
ANEEL MUDA TARIFA
Fundado em julho de 2002
Lajeado, quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Ano 13 - Nº 1517
Avulso: R$ 1,00
Fechamento da edição: 21h
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Fundado em julho de 2002
Lajeado, quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Ano 13 - Nº 1517
Avulso: R$ 1,00
Fechamento da edição: 21h
AAgência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu, ontem, mudar o sistema de bandeiras tarifárias que cobra valores extras nas contas de luz, aplicados desde 2015 em todo o país. Decisão deve baratear as tarifas a
LAJEADO
Municípios
Servidores voltam a trabalhar em horário integral a partir de fevereiro. A medida foi adotada no ano passado para reduzir despesas. Ao fim do turno único, gestores não sabem informar quanto representa a economia em números. Página 4

19°C - Máxima: 29ºC
Projetada para atender sete especialidades por meio do SUS, a unidade de saúde será a primeira da região neste formato. O investimento na estrutura será superior a R$ 10 milhões.
Ontem, a Univates sediou reunião de comissão regional com representantes da 16ª Coordenadoria de Saúde (CRS) e das secretarias municipais.
Durante o período de férias, a instituição também investe R$ 8 milhões em reformas e manutenção do câmpus em Lajeado os investimentos, estão a ampliação da academia e a construção do novo estúdio de fotografia.
partir de 1º de fevereiro. Com a mudança, o valor da tarifa extra paga pelos consumidores, denominada bandeira vermelha, vai cair dos atuais R$ 4,50 para R$ 3 a cada 100 killowatts-hora (kWh) de energia consumida.
Página 5

Série de pareceres do Ministério Público de Contas (MPC) questiona ausência de autonomia e de equipe exclusiva para compor a Unidade Central de Controle Interno (UCCI) nas administrações municipais. Página 8 de voleibol infanto-juvenil pelo décimo ano seguido.

EXPEDIENTE
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Tiragem média por edição: 7.000 exemplares. Disponível para verificação junto ao impressor (ZH Editora Jornalística)
Fundado em 1º de julho de 2002
MOEDACOMPRAVENDA
Dólar Comercial4,06884,0694
Dólar Turismo4,02004,2700
Euro4,37004,6500
Libra5,85135,8546
Peso Argentino0,29620,2963
Yen Jap.0,03460,0346
Cotação do dia anterior até 17h45min, Valor econômico.
ÍNDICEMÊSÍNDICE MÊS (%) ACUMULADO ANO (%)
ICV Mes (DIEESE)12/20150,7712,57
IGP-DI (FGV)12/20150,4410,68
IGP-M (FGV)12/20150,4910,54
INPC (IBGE)12/20150,9011,28
INCC12/20150,127,22
IPC-A (IBGE)12/20150,9610,67
Salário Mínimo/2015 R$ 788,00
TAXAS
TJLP7,5 Selic14.25%(meta) TR 0,22501,7954
CDI(Mensal)12/20151,161313,2386
PrimeRate12/20153.253,25(Previsto)
Fedfundrate12/20150.250,25(Previsto)
Ouro (dólar) – Onça Troy – USD 1106.2 cotação do dia 26/1/2016
BOLSAS DE VALORES PONTO VARIAÇÃO (%) FECHAMENTO
Ibovespa (BRA)37532-1,31
DowJones(EUA)15.885-1,29
S&P 500 (EUA)1.877-1,56
Nasdaq (EUA)4.5641,00
DAX 30 (ALE)9.8230,89
Merval (EUA)10.5411,39
leitor@jornalahora.inf.br
Estar com os outros faz parte de ser humano, é ser gente! Não somos nada sozinhos! E a vida manifesta-se em cada pessoaqueencontramos,convivemos, trocamos experiências, histórias ou simples olhares. Preenchemos o nosso tempo rodeados por todos os tipos, idades, projetos, concepções, sentimentos: gente que pensa, se alegra e sofre, sorri e chora, vive e morre, inevitavelmente.
Tem quem passe despercebido, apesar de relevante, ou que não faça diferença: aqueles que mal vemos, aqueles aos quais nem olhamos, que não consideramos; os que passam sem deixar nenhuma marca aparente, e podem acabar sendo fundamentais.
Há os que marcam pelo desagravo que lhes dedicamos, pela falta de empatia e identificação e que também não passam incólumes: chocam, contrariam, irritam, incomodam e desacomodam, mas também auxiliam na nossa (des) construção, orientando, na pior
Passou o Natal, fizemos reflexões religiosas, familiares, pessoais etc. Creio que até de certa forma renovamos as nossas energias realinhando o caminho do futuro, e é claro também teve presentes, grandes e pequenos, mas teve.
Foi o 2015, na partida, comemorado com muito foguetório, aliás, não entendo muitas vezes por que tanta comemoração, pois no dia 1° começamos com tanta conta para pagar e vez ou outra parecendo comemoração da chegada das mesmas. Quero crer que a comemoração seja pela vinda de uma nova jornada, mas não adianta fazer as mesmas coisas e esperar resultados diferentes.
das hipóteses, sobre os rumos que não queremos tomar.
Há aqueles com quem convivemos por horas, dias, meses ou mesmo por poucos anos e, no entanto, como redemoinho ou furacão, ao se afastarem, permanecem pre-
cotação do dia anterior até 17h45min
Petróleo (dólar)/Brent Crude – barril – USD 30.5 em 26/01/2016
[...]forjando e polindo, na busca de sermos sempre melhores.
sentes e deixam rastros, seja pelo vínculo construído, pelo afeto nutrido, pelos laços estabelecidos ou pelas dores causadas, pelos conflitos, pelas divergências: pela aprendizagem proporcionada.
Há os que chegam, ficam e tornam-se indispensáveis: que apoiam, acompanham, fortalecem, orientam e contribuem para sermos quem somos. E, do alto da soma das nossas imperfeições, aos trancos e solavancos, com vitórias e derrotas, satisfações e dissabores, nos vão construindo, forjando e polindo, na busca de sermos sempre melhores.
Presença que nos traz ao mundo, provê e alimenta, ensina e educa, corrige os erros; sustenta-nos com seu amor ou colo; motiva-nos com palavras ou encoraja agindo junto ante as dificuldades; auxilia-nos na solução de conflitos; gente que nos faz crescer pelo simples fato de ser e estar conosco. Uma lição, uma palavra, um gesto, um sorriso, um olhar, enfim, o quer que
Ouvimos noticiário sobre conduta equivocada, muitas vezes, de quem deveria partir o exemplo.
[...]mas não adianta fazer as mesmas coisas e esperar resultados diferentes.
Continua ou aumenta cada vez mais a conectividade das pessoas, concentradas nos meios digitais os quais observarmos muitas vezes parecem seres hibernando.
Maseagora?Agoravamosfalar do Carnaval, Páscoa, Olimpíadas, eleições etc. Ah e aí já falaremos de novo em Natal e Ano-Novo, reflexões, foguetório e assim vai, porém, cabe a nós, mortais, agirmos de forma diferente se quisermos resultados diferentes.
Seja alegre e otimista, não perca tempo em olhar para trás, para ver o que já fez.
Olhe para frente e caminhe confiante e alegre, praticando o bem e ajudando a todos.
Dê a mão a cada criatura que
Evanice Luiza Diedrich
Schroeder



Profissional de Educação Física, especialista em Psicopedagogia Institucional /Professora estadual, Estrela. niceluizinha@hotmail.com
recebamos de alguém, faz toda a diferença no rumo das nossas vidas, ainda que corramos o risco de poder esquecê-lo. E há as ausências daqueles que saem. Em busca de realizações e sonhos, trilham caminhos que não se identificam com os nossos e partem, ora para outra dimensão, ora simplesmente, se afastam: por comodismo, por insatisfação, por descaso, por intolerância ou por nada. São os que deixam as cicatrizes mais profundas, as lágrimas mais sentidas, as saudades... Que 2016 seja marcado por mais presenças!
Adilson Metz
Presidente Sicredi Vale do Taquari RS adilsonmetz@hotmail.com

se aproximar, diga sempre uma palavra de conforto e carinho, tenha para todos um sorriso de bondade, e a verdadeira felicidade passará a constituir seu clima permanente de vida.
Saia um pouco do digital e viva mais no mundo real, a natureza é tão bela, pena que nós muitas vezes não saibamos contemplá-la.




Fernando Weiss fernandoweiss@jornalahora.inf.br
Otrágico anúncio de paralisação total das obras na BR-386 é prova cabal de que os engôdos para concluir a duplicação dentro dos prazos não se resumiam à tribo indígena cainguangue. Como tantas matérias no A Hora alertaram, o governo federal, nos dois últimos anos usou o impasse com a Funai para tentar justificar o ritmo tartaruga empregado nas obras entre Tabaí e Estrela, quando na verdade, falta dinheiro.
Em novembro deste ano, a duplicação da rodovia completará seis anos de obra. O primeiro prazo estabelecido, em 2010, no pomposo lançamento dos serviços, na beira da rodovia em Estrela – com presença do presidente Lula, por teleconferência – era 2013. A culpa recaiu sobre os índios. Houve protesto, placas de repúdio. O escarcéu. Agora está aí. A incompetência do governo federal deixará a obra pela metade. Para este ano já era, e sequer há prazo para retomar os trabalhos. Sabe-se lá quando terminarão os menos de dez quilômetros restantes.


Um olhar à nossa volta basta para encontrarmos casos parecidos, onde obras interrompidas nunca mais recomeçaram. O Codevat promete mobilização, pressão, cobrança. Faz bem, mas nada dá garantia sobre como ou quando os poucos quilômetros de asfalto serão construídos.


Agora está aí. A incompetência do governo federal deixará a obra pela metade.”
Câmara e prefeitura não são palanque político
É ano de eleições. O primeiro encontro dos vereadores em 2016 foi uma amostra do quanto será “dura” a vida do prefeito Luís Fernando Schmidt até o pleito de outubro. A reprovação do projeto, que autorizava o Executivo a financiar R$ 3 milhões do BRDE para pavimentações, é mais do que uma decisão técnica ou administrativa. Verdade que o governo facilita a vida da oposição. Ignora o melin-
dre dos vereadores e manda para a câmara um projeto sem especificações de ruas, nem detalhe do investimento. A oposição, mais interessada em votar contra Schmidt do que a favor da comunidade, não titubeou e rejeitou o projeto. Era previsível. Vieram alegações e explicações de ambos os lados, que, no final, não dão em nada. Nunca dão, aliás! Apenas trago o assunto à
baila para alertar vereadores e o governo de que câmara e a prefeitura não são palanque político. Que não usem os espaços públicos para medir forças e vantagens eleitoreiras, seja Executivo ou Legislativo. A sociedade lajeadense não quer nem merece acompanhar, por dez meses, uma briga tipo “gato e rato”, em que o foco é o poder e não o serviço decente.
Situação tenta manter base aliada
A ida do vice-prefeito Vilsinho Jacques para o PTB está incerta. Reunião dele com o deputado estadual Enio Bacci (PDT), ontem à tarde, iniciou negociação para uma possível filiação de Jacques no partido trabalhista. A estratégia de ir para o PDT pode selar a permanência da sigla na atual gestão, onde ocupa três secretarias. Aliás, Jacques só entra em partido que acompanhar o projeto do prefeito Schmidt. A coluna conversou com Bacci. Veja:
Qual a posição do PDT hoje?
Esperando a poeira baixar para analisar melhor. Momento é muito complicado, de muito diz que - diz que.
Como seria a vinda do Vilsinho?
É um nome de referência e respeitável. Hoje, nosso principal nome é o Renato Worm para uma eventual corrida a prefeito ou vice. Mas, se o Vilsinho vier para o PDT, nada impede de ser nosso representante numa composição com outros partidos. Eu e ele temos relação antiga.
Como acompanha essa possibilidade de coligação do PMDB com o PP?
Bacci – Com espanto. Querem misturar azeite com água. Se o fizerem, será um ato de grandeza, desde que tenham um projeto de governo arrojado, que não se resuma em composição político-partidária apenas para alcançar o poder. Se tiverem um plano desenvolvimentista, a comunidade de Lajeado sairia ganhando. Mas acho difícil essa coligação acontecer.
O PDT poderia virar oposição neste caso?
Bacci – Mesmo com todas as dificuldades do governo, nós estamos com o Schmidt. Temos compromisso assumido nas eleições passadas. Só aceitaríamos mudar de lado, caso uma proposta nova e ousada para Lajeado fosse surgir. Não vamos trocar seis por meia dúzia só para nos manter ou chegar no poder.
Bacci pode concorrer a prefeito?
Bacci: 99% que não.


VENÂNCIO AIRES – A Defesa Civil distribui, amanhã, telhas na capatazia de Vila Terezinha. Para isso, solicita o comparecimento dos inscritos da região do Vale do Sampaio, 8° distrito de Venâncio Aires. O atendimento aos credenciados à retirada de até 16 telhas por residência será das 7h30min às 12h e das 13h às
16h30min. A expectativa é de que 90 famílias retirem 1,5 mil unidades. Elas tiveram danos causados pelos temporais do dia 19 de novembro. A forte chuva de granizo atingiu residências, galpões e lavouras de várias localidades da região da serra e também de Linha Taquari Mirim.
Oatendimento reduzido nas prefeituras de Lajeado e Encantado encerra em fevereiro. Iniciado no segundo semestre do ano passado para reduzir as despesas das administrações, o turno único termina sem dados concretos sobre a economia gerada.
Em Encantado, a medida foi adotada em outubro, por meio de decreto assinado pelo prefeito Paulo Costi. “Os vereadores não eram favoráveis, então tivemos que fazer dessa forma”, afirma. O horário normal será retomado na próxima segunda-feira, 1º.
Segundo ele, a adoção do turno único serviu para reduzir os gastos com combustível, manutenção de veículos e horas extras. Porém relata não haver dados específicos sobre a economia gerada por meio do horário diferenciado. “Não tenho como precisar valores, pois não buscamos esse detalhe.”

de outubro. A justificativa do secretário da Fazenda, Carlos Bullé, também é a redução de custos. “É
uma questão de economia. O próprio Tribunal de Contas do Estado recomenda a medida.”
Costi reconhece que a medida não agrada, mas diz que o horário reduzido ajuda a conscientizar a população sobre a necessidade das solicitações à administração. Para ele, com atendimento integral, as pessoas exigem o cumprimento rápido de demandas menos importantes.
“Fica mais fácil justificar a espera para realizar alguns pedidos”, avalia. Conforme o prefeito, a administração adquiriu muitas máquinas novas nos últimos anos, o que aumentou a demanda de serviços e ampliou os custos de operação. “Só tinha uma forma de frear esse gasto: reduzindo horas trabalhadas”, alega.
Em Lajeado, o turno único foi adotado em setembro, também por decreto, e encerra no dia 10

Só tinha uma forma de frear esse gasto: reduzindo horas trabalhadas.” próprio Tribunal de Contas do Estado recomenda.”
Bullé considera a redução do atendimento efetiva para o fechamento das contas do último ano, mas diz não ter informações precisas sobre os resultados financeiros. “Fizemos um levantamento prévio antes de adotar a medida.”

Segundo ele, o estudo apontou redução nos custos de energia elétrica, combustível e vale-transporte. A secretaria de Administração, Ana Mallmann, alega ter solicitado um levantamento sobre os valores economizados neste ano.
“Não temos essa informação, até porque o turno único ainda não acabou”, afirma. Conforme Ana, o fato de outros municípios também adotarem a medida demonstra sua efetividade. Das 38 cidades do Vale, 13 mantiveram o atendimento em horário reduzido.
As administrações de Arvorezinha, Dois Lajeados e Ilópolis também encerram o atendimento em horário reduzido no fim de ja-
• Como é Encantado – Segunda a sexta-feira, das 7h às 13h.
Lajeado – Segunda a sexta-feira, 7h30min às 13h30min.
• Como fica Encantado – Segunda a quinta-feira, das 7h30min às 11h30min e das 13h às 17h. Sexta-feira das 7h30min às 13h.
Lajeado – Segunda a quinta-feira, das 8h às 11h30min e das 13h30min às 16h45min. Sexta-feira das 8h às 14h.
neiro. Em Tabaí, Boqueirão do Leão e Forquetinha, a medida segue até o fim de fevereiro. Em Poço das Antas e Sério, o turno único ocorre nas sextas-feiras até o fim do próximo mês. A mesma medida foi adotada por tempo indeterminado pelo Executivo de Marques de Souza A Secretaria de Obras de Anta Gorda fica em horário reduzido até o fim de fevereiro. Em Roca Sales, a medida tem o mesmo prazo para as secretarias de Obras e Agricultura.
Especialista em direito público, o consultor jurídico Gladimir Chiele afirma que a medida reduz as despesas operacionais, mas não em grandes valores. Em entrevista concedida em dezembro, disse que o resultado financeiro é pequeno em relação a outras ações possíveis.
Segundo ele, o resultado é maior se for criado um ambiente para contingenciar orçamento, exonerar cargos em comissão, reduzir serviços contratados, diminuir o ritmo de obras e serviços de infraestrutura. “É preciso que o Executivo demonstre com clareza a necessidade de reduzir custos.”
País
AAgência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu, ontem, mudar o sistema de bandeiras tarifáriasquecobravaloresextras nas contas de luz quando a produção de energia encarece, aplicado desde 2015 em todo o país. A principal alteração será a criação de um novo patamar de cobranças. Decisão deve baratear as tarifas a partir de 1º de fevereiro.
Comamudança,ovalordatarifa extra paga pelos consumidores, denominada bandeira vermelha, vai cair dos atuais R$ 4,50 para R$ 3 a cada 100 killowatts-hora (kWh) de energia consumida. O sistema tem hoje três patamares, representados pelas bandeiras verde, amarela e vermelha.

Alívio nas contas
Para o cabeleireiro Jonatas Selke, 26, a redução nas tarifas representará aumento nos índices
Conforme a Aneel, não há custo adicional na verde. A amarela significa que houve certo aumento no custo para gerar energia e, a vermelha é referente ao fato desse custo de produção estar muito alto. Na decisão de ontem, a agência também decidiu reduzir, em 40%, o valor da tarifa adicional da bandeira amarela. O preço passa de R$ 2,50 para R$ 1,50.
Segundo o diretor da Aneel, André Pepitone da Nóbrega, a definição de dois níveis para a bandeira vermelha permite maior flexibilidade frente às variações na produção de energia. Para os consumidores, ela continua a indicar alto custo na geração. Com isso, devem ser mantidas medidas para evitar o desperdício.
Em pouco tempo a conta passou de R$ 300 pra algo em torno de R$ 500 a R$ 600.” cabeleireiro
Jonatas Selke
de lucratividade, reduzidos no último ano. “Em pouco tempo a conta passou de R$ 300 pra algo em torno de R$ 500 a R$ 600.”
Alega que, apesar dos aumentos na conta, não foi possível adotar medidas de economia ou elevar o preço dos serviços. “Mantivemos a mesma rotina, pois tudo é essencial. Não queríamos descontar nos clientes.”
Gerente de uma padaria, Giovani Augusto Deboer, 24, afirma que o acréscimo nas contas superou os 30% neste ano, mesmo com ações para a redução de consumo. “Começamos a cuidar mais a questão de luzes acessas e fizemos racionamento.”
Segundo ele, a redução terá pouco efeito se for de até 10%, pois os valores cobrados pelos fornecedores também cresceram. “Apenas se houver uma queda equiparável aos últimos aumentos teremos um alívio.”


Lajeado
Operíodo de férias da Univates serve para a realização de obras no câmpus. A instituição investiu cerca de R$ 8 milhões na ampliação da infraestrutura e manutenção dos espaços existentes. A previsão é de encerrar quase todos os trabalhos antes do início das aulas, marcado para o dia 18 de fevereiro.
O Centro Clínico da universidade é a principal obra em andamento. A estrutura de 1,9 mil metros quadrados está em construção desde a confirmação do curso de Medicina. A inauguração está prevista para o dia 1º de março.
Ontem, a Univates sediou reunião da Comissão Intergestores Regional. O encontro serviu para aproximar a instituição dos representantes da 16ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS) e das secretarias municipais de Saúde.
De acordo com o diretor técnico do centro, João Batista Pozzato, o espaço será destinado a atendimentos de média complexidade para a população do Vale do Taquari. Também servirá para a realização de estágios aos acadêmicos, com acompanhamento de professores.
“O Centro Clínico está vinculado à missão da Univates de promover o desenvolvimento regional, em um investimento que supera os R$ 10 milhões”, afirma. Segundo ele, haverá
atendimento em sete especia lidades, elencadas a partir de demandas da região.
Espaços de convivência
Área de lazer dos alunos e palco de atividades diversas, os decks do lago recebem repintura preventiva em janeiro e feverei ro. Conforme o coordenador do Setor de Engenharia e Manuten ção, Israel Pereira, o processo já

estava programado e incluso no orçamento. “É preciso fazer a manutenção, pois a madeira, mesmo depois de colocada, continua se adaptando ao local.”
O Centro Clínico está vinculado à missão da Univates de promover o desenvolvimento regional (...)”
João Batista Pozzato Diretor Técnico
A academia do Complexo Esportivo também foi ampliada e recebeu novos aparelhos. Localizado na antiga sala de psicomotricidade, o espaço terá dois andares. O térreo será destinado à musculação e o mezanino às atividades aeróbicas.
Na piscina, haverá a troca dos revestimentos de cerâmica, com sinais de desgaste e descolamento. O material será substituído por porcelanato e rejuntes especiais. A previsão é concluir a substituição até o dia 29 de fevereiro.
O setor trabalhou na reconstrução da escadaria do Prédio 5, onde fica o Unianálises. A estrutura foi destruída durante um temporal em novembro. No local, também serão construídas calçadas mais largas que as atuais. No telhado do Prédio 1, as telhas de fibrocimento são substituídas por outras de aluzinco, visando solucionar problemas com goteiras. O novo material é mais leve e resistente. Outras obras de manutenção preventiva são realizadas nas salas de aula.
De acordo com a arquiteta Michele Welp, todas as ações foram planejadas durante o ano pas-
sado. “Avaliamos a estrutura do câmpus e verificamos as solicitações de melhorias. Agendamos as adequações para o período de férias devido à menor circulação de pessoas.”
NOVO
Em março, os estudantes da Univates terão um novo estúdio de fotografia à disposição. O atual Laboratório de Fotografia, localizado no 2° andar do Prédio 11, será substituído por uma estrutura mais ampla, no subsolo do Prédio 12.

Lajeado
Afalta de roçadas em ruas e terrenos do bairro Conventos incomoda moradores. Eles relatam a proliferação de insetos, roedores e animais peçonhentos, assim como o depósito irregular de lixo em alguns pontos. Afirmam que pedidos de melhorias são encaminhados desde o ano passado. O excesso de vegetação em terrenos particulares é um dos principais agravantes, segundo o morador Flávio Bergmann, 64. Morador da rua Arno Eckhardt reclama da proliferação de ratos e cobras nos terrenos vizinhos. De acordo com ele, há cerca de quatro anos, começaram a surgir depósitos irregulares de lixo como entulhos e móveis.
Mobilização local
Em alguns pontos, como na rua G, a falta de roçadas em terrenos
MARCELO GOUVÊA

29, e um vizinho a roçar a vegetação de lotes próximos às casas.
Com filha de 4 anos, Appel salienta a importância de manter as áreas limpas e evitar a proliferação de pragas. “Até limpamos algumas vezes, mas hoje não me arrisco na capoeira.”
Segundo ele, a limpeza também traria mais segurança aos moradores. Lembra o caso de um
to colocava lixo próximo a um terreno baldio. O caso ocorreu ao anoitecer e os bandidos estavam escondidos na vegetação. No bairro Hidráulica, a demanda por limpeza também é recorrente. Por causa dessa situação, será a primeira vez que Silvestre Stein, 65, não organiza uma comemoração popular na rua 26 de janeiro, em alusão ao aniversário
da cidade.
De acordo com ele, a última roçada no local foi feita há cerca de cinco meses. “Estão limpando só as vias de grandes acesso, mas as transversais estão esquecidas. É uma vergonha.”
Segundo o secretário de Agricultura e Urbanismo, Marcos Salvatori, as demandas estão sendo atendidas conforme disponibilidade, mas é preciso auxílio popular. Depósitos irregulares de lixo verde, entulhos e móveis estão entre as queixas mais comuns.
Para ele, falta servidor. Dos 66 ligados à secretaria, 16 estão de férias. “Tentamos fazer o máximo, mas se não houver colaboração não adianta nada. As pessoas têm que respeitar os calendários, ounãovamosconseguir recolher.”
Desde o início do ano, o secretário tenta estabelecer um cronograma para atuação das equipes nos bairros. O excesso de pedidos, limitação de pessoal e o crescimento rápido da vegetação no período dificultam o cumprimento. Outro problema é a falta de colaboração de proprietários de terrenos particulares.
Em Estrela, duas empresas foram contratadas para fazer a roçada de terrenos baldios. O serviço é feito nas áreas onde os proprietários já foram notificados pelo Setor
de Fiscalização para fazer a limpeza. Assim como em Lajeado, a responsabilidade é atribuída a eles pelo Código de Posturas. O valor é de R$ 0,33 o metro quadrado.


Vale do Taquari
Amaioria dos municípios daregiãosãoapontados pelo Ministério Público de Contas (MPC) referentes a deficiências na estruturação dos sistemas de Controle Interno. Falta de recursos humanos, de autonomia funcional e ausência de dedicação exclusiva e auditorias periódicas por parte das administrações são questionadas. Situação é melhor em cidades maiores, como Lajeado e Estrela Só em janeiro deste ano, houve pelo menos três apontamentos semelhantes em pequenas cidades do Vale. Para o MPC, os prefeitos de Travesseiro, Capitão e Colinas precisam se atentar às deficiências. A principal queixa nesses municípios é a ausência de servidores efetivos na área.
Em Travesseiro, o parecer referente ao exercício de 2014 do prefeito, Ricardo Rochenbach, cita “deficiência estrutural no sistema de controle interno, ausência de dedicação exclusiva dos componentes e desrespeito ao princípio
da segregação de funções.” O gestor admite as dificuldades e planeja melhorias.
Segundo Rochenbach, a administração do município com pouco mais de 2,3 mil habitantes melhorou de forma paliativa os problemasdefiscalizaçãointerna.
“Eles nos cobram equipe de auditores. Em uma cidade pequena, isso acaba sendo inviável. Não há suporte para tanto, infelizmente. Mas já designamos, em 2015, um servidor concursado exclusivo para isso.”
Pelo parecer do MPC, a ausência de equipe completa de auditores “não compromete gravemente a gestão administrativa”. Mesmo assim, ressalta que tais integrantes do “Sistema de Controle Interno necessitam atuar sob condições de dedicação exclusiva.
A ausência de uma equipe de controle interno em Capitão, município com pouco mais de 2,7 mil habitantes, gerou falhas na gestão de 2013 do atual prefeito, César Luis Beneduzi, que está de férias.
Conforme apontamentos do MPC, há discrepâncias nos pagamentos por diárias aos agentes públicos. Em um dos casos analisados, o valor de uma diária com pernoite, para fora do estado, podia chegar a R$ 2.930,60. Também citam provável “irrazoabilidade entre a diária paga e o gasto indenizável”. Em um caso, uma diária chegou a ficar 1.935,88% acima da despesa
efetuada, quando o próprio prefeito recebeu R$ 325,74 para fazer frente a uma despesa de R$ 16. A administração de Capitão nomeou uma Comissão de Controle Interno. Mas, para o MPC, a composição não obedeceu a resoluções do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Entre as inconformidades, a não inclusão das despesas da folha de pagamento nas análises, a falta de exames sobre a atividade do Legislativo, e ainda o fato de os servidores da comissão seguirem atuando em suas atividades originárias.
Formalidade em Colinas
Ainda de acordo com o parecer, a sequência de falhas “impede a criação das condições indispensáveis para assegurar eficácia ao controle externo e regularidade à realização da receita e da despesa.” A reportagem encaminhou questões ao prefeito, mas não houve resposta até o fechamento desta edição.
“O setor é essencial ao município”
Assessor jurídico da prefeitura de Lajeado, o advogado Juliano Heisler elogia a atuação da UCCI dentro da administração pública. “O setor é essencial ao município. Temos uma unidade criada por meio de lei, onde atuam dois técnicos concursados e com formação em nível superior. Também contamos com um contador designado para auxiliar.”
A unidade conta ainda com um coordenador formado em Administração, que foi permutado com o Ministério Público (MP) na atual gestão. “O setor apura fatos como ações do MP e denúncias internas e externas encaminhadas ao Executivo”, esclarece Heisler. Segundo ele, as informações são sigilosas para evitar danos morais.
É um entendimento novo do MPC”
É um entendimento novo. [...] Esses apontamentos atingem 90% dos municípios
Guilherme Gewer
Assessor jurídico de Estrela
O relatório de auditoria do MPC aponta irregularidades na gestão de 2014 do prefeito Irineu Horst. Conforme o parecer, a constituição da Unidade Central de Controle Interno (UCCI) foi “meramente por pura formalidade”. No documento, é citado que o coordenador da unidade atua sem dedicação exclusiva, pois também atuaria como fiscal da prefeitura. Atribuições consideradas “incompatíveis” pelo ministério.
Para o advogado e assessor jurídico da prefeitura de Estrela, Guilherme Gewer, a preocupação do MPC com as Unidades Centrais de Controle Interno é recente. “É um entendimento novo. Para o ministério, cada prefeitura precisa ter um funcionário concursado específico para atuar no controle. Esses apontamentos atingem 90% dos municípios”, salienta. No parecer referente ao exercício de 2014 do prefeito Rafael Mallmann, houve questionamentos sobre a eficácia da unidade estrelense. Para o MPC, faltam recursos humanos e autonomia funcional à UCCI. Gewer discorda. “Nós temos uma equipe formada por quatro ou cinco concursados. Dois deles com cursos específicos no TCE e DPM sobre o assunto. Não há apadrinhamento político”, garante.
ALaticínios Frizzo iniciou as atividades na segunda-feira à noite. A planta industrial localizada na Cidade Baixa emprega 40 funcionários divididos em dois turnos de produção e um de esterilização e limpeza. A primeira semana de trabalho terá produção diária de 35 mil litros de leite. A projeção é dobrar o volume e o quadro funcional já na próxima semana.
Foram necessários cinco meses até a liberação do alvará de funcionamento. A direção anunciou a aquisição da indústria em agosto do ano passado e aguardava laudos para produzir no mesmo ano. Os últimos testes sépticos foram realizados no início do mês. A direção espera o resultado microbiológico das amostras de leite coletadas, mas

já tem licença para funcionar.
Conforme o supervisor Charles Diedrich, a direção demonstrou interesse na aquisição de mais duas plantas industriais. O objetivo é ampliar a linha de produtos ofertados com leite UHT e achoco-
latado. A instalação de refeitório no local também está em estudo.
“Está em projeto ainda e depende da logística”.
Antes da Frizzo, a Pavlat fun-
cionava no local e deixou más lembranças aos trabalhadores. Salários atrasados e promessas de pagamento não cumpridas levaram a falência da empresa.
A 200 metros de distância da planta industrial, a comerciante Fernanda Markmann, 27, sentiu o impacto nas vendas com o fim das atividades da Pavlat.
Vendia lanches para os funcionários e as vendas caíram 70% na época.
Com o início da produção na Laticínios Frizzo, já registra aumento de 20% na comercialização de lanches, doces e refrigerante. “Já melhorou os negócios. Espero que continue aumentando as vendas”.
A Laticínios Frizzo tem 22 anos de história, com origem em Planalto. A coordenação geral é dos irmãos Ronis e Ronildo Frizzo. Contam com dois mil produtores e fornecedores de leite. Atendem a 89 municípios do noroeste do estado com coleta aproximada de nove milhões de litros de leite por mês.
A linha de produtos ofertados pela empresa conta com bebida láctea, queijo, leite, ricota, doce de leite, creme de leite, nata, manteiga e requeijão. A central de distribuição está localizada em Caxias do Sul. A Frizzo abastece supermercados no RS, São Paulo e Rio de Janeiro.

Teutônia
Csuficiente, precariedade da pista e obstáculos no percurso afastam os praticantes do esporte. Trechos entre os principais bairros geram mais incômodo. Administração alega falta de mão de obra para garantir qualidade no trajeto. Entre o bairro Canabarro e Languiru, pela Estrada Velha, o espaço destinado aos ciclistas tem pouco mais de um metro de largura, delimitado com tachões. A pintura está apagada. Quem trafega encontra pedras soltas, galhos caídos, além das entradas para propriedades.
Na Estrada da Várzea, uma das calçadas é destinada aos ciclistas. Ao longo do trajeto, vários desníveis e pedras soltas. Embora haja placas de sinalização alertando sobre a exclusividade, a disputa de espaço com pedestres é frequente. Em alguns pontos, cerca de arame farpado em paralelo com a ciclovia preocupa. Na avenida 1 Leste, a área destinada aos ciclistas fica junto ao canteiro central, sem pintura ou tachões para limitar espaço.

Prática econômica e saudável, mas sem incentivo
Para representante do Teutônia Ciclismo, Bruno Tigemann, os espaços destinados aos ciclistas são precários e mal projetados. O grupo organiza provas não competitivas pela região e incentiva o uso de bicicleta pela comunidade. “É um carro a menos na rua poluindo.”
No entanto, conduzir na ciclofaixa remete ao risco de queda, lesão por algum galho. Para desfrutar de qualidade de pista, opta por circular na estrada em meio ao trânsito de automóveis. Mesmo com a sinalização adequada para conversões, é desrespeitado pelos motoristas. A falta de espaço qualificado frustra os ciclistas, diz.
O professor de História, Moacir
Peters, começou a utilizar a bicicleta para passeio para evitar o sedentarismo. A escolha também contribui para economia, já que evita o gasto com manutenção e combustível do automóvel. Com frequência, faz o percurso entre Languiru e Teutônia. “Se trabalhasse no mesmo bairro onde moro, deixaria o carro de lado e andaria só de bicicleta”. Quanto ao trajeto destinado
para ciclistas na Várzea, sugere que a comunidade respeite a sinalização. A orientação nas escolas contribuiria com o incentivo e organização futura do trânsito. Além disso, acredita que o investimento do Executivo nas ciclovias aumentará o número de adeptos. Conforme coordenadora do Departamento de Trânsito, Margrit Grave, o projeto que definiu a largura das ciclofaixas foi elaborado por engenheiro em outra administração. O serviço de qualificação que estaria ao alcance é a pintura das faixas. “As ciclofaixas não foram extintas. Precisam de melhorias.” A equipe de trânsito quer comprar equipamento de pintura para agilizar o serviço. Hoje, quatro funcionários executam a função manual. As prioridades são os cordões e faixas de segurança. Além disso, ajudam na orientação do trânsito em períodos de festas ou eventos como a Copa EuroVale Fiat.
Administração municipal firma parceria com a comunidade para asfaltar ruas pelo Programa Pavimentação Comunitária. Para pleitear o serviço, 90% dos moradores de cada localidade devem se manifestar favoráveis ao sistema.
A validade do pedido deve ser confirmada por meio de um abaixo-assinado. Os moradores devem eleger representantes para articular os trabalhos e apresentar os documentos necessários, além de acompanhar os trâmites. O pedido de pavimentação deve ser apresentado na prefeitura.
O serviço inclui instalações de tubulação, meio-fio e bueiros, além do asfalto. Após a solicita-

ção, ocorrem reuniões entre poder público e a comunidade. Em caso de acordo, uma empresa privada é contratada.
Os custos para a pavimenta-
ção são divididos entre os beneficiados e podem ser parcelados.
Os valores das parcelas e os prazos são definidos nas reuniões.
O Executivo é responsável pela
análise dos pedidos, a elaboração do projeto e a preparação da estrada.
A drenagem, canalização, nivelamento e fornecimento de material para a base também são responsabilidade da administração, assim como a avaliação legal da documentação das empresas interessadas na execução do serviço.
Para o empresário Eleodoro Oliveira Fernandes, a pavimentação na rua Arlindo Olívio Althaus vai melhorar os negócios. Instalada na cidade faz 17 anos, a oficina gera fluxo de veículo e resulta em
poeira na localidade. “Três administrações prometeram asfalto. Espero que cumpram.”
Conforme os comerciantes Marelis Griebeler da Silva e Valdair Amaral da Silva, a estrada sem calçamento gera despesas. Os caminhões que circulam pela rua aumentam a poeira no verão. Para manter o estabelecimento em ordem, tiveram de contratar uma funcionária para a limpeza diária.
Na semana passada, solicitaram à administração que espalhasse água sobre a estrada para amenizar a poeira. Segundo eles, o pedido não foi atendido, porque a equipe de obras não dispõe de caminhão-pipa. O recurso para os comerciantes é molhar a estrada
COLINAS – A Secretaria da Agricultura comunica aos produtores que as sementes de milho pelo Sistema Troca- troca, da empresa Santa Helena, estão disponíveis. Os interessados podem passar na secretaria para assinar o contrato e retirar o milho.
ESTRELA – A Secretaria da Agricultura recebe encomendas de sementes até o dia 29. A quantidade máxima é de 30 sacos por talão de produtor, cujo pagamento deverá ser feito no próximo ano. Mais informações pelo 3981-1055 ou na secretaria.
Estado
Os suinocultores gaúchos estão apreensivos com a queda no preço pago pelo quilo do suíno vivo. Entre 1º e 25 de janeiro, o valor reduziu em R$ 0,45, segundo pesquisa divulgada pela Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs).
De acordo com o presidente, Valdecir Luis Folador, o suinocultor já trabalha com margem negativa devido à disparada do preço do milho e do farelo de soja, principais insumos utilizados na confecção da ração.
Segundo ele, o preço da saca de milho de 60 quilos está orçado em R$ 47, colocado na granja em Santa Catarina. No RS, esse valor chega a R$ 41. “O quilo do grão chega a R$ 3,40 e o preço de venda apenas R$ 3,30.”
Em janeiro de 2015, a situação era mais confortável. A saca de milho estava cotada a R$ 24,60, o custo do suíno em R$ 2,90 e o valor recebido era de R$ 3,88, de acordo com dados da entidade.
Além do milho, outros itens tiveram reajuste como a energia elétrica, óleo diesel e impostos. Folador alerta para possível escassez de milho no estado devido à alta nas exportações. Acredita que a liberação dos estoques da

Conab não soluciona o problema, apenas ameniza. “Seis mil quilos por produtor é pouco na venda a balcão e o preço chega a R$ 36,60 a saca.”
Projeta um trimestre bastante complicado para o setor com preços em queda, menor consumo devido à alta da inflação, menor poder aquisitivo, período de Carnaval e compras de material escolar.
Ao produtor, recomenda cautela e buscar o máximo de eficiência para a granja. Projeta es-
Arla realiza Dia de Campo sobre sementes de milho
A Associação Rural de Lajeado, em parceria com a Cooperaval e a Dow Sementes, realiza um Dia de Campo para apresentações de variedades de sementes de milho. O encontro será no dia
4 de fevereiro. As atividades ocorrem na área experimental em Linha Primavera, em Cruzeiro do Sul. As inscrições seguem até o dia 1º de fevereiro sem custos.
Mais informações pelos 37148000, 3707-0170 ou 9917-3466.
tabilidade ou até mesmo menor preço da saca de milho a partir de fevereiro quando inicia intensifica a colheita.
Uma boa notícia para o setor foi o início das vendas para a China nos últimos meses, além da liberação recente das exportações de Santa Catarina para a Coreia do Sul. Folador analisa o cenário com cautela. “Esse mercado tem que ser conquistado. Eles já têm
quem os abastece. Na hora que visitarem o Mapa, indústrias e produtores, teremos uma noção do que pretendem comprar. Não é da noite para o dia, com certeza”, esclarece Folador.
A Rússia foi o país que mais comprou carne de porco do Brasil no ano passado, com quase metade das exportações. Em 2015, o país vendeu 555 mil toneladas de carne suína para outros países, com aumento de 9,7% em relação a 2014.

Na contramão da crise, o agricultor Beno Dick, 55, e o filho Anderson, 18, de Canudos do Vale, investem R$ 560 mil na construção de dois chiqueiros para alojar mil animais. O cultivo de 20 mil pés de fumo será abandonado no próximo ciclo devido à baixa remuneração e problemas meteorológicos enfrentados nas últimas safras. “Meu filho queria ficar, no entanto, era necessário termos outra fonte de lucro e não poderia ser o tabaco. A suinocultura surgiu como opção.” Toda estrutura será automatizada. Para complementar a renda, a família mantém dez vacas leiteiras.



PATROCÍNIO:







AFederação Gaúcha de Futsal (FGFS) e representantes dos 14 clubes participantes trataram, ontem à tarde, da edição 2016 do Campeonato Estadual Série Ouro. No encontro realizado em Porto Alegre, foi definido que a competição iniciará no dia 14 de maio.
Os 14 clubes serão divididos em dois grupos com sete times em cada (veja boxe Na primeira fase, todos jogam contra todos dentro do grupo. Os cinco melhores se classificam para a segunda fase. Nessa etapa, também serão disputados jogos de ida e volta dentro do grupo. Os dois melhores de cada chave avançam às semifinais.

A tabela de jogos será produzida pela FGFS e divulgada nas próximas semanas. O Banrisul deverá patrocinar a competição e a Kagiva será a distribuidora oficial das bolas.
A pré-temporada da Alaf iniciará no dia 15 de fevereiro. Além de se preparar à Série Ouro, a equipe de Lajeado disputa a Liga Nacional de Futsal – estreia será no dia 15 de abril contra o Atlântico, de Erechim. Até o momento, a Alaf conta com 13 atletas no plantel. Conforme a direção, não há previsão de novas contratações.
Diretoria da ASTF se reúne, nesta semana, para definir a temporada 2016. Expectativa é que a pré-temporada inicie na metade de março ou no mês de abril.
A direção também negocia a contratação de jogadores remanescentes de 2016 e novos, mas ainda não divulga nomes.
Chave 1
•Alaf (Lajeado)
•ACBF (Carlos Barbosa)
•ACA Futsal (Cachoeira do Sul)
•BGF (Bento Gonçalves)
•Associação Esportiva Sobradinho (Sobradinho)
•Juventude (Caxias do Sul)
•Assif (Ibirubá)
Chave 2
•Atlântico (Erechim)
•Assoeva (Venâncio Aires)
•ASFT (Teutônia)
•ADS (Sananduva)
•América (Tapera)
•AGF (Guaíba)
•Assaf (Santa Cruz do Sul)

Rodrigo Rother, 37, saiu de Arroio do Meio para formar talentos e ganhar
títulos no Colégio Martin Luther. Faz dez anos, também comanda a equipe gaúcha infanto-juvenil no Campeonato Brasileiro de Seleções

Ointeresse pelo voleibol veio da família. Na adolescência, Rodrigo Rother treinava com o pai e professor do Colégio São Miguel, Rogério. Aos 17 anos, chegou a disputar competições profissionais com o Bira, de Lajeado. Passou ainda por clubes como o Novo Hamburgo e Olímpicos, do Rio de Janeiro.
Entretanto, após iniciar o curso de Educação Física, Rother optou por ser técnico. Primeira oportunidade foi dar aulas nos projetos de vôlei de Arroio do Meio.
Com o término dos projetos, ele e o amigo Guilherme Marder abriram o Centro de Treinamento Esportivo (CTE). Nas competições, as equipes arroio-meenses começaram a se destacar, inclusive, ganhando de equipes federadas. Os resultados geraram o interesse do Colégio Martin Luther. Em 2000, ele foi convidado pelo conterrâneo Marcelo Sehn para auxiliar na estruturação das categorias de base de voleibol ao lado de Sandro Tomasi.
Logo no primeiro ano, em 2001,
o Martin Luther conseguiu duas medalhas no campeonato estadual: de segundo colocado e terceiro colocado. “Isso mostrou para todo mundo que estávamos fazendo um trabalho sério.”
Quando as primeiras atletas começaram a ser convocadas pela seleção gaúcha, Rother pagou para acompanhá-las nas competições. Em 2002, foi convocado para fazer parte da comissão técnica. Quatro anos depois, tornou-se o treinador da infanto-juvenil.
No comando da categoria, Rother conquistou um título nacionalinéditoparaovoleibolgaúcho. Isso ocorreu em 2014, após o time ficar com a segunda colocação em quatro oportunidades (2007, 2010, 2012 e 2013). “Foi muito marcante, pois fomos quatro vezes para a final e perdemos. Foi algo histórico para o estado.”
Além dos títulos, Rother também forma talentos. Pelas mãos dele, passaram jogadoras da Superliga Nacional. Entre elas: Franciele Stédile (Renata/Valinhos), Andressa Kracheski (Bauru), Domingas Araújo (Brasília Vôlei), Carla Reginatto e Paula Mohr (São Bernardo).
Rodrigo Rother Técnico
Na semana passada, Rother e as 24 atletas convocadas para a
equipe gaúcha iniciaram a preparação para a edição 2016 do Campeonato Brasileiro de Seleções. Os treinamentos ocorrem em Estrela, no ginásio do Colégio Martin Luther.
A competição reúne oito seleções separadas em dois grupos. O estado joga na chave A contra São Paulo, Pará e Paraná. Na chave B, estão Rio de Janeiro, Minas Gerais, Santa Catarina e Mato Grosso. Na

fase classificatória, os dois melhores de cada grupo avançam. Para Rother, será uma das edições mais equilibradas dos últimos anos por ser realizada no começo da temporada – isso ocorre devido às Olimpíadas. “As equipes vão ter pouco tempo para se preparar. Então todos estarão nivelados.” Ele aponta o Rio de Janeiro e Pará como os principais adversários.
Quero que Estrela se torne um centro
Jornal A Hora – Qual sua opinião sobre o vôlei gaúcho?
Rodrigo Rother – Somos referência na formação de atletas. O que não conseguimos ainda, ao menos na categoria feminina, é ter uma equipe profissional na Superliga. Isso reflete na necessidade das atletas da base saírem, pois aqui não tem uma equipe para se profissionalizarem. No mais, o vôlei gaúcho carece de investimentos.
Esses são aspectos negativos. De aspecto positivo, no RS tem um biotipo físico privilegiado pela colonização de diversos povos.
Além do trabalho no Martin Luther e na seleção gaúcha, você também está na presidência da Avates. Há interesse dessa entidade em voltar a ter uma equipe profissional?
Rother – A gente tinha uma equipe adulta feminina por cinco anos. Fomos pentacampeões gaúchos e ganhamos o Campeonato Brasileiro Universitário, um título inédito para o estado. Infelizmente não conseguimos dar o passo além, que era ir para a Superliga. A gente bateu na trave e não conseguiu por questões financeiras. Tínhamos projetos mais recentes para arrecadar verbas pela lei de incentivo estadual, mas com a extinção da Fundergs esse plano foi por água abaixo.
Um sonho?
Rother – Quero que Estrela se torne um centro de referência do vôlei. Que possamos ter uma equipe adulta de novo e que as atletas possam ingressar na nossa categoria de base e ter perspectiva de chegar num vôlei profissional, tendo como diferencial a possibilidade de estudar enquanto têm a formação esportiva. Que nós possamos ter profissionais qualificados para repassar conhecimento às crianças e que tenhamos apoio do poder público e privado.
Verão
semifinal e final ocorrem no Estádio das Cabriúvas, em Encantado, a partir das 15h
Vinte e seis gols marcaram a rodada que definiu os semifinalistas da quarta Copa Verão de Futebol Sete. Jogos ocorreram no sábado, 23, no Estádio das Cabriúvas.
No primeiro, o Tele Entulho goleou o Jaguari por 5 a 0. Gustavo Zanque (dois), Eduardo Capela (dois) e Erick Gianesini marcaram para a equipe vencedora. Na sequência, Barra Brava FC derrotou o Pérolas Negras por 5 a 1. Cristian Rossini (três) e Marcel Castoldi (dois) balançaram as redes.
A.A Luccar e Toma Ceva decidiram a vaga nas penalidades depois de empatar no tempo normal por 2 a 2. O Toma Ceva levou a melhor ao converter três
Didi Balu. Destaque para Paulo Trindade, autor de quatro gols. Ezequiel Fraporti e Luiz Flores também marcaram.
Neste sábado, a partir das 15h, o Estádio das Cabriúvas sedia a rodada semifinal e final.
A competição é realizada pela administração municipal em parceria com o Esporte Clube Encantado.
Tele Entulho/Metalúrgica Planalto 5 x 0 E.C. Jaguari
Barra Brava F.C. 5 x 1 Pérolas Negras
A.A. Luccar (1) 2 x 2 (3) Toma Ceva/Magnatas da Bola
Didi Balu F.C. 1 x 6 Cruzeiro
Semifinal
Tele Entulho/Metalúrgica
Planalto x Barra Brava
Toma Ceva/Magnatas da

Amador de Encantado
Devido à pouca participação na primeira reunião sobre o Campeonato Municipal de Futebol Amador, a Secretaria de Juventude, Desporto e Turismo de Encantado promove novo en-
contro para tratar sobre o regulamento.
A reunião ocorre amanhã, às 19h30min, no Auditório Brasil do Centro Administrativo. Organizadores pedem a participação de, pelo menos, um representante de cada equipe.


Rodada do minifutebol inicia às 19h45min
OCampeonato Aberto da Languiru realizou, até o momento, 44 partidas. Na sexta-feira à noite, foram disputados dez jogos pela quinta rodada. As equipes balançaram as redes em 27 oportunidades – média de 2,7 gols por confronto. O resultado mais elástico foi registrado na categoria força livre. O Amigos do Leo goleou o Riograndense por 5 a 0. Demais resultados da categoria foram: Saidera 4 a 1 Rudibar, Amigos do Queiroz
0 a 0 Seven Eleven, Xernobyl 3 a 0 Amigos do Corvo, Reis Bebidas 2
RODADA DE HOJE
a 0 UPA e Brocadores 0 a 0 Hlera.
Pela categoria veterano, a Força Jovem suou para derrotar o Rudibar por 1 a 0. Na sub-20, Karandiru venceu o Taquariense por 2 a 1, enquanto o Ecas ganhou do Celtic por 2 a 1. Pela master, Vievi Automóveis goleou o Vilanova por 4 a 1.
Hoje, a partir das 19h45min, ocorrem mais oito partidas em cinco categorias – master, sub-20, feminino, veterano e força livre.
Os confrontos ocorrem na Associação dos Funcionários da Languiru, em Teutônia.
19h45min – Vilanova x A.A.B.B Taquari (master)
19h45min – Amigos do Queiroz x Rudibar (sub-20)
20h35min – Flamengo x Só Alegria (feminino)
20h35min – N C Construções x Beija Flor (veterano)
21h25min – IMEEC x Real Madruga (força livre)
21h25min – Alambique x Baile de Munique (força livre)
22h15min – Morro do Alemão x Bola Cheia (força livre)
22h15min – DF Elétrica x Amigos da Boa Vista

Fábio Kuhn






Três equipes do Vale do Taquari levantaram taças na quarta edição da Copa Cidades das Flores, em Santa Clara do Sul. Confira algumas imagens da competição de base.

Técnico do Santa Clara do Sul, Eduardo Castro comemorou dois títulos em casa.
Comemoração dos atletas 1999 da Juventus após a vitória no pênaltis contra o Uruguaiana.

Comissão técnica do Lajeadense com as duas taças de campeão, uma de vice e outra de terceiro lugar conquistadas na Cidade das Flores.

O Consulado Gremista de Teutônia programa para o dia 18 de fevereiro o primeiro Jantar de Confraternização.Oeventoocorre na Associação de Funcionários da Languiru, em Teutônia, área externa, serão disponibilizados lanches e bebidas. Os cartões para janta já podem ser adquiridos a R$ 30,00 com os integrantes do Consulado Gremista de Teutônia ou
(Bairro Teutônia).
Ao adquirir um cartão, o torcedor estará concorrendo ao sorteio de uma camiseta oficial doGrêmioautografadapelotécnico Roger Machado e a quatro camisetas da Teutônia Tricolor. Mais informações pelo facebook

com ou pelos fones 8270-5524 e
Copa Eurovale Fiat
Competição chega à semifinal
Doze partidas ocorrem hoje pela semifinal da Copa Eurovale Fiat. Jogos serão disputados nas sedes esportivas de Teutônia a partir das 8h20min.
O Vale do Taquari é representado na competição pela Juventus, de Teutônia. Das seis equipes participantes nas seis categorias (2000 a 2005), duas estavam nas quartas de final – jogos foram disputados ontem e terminaram após o fechamento da edição. São elas: 2004 e 2001.
A equipe 2005 da Juventus foi eliminada ao somar dois pontos em três jogos. Na categoria 2003, a Juventus registrou um empate e duas derrotas. O time 2002 ficou com quatro pontos, enquanto a equipe 2000 fez um ponto.
A Copa Eurovale Fiat é organizada pelo Planeta Bola Eventos e Administração Municipal de Teutônia. No início, a competição reuniu 95 times do RS e Santa Catarina.
Bocha Lajeado, quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Nova Berlim organiza campeonato aberto
A comunidade de Nova Berlim, em Canudos do Vale, organiza o terceiro Campeonato Aberto de Bocha para março. Disputado na modalidade de trios, as vagas são limitadas para 20 equipes.
As fichas de inscrição podem ser adquiridas com os organizadores. Mais informações pelo 8464-0631.
Jornalismo / redação: ahora@jornalahora.inf.br
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