


![]()



Oassociativismo é uma das principais características regionais. Entidades e corporações multiplicam as raízes do trabalho coletivo e consolidam a região como um dos berços do cooperativismo gaúcho. Em âmbito nacional, o Vale do Taquari concentra um dos maiores índices per capitas de habitantes ligados a alguma instituição cooperativa ou associativa.
A atuação da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL ) de Lajeado carrega o espírito cooperativista na veia. Chega aos 50 anos com o histórico de quem reúne forças e estratégias para prosperar.
Este caderno especial, alusivo ao meio século de vida da CDL, endossa a característica da união e do protagonismo. A relevância da soma de esforços aparece em boa parte das entrevistas e depoimentos de quem atua e acompanha a evolução da entidade.
Lajeado é o polo comercial do Vale. A consolidação como tal é fruto do trabalho desenvolvido e liderado pela CDL. Seu histórico de crescimento materializa o espírito de liderança implementado desde as primeiras diretorias.
As campanhas e promoções, que hoje conduzem o nome da cidade para os mais diferentes rincões do
Publicação do jornal A Hora. Vale do Taquari - RS
A entidade lajeadense chega aos 50 anos com um papel crucial no fortalecimento e no desenvolvimento local e regional. A semente plantada por cerca de dez empresários em 1966 germinou, cresceu e espalha frutos.
estado, nasceram das ideias e sonhos de quem teve a coragem e ousadia de assumir papel de protagonista.
A Convenção Lojista Estadual é a prova mais contumaz desse trabalho. Faz anos, Lajeado vira o centro de debate do varejo gaúcho. Reúne empresários e pro ssionais de dezenas de cidades do RS, transformando o evento em um painel de ideias e oportunidades. Em meio à crise econômica e política, ignora o discurso de lamentação e pessimismo, para despertar a criatividade e a quali cação do atendimento, do produto e da gestão das empresas.
Fundado em 1º de julho de 2002
Diretor-geral: Adair Weiss
Diretor de Conte˙do: Fernando Weiss
Diretor Administrativo: Fabrício de Almeida
2| QUINTA-FEIRA, 23 DE JUNHO DE 2016
Outra marca registrada da entidade cinquentenária é a Campanha Lajeado Brilha. Promovida a cada m de ano, dá saltos de qualidade, de premiação e de resultados. O que começou com o sorteio de bicicletas nas primeiras edições se transforma em sorteio de carros e até apartamento. Além de ser suporte técnico e operacional dos seus associados, a CDL Lajeado participa de outras importantes discussões e bandeiras. Sua echa principal mira o fortalecimento dos setores comercial e de serviços, mas, não poucas vezes, a entidade integra movimentos e lutas a favor do desen-
RedaÁ„o
Av. Benjamin Constant, 1034/201 Fone: 51 3710-4200 CEP 95900-000 - Lajeado - RS www.jornalahora.inf.br
Textos: Filipe Faleiro, Rodrigo Martini e Thiago Maurique
DiagramaÁ„o: Fábio Costa Capa: WO Agência de Marketing
volvimento de outras áreas. Essa característica participitiva faz da CDL uma instituição comprometida e atenta à evolução ordenada do Vale do Taquari. Se une às entidades a ns, como Acil, Sindilojas, CIC e outras para liderar campanhas capazes de melhorar ou transformar a sociedade. O valor social e econômico da CDL está expresso nos números. Nos municípios do Vale, o varejo emprega mais de 17 mil pessoas. Na maior cidade, Lajeado, os trabalhadores com carteira assinada representam 42,8% das vagas nos estabelecimentos comerciais da região. Conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, cerca de 7,5 mil pessoas atuam em empresas desse setor em Lajeado. Por tudo isso, a entidade lajeadense chega aos 50 anos com um papel crucial no fortalecimento e no desenvolvimento local e regional. A semente plantada por cerca de dez empresários em 1966 germinou, cresceu e espalha frutos. As páginas a seguir contam histórias e revelam curiosidades. Retratam um histórico vencedor, baseado na atuação cooperativista e integrada, com foco no fortalecimento do associado e, por consequência, da cidade e região.
Tiragem desta edição: 7.000 exemplares. Proibida a venda avulsa




As pequenas e médias empresas são as mais representativas na formação da economia local. Para fortalecer o setor, a Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) ajuda na organização do empresariado local, oferece serviços de análise de crédito e contribui para a consolidação de Lajeado como principal cidade do Vale na oferta de produtos e serviços.
O segmento lojista é uma das principais motrizes da economia local. Nos municípios do Vale, só o varejo emprega mais de 17 mil pessoas. Na maior cidade, Lajeado, os trabalhadores com carteira assinada representam 42,8% das vagas nos estabelecimentos comerciais da região. Conforme o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, cerca de 7,5 mil pessoas atuam em
empresas desse setor em Lajeado.
A rua Júlio de Castilhos é a principal via comercial do Vale. Na extensão da av. Senador Alberto Pasqualini até a beira rio, os destaques são as lojas de varejo. Somam-se estabelecimentos para acessórios, calçados, bazares, mercados, eletrônicos, móveis. Uma
A Câmara de Dirigentes Lojistas de Lajeado foi fundada
em 20 de junho de 1966
diversidade capaz de atrair clientes de diversas cidades do Vale.
Para o pedreiro Glacio Schae er, 54, comprar em Lajeado é uma novidade. Morador de Teutônia, passou a frequentar as lojas faz um ano e meio, tudo em razão da namorada natural de Lajeado. Considera o comércio da cidade muito positivo em razão da variedade de produtos e promoções. “Aqui eu encontro peças melhores e também boas condições para comprar. Tem mais promoções. Lá (em Teutônia), não tem esse movimento, aqui é bem mais agitado.”
Acostumada a ir às compras, a analista de relacionamento com o cliente, Laura Fauri, 38, elogia a boa relação com os atendentes. A relação se cria muito em razão da frequência nas lojas, em especial do varejo. Segundo ela, a lha Alice, de 2 anos, é a responsável por tantas idas às compras. “Eu faço compras a cada dois meses em razão da minha lha. Gosto do comércio local,
por ter diversas lojas e assim podemos pesquisar bem os preços.”
Essa conquista também passa pela atuação da CDL. Entidade nascida da união de empresários locais, procura defender os interesses do segmento, prestando serviços aos associados e participando do desenvolvimento do comércio.
A entidade criou-se a partir da iniciativa de um grupo de cerca de dez empresários e logo foi buscando representatividade. No começo, o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), hoje conhecido como Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), concentrava o trabalho principal. Depois, outras demandas foram surgindo. A CDL é a testemunha mais próxima da mudança de per l do varejo, que viu a substituição dos grandes estabelecimentos de departamentos pela multiplicação de lojas de menor porte. Hoje são mais de 1,9 mil unidades, mais focadas e especializadas, em sintonia com a tendência do mercado.


Aprimeira Câmara de Dirigente Lojista do Brasil foi fundada em 1955. Depois de 11 anos, em 20 de junho de 1966, Lajeado abriu a sua própria entidade. Na época, ainda com o nome de Clube de Diretores Lojistas. A CDL Lajeado foi fundada por um grupo de dez empresários. Entre eles, estavam Bernardino Pinto, o primeiro presidente, e Osmar Ehlers, um dos mais notáveis dirigentes neste meio século de história e negócios.
Assim como as demais câmaras espalhadas pelo país, a CDL Lajeado foi criada para promover a união da classe comerciante e proporcionar o crescimento e aperfeiçoamento do setor lojista. Desde a fundação, a entidade já foi comandada por 28 presidentes.
Nestes 50 anos, muitos empresários se destacaram na presidência. Ehlers, por exemplo, exerceu o cargo da instituição lojista por três oportunidades, nas décadas de 60, 70 e 80. Foi dele a ideia de criar o concurso Melhor Balconista do Ano, movimentando o setor na época.



Marco Antônio Pinto foi outro a presidir três vezes a CDL de Lajeado, o que lhe rendeu, anos mais tarde, o cargo de presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL) por duas vezes. Mas o “recordista” foi Sírio Sandri. Ele ocupou a presidência
durante quatro mandatos.
A CDL Lajeado também viu gerações de pais e lhos dirigindo a entidade. Foi assim com Marco Antônio Pinto, que assumiu a presidência 11 anos após o pai, Bernardino, deixar o cargo por motivos de saúde.
O mesmo ocorreu com Martin Hahn, presidente entre 2000 e 2002. Ele é lho de Guenter Hahn, e responsável por presidir a CDL entre 1984 e 1985. Por m, e mais recentemente, a entidade teve no comando Claudir Dullius e Daniel Dullius.
Hoje, a câmara tem 589 empresas associadas, número bem superior a 1999, por exemplo, quando o quadro associativo era formado por 175 integrantes. Já em 2014 foi registrado o maior número de sócios, com 613. As consultas de crédito no SCPC também aumentam de forma gradativa. Em 2004, foram 120,7 mil, e no ano passado o montante chegou a 286,4 mil.
Nestes 50 anos de avanços, a sede da rua João Batista de Melo conta hoje com boa estrutura para os associados. Além de um auditório com espaço para 50 pessoas, equipado com mesas, cadeiras, data-show e a ns, o local conta com salas de reuniões e de cursos e ainda uma videoteca com grande número de livros, vídeos, revistas e DVDs disponíveis aos sócios.




O tradicional “Cedelinho” é uma criação da CDL Lajeado da época em que Sírio Sandri era o presidente. Hoje, é conhecido como um dos principais atrativos turísticos do município, levando milhares de lajeadenses e visitantes de fora em um passeio pelas principais ruas e pontos da cidade. O maior período de circulação costuma ocorrer no Natal, durante as programações da entidade.
Esse reconhecimento dos consumidores demonstra a relevância do segmento comercial. Parte dessa situação se deve à união voluntária de empreendedores, fortalecida com a criação da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) em 1966. Pelo menos é o que acredita o proprietário da loja de confecções Empório, Egon Müller.
6| QUINTA-FEIRA, 23 DE JUNHO DE 2016
“A CDL contribuiu sobremaneira na organização das empresas. Esse processo trouxe desenvolvimento para o comércio de Lajeado.”
No mercado faz 24 anos, a Empório integra o quadro de associados desde quando foi aberta. “Acredito ser necessário termos uma instituição para defender os interesses dos empresários. Por isso, sempre fiz questão de participar.”
Müller também integrou a diretoria da CDL. Lembra a atuação voluntária dos empresários para contribuir com o fortalecimento do comércio local. “Víamos que Lajeado tinha um di-

No início, a atração era uma espécie de carretão puxado por um trator. Com o passar dos anos, ele foi sendo readequado para conduzir mais pessoas. Na gestão de Deoclécio Pedó, entre 1992 e 1993, foi criado o atual modelo do Cedelinho, reformado novamente dez anos depois, e mantendo-se da mesma forma até hoje, com dois andares e espaço para 60 pessoas sentadas.
ferencial. A cidade está em um local privilegiado. Para ajudar no desenvolvimento local, o grupo de empresários passou a brigar pelos interesses de Lajeado.”
Para os próximos 50 anos, acredita que a atuação da CDL deve seguir os preceitos de quando foi criada. “Os pequenos unidos se tornam grande”, sentencia. Diante da crise econômica no RS e no país, Müller considera o Vale um oásis. “Apesar das dificuldades, nossa região possibilita crescimento.”
O diretor das lojas Certel, Ilvo Edgar Persch, também acredita que o cresci-
mento do comércio de Lajeado está ligado à atuação da CDL. Segundo ele, desde a criação da entidade, a intenção era estabelecer a união dos lojistas na busca pelo desenvolvimento do setor. Lembra que na época Lajeado já despontava como um polo comercial, mas destaca a participação da entidade no comércio. “Tanto seu envolvimento decisivo nas promoções e divulgações, em conjuntos especí cos como Lajeado Brilha, quanto nas convenções regionais, além do fortalecimento das datas comemorativas.”
Ressalta o apoio que a CDL recebe por parte dos poderes constituídos



que, para ele, sempre estiveram de mãos dadas para o engrandecimento de Lajeado. Como instituição voltada ao comércio varejista, ressalta a visão desenvolvimentista dos dirigentes, criando e oferecendo condições de aprimoramento também aos trabalhadores do setor.
“Neste período de 50 anos, inúmeras oportunidades se ofereceram para a criação de empreendedores que fazem hoje parte da pujança do setor em nosso município”, a rma. Para Persch, essa atuação tornou a cidade um polo estadual e regional no setor comercial.
“Um aspecto fundamental que não podemos deixar de considerar foi a implantação de processos de nitivos aplicados nas aprovações e liberações de crédito”, ressalta. Segundo ele, graças à CDL, os métodos implantados continuam ajudando a fortalecer as vendas no crediário.
“É um modelo altamente necessário que fortalece o recebimento garantido, evitando perdas em inadimplência”,



aponta. Conforme Persch, tal estratégia é fundamental diante de períodos de di culdades na economia, quando os atravessadores intensi cam suas ações.
Proprietário da loja Lothar Johann, Hans Johann atua no varejo de Lajeado faz 44 anos. Para ele, o principal mérito é a busca pelo fortalecimento e a organização do comércio, em especial varejista. “Uma das coisas mais importantes são os cursos, atualizações e as orientações quanto às mudanças na legislação e, principalmente, no cenário econômico.”
Johann destaca a grande quantidade de consumidores atraídos para Lajeado devido à força do comércio local, destacando a atuação da CDL na transformação da cidade em um polo regional do setor.
“Recebo clientes de todos os municípios do Vale do Taquari e muito disso ocorre graças às ações da entidade”, frisa. Ressalta ainda a importância do serviço de consulta aos órgãos de proteção ao crédito, oferecido pela CDL.




Presidente do Sindicomerciários, Marco Daniel Rockenbach destaca a atuação da CDL neste meio século de história. Para ele, o fortalecimento da economia local vem junto com o crescimento urbano de Lajeado visto nas últimas três décadas. “A trajetória da câmara procura dar mais suporte técnico aos micros e pequenos empresários, proporcionando-lhes mais segurança em seus investimentos.”
Para Rockenbach, é necessário ressaltar no histórico destes 50 anos a “busca incansável de ter um comércio cada vez mais forte e pujante”. Um dos exemplos que contribuiu para essa análise, diz, são as campanhas temáticas, tendo como a mais conhecida a Lajeado Brilha. Essa iniciativa, a rma, tem um papel fundamental no sucesso das vendas no período natalino.
Sobre essa questão, o presidente faz uma ressalva: “Entendo que é necessário mais investimento na ornamentação da cidade, pois tem o papel de motivar o público regional e estadual a vir
tituições como a CDL, Rockenbach considera que essas entidades representativas, sejam patronais ou de trabalhadores, contribuem para o desenvolvimento local. “São organizações que têm como compromisso o bem -estar dos empresários e trabalhadores.” Outro aspecto ressaltado é a preocupação na formação dos jovens empreendedores. “O surgimento de novas lideranças nas instituições de classe assim como de novos empreendedores se faz necessário para o fortalecimento, a continuidade e a busca de novos desa os.”
Diante do cenário de volta da inflação, redução no consumo e instabilidade econômica, a CDL, na opinião de Rockenbach, tem a missão de fazer a análise da situação regional e do município, para que, em seguida, possa contribuir com sugestões para o fortalecimento de todos empresários e dos trabalhadores. “Porém, o que se observa, é que em momentos de crescimento os trabalhadores são esquecidos. Em momentos mais delicados como este, são convocados a dar sua cota de sacrifício. Devemos ser parceiros sim, mas em todos os momentos.”





senvolvem um importante papel de conscientização e scalização da sociedade, porque, por meio das ações, se criam espaços de partilha, de troca de experiências. “É uma escola de vida e um centro de aprendizagem e de partilha de saberes.”
No momento atual, de instabilidade econômica, a atuação da CDL deve manter os empresários informados e esclarecidos sobre formas de atuação para manter os empreendimentos e superar as di culdades que são cíclicas, frisa. “Aprender a fazer mais com menos e continuar combatendo a informalidade. O Sindilojas deseja que a parceria que existe entre as entidades locais perdure, pois ela é fundamental no processo de desenvolvimento produtivo, social e político. As verdadeiras mudanças e o futuro que pretendemos e sonhamos dependem das nossas ações hoje.”

Para o presidente do Sindilojas, Giraldo Sandri, os líderes empresariais que estiveram à frente da CDL demonstraram a preocupação com o desenvolvimento econômico da cidade. Por meio das iniciativas criadas, foi possível chamar atenção de todo o RS. “A Campanha Lajeado Brilha, por exemplo, além dos sorteios, contempla shows que atraem pessoas de outras cidades.”
Além dessa visibilidade, Sandri avalia a importância de instituições para o crescimento regional. Para ele, a consolidação dos empreendimentos no mercado deve seguir a lógica da cooperação competitiva. “As empresas de um mesmo setor, ao se organizarem, se ajudam para enfrentar os desa os da competitividade no mercado globalizado.”
Dentro disso, diz, as instituições de-
As empresas de um mesmo setor, ao se organizarem, se ajudam para enfrentar os desa os da competitividade no mercado globalizado.”
Presidente da Câmara da Indústria e Comércio do Vale do Taquari (CIC), Ito Lanius diz que a característica de atuação associativista das instituições locais, e, neste particular, a CDL, estabeleceu uma relação próspera para empresários e trabalhadores do segmento do comércio e serviços. “A iniciativa prosperou, pois seus dirigentes por tradição sempre foram muito ativos e inovadores, permanecendo até hoje.”
Neste meio século de atuação, realça Lanius, a CDL trabalha para promover e defender os interesses dos associados no dia a dia. “A CDL tem uma ação para ressaltar, está em constante movimento de melhorias e inovações.”
Como exemplo, cita as promoções. “Precisamos atrair, de alguma forma, a atenção dos consumidores. E a CDL faz isso com muita propriedade e comprometimento.” Para ele, instituições de classe vão além de defender interesses. “A visão moderna dos empresários e da instituição CDL é holística, portanto, avalia os diferentes cenários da região, não apenas o seu crescimento. Se envolve com questões extras, pois se preocupa com a comunidade local.”
Esse quadro pode ser veri cado, na opinião do presidente da CIC-VT, nas iniciativas da CDL que buscam qua-
li car os jovens empreendedores. “A partir do exemplar trabalho que vem sendo executado pela CDL em toda sua história, é natural que isso desperte nos jovens uma atenção especial, além das ações que estrategicamente são desenvolvidas para manter essa força representativa dos comerciantes e prestadores de serviço.”
Para superar a crise pela qual passa o país, Lanius frisa a importância dos organismos sociais para consolidar os empreendimentos locais. “É neste momento que necessitamos das instituições privadas para manter o foco e o otimismo, pois, do contrário, ruiria o conjunto. Portanto, os líderes precisam manter as pessoas focadas e informadas, mostrando que tudo é cíclico, embora esse ciclo negativo seja um pouco mais profundo.”
Na opinião de Lanius, os 50 anos da CDL devem ser exaltados. “Este é um momento para cumprimentarmos os dirigentes que se dedicam de forma voluntária para o bem coletivo, de forma direta para o setor, mas indiretamente para toda a comunidade. Nós, como lajeadenses, mas também como moradores do Vale do Taquari, precisamos reconhecer a importante participação da CDL.”





Para o presidente da Associação
Comercial e Industrial de Lajeado (Acil), Miguel Arenhart, o comércio da cidade alcançou um patamar de destaque devido à união de esforços dos empreendedores, organizados por instituições como a CDL.
A Hora – Na sua avaliação, qual foi a principal contribuição da CDL para fortalecimento do comércio local?
Miguel Arenhart – Toda a união de esforços em prol do bem comum é positiva e culturalmente relevante. Essa forte característica cultural do Vale do Taquari é exteriorizada por meio do associativismo e cooperativismo. Ao longo de cinco décadas, a CDL rmou conceito de entidade séria e profundamente comprometida com o fortalecimento de seus associados. Como decorrência, conseguiu unir e robustecer o comércio local, construindo soluções e melhorias para o desenvolvimento sinérgico do setor.
O que podemos ressaltar de importância na atuação da CDL nestes 50 anos?
Arenhart – Lajeado é comumente conhecida por ter um comércio mui-
10| QUINTA-FEIRA, 23 DE JUNHO DE 2016


to forte, o que, por sinal, é grande e evidente verdade. Essa imagem forte que transmite a cidade em todo o Vale do Taquari, e inclusive além-fronteiras regionais, deve-se muito ao trabalho que a CDL vem realizando ao longo deste meio século de história.
No que as campanhas, como a Lajeado Brilha, contribuíram para a divulgação do nome de Lajeado no RS?
– Toda e qualquer ação que “venda” Lajeado, no sentido de alavancar e destacar os valores do município, é bem-vinda. As campanhas promovidas pela CDL têm como propósito prioritário fomentar o comércio, sendo isso fundamental para o nosso desenvolvimento. Em decorrência, a entidade fomenta a geração de riquezas para o município, por meio do retorno de tributos, assim como para a comunidade em geral, com a criação
de empregos e o estímulo ao empreendedorismo, com o surgimento de novos negócios, em ciclo evolutivo crescente.
Qual a importância de instituições como a CDL para o desenvolvimento regional?
Arenhart – Um dos grandes problemas do Brasil é que a grande maioria da população acredita que as soluções dos nossos problemas precisam ser apresentadas pelos governos. Isso é um equívoco. O desenvolvimento de uma localidade está intimamente atrelado ao engajamento e à participação da sociedade civil organizada. Lajeado, nesse ponto, está de parabéns! Temos inúmeras associações e entidades, ligadas às mais diversas nalidades, todas elas “pensando”, planejando e trabalhando para o bem comum. A CDL, nesse aspecto, é uma das entidades que constitui referencial como elemento catalizador do desenvolvimento local regional, cumprindo em nível de excelência a sua missão.
Entre as iniciativas da CDL, há também uma preocupação na formação dos jovens empreendedores. Diante disso, como entidades de classe podem contribuir para



a quali cação do segmento em que atua?
Arenhart – A CDL, assim como a Acil e outras entidades de Lajeado, têm essa meta como missão em sua loso a institucional. A nossa aniversariante mantém, especi camente, a CDL Jovem, que podemos citar como exemplo na formação e jovens de jovens lideranças. A iniciativa da CDL nesse aspecto revela outro cuidado elogiável de sua diretoria na manutenção e crescimento do celeiro de jovens líderes que, desde agora e em futuro próximo, estarão conduzindo os destinos de nossas entidades empresariais e também sociais.
Em um momento de instabilidade econômica e política no país, o que instituições como a CDL podem ajudar na consolidação dos empreendimentos locais?
Arenhart – Nossas entidades conquistaram ao longo de suas histórias, mercê do trabalho voluntário, ético e desprendido de suas lideranças, uma imagem forte perante a comunidade. Sentimos, em muitos momentos de interação social e comunitária, que nossas entidades são vistas como ilhas, verdadeiros redutos de moralidade. A CDL, com sua belíssima história de cinco décadas dedicadas ao fortalecimento e alavancagem do nosso comércio, é um desses baluartes, com a atuação de suas lideranças pautada exclusivamente sobre elevados valores éticos e morais.
Por m, abrimos espaço para uma mensagem sobre os 50 anos da CDL. Arenhart – Prezados amigos e líderes: continuem com vosso honrado, nobre e fundamental trabalho! A abnegação, o devotamento e a capacidade de trabalho voluntário dos senhores é, certamente, uma das razões para o crescimento e consolidação de Lajeado. Contem com a Acil para continuarmos juntos essa caminhada.


Em sua opinião, quais os pontos positivos do comércio de Lajeado?

“É um comércio muito pujante com ampla variedade de produtos. Morei um tempo no Vale dos Sinos, e o nosso comércio não deve nada para lá ou para os grandes centros. Em relação às cidades maiores, vejo até uma vantagem, pois aqui temos lojas não lojas tipo “cestão”, mas, sim, as mais quali cadas.”
Antônio Scussel advogado, 54 - Lajeado

“Temos bastante variedade e opções e produtos e preços. Se acha tudo aqui na cidade.”
Ana Paula Macedo da Silva auxiliar administrativo, 32 – Lajeado

“Acho o comércio daqui muito bom por ter muita variedade de produtos e também várias opções de pagamento. É possível parcelar se preciso, ou pagar à vista com desconto. Como tem muitas lojas, temos onde pesquisar os preços.”
Sueli Weber diarista, 54 – Lajeado

“Acho o atendimento muito bom, principalmente porque os vendedores me deixam bem à vontade. Não sinto aquela pressão, com o atendente em cima de mim o tempo todo. Eu pre ro assim, fazer meu próprio atendimento e, quando precisar, solicitar a ajuda. Por isso, gosto muito do comércio de Lajeado.”
Lisani Schüssler auxiliar de escritório, 38 – Lajeado

“Tem boas opções de produtos, mas o atendimento deixa a desejar. Os atendentes não auxiliam e não se preocupam em vender. Por isso, costumo comprar em Santa Cruz do Sul. Também sinto falta de especialistas, por exemplo, vou numa livraria e os vendedores não conhecem os livros, não sabem indicar boas leituras.”
Marlene Lara comerciante, 46 – Lajeado

“Hoje está um pouco parado por causa da crise. Mas o comércio é muito bom. Lajeado tem muitas opções boas de comércio. Além disso, temos um bom atendimento, tanto que eu só compro aqui, não preciso ir a outros lugares.”
Silésio André Alves, supervisor operacional de transporte – Lajeado






tas vezes, a pessoa saiu do emprego, recebe um dinheiro e resolve montar uma empresa sem planejar, o que costuma dar errado. É importante ir passo a passo para fundamentar o empreendimento e fazer com que ele possa crescer e prosperar. É preocupante ver que empresas abrem e fecham pouco tempo depois. É ruim para o próprio comércio da cidade. Muito disso passa por gestão, pela quali cação contínua do empreendedor. Sei que não é fácil, pois estou faz 25 anos no mercado. Mas quem quer ser empresário tem que se preparar, ter foco, trabalhar bastante e se quali car.

o processo de sucessão.
Uma das principais di culdades da classe empresarial é a alta carga tributária. No ano passado, a CDL e outras entidades do setor integraram protestos contra a ampliação do ICMS. Como a entidade se insere nas questões ligadas à política pública?
A maior parte das empresas da região é familiar. Diante disso, como os empresários devem se preparar para a sucessão dos seus negócios?
Rockenbach – Vejo que existem muitas barreiras nesse sentido. Passar o bastão para as próximas gerações é difícil porque o empresário está muito inserido no seu negócio, mesmo psicologicamente. É complicado para ele ceder ou dar abertura para a preparação de uma outra pessoa para o futuro. Mas nós estamos de passagem aqui, e essa é uma forma de preparar a empresa para o futuro. Algumas já trabalham com essa perspectiva, mas a maioria ainda não está pronta. A CDL vai trabalhar em cima disso para também ajudar o empresário durante
Rockenbach – Temos uma atuação política necessária, porque também dependemos dos órgãos públicos para obter o retorno sobre o que nós, e os consumidores, pagamos em impostos. É uma luta constante, porque não queremos pagar mais tributos, de uma forma geral. Mas eu não me importo de pagar um pouco mais se tiver o retorno compatível. Se tiver segurança, saúde e educação, que é justamente onde nossos governantes deixam a desejar. A CDL sempre vai estar com a bandeira dela para reivindicar junto aos órgãos públicos de todas as esferas, não apenas as causas em prol do setor, mas de toda a comunidade.
O que a comunidade pode esperar da CDL nos anos vindouros?
Rockenbach – Uma atuação como vinha ocorrendo nas outras gestões. Sabemos da nossa responsabilidade, de a cada ano prospectar mais atividades e atrações. Sempre vamos criar novos projetos, eventos para fortalecer o associado e reverter em benefício de Lajeado e da região.

Referência em qualificação para setor, evento chega à 16ª edição mantendo como característica a presença de painelistas de renome nacional e temáticas focadas na atividade empresarial

Consolidada como um dos principais eventos de formação do empresariado gaúcho, a convenção CDL chega à 16ª edição. Com atrações de renome nacional, é uma das principais marcas da entidade e visa orientar a classe empresarial diante das variações da economia nacional.
Criada em 1993 durante a gestão de Deoclécio Pedó, a convenção foi realizada na antiga sede do Clube Tiro e Caça, e teve como primeiro palestrante o especialista em Administração de Empresas Roberto Palominos, autor do livro NemAcaso,NemMilagre–a GestãodoCompromisso.
Segundo Pedó, a ideia surgiu a partir da participação em eventos do movimento lojista no RS e alguns nacionais durante as décadas de 80 e 90. “Isso me deu a oportunidades de fazer uma leitura sobre como eram organizadas as convenções.”
De acordo com ele, foi possível perceber que os eventos eram muito sele-
tivos e capazes de agregar um grande número de lojistas. Porém, por serem realizados em locais distantes, acabavam restringindo o público. “Além da questão do tempo, pois às vezes precisávamos sair dois dias antes dos eventos, custo de deslocamento também se
Após o evento, outras cidades tentaram criar convenções diferentes, mas sem sucesso. Lajeado se tornou a referência
Deoclécio Pedó Presidente durante a 1ª convenção
tornava um impeditivo.”
Também foi possível perceber a diculdade em estabelecer conteúdos focados na atividade empresarial.
Diante dessas constatações, Pedó organizou um projeto para gestão de uma convenção em Lajeado e apresentou para a diretoria.
Entre os motivos para a realização do evento na cidade, estava a avaliação de que a região tem um varejo dinâmico, com grande capacidade empreendedora. Diante da constatação de que Lajeado tinha capacidade para abrigar um evento de grande porte, deu-se origem à primeira edição.
“Tinha como base a ideia de ser uma convenção de um dia, realizada de forma objetiva e com assuntos relevantes, para que os participantes pudessem agregar informação relevantes para o desenvolvimento dos negócios.”
Conforme Pedó, o primeiro evento teve muito sucesso, com participação da federação das CDLs do RS e de representantes de entidades de diversos
municípios do estado. “Após o evento, outras cidades tentaram criar convenções diferentes, mas sem sucesso. Lajeado se tornou a referência.”
Segundo ele, naquela época foi criada a raiz para as futuras convenções, mas o sucesso de hoje também é resultado do trabalho dos novos líderes que assumiram a entidade e se propuseram a aperfeiçoar o evento.
A 2a edição foi realizada em 2001 durante a gestão de Martin Hann. Realizada no Weiand Hotel com o tema “Diferenciar ou desaparecer”, trouxe nomes conhecidos no cenário brasileiro. Entre eles, o arquiteto Gilberto Sibemberg, o autor do livro Vender com Crise ou sem Ela, Clêider Alfaya, e o consultor



em Gestão, Edmour Saiani. No ano seguinte, ainda sob o comando de Hann, o evento trouxe palestras com o consultor em Desenvolvimento de Negócios, Xavier Fritsch; o administrador de empresas Eduardo Tevah, autor de quatro livros na área com mais de 200 mil cópias vendidas; e a especialista em Marketing e Vendas, Carmen Ferrão.
As duas edições seguintes foram conduzidas pelo ex-presidente da entidade, Modesto Bettio. Com os temas “Reinventando o seu negócio” e “Liderando com equilíbrio”, reuniu palestrantes como os empresários Irno Delai, Elvídio Eckert e Claudir Dullius, o ex-presidente da Fecomércio-RS, Flávio Roberto Sabbadini; e o especialista em Marketing, Adroaldo Lamaison.
Durante a gestão de Claudir Dullius, em 2006, o evento foi realizado na Univates e teve como temática o “Desenvolvimento dos relacionamentos”. Entre as atrações, estava o consultor organizacional e especialista em Preparação de Equipes, Eduardo Shinyashiki. Também integraram o evento, o especialista em Marketing de Varejo, Clóvis Lummertz, e a atual presidente do Badesul, Suzana Kakuta.
A partir da 7ª edição, durante a gestão de Érica Bettio na CDL, o evento passou a ter presidente próprio. Sob o comando de Elton Faleiro, a convenção ocorreu na Univates e teve palestras com o presidente da Comissão de Ética da Associação Brasileira de Franchising, Gustavo Schi no; o especialista em Moda, Jorge Faccioni; e o economista e advogado Antônio Fraquelli . Com o tema “Conhecimento à vista!”, a edição de 2008 também foi comandada por Faleiro. Primeiro entre os eventos realizados na atual sede do Clube Tiro e Caça, local onde a convenção ocorre até hoje, teve entre os palestrantes o arquiteto e designer Norberto J. P. Bozzetti, o especialista em Varejo e consultor empresarial, Xavier Fritsch; e

No ano do cinquentenário, cinco palestrantes abordarão estratégias para o desenvolvimento empresarial em um cenário de adversidades

o hipnólogo Fábio Puentes.
A 9ª edição do evento foi a única sob o comando feminino. Célia Beatriz
Paz organizou a convenção com a presença do executivo e especialista em Vendas, Paulo Luppa; o professor de Gestão Visual, Iran Marcon; e o especialista em Varejo e E-commerce, José Roberto Resende.
Em 2010 o município sediou a 41ª edição da Convenção Estadual Lojista, reunindo mais de mil empresários e gestores de todo o RS. Sob a temática “O poder do varejo”, o evento de três dias teve rodadas de negócios e palestras, além de um debate com os candidatos ao governa do RS.
No ano seguinte, ocorreu a 11ª edição do evento lajeadense. Organizada por Ricardo Diedrich, sob o tema “Inovação – Um degrau para o sucesso”, a convenção teve palestras com a especialista em Varejo, Simone Terra; o neurocientista, Oswaldo Paleo; e o empresário e educador, Tiago Mattos.
O presidente das duas convenções

seguintes, em 2012 e 2013, foi Daniel Dullius. Com os temas “Brasil – Um mundo de oportunidades”, a 12ª edição teve a presença do psiquiatra autor de best sellers como OSucessoéSerFeliz, Roberto Shinyashiki, e a jornalista do Grupo RBS, Carolina Bahia. No ano seguinte, a convenção teve a temática, “Gestão de pessoas – O segredo para vencer”. Entre os palestrantes, estiveram o psiquiatra, escritor e criador da escola da inteligência, Augusto Cury; o músico da banda Nenhum de
Nós, edy Corrêa; e o especialista em Vendas, Erik Penna. Em 2014, Ricardo Diedrich assumiu novamente a presidência da Convenção CDL, cargo que ocupa até hoje. Sob o tema “Equipe vencedoras: a fórmula do sucesso”, teve participação de um dos principais autores da academia brasileira, o lósofo e educador Mário Sérgio Cortella. Também integraram o evento o jornalista Daniel Scola e o especialista em Varejo, José Roberto Resende.
Sob o título “Crie Experiências Únicas”, a convenção do ano passado reuniu quatro dos principais palestrantes do cenário nacional. Os painelistas foram o coaching Gabriel Carneiro Costa, o ex-diretor de RH da Google, Deli Matsuo; o especialista em Liderança e Gestão de Pessoas, Alfredo Rocha; e o advogado, jornalista, escritor e educador, Clóvis de Barros Filho.
[...]trouxemos a Lajeado os melhores conferencistas e palestrantes do país[...]
Com a intenção de despertar novas atitudes para o varejo, a 16ª Convenção CDL marca os 50 anos da entidade. Cerca de 800 pessoas são esperadas para o evento que reúne cinco dos principais especialistas do setor no Clube Tiro e Caça, sob o tema “O amanhã se faz agora. Você está preparado?”
A atração principal é o maestro João Carlos Martins, reconhecido mundialmente por sua história de vida e por integrar projetos sociais que levam a música erudita para as camadas mais pobres da população.

Aos 75 anos, Martins é considerado o maior pianista brasileiro de todos os tempos, tendo tocado com as principais orquestras norte-americanas e gravado a obra completa de Bach para piano. Enfrentou diversas adversidades para continuar no ramo da música. Em 1965, teve três dedos da mão direita atro ados após um acidente em jogo de futebol. Continuou tocando, apesar das di culdades, e ainda sofreu distúrbios osteomusculares.
Em 1995, foi assaltado na Bulgária. Sofreu um golpe na cabeça causando a perda dos movimentos das mãos. Na palestra “Tocando uma Empresa”, o maestro conta sua história de superações e faz uma analogia entre o funcionamento de uma orquestra e o de uma organização. O arquiteto e especialista em Design Estratégico Adriano Braga apresenta o painel “Inovação e estratégia para obter melhores resultados”. Nele, aborda fatores e ações capazes de gerar resultados no varejo diante do cenário econômico adverso.
Cientista de dados, Ricardo Cappra apresenta a palestra “Marketing hacking: utilizando a informação para agregar valor e construir relacionamentos”. O painelista mostra como as estratégias de comunicação e decodi cação do comportamento do consumidor podem colaborar para os resultados empresariais. O cenário econômico nacional será abordado pela jornalista Giane Guerra e o economista do sistema Fecomércio Lucas Schi no, no painel “Rumos da economia pós-crise”. Jornalista da RBS, Giane é repórter e colunista na Rádio Gaúcha, Zero Hora e Diário Gaúcho.


A Hora – Como é o desa o de estar à frente da Convenção CDL e o que o evento representa para os lojistas da região?
Ricardo Luís Diedrich – Estar à frente da convenção, além de ser uma tremenda responsabilidade, é um prazer enorme. Pensar e projetar o evento, durante todo um ano, é lidar com a expectativa e o propósito de continuarmos realizando um evento que faz com que as pessoas saiam muito satisfeitas, realizadas e com o rme propósito de voltar a participar no ano seguinte. Trabalhamos com uma grande equipe de amigos que discutem ideias e, de acordo com os princípios da entidade, buscam oferecer ao nosso associado e à comunidade em geral o acesso a grandes palestrantes e a um evento diferenciado. Hoje nossa convenção, que passou por diversos formatos, encontrou um sólido e agradável modelo. Ela não é mais regional, tampouco lojista, passou a ser a Convenção da CDL Lajeado, que atende a todos os pro ssionais que buscam o seu aprimoramento.
A convenção se tornou uma das principais referências da Região Sul em termos de quali cação e discussão de assuntos pertinentes ao setor. De que forma ocorreu esse processo e como o
evento posiciona Lajeado e a CDL local no cenário gaúcho?
Diedrich – Há alguns anos, tomamos a decisão de fazer algo grandioso e trazer os melhores, obviamente correndo riscos de não termos o retorno e a presença de público que os investimentos careciam. Mas, desde o princípio, pudemos contar com o apoio de grandes parceiros patrocinadores e apoiadores, além da maciça presença de público, que em alguns momentos esgotou a venda. Isso ocorre por conta de alguns segredos de sucesso, sempre pensando em primeiro lugar na qualidade e em atender à expectativa sinalizada na pesquisa de satisfação do ano anterior. Hoje, nosso evento é referência em todo o estado e nos orgulhamos muito disso.
Diante das dimensões do evento, quais são os desa os para manter a excelência da convenção a cada ano?
Diedrich – Este é o grande desa o, pois trouxemos a Lajeado os melhores conferencistas e palestrantes do país nos últimos anos. Falamos de Roberto Shinyashiki, de Mário Sérgio Cortella, de Clóvis de Barros Filho, de Augusto Cury, entre tantos outros ícones que aqui estiveram. E eles não participaram aqui pelo seu nome, estiveram sim pelo seu conteúdo, por tudo aqui-
lo que podiam e puderam repassar e tentar transformar nas pessoas.
Pessoalmente, o que as palestras e formações dos eventos agregaram ao seu processo de gestão empresarial?
Diedrich – Eu participei nos últimos anos de muitas palestras, convenções, treinamentos e tudo aquilo que, no meu entendimento, pudesse me trazer novos horizontes, diferentes maneiras de pensar e, principalmente, novos relacionamentos. Sem sombra de dúvida, me considero uma pessoa melhor e um pro ssional mais preparado para tudo o que o nosso dia a dia nos oferece de desa os, bem como de oportunidades.
Qual a expectativa para a convenção 2016?
Diedrich – Agora o que temos a fazer é nalizar as vendas, que estão num ótimo nível, pois o dia já está pronto e fechado. Temos, como sempre, algumas surpresas que estão guardadas e que trarão aquele sentimento positivo, a cereja do bolo. Esperamos que cada palestra seja única e especial e que as pessoas que tomaram a feliz decisão de acreditar em nosso chamamento e dedicar o dia 23 a si mesmo, a lapidar a sua pedra bruta, saiam ao m da jornada satisfeitas, felizes e, como sempre falo, “de mochila cheia”.


É praxe. Quem costuma se comunicar com mais frequência com a CDL certamente já conversou com Soraide Graf, atuando faz 15 anos como diretora-executiva da entidade lajeadense. É aquela que sempre é chamada para resolver problemas, apresentar dados, consultar informações, atender os associados. En m. Qualquer galho, fala com a Soraide!
O que a CDL representa na sua vida?
Soraide Graf – Muitos desa os, realização pro ssional, e uma rede de contatos que vale ouro.
Qual foi o momento mais especial nessa sua caminhada dentro da entidade?
Soraide – Os momentos são especiais se os zermos e sentirmos especiais. Só o fato de viver já é especial. Todo ano, ver a convenção acontecendo é muito emocionante. Trabalhamos muito para aquele espetáculo acontecer. É um grande espetáculo porque é uma engrenagem perfeita entre diretoria, equipe, fornecedores,
18| QUINTA-FEIRA, 23 DE JUNHO DE 2016


palestrantes e os atores principais: o público. Tudo é feito para e pelo público. Uma mistura de orgulho, sentimento de dever cumprido, carinho e gratidão pelas pessoas que acreditaram na nossa proposta. O Lajeado Brilha e, especialmente a Chegada do Papai Noel, são uma sequência de momentos especiais. Ver o brilho nos olhinhos das crianças quando veem o Papai Noel não tem preço.
Qual foi o momento mais difícil?
Soraide – Quando tivemos a situação de fraude nas raspadinhas do Lajeado Brilha, em 2010. Tínhamos pensado em tudo com muito carinho e responsabilidade, zemos vários testes e simulações. Quando percebemos a fraude, camos muito decepcionados e nos sentimos injustiçados. O que era para ser uma coisa bacana foi transformado em um monstro que ameaçava a credibilidade da entidade.
Lembra de alguma personalidade chamada pela CDL que tenha lhe marcado de forma positiva?
Soraide – As pessoas que passam em nossas vidas sempre deixam alguma marca. Cabe a nós tirarmos o melhor de cada relação. O Mário Sérgio Cortella é uma gura que marca a gente de forma positiva. Ele foi excelente não só na palestra que fez, mas em todos os
As pessoas que passam em nossas vidas sempre deixam alguma marca. Cabe a nós tirarmos o melhor de cada relação.”
momentos, desde a contratação até o retorno. Ele realmente faz o que fala.
Qual a importância da entidade para o desenvolvimento de Lajeado?
Soraide – A CDL Lajeado fomenta o desenvolvimento dos associados, de Lajeado e da região. Isso acontece de várias formas: na representatividade junto aos poderes constituídos, no Serviço Central de Proteção ao Crédito, na quali cação, nas campanhas promocionais, na formação de novos líderes. É um espaço para troca de ideias e experiências.
Quais são os desa os da CDL para os próximos 50 anos?
Soraide – Uau! Continuar sendo fomentadora do desenvolvimento. Por Lajeado ser polo e ter a vocação de comércio e serviços, esses são os setores que mais crescerão nos próximos anos. Acredito que o turismo de eventos ou negócios possa ser uma mola propulsora. Para isso, precisamos fazer o nosso “tema de casa”. Se eu puder, quero participar disso (risos).




O que lhe motivou a assumir o cargo de presidente da CDL Jovem?
Henrique Haas Oliveira – Acredito que todas ações que são feitas em grupo são mais completas, têm mais força e êxito, e como forma de contribuir de forma direta, estar como vice-presidente jovem me possibilita contribuir de forma mais presente.
Quais as principais conquistas da CDL Jovem até hoje?
Oliveira – Vejo que a integração de jovens empresários da nossa cidade é um dos principais feitos, pois isso permite uma troca de experiências muito rica, e já vai nos preparando para num segundo momento colaborar de outras forma junto à CDL. Também cito o Encontro Estadual de Jovens Empresários, que foi criado há quatro anos e já está se tornando um evento referência. Lembrando que o objetivo é trabalhar dois temas: inovação e empreendedorismo.
O que ainda é possível e necessário alcançar com a CDL Jovem?
Oliveira – Nosso desa o tem sido au-
20| QUINTA-FEIRA, 23 DE JUNHO DE 2016

mentar o número de participantes, pois estamos no momento da vida em que o estudo, cursos e o trabalho ocupam grande parte da nossa agenda, e torna a participação em atividades paralelas um segundo plano.

de de viabilizar mais ideias e ações seja aprimorar a etapa de plani car, planejar, colocar o racional em primeiro plano, para, quando partir para a execução, tudo se desdobrar da melhor forma.
Como você avalia a juventude empreendedora de Lajeado? Onde ela acerta? E onde ela costuma falhar?
Oliveira – Considero a turma jovem de Lajeado e região uma turma de ouro, com grande espírito inovador e empreendedor, com muitas ideias e aspirações de aprimorar seus negócios. Ela busca muitas referências de mercado, se qualica, mas acredito que uma oportunida-
Em Lajeado, é comum os lhos tocarem negócios e empresas dos pais e avós. Quais os principais cuidados para quem se aventura dessa forma?
Oliveira – Os lhos têm uma boa oportunidade de se preparar, viver outras experiências, com isso oxigenando e trazendo novidades para o negócio. Mas para que isso ocorra de forma positiva é necessário um processo de integração, para que união das gerações seja realizada de forma gradual e amistosa.
Por m, qual a importância da CDL para a cidade e o desenvolvimento de Lajeado?
Os lhos têm uma boa oportunidade de se preparar, viver outras experiências, com isso oxigenando e trazendo novidades para o negócio.”
Oliveira – A CDL é formada pelos empresários da cidade, hoje contando com aproximadamente 600 associados, ou seja, ela é parte da cidade. Ela visa colaborar para um ambiente favorável ao trabalho do comércio e serviços, oferecendo cursos e tendo representação junto à entidade de classes e mantendo uma comunicação ativa e construtiva com a prefeitura e câmara de vereadores.Tudo isso com objetivo claro de oferecer produtos e serviços mais qualicados e com ótimas possibilidades aos consumidores da nossa região.




Bernardino Pinto (in memoriam) (Gestão 1966)
Nestor Arthur Hexsel (in memoriam) (Gestões 1968/1969 e 1975/1976)









De grande atuação comunitária, fez parte – entre outras – da primeira diretoria da Fates, em 1973. Também foi dele a honra de ser o primeiro presidente da CDL. Criada com o nome de Clube de Diretores Lojistas, a entidade também instalou em Lajeado o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC). Bernardino adoeceu durante o mandato e precisou se afastar para o tratamento.






Osmar Fernando Ehlers (Gestões 1966/1967, 1974/1975 e 1983/1984)







O terceiro presidente buscou aperfeiçoar o destaque e a importância da CDL, com atenção especial às melhorias do sistema do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC), que foi determinante para a expansão mais segura das vendas no crediário no já concorrido mercado lojista de Lajeado. Entre suas ações, manteve foco no auxílio aos associados que buscavam quali cação, principalmente com participações nas mais diversas convenções direcionadas aos empresários lojistas.
Erny Sthalschmidt (in memoriam) (Gestão 1969/1970)

Marco Antônio Pinto (Gestões 1977/1978, 1985/1987 e 1993/1995)















Foi na gestão dele que a CDL passou a incrementar a decoração natalina da cidade. No primeiro ano de mandato, Lajeado foi enfeitada pela primeira vez e ganhou lâmpadas coloridas ao longo das principais ruas do centro. Suas ideias eram sempre dinâmicas e muito contribuíram para o crescimento do comércio local. A maior preocupação da diretoria na época era a delização do SCPC, buscando conquistar uma maior con ança dos lojistas em relação ao serviço.
Alindo Ahlert (in memoriam) (Gestões 1970/1971 e 1980/1981)



Presidente da CDL em três oportunidades, e lho do primeiro “comandante” da entidaede, o atual CEO da empresa Brasil Varejo esteve presente em momentos marcantes da câmara. Entre eles, a inauguração da sede, em 1986, e no início o cial da campanha Lajeado Brilha, em 1994. Também foi nessa época que se estabeleceu o formato das promoções de m de ano, com shows e sorteios. Na gestão, ainda foi realizada a primeira convenção distrital da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL).
A família Pinto faz parte da história da CDL. Seu pai foi o primeiro presidente, mas não pôde concluir o mandato. Qual foi a sua motivação para se tornar presidente da CDL?



Foi ass Pin atu cia Por a r do lha pel em ser











Osmar é um dos fundadores da entidade. Foi vice-presidente na primeira gestão e assumiu a presidência quando Bernardino Pinto se afastou. Nos primeiros anos de atuação, coordenou a participação dos associados na convenção nacional, sediada em Porto Alegre. Entre as principais ações, está a realização do concurso Melhor Balconista do Ano, realizado para valorizar os trabalhadores do comércio. A escolha era feita pelos consumidores por meio de recortes em jornal local. Os prêmios costumavam ser eletrodomésticos.










O quinto presidente buscou incentivar a participação dos associados em várias convenções nacionais, além de se fazer presente e apoiar eventos no estado com a presença de pro ssionais do varejo de grandes centros. Focou suas atividades no debate e levantamento de alternativas para as di culdades do comércio da época. O principal objetivo daquela gestão era atualizar e ampliar o conhecimento dos empresários locais.
Sempre acreditei na importância do associativismo. Lajeado tratado como um centro comercial regional, inclusive com promoções conjuntas e elevação do nível técnico dos lojistas. A imagem construída pela CDL de Lajeado me levou à presidência da Federação das CDLs do Estado, por dois mandatos.
Quais as semelhanças entre o comércio atual e o que prevalecia na sua primeira gestão?

Donald Sebastião Johann (Gestões 1971/1972 e 1976/1977)







O varejo se encontra em di culdade pela perda do poder aquisitivo dos consumidores e acirramento da concorrência, inclusive de redes de fora. Esse fato obriga a um permanente aperfeiçoamento dos empresários e suas equipes. Atualmente me dedico em levar grupos de lojistas brasileiros para a convenção americana de varejo em Nova York, onde são apontados os rumos do setor para os próximos anos, inclusive com as ferramentas tecnológicas disponíveis.

O sexto presidente sempre esteve ativo na entidade, desde a fundação. Em 1971, assumiu o comando da CDL. Enquanto presidente, atuou para aproximar empresários concorrentes para que todos trabalhassem em prol do desenvolvimento do comércio. Ele também se destacou ao renovar, pela primeira vez, a decoração natalina de Lajeado, com peças decorativas feitas por estudantes acompanhados pela entidade.


Quais problemas recorrentes na década de 80 ainda se perpetuam entre lojistas e comerciantes?
Com certeza, o excesso da carga tributária e o custo dos nanciamentos ainda di cultam em muito o crescimento do varejo.
Para você, qual foi a principal conquista da CDL e qual a sua importância para a cidade?
O estaciomento rotativo, o Cedelinho, a convenção regional lojista, inclusive superando a convenção estadual, as promoções conjuntas de Natal e outros eventos. Também acho muito importante a união dos lojistas da cidade, que permanece e aumenta até hoje.


Raimundo Weimer (Gestão 1972/1973)




Trabalho focado na união dos lojistas de Lajeado para troca de informações e conhecimentos. Buscou conquistar reconhecimento ao SCPC, como principal forma de restrição aos inadimplentes e acesso ao crédito liberado para os bons consumidores.



Mário Antônio Jaeger Betti (in memoriam) (Gestão 1978/1979)

Darcy Nivaldo Schmidt (Gestão 1973/1974)

André Guilherme Sander (Gestão 1981/1982)




A gestão de Mário Betti foi marcada pela inovação. Era essa uma das principais características do empresário. O dirigente atuou em prol do desenvolvimento do comércio da cidade e pelo fortalecimento ainda maior da CDL, dois anos após a inauguração da primeira sede. Ele morreu vítima de acidente de trânsito, na BR-386, quando retornava de evento da classe lojista realizado em Porto Alegre.








Suas ações costumavam buscar o aprimoramento do SCPC. Naquela época, a ferramenta enfrentava bastante resistência do público consumidor. As decisões de Schmidt eram tomadas em reuniões periódicas com os cerca de 20 associados no antigo prédio da Acvat, que emprestava o espaço para a CDL. Em 1974, sob sua presidência, a entidade realizou o primeiro concurso Comerciário do Ano.
Sírio Sandri (Gestões 1979/1980, 1987/1988, 1991/1992 e 1995/1996)







É o presidente que mais vezes assumiu a entidade. A primeira gestão foi marcada pela compra de equipamentos para aperfeiçoamento do SCPC. Entre os investimentos, estão a criação do primeiro Cedelinho, que na época era uma simples carreta adaptada com assentos e cuja tração era feita por um trator. Tambem foi o responsável pela colocação de um imponente sino na cobertura do Edifício Metrópole, que chamava atenção entre o restante da decoração natalina, inclusive para quem passasse na BR-386.












Como outros presidentes, manteve a atenção focada no aperfeiçõamento do SCPC. Realizou ainda uma série de atividades para conscientizar sobre a importância da ferramenta. O trabalho dele tinha como objetivo envolver um número cada vez maior de empresários, principalmente daqueles que se sensibilizassem com a utilidade do SCPC.


Tarcísio Kunzler Godoy (in memoriam) (Gestão 1982/1983)









Foi o primeiro funcionário da CDL. Na época da presidência de Bernardino Pinto, exercia a função de atendente do SCPC e secretário-executivo da entidade. Mais tarde, já como lojista, assumiu a presidência e coordenou as tratativas de aquisição do terreno da rua João Batista de Mello, onde hoje está instalada a sede da CDL de Lajeado.

QUINTA-FEIRA, 23 DE JUNHO DE 2016 | 23


Odia 8 de abril de 1988 cará marcado como uma das mais tristes datas da história da CDL. Ou, mesmo, o mais doloroso fato na cinquentenária história da entidade.
Era madrugada quando o ex-presidente da entidade – e diretor na época –, Guenter Hahn, voltava com o próprio carro de uma convenção lojista realizada em Porto Alegre. Ao seu lado, no banco do caroneiro, estava Mário Antônio Jaeger Betti, gerente da Casa Americana na época. Ambos foram ao encontro para representar a CDL Lajeado.
Betti também fora presidente da CDL entre 1978 e 1979. Entre suas principais virtudes, amigos destacavam a visão inovadora sobre o comércio da época. A mesma referência era designada a Hahn, que presidiu a entidade entre 1984 e 1985. E tudo isso foi interrompido de forma brusca sobre a pista da BR-386.
O carro da marca Wolkswagen diri-
gido por Hahn foi esmagado por um caminhão descontrolado. Estavam em Triunfo, a menos de uma hora de casa. O violento choque não deu chance alguma aos ocupantes. Ambos morreram no local.
“O caminhão capotou em cima do carro. Eles morreram amassados”, conta a viúva, Wally Hahn, hoje com 83 anos. Quem lhe avisou sobre a morte do marido foi a mulher de Betti. A ligação chegou de madrugada, por volta das 2h.
- Olha, Wally. Eles se acidentaram.
- Mas não estão mortos – respondeu, ainda com esperanças.
- Sim. Eles morreram.
A curta conversa foi interrompida pelo choro. E também pela tristeza que se perpetua nestes 28 anos. “A cidade parou. Havia muita gente nos velórios. Houve muitos comentários também”, lembra a viúva.
Wally teve que se acostumar e ser
forte para seguir cuidando sozinha dos lhos, um homem e uma mulher, frutos da longa relação com Guenter. “Foi uma fatalidade. Ele sempre me dizia, e disse também alguns dias antes do acidente, que se ocorresse algo não seria ele o culpado. Pois costumava ser cuidadoso, e não bebia ou corria com o carro. Parecia que ele estava prevendo a morte.”
A também lajeadense, Maria Bernadete Heemann Betti, mulher de Mário, cou responsável pelos três lhos após a morte do marido. Ex-Miss Rio Grande do Sul e ex-Miss Brasil Internacional – distinções conquistadas na década de 70 – e conhecida na cidade como “Tia Beti”, Maria morreu 26 anos depois, no dia 8 de abril de 2014, vítima de câncer no pâncreas.
Guenter Hahn (in memoriam) (Gestão 1984/1985)

QUINTA-FEIRA, 23 DE JUNHO DE 2016




Durante a gestão, o empresário lajeadense acompanhou de perto o começo a construção da sede da CDL, no terreno adquirido na gestão anterior. Naquele ano, também ocorreu o último concurso Comerciário do Ano. Já em 1986, o mesmo evento passou a ser realizado em parceria com o Sindicato dos Comerciários, juntamente com o tradicional baile. O dirigente morreu vítima de acidente de trânsito na BR-386, quando retornava de um evento patronal da classe lojista, em Porto Alegre.





(Gestão 1989/1990)
(Gestão 1988/1989)

(Gestão 1992/1993)





O décimo quinto presidente trabalhou na busca da aproximação da entidade com as instituições nanceiras, para que houvesse maior controle na abertura de contas. Isso porque, naquela época, o comércio era alvo de grande emissão de cheques sem fundo. Rocha foi um grande apoiador e participante dos eventos do movimento lojista no estado.








Foi durante a presidência de Bolsi que, junto com a Rádio Independente, a CDL realizou a 1ª Rústica de Natal, evento que se manteve ativo durante vários anos, tornando-se um dos mais tradicionais do período na cidade. Também buscou a expansão da entidade, criou o estacionamento rotativo e buscou melhorias no SCPC.






en (in memoriam



Foi responsável pela informatização do SCPC. Para tal, adquiriu equipamento para processamento de dados, pois até então o funcionamento era com o sistema de chários. Naquela gestão, foi consolidado o Conselho das Entidades Empresariais, que integrou as atividades das organizações existentes. Também houve renovação da decoração natalina durante aqueles dois anos. Melhorias na BR-386, investimentos em energia elétrica e incentivos à Expovale também foram áreas de atuação daquela diretoria.








Foi nessa gestão que surgiu uma das mais importantes ações da CDL em seus 50 anos. Pedó promoveu a 1ª Convenção Regional Lojista, com grande repercussão e como alternativa ao evento estadual, mostrando todo o potencial de Lajeado. A participação de empresários foi expressiva. Também foi nessa gestão que ocorreu a construção do atual Cedelinho, em substituição ao trator com carreta que circulava pela cidade. Entre os feitos mais marcantes, está uma inserção em mídia nacional da cidade de Lajeado, que ocorreu no Jornal Nacional, destacando a decoração natalina daquele ano.




Luiz Henrique Hemmann (Gestão 1996/1998)






(Gestões 2006/2007 e 2007/2008)

Assim como Zen, trabalhou na modernização do sistema de tecnologia da informação. Também buscou melhorar as relações com o Executivo. Foi durante essa gestão que a CDL desenvolveu intenso treinamento de lojistas e comerciários. Em seu período à frente da entidade, lançou a campanha Em Lajeado sua Nota Vale Mais.

(Gestões 1998/2000 e 2004/2006)






Foi durante sua passagem pela presidência que Lajeado sediou a 36ª Convenção Estadual Lojista. No período, a CDL de Lajeado virou case da 45ª Convenção Nacional do Comércio Lojista, realizada no Rio de Janeiro. Dullius iniciou obras de reforma no prédio, e reformulou a decoração natalina com a confecção de arcos para colocação das luzes. O Liquida Lajeado apresentou recordes de vendas, virando referência em atração de consumidores para as lojas. Pela primeira vez, o Lajeado Brilha contou com o sorteio de um apartamento.

Martim Hahn (Gestão 2000/2002)






Filho do presidente Guenter Hahn, Martim se mostrou preocupado com a qualicação pro ssional do setor e, para isso, retomou com a realização da Convenção Regional Lojista. O dirigente fortaleceu nanceiramente a entidade e concluiu obras internas na sede. Nesse período, houve ampliação da parceria com as demais entidades ligadas ao comércio, como Acil, Sesc, Senac e Sindilojas.


Modesto Bettio (Gestão 2002/2004)




Em acordo com o governo municipal, a diretoria reformou o Cedelinho, preservando as características originais e oportunizando ainda uma vista panorâmica da cidade. Foi neste ano também que, por iniciativa e organização da CDL, com participação do poder público e de proprietários de imóveis, ocorreu a reformulação da rua Júlio de Castilhos e ampliação de um dos lados da calçada.



O que foi determinante para você ser eleita a primeira presidente mulher da CDL?
A CDL de Lajeado sempre foi uma entidade inovadora e ousada. A minha indicação se deu de forma muito tranquila e sem preconceitos. Eu era bastante ativa junto à entidade, o que fez com que meu nome fosse lembrado.

Por que, na sua opinião, demorou 40 anos para que uma mulher assumisse a presidência?
A participação da mulher ainda é bastante recente. Até pouco tempo, a mulher ainda ia para casa fazer o almoço, enquanto o marido participava das reuniões.
Qual foi o principal diferencial dessa gestão feminina?
Por ter sido a primeira mulher na presidência da entidade, alguns detalhes femininos talvez tenham sido mais notados. O que hoje já não faz mais tanta diferença até porque homens e mulheres andam lado a lado na maioria dos setores.
A participação feminina na CDL é satisfatória ou
Elton Faleiro (Gestão 2008/2010)

Foram quatro décadas até que a presidência da CDL fosse ocupada por uma mulher. Érica Bettio assumiu em agosto de 2006, para um primeiro mandato de um ano. Ela foi reeleita em 2007. Junto da diretoria, criou o Projeto Expertise – Escola de Varejo. Em sua gestão, também instituiu a reunião mensal Ideias que Alimentam. O período ainda foi marcado pela reforma da sede da entidade e pela aquisição do primeiro veículo para o departamento comercial.
poderia melhorar?
A participação feminina é de acordo com o interesse das mulheres em participar. Se a mulher se faz presente, ela tem seu espaço. As oportunidades quem faz são as pessoas. Não é de nido por sexo.
O que você destacaria em seu mandato, e o que se arrepende de não ter feito?
Eu me surpreendi de forma positiva na minha gestão com as pessoas que participaram junto comigo. O que eu destacaria foi a aquisição do primeiro carro, a Expertise e o Ideias que Alimentam. Não tenho arrependimentos porque z o que eu tinha capacidade de fazer na época. Foi uma experiência que me trouxe muito conhecimento e crescimento pessoal e pro ssional.
Por m, qual a importância da entidade para o desenvolvimento da cidade?
“Uma andorinha sozinha não faz verão.” A entidade trabalha em prol do coletivo, defendendo e fortalecendo os interesses do todo.
Ricardo Luís Diedrich (Gestão 2012/2013)



Foi nessa gestão que a CDL atingiu a marca histórica de 500 sócios. Faleiro também investiu na área de comunicação, com a criação do site e do jornal CDL LajeadoemNotícias, em que são compartilhadas notícias do trabalho da entidade. Além disso, instituiu uma coluna de notícias do SCPC na imprensa local. Sediando a 41ª Convenção Estadual Lojista, em agosto de 2010, Lajeado atraiu a atenção de mais de mil empresários varejistas do RS.
Célia Beatriz Paz (Gestão 2010/2011)



Essa diretoria foi responsável pela criação do “Outlet Lajeado”, uma campanha promocional caracterizada por uma feira de pontas e pioneira no comércio da região. A dirigente ainda descentralizou as ações da CDL Lajeado para os bairros. Foi responsável por ampliar a comunicação das promoções da entidade para as redes sociais. Além disso, deu início à reforma e ampliação da sede da CDL Lajeado, que passou a ocupar também o andar térreo, melhorando a prestação dos serviços e oferecendo acessibilidade aos de cientes físicos.




O presidente buscou avanços com o processo de coaching realizado com os integrantes da diretoria, o que oportunizou a quali cação para os líderes e ajudou a envolver a CDL. O Cedelinho recebeu nova reforma, trazendo mais conforto e segurança aos passageiros, além de iluminação especial para os passeios noturnos durante a Campanha Lajeado Brilha. Também foi em 2013 que a cidade inovou e criou o 1º Encontro Estadual de Jovens Empresários. Realizado no dia anterior à Convenção Lojista, foi uma excelente oportunidade para troca de ideias e relacionamento entre jovens empresários.

Daniel Dullius (Gestão 2013/2014)





Já com mais de 600 sócios cadastrados, a gestão de Daniel – lho do ex-presidente, Claudir – teve ações de destaque como o incremento de campanhas. No Dia da Criança, além de premiação, a CDL Lajeado promoveu evento de integração e arrecadou mais de 500 quilos de alimentos. Em 2015, a CDL Lajeado lançou a Campanha Lajeado Tem Tudo, com objetivo de valorizar o comércio local. Foi sob a presidência de Daniel que o 3º Encontro Estadual de Jovens Empresários ganhou nova dimensão. O evento foi desvinculado da Convenção CDL Lajeado, tornando-se uma programação independente e reuniu cerca de 700 pessoas no Teatro do Centro Cultural Univates.




Presidente
Heinz Rockenbach
Vice-presidente de Serviços
Ademir Kronbauer
Vice-presidente Administrativo
Fabiano Bladt
Vice-Presidente de Comércio
Aquiles Mallmann
Vice-Presidente de Capacitação
Ricardo Luís Diedrich
Vice-Presidente Institucional
e de Responsabilidade Social
Marcos Mallmann
Diretor
Nilton Colombo
Diretor Administrativo
Evandro Fascina
Diretor Financeiro
Luiz Delavald
Vice-Diretor Financeiro
Elton Fischer
Diretor Secretário
Ricardo Brunetto
Vice-Diretor Secretário
Tony Ademo
Diretoria de Comércio
Daniel Dullius
Rômulo Xavier Vier
Edson Bertozzi
Fabiano Bladt
Maurel Lenz
Humberto Koerbes
Ricardo Brunetto
Rodrigo Herrmann
Simone P. Schons
Diretoria de Capacitação
Daniel Dullius
Fabiano Bladt
Gustavo Bozetti
Guilherme Marder
Inês Decian
Jean Jaques
Fernanda Bertuol
Daniel H. Both
Helena Bergamaschi
Gustavo Adami
Ricardo Brunetto
Vice-Presidente Jovem
Carlos Henrique Haas Oliveira
Diretoria Jovem
Fernando Bergesch
Fernando Bornholdt



Josiane da Costa
Maurício Polita Zanon
Conselho Fiscal – Titular
Modesto Bettio
Conselho Fiscal – Suplentes
Vera Scheibel
Vandro Künzel
Elton Faleiro



Nestes 50 anos, a CDL foi ferramenta fundamental no desenvolvimento dos setores do comércio e serviços. Por meio de suas ações e campanhas, congrega e alinha as diversas forças dos setores que representa, potencializando os resultados e contribuindo com a melhoria da qualidade de vida da nossa gente, por meio do desenvolvimento sustentável.

DAlex Schmitt – Advogado


Aação e importância da CDL Lajeado transcendem a sua simples existência como entidade empresarial. Ela é a evidência da capacidade de união, sinergia e articulação da comunidade lojista em busca de elevados objetivos. Ascende, assim, ao status de organismo social vivo, construtor e catalizador do desenvolvimento municipal e regional. Parabéns a todos que inscreveram seus nomes na epopeia de cinco décadas de fomento do progresso econômico e social e àqueles que, hoje, pelo trabalho, liderança e inovação, continuam a construção da pujança diária dessa singular e elogiável história de associativismo empresarial e institucional.
Antonio Juarez Mathias Corrêa da Silva – Gerente da Acil
30| QUINTA-FEIRA, 23 DE JUNHO DE 2016
esde a sua fundação, nos idos de 1966, a CDL tem sido uma grande parceira na promoção do desenvolvimento socioeconômico do município e também da região. Muitas iniciativas relevantes para o fortalecimento do comércio e em benefício de toda a comunidade alí nasceram e se consolidaram ao longo destes 50 anos. Hoje, Lajeado é um dos principais polos de comércio e serviços do estado e a entidade também contribuiu muito para chegarmos a essa posição de destaque. Parabéns a todos que colaboraram na construção dessa valorosa história e a todos que estão dando continuidade a ela.
Carlos Alberto Martini
Ex-secretário municipa de Indústria e Comércio


e esforçada equipe. Essa é a CDL Lajeado. Preocupada em ajudar, fortalecer e desenvolver todos os associados. De fato, tem sido a constância dos dias na CDL Lajeado.
fazendo grandes e valiosos amigos. Muito bom sempre estar envolvido. Fica o abraço a todos que prestaram seus serviços a essa tão querida e importante entidade. Com toda certeza, estamos fazendo de tudo para honrar nosso passado e garantir o futuro
Romulo Xavier Vier – Empresário


Nos cumpre o dever de render homenagens a essa importante organização do município de Lajeado: parabéns à CDL pelos seus 50 anos. Com certeza, o protagonismo de nossa cidade como centro de compras do Vale do Taquari se deve ao trabalho incansável de todos os líderes que estão, ou estiveram, à frente dessa instituição que envida contínuos esforços para dinamizar o varejo de nosso município com iniciativas como o Lajeado Brilha e a Convenção Lojista. Parabéns a todos os integrantes da grande família CDL Lajeado, de ontem e de hoje, que sejam os primeiros 50 anos de muitos que virão.
Carlos Cyrne Pró-reitor da Univates
GHrandes responsáveis pela força de Lajeado e região são as suas entidades de classe.

A CDL Lajeado é exemplo para todo o RS pela sua atuação incansável, inovadora e responsável em defesa dos interesses dos seus associados e dos consumidores lajeadenses. Como cidadão e associado, sinto orgulho de sua história que é feita de conquistas e, principalmente, parceria entre todos os envolvidos.
Fabiano Bladt – Empresário
história, são 50 anos defendendo os interesses do comércio. Ativa, pois agrega conhecimento aos empresarios e colaboradores com cursos de quali cação. A convenção que ocorre todos os anos sempre apresenta os melhores palestrantes do país. Transparente, pois demonstra com clareza a todos os assosciados suas ações. Com o serviço do SCPC, o risco de inadimplencia diminui, trazendo mais con anca para as operacões de venda. Por meio da CDL Jovem, tive a oportunidade de compartilhar experiências com outros pro ssionais. A CDL é um aliado importante para o lojista tocar o seu negócio. Patricia Weiand – Empresária

á quem defenda na teoria que instituições fortes promovem o desenvolvimento das sociedades onde estão inseridas. Em se tratando da CDL de Lajeado, a prática con rma a teoria e reforça a perspectiva de que esse é um jogo de ganha-ganha. A comunidade de Lajeado ganha e as instituições e seus representados ganham. São poucas as entidades que se mantêm por 50 anos e esse é mérito da articulação, da participação, da dedicação e empenho de cada um dos membros da CDL ao longo do tempo. Instituições que efetivamente representam os seus são feitas de pessoas dedicadas e que acreditam na participação e na articulação conjunta. Parabéns à CDL, parabéns a todos que fazem parte desta caminhada e que con-



tinuem fortes, articulados e atuantes por muitos anos mais.
Cíntia Agostini Presidente do Codevat

ACDL Lajeado é uma referência para o pujante setor comercial de nossa cidade. O Vale do Taquari converge a Lajeado como referência de comércio e serviços. Nossos lojistas atendem não só à nossa população, mas pessoas de toda a região buscam o comércio local, que detém parte signi cativa do nosso PIB, da geração de empregos e renda para as famílias. Isso faz da CDL historicamente uma das associações mais importantes de toda a nossa região, com grande prestígio no estado. Seus gestores marcaram história e a entidade sempre foi motivo de orgulho para toda a população lajeadense. Os eventos organizados, como a Lajeado Brilha ou suas convenções, já são parte da agenda cultural do município, marcado pelo empreendedorismo de sua população, fazendo com que Lajeado mantenha o protagonismo regional histórico.
Marcelo Caumo Pré-candidato a prefeito

Nos últimos anos, a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro coloca Lajeado no topo do ranking do Índice de Desenvolvimento Municipal em três quesitos: saúde, educação e renda e

emprego. Em 2015, Lajeado manteve-se em primeiro lugar no estado e passou de 15ª para 13ª no Brasil. Essa tem sido a lógica da cultura empreendedora que se estabeleceu no município há 125 anos e, por que não dizer, incrementada nestes últimos 50 anos com o surgimento da CDL. Não por menos que Lajeado se tornou um polo comercial. Estamos orgulhosos por ter entidades fortes como a CDL, que ajudam a colocar Lajeado entre as cidades mais desenvolvidas do país; como a cidade gaúcha com maior número de franquias instaladas, e como cidade polo de uma região que tem os menores índices de inadimplência e de desemprego no estado. Isso é fruto de um trabalho comunitário que envolve também a CDL.
Luís Fernando Schmidt
Prefeito, pré-candidato àreeleição

Ocomércio é uma das atividades que destaca Lajeado no cenário regional e estadual. Prova disso é a quantidade de carros com placas de outros municípios que circulam no centro. Por certo que a maioria dos visitantes vem atraída pelas sortidas lojas e mercados. A CDL é uma entidade de fundamental importância para a organização e representação do setor comercial. É nesse espaço que os líderes se encontram para deliberar ideias, organizar atividades e promoções. Promoções que surpreendem pela criatividade. Também se deve destacar o papel social. Seus dirigentes sempre estão envolvidos nas causas lajeadenses. Sendo na condição de atores principais ou como coadjuvantes, a entidade está presente em ações que visam melhorar a segurança pública, em atividades de educação, turismo, e na

preocupação com a melhoria estrutural e humanização dos locais públicos.
Márcia Scherer
Pré-candidata à prefeita

Ter uma CDL forte é crucial para o desenvolvimento de qualquer cidade. Lajeado, em especial, teve a bênção de ter uma CDL atuante e preocupada com o crescimento do comércio e do município como um todo. A história da entidade demonstra o papel fundamental para tornar Lajeado eum polo comercial, onde se encontra praticamente tudo. Além disso, a CDL é um celeiro de líderes. Em particular, a CDL Jovem atua de uma forma importante dando oportunidade para o desenvolvimento de novos líderes e trazendo uma visão renovada para a entidade e o setor.
Tony Ademo
Ex-presidente CDL Jovem
Oqualidade, sendo tal fato comprovado pelas já esperadas e concorridas convenções, que têm se realizado e lotado o clube. A troca de experiências e informações, e a quali cação de seus associados certamente farão com que o CDL tenha, cada vez mais, importância e relevância em nossa comunidade, e o CTC parabeniza essa entidade pela data especial, colocando-se ao lado desse parceiro sempre que necessário. Vida longa à CDL!
André Bucker
Advogado e presidente do Clube
Tiro e Caça (CTC)


ACDL é uma entidade de vital importância para o desenvolvimento de nossa cidade, e a cada ano e administração que passa, tem mostrado cada vez mais essa força, especialmente na busca do crescimento e desenvolvimento de seus associados.
O CTC é um parceiro dessa entidade e, assim como a CDL, entende que tem o dever de participar e ajudar no desenvolvimento da comunidade, fazendo com que nossa cidade se desenvolva com mais
CDL lajeado sempre teve papel importante no desenvolvimento das atividades dos lojistas. Como entidade catalizadora de ações promocionais de varejo em Lajeado, onde a união por meio da entidade fez e faz com que todos os participantes consigam ganhos de escala e visibilidade conjunta, o que individualmente sería difícil, especialmente para as pequenas empresas. Isso também gerou um efeito positivo para a cidade, criando um conceito de comércio pujante, diversi cado, alinhado as exigências do consumidor, trazendo clientes de toda a região para cá. Do ponto de vista da formação pessoal do comerciante, a CDL propicia o crescimento do empreendedor, por meio de seus encontros, reuniões e eventos aperfeiçoando sua capacidade de gestão, estabelecendo aprendizados, vínculos e parcerias. Tenho uma visão muito positiva da CDL Lajeado e além de tudo uma “ escola” de líderes empreendedores para a comunidade.
Rogério Wink – Empresário

