Integração e doação de alimentos marcaram a tarde dos internos do Lar Aconchego, em Lajeado. Eles receberam visita dos estudantes de Marques de Souza
ELEIÇÕES MUNICIPAIS
Mudanças no pleito tornam campanha mais curta e barata
Com limitação de gastos, legislação mais restritiva e fim do financiamento empresarial, candidatos terão que reduzir despesas para buscar votos. No Vale do Taquari, Justiça estipula orçamento de cam-
panha com teto de R$ 370 mil para a majoritária de Lajeado. Para vereador, o máximo se aproxima de R$ 20 mil. Nas cidades menores, valor será a metade. Campanha inicia em agosto e dura 45 dias.
Páginas 6 e 7
Liminar concede volta do abastecimento de água
O fornecimento de água para sete famílias do bairro São Bento foi interrompido na segunda-feira. Conforme a empresa responsável pelo serviço, os moradores haviam sido comunicados sobre o corte devido à falta de pagamento da tarifa. Por parte dos residentes, eles questionam o modelo de cobrança. Segundo eles, era impossível quitar a dívida em lotéricas ou bancos. A comunidade local também diz que a água chegava às casas com aparência turva. A distribuidora nega haver contaminação e atesta realizar análises mensais para garantir a qualidade da água. Ontem, decisão liminar do Judiciário de Lajeado ordenou a volta do abastecimento. No município, tramita concorrência para escolher a distribuidora de água em 11 bairros.
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Oposição ao governo do PMDB, os progressistas apresentaram nessa segunda-feira os nomes na disputa da majoritária. O ex-vereador Gustavo Kasper é o pré-candidato a prefeito. Completa a chapa Lúcio
Bersch. Os governistas ainda não confirmam nomes. Nos bastidores, Klaus Schnack aparece como um dos favoritos. Ele é o atual coordenador de Secretarias e foi vice-prefeito.
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Conexão
MARCELO GOUVÊA
ARROIO DO MEIO
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Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores.
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O moralismo é o estopim do preconceito
AINDICADORES ECONÔMICOS
MOEDACOMPRAVENDA
Dólar Comercial3,24113,2422
Dólar Turismo3,19003,3700
Euro3,60003,6013
Libra4,38024,3823
Peso Argentino0,21720,2174
Yen Jap.0,03160,0316
Cotação do dia anterior até 17:45h, Valor econômico.
ÍNDICEMÊSÍNDICE MÊS (%) ACUMULADO ANO (%)
ICV Mes (DIEESE)05/20160,674,25
IGP-DI (FGV)05/20161,134,31
IGP-M (FGV)05/20160,824,15
INPC (IBGE)05/20160,984,60
INCC05/20160,192,25
IPC-A (IBGE)05/20160,784,05
Mínimo/2016 R$ 880,00
BOLSAS DE VALORES PONTO VARIAÇÃO
Ibovespa (BRA)510021,99
Dow Jones (EUA)16.027-1,10
S&P 500 (EUA)1.853-1,42
Nasdaq (EUA)4.7791,86 DAX 30 (ALE)9.6121,75
Merval (EUA)11.4000,00
s agressões a três travestis em Bom Retiro do Sul expõem uma triste realidade. Ainda que tivesse havido excesso por um comportamento vulgar na festa, nada justifica uma ação violenta. Muitas pessoas, e numa sociedade conversadora, ainda têm dificuldades em lidar com o contraditório e com as diferenças de gêneros. Chegam a defender conceitos de moralidade, falam nos valores da família, na ordem e na disciplina, mas desdenham da liberdade individual e tacham aquilo como “pouca vergonha” e, por isso, mereceria ser extirpado. No pior dos casos, o discurso de moralidade vem acompanhado de hábitos machistas, preconceituosos e intolerantes. Assusta acompanhar, em pleno século XXI, notícias como a publicada no A Hora de ontem. Ouvir das vítimas que os agressores enalteciam os assassinatos de Orlando é repugnante. Como é possível defender uma atrocidade? Acreditar em uma solução mágica, como se matar os gays fosse melhorar a
rede
Ouvir das vítimas que os agressores enalteciam os assassinatos de Orlando é repugnante. Como é possível defender uma atrocidade?
sociedade, é tão superficial que só encontra eco na pequenez da ignorância.
O mundo evolui. As leis, os conceitos de certo e errado, a sociedade como um todo se modificam. Uma adaptação necessária frente aos novos tempos. Um exemplo é a liberdade de gênero. Se um determinado sujeito tem uma identidade de mulher, mesmo com o nome masculino no CPF, esse indivíduo tem o direito de ser reconhecido como alguém do gênero feminino.
Por isso, não é “o” travesti, mas “a” travesti.
Pela semântica, gramáticos vão apontar para um erro. Na própria manchete de capa do A Hora de ontem foi apontado por alguns leitores esse “equívoco”. Mas mencionar sua identidade, respeitá-la e reconhecê-la como tal vai além da regra imposta pelos livros.
Inclusive tramita no Congresso Nacional proposta para facilitar a troca de nome nos documentos de identidade. Determinação da Secretaria Especial dos Direitos Humanos e do próprio Ministério da Saúde reconhece o uso do artigo “a”
para se referir a um homem travestido de mulher. Também há resolução do Programa Nacional de Direitos Humanos que prevê respeito à livre orientação sexual e identidade de gênero. O texto garante o direito de travestis e transexuais serem tratados pelos nomes sociais.
Travestis compõem a parte da população mais atingida pelo ódio e pelo preconceito. Mais do que negros, gays ou lésbicas. Para o senso comum, a travesti não merece respeito por ter “escolhido” levar a vida dessa forma. Um julgamento deplorável e preocupante. Diante disso, usar o feminino para identificá-las reduz, pelo menos um pouco, com essa barreira. Pois, em uma instância mais elevada de correção política, as pessoas hoje não se identificam apenas pelo corpo, sendo homem ou mulher. A escolha, mais uma vez, recai sobre o indivíduo.
Como resposta às agressões, o grupo Coletivo de Mulheres do Vale do Taquari organiza manifestação contra a transfobia.
Comentários postados na página do facebook e no site do Jornal A Hora. Participe e deixe sua opinião.
Comentáriosobreamatéria“Festa
Não precisamos viajar para SP, RJ ou EUA para vermos preconceito e intolerância. Andemos poucos quilômetros, até Bom Retiro.
Isso já era certo que não estaria pronta. Fico pensando o que nós pais iremos fazer com nossos filhos.
CrisBender
Isso é uma vergonha!! E nos aqui, cheios de esperanças que ficava pronta para o início do ano seguinte
DanielaBergmann
Fundado em 1º de julho de 2002 Vale do Taquari - Lajeado - RS
Na
Rodrigo Martini
martini.jornal@gmail.com lentem.wordpress.com
Um povo sem cultura não se levanta
Paris é reconhecida mundialmente pela arte. Pela abundância de culturas. Contraculturas. É o berço onde gigantes artistas nasceram, cresceram e se inspiraram.
Faz pouco mais de um ano estive por lá na companhia da esposa e do filho. Fui conhecer novas culturas. Vivenciá-las. Mas, poucos minutos após deixar o imponente aeroporto Charles de Gaulle, fui surpreendido por alguns timbres muito familiares rugindo alto dos pequenos alto-volantes do táxi.
Junto veio a inconfundível voz mansa do velho Chico:
“Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a viola pra lá”
A emoção bateu forte. Nunca fora tão deleitante ouvir “Roda Viva”.
Cantei junto. Fiz questão de cutucar o ombro do motorista para lhe explicar que tal voz era de um brasileiro. Misturando português com um embolado espanhol, não fui compreendido. Grande coisa. O orgulho seguia transbordando enquanto adentrávamos por entre os históricos
prédios parisienses. Na capital da arte, quem dava o tom era um brazuca.
De volta ao Brasil, a dura realidade. “Aprendi”, lendo quem não merecia, que Chico Buarque não passa de um sugador. De um aproveitador de “Rouanet”. Um fajuto. Sem talento algum. Vi que aquele artista reverenciado em boa parte do mundo só se manifesta politicamente ou ideologicamente em troca de ‘bufunfa’. De grana. Ele não tem autenticidade ou moral para estar falando a verdade. Para defender quem quer que seja. Ele é um vagabundo. Um mero bebum que vagueia pelo Leblon carioca. Um “socialista caviar” que tem apartamento na capital francesa.
A sucessão de “elogios” contra a pessoa ou a carreira do velho Chico é ainda mais infundada. Ora, convenhamos. Ele não é nada disso. O “problema” é ele ser um artista que apoia o PT. E, hoje, só isso basta para uma brilhante carreira ser deturpada por quem até ontem a aplaudia. Pois os ataques ao velho Chico foram além. Hoje, ai de quem se declarar artista. Ser artista e petista, então, pode pendurar o chapéu e encerrar a carreira. No Brasil, parece não haver mais palco para esses chamados vagabundos mamadores de Rouanet.
E é preciso falar da Lei Rouanet, alvo de uma importante operação da Polícia Federal nesta semana. A investigação mostra supostas fraudes. Teriam, no mínimo, levado pouco mais de R$ 150 milhões – em 20 anos –para festas particulares e outras milongas mais. Eventos privados sem justificativa alguma para receber apoio via renúncia fiscal. Tais apontamentos vinham sendo feitos faz tempo por quem trabalha diariamente – e sério – na produção cultural. Além desses, há o excesso de apoio de estatais e os infundados patrocínios autorizados para artistas já consolidados, cujos cachês ultrapassam as cifras das centenas de milhares de reais. É tudo isso que precisa acabar. E só.
A Lei Rouanet, com seus R$ 1,3 bilhão anuais em incentivos dentro de um orçamento de R$ 2 trilhões do governo federal, não merece ser demonizada. Ela não pode acabar. Assim como Chicos, Veríssimos, Mouras, Furtados e até o talentoso Jô Soares não merecem apanhar em praça pública em função de suas escolhas partidárias ou ideológicas.
Um povo sem cultura não se levanta. Ele rasteja e se ajoelha. E é muito triste ver a cortina baixar, encobrindo toda nossa história. Nós somos maiores do que isso. Ao menos, precisamos ser.
Deixem a Clínica Central em paz II
Já toquei neste assunto aqui na coluna. E é com satisfação que recebi, ontem de manhã, novidades sobre novo pedido judicial feito pela diretoria do centro de recuperação de alcoólicos e drogados.
A Justiça deverá exigir a liberação do alvará para o devido funcionamento integral da clínica.
Seconfirmada,adecisãomerece ser comemorada por toda comunidade lajeadense, do estado e do país. A clínica, em seus 30 anos, já salvou centenas de famílias. E não merecia, por desonestos interesses financeiros de predadores, ver sua história acabar de forma tão injusta. Vida longa à Central.
Tiro Curto
– Os pré-candidatos à prefeitura de Lajeado, Luís Fernando Schmidt e Vilson Jacques, foram destaques em programas de rádios locais nas últimas semanas, onde propagaram obras e projetos à revelia;
– Neste sábado, 2, encerra o prazo para os pré-candidatos realizarem inaugurações. Nos últimos dias, o leitor deve ter percebido muitas;
– Em Brasília, aumentam as especulações sobre a criação de mais taxas sobre o agronegócio, em especial, as exportações. Tal medida vigorou por anos na Argentina e foi suspensa pelo atual governo;
– Pesquisa do Ministério Público de São Paulo mostra que, de cada três menores infratores naquele estado, dois não têm pai dentro de casa;
– Baita ideia do governo de Lajeado a instalação de pontos fixos para retirada de sacolas plásticas. Elas servem para recolher fezes de animais domésticos;
– Famurs e outras entidades civis planejam criar a Associação Fundo Hidrovias. Será mais uma a tentar gerenciar a lustrosa–mas decadente – malha gaúcha. A previsão é de meio ano de estudos só para construir a proposta;
– Na próxima semana, escrevo sobre a morte do meu amigo e ex-colega de Jornalismo, Vitor Hugo Gerhardt, o saudoso “Kokinho”. Boa quinta-feira a todos!
Governo parcela salários pela quinta vez consecutiva
ESTADO – Um dia após aprovar o congelamento dos salários para 2017, o Governo do Estado anunciou novo parcelamento. Os servidores concursados que recebem até R$ 2,6 mil recebem integralmente os vencimentos referentes ao mês
Executivo sofre derrota
na câmara de vereadores
Parlamento reprovou nova destinação de verbas
Lajeado
Em uma sessão marcada por polêmicas e debates acalorados, o Legislativo reprovou a criação de crédito suplementar de R$ 1,74 milhão para o Executivo. O dinheiro seria retirado da reserva de contingência do município para pagar funcionários terceirizados. No mesmo projeto, o governo pedia a liberação de crédito especial de R$ 510 mil. Esse texto foi aprovado de forma unânime.
Sobre a retirada de recursos da reserva de contingência, Carlos Eduardo Ranzi (PMDB) e Ildo Salvi (Rede) foram os primeiros a se manifestar. Salvi utilizou de uma manobra regimental para garantir a votação parcelada do projeto. Assim, os artigos 1º e 2º, tratando da liberação de R$ 510 mil para ampliar as equipes de Estratégia de Saúde da Família (ESF), receberam apoio total dos parlamentares.
Já a discussão sobre os arti-
gos 3 e 4 alongou-se por mais de meia hora. Enquanto Ranzi e Salvi acusavam o governo de má gestão dos recursos, os parlamentares da base aliada revezavam-se na defesa do projeto. A bancada petista defendeu a necessidade de aprovação para a continuidade de atendimentos da saúde.
Com dedo em riste, Sérgio Rambo (PT) criticou os colegas contrários à medida. Os argumentos petistas não foram suficientes para garantir a aprovação. Por oito votos a seis, o governo foi derrotado. Mesmo assim, os vereadores aprovaram a abertura de outras três linhas de crédito entre especial e suplementar. Juntas, elas autorizam o remanejo de R$ 891 mil do orçamento previsto para 2016.
Ao todo, foram votados 11 projetos na sessão dessa terça-feira. Com exceção do crédito suplementar de mais de R$ 1 milhão, todos os outros foram aprovados por unanimidade.
Paralisação de obra gera polêmica
As discussões entre os parlamentares começaram ainda nas manifestações iniciais. A discordância iniciou quando dois deles reclamaram da paralisação na construção da escola Doce Infância, no bairro Conventos.Elesdefenderamosempresários responsáveis pelo projeto e atacaram a gestão por “erros administrativos”. O bloco situacionista buscou blindar o governo culpando a própria empresa pelo atraso na obra.
Tendo de ser votada até hoje,30, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2017foi aprovada sem problemas. A reunião de líderes, realizada até minutos antes do começo da sessão, garantiu votação unânime do projeto.
de junho. Já os trabalhadores regidos pela CLT vão ser pagos em dia. Mesmo com o aumento de ICMS e sem pagar a dívida com a União neste mês, o Executivo fará seu quinto atraso consecutivo no pagamento de salários.
Deputados atuam contra cortes no SUS
A audiência pública que debateu o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) mobilizou a Assembleia Legislativa na tarde de ontem. A atividade contou com a presença de representantes de 32 municípios gaúchos. Presidente da Comissão de Saúde e Meio Ambiente, deputado estadual Valdeci Oliveira (PT) propôs uma moção em defesa da saúde pública e contra a aprovaçãodeduaspropostasdeemenda constitucional: a PEC 143/2015 e PEC 241/2016. Se aprovadas, elas vão reduzir os recursos do setor.
A moção de Oliveira foi aprovada por unanimidade. O documento será apresentado as bancadas da Assembleia e a outras entidades da sociedade civil para assinaturas. O objetivo é encaminhar o texto ao Congresso Nacional e ao Ministério da Saúde. Presente na audiência, o presidente do Conselho Nacional de Saúde, Ronald Ferreira Santos, afirmou que a PEC 143/2015 e a PEC 241/2016 podem acabar com a universalidade e a gratuidade do SUS. A aprovação da medida resultará na subtração de R$ 12 bilhões da saúde no próximo ano.
Projeto que congela salários é aprovado
Estado
Depois de muita polêmica e críticas, os deputados aprovaram a Lei de Diretrizes e Bases Orçamentárias (LDO) proposta pelo Governo Sartori. A vitória do Piratini veio por margem apertada, com 25 votos favoráveis e 20 contra. Durante a votação, as galerias da Casa foram ocupadas por servidores e sindicalistas contrários a proposta do governo. O principal ponto de discórdia entre os deputados, tanto da base quanto da oposição, é a
previsão de congelar salários e contratações para 2017. Para o próximo ano o Executivo projeta um crescimento de 3%, o que representa apenas o crescimento vegetativo da folha de pagamento. Com isso, os servidores de todos os poderes devem ficar sem reajusta salarial para 2017. Representantes do judiciário criticaram duramente a proposta do Piratini. As relações entre os dois poderes sofrem desgaste recorrente. O ponto crítico aconteceu quando Sartori vetou o aumento 8,13% para os servidores do judiciário.
LDO APROVADA POR UNANIMIDADE
Após discussão, vereadores rejeitaram proposta de liberação de parte da reserva de contingência para pagar terceirizados
EDUARDO AMARAL
Estado
Oposição define primeiros pré-candidatos
Chapa majoritária do PP terá Kasper e Bersch. Situação pode apostar em Schnack
Arroio do Meio
Odiretório do Partido
Progressista (PP) apresentou nessa segunda-feira os pré-candidatos para as eleições de outubro. O
possíveis, 19 estão definidos, informa Kasper.
Situação estuda opções
Presidente do PMDB, Marcelo Schneider confirma a indefinição quanto aos pré-candidatos na chapa situacionista. “Estamos conversando ainda com os partidos para ver quem será escolhido”. Além do PMDB, a coligação é formada por PT, PTB e DEM.
Nos bastidores, Klaus Schnack
(PMDB) aparece como um dos nomes favoritos. Ele é o atual coordenador de Secretarias e foi o vice-prefeito de Eckert no mandato de 2008/2012.
Outras possíveis escolhas da situação são o ex-secretário da Indústria e Comércio Betinho Dalpian (PMDB), a secretária de Educação Eluise Hammes (PT), a vereadora Adiles Meyer (PMDB), o presidente da câmara Paulinho Volk (PT) e o vice-prefeito Áurio Scherer (PT).
INCÓGNITA NO PDT
Uma das possíveis mudanças nas eleições 2016 é a saída do PDT da chapa opositora. “Tivemos uma reunião no começo do ano e mostramos nosso interesse em renovar a coligação. Entretanto, não tivemos mais retorno”, relata Kasper. Com o possível rompi-
mento, o PDT deve integrar a chapa situacionista. Schneider confirma as negociações entre os partidos, mas destaca que “não há definição”. A redação do A Hora tentou contato com o presidente do PDT arroio-meense, Paulo Backes, sem sucesso.
Seminário esclarece dúvidas sobre período eleitoral
Estrela
Três painelistas participam hoje do Seminário Regional de Políticas Públicas Regionais e Municipais. O evento ocorre na câmara de vereadores a partir das 8h30min. Neste horário, iniciam as inscrições. Às 9h30min, o advogado especialista em Direito Público e professor da UFRGS, Silomar Garcia Silveira, fala sobre as competências legislativas municipais. A minirreforma eleitoral, aprovada no ano passado, é o tema apresentado pelo especialista em Direito Eleitoral Fábio Gisch, às 11h. Às 14h, o auditor público aposentado e consultor técnico da União dos Vereadores do Rio Grande Do Sul (Uvergs), Edison Imar
Oliveira Mello, esclarece sobre as condutas proibidas no período eleitoral. O evento segue com um debate aberto com a presença dos três painelistas a partir das 16h.
O seminário é promovido pela Uvergs em parceria com a câmara de Estrela. O objetivo é informar aos agentes políticos temas como as funções de um legislativo municipal, principais dúvidas sobre a minirreforma eleitoral e orientações sobre condutas durante o período eleitoral.
Entre os nomes da situação, Klaus Schnack (PMDB) aparece com mais força
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Reportagem: Eduardo Amaral
ELEIÇÕES 2016
Novas regras geram dúvidas para outubro
A minirreforma eleitoral aprovada no fim do ano passado, aliada à proibição de financiamento privado, provoca mudanças para o pleito de outubro. Ambas as propostas devem usar a eleição para prefeitos e vereadores como um laboratório para 2018.
Vale do Taquari
Enquanto pequenas reformas consideradas “cosméticas” vão se sucedendo a cada nova disputa, a reforma política segue arquivada nos corredores do Congresso. Para esteano,asmudançasbuscamtornar o período de campanha menor e as propagandas mais baratas. Em 2016, partidos e coligações têm até o dia 5 de agosto para registrar as candidaturas, o que representa um mês a mais em relação aos anos anteriores. Com isso, a campanha será reduzida de 90 para 45 dias.
O tempo de propaganda no rádio e televisão também será menor. Ao invés de 45 dias, os candidatos terão 35 para tentar angariar votos por meio dos programas eleitorais.
Na avaliação do juiz eleitoral da comarca de Lajeado, Luiz Antônio de Abreu Johnson, as alterações mais sentidas na região devem ser as relacionadas aos cartazes e pintura de muros. Ao contrário de anos anteriores, o uso de muros será vetado e os candidatos poderão utilizar placas de, no máximo, meio metro quadrado. Além disso, os cartazes não podem ser sobrepostos para aumentar o espaço de propaganda.
Cobrança de desempenho
Outra medida tenta barrar a utilização dos “puxadores” de voto para eleger candidatos de pouca representatividade. A criação da cláusula de desempenho deve impedir a eleição de vereadores com poucos votos.
Prática comum nas últimas eleições, o uso de cavaletes e de placas de ruas está extinto a partir do pleito municipal
Mudanças para 2016
De acordo com as novas regras, o candidato precisará alcançar pelo menos 10% do coeficiente eleitoral para conquistar a vaga de vereador. Dessa forma, a força dos candidatos mais expressivos para garantir vaga no Legislativo será reduzida. Além disso, a medida deve evitar a eleição de candidatos sem expressão.
Propaganda deve migrar para internet
Com limitação de gastos e redução do período de campanha no rádio e na TV, os concorrentes devem apostar nas propagandas no meio virtual. Na internet, os candidatos têm muito mais liberdade para pedir votos. Um dos exemplos é o direito do postulantes a pedir votos em suas páginas e redes sociais até o dia
da eleição, sem que isso configure boca de urna.
Campanha
mais barata
Apontada por especialistas como um dos vetores de corrupção, a arrecadação de fundos para as campanhas sofre um revés em 2016. Pela primeira vez, empresas estão proibidas de doar a candidatos, coligações e partidos.
Além de vetar a busca de dinheiro entre os principais financiadores de anos anteriores, a nova lei também limita as doações individuais. Para quem declara Imposto de Renda (IR), o limite é de 10% da renda bruta declarada. Já os isentos do IR podem doar até 10% do limite de isenção, um valor aproximado de R$ 2,5 mil.
Para baratear as campanhas, a Justiça Eleitoral também definiu limites de gastos. Na região, Lajeado terá um valor máximo de R$ 370 mil para a campanha majoritária. Já as campanhas ao Legislativo têm um limite de aproximadamente R$ 20 mil.
As demais cidades da comarca têm limites de R$ 100 mil para as campanhas de prefeitos e R$ 10 mil para vereadores.
Reunião de esclarecimento
As alterações têm gerado dúvidas entre os políticos e partidos que preparam candidaturas. Para esclarecer os detalhes da lei, o juiz eleitoral realiza reunião aberta a candidatos e militantes nesta terça-feira, 5. O encontro ocorre às 9h30min no Salão do Fórum de Lajeado.
ARQUIVO A HORA
ela vai mais para o meio virtual, não se vai se ver muito a campanha nas ruas. Não pode mais usar cavaletes nos canteiros, só nos bens particulares e, mesmo assim, no interior deles, nem fazer pichações nos muros. O que pode ser colocado é uma placa com (no máximo) meio quadrado e três no máximo. O que não sofre alteração são as propagandas nos jornais (impressos). No rádio e televisão, tem uma sensível modificação, agora teremos um bloco reduzido para as majoritárias e as proporcionais serão apenas por inserções.
Quais as outras limitações aos partidos, especialmente na internet?
Johnson – A divulgação de opinião favorável por parte da imprensa escrita a um candidato não caracteriza propaganda eleitoral, ela só não pode ser paga. Na internet, os candidatos podem fazer campanha livremente, mas não podem usar recursos para alavancar o alcance. Tudo que diz respeito à internet não pode ser pago. É proibida a impulsão por serviço pago aos servidores.
Também tem limite para contratação de militância paga. Nos municípios com até 30 mil eleitores, não pode exceder 1% do eleitorado. Nos demais, é acrescido uma contratação para cada mil eleitores que excederem os 30 mil. A partir de sábado, os pré-candidatos não podem comparecer a qualquer
físicas que não declaram IR, aí pode surgir um laranjal de CPFs. Aquele que é isento pode doar até 10% do limite de isenção que está em torno de R$ 22 mil, ele pode doar R$ 2 mil. Vai ter aluguel de CPF. Esse vai ser um grande problema para fiscalização, pois as contas terão de ser julgadas em um prazo muito exíguo, até 18 de dezembro.
Com essas limitações, teremos campanhas franciscanas.
O que o senhor pretende apresentar na reunião de terça-feira, 5?
Johnson – Vou destacar os tópicos principais, especialmente a questão das cotas de gênero, que são obrigatórias. A proporção mínima é de 70% a 30%, se não tiver, o partido é intimado a regularizar a situação e, se isso não for feito, toda a chapa será indeferida. Os partidos têm dificuldades em cumprir isso.
Como o senhor avalia o pleito de outubro?
Johnson – Será uma eleição diferente, primeiro porque seremos laboratório de três reformas eleitorais. Eu acho que eleições municipais não são o ideal para testar tantas reformas, porque em diversas regiões do país existe dificuldade de acesso a informações.
Seria melhor fazer isso nas eleições gerais, pois concentraria as informações nos partidos. É uma reforma cosmética, feita a cada novo escândalo nacional.
Conferência aborda regularização fundiária
Encontro tratou sobre o crescimento ordenado
Teutônia
Em busca de soluções e diretrizes para o crescimento homogêneo, ocorreu ontem a Conferência das Cidades. O encontro foi realizado no auditório da Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC) e debateu assuntos como mobilidade urbana, especulação imobiliária, aumento populacional e necessidade de revisão no Plano Diretor.
O evento engloba a 6ª edição da conferência nacional, promovida pelo Ministério das Cidades. O objetivo é elaborar e oficializar as demandas municipais, enviar para reunião estadual, por meio de conselho ou documento para apresentação e arquivo junto ao governo federal. Além de propor discussão e realçar as necessidades locais, pode facilitar repasse de verbas para construção de estradas, calçadas e projetos de embelezamento e mobilidade.
O registrador de imóveis, Paulo Dávila, atua em Teutônia faz 25 anos e iniciou explanando sobre o panorama do setor imobiliário. Apesar de o município ter poucos terrenos irregulares, Dávila acreditaqueopoderpúblicodevemanter atenção para garantir crescimento homogêneo entre o setor empresarial e o populacional, evitando os chamados vazios urbanos.
Após a apresentação, foram formados grupos de discussão para alinhar interesses da cidade. Nos
próximos dias, a administração municipal deve formar uma comissão ou elaborar documento para ser enviado à conferência estadual.
Ramo imobiliário expandiu
Diante da projeção populacional e facilidade para compra de imóveis, as imobiliárias aceleraram a abertura de novos loteamentos. Canabarro, Boa Vista e Centro Administrativo receberam novos lotes. Entretanto, a necessidade de análise maior está no Alesgut, onde foram abertos loteamentos. Como o bairro fica do outro lado da Via Láctea, a expansão exige medidas de segurança, principalmente nas rótulas de acesso ao bairro Languiru. Outra discussão pertinente no setor é a quantidade de terrenos desocupados dentro da área urbana. A administração busca meios de solucionar os efeitos estéticos negativos ocasionados pela falta de limpeza e calçadas.
Malha viária carece de atenção
A mobilidade urbana é o principal foco do debate. Hoje, Teutônia enfrenta a dificuldade natural e geográficadecomportarbairrosgrandes e distantes. Canabarro, Centro Administrativo, Languiru, Teutônia e Alesgut compõem o mapa das necessidades prioritárias. A única viaquepermiteligaçãodiretaentre eles é a ERS-128 (Via Láctea). Desde 2011, movimento composto pela comunidade pleiteia a duplicação do trajeto para desafogar o trânsito nos dez quilômetros da rodovia. Outra medida é a continuação da avenida 1 ligando a Vila Popular ao bairro Canabarro, até a Vila Esperança. O trajeto faria ligação direta até Languiru. Em 2009, foi inauguradaobrasemelhante.AEstrada Velha não tinha asfalto e ligava Canabarro a Languiru como rota alternativa. O trecho foi asfaltado e hoje é crucial para escoar o fluxo de trânsito.
Hoje, no Brasil, a irregularidade fundiária fica em torno de 57%”, diz Paulo Dávila
A Hora – Qual a principal demanda de Teutônia?
Paulo Dávila – Abordei durante a palestra a regularização fundiária, relação de cadastros entre municípios e imobiliárias e a interconexão que deve ocorrer. Hoje, no Brasil, a irregularidade fundiária fica em torno de 57%. Teutônia apresenta poucas irregularidades. As que tínhamos, solucionamos. O foco é que permaneça assim.
Quais as desvantagens da irregularidade fundiária?
Dávila – A insegurança da população. Estudos apontam que pessoas com imóveis irregulares têm mais preocupação no trabalho, pois não têm como proteger o patrimônio É direito das pessoas terem acesso à água e luz e isso também causa transtorno. Há a desvalorização dos imóveis, inexiste a possibilidade de financiamento para construção, obras públicas com verba do governo federal e não há como fazer projetos.
Qual o principal motivo da irregularidade fundiária?
Dávila – A irregularidade é histórica e começou com o êxodo rural. Os lotes acabaram se valorizando muito. O terreno custa muito caro por ser um princípio da economia: oferta e procura.
Quais os meios para restringir ou modificar o cenário imobiliário?
Dávila – Como é livre mercado, se restringir novos loteamentos, fará que se tornem mais escassos novos empreendimentos e lotes ficam mais caros. Não é muito fácil atribuir valores. Consequentemente irá restringir e fazer com que o mercado fique mais caro e suba o valor. Algumas soluções estão no Estatuto da Cidade. O IPTU progressivo que desde 2001 tem previsão legal é uma delas, mas não vi nenhum município aplicando.
O que é o IPTU progressivo?
Dávila – Essa proposta diz que os lotes sem edificações vão subindo o valor do IPTU para não haver vazios urbanos e evitar a especulação imobiliária. Hoje uma pessoa adquire um terreno no centro e não constrói. Isso não agrega ao município. Fica sem edificações enquanto a cidade cresce no entorno e vai aumentando o preço.
As exigências de áreas de interesse social são minimizadas. A própria legislação é elitizada. Os loteamentos que não são feitos pelo poder público são feitos por iniciativas privadas. Onde há lucro o empresário vai empreender. Esse é o principal motivo da irregularidade. Essa análise ganha corpo com base em estudos que indicam aumento da população na área urbana. Em 2020, o panorama mudará, e o meio rural deve ter apenas 10% da população.
Grupos debateram principais demandas para estabelecer diretrizes municipais
DIVULGAÇÃO
Cidades atualizarão limites territoriais
Executivos trabalham para elaborar projeto de lei que redefine divisas no interior
Vale do Taquari
Os prefeitos de sete municípios entraram em um consenso na semana passada e juntos buscam alternativas para regularizar os limites das divisas. A decisão foi tomada durante audiência pública realizada pela Comissão de Assuntos Municipais da Assembleia Legislativa, em Imigrante, liderada pelo deputado estadual João Fischer (“Fixinha”).
O encontro reuniu os prefeitos, vereadores e moradores de Imigrante, Roca Sales, Colinas, Coronel Pilar, Boa Vista do Sul, Westfália e Teutônia. “Decidiram apresentar um documento conjunto à Secretaria Estadual de Planejamento informando que os gestores dessas cidades concordam com a regularização e discutirão com suas comunidades as
novas divisas.”
Segundo o prefeito de Imigrante, Celso Kaplan, o assunto traz sérios transtornos às populações dessas sete localidades desde a emancipação. “Existe um consenso para podermos regularizar isso de uma vez por todas, com ganhos justamente para quem mais sofre: a população”, destaca Kaplan. Para diminuir custos e agilizar
DIVULGAÇÃO o problema atinge, especialmente, as comunidades rurais. “Temos casos em que a divisa entre um município e outro divide aviários e terras da mesma família. Há dificuldade para saber as responsabilidades de cada município para transporte escolar, licenças ambientais, entre tantos outros problemas”, enfatiza.
o processo, o prefeito de Colinas, Irineu Horst, sugeriu que as prefeituras contratassem a mesma equipe para fazer os novos mapas, medir as áreas e apresentar a documentação ao Estado. “Isso diminui custos e agiliza o processo, tanto na Assembleia Legislativa quanto no governo do Estado”, argumenta. De acordo com Otávio Landmeyer, vice-prefeito de Westfália,
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TERRENO
VEÍCULOS
O técnico da Emater, Marcelo Henrique Müller, destacou as dificuldades em relação às coordenadas geográficas e às extensões de cada cidade. Pelo mapa do IBGE, Westfália, por exemplo, tem 5.478 hectares. “Pelo mapa informal que usamos, são 6.694 hectares.”
Problemas semelhantes são verificados em outras regiões do Vale do Taquari, como Canudos do Vale, Sério, Boqueirão do Leão, Forquetinha, Taquari, Fazenda Vilanova e Santa Clara do Sul
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DIVERSOS
PRÓXIMOS PASSOS
Com o consenso entre os municípios, as prefeituras se reunirão com os moradores de cada localidade onde existem problemas para discutir as novas divisas. Cada administração deverá enviar à câmara de vereadores um projeto de lei regularizando os novos limites.
Após a aprovação, o processo pode ser iniciado pela Assembleia Legislativa via Comissão de Assuntos Municipais e o Setor de Cartografia do Estado, órgão ligado à Secretaria Estadual de Planejamento.
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Cada município terá comissão para buscar consenso e solucionar o impasse
Liminar autoriza o religamento de água
Sete famílias dos loteamentos pró-bairro 1 e 2 ficaram sem o serviço por três dias
Lajeado
Moradores do bairro
São Bento receberam, na tarde de ontem, liminar que autoriza a religação do fornecimento de água às sete famílias que estavam sem o serviço desde segunda-feira, 27. Defendidos pela advogada Carine Squarcieri, os consumidores precisaram recorrer a vizinhos para tomar banho e obter o consumo básico. Eles reclamam da dificuldade para efetuar os pagamentos. As formas de cobrança dos serviços são criticadas. Segundo eles, os cobradores não realizam cobrança aos sábados, tampouco emitem boletos que possibilitem o pagamento em casas lotéricas e bancos. Ressaltam que o boleto é feito à mão faz mais de 15 anos.
Conforme a empresa Otto Schmitt, os horários para quitação dos débitos com a água são de segunda a sexta-feira, das 7h30min às 12h e das 15h30min às 20h. O presidente da Associação de Moradores do São Bento, José Claudiomiro da Fontoura, afirma já ter entrado com ação no Ministério Público devido a cobranças que estariam sendo feitas duas vezes na
Sistema de Atendimento
Socioeducativo
Lajeado
O Sistema Municipal de Atendimento Socioeducativo (Simase) realiza encontro às 8h30mion de amanhã. Encontro ocorre no Salão de Eventos da prefeitura. Essa será a segunda reunião do grupo em 2016.
O assunto será a questão da educaçãoepedagogianasações socioeducativas. Será debatida resolução do Ministério da Educação e Cultura (MEC), registrada em 13 de maio de 2016.
Moradores São Bento receberam na tarde de ontem a autorização judicial permitindo a retomada do abastacimento
mesma conta.
Os proprietários da Otto Schmitt LTDA informam que os usuários ignoraram os avisos de corte e que havia legalidade na interrupção do fornecimento por falta de pagamento. Alguns consumidores não pagavam a conta havia mais de três anos.
Segundo Mariele Schmitt, a empresa tem gastos com energia elétrica e com a manutenção dos motores das bombas que levam a água até a caixa. Os cus-
tos, segundo ela, precisam ser cobrados. Cerca de 200 famílias dos loteamentos pró-bairro 1 e 2 são abastecidas pela empresa.
Associação vizinha
Outras 500 famílias do bairro São bento recebem água por uma associação que administra o serviço. As formas de pagamento são diversificadas. Residindo do outro lado do bairro, os moradores afirmam não haver problemas com a distribuição,
tampouco com as cobranças.
“Deveria ser só associação para administrar a água e não uma empresa particular”, opina um morador.
Há dez anos no local, dona Serenita Alves da Silva, 87, lembra de quando morava no bairro Carneiros e de como fazia para captar água direto do Rio Taquari. “Tínhamos uma bomba que puxava a água e um filtro para as impurezas.”
Dede que se mudou com a fa-
mília para o bairro São Bento, diz não haver do que reclamar da associação. “É uma água boa, sem gosto, cor ou cheiro. Nunca faltou, a menos quando tinha manutenção”, lembra.
A empresa Otto Schmitt se manifestou contrária às críticas sofridas pelas famílias acerca da qualidade da água. De acordo com o presidente da associação de moradores, a água apresentou, em alguns dias, um aspecto impuro. Desconfia ser devido ao poço artesiano, local de fonte de captação. A fornecedora dos serviços informa ainda que a empresa Verde Vida Saúde Ambiental, de Estrela, é a responsável pelo tratamento da água. Salienta que as análises são feitas mensalmente na rede de distribuição, sendo que a última coleta ocorreu neste mês. As coletas são encaminhadas para o Unianálises, da Univates. Depois, o resultado é encaminhado à Vigilância Ambiental em Saúde da Secretaria de Saúde de Lajeado.
Município inaugura asfaltamento no interior
Será inaugurado neste sábado, a partir das 11h, o asfaltamento em Picada Santa Clara, num trecho de 1,7 quilômetro situado entre o Monumento dos Maragatos e a residência de Edolar Luft. O investimento municipal foi de R$ 1.169.345,44. Essa é a primeira obra de pavimentação realizada no interior do município.
Máquinas da prefeitura fizeram a construção da base e a drenagem pluvial. A PAP Urbanizadora, vencedora da licitação, foi a responsável pelo acompanhamento técnico da construção da base, colocação
da camada asfáltica, pintura e sinalização viária. Em contrapartida, coube aos moradores a compra do material para a canalização dos acessos.
Josélia Camargo da Silva é uma das beneficiadas. Moradora da localidade faz sete anos, ela comemora o término da poeira e do barro. “Traz mais qualidade de vida.”
De acordo com o prefeito Inácio Herrmann, além de possibilitar melhores condições de moradia e de trafegabilidade, a pavimentação praticamente cessa as despesas de manutenção da via, tendo em vista que o trajeto contemplado demandava de melhorias frequentes devi-
do ao intenso fluxo de veículos no local.
A administração municipal também trabalha na pavimentação de 2,8 quilômetros, entre o Monumento do Arado e o acesso à estrada para Picada Santa Clara. No momento, máquinas da prefeitura fazem a construção da base e a drenagem pluvial.
Nova Santa Cruz
ANDERSON LOPES
Santa Clara do Sul
Frio interfere na qualidade do morango
Confeitarias têm dificuldade de conseguir matéria-prima, cotada a R$ 30 o quilo
Vale do Taquari
Aprodução de morango é uma das culturas mais prejudicadas com a pouca incidência de sol nas últimas semanas. Mesmo no período de entressafra, a maioria dos produtores começa a colher as primeiras frutas.
No entanto, as madrugadas de intenso sereno e umidade, aliadas à falta de luz solar e calor pela manhã, favorecem o aparecimento de doenças e pragas. As mudas, mantidas do ciclo anterior, recém iniciaram a floração.
A previsão é de que a partir da segunda quinzena de julho a produção melhore. Com a oferta menor, o preço do quilo da fruta no mercado disparou e chega a R$ 30. A situação afeta o bolso do consumidor que paga mais pela fruta e por outros produtos como tortas, rocamboles e trufas, em que a matéria-prima faz parte da receita.
Conforme a gerente-administrativa de uma confeitaria no bairro São Bento, em Lajeado, Michele Aline Frohlich, os pedidos de tortas, rocamboles e trufas foram cancelados pela escassez da fruta. “Entregamos apenas para mercados. Nosso fornecedor traz de Minas Gerais, mas o fruto está feio, sem qualidade e muito caro, R$ 30 o quilo.” Por semana, são processados 50 quilos de morango. Devido ao aumento, o preço das tortas sofreu um acréscimo de R$ 10. A estimativa é de normalizar a situação a partir de agosto, quando inicia a safra no RS.
A empresária Clarice Bechlin, do
bairro Universitário, também em Lajeado, compra as frutas de fornecedor que traz de Minas Gerais. Nos últimos três meses, o preço do quilo dobrou.
Por isso, a quantidade utilizada em tortas e demais doces foi reduzida pela metade, média de 80 quilos por mês. Os produtos feitos a partir da fruta tiveram reajuste de 20%. “Não temos como deixar de atender o cliente, mas pelo custo é quase inviável manter a produção.”
Frio impede crescimento
Conforme o técnico em Agropecuária, Celso Postai, da Emater de Feliz, as plantas estão em repouso devido ao frio, o que impede o crescimento dos frutos. Para ten-
tar agilizar o processo, foi usado um percentual maior de adubo, injetados hormônios e as estufas estão sendo abertas em dias de sol. “Precisa de calor para desenvolver. Estas medidas são paliativas e pouco ajudam.”
Diz que a quantidade normal para esta época do ano é de colher 100 gramas por pé. “Se produz apenas 30 devido às oscilações climáticas.” Como a demanda é maior do que a oferta de frutas, os produtores preferem vender em larga escala para supermercados e distribuidoras, ignorando confeitarias e padarias onde a quantidade processada é menor.
No município, são cultivados 48 hectares, cuja produção alcança 43 mil toneladas em 11 meses
ao ano. A bandeja de 250 gramas está cotada a R$ 10.
Menor oferta
A empresa Fraise, localizada em Estrela, mantém oito estufas onde são cultivadas 36 mil mudas de morango. Conforme uma das sócias, Marlove Kartsch, mesmo em período de entressafra, a expectativa era de colher até 200 quilos por semana. Devido às oscilações meteorológicas, a média entregue aos mercados alcança apenas 80 quilos.
Entreoperíododefloraçãoeacolheita da fruta, o intervalo normal é de 30 dias. Pela ausência de luz solar,esseciclolevadoismeses.“As plantas estão estagnadas.” Com a escassez,oquilodafrutaestácota-
do a R$ 25, quando vendido direto na propriedade.
Na safra, o preço oscilou entre R$ 12 e R$ 14. “Dividimos as frutas para conseguir atender a todos os clientes. Eles sabem da dificuldade de produzir, mas precisam da fruta.” Marlove projeta uma melhora apartirdomêsdeagosto.Ametaé produzir 500 quilos por semana na próxima safra, cujo ciclo inicia em setembro e se estende até fevereiro. Outras oito estufas serão construídas para alojar mais 70 mil mudas.
HORTALIÇAS FEIAS
O técnico agrícola Eduardo Porn, em Estrela, enfrenta dificuldades para atender os clientes. Com ajuda dos pais, mantém 120 mil mudas de hortaliças em 11 estufas, no sistema hidropônico. As principais variedades cultivadas são alface, tempero, agrião e rúcula. “Falta sol e temos excesso de umidade, o que favorece o apodrecimento. Além disso, a planta leva mais tempo para ser colhida.”
A meta no futuro é investir em estufas climatizadas para manter a oferta estável em todos os meses do ano. Com temperatura e claridade controladas, será mais fácil atender a demanda exigida pelo mercado, destaca.
Nova escola de Educação Infantil em fase de conclusão
Cruzeiro do Sul
Após 11 anos, o Executivo trabalha para finalizar as obras da nova Escola Municipal de Educação Infantil Novos Caminhos, do bairro São Rafael. Segundo a secretária de Educação, Cultura e Esporte (Smece), Aline Inês Dullius, resta apenas a instalação da parte elétrica, alarme e colocação da mobília, condicionadores de ar e demais material permanente.
O educandário está localizado ao lado do CTG São Rafael. As obras começaram no dia 23 de maio, por parte da empresa vencedora do processo licitatório –4D Construções, de Encantado Foram realizadas melhorias na cobertura, acessos, esquadrias, cercamento, instalações sanitárias, pintura e demais adequações necessárias. Segundo o secretário da Ad-
ministração Leandro Johner, o investimento do município para as reformas e adequações fica na ordem dos R$ 79 mil. Também já foi realizado o processo licitatório para a compra do material permanente, o que representa mais um investimento de R$ 70 mil. Todo o dinheiro aplicado vem de recursos próprios.
A projeção de finalizar a obra até o fim de julho e entrar em funcionamento até agosto. Com
capacidade de atender 50 alunos, o educandário terá seis servidores. “Atende a demanda da
comunidade e encerra a lista de espera por vagas no município”, destaca Aline.
INSCRIÇÕES ABERTAS
As inscrições podem ser feitas das 6h30min às 12h30min na escola Doce de Infância, no bairro Vila Rosa.
As famílias devem trazer có-
pia da certidão de nascimento da criança, comprovante de trabalho da mãe, com horário e telefone de contato, e comprovante de residência.
Segundo Marlove Kartsch, excesso de frio aliado à pouca luz solar inibe o crescimento dos morangos nas estufas
GIOVANE WEBER
Prazo era 2014, mas creche abre amanhã
Escola infantil no bairro Pinheiros receberá 143 crianças de até 5 anos e 11 meses
Estrela
Opedreiro Elieser Guimarães, 35, aguarda ansioso pelo início do atendimento na creche Espaço dos Sonhos. Morador do bairro Pinheiros faz dez anos e pai
de cinco filhos com idades entre 1 e 5 anos, percorre todos os dias o trajeto até a Cohab para levar e buscar as crianças na creche Arco Íris, no bairro Imigrantes.
Guimarães elogia a infraestrutura da nova escola e torce para que o espaço seja destinado às
“Fiz as inscrições há bastante tempo e espero que consiga as vagas porque facilitaria muito.”
Pai de duas meninas, uma com 3 meses, o empresário José Ricardo Lopes, 36, ainda tem dúvidas quanto ao novo espaço. A filha mais velha também frequenta a escola infantil Arco-Íris, mas terá idade escolar a partir do próximo ano.
“Ainda vamos decidir onde colocar a pequena porque temos dúvidas quanto à acessibilidade da nova creche”, aponta. Para ele, o fato de o complexo ter sido erguido na parte baixa de uma rua íngreme e sem saída pode causar problemas para o trânsito.
espaço para manobrar perto da creche, boa parte das ruas ao redor é de chão batido. “Com a chegada de vans escolares e maior movimentação, vai ter muito barro, além de muitas filas nos horários de pico ”, acredita.
O empresário defende o asfaltamento nas ruas para evitar transtornos com o aumento do movimento. “Se concluírem a pavimentação, ficará muito bom, pois a estrutura da creche parece ser de excelência.”
A inauguração da Espaço dos Sonhos ocorre amanhã, 1º, a partir das 18h30min. Iniciada em 2012, a entrega era prevista para o segundo semestre de 2014, mas atrasou devido à necessidade de reformas.
Neste ano, a creche teve inauguração anunciada para fevereiro, mas problemas burocráticos atrasaram o início do atendimento.
Conquista da comunidade
Moradora do bairro faz três anos, Lúcia Leonhardt, 57, acredita que a comunidade ficará satisfeita com a inauguração da obra e as melhorias realizadas na rua em frente à creche. “Colocaram a base para o asfalto, espero que concluam a pavimentação.”
Para ela, o bairro ainda merece outras obras de asfaltamento, principalmente na rua Herta Lohmann Porn, em frente à Escola de Ensino Fundamental Pinheiros. “Como o bairro tem muitas subidas e descidas, em algumas ruas não adianta apenas colocar brita. É necessário pavimentar.”
AUMENTO NAS VAGAS
A Espaço dos Sonhos será a 11ª creche de Estrela. O prédio tem oito salas de aula, além de biblioteca, sala de informática e área de convivência. O investimento no prédio é de R$ 1,67 milhão. Desses, R$ 1,2 milhão são provenientes do governo federal e o restante de recursos próprios do município. Móveis, equipamentos e utensílios custaram outros R$ 120 mil.
PATROCÍNIO:
A HORA · QUINTA-FEIRA, 30 DE JUNHO DE 2016
Com problemas financeiros, Alaf pode paralisar atividades
Com 10 anos de atuação, muitos títulos conquistados e participação na Liga Nacional, equipe sofre para encontrar patrocinadores e pagar salários de jogadores e comissão técnica.
Campeão da Liga Sul, bicampeão da Copa Lupicínio Rodrigues, campeão da Taça Giruá, bicampeão da Copa dos Vales e quarto colocado da Série Ouro.
Quem vê um currículo com tais glórias pode pensar que o detentor desses troféus levou longos anos para conquistá-los. Mero
engano. Com apenas dez anos de atuação, a equipe da Associação Lajeado de Futsal (Alaf) conseguiu feitos que outros clubes levam uma vida para alcançar – quando conseguem.
Tantas taças poderiam garantir estabilidade e apoio à equipe, mas a realidade é diferente. Ao completar dez anos de atividade
em 2016, a Alaf corre o risco de encerrar as atividades em virtude de problemas financeiros.
“No início deste ano, perdemos alguns patrocinadores importantes que nos ajudavam pagando os salários e outras despesas”, conta o atual presidente da Alaf, Alexandre Heisler. Quase sem dinheiro em caixa, a direção co-
meça a perder alguns atletas, como o pivô Rodrigo Lopes e o ala Pica-Pau. Os jogadores estão há 45 dias sem receber e a comissão técnica, há 75 dias.
Das parceiras remanescentes, lHeisler lembra que o pouco dinheiro que entra é utilizado para
Situação financeira da Alaf preocupa dirigentes e atletas. Equipe pode encerrar atividades nesta temporada caso não contorne os problemas financeiros
EZEQUIEL NEITZKE/ARQUIVO
quitar empréstimos e custos com viagens. Nos últimos meses, o caixa da Alaf fechou no vermelho. “Estamos com um déficit de R$ 44 mil mensais e temos, muitas vezes, que tirar dinheiro do próprio bolso para honrar nossos compromissos”, relata.
Longe daquilo que idealiza, a equipe tenta manter o nível, pelo menos, até o fim deste ano. Conforme explica o dirigente, caso a Alaf não consiga mais parceiros para seguir lutando na Liga Nacional e na Série Ouro de Futsal, as atividades podem ser encerradas no meio do caminho. “Hoje a nossa realidade é tentar apoio para nos manter como estamos, só que isso é muito pouco diante de tudo o que conquistamos e da infraestrutura que temos para o esporte”, avisa.
Frustração
Indagado sobre a possibilidade de paralisação, o presidente da Alaf afirma estar frustrado. Para ele, a maioria dos empresários que atua na cidade não reconhece a importância do trabalho realizado nos últimos anos. Muitos, segundo ele, preferem patrocinar equipes de outras localidades a apoiar o projeto lajeadense. Sem perder a esperança, Heisler
fazumapeloaosgrandesempresários da cidade. “Eles poderiam nos apoiar e descontar de seu Imposto de Renda. Podem encontrar meios, já que hoje tem o ICMS esportivo”. Enquanto novos horizontes não surgem, a Alaf segue na briga pelo título inédito da Série Ouro de Futsal e por uma vaga entre os classificados à oitava de final da Liga Nacional.
Projetos sociais podem ser interrompidos
Heisler esclarece que os projetos sociais, que contemplam 140
Reportagem: Ezequiel Neitzke
crianças dos bairros Morro 25 e Olarias, precisam ser mantidos até o fim do ano, em virtude de ser um compromisso firmado com a Administração Municipal de Lajeado. “Infelizmente se tivermos que fechar as portas, essas crianças terão que retornar para as ruas.”
Patrocinadores
raguá do Sul (SC), iniciou o ano sem perspectiva de disputar as competições previstas para a temporada.
[...] temos, muitas vezes, que tirar dinheiro do próprio bolso para honrar nossos compromissos”
Alexandre Heisler Presidente
O presidente agradece os patrocinadores que apoiam a equipe durante a temporada: governo de Lajeado, Girando Sol, Docile, Sicredi, DMF Esportes, Rambo Materiais de Construção, Univates, Comercial Elétrica São Cristóvão, Andmar, Unimed e Colégio Melinho. Também cita os restaurantes que disponibilizam almoço gratuito aos jogadores: Tombado, Meu Escritório, Ki Delícia, Califórnia, Trevo, Gaúcho, Kikão Lanches, Bom Gosto, Bifão, Zanattas, Guth, Moenda, Beff Hauss, Defronte. Além deles, Heisler agradece o apoio do Bergabus e Hotel Valer.
Crise financeira afeta outras equipes
Tradicional equipe brasileira com quatro títulos da Liga Nacional, o Jaraguá Futsal, de Ja-
Após campanha de arrecadação de fundos realizada em conjunto com os torcedores, o time deu a volta por cima e continuou com as atividades. Hoje é o sétimo colocado da Liga Nacional e o atual vice-campeão da Libertadores da América de Futsal.
ASTF reduz orçamento
Após ficar na sexta colocação em 2015 na Série Ouro, o torcedor da ASTF viu os principais destaques irem embora no início da temporada. A decisão foi to-
mada para reduzir o orçamento. “Para mantermos os salários em dia, tivemos que reduzir em mais de 50% nossa folha salarial,” conta o presidente Cláudio Henrique Röhrig.
Ele relata que a maior dificuldade é conseguir patrocinadores. Cita também a dificuldade do governo estadual em aprovar os projetos de lei de incentivo. Rohrig acredita que se a Federação Gaúcha de Futsal não buscar alternativas para mudar o formato da Série Ouro, muitas equipes desistirão da competição. “Hoje temos que arcar com tudo, a única coisa que ganhamos são as bolas,” desabafa.
“[...]se o povo não quer, a gente encerra o ciclo mais cedo.”
Em entrevista, o presidente da Alaf Alexandre Heisler explica a crise que afeta o time de Lajeado, além de pedir apoio da comunidade para manter as atividades.
Jornal A Hora – O que levou a Alaf a chegar nesta situação?
Alexandre Heisler –um planejamento em cima de um acordo com várias empresas e, quando fomos fechar o contrato, várias se negaram a continuar com o projeto. Outros fatores foram as várias alterações nos editais do projeto do Pró-esporte. Protocolamos na secretaria e o Governo do Estado está protelando a aprovação. Essa situação vem desde o início de 2015.
A Alaf pode encerrar as atividades no fim da temporada?
Heisler – Se não houver uma participação maior das empresas, se o povo não quer, a gente encerra o ciclo mais cedo. Podemos fechar as portas ainda no meio da temporada. Não sabemos como será o dia de amanhã.
O que a direção pretende fazer?
Heisler – Não sei mais o que fazer, pois já criamos inúmeras campanhas de sócios, promoções de ingressos, parcerias com colégios, parcerias com outras entidades. Sempre fizemos jogos beneficentes em outras comunidades e apenas Arroio do Meio comparece nos nossos jogos.
Vamos agora tentar uma última alternativa. A partir desta semana, lançamos um plano de captação de dinheiro chamado Juntos pela Alaf. Nele, a diretoria e os colaboradores vão procurar empresas, torcedores e demais simpatizantes para ajudar comprando a rifa. O valor será acessível e haverá premiação em dinheiro. Pedimos encarecidamente que as pessoas nos recebam e que tenha uma boa aceitação, pois pode ser uma das últimas tentativas para nos mantermos em atividade.
Asete rodadas do fim da primeira fase, a Copa Soges de minifutebol tem jogos neste sábado. A partir das 12h30min, as equipes da primeira e terceira divisão entram em quadra. Confira alguns destaques da competição.
Duas equipes seguem invictas
Duas equipes seguem invictas na competição. Na elite, o atual campeão, Xernobyl, não perdeu até o momento. São oito vitórias e um empate, em nove jogos disputados. O Cetudos é a equipe a ser batida na terceira divisão. A equipe venceu cinco jogos e empatou três.
Gol mil pode sair nesta rodada
Com 957 gols marcados até o momento, a Soges pode alcançar neste fim de fim de semana, na 16ª rodada, a marca de mil gols na temporada.
Torneio de Padel
A segunda etapa do Circuito Integrado de Padel Sete/Soges inicia amanhã, 1º, às 19h, na Soges. No sábado, 2, os jogos ocorrem a partir das 8h30min. As duplas classificadas disputam o título no dia 9. No fim da etapa, ocorre jantar com entrega da premiação e sorteio de brindes.
Restam sete rodadas
Classificação
Primeira divisão: Xernobyl (24), Alambique FC (22 pontos), Anjos da Noite (19), Sokanelas (18), Boka Bier e Demonhos JR (16), Sangue Frio e Al Qaeda JR (13), Saidera (11), Sombras (9), Cevaria (7), Xtotz United (6), Meninos Da Vila (5) e Passa Bola B (4).
Segunda divisão: Fúria (24 pontos), Smoking e Capote (22), Donos da Bola (20), Manguaça (18), Patriots (16), Geral Estrela (15), Bud FC (14), Sem Bronca e Hooligans (13), Tsunami (10), Os Kururus GR (8), Os Kururus NC (5),
Suspensos
Primeira divisão: Eduardo Parizotto (Xernobyl) – 1 jogo
Segunda divisão: Jusso Bazzo (Bud FC), Henrique Felzmann (Capote), João Mallmann (Manguaça) e Cristian Blume (Os Kururus NC) – 1 jogo; Yuri Moura (Capote) – 4 jogos
Terceira divisão: Dennis Haubert (Cetudos), Pedro Messer (Cetudos), Léo Birck (Gunners), Marvin Andrade (Só Pela Ceva) e Mauro Nascimento (Renegados) – 1 jogo
: Brocadores (21), Sokanelinhas (18), Firma (16), Cetudos (15), Galácticos (13), Falkatrua, Só Pela Ceva, Falcons e Cevaria B (12), Super 10, Renegados, Gunners e Alambique Original, Finotrato (6) e Ser Nata (4).
15h30minSombras x Xtotz United 16h30min Anjos da Noite x Xernobyl
17h30minAl Qaeda Jr x Sangue Frio 18h30minBoka Bier x Alambique
Terceira divisão – Campo 1
12h30minSer Nata x Falkatrua
13h30minGunners x Cevaria B 14h30minCetudos x Renegados
15h30minGalácticos x Alambique Original
16h30minFinotrato x Só Pela Ceva
17h30minFalcons x Sokanelinhas
18h30minSuper 10 x Brocadores
RESULTADOS
Primeira divisão
Anjos da Noite 6 x 3 Passa Bola B
Sombras3 x 2 Meninos da Vila Al Qaeda Jr2 x 2 Demonhos Jr Boka Bier1 x 3 Xernobyl
Alambique5 x 0 Sokanelas
Sangue Frio 0 x 3 Cevaria
Xtotz United 0 x 1 Saidera
Segunda divisão
LDU3 x 14 Bud FC
Tsunami2 x 4 Hooligans
Os Kururus GR 1 x 3 Fúria FC
Capote4 x 2 Os Kururus NC Thundercats1 x 3 Sem Bronca
Donos da Bola 0 x 2 Smoking
Patriots2 x 3 Manguaça
FOTOS EZEQUIEL NEITZKE
Rugby
Centauros perde e é rebaixado
Equipe perdeu para o Universitários
Durou dois anos a passagem do Centauros Rugby, de Estrela, pela primeira divisão do Campeonato Gaúcho de Rugby. No sábado passado, a equipe perdeu a repescagem para o Universitários e retornou para a segunda divisão.
A derrota em Santa Maria foi a quinta, em seis jogos disputados neste primeiro semestre. A única vitória foi contra o Brummers, de Ivoti, em partida realizada em Estrela no dia 30 de abril.
Vice-presidente do time, Jônatas dos Santos explica que a equipe iniciou a temporada com muitos atletas novos, inexperientes. Outro fator apontado é a dificuldade financeira. Segundo o mandatário, o clube perdeu alguns patrocinadores, aumentando as despesas para os jogadores. “Como somos amadores, temos que arcar com a grande maioria das despesas,” ressalta. Conforme Santos, a partir do dia 9, o time participa da Copa RS – competição que reúne as
equipes da primeira e segunda divisão. No fim do ano, o Centauros ainda disputa o Campeonato Gaúcho de Sevens. “Ambos servirão de preparação para a segunda divisão.”
M19 disputa terceiro lugar
No dia 25 de julho o time juvenil do Centauros disputa a terceira colocação do Estadual M19. O local da partida e o adversário serão definidos neste fim de semana.
FEMININO DISPUTA SEGUNDA ETAPA
Após conquistar a primeira etapa do Campeonato Gaúcho, a equipe feminina do Centauros volta a campo neste fim de semana, quando disputa a segunda etapa em Porto Alegre.
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Equipe adulta perdeu a repescagem e foi rebaixada para a segundona