Lajeado, sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
Ano 14 - Nº 1791
Avulso: R$ 2,00
Fundado em julho de 2002
Fechamento da edição: 21h
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Lajeado, sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
Ano 14 - Nº 1791
Avulso: R$ 2,00
Fundado em julho de 2002
Fechamento da edição: 21h

CRÍTICAS E OTIMISMO: presidente do Codevat, Cíntia Agostini, e mais 12 autoridades da região sustentaram a necessidade de fazer uma audiência no Vale sobre a instalação dos pedágios

Nublado com chance de chuva Mínima: 22°C - Máxima: 30ºC
FONTE:CIH/UNIVATES
Os parques Professor Theobaldo Dick e do Imigrande foram interditados pelo governo. A decisão foi tomada ontem, horas depois da morte de um atleta em torneio de futebol de areia. Sidnei do Amaral foi eletrocutado ao encostar em um poste no Parque dos Dick.
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Animal raro tem 45 centímetros e se tornou xodó da família de Santa Clara do Sul
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Executivo elabora projeto para doar terreno destinado ao novo quartel dos bombeiros de Lajeado. Área foi cedida em comodato, mas sistema inviabiliza aporte financeiro do Estado e da União.
Diretor Geral Adair G. Weiss
Diretor de Conteúdo Fernando A. Weiss
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Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores.
Tiragem média por edição: 6.000 exemplares. Disponível para verificação junto ao impressor (ZH Editora Jornalística)
AINDICADORES ECONÔMICOS
instalação das quatro praças de pedágio em pouco mais de 100 quilômetros da BR-386 trará um impacto negativo para toda a economia regional. Empresas que tinham o Vale do Taquari como um possível destino tendem a rever a instalação frente aos custos de logística. Aquelas em atuação terão mais gastos. Como consequência, farão menos investimentos, terão uma possível redução de funcionários e menos força para competir.
Mas o prejuízo não fica só para o setor empresarial. Os trabalhadores assalariados sentirão no bolso. Estará visível nas prateleiras dos mercados, pois os custos do transporte serão repassados aos consumidores.
Aos moldes do que está posto, e apesar da necessidade de dotar as rodovias do país de mais qualidade, o plano de concessão é danoso. Os prazos para obras de infraestrutura não satisfazem as necessidades dos moradores da região. Pelo edital, qualquer melhoria teria de começar em até 15 anos. Diante da importância

Aos moldes do que está posto, e apesar da necessidade de dotar as rodovias do país de mais qualidade, o plano de concessão é danoso. Os prazos para obras de infraestrutura não satisfazem as necessidades dos moradores da região.
da BR-386 e dada a condição atual da estrada, é urgente instituir um planejamento para no mínimo fazer manutenções constantes. Na audiência pública em Brasília, ocorrida ontem, a comitiva regional, composta por vereadores, prefeitos e a presidente do Codevat, deixou claro o descontentamento com o projeto elaborado pela ANTT
e pelo Ministério dos Transportes.
A proposta de privatização contém diversos problemas, pois as obras ficam condicionadas àquilo que está no contrato. Qualquer aspecto fora desse acordo ficaria de fora, ou teria de ser pago por outro viés. É preciso instituir concessões sólidas, com segurança jurídica e, por conseguinte, com apoio dos usuários.
O plano do governo federal não contempla as particularidades de cada região. Institui na BR-386 dois pedágios de Lajeado a Porto Alegre, em um local onde a pista já está duplicada. Inclusive paga com dinheiro público. Para a concessionária ficaria o bônus. Explorar uma rodovia pronta.
Já em direção a Passo Fundo, mais dois pedágios. Em uma realidade muito diferente. Maior parte de pista simples, com um alto grau de degradação do pavimento, aliado a um alto fluxo de caminhões carregados com a produção agrícola.
Pela BR-386, passam 40% dos veículos do RS. Pelo plano da ANTT, são 468 quilômetros de concessão privada. Desse total, 260 são na
Comentários postados na página do facebook e no site do A Hora. Participe e deixe sua opinião
Comentário sobre a matéria
“MoradorescontestamcobrançadeIPTU”
Se a lei vai para o interior, aí sim quero ver como vai ficar com a prefeitura. […]Eu fico indignada com tanta cobrança e não fazem nada para melhorar. Tania Oetreicher
Por essas e outras coisas, cada vez mais, filho de agricultor migra para cidade, abandonando a nobre profissão de produtor de alimentos Albano Stein


Campo também tem impor lei. Não vai um grão um litro de leite pra cidade. Cidade vai comer leis. O interior não depende da cidade. Mas fabricadores de leis dependem do interior para matar a fome de seus filhos. Esequiel Bertozzi
Diferentemente do que foi publicado na edição de ontem, na matéria sobre o aniversário da Rádio Univates, o dial correto para sintonia é 95,1 – Univates FM.
rodovia da produção. Caso esse plano seja aceito, o Vale ficará inviabilizado enquanto região. O pegar ou largar imposto pela agência na primeira audiência não pode ser aceito. Por mais que sejam necessárias e urgentes as obras de melhoria na infraestrutura viária na rodovia, o custo exclusivo à sociedade reduz as chances de desenvolvimento regional. Não só o Vale do Taquari se manifestou contrário ao plano. Outros representantes, por exemplo do Alto Botucaraí, também realçaram o efeito desastroso na economia local caso siga adiante a privatização aos moldes do apresentado pelo Ministério dos Transportes, por meio da ANTT. Representantes de associações, de sindicatos de transportadoras, e de conselhos de usuários, pontuaram os defeitos no estudo apresentado.
Agora cabe esperar o relatório final da audiência e a confirmação ou não de uma nova reunião. Sinalizada pelo superintendente da agência. Mas sem definição de qual cidade, local, ou mesmo data. Estima-se que ocorra entre 13 e 16 de março.
Comentário sobre a matéria “Debater sobregestãoénecessidadepermanente”
Foi sensacional. Parabéns ao palestrante Paulo Pereira, à Lucila Raquel e demais colaboradores do Sincovat e Jornal A Hora pela organização. Raquel Winter
Parabéns, Jornal A Hora, Sincovat e toda a equipe pelo excelente trabalho. Fabiana Corbellini











Reportagemefotos, Fernando Weiss
Amobilização regional contra a proposta de concessões da BR-386 e outras vias federais do Rio Grande do Sul e Santa Catarina fez a Agência Nacional dos Transportes Terrestres (ANTT) rever o projeto. Uma semana depois da reunião em Porto Alegre, o superintendente da agência Luiz
Castillo, admite a possibilidade de fazer um reestudo sobre a quantidade de pedágios previstos entre Canoas e Tio Hugo. O assunto foi tema de mais uma audiência pública, realizada ontem, em Brasília. Nem a metade das 350 poltronas do auditório da ANTT estava ocupada. A maior comitiva foi do Vale do Taquari, representada pela presidente do Codevat, Cíntia Agostini, prefeitos de Taquari e Bom Retiro do Sul e vereadores de Lajeado e Taquari.
A série de críticas dominou as quatro horas de debate e pressionaram o Ministério dos Transportes e a ANTT a mudar o edital original. Castillo anunciou que o prazo para a definição do processo foi adiado em 15 dias, estendendo-o até 2 de abril. “Fomos muito mal interpretados na semana passada e não estamos sendo intransigentes em relação ao que está proposto. Uma das possibilidades é tirarmos a BR da concessão, mas não é a única. As reivindicações da re-
gião do Vale do Taquari podem ser atendidas, mas isso não depende da ANTT, e sim do Ministério dos Transportes, que aprovou este edital em sua integralidade”. Para isso, um novo estudo técnico precisa ser feito pelo Ministério dos Transportes, representado pelo Diretor do Departamento de Concessões, Fábio Freitas, na audiência de ontem. Ele reforça que o projeto está em estudos faz dois anos. “Mas não significa que não pode ser mudado. Para isso, esta-
mos fazendo audiências e vamos, na medida do possível fazer outras”.
Representantes do Vale do Taquari apresentaram série de pedidos e apontamentos. A principal, mais uma vez, foi a falta de diálogo e de consulta prévia com as comunidades atingidas. O prefeito de Taquari, Emanuel Hassen de Jesus, o Maneco, lembrou do modelo de concessão anterior para alertar sobre a nova privatização. “Em 15 anos a concessionária não

pagar R$ 38 para ir e voltar de Porto Alegre”

cercados de pedágios”. Cíntia cobra maturidade e um debate mais ampliado antes de fazer uma nova concessão, para que o preço da tarifa seja justo e que não penalize apenas o usuário, que pagará toda sozinho.
Para Cíntia, que também falou pela CIC-VT e pela Amvat, a audiência de ontem representa avanços, especialmente em relação a garantia da audiência no Vale, com data para ser confirmada, e também o adiamento da decisão final. “Ganhamos 15 dias. Estamos saindo um pouco mais seguros de que realmente seremos ouvidos. Ou seja, conseguimos abrir o debate e eles (a ANTT) se mostrou mais aberta.”
Unificar o discurso, segundo Cíntia, é o tema de casa para a região. Ela cita a necessidade de clarear e “falar a mesma língua” no dia da audiência no Vale, que poderá ser inclusive, na Univates. “Temos que ser claros e convictos naquilo que queremos e vamos propor.”
fez obra nenhuma. Daí acaba o contrato e o governo duplica a 386 entre Tabaí e Estrela. E agora, querem repor pedágios. É inaceitável pagar R$ 38 para ir e voltar de Porto Alegre.”
“O Vale está sendo
punido duramente”
Cíntia Agostini, presidente do Codevat, lembrou dos três pedágios já existentes em torno de Lajeado e pediu revisão no nú-
Além de contestar a realização de uma audiência pública na capital federal, representantes do Vale também reclamaram da pressa que a ANTT tem para, na expressão de Waldir Blau, “enfiar goela abaixo” o projeto. Maneco pediu calma e que as sociedades impactadas sejam ouvidas na essência, e não apenas cumprido cronograma autoritário estabelecido pelo governo. “Tivemos que
saindo um pouco mais seguros de que realmente seremos ouvidos”
Cíntia
Agostini, Presidente do Codevat
atingidas”, endossou.
A falta de consultas públicas antes de formatar o projeto também foi contestada pelo representante da Federasul e da Agência Gaúcha do Varejo. Darcy Zottis cobrou audiências públicas também na região metropolitana.
“Fazer audiência em Brasília é inibir a sociedade a participar. Essas questões precisam ser discutidas direto com os atingidos.”
Davi Vicenzo, presidente da Associação de usuários de Rodovias

favorece a concessionárias. “Quinze anos depois de as concessionárias deixarem as estradas em frangalhos, querem repetir o mesmo erro. É uma vergonha”.
Mesmo sendo na capital federal, a audiência pública teve pouca participação de líderes políticos do Rio Grande do Sul. Apenas três deputados federais e nenhum dos três senadores do estado partici-
param do debate sobre a privatização das rodovias federais para os próximos 30 anos.
O presidente do Legislativo de Lajeado, Waldir Blau esteve acompanhado de Ederson Spohr, Ildo Salvi, Mariela Portz e Carlos Ranzi. Todos ocuparam espaço aberto aos pronunciamentos, e reforçaram insatisfação conforme o plano de privatização da ANTT.
“Vamos fazer audiência no Vale e ouvir a comunidade”
Fábio Freitas é diretor do Departamento de Concessões do Ministério dos Transportes e participou do estudo e da elaboração do projeto de concessão das rodovias. A seguir, ele fala da audiência pública em Lajeado e da possibilidade de modificar o edital proposto.

A Hora - A audiência aqui em Brasília reforça que o RS,representado por várias instituições e classes, discorda do modelo apresentado e cobram mudanças. É possível mudar o edital?
Fábio Freitas – Sempre. As audiências públicas são para isso. Nós vamos pegar as observações e as críticas e tentar modificar o projeto para que possa contemplar as cobranças que nos são apresentadas. Mas é preciso entender que a situação do país é difícil, que está sem poder de investimento. Avançar em concessões é imprescindível para melhorarmos a malha viária.
Mas colocar quatro pedágios em apenas 230 quilômetros é demais. È possível rever essa decisão?
Freitas - Os estudos olharam a características de cada região e a possibilidade de melhor fracionar as aldeias. Ou seja, a origem e destino de quem circula na rodovia. Os pedágios são projetados para não onerar demais determinadas aldeias não tão desenvolvidas. Outro ponto é que você também vai analisar as regiões que tem menos possibilidade de fugas ou rotas alternativas, pois senão não terá arrecadação no pedágio e daí inviabiliza o projeto.
Então para arrecadar mais?
Freitas – Não é para arrecadar mais. É para arrecadar de forma mais justa possível, para manter aquilo que foi prometido, que são as obras e a qualidade de atendimento da rodovia. Se você não consegue arrecadar o previsto teremos um projeto falido.
Lajeado
Aetapa do Circuito Verão Sesc de esporte dessa quarta-feira terminou em tragédia. Durante um jogo de futebol de areia, o jogador da equipe Água Suja, Sidinei Borges do Amaral, 36, morreu após receber uma descarga elétrica em um dos postes que fazem a iluminação da quadra.
O caso aconteceu por volta das 21h50min. Amaral havia sido substituído do jogo e, ao se dirigir ao banco de reservas, encostou na estrutura eletrificada. Amigos tentaram ajudar, mas ao se aproximar também recebiam descargas, com menos intensidade.
A vítima chegou a ser socorrida pelos bombeiros e pelo Samu. Amaral foi encaminhado com vida ao Hospital Bruno Born (HBB), mas morreu. O corpo foi levado para perícia em Porto Alegre . Natural de Guaporé , ele era casado e tinha um filho de 7 anos.
A administração municipal emitiu nota sobre o caso. Conforme o comunicado, logo após a fatalidade, equipes da RGE Sul foram chamadas para avaliar os postes do parque. De acordo com os técnicos, o único que apresentou corrente elétrica foi o que resultou na morte de Amaral.
De acordo com o prefeito Marcelo Caumo, o governo se coloca à disposição da família para auxiliar no que for necessário. Ele alega aguardar a perícia técnica e policial para fornecer mais detalhes sobre o fato.


de todos os equipamentos públicos
Sidinei do Amaral tinha 36 anos e deixa a mulher e um filho de 7 anos
Prevista para ontem, a rodada do Circuito Verão Sesc foi transferida e deve ocorrer após o feriado de Carnaval. O evento é realizado pelo Sistema Fecomércio-RS/ Sesc em parceria com a administração municipal.
Conforme Caumo, o governo contratará um estudo técnico para avaliar as condições de uso do Parque dos Dick e demais equipamentos públicos da cidade. O prefeito afirma que havia uma grande reclamação da comunidade em relação à falta de iluminação em parques e praças, inclusive nos Dick.
“Foram adquiridas as luminárias e começamos o processo de reparos, mas não sabemos se esse poste em específico estava incluído”, ressalta. Segundo ele, vários fatores podem ter contribuído para a fatalidade.
“A vítima estava molhada e com os pés descalços, mas não deveria haver corrente elétrica naquele poste.”
Em reunião ontem à tarde, a administração municipal decidiu desligar toda a rede elétrica

A administração pede o apoio da população para informar possíveis problemas nas instalações públicas eletrificadas. Informações podem ser repassadas para o número 3982-1491 ou ouvidoria@lajeado.rs.gov.br.
Encantado
A distribuição dos carnês do IPTU pelos correios inicia depois do Carnaval. O carnê tem só a cota única, com vencimento dia 20 de março, e a primeira parce-
la. Se o contribuinte optar pelo parcelamento, deve pagar a 1ª parcela em qualquer local autorizado, e somente depois passar no Setor de Cadastro, para a retirada das demais ou imprimi-las pelo site do município. O descon-
to da cota única é de 10% sobre o valor total do carnê.
Para ter direito ao desconto normal de aposentado ou pensionista, no caso, viúvas (os), pensionistas e funcionário público municipal, é preciso com-
parecer no Setor de Cadastro, portando o carnê do IPTU, com o comprovante de renda. Quem não apresentá-lo, não poderá se beneficiar do desconto.
Quem mora em áreas alagáveis, tem mais de 70 anos ou
sofre de doença grave pode ser isento do IPTU e pagar somente a coleta de lixo. Para tanto, deve se dirigir à Assistência Social com o carnê, comprovante de renda e, se for o caso, os atestados médicos.

Anunciada na terça-feira pelo Banco Central (BC), a redução na taxa básica de juros, a Selic, é uma das estratégias do governo para retomada do consumo interno. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu baixar a Selic de 13% para 12,25, uma queda de 0,75%.
Ao analisar a medida, economistas divergem quanto à sua efetividade para retomada da economia. Para o professor da Univates, Eduardo Lamas, a medida não será sentida pelos consumidores.
“Essa atitude é uma reação porque a economia está muito frágil. O consumidor talvez vá sentir apenas na metade do ano, se a inflação continuar em queda.”
Diferente do professor da Univates, o economista da Fiergs, André Nunes de Nunes está confiante na recuperação econômica. “Com a queda dos juros, a popu-

lação deve retomar a confiança e voltar aos poucos a consumir.”
Nunes também acredita no retorno dos investimento dos setores empresariais e do agronegócio.
“O crédito vai ficar mais barato e os empresários devem voltar a investir em tecnologia, o mesmo acontece com os agricultores que vão apostar em maquinário para a próxima safra.”
Lamas projeta um cenário me-
Estado
O governo do Estado anunciou ontem o início do pagamento do salário e da terceira parcela do 13º salário de 2016 do funcionalismo. Os pagamentos serão depositados a partir de hoje. Esta é a 10ª vez consecutiva que a folha salarial será quitada de forma fracionada.
Serão pagos até R$ 3 mil para cada servidor, o que deve contemplar 64% da folha salarial. De acordo com a Secretaria da Fazenda, o pagamento foi possível graças à entrada de R$ 788,5 milhões nos cofres públicos. Esse recurso é proveniente da antecipação do calendário do ICMS, dinheiro destinado apenas para a quitação dos salários.
A decisão de iniciar o pagamento hoje ocorre por conta
do feriado bancário durante o período de Carnaval. A Fazenda optou por alterar o prazo de recolhimento do imposto para esses três setores econômicos. Com isso, foi iniciado o pagamento da folha antes do feriadão.
A previsão do governo é quitar todos os salários até o dia 13 de março e o 13º até o dia 10. A folha líquida de fevereiro somou R$ 1 bilhão. Esse valor levou em conta o pagamento de 1/3 das férias de parte do magistério que ainda não tinha recebido.
Em fevereiro, a receita líquida chegou a R$ 2,3 bilhões. Os valores são cerca de R$ 500 milhões menores do que em janeiro, quando o Estado arrecadou R$ 2,8 bilhões. Segundo estimativas da Fazenda, as despesas devem somar R$ 2,7 bilhões neste mês.
nos positivo em relação a investimento. “A Selic não baliza as taxas de custeio de créditos. Então a queda não vai fazer os empresários investirem mais porque o custo do dinheiro ficou mais barato.” Ao analisar a confiança do consumo, o professor da Univates também vê um cenário menos positivo. “Ainda não haverá alta consumo porque as pessoas estão com muito medo do desemprego,
Município
contexto não adianta a taxa de juros baixar.”
O medo relatado por Lamas é explicado pela projeção de Nunes, que não vê recuperação da oferta de emprego. “O que veremos é investimento dentro das empresas, mas isso não vai abrir mais
vagas de emprego imediatamente.” Apesar da manutenção do desemprego, ele considera que o consumidor está mais disposto a comprar. “A confiança do empresariado e do consumidor está crescendo, e isso leva ao aumento do consumo.”
Mesmo com as divergências, os dois economistas concordam que a economia não terá melhoras sem a aprovação da Reforma da Previdência, que tramita no Congresso. Para eles, o governo precisa aprovar o texto o mais rápido possível, pois ela não será votada em 2018.
“Os investidores estão certos que a reforma seja aprovada este ano, caso isso não aconteça em 2017, os parlamentares não vão votar temas polêmicos no
ano seguinte, por ser período eleitoral”, avalia Nunes. Diferente de outros momentos, o Executivo vem perdendo parte da base de apoio legislativo, especialmente na Câmara. Deputados antes fiéis aos projetos agora se mostram contrários ao texto da Reforma da Previdência. Mesmo assim, Lamas acredita que ele será aprovado no Congresso. “Acredito que, mesmo com perda de poder político, a reforma passa, talvez não como o governo quer.”
A Secretaria de Saúde abriu dois processos seletivos para preencher sete vagas e compor cadastro reserva. Para os cargos de agente de combate às endemias e motorista, é necessário apresentar curriculum vitae, cópia do comprovante de escolaridade exigida para a função e documentos de identificação para preenchimento do formulário. O cargo de agente de combate às endemias exige Ensino Médio completo, tem jornada de 40 horas semanais e salário de R$ 1.925,05, mais vale-alimentação.
Já a vaga de motorista exige Ensino Fundamental completo, habilitação para transporte de passageiros, curso de condutor de ambulância e carteira de habilitação D. A jornada é de 40 horas semanais com salário de R$ 1.673,09, mais vale-alimentação. As demais vagas são para os cargos de médico psiquiatra Caps, enfermeiro, técnico em Enferma-
gem, enfermeiro ESF e técnico em Enfermagem ESF e exigem, no ato da inscrição, entrega do curriculum vitae, cópia do diploma de conclusão do curso (conforme formação mínima exigida no edital), registro profissional e documentos de identificação para preenchimento do formulário.
Para a vaga de médico psiquiatra Caps, é necessário diploma de curso de graduação em Medicina, certificado de conclusão de residência médica em psiquiatria ou título de especialista em psiquiatria, devidamente reconhecidos pelos órgãos competentes e registro profissional no conselho. São 20 horas semanais de trabalho, com salário de R$ 8.027,87, mais vale-alimentação.
Para o cargo de enfermeiro, é necessário graduação em Enfermagem, com registro profissional. Jornada de 35 horas semanais e salário de R$ 5.106,06, mais vale-alimentação.
Para técnico em Enfermagem, é exigido curso de técnico em
Enfermagem, com registro profissional, com carga horária de 35 horas semanais e salário de R$ 2.588,87, mais vale-alimentação. Para enfermeiro ESF também é necessária graduação em Enfermagem, com registro profissional, carga horária de 40 horas semanais e salário de R$ 5.103,43, mais vale-alimentação.
Por fim, para o cargo de técnico em Enfermagem ESF, é necessário o curso de técnico em Enfermagem, com registro profissional. A carga horária é de 40 horas semanais e salário de R$ 2.523,04, mais vale-alimentação.
As inscrições podem ser feitas até dia 1º de março, no Salão Nobre da prefeitura, rua Júlio de Castilhos, 380, das 8h às 11h30min e das 13h30min às 17h. No dia 1º de março, o horário será das 13h30min até as 17h. A classificação dos candidatos ocorrerá por critério de maior pontuação na análise curricular, conforme os editais disponíveis no site do município (www.estrela.rs.gov.br).

Arroio do Meio
Omunicípio prepara a volta da gincana neste ano e promete novidades aos participantes. A primeira reunião ocorreu no início desta semana, com representantes de equipes que participavam antes da Gincana The Horse, extinta em 2015.
O encontro decidiu as primeiras ações que envolvem a administração, a iniciativa privada e a comunidade. Prevista para ser realizada de 26 a 28 de maio, a Gincana Arroio do Meio dá às equipes um período de duas semanas, de 15 a 31 de março, para se inscrever. Haverá premiação em dinheiro.
Para tomar as primeiras decisões, o encontro contou com a
O Conselho de Desenvolvimento de Cruzeiro do Sul (Codecruz) realizou na sexta-feira, 17, o primeiro encontro do ano. A reunião ocorreu na prefeitura e contou com o presidente Israel Moccelin, vice-presidente Cléber Adão de Oliveira, se-
presença do prefeito Klaus Schnack, vice Eluise Hammes e representante da empresa que vai realizar a Gincana neste ano, Fabiano Conte. Essa receberá R$ 18,8 mil do município para a elaboração das tarefas e realização da gincana. A empresa contratada passou por processo licitatório.
A festa tradicional das gincanas será organizada em parceria do município com um veículo de comunicação local, que deve levar unidade móvel, shows e animação à comunidade.
Na última gincana, há dois anos, o evento recebeu uma ajuda de custo de cerca de R$ 30 mil do Executivo, sendo que cada equipe recebeu em torno de R$ 2 mil. Contabilizada junto a premiação de 1º, 2º e 3º lugar, que teve um custo de R$ 12 mil.
Há 16 anos, o supervisor de setor Rafael Corbellini participa de gincanas pela mesma equipe, a Curê. Foi líder da equipe de 2012 a 2014 acha que a possibilidade de volta da gincana leva alegria aos integrantes das equipes. “Foi estranho no ano passado, pois não havia gincana. Nada se compara com a sensação da volta dela. É uma forma de reunir amigos e realizar atividades. É disso que gostamos.”
Corbellini afirma que na reunião as primeiras mudanças foram debatidas. “Muita coisa nova e bons desafios. Mas acredito que muitas das tarefas tradicionais serão mantidas.”
As cinco equipes já iniciaram os preparativos para a gincana que deve ser lançada oficialmente no dia 15 de março.
cretária Daniela Beatriz Mallmann, demais representantes da administração, Legislativo e Associação Comercial e Industrial do município (ACICS).
Segundo Moccelin, entre os assuntos debatidos. esteve a cedência de um lote para a instalação de uma nova empresa no Distrito In-
dustrial do bairro São Rafael. Ainda foi discutida a expansão urbana na segunda zona urbanística localizada às margens da RSC-453. Também foi debatido o novo Código de Edificações de Cruzeiro do Sul, em processo de estruturação. Conforme o presidente, as reuniões ocorrem ao longo do ano, conforme a demanda.
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Lajeado
Oaluguel poderá virar passado na história do Corpo de Bombeiros. O Executivo garante que encaminhará nos próximos dias à câmara um projeto para a doação de um terreno municipal à corporação.
O espaço de 30 por 50 metros, situado na rua Nicolau Junges, bairro Montanha, deverá sediar o quartel próprio dos bombeiros. Desde a sua fundação, faz 12 anos, a corporação luta por um espaço próprio, e o município promete a doação.
Algumas áreas até foram colocadas à disposição, mas acabaram não sendo doadas. O dilema obriga a entidade a desembolsar recursos próprios para manter a sede.
Inicialmente, o valor era di vidido com o município. Mas faz cerca de quatro anos que o dispêndio total é abarcado pe los bombeiros. Hoje, o aluguel do local – nas proximidades do terreno que será doado – custa cerca de R$ 14 mil. A verba é re tirada do Fundo de Reaparelhamento do Corpo de Bombeiros (Funrebom).



tão. O prefeito Marcelo Caumo trata o tema como prioridade, aponta o secretário de Segurança, Paulo Roberto Locatelli.
Ele afirma, inclusive, que a Secretaria de Planejamento tem condições para fazer o projeto da obra.
Dinheiro que poderia ser usado no aperfeiçoamento do pessoal e melhora do aparelhamento. “Finalmente estamos chegando à solução. Faltam alguns detalhes”, comemora o comandante da corporação, tenente Valdinei Rosa.
Sem verba pública
No ano passado, o terreno foi cedido por dez anos pelo município em forma de comodato. Esse sistema não permite o repasse de recursos pelo Estado e União para a construção do prédio. “Não sabíamos disso, só fomos informados depois. Assim como está, não há possibilidade de o Estado investir no local, já que o município pode reavê-lo mais tarde. Precisa ser algo permanente”, explica.
Por isso, os bombeiros iniciaram tratativas com a nova ges-
As instalações não são suficientes para o trabalho da corporação. Por isso, o novo prédio deverá ser maior.
Rosa afirma que já há um esboço do novo quartel, e licenciamento ambiental para a construção. Com dois pavimentos, o local deve ter 850 metros quadrados, mais as garagens. Compreenderá os setores administrativo, operacional e técnico, com cerca de 25 servidores.
Assim que aprovado o projeto de lei, Rosa pretende encaminhar
a abertura de licitação, para contratação de empresa que concluirá o projeto, e depois, para a obra.
Os trâmites ficarão a cargo do município, que administra o Funrebom, mantido com valores obtidos por meio de licenças e alvarás.
Hoje, há em caixa no fundo cerca de R$ 1,2 milhão que serão usados para a construção do prédio. “Acreditamos que será suficiente para boa parte da obra. Se der tudo certo, iniciaremos no segundo semestre.”
Três dias de atividades marcam a inauguração do Complexo Esportivo Municipal. Solenidade oficial ocorre hoje com início às 9h30min, em Daltro Filho. Haverá apresentação da Orquestra da cidade e jogos escolares. A programação se estende amanhã e no domingo com partidas de futebol. A área de terra foi doada pelo Esporte Clube Riograndense. O Executivo aplicou R$ 454 mil e contou com emenda parlamentar de Eduardo Moling, de R$ 300 mil. A infraestrutura tem pista de 400 metros para sete raias de atletismo, campo de futebol oficial, minicampo e raia para salto em distância. O diferencial é a iluminação na pista. Conforme o prefeito Celso Kaplan, muitos moradores gostam de fazer caminhadas, mas precisam dividir espaço com carros e caminhões. Além disso, o local é visto como atrativo para o desenvolvimento socioeconômico. Existe a perspectiva de utilizar o campo para torneios e integrações
para jogos olímpicos. A administração também quer arborizar o entorno do complexo.
Parte das terras do clube foi cedida por Hilário Krabbe, 81, que reside na localidade faz 30 anos. Ele afirma que a doação de terras para o município foi um erro, porque não pode mais retornar legalmente ao clube. O caso foi parar na Justiça, mas Krabbe cedeu. O ex-jogador do veterano do Riograndense pensou no que o empreendimento faria à comunidade e negociou. “Não queria que todos ficassem de mal. Vejo que ficou muito bom mesmo. É um dinheiro que poderia ser aplicado em outra coisa, mas ficou bom e todos ficam felizes”. Krabbe jogava na categoria chamada “veteranão”, formada por atletas acima dos 60 anos. “Jogamos até 2004, mas depois fomos parando. Fiz muitos gols nesse campo. Espero que seja bem cuidado e aproveitado.”
Hoje
9h30min – Inauguração
Orquestra Municipal Jogos escolares
20h – Jantar e bingo beneficente
Amanhã
16h – Jogo de veteranos
20h – Jantar
Domingo
10h – Ato inaugural
Jogo do Trianos contra veteranos do Riograndense
12h– Almoço
14h – Campeonato Taça da Amizade
Riograndense versus Juventude
Homenagens aos clubes campeões regionais
Bezerro anão nasceu com 45 cm de altura e virou o xodó de família em São Bento
Com apenas uma se mana de vida, 45 cen tímetros de altura e 25 quilos, um bezerro chama a atenção de quem vi sita a propriedade de Tamara Ohlweiler, 31, e Marcos Gottse lig, 43, em São Bento.
O animal recebeu o nome de Gigante e virou o xodó da famí lia. Segundo Tamara, foi o pri meiro caso registrado ao longo dos sete anos dedicados à pro dução leiteira. São 13 vacas em lactação. A média vendida ao dia chega a 230 litros. “A maio ria dos bezerros nasce com um metro de altura e pesando mais de 40 quilos”, relata Marcos.
A vaca Dora é da raça holan desa e foi inseminada com sê men da raça jersey. “Era para nascer um bezerro menor, mas não um anão”, brinca Gottselig. “Nunca vimos algo assim, a não ser quando o animal nasce prematuro”, completa Tamara.

Enquanto a vaca Dora é de estatura normal, gigante mede menos de meio metro e pesa apenas 25 quilos. Caso é um dos únicos registrados na região
estar atentos o tempo todo”, comenta.
O bezerro nasceu após o tempo normal de gestação, oito meses e 21 dias. Foi a segunda cria da vaca. A primeira ela abortou aos oito meses, no entanto, o filhote tinha tamanho normal.
Gigante passa o dia passeando pela propriedade. De acordo com o produtor, apesar de recém-nascido e pequeno, é musculoso e muito esperto. “Quando a mãe dele vai para sala de ordenha, já pula do lado de fora. Sabe que vai ganhar leite. Ele é muito arteiro, precisamos
Gigante é amamentado com uma mamadeira, já que não alcança no úbere da vaca. Recebe quatro litros de leite por dia. O pecuarista conta nunca ter criado ou visto um bezerro de tamanho semelhante. “É algo realmente inédito. Muitos curiosos nos visitam e até querem comprar. Ele virou o nosso animal de estimação”, destaca.
Segundo Tamara, os terneiros machos são vendidos para vizinhos ao preço de R$ 100. A maioria é destinada à produção de carne. Era o destino de Gigante, caso não tivesse nascido anão. “Nem pensamos em engordar e muito menos ven -
der. Vamos cuidar dele e torcer para que não tenha nenhuma doença ou problema com a formação dos órgãos quando ficar mais velho”, afirma Tamara. Além de ter virado o xodó da família, Gigante foi bem-aceito pelas outras vacas e bezerros. Segundo Gottselig, quando chega um terneiro novo, é comum os outros animais o excluírem. “Os únicos ciumentos são os cachorros”, brinca Sabrina, 9, a filha mais nova do casal. Até o momento, o terneiro tem um desenvolvimento saudável e se alimenta bem. O único problema verificado é uma má formação nas patas dianteiras, mas isso não compromete seu deslocamento.
Conforme o médico-veterinário Vinícius Ferrari, a doença é chamada de condrodisplasia. Causada por mutação genética, inibe o crescimento da cartilagem no final dos ossos ou a hipófise para de produzir o hormônio de crescimento. Ocorre devido a fatores hereditários. “Os genes são do tipo recessivo, portanto, o pai e a mãe são igualmente responsáveis pelo nascimento do terneiro anão”, explica.
Segundo Ferrari, podem apresentar problemas respiratórios, hidroterapia
e indigestão vagal. Geralmente sobrevivem até o terceiro mês de vida. Para ele, o ideal é fazer o teste de progênie e evitar esse cruzamento. Os casos são comuns nas raças jersey, angus e hereford. Entre os mais famosos no mundo, está o da vaca Ella, nascida na Irlanda com apenas 78 centímetros de altura. Em 2014, ela pariu um bezerro de estatura normal.
Outro caso aconteceu no Sri Lanka, onde nasceu um elefante macho de 1,5 metro de altura.

Teutônia
AEscola Estadual de Ensino Médio Reynaldo Affonso Augustin adia a inauguração de quadra coberta. A obra subsidiada pelo governo federal está pronta e deveria ser en-

tregue à comunidade em janeiro, mas a direção busca verbas para complementar a infraestrutura. Falta instalar grades nas laterais e ao fundo da área e canalizar pontos para evitar infiltração.
O investimento necessário é de R$ 7,7 mil. Promoções com parti-



cipação do pais devem garantir o montante. No ano passado, foram aplicados R$ 3,2 mil na compra de rede para contenção nos fundos da quadra, para goleiras, cesta de basquetee voleibol e um cabo de aço. Os itens não constavam no projeto.
O diretor Carlos Ariberto Haas, 50, afirma que o empreendimento é aguardado pela comunidade faz mais de duas décadas. A construção iniciou em fevereiro de 2016 e, conforme cronograma do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), deveria ser inaugurada em julho. “Passou um pouco do prazo. O governo queria inaugurar em janeiro, mas nem havia iniciado o ano letivo. Queremos fazer uma festa bonita com os alunos.”
A lista de melhorias na infraestrutura escolar é extensa, afirma. A prioridade é a melhoria do sistema elétrico. Feito isso, buscarão aporte financeiro para climatizar as salas de aula. A pracinha ao lado da escola é precária e carece de reforma. Os bombeiros apontaram a necessidade de mudar o local de armazenamento dos botijões de gás. A adaptação dos banheiros é a carência mais onerosa. A projeção é que as medidas ocorram de forma


Ajustes custam R$ 7,7 mil. Direção organiza ação solidária para angariar verba
gradativa. A comunidade apoia em promoções como rifas, venda de galetos e festas.
O valor arrecadado por meio do Círculo de Pais e Mestres (CPM) não é constante. Se cada pai ajudasse com R$ 10 por mês, seria possível encerrar o ano com R$ 11 mil além das promoções. “Temos contribuições, mas os pais poderiam participar mais”, afirma o diretor.
Haas aponta situação peculiar desde o fim do ano passado. O quadro de profissionais teve baixas por aposentadorias e pe-

didos de remoções. Para atender a demanda dos 1.100 alunos matriculados, são necessárias cerca de cem horas de serviço ou no mínimo de cinco professores a mais em relação ao atual quadro. Conforme a chefe de Recursos Humanos da 3ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), Cássia Cristina Procat, o problema será resolvido em breve. “Já estamos buscando de todas as formas suprir essas necessidades.”
Em 2008 foi elaborado e subsidiado o projeto pela escola. O Estado anunciou repasse de R$ 400 mil, mas o dinheiro não foi depositado. A quadra foi construída, mas sem cobertura. Seis anos depois, novo projeto foi pedido e o governo federal liberou R$ 474 mil. O recurso garantia a infraestrutura metálica que faltava.

Colinas
Agentes da Delegacia de Capturas (Decap) do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) prenderam de forma preventiva jovem de 22 anos suspeito de agredir a companheira. Ele foi encontrado em um sítio na Linha Protásio Alves, em Colinas.
O indivíduo estava foragido desde novembro do ano passado, depois de ter envenenado e ateado fogo no corpo da namorada. O crime aconteceu em Lindolfo Collor , no Vale dos Sinos. A mulher teve 80% do corpo queimado e sobreviveu. De acordo com o delegado responsável pela operação, Arthur Raldi, o mandado foi expedido no fim do ano passado.

Conforme ele, faz cerca de duas semanas que as equipes começaram a investigar a localização do foragido. A ação não teve envolvimento das guarnições locais e contou com a ação de oito policiais do Deic que cercaram a propriedade. “O sítio


era de um tio do indivíduo. Ele estava sozinho quando chegamos no local.”
Durante a operação, batizada de Ignis, o homem tentou fugir e foi perseguido pelos policiais. O preso foi conduzido ao Deic e seguiu para o sistema prisional.
O crime aconteceu em 10 de novembro de 2016. A vítima foi levada ao hospital de Ivoti pelo companheiro. A médica chamou a polícia após atendimento, mas a mulher não prestou queixa.
Na época, o indivíduo disse à polícia que os dois haviam brigado e que ela teria tomado remédio, e ateado fogo no próprio corpo. Depois de prestar depoimento, o jovem foi liberado.
Por insistência da família, a vítima relatou que o companheiro seria o autor do crime.
As agressões contra a mulher, natural de Novo Hamburgo , eram frequentes. O suspeito estava foragido desde 18 de novembro.
Cerca de R$ 3 mil foram furtados de um automóvel Hilux na manhã de ontem. O veículo pertencia a um morador de Cruzeiro do Sul e estava no estacionamento de um supermercado no bairro São Cristóvão. O dinheiro estava no porta-luvas do carro.
Nas câmeras de vigilância, foi verificado que um automóvel entrou no local, circulou o pátio e parou próximo à Hilux. Enquanto isso, um ocupante saiu, foi até a caminhonete e voltou ao carro. Essa pessoa não entrou no mercado. Logo após o veículo de cor preta deixou o estacionamento. A polícia suspeita que os autores tenham usado um sistema para desativar o alarme da caminhonete.


Fênix é um pássaro da mitologia grega que, ao morrer, entrava em au tocombustão e depois renascia das próprias cinzas. Inspirada nele, surge a Escolinha Fênix, do bairro Planalto, em La jeado.
Tendo concluído apenas a 5ª série do Ensino Fundamental, o autônomo Jones Lourenço, o “Me lão”, 33, é o coordenador da esco linha. Além dos treinos semanais para mais de 60 crianças, de 4 a 15 anos, ele divide o tempo com a profissão de montador de avi ários. “Sempre gostei de futsal e vejo na escolinha uma maneira de ajudar as crianças do bairro.” Como não cobra mensalidade, Lourenço relata que para as viagens e compra de materiais esportivos, como bolas e uniforme, necessita de apoio da comunidade e empre sários. “Muita gente duvidou que daria certo, hoje somos a prova que se trabalharmos duro conseguimos realizar nossos sonhos.”

O pedreiro Odair Lima, 33, tem dois filhos treinando com Lourenço. Para ele, a iniciativa de ter uma escolinha no bairro é muito boa, pois ajuda na educação dos filhos. “Somos um bairro um pouco mais carente e retirado do centro, então, tudo o que é feito aqui para ajudar nossos filhos é muito positivo.”
Abertão da Languiru
Na quarta-feira, uma comitiva formada por Heisler, Bella (treinador da equipe profissional), Cláudio Borragini (vice-presidente) e André Oliveira (coordenador dos projetos sociais) entregou para a Escolinha Fênix bolas de futsal, cones para exercícios, 25 pares de tênis seminovos e novos, 25 jalecos da Alaf e 17 conjuntos de uniformes completos.

do time profissional, Bella palestrou para as crianças no treinamento
Presidente da Alaf, Alexandre Heisler conta que a parceria com a escolinha surgiu após ouvir um programa na Rádio Independente, no qual Lourenço pedia ajuda para continuar com os trabalhos da escolinha. “Nos preocupamos sempre com as questões sociais, o beneficio das crianças e adolescentes, e esse trabalho nos orgulha muito por ser das poucas entidades esportivas no estado a desenvolver essas ações”, explica.
A equipe da Alaf recebe inscrições para as escolinhas de futsal do Projeto Lajeado Social. Podem se inscrever meninos e meninas com idade entre 6 e 14 anos. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas nas segundas, terças e quintas-feiras, das 13h30min às 17h30min, nos bairros Olarias (Ginásio da Comunidade São José Operário) e Morro 25 (Ginásio de Esportes). Cada núcleo conta com apenas 50 vagas. Dúvidas podem ser esclarecidas com André Oliveira pelo 9 9724-8418.
O Abertão da Languiru realiza hoje as oitavas de final da categoria força livre. Os jogos iniciam às 19h30min na sede campestre da Associação Languiru, no bairro Languiru, em Teutônia. Além das partidas eliminatórias, a rodada terá uma disputa pela fase classificatória das categorias feminino e máster.
Academia Mega Sports versus Mega Embalagens (feminino) e Cuecas da Soges versus Frigorífico Angus (máster) jogam às 19h30min. Às 20h20min, iniciam as partida da força livre:
Amigos do Léo versus Boehmios, Rudi Bar versus Alambique Original. Às 21h10min, jogam Amigos do Corvo versus Kaxa Baxa e Saidera versus Fluminense. Às 22h, se enfrentam Os Parças versus América e IMEEC versus Flamengo. A rodada encerra com Belport Sistemas e Segurança versus Alambique e EC Juventude versus Real Madruga Futebol e Amizade.

A diretoria da Liga Arroio-meense de Futebol Amador (Lafa), acompanhada dos patrocinadores e do prefeito Klaus Schnack, realizou no sábado o lançamento do municipal de futebol de campo. A competição integra seis equipes que disputam o título nas categorias aspirante e titular. Neste fim de semana, a competição para e retorna no início de março.

Altemir Hausmann e Leandro Vuaden apitaram as finais do Torneio de Férias. Eles foram auxiliados por Marcos dos Santos, o “Tonho”, e Alexandre Horn.


Luís Fernando Pitol e Fabiano Ferreira, o “Cotona”, atletas do Anjos da Noite, foram os destaques do Torneio de Férias da Soges. Pitol foi o goleiro menos vazado, enquanto Cotona foi o artilheiro.
Com apenas 21 anos, Julian Krindges, o “Schmia”, se destaca na região. Após ser o artilheiro do Regional Aslivata na categoria aspirante em 2016, o jogador iniciou o ano com o troféu de artilheiro da Série Ouro, do Torneio de Férias do Clube Sete de Setembro. Além do prêmio, Schmia divide a artilharia do amador de Progresso com Henrique Petrini e José Henrique Ingremani, todos com sete gols.

Os vencedores do Torneio de Férias do Clube Sete de Setembro edição 2017 foram conhecidos nessa quarta-feira. Na Série Prata, o campeão foi o Viracopos. O título da Ouro ficou com o Tabajara.
Na primeira decisão da noite, o Viracopos goleou o Renegados por 4 a 0. Dimitri Diehl, em três oportunidades, e Diego Scherer balançaram as redes. Além do título, a equipe teve o artilheiro e defesa menos vazada.
Com dois gols de Joe Dutra, um em cada tempo, o Tabajara venceu o Barsemlona e festejou o título da Série Ouro. A equipe ainda teve o goleiro menos vazado da divisão.
Campeão: Tabajara
Vice-campeão: Barsemlona
Artilheiro: Julian Krindges (Futebolzinho)
Defesa menos vazado: Ricardo Souza (Tabajara)
Disciplina: Futebolzinho
Campeão: Viracopos
Vice-campeão: Renegados/Chef Leon
Artilheiro: Dimitri Diehl (Viracopos)
Defesa menos vazada: Diego Fuhr (Viracopos)
Disciplina: UFC
Torcedores do Lajeadense apoiaram o




Lajeado, Sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017
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