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Ano 7 número 60 Prezados irmãos de fé e caros leitores, a cada l ria dia, a cada amanhecer, a ti o cada entardecer, a cada anoiteEd cer, a cada instante que o ponteiro do relógio da vida material avança, percebemos o quão insensata, incompreensiva e insensível, considerável parcela da humanidade demonstra tornar-se. Todavia, necessário ter a ciência de que a missão do homem de bem, do ser humano que tem como sua bandeira os princípios do amor e da caridade, é não se curvar diante de tamanha indiferença e egoísmo. Claramente, faz parte da missão do homem de bem na Terra resistir ao pessimismo e a desesperança, bem como levar adiante a importância de nunca perdemos a fé em um mundo melhor, em um planeta mais justo e mais igual, a importância de sermos solidários, de sabermos

ouvir, compreender, e principalmente conviver em harmonia diante dos mais diversos pensamentos e entendimentos. É missão do ser humano que veste a camisa da paz refletir bem antes de responder a um ato de ira ou a uma exposição de ódio ou intolerância, pois o controle e a propriedade na resposta poderão evitar maiores conflitos e concomitantemente poderão demonstrar ao opositor em descontrole que desrespeito e violência não se afastam com atos da mesma natureza, mas sim com razão e educação, e por vezes com razão e educação acompanhadas do Poder da Lei. Por fim, cabe a reflexão de que por mais complexa e árdua que seja a missão de conviver com seres humanos que frequentemente demonstram não respeitar a opinião alheia, devemos seguir firmes no propósito de expandir o entendimento de que

onde não há diálogo saudável não há compreensão, não há concórdia e não há harmonia. Não deixemos de explicitar e comprovar que o homem de bem na Terra não desiste do diálogo, não desiste da paz, não se rende às dificuldades, não fecha os olhos para a esperança, não troca a luz pela penumbra, não deixa de sorrir e de transmitir alegria e amor ao próximo! Que Oxalá ilumine o caminho de todos nós! Salve a Umbanda, que é amor e caridade, Salve Zambi! Alexandros Barros Xenoktistakis EXPEDIENTE istakis els B. Xenokt Diretor: Eng e: Daniel Coradini Art Direção de ktistakis gels B. Xeno amargo / En Redator: C o res: Adrian Colaborado ares e Ronaldo Lin noktistakis s Xe s ro d n ndros Barro Alexa rídica: Alexa .106 Ju a ri o ss e 2 ss A 18 m.br s – OAB/SP Xenoktistaki l@aldeiadecaboclos.co a contato: jorn

PREVISÃO BARALHO CIGANO Cartas: Coração - Ramalhete - Pássaros Amor

Renove seu relacionamento. Conquistas e carinhos devem ser praticados dia a dia. Cuidado com pequenos desgastes dentro da relação. Liberdade e uma boa comunicação fazem parte de todo contexto do relacionamento.

Profissional e Financeiro

Período muito bom para novidades dentro do lado profissional. Mudanças a caminho onde você poderá sair de um período de estagnação ou até mesmo de desemprego. Momentos positivos para entrada de dinheiro.

Saúde

Busque trabalhar sentimentos de perdão e compaixão. Excelente momento para cuidar do físico e da mente. Pensamentos positivos só vão ajudar nessa atual fase de grandes desafios.

Carol Amorim- Taróloga e Dirigente do Templo de Umbanda Estrela do Oriente. Rua Bengali 29- Parque Novo Oratório Santo André. Atendimento online ou presencial. Informações: 11-23694241 ou via whatsapp 11 947393262


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- Ritualística: pediu também uma guia.

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- Arquétipo: negro, pobre, fala mansa e sem erudição, ex-escravo, excluído pela sociedade e, ainda assim, se apresentando para prestar a caridade e amenizar o sofrimento de seus irmãos encarnados, sem diferenciá-los em razão de raça, gênero ou condição social.

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Por trás da forma plasmada de um preto-velho encontrando espíritos de elevadíssimo grau de evolução, pois para se alcançar o grau de preto-velho dentro da hierarquia de Umbanda um espírito deve preencher requisitos rígidos, entre eles grande sabedoria. O filho de Umbanda sério e comprometido com a própria religiosidade não perde uma oportunidade de se sentar ao lado de um preto-velho e apenas ouvir, pois na simplicidade da sua forma de trabalhar eles nos ensinam que não adianta se preocupar tanto, correr tanto, chorar tanto, se irritar tanto...é devagar que se vai longe. Regidos pelo Mistério Ancião, cujos patronos são Pai Oxalá, Pai Obaluaiê, Mãe Nanã Buruquê e Pai Omulú, nos mostram que não é a pressa que faz com que as coisas caminhem e deem certo, mas sim a calma, a fé, a paciência e a experiência. Apresentam enorme resiliência, que é capacidade de se recuperar das lutas da vida, e sair ainda mais fortalecido das adversidades. Renascer das cinzas quantas vezes forem necessárias, e ainda assim ter um sorriso nos lábios e uma enorme vontade de ajudar a quem precisa.

Preto -Velho – O Arquétipo da Sabedoria Não há como se falar em preto-velho sem pensar em escravidão. De fato, foi a escravidão que trouxe para solo brasileiro nossos irmãos africanos que foram arrancados à força de sua pátria natal. Mas apesar do triste episódio que foi a escravidão para toda a humanidade, e esse é um assunto à parte, fomos presenteados por nossos irmãos africanos que trouxeram o culto aos Sagrados Orixás para o Brasil, e com eles todo um universo de magia e encantamento, cujos rituais nos aproximam do Pai Maior – Zambi, através de iniciações, cantos, danças, etc. Preto-velho é o arquétipo da Sabedoria. Sim, com S maiúsculo, pois conhecimento, poder, dinheiro, status, inteligência ou até mesmo evolução não possuem valor nenhum sem sabedoria. O grande Rei Salomão, tendo a oportunidade de pedir o que quisesse a Deus, pediu conhecimento e sabedoria e até hoje é lembrado por suas sábias decisões e julgamentos. Sabedoria é ter Inteligência emocional, intelectu-

al e mental para enfrentar a vida e vencer todos os obstáculos que nossa jornada nos apresenta. É saber contornar os desafios como a água faz com as pedras; é recuar quando necessário e mesmo assim saber que a vitória é certa. Na Umbanda, a entidade preto-velho ocupa lugar de destaque, pois ao contrário do que vemos por aí os cabelos brancos e as rugas inspiram respeito da nossa parte, por quem viveu mais, errou e acertou mais e, consequentemente aprendeu mais. Foi um preto-velho – Pai Antônio, a primeira entidade que ao chegar na primeira gira oficial da nossa Amada Umbanda nos deu alguns exemplos, norteando os valores que seriam passados pelo arquétipo aos filhos de Umbanda: - Humildade: ao ser convidado a se sentar à mesa junto aos demais, respondeu: “lugar de nego é no toco”. - Trabalho: pediu o cachimbo, sinalizando a presença dos elementos no ritual de Umbanda.

Os pretos-velhos trabalham junto ao Trono da Evolução, e desenvolvem um trabalho cujo objetivo é acordar os que ainda dormem, ou seja, auxiliar na expansão das consciências para que com a compreensão dos valores que eles nos ensinam possamos evoluir sem a necessidade do sofrimento. Que todos nós, filhos de Umbanda, possamos reconhecer o quanto agraciados somos por podermos partilhar da companhia desses Mestres da Luz e da honra de junto a eles trabalharmos como servidores da nossa Amada e Sagrada Umbanda. O inteligente pode muito; o sábio pode tudo. Adorei As Almas! Axé! Por Mãe Valéria Siqueira

Terreiro de Umbanda Pai Oxóssi, Caboclo 7 Flechas e Mestre Zé Pilintra

Críticas e sugestões: t.u.paioxossi@hotmail.com Fone: (011) 96375-7587


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Lilia Ribeiro foi uma jornalista carioca e dirigente da Tenda de Umbanda Luz, Esperança e Fraternidade. Ficou famosa, no meio umbandista pelas dezenas de fitas gravadas com Zélio de Moraes e família, Caboclo da Sete Encruzilhadas e Pai Antonio. Apresentamos um discurso e uma matéria escritas por ela.

Palavras de Lilia Ribeiro sobre o Caboclo das Sete Encruzilhadas Homenagem a Oxum na TULEF (Novembro de 1975) Antes de nos iniciarmos a nossa homenagem a Oxum, vamos lembrar Zélio de Moraes, o médium do Caboclo das Sete Encruzilhadas, desencarnado no dia três de outubro, em Neves, Rio de Janeiro, na mesma casa onde há 67 anos o Caboclo das Sete Encruzilhadas fundava a Tenda Nossa Senhora da Piedade. Vamos ler para vocês um resumo de uma entrevista feita pelo Macaia, que esta ausente da nossa casa, e que estará retornando brevemente, feita em 1970 com Zélio de Moraes. Zélio de Moraes, beirando os 80 anos, conserva uma vibração poderosa, difícil de ser igualada pelos jovens médiuns de hoje. Sua figura miúda, simples, a vivacidade do seu olhar do mundo, a humildade com que verá tampadas as passadas, escusando-se entrar em pormenores de alguém extraordinário presenciado por diversos umbandistas e por estes confirmado, a figura de Zélio, desperta o mais profundo respeito e um carinho imenso por este homem destituído de vaidade, mas senhor de uma inteligência e de uma sensibilidade fora do comum, que abandonou a carreira que se iniciava, a Marinha, e não chegou a conhecer as distrações comuns da juventude do seu tempo, para se dedicar total-

mente a missão de caridade, para a qual fora escolhido acompanhado sempre pela esposa Isabel, trabalhando apenas para prover o sustento da família. Zélio nunca aceitou retribuição nos seus trabalhos de cura e caridade. Hoje as suas filhas, Zélia e Zilméia, são as continuadoras de sua obra espiritual. Abrindo os trabalhos da sessão festiva de 16 de novembro na Tenda Nossa Senhora da Piedade, Zélio começou a falar, dizendo que a seu lado estava o Caboclo das Sete Encruzilhadas, para relembrar sua primeira manifestação à mesa da Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro, no dia 15 de novembro de 1908, quando o Caboclo das Sete Encruzilhadas anunciou a fundação de uma Tenda Espírita de Caboclos e Pretos Velhos, que eram recusados nas mesas kardecistas e teriam oportunidade de trabalhar no cumprimento de sua missão espiritual. Vamos ler apenas um resumo, porque a mensagem do Caboclo das Sete Encruzilhadas foi bastante longa. Diz o Caboclo das Sete Encruzilhadas, que a partir deste momento tomou conta da voz de Zélio de Moraes: “O meu anunciado na tenda foi tomar o meu aparelho

para produzir a curar aqueles que lá estavam. Deus que é sumamente misericordioso, levou a casa do aparelho, um cego e outras pessoas, inclusive paralíticos. Eu disse, se tens fé levanta e caminhe, quando chegares perto de mim estarás curado. Assim foi feita a nossa Umbanda no Brasil. Faz várias considerações sobre as previsões que ele fez, de tudo que se passou neste meio século e recomenda, qualquer religião é uma boa religião, desde que lhe permita, desejar ao próximo o que se deseja para si mesmo, cumprir os mandamentos da Lei de Deus, e ser perfeito em qualquer religião, mas principalmente na religião Espírita, para que o médium possa ser um instrumento que possa ser utilizado. A Tenda da Piedade continua a trabalhar, contando com a assistência deste aparelho. Continuou a curar, principalmente a curar loucos nestes 63 anos, trabalhando em conjunto com uma casa de saúde. Os médicos procuravam a Tenda da Piedade para perguntar quais os enfermos poderiam ser curados e o Caboclo apontava os nomes, este, aquele, porque estão acuados por espíritos, nos outros somente a medicina.


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A Umbanda, continua o Caboclo da Sete Encruzilhadas, tem progredido e vai progredir, é preciso haver sinceridade na umbanda, este amor de irmão para irmão, porque eu sempre preveni aos companheiros de muitos anos, a vil moeda vai atrapalhar os médiuns de Umbanda, haverá médiuns que vão se vender e que vão ser mais tarde expulsos, como Jesus expulsou os vendilhões do Templo. O perigo do médium homem é a consulente mulher, e da médium mulher é o consulente homem, é preciso estar sempre de prevenção porque os próprios obsessores que atacam as nossas casas, fazem que toque alguma coisa no coração da mulher que fala para o chefe do terreiro, como faz atacar o coração do homem que fala a mãe de santo do terreiro. É preciso ter muito cuidado, haver moral, para que a Umbanda progrida e seja sempre uma umbanda de humildade, amor e caridade. Acreditem meus irmãos, que neste momento me rodeiam espíritos que vem trabalhando na umbanda do Brasil, porque quem vos fala não veio por acaso, não, eu trouxe uma ordem, uma missão e peço, meus irmãos sejam humildes, tragam amor no coração, amor de irmão para irmão, porque as vossas mediunidades ficarão mais limpas e puras, servindo a qualquer entidade superior que possa baixar, que os vossos aparelhos estejam sempre limpos, que os instrumentos sejam afinados com as virtudes que Jesus pregou na terra para que tenhamos boas comunicações, boas proteções para todo aquele que vem em busca de socorro, nas casas de Umbanda, em todas as casas de caridade do nosso Brasil. Meus irmãos, este aparelho está velho, já com 80 anos a fazer, mas começou antes dos 18, e eu vos digo que o ajudei a se casar para que não estivesse a dar cabeçadas, para que fosse um médium aproveitável. Como eu disse na Federação e lá está escrito, fui procurar a mediunidade deste aparelho para formar a nossa umbanda no Brasil.

E a maior parte dos que trabalham na Umbanda, se não passaram por esta Tenda, passaram por filhos que saíram desta casa e criaram outros terreiros. Das sete tendas criadas por mim, muitas têm saído para fazer a caridade aos seus semelhantes, a nos seguir. A lembrança que Jesus veio ao planeta Terra na humilde manjedoura não foi por acaso, foi porque o Pai assim o quis, determinou, porque podia ter procurado uma casa de um potentado daquela época, foi escolher aquela que seria a mãe de Jesus, o espírito que vinha traçar a humildade, os seus passos, para ter paz, saúde e felicidade. Aproveitando o nascimento de Jesus, a humildade que ele baixou neste planeta, numa humilde manjedoura, o anjo que anunciou a Maria que ela ia ser mãe sem ser esposa, que aquela estrela que iluminou aquele estábulo, que levou os três Reis Magos a sua presença, vinde até vocês iluminando os vossos espíritos, tirando os escuros de maldade, por pensamentos, por práticas e ações que tenham sido pensadas ou praticadas, que Deus perdoe as maldade que possam ter sido pensadas, para que a paz possa reinar nos vossos corações e nos vossos lares. Eu meus irmãos, como menor espírito que baixou na terra, mas amigo de todos, em uma concentração perfeita dos espíritos que me rodeiam neste momento, peço que eles sintam a necessidade de cada um de vos e que ao sairdes deste Templo de caridade, que encontreis os caminhos abertos, os vossos doentes melhorados e curados e saúde para sempre nas vossas matérias. Com paz, saúde e felicidade, com humildade, amor e caridade sou e serei sempre o humilde Caboclo das Sete Encruzilhadas. Meus irmãos volto a lembrar que no dia 15 de novembro, completamos 67 anos da primeira incorporação do Caboclo das Sete Encruzilhadas, data considerada Dia da Umbanda. A Aliança Umbandista a que nos pertencemos, fará realizar uma gira de confraternização, comemorando o Dia da Umbanda em memória de Zélio

de Moraes. E no dia 22 será nossa celebração de caboclo, a data dos caboclos da nossa casa. Meus irmãos, na segunda-feira lembramos a data de Oxum, que a nossa casa considera, que a primitiva TULEF foi fundada a sete de outubro de 1954, dia de Nossa Senhora do Rosário, porque era o nome Nossa Senhora do Rosário, a Santa dos negros que a nossa tenda teve de início, porque na época não se podia registrar nenhuma sociedade religiosa com o nome de Tenda de Umbanda. Então nos tivemos também que chamar Tenda Espírita de Nossa Senhora do Rosário. Há 11 anos a nossa casa tomou o nome de Tenda de Umbanda Luz, Esperança e Fraternidade, é a nossa casa, a nossa Tenda.

RITUAL

Lilia Ribeiro Diário de Notícias, 17/11/1968, n.14107 Falar sobre o ritual de Umbanda é abordar um assunto vasto, que se torna complexo face à diversidade de sistemas praticados nas casas umbandistas. Religião de raízes antiquíssimas, cujas origens, segundo alguns autores, remontam a eras anteriores ao Cristianismo, não pode fugir às práticas com que, na época, o homem procurava obter favores da divindade. Mas assim como a velha religião mosaica “à qual pertenciam os homens que falavam face a face com o próprio Deus” – diz José Alvares Pessoa – “teve de ser expurgada por Jesus Cristo de todo rito impuro, a Umbanda deixou de ser a muito, a seita que os cientistas classificavam de animismo fetichista. O culto que tomou o nome de Umbanda é magia divina em favor da humanidade, é a magia que se pratica nas tendas umbandistas, onde o ritual é gratuito, onde o objetivo único é fazer o bem sem olhar a quem, como manda o Evangelho de Cristo”. O holocausto, ainda aceito por alguns autores, é considerado totalmente alheio à Umbanda,


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Ano 7 número 60 pela maioria dos que, hoje, escrevem sobre a nossa Religião. Assim se expressava J. A. Pessoa, que acima citamos, dirigente por mais de 40 anos da Tenda Espírita São Jerônimo, estudioso de quase todos os ramos do espiritualismo e das ciências ocultas. O Dr. Armando Cavalcanti Bandeira, diz textualmente: “Na Umbanda pura, nenhum sacrifício animal é admitido. E W. W. da Matta e Silva afirma, em “Umbanda de Todos Nós”: ...as oferendas não se devem confundir com os chamados “despachos”. São elas determinadas pelos guias protetores, porque os Orixás, em suas atuações dentro da Magia, usam outros sistemas de movimentação de forças e ainda que o façam também pelos sinais ou “pontos riscados”, estes obedecem a fixações e regras diferentes, que dispensam até mesmo tais oferendas”. Na realidade, um dos sistemas mais eficientes para que o homem se aproxime da divindade é o aprimoramento moral e espiritual do seu ego. Costuma-se dizer que todas as entidades que se manifestam nos terreiros são de igual poder (se bem que exista hierarquia também no plano astral); logo, a sua maior ou menor espiritualidade dependerá da “cabeça do médium”, isto é, do preparo e da evolução

do aparelho mediúnico que lhe serve. Procurando analisar a si próprio, corrigir na medida do possível os seus defeitos, em lugar de comentar e reparar falhas alheias; proceder corretamente não só dentro do terreiro como na vida profissional e social; ser atencioso com os seus familiares e compreensivo com os subordinados; ter uma palavra de conforto para os desesperados e de orientação para os que erram; tratar bem os animais, que também são criaturas de Deus; favorecer com os meios que estiverem ao seu alcance o progresso material e espiritual dos seus companheiros. O médium, que assim proceder, terá afinidade mais perfeita com o seu guia, mensageiro das entidades de luz, do que o médium que não souber livrarse do ressentimento e da vaidade, do egoísmo, da inveja, da maledicência, porque, no dizer de Nelson M. Cavalcanti, “na Umbanda só será vitorioso quem apoiar o seu sacerdócio em bases de humildade, de amor e de renuncia”.

Editor: Diamantino Fernandes Trindade


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Preguiça, Avareza e Inveja... Você sabe o real significado?

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Pensando nos dias que vivemos e em como os valores estão sendo invertidos na sociedade que fazermos parte; pensando em como as situações mais estranhas devem obrigatoriamente ser vistas como naturais; pensando em como as pessoas tornam-se a cada dia mais individualistas, consumistas e alienadas (sem compreensão da realidade que as cercam, preferindo enxergar tudo como melhor lhes convier); pensando em como deveres são transformados em desobrigações nas famílias, nas escolas e nos locais de trabalhos, ocasionando aos responsáveis a culpa pela cobrança; e, por fim, pensando em como as relações pessoais estão ficando caóticas, decidi falar hoje sobre os conceitos que a Igreja Católica classificou a partir das condições humanas na tentativa de educar seus seguidores, e que hoje são conhecidos como “pecados capitais”: 1 – Gula 2 – Avareza 3 – Luxúria 4 – Ira 5 – Inveja 6 – Preguiça 7 – Soberba (orgulho e vaidade) Afastando-me do intuito educativo desses conceitos, gostaria de evidenciar simplesmente a essência filosófica de três deles: preguiça, avareza e inveja, baseando-me nos comentários do historiador Leandro Karnal. Acredito que, como sacerdotes, nunca poderemos nos distanciar do real entendi-

Orgulho Avareza Gula

mento de alguns conceitos sociais que nos levam à compreensão do ser humano, da amabilidade e da benevolência, pois somos procurados constantemente por pessoas doentes da matéria e da alma procurando a cura para seus corpos físicos e seus espíritos. Devemos reservar um mínimo tempo diário ou semanal para uma pequena meditação, seguida de uma breve reflexão para que nunca nos desviemos do caminho e da tentativa de cumprir, da melhor forma possível, a missão que nos foi destinada.

Preguiça

e incapacitado porque a faz aceitar como bom o ruim, o insuficiente como admissível e o pior como tolerável. O indivíduo preguiçoso afasta as oportunidades e fecha seus horizontes transformando-se num ser medíocre, desimportante e insignificante para a sociedade a que pertence.

Então, começaremos com Preguiça:

Avareza (apego excessivo a bens materiais):

A pessoa preguiçosa não é aquela que dorme muito, ou que faz suas tarefas lentamente, mas sim aquela que faz menos do que poderia fazer, porque deixa de desenvolver suas capacidades seus potenciais, suas habilidades e seus talentos. Quando trabalha demasiadamente, sem descanso e sem critérios a pessoa fica estressada e infeliz; afasta-se da companhia de pessoas que lhe fazem bem e de oportunidades de sorrir e ser feliz. Porém o contrário, ou seja, a preguiça, a torna um ser pior

A pessoa avarenta não é aquela que poupa e guarda parte de seus rendimentos para um gasto consciente, para um futuro equilibrado, para a aquisição de um bem sonhado ou uma viagem planejada. O conceito cristão de avareza está no acúmulo


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Ano 7 número 60 exagerado de bens, que se tornam objeto de veneração criando-se a necessidade de ter cada vez mais. Nesse conceito, o avaro substitui o Criador pela criatura, substitui Deus pelos bens materiais. E porque isso é ruim? Porque o avarento se fecha para a caridade, para a doação ao próximo, para a benevolência e compartilhamento. A avareza o afasta das pessoas e, por consequência, da alegria, felicidade e dos ganhos que esse convívio proporciona. Bens materiais não dão carinho e o prazer que proporcionam duram até aparecer um novo objeto de desejo que será colocado em destaque até que o próximo – mais importante – o seduza. Ela fasta a família e os amigos e fecha as portas para uma velhice agradável e proveitosa. Como disse Chico Xavier: “Um homem era tão pobre, mas tão pobre, que só tinha dinheiro”.

Inveja:

Considerada um dos piores pecados capitais (ninguém se orgulha de se declarar invejoso), a inveja pode ser traduzida pela incapacidade de olhar a si próprio enquanto olha-se demais ao outro, fazendo com que a alegria e a felicidade alheia causem irritação e mágoa. Ao contrário da cobiça (que é a vontade de também ter as mesmas coisas), a inveja não estimula essa vontade, ela é a raiva pela felicidade. É um sentimento muito triste, pois trata-se do reconhecimento do fracasso, da incapacidade pessoal, a transparência da mediocridade. Dante Alighieri em A Divina Comédia – escrita entre

1307-1321 – diz que no além, como punição, os invejosos terão os olhos costurados porque olharam tanto para o outro que agora serão condenados a não ver. O invejoso encontra na felicidade alheia um obstáculo para a própria, ao invés de tentar melhorar a própria vida. Esperando que esse texto possa fazer alguma diferença na maneira de alguns enxergarem mais claramente as mudanças que estamos presenciando nas regras morais da sociedade (sendo felizmente a maioria delas para o bem), termino com outra frase do poeta e pensador Alighieri, muito bem colocada nesses dias que vivemos: “No inferno os lugares mais quentes são reservados àqueles que escolheram a neutralidade em tempo de crise.” Pai Ronaldo Antônio Linares, presidente da Federação Umbandista do Grande ABC é responsável pelo Santuário Nacional da Umbanda. www.santuariodaumbanda.com.br federacaoabc@terra.com.br www.facebook.com/ santuariodaumbanda.fugabc


nunca poderemos nos distanciar do real entendi-

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Foto: Divulgação

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Mistérios Naturais Salve turminha das ervas. Salve irmãos e irmãs em Mamãe Natureza. Estamos aqui firmes e fortes nesse nosso trabalho de formiguinha, disseminando o conhecimento sobre as ervas, de uma forma simples, objetiva, sem rodeios nem mistérios. Por falar em mistérios, quero começar alertando sobre os donos dos mistérios. Isso mesmo, os que se auto intitulam donos de determinadas forças da natureza. Prestem bastante atenção: não se quebra um dogma criando outros. Uma folha é uma enciclopédia em si mesma. Numa folha está todo o código de uma raça elemental inteira. Reconhecer a energia numa folha, não estamos falando da energia física, como aprendemos no colégio, mas a energia etérica, espiritual mesmo, enfim reconhecer essa energia é um dom, que pode ser desenvolvido sim. Existem pessoas que nascem com um dom para a música, com uma invejável voz afinada ou com uma habilidade nata para tocar determinado instrumento. Da mesma forma existem pessoas que tem uma sensibilidade natural para os elementos. Sentem as pedras, a água ou as ervas. Esta sensibilidade não é um benefício que Deus dá de presente àquela pessoa em especial, mas sim conquista dela em sua caminhada de aprendizado e conhecimento. Negar seu dom seria a mesma coisa que vendar um dos olhos e se negar a enxergar com ele. Ou mesmo tapar uma das narinas, ou um dos ouvidos, ou mes-

mo os dois para não ouvir nada. Muitas pessoas gostariam de nascer com esses dons, mas tem a oportunidade de aqui, nessa jornada carnal, desenvolver pelo menos em parte, uma dessas capacidades.

na a incontáveis eras. Uma das formas de entrarmos em contato com essas vibrações é o meio religioso. A Umbanda como religião da natureza, proporciona um desses meios.

A mediunidade, ou sexto sentido, ou como chamei aqui simplesmente de sensibilidade, pode ser desenvolvida dentro das suas condições e merecimento. E isso não está diretamente ligado ao plano espiritual humano. O dom de entender e reconhecer as reações das plantas é muito mais comum do que imaginamos. E sempre há quem afirme: acho que não tenho mão boa para plantas... Digo o contrário: pratique!

Os guias espirituais, caboclos, pretos-velhos, crianças, exus, etc, são manipuladores, senão naturais, preparados para tal. Conhecedores de como ativar os elementos, mesmo sem muita ritualística, sem folclore, estão ali, com uma folha, uma flor, semente, pedra, enfim, com um elemento natural ativo para o benefício de seu semelhante.

Tenha alguns instantes diários de contato com suas ervas e plantas ornamentais. Lave as mãos em água fria, com seu sabão ou sabonete preferido, enxágüe com bastante água e sem tocar em nada espalme suas mãos sobre as folhas de uma planta... relaxe... solte os ombros, os braços... afrouxe os músculos... respire fundo pelo menos umas três vezes... feche os olhos e sinta a erva... sinta sua aura, sua vibração. Não desista se não sentir nada na primeira vez... a persistência fará com que dia a dia sua sensibilidade aumente. Quando menos esperar, estará em contato com um mundo fantástico, disposto a lhe ensinar, dentro também daquilo que você puder aprender, todo o conteúdo armazenado por milhares de anos de existência. Os elementos vem participando da evolução huma-

Quando oferendamos um Orixá, seja em seu ponto de forças ou mesmo dentro de nossos terreiros, os elementos ali colocados são manipulados de forma que proporcionem ligação, irradiação ou absorvência de vibrações também. Não há conhecedores absolutos desses elementos, porque se alguém assim se int itula, se auto-intitula de próprio Criador da Natureza. Somos instrumentos de mais alto, aprendizes do amor pela Mãe Terra, e por todas as Mães que compõem esse magnífico quadro natural. Saúde, sucesso e muita magia realizadora a todos. Adriano Camargo / Erveiro da Jurema www.erveiro.com.br email:adriano@ervasdajurema.com.br 4177-1178


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3º ATO SOLENE EM HOMENAGEM AO DIA DE OGUM No dia 26 de abril, a deputada Leci Brandão presidiu o Ato Solene pelo Dia de Ogum que acontece pelo 3º ano consecutivo. O evento foi realizado em parceria com o Fórum Regional de Matriz Africana da Zona Sul, A.U.E.E.S.P. (Associação Umbandista e Espiritualista do Estado de SP) e União de Tendas de Umbanda e Candomblé do Brasil. A Umbanda celebra o 23 de abril como o Dia de Ogum. O Ato Solene teve por objetivo reconhecer o trabalho e as ações de Lideranças, Sacerdotes, Sacerdotisas, Yalorixá e Babalorixá das Tradições de Matriz Africana. Neste ano, os homenageados foram o DIRIGENTE ESPIRITUAL ALEX OLIVEIRA, MÃE NEIDE COSTA DOS ANJOS, MÃE ROSÁRIA DE FÁTIMA NOGUEIRA DE ALMEIDA, MÃE LUIZA SOARES MELO, MÃE MARIA LÚCIA SOUZA ABREU, MÃE ELIANE PACHECO GOMES, BÀBÁLÒRISÁ RONALDO ARRUDA D´ÒGÚM, PROFESSOR DR. JUAREZ TADEU DE PAULA XAVIER E A ÀGBÀ MÁE ANA DE ÒGÚN. A mesa dos trabalhos foi composta por Sandra Santos, da AUEESP, Ogan

Juvenal, da União de Tendas de Umbanda e Candomblé do Brasil, Dra. Juliana Ogawa, Quito Formiga, vereador de São Paulo, Prof. Dr. Juarez Xavier, da Unesp, Eliane Dias, do SOS Racismo, e Babalorixá Adriano de Ayrá. Dia de Ogum entrou para o calendário oficial do Estado de São Paulo O Dia de Ogum passou a integrar o calendário oficial do Estado de São Paulo a partir da proposta da deputada Leci Brandão, atendendo a uma reivindicação de lideranças da Umbanda. O PL 1153/2011 foi aprovado em 2012 e a Lei Estadual 14.905 foi publicada no Diário Oficial no mesmo ano. De acordo com a justificativa da proposta, esta manifestação religiosa acontece há mais de 300 anos no Brasil e possui, portanto, ampla legitimidade cultural, social e religiosa, devendo ser reconhecida e valorizada pelo Poder Público. Segundo a crença, Ogum é um guerreiro, Orixá da lei e da ordem, Senhor do aço, general destemido e estratégico que abre os caminhos daqueles que possuem coragem e a ele recorrem.


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5ª. CAMINHADA DE OGUM - FUCESP Quando em abril de 2013 a FUCESP - Federação de Umbanda e Candomblé do Estado de São Paulo, a Federação mais antiga de São Paulo comemorava o seu 60º nasceu a necessidade de marcar esta data, e por ser Ogum o Patrono da Federação nascia então a 1ª. Caminhada de OGUM nas ruas do bairro de Gopouva em Guarulhos, idealizada e realizada pelo Pai Salun e Pai Nelson. Naquele ano era pouco mais de 200 pessoas seguindo a Caminhada ao som do nosso querido e glorioso Pai Élcio de Oxalá, que com sua voz forte e contagiante abrilhantava ainda mais o evento. Hoje em 2017 já na 5ª edição dessa Caminhada, a FUCESP reúne a cada ano, mais e mais pessoas, filhos de fé, do santo, simpatizantes,

curiosos e carismáticos louvando esse orixá guerreiro, contando sempre com nossos diretores e filiados em cada nova caminhada. Ogum é quem forjou o ferro e inventou todas as ferramentas, por esse motivo é o Orixá que vem sempre à frente, lança em punho, espada na mão, abrindo os caminhos e cortando as demandas. Ogum é um dos principais orixás cultuados na Umbanda, sincretizado com São Jorge Ogum iê! É com essa saudação, um grito de guerra que recebemos o Orixá Ogum. Por Pai Nelson


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TUSP -4°FEIJOADA DE OGUM A Tenda de Umbanda Símbolo da Paz gostaria de agradecer ao nosso Pai Ogum por mais uma festa concluída com muito carinho e organização. Pois, ocorreu tudo dentro do esperado. Estamos a 4 anos na caminhada desta grande Feijoada e graças Ogum, conseguimos alcançar nossas metas e evoluindo para que cada ano ela cresça com novas atrações e desafios. Este ano contamos com as atrações: Grupo Plenitude e a nossa atração principal Samba De Jorge, que animou e trouxe grande valor a nossa festa . Agradecemos a todos os colaboradores, as pessoas que estiveram presentes e aos nos-

sos convidados especiais a Escola de Curimba Aldeia de Caboclo e o Templo de Estudos e Pratica de Umbanda Irmãos na Fé, que nos ajudaram com a divulgação, confiando e participando dessa linda Festa. Com ajuda de todos conseguimos o nosso objetivo que foram arrecadar alimentos para a Rede Feminina de Combate ao Câncer. Esperamos contar com presença de todos na nossa próxima Feijoada desde Grande Orixá ! Ogunhé!! TENDA DE UMBANDA SÍMBOLO DA PAZ. Rua Iberê Gomes Grosso, 07 - Itaquera. www.tusp.com.br Por Pai Nelson


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12ª HOMENAGEM À OGUM- AUEESP 30 de abril – A AUEESP realizou no Parque da Mooca a sua 12ª Homenagem à Ogum. As curimbas deram um show à parte com a presença do Tambor de Orixá, comandada pelo Severino Sena, os Filhos de Umbanda, com o Miro Cardoso, Marcinho Treze, João Noronha, Alberto Preto, Gabriel Henrique, a Curimba TDU, com Rafael Bertozzi, Júnior, Fernando e Renato, a Curimba da Casa de Pai Benedito, e Sandro Luiz, entre outros irmãos, cantando, louvando e encantando aos presentes. Comitivas marcaram presença vindas de cidades como Ribeirão Preto, Praia Grande, Araçatuba, Atibaia, Americana, Bragança, Cravinhos, Campinas, Jundiaí, Limeira, São Roque. Um show à parte foi a apresentação do coreógrafo da Aldeia de Caboclos, Alexandre Pinho, que encantou a todos. A entrada da Família Aldeia de Caboclos, comandada por Pai Engels foi emocionante e muito ovacionada.

Agradecimentos especiais foram proferidos para Jo Couti e Juliana Bovese; pela presença e participação da família Saraceni, sempre tão fundamental; ao Pai Cláudio Franco, mui digno Presidente da União Regional Umbandista da Zona Oeste da Grande São Paulo, da cidade de Osasco, por tudo e para tudo; aos pais Edson e Neide dos Anjos di-

retores da Associação Paulista de Umbanda; ao Ogan Juvenal (impossibilitado de participar por estar comando as festividades dos 60 anos da Festa de Ogum da União de Tendas, na mesma data); aos amigos da Editora Madras, através de seu Presidente Wagner Veneziani Costa; aos parceiros Deputado Federal Vicentinho e sua esposa Rose-


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li, à Deputada Leci Brandão e ao Vereador Quito Formiga por estarem sempre presentes quando as religiões de matriz africana mais precisam; aos diretores da AUEESP, de modo especial ao Evandro Borges, Sarah Lopes, Regiane e Sérgio Perine, Sér-

gio Fontes, pela correria normal da última hora, aos associados que comparecem nos eventos públicos, homenageando os sagrados orixás e a memória eterna de Pai Rubens Saraceni. E impossível não citar o empenho, dedicação e compromisso

impagável do irmão Engels Barros para a realização de mais essa homenagem. Por Sandra Santos


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UNIÃO DE TENDAS COMEMORA 60 ANOS DE HOMENAGENS A SÃO JORGE Neste domingo 30 (Trinta de Abril) de 2017, realizamos no Vale dos Orixá, 60 anos de Festividades à São Jorge, Orixá Ogum. Em primeiro lugar quero agradecer a meu Pai Ogum e minha Mãe Oxum, por terem me dado força e serenidade para realizar tal evento, pois pela primeira vez, nestes 34 anos nunca tínhamos visto o Vale tão lotado. Milhares de Umbandistas e Candomblecistas lotaram as dependências do Salão Nobre. Agradeço a Pai Edson dos Anjos, Presidente da Associação Paulista de Umbanda que compareceu com a sua Diretoria, e ao Pai Luciano de Ogum, que nos agraciou com a presença de seu Orixá Ogum abrindo a festividade. Ao Pai Cláudio Franco da União Regional Umbandista da Zona Oeste da Grande São Paulo, que enviou representantes. A minha amiga e parceira Sandra Santos, que não estava presente, pois estava organizando a festividade da nossa coirmã AUEESP, no Clube da Mooca,

mas está sempre participando e colaborando com nossas realizações.

Sérgio que operaram o som, o meu muito obrigado pelo apoio e colaboração.

Agradeço imensamente ao Vereador Quito Formiga, que nos ajudou muito nesta festividade e ao irmão Engels Barros, que junto ao gabinete do Vereador está trabalhando com a gente desde o dia do Ato Solene em Homenagem aos 60 anos de festividades à Ogum.

Aos Terreiros que vieram de outros municípios e outras cidades como Campinas, Piracicaba, Araraquara, Jundiaí, Monte Mor, Indaiatuba, Itanhaém, Limeira, Casa Branca, à Iyalorixá Mãe Hilda que viajou por 8 horas, que veio com uma comitiva de Presidente Epitácio, e viajou 8 horas para participar da festa, Mãe Eunice Ortiz que veio da Cidade de Dourado viajando por mais de 10 horas com seus filhos de santo.

Agradecimentos também à Família Aldeia de Caboclos que compareceu em massa no Vale dos Orixás. Incluo em nossos agradecimentos a Nobre Deputada Leci Brandão, e ao Deputado Federal Vicentinho pelo trabalho que vem realizando junto à matriz africana. A todos os diretores da União de Tendas de Umbanda e Candomblé do Brasil, diretores do Vale dos Orixás, Legionários da Umbanda, Escola de Curimba Aldeia de Caboclos, Pai Varela, Mãe Hilda e diretores da UMUG, Djs Jefferson Mallone e

Obrigado a todos pelo carinho e à devoção ao Glorioso Orixá Ogum. A benção e o agradecimento ao meu Doté Oluwo de Azawany Jamil Rachid, Presidente da União de Tendas, por acreditar e confiar em nosso trabalho. Mais uma vez obrigado a todos, Ogan Juvenal, Coordenador Geral da União de Tendas.


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FESTA DE OGUM – T.U OGUM GUERREIRO E CABOCLO SETE LUA O Terreiro de Umbanda Ogum Guerreiro e Caboclo Sete Lua, realizou no ultimo dia 29 de abril, sua 22° festa em homenagem a Ogum. Contando com a presença de grandes amigos e irmãos de nossa fé, a festa foi uma das mais belas já realizadas pela casa. Iniciada pela presença de Mãe Iansã, senhora dos ventos. Na seqüência de nossa mãe Iansã, a homenagem a pai Ogum recebeu a linha da Bahia, onde fizeram uma grande gira de força e luz. A linha da marinha se fez presente, onde Sr.Zé João, que com suas belas palavras e cantigas antecederam a chegada do homenageado do dia. A festa chegou a seu ápice de energia e vibrações positivas para todos que ali estavam naquele momento único. Pelo toque dos atabaques, a presença de pai Ogum transbordava e irradiava por todo ter-

reiro, a luz que o senhor dos caminhos emanava era emocionante e com a certeza de que recebeu todos os pedidos, agradecimentos e orações através dos pontos cantados. A festa então foi finalizada com a entrada do Ajeum abençoada pelas linhas que passaram nesse lindo dia e claro pelo grande pai Ogum. Na sequência desse grande ato de homenagem ao nosso santo guerreiro, o Terreiro de Umbanda Ogum Guerreiro e Caboclo Sete Lua só tem a agradecer a todos os irmãos de fé, amigos, Babalorixás e Yalalorixás presentes nessa grande e importante festa realizada ao nosso glorioso Ogum. “UMBANDA, SINÔNIMO DE FÉ E HUMILDADE, ONDE JUNTOS SOMOS UMA SÓ ENERGIA, UMA SÓ UNIÃO, UMA SÓ FORÇA”. Axé a todos!!!


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36ª LOUVAÇÃO A OGUM - APEU No dia 22 de abril a APEU realizou sua 36ª Louvação a Ogum. Na ocasião recebemos a visita do Vereador Quito Formiga, Pai Engels de Xangô e outros representantes da religião, que foram recebidos com imensa alegria pelo amável Caboclo Ubatuba. Com a chegada dos mensageiros de Ogum todos puderam receber as bênçãos e orientações dos “falangeiros” do Orixá das guerras, das demandas e dos metais. No final da gira foi feita a corrente reluzente, após Pai Silvio Mattos proferir a oração ao Senhor Ogum. Ogunhê! Por Sandro C. Mattos

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Milagroso Bento do Portão para a Grande Corrente Inter-Religiosa De Orações. Local E Sede: Templo Espirita de Umbanda Mestre Tupinambá End: Rua Dr. Azevedo de Lima, 296 Jd Modelo – Jaçana – SP Fone: 2241-8808 Responsável: Missionário Juberli Varela

09 de julho

5 Festival de Curimba e Dança Batuqueiros da Luz

Organização: Web Rádio Batuqueiros da Luz Data: 09-07-2017 Horário: 11hs Local: GRES Nenê De Vila Matilde Endereço: Rua Júlio Rinaldi , 1 Penha, 03615-030 São Paulo Contato: 97749-7849 Willian

11 de junho Macarronada Beneficente

Organização: Te mplo de Umband a Filhos de Ieman já Data: 11/06/20 17 Dia: Domingo Horário: 12:30h s Local: Rua Ana Nery,39 - Alto da Mooca (Próximo à esta ção Ana Nery do Expresso Tiraden tes) Contato: 9 7550 -4322 Daniela Thieri

29 de julho II Premio Nilton Fernandes

Organização: Filhos do Cac ique Data: 29-07-2017 Horário: 19:00 Local: Clube Atlético Juvent us Endereço: Rua Comendado r Roberto Ugolini, 20 -Mooca Contato: (11) 2721-3015

25 de junho

13ª Procissão Homenagem ô e Louvação a Pai Xang

de CaboclosOrganização: Aldeia de ade Caboclo Pena Ver rid Ca e or Am plo Tem 17 -20 Data: 25-06 Dia: Domingo Horário: 13hs oca Local: Clube escola Mo 635-Mooca i uar Taq a Ru : eço Ender 94726-7609 4\ 87 5-5 Contato: 9478

30 de julho

6ª Procissão em Homenagem a Nanã 2017

Organização: Pai Élcio de Oxalá Data: 30-07-2017 Local: Clube atlético São Jorge Horário: 15hs Endereço: R. Rêgo Barros, 1828 - Vila Antonieta Contato:2231-0270


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46ª FESTA VAMOS SARAVÁ OGUM - OSASCO Aconteceu com empolgação e muito axé, neste domingo dia 21/05/2017, a 46ª Festa Vamos Saravá Ogum – Osasco. O tradicional evento foi realizado no Ginásio de Esportes Prof. José Liberate, localizado na praça Lucas Pavão, s\n, tendo sido organizado pela União Regional Umbandista da Zona Oeste da Grande São Paulo, sob o comando do nosso irmão Pai Claudio Franco de lima. Parabéns a todos pela organização e pela linda Homenagem ao nosso Pai Ogum!

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HOMENAGEM A PAI OGUM – ANIVERSÁRIO DE SETE ANOS DO TEMPLO ESCOLA CASA DE LEI No último dia 28 de abril ocorreu no Templo Escola Casa de Lei, terreiro dirigido pelo sacerdote e terapeuta, Alan Barbieri, a tradicional festa de aniversário da casa que reuniu cerca de trezentas pessoas para celebrar junto aos Caboclos de Ogum e médiuns mais um ano de atividades bem-sucedidas. Em poucas e belas palavras, Alan citou em sua preleção a importância da comemoração, pois para a instituição somente após tal evento o ano realmente tem início e um novo ciclo se instaura. Claramente todos que estiveram presentes sentiram-se extremamente felizes e, arrisco dizer, privilegiados por participar de algo tão poético e renovador durante as quatro horas de duração do trabalho. Contamos com a participação de várias “figuras carimbadas” do mundo umbandista e, entre eles, estava Pai Engels de Xangô, presidente da escola de curimba e arte umbandista e do jornal Aldeia de Caboclos. Além da organização máxima que fora elogiada pelos espectadores e consulentes, a decoração e o bem-estar proporcionado pelas energias do local tornaram-se destaques de se “encher os olhos” daqueles que, pela primeira vez, visitavam o terreiro e/ou um culto umbandista. Não resta dúvidas de que não há nem mesmo termos o suficiente para explanar a magnitude espiritual e sentimental do evento para cada um daqueles que se sacrificaram e se deslocaram em um dia de greve geral em São Paulo para que pudessem prestigiar ou participar ativamente do próprio. Se fosse possível resumir, faria uso de apenas um: Gratidão!


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Festa em Homenagem a Santa Rita de Cássia No dia 22 de maio foi comemorado 60 anos de fundação e trabalhos religiosos ininterruptos daTenda Espirita Santa Rita de Cassia Parabéns Mãe Maria Imaculada, Pai Edson Ludogero Paulo Ludogero, familiares e membros

da digníssima Tenda Espírita de Umbanda Santa Rita de Cássia, exemplo verdadeiro de amor e caridade. Que todas as rosas ofertadas à Padroeira Santa Rita, sejam recolhidas e revertidas em bênçãos e bênçãos em suas vidas.


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UMBANDA É AMOR E TAMBÉM SOLIDARIEDADE Axé a todos! Axé a nossa Nação, viemos aqui através da inspiração, agradecendo ao Pai Oxalá e a todos os Orixás! No dia 27 de novembro de 2014, foi aberta a Casa: Tenda de Umbanda Pai Joaquim de Aruanda e Mestre Zé Pelintra. Em uma das primeiras giras de Pretos velho, o nosso amado Pai Joaquim de Aruanda expressou a vontade de que formássemos um grupo de Caridade e solidariedade a fim de que pudéssemos fazer nossa caridade também fora do Terreiro ajudando assim os nossos irmãos menos afortunados. Levamos muito à sério o convite do nosso patrono, mas as dificuldades foram muitas, pois quando tínhamos o local, faltava o pessoal e quando conseguimos as pessoas comprometidas nos faltavam doações, mas mesmo assim confiantes em nosso Pai Oxalá continuamos firmemente; e em 15/02/15 entregamos as primeiras refeições, foram apenas 40 marmitex feitas com muito amor e carinho para nossos irmãos da rua. Continuamos nessa empreitada e fomos conseguindo com o grupo e colaboradores do Terreiro, o básico necessário para continuarmos, como fogão industrial, panelas, isopor para acomodação das marmitex, geladeira e utensílios de cozinha. Sentimos muita felicidade e prazer de poder fazer a nossa caridade toda semana, e saber que nossos irmãos irão dormir alimentados não tem preço. Frases que sempre ouvimos de Pai Joaquim de Aruanda: # Não deixe para ser solidário amanhã! # Infeliz é a pessoa que diz: Quando eu ficar rico vou fazer caridade! # Sei que as pessoas humildes vão ser tocadas

no seu coração! Que isso sirva de incentivo para todos aqueles têm no coração, “ a solidariedade” que só engrandece a alma” Eu, Pai Flávio de Ogum, sacerdote formado pela Federação de Umbanda e Candomblé do Estado de são Paulo (FUCESP), nascido em 19/03/83, ainda menino já sentia a necessidade de ajudar o próximo e encarando como uma missão que me foi dada pelo nosso Pai Maior, resolvi fazer essa divulgação do nosso trabalho através desse jornal, para que outros Terreiros adotem também essa causa, para nos unimos praticando a lei de Oxalá ( Amar ao próximo como a si mesmo), e acabar também com o preconceito de algumas pessoas que acham que os Terreiros não fazem trabalho Social. Agradeço a todos que direta ou indiretamente colaboraram com o nosso trabalho, meus filhos e amigos que desde o inicio confiaram e acreditaram nele: Luciana, Antonio, Heloisa, Martha, Tatiane, Mauro, Rosa, Rosinha, Mauricio, Rodrigo, Fabiana, Dere, Estela, Fátima, Eduardo, Daniela, Bruna, Flávio, Laryssa, Ana Maria, Aline, Raphael, Vera, Daisy, Deolival, Pai Fernando de Oxossi, Dr. Leandro, Lander, Lúcio, Kely, Patrícia, Marcelo, Carla, Silvia e outros que não me recordso no momento. A nossa cozinha está localizada na Rua Prof.Yolando Santoro, 120 Vila Maria Alta – São Paulo, onde todas as quintas-feiras fazemos as refeições (em média 200) que são doadas a noite (jantar) para nossos irmãos da rua. Quem puder e quiser colaborar, aceitamos doações neste mesmo local ou pelos cel. (11) 987494277 ou (11) 954649440 Pai Flávio de Ogum.


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9 9877-2354 umbanda@tendadeumbanda.org www.tendadeumbanda.org

Fundado em: 18-01-1975

Trabalhos Espirituais aos Sรกbados as 19:00 hrs Avenida Vila Ema, 3248- Vila Ema Sรฃo Paulo/SP Tel.: 11 2604-5524 / 98564-1207

Nextel=78250655 id122*72459

Email-silvio.humberto@hotmail.com

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Endereรงo: Rua Viela Espinard nยบ 17 Picanรงo- Guarulhos cabocloseteflexaebaianoseveria@gmail.com Contato:94726-7609

Jornal Aldeia de Caboclos ed. 60  

Edição 60 do Jornal Aldeia de Caboclos

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