Lajeado, fim de semana, 21 e 22 de janeiro de 2017
Ano 14 - Nº 1762
Avulso: R$ 3,50
Fundado em julho de 2002
Fechamento da edição: 19h
VIDAS SOLITÁRIAS
Três cidades confirmam festas

![]()
Lajeado, fim de semana, 21 e 22 de janeiro de 2017
Ano 14 - Nº 1762
Avulso: R$ 3,50
Fundado em julho de 2002
Fechamento da edição: 19h

Período vai de 13 de março a 31 de julho. Governo aprova cronograma na próxima semana. Liberação ocorremediantemêsdenascimento do trabalhador. Medida injeta R$ 41 bilhões na economia.
Reportagem
especial conta a história de vida FGTS INATIVO MORTE
Faz poucos dias, Lajeado perdeu um dos mais folclóricos personagens do cotidiano. Manuel Alcides Lopes, 71 anos, “Mané” ou “Maneco”, morreu em um terreno baldio próximo à Praça do Papai Noel, onde viveu no improviso por décadas. Além dele, outros tantos já fizeram parte da história lajeadense. E surgem novos. É o caso de “Tonico” e “Tio Chico” que, embora não sejam moradores de rua, fazem dos logradouros públicos o ganha-pão diário.

Morto em acidente de avião, Teori Zavascki é filho de encantadense e tem familiares no município. Ministro era relator da Operação Lava-jato. Corpo será velado neste sábado, em Porto Alegre

Diretor Geral Adair G. Weiss
Diretor de Conte˙do Fernando A. Weiss
Diretor de OperaÁıes Fabricio de Almeida
REDA« O
Av. Benjamin Constant, 1034/201
Fone: 51 3710-4200
CEP 95900-000 - Lajeado - RS www.jornalahora.inf.br ahora@jornalahora.inf.br
COMERCIAL e ASSINATURAS
Av. Benjamin Constant, 1034/201
CEP 95900-000 - Lajeado - RS comercial@jornalahora.inf.br assinaturas@jornalahora.inf.br entrega@jornalahora.inf.br
Os artigos e colunas publicados não traduzem necessariamente a opinião do jornal e são de inteira responsabilidade de seus autores.
Tiragem média por edição: 6.000 exemplares. Disponível para verificação junto ao impressor (ZH Editora Jornalística)
AFundado em 1º de julho de 2002 Vale do Taquari - Lajeado - RS
INDICADORES ECONÔMICOS
MOEDACOMPRA VENDA
Dólar Comercial3,203,20
Dólar Turismo3,143,33
Euro3,403,40
Libra3,953,95
Peso Argentino0,200,20
Cotação do dia anterior até 17:45h, Valor econômico.
ÍNDICEMÊS% MÊS % ACUMULADO ANO
ICV (Dieese)12/20160,166,16
IGP - DI (FGV)12/20160,837,15
IGP - M (FGV)12/20160,547,19
INPC (IBGE)12/20160,146,43
INCC12/20160,366,33
IPC-A (IBGE)01/20170,310,31
SALÁRIO MÍNIMO ANO: 2017 - R$ 937,00
TAXAS E CERTIFICADOS MÊS% MÊS % ACUMULADO ANO
TJLP ANO12/20167,50
SELIC META12/201613,00
TR 12/2016 0,182,01
CDI MENSAL11/20161,0412,73
OURO E PETROLEO FECHAMENTO DATAHORÁRIO
OURO GOLD (Onça Troy) USD 1.200,90 20/01/201717:25 PETROLEO BRENT USD 51,37 20/01/201717:25
BOLSAS MUNDIAIS PONTOS % FECHAMENTO IBOVESPA (BRA)64.530,320,90
DOWJONES (EUA) 19.787,190,28
S&P 500 (EUA)2.263,690,21
NASDAQ (EUA)5.551,260,20
DAX 30 (ALE)11.630,130,29
FSTE 100 (GRB)7.198,44-0,14
principal e mais adequada consideração que se faça – antes de qualquer resultado de investigação – sobre a morte de Teori Zavascki é solidarizar-se com a dor de familiares e amigos. Além de um juiz exemplar, Teori foi homem de família, um ser humano respeitado pela conduta ética, transparente e respeitosa. Avesso aos holofotes, o ministro era conhecido por trabalhar com sobriedade, discrição e independência. As três características impunham um misto de respeito e temor em Brasília. Ninguém era capaz de prever suas decisões, e poucos se atreviam a tentar influenciá-lo. Horas, ou senão minutos, após a confirmação de sua morte decorrente da queda de avião, manifestações conspiratórias tomaram – e continuam tomando – conta das redes sociais. Uma avalanche de interpretações e acusações levianas acerca da morte do ministro relator da Operação Lava-Jato. É inquestionável que a morte de Teori lança um grande ponto de interrogação sobre o futuro da maior operação de combate à corrupção já feita no Brasil. No entanto, sem

“O choque e o abalo causados pela sua morte exigem uma investigação rápida e transparente sobre a queda do avião. Com tantos interesses em jogo, é imperioso que não reste, no futuro, nenhum ponto de interrogação sobre os motivos da tragédia.”
provas sobre os motivos do acidente, é no mínimo prematuro e superficial relacionar a morte com sua atuação na Lava-Jato. É inquestionável, ao mesmo tempo, o tamanho do poder e da influência do ministro morto
“Bitrematropela emataciclista”
Triste, lamentável e, como de sempre, após alguns minutos da tragédia, já haviam fotos se espalhando na rede. Na minha opinião, deviam levar essas “pessoas” que fazem essas gravações indevidas para delegacia. E deixar que os parentes da vítima tenham o direito de processá-las.
cotação do dia anterior até 17h45min
nessa quinta-feira. Estavam nas mãos de Teori todos os processos do petrolão que envolvem políticos com foro privilegiado. Sua próxima tarefa seria homologar as delações da Odebrecht, que comprometem figurões do governo Temer e das gestões petistas. Agora, tudo pode mudar. Teori se aprofundou e estudou a Lava-Jato com a profundidade necessária para apresentar resultados e decisões capazes de chacoalhar o Brasil. Foi dele a decisão que, ainda em 2015, culminou na prisão do senador Delcídio do Amaral. Além disso, deu a última palavra sobre o destino de dois ex-presidentes da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no âmbito da Lava-Jato, e Dilma Rousseff, no caso do impeachment.
E foi o ministro quem deferiu a medida que determinou a suspensão de Eduardo Cunha do exercício do mandato de deputado federal, que implicou seu afastamento da presidência da Câmara. Teori ainda enquadrou Sérgio Moro quando considerou que o juiz cometeu excessos e invadiu a área do Supremo. A atuação serena, discreta e sempre legalista do ministro Teori
Comentários postados na página do facebook e no site do A Hora. Participe e deixe sua opinião
“Tuberculoseatingerebanho eprodutorperde190animais”


Thatiane Rodrigues
Cadê o investimento do poder público para combater essa doença, ressarcir e investir em quem dá lucro ao país?
Lisandre Magni
Ta aí a importância de realizar os exames anualmente. Também já perdemos muitos animais. Fazendo anualmente dificilmente espalha pra todo o rebanho. Tiago Hofferber
Zavascki na Lava-Jato elevou o STF ao patamar da admiração e do respeito da sociedade brasileira. O choque e o abalo causados pela sua morte exigem uma investigação rápida e transparente sobre a queda do avião. Com tantos interesses em jogo, é imperioso que não reste, no futuro, nenhum ponto de interrogação sobre os motivos da tragédia.
Enquanto as investigações se desenrolam, a sociedade precisa ficar atenta aos desdobramentos e decisões futuras sobre a Operação Lava-Jato. A morte de Teori não pode resultar em atrasos ou retrocessos no combate à corrupção do país, mesmo que esse seja o interesse de muitos políticos e empresários envolvidos no petrolão e esquemas fraudulentos.
A melhor forma de reconhecer o legado do ministro é continuar o trabalho em curso no STF. A tragédia não pode servir para acusações precipitadas ou conspiratórias. Uma vez superado o abalo inicial da morte, o país precisa encontrar uma solução legalista e constitucional, sem pressões políticas, para preencher o vazio deixado por Zavascki.


Realmente





Adair Weiss adairweiss@jornalahora.inf.br
Um comportamento danado domina alguns setores da prefeitura de Lajeado. O prefeito MarceloCaumoprecisaficaratento aos vícios e recorrentes tentativas de desqualificação orquestradas por experientes raposões do partido contra os novos secretários.
A tentativa de desqualificar os novos gestores, quando não boicotados, começa a ficar flagrante nos corredores da prefeitura, e na rua. Não é a regra, mas o prefeito deve ficar atento para não ser induzido a trocar a maioria dos novos por aparente “incapacidade”. O desdém não parte de todos os veteranos, mas se articula em setores mais estratégicos e sensíveis do governo.
Algumas perguntas servem para neutralizar esse movimento equivocado: Qual foi a idade dos atuais veteranos quando, no passado, adentraram na gestão pública? Quanto erros cometeram e quantas orientações e auxílios necessitaram outrora?
Me incomodo quando escuto experientes detentores de cargos de
O segredo está em unir a experiência com a energia dos mais novos. Criar sinergia e não disputa de vaidades”
confiança desfazerem o trabalho de seus novos chefes. Não é ético. Postura típica de quem pensa ser insubstituível no poder. Além do mais, é óbvio que a experiência dos veteranos se sobressai em alguns aspectos. Mas ninguém é eterno. E mais do que isso: ensinar e compartilhar bons conhecimentos evita que os mais jovens cometam os mesmos erros de outrora. Será tão difícil aceitar isso?
Percebo movimentos coerentes na nova equipe de secretários, sem os vícios tradicionais. Essa maneira mais aberta e transparente é salutar, ainda que cause tropeços em
O presidente da câmara, Waldir Blau, pretende discutir o assunto da construção da nova sede legislativa com mais de uma dezena de entidades de classe, entre elas, o Observatório Social. A iniciativa pretende mostrar números pagos com aluguel e as vantagens para a câmara ter seu próprio prédio.
alguns momentos. Mas o esforço para acertar é respeitável. A sociedade está atenta. As entidades de classes igualmente estão empenhadas e apostam em mudançasnaprefeituradeLajeado.Se os experientes caciques não se adequarem, podem colocar em risco o governo de Caumo. O segredo está em unir a experiência com a energia dos mais novos. Criar sinergia e não disputa de vaidades.
Outro assunto: a pressão dos apadrinhados empresários que usurpam os cofres públicos vai aumentar. Nunca foi tarefa fácil conter o avanço dessa cultura danosa enraizada no sistema político e privado, em qualquer âmbito brasileiro. Mas é preciso enfrentar. Igualmente preocupam determinados comportamentos corporativistas dentro do quadro funcional. Firmeza e seriedade não podem ser confundidas com intransigência e vaidades.
Nessa seara tem mais um caldo bem variável para o novo prefeito cozinhar. Não será fácil.
Vamos aguardar!

As especulações atingem os mais diferentes setores e grupos políticos acerca da morte do ministro do Supremo, Teori Zavascki, durante queda de um avião bimotor. Não é o primeiro brasileiro que morre em meio a suspeitas de assassinato. Tivemos muitos outros, e quase nenhum deles teve seu caso esclarecido com a devida apuração.
Circulam pelas redes sociais as mais diversas acusações: os “esquerdeopatas” atacam a “turma de Temer”; os “direitopatas” atacam a “turma do PT” e existem ainda os desconfiados
que invocam até mesmo os militares como causadores do desastre para agravar a desconfiança nas instituições políticas e provocar um golpe militar.
Sejam essas suspeitas falsas ou verdadeiras, poucos de nós saberão. Aliás, desde o Brasil Colônia nossa compreensão ficou às margens devido aos enganos de quem faz a banda tocar a seu bel-prazer. Alguns querem Sérgio Moro no STF. Pasmem! Isso mostra como o brasileiro segue acreditando em “salvadores da pátria”, e sequer enxerga a obviedade de se inteirar um pouco melhor.
Dia 26 de janeiro, no aniversário de Lajeado, A Hora pauta os desafios da cidade sem um Plano Diretor. Os reflexos se traduzem na falta de mobilidade urbana, desordenamento do uso do solo, mau cheio e calor infernal em alguns pontos tomados pelo concreto e asfalto.
Qual é o legado de cidade que deixaremos para as futuras gerações a continuar esse desordenamento?
O Parque do Engenho será o palco dessa discussão, da qual participa o prefeito Marcelo Caumo.
Enquanto os holofotes miram as câmaras de vereadores com projetos de construção de sedes próprias, o Legislativo de Estrela navega em “mares calmos”, com um dos mais altos salários da região. O acordão começou na legislatura passada e tende a seguir na atual. É uma farra silenciosa com generosos salários de R$ 6,6 mil cada um. O prefeito Rafael Mallmann ganha R$ 22 mil, três mil a mais do que o prefeito lajeadense, onde o orçamento é três vezes maior. A oposição se resume a dois ou três vereadores. O povo de Estrela já foi inconformado!




Tio Chico. Tonico. Pelezinho. E o falecido “Seu Mané”, ou simplesmente, Manoel. Os atuais moradores folclóricos de Lajeado mantêm na essência as mesmas características dos antigos, como Tafu, “Seu Aldino” e Adão Querosene. São pessoas simples, que contam com a simpatia e solidariedade da população. Com idades avançadas, guardam histórias de vida que merecem ser compartilhadas
Reportagem, RodrigoMartini
Lajeado
“Omomento mais feliz da minha vida foi quando assinei um contrato de cinco meses como garoto propaganda de uma loja de roupas. Eu arrebentei. Até autógrafo eu dava. Me pediam beijo, fotos. Mas durou pouco. E a maioria logo me esqueceu. Eu gostaria de uma nova oportunidade. Nunca mais me chamaram.”
O relato é de Marco Antônio Rodrigues, de 55 anos. Mas poucosconhecem ele pelo nome. Para boa parte da população lajeadense acostumada a ver aquele homem baixinho, de pele escura e calejada, e sempre caminhando ao lado da bicicleta com alguns cachorros, ele é chamado apenas por “Tonico.”
Nasceu em Lajeado, no bairro Conservas. Estudou no Colégio Castelo Branco. Nunca fora um aluno muito dedicado. “Gostava das molecagens. Mas sempre foi uma pessoa do bem”, relembra Ricardo Ewald, amigo dele de longa data, e hoje vereador suplente em Lajeado.
Tonicomora“nacasinhaqueera da mãe”. Faz pouco mais de quatro anos, ela morreu devido a um problema de coração. “Não limparambemomarcapassodela.Então ela se foi. Morreu foi do coração”, emociona-se. Ele não confirma, mas amigos dizem que um irmão
mais velho também mora na mesma casa.
A rotina de Tonico se repete faz anos. Costuma acordar por volta das 7h30min. Toma um café com leite e logo sai de casa para catar latinhas de alumínio. Após recolher certa quantidade do material reciclável, ele pedala – ou caminha ao lado da bicicleta – até Estrela. “Lá eu vendo as latinhas. Se vendo três quilos, ganho R$ 6,50. Consigo uns R$ 12 por dia”, calcula.
Depois da negociação no município vizinho, volta a Lajeado para engraxar sapatos e botas. Seu ponto fica próximo a esquina entre as ruas Júlio de Castilhos e Tiradentes, em frente a um supermercado. “Cobro até R$ 8 para uma bota maior. Mas para as menores, cobro R$ 3,50. É um preço justo”, divulga. No caminho até lá, ele passa na casa de amigos
Mas o que mais me machuca é quando a pessoa sequer me olha na cara. Ou me xingam. Acho errado. Eu sempre aprendi que somos todos iguais.”
Tonico

de infância, que o auxiliam com pequenas “mesadas”.
E no mesmo local onde trabalha como engraxate, ele pede mais esmolas. E é neste momento que passa por alguns constrangimentos, segundo ele. “Sei que ninguém tem qualquer obrigação de me dar dinheiro. Mesmo aqueles que possuem bastante. Mas o que mais me machuca é quando a pessoa sequer me olha na cara. Ou me xingam. Acho errado. Eu sempre aprendi que somos todos iguais.”
“Ainda vou arranjar uma namorada”
Tonico gosta de comer carne com arroz e mocotó. Gosta de melancia como sobremesa, e de um refrigerante para acompanhar. Mas o que ele mais quer mesmo é uma nova namorada. “Já tive várias mulheres. Já fui até “amigado” com uma lá de Encantado, com quem fiquei quase sete anos. Depois acabou”, resume.
Segundo Tonico, a relação entre eles resultou em uma filha, que hoje está com 20 anos. O engraxate e catador garante que a visita com frequência em Encantado, mas que nos últimos meses – em função do cancelamento de um benefício do INSS – ele não pôde ir por falta de recursos.
Sozinho, Tonico aguarda por um novo amor na vida. Garante não ter qualquer vício em bebida ou drogas. “Nem cigarro eu fumo.” Mas, para isso, ele acredita ser necessário trocar de cidade. “Aqui ninguém me quer. Eu preciso de uma mulher de fora. Acho que se eu for a Porto Alegre vou arrebentar. Eu ainda acredito que posso ter uma boa namorada”, afirma ele, enquanto cumprimenta diversos lajeadenses que passam em frente ao supermercado e o reconhecem.
“Eh,
Tio Chico é conhecido pelos versos rimados com teor político ou esportivo, o que lhe rendeu a simpatia de crianças e adolescentes, e a antipatia por parte de alguns políticos. Nascido em Guaporé – segundo ele –, trabalhava como agricultor, mas veio morar em Lajeado há cinco anos em busca de emprego.
Afirma que tem só 10% da visão, trauma adquirido há dois anos devido à uma crise de diabetes. Quando inciou a crise, tentou consulta médica, mas não conseguiu
a tempo. Depois de ter a visão reduzida, passou a fazer versos críticos aos sistema e principalmente à administração municipal. Afirma ter recebido apoio de muita gente, mas nada substancial que lhe tirasse da miséria. A cegueira que alega lhe trouxe outras dificuldades.
Tentou disputar espaço com catadores de papelão. Não conseguiu. Pede esmolas nos semáforos e por vezes se arrisca no competitivo – e mal pago – trabalho junto ao lixo reciclável. Aos 55 anos, não tem esperança em conseguir um trabalho e se aposentar.
Segue com os versos políticos e a paixão pela música sertaneja.
“Estou de olho no seu Caumo, se ele não andar na linha, faço verso”, ameaça em um tom de brincadeira.
O conteúdo hilário das rimas foi publicado no Youtube, Facebook e compartilhado em grupos de amigos do WhatsApp. “É engraçado, mas é coisa séria. Tenho três músicas novas para começar a cantar.”
A forma de inspiração vem quando algumas fontes lhe procuram para contar o que está acontecendo nos bastidores da política local. “Alguém sério me diz o que
está acontecendo e eu faço a rima. Tenho este dom da trova e toco gaita. Canto por tudo. De noite e de dia. Tem gente que para o carro e pede para eu cantar.”
Certa vez, segundo ele, uma das músicas que fez endereçadas aos vereadores, resultou em represálias. “Apanhei e sofri ameaças. Mas faz parte. Eu me dou bem com todo mundo. Muitos me tratam bem. E sempre me comunico em forma de música.”
Chicodiztercincofilhos.Seriam três mulheres e dois homens. Afirma, também, já ter netos. Lembra de quando jogava futebol. “Eu era um craque. Hoje não tenho nada. Mas graças a Deus não tenho vícios. Não bebo, nem fumo.”
Na esquina das ruas Benjamin

Constant e Saldanha Marinho, enquanto aguardava a mais um sinal vermelho, Tio Chico foi abordado por um senhora de cabelos compridos e vestido longo. Passava das 15h. Helena Terezinha trazia um pastel de carne e uma garrafa de refrigerante. “Tio Chico, volta para a igreja. O senhor vai cantar para Deus.”
Chico agradeceu, pegou o pastel e começou a comer. “Eu não enxergo direito. Mas vejo que os mais humildes são os que mais ajudam.” Terezinha se despediu e reforçou o pedido. “Venha. Você vai ver que a vida não termina assim.”
Na última enchente, Chico perdeu muita coisa. Afirma que precisa de vestimentas e roupas de cama, além de comida. “Muitos nem baixam o vidro. Alguns me mandam trabalhar. Mas onde? Eu lembro que para o cara lá de cima, somos todos iguais.”
Casa de Acolhida será fechada
O novo secretário de Habitação e Assistência Social (Sthas), Lorival Silveira, informa que até março a Casa de Acolhida, aberta pela gestão passada em uma residência na rua Júlio de Castilhos, terá as atividades encerradas. O local foi inaugurado em junho do ano passado, após a morte de um morador de rua durante o rigoroso inverno. Em 40 dias, 20 pessoas encaminhadas para tratamento.
“Até lá, graças a boa vontade do proprietário do imóvel, não haverá custos de aluguel. A administração vinha gastando mais de R$ 25 mil com a Casa de Acolhida.
Aintençãodonovogoverno,explica Silveira, é aumentar o repassa financeiro para o Abrigo São Chico, uma entidade particular conveniada faz anos com a administração municipal Hoje, o repasse é de R$ 32 mil mensais para o atendimento de até 30 pessoas. O secretário estima aumentar em R$ 15 mil o valor, para atender ao menos outros 15 sem-tetos.
A pessoa não fica em situação de rua de um dia para o outro.”
A Hora – Existe alguma estimativa de quantos moradores de rua vivem hoje em Lajeado?
Bruna Martins – Acreditamos que em média 50 pessoas, porém, esse não é um número fixo visto que muitos que estão em situação de rua são usuários de álcool e ou outras drogas e acabam não tendo uma estabilidade. Transitam entre rua, casa da família, tratamento, etc.
E quantos ainda têm familiares vivos?
Bruna – Todas as pessoas têm um familiar, se não é pai, mãe, irmão, mas alguém da família extensa. O que acontece é que, quando a situação chega nesse ponto, os vínculos já estão muito fragilizados.
Pela experiência de vocês, quais os principais motivos que levam essas pessoas a morar na rua?
Bruna – A pessoa não fica em situação de rua de um dia para o outro, há uma história que precede esse acontecimento, normalmente com desestrutura familiar e social. Seria utópico dizer que um dia não existirão mais pessoas em situação de rua, ou que tirar as pessoas da rua seria a solução. A rua também apresenta para as pessoas algumas coisas que elas não encontram em outros lugares, como

a liberdade, amizades, companheirismo. Um prato de comida na rua nunca é individual, sempre é dividido no grupo. Essa
A rua também apresenta para as pessoas algumas coisas que elas não encontram em outros lugares.”
população tem uma característica muito valiosa, de solidariedade uns com os outros.
E quais as maiores dificuldades para convencê-los a deixar as ruas?
Bruna – Antes de tudo, percebemos pela nossa prática de trabalho que precisamos saber respeitar o tempo e as dificuldades de cada pessoa. Alguns conseguem logo se organizar com a possibilidade de um acompanhamento na rede de assistência social e saúde, outros já estão muito habituados com a rua. Precisamos saber respeitar isso também, que cada pessoa leva um tempo diferente.
Como funciona o atendimento do Caps com os moradores de rua?
Bruna – No Caps AD ofere-
cemos o tratamento para álcool e outras drogas, consumo que é comum entre essa população. Sabemos também que o simples fato de parar o consumo não resolve, outros aspectos como moradia, trabalho, problemas psicológicos e sociais também fazem parte dessa realidade. Nosso trabalho é acolhê-los, dar um suporte para conseguirem enfrentar tudo isso, desde o problema com as drogas e todo contexto que envolve. Essa é uma questão mais complexa, não envolve a apenas a saúde, pois todos serviços da rede precisam se comprometer e conseguir acolher, até mesmo a sociedade em geral.

Lajeado conta com uma boa novidade para 2017 no ramo de seguros. Chega à cidade a corretora Poolseg, reconhecida em todo o Rio Grande do Sul pela excelência no atendimento aos clientes e nos serviços prestados. Em 2016, a empresa conquistou o Troféu Prata do Prêmio Qualidade RS. Reconhecido como o Oscar da Qualidade a nível estadual, o Prêmio promove a avaliação da gestão das organizações em oito critérios: Liderança, Estratégias e Planos, Clientes, Sociedade, Informações e Conhecimento, Pessoas, Processos e Resultados.
Com 21 anos de atuação no mercado, a Poolseg atua na área de seguros nos ramos de automóvel, residencial, empresarial, seguro de vida, responsabilidade civil profissional, transporte, entre outros. Com sólida presença em Teutônia e região, a corretora agora coloca toda sua experiência e qualidade comprovadas a serviço dos moradores de Lajeado. Para o diretor da Poolseg, Ervino Scheeren, estes reconhecimentos simbolizam o crescimento da empresa e representam a busca constante em oferecer os melhores serviços, com qualidade nos produtos e atendimento diferenciado aos clientes, que também fazem parte da conquista. “Agora a meta
é conquistar o reconhecimento na Categoria Ouro”, projeta. De acordo com o gerente de desenvolvimento, Vinícius Scheeren, ao participar da avaliação foi possível aprimorar e desenvolver ferramentas que permitam uma gestão qualificada, além de oferecer aos clientes cada vez mais segurança e comodidade no momento de contratar um seguro. “É um processo demobilizaçãoconstantequeenvolve colaboradores e nos torna mais competitivos. Isso fideliza clientes, cria novos serviços e abre novas oportunidades no mercado”, avalia.

Vinícius Scheeren, Gerente de Desenvolvimento
Porém, a conquista não foi surpresa para a Poolseg, que já havia conquistado o Troféu Bronze em 2011 e 2013 e em 2009 desbancou milhares de concorrentes, ficando entre as nove empresas de todo o país coroadas com o Prêmio de Competitividade para Micro e Pequenas Empresas (MPE) Brasil no segmento serviços.
GIOVANE WEBER

Em 1995 um grupo de empresários fundou a holding Pool Administração, Participação e Empreendimentos Ltda., dando origem a Poolseg Corretora de Seguros. Entre os sócios do novo empreendimento estava Ervino José Scheeren. Depois de atuar por mais de 20 anos no ramo calçadista, resolveu investir em seguros, mercado que já atuava há sete meses.
Alémdasimplesvenda,aempresa voltava-se para o atendimento e satisfação do cliente, oportunizando um trabalho de consultoria em seguros. Estes diferenciais possibilitavam aos clientes mais que informações, mas conhecimento especializado sobre seguros, características que se mantém presentes na Poolseg até hoje.
Em 2006, o quadro societário da empresa passou por alterações. Com a saída da holding Pool Administração, Participação e Empreendimentos Ltda., permanecem os demais sócios, estabelecendo-se a atual administração, sob a direção de Scheeren.
Segundo Ervino, a Poolseg apresenta aos clientes o compromisso diário em oferecer “Segurança com Responsabilidade”. Internamente, a empresa trabalha com permanente busca pela excelência em seus serviços, assim como pelo desenvolvimento do quadro de colaboradores da empresa, sua participação comunitária e consciência pela cons-
Nosso diferencial é a confiança e a credibilidade
Ervino Scheeren, Diretor da Poolseg
tante evolução. “Nosso objetivo é sermos a primeira corretora de seguros do estado reconhecida pela excelência em gestão. Buscamos proporcionar segurança e tranquilidade na intermediação de seguros com atendimento personalizado e próximo do nosso cliente”, garante.
Sólidaeinovadora,aempresaquejá atuava em Teutônia e região, expande em 2017 sua atuação para Lajeado.
Relacionamento direto com o cliente
Com auxílio do filho Vinícius, a empresa desenvolveu um sistema próprio para gerenciamento das informações e relacionamento direto com o cliente. “Conseguimos mapear qualquer questão relativa ao atendimento com o cliente e resolver rapidamente. Esta agilidade nos torna referência na área”, assegura. De acordo com Vinícius, constantemente a empresa refina seus processos com o objetivo de se ajustar ainda mais às necessidades dos consumidores. “Embora boa parte da população já conheça os benefícios dos seguros e sua importância, muitas ainda não têm acesso ao produto, o que nos obriga a olhar constantemente para os diferentes segmentos da população, trazendo produtos inovadores, acessíveis e que caibam em cada orçamento”, explica. Dentre as novidades, está o cotador online para automóveis, no qual o cliente pode acessar a ferramenta em nosso site e obter a cotação em menos de um minuto.
Os trabalhadores poderão sacar o FGTS a partir de 13 de março. A promessa inicial era liberar o saldo em fevereiro. A Caixa Econômica Federal aguarda a aprovação do calendário pelo governo para a próxima semana. Os saques ocorrem de março até 31 de julho. Os trabalhadores serão chamados conforme a data de aniversário. Pessoas nascidas em janeiro e fevereiro serão as primeiras.

A instituição financeira se prepara para os pagamentos. Treina funcionários, organiza as agências e cria uma central de atendimento - 0800. A Caixa estuda liberarar os saques por meio de lotéricas. Também pode creditar os valores para quem tem conta no banco.
Em todo país, são 18,6 milhões de contas inativas que somam R$ 41 bilhões. Dados regionais não foram tabulados. A insti-
tuição aguarda para fevereiro orientações sobre procedimentos e os números locais. Operação é maior que o pagamento do Bolsa Família, com 14 milhões de beneficiários.
O presidente, Michel Temer, anunciou que não haverá restrição para os saques. Isso animou
o vendedor externo Amauri Padichello, 24. Ele tem cerca de R$ 7,5 mil em uma conta inativa. Achava que poderia sacar apenas R$ 1,5 mil. O valor será aplicado em uma conta poupança. “O rendimento é maior. Como estudo, pago aluguel e moro sozinho. Seria uma ótima reserva para futuras pendências.” A intenção de Padichello é vi-
ável. O rendimento será maior. O FGTS rende 3% ao ano. Índice abaixo da inflação, que ficou em 6,29% no ano passado. Em 2015, a perda foi maior, a alta dos preços foi de 10,67%.
O governo considera a medida fundamental para impulsionar a economia. Os valores serão aplicados para pagar contas, reduzir a inadimplência e fazer investimentos. Comércio e serviços serão os principais setores beneficiados.
A moradora de Lajeado, Louvane Reis, 50, foi pega de surpresa com a notícia. Em meio à correria diária, não sabia da liberação do FGTS. Ela tem três contas inativas. “Não sei quanto eu tenho a receber, vou verificar o valor. Quero investir em uma reforma na minha casa.”
Rodrigo Schwinn, 23, tem R$ 4 mil para sacar. Ele usará o dinheiro para quitar o financiamento do carro. “É uma forma de
As contas inativas do FGTS são aquelas sem novos depósitos, de empregos antigos. O saldo é consultado no site da Caixa. Basta informar os números de NIS (ou PIS/Pasep), carteira de identidade, CPF e título de eleitor. O sistema solicita o nome da mãe, para cadastrar uma senha.
evitar juros e saldar uma conta pendente.”
Os beneficiados são os trabalhadores que pediram demissão ou foram demitidos por justa causa até o fim de 2015. Medida não vale para pessoas que permanecem no mesmo emprego, mas têm conta inativa porque a empresa mudou de CNPJ.
Alguns trabalhadores não precisarão esperar para resgatar o dinheiro. Uma regra anterior determina que aqueles que permanecem por três anos seguidos fora do regime do FGTS podem sacar a partir do mês de aniversário.
Arroio do Meio
Um convênio firmado entre o município e a União garantirá a ampliação da rede de água no interior. Cerca de R$ 400 mil serão repassados pela Fundação Nacional da Saúde (Funasa) para as obras. A verba foi angariada por intermédio do deputado Alceu Moreira, e ainda não tem data definida para chegar ao município.
Conforme o prefeito Klaus Schnack, o repasse dos recursos depende do encaminhamento do projeto de ampliação à União. O trabalho será feito por servidores do próprio município. Ainda não há definição dos locais que serão atendidos, mas a escolha será feita entre Picada Café, Linha 32, Forqueta Baixa e Rui Barbosa. “Não há problemas nesses lugares. Queremos fazer um trabalho preventivo.” Schnack acredita que ampliandoosistemaedandomais vazão à água é possível garantir a expansão das atividades no campo, como na avicultura e suinocultura. “Abre essa possibilidade para os agricultores, e também para os filhos deles, que desejam se manter no trabalho rural.” Além disso, incrementa o orçamento do município, considera.

Oprimeiro balanço do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) de 2017, divulgado pelo IBGE, aponta um crescimento de 0,31% nos primeiros 15 dias de janeiro. Os números mostram inflação mais próxima do centro da meta de 4,5% para 2017.
No acumulado dos últimos 12 meses, os preços subiram 5,94%. Índice menor em relação a 2016, quando o IPCA fechou dezembro acumulado em 6,58%. Variação que resulta na queda da inflação. Para economistas, não demonstra uma melhora econômica, mas são consequência dos altos índices de desemprego e queda no consumo interno.
“A redução da inflação é boa, mas ela não está acontecendo por que estamos crescendo, mas por que as pessoas não estão comprando”, avalia a presidente do Codevat Cintia Agostini. De acordo com ela, o nível de desemprego é o principal motivo para a falta de perspectiva de melhoria econômica. “Temos hoje 12 milhões de desempregados, sem renda. A queda da inflação mostra muito mais um resultado de crise do que a possibilidade de crescimento.”
Apesar dos problemas do mo-

e
mento, Cintia se mostra otimista em relação ao restante do ano. “Ao que tudo indica, teremos uma melhoria, principalmente no segundo semestre.”
O economista da Fundação de Economia e Estatística (FEE), Augusto Pinho de Bem, vai ao encontro da opinião de Cintia ao avaliar a queda do IPCA.
Entretanto, de Bem tem uma visão mais pessimista sobre o futuro da economia brasileira. “Esses resultado não denotam, em nenhum momento, um cenário de recuperação.”
Para ele, o país deve encerrar o
A queda da inflação mostra muito mais um resultado de crise do que a possibilidade de crescimento.”
Cintia Agostini Presidente do Codevat
ano com mais um resultado negativo do PIB. “Ao meu ver tem grande chance de o PIB cair novamente.”
Desde que assumiu a presidência, Michel Temer tem defendido a necessidade de reformas. Cintia concorda com o presidente, mas mostra contrariedade quanto aos projetos apresentados pelo governo até agora. “A reforma do teto consegue ajustar as contas do governo, mas o Estado vai deixar de cumprir o seu papel.”
Bebidas e alimentos foram alguns dos itens que contrariam o resultado geral de queda do IGP. Esses produtos tiveram alta de 0,28% na primeira quinzena de janeiro, o que obrigou a dona de casa Eva Oracéia de Oliveira, 65, a diminuir os gastos no supermercado. “Subiu muito o preço das coisas e temos de diminuir tudo.”
Conforme ela, com os cortes consegue economizar R$ 100 nas compras do mês. “Estou comprando tudo pela metade e priorizando o mais necessário, diminuí a quantidade de carne, por exemplo.” Eva é um dos exemplos de consumidores que precisam economizar para fechar as contas no fim do mês.
Assim como Cintia, de Bem prevê impactos negativos caso as reformas propostas por Temer sejam efetivadas. “No curto prazo, essas políticas são recessivas, por exemplo, a reforma trabalhista prevê o corte de benefícios e isso vai fazer o trabalhador reduzir o consumo.” O economista defende a interferência do Estado para a retomada econômica. “O governo poderia ter um plano de investimentos públicos para ser o indutor de demanda.” Essa estratégia foi adotada por governos anteriores, mas até o momento não é avaliada pela atual gestão.

Lajeado
Ovazamento de efluentes domésticos motiva reclamações dos moradores do bairro Florestal. O problema começou faz pouco mais de uma semana e provoca mau cheiro em quadras com alta concentração de prédios residenciais e estabelecimentos comerciais.
O líquido escorre em pelo menos dois pontos da rua Quinze do Novembro, nas esquinas com as vias Emílio Conrad e Padre Theodore Amstad. Morador do bairro faz 26 anos, o empresário Paulo Sérgio dos Santos, 46, enfrenta prejuízos devido ao problema
“O mau cheiro atrapalha, pois trabalho com a produção de alimentos”, reclama. Segundo ele, os vazamentos começaram logo após a instalação de tubos para a coleta de esgotos realizada por uma empresa terceirizada pela Corsan.

“No primeiro dia, achei que fosse água, mas logo começou a exalar o cheiro de esgoto”, lembra. Conforme o empresário, também acontecem vazamentos em outros pontos do bairro, principalmente nos períodos do meio-dia e após às 18h.
De acordo com uma aposentada, a situação compromete a qualidade de vida dos moradores. “Eu
tento caminhar umas quadras a mais para desviar, mas o problema ocorre em cada vez mais pontos”, ressalta. Para ela, um dos maiores temores é que ocorram novos rompimentos na rede.
Morador de um prédio na rua Emílio Conrad, Armando Santiago afirma que os efluentes escor-
rem pelo meio da rua, impedindo os motoristas de desviar. “Todo mundo é obrigado a passar no meio desse esgoto, não podemos nem atravessar a rua.”
Segundo ele, a entrada do edifício onde mora acumula uma crosta de gordura e sujeira resultante do vazamento. Santiago afirma ter reclamado pelo menos
De acordo com o gerente da Corsan Lajeado, Alexsander Pacico, a companhia recebeu diversas reclamações sobre o problema. Lembra que a Corsan instalou a rede coletora de esgoto no bairro Florestal, mas afirma que o sistema ainda não está operando na localidade. Segundo ele, futuramente os efluentes domésticos do bairro serão direcionados
cinco vezes na prefeitura e na Corsan sem que nada fosse feito. Para o empresário, é inadmissível que um bairro com tamanha concentração residencial enfrente um problema como esse. Segundo ele, além do incômodo devido ao mau cheiro, os vazamentos facilitam a transmissão de doenças e a proliferação de insetos.
para a estação de tratamento da Cohab Moinhos. “A população entrou em contato por pensar se tratar de um vazamento de água, mas não temos esse problema no bairro.”
Conforme o gerente, como os bueiros e bocas de lobos estão secas, o mais provável é tratar-se de um problema de entupimento na rede pluvial.

Teutônia
Palestra para integrantes do Liquida Teutônia quer estimular comerciantes.
A treinadora, consultora e especialista em marketing de varejo, Lauren Andara ministra palestra no próximo dia dia 2 de fevereiro, às 19h30min, na Câmara de Indústria, Comércio e Serviços (CIC). O evento é gratuito a todos os participantes da campanha da CIC e tem custo de R$ 20 para demais interessados. O conteúdo permeia a liquida-
ção como ação estratégica para o faturamento. Além disso, a profissional dará dicas para não ficar com estoque acumulado, técnicas de merchandising e a importância do embelezamento da vitrine. A promoção da CIC quer motivar e preparar os lojistas para reverter resultado insatisfatório de 2016.
Para o gerente de loja varejista Júlio Abel Danzer, 31, a população espera os preços baixarem para adquirir imóveis e eletros.
A crise financeira que obrigou as famílias a terem cautela nas
finanças começa a perder força, mas Danzer nota que ainda há incertezas. “Acredito que muitos guardaram recursos para aproveitar os descontos”.
Na loja em que administra, no bairro Languiru, oferta até 20% de desconto na compra a vista durante o Liquida Teutônia. Além disso, aposta no parcelamento em 10 vezes sem juros como alternativa para impulsionar vendas e atrair mais clientes. “Todos desejam comprar o mesmo produto que precisam com valor mais baixo”.

Comércio organiza liquidação coletiva para atrair consumidores

Prefeitura e administração do Hospital São Gabriel Arcanjo discutem a viabilidade de manter da
casa de saúde. A nova administradora da entidade, Eunice Rodrigues, debateu junto ao secretário de Administração da cidade, Rudi Schneider, a questão financeira
para reativar o bloco cirúrgico, além de outras adequações estruturais necessárias exigidas pelos órgão regulamentadores.
O Legislativo se reúne na pró-
xima semana para votar dois projetos de lei encaminhados pelo Executivo que dizem respeito a dotações de valores que contemplam as despesas em
aberto do ano de 2016. São R$ 34,5 mil para o Hospital São Gabriel Arcanjo e outros R$ 27 mil para o Hospital Bruno Born, de Lajeado.
Oacidente aéreo que matou o ministro do STF e relator da Lava-jato, Teori Zavascki, teve grande repercussão na região. Prefeito de Encantado, Adroaldo Conzatti declarou luto de três dias no município devido à ligação entre o magistrado e a cidade.
Conforme Conzatti, os pais de Zavascki viveram em Encantado nos anos 1930, e o ministro tem muitos parentes no município. Matéria em abril do ano passado no Jornal Opinião descreveu a relação do magistrado com a região.
Segundo a publicação, os pais do ministro viveram na localidade de Capoeirinha, no interior de Relvado, antes de se mudarem para a cidade de Faxinal dos Guedes, em Santa Catarina, cidade natal de Teori Zavascki. A mãe dele, Pia Maria Fontana, nasceu no bairro São José, em Encantado. Na década de 40, a família migrou para o município catarinense em busca de melhores condições de vida. Além da mãe e do pai, Severino Zavaski, os irmãos Delci e Moacir percorreram de carroça os 400 quilômetros entre as duas cidades.
Teori nasceu em 1948. Aos 11 anos, saiu de casa para estudar em um seminário em Chapecó. Quando adolescente, deixou o seminário para cursar Direito na Ufrgs. Formado em 1972, atuou como advogado no Banco Central do Brasil.
Em 1989 foi nomeado desembargador do Tribunal Regional

quérito para investigar 47 políticos suspeitos de envolvimento no esquema de corrupção na Petrobrás denunciado pela Operação Lava-jato da Polícia Federal. Relator do processo da Lava-jato no Supremo, o magistrado havia interrompido as férias para analisar a delação premiada da empresa Odebrecht, cuja homologação estava prevista para fevereiro. Teori Zavascki era viúvo e deixa três filhos.
Repercussão
Presidente do Conselho Federal da OAB, Claudio Lamachia era amigo pessoal de Zavascki. Se-
gundo ele, o ex-ministro foi um magistrado exemplar, de grande sensibilidade. “Era uma pessoa serena e absolutamente técnica
Conforme Lamachia, Zavascki tosa com todos os advogados, e vocacia na democracia. “Ele teve uma trajetória brilhante na área, por isso, compreendia a importância dos advogados no sistema judicial.”
Desembargador do TRF 4, Jorge Antônio Maurique destaca a discrição do ex-ministro. Conforme o magistrado, Zavascki mantinha uma postura adequada ao cargo que ocupava. “O Brasil perde um grande jurista.”
Conforme o regimento interno do Supremo Tribunal Federal (STF), os processos sob responsabilidade do ex-ministro devem ser herdados pelo juiz que ocupar a vaga. Com isso, seria necessário aguardar a
ao
Imigrante
Para atender as pessoas que não conseguiam retirar livros em razão de os horários não serem compatíveis, a Biblioteca Pública comunica que o horário de funcionamento foi estendido. A
iniciativa tem como intuito estimular a comunidade a ler. Desde a segunda-feira, atende das 8h até 17h, sem fechar ao meio-dia.
O acervo conta com cerca de dez mil livros de literatura infantil, infanto-juvenil, brasileira, estrangeira, autoajuda, poesia,
escolha de um novo ministro pelo presidente da República para retomar as ações da Lava-jato.
A Constituição federal não estipula prazo para a nomeação do novo ministro, que precisaria de aprovação no Senado. Porém, o regimento faz a exceção para alguns tipos de processo cujo atraso na apreciação poderia acarretar na falha de garantia de direitos.
Para Lamachia, a redistribuição imediata do processo da LavaJato é necessária diante da grave conjuntura política que o país
atravessa. “O próprio ministro Teori Zavascki demonstrou firme determinação em não postergar matéria de tal relevância e é essa a expectativa da sociedade” Para ele, aguardar a nomeação de seu sucessor para continuidade aos trabalhos já em curso, servirá apenas para agravar o ambiente político-institucional do país. “Não se trata apenas de prazos. Optar por essa alternativa é dar margem a controvérsias e questionamentos, que não contribuem para a paz social."

O corpo de Zavascki será velado neste sábado no plenário do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre. A cerimônia inicia às 11h e segue até o fim da tarde. O sepultamento ocorre às 18h, no Cemitério Jardim da Paz, e será restrito a familiares e amigos. A realização dos atos
fúnebres na capital gaúcha foi autorizada pela presidente do STF, Cármen Lúcia, após um pedido da família. Tendo em vista que, apesar de ter nascido em Santa Catarina, Zavascki construiu a carreira no RS. Michel Temer e outros representantes do governo devem participar das cerimônias.
Estudantes precisam se cadastrar para transporte
pesquisa e diversas áreas do conhecimento. Qualquer pessoa pode retirar livros, basta se cadastrar no momento da retirada. A biblioteca está localizada junto à Secretaria de Educação, Cultura, Desporto e Turismo, na avenida Dr. Ito João Snel, 840.
Westfália
Estudantes de cursos técnicos e universitários têm até o dia 15 de fevereiro para efetuar o cadastro ou recadastro para o auxílio de transporte escolar. Quem não se inscrever até essa
data receberá o benefício somente a partir do dia em que efetuar o procedimento. Informações sobre a documentação necessária para novos cadastros podem ser adquiridas na Secretaria de Educação ou pelo telefone 3762-4553.
OHospital Bruno Born (HBB) recebe R$ 725 mil do Estado. O pagamento ocorre na próxima semana. O montante é referente aos meses de março, abril e novembro. A instituição é a única do Vale a receber o valor. O repasse foi comunicado pelo secretário estadual de Saúde, João Gabardo.
Segundo o diretor-executivo do HBB, Cristiano Dickel, Gabardo informou que a instituição foi contemplada tendo em vista a relevância do atendimento aos pacientes do SUS.
Os valores são referentes aos programas Saúde Mental, Gestante de Alto Risco, complementos das diárias de UTI, Samu e OPO. O repasse garante quitar fornecedores em atraso e ingressa no fluxo de caixa.

Gabardo pediu informações sobre a situação financeira e o pagamento do 13º salário. “Informamos que a instituição honrou com os débitos por meio de empréstimos bancários”, disse Dickel.
Os recursos amenizam os problemas financeiros do HBB. Fica
pendente a parcela de dezembro de 2016. A instituição é uma das menos dependentes do Estado, por não aderir a alguns programas. Principal impacto ocorre devido à defasagem da tabela do SUS. Custos de procedimentos, exames e consultas não são atualizados faz 15 anos. O endividamento do HBB atinge R$ 28 milhões.
Os hospitais Ouro Branco, de Teutônia, e Estrela não foram comunicados quanto ao repasse dos recursos pendentes. Os atrasos resultaram no parcelamento do salário dos funcionários. Segundo o diretor do Hospital Ouro Branco, André Lagemann, o Estado deve R$ 1,3 milhão.”Não temos previsão de quando vamos receber”. Diferente do HBB, Gabardo não contatou os dois hospitais.
A única comunicação ocorre em Porto Alegre em reuniões.
“Não tenho conhecimento dele conversar direto com as direções”, disse.
As dificuldades financeiras afetam todas as casas de saúde do RS. O Hospital de Caridade São José, de Sério, é um deles.
A instituição acumula déficit de R$ 130 mil. Com a crise, os médicos não receberam.
complementar ocorre no dia 29
A Univates recebe, até o dia 23, inscrições para o Vestibular Complementar, que oferece vagas em 42 cursos de graduação e tecnológicos. Uma das formas de inscrição é pela utilização da nota da redação do Enem dos anos de 2014, 2015 ou 2016. Para o aproveitamento, a nota mínima deve ser de 200 pontos. Os candidatos também podem realizar a prova única de redação no dia 29, das 13h30min às 16h, no câmpus da Univates em Lajeado. Para quem concorrer com as duas notas – da redação presencial e da redação do Enem –, será considerada somente a mais alta para a classificação geral. As inscrições podem ser realizadas pelo www.univates.br/ vestibular ou no Atendimento Univates. A taxa de inscrição é de R$ 60.


Paverama
Oprédio antigo e deteriorado que hoje abriga as repartições públicas será trocado por um novo local. A inauguração da nova prefeitura marca o aniversário do município, em abril.
A edificação está situada aos fundos da atual prefeitura, com a fachada para a rua Jacob Flach.
A obra tem 744 m² de área com 25 ambientes, com miniauditótio. O local receberá todos os setores competentes à Secretaria de Administração, Indústria, Comércio e Serviços, Obras e o gabinete do prefeito.
Conforme o prefeito em exercício, Elemar Dickel, a mudança beneficia toda comunidade. “Quase todos os secretários em um só lugar, com boas condições de exercer suas atividades, facili-

tando o trabalho dos secretários e melhorando o acesso da população aos serviços.”
A obra foi custeada com R$ 700 mil oriundos de financiamento pelo Badesul. O contrato prevê pagamento em cinco anos, com

carência de dois meses. O valor é corrigido com 4% de juros mais a taxa Selic de 13% ao ano. O Executivo ainda aplicou R$ 248 mil de recursos próprios. As salas devem receber mobiliário novo totalizando R$ 100 mil.
Obra descentraliza
O local foi escolhido com foco na expansão e desenvolvimento da cidade. A fachada do novo centro administrativo é de frente para outro terreno da prefeitura que permite investimento para edificações públicas. O Executivo também prevê a construção de escola estadual em área próxima. O projeto de expansão leva em consideração a ligação entre as ruas Jacob Flach e a avenida Edmundo Dickel.
Estudo preliminar prevê duas formas de utilização da atual sede administrativa. A primeira propõe a demolição da infraestrutura e a construção de um chafariz. O local seria destinado ao lazer, em continuidade ao Parque 13 de Abril. A outra possibilidade é o restauro, preservando identidade histórica.
Conforme a presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) Erenilta Correa Bernardo, 35, a mudança é benéfica aos comerciantes. Ela aposta que o antigo prédio seja reformado ou restaurado. “Toda infraestrutura nova é sempre melhor. Tem novo visual. Hoje a prefeitura tem aspecto de velho, antigo”, relata.


Reportagem, EzequielNeitzke
Com vistas ao retorno para a elite do Gauchão, o Lajeadense inicia nesta segunda-feira, 23, a preparação para a disputa da Divisão de Acesso. A reapresentação dos atletas ocorre às 15h30min, na Arena Alviazul. Com 25 atletas, a folha salarial do clube não deve passar de R$ 60 mil.
O presidente Everton Giovanella destaca a dificuldade de fazer futebol no interior. Segundo ele, a falta de apoio é o principal entrave para formar times competitivos. “Hoje quem joga as divisões inferiores do Estadual é chamado de louco.”
Destaca que em 2017 os clubes da Primeira Divisão não ajudarão os da Divisão de Acesso, diferente do que ocorreu nos últimos anos, quando cada um destinava R$ 100 mil. A única ajuda que os times ganharão é a isenção da taxa de arbitragem. “Desse jeito não existe condições de manter um clube em atividade.”

JOGADORES
Goleiros: Paulo Henrique, Vini Parise e Willian
Laterais: Luís Felipe, Darlã e Paulinho Araújo
Zagueiros: Danilo Mendes, Basso, Dúh e Vitor
Volantes: Dantas, Maurinho, Everton, Índio
Anderson Ijuí, Marquinhos e Ariel
Extremas: Cidinho, Maranhão, Dieguinho e
Centroavantes: Flávio Torres e Padu
A aposta da direção para a Divisão de Acesso são os atletas da base. Do grupo de 25 jogadores vice-campeão da Copa Sub19, dez a 12 integrarão o elenco principal neste ano. Conforme Giovanella, o foco em 2017 é subir de divisão, mas, caso isso não acontecer, o clube priorizará a formação de atletas.
Saiba mais
A competição inicia no dia 5 de março com a participação de 16 clubes, divididos em dois
grupos com oito times. As equipes jogam em turno e returno, classificando-se as quatro primeiras para as quartas de final. Os finalistas jogarão a primeira divisão em 2018. Os dois últimos caem para a Segunda Divisão, a terceirona.
O Lajeadense está no grupo B, ao lado de União Frederiquense (Frederico Westphalen), Brasil (Farroupilha), Tupi (Crissiumal), Esportivo (Bento Gonçalves), São Luiz (Ijuí), Ser Panambi (Panambi) e Glória (Vacaria).
No grupo A, estão Santa Cruz e Avenida (Santa Cruz do Sul), Guarani (Venâncio Aires), EC Pelotas (Pelotas), Guarany (Bagé), Aimoré (São Leopoldo), EC São Gabriel (São Gabriel) e Internacional (Santa Maria).
Dia LocalMandantexVisitante
5/3/17Estádio Altos da Glória – VacariaGlóriaxLajeadense 12/3/17Arena Alviazul – LajeadoLajeadensexTupi 15/3/17Estádio Vermelhão da Colina – Frederico WestphalenUnião FredeirquensexLajeadense 19/3/17Arena Alviazul – LajeadoLajeadensexSer Panambi 22/3/17Estádio das Castanheiras – FarroupilhaBrasilxLajeadense 26/3/17Arena Alviazul – LajeadoLajeadensexSão Luiz 2/4/17Estádio Montanha dos Vinhedos – Bento GonçalvesEsportivoxLajeadense 9/4/17Arena Alviazul – LajeadoLajeadensexEsportivo 16/4/17Estádio 19 de Outubro – IjuíSão LuizxLajeadense 19/4/17Arena Alviazul – LajeadoLajeadensexBrasil 23/4/17Estádio João Marimon JR – PanambiSer PanambixLajeadense 26/4/17Arena Alviazul – LajeadoLajeadensexUnião Frederiquense 30/4/17Estádio Rubro Negro – CrissiumalTupixLajeadense 7/5/17Arena Alviazul – LajeadoLajeadensexGlória
Em entrevista ao A Hora, o presidente do Lajeadense, Everton Giovanella, relata diversos assuntos como a situação financeira do clube e a falta de apoio da comunidade.
A Hora – O plantel estará completo no dia da reapresentação?
Everton Giovanella –Salvo uma novidade a nível de investimento e patrocínio, a gente não tem condição de trazer mais ninguém. Se acontecer alguma coisa positiva, a gente tentará reforçar, não agora, mas no decorrer da competição, pois neste ano o campeonato será diferente, estando em quarto nesta primeira fase, você está classificado. Então é melhor você chegar mais forte no mata-mata do que fazer uma baita campanha na primeira fase.
A realidade financeira dos clubes do interior não é das melhores. Como está
a situação do Lajeadense?
Giovanella – Vou ser bem sincero, falando em nível geral, acho que caminha para o fim. Não existe condições de manter um clube como o Lajeadense, o Pelotas, entre outros. Temos zero apoio em nível de federação, pois eles não conseguem colaborar com os clubes da Série B. Ainda bem que neste ano não será cobrada a taxa de arbitragem, mas eles não conseguem buscar patrocinadores para nos repassar outros valores. Antes os clubes da primeira divisão, eles repassavam um valor, e isso não tem mais. Por isso que arrisco a dizer que se não mudarem as coisas até os estaduais vão ficar comprometidos. A única maneira de se manter em atividade hoje é fazer como o Veranópolis, que fica aberto três meses e depois fecha as portas.
duais para formar atletas. Inter e Grêmio têm que colocar na cabeça dos torcedores que o Estadual é sim importante, mas é importante para jogar com os meninos da base, como se fosse um preparatório para os campeonatos que eles disputam. Temos que começar a pensar em competições a nível

Como se organizar para reestruturar os time do interior?
Giovanella – Sou partidário para abrir mais divisões no futebol brasileiro e ter os esta-
“O Lajeadense tem potencial para ser uma nova Chapecoense, basta a gente se unir.”
o ano inteiro e teríamos o que oferecer para os patrocinadores. Hoje estamos na série B e não temos muito a oferecer, só que vamos divulgar a marca deles na região.
O que fazer para trazer o público de volta ao estádio?
Giovanella – Acho que é hora de outros tentarem. Se alguém tiver ideias e uma solução boa, basta nos procurar. Tenho toda uma história aqui e quem entrar, serei o primeiro a apoiar. Não estou dizendo que vamos sair, simplesmente estamos abrindo a porta, para que se tenha outras pessoas interessadas em fazer o trabalho. Estamos aqui dentro faz muito tempo e talvez não conseguimos achar o que precisamos fazer para atrair o público.
O Lajeadense esteve próximo do acesso à Série C. Hoje amarga a Divisão de Acesso. Quais os motivos que levaram o clube a chegar nessa situação?
Giovanella – Em novembro de 2015, após o jogo contra o River, dei uma entrevista e falei
que o Lajeadense tinha chegado ao seu limite e se não tivesse apoio começaria a descer. Tudo que falei aquele dia, naquela entrevista, aconteceu. Não existe conta errada, é só fazer um cálculo simples, parou de colocar recurso próprio, não tem dinheiro para fazer time. Quem estava aqui dentro cansou de fazer as coisas e não ter retorno nenhum. Então essa é a grande verdade. Enquanto o Lajeadense não for abraçado pela comunidade, como foi o caso da Chapecoense, não irá para frente. Eles fizeram os mesmos projetos de lei que nós e foram abraçados pela comunidade. Nós fizemos os mesmos projetos e não tivemos retorno. Então, quando é assim, a gente sente que isso aqui é um problema de poucos, e um desejo de poucos, onde muitos criticam. Estamos tentando fazer o que se pode para o clube não fechar. Em relação a potencial, o Lajeadense tem potencial para ser uma nova Chapecoense, basta a gente se unir.



Asegunda rodada do municipal de Progresso ocorreu no fim de semana passado, em Alto Honorato e Xaxim. Após a realização das quatro partidas, o certame tem três equipes dividindo a liderança. Amizade, Internacional e Internacional somam 4 pontos. Na quarta colocação, vêm os Flamengos A e B, ambos com 3 pontos. Em sexto, está o Cruzeiro, de Alto Honorato, com 2 pontos. O Sempre Unidos é o sétimo com 1
ponto. Na lanterna, estão Achados e Perdidos e Cruzeiro, de Tiririca, sem pontuar. A terceira rodada inicia neste sábado em Campo Branco. Às 15h, o Flamengo B busca a segunda vitória consecutiva diante do Cruzeiro, de Alto Honorato. Depois de dois empates em 1 a 1, o Cruzeiro tenta a primeira vitória. Às 15h, o mandante Internacional recebe o Flamengo A querendo se manter na liderança. Já o time de Xaxim busca a segunda vitória na com-
petição. Na estreia, venceu o Achados e Perdidos por 3 a 1.
No domingo, os jogos ocorrem em São Luiz. Às 15h, o Amizade aposta no artilheiro Henrique Ingremani, autor de quatro gols em dois jogos, para buscar a vitória diante do Cruzeiro, de Tiririca, e se manter na liderança. Fechando a rodada, o Achados e Perdidos tenta os primeiros pontos no duelo contra o São João, um dos líderes do campeonato. A folga é do Sempre Unidos, de Apitiri.
Amador de Boqueirão de Leão
A segunda rodada do municipal de Boqueirão do Leão ocorre em Linha Data neste domingo. A partir das 15h30min, o Esportivo encara o EC São Roque, de São Roque, pela categoria aspirante. A titular entra em campo às 17h30min.

A última rodada da fase classificatória do Intercamping, competição de futebol 7 de Marques de Souza, ocorre neste sábado, no Camping Riacho Doce, em Linha Perau.
As partidas iniciam às
Sombras 3 960
Os Penetra's 3 9140
Cruzeirinho 3 720
Bohemios 3 7140
Ademar Gessos 3 7140
Regra 3 2 620
Camping da Pedra 2 620
Maravilha 3 640
Amigos do Léo 3 660
Lavanderia Campestre 2 680
Largados 3 560
Parceiros 3 460
Wasserstadt 3 460
Mercenários 3 4140 Meia Boca Jr 3 4160
13h30min com o confronto entre Galera da Garrafa e Barsemlona. A rodada segue com: Caí na Farra versus Vai Que Cola, Vamo Dale Para Não Tomale versus New's Car, Camping da Pedra versus Illuminatti's, Os Bruxos versus Lavanderia Campestre e Estudiantes versus Regra 3.
Barsemlona 2 30 News Car 2 320 Caí na Farra 2 340
Atual
Vai Que Cola 2 020 Os Bruxos 2 040 Cafumangos 3 060 Bom Fim 3 0100 Quem Chuta Busca 3 0160
Canudos do Vale
A próxima rodada do municipal de futebol 7 de Canudos do Vale ocorre neste domingo na praça esportiva do Canarinho, em Rui Barbosa. Na categoria sub-23,
Roundup encara o Grêmio às 14h30min. Na força livre, Nova Berlim duela com o Minuano e 22 de Outubro enfrenta o Íbis. Porongos busca a recuperação contra o Canarinho B e o Canarinho A recebe o MB Construções.

Grêmio
O treino do Grêmio nessa sexta-feira de manhã mostrou que a equipe campeã da Copa do Brasil, em dezembro, vai ser mantida no início da temporada. A única mudança foi na lateral-direita. Léo Moura substituiu o lesionado Edílson. Com isso, a equipe titular que atuou na atividade foi: Marcelo Grohe, Léo Moura, Kannemann, Gero-
mel, Marcelo Oliveira, Ramiro, Walace, Maicon, Douglas, Pedro Rocha e Luan.
O atacante Jael, anunciado na quarta-feira pelo Tricolor, correu nogramadodoCTLuizCarvalho.
O centroavante assinou contrato de um ano com o clube. A equipe do técnico Renato Portaluppi retoma os trabalhos neste sábado, preparando-se para a estreia no Gauchão contra o Ypiranga, no dia 2 de fevereiro.
O Internacional anunciou nessa sexta-feira o quinto reforço em 2017. Trata-se do lateral-direito Alemão, 23, que jogou o último Brasileirão pelo Botafogo, mas tinha direitos vinculados ao Bragantino. Alemão assinou contrato de três anos e será apresentado na segunda-feira.
O acordo com o jogador do Bragantino já havia sido fechado há semanas, mas restava esperar pela desistência oficial do Botafogo. O time carioca tinha preferência de compra dos direitos econômicos e somente nesta semana se manifestou para admitir que perdeu a disputa.
O Internacional pagará cerca

No último Brasileirão, Alemão defendeu as cores do Botafogo
de R$ 600 mil ao Bragantino. Antes de Alemão, o Inter anunciou Roberson, Neris, Uendel e Klaus. O clube ainda negocia com Marcelo Cirino, do Flamengo, e também procura um volante.





OCaça é marcado por placares elásticos. Nas duas rodadas realizadas nesta semana, as redes do campo A balançaram em 42 oportunidades –média de sete gols por confronto.
Na terça-feira, o Coroas Mirim D aplicou 5 a 0 no Expressinho de Verão, enquanto o Lesionados ganhou por 4 a 1 do Coroas C. O resultado mais equilibrado foi na vitória do Ser Falcatrua por 3 a 2 sobre o Maragatos On Vacation.
Na etapa de quinta-feira, o destaque ficou para o Shark Ataque. A equipe aplicou 10 a
caram em três oportunidades. Os outros gols foram anotados por Gui Pereira e Henrique Rocha, duas vezes cada um.
O Aliança também goleou. Aplicou 9 a 0 no DK FC. Felipe Spellmeier e Oscar Trapp marcaram em duas oportunidades. Já o Rebordose venceu o Amnésia por 6 a 2, com destaque para Pepe Demichei, que marcou metade dos gols.
Confirmada a 44ª edição da Copa CTC de Minifutebol, com o patrocínio da Diamond Constru-
• 4ª rodada – Dia 26 (quinta-feira) 19h – Coras C x Expressinho de Verão 20h – Maragatos on Vacation x Amnésia 21h – DK FC x Coroas Mirim/Charrua
tora. As inscrições podem ser feitas no site do CTC até o fim do mês. O certame inicia em março e se estende até dezembro. É considerado um dos maiores da Região Sul.

Lajeado, fim de semana, 21 e 22 de janeiro de 2017
Jornalismo / redação: ahora@jornalahora.inf.br
Publicidade: comercial@jornalahora.inf.br
Assinaturas: assinaturas@jornalahora.inf.br

