaugurou a famosa estátua de

Ronaldo Linares) e Pai Jamil Rachid, ainda es-

Iemanjá em Praia Grande.

tamos na luta em defesa da família umbandista,

tevão Monte Bello, Renato Dib, Félix Nascente Pinto

Pai Demétrio também foi meu companheiro nos pri-

e muitos outros heróis dos primeiros tempos do SOU-

meiros programas radiofônicos umbandistas como:

ESP (Superior Órgão de Umbanda do Estado de São

“UMBANDA EM MARCHA”; “MOMENTO DE PRE-

Paulo), um plano de expansão da Umbanda criando

CE” e “RONALDO FALA DE UMBANDA”. Foi tam-

em cada ponto geográfico, em cada região (como, por

bém ele que, convidado por Domingos Barroso para

exemplo o ABC paulista), uma organização federativa

ser o apresentador do programa dominical “DOMIN-

que pudesse agregar os diferentes Templos espalha-

GOS BARROSO NO FOLCLORE, NA UMBANDA E

dos pela grande São Paulo, além do litoral e interior.

Demétrio era assim: sem vaidades. Um guerreiro

NO CAMNDOMBLÉ”, declinou do convite e indicou

Assim sob a “batuta” do gal. Braga Moreira e a co-

meu nome alegando que eu já estava no ar pela TV

ordenação de Pai Demétrio nasceram, entre outras, a

Bandeirantes há mais de três anos, e seria, na sua opi-

FEDERAÇÃO UMBANDISTA DO GRANDE “ABC”;

nião, melhor indicado.

como dirigentes. Ao irmão Demétrio e a todos que partiram eu peço humildemente suas bênçãos e vida longa ao meu querido irmão Jamil para que continuemos nosso trabalho. Sua bênção Babá! Pai Ronaldo Antonio Linares www.santuariodaumbanda.com.br federacaoabc@terra.com.br www.facebook.com/santuariodaumbanda.fugabc.7


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Agenda

25 HOMENAGEM AOS ALUNOS DO 27° BARCO DA FUGABC 31 3° ENCONTRO DA CULTURA 31 FEIJOADA BENEFICENTE T.U ALDEIA DE OXOSSI OGUM E IANSÃ 01 4° Festival de Curimba Aldeia de Caboclos 22 9° PREMIO ATABAQUE DE OURO

de agosto Local: Rio Sampa Rodovia presidente Dutra km 177 - Nova Iguaçu Rio de Janeiro

de agosto Local: Teatro Municipal de Santo André. Praça Quarto Centenário, 1-8, Centro, Santo André – SP

de agosto Local: Terreiro Casa do Caboclo Terra Úmida. R. Leopoldo Leite, 1040 - B. Campo Grande, Jacareí SP 14h30min

de setembro Local: Rua Zanzibar,477 casa verde

UM GRITO DE LIBERDADE

de setembro Local: Casa de Show Expresso Brasil - Av. Aricanduva, 11.500, Zona Leste, São Paulo


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Eventos

Aniversário de 10 Anos da Associação Espiritualista Mensageiros de Aruanda (Assema) de Curitiba Dirigida pelo Sacerdote Marco Boeing e pela Mãe Fátima Dornelles, a Casa tem como marca registrada a alegria e as ações em prol da caridade dignificando a religião Umbandista. Foram inúmeras cestas básicas doadas, festas de natal e páscoa para crianças carentes, participação e realização de eventos Umbandistas. A comemoração foi dividida em 02 (duas) partes, a primeira no sábado dia 27 de julho, uma gira festiva realizada no Terreiro, e no dia 28 um encontro de Ogãs, realizado no Memorial de Curitiba.

Nos dois eventos tivemos a presença de Ogãs vindos do Rio de janeiro apenas para prestigiar a casa. Foi lindo ver todos cantando ao som de Tião Casemiro, José Carlos de Oxossi, Mano Lopes, Afonso de Xangô, Braguinha, Chica de Oyá, Pai Fabrício, tivemos ainda de Curitiba as presenças do Grupo IBÁ OJISÉ, do terreiro TUMA, do terreiro Ogum das Águas, do terreiro Caboclo Pena Verde. Foi uma festa para ficar na memória de quem lá esteve. Marco Boeing


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Escola de Curimba Caboclo Girassol participa da Jornada Mundial da Juventude em Taubaté No dia 22 de julho de 2013, a Escola de Curimba Caboclo Girassol fez uma apresentação musical na Jornada Mundial da Juventude na cidade de Taubaté. Tal evento foi marcado com a participação de vários jovens católicos de diversos países como: África do Sul, Argentina, Paraguai, Canadá, Alemanha, Chile, Uruguai, Bolívia. E também teve a participação de jovens de outros estados brasileiros, sendo Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Paraná, Goiás. O evento teve início com a celebração da missa do santíssimo e encenação com alguns jovens fazendo a pregação do evangelho. Logo após a missa, teve início ao show o qual a Escola de Curimba apresentou as músicas, “SÓ POR TI JESUS” Pe. Eugenio Jorge, “TÔ COM DEUS” Banda Dominus, “JESUS CRISTO” Roberto Carlos, e por último foi encerrada a apresentação com o Ponto de Oxalá, onde todos deram as mãos e cantaram juntos. Estiveram presentes no evento cerca de 1500 pessoas, incluindo os jovens e convidados, pois o evento foi aberto ao público em geral. A Escola de Curimba Caboclo Girassol agradece a todos os seus alunos, médiuns, amigos e simpatizantes que estiveram presente nos prestigiando. Nosso agradecimento ao Mestre Lazarine do Grupo de Capoeira N’Golo, que juntamente com os tambores do Grupo Odoiá, ajudou abrilhantar a apresentação. Agradecemos também ao nosso irmão FarteGiorgio SCJ e a comissão organizadora da Jornada Mundial da Juventude de Taubaté, por terem nos convidado e terem acreditado em nosso trabalho. Obrigado Pai Oxalá e a todos os Orixás por nos abençoar e nos proteger.


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Eventos

Conferência sobre a Igualdade Racial mostrou que ‘Conhecimento leva ao Respeito Mútuo’ O Centro Educacional Monsenhor José Lélio Mendes Ferreira sediou, nos dias 20 e 21 de julho, a 1ª Conferência da Igualdade Racial, sob o tema “Democracia e Desenvolvimento sem Racismo: por uma Mairiporã Afirmativa”, que discutiu ideias e projetos para a cidade, na luta pelo respeito e a igualdade racial. O evento contou com a presença de lideranças re-

Já o professor Essio Minozzi Junior, presidente da

presentando vários segmentos sociais, religiosos e

Câmara Municipal, enalteceu os trabalhos investidos

étnicos, demonstrando a grande diversidade exis-

pelo governo municipal na realização das conferências

tente do município.

e convidou para usar a palavra em seu lugar o profes-

Várias propostas (saúde, segurança, educação, liberdade religiosa, acesso a terra, etc.) foram apre-

sor Edio Oliveira, vereador representando a comunidade afrodescendente de Mairiporã.

sentadas e serão devidamente encaminhadas para a

Flávia Tanaka, líder do Conselho Estadual pela

Conferência Regional que acontecerá nos dias 27 e

Igualdade Racial e Edna Roland, coordenadora

28 de Julho, na cidade de Guarulhos.

da Conferência Regional, falaram das conquistas

Além dos debates, o evento contou ainda com apresentações culturais, entre elas os grupos: Escola de Corimba (São Paulo), Grupo Atitude (Dança do Ventre – Poá), Guerreiros de Jesus (Capoeira – Santa Isabel), 100% Samba (Parque Náutico),

do País na luta pela igualdade racial e os objetivos da Conferência. O senhor Almir Nahas fez uma explanação sobre a União do Vegetal – UDV e a importância da preservação da natureza e a igualdade dos povos.

Grupo de Capoeira do Mestre Babu, Street Dance,

Presentes ao evento os secretários da Educação; da

Sertanejo Caboclo (Ademir Lagroteria), Dança dos

Assistência Social; de Obras; do Meio Ambiente; da

Orixás e apresentação especial do Grupo de Louvor

Procuradoria Geral do Município e da Subprefeitu-

da igreja Assembleia de Deus.

ra de Terra Preta; além dos vereadores Marcinho da

Presidindo os trabalhos, o secretário de Relações Institucionais, expôs um pouco da luta pela igualdade racial; o Secretário de Desenvolvimento e Turismo, relembrou a história de lutas das raças e suas conquistas, destacando o grande líder mundial Nelson Mandela que completou 95 anos no dia 18 de Julho.

Serra e professor Edio; do presidente da Comissão de Cidadania da OAB, Dr. Sílvio Storace; do coordenador de Trânsito, sargento Lopes e da representante da deputada estadual Leci Brandão, Rozina Conceição. Fonte: Prefeitura Municipal de Mairiporã./ http://mairipora2.dominiotemporario.com/


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Eventos

Curso de Ervas Tenda de Umbanda Caboclo Flecha Dourada e Exu Capa Preta No dia 28 de julho de 2013, tivemos a honra de receber no Vale do Paraíba, precisamente na cidade de Campos do Jordão, na Tenda de Umbanda Caboclo Flecha Doura e Exu Capa Preta, o nosso amigo e erveiro Adriano Camargo, onde passamos o dia todos adquirindo conhecimentos no mundo das ervas. O curso teve início ás 10h00min horas e seu término as 18h00min horas, sendo que fomos recebidos com uma farta mesa com o café da manhã, com uma receptividade calorosa do Pai Rodrigo e seus filhos, pois estava um domingo bem gelado. Mas os que foram lá saíram maravilhados com o grau de conhecimento e a forma bem didática de nosso irmão ao ministrar suas palestras. O Pai Rodrigo vem desenvolvendo um trabalho de conscientização tanto para os seus filhos, quanto aos que lhe procuram, referente aos estudos de nossa religião, pois hoje é inadmissível ficarmos a mercê daqueles que não tem interesse em nos ensinar. Sendo assim, Pai Rodrigo teve a idéia de começar com esta palestra, ou curso posso assim dizer, através do qual vem procurando orientações e parcerias para novos conhecimentos. Parabéns ao Pai Rodrigo, ao nosso amigo e irmão, e também não posso esquecer nosso Pai Adriano, por nos trazer esta gama de conhecimento, conhecimento este que nos liberta de certas bengalas. Fonte: Prefeitura Municipal de Mairiporã./ http://mairipora2.dominiotemporario.com/ Matéria: Roncali Fotos: Pai Rodrigo


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1° Festival de Curimba Promovido pela Web Rádio Batuqueiros da Luz No dia 28/07/2013 a Web Rádio Batuqueiros da Luz realizou seu 1° Festival de Curimba para comemorar o seu 1º aniversário. É a primeira fez na história de nossa Umbanda que uma web rádio realiza um festival de curimba e dança.

Aldeia de Caboclos, Mestre Pedro, Grupo Ibá Ojisé que veio de Curitiba para participar do evento, Grupo Filhos do Axé, Grupo Nostalgia, Curimba Filhos de Umbanda, entre outros. Segue abaixo a classificação geral:

O evento teve rotativo cerca de 800 pessoas com vários ícones de nossa religião, o campeão o evento além de ganhar troféu ganhou vaga para disputar o 10º prêmio do Atabaque de Ouro 2014 realizado no Rio de Janeiro. William de Xangô que é o presidente da web rádio e organizador do evento agradece a todos os apoiadores que confiaram no trabalho dele. O evento teve como atrações a Escola de Curimba

1° Grupo Curimba Emoriô - pontos 426 (classificado para Atabaque de Ouro 2014) 2° Ogum Guerreiro - pontos 423 (classificado para o Microfone de Ouro 2014) 3° Lar de Luz - pontos 397 4° Caminhantes da Luz - pontos 397 (Empatou com Lar de Luz, mas só perdeu nos critério de desempate, no quesito curimba. 5° Raízes de Iansã - pontos 380 6° Escola de Curimba Senzala - pontos 361

7º Grupo Umbanda Jovem - pontos 348 8º Tambores de Xangô - Pontos 327 Obs: Para qualquer dúvida ou esclarecimentos o Presidente da Web Rádio Batuqueiros da Luz - William de Xangô está disponível através do link contato em nosso site, pelos telefones, fixo (11) 2031-4425 e Celular da Operadora OI (11) 957473391, e pelo Facebook Rádio-Batuqueiros-da-Luz e william.dexango A equipe da Web Rádio Batuqueiros da Luz agradece, desde já, pelo apoio e pela ajuda, e deseja que nossos amados orixás sempre iluminem a todos e que encha vossas vidas de axé. www.radiobatuqueirosdaluz.com.br


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Eventos

Lançamento do Cd de Dvd do 2° E 3º Festival de Curimba da Aldeia de Caboclos “Um Grito de Liberdade”

O belo e animado evento, isto é, o Lançamento do CD e DVD do 2° e 3º Festival de Curimba idealizados e concretizados pela Aldeia de Caboclos, ocorreu na tradicionalíssima Casa de Velas Santa Rita, situada na Praça da Liberdade, 248, no Centro de São Paulo, das 10h às 18h do dia 13 de julho deste ano. Foi uma tarde cheia de energia onde o Pai Engels e a vibrante equipe da Aldeia de Caboclos receberam com toda alegria e fraternidade Escolas de Curimba que participaram dos respectivos festivais, e, igual-

mente, tiveram o grande prazer em receber queridos irmãos de fé e amigos que estiveram presentes prestigiando o lançamento das mencionadas obras. Frise-se, obras estas fruto de um apaixonado, empolgante e valioso trabalho. Destaca-se que a Casa de Velas Santa Rita sempre divulga e apóia a música Umbandista, sendo que esta notável empresa proporcionou, em excelente estilo, a realização de mais este evento cultural, que exprime e enfatiza a arte que reproduz parte da

mais que maravilhosa essência da Umbanda. O marcante evento proporcionado pela Casa de Velas Santa Rita teve à sua frente Pai Engels de Xangô, Presidente da Escola de Curimba e Arte Umbandista Aldeia de Caboclos, emanando a energia ultrapositiva que soa dos atabaques da Aldeia. O nosso muito obrigado a todos que de alguma maneira vibraram e prestigiaram este relevante e frutífero evento!


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http://umbandaeucurto.com/


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Eventos

Comemoração do Aniversário de Fundação da FUCABRAD – São 27 Anos de Luta Fundada em 1986, a Federação de Umbanda e Cultos Afro-Brasileiros de Diadema tem se destacado na luta em defesa da Umbanda, cultos afro-brasileiros e pelo dialogo inter-religioso. Em 27 anos de existências, a FUCABRAD oficializou, com estatutos sociais, cerca de 500 Terreiros, dando-lhes uma legalidade jurídica e inserindo-os em atividades sociais marcantes. Promoveu inúmeras festas que engrandeceram nossa cidade (festa de Caboclos, festa de Curimbas, Festa de Ogum – 22ª edição), além de promover congressos e encontros onde a temática afro é discutida com diversos setores da sociedade. Foi pioneira na conquista de espaço no cemitério municipal para a prática de rituais específicos (Ilê de Omulu e Yansã). No cenário nacional, tem se destacado por sua luta e combatividade e recentemente, teve papel de destaque que culminou a Lei nº 12.644, de 16 de maio de 2012, sancionada pela Presidenta Dilma, instituindo o Dia 15 de Novembro como o “DIA NACIONAL DA UMBANDA”. Além disso, frequentemente, em programas de rádios e televisão, de alcance nacional, presente em encontros dos trabalhadores do dia 1º de Maio juntamente com diversos segmentos religiosos, a FUCABRAD exalta e divulga o Município de Diadema, tornando-o, assim, referencia nacional da luta em defesa da liberdade de culto.


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1ª Procissão em Homenagem a Divina Mãe Nanã Buruquê na Zona Leste Foi realizada no dia 28/07/2013 a primeira procissão a Mãe Nanã na Zona Leste da cidade de São Paulo, cuja organização foi realizada com grande êxito pelo Templo Escola de Umbanda Vovó Catarina e Instituição Pedra Preta A belíssima procissão foi idealizada por Pai Elcio de Oxalá com apoio dos babás da Umbanda sagrada. Momentos únicos de energia ímpar, que só estando presente para divisar tamanha honra em louvar e glorificar nosso pai criador através desta sublime manifestação.


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Aldeia agosto 2013 36 pags